Signos Intermediários na Astrologia

O maior problema que eu percebo nas pessoas que estão aprendendo (e ensinando) Astrologia é a necessidade que elas possuem de querer ter “palavras chaves” para os signos, sem se atentar para o conceito de oitavas. Então pensemos juntos, cada pessoa vai ter um conjunto de “trilhos” que são os planetas e os signos, mas antes de tudo a pessoa precisa olhar no espelho e ver em que oitava ela própria segue trabalhando. A imagem desse post diz respeito a essa correspondência de vocabulário, ou “palavras chaves”, mas na realidade deve ser compreendido como um verdadeiro pantone de sentimentos.

No livre arbítrio, é pelo resultado prático que entendemos em que oitava estamos vibrando. Por exemplo, você tem muitos planetas em Gêmeos? Legal, mas como está usando isso? O fato é que não existe uma literatura sobre as oitavas (a não ser as musicais,rs). Todo manual de Astrologia coloca “palavras chaves”, ou seja, são os “defeitos” do signo e as “qualidades” dos mesmos, mas tudo muito superficial se pensarmos a nível desse pantone de sentimentos mais complexos.

Claro que, na real, tudo isso é muito subjetivo. Você já pode ter estudado mais de 1000 mapas e eles vão te dar algumas chaves de entendimento, mas continua sendo só um MAPA. Você pode pegar todos os melhores adjetivos que puder para os mapas analisados, mas eles não vão mudar uma vírgula sequer se a pessoa não AGIR. É aquela coisa, alguém por acaso já viu uma pessoa justificar suas debilidades planetárias como desculpa paras as vacilações que já cometeu e continua cometendo na vida? Pois bem…

O fato é que todas as energias precisam estar na mandala, é por isso que em matéria de Alquimia se fala em “transformar” e não em “criar” o ouro. Se a pessoa tem algo no mapa que não aparece na consulta, das duas uma, ou ela está escondendo ou está reprimindo – ou pode justamente estar vibrando nas oitavas baixas e mentindo! Daí vai acontecer o seguinte, se reprimir por muito tempo, aquilo lá pode virar uma doença porque essas energias são o que somos, e elas precisam fluir de um jeito ou de outro.

Resumindo, você pode ser um bombeiro, um lutador de jiu-jitsu, ou então… um covarde que bate em mendigos na frente dos amigos pra se achar “o” valentão. A linha entre esses dois é muito tênue, confere?

Uma boa referência para o estudo dessas oitavas e desse pantone de sentimentos é buscar compreender melhor como podemos lidar com os chamados “signos intermediários”. A dificuldade em se entender os signos intermediários está na necessidade de se colocar tudo em [caixinhas], como se as energias não vibrassem de forma fluida. Percebam o pantone, onde podemos encontrar a fronteira entre “corajoso” e “intrépido”? Ou “corajoso” e “irresponsável”? E onde está a fronteira entre Áries e Touro? No caso, se encontra no vermelho-alaranjado-escuro, que é justamente o ariano com capacidade de finalizar o que começa.

Não existe uma “caixa” chamada Gêmeos que, quando dá 23h59, continua sendo essa vibração mas quando passa pra 0h01, agora é totalmente câncer. Há um espectro de cores, de tonalidades, ou seja, de oitavas que um signo possui!

Agradecimentos ao Patrick Mesquita pela organização dos textos.

#Astrologia

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/signos-intermedi%C3%A1rios-na-astrologia

Curso de Kabbalah em Salvador-BA

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

Informações sobre o curso de Kabbalah em Salvador:

Data: 05/12 (sábado) – Kabbalah

Local: Offices Premium (bairro Comércio)

Horário: Das 9h00 as 18h00

Kabbalah

Este é o curso recomendado para se começar a estudar qualquer coisa relacionada com Ocultismo.

A Kabbalah Hermética é baseada na Kabbalah judaica adaptada para a alquimia durante o período medieval, servindo de base para todos os estudos da Golden Dawn e Ordo Templi Orientis no século XIX. Ela envolve todo o traçado do mapa dos estados de consciência no ser humano, de extrema importância na magia ritualística.

O curso abordará as diferenças entre a Kabbalah Judaica e Hermética, a descrição da Árvore da Vida nas diversas mitologias, explicação sobre as 10 Sephiroth (Keter, Hochma, Binah, Chesed, Geburah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malkuth), os 22 Caminhos e Daath, além dos planetas, signos, elementos, cores, sons, incensos, anjos, demônios, deuses, arcanos do tarot, runas e símbolos associados a cada um dos caminhos.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– A Árvore da Vida em todas as mitologias.
– A Cabalá Judaica e a Kabbalah Hermética
– Simbolismo e Alegorias na Kabbalah
– Descrição e explicação completa sobre as 10 esferas (sefirot).
– Descrição e explicação completa sobre os 22 caminhos.
– Cruzando o Abismo (Véu de Paroketh).
– Alquimia e sua relação com a Árvore da Vida.
– O Rigor e a Misericórdia.
– A Estrela Setenária e os sete defeitos capitais.
– Letras hebraicas, elementos, planetas e signos.

Informações e Reservas: marcelo@daemon.com.br

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Mapa Astral de Carl Gustav Jung

Mapa Astral

O Mapa de Jung possui Sol em Leão/Câncer (Cavaleiro de Bastões); Mercúrio e Vênus em Câncer; Ascendente em Aquário/Capricórnio (Cavaleiro de Espadas); Lua em Touro; Marte em Sagitário; Júpiter em Libra e Saturno em Aquário, sendo Mercúrio se Planeta mais Forte.

Uma essência preocupada em cuidar dos outros, com uma combinação de energias bastante interessante, especialmente se compararmos sua técnica, que envolvia analise de sonhos, signos, símbolos e sincronicidades com Mercúrio em Câncer e Marte em Sagitário. A explicação vinda por meio das emoções e imaginação. Seu Ascendente em Aquário (Cavaleiro de espadas, ainda melhor… a pessoa que conhece tanto as regras que é capaz de transcendê-las) somadas ao pé-no-chão de Saturno, fizeram com que ele se tornasse um verdadeiro mago no estudo do subconsciente humano. Uma pena que tenha perdido a batalha política com Freud, a psicologia teria seguido passos muito mais largos influenciada por Jung.

#Astrologia #Biografias

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Alquimia dos Elementos

E papel de todo alquimista ter pleno domínio dos cinco elementos. O numero cinco sempre foi representado como místico, magico e essencialmente humano. Basta se lembrar que cinco são os sentidos, cinco os dedos da mão e do pé, cinco representa o homem como estrela, com os braços e pernas abertos dentro do pentagrama. Lorena de Mantheia (O Ocultismo Sem Mistérios) explica que “O número cinco tira seu simbolismo do fato de ser: por um lado a soma do primeiro numero par e do primeiro  numero ímpar (2+3) e, por outro lado, de estar no meio dos nove primeiros números”. “E ainda o símbolo do homem (braços abertos, o homem parece disposto em cinco partes em forma de cruz: os dois braços, o busto, o centro – abrigo do coração – a cabeça, as duas pernas). Símbolo igualmente do Universo: dois eixos, um vertical, outro horizontal, passando por um mesmo centro.” Alem disso, cinco são os elementos: o éter (elemento imaterial), ar, terra, água e fogo (elementos materiais). O fato de o éter estar acima dos demais elementos significa que rege os demais, na realização da magica.

O Pentagrama

Estrela de cinco pontas, formada por cinco linhas num traço único; na Antiguidade visto também como penetração quíntupla da primeira letra do alfabeto grego, como pentalfa. Em consonância com o número cinco, inicialmente símbolo da harmonia cósmica. O pentagrama, utilizado pelos pitagóricos como sinal de saúde e de salvação, tornou-se símbolo médico. No exército bizantino o pentalfa (=pentagrama) sobre os escudos servia como uma espécie de emblema de vitória. O pentagrama refere-se aos cinco elementos: éter, único elemento que e imaterial e serve para harmonizar os outros quatro, materiais, que são o ar, o fogo, a terra e a água.

