Entrevistas e Palestras de Junho/2020

Bate-Papo Mayhem #025 – Com Virginia Gaia e Pedro Pietroluongo – Magia Sexual.
https://youtu.be/z2ZTahJFCiM

Bate-Papo Mayhem #026 – Com Carlos Raposo – Aleister Crowley, Thelema e a História da O.T.O.
https://youtu.be/gjn8MdagesU

Bate-Papo Mayhem #027 – Com Aton Gondim – Uso Terapeutico e Magístico do Tarot.
https://youtu.be/EsRNQjCCY04

Bate-Papo Mayhem #028 – Com Lorde A – O Vampiro na literatura, filmes e na cultura pop.
https://youtu.be/L9I4MHt4j7E

Bate-Papo Mayhem #029 – Com Ulisses P. S. Massad – Enochiano e Magia Enochiana.
https://youtu.be/uksP6eoZ96I

Bate-Papo Mayhem #030 – Com Thiago Thamosauskas – Principia Alchimica, o Manual do Alquimista Moderno
https://youtu.be/nCH4k9PR02k

Bate-Papo Mayhem #031 – Com Obito (Morte Súbita) – O Diabo não é tão feio quanto se pinta: a História do Satanismo.
https://youtu.be/rqseOAktVmk

Bate-Papo Mayhem #032 – Com Carlos Brasilio Conte – Pitágoras e a Escola Pitagórica
https://youtu.be/FFwmiuq5fkY

Bate-Papo Mayhem #033 – Com Oghan N´Thanda – A Jornada do Herói Negro e a Magia Africana.
https://youtu.be/v_N4kwTCXwc

Bate-Papo Mayhem #034 – Com Marcelo Del Debbio – Qlipoth, a Árvore da Morte
https://youtu.be/4a7WJ29G0To

Bate-Papo Mayhem #035 – Com Marco Antônio Seschi – A História das Artes Marciais na China
https://youtu.be/vWx4sDm8Lvk

Bate-Papo Mayhem #036 – Com Caio Ribeiro Chagas – Magia e Video-Games. Quando a Alquimia encontra a jogabilidade.
https://youtu.be/Eh3xbqJEaF0

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/entrevistas-e-palestras-de-junho-2020

A Crença Elitista e Irônica da Igreja de Satã

NOVA YORK. Um apartamento na área de Manhattan conhecida como Hell’s Kitchen (cozinha do inferno) funciona como ponto de encontro para os adeptos nova-iorquinos da Church of Satan, a congregação regional da Igreja de Satã fundada em 1966 pelo falecido Anton LaVey. É de lá que os satanistas estão assistindo sentados, e com certa dose de escárnio, a toda essa conversa sobre o apocalipse na virada do milênio.

– Para nós é apenas outro ano. Mas é tempo para observar as hordas e ver como elas vão reagir. Elas estão enlouquecendo! – diz o magister Peter Gilmore, um dos líderes nacionais da igreja.

Hordas, no caso, é a forma pela qual os membros dessa religião assumidamente elitista se referem ao resto do mundo. Já o fato de o ponto de encontro ser em Hell’s Kitchen é mera coincidência. Mas a ironia não escapa aos satanistas. Eles ressaltam que têm senso de humor, usando em sua literatura e no dia-a-dia as mais caricaturais imagens do diabo, como explica Gilmore:

– Não somos pessoas circunspectas, sérias. A questão principal é ter alegria. Podemos ser teatrais, interpretar papéis e assustar os outros se quisermos.

Tanto que os rituais satanistas, criados por La Vey, misturam idéias retiradas de filmes e livros de terror. Mas eles são muito sérios em sua crença no resultado desses rituais. Gilmore, de 41 anos, leu a “Bíblia satânica” de La Vey aos 13, e lançou sua primeira maldição, contra um colega que teria destruído quadros pintados por ele. Gilmore diz que, como resultado, o rapaz sofreu um acidente e ficou aleijado. A punição pode parecer radical para o crime, mas não para um satanista:

– Se alguém lhe der um tapa, acabe com a outra face dele!

– A norma cristã cria muita culpa. Quando algo bom acontece a um cristão, ele está sempre com medo de que algo ruim vá acontecer. Quando algo ruim acontece a um inimigo, eles dizem que não deveriam ficar felizes com isso. Nós ficamos – completa Peggy Nadramia, de 40 anos, casada com Gilmore.

Eles têm um ritual de compaixão geralmente praticado nas reuniões, quando acendem velas, arrumam símbolos num altar e, possivelmente, têm um quê de nudez feminina para, nas palavras de Gilmore, “levantar as energias”. Há ainda o ritual de luxúria, que pode ser usado para se encontrar um par e que é praticado individualmente.

– Envolvem masturbação – conta Gilmore.

Os satanistas não acreditam em espíritos, nem em Deus, e sequer em Satã. Eles são uma divisão do ateísmo que usa a parafernália estética que cerca o conceito do diabo para reforçar uma filosofia de vida diametralmente oposta à tradição cristã. Entre as “declarações satânicas”, consta: “Satã representa satisfação em vez de abstinência, experiência vital em vez de sonhos espirituais, e todos os chamados pecados, já que eles levam à gratificação física, mental ou emocional”. Entre os “nove pecados satânicos”, estão estupidez, conformismo e falta de estética.

– A palavra satã, em hebreu, significa adversário, acusador. É apropriada para nós porque somos os grandes adversários de todas as doutrinas espirituais – explica Gilmore. – Usamos os símbolos e metáforas que existem em nossa cultura porque eles despertam nossos sentimentos.

E é bom desfazer logo outro estereótipo: eles não sacrificam animais. Nem moças virgens ou criancinhas. O líder do grupo nova-iorquino, Andreï Schlesinger, cursa mestrado em religião no Hunter College. E tem horror da incompreensão dos professores:

– Eles pensam que somos um bando de garotos que ficam matando gatos no cemitério.

As “hordas” raramente compreendem os satanistas.

– Minha mãe não acredita que eu seja satanista, mas ela também acredita que anjos falam com ela, então… – diz o estudante Christopher Mealie. – Tenho poucos amigos, a maioria é atéia e não se incomoda. Meu único amigo cristão se matou. Conversávamos sobre religião, e é possível que minhas idéias tenham confundido sua cabeça.

À exceção de Christopher e Joseph J. Fogarazzo, de 23 anos, no grupo encontrado pelo GLOBO a idade média é 40 anos. A Igreja de Satã não acredita em conversão. Para ela, ninguém se torna um satanista, nasce-se um.

Existe ainda o aspecto elitista da seita. A maior parte das doutrinas espirituais que eles combatem, sobretudo o cristianismo, defende de alguma forma a igualdade entre os homens. Os satanistas falam em hordas e enfatizam a estratificação social. Na última “The Black Flame”, revista oficial da igreja, há uma reportagem de tom simpático a um cantor de rock defensor da supremacia branca. Mas Gilmore, que também edita a revista, nega que a igreja tenha contornos racistas:

– Temos gente de todas as etnias. Muitos dos membros do grupo nova-iorquino são hispânicos, eles só não estão aqui hoje.

Então a questão não é racial. Mas ainda assim, nem todo homem é igual perante Satã.

– Estratificação é a chave da forma como vemos o mundo. É uma pirâmide, e nós estamos no topo – diz Gilmore.

Por João Ximenes Braga

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-crenca-elitista-e-ironica-da-igreja-de-sata/

A Corrente Anticósmica 218

As bases da Corrente 218 firmam se originalmente nos mitos sumérios contidos no poema épico Enuma Elish escrito há mais de 3000 anos. No mito babilônio, Tiamat, um monstruoso dragão feminino, é a mãe de tudo aquilo que existe e de todos os deuses. Ela é a personificação da água salgada, das águas do Caos. Tiamat tem originalmente Apsu como consorte. Apsu é a personificação do abismo primordial da água doce do mundo inferior. Da união de Tiamat e Apsu surgiram os primeiros deuses.

O comportamento dos primeiros deuses irritava o casal primordial e Tiamat e Apsu planejaram matar a própria descendência. Ea (deus das águas doces; patrono da magia e da sabedoria; dizia-se que era onisciente.) , deus da quarta geração após Tiamat e Apsu, descobriu os planos e engendrou um plano para matar Apsu.

Ea aguardou Apsu adormecer e o matou. Tiamat foi tomada por fúria violenta ao saber da morte de seu esposo, tomou seu filho Kingu (Tiamat e Kingu são chamados Dragões do Caos.) como novo consorte e criou um exército de onze demônios para vingar a morte de Apsu. Tiamat pretendia que seu filho e esposo se tornasse Senhor dos Deuses, deu a ele as Tábuas do Destino e o colocou à frente de sua armada.

Foi Marduk, filho de Ea e Damkina, quem enfrentou e venceu Tiamat e Kingu ( Segundo o mito babilônio, Marduk criou a humanidade com o sangue de Kingu.). A vitória sobre os dragões do Caos conferiu a Marduk “poderes supremos”.

Marduk representa os poderes cósmicos que são combatidos pela Corrente 218 que, por sua vez, é representada pelos deuses anticósmicos e pelos onze poderes criados por Tiamat, ou seja, por Azerate.

Cosmos e Logos, Um Esboço de Definição

O cosmos nos é apresentado como a totalidade de um universo “ordenado”. Descrevem-no como o espaço universal, composto de matéria e energia, regulado por certas leis.

À suposta lei universal e fixa, regedora da “harmonia”, Heráclito de Éfeso chamou “Logos”. “Logos” também significa Palavra, Verbo e Razão.

O evangelista João se referiu ao Cristo como sendo o Logos. “Adaptado”, o vocábulo passou a ser uma forma de sinônimo para Deus e para seu filho.

Para os filhos do Logos morto o universo está sob a lei de uma pretensa força criadora onipotente, responsável pela manutência da “harmonia”: o funesto e confuso “demiurgo”. O Logos Morto, a pretensa força criadora do “demiurgo”, os conceitos arcaicos, tolos e estagnados resumem a corrente cósmica, a Grande Ilusão de Maya.

Nesse contexto, encontramos Marduk, o “demiurgo” associado a Javé.

Da Não Percepção ou da Percepção Ilusória

O homem ordinário (não) “percebe” o universo ao seu redor através de sentidos comuns, sendo ele mesmo parte do cosmos. O homem ordinário não percebe nada além de ilusão. No estado de dormência há uma espécie de sensação de equilíbrio (falso‐), um caminho com o qual se conformar, uma senda que se segue guiado por outrem, por algo. Um “ir” junto aos “muitos”, um caminhar entre os vários. Um não ver aquilo que é. Um não‐ser. Um enaltecer da ilusão. Um doloroso sonho cósmico. O indivíduo tem o Eu (Ego) plasmado, modelado pelas restrições impostas pelas correntes cósmicas, por Maya. O indivíduo comum É algo que não É.

