Faz o que tu queres é o todo da Lei; a História da Thelema

Bate-Papo Mayhem #017 – Com Peu lamaraum – Faz o que tu queres é o todo da Lei; a História da Thelema.

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O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/0qRO2Ry35Dk

Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral duas vezes por semana, às segundas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados uma vez por semana.

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Chamando Cthulhu: O Realismo Fantástico de H.P. Lovecraft

“Neste livro falaremos sobre […] espíritos e conjurações; em deuses, esferas, levitação, e muitas outras coisas que podem ou não existir. Isto é imaterial, o fato de existir ou não. Agindo-se de certas maneiras, certos resultados irão surgir; estudantes são seriamente alertados sobre não atribuir realidades objetivas ou validações filosóficas para qualquer um destes.”

– Aleister Crowley, Liber O

 

Consumido pelo câncer em 1937, com 46 anos de idade, o último descendente de uma decadente família aristocrática da Nova Inglaterra, o escritor de ficção fantástica Howard Phillips Lovecraft deixou um dos legados literários mais curiosos da América. A maior parte de seus contos apareceram na revista Weird Tales, uma publicação dedicada a histórias a respeito do sobrenatural. Mas preso nesses limites modestos, Lovecraft trouxe a fantasia sombria gritando para dentro dos séculos XX e XXI, levando o gênero, literalmente, a uma nova dimensão.

Em nenhum lugar isso é mais evidente do que no ciclo de histórias interligadas conhecido como o Mito de Cthulhu – batizado assim em homenagem a um monstro tentacular alienígena que espera sonhando sob o mar na cidade submersa de R’lyeh. O Mito abrange a trajetória cósmica de uma variedade de entidades extraterrestres horríveis que incluem Yog-Sothoth, Nyarlathotep, e o deus cego e idiota Azazoth, que se esparrama no centro do Caos Derradeiro, “cercado por sua horda contorcida de dançarinos estúpidos e amorfos, e embalado pelo sibilo monótono de flautas demoníacas ostentadas por patas inomináveis”. Sempre espreitando, nas margens de nosso continuum espaço-tempo, este grupo alegre de Deuses Exteriores e Grandes Antigos estão tentando, neste exato momento, invadir o nosso mundo através da ciência, de sonhos e rituais abomináveis.

Como um escritor popular marginal, trabalhando no equivalente literário da sarjeta, Lovecraft não recebeu muita atenção durante sua vida. Mas enquanto a maioria dos escritos de ficção pulp dos anos 1930 se tornaram insonsos e intragáveis nos dias de hoje, Lovecraft continua a atrair a atenção. Na França e no Japão, seus contos sobre fungos cósmicos, cultos degenerados e pesadelos realmente ruins são reconhecidos como obras de um gênio transtornado, e os célebres filósofos franceses Gilles Deleuze e Félix Guattari, elogiam seu abraço radical de multiplicidade em sua obra prima “A Thousand Plateaus”. Já, em território anglo-americano, uma cabala apaixonada de críticos preenche revistas como Lovecraft Studies e Crypt of Cthulhu com suas pesquisas quase talmúdicas. Enquanto isso, tanto hackers quanto talentosos discípulos continuam a criar histórias que desenvolvem ainda mais o Mito de Cthulhu. Há até uma convenção de Lovecraft – a NecronomiCon, que recebeu seu nome do mais famoso de seus grimórios proibidos. Assim como o escritor de ficção científica gnóstico Philip K. Dick, HP Lovecraft se tornou o epítome do autor cult.

A palavra “fã” se deriva do latim Fanaticus, um termo antigo para um devoto do templo, e os fãs de Lovecraft exibem a devoção incansável, fetichismo e debates sectários que caracterizaram as seitas religiosas populares ao longo das eras. Mas o status “cult” de Lovecraft tem uma dimensão curiosamente literal. Muitos magos e ocultistas tomaram seu Mito como fonte de material para a suas práticas. Atraídos das regiões mais obscuras da contracultura esotérica – Thelema, Satanismo e Magia do Caos – estes magos Lovecraftianos buscam ativamente gerar os terríveis e atávicos encontros do tipo que os protagonistas de Lovecraft parecem tropeçar compulsivamente, cegamente ou contra a própria vontade.

Fontes ocultas secundárias para a magia lovecraftiana incluem várias edições “falsas” do Necronomicon, rituais presentes no livro de Rituais Satânicos de Anton Szandor LaVey – criador da Igreja de Satã -, obras de magos britânicos como Kenneth Grant, Phil Hine, Peter Carroll e outros. Além da O.T.O. Tifoniana de Grant e da Ordem do Trapezóide do Templo de Set, outros grupos mágicos que também trabalham com a corrente Cthulhiana incluem A Ordem Esotérica de Dagon, a Cabala Bate, o Coven Lovecraftiano de Michael Bertiaux e o grupo da Sabedoria Estrelar, nomeado assim em homenagem ao grupo homônimo do século XIX presente no conto “O Assombro das Trevas”. Magos Caóticos se uniram às fileiras, costurando na internet retalhos de mistérios arcanos lovecraftianos remixando o Mito em seus (anti) trabalhos ctônicos de código aberto.

