Livro Enochiano dos Espíritos

Por Robson Bélli

Aviso Legal: Todo tipo de pratica magica envolve algum tipo de risco, a saúde mental e física de seus praticantes, você não deve praticar magia enochiana se tiver algum distúrbio mental, usar algum tipo de entorpecente ou mesmo fizer uso de remédios tarja preta, este grupo é indicado apenas para maiores de idade, menores devem ter paciência e se retirar imediatamente, responsabilidade de seus atos é de toda maneira apenas sua! não nos responsabilizamos de maneira alguma por qualquer problema que você possa vir a ter com a pratica da magia enochiana, tanto na pratica quando no pós pratica da magia, o grupo é de cunho informativo, se você não concorda com estes termos esteja livre para não praticar e se retirar do mesmo!

Sumário

Finalidade e uso deste manual

Este é um guia gratuito de práticas indicado para nossos membros que estão iniciando na pratica da magia enochiana tradicional, não sendo indicado a praticantes da magia neo enochiana, muitas pessoas conhecem relativamente bem a parte teórica da magia enochiana, mas estão confusos com relação as primeiras praticas, antes de qualquer coisa, você precisa ser apresentado a Egregora enochiana e para isso é conveniente que você passe pelo ritual de 18 dias, nos quais você praticará sua pronuncia das chamadas enochianas, que deve ser feito em Enochiano e não em nosso idioma nativo, e clame inflamado em oração por toda hierarquia celestial da magia enochiana.

Após este ritual preparatório o estudante estará apto as práticas regulares da magia enochiana, nenhum material especial ou diferente se faz necessário neste nível, mas a pratica não pode ter dias pulados, é uma pratica devocional que exige que seja feita de forma ininterrupta, caso você esqueça de praticar por algum dia, deve reiniciar suas práticas do princípio novamente, não importando qual seja seu motivo.

Todas as práticas devem ser iniciadas com um ritual de banimento, recomendamos o ritual de banimento do pentagrama, caso não saiba é cabível você fazer uma breve pesquisa no youtube para aprender tal ritualística, e então a chamada enochiana correspondente ao dia da pratica, seguida da oração do dia correspondente e por fim novamente um ritual de banimento.

(Nota do Editor: O documento original aqui adaptado para web contêm o detalhamento do ritual do Pentagrama Enoquino. O mesmo pode ser enocntrado aqui no Morte Subita inc, em um artigo a parte. )

Essas práticas precisam e devem ser feitas três vezes ao dia, ao amanhecer, ao meio dia e ao anoitecer, de preferência durante a hora do amanhecer, durante as 12:00 e durante a hora do crepúsculo.

Adiante se fará necessário materiais que a princípio podem ser todos de PAPEL IMPRESSO (devidamente purificado e consagrado) e caso você tenha condições e se sinta confortável com isso, você pode adquirir ou confeccionar suas próprias ferramentas magicas, contudo, neste momento tais materiais são TOTALMENTE DISPENSAVEIS.

Desejo a todos boas práticas e quaisquer dúvidas podem ser sanadas em nosso grupo do Telegram, se este material chegou a suas mãos e você não faz parte de nosso grupo fica aberto o convite para que faça parte copiando o link: https://t.me/+qkGJMK8BgsQzYzQ1, as orações aqui descritas não são de minha autoria e nem mesmo conheço sua origem, mas elas são de toda maneira um exemplo de como isso deveria ser feito, e como este manual deseja ser algo para o iniciante, deixamos os exemplos todos o mais especifico possível para evitar complicações iniciais.

Há duas formas de fazer a sua auto iniciação no método Enochiano, uma mais rápida e uma completa a mais rápida termina do 18º. Dia e a completa leva 49 dias, o que o praticante pode fazer, e eu particularmente sugiro que faça é o seguinte, faça a iniciação longa, porem inicie suas práticas enochianas após o 18º. Dia onde tecnicamente você já foi apresentado para todos os anjos e está apto a operar.

Atenciosamente Robson Bélli 10/01/2022 as 13:13

I. Apresentação a Entidades

Práticas do primeiro dia

Inicie todos os procedimentos dos demais dias com um banimento com a finalidade de purificar o ambiente de qualquer energia negativa, Oração e a chamada devem ser repetidas três vezes, ao amanhecer, ao meio dia e ao pôr do sol.

Primeira chamada

– Ol sonf vors-g goho lad balt, lansh calz vonphu; sobra zol ror i ta nazpsad, od graa ta malprg, ds holq qaa nothoa zimz od commah ta nobloh zien; soba thil gnonp prge aldi, ds urbs oboleh g-rsam; casarm ohorela taba pir, ds zonrensg cab erm jadnah. Pilah farzm znra adna gono ladpil ds hom toh soba [iaod] ipam lu ipamis; ds loholo vep zomd poamal, od bogpa aai ta piap piamos od vaoam. Ca zacare od zamram! Odo cicle qaa zorge lap zirdo noco mad, hoath zaida.

Oração

Adonai Tsabaoth, Senhor das Hostes, a fonte da verdadeira sabedoria, que abres os mistérios do ser e do não-ser, que conheces as imperfeições e as escuras profundezas do homem, Eu   , um recipiente frágil feito por tuas mãos, permaneço aqui diante de

ti e clamando teu nome. Sou menor que um grão de areia diante de tua montanha. Sou menor que as torrentes primaveris diante das maravilhosas ondas do teu Mar. Chamo o teu nome, e por teu nome, eu me torno poderoso.

Acenda minha alma e me faça um vidente, que eu possa ver tuas criaturas, que são a glória do teu semblante. Elogiarei seus nomes e engrandecerei seus trabalhos entre eles. Aqueles que dedicam seus corações a ti ascenderão pelo único portão ao Leste, e através do portão descem seus mensageiros designados, porque nós temos todos um Deus, tudo começa em ti, e todos o reconhecem como único Criador.

Ofereço e dedico esta Tabela da Torre do Leste a Ti, e a ti teus Santos Anjos, cujos nomes aparecem inscritos sobre esta tabela e escritos nesse livro, desejando tua presença, e através dos santos nomes do Leste, ORO, IBAH, AOZPI, e seus outros nomes tem domínio no Leste. Deixe-me agradar teus Anjos para habitarem comigo, para que eu possa habitar com eles; alegrarem-se comigo, para que eu possa alegrar-me com eles; auxiliarem-me, para que eu possa engrandecer seus nomes.

Como tu és a Luz e o Conforto para teus Anjos, então eles podem me iluminar e confortar com seus nomes; como teus favores levam a eles o que tu ofertas, então eu receberei com prazer o que eles oferecem para mim; como foi escrito anteriormente, não há leis para ti, Oh Senhor, então eu não escrevo leis para eles.

Contemplai, quando eu chamar seus nomes que estão na Torre do Leste, deixaios vir a mim com misericórdia como verdadeiros servidores do Altíssimo. Deixe-os manifestarem-se a mim nas regiões orientais em qualquer tempo ou circunstância, e por quaisquer palavras, eu os chamarei. Então eles partirão quando eu permitir que partam. Deixe-os servirem a mim, como servidores do Senhor.

Contemplai, Oh Senhor, a verdadeira luz e conforto do mundo, os reguladores dos Céus, eu ofereço esta Tabela da Torre do Leste a ti. Comandes conforme te aprouver.

Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. Amém, Amém, Amém.

Encerre todos os trabalhos a partir daqui com um Banimento Final.

Praticas do segundo dia

Tanto a Oração quanto a chamada devem ser repetidas três vezes neste dia, ao amanhecer, ao meio dia e ao pôr do sol.

Banimento inicial.

Segunda chamada

– Adgt upaah zong om faaip sald, viu l? Soban lalprg izazaz piadph; casarma abramg ta talho paracleda q-ta lorslq turbs oogo baltoh givi chis lusd orri od micalp chis bia ozongon; lap noan trof cors ta ge oq manin laidon. Torzu gohe-l! Zacar, ca c-noqod! Zamran micalzo, od ozazm urelp, lap zir loiad.

Oração

Adonai Melekh, Senhor das Hostes, a fonte da verdadeira sabedoria, que abre os mistérios do ser e do não-ser, que conhece as imperfeições e as escuras profundezas do homem, Eu,     um recipiente frágil feito por tuas mãos, permaneço aqui diante de

ti e clamando teu nome. Sou menor que um grão de areia diante de tua montanha. Sou menor que as torrentes primaveris diante das maravilhosas ondas do teu Mar. Chamo o seu nome, e por seu nome, eu me torno poderoso.

Acenda minha alma e me faça um vidente, que eu possa ver tuas criaturas, que são a glória do teu semblante. Elogiarei seus nomes e engrandecerei seus trabalhos entre eles. Aqueles que dedicam seus corações a ti ascenderão pelo único portão ao Sul, e através do portão descem seus mensageiros designados, porque nós temos todos um Deus, tudo começa em ti, e todos o reconhecem como único Criador.

Ofereço e dedico esta Tabela da Torre do Sul a Ti, e a ti teus Santos Anjos, cujos nomes aparecem inscritos sobre esta tabela e escritos nesse livro, desejando tua presença, e através dos santos nomes do Leste, MOR, DIAL, HCTGA, e seus outros nomes tem domínio no Sul. Deixe-me agradar teus Anjos para habitarem comigo, para que eu possa habitar com eles; alegrarem-se comigo, para que eu possa alegrar-me com eles; auxiliarem-me, para que eu possa engrandecer seus nomes.

Como tu és a Luz e o Conforto para teus Anjos, então eles podem me iluminar e confortar com seus nomes; como teus favores levam a eles o que tu ofertas, então eu receberei com prazer o que eles oferecem para mim; como foi escrito anteriormente, não há leis para ti, Oh Senhor, então eu não escrevo leis para eles.

Contemplai, quando eu chamar seus nomes que estão na Torre do Sul, deixai-os vir a mim com misericórdia como verdadeiros servidores do Altíssimo. Deixe-os manifestarem-se a mim nas regiões meridionais em qualquer tempo ou circunstância, e por quaisquer palavras, eu os chamarei. Então eles partirão quando eu permitir que partam. Deixe-os servirem a mim, como servidores do Senhor.

Contemplai, Oh Senhor, a verdadeira luz e conforto do mundo, os reguladores dos Céus, eu ofereço esta Tabela da Torre do Sul a ti. Comandes conforme te aprouver.

Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. Amém, Amém, Amém.

Banimento final

Práticas do terceiro dia

Tanto a Oração quanto a chamada devem ser repetidas três vezes neste dia, ao amanhecer, ao meio dia e ao pôr do sol.

Banimento inicial

 

Terceira chamada

– Micma, goho piad, zir comselh a-zien biab os londoh; norz chis othil gigipah; undl chis ta puim q mospheh teloch; quiin toltorg chis i-chis-ge m ozien ds-t brgda od torzul. I-li eoi balzarg od aala thiln os netaab dluga, vomsarg lonsa capmiali vors cla, homil cocasb, fafen izizop od miinoag de g-netaab, vaun nanaeel, panpir malpirgi caosg pild. Noan unalah balt od vooan. Dooiap nad, goholor, gohus micma, iehusoz cacacom, od dooain noar micaolz aaiom; casarmg gohia zacar uniglag od imvamar pugo plapli ananael qaan.

Oração

Elohim Tsabaoth, Senhor das Hostes, a fonte da verdadeira sabedoria, que abre os mistérios do ser e do não-ser, que conhece as imperfeições e as escuras profundezas do homem, Eu  , um recipiente frágil feito por tuas mãos, permaneço aqui diante de

ti e clamando teu nome. Sou menor que um grão de areia diante de tua montanha. Sou menor que as torrentes primaveris diante das maravilhosas ondas do teu Mar. Chamo o seu nome, e por seu nome, eu me torno poderoso.

Acenda minha alma e me faça um vidente, que eu possa ver tuas criaturas, que são a glória do teu semblante. Elogiarei seus nomes e engrandecerei seus trabalhos entre eles. Aqueles que dedicam seus corações a ti ascenderão pelo único portão ao Oeste, e através do portão descem seus mensageiros designados, porque nós temos todos um Deus, tudo começa em ti, e todos o reconhecem como único Criador.

Ofereço e dedico esta Tabela da Torre do Oeste a Ti, e a ti teus Santos Anjos, cujos nomes aparecem inscritos sobre esta tabela e escritos nesse livro, desejando tua presença, e através dos santos nomes do Leste, MPH, ARSL, GAIOL, e seus outros nomes tem domínio no Oeste.

Deixe-me agradar teus Anjos para habitarem comigo, para que eu possa habitar com eles; alegrarem-se comigo, para que eu possa alegrar-me com eles; auxiliarem-me, para que eu possa engrandecer seus nomes.

Como tu és a Luz e o Conforto para teus Anjos, então eles podem me iluminar e confortar com seus nomes; como teus favores levam a eles o que tu ofertas, então eu receberei com prazer o que eles oferecem para mim; como foi escrito anteriormente, não há leis para ti, Oh Senhor, então eu não escrevo leis para eles.

Contemplai, quando eu chamar seus nomes que estão na Torre do Oeste, deixaios vir a mim com misericórdia como verdadeiros servidores do Altíssimo. Deixe-os manifestarem-se a mim nas regiões ocidentais em qualquer tempo ou circunstância, e por quaisquer palavras, eu os chamarei. Então eles partirão quando eu permitir que partam. Deixe-os servirem a mim, como servidores do Senhor.

Contemplai, Oh Senhor, a verdadeira luz e conforto do mundo, os reguladores dos Céus, eu ofereço esta Tabela da Torre do Oeste a ti. Comandes conforme te aprouver.

Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. Amém, Amém, Amém.

Banimento final

Praticas do quarto dia

Tanto a Oração quanto a chamada devem ser repetidas três vezes neste dia, ao amanhecer, ao meio dia e ao pôr do sol.

Banimento inicial

 

Quarta chamada

– Othil lasdi barbage, od dorpha, gohol, gchisge avavago cormp pd, d-sonf viu diu? Casarmi oali mapm sobam ag cormpo crp-l casarmg crodzi chis od ugeg; ds-t capimali chis capimaon od lonshin chis ta lo cla. Torgu, nor quasahi, od f caosga bagle zir-enaiad, ds-i od apila. Dooaio qaal, zacar od zamran obelisong rest-el aaf nor-molap.

Oração

Eloah Va-Daath, Senhor das Hostes, a fonte da verdadeira sabedoria, que abre os mistérios do ser e do não-ser, que conhece as imperfeições e as escuras profundezas do homem, Eu  , um recipiente frágil feito por tuas mãos, permaneço aqui diante de

ti e clamando teu nome. Sou menor que um grão de areia diante de tua montanha. Sou menor que as torrentes primaveris diante das maravilhosas ondas do teu Mar. Chamo o seu nome, e por seu nome, eu me torno poderoso.

Acenda minha alma e me faça um vidente, que eu possa ver tuas criaturas, que são a glória do teu semblante. Elogiarei seus nomes e engrandecerei seus trabalhos entre eles. Aqueles que dedicam seus corações a ti ascenderão pelo único portão ao Norte, e através do portão descem seus mensageiros designados, porque nós temos todos um Deus, tudo começa em ti, e todos o reconhecem como único Criador.

Ofereço e dedico esta Tabela da Torre do Norte a Ti, e a ti teus Santos Anjos, cujos nomes aparecem inscritos sobre esta tabela e escritos nesse livro, desejando tua presença, e através dos santos nomes do Leste, OIP, TEAA, PDOCE, e seus outros nomes tem domínio no Norte. Deixe-me agradar teus Anjos para habitarem comigo, para que eu possa habitar com eles; alegrarem-se comigo, para que eu possa alegrar-me com eles; auxiliarem-me, para que eu possa engrandecer seus nomes.

Como tu és a Luz e o Conforto para teus Anjos, então eles podem me iluminar e confortar com seus nomes; como teus favores levam a eles o que tu ofertas, então eu receberei com prazer o que eles oferecem para mim; como foi escrito anteriormente, não há leis para ti, Oh Senhor, então eu não escrevo leis para eles.

Contemplai, quando eu chamar seus nomes que estão na Torre do Norte, deixaios vir a mim com misericórdia como verdadeiros servidores do Altíssimo. Deixe-os manifestarem-se a mim nas regiões do Norte em qualquer tempo ou circunstância, e por quaisquer palavras, eu os chamarei. Então eles partirão quando eu permitir que partam. Deixe-os servirem a mim, como servidores do Senhor.

Contemplai, Oh Senhor, a verdadeira luz e conforto do mundo, os reguladores dos Céus, eu ofereço esta Tabela da Torre do Norte a ti. Comandes conforme te aprouver.

Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. Amém, Amém, Amém. Banimento final

Praticas do quinto dia

Tanto a Oração quanto a chamada devem ser repetidas três vezes neste dia, ao amanhecer, ao meio dia e ao pôr do sol.

Banimento inicial Quinta chamada

– Sapah zimii d diu od noas ta qaanis adroch, dorphal [ulcinina] caosg, od faonts [luciftias] peripsol ta blior. Casarm amipzi naz-arth af, od dlugar zizop zlida caosgi toltorgi; od zchis esiasch l ta viu od iaod thild, ds peral [pild] hubar peoal, soba cormfa chis ta la, vls, od q-cocasb. Ca niis od darbs qaas; f etharzi od bliora. Iaial ednas cicles. Bagle? Geiad i-l.

Oração

Vós quatro Seniores que permanecem à esquerda das Atalaias na linha do Espírito ao lado esquerdo do pilar do Filho e do Pai, no nome de Deus que é uma pessoa em três, eu

——- os invoco para que se manifestem.

Tu que és Abioro na Atalaia do Leste, o ministro da misericórdia de Deus Filho, eu o invoco em nome da misericórdia Bataiva; mas quando és Habioro, o ministro de severidade do Deus Pai, eu o invoco pelo nome de severidade Bataivh.

Tu que és Aidrom na Atalaia do Sul, o ministro da misericórdia de Deus Filho, eu o invoco em nome da misericórdia Ichhca; mas quando és Laidrom, o ministro de severidade do Deus Pai, eu o invoco pelo nome de severidade Iczhhcl.

Tu que és Srahpm na Atalaia do Oeste, o ministro da misericórdia de Deus Filho, eu o invoco em nome da misericórdia Raagios; mas quando és lsrahpm, o ministro de severidade do Deus Pai, eu o invoco pelo nome de severidade Raagiol.

Tu que és Aetpio na Atalaia do Norte, o ministro da misericórdia de Deus Filho, eu o invoco em nome da misericórdia Eldprn a; mas quando és Aaetpio, o ministro de severidade do Deus Pai, eu o invoco pelo nome de severidade Edlprna.

Digo a todos vós, desçam pelos portões que para vós preparei passagem, e habitem comigo. Sejam manifestos para mim de qualquer modo, por quaisquer palavras, no momento em que eu vos invocar, de forma que eu possa glorificar o nome de Deus entre vós. Sejam meus professores e guias no conhecimento de todos os assuntos humanos, e executem fielmente e de modo perfeito qualquer tarefa que eu requeira de vós que seja de vosso ofício. Sejam luz e conforto para mim, porque eu sou um verdadeiro servidor do Altíssimo, que é a luz dos Céus e o conforto do Mundo. Amém, Amém, Amém.

Banimento final

Praticas do sexto dia

Tanto a Oração quanto a chamada devem ser repetidas três vezes neste dia, ao amanhecer, ao meio dia e ao pôr do sol.

Banimento inicial

Sexta chamada

– Gah s diu em, micalzo pilzin; sobam el harg mir babalon od obloc samvelg, dlugar malprg ar caosgi, od acam canal, sobolzar f-bliard caosgi, od chis anetab od miam ta viv od d. Darsar solpeth biem! Brita od zacam g-micalzo sobha-ath trian luiahe od ecrin mad qaaon.

Oração

Vós quatro Seniores que permanecem acima das Atalaias sob a linha do Filho e sobre a linha do Espírito Santo, no nome de Deus que é uma pessoa em três, eu………………………………………………………………………………………….. os

invoco para que se manifestem.

Tu que és Aaoxaif na Atalaia do Leste, o ministro da misericórdia de Deus Filho, eu o invoco em nome da misericórdia Bataiva.

Tu que és Aczinor na Atalaia do Sul, o ministro da misericórdia de Deus Filho, eu o invoco em nome da misericórdia Iczhha.

Tu que és Saiinou na Atalaia do Oeste, o ministro da misericórdia de Deus Filho, eu o invoco em nome da misericórdia Raagios.

Tu que és Adoeoet na Atalaia do Norte, o ministro da misericórdia de Deus Filho, eu o invoco em nome da misericórdia Eldprna.

Digo a todos vós, desçam pelos portões que para vós preparei passagem, e habitem comigo. Sejam manifestos para mim de qualquer modo, por quaisquer palavras, no momento em que eu vos invocar, de forma que eu possa glorificar o nome de Deus entre vós. Sejam meus professores e guias no conhecimento de todos os assuntos humanos, e executem fielmente e de modo perfeito qualquer tarefaque eu requeira de vós que seja de vosso ofício. Sejam luz e conforto para mim, porque eu sou um verdadeiro servidor do Altíssimo, que é a luz dos Céus e o conforto do Mundo. Amém, Amém, Amém.

Banimento final

Praticas do sétimo dia

Tanto a Oração quanto a chamada devem ser repetidas três vezes neste dia, ao amanhecer, ao meio dia e ao pôr do sol.

Banimento inicial Sétima chamada

– Raas i-salman paradiz oecrimi aao ialpirgah quiin enay butmon, od i-noas ni paradial casarmg ugear chirlan; od zonac luciftian, corns ta vaul zirn tol-hami. Soba lodoh od miam chis ta d od es, umadea od pi-bliar othil-rit od miam. C noquol rit, zacar zamran, oecrimi qadah od omicaolz aai-om. Bagle papnor idlugam lonshi, od umplif ugegi bigliad.

Oração

Vós quatro Seniores que permanecem acima das Atalaias sob a linha do Pai e sobre a linha do Espírito Santo, no nome de Deus que é uma pessoa em três, eu

………………………………. os invoco para que se manifestem.

Tu que és Htmorda na Atalaia do Leste, o ministro do severo julgamento de Deus Pai, eu o invoco em nome do julgamento Bataivh.

Tu que és Lzinopo na Atalaia do Sul, o ministro do severo julgamento de Deus Pai, eu o invoco em nome do julgamento Iczhhcl.

Tu que és Laoaxrp na Atalaia do Oeste, o ministro do severo julgamento de Deus Pai, eu o invoco em nome do julgamento Raagiol.

Tu que és Alndood na Atalaia do Norte, o ministro do severo julgamento de Deus Pai, eu o invoco em nome do julgamento Edlprna.

Digo a todos vós, desçam pelos portões que para vós preparei passagem, e habitem comigo. Sejam manifestos para mim de qualquer modo, por quaisquer palavras, no momento em que eu vos invocar, de forma que eu possa glorificar o nome de Deus entre vós. Sejam meus professores e guias no conhecimento de todos os assuntos humanos, e executem fielmente e de modo perfeito qualquer tarefa que eu requeira de vós que seja de vosso ofício. Sejam luz e conforto para mim, porque eu sou um verdadeiro servidor do Altíssimo, que é a luz dos Céus e o conforto do Mundo. Amém, Amém, Amém.

Banimento final

Praticas do oitavo dia

Tanto a Oração quanto a chamada devem ser repetidas três vezes neste dia, ao amanhecer, ao meio dia e ao pôr do sol.

Banimento inicial Oitava chamada

– Bazme, lo l ta [d] piripson oln naz-a-vabh ox, casarmg uran chis ugeg; ds abramg baltoha, goho lad; soba miam trian ta lolcis vovin abai od aziagier rior. Irgil chis da ds paaox busd caosgo, ds chis od ip-uran teloah, cacrg oi-salman loncho od vovina carbaf! Niiso! Bagle avavago gohon! Niiso! Bagle momao siaion od mabza jadoiasmomar poilp! Niis, zamran ciaofi caosgo, od bliors, od corsi ta abramig.

Oração

Vós quatro Seniores que permanecem sob a linha do Espírito ao lado direito do pilar do Filho           e      do        Pai,   no  nome  de             Deus      que     é      uma      pessoa         em     três,          eu

…………………………………………………………… os invoco para que se manifestem.

Tu que és Haozpi na Atalaia do Leste, o ministro da severidade de Deus Pai, eu o invoco pelo nome de severidade Bataivh. Mas quando és Ahaozpi, o ministro misericórdia de Deus Filho, eu o invoco em nome de Bataiva.

Tu que és Lhctga na Atalaia do Sul, o ministro da severidade de Deus Pai, eu o invoco pelo nome de severidade Iczhhcl.

Mas quando és Alhctga, o ministro misericórdia de Deus Filho, eu o invoco em nome de Iczhhca.

Tu que és Lgaiol na Atalaia do Oeste, o ministro da severidade de Deus Pai, eu o invoco pelo nome de severidade Raagiol. Mas quando és Slgaiol, o ministro misericórdia de Deus Filho, eu o invoco em nome de Raagios.

Tu que és Apdoce na Atalaia do Norte, o ministro da severidade de Deus Pai, eu o invoco pelo nome de severidade Edlprna. Mas quando és Aapdoce, o ministro misericórdia de Deus Filho, eu o invoco em nome de Eldprna.

Digo a todos vós, desçam pelos portões que para vós preparei passagem, e habitem comigo. Sejam manifestos para mim de qualquer modo, por quaisquer palavras, no momento em que eu vos invocar, de forma que eu possa glorificar o nome de Deus entre vós. Sejam meus professores e guias no conhecimento de todos os assuntos humanos, e executem fielmente e de modo perfeito qualquer tarefa que eu requeira de vós que seja de vosso ofício. Sejam luz e conforto para mim, porque eu sou um verdadeiro servidor do Altíssimo, que é a luz dos Céus e o conforto do Mundo. Amém, Amém, Amém.

Banimento final

Praticas do nono dia

Tanto a Oração quanto a chamada devem ser repetidas três vezes neste dia, ao amanhecer, ao meio dia e ao pôr do sol.

Banimento inicial Nona chamada

– Micaoli bransg prgel napta ialpor ds brin efafafe p vonpho olani and obza; sobcah upaah chis tatan od tranan balye, alar lusda soboln, od chis holq c-noquodi cial. Unal aldon mom caosgo ta las ollor gnay limlal. Amma chiis sobca madrid z-chis! Ooanoan chis aviny drilpi caosgin, od butmoni parm zumvi cnila. Dazis ethamz a-childao, od mirc ozol chis pidiai collal. Ulcinin a-sobam ucim. Bagle? Ladbaltoh chirlan par. Niiso! Od ip ofafafe! Bagle a-cocasb i-cors-ta unig blior.

Oração

Vós quatro Seniores que permanecem sob a linha do Pai abaixo da linha do Espírito Santo, no nome de Deus que é uma pessoa em três, eu………………………………………………………………………………………….. os invoco para que se

manifestem.

Tu que és Hipotga na Atalaia do Leste, o ministro do severo julgamento de Deus Pai, eu o invoco pelo nome do julgamento Bataivh.

Tu que és Lhiansa na Atalaia do Sul, o ministro do severo julgamento de Deus Pai, eu o invoco pelo nome do julgamento Iczhhcl.

Tu que és Ligdisa na Atalaia do Oeste, o ministro do severo julgamento de Deus Pai, eu o invoco pelo nome do julgamento Raagiol.

Tu que és Arinnap na Atalaia do Norte, o ministro do severo julgamento de Deus Pai, eu o invoco pelo nome do julgamento Edlprna.

Digo a todos vós, desçam pelos portões que para vós preparei passagem, e habitem comigo. Sejam manifestos para mim de qualquer modo, por quaisquer palavras, no momento em que eu vos invocar, de forma que eu possa glorificar o nome de Deus entre vós. Sejam meus professores e guias no conhecimento de todos os assuntos humanos, e executem fielmente e de modo perfeito qualquer tarefa que eu requeira de vós que seja de vosso ofício. Sejam luz e conforto para mim, porque eu sou um verdadeiro servidor do Altíssimo, que é a luz dos Céus e o conforto do Mundo. Amém, Amém, Amém.

