Cursos de Hermetismo em EAD

Salve

Desde 2020 estamos realizando apenas os cursos via EAD, na plataforma própria dentro do nosso site, como na netflix.

Os cursos são estruturados em módulos de 6-8h que podem ser divididos e assistidos a qualquer tempo e horário, quantas vezes você quiser, ficando libertados na plataforma de maneira vitalícia para nossos alunos (sabemos que muitos gostam de rever os cursos antigos conforme vão aprendendo novas matérias).

A ordem indicada para começar é a seguinte:

ESSENCIAL

0 – Kabbalah Hermética

Este é a base para entender como funcionam todos os sistemas mágicos e a partir dele você pode escolher quais assuntos te interessam mais para aprofundar os estudos:

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BÁSICOS

1 – Astrologia Hermética

Tudo o que você precisa saber para conseguir interpretar seu Mapa Natal. Planetas, Signos, Casas e Aspectos

1 – Tarot Completo

Arcanos Maiores e Menores e sua correspondência direta com a kabbalah e a astrologia.

Ensina o uso oracular, simbólico e o trabalho ritualístico com os arcanos.

1 – Geomancia

O Oráculo da Terra. Um dos mais simples e apaixonantes métodos, que pode ser feito em qualquer lugar e com quaisquer materiais. Também é a base para o xamanismo urbano e a conversa com os elementos de sincronicidade ao nosso redor.

1 – Runas e Talismãs Rúnicos

As Runas estudadas sob a perspectiva da Árvore da Vida e seu uso magístico, ritualístico e oracular. Você aprenderá como criar e utilizar talismãs e amuletos rúnicos, bem como o uso em conjunto com o tarot e a Kabbalah.

1 – Consagrações (Magia Prática)

O primeiro passo na Magia ritualística é saber como consagrar e imantar objetos, armas e ferramentas para uso dentro do altar pessoal e no dia-a-dia.

1 – Mitologia Grega e a Kabbalah Hermética

Um curso de mitologia amparado pelas bases do hermetismo e pela árvore da vida.

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INTERMEDIÁRIOS

2 – Alquimia

Pré-requisito: Kabbalah

O curso com as bases filosóficas da alquimia, para se compreender os símbolos a partir da Cabala Judaica, com o prof. Rafael Daher.

2 – Especialização em Tarot de Thoth (Curso Completo)

Pré-Requisitos: Kabbalah, Tarot

Como utilizar os Arcanos maiores e menores da obra prima de Aleister Crowley. Uso oracular e magístico. O curso explana as diferenças deste tarot para os outros tarots e como se utilizar das cartas para fins magickos.

2 – Qlipoth, a Árvore da Morte

Pré-Requisitos: Kabbalah

Um dos cursos mais importantes, estuda as cascas da Árvore da Morte e os Túneis de Set. Todo o trabalho de NOX nas Ordens Iniciáticas é pautado pelo estudo da Árvore da Morte. Compreenda as engrenagens pelo qual o mal funciona, como identificá-lo e como trabalhar o abismo dentro do autoconhecimento.

2 – Magia dos Quatro Elementos

Pré-Requisitos: Consagrações

A magia natural e seus quatro elementos: Fogo, terra, Água e Ar em seu uso magístico, prático e utilitário no dia-a-dia. Como criar e utilizar as ferramentas de cada um dos elementos e suas combinações.

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AVANÇADOS

3 – Magia do Ar e Fabricação de Incensos

Pré-Requisitos: Consagrações, Magia dos 4 Elementos

O estudo das ferramentas de trabalho com o elemento ar; plantio, colheita e preparo de ervas para a confecção de incensos para trabalhos planetários

3 – Magia Planetária

Pré-Requisitos: Kabbalah, Astrologia, Consagrações

A Magia Planetária é parte da bruxaria tradicional; este curso ensina como trabalhar os sete planetas na magia, incluindo preparação de ferramentas, horas mágicas, incensos, influências, regências, invocações e como utilizar cada tipo de energia para qual tipo específico de ritual.