Da Dominação do Pão e do Circo

Servilismo. Subserviência. Alienação. Prostração. Cega sujeição à vontade alheia e aos interesses manipuladores daquilo que o próprio homem ordinário criou e que não controla. Alheação. Incapacidade. O rebanho oprimido sob o jugo se deleita no que é franca e deliberada mentira, ilusão. Os muitos são os Vermes.

Da Caosofia

O vazio informe e a vacuidade ilimitada a que se referiu Hesíodo, a desordem e a confusão dos platônicos. Estado indefinido de não‐ordem que antecedeu a pretensa obra do “demiurgo”. Caos, o estado original do que está além e sob o abismo. Propiciar o Caos é incitar, impelir e impulsionar Transformação. Somente a transformação é contínua. O cosmos é tridimensional, linear, causal, previsível. O caos é multidimensional, não linear, é acausal e imprevisível. No cosmos jazem forças. No caos, energia dinâmica explode mundos e possibilidades sem fim. O cosmos precisou ser criado. O caos é causado por si, em si. Caos é potencial ilimitado em destruição (transformação) e criação. Nele estão todas as coisas manifestas e não‐manifestas.


   Azerate

Divindade – Fórmula – Conceito

Azerate é formado pelos 11 demônios criados por Tiamat para ajudá‐la a vingar a morte de Apsu.

Azerate é o nome da Divindade amorfa e anticósmica originária da reunião dos Onze Arquidemônios das Qliphoth. É o Deus Híbrido formado pela totalidade dos aspectos de Nahema, Lilith, Adramelek, Baal, Belfegor, Asmodeus, Astaroth, Lucifuge Rofocale, Beelzebub e Moloch.

Azerate alude aos onze príncipes de Edom que reinaram ao sul do Mar Morto antes das guerras judaicoromanas. É a fórmula de consecução mágicka que opera a destruição dos véus da Ilusão que aprisiona e aliena.

Azerate é a união das onze potências da Árvore do Conhecimento que destroem a mentira sobre o Universo criado.

Azerate é a chave para as dimensões de poder além dos limites da consciência.

Azerate é o Dragão Negro de 11 Cabeças que vomita fogo, morte, destruição e terror.

218 é o número místico de Azerate e da Corrente Anticósmica.

Aleph = 1
Zayin = 7
Resh = 200
Aleph = 1
Teth = 9

1+7+200+1+9=218
218
2+1+8=11
1+2+3+4+5+6+7+8+9+10+11=66

Azerate evoca e manifesta o conceito maldito e banido do Onze sobre o Dez.

O Onze, aquele que sucede o Ciclo Eterno, aquele que traz destruição, antítese e embate ao cosmos.

Azerate é o Onze que é Sessenta e Seis.

66 é o número místico das Qliphoth e da Grande Obra.

Σ(1‐11) =66

Azerate é o duplo 109, a dupla Esfera da Iluminação.

Proposições Básicas da Corrente Anticósmica

Destruir os véus da Ilusão, trazer a condição de Caos ao universo manifesto. A implosão impele e impulsiona dolorosa Transformação e Renascimento em Nox.

Fazer ruir estruturas decrépitas nas quais se fundamentam as idéias dos opositores da Vida.

Desfazer laços e cortar amarras que impedem o avanço e a evolução do indivíduo.

Proporcionar desafio ao indivíduo que, por vocação, aprende e faz guerra contra os agentes alienadores em todos os aspectos.

Trazer ao Universo manifesto as forças que combatem eternamente para que elas possam destruí‐lo tal como o conhecemos.

Trazer Morte ao Universo, propiciar Dissolução do Ego plasmado sobre os moldes da restrição imposta por padrões hipócritas, vazios e mentirosos.

A Corrente 218, Algumas Características Mais

Podemos dizer que a Corrente 218 é anticósmica, caótica, luciferiana e satânica.

É uma corrente por ser caracterizada pelo movimento acelerado das forças que a compõe.

É anticósmica por estar alinhada à Destruição dos conceitos estagnados de cosmos e logos tal como os

conhecemos e por buscar a Dissolução da dispersão do Ego que concorre contra a verdadeira vontade.

É Caótica por não se apegar a conceitos estagnados, superficiais e submissos; por enfatizar que o processo verdadeiro de aprendizado e de evolução do indivíduo se dá através da própria experiência, do contato direto com as forças inerentes à corrente; por estar alinhada com muitas das idéias do que se costuma rotular como magia do CAOS; por ter como uma de suas proposições básicas trazer o CAOS ao Universo manifesto e Destruí-lo como Ilusão, como Maya.

Luciferiana por propiciar ao indivíduo a possibilidade de evolução através do Conhecimento (Luz, Gnose Luciferiana).

Satânica por ser uma força de embate contra valores idiotas, hipócritas, ultrapassados, dominadores e alienadores.

O motor da Corrente é a força dinâmica de Azerate como Divindade, Conceito, Chave e Fórmula de consecução mágicka.

A fundamentação da corrente se dá a partir de um vasto sincretismo de ramos e vertentes do Caminho da Mão Esquerda. Tal sincretismo busca sintetizar a essência de cada aspecto que compõe a heterogeneidade e aplicá-la na consecução das proposições fundamentais. Dentre as diversas tradições que coadunam forças que se combinam na Corrente 218 citamos: a magia do Caos, o Satanismo (Tradicional e Moderno), o Luciferianismo
(Tradicional e Moderno), a tradição Draconiana, a tradição Tifoniana, a Bruxaria Sabática, a Qabalah Qliphótica, Thelema, o Tantra, a Quimbanda, o Vodu e cultos ligados à Morte.

Atualmente o Templo da Luz Negra na Suécia é o maior expoente relacionado à corrente anticósmica. O Templo é a evolução do trabalho iniciado pela Ordem Misantrópica Luciferiana (MLO). Seus principais trabalhos literários publicados são Liber Azerate, Liber Falxifer – The Book of the Left‐Handed Reaper e Quimbanda – Vägen till det Vänstra Riket. O Templo planeja lançar Liber Azerate em inglês durante o ano de 2010.

Uma das principais manifestações artísticas relacionadas à Corrente 218 é o singular álbum Reinkaos, último trabalho da banda Dissection.

Algumas Divindades Anticósmicas

Kali e Shiva

Deuses hindus que conduzem à liberação removendo a ilusão do Ego. Kali é a toda‐consumidora do tempo (Kal), Deusa que traz Morte à falsa consciência, pois está além de Maya.

Kali é uma das variadas formas de Devi, Mãe compassiva que traz liberação (moksha) aos seus filhos. Seus devotos adoram‐na com amor incondicional. É conhecida e adorada por vários nomes: Kalikamata, Kali Ma, Bhavatarini, Dakshineshvara, Kalaratri, Kottavei, Kalighat e Negra Mãe Divina. Kali Ma é a dissolução e a destruição. Foi graças a ela que os deuses, feitos Shiva, puderam destruir Raktabija, pois Kali consumiu todo o sangue que jorrava dos ferimentos de Raktabija e ele não pôde mais se reproduzir.

Shiva é o Deus da destruição e regeneração, fogo consumidor da transformação, cujo olhar relampeja e destrói violentamente. É um dos Três formadores da Trimurti hindu. Shiva é chamado o Destruidor. Shiva e Kali costumam ser adorados em crematórios a céu aberto, pois aludem à transitoriedade da vida material. O Lingam está para Shiva como a Yoni está para Kali: na destruição estão os elementos da geração.

Apsu

Deus primevo sumero-acadiano das águas doces do submundo. Primeiro consorte de Tiamat.

Tiamat

Deusa Dragão senhora do Caos e das águas salgadas. Deusa das águas abissais e do oceano primevo. Na mitologia sumeriana é chamada Nammu. É provavelmente uma das divindades mais antigas do panteão sumeriano.

Kingu

Deus Dragão, filho de Tiamat. Seu sangue foi utilizado para criar a humanidade segundo o mito babilônio. Tiamat o tomou como esposo após a morte de Apsu.

Lúcifer

Insígnia máxima da não-servidão, da rebeldia, do conhecimento aplicado e esclarecido. Beleza sem mácula. Portador do Archote, da Luz que guia “seus filhos” no tortuoso caminho da liberação.

Lilith
Negra Mãe Divina, Rainha da Noite e das Bestas da Escuridão, personificação da plena

Pharzhuph

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-corrente-anticosmica-218/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-corrente-anticosmica-218/

O Caso de Ouro Preto – Quinze anos de Incompetência

rpg-ouro-preto

Em outubro de 2001, a jovem Aline Silveira Soares saiu de Guarapari, no interior do Espírito Santo para a cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais. Com apenas a roupa do corpo e alguns trocados no bolso, seu objetivo não era visitar as esculturas de Aleijadinho ou passear pela arquitetura colonial considerada pela UNESCO como um dos patrimônios da humanidade. Além de ser o mais belo monumento ao ciclo do ouro colonial, Ouro Preto também é uma cidade universitária, sede da Universidade Federal de Ouro Preto e coalhada de repúblicas estudantis, muitas delas com décadas de existência e tradições. Uma dessas tradições é a Festa Do Doze, que em todo 12 de outubro reúne alunos e ex-alunos da UFOP para beber e curtir nas repúblicas e ruas da cidade. Era para essa festa que Aline seguia, acompanhada apenas de uma amiga, Liliane, e sua prima Camila Dolabella.

8 anos depois, em 3 de julho de 2009, Camila Dolabella entrou na sala do júri do Fórum de Ouro Preto para ser interrogada. Após ter amargado quase um ano na prisão, em 2005, e ter visto dois habeas corpus serem negados, Camila finalmente estava sendo julgada pela acusação de homicídio qualificado. A vítima seria sua prima Aline, que segundo a promotoria, teria sido assassinada por Camila, Edson Poloni Aguiar, Cassiano Inácio Garcia e Maicon Fernandes, todos os moradores da república Sonata, onde as jovens se hospedaram para a Festa. A causa do crime seria um jogo de RPG, que Aline teria perdido, sendo punida com a morte… mais especificamente uma morte ritual, de acordo com preceitos satânicos.

O Caso de Ouro Preto está fadado a fazer parte dos anais do direito no Brasil. Não só pela violência do assassinato: Aline Silveira foi descoberta na manhã de 14 de outubro morta, nua, sobre um túmulo no cemitério Nossa Senhora das Mercês, com 17 facadas no corpo. A causa da morte seria engorjamento, uma facada fatal no pescoço. Mas o que se destaca é a completa incompetência, ignorância, má fé e os abusos perpetrados por aqueles que deveriam ser os fiadores da justiça no caso: o Ministério Público e a polícia de Ouro Preto.

Desde o começo a marca da investigação em Ouro Preto foi a combinação de inépcia e sensacionalismo. O caso caiu nas mãos do delegado Adauto Corrêa, na época sendo investigado por atentado violento ao pudor e coerção no curso de processo. Corrêa, este exemplar da probidade administrativa, não demorou para arranjar suspeitos para o crime. Logo arrolou como acusados em seu inquérito a prima de Aline e três jovens estudantes da república onde ela tinha ficado temporariamente hospedada. Em uma inovação do procedimento policial normal, o principal elemento incriminatório apontado pelo delegado não era a arma do crime, mas sim livros e postêres encontrados na república Sonata. Incluindo aí livros de RPG.

