O Trinado do Diabo

“Uma noite sonhei que tinha feito um pacto com o diabo, o qual se dispôs a me obedecer, em troca de minha alma. Meu novo servo antecipava meus desejos e os satisfazia. Tive a ideia de entregar-lhe meu violino para ver se ele sabia tocá-lo. Qual não foi meu espanto ao ouvir uma Sonata tão bela e insuperável, executada com tanta arte. Senti-me extasiado, transportado, encantado; a respiração falhou-me e despertei. Tomando meu violino, tentei reproduzir os sons que ouvira, mas foi tudo em vão. Pus-me então a compor uma peça – Il Trillo del Diavolo – que, embora seja a melhor que jamais escrevi, é muito inferior à que ouvi no sonho”.

O Monge e o Músico

Giuseppe Tartini (1692 – 1770), o autor do parágrafo acima, foi um violinista e compositor italiano. Compôs exclusivamente para violino, incluindo a famosa sonata “O Trinado do Diabo”. Teorizou brevemente sobre as relações entre música e emoções e fundou uma das maiores escolas de violino da sua época.

A vida de Tartini foi um tanto aventureira. Mesmo proibido pela família, casou-se secretamente com Elisabetta Premazzone, sobrinha de um cardeal que se opôs ao casamento. Seu feito rendeu-lhe uma ordem de prisão, o que levou Tartini a uma longa peregrinação, ou melhor, uma fuga até Assis, onde, disfarçado de Frade, se exilou no mosteiro da cidade.

#Arte #Música #Sonhos

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-trinado-do-diabo

BDSM e Magia Sexual

Em um curto espaço de tempo, os flagelantes da Peste Negra, terrível epidemia que varreu a Europa entre os anos de 1347 e 1350, transformaram-se de exemplo de temor a Deus a pervertidos morais. Só os membros da realeza e do clero, encontravam abrigo em castelos, palácios ou residências nas montanhas.

Onde a epidemia raramente chegava; aqueles homens misteriosos, munidos apenas de túnicas e capuzes negros, e seus inseparáveis chicotes, despertavam admiração e respeito, mas também a imaginação libidinosa das recatadas senhoras nas cidades e vilarejos por onde passavam. Da noite para o dia, o clero ( principalmente o alemão ) começou a enxergar um significado paralelo, nas andanças daqueles homens e do tipo de reação que causavam naqueles que presenciavam suas auto-flagelações em praça pública.

“Não há nada de santo nesse ato, apenas uma cruel perversão sensual que choca e oprime a imaginação destes pobres desesperados com a Peste; que vêem nestes homens, exemplos inócuos a serem seguidos.” disse historicamente Helmut Schaff, um frade alemão responsável por monitorar e vigiar os deslocamentos dos flagelantes no norte e noroeste do país. Logo surgiriam as denúncias.

Como os flagelantes viviam da caridade daqueles que davam alimento e abrigo entre um canto e outro, não faltavam línguas venenosas, especialmente de vizinhas vingativas (algo que se repetiria na caçada às bruxas ) – nas paróquias, furtivamente estas senhoras de respeito, vinham confessar seus pecados antes de entregar a alma a Deus via Peste Negra, mas também aproveitavam a ocasião para denunciar as rivais.

Testemunhos como estes podem ser encontrados em atas religiosas da Idade Média: “Um flagelante passou a noite abrigado na casa de V… acordei de madrugada ouvindo gritos e barulho de chicotadas. Vi pela janela que o flagelante era chicoteado por V… e depois copulavam. Tudo acompanhado por preces, cânticos e incensos do Diabo ( o que quer que isso possa significar ).”

Friederich von Spee, autor de Cautio Criminalis, o livro que denunciava os crimes dos inquisidores alemães, deu seu depoimento sobre o caso:

“Pura covardia. Sem precedentes na história do cristianismo. Basta que apareça algo que coloque em risco a pretensa autoridade espiritual do alto clero, e logo surge algo para minar as legítimas demonstrações de fé dos homens não consagrados pela Igreja.”

A epidemia arrefeceu e com ela o número de flagelantes; mas a identidade sadomasoquista; semeava as origens que dariam os frutos proibidos nas palavras de Sade e Masoch. Von Spee poderia ter razão quanto as calúnias provocadas pelo clero contra a maioria dos flagelantes, mas não poderia ignorar jamais, a atmosfera sensual, alimentada por eles. Durante as procissões, as mulheres eram ampla maioria na “platéia”. Elas fantasiavam com aquelas cenas: num ambiente onde quase sempre eram dominadas, maltratadas, submissas e sofredoras – a relação fé, espiritualidade, sensualidade e blasfêmia, travavam uma batalha inglória nas mentes e nos corações que esperavam a chegada da morte a qualquer minuto.

Basta lembrar que durante o pico da epidemia, o clero perdeu qualquer autoridade espiritual sobre os fiéis, os mais diversos tabus sexuais eram quebrados sem nenhuma cerimônia. Portanto, castigá-los e depois consolá-los com carícias mais íntimas e acolhedoras era algo extremamente excitante para aquelas mulheres; como atesta este relato atribuído a esposa de um Barão de Marselha; que fazia parte da compilação de material erótico relacionado ao período da Peste na França, de propriedade de Rétif de la Bretonne, inimigo número um do Marquês de Sade, de quem fez uma bem sucedida paródia de Justine e os Infortúnios da Virtude:

Eis o relato:

“A noite escura, mais escura das noites. Esta noite é a noite deles. Quão adorável é este homem. Com sua face crua e lisa, protegida pelo negro capuz. Por que escondê-lo ? Protegê-la das minhas mãos ? Minhas carícias ? Talvez uma pequena punição. Para tu ou para mim (…) Confesse menino ! Venha confessar seus pecados para mim ! Te darei alimento, proteção e o que mais precisar (…)” O texto é atribuído a esposa de um rico barão francês da cidade de Marselha.

Lamentavelmente, Bretonne morreu enquanto preparava aquela que certamente seria mais uma das tacadas de mestre que ajudariam a pôr ainda mais lenha no forno do governo e do clero francês.  Da Idade Média e Renascimento para cá, pouca coisa mudou. Fingimos vivenciar a liberação sexual que se manifestou nas décadas de 20 e 30, principalmente na Europa e na década de 60 nos Estados Unidos. Nestes períodos, surgiram os Spankin’ Clubs. Um deles funcionava adjacente a Igreja de Satã na Califórnia.

Locais freqüentados por satanistas que também faziam uso das práticas sadomasoquistas mescladas a práticas de magia sexual, embora elas ainda não fizessem parte de termos litúrgicos. Foi em locais como este que gente como Zeena Galatea LaVey, que adotou o sobrenome do marido Nikolas Schreck após romper com o pai, ajudaram a desenvolver as práticas BDSM misturadas com rituais satanistas e ocultistas em geral.

ENTREVISTA COM ZEENA SCHRECK

COMO VOCÊ ENCAROU O BLOQUEIO DO SITE ?

(Antigo WWW.SADELICIOUS.ORG, voltado para práticas sadomasoquistas mescladas com magia sexual.)

Como mais um ato covarde do fundamentalismo cristão americano. Eles são piores que os muçulmanos. Se pudessem, e temo que um dia poderão, pois trabalham incessantemente para isso, vão decepar os clitóris das mulheres americanas para que não sintam prazer. Eu nunca estive tão horrorizada na minha vida.

O SITE NÃO ERA ABERTO AO PÚBLICO, SÓ SE TINHA ACESSO MEDIANTE A UMA SENHA. QUANTOS ASSOCIADOS VOCÊS TINHAM ? QUANTOS DELES ERAM MEMBROS DA WEREWOLF ORDER ?

Não era um site para curiosos. Era necessário um convite formal. Era para pessoas interessadas em desenvolver sua espiritualidade com o auxílio de atividades BDSM. Tínhamos 17 mil acessos diários onde as pessoas trocavam experiências, davam seus depoimentos. Eu nunca fui membro do site mas apresentava aos membros da Werewolf a idéia para aqueles interessados em integrarem-se ao que eu chamo de “Left Hand Path Sex.” Todos os vídeos alí eram reais, experiências sadomasoquistas mediadas por um sacerdote satanista do Templo de Set.

VOCÊ CONCORDA QUE A MULHER PODE TER MELHORES RESULTADOS VIA BDSM DO QUE O HOMEM ? DESENVOLVER EXPERIÊNCIAS MAIS ENRIQUECEDORES ?

Acho que a mulher consegue ver além da prática do sexo em relações sadomasoquistas. Não resta dúvida que o limiar entre prazer e dor, amor e espiritualidade caminham de mãos dadas. Para os homens, especialmente no início das práticas, eles têm enormes dificuldades em se concentrar em questões espirituais, desperdiçam força e energia. Mas quando superam essa barreira, tornam-se grandes mestres, como o sadomasoquismo exige. É imperiosa a necessidade de alertar que a prática de BDSM mesclada a rituais satanistas, despendem uma grande quantidade de energia que se não for bem aproveitada, pode acarretar sérios danos tanto a pessoa submissa quanto aquele que submete. É uma forma de magia como qualquer outra.

A ALGOLAGNIA É A PRÁTICA DE SE TRANSFORMAR DOR EM PRAZER SEXUAL. COMO SE DÁ A TRANSFORMAÇÃO DO PRAZER SEXUAL EM  ENERGIA ESPIRITUAL ?

Pegamos o exemplo dos flagelantes: não há como duvidar que a experiência deles difundia uma experiência transcendental mediante a punição do corpo. O que é o uso do cilício pela Opus Dei senão uma experiência mágico-sexual ? Uma forma de extrair energia e libertar e concentrar energia ? Eu já vi muitos depoimentos de ex-membros da Opus Dei que afirmam liberar energia sexual pelo uso do cilício. A diferença é que ela não era reaproveitada por eles, diferente de nós que reutilizamos essa energia na forma de ritos e feitiços.

DÊ NOS UM EXEMPLO INICIAL. PARA AQUELES QUE DESEJAM PRATICAR O BDSM MEDIANTE AS PRÁTICAS SATANISTAS.

Não é necessário ser um satanista para praticar. É simples. Para começar você deve escolher: você inicialmente quer desenvolver uma relação espiritual ou física ? Suas necessidades mais urgentes no momento concernem à alma ou ao seu corpo ? Se é uma questão espiritual ? Opte pela submissão. Comece pela sua presença numa Missa Negra com seu altar particular, só então tome parte em rituais adjuntos ao BDSM. Se a operação é voltada para o lado físico e material, assuma a posição dominante.


O BRANDING TÊM LUGAR NAS MISSAS NEGRAS BDSM ?

É tudo uma questão de escolha. Boa parte dos membros do Templo de Set passaram pela experiência do Branding em práticas de sodomia principalmente; mas creio que só seja indicado para pessoas já acostumadas com práticas sadomasoquistas. Mas não tenho nenhuma dúvida que seja das práticas mais corajosas e que se assemelham as Satanistas. Embora eu já tenha dito que a maioria dos praticantes de BDSM não sejam Satanistas. Temos Wiccans, Pagãos tradicionais, até mesmo Cristãos.


PARTICIPEI DE ALGUMAS MISSAS NEGRAS BDSM E FIQUEI IMPRESSIONADO COM A NATURALIDADE COM QUE ELAS FLUEM. PARECEM TER SIDO INVENTADAS HÁ MILÊNIOS. O QUÊ VOCÊ ACHA ?

Elas foram criadas com os flagelantes da peste negra. Mediante o medo da morte, as pessoas se libertavam por meio da sexualidade reprimida. Se ainda hoje somos reprimidos sexualmente, imagine naquela época. Eu acho maravilhosa a transformação do prazer sexual em força espiritual. É como se eu tivesse caminhado por dias debaixo de um sol impiedoso e subitamente encontrasse uma cachoeira de águas cristalinas na qual eu pudesse me refrescar. Não é uma boa analogia eu sei ( risos ) mas é o melhor que encontrei no momento ( gargalhadas gerais )


O KAMA SUTRA E O TANTRISMO TERIAM LUGAR NAS MISSAS BDSM ?

Sim sempre. Os caminhos do ocultismo são muito ecléticos.


QUANTAS PESSOAS EM MÉDIA PARTICIPAM DAS MISSAS NEGRAS BDSM ?

Isso depende do número de seguidores de um culto. A liturgia é basicamente a mesma, com a única diferença da inserção de práticas SM nos rituais. O mais comum é a prática restrita a casais. E também é mais indicado para os iniciantes. Dando início a dois, no próprio lar, até se acostumar com as práticas.

EXISTEM PESSOAS QUE BUSCAM SIMPLESMENTE A ORGIA PURA NAS PRÁTICAS ASSOCIADAS ENTRE BDSM E MISSAS NEGRAS ?

Sim e não vejo nada de errado nisso. É uma forma de se libertar. Mas se a pessoa passa a não se interessar pelo lado mágico da história, fica bastante complicado prosseguir. A idéia de juntar as práticas do sadomasoquismo com a magia negra sexual, têm por objetivo principal confrontar as forças do ser humano. Por exemplo: quando você se encontra numa posição submissa, você é capaz de identificar e reconhecer a energia que você está dispersando. É possível capturá-la, analisá-la, saber se ela serve ou não para algum propósito mágico. Nesse caso é importante ter um dominante que te ajude a pressurizar essa energia.

VOCÊ LEU OS CONTOS ERÓTICOS DO RÉTIF BRETONNE SOBRE OS FLAGELANTES DA PESTE NEGRA?

Muitas vezes. Excitação a todo vapor. Tive muitos orgasmos naquelas páginas abençoadas. (risos)

VOCÊ JÁ LANÇOU FEITIÇOS ENQUANTO PRATICAVA OS RITUAIS DE BDSM ?

Claro. Essa é a idéia. Faço isso o tempo todo. Você têm nestes momentos toda a concentração de energia mental necessária para criar e lançar feitiços, sejam eles de amor ou ódio. Também é possível capturar energia de seu parceiro e usá-la em seus feitiços. Isso deve ser feito de comum acordo. Mas pode-se roubar energia sexual por meio de um parceiro de quem você queira se vingar por exemplo. O sexo pode e deve ser usado como plataforma de lançamento de feitiços ou maldições, é quando sua energia está mais crua e forte, apta a ser capturada.


ÍNCUBOS E SÚCUBOS SEXUAIS EXISTEM OU SÃO APENAS METÁFORAS ? QUAL A APLICAÇÃO DELES NO BDSM ?

É muito subjetivo. Incubos e Sucubos são termos criados pela igreja católica como forma de categorizar a sexualidade humana. No BDSM, Incubos e Súcubos têm aplicações semelhantes ao do Dominate e do Subsmisso. O importante na prática sexual mesclada as missas negras ou rituais de magia, é entender que o uso do BDSM é altamente recomendado quando têm-se a intenção de fornecer ou receber a maior quantidade possível de energia sexual para ser empregada em rituais de magia. Pode-se facilmente resumir as práticas de BDSM e magia a isso: transformação de energia sexual em feitiços de magia, seja ela negra ou branca.

Texto Paulie Hollefeld

 

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-sexual/bdsm-e-magia-sexual/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-sexual/bdsm-e-magia-sexual/

Psiônica: Meditação, Empatia e Visão Remota

Meditação

Mas o que é tudo isso?

Todo mundo começa seu estudo de Psionismo por sua própria razão. Já ouvi de tudo, desde o desejo de pessoas “brigar” psionicamente a um desejo de obter poderes afim de realizar atos heroicos, ou ainda um anseio por uma maior compreensão de si mesmo e do universo. Agora que você já avançou a esse ponto e realizou várias façanhas é hora de refletir sobre suas razões para estar neste caminho e fazer algumas considerações para o seu futuro na Psiônica.

Em primeiro lugar, observe como o que tem feito até agora afetou você. Como é que as suas práticas de selecionar o futuro mudou a maneira de ver a si mesmo, aos outros e ao mundo ao seu redor? Através da técnica de seleção de futuro, de ter adquirido a capacidade de definir e redefinir cada uma dessas coisas, como as suas experiências mudaram suas ambições originais?

Em segundo lugar, é importante reconhecer a responsabilidade que vem com a prática de psi. Aqueles com sucesso no exercício anterior vão entender que transformar o mundo em torno de você vem em grande parte de transformar a si mesmo além de suas expectativas. Você deve considerar cuidadosamente cada ato psiônico que você executa, pois ao escolher agir desta forma você está literalmente redefinindo a si mesmo. Usar psi para atitudes más vai deixar sua marca em sua alma e os efeitos disso podem ser muito vastos. O mesmo pode ser dito de aplicações benevolentes. Escolha com cuidado.

Por fim, refletindo sobre os dois últimos fatores, é importante que você considere onde você está indo com suas práticas e reavalie seus objetivos com psi. Medite sobre este assunto e tente chegar a uma conclusão sólida. Você pode confirmar as suas ambições iniciais ou você pode encontrar novas. Tudo o que você encontrar, escolha com cuidado e sabedoria e, em seguida, em conjunto com a sua alma, forje um plano para tornar seus sonhos uma realidade.

Vamos às práticas.

Aqueles de nós que já foram apresentados aos círculos psiônicos já devem ter ouvido o termo “exploração” (do inglês scanning). Enquanto as práticas variam de círculo para círculo, a definição e verdade subjacente permanecem. Para explorar é preciso descobrir informações sobre qualquer aspecto de qualquer coisa, agora, mais tarde ou antes aqui. Antes de nós podemos fazer a varredura, no entanto, temos de nos equilibrar, e sermos capazes de nos conectar com o que estamos a explorar.

Meditação Interior

Meditação Interior é uma prática que envolve conhecer a si mesmo, que é indiscutivelmente uma das peças mais fundamentais e mais valiosas a qualquer tipo de praticante. Conhecer a si mesmo e controlar-se abre o caminho para controlar tudo o que está externo a você.

Meditação Interior consiste de realizar a Meditação Focal tendo como foco a alma, ao invés da vela. É usada para fazer perguntas e entender a si mesmo, desta forma o levando a adquirir equilíbrio. Comece ficando relaxado, em uma posição confortável. Para realizar isso, em vez de começar direto com a Meditação Interior, é sábio começar com uma Meditação com a Vela. Uma vez que o próprio estado é alcançado, sentindo-se bem, calmo e concentração, o foco deve ser transferido para a alma. Como você deve ter realizado em Cineses, você deve ter um vago sentimento da alma. Se você se lembra disso, use-o. Se não, tente meditar sobre a vela e realizar cineses até que você possa sentir a alma firmemente. Ao meditar sobre a vela, lentamente se concentre menos na vela e mais em si mesmo e na alma, sob todos os seus pensamentos e sentimentos. Depois de ter mantido um ponto focal firme na alma, separar-se e simplesmente flutuar dentro do foco da alma.

