A Santa Ceia e os Símbolos Astrológicos

O que chamamos de “signo” nada mais é do que a posição do SOL no céu, no momento de nascimento de cada pessoa, mas para termos uma idéia das energias que estão presentes (e que precisam ser desenvolvidas ou utilizadas) na encarnação de cada um, precisamos observar também os planetas (lua, mercúrio, vênus, marte, júpiter, saturno, urano, netuno e plutão), bem como em qual casa astrológica estas energias se encontram. O princípio básico sobre o qual tudo isto está edificado chama-se SINCRONICIDADE ou ACAUSAL (voltarei a falar sobre isso em próximas colunas) mas, por enquanto, para vocês viajarem até a semana que vem, fica o seguinte pensamento:

Se acreditarmos que todos os planetas seguem órbitas perfeitamente mensuráveis, com ciclos matematicamente ordenados e previsíveis (ou seja, você pode prever com exatidão onde cada planeta estará posicionado no céu em qualquer data e em qualquer local da superfície da terra);
Se acreditarmos que existe reencarnação e que, pela lei da afinidade, grupos de pessoas precisam desenvolver e trabalhar suas essências de acordo com determinadas energias;
Podemos assumir, por absurdo, que os seres responsáveis por organizar estas encarnações (os chamados “Engenheiros de Karma”) precisariam de um sistema que fosse ao mesmo tempo preciso e confiável o suficiente para posicionar o nascimento de cada espírito em determinado lugar em determinado dia/mês/ano. Por que não utilizar um “computador celeste” que já funciona com precisão absoluta?
Supondo-se que esta estrutura exista, hackeando este computador, obtém-se a astrologia.

Sem mais delongas, vamos à Santa Ceia:

“E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar e passou a noite em oração a Deus. E quando já era dia, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze deles a quem também deu o nome de apóstolos: Simão, ao qual também chamou Pedro, e André seu irmão; Tiago (menor) e João, Filipe e Bartolomeu; e Mateus e Tomé, Tiago (maior) filho de Alfeu e Simão chamado o Zelador e Judas (Tadeu) filho de Tiago e Judas Iscariotes, que foi o traidor”. LC:6 12-16

Para compreender melhor, colocamos Aqui uma reprodução da imagem.
Os apóstolos devem ser observados da direita para a esquerda.

Quem está na cabeceira da mesa é São Simão, que corresponde ao signo de Áries (Signo de fogo e de ação). Simão indica com as mãos a direção a tomar. Áries rege a cabeça na anatomia astrológica, e a testa de Simão é bem realçada na pintura. Sua prontidão ariana também é mostrada pelas mãos desembaraçadas, para agirem conforme a vontade e coragem dos arianos.

Ao seu lado direito, Judas Tadeu, representando Touro. Seu semblante é sereno enquanto escuta Simão (Áries) e vai digerindo lentamente suas impressões, suas mãos na postura de quem recebe algo, caracterizando a possessividade de Touro (que é terra/receptivo, o signo que acumula). No corpo humano, Touro rege o pescoço e a garganta, e o de Judas Tadeu está bem destacado.

Mateus vem em seguida, correspondendo à Gêmeos, signo duplo que rege a interação com as pessoas e a habilidade de colher informações. Mateus tem as mãos dispostas para um lado e o rosto para o outro, revelando o hábito geminiano de falar e ouvir à todos ao mesmo tempo. Mateus era escriba e historiador da vida de Jesus (escreveu um dos 4 livros aceitos como verdadeiros pela Igreja Católica) e Gêmeos rege a casa III, setor de comunicação e conhecimento.

Logo após está São Filipe, representando Câncer. Suas mãos em direção ao peito mostram a tendência canceriana para acolher, proteger e cuidar das coisas. Regido pela Lua, Câncer trabalha com o sentir. Filipe está inclinado, retratado como se estivesse se oferecendo para realizar alguma tarefa.

Ao seu lado está Tiago Menor, o Leonino, de braços abertos, revelando nesse gesto largo o poder de irradiar amor (Leão rege o coração e o chacra cardíaco), ele se impõe nesse gesto confiante, centralizando atenções.

Atrás dele, quase que escondido, está São Tomé, o Virginiano, o famoso “ver para crer”, que, apesar de modesto, não deixa de expressar o lado crítico e inquisitivo de Virgem – com o dedo em riste ele contesta diante de Cristo.

Libra é simbolizado por Maria Madalena, esposa de Jesus. Com as mãos entrelaçadas, ela pondera e considera todas as opiniões antes de tomar posições – Libra rege a casa VII, é o setor do casamento e parcerias, deixado também como mais uma evidência de que os templários possuíam conhecimento sobre o casamento de Jesus e seus descendentes.

Ao seu lado, está Judas Iscariotes, guarda-costas de Jesus, representando Escorpião. Com uma das mãos ele segura um saco de dinheiro (Escorpião rege a casa VIII, que trata dos bens e valores dos outros) e com a outra mão ele bate na mesa, protestando.

Em seguida, Pedro, o Pescador de Almas, representando o alegre Sagitário. Foi ele quem fez o dogma e instituiu a lei da Igreja – Sagitário rege a casa IX, setor das leis, religiões e filosofia. Seu dedo aponta para Jesus – a meta de Sagitário é espiritual. Ele se coloca entre Maria e Judas, trazendo esclarecimentos (luz) à discussão (Sagitário é o “alto-astral” do zodíaco).

Ao seu lado está Santo André, Capricórnio. O signo mais responsável do zodíaco, que com seu gesto restritivo, impõe limites. Seu rosto magro e ossos salientes revelam o biotipo capricorniano. Seus cabelos e barbas brancas e seu semblante sério mostram a relação de Capricórnio com o tempo e a sabedoria.

Ao lado, Tiago Maior, Aquariano, que debruça uma de suas mãos sobre seus ombros, num gesto amigável, enquanto a outra se estende aos demais. Ele visualiza o conjunto, percebendo ali o trabalho em grupo liderado por Jesus. Aquário rege a casa XI, que é o setor dos grupos, amigos e esperanças.

Finalmente, sentado à esquerda, temos São Bartolomeu, o viajante, representando Peixes. Seus pés estão em destaque (que são regidos por Peixes na anatomia astrológica). Ele parece absorvido pelo que acontece à mesa e, com as mãos apoiadas, quase debruçado, revela devoção envolvido pelo clima desse encontro.

Como já disse anteriormente, os iniciados possuem diversas maneiras de passar mensagens uns para os outros bem debaixo das barbas dos profanos. Como disse o Mestre, “quem tiver ouvidos que ouça”.

Até a próxima semana, crianças,
Votos de paz profunda.

Marcelo Del Debbio

#Astrologia #Conspirações

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A Mística dos Sons

Os sons sempre foram tomados em consideração pelos místicos de todos os tempos, por se tratarem de manifestações vibratórias que envolvem princípios altamente efetivos para determinadas práticas. Nas línguas antigas as palavras, além de um sentido comum, tinham também um sentido esotérico, isto é, eles tinham um sentido oculto. Uma palavra não era uma aglomeração casual de sons.

Diz a ciência que nos primeiros agrupamentos da raça humana os homens primitivos pronunciavam sons que atribuíram a determinados objetos, nascendo assim uma forma de linguagem falada. Com o passar dos séculos e com a evolução biológica, os seres humanos tornaram-se muito mais inteligentes e então desenvolveram uma forma de linguagem mais complexa, não mais um simples aglomerado de sons, formando-se então as palavras. Numa segunda etapa descobriram que as palavras podiam envolver poderes. Tomemos um exemplo para ilustrar o que está sendo afirmado. Por exemplo, para dar nome à “guerra” os usaram um aglomerado qualquer de sons. Posteriormente, nas civilizações mais evoluídas, a palavra “guerra” passou a ser uma outra que já não era apenas um simples grupo de sons quaisquer, mas sons especiais que ao serem devidamente emitidos produziam vibrações capazes de irritar as pessoas e incitá-las à luta. Por outro lado, para a palavra “amor” havia um outro grupo de sons capaz de induzir vibrações de dedicação de dedicação e carinho, originando um estado psicológico adequado ao amor. Assim, grande número de palavras tinha também um sentido esotérico além do dar nome às coisas.

Agora vale fazer alguns comentários a respeito do alfabeto hebraico. Aquele alfabeto admitido como sagrado, segundo o mito foi doado a Abraão por Deus. Nele há sons que ao se unirem formando palavras podem provocar estados físicos e psíquicos especiais. Existiram muitas outras línguas que também tinham essa propriedade – o “Alfabeto Sagrado, o Vaitã, o Malachin e vários outros – mas já totalmente caídos no esquecimento. O único que perdurou em uso até o presente foi exatamente o hebraico, contudo, através dos anos, ele já sofreu algumas transformações que, em parte, alteraram o seu significado esotérico”.

A perda do sentido esotérico das letras vem fazendo com que atualmente as palavras de todas as línguas estejam voltando a ser como no início, apenas um aglomerado de sons para dar nome às coisas. Apenas resta o conhecimento esotérico sobre aqueles alfabetos guardados pelas Sociedades Iniciáticas.

A história de vários povos, incluindo a dos hebreus, atribui que cada linguagem era sagrada porque lhes foi ensinada por Deus. Para os que admitem que a terra já sofreu a interferência de seres vindos de outros sistemas, então, para eles há a possibilidade de que tais seres hajam deixado uma forma de linguagem que os terráqueos consideraram desde então como sendo uma linguagem sagrada.

O próprio Deus dos Hebreus tinha uma palavra sagrada composta pelas letras Iod He Vau He e que nunca deveria ser pronunciada, a não ser pelo Sumo Sacerdote, no Templo uma vez por ano.

Esotericamente as letras, e com elas as palavras, têm poderes, porém não é somente o “som” da letra que traz o poder, também a maneira como ela é pronunciada, considerando-se a sua duração, intensidade, timbre e altura.

Por encerrar poder resulta a recomendação evangélica de “não usar o nome de Deus…” Posteriormente foi acrescido das palavras “em vão”.

A energia vibratória gerada pelas palavras não tem a mesma intensidade, ela varia de acordo com as letras, timbre, altura, etc. Há palavras de maior, assim como palavras de menor poder. Daí havia palavras de excepcionais poderes, e uma dela em especial que era denominada de “A Palavra Sagrada”. Trata-se de uma palavra capaz de realizar coisas magníficas, tanto ou quanto fenomenais. Trata-se de uma palavra dotada de uma imensa capacidade de creação. Dentro de certos limites, ela é totipotente. Mas, por ser de uso extremamente restrita tornou-se acabou por se tornar desconhecida, e é por isto hoje é denominada de A PALAVRA PERDIDA. Trata-se de uma palavra que já era conhecida no tempo da Atlântida e de outros ciclos de civilizações. Quase todas as chamadas doutrinas secretas procuraram redescobrir a Palavra Perdida, e muitas delas dizem havê-la conseguida. É possível que isto seja verdade, mas afirmamos que, mesmo na hipótese dela haver sido redescoberta os sons precisos inerentes às suas letras não o foram.

Um outro ponto que vale salientar é o poder da visão. Muito poder está ligado à visão, em especial aos olhos. Em época recente muito foi comentado sobre o assassinato de um grupo de pessoas em Los Angeles por seguidos de Charles Manson. Este, durante o período que esteve preso teve acesso a uma obra esotérica, uma obra ocultista que versava sobre o poder da visão. Na cela ele começou a treinar e a desenvolver o poder da visão. Quando saiu do presídio ingressou num movimento Hippie e fundou uma comunidade com vários jovens que foram induzidos a cometer os assassinatos de 18 pessoas, inclusive a atriz Sharon Tate. Aqueles jovens foram induzidos, não somente pelo uso de drogas, como a imprensa quis fazer acreditar, mas especialmente pelo poder terrível que Manson desencadeou neles. Eles estavam plenamente dominados e fascinados num nível muito além da hipnose pelo poder dos olhos de Manson.

Na realidade é difícil se dizer quem teve maior parcela de culpa no referido massacre; se foram os jovens dominados psiquicamente pelo poder esotérico visual de Charles Manson, se o próprio Charles, ou se alguém que haja traído, ou mesmo negligenciado, os juramentos secretos, descuidando-se de um livro que sob forma alguma deveria cair em mãos profanas e, muito menos, criminosas. Não é que muitos profanos não sejam dignos de terem conhecimentos de tal natureza, mas é porque se faz preciso certo nível de preparação para que uma pessoa possa tentar certos processos mágicos. Antes ela deve se submeter a uma certa disciplina ter conhecimento sobre aquilo que irá usar, especialmente sobre os perigos intrínsecos das coisas secretas.

Para alguns, todo e qualquer conhecimento pode ser dado sem necessidade de “provas”, exatamente para as pessoas equilibradas, mas para outros é necessário alguma espécie de teste que possa provar que eles estão à altura daquele tipo de conhecimento.

Algumas Sociedades Secretas e algumas Religiões conservaram alguma coisa daquele conhecimento sublime referente aos sons. Algumas, sob a forma de vocalizações musicadas – hinos sacros – como, por exemplo, na Igreja Católica onde podemos encontrar o Canto Gregoriano e o Cantochão; outras, sob a forma de Mantras ou de entoação de vogais, que despertam nas pessoas condições místicas especiais.