Segundo Eliphas Levi, se invertido o pentagrama, o caminho seria  involutivo, em busca do nada, da mentira etc., no qual não se pode concordar, uma vez que o melhor entendimento para a referida inversão e a aceitação dos aspectos “negativos” do ser, sem o qual a pessoa  continua dividida entre uma parte de si “que gosta” e a outra parte, “que não gosta”. O primeiro passo e aceitar esta parte “de que não gosta”. Por outro lado, pelo simples fato de esta parte ter sido sempre reprimida, representa um alto poder magico que pode transformar a vida do mago na ascensão pelo caminho da matéria. Confira um estudo detalhado do pentagrama nesse artigo da Lucifer Luciferax

O alquimista e estudante de hermetismo aprenderão que os quatro elementos são regidos pelo quinto, éter. É o momento de se observar como este se manifesta através dos demais.

Terra

A Terra é um elemento de polaridade feminina , associado a fertilidade, à matéria , à origem do homem como espécie e sua ligação  com a natureza. Os signos astrológicos da terra são touro, capricórnio e virgem. Como os signos podem ser cardeais (iniciar uma ação), fixos (estabilizar o que for realizado) e mutáveis (alterar o que foi estabilizado), Capricórnio  e um signo cardeal, voltado para a ação material; o Touro e um signo fixo, para acumular bens materiais; e Virgem um signo mutável, para alterar o que aprendeu através de suas experiências, para aperfeiçoar.

Anna Maria da Costa Ribeiro (Conhecimento da Astrologia) diz que “A terra é pratica, objetiva, concreta, vê a utilidade pratica das coisas.” O atributo humano mais marcante da terra e a Sensação.

Características:

Ponto Cardeal : Norte
Sinal do Elemento : set
Príncipe Infernal : Belial
Chakra : básico
Clima : seco e frio
Cor : amarelo
Estação : inverno
Lua : lua negra
Sentido : Tato
Símbolo : Quadrado
Ativa : fome, alegria da vida, prazer espiritual, germinação de idéias e objetivos, fortalece o trabalho, atrai rendas , energia física e equilíbrio.

Fogo

O fogo é um elemento de polaridade masculina, de poder transformador – ele destrói o que está desgastado para dar lugar ao novo. Também estimula  a intuição a percepção
extrasensorial, a sexualidade, a vitalidade e o senso de liderança. Na astrologia, os signos são Aries, cardeal, com ação para firmar sua identidade; Leão, fixo, a fim de manter sua identidade; e Sagitário, mutável, com o escopo de alterar ideais, a fim de melhor se expressar socialmente, através de considerações filosóficas, intelectuais e religiosas. A maior característica de fogo é a Intuição. Anna Maria relata as qualidades desse  elemento: “Entusiasmo, alegria, otimismo, espontaneidade.”

Características

Ponto Cardeal : Sul
Sinal do Elemento : thoum-aesh-neith
Príncipe Infernal : Satã
Chakra : Plexo Solar
Clima : Seco e Quente
Cor : Vermelho
Estação : Verão
Lua : Cheia
Sentido : Visão
Símbolo : Triângulo
Ativa :Aumento de Energia, Agressividade, Bem-Estar físico, Queima do que não presta.

Água

A água é um elemento de polaridade feminina, associado às mutações, aos sonhos ao inconsciente e as emoções em geral.  O signo cardeal e o câncer, ligado a ação emocional; o signo fixo e o escorpião, no sentido de controlar as emoções; o signo mutável, peixes, que adapta-se as situações, conforme as suas vivências e percepções emocionais ou psíquicas. Sua característica e o Sentimento, “percebe as coisas por via emocional, sentindo-se logo bem ou mal nas situações ou com pessoas” (Anna Maria). “Para água só o sentimento e real. Subjetivo, intimo e profundo.

Características

Ponto Cardeal : Oeste
Sinal do Elemento : auromoth
Príncipe Infernal : Leviatã.
Chakra : Umbilical
Clima : úmido e frio
Cor : Prata
Estação : Outono
Lua : Minguante
Sentido : Paladar
Símbolo : Meia Lua
Ativa : Tomada de decisões , manipulação de emoções, meditação.

Ar

O signo cardeal é libra, regedor da ação social e intelectual; o signo fixo e aquário, mantenedor das suas idéias; e o signo mutável e gêmeos, alterador daquilo que prende social ou intelectualmente. A característica marcante e o Pensamento, “porque elabora coisas intelectualmente, raciocina e relaciona-se com coisas e pessoas. E abstrato.” Tem como qualidades a objetividade, capaz de ver o ponto de vista do outro mesmo quando zangado, por isso sabe lidar com as decepções de forma filosófica. Boas maneiras, reflexão e explicações” (Anna Maria).

Características

Ponto Cardeal : Leste
Sinal do Elemento : shu
Príncipe Infernal : Lúcifer.
Chakra : Cardíaco
Clima : úmido e quente
Cor : Azul
Estação : Primavera
Lua : Crescente
Sentido : Olfato
Símbolo : Círculo
Ativa : Inteligência Clareza de idéias memória .

Para finalizar o estudo, deve-se descrever o sinal de cada elemento. O  fogo é representado pelas mãos juntas na testa, com a palma para fora, formando um triângulo no espaço vazio entre as junções dos polegares e indicadores. O ar e representado pelas mãos espalmadas para cima da cabeça, como se fosse Atlas segurando o globo terrestre. A água, pela mesma junção da do fogo, só que agora o triângulo e apontado para baixo, com as mãos sobre o plexo solar. Finalmente, a terra, por uma postura similar a da letra hebraica Aleph , ou seja, a mão direita espalmada para a frente, por cima da cabeça, a mão esquerda, espalmada para baixo e recuada, o pé direito situado a frente do corpo e o esquerdo, atrás.


Quer aprender alquimia do zero? Conheça o Principia Alchimica: o manual prático da alquimia.


 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alquimia/alquimia-dos-elementos/

Signos do Fogo

ÁRIES: O Cordeiro é o primeiro signo da roda zodiacal, aonde esta começa sua rotação retrógrada. Sua energia é vital, e tem que ter a força necessária para mover toda a roda sob seu impulso. Seu regente é Marte, deus da guerra e se lhe costuma fazer ligação com a violência, mas sempre com a energia necessária a toda ação paciente e duradoura. Se a paixão é um de seus atributos, a experiência leva a temperar o caráter de Áries e a enriquecer suas virtudes.

LEÃO: Colocado no centro do solstício de verão, a localização de Leão (Rei da Selva) no meio do ano e em metade do verão, fazem dele um signo tão ardente como resplandecente. O amarelo dourado do leão, o sol (que o rege), e o ouro, conjugam-se no brilho de Leão, que o leva à maturação dos frutos.

SAGITÁRIO: O fogo de Sagitário (o arqueiro) não é arrebatador, nem se deixa ganhar por uma excessiva euforia. Os grandes ardores passaram, e o calor vem dando lugar à luz clara de Sagitário, onde os contornos das coisas se perfilam como mais nítidos. Sagitário, regido por Júpiter, envia sua flecha para o Sol, devolvendo a este a seiva da vida que dele recebeu.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/signos-do-fogo

Nós Queremos Querer!

Por: Colorado Teus

O Louco , Khalil Gibran

Perguntais-me como me tornei louco.

Aconteceu assim: um dia, muito tempo antes

de muitos deuses terem nascido,

despertei de um sono profundo e notei que todas

as minhas máscaras tinham sido roubadas

– as sete máscaras que eu havia

confeccionado e usado em sete vidas –

e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente, gritando:

“Ladrões, ladrões, malditos ladrões!”

Homens e mulheres riram de mim e alguns

correram para casa, com medo de mim.

E quando cheguei à praça do mercado,

um garoto trepado no telhado de uma casa gritou:

“É um louco!”.

Olhei para cima, pra vê-lo.

O sol beijou pela primeira vez minha face nua.

Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua,

e minha alma inflamou-se de amor pelo sol,

e não desejei mais minhas máscaras.

E, como num transe, gritei:

“Benditos, bendito os ladrões que

roubaram minhas máscaras!”

Assim me tornei louco.

E encontrei tanto liberdade

como segurança em minha loucura:

a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido,

pois aquele desigual que nos compreende

escraviza alguma coisa em nós.