3 – Revolução Solar

Pré-Requisitos: Kabbalah, Astrologia, Magia Planetária (não obrigatório mas recomendado)

Este curso lida com a criação e interpretação do horóscopo trabalhando cada planeta de seu mapa astral com os aspectos de cada planeta ao longo do ano. Os trânsitos dos planetas mais afastados para descobrir os períodos benéficos e complicados do ano e os trânsitos dos planetas rápidos para a escolha de datas mágicas para rituais ao longo do mês, para aproveitar completamente os aspectos zodiacais na magia planetária.

3 – Os 72 Nomes de Deus

Pré-Requisitos: Kabbalah, Astrologia, Consagrações, Magia Planetária

Como trabalhar a Teurgia com o Shem Ha-Mephorash, as 72 emanações que regem a Árvore da Vida. Também conhecidos como “Anjos Cabalísticos”, estas entidades regem os aspectos mais puros do universo e podem melhorar as caracteristicas de cada Carta Natal, auxiliando no trabalho da Verdadeira Vontade de cada magista. Evocações angelicais, magia com salmos e seu uso para o autoconhecimento.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cursos-de-hermetismo-em-ead

A Porta da Morte

Por Kenneth Grant, O Lado Noturno do Eden, Capítulo Quatro.

 

ESPALHADAS em vários dos escritos de Crowley, embora principalmente naqueles que ele considerava não terem sido escritos por ele próprio, mas por Inteligências extra-terrestres que o usavam como um canal, estão sugestões relativas à verdadeira natureza das qliphoth ou Mundos reversos. O Liber 474, por exemplo, é descrito como ‘o Portal do Segredo do Universo’, e, como o número do livro sugere, ele está atribuído a Daäth.100 Segundo o Liber 474, o universo tem que ser destruído. Mas existe uma importante qualificação pois ele diz: ‘por Universo Nós queremos dizer não aquele Universo inferior que a mente do homem pode conceber, mas aquele que é revelado à sua alma no Samadhi de Atmadarshan’. E novamente, através do Portal do Universo Secreto o homem ‘pode entrar em uma real comunhão com aqueles que estão além, e ele será competente para receber comunicação e instrução de Nós mesmos diretamente. Então Nós o prepararemos para a Confrontação de Choronzon e a Ordália do Abismo, quando nós o tivermos recebido na Cidade das Pirâmides’.

As cinco palavras que eu grafei em itálico poderiam parecer singularmente significativas, pois, tendo destruído o ‘Universo’, o que mais resta? Com o que ou com quem pode o iniciado então comungar? Se é lembrado do verso em AL que diz: ‘Eu sou o Senhor da Dupla Baqueta de Poder; a baqueta da Força de Coph Nia – porém minha mão esquerda está vazia, pois eu esmaguei um Universo; & nada resta’. Este é o 72o verso do último capítulo de AL, e o 217o verso do Livro como um todo. Os dois números, 72 e 217, indicam a natureza da Força mencionada. 72 é o número de OB, a Serpente (Aub), o aspecto negativo ou feminino de Od (Aud) que é a própria Luz Mágica(k); ele é também o número da palavra caldaica DBIVN, significando ‘fluxo’ ou ‘gota de sangue’. A palavra deriva do egípcio Typhon ou Tefn, a Mãe de Set. Nos Mistérios Egípcios estes poderes gêmeos, o Ob e o Od, eram representados por Shu e Tefnut, o primeiro significando fogo, o último, umidade ou sangue.101 O número 217 é aquele de ( *) Seth, que não é apenas o nome do Deus Set, mas [também] da estrela de sete pontas de Babalon, a Mulher Escarlate, cuja imagem é Sírius. 217 é 31 x 7, assim afirmando sua conexão com AL (31), o número Chave do Livro da Lei. 217 é também o número de DBVRH, significando ‘uma abelha’ que é o símbolo específico de Sekhet, cujo nome significa uma abelha. Ela é a deusa da intoxicação e paixão sexual, logo sua conexão com o mel e com sakh, ou sakti, ‘inflamar ou inspirar’ e com ‘bebida fermentada’. A abelha, que é a cópula entre os elementos masculinos e femininos nas flores, era um tipo da alma que é representado nos ideogramas egípcios como o Ba ou Aba-it, que guia as almas dos mortos en route para o Sekhet-Aahru, os Campos de Prados Celestiais ou Mel. Ba, o astral ou duplo é também uma palavra significando ‘mel’ e diz-se que Shu e Tefnut distribuem mel.102 A deusa Sekhet como Sakti é uma força lunar, e, junto com seus atributos de amor e doçura, um símbolo adequado da lua de mel, que indica a natureza sexual da força em questão.

