A Dedicação das Crianças

Ritual de bruxaria correspondente ao batismo cristão

“Os cristãos, quando batizam seus filhos, o fazem em geral com a intenção de compromissá-los com o cristianismo, de preferência perpetuamente – e ao próprio ramo particular de cristianismo dos pais. Espera-se via de regra que os filhos endossarão tal compromisso, ratificando-o quando tiverem idade suficiente para aquiescer conscientemente (embora sem maturidade para discernir). Para sermos justos, esses pais – quando não estão meramente acatando uma convenção social – amiúde assim agem porque sinceramente acreditam que isso é essencial para a segurança das almas de seus filhos. Foram ensinados a crer nisso e freqüentemente mediante o medo.

Essa crença segundo a qual existe apenas um tipo de ingresso para o céu e que um bebê precisa recebê-lo com toda a rapidez para sua própria segurança é, evidentemente, estranha a Wicca. A crença de bruxas e bruxos na reencarnação a nega em todos os casos. Mas, independentemente disto, feiticeiras e feiticeiros sustentam o ponto de vista que era virtualmente universal antes da era do monoteísmo patriarcal, a saber, que todas as religiões são diferentes sendas de expressão das mesmas verdades e que a validade delas para qualquer indivíduo depende da natureza e das necessidades deste.

Uma cerimônia Wiccaning para a criança de uma família de bruxos não compromete, portanto, a criança com nenhuma senda em particular, mesmo uma pertencente a Wicca. É similar a um batizado no sentido em que invoca a proteção divina para a criança e ritualmente afirma o amor e o cuidado com os quais a família e os amigos desejam cercar o recém-chegado. Difere de um batizado no fato de especificamente reconhecer que, à medida que a criança se transforma num adulto, decidirá, e realmente terá que decidir, sobre sua própria senda.

Wicca é, acima de tudo, uma RELIGIÃO NATURAL – de modo que pais-bruxos tentarão naturalmente comunicar a seus filhos a alegria e realização que sua religião lhes proporciona, a família toda partilhando inevitavelmente do modo de vida vinculado a essa religião. Partilhar é uma coisa, impor ou ditar é outra, e longe de assegurar a “salvação” de uma criança, pode muito bem retardá-la – isto se, tal como as feiticeiras, você encarar a salvação não como uma espécie de transação instantânea, mas como um desenvolvimento ao longo de muitas existências.

Compomos nosso ritual de Wiccaning dentro desse espírito e achamos que a maioria das bruxas e bruxos concordarão com tal postura.

Sabíamos que a idéia de Ter padrinhos – amigos adultos que manterão um interesse pessoal no desenvolvimento da criança – era uma idéia justificadamente popular e sentimos que uma cerimônia de Wiccaning deveria adotá-la também. A princípio chamamos esses amigos adultos de “Patrocinadores”, a fim de evitar uma confusão com respeito à prática cristã. Mas reconsiderando o assunto posteriormente, percebemos que “patrocinador era uma palavra fria e que não havia motivo algum para que “padrinho” e “madrinha” (desde que god abarcasse goddess/ Padrinho em inglês é GODfather e madrinha GODmother) não servissem a bruxas e bruxos tanto como servem os cristãos. Afinal de contas, consideradas as diferenças de crença (e Deus sabe quanto os cristãos diferem entre si), inclusive a diferença de postura que já mencionamos, a função é a mesma.

Os padrinhos não têm de ser eles mesmos necessariamente bruxos, o que cabe aos pais decidir. Mas precisam, ao menos, simpatizar com a intenção do ritual e tê-lo lido integralmente de antemão, para assegurar que possam fazer as necessárias promessas com toda sinceridade (o mesmo se aplica, afinal, a bruxos e bruxas convidados por amigos cristãos para serem padrinhos num batismo cristão).

Se a Grã Sacerdotisa e/ou o Grão Sacerdote se prestam eles próprios a serem padrinhos, farão as promessas um ao outro nos momentos apropriados, durante o ritual.

Preparação

Se os membros do coven normalmente atuarem despidos, a decisão se assim participarão do ritual ou se farão vestidos caberá aos pais da criança. Num caso ou noutro, a Grã Sacerdotisa usará símbolos da Lua, e o Grã Sacerdote símbolos do Sol.

O círculo é marcado com flores e folhas verdes e o caldeirão colocado no centro, preenchido com as mesmas flores e folhas e talvez também de frutos. Coloca-se à disposição, no altar, óleo de consagração. Somente incenso leve deve ser usado – preferivelmente sob forma de bastão. Os presentes para a criança são postos ao lado do altar, bem como o alimento e as bebidas para uma pequena festa no círculo, depois do ritual.

Os pais devem escolher antecipadamente um “nome oculto” para a criança (isto é, em grade parte, para o próprio benefício da criança; crescendo numa família de bruxos, ele ou ela quase certamente apreciará ter um nome de bruxo ou bruxa particular tal como têm mamãe e papai – e se não for o caso, poderá ser discretamente esquecido até que e a menos que seu detentor queira usá-lo novamente).

O Ritual Para uma Menina

O Ritual de Abertura é realizado normalmente até o fim da invocação do “Grande Deus Cernunnos”, exceto pelo fato de que todos, inclusive os pais e a criança, se colocam no círculo antes do traçado, sentamos num semicírculo próximos do caldeirão e olhando para o altar – cedendo lugar à Grã Sacerdotisa, para que esta trace o círculo em torno deles. Somente a Grã Sacerdotisa e o Grão Sacerdote ficam em pé para conduzir o Ritual de Abertura.

Para reduzir movimento excessivo, que poderia amedrontar a criança, a Grã Sacerdotisa traça o círculo com seu athame, e não com a espada, e ninguém se move com ela, ou imita seus gestos quando ela invoca os Senhores das Atalaias. Ela e o Grão Sacerdote carregam os elementos em torno.

Após a invocação do Grande Cernunnos, a Grã Sacerdotisa e o Grão Sacerdote consagram o vinho. Não o experimental, mas colocam o cálice no altar.

O Grão Sacerdote, em seguida, posta-se diante do altar, encarando o caldeirão. A Grã Sacerdotisa fica pronta para entregar-lhe o óleo, o vinho e a água.

O Grão Sacerdote diz:

“Estamos reunidos neste círculo para pedir a benção do poderoso deus e da gentil deusa para ______________ (nome da menina), a filha de ______________ e ______________, de modo que ela possa crescer em beleza e força, em alegria e sabedoria. há muitas sendas, e cada um tem de encontrar a sua, e portando não buscamos ligar ______________ (nome da menina) à nenhuma senda, enquanto ela é ainda demasiadamente jovem para escolher.
Preferimos pedir ao deus e a deusa, que conhecem todas as senda e aos quais todas as senda conduzem, para abençoá-la, protegê-la e prepará-la ao longo dos anos de sua infância, de sorte que, quando finalmente for verdadeiramente adulta, saiba ela sem alimentar dúvidas ou medo qual sua senda e passe a trilhá-la com contentamento.

______________, mãe de ______________ (nome da menina), adianta-se com ela para que possa ser abençoada.”

O pai ajuda a mãe a se levantar e ambos levam a criança ao Grão Sacerdote, que a toma em seus braços. ele pergunta:

______________ , mãe de ______________ (nome da menina),possui esta tua criança também um nome oculto?

A mãe responde:

Seu nome oculto é ______________

O Grão Sacerdote, então, unta a criança na testa com óleo, fazendo a marca de um pentagrama e dizendo:

Eu unto a ti, ______________ (dizer o nome comum), com óleo e te dou o nome oculto de ______________.

Ele repete a ação com o vinho, dizendo:

Eu unto a ti, ______________ (dizer nome oculto), com vinho em nome do poderoso deus cernunnos.

Repete a ação com a água dizendo:

Eu unto a ti, ______________ (dizer nome oculto), com água em nome da gentil deusa aradia.

O grão sacerdote devolve a criança à sua mãe e, então conduz os pais e a criança a cada uma das atalaias, dizendo:

Vós senhores das atalaias leste (sul, oeste, norte), com efeito apresentamos a vós ______________ (nome comum), cujo nome oculto é ______________ (dizer nome oculto) e que foi devidamente ungida dentro do círculo de wicca. escutai, portanto, que ela se acha sob a proteção de cernunnos e aradia.

O Grão Sacerdote e a Grã Sacerdotisa tomam seus lugares voltados para o altar, com os pais e a criança entre eles. erguem seus braços e invocam cada um por sua vez:

Grão Sacerdote: poderoso Cernunnos, concede a esta criança o dom da força;

Grã Sacerdotisa: gentil Aradia, concede a esta criança o dom da beleza;

Grão Sacerdote: poderoso Cernunnos, concede a esta criança o dom da sabedoria;

Grã Sacerdotisa: gentil Aradia, concede a esta criança o dom do amor;

O Grão Sacerdote, a Grã Sacerdotisa e os pais se voltam para encarar o centro do círculo, e o grão sacerdote então pergunta:

Há duas pessoas no círculo que se apresentariam como padrinhos de ______________ ?

(obs.: se o sacerdote e a sacerdotisa estão se apresentando como padrinhos, ele perguntará, em lugar disso: há alguém no círculo que se apresentará comigo, como padrinhos de______________? e a sacerdotisa responderá: eu me juntarei a vós. em seguida eles olharão um para o outro e trocarão as perguntas e promessas).

Os padrinhos deverão se adiantar e ficar de pé, a madrinha encarando o sacerdote e o padrinho encarando a sacerdotisa.