 

Este fenômeno torna-se ainda mais intrigante pelo fato de que o próprio Lovecraft era um “materialista mecanicista”, filosoficamente contrário à espiritualidade e à magia de quaisquer espécie. Entender esta discrepância é apenas um dos muitos problemas curiosos levantados pelo poder aparente da magia Lovecraftiana. Por quê e como essas visões marginais “funcionam”? O que pode ser definido como um ocultismo “autêntico”? Como é que a magia se relacionam com a tensão entre fato e fábula? Como espero mostrar, a magia Lovecraftiana não é uma alucinação pop, mas uma “leitura” criativa e coerente posta em movimento pela dinâmica dos próprios textos de Lovecraft, um conjunto de estratégias temáticas, estilísticas e intertextuais que constituem o que chamo de Realismo Mágico Lovecraftiano.

 

O realismo mágico já denota uma cepa de ficção latino-americana – exemplificado por Borges, Gabriel Garcia Marquez, e Isabel Allende – em que uma lógica onírica fantástica mescla perfeitamente e deliciosamente com os ritmos do quotidiano. O Realismo Mágico Lovecraftiano é muito mais sombrio e convulsivo, já que nele forças antigas e amorais pontuam violentamente a superfície realista de seus contos. Lovecraft constrói e, em seguida, destrói uma série de polaridades intensas – entre o realismo e a fantasia, livro e sonho, razão e sua caótica contraparte. Ao jogar com essas tensões em sua escrita, Lovecraft também reflete as transformações que o ocultismo sinistro sofreu, uma vez que confronta a modernidade em formas tais como a psicologia, fa ísica quântica, e a falta de fundamento existencial do ser. E, incorporando tudo isso em um Mito intertextual de profundidade abismal, ele chama o leitor para o caos que se encontra “entre os mundos” de magia e realidade.

 

 

por Shub-Nigger, A Puta dos Mil Bodes

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/chamando-cthulhu-o-realismo-fantastico-de-h-p-lovecraft/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/chamando-cthulhu-o-realismo-fantastico-de-h-p-lovecraft/

Thelema e o Número 11

Outra questão que me chega constantemente diz respeito ao valor simbólico do numeral 11, cujos mistérios possuem tremenda relevância dentro do Sistema de Iniciação proposto por Aleister Crowley. O estudo e a análise deste Undécimo Arcano, sob o ponto de vista thelêmico, muito trará para a consciência do Adepto ou do Estudante do Ocultismo, principalmente quando este for capaz de não se deter ou limitar antes as extravagantes ressalvas a ele atribuídas. Que fique claro, contudo, que o exposto abaixo segue uma linha de entendimento particular, totalmente em concordância com o Aprendizado e o Conhecimento Thelêmico. Portanto, aqui, fornecerei alguns elementos iniciais para que os thelemitas, ou quaisquer interessados, possam meditar a respeito e daí começar a tirar suas próprias conclusões.

Sobre o numero 11, alguns ocultistas, como Dion Fortune e seus seguidores, por exemplo, o associam há alguns aspectos pouco luminosos da criação, visto seu relacionamento com a assim chamada “não esfera”, o “excesso” além da Criação de Deus. Tal rígida interpretação tem nas bases do fundamentalismo cristão a sua provável raiz. Até mesmo no julgamento de Santo Agostinho encontraremos referências ao numeral 11 como sendo um estandarte dos excessos humanos, o “Brasão do Pecado”, dizia o pai da teologia cristã. O argumento que sustenta este ponto de vista sobre o 11 é curioso: se o número 10 compreende a totalidade da Criação de Deus, representando o Universo propriamente dito, aquilo que vier imediatamente após este número estará fora do Plano Divino, além da Vontade que tudo rege. Neste caso, o 11 aparece como sendo o ser humano integral e não mais como simples servo de Deus. Ele surgirá na forma de “algo” que excedeu os limites da Criação, que saiu do Paraíso perfeito e que agora caminha por vontade própria.

Sob o ponto de vista da religião thelêmica, inicialmente, o número 11 comporta indica o total de batidas (ou silabas) da frase inglesa “Do what thou wilt shall be the whole of the Law”, máxima central do Universo Thelêmico. A tradução mais próxima do original que conhecemos é: “Faze o que queres há de ser o todo da Lei”. Embora nesta tradução haja a perda do ritmo das 11 batidas, a frase mantém o ritmo Quádruplo e Sétuplo da sentença original. Mas, passemos para alguns outros mistérios.