(*_Aqui há o nome Seth com caracteres gregos – N.do T.)

A combinação dos números 72 e 217 resulta 289, o número de PTR, uma ‘abertura’, ‘orifício’, ou ‘vazio’. As ideias sugeridas pelos números do verso podem portanto ser resumidas pelo símbolo do útero e suas emanações ofidianas. Isto é confirmado pela palavra ou nome curioso, Coph Nia. Coph ou Koph significa a ‘filha’.103 Este é um nome de Proserpine ou Perséfone, a deusa da destruição. Ela é chamada Koph porque, como Payne Knight o expressa, ela representa

a ‘Filha universal, ou princípio secundário geral; pois embora apropriadamente a deusa da Destruição, ela é frequentemente distinguida pelo título Soteira, Preservadora, representada com folhas (?) de milho sobre sua cabeça, como a deusa da Fertilidade. Ela era, em realidade, a personificação do calor ou fogo que supunha-se penetrar a terra, que foi uma vez considerado como sendo ao mesmo tempo causa e efeito da fertilidade e destruição, como sendo ao mesmo tempo a causa e efeito da fermentação; da qual ambos procediam’.104

A Segunda parte da palavra ou nome – Nia – é o ain (vazio) ao contrário, que identifica o olho ou útero da filha com o Ob ou Corrente Ofidiana; uma ‘dupla baqueta’ porque Ob é o complemento de Od. A ‘mão esquerda está vazia’, pois eu (o ego) esmaguei um Universo & nada (o ain) resta’. Ain é 61; Nia é também 61, mas se o número for também invertido, obtém- se 16, e 16 é Hia (Ela), i.e. a Filha.105 16 é o quadrado de 4 e, no Liber CCXXXI o quarto verso, cuja numeração é 3, 106 declara:

A Virgem de Deus está entronada sobre uma concha de ostra; ela é como uma pérola e busca Setenta para seu Quatro. Em seu coração está Hadit a glória invisível.

Três é gimel, a letra atribuída à Sacerdotisa Virgem da Estrela de Prata. Quatro é o número da Esposa; aquela cuja porta107 está aberta. Buscando Setenta108 para seu Quatro significa que a virgem busca abrir seu olho ou tornar-se desperta. Mais luz é lançada sobre o significado deste verso pelo penúltimo verso de AL:

Existe um esplendor em meu nome oculto e glorioso, como o sol da meia noite é     sempre o filho.

 

O sol-filho é Hadit, a glória invisível no coração da virgem. A identidade do sol-filho é enfatizada pela referência a Khephra – o sol da meia noite – o sol de Amenta, o sol negro de Set.

‘Eu sou’ (o ego) é idêntico com Daäth, pois o ego é a shakti-sombra ou poder ocultador de Kether no momento rápido como o raio de sua bifurcação em Chokmah e Binah (Horus e Set109). Daäth é o espectro, a sombra da realidade, um conceito ilusório que surge na consciência humana mas que não possui existência à parte desta. Ela é conhecida na metafísica hindu como o chit-jada-granthi – o sentido de identidade sutil e ilusório que faz a consciência (chit) imaginar-se em posse de uma mente e corpo individuais que, na realidade, são inexistentes, sem vida, inertes (jada). Granthi é o nó que os liga em aparente identidade. No simbolismo egípcio a múmia representa o eidolon, uma mera boneca ou fantoche subtraído de auto-consciência exceto quando animado pelo khu ou poder mágico do Adepto. Por esta razão o corpo humano, que era considerado pelos egípcios como o tipo da múmia, era considerado sem vida ou ilusório. É este corpo morto ou inerte que é ressucitado em Amenta pelo khu vivificante do Adepto. A identidade com este fantasma de ego-consciência, como a múmia, é projetada como uma miragem no Deserto de Set. Ela tem que ser destruída (i.e. esquecida), em consciência, antes que a morte verdadeira seja experimentada nos Pylons de Daäth. Apenas deste modo o Universo é ‘destruído’, e a consciência é libertada da escravidão da existência imaginada. Apenas então pode ‘ele (o Adepto) entrar em uma real comunhão com aqueles que estão além’.