Empatia ou Vinculação

O Processo de Vinculação

Se você estiver praticando desde o início das práticas psi aqui colocadas em conformidade com as nossas instruções, você já leu sobre o processo de Vinculação. Esta prática é fundamental em todos os escaneamentos e, ao mesmo tempo, ajuda imensamente para criar conscientemente um link para que se possa começar a prática do Escaneamento, sendo que cada vez que amadurecer em suas práticas, menos será necessário este processo. A ligação estabelecida é utilizada para transferir informações e para servir como uma âncora de conexão entre sua alma e o alvo. Enquanto está aprendendo a prática da Exploração, é sábio certificar-se de que uma ligação sólida é conseguida com o alvo para que os resultados sejam mais precisos e facilitar a Visão Remota. Eventualmente, um link será automaticamente conseguido durante um Escaneamento, mas até este ponto, é necessário passar um tempo até que se possa fazer uma ligação estável.

Realizando uma Exploração Psi

Sobreposição de Análise

A sobreposição da análise ocorre quando o cérebro tenta receber a informação e interpreta-la, ao invés disto ocorrer através de sua alma. Ao Escanear, sempre esteja vigilante para que a mente esteja sob seu controle e não o oposto, afim de que as informações sejam recebidas e não sejam deturpadas, não fujam de seu sentido original. Preconceitos devem ser evitados a todo custo e, se existir, deve ser a certeza de que eles não participarão da Exploração Psi. Se uma verificação for bem sucedida por causa de uma Sobreposição de Análise, ou seja, através do cérebro e não de sua alma, dedique alguns minutos para limpar sua mente e faça de novo a Visão Remota com foco na alma e não na mente.

Tal como acontece com todos os atos psiônicos, a dúvida deve ser mantida a um nível mínimo ou, de preferência, não existir. Se a confiança adequada é mantida e a fé está em um nível elevado, o sucesso é garantido.

#Exercícios #psiônica

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Corpos Celestes no Mito de Cthulhu

Lovecraft foi um homem de muitas paixões, e teve uma vida que lhe permitiu explorar várias delas. Mesmo que seu trabalho não tenha lhe proporcionado conforto, ou remuneração, ou mesmo um emprego, sua mente viajava sempre em busca de mais e mais conhecimento. Todos os que o conheceram se maravilhavam com sua cultura e o tamanho de seu conhecimento nas mais diversas áreas do saber. Dentre suas musas intelectuais uma que sempre teve um destaque especial foi a astronomia. Desde criança se dedicava a seu estudo e, quando começou a escrever, não a deixou de fora de seu material.

Quando sua ficção começou a ganhar volume e a inspirar outros escritores os corpos celestes se tornaram uma parte importante no Mito que começou a tomar forma. Os ritos inomináveis em seus textos, e nos de seus colegas, estavam ligados a astros e configurações estrelares. Suas criaturas enlouquecedoras provinham de outros planetas, alguns conhecidos, outros que não existiam em nosso plano mas em outras dimensões. Assim com o tempo tanto Lovecraft quanto seus “colaboradores”, acabaram criando uma carta celeste muito rica e assustadoramente mais estranha e bizarra do que os sonhos mais enlouquecidos dos astrólogos que já viveram.

Com o tempo esses corpos celestes deixaram de existir apenas nas páginas de contos e passaram a integrar a imaginação dos fãs de histórias de terror sobrenatural intergalático e tomaram vida em muitos rituais mágicos, onde cartas astrológicas Cthulhianas são usadas, e onde a energia dos planetas, outrora fictícios, é utilizada. Existem inclusive, horóscopos inteiros baseados nesses gigantes celestes que passam desapercebidos para os astrônomos que insistem apenas em fazer anotações sobre os astros que seus olhos podem perceber.

A Morte Súbita Inc. possuia um artigo com este mesmo título que lidava com alguns desses planetas e estrelas, mas o texto era muito pobre e limitado. Era como uma descrição de três cores deixando toda a caixa de lápis de cor de lado, assim decidimos revisar o artigo e dar o tratamento que um artigo que se propõe a explorar o universo Lovecraftiano merece. O presente texto é o resultado deste fuckerupper. O texto antigo continua no site, mas com o título de Astronomia Lovecraftiana.

Os corpos celestes que veremos a seguir aparecem de forma proeminente nas histórias do Mito de Cthulhu, mas que não foram descritos apenas por Lovecraft mas também por outros contribuintes do mito como August Derleth, Ramsey Campbell, Lin Carter, Brian Lumley, Clarck Ashton Smith e outros. Eles forma hoje parte integrante da egrégora dos Mitos de Cthulhu

 A Cartografia do Medo


Abbith

Um planeta que orbita ao redor de sete estrelas que existem além de Xoth. É habitado por cérebros metálicos que possuem acumulada toda a sabedoria do universo. De acordo com o livro escrito por Friedrich von Junzt, o Unaussprechlichen Kulten, Nyarlathotep vive ou está aprisionado neste planeta, apesar de outras lendas entrarem em contradição a este respeito. Considerado por algum os restos artificiais operantes de uma antiga civilização cósmica.

 

Arcturus

A estrela de onde os gêmeos Zhar e Lloigor vieram. Juntos eles são conhecidos como as “obscenidades gêmeas”, as vezes comportando-se como seres distintos as vezes como um sendo a parte do outro e ainda como sendo um ser só.

 

Celaeno

Uma das sete estrelas das Pleiades. No quarto planeta que a orbita é que se encontra a Grande Biblioteca de Celaeno e nela podemos encontrar as placas de pedra que contém os segredos roubados dos Grandes Antigos e dos Deuses Mais Velhos. Foi nesta biblioteca que o professor Laban Shrewsbury passou um período de tempo transcrevendo a sabedoria contida nos livros para seus cadernos de nota, essas transcrições acabaram se tornando o texto conhecido como os Fragmentos de Celaeno.

 

Cykranosh

Cykranosh é a forma pela qual os antigos sumérios chamavam o planeta Saturno. Ele foi o lar do deus Tssathoggua antes dele vir para a Terra e continua sendo a morada de inúmeros “parentes” seus, inclusive seu tio Hziulquoigmnzhah.

 

Glyu-Uho (também Glyu-Vho, também K’Lu-Vho)

É a maneira que os antigos habitantes do continente Mu chamavam Betelgeuse em sua linguagem nativa, o naacal. Ela é a estrela de onde os Deuses Mais Velhos vieram para guerrear contra os Grandes Antigos.

Existem ainda aqueles que afirmam que na verdade Glyu-Uho e o local onde se encontra um portal que leva para Elysia, a dimensão que se acredita seja o local de origem e habitação dos Deuses Mais Antigos.

 

Haddath (também Haddoth, talvez Urakhu)

É um planeta ardente que possivelmente de localiza no “olho” da constelação de Hidra. Muitos acreditam que ele é o lar dos chthonianos e também de Shub-Niggurath.

 

Ktynga (também o Cometa de Norby)

É o nome de um cometa azulado que faz sua órbita elíptica nas proximidades da estrela Arcturus. O cometa é excepcionalmente quente e possui propriedades estranhas como por exemplo, viajar mais rápido do que a velocidade da luz.

Na superfície do cometa se encontra uma enorme construção onde vive o ser Fthaggua e seus servos, os vampiros de fogo. Fthaggua e seus subordinados podem guiar o cometa e fazê-lo ciajar por entre as estrelas, e eventualmente visitará nosso sistema solar daqui a quatro séculos.

 

Kynarth

Um corpo celestial misterioso que se encontra além de Yuggoth (que muitos afirmam ser o planeta Plutão), nos limites do sistema solar.

 

Kythanil (também Kythamil, também Kthymil)

São planetas gêmeos orbitando a estrela Arcturus e foi dele que as crias sem forma de Tsathoggua vieram.

 

L’gy’hx

É como é conhecido o planeta Urano. É habitado por seres cúbicos metálicos que possuem múltiplas pernas. Essas criaturas adoram uma deidade menor conhecida como L’rog’g, que é possivelmente um outro aspecto de Nyarlathotep. Em sua adoração realizam um ritual que demanda um sacrifício de um ano na forma da amputação das pernas de um nativo.

Quando os Insetos de Shaggai, os Shan, chegaram ao planeta os nativos de L’gy’hx inicialmente os toleraram e permitiram que construíssem uma enorme cidade para si, mas com o passar de dois séculos os nativos começaram a acreditar que os Shan eram também governantes do planeta.

Com o passar do tempo, muitos Shan começaram a substituir a adoração que tinham por Azathoth pela adoração a L’rog’g, mas assim que alguns L’gy’hx passaram a substituir a adoração a L’rog’g pela a Azathoth, os sacerdotes de L’rog’g deram início a uma inquisição, infligindo horríveis punições aos hereges.

Por causa disso o relacionamento com os Shan rapidamente foi se tornando hostil e os sacerdotes de L’rog’g ordenaram que todos os templos erigidos em nome de Azathoth fossem demolidos. Um pequeno grupo de Shan, ainda fieis a Azathoth, abandonaram L’gy’hx teleportando a si e a sua templo para o planeta Terra.

 

Mthura

Planeta sombrio habitado por seres cristalinos e o lar do Grande Antigo Q’yth-az. Os Nug-Soth de Yaddith viajaram para este mundo na esperança de encontrar uma fórmula mágica que fosse útil para que eles derrotassem os Dholes.

 

Mundo dos Sete Sois

Possivelmente um planeta próximo de Fomalhaut, de acordo com alguns escritores. Seus habitantes criaram sete sóis artificiais para substituir seu sol natural moribundo. Lovecraft afirmou que Nyarlathotep habita no mundo de sete sóis, mas ele não faz nenhuma ligação com Fomalhaut. Já outros escritores ligam os setes sóis às sete estrelas das Pleiades, das Hyades ou provavelmente da Ursa Maior.

 

Shaggai (também Chag-Hai)

É um planeta orbitando os sois verdes gêmeos e o mundo natal dos Shan, os Insetos de Shaggai. O planeta foi destruído oito séculos atrás, provavelmente por Ghroth o Mensageiro. O ser conhecido apenas como O Verme que AtormentaRói à Noite também vivia neste planeta.

 

Shonhi (também Stronti) 

É um mundo transgalático frequentado pelos habitantes de Yaddith.

 

Thuggon

Um planeta habitado por algum tempo pelos Insetos de Shaggai. Eles inicialmente acreditaram que o planeta era inabitado, mas quando seus escravos começaram a desaparecer logo descobriram a terrível verdade. Eles deixaram o planeta logo depois.

 

Thyoph

Um planeta gigante que se partiu, formando um cinturão de asteróides. De acordo com os Fragmentos de G’harne, o evento foi causado por uma “semente de Azathoth”.

 

Tond

Um planeta misterioso que muitos acreditam fazer parte de nosso sistema solar, apesar de grande parte dos relatos o colocar em um sistema de estrelas binárias próximo de Baalbo (uma estrela negra) e do astro que a acompanha Yifne (um sol verde). Muitos dizem que o ser Glaaki visitou este mundo em sua rota rumo à Terra.

 

Vhoorl

Um planeta existente na “vigésima terceira nebula” e supostamente o local de nascimento do Grande Cthulhu.

 

Xentilx

Uma galaxia distante e o lar do Grande Antigo Zathog.

 

Xiclotl

O planeta irmã de Shaggai. Os Shan conquistaram este mundo e escravizaram seus habitantes nativos, uma raça de monstros carnívoros. Quando Shaggai foi destruído os Shan reuniram ali seus irmãos e lá permaneceram por algum tempo.

 

Xoth (também Zoth)

É a estrela binária verde que brilha como um olho demoníaco na escuridão além de Abbith. De acordo com o ciclo de lendas de Xoth, foi onde Cthulhu se acasalou com Idh-yao e gerou Ghatanothoa, Ythogtha, e Zoth-Ommog, antes de virem para a Terra.

Xoth também é o mundo nativo de Ycnágnnisssz e Zstylzhemghi e o lar temporário de Ghisguth, parceiro de Zstylzhemghi, e seu infante Tsathoggua.  Tsathoggua acabou mais tarde indo para Yuggoth, mais tarde indo para Cykranosh tentando escapar dos hábitos canibalísticos de Cxaxukluth.

Muitos estudiosos ligam Xoth à estrela Sirius, devido à sua similaridade com Sothis, o nome egípcio da estrela.

 

Yaddith

Um planeta distante que orbita cinco sóis. Eras atrás foi habitado pelos Nug-Soth, criaturas com características similares aos mamíferos, répteis e insetos. Os Nug-Soth buscavam uma forma de evitar a destruição da crosta de seu planeta pelos Dholes, mas sem sucesso. Eventualmente os Dholes os subjulgaram e destruiram a civilização Nug-Soth. Sobreviventes da catástrofe conseguiram escapar e se esconderam em outros planetas. Yaddith era o lar do feiticeiro Zkauba e seus cientistas visitavam a Terra regularmente para realizar experimentos em seus habitantes, alguns inofencivos, como muda o tipo sanguíneo de algumas pessoas de A para B, e outros nem tanto, como os gêmeos alemãos que afirmavam que um anjo surgiu e trocou suas mãos e olhos.

 

Yaksh

É como é conhecido o planeta Netuno e é habitado por estranhos seres de constituição fungóide. Foi o lar temporário de Hziulquoigmnzhah, antes que partisse para Yuggoth para escapar das compulsões canibais de Cxaxukluth. Hziulquoigmnzhah foi adorado pelos Yakshians, mas logo se cansou da veneração e se mudou para Cykranosh.

 

Yarnak

Planeta com três luas que orbita Betelgeuse no misterioso Golfo Cinza de Yarnak. A agora deserta cidade de Bel Yarnak ainda existe em sua superfície. Esse mundo pode ter sido o lar do Grande Antigo Mnomquah.

 

Yekub

Um planeta em uma galáxia distante. É habitado por uma raça de seres tecnologicamente avançados que se assemelham a centoupéias gigantes, pouco maiores que um ser humano. A população adora uma entidade conhecida como Juk-Shabb, que surge como uma orbe brilhante de cores que mudam. Muito pouco se sabe a respeito desta deidade além de ser telepata e muito reverenciada pelos cidadãos de Yekub.

Os Yekubianos destruiram toda a vida inteligente na galaxia que habitam e tentaram expandir sua influência para todo o universo. Como parte de seu grande plano eles enviaram probes em forma de cubo capazes de realizar uma troca de mentes com qualquer criatura inteligente que as encontrasse. Desta forma agentes Yekubianos poderiam se infiltrar no mundo do descobridor da sonda. Um desses cubos chegou à Terra no período do reinado da Grande Raça dos Yith. Quando os Yith descobriram o perigo do cubo vários membros da raça já haviam sido dominados, o cubo então foi escondido e mantido sob guarda. Eventualmente o cubo foi perdido.

 

Yith

O planeta natal da Grande Raça dos Yith, de acordo com o Eltdown Shards. Ele é descrito como uma “orbe negra morta ha eras”. Sua localização é atualmente um mistério, alguns estudiosos a colocam em algum lugar do nosso sistema solar logo além de Plutão; outros dizem que ele é o quarto dos cinco planetas que orbitam a estrela Ogntlach. Yith possui uma atmosfera muito rala e os oceanos são aquecidos pela energia geotérmica do planeta.

 

Ylidiomph

O nome hiperbóreo do planeta Jupiter.

 

Ymar

Um planeta na mesma constelação de Abbith, Xoth e Zaoth.

 

Yrautrom

É um planeta distante orbitando a estrela Algol, alguns afirmam ser o lar de Zvilpogghua, uma das crias de Tsathoggua.

 

Yuggoth (também Iukkoth)

É o planeta anão Plutão. Alguns estudiosos afirmam que na verdade se trata de um planeta gigante que orbita nos confins do sistema solar.

 

Zaoth

Um planeta próximo a Xoth. É o lar dos cérebros metálicos e possuiu uma grande biblioteca de livros de Yuggoth. Logo após a destruição de Yaddith pelos Dholes, vários sobreviventes da catástrofe fugiram para este planeta.

Mudança de Planos

Um ponto importante na questão da cartografia sideral dos mitos de Cthulhu é que as viagens entre estes mundos dificilmente, para não dizer nunca, são percorridas no estilo homo sapiens, ou seja com uso de naves, foguetes e sistemas de propulsão. A viagem entre mundos e muitos deles não possuem condição de ser habitados por seres humanos, é feita ou por intersecções dimensionais, ou viagens astrais ou ainda uma visita telepática onde é a mente e não o corpo que se desloca. Assim encerraremos este artigo propondo, como isso pode ser feito por um magista experiente.

Inicialmente, saiba que se você não tem nenhuma experiência com exercicios básicos do ocultismo, a prática abaixo pode se revelar não apenas inútil mas prejudicial a sua sanidade. Além disso se você não possui intimidade com a egrégora cthulhiana os resultados podem revelar-se igualmente funestos.

O primeiro passo é chamado ‘Mudar de fase’. Isso pode ser feito de muitas formas, seja induzindo um sonho lúcido, iniciando uma projeção astral ou entrando em estado de gnosis. Assim, apague a luz, certifique-se  que não será interrompido e abandone a realidade mundana.

Após isso contemple em sua mente o nome do Planeta para onde quer ir e expulse do pensamento qualquer outra impressão mental que possa surgir. Você deve manter em um estado abissal de vazio e silêncio onde tudo o que existe é o nome. A chave desta técnica é a mesma usada por tradições ocultistas para direcionar viagens astrais. Ela se baseia no fato de que no mundo real da mente não há diferença entre um nome e aquilo a que ele se refere. Pensar no nome de uma pessoa é para a consciência como estar com essa pessoa.

No caso dos planetas cthulhianos é natural e esperado que antes das primeiras imagens se formarem você seja invadido por um sentimento de medo ancestral. Não fuja disso, continue com sua concentração. O pavor é parte essencial daquilo que você vai ver em seguida.
por Shub-Nigger, A Puta dos Mil Bodes

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/corpos-celestes-no-mito-de-cthulhu/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/corpos-celestes-no-mito-de-cthulhu/

Sincronicidades, Coincidências e casualidades: O Xamã Urbano

Bate-Papo Mayhem #024 – gravado dia 28/05/2020 (quinta) Marcelo Del Debbio bate papo com Tiago Mazzon – Sincronicidades, Coincidências e casualidades: O oráculo do Xamã Urbano. Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as e 5as com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados.

Saiba mais sobre o Projeto Mayhem aqui:

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/sincronicidades-coincid%C3%AAncias-e-casualidades-o-xam%C3%A3-urbano

Adições Apócrifas ao Livro de Daniel

Cântico de Azarias (Daniel 3)

24. Sidrac, Misac e Abdênago ficaram passeando no meio das labaredas, cantando hinos a Deus e louvando o Senhor.

25. Azarias, de pé, soltando a voz no meio do fogo, rezou:

26. “Bendito sejas tu, Senhor, Deus de nossos pais, tu és digno de louvor e o teu nome é glorificado para sempre!

27. Porque tu és justo em tudo o que nos fizeste, e todas as tuas obras são verdadeiras; os teus caminhos são retos, e todos os teus julgamentos são justos.

28. Foi justa a sentença que decretaste, todo o sofrimento que mandaste para nós e para Jerusalém, a cidade santa dos nossos antepassados. Pois é segundo a verdade e o direito que fizeste acontecer para nós todas essas coisas, por causa de nossos pecados.

29. Sim! Pecamos, cometendo um crime ao nos afastarmos de ti; sim, pecamos gravemente em tudo. Não obedecemos aos teus mandamentos,

30. nem os observamos, nem agimos conforme nos ordenavas, para que tudo nos corresse bem.