Banimento final

Praticas do décimo dia

Tanto a Oração quanto a chamada devem ser repetidas três vezes neste dia, ao amanhecer, ao meio dia e ao pôr do sol.

Banimento inicial Decima chamada

– Coraxo chis cormp od blans lucal aziazor paeb, soba lilonon chis virq op eophan od raclir maasi bagle caosgi, ds ialpon dosig od basgim, od oxex dazis siatris od salbrox cynxir faboan. Unal-chis const ds daox cocasb ol oanio yor eors vohim gizyax od matb cocasb plosi molvi ds page-ip larag om droln matorb cocasb. Emna l patralx yolci matb nomig monons olora gnay angelard. Ohio! Ohio! Ohio! Ohio! Ohio! Ohio! Noib ohio caosgon, bagle madrid, i, zirop chiso drilpa. Niiso! Crip ip nidali!

Oração

Vós quatro Seniores que permanecem sob a linha do Filho abaixo da linha do Espírito Santo, no nome de Deus que é uma pessoa em três, eu …….. os invoco para que se manifestem.

Tu que és Autotar na Atalaia do Leste, o ministro misericórdia de Deus Filho, eu o invoco em nome de Bataiva.

Tu que és Acmbicu na Atalaia do Sul, o ministro misericórdia de Deus Filho, eu o invoco em nome de Iczhhca.

Tu que és Soaiznt na Atalaia do Oeste, o ministro misericórdia de Deus Filho, eu o invoco em nome de Raagios.

Tu que és Anodoin na Atalaia do Norte, o ministro misericórdia de Deus Filho, eu o invoco em nome de Eldprna.

Digo a todos vós, desçam pelos portões que para vós preparei passagem, e habitem comigo. Sejam manifestos para mim de qualquer modo, por quaisquer palavras, no momento em que eu vos invocar, de forma que eu possa glorificar o nome de Deus entre vós. Sejam meus professores e guias no conhecimento de todos os assuntos humanos, e executem fielmente e de modo perfeito qualquer tarefa que eu requeira de vós que seja de vosso ofício. Sejam luz e conforto para mim, porque eu sou um verdadeiro servidor do Altíssimo, que é a luz dos Céus e o conforto do Mundo. Amém, Amém, Amém.

Banimento final

Praticas do décimo primeiro dia

Tanto a Oração quanto a chamada devem ser repetidas três vezes neste dia, ao amanhecer, ao meio dia e ao pôr do sol.

Banimento inicial

Decima primeira chamada

– Oxiayal holdo od zirom o coraxo ds zildar raasy, od vabzir camliax od bahal. Niiso! [od aldon od noas] salman teloch, casarman holq, od t-i ta z-chis soba cormf i ga. Niisa! Bagle abrang noncp! Zacar ca od zamran. Odo cicle qaa zorge, lap zirdo noco mad, hoath laida.

Oração

Vós dezesseis Seniores, que permanecem acima dos braços das cruzes menores orientais das quatro Torres, e são potentes e hábeis na união e na destruição de substâncias naturais, no nome de Deus que é uma pessoa em três, eu …….. os invoco para que se manifestem.

Ó Vós, quatro Luzes do Entendimento que habitam na Torre do Leste, permanecendo sobre os braços da cruz menor do Leste, e tendo vosso ministério na parte oriental do mundo, Rzla, Zlar, Larz e Arzl, Eu os invoco no nome de quatro letras da cruz IAON, e no nome particular do Deus de vosso ministério, Erzla.

Ó Vós, quatro Luzes do Entendimento que habitam na Torre do Sul, permanecendo sobre os braços da cruz menor do Leste, e tendo vosso ministério na parte meridional do mundo, Boza, Ozab, Zabo e Aboz, Eu os invoco no nome de quatro letras da cruz AONI, e no nome particular do Deus de vosso ministério, Eboza.

Ó Vós, quatro Luzes do Entendimento que habitam na Torre do Oeste, permanecendo sobre os braços da cruz menor do Leste, e tendo vosso ministério na parte ocidental do mundo, Taad, Aadt, Adta e Dtaa, Eu os invoco no nome de quatro letras da cruz ONIA, e no nome particular do Deus de vosso ministério, Ataad.

Ó Vós, quatro Luzes do Entendimento que habitam na Torre do Norte, permanecendo sobre os braços da cruz menor do Leste, e tendo vosso ministério na parte Norte do mundo, Dopa, Opad, Pado e Adop, Eu os invoco no nome de quatro letras da cruz NIAO, e no nome particular do Deus de vosso ministério, Adopa.

Digo a todos vós, desçam pelos portões que para vós preparei passagem, e habitem comigo. Sejam manifestos para mim de qualquer modo, por quaisquer palavras, no momento em que eu vos invocar, de forma que eu possa glorificar o nome de Deus entre vós. Sejam meus professores e guias no conhecimento de todos os assuntos humanos, e executem fielmente e de modo perfeito qualquer tarefa que eu requeira de vós que seja de vosso ofício. Sejam luz e conforto para mim, porque eu sou um verdadeiro servidor do Altíssimo, que é a luz dos Céus e o conforto do Mundo. Amém, Amém, Amém.

Banimento final

Praticas do décimo segundo dia

Tanto a Oração quanto a chamada devem ser repetidas três vezes neste dia, ao amanhecer, ao meio dia e ao pôr do sol.

Banimento inicial Decima segunda chamada

– Nonci d-sonf babage, od chis ob, hubaio tibibp; allar atraah od ef. Drix fafen mian, ar enay ovof, soba dooain aai l vonph. Zacar gohus od zamran. Odo cicle qaa. Zorge lap zirdo noco mad, hoath laida.

Oração

Vós dezesseis Seniores, que permanecem acima dos braços das cruzes menores orientais das quatro Torres, e são potentes e hábeis no transporte de um lugar a outro, no nome de Deus que é uma pessoa em três, eu…………………………………………… os invoco para que se manifestem.

Ó Vós, quatro Luzes do Entendimento que habitam na Torre do Leste, permanecendo sobre os braços da cruz menor do Leste, e tendo vosso ministério na parte oriental do mundo, Utpa, Tpau, Paut e Autp, Eu os invoco no nome de quatro letras da cruz LANU, e no nome particular do Deus de vosso ministério, Eutpa.

Ó Vós, quatro Luzes do Entendimento que habitam na Torre do Sul, permanecendo sobre os braços da cruz menor do Sul, e tendo vosso ministério na parte meridional do mundo, Phra, Hrap, Raph e Aphr, Eu os invoco no nome de quatro letras da cruz ANUL, e no nome particular do Deus de vosso ministério, Ephra.

Ó Vós, quatro Luzes do Entendimento que habitam na Torre do Oeste, permanecendo sobre os braços da cruz menor do Oeste, e tendo vosso ministério na parte ocidental do mundo, Tdim, Dimt, Imtd Mtdi, Eu os invoco no nome de quatro letras da cruz NULA, e no nome particular do Deus de vosso ministério, Atdim.

Ó Vós, quatro Luzes do Entendimento que habitam na Torre do Norte, permanecendo sobre os braços da cruz menor do Norte, e tendo vosso ministério na parte Norte do mundo, Anaa, Naaa, Aaan e Aana, Eu os invoco no nome de quatro letras da cruz ULAN, e no nome particular do Deus de vosso ministério, Aanaa.

Digo a todos vós, desçam pelos portões que para vós preparei passagem, e habitem comigo. Sejam manifestos para mim de qualquer modo, por quaisquer palavras, no momento em que eu vos invocar, de forma que eu possa glorificar o nome de Deus entre vós. Sejam meus professores e guias no conhecimento de todos os assuntos humanos, e executem fielmente e de modo perfeito qualquer tarefa que eu requeira de vós que seja de vosso ofício. Sejam luz e conforto para mim, porque eu sou um verdadeiro servidor do Altíssimo, que é a luz dos Céus e o conforto do Mundo. Amém, Amém, Amém.

Banimento final

Praticas do decimo terceiro dia

Tanto a Oração quanto a chamada devem ser repetidas três vezes neste dia, ao amanhecer, ao meio dia e ao pôr do sol.

Banimento inicial Decima terceira chamada

– Napeai babagen, ds-brin vx ooaona lring vonph doalim eolin ollog orsba, ds chis affa. Micma isro mad od lonshi-tox, ds i-umd aai grosb. Zacar od zamran. Odo cicle qaa. Zorge lap zirdo noco mad, hoath laida.

Oração

Vós dezesseis Seniores, que permanecem acima dos braços das cruzes menores orientais das quatro Torres, e são potentes e hábeis nas artes mecânicas e nas ciências, no nome de Deus que é uma pessoa em três, eu………………………………………. os invoco para que se manifestem.

Ó Vós, quatro Luzes do Entendimento que habitam na Torre do Leste, permanecendo sobre os braços da cruz menor do Leste, e tendo vosso ministério na parte oriental do mundo, Cnbr, Nbrc, Brcn e Rcnb, Eu os invoco no nome de quatro letras dacruz ACMU, e no nome particular do Deus de vosso ministério, Hcnbr.

Ó Vós, quatro Luzes do Entendimento que habitam na Torre do Sul,permanecendo sobre os braços da cruz menor do Sul, e tendo vosso ministério na parte meridional do mundo, Roan, Oanr, Anro e Nroa, Eu os invoco no nome de quatro letras da cruz CMUA, e no nome particular do Deus de vosso ministério, Hroan.

Ó Vós, quatro Luzes do Entendimento que habitam na Torre do Oeste, permanecendo sobre os braços da cruz menor do Oeste, e tendo vosso ministério na parte ocidental do mundo, Magl, Aglm, Glma e Lmag, Eu os invoco no nome de quatro letras da cruz MUAC, e no nome particular do Deus de vosso ministério, Pmagi.

Ó Vós, quatro Luzes do Entendimento que habitam na Torre do Norte, permanecendo sobre os braços da cruz menor do Norte, e tendo vosso ministério na parte Norte do mundo, Psac, Sacp, Acps e Cpsa, Eu os invoco no nome de quatro letras da cruz UACM, e no nome particular do Deus de vosso ministério, Ppsac.

Digo a todos vós, desçam pelos portões que para vós preparei passagem, e habitem comigo. Sejam manifestos para mim de qualquer modo, por quaisquer palavras, no momento em que eu vos invocar, de forma que eu possa glorificar o nome de Deus entre vós. Sejam meus professores e guias no conhecimento de todos os assuntos humanos, e executem fielmente e de modo perfeito qualquer tarefa que eu requeira de vós que seja de vosso ofício. Sejam luz e conforto para mim, porque eu sou um verdadeiro servidor do Altíssimo, que é a luz dos Céus e o conforto do Mundo.

Amém, Amém, Amém.

Banimento final

Praticas do decimo quarto dia

Tanto a Oração quanto a chamada devem ser repetidas três vezes neste dia, ao amanhecer, ao meio dia e ao pôr do sol.

Banimento inicial Decima quarta chamada

– Noromi bagie, pasbs oiad, ds trint mirc ol thil dods tolham caosgo homin; ds brin oroch quar; micma bial oiad. Airsro tox ds-i-um aai [bagiel] q balfim. Zacar od zamram. Odo cicle qaa. Zorge lap zirdo noco mad, hoath laida.

Oração

Vós dezesseis Seniores, que permanecem acima dos braços das cruzes menores orientais das quatro Torres, e são potentes e hábeis na descoberta dos segredos humanos, no nome de Deus que é uma pessoa em três, eu os invoco para que se manifestem.

Ó Vós, quatro Luzes do Entendimento que habitam na Torre do Leste, permanecendo sobre os braços da cruz menor do Leste, e tendo vosso ministério na parte oriental do mundo, Xgzd, Gzdx, Zdxge, Dxgz , Eu os invoco no nome de quatro letras da cruz ASIR, e no nome particular do Deus de vosso ministério, Hxgzd.

Ó Vós, quatro Luzes do Entendimento que habitam na Torre do Sul, permanecendo sobre os braços da cruz menor do Sul, e tendo vosso ministério na parte meridional do mundo, Iaom, Aomi, Omiae, Miao, Eu os invoco no nome de quatro letras da cruz SIRA, e no nome particular do Deus de vosso ministério, Hiaom.

Ó Vós, quatro Luzes do Entendimento que habitam na Torre do Oeste, permanecendo sobre os braços da cruz menor do Oeste, e tendo vosso ministério na parte ocidental do mundo, Nlrx, Lrxn,Rxnl e Xnlr, Eu os invoco no nome de quatro letras da cruz IRAS, e no nome particular do Deus de vosso ministério, Pnlrx.

Ó Vós, quatro Luzes do Entendimento que habitam na Torre do Norte, permanecendo sobre os braços da cruz menor do Norte, e tendo vosso ministério na parte Norte do mundo, Ziza, Izaz, Zazi e Aziz, Eu os invoco no nome de quatro letras da cruz RASI, e no nome particular do Deus de vosso ministério, Pziza.

Digo a todos vós, desçam pelos portões que para vós preparei passagem, e habitem comigo. Sejam manifestos para mim de qualquer modo, por quaisquer palavras, no momento em que eu vos invocar, de forma que eu possa glorificar o nome de Deus entre vós. Sejam meus professores e guias no conhecimento de todos os assuntos humanos, e executem fielmente e de modo perfeito qualquer tarefa que eu requeira de vós que seja de vosso ofício. Sejam luz e conforto para mim, porque eu sou um verdadeiro servidor do Altíssimo, que é a luz dos Céus e o conforto do Mundo.

Amém, Amém, Amém.

Banimento final

Praticas do decimo quinto dia

Tanto a Oração quanto a chamada devem ser repetidas três vezes neste dia, ao amanhecer, ao meio dia e ao pôr do sol.

Banimento inicial Decima quinta chamada

– Ils tabaan lialprt, casarman upaahi chis darg, ds oado caosgi orscor, ds omax monasci baeovib od emetgis iaiadix. Zacar od zamran. Odo cicle qaa. Zorge lap zirdo noco mad, hoath laida.

Oração

Vós dezesseis Anjos, que se erguem abaixo dos braços das cruzes menores orientais das quatro Torres, e são potentes e hábeis no ensino de medicamentos e curando as doenças, no nome de Deus que é uma pessoa em três, eu     os invoco para que se manifestem.

Ó Vós, quatro anjos bons de Luz que habitam na Torre do Leste, servindo na cruz menor do Leste, e tendo vosso escritório na parte oriental do mundo, Czns, Tott, Sias e Fmnd, Eu os invoco no nome de seis letras do pilar da sua Cruz, Idoigo que vos manifestes de forma perceptível para minha consciência; eu vos comando no nome de cinco letras da viga de sua cruz, Ardza, a cumprir todos meus propósitos declarados que estejam dentro das funções de vosso ofício. E quando as necessidades de vossos serviços forem extremas, seus nomes serão expressados Czons, Toitt, Sigas e Fmond.

Ó Vós, quatro anjos bons de Luz que habitam na Torre do Sul, servindo na cruz menor do Leste, e tendo vosso escritório na parte Sul do mundo, Aira, Ormn, Rsni e Iznr, Eu os invoco no nome de seis letras do pilar da sua Cruz, Angpoi que vos manifestes de forma perceptível para minha consciência; eu vos comando no nome de cinco letras da viga de sua cruz, Unnax, a cumprir todos meus propósitos declarados que estejam dentro das funções de vosso ofício. E quando as necessidades de vossos serviços forem extremas, seus nomes serão expressados Aigra, Orpmn, Rsoni e Izinr.

Ó Vós, quatro anjos bons de Luz que habitam na Torre do Oeste, servindo na cruz menor do Leste, e tendo vosso escritório na parte ocidental do mundo, Taco, Nhdd, Paax e Saiz, Eu os invoco no nome de seis letras do pilar da sua Cruz, Olgota que vos manifestes de forma perceptível para minha consciência; eu vos comando no nome de cinco letras da viga de sua cruz, Oalco, a cumprir todos meus propósitos declarados que estejam dentro das funções de vosso ofício.

E quando as necessidades de vossos serviços forem extremas, seus nomes serão expressados Tagco, Nhodd, Patax e Saaiz.

Ó Vós, quatro anjos bons de Luz que habitam na Torre do Norte, servindo na cruz menor do Leste, e tendo vosso escritório na parte Norte do mundo, Opmn, Apst, Scio e Vasg, Eu os invoco no nome de seis letras do pilar da sua Cruz, Noalmr que vos manifestes de forma perceptível para minha consciência; eu vos comando no nome de cinco letras da viga de sua cruz, Oloag, a cumprir todos meus propósitos declarados que estejam dentro das funções de vosso ofício. E quando as necessidades devossos serviços forem extremas, seus nomes serão expressados Opamn, Aplst, Scmio e Varsg.

Digo a todos vós, desçam pelos portões que para vós preparei passagem, e habitem comigo.

Sejam manifestos para mim de qualquer modo, por quaisquer palavras, no momento em que eu vos invocar, de forma que eu possa glorificar o nome de Deus entre vós. Sejam meus professores e guias no conhecimento e prática da cura das doenças, danos e fraquezas, e executem fielmente e de modo perfeito qualquer tarefa que eu requeira de vós que seja de vosso ofício. Sejam luz e conforto para mim, porque eusou um verdadeiro servidor do Altíssimo, que é a luz dos Céus e o conforto do Mundo. Amém, Amém, Amém.

Banimento final

Praticas do decimo sexto dia

Tanto a Oração quanto a chamada devem ser repetidas três vezes neste dia, ao amanhecer, ao meio dia e ao pôr do sol.

Banimento inicial Decima sexta chamada

– Ils viu-ialprt, salman balt, ds brin acroodzi busd, od bliorax balit; ds-insi caosg lusdan emod ds- om od tliob hami; drilpa geh ils madzilodarp. Zacar od zamran. Odo cicle qaa. Zorge lap zirdo noco mad, hoath laida.

Oração

Vós dezesseis Anjos, que se erguem abaixo dos braços ao Sul das cruzes menores das quatro Torres, e são potentes e hábeis em encontrar e trabalhar metais e pedras preciosas, no nome de Deus que éuma pessoa em três, eu……………………………………… os invoco para que se manifestem.

Ó Vós, quatro anjos bons de Luz que habitam na Torre do Leste, servindo na cruz menor do Leste,e tendo vosso escritório na parte oriental do mundo, Oyub, Paoc, Rbnh e Diri, Eu os invoco no nome de seis letras do pilar da sua Cruz, Llacza que vos manifestes de forma perceptível para minha consciência; eu vos comando no nome de cinco letras da viga de sua cruz, Palam, a cumprir todos meus propósitos declarados que estejam dentro das funções de vosso ofício. E quando as necessidades de vossos serviços forem extremas, seus nomes serão expressados Oyaub, Pacoc, Rbznh e Diari.

Ó Vós, quatro anjos bons de Luz que habitam na Torre do Sul, servindo na cruz menor do Leste, e tendo vosso escritório na parte Sul do mundo, Omgg, Gbal, Rlmu e Iahl, Eu os invoco no nome de seis letras do pilar da sua Cruz, Anaeem que vos manifestes de forma perceptível para minha consciência; eu vos comando no nome de cinco letras da viga de sua cruz, Sondn, a cumprir todos meus propósitos declarados que estejam dentro das funções de vosso ofício. E quando as necessidades de vossos serviços forem extremas, seus nomes serão expressados Omagg, Gbeal, Rlemu e Iamhl.

Ó Vós, quatro anjos bons de Luz que habitam na Torre do Oeste, servindo na cruz menor do Leste, e tendo vosso escritório na parte ocidental do mundo, Magm Leoc, Ussn e Ruoi, Eu os invoco no nome de seis letras do pilar da sua Cruz, Nelapr que vos manifestes de forma perceptível para minha consciência; eu vos comando no nome de cinco letras da viga de sua cruz, Omebb, a cumprir todos meus propósitos declarados que estejam dentro das funções de vosso ofício. E quando as necessidades de vossos serviços forem extremas, seus nomes serão expressados Malgm, Leaoc, Uspsn e Ruroi.

Ó Vós, quatro anjos bons de Luz que habitam na Torre do Norte, servindo na cruz menor do Leste, e tendo vosso escritório na parte Norte do mundo, Gmnm, Ecop, Amox e Brap, Eu os invoco no nome de seis letras do pilar da sua Cruz, Vadali que vos manifestes de forma perceptível para minha consciência; eu vos comando no nome de cinco letras da viga de sua cruz, Obaua, a cumprir todos meus propósitos declarados que estejam dentro das funções de vosso ofício. E quando as necessidades devossos serviços forem extremas, seus nomes serão expressados Gmdnm, Ecaop, Amlox e Briap.

Digo a todos vós, desçam pelos portões que para vós preparei passagem, e habitem comigo. Sejam manifestos para mim de qualquer modo, por quaisquer palavras, no momento em que eu vos invocar, de forma que eu possa glorificar o nome de Deus entre vós. Sejam meus professores e guias no conhecimento para encontrar e trabalhar metais e pedras preciosas, e executem fielmente e de modo perfeito qualquer tarefa que eu requeira de vós que seja de vosso ofício. Sejam luz e conforto para mim, porque eu sou um verdadeiro servidor do Altíssimo, que é a luz dos Céus e o conforto do Mundo. Amém, Amém, Amém.

Banimento final

Praticas do decimo sétimo dia

Tanto a Oração quanto a chamada devem ser repetidas três vezes neste dia, ao amanhecer, ao meio dia e ao pôr do sol.

Banimento inicial Decima sétima chamada

– Ils d-ialprt, soba upaah chis namba zixlay dodsih, od brint faxs hubaro tustax ylsi; soba lad i vonpo-unph; aldon daxil od toatar! Zacar od zamran. Odo cicle qaa. Zorge lap zirdo noco mad, hoath laida.

Oração

Vós dezesseis Anjos, que se erguem abaixo dos braços ao Sul das cruzes menores das quatro Torres, e são potentes e hábeis na transformação das formas, no nome de Deus que é uma pessoa em três, eu os invoco para que se manifestem.

Ó Vós, quatro anjos bons de Luz que habitam na Torre do Leste, servindo na cruz menor do Leste, e tendo vosso escritório na parte oriental do mundo, Abmo, Naco Ocnm e Shal, Eu os invoco no nome de seis letras do pilar da sua Cruz, Aiaoai que vos manifestes de forma perceptível para minha consciência; eu vos comando no nome de cinco letras da viga de sua cruz, Oiiit a cumprir todos meus propósitos declarados que estejam dentro das funções de vosso ofício.

E quando as necessidades de vossos serviços forem extremas, seus nomes serão expressados Abamo, Naoco, Ocanm e Shial.

Ó Vós, quatro anjos bons de Luz que habitam na Torre do Sul, servindo na cruz menor do Leste, etendo vosso escritório na parte Sul do mundo, Opna, Doop, Rxao e Axir, Eu os invoco no nome de seis letras do pilar da sua Cruz, Cbalpt que vos manifestes de forma perceptível para minha consciência; eu vos comando no nome de cinco letras da viga de sua cruz, Arbiz, a cumprir todos meus propósitos declarados que estejam dentro das funções de vosso ofício. E quando as necessidades de vossos serviços forem extremas, seus nomes serão expressados Opana, Dolop, Rxpao e Axtir.

Ó Vós, quatro anjos bons de Luz que habitam na Torre do Oeste, servindo na cruz menor do Leste, e tendo vosso escritório na parte ocidental do mundo, Paco, Ndzn, Iipo e Xrnh, Eu os invoco no nome de seis letras do pilar da sua Cruz, Maladi que vos manifestes de forma perceptível para minha consciência; eu vos comando no nome de cinco letras da viga de sua cruz, Olaad, a cumprir todos meus propósitos declarados que estejam dentro das funções de vosso ofício. E quando as necessidades de vossos serviços forem extremas, seus nomes serão expressados Palco, Ndazn, Iidpo e Xrinh.

Ó Vós, quatro anjos bons de Luz que habitam na Torre do Norte, servindo na cruz menor do Leste, e tendo vosso escritório na parte Norte do mundo, Datt, Diom, Oopz e Rgan, Eu os invoco no nome de seis letras do pilar da sua Cruz, Volxdo que vos manifestes de forma perceptível para minha consciência; eu vos comando no nome de cinco letras da viga de sua cruz, Sioda, a cumprir todos meus propósitos declarados que estejam dentro das funções de vosso ofício. E quando as necessidades devossos serviços forem extremas, seus nomes serão expressados Daltt, Dixom, Oodpz e Rgoan.

Digo a todos vós, desçam pelos portões que para vós preparei passagem, e habitem comigo. Sejam manifestos para mim de qualquer modo, por quaisquer palavras, no momento em que eu vos invocar, de forma que eu possa glorificar o nome de Deus entre vós. Sejam meus professores e guias no conhecimento da transformação das formas, e executem fielmente e de modo perfeito qualquer tarefa que eu requeira de vós que seja de vosso ofício. Sejam luz e conforto para mim, porque eu sou um verdadeiro servidor do Altíssimo, que é a luz dos Céus e o conforto do Mundo. Amém, Amém, Amém.

Banimento final

Praticas do decimo oitavo dia

Tanto a Oração quanto a chamada devem ser repetidas três vezes neste dia, ao amanhecer, ao meio dia e ao pôr do sol.

Banimento inicial Decima oitava chamada

– Ils micaolz olprit od lalprg bliors, ds odo busdir oiad ovoars caosgo, casarmg laiad [vaoan] eran brints cafafam, ds iumd a-q-loadohi moz, od maoaffs; bolp como-bliort pambt. Zacar od zamran. Odo clicle qaa zorge lap zirdo noco mad hoath laida.

Oração

Vós dezesseis Anjos, que se erguem abaixo dos braços à Oeste das cruzes menores das quatro Torres, e são potentes e hábeis no uso dos quatro elementos e nos elementais que ali habitam, no nome de Deus que é uma pessoa em três, eu os invoco para que se manifestem.

Ó Vós, quatro anjos bons de Luz que habitam na Torre do Leste, servindo na cruz menor do Oeste, e tendo vosso escritório na parte oriental do mundo, Acca, que habita o ar, que compreende as qualidades e usos do Ar e seus Silfos, Npat, que habita a água e compreende as qualidades e usos da águae suas Ondinas, Otoi, que habita a terra e compreende as qualidades e usos da terra e seus Gnomos, e Pmox que habita o fogo vivo e compreende suas qualidade e usos do fogo e suas Salamandras, eu os invoco no nome de cinco letras do pilar de sua cruz, Aourrz, que vos manifestes de forma perceptível para minha consciência; eu vos comando no nome de cinco letras da viga de sua cruz, Aloai, a cumprir todos meus propósitos declarados que estejam dentro das funções de vosso ofício. E quando as necessidades de vossos serviços forem extremas, seus nomes serão expressados Acuca, Nprat, Otroi e Pmzox.

Ó Vós, quatro anjos bons de Luz que habitam na Torre do Sul, servindo na cruz menor do Oeste, etendo vosso escritório na parte Sul do mundo, Msal, que habita o ar, que compreende as qualidades e usos do Ar e seus Silfos, Iaba, que habita a água e compreende as qualidades e usos da água e suas Ondinas, Izxp, que habita a terra e compreende as qualidades e usos da terra e seus Gnomos, e Stim que habita o fogo vivo e compreende suas qualidade e usos do fogo e suas Salamandras, eu os invoco no nome de cinco letras do pilar de sua cruz, Spmnir, que vos manifestes de forma perceptível para minha consciência; eu vos comando no nome de cinco letras da viga de sua cruz, Ilpiz, a cumprir todos meus propósitos declarados que estejam dentro das funções de vosso ofício. E quando as necessidades de vossos serviços forem extremas, seus nomes serão expressados Msmal, Ianba, Izxp e Strim.

