Cursos do Final de Ano – 2014

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

Novembro

01/11 – Kabbalah – SP

02/11 – Astrologia Hermética – SP

29/11 – Qlipoth – SP

30/11 – Magia Prática – SP

Informações: marcelo@daemon.com.br

Dezembro

01/12 – EAD de Kabbalah Hermética no ar.

Nestas últimas semanas tenho gravado com o PH e a equipe do Conversa entre Adeptus o primeiro curso de Kabbalah Hermética em EAD. Sempre fui muito reticente em relação a gravar um curso em Ensino à Distância com medo que a qualidade final não conseguisse se igualar a um curso presencial, mas o Curso básico sobre os Chakras do PH me convenceu que era possível ter acesso a muitas vantagens que o curso presencial não tem, como por exemplo:

– O Curso de 8h foi dividido em 4 Aulas de 2h cada, subdividido em 8 blocos com aproximadamente 15 minutos, detalhando cada parte do curso. Desta maneira, além de ter o conteúdo integral do curso presencial, o aluno faz seu próprio horário em casa, podendo estudar à noite, de tarde ou pela manhã, e organizando os blocos de estudo de acordo com suas necessidades. Também pode repetir qualquer parte que não entendeu e pausar para fazer anotações ou consultar a apostila durante o curso.

– Facilidade para ser assistido em celulares ou ipads.

– Graças ao Chroma-Key, pudemos incluir imagens, gráficos e desenhos conforme vou explicando cada parte do curso, tornando a experiência muito mais visual e interativa.

– Conseguimos manter os mesmos valores dos cursos presenciais, com a vantagem que agora é possível dividir em até 12x no cartão.

– Durante o período do curso, estarei à disposição no fórum do EADeptus para tirar dúvidas dos alunos através do fórum.

– Com os Certificados de Conclusão, os alunos que fizerem os cursos em EAD poderão frequentar os cursos intermediários e avançados presenciais.

Conteúdo do Curso

Aula 01 – Kabbalah Hermética, Introdução

1.1 – O que é a Kabbalah Hermética

1.2 – Diferenças entre a Cabalá Judaica e a Kabbalah Hermética

1.3 – Estrutura da Árvore da Vida e Nomenclaturas

1.4 – O Yin e o Yang

1.5 – Terra e Fogo

1.6 – Ar e Água

1.7 – Números: 1, 2, 3, 4, 5 e 6

1.8 – Números: 7, 8, 9 e 10

Aula 02 – Os 7 Planetas e as 10 Esferas

2.1 – A História de Lilith

2.2 – Terra, Lua, Mercúrio e Vênus

2.3 – Sol, Marte, Júpiter e Saturno

2.4 – Urano, Netuno e Plutão

2.5 – Malkuth

2.6 – Yesod

2.7 – Tav, Hod, Shin, Resh

2.8 – Netzach

Aula 03 – A Árvore

3.1 – Qof, Tzaddi, Peh

3.2 – Tiferet

3.3 – Ayin, Samekh, Nun

3.4 – Geburah

3.5 – Mem, Lamed

3.6 – Chesed

3.7 – Kaph, Yod, Teth

3.8 – Daath

Aula 04 – A Árvore

4.1 – Binah

4.2 – Cheth, Zain

4.3 – Hochma

4.4 – Vav, Heh, Daleth

4.5 – Kether

4.6 – Gimmel, Beit, Aleph

4.7 – Correlações de Caminhos entre diversos Autores

4.8 – Considerações Finais

#Cursos #Kabbalah

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cursos-do-final-de-ano-2014

Curso de Kabbalah e Astrologia em Belo Horizonte

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

Finalmente conseguimos um lugar e data!

01/09 – Kabbalah

02/09 – Astrologia Hermética

Horário: Das 10h00 as 18h00

Informações: marcelo@daemon.com.br

KABBALAH

Este é o curso recomendado para se começar a estudar qualquer coisa relacionada com Ocultismo.

A Kabbalah Hermética é baseada na Kabbalah judaica adaptada para a alquimia durante o período medieval, servindo de base para todos os estudos da Golden Dawn e Ordo Templi Orientis no século XIX. Ela envolve todo o traçado do mapa dos estados de consciência no ser humano, de extrema importância na magia ritualística.

O curso abordará as diferenças entre a Kabbalah Judaica e Hermética, a descrição da Árvore da Vida nas diversas mitologias, explicação sobre as 10 Sephiroth (Keter, Hochma, Binah, Chesed, Geburah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malkuth), os 22 Caminhos e Daath, além dos planetas, signos, elementos, cores, sons, incensos, anjos, demônios, deuses, arcanos do tarot, runas e símbolos associados a cada um dos caminhos.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– A Árvore da Vida em todas as mitologias.

– Simbolismo e Alegorias na Kabbalah

– Descrição e explicação completa sobre as 10 esferas (sefirot).

– Descrição e explicação completa sobre os 22 caminhos.

– Cruzando o Abismo (Véu de Paroketh).

– Alquimia e sua relação com a Árvore da Vida.

– O Rigor e a Misericórdia.

– A Estrela Setenária e os sete defeitos capitais.

– Cores, metais, incensos,

– Construção do Templo Astral e exercícios relacionados.

– Letras hebraicas, elementos, planetas e signos.

– Sigilações envolvendo a Kabbalah.

ASTROLOGIA

A Astrologia é uma ciência que visa o Autoconhecimento através da análise do Mapa Astral de cada indivíduo. Conhecido pelos Astrólogos e Alquimistas desde a Antigüidade, é um dos métodos mais importantes do estudo kármico e um conhecimento imprescindível ao estudioso do ocultismo.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– Introdução à Astrologia,

– os 7 planetas da Antigüidade, Ascendente e Nodos

– os 12 Signos,

– as 12 Casas Astrológicas,

– leitura e interpretação básica do próprio Mapa Astral.

Cada aluno recebe seu próprio Mapa Astral (precisa enviar antecipadamente data, hora e local de nascimento) para que possa estudá-lo no decorrer do curso.

Informações: marcelo@daemon.com.br

#Astrologia #Cursos #Kabbalah

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/curso-de-kabbalah-e-astrologia-em-belo-horizonte

Cursos de Hermetismo Julho/Agosto [Update]

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

25 e 26 de JULHO – Florais, com a prof. dr. Cynthia Carpigiani, em São Paulo. É um curso voltado para a área médica (médicos, veterinários, terapeutas) mas acho interessante para os que se interessam por herbalismo e alquimia. A Cynthia é uma das maiores conhecedoras de florais no Brasil, especialmente em animais selvagens de grande porte (inclusive leões e hipopotamos). Eu sou um dos alunos deste curso, hehehe.