O RPG, ou role-playing game, foi inventado em 1974, nos Estados Unidos. Uma evolução dos então populares jogos de estratégia de tabuleiro, o RPG basicamente consiste de um grupo de jogadores que, trabalhando em conjunto e usando regras de jogo pré-definidas, tenta superar desafios propostos por um Mestre, responsável por narrar a história e organizar cada sessão de jogo. Com sua popularização, o jogo passou dar cada vez maior ênfase a interpretação, diminuindo o foco na estratégia e privilegiando o desenvolvimento de personagens. Uma das características principais do RPG é seu caráter cooperativo: os jogadores e o Mestre devem trabalhar em conjunto para criar uma boa história e garantir a diversão de todos. RPG não é competitivo, o que o tornou um jogo ideal para ser aplicado em processos educacionais em todo mundo. RPG também não é um jogo possível de se “perder” (uma vez que não há competição) e tampouco possui laços com satanismo.

Nenhum desses fatos importou para o delegado Adauto Corrêa. Desconhecendo os fundamentos do jogo de RPG, movido por intolerância cega e, talvez pressionado para apresentar resultados o mais rápido e espalhafotosamente possível (afinal de contas, até outro dia o principal réu nas páginas policiais era ele próprio) Corrêa decidiu que Camila, Edson, Cassiano e Maicon eram os responsáveis pelo crime. Corrêa estava suficientemente seguro de sua conclusão para poder se dar ao luxo de passar por cima e deixar de lado toda uma série de evidências, investigações e exames que seriam necessários para propriamente determinar o responsável pelo assassinato de Aline.

Corrêa, por exemplo, não levou em consideração o fato de que Aline mal tinha tido contato com Edson, Maicon e Cassiano. Apesar de estar hospedada na república deles, todos testemunhos concordavam que ela só dormia por ali, passando a maior parte do tempo pela cidade ou em festas em outra república, a Necrotério. Lá, testemunhas afirmaram que Aline passou tempo, isso sim, aos beijos com Fabrício Gomes, na época mal-afamado na cidade por um suposto envolvimento com o tráfico de drogas. Mais ainda, Fabrício Gomes e Aline Silveira teriam sido vistos em frente ao cemitério onde a jovem seria encontrada assassinada na manhã seguinte. Quando Camila Dolabella alertou o delegado Adauto Corrêa sobre o ocorrido, adicionando que Fabrício teria sido visto no dia seguinte à morte de Aline vestindo uma camiseta manchada de sangue, a resposta não foi promissora. Corrêa simplesmente anunciou que não queria saber de mais detalhes, pois ele já sabia quem eram os culpados.

Aline Silveira Soares foi localizada nua, com os braços abertos e pernas cruzadas, ao lado de roupas cuidadosamente arrumadas no chão, entre elas uma blusa coberta de esperma. O corpo tinha sido propositadamente arranjado dessa forma, fato evidenciado por uma trilha de sangue no local. Analíses toxicológicas revelavam traços de maconha no sangue da vítima. A investigação sob o comando de Adauto Corrêa não encontrou digitais dos suspeitos no local ou na arma do crime, econtrada próxima ao corpo. Também não comparou o esperma encontrado em Aline com o dos acusados. Na verdade isso seria impossível, uma vez que os policiais negligenciaram a coleta de material genético antes que ele fosse contaminado ou se deteriorasse. Tampouco foram localizadas drogas na posse dos acusados ou na república Sonata. Mas nada disso importava ao delegado Adauto Corrêa. Ele podia se dar ao luxo de desprezar evidências materiais e os testemunhos que contradiziam sua teoria. Afinal de contas, seu faro investigativo encontrava provas contra os quatro acusados em vários elementos considerados corriqueiros por um olhar não treinado. O fato de que Maicon Cassiano chegara a república Sonata naquela noite sem camisa, era evidência clara de que ele estaria fantasiado como um personagem de RPG. E, logo, era assassino. Embora não houvesse nada que indicasse que os acusados tinham passado pelo cemitério das mercês naquela noite, objetos tinham sido encontrados no local que poderiam ter servido num ritual. E se tinha havido ritual, os acusados tinham participado, afinal, para o delegado, eram todos obviamente satanistas. Outro elemento contundente contra os réus foi o fato de que eles terem limpado a república durante o curso investigação. Ignore-se que isso ocorreu quase uma semana após o crime, e que a polícia não tinha dado nenhuma instrução para que nada fosse alterado no local, apesar dos réus terem perguntado já nas primeiras horas do desaparecimento de Aline se deveriam preservar tudo intocado na república. Mas esse era justamente um exemplo do elemento mais incriminador de todos: o interesse dos jovens em desvendar o assassinato e ajudar a polícia só podia ser outra prova gritante de sua culpa. Como o delegado Adauto Corrêa sabia, criminosos sempre tentam agir como inocentes para despistar a polícia. Como o comportamento de Camila, Edson, Maicon e Cassiano denunciava a mais completa inocência, eles só poderiam ser culpados. Todos os quatro, apesar de que o laudo técnico deixava claro que as facadas em Aline tinham sido feitas por uma única pessoa.

A lógica tortuosa, irresponsável e perversa de Adauto Corrêa não avançou sem problemas. Após concluída a investigação, que indiciava os quatro jovens pelo assassinato, o caso chegou às mãos do promotor Edvaldo Pereira Júnior, que reconheceu prontamente a impossibilidade de dar seguimento aquele processo. Baseado em suposições, preconceitos e tentativas descabidas de fazer os fatos se conformarem à teoria (das mais mirabolantes), Pereira Júnior condicionou o seguimento do caso à realização de 17 diligências, que providenciassem alguma prova cabal, ou ao menos aceitável, sobre a culpa dos réus ou a identidade do assassino de Aline. Adauto Corrêa não realizou nenhuma dessas diligências, dando o caso por encerrado. Pereira Júnior tentou recorrer à Secretaria de Segurança Pública para afastar o delegado de seu cargo. Enquanto isso políticos oportunistas aproveitavam o caso para se promover, agitando a opinião pública e alimentando a indignação com boas doses de desinformação e mentiras. Um vereador chamado Bentinho Duarte passou uma lei proibindo o RPG em Ouro Preto. O promotor Fernando Martins iniciou processo contra as editoras Devir Livraria e Daemon tentando proibir a publicação de livros citados na investigação do caso. A mídia convencional se absteve de realizar qualquer trabalho jornalístico digno do nome e, seguindo a linha Fordiana de que se o factoide é melhor que o fato publica-se o factoide, deu ampla publicidade à teoria barroca de Corrêa, ao mesmo tempo que desprezava as hipóteses contraditórias. Apesar de se referirem aos réus como “suspeitos” ao invés de “assassinos”, o esforço de “imparcialidade” dos jornalões nunca atacou diretamente as óbvias irregularidades da investigação do caso nem contestou o caráter delirante da acusação. Enquanto isso, os quatro réus tentavam levar suas vidas, marcados pelo estigma de serem suspeitos de homicídio. Edson foi ameaçado de morte e trancou a faculdade. Maicon e Cassiano permanecerem em Ouro Preto, apesar da constante antagonização e assédio por parte de moradores da cidade. Camila retornou para Guarapari, onde passou a ser hostilizada pela família. Órfã de mãe, ela contou apenas com o apoio do pai durante todo o processo.

Em 2004, após três anos em que o caso esteve parado, ele saiu das mãos de Edvaldo Pereira Júnior e passou para a promotora Luíza Helena Trócilo Fonseca. Diferente de Pereira Júnior, que tinha se recusado a denunciar um processo tão eivado de inconsistências e sandices, Trócilo da Fonseca decidiu dar continuidade ao caso. Em 2005, Camila Dolabella e Edson Poloni foram presos. Quatro anos tinham se passado desde a morte de Aline, e nenhum dos acusados tinha apresentado qualquer atitude desabonadora até então. Edson saiu da cadeia após seis dias, sob efeito de uma liminar, mas Camila passou a maior parte daquele ano na detenção. Foi só quando o caso chegou ao Superior Tribunal de Justiça que a pena de prisão dos réus foi considerada descabida e lhes foi dado o direito de aguardarem o julgamento me liberdade, apesar das alegações do Ministério Público mineiro de que se tratavam de “contumazes jogadores de RPG, em todas suas modalidades“. Note que, até então, continuavam inexistentes qualquer evidência concreta de responsabilidade dos réus no assassinato de Aline Silveira. Eles estavam sendo presos e acusados por que tinham lido livros.

O caso permaneceu fora da mídia por alguns anos. Enquanto os réus tocavam a vida, a promotoria construía o caso e se preparava para o julgamento. Em 2006 a promotora Luíza Helena Trócilo Fonseca encontrou tempo para mandar apreender todas as edições de número 09 da revista Observatório Social, que denunciava na capa o uso de trabalho infantil nas mineradoras de Ouro Preto. A promotora se preocupava que as fotos expunham as pobres crianças, e afetavam negativamente a boa imagem da região… Mas, enfim. Em 2008 foi decidido que o caso de Aline Silveira seria levado à júri popular. Em 3 de julho de 2009, Camila Dolabella, Edson Poloni Lobo de Aguiar, Cassiano Inácio Gracia e Maicon Fernandes foram finalmente julgados pela acusação de homicídio qualificado. Na falta de prova contundente contra eles, a acusação optou por lançar novo ineditismo jurídico no direito brasileiro, ao sustentar que “o álibi dos réus era fraco”. Ou seja, não cabia à promotoria provar que eles tinham matado Aline Silveira. Eram os quatro estudantes que deveriam mostrar que não tinham cometido assassinato, ou serem presos. Contra eles pesavam diversas evidências “incriminadoras”: seus gostos musicais, cinematográficos, o jeito como se vestiam e seus hobbies. Em 5 de julho de 2009, o júri os declarou inocentes.

Não se tratou aqui apenas da óbvia falta de qualquer prova contra eles. O decisão final dos sete jurados foi de que, efetivamente, os quatro réus “não concorreram, de qualquer forma, para prática do crime”. Os jovens que tinham passado quase uma década sendo coagidos, assediados, ameaçados, difamados e perseguidos não eram os assassinos de Aline Silveira Soares.

Teorias sobre o que realmente aconteceu não faltam, e já circulavam desde os primeiros dias do caso. A mais verossímel é de que Aline teria se envolvido com uma negociação de drogas, durante a Festa dos Doze, e, sem dinheiro, teria concordado em manter relações sexuais como pagamento. Não há indícios de violência sexual em seu corpo, o que demonstra a consensualidade do ato, comprovado pela perícia necrológica. Como a primeira facada em Aline foi em suas costas, tudo indica de que ela foi atraiçoada pelo seu parceiro de negócios. Este permanece solto e impune.

