Como o Tantra chegou na América

Por Mark A. Michaels e Patricia Johnson.

Em 1976, o Dr. Jonn Mumford (Swami Anandakapila Saraswati) proferiu uma série de palestras muito importantes e influentes no Gnosticon 5, uma conferência prolongada patrocinada pela Llewellyn Publications que reuniu especialistas de diversas áreas e disciplinas ocultas. Um conjunto gravado dessas palestras esteve disponível na Llewellyn por vários anos. Hoje, é praticamente impossível encontrar cópias, e o Dr. Mumford se contentou em deixar a informação definhar porque tinha dúvidas sobre se algum material mais explícito deveria alguma vez aparecer impresso.

Em 2004, minha esposa e sócia docente Patricia Johnson (Devi Veenanand) sugeriu que abordássemos o Dr. Mumford sobre a possibilidade de escrever um livro baseado em suas palestras Gnosticon. Ela sentiu que o material era valioso demais para que pudesse cair na obscuridade e que era importante assegurar que sua contribuição para o desenvolvimento do Tantra contemporâneo recebesse o reconhecimento que merece. Muito para nossa surpresa, ele concordou em nos apoiar neste empreendimento.

O Dr. Mumford tem um raro dom de colocar o autêntico tantra hindu, incluindo seus aspectos sexuais, dentro de uma estrutura conceitual que o torna acessível para os ocidentais. Ele consegue fazer isso sem enfatizar demais a sexualidade, diluindo os ensinamentos ou usando técnicas clichês da Nova Era, por mais atraentes que tais modificações possam ser para os buscadores ocidentais. Nós nos tornamos seus alunos porque estávamos buscando algo mais profundo e autêntico do que o que o popular Tantra americano tinha a oferecer, e foi exatamente isso que encontramos.

As palestras nas quais se baseia a Essência da Sexualidade Tântrica foram talvez a primeira discussão pública sobre o Tantra sexual entregue a uma audiência americana por um professor ocidental com treinamento indígena autêntico em um sistema baseado em linhagem. Parte do material que o Dr. Mumford apresentou na Gnosticon era quase inteiramente desconhecido fora da Índia na época, e seus ensinamentos inspiraram gerações sucessivas de professores de Tantra, quer eles percebessem ou não.

As palestras Gnosticon são de grande importância histórica no desenvolvimento do Tantra no Ocidente, e ajudaram a moldar o que é conhecido hoje como Neo-Tantra – termo cunhado no início do século XX, mas usado por Bhagwan Shree Rajneesh (Osho) para descrever sua abordagem, e agora aplicado de forma mais geral aos sistemas ocidentalizados de prática que enfatizam a sexualidade. Enquanto que alguns tradicionalistas têm uma visão obscura do Neo-Tantra, ele pode, no seu melhor, levar os praticantes a abordar a sexualidade com uma consciência mais profunda e um maior senso de reverência. As informações que o Dr. Mumford compartilhou em 1976, após a revolução sexual, talvez sejam ainda mais valiosas hoje do que eram então, dado o atual clima de repressão sexual nos Estados Unidos. Além de qualquer valor histórico ou significado cultural e político, o conteúdo das palestras é profundo e as técnicas são extraordinárias.

Embora o Dr. Mumford estivesse relutante em autorizar o relançamento destas informações e sua adaptação em forma de livro, sentimos que era importante empreender este projeto. Ao longo dos anos, seu importante trabalho tem sido deturpado, mal compreendido e apropriado sem reconhecimento; quisemos deixar o registro e honrá-lo como uma das figuras mais importantes do Tantra moderno. Somos profundamente gratos por ele nos encorajar a usar seu material e nos permitir a liberdade de tomar liberdades com ele. Somos também gratos por sua disposição de fornecer informações adicionais e elaboração sempre que necessário. Trabalhar neste livro nos deu a oportunidade de absorver os ensinamentos muito profundamente, e os leitores sérios terão uma experiência semelhante, se estudarem o material cuidadosamente.

Aqueles que estão familiarizados com o Neo-Tantra podem se surpreender ao descobrir que certas práticas enfatizadas por muitas escolas contemporâneas recebem pouca ou nenhuma atenção em nosso livro. Em 1976, o Dr. Mumford não se preocupou muito com orgasmos múltiplos masculinos ou ejaculação feminina, e estes tópicos só são mencionados de passagem. Tanto a ejaculação feminina quanto os orgasmos múltiplos masculinos são experiências maravilhosas e agradáveis – mas não são partes essenciais do repertório sexual; no entanto, não são uma preocupação central na sexualidade tântrica tradicional, nem o desenvolvimento da capacidade de experimentá-los faz de uma pessoa um Tantrika. Do ponto de vista clássico, o G-Spot é um ponto de partida para o Swadisthana Chakra, nada mais. Certamente não é a chave para a cura sexual, nem é nada de novo. É discutido tanto na literatura erótica indiana, como o Koka Shastra, como nos romances eróticos do século XVIII-Europa.

Embora tenhamos tomado algumas liberdades com as fitas originais e tenhamos às vezes incluído nossa própria perspectiva, todos sentimos que estamos transmitindo os ensinamentos essenciais que o Dr. Mumford apresentou em 1976. O conteúdo permanece tão relevante hoje como era há trinta anos; as técnicas são poderosas, prazerosas e eficazes. A sua prática deve produzir resultados interessantes e trazer-lhe muito prazer.

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Fonte:

MICHAELS, Mark A; JOHNSON, Patricia. Tantra Comes to America. The Lllewellyn’s Journal, 2006. Disponível em: <https://www.llewellyn.com/journal/article/1161>. Acesso em 9 de março de 2022.

COPYRIGHT (2006). Llewellyn Worldwide, Ltd. All rights reserved.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/yoga-fire/como-o-tantra-chegou-na-america/

Entrevistas e Palestras de Junho/2020

Bate-Papo Mayhem #025 – Com Virginia Gaia e Pedro Pietroluongo – Magia Sexual.
https://youtu.be/z2ZTahJFCiM

Bate-Papo Mayhem #026 – Com Carlos Raposo – Aleister Crowley, Thelema e a História da O.T.O.
https://youtu.be/gjn8MdagesU

Bate-Papo Mayhem #027 – Com Aton Gondim – Uso Terapeutico e Magístico do Tarot.
https://youtu.be/EsRNQjCCY04

Bate-Papo Mayhem #028 – Com Lorde A – O Vampiro na literatura, filmes e na cultura pop.
https://youtu.be/L9I4MHt4j7E

Bate-Papo Mayhem #029 – Com Ulisses P. S. Massad – Enochiano e Magia Enochiana.
https://youtu.be/uksP6eoZ96I

Bate-Papo Mayhem #030 – Com Thiago Thamosauskas – Principia Alchimica, o Manual do Alquimista Moderno
https://youtu.be/nCH4k9PR02k

Bate-Papo Mayhem #031 – Com Obito (Morte Súbita) – O Diabo não é tão feio quanto se pinta: a História do Satanismo.
https://youtu.be/rqseOAktVmk

Bate-Papo Mayhem #032 – Com Carlos Brasilio Conte – Pitágoras e a Escola Pitagórica
https://youtu.be/FFwmiuq5fkY

Bate-Papo Mayhem #033 – Com Oghan N´Thanda – A Jornada do Herói Negro e a Magia Africana.
https://youtu.be/v_N4kwTCXwc

Bate-Papo Mayhem #034 – Com Marcelo Del Debbio – Qlipoth, a Árvore da Morte
https://youtu.be/4a7WJ29G0To

Bate-Papo Mayhem #035 – Com Marco Antônio Seschi – A História das Artes Marciais na China
https://youtu.be/vWx4sDm8Lvk

Bate-Papo Mayhem #036 – Com Caio Ribeiro Chagas – Magia e Video-Games. Quando a Alquimia encontra a jogabilidade.
https://youtu.be/Eh3xbqJEaF0

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/entrevistas-e-palestras-de-junho-2020

Asas de Morcego: a arte de Koppay

Asas de Morcego: violação da eugenia e empoderamento da marginalidade na arte de Koppay

Shirlei Massapust

Por motivo de antiguidade e pertinência temática decidi realizar um estudo de imagem das xilogravuras (holzstich) da série Kraft und List, produzidas e/ou inspiradas pelo conceito original dum pintor de nome Barão Jószef Arpád Koppay von Drétoma (1859-1927), que assinava simplesmente Koppay.