22 e 23 de AGOSTO – Consegui confirmar os cursos de Kabbalah e Astrologia Hermética no Rio de Janeiro para AGOSTO. A boa notícia é que é uma sala bem bacana, no centro, com 20 lugares… a má notícia é que já tem 11 inscritos antes que eu conseguisse postar aqui, então se você quiser fazer os cursos, não fique de bobeira…

DESCRIÇÕES

Florais

– Introdução ao estudo dos florais, Os estudos e descobertas de Dr. Bach, Técnica para o preparo da matriz, solução estoque e solução de uso, Os 7 chakras, Corpos energéticos, Alterações comportamentais mais freqüentes, indicações para animais de companhia (cães, gatos, aves e outros pets), Emoções e órgãos de choque, Como explorar a história do paciente para a escolha dos florais (anamnese), Flores usadas no sistema de Saint Germain e suas indicações, Apresentação de fórmulas prontas, Discussão de casos clínicos (humanos e animais)

Vagas: 20 (atualmente 13)

Local: Rua Vergueiro, 2949 (próximo ao metrô Vila Mariana) – São Paulo – SP

Dias 25 e 26 de Julho, das 9h as 18h – Valor R$ 250,00 (pode ser dividido em 2x)

Maiores informações e reservas através do e-mail vetfloral@gmail.com.

—————————
Rio de Janeiro

22/08 – Kabbalah

23/08 – Astrologia Hermética

Das 9h as 18h

– Haverá também uma palestra gratuita na Livraria Saraiva (em breve eu passo os detalhes de horário e endereço) dia 22/08, sobre “A Árvore da Vida e as diversas religiões e mitologias”.

Informações no email marcelo@daemon.com.br ou (11) 5539-1122.

#Cursos

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cursos-de-julho-agosto-update

Templários, Hospitalários, Teutônicos

Publicado no S&H dia 30/9/09,

Semana passada vimos todas as bases históricas que acabaram gerando o Início das Cruzadas, incluindo a formação dos Cavaleiros Templários. Muita gente confunde Templários com Cruzados, misturando tudo em um mesmo saco, mas estas duas classificações militares eram MUITO, mas MUITO diferentes, tanto em sua origem quanto em seus propósitos:
Os Templários eram nobres (a maioria do Sul da França), iniciados nos conhecimentos do oriente e com uma visão de religiosidade muito mais próxima do Catarismo do que do Catolicismo; já os Cruzados eram uma massa de manobra do Vaticano, para tentar recuperar Jerusalém das mãos dos Muçulmanos, custe o que custar.

A Primeira Cruzada
Foi chamada também de Cruzada dos Nobres ou dos Cavaleiros. Ao pregar e prometer a salvação a todos os que morressem em combate contra os pagãos (leia-se, muçulmanos) em 1095, o Papa Urbano II estava a criar um novo ciclo na história mundial.
É certo que a idéia de juntar um bando de gente armados com espadas e tocha e mandá-los para matar os inimigos hereges não era algo totalmente novo, pois já no século IX se declarava que os guerreiros mortos em combate contra os muçulmanos na Sicília mereciam a salvação eterna. Mas desta vez a salvação não era prometida numa situação excepcional.
Urbano II declarou que não apenas todos os pecados dos cruzados seriam perdoados, mas que todo aquele que morresse nesta “Guerra Santa” teria seu lugar garantido no Céu. O problema com isso é que a Primeira cruzada acabou “recrutando” todo tipo de bandido, estuprador, mercenário e vilão que você puder imaginar. Todo aquele que era um pária na Europa enxergou na cruzada uma chance de desaparecer de seus algozes, ficar com a ficha limpa e ao mesmo tempo matar, pilhar e destruir à vontade “em nome de Jesus”. Tudo gente finíssima nas cruzadas…

Por volta de 1097, um exército de 30 mil homens, dentre eles muitos peregrinos, cruzou a Ásia Menor, partindo de Constantinopla. A cruzada dos cavaleiros, possuindo recursos, embora progredindo devagar, fizera um acordo com o imperador de Bizâncio de lhe devolver os territórios conquistados aos turcos. Esse acordo seria desrespeitado, claro, à medida que o mal-entendido entre as duas partes cresceria.

E quem eram os “nobres” das cruzadas?
Imagine que você seja um nobre europeu feudal do século X ou XII. O filho primogênito era tradicionalmente o herdeiro de tudo o que o seu pai tivesse, e era devidamente preparado para assumir as responsabilidades de vassalo ou nobre de acordo com a posição das terras de seu pai; o filho mais novo era, por tradição, destinado à Igreja ou ao Clero, para manter o povo sob o domínio do Cristianismo: eram enviados para os mosteiros para estudar ou para serem introduzidos no catolicismo (desculpem pelo trocadilho…). As nobres fêmeas eram leiloadas em grandes festas junto a outros nobres, dentro de acordos políticos e diplomáticos realizados entre os Senhores Feudais; fora do Sul da França e dos Territórios Celtas, as mulheres não tinham muito poder de decisão de nada, sendo valorizadas mais por sua beleza do que por seus atributos mentais (estas festas deram origem ao que hoje em dia chamamos de “Festas de Debutantes”). Aos irmãos “do meio”, sobrava um abraço e um aperto de mão: não tinham direito a nada.
Neste aspecto, as Cruzadas se ofereciam para eles como algo realmente tentador: comandar um monte de crentes, peregrinos, bandidos e assassinos “em nome de Jesus”, matar vários hereges e, quem sabe, virar um nobre dono de terras no Além Mar? Parecia uma ótima idéia!

As tensões entre os bizantinos e os cruzados
Os bizantinos queriam um grupo de mercenários solidamente enquadrados ao qual se pagasse o soldo e que obedecessem às ordens – não aquelas turbas de remelentos indisciplinados; por outro lado, os cruzados não estavam dispostos, depois de tantos sacrifícios, a entregar o que obtinham.
Apesar da animosidade entre os líderes e das promessas quebradas entre os cruzados e os bizantinos que os ajudavam, a Cruzada prosseguiu. Os turcos estavam simplesmente desorganizados. A cavalaria pesada e a infantaria franca não tinham experiência em lutar contra a cavalaria leve e arqueiros turcos, e vice-versa. No final das contas, a resistência e a força dos cavaleiros venceram a campanha em uma série de vitórias, a maioria muito difíceis.

Em 19 de Junho de 1097, os cruzados cercaram e tomaram Nicéia, devolvendo-a aos bizantinos, e logo tomaram o rumo de Antioquia. Em julho, foram atacados pelos turcos em Dorileia, mas conseguiram vencê-los e, após penosa marcha, chegaram aos arredores de Antioquia em 20 de outubro. A cidade de Antioquia somente cairia, após longo cerco, a 3 de Junho de 1098, com a ajuda de um sentinela armênio que facilitou a entrada dos cruzados nas muralhas da cidade. Seguiu-se um saque terrível da população muçulmana da cidade, que ficou na posse de Boemundo de Taranto, o chefe dos normandos.

Godofredo de Bulhão, após longo cerco, conquistou Jerusalém atacando uma guarnição fraca em 1099. A repressão foi violenta. Segundo o arcebispo Guilherme de Tiro, a cidade oferecia tal espetáculo, tal carnificina de inimigos, tal derramamento de sangue que os próprios vencedores ficaram impressionados de horror e descontentamento.
Conta-se que haviam rios de sangue correndo pelas ruas da cidade…

Godofredo de Bulhão ficou só com o título de protetor e, à sua morte, Balduíno, seu irmão, proclamou-se rei. Após a vitória, era preciso organizar a conquista. Para dividir os territórios conquistados entre os principais nobres que participaram da matança, surgiram quatro estados cruzados, conhecidos coletivamente como Outremer (“Ultramar”), do norte para o sul: o Condado de Edessa, o Principado de Antióquia, o Condado de Trípoli, e o Reino de Jerusalém.