Os interesses escusos, a ignorância e o preconceito é que são os verdadeiros criminosos no caso de Ouro Preto. Foram eles que permitiram que por uma década quatro jovens inocentes fossem perseguidos injustamente, sendo até mesmo privados de liberdade e forçados a fazer inúmeros e pesados sacrifícios pessoais. Foram eles que deram ao verdadeiro assassino de Aline Silveira, um homem brutal e cruel, um passe livre para permanecer à solta. Em uma sanha cega e irresponsável de achar um culpado a justiça de Ouro Preto falhou miseravelmente, e duas vezes: não puniu o culpado e vitimou mais inocentes. Esse tipo de atitude, ignorando procedimentos básicos do processo legal, atropelando direitos civis e apelando para o ódio e a intolerância como elementos de incriminação, não é compatível com o Estado de Direito. Eu não contei essa história aqui hoje para inocentar Camila, Edson, Cassiano e Máicon. Coube ao tribunal do júri fazer isso. Mas para tomar a atitude digna e necessária de todo cidadão: exigir a imediata investigação e punição dos responsáveis pelo caso do assassinato de Aline Silveira Soares. Sua irresponsabilidade e malícia, sua truculência e abuso de poder não podem, nem devem ser perdoadas, nem as sérias acusações de acobertamento dos verdadeiros responsáveis devem ser relevadas. Isso não pode ser permitido.

Os inocentes estão, enfim, livres. É mais que hora de punir os culpados.

Por Felipe de Amorim

#Blogosfera

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-caso-de-ouro-preto-quinze-anos-de-incompet%C3%AAncia

A Construção de Companheiros Humanos Artificiais

Anton Szandor Lavey

Os meios pelos quais um humanoide pode ser construído são tão diversos quanto à escolha de materiais que permitirão tal feito. No passado, os seres humanos artificiais eram formados a partir de metais, as seções do corpo unidas como em uma armadura, ou então eram formados em tecido emborrachado ou em borracha real esticada sobre uma estrutura esquelética, com o mecanismo de acionamento do robô contido em seu interior.

O androide mais rudimentar precisava ser nada mais do que um substituto visualmente e palpavelmente convincente. Não há nada de errado com isso já que o apelo principal do humano ide reside na aproximação do comprador com sua “outra metade”. Como sua natureza era de nos fazer cair em “amor à primeira vista,” o que era visto com entusiasmo seria entusiasticamente melhor aceito. Companheiros artificiais que são agradavelmente ouvidos, cheirados e sentidos também constitu em pontos de venda positivos. Porém , é necessário que um companheiro artificial pareça certo ao seu comprador, isso é de primordial importância.

Em uma nova indústria estas coisas não possuem necessidade imediata de obsolescência planejada, já que a oportunidade de melhoria constante permanece como uma condição fresca e inexplorada. Quanto mais à concorrência entre as fábricas de produção de humanoides se desenvolvem, maior será a elaboração e a complexidade do androide .

Inicialmente, haverá alguma relutância em admitir o uso de androides, especialmente por parte das pessoas que mais precisam deles. Daí deve ser considerado o desenvolvimento inicial de humanoides. Apesar dos anúncios que se veem na televisão de bonecas infláveis realmente grotescas que acompanham cavalheiros em festas de piscina, duvida-se que os egos dos compradores desses anúncios tenham concretizado um nível de indiferença pública, brincalhões são a exceção. Muitos androides primeiramente serão relegados para a gaveta da cômoda, para as sapateiras ou para um espaço sob a bancada da garagem quando não estiver em em uso, somente trazidos para fora quando “ o caminho estiver livre ” e ninguém estiver vendo.

Antes de embarcar no projeto de construção de um humanoide, deve-se considerar as exigências do fabricante, as necessidades de sigilo, o talento e os materiais disponíveis. Se você quer companhia de natureza puramente visual, podem ser utilizadas técnicas empregadas por escultores modernos . Os valores podem ser esculpidos em madeira, blocos de isopor devidamente colados ou lançar moldes nas muitas variedades de plástico disponíveis. Se você escolher esse método, há vários livros excelentes no mercado que fornecem instrução sobre esculpir figuras em madeira e esculturas com várias resinas de plástico ou fibra de vidro. Papel machê, gesso e outros métodos são facilmente aprendidos. A principal desvantagem de fazer o seu androide a partir de tais materiais é a falta de maleabilidade e maciez, além de uma notável limitação de movimentos do corpo. Na pior das hipóteses, você vai gastar uma grande parte do seu tempo em uma criatura que será, essencialmente, um manequim para exposição quando concluído.

Se suas necessidades são em grande parte como voyeur, você vai economizar muito tempo obtendo um manequim descartado ou danificado em lojas para usar como base sobre aquele que você irá construir. Manequins são geralmente fundidos a partir de pessoas vivas, mas é improvável que você irá encontrar um corpo ideal para suas demandas estéticas. A maioria possui um a camada extremamente fina de modo que a roupa se encaixe melhor para a exibição nas vitrines , e muitos são anormalmente alongados no tronco, pernas, braços e pescoço. Manequins masculinos são, invariavelmente, mais finos do que o normal para facilitar o lojista quando vesti-los. Rostos das mulheres tendem a ser aquilinos ou estéreis, e os dos homens são extremamente sem-graça. Nenhuma loja quer uma mulher com rosto sedutor ou um homem com cara de obrigação em sua janela diminuindo a beleza da roupa pendurada em cima deles. A menos que o seu gosto vá para mulheres que só comem vagens e homens magros como placas, você terá que modificar qualquer manequim.

Apesar de um manequim ser uma base adequada para seu humanoide , seus movimentos são normalmente limitados quanto ao rearranjo de braços e mãos. Descobri para as partes que são intercambiáveis (braços, mãos, as metades superior e inferior do corpo), peças que aumentam sua flexibilidade de posicionamento. Meus primeiros humanoides foram construídos a partir de manequins que eu seccionei, separando os pedaços de pernas, braços, pescoço e torso, e envolvendo – os com fibra de vidro ou elástico , em seguida, adicionando um composto de resina e talco sobre áreas construídas com diversos materiais. Desta forma eu criei algumas pessoas grotescas e belas – assim com o são as pessoas reais.

Se você pretende limitar seu humanoide artificial como um companheiro puramente visual , não importa quão pedregosa seja sua superfície. Ele pode ser pintado, dependendo da sua habilidade, de maneira tão realista quanto qualquer ser vivo possa parecer.

Se você quer apertar a mão de sua criação ou dar-lhe um pequeno aperto, no entanto, é melhor você ter uma imaginação altamente desenvolvida ou sua bolha irá estourar . Flexibilidade e realismo táteis são evidentes através de melhorias na rigidez. Existem três métodos básicos que tenho empregado para atingir estes fins: a pele cheia de ar, uma pele com enchimento e uma substância moldada que é suave ao toque.

Vamos considerar o tipo difundido por empresas de sex-shops apresentando anúncios do que parecem ser criaturas extremamente glamorosas . O comprador animadamente abre o seu pacote para descobrir um vinil fino (PVC, não BVD) com vestido, calcinha rosa, e com uma máscara dura ligada ao seu topo. Ele , tremendo , retira o maiô de plástico da boneca e encontra uma válvula onde passa a soprar para enchê-la, até ficar tonto e sem ar . E ele é recompensado com uma glamorosa menina hidrocefálica e esquálida . Qualquer semelhança com uma donzela voluptuosa é puramente mental. Alguns modelos esportistas oferecem um orifício vaginal (do diâmetro de um relógio de bolso) entre as coxas , e algumas “ melhorias ” entre outras.

Se quiser fazer seu próprio companheiro inflável você pode fazer um trabalho melhor, cortando folhas de vinil em partes e soldando eletricamente as costuras no local desejado. Par a obter um valor razoável, fixe o vinil em um modelo vivo da maneira que uma costureira marca no modelo onde as costuras e articulações serão. Remova os pinos (certifique-se que eles estão fora das linhas que você marcou ) e corte-o, de seguida soldando o vinil. As áreas mais problemáticas neste tipo de construção são a cabeça, mãos e pés. A cabeça e pescoço devem ser construídos separadamente e, em seguida, montados de forma perfeita , em especial na abertura da garganta da pele de vinil , e colado com uma cola especial de cimento plástico para assegurar uma vedação que estanque completamente o ar. Se você tentar fazer a cabeça pelo mesmo método que o resto da figura, ela vai parecer ou hidro ou microcefálica .

O mesmo com as mãos e pés. Eles não devem se assemelhar à presuntos de piquenique ou pequenas nadadeiras. Pare a construção nos pulsos e tornozelos e insira tornozelos rígidos e pés, além de mãos separadas , juntando-as nos pulsos. Estes podem ser moldados a partir de uma pessoa viva ou através de um manequim. Vede as articulações, como você fez com o pescoço. Se você tiver cuidado, as articulações serão quase imperceptíveis, já que as folhas de vinil são extremamente finas . Em um lugar conveniente (eu prefiro a parte de trás do pescoço, já que uma peruca vai cobri-lo) coloque a válvula utilizada para a inflação ou através de solda elétrica ou cimento plástico usado para reparar brinquedos de praia. Qualquer departamento de brinquedos irá produzir um brinquedo inflável barato no qual a válvula pode ser facilmente removida, e assim você poderá arranjar válvulas facilmente em brinquedos como estes.

Não desanime se suas primeiras tentativas não cumprir em com as suas expectativas, pois a experimentação e a inovação serão os seus melhores professores. A principal desvantagem do androide inflável é a sua incapacidade de permanecer em qualquer posição fixa, devido à distribuição igual de ar dentro dele . O corpo humano é constituído por diversos graus de densidade e de tónus musculares , para não mencionar um quadro engenhoso conhecido como o esqueleto. Tendões seguram membros e superfícies, assim o peso é distribuído adequadamente para as ações humanas.

O seguinte método de construção com uma pele preenchida com enchimento permite alguns destes fatores. Sua principal desvantagem é a dificuldade de ocultação . Uma boneca inflável pode ser armazenada em uma pequena caixa, gaveta ou levada em uma sacola de compras até onde seja necessário – um atributo que falta às pessoas reais . Uma figura “ recheada ” ocupa tanto espaço quanto um ser humano genuíno.

Ao contrário do tipo de manequim com superfície rígida, este que você poderá fazer é flexível o suficiente par a comprimi – lo um pouco, mas ainda assim deve ser considerado se você está preocupado com as instalações de armazenamento ou não. Um androide enchido pode ser construído com ou sem um esqueleto, embora uma estrutura interna vá elimi nar a problemática da aparência pouco natural inerente a um produto inflado.

Um esqueleto de base pode ser construído a partir de cavilhas ou de metal , ou também através de um tubo de plástico. Juntas de quadris, cotovelos, joelhos, etc, podem ser formados por rasgos e fixações ou com articulações comercialmente disponíveis . Dois ganchos para a aproximação dos ombros e para a região pélvica podem ser cortados a partir da madeira, a partir do qual os braços e as pernas estarão suspensos. Técnicas de construção de Marionetes são de valor inestimável e deve m ser estudada s da maneira que se estuda a anatomia humana. Descobri que o substituto mais facilmente obtido e eficiente para a coluna vertebral é um comprimento de tubagem flexível, tal como é utilizado para candeeiros ou cabos eléctricos. Uma das extremidades é fixada à placa pélvis e o topo final passa pela placa do ombro direito para dentro da cabeça. Assim, o torso e a cabeça podem ser posicionados em qualquer forma desejada.

