Chá com Feitiços e Rosas

Magia+do+Caos

impressa e PDF.

Falo sobre magia de Abramelin, religião, meditação, divinação, evocação, teoria do caos, alimentação, paradigmas, magia criativa, feitiços e muitas outras coisas. O sumário é apenas uma amostra. Vou e volto nos mais diversos temas entre os capítulos.

O livro é colorido, assim como meu anterior, A Noite Escura do Caos.

E na semana passada escrevi um livrinho sobre a Índia: Casa do Coração Puro.

Boas leituras!

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/ch%C3%A1-com-feiti%C3%A7os-e-rosas

Cante e seja feliz

A vibração transcendental estabelecida pelo canto de Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare | Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare é o método sublime para revivermos nossa consciência de Krishna. Como almas espirituais vivas, somos todos originalmente entidades conscientes de Krishna, porém, devido à nossa associação com a matéria desde tempos imemoriais, nossa consciência está agora poluída pela atmosfera material. A atmosfera material, na qual estamos vivendo agora, é chamada maya, ou ilusão. Maya significa “aquilo que não é”. E que é esta ilusão? A ilusão é que todos nós estamos tentando ser os senhores da natureza material, enquanto na verdade estamos sob as garras de suas estritas leis. Quando o servo artificialmente tenta imitar o amo todo-poderoso, isto se chama ilusão. Neste poluído conceito de vida, estamos todos tentando explorar os recursos da natureza material, mas realmente estamos ficando mais e mais enredados em suas complexidades. Portanto, embora estejamos ocupados numa árdua luta por conquistar a natureza, estamos cada vez mais dependentes dela. Esta luta ilusória contra a natureza material poderá imediatamente acabar ao revivermos nossa consciência de Krishna.

A consciência de Krishna não é um artifício imposto à mente; esta consciência é a energia original da entidade viva. Quando escutamos a vibração transcendental, esta consciência é revivida. E, para esta era, as autoridades recomendam este processo. Por experiência prática também, a pessoa pode perceber que, cantando este maha-mantra, ou o Grande Cântico da Libertação, ela pode de imediato sentir um êxtase transcendental proveniente da camada espiritual. E quando estiver realmente no plano de compreensão espiritual – superando as fases dos sentidos, mente e inteligência –, ela situa-se no plano transcendental. Este canto de Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare | Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare é diretamente decretado da plataforma espiritual, e assim, esta vibração sonora ultrapassa todas as camadas de consciência inferior – a saber, sensual, mental e intelectual. Não há necessidade, portanto, de compreender a linguagem do mantra, tampouco há alguma necessidade de especulação mental ou qualquer ajuste intelectual para cantar este mantra. Ele surge automaticamente do plano espiritual, e nesse caso, sem nenhuma qualificação prévia, qualquer pessoa pode tomar parte no canto e dançar em êxtase. Temos visto isso na prática. Até mesmo uma criança pode tomar parte no canto, e inclusive um cão pode participar. É claro que para alguém que está muito enredado na vida material, leva um pouco mais de tempo para ele chegar ao ponto ideal, mas mesmo esse homem materialmente absorto eleva-se à plataforma espiritual mui rapidamente. Quando um devoto puro do Senhor canta o mantra com amor, o mantra exerce grande efeito sobre os ouvintes, e nesse caso, este canto deve ser ouvido dos lábios de um devoto puro do Senhor, para que se possam alcançar os efeitos imediatos. Tanto quanto possível, o canto dos lábios de não-devotos deve ser evitado. O leite tocado pelos lábios da serpente tem efeitos venenosos.

A palavra Hara é a forma de dirigir-se à energia do Senhor, e as palavras Krishna e Rama são formas de se dirigir ao próprio Krishna. Tanto Krishna quanto Rama significam “o prazer supremo”, e Hara é a suprema energia de prazer do Senhor, modificada para Hare no vocativo. A suprema energia de prazer do Senhor ajuda-nos a alcançar o Senhor. A energia material, chamada maya, é também uma das multifárias energias do Senhor. E nós, as entidades vivas, também somos uma energia – a energia marginal – do Senhor. As entidades vivas são descritas como superiores à energia material. Quando a energia superior está em contato com a energia inferior, uma situação incompatível surge, mas quando a energia marginal superior está em contato com a energia superior, chamada Hara, a entidade viva se estabelece em sua condição normal e feliz. Estas três palavras, a saber, Hare, Krishna e Rama, são as sementes transcendentais do maha-mantra. O canto é uma maneira espiritual de dirigir-se ao Senhor e Sua energia interna, Hara, pedindo-Lhes que dêem proteção à alma condicionada. Este canto é exatamente como o choro genuíno de uma criança por sua mãe. A mãe Hara auxilia o devoto a alcançar a graça do supremo pai Hari, ou Krishna, e o Senhor Se revela ao devoto que canta este mantra sinceramente. Nenhum outro método de percepção espiritual, portanto, é tão eficaz nesta era quanto o canto do maha-mantra: Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare | Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare.

Por Srila A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada

Postagem original feita no https://mortesubita.net/yoga-fire/cante-e-seja-feliz/

Resultados da Hospitalaria – Junho 2009

Ao todo, em Junho, foram 23 mapas e 19 sigilos. Fiquei feliz que as pessoas que fizeram seus mapas estão indicando outras pessoas de fora do círculo de leitores do blog.

Entidades auxiliadas este mês:

– Grupo de assistência à criança com câncer (GAAC) – São José dos Campos
http://www.gaac.com.br

– COELCE – Juazeiro do Norte (ainda auxílio aos desabrigados).

– Poiesis, de Santos, que provê suporte para crianças em situação de risco nos cortiços da área portuária. É uma população total estimada em quase dez mil pessoas. Seu blog é http://ongpoiesis.blogspot.com/.

– Lar dos Desamparados

(rod. Marechal Rondon, km332 – Agudos)

– Vila São Cotolengo (Goiânia)

– Instituto Beneficiente “Viva a Vida”.

– Educandário Lar do Caminho

Via de Acesso Professor Paulo Donato Castellani, s/n- Jaboticabal-SP

– Federação de Resistênciade da Cultura Afro-Brasileira (FRECAB)

– Hospitalaria da 5a regional GOSP
http://www.redecolmeia.com.br/mason/beneficencia.htm

E pretendemos continuar o projeto de Hospitalaria. Quem estiver a fim de participar, é só seguir as instruções e pegar seu Mapa Astral ou Sigilo Pessoal via o TdC.

#Hospitalaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/resultados-da-hospitalaria-junho-2009

As palavras de Abremelin, o Mago

 Este manuscrito – disponível na biblioteca do Arsenal de Paris é um documento essencial para aqueles que desejem compreender a doutrina e a prática do vampirismo, às quais se dedicavam algumas das grandes famílias da Europa central.

Segismundo, imperador da Hungria, utilizou as revelações de Abremelin, o mágico para tentar roubar à morte bárbara Cillei. Ele fundou a Ordem do Dragão usufruindo para tal dos conselhos do seu mágico, Eleazar, a quem Abremelin teria confiado os seus segredos. Drácula tornou-se ponta de lança dessa Ordem misteriosa, seguido por outros príncipes romenos como Hermann de Cillei, Minéa Garaï, Erzsébet Bathory que se isolaram nos seus ninhos de águia para perpetuar obscuras alianças com os poderes da noite.

Apresentamos ao leitor uma página inédita do manuscrito de Abremelin o Mágico, um dos textos importantes escritos por Aléazar – este manuscrito pode também ser visto na Biblioteca Marciana de Veneza.

No dia seguinte apresentei-me a Abremelin, que sorrindo me disse: «quero-te sempre assim…» e conduziu-me ao seu apartamento privado onde copiei dois manuscritos. Ele então perguntou-me se na verdade e sem receios eu desejava aprender a Ciência Divina e a Magia Negra. Respondi-lhe que, se empreendera tão longa e fatigante viagem, o motivo fora o de querer saber toda a verdade.

«E eu», disse Abremelin, «forneço-te esta Ciência Sagrada, permitindo que a pratiques respeitando as leis destes dois pequenos livros, sem omitir a mais pequena coisa, por mais inconcebíveis que elas possam parecer-te. Servir-te-ás desta Sagrada Ciência para reencontrar os antigos poderes, e voltar a ser um deus imortal, vencedor da vida e da morte.

»Então as trevas não te vencerão porque tu serás o vencedor, e hás de entrar na cadeia das trevas que habitam a Eternidade. Não ofereças esta ciência senão àqueles cujo olhar pode desafiar a obscuridade sem tremer aqueles cujo coração é tão forte que suportam a força do infinito sem que sobre o fardo se dobrem. Mas quero que saibas que esta verdadeira Ciência não durará em ti nem na tua geração para além de setenta e dois anos e tão pouco se manterá na nossa seita. Outras virão e, retomando o facho, hão de levá-lo cada vez mais longe, através do mundo, em nome do Supremo Senhor detentor da Pedra Sagrada. Que nunca a curiosidade te arraste a saberes os porquês de tudo isto, a não ser que o teu coração seja suficientemente forte para receber a vida infinita nos seus vastíssimos limites. Imagina tu que a nossa maldade fez da nossa seita uma seita insuportável, não a todo o ser humano como também aos deuses venerados pelos homens.»

Fiz menção de me ajoelhar ao receber os livros mas, repreendendo-me, Abremelin avisou-me de que apenas perante o Senhor deveria fazê-lo. «Estes dois livros estão escrupulosamente escritos, e depois da minha morte poderás lê-los, meu querido Lamech.» Instruído por Abremelin, despedi-me dele e parti pelo caminho de Constantinopla depois de receber a sua bênção. Em Constantinopla surgiu-me uma estranha doença que me esgotou. Foi como se num sonho a alma saísse e fosse substituída por uma luz forte. Retomando as minhas forças, espantado com a minha transformação, com a vitalidade de um jovem e o saber de Abremelin, tomei um barco e parti para Veneza.

Cheguei a esta cidade onde amigos meus me receberam… e foi nesta mesma cidade que invoquei os quatro espíritos superiores, que me entregaram um espírito familiar, a chave e o número que permite prodígios!

Seguidamente na Hungria dei ao imperador Segismundo, príncipe muito clemente, um espírito também familiar da segunda hierarquia satisfazendo assim um seu anterior pedido.

Ele queria dominar toda esta operação, mas foi prevenido de que essa não era a vontade do Senhor, pelo que teve de contentar-se que tudo acontecesse como se se tratasse de uma pessoa simples, e não de um imperador.

Esse espírito facilitou o casamento com uma mulher linda. E foi ainda o mesmo que ajudou a encontrar bárbara de Cillei, ainda mais bonita que a primeira. Mas bárbara de Cillei morreu e foi enterrada no castelo de Vazradin. Confidenciei ao meu imperador que a morte não existe para aquele que possui a Ciência Sagrada de Abremelin. Pediu-me então o imperador para que lhe ressuscitasse a bela e maravilhosa jovem. Assim o fiz, invocando de novo os quatro espíritos já invocados em Veneza, em circunstâncias diferentes e segundo a Ciência Mágica de Abremelin.

Informei o imperador sobre o perfume que deveria fazer parte da cerimônia do despertar do cadáver: uma porção de incenso, uma meia parte de Stoelas do Levante, e uma quarta parte de madeira do bosque de Aloés.

Estes produtos, reduzidos a pó, deveriam ferver numa caçoleta, perto do cadáver. Expliquei em seguida ao imperador que seria necessário invocar os quatro espíritos do décimo terceiro quadrado mágico: Oriens, Paymon, Ariton, Amaymon, porque só eles poderiam conseguir o regresso do morto à vida, tirando-o das trevas que acorrentam corpo e espírito.

 No fim do manuscrito de Abremelin, o mágico Eléazar conclui:

A sagrada magia que Deus deu a Moisés, Aarão, David, Salomão e a outros profetas ensina a verdadeira sapiência divina, deixada por Abraão a seu filho Lamech, traduzido do hebraico em Veneza no ano de 1458.

É estranho que se veja este texto tomar as suas raízes na Bíblia, uma vez que servia de manual prático aos adeptos do vampirismo da Europa central. Uma vez mais o culto do vampiro aparece como uma blasfêmia organizada e uma magia anti-Deus, reclamando-se o poder dos profetas com fins puramente materiais.

Este desvio da força espiritual é obsessivo em todos os praticantes de magia negra, que vêem Jesus Cristo como um mágico, capaz de ressuscitar Lázaro, de multiplicar os pães, as riquezas, e de ultrapassar a morte num corpo que fica incorruptível.