Ó Vós, quatro anjos bons de Luz que habitam na Torre do Oeste, servindo na cruz menor do Oeste, e tendo vosso escritório na parte ocidental do mundo, Xpcn, que habita o ar, que compreende as qualidades e usos do Ar e seus Silfos, Vasa, que habita a água e compreende as qualidades e usos da águae suas Ondinas, Dapi, que habita a terra e compreende as qualidades e usos da terra e seus Gnomos, e Rnil que habita o fogo vivo e compreende suas qualidade e usos do fogo e suas Salamandras, eu os invoco no nome de cinco letras do pilar de sua cruz, Iaaasd, que vos manifestes de forma perceptível paraminha consciência; eu vos comando no nome de cinco letras da viga de sua cruz, Atapa, a cumprir todos meus propósitos declarados que estejam dentro das funções de vosso ofício. E quando as necessidades de vossos serviços forem extremas, seus nomes serão expressados Xpacn, Vaasa, Daspi e Rndil.

Ó Vós, quatro anjos bons de Luz que habitam na Torre do Norte, servindo na cruz menor do Oeste,e tendo vosso escritório na parte Norte do mundo, Adre, que habita o ar, que compreende as qualidades e usos do Ar e seus Silfos, Sisp, que habita a água e compreende as qualidades e usos da água e suas Ondinas, Pali, que habita a terra e compreende as qualidades e usos da terra e seus Gnomos, e Acar que habita o fogo vivo e compreende suas qualidade e usos do fogo e suas Salamandras, eu os invoco no nome de cinco letras do pilar de sua cruz, Rzionr, que vos manifestes de forma perceptível para minha consciência; eu vos comando no nome de cinco letras da viga de sua cruz, Nrzfm, a cumprir todos meus propósitos declarados que estejam dentro das funções de vosso ofício. E quando as necessidades de vossos serviços forem extremas, seus nomes serão expressados Adire, Siosp, Panli e Acrar.

Digo a todos vós, desçam pelos portões que para vós preparei passagem, e habitem comigo. Sejam manifestos para mim de qualquer modo, por quaisquer palavras, no momento em que eu vos invocar, de forma que eu possa glorificar o nome de Deus entre vós. Sejam meus professores e guias no comando e uso dos quatro elementos e nas quatro classes de criaturas elementares, e executem fielmente e de modo perfeito qualquer tarefa que eu requeira de vós que seja de vosso ofício. Sejam luz e conforto para mim, porque eu sou um verdadeiro servidor do Altíssimo, que é a luz dos Céus e o conforto do Mundo. Amém,

Amém, Amém.

Banimento final

II. Conhecendo os Eteres Enochianos

Práticas do decimo nono dia em diante

Banimento inicial Decima nona chamada

– Madriax ds-praf (nome do Æthyr’s ) chis micaolz saanir caosgo, od fisis balzizras laida. Nonca gohulim: micma adoian mad, iaod bliorb, soba ooaona chis luciftias piripsol, ds abraassa noncf netaaib caosgo, od tilb adphaht damploz, tooat noncf gmicalz oma lrasd toflgo marb yarry idoigo, od torzulp iaodaf golul; caosga, tabaord saanir, od cristeos yrpoil tiobl, busdir tilb noaln paid orsba od dodrmni zulna; elzaptilb, parm-gi peripsax, od ta qurlst booapis. L-nibm, oucho symp, od christeos ag-toltorn lel mirc ton paombd, dilzmo o aspian, od christeos ag l tortorn parach a-symp; cordziz, dodpal od fifalz l- smnad; od fargt, bams omaoas; conisbra od avavox, tonug; orsca-tbl, naosmi tabges levithmong; unchi omp-tilb ors. Bagle? Moooah ol-cordziz. L capimao ixomaxip, od ca- cocasb gosaa; baglen pi-i tianta ababalond od faorgt telocvovim.

Madriiax, torzu! Oadriax orocha aboapri. Tabaori priaz ar-tabas; adrpan cors-ta dobix; yolcam priazi ar-coazior, od quasb qting. Ripir paaoxt saga-cor; uml od prdzar cacrg aoiveae cormpt. Torzu! Zacar od zamran aspt sibsi butmona, ds surzas tia baltan; odo cicle qaa, od ozazma plapli iadnamad.

Os 30 Æthyr’s

A ordem dos Æthyr’s é decrecente iniciando no 30 terminando no 1

1. LIL. 11. ICH. 21. ASP.
2. ARN. 12. LOE. 22. LIN.
3. ZOM. 13. ZIM. 23. TOR.
4. PAZ. 14. VTA. 24. NIA.
5. LIT. 15. OXO. 25. VTI.
6. MAS. 16. LEA. 26. DES.
7. DEO. 17. TAN. 27. ZAA.
8. Z1D. 18. ZEN. 28. BAG.
9. ZIP. 19. POP. 29. RII.
10. ZAX. 20. KHR. 30. TEX.

Oração

Oração que deve ser repetida três vezes neste dia, ao amanhecer, ao meio dia e ao pôr do sol.

Oh Senhor das Hostes, há qualquer criatura que meça os céus que seja mortal? Pode um recipientede carne frágil e medroso elevar-se a si mesmo, elevando as mãos ou atrair o Sol a seu seio? Como eu ascenderei então às esferas? O ar não me levará, mas escarnece minha loucura e minha tolice. Eu caio, porque eu sou o barro da terra.

Então, como pode a luz do céu pode entrar na imaginação dos Homens? Todavia, estou confortado. Em seu nome eu tenho ficado poderoso. Vós que sois a luz da verdade e salvador da possibilidade mundial, e deve, e faz, comandando os céus e todos as suas hostes como voz apraz.

Nada mais peço por você, ou através de você, para engrandecer sua honra e sua glória. O que te aprouver me oferecer, eu recebo. Contemplai, eu empenho minhas posses, meu trabalho, meu coração e alma para o cumprimento deste trabalho.

Estas mesas consagradas, amoldadas e preparadas de acordo com vosso testamento, eu a ofereço para seus Santos Anjos, desejando sua freqüência dentro e através dos teus Nomes de Poder.

Comandai- os conforme tua vontade, Oh Senhor. Possa agradar teus anjos habitarem comigo, e que eu possa habitar com eles, que possam alegrar-se comigo, e que eu possa alegrar-me com eles; auxiliarem-me, para que eu possa engrandecer vosso nome.

Como és a luz deles e seu conforto, assim eles serão minha luz e conforto; como eles recebem o que vos agrada oferecer, assim eu receberei o que os agrada oferecerem a mim; como eles não prescrevem nenhuma lei a vós, assim, eu não devo prescrever nenhuma lei a eles.

Ainda quando eu os chamar em vosso nome, Oh Senhor, seja misericordioso comigo como servidor do Altíssimo.

Me tornei um vidente na Luz de vosso semblante. Eu vejo o brilho de teus Anjos e aumento vosso nome entre eles.

Adonai Tsabaoth, Eu ………. invoco no poder de vosso nome. No poder de vosso nome Poderoso este trabalho de prece será bem e verdadeiramente cumprido.

Amém, Amém, Amém!

Banimento final

III.Conclusão

A iniciação curta vai do dia um ao dezoito do décimo nono dia em diante se fará a mesma cerimônia do dia 19, utilizando-se o nome do Æthyr correspondente ao dia a ordem é decrescente iniciando em 30 (TEX) terminando no nome número 1 (LIL).

A pratica do dia 19 em diante visa realinhar seu corpo com os Æthyr para as viagens na visão espiritual.

Parabéns pela sua iniciação, pois a partir daqui você é um de nossos irmãos na Egregora enochiana, parabéns!


Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

 

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/livro-enochiano-dos-espiritos/

Cursos de Hermetismo no Carnaval 2019

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

Como já se tornou uma tradição aqui no TdC, o pessoal que odeia Carnaval e quer tirar os 4 dias para Estudar pode fazer os Cursos de Hermetismo. Os Cursos básicos têm tudo o que você precisa para entender como funcionam as chaves, como aplicá-las na vida prática e como utilizar estes conhecimentos em sua Verdadeira Vontade.

Para quem mora longe de São Paulo ou tem problemas para estudar nos finais de semana, temos o mesmo Curso de Kabbalah Hermética, o Curso de Astrologia Hermética e Qlipoth, a Árvore da Morte em Ensino à Distância com a mesma qualidade do curso presencial, mas que você pode organizar seu tempo de estudo conforme suas necessidades.

02/03 – Kabbalah

03/03 – Astrologia Hermética

04/03 – Qlipoth (pré-requisitos Kabbalah)

05/03 – Magia Pratica (pre-requisitos Kabbalah e Astrologia)

Horário: Das 10h00 as 18h00

próximo ao metrô Vila Mariana.

Informações sobre os Cursos de Carnaval.

Reservas e Valores: deldebbio@gmail.com

KABBALAH

Este é o curso recomendado para se começar a estudar qualquer coisa relacionada com Ocultismo.

A Kabbalah Hermética é baseada na Kabbalah judaica adaptada para a alquimia durante o período medieval, servindo de base para todos os estudos da Golden Dawn e Ordo Templi Orientis no século XIX. Ela envolve todo o traçado do mapa dos estados de consciência no ser humano, de extrema importância na magia ritualística.

O curso abordará as diferenças entre a Kabbalah Judaica e Hermética, a descrição da Árvore da Vida nas diversas mitologias, explicação sobre as 10 Sephiroth (Keter, Hochma, Binah, Chesed, Geburah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malkuth), os 22 Caminhos e Daath, além dos planetas, signos, elementos, cores, sons, incensos, anjos, demônios, deuses, arcanos do tarot, runas e símbolos associados a cada um dos caminhos.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– A Árvore da Vida em todas as mitologias.

– Simbolismo e Alegorias na Kabbalah

– Descrição e explicação completa sobre as 10 esferas (sefirot).

– Descrição e explicação completa sobre os 22 caminhos.

– Cruzando o Abismo (Véu de Paroketh).

– Alquimia e sua relação com a Árvore da Vida.

– O Rigor e a Misericórdia.

– A Estrela Setenária e os sete defeitos capitais.

– Letras hebraicas, elementos, planetas e signos.

Total: 8h de curso.

ASTROLOGIA

A Astrologia é uma ciência que visa o Autoconhecimento através da análise do Mapa Astral de cada indivíduo. Conhecido pelos Astrólogos e Alquimistas desde a Antigüidade, é um dos métodos mais importantes do estudo kármico e um conhecimento imprescindível ao estudioso do ocultismo.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– Introdução à Astrologia,

– os 7 planetas da Antigüidade, Ascendente e Nodos

– os 12 Signos,

– as 12 Casas Astrológicas,

– leitura e interpretação básica do próprio Mapa Astral.

Cada aluno recebe seu próprio Mapa Astral (precisa enviar antecipadamente data, hora e local de nascimento) para que possa estudá-lo no decorrer do curso.

Total: 8h de curso.

QLIPOTH – A ÁRVORE DA MORTE

Pré-Requisitos: Kabbalah

O Curso de Qliphoths e Estudo sobre os Túneis de Set abordará os elementos comparativos entre as esferas e as qliphas (Lilith, Gamaliel, Samael, A´Arab Zaraq, Thagirion, Golachab, Gha´Agsheklah, Satariel, Ghogiel e Thaumiel) e as correlações entre os 22 Túneis de Set e os Caminhos de Toth.

É muito importante porque serve como complemento do caminho da Mao Esquerda na Árvore da Vida. Mesmo que a pessoa não deseje fazer as práticas, o estudo e conhecimento de NOX faz parte do curriculo tradicional da Golden Dawn e de outras ordens iniciáticas.

Total: 8h de curso.

MAGIA PRÁTICA

Pré-requisitos: Astrologia Hermética I e Kabbalah.

O curso aborda aspectos da Magia Prática tradicional, desde suas tradições medievais até o século XIX, incluindo os trabalhos de John Dee, Eliphas levi, Franz Bardon e Papus. Engloba sua utilização no dia-a-dia para auto-conhecimento, ritualística e proteção. Inclui os exercícios de defesa astral indispensáveis para o iniciado.

– O que é Magia.

– O que é o Mago.

– Os instrumentos do Mago.

– Os planos e suas vibrações.

– O Altar Pessoal e os quatro elementos

– Sobre o Astral.

– Os sete planetas e seus espiritos de influência.

– A visualização.

– Exercicios de Proteção.

– Ritual Menor do Pentagrama.

– Como fazer água lustral.

– Consagrações.

Total: 8h de curso.

#Cursos

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cursos-de-hermetismo-no-carnaval-2019

Cagliostro

1743 – 1795

O mistério envolve os homens que passam suas vidas a serviço da humanidade e mantêm-se extremamente dedicados somente aos seus superiores. Os padrões de julgamento social e a moralidade convencional não podem ser separados de seus caracteres. O mistério que envolve Alessandro, Count di Cagliostro, foi montado por boatos e calúnias sem fundamento a uma tal extensão que, “Sua história aceita é muito bem conhecida para precisar ser repetida, e sua verdadeira história nunca foi contada”. A pesquisa conscienciosa tem dissipado as nuvens dos boatos e da difamação o suficiente para revelar à análise imparcial uma vida nobre permeada com sabedoria e envolvida pela compaixão.

“Não posso”, testemunhou Cagliostro, “falar positivamente com relação ao lugar onde nasci, nem dos pais de quem nasci”. Seus inimigos diziam que ele era José Balsamo, um famoso aventureiro e criminoso da Sicília, mas suas palavras e atos negam essa identificação. Ninguém que reconhecesse Balsamo veio a público para estabelecer a relação. De acordo com o próprio Cagliostro, ele viveu como uma criança chamada Acharat no palácio do Mufti Salahayyam em Medina. Seu governador, um Adepto Oriental chamado Althotas, disse-lhe que ele nascera de nobres pais cristãos, porém se recusou a falar mais. Referências casuais, contudo, levaram Cagliostro a acreditar que ele nascera em Malta. Althotas tratava-o como um filho e cultivava sua aptidão para as ciências, especialmente botânica e química. Cagliostro aprendeu a respeitar a religião e a lei em cada cultura e região. “Ambos nos vestimos como Maometanos e estamos externamente de acordo com a devoção do Islam, mas a verdadeira religião foi impressa em nossos corações”. Quando criança, aprendeu os idiomas árabe e orientais e também muito sobre o Egito antigo.

Aos doze anos, Althotas levou-o a Mecca, onde permaneceram por três anos. Quando Acharat encontrou o Sharif, ambos imediatamente sentiram uma forte ligação e choraram na presença um do outro. Embora passassem muito tempo juntos, o Sharif recusou-se a discutir a origem de Acharat, embora uma vez o tivesse avisado de que “se algum dia eu deixasse Mecca, estaria ameaçado com as maiores infelicidades, e acima de tudo ordenou-me cautela com a cidade de Trebizond”. A uniformidade da vida no palácio falhou em saciar a sede por conhecimento e experiência de Acharat e a tempo ele decidiu ir para o Egito com Althotas. Na hora da partida, o Sharif despediu-se dele chorando, com as palavras, “Filho infeliz da natureza, adeus”.

No Egito, ele aprendeu que as pirâmides continham segredos desconhecidos pelo turista. Foi admitido pelos sacerdotes do templo “a lugares tais, que nenhum outro viajante comum jamais havia entrado antes”. Após três anos de viagem “pelos principais reinos da África e da Ásia”, ele chegou a Rhodes em 1766, onde pegou um navio francês para Malta. Enquanto estava hospedado no palácio de Pinto, Grão Mestre de Malta, o Cavalheiro d’Aquino de Caramanica apresentou-o à ilha. “Foi aqui que eu pela primeira vez assumi o modo de vestir Europeu e com ele o nome de Conde Cagliostro”. Althotas apareceu com a roupa e a insígnia da Ordem de Malta.

“Tenho todas as razões para acreditar que o Grão Mestre Pinto estava familiarizado com minha verdadeira origem. Freqüentemente me falava do Sharif e mencionava a cidade de Trebizond, porém jamais consentiria em entrar em outros detalhes particulares sobre o assunto.” Com base nesta referência, alguém especulou que Cagliostro era o filho do Grão Mestre Pinto e uma nobre senhora de Trebizond, mas Cagliostro, ele mesmo, jamais expressou esta opinião. Enquanto ainda em Malta, Althotas faleceu. Minutos antes de sua passagem, ele declarou a Cagliostro: “Meu filho, conserve para sempre diante de seus olhos o temor a Deus e o amor de suas pequenas criaturas; logo você estará convencido, pela experiência, de tudo aquilo que tenho lhe ensinado”.

Com a permissão relutante do Grão Mestre, Cagliostro deixou Malta na companhia do Cavalheiro d’Aquino para a Sicília, as Ilhas Gregas, e finalmente, Nápoles, o lugar natal do Cavalheiro. Enquanto o Cavalheiro se ocupava com assuntos pessoais, Cagliostro prosseguiu para Roma. Retirou-se para um apartamento para melhorar seu italiano, mas logo o cardeal Orsini solicitou sua presença e, através dele, conheceu vários cardeais e príncipes romanos.

Em 1770, com a idade de vinte e dois anos, ele conheceu e se apaixonou por Seraphina Feliciani. Embora ela fosse a dona do seu amor e devoção pelo resto de suas vidas, ela nunca foi capaz de totalmente romper com a Igreja e seria usada como “a ferramenta dos Jesuítas”. Aconteceu que a natureza de Cagliostro, boa ao extremo, e a total confiança que colocava em seus amigos foram a causa de seus desapontamentos. A generosidade de Cagliostro logo esgotou suas fontes e o casal foi desfeito quando viajavam para visitar amigos em Piemonte e Genova. Mas em julho de 1776, quando chegaram a Londres, estavam outra vez em boas situação, porém a causa de seu progresso fica, como sempre, perdida em mistério.

Eles se hospedaram e logo atraíram admiradores, ainda que ninguém tivesse certeza de onde se originavam, ou qual era seu itinerário recente. Um laboratório foi montado num aposento para estudos de Física e Química. A grande generosidade de Cagliostro levou um grupo de impostores gananciosos a tentar trapaceá-lo através de processos legais que exigiam dinheiro, acusando-o de praticar bruxaria. Esta última acusação foi retirada imediatamente, mas uma coalizão de advogados e juízes desonestos arrancaram-lhe cada centavo que puderam antes que o Conde ficasse livre de suas intrigas. Suas intenções ficaram evidentes pelo fato de que, finalmente, todos eles, de alguma forma, morreram na prisão ou foram executados por fraude, perjúrio e outros crimes. Cagliostro recusou a oportunidade de propor recursos reparatórios, mas decidiu deixar a Inglaterra.

Antes da partida, contudo, tanto ele como a condessa foram admitidos na Loja Esperança da ordem da Estrita Observância. Seu lema era “União, Silêncio, Virtude”, seu trabalho filantropia e seu estudo, ocultismo. Através desta Ordem, Cagliostro espalharia a Maçonaria Egípcia por toda a Europa. Deixando Londres em Novembro de 1777 com apenas cinqüenta guinéus, viajou para Bruxelas “onde encontrei a Providência esperando que enchesse meu bolso outra vez”. Esta é sempre a história de Cagliostro. Quando ele aparece na história, ele tem tudo, não pede nada e deixa tudo generosamente.

Veio para Hague, onde foi recebido como um Franco-maçom pela loja local da Ordem da Estrita Observância. Seu discurso sobre Maçonaria Egípcia, a mãe do puro impulso Maçônico, motivou a Loja a adotar o Rito Egípcio tanto para homens como para mulheres. A Condessa Cagliostro foi instalada como Grã-Mestra. Aqui emergiu a missão de Cagliostro de purificar, restaurar e elevar a Maçonaria ao nível de verdadeiro ocultismo. Esta tarefa comanda o centro das atenções pelo do resto de sua vida. Como suas numerosas profecias sobre grandes e pequenos assuntos indicavam, ele tinha uma visão clara da iminente arrancada da ordem social, política e religiosa da Europa. Ele antevia que somente nas Lojas unificadas os servidores dos homens sábios do Oriente poderiam, poderiam atuar junto tanto os nobres e os homens comuns em mútua lealdade aos mais altos ideais e guiar a Europa através da transição em direção a uma era iluminada.

Ao passar por Nuremberg, ele trocou sinais secretos com um Franco-Maçom, hospedando-se no mesmo hotel. Quando indagado quem era, Cagliostro desenhou num papel a serpente mordendo sua cauda. O hóspede, imediatamente, reconheceu um grande ser numa missão importante e, tirando um rico anel de diamante de sua mão, investiu-o em Cagliostro. Quando ele chegou a Leipzig, a Ordem estava preparada para homenageá-lo com um lauto banquete preparado para um dignitário visitante, mas havia chegado a época de ser colocada a Maçonaria Egípcia em sua verdadeira perspectiva. Após o jantar, Cagliostro fez um discurso sobre o sistema e seu significado. Ele convocou os Maçons reunidos para adotarem o Rito, porém a direção da Loja hesitou. Cagliostro avisou que o momento da escolha para Maçonaria havia chegado e profetizou que a vida do chefe – Herr Scieffort – estava na balança: se a Maçonaria Egípcia não fosse abraçada, Scieffort não sobreviveria durante aquele mês. Scieffort recusou a aceitar modificações em sua Loja, e cometeu suicídio poucos dias depois. Abalados e intrigados, os membros da Loja aclamaram Cagliostro, e seu nome foi ouvido pela cidade. Enquanto ele continuava a viagem, as Lojas da Ordem da Estrita Observância calorosamente lhe davam boas vindas.

Seguiu para Mittau, capital de Duchy de Courland e centro de estudos ocultos, ali chegando em março de 1791. Cagliostro explicou o significado da Maçonaria Egípcia em termos de regeneração moral da humanidade. Embora o homem tenha conhecido a natureza da deidade e o mundo, os profetas, apóstolos e padres da Igreja apropriaram-se deste conhecimento para seus próprios fins. A Maçonaria Egípcia continha as verdades que poderiam restaurar este conhecimento numa humanidade renovada. O Marechal Von Medem e sua família convidaram Cagliostro para ficar em Courland e apresentaram-no às pessoas de influência. O longo interesse de Von Medem pela alquimia logo se voltou para outros fenômenos, e ele pediu insistentemente a Cagliostro que demonstrasse os poderes que, segundo boatos, ele possuía. A princípio relutante, ele finalmente produziu uma quantidade de fenômenos, além suas curas medicinais universalmente aclamadas.

Cagliostro agora deixou que soubessem que ele era o Grande Cophta da Loja, um sucessor na linhagem de Enoch, e que ele, obedientemente, recebia ordens de “seus chefes”. Infelizmente, a vontade de apoiar a Maçonaria Egípcia alimentava-se da insaciável fome por mais fenômenos. Cagliostro mostrou seus poderes em numerosas ocasiões, mas recusava-se a ser empurrado para um mercado atacadista de milagres. E pela primeira vez ele se viu chamado de impostor, quando não atendia aos pedidos. “O espiritismo nas mãos de um Adepto se torna magia”, H.P.Blavatsky escreveu, “pois ele é versado na arte de entremesclar as leis do Universo, sem quebrar nenhuma delas e sem por isso violar a natureza”. Ela disse que homens tais como Mesmer e Cagliostro “controlam os Espíritos, em vez de permitir que seus assuntos sejam controlados por eles; e o Espiritismo está a salvo nas suas mãos”. Mas, Cagliostro explicou, tais poderes eram para serem usados para o bem do mundo e não para a gratificação da curiosidade ociosa.

Ele decidiu ir para São Petersburg, onde foi aceito na Loja e inúmeras curas foram testemunhadas, mas não receberam com calor a idéia da Maçonaria Egípcia. Recusando-se a produzir os fenômenos, pensaram que era um curador, não um mago. Varsóvia respondeu melhor, contudo. Lá ele encontrou o Conde Moczinski e o Príncipe Adam Poninski, que insistiu com Cagliostro para ficar em sua casa. Ele aceitou a Maçonaria Egípcia e uma grande parte da sociedade polonesa o seguiu. Dentro de um mês, uma Loja para o Rito Egípcio foi fundada. Em 1780 ele foi recebido em várias ocasiões pelo Rei Stanislaw Augustus. Descreveu o passado e predisse o futuro de uma senhora da Corte que duvidou de seus poderes. Ela, imediatamente, atestou o passado, enquanto a história provou a verdade no futuro.

Cagliostro deixou Varsóvia em 26 de junho e não foi visto até 19 de setembro, quando chegou a Strasburgo. Multidões aguardavam na Ponte de Keehl para ver sua carruagem e ele foi aclamado quando entrou na cidade. Imediatamente, começou a atender aos pobres, libertando devedores da prisão, curando os doentes e fornecendo remédios gratuitamente. Tanto os amigos quanto os inimigos concordavam que Cagliostro se recusava a receber qualquer remuneração ou benefício por seus incansáveis trabalhos. Embora a nobreza se tornasse interessada, ele se recusava a produzir fenômenos, salvo em seus próprios e estritos termos. Logo ficou íntimo do Cardeal de Rohan, para quem ele previu a hora exata da morte da Imperatriz Maria Theresa. O cardeal convidou-o a se hospedar em seu palácio e mais tarde declarou que ele havia testemunhado em várias ocasiões Cagliostro produzir ouro num vaso alquímico. “Posso dizer-lhe com certeza”, ele insistiu com uma senhora que duvidava da habilidade de Cagliostro, “que ele nunca pediu ou recebeu qualquer coisa de mim”.

O General Laborde escreveu que nos três anos que Cagliostro viveu em Strasburgo ele atendeu quinze mil pessoas doentes, das quais apenas três morreram. Sua reputação foi confirmada quando ele salvou o Marquês de Lasalle, Comandante de Strasburgo, de um caso desesperador de gangrena. Durante este período, o primo do Cardeal, Príncipe de Soubise, adoeceu em Paris. Os médicos não lhe deram nenhuma esperança de cura e o Cardeal, alarmado, suplicou a ajuda de Cagliostro. Este viajou incógnito a Paris com o Cardeal, e o Príncipe recuperou a saúde em uma semana. Somente após a cura foi sua identidade anunciada, para espanto da faculdade de medicina parisiense.

Quando estava em Strasburgo, Cagliostro recebeu a visita de Lavater, o fisiognomonista de Zurique, que indagou acerca da fonte do grande conhecimento de Cagliostro. “In verbis, in herbis, in lapidibus”, ele respondeu, sugerindo três grandes tratados de Paracelso. Foi naquela época que Cagliostro foi tocado pela condição de pobreza de um homem chamado Sacchi e empregou-o em seu hospital. No espaço de uma semana, Cagliostro descobriu que o homem era um espião de alguns médicos invejosos e havia extorquido dinheiro de seus pacientes a fim de torná-lo desacreditado. Posto para fora do hospital, Sacchi ameaçou a vida de Cagliostro e foi imediatamente expulso de Strasburgo pelo Marquês de Lasalle. Sacchi inventou e publicou uma história difamatória na qual afirmava que Cagliostro era um filho criminoso de um cocheiro napolitano. Esse absurdo estava destinado a ser usado contra Cagliostro pelo resto de sua vida.

O Cardeal de Rohan, que havia instalado um busto de Cagliostro talhado pelo escultor Houdon em seu estúdio em Saverne, surgiu em sua defesa. Três cartas chegaram em março de 1783 da Corte de Versalhes, para o Real Baylor de Strasburgo. A primeira, do Conde de Vergennes, Ministro dos Negócios Estrangeiros, dizia: “O Sr. Di Cagliostro pede apenas por paz e segurança. A hospitalidade lhe assegura ambas. Conhecendo as inclinações naturais de V.S., estou convencido de que se apressará a cuidar para que desfrute de todos os benefícios e amenidades que ele pessoalmente merece”. A segunda veio do Marquês de Miromesnil, Guardador do Selo: “O Conde di Cagliostro tem estado comprometido ativamente no auxílio dos pobres e infelizes, e sou conhecedor de um fato notavelmente humanitário desempenhado por esse estrangeiro, que merece lhe seja garantida proteção especial”. A terceira, do Marechal de Segur, Ministro da Guerra, dizia: “O Rei encarrega V.S. que cuide não somente de que ele não seja atormentado em Strasburgo, como também que deva receber nessa cidade toda consideração totalmente merecida pelos serviços que tem prestado aos doentes e aos pobres”.