O sucesso da primeira cruzada pelas tropas de Noobs foi até certo ponto uma surpresa e ocorreu porque os cruzados chegaram num momento de desordem naquela periferia do mundo islâmico. Uma vez conquistado o território ao inimigo, os cruzados, cujos desentendimentos com os bizantinos começaram ainda durante a campanha, não mais quiseram devolver as terras aos seus irmãos de fé cristã do Império Bizantino. Balduíno teria dito, inclusive, para o Imperador Bizantino a seguinte frase: “Perdeu, playboy”.

Muitos dos combatentes retiraram-se de Jerusalém (incluindo os grandes senhores), mas um núcleo ficou (cálculos chegam a falar de algumas centenas de cavaleiros e um milhar de homens a pé). As cidades principais (como Antioquia e Edessa) tornarem-se capitais de principados e reinos (embora Jerusalém fosse de certo modo o centro político e religioso), com outras marcas a protegê-los.
O sistema feudal foi transplantado para o oriente com algumas alterações: muitas vezes, em vez de receber feudos, os cavaleiros eram pagos com direitos ou rendas (modalidade que existia também na Europa). As cidades mercantis italianas tornaram-se fundamentais para a sobrevivência desses estados: permitiram a chegada de reforços e interceptar os movimentos das esquadras muçulmanas, tornando o Mediterrâneo novamente um mar navegável pelos ocidentais.

Mas os muçulmanos iriam reagir…
De qualquer modo, nos anos seguintes, com a euforia da vitória, mais voluntários seguiram para o Oriente. Os contingentes seguiam por nacionalidades, continuando pouco organizados. As motivações eram variáveis: se alguns pretendiam obter novos feudos, ou redimir-se das suas faltas, havia também aqueles que “apenas” pretendiam ganhar batalhas, cobrir-se de glória, bênçãos espirituais, e voltar para a sua terra.
Os governantes cruzados encontravam-se em grande desvantagem numérica em relação às populações muçulmanas que eles tentavam controlar. Assim, construíram castelos e contrataram tropas mercenárias para mantê-los sob controle. A cultura e a religião dos francos era muito estranha para cativar os residentes da região.

Por aproximadamente um século, os dois lados mantiveram um clássico conflito de guerrilha. Os cavaleiros francos eram muito fortes, mas lentos. Os árabes não agüentavam um ataque da cavalaria pesada, mas podiam cavalgar em círculo em volta dela, na esperança de incapacitar as unidades dos francos e fazer emboscadas no deserto. Os reinos cruzados localizavam-se, em sua maioria, no litoral, pelo qual eles podiam receber suprimentos e reforços, mas as constantes incursões e o infeliz populacho mostravam que eles não eram um sucesso econômico.

Ordens de monges cavaleiros foram formadas para lutar pelas terras sagradas. Os cavaleiros templários e hospitalários eram, em sua maioria, francos. Os cavaleiros teutônicos (Teutonicorum) eram germânicos. Esses eram os mais bravios e determinados dos cruzados, mas nunca foram suficientes para fazer a região ficar segura, ao contrário do que é ensinado nas escolas. Os reinos cruzados só sobreviveram por um tempo, em parte porque aprenderam a negociar, conciliar e jogar os diferentes grupos árabes uns contra os outros (mas onde que a educação escolar católica brasileira vai admitir que os “guerreiros de Deus” negociavam, manipulavam e conciliavam com os hereges?).

Os Templários
Oficialmente, a Ordem foi fundada por Hugo de Payens após a Primeira Cruzada, em 1119, com a finalidade de defender a Terra Santa dos ataques dos maometanos, mantendo os reinos cristãos que as Cruzadas haviam fundado no Oriente.
Os seus membros faziam voto de pobreza e seu símbolo passou a ser um cavalo montado por dois cavaleiros. Em decorrência do local de sua sede (junto ao local onde existira o Templo de Salomão, em Jerusalém) do voto de pobreza e da fé em Cristo surgiu o nome “Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão”. Sua bandeira consistia em uma cruz vermelha sobre um fundo mosaico preto-e-branco; nos templos, esta bandeira era representada pelo pavimento mosaico.
A regra dessa ordem religiosa de monges guerreiros (militar) foi escrita por São Bernardo. A sua divisa foi extraída do Livro dos Salmos: “Non nobis, Domine, non nobis, sed nomini Tuo da gloriam” (Sl 115,1) que significa “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Vosso nome dai a glória”.
O seu crescimento vertiginoso, ao mesmo tempo que ganhava grande prestígio na Europa, deveu-se ao grande fervor religioso e à sua incrível força militar. Os Papas guardaram a ordem acolhendo-a sob sua imediata proteção, excluindo qualquer intervenção de qualquer outra jurisdição fosse ela secular ou episcopal. Não foram menos importantes também os benefícios temporais que tal ordem recebeu dos soberanos da Europa.
O poder da Ordem tornou-se tão grande que, em 1139 que o papa Inocêncio II emitiu um documento declarando que os templários não deviam obediência a nenhum poder secular ou eclesiástico, apenas ao próprio papa.
Um contemporâneo (Jacques de Vitry) descreve os Templários como “leões de guerra e cordeiros no lar; rudes cavaleiros no campo de batalha, monges piedosos na capela; temidos pelos inimigos de Cristo, a suavidade para com Seus amigos“.
Levando uma forma de vida austera não tinham medo de morrer para defender os cristãos que iam em peregrinação a Terra Santa. Como exército nunca foram muito numerosos (não passavam de 400 cavaleiros em Jerusalém no auge da ordem), mesmo assim foram conhecidos como o terror dos maometanos.

Os Hospitalários
Por volta de 1099, alguns mercadores de Amalfi fundaram em Jerusalém, sob a regra de S. Bento e com a indicação de Santa Maria Latina, uma casa religiosa para recolha de peregrinos. Anos mais tarde construíram junto dela um hospital que recebeu, de Godofredo de Bulhão, doações que lhe asseguraram a existência, desligou-se da igreja de Santa Maria e passou-se a formar congregação especial, sob o nome de São João Baptista.
Em 1113, o Papa nomeou-a congregação, sob o título de São João, e deu-lhe regra própria. Em 1120, o francês Raimundo de Puy, nomeado Grão-Mestre, acrescentou ao cuidado com os doentes o serviço militar.
“Hospitalários” vem da palavra “Hospício”, que naquele tempo tinha a conotação de local para tratamento e/ou hospedagem de pessoas doentes ou pobres sem gratificação, monetária ou econômica, ao serviço prestado. Então quando vocês lerem por ai que os Hospitalários eram proprietários de vários hospícios (Hospices) na Terra Santa, não vão achar que eles eram psiquiatras! (se bem que… dada todas as condições de horror das batalhas, pensando bem, não era um nome tão inapropriado assim…). Do seu nome, vem a palavra “Hospital” que usamos até hoje como sinônimo para “Edifício onde se tratam os doentes”. Mais tarde, veremos que a Ordem irá mudar seu nome e local de sede por motivos alheios à sua vontade, adotando uma nova bandeira que hoje é mundialmente conhecida.