Este desafio não pode trazer senão ódio, a desagregação e finalmente um vazio de alma como diz Simeão, o grande místico ortodoxo, nos Capítulos Teológicos.

 Cada vez que a inteligência é arrastada pela presunção mergulhando nela, e quando imagino que o que é a si o deve, logo a graça que invisivelmente irradia a alma parte deixando-a vazia.

(Centúria capo 75)

Jean Paul Bourre

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/as-palavras-de-abremelin-o-mago/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/as-palavras-de-abremelin-o-mago/

A Cruz Cabalística

Praticamente toda cerimônia esotérica ou ritual de magia começa com a limpeza do ambiente onde se vai operar. Da mesma maneira que um médico não vai fazer uma cirurgia em um local contaminado, um magista não fará uma cerimônia em um ambiente astralmente sujo.

Um dos rituais mais importantes de todos, se não for “O” mais importante de todos, é o chamado Cruz Cabalística. É este ritual que demarcará no Plano Físico, espiritual, emocional e mental os limites do trabalho magístico e da vontade do mago naquele momento.

A Cruz Cabalística serve como elo de ligação entre o Magista e o Universo, buscando energias de todas as sephiroth para abastecer todos os rituais que serão realizados em seguida. Provavelmente este será o post mais importante que escreverei este ano.

Começando

– Fique de pé, no centro do local onde você irá traçar o círculo, voltado para o LESTE.

– Feche os olhos, respire fundo e devagar por três vezes, sentindo todo o seu corpo e o ambiente ao seu redor.

– Com a mão direita fechada, os dedos indicador e médio estendidos e o dedão sobre o anular e mindinho, formando a chamada “posição de Athame” (ou, se você estiver responsável pela abertura do círculo, pode ser o próprio athame mesmo).

– Visualize um raio de luz intenso, descendo do topo da Árvore da Vida, descendo do alto do macrocosmos sobre você. esta luz tem de ser tão forte que ilumine o local onde você estiver, fazendo sombra nas paredes ao redor e banhando totalmente o magista.

– Toque o Ajna Chakra (frontal, terceiro olho, etc…) com a ponta dos dedos e pronuncie de maneira vibrante “ATAH” (“para ti”).

Visualize agora este raio de luz atravessando o chão, formando um pilar de luz que passa através do corpo do magista, até o centro da Terra.

Este pilar, assim formado, ficará encarregado de trazer a energia que for necessária de Keter para o ritual, e ao mesmo tempo dissipar qualquer excesso negativo em Malkuth.

– Enquanto imagina este pilar de luz descendo, desça também com a mão da testa até o ventre/genitais, posicionando a mão na forma de uma figa e vibre “Mal-kuth” (“O Reino”).

Visualize agora, um dos braços da cruz (no mesmo formato da imagem que eu coloquei ao lado), expandindo-se para a direita enquanto o magista desloca a mão direita para ombro direito, formando um dos braços da cruz (a cruz dourada luminosa deve ter a altura aproximada do magista, e seus braços o mesmo tamanho dos braços abertos).

– Toque o ombro direito e vocalize “Ve-Geburah” (“O Poder”).

Visualize o outro braço da cruz luminosa, traçando a trave de luz enquanto desloca a mão direita do ombro direito para o ombro esquerdo.

– Toque o ombro esquerdo e vocalize “Ve-Gedulah” (“e a Glória”). Neste momento, visualize a cruz cabalistica completa, brilhante em um dourado quase branco, iluminando toda a sala onde você estiver. Sinta a sombra que esta fonte de luz faz nos objetos ao seu redor.

– Abra os dois braços até formar por um segundo a cruz com o seu corpo, depois junte as duas mãos sobre o chakra cardíaco em posição de prece. Este movimento é acompanhado da vocalização “LE OLAM” (“Para todo o mundo”). O timing é importante nesta parte do ritual. Enquanto você abre os braços, vocalize o “LEeeeee” até esticá-los. Então começe a vocalizar “OLAaaaammm” enquanto junta as mãos em prece sobre o chakra cardíaco.

Com a cruz dourada brilhando sobre o magista, é o momento de se fazer a conexão com as egrégoras que irão trabalhar. Os iniciados na senda rosacruz podem visualizar a rosa vermelha no centro da cruz, os maçons visualizam o esquadro e compasso aberto no grau em que estão (como disposto sobre o L:. L:.), os membros de ordens martinistas visualizam a cruz Patté e assim por diante. Todas as egrégoras nas quais você foi iniciado podem ser invocadas para que estas energias protejam o ambiente e façam a esterilização astral do recinto em conjunto com o magista. Esta visualização dura aproximadamente um ou dois segundos, seguindo o timing.

– Por fim, junte seus dedos polegar, indicador e médio da mão direita no kubera mudra, como se estivesse segurando um “giz invisível” e trace o seu sigilo pessoal na sua frente, na altura do chakra cardíaco, na cor verde esmeralda (a mão esquerda permanece na posição de prece). Não esqueça de fazer as respirações de acordo com o traçado!

– Junte novamente as duas mãos em prece e vocalize “AMEM”.

Parece complicado, mas não é. A parte difícil é fazer a vocalização (tem de sentir o som vibrando na garganta) e o timing da visualização e desenho da cruz no formato certo… Com a prática, você vai memorizar tudo em menos de uma semana.

Este ritual é a origem do famoso “sinal da cruz” dos cristãos, que seria uma versão bem mais simples e reduzida de poder deste ritual de proteção e invocação de energias. A Cruz começa e termina qualquer trabalho dentro da Árvore da Vida, inclusive os rituais do pentagrama, hexagrama, rubi estrela e safira, além do exercício do pilar central e outras meditações.

Quem for fazer o Sefirat ha Omer, pode fazer a cruz cabalística Antes e Depois da meditação noturna, para abrir e fechar os trabalhos na egrégora.

#Kabbalah #MagiaPrática

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-cruz-cabal%C3%ADstica

Caso Roswell

Qualquer que seja a vertente na polêmica sobre o chamado “Incidente de Roswell”, todos são obrigados a concordar, pelo menos, com um fato indiscutível: algo despencou do espaço na noite de 4 de julho de 1947 e espatifou-se num dos muitos barrancos da paisagem desértica do município de Roswell, Novo México, EUA.

Um impacto direto e que deixou sinais ainda visíveis. Muita gente garante que o veículo desastrado era um disco-voador. Mas a Força Aérea dos Estados Unidos, seguindo a linha oficial do governo, assegura que tudo não passa de um mal-entendido. Nem todos acreditam: a rede de TV CNN recentemente pesquisou 1.024 pessoas sobre o assunto. Segundo esta enquete, 54% acham que existe vida fora da Terra. Desses, nada menos do que 80% estão convencidos de que o governo esconde fatos ocorridos em Roswell. Conta-se que morreram entre quatro e seis criaturas. Seres extraterrestres, baixinhos cabeçudos, com enormes olhos negros e oblíquos. No dia seguinte, militares da base aérea foram até o local do incidente, o rancho Hub e recolheram alguns destroços. A operação foi feita de modo secreto. Um cordão de isolamento foi estabelecido na rodovia US 285, impedindo a entrada na estrada vicinal que dá acesso ao rancho. Muita gente viu essa barreira. E a tarefa de limpeza teria ficado guardada sob sigilo se, a pouco mais de 50 quilômetros dali, outros destroços não estivessem sendo recolhidos por outras mãos.

No dia 6 de junho, MacBrazel, um empregado do rancho Foster, foi ver como estavam as ovelhas. Havia chovido e relampeado muito durante a madrugada e os bichos poderiam estar nervosos. Em meio ao pasto, Brazel encontrou o que parecia ser pedaços de uma aeronave. Ele juntou tudo, num total que calculou pesar dois quilos e meio. Os destroços foram tirados das mãos de Brazel pelo major Jesse Marcel, que antes de levar tudo para seus supervisores passou em casa e mostrou os objetos à família. O filho do major é hoje um médico de 60 anos e mora em Montana. Ele diz que lembra bem do episódio: “…meu pai chegou excitado dizendo que a Força Aérea tinha achado um disco-voador. Mostrou à minha mãe e a mim umas barras finas e varetas feitas de um metal muito leve. Havia também umas folhas de algo que parecia papel alumínio, mas não amassava. Vi distintamente numa das barras sinais que lembravam hieróglifos. Não tenho dúvida de que fosse algo alienígena”.

Outra grande testemunha que dá munição às fileiras dos que acreditam no OVNI é alguém que entende muito de mortos. Glenn Dennis é o mais renomado papa-defuntos da cidade desde a época do incidente. Ele jura que foi chamado pelo pessoal da base para ensinar, pelo telefone, as técnicas de construção de sarcófagos para criança, herméticamente fechados. Conclui-se com isso que os militares estavam arranjando meios para transportar os pequeninos ETs para a base de Fort Worth, no Texas. Glenn também diz que teve contato com uma enfermeira de nome Naomi Self. Esta moça teria auxiliado nas autópsias feitas nos cadáveres dos ETs e contou horrores para o agente funerário.

Há três anos um produtor inglês revelou ao mundo o suposto filme da autópsia dos ETs que teriam sido recolhidos no acidente. O documentário chamava-se The Santilli alien autopsy film. Na ocasião a necropsia foi saudada como tão espetacular quanto o quadro Lição de Anatomia (1632), do pintor flamengo Rembrandt. Houve muito rebuliço e o filme foi exibido em muitos países, inclusive no Brasil. Mas os analistas acabaram por desmoronar a fraude e denunciar erros grotescos.

Nos EUA persiste o interesse pelos encobrimentos, colisões e a hipótese extraterrestre.

Novas descobertas, novos documentos, novos boatos e novos casos emergem regularmente. A ufologia, logre ou não êxito em se instaurar ou resolver suas divergências, sem dúvida está numa fase que talvez seja o seu período mais intenso.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/caso-roswell/

Contextualizando os Textos Mágicos Clássicos e Antigos

Por Kayque Girão

A crítica mais comum ao tradicionalismo mágico proveniente da magia dos séculos XVII e XVIII diz respeito a interpretação, viabilidade e funcionalidade dos textos mágicos. O caro leitor certamente já deve ter lido ou ouvido alguma opinião desse tipo, o que revela muitas vezes um grande desconhecimento baseado no senso comum acerca da a tradição clássica que o tempo todo procura se renovar e, principalmente, se reinventar diante das diversas circunstâncias temporais, políticas, religiosas e étnicas. Mas antes de partirmos para o assunto principal se faz necessário antes compreender o que são exatamente esses textos e manuscritos antigos.

O que são Grimórios?

Grimórios são textos antigos, copiados à mão, com fórmulas mágicas para os mais diversos fins, da consagração talismânica a conjuração infernal. Receberam esse nome a partir da palavra “grimoar” por se assemelharem a “gramática”, uma disciplina que envolve linguagem e nomes, aspectos principais desses textos místicos e fantásticos.

Os mais antigos textos com “voces magiae” – os assim chamados “nomes bárbaros de evocação” – documentados até então remontam da Antiguidade tardia, durante os períodos de helenização de parte da Europa assim como do fenômeno de cristianização a que passavam esses povos com a influência romana até a queda do Império com a cisão entre o Ocidente católico e o Oriente ortodoxo bizantino.

Então textos comuns como “Higromanteia” (termo ligado a “clarividência pela água” ou por superfícies refletoras) e uma coletânea esparsa do que ficou conhecido como “Papiros Mágicos Greco-Egípcios” (conhecida mais pela sigla “PGM” entre os estudiosos) foram cooptados pelo clero como resquícios do antigo paganismo clássico e da influência tardia da escrita, que ia do antigo cóptico, aramaico e hebraico arcaico. Esses textos possuíam fórmulas místicas e mágicas de consecução espiritual que não eram reconhecidos por nenhuma religião hegemônica, estando ligado a praticantes marginais à Civilização de então.

Com a expansão cristã e o fenômeno de conversão dos povos pagãos por sobre a Europa, esses textos ficaram restritos ao controle religioso do clero quando não eram destruídos pelo fundamentalismo religioso. Alguns integrantes religiosos foram pagãos convertidos ou religiosos muito estudiosos que conseguiram perpetuar seus textos e copiá-los para outras bibliotecas a fim de servirem de estudo por parte da própria Igreja (o leitor iria se surpreender bastante com o quanto o clero ainda hoje sabe mais de magia).

Então, como não poderia deixar de ocorrer, alguns desses religiosos também incorreram no risco da prática clandestina desses textos pagãos impondo sobre eles a influência litúrgica cristã sem quebrarem diretamente as regras clericais de sua classe, por mais heréticas que parecessem aos olhos da hierarquia religiosa temporal.