O sacerdote pergunta para a madrinha:

Tu, ______________ prometes ser uma amiga de ______________ ao longo de sua infância, no sentido de ajudá-la e guiá-la da maneira que ela necessitar; e de acordo com seus pais por ela zelar e amá-la como se fosse de teu próprio sangue até que pela graça de cernunnos e aradia ela esteja pronta para escolher sua própria senda?

A madrinha responde:

Eu, ______________ assim prometo.

A Grã Sacerdotisa pergunta ao padrinho:

Tu, ______________ prometes ser uma amiga de ______________ ao longo de sua infância, no sentido de ajudá-la e guiá-la da maneira que ela necessitar; e de acordo com seus pais por ela zelar e amá-la como se fosse de teu próprio sangue até que pela graça de cernunnos e aradia ela esteja pronta para escolher sua própria senda?

O padrinho responde:

Eu, ______________ assim prometo.

O Grão Sacerdote diz:

O deus e a deusa a abençoaram;
Os senhores das atalaias a reconheceram;
Nós seus amigos lhe demos as boas vinda;
Portanto, ó círculo das estrelas;
Brilha em paz sobre ______________
Cujo nome oculto é ______________
Que assim seja.

Todos dizem: que assim seja!

O Grão Sacerdote diz:

Que todos se sentem dentro do círculo

Todos se sentam, exceto o sacerdote e a sacerdotisa, que experimentam e passam por todos o vinha já consagrado da maneira usual e então consagram e passam a todos os bolos da maneira usual.

A seguir, buscam os presentes, o alimento e as bebidas da festa e se sentam com os outros, daqui em diante passando-se para o informal.

O Ritual Para um Menino

A diferença básica caso a criança seja um menino é que o Grão Sacerdote e a Grã Sacerdotisa trocam suas funções. Ela realiza o enunciado de abertura e executa a unção, o Grão Sacerdote lhe entrega o óleo, o vinho e a água. Ela representa a criança às Atalaias.

A invocação a Deusa e ao deus por seus dons de força, beleza, sabedoria e amor, entretanto, é feita exatamente como a feita para a menina, e na mesma ordem.

A Grã Sacerdotisa convoca os padrinhos para que se apresentem e toma a promessa do padrinho; o Sacerdote toma então a promessa da madrinha.

A Grã Sacerdotisa pronuncia a bênção final.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/paganismo/a-dedicacao-das-criancas/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/paganismo/a-dedicacao-das-criancas/

Bula “In Eminenti apostolatus Specula”

BULA PAPAL DE CLEMENTE XII

SOBRE A MAÇONARIA

CLEMENTE, bispo, servo dos servos de Deus a todos os fiéis, Saudações e Bênçãos Apostólicas.

Uma vez que a divina clemência colocou-Nos, mesmo nossos méritos não estando à altura de tal tarefa, no alto da torre do relógio do Apostolado com o dever de cuidado pastoral confiando em Nós, e tendo sido chamada a Nossa atenção, na medida em que foi concedida a Nós vinda do alto, com incessantes cuidados a todas essas coisas através do qual a integridade da religião ortodoxa é mantida a partir de erros e vícios, impedindo a sua entrada, e pelos quais os perigos de perturbação da maior parte dos tempos são repelidos de todo o mundo católico.

Agora, chegou a Nossos ouvidos, e o tema geral deixou claro, que certas Sociedades, Companhias, Assembléias, Reuniões, Congregações ou Convenções chamadas popularmente de Liberi Muratori ou Franco-Maçons ou por outros nomes, de acordo com as várias línguas, estão se difundindo e crescendo diariamente em força; e que homens de quaisquer religiões ou seitas, satisfeito com a aparência de probidade natural, estão reunidos, de acordo com seus estatutos e leis estabelecidas por eles, através de um rigoroso e inquebrantável vínculo que os obriga, tanto por um juramento sobre a Bíblia Sagrada quanto por uma variedade de severos castigos, a um inviolável silêncio sobre tudo o que eles fazem em segredo em conjunto.

Mas é parte da natureza do crime trair a si própria e para mostrar ao seu próprio clamor. Assim, estas citadas Sociedades ou Convenções têm causado na mente dos fiéis a maior suspeita, e todos os homens prudentes e íntegros tem apresentado o mesmo juízo sobre eles como sendo pervertidos e depravados. Pois se eles não estão fazendo mal, então não deveriam ter um ódio tão grande da luz. De fato, este rumor tem crescido a tais proporções que, em vários países estas sociedades têm sido proibidas pelas autoridades civis como sendo contra a segurança pública, e por algum tempo pareceu terem sido prudentes eliminados.

Por conseguinte, tendo em mente o grande prejuízo que é muitas vezes causado por essas Sociedades ou Convenções não só para a paz do Estado temporal, mas também para o bem-estar das almas, e percebendo que eles não possuem, por qualquer das sanções civis ou canônica; e uma vez que Nós somos inspirados pela palavra divina que é a parte do fiel servo e do comandante da casa do Senhor para assistir dia e noite o açoite de tais homens contra o lar agindo como ladrões e, como raposas que procuram destruir a vinha; de fato, para evitar que os corações dos simples sejam pervertidos e os inocentes sejam feridos secretamente por suas flechas e para bloquear a ampla estrada que poderia ser aberta para a ação de pecado e pelas justas e razoáveis motivações conhecidas por Nós; e por isso, depois de ter tomado conselho de alguns de nossos Veneráveis Irmãos entre os Cardeais da Santa Igreja Romana, e também de nossa própria reflexão a partir de certos conhecimentos e de madura deliberação, com a plenitude do poder apostólico, que decidimos fazer e decretar que estas mesmas Sociedades, Companhias, Assembléias, Reuniões, Congregações,ou Convenções de Liberi Muratori ou de Franco-Maçons, ou de qualquer outro nome que estas possam vir a possuir, estão condenadas e proibidas, e por Nossa presente Constituição, válida para todo o sempre, condenadas e proibidas.

Deste modo, Nós ordenamos precisamente, em virtude da santa obediência, que todos os fiéis de qualquer estado, grau, condição, ordem, dignidade ou preeminência, seja esta clerical ou laica, secular ou regular, mesmo aqueles que têm direito a menção específica e individual, sob qualquer pretexto ou por qualquer motivo, devam ousar ou presumir o ingresso, propagar ou apoiar estas sociedades dos citados Liberi Muratori ou Franco-maçons, ou de qualquer outra forma como sejam chamados, recebê-los em suas casas ou habitações ou escondê-los, associar-se a eles, juntar-se a eles, estar presente com eles ou dar-lhes permissão para se reunirem em outros locais, para auxiliá-los de qualquer forma, dar-lhes, de forma alguma, aconselhamento, apoio ou incentivo, quer abertamente ou em segredo, direta ou indiretamente, sobre os seus próprios ou através de terceiros; nem a exortar outros ou dizer a outros, incitar ou persuadir a serem inscritos em tais sociedades ou a serem contados entre o seu número, ou apresentar ou a ajudá-los de qualquer forma; devem todos (os fiéis) permanecerem totalmente à parte de tais Sociedades, Companhias, Assembléias, Reuniões, Congregações ou Convenções, sob pena de excomunhão para todas as pessoas acima mencionadas, apoiadas por qualquer manifestação, ou qualquer declaração necessária, e a partir da qual ninguém poderá obter o benefício da absolvição, mesmo na hora da morte, salvo através de Nós mesmos ou o Pontífice Romano da época.

Além disso, Nós desejamos e ordenamos que todos os bispos e prelados, e outras autoridades locais, bem como os inquisidores de heresia, investiguem e procedam contra os transgressores, independentemente da situação, grau, condição, ordem de dignidade ou preeminência que venham a ter; e que venham a perseguir e punir a todos com as sanções competentes da mais alta suspeição de heresia. Para cada um destes e a todos destes Nós concedemos e garantimos a livre faculdade de solicitar o auxílio do braço secular, em caso de necessidade, para investigar e proceder contra aqueles mesmo transgressores e para persegui-los e puni-los de acordo com as competentes sanções.

Dada e traçada em Roma, em Santa Maria Maior, no ano de 1738 de Nosso Senhor.

CLEMENTE XII

#ICAR #Maçonaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/bula-in-eminenti-apostolatus-specula

Como Identificar Picaretas e Charlatões

Texto original de Yuri Motta

O TDC sempre foi um Blog voltado para fornecer material de confiança para os iniciados, buscadores, estudantes e estudiosos. Nos últimos anos, acabamos, por força da confiança depositada em nós, nos tornando um farol para denunciar picaretas, esquisotéricos e charlatões que infestam o meio.

Aos poucos, acabamos percebemos que é um trabalho inútil. Denunciávamos um pacto picareta, no mesmo dia alguém mandava um email perguntando “Parabéns pelo post. Agora que vc falou do pacto picaretum, pode indicar um pacto sério com Lúcifer?” e por ai vai… ou seja, nas palavras de P.T. Barnum, “nasce um otário a cada minuto” e esses idiotas às vezes precisam passar pela experiência kármica de serem dilapidados por uma amarração caríssima, uma cabala ginecológica, um falso rabino ou um tratamento de mesa positrônica quântica para que possa aprender pela dor da perda monetária ou humilhação de se tornar uma “noiva do rabino”.

A partir de 2015 estaremos retornando para nossas origens e postaremos mais textos sobre hermetismo, espiritualidade, investigação cética do ocultismo e textos clássicos. Deixarei então, este post sobre o assunto para que vocês coloquem nos favoritos e quando alguém pedir recomendações sobre algum “mestre”, “rav”, “professor” ou “bruxo” qualquer coisa vocês mandem a pessoa olhar aqui.