A situação torna-se compreensível quando a verdadeira natureza da mente subconsciente (Amenta) tenha sido sondada. Os três estados de consciência – jagrat, svapna, e sushupti – tem seus paralelos no simbolismo egípcio pelos três estados de vida na terra, vida em Amenta, e o estado de liberação da escravidão da matéria o que é obtido tornando-se um dos khus na esfera celestial das estrelas110 que nunca se põem 111112. Uma vez que este paralelo seja percebido fica fácil compreender a parte representada por Daäth. Daäth representa o ego que errôneamente identifica a consciência (que ele reflete mas que ele não produz) com o complexo corpo-mente, desta forma atribuindo a ele a consciência que não pertence à terra113 ou à Amenta,114 mas à consciência amorfa e não condicionada (i.e. cósmica). A múmia era o tipo do corpo funcionando em Amenta; quer dizer, o corpo terreno adormecido ou ‘morto’ e funcionando em níveis astrais de consciência. A morte do corpo implicava portanto no nascimento do espírito em Amenta. Porém não é a morte verdadeira que libera o espírito para sempre. Para fazer isto acontecer uma morte real tem que ser obtida, e esta é a morte total do ego tanto em sua condição pessoal (consciente) quanto em   sua condição impessoal (sonho). A mecânica deste processo está resumida no assim chamado Livro dos Mortos que é o manual mágico da metamorfose do corpo em um khu (espírito glorificado).

Notas:

100 DOTH = 4 + 70 + 400 = 474 (Daäth)

101 Shu, a letra Shin (Fogo) se aplica a Set; Tefnut, sangue, a Typhon.

102 Vide Luniolatry, Ancient & Modern, de Gerald Massey.

103 Vide Arte Antiga & Mitologia, de Sir Richard Payne Knight, Seção 117, koph.

104 Itálicos do presente autor. Compare as notas sobre Sekhet e o simbolismo da abelha, supra.

105 Vide Cultos da Sombra, capítulo 8, para o significado da filha na fórmula do Tetragrammaton no Aeon presente.

106 Os versos do Liber CCXXXI – como de muitos outros dos Livros Sagrados de Thelema, são numerados desde o zero (o ain) ao invés de o um; assim o verso de numeração 3 é de fato o quarto.

107Daleth = 4 = uma ‘porta’.

108Ayin = 70 = ‘um olho’.

109 Representados pelos planetas Netuno e Saturno.

110 Estrelas tipificavam almas. O fato físico de nunca se por foi mais tarde aplicado às almas que nunca morriam (i.e. elas eram imortais).

111 As estrelas que nunca se põe tipificavam imortalidade porque para os antigos egípcios estas estrelas pareciam não morrer (i.e. se por, [como o sol]).

112 Nota do Tradutor: Comparado ao por do sol.

113 Consciência de vigília (jagrat ).

114 Consciência de sonho (Svapna).

Revisão geral: Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/a-porta-da-morte/

Grandes Iniciados – Apolônio de Tiana

Apolônio praticamente é um desconhecido da maioria das pessoas, mesmo daquelas que têm uma boa formação religiosa. Aparentemente parece estranho que uma figura tão relevante não seja citado nos livros que versam sobre religião, somente aparecendo o seu nome em documentos secretos e em alguns poucos livros de ocultismo.

Quem foi e que é Apolônio? – Apolônio é uma misteriosa figura que apareceu neste ciclo de civilização no início da era cristã (no século I). Os documentos que falam Dele geralmente nunca mencionam a palavra nasceu e sim apareceu, isto porque Ele, quando esteve diretamente na terra, manifestava natureza divina. Entre os atributos desta natureza Ele apenas tinha um corpo aparente, se apresentava na terra com corpo etéreo, tal como o de Jesus.

Em muitos pontos, a vida de Apolônio se assemelha à de Jesus. Até mesmo a Sua vinda a terra foi anunciada pelo Espírito Santo. Alguns documentos antigos afirmam que Ele, certo dia, surgiu na terra sem ascendentes, mas também há documentos que dizem ser Ele filho de uma Virgem. O sobrenome Tiana é mesmo nome da cidade onde ele primeiro se apresentou na terra, que ficava na Capadócia.