Satisfação,

Este texto foi feito com o objetivo de falar um pouco sobre o Queremos Querer, que é um grupo que começou com o blog e agora já possui grupos de discussão no Facebook, eventos presenciais para grupos de estudo, palestras, hangouts, interpretação de mapas astrais e outros projetos em andamento.

O grupo foi criado em 2013 e agora conta com uma equipe de 14 Gerentes e 1 Dirigente, além de vários outros artistas-escritores e pessoas que nos ajudam a expandir todo este nosso trabalho. Falarei sobre eles ao final deste texto.

O nome do grupo surgiu da frase que mais tarde se tornou a ideia base de todos nossos projetos:

“Sempre queremos um ato, mas é preciso saber se Queremos Querer” Arthur Schopenhauer

ps.: quando vi esta frase pela primeira vez estava em seu nome, porém, nunca mais achei qualquer referência dizendo que esta frase fosse dele.

Esta frase faz alusão a uma das grandes dificuldades do ser humano – que talvez seja um dos maiores problemas que assolam a população – que é conseguir controlar sua própria Impulsividade. Neste momento é importante saber a diferença entre o que é só um ‘sentimento’ e o que é uma ’emoção’. Sentimento é tudo aquilo que a pessoa consegue perceber, e que chega até ela pelos 5 sentidos ou por outros possíveis tipos de percepção. Emoção vem do latim emovere, ‘e’ significa ‘fora’ e ‘movere’ significa ‘movimento (no inglês é ‘e + motion’, o que torna mais fácil recuperar o sentido original do termo); emoção é um tipo de sentimento subjetivo que coloca a pessoa em movimento, geralmente acontece quando existe algum tipo de afinidade ou repulsão por alguma coisa.

A ideia aqui não é TRANCAR as emoções e sim CONTROLÁ-LAS, já que toda ação gera uma reação e, se não estivermos no controle das nossas ações (e sim nossa reatividade às emoções estiver no controle), poderemos receber reações que não iremos gostar. Quando a pessoa consegue transformar as emoções em sentimentos e sentimentos em emoções de acordo com sua Vontade (ou Querer Querer), podemos chamá-la de Pessoa Proativa.

Existem várias maneiras de se tornar uma pessoa proativa, posso citar duas fórmulas que ajudam nisso e depois falarei da que foi identificada pelo nosso grupo:

Aleister Crowley:

“Pense racionalmente, aja passionalmente.”

Yehuda Berg:

“- Um obstáculo aparece.

– Perceba que a sua reação – não o obstáculo – é o verdadeiro inimigo.

– Feche seu sistema reativo para permitir que a Luz entre.

– Expresse sua natureza Proativa”

Ambas fórmulas funcionam, na verdade são a mesma coisa expressada com precisões diferentes. Esta diferença de precisão, porém, pode provocar diferenças na execução, pois cada um carrega consigo sua trouxa de sabedoria e conhecimento, o que provoca um entendimento diferente das fórmulas, assim, cada um obtém resultados diferentes com cada fórmula. Por isso várias pessoas criaram diferentes fórmulas (que podem ser vistas como dogmas ou caminhos direcionadores) que podem ajudar a conseguir este controle. A fórmula proposta pelo grupo Queremos Querer é:

1-Desenvolvimento do Auto-conhecimento, para saber quais são suas afinidades

2-Desenvolvimento do Auto-entendimento, para saber como você reage às diferentes afinidades

3-Desenvolvimento do Auto-controle.

Sendo assim, este blog e todos nossos outros projetos são montados de forma a trabalhar estas três fases, mas é bom saber que nem sempre tudo acontece nessa ordem. A parte mais trabalhada no blog Queremos Querer é a primeira, para tal missão fazemos uso do estudo de muitas técnicas diferentes, advindas de religiões e ordens iniciáticas, mas principalmente fazendo o uso da Arte.

Aqui cabe definir o que é Arte para que possamos entender um pouco melhor a relação de arte com o Autoconhecimento. Minha definição é :

“Arte é uma manifestação estética feita por pessoas que tentam representar padrões (físicos ou meta-físicos) que elas perceberam em seu meio, de modo que estimule o interesse consciencial dela ou de outras pessoas pelo padrão.”

Ou seja, o artista utiliza músicas, pinturas, esculturas, etc., para representar um padrão e as outras pessoas, ao entrarem em contato com a obra, podem perceber sua afinidade ou não com ele. Em outras palavras, ao apreciar uma obra de arte e sentir afinidade ou repulsão, as pessoas passam a se conhecer melhor sem ter que experimentar o padrão diretamente em seu dia-a-dia, é um tipo de catalisador evolutivo.

Este grupo estimula muitos tipos de produção artística (artistas sofrem muito neste país que não valoriza a Arte), divulgando gratuitamente os trabalhos da maioria dos artistas que nos procura. Quem precisar de ajuda para divulgação, envie um email para queremosquerer.grupo@gmail.com e analisaremos sua proposta. Algumas dessas divulgações podem ser encontradas aqui: , com um exercício bem legal de autoconhecimento.

Aqui no Teoria da Conspiração iniciarei uma série de textos sobre magia prática, que é uma tentativa de explicar Magia para quem nunca teve qualquer contato com esta área. Falarei sobre magia, padrões, signos, símbolos, rituais, sistemas mágicos e religiões e vocês perceberão que tudo isso está muito ligado aos 3 passos para o Auto-controle. Depois desta série, farei outra série de textos sobre um sistema mágico específico, do ponto de vista de toda essa primeira série sobre magia, assim, quem não conhece nenhum sistema pode entrar em contato com algum deles e entender como algumas coisas funcionam. O sistema escolhido é Magia Divina, que é um sistema ligado à religião de Umbanda, mais especificamente à linha “Umbanda Sagrada”. Depois disso nosso estudo será ligado à análise de algumas obras de Arte, além de trazer algumas produções artísticas ligadas ao nosso grupo. Dependendo dos comentários dos leitores, podemos conversar e discutir outras coisas, mas por enquanto vamos ficar nesta linha.

Para finalizar este texto piloto, gostaria de convidar os interessados para participar dos nossos eventos, que são divulgados pelo

Lá você também poderá encontrar muitas outras coisas, como por exemplo interagir com todos os participantes do Queremos Querer. Para entrar para o grupo de gerentes é necessário passar por um processo de admissão, interessados podem enviar um email para queremosquerer.grupo@gmail.com .

Então, fecho este texto com um poema de um dos artistas e gerentes do grupo, Felipe Genuíno:

O Arremesso

Vontade é ação, não pensamento.

A vontade é movimento,

deslocar-se, fluir.

É pôr de lado o indesejável,

É aproximar o desejável:

está nesse prazer.

Está além das palavras,

mas as controla,

estende-se a elas.

Assim como se estende aos sentimentos,

às ideias.

Eu escrevo sobre a vontade

com um sentimento de sacrilégio.

Somente a vontade fala por si

e fala além das palavras, sem palavras.

Toda palavra sobre a vontade é incapaz,

mas qualquer palavra sob a vontade é eficaz.

Somente a vontade pode se ver,

não o medo, ou o desejo, ou inferências,

e se olha não como por um espelho:

A vontade refletida é muito mais refratação,

em palavras, vozes, gostos, cheiros e cores.

Mas não são esses reflexos,

está neles.

A vontade vive em todos os tempos e espaços.

O que fala e pensa é o que se perde

no tempo e no espaço:

É o que a esparge,

sendo que está por ela mesma,

Como a pedra que estilhaça a lâmina d’água,

e a própria água.

Vontade estilhaçada é o que estamos no momento

mais do que lâmina d’água…

O ideal seria sermos sempre a vontade,

o arremesso.

Vai dar certo!

Um agradecimento especial a todos escritores, gerentes, ex-gerentes e ao dirigente deste grupo que nos apoiaram muito neste primeiro ano de vida do blog:
Lucas, Yuri, Henrique, Felipe, Rafael, Túlio, Zeca, Gabriela, Camila, Camila, Kamila, Maria Fernanda, Fernanda, Emanuelle, Bruna, Pedro, Tatiane, Bacciotti, Luciane, Victor.
Agradeço também o Raph Arrais por toda a força que tem nos dado.