COMO IDENTIFICAR UM CHARLATÃO

Google

A indicação mais simples de todas. Entre com o nome do sujeito no Google. Normalmente você já cairá em sites de pessoas que foram enganadas ou alguma postagem antiga daqui. Esse procedimento simples já ajuda a resolver 80% dos casos. Contudo, muitos picaretas trocam de sobrenome ou reformulam seus sites de tempos em tempos, justamente para tentar escapar deste procedimento.

Títulos Mirabolantes

O picareta na maior parte das vezes vai ter um título na frente do nome, embora usar um título na frente do nome não seja razão para você chamar alguém de picareta, é quase sempre certeza que o picareta vai ter algo na frente do nome para dar certeza de que ele é alguma coisa (que quase sempre não é).

“Rav”, “Mago”, “Bruxo”, “professor”, “Babalorixá”, “Pai”, “Mãe” e outros, são títulos que eles pegam de religiões ou práticas espirituais para usar a favor deles próprios, as vezes desvirtuando religiões que eles próprios não conhecem, como exemplo a Umbanda e o Candomblé e especialmente a Quimbanda, muitos se dizem pai ou mãe de santo, mas não dirigem nenhum terreiro, o que é, para quem entende do assunto uma grande piada (de mal gosto). Ou seja, se a pessoa se intitula “pai-de-santo” mas não dirige nenhum terreiro, é certeza de ser furada…

Entidades “do bem”

Todo picareta da espiritualidade que se preze vai se gabar por ter um monte de entidades (do bem ou do mal, vai por conta do freguês) à sua disposição para qualquer feitiço, amarração “do amor” ou pacto “da prosperidade” de lúcifer/goécia que queira, e essas entidades vão “falar no ouvido dele” o que deve ser feito e até QUANTO DEVE SER COBRADO. Amigos, entidades sérias tem coisas muito mais importantes para fazer no mundo espiritual do que auxiliar o picareta a trazer um marido de volta ou uma coisa insignificante do tipo. Qualquer um que prometer “trazer a pessoa amada” É PICARETA. Ponto final. Não há “prazo”, “mais caro”, “amarração do bem”, “alguém fez trabalho contra”, “demanda” ou o caraio de judas… existe apenas um patife querendo abusar da sua fragilidade emocional.

História Espetacular

Todo charlatão tem um passado espetacular, as histórias deles são quase sempre iguais, eles são pessoas que tinham dons latentes desde pequenos e faziam coisas que pessoas normais não faziam.

Alguns inventam viagens mirabolantes para Israel, Curas milagrosas de câncer, avós milionárias que o sustentam, etc… Para resumir, de uma forma ou de outras eles são incríveis e melhores que eu, você ou qualquer um no mundo, mas perdem seu tempo fazendo “caridade” em lhe trazer a mulher amada (em troca de algum dinheiro, claro!).

Nos sites do charlatão sempre diz que ele tem “reconhecimento e fama sem limites”, mas ele nunca fala DE ONDE, nem QUANDO, nem QUEM o reconhece, pois quase ninguém o conhece realmente e não há nada sobre ele em nenhum lugar que não seja o próprio site.

Ordens Falsas

Geralmente as ordens falsas são sempre semelhantes: os líderes delas não são líderes por trabalharem duro e subirem os degraus, são líderes porque INVENTARAM as tais ordens com nomes cada vez mais mirabolantes e que nunca ninguém ouviu falar.

Quase sempre vão se manter às custas do dinheiro dos que são afiliados delas; como são poucos a mensalidade tende a ser alta, nem sempre é mensalidade, a criatividade não tem limites, pode ser cursos, livros, materiais, taxas para iniciação, etc.

Geralmente o objetivo central é o dono da tal “ordem” viver do dinheiro dela, assim como algumas igrejas, mas quase nenhum consegue.

Nunca um charlatão vai falar que é da Maçonaria, AMORC, TOM, FRA, CALEN, Astrum Argentum, Arcanum Arcanorum ou Círculo Iniciático de Hermes, por exemplo, pois nas Ordens sérias os membros são identificados facilmente pelos outros membros, às vezes com um simples telefonema para confirmar a veracidade da informação.

MUITO CUIDADO com “Maçonarias” que fazem SPAM, anunciam no Google, Facebook ou Orkut… NENHUMA ordem séria faz recrutamento por Spam. Não importa o quão lindo e maravilhoso seja o site ou o quanto falem que é “regular”…

Preços

Preços altos são um grande indício, por quê?

Porque se ele conseguir tirar 1.000 reais ou mais de você, não tem problema você sumir depois, afinal você já pagou quase um salário mínimo então se pagar mais para o farsante já é lucro para ele.

E por mais engraçado que pareça se a coisa for cara as pessoas automaticamente botam mais fé que pode dar certo.

ESTE TÓPICO É ESPECIALMENTE IMPORTANTE EM RELAÇÃO A ORDENS “MAÇÔNICAS” de internets… se tem “regular” no nome, pode ter certeza que NÃO é… as “iniciações” podem chegar a R$ 5.000,00 nesses verdadeiros caça-níqueis de curiosos.

Os Produtos e Serviços

Os produtos são diversos, não importa se for alguma coisa material, ou algum ritual, todo produto e serviço nada mais é que uma Promessa, geralmente em cima do seu desespero… seja de trazer amor ou riqueza, não importa o que seja, o que o charlatão vende é sempre algum “resultado”.

Estranhamente eles sempre vão vender promessas de coisas que eles não possuem: quase sempre os que vendem riqueza são golpistas pobres e desesperados, geralmente os que prometem amor de volta são solteironas ou solteirões largadas, o que promete “alma gêmea” é casado e trai a mulher sistematicamente, e os que prometem “dar mediunidade”, capacidades especiais, poderes mágicos geralmente são os que não possuem nada disso, por isso sabem enrolar bem que tem as mesmas necessidades que eles.

Pactos, Almas Gêmeas e outras coisas sem Sentido

Como a pessoa vende um pacto para te deixar rico ou ter prosperidade se ela mesma que vende o pacto não consegue isso e precisa vender pactos para ganhar dinheiro?

Se fosse real, a própria pessoa estaria morando em uma ilha particular ou casado com alguém especial.

Quando acusados, eles sempre se fazem de vítimas

Se tem uma verdade sobre o picareta, é que ele nunca está errado, quando sua amarração não funcionar, vai ser culpa sua, pois não teve fé, ou até pode ser que existia uma energia negativa impedindo o trabalho e ele vai precisar de mais dinheiro.

Se alguma aluna assediada o encurralar ou uma classe inteira descobrir que o “professor” não mora em Copacabana, mas na Vila Penha, ele diz que ela é louca e que ele é um pobre coitado vítima da inveja dos outros. Mas não consegue desmentir… e no final do dia, retorna para a favela de onde nunca vai sair…

Se alguém acusar o charlatão, muito raramente ele vai ameaçar a pessoa com magia, a não ser que tenha certeza que a pessoa acredita nos poderes dele. Nessas horas as diversas “entidades” que são empregadas dele não poderão fazer nada, o charlatão vai te ameaçar com outras coisas, como processo por exemplo ou vai sair chorando aos quatros cantos que é uma pessoa injustiçada e seus acusadores são pessoas invejosas.

No mais, na maior parte das vezes, quando o charlatão estiver com seu dinheiro, ele vai sumir.”

REPASSEM ESTE POST. Publiquem em listas pequenas de Facebook ou grupos, pois os charlatões gostam de lugares ermos, onde as pessoas sejam crédulas ou não possuam acesso à informação. VERIFIQUEM A PROCEDÊNCIA DE QUALQUER PROFESSOR DE QUALQUER COISA ESOTÉRICA.

#Fraudes

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A origem de Zé Pelintra

Mas afinal, qual a origem de nosso personagem? seu zé torna-se famoso primeiramente no nordeste seja como frequentador dos catimbós ou já como entidade dessa religião. O catimbó está inserido no quadro das religiões populares do norte e nordeste e traz consigo a relação com a pajelança indígena e os candomblés de caboclo muito difundidos na bahia.

Conta-se que ainda jovem era um caboclo violento que brigava por qualquer coisa mesmo sem ter razão. Sua fama de “erveiro” vem também do nordeste. Seria capaz de receitar chás medicinais para a cura de qualquer male, benzer e quebrar feitiços dos seus consulentes. Já no nordeste a figura de zé pelintra é identificada também pela sua preocupação com a elegância. no catimbó, usa chapéu de palha e um lenço vermelho no pescoço.

Fuma cachimbo, ao invés do charuto ou cigarro, como viria a ser na umbanda, e gosta de trabalhar com os pés descalços no chão. de acordo com ligiéro (2004), seu zé migra para o rio de janeiro onde se torna nas primeiras três décadas do século xx um famoso malandro na zona boêmia carioca, a região da lapa, estácio, gamboa e zona portuária. segundo relatos históricos seu zé era grande jogador, amante das prostitutas e inveterado boêmio. quanto a sua morte, autores descordam sobre como esta teria acontecido. afirma-se que ele poderia ter sido assassinado por uma mulher, um antigo desafeto, ou por outro malandro igualmente perigoso.

Porém, o consenso entre todas essas hipóteses é de que fora atacado pelas costas, uma vez que pela frente, afirmam, o homem era imbatível. para zé pelintra a morte representou um momento de transição e de continuidade”, afirma ligiéro, e passa a ser assim, incorporado à umbanda e ao catimbó como entidade “baixando” em médiuns em cidades e países diversos que nem mesmo teriam sido visitadas pelo malandro em vida como porto alegre ou nova york, japão ou portugal, por exemplo. todo esse relato em última instância não tem comprovação histórica garantida e o importante para nós nesse momento é o mito contado a respeito dessa figura.