Dotado de uma palavra fácil, eletrizante e convincente, logo depois se transformou num tribuno, ao mesmo tempo em que sua fama se popularizava, caminhando pelo resto do mundo dando um exemplo justo, bom e perfeito. Foi um espontâneo defensor dos injustiçados, capaz de praticar os mais arrojados e difíceis atos de bravura. Sua firmeza e energia de propósitos, mesmo diante do perigo, causavam a todos uma coragem estóica. “Ele fora um Deus em forma de Homem!”.

Apolônio viajou muito no tempo em que esteve na Terra, desde o Egito até a Mongólia, sempre sendo iniciado nas Ordens na qual Ele encontrava, não que precisava ser iniciado pois Ele já é Um Iniciado, mas sim como O próprio disse para um sacerdote quando pediu para ser iniciado: “Bem sabes porque não queres iniciar-me. Se o dizes, revelá-lo-ei: o meu crime é justamente conhecer bem melhor do que tu o rito da iniciação. Vim pedir-te por um ato de modéstia, submissão e simplicidade, a fim de que passasses por mais sábio do que Eu. Apenas isto!”.

Logo depois que saiu da sua cidade natal Ele ficou conhecido como um neo-pitagórico. Em Nínive, na Babilônia, encontrou Damis, seu inseparável e fiel discípulo. De lá ambos foram para a terra dos encantos, a Índia, e, percorreram a Mongólia e o Tibet, até que atingiram as colinas do Himalaia. Lá Apolônio deixou Damis e partiu só para um mosteiro onde Ele tornou-se o “Senhor portador dos oito poderes da Yoga”, que era o mais alto Grau dos mosteiros daquela época, neste momento, dizem, uma áurea de Luz Lhe emergiu a cabeça de modo permanente. Depois voltou e se encontrou com Damis e voltaram para a Grécia, onde começou a fase mais intensa de curar doentes, desde do corpo a alma, paralíticos, cegos e até ressuscitar mortos, como aconteceu com uma moça em Roma.

Uma das missões de Apolônio foi a de ensinar aos seguidores de Jesus o como manipular as leis da natureza. Alguns documentos dizem, e é verdade, que Apolônio fez milagres idênticos àqueles feitos por Jesus. O poder dele era tamanho que aonde chegava as guerras eram interrompidas e os exércitos enterravam as suas armas. Também pregava e para ouvi-Lo vinham pessoas de lugares distantes.

Apolônio, por sua vez, ensinou como usar as leis da natureza, explicou o como eram feitos os milagres Dele e de Jesus, preparou os primeiros cristãos para disporem dos meios de curas e de todos os outros que Jesus utilizou. Mostrou o poder das cores, mostrou que tudo na natureza é vibração, fez ver que existe uma polaridade (Já constante dos Princípios Herméticos) em tudo quanto há, que as coisas podem ser manipuladas pela luz, pelo som e coisas assim. Ensinou o valor das cores, portanto como usa-las nos templos para obtenção de estados especiais de consciência. Ensinou como usar a música, que tipo de música é adequado nas diferentes situações, e restabelecer os meios utilizados pelas ciências herméticas. Ensinou simbolismo, ensinou a linguagem simbólica por meio da qual uma pessoa pode entrar em sintonia com planos superiores, com mundos hiperfísicos. Ensinou como se processam as transmutações na natureza e como conseguir isso, como intervir no astral visando certos resultados. Disse do como captar o poder inerente a cada coisa, a cada cor, a cada forma. Ensinou o poder dos cristais e dos aromas e o como usa-los nos diferentes níveis. Assim estabeleceu formas de ampliação da consciência permitindo que as pessoas possam ter acesso a níveis superiores de consciência independentemente da interferência de forças espúrias. E também trouxe ensinamentos de morais o que atingia em cheio a maioria dos governantes dos locais onde Ele passou. Tendo o poder da profecia, Ele também profetizou alguns acontecimentos que logo ocorreram.

Sendo assim a conjura1, tentáculo do “poder” das trevas, praticamente arrasou o trabalho de Apolônio. Perseguiu inexoravelmente a pessoa e também toda a obra maravilhosa estabelecida por Ele.

