O Mago e o Feiticeiro

Minha intenção aqui não é iniciar uma polêmica a respeito do significado desses dois termos segundo diferentes autores. Também não estou diminuindo o ofício de um ou de outro, seja qual for a definição utilizada. Aprecio a sua visão a respeito do tema, mesmo que ela seja diferente da que aqui apresento. Tampouco desejo estabelecer conclusões definitivas sobre o tópico. Esclarecidos esses pontos, partirei para uma análise cujo intuito é uma reflexão saudável, que não intenciona impor o “melhor caminho”, pois a via de cada um é totalmente pessoal.

Seja na magia tradicional ou na Magia do Caos, muito ouvimos falar em feitiços, sistemas, rituais, receitas ou fórmulas, que podem variar em denominações e níveis de complexidade na execução. Muitos rituais da magia tradicional são belíssimos e ricos em simbologia, sendo que há aqueles que podem demorar longas semanas ou meses, até que se alcance um importante objetivo. Na Magia do Caos é comum a utilização dos sigilos e servidores, que podem resolver alguns problemas simples com rapidez. O método ou o tempo de duração podem depender de inúmeros fatores, sendo alguns dos mais relevantes a dificuldade da operação e as entidades envolvidas.

Existem rituais e feitiços para praticamente tudo: amor, dinheiro, cura, só para citar alguns. No ocultismo você estuda as correspondências para saber quais cores, aromas, etc, atingem o inconsciente com mais eficácia, para aumentar as chances de sucesso de certa operação. Uma magia cujo tempo de preparação é mais longo também influencia diretamente em aumentar a confiança do magista para que seu objetivo se realize, o que é fundamental.

Na magia tradicional o enfoque geralmente está nos estudos das simbologias mais adequadas, o entendimento do aspecto filosófico e a aplicação de todos esses fatores no desenvolvimento de uma magia cerimonial altamente elaborada, que poderá influenciar tanto o mundo material como a mente, no momento em que as conexões da mente do mago com a mente do mundo são estabelecidas.

No caoísmo costuma-se realizar experimentos para saber qual tipo de método poderá ser empregado para cada indivíduo. Considerando-se que cada pessoa possui uma visão de mundo e uma experiência de vida diferenciadas, seria natural supor que as influências externas as afetam de modos diversos, mesmo que em alguns momentos isso possa ocorrer num nível sutil. O caoísmo explora essas sutilezas visando mais o resultado do que as explicações por trás do processo. Tais explicações podem ser exploradas numa busca de potencializar o resultado como um entendimento relativo, não com o objetivo de sistematizar essas diretrizes através da criação de um sistema absoluto e determinado que funcione para todos.

Acredito que tanto a metodologia da magia tradicional como a do caoísmo são admiráveis, e ambas possuem seu mérito. Há momentos em que as duas se relacionam, uma utilizando técnicas da outra. Novamente, a escolha de uma linha de magia depende completamente das inclinações da pessoa, e não porque amarelo é melhor que laranja ou uvas são mais gostosas que melancias. Eventualmente praticantes da magia tradicional podem concluir que realmente o amarelo seja mais eficaz que o laranja em dada ocasião (mesmo que o magista odeie o amarelo e a cor lhe traga lembranças ruins), e sejam capazes de montar diversos quebra-cabeças do mundo para explicá-lo. Mas como os caoístas enxergam a realidade mais como um caos dançante e livre do que como uma equação a ser solucionada, talvez não seja uma questão de definir se o mundo é redondo ou quadrado, mas de ter a consciência do formato da armação de nossos óculos que enxerga o mundo dessa maneira. No final, seria extremamente agradável se tudo fosse um quebra-cabeça dançante. Assim, as duas visões seriam reconciliadas, como deseja o Princípio da Polaridade do Caibalion.

Seja qual for a sua abordagem, há realização de feitiços em muitas linhas de magia, religiões e nos mais variados sistemas e subsistemas filosóficos, herméticos e na simpatia da esquina. Para a preparação de algo assim, alguns partem de uma abordagem mais pessoal e realização de testes; outros de técnicas mais gerais, cerimoniais e altamente filosóficas.

O problema começa quando passam a existir apenas duas opções que determinem a eficácia mágica:

1- Sua magia deu certo. Você foi bem sucedido.

2- Sua magia deu errado. Você falhou.

Muitos pensam que ser bem sucedido num grande número de feitiços torna a pessoa um bom mago. Isso não é verdade. Isso faz dela um bom feiticeiro. As duas áreas estão relacionadas, mas não são a mesma coisa. De modo análogo, a habilidade de ser rápido em cálculos não torna alguém automaticamente um bom matemático. Pode ser que um matemático seja meio lento em operações aritméticas, mas possua um raciocínio lógico fenomenal para enxergar padrões em diversas áreas da matemática e relacioná-las.