Seu zé é a única entidade da umbanda que é aceita em dois rituais diferentes e opostos: a “linha das almas” (caboclos e pretos-velhos) e o ritual do “povo de rua” (exus e pombas-giras). A umbanda de zé pelintra é voltada para a prática da caridade – fora da caridade não há salvação -, tanto espiritual quanto material – ajuda entre irmãos – , propagando que o respeito ao ser humano, é a base fundamental para o progresso de qualquer sociedade.

Zé pelintra também prega a tolerância religiosa, sem a qual o homem viverá constantemente em guerras. Para zé pelintra, todas as religiões são boas, e o princípio delas é fazer o homem se tornar espiritualizado, se aproximando cada vez mais dos valores reais, que são deus e as obras espirituais. Na humildade que lhe é peculiar, zé pelintra, afirma que todos são sempre aprendizes, mesmo que estejam em graus evolutórios superiores, pois quem sabe mais, deve ensinar a quem ainda não apreendeu e compreender aquele que não consegui saber.

Zé pelintra, espírito da umbanda e mestre catimbozeiro, faz suas orações pelo povo do mundo, independente de suas religiões. Prega que cada um colhe aquilo que planta, e que o plantio é livre, mas a colheita é obrigatória. Zé pelintra faz da umbanda, o local de encontro para todos os necessitados, procurando solução para o problema das pessoas que lhe procuram. Ajudando e auxiliando os demais espíritos.

Zé pelintra é o médico dos pobres e advogado dos injustiçados, é devoto de santo antonio, e protetor dos comerciantes, principalmente bares, lanchonetes, restaurantes e boates, e sempre recorre a jesus, fonte inesgotável de amor e vida. Na gira em que zé pelintra participa são invocados os caboclos, pretos velhos, baianos, marinheiros e exus. A gira de zé pelintra é muito alegre e com excelente vibração, e também disciplina é o que não falta.

Sempre zé pelintra procura trabalhar com seus camaradas, e às vezes, por ser muito festeiro, gosta de uma roda de amigos para conversar, e ensinar o que traz do astral. Zé pelintra atende a todos sem distinção, seja pobre ou rico, branco ou negro, idoso ou jovem. Seu zé pelintra tem várias estórias da sua vida, desde a lapa do rio de janeiro até o nordeste.

Todavia, a principal história que seu zé pelintra quer escrever, é a da caridade, e que ela seja praticada e que passemos os bons exemplos, de pai para filho, de amigo para amigo, de parente para parente, a fim de que possa existir uma corrente inesgotável de amor ao próximo.

Zé pelintra prega o amparo aos idosos e às crianças desamparadas por esse mundo de deus. Se você, ajudar com pelo menos um sorriso, a um desamparado, estarás, não importa sua religião ou credo, fazendo com que deus também sorria e que o amor fraterno triunfe sobre o egoísmo.

Zé pelintra pede que os filhos de fé achem uma creche ou um asilo e ajudem no que puder as pessoas e crianças jogadas ao descaso. Não devemos esquecer que a fé sem as obras boas é morta.

Zé pelintra nasceu no nordeste, há controvérsias se o mesmo tivesse nascido no recife ou em pernambuco e veio para o rio de janeiro, onde se malandreou na lapa e um certo dia foi assassinado a navalhadas em uma briga de bar. Assim, zé pelintra formou uma bela falange de malandros de luz, que vêm ajudar aqueles que necessitam, os malandros são entidades amigas e de muito respeito, sendo assim não aceitamos que pessoas que não respeitam as entidades e a umbanda, digam que estão incorporados com seu zé ou qualquer outro malandro e que eles fumam maconha ou tóxicos; entidades usam cigarros e charutos, pois a fumaça funciona como defumador astral.

Podemos citar além de seu zé pelintra, seu chico pelintra, cibamba, zé da virada, seu zé malandrinho, seu malandro, malandro das almas, zé da brilhantina, joão malandro, malandro da madrugada, zé malandro, zé pretinho, zé da navalha, zé do morro, maria navalhada, etc.

Os malandros vêm na linha de exú, mas malandros não são exús! ao contrário dos exús que estão nas encruzilhadas, encontramos os malandros em bares, subidas de morros, festas e muito mais.

salve seu zé pelintra!

salve os malandros!

salve a malandragem!

Fonte: https://guardiaooxossi.com.br/orixas/categoria/ze-pilintra/181/a-origem-de-ze-pelintra

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cultos-afros/a-origem-de-ze-pelintra/

Altar DeMolay – Setenário e Geometria

Altar é um local cujo objetivo é dedicado a conexão com o Divino, um lugar onde são realizadas as práticas espirituais, onde são colocados os materiais necessários para realização de um Ritual e a conexão com uma egrégora. É um utensílio religioso, mas não exclusivo de Religiões. No Templo – que significa “local sagrado”, do latim templum – DeMolay, chamado de Sala Capitular, o Altar tem esse objetivo e é utilizado dessa maneira.

Arquitetonicamente falando, o Altar é a base de todo Templo, é a Pedra Fundamental da qual toda sua estrutura será construída. Ocupa uma posição intermediária no Templo de maneira que se torne uma conexão simbólica entre o mundo espiritual e o mundo terreno, o local de união entre o Macro e o Microcosmo.

No campo simbólico o Altar é um local dentro de nós em que entramos em comunhão com nosso lado divino, é um estado de consciência que nos liga com o que está no Alto. Dessa ideia que vem um mito conhecido como “Montanhas Sagradas”, como temos no mito de Moisés que subiu ao alto do Monte Sinai para falar com Deus e desceu com seus mandamentos. Essa história não passa de um símbolo cabalístico em que “Monte Sinai” representa um estado elevado de consciência que Moisés alcançou através de 49 dias de meditação dentro de si. É um local simbólico, e não físico.

Na construção física do Altar, ele se torna o nó do Templo onde se cruzam as energias psíquicas. É o local utilizado para se realizar uma ruptura entre os planos, é nele que realizamos as invocações, evocações e damos determinações à egrégora. É onde pedimos permissão para começar ou terminar uma reunião, apresentamos os membros aos seus novos cargos, e onde são admitidos novos membros dentro da egrégora.

O SETENÁRIO

Dentro dos símbolos e dos rituais percebemos que uma certa importância é dada a certos números dentro da Ordem DeMolay, e o número sete ocupa um local especial desse mistério: ocupa nosso Altar.

“Por que sete, e por que não oito ou nove virtudes e velas?” é uma pergunta básica a qualquer interessado em nossa ritualística. Sete é um número sagrado e misterioso a todas as culturas, é o número da criação, são a quantidade das notas musicais, são os astros móveis visíveis no céu, são o número de Leis Herméticas, dos chakras, são o número das Sephirot Emocionais na Árvore da Vida, e assim por diante. Essa tradição numérica e geométrica também estão presentes em nossa Ordem.

O sete é expresso através de uma Geometria Sagrada que a muito tempo atrás foi utilizada na Ordem DeMolay, mas essa tradição foi perdida e pouquíssimos Capítulos usam desse artifício. Alguns dispõe suas sete velas em lua crescente, outros em ferradura, outros em triângulo, e outros ainda sem um símbolo identificável, deixando as velas no altar da maneira ao acaso. É uma triste realidade, visto que em textos anteriores estudamos a importância do símbolo e da egrégora.

Três é tido como o número do espírito, está relacionado com os três aspectos de Deus e com o equilíbrio entre os opostos que existe em toda criação, e seu desenho geométrico é o triângulo. O quatro é a representação da matéria, de tudo que é concreto, e sua figura geométrica é o quadrado. A soma de três e quatro é sete, que representa a criação material regida pelo poder espiritual, portanto é tido como o número da perfeição.

GEOMETRIA DO ALTAR

Os rituais do DeMolay sempre tocam, relembram, exemplificam e conduz sua ritualística no assunto do nascimento e morte. Sobre o nascimento somos ensinados que devemos erguer nossas vidas através das sete virtudes e os três baluartes, e sobre a morte somos ensinados que ela não passa de uma passagem ao dia eterno, uma outra etapa. Essas referências dizem respeito ao espirito sobre a matéria, que é um ensinamento central dentro das nossas virtudes, e isso também representa o altar através do número sete.

Num campo simbólico o triângulo está relacionado com o elemento fogo, que representa a Luz e o próprio espírito. O quadrado está relacionado com a geometria plana, com o simbolismo do número quatro, que é o elemento terra, o material. A matéria sozinha é inerte, mas quando aplica-se a ela o fogo, surge a vida, como nos ensina o hermetismo.

Quadrado sob Triângulo é o ensinamento do material sob espiritual. E a mesa do Altar é posta entre ambas as figuras. Eis a Geometria Sagrada do Altar, que aponta ao Oriente, de onde vêm a luz que se espalhará a todos seus membros, à egrégora e a todos que forem direcionados as intenções durante as orações.

Ainda por “coincidência” temos no Setenário Místico virtudes aplicadas a vida material e a vida espiritual. As virtudes materiais que formam o quadrado temos: Amor Filial, Cortesia, Fidelidade e Patriotismo; as espirituais: Reverências pelas coisas Sagradas, Companheirismo e Pureza.

Esses símbolos são de fundamental importância na eficácia da prática ritualística. Quando formos estudar Cabala veremos que nosso Altar se situa na sephirot Tipheret, responsável por trazer a Luz de Deus a nós, que é também a representação do Sol. Veremos também em breve os tattwas orientais e veremos sua relação com essa geometria, assim como estudaremos as velas vermelhas, a linha imaginária, entre outros elementos que não podem ser desprezados.

Coincidência ou não nosso Setenário Mistico está ai.