Kraft und List significa “Poder e Astúcia” em idioma alemão. Nas versões de 1880 e 1982 a personagem List tem asas de morcego. Na última versão, datada de 1891, ela é apenas uma mulher normal. List tem pele branca e cabelos pretos, sem cachos ou frisos. Está sedutoramente recostada sobre o leão Kraft, embora lance um olhar feroz sobre ele. A fera desconhece o perigo, pois olha distraidamente para o nada.

Aparentemente Kraft pensa que é amado por List e se deixa domesticar, tendo uma corrente no pescoço, com função de coleira. Na Bíblia, o leão (Panthera leo) é o símbolo heráldico do rei (Provérbios 19:12 e 20:2), especialmente da classe governante da tribo de Judá (Gênese 49:9, Oséias 5:15; Apocalipse 5:5). Segundo Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, outros povos entendem que Kṛṣṇa é o leão entre os animais (Bhagavad Gītā 10:30). Buda é o leão entre os Shakya. O brasão do rei budista Açoca († 232 a. C.) tinha a efigie de três leões sobre um pedestal de roda. Tais são, ainda hoje, as armas do Hindustão. Ali, genro de Maomé, glorificado pelos xiitas, é o leão de Alé, razão pela qual a bandeira iraniana é estampada com um leão coroado. “Com a libertação feminina de nossa época, o leão soberbo e generoso tornou-se o macho falocrata, que não sabe ou finge não saber que seu poder é bem relativo[1]”.

Em todo os casos, leões iconográficos podem ser interpretados como pessoas. Koppay vivenciou um período conturbado da História. Nascido em Viena, capital da Áustria, sentiu-se subitamente rebaixado à nacionalidade austro-húngara com a dissolução do Império Austríaco, sucedido pelo Império Austro-Húngaro, resultado dum acordo entre as nobrezas austríaca e húngara que durou de 1867 até 1918. Era como se repentinamente os Estados Unidos integrassem o México e declarassem que todo mexicano teria igual direito à cidadania. O húngaro era historicamente valorado pelos austríacos como os colonos brasileiros perante os colonizadores portugueses.

Na primeira versão de Kraft und List (1880), a jovem mulher morcego de biótipo húngaro está pobremente vestida, com pernas expostas e pés descalços. Mesmo sem asas, num quadro subsequente a andrajosa List é facilmente reconhecida com seu traje esfarrapado e pés descalços, prestes a girar a maçaneta da porta dum prédio luxuoso. Esta maçaneta é um símbolo fálico[2]. List está cercada por um semicírculo de víboras. Um ramo de visco[3] sobre a porta revela a intenção oculta da visita.

Rudolf Lothar, na biografia Koppay Gebundene Ausgabe (1919), fornece o título Das Unheil (1982)[4] ou “A Calamidade” para tal xilogravura. Antigos cartões postais com reproduções de estampas colorizadas trazem o título Das Verhängnis ou “A Perdição”.

Seria List uma “perdida” entrando escondida pela entrada de serviço? Ou uma “calamidade” atravessando a porta principal, na qualidade jurídica de nova dona da casa, ostentando status de esposa do arrimo? Uma pessoa assim, ocupando o lugar da mulher de classe alta, olhando com um ódio nascido do ressentimento para a vizinhança que não aceita seu relacionamento com um nobre, nem sua ascensão social, era com um espelho que refletia todo o asco dirigido à sua laia.

Segundo Lothar, 1882 também foi o ano da censura dos pés de List na segunda versão de Kraft und List. Nela existe outra assinatura além da de Koppay, do coautor Mlanges, que assina junto à folha de palma (ou pena gigante) deitada sobre a cauda alongada do vestido que passa a cobrir a vergonha de List. Desde então a personagem não mais exibiria pernas e pés. Mlanges adicionou um cemitério ao fundo do cenário.

O meio artístico pressentia que o futuro reservava algo de terrível para a nação representada por Kraft. Faltavam trinta e dois anos para o início da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). A terceira versão de Kraft und List (1891) é tautológica[5]. A última produção de Koppay com pertinência temática foi Ein weiterer Sieg für die Mächte der Dunkelheit (1894) ou “Mais uma Vitória das Forças das Trevas” onde um exemplar masculino com asas de morcego e o mesmo biótipo de List aparece totalmente nu, carregando uma mulher branca caucasiana enrolada num lençol transparente. Ele voa levando-a para o fundo dum penhasco com neblina, onde acaba de pular. Uma estrela isolada, ou o planeta Vênus, brilha num céu carregado de nuvens nimbos estratos.

Apesar da ausência de chifres, rabo e forcado, e embora já houvesse descrições de vampiros que viram morcego em Portugal, é mais provável que List e Dunkelheit sejam sobrenaturais austro-húngaros da eterna espécie diabólica (Teufelin), composta de gênero feminino súcubo (sukkuba) e masculino íncubo (inkubus), e não do eveterno espírito (geist) que cria o vampiro (vampir) ao reentrar em seu próprio cadáver.

O Diabo é nada menos que um dogma, que depende de todos os outros. Modificar o eterno vencido não é o mesmo que modificar o vencedor? Duvidar dos atos do primeiro corresponde a duvidar dos atos do segundo, dos milagres que ele fez precisamente para combater o Diabo. As colunas do céu estão apoiadas no abismo[6].

Os anjos diabólicos existem desde o princípio dos tempos, conforme o folclore do século XIX, e não buscam companheiros humanos porque gostam de dormir com gente. O modus operandi organizacional da súcubo e da íncubo segue uma estratégia padronizada pelo serviço de inteligência da governança do Inferno. O objetivo é hibridar a linhagem adâmica para torná-la imprestável aos propósitos da ideologia monárquica e, consequentemente, promover mudanças sociopolíticas favoráveis à sua causa.

Esse mito, que nada tem de bíblico, atualiza a concepção original dos teólogos Heinrich Kramer e James Sprenger, no Malleus Maleficarum (1484), em contestação à teoria da desumanidade dos filhos de relacionamentos extraconjugais, quando o diabo usa alguém como instrumento, outorgando o poder de causar o mal por vias de fato.