Os Teutônicos
Fundados no Acre a partir do século XII (mas cuja origem precisa remota a 1143, quando o Papa Celestino II pediu um destacamento especial de Hospitalários que falassem a língua germânica para tomar conta de um hospital especial para peregrinos alemães, o Domus Theutonicum), tinha originalmente o nome de “Cavaleiros Teutônicos do Hospital de Santa Maria em Jerusalém” (Ordo domus Sanctæ Mariæ Theutonicorum). Formados a partir de tropas germânicas, nunca tiveram um número muito grande de membros, pois todos os principais cavaleiros sempre tinham origem nobre. Durante os períodos mais complicados, eles recrutavam voluntários e mercenários, que não eram considerados do “Círculo Interno” da Ordem.
Seu primeiro grão mestre foi Henrich Walpot Von Bassenheim (governou de 1198 a 1200). Walpot recebeu em 1199 as regras de Monastério dos Templários das mãos deGilbert Horal, Grão mestre Templário na ocasião, e foi ele quem transformou a Ordem de médicos e protetores para monges guerreiros. Walpot morreu em batalha no Acre.
Os Teutônicos tiveram uma influência muito grande na defesa da região, mas quando os cristãos foram derrotados em 1211, os Teutônicos moveram sua sede para a Transilvânia, para ajudar a defender a Hungria dos ataques dos turcos muçulmanos.

A partir do próximo Post, farei as narrativas paralelas para que vocês entendam melhor as relações de amor e ódio existentes entre estas três Ordens Militares (e os Muçulmanos, e os Católicos, e os Cruzados e os Cátaros…)

———————–
Textos relacionados no blog Teoria da Conspiração e na Wikipedia de Ocultismo.
E sigam as novidades do blog no Twitter

Outros textos interessantes:
– Carta Aberta dos Ateus ao Presidente
– O que são Sigilos Pessoais?
– IURD obrigada a indenizar terreiro
– Como lavar dinheiro em Igrejas Evangélicas
– Teoria das Supercordas
– As pesquisas de Michel Gauquelin
– Iniciação ao Hermetismo

#Templários

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/templ%C3%A1rios-hospital%C3%A1rios-teut%C3%B4nicos

Calendário de Cursos – Agosto, Setembro, Outubro

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

Para que vocês possam se programar melhor, aqui vão as datas dos cursos do final do ano. Se eu conseguir um lugar em tempo hábil, gostaria de marcar um curso de Kabbalah/Astrologia em Novembro em Brasília e/ou Belo Horizonte.

Agosto

20/08 – Tarot (Arcanos Menores) – Porto Alegre

21/08 – Magia Prática – Porto Alegre

27/08 – Tarot (Arcanos Maiores) – SP

28/08 – Tarot (Arcanos Menores) – SP

Setembro

17/09 – Kabbalah – SP

18/09 – Astrologia Hermética – SP

24/09 – Kabbalah – Vitória ES

25/09 – Astrologia Hermética – Vitória ES

Outubro

15/10 – Astrologia Hermética II – SP

16/10 – Magia Prática – SP

29/10 – Tarot (Arcanos Maiores) – RJ

30/10 – Tarot (Arcanos Menores) – RJ

Informações: marcelo@daemon.com.br

#Cursos

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/calend%C3%A1rio-de-cursos-agosto-setembro-outubro

Chakras, Kundalini e Tantra – Parte III

semana passada aprendemos que os cientistas acabaram de demonstrar que estamos vivendo em um mundo de, no mínimo 11 dimensões, coisa que os Egípcios já sabiam 6.000 anos atrás. Estudamos como os seres humanos possuem corpos em todas estas dimensões e como estes corpos se relacionam e conseguimos até mesmo explicar de onde surgiu a história da Arca de Noé, Barca de Ísis e do Barqueiro Caronte.

Hoje, vamos voltar um pouco mais no tempo e estudar algo que os hindus já conheciam 7.000 anos atrás. Usando uma linguagem simplificada, os chakras são centros captadores e transformadores de Prana (os campos eletromagnéticos que circulam a Terra através de suas LINHAS ). Estas rodas de energia situam-se no segundo dos sete corpos, entre o físico e o astral e possuem contrapartes no físico.

Enquanto eu estiver explicando cada um dos chakras, coloquei ao lado diagramas relacionando-os à Kabbalah. Não se preocupem em tentar entender estas “bolinhas e tracinhos” agora, eu vou falar sobre isso quando chegarmos na parte do “Moisés e os 10 mandamentos”. Como vocês verão mais tarde, TUDO está inter-relacionado no Ocultismo.

Muladhara, Chakra Vermelho, ou Raiz.

Svadisthana, chakra laranja ou sexual

Manipura, Amarelo ou Plexo Solar

Este chakra também possui uma importância enorme na mediunidade. É através dele que o médium doa a energia para os espíritos e também é através dele que os espíritos, larvas astrais e vampiros “roubam” nossa energia.

Na Grécia e em Roma, os ocultistas sempre souberam que era através deste chakra dos sacerdotes e virgens vestais que os Oráculos recebiam sua energia materializar suas vozes (os Oráculos nada mais eram do que espíritos avançados que se comunicavam com os sacerdotes e consulentes, de maneira idêntica ao que os médiuns fazem hoje em dia). Por esta razão, chamavam estes oráculos de Venter Loquis, ou “A Voz que vem do ventre”, que mais tarde deu origem aos ventriloquismo dos mágicos profanos (que são truques mundanos de projeção da própria voz).

É através dele que atuam as principais linhas de defesa psíquica. É o segredo para se conseguir entrar em um ambiente carregado e estar protegido (como eu ensino meus amigos policiais, delegados e investigadores a se protegerem quando vão a uma cena de homicídio, para não levarem estas energias para suas famílias depois, por exemplo).

A falta de controle deste chakra é o responsável por chegar em casa no final do dia “esgotado” ou “drenado” de energias, especialmente se você trabalha em um ambiente de corporação onde um quer ferrar o outro ou em ambientes pesados/ruins como hospitais, igrejas e presídios.

