Qual a diferença do HKT 1.5 para o HKT 2 ?

Muitas pessoas têm escrito perguntando qual a diferença entre o Hermetic Kabbalah Tarot 1.5 (recém lançado), o Hermetic Kabbalah Tarot 1 (o primeiro) e o HKT 2 (lançado ano passado). Neste post, farei uma breve explanação sobre cada um deles, suas diferenças e semelhanças, para que você possa se decidir qual seria o melhor a ser utilizado.

Hermetic Kabbalah Tarot 1

Lançado em 2013, o Tarot da Kabbalah Hermética contém todas as informações para a utilização dos Arcanos como PORTAIS, a serem usados no Altar Pessoal do Mago e para trabalhos envolvendo Anjos cabalísticos e Demônios Goéticos. Ele é o deck oficial do Arcanum Arcanorum e pode ser usado também como Guia de estudos da Árvore da Vida, Correspondências Cabalísticas e, claro, como Oráculo. Como o processo de se criar e imprimir um tarot é MUITO caro, ainda mais na qualidade que escolhemos (cartas de PVC, com 111x72mm, tamanho original do Thoth Tarot de Crowley), preferimos fazer uma tiragem menor primeiro e arrecadar o dinheiro para uma impressão comercial do Tarot.

De forma a brindar esta idéia, imprimimos apenas 300 decks na primeira edição, em homenagem aos Bravos Guerreiros de Esparta que acreditaram na idéia em primeiro lugar (no final, foram 330 decks). Estes 330 decks tinham o verso diferenciado das edições posteriores, o que fará deles, além de tudo, objetos de colecionador.

Antes de lançar a primeira edição, acreditávamos que a maioria dos decks fosse comprado pelo pessoal mais avançado em tarot, mas ocorreu um fenômeno contrário. Muitos novos estudantes adquiriram o deck. Para facilitar mais este aspecto (e por consequência o uso oracular), foram adicionados símbolos planetários nas Sephiroth, a relação dos elementos na Escada de Jacó, o nome das Runas e uma marca d´agua baseada na edição original do Rider-Waite-Smith.

Isso dá ao HKT 2 uma familiaridade a mais para quem já possui literatura especializada e para quem faz uso oracular da ferramenta. Como muitos dos que compraram o deck já tinham a primeira edição, não havia mais a necessidade de um deck em PVC; já existia a ferramenta para uso magistico e ritualístico. Entra agora a ferramenta que se foca no campo dos estudos, simbolismo e tiradas. Outro fato importante é reduzimos o custo desta edição, pois o HKT 2 é impresso em Papel Laminado (padrão Europeu) no formato LoScarabeo. Com isso, seu preço final ficou em R$ 75,00

Você pode comprar ambos na LOJA DE RPG, entre outras coisas bacanas como os Posters da Árvore da Vida, do Lamen Rosacruz, a Enciclopédia de Mitologia e os livros de hermetismo para crianças da Lilith, Isis e Hércules.

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Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/qual-a-diferen%C3%A7a-do-hkt-1-5-para-o-hkt-2

A Arca da Aliança

O Aron Hakodesh – a Arca Sagrada ou Arca da Aliança – era o ponto focal do Tabernáculo, o local de maior santidade pelo fato de abrigar as Tábuas da Lei e a Torá, Testemunhos da Aliança Eterna selada no Monte Sinai entre D’us e Seu povo. Era também um “caminho” para a mais elevada dimensão espiritual; pois, como está dito na Torá, o Eterno se comunicaria com Moisés “por sobre a Arca”. (Êxodo 25:22)

Terminara uma experiência extraordinária. Do topo do Monte Sinai, envolto em espessa nuvem, D’us Se revelara diante de todo Israel por meio da Shechiná, a Presença Divina. E, destarte, selara Sua aliança com o Seu povo.

Durante a Revelação, Israel atingiu alturas espirituais inconcebíveis, tendo um contato com a Presença Divina e ouvindo de Sua tonitruante Voz as Leis que norteariam para sempre sua existência. Em que implicaria, para eles, o término dessa Revelação e a saída do Monte Sinai rumo ao deserto? A Shechiná os abandonaria ou continuaria constantemente entre eles?

Foi nesse momento que D´us, por amor a Seu povo, ordena-lhes a construção do Mishkán, o Tabernáculo, para ser o local onde, seguindo Sua determinação, pairaria a Shechiná. Segundo o sábio espanhol Don Yitzhak Abravanel, ao transmitir Sua Vontade, o Eterno visava assegurar a Israel que não abandonaria o mundo terreno. Indicava, pelo contrário, Sua permanência entre eles. Sua Providência estaria sempre por perto, apesar de envolta em um véu, oculta aos comuns mortais. O Mishkán seria para Israel um sinal de que sempre haveria uma via de comunicação com D´us, independente de quão distantes estivessem do local da Revelação, já que lá não havia santidade intrínseca. O que conferia santidade era a Presença Divina e a Sua Torá, Sua Palavra, que a partir da Revelação estaria para sempre com Israel. A importância do Tabernáculo pode ser constatada pelo fato de quase a totalidade da segunda parte do livro Êxodo ser dedicada à sua descrição e construção, assim como ao detalhamento de seus implementos. O Talmud, o Midrash, a Cabalá assim como comentários de nossos Sábios revelam simbolismos, fatos e minúcias sobre cada aspecto da construção. Cada detalhe, cada objeto e cada simbologia, são profundamente discutidos, analisados e esmiuçados a tal ponto que seria impossível, neste simples artigo, pretender cobrir as interpretações e conotações do assunto.

Segundo Nachmânides, grande sábio e místico espanhol do séc. XIII conhecido como Ramban, a edificação do Mishkán foi vital para nosso povo, pois, por seu intermédio, o propósito do Êxodo foi totalmente alcançado. Como explica Ramban, D´us instruíra os Filhos de Israel para construir o Tabernáculo para que a Shechiná sobre este pudesse pairar. Portanto, foi através do Tabernáculo que a elevação espiritual – que Israel atingira temporariamente durante a Revelação, no Sinai – tornou-se permanente.

O ponto focal do Mishkán era o Aron Hakodesh – a Arca Sagrada. Guardada no lugar de maior santidade do Tabernáculo, no Kodesh ha-Kodashim, a Arca iria abrigar os bens mais preciosos de Israel, símbolo da Aliança firmada no Sinai: as duas Tábuas da Lei, onde D’us inscrevera os Dez Mandamentos, os fragmentos das primeiras Tábuas estilhaçadas e o Sefer Torá original, que, ditado por D´us, fora transcrito por Moisés.

Por conter o testemunho da Palavra Divina, a Arca é o ponto de maior santidade de todo o Mishkán, o local onde se revelaria a Shechiná. Pois, seria de lá, afirma a Torá, “por sobre a Arca” que o Todo Poderoso se comunicaria com Moisés. Assim como no Monte Sinai o “Grandioso Encontro” fora único e poderoso, o “ininterrupto” encontro no Mishkán – mais precisamente, sobre a Arca – daria um prosseguimento àquele extraordinário acontecimento e ao relacionamento entre D´us e Seu povo.

O Mishkán

Como vimos acima, o Mishkán e todos os seus implementos eram o símbolo e a indicação, para o povo, de que a Presença Divina estava constantemente entre eles. Eram o símbolo de sua consagração como “um reino de sacerdotes e um povo santo”. Em outras palavras, o Mishkán tinha como principal objetivo o aperfeiçoamento espiritual do ser humano. O Midrash nos alerta, porém, que tanto o Santuário do Deserto como o Templo, mais tarde, eram apenas representações materiais do “verdadeiro Santuário”, o lugar que D´us escolhera para “habitar ” – e este é o coração de todo judeu.

Segundo a Cabalá, o Tabernáculo é o microcosmo do universo e, como tal, reflete as verdades mais profundas sobre a vida e a Criação. Uma de suas finalidades era ensinar ao homem que ele tem a responsabilidade de elevar e santificar a si mesmo e a toda a Criação. Numa escala infinitamente mínima, dizem os textos místicos, o Mishkán reflete a Fonte Universal da qual emanam as bênçãos sobre toda a Criação.

O Tabernáculo era também o ponto de convergência de toda a Nação, um centro espiritual que os congregava, fazendo deles um grupo homogêneo e coeso. Localizado no centro dos acampamentos das doze tribos, seria um local onde todo judeu poderia purificar-se, elevar seu espírito e conseguir o perdão Divino. Estas funções couberam, posteriormente, ao Templo Sagrado, em Jerusalém. Em termos estruturais, o Mishkán era uma construção notável. Muito provavelmente foi a primeira estrutura pré-fabricada, no mundo. Apesar de bastante grande – media 6,10m de altura por 7,30m de largura por 25m de comprimento – toda a sua estrutura podia ser desmontada e transportada de um local para outro. Assim sendo, pôde acompanhar os israelitas enquanto vagavam pelo deserto. Mesmo após terem entrado na Terra de Israel, vez por outra foi necessário transportá-lo para novas paragens. De acordo com a tradição bíblica, ficou em Guilgal durante 14 anos, em Shiló durante 369 anos e, por último, em Nov e Guivon, durante um total de 57 anos. Foi o rei David quem, após conquistar Jerusalém e expandir seu reinado, finalmente trouxe a Arca para Jerusalém. Sabia ser a cidade escolhida pelo Eterno para que lá fosse edificado um Templo permanente, em substituição ao Tabernáculo móvel e provisório que nos acompanhara em nossa epopéia pelo deserto.

Apesar de sua aparência externa modesta, quase austera, o interior do Mishkán era esplêndido, repleto de ornamentos em ouro, prata, pedra preciosas, materiais suntuosos e os mais adocicados perfumes. Treze diferentes matérias primas foram usadas para a sua construção e de seus implementos, bem como das vestes dos sacerdotes. E todo o povo de Israel participou, com suas oferendas, desta obra magistral.

Apesar dos esforços e do entusiasmo, inúmeras foram as complicações surgidas em relação à sua planta e execução. O profundo simbolismo imbuído em cada um de seus objetos implicava em um cuidado todo especial na execução do menor detalhe que fosse. Segundo o Midrash, enquanto estava no Monte Sinai, D’us mostrou a Moisés, feito em fogo, o modelo exato do Santuário e de seus implementos. Mas, tamanha era a complexidade que, em certas ocasiões, D´us teve que mostrar certos objetos, mesmo ao maior de nossos profetas, quatro vezes.

Para executar a complexa tarefa, D’us escolhera Betsalel, da tribo de Judá; e, para ajudá-lo, indicara Aholiav, da tribo de Dan. Estes, assim como todos os que ajudaram, foram imbuídos por D´us de profunda sabedoria para o desempenho de suas tarefas. A Moisés caberia a responsabilidade de integrar as partes em um todo, já que somente a ele D´us mostrara a planta, em sua totalidade.

O Aron Hakodesh – a Arca sagrada

A primeira instrução que D´us deu a Moisés em relação ao Tabernáculo foi confeccionar um repositório para abrigar “o Testemunho que Eu Te darei”. Se analisarmos de uma forma lógica, a Arca não deveria ser construída até ter uma estrutura que a abrigasse. E, de fato, foi isto o que finalmente aconteceu. Somente após a estrutura estar pronta Betsalel confeccionou a Arca, o único implemento que, sob supervisão pessoal de Moisés, ele fez com suas próprias mãos, pois aí pousaria a Shechiná.