Como todos sabem, a primeira letra do alfabeto hebreu, “Aleph”, equivale a letra “A” latina. Seu valor Gemátrico é 1. Assim, não fica difícil, por substituição, relacionar a Ordem criada por Crowley, de nome A.’.A.’. ao número 11. Os graus dessa Ordem somam um total de 11 graus principais (se considerarmos o estado de Probação 0=0 um Grau), classificados de 1=10, 2=9, 3=8 etc., até 10=1. Curiosamente, se somamos os números de qualquer uma dessas classificações, (1+10 ou 2+9 ou etc.) chegaremos a 11.

Nuit, entendida pelo nome da Deusa Egípcia Nu, possui valor igual a 56, segundo a Gematria. Note que 5 + 6 = 11. Logo, temos um dos principais aspectos femininos thelêmicos relacionados com o número 11. Mas essa relação não se limita somente a Nuit. Para tal, basta lembra-nos do Trunfo XI (Arcano 11 do “Livro de Thoth, mais conhecido como “Tarot de Crowley)), batizado como “Lust”, com uma marcante representação de Babalon, para vermos a relação direta desse outro aspecto feminino com o numero 11.

Falamos do 6 e do 5. Todos devem conhecer aquela simbologia da relação entre o Macrocosmos & Microcosmos, o Universo & o Homem, o Hexagrama & o Pentagrama, etc. & etc. Pois bem, em thelema, este símbolo ganha proeminência pois (isso fica claro na antiga imagem de um pentagrama dentro do hexagrama, 5 + 6) a soma resultante é 11, numero, como estamos vendo, de grande relevância dentro da Magick. Porém, mesmo sendo esse símbolo de grande significado para thelema, ele está carregado de fundamentos do Eon de Osíris. Assim, Crowley, em suas manias de inventar símbolos novos, para representá-lo, tirou fora o Hexagrama (que é um símbolo judaico, estando associada ao velho Eon) e pós a sua Estrela Unicursal de Seis Pontas e, do mesmo modo, ele substituiu o Pentagrama (também um símbolo associado ao Velho Eon), que havia no interior da estrela de seis pontas por um Trevo de Cinco Pétalas. Resumindo: Este símbolo, a Estrela Unicursal de Seis Pontas, com um Trevo de Cinco Pétalas nela inserido, é a visão thelêmica – segundo concebida por Crowley – da relação entre Macro e Microcosmos, que também é 11.

O Trevo, deve estar posicionado com uma pétala para cima, pois esse é o símbolo do Homem, do Microcosmos (isso não tem nada a ver com os conceitos de Bem e Mal). Na capa do Liber ABA (Magick), por exemplo, na qual há o Signo de To Mega Therion (são varias estrelas, inclusive o Hexagrama Unicursal com o Trevo em seu centro), ele está corretamente posicionado, com uma Pétala para cima.

11 também é o número da Magick, propriamente dita. O Eon de Hórus é representado no Tarot de Thoth pelo Trunfo XX, o Eon da Criança, que faz um dos principais gestos da Arte, o Sinal de Silêncio. Note que o Eon (XX) somado a Magick (11) é igual a 31 (AL), Liber AL; mas também, o mesmo Arcano 20, vezes a Magick (11) é igual a 220, ou, o numero de versículos do Livro da Lei de Crowley, (Liber AL).

Falamos acima em “Magick”. Crowley quando começou a escrever “Magic”, preferiu adotar a forma do inglês elizabethano, o arcaico “Magick”, para diferenciar das formas ditas normais de magia (magic).

Mais tarde o “k” adicional foi interpretado como sendo o indicativo do tipo de magia adotada e a natureza dos trabalhos propostos. Falamos acima sobre o aspecto feminino do 11. Pois bem, o “k” alem de ser a undécima letra do alfabeto inglês, também o é no hebraico (kaph) e no grego (kappa), também sendo a primeira letra da palavra “kteis”, que significa “vagina”, em grego.

Mencionamos o Signo de To Mega Therion. Mas qual seria a relação do 11 com o To Mega Therion ou 666? Aqui já mostramos a relação do número 11 com o Arcano associado a Babalon, o Trunfo XI. A estrela de Babalon é aquela unicursiva de 7 Raios, sendo a Gematria de Babalon de valor 156. Este numero, 156 é representado pela seguinte formula (77 + (7 + 7)/7 + 77). Ou seja, através de 7 números 7 escrevemos 156, ou, como dito, Babalon. Seguindo nesse raciocínio encontramos 7 x 7=49, e 4 x 9 = 36. E o número místico de 36 (1+2+3+…+35+36) é o próprio numero da Besta, 666. Por fim (por enquanto), a partir do numero 11 também chegamos ao 666, de um outro modo: O numero místico de 11 (somatório de 11) é 66. Desse duplo número do Sol, 6, chegamos ao 36 (6 x 6). Já foi mencionado aqui que o numero místico de 36 (o somatório de 36) é igual a 666.

Ainda como complemento adicional, não podemos deixar de mencionar que o numero místico de 11 (o já citado 66) também é o valor da palavra KHAM (20+5+1+40), cujas iniciais nos indicam as Cidades apresentadas no Ritual de Minerval da Ordo Templi Orientis, a saber: Korinto, Heliópolis, Atenas e Metilene.