Anahata, Chakra Verde ou Cardíaco

É complicado de explicar sobre a abertura e desenvolvimento deste chakra, porque as religiões misturam esta sensação com os famosos “êxtases religiosos”. A mitologia católica é rica nestes exemplos em seus santos e volta e meia vemos estas fagulhas em crentes. Vou mexer em um vespeiro agora, vamos ver se vocês conseguem entender o que é este “despertar crístico”:

É o famoso “eu vi Jesus” que algumas pessoas acabam despertando sem querer através das rezas (que nada mais são do que mantras) ou devoção cega ou ritos eclesiásticos. Exercícios que, no passado e nas ordens ocultistas, servem para despertar o seu DEUS INTERIOR e colocar os iniciados em comunhão com o universo, acabaram manipulados e deturpados pelas igrejas para controlar os fiéis, mas isso não significa que não funcionem! E, como o gado está mergulhado na ignorância, entendem que “Jesus falou comigo”… sentem-se eufóricos, não conseguem explicar o que sentiram, não conseguem compreender esta situação, sentem-se “tocados pelo cósmico” e o triste é que, no final, acabam dando todo o seu dinheiro para alguma igreja caça-níqueis que não teve nada a ver com este despertar…

Aqueles que sabem o que estão desenvolvendo, verão que este chakra está ligado diretamente a Tiferet, o centro da Kabbalah, o despertar dos iniciados, o SOL, o que os egípcios chamavam de “Hati” (o deus esposo de Meret, responsáveis pelos Hieros Gamos nas cerimônias egípcias).. calma… não precisam ficar desesperados, eu VOU falar sobre tudo isso mais para a frente!.

Vishuda, Azul, Laríngneo

Ajna, Índigo, o chakra frontal

Para ativá-lo e desenvolvê-lo, o melhor mantra para vibrar em harmonia com este chakra é o famoso “AUM”. Este LINK explica a relação entre as vibrações do A-U-M e a mente consciente e inconsciente. Também é possível ativá-lo através de gemas como a coral ou opala, muito utilizados na Índia (repare que todos os deuses indianos possuem alguma jóia em sua fronte) e também nos faraós através da “coroa de serpente” e posteriormente nos reis (repare que as coroas antigas possuem uma grande jóia em sua fronte)

Sahashara

Já destrinchamos cada um dos sete chakras pessoais. Agora vamos aos secundários: mãos, plantas dos pés e língua.

Os chakras palmares são usados para redirecionar a energia que o estudante recebeu, canalizou e está projetando. São essenciais em práticas de Reiki e Chi-kung de cura, e também a origem de todas as técnicas de “curas pelas mãos”.

Os chakras plantares são captadores de energia telúrica. Por esta razão, os celtas, wiccans, hindus, xamãs e sacerdotes de várias religiões ligadas à terra enfatizam o bem estar que andar descalço sobre a grama ou terra traz. Na realidade, você está absorvendo a energia telúrica (que vai complementar o prana, que é absorvido através do ar) para abastecer sua biomáquina magnética (ou corpo humano, se preferir). O Sol é a terceira fonte de energia e os alimentos sua fonte material de energia.

Chakras plantares são vulneráveis a ataques astrais e uma das “portas dos fundos” para se atacar pessoas que pensem estar protegidas nos chakras principais… é em razão disto que surgiu a crendice popular de que um morto irritado vem “puxar seu pé” durante a noite.

A língua é utilizada na vocalização de desejos e também para o ato de beijar, em inúmeros ritos sexuais, que funciona como uma das portas energéticas entre o casal, por isto é tão importante em uma relação. Também pode servir para dissipar energia (por esta razão, todas as escolas que lidam com energia ensinam a manter a boca fechada e a língua tocando o céu da boca quando fizerem as respirações).

Além deles, existem muitos outros pequenos pontos de intersecção energético em nosso corpo, chamados de pontos de acupuntura, que funcionam de maneira análoga às Linhas de Ley do Planeta Terra. Como vocês também devem ter reparado, eles fazem uma relação direta com as cores do espectro luminoso, demonstrando mais uma vez a harmonia das Faixas de Vibração que mencionei em uma coluna anterior.

Como eu já sei que vocês vão perguntar a respeito de exercícios para abrir estes chakras, estou passando um LINK de um site bastante sério que traz uma dezena de exercícios para vocês praticarem no feriado.

A Kundalini
Ok, tio Marcelo, já entendemos todo o conceito, mas que provas você tem que os antigos conheciam mesmo toda esta ciência?

Bem, crianças, a chave para entender todo o funcionamento destes processos está representado simbolicamente na serpente. Como os meridianos que passam através dos chakras (chamados Nadi) possuem a forma de uma serpente (ver imagem ao lado), os antigos o associaram à serpente e à sabedoria (Kundalini pode ser entendida como “a serpente enrolada”).

Para os gregos, as sacerdotisas mais importantes eram chamadas de pítias ou pitonisas (ou “aquela que domina a serpente”). Basta observar a história do Oráculo de Delfos para ver que ele foi estabelecido após “Apolo derrotar a serpente Píton” ou seja, o deus solar/tiferet (4º chakra) dominando a serpente/kundalini.

Todos os faraós eram representados com a tiara de serpente, ou a disputa entre Moises cujo cajado se transformava em uma serpente para engolir o dos adversários (o Pentateuco é totalmente ocultista e simbólico – um dia eu explico a bíblia sob o ponto de vista ocultista, vocês vão adorar). Na Índia, a serpente Kundalini era reverenciada como sinônimo de poder divino, os Astecas, Maias e Incas veneravam a “grande serpente voadora”, os xamãs colocam a serpente como sinônimo de sabedoria… ou seja, a serpente está associada a sabedoria e poder em todas as religiões… bem… quase todas.

Existe uma religião em especial que morre de medo da serpente, tanto que até a transformou em um demônio que tenta os “pobres coitados inocentes” a experimentar a “Árvore do Conhecimento”… hummmm Árvore da Vida da Kabbalah, Yggdrasil dos nórdicos, Pomos de Ouro das Hesperides na mitologia grega, Ankh na mitologia egípcia, Árvore da sombra dos deuses na mitologia hindu, Morada de Quetzacoatl para os astecas… quanta “coincidência” que civilizações tão distantes e desconhecidas entre si venerem essa mesma árvore da mesma maneira… e porque a tal Igreja morre de medo dela? o que o tal “conhecimento” dessa árvore vai fazer de mal às pobres ovelhinhas?

Mas eles também veneram esta árvore… ou você acha MESMO que o que Moisés desceu carregando do monte Sinai foram aqueles códigos morais simplórios? Dez mandamentos? Dez sephiroth? Mais pra frente eu explico da onde surgiram aqueles mandamentos, mas pergunta para qualquer judeu o que são os 49 dias do Sefirat Haômer e ele vai te dizer se tem ou não a ver com a Kabbalah.

Kundalini e o Caduceu de Hermes

Lembram que eu falei acima sobre alguns chakras serem masculinos e outros femininos? Pois bem. Recapitulem o texto e vocês verão que o primeiro chakra é masculino, o segundo feminino, o terceiro masculino e assim por diante… e o sétimo chakra é universal.

Na magia sexual, os casais aprendem a compartilhar a energia destes chakras um com o outro, fazendo com que o prana circule entre os dois amantes não apenas agindo como um catalizador destas energias mas fazendo com que o chakra forte de um entre em sincronia com o chakra fraco do outro, acelerando ambos os corpos, mentes e espíritos em uníssono. E o resultado disso é… divino.