Sendo assim, isso explica o anonimato de grande parte dos textos atribuídos ao mítico “Salomão” e tantos outros magos desconhecidos e de origens bíblicas ou egípcias, bem como da limitação textual dos procedimentos descritos nos textos referidos, dado que em sua grande parte foram escritos, copiados e mantidos por padres, rabinos e monges que tinham noções básicas de liturgia, o que deixavam escrito nos textos apenas o essencial a ser praticado.

Se um desses livros fosse pego por alguma autoridade ao revistar um praticante, o mesmo ainda poderia tentar “escapar” sob o argumento de que se tratavam somente de textos de orações, tão comuns da época por devotos. Basta observar essa semelhança de textos como “Liturgia Diária” para com “Liber Juratus” (o “Livro Jurado” atribuído ao Papa Honório, um dos textos mais antigos textos da tradição salomônica, datado de meados do Séc. XIV) : ambos são textos predominantemente organizados com orações.

Grimórios podem ser adaptados?

Antes de responder essa pergunta, temos de entender o contexto do qual os grimórios foram escritos. Eles são resultado inquestionável de um determinado pensamento sobre um determinado período em uma determinada localidade.

Sendo assim, quem os escreveu e os perpetuou foram religiosos ou estudiosos, mas ambos ligados a centros de conhecimento vinculados ao poder da Igreja. O maior de seus mecenas intelectuais fora o próprio Abade Johanes Trithemius (1462-1516), que administrava a maior biblioteca hermética de seu tempo, servindo de ponto de encontro para estudiosos como Marcílio Ficino (1433-1499) e Cornelius Agrippa (1486-1535), autor dos “Três Livros de Filosofia Oculta”, o maior compilado de conhecimento hermético disponível na época.

Então pode ser percebida três camadas de influência desses textos:

1ª Camada: a influência pagã com entidades celestes e telúricas, provenientes em grande parte do paganismo tardio e da goécia mais arcaica;

2ª Camada: a influência religiosa cristã, com a inserção de elementos litúrgicos dentro da ritualística mágica dos textos, com recomendações de purificação e até de orações, quase todos esses procedimentos tento intertextualidade direta com textos sacros, como a Bíblia e a Liturgia das Horas;

3ª Camada: A influência acadêmica escolástica e hermética, que tentou reorganizar esse conhecimento e justificá-lo sob a chancela cristã em detrimento da “magia natural” pagã, como que legitimados pela autoridade religiosa e mágica de Cristo. Grande parte dos hermetistas do período assim se posicionaram para organizarem a sua “prisca theologia”;

Também não deixamos de mencionar uma influência contínua da cultura judaica e rabínica sobre os referidos textos, com procedimentos que são muito pertinentes a visão do Velho Testamento e inteiramente parte da visão religiosa judaica, como o sacrifício de animais e o “holocausto ao Senhor”, de modo que parte das analogias pagãs a pedaços de couro de animais vem da curtição de cabra, bode, boi e leão, por exemplo.

E pode parecer hoje algo terrivelmente horroroso ao pensamento moderno sacrificar um animal para curtir o couro para a feitura de talismãs, considerando esse ato como de extrema brutalidade e selvageria, impactando a psiquê do magista quando isso era visto como natural por quem o fazia nos tempos idos onde não havia açougue e tecnologia de refrigeração e se comia carne o mais fresca possível.

A analogia não era somente literal, mas por verossimilhança, de modo que se um texto como “Grimorium Verum” (o documento mais antigo sobre Goécia) exigia o couro de bode e o das “Clavículas de Salomão” (e suas inúmeras versões latinas, gregas ou hebraicas) o de leão, havia uma equiparação e funcionalidade orgânica em tais trabalhos que os diferenciavam profundamente em significado e simbolismo.

Na visão do Lemegenton, o couro de leão era uma proteção e chancela espiritual sobre o domínio do bestial. Daí pode se considerar os mais diversos níveis de interpretação e analogia, do astrológico ao mitológico. O mesmo para o couro de bode, numa aproximação ao ctônico e bestial, propriamente pagão e mortuário.

Sendo assim, se pudesse-mos sintetizar a praticidade de um grimório, seria sob o raciocínio de etapas descrito a seguir:

“Etapa A”. Um homem com faculdades sensíveis e noção mística/religiosa de mundo entra em contato com um espírito;

“Etapa B”. O espírito mantém contato com o homem e ensina seus conhecimentos sobre a natureza das comunicações e como melhorá-las, prescrevendo materiais acessíveis a este de modo que a comunicação possa tornar-se cada vez mais estreita;

“Etapa C”. O homem alfabetizado anota para deixar registrada a receita para uso frequente e transmite a outros indivíduos, que copiam o texto e passam pra frente, ora incorrendo em erros de tradução ou deturpações conforme suas próprias visões de mundo;

Nenhum grimório, em tese, deveria ser visto como um texto escrito em pedra, mas assim como em todas as vertentes, existirão sempre os fundamentalistas e dogmáticos que farão tudo à risca e com a maior exatidão de detalhes descritos por esses textos.

Como adaptar os Grimórios?

Não existe fórmula pronta e perfeita, que fique claro. Entretanto, à luz dos tempos atuais, faz-se necessário ter uma visão mais aberta ao estudo acadêmico e entender com alteridade tais textos e culturas distintas sob um olhar mais “antropológico”.

Isso porque ao longo da história esotérica muitos se propuseram a adaptar conforme as conveniências pessoais ou filosofias místicas do período, como a própria “Ordem Hermética da Aurora Dourada” MacGregor Mathers (1854-1918), que incorporou diversos textos em sua ritualística e estrutura maçônica e rosacruz. Mesmo Mathers não sendo o melhor dos exemplos, deve ser reconhecido pelas diversas traduções que fez da “Magia Sagrada de Abramelin, o Mago” (Séc. XV apróximadamente) e da “Chave Menor”, do qual, apesar dos erros, soube adaptar tão bem à luz de outras fontes de consulta, como dos livros do Agrippa e do Francis Barret (1770-…) e seu “Magus – A Milícia Celeste”.

Nessa mesma esteira, também é devida a menção honrosa a Papus (Vincent Encausse, 1865-1916), Eliphas Levi (Alphonse Louis Constant, 1810-1875) e Arthur Edward Waite (1857-1942) por seguirem a mesma linha de conduta. Até Aleister Crowley (1875-1947) soube adaptar conforme suas conveniências pessoais aspectos de sistemas pregressos como a Magia Enochiana e o próprio “PGM” na construção de sua carreira mágica com Thelema.

Até aí, Ok. Todos os poucos citados são europeus. Falar que eles puderam adaptar é fácil porque, excluindo-se as devidas diferenças, seguiam uma mesma linha cultural, o que não seria viável para pessoas inseridas em outras culturas que nunca tiveram o contato íntimo com essas tradições, certo?

Então…

A questão é que talvez não tenhamos feito a pergunta certa. Não caberia “adaptar os grimórios” porque eles se consolidaram num contexto específico e local e que dificilmente encontraria a mesma abordagem em outra circunstância. Sendo assim, a pergunta que poderia ser feita de forma mais fortuita seria em “como adaptar as práticas dos grimórios”. E é aí que podemos perceber “o pulo do gato”.

O melhor exemplo que posso dar com base em estudo e vivência é a questão da popularização da leitura. Isso foi crucial com a industrialização e a invenção da imprensa, de modo que muitos desses textos deixaram de ser exclusivos do clero e de uma aristocracia pedante e caíram ao gosto popular e mais informal de uma plebe e burguesia menos intelectuais e mais técnicas, voltadas ao consumo e a busca por alívio espiritual em tempos de materialismo da era moderna.

Esse processo não foi de imediato, claro. Em muitos casos demorou gerações. Imaginemos a situação de um camponês da Irlanda semi-letrado que se tornou monge franciscano e teve acesso a uma Bíblia e textos mais “heterodoxos” como “Galinha Preta” (“Black Chicken”, no original, pouco conhecido do público). O que ele vai contextualizar não vai ser a cosmovisão de um clérigo que está no topo da liturgia rebuscada cristã, mas de um sacerdote popular. Sendo assim, a adaptação dessas práticas vão encontrar uma aproximação com a cultura popular camponesa de sua região.

A leitura e prática do “Galinha Preta” foi corrompida? Não, de maneira alguma. Fora adaptada às circunstancias, necessidade e entendimentos práticas da “magia popular”.

Agora, peguemos o mesmo exemplo, desse monge. Chamemos o gajo de “Willie”. Willie alfabetiza Patrick, jovem mancebo que era literato tanto quanto o monge, e ganha de presente o “Galinha Preta”, numa confidência entre eles. Patrick vivía em tempos difíceis e também tinha o desejo de se aventurar por aí, então ele se arrisca a virar marujo e enfrentar os mares a comerciar nos portos especiarias e produtos diversos, como cana-de-açúcar e algodão.

Patrick, que era um pouco menos inteligente que seu padrinho e mentor de sua terra natal, aprendeu diversas coisas em seu intercâmbio comercial. Num desses portos negreiros do Haiti e da América travou contato com diversos escravos alforriados e letrados e trocou seus textos por diversas outras coisas.

Então o “Galinha Preta” passa das mãos de um Irlandês semi-letrado alfabetizado por um monge popular para as de um escravo liberto que não entende absolutamente nada de Teologia e religiosidade cristã, mas reconhece o poder daqueles espíritos de tão longe, e os trata sob sua mentalidade pagã e ancestral a ponto de adaptar o que aprendeu aqui e acolá, com magia popular, magia de índio, magia de europeu e o que restou da sua religião natal.

Entendem onde quero chegar? Ocorre a mesma coisa.

Em meus estudos pessoais sobre Voodoo e Hoodoo, dentre outras tradições africanas e ameríndias, encontrei muitas aproximações cerimoniais que em nada devem a hegemonia do pensamento católico/protestante de uma elite aristocrática e clerical. E mesmo com suas diferenças conceituais, o texto em prática continua funcionando.

Então, mais uma vez reitero: fazemos as perguntas erradas e por isso deixamos de nos integrar a tradição mágica.

Engenharia Espiritual Reversa e a Prática Hoje

“Certo, você provou seu ponto, mas isso é a sua opinião! Me mostre mais alguém que considera esse raciocínio como válido”

Ok, desafio aceito. Alguns exemplos que me fazem concordar com essa visão reconstrucionista:

Se os grimórios são resultados do desenvolvimento de práticas místicas e mágicas, é natural que aqueles que os escreveram não pensaram e tornarem funcionais para outras pessoas, achando que as condições de vida de seus praticantes se manteriam com o passar das gerações, o que é um erro comum.

Alguns desses textos tem erros grosseiros de tradução dado os inúmeros fragmentos, rasuras e rudimentos de preservação dos textos. Acaba sendo a mesma coisa que sua avó faz ao copiar as receitas que a Palmirinha dá no programa matinal, muitas vezes naquele caderno velho e quase apagado, já amarelado pelo tempo.

Se isso não fosse verdade, não existiriam trabalhos acadêmicos e compilações ou mesmo novas traduções, como as de Joseph H. Peterson, o que implica sempre em novas descobertas que não limitam a interpretação de um texto sob uma chancela de uma única tradição religiosa, a menos, claro, que você pense da mesma maneira que Joseph Lisiewiski e ache que só cristão pode praticar a magia dos grimórios.

Os erros também não são só de linguagem, também dizem respeito a outros conhecimentos dos quais o grimorista poderia não conhecer com profundidade. O autor de Abramelin, por exemplo, tava se lixando para astrologia e deu uma visão simplista e mais gnóstica do tema. Astrólogos como Christopher Warnock chegaram a peitar muito “devoto” ao afirmar que “As Clavículas estão erradas!” pelo simples fato de que, na sua visão de astrólogo, o texto continha erros conceituais e os retificou segundo o que aprendeu.

Mas o derradeiro exemplo que guardo sempre como citação honrosa são de dois autores dos quais tenho grande respeito e admiração: Humberto Maggi (e suas atuais traduções compiladas dos grimórios conhecidas como “Thesaurus Magicus”) e Jake Stratton-Kent. Maggi possui diversos artigos nos quais mostrou um senso de adaptação muito prático e acessível, seguindo a mesma linha original de Jake, que fora capaz de afirmar que “preferia desobedecer os grimórios a desrespeitar os espíritos” e em diversas entrevistas relatou o desagrado de algumas entidades com o tratamento de algumas orações mais tradicionais, demonstrando que é possível uma cordialidade de tratamento mútuo entre o homem e os espíritos.