Ser bom em feitiços pode ajudar um mago, mas isso não é tudo. Não é nem o começo. O princípio é perguntar-se: “Em primeiro lugar, por que eu preciso de feitiços? Estou insatisfeito com o mundo? Ou comigo mesmo? O mundo precisa mudar? Ou eu preciso mudar?”.

Nós temos a tendência a pensar que somos o centro do universo e que o mundo existe somente para nos servir. Então quando as coisas não ocorrem conforme nossa vontade ficamos tristes ou furiosos, e desejamos alterar algo lá fora rapidamente, para que o “equilíbrio seja restabelecido”, como se o equilíbrio ideal fosse sempre a satisfação imediata de todos os nossos desejos.

Não estamos sozinhos. Nossa família, nosso círculo de amigos e nossa comunidade não são tudo o que existe. Além de bilhões de pessoas, há tantos outros seres vivos, substâncias orgânicas e inorgânicas que compõem a biosfera que, por melhores que sejam nossas intenções de realizar uma magia para ajudar a nós mesmos ou a alguém, seria um desafio além de nossas forças possuir a sabedoria absoluta que determinaria quais são as ações corretas e incorretas que estariam de acordo com um “equilíbrio do universo” – sendo que até este poderia ser um “equilíbrio dinâmico”, em constante mutação.

Sabendo que não possuímos a sabedoria infinita, seria lógico entender que, por essa razão, tampouco possuímos poder infinito. Isso geraria um desequilíbrio imenso. Ter poder sem a sabedoria para usá-lo seria um perigo para os outros e para nós mesmos.

Portanto, espero que da próxima vez que um feitiço seu não dê certo, você se sinta grato. Seria realmente terrível se você fosse capaz de sair por aí alterando todas as coisas do mundo conforme sua vontade. Sabedoria e poder nem sempre evoluem proporcionalmente em todos os graus que se almeja, como ocorreu na obtenção do poder das bombas, sem a sabedoria para usar adequadamente o conhecimento das reações nucleares. Sendo assim, certas capacidades adquiridas poderiam lhe trazer solidão imensa e outros efeitos colaterais. A natureza muitas vezes freia a eficácia de algumas magias suas realizadas sem a devida sabedoria, para sua proteção e segurança, mesmo que isso lhe traga insatisfação.

Muitos magistas se tornam obcecados com a realização de feitiços, a ponto de pensar que isso é tudo o que existe no campo da magia, ou que feitiços são a magia em si. Eles são somente uma das manifestações dela.

Alguns praticantes se frustram quando cometem muitos erros, principalmente no início, e logo concluem que magia “não existe”, que é “lenda”, “não funciona”, e acham que tudo o que fizeram foi bobagem ou perda de tempo. Há também aqueles que realizam um número espetacular de acertos logo em suas primeiras experiências e se empolgam muito. Mas ao sinal do primeiro erro perdem a confiança e começam a se questionar se tudo aquilo não foi apenas “coincidência”. Sua crença no processo é abalada, e a partir daí muitos erros ocorrem em sequência, como um efeito dominó.

Para ser um bom feiticeiro é altamente desejável ser um bom mago, embora um bom magista não precise necessariamente ser exímio em feitiços. O Mago compreende que ele não é um indivíduo isolado e que sua sabedoria não é infinita. Por isso, ele entenderá com serenidade que muitos feitiços seus não irão dar certo e nem devem.

Agora nós iremos ainda mais longe na análise. Um feiticeiro que acerte mais de 60% de seus feitiços é bom, certo? E um que acerte mais de 80% seria ótimo, correto?

Não é bem assim. Até mesmo no caso de feitiços, as coisas não podem ser medidas apenas em termos de acertos e falhas. Quando se realiza um processo mágico, o efeito obtido não é apenas um resultado concreto e facilmente mensurável. Você alterou a ordem de algumas coisas lá fora, e também dentro de si mesmo.

Um feitiço seu que falhe na esfera física poderá deixar uma carga residual positiva em sua mente que contribua para a eficácia de seu próximo feitiço, caso você tenha a compreensão de que é completamente natural haver falhas e que isso não depende diretamente da sua falta de habilidade. Há inúmeros fatores em jogo. Se ao não obtiver o que deseja você pensar “Não aconteceu porque afetaria negativamente em outras partes, então eu me sinto grato”, a carga residual irá lhe favorecer, então uma parte do feitiço funcionou, pela sua sabedoria em não carregar erros físicos para a esfera mental.

Para aqueles que não se dão bem com a aparente “roda da fortuna” dos feitiços, e que não desejam transformá-la numa “roleta russa”, que retire toda sua empolgação em praticar a magia, sugiro começar com processos mais simples e mais subjetivos, como rituais para fortalecer sua confiança e coragem.