NO PRÍNCIPIO ERA O VERBO

A própria criação se originou da “palavra”. Isto significa que a própria criação foi a conseqüência de uma emissão vibratória do Princípio Incriado. Não é correto pensar que Deus construiu o mundo com as mãos ou com o emprego de quaisquer instrumentos. Não, simplesmente Ele fez vibrar a Sua Essência, o princípio básico passivo e tudo começou a existir, pois tudo é vibração e som é vibração. (Vide o tema ATRIBUTOS DA DIVINDADE).

Outro ponto que merece ser mencionado diz respeito ao nome individual. O nome tem grande significação oculta para a pessoa, pois qualquer nome tem a capacidade de interferir energicamente e se é assim por que então não está sujeito a advirem influências relacionadas? – Certamente, o nome é algo que merece muita atenção por ter um sentido esotérico decisivo.

O nome que uma pessoa recebia no batismo, no passado, era um nome esotérico e conseqüentemente tinha uma função além daquela de denominar a criança. Então era um nome estudado de acordo com o caráter da criança. Pelo nome muita coisa pode ser feita, por isto os egípcios do período faraônico tinham dois nomes, um secreto que ninguém sabia a não ser ele próprio, o pai, e a mãe; e um outro pelo qual era conhecido.

Evidentemente, neste sentido há um manancial enorme de superstições, mas superstições geralmente resultam das interpretações deformadas ou limitadas de algum princípio real ou de uma lei verdadeira, ou de algum fenômeno mal estudado ou mal compreendido. Assim todo o “tabu” relativo aos nomes se baseia em algo real.

Na China antiga havia um nome habitual e um secreto. Na Índia, a cerimônia de denominação, o Nakarama, que ocorre no l0º ou 12º dia de vida, a criança recebe dois nomes. O verdadeiro nome é secreto, assim a sua identidade esotérica permanece oculta e não podendo ser usada pela magia negra, segundo eles.

Até mesmo as cidades antigas como Atenas e Roma, por exemplo, possuíam nomes secretos, o de Roma, por exemplo, era Fora. O poder da palavra também está refletido no mito de inúmeros povos. Embora se trate de mito, mesmo assim, merece certa atenção porque muitos mitos se baseiam em fatos admitidos.

Nos Contos árabes “As Mil e Uma Noites”, Ali Babá abria a gruta dos ladrões com as palavras; “Abre-te Sésamo”. Não estamos afirmando que aquele conto retrate algo que realmente haja acontecido, mas sim fazendo ver que aquela estória, em muitos pontos, se baseia em conhecimentos conhecidos em outras épocas. Evidentemente com o poder dos sons é possível se abrir algo, ou melhor, produzir efeitos materiais somente com os sons das palavras. Em breve surgirão computadores com capacidade de abrir, ou fechar coisas apenas por comando da voz.

Os cultores da Cabala têm muito cuidado com os nomes próprios e dizem mesmo que uma pequena modificação no nome de uma pessoa pode modificar-lhe completamente a vida.

A própria Igreja Católica até bem pouco tempo não via com “bons olhos” o uso no batismo de nomes formados aleatoriamente, dando preferência àqueles já consagrados pelo uso. Para alguns sacerdotes isto se devia apenas à uma merecida preferência pelo nome tradicional para se homenagear um determinado “santo”, mas na realidade a razão é outra. Trata-se de um conhecimento, que por vir de muito distante no tempo já ficou completamente esquecido por muitos ministros de religiões. Isto data da época em que os cristãos ainda não haviam esquecido e abandonado o lado esotérico do Cristianismo.

Não são apenas os humanos que são sensíveis aos sons e que apresentam modificações de comportamento diante da música. Evidentemente certos animais também são sensíveis, não apenas os animais domésticos, mas também os selvagens. Consideremos, como exemplo as ser-pentes. Quem não tem conhecimento a respeito dos “encantadores de serpentes” tão comuns no oriente! As serpentes[1] ficam como que hipnotizadas pelos sons produzidos por uma flauta, e nisto muitas vezes não está ligado a qualquer tipo de trapaça.

Muitos Livros Sagrados trazem citações sobre o efeito dons sons. Na Bíblia está descrito o episódio em que Josué fez ruir as muralhas de Jericó com o toque de trombetas.

Autor: José Laércio do Egito – F.R.C.

#MagiaPrática #Mantras

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Shinto

Aisatsu yo!

O Shinto, literalmente traduzido como “o Caminho dos Kami”, é uma religião étnica e natural surgida no Japão com o objetivo de cultuar os Kami, entidades sobrenaturais erroneamente denominadas “deuses” – para saber o que são Kami, eu recomendo a leitura deste post aqui.

A origem do Shinto é muito discutida pelos estudiosos orientais. Esteja o seu ponto de origem junto com a formação da cultura japonesa, ou com a influência da filosofia chinesa e do budismo mayahana, o fato é que o Shinto foi moldado à luz de várias religiões estrangeiras. Em geral, é amplamente considerado que o Shinto surgiu como religião a partir de outras formas religiosas tais como o animismo, o shamanismo, o culto aos ancestrais e o culto à natureza, gradualmente moldando seus próprios rituais e formas de culto.

 A adoração aos Kami, visto como o centro do Shinto, mudou bastante com o passar dos anos. A influência budista trouxe o “amálgama de kami e budas”, o chamado Shuugou Shinbutsu, acarretando mudanças na filosofia e nas práticas diárias e de culto nos santuários. Após o período Kamamura (1333 A.D.), surgiram várias teorias xintoístas com base das ideias de Confúcio.

O mais importante impacto religioso e filosófico sobre a estrutura do Shinto foi representado pelo budismo, mas o antigo pensamento chinês e o confucionismo possuem também uma grande influência. A inspiração chinesa deu-se basicamente através do Onmyoudou, que influenciou os rituais de purificação. O próprio Shugendou é um produto do nascente Shuugou Shinbutsu, mas que, após sua consolidação, exerceu sua influência na formação do xintoísmo moderno.

Até um pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial, os santuários e templos xintoístas possuíam uma certa autonomia, o que favoreceu o surgimento de diversas “novas religiões” derivadas do Shinto. Depois da guerra, o sistema de santuário foi consolidado sob o Jinja Honchou (algo como uma associação de santuários xintoístas), permanecendo até os dias de hoje.

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Aoi Kuwan é autora do blog Magia Oriental, dedicado à divulgação das tradições e sistemas de magias orientais, especialmente aqueles ligados ao Japão.

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Movimentos Rosacruzes

Assim como a Maçonaria se intitulava uma Sociedade Secreta, assim também eram os Rosa-Cruzes [cada corrente adota uma maneira especial de grafia: Rosacruz, RosaCruz, Rosa-Cruz, Rosa Cruz]. Hoje, os movimentos Rosacruz são considerados uma Irmandade Secreta, ocultista-cabalística-teosófica, que pretende ter conhecimentos e sabedoria esotérica preservados do mundo antigo.

O tema central dos antigos rosa-cruzes era a reforma geral do mundo. A idéia da Reforma, que no âmbito da Igreja começou com Lutero e seus seguidores, mas que depois ficou atolada no pântano das instituições, teria de ser reavivada e difundida. Agora não se tratava mais de reformar a Igreja, mas na verdade, segundo princípios esotéricos, de reformar o mundo. Os rosa-cruzes assumiam a consideravam como oponentes os jesuítas e os que fossem contra a Reforma. Eles achavam que as pessoas inteligentes de todo o mundo deveriam unir-se para melhorar a sorte da humanidade e aprofundar seus conhecimentos sobre Deus e a Natureza.

Pode-se afirmar que o rosacrucianismo é um tipo de sociedade religiosa eclética, pois admite em seu quadro associativo pessoas de todas as religiões. Tem seus sinais de reconhecimento, palavras de passe e apertos de mão, e também diversos graus hierárquicos, havendo cerimônias especiais para a entrada nesses graus.

Alguns historiadores sugerem a sua origem num grupo de protestantes alemães, entre 1607 ou 1616, quando três textos anônimos foram elaborados e lançados na Europa.

O ano de 1582 foi o ano de mudança de calendário da humanidade. O calendário dito “juliano” cedeu ao “calendário gregoriano”: o dia 5 de outubro de 1582 passou a ser 15 de outubro de 1582. Este fato suscitou impressão sinistra nos povos europeus, já abalados pela revolução marítima, geográfica e histórica do séc. XVI: imaginaram alguns que o mundo estava para acabar, e sombrias profecias se espalhavam pela Europa Central… É sobre este pano de fundo apavorado e dado a alta imaginação que tem origem a Rosa-Cruz.

A história dos rosa-cruzes teve início na pequena cidade alemã de Kassel no ano de 1614, com a publicação de um pequeno manifesto anônimo de 38 páginas intitulado “Fama Fraternitatis R. C. – Reforma geral e comum de todo o amplo mundo” (ou Chamado da Fraternidade da Rosacruz), com um subtítulo, “Mensagem da Irmandade da altamente digna de louvor Ordem de Rosa-Cruz a todos os sábios e líderes da Europa” (vinda da tipografia de Wilhelm Wessel) – ainda que cópias manuscritas do mesmo já circulassem desde 1611, em determinados meios seletos. Ele foi seguido, um ano depois, pelo Confessio Fraternitatis (Confissões da Fraternidade) e, em 1616, por O Casamento Alquímico de Christian Rosenkreutz. Esses três documentos estabeleceram a história, os estatutos e o programa de uma fraternidade até então desconhecida, chamada de a “Ilustre Ordem dos Rosa-cruzes”. Em uma época de enorme tumulto político e religioso, esses documentos louvavam a importância da ética, da moral e da espiritualidade, que poderiam salvar o homem dos erros ocasionados pelos costumes mundanos. Os textos alcançaram um público crescentemente numeroso, e foram republicados em vários países. A Europa inteira tomou-se de entusiasmo pelo personagem que ocupava o centro desses novos ensinamentos, um personagem de perfil lendário: Christian Rosenkreutz.

Outros dois documentos sucederam-no: Confessio Fraternitatis (“Confissões da Fraternidade Rosacruz”) (1615), publicado simultaneamente em Kassel e Frankfurt, e Chymische Hockeit Christiani Rosenkreuz (“Núpcias Alquímicas de Christian Rozenkreuz”) (1616), publicado na então cidade independente de Estrasburgo (posteriormente anexada pela França, em 1681).

Essa declaração anônima causou um grande estardalhaço tanto na Corte como na cidade, conforme provado nas “memórias” e anais da época. Difundiram-se os boatos mais contraditórios.

A publicação destes textos provocou imensa excitação por toda a Europa, provocando inúmeras re-edições e a circulação de diversos panfletos relacionados com os textos, embora os divulgadores de tais panfletos pouco ou nada soubessem sobre as reais intenções do(s) autor(es) original(ais) dos textos, cuja identidade ficou desconhecida durante muito tempo.

A sociedade européia da época, dilacerada por guerras, tantas vezes originadas por causa da religião, favoreceu a propagação destas idéias que chegaram, em pouco tempo, até a Inglaterra e a Itália. A perturbação causada pela Guerra dos Trinta Anos que irrompeu na Europa deve ter tido algo a ver com isso também.

Em Paris, em 1622 ou 1623, foram colocados posters nas paredes, que incluiam o texto: “Nós deputados do principal colégio dos irmãos da Rosa-Cruz, constituímos residência visível e invisível nesta cidade, pela bondade do Altíssimo, para o qual estão voltados os corações dos justos. Mostramos e ensinamos a falar todas as espécies de línguas, para que possamos livrar os homens, nossos semelhantes, de erro mortal” (…) “Os pensamentos ligados ao desejo real daquele que busca irá guiar-nos a ele e ele a nós”. Em uma Europa dilacerada por guerras religiosas entre católicos e protestantes, o conteúdo dos manifestos rosa-cruzes encontrou solo fértil. Os panfletos circularam rapidamente e logo as idéias da fraternidade eram assunto de conhecimento geral.

Havia diversas razões para tal sucesso. Os objetivos da ordem correspondiam aos propósitos sociais, espirituais e intelectuais das novas elites literárias e científicas européias. Muitas pessoas se sentiam atraídas pela mentalidade progressista da fraternidade, visto que, quando se tratava de admitir novos membros, os rosa-cruzes não faziam distinção de raça, sexo ou posição social.

Muitos alquimistas e “místicos” puseram-se a procurar alguma sede da Rosa-Cruz para nela ingressar. Todavia ninguém encontrava núcleo algum da mesma. Aparentemente sem um corpo dirigente central, assumem-se como um grupo de “Irmãos” (Fraternidade). Em conseqüência, os admiradores mais hábeis tentaram organizar eles mesmos, e segundo os padrões indicados nas citadas obras anônimas, Sociedades Secretas ditas “Rosa-Cruz”. Principalmente na Renânia (Alemanha) fundaram-se numerosos grupos de Irmãos Rosa-Cruz. Nomes como Michael Maier e Robert Fludd apareciam como admiradores das doutrinas rosacruzes.