Sendo assim, e usando o bom senso, eu não vejo a recusa a contatar os espíritos usando adaptações sensatas e aplicadas a vida prática a fim de reduzir esse distanciamento entre teoria e resultados. No mais das vezes, tudo vai se resolver com a mão na massa e na boa e velha “tentativa e erro”. Seria muita ingenuidade não tratar tais textos apenas como tábuas de convocação em vez de listas telefônicas acessíveis as entidades.

Afinal de contas, se elas deixaram por os nomes delas num pedaço de papel, é porque elas desejam ser comunicadas também e receber um chamado para irem de encontro ao “karcista” (outro termo pouco conhecido para o espiritualista que trabalha com evocação de espíritos). Por isso se faz tão necessário tentar ver o tema sob diversos matizes a fim de construir o melhor contato possível, e isso só é possível tentando atender não a forma, mas a essência de tais fontes e seus objetivos: o contato com os espíritos e a formação de vínculos espirituais.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/contextualizando-os-textos-m%C3%A1gicos-cl%C3%A1ssicos-e-antigos

A Qabbalah Inglesa

Tu obterás a Ordem e o Valor do Alfabeto Inglês; tu acharás novos símbolos para atribuí-los” – Liber Al II 55

A Qabbalah Inglesa preenche os requerimentos das instruções dadas no Liber Al vel Legis (O Livro da lei) Capítulo II verso 55. Foi descoberto no dia 23 de Novembro de 1976. Após trabalhar com a Cifra por vários métodos radicais, novas técnicas foram descobertas que confirmavam que era, sem dúvida, a prometida cifra de Al. A palavra tinha finalmente se tornado carne.

Como a Qabbalha Inglesa se originou? No dia 8, 9 e 10 de Abril, Aleister Crowley recebeu um livro, O Livro da Lei por voz direta comunicada por um “Praeter human intelligence” chamado Aiwass, identificando a si mesmo como “O ministro de Hoor-Paar-Kraat”, um aspecto de Hórus. Crowley que era tanto um qabbalista brilhante e um mago bem sucedido, ficou surpreso e chocado pelo conteúdo do livro que clamava ser a base do “Novo Aeon”. O Aeon da Criança Coroada e Conquistadora.

Apesar das circunstâncias incomuns envolvidas na sua recepção, Crowley dispensou o livro como apenas uma mera curiosidade. O manuscrito foi subsequentemente perdido por 5 anos, antes que ele fosse “Redescoberto” e começasse a perceber que o livro parecia conter formulas qabbalísticas de uma ordem incomumente elevada, fórmulas essas que prometiam revolucinar e eclipsar as tradições esmagadoras da Golden Dawn com um sistema evolucionário vital que era baseado inteiramente na realização do self, usando técnicas Místicas e Magickas. Esse sistema foi chamado Thelema.

Em um esforço para proliferar a mensagem do Liber Al, Crowley completou vários comentários extensivos sobre o texto, utilizando as Qabbalas Hebraica, Arábica e Grega, para desvendar os seus muitos mistérios. Suas tentatvias nas instruções do Liber Al II 55 foram inicialmente equacionadas aos pictogramas do Liber Trigrammaton, contudo ele não ficou inteiramente satisfeito com os resultados. No “New Comments” ele declara: “A atribuição no Liber Trigrammaton é bom, teoricamente, mas nenhuma qabbalah de mérito surgiu daqui.” Em 1918 o filho magicko de Crowley, Frater Achad, providenciou uma chave valiosa para desvendar o Liber Al, como descrito em sua tese (Liber 31). Achad nota o seguinte: “Então eu percebi um outra coisa muito importante. Eu estava me perguntando o porque A e L deveriam ser escolhidas, ou melhor, porque L a 12ª letra do alfabeto hebraico deveria seguir A, a primeira.

Também parecia que ele estava mais perto da cifra do que ele jamais percebeu, provavelmente, embora ele não soubesse, pois a décima segunda letra do Alfabeto Ingles também é L a segunda letra da cifra da Qaballa Inglesa e o nome do livro do qual foi gerado.

Depois da separação de Achad e Crowley o assunto da Qaballa Inglesa foi quase esquecida até a década de 70, quando um esforço concentrado foi feito para descobrir a chave para Al. E sobre os esforços mais recentes para descobrir a cifra? Em 1976 certos grupos e indivíduos assinaram juramentos da AA e trabalharam com o Liber Al em busca da Qaballa prometida. Algumas tentativas foram feitas e então ou abandonadas ou ritualisticamente sacrificadas como falhas. Duas ordens em particular, procuraram ativamente a resposta: a O.Z.R.C.S. e a T.T.S.. Ambos grupos trabalhavam independentemente e ignoravam a existência um do outro, ainda ambos acharam simbolos reincidentes, relevantes a Vênus, Escorpião e a Rosa Cruz. Depois de muitas tentativas, a T.T.S. decidiu procurar a chave magicamente e suficientemente apropriado, um membro começou a contar 11 letras de A até L. Ele continuou a sequência, contando mais 11 até W. Assim derivando as iniciais de “Azure Lidded Woman”. Voltando a sequencia dos 11, ele finalmente gerou a seguinte ordem: A L W H S D O Z K V G R C N Y J U F Q B M X I TE P 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26

Muitos indivíduos e grupos trabalharam com a cifra acima, usando os textos de Classe A, aplicando a QI (Qabbalah Inglesa) em vários aspectos de Magick. Depois da comparação de muitas informações empíricas, o consenso foi alarmante. Esta era sem dúvida a prometida Qaballah.

Nos Estados Unidos, alguns membros da QBLH trabalharam com a Cifra. Um membro, Soror Ishtaria, produziu um programa que permitia uma pesquisa rápida e precisa. Este programa é chamado “Lexicon” e continua sendo o único programa que vale levar em consideração para uma pesquisa séria sobre a QI. O que torna isso a prometida Cifra? O texto de Al contém evidências corroborativas em uma tremenda quantidade para substanciar esta ordem em particular. A seqüência começa com o nome do Livro Al, em conjunção com a terceira letra W produz um anagrama da Lei, o título em Inglês do Livro. Em todas as cópias “Oficiais” do livro da Lei, está um fax do manuscrito escrito a mão.

A Página 16 do capítulo III contém uma grade de números feita por Crowley no texto do liber Al III verso 47. Escrevendo o alfabeto continuamente sobre estas colunas, do canto superior esquerto, produzira a sequência acima pelas diagonais. Esta é prova suficiente para alguns, contudo, que a evidência continua a crescer.

Na mesma página o centro desta grade contém uma cruz dentro de um círculo, tradicionalmente símbolo da “Rosa Cruz”. O texto diz: “então este círculo quadrado em sua falha, é também uma chave”. O símbolo ocorre no quadrado separado para K com o valor de 9. O “quadrado” de nove = 81 o valor na QI para “Rosa Cruz”. A borda do círculo entra no quadrado adjascente e reservado para U ou 17. A soma dos dois quadrados que contém o círculo é 26, o número de letras no alfabeto inglês. O valor de “in it’s failure” (em sua falha) é 187 que se equivale a “Alfabeto Inglês”. “Is a key also” (é uma chave também) dá o valor 93, equivalente a “Escorpião”, “Dividir”, e “Tempo”.

93 logicamente sendo o valor do número que designa a corrente thelemica como um todo. Isso sugere que a ordem e o valor particular do Alfabeto Inglês apresentado aqui é especialmente relevante para Thelema. A soma total do Alfabeto Inglês é 351 que é a soma total de letras e números de Al II verso 76, um dos versos mais intrigantes no livro e assunto de muito debate. No capítulo I verso 24, Nuit diz o seguinte: “Eu sou Nuit, e meu número é seis e cinquenta”. Aplicando a QI ao texto, descobrimos que Nuit = 78. Naturalmente, 7 multiplicado por 8 = 56, precisamente 6 e 50 e é igual ao valor de “Isis”.

Este é apenas uma fração do número de exemplos a serem encontrados no texto de Al. Um verso em particular requer mais escrutínio pois contém as sementes da iniciação escondidas e reveladas ali. No Liber Al II 75 Hadit declara o seguinte: “Sim, ouçam os números e as palavras”. A frase é uma das mais marcantes no texto. Parece ser uma instrução mais detalhada para procurar uma ordem e um valor. A soma total do verso é 418, igual a “Abrahadabra” em hebraico e de acordo com Crowley, o número de conclusão da Grande Obra. A soma de 4 + 1 + 8 é 187 e é o valor de 2 frases em particular: “Alfabeto Inglês” é a primeira e a segunda frase… “And doubt it not!” (E não duvidem!)

E com relação aos métodos e técnicas da QI? Todas as técnicas da Qaballa Hebraica podem ser usadas com cifras do Al. Essencialmente elas podem ser quebradas em grupos específicos…

Gematria

Este é um método de comparar a soma total das palavras de um valor específico e comparar a relação entre eles. Por exemplo a gematria de Love (amor) = 44 (2+7+10+25) = “Aum Ha” as duas últimas palavras do Liber Al.O valor de 44 é também um “Solar Hawk”(Falcão Solar) e “Hawk + Lord” (Falcão + Senhor). É também comum a QI o sistema que tanto revela como esconde estas relações.

Notariqon

Esta é uma outra técnica comum derivando acrônimos das frases. O clássico exemplo no Liber Al é o de ISIS = 56; isto é demonstrado no Liber Al v 22 “since I am Infinite Space and Infinite Star thereof” (“uma vez que eu sou espaço infinito e estrelas infinitas”)

Este método pode ser extendido por examinar as primeiras letras de uma frase e um verso e comparando-as com as últimas letras da frase para descobrir suas formas de manifestação. Por exemplo: – “Amor é a lei, amor sob vontade”. (Love is the law, love under will) LITLLUW = 73 = Poder, de onde? ESEWERL = Senhor Guerreiro.

Números místicos

Esta é a soma de uma dada séries de 1 a uma íntegra significante. Por exemplo, o número místico de sete é vinte e oito (1+2+3+4+5+6+7). Sete é o número do Netzach a sephiroth tradicionalemnte reservada à Vênus. Note que 28 é igual a “Holy” e “Ankh”, os símbolos egípcios de Vênus. Anagrams Estes podem ser achados extensivamente nos textos de Classe A. Por exemplo “Hours” (horas) é um anagrama de Hórus = 45. Arms (braços, exército) é um anagrama de Mars (marte) = 39 etc.

Conte Bem

Esta técnica envolve a multiplicação cruzada de dois números e é derivado do texto de Al III v 19 “Conte bem seu nome e ele será para você como 718” O método mais rápido para se chegar a tal é a multiplicação do valor total de uma palavra com a segunda palavra. As duas somas são então adicionadas e o resultado é chamado de “Contando Bem” e designado pela convenção com um sinal de “%”…

Por exemplo,
Azure % Lidded = 718
Azure = 63 (1+8+17+12+25)
Lidded = 68 (2+23+6+6+25+6)
63 X 6 = 378
68 X 5 = 340 + 378 = 718
Aum%Ha = 93, Love%Law = 156, Sun%Midnight = 666, Abra%Hadabra = 418

Reversão de Números

Esta técnica é revelada no primeiro verso do capítulo 3 “Abrahadabra a recompensa de Ra Hoor Khuit” e é usado para encontrar a recompensa do número, i.e., a recompensa de Ra Hoor Khuit = 97 is 79 = Abrahadabra = Heaven. A recompensa de Horus 45 =54 = Snake [cobra] (Aquele que tradicionalmente traz a sabedoria)

Há muitas outras técnicas mas elas jazem fora do escopo desta breve introdução. Trabalhando com os métodos descritos acima providenciará um ‘momentum’ suficiente e uma ‘prova’ para confirmar a validade do Sistema. Nós estamos à beira do Novo Aeon. A Qaballa Inglesa provê uma chave para desembaraçar os mistérios como revelados no Liber Al vel Legis e os Textos de Classe A de Thelema. Como um sistema amplamente experimental, não tem dogma e apela à essência de cada indivíduo… A escolha, como parece, é clara.

Amor é a lei, amor sob vontade.

Fr Alav, Texto utilizado na igreja de Typhon-Christ

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/a-qabbalah-inglesa/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/a-qabbalah-inglesa/

Afinal de contas, o que torna o TdC Especial?

Por Frater Dybbuk,, Zelator do AA

Nos dias de hoje, onde qualquer estudante de primeiro ano de filosofia pode inventar para si um titulo pomposo e criar um blog esotérico para tentar impor suas verdades, e dezenas de blogs de magias e pactos e ordens e curiosos de todos os calibres esquisotéricos surgem a cada dia na internet, como podemos saber se determinado autor é confiável?