Há naturalmente pessoas com mais facilidade em obter um maior número de “acertos mensuráveis” em feitiços, mas aqueles com dificuldades não devem se desanimar, pois nada que um treino intensivo e dedicado não resolva.

Mas talvez você não seja o tipo de “mago feiticeiro”. Embora tantos grimórios possam sugerir que essa é a única categoria de magista que existe, há outras possibilidades¹. Quem sabe você não se sinta confortável, emocionalmente e filosoficamente falando, com a realização desse tipo de magia. Há os magos que defendem que a realização de feitiços vai “contra seus princípios” de aceitar a realidade como ela é e não lutar contra ela, que seria uma filosofia mais ligada ao taoísmo e budismo.

Quando você muda sua atitude mental para se harmonizar com o mundo da forma que ele nos é apresentado, nem sempre precisa realizar uma alteração mais radical lá fora (que seria o wu wei, ação pela não ação). Já no caso do budismo, você não busca diretamente poderes supramundanos. Pode acontecer de esbarrar neles ao longo da meditação, e tê-los não é considero bom e nem ruim.

Então um mago que não realiza feitiços não realiza magias? Ele realiza. O Mago é um indivíduo capaz de executar a mais poderosa alquimia: a interna, com a alteração de sua percepção do mundo e de si mesmo. Através disso, ele poderá obter o poder mais fabuloso e cobiçado: a felicidade. E essa felicidade pode ser até mesmo a capacidade de entender que ele não precisa estar feliz em todos os momentos para ser feliz, por mais paradoxal que possa parecer essa afirmação (há quem chame essa “alegria pela transitoriedade da alegria” de bem-aventurança).

Em vez de fazer o vento parar, o Mago poderá ser como a rocha, que não se abala com o sopro do vento. Ou como a árvore, que pode até se dobrar, mas não se quebrar. Há acontecimentos que poderão derrubar o nosso corpo, como a própria morte, ou até tocar a nossa mente, mas o Mago não permitirá que atinja seu espírito.

Quando entendemos que nosso espírito não é só nosso, mas está em tudo, vemos que coisas como dinheiro, saúde, pessoas ou até mesmo a felicidade não nos pertencem para que possam ser agarrados ou aprisionados. Feitiços são formas de engaiolar o pássaro por mais algum tempo. Semanas? Anos? Décadas? Um dia irá alçar voo. O Mago não engaiola a felicidade. Ele aquieta sua mente para voar com ela.

[¹Para quem deseja um exemplo de uma magia não centrada nos feitiços, aqui nós trabalhamos com uma linha de fábulas que inspiram a vivência espiritual, técnica já utilizada em tantos livros sagrados. As fábulas se relacionam a grimórios que sistematizam a porção ontológica e mágica dos sistemas. No que concerne à mente, o limite é a imaginação. Para os que não entenderam como funciona, explicarei possivelmente no meu próximo post].

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-mago-e-o-feiticeiro

Curso de Tarot e História da Arte em São Paulo

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

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Muita gente tem escrito emails pedindo mais detalhes sobre os cursos de Tarot em São Paulo nos dias 19 e 20 de Maio. Bem, em primeiro lugar, se vocês estão procurando um curso para aprender a “prever o futuro”, esqueçam; podem pular fora e procurar esses milhares de “tarólogos” que tem aos baldes por ai no orkut. O Tarot é uma ferramenta magística e de auto-conhecimento nobre demais para ser usada dessa maneira tão simplória.

No curso de Arcanos Maiores, utilizo 18 tarots diferentes. Estudamos cada um dos 22 Caminhos da Árvore da Vida e sua correlação simbólica e imagética com cada Arcano do Tarot. Observe as 5 figuras acima, do Mago. O que elas têm de semelhante? no que diferem? por quê? O que representam estes objetos? e as cores?

Começamos pelo Visconti-Sforza, do século XIII, que une a simbologia dos Trionfi renascentistas à estrutura da Árvore da Vida. Em seguida, o tradicional Tarot de Marselha (1560), Rider Waite (1909), Golden Dawn (duas versões), Tarot de Papus, Tarot Egípcio e Tarot de Toth (Crowley). Isto nos dá uma noção muito clara de como os Arcanos se desenvolveram ao longo da história da magia e quais são as principais escolas; suas diferenças e semelhanças.

Também estudamos o Tarot Mitológico, Sephiroth Tarot (cabalístico), Tarot de Lenormand (que originou o que se conhece por “Baralho Cigano” e o Tarot das Bruxas (usado pelas wiccas) e mais quatro ou cinco tarots modernos que eu vario de curso para curso para exemplificar a visão de outras culturas (celta, africano, dos orixás, etc). Somente com esta visão de conjunto é possível compreender a magnitude do tarot e as maneiras como ele pode ser utilizado em rituais e no seu altar pessoal.