Mas, foi a primeira ordem Divina, pois a Torá, testemunho eterno do relacionamento especial entre D´us e Seu povo, é infinitamente mais importante que a estrutura que iria abrigá-la. É por conter o testemunho da Palavra Divina que o Aron é o ponto de maior santidade de todo o Mishkán.

No capítulo 25 do Êxodo, a Torá provê os detalhes referentes à confecção da Arca. Relata o texto bíblico que D´us ordenara que todo Israel participasse da construção, nem que fosse com alguma contribuição simbólica ou apenas em pensamento – uma exceção no que diz respeito aos mandamentos acerca da construção dos outros objetos sagrados. Os Sábios explicam que com isto cada um dos membros de nosso povo teria a sua parte, o seu quinhão de participação na Torá.

Sua estrutura

A Arca era uma caixa retangular medindo 2,5 cúbitos de comprimento e 1,5 cúbito de largura e altura. Feita de madeira de acácia, uma espécie de cedro – em hebraico, shitim, era aberta por cima e devia ser revestida, por dentro e por fora, de uma camada do mais puro ouro. Rashi, o maior comentarista da Torá, explica que para a confeccionar conforme as especificações Divinas, Betsalel fez três caixas. A primeira, de madeira de acácia. Uma segunda, maior, de ouro puríssimo, dentro da qual era colocada a caixa de madeira. Por último, uma terceira, menor, que foi colocada dentro da caixa de acácia. Desta forma, o receptáculo principal era coberto de ouro em seu interior e exterior. Para confeccioná-la, foram utilizados o mais puro ouro e madeira porque, explicam nossos sábios, a Torá é como o ouro em seu valor e pureza, mas é também chamada de Árvore da Vida.

O ouro é primeiro na lista dos materiais a serem utilizados na construção do Tabernáculo. O Midrash observa que este metal é particularmente adequado para o Santuário, pois o objetivo deste era o “refinamento” espiritual do ser humano. Assim, como se refina o ouro bruto de suas impurezas, de modo semelhante deveria o judeu tentar apurar-se cada vez mais, espiritual e moralmente. Além do que, o ouro puríssimo do Aron serviria como símbolo de que o homem deve tentar alcançar a pureza não somente em suas ações e pensamentos, como também nos instrumentos que utiliza para a sua realização.

Na parte superior da Arca devia haver uma borda de ouro, como que a coroá-la (Yomá, 72b). Segundo o Midrash, o Aron simboliza a Torá e, a borda, a “Coroa da Torá”. D´us conferiu ao povo de Israel três coroas: a da Torá, a da Kehuná (o sacerdócio) e a da monarquia. Acim

A Tampa e os Querubins

Uma tampa, kaporet em hebraico, do mesmo comprimento e largura do Aron Hakodesh e de ouro puríssimo devia cobrir a Arca para a fechar. O Midrash explica o nome kaporet. O termo deriva da palavra kapará, que significa expiação. É uma indicação de que o ouro usado em sua confecção serviria para expiar a grave transgressão que Israel cometera ao fazer o “Bezerro de ouro”.

Sobre esta tampa, em suas extremidades, havia “dois querubins de ouro batido”. Como D´us ordenara a Moisés que tanto os querubins como a tampa deviam ser feitos da mesma peça de ouro, Betsalel os havia moldado cinzelando as extremidades da tampa. No Talmud há uma descrição da aparência da Arca e dos dois querubins e inúmeras são as discussões sobre cada detalhe. Apesar das diferentes interpretações, diz a tradição que os querubins são representados como anjos com asas, como pássaros, e com rosto de criança, um de sexo masculino e outro, feminino. As asas dessas criaturas celestiais, estendendo-se para cima da tampa, formavam um arco protetor e sua face estava voltada uma à outra, inclinando-se para baixo, em direção à tampa.

É preciso que se faça uma ressalva importante. Apesar de D’us ter proibido a construção de imagens, esses querubins eram uma exceção, pois Ele Mesmo ordenara, de forma explícita, que fossem colocados sobre a Arca. E, no judaísmo, o que pode ou não ser feito depende exclusivamente da Vontade Divina. Mas, para evitar qualquer dúvida sobre a proibição absoluta de se adorar imagens e mostrar a Israel que os querubins não eram destinados à adoração, mas indicavam um lugar onde se concentrava a força espiritual, eles não ficavam de frente para o povo, mas um olhando para o outro. Além do mais, o fato de estarem colocados sobre a Arca – que abrigava as duas Tábuas da Lei e o rolo original da Torá — era uma clara indicação da Fonte Única e Verdadeira de todo o Poder Espiritual.

Era “entre os querubins” que o Eterno comunicava-se com Seu profeta. A Torá relata as palavras do Todo Poderoso a Moisés: “E no tempo marcado, Eu estarei lá, falarei contigo desde a tampa da Arca, entre os dois querubins que estão sobre a Arca do Testemunho” (Êxodo, 25:22). Por isso, o espaço entre estas duas formas era visto por sábios e profetas como o foco principal da força espiritual e de toda inspiração profética, uma abertura para a dimensão espiritual, o próprio caminho à ascensão espiritual.

A simbologia que envolve os querubins é vasta e profunda. Em diversas ocasiões a Torá menciona essas criaturas celestiais: D’us os coloca para proteger o caminho da Árvore da Vida após a expulsão de Adão e Eva do Jardim do Éden; na visão do profeta Ezequiel, são os portadores do Trono de Glória Divina, e aparecem em várias outras visões proféticas. Representam entre outros o dualismo inerente a toda a Criação – as duas Tábuas da Lei, mantidas no Aron Hakodesh, eram um lembrete desta mesma verdade. Além disso, representam os princípios masculino e feminino que permeiam todo o Universo. Segundo Rashi, as faces infantis simbolizavam a pureza da inocência e do amor de D’us por Israel. Não podemos esquecer que foram as crianças de Israel que haviam sido eleitas no Monte Sinai como “os fiéis guardadores da Torá”. O fato dos querubins terem a forma de um ser humano alado era uma alusão à capacidade do homem de transcender os laços terrenos. E, as asas abertas em direção aos céus representavam a vontade que motiva todas as criaturas a voar para cima “em direção a esferas espirituais mais elevadas”. Pois, mesmo estando o homem ligado à materialidade pelo seu corpo mortal, pode voar com as asas de sua alma e se elevar espiritualmente.

Os querubins, de acordo com os textos místicos, refletiam a relação entre D’s e Israel. Explica o Zohar que assim como o homem – pó da terra – criara vida pelo Sopro Divino, também os querubins podiam criar vida, especialmente por estarem em permanente contato com a Presença Divina. Pode-se dizer que eram um barômetro extremamente sensível que “media” a unidade e a harmonia existente entre D´us e o homem. Quando Israel realizava a Vontade Divina, e aumentava o amor entre Ele e Seu Povo, os querubins ficavam frente a frente e suas asas se tocavam. Mas, quando Israel transgredia A Grande Vontade, os querubins viravam as costas e se afastavam um do outro (Bava Barsa, 99 a). Relata o Midrash que nos dias festivos – os Yamim Tovim – quando os judeus iam até o Santuário e mais tarde até o Grande Templo, as cortinas da Arca eram suspensas e todo Israel podia ver os querubins entrelaçados e perceber o grande Amor que D´us tinha por Seu povo (Yomá, 54a). Relata o Talmud que quando os romanos estavam prestes a destruir o Segundo Templo, os querubins entalhados em madeira que adornavam suas paredes, ao pressentir a desgraça que se abateria sobre Israel, abraçaram-se e choraram, copiosamente. Isto indicava que naquela hora amarga em que os Filhos de Israel iniciavam seu longo e penoso exílio, na hora de seu mais profundo desespero, o Eterno ainda estava ao lado de Seu povo, Seu amor por nós era forte e inamovível – e, portanto, abraçaram-se os querubins (Chazon L’Moed).

A mobilidade da Torá

Assim como o Mishkán, a Arca era portátil e, por essa razão, tinha quatro anéis de ouro maciço, dois de cada lado, fixados nas paredes laterais de suas quatro superfícies. Duas varas de madeira de acácia, folheada a ouro, traspassavam esses anéis para permitir que se carregasse a Arca. E, uma vez colocadas, não podiam ser mais removidas. Aliás, todos os objetos do Tabernáculo tinham varas com essa mesma função de transporte dos objetos sagrados, mas esta proibição não existe para outros objetos. Por quê? Porque, respondem nossos Sábios, a Arca devia estar sempre pronta para ser transportada de um local para outro.

Para o Rabi Shimshon R. Hirsh, a característica de mobilidade da Arca Sagrada é símbolo da intrínseca mobilidade da Torá. Nossa Lei não está amarrada a um determinado local, nem vinculada a um determinado momento no tempo, mas acompanha nosso povo por toda sua história e em todos seus exílios. Onde forem os judeus, com eles vai a sua Torá. Isto não se aplica aos demais implementos do Tabernáculo e, conseqüentemente, do Grande Templo de Jerusalém. A Arca ficou com Israel até o final do período do Primeiro Templo, desaparecendo em seguida. Mas, segundo a tradição, ainda se encontra em Jerusalém. O rei Salomão, ao construir o Templo, mandou cavar um túnel secreto e profundo por baixo do Monte do Templo para, em caso de perigo, lá esconder os implementos sagrados. Pouco antes da destruição do Primeiro Templo pelos babilônios, o rei Josias teve uma visão da catástrofe que estava para se abater sobre Israel; e, para garantir a segurança da Arca, tê-la-ia escondido justamente nesse local secreto, sob o Monte do Templo, longe dos olhos inimigos.

Se assim foi – e assim nós judeus o cremos – até hoje, O Aron Hakodesh do Mishkán está ainda oculto em algum ponto, sob o Monte do Templo, em Jerusalém, Capital Eterna do Povo Judeu.

Enviado por Anderson Prudencio.’.

#Judaismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-arca-da-alian%C3%A7a

A Teurgia

Introdução ao estudo da Kabala mística e prática, e a operatividade de suas Tradições e seus Símbolos, visando a Teurgia, de Robert Ambelain. 

Robert Ambelain nasceu no dia 2 de setembro de 1907, na cidade de Paris. No mundo profano, foi historiador, membro da Academia Nacional de História e da Associação dos Escritores de Língua Francesa.´ Foi iniciado nos Augustos Mistérios da Maçonaria em 26 de março (o Dictionnaire des Franc-Maçons Français, de Michel Gaudart de Soulages e de Hubert Lamant, não diz o ano da iniciação, apenas o dia e o mês), na Loja La Jérusalem des Vallés Égyptiennes, do Rito de Memphis-Misraïm. Em 24 de junho de 1941, Robert Ambelain foi elevado ao Grau de Companheiro e, em seguida, exaltado ao de Mestre. Logo depois, com outros maçons pertencentes à Resistência, funda a Loja Alexandria do Egito e o Capítulo respectivo. Para que pudesse manter a Maçonaria trabalhando durante a Ocupação, Robert Ambelain recebeu todos os graus do Rito Escocês Antigo e Aceito, até o 33º, todos os graus do Rito Escocês Retificado, incluindo o de Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa e o de Professo, todos os graus do Rito de Memphis-Misraïm e todos os graus do Rito Sueco, incluindo o de Cavaleiro do Templo. Robert Ambelain foi, também, Grão-Mestre ad vitam para a França e Grão-Mestre substituto mundial do Rito de Memphis-Misraïm, entre os anos de 1942 e 1944. Em 1962, foi alçado ao Grão-Mestrado mundial do Rito de Memphis-Misraïm. Em 1985, foi promovido a Grão-Mestre Mundial de Honra do Rito de Memphis-Misraïm. Foi agraciado, ainda, com os títulos de Grão-Mestre de Honra do Grande Oriente Misto do Brasil, Grão-Mestre de Honra do antigo Grande Oriente do Chile, Presidente do Supremo Conselho dos Ritos Confederados para a França, Grão-Mestre da França – do Rito Escocês Primitivo e Companheiro ymagier do Tour de France – da Union Compagnonnique dês Devoirs Unis, onde recebeu o nome de Parisien-la-Liberté.