Eu me fiz essa pergunta oito anos atrás, quando encontrei com o Del Debbio pela primeira vez em uma loja Maçônica, em uma palestra sobre “Kabbalah Hermética” (que vocês ja devem ter assistido pelo menos alguma versão dela. São todas iguais, mas todas diferentes. Só assistindo duas para ver. Para quem não viu, tem um link de uma delas no youtube Aqui). Adoro essa palestra porque sempre os judeus tradicionais se arrepiam todo quando ele faz as correlações da árvore das vidas com outras religiões. E este, talvez, seja o maior legado que ele deixará na história do Hermetismo.

Mas o que o gabarita para fazer estas afirmações?

Talvez porque a história do MDD dentro das Ordens iniciáticas seja única. A maioria de nós, estudiosos do ocultismo pré-internet, começávamos pela revista Planeta, depois comprávamos os livros da editora Pensamento, entrávamos na Maçonaria, em alguma ordem rosacruz e seguíamos pela senda sem nunca travarmos contato com outras vertentes. Quem é da macumba, caia em um terreiro escondido no fundo de algum quintal e ficava por lá décadas, isolado. Cada um com suas verdades…

O DD começou em 1989 lá na Inglaterra. E ainda teve sorte (se é que alguém aqui ainda acredita que existam coincidências) de cair em um craft tradicional de bruxaria, com a parte magística da coisa (que inclui incorporações) e contato com o pessoal da SRIA, do AA e de outros grupos rosacruzes. Quando voltou para o Brasil, talvez tivesse ficado trancado em seu quarto estudando e nunca teríamos este blog… mas ele também foi um dos primeiros Jogadores de RPG aqui no Brasil. (RPG é a sigla de um jogo que significa “role playing games” ou jogos de teatro). Em 1995 publicou um livro que utilizava o cenário medieval de mitologias reais em um jogo que foi um dos mais vendidos da história do RPG no Brasil (Arkanun). Por que isso é importante?

Porque ele se tornou uma espécie de celebridade pop. E isso, como veremos, foi de importância vital para chegarmos onde estamos hoje (vai anotando as coincidências ai…).

Bem, o DD se graduou em arquitetura e fez especializações em história da arte, semiótica e história das religiões comparadas. De um trabalho de mais de dez anos de pesquisas, publicou a Enciclopédia de Mitologia, um dos maiores trampos sobre o assunto no Brasil.

Com a faculdade veio a maçonaria e aqui as coisas começam a ficar interessantes. Por ser um escritor famoso, ele conheceu o Grande Secretário de Planejamentos do GOB, Wagner Veneziani Costa, um dos caras mais importantes e influentes dentro da maçonaria, editor da Madras, uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço e fundador da loja maçônica Madras, que foi padrinho do Del Debbio. E aqui entra o ponto que seria crucial para a história do hermetismo no Brasil, a LOJA MADRAS.

No período de 2004 a 2008, a ARLS Madras contou entre seus membros com pessoas como Alexandre Cumino (Umbanda), Rubens Saraceni (Umbanda Sagrada), Johhny de Carli (Reiki), Cláudio Roque Buono Ferreira (Grão Mestre do GOB), Sérgio Pacca (OTO, Thelemita e fundador da ARLS Aleister Crowley), Mario Sérgio Nunes da Costa (Grão Mestre Templário), Adriano Camargo Monteiro (LHP, Dragon Rouge), José Aleixo Vieira (Grande Secretário de Ritualística), Severino Sena (Ogan), Waldir Persona (Umbanda e Candomblé), Carlos Brasilio Conte (Teosofia), Alfonso Odrizola (Umbanda, diretor da Tv espiritualista), Ari Barbosa e Cláudio Yokoyama (Magia Divina), Marco Antônio “Xuxa” (Martinismo), Atila Fayão (Cabalá Judaica), César Mingardi (Rito de York), Diamantino Trindade (Umbanda), Carlos Guardado (Ordem da Marca), Sérgio Grosso (CBCS), entre diversos outros experts em áreas de hermetismo e ocultismo. Agora junte todos estes caras em reuniões quinzenais onde alguém apresentava uma palestra sobre um tema ocultista e os outros podiam questionar e debater sobre o assunto proposto com seus pontos de vista e você começará a ter uma idéia do que isso representou em termos de avanço do conhecimento.

Entre diversas contribuições para a maçonaria brasileira, trouxeram o RER (Rito Escocês Retificado), O Rito Maçônico-Martinista, para o Brasil, fundando a primeira loja do rito, ARLS Jerusalem Celeste, em SP, e organizaram as Ordens de Aperfeiçoamento (Marca, Nauta, Arco Real, Templários e Malta). O Del Debbio chegou a ser Grande Marechal Adjunto da Ordem Templária em 2011/2012.

Em paralelo, tínhamos a ARLS Aleister Crowley e a ARLS Thelema, onde naquela época se estudava magia prática e trocávamos conhecimento com a OTO no RJ (Loja Quetzocoatl, com minha querida soror Babalon) e a Ordem dos Cavaleiros de Thelema (que, dentre outros, tivemos a honra de poder conversar algumas vezes com Frater Áster – Euclydes Lacerda – antes de seu falecimento em 2010). Além disso, tínhamos acesso a alguns dos fundadores do movimento Satanista em São Paulo e Quimbandeiros (cujos nomes manterei em segredo para minha própria segurança ).

Palestra no evento de RPG “SANA”, em 2006. Eu avisei que ele era subcelebridade, não avisei? Bem… nesse meio tempo, o MDD já estava bem conhecido dentro das ordens Iniciáticas, dando diversas palestras e cursos fechados apenas para maçons e rosacruzes. De dia, popstar; de noite, frequentando cemitérios para desfazer trabalhos de magia negra com a galera do terreiro. Fun times!

Ok, mas e a Kabbalah Hermética?

O lance de toda aquela pesquisa sobre Mitologia e suas correlações com a Cabalá judaica o levou a estudar a Torah e a Cabalá com rabinos e maçons do rito Adonhiramita por 5 anos, tendo sido iniciado na Cabalá Sefardita em um grupo de estudos iniciáticos coordenado pelo prof. Edmundo Pellizari (Ras Adeagbo). Apesar da paixão e conhecimento pela cultura judaica, ele escolheu não se converter (segundo palavras do próprio “Não tem como me converter ao judaísmo; como vou ficar sem filé à Parmigiana?“). Seus estudos se intensificaram entre os textos de Charles “Chic” Cicero via suas publicações na Ars Quatuor Coronatorum, nas Lojas Inglesas e os textos de Tabatha Cicero via Golden Dawn.

A idéia da Kabbalah associada aos princípios alquímicos, unificando tarot, alquimia e astrologia sempre levantou uma guerra com os judeus ortodoxos, que consideram a Cabalá algo profundamente vinculado à sua religião (por isso costumamos grafar estas duas palavras de maneira diferente: Kabbalah e Cabalá.

Em 2006, Adriano Camargo publica o “Sistemagia”, um dos melhores guias de referência de Kabbalah Hermetica, onde muitas das correlações debatidas em loja foram aproveitadas e organizadas.

No meio de todos estes processos de estudos, chegamos em 2007 em uma palestra na qual estava presente o Regis Freitas, mais conhecido como Oitobits, do site “Sedentário e Hiperativo”, que perguntou a ele se gostaria de ter um blog para falar de ocultismo. O nome “Teoria da Conspiração” foi escolhido pelo pessoal do S&H e em poucas semanas atingiu 40.000 leitores por post.

Del Debbio se torna a primeira figura “pública” dentro do ocultismo brasileiro a defender uma correlação direta entre os orixás e suas entidades com as Esferas da Árvore das Vidas e as entidades helênicas evocadas nos rituais da Golden Dawn “Apenas uma questão de máscaras que a entidade espiritual escolherá de acordo com a egrégora em que estiver trabalhando” disse uma vez em uma entrevista.

Estes trabalhos em magia prática puderam ser feitos graças ao intercâmbio de conhecimentos na ARLS Madras, pois foi possível que médiuns umbandistas estudassem hermetismo, kabbalah e cabalá em profundidade e, consequentemente, as entidades que trabalham com eles pudessem se livrar das “máscaras” africanas e trabalharem com formas mais adequadas, como alquimistas, templários e hermetistas. Com a ajuda dos terreiros de Umbanda Sagrada, conseguimos trabalhar até com judeus estudiosos da cabalá que eram médiuns, cujas entidades passaram grandes conhecimentos sobre correspondências dos sistemas judaico e africano, bem como de sua raiz comum, o Egito. A maioria deste conhecimento ainda está restrito ao AA, ao Colégio dos Magos e a outros grupos fechados mas, aos poucos, conforme instruções “do lado de lá”, estão sendo gradativamente abertos.

Em 2010, conhece Fernando Maiorino, diretor da Sirius-Gaia e ajuda a divulgar o I Simpósio de Hermetismo, onde participam também o Frater Goya (C.I.H.), Acid (Saindo da Matrix), Carlos Conte (Teosofia), Renan Romão (Thelema) e Ione Cirilo (Xamanismo). Na segunda edição, em 2011, participam além dos acima o monge Márcio Lupion (Budismo Tibetano), Mário Filho (Islamismo), Alexandre Cumino (Umbanda), Adriano Camargo (LHP), Gilberto Antônio (Taoísmo) e Lázaro Freire (projeção Astral).

A terceira edição ampliou ainda os laços entre os pesquisadores, chamando Felipe Cazelli (Magia do Caos), Wagner Borges (Espiritualista), Claudio Crow (Magia Celta) e Giordano Cimadon (Gnose).

O Blog do “Teoria da Conspiração” também cresce, agregando pensadores semelhantes. Além de textos de todos os citados neste post, também colaboram estudiosos como Jayr Miranda (Panyatara, FRA), Kennyo Ismail (autor do blog “No Esquadro” e um dos maiores pesquisadores contemporâneos sobre maçonaria), Aoi Kwan (Magia Oriental), Raph Arrais (responsável pelas belíssimas traduções da obra de Rumi), o Autor do blog “Maçonaria e Satanismo” (cujo nome continua em segredo comigo!), Tiago Mazzon (labirinto da Mente), Fabio Almeida (Música e Hermetismo), Danilo Pestana (Satanismo), Bruno Cobbi (Ciganos), PH Alves e Roe Mesquita (Adeptus), Frater Alef (Aya Sofia), Jeff Alves (ocultismo BR), Yuri Motta (HQs e Ocultismo), Djaysel Pessoa (Zzzurto), Leonardo lacerda e Hugo Ramirez (Ordem Demolay).

A ARLS Arcanum Arcanorum, braço maçônico da Ordem de Estudos Arcanum Arcanorum, que trabalha em conjunto com a SOL (Sociedade dos Ocultistas Livres), o Templo Aya Sofia, o Colégio dos Magos e o Teoria da Conspiração.

E os frutos desse trabalho se multiplicaram. Com o designer Rodrigo Grola, organizou o Tarot da Kabbalah Hermética, possivelmente um dos melhores e mais completos tarots que existem, além dos pôsteres de estudo. Hoje seus alunos estão desenvolvendo HQs, Livros, Músicas, dando aulas e até mesmo produzindo um Filme baseado nos estudos da Kabbalah Hermética (“Supernova”).

E o estudo de mitologias comparadas, kabbalah e astrologia hermética nunca mais será o mesmo. Isso se chama LEGADO.

E ai temos a resposta que tive para a pergunta do início do texto: Como saber se um autor é confiável? Oras, avaliando toda a história dele e quais são suas bases de estudo, quem são seus professores, quais as pessoas que o ajudam e quem são seus inimigos. Quais são os caras que ele pode perguntar alguma coisa quando tem dúvida? e quais são os caras que tentam atrapalhar o seu trabalho?

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Pronto. Aqui está o texto que eu tinha prometido sobre os doze anos de Blog. Parabéns, Frater Thoth, já passou da hora de alguém começar a organizar uma biografia decente sobre os seus trabalhos.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/afinal-de-contas-o-que-torna-o-tdc-especial

A origem secreta do Skull & Bones

A história começa em Yale, onde três tópicos da história social Americana – espionagem, tráfico de drogas e sociedades secretas – se entrelaçam em uma.