Em junho chegou uma carta de Nápoles, informando-lhe de que o Cavalheiro d’Aquino, seu companheiro em Malta, estava seriamente doente. Apressou-se a ir para Nápoles, apenas para encontrar o Cavalheiro morto. A Loja União Perfeita saudou-o com homenagens e ali ficou por vários meses, já que o governo napolitano tinha acabado de remover o banimento da Franco-Maçonaria. Bordeaux convidou-o a ir para lá, e ele decidiu assim fazer, viajando em lentas etapas.

O Conde de Saint-Martin já havia preparado terreno em Bordeaux e Lyons para instituir o Rito Retificado de Saint-Martin, que havia purificado e enobrecido a idéia da Maçonaria. O Duque de Crillon e Marechal de Mouchy pessoalmente lhe deram as boas vindas, mostrando-lhe a cidade e homenageando-o em banquetes. Os pobres afluíam até ele e eram curados. Em Bordeaux, Cagliostro teve um sonho no qual era levado a uma brilhante câmara, na qual sacerdotes egípcios e nobres Maçons estavam sentados. “Esta é a recompensa que você terá no futuro”, uma grande voz anunciou, “mas por enquanto você deve trabalhar ainda com mais diligência” Havia chegado o tempo de enraizar firmemente a Maçonaria Egípcia.

Alquier, Grão Mestre em Lyons, chefiou um grupo de delegações solicitando que ele se estabelecesse ali permanentemente. Aceito com toda a cerimônia dentro da Loja Lyons, foi convidado a fundar uma Loja para a Maçonaria Egípcia. Uma captação feita entre Maçons forneceu fundos para construírem um belo prédio, de acordo com as instruções de Cagliostro. Logo teve início a construção da Loja da Sabedoria Triunfante, a qual foi a Loja Mãe de todos os Maçons Egípcios, e a Cagliostro foi dado completo gerenciamento da Loja de Alquier.

Cagliostro instruiu seus novos discípulos a se retirarem em meditação por três horas diariamente, pois o conhecimento é adquirido pelo “preenchimento de nossos corações e mentes com a grandeza, a sabedoria e o poder da divindade, aproximando-nos dela através de nosso fervor”. Cada um deve cultivar a tolerância por todas as religiões, uma vez que existe a verdade universal em seus âmagos; segredo, porque é o poder da meditação e a chave da iniciação; e o respeito pela natureza, pois ela contém o mistério do divino. Com estas três diretrizes como base, o discípulo poderia esperar pela imortalidade espiritual e moral. A motivação que deverá estar sempre em mente é “Qui agnoscit mortem, cognoscit artem” – aquele que tem conhecimento sobre a morte, conhece a arte de dominá-la.

Tendo estabelecido a Maçonaria Egípcia sobre as firmes fundações erigidas por Saint-Martin, Cagliostro não estava destinado a testemunhar seu florescimento no grande templo para ela construído. O Cardeal de Rohan insistiu com veemência que ele viesse a Paris. A Ordem dos Philaléthes tinha organizado a Convenção Geral da Maçonaria Universal. Maçons proeminentes de todas as Lojas da Europa tinham vindo para a primeira assembléia realizada em novembro de 1784. Mesmer e Saint-Martin foram convidados. Agora era a chance para a bênção final do Rito Egípcio – “onde A Sabedoria triunfará” – fosse confirmada. Cagliostro decidiu ir em janeiro de 1785. Deixando os negócios da Loja em ordem, ele escolheu os oficiais permanentes e lembrou-lhes de seus compromissos.

“Nós, os Grandes Cophtas, fundadores e Grão Mestres da Suprema Maçonaria Egípcia em todas as quadrantes orientais e ocidentais do globo, damos ciência a todos aqueles que verão o que está aqui presente,que em nossa estada em Lyons muitos membros deste Oriente que seguem o rito ordinário, e que carregam o título de “Sabedoria”, tendo manifestado a nós seu ardente desejo de se submeterem ao nosso governo e de receberem de nós a iluminação e os poderes necessários para conhecerem e propagarem a Maçonaria em sua verdadeira forma e pureza original, atendemos aos seus pedidos, persuadidos de que, aos lhes fornecermos sinais de nossa boa vontade, conheceremos a grata satisfação de termos trabalhado para a glória do Eterno e para o bem da humanidade. Em aditamento, instruímos cada um dos irmãos que andem constantemente no estreito caminho da virtude e que mostre, pela propriedade desta conduta, que conhecem e amam os preceitos e o propósito de nossa Ordem.”

Quando Cagliostro chegou a Paris, tentou viver uma vida retirada, de modo a trabalhar pela união das Ordens Maçônicas. Mas os doentes irromperam em sua casa e ele outra vez passou longas horas curando-os. Panfletos surgiram por toda Europa com um retrato do divino Cagliostro, desenhado por Bartolozzi, sob o qual se escreveram as seguintes palavras: “Reconheçam as marcas do amigo da humanidade. Cada dia é marcado por novo benefício. Ele prolonga a vida e socorre o indigente, o prazer de ser útil é sua única recompensa.”

Cagliostro veio para auxiliar o progresso da Maçonaria Egípcia. Rapidamente fundou duas Lojas. Savalette de Langes convidou-o a se unir à Philaléthes, junto com Saint-Martin. Este último recusou, com base em que a Ordem seguia práticas espíritas, porém Cagliostro aceitou provisoriamente, e declarou sua missão:

“O desconhecido Grão Mestre da verdadeira Maçonaria lançou seus olhos sobre os Philalétheanos… Tocado pelo sincero reconhecimento de seus desejos, ele se digna estender sua mão sobre eles, e consente em conceder-lhes um raio de luz dentro da escuridão de seu templo. É o desejo do Desconhecido Grão Mestre provar a eles a existência de um Deus – a base de sua fé; a dignidade original do homem, seus poderes e destino… É por atos e fatos, pelo testemunho dos sentidos, que eles conhecerão DEUS, O HOMEM e as coisas espirituais intermediárias (princípios) existentes entre eles: dos quais a verdadeira Maçonaria dá os símbolos e indica o verdadeiro caminho. Que eles, os Philaléthes abracem as doutrinas desta verdadeira Maçonaria, submetam-se às normas de seu chefes, e adotem sua constituição. Mas, acima de tudo, que o Santuário seja purificado; saibam os Philaléthes que a luz pode apenas descer dentro do Templo da Fé (baseada no conhecimento), não dentro daquele do Ceticismo. Que se dediquem às chamas as vaidades acumuladas em seus arquivos; pois é apenas sobre as ruínas da Torre da Confusão que o Templo da Verdade pode ser erigido.”

Após infrutíferas negociações, ele enviou a seguinte mensagem: “Saibam que não estamos trabalhando para um homem, porém para toda a humanidade. Saibam que desejamos destruir o erro – não somente um simples erro, porém todos os erros. Saibam que esta política é dirigida não contra exemplos isolados de perfídia, porém contra todo um arsenal de mentiras.”

Finalmente, após ter ficado claro que a grande Convenção não chegaria a nenhum acordo, ele enviou a última e triste carta: “Já que vocês não têm fé nas promessas do Deus Eterno ou de Seu ministro na terra, eu os abandono a vocês mesmos, e lhes digo esta verdade: não é mais minha missão ensinar-lhes. Infelizes Philaléthes, vocês semearam em vão; vocês colherão apenas ervas daninhas”. Assim, foi perdida a maior possibilidade de lançar as fundações da Fraternidade Universal à época de Cagliostro.

O restante da vida de Cagliostro é trágico. O cardeal de Rohan desejou obter um lugar na corte, porém Maria Antonieta não gostava dele. Madame de Lamotte, desconhecida da Rainha, viu uma chance para um grande ganho pessoal na frustração do Cardeal. Fazendo-se de confidente da Rainha, ela forjou cartas de Maria Antonieta para de Rohan e fingiu que levava respostas de volta a Versalhes. Finalmente ela induziu o Cardeal a comprar um ostentoso colar no valor de um milhão e seiscentos mil livres para a Rainha, colocando o valor em sua conta. Quando a primeira prestação venceu, a Rainha, que não sabia nada do negócio, não pagou e de Rohan foi forçado a honrá-lo. A batalha que se seguiu na Corte viu Madame de Lamotte defendendo-se e acusando a Rainha de trapaça e Cagliostro de roubar o colar que ela mesma havia quebrado e vendido.

A Rainha ficou furiosa, e todas as partes envolvidas no caso foram encarceradas na Bastilha. Embora Cagliostro fosse completamente inocente, tanto ele como Seraphina passaram seis meses na prisão. O caso alcançou tão horríveis proporções que a velha e abusiva denúncia de Sacchi veio a público e lida contra Cagliostro, mas o Parlamento de Paris ordenou sua supressão por ser “injuriosa e caluniadora”. Finalmente Cagliostro foi declarado inocente e libertado diante de dez mil parisienses que esperavam por ele. O “Caso do Colar de Diamantes” é em geral admitido como sendo o prólogo da Revolução [francesa]. Maria Antonieta considerou a libertação de Cagliostro e do Cardeal como um ataque à sua reputação. O Rei ordenou que Cagliostro deixasse a França e afastou o Cardeal de suas atribuições.

Cagliostro viajou para a Inglaterra, porém seus inimigos, agora completamente cientes da total natureza de sua missão, viram a chance de destruí-lo. Mal havia chegado à Inglaterra quando o famoso editor do vicioso Correio da Europa o atacou. Cagliostro alojou Seraphina com o artista de Loutherbourg e viajou para a Suíça em 1787. Seraphina juntou-se a ele na companhia de Loutherbourg imediatamente depois. A Maçonaria Egípcia era praticada por pequenos grupos em Bale e Bienne, mas não puderam apoiar o casal Cagliostro. Já que seus próprios poderes somente poderiam ser usados para os outros e não para si mesmo, e agora que os outros o rechaçavam, ele era forçado a viajar sem repouso.

Por volta de 1789 ele chegou a Roma para encontrar-se em segredo com Franco-Maçons da Loja Verdadeiros Amigos. A Igreja, porém, totalmente ciente da ameaça espiritual que Cagliostro apresentava para ela, enviou dois Jesuítas fazendo-se de convertidos para a Maçonaria Egípcia. Na ocasião em que eram admitidos à Ordem, eles convocaram a policia papal, e o casal os Cagliostro foi levado para a prisão no Castelo Santo Ângelo em 17 de dezembro. Se Seraphina se voltou contra Cagliostro ou sucumbiu por medo diante da Inquisição, não está claro. Mas seus depoimentos foram prejudiciais. Após dúzias de interrogatórios, nos quais a trama foi ameaçadoramente disposta, a Inquisição soube apenas o que todo mundo sabia: que Cagliostro era um Maçom, um herege pela sua crença de que todas as religiões são iguais, e que desprezava a intolerância religiosa. A farsa terminou em 21 de março de 1791, quando a Inquisição condenou Cagliostro à morte. Entretanto, antes de o Papa assinar a sentença, um estrangeiro apareceu no Vaticano. Dando uma palavra ao Secretário do Cardeal, foi imediatamente admitido em audiência. Após sua saída, o Papa comutou a sentença para prisão perpétua.

Seraphina foi libertada apenas para ser presa por novas acusações e internada no convento de Santa Apolônia de Trastevere. Nada mais se soube sobre ela e seu corpo nunca foi encontrado. Cagliostro foi enviado ao Castelo São Leo e colocado no topo inacessível de um rochedo. Lá ele pereceu até 1795. Uma inscrição que fez na parede de sua cela tem a data de 15 de março. Roma reportou que ele morreu em 26 de agosto. Aqui acaba a história, mas a tradição maçônica sussurra que Cagliostro escapou da morte. Endreinek Agardi de Koloswar relatou que o Conde d’Ourches, que quando criança havia conhecido Cagliostro, jurou que o Senhor e a Senhora de Lasa, saudados em Paris em 1861, não eram ninguém menos que o Conde e a Condessa Cagliostro. Com o nascimento envolto em mistério, Cagliostro saiu desta vida também em mistério, conquanto sua existência tenha sido dedicada ao serviço da humanidade e à esperança da imortalidade espiritual.

Autor: Elton Hall
Tradução: Maurilena Ohana Pinto

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/biografias/cagliostro/

As Origens do Tarô

Tudo começou com o livro Tarô dos Boêmios (Paris, 1889) que seguramente é o primeiro na história do Tarot a abordar os arcanos, tanto sob a ótica da metafísica cabalística quanto dos jogos adivinhatórios numa única obra, pois os outros autores de sua época ou se reportavam a um ou a outro. O livro em questão foi escrito pelo médico espanhol, radicado na França, Gérard Anaclet Vincent Encausse (1865-1917), conhecido como Papus. Encontrei, com suas próprias palavras, toda sua vaidade e arrogância espiritual explicitada nas páginas 273/275 e depois no final da 309 da edição brasileira. Resumindo o conteúdo: Papus dizia que as mulheres eram todas burras o suficiente para não entenderem sua obra cheia de números, letras hebraicas e deduções abstratas, que pertencia aos homens da ciência, mas como era tradição delas jogarem cartas, ele escreveria algumas páginas para não se aborrecerem; esclarece às ignorantes leitoras que o homem tem a razão e a mulher a intuição. Pensei – Homens não jogavam cartas!? Por que ele exultou a cabala e desdenhou a cartomancia?

Tal fato foi uma luz no fim do túnel para começar o que desejava: entender um pouco do passado do Tarot. Como um detetive segui os passos de Papus para entender seu chovenismo; observei a bibliografia do Tarot dos Boêmios e percebi que de consistente e lógico sobre o estudo das cartas de Tarot, ele citava os autores de sua época até, no máximo, um século antes, precisamente, até 1775 sobre as idéias de Antoine Court de Gebelin. Comecei a ler algumas obras possíveis: Etteila (1787), Claude de Saint Martin (1790), Saint Yves d’Alveydre (1830), J.A.Vaillant (1850), Eliphas Lévi (1854), Estanislau Guaita (1886), Mac Gregor Mathers (1888), Piobb (1890), mas não cheguei a lugar nenhum porque observei que todos citavam uns aos outros e todos tinham como ponto de apoio Gebelin e Lévi. Até ai nenhuma novidade, pois todos os estudantes de Tarot já ouviram falar que eles escreveram uma vasta literatura sobre as origens do Tarot. Bem, então o melhor era começar pelo mais antigo.

Ao pesquisar Antoine Court de Gebelin (1725-1784) fiquei estarrecido com a descoberta que foi negligenciada, não sei se proposital, por ingenuidade ou falta de maiores informações dos ditos mestres ocultistas do século 19. Gebelin era filho do famoso pastor evangélico francês Antonie Court (1695-1760) que restaurou a Igreja reformada na França, fundou um importante seminário para a formação de pastores evangélicos, sendo um grande historiador de sua época. Gebelin seguiu os passos do pai, tornando-se um pastor e mais tarde, também influenciado pelo pai, interessou-se por mitologia, história e lingüística. Embora alguns livros o citem como ocultista, talvez, devido a sua obra sobre o Tarot, em sua biografia não encontrei qualquer referência a este respeito; em todo caso é mister esclarecer que ele não teve uma vida dedicada ao esoterismo. Tinha uma obsessão junto com o pai: descobrirem a língua primeva que dera origem a todas as outras e/ou explicaria as várias mitologias conhecidas; também acreditavam que esta língua seriam símbolos, talvez os hieróglifos egípcios.

Certo dia, como ele mesmo diz em sua obra (Le Mond Primitif…), inclusive citado no Tarot do Boêmios, página 231, foi convidado a conhecer um jogo de cartas que desconhecia e em menos de quinze minutos declarou ser um livro egípcio salvo das chamas, explicando, imediatamente, aos presentes, todas as alegorias das cartas. Escreveu, em sua obra, uma retórica do Tarot como sendo a chave dos símbolos da língua primeva e da mitologia; fez uma relação dos arcanos com as letras egípcias e hebraicas e, revelou que a tradução egípcia da palavra “tarot” é “tar” = caminho, estrada e “ot” = rei, real. Para tornar suas teorias pessoais mais contundentes, lançou mão de seu conhecimento em história, abordando a trajetória do Tarot (Tarot dos Boêmios, página 229 e 233), disse que ninguém antes dele desconfiou de sua ilustre origem porque as imagens eram muito comuns e por isso nenhum cientista dignou-se a estudá-las; também revelou que durante os primeiros séculos da Igreja os egípcios, que estavam muito próximos dos romanos (Era Copta, conversão absoluta do Egito ao Cristianismo – 313 a 631 d.C.), ensinaram-lhes o culto de Ísis e os jogos de cartas de seu cerimonial; assim, o jogo de Tarot ficou limitado à Itália e Alemanha (Santo Império Romano); posteriormente, chegou ao sul da França (Provença, Avignon, Marselha) e, ainda desconhecido, no norte (Paris, Lion).

A primeira vez que li sobre essa história, não atentei ao fato de que numa simples olhadela Gebelin descobre ser o Tarot um livro egípcio, que fora ensinado aos romanos pelos próprios egípcios e que ninguém antes dele sabia a respeito – se aceitarmos esta tese como verdadeira, como é possível os romanos (católicos) aprenderem uma devoção (culto de Ísis) considerada pagã aos moldes da época, passando de geração a geração durante mais de 1.500 anos (de 313 a 1775), incólume pela própria Santa Inquisição (1230/1834), sendo disseminada nas regiões que ele cita e absolutamente ninguém escreve ou fala nada a respeito de sua origem egípcia? Então, onde estaria a tradição egípcia do Tarot tão exultada pelos seus conterrâneos posteriores? No período por ele citado, a Itália teve renomados ocultistas, alquimistas, astrólogos, magistas, historiadores, filósofos, arqueólogos, enciclopedistas, todos formadores de opinião e de grande saber – o hermetismo, a gnose e a cabala eram amplamente disseminados -, e Gebelin chama-os de incapazes de observar o que ele, em sua enorme sapiência evangélica, descobriu literalmente em quinze minutos! Observe que Gebelin NÃO descobriu tal fato (a origem egípcia do Tarot) em algum livro perdido no tempo, em algum documento antigo, em alguma ordem esotérica ou revelado por alguma entidade espiritual! Então, tudo o que falamos a respeito da origem egípcia do Tarot surgiu numa simples visita a uma cartomante, numa tarde de sábado, que nem ela e nem a Europa sabiam nada a respeito? Eu me questionava.

Gebelin ficou rico e famoso com suas obras e, a partir de então, o Tarot se tornou uma febre parisiense, todos queriam aprender o jogo egípcio; as ciganas que eram considerados, na época, de origem egípcia, embarcaram na onda e começaram a ler cartas! Ele publicou um Tarot junto com sua obra, mas não se tem notícias de que tenha jogado ou ensinado, pois não se preocupou com jogos ou métodos em seu livro, somente com o Tarot enquanto revelação da escrita egípcia e com os símbolos das cartas como sendo a chave da mitologia. Bem, Gebelin sempre fora uma pessoa respeitada muito antes de falar sobre as origens do Tarot, era filho de um famoso pastor evangélico, historiador reconhecido e amigo pessoal de Benjamim Franklin (!). Com certeza merecia créditos; eu daria, se vivesse naquela época. Tenho que esclarecer mais um fato: Gebelin não escreveu Le Mond Primitif… para o ocultismo, foi em função de sua vaidade em buscar a mesma fama de seu pai que toda a sua obra é voltada em esclarecer a mitologia egípcia e romana e não propriamente o Tarot; embora os ocultistas o citem como tal depois de sua morte, ele era acima de tudo um evangélico! Suas obras e idéias percorreram o mundo da ciência, todos os arqueólogos queriam falar com ele, pois era uma febre francesa descobrir as chaves dos hieróglifos egípcios. Nenhum ocultista esteve com ele ou o citou em alguma obra até alguns anos após sua morte; somente uma pessoa que se tem notícia o procurou em vida para conversar sobre a origem egípcia e fins adivinhatórios: o francês Etteila, anagrama de seu verdadeiro nome Aliette.

Não encontrei muitas referências sobre a vida de Etteila, nome completo ou datas pessoais, além do que está exposto nas obras dos ocultistas do século 19; diziam que ele era um peruqueiro da corte francesa, professor de álgebra, amigo íntimo de Mlle Lenormand (famosa cartomante de Napoleão) e de Julia Orsini (outra famosa cartomante francesa) – não se tem notícias de que tivesse pertencido a alguma ordem ou fraternidade oculta; em todas as suas referências é tido como charlatão. Lévi e Papus revelam que ele se apropriou para benefício próprio das idéias da origem egípcia, da relação das letras hebraicas e egípcias feitas por Gebelin, criando seu próprio Tarot corrigido, compilando as obras de suas amigas, escrevendo onze livros. Instalou-se num dos mais luxuosos hotéis de Paris, Hotel de Crillon, e começou a atender e ensinar a nata parisiense! Voilá, cherry! Gebelin e Etteila devem ter falecido ricos e felizes; um sob a visão da fama científica e o outro do misticismo.

Vamos sair do contexto ocultista e voltar aos historiadores e arqueólogos que devem ter acreditado na figura respeitada, aos olhos parisienses, de Antoine Court de Gebelin, até que Jean-François Champollion (1790-1832) decifrasse os hieróglifos através da Pedra de Roseta. Champollion publicou em 1822 a relação legítima do alfabeto egípcio e seus fonemas; este trabalho lhe rendeu o disputado cargo de curador do departamento egípcio do Museu do Louvre, em Paris, em 1826. Após sua morte, foi publicado, em 1835, seu mais precioso trabalho onde revela toda a gramática e literatura egípcia jamais revelada em toda a história desde o seu desaparecimento na Era Copta. Descobre-se que tudo o que Gebelin escrevera a respeito do Tarot como língua primeva e codificação dos hieróglifos egípcios estava errado, em nada se sustentava perante as verdadeiras revelações da história do Egito – não existe a palavra tarot na língua egípcia (!), muito menos o que supostamente Gebelin disse ter traduzido (!); também, tudo o que ele decifrara de alguns hieróglifos estava absolutamente errado (!) – esta é a parte negligenciada pelos ocultistas, bem como a forma inconsistente da revelação de que precisou de quinze minutos para descobrir a própria origem das cartas de Tarot – Porque? Eu me perguntava frequentemente.

As respostas começaram a surgir quando reli as obras de Eliphas Lévi (1810-1875), pseudônimo de Alphonse Louis Constant, tido como padre por se instalar por algum tempo na ordem franciscana, em Paris, para ter acesso à vasta biblioteca sobre a cabala cristã, mas não era um padre oficializado na Igreja Católica Apostólica Romana, como se pressupõe – a roupa faz o monge, já diz o ditado popular. Um fato incontestável foi que Gebelin e Etteila mexeram com o imaginário popular e, consequentemente, dos esotéricos, pois fica muito claro nas obras de todos os ocultistas do final do século 18 e início do 19 que no âmbito tradicional do universo das ciências ocultas nunca se analisou ou questionou o Tarot – são palavras do próprio Gebelin e de todos posteriores a ele, sem exceção; este é sem dúvida um dos dados mais importantes a serem analisados no que tange à tão exultada expressão “tradição do Tarot”, pois tradição não é algo que se extingue e depois reparece.

Lévi, em seu primeiro livro (1854), Dogma e Ritual, páginas 405 a 421, e no segundo, História da Magia, páginas 76 e 242 a 252, execra as obras e a conduta de Etteila, contesta a origem egípcia de Gebelin e repudia a palavra tar=caminho e ot=real. Vai mais além, introduz o conceito de que Moisés escondeu nos símbolos do Tarot a verdadeira cabala e depois ensinou aos egípcios o jogo de carta; também, pela primeira vez, um ocultista, em toda a história da magia, faz uma acalentada tese de associações das letras hebraicas com os arcanos e diz que a palavra tarot é análoga a palavra sagrada IHVH ( h w h y ), sendo também uma variação das palavras Rota / Ot-tara / Hathor / Ator / Tora / Astaroth / Tika. Assim como no livro de Papus, numa segunda leitura, também encontrei críticas às mulheres na obra de Lévi, um pouco mais cruéis eu diria – desdenha Mlle Lenormand chamando-a de gorda, feia, ininteligível e louca, e duas outras cartomantes, Madame Bouche e Krudener, de prostitutas (coquetes ou Salomé à época) – História da Magia, paginas 346 e 347. Reparei que tanto Lévi quanto Papus condenavam as práticas femininas de cartomancia, achavam que elas usurpavam o poder do homem na ciência oculta… Indagava-me, por quê?

Bem, encontrei duas passagens em seu livro História da Magia, páginas 78 e 251, e uma no Dogma e Ritual, página 420, que me deixaram muito intrigado; pareceu-me que ele sabia da verdade sobre o passado do Tarot, mas não sei se foi por ingenuidade ou se proposital, preferiu não dar importância. Primeiro, ele diz que o Tarot mais antigo que se conhece é o Tarot de Gringonneur (1392) e que a Biblioteca Imperial tem uma vasta coleção de todas as épocas; segundo, ele contesta a origem dos ciganos revelada na obra de J.A.Vaillant – Les Rômes, historie vraie des vrais Bohémiens, 1853; a mesma obra que Papus faria sua apologia do Tarot mais tarde -; Vaillant diz que os ciganos eram egípcios e entraram na Europa no início do século 15, chegando à Paris em agosto de 1427; e Levi diz que ele estava errado pois os ciganos são originários da Índia, fato revelado historicamente à época. Temos três verdades absolutas: os ciganos são indianos, entraram no início do século 15, depois do surgimento do Tarot no fim do século 14. Surgem minhas questões: por que Lévi não questionou o porquê de tanto tempo sem que nenhum renomado ocultista falasse a respeito, visto que as cartas eram amplamente conhecidas? Por que Papus insistiu na idéia de que os ciganos eram egípcios, se já era de conhecimento publico sua origem indiana? Por que todos sustentaram a história egípcia de Gebelin, tanto na tradução da palavra Tarot quanto em sua origem, visto que, com a descoberta de Champollion, nada se descobriu em pergaminhos e papiros que as amparassem?

Antes de continuar é importante salientar que TODOS os conceitos que Lévi descreve sobre o Tarot NÃO são dele, pois Gebelin já havia feito a equiparação das letras hebraicas e o ocultista Claude de Saint Martin (1743-1803) publicou em 1792, na obra Table Natural du Rapports…, o restante que Lévi descreve para o Tarot; se você tiver paciência irá reparar em todos os escritos de Lévi que Saint Martin é constantemente citado. Outro dado impressionante, que também não havia percebido na primeira vez, é que absolutamente tudo o que Lévi e Papus escrevem sobre a cabala e os sistemas ritualísticos, podem ser encontrados nos seguintes livros da mesma época: Magus de Frances Barret (1801), A língua hebraica restituída de Fabre D`Olivet (1825) e A ciência cabalística de Lenan (1825). Vamos observar que da mesma forma que Gebelin, Lévi não se baseou em nenhum escrito antigo, lenda ou fraternidade oculta para estabelecer sua relação entre a cabala e o Tarot, foi a partir das idéias do próprio Gebelin e Saint Martin. Portanto, assim como Gebelin inventou a história egípcia, Lévi inventou a história hebraica, pois não há registros de nenhum ocultista – cabalista, magista, alquimista, gnóstico, hermetista – fraternidade ou ordem mística que tenha comentado, escrito ou usado o Tarot antes das obras deles. Para se entender o passado do Tarot ou o que escreveram sobre ele é mister observar os dados históricos; a crença e o misticismo pessoal, neste caso, somente levará à equívocos e discussões inúteis.