“Uma Força mágica, adormecida pela
Queda, está latente no Homem. Ela pode
ser despertada, pela Graça de DEUS, ou
pela Arte da KABALA…”

[J.R. VAN HELMONT: “Hortus Medicinae – Leyde 1667].

1. Definição

A Teurgia [do grego theos: deus, e ergon: obra], é o aspecto mais elevado, mais puro, e também o mais sábio, disso que o vulgo denomina a Magia. Definir esta, reter a essência e o aspecto mais depurado, é chegar a primeira.

Pois bem, segundo Charles Barlet, “A Magia Cerimonial é uma operação através da qual o Homem busca forçar, pelo próprio jogo das Forças Naturais, as potências Invisíveis de diversas ordens a agirem conforme o que ele requer Delas. A esse efeito, ele as surpreende, as agarra, por assim dizer, projetando [pelo efeito das “correspondências” analógicas que supõe a Unidade da Criação], Forças das quais ele mesmo não é senhor, mas as quais ele pode abrir caminhos extraordinários, no próprio seio da Natureza. Daí esses Pantáculos, essas Substâncias especiais, essas condições rigorosas de Tempo e de Lugar, que é necessário observar sob pena dos mais graves perigos. Pois, se a direção buscada está por pouco que seja errada, o audacioso fica exposto a ação de “potências” junto as quais ele não é mais que um grão de pó…” [Charles Barlet: A Iniciação, n° de janeiro de 1897].

A Magia conforme se viu, não é mais que uma Física Transcendental.

Dessa definição, a Teurgia retém somente a aplicação prática: aquela da lei de “correspondências” analógicas, subentendendo:

1° – A unidade do Mundo, em todos seus componentes;

2° – A identidade analógica do Plano Divino e do Universo material, este sendo criado “a imagem” daquele e permanecendo seu reflexo, inferior e imperfeito;

3° – Uma relação permanente entre ambos, relação decorrente dessa identidade analógica, e podendo ser exprimida, ao mesmo tempo que estabelecida, por uma ciência secundária, chamada de Simbolismo.

Quanto ao “domínio” no qual vão se exercer esses princípios secundários, a Teurgia se separa claramente de Magia.

Esta somente aciona Forças Naturais, terrestres ou cósmicas, se exercendo só no domínio puramente material que é o Universo, e, por consequência, não sendo mesmo Causas Secundárias, no máximo “intermediárias”, de “Causas terciárias” pelo menos. Por consequência a ação da Magia perturbando a intenção das Causas Segundas, estas não fazendo mais do que exprimir a da Causa Primeira, se exercendo por uma de suas “possibilidades”. Daí esse restabelecimento inevitável do equilíbrio rompido, denominado “choque de retorno”, e que se segue a toda realização mágica, a violência desse efeito contrário é proporcional a amplidão e a duração da realização obtida. Pois é uma lei imprescritível, que o Mago deve pagar na dor, as alegrias que sua Arte tiver arrancado às “Imagens Eternas”, saídas do ABSOLUTO, depois orientadas e fixadas pelas Causas segundas.

É completamente diferente o domínio da Teurgia e das faculdades que ela movimenta, fatores puramente metafísicos e jamais cósmicos ou hiperfísicos. Pois é no próprio seio da Arquétipo, nas “possibilidades” que passam – imagens fugidias – na INTELIGÊNCIA PRIMORDIAL, que o Teurgo operará. Definamos pois esse domínio.

O Teurgo crê necessáriamente na existência de um só SER, Único, Eterno, Onipotente, Infinitamente Sábio, Infinitamente bom, Fonte e Conservação de todos os Seres emanados, e de todas as Criaturas passageiras. Esse SER único, ele o designará sob múltiplos Nomes, exprimindo por cada um dos “Raios” de Sua Glória, e que chamaremos aqui simplesmente: DEUS.

Porque DEUS em si é infinito em potências e possibilidades, o Bem e o Mal coexistem e se equilibram eternamente. Mas, porque Ele é também infinitamente Sábio, e é o Bem Absoluto, contemplando desde toda eternidade, em Sua Onisciência, todas as futuras possibilidades, opera entre eles eternamente, e por sua Onisciência, uma Discriminação que é eterna. Essa Discriminação constitui pois, face a face, o Bem e o Mal.

O que DEUS admite, retém, deseja, realiza e conserva, constitui um Universo Ideal, ou Arquetípico. É o “Mundo do Alto”, o Céu. O que Ele refuta, rejeita, reprova, e tende a destruir, constitui o “Mundo de Baixo”, o Inferno. E o Inferno é eterno, como o Mal que exprime, agora o compreendemos.

Como Deus é eterno, e contém em Si todas as “possibilidades” o Mal é eterno e Ele não pode destruí-lo. E como Ele é infinitamente bom, Ele não quer destruí-lo.

Então, como Ele é também o Infinitamente Sábio, Deus o transforma em Bem…

Mas , como o Mal também é eterno, como “princípio”, eterna é essa obra de Redenção dos elementos rejeitados, assim como é eterno o Bem que ele manifesta e realiza.

O Homem, como toda a criatura, leva em si uma centelha divina, sem a qual não poderia existir. Essa centelha, é a VIDA mesma. Esse “Fogo” divino, leva nele todas as possibilidades, assim como FOGO INICIAL de onde ele emana.. As boas como as más.

Pois ele não é mais que um reflexo, e entre o braseiro e a centelha, não há nenhuma diferença de natureza!

Esse “fogo” é pois suscetível de “refletir” o Bem ou de “Refletir” o Mal. Quando o Homem tende a se reaproximar de DEUS, ele sopra e anima em si o “fogo claro”, o fogo divino, o “fogo de alegria”. Quando ele tende a se afastar de DEUS, ele sopra e acende em si o “fogo sombrio”, o fogo infernal, o “fogo da Cólera”. Assim ele gera em si, como DEUS o faz no grande TODO, o Bem ou o Mal, o Céu ou o Inferno. E é em nós que levamos a raiz de nossas dores, e de nossas alegrias.

É a essa Obra de Redenção Universal e comum, que faz do Homem o auxiliar de DEUS, que a Teurgia convida o Adepto.

Talvez ele não venha a fazer milagres aparentes, e talvez ele ignore o Bem que tiver realizado. Mas, nessa própria ignorância, sua obra será cem vezes maior que aquela do mago negro, mesmo se este realizasse espantosos prestígios.

Pois estes últimos não farão mais que exprimir a realidade do Mal arquetípico e com eles colaborar. Dessa realidade, ninguém duvida, e essa colaboração lhe é bem inútil…

A Magia nos demonstra pois que nada se perde, que tudo se reencontra, e retoma seu lugar. “Cada um semeia o que colhe, e colhe o que semeou”, nos dizem as Escrituras.

O mago negro, no fundo, é um ignorante, que joga um jogo de tolo !

Seus desejos ou seus ódios envenenam seus dias, e representam o tempo perdido para o Conhecimento Verdadeiro. Ao entardecer de sua vida, ele poderá refletir. Nem Amor, nem a Fortuna, nem a Juventude, nem a Beleza, estarão mais em seu leito para justificar as Horas mal gastas. Somente lhe restará uma coisa: uma dívida a pagar, nesta ou em outra vida, e que nenhuma criatura no Mundo poderá pagar por ele.

Pois, querendo submeter “Forças” tão potentes quanto desconhecidas, tão misteriosas quanto terríveis, à seus desejos e a suas fantasias passageiras, ele terá talvez se tornado escravo inconsciente, mas jamais seu senhor!… Sem o saber, ele as terá servido…

“Quando mentimos e enganamos, diz Mephistópheles, damos o que nos pertence!…”. Pela voz de Goethe, é a multidão anônima dos Iniciados de todos os tempos que nos adverte!

Aqueles “princípios” que DEUS conserva, porque os deseja, desde toda eternidade, Ele os emana. Eles então se individualizam, depois se manifestam, por sua vez, e conforme sua natureza própria que é o Ideal inicial divino. O conjunto dessas “Emanações” constitui o Plano Divino ou Aziluth. Cada uma delas é um Atributo Metafísico. Há assim a “Justiça”, o “Rigor”, a “Misericórdia”, a “Doçura”, a “Força”, a “Sabedoria”, etc…

Como ele são de essência divina, se concebe que os metafísicos orientais, após os ter designado e dotado de um nome próprio, os tenham acrescido os finais “El” ou “Iah”, que significa “DEUS”, feminino ou masculino. Se obtém então essas denominações convencionais: “Justiça de Deus”, “Rigor de Deus”, etc…

Cada uma dessas Emanações, pois que são elas mesmas parte constituinte da DIVINDADE-UNIDADE , emana por sua vez modalidades secundárias de sua própria essência. E assim a seguir.

Assim se constituem esses seres particulares que chamamos de Anjos, Gênios ou Deuses, seres que as teodicéias agruparam em dez divisões convencionais. São os nove coros angélicos, aos quais se acrescenta aquele das “almas glorificadas”, da Teologia judeo-cristã e da Kabala.

No “Mundo de Baixo”, que DEUS rejeita [os Quliphoth, ou “Escórias”, da Kabala], cada um deles tem sua antítese, um ser absolutamente oposto, emanado por um dos Atributos Contrários, e que DEUS tende a fazer evoluir para Melhor e o Bem.

Há pois a “Injustiça”, a “Fraqueza”, a “Crueldade”, a “Insensibilidade”, e o “Erro”, e também aí se acresce os finais correspondentes, El ou Iah, se obtendo os Nomes Demoníacos: “Injustiça Suprema”, “Fraqueza Suprema”, “Crueldade Suprema”, etc…

Todas as “possibilidades”, rejeitadas “em baixo”, são destinadas a virem a ser “criaturas”, e, emergindo do Abismo pela Graça e o Amor de DEUS, elas constituem então o Mundo da prova e da Necessidade, a “Terra”, em hebreu Aretz, único reflexo superior desse Abismo.

Todos os Seres que não são, desde toda eternidade, os “Deuses Atributos” do ABSOLUTO, nascem no seio do Abismo, conjunto do que a Eterna Sabedoria rejeita eternamente. Da mesma maneira, os seres vindos de Baixo devem finalmente chegar “Ao Alto”, no “Palácio do Rei”, religados a uma das Dez Esferas antes citadas, mas aperfeiçoadas, evoluídas, se tornam por fim tais como DEUS o deseja eternamente, e ricas da totalidade de suas lembranças e de suas experiências passadas.