31. Por isso, o que nos fizeste acontecer, tudo o que tu mesmo nos fizeste, foi com julgamento justo que o fizeste.

32. Tu nos entregaste em mãos de nossos inimigos, a uma gente sem lei, aos piores dos ímpios, a um rei injusto, o mais malvado de toda a terra.

33. Nesta hora, não nos deixam nem abrir a boca; a decepção e a vergonha chegaram sobre os teus servos e sobre os que te adoram.

34. Não nos entregues para sempre, não rejeites a tua aliança, por causa do teu nome.

35. Não retires de nós a tua misericórdia, por amor a Abraão, o teu amigo, por amor a Isaac, o teu servo, e a Israel, o teu santo.

36. A eles tu falaste, prometendo que a descendência deles seria tão numerosa como as estrelas do céu e como a areia que existe à beira-mar.

37. No entanto, Senhor, nós estamos diminuídos no meio de todas as nações; estamos hoje humilhados na terra inteira, por causa dos nossos pecados.

38. Neste nosso tempo, não há chefe, profeta ou dirigente, nem holocausto, sacrifício, oferenda ou incenso; não existe lugar onde te oferecer os primeiros frutos e alcançar misericórdia.

39. Mas, com alma despedaçada e espírito humilhado, sejamos aceitos como se viéssemos com holocaustos de carneiros, touros e milhares de gordos carneiros.

40. Seja esse o sacrifício que te oferecemos, e, diante de ti, que ele seja completo, pois jamais haverá decepção para os que confiam em ti.

41. Mas agora nós vamos seguir-te de todo o coração; nós vamos temer-te e procurar a tua face.

42. Ah! Não nos deixes decepcionados, mas age conosco com toda a tua bondade e conforme a abundância de tua misericórdia.

43. Liberta-nos, segundo as tuas maravilhas, e glorifica o teu nome, Senhor.

44. Fiquem envergonhados aqueles que prejudicam os teus servos; que fiquem cobertos de vergonha, privados de todo o seu poder, e que a força deles seja esmagada.

45. Fiquem eles sabendo, Senhor, que tu és o único Deus, glorioso sobre toda a terra”.

46. Contudo, os funcionários do rei que tinham jogado os três jovens na fornalha não paravam de alimentar o fogo com óleo combustível, piche, estopa e gravetos,

47. tanto que as labaredas subiam uns vinte e dois metros acima da fornalha,

48. alcançando e queimando os caldeus que estavam por perto.

49. O Anjo do Senhor, porém, desceu na fornalha para perto de Azarias e seus companheiros. Tocou para fora da fornalha as labaredas de fogo

50. e formou no meio da fornalha um vento úmido refrescante. O fogo nem tocou neles, nem lhes causou sofrimento algum ou incômodo.

Cântico dos Três Jovens (Daniel 3)

51. Os três cantavam hinos, glorificavam e louvavam a Deus, a uma só voz, dentro da fornalha:

52. “Bendito és tu, Senhor, Deus de nossos pais; a ti, glória e louvor para sempre. Bendito é o teu nome santo e glorioso; a ele, glória e louvor para sempre.

53. Bendito és tu em teu Templo santo e glorioso; a ti, glória e louvor para sempre.

54. Bendito és tu no trono do teu reino; a ti, glória e louvor para sempre.

55. Bendito és tu, que sondas os abismos, sentado sobre os querubins; a ti, glória e louvor para sempre.

56. Bendito és tu, no firmamento do céu; a ti, glória e louvor para sempre.

57. Bendigam o Senhor, todas as obras do Senhor; exaltem o Senhor com hinos para sempre.

58. Anjos do Senhor, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

59. Céus, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

60. Águas todas acima do céu, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

61. Todas as potências, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

62. Sol e lua, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

63. Estrelas do céu, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

64. Chuva e orvalho, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

65. Ventos todos, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

66. Fogo e calor, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

67. Frio e ardor, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

68. Orvalhos e aguaceiros, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

69. Gelo e frio, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

70. Geada e neve, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

71. Noites e dias, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

72. Luz e trevas, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

73. Relâmpagos e nuvens, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

74. Terra, bendiga o Senhor; louve e exalte o Senhor para sempre.

75. Montanhas e colinas, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

76. Tudo o que brota do chão, bendiga o Senhor; louve e exalte o Senhor para sempre.

77. Fontes, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

78. Mares e rios, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

79. Baleias e peixes, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

80. Aves do céu, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

81. Animais selvagens e domésticos, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

82. Criaturas humanas, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

83. Israelitas, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

84. Sacerdotes do Senhor, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

85. Servos do Senhor, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

86. Espíritos e almas dos justos, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

87. Santos e humildes de coração, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.

88. Ananias, Azarias e Misael, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre. Porque ele nos tirou da mansão dos mortos e nos salvou do poder da morte; livrou-nos da chama da fornalha ardente e retirou-nos do meio do fogo.

89. Deem graças ao Senhor, porque ele é bom, porque a sua misericórdia é para sempre.

90. Todos os que adoram o Senhor, Deus dos deuses, bendigam o Senhor: louvem e deem graças ao Senhor, porque a sua misericórdia é para sempre”.

História de Suzana (Daniel 13)

1. Havia um morador de Babilônia chamado Joaquim.

2. Ele tinha casado com uma mulher de nome Susana, filha de Helcias, e que era muito bonita e muito religiosa.

3. Os pais dela eram gente correta e tinham instruído a filha na lei de Moisés.

4. Joaquim era muito rico e tinha um grande jardim ao lado de sua casa. Os judeus costumavam se reunir aí, porque Joaquim era o mais respeitado de todos eles.

5. Nesse ano, tinham sido nomeados dois juízes, chefes de família conselheiros do povo, aqueles de quem falou o Senhor: “A injustiça brotou na Babilônia, vinda dos velhos juízes que passam por guias do povo”.

6. Eles frequentavam a casa de Joaquim e era aí que as pessoas iam procurá-los quando tinham alguma coisa para resolver.

7. Sempre que o povo ia-se embora, por volta do meio-dia, acontecia que Susana saía para dar umas voltas no jardim do seu marido.

8. Todos os dias, os dois senhores viam Susana sair e dar as suas voltas. Foi assim que começaram a cobiçá-la.

9. Eles procuraram desviar o próprio pensamento para não olhar o céu nem se lembrarem de seus justos julgamentos.

10. Os dois estavam totalmente apaixonados por ela, mas um não contava para o outro a sua paixão,

11. pois tinham vergonha de falar de seus próprios desejos, e o que eles queriam era manter relação sexual com ela.

12. Todos os dias ficavam esperando ansiosamente a hora em que ela passeava.

13. Um dia disseram um para o outro: “Vamos para casa, que já é hora do almoço”. Saíram e cada um foi para um lado.

14. Mas, logo em seguida, deram meia-volta e chegaram de novo ao mesmo lugar. Então foram obrigados a falar um ao outro o motivo por que tinham voltado, e acabaram confessando a sua paixão. A partir daí, combinaram procurar juntos uma boa oportunidade para pegá-la sozinha.

15. Os dois estavam esperando ocasião oportuna, quando um dia ela saiu só com duas empregadas, como nos outros dias, e teve vontade de tomar banho no jardim, porque estava fazendo calor.

16. Não havia mais ninguém, a não ser os dois senhores que estavam escondidos, observando Susana.

17. Ela disse às empregadas: “Tragam óleo e perfume e fechem as portas do jardim, que eu vou tomar banho”.

18. Fazendo o que a patroa tinha dito, as empregadas fecharam os portões do jardim e saíram por uma porta lateral, a fim de irem buscar o que lhes tinha sido mandado, sem verem os dois senhores que estavam bem escondidos.

19. Foi só as empregadas saírem, e os dois senhores deixaram o esconderijo e foram ao encontro de Susana.

20. E lhe disseram: “Olhe! Os portões do jardim estão fechados e ninguém está vendo a gente. Nós estamos desejando você. Concorde conosco, vamos manter relações.

21. Se não concordar, nós acusamos você, dizendo que um rapaz estava aqui com você e que por isso você mandou as empregadas saírem”.

22. Susana deu um suspiro e disse: “A coisa está complicada para mim de todos os lados: se eu fizer isso, estou condenada à morte; se não fizer, sei que não conseguirei escapar das mãos de vocês.

23. Mas eu prefiro dizer ‘Não!’ e cair nas mãos de vocês; é melhor do que cometer um pecado contra Deus”.

24. Em seguida, ela gritou bem forte, mas os dois senhores também gritaram, falando contra ela.

25. Um dos dois correu e abriu os portões do jardim.

26. O pessoal que estava dentro de casa, ao ouvir os gritos no jardim, entrou correndo pela porta lateral, para ver o que tinha acontecido com Susana.

27. Então os dois senhores contaram a sua história. Os empregados ficaram envergonhados, porque nunca se tinha ouvido falar uma coisa dessas contra Susana.

28. No outro dia, quando o povo se reuniu na casa de Joaquim, marido dela, os dois senhores chegaram com a cabeça cheia de planos malvados contra Susana, a fim de condená-la à morte.

29. Na presença do povo, disseram: “Chamem Susana, a filha de Helcias, mulher de Joaquim”. Foram buscá-la.

30. Ela chegou, e com ela chegaram também seus pais, seus filhos e todos os seus parentes.

31. Ela era mulher muito delicada e bonita.

32. Aqueles canalhas mandaram tirar-lhe o véu, pois Susana estava com o rosto coberto, só para poderem se inebriar com a beleza dela.

33. Toda a sua família e todos os que a estavam vendo começaram a chorar.

34. Os dois senhores se levantaram no meio do povo e puseram as mãos sobre a cabeça de Susana.

35. Chorando, ela olhava para o céu, pois seu coração confiava no Senhor.

36. Os dois senhores disseram: “Nós dois estávamos passeando a sós pelo jardim, quando chegou Susana acompanhada das duas empregadas. Logo depois, ela fechou os portões do jardim e mandou as empregadas embora.

37. Então um rapaz foi ao seu encontro e se deitou com ela.

38. Estávamos em outro canto do jardim e, ao ver essa imoralidade, corremos para o lado deles.

39. Vimos os dois agarrados um ao outro, mas não pudemos segurar o rapaz, que era mais forte do que nós. Ele conseguiu abrir o portão e fugir.

40. Seguramos Susana e lhe perguntamos quem era o rapaz,

41. mas ela não quis contar. É esse o nosso depoimento”. A assembleia acreditou neles, porque eram anciãos e juízes do povo, e condenou Susana à morte.

42. Então Susana disse em alta voz: “Deus eterno, que conheces o que está escondido e tudo vês antes que aconteça,

43. tu sabes muito bem que eles deram falso testemunho contra mim. Vou morrer, mas sem ter feito nada disso de que me acusam”.

44. O Senhor atendeu o clamor dela:

45. ao ser conduzida para a morte, o Senhor despertou o santo espírito de um jovem de nome Daniel.

46. Ele gritou forte: “Eu não tenho nada a ver com a morte dessa mulher. Estou inocente”.

47. Todo o povo se virou para ele. E lhe perguntaram: “O que é que você está dizendo?”

48. De pé, no meio deles, Daniel disse: “Como vocês são idiotas, israelitas! Sem julgamento e sem uma ideia clara, vocês acabaram de condenar à morte uma israelita!

49. Voltem para o tribunal, porque foi falso o testemunho desses homens contra ela”.

50. Todo o povo voltou correndo. Os senhores do Conselho, chefes de família, disseram a Daniel: “Por favor! Sente-se aqui conosco para nos explicar melhor tudo isso, pois Deus já lhe deu maturidade”.

51. Daniel disse: “Afastem longe um do outro, que eu vou interrogá-los”.

52. Depois de terem separado um do outro, Daniel disse a um deles: “Homem envelhecido em anos e crimes, agora seus pecados vão aparecer, tudo o que você já praticava,

53. quando dava sentenças injustas, condenando o inocente e deixando livre o culpado. O Senhor diz: ‘Cuidado para não condenar à morte o inocente e o justo’.

54. Se você viu mesmo, diga-me: debaixo de que árvore viu os dois abraçados?” Ele respondeu: “Debaixo de um lentisco”.

55. Daniel disse: “Muito bem! Você já mentiu direto contra a sua própria cabeça. O anjo de Deus já recebeu ordem de arrebentá-lo ao meio”.

56. Depois de mandá-lo embora, Daniel pediu para trazer o outro. E lhe disse: “Raça de Canaã, e não de Judá. A beleza da mulher fez você perder o rumo, a paixão embaralhou seu coração.

57. Isso vocês faziam com as mulheres de Israel, e elas, com medo, se entregavam a vocês; mas esta filha de Judá resistiu à imoralidade de vocês.

58. Diga-me: debaixo de que árvore você viu os dois abraçados?” Ele respondeu: “Debaixo de um carvalho”.

59. Daniel disse: “Você acaba de mentir direto contra a sua própria cabeça. Com a espada na mão, o anjo de Deus está esperando para cortá-lo ao meio e acabar com os dois”.

60. Toda a assembleia começou a aclamar, dando louvores a Deus que salva os que nele confiam.

61. Depois, todos se ergueram contra os dois velhos, pois de suas próprias bocas Daniel tinha provado que eles estavam mentindo. Fizeram com eles o que queriam fazer com Susana,

62. de acordo com a lei de Moisés. E foi assim que, nesse dia, eles condenaram os dois à morte e salvaram uma pessoa inocente.

63. Por causa de sua filha Susana, Helcias e sua mulher, juntamente com Joaquim, marido dela, e todos os parentes, puseram-se a louvar a Deus, pois nada de indecente encontraram nela.

64. E, desde esse dia, Daniel teve grande prestígio entre o povo.

Bel e o Dragão (Daniel 14)

1. Quando o rei Astíages foi colocado no sepulcro da família, Ciro, o persa, lhe sucedeu no trono.

2. Daniel era companheiro do rei e o mais íntimo de seus amigos.

3. Os babilônios tinham um ídolo chamado Bel. Com ele, gastavam todos os dias doze sacas da melhor farinha de trigo, quarenta ovelhas e seis barricas de vinho.

4. O rei adorava esse ídolo e todos os dias lhe prestava culto. Daniel, ao contrário, só adorava o seu próprio Deus.

5. Um dia o rei lhe perguntou: “Por que você não presta culto a Bel?” Daniel respondeu: “Porque eu não adoro imagens fabricadas pelo homem, mas só ao Deus vivo que criou o céu e a terra e é Senhor de todo ser vivo”.

6. O rei disse: “E você acha que Bel não é um deus vivo? Não vê quanta coisa ele come e bebe todos os dias?”

7. Daniel sorriu e disse: “Não se deixe enganar, Majestade! Por dentro Bel é de barro e por fora é de bronze; ele jamais comeu ou bebeu coisa alguma”.

8. Furioso, o rei mandou chamar os sacerdotes de Bel e lhes disse: “Se vocês não me disserem quem come toda essa comida, eu mato vocês. Se me provarem que é Bel quem come tudo isso, então Daniel morrerá, por ter dito uma blasfêmia contra o deus Bel”.

9. Daniel disse ao rei: “Faremos o que Vossa Majestade diz”. Eram setenta os sacerdotes de Bel, sem contar as mulheres e crianças.

10. O rei foi com Daniel ao templo de Bel.

11. Os sacerdotes de Bel disseram ao rei: “Nós nos retiramos para fora do templo e Vossa Majestade deposita aí a comida e o vinho, e depois fecha a porta do templo, lacrando-a com o carimbo do seu anel. No dia seguinte, se ao voltar ao templo Vossa Majestade não encontrar tudo devorado por Bel, estaremos prontos para morrer. Do contrário, Daniel é quem morrerá, por nos ter caluniado”.

12. Eles estavam muito seguros, porque tinham feito uma entrada secreta por baixo da mesa, por onde eles entravam para comer os alimentos.

13. Depois que eles saíram, o rei colocou os alimentos para o deus Bel.

14. Daniel mandou seus empregados trazerem cinza e esparramá-la por todo o templo, à vista apenas do rei. Saíram, fecharam a porta, puseram o lacre com o carimbo do anel do rei e foram embora.

15. À noite, como de costume, foram os sacerdotes com suas mulheres e crianças para comer e beber tudo.

16. No outro dia, o rei e Daniel madrugaram à porta do templo.

17. O rei perguntou a Daniel: “O lacre está intacto?” Daniel respondeu: “Está perfeito, Majestade”.

18. Logo que abriram as portas, o rei olhou para a mesa e exclamou: “Tu és grande, Bel! Contigo não existe tapeação nenhuma”.

19. Daniel apenas sorriu e gritou para que o rei não entrasse. Disse-lhe: “Olhe para o chão e procure descobrir de quem são essas pegadas”.

20. O rei disse: “Estou vendo pegadas de homens, mulheres e crianças!”

21. Irado, o rei mandou trazer presos os sacerdotes com as mulheres e crianças, e eles tiveram que mostrar-lhe a passagem secreta por onde entravam para comer o que estava à mesa.

22. Depois o rei mandou matá-los e entregou o ídolo a Daniel, que o destruiu junto com o seu templo.

23. Havia um dragão enorme adorado pelos babilônios.

24. O rei disse a Daniel: “Você não vai me dizer que ele é de bronze; está vivo, come e bebe. Você não pode negar que é um deus vivo. Então, adore-o também”.

25. Daniel respondeu: “Só adoro ao Senhor meu Deus, porque ele é o Deus vivo. Se Vossa Majestade permitir, eu mato este dragão sem espada e sem porrete”.

26. O rei disse: “A licença está concedida”.

27. Daniel pegou piche, sebo e crinas, cozinhou tudo junto, fez com aquilo uns bolos e jogou na boca do dragão. Ele engoliu aquilo e se arrebentou. Então Daniel disse: “Vejam o que vocês adoravam!”

28. Quando os babilônios ouviram falar disso, ficaram muito indignados e revoltados contra o rei, e diziam: “O rei virou judeu! Quebrou Bel, matou o dragão e assassinou os sacerdotes”.

29. E foram dizer ao rei: “Entregue-nos Daniel, senão nós matamos Vossa Majestade com toda a sua família”.

30. O rei sentiu que a pressão era muita e, forçado, entregou-lhes Daniel.

31. Eles jogaram Daniel na cova dos leões, onde ficou seis dias.

32. Nessa cova havia sete leões e, todos os dias, jogavam para eles dois condenados e duas ovelhas. Nessa ocasião, não lhes deram nada, para que devorassem Daniel.

33. Na Judeia vivia o profeta Habacuc. Ele fez um cozido, partiu uns pães numa gamela e ia saindo para a roça, a fim de levar essa comida para os trabalhadores.

34. O anjo do Senhor disse a Habacuc: “Esse almoço que você tem aí leve para Daniel, lá na Babilônia, na cova dos leões”.

35. Habacuc disse: “Meu senhor, eu nunca vi a Babilônia, nem conheço essa cova!”

36. O anjo do Senhor pegou-o pelo alto da cabeça, carregou-o pelos cabelos e, com a rapidez do vento, colocou-o à beira da cova.