Elihu Yale nasceu perto de Boston, educado em Londres, serviu com a Companhia das Índias Ocidentais Britânica, eventualmente se transformou em governador no Forte São Jorge (Fort Saint George), Madras, em 1687. Ele acumulou uma grande fortuna com as trocas de mercadorias e retornou a Inglaterra em 1699. Yale ficou conhecido como um grande filantropo; recebendo um convite da Escola Collegiate (Collegiate School) em Connecticut, ele mandou uma doação e uma grande quantia de livros. Subsequentemente, por causa de suas heranças e doações, Cotton Mather sugeriu que a escola fosse nomeada Universidade de Yale (Yale College), em 1718.

A estátua de Nathan Hale esta erguida no Antigo Campus na Universidade de Yale. Existe uma cópia desta estátua na frente do quartel-general da CIA em Langley, Virginia. E ainda outra na frente da Academia Phillips em Andover, Massachusetts (onde George H.W (’48) estudou na infância e se juntou a sociedade secreta com doze anos).

Nathan Hale, junto com três outros graduados de Yale, foi um membro do “Culper Ring, ” uma das primeiras agencias de inteligência americana. Estabelecida por George Washington, na qual foi um grande sucesso na Guerra Revolucionaria. Nathan foi um dos operantes investigados pelos britânicos, e após seu famoso discurso de remorso, ele foi enforcado em 1776. Desde então a fundação da Republica, o relacionamento entre Yale e a “Comunidade de Inteligência” foram únicas.

Em 1823, Samuel Russell estabeleceu a Russell & Companhia com propósitos para adquirir ópio na Turquia e contrabandear para China. Russell & Companhia emergiu com o sindicato Perkins (de Boston) em 1830 e virou o líder número um de contrabando na américa. Muitas das grandes fortunas americanas e europeias foram construídas através da troca de ópio com a China.

Um dos chefes de operação da Russell & Companhia em Canton foi Delano Jr., Avô de Franklin Roosevelt. Os outros parceiros de Russell eram John Cleve Green (que financiou Princeton), Abiel Low (que financiou a construção de Columbia), Joseph Coolidge e as famílias Perkins, Sturgis e Forbes. (O filho de Coolidge organizou a United Fruit Company (Companhia das frutas unidas), e seu neto Archibald C. Coolidge, foi co-fundador do Conselho das Relações de Estrangeiros.

William Huntington Russell (’33), primo de Samuel Russell, estudou na Alemanha entre 1831-1832. Alemanha era o centro de novas ideias. O “método cientifico” estava começando a ser aplicada em todas as formas de estudos humanos. Prússia, que culpou napoleão pela derrota em 1806 começaram a pesquisar sobre o stress em campo de batalha, elevou os princípios estabelecidos por John Locke e Jean Rousseau e criaram um novo sistema educacional. Johan Fitche, em seu “ Endereço para o povo alemão, ” (Address to the German People) declarou que as crianças deveriam ser educadas e assumidas pelo Estado.

Georg Wilhelm Friedrich Hegel tomou posse da cadeira da Universidade de Berlim em 1817 após Fitche, e foi professor até sua morte em 1831. Hegel foi o culminar da ideologia filosófica alemã sobre a escola de Immanuel Kant.

Para Hegel, nosso mundo é o mundo da razão. O estado é Razão Absoluta e o cidadão se torna livre somente com admiração e obediência ao estado. Hegel chamou isso de “marcha de Deus no mundo” e “seu ápice final” (final end). Esse final, disse Hegel, “ tem direito supremo contra o indivíduo, o dever supremo é ser membro do estado”. Ambos o fascismo e comunismo tem suas raízes filosóficas nos trabalhos de Hegel. A filosofia de Hegel foi muito influente na Alemanha durante o tempo de William Russell.

Quando Russell retornou para Yale em 1832, ele formou uma sociedade sênior com Alphonso Taft (’33). De acordo com informações adquiridas de um furto a “tumba” (o salão de encontro do Skull & Bones) em 1876, “ Bones é um capítulo sobre corporações na Universidade da Alemanha…General Russell, seu fundador, estava na Alemanha antes de completar seu último ano como Sênior e lá formou grandes amizades com os líderes da sociedade alemã. Ele trouxe consigo para a universidade, autoridade para fundar uma organização aqui”. William H. Russell, junto com outros quatorze amigos, foram os membros fundadores da “ A Ordem da Caveira e Ossos, ” (The Order of Scull and Bones).

A secreta Ordem da Caveira e Ossos (Order of Skull and Bones) existe somente em Yale. Quinze iniciantes (Juniors na universidade) são escolhidos todos os anos pelos veteranos (Sêniores na universidade) para iniciarem no grupo do ano seguinte. Alguns dizem que o iniciado ganha 15.000 dólares, após escolhido, e o relógio do avô. Longe de ser uma casa para diversão dentro do Campus, o grupo é voltado ao sucesso de seus membros no mundo pós-universitário.

Os nomes das famílias tradicionais e conhecidas da sociedade secreta seguem abaixo:                                        Lord, Whitney, Taft, Jay, Bundy, Harriman, Weyerhaeuser, Pinchot, Rockfeller, Goodyear, Sloane, Stimpson, Phelps, Perkins, Pillsbury, Kellogg, Vanderbilt, Bush, Lovett e entre outros.

William Russell se tornou general o legislador do estado em Connecticut. Alphonso Taft foi apontado como Ministro da Justiça dos EUA, Secretario de Guerra (um posto que muitos membros possuíram), Embaixador da Áustria, e Embaixador da Rússia (outro posto que muitos membros possuíram). Seu filho, William Howard Taft (’87), é o único homem a ocupar a Presidência dos Estados Unidos e chefe de Justiça da Suprema Corte.

 

Segredos da “Tumba”

A Ordem floresceu desde de o começo graças as ocasionais controvérsias. Existe uma discórdia entre alguns professores, que não gostavam do sigilo e da exclusividade. E existe uma discrepância dos estudantes, mostrando preocupação sobre a influência da Ordem sobre as finanças de Yale e o favoritismo de seus membros, os “Bonesmen”.

Em outubro de 1873, Volume 1, Número 1, do “O iconoclasta” (The iconoclasta) foi publicado em New Haven. Só foi publicado uma vez e foi um dos poucos artigos publicado para o “publico” sobre a Ordem Skull and Bones.

De O Iconoclasta:

“ Nós falamos através desta nova publicação, porque a imprensa universitária está fechada para aqueles que pretendem mencionar o “Bones” livremente…

De todas as classes a Skull and Bones aceita só homens. Eles foram para o mundo e tornaram-se, em muitas instancias, lideres dentro da sociedade. Eles obtiveram o controle sobre Yale. Os negócios são feitos por eles. O dinheiro pago para a Universidade passa por suas mãos, e você está sujeito a vontade deles. Sem dúvida alguma são homens de poder, mas muitos que os admiram, enquanto estão na Universidade, não esquecem que financiam a Ordem livremente. Os homens em Wall Street reclamam que os estudantes vêm a ajuda deles, dos homens de Wall Street, ao invés de pedir a sua parte para a universidade. A razão disto é um comentário feito por um dos primeiros estudantes de Yale e da Ordem: “Poucos vão dar, mas os homens da Ordem. E eles se preocupam muito mais com a sociedade do que a universidade…”

Ano após ano o mal mortal está crescendo. A sociedade nunca foi tão desagradável para a universidade quanto hoje, e é justamente este sentimento de doença que fechamos o bolso para os não-membros. Nunca antes foi visto tanta arrogância e sentimento de superioridade. O domínio da Imprensa Universitária e seus empreendimentos para dominar e fazer as regras. Não tem a dignidade de mostrar suas credenciais, mas agarram o poder com uma silenciosa consciência de culpa.

Para dizer o bem que a Universidade de Yale fez seria impossível. Para dizer o bem que ela fará seria ainda mais difícil. A questão, então, é reduzida a isto – em uma mão está a fonte de um bem incalculável – não outra uma sociedade culpada por seus crimes. Seria a universidade de Yale contra a Ordem Skull and Bones!!  Perguntamos a todos os homens, como uma questão de direito, quem deveria ter o direito de viver? ”

Primeiramente, a sociedade fazia suas reuniões em salões privados. Então em 1865, a “tumba”, foi construído um salão de pedra marrom, coberto de vinha e sem janelas, onde desde então os “Bonesmen” sustentam seus “ estanhos ocultistas” ritos de iniciação e se encontram todas Quintas e Domingos.

Em 29 de setembro de 1876, um grupo autodeclarado “ A Ordem do Arquivo e Garra” (The Order of File and Claw) invadiram o salão do Skull and Bones. Na “tumba” eles acharam um deposito – quarto 324 “ encoberta por veludos pretos, até mesmo as paredes eram cobertas com o material”. No andar de cima era o quarto 322, “ O santuario do templo…decorado com veludo vermelho com um pentagrama na parede”.  Na parede do salao estão “pinturas de fundadores da Bones em Yale, e membros da Sociedade na Alemanha, onde uma organização foi estabelecida em 1832”. O grupo de jovens encontrar outra cena interessante na sala de estar perto do quarto 322.

De A caída da Skull And Bones :

Na parede oeste, pendurada entre outras pinturas e fotografias, uma velha gravura representava um tumulo aberto, no qual, a tabua de pedra, continha quatro crânios humanos, agrupados sobre chapéus e sinos, um livro aberto, inúmeros instrumentos matemáticos, um velho papel, e uma coroa real. Nas paredes arqueadas sob o tumulo palavras significativas, em letras romanas, “ ‘We War Der Thor, Wer Weiser, Wer Bettler Oder, Kaiser?'(1) e abaixo do tumulo está gravado, in caracteres alemães, a sentença; ‘Ob Arm, Ob Beich, im Tode gleich.’ (2)

Nós era o Thor , que sabio , que mendigo Ou , o Imperador (1)

Se armar Se Beich , igual na morte (2)

A pintura é acompanhada por um cartão no qual está escrito, “ Da Organização Alemã. Presente de D.C Gilman de D. 50.”

Daniel Coit Gilman (‘52), junto com outros dois “Bonesmen, ” formando a troika na qual ainda a influencia na vida americana nos dias de hoje. Logo após suas iniciações na Skull and Bones, Daniel Gilman, Timothy Dwight (’49) e Andrew Dickinson White (’53) foram estudar filosofia na Europa na Universidade de Berlin. Gilman retornou da Europa e incorporou Skull and Bones assim como Russell Trust, em 1856, com ele mesmo exercendo a profissão de tesoureiro e William H. Russell como presidente. Ele passou os próximos quatorze anos em New Haven consolidando o poder da Ordem.

Gilman foi apontado como bibliotecário em Yale 1858. Através de uma manobra política perspicaz, ele adquiriu fundos para o Departamento Cientifico de Yale (Sheffield Scientific School) e foi capaz de introduzir a Morrill Bill no Congresso, passada a lei e finalmente assinada pelo Presidente Lincoln, depois de ter sido vetada pelo Presidente Buchanan.

Esta Morril Bill, “ doando terras públicas para o Estado Universitário para agricultura e ciências”, é agora conhecido como Land Grant College Act. Yale foi a primeira escola na américa a terras graças a esta lei federal e rapidamente se apossou de toda parte possível de Connecticut em seu tempo. Agradecidos pelas aquisições, Yale fez Gillman, o professor de Física Geográfica.

Daniel foi o primeiro Presidente na Universidade da Califórnia. Ele também ajudou a fundar, e foi o primeiro presidente de, John Hopkins. (Universidade de medicina).

Gilman foi o primeiro presidente na Instituição Carnegie e estava envolvida com a criação do Peadbody, Slater e Russell Sage fundações.

Seu amigo, Andrew D. White, foi o primeiro presidente da Universidade de Cornell (na qual recebeu toda parte de terras de New York pela Land Grant College Act), ministro dos Estados Unidos pela Rússia a Embaixador de Berlin e primeiro americano da Associação Histórica Americana (American Historical Association). White também foi Ministro da delegação americana para a Primeira conferência em Hague em 1899, na qual estabeleceu um judiciário internacional.

Timothy Dwight, um professor de Yale Divinity School, foi instaurado como presidente de Yale em 1886. Desde então todos os Presidentes, eram ou “Bonesmen” ou diretamente ligado a Ordem e seus interesses.

O trio Daniel/Gilman/White foram responsáveis por fundar a Associação Econômica Americana, a Sociedade de Química Americana, e a Associação Psicológica americana. Através de suas influencias sobre John Dewey e Horace Mann, este trio continua tendo um impacto enorme na educação, nos dias atuais.

 

Rede de Poder

Em seu livro Estabelecimento secreto da América (America’s Secret Establishment), Antony Sutton nos diz que a habilidade da Skull and Bones de estabelecer “correntes de influencias” tantos verticais quanto horizontais são enormes, assim assegurando a continuidade dos esquemas conspiratórios da Ordem.