Finalizando, vale sempre lembrar que “todo número é infinito”!

Por Carlos Raposo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/thelema-e-o-n%C3%BAmero-11

Thelema e Espiritualidade – Com Flavio Watson

Bate-Papo Mayhem 194 – Com Flavio Watson – Thelema e Espiritualidade

https://projetomayhem.com.br/

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/6zb67tlic7w

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Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/thelema-e-espiritualidade-com-flavio-watson

A Mensagem do Mestre Therion

Aleister Crowley

“Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei”

“Não há lei além de Faze o que tu queres”

“A palavra da lei é Θελημα”

Θελημα – Thelema – significa Vontade.

A chave para esta Mensagem é esta palavra – Vontade. O primeiro significado óbvio desta Lei é confirmado por antítese: “a palavra de Pecado é Restrição”.

Outra vez: “Tu não tens direito senão fazer a tua vontade. Faze aquilo e nenhum outro dirá não. Pois vontade pura, desembaraçada de propósito, livre da ânsia de resultado, é toda via perfeita”.

Considerai isto cuidadosamente; parece implicar uma teoria que se todo homem e toda mulher fizesse sua vontade – a verdadeira vontade – não haveria conflito. “Todo homem e toda mulher é uma estrela”, e cada estrela move-se em uma órbita determinada sem interferência. Há muito espaço para todos; é apenas a desordem que cria confusão.

Destas considerações estaria claro que “Faze o que tu queres” não significa “Faze o que te agrades”. É a apoteose da Liberdade; porém é também a mais estrita das injunções.

Faze o que tu queres – então faze nada mais. Não permitas que nada te desvie daquela austera e santa tarefa. A Liberdade é absoluta para fazer a tua vontade; mas busque fazer qualquer outra coisa que seja, e, instantaneamente, obstáculos devem erguer-se. Todo ato que não está no curso explícito daquela órbita única é errática, um estorvo. A vontade não deve ser duas, e sim uma.

Nota ademais que esta vontade não é apenas para ser pura, isto é, única, como explicado acima, mas também “desembaraçada de propósito”. Esta frase estranha deve causar-nos hesitação. Pode significar que qualquer propósito na vontade a enfraqueceria; é evidente que “a ânsia de resultado” é algo de que ela deve ser livre.

Mas a frase pode também ser interpretada como se lesse “com propósito desembaraçado” – i.e., com energia incansável. A concepção é, portanto, de um movimento eterno, infinito e imutável. É o Nirvana, apenas dinâmico ao invés de estático – e isto vem a ser no fim a mesma coisa.

A tarefa prática obvia do mago é, então, descobrir o que realmente é sua vontade, de modo que ele possa fazê-la desta forma, e ele pode realizá-la melhor pelas práticas do Liber Thisard (ou outras que possam ocasionalmente ser estabelecidas).

Tu tens que:

1 – Descobrir qual é a Tua Vontade.

2 – Fazer aquela Vontade com:

a – propósito único;

b – desprendimento;

c – e paz.

Então, e apenas então, estás tu em harmonia com o Movimento das coisas, tua vontade parte da, e portanto iguala-se a, Vontade de Deus. E desde que a vontade é apenas o aspecto dinâmico do eu, e desde que dois entes não poderiam possuir vontades idênticas; então, se tua vontade for a vontade de Deus, Tu és aquilo.

Há apenas uma outra palavra a explicar. Alhures está escrito – certamente para nosso grande conforto – “Amor é a lei, amor sob vontade”.

Isto deve ser aprendido como significando que, enquanto Vontade é a Lei, a natureza daquela Vontade é o amor. Mas este amor é como se fosse um sub-produto daquela Vontade; não a contradiz ou suplanta; e se a contradição aparente erguer-se numa crise, é a Vontade que nos guiará corretamente. Vêde! enquanto no Livro da Lei há muito de Amor, não há palavra de sentimentalismo. O ódio mesmo, é quase como o Amor! “Como irmãos lutai!” Todas as raças másculas do mundo entendem isto. O Amor de Liber Legis é sempre audaz, viril, mesmo orgiástico. Há delicadeza, mas é a delicadeza da força. Pujante, terrível e glorioso como ele é; contudo, é apenas a flâmula sobre a sagrada lança da Vontade, a inscrição damascena sobre as espadas dos Monges-Cavaleiros de Thelema.

Amor é a lei, amor sob vontade.

 

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/a-mensagem-do-mestre-therion/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/a-mensagem-do-mestre-therion/

Energia Telúrica, Linha de Ley 1 ½

Fico feliz que a idéia destas colunas “intermediárias” tenha agradado o pessoal. Sei que os assuntos que tratamos aqui são razoavelmente complexos, quase nunca abordados na internet e às vezes eu me empolgo, vou escrevendo… e esqueço que certas coisas, apesar de óbvias e corriqueiras para os ocultistas, são um tanto quanto complicadas para quem nunca teve contato com este tipo de informação.