Logo após terem sido lançados, uma série de outros textos, livros e panfletos surgiram como resposta, alguns defendendo, outros atacando os textos originais.

Entre os anos de 1618 e 1625 existiram aproximadamente 20.000 publicações direta ou indiretamente relacionadas com o Rosacrucianismo editadas por admiradores externos que desejavam apoiar o movimento ou, na maioria dos casos, por inimigos tentando subvertê-lo e desacreditá-lo através da publicação de alegações que consideravam absurdas.

Durante esse período, uma série de organizações também teriam a sua vez nos anos que se seguiram a publicação dos primeiros manifestos rosacrucianos. O mito Rosacruz estava finalmente estabelecido

#Alquimia #Rosacruz

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O Druidismo – Claudine Bouchet

Bate-Papo Mayhem #107 – 21/11/2020 (Sabado) Com Claudine Bouchet – O Druidismo – 16h Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados.

Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui. Faça parte do Projeto Mayhem aqui:

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#Batepapo #druidas

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O Cérebro, os Rituais e o Tempo

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio… você começará a perder a noção do tempo.
Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea. Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.

Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: Nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho. Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade. Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.
É quando você se sente mais vivo. Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e ‘apagando’ as experiências duplicadas.
Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente. Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.
Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo. Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência).
Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa… São apagados de sua noção de passagem do tempo… Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida. Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações…enfim…as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.
Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a… ROTINA.

Não me entenda mal. A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo:
M & M (Mude e Marque). Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um
ritual, uma festa ou registros com fotos. Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas. Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).
Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais. Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente. Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes… Seja diferente. Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos… … em outras palavras…. .. V-I-V-A. !!!

Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o… do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.
Cerque-se de amigos. Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.
Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é? Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.

Por Airton Luiz Mendonça

#Rituais #Tempo

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E se Deus fosse o Charlie Sheen?

charlie-sheen

“Eu acreditaria somente em um Deus que soubesse dançar”. Quando Nietzsche disse essa frase, provavelmente estava pensando em Shiva, que dá o pontapé inicial (e final) na criação de Brahman. Por que Shiva? Provavelmente por ele ser o Senhor da Dança e das artes, dança que está intimamente relacionada com o movimento do Universo e o ciclo de vida e morte. Mas, também, pela relação alegórica, pessoal e até mesmo divertida que o povo hindu tem com os deuses (que, na verdade, são apenas manifestações do incogniscível Brahman).

Personalizar Deus é um erro que geralmente leva ao ridículo das religiões que explicam que Deus é isso ou aquilo, colado em vidros de carros e pintado em para-choques de caminhões. Só que a negação de Deus é outro ridículo, pois pressupõe um conhecimento de TODA a Criação de TODO o Universo para poder afirmar com certeza que não há uma inteligência regendo a manifestação da matéria e anti-matéria em todo o Universo. A negação de Deus exigiria para isso um… outro Deus.

Creio que seja um consenso entre os estudiosos de religião que Deus não pode ser definido. Toda tentativa (seja na Torah, no Corão, no Cristianismo) é apenas uma figura de linguagem, imperfeita, limitada. Quando Moisés perguntou à sarça ardente (a manifestação de Deus na Torah) “qual o seu nome?” Deus retornou: EU SOU O QUE SOU. Um eterno SER e VIR A SER, que fica melhor traduzido como “Eu me torno aquilo que me torno”.

Essa introdução toda é para um texto interessantíssimo e hilário que encontrei em um forum gringo por volta de 2005, e que mostra uma visão bem… particular de Deus, onde a geração dos anos 80 (na qual me incluo) vai se identificar bastante, enquanto rola de rir. A linguagem é chula, tem frases que vão ofender os puritanos e religiosos praticantes (eu não leria se fosse vocês), mas a mensagem é de libertação e (quem diria) comunhão com Deus, seja ele ou não o Charlie Sheen.

E se Deus fosse um de nós? Tipo o Topper Harley?

Você pode até achar difícil de acreditar, mas tenho uma ótima relação com Deus. Sei que provavelmente você acha que eu sou uma atéia, mas nada poderia estar mais distante da verdade. Eu amo Deus. Se Deus estivesse aqui agora, eu pagaria um boquete Nele. (Eu sou uma mulher, então fodam-se os homofóbicos)

Sabe, o problema da maior parte das pessoas é que elas não têm a menor idéia de como manter uma relação com Deus, porque ficam presas ao infinito, ao indefinível. Ou ainda pior, passaram muito tempo ouvindo ao ministro, pastor, ancião, padre, rabino ou mulá. Esse povo não é especialista em Deus. Eles podem saber sobre pedofilia, apropriação indébita de dinheiro público, onde comprar os melhores frios da cidade ou material para montar bombas caseiras, mas não sabem porra nenhuma sobre Deus.

Você tem que pensar em Deus em termos humanos. Em vez de se preocupar com sua relação com Deus, imagine que você está tentando estabelecer um relacionamento com o Charlie Sheen. Por quê o Charlie Sheen? Porquê tal como com Deus, muita gente gostaria de ter uma melhor relação com o Charlie Sheen. E, assim como Jesus, Charlie Sheen anda com várias prostitutas e tem um cabelo da hora.

O primeiro passo para melhorar seu relacionamento com Deus/Charlie Sheen é parar de pedir coisas para Ele. Claro que Ele tem uma porrada de coisas legais, do qual não sentiria a menor falta se desse para você. Ele tá lá comendo a Denise Richards e tudo o que você quer é dinheiro o bastante para uma torradeira nova. Bem, infelizmente o Charlie ganhou todo o rico dinheirinho dele com muita cera quente nos mamilos e crack, e por isso Ele não vai simplesmente lhe dar um maço de notas. Assim como Deus, Charlie recebe pedidos de gente que ele não conhece o tempo todo. E mesmo que Ele lhe conhecesse, Ele simplesmente não pode te dar tudo o que você quer. Isto faria com que Deus fosse o OJ Simpson. Você quer que Deus seja o OJ Simpson? Eu acho que não. Tá començando a entender como Deus funciona?

A segunda coisa a fazer para melhorar seu relacionamento com Deus/Charlie Sheen é parar de responsabilizá-Lo por coisas que você fez, ou deixou de fazer. Nada é mais irritante para Ele do que dizer “Se eu não consegui o emprego, foi porquê o Charlie Sheen não quis que eu conseguisse.” ou então “Ah, mas o Charlie Sheen vai me livrar dessa multa por alta velocidade, mesmo agora que eu tou entupido de anfetaminas, antiácido e caipirinha”. Eu não estou dizendo que o Charlie nunca vai te ajudar, mas você tem que assumir responsabilidades! “O Charlie quer que eu espanque essa prostituta, afinal de contas ele não atirou na Kelly Preston?” Acredite, o Charlie provavelmente não quer que você espanque a puta, e assim mesmo, é você que está segurando o porrete.

A terceira coisa a fazer para melhorar seu relacionamento com Deus/Charlie Sheen é parar de falar merda a respeito Dele. Não saia por aí se vangloriando de quanto você O conhece, e que todo mundo deveria conhecê-Lo. Seu relacionamento com Ele não é especial. Fora isso, o Charlie já tem amigos saindo pelo ladrão. Se outras pessoas quiserem alguma relação com o Charlie Sheen, a única coisa que precisam fazer é ir ao clube de strip mais próximo.

A quarta coisa a fazer para melhorar seu relacionamento com Deus/Charlie Sheen é parar de ir à casa Dele. Você gostaria que alguém visitasse sua casa todo santo Domingo??? Mesmo que você vá até lá para louvá-Lo, é um exagero. Além disso, preste atenção no monte de babacas à sua volta. Eles não são amigos Dele de verdade. Estão lá apenas porquê querem algo, ou querem culpá-Lo pelas coisas. Você não precisa estar relacionado a estas pessoas.

Finalmente, pare de questionar tudo o que ele faz. Ele fez coisas boas como “Wall Street – Poder e cobiça” e “Top Gang” e “Top Gang II – A missão”. Mas também fez porcarias como “Trabalho Sujo” e “Two and a Half men”. Ele pediu divórcio da atriz pornô Ginger Lynn. Algumas das coisas que Ele faz estão aquém da nossa compreensão humana.

Tente ser um bom amigo dEle para variar. Assim, quando você morrer, você pode ir morar com ele em Malibu. Espero que este pensamento lhe conforte. Da próxima vez eu explico porquê amar o demônio é como sodomizar a Paula Abdul.

#Humor #Religiões

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/e-se-deus-fosse-o-charlie-sheen

Teoria da Magia – II – Sistemas Mágicos

SISTEMA DA GOLDEN DAWN (AURORA DOURADA):

É uma fusão rígida da Cabala prática com a Magia Greco-Egípcia. Seu sistema complexo de Magia Ritual é firmemente baseado na tradição medieval Européia. Há uma grande ênfase na Magia dos Números. Os paramentos rituais são de uma impressionante riqueza simbólica, bem como os rituais são bastante variados de acordo com a finalidade e o grau mágico dos participantes. Suas iniciações são por graus, começando pelo Neófito (0=0), indo até os graus secretos (6=5 e 7=4), alcançados, e conhecidos, por poucos; até a bem pouco tempo, fora da Ordem pensava-se ser o 5=6 o grau máximo da Aurora Dourada. Curioso que na Golden Dawn não se praticava (nem se aceitava) a Magia Sexual.

Deste Sistema propagou-se o uso de Sigilos e Pantáculos, bem como ressurgiu o interesse pela Cabala, Numerologia, Astrologia e Geomancia. Além disso, sua interpretação e simplificação do Sistema-dos-Tattwas do livro “As Forças Sutis da Natureza” de autoria de Rama Prasad, permitiu uma grande abertura. Uma das mais importantes adições ao ocultismo ocidental, dada pela Golden Dawn, foi através de seu método de “Criação de Imagens Telesmáticas” (sobre o assunto, ver o texto relativo ao mesmo).

SISTEMA THELÊMICO (THELEMA, ALEISTER CROWLEY):

Criado acidentalmente (foi a partir da visita de uma Entidade que Aleister Crowley tomou o direcionamento que o faria criar este sistema), este Sistema original é, atualmente, um dos mais comentados e pouco conhecidos. Tendo como ponto de partida o “LIBER AL VEL LEGIS” (O LIVRO DA LEI), ditado por uma Entidade não-humana (o Deus Egípcio HÓRUS, Deus da Guerra), o sistema Thelêmico ampliou suas fronteiras, fazendo uma revisão na Magia Ritual, na Magia Sexual e nas Artes Divinatórias. Faz uso, a “Corrente 93”, das Correntes Draconiana, Ofidioniana e Tifoniana.

Thelema, em grego, significa vontade.

Os Thelemitas reconhecem como equivalente numerológico cabalístico o número 93. Os Thelemitas chamam aos ensinamentos contidos no “LIVRO DA LEI”(THE BOOK OF THE LAW) de “Corrente 93”. As duas frases mágicas dos Thelemitas são “FAZ O QUE TU QUERES POIS É TUDO DA LEI” (“DO WHAT THOU WILT SHALL BE THE WHOLE OF THE LAW”) e “AMOR É A LEI, AMOR SOB VONTADE” (“LOVE IS THE LAW, LOVE UNDER WILL”), que dizem respeito aos mais sublimes segredos do “LIVRO DA LEI”. As músicas “A LEI” e “SOCIEDADE ALTERNATIVA”, de autoria de Raul Seixas, definem bem a filosofia Thelemita, que não tem nada a ver com as bobagens que andam dizendo por aí. Rituais importantes são realizados nos dois solstícios e nos dois equinócios, o que demonstra uma influência da Bruxaria.

Aleister Crowley foi iniciado na Golden Dawn; associou-se, após abandonar a mesma, com a A.:A.: (ARGENTUM ASTRUM, ESTRELA DE PRATA), também chamada de GRANDE FRATERNIDADE BRANCA, e com a O.T.O. (ORDO TEMPLI ORIENTIS, ORDEM DOS TEMPLOS DO ORIENTE), as quais ele moldou de acordo com suas crenças e convicções pessoais. Muitos confundiram Thelema com Satanismo, o que é um imenso engano. Há muitas Ordens Thelêmicas, como a O.R.M (Ordo Rosae Misticae), por exemplo, que seguem a filosofia básica, mas com ditames próprios – como utilizar uma “Árvore da Vida” com doze “esferas” (fora Daath), o que resulta num Tarot com 24 Arcanos Maiores.

Há, porém, uma cisão da O.T.O, a O.T.O.A. (Ordo Templi Orientis Antigua, Ordem dos Templos do Oriente Antiga), ocorrida quando Aleister Crowley assumiu a “direção” da O.T.O. mundial; a O.T.O.A. mantém-se fiel à tradição pré-crowleyana, contendo em seu cabedal muitos ensinamentos do VUDÚ Haitiano. A O.T.O.A. é dirigida por Michael Bertiaux, cuja formação mágica é Franco-Haitiana. Foi ele, aliás, quem introduziu os ensinamentos de Crowley na O.T.O.A., tornando-a, assim, uma das Ordens Mágicas com maior quantidade de ensinamentos a dar. A O.T.O.A., além das Correntes citadas acima (Draconiana, Ofidioniana e Tifoniana), também faz uso da Corrente Aracnidoniana. O sistema da O.T.O. também funciona por graus, indo desde o grau Iº até o VIIº, com muita teoria; daí, vem os graus realmente operativos, o VIIIº (Auto-Magia Sexual), o IXº (Magia Heteroerótica) e o XIº (Magia Homoerótica); existe ainda o grau Xº, que não é porém um grau mágico, mas político-administrativo, sendo seu portador eleito pelos outros portadores dos graus IXº e XIº (o candidato a grau X deverá ser um deles), tornando-se o líder nacional da Ordem. Aleister Crowley era portador do grau-mágico XIº da O.T.O..