A pele exterior pode ser de qualquer tipo de material que possa ser cosido ou colado, como folhas de vinil eletricamente soldadas . No vinil , porém, falta a resiliência da pele humana que as folhas de borracha ou tecido s elásticos proporcionam. Corte o padrão para a parte superior do tronco separado do tronco e das pernas inferiores. Tal como acontece com a boneca inflável, esqueça a cabeça e as mãos até mais tarde, uma vez que esta s podem ser áreas problemáticas. Feche o pescoço e os pulsos com uma extensão que será adicionada a cabeça e às mãos. Tal como acontece com humano ides infláveis, eu descobri que é melhor inserir pés e tornozelos pré – formados rígidos.

Ao construir uma figura de pelúcia, isso deve á ser feito antes do enchimento ser inserido, empurrando os pés que estão ligados às extremidades dos “ossos” dentro da pele exterior que foi formada , sendo esta muito parecida com os pés dormentes das crianças. Eu tenho usado um zíper (ou velcro) para prender as duas secções do corpo, mantendo – a juntas na cintura. Este método não só permite que seja inserido com uma maior facilidade o enchimento em ambas as seções, fechando o zíper gradualmente até que modele bem , mas fornece acesso às entranhas de sua criação, se você desejar adicionar vários “órgãos”, ou algo menos sofisticado. É impressionante o que pode ser feito usando um pouco de criatividade.

Faces podem ser modeladas a partir de pessoas vivas usando procedimentos estabelecidos pela técnica de moulage . A máscara de látex flexível pode ser atada a uma cabeça sem rosto, a peruca escondendo qualquer amarra . Assim, se você está cansado de um rosto ou expressão básico demais , você pode simplesmente substituí – lo por outro com a mesma facilidade como amarrar os sapatos. Se o seu homem ideal ou a mulher ideal não está disponível para fundição, esculpa – o em argila, fazendo um molde e não precisará procurar mais. Perucas podem ser presas à cabeça com fita adesiva dupla – face ou velcro.

Plásticos, que sã o altamente tóxicos, são trabalhados por um amado r com instalações de ventilação e podem ser empregado s em condições industriais. No entanto, a espuma de poliuretano flexível com célula aberta ou fechada é facilmente disponível em folha o u em bloco e pode ser empregada como forma realista da “carne”. E nrole a armadura ou o esqueleto com ele ou com blocos laminados inteiros , e esculpa o molde com uma faca elétrica. Ao corpo acabado pode ser dado uma “pele” de PVC aplicada com fita dupla – face ou recoberto com um órgão de preenchimento adequado.

A eletrônica pode ser facilmente incorporada . Mecanismos de voz não são nenhum desafio. Eu escondi em meus humanoides pequenos gravadores na cabeça, com a abertura do alto – falante sob a peruca. Cassetes pré – gravado s inseridos numa ranhura sob a linha fina proporcionam um efeito audível convincente. Os odores associados com os seres humanos são simples de se fornecer, usando perfumes, colônias ou algo pior.

E todo o congresso de pênis, vulvas, vaginas, saco escrotal, seios, mamilos, etc, podem ser encontrados em qualquer loja de artigos sexuais ou catálogos das mesmas . Com poucas exceções, todos esses objetos são sem corpos . Vamos juntá-los para as formas humanas a que pertencem.

Tenho grande respeito por aqueles pioneiros que fizeram seus próprios companheiros humanos artificiais não importando o quão difícil inicialmente pareceu ser . Eles percorreram um pequeno passo e chegaram o mais perto possível de brincar de ser Deus e criar o homem ou a mulher de acordo com sua imagem deseja da. Com uma saída criativa envolta em tabus antigos como esta, a inovação pode agora correr desenfreada – no ritmo de novas artes de modelagem humana que vê m a ser conhecidas.

O mundo crepuscular e bizarro do ventríloquo, o boneco e seu mestre, talvez possa ser entendido melhor por outras pessoas do que pelas mentes dos psicólogos. O elemento esquizoide aceitável em todos nós – aquele que seleciona nossos companheiros – tem um portal fresco, novo e aberto a se cruzar . Através de substitutos , a raça humana sobreviverá .

Anton Lavey. Excerto de “Devil’ s Notebook ”, 1992 – Tradução: Nathalia Claro

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-construcao-de-companheiros-humanos-artificiais/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-construcao-de-companheiros-humanos-artificiais/

Como se tornar uma Súcubo e atacar um homem enquanto ele dorme

Texto Anton LaVey, trecho de Satanic Witch

Uma súcubo é um demônio feminino que visita os homens durante a noite enquanto eles estão dormindo para ter com eles relações sexuais. Um homem sabe que foi atacado por um súcubo quando acorda pela manhã e noite e seu calção está repleto de sêmen seco. É muito provável que ele passe o dia seguinte cheio de pensamentos lascivos em sua mente, geralmente com a mulher cuja aparência é a mesma da  súcubo que o atacou.

Se ele é um “bom homem”, santo e casto, ele não vai deixar isso passar batido. Vai procurar o seu padre para contar sua experiência no pesadelo e pode até levar seu pijama endurecido como prova. Ele vai descrever o sonho que teve com a visita monstruosa e lembrar com toda sua capacidade dos detalhes deste encontro. O padre, um homem sábio, vai entender, ele sabe que esse mal existe e já ouviu muitas histórias parecidas e inspecinou muitos calções incrustados de sêmem. O fato de que muitas dos demônios descritos para ele correspondem aos rostos e corpos de algumas das mulheres da cidade não lhe passa apercebido. Algo deveria ser feito a respeito.

Houve muito barulho quanto a isso séculos atrás. Hoje, finalmente, é seguro se tornar uma súcobo e entrar nos sonhos do homem que você deseja. Tudo que você precisa é uma imagem mental indelével de seus atributos físicos, um desejo ardente, um lugar para trabalhar, e alguma ajuda de outros homens!

Escolha um momento em que ele já esteja dormindo por pelo menos quatro horas. Exercite sua sensualidade saindo mais cedo de forma a excitar os outros homens, mesmo que apenas visualmente, empregando a Lei do Proibido e as Virtudes de Constrangimento. Não dependa apenas do desejo para com o homem, por forte que seja ele  não é o suficiente. É importante que você gere o desejo da energia sexual de outros homens, pois eles fornecerão facilmente a você através de suas fantasias sexuais esta noite, dando o equilíbrio adequado para fechar o círcuito de energia magica necessária.

Entre em sua câmara ritual na hora prescrita e comece a se masturbar. Se você conseguir forçar sua imagem mental no exato momento do clímax é altamente provável que ele receberá a sua visita. Agora, se um homem estiver se masturbando com sua imagem em mente ou se a pessoa que estiver tendo relação com você e também chegar ao climax enquanto você estiver visualizando o objeto do seu desejo, então pode ter certeza que conseguiu visitar sua mente enquanto ele dorme.

Se quiser, pode adicionar alguns encantamentos ou queimar um incenso ou velas para fazer o seu encantamento mais “magico”. Mulheres são em geral românticas e bruxas são, afinal de contas, mulheres, por isso estes acessórios serão sempre muito populares. Em termos de apetrechos, tudo o que faz você se sentir como uma bruxa, lançando um poderoso feitiço, vai fazer a sua magia mais forte. Se o homem que você visitou não vier até você, isso é  só porque ele precisa ser evocado e não porque você já não esteja em sua mente.

Como uma súcobo, a finalidade do seu trabalho é o de entrar em sua mente e corpo enquanto ele dorme, embora tais coisas freqüentemente tirem o sono e faça-o durante o dia sonhar acordado com um nó em seu plexo solar. Depois de ter visitado ele desta maneira e invadir a sua mente, tudo o que você precisa fazer é evocá-lo.

A razão de um feitiço de luxúria falhar para bruxas despreparadas é porque a vítima não foi amaciada corretamente, antes do ritual, que é na verdade uma espécie de evocação. Para esta evocação, muitos rituais podem ser empregadas. Aqui está um exemplo: Poucos dias após a sua visita como  súcubo ou logo no dia seguinte se você estiver ansiosa, realize o ritual, conforme descrito no capítulo sobre “Sex Magic.” (The Satanic Witch). Olhe-se no espelho e se estimule, mas ao invés de conceber a excitação que busca no homem que visitou, fique de frente e imagine a si mesma como sendo o homem que você deseja evocar e conversar no espelho. Conforme ele se apresenta em seu corpo, ele ouve você comanda-lo a vir até você. Torne o momento tão convincente quanto você puder, usando o mesmo procedimento e atingindo seu clímax como você faria se estivesse praticando este ritual como um “reforço” ao invés de uma evocação.

Execute os rituais de súcubo e evocação quantas vezes você desejar. Se perseverar seu “amante dos sonhos” se tornará uma realidade física. Mas ao menos que você conheça a magia menor você não tem nenhum direito se sua evocação durar menos do que gostaria. Lembre-se sempre que existe muito mais mágica na bruxaria do que aquele que acontece durante as cerimônias.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/como-se-tornar-uma-sucubo-e-atacar-um-homem-enquanto-ele-dorme/ […]

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A Comunhão do Nosferatu

Este ritual é baseado em certas tradições de Magia Negra da Romênia, que, segundo a  lenda, haveriam sido legadas aos seguidores de Vlad Dracul, que as teria recebido do  Príncipe das Trevas.  Diz a lenda que Vlad, um Cristão revoltado contra as mentiras da Igreja, escolheu  identificar-se com o Diabo. Este ritual se baseia nas conexões entre vampiros e o Príncipe  das Trevas.

O “Self” na tradição dos Vampiros

O conceito de “Self” nas tradições vampirescas é geralmente o de “não-morto”, com suas  conotações de imortalidade e Segredo da vida e morte. Vampiros freqüentemente possuem  poderes físicos e mentais supra-normais, além de um certo gosto excêntrico.

A imortalidade é freqüentemente confundida com a recusa de morrer. O Vampiro/Magista  escolhe viver completa e intensamente esta vida, e não permitir que a sua consciência se  desintegre após a sua morte física. Esta sobrevivência da consciência não depende de  símbolos mágicos, nomes ou participação em diversos rituais. Depende apenas do  reconhecimento do próprio “Self” e da vontade de continuar a existir, o que ou onde quer  que seja.

O Sangue é muito importante nas tradições de Vampiros. Hoje, é visto como simbólico. No satanismo comtemporâneo de grupos como, a Ordem do Vampiro, a Igreja de Satã e o Templo de Set, não vêem significado no consumo ou no  escorrimento de sangue em sacrifícios.

O sangue simboliza “Vida”. O Mago Negro Vampiro é, portanto, visto como um magista  que deseja e pratica a mais alta Vida, enquanto reconhece as energias da Besta interior – as  energias primevas da Licantropia e da mutação, que formam outro aspecto da magia dos  Vampiros.