Contudo, verdade seja dita sobre as obras de Éliphas Lévi com relação aos textos de magia, cabala e filosofia: são perfeitos e maravilhosos; o que estou manifestando é a relação histórica do Tarot e a forma que entrou no ocultismo. A esta altura já tinha uma noção bem razoável que nem Gebelin e nem Lévi possuíam, ou seja, nada que sustentasse de forma verossímil o passado do Tarot como encontramos nas outras ciências: alquimia, hermetismo, astrologia, numerologia, i ching, magia, cabala. Está absolutamente claro o círculo vicioso de informações, um compilando do outro; talvez eles estivessem disputando quem seria o “pai da criança”. Mas tudo tem seu lado positivo, o interesse dos ocultistas pelo Tarot cresceu e, cada um ao seu modo contribuiu para a exploração inesgotável dos arcanos. Tudo é válido no âmbito de sua exploração simbólica, mas a consciência de seu surgimento é um passo importante para o seu futuro.

Eliphas Levi, por ter uma linguagem metafísica muito eloqüente e por sua dissertação dos conceitos cabalísticos em associação ao Tarot, chamou a atenção dos ocultistas ingleses, principalmente, Mac Gregor Mathers (1854-1918). Mac Gregor adota o sistema cabalístico de Lévi, mas faz correções segundo seu entendimento pessoal para aplicar, pela primeira vez na história da magia, o Tarot como forma de meditação e monografia para atingir os degraus de uma ordem esotérica: a Golden Dawn, 1888; esta fraternidade mudaria por completo a visão do Tarot no mundo (!) através de seus dissidentes no início do século 20 – Arthur Waite, Carl Zain, Israel Regardie, Aliester Crowley. No mesmo ano da fundação dessa ordem, ele lança um livro, The Tarot, its occult signification, com base no trabalho de Lévi, Guaita, Etteila, Gebelin, acrescentando correções que achou necessárias sobre a relação da cabala com o Tarot.

Voltemos a Papus – depois de estudar os autores citados até o momento, reli o Tarot dos Boêmios (já era a quinta vez!) e finalmente descobri que o livro é uma fonte arqueológica do Tarot! Tudo está absolutamente lá, só não vê quem não quer! Em cada título de seu livro há subtítulos se referindo a todos os demais. Dentre as obras de Tarot que ele possuía em sua biblioteca, Gebelin era o autor mais antigo e Mac Gregor o mais atual em sua época! Então, vamos observar a principal cadeia viciosa sobre as origens do Tarot: Gebelin (1775) – Etteila (1783) – Saint Martin (1792) – Vaillant (1853) – Lévi (1854) – Christian (1854) – d´Alveydre (1884) – Guaita (1886) – Mathers (1888) – Barlet (1889) – Papus (1889) e ponto final! Um se baseou no outro, cada qual colocou sua teoria, fez suas próprias correções e ninguém questionou nada – ingenuidade, manipulação, arrogância, vaidade, eloquência? Não saberia responder. A verdade dói, em mim também doeu. Eles tatearam no escuro para falarem sobre o Tarot; uma realidade bem cruel é que eles não sabiam absolutamente nada sobre o Tarot e suas origens, mas uma coisa eu achei interessante: por mais que fizessem a retórica cabalística e a verborréia para provar seus pontos de vistas, as explicações práticas sobre os jogos do Tarot terminavam nas cartilhas de Etteila e das cartomantes. Por que? Eu continuava a me indagar. Sinceramente, independente das falhas históricas grotescas que estou questionando em suas obras, eu os indicaria como os patronos do Tarot – Gebelin, Etteila, Lévi, Mac Gregor e Papus; foi graças a estes cinco personagens que o Tarot é o que é atualmente.

A esta altura, sentia-me como um órfão, abandonado de pai e mãe! Eu estava quase jogando para o alto minhas convicções de que o Tarot era sagrado, intocável pelo tempo, guardado a sete chaves por homens eruditos e que escondia toda ciência antiga; mas eu podia estar errado, eu queria acreditar em seu aspecto intocável pela profanidade! A forma como chegou a pseudo história egípcia, cigana ou hebraica do Tarot aos nossos ouvidos eu já havia descoberto: a idéia de Antonie Court de Gebelin foi ampliada por Etteila, Lévi e Mac Gregor; Papus fez uma amalgama de todos; chegou ao século 20 através das mãos dos dissidentes da Golden Dawn, que mantiveram as mesmas histórias, também acrescentando outras, todos corrigindo as imagens do Tarot, todos querendo os louros da vitória, e assim por diante… Mas e antes? Estaria, o Tarot, numa arca sagrada aos pés dos guardiões da verdade? Sendo escondido, noite após noite, do famigerado Santo Ofício?…

Durante anos bisbilhotei várias obras, referências históricas, museus, bibliotecas – tudo está detalhado em meu livro -, fiz uma mapa do tempo de tudo o que havia sobre o Tarot. Confesso que ri muito quando comecei a ver os verdadeiros fatos. É uma pena o século 19 ter sido desprovido do telefone, fax, computador, e-mail, internet, avião, pois não estaríamos dois séculos atrasados nos estudos do Tarot, inventando histórias e distorcendo a potencialidade do uso dos arcanos! Os dados históricos destronam qualquer idéia mais romântica a respeito do Tarot, mas em nada invalidam seu potencial; para continuar este manifesto do futuro do Tarot, vamos separar o que é o Tarot do que querem que o Tarot seja!

Minhas convicções sobre a “tradição” do Tarot começaram a ruir quando eu descobri que entre 1583 e 1811 na Espanha, e entre 1769 e 1832 em Portugal, houve estatais na produção de cartas de Tarot, produziam em média 250.000 pacotes por mês para consumo interno e envio para suas colônias ao redor do mundo! Para jogar adivinhação com o Tarot!? Não, para jogos lúdicos! Sim, o Tarot é usado até os dias atuais na Europa como uma jogatina, principalmente, na França, onde há campeonatos anuais; eu mesmo, já tive a oportunidade de observar um em 1998, em Avignon. O ofício de artesão de Tarot era uma profissão (!) em toda a Europa desde 1455 até o fim do século 19! As cartas pintadas à mão (valiosíssimas) constavam do espólio de famílias nobres, com clérigos! O Tarot teve altas tributações ficais em todos os países desde o século 16 até o início do século 20 – uma particularidade que achei fantástica (para acabar de vez com meu misticismo com o Tarot) foi que em 1751, o rei da França, Luiz XV, ordenou que todas as taxas provenientes do Tarot de todo território fosse para o fundo monetário da Academia Militar! E mais: os primeiros registros oficiais de cartomancia datam por volta de 1540 !!!!!

– Meu Deus!… Onde estava a Santa Inquisição que todos dizem ter persiguido o Tarot? Dormindo? O arcano 15, O Diabo, que possivelmente condenaria o Tarot aos olhos da Igreja, sempre esteve presente em todas as mesas da Europa, desde as primeiras cartas que se tem notícia no final do século 14 até os dias atuais! Como as cartomantes passaram incólumes pela fogueira? Por que Gebelin disse desconhecer as cartas de Tarot se havia alta produção de cartas em Paris e por toda Europa? Por que nenhum ocultista renomado da Europa anterior a Gebelin nunca prestou atenção na cartomancia ou nos símbolos das cartas? Por que??? Por que o Tarot não fazia parte do círculo ocultista?

Por fim soube que o Tarot não se chamava Tarot (!) e nem as cartas se chamavam de arcanos (!). – Onde está a tão exultada tradição milenar dita por Lévi e Papus sobre o nome “Tarot”? Foi a última coisa que me lembro perguntar sobre o passado do Tarot, antes de aterrissar meus pés no chão e ver que o Tarot ainda é um bebê se comparado à astrologia, numerologia, cabala, sem nenhum passado extraordinário… Os primeiros registros datam por volta de 1370/90, o que denominamos de Tarot era chamado de Ludus Cartarum (cartas lúdicas) ou Naibis; depois, por volta de 1440/1500, passou a se chamar Trunfos (mais usual à epoca), Tarocco ou Tarochino; por volta de 1550/1600 de Trunfos do Tarocco na Itália e Trunfos do Tarot na França, também outras variações chamadas de Minchiatte ou Florentino; somente por volta de 1850/1900 surge o termo Arcano do Tarot; e no século 20 cada país passa a nacionalizar a palavra: Tarocco (Itália); Taroc (países germânicos); Tarok (leste europeu); Tarot (língua portuguesa) e Tarot (na maioria dos países). Observe os espaços de datas, não são meses, são em média de um século. Imagine seu eu lhe dissesse que você iria casar daqui a cem anos? Sim, esse é o tempo de uma nominação para outra! Uma média de um século! Cadê a tradição? Onde está a base histórica de Gebelin e de todos os outros que o seguiram? A palavra “tarot” surge na França por volta de 1590/95 nos estatutos da Associação de Fabricantes de Cartas Parisienses!

As descobertas subsequentes não me aborreceram mais, muito pelo contrário: comecei a vibrar por ter certeza de que absolutamente ninguém sabe nada além do que está escrito (de certo ou errado) nos livros! Não tive nenhum trauma quando procurei referências dos grandes ocultistas renomados, formadores de opiniões, cátedras das ciências ocultas, e não encontrei nada que tivessem dito sobre o Tarot ou algo que se assemelhasse a ele. Para dizer a verdade, encontrei somente um único ocultista sem grande expressão que fez uma referência aos quatro elementos em relação ao Tarot – Guilleume de Postel (1510-1581) -, mas ninguém deu ouvidos a sua teoria até Lévi e Papus fazerem sua apologia do passado longínquo do Tarot e citá-lo como destaque. Em 400 anos de existência do Tarot, desde os primeiros registros oficiais até a história egípcia de Gebelin (~1370/~1770), somente uma única pessoa fez referências esotéricas!? Este fato corrobora ainda mais o desinteresse pela classe ocultista dos séculos 14 ao 18 pelo Tarot e sua cartomancia.

Porém, encontrei algo surpreendente fora dos círculos esotéricos sobre as cartas do Tarot: crônicas questionando o que seriam aquelas imagens enigmáticas, poesias líricas, óperas, romances, murais, quadros, uma vasta expressão artística a partir do século 15; assim, as cartas do Tarot estavam inseridas no contexto social, sendo conhecidas por todos! Repito: um fato muito curioso é que as cartilhas sobre a taromancia começaram a surgir por volta de 1530-50 e o Tarot começou a ser visto também como algo para predizer a sorte e o futuro. Por que nenhum renomado ocultista sequer comentou sobre isso – Basílio Valentin (1398-1450), Picco della Mirandola (1463-1494), Paracelso (1493-1541), Cornelius Agrippa (1486-1535), John Dee (1527-1608) -, principalmente, Robert Fludd (1574-1637) e Jacob Boehme (1575-1624) que resumiram todos os oráculos de sua época? Os aspectos de jogos lúdicos e adivinhatórios andaram lado a lado e, estes, paralelos com a astrologia, numerologia, cabala, mitologia, hermetismo, alquimia, magia até se juntarem nas obras de Gebelin, Levi. Mac Gregor e Papus. Outro dado curioso que percebi: somente mulheres jogavam o Tarot (ditas cartomantes)!… Comecei a pensar sobre a sociedade até o final do século 19 – era patriarcal e misógina! Será que houve uma descrença no sistema de cartas por causa do contexto feminino? Ou será que pelo fato do Tarot expressar símbolos comuns de sua época não teria nenhum valor ocultista? Neste caso, eu acredito que foram ambos os fatores!

Lembram como comecei minha pesquisa que durou dez anos (1987/97)? Sim, voltemos ao cavalo de Tróia: Gebelin, Lévi e Papus; eles me forneceram as peças de todo o quebra-cabeça. A partir da bizarra história egípcia sobre o Tarot criada por Gebelin, os ocultistas viram uma possibilidade de abarcarem as técnicas de cartomancia, sem caírem no ridículo de usarem “uma arte feminina nos vôos da imaginação”, como disse Papus, ou usaram a arte das “loucas e coquetes”, segundo Lévi. Como? Fizeram uma retórica metafísica impossível delas compreenderem – se reparar na história do ocultismo, da magia, da cabala e da alquimia observará que não há uma única mulher (eram todas consideradas bruxas, ignorantes e maldosas!) que anteceda a Helena Blavatsky (1831-1891)! Ela foi muito “macho” em peitar todos os ocultistas eruditos. Assim, não foi difícil começarem a estudar uma arte feminina, que estava ao lado de todos eles por tantos séculos, mas que nunca ousaram tocar por puro preconceito machista. Os homens (ocultistas eruditos ou não) sempre tiveram a mulher como burra e incapaz, um ser inferior; como eles iriam admitir que o poder feminino descobriria uma arte oracular que somente pertenciam às sábias mentes masculinas?

Afinal, nada melhor do que a imaginação e a intuição feminina para descobrir o significado simbólico das cartas ao invés da razão e da lógica dos eruditos que necessitavam de fórmulas complicadas para tudo. Para mim ficou muito claro o porquê da ausência do estudo do Tarot entre os renomados ocultistas até o século 18 e, principalmente, o porquê de tanto escárnio nas obras de Lévi e Papus sobre as cartomantes ou, no caso de Etteila, um homem que se atreveu a jogar cartas como elas, denegrindo a imagem do “macho esotérico que conjura demônios”… Coisas do século passado… Hoje, homens e mulheres jogam o Tarot; mas você deve ter percebido que ainda temos uma resistência em aceitar os jogos adivinhatórios e tentamos sempre lucubrá-lo com a mais alta metafísica – talvez seja o ranço herdado das obras de Levi, Papus, Mac Gregor e seus dissidentes.

Vamos falar a verdade? Não conheço um só estudante de Tarot, em qualquer lugar do mundo, que se diga “cabalista da tradição em busca do sagrado”, ou que diga “o Tarot é uma arte do autoconhecimento”, que não esteja diariamente se profanando, jogando o Tarot, querendo saber dos acontecimentos e das causas! Vamos ser honestos? No fundo todos querem aprender a abrir o Tarot como qualquer cartomante antiga! Pode falar que é orientação, autoconhecimento, espiritualidade, tradição, não importa, no fundo terminamos onde Etteila começou; aliás, aperfeiçoamos primorosamente as suas cartilhas e de todas as cartomantes! Assim como os ocultistas do século 19, também estamos nos escondendo atrás dos estudos da cabala, mitologia, astrologia, psicologia, para encontrarmos a dignidade e o direito de jogarmos cartas! Estaremos nos enganando, complicando uma arte que poderia ser simples?

Embora o Tarot fosse conhecido e utilizado há séculos na Itália, Alemanha, Suíça, Espanha e França, foi precisamente em Paris que ele criou sua própria luz espiritual, tanto no surgimento de seu nome (tarot), quanto em sua centrifugação com o ocultismo; observe que todos os autores que descrevemos são franceses e publicaram suas obras na Cidade Luz. Bem, no início do século 20, principalmente, depois da 1º Guerra Mundial, tudo mudou para a imagem feminina: elas conquistaram o direito de trabalhar, de votar, de viver sozinha, escolher sua família e, finalmente, começaram a desenhar o Tarot… ôps, esqueci de dizer, somente homens podiam ser artesãos de Tarot até o início do século 20. A primeira mulher a pintar um Tarot foi Pamela Smith que desenhou o Rider-Waite Tarot, publicado em 1910… Hoje elas tomam seu lugar glorioso no pódio das sibilas e pitonisas parisienses, italianas, americanas, espanholas, brasileiras… Avante mulheres tomem as rédeas do Tarot: ele pertence a vocês – agora posso usar a palavra – por tradição!

Quem sabe, talvez, se tivéssemos a humildade e a dignidade de admitir que o Tarot opera perfeitamente no mundo oracular e divino, mas não existe todo esse passado magnífico, mágico e tradicional que nos imputam ou em que queremos acreditar; ou ainda melhor, aceitar uma verdade tão clara e evidente: ele é um oráculo recente, jovem, aberto à exploração, ávido por uma estruturação, que nasceu há poucos séculos e depende de nós preservá-lo, estudá-lo, tomando o devido cuidado em não deformar seus símbolos por puro egocentrismo e perder essa arte maravilhosa, esse alfabeto mágico, que casualmente foi descoberto! Também por quem foi descoberto não saberemos, como não saberemos nada além do que existe de real e concreto a respeito dele; se os verdadeiros homens eruditos que se debruçavam na maravilhosa arte alquímica e hermética ou de toda espécie de filosofia oculta não sabiam, ou não procuraram saber e investigar as cartas do Tarot, nós que perdemos o elo simbólico e a visão filosófico-espiritual do mundo iremos descobrir? Nós que nos baseamos em todo o manancial de cultura simbólica desses eruditos medievais e renascentistas, que não revelaram nada, iremos desvendar? A resposta é um sonoro NÃO; o restante será apenas conjecturas insólitas e inverossímeis. O Tarot é como uma criança que precisa ser alimentada e educada, senão poderá se perder durante sua vida com tantos Tarots corrigidos que surgem e tantas informações desencontradas.

Em todo caso é compreensível o fato dos antigos ocultistas não aceitarem o Tarot no âmbito esotérico, não pelo seu aspecto de pertencer às mulheres, mas pela falta de conhecimento do conceito de “arquétipo” – padrão de comportamento que é intrínseco na vida humana, desenvolvido na metade do século 20! Hoje observamos o símbolo e não propriamente a imagem desenhada, tentamos nos transportar além de sua figura para atingir um sentido de significações. Assim, o Tarot se tornou um conjunto de modelo comportamental humano, adapta-se a qualquer sistema que se queira trabalhar ou estudar. Talvez algum iluminado, um sábio ocultista, realmente o tenha criado, pois sua estrutura não deixa dúvidas de que há elementos bem significativos de toda ciência oculta, porém acredito que não tenha sido inventado para a finalidade que utilizamos atualmente… Coisas do destino… Também observe que se aceitarmos a associação do Tarot-cabala que Levi desenvolveu, o sistema desenvolvido por Mac Gregor ou Waite estarão errados; se aceitarmos o sistema cabalístico de Crowley, o de Mac Gregor, Waite e Levi estarão errados; se aceitarmos o de Mac Gregor e Waite, o de Levi e Crowley, também, estarão errados – o mesmo ocorre com os trabalhos de Juliet S.Burk (mitologia grega), Clive Barret (mitologia nórdica), Falconnier (mitologia egípica), Anna Franklin (mitologia céltica), que se negam um ao outro em analogias! -. Quem está com a razão? Todos! Qualquer sistema se adapta ao Tarot porque ele é um conjunto arquetípico! Isto é que faz o Tarot tão rico em sua expressão e, talvez, confuso à primeira vista.

Tenho lutado para que todos desenvolvam uma elaboração estrutural do Tarot, sem ego pessoal ou assimilação de outras doutrinas, que escrevam ou conceituam mais do que apenas desenhar “seu próprio Tarot”, porque fica evidente sua deformação simbólica à medida que todos querem ter a “revelação mágica dos símbolos”; mas para tal, não podemos nos negar nada, nem que seja o absurdo de começarmos do nada, de inutilizarmos tudo, fazermos uma deliciosa fogueira exorcizando todo devaneio romântico do que foi aprendido sobre os arcanos e recomeçarmos fortes, verdadeiros, rumo a análises confiáveis e livres de dogmas pessoais. Se não partirmos da premissa básica que é o reconhecimento de seu verdadeiro passado, seja ele bom ou mau, mundano ou divino, falso ou real, lazer ou oracular, não será possível termos certeza do que temos nas mãos, nem a convicção do que poderemos fazer com o Tarot. Sei que formulei mais questionamentos, deixei muito mais perguntas do que evidenciei respostas. Também vamos ser práticos, as respostas do passado não existem, somente as do futuro: como vamos estruturar e conceituar definitivamente seus arcanos e, assim, garantir a continuidade do Tarot para futuras gerações?

Notas Importantes

1) Desenhe o Tarot que desejar, expresse sua criatividade, mas nunca deforme sua fonte original simbólica, nominativa, quantitativa e os atributos essenciais de cada carta;

2) Ao consultar tarot escreva e associe o Tarot com qualquer coisa em nosso universo, mas nunca se esqueça de que é do Tarot que está falando ou explicando – sempre deixe essa “outra associação” em segundo plano;

3) Tenha mais consciência do Tarot enquanto significado de seus arcanos e não do significado da cabala, astrologia, mitologia, numerologia, pois cada uma destas ciências tem sua própria história, estrutura e utilização; todas as associações feitas até hoje ainda são discutíveis;

4) Vamos descobrir novas estruturas, explicações e análises para o Tarot, de uma forma mais pura, mais direta, menos abstrata, como ocorre na astrologia ou numerologia: longe dos devaneios místicos;

5) Esqueça do passado tradicional do Tarot, ele não existe; pense em seu futuro!  O tarot on line e o tarot virtual são apenas um rascunho do que está por vir.

6) Diga não a tudo o que não comporte a significação dos 78 arcanos.

7) Tarot é Tarot.

Por Nei Naiff

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/as-origens-do-taro/

Dawn of the Black Hearts, Mayhem

Mayhem é provavelmente a banda de Black Metal mais controversa da década de 90 e Euronymous o tornou uma espécie de porta-voz da cena extrema, uma fama que acabou lhe custando a própria vida. Foi nesta década a Escandinavia viu nascer um grupo fechado de fãs de black metal que recebeu diversos nomes conforme mudava de cara, entre eles Inner Circle, Black Metal Circle, Satanic Terrorists e Black Metal Mafia, sempre influenciados pela filosofia extrema de Euronymous. Como já foi esclarecido por vários membros não se tratava de uma ordem ou de um templo satânico nos moldes tradicionais, mas apenas um grupo de pessoas do mesmo círculo social e gosto musical. Mesmo o conceito de `membros` é falho, não haviam procedimentos de iniciação ou coisas assim, eram apenas pessoas que se conheciam e valorisavam as mesmas coisas. O termo gangue talvez seja uma aproximação mais exata.

Verdade seja dita, enquanto sua inovação estética era grandiosa a profundidade filosofica do grupo era quase nula. Sua ideologia niilista era uma mistura superficial de nazismo, anti-cristianismo, satanismo tradicional e paganismo nórdico. O grupo era motivado apenas por vagos conhecimentos bíblicos de uma guerra entre os céus e o inferno, com seus membros escolhendo lutar ao lado do Diabo. Em suas breves, mas impactantes declarações Euronymous não deixa dúvidas quanto a natureza do grupo: “Nós somos inspirados por nosso ódio pela Humanidade, vida, bondade e felicidade…Toda minha vida é dedicada a GUERRA e tudo correlacionado com isto,do qual inclui meu selo e banda.” e “Eu não quero que as pessoas me respeitem pelo que sou. Quero que elas me odeiem e me temam.” Os shows de Mayhem eram recados com atos de auto-mutilação e pedaços de animais mortos sendo jogados sobre o público. Tudo o que era considerado mal, perverso e odioso era estimulado.

Aqui o antigo adágio do feitiço que se volta contra o feiticeiro se confirma, pois uma série de atos violêntos e sanguinários seguiu a existência do Inner Circle. O vocalista do Mayhem cortou seus próprios pulsos e subseqüentemente deu um tiro em sua cabeça, dentro do apartamento de Euronymous quando este estava ausente. deixando apenas um ironico bilhete: Desculpe pelo sangue”. Quanto a isso Euronymous disse em entrevista: “Quando DEAD explodiu seus miolos, este foi o maior ato de promoção que ele fez para nós. É sempre fenomenal quando alguém morre, não importa quem. Se você acha que isso muda alguma coisa e que nós somos idiotas emocionais com sentimentos humanos, você está ERRADO!!!”. De fato essa friesa foi estampada na capa do “Dawn of the Black Hearts”, que nada mais é do que uma foto do corpo de Death exatamente da forma como foi encontrado.

As coisas não pararam por ai. O resultado da inversão de valores promovida por Euronymous fez com que ele acabasse assassinado a facadas por outro membro do “Inner Circle” de codinome Varg Vikernes, codinome Burzum. Segundo conta Betopataca em sua Gênesi Satânica:  “Os motivos que levaram a isto são incertos,mas os mais plausíveis são que estes nutriam um ódio mútuo e em algum momento um dos dois levaria seu “desafeto” à morte. Ou,ainda, que Varg tenha matado Euronymous numa invejosa tentativa de assumir seu lugar na liderença do “Circle”.Varg,hoje,encontra-se preso numa penitenciária de máxima segurança e “converteu-se” integralmente ao Nazismo de tons pseudo-Pagãos. Estando,também,jurado de morte pelos poucos remanescentes vivos e impávidos do “Inner Circle” que buscam vingança pelo assassinato de seu “tutor”. O assassinato de Euronymous foi o estopim para o término do grupo,que já vinha sofrendo pesada investigação policial pelo facto de serem considerados prováveis acusados pela queima de diversas igrejas católicas na Noruega (suspeitas depois confirmadas pelas autoridades)”

Com relação a música Dawn of the Black Hearts é um instantâneo cristalizado de todo aquele daquele momento violento e conturbado do Black Metal. É impossível ouvir Mayhem sem deixar escapar ao menos um pouco o monstro homicida que existe dentro de cada um de nós. É uma sonoridade crua e rasgada que não permite que quem escute se mantenha indiferente e reflete sem sombra de dúvida a reputação criada ao redor da banda por causa das ações dos seus variadíssimos membros. Foi reeditado várias vezes por diversas gravadoras, e apesar de ser uma gravação não oficial da banda, consta hoje como um de seus álbuns mais importantes.

Necrolust

 

Your stinking corpse I desire
nothing can take me higher
Fucking you till your bones break
Another one has to die

Come dripping from my dick
Fucking you to the core
Can’t take this anymore
My brain is driving me insane

Necrolust

Eating the flesh of a thousand corpses
Bloodsucking cuntless nuns
her guts were boiling out of her butt
Eating her slimey cunt as I hold her tits

Come posercorpse and die again!

Tradução
desejo seu corpo fedido
nada me leva mais alto
Foder você até seus ossos quebrarem
Outro que morreu
Pingando do meu pinto
fodendo você até o talo
Não aguento mais
meu cerebro está me deixando louco
necrolust
Comendo a carne de mil corpos
Sugando sangue de incontáveis freiras
Suas tripas estão saindo de suas bundas
Comendo seu gozo pegajoso enquanto seguro suas tetas
Venha posar de cadáver e morrer de novo!

 

 

Nº 19 – Os 100 álbuns satânicos mais importantes da história

Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/dawn-of-the-black-hearts-mayhem/

Falsos Necronomicons

“… o Necronomicon, um texto mágico ultra-secreto publicado em edições encadernadas.”

-William S. Burroughs

Necronomicon é um livro tão controverso que o debate de sua existência deve primeiro ser substituido pelo debate de se ao menos alguma das suas várias versões é ou não real. Virtualmente todo magista do caos acaba escrevendo o seu próprio tomo, mas estas são as principais versões que podem ser encontradas hoje pelo pesquisador sério.

O Necronomicon De Camp – Scithers

O biógrafo de Lovecraft e escritor de ficção científica L. Sprague De Camp narra um conto de intrigas sobre como ele conseguiu contrabandear esse livro, entitulado Al Azif do Iraque conseguindo escapar de vários perigos. Um estudioso que tentou traduzí-lo, ele continua nos contando, terminou espalhado por todas as paredes do seu estúdio. Na verdade o livro publicado pela Owlswick Press consiste meramente de oito páginas contendo textos sírios escritos de desconexa repetidos várias e várias vezes, com os caracteres próximos à margem alterados para ajudar a mascarar a repetição. Como isso obviamente não pode ser levado a sério seria injusto considerar este livro como sendo uma fraude ao invés de uma brincadeira.

O próprio De Camp, em um comentário sobre sua introdução, disse:

“Eu espero que vocês se divirtam com essa introdução – mas eu também sei que vocês não vão levá-la a sério. Eu posso um dia desejar voltar ao Iraque e espero que essa minha brincadeira não crie complicações para a minha visita.”