Ademais, anjo agostiniano não tem sexo. Para suprir sua impotência sexual, o mesmo sobrenatural agénero teria o habito de solidificar-se como súcubo de aparência humana feminina para colher esperma de algum homem, sublimar-se e solidificar-se novamente como íncubo de aspecto masculino para ejetar o esperma recém colhido numa mulher. “Pode-se agora perguntar de quem é filha a criança assim gerada. Está claro que não é do diabo, mas do homem cujo sêmen recebeu[7]”. O súcubo-íncubo não faz mais do que manipular o genoma, produzindo “transmutações no sêmen[8]”.

Houve até um magistrado, o assessor criminal de Baiona (França), que deixou fazer o sabbat em sua casa. O senhor de Saint-Pé, Urtubi, foi obrigado a fazer a festa no seu próprio castelo. Com isso lhe ficou a cabeça tão abalada que imaginou que uma feiticeira lhe estava a chupar o sangue. Tendo-lhe o medo dado coragem, foi em companhia de um outro senhor a Bordéus, dirigiu-se ao Parlamento, os senhores d’Espagnet e de Lancre, fossem encarregados a julgar os feiticeiros do país basco.[9]

O filósofo e historiador francês Jules Michelet (1798-1874) verificou que a tradição da feitiçaria era múltipla e muito diversificada. Quanto mais próxima da Alemanha, onde o Diabo era forte, mesclado a restos de mitologia nórdica, afigurava-se mais pesada e sombria, “só gosta de animais pretos[10]”.

Ignoro o que foi produzido e exposto primeiro, se a primeira versão de Kraft und List (1880) de Koppay ou La chauve-souris (1880) do francês Albert Joseph Pénot (1862-1930). Porém o tema é o mesmo. Pénot se especializou em pintar nu artístico. Em muitos de seus quadros as mulheres voam, deitam ou flutuam sobre nuvens. Na cena de nu artístico de “A Morcega”, uma jovem de pele branca e longos cabelos pretos, com asas pretas, voa à frente dum céu tempestuoso. Diferentemente das demais personagens voadoras de outros quadros, a morcega é fisicamente idêntica a bruxa que voa sentada numa vassoura em Départ pour le Sabbat (1910), do mesmo autor.

Quadros La chauve-souris (1880) e Départ pour le Sabbat (1910) de Albert Pénot

Notas:

[1] CHEVALIER, Jean & GHEERBRANT, Alain. Dicionário de Símbolos. Trad. Vera da Costa e Silva, Raul de Sá Barbosa, Angela Melim e Lúcia Melim. Rio de Janeiro, José Olympio, 1999, p 539.

[2] Toda fechadura é constituída de algumas partes. As exteriormente visíveis são a maçaneta, o espelho e a chave. Espelho é a placa com buraco onde entra a chave, que também suporta a maçaneta. Nesta xilogravura a fechadura tem espelho circular que compõe uma figura fálica em conjunto com a sombra do braço da personagem.

[3] Uma lenda que sobreviveu à civilização escandinava diz que duas pessoas que se encontram de baixo de visco devem se beijar para celebrar com amor a ressurreição de Balder (Balðr) no Ragnarök. Há uma tradição derivada em alguns países do hemisfério norte (Canadá, EUA, Inglaterra, Irlanda, Escócia) onde se um homem e uma mulher se encontrarem sob um ramo de visco, devem se beijar para trazer boa sorte.

[4] KOPPAY, MALER DER HIGH SOCIETY.  Resenha ilustrada publicada no blog Kunst Kommt Von Können, em 06/03/2009. URL: <http://kunstkommtvonkoennen.blogspot.com.br/2009/03/koppay-maler-der-high-society.html>

[5] A terceira versão de Kraft und List (1891) é uma pintura a óleo colorida. Não é uma xilogravura ou estampa colorizada derivada de impressão xilográfica. A inscrição Koppay – 1891, em letras de fôrma diferentes da assinatura usual, consta numa rocha quadrada com partes rústicas a serem esculpidas. Essa é a pedra angular que indica o conceito autoral duma obra inacabada pelo autor, concluída por outrem. Todavia, há mais perda de elementos iconográficos do que indícios de transcendência na variante. O cemitério de Mlanges foi descartado juntamente com as asas de Koppay. O fundo do novo coautor, cuja assinatura é ilegível, é um escuro túnel circular.

[6] MICHELET, Jules. Sobre as Feiticeiras. Trad. Manuel João Gomes. Lisboa, Edições Afrodite, 1974, p 17.

[7] KRAMER, Heinrich & SPRENGER, James. O Martelo das Feiticeiras. Trad. Paulo Froés. Rio de Janeiro. Editora Rosa dos Tempos, 1991, p 85.

[8] KRAMER, Heinrich & SPRENGER, James. O Martelo das Feiticeiras, p 87.

[9] MICHELET, Jules. Sobre as Feiticeiras. Trad. Manuel João Gomes. Lisboa, Edições Afrodite, 1974, p 190.

[10] MICHELET, Jules. Sobre as Feiticeiras. Trad. Manuel João Gomes. Lisboa, Edições Afrodite, 1974, p 369.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/asas-de-morcego-violacao-da-eugenia-e-empoderamento-da-marginalidade-na-arte-de-koppay/

Entrevista sobre Sigilos

Magia+do+Caos

O exemplo aqui apresentado mostra a criação de sigilos pictóricos. Creio que meu enfoque na entrevista foi lembrar que a sigilização, além de atuar como uma magia pragmática e que funciona, é muito mais que isso. Pode-se aprender lições valiosas, aumentar seu conhecimento de mudanças de paradigmas, despertar diferentes sensações e estados alterados. O trabalho com sigilos de forma multidimensional, e não somente linear, apenas enriquece a prática mágica.

Por isso, fique satisfeito, pois caso seu sigilo não funcione, no mínimo você melhora sua habilidade de desenho e sua caligrafia!

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/entrevista-sobre-sigilos

Conexão Ayahuasca-Alien

Pablo César Amaringo e Luis Eduardo Luna, Ph.D.

Trechos de Visões da Ayahuasca

Voar é um dos temas mais comuns do xamanismo em qualquer lugar. O xamã pode se transformar em pássaro, inseto ou ser alado, ou ser levado por um animal ou ser para outros reinos. Os xamãs contemporâneos às vezes usam metáforas baseadas em inovações modernas para expressar a ideia de voar. Assim, não é estranho que o motivo UFO, que faz parte do imaginário moderno – talvez, como proposto por Jung (1959), até mesmo uma expressão arquetípica de nossos tempos – seja usado pelos xamãs como um dispositivo de transporte espiritual para outros mundos.

O motivo da nave espacial tem um lugar importante nas visões de Pablo. Como vimos anteriormente, quando a curandeira que curou sua irmã lhe deu ayahuasca, Pablo viu um enorme disco voador fazendo um barulho tremendo que o deixou em pânico (Visão 7). Don Manuel Amaringo, irmão mais velho de Pablo, tem uma história parecida. Ele me disse – com lágrimas nos olhos – que o principal ícaro que ele empregou para curar muitas pessoas ele aprendeu com uma fada chamada Altos Cielos Nieves Tenebrosas, que veio em uma espaçonave azul:

Ela me perguntou: ‘Você quer ouvir minha música?’ Ela cantou e essa música eu sempre guardei no meu coração.