37. Habacuc gritou: “Daniel, Daniel! Pegue o almoço que Deus lhe mandou”.

38. Daniel disse: “Tu te lembraste de mim, ó Deus, e nunca abandonas aqueles que te amam”.

39. Então Daniel pegou o almoço e comeu. Imediatamente o anjo do Senhor colocou Habacuc de novo no mesmo lugar onde estava antes.

40. No sétimo dia, o rei foi chorar a morte de Daniel. Chegou à beira da cova e lá estava Daniel sentado tranquilamente.

41. Então o rei exclamou em alta voz: “Tu és grande, ó Senhor, Deus de Daniel! Além de ti não existe outro Deus”.

42. O rei mandou retirar Daniel da cova e jogou aí aqueles que pretendiam matá-lo. Foram devorados num instante, na presença do rei.

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Fonte: http://mucheroni.br.tripod.com/catolicos/a_daniel.htm

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/jesus-freaks/adicoes-apocrifas-ao-livro-de-daniel/

Zos-Kia-Cultus: A vida e a obra de Austin Osman Spare – Rogerio Bettoni

Bate-Papo Mayhem #092 – gravado dia 21/10/2020 (Quarta) Marcelo Del Debbio bate papo com Rogerio Bettoni – Zos-Kia-Cultus: A vida e a obra de Austin Osman Spare.

Projeto de Financiamento Coletivo: https://www.catarse.me/magiadocaos Rogério Bettoni (Twitter): https://twitter.com/rbettoni

Editora Palimpsestus: https://www.oficinapalimpsestus.com.br/

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as e 5as com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados.

Saiba mais sobre o Projeto Mayhem aqui:

#Arte #Batepapo #MagiadoCaos

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/zos-kia-cultus-a-vida-e-a-obra-de-austin-osman-spare-rogerio-bettoni

Curso de Projeciologia – Viagem Astral

Este curso é promovido pela Fundação Cultural e Educacional Aun Weor, instituição de utilidade pública sem fins lucrativos cuja finalidade é levar à sociedade conhecimentos há muito esquecidos e que, só agora, recentemente, têm voltado ao panorama mundial.

Ainda que o homem tenha construído máquinas voadoras, foguetes para leva-lo ao espaço, computadores e uma medicina capaz de até mesmo transplantar corações, paradoxalmente podemos observar a multiplicação dos sofrimentos humanos causados pelas doenças, pela violência e pela quebra dos princípios básicos sociais e morais.

Dessa forma fez-se necessário trazer à luz conhecimentos ancestrais, outrora herméticos, mas que, devido à condição humana, precisam ser colocados a fim de mostrar ao homem que a resposta para todos seus dramas, sejam eles quais forem, tem origem em um só ponto, ou seja, nos afastamos de nós mesmos para procurar a felicidade externamente, onde nunca poderemos encontrá-la.

Por isso elaboramos um curso que visa levar as pessoas a se projetarem para fora de seu corpo material, já que nesta condição cada um poderá por si mesmo entender melhor a situação atual do homem e seu estado de evolução.

Com empenho e dedicação, o estudante poderá travar contato com outra realidade, acendendo em seu interior uma ansiedade de caráter espiritual que o impulsionará na busca de novos (ou antigos) valores.

Além de cursos rápidos a FUNDASAW oferece cursos de longa duração, visando ao estudo e aprofundamento nas doutrinas esotéricas através do conhecimento teórico e, principalmente, prático em tudo aquilo que é ensinado, pois somente a experiência direta das realidades supra-sensiveis pode nos livrar das terríveis dúvidas que assolam nossa mente.

Seja bem-vindo e esperamos que este Curso lhe seja bastante proveitoso.

Daniel Ruffini

INTRODUÇÃO

As viagens fora do corpo têm sido uma constante na história da humanidade. Muitos homens do saber as têm descrito conforme seus campos de experiência, e outros, por uma razão qualquer, a ignoraram completamente. Aqueles empenhados em desenvolver um estudo científico e acadêmico ortodoxo fecharam seus olhos para não se incomodarem com assuntos impalpáveis e quase impossíveis de serem medidos através de aparelhos; por outro lado, um novo ramo da ciência moderna, ainda precariamente estabelecido e intitulado Parapsicologia, catalogou as experiências fora do corpo dentro da vastíssima gama de fenômenos paranormais como Projeciologia; muitas linhas psiquiátricas e psicológicas, sem terem onde encaixar estes estados de consciência inexplicáveis para seus estudos acadêmicos, simplesmente a definiram como distúrbios psíquicos ou alucinações. Finalmente, os místicos e religiosos de todas as doutrinas e religiões do mundo nos relatam serem tais experiências uma ponte entre o divino e o eterno.

Afinal, onde devemos nos enquadrar para podermos ter maior compreensão desses estudos?

A resposta para essa pergunta é simples de ser dada, mas, ao mesmo tempo, extremamente complexa de ser obtida, haja vista a demanda de tempo e de esforços que cada pessoa terá que dispor para chegar à resposta por si mesma, e não através de opiniões emitidas por pessoas que nem sequer tiveram a bem-aventurança de ver com outros olhos e ouvir com outros ouvidos (metafísicos). Oral! Não devemos seguir nenhuma das direções isoladamente, mas sim empreendê-las holisticamente, ou seja, integralmente. Sem dúvida não será um trabalho fácil, mas o risco de dogmatismo, em qualquer área, também será afastado. Por isso faz-se necessário conhecermos todas as visões: a psicológica, a cientifica, a paracientifica, a mística e a religiosa, pois todas elas, isoladamente, são apenas fragmentos da verdade; no entanto, numa visão superior do conjunto, complementam-se umas às outras em suas limitações e impropriedades.

Sabemos que os primeiros passos serão confusos, pois muitas informações se chocarão umas com as outras, mas será deste caos que haverá de nascer a compreensão das realidades que constatam a multiplicidade dimensional presente em todo o universo.

Não podemos trilhar por você os caminhos capazes de o levarem à vivência de outra realidade além desta já conhecida, mas podemos lhe indicar para onde deve caminhar e até mesmo como deve fazê-lo; a caminhada, por si mesma, ficará por sua conta. Ainda que devamos buscar a compreensão deste conhecimento através do holismo, conforme citamos, somos obrigados a afirmar que, ainda sim, para iniciarmos este labor, precisamos ter em mãos algo prático, real, o qual nos será a prova da existência de possibilidades múltiplas em nosso interior.

Por isso, somos enfáticos em afirmar a necessidade de vivenciarmos diretamente a realidade de estar “acordado” do outro lado, pelo menos num primeiro estágio, para então, mais adiante, ocupar-nos de desenvolver completamente o sentido integral, o qual nos levará ao nosso completo autodomínio nas diferentes dimensões descobertas.

Vivenciar, expandir e dominar são três estágios diferentes para o iniciante. Neste curso tratamos apenas de possibilitar as primeiras vivências, dando-lhe pequenas pinceladas possíveis de serem expandidas, caso você se eleve até elas. Já o terceiro estágio não pode lhe ser oferecido por ninguém, a não ser por você a si mesmo.

Por último, de todo o abordado neste curso, aquilo que realmente terá validade será a parte prática. É ilusão e auto-engano perder seu tempo apenas virando páginas e decorando frases, ou mesmo ouvindo atentamente as palavras do instrutor. Sem dúvida é importante o conhecimento teórico das possibilidades a serem encontradas, mesmo porque é o caminho holistico que nos interessa, mas é somente a prática com afinco que ativará os centros responsáveis em tirar da letargia seus potenciais mais interiores. Enfim, somente as práticas constantes poderão lhe proporcionar as experiências fora do corpo.

O HOMEM METAFÍSICO

Matéria é energia em estado condensado e energia é matéria em estado radiante. Deste postulado podemos deduzir o universo em suas inumeráveis formas, do macrocosmo ao microcosmo, como variações do estado vibracional da matéria. O homem (microcosmo) não será diferente. Tal qual as ondas sonoras, luminosas e demais ondas ultra-sensíveis (energias variando em seu estado de radiação), o homem também é formado de diferentes categorias de energias, cada qual ocupando uma determinada gama que o alimenta e serve de meio de expressão. Assim sendo, os alimentos sólidos pertencem à matéria cuja gama vibracional é densa e serve para preservar o corpo físico e suas funções biológicas. Todavia, existem outros “alimentos energéticos” tão ou até mais importantes que os tradicionalmente conhecidos, logicamente servindo para nutrir outros corpos conforme o grau vibracional correspondente.

Logo, as emoções e os pensamentos também são matéria, só que radiantes, cuja função é alimentar, como falamos, outros corpos: o emocional e o mental. O corpo emocional (corpo astral) e o corpo mental não possuem o designativo corpo por acaso. Eles realmente têm a forma de nossa parte física, variando em perfeição dependendo do nível evolutivo de cada um, e podem ser usados como veículos para deslocarmos nossa consciência desperta, tal como fazemos quando esta consciência está sendo transportada pelo corpo físico, tendo o cérebro como instrumento de manifestação neste mundo de três dimensões.

Quando falamos em experiências fora do corpo estamos a nos referir à possibilidade de projeção da consciência através desses dois veículos, o emocional e o mental. Além desses dois existem outros veículos altamente refinados chamados de Causal, Búdico e Átmico, impossíveis de serem acessados pelas pessoas comuns.

Se colocarmos numa linguagem mais simples, podemos afirmar, ainda que de forma grosseira estarem todos esses corpos dentro da conhecida separação do homem em corpo (parte física), Alma (emocional e mental) e Espírito (Causal, Búdico e Átmico).

Não podemos deixar de citar a existência do que muitos chamam de corpo vital, etérico ou energético. Na verdade não é propriamente um corpo, pois permeia a matéria física, conduzindo as energias mais básicas para alimentar a vida orgânica e vegetativa, usando para isso cerca de 72.000 canais energéticos (etéricos) chamados de nadis. Hoje em dia, o que muitos chamam de AURA não passa da parte visível do corpo etéreo.

AS DIMENSÕES DA NATUREZA

Cada veículo de manifestação da consciência está vinculado a urna diferente dimensão. Como sabemos, a ciência cada vez mais admite a existência de universos paralelos presentes em todos os lugares ao mesmo tempo, ocupando espaços em mundos diferentes, sem interferência aparente sobre o homem. Por exemplo: você que agora está lendo esta frase está situado num determinado lugar (não importa qual), num determinado momento de tempo (não importa quando), onde existem, simultaneamente, diversas camadas de energia se interpenetrando. Essas energias são as diferentes dimensões da natureza, os diferentes planos existentes, aos quais somente podemos ter acesso (por enquanto) através de percepções ultra-sensoriais e desdobramentos da consciência nos respectivos planos. No ambiente em que você se encontra, mesmo que não possa ver, há uma infinidade de ondas energéticas diferentes (ondas de televisão, de rádio, raios cósmicos, etc.), ou seja, podemos traçar paralelos com as diferentes dimensões, elas estão lá (ou aqui), à espera de serem sintonizadas e captadas, e o que é melhor, o receptor é você, basta ajustar-se adequadamente.

O mesmo principio serve para os corpos sutis do homem: estão aqui e agora, só não os captamos com clareza devido a nossa pobreza de percepções. Somos capazes apenas de perceber aquilo que nos oferecem nossos sentidos, muitas vezes degenerados. As percepções já entram no campo da metafísica, e é neste campo que estamos interessados.

Dessa forma, habitamos com nossa parte física o mundo das três dimensões, o piano físico. Ao mesmo tempo coexistem em nós, apenas recebendo as percepções mais grosseiras, o corpo emocional numa dimensão superior e o corpo mental numa outra ainda mais refinada. Lembramos que a palavra superior refere-se á dimensão cuja vibração é mais sutil que outra, não querendo dizer com isso que uma está sobre a outra, como camadas de terra ou areia. Todas estão presentes aqui e agora.

O processo de projetar-se conscientemente para fora do corpo nos coloca diretamente em contato com as diferentes dimensões, ou seja, se nos projetamos com o corpo emocional estaremos tendo acesso à quarta dimensão; com o corpo mental teremos acesso à quinta dimensão.

A projeção com cada corpo dependerá do desenvolvimento do estudante, por isso é mais comum a projeção com o corpo emocional e, partindo do domínio deste, poderemos acessar a projeção com o corpo mais sutil e mais difícil, o mental.

VEÍCULOS DE DESDOBRAMENTO ASTRAL

Cada corpo é um veículo para a manifestação da consciência. Os corpos, nos planos correspondentes, possuem forma idêntica ao corpo físico. Entretanto, essas formas podem variar muito, desaparecendo inclusive a aparência semelhante ao físico, para dar lugar a uma luz opaca e sem vida nos casos de pessoas de baixa evolução espiritual, ou formas brilhantes e bastantes luminosos nos casos de pessoas evoluídas interiormente.

Por serem exatamente aquilo que temos cultivado para nós em vida, esses corpos refletem o estado interior de cada ser humano. As pessoas acostumadas a se alimentarem” de emoções inferiores e pensamentos distorcidos, dificilmente terão corpos suficientemente capazes de servir de veículo para a consciência, pois estes já estão deveras desvirtuados e não servirão para tal fim. Assim é fácil de entender o porquê da dificuldade existente em conseguir a projeção para fora do corpo.

Cada veículo absorve energias afins a sua gama de variação: o emocional se “alimenta” de emoções e o mental de pensamentos. Logo, o cultivo das emoções e pensamentos superiores será de fundamental importância para o êxito da projeção. As pessoas simples do campo, as pessoas que levam uma vida contemplativa ou que ainda não foram intoxicadas pelas impressões deturpadas pelos meios de comunicação e pelos preconceitos sociais e morais, geralmente têm maior facilidade em projetar-se, pois suas emoções e pensamentos mantêm-se puros e espontâneos.

Aqui chamamos a atenção do estudante realmente interessado. Há necessidade de aprofundamento em todos os setores necessários para o crescimento espiritual, diríamos melhor, há necessidade de uma verdadeira regeneração nas formas de pensar, sentir e agir. Como falamos no inicio, se não houver um desenvolvimento holístico do ser, tão logo comece seu aprendizado você ficará estagnado pelos primeiros obstáculos a serem encontrados. Quando falamos em regeneração, falamos em autoconhecimento, somente isto basta para que as portas em sua jornada sejam abertas.

PORTAS DIMENSIONAIS

Os chakras são as verdadeiras portas dimensionais que podem nos conduzir a outros universos. Esses centros ou vórtices de energias quando estimulados ou desenvolvidos em alto grau, alteram toda vibração atômica do corpo, projetando nossa consciência desperta através de outros veículos mais sutis. Por isso podemos afirmar que as portas para outras dimensões se abrem, onde quer que estejamos.

Mesmo que não possamos nos projetar para o “outro lado” por algum motivo, fazendo uso das faculdades extrafisicas podemos ver, ouvir e sentir coisas que estão além de nossos cinco sentidos.

Os chakras são em número de sete e estão distribuídos ao longo da espinha dorsal. Estão baseadas sobre órgãos muito importantes, quase todas glândulas endócrinas (secreções interna) do organismo: o chakra superior, situado no topo da cabeça, tem seu fundamento na glândula pineal ou epífase; o frontal fica no entrecenho sobre a glândula pituitária ou hipófise; o da garganta está ligado às glândulas tireóide e paratireóides; o do coração não fica exatamente sobre uma glândula, mas tem seu fundamento no coração e na timo; o chakra do plexo solar (umbigo) está vinculado ao fígado e ao baço principalmente; o chakra prostático fica na próstata no homem e no útero na mulher; por último o chakra fundamental baseado nas glândulas sexuais (testículos e ovários).

Nesses estudos precisaremos trabalhar com os chakras através de práticas especiais, principalmente com alguns deles, como veremos na parte prática do Curso.

É importante citar que os chakras tão comumente conhecidos na literatura esotérica estão relacionados somente ao corpo etérico ou energético. No entanto, cada corpo ou veículo superior possui seus chakras correspondentes. Se ainda formos mais longe podemos afirmar ser cada átomo ou molécula de nosso corpo um pequenino chakra ou vórtice de energia.

CORDÃO DE PRATA OU ANTAKARANA

Quando há a projeção para fora do corpo denso em outra dimensão, continua existindo um elo entre a consciência projetada num corpo mais sutil e seu veículo físico. Esse elo é conhecido corno cordão de prata ou cordão de ouro.

Como estamos abordando a projeção em dois veículos diferentes, geralmente usa-se o nome cordão de prata para o primeiro (emocional) e cordão de ouro para o segundo (mental).

Este fio de vida somente será rompido no momento da morte, e isso nunca ocorrerá devido á projeção. Ao mesmo tempo, este elo serve de proteção ao corpo físico abandonado momentaneamente, para não ocorrer o que muitas pessoas acreditam ser possível: a tomada do corpo físico por outras entidades quando não estamos de posse dele.

Cada cordão está ligado ao seu corpo pelo chakra correspondente, isto é, saindo do corpo denso temos o cordão de prata pelo plexo solar e o cordão de ouro pelo topo superior da cabeça, ambos conectados á parte de trás da cabeça nos veículos mais sutis.

Na verdade cada cordão é parte integrante do próprio veículo, desprendendo-se e sendo alongado no momento da projeção. Quando do retorno dos corpos eles são reabsorvidos normalmente.

Não é tão comum tomarmos contato com esses cordões e, inclusive, é possível nos projetarmos durante anos sem ao menos vê-los, já que nas experiências fora do corpo raramente iremos nos preocupar com eles. Eles estão lá e cumprem sua finalidade, isso é o que importa: conduzem do corpo fisico-etérico parte da energia necessária para ficarmos acordados “do outro lado”, e trazem, das dimensões onde a consciência se encontra desdobrada, as energias mais sutis e espirituais para engrandecer e sublimar o veiculo mais denso.

OS SONHOS

Devemos dar ênfase ao estudo dos sonhos. Muitas linhas psicológicas baseadas nas idéias de seus precursores, principalmente direcionados pelos estudos de um dos maiores psicólogos modernos (C.G. Jung), já fazem uso constante da análise dos sonhos. Sem exceções, todas as religiões do mundo, sejam elas primitivas ou não, sempre foram enfáticas ao afirmarem que o sonho reintegra o homem (micro) ao Cosmos (macro).

Tal qual somos hoje, o sonho nos proporciona um mergulho às memórias ancestrais e arquetípicas que cada homem, povo, raça ou humanidade traz dentro de si. O sonho nos leva ao inconsciente, e é no inconsciente que encontraremos as respostas para solucionarmos os grandes problemas e obstáculos que nós mesmos, via de regra inconscientemente, criamos.

Se não somos melhores do que somos hoje, se não somos felizes, se não conseguimos materializar nossos planos devido a nossas próprias fraquezas ou, aparentemente, devido às fraquezas e obstáculos do mundo e das pessoas que nos cercam, é porque não conhecemos nossos potenciais psíquicos mais profundos; é porque a origem de nossas ansiedades, traumas e bloqueios ficou perdida no passado imemorial, seja na infância inconsciente ou seja num passado mais distante ainda que se perde na esteira do tempo…

Por isso devemos, num primeiro passo, mergulhar em nós mesmos através dos sonhos. Posteriormente, as experiências conscientes fora do corpo nos proporcionarão meios mais eficazes e profundos, algo palpável para expandirmos aquilo que demos inicio através de nossos sonhos.