E a forma energética que fica entre estes chakras entrelaçados é mais ou menos esta das imagens abaixo (para uma pessoa, o Cajado de Asclepius, para duas pessoas, o Caduceus):

Ritos sexuais

Claro que esta é a magia sexual envolvendo apenas para um casal, mas existem certos ritos secretos extremamente poderosos chamados Hieros Gamos, onde sacerdotes e sacerdotisas canalizam esta força para a celebração de festividades importantes. Quem já leu o “Código DaVinci” ou assistiu ao filme “De olhos bem fechados” (aquele com o Tom Cruise e a Nicole Kidman) já tem uma vaga idéia do que se trata…

Quem ainda acha que eu não estou falando sobre a Arca da Aliança, é melhor rever o texto e ler nas entrelinhas, porque eu já estou falando das arcas há algum tempo… vocês estão focados demais numa caixa de madeira e ouro e não no conteúdo dela…

#Chakras #Tantra

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/chakras-kundalini-e-tantra-parte-iii

Entrevista sobre Kabbalah, Hermetismo e Ocultismo – Conselhos para quem está começando

Live com Marcelo Del Debbio sobre Kabbalah, Hermetismo, Ocultismo, a História da Magia, as dificuldades que os magos iniciantes passam ao começar o caminho; conselhos para os que estão com dificuldades para manter o foco e muito mais.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/entrevista-sobre-kabbalah-hermetismo-e-ocultismo-conselhos-para-quem-est%C3%A1-come%C3%A7ando

Cursos e Palestras – Dezembro de 2008

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Hermetismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

Dezembro

– 20/12 – Kabbalah

– 21/12 – Astrologia Hermética

Informações: marcelo@daemon.com.br

Estava conversando com o Gabriel da loja Pendragon e acho que teremos um espaço para cursos em Brasília em janeiro. Precisamos só ver se temos alunos interessados para formar uma turma. O Mozart também disponibilizou uma sala de faculdade para cursos no Rio de Janeiro. Então se você mora próximo de alguma destas cidades e está a fim de estudar ocultismo nas férias, entra em contato pelo email.

Palestras

Palestra “Kabbalah e os Deuses da Mitologia” e Encontro Conspiratório

por Marcelo Del Debbio.

Sexta Feira, 12 de Dezembro, 19h30.

na Livraria Cultura do Shopping Market Place

Grande Oriente de São Paulo

As palestras acontecem aos sábados, as 10h00

Endereço: r. São Joaquim, 457

– 6 de Dezembro: Caminhos pelo Mundo: Santiago de Compostela, Macchu Picchu, Assis – Com Omar João Zacharias

—————————–

Reuniões da FRA (Fraternitas Rosacruciana Antiqua) para estudos

As 2as feiras, 19h30

Rio de Janeiro – r. Sabóia Lima, 77 – Tijuca – tel. (21) 2254-7350

São Paulo – r. José Libero, 156 – Planalto Paulista – tel (11) 5594-7770

—————-

AMORC
http://saopaulosp1.amorc.org.br/

Ainda não divulgou as palestras de Dezembro.

#Cursos #Palestras

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cursos-e-palestras-dezembro-de-2008

Curso de Tarot

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

Muita gente tem escrito emails pedindo mais detalhes sobre os cursos de Tarot que eu ministro. Bem, em primeiro lugar, se vocês estão procurando um curso para aprender a “prever o futuro”, esqueçam; podem pular fora e procurar esses milhares de “tarólogos” que tem aos baldes por ai no orkut. O Tarot é uma ferramenta magística e de auto-conhecimento nobre demais para ser usada dessa maneira tão simplória.

No curso de Arcanos Maiores, utilizo 15 tarots diferentes. Estudamos cada um dos 22 Caminhos da Árvore da Vida e sua correlação simbólica e imagética com cada Arcano do Tarot. Observe as 5 figuras acima, do Mago. O que elas têm de semelhante? no que diferem? por quê? O que representam estes objetos? e as cores?

Começamos pelo Visconti-Sforza, do século XIII, que une a simbologia dos Trionfi renascentistas à estrutura da Árvore da Vida. Em seguida, o tradicional Tarot de Marselha (1560), Rider Waite (1909), Golden Dawn (duas versões), Tarot de Papus, Tarot Egípcio e Tarot de Toth (Crowley). Isto nos dá uma noção muito clara de como os Arcanos se desenvolveram ao longo da história da magia e quais são as principais escolas; suas diferenças e semelhanças.

Também estudamos o Tarot Mitológico, Sephiroth Tarot (cabalístico), Tarot de Lenormand (que originou o que se conhece por “Baralho Cigano” e o Tarot das Bruxas (usado pelas wiccas) e mais quatro ou cinco tarots modernos que eu vario de curso para curso para exemplificar a visão de outras culturas (celta, africano, dos orixás, etc). Somente com esta visão de conjunto é possível compreender a magnitude do tarot e as maneiras como ele pode ser utilizado em rituais e no seu altar pessoal.

Eu também ensino a fazer a leitura do Tarot tradicional, pelo método da Cruz Celta, mas normalmente quando se chega nessa parte do curso, a maioria dos alunos já percebeu que existem usos bem mais interessantes e poderosos do tarot do que apenas o de fazer leituras.

Arcanos Menores

No curso de Arcanos Menores, eu recomendo que a pessoa tenha feito Kabbalah primeiro e, se possível, Astrologia Hermética, pois os Arcanos Menores são praticamente um curso intermediário destas matérias.

É possível fazê-lo sem ter estes pré-requisitos, mas como CADA Arcano Menor é a representação de uma Sephira de um Elemento (10 esferas x 4 elementos = 40 Arcanos menores) e ao mesmo tempo a combinação de um Planeta em um Signo, a compreensão de todo o conjunto da obra hermética, alquimista e astrológica se faz com os 3 cursos (ex. O “Dois de Bastões” é Hochma na Árvore do Fogo/Marte em Áries e os Arcanos da Corte são as energias intermediárias do Zodíaco: Áries-Touro é o Cavaleiro de Moedas, Escorpião-Sagitário é o Rei de Bastões/Ofiúco, e assim por diante, totalizando 12 Arcanos + as 4 Princesas/Pagens, que são as energias elementais puras).

Como a maioria dos tarots utiliza a representação literal nos menores, eu utilizo cinco decks para o Curso de Arcanos Menores (Marselha, Rider-Waite, Mitológico, Crowley e Sephiroth).

Para maiores informações acesse Cursos – Projeto Mayhem

#Cursos #Tarot

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/curso-de-tarot

Dez Razões da Queda do Ocultismo Popular

cassandra

Os dias de glória do Hermetismo aberto para as massas está chegando ao fim. Mesmo aqueles que tentam a todo custo manter as luzes da sabedoria acesa estão achando a conta de luz cada vez mais cara e menos satisfatória. Recentemente, pesquisando sobre as Nuances da Árvore da Vida para o livro de Kabbalah, me deparei com saltos de conhecimento enormes a respeito da geometria da Árvore da Vida, das correlações dos deuses de diversos pontos do tempo-espaço da cultura terrestre e sua relação com os tradicionais Nomes de Deus, estruturas maçônicas e rosacruzes e toda o entrelaçamento disto com a Astrologia, Tarot e a Arte. Mas, ao contrário dos anos anteriores, eu não estou com tesão de escrever mais sobre isso publicamente ou postar estas informações para fora do círculos que envolvem meus irmãos de ordem ou alunos dos meus cursos.