Todos esses seres se elevando pois outrora através de todas as “formas” possíveis e imagináveis da Vida, nesse vasto caleidoscópio que é a NATUREZA ETERNA; formas sucessivamente visíveis ou invisíveis, minerais ou vegetais, animais ou hominais. Chegadas a esse último estado, encruzilhada onde os espera a Liberdade moral e sua Responsabilidade, eles constituem então esse Mundo de Prova e de Fatalidade que é a “Terra”, precursor dos “Céus” simbólicos.

Em virtude dessa Liberdade e dessa Escolha, e se encontrando no plano de Aretz [“Terra”], submissos à Experiência, consequêntemente ao Sofrimento e a Morte transmutadora, os Homens podem, por sua aceitação ou recusa, sua escolha inteligente ou desarazoável, se elevar ou descer na Escala, escala dos “devires”.

Se notará que a Kabala dá o mesmo valor numeral a palavra Sinai e a palavra Soulam, significando escala [130]. A Guematria nos mostra aí uma das chaves principais da metafísica kabalística. Em efeito, essa “escala” está ligada a lenda do patriarca Jacó, palavra significando “que suplanta”. Para uma alma, subir, é, para uma outra descer. [Ver nos “Mabinoggion”, ou “Contos para o Discípulo”, o ensinamento bárdico a esse respeito, no conto de Peredur ab Ewrach]. E sobre a Roda Eterna, todas as almas passam sucessivamente por todos os estados [Ver a “Revolução da Almas” do rabino Issac Loriah]. Nessa subida sobre a escala , uma alma é o “suplantador” enquanto que uma outra é o degrau…

Pois, tendo chegado uma primeira vez no “Palácio Celeste”, mundo da plenitude, onde ele encontra por fim o conjunto de suas lembranças e de suas faculdades, o Ser pode tornar a descer voluntariamente sobre a “Terra”, em Aretz, e aí se encarnar, seja visando novas experiências e do benefício que daí decorre, seja com a finalidade altruística de ajudar os outros seres a se desprender do Abismo, a sair do Sheol [“Sepultura”]. E isso tantas vezes quantas ele desejar, protegido pelo Esquecimento.

Concebemos o inferno mental que seria a Vida se nos lembrássemos de tudo o que fomos ? Imaginemos o nosso eu imortal animando por exemplo uma aranha ? Nos vermos, como aranha, metida em um buraco infecto, dançando sobre uma teia, receptáculo de todas as sanies ou imundices, e devorando com as mandíbulas os cadáveres de moscas decompostos ? “O Esquecimento das vidas precedentes é um benefício de DEUS…” nos diz a tradição lamaica!

E porque a eternidade e o Infinito Divinos fazem com que o ABSOLUTO permaneça sempre inacessível ao Ser, mesmo tendo chegado ao “Palácio dos Céus”, eternos em duração, infinitos em possibilidades são “experiências” da Criatura, e assim, a Sabedoria e o Amor Divinos a fazem participar de uma eternidade e de um infinito relativos imagens e reflexos da eternidade e do infinito divinos, e por si mesmo, geradoras de um eterno vir a ser.

Mas não devemos confundir os Seres em curso de evolução para o Plano Celeste, e os Atributos do Divino, que são partes constituintes de DEUS.

E é pela onipotência do Verbo, se exprimindo através da prece e as santa Orações, por um caminho que se aproxima, tanto quanto é permitido ao Homem, de suas próprias perfeições, que o Teurgo desperta e põe em ação os Atributos Divinos, e o faz, se elevando até eles…

E é pelo Simbolismo, que lhe permite canalizar e conduzir essa ação, a “situando” no Tempo e no Espaço, que o Teurgo age então indiretamente sobre os Seres do Universo material.

Pois, partindo do princípio iniciático universal que a “parte” vale o “Todo”, e que “o que está em baixo é como o que está no alto”, esse Simbolismo lhe permite então realizar um microcosmo realmente em relação de identidade analógica com o Macrocosmo. Essa teoria se reencontra, degradada, no princípio do Envultamento e aquele do estabelecimento de seu “vulto”.

Pelo Simbolismo, o Teurgo realiza, sobre seu Altar, sobre seus Pantáculos, ou em seus Círculos operatórios, verdadeiros “vultos” do Mundo Celeste, do Universo material, dos seres que aí residem, da Forças que aí estão encerradas.

Mas, ao contrário do praticante da Magia vulgar, realmente ligado as virtudes particulares de seu objetos, de seus ingredientes, aos ritos [tornados fórmulas supersticiosas] de seu Sacramentário, assim como o Físico ou o Químico estão a aquelas de seus aparelhos de laboratório, dos corpos que eles utilizam, a aqueles das fórmulas de seus códex, o Teurgo não tem essa servidão supersticiosa. E ele não utiliza o Simbolismo a não ser como meio de expressão, complemento de seu verbo, este expressão de seu pensamento.

Pois o Simbolismo completa [no domínio das coisas inanimadas] o Gesto do Teurgo, seu Gesto completa sua palavra, sua palavra exprime seu pensamento, e seu pensamento exprime sua Alma. E esse é exatamente o segredo das “Núpcias fecundas do Céu e da Terra”.

Desse modo temos na Trindade Divina e na Trindade Humana :

DEUS UM…………………………..ALMA UNA
Pai………………………………………..Pensamento
Filho……………………………………..Palavra
Espírito Santo…………………………Gesto

Por fim, o Teurgo não pretende submeter, mas obter, o que é muito diferente! Para o Mago, o rito submete inexoravelmente as Forças a quem ele se dirige. Possuir seu “nome”, conhecer os “encantos”, é poder encadear os Invisíveis, afirmam as tradições mágicas universais.

Mas a lógica não admite, à essa pretensão, mais que três hipóteses justificativas:

a) ou as Forças dominadas o são sujeitas porque inferiores em potência ao próprio Mago. E então, nenhum mérito em dominá-las, e nenhum benefício a alcançar. Pois a Ciência oficial, com paciência e tempo, chegará ao mesmo resultado…

b) ou elas se prestam por um momento a esse jogo, aceitando uma servidão momentânea aparentemente, e na espera de uma consequência fatal, que escapa ao homem, mas à que, logicamente deve, seu proveito. Nesse caso o Mago é enganado, a Magia é perigosa, e como tal deve ser combatida…

c) essas Forças são inconscientes, logo sem inteligência e por consequência naturais. Nesse caso , a pretensão do Magista de submeter as “potências” do Além não é mais que uma quimera. Seu ritual, fastidioso, irregular em seus efeitos, imprevisível em suas consequências últimas, deve ser substituído por um estudo científico desses fenômenos, preludiando a sua incorporação no domínio das artes e das ciências profanas. Desde então, não há mais Magia…

Para o Teurgo, nenhuma “explicação” tendente a diminuir seus poderes é temida, pois que ele afasta de primeira todo fator material dotado de qualquer virtude oculta, toda força encerrada ou infundida por ritos em seus auxiliares materiais. Somente, o Simbolismo deve o unir ao Divino, com o elã de sua alma, por veículo. Já de início ele situa o problema: se dirigindo a DEUS pelo canal do Espírito e do Coração, nenhuma defloração do grande arcano deve ser temida, e, o que quer que advenha em suas diversas realizações, o Mistério dessas últimas permanece por inteiro.

O que o Mágico pagará a continuação com dor, o Teurgo completará com alegrias. E assim como dizem as escrituras, o Teurgo acumulará tesouros inalteráveis, enquanto que o Mágico realiza um mau futuro…

Texto retirado de Hermanubis Martinista.

#hermetismo #Maçonaria #Magia #Martinismo #Kabbalah #Rosacruz

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-teurgia

Mozart, O Grande Arquiteto da Música

Em 5 de dezembro de 1784 era proposto o nome de Wolfgang Amadeus Mozart à Loja Maçônica “A Beneficência”. Entretanto, analisando o teor esotérico da sua obra, nota-se que Mozart era ligado a egrégora maçônica muito antes do seu ingresso na fraternidade. Aos 11 anos, Mozart musicou o poema maçônico “Andie Freude“. Aos 16, compôs uma ária para o hino ritual “Oh heiliges Band“. E aos 17, compôs o drama maçônico “Thamos, König in Ägypten”.

Mozart escreveu aproximadamente 30 obras destinadas exclusivamente à maçonaria. Dedicou à congregação cantatas com textos que falam em igualdade entre seres humanos, seres livres de jugos impostos por determinadas religiões, melodias compostas para atos solenes, para acompanhar os ritos e até mesmo concertos beneficentes abertos ao público.

É interessante o fato que Mozart não encontrava incongruências entre a Maçonaria e a igreja. Para ele, ambos os sistemas se complementavam, na Maçonaria ele faria a busca pelo autoconhecimento, a transformação do chumbo do Ego no ouro da Essência, no catolicismo reconheceu a busca do aperfeiçoamento espiritual, o perdão dos pecados, e a consolidação da redenção na vida após a morte.

Óperas

A iniciação era o centro do pensamento mozartiano. Suas obras refletem os aspectos mais profundos da Maçonaria e da via alquímica, porém imperceptível ao grande público. Suas óperas foram concebidas como verdadeiros rituais, possuindo vários níveis de percepção e significado.

“Descobrimos o mistério: não há nada a acrescentar.” (As Bodas de Fígaro ato II, cena 2)

Le Nozze di Figaro (As Bodas de Fígaro), ópera dividida em três atos, tem como tema a Igualdade, ela representa a jornada do Aprendiz, Fígaro. Há também alusões ao casamento alquímico, sagrada geometria, enfim uma obra de várias camadas.

“Não se alimenta de alimentos mortais aquele que se alimenta de alimentos celestes” (Don Giovanni ato II, cena 15)

Don Giovanni tem como tema a Liberdade e trata do drama vivido pelo companheiro em busca do grau de Mestre. O próprio Mozart confirmou o caráter iniciático desta obra. Don Giovanni representa o companheiro, o Comendador a encarnação do Mestre-de-Obras Hiram, Leporello o Primeiro Vigilante, isso se descrevermos apenas os principais. Ao longo de todo o ritual, Leporello fará a formação de Don Giovanni e o levará na direção das provas até ser engolido pela terra.

Cosi fan Tutte (Todas elas são assim), aparentemente representa o comportamento das mulheres, mas Mozart a concebeu pensando nas Lojas. Todas elas agem de maneira ritualística se desejam viver a tradição iniciática. Sob a óptica da alquimia, Cosi fan Tutte aborda o segredo do pilar da Sabedoria. Don Alfonso, detentor dos segredos, representa o Venerável Mestre. Ao atravessar a morte alquímica sob a conduta do Venerável Alfonso, os dois casais atingem a verdade do amor autêntico, em outras palavras, a Grande Obra.

“Se a virtude e a Justiça espalharem a glória pelo caminho dos Grandes, então a Terra será um reino celeste, e os mortais, semelhantes aos deuses.” (A Flauta Mágica, ato I, cena 19)

Die Zauberflöte (A Flauta Mágica), tem como tema a Fraternidade, com o simbolismo muito mais explícito que as anteriores, é uma das obras mais ricas em conteúdo iniciático da história da música, não por acaso o filósofo e dramaturgo alemão Johann Wolfgang Goethe afirmou: “É suficiente que a multidão tenha prazer em ver o espetáculo; mas, ao mesmo tempo, seu significado elevado não vai escapar aos iniciados”.