Apesar da frequência com que Pablo retrata as naves espaciais, ele é esparso em seus comentários sobre elas. Pablo diz que esses veículos podem ter várias formas, atingir velocidades infinitas e podem viajar debaixo d’água ou debaixo da terra. Os seres que neles viajam são como espíritos, tendo corpos mais sutis que os nossos, aparecendo e desaparecendo à vontade. Eles pertencem a civilizações extraterrestres avançadas que vivem em perfeita harmonia. Grandes civilizações ameríndias como os Maias, Tiahuanaco e Inca tiveram contato com esses seres. Pablo conta que viu em suas jornadas com ayahuasca que os maias sabiam dessa bebida, e que partiram para outros mundos em algum momento de sua história, mas estão prestes a retornar a este planeta. Na verdade, ele diz que alguns dos discos voadores vistos pelas pessoas hoje são pilotados por anciões maias.

Uma ideia semelhante foi relatada pela antropóloga alemã Angelika Gebhart-Sayer. Em 1981, enquanto fazia trabalho de campo em Caimito, um pequeno assentamento Shipibo às margens do rio Ucayali, seus amigos índios estavam preocupados com estranhos fenômenos de luz que testemunhavam há meses e que interpretaram como uma nova tática dos brancos para penetrar em seus territórios tribais. Quando se aproximaram das luzes, elas desapareceram. Em várias ocasiões, a própria Gebhart-Sayer viu luzes amareladas silenciosas do tamanho de uma bola de futebol, movendo-se cerca de 400 metros de distância e cerca de um metro acima do solo. Ela não conseguiu encontrar nenhuma explicação lógica para o que viu. José Santos, o xamã, acalmou as pessoas, explicando que em uma visão de ayahuasca ele entendeu o que era: uma nave dourado com grandes lâmpadas e assentos lindamente decorados. ‘O piloto, um distinto Inca, sai. Às vezes ele usa as roupas modernas dos brancos, às vezes uma preciosa cushma inca (roupa tradicional masculina). Nós nos curvamos um ao outro, mas não falamos, porque conhecemos os pensamentos um do outro. Então ele se retira. Ainda não chegou a hora de ele falar. Os incas querem se aliar a nós, para derrotar o branco e o mestiço, e estabelecer um grande império no qual viveremos nossa vida tradicional e possuiremos as mercadorias dos incas e dos brancos. Em breve chegará o tempo em que ele trará presentes e dará orientações. (Gebhart-Sayer 1987:141-2)

O historiador finlandês Martti Parssinen gentilmente me indicou um texto escrito pelo padre Francisco de San Jose sobre um fenômeno que o missionário testemunhou na confluência dos rios Pozuzo e Ucayali em 8 de agosto de 1767. Padre Francisco e outros missionários foram cercados à noite por um grupo de Conibos hostis, que atiravam neles suas flechas, ao que responderam com tiros. Ele escreve:
Estávamos no meio dessa batalha quando algo aconteceu que vale a pena ser lembrado. Vimos, tanto cristãos como gentios, um globo de luz mais brilhante que a lua que sobrevoou as linhas dos Conibos e iluminou o campo do tempo. Não sei se os índios viram algum mistério no evento, mas só sei que abandonaram suas flechas… (San Jose 1767:364)

Os extraterrestres estão em contato com as nina-runas (pessoas do fogo) que vivem no interior dos vulcões. Eles se comunicam telepaticamente entre si. Sob os efeitos da ayahuasca pode-se ver esses seres e seus veículos, mas poucos vegetalistas realmente têm contato com eles, apenas os escolhidos, a quem os extraterrestres ensinam canções de poder e dão informações úteis para ajudar a curar seus pacientes.

A antropóloga francesa Françoise Barbira-Freedman, que fez um extenso trabalho entre os Lamistas da província de San Martin, me disse que entre seus informantes xamãs avistamentos de naves espaciais com ayahuasca eram comuns. Quando visitei Don Manuel Shuna, tio de Pablo, um vegetalista de mais de 90 anos, mostrei suas várias fotografias de pinturas de Pablo. Apontando para o disco voador em uma das fotos, ele me disse com entusiasmo, quase com estresse, que nos últimos dois anos ele havia sido assombrado por pessoas saindo de máquinas como aquela. Ele disse que essas pessoas voam um pouco acima da superfície da água. Don Manuel descreve suas máquinas como tendo cerca de 50 metros de comprimento, com luzes que tornam a noite tão clara quanto o dia. Quando em repouso, eles nunca tocam o solo ou a água, mas permanecem suspensos no ar. Às vezes, os seres a bordo destas máquinas derrubam e levam árvores inteiras com eles.

Dom Manoel disse: “Eles sabem quando estou tomando ayahuasca. Eles vêm e cantam todo tipo de música, e os icaros que eu canto. Eles também sabem orar. Eles querem ser meus amigos, porque tem coisas que essas pessoas não sabem. Eles querem me levar com eles, mas eu não quero ir porque essas pessoas comem umas às outras. Eles tentaram me assustar movendo a terra ou derrubando grandes árvores. Quase me deixaram louco. Mas eles não chegam mais perto porque eu soprei tabaco neles.

É claro que é muito difícil saber o que fazer com esse tipo de relatório. Parece que os xamãs estão constantemente se apropriando simbolicamente de todas as inovações que vêem ou ouvem, usando-as em suas visões como metáforas vívidas para explorar ainda mais os reinos espirituais, aumentar seu conhecimento ou se defender de ataques sobrenaturais. Os xamãs shipibos recebem livros nos quais podem ler a condição dos pacientes, ter farmácias espirituais ou viajar em aviões cobertos com desenhos geométricos significativos até o fundo dos lagos para recuperar a caya (alma) de seus pacientes (Gebhart-Sayer 1985:168,172; 1986:205;1987:240); Canelos Quichua recebem dos espíritos máquinas de raios X, aparelhos de pressão arterial, estetoscópios e grandes luzes cirúrgicas brilhantes (Whitten 1985:147); um xamã Campa aculturado usa em suas canções de cura frequências de rádio para se comunicar com os espíritos da água (Chevalier 1982:352-3); Os xamãs Shuar, que adquirem de várias plantas, animais, pedras ou outros objetos flechas mágicas (tsentsak) para curar ou defender-se, também as obtêm de um witrur (do espanhol vitrola, fonógrafo) (Pellizzaro 1976:23,249); Don Alejandro Vazquez, um vegetalista que vive em Iquitos, me disse que além de anjos com espadas e soldados com armas, ele tem um caça a jato que usa quando é atacado por feiticeiros fortes (Luna 1986:93; ver também Pellizzaro 1976:47); Don Fidel Mosombite, um ayahuasquero de Pucallpa, me disse que em suas visões ele recebeu chaves mágicas, para que pudesse dirigir belos carros e aviões de vários tipos.

Os discos voadores, seres extraterrestres e civilizações intergalácticas que aparecem nas pinturas de Pablo não devem necessariamente ser considerados incomuns ou estranhos ao xamanismo amazônico; podem ser manifestações de motivos antigos. Descrições de viagens xamânicas sob a influência da ayahuasca e outras plantas psicotrópicas, mesmo entre tribos amazônicas culturalmente isoladas, frequentemente incluem a ideia de um xamã ascendendo ao céu para se misturar com pessoas celestiais ou, inversamente, seres celestiais descendo ao local da cerimônia. (cf. Gomez 1969; Reichel-Dolmatoff 1971:43,173; Vickers & Plowman 1984:19; Ramirez de Jara & Pinzon 1986:173-4; Chaumeil 1982:40; Cipoletti1987;etc.).