SISTEMA AURUM SOLIS:

Uma variação do Sistema da Golden Dawn, bastante completo, tendo como principal adição ao Sistema mencionado, o uso de práticas de Magia Sexual – muito embora seus métodos dessa forma de Magia não pareçam ser muito potentes. Mas contém no seu bojo todo o material técnico da Golden Dawn, exceto ter realizado uma simplificação na simbologia dos paramentos. Este grupo é liderado pelos renomados ocultistas Melita Denning e Osborne Phillips.

SISTEMA SALOMÔNICO (de SALOMÃO):

Basicamente consiste no uso de Sigilos e Pantáculos de Inteligências Planetárias, que serão Evocadas, ou Invocadas sobre Talismãs e Pantáculos.

É um sistema importante que foi aproveitado por quase todas as Ordens Ocultas hoje em atividade.

SISTEMA DA MAGIA PLANETÁRIA:

Criado pelo grupo “Aurum Solis”; baseia-se em rituais destinados a Evocar ou Invocar os “Espíritos Olímpicos”, Entidades Planetárias (Inteligências), ou Arquétipos (dos Arcanos do Tarot, Seres ou Deuses/Deusas Mitológicos, entre outros). É um sistema prático, completo, eficiente, de poucos riscos e fácil de colocar em prática.

SISTEMA SANGREAL:

Criado pelo famoso ocultista William G. Gray, é um Sistema que busca fundir a Tradição Ocidental em suas principais manifestações: a Cabala e a Magia. Na verdade, a Cabala aqui abordada é a teórica, que aliás é utilizada em todas as Escolas de Ocultismo, exceto aquelas que abraçam o Sistema de Cabala Prática de Franz Bardon, do Sistema Hermético. Apesar disso, é um Sistema bastante completo e racional, que tem fascinado os mais experientes e competentes ocultistas da atualidade. A obra de W.G.Gray é extensa mas não excessiva, o que contribui para facilitar o estudo deste Sistema.

Sua principal característica é a de “criar” (dentro de cada praticante) um “sistema solar em miniatura”. A partir daí, cada iniciado trabalha em seu Microcosmos e no Macrocosmos de forma idêntica.

SISTEMA DOS TATTWAS:

É um método de utilização dos símbolos gráficos orientais representantes dos cinco elementos (Éter/Akasha, Fogo, Água, Ar, Terra). Usa-se o desenho pertinente como forma de meditação e expansão da mente – transformando-se, mentalmente, o desenho em um “portal”, daí penetrando nesse “portal”, indo dar, mentalmente, em outras dimensões. É um eficiente método de auto-iniciação.

SISTEMA DE PATHWORKING:

Idêntico em tudo ao Sistema dos Tattwas, exceto que utiliza-se desenhos relativos às Esferas e Caminhos (“Paths”, daí o nome) da Árvore-de-Vida, que é um hieróglifo cabalístico. Pode-se, alternativamente, utilizar-se de Sigilos de diversas Entidades (visando “viajar” para as paragens habitadas por aquelas), ou até mesmo Vévés (Sigilos do Vudú), com a mesma finalidade – a auto-iniciação.

SISTEMA SATANÍSTICO (SATANISMO):

É um fenômeno cristão; só existe por causa do Cristianismo. Baseia-se no dualismo Deus-Diabo, presente em tantas culturas; no dualismo Bem-Mal, presente no inconsciente coletivo. Historicamente, o Satanismo como culto organizado nunca existiu, até a criação da Igreja de Satã, fundada em 30 de Abril de 1966, por Anton Szandor La Vey, na Califórnia, Estados Unidos. A partir de então, o Satanismo passou a contar com rituais específicos, buscando criar versões próprias da Magia Ritual e da Magia Sexual, além de ter sua própria versão da Missa Católica, chamada MISSA NEGRA. Basicamente, tudo como convencionou-se chamar de Magia Negra (submeter os outros a nossa vontade, causar enfermidades, provocar acidentes ou desgraças e até a mesmo a morte dos outros, obter vantagens em questões legais, em assuntos ilegais ou imorais, corromper a mente alheia, etc.), tem lugar entre os Satanistas. Na corrente da Igreja de Satã, não se prega o sacrifício animal, substituído pelo orgasmo sexual; o sacrifício humano inexiste, ao menos com a pretensa vítima “ao vivo” – é aceitável realizar um ritual visando a morte de outrem, que, então, será uma “vítima sacrificial”, embora não seja imolada num altar, á lá alguns Satanistas que praticam a imolação de pessoas. Portanto, os Satanistas modernos podem vir a realizar sacrifícios humanos, desde que sejam apenas na forma de rituais representados de forma teatral. Isto é, o sacrifício é de forma simbólica apenas.

Os ensinamentos de La Vey baseiam-se nos de Aleister Crowley, Austin Osman Spare, O.T.O. e F.S. (Fraternitas Saturni), além de fazer extenso uso das “Chamadas Enoquianas”.

O Satanismo de La Vey é um culto organizado, nada tendo a ver com os Satanistas que, volta e meia, são manchete dos noticiários.

Basicamente, a crença do Satanista dividi-se em três pontos:

1) O Diabo é mais poderoso que Deus;

2) aqueles que praticam o mal pelo mal, estão realizando o trabalho de Satã, sendo, portanto, seus servidores;

3) Satã recompensa seus servidores com poderes pessoais e facilita-lhes satisfazer e realizar seus desejos.

Satanistas verdadeiros são raros, a grande maioria dos que se dizem tal são simplesmente pessoas possuídas por forças desconhecidas que invocaram – e seu destino será a cadeia, o manicômio ou a tumba, depois do suicídio.

Satanismo não é Luciferianismo. Ver mais abaixo “Luciferianismo”.

SISTEMA DA MAGIA SAGRADA DE ABRAMELIM (OS QUADRADOS MÁGICOS):

Um tipo de Magia Ritual cujo alvo principal é a conversação com o próprio Anjo da Guarda; depois, se fará uso de uma série de Quadrados Mágicos que evocam energias diversas. É um sistema poderoso e perigoso, no qual muitos experimentadores se “deram mal”, aliás, muito mal.

As instruções dadas no famoso livro que ensina este Sistema não devem ser levadas a cabo “ao pé da letra”, de forma irrefletida; deve-se, porém, ter total atenção aos ensinamentos, antes de colocar os mesmos em prática. Como em todos os textos antigos, aqui também muita coisa está cifrada ou velada.

Deste poderoso Sistema apareceram inúmeras práticas com “quadrados mágicos” que nada têm a ver com o Sistema ensinado nesta obra.

SISTEMA ENOQUIANO (MAGIA ENOQUIANA, ENOCHIAN MAGIC):

É um sistema simbolicamente complexo, que consiste na Evocação de Energias ou Entidades de trinta esferas de poder em torno da Terra. É um sistema poderoso e perigoso, mas já existem diversos guias prático no mercado, que permitem uma condução relativamente segura. Este Sistema foi descoberto por John Dee e Edward Kelley; posteriormente, foi aperfeiçoado pela Golden Dawn, por Aleister Crowley e seus muitos seguidores, entre eles vale destacar Gerald Schueler. Os “nomes bárbaros” a que se referem muitos textos de ocultismo são os “nomes de poder” utilizados neste Sistema Mágico. Aqui, trabalha-se num universo próprio, distinto daquele conhecido no Hermetismo e na Astrologia. Busca-se contato com Elementais, Anjos, Demônios e com o próprio Anjo da Guarda. Dizem alguns entendidos que a famosa “Arca da União” é o “Tablete da União”, peça fundamental deste Sistema. Esse “Tablete da União” encontra-se a disposição de qualquer Mago que cruze o “Grande Abismo Exterior”, após a passagem pelo sub-plano de ZAX, no Plano Akashico, Etérico ou “do Espírito”, local aonde estão situados os sub-planos LIL, ARN, ZOM, PAZ, LIT, MAZ, DEO, ZID e ZIP, os últimos entre os 30 Aethyrs ou sub-planos. Essa região é logo anterior ao último “anel pelo qual nada passa”, tudo isso dentro do conceito do Universo pela física enoquiana.

Para encerrar nossa abordagem sobre a Magia Enoquiana, um aviso:

Muito cuidado ao pronunciar qualquer palavra no idioma enoquiano, pois as mesmas tem muita força, podendo provocar manifestações nos planos sutis mesmo que as “chamadas” tenham sido feitas de forma inconsciente ou inconsequente.

SISTEMA DA BRUXARIA (WITCHCRAFT):

Até virem à luz os trabalhos de Gerald Gardner, Raymond Buckland e Scott Cuningham, não se podia considerar a Bruxaria um sistema mágico. As bruxas e os bruxos se reúnem nos “covens”, que por sua vez encontram-se nos “sabbats”, as oito grandes festividades definidas pelos solstícios, pelos equinócios, e pelos dias eqüidistantes entre esses. Os últimos são considerados mais importantes.

A Bruxaria é um misto de métodos de Magia clássica (Ritual, Sexual, etc.), com práticas de Magia Natural (uso de velas, incensos, ervas, banhos, poções, etc.), cultuando Entidade Pagãs em geral. Nada tem a ver com o Satanismo. Bons exemplos do que podemos chamar de Bruxaria, em língua portuguesa, estão no livro “BRIDA”, de autoria de Paulo Coelho. Aquilo lá descrito mostra bem o Sistema da Bruxaria, menos nítido, mas também presente nas suas outras obras. Pena a insistência de algumas pessoas em condenar a bruxaria a um lugar inferior entre os Sistemas Mágicos.

SISTEMA DRUIDA (DRUIDISMO):

Há muito em comum entre o Druidismo moderno e a Wicca (nome dado nos países de língua inglesa à Bruxaria). As principais diferenças residem na mitologia utilizada nos seus rituais (a Celta), além dos locais de culto (entre árvores de carvalho ou círculos de pedras). O Druidismo pode ser rezumido como um culto à Mãe Natureza em todas as suas manifestações rituais.

SISTEMA SHAMÂNICO (SHAMANISMO):

O Shamanismo é a raiz de toda forma de Magia. Floresceu pelo mundo todo, nas mais diversas formas, dando origem a diversos cultos e religiões. Sua origem remonta a Idade da Pedra, com inúmeras evidências disso em cavernas habitadas nessa era. O Shamanismo moderno está ainda embrionário, embora suas raízes sejam profundas e fortes. O Shaman é uma espécie de curandeiro, com poderes especiais nos planos sutis. O Shamanismo caracteríza-se pela habilidade do Shaman entrar em transe com grande facilidade, e sempre que desejado.

SISTEMA DEMONÍACO (GOETIA, GOÉCIA):

Consiste na Evocação das Entidades Demoníacas, Demônios, de habitantes da “Zona Mauva” ou das Qliphás. É uma variação unilateral da Magia Evocativa do Sistema Hermético. Obviamente é um Sistema muito perigoso.

SISTEMA SOLAR:

Aonde se busca, única e exclusivamente, o conhecimento e a conversação com o Anjo da Guarda.

SISTEMA BON-PO (BON-PA):

É um Sistema de Magia originário do Tibete. É uma seita de Magia Negra, com estreitas ligações com as Lojas da FOGC (Ordem Franco-Massônica da Centúria Dourada), sediadas em Munich, Alemanha, desde 1825, com outras 98 Lojas espalhadas por todo o mundo. Na O.T.O.A. faz-se uso de práticas mágicas Bon-Pa. Membros da seita Bon-Pa estiveram envolvidos com organizações sinistras, como a “Mão Negra”, responsável para Arquiduque Ferdinando da Áustria, o que precipitou o mundo na Primeira Guerra Mundial. Durante a era Nazista na Alemanha, membros da seita Bon-pa eram vistos frequentando a cúpula do poder. Outro nome pelo qual a seita Bon-Pa ou Bon-Po é conhecida é “A Fraternidade Negra”. Muitos chefes de Estado, artistas famosos e pessoas de destaque na sociedade, foram ou são vinculados à Bon-Pa ou à FOGC – através de “pactos” feitos com as Forças das Trevas. Vale notar que, na Alemanha Nazista, todas as Ordens Herméticas foram perseguidas e proscritas – exceto a FOGC. E, na China, após a tomada do poder por Mao Tse Tung, todas as seitas foram perseguidas e proscritas – exceto a Bon-Pa. Seriam Hitler e Mao Tse Tung membros das mesmas, assim como seus principais asseclas? Vale a pena ler a obra “FRABATO”, de autoria de Franz Bardon, e a edição do mês de Agosto de 1993 da revista “PLANETA” (Editora Três). Em ambas, muita coisa é revelada sobre a história dessas seitas – inclusive sobre suas práticas nefastas.