A flauta sintetiza todo o simbolismo iniciático. No decorrer da ópera Pamina diz que ela foi esculpida em madeira numa noite de tempestade (água e escuridão) repleta de sons de trovões (terra) e de relâmpagos (fogo), e a própria flauta representando o elemento ar. Maçonaria, Hermetismo, Rosacrucianismo, Astrologia, Magia, Tarot,  Kabbalah, Mitologia, está tudo lá. E como vocês já perceberam, dá pra fazer um post pra cada ópera, e desta eu já fiz AQUI.

“Todos os esforços que fizemos para conseguir expressar a profundidade das coisas se tornaram inúteis depois do aparecimento de Mozart.” (Goethe)

A Gruta

Mozart era mais inclinado aos elementos místicos da Maçonaria do que o seu racionalismo ético, e sua música procurava refletir esse espírito místico. Naquela época houve o surgimento de interesse em ritos iniciáticos do Antigo Egito e a introdução do simbolismo egípcio em alguns rituais maçônicos. A Loja de Mozart praticava a “Estrita Observância”, um rito que dava atenção às influências dos Cavaleiros Templários, sendo descrita como uma mistura de “simbolismo maçônico, práticas alquímicas e tradições rosacruzes.

Em 1791, ano da sua morte, Mozart decide fundar uma nova Ordem iniciática, a qual iria se chamar “Gruta”. Como é demonstrado na ópera-ritual “A Flauta Mágica” a Gruta seria uma ordem “celestial”, permitindo a iniciação feminina com rituais inspirados na tradição dos mistérios egípcios. Entretanto, poucos sabiam dessa intenção de Mozart, como revelou sua esposa Constanze numa carta “A respeito da Ordem ou Sociedade denominada Gruta, que ele queria criar”, escreveu ela, “não posso dar maiores explicações. O antigo clarinetista da corte, Stadler, que redigiu o resto dos estatutos, poderia fazê-lo, mas ele confessa que tem medo, pois sabe que as Ordens e as sociedades secretas são odiadas.”

Última Obra

Curiosamente a última obra terminada por Mozart, anotada no seu catálogo, foi uma pequena cantata maçônica intitulada “Laut verkünde unsre Freude” (Em alta voz anuncia nossa Alegria). Finalizada no dia 15 de novembro de 1791 à apenas três semanas do dia da sua morte (05 de dezembro), o espírito de despedida ressoa por estas melodias. Mozart dirigiu a cantata pessoalmente em sua Loja, foi a sua última aparição pública.

“Em alta voz anuncia nossa alegria

O alegre soar dos instrumentos.

O coração de cada Irmão sente

O eco destes muros.

Portanto, consagremos este lugar,

Pela cadeia de ouro da fraternidade,

E com verdadeira humildade de coração,

Hoje, o nosso Templo.”

(Trecho da letra de “Laut verkünde unsre Freude”)

Referências:

Tetralogia: Mozart, o grande mago, Christian Jacq

A Flauta Mágica, Ópera maçônica de Jacques Chailley

Música e Simbolismo de Roger J.V. Cotte

Mozart e a Música Maçônica, SCA.

Links
A Flauta Mágica e a Kabbalah
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#Biografias #Ocultismo #Música #Maçonaria #Alquimia

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O Ritual da Missa e a Igreja Gnóstica

A plena compreensão deste texto só será alcançada por aqueles que entenderem que existe uma diferença abissal entre Catolicismo e Cristianismo.

O ato de ir à Missa para a maioria das pessoas é um ato mecânico, descompromissado de qualquer compreensão ritualística, um ato social para atender aos pedidos de esposa/marido, pai/mãe. Desconfio sinceramente daqueles que dizem com orgulho ter prazer em ir à Missa e que não sabem exatamente o que esta acontecendo ali. É para muitos uma manhã perdida, uma atividade cansativa, isso quando a nossa mãe/avó carola nos obriga a ir às Missas noturnas, para fazer companhia. É escutar coisas que muitas vezes não fazem sentido, um senta, levanta, ajoelha que aparentemente não tem objetivo nenhum.

A razão disso é que a grande maioria das pessoas vai à Missa por obrigação, e essa obrigação começa na infância quando fazemos a primeira comunhão também obrigados pelos nossos pais, e não somos informados do real significado dos simbolismos da Missa. Tudo é empurrado goela abaixo.

A Missa é um ritual de prosperidade e de comunhão com o divino, é um ritual solar, por isso só pode ser realizado durante o dia e por homens, diferente dos rituais de fertilidade que são femininos e realizados a noite. As mulheres têm grande importância na realização do ritual auxiliando na sua preparação e desenvolvimento, não tendo de maneira nenhuma uma função menor.

O simbolismo do pão e do vinho existiu comprovadamente em varias culturas, (Maia, Asteca, Egípcia) não sendo um monopólio ou criação da ICAR.

A cruz também como elemento religioso já era usado muito antes da criação da ICAR.

Na ritualística antiga da Igreja, o sacerdote quando ficava em alguns momentos de costas para o publico estava na realidade evocando energias, (isso jamais foi explicado aos participantes da Missa) isso acabou por pressão do publico que pela ausência da explicação da real função dos atos, se sentia excluído do ato litúrgico, assim o sacerdote virou um animador. Restando apenas a homilia.

É preciso coragem para entender, que Catolicismo e Cristianismo são duas coisas bem diferentes, como a água e o vinho, ambos são líquidos, mas com características bem diferentes. É preciso entender também que a ICAR foi criada pelo Imperador Constantino para dar sustentáculo ao regime de então, e na raiz de sua criação estava à subjugação e o controle do povo e não simplesmente a divulgação do evangelho. Tudo era secreto, o conhecimento devia ser escondido, até mesmo de membros da igreja (vejam o filme O Nome da Rosa). Com o passar do tempo como forma de aumentar seu publico, a Igreja começa a incorporar rituais e festas já existente simplesmente mudando o nome (o Natal). O objetivo sempre foi o de divulgar uma “verdade” que fizesse as pessoas ficarem calminhas e obedientes.

Muitas vezes para atender conveniências, um símbolo ou ritual anteriormente aceito passa a ser desmoralizado (A Astrologia), outros são interpretados de uma maneira totalmente diversa (O Tridente de Poseidon, quem viu O Código da Vinci sabe disso). Um bom exemplo também é a criação do purgatório. Leiam O Pecado e o Medo de Jean Delumeau.

E ai daqueles que questionassem os erros ou as mudanças de opinião da Igreja, certamente iria para a fogueira. É para isso que existe a infabilidade Papal (Conheçam ao lado o Papa Gelasio I). Com o passar dos anos, e muitas ameaças, após algumas gerações aquilo virava uma verdade inquestionável aceita por todos, e a verdade antiga esquecida.

Com o ritual da Missa aconteceu isso, todo seu simbolismo real se perdeu com o tempo.

O ritual da Missa da igreja Gnóstica tem seu simbolismo explicado freqüentemente aos membros postulantes da FRA, pois entendemos que a presença na Missa deve ser um ato de amor e devoção, e não um ato forçado. Ali por meio da transubstanciação daquele pão (hóstia) e daquele vinho (suco de uva), o participante recebera energias angelicais que o ajudaram a se modificar da melhor maneira possível que é de dentro para fora, coisas boas acontecem aqueles que participam da Missa Gnóstica com amor no coração.

Abaixo explicação de alguns símbolos da igreja gnóstica, sendo que muitos são os mesmos para a ICAR, que na realidade bebeu na mesma fonte.

A Patena: (O prato dourado colocado sob a hóstia) é a representação do Sol, o doador da Vida, por isto sempre é colocada sob a hóstia, feita de farinha de trigo, cujos grãos dourados representam a materialização do Sol na Terra. Ao oferecê-la como “Meu corpo” depois de se consagrar, o sacerdote passa a ser o Representante do Logos (Cristo) durante o Ritual.

O Cálice: Simboliza o Aspecto Materno de Deus, o útero Divino onde é gestada toda a criação. É também o coração, onde se coloca ou está o Espírito Divino no homem, ou seja, o vinho.

O Vinho: Simboliza o Espírito Divino.

O Cibório: (local onde ficam os paramentos) é a gruta que recebe o Corpo de Cristo ao nascer e quando ele “morre”, ou seja, onde ele passa o período dos 3 meses do inverno para ressurgir dentre os mortos em cada Primavera.

A Lâmpada Votiva: Representa a Luz do Espírito Santo.

O Óleo: É o Amor Divino que ilumina toda a congregação e o trabalho do próprio sacerdote

O Azeite Sagrado: É o que consagra os móveis e instrumento do Templo para a execução do ofício da Santa Missa. Como elemento ígneo, é o AMOR DIVINO que serve de base para a iluminação do Templo.

A Cruz: Representa o corpo de um homem, com os braços abertos na horizontal. Significa o sacrifício do Espírito na Matéria. Este símbolo foi usado no Egito Antigo, na Grécia (mistérios de Eleusis), entre os Gnósticos e Hebreus-kabalistas. Entre os Toltecas simbolizava o sacrifício de Quetzalcoatl. Somente no Concílio de 692 é que um homem foi pregado na cruz, representando o Cristo. Anteriormente, o símbolo era apenas a Cruz. O formato usado é o da Cruz do Calvário, firmada sobre três degraus que representam a subida de Jesus ao calvário, essa cruz exalta a fé, a esperança e o amor em sua simbologia

A Pedra Branca que serve de base para o altar: É o símbolo das energias criadoras purificadas, ou seja, as energias sexuais consagradas à Divindade. “Pois também eu te digo que tu és Pedra (=kepha), e sobre esta pedra (=kepha) edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela – Mateus 16:18”.

O Incenso: é o elemento aéreo do Ritual da Missa e a queima do mesmo visa modificar as vibrações ambientes (nisto incluso os apetrechos, móveis e da própria congregação), adequando-as para a descida de nossos Irmãos das Evoluções Angélica e Arcangélicas. É o elemento purificador por excelência do ambiente. (e não coisa de macumba como muitos dizem, principalmente evangélicos)

Diferente da Igreja onde a Missa é celebrada por apenas um sacerdote, na igreja gnóstica na celebração trabalham três pessoas o Acolito, o Diácono e o Sacerdote, que simbolizam o Pai o Filho e o Espírito Santo.

A Lança o Cajado e o Bastão (na entrada do Sacerdote para o início do ritual): simboliza a coluna vertebral, onde está o poder do Homem Iluminado. Representa o sustentáculo de seu trabalho, onde ele se apóia, pois é, acima de tudo, o símbolo da vontade do Iniciado.

O Circulo na Cruz: representa o 3°. Aspecto da Trindade (O Espírito Santo, o ovo cósmico, Maria, Maia, Isis, etc.) A Rosa-Cruz é o triunfo do indivíduo sobre si mesmo, por si mesmo. Esta palavra é puramente simbólica e ao mesmo tempo alegórica. Alude a Consciência (A Rosa) que surge sobre A Arvore da Vida (A Cruz) e da qual urge emancipar-se.

As 7 Rosas Dentro do Circulo, na Cruz: simbolizam os 7 chacras do corpo humano. Os 3 acima da barra horizontal correspondem ao Coronário (Sahasrara), Frontal (Ajna) e Laríngeo (Vishudda) e os 4 abaixo da barra horizontal ao Cardíaco (do coração), do plexo solar (Manipura), do plexo genésico (Swasdhitanna) e do plexo coccídeo (mulahara).

O desenvolvimento das sete flores na Cruz representa para o Iniciado a conquista das seguintes qualidades: Pureza, Coragem (valor), Fé, Conhecimento, Amor, Sacrifício e Verdade.