Mas, volto a insistir, se pintar alguma dúvida, basta perguntar que eu tento responder na medida do possível.

Ah, eu andei apagando uns comentários desta vez… acho que comentários de céticos fanáticos sem argumentação que falam apenas “seu texto é uma baboseira, isso ai não está nos livros de ciência” tem tanto valor pra mim quanto os fanáticos religiosos que falarão “seu texto é uma baboseira, isso ai não está na Bíblia”. Se o cara quer questionar e pedir uma explicação adicional (como o Zatraz fez) a gente tenta ajudar da melhor maneira possível, mas ninguém aqui tem de ficar dando espaço pra xingamento gratuito. E é mais triste ainda que isso venha de gente que quer posar de “argumentador pela lógica racional”.

Douglas Moraes, Pokan – Quanto as perguntas. Eu percebi que isso deixaria o post interminável, então não vou fazer… mas dá pra usar o “localizar palavra” com o nome da pessoa que eu coloco em negrito para achar o comentário dela, e vou tentar colocar um subtítulo na frente da resposta para ajudar o povo a se localizar. E outra… de acordo com um dos comentários, a gente só escreve estas colunas para fazer vocês visitarem as páginas do site, então esta é uma conspiração para fazer vocês voltarem inúmeras vezes nos meus posts… =D

Caio – Sobre o Benitez. Sim, ele é autor de ficção, mas… até ai… eu também sou… muitos autores de ficção (escritores, tanto de livros quanto de HQs) eram (e são) ocultistas e usam o recurso da “ficção” para preparar a mente das pessoas para aceitar algumas coisas que virão posteriormente. Alguns exemplos incluem Shakespeare, Victor Hugo, Alexandre Dumas, Arthur Conan Doyle e Julio Verne, pra ficar nos clássicos. Alan Moore e Grant Morrison pra ficar nos contemporâneos.

Igniz – Este site tem muitos textos legais para ler e consultar.

Thiago – Daniel Mastral? Aquele pastor evangélico que se finge de ex-satanista pra inventar bizarrices medievais contra o “tinhoso” e os “adoradores do capeta” e faturar com isso?… Assim como o “TIO CHICO” (ex-bruxo, ex-macumbeiro, ex-maçom, ex-aidético, ex-homossexual… entre outras bizarrices) que se “converteu” e agora ganha uma grana dando “testemunhos”. As igrejas caça-níqueis são pródigas em inventar atrações circenses.

Mais pra frente, eu pretendo falar sobre satanistas de verdade aqui na coluna.

CacauPE, Daniel – Kardec, a Maçonaria e Espiritismo. Allan Kardec, ou melhor, Hippolyte Léon Denizard Rivail, pertenceu à Grande Loja da França, foi um dos primeiros estudiosos a promover uma pesquisa científica séria e metódica a respeito do Plano Astral e seus habitantes e manifestações (chamados de “espíritos” por ele), em 1857. Apesar das otoridades classificarem o kardecismo como “religião” nos rótulos que gostam de colocar nas pessoas, o kardecismo não é uma religião, mas uma filosofia, mesmo porque a Maçonaria não permite debates religiosos dentro de suas lojas e os estudos que Kardec coordenou eram puramente científicos.

Se você já leu os livros básicos dele, eu recomendo os trabalhos do prof. WALDO VIEIRA e da CONSCIENCIOLOGIA, que coordena estudos científicos há 40 anos, com centenas de experimentos em laboratórios sobre todo tipo de manifestação extrafísica. Recomendo especialmente o livro “700 experimentos da Conscienciologia”.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Waldo_vieira
http://www.iipc.org/
700 Experimentos da Conscienciologia

Scherer– o Projeto HAARP (High Frequency Active Auroral Reserach Program) era para ser usado em comunicações ao redor do planeta, controle do clima, irrigação de áreas desérticas, iluminação noturna entre outros usos que os Atlantes possuíam através da combinação das camadas mais sutis da Ionosfera atuando em com as Linhas de Ley. Hoje este projeto está classificado de Top Secret e é coordenado pela USAF, com estudos voltados apenas para o lado bélico, como “ataques de ondas eletromagnéticas”. Uma das minhas teorias da conspiração favoritas envolvem Nicolai Testa (o gênio) e a explosão “inexplicada” de Tunguska. Outro dia falamos mais sobre isso…

Evandro – Yoga. Não tem como falar sobre yoga em apenas um parágrafo, mas eu prometo que, quando chegar nos chakras, a gente entra em detalhes sobre a origem e explicação das 6 linhas de yoga (Hatha, Raja, Bhakti, Jnana, Kriya e Karma).