Não há uma só pessoa que não sonhe toda noite; aliás, é comum termos vários sonhos durante o período de sono. O problema é não nos lembrarmos deles, e isso ocorre por falta de preparo e exercício ou, o que é pior, por falta de interesse. No passado foram construídos grandes e belos templos para onde os reis e sacerdotes, governantes dos maiores impérios da humanidade, dirigia-se a fim de sonharem e, através de seus sonhos, liderarem povos e nações para as conquistas sociais e políticas que os aguardavam. Esperavam eles as indicações que sempre lhes vinham através dos sonhos, haja vista a ponte que os ligava à divindade. O homem se embruteceu e se materializou, perdeu-se nas maravilhas da tecnologia e começou a procurar fora de si as respostas para seu sofrimento. Assim afastou-se de Deus. Logo, é hora de recultivarmos a semente original da humanidade. Sem perdermos a visão do futuro, podemos reconquistar a sabedoria do passado.

OS TIPOS DE SONHOS

Desde o momento que nos deitamos para dormir, até levantarmos para o novo dia, o sono se passa em diversas fases. Primeiramente passamos pelo estado de transição da vigília para o sono leve; logo após entramos no sono profundo que pode ser interrompido algumas vezes; por último passamos do estado de sono profundo para o sono leve e entramos novamente no estado de vigília.

O sonho, genericamente falando, não passa de projeção para fora do corpo denso, onde nossa consciência usa os veículos ou corpos num profundo sono hipnótico. Logicamente existem outros tipos de sonhos variando até mesmo conforme o estágio do sono indicado linhas atrás, Vamos dividi-los em 03 (três):

1. O sonho de número 1 é o sonho leve. Não houve o desdobramento da consciência propriamente dito. O veículo astral ainda está em coincidência com o veículo físico. Este tipo caracteriza o estágio vigília-sono, sono leve e sono-vigília.

Ainda que não seja projeção, este estado é deveras importante, pois é o limiar ou a porta entre os mundos. Ora vemos imagens existentes do outro lado, ora percebemos as nossas projeções mentais provenientes dos reflexos passados. Aprender a distinguir essas imagens será de muita utilidade, já que, como nos sonhos, nelas encontraremos valiosos subsídios simbólicos.

2. No segundo caso o sonho é característico da projeção inconsciente, ou seja, estando fora do corpo o projetor se perde nas imagens externalizadas pela sua própria mente, ou as confunde completamente com os locais e seres existentes na dimensão onde se encontra. O homem já entrou no estágio de sono profundo e não sabe o que ocorre, bem como das possibilidades inerentes a si mesmo.

A maioria da humanidade experimenta diariamente esse estado de inconsciência. Pode-se tirar grande proveito das coisas que se passam. O passado, o presente e o futuro se unem completamente. Muitas mensagens nos são passadas. Se soubermos decodificar a linguagem simbólica contida nessas mensagens e imagens, teremos grande material de estudo e uma ótima oportunidade de começar a compreender melhor nossa própria vida.

3. O último tipo de sonho é ainda mais profundo que o segundo e também está ligado ao mesmo estágio de sono anterior. Nesses casos a pessoa começa a se fazer consciente de si mesma. Faz perguntas como essas: Onde estou? O que está acontecendo? Será isto realidade ou fantasia? Será que estou sonhando?

Quando entramos nesse estágio estamos a um passo de “despertarmos” nossa consciência numa dimensão superior. Muitos segredos nos podem ser revelados nessas condições, por isso devemos estar atentos aos acontecimentos ocorridos durante essa experiência. E difícil, mas não raro, encontrarmos pessoas que vivem esta situação.

Os sonhos, em verdade, são como válvulas de escape para nossa personalidade. Durante o dia vivemos muitas situações onde nosso desejo animal (depositado nas regiões inferiores do inconsciente) se vê aflorado. As máscaras que formam a personalidade impedem que eles dominem completamente nossos pensamentos e nossa parte motora. E, quando isso não ocorre, aparecem os casos de homicídio, estupro, etc. Todavia, ao dormirmos, nossas máscaras caem completamente e passamos a ser conduzidos pelo inconsciente. Somos projetados em outras dimensões e ali externalizamos e revivemos o produto mórbido de nossos desejos, já que nessas regiões a lei e a moral humana não imperam, e sim a verdadeira lei espiritual se faz presente.

Por conseguinte, acabamos por nos ver cometendo os atos mais absurdos, aqueles que acreditávamos (ou não queríamos aceitar) sermos incapazes de fazer. Por isso os sonhos nos mostrarão o que realmente somos, sem máscaras, mentiras e ilusões. Logo, aquelas pessoas que juram fidelidade ao seu cônjuge, se vêem adulterando constantemente. Aquelas que se dizem passivas e amorosas, se vêem matando e odiando como nunca imaginaram ou aceitaram.

Recomendamos aos estudantes o hábito de anotarem diariamente seus sonhos. Primeiramente isso forçará o trabalho com a memória onírica um tanto “enferrujada”. Posteriormente, o aluno terá, depois de certo tempo, vasto material de auto-estudo.

Para lembrarmos dos sonhos com mais facilidade existem algumas dicas importantes, as quais servem também para o desdobramento consciente propriamente dito:

a) Nunca devemos dormir de estômago cheio. A última refeição deve ser feita com 3 horas de antecedência. A fome antes de dormir também deve ser evitada, e se for este o caso, devemos ingerir alimentação bem leve.

b)Tanto o frio como o calor são prejudiciais. A temperatura deve estar agradável. O ambiente limpo e arejado. Faça um relaxamento antes de dormir, nada deve apertá-lo ou incomodá-lo.

c) Devemos despertar lentamente e nunca bruscamente. Ao se acordar é importante mantermos total imobilidade e permanecermos de olhos fechados. Relembraremos todos os sonhos possíveis, recriando-os mentalmente até fixa-los. Levantaremos de forma lenta e escreveremos tudo que nos lembrarmos. Não deixe nada para depois, você pode esquecê-los.

d) Se o problema é a falta de memória onírica, recomendamos, além das seqüências ‘a”, “b” e principalmente “c”, o mantra RAOM – GAOM? que é feito da seguinte maneira: RRRRAAAA0000MMMM GGGGAAAA0000MMMM mentalmente junto com o exercício “c”. Um desjejum com frutas ácidas e amêndoas moídas misturadas com mel de abelha possui propriedades que facilitam a lembrança dos sonhos.

AS LINGUAGENS E FORMAS DE SE TRANSMITIR E RECEBER O ENSINAMENTO

Existem, a saber, três linguagens ou formas diferentes para transmitir e receber conhecimentos.

A primeira delas é a linguagem comumente usada em nosso mundo regido pelos princípios Newtonianos ou mecânicos, ou seja, a didática.

Através da didática trocamos experiências e levamos informações através dos meios de comunicações para todo globo. A didática é o meio racional e lógico expresso pela linearidade da mente humana para passar todos os tipos de conhecimentos básicos. Para isso, acaba por abranger diversos setores de nossa sociedade e é aplicada desde os ensinos da pré-escola ao cursos mais avançados de pós-graduação nas universidades ou centros acadêmicos superiores.

A segunda linguagem é o Simbolismo Universal, presente em toda natureza, atuando nas dimensões mais elevadas e nas mais densas. Tem, inclusive, vias de manifestação dentro do próprio homem. Isto quer dizer que o simbolismo não somente serve de instrumento para descobrir os mistérios mais ocultos da natureza, como também nos guiará seguramente através da psique coletiva e individual.

Ainda que os meios de comunicação também façam uso da segunda linguagem, nem de longe se aproximam do verdadeiro significado da mesma, sendo ainda quase que invariavelmente distorcida em seu principio e conteúdo. Obviamente a mente humana desconhece e é incapaz de compreender os valores superiores da linguagem dos símbolos, já que estes pertencem à consciência e visam ter acesso á Alma de cada homem. Logo, o simbolismo, tal qual conhecemos hoje em sua parte externa, foi deturpado para atingir e alienar os sentidos e desejos facilmente manifestados pela fraqueza humana.

O Simbolismo também é expresso através da Dialética Superior ou, como diziam os antigos sábios pitagóricos, através de Matemática e da Música contidas nas Esferas Ascendentes.

A terceira e última linguagem é chamada de lniciática.

Se a humanidade no sentido geral já desconhece inteiramente a segunda linguagem, será muito raro encontrarmos homens despertos cuja altivez espiritual elevou suas consciências até esta terceira e mais sublime forma de passar e adquirir conhecimentos superiores. Esta está reservada aos grandes Mestres e Avataras.

O SIMBOLISMO DOS SONHOS

A linguagem simbólica deve ser estuda e compreendida pelas pessoas que realmente visam a sabedoria do ser. Mais especificamente, é deveras importante para os projetores iniciantes e avançados conhecerem profundamente a linguagem dos símbolos, pois ser’ a através dela que poderão subtrair maior número de informações nas experiências e chegar a compreender os grandes mistérios inacessíveis à razão e à palavra.

No verdadeiro esoterismo é impossível abordar os mais delicados e profundos estudos ligados à consciência e ao despertar do homem sem tal conhecimento.

Em conformidade com o principio da sicronicidade descrito por Jung, e da interação mútua entre todas as coisas, onde as partes se interagem com o todo e não pode haver perfeita compreensão das partes nem do todo sem a visão holística e abrangente das complementações, o homem se relaciona da mesma forma com o Universo e com a natureza. Em outras palavras, não se compreende o homem se não se compreende a natureza e seus símbolos; não se compreende o universo se não o interagimos com a própria natureza e com o homem.

Nos estudos sobre os sonhos e também nas projeções fora do corpo, bem como em grande parte das experiências extrasensoriais, sejam elas quais forem, necessariamente entraremos em contato com a linguagem simbólica.

Na medida em que nos aprofundamos na interpretação correta, percebemos a existência de diferentes graus de compreensão sobre o mesmo simbolismo. Isto quer dizer que cada homem compreende e interpreta um determinado símbolo de acordo com seu próprio nível de ser (espiritualidade). Por isso Jesus, o Cristo, difundiu seu ensinamento através de parábolas. Das mesmas palavras havia (e há) diversas interpretações: ao sábio as palavras traduzem sabedoria; ao homem grosseiro as palavras lhe parecem simples comparações; sendo que as crianças entendem como brincadeiras ou belas histórias.

Para se chegar à compreensão do Simbolismo Universal é necessário, num primeiro estágio, estudar profundamente as doutrinas que são os instrumentos para a veiculação dos símbolos. Assim é possível recebermos cátedras maravilhosas e inimagináveis onde só víamos figuras geométricas, letras e números aparentemente sem importância. Logo, não é possível compreender a Astrologia sem o estudo da Alquimia e da Magia. Não se admite cabalistas que não conheçam profundamente os Arcanos do Tarô e a interação destes também com a Astrologia. Também torna-se difícil e até mesmo inaceitável falarmos profundamente em experiências fora do corpo sem abordarmos as doutrinas citadas, pois são justamente esses entendimentos que nos possibilitam a compreensão em escalas superiores daquilo que vivemos fora do corpo físico.

Num caso mais preciso, ligado principalmente aos sonhos e às projeções conscientes, é preponderante, em determinado momento do desenvolvimento, perceber a profunda ligação entre os sonhos e as projeções com nossos processos psicológicos inconscientes. Somente dai poderão surgir então as projeções interiores, onde entraremos em contato com os deuses atômicos e siderais presentes no micro-universo que somos nós. Esta intraprojeção será descrita em capitulo à parte.

A INTERPRETAÇÃO DAS EXPERIÊNCIAS

Na Idade Média os textos alquímicos sempre estavam a se referir ao Mercúrio dos Sábios e á Pedra Filosofal. Será que estavam eles querendo falar de objetos e materiais físicos? Obviamente que não.

Esses exemplos e muitos outros estão espalhados por toda nossa civilização. Nas experiências fora do corpo e também nos sonhos constantemente entraremos em contato com a simbologia. O problema é como interpreta-la.

Antes de tudo, para a correta interpretação de nossas vivências, é necessário começarmos a desabrochar uma intuição aguçada. Muitas vezes compreendemos o que está ocorrendo pelo simples sentir. Não há palavras, não há pensamentos e nem há emoções. Você simplesmente sabe, como se alguma coisa tivesse nascido do mais profundo e enigmático vazio. A mente e as emoções só compartilharão mais tarde dessa descoberta.

Isto pode acontecer em qualquer lugar, a qualquer momento, no mundo físico e mais ainda quando fora dele.

Para desabrochar a intuição fazem-se necessários a auto-atenção constante e uma seqüência de práticas esotéricas para o despertar dos chakras (assuntos abordados em tópicos posteriores).

A Lei das analogias dos contrários, dos acontecimentos paralelos e das comparações terá validade de acordo com cada pessoa. E assim vem a importância do estudante tornar-se seu próprio instrutor, familiarizando-se com os símbolos e relações existentes consigo mesmo.

As imagens e os símbolos religiosos ligados à cultura individual, bem como tudo que lhe foi passado na infância pelos pais e’ pela sociedade, são fundamentais. As experiências também estarão ligadas às crenças espirituais ou até mesmo às descrenças e ao ceticismo. Cada um terá como símbolo para sua compreensão aquilo que vem não plantando e colhendo durante a vida.

Quem nada plantou nada pode colher.

Logo, o estudante deverá, algumas vezes, compreender um símbolo pelo que ele lhe traz de recordações. E este símbolo poderá vir na figura de um animal, de um homem, de um objeto ou de uma ocorrência passada.

Em outras ocasiões será necessário buscar na Simbologia Universal a resposta para o sonho ou experiência consciente fora do corpo. Nos casos dos números e figuras matemáticas, bem sabemos a relação entre o divino e o humano através deles, pois como já dizia Euclides, “Deus geometriza”.

Como a interpretação dos números está ligada diretamente à Caballa e aos Arcanos do Tarô, colocaremos resumidamente a seguir o simbolismo numérico:

1. Espada, vontade, poder…

2. Ciência oculta; favorável…

3. Produção material e espiritual…

4. Mando, progresso, êxito e misericórdia.

5. Carma, Marte, guerra…

6. Vitória, boa sorte…

7. Guerras, lutas, expiação, amarguras, dor, porém finalmente o triunfo.

8. Sofrimentos, provas, dor…

9. Solidão, sofrimentos…

10. Bons negócios, mudanças…

11. A Lei favorece. Que não haja temor! … Marte.

12. Provas e dor. O amor e o sexo (Alquimia) tiram-nos da dor.

13. Transformações. Indica mudança total.

14. Longa vida, estabilidade, sem mudanças.

15. Fracasso amoroso. Anuncia perigos.

16. Castigo, queda terrível. Evite-se esta data.

17. Significa esperança e espera.

18. Os inimigos ocultos surgem em qualquer momento. Enfermidades, não fazer negócios…

19. Êxitos, boa sorte, A Pedra Filosofal…

20. Mudanças favoráveis. Aproveite-as para acabar com suas debilidades.

21. Desmoralização total para o mal. Antítese, inimigos.

22. Triunfo. Tudo sai bem. Poder, força, boa sorte…

A partir do número 23 (inclusive) somam-se os algarismos para que possamos encontrar a simbologia dentro dos 22 Arcanos Maiores do Tarô.

A seguir colocamos algumas interpretações oníricas ligadas ao símbolos que podem muito bem ser vividas em experiências fora do corpo (sonho ou projeção). Todavia, não devemos traduzi-las ao pé da letra, mesmo porque há que se ter afinidade com o mundo contido nesses símbolos. Mesmo assim, é fácil observarmos idéias valorosas implícitas em cada interpretação. A intuição pode e deve sempre falar mais alto do que qualquer informação proveniente do exterior.

Estes símbolos serão melhor interpretados pelas pessoas que tomam conhecimento da linguagem universal do Gnosticismo.

Aborto: Graves decepções. Ver um aborto: enfermidade séria.

Afogado: Ver um afogado: herança, avanço hierárquico no trabalho seja interior ou exterior.

Água que sai da pedra: Energia sexual.

Águia: Representa o Espírito. O avanço espiritual é indicado pela altura em que voa a águia. Vôo rápido: êxito na vida. Vôo lento: estancado na senda. Águia retida: fracasso, resultados nulos.

Árvore partida: Alguém vai ser atingido, mas poderá depois se recuperar.

Árvore arrancada: Alguém (nós mesmos) vai ser atingido e sem possibilidade de recuperação.

Banho em égua suja: Enfermidades, doenças, dor, tragédia. Deve-se ter muito cuidado.

Banho em éguas puras: Saúde, harmonia, tudo favorece.

Banho em piscina: (Ver água).

Barco, canoa: Necessidade de trabalhar na Alquimia.

Beijo: Benefícios e satisfações. Beijar a um morto conhecido: muitos anos de vida. O sonhador é beijado na testa: matrimônio, se for solteiro; felicidade, se for casado. O sonhador é beijado na boca: imprudência no amor.

Bicicleta: Equilíbrio espiritual, tolerância.

Burro: A mente.

Cachorro que ataca: Ataque de um amigo; se morde, haverá danos.

Cachorro manso: Amizade sincera, amigos que ajudarão a sair de dificuldades.

Carro: Observar como se dirige; de modo análogo dirigimos nosso corpo físico.

Carruagem: Também significa o corpo físico.

Casa: O nosso corpo físico ou a nossa condição interior.

Casamento: Se duas pessoas se vêem casando e vestidas de noivos é sinal de desencarnação.

Castelo: Vitórias e conquistas espirituais em vidas anteriores.

Cavalo: Corpo físico, também significa luxúria. Queda do cavalo significa abandono do caminho de evolução espiritual.

Cavalo desdentado: Má espiritualidade; o íntimo não pode governar o corpo físico.

Chacal ou lobo: Justiça, Lei Divina. Se ataca, a Lei está contra ou há karma para pagar.

Chapéu: Viagem e se deve partir.

Chuva: Lágrimas, sofrimento.

Cordeiro, ovelha. Símbolo do Cristo.

Cores:

Amarelo: avanço, conhecimento, progresso.

Azul: amor, satisfação, saúde.

Branco: pureza.

Cinza: temor, angústia, medo.

Escarlate: tragédias, violência, ira.

Laranja: criatividade, iniciativa.

Negra: negativo, diabólico, hostil

Preto: solenidade, seriedade, negativo, fracassos..

Rosa: bons sentimentos.

Verde: penetração, esperança, segredos desvelados.

Vermelho: força, algumas vezes paixão.

Corpo enredado: Calúnias, difamações, fofocas.

Coruja: Forças negativas, magos negros, ataques de tenebrosos.

Criança: Nossa parte espiritual e consciência.

Cruz: Transmutação.

Datas: Devem ser anotadas e interpretadas conforme a Cabala. Anunciam acontecimentos importantes. Ver também números.

Defecar: Eliminar defeitos.

Dente: Os dentes superiores referem-se á família. Os dentes inferiores referem-se aos amigos. Dentes sadios riquezas, poder, saúde e importância em aumento. Dentes sujos: vergonha na família Dentes cariados: morte de um parente. Dente novo: nascimento. Dentes que caem: enfermidade ou morte – tragédia espiritual.