#Demolay

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/altar-demolay-seten%C3%A1rio-e-geometria-1

Alhos e Vampiros

Assim como o crucifixo, acredita-se que os vampiros tinham uma intensa aversão pelo alho, e as pessoas, portanto, têm-no usado para manter os vampiros afastados. Introduzido no reino da literatura pelo romance de Bram Stoker, o alho se tornou essencial para o desenvolvimento do mito vampírico durante o século 20. Alho foi o primeiro tratamento que o Dr. Abrahan Van Helsing administrou no caso de Lucy Westenra. Van Helsing tinha uma caixa com flores de alho que lhe foram enviadas da Holanda e com as quais Lucy decorou seu quarto. Pendurou-se em volta do pescoço de Lucy e disse-lhe que havia muita virtude na pequena flor. O alho funcionou até que a mãe de Lucy, sem conhecer a finalidade das flores, arrancou-as de seu pescoço.

Alho era um elemento crucial para se matar um vampiro. Depois de enfiar uma estaca no corpo do vampiro e de lhe remover a cabeça, era colocado alho em sua boca. Aliás, foi assim que Van Helsing tratou finalmente do corpo de Lucy. Entretanto, esse tratamento era eficiente somente no caso de vampiros recém-criados, porque os mais velhos (Drácula e as três mulheres no Castelo de Drácula) se desintegravam em poeira assim que a estaca fosse enfiada em seus corpos. Stoker obteve a idéia de usar alho após a decapitação do vampiro no livro The Land Beyound the Forest, de Emily Gerard. O livro sugeria que era o método empregado pelos romenos para casos persistentes de vampirismo (isto é, aqueles que não tinham sido resolvidos por métodos que não necessitassem de qualquer mutilação do corpo).

O alho, membro da família dos lírios, tinha sido usado desde os tempos mais remotos como erva e medicamento. Desenvolveu uma reputação como poderoso agente restaurador, e havia rumores de que possuía poderes mágicos como agente protetor contra a peste e vários males sobrenaturais. Nas regiões da Eslávia do Sul, ficou conhecido como um poderoso agente contra forças demoníacas, bruxas e feiticeiras. O Santo André cristão foi considerado o doador do alho à humanidade.

Nos países as Eslávia do Sul e da vizinha Romênia, o alho foi integrado ao mito do vampiro. Era usado tanto na detecção como na prevenção de ataques de vampiros. Os vampiros que viviam incógnitos na comunidade poderiam ser identificados pela sua relutância em consumir alho. Nos anos 70 Harry Senn foi aconselhado pelos seus informantes romenos de que a distribuição de alho durante uma cerimônia religiosa e a observação dos que recusassem sua porção era uma maneira aceitável de se detectar um vampiro escondido na comunidade.

Os vampiros eram muito ativos nessas religiões por volta da véspera do dia de Santo André e da véspera do dia de São Jorge. Nesses dias, janelas e outras aberturas da casa eram untados com alho para manter os vampiros afastados. Podia-se dar também alho ao gado pelo método de esfregação. Em algumas comunidades, o alho era misturado à comida e dado ao gado antes de um feriado importante. Se uma pessoa recém-falecida fosse suspeita de vampirismo, o alho poderia ser enfiado na boca do morto ou colocado dentro do caixão.

Se a detecção e a necessidade de confortar com a decapitação e o alho poderia ser colocado e sua boca ou dentro do caixão. O alho também era importante na Europa oriental e era servido como a proteção mais universal contra os vampiros e as entidades vampíricas. Apareceu no folclore do México, da América do Sul e da China. No decorrer do século 20, o alho se tornou um dos objetos mais bem conhecidos associados com o vampiro. Sem ser um símbolo particularmente religioso, o alho sobreviveu, enquanto o crucifixo desapareceu gradualmente da lista de armas antivampíricas. Às vezes, como no livro e no filme The Lost Boys, a eficácia do alho foi negada, mas apareceu mais freqüentemente como uma substância de detecção e/ou prevenção viável contra os vampiros.

A enciclopédia dos mortos vivos

(*) Isso faz parte da superstição popular. Aqui no Brasil usa-se arruda e alfazema entre outras plantas e objetos “magicos” como a figa e o pé de coelho para afastar mau olhado ou trazer sorte. O alho faz parte da tradição européia para afastar influências negativas e – por extensão – os vampiros…

Adendo – Shirlei Massapust.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/alhos-e-vampiros/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/alhos-e-vampiros/

As Prostitutas da Antiguidade

Em determinadas épocas do ano, sacerdotisas e mulheres de todas as classes sociais uniam-se sexualmente a reis, sacerdotes ou a estranhos.

Para os povos antigos, a lua era andrógina, como disse Plutarco, “chamase a Lua (Artemis) a mãe do universo cósmico; ela possui uma natureza andrógina”. Na Babilônia, o deus-lua Sin é andrógino e quando foi substituído por Istar, esta conservou seu caráter de androgismo. Igualmente no Egito, Ísis é denominada Ísis-Neit, enquanto andrógina.

Pelo mesmo fato de a lua ser andrógina, o homem-lua, cujo representante na terra era o rei ou o chefe tribal, passava a primeira noite de núpcias com a noiva, a fim de provocar a fertilização dela, da tribo e da terra. Tal hábito, permaneceu na França até a Idade Média com o nome de Le Droit du cuissage du Seigneur.

O fato de todos dependerem dos préstimos da lua para a propagação da espécie, da fertilização dos animais e das plantas, enfim, da boa colheita anual, em todos os sentidos, é que provocou, desde a mais remota antiguidade, um tipo especial de hieròs gámos, de casamento sagrado, uma união sagrada, de caráter impessoal. Trata-se das chamadas hierodulas, literalmente, “escravas sagradas”, porque adjudicadas, em princípio, a um templo, ou ainda denominadas “prostitutas sagradas”, mas sem nenhum sentido pejorativo.

Em determinadas épocas do ano, sacerdotisas e mulheres de todas as classes sociais uniam-se sexualmente a reis, sacerdotes ou a estranhos, todos simbolizando o homem-Lua, com o único fito de provocar a fertilização das mulheres e da terra, bem como de angariar bens materiais para o templo da deusa (Lua) a que serviam. Tudo isso parece muito estranho para nossa mentalidade ou para nossa ignorância das religiões antigas.

Puta, em latim, era uma deusa muito antiga e muito importante. Provém do verbo putare, “podar”, cortar os ramos de uma árvora, pôr ordem, “pensar”, contar, calcular, julgar, onde Puta era a deusa que presidia à podadura. Com o sentido de cortar, calcular, julgar, ordenar, pensar, discutir, muitos são os derivados de putare em nossa língua, como deputado, amputar, putativo, computar, computador, reputação. O sentido pejorativo, ao que parece, surgiu pela primeira vez num texto escrito entre 1180-1230 d.e.c. Não é difícil explicar a deturpação do vocábulo. É que do verbo latino mereri, receber em pagamento, merecer uma quantia, proveio meretrix, “a que recebe seu soldo”, de cujo acusativo meretrice nos veio meretriz, que também, a princípio, não tinha sentido erótico. Mas, como putas e meretrizes, que se tornaram sinônimos, se entrevam não só para obter a fecundação da tribo, da terra, das plantas e dos animais, mas também recebiam dinheiro para o templo, ambas as palavras, muito mais tarde, tomaram o sentido que hoje possuem.

Não eram, todavia, apenas mulheres que “trabalhavam” para a deusa-Lua. Homens igualmente, embora fosse mais raro, após se emascularem, entregavam-se ao serviço da deusa. Na Índia, segundo W. H. Keating, os homens de Winnipeck consideram o sol como propício ao homem, mas julgam que a lua lhes é hostil e se alegra quando pode armar ciladas contra o sexo masculino. Desse modo, os homens de Winnipeck, se sonhassem com a lua, sentiam-se no dever de tornar-se cinaedi, quer dizer, homossexuais. Vestiam-se imediatamente de mulher e colocavam-se ao serviço da lua.

Cibele era a grande deusa frígia, trazida solenemente para Roma entre 205 e 204 a.e.c., durante a segunda Guerra Púnica. Identificada com a lua, protetora inconteste da mulher, seus sacerdotes, chamados Coribantes, Curets ou Galos e muitos de seus adoradores, durante as festas orgiásticas da Bona Mater, Boa Mãe, como era chamada em Roma, se emasculavam e cobriam-se com indumentária feminina e passava a servir à deusa-Lua Cibele.

No Egito e na Mesopotâmia as deusas-Lua Ísis e Istar sempre tiveram um grande número para os templos, para elas trabalhavam infatigavemnte. No judaísmo, as hierodulas causaram problemas sérios. Para Astarté, deusa-lua semítica da vegetação e do amor (a Afrodite do Oriente), as hierodulas,, sobretudo em Canaã, operevam, quer ao longo das estradas, quer nos próprios santuários da deusa. O dinheiro arrecadado, a que se dava o nome de “salário de meretriz” ou “de cachorro”, era entregue aos santuários. Sob a influência cananéia, o abuso penetrou também no culto israelítico, embora a Lei se opusesse energicamente a isso e proibisse que o dinheiro fosse aceito pelto Templo. Sob Manassés e Amon (séc. VII a.e.c.), as prostitutas sagradas instalaram-se no próprio Templo de Jerusalém. Foi necessário que Josias mandasse demolir suas habitações. Mais tarde, à época da desordem total, até pagãos as procuravam no Templo da Cidade Santa.

Na Grécia, à época histórica, emludar de oferecer seu corpo e sua virgindade em honra da deusa-lua, as mulheres ofereciam sua cabeleira.