O Necronomicon de Wilson-Hay-Turner-Langford

Pouco esforço foi necessário para se descobrir que esta versão do Necronomicon era falsa, já que o próprio Colin Wilson adimitiu isso em seu artigo “The Necronomicon, the Origin os a Spoof” (Necronomicon, a origem de um logro), que apareceu em Crypt of Cthulhu e foi republicada em Black Forbidden Things: Cryptical Secrets from the Crypt of Cthulhu, editada por Robert Price. As afirmações de Wilson não podem ser totalmente levadas a sério, pois ele mesmo escreve:

“De fato, qualquer um com a menor noção de latim irá instantaneamente reconhecer o livro como sendo uma fraude, ele recebe o subtítulo de O Livro dos Nomes Mortos (Aqui no Brasil saiu publicado como “Necronomicon, O Livro dos Mortos”, n.t.), quando a palavra Necronomicon significa realmente o livro das leis dos mortos.”

De fato, qualquer um com a menor noção de latim irá instantaneamente reconhecer que o título está escrito em grego.

Wilson descreve como George Hay se aproximou dele com a idéia de que ele escrevesse um aintrodução para uma sátira do necronomicon contendo histórias sobe o livro maldito. Os contos, de acordo com Wilson, eram realmente amedrontadores, todos contando histórias sobre estudiosos que acabam se encontrando com o tomo infernal, estupidamente invocam poderes maiores do que eles poderiam controlar e acabam espalhados pelas paredes. Wilson, então, propôs que eles poderiam tentar criar uma sátira que realmente pudesse passar como sendo o Necronomicon de fato. A idéia foi parcialmente inspirada por um conto escrito por David Langford, no qual uma série de análises feitas por computador provam a existência do Necronomicon, com os mesmos resultados desagradáveis. Na versão final do volume Langford chegou a contribuir com uma parte na qual ele clama que uma análise de computador decifrou o manuscrito Liber Logaeth de Jonh Dee, mostrando que ele não outro senão. RObert Turner, um praticante de magicka cerimonial contribuiu com outra sessão supostamente a tradução do Liber Logaeth. Em sua maior parte o livro é uma coletânea de material de ocultismo, com receitas mágickas típicas se utilizando de alguns nomes existente no Mito de Cthulhu. O próprio Wilson contribuiu para a introdução que nos apresenta uma colcha de retalhos de fatos e fantasia, declarando que o pai de Lovecraft pertencia à Maçonaria Egípcia (uma afirmação completamente sem fundamentos) e que através dela teria aprendido todo o tipo de segredos ocultos, os quais ele mais tarde revelou em sua loucura (real). Existe também uma carta escrita por um ‘Dr. Hinterstoisser’, que foi realmente escrita por Dominic Purcell.

A versão americana também incluia dois ensaios supostamente escritos antes da descoberta da chave para decifrar o manuscrito, e se alguma coisa vale a pena nesta versão do Necronomicon são esses ensaios. Eles são: “Dreams of Dead Names: The Scholarship of Sleep” por Christopher Frayling, que por sinal inclue uma pesquisa detalhada de como Lovecraft inventou Abdul Alhazred e o Necronomicon, e “Lovecraft and Landscape”, por Angela Carter.

No Brasil este livro foi publicado pela editora Anubis, esses ensaios foram deixados de fora e em seu lugar existe um estudo introdutório sobre os grimórios através dos tempos e algumas partes do Grimório do Papa Honório III. Excertos da obra estão disponíveis no portal para consulta.

Além disso existe pouco mais a ser dito a respeito do livro. A introdução de Wilson é interessante para aqueles com um background no assunto que saberiam separar o que é fato do que é invensão. Alguns acham que as informações sobe criptografia contidas na parte escrita por Langford interessante, existem livros inteiros sobre o assunto disponíveis que seriam uma fonte melhor de informação. O material apresentado como sendo de fato o Necronomicon não tem nenhum valor estético. Por exemplo o uso quase constante, mas inconsistente, do uso de ‘ye’ ao invés de ‘the’, na versão em inglês (na versão brasileira é possível ver isso nas imagens, cujos textos ficaram no original com algumas legendas, n.t.), seria aceitável o uso do autêntico ye arcaico. Se ele tem ou não valor para mágicos praticantes eu deixo para eles descobrirem por si mesmos.

O uso do Mito de Cthulhu também é suspeito. O verso místico conhecido de todos aparece várias vezes escrito errado como: “That which is not dead which can eternal lie…” Outras inconsistências com os conceitos de Lovecraft também aparecem: Shub-Niggurath aparece como uma deidade masculina, quando Lovecraft a descreve claramente como sendo feminina. Os Antigos estão relacionados com os quatro elementos, usando um esquema empresatado dos contos de Agust Derleth que não apenas nunca apareceu em um trabalho de Lovecraft como também não tem nenhuma consistência com ele. O trabalho também nos apresenta os dois grupos antagônicos dos Antigos e dos Deuses Mais Antigos, outra inovação de Derleth no mito Lovecraftiano assim como seus contos da guerra entre os Antigos e os Deuses Mais Antigos inpirada por seus princípios cristãos. A verdade simples e pura é que a maioria do material nesta versão do Necronomicon foi inspirada não pelos contos de Lovecraft e sim pelos de Derleth que são bem diferentes, quando não surgem apenas as receitas mágicas.

Algum tempo depois surgiu um suposto Texto de R’lyeh, compilado pelo mesmo grupo, que supostamente seria mais uma parte do manuscrito por eles apresentado anteriormente. É interessante notar que Lovecraft nunca usou o nome R’lyeh Text, que na verdade foi inventado por August Deleth após a morte de Lovecraft e que não tem semelhança nenhuma com o Necronomicon anteriormente apresentado por eles. (Supostamente ele se encontra na língua nativa de Cthulhu e possivelmente foi trazido com ele das estrelas). Em sua maior parte o livro simplesmente é o mais do mesmo, nele está incluso um interessante ensaio “Awake in the Witch-House: On the Trail os the ‘real’ Brown Jenkin”, escrito por Patricia Shore, texto esse que inclui a famigerada e falsa citação da “Magia Negra”. Achamos que no ano de 1992 os conhecimentos de alguém sobre esse assunto deveriam ser muito melhores.

O Necronomicon de Simon

Como este é o Necronomicon que se qualifica como uma fraude completa ao invés de simplesmente uma brincadeira ou um jogo entre amigos, ele vai receber uma olhada mais cautelosa do que os outros. Existem uma série de problemas com este volume, todos indo contra a sua proposta de ser o texto real do Necronomicon.

As afirmações a respeito do suposto manuscrito não convencem. O editor afirma que o original não pode ser entregue a público para qualquer tipo de confirmação ou exame. Mas estudiosos não permitiriam que se utilizassem o manuscrito original de um livro como este; eles trabalhariam a partir de cópias fotográficas dele, cópias estas que com certeza iriam apoiar a autenticidade do livro. De qualquer forma a história contada a respeito da descoberta do manuscrito é muito parecida com um conto ruim de Cthulhu para se acreditar. Além disso eles afirmam que o manuscrito é em grego quando Lovecraft deixa bem claro que a versão grega do texto se perdeu há séculos. Simon diz que uma das partes de seu suposto texto o TEXTO URILLIA “pode ser o texto de R’lyeh do qual Lovecraft falava”. Lovecraft, entretanto, nunca se referiu a um Texto de R’lyeh, que foi inventado por August Derleth após a morte de Lovecraft, e este texto é bem diferente do proposto por Derleth.

É evidente que a maior parte do trabalho é composto de adaptações de textos mágicos e religiosos existentes da Mesopotâmia reais, com alguns nomes inventados por Lovecraft espalhados aqui e ali quando não se conseguiram traduzir o texto original. Simon também joga no caldeirão materiais Sumérios, Assírios, Babilônios e outros sem discriminar o que é o quê, de uma maneira historicamente impossível de acontecer. As partes supostamente representando as línguas orignais usadas em várias encantamentos são aparentemente grunhidos sem sentido.

Simon gostaria que enxergássemos grandes semelhanças entre seu material mesopotâmico, o trabalho de Aleister Crowley e o Mito de Lovecraft, mas não nos aferece nenhuma correspondência entre eles. O pouco que ele tenta defender não convence. Ele gostaria que nós, por exemplo, víssemos grande similaridades entre o nome Cthulhu e a palavra grega stélé (como aparece no trabalho de Crowley Stélé of Revealing), se utilizarmos caracteres gregos para escrevê-la ela lembra um pouco CTH^H. As outras comparações em sua curta lista são comparações entre elementos comuns de magick e figuras de ficção científica ou coisas ainda mais esquisitas. Novamente ele quer que notemos a semelhança entre Shub-Niggurath e o Pan de Crowley (um elemento comum de Magick combinado com um elemento de ficção científica), onde ele se esquece que Shub-Niggurath é fêmea. (Uma combinação que poderia funcionar melhor seria usar Yog-Sothoth se nos baseássemos no nas bases apresentadas para o conto “The Dunwich Horror” por Arthur Machen em seu livro “The Great God Pan”). De novo ele quer que reparemos na semelhança entre a exclamação Lovecraftiana IA! e o IO! de Crowley e a deidade IAO e a deidade suméria IA, que Simon diz ser uma variante do deus EA (apesar disso em seu necronomicon a exclamação usada é a de lovecraft).

Simon também gostaria que nós pudéssemos notar a correspondência entre o Mito de Lovecraft e a mitologia mesopotâmica. Ele nos diz:

“Lovecraft nos mostrava algo semelhante à mitologia cristã e seu combate entre forças opostas entre Luz e Trevas, entre Deus e Satã, no Mito de Cthulhu.”

E novamente:

“Basicamente existem dois grupos de deuses no mito: Os Deuses Mais Antigos, sobre os quais pouco nos é revelado além do fato deles serem uma raça estrelar que ocasionalmente vem até a Terra para salvar a humanidade, e que corresponderiam à ‘Luz’ no cristianismo; e os Antigos, sobre os quais muito é dito, às vezes em muitoas detalhes, que correspondem às ‘forças das trevas’. Esses últimos são Deuses Cruéis que não desejam outra coisa que não o mal para a raça dos Homens e que constantemente tentar voltar para o nosso mundo se utilizando de um portal ou uma porta que liga a dimensão deles à nossa.”

O conhecimento moderno sobre a obra de Lovecraft nos mostra que esta descrição não bate com o trabalho dele (Lovecraft), no qual não existem Deuses mais Antigos nem um conflito cósmico entre o bem e o mal. O termo “Os Mais Antigos” (The Ancient Ones) só é usado em uma história, e nela é explicado de forma clara que eles são moralmente indiferentes à existência do Homem e não que sejam ‘malvados’. De fato esta é uma descrição precisa do Mito de Derleth ou invés do de Lovecraft, isso se levarmos em consideração que atribuir conseitos de bondade e maldade às deidades mesopotâmicas “Os Deuses mais Antigos” e “Os Antigos” é a maior tentativa de sincretisar os dois sistemas, e aparentemente essa tentativa foi feita em vão.

Em se tratando das deidades de forma individual Simon não se sai melhor. Cthulhu surge como sendo KUTULU, um nome que nunca apareceu entes desta publicação. Simon deriva este nome de KUTU, a cidade Kutha, e LU, que significaria homem. O problema é que a forma suméria correta seria LU-KUTU se se fossem fazer uma composição das palavras. De qualquer forma o nome Cthulhu tem origem alienígena e por isso não faz sentido querer procurar sua origem em alguma cultura humana.

Simon deriva Azathoth do nome composto AZAG-THOTH, onde AZAG é um demônio sumério e THOTH é o nome cópitcoda deidade egípcia Tehuti. O porquê dele ter criado essa composição permanece um mistério, assim como o fato dela nunca ter surgido em lugar nenhum antes da sua publicação neste livro.

As outras comparações de deidades são ainda mais fracas: Shub-NIggurath aparece como ISHNIGGARAB, Yog-Sothoth aparece como IAK SAKKAK.

Mesmo quando Simon cita um nome Lovecraftiano sem querer nos dar um nome correspondente ele sempre o soletra de forma diferente transformando Yog-Sothoth em Yog Sothot, Azathoth como Azatot, “o árabe louco” como “O Árabe Louco”, shoggoth como shuggoth, etc…

Pelo menos uma das deidades de grande importância do universo Lovecraftiano não aparece neste trabalho, Nyarlathotep não tem nenhuma correspondência no livro de Simon, assim como outras criações menores de Lovecraft que se seria esperado aparecerem no livro como Yig, Nug e Yeb, Ghatanothoa ou Rhan-Tegoth, em seus lugares sáo citadas inúmeras deidades sumérias que nunca surgiram ou tiveram suas correspondências no trabalho de Lovecraft, entre elas: MARDUK, TIAMAT, PAZUZU, ENKI, NANNA e INANNA (ISHTAR). Também é importante notar que as várias raças alienígenas inventadas por Lovecraft não são citadas em ponto algum do livro equanto várias criaturas sobrenaturais da mesopotâmia são, e com bastante frequência.

Outra afirmação questionável de Simon é a seguinte:

“O Mito de Lovecraft lida com o que são conhecidas como deidades chthônicas [sic], ou seja, deuses e deusas do submundo muito semelhantes ao Leviatã do Antigo Testamento. A pronúncia correta de chthônica é ‘katônica’, o que explica a famosa universidade de Miskatonic e o conhecido rio de Miskatonik que ele usa em várias de suas histórias, isso sem mencionar a deidade chefe [sic] de seu panteão, Cthulhu, um monstro marinho que se encontra “não morto, mas sonhando” nas profundezas do mundo; um Ancião supostamente inimigo da raça humana e da Raça inteligente.”

Existem uma série de problemas com esta afirmação:

  •  A pronúncia correta de Chthônica é ‘tó-nik’, o ch é mudo (em português Chthonic é traduzido como atônico ou atoniano, n.t.).
  •  Monstros marítimos não são considerados chthônicos.
  • O nome de Cthulhu se deriva de uma língua alienígena predatando a raça humanapor eras, ele não pode derivar da palavra chthonic, apesar de existir a possibilidade de Lovecraft ter sido influenciado por essa palavra ao criar o nome. De qualquer forma essa afirmação é conflitante com a proposta do próprio Simon de que o nome seria uma derivação da palavra KUTU+LU, usada em todo o Necronomicon.
  • Cthulhu não é a deidade chefe do suposto panteão de Lovecraft, mas é importante por causa de sua atuação no mito.
  • Cthulhu não é um ‘monstro marinho’ e sim uma criatura extraterrestre ou extradimensional inconsciente e aprisionada no fundo do oceano.
  • Cthulhu nunca foi referido como sendo um ‘Ancião’, apesar de ser associado com um grupo conhecido como os Antigos.
  • Cthulhu não é exatamente um inimigo da raça humana, ela simplesmente está no seu caminho. Isto é o mesmo que dizer que um humano é inimigo dos cupins porque ele exterminou aqueles que infestavam sua casa.
  • Não se sabe o que exatamente ele quis dizer com a ‘Raça inteligente’, essa raça nunca apareceu em conto nenhum de Lovecraft.

Muitos leitores parecem achar que a sessão do livro intitulada como “O testemunho do Árabe Louco” se encaixa muito bem na ficção de Lovecraft. Muitos dizem que o livro funciona maravilhosamente em práticas mágickas, sem importar se o livro é uma fraude ou não, mas isso é bem consistente com as teorias de Magick modernas.

Além da edição brochura barata, o Necronomicon de Simon foi lançado em uma cara edição encadernada com couro com uma tiragem de 666 cópias, seguida por outra tiragem de 3.333 cópias.

Existe também um Livro de Feitiços do Necronomicon de Simon (originalmente entitulado The Necronomicon Report), que não passa de um livro dedicado aos feitiços que aparecem no capítulo “O Livro dos Cinquenta Nomes”. Outro volume entitulado The Gates of Necronomicon (Os Portões do Necronomicon) foi anunciado como lançamento futuro pela editora, mas aparentemente o projeto nunca foi levado a diante. A editora americana Avon Books recentemente relançou o livro Os Feitiços do Necronomicon.

Existem vários rumores sobre a real identidade de “Simon”. Um deles diz que ele seria na verdade Herman Slater, o proprietário da livraria Magickal Childe em Nova Iorque, que por sinal recebe algumas menções no livro. Outro desses rumores afirma que ele era um mago precisando de dinheiro e que subsequentemente fez fama no rama da Magia Caótica. Outros rumores mais improváveis dizem que os reais responsáveis pelo Necronomicon de Simon poderiam ter sido um dos seguintes: L. Sprague De Camp, Colin Wilson, L. Ron Hubbard, Robert Anton Wilson, Timothy Leary ou Sandy Pearlman (o escritor das letras inspiradas por Lovecraft da banda Blue Öyster Cult).

O Necronomicon de Gregorius

Publicado na Alemanha em alemão entitulado como Das Necronomicon: Nach den Aufzeichnungen von Gregor A. Gregorius (O Necronomicon: Da Trancrição de Gregor A. Gregorius). Esta é simplesmente uma tradução do Necronomicon de Simon. O volume inclui também uma versão alemã de um autêntico grimório medieval entitulado Goetia ou Lesser Keys of King Solomon.

O Necronomicon de Quine

A suposta tradução do Necronomicon feita por Antonius Quine parecer ser tão falsa que ela sequer existe.

Entretanto se você tiver alguma informação a respeito não se sinta acanhado: atendimento@mortesubita.org

O Necronomicon de Ripel

Publicado por Frank G. Ripel, cabeça da Ordo Rosae Mysticae (Ordem da Rosa Mística), na Itália, 1987-1988, como parte da Trilogia Sabaean. Ela inclui um livro chamado Sauthenerom, de origens egipcias e um texto do Necronomicon, que supostamente teria 4000 anos de idade e que teria sido plagiarizado por Abdul Alhazred.

O Necronomicon de Perez-Vigo

Recentemente publicado na Espanha, esta versão publicada por Fernando Perez-Vigo inclui um Tarô Necronômico juntamente com um texto derivado dos necronomicons de Ripel e de Wilson-Hay-Turner-Langford.

O Necronomicon de Lin Carter

“Se o Necronomicon realmente existisse ele seria uma pequena encadernação com um prefácio escrito por Lin Carter.”
T.E.D. Klein

Lin Carter escreveu vários contos curtos que supostamente seriam capítulos da tradução do Necronomicon feitas por John Dee. Elas relatam várias aventuras de Abdul Alhazred. Obviamente e explicitamente declaradas como sendo fictícias, esta versão está inclusa aqui simplesmente para deixar este trabalho o mais completo possível.

A versão de Lin Carter está inclusa em um volume disponibilizado pela Chaosium, editada por Robert M. Price e entitulado The Necronomicon: Selected Stories and Essays Concerning the Blasphemous Tome os the Mad Arab, contendo uma série de trabalhos interessantes.

O Necronomicon de H.R. Giger

O surrealista suiço H.R. Giger usou o título Necronomicon para uma compilação de sua arte necroerótica. Obviamente este trabalho não clama ser o Necronomicon autêntico, mas foi incluído aqui não somente para tornar a pesquisa o mais completa possível como também como forma de elogiar seu fantástico trabalho. Giger também produziu uma sequência a seu trabalho entitulado Necronomicon II.

The Necronomicon Project

Este é um trabalho em conjunto para criar um Necronomicon falso na internet. Não existe nenhuma tentativa de se provar que os resultados deste trabalho sejam o real Necronomicon. Confira aqui o resultado.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/falsos-necronomicons/

Ordálias

Recebi um comentário interessante, que achei que daria um bom post:

Gostaria de fazer uma pergunta totalmente fora das que li :
Se um homem casado com mulher, que mantem relações homosexuais, escondidas, tivesse interesse no ocultismo ou até mesmo se aprofundar ou vir a faser algum compromisso com alguma ordem, ocorreria em ordálias, por sua situação de não estar respeitando sua vida matrimonial, ou as ordálias funcionam também se houver autoacusação.? Espero resposta.

@MDD – então… acho que a resposta honesta é: sim, ele corre o risco de ser descoberto, por “coincidência”, “azar”, “descuido” ou chame do que quiser.
Se a pessoa está nessas ordens picaretas, brincando de ser “místico”, como a maioria delas hj em dia nessas porcarias que abundam na internet, não há problema… pode ser que consiga manter o segredo pela vida toda…

MAS se estiver em uma Ordem Séria, ou mesmo estudando solitariamente (pelo método do Franz Bardon, por exemplo) e começar a busca pelo Sagrado Anjo Guardiao, ai será despido das falsidades e terá de se encarar como realmente é. Você não tem como mentir pra si mesmo. E ai entram as Ordálias.

Não há problema em você ser homossexual, ou bissexual, ou heterossexual… o próprio Crowley era bissexual e atingiu o estágio de Tiferet . Alguns dos médiuns mais powers que eu conheço são homossexuais… mas eles são o que eles são. Não precisam ficar mentindo nem dando desculpas para ninguém.

Sendo assim, para se tornar realmente um Iniciado, a pessoa que está fazendo este pedido ao Cósmico está pedindo para ser libertado das mentiras e hipocrisias que está envolvido e, se não os faz sozinho, recebe uma “ajuda” do Astral.
Por bem ou por mal.
Recomendo ler também o texto sobre Ordálias que postei algum tempo atrás.

#MagiaPrática

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/ord%C3%A1lias

Livro Enochiano do Mochileiro dos Éteres

TRADUZIDO E ADAPTADO

POR ROBSON BÉLLI

março de 2022

Sumário

Origem deste material

Este material tem origem no livro “The Enochian workbook” dos autores Gerald & Betty schueller, obra recomendadíssima para aqueles que desejam entender mais sobre o assunto aqui apresentado, foram usadas inúmeras outras referencias tanto pelos autores quanto por mim (Robson Bélli) para a composição deste material.

Este material se refere a pratica da magia neo-enochiana, não sendo usado em outras vertentes, quaisquer outras duvidas pergunte no grupo, estamos sempre prontos em melhor aconselhar o grupo em suas praticas.

*produzido para o grupo enochiano do site  Enoquiano.com.br (Instagram)

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Os 30 Aethyrs

Junto com as Torres de Vigia, existe uma série de 30 regiões sutis no Universo Mágico entre nossa Terra física e as regiões espirituais mais elevadas da divindade. Estes são chamados de Aethyrs ou Aires. O mais baixo é o 30º, chamado TEX. O mais alto é o primeiro, chamado LIL.

Os Aethyrs e seus Governadores

Numero Nome Significado Governadores
30 TEX Aethyr em quatro partes TAOAGLA, GEMNIMB

ADUORPT, DOZIAAL

29 RII Céu VASTRIM, ODRAXTI, GMOTZIAM
28 BAG Duvida TABNIXP, FOKLSNI, OXLOPAR
27 ZAA Solidão SAZIAMI, MATHVLA, KORPANIB
26 DES Aceitação POPHAND, NIGRANA, BAZHIIM
25 VTI Mudança MIRZIND, OBVAORS, RANGLAM
24 NIA Viagem ORAKAMIR, KHIASALPS, SOAGEEL
23 TOR Trabalho RONOAMB, ONIZIMP, ZAXANIN
22 LIN Vazio OZIDAIA, KALZIRG, LAZDIXR, PARAOAN
21 ASP Reação KHLIRZPA, TOANTOM, VIXPALG
20 KHR Roda ZILDRON, PARZIBA, TOTOKAN
19 POP Divisão TORZOXI, ABRAIOND, OMAGRAP
18 ZEN Sacrifício NABAOMI, ZAFASAI, VALPAMB
17 TAN Sacrifício SIGMORF, AYDROPT, TOKARZI
16 LEA Equilíbrio KUKUARPT, LAUAKON, SOKHIAL
15 OXO Self TAHAMDO, NOKIABI, TASTOXO
14 VTA Dança TEDOAND, VIVIPOS, VOANAMB
13 ZIM GEKAOND, LAPARIN, DOKEPAX
12 LOE Gloria TAPAMAL, GEDOONS, AMBRIOL
11 IKH Tensão MOLPAND, VSNARDA, PONODOL
10 ZAX Abismo LEXARPH, KOMANAN, TABITOM
09 ZIP Sem ego ODDIORG, KRALPIR, DOANZIN
08 ZID Deus interior ZAMFRES, TODNAON, PRISTAK
07 DEO Amor OPMAKAS, GENADOL, ASPIAON
06 MAZ Aparências SAXTOMP, VAUAAMP, ZIRZIRD
05 LIT Ímpio LAXDIXI, NOKAMAL, TIARPAX
04 PAZ Manifestação THOTANF, AXZIARG, POTHNIR
03 ZOM auto-conhecimento SAMAPHA, VIRLOLI, ANADISPI
02 ARN Preenchimento DOAGNIS, PAKASNA, DIAIVOIA
01 LIL O primeiro Aethyr OKKODON, PASKOMB, VALGARS

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O Corpo de Luz

Você tem um corpo que é feito de luz, não de carne. Você pode sair do corpo de carne e depois retornar a ele. Como mago, você deve aprender a fazer isso à vontade. Assim como o corpo de carne vive no mundo físico, o Corpo de Luz vive no Universo Mágico. Assim como o corpo de carne tem sentidos para agir e reagir no mundo físico, o Corpo de Luz tem sentidos para agir e reagir no Universo Mágico. O Corpo de Luz é invisível aos olhos físicos, mas pode ser visto com a visão interior (tela mental). É em forma de ovo e permeia o corpo de carne que se projeta em todas as direções.

A doutrina do Corpo de Luz é muito antiga. Era bem conhecido, por exemplo, no antigo Egito. É um termo geral para o corpo sutil que na verdade é composto de um corpo divino, um corpo espiritual, um corpo causal, um corpo mental, um corpo astral e um corpo etérico. A Tabela  mostra as principais partes do Corpo de Luz da pessoa usadas na Magia Enoquiana com a Magia Egípcia e a Teosofia moderna para comparação.

O Corpo de Luz

Enochiano Egípcio Teosofia
Eterico Khaibit Linga-sarira
Astral Ka Kama
Mental Ba Mana inferior
Causal Sahu Mana superior
Espiritual Khu Buddhi
Divino Khabs Atma

Como entrar no corpo de luz? Na forma Deus, como desenvolver e fortalecer seu corpo de luz? Ritual do pilar do meio.

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Como Assumir as Formas de Deus

Seu Corpo de Luz é plástico e pode assumir qualquer forma de acordo com sua vontade.

Isso permite que um mago ou iogue assuma a forma de qualquer deus ou deusa enquanto viaja no Universo Mágico.

Você deve selecionar uma entidade enoquiana apropriada e assumir sua forma ao entrar em seu Corpo de Luz. Então seu Corpo de Luz naturalmente reterá esta forma durante toda a operação.

A fim de ajudar na construção de uma forma deus apropriada para os Anjos Maiores e Menores das Torres de Vigia, cada letra em seu nome tem as correspondências mostradas na Tabela.

Letras enochianas

Correspondências Telesmáticas

A                     Macho             espiritual, asas

B                     Macho             ativo

C, K                Macho             grande, forte

D                     Femea             Bonito, atrativo

E                     Femea             feroz, bravo

F                      Macho             pesado, desajeitado

G                     Femea             bonito, diferente

H                     Femea             indefinido

I, J, Y             Femea             delicado

L                     Femea             gracioso

M                    Femea             reflexivo, sonhador

N                     Macho             negro, determinado

O                     Macho             mecanico

P                      Femea             feroz, resoluto, forte

Q                     Femea             introspectivo, inteligente

R                     Macho             pesado

S                      Macho             orgulhoso, dominante

T                     Macho             feroz, ativo

U, V, W          Macho             escuro

X                     Macho             expressivo, magro

Z                     Macho             magro, inteligente

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Objetivos de aprendizado

Este material contém quatro lições sobre como vivenciar as Torres de Vigia e os Aethyrs. Duas técnicas mágicas são apresentadas. A primeira é como olhar o cristal (como praticar videncia); a segunda é viajar na Visão do Espírito ou viagem astral. Você deve começar com a contemplação do cristal, que é fácil e sem perigo. Instruções detalhadas são dadas para que você possa entrar nas Torres de Vigia e Aethyrs, descritos pela Magia Enoquiana, e ver essas regiões sutis e seus habitantes por si mesmo. Ao concluir a leitura, você deverá ser capaz de:

  • Como olhar o cristal
  • Viajar na Visão do Espírito
  • Procure ou visite as Torres de Vigia
  • Esquadrinhar ou visitar os Aethyrs

Como olhar o Cristal

A palavra skrying significa “vidência”. Quando você olha para uma bola de cristal ou QUALQUER OUTRA SUPERFICIE REFLEXIVA, você está tentando ver alguma coisa. Tradicionalmente, a skrying tem sido usada para adivinhação – para ver o futuro. A bola de cristal tornou-se estereotipada como uma ferramenta do cigano ou cartomante. No entanto, Dee e Kelly usaram a técnica para examinar as Torres de Vigia e Aethyrs da Magia Enochiana com grande sucesso.