Eu também ensino a fazer a leitura do Tarot tradicional, pelo método da Cruz Celta, mas normalmente quando se chega nessa parte do curso, a maioria dos alunos já percebeu que existem usos bem mais interessantes e poderosos do tarot do que apenas o de fazer leituras.

Arcanos Menores

No curso de Arcanos Menores, eu recomendo que a pessoa tenha feito Kabbalah primeiro e, se possível, Astrologia Hermética, pois os Arcanos Menores são praticamente um curso intermediário destas matérias.

É possível fazê-lo sem ter estes pré-requisitos, mas como CADA Arcano Menor é a representação de uma Sephira de um Elemento (10 esferas x 4 elementos = 40 Arcanos menores) e ao mesmo tempo a combinação de um Planeta em um Signo, a compreensão de todo o conjunto da obra hermética, alquimista e astrológica se faz com os 3 cursos (ex. O “Dois de Bastões” é Hochma na Árvore do Fogo/Marte em Áries e os Arcanos da Corte são as energias intermediárias do Zodíaco: Áries-Touro é o Cavaleiro de Moedas, Escorpião-Sagitário é o Rei de Bastões/Ofiúco, e assim por diante, totalizando 12 Arcanos + as 4 Princesas/Pagens, que são as energias elementais puras).

Como a maioria dos tarots utiliza a representação literal nos menores, eu utilizo cinco decks para o Curso de Arcanos Menores (Marselha, Rider-Waite, Mitológico, Crowley e Sephiroth).

Informações e Reservas: marcelo@daemon.com.br

#Cursos #Tarot

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Cursos no Segundo Semestre

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Salve,

Copa e Eleições não ajudaram muito este ano, e estas foram as datas que eu consegui para marcar os cursos em SP. Assim que eu reservar local e datas eu aviso de cursos fora de SP.

Julho

19/07 – Kabbalah – SP

20/07 – Astrologia Hermética I – SP

Agosto

02/08 – Runas – SP

03/08 – Astrologia Hermética II – SP

30/08 – Tarot e História da Arte (Arcanos Maiores) – SP

31/08 – Tarot e História da Arte (Arcanos Menores) – SP

Novembro

01/11 – Kabbalah

02/11 – Astrologia Hermética I

29/11 – Tarot e História da Arte (Arcanos Maiores)

30/11 – Tarot e História da Arte (Arcanos Menores)

Aconselho não deixar para a última hora.

informações: marcelo@daemon.com.br

PS: Estou fechando locais para os Cursos de Runas e tarot dias 15-16-17/Agosto em Belo Horizonte e de Tarot dias 06-07/Set em Brasilia. Aviso assim que confirmar.

#Cursos

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Agradecimento aos Alunos dos cursos de 2013

Fotos-2013

Dia 15/12 encerramos o ano de 2013 com o Curso Avançado de História da Arte em SP. Queria agradecer a todos os alunos de Kabbalah, História da Arte e Tarot, Astrologia, Qlipoth e Imagens da Alquimia.

Ano que vem estaremos juntos novamente.

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#Cursos

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Curso de Kabbalah e Astrologia em Porto Alegre

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21/4 – Kabbalah

22/4 – Astrologia Hermética

Horário: Das 10h00 as 19h00

Informações: marcelo@daemon.com.br

KABBALAH

Este é o curso recomendado para se começar a estudar qualquer coisa relacionada com Ocultismo.

A Kabbalah Hermética é baseada na Kabbalah judaica adaptada para a alquimia durante o período medieval, servindo de base para todos os estudos da Golden Dawn e Ordo Templi Orientis no século XIX. Ela envolve todo o traçado do mapa dos estados de consciência no ser humano, de extrema importância na magia ritualística.

O curso abordará as diferenças entre a Kabbalah Judaica e Hermética, a descrição da Árvore da Vida nas diversas mitologias, explicação sobre as 10 Sephiroth (Keter, Hochma, Binah, Chesed, Geburah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malkuth), os 22 Caminhos e Daath, além dos planetas, signos, elementos, cores, sons, incensos, anjos, demônios, deuses, arcanos do tarot, runas e símbolos associados a cada um dos caminhos.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– A Árvore da Vida em todas as mitologias.

– Simbolismo e Alegorias na Kabbalah

– Descrição e explicação completa sobre as 10 esferas (sefirot).

– Descrição e explicação completa sobre os 22 caminhos.

– Cruzando o Abismo (Véu de Paroketh).

– Alquimia e sua relação com a Árvore da Vida.

– O Rigor e a Misericórdia.

– A Estrela Setenária e os sete defeitos capitais.

– Cores, metais, incensos,

– Construção do Templo Astral e exercícios relacionados.

– Letras hebraicas, elementos, planetas e signos.

– Sigilações envolvendo a Kabbalah.