Um exemplo interessante da cosmologia cuna foi relatado por Gomez:

As estrelas são as luzes de um conjunto habitacional de natureza intermediária entre os corpos sólidos e o ar. Essas moradias são habitadas por belas mulheres que à noite fiam algodão iluminado por lamparinas semelhantes às dos brancos.

Eles se reproduzem pela vontade de Paptummatti {literalmente, o Grande Pai} sem a intervenção dos homens, sempre dando à luz fêmeas. Passam de uma casa a outra por meio de pires dourados com os quais também viajam para outros mundos, ocasionalmente descendo a qualquer um deles para transportar em seus veículos aquelas pessoas que são dignas do favor divino.

Em seguida, o autor acrescenta a seguinte nota de rodapé:

Na mitologia cuna, existem inúmeras referências a esses discos voadores em suas narrações sobre heróis culturais. Essa noção passou para o folclore, e descrições desses discos ocorrem na vida cotidiana. (Gomes 1969:67)

Tanto Valle (1979) quanto Meheust (1988) perceberam o paralelismo que pode ser encontrado entre motivos folclóricos, viagens xamânicas e abduções de discos voadores. Como em outras partes do mundo hoje, a Amazônia é constantemente bombardeada por novas imagens e símbolos exóticos que rapidamente se misturam às crenças tradicionais.
Por outro lado, a conexão entre OVNIs e alucinógenos de triptamina foi apontada por Terence McKenna, que verificou por questionário que o contato com OVNIs é o motivo mais frequentemente mencionado por pessoas que tomam psilocibina recreativamente, usando doses uficientes para liberar todo o espectro de efeitos psicodélicos (cf. McKenna 1984,1989).

Já ouvi falar dessas histórias de ocidentais que tomaram ayahuasca, psilocibina cubensis ou dimetiltriptamina pura. Como Valle (1979:209-10) apontou, os OVNIs são manifestações físicas que não podem ser compreendidas à parte de sua realidade psíquica e simbólica. O tema OVNI é um assunto que não deve ser negligenciado por antropólogos cognitivos, psicólogos profundos e pessoas interessadas nas mitologias do homem moderno.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/conexao-ayahuasca-alien/

Coisas que nunca te contaram sobre a reencarnação

Neste vídeo trazemos três reflexões sobre a crença na reencarnação. Não se trata de uma tentativa de provar que a reencarnação existe, mas sim de abordar este tema tão vasto de forma aprofundada.

Se gostaram, não esqueçam de curtir, compartilhar e se inscrever no canal!

#Reencarnação

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/coisas-que-nunca-te-contaram-sobre-a-reencarna%C3%A7%C3%A3o

A Solução Científica para o Problema do Governo

Aleister Crowley

TEOREMA.

A solução científica para o problema do governo é dada no AL (Liber Legis). Esta Lei substitui todas as teorias empíricas em vigor até agora.

CITAÇÃO.

Capítulo I.

3. Todo homem e toda mulher é uma estrela.

10. Que os meus servidores sejam poucos e secretos: eles governarão os muitos e os conhecidos.

40. Faze o que tu queres deverá ser o todo da Lei.

41. A palavra de Pecado é Restrição.

42. Tu não tens direito a não ser de fazer a tua vontade.

43. Faze isto, e nenhum outro dirá não.

44. Pois pura vontade, desaliviada de propósito, livre da ânsia de resultado, é todo caminho perfeito.

57. Amor é a lei, amor sob vontade.

Capítulo II.

19. Deve um Deus viver em um cão? Não! porém os mais elevados são de nós. Eles regozijarão, os nossos escolhidos: quem se lamenta não é de nós.

20. Beleza e força, gargalhada vibrante e leveza deliciosa, força e fogo, são de nós.

58. Sim! não acrediteis em mudanças; vós sereis como sois e não outro. Portanto os reis da terra serão Reis para sempre: os escravos servirão.

Capítulo III.

4. Escolhei vós uma ilha!

5. Fortificai-a!

6. Adubai-a ao redor com engenhos de guerra!

7. Eu vos darei uma máquina de guerra.

8. Com ela vós atingireis as pessoas; e ninguém permanecerá de pé perante vós.

58. Mas o forte e o orgulhoso, o real e o majestoso; vós sois irmãos!

59. Como irmãos lutai!

60. Não existe lei além de Faze o que tu queres.

DEMONSTRAÇÃO.

1. O eleitor mediano é um retardado.Ele acredita no que lê nos jornais, alimenta a sua imaginação e acalma as suas repressões no cinema e espera se livrar da sua escravidão através da loteria esportiva, competições de palavras cruzadas ou descobrindo o ganhador das 3:30.

Ele é tão ignorante como qualquer camponês analfabeto o é: ele não tem o poder do pensamento independente. Ele é a presa do pânico.

Mas ele tem o voto.

2. Os homens no poder só conseguem governar forçando-o a tomar parte em guerras, brincando com os seus medos e preconceitos até que ele concorde com a legislação repressora contra os seus interesses óbvios, brincando com a sua vaidade até que ele esteja totalmente cego para a sua própria miséria e servilismo.

O método alternativo é o da coerção aberta. Em resumo, nós governamos por meio de uma mistura de mentira e opressão.

3. Este recurso desesperado de armas arcaicas é a herança da hipocrisia. As teorias de Direito Divino, superioridade aristocrática, a ordem moral da Natureza, são todos blefes atualmente derrubados. Mesmo aqueles de nós que acreditam em sanções sobrenaturais para os nossos privilégios a fim de intimidar e roubar as pessoas não mais nos enganam com o pensamento de que as nossas vítimas compartilham das nossas superstições.

4. Mesmo os ditadores compreendem isso. Mussolini tentou induzir o fantasma da Roma Antiga a desfilar pomposamente pelo palco na imagem de Júlio César; Hitler inventou uma miscelânea de insensatez sobre os Nórdicos e os Arianos; ninguém pretende tampouco acreditar, exceto pelo “desejar crer”.

E a simulação está se quebrando visivelmente em toda parte. Elas não podem nem ao menos ser galvanizadas com espasmos de pseudo-atividade, como ainda ocorre ocasionalmente com os sapos mortos da superstição.

5. Só existe uma esperança para unir as pessoas sob uma liderança inteligente; porque só existe uma coisa na qual todos realmente acreditam. Isto é, acreditam de tal modo que ela baseia automaticamente todas as ações da sua vida diária sobre seus princípios.

(Isso é verdadeiro praticamente com relação a todos os homens, seja qual for a sua raça, casta ou credo). Esta base de conduta, universalmente aceita, é a Ciência.

6. A Ciência alcançou esta posição porque ela não faz nenhuma afirmação de que ela não está preparada para se revelar a todos os que a buscam.(Esta parte é muito bem compreendida, onde todos os “falsos profetas”—Espiritualismo, Ciência Cristã, excentricidades etnológicas, vendedores do enigma da Grande Pirâmide e o resto dos trapaceiros – todos fingem apelar para a evidência, não para a autoridade, como fizeram os Reis e as Igrejas).

O problema do governo é, portanto, descobrir uma fórmula científica com um envolvimento ético. Esta fórmula deve ser rigidamente aplicável da mesma forma a todos os homens sãos sem referência às qualidades individuais de qualquer um deles.