O ritual que se segue simboliza um despertar solitário e isolado para um estado  Vampiresco, e uma auto-iniciação ao Caminho da Mão-Esquerda. É um ritual que pode ser  adaptado ou alterado conforme as circunstâncias ou a inspiração de cada um. Como em  todo ritual mágico, cada um deve assumir seu próprio risco, já sabendo que uma prática  como esta não é adequada aos instáveis ou imaturos.

0 – Preparatio

  • Robe negro.
  • Vela negra.
  • Sino.
  • Cálice com líquido avermelhado.

Local: Um local em que você não seja perturbado.
Uma câmara escura, ou pintada ou coberta em  preto ou similar (ex: azul muito escuro). Ou uma floresta afastada. A escolha é sua.

Vestimenta: o ideal é o robe negro. A idéia é que você se torne o próprio modelo de  vampiro que existe na sua mente. Preste atenção em cada um dos seus sentidos: perfume,  vestimenta, música, oferendas.

Dê nove badaladas no sino. Nove, nas tradições de Magia Negra, simboliza a evolução  dinâmica até a perfeição.

Acenda a chama negra.

I – Invocatio

“Nesta noite negra, eu me torno um Vampiro: um mestre da vida e da morte.  Eu acendo a Chama Negra em honra ao Príncipe das Trevas, e me torno o Vampiro que  minha mente cria, ardendo em paixões na perseguição de tudo o que eu desejo.  Eu abandono as restrições do Caminho da Mão Direita, e com Vontade eu me dedico a  controlar o meu próprio destino. Eu agora encaro os testes e as tribulações do Caminho da  Mão Esquerda!

Eu me encho de Poder com a Essência do Vampiro: ser invisível, mesmo sob o dia  escaldante; saber quando ser silencioso, e quando orar; saber explorar por completo minha  psique!

Eu me desfaço desta maldição! Eu, o Vampiro (__nome__,) percorro o Caminho da Mão  Esquerda, e a minha Vontade é impenetrável!  Eu honro o Sangue, que é a minha Vida, e me torno mais do que fumaça e sombras.

Abram-se os Portais do Inferno! Diante da nobre presença do Senhor Negro, eu proclamo o  Juramento que me torna um Vampiro, juro ser verdadeiro para com meu próprio Ser e meu  Caminho escolhido  Salve, Vampiro! Salve, Senhor das Trevas!”

II – Graal Nigrum

O Cálice é o Graal Negro, ou a Taça Herética: a que é sempre buscada, mas raramente  encontrada.  O Graal deve estar cheio de líquido vermelho, simbolizando o sangue, como suco de  tomate, frutas vermelhas ou vinho. Sangria é um ótimo elixir!  Enquanto bebe o elixir, visualize-se apoderando-se dos Poderes das Trevas.  Você está comungando da sua própria essência e do Vampiro que é parte da divindade que  há em seu interior.

III – Fechando os Portais do Inferno  

Feche o ritual tocando novamente o sino, nove vezes.

IV – O despertar

Agora, iniciado nos mistérios dos Vampiros, você pode ver o mundo com olhos diferentes.  Após o primeiro ritual, você poderá ter algumas intuições sobre a natureza dessa magia e do  seu controle sobre ela, e de como moldar o seu destino. Contudo, alguma prática pode ser  necessária.

Algumas pessoas podem apenas se sentir tolas, por estarem se prestando a essa tarefa, ou  mesmo entediadas. Para essas pessoas, desejamos uma vida feliz e temos certeza de que  terão a vida que merecem.

Um Trabalho de Auto-Criação

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-comunhao-do-nosferatu/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-comunhao-do-nosferatu/

Maçonaria para Não-Maçons / Parte 1

Bem, ao começar a falar da Maçonaria, gostaria de começar esse Post na certeza de que este será um dos mais importantes para quem deseja compreender melhor o funcionamento da Maçonaria.

Os Mistérios e Segredos da Maçonaria são sempre temas de demoradas discussões que, na grande totalidade das vezes, não leva a lugar algum.

Tentarei abordar, de forma clara, como se Aprende e se Estuda dentro da Maçonaria. A grande verdade é que, entendendo isso, muitas outras coisas ficarão mais claras de se entender.

É muito comum, para quem não é membro, pensar na Maçonaria como uma Escola no sentido “acadêmico”, como se houvesse uma grade curricular que envolvesse todo o conhecimento que existe ali dentro.

Quem pensa isso acaba acreditando, logicamente que, ao atingir o Grau 33, o Maçon passa a ser detentor de todo o conhecimento que existe dentro da Ordem. No entanto, nada poderia estar mais distante da realidade.

Mas, vamos por partes, para que você possa entender melhor o porque isso acontece.

Existe um site Cristão, bem conhecido (A Espada do Espírito), do qual irei utilizar de um de seus Artigos, como base, para explicar algo muito importante para você, que não é Maçon, entender melhor como funciona a Ordem.

O nome do texto é justamente esse: Maçonaria: Duas Organizações, Uma Visível, Outra Invisível (dê uma lida, vale a pena).

O artigo, resumidamente, tenta demonstrar que existe uma “Maçonaria Invisível”, dentro da própria Maçonaria, onde estão os verdadeiros Maçons (que, para eles, são os Satanistas que preparam o Anticristo).

O argumento mais forte é uma citação do autor Manly Hall, que diz haver uma sociedade visível, que se dedica às atividades “éticas, educacionais, fraternais, patrióticas e humanitárias”, enquanto, a sociedade invisível “é uma fraternidade secreta e augustíssima (de majestosa dignidade e grandiosidade), cujos membros dedicam-se ao serviço dos arcanos”.

Ele diz a verdade, mas não da forma como é interpretada nesse artigo.

Para entender porque isso não é verdade, é preciso explicar algo muito triste, porém, muito verdadeiro, dentro da Ordem Maçonica. A maioria dos membros são altamente despreparados e a estrutura das Potências Maçonicas (GOB, COMAB, CMSB) não oferece nada que possa instruir seus membros com relação à tudo que a Ordem pode lhes oferecer.

Como eu dizia no começo, ser Grau 33 não garante que o membro seja detentor do conhecimento pleno da Maçonaria.

É porque não existe cobrança, de um Grau para outro, que exija estudo e conhecimento da Ordem (até existem alguns trabalhos, mas não são passíveis de “reprovação”). Ou seja, não existindo essa exigência, não há motivo para que as Potências Maçonicas organizem qualquer tipo de estudo referente aos Graus.

Tudo isso faz com que, para cada Grau que o Maçom avance, ele tenha contato com um novo Ritual, novos Símbolos e uma nova percepção da Filosofia Maçonica, sem que lhe seja fornecido um Material para lhe explicar (e, posteriormente, lhe cobrar) o MÍNIMO que ele – na condição de maçon daquele grau – deveria saber.

Devido a isso é compreensível que os não-maçons (como esses que escreveram o artigo em questão) acreditem, verdadeiramente, que existem duas ordens distintas dentro da Maçonaria, afinal, o que mais justificaria existirem maçons que conhecem tanto sobre a Ordem e outros que, praticamente, não conhecem nada?

Quando isso acontece é REALMENTE compreensível que fique a impressão de que estes maçons (que são bem distintos) fazem parte de Ordens diferentes, onde uma é realmente muito séria e instrui os seus membros, e outra, apenas o “clubinho” da cidade.

Era sobre isso que o Maçon Manly Hall se referia ao dizer que existe uma “outra ordem” onde os maçons conheciam os “verdadeiros arcanos”. São aqueles realmente dedicados, que estudam, debatem e frequentam as “academias maçonicas de estudos” para se aprimorarem no estudo dessa magnífica Ordem.

Mas, você deve estar se perguntando: “Como então os Maçons dedicados da Ordem fazem para se instruir”? Bem, material de qualidade é o que não falta (mas, isso será assuntos para próximos posts).

Por fim, para os que leram o Artigo do “Espada do Espírito” e acharam estranha a citação de Manly Hall (ao citar Lúcifer), não irei tratar dela agora. Haverá um post só para citações, similares a essas, em livros de renomados Maçons da história.

Para os que não leram, a citação foi:

“Quando o maçom aprende que o segredo para o guerreiro é a correta aplicação do dínamo do poder da vida, ele aprendeu o mistério de sua Arte. As energias ardentes de Lúcifer estão em suas mãos e antes que ele possa avançar para frente e para cima, precisa provar sua capacidade de aplicar corretamente a energia.”

Polêmico, não?

Continue acompanhando. Chegaremos lá…

[No Blog original, na categoria Maçonaria, você pode conferir a “parte 2” desse Post – e os textos posteriores]

#Maçonaria #satanismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/ma%C3%A7onaria-para-n%C3%A3o-ma%C3%A7ons-parte-1

Anton Szandor LaVey

1930 – 1997

Pouco depois do seu nascimento, a família de Anton decide deixar Chicago e mudar-se para a baía de S. Francisco. Em criança, o jovem Anton adorava ler tudo o que tivesse a ver com o sobrenatural e o oculto – incluindo “Frankenstein” de Mary Shelly, “Dracula” de Bram Stoker, e a popular revista “Weird Tales”.

O interesse de Anton pelo lado obscuro da vida foi ainda mais alimentado pela sua avó Cigana, Luba Koltan, que lhe contou histórias e superstições sobre vampiros e magia negra que aprendeu na sua terra natal, Transilvânia.

Depois do começo da 2.ª Guerra Mundial, Anton fascinou-se com os manuais militares e os catálogos de armas. Rapidamente descobriu que se alguém assim o quisesse poderia comprar armas e munições suficientes para criar o seu próprio exército. Isto levou a que Anton percebesse que os fracos nunca podiam herdar a Terra, só os fortes sobreviveriam.

Anos mais tarde, em 1945, um dos tios de LaVey foi contratado para ser Engenheiro Civil no Exército, na Alemanha. Devido ao seu tio ter um visa extra Anton pôde viajar para a Alemanha com ele. Lá, pôde ver filmes de terror Nazis confiscados, dos quais tinha recebido a informação de que continham partes de rituais da Black Order of Satan, que fazia parte do Terceiro Reich (?).

Por esta altura, Anton já tinha descoberto outro dos seus muitos talentos: a música. Na prematura idade de cinco anos, os pais de Anton descobriram o seu talento quando ele numa loja de música tocou uma harmonia numa harpa. Mais tarde, aprendeu a tocar muitos instrumentos, incluindo o violino. Aos 10 anos aprendeu auto-didacticamente a tocar piano, e aos 15 já era o segundo oboísta na Orquestra Sinfónica de Ballet de San Francisco.

Em 1947, LaVey decidiu deixar a escola e juntar-se ao Circo Clyde Beatty. Lá, foi empregue como estivador e guarda de jaulas; a pessoa responsável por alimentar os grandes felinos. Anton rapidamente desenvolveu uma relação com os animais e começou a aprender todos os truques da matéria, como o uso do chicote, stick, revolver e cadeira. Não muito tempo depois, Anton tornou-se domador de oito Leões Nubianos e quatro Tigres de Benguela, numa jaula, todos juntos.