A razão é que, assim como muitos que nos acompanharam durantes os últimos vinte ou trinta anos dentro do ocultismo, estou cada vez mais percebendo que os dias de Hermetismo para grandes escalas acabou. O “Real Deal” ainda existe, mas tende a ficar cada vez mais fechado e oculto do que tem sido. O grande experimento da Golden Dawn de deixar as informações esotéricas semi-públicas falhou miseravelmente… a idéia de que se você colocar toda a informação existente disponível fará com que a humanidade evolua é uma falha completa. Tudo que um livro ou uma página da net pode fazer é apresentar uma opinião – uma sombra na parede. Isso não nos torna magos, da mesma forma que ler receitas online não nos torna grandes cozinheiros.

Claro que algumas idéias e técnicas podem ser encontradas na internet ou nos livros, mas o conhecimento sério está espalhado, como peças de um quebra-cabeças que demorara anos para ser colocado no lugar. Mesmo com o auxílio de um bom professor ou uma Ordem Hermética, no final cada um de nós precisa montar o quebra-cabeças sozinho…

Historicamente, o hermetismo aparece e desaparece continuamente, e o florescimento que aconteceu no início do século XX está diluindo. Acredito que em duas gerações estará extinto novamente. O material continuará ali, mas cada vez menos pessoas estarão interessadas; a maioria apenas seguirá quaisquer movimentos religiosos que aparecerem nos próximos 20 anos…

E o problema não é com o Hermetismo. Os ensinamentos estão por ai há milênios. O problema é que o conhecimento verdadeiro nunca será popular. É muito intelectual para ser popular. É muito prático para ser popular. É muito desgastante e profundo para ser popular. A queda do Esoterismo acontecerá da mesma maneira que ocorreu no século V, quando o paganismo filosófico foi substituído por uma versão muito mais organizada e simples chamada cristianismo.

DEZ RAZÕES DA QUEDA DO OCULTISMO POPULAR

1. A contaminação do Ocultismo pelas baboseiras New Age. O hermetismo têm sido sistematicamente aguado por esquisoterices, fantasias e fraudes. O hermetismo nunca poderá ser simplificado em regrinhas básicas que podem ser seguidas como um “jogo da vida” por qualquer um. Coisas como “o Segredo”, PNL, Magia do Caos, New Age, Teoria da Prosperidade, pactos pactorums e outras besteiradas dão esta falsa impressão de que magia é receita de bolo. Elas incentivam uma pesquisa rasa dos chamados “turistas” ao invés de “buscadores” dentro do hermetismo e estas pessoas logo constatam que os sistemas não funcionam (não por que eles não funcionem, mas porque a técnica apresentada está tão ruim que não vai funcionar mesmo…)

2. Contaminação pelos intelectualóides. Apesar de parecer uma contradição com a razão 1, na verdade isso causa uma polarização extrema do que temos visto no ocultismo hoje em dia e que está matando as discussões e debates. Se por um lado temos os esquisotéricos e suas invencionices, do outro temos os chamados “magos da poltrona” (Armchair Occultists) que ficam no Facebook discutindo “a pronúncia correta do trigésimo sexto aethyr enochiano comparado à Qabbalah judaica de acordo com autor X ou Y da Golden Dawn” mas que, na prática, nunca sequer pisaram em um terreiro. Ler milhares de livros sobre natação não faz você atravessar uma piscina. Magia é prática constante. E esses debates intelectualóides sobre minúcias causam brigas e dogmas entre as poucas ordens que tentam continuar a propagação dos exercícios mágicos a troco de massagens no ego.

3. Contaminação pela Psicologia. A Psicologia coincidiu com a elevação do hermetismo no século XX e ambos pegaram emprestados conceitos um do outro. Porém, por volta da década de 60, a psicologia começou a espalhar que a magia (e as idéias religiosas) existiam “apenas na mente”, confundindo “mediunidade” e “conjurações” com “esquizofrenia” e “multiplas personalidades”. Isso é uma vergonha, pois a psicologia pode ajudar a explicar a compreensão de diversos símbolos internos e consegue manter parâmetros para objetivar o que poderia ser considerado subjetivo (como por exemplo, dez pessoas terem a mesma “alucinação” ao mesmo tempo). Mas com os extremos de achar que tudo se passa na mente, muita coisa que poderia ser aprofundada se torna apenas masturbação intelectual.

4. Contaminação pelo fundamentalismo esotérico. O Século XX tem sido bastante aleijado pela maldição do fundamentalismo – movimentos que tentam purificar uma tradição pela interpretação literal dos seus escritos – O hermetismo e espiritualismo não estão sendo diferentes. Por exemplo, o Kardecismo, que começou como um estudo científico, hoje está mais embolorado e dogmático que muitas igrejas evangélicas em suas regras e verdades absolutas e inquestionáveis. No hermetismo, isso se tornou uma verdadeira “guerra pokemon dos mestres”, onde cada estudante, ao invés de estudar comparativamente todas as doutrinas e entender os pontos lógicos e ilógicos de cada um, abraça com cegueira fervorosa os textos do mestre X ou Y como se fossem times de futebol, cada vez mais literais e afastados uns dos outros. “Meu mestre é melhor que o seu” é seu lema. Assim como seus amiguinhos evangélicos, os fanáticos ocultistas tendem a ser seletivos sobre quais pontos acreditam ou desacreditam serem literais dentro dos textos de cada autor.

5. Contaminação por líderes não hermetistas. O começo do século XXI viu o surgimento de uma série de aventureiros, charlatões e picaretas que só queriam ganhar uma grana ou chiconelar as meninas. Poucos conseguiram se instalar na comunidade, pois não tinham estudos ou grupos capazes mas, neste processo a confiança das pessoas nas ordens e ensinamentos foi destruída. Estudantes assumem que, por causa desses trambiqueiros, todos os professores e ordens são picaretas ou charlatões. Místicos de auto-ajuda, gurus da prosperidade, centros holísticos de quintal e toda sorte de aventureiros da fé alheia abundam pela internet, cada um se achando a única verdade do universo.

6. A Falha dos estudantes modernos em estudar ou se empenhar em qualquer coisa. Os chamados “magos do facebook” colecionam milhares de fatos, textos, pdfs, ensinamentos e grupos (geralmente só os gratuitos), mas não praticam, lêem ou estudam nada. Treinar Hermetismo e autoconhecimento é como treinar uma arte marcial. Leva tempo para se acostumar, praticar e aperfeiçoar… mas, assim como nas artes marciais, a imensa maioria não leva suas práticas como prioridade… sempre tem algo mais importante para fazer… gente que tem preguiça de seguir em uma ordem mágica só porque precisa dirigir 40 minutos para chegar lá… ler livros de verdade, então, só para concurso público e olhe lá… para ter uma idéia do volume dessa preguiça, em uma Ordem tradicional como o Arcanum Arcanorum, das mais de 7.000 pessoas que se inscreveram, receberam e começaram os estudos no grau de Átrio, menos de 10% sequer teve capacidade para completar os exercícios da primeira monografia… conversei com o Frater Goya, Fernando Maiorino, Sérgio Pacca, Rubens Saraceni, Alexandre Cumino e outros magisters de Ordens tradicionais e sérias e a porcentagem é mais ou menos a mesma… de cada 100 pessoas que entram em um grupo de estudos, menos de 1% vai chegar a um Círculo Interno.