7. A fórmula é dada pela Lei de Thelema. “Faze o que tu queres deverá ser o todo da Lei.”[1].

Esse mandamento, dentro de um sentido infinitamente elástico, desde que não especifique qualquer objetivo de vontade particular como sendo desejável, é ainda assim infinitamente rígido, naquilo em que obriga todo homem a seguir exatamente o propósito para o qual é adequado por hereditariedade, meio ambiente, experiência e autodesenvolvimento.

Assim, a fórmula é também biologicamente infalível e eticamente adequada para todo indivíduo, tanto quanto politicamente para o Estado.

8. Que essa fórmula seja aceita por todo governo. Peritos serão imediatamente nomeados para trabalhar, quando surgir a necessidade, os detalhes da Verdadeira Vontade de todo indivíduo e mesmo aquela de toda corporação, quer seja de caráter social ou comercial, enquanto que surgirá um judiciário para determinar a igualdade no caso de reivindicações aparentemente conflitantes. (Tais casos se tornarão progressivamente mais raros assim que o ajuste seja alcançado) . Todos os apelos às autoridades precedentes, o peso morto da Árvore da Vida[2], serão abolidos, e os padrões estritamente científicos serão a única medida pela qual o poder executivo governará o povo. A regra absoluta do estado será em função da liberdade absoluta de cada vontade individual.

Notas de Rodapé

  1. Liber AL I:40.
  2. A representação simbólica do universo na Qabalah; seu “peso morto” é chamado de the Qliphoth—“conchas”, ou “excrementos”.

© 2022 e.v. – O.T.O. – Ordo Templi Orientis

Fonte: https://www.thelema.com.br/

Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/a-solucao-cientifica-para-o-problema-do-governo/

Arcano 9 – Eremita – Yod

Um homem, de pé, tem na mão esquerda um bastão que lhe serve de apoio, enquanto que com a direita levanta uma lanterna até a altura do rosto. Está representado de três quartos, com o rosto voltado para a esquerda. Veste uma grande túnica e um manto azul com o forro amarelo. Seu capucho, caído sobre as costas, parece continuar a túnica e é arrematado por uma borla amarela.

A lâmpada, aparentemente hexagonal, tem apenas três de seus lados visíveis, sendo o central vermelho e os restantes amarelos.

O fundo da gravura é incolor, e o chão de um amarelo estriado de listas negras, muito semelhante ao reverso do manto.

Significados simbólicos

O Iniciado, o buscador incansável. Sabedoria, iluminação, estudo, autoconhecimento

Meditação, recolhimento, saber desligar-se. Reavaliação da vida e dos objetivos.

Concentração, silêncio. Profundidade.

Prudência. Reserva. Limites. Influência saturnina.

Interpretações usuais na cartomancia

Austeridade, moderação, sobriedade, discrição. Médico experiente, sábio que cala seus segredos. Celibato. Castidade.

Mental: Contribuição luminosa à resolução de qualquer problema. Esclarecimento que chegará de modo espontâneo.

Emocional: Alcançar as soluções. Coordenação, encontro de afinidades. Significa também prudência, não por temor, mas para melhor construir.

Físico: Segredo descoberto, luz que se fará sobre projetos até agora ocultos. Na saúde: conhecimento do estado real, consultas que podem remediar os problemas.

Sentido negativo: Obscuridade, concepção falsa de uma situação. Dificuldades para nadar contra a corrente. Timidez, isolamento, depressão, recusa de relações.

Mutismo, circunspecção exagerada, isolamento, caráter fechado. Avareza, pobreza. Conspirador tenebroso.

História e iconografia

O Ermitão é, sem dúvida, um dos arcanos menos alegóricos do Tarô. A imagem de um peregrino em hábito de monge, transportando um cajado, pode ser encontrado em dezenas de iluminuras em manuscritos dos séculos XV e XVI. O único detalhe que o afasta desta monotonia é a lâmpada que leva na mão direita: por ela imagina-se que seja uma ilustração da conhecida história de Diógenes em busca de um homem. Esse relato foi muito popular na alta Idade Média e no Renascimento e, de fato, vários modelos renascentistas do Tarô chamam o Arcano VIIII de Diógenes.

Alguns estudiosos acreditam que boa parte do simbolismo do Ermitão liga-se aos princípios fundamentais desse filósofo cínico: desprezo pelas convenções e vaidades, isolamento, renúncia à transmissão pública do conhecimento.

Mas este mutável personagem teve ainda outras representações: no tarocchino de Bolonha, aparece com muletas e asas; no de Carlos VI, tem uma ampulheta no lugar da lâmpada (o que o associa a Cronos ou Saturno, medidores do tempo).

Outra interpretação surge ainda do aparente erro ortográfico que se pode ver no Tarô de Marselha, onde a carta figura como L’Hermite em lugar de L’Ermite. Etimologicamente, o nome não derivaria então do grego eremites, eremos = deserto, mas provavelmente de Hermes e seu polivalente simbolismo. A esse respeito, podemos lembrar que é precisamente a Thot, equivalente egípcio de Hermes, que Gébelin e seus seguidores atribuem a invenção do Tarô.

Wirth explica os atributos do Eremita como termo final do terceiro ternário do Tarô, relacionando-o com os arcanos VII e VIII, que o precedem nesse ternário. Nessa relação, O Carro aparece como o homem jovem e impaciente para realizar a obra do progresso, que A Justiça se encarrega de retardar, amiga como é da ordem e pouco amante das improvisações; O Ermitão seria o conciliador deste antagonismo, evitando tanto a precipitação quanto a imobilidade.

Costuma-se interpretar também o seu significado como oposto e complementar ao do Arcano V (O Pontífice): o Eremita não é o codificador da liturgia, o responsável executivo de uma igreja, o pastor de um rebanho: seu pontificado é silencioso e sutil, seus discípulos são escolhidos. Na relação iniciática, é evidente que representa o “guru” e por isso foi definido como “o artesão secreto do futuro”.

No sentido negativo, o Arcano VIIII não é apenas a carta dos taciturnos; por sua minuciosidade e ritualismo, refere-se também aos temperamentos obsessivos.

Por Constantino K. Riemma
http://www.clubedotaro.com.br/

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/arcano-9-eremita-yod

A.·.A.·. Astrum Argentum – A Ordem da Estrela de Prata

” Na A.·. A.·. cego não guia cego.”

Tal afirmação reflete por completo o eixo do sistema de instrução da Ordem. O pupilo é avaliado por uma série de deveres explícitos no documento Liber 185, por outros propostos pelo instrutor e por si mesmo, onde o seu sucesso será a base para a instrução de seus futuros discípulos. Todos os documentos da Ordem estão disponíveis neste site ou distribuídos na internet, pois a A.·. A.·. apresenta-se sem mistérios aberta a qualquer análise e estudo, onde não apenas a literatura é a responsável pelo conhecimento, mas também a tradição oral.

A estrutura da Ordem é composta de 10 graus, todos equivalentes a uma sephirah da Árvore da Vida. Existe ainda o Estudante da A.·. A.·. que apenas é apresentado ao sistema da Fraternidade, não possuindo nenhum vínculo com a mesma.

Os fundadores desenvolveram o método denominado Iluminismo Científico , publicado no The Equinox, como oficial da A.·. A.·. que deverá ser inteiramente estudado, apesar da liberdade de escolha daquele que melhor agradar o candidato dentro dos limites da Fraternidade.