SISTEMA ZOS-KIA-CULTUS:

Criado por Austin Osman Spare, o redescobridor do Culto de Priapo. É a primeira manifestação organizada de Magia Pragmática. Baseia-se na fusão da Magia Sexual com a Sigilização Mágica. A obra “Practical Sigil Magic”, de Frater U.: D.: revela seus segredos. É um Sistema eficiente, mas não serve para qualquer pessoa, somente para aquelas de mente aberta e sem preconceitos. O motivo é simples: seu método de Magia Sexual é o conhecido como “Grau VIIIº”, na O.T.O., ou seja, a Auto-Magia Sexual.

SISTEMA RÚNICO (MAGIA DE RUNAS, RUNE MAGICK, RUNES):

Runas são letras-símbolos, cada qual com significados variados e distintos. Tem uso em Divinação, em Magia Pantacular e em Meditação.

Infelizmente, a Cabala das Runas perdeu-se para sempre na noite dos tempos. As Runas tem origem totalmente Teutônica. As Runas tem se tornado um dos mais importantes alfabetos mágicos, talvez devido a seu poder como elementos emissores de ondas-de-forma, talvez devido à facilidade de sua escrita.

SISTEMA ICÔNICO ou ICONOGRÁFICO (antigo Sistema Hebraísta):

Desenvolvido por JEAN-GASTON BARDET, com a colaboração de JEAN DE LA FOYE, é um sistema tecnicamente complexo, que consiste em utilizar as letras de fôrma hebráicas como fonte de emissões-de-ondas-de-forma. Hoje, com o Sistema aprimorado por António Rodrigues, utiliza-se dessas letras, além de outros símbolos ou ícones, para a detecção e criação de “estados esotéricos”, bem como para neutralizar ou alterar energias sutis diversas. É um dos mais potentes que existe, dentro da visão de emissores e detectores de ondas-de-forma. Rodrigues introduziu muitas “palavras de conteúdo mágico” nesse Sistema, muitas das quais oriundas da obra “777”, de Aleister Crowley. Se for utilizado como forma de meditação, ou conjuntamente à Cabala Simbólica (a que faz uso do hieróglifo da Árvore-da-Vida), é eficiente para a prática do “Pathworking”.

SISTEMA DO VUDÚ (VOUDOUN, VOODOO):

Apesar de ser tido como uma religião primitiva, o VUDÚ é, na realidade, um sistema de Magia, aliás bastante completo.

Nele encontramos Invocação, Evocação, Divinação, Encantamento e Iluminação. Práticas não encontradas nos outros Cultos Afro (Candomblé, Lucumí, Santeria), como por exemplo a Magia Sexual, presente no VUDÚ, embora de forma não muito aprimorada, exceto dentro do VOUDON GNÓSTICO e do HOODOO.

As possessões que ocorrem no VUDÚ (como no Candomblé, Lucumí e Santeria), são reais, fruto da Invocação Mágica dos Deuses, Deusas e demais Entidades. Não se trata de uma exteriorização de algum tipo de dupla-personalidade, nem de uma possessão por Elementares ou por Cascarões Avivados (como normalmente ocorre em religiões que fazem uso das mesmas práticas). A possessão no VUDÚ é um fenômeno completo e real. O Deus “monta” o indivíduo da mesma forma que um ser humano monta num cavalo. As Entidades “sobem” do solo para o corpo do indivíduo, penetrando inicialmente pelos seus pés, daí “subindo”, e isso é uma sensação única, que só pode ser descrita por quem já teve tal experiência. Cada LOA (Deus ou Deusa) do VUDÚ tem sua personalidade distinta, poderes específicos, regiões de autoridade, além de insígnias ou emblemas – vevés e ferramentas. Creio firmemente que uma fusão dos Cultos Afro só trará benefícios a todos os praticantes da Ciência Sagrada.

Os avanços do VUDÚ foram tantos, especialmente do VUDÚ GNÓSTICO, do VUDÚ ESOTÉRICO e do VUDÚ DO NOVO AEON, que entre suas práticas encontra-se até mesmo um Sistema Radiônico-Psicotrônico, que faz uso de Máquinas Radiônicas com as finalidades Radiônicas convencionais (Magia de saúde, de prosperidade, de sucesso, de harmonia, combate às Forças das trevas e às Forças Psíquicas Assassinas, combate aos Implantes Mágicos, etc.), além de favorecer as “viagens” mentais e astrais – as viagens no tempo! Esse Sistema foi batizado, por seus praticantes, de VUDUTRÔNICA.

O VUDÚ é, guardadas as devidas proporções, uma “Religião Thelêmica”, posto que a “verdade individual” que se busca no Sistema Thelêmico, culmina aqui com a descoberta do Deus individual, o que resulta numa “Religião Individual”, isto é, a Divindade e toda a religião de um indivíduo é totalmente distinta do que seja para qualquer outra pessoa. E isso é Thelêmico, ao menos em seu sentido mais amplo. As Entidades do Vudú são “assentadas” (fixadas) em receptáculos diversos, que vão desde vasos contendo diversos elementos orgânicos misturados (os Assentamentos), até garrafas com tampa, passando pelas Atuas – caixinhas de madeira pintadas com os Sigilos (Vévés) dos Loas, com tampa, altamente atrativas para os Espíritos. Mas as práticas utilizando elementos da Magia Natural, como ervas, banhos, defumações, comidas oferecidas às Entidades, são todas práticas adicionadas posteriormente ao VUDÚ, não parte integrante desde seu início. No Vudú se faz uso, além da Egrégora do próprio culto, das Correntes Aracdoniana, Insectoniana e Ofidiana.

SISTEMA DE MAGIA DO CAOS (CHAOS MAGIC, KAOS MAGICK, CIRCLE OF CHAOS, CÍRCULO DO CAOS, I.O.T. – Illuminates of Thanateros, Iluminados de Thanateros):

A Magia do Caos tem origem nos trabalhos de Austin Osman Spare, redescobridor do Culto de Priapo. A Magia do Caos é atualmente bastante divulgada por seu organizador Peter James Carroll, além de Adrian Savage.

Os praticantes da Magia do Caos consideram-se herdeiros mágicos de Aleister Crowley (e da O.T.O.) e de Austin Osman Spare (e da ZOS-KIA CULTUS).

Seu sistema procura englobar tudo quanto seja válido e prático em Magia, descartando tudo quanto for mais complexo que o necessário. Caracteriza-se por não ter preconceitos contra nenhuma forma de Magia, desde que funcione!

Está se tornando o mais influente Sistema de Magia entre os intelectuais da modernidade. Entre suas práticas mais importantes vale ressaltar o uso da Magia Sexual, em especial dos métodos “de mão esquerda”.

Seus graus mágicos são cinco, em ordem decrescente: 4º, 3º, 2º, 1º e 0º.

SISTEMA DE MAGIA NATURAL:

Consiste na utilização de elementos físicos, na forma de realizar atos de Magia Mumíaca (éfiges de pessoas, representando-as, tornando-se receptáculos dos atos mágicos destinados àquelas), bem como no uso de banhos energéticos, defumações, pós, ungüentos, etc., visando obter resultados mágicos pela “via do menor esforço”.

SISTEMA NECRONOMICÔNICO (DO NECRONOMICON):

Uma variação da Magia Ritual, que baseia-se na mitologia presente nos contos de horror do autor HOWARD PHILLIPS LOVECRAFT, em especial no Deus Cthulhu, e no livro mágico O Necronomicon (citado com frequência pelo autor). Atualmente, diversos grupos fazem uso deste Sistema na prática, entre eles valendo destacar a I.O.T., a O.R.M. e a Igreja de Satã. Frank G. Ripel, ocultista italiano que lidera a O.R.M., pode ser considerado o mais importante divulgador deste Sistema de Magia, além de ser o renovador do Sistema Thelêmico; mas o grupo I.O.T. tem sido o responsável pela modernização (e explicação racional) deste poderoso Sistema. Aliás, poderoso e perigoso, por isso mesmo atraente. Tão atraente que foi criada uma coleção de RPG’s versando sobre o culto de Cthulhu, o Necronomicon e outras idéias de H.P.Lovecraft.

SISTEMA LUCIFERIANO (LUCIFERIANISMO, FRATERNITAS SATURNI):

Muito parecido com o sistema de Magia da O.T.O. (Thelêmico), centralizando suas práticas na Magia Sexual (em especial nas práticas de Mão Esquerda), na Magia Ritual e na Magia Eletrônica, conta, porém, com uma distinção fundamental do sistema pregado por Aleister Crowley: enquanto na O.T.O busca-se a fusão com a Energia Criadora, através da dissolução do ego, na Fraternitas Saturni (FS) busca-se elevar o espírito humano a uma condição de Divindade, alcançando o mesmo estado que o da Divindade cultuada: LÚCIFER, a oitava superior de SATURNO, cuja região central é o DEMIURGO, e cuja oitava inferior é SATÃ, SATAN, SHATAN ou SATANÁS (e sua contra-parte feminina, SATANA). Portanto, Lúcifer e Satã são entidades distintas.

Na F.S., há 33 graus, alguns mágicos, outros administrativos.

SISTEMA HERMÉTICO (HERMETISMO, FRANZ BARDON):

Sistema amplamente explicado (na teoria e na prática) nas obras de Franz Bardon, reencarnação de Hermes Trismegistos (conforme sua auto-biografia intitulada “FRABATO, THE MAGICIAN”). O sistema Hermético prega um desenvolvimento gradativo das Energias no ser humano, partindo de simples exercícios de respiração e concentração mental, até o domínio dos elementos, daí à Evocação Mágica, e até à Cabala, aonde aprende-se o misticismo das letras e o uso mágico de palavras e sentenças, algumas das quais foram utilizadas para realizar todos os milagres descritos na Bíblia e em outros textos sagrados. Considero este o mais completo e perfeito Sistema de Magia. É o único Sistema totalmente racional e científico.

SISTEMA CABALÍSTICO (QUABBALAH, KABALAH, TANTRA, FÓRMULAS MÁGICAS):

Conforme dito acima, é a prática do misticismo das letras (isto é, do conhecimento das côres, notas musicais, elementos naturais e suas respectivas qualidades, regiões do corpo em que cada letra atua, etc.), daí das palavras e de sentenças; o uso de mais de uma letra, cabalisticamente, tem o nome de Fórmula Cabalística. E Tantra? Tantra no Oriente, Cabala no Ocidente. Há muitas escolas de Tantra, outras tantas de Cabala, mas a que mais me agrada é a de Franz Bardon. Parece-me a mais completa e precisa.

Muitas Escolas de Ocultismo, que utilizam a Cabala como parte de seus ensinamentos, o fazem utilizando a chamada Cabala Teórica, que baseia-se no hieróglifo da Árvore da Vida e suas atribuições. Poucas Escolas utilizam a Cabala Prática, como ensinada por Franz Bardon. As diferenças entre a Cabala Prática e a Teórica são muitas, mas, como principal distinção, na Cabala Teórica o enriquecimento pessoal é apenas a nível teórico, isto é, intelectual, enquanto que na Prática se aprende, se compreende, se vive a realidade do Misticismo das Letras. O mesmo conhecimento que foi utilizado para criar tudo quanto existe no Universo. É simultâneamente Dogmático e Pragmático.

MAGIA ELETRÔNICA:

É uma forma “acessória” da Magia Ritual, utilizando-se de paramentos do tipo “Bobina Tesla” ou “Gerador Van De Graff”, para gerar poderosas energias visando potencializar os rituais.

SISTEMA PSICOTRÔNICO (PSICOTRÔNICA):

É uma forma de Magia Pragmática, pois utiliza do simbolismo próprio do Mago (uma vez que será este a determinar quais os números a serem utilizados, qual o tempo de exposição ao poder do equipamento utilizado, ou ainda uma série enorme de “coisas” passíveis de emissão psicotrônica, detectadas ou determinadas por meios radiestésicos ou intuitivos), aliado à eletricidade e à eletrônica, para produzir seus efeitos. Apesar de utilizar-se de aparato muitas das vezes sofisticado, tem o mesmo tipo de ação que outras variedades de Magia Ritual, isto é, depende inteiramente (ou quase) das qualidades mágicas do operador.

SISTEMA DE EMISSÕES DE ONDAS-DEVIDAS-ÀS-FORMAS (SISTEMA DE ONDAS-DE-FORMA):

É uma forma de Magia Dogmática, posto que faz uso de paramentos e símbolos sem paralelo no sub-consciente do Mago; exceção se aplica aos gráficos que dependem de uma seleção radiestésica de seu design, como, por exemplo, no sistema Alpha-Omega (aonde se seleciona os algarismos numéricos e a quantidade de círculos em torne daqueles, para se construir o gráfico). Neste, este sistema Pragmático. Para exemplificar o uso prático, se utiliza equipamentos bidimensionais ou tridimensionais; os primeiros são os gráficos emissôres, compensadores e moduladores de Ondas-de-Forma, enquanto os outros são os aparelhos tipo pirâmides, esferas ôcas, meias-esferas, arranjos espaciais que parecem móbiles, etc. Neste Sistema, na sua parte tridimensional, é que se utiliza os pêndulos, as forquilhas e demais instrumentos radiestésicos, rabdomânticos e geo-biológicos.