7. Falha em apoiar financeiramente professores, escritores e ordens. No século XIX e XX, as Ordens Ocultistas eram apoiadas por seus membros. A Golden Dawn, Inner Light, BOTA, White Eagle, Theosophy, SOL, AMORC, etc todas recebiam ricos donativos de seus membros e sobreviviam. Seus professores podiam viver de escrever e ensinar dentro da Ordem, mas isso parou por volta da década de 1970. Os professores começaram, então, a escrever para fora de seus grupos fechados e até que conseguiam sobreviver, mas recentemente isso também está acabando. Os professores têm de escolher cada vez mais em “coelhizar” seus textos para atingir um mínimo de público semi-analfabeto funcional, ou “satanizar” seus textos para atingir os adolescentes que querem posar de malvadinhos na internet. Ordens conhecidas de fora, como a Aurum Solis ou Dragon rouge não juntam nem 20 membros aqui no Brasil e muitas ordens sérias às vezes mal juntam o suficiente por mês para pagar o salário da faxineira. Perdi a conta de quantos espertalhões me escrevem pedindo pdfs grátis dos livros que escrevo. E o pior de tudo é que mesmo se esses jumentos conseguissem os tais livros, provavelmente eles ficariam apenas guardados na coleção dentro do ipad, sem nunca sequer serem lidos…

8. O Colapso das Ordens e do Sistema de Ensino. Antigamente, as Ordens e os Professores estavam todos equilibrados. Os professores davam as aulas e auxiliavam o desenvolvimento pessoal dos alunos que, por sua vez, precisavam se esforçar para obter cada grau. Pelas razões que citei acima, está cada vez mais difícil trabalhar com ordens herméticas, pois os alunos não respeitam mais seus professores ou grupos. Os que tentam sobreviver querem quantidade em cima de qualidade, abrindo turmas para 100-120 alunos pagando pouco e se esforçando menos ainda para pegar graus e titulos (todos saem do curso com o grau de “mestre”, por exemplo). Alguns chegam ao absurdo de anunciar iniciação maçônica via SPAM ou anúncio de Facebook até mesmo em comentários em sites (!!!) Com medo de arrumar encrenca com os alunos, já vi professores sofrendo bullying nas mãos de alunos ignorantes por não querer dizer que a baboseira quantica que o aluno estava falando era algo completamente esquisotérico! Até mesmo no TdC já tive posts que as pessoas me escreviam depois perguntando se valia mesmo à pena comprar briga com X ou Y por falar a verdade sobre numerologia pitagórica, sagrado masculino, homeopatia, portais alienígenas, Saint German, qualquer baboseira “Quantica”, maçonaria galática, dança do ventre masculina, pactos com lucifer, almas gêmeas, pactum pactorum, amarração, civilização pleidiana, sistema arcturiano de cura dimensional, lilith, quíron, ceres, juno, sputnik, ciência Keylontica, Sacerdócio de Melchizedek, cristais etéricos akashicos, mesa quantica radiônica prateada, reiki kahuna viking, Nibiru e outras invencionices cada vez mais e mais picaretas.

9. A internet deixou o Ocultismo acessível demais. Hoje em dia, se você quer uma informação de alguma “personalidade” do ocultismo, voce pode pesquisar no google e enviar um email para ele. E a maioria desses caras são gente-boa e acabam respondendo. O problema com isso é que o estudande acaba se achando muito importante e que informações vindas de uma fonte valiosa podem ser obtidas a apenas um SMS mal escrito de distância. A maioria das perguntas que me mandam poderia ser respondida nas primeiras 4 monografias do AA, fazendo o curso básico de Kabbalah Hermética ou lendo com atenção diversos posts no blog. Ao contrário do que os gurus de auto ajuda pregam, EXISTEM SIM perguntas estúpidas… e dentro do hermetismo, fazer a pergunta certa é realmente importante… por exemplo, se você tivesse a chance de conversar com Aleister Crowley ou Arthur Waite, iria ficar perguntando a eles sobre quais são os quatro elementos? As pessoas hoje em dia não querem direcionamento para aprofundar os estudos, querem respostas prontas para dúvidas primárias, sem ter de mexer a bunda da cadeira para pesquisarem sozinhos.

10. A qualidade das informações está ficando cada vez pior. Aqui no Brasil, principalmente. Para cada livro ou texto importante, temos uma centena de porcarias, cópias mal feitas ou escrita para retardados. Foi uma das principais razões pelas quais eu simplesmente parei de colocar qualquer fonte das pesquisas no TdC e tirei as que tinham das matérias. Os blogs exotéricos que abundam por ai copiavam meus textos na cara dura e colocavam as referências do TdC como se eles tivessem pesquisado lá (até o site Whiplash fez isso uma vez!). Tenho visto por ai ex-alunos meus querendo dar aula como se fossem mestres autoiniciados e autodidatas, sendo que mal começaram os estudos 5 ou 6 anos atrás. Vi um sujeito que teve aulas de PNL e hipnose poucos anos atrás e que ja começou a inventar seu próprio método (!?!) para dar cursos… pessoas anunciando que “estudam ocultismo desde os 10 anos de idade” mas, pela idade, vemos que acabaram de completar 18-19 anos e ja querem dar cursos; “professor” anunciando ritual de iniciação em motel; perfumes da prosperidade; pingentes de sangue menstrual; vemos livros a rodo publicados como panfletos nesses sites de self-publishing; rituais e tradições wiccas inventadas… isso quando o cara não finge que é rabino, cabalista, maçom, enochiano, sacerdotisa wiccana, templária do sagrado feminino, iniciado no Haiti e por ai vai… para cada podcast sério, tem cem programas alucinados na Radio Mundial, para cada site sério, tem uma centena de esquisoterices quanticas de Saint German do calendário maia, para cada buscador, cem turistas.

Todos estes fatores criaram um abismo onde as vozes dos estúpidos possuem o poder de abafar aqueles que sabem do que estão falando. Um lugar onde todo mundo pensa que é “mago” mas nem 1% quer estudar de verdade. Um universo onde boas ordens herméticas são destruídas por não terem apoio de alunos cada vez mais preguiçosos e mimados da internet. O resultado disso é que o interesse do público no hermetismo real irá lentamente se dissolver, com poucos ou nenhum estudioso real para preencher o vazio que está ficando, até que nem mesmo esses consigam preencher as expectativas dos alunos cada vez mais mimados e preguiçosos, até que o ocultismo retorne para as Sombras novamente.

#MagiaPrática

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/dez-raz%C3%B5es-da-queda-do-ocultismo-popular