Uma noite, enquanto trabalhava no circo, o tocador de calliope habitual embebedou-se e não podia actuar. LaVey voluntariou-se para o seu lugar e foi um sucesso tão grande que se tornou no tocador de calliope oficial do Circo Beatty.

Quando a temporada do circo acabou em Outubro de 1947, LaVey viu-se desempregado. Seguindo o conselho de alguns dos seus colegas de circo, Anton decidiu procurar trabalho numa feira. Devido aos seus talentos musicais, rapidamente conseguiu emprego tanto a tocar calliope, como órgão Wurlitzer e até mesmo Hammond. Entretanto LaVey passou a tocar em shows de strip femininos nas noites de sábado e aos domingos de manhã, em tendas, para espectáculos religiosos. Foi aqui que ele descobriu em primeira mão a hipocrisia presente na Igreja Cristã. Anton foi citado muitas vezes dizendo que ao sábado à noite via os homens desejando as mulheres semi-nuas na feira, e na manhã seguinte via os mesmos homens na missa, com as suas famílias, pedindo a Deus que perdoassem os seus pecados libidinosos, vendo de novo no fim de semana seguinte as mesmas pessoas no show de strip.

Enquanto trabalhava na feira, Anton também aprendeu os segredos das videntes místicas, das leituras da palma da mão ciganas, das astrólogas, mágicos de palco, e hipnotizadores.

A temporada da feira rapidamente acabou, e LaVey, mais uma vez, viu-se desempregado. Encontrou depois, trabalho em casas burlescas e clubes nocturnos, como tocador de órgão, dentro e na periferia de Los Angeles. Uma noite, enquanto trabalhava no Clube Mayan, conheceu uma actriz que tinha conseguido trabalho como bailarina. Essa actriz era Marilyn Monroe, e ela e Anton vieram a viver um caso amoroso cheio de paixão. Apesar da relação apenas ter durado algumas semanas, deixou no LaVey de 18 anos uma marca muito forte. Anos mais tarde, uma das posses de Anton mais orgulhosas era um calendário de Marilyn nua, onde ela tinha assinado: “Caro Tony, Quantas vezes tu viste isto! Com amor, Marilyn”.

Após o fim da sua relação com Marilyn, Anton decidiu mudar-se para São Francisco. Lá, continuou a tocar orgão para vários shows de strip e reuniões só para homens. Também conseguiu trabalho como fotógrafo na Paramount Photo Sales, onde tirou fotografias a mulheres em várias fases de stripping.

Quando a Guerra Coreana começou, Anton reparou na possibilidade de ser arrastado para o exército. Por isso, em 1949, de modo a poder evitar este possível dilema, LaVey inscreveu-se na Faculdade de São Francisco, no curso de Criminologia, mesmo sem nunca sequer ter acabado o secundário.

Algum tempo depois LaVey conheceu Carole Lansing num parque de diversões na praia de San Francisco. Os pais de Carole de início estavam desconfiados das intensões de Anton, mas rapidamente se habituaram a ele e deram permissão para os dois se casarem.

Anton e Carole casam em 1951 e um ano depois nasce a primeira filha de LaVey, Karla Maritza LaVey.

De modo a poder sustentar a sua família, LaVey decidiu usar os seus talentos de fotografia e a sua educação em Criminologia para conseguir trabalho como fotógrafo na Polícia de São Francisco. Aqui, Anton está de novo exposto ao pior lado da natureza humana, tirando fotografias de assassinatos brutais, acidentes de automóveis, suicídios macabros, incendios, explosões, e outras coisas mais. Depois de um par de anos no terreno, foi dada a LaVey a responsabilidade adicional de tomar conta das “chamadas 800”, que era o código para as chamadas estranhas. Ele investigava de tudo, desde visões de OVNIs a relatos de fantasmas, casas assombradas, e tudo o resto que pertencesse ao sobrenatural. Nos anos seguintes Anton ganhou uma grande reputação como um dos primeiros “caça-fantasmas” da nação.

Em 1955, LaVey cansou-se da Polícia e decidiu deixá-la de modo a ter mais tempo para se concentrar nas Arte Negras. Tornou-se exorcista e hipnotizador, fortalecendo os seus ganhos tocando órgão. Mudou-se também com a sua família para um apartamento perto da praia. Foi nessa altura que Anton recebeu o seu primeiro animal de estimação – um leopardo negro de dez semanas, chamado Zoltan. LaVey costumava levar Zoltan a passear na praia, onde era certo o par excêntrico assustar os pedestres que ali passeavam.

LaVey começou também a receber a imprensa devido às suas práticas singulares e estranho animal de estimação. Ele atraiu muitas personalidades invulgares, juntamente com os seus amigos únicos que fez durante os seus anos de circo e feiras. Quando os rumores sobre o que estava exactamente a acontecer dentro das paredes da sua casa se começaram a espalhar, Anton decidiu mais uma vez que precisava de mudar-se. Na altura desejava uma casa grande longe dos seus vizinhos curiosos, que pudesse decorar e fazer à sua imagem. Anton conseguiu tal lugar na Rua California 6114, o lugar da infame “Black House”, onde LaVey morou até à sua morte em 1997.

Depois de se mudar para a sua nova casa, LaVey rapidamente encontrou um novo emprego tocando órgão Wurlitzer no clube Lost Weekend. Também foi contratado para tocar o maior órgão do mundo no Auditório Cívico de San Francisco. Devido à sua extrema perícia com o instrumento, Anton foi nomeado para organista oficial da cidade de São Francisco, tocando em várias convenções e muitos eventos culturais e desportivos.

Foi também por volta desta altura que LaVey começou a ganhar a reputação de ser o Mágico de Artes Negras de São Francisco. Juntamente com as quatro festas que LaVey fazia todos os anos (Ano Novo, Walpurgisnacht, Solstício de Verão, e Halloween), a Black House era também o lugar de encontro para as reuniões sociais informais que Anton criou. Formado por colegas do circo, amigos das feiras, antigos colegas da Polícia, excêntricos ricos, e iconoclastas literários, o “Círculo Mágico” (Magic Circle) de LaVey, como ele lhe chamava, levava a cabo debates e palestras sobre o Oculto, Magia, encantamentos, rituais, feitiçaria, lobisomens, vampiros, zombies, homúnculos, casas assombradas, PES (Percepção Extra Sensorial), teorias sexuais, e métodos de tortura. Anos mais tarde, LaVey abriu estas reuniões ao público, cobrando $2,50 por pessoa, a quem quisesse ouvir as suas palestras e tomar parte dos seus rituais formais. O Círculo Mágico foi o primeiro passo para o que hoje é a Church of Satan (Igreja de Satan).

Anton ainda tocava órgão várias noites por semana de modo a ganhar algum dinheiro extra. Numa noite de domingo, em 1959, enquanto LaVey tocava na Mori’s Point, uma jovem, linda, loura, de nome Diane Hegarty entrou no clube. Houve uma ligação imediata entre Diane e Anton, e durante os meses seguintes eles começaram a ver-se o maior número de vezes possíveis. No ano seguinte, 1960, Anton e Carole divorciaram-se; e em 1961 Diane não só se tornou na nova esposa de LaVey como também se tornou na anfitriã do Círculo Mágico. Em 1963 Diane deu à luz a segunda filha de Anton: Zeena Galatea LaVey.

Infelizmente, nessa altura, o seu companheiro de longa data Zoltan morreu atropelado por um carro. No entanto, pouco tempo depois Anton recebeu um novo animal de estimação: um leão nubiano que ele chamou de Togare. O Togare viveu na Casa Negra (Black House) por muitos anos com o resto da família LaVey. Foi durante essa altura que ele foi a atracção de um programa de televisão local chamado “The Brother Buzz Show”. Mas depois de muitas queixas e até petições de vizinhos, Anton foi forçado a doar Togare ao Zoo de S. Francisco.

Além do Círculo Mágico, LaVey também criou “Witches Workshops”, para ensinar às mulheres todos os métodos de feitiçaria, e a “The Order of the Trapezoid” (A Ordem do Trapezóide) que era um grupo de magos que, juntamente com o “Council of Nine” (Conselho dos Nove), veio a formar a administração da Church of Satan.

Na noite de Walpurgisnacht, 30 de Abril de 1966, Anton Szandor LaVey cerimoniosamente rapou a sua cabeça, na tradição dos Yezidi, como parte de um ritual que estabeleceu a primeira organização da religião satânica: a Church of Satan. LaVey também declarou o ano 1966 como sendo o I Ano Satanas – o primeiro ano do reino de Satan.

Apesar de terem existido muitos grupos “underground”, como o Hell Fire Club e o Abbey of Thelema, que praticavam os mesmos princípios de LaVey, o nascimento da Church of Satan, que foi a primeira religião organizada, dedicada às filosofias satânicas, foi pública e publicitada.

No espaço de um ano, a Church of Satan recebeu um reconhecimento a nível mundial, devido à cobertura mundial de muitos dos seus eventos. Muitos dos primeiros artigos sobre as “Missas Negras” semanais, apareciam em várias revistas dedicadas ao leitor masculino, devido à Church of Satan usar constantemente uma mulher nua como altar, nos seus rituais. No entanto, no dia 1 de Fevereiro de 1967 a Church of Satan apanhou o mundo de surpresa quando repórteres de todo o mundo juntaram-se em San Francisco para cobrirem o casamento satânico de John Raymond, um jornalista político, com Judith Case, a filha de um conhecido advogado de Nova York. Apesar de este não ser o primeiro casamento satânico a ser feito por Anton LaVey, a fama de John e Judith virem de uma boa família despertou interesse suficiente para o casamento se tornar no evento de San Francisco mais famoso de sempre, maior ainda que a inauguração da Golden Gate Bridge. Os artigos seguintes tornaram LaVey no “Papa Negro”.

Uns meses mais tarde, no dia 23 de Maio de 1967, LaVey achou que era tempo de mostrar ao mundo que o Satanismo não tinha nada a ver com sacrifícios de crianças, conduzindo o primeiro baptismo satânico da sua filha Zeena. Os jornalistas e fotógrafos começaram a fazer fila à porta da Black House tão cedo como 15 horas antes da cerimónia, de modo a conseguirem boas fotografias da menina de 3 anos que estava vestida num robe vermelho vivo completado com o seu medalhão com um Baphomet. Quando o ritual começou a jovem Zeena sentava-se sorridente enquanto o seu pai começava a recitar uma invocação poderosa que veio mais tarde a ser incluída no livro “Satanic Rituals”. Ela adorou toda a atenção que recebeu dos fotógrafos que estavam cativados pela ideia de tanta inocência ser dedicada a Satan.