SISTEMA RADIôNICO (RADIôNICA):

É a única modalidade de Magia que, apesar de totalmente encaixada no sistema de Magia Ritual, e herdeira única do sistema Psicotrônico, reúne em si, simultaneamente, as características de Dogmatismo e Pragmatismo.

Os métodos utilizados para a detecção das energias são nitidamente Pragmáticos, uma vez que fazem uso de pêndulos (radiestesia) ou das placas-de-fricção (sistemas sujeitos à Lei das Sincronicidades, de Carl Gustav Jung).

O “coração” do sistema Radiônico, porém, não é seu método de detecção (uma vez que há aparelhos sem nenhum sistema de detecção, como a Peggotty Board, ou Tábua de Cravilhas), mas seu sistema de índices.

Esses índices são em geral descobertos ou criados pelos pesquisadores do sistema em questão, e passados adiante para os outros usuários do sistema, que não são necessariamente pesquisadores.

Assim, quando se utiliza índices desenvolvidos por outras pessoas, se está operando no sistema Dogmático, apesar de que os números presentes nos índices são sempre comuns à mente de qualquer operador – mas as seqüências em que eles aparecem, que formam os índices, o fazem de forma desconhecida ao sub-consciente do operador, portanto de forma Dogmática.

Quando, porém, fazemos uso de índices que sejam fruto de nossas próprias pesquisas ou experiências, trabalhamos, então, de forma Pragmática.

Portanto, em se tratando de Radiônica, somente nossas próprias pesquisas permitem um trabalho totalmente Pragmático.

SISTEMA DO CANDOMBLÉ:

Muito parecido com o Sistema do Vudú, mas simplificado. Na verdade, o Candomblé é um culto aos Deuses e Deusas do panteão Nagô, aonde predomina a Magia Natural, com grande ênfase nos sacrifícios animais, na criação de Elementares Artificiais e em outras tantas práticas mágicas – como os banhos de ervas, o uso de pós mágicos, etc. – , além de Evocações e Invocações das Divindades cultuadas. É um Sistema de grande potencial, infelizmente tornado, ao longo dos anos, inferior ao Vudú, do ponto de vista iniciático.

SISTEMA DA UMBANDA:

Consiste na Invocação de Entidades de um panteão próprio e extremamente complexo, visando obter os favores das Entidades “incorporadas”; também existe a Evocação quando se faz “oferendas” de coisas diversas para as Entidades. É basicamente um culto de “Magia Branca”.

SISTEMA DA QUIMBANDA:

Muito parecido com o Sistema da Umbanda, somente que aquí se trabalha com Entidades demoníacas; é basicamente um culto de “Magia Negra”.

SISTEMA DA WICCA:

Um aprimoramento do Sistema de Feitiçaria, a Wicca é uma religião muito bem organizada e sistematizada, sendo que nela se aboliu a prática de sacrifícios animais, que era frequente na Feitiçaria. Há um ramo mais elitizado da Wicca, a Seax-Wicca, dos seguidores de Gerald Gardner, que busca aprimorar a Wicca, transformando-a num culto menos dogmatizado que a Wicca tradicional.

SISTEMA DE MAGIA SEXUAL:

Temos aquí uma abertura para sete sub-sistemas, quais sejam:

– SISTEMA DA O.T.O.:

Basicamente um método de Magia Sexual que busca a elevação espiritual através do sexo. Tem três graus de aptidão mágica sexual – o VIII, o IX e o XI. Pode ser considerado o Tantra ocidental. Veja “Sistema Thelêmico”.

– SISTEMA DA O.T.O.A.:

É muito parecido com o da O.T.O., porém faz uso não apenas da Magia Sexual praticada físicamente, mas também de práticas astrais desse tipo de Magia.

– SISTEMA MAATIANO:

Criado por dissidentes da O.T.O., tem uma visão mais moderna da Magia Sexual. Sua visão sobre o grau XIº é particularmente distinta.

– SISTEMA DA FRATERNITAS SATURNI (F.S.):

É derivado da O.T.O., mas abertamente Luciferiano. Veja “Sistema Luciferiano”.

– SISTEMA ANSARIÉTICO:

Criado pelos Ansariehs ou Aluítas da velha Síria, é o primeiro dos modernos métodos de Magia Sexual.

– SISTEMA DE EULIS:

Criado por Pascal Beverly Randolph, um iniciado entre os Aluítas, é um método científico de Magia Sexual ocidental, muito poderoso e perigoso. Seu criador era médico, e cometeu suicídio após muitos problemas na vida – era mulato, político liberal, libertino, residente nos Estados Unidos. No século XIX!

– SISTEMA ZOS-KIA:

Criado por Austin Osman Spare, consiste no uso mágico da “Auto- Magia Sexual” ou “Auto-Amor”. É também um Sistema muito potente e perigoso. Seu criador, talentoso artista plástico, morreu esquecido e quase na miséria. Veja em verbete próprio.

– SISTEMA PALLADIUM:

Criado por Robert North, estudioso de Franz Bardon, P.B.Randolph, Aleister Crowley, além de outros mestres do ocultismo. Tem sua doutrina, os Palladianos, no conceito do ser humano pré-adâmico, isto é, no ser humano bisexuado, para o qual o relacionamento sexual era desnecessário para a procriação. Esses seres eram os “Elohim”, “Filhos de Deus”, que criaram o “pecado” relacionando-se sexualmente uns com os outros – o que era desnecessário – , provocando a “queda” da humanidade. Com o “pecado”, veio a “punição”: Deus dividiu o sexo dos seres humanos, o que provocou a expulsão deles do “Édem”, sua “Expulsão do Paraíso”. Baseando-se nessa crença, além de buscar decifrar os ensinamentos ocultos de todos os Mestres, e interpretar o significado oculto da literatura, os Palladianos buscam trazer luz aos conceito tão mal compreendido da Magia Sexual.

E, para concluir, quem cunhou os termos “Magia Dogmática” e “Magia Pragmática”?

Eliphas Lévi introduziu o termo vinculado à Magia, com sua obra “Dogma e Ritual de Alta Magia”. Frater U.:D.:, nos seus “Secret of the German Sex Magicians” e, particularmente, no “Practical Sigil Magic”, introduziu o termo “Magia Pragmática”.

Retirado de:

http://www.mortesubita.org/

#MagiaPrática

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/teoria-da-magia-ii-sistemas-m%C3%A1gicos

666, the Number of the Beast

Publicado no S&H dia 23/5/2008,

Let him who hath understanding
reckon the number of the beast
for it is a human number
its number is six hundred threescore six.
Apocalipse 13:18

Hexakosioihexekontahexaphobia. A lavagem cerebral das Igrejas é tão grande que a ciência precisou inventar um termo para descrever “o medo irracional relacionado ao número 666”.
Mas o que este número possui de tão especial?
Este conjunto de textos a respeito das distorções dos deuses, cerimônias religiosas e símbolos sagrados de outras religiões pela Igreja Católica (e, por conseguinte, de suas seitas evangélicas) não poderia ficar completo sem uma explicação detalhada sobre o número 666. Para quem começou a ler este texto agora, recomendo que leiam primeiro estes textos AQUI, AQUI e AQUI.

Talvez um dos números mais belos e mais injustiçados pela Igreja, o 666 possui profundos significados esotéricos, que remontam desde os tempos egípcios. Ao contrário da crença popular, incentivada por todo tipo de malucos religiosos e “satânicos”, a história do número 666 começa junto com a Kabbalah, nos primórdios da história judaica.

Antes de explicar o que vem a ser o 666, precisarei explicar o que é um Kamea dentro da tradição da Kabbalah. Um Kamea é um “quadrado mágico” contendo os números e nomes (da conversão numérica para o alfabeto hebraico) divinos que servem como janelas para entender a natureza do ser humano e como ela interage com o macrocosmos.

Um kamea é representado como um quadrado contendo divisões internas, de acordo com a sefira da Kabbalah que aquele planeta representa: Então o Kamea de Saturno/Binah é um quadrado dividido em 3×3, o de Júpiter/Chesed 4×4, o de Marte/Geburah 5×5, o do Sol/Tiferet 6×6, o de Vênus/Netzach 7×7, o de Mercúrio/Hod 8×8 e o da Lua/Yesod 9×9.
Cada Kamea possui em seu interior os números de 1 até o quadrado da Sefira, dispostos de maneira que a SOMA de todas as linhas e colunas seja sempre o mesmo número.

Assim sendo, o Kamea de Saturno possui números de 1 a 9 (e cada linha/coluna soma 15 – ver na imagem ao lado), o de Júpiter de 1 a 16 (e cada linha/coluna soma 34), o de Marte de 1 a 25 (e cada linha/coluna soma 65), o do Sol de 1 a 36 (e cada linha/coluna soma 111), o de Vênus de 1 a 49 (e cada linha/coluna soma 175), o de Mercúrio de 1 a 64 (e cada linha/coluna soma 260) e o da Lua de 1 a 81 (e cada linha/coluna soma 369).

Além disto, cada Planeta está associado diretamente a um número sagrado, que é a somatória de todos os valores dentro do Kamea. Assim sendo, o número associado de Saturno/Binah é 45 (1+2+3+4+5+6+7+8+9), Júpiter/Chesed é 136, Marte/Geburah é 325, Vênus/Netzach é 1225, Mercúrio/Hod é 2080 e a Lua/Yesod é 3321.

E o Sol?
Se somarmos os números do Kamea do SOL, teremos 1+2+3+4…+34+35+36… adivinhem que número resulta desta soma? Isso mesmo… pode fazer as contas na sua calculadora, eu espero.
Calculou?
Exato. 666.

Assim sendo, na Kabbalah, o número 666 sempre representou Tiferet, o SOL. Desde muito e muitos milhares de anos atrás… Simples assim. Nada de tinhosos, capetas, apocalipses nem dragões de sete cabeças ainda.

Tiferet representa o ser Crístico que habita dentro de todos nós. Dentro da Kabbala, representa todos os deuses iluminados e solares:Apolo, Hórus, Bram, Lugh, Yeshua, Krishna, Buda, todos os Boddisatwas, todos os Mestres Ascencionados, todos os Serenões, todos os Mentores, todos os Pretos-velhos e assim por diante. Escolha uma religião ou filosofia e temos um exemplo máximo a ser atingido.
Tiferet representa a união do macrocosmos com o microcosmos, o momento onde o homem derrota o dragão simbólico (que representa os quatro elementos) e se torna um iluminado e, como tal, senhor de seu próprio destino. Tiferet é o mais alto grau de consciência que um encarnado pode atingir.
Desta maneira, quando se tornar um iluminado e senhor de seu próprio destino, o homem não vai mais se submeter aos mandos e desmandos de nenhuma religião dogmática… estão começando a entender da onde vem a associação da Igreja entre o 666 e o “anticristo”?
Mas ainda estamos muitos mil anos antes do Apocalipse (Livro das revelações)… o 666 ainda aparecerá na Bíblia antes disso.

O 666 e a Bíblia
Quase todas as pessoas acreditam que o número 666 aparece apenas no tal do “Apocalipse”, ou Book of Revelations (Livro das revelações), mas a verdade é que este número já aparece bem antes na própria bíblia, em um contexto muito mais significativo e esotérico, como veremos logo a seguir:
Vamos observar 1Reis 10:1-18, que fala sobre o encontro de Salomão com a Rainha do Sabá, o momento onde o conhecimento da Kabbalah é mesclado com as grandes tradições africanas (e isto será muito importante em posts futuros quando eu for falar de Umbanda e Candomblé e suas raízes dentro da Kabbalah). Salomão encontra-se com a rainha do Sabbat, que lhe faz inúmeras perguntas e ele consegue responder a todas, deixando-a impressionada com seu conhecimento. Há muitas histórias interessantes que se desdobram deste acontecimento, mas uma coisa de cada vez: hoje é o 666.
Eu gosto de usar a versão do King James, de 1611, mas quem não souber ler em inglês pode ler a versão traduzida AQUI.