Escada: Caminho iniciático (espiritual), deve-se seguir.

Escorpião: Larvas astrais que precisam ser eliminadas.

Escova: Há necessidade de se limpar psicologicamente.

Espinho: Vontade superior, sofrimento voluntário.

Estar na beira de um abismo: Pode-se cair espiritualmente.

Estar na cadeia: Karma a pagar.

Exército: Se contra, a Lei em ação; se a favor, tudo ajuda.

Flores: Atributos da Alma, qualidades, virtudes.

Fogo: Paixão, trevas, ódio, falta de calma. Renovação.

Gato que ataca: Traição de pessoas queridas (familiares).

Insetos: Larvas astrais, há necessidade de limpeza.

Jardim: Felicidade espiritual.

Látego (chicote): Representa a vontade.

Livro: Quando se recebe um livro de um Mestre, sinal de que nada se sabe nos mundos internos, ignorância espiritual. Necessidade de aprender, estudar.

Leão que ataca: Justiça, Lei em ação, karma. Se o leão é manso, a Lei está a favor.

Machado: Destruição.

Mar tormentoso: Não há domínio sobre as paixões.

Mar manso: Castidade, pureza, perfeito domínio sobre paixões sexuais.

Montanhas: A meta espiritual, o caminho, o plano astral.

Morte de um filho: Provas.

Mula: Involução, está se indo muito mal espiritualmente.

Nuvens: Mente opaca, fechada, presa a idéias fixas e dogmas.

Ouro: Resultados espirituais acumulados.

Ovos: Símbolo da vida e de nascimentos (espirituais).

Pavão: Orgulho, soberba.

Pedras: Contradições. Às vezes necessidade de melhoria interna.

Peixes (pesca): Peixes mortos: doença, problemas; Peixes vivos: vitalidade.

Pomba, pombinha: Pureza, castidade, símbolo do Espírito Santo.

Relógio: O tempo; é chegado o momento.

Sapatos: Viagens. Um só sapato, o caminho espiritual não está bem.

Semente: Nascimentos.

Sonhar que está morto: Morte do EGO, aniquilação budista.

Serpente que ataca: Mulher que nos seduzirá (ou vice-versa), perda de energia, traição.

Serpente mansa: Domínio sobre paixões sexuais, forças acumuladas, favorabilidade.

Tartaruga: Lentidão, preguiça, atraso, etc.

Tempestade: Destruição.

Tigres: Traição.

Tigres trabalhando: Mestres trabalhando a favor do estudante.

Tocha: Fogo sexual transmutado em energia.

Torre: Ver uma torre forte e sólida diante de uma tormenta: sairá vitorioso de uma dura prova. Torre rachada ou destruída: catástrofe, desgraça.

Touro: Inimigos. Às vezes representa a ira; outras vezes paciência e trabalho.

Tudo doce: Amarguras.

Vaca: Símbolo da natureza e da Mãe Divina. Ver-se morto: Mudança favorável, morte de um defeito, renascimento.

Ver-se nu: Amargura, dor, tragédias. Ver-se em trajes íntimos tem o mesmo significado.

Vestido de trapos: Espiritualmente muito mal.

Voar: Indica certo tipo de consciência desperta. Se interpreta o que se vê e o que se sente quando se está voando. Geralmente é um bom sintoma. Avanço espiritual.

POR QUE NÃO TEMOS CONSCIENCIA DESPERTA DURANTE O SONO?

Por que não temos experiências fora do corpo conscientemente? Existem muitos motivos, mas os principais nós podemos relacioná-los para que você, dentro de seu aprendizado, possa superá-los:

a) O primeiro deles e o mais importante é o fato de sermos extremamente mecânicos. Não temos consciência de nós mesmos durante o transcorrer normal dos dias. Quando acordamos ligamos o piloto automático” e passamos a nos conduzir como máquinas, robôs na forma de agir, sentir e pensar.

Quantas vezes durante o dia paramos para nos auto-recordarmos? Somos completamente condicionados pelos fatores externos, e isso ocorre em todos os sentidos, ou seja, não somos nunca nós mesmos, apesar de acreditarmos sinceramente no contrário. Podemos dizer, sem errar, algo que pode nos parecer absurdo, mas você verá que analisando cuidadosamente é realmente verdade: não só dormimos á noite, dormimos da mesma forma durante o dia. Não colocamos atenção em quase nada que fazemos; nossa mente perdeu a capacidade de concentrar-se; nossos pensamentos são dispersivos e pulam de segundo a segundo mudando seu foco de atenção; nossas emoções oscilam constantemente de acordo com as atitudes das pessoas e da situação em que estamos. Poderíamos citar dezenas de exemplos para ilustrar o que estamos afirmando, mas acreditamos ser bastante o já acima colocado.

Muito bem, mas o que tem a ver isso com projeção inconsciente?!

Os sonhos são os reflexos daquilo que acontece durante o dia, só que nas dimensões superiores não há limite de tempo e de espaço, como veremos mais adiante, e por isso mesmo tudo que fizemos no transcorrer do dia, seja ontem, na semana passada ou no ano passado, volta a se repetir como antes, mecanicamente.

Há, porém, uma profunda e significativa diferença: no mundo físico, devido à densidade da matéria, nossas emoções e pensamentos giram em torno de nós mesmos. Ficamos abstraídos, perdidos em nossas ilusões, agindo, como dissemos, como autômatos condicionados pelo meio. Estamos perdidos em pensamentos ou ocupados com nossas emoções e, num instante, acontece algo (alguém chama nosso nome, por exemplo) e nos tira de nossos devaneios e fantasias para, daqui a alguns segundos ou minutos, voltarmos a outras elucubrações até que a história volte a se repetir.

Nos mundos superiores o processo é diferente: quando começamos nossas elucubrações e devaneios, a substância astral ou mental, por ser de extrema sutileza, toma forma e se materializa. Na verdade cristaliza nossos pensamentos e emoções, independente de que tipo sejam , e ficamos presos nas imagens externalizadas, gerando, por sua vez, outras imagens sobre as anteriores, criando assim uma verdadeira bola de neve que somente acaba quando acordamos. Ninguém nos tirará das ilusões criadas por nós mesmos, como ocorre no plano físico. Ficaremos presos dentro de nosso mecanismo emocional e mental. Não viveremos o real, aquilo que lá existe, e sim a ilusão formada por nós ou por entidades que lá habitam.

b) O segundo grande problema é a capacidade de fabricação de energia psíquica e a conservação da mesma. A energia psíquica é a que nos mantém despertos nas outras dimensões, é o somatório de todas as energias produzidas pelo correto funcionamento dos chakras, bem como as captadas durante o transcorrer normal do dia.

Por que estamos sempre esgotados ao final de um simples dia de trabalho?

Aqui precisamos falar novamente sobre a mecanicidade e a falta de consciência em que vivemos. As energias produzidas pelo metabolismo através da ingestão de alimentos físicos, não é suficiente para nos manter conscientes fora do corpo físico. Ainda porque nossa constante identificação emocional e mental com as coisas do dia-a-dia esgotam completamente a reserva energética que por ventura possa existir. Dai faz-se necessário tomarmos uma atitude mais contemplativa, onde a auto-observação constante será o gerador e acumulador de energias para o desdobramento consciente. Mesmo assim, quase sempre é necessário uma série de práticas de conteúdo energético antes de efetuarmos o desdobramento. Essas práticas visam ao acúmulo das energias e podem ser respiratórias, de meditação, vocalização de mantras para ativar os chakras necessários e outras. Abordaremos esse assunto com maiores detalhes ao final deste Curso.

Essa dificuldade (captar e manter energias) é inversamente proporcional a capacidade que podemos adquirir de permanecer constantemente atentos e ‘despertos durante o dia. Isto é, quanto mais autoconscientes de nossos atos, emoções e pensamentos, menor será a dificuldade para a aquisição e reserva de energia psíquica. Somente com muito esforço e dedicação, através de um estudo mais abrangente de cunho holístico (integral) chegaremos a despertar para essa possibilidade.

c) Sem dúvida outro grande obstáculo, talvez o primeiro deles, é a preguiça. Esse tipo de conhecimento não pode ser comprado em lojas ou adquirido em livros. Por isso a primeira seleção é feita naturalmente através da falta de persistência e dedicação de cada pessoa. Sivananda, um grande mestre do Oriente, certa vez afirmou: “Somente os fortes chegam a Deus’’ O cultivo da força de vontade é fator essencial. Sem ela é melhor nem dar início a este processo, estancaremos no primeiro obstáculo encontrado, e a preguiça quase sempre estará se escondendo atrás de suas diversas facetas.

d) Outro obstáculo importante a ser vencido é o medo. O medo, corno a preguiça, se manifesta de várias formas. Muitas vezes não nos apercebemos dele, mas ele está ali, arrumando desculpas e aliando-se á preguiça para nos afastar logo nas primeiras etapas. Não há por que ter medo. Nunca estamos sozinhos onde quer que estejamos. Geralmente tememos o desconhecido e, neste campo, o que mais encontraremos é o desconhecido.

Não devemos esquecer que o homem é a morada de Deus. Por acaso você daria ao seu filho alguma coisa que ele pudesse se machucar? Da mesma forma o Pai que está em oculto também não o faria, a não ser que você já estivesse pronto para cuidar de si mesmo sozinho. Mesmo assim Ele estaria atento, observando seu aprendizado.

O medo será vencido na medida que o combatermos e verificarmos o quanto era infundada nossa atitude.

e) A ansiedade é o último tem de nossa pequena lista. Cabe ressaltar a existência de outros bloqueios, mas quase todos giram em torno dos colocados nesse tópico.

A ansiedade gera desequilíbrio emocional, fácil de observar pela taquicardia (o coração pulsa rapidamente). Se houver desequilíbrio de qualquer espécie já não é possível o desdobramento consciente, isto porque há perda de energia e bloqueios na circulação da mesma.

Para se vencer a ansiedade recomendamos a prática constante dos exercícios descritos no final deste Curso. De acordo com o avanço dentro de cada exercício o estudante será capaz de dominá-la perfeitamente.

O QUE HÁ DO OUTRO LADO?

Na verdade são infinitas as formas de vida e os lugares existentes Impossível descrever tudo que existe ou aquilo que você encontrará. Tudo dependerá muito de você mesmo, pois as experiências estão sempre relacionadas a cada ser humano. Queremos dizer que as pessoas têm acesso somente aquilo a que merecem. Há que se ter crédito, caso contrário, nada conseguiremos.

De qualquer forma vamos enumerar algumas possibilidades, as mais comuns, possíveis de serem vividas por qualquer um que se aventure a investigar a realidade da existência de vida além da matéria física.

CAEM AS BARREIRAS DO TEMPO E DO ESPAÇO

O tempo e o espaço nada significam nas dimensões superiores ao plano físico. Ainda que existam, são totalmente diferentes. Logo, 01 (um) minuto lá pode equivaler a O 1 (uma) hora neste plano ou vice-versa.

Quanto mais sutil for a dimensão, menor significado terão essas duas barreiras, ao ponto de chegarmos ao limiar da eternidade.

Em conseqüência dessa quebra de conceitos tradicionais, poderemos acessar tanto ao passado como ter vislumbres do futuro, ainda que muitas vezes nem percebamos isso.

Como dissemos, não basta querer para conseguir, há que merecer.

Como é comum ocorrer em toda natureza, os fatos sempre acontecem naturalmente, sem grandes festas ou exageros, tal qual um por do sol, belo! simples e resplendoroso. Nós, infelizmente, distorcermos os fatos c fantasiamos situações comuns tornando-as inexistentes, e acabamos por não perceber as verdades mais profundas por estarmos impregnados de conceitos e preconceitos irreais.

Quando menos esperamos nos vemos em ambientes e épocas passadas, com roupas antigas, vivendo cenas as quais nunca antes presenciamos. Se não estivermos atentos, ou se mantivermos em nossa mente idéias e conceitos já pré-estabelecidos, provavelmente não seremos capazes de compreender o real significado daquele momento. Muitas vezes apenas vemos os acontecimentos, como se estivéssemos à janela de nossa casa observando as pessoas e os carros passarem. Como dissemos, devido à nossa falta de atenção, podemos até mesmo receber cátedras completas e nem nos darmos conta.

O futuro se apresenta de mesma forma: podemos ver claramente situações futuras ou conversar com pessoas que nos dão informações acerca dele, mas isso não quer dizer que tudo irá acontecer, pois o futuro não passa de uma série de possibilidades que podem ser modificadas. Tudo dependerá do nível de compreensão e, principalmente, da intuição e percepção do estudante.


COMO É O MUNDO ASTRAL?

Existem, nos mundos superiores, cidades e templos desconhecidos a este mundo em que vivemos. Cadeias de montanhas, mares, lagos… enfim, ao que vemos neste plano físico podemos somar outros tantos lugares, onde a maioria deles não podem ser encontrados na terceira dimensão.

Como existem outras dimensões além da nossa, existirão também sete subdimensões para cada uma delas. Por exemplo: o plano astral, sendo mais sutil que o físico, ainda se subdivide em outros graus de matéria interior a ele mesmo, sem, no entanto, sair desse plano para passar para o acima (mental). As paisagens encontradas no mundo físico fazem parte também dos planos astral e mental; todavia, não existem nas subdimensões mais sutis desses dois planos. Novamente daremos um exemplo para que fique claro esta afirmação: uma cadeira ou uma cidade, no mundo físico, têm sua contrapartida astral e mental nas primeiras subdivisões dessas dimensões (1º, 2º, 3º e 4º). No entanto, nas últimas subdivisões de cada dimensão (5º, 6º e 7º) deixam de existir, somente estando presente suas vibrações por demais sutis.

Por isso, voltando aos ambientes, numa projeção no plano astral, se for efetuada dentro de nossa casa e numa subdimensão inferior, poderemos encontrar tudo aquilo que há normalmente dentro dela. Algumas vezes encontraremos até mesmo objetos inexistentes ou que ainda ali estarão no futuro. Lembremos a quebra da barreira tempo e espaço.

Algumas vezes podemos também, numa projeção dentro de nossa própria casa, não encontrar nada do esperado. Nos vemos em outro lugar totalmente diferente, numa situação exótica ou simplesmente incomum. Nesse caso a projeção se fez numa subdimensào superior do plano astral, sem que percebêssemos este fato.

Geralmente as projeções iniciais sempre se dão nas primeiras subdimensões da dimensão astral. Inclusive, para ter acesso à dimensão mental e mesmo às subdimensões superiores do plano astral, é necessário muito domínio de si e do corpo astral. Além disso, precisaremos méritos para tal.

Não é tão difícil o desdobramento, existem inclusive pessoas materialistas ou de índole inferior que o executam; entretanto essas pessoas ficarão restritas às dimensões e subdimensões inferiores do plano astral e mental, quando não ac limbo, como iremos explicar no tópico mais adiante.

Numa experiência fora do corpo, respeitando os requisitos necessários poderemos visitar cidades perdidas ou Templos de Mistérios. As maiores c verdadeiras Escolas Esotéricas existem nas dimensões superiores. O que temos hoje neste mundo é um pálido reflexo dessas Escolas. Aprende diretamente com os Mestres, ou entrar em contato com o Mestre Interno que cada um possui não é utopia nem demagogia, ainda que muitos assim pensem.

Deixar de teorizar sobre civilizações antigas e sim estudar suas cidades costumes, além de conversar com as pessoas que lá viviam e ainda vivem, é outra possibilidade.

Se uma cidade desaparece, sua contrapartida astral mental continua existindo, a não ser que seja construída outra no plano físico onde antes estivera a antiga.

FORMAS DE VIDA

As formas de vida são tão variadas que vão desde as criaturas mais inferiores geradas pela mente humana, até os mais elevados Devas (deuses da natureza), cada qual ocupando a dimensão de acordo com suas vibrações Aqueles que possuem vibrações elevadas em conseqüência da espiritualidade vivem nas dimensões mais sutis e nas subdimensões intermediárias superiores de cada plano. Já as criaturas de baixa evolução, tanto as criada pelo homem (elementares) como os invólucros grosseiros dos mortos que ainda não se desprenderam da matéria, habitam as subdimensões inferiores a região chamada de limbo.

Como cada experiência fora do corpo estará de acordo com nosso nível de vibração, ou seja, nos projetaremos para a dimensão ou subdimensão à que temos afinidade, poderemos estar sujeitos a entrar em contato com cada um desses seres.

Nada acontece por acaso, e qualquer experiência é direcionada para nosso aprendizado, ainda que sejam desagradáveis num primeiro instante.

Aliás, não devemos nos preocupar, pois nada ou ninguém poderá nos fazer mal, mesmo porque é raro os seres mais inferiores se preocuparem com iniciantes.

Há alguns casos esporádicos onde nos veremos em situações diferentes do normal, mas isso sempre ocorrerá pré-definidamente, com finalidades muito especiais de aprendizado.

Em outras ocasiões poderemos nos assustar com os elementais (espíritos da natureza), pois eles são como as crianças, estão além do bem e do mal e só querem brincar e se divertir conosco.

De conformidade com o abordado acima, sempre é importante efetuarmos uma constante higiene mental, principalmente antes de deitarmos para sonhar ou para tentar a projeção consciente, pois o estado psíquico ou físico é que será responsável pela boa ou má experiência. Se, durante o dia, entrarmos em graves desentendimentos, tendo como fruto dessas desarmonizações, explosões emocionais e mentais, quase certamente numa projeção consciente nos veremos em subdimensões densas. Ainda que seja desagradável estar em locais inferiores, presenciando o sofrimento dos habitantes dessas paragens teremos nessa experiência grande material de crescimento.

Um mal-estar causado por indigestão, ou mesmo deitar-se de estômago cheio pode provocar efeito semelhante, projetando-nos para locais mais densos.


OS ELEMENTARES

Elementares são formas de vida criadas pelo homem; na maioria das vezes sem intenções de fazê-lo, ou seja, inconscientemente. São chamados também de formas-pensamento.

Cada pensamento ou desejo ganha forma e se materializa nas dimensões e subdimensões correspondentes. Assim, um pensamento ou uma emoção sublime se cristaliza através de cores radiantes, ondas sonoras harmônicas e formas de beleza estética. Logicamente isso ocorrerá conforme a intensidade e a persistência de cada desejo e pensamento. Algumas vezes, nos pensamentos mais rápidos, surgem apenas formas luminosas também rápidas que logo se apagam. Outras vezes, as emoções e os pensamentos são tão intensos que perduram e acabam por fazer parte da aura humana.

O caso contrário também ocorre. Emoções e pensamentos negativos criam cores e sons feios e desarmônicos. Quando são intensos e constantes, materializam-se em formas de bestas e animais medonhos, permanecendo em volta da pessoa que a criou durante anos ou até mesmo por toda vida. Em outros casos essas formas-pensamento passam a não só obsidiar seu criador, mas sim todas as pessoas que estejam em seu raio de alcance. Muitas vezes sobrevivem durante anos e anos após a morte daquele que a gerou, pois seu alimento pode ser tirado de qualquer pessoa cuja afinidade vibracional se compatibilize com a de seu criador.