A Afrodite, divindade do prazer pelo prazer, do amor universal, que circula nas veias de todas as criaturas, porque, antes de tudo, Afrodite é a deusa das “sementes”, da vegetação, estavam ligadas, à maneira oriental, as célebres hierodulas, as impropriamente denominadas prostitutas sagradas. Essas verdadeiras sacerdotisas entregavam-se nos templos da deusa aos visitantes, com o fito, primeiro de promover e provocar a vegetação e, depois, para arrecadar dinheiro para os próprios templos. No riquíssimo (graças às hierodulas) santuário de Afrodite no monte Érix, na Sicília, e, em Corinto, a deusa era cercada por mais de mil hierodulas, que, à custa dos visitantes, lhe enriqueciam o santuário. Personagens principais das famosas Afrodísias de Corinto, todas as noites elas saíam às ruas em alegres cortejos e procissões rituais. Embora alguns poetas cômicos, como Aléxis e Eubulo, ambos do século IV a.e.c., tivessem escrito a esse respeito alguns versos maliciosos, nos momentos sérios e graves, como nas invasões persas de Dario (490 a.e.c) e Xerxes (480 a.e.c.) se pedia às hierofuldas que dirigissem preces públicas a Afrodite. Píndaro, talvez o mais religioso dos poetas gregos, celbrou com um (skólion), isto é, com uma canção convival, um grande número de jovens hierodulas que Xenofonte de Corinto ofertou a Afrodite, em agradecimento por uma dupla vitória nos Jogos Olímpicos.

por Prof. Junito de Souza Brandão

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Ali al-Rida

Ali ibn Musa, mais conhecido como o Imam Ali “Al-Rida” (A.S.) “A Aprovação”, nasceu na cidade de Medina, no ano de 765 d.C. Ele viveu com seu pai durante vinte e cinco anos. Ali Al-Rida foi o oitavo Iman do Xiismo dos Doze Imans.

Seu pai foi o Imam Musa Ibn Jaafar “Al-Kazim”. Sua mãe se chamava Tacatom, era uma das servas da mãe do Imam Musa Ibn Jaafar, e, era apelidada de “Attáhera”, isto é, “A Pura”.

SEUS FILHOS:

Não teve outros filhos além do Imam Mohammad “Al-Jauád”.

SEU MINISTÉRIO:

O Imam Ali Ibn Musa “Al-Rida” tomou posse do seu ministério no imamato após a morte de seu pai, o Imam Musa Ibn Jaafar, no ano de 173 da Hijra, prolongando-se por trinta anos, sendo dez anos durante o califado Abássida de Haroun Al-Rachid, cinco anos durante o califado de seu filho Al-Amin e outros quinze anos durante o califado de Al-Mamun Ibn Haroun Al-Rachid.

SEU CARÁTER E CONDUTA:

O Imam Ali Ibn Musa “Al-Rida” era bondoso em suas ações e atitudes, cumpridor da palavra dada, jamais caindo em contradições, sendo o exemplo em sua convocação e disciplina. Ele (A.S.) foi tal como foram os Imames anteriores, um belo exemplo para os muçulmanos na sua devoção, paciência, caráter, humildade, remissão do mal que lhes fora feito, em todas as virtudes e altos valores; por isso, os Imames purificados (a paz estejam com eles) não só possuíram a dignidade representativa, mas também a dignidade no trabalho, empenho e dedicação à Deus, fazendo jus com isto a serem o modelo de virtude para a humanidade.

ALGUMAS DAS QUALIDADES DO IMAM “AL-RIDA”:

Um dos seus parentes falou ao se referir à sua moral e polidez: “Jamais vi Abu Al-Hassan, isto é, o Imam, ofender alguém em uma palavra sequer, e nunca o vi interromper alguém, ouvindo-o até o fim, como nunca o vi recusar auxilio que estava ao seu alcance. Não estendia as suas pernas diante de quem quer que seja. Jamais insultou alguém e tampouco os que o serviam, sejam servos seus ou não, e jamais o vi se coçar ou dar gargalhadas, pois sorria somente”.

Um dos seus companheiros disse: “Certa vez estive viajando em companhia de “Al-Rida” para Khorassan, onde convidou seus servos para comerem na mesma mesa com ele; então lhe propus: “Que tal se reservássemos uma mesa a parte para eles?” E ele (A.S.) respondeu: “Ora! Deus Supremo e Bendito é único. A mãe e o pai são únicos e a recompensa é pelos atos”. Assim era o Imam Al-Rida (A.S.), ele personificava o bom caráter e o sentimento humanitário através de seu procedimento para com todos, sejam servos ou não, e os olhava com ternura e humildade sem jamais mostrar-se superior ou prioritário a quem quer que seja, exceto na devoção. O seu servo Yasser disse-nos certa vez: “O Imam nos falou, se alguma vez eu chegar enquanto estiverdes comendo, não levanteis até terminardes”. Se o Imam (A.S.) mandava chamar um dos seus servos e este estivesse comendo, ele dizia, “deixai-o até terminar a refeição”. Ele (A.S.) reunia os pequenos e os grandes e palestrava com eles; até os cavalariços ou os tratadores de sangria fazia-os sentarem-se a sua mesa de refeições.”

Certo homem se aproximou do Imam “Al-Rida” (A.S.) e lhe disse: “Por Deus, ó venerável Imam! Não há na face da Terra um pai mais honrado do que vós!”. O Imam respondeu: “A devoção os honrou e a obediência a Deus os privilegiou”. Outro veio e lhe falou: “Juro que és o melhor dos homens que conheci!” e o Imam retrucou: “Não jures para tal. Aquele que é devoto a Deus e o Obedece é melhor do que eu. Acaso não leste o versículo que diz: “… e Nós os fizemos povos e tribos a fim de saberdes, a vossa devoção vos enobrece diante de Deus?”.”

Em se tratando da devoção do Imam “Al-Rida” (A.S.), ele era tido como o melhor dos exemplos aos outros, expoente pela piedade e relacionamento com Deus Supremo. Dizia um dos seus companheiros: “Quando viajava com ele, de Medina para Merw. Por Deus! Nunca vi um homem tão devoto à Deus como ele, e ninguém menciona Deus como ele o faz em qualquer tempo e hora, como não vi alguém temente a Deus Protetor e Majestoso como ele o foi… Logo que amanhecia, o Imam orava e glorificava Deus e O Engrandecia e agradecia, orando pelo Profeta Mohammad (S.A.A.S.) até o surgimento do sol, ficando de joelhos até que o dia clareasse por completo, e só depois disto é que se aproximava do povo e conversava com ele até o crepúsculo”. Outra narrativa sobre ele diz que um de seus amigos o descrevia: “Dormia pouco e a noite ficava de vigília orando na maioria das vezes, até o amanhecer, jejuava muito e dizia: “Este é o jejum da vida”. Praticava muito o favor e a caridade enquanto passava pelas ruas, principalmente quando andava pelas noites escuras… e se ouvires falar que houve alguém como ele, não acredite”.

MOVIMENTO CIENTÍFICO NA ÉPOCA DO IMAM “AL-RIDA”:

O Imam “Al-Rida” (A.S.) viveu numa época em que florescia o movimento cientifico, dinamizando nele a pesquisa e a constituição, bem como, a especificação do conhecimento e do ensino, instituindo a corrente filosófica e a escola do espiritualismo diversificado; começou, outrossim, o movimento das traduções e registros de outros idiomas, aliás, isto já havia sido encorajado desde a época do sexto Imam Jaafar Ibn Mohammad “Assadeq”, permanecendo no tempo do Imam “Al-Rida”, e esta foi a fase mais rica das etapas do pensamento e da cultura islâmica (foi nessa fase que viveram os fundadores dos dogmas da erudição tais como: Al-Cháfii, Ahmad Ibn Hanbal, Mâlek Ibn Ans, Sufian Al-Tauri, Yahia Ibn Akhtam e outros), e o Imam Al-Rida (A.S.) era o refúgio dos senhores do conhecimento, da ciência e da legislação islâmica.

O califa abássida Al-Mamún reunia para si os sábios e oradores de todas as religiões e dogmas, para fins de diálogo e investigação, e o Imam “Al-Rida” (A.S.), lhes respondia com firmeza e eloquência, tanto é que um dos notáveis chamado Mohammad Ibn Issa Al-Yaqtini lhe apresentou quinze mil questões, as quais foram resolvidas satisfatoriamente pelo Imam (A.S.), que tinha inclusive, a posição de ser o servidor para os cientistas, e amparo dos discípulos do pensamento e do conhecimento, e sua palavra era a palavra de virtude e decisão.

Um dos amigos do Imam (A.S.) falou: “Nunca vi alguém mais sábio do que Ali Ibn Musa “Al-Rida” e todo erudito que o conheceu apoia totalmente meu testemunho.”

Certa vez, Al-Mamun reuniu em assembleia um determinado número de eruditos, teólogos e oradores, questionando o Imam “Al-Rida” (A.S.), o qual sobrepujou a todos, sem exceção, e todos lhe reconheceram a sapiência. Para esclarecimento, citaremos a seguir alguns questionários feitos ao Imam (A.S.) e suas respostas:

Onde esteve Deus e como era e em que Ele se apoia?

“Deus criou o local, por isso não havia local. Ele é como é, portanto não poderia ser de outra forma e Ele se apoia no Próprio Poder”.

O que significa o Poder de Deus?

“São as suas ações nada mais. Se ele ordena seja então será, sem pronúncias, nem pensamentos nem como será”.

O que significam as palavras de seu avô o Imam “Assadeq”: Sem determinismo e sem delegação, porém, uma ordem entre duas questões”?