Apolônio sofreu perseguições terríveis culminando com varias condenações, como uma vez em que Ele foi preso e a julgamento e falou para Damis e Demetrio esperarem-No em tal dia e tal hora na praia e quando chegou o dia e a hora marcada Ele simplesmente apareceu na praia ao lado dos dois, e outra vez foi a de ser estraçalhado por uma matilha de cães ferozes, quando ia ser atacado pelos cães Ele simplesmente sumiu diante da vista de toda uma multidão. Tamanho fenômeno contribuiu ainda mais para fazer crescer o mito sobre a pessoa de Apolônio.

Depois da Sua partida, foi escrito um livro com Sua história e com grande parte dos Seus ensinamentos, apresentado em forma de um evangelho com oito capítulos. Os ensinamentos e o poder do evangelho de Apolônio era muito superior àqueles dos quatro evangelistas da época de Jesus, nele havia coisas que faziam tremer aqueles elementos da conjura que estavam se infiltração no cristianismo de então.

Após a condenação e desaparecimento a conjura ficara livre da presença direta de Apolônio, mas a Seu prestígio tornou-se logo lendário. Assim a conjura que já havia experimentado com relativo sucesso o método do despistamento no seio do cristianismo primitivo, logo passou a usa-lo entre os seguidores de Apolônio que, em sua quase totalidade, eram cristãos. No cristianismo primitivo a conjura se infiltrar e procurou destruir os autênticos ensinamentos de Jesus assumindo a direção das instituições em geral. No caso de Apolônio ela que já tinha muita influência dentro das comunidades cristãs com alguma facilidade pode usar com sucesso o método da falsificação. Assim sendo inundou o mundo de então com grande número de copias falsas dos ensinamentos de Apolônio. Isto funcionou eficazmente que até hoje só um “expert” em ocultismo é capaz de distinguir o que não é e o que é autêntico. Assim em séculos futuros Ele foi quase total e oficialmente esquecido e o Seu nome colocado na galeria dos mitos. Em todas as bibliotecas membros da conjura colocam obras falsas como sendo de Apolônio que mais tarde geraram suspeitas pelas incoerências nelas contidas.

A incredulidade a respeito daquele Mestre em parte se deve àquele trabalho de despistamento e em parte à magnitude de tudo aquilo que Ele realizou e que o qualificou como uma figura lendária. Assim sendo quase tudo o que existe escrito sobre Apolônio, e sobre ensinamentos a Ele atribuídos, em grande número são falsos. Alguns documentos autênticos existem e são zelosamente guardados por algumas sociedades iniciáticas, e reservados aos iniciados nos Mistérios Maiores.

Por outro lado à influência de Apolônio foi de tamanha magnitude que o Cristianismo primitivo incorporou uma grande parcela dos ensinamentos que têm sido usados em aplicações práticas. Assim sendo, a maior parte do ritual e do simbolismo da Igreja Católica tem como ponto de origem Apolônio. Muitas pessoas indagam: De onde surgiram os símbolos e os vastos rituais incorporados à Igreja Católica se Jesus jamais publicamente usou qualquer um deles? Há quem diga que eles foram incorporados de práticas pagãs, mas isso só é verdade se, como tal for também incluída a doutrina de Apolônio que deu origem à quase totalidade dos ritos e símbolos do Catolicismo.

É de causar admiração que, mesmo havendo estado e até hoje atuantes no seio da igreja, os membros da conjura hajam deixado ficar os ritos e símbolos estabelecidos por Apolônio, desde que eles se constituíam poderosos meios de persuasão, de coesão e conseqüente manutenção da unidade religiosa. Eis duas explicações possíveis: Uma, que a conjura desconhecia todo o potencial do simbolismo e ritualística orientada por Apolônio assim não vendo neles mais que encenações, portanto algo sem perigo algum.

Na verdade os próprios membros da conjura haviam apagado o conhecimento até mesmo para a maior parte daqueles que faziam parte do seu ciclo interno, conseqüentemente o potencial dos símbolos era algo desconhecido para eles. Segundo, julgando que afastado Apolônio os elementos mágicos incorporados aos ritos e símbolos serviria também aos seus intentos, pois manteria a coesão daquela estrutura que, de uma certa forma, ela já dominava.