As pessoas cujo hábito de drogar-se é constante, acabam por criar meios artificiais para contato com esses e outros seres ainda piores, isso quando não acessam regiões proibidas ao homem comum. Forçam sua passagem para o mundo tenebroso e acabam sintonizando cada vez mais suas próprias vibrações com as vibrações rudimentares desses planos. Entram em contato com criaturas que realmente existem, quando não, partes obscuras de si mesmos. Os incubos e súcubos citados com freqüência nas histórias da Idade Média, são justamente essas formas obsessoras geradas pelo mau uso da energia sexual. Essas criaturas, algumas vezes horríveis e outras vezes aparentemente formosas, provinham dos recendidos mais escondidos do subconsciente, e eram engendradas pelo desejo sexual reprimido e distorcido por isso eram tão fortes ao ponto de se materializarem no mundo físico.

Existem formas de proteção simples que cada projetor deve saber, caso se veja em situações negativas e precise enfrentar formas-pensamento. A maioria dessas situações são facilmente contornáveis. Novamente realçamos a necessidade de tirar aprendizado de fatos como esses.

Assim sendo, colocamos 05 (cinco) precauções que todo projetor deve ter ciência:

1. A primeira precaução é não ter medo. O medo lhes alimenta e dá força.

2. Em caso de se deparar com qualquer entidade aparentemente negativa mantenha-se em estado passivo, como observador, procurando emitir-lhe pensamentos de amor e harmonia. Somente isto já seria suficiente para afastar essas criaturas, ou simplesmente fazer você mesmo se translada para outra subdimensão mais sutil, onde as formas-pensamento não podem incomodar.

3. Você pode transladar-se tanto das dimensões e subdimensões mais elevadas para as menos elevadas e também o contrário, da de menos vibração para a de maior; as formas-pensamento somente no sentido “de cima para baixo’.

4. Nunca parta para a agressão, pois isso fere o principio de que somente  pode se combater o ódio com amor. Mesmo porque você acabará por se identificar completamente, esquecendo-se de si mesmo e caindo no som hipnótico. E necessário manter-se atento e autoconsciente todo o tempo pois o risco de mecanizar-se novamente, adormecendo a consciência, maior que no mundo físico.

5. Existem certas frases mágicas, chamadas conjurações, cuja função é exatamente afastar as entidades nocivas do plano astral ou mental. Daremos algumas delas, mas elas devem ser decoradas e usadas com fé, imaginação e vontade, se é que você quer fazê-las funcionar. A oração possui um poder gigantesco e, muitas vezes, tem o mesmo efeito das conjurações.

a) KLIM, KRISHNAYA, GOVINDAYA, GOPIJANA, VALLABHAYA, SW(JAHA)

b) HELION, MELION, TETRAGRAMATON

o) EM NOME DO CRISTO, PELO PODER DO CRISTO, PELA FORÇA DO CRISTO, EU TE CONJURO … (dizer o que está conjurando)

d) EM NOME DE MICHAEL QUE JEHOVAH TE MANDE E TE AFASTE DAQUI, CHAVAJOTH. EM NOME DE GABRIEL QCIE ADONAI TE MANDE E TE AFASTE DAQUI, BAEL. EM NOME DE RAPHAEL DESAPARECE ANTE ELIEL, SANGABIEL. POR SAMAEL SABAOTH E EM NOME DO ELOHIM GIBOR, AFASTA-TE, ANDRAMELECK. POR ZACARIEL ET SECHELMELECH, OBEDECE ANTE ELVAH, SANAGABRIL. PELO NOME DIVINO E HUMANO DE SADAI E PELO SIGNO DO PENTAGRAMA QUE TENHO NA MINHA MAO DIREITA, EM NOME DO ANJO ANAEL E PELO PODER DE ADÃO E DE EVA, QUE SÃO JOTCHAVAH, RETIRA-TE LILITH; DEIXA-NOS EM PAZ, NAHEMAH. PELOS SANTOS ELOHIM E EM NOME DOS CIËNIOS CASHIEL, SEHALTIEL, APHIEL E ZARAHIEL, E AO MANDATO DE ORIFIEL, AFASTA-TE DE NÓS MOLOCH. NÓS NÃO TE DAREMOS NOSSOS FILHOS PARA QUE OS DEVORES. AMÉM. AMÉM. AMÉM.

O MUNDO DOS MORTOS

Numa subdimensão intermediária do plano astral existe uma região que alguns povos antigos chamavam de limbo ou orco. Na terminologia cristã chama-se purgatório.

Esta região pode ser comparada a um cone de penumbra intermediando a luz e as trevas. A Luz aqui é representada pelas dimensões superiores do mundo astral ou mesmo do mundo mental. As trevas, por sua vez, representam as regiões submersas ao planeta terra, onde a densidade da matéria chega a ser superior a existente no plano físico. Parece impossível conceber dimensões inferiores à terceira dimensão na qual vivemos, no entanto essas regiões existem e são conhecidas em todas as religiões como ‘infernos”. No Oriente a religião hindu a chama de avitchi.

É interessante traçarmos paralelo com a astrofísica, pois esta tem descoberto estrelas minúsculas, muito menores que o nosso sol, cuja densidade atômica equivale a densidade de diversos sistemas solares ou até mesmo galáxias.

Isto prova como é possível existirem mundos imensos comprimidos em espaços fisicamente pequenos, o que corresponde a constante descrição, pelas religiões de todo mundo, dessas regiões abismais. Aliás, como já vimos, o espaço físico praticamente inexiste quando falamos em dimensões.

Não podemos deixar de citar a profunda relação existente entre os mundos externos e internos ao homem. Assim descreve a grande Lei Oculta: “como é em cima é em baixo, e o que está dentro é igual ao que está fora”, logo, o homem possui em si mesmo a parte abismal da natureza, e podemos encontrá-la nas regiões infraconscientes da mente. Lembremos como as vibrações afins se atraem mutuamente. Por isso, aqui abrimos pequena lacuna para alguns questionamentos:

De onde mais poderia vir tamanha crueldade quando vimos os crimes mais infames provocados pelo homem? De onde poderia ter saído a música inferna e as pinturas que representam figuras grotescas e totalmente sem harmonia e estética? Se refletirmos um pouco compreenderemos como a natureza anima e infraconsciente tem se apoderado quase que completamente da humanidade no sentido geral. A inversão total dos valores mais sagrados e tradicionais da humanidade deixaram a mercê os instintos. Em outras palavras, o homen perdeu o controle sobre si mesmo, as portas de seus infernos foram abertas Assim, mais do que nunca, este curso insiste na necessidade de mudança radical em cada individuo. Recuperar os valores arquetipicos faz parte de grande aventura do homem quando pretende vencer as barreiras que o separam dos universos paralelos. É ilusão acreditar que, tal como estamos podemos ter acesso à sabedoria sagrada contida nesses mundos.

Dando continuidade ao exposto nos parágrafos anteriores, dentro das experiências fora do corpo, essas regiões inferiores somente podem sei acessadas pelo projetor em casos muito especiais, quando ele necessite aprender e é conduzido por seres inteligentes através de seus umbrais Temos na literatura de todos os tempos grandes exemplos que o mundo até hoje não chegou a compreender. Obras julgadas infantilmente como ficção pelos cépticos e materialistas: A Divina Comédia de Dante; os relatos da descida de Orfeu aos infernos; da mesma forma Hermes e (Ullisses tiveram que descer á morada de Plutão (regente do mundo subterrâneo); Hércules ac executar parte de seus doze trabalhos (principalmente a luta com Cérbero Guardião dos infernos na mitologia) e, enfim, tantos outros relatos antiqüíssimos e até mais recentes espalhados pelo mundo com roupagem religiosas, míticas, mitológicas, etc.

Já a região intermediária, aqui chamada de cone de sombra, é o limite para projetor comum. Ali ele se deparará com os invólucros dos mortos, como aqueles que morreram e ainda não sabem. Essas pessoas mortas ainda estão presas ao mundo pelo apego e pelo desejo de perpetuar as sensações físicas pela dor dos parentes e amigos que em vida choram, também desejando presença constante do morto neste mundo novamente; pelas sessões mediúnicas que levam ao morto tudo aquilo que tinha em vida, cedendo corpo humanos através de médiuns ou abrindo canais de comunicação com eles. Por essas e outras razões tais desencarnados permanecem perambulando a solta pelo limbo, atraídos e presos ao plano físico.

Quando nos projetarmos certamente poderemos entrar em contato com essas pessoas. Veremos que o corpo astral do desencarnado, sede do desejo inconsciente após a morte, vaga como um sonâmbulo pelo mundo astral, repetindo todas as atividades feitas durante a vida. Permanece revivendo seus sofrimentos e ampliando suas angústias, ansiando os prazeres antigos que os sentidos ofereciam e externalizando, como num pesadelo, suas cobiças e ambições. Poderemos tentar ajudar essas pessoas, mas pouco conseguiremos fazer, pois somente elas terão que se livrar dos fantasmas gerados pelo passado.

Poderemos ser vitimas de obsessões nessas regiões, assim como pode ocorrer com os elementares. Essas criaturas precisam de luz, de vida e amor. Uma pessoa projetada, ainda mais se estiver consciente, traz um campo energético considerável que atrai esses invólucros autômatos. Não o fazem por mal, muitas vezes, mas sim por necessidade. Em tais situações basta tomarmos as atitudes citadas no tópico sobre elementares.

Na medida do desprendimento das emoções e apegos baixos, o invólucro astral mais denso começa a se desfazer, e essas pessoas mortas vão como que tirando as roupas mais pesadas para poderem transcender as subdimensões, chegando a realizarem o mesmo processo na dimensão mental. Assim, a certa altura, podemos entrar em contato com a essência divina que o ser humano carrega dentro de si, já livre de seu passado e apenas aguardando novo corpo para retornar. Quando falamos em essência divina não estamos nos referindo á personalidade, mas sim àquilo que já existia e sempre existiu num homem antes mesmo dele nascer. Poderíamos, por exemplo, entrar em contato com a essência de uma criança que está por vir e saber, diretamente dela, o que aqui veio fazer, qual sua missão e até mesmo quais foram suas existências passadas.

A essência humana é o verdadeiro ser imortal, é o fragmento divino que devemos despertar em nós, a fim de fazê-la fluir perfeitamente através dos valores transitórios da personalidade.

UBIQÜIDADE E ESTADO DE JINAS (4ª DIMENSÃO)

Este tópico foi incluído à parte, pois não podemos deixar de citar dois casos especiais relacionados, de certa forma, com as experiências fora do corpo.

O primeiro deles é o dom da ubiqüidade, ou seja, a capacidade que uma pessoa tem de deslocar-se, ao mesmo tempo, para dois ou mais locais diferentes com o corpo projetado. Este fenômeno é raro mais pode ser encontrado em algumas literaturas.

Na medida que o projetor aprende a dominar seus corpos sutis e a usar o poder da Vontade nas projeções, bem como na medida que ele cria para si corpos mais poderosos através da Alquimia, ele se vê livre das técnicas e pode projetar-se quando quiser e aonde estiver, mesmo que seu corpo físico não esteja repousando sobre uma cama ou cadeira. Isto quer dizer que é possível continuar trabalhando, estudando ou dando uma conferência e, ao mesmo tempo, estar projetado em outro lugar com o corpo sutil tendo uma entrevista com alguém sem que as demais percebam este fato. O próximo passo é adquirir a ubiqüidade, já que obteve total controle sobre os demais corpos Neste caso pode-se estar em diversos locais diferentes ao mesmo tempo, realizando também diversas tarefas sem ligações umas com as outras.

Logicamente estamos falando de pessoas muito desenvolvidas? verdadeiros super-homens dentro do esoterismo. Esta possibilidade, para ser exercida com total domínio, somente pode existir quando se chega ao estado de polividência ou elevado nível de consciência.

Tão fabuloso ou mais que a ubiqüidade é o estado Jinas. Colocar-se em Jinas é colocar o corpo físico na quarta coordenada (quarta dimensão).

Este fenômeno, também conhecido por Nagualismo ou Licantropia, foi muito usado pelos feiticeiros (Naguais) dos povos antigos da América Central (Astecas, Toltecas, Zapotecas, Maias, etc.).

Ainda hoje existem pessoas que dominam as técnicas do estado Jinas. Podemos encontrar referências nas obras de Carlos Castaffleda, antropólogo que travou contato com essa cultura. Isto só para citar obras e autores mais conhecidos e contemporâneos. Em Jinas é possível até mesmo mudar a forma física do corpo, dando a ele aspecto animal ou de outra criatura qualquer. Muitas lendas tenebrosas advém dos relatos de pessoas que viram essas transformações (lobisomem, por exemplo).

Em Jinas também é possível deslocar o corpo físico para qualquer lugar do planeta – sobrevoar rios e mares, atravessar rocha sólida e ainda caminhar sobre as águas, como fez o Mestre Jesus.

PROJEÇÃO INTERIOR

Quando falamos em experiências fora do corpo somente imaginamos o desdobramento da consciência para o mundo circundante (externo). Mais importante ainda é saber da possibilidade em projetar-se para dentro de si mesmo. Isso pode ocorrer de duas formas:

1. A projeção é efetuada dentro de nosso sistema vegetativo, ou seja, podemos ver o interior de nosso corpo. As veias, as funções vegetativas tais como o coração, o fígado e outros se tornam translúcidos para nós. Passamos, muitas vezes, a fazer parte desse sistema, como se fôssemos ele próprio, detectando possíveis doenças ainda não manifestadas.

2. O outro tipo é muito mais intrigante, pois a projeção ocorre dentro do universo psíquico que possuímos: nossos pensamentos, emoções e fantasias ganham vida e são materializados tal como são. O macro-universo e o micro-universo se fundem nesses momentos, por isso podemos entrar em contato com a divindade que existe dentro de cada ser humano. A frase Evangélica: “O homem é a imagem e semelhança de Deus” expressa muito bem o que acabamos de falar, e é essa divindade que buscamos. A essência a que nos referíamos no último tópico não passa de um fragmento da presença de Deus no homem.

Os arquétipos representam a perfeição de todos os valores sublimes cultuados pela humanidade. Tais arquétipos também se manifestam individualmente, por isso o Deus interior também manifestar-se-á através das imagens e símbolos por nós considerados perfeitos: o budista verá Buda, o cristão verá Cristo, o hinduísta verá Krishna. Na verdade, todos serão a mesma centelha divina manifestado na sua multiplicidade de formas.

Todavia, apesar de possuir a centelha divina, o homem a mantém imanifestada, pois a imperfeição humana não pode coexistir com a perfeição divina. Dai possuir em seu interior a semente do mal, a qual gerou uma série de artifícios para afastar o homem da pureza original. Assim, o orgulho, a vaidade, a luxúria, o ódio e outros também terão suas manifestações nas infradimensões do inconsciente humano, e serão vasculhados e encarados cara-a-cara nas projeções interiores.

Uma árvore, para lançar seus galhos o mais alto possível, deve projetar suas raízes no lodo mais profundo e sombrio da terra. Teremos que descer ao lodo mais profundo de nossa “terra psicológica” para projetarmos nossos galhos e nossos frutos acima das nuvens.

Quando nos deparamos com essas criaturas, que na verdade fazem parte de nós mesmos, veremos nossas imperfeições materializadas de acordo com a densidade correspondente a cada uma delas. Teremos que nos enfrentar diante de um espelho, e a visão, muitas vezes, não nos agradará nem um pouco.

O COMPORTAMENTO DURANTE A VIAGEM ASTRAL

Como comportar-se do outro lado? Em conformidade com nossas atitudes e comportamento é que poderemos tirar maior ou menor proveito das experiências realizadas.

Após a projeção consciente, seja através de qualquer técnica, deveremos tornar algumas atitudes importantes para nos manter conscientes durante maior tempo possível. Nossa consciência permanecerá “desperta” de acordo com a quantidade de energia psíquica armazenada anteriormente, e de acordo com a capacidade de não identificação com os acontecimentos em nossa volta. Isto, pois, a identificação leva a perda de energia, e esta a adormecimento e ao sono. Assim, uma experiência que pode começar lúcida acaba se tornando um sonho, podendo acontecer também o contrário como iremos colocar mais adiante.

Para permanecermos despertos será importante sempre a posição passiva, ou seja, contemplativa. O bom observador não julga, não analisa, não interfere apenas observa. Caso faça o contrário com certeza interferirá no: acontecimentos, inclusive externalizando e cristalizando pensamentos 4 emoções sem perceber, e estes colocarão em risco a autenticidade & experiência.

A percepção deve ser ampliada juntamente com a intuição, pois ambas terão papel fundamental na vida de todo projetor, inclusive não só durante a experiências fora do corpo, e sim também no estado de vigília. Para ias seremos obrigados, mais uma vez, frisar o estudo holístico de si mesmo, pois será necessário tomar contato com outras disciplinas esotéricas para obter que somente a Projeciologia não pode nos oferecer. De qualquer forma, num experiência fora do corpo, percebe-se certos poderes latentes com mais clareza, e podemos dizer até mesmo que fazemos uso deles naturalmente mas não adequadamente.

Para o projetor iniciante não é fácil dominar o veiculo recém descoberto. Não temos controle sobre ele e somos facilmente desviados de nosso objetivo pelas circunstâncias e maravilhas que encontramos numa experiência. Aprender a usar a Vontade superior como condição de deslocamento será importante, pois é justamente essa Vontade aliada ao autodomínio que nos conduzirá pelas dimensões e subdimensões.

É interessante traçarmos nossos objetivos antes de efetuarmos a projeção para não acontecer o acima citado, nos perdermos no emaranhado de coisas novas encontradas. Se anteriormente à projeção já sabemos o que queremos, após nos vermos do outro lado, fixaremos nossa idéia no objetivo e poderemos fazer da idéia motivo de meditação e profunda reflexão. O resto a própria natureza se encarregará de fazê-lo, pois somente o fato de nos concentrarmos naquilo desejado já acarreta um deslocamento dentro do tempo e do espaço.

Ainda assim não é tão fácil como parece. A verdade é que somos débeis e fracos, falta-nos atenção, concentração, persistência … por isso é importante ter humildade e solicitar à Divindade interior (alguns chamam de mestre interno) que nos transporte para o local desejado se assim merecermos. Devemos ter em mente que, em última análise, tudo, absolutamente tudo está nas mãos de Deus.

Se não tivermos traçado nenhum piano anterior ao desdobramento, poderemos simplesmente aguardar que os fatos ocorram, ou sair caminhando pelo local onde estivermos a fim de estudarmos detalhadamente tudo que houver no ambiente.

Além de caminharmos podemos nos deslocar da forma a qual nos agradar melhor. Podemos caminhar, flutuar, voar ou qualquer outra maneira de locomoção mais original, quanto menos esforços fizermos melhor, menos energias gastaremos.

A atenção deve estar sempre voltada para si mesmo (interiorizada) ao mesmo tempo que examinamos o local ou os seres com quem estivermos.

Nas projeções efetuadas nas subdimensões mais densas de cada plano nos depararemos com os objetos e obstáculos existentes no plano físico. Eles podem ser simplesmente atravessados com nosso corpo astral, isto é, podemos atravessar paredes, portas e coisas desse tipo, isso se não tivermos medo e dúvidas, porque nesses casos externalizaremos uma angústia imperceptível para nós, mas suficiente para bloquear essa possibilidade.