Em Dezembro de 1967, a Sra. Edward Olsen abordou LaVey com o intuito de lhe perguntar se ele conduziria um funeral para o seu marido, um oficial Naval que tinha sido recentemente vítima de um acidente de automóvel. Apesar dos oficiais Navais terem algumas dúvidas sobre a ideia, acabaram por aceder ao pedido da Sra. Olsen. No funeral, soldados fardados alinharam com Satanistas de túnica negra; e quando o ritual acabou, os guardas Navais dispararam três salvas seguidos de gritos de “Hail Satan! Hail Edward!”. Depois deste evento, o Satanismo foi incluido no Chaplain’s Handbook das Forças Armadas, passando a ser uma religião reconhecida.

No Outono de 1966, a bomba loura de Hollywood, Jayne Mansfield ouviu reportagens desta nova Igreja dedicada a Satan e conheceu o Papa Negro em pessoa. Anton e Jayne entenderam-se imediatamente, e ela rapidamente tornou-se num membro activo e mais tarde numa Sacerdotisa da Church of Satan. No entanto, o namorado/advogado de Jayne, Sam Brody, apercebeu-se que ela estava a apaixonar-se por Anton LaVey. Brody passou então a causar o máximo de problemas possíveis a Jayne e Anton, o que levou LaVey a pôr uma poderosa maldição nele. LaVey avisou Jayne que ela estava em perigo constante sempre que estava com Brody.

Infelizmente Jayne não deu ouvidos a Anton, e a 19 de Junho de 1967, enquanto viajava para Nova Orleans com Sam Brody, o carro que conduziam acidentou-se contra um camião tanque, vitimando ambos. LaVey estava na altura em casa, em San Francisco, a recortar fotografias de uma revista quando reparou que no lado oposto de um recorte tinha cortado uma fotografia de Jayne ao longo do pescoço. Uns minutos depois recebeu uma chamada informando-o que Jayne tinha falecido quase completamente decapitada, num acidente de automóvel.

Esta não foi a única envolvência da Igreja com Hollywood. Em 1968 LaVey fez o papel de Demónio na obra-prima de Roman Polanski: “A Semente do Diabo” (Rosemary’s Baby). Além de actuar, LaVey foi conselheiro técnico e participou em eventos promocionais para o filme. Ao longo dos anos houve um número de membros ligados a Hollywood, como Sammy Davis Jr. e Marilyn Manson.

Em 1969 o número de membros já tinha crescido para 10 mil membros no mundo todo, e LaVey decidiu que estava na altura de publicar o seu maior, mais diabólico, e mais blasfemo trabalho de sempre: “The Satanic Bible” (A Bíblia Satânica). Este livro tornou-se no pilar da Church of Satan daí para a frente. Seguiram-se “The Compleat Witch” em 1970 (mais tarde revisto e re-editado sob o nome “The Satanic Witch”) e em 1972: “The Satanic Rituals”.

Nesta altura a Church of Satan já tinha estabelecido Grottos por todo o mundo e LaVey tentou fazer visitas papais a todos eles, conforme podia. Mas devido às constantes ameaças e agressões que recebia de terceiros, e problemas de segurança para si e para a sua família, LaVey achou que devia cortar com as relações públicas e por volta de 1970 todas as palestras e rituais públicos conduzidos por LaVey deixaram de existir. Depois, em 1972, todas as cerimónias semanais realizadas na Black House cessaram também. A organização e realização de actividades satânicas passou a ser responsabilidade dos Grottos, enquanto que o Grotto Central passou apenas a visionar, aprovar e guiar os membros activos da Church of Satan.

A Church of Satan passou por uma vasta reorganização. LaVey queria que a sua organização se tornasse num cabal “underground” em vez de um Clube de Pen Pal satânico. Mas ao por um alto nas actividades públicas, LaVey levou à alienação de pequeno número de apoiantes. Isto levou a um pequeno cismar em 1975, quando o nº 1 do Grotto de Louisville, KY, Michael Aquino, juntamente com os seus devotos, separaram-se da Church of Satan e formaram uma nova religião e organização chamada Temple of Set.

Enquanto o número de membros da Church of Satan continou a crescer durante os anos 70 e 80, LaVey continou um recluso virtual, raramente dando entrevistas ou aparecendo em público. Ele praticamente contactava com os amigos através do Boletim Informativo oficial da Church of Satan: “The Cloven Hoof”. Quando a “Cloven Hoof” deixou de ser publicada em 1988, outras revistas satânicas como “The Black Flame” pegaram no que a Cloven Hoof deixou.

Diane Hegarty administrou a Church of Satan, como Suma Sacerdotisa (High Priestess) desde 1966 até a sua separação de Anton em 1984. De 1985 a 1990, a filha mais nova de LaVey, Zeena, tomou o lugar da sua mãe como Suma Sacerdotisa. Quando Zeena deixou a sua posição e a Church of Satan em 1990, LaVey apontou Blanche Barton, a sua nova companheira e secretária, para a posição vaga.

Blanche subsequentemente escreveu e publicou dois livros em 1990. Um foi “The Church of Satan”, que detalhava a história da Church of Satan e o segundo foi “The Secret Life of a Satanist”, a biografia autorizada de Anton LaVey. Após a publicação dos livros de Blanche Barton, LaVey publicou então o seu primeiro livro no espaço de 20 anos: “The Devil’s Notebook”, uma colecção de textos e dissertações que tinha vindo a escrever desde os anos 70. No ano seguinte, em 1993, nasceu Satan Xerxes Carnacki LaVey, o primeiro filho varão de LaVey e de Blanche Barton.

Infelizmente, a 29 de Outubro de 1997, o grande líder da Church of Satan e Papa Negro, Anton Szandor LaVey perece devido a um edema pulmonar no Hospital de St. Mary, depois de anos de problemas cardíacos. Dias antes do seu falecimento, LaVey tinha acabado o seu trabalho para o livro “Satan Speaks!”. Foi publicado no ano seguinte, prefaciado por Marilyn Manson e com uma introdução por Blanche Barton.

Apesar de documentos perfeitamente legíveis e assinados à mão por Anton LaVey, indicando o seu filho Xerxes como sendo o seu herdeiro e Blanche Barton como sendo a High Priestess, Blanche acordou trabalhar em parceria com a filha mais velha de Anton, Karla, de modo a preservar o seu legado. Barton até chegou ao ponto de oferecer a Karla a posição de Co-High Priestess. Karla de início aceitou mas mais tarde proclamou ser a única líder da Church of Satan.

Este conflito tornou-se num processo jurídico que resultou num acordo entre Blanche Barton, Karla LaVey e Zeena (LaVey) Schreck, onde Blanche aceitou abdicar dos direitos únicos que Xerxes tinha sobre a herança de LaVey em troca da posição única na liderança da Church of Satan.

Fonte: Associação Portuguesa de Satanismo

 

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/anton-szandor-lavey/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/anton-szandor-lavey/

Discrição, a maior astúcia do Diabo

Sim, o Satanismo é a religião dos fortes. Sim, o Satanismo é a doutrina da auto-aceitação. Sim, o Satanismo é o caminho do Eu – de pensar em si mesmo, antes de todas as outras coisas. Mas não, você não precisa gritar aos quatro cantos do mundo que você é satanista. Isso na verdade pode ir contra o primeiro “pecado” satânico, a estupidez. Você poderia perder a credibilidade, ganhar inimigos e perder chances na vida pelo simples fato de admitir publicamente que é parte da maior e mais forte religião de todos os tempos.

Não é preciso que todos os que você conheça saibam que você é satanista. Não nos esqueçamos que vivemos no maior país católico do mundo e que os cultos evangélicos estão cada vez mais disseminados. Nunca se esqueça disso, A MAIORIA DAS PESSOAS É PRECONCEITUOSA e julgará você por preceitos judaicos cristãos e por exemplos hollywoodianos sem nem mesmo querer conhecer você antes disso. Eles não respeitam a coisa mais importante no ser humano: sua individualidade. Talvez só alguns poucos possam ser dignos de saber de sua condição como satanista, seus melhores amigos, seu companheiro ou companheira amorosa e provavelmente ninguém mais. Afinal, no Satanismo é Você o que importa, se você sabe, aceita e entende o fato de ser satanista e está sempre atrás de auto-aperfeiçoamento, não é preciso que ninguém mais no mundo saiba disso. Você já sabe e é isso o que importa.

Mas, como eu disse, se você quiser pode contar sobre o seu caminho para, por exemplo, o seu melhor amigo e ele poderá se interessar e aí então você poderá contar a ele sobre tudo o que conhece. É assim que surgem novos satanistas. Surgem dos poucos e dos fortes e não ao meio dos gritos irracionais de um rebanho de ovelhas.

Charles Baudelaire em suas “Litânias a Satã” escreveu: “A maior astúcia do Diabo é convencer-nos de que ele não existe”. E há realmente um fundo de verdade nesta frase. A discrição pode ser a arma mais poderosa de nós diabos, satanistas que somos. É um tremendo erro de Baixa-Magia (político/social) querer ganhar inimigos sem razão, quando temos a oportunidade brilhante de sermos o lobo entre os cordeiros e desfrutar de todos os bens que esta posição pode trazer.
Alguém pode argumentar que LaVey jamais escondeu ser um satanista. Isso é verdade. Contudo, devemos lembrar que LaVey vivia do Satanismo. Ele participava de programas na televisão, dava entrevistas para rádios e jornais, aparecia em revistas, dava palestras e usava toda essa propaganda para vender seus livros, seus cd’s, conseguir novos membros para sua igreja, cada um pagando a taxa de U$100,00 dólares de admissão. Satanista era como uma profissão para ele e ele precisava que todos soubessem disso para viver. Você faz isso? Você precisa disso? Você acha que uma publicidade dessas vai fazer tão bem para sua carreira como fez para a dele? Então vá em frente.

Mas não esqueça que a discrição é análoga da Sombra, assim como o silêncio é equivalente às trevas. Para reforçar este ponto quero citar me nobre irmão em Satan, Lord Ahriman que em seu livro Satanomicon escreveu: “O satanista busca guardar segredo. Revelar sua intimidade, projetar suas reações em nada acrescenta e só traz transtornos.

Primeiro, porque a grande maioria das pessoas está preocupada com os seus próprios problemas e não se interessa pelos dos outros, a não ser hipocritamente. Em seguida, porque a maioria vai sentir inveja da sua meta e, consequentemente, lhe enviar cargas perniciosas. Depois, quando um segredo permanece com a pessoa, o poder é seu; se revelado, o poder passa às mãos dos outros: tudo pode acontecer.”
Por estas razões um adepto não precisa sair gritando nas ruas “Eu Sou Satanista”. Você não precisa dizer a todos que encontra aquilo que você é, a não ser que a opinião dessas pessoas seja verdadeiramente importante para você ou que você saia ganhando algo com isso. A verdade é que você não precisa dizer a ninguém. Você pode, mas não precisa. Afinal, não deve haver no mundo pessoa mais importante do que você, não deve haver opinião mais importante do que a sua.

Morbitvs Vividvs é autor de Lex Satanicus: O Manual do Satanista e outros livros sobre satanismo.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/discricao-a-maior-astucia-do-diabo-2/