INRI: IGNI NATURA RENOVATUR INTEGRA (O Fogo Renova Integralmente a Natureza) IN NECIS RENASCOR INTEGER (Na Morte, Renasceremos Intacto e Puro)

As Pétalas da Flor de Liz na Ponta dos Braços da Cruz: representam as três energias, PINGALA, SHUSHUMNA E IDA e se observado corretamente a extremidade dos braços da cruz, verificamos que a flor de lis nasce de uma concavidade com pequenos “chifres” que representam o osso Cóccix, onde se apóia a coluna vertebral.

As 7 Velas do altar: (3 de Cada Lado e uma Chama Central) simbolizam os 7 princípios humanos iluminados. (notar que estão sobre a Pedra Branca, ou seja, o Altar). Quando são em número de 3 simbolizam a trindade.

O Sinal do Bom Pastor: é um símbolo muito antigo, que antecedeu ao Cristianismo e servia para identificar àqueles que reconheciam a Presença do Cristo em Si.

O Cordeiro foi o símbolo da Era de Áries da mesma forma como os Peixes são os símbolos da Era de Peixes e permaneceu durante mais de 700 anos durante a Era Cristã e seu símbolo durante muitos anos foi aceito como representação de Jesus que era conhecido como “O CORDEIRO DE DEUS”. Ao descobrir a conotação com a Era de Áries, os Padres Católicos o aboliram. Até hoje a Igreja Gnóstica o utiliza, pois simboliza o mesmo Cristo, independente das Eras Zodiacais.

Existem outros símbolos, mas esses são os principais, e como podem ver muitos são comuns ao ritual da ICAR.

A Igreja Gnóstica da FRA, funciona ininterruptamente há 78 anos com Missas aos domingos as 9:00 da manhã, (por ser domingo o dia do sol, Sunday em Inglês), realizando alem da Missa batizados e Casamentos. Missa a noite é ficção.

Para compreender essa presença de criaturas angelicais na Missa vejam ao final do filme de Chico Xavier já nos créditos, quando passa um trecho do programa pinga fogo onde Chico fala que quando ia a Missa criança via essas criaturas em forma de luz na hóstia e na Igreja e que ultimamente, já não via tal fenômeno.

É patético ver pessoas que ao irem à Missa gnóstica levadas por alguém, se recusam a comungar alegando não terem se confessado. A confissão nada tem de religioso. Em sua origem, foi uma coisa inventada pela ICAR para saber de tudo o que acontecia nos povoados, e só era permitida a comunhão para aqueles que se confessassem.

Ninguém deve ir à Missa forçado. O ato de ir a Missa deve ser um ato de prazer, amor e fé. Da compreensão do sagrado, da compreensão do ato e da compreensão do momento, ninguém deve forçar seus filhos ou conjugues a ir à Missa, a eles deve ser explicado o que esta acontecendo ali, e a eles deve ser dado o direito de escolher ir ou não, sem transformar a ida em obrigação, e em conflito familiar (a iluminação é dada de acordo com a evolução e a capacidade de cada um, cada um tem o seu tempo). Como freqüentador eventual da Missa gnóstica posso dizer que é uma experiência prazerosa.

Enviado pelo Frater Mozart: M + R

#FRA #Gnosticismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-ritual-da-missa-e-a-igreja-gn%C3%B3stica

Characith (Túneis de Set)

Por Kenneth Grant, O Lado Noturno do Éden.

 

O DÉCIMO-OITAVO Caminho está sob a égide de Câncer. Seu túnel é guardado por Characith cujo número e 640. Câncer é o astro-glifo do Santo Graal e 640 é o número de KVS ThNChVMIM, o Cálice de Consolação; e aquele que consola o Adepto no Caminho de Cheth é o Cálice de Nossa Senhora. Tal é a natureza deste Cálice que produz ambos êxtase e imortalidade mágica que seus kalas são altamente viciantes. Se o Adepto se demorar muito neste túnel o vício se tornará obsessivo e ele correrá o risco de se tornar um vampiro, drenando cálice após cálice do caldo infernal destilado pela Grande Meretriz, a Mãe das Abominações, que responde avidamente aos desejos obscuros daqueles que estão embriagados pelo vinho de suas fornicações.

 

A fórmula mágica deste kala é cunnilinctus que, se exceder os limites apropriados leva não apenas à morte605 do(a) parceiro(a) mas também do próprio magista. A Ordem de Qliphot que habita o túnel de Characith é portanto conhecida como os Shichiririon,’os Negros’.

 

Nos Arcanos de Thoth a letra cheth (8) é atribuída ao caminho 18 e é significativo que o reflexo positivo da qliphoth negativa assume a forma de Krishna o Cocheiro606. Apolo o Cocheiro é também atribuído à este caminho, e o ‘Senhor do Triunfo da Luz’ (um título deste Atu) é refletido dentro do túnel como o Sol Negro de Tifareth, a Criança das Águas do Abismo que gira no Graal de Babalon.

 

Quando o sol se avermelha ou se põe diz-se que ele está bebendo o sangue da deusa ou ‘realizando a mais alta forma de cunnilinctus’, uma expressão utilizada em um certo comentário secreto sobre o rito Kaula do Vama Marga.607

 

O número de Characith, 640, é também aquele de ShMSh, a Esfera do Sol, que equaciona com MMSK (640), significando ‘uma oferenda de bebida’, e ThMR a ‘palma da mão’ e uma ‘palmeira’. As datas da palmeira estão conectadas com os fenômenos da menstruação.608

 

O sigilo de Characith deve ser pintado em marrom esverdeado escuro sobre um círculo matizado de âmbar. Ele mostra uma múmia com a face voltada para baixo obscurecida por uma entidade com cabeça de camelo que é emitida de seus pés. Esta imagem é como ela foi ocultada no nome Characith, pois 640 é o número de MPLTzTh, um ‘ídolo horrível’ (simulacrum horrendum). O camelo é o navio do deserto. Seu simbolismo tem sido explicado em conexão com o 13º túnel que cruza o abismo via caminho da Sacerdotisa da Estrela de Prata. O camelo também é atribuído ao 18o caminho onde ele funciona como uma besta de carga. O caranguejo, tartaruga e baleia estão também incluídos porque este caminho está sob a égide de Câncer, uma influência aquática que representa o elemento mais vital em operações astro- mágicas.

 

Os siddhis associados a este kala são os Enfeitiçamentos e o Poder de Lançar Encantamentos.

 

O nome de Characith deve ser vibrado na clave de ‘D’ agudo acompanhado pelos plashings (sons) 609 peculiares às fontes ou quedas d’água mágicas.

 

O Cálice e o Forno são as armas mágicas apropriadas, e no simbolismo do reino vegetal o agrião é atribuído a este kala porque à combinação de calor e umidade, fogo e água, tipifica o conteúdo do Cálice que contém o orvalho ígneo da deusa.

 

O verso apropriado do Liber CCXXXI declara:

 

Ele viajou na carruagem da eternidade; o branco e o negro estão subordinados ao seu carro. Portanto ele refletiu o Louco e o sétuplo véu é revelado.

 

Isso implica a regência ordenada de diversas forças. O branco e o negro são os dois sóis do horizonte superior e inferior, ou a altura e a profundidade, o Forno infernal de Amenta e o Sol supernal da Árvore frontal (Tifareth). A força solar (Heru-Ra-Ha) está aqui implicada, pois o branco e o negro são Ra-Hoor-Khuit e Hoor-Paar-Kraat e não é por acaso que as iniciais destes deuses somam 640, o número de Characith610. O sétuplo véu é aquele da Deusa das Sete Estrelas que é diáfano em sua luminosidade. ‘Ele’611 reflete o Louco, que é a Luz Oculta que é ‘A’ entre I e O (Isis e Osíris). ‘A’ é Apophis, o Deus Set em sua forma Ofidiana. Ele é a luz que tinge o graal da deusa [que é] drenado pelo Adepto.

 

A Fórmula Mágica do 18º kala é Abrahadabra, a ‘chave dos rituais’ mencionada em AL612 Estes rituais incluem aquele do oitavo grau da O.T.O. que descerra tanto este caminho quanto o 13º caminho, cujo túnel é deslacrado pelo rito do XI. Had é o coração de Abrahadabra, como Apophis é o coração de IAO, o Coração Cingido com a Serpente (Set) que pulsa com as vibrações ofidianas girando no Cálice de Babalon. O VIIIo possui portanto uma ligação positiva com o XIo a corrente lunar. Isto é equilibrado pelo IXo que é a chave para o Caminho 19.613

 

O deus africano Loco é um habitante do túnel de Characith. Ele é um deus das florestas que, junto com Elere, Ojehun e Abiku, maus espíritos da selva e do deserto, planeja para penetrar nos úteros das mulheres de forma a nascer dentro da onda de vida humana.

 

605 Por esgotamento.

 

606 ‘Krishna’significa literalmente O Negro.

 

607 Vide a Trilogia Tifoniana.

 

608 Vide Cultos da Sombra, capítulo 2.

 

609 Nota do Tradutor: provavelmente uma onomatopeia (os sons de uma fonte ou de um cachoeira).

 

610 HRH + RHK + HPK = 640

 

611 i.e., Asar (Osíris), o ‘morto’.

 

612 I.20

 

613 Vide observações relacionadas à relação entre túneis e as fórmulas de magia(k) sexual, abaixo, p.205.

 

***

 

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/characith-tuneis-de-set/

Elementos Internos do Templo Rosacruz

Thiago Garcia Tamosauskas

Após a abertura do templo a primeira coisa que se vê é uma sala de preparação, geralmente escura, na qual os membros da loja podem deixar seus pertences pessoais e munirem-se de seus aventais ritualísticos.  Para entrar entretanto é preciso provar suas credenciais ao Guardião Externo que abriu as portas.  Daqui se prossegue para a Antecâmara do Templo.

Antecâmara do Templo: Esta sala é muito querida pelos iniciados pois representa a passagem da escuridão para a luz, da ignorância para o conhecimento, do finito para o infinito. É um cômodo que existe entre a entrada do templo e a loja. Possui luz suave e decoração agradável (geralmente de estética egípcia da época de Akhenaton). A partir daqui os membros da loja já devem manter especial referência e seguir algumas regras de conduta, evitando conversas, mantendo silêncio, portando-se dignamente e demonstrando retidão em todos os níveis, incluindo meios simbólicos.  Na antecâmara há uma entrada para a loja.

Antecâmara rosacruz

A Câmara do Templo: Esta é uma outra sala que dá acesso a loja mas que permanece oculta acessível por uma passagem secreta na Antecâmara. Aqui entre outras coisas ocorre a primeira parte da primeira iniciação é conduzida. É a tumba do Silêncio, o Abismo das Trevas, o Local do Terror. Isso é tudo que pode ser dito.

A Loja Rosacruz

 

 

A loja é o recinto central no interior de um Templo Rosacruz dedicado a convocações gerais, estudos e praticas místicas. Suas quatro estações representando os quatro elementos e também os pontos cardeais fazendo desta uma réplica tanto do micro quanto do macrocosmo. Acima dela o teto remete ao céu e as estrelas do mundo imaterial.

LESTE

O Leste (topo da ilustração) é o primeiro ponto do horizonte de onde provém a Luz Maior da qual todos os irmãos e irmãs buscam a iluminação. Por essa razão o leste recebe uma saudação especial quando os membros entram na loja.