O candidato deve saber que, ao aceitar o ingresso como Probacionista, entrará em uma esfera de eventos e testes próprios do sistema, onde será constantemente medido pela Ordem em vários aspectos. Deverá manter um diário de suas práticas e pensamentos que servirá como avaliação do progresso.

Segundo Crowley: ” Um juramento mágico, é a mais irresistível das forças morais. Ele é uma afirmação da verdadeira vontade; sendo o elo entre a consciência humana e a consciência divina da natureza do ser. Um juramento mágico, que não expressa a verdadeira vontade, desperta forças de oposição, enfraquecendo o homem de acordo com seriedade do compromisso “.

Cada pessoa é uma estrela, e como tal necessita de um método próprio de instrução que deverá ser percebida pelo instrutor. A sua sensibilidade às fraquezas do pupilo será de suma importância na condução do processo, uma vez que o Homem só evolui superando seus medos e fraquezas, caso contrário, estaríamos criando apenas teóricos.

Quantidade de conhecimento não reflete evolução, assim como práticas sem base teórica é desperdício de tempo, daí a necessidade de um instrutor. A avaliação é feita pelos cumprimentos dos deveres propostos e pela sensibilidade do seu guia pois, apenas alguém que está no seu grau, ou além, pode reconhecer aquele em que você está.

Um dos mitos que cercam a Ordem é de que um membro conhece apenas o seu instrutor e futuramente seus instruídos.

Isso não é verdade.

Alguns rituais de passagem de grau são feitos em grupo, assim como existem certos cargos que visam a organização estrutural implicando em conhecimento dos nomes do membros da mesma ascendência.

O objetivo desta regra é evitar que membros do mesmo grau trabalhem -no juntos, o que é proibido, pois a A.·. A.·. é uma ordem de trabalho individual.

Um indivíduo somente pode ser expulso da A.·. A.·.em uma ocasião: se usar a Ordem para ganhos financeiros pessoais. Aqui cabe um comentário: não é proibida a aquisição de dinheiro, uma vez que fundos são necessários para a manutenção de qualquer serviço (templos, cópias de Libri, robes, impressões etc). Não é cobrado mensalidade, cabendo ao membro responsável definir o método de obtenção de fundos.

Outra proibição diz respeito a instrução: ninguém está autorizado a indicar quaisquer métodos para realizar a Conversação com o Sagrado Anjo Guardião. Esse é um método extremamente pessoal que o iniciado deverá descobrir por suas próprias virtudes, ainda que auxiliado pelo instrutor.

Se for da Vontade do indivíduo, que proclame a sua saída ao seu instrutor porém, após o grau de Zelator, o iniciado só tem dois pontos onde chegar: a Cidade das Pirâmides ou as solitárias torres do Abismo.

Estrutura

De caráter puramente espiritual, a A.·. A.·. é dividida em três principais ordens a saber:

– A Golden Dawn (não a antiga) – que compreende os graus de Neófito ao grau de Dominus Liminus ( ou não).

– A R.·.C.·. – que compreende os graus de Adeptus Minor a Adeptus Exemptus

– A S.·.S.·. (ou Silver Star ou Collegium Summum) – a manifestação acima do abismo, que compreende os graus de Magister Templi a Ipsíssimus, é a mesma para todas as Fraternidades Brancas e onde, tradicionalmente, estão os Chefes Secretos da Ordem.

O mais atento irá reparar que a divisão das ordens se dá pela relação das Três Trindades da Árvore da Vida, com exceção de Malkuth incorporada na Primeira Ordem. Porém, uma relação de separação ainda é implícita, pois no pilar do meio, a passagem entre cada sephirah é feita por três véus que separam as trindades: o Véu de Nephesh, o Véu de Parroketh e o Véu do Abismo.

O significado Estrela de Prata possui várias vertentes, dentre as quais as mais importantes são:

– Segundo Crowley, a Aurora Dourada precede a Estrela de Prata ao amanhecer que significa a nova transmutação da Grande Fraternidade Branca ( uma vez que a primeira Golden Dawn foi uma das manifestações dela no nosso plano. A Grande Fratrenidade Branca tem como objetivo a evolução espiritual da humanidade e manifestou-se anteriormente através de vários estudiosos, dentre eles John Dee, Eliphas Levi , Gerard Encausse ou Papus, Mme. Blavatsky em confronto com os Irmãos Negros, representados por todos aqueles que mantém o homem em estado de servidão material e inferiorização pelo desconhecimento de suas capacidades e poderes internos).

– De acordo com uma nota de Crowley em Gematria Grega, o verdadeiro nome da Ordem está em grego e não em latim, Aster Argos. Na verdade significa Estrela Brilhante ( não ” de Prata” ), aparentemente ele enganou-se grafando erradamente a palavra, porém se somarmos suas letras, obteremos o valor o 983, o mesmo da palavra GNOSIS.

– A Estrela de Prata, segundo Kenneth Grant ,discípulo direto de Crowley ainda em atividade, significa a Estrela Sírius que é visível em todas as partes da Terra, o Sol de que o nosso Sol é reflexo, e de grande importância na cultura egípcia.

Sobre a graduação da A.·. A.·.., os símbolos referen-se a conceitos da Árvore da Vida, como por exemplo:

– o grau de Neófito é escrito 1º = 10º ( na verdade um zero no primeiro número e um quadrado no segundo), um método numérico para dizer que ” Kether está em Malkuth ” e o de Zelator, 2º = 9º onde 2 refere-se a Sephirah de Chokmah, a ” Mudança ” enquanto 9 refere-se a Yesod, a Sephirah lunar, enquanto 5º = 6º refere-se a ” Deus est Homo ”

Desde a morte dos fundadores ( Aleister Crowley em 1947 e George Cecil Jones em 1953 ) , a Ordem ficou sem uma liderança universal. Crowley apontou como seu herdeiro, dentre seus vários discípulos, Karl Germer ( Frater Saturnus 8º = 3°) que ao seu tempo teve como herdeiro o brasileiro Marcelo Motta ( Frater Adjuvo ), responsável pela vinda da A.·. A.·. ao nosso país. George Cecil Jones, retirou-se do seu trabalho mágico, aparentemente, não especificando sucessor oficial.

Sem uma liderança oficial, a Ordem organiza-se nas ascendências dos discípulos diretos de seus fundadores. O membro sênior da ascendência então torna-se o responsável pela mesma, sendo devidamente atualizado do progresso de seus discípulos e discípulos dos discípulos e assim sucessivamente.

Os cargos oficiais da ordem são quatro a saber:

– Cancellarius – significa “chanceler”. Sua função é semelhante a do secretário. Possui equivalência ao deus Thoth, como escriba e responsável pela comunicação e circulação interna de materiais. Corresponde ao grau de Adeptus Minor.

– Imperator – significa ” diretor , comandante” . Sua função é a de gerência ou administração da Ordem . Corresponde ao deus Horus – Apophis e ao grau de Adeptus Major.

– Præmonstrator – do latim monstrare ” mostrar, exibir, ensinar”. Seu dever corresponde a preservação da forma e estrutura da Fraternidade e promulgação dos ensinamentos sob o aval da Ordem da S.·.S.·. e ao grau de Adeptus Exemptus.