ASTROLOGIA

A Astrologia é uma ciência que visa o Autoconhecimento através da análise do Mapa Astral de cada indivíduo. Conhecido pelos Astrólogos e Alquimistas desde a Antigüidade, é um dos métodos mais importantes do estudo kármico e um conhecimento imprescindível ao estudioso do ocultismo.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– Introdução à Astrologia,

– os 7 planetas da Antigüidade, Ascendente e Nodos

– os 12 Signos,

– as 12 Casas Astrológicas,

– leitura e interpretação básica do próprio Mapa Astral.

Cada aluno recebe seu próprio Mapa Astral (precisa enviar antecipadamente data, hora e local de nascimento) para que possa estudá-lo no decorrer do curso.

#Astrologia #Cursos #Kabbalah

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Cursos de Kabbalah, Astrologia e Tarot – Dezembro 2010

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11/12 – Tarot (Arcanos Maiores) voltado para a Kabbalah – (Porto Alegre)

12/12 – Chakras, Kundalini e Magia Sexual – (Porto Alegre)

18/12 – Runas – Magia Rúnica, Talismãs e Escrita Rúnica (São Paulo)

19/12 – Astrologia II – Aspectações, Sinastria e Escolha de Datas (São Paulo)

Continue lendo para detalhes.

No final do Ano eu sempre faço os Cursos mais específicos que, embora tenham uma procura menor, são os que eu mais gosto de ministrar porque estudam aspectos mais profundos da magia.

O Curso de Tarot que desenvolvi provavelmente é único aqui no Brasil. Aborda os 22 Arcanos Maiores utilizando-se de 15 Tarots diferentes (Marselha, Rider-Waite, Mitológico, Toth, Hermetico, 2 versões da Golden Dawn, Wiccan, egipcio (2 versões), africano, celta e outros nacionais) para comparar aspectos de imagem, simbolos e correspondências entre eles, bem como um estudo aprofundado destes arcanos em correspondência à Árvore da Vida e a Kabbalah Hermetica.

Como está mais complicado para mim viajar para fora de SP, por conta da pequena Lillith, preparei este curso para quem também não estudou Kabbalah Hermética ainda, de modo a deixá-lo mais completo para o estudante de ocultismo. Também faço as correlações entre os arcanos e ordens iniciáticas e os Caminhos na Árvore da Vida.

O curso de Chakras é muito útil para médiuns, para homens e mulheres que desejam começar a estudar o Tantra e magia sexual e para casais que estejam planejando ter filhos nos próximos anos, dentro dos conceitos magísticos de criação.

O Curso de Runas também é um dos meus favoritos, pois a magia rúnica é uma das mais práticas e eficientes que existe; uma linguagem simbólica que pode ser combinada tanto em sigilos quanto em talismãs ou traçados mágicos com efeitos praticamente imediatos. Para quem já estudou a Kabbalah Hermética, este curso é um excelente complemento, pois o aluno verá o trajeto na Árvore da Vida (Yggdrasil) feito de uma outra maneira, com aspectos culturais diferentes, por conta do clima e da cultura dos povos nórdicos. Runas podem ser combinadas tanto com o tarot quanto com a magia cabalística.

O Curso de Astrologia II lida com aspectos práticos da Astrologia e o aprofundamento do estudo do mapa: As Aspectações mostram as combinações energéticas de dois planetas; a Sinastria mostra como dois mapas astrais combinam ou desarmonizam entre si e finalmente, as eleições de datas para fins magísticos e o estudo do que vulgarmente se conhece como Horóscopo. Este curso é voltado para quem já tem boas noções dos Planetas, Signos e Casas.

Informações no email de sempre: marcelo@daemon.com.br

#Cursos

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cursos-de-dezembro-2010

II Simpósio Brasileiro de Hermetismo

O II Simpósio Brasileiro de Hermetismo e Ciências Ocultas, que será realizado nos dias 23, 24 e 25 de junho de 2011, tem por objetivo trazer estudos mais aprofundados à Ciência Hermética. Com apoio da Associação Educacional Sirius-Gaia e do Projeto Mayhem, o evento tem como tema geral a discussão sobre as práticas ocultistas.

A Programação deste ano será composta de Palestras e Workshops com alguns dos mais importantes estudiosos de Hermetismo, Ordens Iniciáticas e Magia no Brasil.