#MagiaPrática

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/n%C3%B3s-queremos-querer

Alquimistas Modernos

Um dos grandes sonhos da humanidade através dos tempos é transformar ferro em ouro. O outro é a imortalidade. Assim, a humanidade atravessou os séculos a alimentar a ambição de viver para sempre, de maneira nababesca e sem o esforço do trabalho cotidiano. Bastaria um pedaço de metal barato no caldeirão em ebulição para que transformasse a mais antiga e preciosa mercadoria que o mercado tem notícia. Castelos luxuosos, mesa farta, prazeres todos para todo o sempre.

Existe uma boa literatura medieval desses cientistas que sobreviveu às explosões e ao tempo. Todas com criptografias próprias, como em códigos para que apenas os iniciados em assuntos esotéricos, fossem capazes de ler. Para alguns o motivo do segredo seria resguardar a fórmula que garantiria a transformação e a fortuna, pois se o valioso metal estivesse disponível a todos perderia o seu nobre valor. Outros têm certeza que tudo isso é uma grande bobagem.

O homem vive através dos séculos conforme seu nível de consciência a trazer para si as exatas experiências essenciais ao seu aprendizado. Culturas distintas se misturam propositalmente para que uns aprendam com outros e ensinem a alguns. Numa corrente invisível a humanidade cria elos de liberdade e unidade.

A vida nos mostra que a evolução é filha da transformação. O mundo se renova e avança com as mudanças operadas sobre o próprio eixo. Uma sociedade ou tribo apenas melhora seu entendimento sobre todas as coisas quando cada um dos seus membros modifica verdadeiramente o seu olhar e agir sobre algo. Qualquer mudança imposta além das fronteiras da consciência é frágil e passageira.

Em suma, desde sempre entendemos o valor das transformações ou a essência alquímica. Ou deveríamos.

Falta decodificar a pedra filosofal e o elixir da longa vida.

Alquimistas sempre tiveram fama de sujeitos estranhos e inteligentes. Ou loucos. Penso que continuam assim, ao menos os verdadeiros alquimistas. Por que intitulariam de pedra filosofal o segredo que transforma ferro em ouro? Por que usar o termo filosofia em uma questão puramente financeira ou científica?

Desde o início dos tempos o ouro é símbolo maior de riqueza e poder. Traz em si dois conceitos importantes: seu valor é inabalável independente das crises políticas ou mundanas; é imperecível, não enferruja ou estraga. Em tese, seria um porto seguro a atracar e proteger nossa frota de preocupações e inseguranças. No entanto, filosofia significa, grosso modo, a capacidade de pensar a realidade de forma crítica e independente, a observar e analisar todas as coisas por todos os ângulos e possibilidades. Ora, não estávamos falando de ouro? Exato. Falta-nos conceituar o ouro a que se referiam aqueles esquisitos bruxos de outrora. A referência era em sentido literal ou figurado? A resposta está em se podemos interpretar os textos e parábolas sagradas em sentido literal.

Não. O sagrado estará sempre oculto e a disposição no mundano até que cada qual o revele para si.

Nossa riqueza mais valiosa é o nosso espírito, imaterial por absoluto. Estamos todos, sem exceção em uma viagem infinita e maravilhosa da estação das trevas ao porto da luz. Com muitas escalas. O tempo de travessia é próprio e relativo, pois depende da capacidade individual de se transformar. De entender as próprias sombras e transmutar em luz. Sombra em luz, ferro em ouro, esta é a pedra filosofal.

O espírito forte e livre enfrenta as tempestades deste mundo tridimensional com serenidade, pois tem a consciência de que a sua verdadeira riqueza ninguém poderá lhe subtrair. Incêndios destroem casas, guerras arruínam patrimônios e impérios poderosos, ladrões lhe batem a carteira, mas quem lhe roubará o amor e a sabedoria enraizadas em sua alma? Nenhum rei ou juiz poderá lhe condenar a perda destes bens. Tampouco o tempo o apodrecerá ou o mercado depreciará o seu valor. Você estará sempre além desses débeis poderes. Eis o ouro.

No entanto, teremos a morte sempre a espreita, com sua afiada foice a nos ameaçar e assustar pelos signos das doenças, desastres, assassinatos, sentenças condenatórias ou do próprio relógio da existência. Para que serviria todo o ouro se a morte encerra a vida e com ela todo o ganho trazidos pelo amor e a sabedoria? Daí a necessidade do elixir da longa vida a permitir que o ouro pudesse ser usufruído em paz para todo o sempre.

O mais curioso é que esse precioso líquido a permear a sua existência lhe pertence e você bebe um sua fonte desde sempre. Muitos ainda não entenderam ou se esquecem disso a cada problema que surge. Somos eternos, todos. Não através do nosso corpo frágil e transitório, templo provisório do espírito. Este, sim, é eterno. Você é seu espírito infinito e não o personagem físico de hoje a atravessar este trecho da grande travessia, cada qual com sua beleza, na oportunidade de aprender, compartilhar transformar e evoluir. A morte é uma das grandes e bonitas lições transformadoras. Você é e tem tão somente o que você vive: seus sentimentos, a alegria que semeou por onde passou, o abraço sentido, o sorriso sincero. Eis a sua bagagem. Morre-se muitas vezes e cada nascimento significa uma nova oportunidade de alcançar a próxima estação até o porto de destino ou a iluminação, a usar termo típico da milenar filosofia oriental. Entender este processo significa se libertar do sofrimento que questões e preocupações menores, trazidas pela transitoriedade do físico, lhe impede de usufruir todo o ouro que é seu e atrapalha a transformação de ainda mais ferro no reluzente metal. Sombras em luz, mais e mais, cada vez mais.

Assim, conscientes ou não, trazemos a alquimia viva pulsando a cada dia em nossas almas. Há a busca incessante e essencial a operar infinitas transmutações capazes de transformar ferro em ouro para seguir a viagem, pois, a cada porto é necessário apresentar bagagem alquímica maior e, consequentemente, mais leve. Amor e sabedoria são os vistos indispensáveis a carimbar o passaporte.

Simples assim? Perguntam os mais céticos e desconfiados. Por que esses sábios da antiguidade não apresentaram a fórmula de maneira didática e direta ao invés de codificá-la para poucos? Temos que entender que tudo, absolutamente tudo, está de acordo com o seu tempo. A História está repleta de bruxos amaldiçoados e assassinados por falar de assuntos com abordagem distintas daquelas oficialmente aceitas. As fogueiras da Inquisição e intolerância arderam e queimaram consciências cristalinas na ilusão de que o fogo poderia extinguir a verdade. Ainda hoje existe desconfiança e descrença da parte de muitos que se negam a entender, usufruir e se encantar com a alquimia da vida. Da própria vida. O homem sempre temeu o que não consegue entender ou imagina ser uma ameaça capaz de lhe furtar sua pobres posses e conquistas ilusórias. O tempo é inexorável e traz as transformações necessárias para que possamos continuar a viagem. A vida é a estrada, somos andarilhos, a luz é o destino.

Publicado originalmente em http://yoskhaz.com/pt/2015/05/26/alquimistas-modernos/

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/alquimistas-modernos

Os Quatro Níveis de Compreensão

Um texto que está circulando nas Redes Sociais causou a maior guerra entre religiosos, ateus fanáticos e místicos estes dias. Uma fábula extremamente interessante a respeito de Livros Sagrados, Contos de Fadas e a história da humanidade:

Hoje, em uma de nossas aulas eu apresentei às crianças duas maçãs (as crianças não sabem disso, mas antes da aula eu tinha repetidamente jogado uma das maçãs no chão, mas não dava pra notar, as duas maçãs pareciam perfeitas). Falamos sobre as maçãs e as crianças descreviam como ambas pareciam iguais. Eram vermelhas, eram de tamanhos semelhantes e pareciam suculentas o suficiente para comer.

Peguei a maçã que tinha caído no chão e comecei a dizer às crianças como eu não gostava dela, que eu a achei nojenta, era uma cor horrível. Disse-lhes que, porque eu não gosto dela, eu não queria que eles gostassem, e pedi pra todos fazerem alguma crítica àquela maça. Algumas crianças olharam para mim como se eu fosse louco, mas nós passamos a maçã ao redor do círculo e todos apontaram um defeito nela, ‘você é uma maçã fedida”,”Eu nem sei por que você existe’, ‘você provavelmente tem vermes dentro de você “, etc.