“Quem pensou que Deus faz nossas ações e depois nos castiga por elas, afirmou pelo determinismo; quem pensou que Deus delegou a questão da criação e da graça aos seus peregrinos, isto é, os Imames, então afirmou na delegação. Aquele que fala pelo determinismo é um blasfemo e aquele que fala pela delegação é um idólatra, porém, o significado da ordem entre duas questões, significa a existência da vereda em praticar o que Deus ordena e abandonar o que Ele alerta, isto é, Deus Glorificado e Supremo é mais Poderoso do que o mal e se o permitiu foi porque deixou-nos a opção para fazer o bem ou mal. Deus ordena algo e alerta contra outro”.

Perguntaram-lhe sobre o conceito.

“Existem conceitos em camadas: se analisarem a má ação de alguém e a aprovam, já tiveram um mal conceito; se pensam que alguém fez algo e dele obter a benção de seu Senhor Deus, e se Deus o abençoou, é então um bom conceito”.

Perguntaram-lhe sobre o melhor na devoção.

“Aqueles que foram caridosos se consultaram; aqueles que se conduziram mal, pediram perdão; e se ofereceram algo, agradeceram; e se afligiram, enfraqueceram; e se irritaram, perdoaram”.

Perguntaram-lhe os significados das Palavras de Deus: “… e os abandonou na escuridão onde nada se enxerga”.

“Deus Supremo descreve o abandono tal como descreve a Sua criação, porém, ao saber que eles não renunciarão à blasfêmia e à aberração, Ele afasta deles o auxílio e a gentileza, deixando a opção a cargos deles”.

SITUAÇÃO POLÍTICA NA ÉPOCA DO IMAM “AL-RIDA”:

O Imam “Al-Rida” (A.S.) notabilizou-se pela grande popularidade e simpatia na maioria das províncias da nação, pois quando tomou posse do ministério, após a morte de seu pai, fez um extenso giro no mundo islâmico a partir de Medina até Basra no Iraque, e daí a todas as localidades do conhecimento islâmico, onde se reunia com os eruditos e oradores, dialogando com todos a respeito de diversos assuntos. Inclusive visitava as cidades principais tais como Al-Cufá, Al-Yomna, Maruá, Naichabur, etc. O Empenho do Imam “Al-Rida” (A.S.) destacou-se muito pela atenção no conhecimento religioso entre a população.

Os Abássidas deram continuidade à política do terror e suplícios contra os partidários dos Imames, e as perseguições contra os mesmos aumentavam a cada dia, enquanto que os chefes que eram contrários ao califado continuaram a liderar os levantes e as revoluções contra o Governo Abássida, porque, tanto os Omíadas como os Abássidas eram usurpadores no califado, e eram tiranos e perversos nos seus procedimentos contra a população, totalmente contrários aos preceitos islâmicos. Entre os rebeldes defendia-se a ideia que os verdadeiros sucessores (califas) seriam na verdade, os descendentes da “gente da Casa” que é a Linhagem do Profeta Mohammad (S.A.A.S.), representados pelos Imames purificados.

Quando Al-Mamun chegou ao poder, decidiu mudar a sua política, por aperceber-se de que já estavam em perigo a paz e a tranquilidade nos países islâmicos. Astuciosamente, começou a traçar novos planos a fim de conquistar a confiança e a simpatia do povo, principalmente a dos rebeldes, trocando a política da perversão e das condenações a morte, praticada durante setenta anos por seus ancestrais, os califas, sem resultado algum, por outra política astuciosa, nomeando o Imam “Al-Rida” (A.S.) como seu sucessor no califado, pois tendo-o ao seu lado e afastando o encanto e a inquietação de seu governo, poderia assim acalmar as insatisfações e revoltas da população islâmica, e por outro lado, aprisionaria o Imam “Al-Rida” (A.S.) em uma ‘gaiola de ouro’, isto é, não numa fétida prisão, mas no Palácio, onde ele poderia ser observado sutilmente em todos os seus passos.

Quando o califa Abássida Al-Mamun propôs ao Imam (A.S.) ficar ao seu lado, este se recusou terminantemente, pois sabia que não teria liberdade e teria de pedir a permissão do Al-Mamun para cada passo seu por mais curto que fosse. Diante da recusa, Al-Mamun lhe falou com severidade: “Com a tua recusa, tu me obrigas àquilo que detesto e tu ultrajaste a minha autoridade… Pois juro por Deus! Ou aceites a sucessão no califado ou te obrigarei a isto, caso contrário, se recusardes, decapitarei a tua cabeça”. O Imam (A.S.), não teve outra opção, aceitando o califado contra a sua vontade, pois sabia que com isto perderia a própria paz e o povo o desprezaria ao vê-lo se aliar ao Abássidas excedentes na opressão e na perversidade, enquanto que ele não poderia fazer nada para impedi-los ou modificá-los. Enfim, o Imam (A.S.) se encontrava de mãos atadas diante da situação.

Assim sendo, por causa desta sucessão, o califa Al-Mamun mandou o Imam “Al-Rida” (A.S.) para Khorassan, ao norte do Irã, que era a capital do Califado. Lá estando, o Imam passou a sentir o gosto da solidão no exílio, longe dos parentes e de sua família, separado do povo. O califa Al-Mamun procedeu propositadamente ao confinar o Imam (A.S.) em seu Palácio, onde os olhares o observavam e os serviçais o espionavam. A vida do Imam “Al-Rida” (A.S.) tornou-se insuportavelmente controlada e fiscalizada.

O PLANO DE AL-MAMUN COM A SUCESSÃO:

Houve vários motivos que levaram o Califa Al-Mamun a agir assim, eis que mencionaremos a seguir:

Quis cobrir o seu califado com a vestidura legal, pois os próprios Abássidas olhavam para o seu governo com a dúvida e a desconfiança, principalmente após o assassinato de seu irmão Al-Amin; daí, quis o Al-Mamun acrescentar ao seu mandato o que chamaríamos de “santidade” e “fé” no conceito dos outros, e, por outro lado, pretendeu atrair para si os rebeldes e os muçulmanos em geral.

Al-Mamun tentou plantar a semente da desconfiança e da dúvida sobre o ministério do imamato, e dessa forma se aproximava do sistema dos governantes Abássidas, cheio de contradições, espalhando cinzas nos olhos ao nomear como seu sucessor, o Imam “Al-Rida” (A.S.), e inclusive isolando seu próprio irmão Al-Mutamen. Após a nomeação, determinou o que segue: casou o Imam “Al-Rida” com sua filha Umm Habiba; substituiu a insígnia da vestimenta negra dos Abássidas como cor oficial da corte, pela cor verde dos xiitas; ordenou os Abássidas, colaboradores e oficiais da corte, a patentear a sucessão ao califado do Imam “Al-Rida”; e cunhou moedas com o nome do Imam “Al-Rida”.

Al-Mamun quis com essa sucessão épica fazer com que o Imam (A.S.) permanecesse ao seu lado e controlar suas ações, a fim de afastá-lo dos preceitos do xiismo e do resto do povo; e assim o Imam “Al-Rida” (A.S.) passou a viver sob a espionagem permanente no Palácio de Al-Mamun, vivendo o exílio no sufoco da saudade de sua gente e de seus adeptos.

A MORTE DO IMAM “AL-RIDA”:

Mencionamos de forma breve os motivos que levaram Al-Mamun a nomear o Imam “Al-Rida” (A.S.) como seu sucessor ao califado e esclarecemos que a causa para tal era a pretensão de afastar o ponto de vista negativo que pairava sobre ele, incluindo a inquietação política que as províncias sofriam, e por fim, mostramos que o Imam “Al-Rida” (A.S.) estava bem ciente das intenções de Al-Mamun e seus projetos.

Al-Mamun temia a inteligência do Imam considerando-o de suma importância e influência junto ao povo e personalidades de gabarito. Diante deste fato, Al-Mamun se empenhou em se livrar dele, assassinando-o pelo envenenamento fatal e fulminante, administrado em sua comida. Estrategicamente, Al-Mamun omitiu o fato, escondendo o corpo por um dia e uma noite, e depois, mandou chamar o tio e o pessoal dos Abi Táleb, a fim de notificá-los da morte repentina e “natural” do Imam “Al-Rida”, entregando-lhes os restos mortais do ente querido.

Entretanto, os historiadores relatam de que o povo se aglomerou ao redor do Palácio em que se encontrava o Imam, surgindo boatos de que foi o próprio califa Al-Mamun que mandara matar o Imam “Al-Rida” (A.S.). Temeroso, Al-Mamun pediu ao tio do Imam que anunciasse o féretro. Feito isto, as pessoas se afastaram, e, durante a noite escura, o Imam “Al-Rida” (A.S.) foi sepultado ao lado do sepulcro de Haroun Al-Rachid, no ano 203 da Hijra correspondente ao ano de 818 d.C, morrendo aos 55 anos de idade, pelo calendário lunar da Hijra, na cidade de Tuss em Khorassan.

Atualmente seu sepulcro é uma das maiores sepulturas sagradas do mundo, e é onde há um museu do Alcorão Sagrado e outro do Imam “Al-Rida”, onde se encontram pertences pessoais que ele usava em vida, inclusive as moedas cunhadas em seu nome.

Certa vez, o Mensageiro de Deus (S.A.A.S.) falou: “Será enterrado um pedaço de mim em Khorassan, onde cada visitante será recompensado por Deus com o Paraíso e livrará seu corpo do fogo”.

Outra frase do Profeta (S.A.A.S.) sobre o Imam “Al-Rida”: “Aquele que me visitou longe do meu lar, eu virei a ele no Dia do Juízo Final em três atribuições a fim de livrá-lo de seus horrores, nem que os livros tenham se espalhado pela direita ou pela esquerda, nos caminhos e nas qualificações”.

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Fonte:

https://www.arresala.org.br/profeta-mohammad-s-a-a-s/8-imam-ali-ibn-mussa-a-s

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/biografias/ali-al-rida/

A Theurgia Egípcia

Faz o que tu queres há de ser tudo da Lei.