PROGRAMAÇÃO
23/jun/2011

08:30 – 08:50 – Abertura Oficial

08:50 – 10:50 – Astrologia Hermética – Marcelo Del Debbio

11:00 – 12:45 – Umbanda, Xamanismo e Magia – Alexandre Cumino

12:45 – 14:00 – Almoço

14:00 – 16:00 – O Tarot de Crowley e a Magia Sexual Thelemica – Frater Goya

16:00 – 16:30 – Coffe Break

16:30 – 18:00 – Magia no Islamismo – Mário Alves da Silva Filho

18:00 – 20:00 – Xamanismo: O Arquétipo do Animal de Poder – Fernando Maiorino

20:00 – Jantar de Confraternização

24/jun/2011

09:00-11:00 – Arquitetura Sagrada: Simbologia, Geometria e o Ser – Márcio Lupion

11:10 – 12:40 – I Ching, do Xamanismo ao Computador – Gilberto Antônio Silva

12:40 – 13:50 – Almoço

13:50 – 15:50 – Magia Egípcia: O Novo Equinócio dos Deuses – Frater Goya

15:50 – 16:10 – Coffe Break

16:10 – 18:10 – Escolas iniciáticas da Kabbalah: Judaica, Cristã, Hermética, Maçônica e Mágica – Edmundo Pellizzari

18:15 – 20:15 – Mesa Redonda – O lado místico das religiões: Sufismo, Hinduismo, Cristianismo e Judaísmo

25/jun/2011

09:00 – 11:00 – A Felicidade segundo a ótica da Magia Cerimonial – André Calladan

11:10 – 12:45 – Magia do Budismo Esotérico – Renan Romão

12:45 – 14:00 – Almoço

14:00 – 14:55 – Visão da Teosofia sobre os 7 raios – Carlos B. Conte

15:00 – 16:00 – As 7 raças humanas – Carlos B. Conte

16:00 – 16:30 – Coffe Break

16:30 – 18:00 – LHP – O Caminho da Mão Esquerda – Adriano Camargo

18:00 – 19:30 – Projeção Astral – Lázaro Freire

PALESTRANTES
Adriano Camargo – Autor do “Sistemagia” e “Cabala Draconiana”, membro da Dragon Rouge e um dos pouquíssimos caras sérios em LHP no Brasil.

Alexandre Cumino – autor de “A História da Umbanda” e editor do “Jornal da Umbanda Sagrada”. Um dos sacerdotes mais respeitados no Brasil.

Carlos Basílio Conte – Membro da Sociedade Teosófica e Secretário de Cultura da Maçonaria, autor dos livros: “Magia Cerimonial” e “Pitagoras- Ciencia e Magia na Antiga Grecia”.

Edmundo Pellizzari – Prof. Edmundo Pellizzari é teologo (BD, BTh, OCR) com formação em estudos biblicos e judaicos.

Durante trinta anos estudou a Mistica Judaica (Kabalah) em institutos internacionais e com mestres tradicionais. E membro da Order of Corporate Reunion, da Order of Christian Renewal e da Apostolic Church of the Divine Mysteries.

Fernando Maiorino – Fundador e Presidente da Associação Educacional Sírius-Gaia (AESG). Orientador Espiritual em Umbanda Natural, vertente filosófica trazida por seus Guias Espirituais há uma década.

Frater Goya – Mais conhecido nos meios internéticos, é o fundador do Círculo Iniciático de Hermes (CIH). Já postei entrevistas com ele.

Gilberto Antônio Silva – Estudioso de filosofias e culturas orientais desde 1977, pesquisou e analisou com profundidade a cultura e o modo de pensar oriental, especialmente o Taoísmo. É atual Coordenador Editorial da revista Medicina Chinesa Brasil e Editor-responsável do jornal Saúde & Longevidade.

Marcelo Del Debbio – Arquiteto com especializações em Semiótica, História da Arte e História das Religiões Comparadas. Autor da Enciclopédia de Mitologia e coordena o blog “Teoria da Conspiração” e o Projeto Mayhem. É autor da Wikipedia de Ocultismo, com cerca de 5.000 verbetes.

Márcio Lupion – Discipulo da Maha Yoga Chegada ao Ramana Ashram do Brasil Swami Sri Maha Krishna – Aprende as 4 yogas, Bakti, Raja, Jnana e Karma Yoga. Iniciado no budismo tibetano com Chagdud Tulku Rinpoche, Templo Odsal Ling, São Paulo, SP.

Mário Alves da Silva Filho – Pratica e estuda o Sufismo ha mais de 15 anos, tendo sido membro das seguintes Ordens Sufis (Turuq): Attasiyya (foi o representante – Muqadam – para o Brasil), Khalwatiyya al-Jerahiyya e Ahmadiyya at-Tijaniyya (é membro desta atualmente). Viajou pela Turquia, Irã, Iraque e Arábia Saudita entrando em contato com diversos Shaykhs da Tradição do Tasawwuf (Sufismo), aprendendo com eles. Dirige o Centro de Estudos Filosóficos e Espirituais Caminho do Oriente (CEFECO). É membro do Grupo de Pesquisas CERAL- Centro de Estudo de Religiões Alternativas de Origem Oriental, Setor de Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP.