Em seguida, passei a outra maçã pelo círculo e começamos a dizer palavras gentis a ela: ‘Você é uma linda maçã’, ‘Sua pele é linda’, ‘Que bela cor você tem”, etc.
Eu, então, levantei as duas maçãs, e de novo, falamos sobre as semelhanças e diferenças, não houve mudança, as duas maçãs ainda pareciam as mesmas.

Eu, então, cortei as maçãs ao meio. A maçã que tinha sido elogiada estava fresca e suculenta por dentro. A maçã que tinha sido criticada estava ‘machucada’ e toda mole por dentro.

A ficha caiu para as crianças imediatamente. Elas perceberam que os pedaços quebrados é o que acontece dentro de cada um de nós quando alguém nos maltrata com suas palavras ou ações. Quando as pessoas são intimidadas, especialmente crianças, elas se sentem horríveis por dentro e às vezes não mostram ou dizem aos outros como eles estão se sentindo. Se não tivéssemos cortado aquela maçã, nunca saberíamos o quanto de dor tinhamos causado.

Eu compartilhei minha própria experiência com a classe, sobre sofrer com palavras duras de alguém na semana passada. Por fora eu parecia OK, eu ainda estava sorrindo. Mas, do lado de dentro eu estava sofrendo.

Ao contrário de uma maçã, que não tem a capacidade de impedir que isso aconteça. Nós podemos ensinar as crianças que não é ok dizer coisas desagradáveis uns aos outros. Podemos ensinar nossos filhos a lutar pelos outros e a evitar qualquer forma de assédio moral, assim como uma menina fez hoje, quando ela se recusou a dizer palavras duras para a maçã.

Mais e mais dor será sentida, se ninguém fizer nada para parar o bullying. A língua não tem ossos, mas é forte o suficiente para quebrar um coração. Portanto, tenha cuidado com suas palavras.

Rosie Dutton

O entendimento da Kabbalah sobre os contos, histórias, narrativas, textos mitológicos e escrituras sagradas chega a quatro níveis (não por coincidência associados aos quatro elementos: Terra, Ar, Água e Fogo); toda a interpretação da Torá depende muito da forma como os Judeus estudam a Torá e o Tanach, que nas Bíblias Cristãs equivale ao Antigo Testamento; toda a interpretação que os magos adquirem dos textos do Aleister Crowley ou Arthur Waite ou Israel Regardie dependem de seu próprio nível intelectual, espiritual e moral. Compreendendo os princípios da Alquimia, é possível chegar ao nível mais profundo de interpretação chamado: Pardês.

Pardês na tradução literal significa Jardim, porém, em hebraico, também significa um acróstico de um método de estudo das Sagradas Escrituras, cada uma delas atendendo a capacidade da pessoa naquele momento. Em outras palavras Pardês representa quatro diferentes abordagens de um Texto dentro da Kabbalah. Vamos a eles:

1 – Pshat – o “simples significado”, ou significado LITERAL. Elemento TERRA. Assim é ensinado para as crianças e adultos que ainda não estão familiarizados com a Literatura da Torá. O ensinamento Literal é o mais apropriado neste caso. Conta-se uma historia mística e fantasiosa, cheia de milagres ou de efeito surpreendente, que pode trazer dentro de si a Jornada do Herói. Neste nível encontramos dragões, fadas, gente que caminha sobre a água, multiplica pães ou até mesmo leva um par de animais para dentro de um barquinho durante 40 dias e 40 noites em um dilúvio!

2 – Remez – “dicas” de um significado Alegórico, um ensinamento mais profundo, e não apenas a expressão literal. Atingidos por pessoas com melhor nível cultural e científico, a pessoa consegue compreender a ciência (Elemento AR) e a explicação por trás daquela história (no caso, entender que a maçã ficava realmente machucada, mas não por causa do bullying, e sim pelo fato do professor ter jogado ela no chão repetidas vezes). Este nível de compreensão engloba entender os signos do zodíaco como representações das estações do ano e sua integração com o comércio das civilizações naquele período, por exemplo. No judaísmo, a troca de palavras com o mesmo valor numérico é largamente utilizada para este fim. Quando compreendemos que “Arca” e “Escola” possuem o mesmo valor gemátrico; “Dilúvio” e “Ignorância”; “Animais” e “Estudantes”; temos uma compreensão maior do que significa a lenda de Noé: “Escolas que reúnem ensinamentos de todos os lugares do mundo são úteis para combater a ignorância dos outros ao redor”. Antigamente chamávamos isso de Universidade.

3 – Drash – “interpretação”; descobrir o significado através da Emoção (Elemento ÁGUA), analisando as palavras, a colocação, os formatos das Letras, por comparação palavras e formas e também por ocorrências semelhantes noutros locais. Aqui aprendemos a conectar estas metáforas a nossa vida prática. Neste nível compreendemos as Óperas e as grandes peças de teatro, que nos tocam mais profundamente que apenas palavras. No exemplo da professora, as crianças, ao abrirem a maçã e verem o estado interno dela, ficaram com uma experiência que vai caminhar com elas para a vida com muito mais intensidade do que se a professora tivesse feito apenas uma leitura de um texto explicando o que é bullying. Drash é o nível de trabalho que utilizamos nos rituais e dramas iniciáticos e é a origem do teatro.

Infelizmente, assim como na Árvore da Vida, há um Abismo que separa os Alquimistas do restante da população. Até agora, podemos enxergar (e no quebra pau das Redes Sociais) alguns tipos de pessoas: os ateus fanáticos que acham que a professora é uma mentirosa enganadora, os místicos de bom coração que escolhem ficar na ignorância científica, os fãs do Masaru Emoto e Ashtar Sheron e finalmente os que acham que Arca de Noé e criacionismo são coisas literais.

4 – Sod – o “segredo” ou o significado místico e metafísico de uma passagem, é a compreensão pelo FOGO dos três significados anteriores. Trata-se aqui de um entendimento mais profundo e completo de que as lendas, fábulas e histórias possuem um significado mais completo que pode ser aproveitado em nossas vidas. Daí a TRANSMUTAÇÃO descrita nos textos alquímicos, que só pode ser atingida depois da compreensão dos três níveis anteriores.

O importante é que todas as quatro formas de estudo do Pardês nunca contradiz o significado base. Cada nível de conhecimento é revelado para quem está preparado para recebê-lo.

Não se pode subir uma escada saltando degraus. É preciso subir degrau por degrau, respeitando o tempo e as limitações momentâneas, para que, no momento certo, toda a verdade possa ser revelada sem causar danos psicológicos! Uma pena que a imensa maioria da humanidade ainda esteja abraçada nos níveis literais dos contos de fadas bíblicos…

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/os-quatro-n%C3%ADveis-de-compreens%C3%A3o

Cursos de Kabbalah, Astrologia e Qlipoth – Abril 2017

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

Cursos no feriado de 1 de Maio.

Para quem mora longe de São Paulo ou tem problemas para estudar nos finais de semana, temos o mesmo Curso de Kabbalah Hermética e o Curso de Astrologia Hermética e o Curso de Qlipoth em Ensino à Distância com a mesma qualidade do curso presencial, que você pode organizar seu tempo de estudo conforme suas necessidades.

29/04 – Kabbalah

30/04 – Astrologia Hermética

01/05 – Qlipoth, a Árvore da Morte

Horário: Das 10h00 as 18h00

próximo ao metrô Vila Mariana.

Informações sobre os Cursos de Abril/Maio

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Reservas e Valores: marcelo@daemon.com.br

KABBALAH

Este é o curso recomendado para se começar a estudar qualquer coisa relacionada com Ocultismo.

A Kabbalah Hermética é baseada na Kabbalah judaica adaptada para a alquimia durante o período medieval, servindo de base para todos os estudos da Golden Dawn e Ordo Templi Orientis no século XIX. Ela envolve todo o traçado do mapa dos estados de consciência no ser humano, de extrema importância na magia ritualística.