EXERCÍCIOS PREPARATÓRIOS

É impossível padronizarmos qualquer prática, técnica, exercício ou experiência. Cada pessoa deve encontrar aquela que lhe proporcione maior facilidade de projeção. No entanto existem alguns pontos básicos de onde podemos partir, e o resultado dependerá da dedicação exclusiva de cada estudante.

Recomendamos o cumprimento da seqüência abaixo para surgir o efeito desejado.

a) Os exercícios devem ser efetuados antes de dormir ou de manhã bem cedo Temos observado que pela manhã os resultados são melhores. Todavia estudante poderá adaptar seus horários conforme sua necessidade.

b) Exercícios de mantras, concentração e meditação para ativar os chakras e acelerar a vibração dos corpos mais sutis. Os chakras responsáveis pelo desdobramento são o superior, frontal, cardíaco e do plexo solar. A mantralização deve ser feita durante dez minutos para cada chakra, oi podemos estipular um número especifico (30 vezes para cada um, por exemplo).

• Para o chakra superior e frontal o mantra “1” (concentrando-se entre a sobrancelhas).

• Para o chakra cardíaco o mantra “0” (concentrando-se no coração).

• Para o chakra do plexo solar o mantra “1” (concentrando-se dois dedo acima do umbigo).

Aprender o correto uso da meditação, aliado ao poder da imaginação, será de grande valor para a ativação dos chakras e circulação das energias a fim d uma total harmonização. Podemos fazer os mantras na posição deitado em decúbito dorsal ou sentado. O importante é manter a coluna reta.

c) Ao deitarmos, o relaxamento completo sempre é recomendável, ainda mais se iremos tentar a projeção consciente. A música serve de estimulo ao relaxamento, no entanto somente músicas adequadas podem ser usadas: música sacra, erudita, new age ou especial para relaxamentos. Deve ser agradável e induzir introspeção. (Este item pode ser suprimido se desejar).

d) Exercício respiratório para oxigenação e energização. Quanto mais tenta e profunda for a respiração maior será o estado de interiorização do estudante. Esses exercícios respiratórios devem ser efetuados após o exercício ‘b”, durante o tempo necessário para se atingir o estado de completa concentração e relaxamento (20 minutos, por exemplo). Após o exercício a respiração pode normalizar-se.

e) É imprescindível a autopercepção constante, concentração e imobilidade completa.


TÉCNICAS

Os exercícios do tópico anterior são os pontos primários e qualquer pessoa que esteja se iniciando na Projeciologia deve passar por eles sem suprimir nenhuma das partes. A partir daqui entra a experiência individual de cada estudante. Mas, ainda assim, existem algumas técnicas possíveis de serem passadas.

Lembramos a necessidade de experimentar todas para descobrir a que mais se adaptará ao seu biótipo.

Na verdade existem muitas técnicas diferentes, mas elas giram todas em torno dos pontos abordados a seguir.

Qualquer técnica, para ser eficaz, deverá ser experimentada após o estudante ter seguido as dicas e exercícios abordados no item 13, e ainda sim durante o período de 30 dias consecutivos, no mínimo. Algumas pessoas conseguem êxito em poucas semanas, outras podem necessitar de meses.

a) Imaginação gradativa: o estudante usará o poder da imaginação aliada à concentração e à vontade para se induzir a um estado de projeção. Criará na sua tela mental o processo de desdobramento.

Primeiro sentirá torpor em todo corpo, depois sentirá seu corpo astral e sua consciência, nele centralizada, desligar-se lentamente do corpo físico. Depois se imaginará subindo e deslocando-se através das regiões superiores ac físico.

Este processo deverá ser feito muito lentamente, etapa por etapa, tantas vezes quanto necessário. É bom deixar claro que a projeção é algo distinto de imaginação, fácil de ser separado. Mesmo assim, no inicio, o estudante poderá ter dúvidas, mesmo porque, não possuindo energia suficiente pan estar completamente ‘desperto’ no plano astral, sua experiência poderá se confundir com o sonho lúcido, até adaptar-se à nova realidade. No entanto isso não é regra geral.

b) Meditação transitória: nutra técnica que será usada ao término dos exercícios de preparação é a meditação transitória.

Após os exercícios iniciais, o estudante deitar-se-á em decúbito dorsal, braços esticados (posição esta padrão para todas as técnicas) e relaxado.

Entrará em meditação profunda, contemplando sua mente e seus pensamentos. Não julgará e nem se identificará corri as idéias, apenas deve aguardar a hora em que o sono começa a se apoderar do corpo.

Quando perceber que chegou o limiar entre vigília e sonho, quando começar a observar na tela mental imagens desconexas, ele simplesmente usará sua vontade e levantará.

Terá saído de seu leito corri o corpo astral, por isso deverá se afastar da cama para não retornar ao corpo físico devido a forte atração exercida pelo cordão de prata. Após distanciar-se alguns metros, poderá começar a exploração do ambiente.

Para o estudante se certificar que está fora do corpo pode dar um pulo ou puxar seu dedo indicador, se sair voando no primeiro caso, ou se seu dedo esticar, não deve se espantar, pois está desdobrado. Caso não o esteja, deverá reiniciar o processo.

Na tentativa de levantar-se do leito no momento de transição vigília-sono, se sentir seu corpo pesado, poderá rolar ou engatinhar, o importante é afastar-se do leito conscientemente.

c) A técnica da pineal: pineal é uma glândula situada aproximadamente no centro de nosso crânio. Juntamente com a glândula pituitária rege todas as demais do corpo. Nos corpos sutis existem os chakras superior e frontal, ambos ativados com o mantra “1”.

Após os exercícios iniciais, tomaremos a posição padrão de meditação e nos manteremos concentrados o tempo inteiro na região do entrecenho, colocando, se possível, a ponta da língua na região superior do céu da boca para estimular esta glândula e este chakra. A partir daí é só aguardar e manter a consciência desperta o tempo todo, deixando que o sono se aproxime, mas sem sucumbir à sua força adormecendo completamente.

A estimulação dos chakras aumentará a freqüência vibratória do corpo astral, projetando-o para fora da matéria densa. Pode-se adaptar esta técnica à técnica da meditação transitória (“b”).

d) A projeção no corpo mental: para a projeção no corpo mental será necessário, quase sempre, completo domínio do corpo astral, haja vista ser o processo idêntico ao necessário para projetar-se no corpo astral. Todavia esta técnica se torna difícil devido a necessidade de realizá-la no plano astral, quando o estudante já está de posse deste veículo.

Neste caso o projetor deixará seu corpo astral repousando e se projetará com o corpo mental exatamente como fez para sair com o veículo anterior na técnica da meditação transitória.

e) Despertar no sonho: neste caso não temos propriamente uma técnica, mas sim conseqüência do processo de autopercepção diária abordado em alguns tópicos desse Curso.

Durante o sonho começaremos a nos dar conta que algo anormal está acontecendo (estamos conversando com uma lebre, por exemplo). Este fato será o catalisador para pararmos o que estivermos realizando e começarmos a simplesmente observar o local onde estamos, como estamos e o que estamos fazendo.

“Despertaremos” no astral e deixaremos de sonhar, tornando as rédeas dos acontecimentos e nos direcionando de acordo com a nossa vontade (se a tivermos).

Podemos usar três dicas durante o dia (quando em estado de vigília) para facilitar este fato:

A primeira delas é nos perguntarmos constantemente sobre o que estamos fazendo.

Nesses instantes focalizaremos atenção plena sobre nós e os acontecimentos ocorrendo em nossa volta. Em outras palavras, nos lembraremos de nós mesmos.

A segunda e a terceira das dicas nós faremos em qualquer local ou momento: pararemos nossas obrigações momentâneas, puxaremos nosso dedo indicador e daremos dois “pulinhos”. Como vimos, nossos atos diários são repetidos nos sonhos, se estivermos atento, estes pequenos fatos serão suficientes para nos darmos conta que estávamos sonhando.

Cuidado apenas para não mecanizar também esses atos. E necessário fazê-los atentamente, pois caso contrário o estudante também o repetirá no astral de forma mecânica, perdendo completamente a finalidade e não resultando em consciência desperta.

Finalizaremos as técnicas com dois manhas que são, por excelência, os mantras da projeção astral. Eles deverão ser feitos diariamente até obtermos resultados.

primeiro é o Mantra FARAON:

FFFAPAAAA-RRRRRAAAAA00000NNNNN. Deve ser pronunciado na medida que vem o sono e o adormecimento. Nesses momentos o estudante se concentrará nas pirâmides do Egito para que as forças elementais possam sacar a pessoa conscientemente fora de seu corpo.

O outro Mantra é conhecido como som do grilo, pois se parece com o silvo agudo deste pequenino inseto, O Mantra é a letra S, pronunciado assim:

SSSSSSSSSSSS. A concentração e a vontade aumentará a vibração que este som provoca em nosso corpo até que o mantra se confundirá com o próprio som do deslocamento do corpo astral.

Fundação Aun Weor

Postagem original feita no https://mortesubita.net/espiritualismo/curso-de-projeciologia-viagem-astral/

Resultados da Hospitalaria – Novembro 2009

Ao todo, em Novembro, foram 24 mapas e 19 sigilos.

Entidades auxiliadas este mês:

– APAE da cidade de Sumaré

– GAACC (Grupo de Apoio à Criança com Câncer)
http://www.gaaccrn.org.br

– Hospital do Câncer Alfredo Abraão

– AIESEC Norge (AIESEC na Noruega)

– Federação Espírita Brasileira (SP)

– Instituição “Asas Brancas”
http://www.asasbrancas.com.br

– Federação de Resistência da Cultura Afro-Brasileira (FRECAB)

– Hospitalaria da Loja Madras, 3359

– Hospitalaria da Loja Aleister Crowley, 3632

E pretendemos continuar o projeto de Hospitalaria. Quem estiver a fim de participar, é só seguir as instruções e pegar seu Mapa Astral ou Sigilo Pessoal via o TdC.

Se vocês puderem ajudar divulgando o blog e o projeto, eu agradeço.

Quem quiser pedir o mapa ou Sigilo para dar de presente de Natal, eu recomendo que façam os pedidos até o dia 12, pois depois começa o Hannukah (12-19) e eu acho que será mais complicado encontrar o pessoal que faz a transliteração dos nomes.

#Hospitalaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/resultados-da-hospitalaria-novembro-2009

Adoração do Diabo

Na história da adoração a essa entidade conhecida como diabo, muitos estudiosos, como Georg Waitz [1813-1886, alemão], Sir John Lubbock [1834-1913, inglês], Edward Burnett Tylor [1832-1917, inglês, antropólogo] reuniram informações das quais deduziram que em um estágio dos mais primitivos da religião, a adoração ou veneração ao Diabo [seus assemelhados, o mal] precedeu o culto a um Deus benevolente e moralizador, divindade do Bem.

As divindades malignas aparecem como as personagens mais importantes no passado remoto de quase todos os sistemas de fé. Demonolatria, cultos aos Diabos, são o primeiro estágio da evolução do pensamento religioso; porque os homens, muitos antes de pensarem em bênçãos, curvaram-se ao meio hostil. Os homens primitivos temiam o mal e não o bem. Assim, era natural que buscassem técnicas apaziguadoras que evitassem os infortúnios provenientes de um mal cuja origem não podiam alcançar.

Herbert Spencer [1820-1903, filósofo inglês], acreditava que o fundamento da religião é o Desconhecido, querendo com isso dizer que o que os selvagens adoravam [e adoram] é aquilo que eles não entendem. [Assim, o Desconhecido de Spencer é algo que não se entende e não algo que nunca se conheceu. Não é uma hipótese consistente. Um provérbio alemão diz: O que não conheço, não me preocupa; ou em português, algo como: O que os olhos não vêem o coração não sente

Aquilo que é absolutamente desconhecido não comove o homem. Os selvagens não reverenciam o trovão porque não sabem o que é, ou porque não sabem explicar o fenômeno. Porém, conhecem o suficiente o fenômeno subseqüente, o raio, e os estragos que ele pode causa: matar, machucar, queimar sua cabana. O selvagem tem medo dos trovões e dos raios. Então, em uma tentativa de controlar a ameaça, desenvolve reverência por essa força intangível na esperança de evitar suas manifestações.

Em Anthropologie, Waitz [Vol. III., pp. 182, 330, 335, 345], falando sobre os nativos norte-americanos das tribos da Flórida, observa que indivíduos daquelas culturas que não foram semi-cristianizados, têm, ainda [o autor escreve no século XIX, anos 1800] uma adoração [reverência] solene a um espírito do Mal, Toia – que atormenta suas vítimas com visões. Esses nativos pouco se preocupam com o Espírito do Bem, o qual, Ele mesmo, parece [para os nativos] pouco se importar com raça humana.

A mesma característica ocorre em tribos de amerabas, indígenas brasileiros. Esses indígenas têm a viva convicção de um Princípio do Mal [personificado na mitologia do encantado Anhangá – N. do T.] sobre eles; eventualmente, referem-se ao Bem; mas esse, o Bem, é muito menos reverenciado que o outro, o Mal. No contexto de seus esforços pela sobrevivência, os selvagens percebem o Ser Benevolente como uma entidade mais fraca, menos poderosa e/ou influente sobre o destino dos homens que que o Mal, que se manifesta diariamente [MARTINS Apud TYLOR, Primitive Culture II, p. 325]. Em 1605. o capitão John Smith, herói da colonização da Virgínia descrevia o culto a Okke [palavra que, aparentemente significa além do nosso controle] escreveu:

Existe na Virgínia uma tribo tão selvagem que não possui religião além da reverência a todas as coisas que, potencialmente, podem lhes produzir qualquer dano ou das quais dependem para se manter vivos. Tais coisas, seres e elementos são, por isso, objeto de culto. [É o pensamento religioso animista em busca de apaziguamento das forças da Natureza]. O fogo, a água, o raio, o trovão, cavalos, peixes, etc.. Mas seu Deus maior, a quem chamam Oke. Smith que Oke significa deuses e, assim, Oke é como um panteão resumido em uma imagem. Os nativos disseram que viram Oke e que se parece mais com eles mesmos [homens] do que poderiam imaginar. Nos templos dedicados a Oke, sua representação, entalhada, é assustadora; pintada e adornada com correntes, peças de cobre, contas. [Uma vez por ano 15 jovens são mortos, sacrificados para a gratificação de Oke…].

Práticas similares foram observadas entre quase todas as tribos caribenhas e amerabas, nas ilhas e no continente Sul-Centro-Americano. Em Hispaniola – Ilha de São Domingos [Caribe], a divindade fúnebre é Joacana. O ritual terrível faz desses indígenas alguns dos mais abomináveis entre esses primitivos adoradores do Mal. Entre os povos pré-colombianos do México, os mais civilizados da região, a idéia de um Deus de Paz e Amor não é inteiramente estranha porém, o medo do adversário, o horrendo Huitzilopochtli [imagem acima] ainda assustava o suficiente para que os nativos manchassem os altares de seus templos com o sangue de vítimas humanas.

Mas nem só os selvagens praticaram atrocidades como tributo em paga dos favores de divindades malignas. As antigas e clássicas civilizações também carregam esse feio passado em sua história. Os sacrifícios humanos são freqüentemente mencionados na Bíblia. Como no episódio do rei de Moab, que perdendo a guerra contra Israel e estando encurralado: Tomando então seu filho [dele mesmo, Moab] primogênito, que deveria reinar depois dele, ofereceu-o em holocausto sobre a muralha. Isso povocou uma tal indignação entre os israelitas que estes se retiraram e voltaram para sua terra [Reis II, 3:26]. Os profetas pregaram muitas vezes contra a prática pagã entre israelitas que, imitando a religião de seus vizinhos, sacrificavam seus filhos e filhas aos demônios ou então faziam-nos passar através do fogo de Moloch, para serem devorados pelas chamas.

As nações mais civilizadas do mundo preservam em suas mitologias a memória de, em um tempo primitivo de seu desenvolvimento religioso, imolarem seres humanos para tornar propícias as divindades irritadas. Quando Atenas estava no auge de sua glória, Eurípedes [485-406 a.C. ─ dramaturgo grego] representava o drama do trágico destino de Polixena, que foi sacrificada sobre o túmulo de Aquiles para acalmar o espírito do herói morto assegurando, deste modo, um retorno seguro dos guerreiros gregos.

Os sacrifícios humanos são uma característica central na adoração aos demônios [entidades malignas, personificações do mal]; Mas não é única. Existem outras práticas diabólicas baseadas na idéia de que este tipo de deidade tem prazer em testemunhar a tortura e a maior das abominações, o canibalismo. O canibalismo, como explicam os antropólogos, jamais resulta de uma escassez de comida; não. O canibalismo não é uma simples refeição. Antes, é um ritual religioso, justificado por superstições, crenças, especialmente a idéia de que partilhar o coração ou o cérebro do adversário proporciona absorver a coragem, a força e outras virtudes do sacrificado.

Esta relação entre comer o semelhante para apoderar-se de suas virtudes, esse pensamento que implica práticas tão brutais, ainda permanece diluída na simbologia mais importante da religião mais poderosa do planeta: o cristianismo. Em particular, o cristianismo católico, com sua cerimônia da Transubstanciação: o pão no corpo, o vinho no sangue de Jesus. Ainda que os padres apelem para todas as justificativas sejam teológicas, semióticas ou simplesmente misteriosas, essa referência ao beber sangue e comer o corpo é, no mínimo, uma coisa mórbida. A inocente transubstanciação operada nas missas serve como péssima inspiração para a deturpação da prática dando origem a seitas instituídas por psicopatas-criminosos de todo tipo.

A Religião nasceu do medo. A religiosidade dos selvagens demonstra isso muito bem. O medo do mal é notável e, por isso, os primeiros esforços no sentido de estabelecer uma relação amigável com os agentes do mal e do bem, porque o bem não causa transtornos. A demonolatria existe hoje. Está nas manchetes policiais do mundo inteiro; e vai continuar existindo até que o senso comum do homem mediano perceba ou resgate o significado das palavra Bem, Bom. O progresso espiritual, ou noético, ou, ainda, simplesmente, o progresso da inteligência lógica-analítica é lento em termos coletivos.

A Humanidade-rebanho é ignorante, assustadiça, acomodada e covarde [e porque não reconhecer, burra mesmo!]. São pessoas que ainda acreditam em bajular o inimigo para salvar a pele; ao menos durante algum tempo. Pessoas que procuram caminhos curtos, soluções rápidas e alívio para a sofreguidão se suas paixões mais bestiais. Hoje, mais do nunca, a demonolatria, só não é mais patética porque é imensamente trágica. Um demonólatra, hoje, não tem a desculpa do primitivismo desinformado um tupinambá. O demonólatra de hoje, é algo entre um doente e um monstro perigoso, candidato a hóspede de cadeia ou de hospício; alguém cujo grau de humanidade está baixo da média necessária para um ser vivo ser considerado gente.

Fonte: In Sacred-Texts. [www.sacred-texts.com/evil/hod/hod04.htm]

CARUS, Paul. Devil Worship. History of The Devil, 1900. [Trad. e Adaptação: Ligia Cabus]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/demonologia/adoracao-do-diabo/