10: 1 And when the queen of Sheba heard of the fame of Solomon concerning the name of the LORD, she came to prove him with hard questions.
10: 2 And she came to Jerusalem with a very great train, with camels that bare spices, and very much gold, and precious stones: and when she was come to Solomon, she communed with him of all that was in her heart.
10:3 And Solomon told her all her questions: there was not [any] thing hid from the king, which he told her not.
10: 4 And when the queen of Sheba had seen all Solomon´s wisdom, and the house that he had built,
10: 5 And the meat of his table, and the sitting of his servants, and the attendance of his ministers, and their apparel, and his cupbearers, and his ascent by which he went up unto the house of the LORD; there was no more spirit in her.
10: 6 And she said to the king, It was a true report that I heard in mine own land of thy acts and of thy wisdom.
10: 7 Howbeit I believed not the words, until I came, and mine eyes had seen [it]: and, behold, the half was not told me: thy wisdom and prosperity exceedeth the fame which I heard.
10: 8 Happy [are] thy men, happy [are] these thy servants, which stand continually before thee, [and] that hear thy wisdom.
10: 9 Blessed be the LORD thy God, which delighted in thee, to set thee on the throne of Israel: because the LORD loved Israel for ever, therefore made he thee king, to do judgment and justice.
10:10 And she gave the king an hundred and twenty talents of gold, and of spices very great store, and precious stones: there came no more such abundance of spices as these which the queen of Sheba gave to king Solomon.
10: 11 And the navy also of Hiram, that brought gold from Ophir, brought in from Ophir great plenty of almug trees, and precious stones.
10: 12 And the king made of the almug trees pillars for the house of the LORD, and for the king´s house, harps also and psalteries for singers: there came no such almug trees, nor were seen unto this day.
10: 13 And king Solomon gave unto the queen of Sheba all her desire, whatsoever she asked, beside [that] which Solomon gave her of his royal bounty. So she turned and went to her own country, she and her servants.
10: 14 Now the weight of gold that came to Solomon in one year was six hundred threescore and six talents of gold,

Ou seja, em 1Reis 10:14 (e também em Crônicas 9:13) temos o número 666 mencionado pela primeira vez na Bíblia, quase MIL anos antes do “Apocalipse”. E aparecendo “coincidentemente” associado à figura do maior ocultista do Velho Testamento, Shlomo HaMelech, o rei Salomão!

HaShem (Deus) oferece a ele tudo o que quisesse, mas ele pede apenas por Sabedoria e Conhecimento. O peso em ouro que Salomão recebia anualmente era de 666 talentos. Este número representa a emanação solar e está relacionada diretamente com os Mistérios Iniciáticos da Construção do Templo (Beith haMikdash) como um canal para escoar o fluxo de energia direto da fonte para o mundo.
O Templo Simbólico também conecta a Rainha (mãe Terra, Malkuth) com o Rei (o Sol, a fonte divina) e envolve os mecanismos mais profundos da simbologia da criação.
Desta forma, vemos que o número 666 não é maligno, embora o poder que representa, quando usado fora do equilíbrio, pode causar graves destruições ou danos. Com um conhecimento básico de Kabbalah, ao examinarmos a primeira frase do Livro das revelações, temos:

“Here is wisdom. Let him that hath understanding count the number of the beast: for it is the number of a man; and his number [is] Six hundred threescore [and] six.”

“Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis”

Wisdom (Sabedoria) e Undestanding (Entendimento) são as duas esferas mais altas da Kabbalah, Hochma e Binah. A Besta é Chayah (Chorozon, para quem estuda Thelema), o Abismo que separa o mundo divino do mundo das ilusões em que vivemos. Aquela separação entre as esferas 1, 2 e 3 e o Mundo das Ilusões (Matrix).
O Chayah é um nível especial de iniciação dentro do Chayoth HaKodesh, que vai representar a escolha final de um Magister Templi quando ele chega a iluminação. Portanto é um número humano e ao mesmo tempo divino. O número do Sol.
As conexões entre Tiferet e Binah/Hochma representam os dois vértices do “continuum”, ou seja, o começo e o fim, o alfa e o ômega. 666 representa a pessoa capaz de manipular as emanações divinas e ainda assim permanecer humano encarnado. Nas tradições indianas, este estado é chamado e Vajra (o trovão… isso lembra algum deus grego ou nórdico?)

O Livro de Toth… ops, das Revelações…
O livro do Apocalipse de São João (para católicos e ortodoxos) ou Apocalipse de João (para protestantes) ou (Revelação a João) é um livro da Bíblia de constantino — o livro sagrado do cristianismo — e o último da seleção do Cânon bíblico.

Antes de começar a explicar o que significa, temos de nos deter na palavra “apocalipse”. A palavra apocalipse (termo que foi usado por F. Lücke APENAS em 1832, ou seja, quase 18 séculos DEPOIS que o livro foi escrito) significa, em grego, “Revelação”. Um “apocalipse”, na terminologia do judaísmo e do cristianismo, é a revelação divina de coisas que até então permaneciam secretas a um iniciado escolhido por Deus. Por extensão, passou-se a designar de “apocalipse” aos relatos escritos dessas revelações. Apocalipse nunca quis dizer “fim do mundo” ou outras loucuras semelhantes.

O Livro das Revelações foi escrito por João, um dos mais esotéricos apóstolos, a quem Jesus chamava de “Discípulo amado” e “Filho do trovão” (filho do trovão…). Ele é composto de 22 capítulos, cada um deles dedicado a um dos Arcanos Maiores do Tarot e repleto de simbologias.
O apocalipse contém descrição de cada um dos Arcanos Maiores do Tarot, além de diversas alusões ao trabalho de esculpir a pedra bruta dentro de cada um de nós, princípios da alquimia e da Grande Arte. Posso citar rapidamente o famoso “dragão de sete cabeças” que representa ao mesmo tempo os sete chakras e os sete defeitos capitais que precisam ser trabalhados no ser humano. Também nos remonta à Hidra de Lerna e os 12 trabalhos iniciáticos de Hércules, que também derrota um “lagarto de inúmeras cabeças”, e da história de São Jorge, entre diversos heróis de outras mitologias que derrotam dragões e salvam princesas.

Obviamente, a Igreja nunca vai admitir isso, afinal de contas, tarot, alquimia e afins são “feitiçaria” e “feitiçaria leva você diretamente para o Inferno”, então… como admitir que existem instruções para um iniciado montar seu próprio deck de tarot dentro da bíblia?

O 666 que não existiu na Idade Média
É muito importante notar que a associação entre o número 666 e qualquer coisa demoníaca, satânica ou anti-cristo NUNCA existiu durante a Antiguidade, Idade Média, Renascimento ou Idade Moderna. Não há NENHUM registro deste número como sendo adorado ou utilizado pelos pagões, hereges, bruxas ou feiticeiros queimados pela Inquisição. Nem mesmo as mentiras forjadas pela Igreja contra os Templários continham qualquer alusão a este número. Não havia qualquer ligação que fosse entre 666 e “diabo” ou “fim do mundo” ou “anticristo”.
Sei que a lavagem cerebral da mídia faz com que vocês acreditem que o número 666 foi associado ao diabo e ao fim do mundo desde sempre, mas é muito importante lembrar que, antes de Gutemberg, em 1456, simplesmente não existiam exemplares da bíblia que não fossem copiados à mão por monges e mantidos trancados à sete chaves dentro das Ordens Iniciáticas e da Igreja (assistam ao filme “O Nome da Rosa”), ou seja, NADA de conhecimento deste número por parte da população.
MESMO depois de Gutemberg, a bíblia ainda era um item extremamente raro e caro de se obter. Só para vocês terem uma noção da raridade e do quão caro era uma bíblia, o primeiro registro de uma bíblia usada dentro de uma loja maçônica (e olha que os maçons de antigamente eram REALMENTE poderosos) data do meio do século XVIII. Ao contrário do imaginário popular, o povão só tomou realmente conhecimento do conteúdo da bíblia depois da metade do século XIX. Bíblias dentro de casa só se tornam uma realidade depois da metade do século XX.
Mas então, da onde veio todo este medo?

O número 666 chama-se Aleister Crowley
Nascido na Inglaterra em 1875, Aleister Crowley foi uma das maiores autoridades esotéricas de nosso tempo. Menino prodígio, Crowley lia a Bíblia em voz alta aos quatro anos. Incansável estudioso das denominadas ciências ocultas, deixou uma vasta obra teórica, onde tenta mostrar como desenvolver e entrar em contato com a energia interior, e usá-la produtivamente para modificar por completo a vida. Crowley afirmava que essa energia que durante muito tempo procurou desenvolver através de ritos sexuais seria totalmente liberada com a chegada da Nova Era, período em que as leis sociais seriam definitivamente rompidas para que todos pudessem finalmente viver em plenitude. Crowley, que se auto-intitulava a Grande Besta 666, para desvincular-se totalmente de preconceitos religiosos, esforçou-se durante toda a sua vida para popularizar o esoterismo, e mais de uma vez revelou segredos de seitas fechadas, afirmando que o conhecimento é livre, e assim deve permanecer.
Somente por volta de 1904, quando Aleister Crowley assume o título de “To Mega Therion” (A Grande Besta), cuja soma numérica é 666 (Tiferet), e começa a ficar realmente famoso nos jornais europeus é que a associação entre o número e o Livro do Apocalipse passa a ser convenientemente explorada pela Igreja e pelos alucinados de plantão.
Crowley chamou tanta atenção para a magia que a Igreja não mediu esforços para demonizá-lo. A partir de Crowley, a associação entre 666 e magia e consequentemente magia e bruxaria e diabo que é o caldeirão de medos que a Igreja sempre gosta de agitar.
Em 1904-1910 surgem os primeiros panfletos e matérias alertando para o número 666 e a distorção sobre o “anticristo” (quando já percebemos que, na verdade, não existe um anti-cristo pois ninguém será contra o ser crístico que habita dentro de todos nós, mas sim contra as bases ditatoriais e dogmáticas da Igreja Católica/evangélica).

A partir de então, foi uma enxurrada de sensacionalismo barato associando bruxas, diabos, satãs, anti-cristos e tudo mais que você puder imaginar relacionado ao “Número da Besta”. Da mesma forma, a partir da metade do século XX, quando Anton la Vey funda a Church of Satan (Igreja de Satã) e adota o 666 como “número da sorte” (e, na minha opinião, laVey não fazia a menor idéia do que realmente representa o 666), ele passa definitivamente para o imaginário popular como associado ao final dos tempos, ao capeta, ao tinhoso e toda a ladainha de livros, filmes e textos que vocês estão cansados de saber…

Onde está Crowley?

Darei detalhes sobre Crowley, LaVey, MLO, ONA, ToS, CoS, LHP, o satanismo moderno, satanistas de orkut (também conhecido como “mamãe, olha como eu sou malvado!”), músicas, jogos e outras modas “satânicas” nas próximas colunas.

Resumindo, o que é necessário ser compreendido (para que possa ser ultrapassado), é que o número 666 jamais pôde (pode e poderá) estar associado a um ser humano específico, a uma organização particular, ou ainda, a quaisquer regiões, cidades ou países. Então as maluquices de associá-lo a Nero, a Júlio César, aos templários, ao Bill Gates, ao George Bush, ao Osama Bin Laden ou a qualquer outra pessoa não passam de invencionices sem nenhum fundamento ocultista.

65!

#ICAR

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/666-the-number-of-the-beast

Estudos sobre Astrologia

Ainda hoje, quando falamos em astrólogos, muita gente pensa em homens sinistros de chapéus pontudos, a contemplar o céu de suas altas torres e a interpretá-lo segundo seus delírios. E, no entanto, eles já estão penetrando nos gabinetes e laboratórios da ciência, misturando-se entre químicos, biólogos, meteorologistas, médicos e financistas. . .

No século passado, Carl Gustav Jung anunciou a volta da astrologia às cátedras universitárias. Na época, isso era verdade apenas em algumas raras escolas de psicologia na Suíça, onde pioneiros corajosos, como o próprio Jung, incentivavam ou promoviam cursos semi-oficiais de astrologia, à noite, para os futuros clínicos, sob os olhos complacentes dos velhos reitores.

Hoje, a Universidade de Stanford, a Escola Técnica Superior de Zurique e mais sete universidades em todo o mundo promovem estudos regulares sobre a astrologia. Na Universidade de Paris (e a França é o pais mais conservador face a astrologia), o professor Robert Jaulin, no curso de etnologia, concede “créditos” suplementares aos alunos que frequentam aulas de astrologia, e outro etnólogo, Jacques Halbronn, fundos o Movimento Astrológico Universitario, que reúne centenas de estudantes e professores da mesma universidade, e promoveu o último Congresso de Astrologia, em Paris. Desse congresso participaram figuras do porte de um Eric Weil, professor de filosofia em Louvain e pensador de renome universal.

Em 1666, expulsa das cátedras universitárias

Para começo de conversa, quem expulsou a astrologia das cátedras universitárias não foi o avanço da ciência, como normalmente se supõe, mas uma interpretação apressada das descobertas de Copérnico. A expulsão foi decretada em 1666, por Colbert, ministro de Luís XIV, com a alegação de que a astrologia não tinha fundamento cientifico.

Na realidade, a ciência da época não tinha condições mínimas para averiguar isso realmente, e a primeira pesquisa estatística sobre o assunto foi feita só trezentos anos depois. O que Colbert supôs foi que, como os horóscopos eram desenhados geocenteicamente – isto é, com a Terra no meio, e o Sol, a Lua, os signos e os Planetas em torno – não podiam funcionar, já que Copérnico havia demonstrado que o que estava no centro era o Sol e não a Terra.