Daniel, Julien – Vocês estão certos, eu acabei mandando o texto pro eightbits faltando um parágrafo. Apesar de Stonehenge ser construída com base nos mesmos moldes dos templos romanos, ela possui 10 conjuntos de pedras, sendo que o local onde fica a sexta posição é o local onde os sacerdotes levavam certas pedras como as Lia Fail ou Pedra de Scone (a bíblia fala sobre a pedra onde Jacob descansou sua cabeça antes de vislumbrar a “Escada de Jacó” mas falaremos mais sobre isso na Kabbalah) que faziam às vezes de canalizador de energia (como a Arca da Aliança fazia nas Pirâmides). Ou seja: da mesma maneira que os sacerdotes egípcios recebiam suas iniciações dentro da pirâmide na câmara do Faraó, os sacerdotes celtas recebiam suas iniciações neste ponto do círculo. E este costume mágico continua até os dias de hoje. TODOS os reis e rainhas da Inglaterra e Escócia não eram coroados se não estivessem sentados sobre a “Pedra de Scone”. Até eu chegar na parte do Rei Arthur, vamos todos parar para meditar sobre o que pode ter de coincidência nisto que falei acima e na história da “espada cravada na pedra”.

Cícero – Arquivo kmz das linhas de Ley: http://www.vortexmaps.com/hagens-grid-google.php

David – Quem foi que disse que elas não tentaram?

Tio Patinhas – sim, você pode. Eu vou explicar com calma isso no post dos Chakras, mas se você estiver curioso sobre que tipo de efeitos práticos você pode ter, vai no youtube, digita meu nome lá e dá uma olhada nos vídeos de Chi-kung que eu deixei. São demonstrações que a energia dos chakras pode ser manipulada para efeitos práticos/visíveis a qualquer hora em qualquer local, exatamente como os céticos adoram dizer que as coisas científicas devem ser… o único “senão” é que a disciplina mental para chegar neste ponto é extremamente trabalhosa… Ah, as barras de aço tem meia polegada cada uma (e são 4 em cada demonstração).

A HELLSTONE fica em Dorset, é um mini observatório usado para calcular datas de plantio e colheita. Tem este nome porque os cristãos acusavam os bruxos de fazerem “sacrifícios humanos” sobre o altar de pedra central. Como curiosidade, o desenho formado no chão ao redor das pedras é um ouroboros.

Lázaro, Xtecox, Dave, PH, Bolívar, Lego, Thahy, Pet – Thelema rulez. É claro que vou falar sobre Golden Dawn, Rosa Cruz Alfa et Omega e OTO. Tudo a seu tempo… Por sinal, ontem (12/10) foi aniversário do Aleister Crowley.

Jean Bulinckx, Arthur, Krebys – Não importa o quão avançada seja a sua civilização, não dá pra segurar ondas com 500m de altura chegando nas suas cidades. Segundo as informações que temos, o continente afundou em um único dia. Apesar dos avisos dos sacerdotes/cientistas, os governantes não deram atenção a eles. Você já deve ter visto alguma história fictícia semelhante nas HQs, com um cara de capa vermelha e um planeta que explode… Mas, como estamos conversando nas colunas, muitas das informações e conhecimentos se salvaram, SIM. Apenas ficaram sob a guarda de Iniciados para que os erros cometidos pelas civilizações antigas não se repetisse.

Betopow – Na medida do possível, sempre vamos colocar fotos, links ou vídeos para mostrar que todas as pesquisas estão muito bem embasadas. Mas nunca ouvi falar na “Teoria da Terra Chata”. Nos campos ocultistas, os estudiosos já sabiam que a Terra era esférica desde os tempos Egípcios.

Zatraz – Sobre computadores de cristal, controlados por ondas mentais. Os cientistas ortodoxos estão engatinhando nesta tecnologia ainda, mas já possuem alguma coisa pesquisada. Veja estes dois sites das autoridades sobre estas pesquisas (é… autoridades, porque eu gosto dos japoneses e hindus quando se trata de tecnologia, pois eles não têm os preconceitos católicos/muçulmanos/ateus para trabalhar com o espiritual x tecnológico).

http://www.livescience.com/health/050317_brain_interface.html
http://www.newscientist.com/article/mg16922741.000-a-clear-winner.html

O conceito dos “computadores de cristal acionados pela mente humana” exigem um domínio e concentração mental que devem existir em 0,001% da população de hoje em dia, no máximo… Histórias sobre estes computadores de cristal conectados a Linhas de Ley sobreviveram entre os profanos na forma das lendas de “bolas de cristal” das bruxas.

Renan, Mateus, – Vocês estão confundindo as bolas… Místicos e Ocultistas são coisas BEM diferentes… ocultistas são extremamente céticos também… conhecem e estudam todos os livros ateus e normalmente fazem parte de grupos de discussão como os Céticos S/A do Mori… só que são discretos. Nada me irrita mais do que falsos videntes, tarólogos picaretas, astrólogos de programas femininos, falsos médiuns e todo tipo de esquisotérico demente que colabora para colocar mais preconceito na cabeça das pessoas.

É uma burrice achar que estamos em posições antagônicas. A única diferença entre ocultistas e cientistas ortodoxos é que os ocultistas possuem mais informações que vocês para trabalhar seus estudos.