O curso abordará as diferenças entre a Kabbalah Judaica e Hermética, a descrição da Árvore da Vida nas diversas mitologias, explicação sobre as 10 Sephiroth (Keter, Hochma, Binah, Chesed, Geburah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malkuth), os 22 Caminhos e Daath, além dos planetas, signos, elementos, cores, sons, incensos, anjos, demônios, deuses, arcanos do tarot, runas e símbolos associados a cada um dos caminhos.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– A Árvore da Vida em todas as mitologias.

– Simbolismo e Alegorias na Kabbalah

– Descrição e explicação completa sobre as 10 esferas (sefirot).

– Descrição e explicação completa sobre os 22 caminhos.

– Cruzando o Abismo (Véu de Paroketh).

– Alquimia e sua relação com a Árvore da Vida.

– O Rigor e a Misericórdia.

– A Estrela Setenária e os sete defeitos capitais.

– Letras hebraicas, elementos, planetas e signos.

ASTROLOGIA

A Astrologia é uma ciência que visa o Autoconhecimento através da análise do Mapa Astral de cada indivíduo. Conhecido pelos Astrólogos e Alquimistas desde a Antigüidade, é um dos métodos mais importantes do estudo kármico e um conhecimento imprescindível ao estudioso do ocultismo.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– Introdução à Astrologia,

– os 7 planetas da Antigüidade, Ascendente e Nodos

– os 12 Signos,

– as 12 Casas Astrológicas,

– leitura e interpretação básica do próprio Mapa Astral.

Cada aluno recebe seu próprio Mapa Astral (precisa enviar antecipadamente data, hora e local de nascimento) para que possa estudá-lo no decorrer do curso.

QLIPOTH – A Árvore da Morte

Pré-Requisitos: Kabbalah e Astrologia I

O Curso de Qlipoths e Estudo sobre os Túneis de Set abordará os elementos comparativos entre as esferas e as qliphas (Lilith, Gamaliel, Samael, A´Arab Zaraq, Thagirion, Golachab, Gha´Agsheklah, Satariel, Ghogiel e Thaumiel) e as correlações entre os 22 Túneis de Set e os Caminhos de Toth.

É muito importante porque serve como complemento do caminho da Mao Esquerda na Árvore da Vida. Mesmo que a pessoa não deseje fazer as práticas, o estudo e conhecimento de NOX faz parte do curriculo tradicional da Golden Dawn e de outras ordens iniciáticas.

Informações e Reservas: marcelo@daemon.com.br

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Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cursos-de-kabbalah-astrologia-e-qlipoth-abril-2017

Afinidades Metal-Planetárias: o Padrão Sétuplo

Nick Kollerstrom

“Sabedoria já edificou a sua casa, já lavrou as suas sete colunas”
– Provérbios 9,1

Desde a antiguidade até meados do século XVIII, o número de metais conhecidos e reconhecidos como tal era de sete. Eram: chumbo, estanho, ferro, ouro, cobre, mercúrio e prata. O latão foi usado ocasionalmente, mas as pessoas não perceberam que era uma liga de cobre com zinco, até a segunda metade do século XVIII. O metal que finalmente quebrou o mito milenar dos sete vezes  (em 1752) foi a platina, chamada de “oitavo metal”, ao ser descoberta nas minas de ouro de Columbia.

A crença na ligação desses sete metais com os ‘sete planetas’ remonta à pré-história: não houve época em que a Prata não estivesse associada à Lua, nem o Ouro ao Sol. Essas ligações definiram as identidades dos metais. O Ferro, usado sempre para instrumentos de guerra, estava associado a inteligência militar de Marte, o Cobre macio e maleável estava ligado a sensibilidade de Vênus, e o metal camaleão Mercúrio tinha o mesmo nome de seu planeta. Chumbo, o único dos metais reconhecido com tóxico, foi ligado a Saturno (Mercúrio só foi identificado como tóxico no séc 19). Então, por volta do início do século 18, essas velhas imaginações cósmicas foram varridas pela emergente ciência da química. As características dos metais não eram mais explicadas em termos de suas origens cósmicas, mas sim em termos de uma estrutura atômica subjacente. Novos metais começaram a ser descobertos, o que fez com que a visão antiga parecesse limitada.

Ouro - Divindade
Prata - Mística e religiosidade
Mercúrio - Psicopompo
Estanho - Realeza e liderança
Ferro - Inteligência militar
Cobre - Sensibilidade amorosa
Chumbo - Morte e matéria

No século XX, abrem-se novas linhas de abordagem a este velho tema através do trabalho realizado no seio do movimento antroposófico fundado por Rudolf Steiner, e aqui recorremos especialmente aos trabalhos de Rudolf Hauschka (Rudolf Hauschka,The Nature of Substance) e Wilhelm Pelikan (Wilhelm Pelikan, The Secrets of Metals). Eles viam os sete metais tradicionais como expressando mais plenamente os sete caracteres planetários, de uma maneira que muitos outros metais conhecidos hoje não o fazem:

“Os sete metais fundamentais representam algo como as sete notas de uma escala. Como existe uma grande variedade de tons intermediários dentro da escala, pode-se reconhecer tons intermediários entre os metais” (Walter Cloos, The Living Earth).

O lítio metálico extra-leve é ​​usado para bombas de hidrogênio, pílulas antidepressivas e graxa para eixos de bicicletas. Assim, pode-se sentir sua ‘leveza de ser’, mas isso não nos daria uma afinidade planetária a ela. O magnésio emite uma luz brilhante ao queimar, usado para lanternas fotográficas, então isso lhe dá uma afinidade solar? É usado ainda para ligas ultraleves em aeronaves supersônicas, etc., e é o principal metal usado na clorofila, pela qual a energia solar é metabolizada pelas plantas. Wilhelm Pelikan sugeriu que deveria ser visto como um metal solar, e vamos ver isso como uma possibilidade.

I. Propriedades físicas

Nós experimentamos os metais como diferentes dos não-metais em virtude de seu brilho, sua ressonância, sua maleabilidade e condutividade – essas são suas principais propriedades físicas. Os metais podem ser polidos para brilhar (brilho), produzirão tons quando tocados, ou seja, soam (ressonância), quando martelados não quebram, podem ser moldados e rapidamente se tornarão quentes se  forem aquecidos. Os sete metais tradicionais podem ser organizados em uma escala, por essas propriedades físicas fundamentais. Para grande espanto moderno essa escala tem a mesma ordenação de seus planetas associados, em termos de velocidade de movimento. A Tabela abaixo expressa a condutividade metálica tanto como térmica (conduzindo calor) quanto como elétrica, dimensionada por conveniência para prata = 100 (Kaye and Laby, Physical and Chemical Constants).

Os planetas são ordenados por algo que se pode experimentar diretamente, ou seja, quão rápido eles se movem pelo céu – da Lua como o movimento mais rápido para Saturno como o mais lento. Isso significa usar uma perspectiva geocêntrica, pois vemos suas velocidades angulares médias da Terra, e na ordenação tradicional como costumava ser atribuída aos planetas no antigo sistema ptolomaico – por quase dois mil anos. Essa ordenação era quase universalmente aceita, até a época de Copérnico, e tinha a esfera de Mercúrio mais próxima da Terra do que Vênus (matematicamente, esse pode ser o caso: ou seja, Mercúrio em alguns momentos está mais próximo de nós do que Vênus (NK, ‘Interface, Astronomical Essays for Astrologers’, 1997)).

Para citar o bioquímico moderno Dr. Frank McGillion,

“O movimento orbital do planeta correlaciona-se em sequência com a condutividade do seu metal correspondente… Quanto mais lento um planeta se move, menos capaz seu metal correspondente é de conduzir eletricidade!” (Frank McGillian, The Opening Eye, 1982, p.94. The standard electrode potentials are given to the most common valence condition.).

Para os alquimistas antigos, todos os metais tinham essas propriedades em diferentes graus. Eles não os viam como elementos separados, mas aceitavam que tinham essas propriedades experienciais em comum. Além disso, um metal tinha que ser purificável em uma fornalha, onde derreteria, mas não queimaria. É por isso que eles nunca poderiam levar o zinco a sério como um metal, porque ele simplesmente queimava ao ser aquecido. Este critério os colocava em uma situação difícil quanto ao mercúrio, uma vez que era geralmente reconhecido como metálico, embora paradoxalmente.