Colbert simplesmente não percebeu que o horóscopo não era propriamente geocêntrico mas antropocéntrico, isto é, que representava o universo centralizado não na Terra enquanto realidade física, mas no Homem, no indivíduo. O horóscopo não era um mapa físico do universo (embora fosse também isto), mas um mapa do seu significado, um mapa do sentido do universo, tal como este se apresentava para determinado indivíduo na hora e no local em que este nascia. Para esses fins, o centro do universo, o centro da experiência individual, continuava a ser obviamente a Terra (excetuando-se a hipótese de o consulente ter nascido em Marte ou na Estrela Vega), e o próprio Kepler, que calculou as órbitas heliocêntricas dos planetas, continuou a desenhar horóscopos geocentricamente até o fim dos seus dias.

Enquanto o mapa astronômico era inteiramente objetivo e material, o mapa astrológico era ao mesmo tempo objetivo e subjetivo, tal como as mandalas tibetanas, que representam ao mesmo tempo o círculo do universo exterior e o interior do homem. Esta sutileza escapou a Colbert. As universidades alemãs e suíças, mais sensatas, preferiram deixar abertas suas cátedras de astrologia, embora sem ocupantes, e foi esta brecha que permitiu a Jung anunciar uma volta triunfal.

Em 1945, reabilitada pelas provas estatísticas

Essa volta não seria nada triunfal, entretanto, se não se houvesse descoberto, pouco depois, provas eloqúentes de que a relação astroHomem não é uma pura fantasia.

Essa descoberta veio quando, em 1950, o pesquisador francês Michel Gauquelin resolveu tirar a limpo, pela estatística (sua especialidade acadêmica), a questão das “influências astrais”. Desde o começo do século, o grande astrólogo Paul Choisnard pedia aos estatísticos que fizessem isso. Mas era muito difícil, porque um único mapa astrológico (feito para a hora, data e local de nascimento de um indivlduo) tem mais de mil fatores a serem levados em ponta.

Por volta de 1945, outro astrólogo, Léon Lasson, conseguiu finalmente formular um bom método de aplicar a estatística à astrologia. Gauquelin aperfeiçoou esse método e o empregou numa pesquisa que abrangeu cinco mil mapas astrológicos.

A pesquisa submeteu à prova uma única doutrina astrológica, porém antiga e fundamental: a de que não só determinados planetas estão associados a determinadas profissões (Júpiter à política e ao teatro, Saturno à ciência, Marte aos esportes e artes militares, Lua à literatura), como também tais planetas exercerão uma influência mais intensa, se no instante do nascimento do indivíduo estiverem colocados em determinados pontos privilegiados do céu. Esses pontos são, segundo a doutrina, o ascendente, que é a parte mais oriental da linha do horizonte, e o meio-do-céu, que é o ponto mais alto do Zodíaco (faixa dos signos) em relação a determinado lugar da Terra.

Se a teoria estivesse certa, pensou Gauquelin, determinados planetas estariam com maior frequência no ascendente e no meio-do-céu no nascimento das pessoas cujas profissões estivessem relacionadas com esses planetas, do que no nascimento das outras pessoas. Saturno estaria com mais freqüência no ascendente e meio-do-céu dos cientistas, Marte no dos militares, Júpiter no dos políticos e atores, etc. Inversamente, seria raro um Saturno no ascendente ou meio-do-céu dos esportistas ou atores, e assim por diante. Mais ainda: seria preciso que essa freqüência ultrapassasse a média do acaso (no jargão dos estatísticos: feeqüência teórica) de maneira significativa, para se poder acreditar que o fenômeno fosse algo mais do que mera coincidência.

Do ponto de vista cientifico, a hipótese a ser testada era um absurdo completo, mas as estatisticas foram mais favoráveis ao absurdo do que ao ponto de vista científico. Com uma freqüência que só seria possível atribuir ao acaso com uma possibilidade de 1 contra 10 milhões (isso mesmo), os planetas estavam lá onde os astrólogos diziam que estariam: Júpiter no ascendente e meio-do-céu dos atores e políticos, Saturno no dos cientistas, Marte no dos esportistas e militares, Lua no dos escritores. Inversamente, a Lua não estava no ascendente nem no meio-do-céu de quem não era escritor, Marte no de quem não era militar, etc.

Embora tudo isso parecesse uma trama diabólica dos astros para confundir o bom senso dos pobres cientistas, Gauquelin, com exemplar honestidade intelectual, publicou os resultados da pesquisa, que se tornaram imediatamente motivo de escândalo e protestos gerais. O diretor do Instituto Nacional de Estatística da França, Jean Porte, convidado pelos adversários de Gauquelin a desmascarar a farsa toda, refez os cálculos e informou depois de algum tempo: lamentavelmente, os cálculos estavam certos. Ainda assim, Gauquelin refez a pesquisa, desta vez reunindo nada menos que 25.000 mapas, na França, na Bélgica, na Holanda, na Itália e na Alemanha, e chegou novamente aos mesmos resultados. Novamente Jean Porte refez as contas, e novamente elas estavam impecáveis.

Recentemente, nos Estados Unidos, a revista The Humanist publicou um abaixo-assinado de 186 cientistas contra a astrologia. Em resposta, vieram centenas de cartas a favor, e The Humanist resolveu arbitrar a questão promovendo uma pesquisa igual à de Gauquelin, com amostragem menor mas controle estatístico maior. Os resultados, pela terceira vez, foram os mesmos. (No Brasil, durante um debate na TV, o abaixo-assinado de The Humanist foi exibido como o sumo argumento antiastrológico por um psiquiatra, que obviamente não contou a continuação da história . . .)

Agora, resta saber qual e natureza do fenómeno

Todos os debates que houveram serviram para mostrar que a astrologia é um assunto infinitamente mais completo do que seus opositores jamais imaginaram.

Exemplo. Quando não pôde mais negar os resultados da pesquisa, o mais feroz adversário francês da astrologia, o astrônomo Paul Couderc, então chefe do Observatório de Paris, julgou ter descoberto um argumento fulminante ao declarar que uma correlação era uma coisa, e um mecanismo de causa e efeito, outra; que a pesquisa Gauquelin havia estabelecido uma correlação entre os astros e o Homem, mas não havia de modo algum provado que os astros causam as ações humanas, “como pretendem os astrólogos”.

Os astrólogos limitaram-se a exibir os textos clássicos da sua arte, desde a Tábua de Esmeralda de Hermes Trimegisto (milênios anterior a Cristo) e as Enéadas de Plotino (século 39) até os tratados de Paracelso (século 15), Kepler (século 16) e Robert Fludd (século 17), em que por toda parte se explica a relação entre os astros e os homens como um processo de semelhança, de analogia, de simpatia, de correlação, de sincronismo, e nunca de causa e efeito.

E completaram: nenhum astrólogo jamais disse que os astros causam as ações humanas, pela simples razão de que o principio de causa e efeito, tão importante para o cientista materialista, é, para os astrólogos, um principio menor e secundário. O princípio maior é a lei de analogia, mediante a qual o grande e o pequeno, o macrocosmo e o microcosmo, a matéria e a consciência, têm uma estrutura e uma dinâmica semelhante, já que são apenas faces diversas do mesmo fenômeno.

O pobre Couderc jamais imaginou que estivesse mexendo num vespeiro tão grande. Desde essa época, praticamente cessou a polêmica rasteira tipo pró-e-contra a astrologia, e desencadeou-se um debate teórico de alto nível sobre a natureza do fenômeno revelado pela pesquisa Gauquelin. Se não se tratava de uma relação de causa e efeito, que relação era então? Um sincronismo, como pretendia Jung? Ou, como afirmava o próprio Gauquelin, tenaz estudioso dos biorritmos, existe em cada ser vivo um “relógio cósmico” que o torna receptivo a todos os ritmos do universo ao seu redor? Qual era precisamente o sentido com que os antigos falavam em “analogia”? Não seria a analogia um instrumento mental utilizável pela ciência, para a análise de fenômenos demasiado grandes e complexos, como a dinâmica da vida social e política, os grandes sistemas ecológicos, a economia das grandes nações? Não teriam os antigos astrólogos tido, milênios atrás, a intuição de um método cientifico para a abordagem de grandes problemas? Não teriam feito, como disse Lucien Malavard, “ciências humanas avant Ia lettre”? Esse é hoje o grande debate astrológico, que envolve algumas das questões mais contundentes e vivas da cultura contemporânea e ocupa alguns dos melhores cérebros da atualidade.

Os astros na religião, na biologia, nas finanças . . .

Paralelamente, prosseguiram as pesquisas. No campo da história, foi possível obter uma vasta coleção de evidências em favor da tese da astróloga Marcelle Senard (e de todos os astrólogos tradicionalistas), segundo a qual o Zodíaco é uma espécie de chave universal de todas as religiões.

Aplicando um método estrutural a praticamente todas as religiões e mitologias do mundo, o historiador Jean-Charles Pichou descobriu que existem apenas doze mitos básicos em todos os povos e lugares, e que esses mitos se sucedem segundo uma ordem mais ou menos regular.

Essas estruturas básicas são nada menos que os doze signos do Zodíaco. O trabalho de Pichou é demasiado revolucionário e demasiado volumoso para poder ser endossado ou contestado em bloco, mas certamente permanecerá como um clássico na historiografia das religiões.

Os biólogos também descobriram algumas coisas agradáveis aos astrólogos. Primeiro, simples correlações entre ciclos planetários e o metabolismo de animais e plantas estabelecidas por Frank A. Brown, da Northwestern University, EUA (o que não tem valor astrológico direto, mas constitui indicio favorável ao tipo de interdependência postulado pelos astrólogos, e que até 40 anos atrás era considerado mera ficção). Depois, um vendaval de confirmações da antiga correlação – esta, puramente astrológica – entre a lua e a fertilidade. Um pesquisador tcheco, Eugen Jorias, médico e astrólogo, chegou a estabelecer um processo astrológico de previsão de períodos de fertilidade das mulheres pela posição da Lua no instante do seu nascimento. Uma pesquisa feita pelo governo tcheco encontrou 94 por cento de acerto no método Jonas.

Em seguida, o neurologista Leonard Ravitz, da Duke University, descobriu que mudanças marcantes de potencial elétrico emitido pelo corpo humano ocorriam segundo as fases da Lua e, mais ainda (coerente com a doutrina astrológica de que a Lua está relacionada com as doenças mentais, donde a palavra lunático), que nos pacientes psicóticos tais mudanças eram nitidamente mais agudas do que nas pessoas mentalmente sadias.

Mais recentemente o economista norte-americano L. Peter Cogan procurou averiguar em que medida os ciclos de pessimismo e otimismo dos investidores, com reflexos nítidos na bolsa de valores, coincidiam com posições planetárias. Abarcando o período de 1873 a 1966, seu estudo concluiu que tais ciclos respondiam simetricamente às posições do Sol com relação a Saturno e Urano (planetas que, segundo a astrologia, regem o capitalismo). Os ciclos de pessimismo correspondiam às relações de 180 e 90 graus (ângulos “maléficos”, segundo a tradição astrológica).

“Bem-aventurado aquele que pode ler no céu estrelado”

Ao lado disso, o médico holandês Nicholas Kollerstrom, pesquisador do Medical Research Hospital de Londres, refazendo uma experiência do filósofo Rudolf Steiner, demonstrou que certas reações químicas com tons metálicos têm seu resultado alterado quando realizadas sob determinadas conjunções planetárias. Kollerstrom observa que os planetas que tiveram o poder de alterar essas reações foram precisamente aqueles que, segundo a tradição astrológica, estão relacionados com os metais que, em solução, ele usou na experiência. Saturno, cujo metal tradicional é o chumbo, alterava as reações com sulfato de chumbo, e ficava indiferente às demais; a Lua, cujo metal é a prata, só mexia com o nitrato de prata; Vênus só alterava o sulfato de cobre, já que seu metal é o cobre; e Marte, que rege o ferro, alterava as reações de sulfato de ferro.

Paralelamente, médicos e biólogos de todo o mundo vêm estudando, até sob o patrocínio da Unesco, as relações entre os ciclos planetários e os ritmos biológicos e emocionais humanos, sob o nome de biometeorologia ou de biopsicometeorologia.

Diante da convergência de tantos caminhos em direção a um fenômeno que há algumas décadas era negado em bloco, os entusiastas da conexão entre homens e astros exultam de alegrias e esperanças. Mas o que importa não é isso, e sim estudar esse fenômeno, aprender a contempla-lo e a compreendê-lo. Épocas inteiras o ignoraram. Kant e sua época viam acima de si o céu estrelado e dentro de si a lei moral. Viam um universo dividido, onde a necessidade interior do homem, a lei moral, não tinha nenhuma relação com a realidade objetiva. Até muito recentemente foi assim.

Assim no inicio do século XX, entre os horrores da Grande Guerra, o pensador materialista Georg Lukacs dizia: “Bem-aventuradas as épocas que podem ter no céu estrelado o mapa dos caminhos que lhe estão abertos! Bem-aventuradas as épocas cujos caminhos são iluminados pela luz das estrelas! Para elas, tudo é novo, e entretanto familiar! Tudo é aventura, e tudo lhe pertence, pois o fogo que arde em suas almas é da mesma natureza das estrelas”. Ao redescobrir a pista das relações entre o cosmo e o Homem, nossa época recomeça a ver, depois de uma longa escuridão, a lei moral no céu estrelado e as estrelas no coração do Homem.

Texto de O. de Carvalho

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/estudos-sobre-astrologia