O Link Whitney-Stimson-Bundy representa a “corrente vertical”.

W.C. Whitney (’63), que casou com Flora Payne (da Dinastia Oil Payne), foi Secretário da Marinha. Seu advogado foi um homem chamado Elihu Root. Root contratou Henry Stimson (’88), após ele terminar a escola de direito. Stimsom tomou o cargo de Root como Secretario de Guerra em 1911, apontado por seu amigo Bonesmen William Howard Taft. Stimson depois virou Governador de Coolidge – General das Ilhas Filipinas, Secretario do Estado de Hoover, e Secretario de Guerra durante a administração de Roosevelt e Truman.

Hollister Bundy (’09) foi o assistente

Os dois irmãos, de suas posições na CIA, no Departamento de Defesa e Departamento do Estado, e Assistentes Especiais dos Presidentes Kennedy e Johnson, exerceram um significante impacto no fluxo de informações e inteligência durante a Guerra do Vietnam. especial de Stimson e uma importante figura no Pentágono durante o Projeto Manhattan. Seus dois filhos, também membros da Skull And Bones, onde foram – William Bundy (’39) e McGeorge Bundy (’40) — dois membros muito ativos no governo americano.

William Bundy foi editor dos Negócios de Estrangeiros, que influenciou o Conselho de Negócios de Estrangeiros (CFR). McGeorge virou o Presidente da Fundação Ford.

Outro grupo interessante dos “Bonesmen” é o grupo Harriman/Bush. Averil Harriman (’13) “Ancião do Estado” do Partido Democrático, e seu irmão Roland Harriman (’17) foram membros ativos. De fato, quatro amigos de Roland que participavam da Ordem da classe de 1917 foram os diretores Brown Brothers, Harriman, incluindo Prescott Bush (’17), pai de George Bush.

Desde da virada do século, duas firmas de Investimentos – Fundo de garantia & Brown Brothers (Guaranty Trust & Brown Brothers), Harriman – foram ambas dominadas pelos membros da Skull and Bones. Estas duas firmas estavam fortemente envolvidas no financiamento do Comunismo e do Regime Nazista de Hitler.

Os “Bonesmen” compartilham uma afinidade pelas ideias de Hegel e sua dialética histórica, que debate o uso do conflito controlado – Thesis v.s Anti-Thesis- para criar uma pré-determinada síntese. A síntese de sua criação, onde o estado é absoluto e aos indivíduos são garantidas suas liberdades baseada na obediência do estado – Nova Ordem Mundial.

Financiamento e manobras políticas praticadas pela Ordem e seus aliados ajudaram os Bolcheviques a prevalecerem na Rússia.  Em provocação as leis federais, a indústria de finanças, bancos e depósitos de minerais e óleos (petróleo) uma parte de seus lucros eram revertidos em dinheiro para ajudar a USSR.

Depois, Averil Harriman, como ministro da Grã-Bretanha responsável pelo empréstimo para a Bretanha e Rússia, foi responsável por enviar fabricas inteiras para a Rússia.  De acordo com alguns pesquisadores, Harriman também supervisionou a transferência de segredos nucleares, plutônio e a falsificação de dólares para a USSR.

Em 1932, a Corporação Bancaria Unida (Union Banking Corporation) na Cidade de New York, alistou quatro diretores da central (’17) e dois banqueiros nazistas associados com Fritz Thyssen, que estava financiando Hitler desde 1924.

De George Bush: a Biografia Não-Autorizada:

“ Custodia da propriedade estrangeira do Presidente Franklin Roosevelt, Leo T. Crowley, assinou a Ordem de Carência Número 248 [17/11/1942] apreendendo a propriedade de Prescott Bush abaixo do Ato de Trocas Inimigas. A Ordem, publicada no livro de registros fora das notícias pelo governo obscuro, Nora #4 explicando nada sobre o envolvimento com os nazistas; somente que a Corporação dos Bancos Unidos (Union Banking Corporation) era comandada pela família Thyssen da Alemanha e/ou Hungria – “Nacionais…inimigas do pais”.

Decidindo que Prescott Bush e outros diretores da Corporação de Bancos Unidos (Union Banking Corporation) eram legalmente “os porta-vozes dos nazistas”, o governo evitou outras questões históricas importantes: No qual “ os nazistas de Hitler eram contratados, armados e instruídos por grupos exclusivos de New York e Londres no qual Prescott Bush era gerente executivo…

  1. New York Times, 16 de dezembro de 1944, na página 25 do artigo sobre o Departamento Bancário do Estado de Nova York. Somente a última sentença refere-se aos bancos nazistas, a frase se segue: “A Corporação de Bancos Unidas (Union Banking Corporation), na rua 39 Broadway, em Nova Iorque, recebeu autoridade para trocar sua instituição de lugar para a rua 120 Broadway. ” 

O Times omitiu o fato de que a Corporação do Bancos Unidos (Union Banking Corporation) foi apreendida pelo governo por suas trocas com o inimigo, e o fato que 120 Broadway tinha o endereço da Custodia de Propriedade Estrangeira do Governo. ”

Após a guerra, Prescott virou o Senador de Connecticut e se parceiro de golf era o Presidente Eisenhower. Prescott clama responsabilidade por ter colocado Nixon na política e recebe credito pessoal por trazer Dick a bordo assim como Ike como parceiro de campanha em 1952.

Motivos para a Conspiração

Então, por que uma agência de inteligência/sociedade secreta quer contrabandear drogas e assassinar O presidente Kennedy?

Bem, dessa forma, eles poderiam arrecadar grandes quantias financeiras, e ainda armazenar recursos de inteligência ao longo de sua participação nesses eventos. Ainda há uma análise racional de que o mundo é um lugar desagradável e inapropriado, e se você quer ser ‘o cara’ do pedaço, é melhor estar ciente do que está acontecendo ao redor. E qual a melhor maneira de saber o que está acontecendo além de controlar isso você mesmo? Ainda há aqueles que teorizam que o encoberto tráfico de drogas está de acordo com o plano de desestabilizar famílias americanas e a sociedade.  De forma desmoralizante e através da quebra do corpo político, eles poderiam impor suas vontades usando técnicas de desestabilização psicológica e a alquimia política da dialética Hegeliana para tal.

O artigo de James Shelby Downard  chamado Feitiçaria, Sexo, Assassinato e a Ciência do Simbolismo, um clássico ocultista, liga eventos históricos americanos com um bárbaro, numerológico e grandioso plano oculto “para nos tornar zumbis cibernéticos do mistério”. O assassinato do presidente estadunidense Kennedy, ao que o artigo alega, teria sido uma performance de um ritual ocultista público chamado O Extermínio do Rei, projetado para gerar um trauma em massa, um atentado de controle mental contra o corpo político nacional dos Estados Unidos.

Durante a Operação Sunrise , Operação Blowback e a Operação Paperclip , dentre outras, milhares de cientistas nazistas, pesquisadores e administradores foram trazidos para os Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial. Muitos foram “contrabandeados” para o país contra ordens diretas, por escrito, do Presidente Harry S. Truman.

O Projeto Monarca ou Programação Monarca foi uma retomada de um projeto de controle mental chamado Marionette Programming, que começou na Alemanha nazista. O componente básico do Projeto Monarca é uma sofisticada manipulação da mente, usando traumas extremos para induzir ao Transtorno de Personalidade Múltipla.

James Downward presume que os responsáveis propositalmente assassinaram o Presidente Kennedy de modo a afetar a identidade nacional e a coesividade americana – para despedaçar a alma Estadunidense. Mesmo com a banalidade gritante de sua conspiração, ela foi projetada para mostrar a “superioridade deles” e “futilidade estadunidense”.

Ainda é possível que haja estudos que mostram a correlação entre o assassinato de Kennedy e o aumento de violência na sociedade, desconfiança em relação ao governo e outras extensões de patologias sociais.

Os Illuminati: Subvertendo o Corpo Político

Por que isso é um ataque ao corpo político estadunidense?

Em 1785, um relâmpago atingiu um mensageiro na rota de Paris à Frankfort. Um trato escrito por Adam Weishaupt, fundador dos Illuminati, Original Shift in Days of Illuminations , foi recuperado do mensageiro morto, contendo o plano de longo alcance da sociedade secreta para a “Nova Ordem Mundial através da revolução mundial”.

O governo da Bavaria declarou a sociedade como fora a da lei e em 1787 publicou os detalhes da conspiração Illuminati em The Original Writings of the Order da Sect of the Illuminati .

Nas palavras de Adam Weishaupt:

“Com esse plano, nós devemos direcionar toda humanidade sob essa conduta. E, pelas formas mais simples, devemos colocar tudo em movimento e em chamas. Os ofícios devem ser tão alocados e maquinados que nós devemos, em segredo, influenciar todas as transações políticas”. 

Existe uma discordância entre os intelectuais quanto ao fato ou não dos Illuminati terem sobrevivido ao seu banimento. Ainda assim, o grupo tem sido bastante êxito em atrair membros e ter se aliado com uma extensiva rede Massônica.

A Ordem Illuminati foi fundada publicamente no dia primeiro de maio de 1776 na Universidade de Ingolstadt, por Weishaupt, professor de Lei Canônica. Ela foi uma sociedade bastante erudita na época; Weishaupt atraiu primeiramente alguns dentre seus estudantes para se tornarem membros de sua nova ordem.

No dia 5 de dezembro de 1776, estudantes do William and Mary College  fundaram a sociedade secreta Phi Beta Kappa. Um segundo capítulo seria formado, em Yale, em 1780. O movimento anti-Massônico nos Estados Unidos manteve grupos como o Phi Beta Kappa na penumbra. Em razão da pressão sofrida, a sociedade se tornou pública. Isso é evidenciado por alguns pesquisadores como uma causa direta do aparecimento da Ordem Skull and Bones.

Em The Cyclopedia Of Fraternities , um gráfico genealógico geral das fraternidades universitárias influenciadas pela literatura grega nos Estados Unidos, mostra a Phi Beta Kappa como “um fonte antecessora de todas os sistemas de fraternidade na educação superior estadunidense”. Há apenas uma “vertente” linear de descendentes: O capítulo Yale de 1780. A linha depois continua para a Skull and Bones em 1832, e segue até as outras, também de Yale, sociedades seniores Scroll & Key e Wolf’s Head.

Phi Beta Kappa são as primeiras três letras gregas, para ‘Philosophia Biou Kubernetes’ ou ‘Amor pelo saber, o timoneiro da vida’. Um homófono para caveira (skull no inglês) é crânio (scull), um rápido e suave movimento, e parte da primeira nomenclatura da Skull & Bones.

John Robison, um professor de Filosofia da Natureza na Universidade de Edinburgh na Escócia e membro de uma Loja Macônica, disse que ele foi convidado a se juntar aos Illuminati. Depois de muitas pesquisas, ele concluiu que os propósitos dos Illuminati não eram para ele.

Em 1798, ele publicou um livro chamado Proofs Of A Conspiracy :

“Uma associação vem sendo formada com o propósito evidente de extirpar todos os estabelecimentos religiosos e derrubar todos os governos existentes…. Os lideres iriam reger o Mundo com poderes incontroláveis, enquanto todo o resto seria empregado como ferramentas da ambição de seus regentes desconhecidos”.

Proofs of A Conspiracy foi enviado a George Washington. Respondendo ao remetente do livro com uma carta, o presidente Americano disse que ele estava ciente que os Illuminati haviam ido para os Estados Unidos. Ele imaginava que os Illuminati tinham “princípios diabólicos” e que seu objetivo era “a separação das pessoas de seus governos”.

Em Proofs Of A Conspiracy, Robinson publicou a cerimônia de iniciação do “grau Regente” no Illuminismo . Nele, um esqueleto é apontado para ele [o iniciado], no pé, onde é colocada uma coroa e uma espada. Ele é questionado ‘se o esqueleto é de um rei, de um nobre ou de um mendigo’. Como ele não pode decidir, o presidente do encontro diz ao iniciado, ‘O caráter de um ser humano é a única coisa de valor”.

Isto é, essencialmente, o mesmo que está escrito na “sepultura” da Ordem Skull & Bones:

“Wer war der Thor, wer Weiser, Bettler oder Kaiser? Ob Arm, ob Reich, im Tode gleich.”

Onde se lê:

“Quem foi tolo, quem foi homem sábio, mendigo ou rei? Quer seja pobre ou rico, todos serão o mesmo na morte”

Skull & Bones = Illuminati?