Para o rosacruz observando o Leste o ser humano testemunhou o “símbolo da vida” e soube que as Leis de Deus seguem uma lógica e perfeita. O nascer do sol todos os dias com infinita exatidão sugeriu ao ser humano a continuidade e imortalidade da vida e a regularidade matemática cosmos. É no leste que ficam o altar, a estação do o Mestre da loja, bem como a Columba e a urna do fogo vestal. Veremos estes elementos mais adiante.

SUL

O Sul é lugar onde simbolicamente o Sol brilha com máxima Luz e intensidade. Por esta razão, no templo rosacruz é daqui que partem as preces e sagradas bênçãos do serviço pela voz do Capelão. É aqui também que fica o representante masculino da dupla de cantores.

OESTE

A estação Oeste é onde o Sol da vida lentamente se abandona ao término da sua jornada. Por esta razão é mais ligada as coisas materiais do que espirituais.  É neste local que fica a Mater, que simboliza a mãe espiritual de todos os membros da Fraternidade.

NORTE
A estação Norte representa onde o Sol não lança a luz com toda sua força. É o abismo do mal e o vale da morte, o reino das trevas e das horas noturnas. Por essas razões é simbolicamente é por aqui que entram os neófitos em busca da Iniciação. Aqui também ficam o Guardião Interno e a representante feminina da dupla de cantores.

O Shekinah

No centro do templo temos o coração e o quinto ponto da loja, o lugar onde todas as linhas se cruzam e onde fica o altar triangular denominado Shekinah, equivalente a rosa da cruz. ‘Shekinak’ é uma antiga palavra egípcia que foi incorporada no vocabulário hebraico com o mesmo simbolismo de ser o fogo, o calor, o fervor, a flama e a luz  da presença divina. No templo é também símbolo do poder concentrado da Assembleia de frateres e sorores.

O Shekinah é um altar triangular de cerca de um metro de altura e igual medida em cada um dos seus três lados. Seus topo é coberto com cetim vermelho e suas bordas enfeitadas com um cordão dourado. Cada uma das laterais trás ainda uma cruz rosacruz dourada com cerca de 50 cm de altura e 30 cm de largura. No topo do altar – que pode ter um vidro para proteger o cetim vermelho há três velas, cada uma em uma das pontas do triangulo que quando acesas pela Columba simbolizam as a Luz, a Vida e Amor do Sagrado Triângulo Rosacruz. As três velas nos lembram ainda a lei sagrada de que não menos do que três ‘pontos’ são necessário para uma perfeita manifestação existir. Uma de suas pontas aponta para Oeste e as outras duas para o Norte e o Sul. Incenso pode ser queimado no centro do triangulo.

O SANCTUM

O Shekinah recebe seu poder pelas vibrações místicas e sagradas geradas no leste da Loja Desta forma o Sanctum – o local mais sagrado de cada templo – é a área entre o Skekinah e a plataforma Leste. Este local, salvo raras oacsiões só pode ser atravessado pelo Mestre da loja e pela Columba. Na ponta oeste do sanctum, de frente parao altar, está a Urna do Fogo vestal: símbolo de luz, vida e amor. Desta forma a “Presença de Deus” é levada pado Leste para ‘O Coração da alma do templo”.

Arquétipos dentro da Loja Rosacruz

Toda loja rosa cruz depende do bom serviço de seus membros para funcionar. Alguns deles assumem dentro da loja papeis arquétipos importantes. Enquanto estiverem servindo devem ser tratados como de fato sendo aqueles papeis. Uma soror deixa de ser chamada pelo seu nome para ser a MATER, um frater deixa de atender pelo seu nome para ser de fato o Guardião.

O Mestre

Embora esse papel possa ser ocupado por homens ou mulheres, ele representa o arquétipo do Grande Pai. É ele que do altar conduz as cerimônias e dirige os membros do templo durante os rituais e iniciações. Representa  simbolicamente a luz maior dentro do templo e serve como um meio e um mensageiro das irradiação desta luz.

Deve-se dizer que o status de Mestre da loja rosacruz segue o princípio de que “aquele que for o maior entre vós deve ser o que mais serve”. Seu título e posição surgem de seu valor, habilidade, caráter e desejo de servir e sua atuação está limitada pelos regulamentos da ordem e pelos decretos do imperator.

A Matre

Simboliza o arquétipo da Grande Mãe dentro do templo e tem uma autoridade como a do Mestre, mas uma forma diferente de atuação. É a mãe no sentido material e espiritual de todos os membros da loja e a ela devem ser confiados aqueles problemas íntimos e pessoais que só uma figura materna pode entender e confortar. Ela busca a ajuda necessária nos demais membros da loja para que o auxilio espiritual ou material seja feito. É a mãe que entende, que simpatiza e que sabe e confia, que ama e se sacrifica por nossa felicidade.

O Cantor e Cantora

Posicionados nas estações Norte e Sul a dupla de cantores tema importante missão de guiar e liderar os demais membros em na evocação de uma série de sons vocálico que possuem diferentes porem sempre benéficos propósitos.

Capelão

Situado no Sul da loja, onde simbolicamente o Sol brilha mais forte o capelão é o porta voz de Deus no templo. Dele partem as preces, as sagradas bênçãos e os discursos da iniciação. É o representante do arquétipo do sábio eloquente.

Guardiões

Estes símbolos de força e autoridade são responsáveis por manter a ordem e a regra do templo. O Guardião Interno cuida dos procedimentos de dentro da loja, enquanto que o Guardião Externo cuida da entrada e da saída adequada dos membros.

Columba

Sendo a representante do arquétipo da Pureza esta figura análoga as virgens vestais dos romanos e sacerdotisa egípcias tem uma grande importância dentro da loja rosacruz, mantendo o fogo sagrado aceso, purificando o templo e servindo de guia para todos nas iniciações e nas operações ritualísticas

A palavra columba de fato significa pomba, um importante símbolo místico e religioso rosacruz. Ela possui uma cadeira permanente ao Leste do Templo que só pode ser ocupado por ela. Ela representa a Consciência Pura de cada frater ou soror da loja. Quando ela fala todos devem se calar pois da boca da inocência vem a sabedoria e do florescer da consciência vem a verdade. As meninas indicadas como columbas devem ter entre 13 e 18 anos de idade e podem servir até os 21 anos enquanto mantiverem a virgindade.

Além desses citados a equipe ritualística possui outros cargos e papeis importantes como o Portador do Archote, o Sonoplasta, o Guia e o Arauto, mas o conhecimento aqui exposto basta para uma compreensão inicial do que se passa dentro de um templo rosacruz,

Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/elementos-do-templo-rosacruz/

A Respeito das Tradições da ONA

Por um longo tempo, as tradições eram divulgadas em uma base individual – do Mestre ou Senhora ao iniciado. Uma ‘Ordem’ não existira. Havia somente, alguns adeptos que ensinaram alguns pupilos sobre um longo período de tempo.

Não se realizava até a sexta década deste século atual com a mudança deste padrão. Até aqui, a tradição foi secreta e reservada, e os pupilos em perspectiva eram sujeitos aos testes e as severas provações, de uma natureza física, mental e magicka. As tradições eram orais, com uma ou duas exceções. Estas que estão sendo concernidas com determinados rituais magickos e canto esotérico. Mas mesmo estes foram escritos no código ou nos certificados simbólico/magickos planejados para escondê-los dos não iniciados.

A própria tradição concerniu: a) determinados ritos e cerimônias de ‘Magia Negra’ – por exemplo: A Cerimônia do Sacrifício; A Chamada Sinistra; Os Ritos dos Nove Ângulos [Nota: Estes são uns títulos mais atrasados para o que era sem título]; b) determinadas crenças/legendas que se relacionam aos Deuses Escuros; c) determinados métodos que foram acreditados para ser necessários à realização de recebimento de adeptos [por exemplo, o que se tornou mais tarde conhecido como os ‘Rituais de Grau’]; d) determinado conhecimento esotérico por exemplo Canto Esotérico, o sistema septenário de correspondência; e) determinadas práticas de uma natureza sinistra [descrito em MSS tal como ‘Seleção’; ‘Linhas de Guia para teste dos opfers’].

Havia também uma opinião que se tornasse mais tarde sabida como ‘A Sinistra Dialética da História’ – uma tentativa de compreender Aeons e os rudimentos de o que se transformou mais tarde Magicka Aeonica.

Ocasionalmente, os rituais cerimoniais foram empreendidos para as finalidades específicas em que a maioria, se não todos, aqueles que pertenceram à tradição participarem dentro. Às vezes, este era assim pouco que outro teve que ser recrutado, assunto aos testes usuais e assim por diante. Mas este ‘recrutamento’ era para uma finalidade específica, e não era a política geral.

Na sexta década deste século atual isto, entretanto, mudou – sob a orientação da Senhora que representou até então a tradição. Ela deu forma a diversos grupos cerimoniais, todos autônomos. Estes, entretanto, não eram grandes, e o número combinado de pessoas nestes grupos nunca excedeu dos trinta. Alguns dos indivíduos assim que recrutados vieram de grupos existentes do trajeto de Magia Negra ou Caminho da Mão Esquerda (como o OTP, o Templo do Sol, e a Ordem Negra). Devido a esta mudança, alguma estrutura foi dada à tradição – e um nome, além àqueles já existentes que serviram para identificar os aderentes desta tradição. Os nomes descritivos existentes eram ‘ Satanismo Tradicional, o Sistema Septenário, e hebdomadária. O novo nome, adotado pela Senhora, foi Ordem dos Nove Ângulos. Os grupos autônomos adotaram também seus próprios nomes, como sub-Templos secundários dentro da ordem. Um destes era ‘Camlad’; outro era ‘Templo do Sol’ (quase todos os membros que tinham sido chamados por este nome tinham se juntado a ONA).

Alguns anos seguintes, os sunedriões da ordem foram prendidos, e as iniciações cerimoniais foram empreendidas. Isto continuou por mais alguns anos, após a Senhora ter-se retirado. Sua decisão era o resultado de uma estratégia sinistra – para empreender atos específicos da magicka sinistra de um tipo cerimonial; para aumentar o número de adeptos genuínos e para criar formulários temporais para dirigir determinadas energias magickas e para provocar assim determinadas mudanças, preparando o caminho para o estágio seguinte.

Entretanto, a realidade era um tanto diferente da teoria. Alguma qualidade tinha sido perdida. Havia uma concentração nos aspectos externos da magicka em contraste com o interno e o aeonico. Conformemente, após alguns anos mais, a pessoa que representou então a ordem dispersou os grupos, e retornou aos métodos tradicionais. Os métodos foram refinados e estendidos, e transformou-se a prática para que os Adeptos Externos dêem forma e controlem a seu próprio Templo, com liberdade completa. Mais, uma decisão foi feita exame para fazer gradualmente disponível todas as tradições da ordem junto com as técnicas novas desenvolvidas. As novas técnicas incluem ‘O Jogo da Estrela’. Os Rituais de Grau da classe foram revisados, e uns métodos mais adicionais foram desenvolvidos, junto com um sistema teórico detalhado ao explicar a natureza verdadeira dos métodos e da magicka própria. Assim, um sistema puramente prático do treinamento foi criado, para receber adeptos e as classes além de disponível a qualquer um. Este sistema foi chamado ‘O Caminho do Septenário’ [mais tarde ‘O Caminho Sinistro Septenário’]. A base deste sistema foi descrita em um MS da ordem intitulado ‘Naos’.