Essa definição experimental nos limita ao que chamaremos de metais ‘reais’, enquanto a definição moderna de um metal é totalmente abstrata – em termos de átomos que são doadores de elétrons – e inclui substâncias que não se assemelham a elas: por  exemplo, o potássio é uma substância cerosa que explode em chamas ao simples contato com a água. Hoje em dia, as crianças, mesmo nas aulas de ciências elementares, recebem esses conceitos bastante abstratos e dificilmente podem experimentar as propriedades primárias dos metais comuns. Aqui nos concentramos em coisas que são elementares. Vamos passar pelo que estamos chamando aqui de propriedades físicas principais:

Condutividade: O cobre é usado para fiação elétrica sendo um bom condutor, já o chumbo é usado para fusíveis porque é um condutor muito ruim. O mercúrio não está incluído nesta tabela sendo um líquido – as condutividades dos metais quando líquidos são muito menores do que quando sólidos.

Brilho (ou refletância): a prata é o metal mais perfeitamente refletivo dos sete e, portanto, é usado para fazer espelhos. Mercúrio também tem um brilho muito alto e também é usado para isso: esses são os dois metais-espelho. Na antiguidade, eram usados ​​espelhos de cobre ou bronze. Os outros metais apresentam uma gradação aproximada do brilho até o chumbo, que tem uma superfície muito embotada.

Ressonância: o cobre é muito usado em instrumentos musicais por causa de sua alta ressonância, embora os instrumentos de prata tenham os tons mais claros e puros – ‘sinos de prata’, e essa propriedade novamente diminui na escala até o som maçante que o chumbo faz ao ser tocado.

Maleabilidade: Hauschka descreveu como os metais no topo da lista são altamente maleáveis, mas não podem ser bem fundidos, enquanto aqueles na parte inferior podem ser fundidos, mas não forjados. O ouro que ele descreveu como mantendo uma posição de equilíbrio na medida em que poderia igualmente ser fundido ou forjado.

Essas escalas mostram um aumento na mobilidade interna do chumbo, o mais inerte, até a prata, que acompanha o aumento das velocidades angulares dos planetas. Hauschka, que primeiro descreveu isso, concluiu de forma memorável:

“Vemos então que o movimento planetário é metamorfoseado nas propriedades dos metais terrestres”

II. Atividade Química

“Isso não é apenas um encontro, é química”
– There’s Something About Mary

Valência: A valência é a razão de combinação: o hidrogênio tem uma valência de um, o oxigênio de dois e o carbono, quatro. Ele diz quantos “braços” cada elemento tem, por meio dos quais ele se une a outros. Um átomo de carbono se liga a quatro hidrogênios para dar metano (CH4), enquanto o oxigênio se liga a apenas dois hidrogênios, para formar água como H2O.

A maioria dos metais tem mais de um estado de valência possível. A Tabela mostra as valências que os sete metais normalmente apresentam, enquanto quaisquer outros que podem se formar são raros e sem importância. Curiosamente, suas valências se alinham com a tradicional ordenação ptolomaica das esferas celestes:

A prata, que apresentou a maior condutividade e deu o som mais puro, tem apenas uma única valência para todas as ligações que forma com outros elementos. Como cisnes que permanecem monogâmicos e fiéis a um parceiro por toda a vida, a prata metal lunar tem apenas um braço de valência. Em contraste, aqueles que pontuaram mais baixo em suas propriedades físicas, estanho e chumbo, sendo menos condutores, etc., são mais ativos e gananciosos em suas proporções de combinação.

Reatividade: Alguns metais são inertes, por exemplo, o ouro dificilmente se combina, e estes são chamados de metais ‘nobres’ (platina, prata); enquanto o estanho e o chumbo são reativos e se dissolvem mesmo em ácidos fracos. Podemos colocar os metais clássicos em uma seqüência de sua atividade química, que é convenientemente medida pelo que os químicos chamam de seu ‘potencial de eletrodo’. Isso nos diz o quão reativos seus íons estão em solução. Metais inativos que não liberam hidrogênio de um ácido são chamados de ‘eletronegativos’, enquanto os metais mais ativos que liberam hidrogênio são ‘eletropositivos’. Isso fornece uma escala útil de atividade química para metais, medida pelo “potencial de eletrodo padrão” de uma solução em uma determinada concentração.

Vamos começar (como McGillian aqui defendeu) com a ordem dos planetas saindo do Sol, e então os potenciais de eletrodos correspondentes dos metais são:

Assim, McGillian comparou os metais mais reativos e “eletronegativos” ligados a planetas dentro da órbita da Terra com íons eletropositivos que correspondem àqueles fora da órbita da Terra (McGillian). O potencial do eletrodo é medido em relação ao da terra, o que indica a relevância do ponto de vista geocêntrico aqui envolvido. Ele concluiu:

“O universo centrado na Terra dos alquimistas é polarizado em positivo e negativo. É quimicamente yin e yang.’

Uma ordenação mais tradicional teria a prata no topo da lista e o ouro-sol no meio, que é como Hauschka o descreveu; que tem que usar a noção de planetas ‘acima do Sol’, Marte, Júpiter e Saturno tendo metais eletropositivos, enquanto vice-versa para planetas ‘abaixo do Sol’, mas este não é um conceito muito moderno! O potencial de eletrodo padrão da prata é -0,8. De qualquer forma, as correlações são impressionantes.

III. Pesos Atômicos

Cada elemento tem um ‘peso atômico’, e a Tabela Periódica dos Elementos os organiza na sequência desses pesos atômicos. Começa com o hidrogênio tendo um peso atômico de um, então, por exemplo, o carbono é 12 e o oxigênio tem 16. Essa ordenação por pesos atômicos fornece informações sobre as propriedades químicas de cada elemento. Quando Mendeleev descobriu a tabela periódica, organizando os elementos dessa maneira, ele conseguiu prever as propriedades químicas de vários elementos que ainda não haviam sido descobertos, e sua teoria passou a ser aceita à medida que foram confirmadas.

A Tabela de Mendeleev tem sete linhas ou “períodos”, desde a primeira linha que contém apenas os elementos mais leves, hidrogênio e hélio, até a sétima que contém os elementos radioativos extrapesados, como urânio e plutônio. Verticalmente, tem sete ou oito colunas (a oitava e última coluna com os gases inertes geralmente é dada como a coluna 0, as outras são contadas como 1-7): então, de certo modo, também tem sete colunas. Os chamados elementos do ‘grupo um’ pertencem à sua primeira coluna e são todos univalentes, como o sódio. Grupo dois (a segunda coluna) são bivalentes como cálcio, grupo três são trivalentes, por exemplo, alumínio. Assim, o número sete aparece nesta Tabela como bastante dominante, controlando as possibilidades de quais elementos podem existir.

Quando o planeta Urano foi descoberto em 1781, por William Herschel, isso definitivamente eliminou a noção de que havia algo sete vezes maior nos céus. Até então, havia sete esferas que podiam ser vistas se movendo pelo céu. Ainda existiam, de fato, mas um extra invisível havia sido adicionado. Depois de sua descoberta, não havia mais nada sétuplo no mundo! Esse terrível estado de coisas persistiu por quase um século, até que o professor de química Dmitri Mendeleev formulou sua Tabela Periódica. Um padrão de sete dobras então reapareceu na matéria, na ciência da química. Tendo isso em mente, pode ser interessante olhar para o momento em que essa nova síntese foi criada: a tarde de 1º de março de 1869.

Havia nada menos que seis aspectos séptil presentes no céu, entre os planetas. Eles eram:

LUA-SATURNO (1°),  VÊNUS-JÚPITER (1° 10′),  LUA-URANO (0° 10′),   MERCÚRIO-NETUNO (1° 40′),   VÊNUS-NETUNO (0° 30′), SATURNO-URANO (1°)

(O séptil é um aspecto celestial formado pela divisão do círculo em sete partes. Dá o ângulo de inclinação da Grande Pirâmide, 51 1/2°) O cosmos estava em um modo bastante sétuplo naquele momento, quando a novo síntese ocorreu em Mendeleev. Era uma situação clássica do tipo eureca: ele havia recortado cartões para cada elemento conhecido, estava tentando organizá-los por seus números atômicos no tapete da sala, cochilou e, quando acordou, a ideia veio a ele! O que aqui nos interessa é a noção de que um padrão sétuplo é discernido na matéria, durante um período em que estes estão mais fortemente presentes nos céus.