Existem muitas formas de skrying. Por exemplo, a Hidromancia está mergulhando na água; leconomia é skrying em óleo que é derramado na água; catoptromancia é espiar em um espelho, e assim por diante.

A pedra de demonstração de Dee, que ele chamava de “pedra angelical”, era do tamanho de um ovo.

Antes de começar a praticar skrying, você deve comprar seu próprio cristal de quartzo. Um cristal de quartzo claro ou rosa também pode funcionar bem. Idealmente, você deve experimentar vários tipos até encontrar um que funcione melhor para você.

Não há regras rígidas para olhar cristal. Pode ser segurado em suas mãos, ou colocado em um suporte à sua frente, ou simplesmente colocado em uma mesa, desde que não role.

Ao adicionar detalhes ao processo de skrying, deve fazer isso com cuidado. Por exemplo, William Lilly tinha um cristal em um suporte de prata com os nomes dos anjos gravados nele. No entanto, você não quer adicionar tantos detalhes que se tornem uma distração. Por exemplo, você pode queimar velas, ou usar uma mesa redonda com uma cobertura apropriada, ou queimar incenso. Você pode querer realizar um ritual de purificação apropriado de antemão para ajudá-lo a focar sua mente no objetivo desejado. Todos esses detalhes podem ser úteis, mas não deixe que eles o distraiam.

Qualquer que seja sua preparação e equipamento, a operação real é muito simples – apenas olhe para o cristal e observe o que você vê lá, se é que vê alguma coisa. Isso parece bastante fácil, mas você pode não ver nada, ou pode ver as coisas erradas. A ilusão e o engano abundam nos planos astral e mental e é por isso que as atalaias de sinalização são tão necessárias. Enquanto olha para o cristal, concentre-se nos simbolos conhecidos de onde você quer ver/ir. Isso ajudará a direcionar sua mente para o lugar certo.

A maioria dos observadores de cristal bem-sucedidos relatam que seus cristais aparecem primeiro nublados ou enevoados. Então eles detectam movimento – como nuvens sendo sopradas pelo vento. À medida que a névoa recua, uma visão aparece. Essas visões podem variar de um sentimento abstrato a uma imagem clara.

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Viagem na visão do Espírito

A técnica mágica conhecida como “viagem na visão espiritual” é mais avançada do que a simples clarividência ou visão psíquica. Depois de dominar como olhar o cristal, você deve estar pronto para avançar para a viagem na visão espiritual.

Basicamente, a diferença é esta: ao contemplar o cristal, seu Corpo de Luz permanece dentro de seu corpo físico. Ao fazer viagem na visão espiritual, sua consciência deixa o corpo físico e entra em seu Corpo de Luz, que então vai para o local desejado. Viajar na Visão Espiritual é idêntico à viagem astral. O processo é como adormecer, exceto que você permanece consciente e retorna ao seu corpo físico com a memória completa de suas experiências.

Como vimos, a Magia Enoquiana ensina que um mundo invisível nos cerca. Não podemos ver este mundo com nossos olhos físicos, mas podemos vê-lo mais ou menos claramente com nossa visão astral ou visão interior (tela mental).

Somos mais do que apenas um corpo físico. Cada um de nós tem sete corpos ou “bainhas”. O sétimo, o mais grosseiro, é o nosso corpo físico. Dentro do corpo físico existe um corpo etéreo que contém o prana do Yoga e o chi da acupuntura. Isso é chamado de corpo etérico. Dentro do corpo etérico, há outro menos denso. Este é o corpo astral, o corpo de nossos sentimentos e emoções. Dentro do corpo astral há outro menos denso. Este é o corpo mental, o corpo dos nossos pensamentos. Dentro do corpo mental está o corpo causal que está dentro do corpo espiritual que, por sua vez, está dentro do nosso corpo divino.

A Tabela adiante mostra todos os sete corpos. Cada corpo é composto de elementos de um plano diferente, e cada corpo funciona com um conjunto completo de sentidos nesse plano.

Assim, o corpo astral tem sentidos astrais que funcionam no plano astral. O corpo mental tem sentidos psíquicos que funcionam no plano mental, e assim por diante.

Observe que o corpo e os nomes dos planos ocultos padrão são idênticos.

Observe que apenas cinco planos enoquianos são dados. O plano físico não tem equivalente enoquiano especial simplesmente porque é nosso mundo físico normal. O plano mais alto, correspondente ao Divino, também não é mencionado na Magia Enoquiana. Este plano era considerado alto demais para falar em palavras e geralmente era mantido em segredo.

Os corpos e planos

Corpo do Plano Cósmico

Corpo Ocultismo Enochiano
Físico Físico
Etérico Etérico Torre da terra
Astral Astral Torre da agua
Mental Mental Torre do ar
Causal Causal Torre do fogo
Espiritual Espiritual Tablete da união
Divino Divino

A Tabela anterior nos fornece a base teórica para a vidência na Magia Enochiana.

O objetivo é experimentar, em algum grau, os mundos das Torres de Vigia.

A Magia Enochiana também ensina que existem 30 estados especiais, nestes planos internos, chamados Aethyrs ou Aires. Conforme mostrado na Tabela do inicio deste material, estes variam desde o mais baixo e mais denso, chamado TEX, até o mais alto e mais espiritual, chamado LIL. O mago enoquiano aprende a praticar videncia nos Quadrados das Torres de Vigia e nos Aethyrs.

A principal razão para fazer isso é aprender em primeira mão a verdade sobre você e seu universo.

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Skrying visitando as Torres de Vigia

As quatro Torres de Vigia e 30 Aethyrs da Magia Enochiana são planos e subplanos dentro do Universo Mágico. São regiões do espaço interior. Eles podem ser visitados por você em seu Corpo de Luz. Para entrar nas Torres de Vigia, você pode praticar videncia usando um cristal ou viajar com seu Corpo de Luz. Em geral, skrying é mais fácil e seguro e, portanto, é o procedimento recomendado para iniciantes.

O seguinte é um esboço de como um mago enoquiano entraria nas Torres de Vigia:

PASSO 1.

Recite a Chamada ou Chamadas apropriadas.

PASSO 2.

Vibre os Nomes de Poder apropriados.

PASSO 3.

Olhe para uma superfície reflexiva ou bola de cristal ou entre em seu Corpo de Luz da seguinte forma:

  1. Corpo etérico para a Torre de Vigia da Terra
  2. Corpo astral para Torre de Vigia da Água
  3. Corpo mental para A Sentinela do Ar
  4. Corpo causal para A Sentinela de Fogo
  5. Corpo espiritual para Tabela da união

PASSO 4.

Faça o Sinal do abrir o Véu para entrar em um Quadrado.

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Comentários.

Entre nas Torres de Vigia em ordem serial. Sempre entre primeiro na Terra, depois na Água, depois no Ar, depois no Fogo e só então na Tábela da União. A Chamada correta a ser usada para as Torres de Vigia depende da atalaia que está sendo visitada.

Use os Chamados para a divindade da atalaia a ser visitada. Depois que o sucesso for obtido e você tiver adquirido prática suficiente nas Torres de Vigia, você descobrirá que apenas pensar no Chamado terá o mesmo efeito que recitá-lo.

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Ritual de Vigilância do Quadrado “O” de “OPNA” na Terra da Terra

Agora vamos juntar todas as diferentes técnicas mágicas que aprendemos e realizar um ritual que nos permitirá praticar a “viagem” (viagem na visão mental) o subquadrante Terra da Terra na Torre de Vigia da Terra. Visitaremos a atalaia Menor O da OPNA.

Você pode encontrar este Quadrado na Figura a seguir: Comece no canto inferior esquerdo da Torre de Vigia, conforme mostrado na Figura a seguir, e conte quatro fileiras para cima, contando a fileira de baixo como a primeira.

O mesmo Quadrado, desenhado como uma pirâmide truncada, pode ser encontrado no subquadrante. Terra da Terra. Como mostrado, a pirâmide truncada tem quatro lados, três de Terra e um de Fogo.

PASSO 1.

Comece desenhando um círculo mágico para trabalhar (não consagre ainda). Coloque um altar (uma mesa com uma cobertura apropriada serve) no centro. Coloque um cristal ou superfície reflexiva (taça de agua, espelho, etc…) em um pano preto no altar. Além disso, coloque duas velas (de preferencia) pretas no altar atrás do cristal. Faça uma pirâmide truncada (veja o final do material, temos um modelo lá), para o Quadrado O, e coloque-a atrás do cristal e entre as duas velas.

PASSO 2.

Consagre o círculo conduzindo o Ritual de Invocação do Pentagrama. Ao conduzir o ritual de invocação, use a mão para traçar os pentagramas.

PASSO 3.

Recite a Chamada apropriada. Você vai praticar videncia no subquadrante Terra da Terra. De acordo com as regras das chamadas, você só precisa recitar a Quinta Chamada.

PASSO 4.

Vibre os Nomes de Poder apropriados, conforme aprendido no “Livro das entidades enochianas”.

Vibre cada um dos seguintes nomes na ordem mostrada:

IKZHIKAL

LAIDROM

AKZINOR

LZINOPO

ALHKTGA

AHMLLKV

LIIANSA

ABALPT

ARBIZ

NRONK

RONK

PASSO 5.

Faça o Sinal do abrir o Véu (mostrado anteriormente). Olhe para o seu cristal e imediatamente após a experiência registre o que você vê ou ouve.

PASSO 6.

Se você tiver sucesso neste ponto, deverá ver algo como um vulcão ou chamas ardentes saindo do chão. Agora vamos olhar para alguns dos sinais para esta região. A divindade egípcia é Hórus, o deus do crescimento e da manifestação física com cabeça de falcão. A esfinge será uma vaca com pernas e cauda de leão. O Arcanjo é TOPNA que é muito semelhante a Hórus.

TOPNA veste um manto laranja. Ele é muito forte e terrível de se olhar. Ele carrega uma flecha e a usa para apontar para as chamas de seus processos alquímicos.

O anjo aqui é OPNA. Ele também usa um manto laranja. Tanto o TOPNA quanto o OPNA se movem rapidamente, com pequenas asas nos pés. O Demônio neste Quadrado é TOP. As forças primárias que atuam nesta região são criativas, tendo a ver com a manifestação física da vida. Mas, enquanto um vulcão é, em última análise, criativo ao fazer mais terra, a curto prazo é altamente destrutivo e perigoso. As forças astrológicas de Câncer operam nesta Quadratura, mas são opostas ou complementadas pelas forças da morte, que também estão aqui (sugeridas pelo elemento Fogo, mas também pela letra N (ver Tabela das letras das correspondências telesmaticas) nos nomes dos Anjos.

PASSO 7.

Encerre realizando o Ritual de Banimento do Pentagrama. Verifique seus resultados em relação às atalaias conhecidas.

Planilha de exemplo para Skrying visitando as Torres de Vigia

Primeira entrada:

Encontro: Data:
Tempo: Lugar:
Torre de Vigia visitada:
Praça da Torre de Vigia pretendida:
Atalaia de sinalização conhecida:
Método (Marque um):
A Espionagem através de cristal
B Visitando via Corpo de Luz
Resultados:  

 

 

 

 

 

Comentários:  

 

 

 

 

 

 

 

Segunda entrada:

Encontro: Data:
Tempo: Lugar:
Torre de Vigia visitada:
Praça da Torre de Vigia pretendida:
Atalaia de sinalização conhecida:
Método (Marque um):
A Espionagem através de cristal
B Visitando via Corpo de Luz
Resultados:  

 

 

 

 

 

Comentários:  

 

 

 

 

 

 

 

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Skrying visitando os Aethyrs

O seguinte é um esboço de como um mago enoquiano entraria nos Aethyrs:

PASSO 1. Recite a Chamada apropriada.

PASSO 2. Invoque os Governadores apropriados.

PASSO 3. Entre em seu Corpo de Luz para uma visita ou olhe para uma pedra de cristal para observação.

PASSO 4. Concentre-se nas Atalaia de sinalização conhecidas.

PASSO 5. Faça o Sinal do abrir do Véu para entrar no Aethyr.

Comentario.

Entre nos Aethyrs em ordem serial. Sempre insira TEX primeiro, depois RII e assim por diante.

Entrando no TEX

  1. Fique de frente para o oeste — a Torre de Vigia da Água contém os quatro governadores do TEX.
  1. Recite o Chamado para TEX: “Os Céus que estão no Trigésimo Aethyr, TEX, são poderosos nessas regiões do universo…”.
  1. Vibre os dois nomes a seguir:

MPH-ARSL-GAIOL

RAAGIOSL

  1. Vibre o nome TAOAGLA e trace seu sigilo no ar diante de você. Visualize o sigilo na cor azul, a cor da Torre de Vigia da Água. Este Governador é bondoso e justo.
  1. Vibre o nome GEMNIMB e trace seu sigilo no ar diante de você (conforme a figura adiante). O sigilo deve ser azul, a cor da Torre de Vigia da Água. Este Governador é muito crítico, mas seus julgamentos são muitas vezes temporários e podem ser alterados.
  1. Vibre o nome ADUORPT e trace seu sigilo no ar diante de você. O sigilo deve ser azul, a cor da Torre de Vigia da Água. Este Governador tem uma natureza feminina e passiva como a lua.

Figura dos sigilos dos quatro Governadores do TEX

  1. Vibre o nome DOZIAAL e trace seu sigilo no ar diante de você (veja a Figura acima). O sigilo deve ser azul, a cor da Torre de Vigia da Água. Este Governador é muito emotivo e pode conceder prazer ou dor, alegria ou tristeza.
  1. Concentre-se no TEX, região dividida em quatro partes:

TAOAGLA governa o Ocidente.

A ADUORPT governa o Sul.

DOZIAAL governa o Oriente.

GEMNIMB governa o Norte.

  1. Observando seu cristal ou entre em seu Corpo de Luz. Tente se ver no Aethyr. Se necessário, Se você ainda tiver problemas, faça o Sinal de Rasgar o Véu como indicado.

Resumo

A palavra skrying significa “videncia”. Quando você observa uma bola de cristal ou superfície reflexiva, você está tentando ver alguma coisa. Tradicionalmente, a skrying tem sido usada para adivinhação.

Existem muitas formas de skrying. A hidromancia é feita com espelhos de água;

leconomia é skrying em óleo que é derramado na água; catoptromancia é com um espelho, e assim por diante.

Não há regras rígidas para essa observação do cristal. Pode ser segurado em suas mãos, ou colocado em um suporte à sua frente, ou simplesmente colocado em uma mesa, desde que não role.

Adicionar detalhes ao processo de skrying pode ser útil no foco, mas deve ser adicionado com cuidado.

A ilusão e o engano abundam nos planos astral e mental e é por isso que as atalaias de sinalização são tão necessárias.

A técnica mágica conhecida como “viagem na visão espiritual” é mais avançada do que a simples clarividência ou visão psíquica. Ao observar o cristal, seu Corpo de Luz permanece dentro de seu corpo físico. Ao fazer viagem na visão espiritual, sua consciência deixa o corpo físico e entra em seu Corpo de Luz, que então vai para o local desejado.

Viagem na Visão Espiritual é idêntico à viagem astral. O processo é como adormecer, exceto que você permanece consciente (acordado) e retorna ao seu corpo físico com a memória completa de suas experiências.

Um mundo invisível nos cerca que só podemos ver com nossa visão astral ou visão interior.

Cada um de nós tem sete corpos ou “revestimentos”: o corpo físico, o corpo etérico, o corpo astral, o corpo mental, o corpo causal, o corpo espiritual e o corpo divino. Cada corpo é composto de elementos de um plano diferente, e cada corpo funciona com um conjunto completo de sentidos nesse plano. O corpo astral tem sentidos astrais que funcionam no plano astral. O corpo mental tem sentidos psíquicos que funcionam no plano mental, e assim por diante.

Enquanto as escolas ocultistas tradicionais listam sete planos e corpos, a magia enoquiana lista apenas cinco. O plano físico não tem equivalente enoquiano especial simplesmente porque é nosso mundo físico normal. O plano mais alto, correspondente ao Divino, também não é mencionado porque era considerado muito elevado para falar em palavras e geralmente era mantido em segredo.

O objetivo da skrying é experimentar os mundos dos Aethyrs da Torre de Vigia.

A principal razão para fazer isso é aprender em primeira mão a verdade sobre você e seu universo.

As quatro Torres de Vigia e 30 Aethyrs da Magia Enochiana são planos e subplanos dentro do Universo Mágico. São regiões do espaço interior. Eles podem ser visitados no Corpo de Luz. Para entrar nas Torres de Vigia, você pode praticar videncia usando um cristal ou visitar em seu Corpo de Luz. Em geral, skrying é mais fácil e seguro e, portanto, é o procedimento recomendado para iniciantes.

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O que fazer agora

  1. Tente entrar em um dos Quadrados Menores da Terra usando um cristal de quartzo. Registre seus resultados na ficha.
  1. Tente viajar na visão espiritual para um dos Quadrados Menores da Terra da Terra.

Registre seus resultados na ficha. Compare os resultados da visão espiritual com a contemplação do cristal.

  • Usando uma das duas técnicas mágicas que você aprendeu neste material (ou seja, vidência de cristal ou entrar em seu Corpo de Luz), visite o primeiro Aethyr TEX e registre seus resultados.

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Teste de conhecimento

  1. Múltipla escolha: A palavra “skrying” significa
  2. sabedoria.
  3. visão.
  4. cálculo.
  5. vôo.
  1. Verdadeiro ou Falso: Hidromancia é a técnica de skrying na água.
  1. Verdadeiro ou Falso: O cristal usado por John Dee era do tamanho de um ovo.
  1. Por que as atalaias de sinalização são necessários ao viagem as Torres de Vigia e os Aethyrs.
  1. Qual é a diferença entre olhar cristal e viajar na Visão do Espírito?
  1. Qual corpo sutil corresponde à Torre de Vigia do Ar.? A Sentinela de Fogo.?
  1. Verdadeiro ou Falso: Você pode observar as Torres de Vigia e Aethyrs olhando para uma tigela de água.
  1. Verdadeiro ou Falso: Entrar em seu Corpo de Luz e viajar em sua Visão Espiritual é tão fácil quanto observar o cristal.
  1. Verdadeiro ou Falso: Ao entrar em um Aethyr, você não precisa recitar uma Chamada.
  1. Verdadeiro ou Falso: Ao entrar em um Aethyr, você não precisa se dirigir aos Governadores.
  1. Quantos Governadores estão no TEX.? Quais são os nomes deles.?
  1. Qual é o primeiro Aethyr que todo aluno deve entrar primeiro:
  • Qual é a primeira Sentinela que todo estudante deve tentar entrar primeiro?

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Adendo

PARA VIAJAR PELOS “ARES” (da Clavícula de Salomão de Iroe o Mago)

 

– ATHA, MILECK, NIGHELIONA, ASSERMALOCH, BASSAMOIN, EYES, SARA MAMACHIN, BAAREL, EMOD, EGUEN, SERNOS. A vós espíritos invisíveis e intangíveis que percorreis o firmamento sem cessar os invoco nesta hora solene para que me presteis vossas poderosas asas para que eu possa ir com a velocidade do vento a… [nome do lugar].

RITUAL DO PILAR DO MEIO (adaptado do Círculo Iniciático de Hermes e de Donald Michael Kraig)

  1. Preparação.

Volte-se para o leste e faça um exercício de relaxamento.

Realize o Ritual Menor do Pentagrama banindo.

Imagine-se em um templo. Visualize o Pilar Negro da Severidade à esquerda, o Pilar Branco da Misericórdia à direita e você ao centro no Pilar do Equilíbrio.

  1. Pilar do Meio.

Eleve sua atenção até Kether. Imagine uma esfera de luz que brilha intensamente acima de sua cabeça sem tocá-la.

Contemple esta luz por alguns instantes. Sinta a energia que emana desta esfera enquanto vibra:

– Eheieh.

Desta esfera a luz se projeta para baixo até formar uma segunda esfera de luz na região da nuca. A luz de Kether flui para Daath. Sinta sua energia enquanto vibra:

– IHVH Elohim.

A luz se projeta desta esfera para formar uma terceira esfera de luz na região do coração. A luz de Daath flui para Tiphereth.

Sinta sua energia enquanto vibra:

– IHVH Eloah Ve Daat.

A luz projeta-se desta esfera para formar a próxima esfera de luz na região dos órgãos sexuais. A luz de Tiphereth flui para Iesod. Sinta a energia desta esfera enquanto vibra:

– Shadai El Chai.

A luz projeta-se desta esfera para formar uma nova esfera de luz nos pés. A luz de Iesod flui para Malchut. Visualize esta esfera de luz e sinta sua energia enquanto vibra:

– Adonai Ha Aretz.

Visualize o Pilar do Meio formado por suas esferas de luz alinhadas ao longo de seu corpo.

  1. Circulação do Corpo de Luz.

Volte sua atenção para Kether, a esfera acima da cabeça, e visualize-a absorvendo energia do Ain Soph Aur, da Luz Ilimitada, e transmitindo esta energia para as outras esferas. A cada expiração sinta a energia descer da esfera do topo da cabeça até a esfera dos pés pelo lado esquerdo do corpo. Ao inspirar sinta a energia subir da esfera dos pés até a esfera do topo da cabeça passando pelo lado direito do corpo. Repita este exercício por várias vezes. Visualize, então, a energia descer pela frente do corpo enquanto o ar é exalado e subir pelas costas enquanto o ar é inspirado. Repita exte exercício por várias vezes. Visualize este processo e sinta este processo de forma profunda e real.

Visualize as esferas de luz em seu corpo que formam o Pilar do Meio. Leve sua atenção à esfera dos pés e, ao inspirar, sinta e visualize a energia desta esfera subir pelo corpo como uma corrente de energia espiralada até o topo da cabeça. Ao exalar sinta e visualize esta energia sendo derramada por todo o seu corpo retornando à esfera de luz situada nos pés. Repita este exercício várias vezes.

GRANDE TABELA E OS SIGILOS

ATALAIA DO AR

ATALAIA DO FOGO

ATALAIA DA TERRA

ATALAIA DA AGUA

ATALAIA DA TABELA DA UNIÃO (CRUZ CENTRAL)

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Bibliografia

  1. Enochian workbook, The, Gerald & Betty Schueler, Llewellyn.
  2. Enciclopédia de Cristal, Gem e Metal Magic de Cunningham. Scott Cunningham, Llewellyn.
  3. Segredos da adivinhação cigana. Raymond Buckland, Llewellyn,
  4. Cristal Iluminismo. Catarina Raphaell, Aurora.
  5. Consciência Cristal. Catherine Bowman, Llewellyn.
  6. Crystal Power., Michael G. Smith, Llewellyn.
  7. Projeção Astral, Magia e Alquimia. Ed por Francis King, Weiser.
  8. De Vigiar e Viajar na Visão do Espírito. Papel da Aurora Dourada encontrado em Golden Dawn de Regardie, Vol 4, Llewellyn.
  9. As Confissões de Aleister Crowley. John Symonds e Kenneth Grant, Bantam.
  10. O Guia Prático de Llewellyn para: Projeção Astral. Denning & Phillips, Llewellyn.
  11. Autodefesa Psíquica e Bem-Estar. Denning & Phillips, Llewellyn.
  12. O Guia Interno de Llewellyn para Estados Mágicos de Consciência. Denning & Phillips, Llewellyn.
  13. O Guia Prático de Llewellyn: O Desenvolvimento de Poderes Psíquicos. Denning & Phillips, Llewellyn.
  14. The Golden Dawn. Vol 10, Israel Regardie, Llewellyn.
  15. The Vision and the Voice. Aleister Crowley.
  16. LiberLXKXIX vel Chanokh. Aleister Crowley.
  17. The Enochian Evocation of Dr. John Dee. Ed. & Trans by Geoffrey James,Heptangle.
  18. Enochian Magic: A Practical Manual. & B. Schueler, Llewellyn.
  19. An Advanced Guide to Enochian MagicG. Schueler, Llewellyn.
  20. Enochian Physics. G. Schueler, Llewellyn.
  21. Enochian Yoga. G. & B. Schueler, Llewellyn.
  22. Enochian Tarot. G. & B. Schueler, Llewellyn.
  23. Golden Dawn Enochian Magic. Pat Zalewski, Llewellyn.
  24. Mysteria Magica. Denning & Phillips, Llewellyn.
  25. The Enochian Tarot Card Deck. G. & B. Schueler & Sallie Ann Glassman, Llewellyn
  26. A True and Faithful Relation of What Passed For Many Years Between Dr.
  27. John Dee and Some Spirits. Meric Casaubon, Askin.
  28. The Complete Enochian Dictionary. Donald C. Laycock, Askin.
  29. Astral Projection, Magic, andAlchemy. S. L. MacGregor Mathers and others, Ed. by Francis King, Destiny Books.

Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

 

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/guia-enochiano-do-mochileiro-dos-eteres/

A FRA e o Sol Central

A palavra “Sol” aqui não significa necessariamente a estrela que a Terra gira. Nestes termos, falamos em “Corpo de Consciência”. O corpo humano abriga uma consciência, que alguns designam como Eu. O planeta Terra tem uma massa maior do que um corpo humano, então a Terra abriga uma consciência maior do que um corpo humano, Gaia. Por sua vez, nossa estrela, no centro do nosso sistema solar, é ainda mais pesada e abriga uma consciência ainda maior, Logos Solar. O próximo nível de massividade é o “Sol Central”, na qual diversas tradições esotéricas falam que emana uma consciência maior ainda.

Escreve Helena Blavatsky que: “No oceano sem limites brilha o Sol Central, Espiritual e Invisível. O universo é seu corpo, espírito e alma; e TODAS AS COISAS são criadas de acordo com este modelo ideal”. Essa escada de consciência é também chamada de “Logos”. Heráclito estabeleceu o termo Logos como significando a fonte e a ordem fundamental do universo.

Tal “corpo de consciência” é referido como um Logos ou um Sol. A palavra “Sol” não deve, portanto, ser tomada literalmente. O Logos pode ser uma estrela, um buraco negro, uma constelação, ou qualquer outra coisa. Apesar de causar estranheza inicialmente, lembramos que nas Ciências Ocultas, escreve Papus, o emprego da analogia é o método característico do ocultismo. Essas correspondências unem todos os elementos do universo, assim o que está em cima é como o que está embaixo.