#Astrologia #Pirâmides

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/energia-tel%C3%BArica-linha-de-ley-1

A Velha Magia Conjura

Por Aaron Leitch

Saudações, fiéis buscadores! Como este é meu primeiro post aqui no site, acho que devo aproveitar para me apresentar. Meu nome é Aaron Leitch, e sou estudante e praticante das Artes Salomônicas. Esse é um estilo de magia que era popular na Europa durante a Idade Média e o Renascimento, e de onde tiramos nossas concepções populares de grimórios , ou livros de feitiços mágicos. Se você leu meus Segredos dos Grimórios Mágicos e A Linguagem Angélica, Volumes I e II , então você já tem uma compreensão firme do que é esse tipo de magia.

Então, você pode perguntar, o que há nessa Velha Magia que me chama? Tudo começou anos atrás – na década de 1990 – em Denver, Colorado. Eu era um neopagão , vivendo e trabalhando com outros neopagãos de uma infinidade de origens diferentes. Quando meus amigos descobriram que eu tinha interesse em anjos, demônios e vários pedaços de conhecimento oculto de orientação bíblica , um deles decidiu me emprestar um de seus livros. Ele disse que a magia que ela continha – chamada de Cabala – parecia estar bem no meu beco. Esse livro era Modern Magick de Donald Michael Kraig, e de fato capturou meu interesse!

No entanto, o livro do Sr. Kraig concentra-se principalmente na Cabala Hermética Ocidental, influenciada especialmente pela Golden Dawn e Thelema . Meus amigos me garantiram que havia algo mais, algo muito mais antigo, mais poderoso e muito mais perigoso. Ninguém sabia exatamente como se chamava – eles só sabiam que era magia séria do Antigo Testamento. Seus segredos estavam contidos em um Livro Branco (que ensinava a convocação de Arcanjos ) e em um Livro Negro (que ensinava a conjuração de demônios). A própria ideia me encheu de admiração e admiração, e decidi naquele momento que encontraria esses livros!

Ao longo dos anos que se seguiram, eu os encontrei. Eles não eram preto e branco, nem eram tão antigos quanto os profetas bíblicos. Na verdade, eram manuscritos medievais chamados Chave Maior de Salomão e Chave Menor de Salomão — e eram apenas dois exemplos de um gênero muito maior de literatura oculta medieval.

Esses livros — os grimórios mágicos — não eram o que eu tinha sido levado a acreditar, mas eram muito mais do que eu poderia esperar! Eles desencadearam o Burning Times , viajaram com imigrantes para o Novo Mundo e se tornaram fundamentais para o American Hexcraft e o Hoodoo . Eles até tiveram uma influência importante na fundação das principais correntes de magia de hoje: a Golden Dawn, Thelema, Wicca e outras.

Em suma, esses livros são a fonte do ocultismo ocidental e a herança mágica de nossa cultura. E quando você coloca suas técnicas em prática, elas funcionam – muito bem! No mundo cada vez mais perigoso de hoje, tem havido um ressurgimento do interesse por esses manuscritos antigos e pela Velha Magia em geral. Estou muito honrado por ter um papel a desempenhar neste novo renascimento ocultista. Até a próxima, continue lendo e continue praticando!

Zorge,
Aaron Leitch

Fonte: The Old Magick Calls to Aaron Leitch.

COPYRIGHT (2010) Llewellyn Worldwide, Ltd. All rights reserved.

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/demonologia/a-velha-magia-conjura/

Dança e Feitiçaria – Gilmara Cruz

Bate-Papo Mayhem 215 – 05/08/2021 (Quinta) 16h Com Gilmara Cruz (Via Sestra) – Dança e Feitiçaria

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

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#Batepapo #Bruxaria #Música

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/dan%C3%A7a-e-feiti%C3%A7aria-gilmara-cruz

Marcelo Motta e a Sociedade Novo Aeon – Frater AUMGN

Bate-Papo Mayhem #083 – gravado dia 01/10/2020 (Quinta) Com Frater AUMGN – Marcelo Motta e a Sociedade Novo Aeon

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

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#Batepapo #Thelema

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/marcelo-motta-e-a-sociedade-novo-aeon-frater-aumgn

A Manifestação de Nuit

"Eu sou Nuit, e minha palavra é seis e cinqüenta.
Dividi, somai, multiplicai e compreendei!"
- Liber AL vel Legis, I, 24-25.

50 dividido por 6 = 8,333, a interação do oito com o três: denotando as sete Sephiroth inferiores, mais Daäth como a Oitava, e as três Sephiroth Supernas, acima do Abismo, perfazendo Onze em
tudo.

6 somado a 50 = 56, o valor de NV, ou Nu, que é a palavra da deusa Nuit.