Seria a Ordem Skull & Bones parte dos Illuminati?

Quando uma pessoa é iniciada na Skull & Bones, elas são dadas um novo nome, prática que é similar ao dos Illuminati. E muitos membros Illuminatis registrados podem ser evidenciados como tendo contato e/ou fortes influências com muitos dos professores que ensinaram os “Bonesmen ” em Berlim.

Quando uma sociedade secreta conspira contra a soberania de um rei, eles precisam se organizar, levantar fundos, fazer seus planos operacionais, e esperançosamente, trazê-los à fruição.

É possível ter, nos Estados Unidos, uma sociedade secreta que usou o “Estado de Segurança Nacional” para dar cobertura para seus planos nefastos?

De George Bush: The Unauthorized Biography :

“Esse setembro [1951], Robert Lovett  substituiu Marshall  como Secretário de Defesa. Enquanto isso, Harriman  foi nomeado diretor da Agência Mútua de Segurança , tornando ele o líder dos Estados Unidos na aliança militar anglo-americana. Dessa forma, a Brown Brothers , através de Harriman, era tudo, apenas não era comandante chefe.

O foco central do regime de segurança de Harriman em Washington (1950-53), foi a organização de operações de encobrimento e ‘guerra psicológica’. Harriman, junto a seus advogados e sócios de negócios, Allen e John Foster Dulles, queriam que o serviço secreto do governo conduzisse extensivas campanhas publicitárias e experimentos de psicologia de massas dentro dos Estados Unidos, e campanhas paramilitares no exterior… 

O regime de segurança de Harriman criou o Conselho de Estratégias Psicológicas  em 1951. O homem apontado para ser o diretor do PSB [foi] Gordon Gray … O irmão de Gordon, Bowman Gray Jr., presidente da R.J. Reynolds  na época, foi também um oficial da inteligência naval estadunidense, conhecido em Washington como o ‘fundador da inteligência operacional’. Gordon Gray se tornou um amigo próximo e aliado político de Prescott Bush ; e o filho de Gray posteriormente, se tornou advogado e um escudo da política de encobrimento de George, filho de Prescott.”

Então temos o clã Whitney/Stimson/Bundy e os rapazes Harriman/Bush empunhando uma quantia tremenda de influência na política, economia e nos assuntos sociais dos Estados Unidos e no mundo. Depois você tem o companheiro de Prescott e Bush, Richard Nixon como um vice-presidente ativista. Depois, um assassinato deprimente para a nação, um tempo sob LBJ  com os Bundy mantendo as coisas na linha, depois Nixon como presidente com os assessores “Bonesmen” Ray Price (’51) e Richard A. Moore. Após isso, um tempo fora para um presidente democrata trilateralista leviano, seguido pelo filho de Prescott como um vice-presidente ativista inferior a Regan. Depois, temos um presidente Skull and Bones que declara a “Nova Ordem Mundial” enquanto ataca fortemente seu parceiro de negócios, Saddam Hussein.

Depois de doze anos de administrações republicanas, Bush passa seu reinado para seu companheiro contrabandeador de drogas do Arkansas, Bill Clinton, que estudou na Escola de Legislação de Yale. De acordo com alguns pesquisadores, Clinton foi recrutado como um operário para a CIA enquanto ainda estava na Escola Rhodes em Oxford. Poderia esse ser o “velho processo histórico dialético hegeliano?

História Mundial: Plano ou Acidente?

Iremos nós ter outra fracassada administração democrática? Um escândalo tão vergonhoso como a queda de Nixon? Quando Robert P. Jonhson (William Barr)  disse a Clinton, num bunker no Arkansas, que “você é nosso rapaz louro, mas você tem competição para o emprego que você procura. Nós nunca iriamos botar todas as nossas fichas numa única máquina. Você e seu estado tem sido nossa maior posse…. O sr. Casey queria que eu te passasse que, a menos que você ferre com tudo ou faça algo estupido, você é o número um de nossa pequena lista para te lançar ao emprego que você sempre quis.

Então, você tem William Casey – Diretor da CIA, gerente de campanha de George Bush e Cavalheiro Soberano da Malta – falando direto como representante do último procurador geral George Bush para o rival de Bush, nas eleições federais estadunidenses de 1992. Isso é tudo apenas uma demonstração fraudulenta para a plebe estadunidense?

Talvez então, se de fato existe um tipo de controle sobre o processo eleitoral como dito por Mae Brussell e o livro reprimido VoteScam, escrito por Jim e Ken Collier:

“… Seu voto e o meu podem agora ser um bocado de energia sem sentido direcionado por computadores pré-programados que podem ser fixados para selecionar certos candidatos pré-ordenados e sem deixar pegadas ou rastros de papel.”

Em resumo, computadores estão reciprocamente roubando seu voto.

Por quase três décadas o voto estadunidense tem sido objeto para o roubo eletrônico patrocinado pelo governo.

O voto tem sido roubado do povo pelo cartel de burocratas da “segurança nacional” federal, que inclui seus superiores na Agência Central de Inteligência (CIA), dentre os líderes de partidos políticos, dentre os congressistas, jornalistas cooptados – e os donos e gerentes – da maioria dos estabelecimentos de notícias e da mídia, que tem decidido em acordo o como o voto estadunidense é contado, por quem ele é contado e como o resultado é verificado e entregue ao público é, como um deles coloca, ‘Não é uma área adequada de inquérito’.

Por meio de uma não-oficial corporação privada chamada News Election Service (NES), a imprensa tem atualmente controle físico da contagem e disseminação do voto, e se recusa a deixar o púbico saber como isso é feito”

Seria o eleitorado estadunidense sujeitado à cíclica propaganda, candidatos e vencedores pré-selecionados e campanhas psicológicas para alienar o país das instituições estabelecidas para servi-los pela constituição? Seriam os partidos Democratas e Republicanos usados como um experimento hegeliano num conflito controlado?

Pamela Churchill Harriman, esposa de Averil, é uma das maiores arrecadadoras de fundos para o partido dos Democratas. Ela uma vez deu a Bill* um emprego como o diretor de sua “PAM PAC” , quando ele perdeu a disputa para governador em 1980. Bill retribuiu o favor designando ela como sua Embaixadora na França mais tarde.

Outro amigo de Harriman/Bush, Eugene Stetson (’34), foi um assistente de gerencia de Prescott Bush na Brown Brothers, o escritório de Nova Iorque de Harriman. Ele organizou a fundação H. Smith Richardson. Fundação esta que no fim dos anos 1950, participou do MKULTRA, a criada doméstica da CIA que buscava cobrir a operação campanha psicológica. A fundação Richardson ajudou a financiar os testes de drogas psicotrópicas, incluindo LSD, no hospital Bridgewater em Massachusetts, o centro de alguns dos mais brutais experimentos da MK-ULTRA.

Durante as operações contra o Irã, a fundação H. Smith Richardson foi um “comitê de direção de doadores privados”, trabalhando com o Conselho Nacional de Segurança para coordenar o Escritório de Diplomacia Pública*. Esse foi um esforço para enfatizar as propagandas em favor e uma rápida cobertura para as operações contra o Irã, e para sincronizar os ataques publicados para os oponentes do programa.

A fundação H. Smith Richardson também comanda o Centro de Liderança Criativa em Langley para “treinar líderes da CIA”, bem como um outro centro perto de Greensboro, na Carolina do Norte, que treina agentes da CIA e do Serviço Secreto. Quase todos que chegam uma classificação militar de general também recebem esse treinamento.

Isso é apenas a ponta do iceberg. Também existe eugenia e controle de população, história e tecnologia suprimidas, toques de recolher anuais, sociedades lucrativas com ditadores brutais, acordos com “terroristas”, o envolvimento dos Cavalheiros da Malta, guerras de tráfico e exploração, controle de mentes, sociedades secretas para jovens, magia ritualística e mais – tudo girando em fios negros de uma teia de conspiração que nossa girante bola azul foi capturada.

Ainda há toda uma nova colheita de “Bonesmen” chegando, incluindo o filho de George H. W. Bush, George W. Bush (’68), que foi governador do Texas e presidente estadunidense.

Quando Don Schollander (’68), medalhista de ouro olímpico e o único membro da Skull & Bones conhecido vivo em Portland, foi contatado pelo repórter da Willamette Week, Jonh Schrang a respeito do seu envolvimento com a Ordem, ele disse, “isso é realmente algo que eu não posso falar sobre”.

Não é que não iria, mas sim que não “podia”.

Na vigilância das primeiras exposições inovadoras de Antony Sutton da Ordem, a autêntica Biblioteca de Yale se recusou a permitir qualquer outros acessos à pesquisas relacionadas aos documentos Russell Trust.

Daniel Gilman, como a maioria dos Bonesmen, não faz menções da Skull & Bones ou ao Russell Trust em suas memórias ou biografias.

Então, seria o povo estadunidense apenas uma “forragem” para uma sociedade secreta com sobretons satânicos que está tentando formar um governo mundial com eles mesmos no governo? Ou seria a Ordem Skull & Bones apenas um bando de garotos da fraternidade de Yale? Quer apostar seu futuro nisso?

Referências

[1] James Shelby Downard, foi um teórico da conspiração estadunidense, publicou muitos trabalhos pela Feral House sobre a sincronia entre eventos ocultistas e históricos no século XX.

[2] A Operação Sunrise é descrita como um conjunto de operações secretas entre a Alemanha Nazista e o Bloco Capitalista, no intuito de fazer a inimiga chegar a redenção no período da Segunda Guerra Mundial.

[3] A Operação Paperclip foi um conjunto de ações da política estadunidense durante a Segunda Guerra Mundial para levar secretamente cientistas da Alemanha Nazista aos Estados Unidos.

[4] Algo como Mudança Original em Dias de Iluminação.

[5] Algo como Os Escritos Originais da Ordem e Seita dos Illuminati.

[6] Atualmente uma universidade estadunidense renomada, dentre seus alunos passaram os presidentes Thomas Jefferson e James Monroe.

[7] Uma compilação de informações autenticas e resultados das investigações existentes de mais de 600 sociedades secretas nos Estados Unidos.

[8] Algo como Os Escritos Originais da Ordem e Seita dos Illuminati.

[9] Atualmente uma universidade estadunidense renomada, dentre seus alunos passaram os presidentes Thomas Jefferson e James Monroe.

[10] Uma compilação de informações autenticas e resultados das investigações existentes de mais de 600 sociedades secretas nos Estados Unidos.

[11] Algo como Os Escritos Originais da Ordem e Seita dos Illuminati.

[12] Atualmente uma universidade estadunidense renomada, dentre seus alunos passaram os presidentes Thomas Jefferson e James Monroe.

[13] Uma compilação de informações autenticas e resultados das investigações existentes de mais de 600 sociedades secretas nos Estados Unidos.

[14] Numa tradução livre George Bush: Uma Bibliografia Não Autorizada.

[15] Roberto Lovett foi o 4º Secretário de Defesa dos Estados Unidos, durante o governo de Harry S. Truman.

[16] George Marshall foi o 3º Secretário de Defesa dos Estados Unidos, substituído por Lovett durante o governo Truman.

[17] William Averell Harriman, foi um político e empresário do Partido Democrata estadunidense, foi também governador de Nova Iorque de 1951 a 1958.

[18] A Agência Mútua de Segurança foi estabelecida pelo congresso americano em 1951 e tinha o intuito de dar forças aos aliados dos Estados Unidos na Europa, através de assistência miliar e econômica, que renderia benefícios a longo prazo para o país.

[19] Brown Brothers Harriman & Co. é o maior e mais antigo banco privado americano. Geralmente apontado como tendo muita influência política e de interesses nos governos estadunidenses.

[20]  Psychological Strategy Board, ou PSB no inglês.

[2] Gordon Gray foi um oficial estadunidense associado à defesa nacional durante os governos de Harry Truman e Dwight Eisenhower.

[22] R. J. Reynolds é a segunda maior empresa de tabaco estadunidense.

[23] Prescott Bush foi senador dos Estados Unidos pelo estado de Connecticut e banqueiro de Wall Street junto com os Brown Brothers Harriman, ele também é pai do ex-presidente estadunidense George H. W. Bush.

[24] Lindon B. Johnson, ou popularmente chamado LBJ, foi o 36º presidente estadunidense, tendo assumido logo após a morte de Kennedy.

[25] William P. Barr foi um

[26] Pam Pac Machines Ltd. Empresa de embalagens estadunidense.

RantBrso, tradução Max Quintanilha Barison

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-origem-secreta-do-skull-bones/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-origem-secreta-do-skull-bones/