O Sol físico é definido por Blavatsky em sua obra “Ísis Sem Véu” como um símbolo vivo de uma fonte espiritual. Ideia que provem de um conceito pitagórico do Sol Central, na qual o nosso sol físico é apenas reflexo. Esse Sol espiritual é identificado com vários nomes, sendo a causa de diversas manifestações. Rudolf Steiner identificava que as radiações do Sol Oculto não provem de nenhum astro, mas da emanação de seres elevadíssimos, os Elohim ou Exusiai. A Sociedade de Thule também utilizou desse conceito, chamando de Sol Negro ou SS (Schwarze Sonne). Na maçonaria, o Grande Arquiteto do Universo é a outra referência ao ordenador oculto. Blavatsky é a principal fonte, ela lista algumas referências do Sol Central em outras culturas:

“o Caos dos antigos; o sagrado fogo de zoroastrino, ou o Âtas-Behrâm dos pârsîs; o fogo de Hermes; o fogo de Elmes dos antigos alemães; o relâmpago de Cibele; a tocha ardente de Apolo; a chama sobre o altar de Pan; o fogo inextinguível do templo de Acrópolis, e de Vesta; a chama ígnea do elmo de Plutão; as chispas brilhantes sobre os capacetes dos Dióscuros. Sobre a cabeça de Górgona, o elmo de Palas, e o caduceu de Mercúrio; o Ptah egípcio, ou Râ; o ZeusKataibates (o que desce); as línguas de fogo pentecostais; a sarça ardente de Moisés; a coluna de fogo do Êxodo, e a “lâmpada ardente” de Abraão; o fogo eterno do “poço sem fundo”; os vapores do oráculo de Delfos; a luz sideral dos Rosacruzes; o ÂKÂSA dos adeptos hindus; a luz astral de Éliphas Lévi; a aura nervosa e o fluido dos magnetizadores; o od de Raichenbach; o globo ígneo, ou o gato-meteoro de Babenet; o Psicode e a força extênica de Thury; a força psíquica de Sergeant E. W. e do St. Crookes; o magnetismo atmosférico de alguns naturalistas; galvanismo; e finalmente, eletricidade (…).”

Na FRA (Fraternitas Rosicruciana Antiqua) o Mestre Huiracocha também faz referência a uma fonte espiritual, que está por detrás do Sol: (…) “Cristo é a Luz do Sol. Não a física, mas apenas a espiritual, que está por detrás dela”. O Mestre Huiracocha identifica nosso Sol como um mediador, um caminho para o Sol Central. Ele explica que essa manifestação da luz é uma substância ou partícula emanada pelo Sol. Na qual o Sacerdote Gnóstico pode invocar o nome do Cristo e fazer que essa substância cristônica penetre no ritual da Eucaristia. A luz é uma substância ou matéria que provém do Sol e penetra em todas as coisas. Ele escreve em “Igreja Gnóstica” que:

“O Sol, por sua vez, depende de outro Sol Central. Ele por si mesmo, não é mais que um mediador que nos cria, nos faz evoluir constantemente e nos redime pela ação imperativa do Crestos Solar. Este Crestos, não é Maya, não é ilusão, nem sequer um símbolo. É algo de prático, real e evidente e tal como o Logos, tem a sua ressonância, o seu ritmo e o seu tom. Platão disse, que o Logos soa, e afirmou que o Sol tem o seu ritmo. Deste modo, o Crestos Cósmico, tem positividade efetiva e é uma substância, uma força, uma consciência atuante. A Matéria é, por essa ação, Luz materializada”.

Vemos nisso, como as emanações do Sol Central podem implicar perturbações no éter de nosso planeta. Influenciando a vida na Terra.

Kenneth Grant, no seu livro “O Renascer da Magia”, diz que de acordo com a tradição hermética nosso sol é apenas um reflexo do Sol maior: Sothis ou Sírius. O sol do nosso sistema solar, portanto, tem uma relação de filho (Hórus) com essa estrela. Relação que vem desde o Egito Antigo. Kenneth Grant interpreta à luz da Lei da Thelema que “a Estrela reside no poder mágico da essência geradora feminina, pois Canicula (Constelação do Cão Maior) é Sothis, que também é a alma de Ísis”.

Robert Temple em seu livro “O Mistério de Sírius” demonstra que os egípcios relacionavam Sírius com Ísis. Essa correspondência é largamente comprovada por diversos estudos. Na publicação da Royal Astronomical Society, o estudioso Chapman-Rietschi em seu artigo, “The Colour of Sirius in Ancient Times”, escreve que os primeiros egípcios relacionam o nascimento heliacal de Sopdet (Sírius) com o nascimento de Ísis. O nascer helíaco de Sopdet foi observado no Egito com a finalidade de estabelecer o calendário lunar.

Na Thelema, ao adorar ritualisticamente Nuit, seria também uma adoração a estrela Sírius. Remetendo ao simbolismo do Aeon de Ísis, na qual antecede aos Aeon de Osíris. Sírius se levanta quando o Sol se deita no ocaso. O poder por trás do Sol, conclui Kenneth Grant, é Sírius.

Concluímos, então, que o Mestre Huiracocha ao aceitar a Lei da Thelema na FRA estabeleceu uma ponte mágica entre esses dois Aeons: na Missa Gnóstica, invocando o Logos Solar; e nos rituais rosa-cruzes, o Sol Oculto de Sírius, o revelador de Nuit. Um aspecto Solar e outro Estelar: Sol e Sírius; Masculino e Feminino. Unindo as dualidades da nossa vida.

#FRA #rosacrucianismo #Rosacruz

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-fra-e-o-sol-central

Entendendo as Três Trilogias Tifonianas

O Nono Arco (The Ninth Arch), que inclui o Livro da Aranha (Book of the Spider – OKBISh), é o volume final de uma série de Trilogias que traçam o surgimento em tempos históricos de um antigo corpo de doutrina oculta conhecido como a Tradição Tifoniana. A fim de compreender plenamente seu propósito e conteúdo, o Nono Arco deve ser escaneado contra o pano de fundo maior sobre a qual é pintado. Tal abordagem facilitará a compreensão dos Oráculos de OKBISh e seus comentários.

Como uma ajuda adicional para focalizar características salientes da Tradição, a narrativa Against the Light, ‘Contra a Luz’ (Starfire Publishing, 1997) do autor deve servir como uma “nota de rodapé” útil e explicativa para as circunstâncias existentes na época em que o OKBISh foi “recebido”. Os Oráculos foram comunicados audivelmente, e ocasionalmente visualmente, a vários membros da New Isis Lodge, a Loja Nu-Ísis (1955-62) e em certos estágios do ritual mágico. A Corrente que gerou o material começou, esporadicamente, já em 1939, com o movimento inicial de uma transmissão que se desenvolveu ao longo dos anos no texto conhecido como Wisdom of S’lba, A Sabedoria de S’lba, (ver Outer Gateways, Portais Externos, Skoob Books Publishing, 1994). Em 1945, Wisdom of S’lba, – então em sua fase nascente – foi reconhecida por Aleister Crowley como uma comunicação autêntica. A partir dessa época, a Inteligência Informante passou a completar o Wisdom, e passou a produzir a série maciça de Oráculos apresentada em O Nono Arco. O modo de recepção foi descrito na Introdução. O método de documentação confirma além do sofisma a validade da cabala em série, como usada anteriormente nas análises de Wisdom. O padrão ricamente complexo de correspondências mágicas, em ambos os casos, provou ser de valor inigualável na determinação do contato genuíno com forças ocultas possuídas de Conhecimento e Presciência a respeito de eventos terrestres importantes. Que o padrão reflete o contato direto com uma Gnose Tifoniana indefinidamente antiga e sempre nova, é demonstrado pela aplicação de uma exegese cabalística incansável e rigorosa, como registrado nos comentários.

Para os leitores interessados em relações significativas entre os conceitos Numérico (físico) e Mágico-Místico (metafísico), O Nono Arco contém uma exaustiva enciclopédia da Tradição Tifoniana. Mas, além das considerações sobre gematria, os Oráculos de OKBISh esboçam Eventos que provavelmente passarão pelo planeta Terra dentro da vida de muitos leitores do livro; e – para indivíduos que são capazes de interpretar os Oráculos em termos relativos a seu próprio universo mágico – eles emitem avisos sobre os perigos que estão à frente daqueles despreparados para invocar o Sinal de Proteção contra a onda vindoura das Forças Exteriores dispostas a assumir o controle do planeta. Agora, na virada de um milênio, parece apropriado liberar este Conhecimento.

O lançamento de “O Nono Arco” foi realizado na noite de 21 de dezembro de 2002 na sala de eventos do The Plough Inn, Museum Street, Londres. O lançamento começou às 18h, e pouco depois foi servido um buffet de recepção. Michael Staley explicou que Kenneth não pôde comparecer ao lançamento, e assim, na ausência do tocador de órgão, as pessoas teriam que se contentar com o macaco naquela noite. Cópias da edição padrão de “O Nono Arco”, assinado por Kenneth e Steffi Grant especialmente para o lançamento, estavam à venda.

Às 19h15, Michael deu a primeira de duas palestras, uma breve visão geral do trabalho de Kenneth Grant antes de “O Nono Arco”. A palestra incluiu trechos de vários livros de Grant, e estes foram lidos por Caroline Wise.

O texto desta palestra, que foi bem recebido, está a seguir:

As Trilogias Tifonianas

por Michael Staley

As Trilogias Tifonianas consistem em nove volumes, distribuídos em trinta anos, desde o primeiro livro, O Renascer da Magia, em 1972, até o último livro, O Nono Arco, publicado agora em 2002. Embora cada volume seja completo em si mesmo, tomados em série, eles representam um corpo de trabalho em desenvolvimento.

Antes de considerar esta série com mais detalhes, precisamos saber algo de suas origens. Os anos formativos de Grant são os anos da New Isis Lodge, o grupo mágico que ele fundou no início dos anos 50, cujo corpo principal de trabalho durou de 1955 a 1962, e que se dissolveu alguns anos depois. Quando jovem, Grant se interessou apaixonadamente pelo ocultismo, e leu amplamente obras de mitologia, religião comparada, misticismo e magia. No decorrer de seus estudos, ele encontrou o trabalho de, entre outros, Aleister Crowley e Austin Osman Spare, e foi atraído por ambos. Em 1944 ele iniciou uma correspondência com Aleister Crowley, e viveu com Crowley por um curto período em 1945 como seu “chela” ou discípulo, cantando para seu jantar e atuando como secretário. Durante este tempo, Grant recebeu instruções orais de Crowley. Ele também recebeu o retrato de Lam de Crowley, ao qual ele se sentiu atraído ao vê-lo pela primeira vez no portfólio de Crowley, e que Crowley finalmente lhe deu em agradecimento pela ajuda durante uma noite particularmente ruim para sua saúde. Em 1991, Grant publicou um livro de memórias de sua associação com Crowley, intitulado Remembering Aleister Crowley (Relembrando Aleister Crowley). Trata-se de um livro de memórias afetuoso, mas que não se coíbe de retratar uma relação que às vezes era difícil. Crowley era velho, doente e frágil, e muitas vezes não era muito generoso. No entanto, Grant aprendeu muito com Crowley. Há uma tradição de “darshan”, de receber iniciação de estar na presença do guru; que assim como uma imagem diz mais do que qualquer quantidade de palavras, há uma compreensão e uma percepção que é passada de adepto para adepto que não tem preço.

Um pouco depois da morte de Crowley em 1947, Grant finalmente conheceu Austin Osman Spare. Este foi um relacionamento mais longo, que durou até a morte de Spare em 1956. E também, a julgar pelo relato publicado por Kenneth e Steffi em seu Zos Speaks! (Zos Fala!) em 1998, bem como pelo anterior Images & Oracles of Austin Osman Spare (Imagens e Oráculos de Austin Osman Spare), publicado em 1975, foi uma relação mais profunda, talvez menos formal. É minha impressão, como leitor da obra de Grant, que Spare teve o maior impacto sobre ele. O trabalho de Spare é certamente mais fugidio que o de Crowley, mas está de alguma forma mais próximo da fonte da consciência na imaginação cósmica. Um relato da relação entre os Grant e Spare é dado em Zos Speaks! Foi em grande parte devido aos apelos dos Grant que Spare reconstruiu muito do Alfabeto do Desejo e outros aspectos de seu sistema que ele havia esquecido em grande parte ao longo dos anos, e se comprometeu muito mais com o papel.

Durante o início dos anos 50, um círculo de ocultistas se agrupou em torno de Grant que formou o núcleo de um grupo de trabalho, a Loja Nu-Ísis. Vários dos membros haviam sido membros da O.T.O. sob Crowley – Kenneth e Steffi, e é claro; um peleiro e alquimista, David Curwen; e uma mulher a quem Grant se refere por seu nome mágico Clanda. O próprio Spare nunca foi membro da Loja Nu-Ísis, preferindo trabalhar sozinho. Ele apoiou os Grant em seus esforços, e projetou vários cenários para a Loja. Os Grants descreveram a Loja Nu-Ísis como uma célula dependente da O.T.O., e ela tinha uma estrutura de grau e um programa de trabalho que devia muito mais à Astrum Argenteum de Crowley do que à O.T.O. como era na época de Crowley. A relação com Curwen também foi fundamental para Grant obter uma cópia de um comentário de um adepto Kaula sobre um texto tântrico, o Anandalahari. Isto deu importantes insights sobre a magia sexual tântrica, aproximando a magia sexual de uma direção muito diferente da de Crowley. A abordagem de Crowley à magia sexual é basicamente solar-fálica, para não dizer que é falo-cêntrica. Ou seja, há grande ênfase na importância das energias sexuais masculinas, mas muito pouco nas energias femininas. Muitas vezes, a parceira feminina é apenas uma taça na qual o mago masculino derrama seu fogo de estrela. O texto Kaula abordou o assunto de uma perspectiva diferente, acentuando o papel dos kalas e como eles variam ao longo do ciclo menstrual.

Os Grants emitiram um Manifesto da Loja Nu-Isis em seu lançamento em 1955, no qual falavam da descoberta de um planeta além de Plutão, a Ísis transplutoniana, e o que ela poderia significar para a evolução da consciência neste planeta. Deixando de lado a questão de existir ou não um planeta neste sistema solar além de Plutão, é certamente óbvio que os Grant não estavam falando sobre a descoberta de um planeta físico. Tal descoberta teria sido mais relevante para uma revista astronômica. Se tivermos em mente que a primeira sephira, Plutão (Pluto), é atribuída a Plutão, então um planeta transplutoniano, seria o “Um Além de Dez”, o Grande Exterior. Grant o expressou assim alguns anos depois, em Aleister Crowley e o Deus Oculto:

“No Livro da Lei, a deusa Nuit exclama: “Meu número é onze, como todos os números deles que são de nós”, o que é uma alusão direta à A.’. A.’., a Astrum Argentum ou Ordem da Estrela de Prata, e seu sistema de Graus. Nuit é o Grande Exterior, representada fisicamente como “Espaço Infinito e as Estrelas Infinitas dali” – ou seja, Ísis. Nuit e Ísis são assim identificadas no Livro da Lei. Ísis é o espaço terrestre, iluminado pelas estrelas. Nuit é o espaço exterior, ou espaço infinito, a escuridão imortal que é a fonte oculta da Luz; Ela também é, em um sentido místico, o Espaço Interno e o Grande Interior.”

Ao longo dos anos de 1959 a 1963, os Grants produziram uma série de monografias, as Carfax Monographs (Monografias Carfax), cada uma sobre um tema diferente. Anos mais tarde, em 1989, estas foram publicadas em um único volume, como Hidden Lore (O Conhecimento Oculto).

Grant não publicou muito sobre os rituais mágicos da Loja Nu-Ísis até agora, mas uma série de anedotas resultantes do trabalho, o que Grant chama de “magicollages”, estão espalhadas por muitos dos nove volumes das Trilogias Tifonianas, principalmente em Hecate’s Fountain (A Fonte de Hécate), publicada há dez anos, em 1992. Há também vislumbres de Trabalhos da Loja na ficção de Grant.

O trabalho subsequente de Grant surge a partir do trabalho feito na Loja Nu-Ísis. Estes anos foram, portanto, extremamente formativos para ele. Antes da Loja Nu-Ísis ele teve um aprendizado extremamente amplo e profundo, assim como sua associação com Crowley e Spare. Entretanto, todas estas influências foram sintetizadas através do trabalho mágico da Loja Nu-Ísis. São as experiências obtidas através destes trabalhos, a iniciação, a percepção, que dão poder ao trabalho subsequente de Grant. É o poço sem o qual o trabalho de Grant teria secado. Sem ele, ele teria se tornado apenas mais um imitador do trabalho de outros – e Deus sabe que já temos o suficiente deles.

A Primeira Trilogia

Um artigo foi publicado por Grant no ‘International Times’ no final dos anos 60, sobre Crowley, no qual ele afirma ter escrito um estudo sobre o trabalho de Crowley e outros, chamado Aleister Crowley e o Deus Oculto. Posteriormente, ele o apresentou aos editores londrinos Frederick Muller, que expressaram seu interesse, mas sugeriram que, devido ao seu tamanho, ele deveria ser dividido em dois volumes. O primeiro volume foi publicado em 1972 como O Renascer da Magia.

O Renascer da Magia é um estudo e uma análise de uma variedade de tradições ocultas que sobreviveram durante muitos milhares de anos, e que agora estão revivendo em novas formas e novos vigor. Em particular a gênese e o desenvolvimento do Culto Draconiano através das Dinastias egípcias são traçados, e contra este cenário mais antigo são examinadas as manifestações mais modernas tais como Blavatsky, Crowley, a Golden Dawn (A Aurora Dourada), Dion Fortune e Austin Osman Spare. É demonstrado que embora sejam manifestações recentes, elas estão enraizadas na corrente mágica muito mais antiga que alimentou e sustentou todos os eflorescentes subsequentes. Incluído como uma placa no livro está uma reprodução do desenho de Lam de Crowley, a primeira vez que foi publicado desde sua publicação original no Blue Equinox (O Equinócio Azul) em 1919.

Isto foi sucedido em 1973 pelo segundo volume, Aleister Crowley e o Deus Oculto. Este é um estudo mais especificamente sobre o sistema de magia sexual de Crowley, amplificado por uma consideração do comentário Kaula referido acima. Há também um capítulo sobre “Nu-Isis and the Radiance Beyond Spare” (Nu-Ísis e a Radiância Além de Spare), no qual Grant se refere à  Loja Nu-Ísis e seu programa de trabalho.

Cults of the Shadow (Os Cultos da Sombra) foi publicado em 1975, e explorou aspectos obscuros do ocultismo que são frequentemente vistos negativamente como “magia negra”, o “caminho da mão esquerda”, etc. De particular destaque é um capítulo sobre o trabalho de Frater Achad e o Aeon de Maat, no qual Grant tem uma visão um tanto céptica das reivindicações de Frater Achad sobre o alvorecer do Aeon de Maat. Posteriormente, Grant veio a mudar sua visão. O livro também continha um par de capítulos sobre a obra de Michael Bertiaux (expoente do Voudon Gnóstico).

A Segunda Trilogia

A segunda Trilogia inicia com Nightside of Eden (O Lado Noturno do Éden), publicado em 1977. Esta é essencialmente uma exploração dos Túneis de Set, que se encontram sob os caminhos da Árvore da Vida. Esta obra foi baseada inicialmente em um breve e obscuro trabalho de Crowley, o Liber 231, publicado pela primeira vez em no Equinox. Este livro consiste em sigilos dos gênios das 22 escamas da Serpente, e os sigilos das 22 células das Qliphoth, e alguns oráculos obscuros. Esta obra evidentemente fascinou Grant, e a exploração destas células das Qliphoth forma a espinha dorsal da obra da Loja Nu-Ísis. Grant tem sido criticado em alguns setores por trabalhar com o que alguns consideram como os aspectos maléficos e avessos da magia. Entretanto, os aspectos mais obscuros da experiência são tão necessários para entender como os aspectos mais claros; é necessário entender ambos.

Em 1980 Grant publicou Outside the Circles of Time (Fora dos Círculos do Tempo), uma obra que cobre uma área extremamente ampla e expõe, para citar a sinopse da capa: “uma rede mais complexa do que jamais foi imaginada: uma rede não muito diferente da visão escura de H.P. Lovecraft das forças sinistras que se escondem na borda do universo”. O livro é mais famoso, talvez, por mostrar a obra de Sóror Andahadna (que mais tarde se tornou Nema, autora de A Magia de Maat), uma Sacerdotisa contemporânea de Maat cuja obra tinha paralelos com a obra de Frater Achad muitas décadas antes. Muitos Thelemitas têm problemas com o Aeon de Maat. No que lhes diz respeito, cada Aeon dura 2.000 anos; estamos no início do Aeon de Hórus, portanto, Maat ainda está longe. Eles farão eco da famosa réplica de Crowley ao jovem Grant: “Maat pode esperar!”. Entretanto, a seguinte passagem de Outside the Circles of Time coloca o assunto sob uma luz muito mais interessante:

“Mitos e lendas são do passado, mas Maat não deve ser pensada em termos de eras passadas ou futuras. Maat está presente agora para aqueles que, conhecendo os ‘alinhamentos sagrados’ e o ‘Portal da Intermediária’, experimentam a Palavra sempre vindo, sempre emanando, da Boca, nas formas sempre novas e sempre presentes que estão sendo geradas continuamente a partir do Atu ou Casa de Maat, o Ma-atu … “

Mas o livro é sobre muito mais. É uma tecelagem potente de uma série de fios aparentemente diversos em uma única, ampla e poderosa corrente. Embora os livros de Grant sejam todos diferentes de seus predecessores, Outside the Circles of Time parecia anunciar um salto para uma dimensão diferente.

Outside the Circles of Time foi o último livro publicado pela (Editora) Muller, e houve uma pausa de 12 anos até 1992, quando a Editora Skoob publicou a Hecate’s Fountain. Grant tinha originalmente concebido isto como um relato dos rituais da Loja Nu-Ísis. No entanto, como muitas vezes acontece, o trabalho tomou um impulso próprio e lançou uma flor bem diferente. O livro ainda era tecido em torno do trabalho da Loja. Entretanto, esta obra é ilustrada como relatos anedóticos de trabalhos específicos, ilustrando em particular o que Grant denomina de “tantra tangencial”, onde um trabalho mágico tem efeitos colaterais curiosos e às vezes alarmantes em desacordo com seu aparente propósito. Grant traça essas anomalias para uma interface catalítica que ele chama de “Zona Malva”, existente entre os domínios do sono sonhador e do sono sem sonhos. Na Zona Malva, há movimentos, verticilos e turbilhões que dão origem a tênues espectros, sonhos, e imagens que entram na consciência e são revestidas pela imaginação.

A Terceira Trilogia

A terceira Trilogia abre com Outer Gateways (Portais Exteriores), publicado pela Skoob em 1994. Este livro continua e amplia alguns dos temas de Hecate’s Fountain. Ele contém um longo relato das vertentes aparentemente contraditórias do Livro da Lei, explora a obra de Crowley em relação à Sunyavada, e tem algumas coisas notáveis a dizer sobre a gematria criativa. No entanto, o seu núcleo é sem dúvida Wisdom of S’lba e os vários capítulos de análise que se seguem. S’lba é uma bela, altamente carregada e rica transmissão recebida durante muitos anos por Kenneth Grant desde o final dos anos 30, a maior parte dela recebida durante os anos da Loja Nu-Ísis.

Há uma grande quantidade de mal-entendidos sobre a natureza das transmissões. Não se trata de simplesmente tirar ditados de uma entidade desencarnada. O contato com o que é chamado de planos internos é muito mais complexo e mais sutil do que isso. Tomemos por exemplo a seguinte nota introdutória de Grant:

“A série de versos intitulados coletivamente a Wisdom of S’lba … não foram escritos em nenhum momento ou lugar em particular, embora o estado de consciência em que foram recebidos fosse invariavelmente o mesmo. O processo foi iniciado já no ano de 1939, quando a Visão de Aossic se manifestou pela primeira vez da maneira descrita em Outside the Circles of Time (capítulo 8). A visão se desenvolveu esporadicamente durante todo o tempo da associação de Aossic com Aleister Crowley e Austin Osman Spare. Mas o aspecto dinâmico do Trabalho, ou seja, a integração da Visão em um todo coerente, ocorreu durante o período de existência da Loja Nu-Ísis.”

O próximo volume, Beyond the Mauve Zone (Além da Zona Malva), estava prestes a ir para a imprensa quando os editores de Grant, a Skoob Publishing, decidiram que não iriam publicar mais nada dele. Nenhuma razão para isto jamais foi dada. O resultado foi que mais alguns anos se passaram até sua eventual publicação, pela Starfire Publishing, em 1999. Beyond the Mauve Zone é, como seu nome sugere, uma consideração mais profunda daquela região entre o sono sem sonhos e o sonho que fecunda a imaginação, e em particular uma consideração de vários métodos de acesso à Zona Malva. Há três capítulos sobre o Ritual Kaula da Serpente de Fogo, dando muito mais material do comentário Kaula iniciado, obtido de David Curwen. Há também uma análise prolongada da Liber Pennae Praenumbra recebida por Sóror Andahadna (A futura Nema), e um relato do trabalho do sérvio Zivorad Mihajlovic Slavinski.

Olhando para estes primeiros oito volumes das Trilogias Tifonianas, podemos ver o quanto o trabalho de Grant mudou, e ainda assim se reintegrou com sua fonte. Por maiores e mais profundos que sejam os volumes anteriores, eles dão poucos indícios da gloriosa floração que é a terceira e última Trilogia. E é o último volume, O Nono Arco, para o qual nossa atenção se volta em seguida.

No entanto, para encerrar esta parte da palestra, há uma passagem de Outside the Circles of Time que sempre achei inspiradora. Ela expressa um conceito que é a essência de grande parte do trabalho de Grant, e o faz de uma forma excepcionalmente bela e intensamente comovente. São os dois parágrafos finais da Introdução a esse livro extraordinário:

“Um último ponto é aqui relevante, e eu o declaro sem desculpas. Não é meu propósito tentar provar nada; meu objetivo é construir um espelho mágico capaz de expressar algumas das imagens menos elusivas vistas como sombras de um futuro Aeon. Isto eu faço por meio de sugestão, evocação e por aqueles conceitos oblíquos e “intermediários” que Austin Spare definiu como “Neither-Neither (Nem-Nem)”. Quando isto é compreendido, a mente do leitor torna-se receptiva ao influxo de certos conceitos que podem, se recebidos sem distorções, fertilizar as dimensões desconhecidas de sua consciência. Para atingir este objetivo, uma nova forma de comunicação deve ser desenvolvida; a própria linguagem deve renascer, reviver e dar uma nova direção e um novo impulso. A imagem verdadeiramente criativa nasce da imaginação criativa, e este é – em última análise – um processo irracional que transcende a compreensão da lógica humana.”

 “É bem conhecido que cientistas e matemáticos desenvolveram uma linguagem críptica, uma linguagem tão esquiva, tão fugitiva e, no entanto, tão essencialmente cósmica que forma um modo de comunicação quase cabalístico, muitas vezes mal interpretada por seus próprios iniciados! Nossa posição não é tão desesperada, pois estamos lidando principalmente com o complexo corpo-mente em sua relação com o universo, e o corpo-aspecto está profundamente enraizado no solo do sentimento. Nossa mente pode não compreender, mas nas camadas mais profundas do subconsciente onde a humanidade compartilha um leito comum, há um reconhecimento instantâneo. Da mesma forma, um mago concebe sua cerimônia em harmonia com as forças que ele deseja invocar, portanto, um autor deve prestar considerável atenção à criação de uma atmosfera adequada para suas operações. As palavras são seus instrumentos mágicos, e suas vibrações não devem produzir um ruído meramente arbitrário, mas uma elaborada sinfonia de reverberações tonais que provocam uma série de ecos cada vez mais profundos na consciência de seus leitores. Não se pode enfatizar ou superestimar a importância desta forma sutil de alquimia, pois é nas nuances, e não necessariamente nos significados racionais das palavras e números empregados, que reside o mago. Além disso, é muito frequentemente na sugestão de certas palavras não utilizadas, ainda indicadas ou empregadas por outras palavras sem relação direta com elas, que se produzem as definições mais precisas. O edifício de uma construção real pode às vezes ser criado apenas por uma arquitetura de ausência, onde o edifício real é ao mesmo tempo revelado e escondido por uma estrutura alienígena assombrada por probabilidades. Estas são legiões, e é a faculdade criativa do leitor – desperto e ativo – que pode povoar a casa com almas. Portanto, este livro pode significar muitas coisas para muitos leitores, e diferentes coisas para todos; mas para nenhum pode significar nada, pois a casa é construída de tal maneira que nenhum eco pode ser perdido.”

…continua em Vislumbres do Novo Arco

 

Fonte: Glimpses Through the Ninth Arch.

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-sexual/entendendo-as-tres-trilogias-tifonianas/