6 multiplicado por 50 = 300, o valor da letra Shin, que significa tanto Fogo quanto Espírito. Além disso 56 multiplicado onze vezes na série de 1-11, dá as manifestações de Nu de 56-616:

A Manifestação de Nuit:

Comentários da Manifestação de Nuit:

56 é o valor da frase Um a Um, ou AChD LACHD em hebraico. Significa a fusão do sujeito com o objeto no arrebatamento do relâmpago; ela ilumina o vazio primordial do espaço e obscurece o padrão e a sequência das Onze Sephiroth. Isso é demonstrado pelo fato de que 5 + 6 = 11, ou ‘um para um’. 11 é “O número geral de magia, ou energia que tende a mudar”. (Aleister Crowley, 777 Revised, p.xxv).

A efusão de energia resultante é primeiramente dividida nas duas sephiroth, ou emanações, do Pai e da Mãe Supernos – em termos Thelêmicos, de Hadit como Chokmah e N’uit como Binah. Eles projetam o impulso originado em Kether como um reflexo nas águas do Abismo, onde se torna focalizado como a quase-sephirah de Daäth, ou Conhecimento. Este é o Filho deles: Heru-ra-ha, o Senhor do Aeon, combinando dentro de si os aspectos gêmeos de Hórus e Harpócrates, representando a projeção da Palavra e sua subsequente retirada no Silêncio de Che. E ele é orgulhoso de espírito, brilhante como uma estrela na escuridão do espaço; ele permanece como uma fortaleza, (TIRH = 224), guardando o Caminho (DRK = 224) das Supernas.
Essas correspondências lembram as instruções dadas à Mulher Escarlate em AL III,44-45:  “Mas que ela se erga em orgulho! Que ela me siga em meu caminho! Que ela trabalhe a obra de perversidade! Que ela mate seu coração! Que ela seja escandalosa e adúltera! Que ela seja coberta com jóias, e ricos trajes, e que ela seja desavergonhada diante de todos os homens! Então eu a irei elevar aos pináculos do poder: então eu irei gerar dela uma criança mais forte que todas os reis da terra. Eu irei preenchê-la com alegria: com minha força deverá ela ver & golpear na adoração de Nu: ela deverá alcançar Hadit.”

As qualidades desta criança são ainda manifestadas como sendo vontade e desejo naquelas emanações relacionadas a Chesed e Geburah, respectivamente.

Tiphereth representa o lugar onde as energias celestiais se misturam e são distribuídas entre as sephiroth inferiores; o ponto de foco onde os “poucos e secretos” exercem seu domínio sobre “os muitos e os conhecidos”. (Ver AL I,10). Com efeito, a tríade sefirótica de Tiphereth-Netzach-Hod reproduz as energias que se manifestam naquela de Daäth-Chesed-Geburah em um nível inferior.

A emanação de Netzach relaciona-se diretamente com AL II,18: “…Nós não somos pelos pobres & tristes: os lordes da terra são nossos parentes.”. As correspondências associadas dos novos deuses (ALHIM ChDShIM = 448) e os lugares altos (BMVTh = 448) também são relevantes aqui. Os filhos da transgressão são a forma que a Corrente de Nu assume na emanação de Hod; eles se expressam com a língua dos sábios (LShVN ChKMIM = 504) que é como uma flecha afiada (ChTz ShNVN = 504), penetrando as barreiras ilusórias da restrição. A palavra hebraica PShO, para ‘transgressão’, também tem o significado de ‘vício’. Como AL II,52 declara: “…Arrancai aquele espectro mentiroso dos séculos: não veleis vossos vícios em palavras virtuosas: estes vícios estão a meu serviço; vós fazeis bem, & eu irei recompensar-vos aqui e no porvir”.

560 é a manifestação de Nu que corresponde à sephirah de Yesod, a fundação de toda a Árvore Cabalística. Kenneth Grant comentou sobre este número que: “560 resume o coração secreto da Corrente OTO pois 560 é o número do ThNINIM que é ‘Rei de todas as conchas e demônios’. A palavra está na forma plural e significa ‘dragões’”. (Fora dos Círculos do Tempo, p.77). Outra correspondência é a de Sombras (TzLLITh = 560). A qualidade fortemente qlippothicas desta emanação é melhor colocada em perspectiva por referência a AL II,9 “Lembrai-vos todos vós que a existência é puro gozo; que todos os amargores são como que sombras; eles passam e se vão mas existe aquilo que permanece.”

Finalmente, a Corrente está aterrada em Malkuth como a Lei do Novo Aeon. Aqui, na esfera material do Reino “os rituais deverão ser metade conhecidos e metade ocultos: a Lei é para todos.” (AL I,34). Enquanto a Torá, ou Lei religiosa, de tempos antigos era baseada em uma miscelânea de ‘mandamentos, estatutos e julgamentos’, a Lei de Thelema deriva direta e espontaneamente da corrente de inspiração que é o relâmpago das manifestações de Nu, a palavra sagrada (DBR QDVSh = 616), incorporada no Livro da Lei.

Texto de Stephen Dziklewicz, Starfire, Volume I, Número 5

Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/manifestacao-de-nuit/