A doutrina esotérica da Theurgia contém toda a sabedoria arcana dos antigos.

No passado distante foi preservado no seio das religiões esotéricas onde fragmentos esparsos do esqueleto mágico foram retidos.

Ao longo dos séculos foi sendo aperfeiçoada e sistematizada por vários sábios e eruditos de diversas nações que cultivaram essa Magia da Luz.

Historicamente a palavra Theurgia surgiu a partir de Jâmblico – místico e filósofo neoplatônico que viveu no século IV d.C.

Sua origem, no entanto, é bem anterior ao século IV, e remonta aos mistérios Egípcios e Babilônicos. No Egito era considerada uma arte sagrada inseparável de sua religião.

A Theurgia era domínio dos Hierofantes que a ministravam nos diversos Templos. Muitos filósofos gregos viajavam até o Egito para estudar a sabedoria oculta dos sacerdotes Egípcios.

No Egito era considerada um conhecimento secreto, acessível a poucos escolhidos, os estudantes tinham que passar por duras provas de iniciação antes de terem permissão para sua aprendizagem. Como sempre ocorre na vida espiritual do mundo antigo, no Egito a prática da Magia se encontrava misturada com a religião.

O distanciamento e a separação da Magia e religião começa a surgir nos primeiros séculos do cristianismo e se torna cada vez mais evidente com o surgimento das Ordens Iniciáticas que absorveram parte de seus ensinamentos.

O aspecto que mais chama a atenção da religião mágica dos egípcios é a sua relação com os deuses.

Em vez de rogarem ajuda aos deuses, colocando-se como inferior aos mesmos, os Magos Egípcios tentavam comandar os deuses para fazer os seus trabalhos e obriga-los a aparecer segundo os seus desejos.

No texto hermético conhecido como Poimandres encontramos:

Não, se queremos falar verdade sem medo, aquele que é de fato um homem está acima dos deuses do céu e, de qualquer modo, tem o mesmo poder.

A religião egípcia ao contrário do que pensa a maioria, era simultaneamente politeísta e monoteísta. O deus Ptah é o pai dos deuses e criador do mundo e, como visto acima, acreditavam na superioridade da humanidade sobre os deuses.

Em outra passagem de Poimandres está escrito:

Querendo que o homem seja simultaneamente uma coisa terrena e capaz de imortalidade, Deus criou em duas substâncias: a divina e a mortal; e nisso ele foi criado como ordenado pela vontade de Deus que refere que o homem não só é melhor do que todos os seres mortais, mas também melhor do que os deuses que são feitos somente de substância imortal.

Os textos herméticos, como Poimandres, tiveram sua origem no Egito, apesar de serem bem posteriores e se situarem entre os séculos III a.C e II d.C. sob o disfarce de uma revelação procedente de uma única fonte Hermes três vezes grande – a literatura hermética e a Kabalah, fornecem as bases doutrinárias para a prática da Theurgia no Ocidente.

A Kabalah é um tratado hebraico de antigos ensinamentos e comentários místicos sobre a Bíblia escrito originalmente no século XII.

Para o Mago Kabalista a maior prática mágica consiste no aperfeiçoamento humano – fazer o homem à imagem de Deus na terra.

Agrippa (erudito e mago do século XVII) dizia que a magia era a verdadeira estrada para comunhão com Deus, associando-a portanto ao misticismo.

A Theurgia egípcia alcançou um nível muito elevado nas primeiras dinastias dos reis – sacerdotes que governavam o Egito. Após isso, o poder terreno os seduziu e, como conseqüência, caiu a qualidade de sua Magia. Em 332 a.C Alexandre Magno conquistou o Egito retirando-o das mãos dos ocupantes persas e colocando sob domínio grego durante três séculos.

Neste período existiu uma fusão completa entre a Theurgia Grega e a Egípcia. A Theurgia Grega, ou Magia dos Deuses, era originalmente Egípcia. É a raiz da Alta Magia ocidental moderna. A atração que os filósofos gregos tinham pelos Hierofantes Egípcios não residia apenas na sua reputação de concretizarem coisas maravilhosas.

A filosofia ocultista Egípcia continha a mais profunda e sutil sabedoria acerca da natureza dos deuses e da humanidade, da estrutura do universo, da hierarquia dos reinos espirituais, do funcionamento da mente humana, técnicas médicas avançadas, tanto físicas como psicológicas, química, botânica, história antiga, astronomia e toda uma gama de outros assuntos.

O conhecimento egípcio exercia o mesmo fascínio sobre os gregos que o conhecimento clássico exerceu sobre os europeus durante o Renascimento – abriu toda uma nova perspectiva para o conhecimento.

As doutrinas esotéricas do Egito formaram o coração da escola filosófica Grega conhecida por neoplatonismo e que se baseava numa visão mágica do mundo.

Surge então os cultos de Mistérios sob o influxo do pensamento místico e mágico então reinante.

Nessa época (por volta do século III a.C.) as realizações intelectuais do racionalismo grego estavam sendo questionadas e cultos de Mistérios Órficos e de Elêusis eram tidos em alta reputação, mesmo entre filósofos como Platão e Aristóteles.

Amor é a lei, amor sob vontade.

Fra. Samekh-Ra, 261 U IX° O.T.O. Diretor Geral da Escola Arcana

 

Samekh-Ra, Publicado em A Lança de Seth, OUTONO DE 2004 E.V.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/a-theurgia-egipcia/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/a-theurgia-egipcia/

O Ceticismo e o Pseudo-ceticismo

Embora as estatísticas mundiais apontem o ceticismo com um percentual bastante modesto em relação aos seguidores de religiões e organizações espiritualistas, a idéia que se tem ao abrirmos páginas de sites e blogs da internet é de que os céticos são maioria no planeta.

O ateísmo representa em torno de 2.5% da população mundial e segundo especialistas está em baixa, mostrando índices cada vez mais insuficientes. Normalmente os ateus se classificam como céticos por que o epíteto lhes serve de fórmula tácita abrangente aos seus protestos, englobando uma seqüência de posições antagônicas aos religiosos e aos demais seguidores de crenças. A presença mais vigorosa em seus argumentos é justamente a visão elitista que lhes confereria as ciências. Julgam oferecer ao mundo todos os necessários respaldos científicos em todas as respostas de discussões sobre a irracionalidade da existência de um Criador.

Os blogs e sites pululam na internet trazendo uma visão agressiva e estereotípica do ceticismo. O que os céticos procuram transmitir é que os estudiosos das ciências sabem a verdade, sabem que Deus realmente não existe, que as religiões são e sempre foram um mal para a humanidade, e os esotéricos, místicos e espíritas são todos uns alienados e ignorantes.

Há, no entanto, blogueiros mais lisos. Fingindo-se democráticos, dizendo-se entender todas as opções de correntes da religiosidade, desejam, em realidade, ver engrossadas suas colunas de debates e aumentados os seus links, pois se contradizem a todo instante ao escrever ou anexar artigos ora indutivos ora de cristalino entendimento contra a inteligência de quem não seja cético. É só observar como defendem com superioridade e absoluto orgulho suas opções ao ceticismo, e, por infelicidade da justeza do vocábulo, como “endeusam” aos pesquisadores e homens de ciências, notoriamente céticos e ateus. Na realidade, o endeusamento a esses pilares céticos se transforma num objeto de culto sob a absurda negativa das funções do aparelho psicológico humano montado pelas leis naturais da fisiologia objetiva e subjetiva. Há nisso um reconhecimento quase inconsciente de tudo quanto mentem a si mesmos. Eles sabem disso e fingem não saber, por isso se rebelam contra a natureza divina, lembrando a lenda dos Titãs.

Explico. O homem é um micro dentro de um macro. Deus é micro e macro ao mesmo tempo. Se o ateu se diz ateu porque nunca viu Deus fisicamente, o crente poderia dizer a mesma coisa, entretanto sua visão de Deus é outra. Os calhamaços da cultura acadêmica intoxicam os cérebros jovens de teorias céticas e pragmatismos das leis da física, buscando demonstrar como a razão sufoca e pulveriza as crenças. No entanto, seus arautos esquecem-se de ensinar que a matéria não criou a psique, nem da matéria exala-se o pensamento, mas bem ao contrário. Dirão que o pensamento se produz no cérebro por impulsos elétricos, porém os impulsos elétricos somente registram, a mente é o veículo pensante; o ego pensador é que opera numa escala de valores que vai desde o instinto pura e simplesmente às mais elevadas emocionalidades dos êxtases espirituais.

Os religiosos convictos sabem que há um Deus imanente e transcendente, explicado somente pela fé. O mesmo Deus dos religiosos é incursionado pelos estudos e sabedoria dos esotéricos, identificado por uma vida e uma via interna plenas de experiências inexprimíveis que se alcançam gradualmente nas sintonias com as leis da perfeição. Os céticos não conseguem ler essa mensagem interna, nem senti-la, mas não conseguem impedir que as leis naturais os levem para a mesma direção dos crentes e dos estudiosos e que neles também atuem. E por mais que neguem, vive-lhes a ânsia de um conhecimento transcendente à matéria, de um porque da misteriosa existência que os leva a tornarem-se impotentes à natural pressão de todos os seus átomos e células. Essa pressão os impulsiona a um artificial teísmo, logicamente materialista, a um objeto qualquer de sua escolha, normalmente as ciências como um todo, que os faz colocar nele toda a sua fé como compensação aos seus medos e incertezas. Ao invés dessa mentira e irracionalidade melhor seria conhecer a ciência perfeita de Deus.

#Ceticismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-ceticismo-e-o-pseudo-ceticismo