Renan Romão – Graduando em Psicologia e Letras (FFLCH-USP), estuda Magia e Misticismo atraves de diversas tradicoes ocidentais e orientais sob a luz do Iluminismo Cientifico. Maçom, membro da ARLS “Estrela do Brasil” n°4321 GOB/GOSP, representante do CALEN/SP e membro-fundador da Confraria de Estudos Antigos.

Informações e inscrições:
http://www.simposiohermetismo.com.br/

#Mayhem #Palestras #SiriusGaia

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Palestra sobre Kabbalah na Loja Teosófica Liberdade

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Sexta feira, 23/12, às 20h, palestra com Marcelo Del Debbio “A Kabbalah e os Deuses de Todas as Mitologias” na Loja Teosófica Liberdade, Rua Anita Garibaldi, 29 – 10ºandar – Centro – São Paulo.

Evento gratuito, recomendo chegar 30min antes.

Cursos de Dezembro/2012

01/12 – Kabbalah – SP-Vergueiro

02/12 – Astrologia Hermética – SP-Vergueiro

08/12 – Runas, Talismãs e Magia Nórdica – SP-Vergueiro

09/12 – Chakras, Kundalini e Magia Sexual – SP-Vergueiro

10/12 e 17/12 – Kabbalah – Templo AyaSofia (das 20h às 23h)

11/12 e 18/12 – Astrologia Hermética – Templo AyaSofia (das 20h às 23h)

16/12 (domingo) – Astrologia Hermética II – SP-Templo AyaSofia

Informações: marcelo@daemon.com.br

#Cursos #Palestras

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Curso de Tarot e História da Arte – Jan/2013

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No curso de Arcanos Maiores, utilizamos 18 tarots diferentes, do século XIV aos taros mais importantes do século XX. Estudamos cada um dos 22 Caminhos da Árvore da Vida e sua correlação simbólica e imagética com cada Arcano do Tarot. Observe as 5 figuras acima, do Mago. O que elas têm de semelhante? no que diferem? por quê? O que representam estes objetos? e as cores?

Começamos pelo Visconti-Sforza, do século XIV, que une a simbologia dos Trionfi renascentistas à estrutura da Árvore da Vida. Em seguida, tarots das escolas italianas e francesas do século XV e XVI, que resultaram no tradicional Tarot de Marselha (1560), Rider Waite (1909), Golden Dawn (duas versões), Tarot de Papus (Boêmios), Tarot Egípcio, Tarot Alquímico e Tarot de Thoth (Crowley). Isto nos dá uma noção muito clara de como os Arcanos se desenvolveram ao longo da história da magia e quais são as principais escolas; suas diferenças e semelhanças.

Também estudamos o Tarot Mitológico, Sephiroth Tarot (cabalístico) e mais quatro ou cinco tarots modernos que eu vario de curso para curso para exemplificar a visão de outras culturas (celta, africano, dos orixás, etc). Somente com esta visão de conjunto é possível compreender a magnitude do tarot e as maneiras como ele pode ser utilizado em rituais e no seu altar pessoal.

Eu também ensino a fazer a leitura do Tarot tradicional, pelo método da Cruz Celta, mas normalmente quando se chega nessa parte do curso, a maioria dos alunos já percebeu que existem usos bem mais interessantes e poderosos do tarot do que apenas o de fazer leituras.

Arcanos Menores

No curso de Arcanos Menores, eu recomendo que a pessoa tenha feito Kabbalah primeiro e, se possível, Astrologia Hermética, pois os Arcanos Menores são praticamente um curso intermediário destas matérias.

É possível fazê-lo sem ter estes pré-requisitos, mas como CADA Arcano Menor é a representação de uma Sephira de um Elemento (10 esferas x 4 elementos = 40 Arcanos menores) e ao mesmo tempo a combinação de um Planeta em um Signo, a compreensão de todo o conjunto da obra hermética, alquimista e astrológica se faz com os 3 cursos (ex. O “Dois de Bastões” é Hochma na Árvore do Fogo/Marte em Áries e os Arcanos da Corte são as energias intermediárias do Zodíaco: Áries-Touro é o Cavaleiro de Moedas, Escorpião-Sagitário é o Rei de Bastões/Ofiúco, e assim por diante, totalizando 12 Arcanos + as 4 Princesas/Pagens, que são as energias elementais puras).

Como a maioria dos tarots utiliza a representação literal nos menores, eu utilizo cinco decks para o Curso de Arcanos Menores (Marselha, Rider-Waite, Mitológico, Crowley e Sephiroth).

Local: R. vergueiro, 2949 – prox. ao metro Vila Mariana

Datas: 26/01 – Arcanos Maiores

27/01 – Arcanos Menores

Das 10h as 18h

Não possuem pré-requisitos.