De acordo com a tradição, as tradições herdadas pelo Grande Mestre atual da Senhora que o iniciou, foram ditas ser uma sobrevivência de o que foi chamado ‘O Terceiro Caminho da Magicka’; uma sobrevivência da civilização que floresceu em Albion. Estas tradições foram limitadas a alguma área geográfica. Isto foi limitado no norte pelo Stiperstones; no oeste pelo longo Mynd; no leste por esse caminho neolítico sabido agora como o kerry Ridgway; e no sul pelo rio Clun.

Esta, entretanto, é somente uma tradição, com nenhuma evidência direta para suportá-la.

 

Tal, momentaneamente, é a ‘história’ da ONA. No presente, a função da ordem é:

(a) indivíduos apropriados de guia para e além de receber adeptos; (b) trabalhar a Magicka Aeonica em acordo com a estratégia sinistra; (c) executar, via várias táticas, essa estratégia.

Uma excessiva tática usada passados poucos anos, está fazendo a tradição se tornar accessível, como bem os desenvolvimentos novos que estenderam e refinaram essa tradição, dando forma ao sistema prático mencionado acima.

ONA 1990 eh
———

[Nota Editorial: Eu sei que a história dos sixties atrasados, como explicados acima, é factual, desde que eu participei nela. A respeito de o que foi antes – por exemplo, entregar a tradição de Mestre/Senhora ao pupilo sobre um período de tempo longo, e a associação da área mencionada com a tradição – Eu tenho somente a palavra da Senhora que me iniciou. Quando eu for ainda inclinado, depois de todos os anos de intervenção, para aceitar sua palavra, não remanescem lá nenhuma prova, ou ao menos nenhuma de que eu estou ciente. Tudo que eu sei é que me ensinou muito conhecimento esotérico, indisponível naquele tempo em todos os livros publicados ou manuscritos accessíveis. Este conhecimento inclui o Canto Esotérico (qv. ‘Naos’), o sistema septenário de correspondência, e os ensinamentos divulgados no MSS ‘Seleção – Um Guia ao Sacrifício’; ‘Linhas Guia para Teste dos Opfers’; ‘Um Presente para o Príncipe’ etc.**

Cada pessoa deve fazer sua própria avaliação.

AL

O outro conhecimento dado incluiu os mitos dos Deuses Escuros (como explicado no MS ‘Os Deuses Escuros’ e ‘HP Lovecraft e os Deuses Escuros’), o significado esotérico dos Nove Ângulos (como explicado no MS ‘Os Segredos dos Nove Ângulos’ – o MS ‘Nove Ângulos – Significativos esotéricos’ dá uma recente extensão do simbolismo), e alguns ritos cerimoniais (explicado em ‘O Livro Negro de Satan’).

– Order of Nine Angles –

Tradução: Frater Maximus Noctulius

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-respeito-das-tradicoes-da-ona/

Highway to Hell, AC/DC

Poucos grupos talvez estejam tão afinados com a proposta do satanismo moderno quanto AC/DC. Ao contrário de monstros sagrados como Black Sabbath e Led Zepellin, celebres por seu interesse nas artes ocultas, os escrachados integrande desta banda nunca se interessaram por misticismo. Nunca foram ocultistas, mas sim céticos e ateus que souberam usar o simbolismo da estética satânica e da figura do capeta para falar sobre liberdade, hedonismo e rebeldia.

Contudo simbolismo é algo complexo demais para os néscios entenderem e a banda ganhou notoriedade indesejada quando foi usada como bode espiatório escolhido pelo serial Killer, Richard Ramirez como fonte inspiradora para uma série de assassinatos que perpetuou em 1985. Ramirez foi encontrado com uma camiseta do AC/DC quando foi preso e em seus pertences havia uma série de discos da banda assim como uma Bíblia Satânica. Também foram encontrada notas pessoais acusando serios disturbios mentais e pacotes de heroína e cocaína com ele, mas porque enxergar o óbvio e culpar um drogadicto  psicopata quando se pode culpar o diabo?

Assim, da mesma maneira que KISS virou Kids In Satan Service, AC/DC logo virou After Christ/Devil Child na cabeça das mães preocupadas e evangelistas de plantão. Na verdade o nome saiu do mostrador de voltagem de um aspirador de pó na casa da irmã dos fundadores da banda, mas Angus Young e os demais integrantes nunca se deram ao trabalho de esclarecer a estupidez alheia. A imagem do diabo sempre foi para eles a de ‘Fodam-se as Regras’. Se a definição do pacto diabólico no satanismo moderno é trocar as promessas do céu por uma festa na terra, AC/DC alardeou essa proposta como ninguém. Afinal, quem precisa de esoterismo quando se tem, mulheres, dinheiro, bebidas e rock’n’roll?

O quarteto meio escocês meio australiano mandou bem com o disco Highway To Hell. Foi o sexto album da banda lançado em 1979 e quase três décadas depois, em 2003, ele ainda estava na lista dos melhores álbuns de todos os tempos da revista Rolling Stones. Importante notar que depois de pedir para ir farrear com os amigos Bonn Scott morreu e este foi o último álbum de sua vida.

Onde ele está agora? Ele não se preocuparia com isso.

AC/DC ( Highway to Hell ) Highway to Hell

Living easy, livin’ free
Season ticket, on a one – way ride
Asking nothing, leave me be
Taking everything in my stride
Don’t need reason, don’t need rhyme
Ain’t nothing I would rather do
Going down, party time
My friends are gonna be there too

I’m on the highway to hell
Highway to hell
I’m on the highway to hell
Highway to hell

No stop signs, speedin’ limit
Nobody’s gonna slow me down
Like a wheel, gonna spin it
Nobody’s gonna mess me ’round
Hey Satan! Paid my dues.
Playin’ in a rockin’ band
Hey Mama! Look at me
I’m on my way to the promise land

I’m on the highway to hell
Highway to hell
I’m on the highway to hell
Highway to hell

Dont stop me!

Tradução de Hightway to Hell
(Auto-Estrada para o Inferno)

Vivendo fácil, vivendo livre
Um bilhete para a temporada em uma rua de mão única
Sem pedir nada, me deixe em paz
Pegando tudo em meu caminho
Não preciso de razão, não preciso de rima
Não tem nada que eu prefira fazer
Descendo, hora da festa
Meus amigos vão estar lá também

Estou na auto-estrada para o inferno
Auto-estrada para o inferno
Estou na auto-estrada para o inferno
Auto-estrada para o inferno

Sem sinais de “pare”, sem limites de velocidade
Ninguém vai me fazer reduzir a velocidade
Como uma roda, vou rodar
Ninguém vai me sacanear
Ei Satã, paguei minhas dívidas
Tocando em uma banda de rock
Ei mamãe, olhe para mim
Estou no meu caminho para a terra prometida

Estou na auto-estrada para o inferno
Auto-estrada para o inferno
Estou na auto-estrada para o inferno
Auto-estrada para o inferno

Não me pare

 

Nº 90 – Os 100 álbuns satânicos mais importantes da história

Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/highway-to-hell-ac-dc/

Religiões e Seitas

Uma religião se caracteriza por seis aspectos básicos. O primeiro é a autoridade, a qual não se refere a uma autoridade divina, mas a pessoas com talentos e dons acima da média em questões de espiritualidade; suas opiniões serão buscadas e seus conselhos serão geralmente seguidos pelos seus adeptos. O lado institucional e organizado da religião requer órgãos administrativos e pessoas que ocupem posições autoritárias, cujas decisões carregam o peso da influência, as quais (ao menos deveriam ser) são os talentosos inicialmente citados.

O segundo aspecto é o ritual, o berço da religião. A religião surge do júbilo e da consternação, os quais pedem expressão coletiva. Quando esmagados pela perda, ou quando nos sentimos exuberantes, queremos interagir com as pessoas, tornando esta interação mais do que a soma das partes para que alivie o nosso isolamento. Além disso, aprendemos dos egípcios que a encenação dramática de princípios que facilitam o aprendizado dos mesmos. Repleto de simbolismos, os psicodramas são ferramentas que informam e inspiram para que possamos despertar o nosso espiritual. Isto remonta ao terceiro aspecto da religião, a especulação, já que as dúvidas são necessárias no contexto religioso – Para onde vamos? Por que estamos aqui? De onde viemos? E, obviamente, conserva-se tudo o que as gerações passadas aprenderam e legaram ao presente, como parâmetros para ação, formando um quarto aspecto da religião, a tradição.

O quinto aspecto é a crença. Embora muitas vezes a palavra religião seja usada como sinônimo de fé e crença, ela não é. Tanto uma pessoa religiosa quanto um cético ou um ateu possuem suas crenças. Afirma-se na religião, muitas vezes tão difícil de sustentar tal afirmação perante os fatos, que a Realidade está ao nosso lado, que o Universo é amigável, as melhores coisas são as mais eternas, etc. Por fim, a religião lida com o mistério, já que a mente humana não consegue sondar o Infinito pelo qual é atraída.

O que atualmente chamamos de religião está mais para o conceito de seita, que é uma reunião de pessoas que são separadas de um tronco comum e que seguem um chefe carismático sectário. Sempre que temos desacordos em determinados pontos de princípios morais, por exemplo, pode-se haver uma ruptura de um grupo de indivíduos e este vir a criar uma seita. Existem também seitas criadas por membros com iniciativa própria, mas não nos alongaremos nelas aqui. Desta forma, ao menos nesta linha de conceituação, as igrejas evangélicas e protestantes são seitas, ao invés de religiões.

As seitas rompem os seus adeptos da sociedade e os faz romper com a mesma. Surge aquele aspecto que os membros são especiais e os restantes são do mundo, porém o mundo pode ser salvo… As crenças de uma seita são inatingíveis, verdades absolutas, imutáveis.

Então, definindo aspectos para as mesmas, assim como fizemos com a religião, temos: sujeição mental (os membros são sujeitos às verdades do guru, às imutáveis “leis divinas”), exigências financeiras (pagam quantias exorbitantes que são o ganha-pão da instituição) e ruptura (acham pertencer a uma elite especial e que os outros, de seu ambiente de origem, estão sujeitos a uma ilusão ou dominados por alguma espécie de entidade, por exemplo, fazendo com que fiquem fora da sociedade). Além disso, temos danos psicológicos e físicos aos seus adeptos, brigas por cargos, disputas de egos e tentativas de alterar o poder público para beneficiar os líderes do grupo sectário.

Por fim, temos as Ordens Iniciáticas, que visam conduzir seus membros à evolução moral, intelectual e espiritual, à Reintegração, através do aprendizado e da prática de princípios místicos universais. Por incrível que possa parecer, só se diferenciam das ordens verdadeiramente religiosas pelo caráter esotérico de seus ensinamentos (agora é hora de pensar – será que o que eu entendo por religião é de fato uma religião?).

Ordens Iniciáticas não são seitas, já que não são criadas de cismas, não seguem gurus, estimulam seus membros a serem livres-pensadores, respeitam a liberdade individual, estimulam a fraternidade, não possuem metas políticas e orientam ao progresso espiritual, intelectual e moral da humanidade como um todo.

Agora creio que devam entender o porquê do vídeo no início do texto e, ao menos espero, que na próxima vez que forem discutir religião, não discutam sobre seitas…

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/religi%C3%B5es-e-seitas