A ordenação dos sete metais clássicos por seus pesos atômicos deriva de nossa ordenação anterior usando um padrão de heptágono: coloque os sete metais em um círculo na sequência de suas propriedades físicas, conforme indicado acima, então comece com o ferro, como tendo o menor valor atômico, peso, e pontue alternadamente, e isso dá a ordenação por pesos atômicos (10).

Um significado mais profundo dessa transformação aparece dentro de um processo de três estágios, como segue. Começa-se com os dias da semana dispostos em círculo. Os dias da semana têm nomes de divindades planetárias, e as línguas européias (exceto o português) concordam a esse respeito. Assim, quinta-feira deriva do ‘dia de Thor’, enquanto o jeudi francês é o ‘dia de Júpiter’, mas o Thor empunhando o trovão sendo um equivalente nórdico a Júpiter. Da mesma forma, há uma analogia entre nossa sexta-feira, como ‘dia de Freya’, e Vendredi, ‘dia de Vênus’, com Freya como uma divindade de Vênus, e assim por diante.

Partindo desse círculo dos sete dias da semana e selecionando alternadamente temos o antigo ordenamento ptolomaico dos planetas. Esta sequência começa na Lua, como a esfera mais próxima da Terra, e termina com Saturno como a mais distante das sete. Vimos anteriormente como isso se refere às suas velocidades de movimento no céu, mas também à ordem de valências de seus metais correspondentes, bem como suas propriedades físicas.

Livros antigos de astronomia costumavam descrever essa transformação sétupla, desde a sequência dos Dias da Criação, ou seja, os sete dias da semana, até a antiga ordenação dos planetas. Eles o chamavam de ‘Hebdomad’ (C.Leadbetter, A Complete System of Astronomy). Então, no início do século XX, o surpreendente terceiro passo desse argumento foi discernido (Sephariel, Cosmic Symbolism). Traçando uma a cada três pontas (ver abaixo) podemos traçar um heptágono estrelar, que dá a mesma ordenação por peso atômico ou número atômico dos metais! O exemplo começa a partir do ferro, como tendo o menor peso atômico dos sete clássicos:

Assim temos um padrão sétuplo ou mandala com os nomes dos deuses do céu ligados aos dias da semana, que pode ser derivados das sequências de propriedades físicas e químicas dos seus respectivos metais. Pelikan parece ter sido o primeiro a descrever esses padrões de heptágono, embora não na sequência aqui apresentada. De uma maneira bela e misteriosa, eles unem os conceitos da química moderna e as antigas tradições do cosmos. De uma fonte totalmente inesperada, recebemos a confirmação de que há de fato algo especial nos ‘sete metais’ conhecidos na antiguidade clássica.

Um acadêmico americano, Derek de Solla Price (Elwell, Astrol. Assoc. Jnl, review of ‘Astrochemistry’, Winter), ficou impressionado com o fato de que a mesma figura geométrica, o heptagrama, explicava tanto a ordem da semana planetária quanto a relação entre os pesos atômicos dos sete metais e o revolucionário período de seus respectivos planetas. Ele foi levado a escrever:

“Parece bastante plausível que grande parte da teoria astrológica possa repousar exatamente sobre essa base de racionalidade figurada, e não sobre conhecimento empírico ou de presságio especial. Nesse sentido, a astrologia… desenvolveu-se numa base muito racional, com uma teoria figurativa e o simbolismo associado em seu centro.’

IV. Uma abordagem sensata

Vimos aqui as concordâncias primárias, o que se poderia chamar de Sete Pilares da Sabedoria, de uma perspectiva matemática/numerológica, para ligar a Terra e o Céu, a estrela e a pedra, a psique e o cosmos. A nossa abordagem tem sido racional, no sentido de olhar para as razões envolvidas. Outros arquivos aqui descrevem uma experiência mais qualitativa: retratos astrais dos arquétipos do planeta metal. Os astrólogos, ao descrever seus arquétipos, usam muito os antigos deuses gregos. Sem dúvida são bons, mas aqui é feito um buscamos uma base mais material e experiencial no reino da química inorgânica. Isso pode parecer difícil para a credulidade, mas vamos ver o que pode ser feito.

Qualquer resposta à pergunta: ‘Do que é feita a matéria?’ tende ao Quatro. A velha teoria da matéria dos quatro elementos desmoronou-se no século XVII e reapareceu no século XX com o reconhecimento dos quatro estados da matéria (sólido, líquido, gasoso e plasma, sendo este último muito quente). Então, na década de 1990, depois que hordas de estranhas partículas subatômicas foram descobertas, surgiu uma simetria de doze vezes, com seis quarks e seis léptons – bastante análoga aos doze signos do zodíaco, com suas três famílias de quatro. Para citar o New Scientist,

‘Hoje, os físicos acreditam que toda a matéria é composta de 12 partículas.’ Começa a parecer que a física de alta energia (o que costumava ser chamada de física de partículas) requer uma base na metafísica pitagórica, em termos do significado dos diferentes padrões numéricos que estão surgindo.

Atualmente falamos das quatrp forças fundamentais da natureza: força gravitacional, força eletromagnética, força nuclear forte e força nuclear fraca, mas estamos aqui preocupados com coisas sensíveis, ou seja, o que pode ser experimentado e é perceptível aos sentidos. Em contraste, os físicos de partículas estão preocupados com o oculto, ou seja, com o que está oculto, pois nenhuma das coisas com as quais lidam pode ser vistas. Suas partículas ficam menores e mais estranhas à medida que os orçamentos crescem. Houve um parlamentar britânico que visitou o enorme anel subterrâneo em Genebra, para ver onde as partículas  aceleradas estavam alegando entender o que era um ‘bóson de Higgs’, uma partícula que eles descobriram recentemente, que dura um milionésimo de segundo ou mais. Ao longo dos anos, o projeto internacional de construir esses aceleradores gigantes não conseguiu produzir nada que o público pudesse entender (o recente ‘quark top’ foi descoberto no Fermilab, EUA, não na Europa).

Toda via distinguimos assim um contraste importante entre os números doze e sete. Padrões de doze e quatro da física moderna dizem respeito à própria estrutura da matéria: ao passo que vimos como as estruturas sétuplas demonstram de uma maneira mais mística uma concordância terra/céu – de uma maneira que valida as correspondências tradicionais. Esses sete metais se entrelaçaram com a história da humanidade. É certo que há mais a dizer em relação aos planetas exteriores, e especialmente à terrível ligação Plutão/Plutônio.

V. Parentesco Metálico

As propriedades periódicas que conhecemos hoje dos metais nos permite agora falar de “grupos de parentesco” entre elementos que compartilham as mesmas caracteristicas.  Os ‘Irmãos do Ferro’ por exemplo são o Cobalto, Níquel, Cromo e Manganês pois mostram uma forte afinidade com o Ferro, e assim possuem uma natureza semelhante a Marte. Eles têm propriedades semelhante de ressonância e brilho, e o ferro pode ser endurecido por aços com traços desses metais. 95% da produção de Manganês vai para a fabricação de aço. O Níquel e o cobalto se comportam como ferro quando estão em um campo magnético. A Tabela compara algumas de suas propriedades físicas de interesse:

A frase que Pelikan usou para esses metais foi: ‘temos fortes razões para suspeitar que o impulso ferro-Marte cooperou em sua formação.’ (Wilhelm Pelikan, The Secrets of Metals). Vale notar que todos são quimicamente mais ativos que o ferro, sendo seus potenciais divalentes de eletrodos +1,2,  para manganês, +0,28 para o cobalto e +0,25 níquel  o que explicaria porque os mesmos foram encontrados muito tempo depois do ferro.

Fonte: Astrochemistry: A study of metal-planet affinities,
Nick Kollerstrom

Tradução: Thiago Tamosauskas

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alquimia/afinidades-metal-planetarias-o-padrao-setuplo/