– Præmonstrator -Geral – acima de todos os anteriores está esse cargo. Ao menos o responsável deve possuir o grau de Adeptus Exemptus. Só é conhecido a utilização deste cargo uma vez por Crowley, na autorização da emissão de um documento (Book Four , Parte I). Na ocasião assinou como N.·. ( Nemo, um nome genérico para aquele que assume o grau de Magister Templi).

Existem menções de outros cargos, como o de Grão- Neófito, Orador e Tesoureiro, porém os quatro acima são os mais importantes. Se for necessário, a regra de equivalência de grau a determinado cargo pode ser relaxada, com aconteceu com J.F.C. Fuller, que no grau de Probacionista ( Frater Per Ardua), foi dado o cargo de Cancellarius e um grau honorário de Adeptus Minor ( Frater Non Sine Fulmine ).

Se houver necessidade, os cargos poderão ser preenchidos pelos membros da ascendência.

História

A Astrum Argentum foi fundada em 1907 por George Cecil Jones e Aleister Crowley em cima da estrutura de umas das mais influentes ordens mágicas dos Séculos XIX e XX, a Golden Dawn (The Hermetic Order of Goldem Dawn).

Ambos foram membros da primeira Golden Dawn , e após desavenças internas, decidiram fundar uma versão própria da Grande Fraternidade Branca sobre a Terra.

Após uma (re)celebração do velho ritual do Adeptus Minor em 27 de Julho de 1906, ambos foram envolvidos em uma experiência mística que ultrapassou os resultados esperados. Dois dias mais tarde, discutiram a criação de uma nova ordem e Jones queria a autorização de uma alta autoridade. Celebraram o Ritual do Equinócio de Outono e continuaram a desenvolver a base do novo sistema.

Entre Setembro e Dezembro de 1906, coisas extraordinárias aconteceram: Sabe-se apenas o que Crowley estava fazendo, pelos escritos de seu diário, porém não sabemos o que Jones estava fazendo, apenas o resultado. Em Dezembro ambos prepararam a admissão à Ordem da S.·.S.·., através do grau de Magister Templi. Crowley disse , em seu diário em 7 de Dezembro , que Jones o escreveu do “Samadhi – dhattu”. No dia 10, Jones visitou Crowley e disse: ” O.M. (Crowley) é 8°=3° “.

Os dois passaram o natal juntos e posteriormente um validou a entrada do outro na Terceira Ordem. No dia 8 de Abril de 1907, Crowley escreve a Jones para aprovar a Lição de História da A.·. A.·. (Liber 61 vel causae).

Eles receberam a autorização que Jones queria.

Em 1911 devido a publicidade que Crowley fazia de si mesmo e da publicação de materiais no orgão divulgador oficial da A.·. A.·., The Equinox, a ordem passou a ser atacada pelos jornais, descrita como satânica, pervertida… as coisas de sempre. Isso culminou num processo de G.C.Jones contra o tablóide The Looking Glass, que insinuava uma possível relação homossexual sua com Crowley ( assumidamente bissexual na Inglaterra vitoriana, um escândalo). A audiência foi tendenciosa, principalmente quando uma das testemunhas de defesa do jornal era nada mais nada menos do que S.L.Mathers, ex instrutor e amigo de Crowley. Querendo vingança contar Crowley sobre um desentendimento de ambos, Mathers ajudou a quebrar a relação de Jones com ele.

No final, Jones e outro membro de alto grau da Ordem, J.F.C. Fuller, romperam com Crowley. Ao invés de enfraquecer a A.·. A.·., o evento a promoveu, garantindo a sua existência até hoje, mesmo que sob uma nova forma.

 

A.·.A.·. no Brasil

A A.·. A.·. iniciou no Brasil, como instutuição organizada, com Marcelo Ramos Motta ( Frater Adjuvo ), porém, há registro de um Probacionista no nosso país em 1913, H.E. Inman, discípulo de Frater A.H.A., Frank Bennet.

A primeira publicação da A.·. A.·. em nosso país, foi por Frater Aleph, ” Chamando os Filhos do Sol ” em 1962, na cidade do Rio de Janeiro

Site: https://www.astrumargentum.org.br/

Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-%c2%b7-a-%c2%b7-astrum-argentum-a-ordem-da-estrela-de-prata/

Cursos de Hermetismo no Carnaval 2020

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22/02 – Kabbalah

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KABBALAH

Este é o curso recomendado para se começar a estudar qualquer coisa relacionada com Ocultismo.

A Kabbalah Hermética é baseada na Kabbalah judaica adaptada para a alquimia durante o período medieval, servindo de base para todos os estudos da Golden Dawn e Ordo Templi Orientis no século XIX. Ela envolve todo o traçado do mapa dos estados de consciência no ser humano, de extrema importância na magia ritualística.

O curso abordará as diferenças entre a Kabbalah Judaica e Hermética, a descrição da Árvore da Vida nas diversas mitologias, explicação sobre as 10 Sephiroth (Keter, Hochma, Binah, Chesed, Geburah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malkuth), os 22 Caminhos e Daath, além dos planetas, signos, elementos, cores, sons, incensos, anjos, demônios, deuses, arcanos do tarot, runas e símbolos associados a cada um dos caminhos.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– A Árvore da Vida em todas as mitologias.

– Simbolismo e Alegorias na Kabbalah

– Descrição e explicação completa sobre as 10 esferas (sefirot).

– Descrição e explicação completa sobre os 22 caminhos.

– Cruzando o Abismo (Véu de Paroketh).

– Alquimia e sua relação com a Árvore da Vida.

– O Rigor e a Misericórdia.

– A Estrela Setenária e os sete defeitos capitais.

– Letras hebraicas, elementos, planetas e signos.

Total: 8h de curso.

QLIPOTH – A ÁRVORE DA MORTE

Pré-Requisitos: Kabbalah

O Curso de Qliphoths e Estudo sobre os Túneis de Set abordará os elementos comparativos entre as esferas e as qliphas (Lilith, Gamaliel, Samael, A´Arab Zaraq, Thagirion, Golachab, Gha´Agsheklah, Satariel, Ghogiel e Thaumiel) e as correlações entre os 22 Túneis de Set e os Caminhos de Toth.

É muito importante porque serve como complemento do caminho da Mao Esquerda na Árvore da Vida. Mesmo que a pessoa não deseje fazer as práticas, o estudo e conhecimento de NOX faz parte do curriculo tradicional da Golden Dawn e de outras ordens iniciáticas.

Total: 8h de curso.

MAGIA PRÁTICA

Pré-Requisitos: Kabbalah

O curso aborda aspectos da Magia Prática tradicional, desde suas tradições medievais até o século XIX, incluindo os trabalhos de John Dee, Eliphas levi, Franz Bardon e Papus. Engloba sua utilização no dia-a-dia para auto-conhecimento, ritualística e proteção. Inclui os exercícios de defesa astral indispensáveis para o iniciado.

– O que é Magia.

– O que é o Mago.

– Os instrumentos do Mago.

– Os planos e suas vibrações.

– O Altar Pessoal e os quatro elementos

– Sobre o Astral.

– Os sete planetas e seus espiritos de influência.

– A visualização.

– Exercicios de Proteção.

– Ritual Menor do Pentagrama.

– Como fazer água lustral.

– Consagrações.

Total: 8h de curso.

#Cursos

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cursos-de-hermetismo-no-carnaval-2020