Valores: R$ 160,00 (um curso), R$300,00 (dois cursos)

Informações e Reservas: marcelo@daemon.com.br

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/curso-de-tarot-e-hist%C3%B3ria-da-arte-jan-2013

O Caibalion: uma nova tradução

As Edições Textos para Reflexão desta vez trazem a você o grande clássico do hermetismo moderno, O Caibalion.

Escrita e publicada no início do século 20 por estudantes anônimos do hermetismo, esta obra introdutória traz preceitos e axiomas do antigo hermetismo, comentados e explicados para uma nova era e um novo público. Publicado originalmente em inglês, nos EUA, este Caibalion é mesmo um fruto de nosso tempo, porém ele se refere a outro Caibalion, bem mais antigo e oculto, que se perdeu nos anais da história, mas que se encontra preservado nas mentes e nas almas de todos aqueles que não deixaram morrer a chama. Acaso deseje se tornar um jogador no jogo de tabuleiro da vida, e não mais mera peça a ser movida pelas circunstâncias e influências externas, este pequeno livro cheio de luz pode ser o seu guia nas noites mais escuras.

Disponível em e-book e versão impressa :

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À seguir, trazemos um trecho do Cap. I – A Filosofia Hermética:

Nos primeiros tempos, havia uma compilação de algumas Doutrinas Herméticas Básicas, passadas de instrutor a estudante, que ficaram conhecidas como O Caibalion, cujo exato significado do termo esteve perdido por muitos séculos. Este ensinamento, entretanto, é conhecido por muitos seres ao qual ele foi derramado ao longo dos séculos, de lábios a ouvidos, sempre escoando pelo tempo. Até onde sabemos, os seus preceitos nunca foram escritos ou impressos. Se tratava de uma mera coleção de máximas, axiomas e preceitos, que soavam incompreensíveis aos estrangeiros das ordens, mas que eram prontamente assimilados pelos estudantes assim que o seu conteúdo era explicado e exemplificado pelos Iniciados aos seus Neófitos.

Tais ensinamentos constituíam de fato os princípios básicos da Arte da Alquimia Hermética, que, ao contrário da crença popular, se baseia no domínio das Forças Mentais, e não dos Elementos Materiais – portanto, a Alquimia não fala da transmutação de um tipo de metal em outro, mas da transmutação de um tipo de Vibração Mental em outra. As lendas acerca da Pedra Filosofal, que transformava qualquer metal comum em Ouro, falavam tão somente de uma alegoria relacionada à Filosofia Hermética, facilmente compreendida por quaisquer estudantes do verdadeiro Hermetismo.

Neste pequeno livro, cuja Primeira Lição é esta, nós convidamos nosso estudante a examinar os Ensinamentos Herméticos, conforme expostos no Caibalion e explicados por nós, humildes estudantes dos Ensinamentos (e que, apesar de carregarem o título de Iniciados, são tão somente estudantes prostrados aos pés de Hermes, o Mestre). Assim, nós lhe oferecemos muitas das máximas, dos axiomas e dos preceitos do Caibalion, acompanhados de explicações e comentários que acreditamos servir de auxílio para a compreensão do estudante moderno, particularmente porque o texto original se encontra propositalmente velado em muitos termos obscuros.

As máximas, axiomas e preceitos originais do Caibalion estarão sempre destacados em negrito no restante de nossa obra, e todos eles vêm diretamente dos lábios de Hermes. O restante do texto, sem destaque, pertence a nós. Esperamos que muitos dos estudantes aos quais nós hoje oferecemos esta pequena obra possam tirar tanto proveito do seu estudo e conhecimento quanto aqueles buscadores que já a seguiram através do Caminho do Adepto, ao longo dos muitos séculos que se passaram desde o tempo de Hermes Trimegisto, o Mestre dos Mestres, o Três Vezes Grande:

“Onde se encontram as pegadas do Mestre, os ouvidos daqueles preparados para os seus Ensinamentos se abrem completamente.” – O Caibalion

“Quando os ouvidos do estudante estão preparados para ouvir, logo vêm os lábios para preenchê-los de sabedoria.” – O Caibalion

Assim, conforme indicam os Ensinamentos, a divulgação desta obra se dará na medida em que os seus futuros estudantes se encontrarem em condições de compreendê-la, pois do contrário sequer lhe darão a atenção devida, e ela lhes passará desapercebida, como deve ser. E, segundo a mesma Lei, quando o pupilo estiver devidamente preparado para receber a verdade, então esta pequena obra dará um jeito de chegar ao seu conhecimento.

O Princípio Hermético de Causa e Efeito, em seu aspecto de Lei de Atração, tratará de juntar lábios e ouvidos – e muitos pupilos ainda hão de conhecer este livro.

Que Assim Seja!

#hermetismo #Magia #Ocultismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-caibalion-uma-nova-tradu%C3%A7%C3%A3o