Podemos dizer que ambas as afirmativas são verdadeiras, em parte a conjura desconhecendo o potencial ritualístico e simbólico deixou que eles continuassem presentes no cristianismo e, em parte ela sentiu que tudo aquilo era importante para a estruturação da religião num bloco coeso por ela administrado.

Em muitos momentos a conjura deturpou o ritual e o simbolismo, tirou coisas benéficas e as substituiu por coisas maléficas, entre os quais o uso do vinho, portanto do álcool, no ritual da missa.

Não é somente o ritual católico que se originou dos ensinamentos de Apolônio, praticamente a quase totalidade dos símbolos da magia, do hermetismo, do ocultismo, da gnosis e de muitas outras formas do o ocultismo em parte tem como origem Salomão, mas a quase totalidade deles provêm de Apolônio.

Publicamente pouco de autenticidade nas publicações que foram feitas sobre os ensinamentos atribuídos a Apolônio. Do Seu evangelho existe uma pequena parte que já foi publicado, o mais apenas algumas poucas doutrinas iniciáticas possuem e mesmo assim somente tem acesso a eles iniciados de grau elevado. O que chega às mãos dos profanos praticamente são aquelas obras preparadas especialmente pela conjura, obras apócrifas, portanto, sem quaisquer significados positivos. A um não iniciado é possível a aquisição de apenas um trabalho autêntico intitulado Nuctemeron, mas até mesmo dele existem também algumas edições falsas. O título do livro significa: “O Dia de Deus que Resplandece nas Trevas” (O Deus que está “aprisionado” em cada pessoa ainda envolvida em trevas. Isso equivale ao desabrochar da Centelha Cósmica em cada um, ao desenvolvimento da consciência clara do Mestre de Cada Um).

Na obra Nuctemeron os ensinamentos de Apolônio são distribuídos como em um relógio em 12 horas, ou degraus, e a cada hora corresponde uma instrução especial. Os ensinamentos daquela obra são apresentados em linguagem um tanto velada. São ensinamentos de altíssimo nível.

Por: Frater José Laércio do Egito e João Paulo Nunes do Egito.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/grandes-iniciados-apol%C3%B4nio-de-tiana

A Origem do Conflito Igreja X Maçonaria

Conflito que opõe a Igreja Católica e o governo brasileiro entre 1870 e 1875. É causado pelo choque entre a hierarquia católica e a maçonaria, muito influente no Império. Esta sociedade secreta, ligada a idéias e movimentos políticos liberais na Inglaterra e na França, chega ao Brasil no final do século XVIII. Durante o processo da independência e no decorrer do Império aumenta seu prestígio social e sua presença na estrutura de poder. As maiores figuras do regime, com raras exceções, pertencem aos seus quadros. No dia-a-dia do governo e nas decisões administrativas como nomeação de funcionários ou destinação de recursos orçamentários , a maçonaria é um canal de influência e de mediação, paralelo e por vezes superior aos partidos políticos. Essa atuação da maçonaria colide com a atuação da Igreja Católica, também muito influente no período imperial. Em 1871, o Vaticano impõe regras rígidas de doutrina e de culto e condena as sociedades secretas. Os bispos brasileiros, acatando as novas diretrizes, determinam a expulsão dos maçons das irmandades católicas e passam a exigir mais disciplina moral e canônica do clero.

O conflito Se a maçonaria tem poder político, a Igreja tem autoridade e presença religiosa, fortalecidas pela condição privilegiada do catolicismo como religião oficial do império. O conflito começa em 1872, quando o padre Almeida Martins é suspenso de suas funções no Rio de Janeiro por causa de um discurso em uma loja maçônica. A reação da maçonaria, condenando a decisão, espalha-se pelo país. Mas, logo em seguida, os bispos de Olinda e de Belém do Pará, dom Vital e dom Macedo Costa, tomam atitudes semelhantes, mandando fechar as irmandades que ainda aceitavam membros maçons. Os bispos são então processados pela justiça, convocados ao Rio de Janeiro e condenados a quatro anos de prisão. Depois da suspensão das punições eclesiásticas aplicadas aos maçons, a pena dos bispos é reduzida e eles são anistiados. Esse conflito abala as relações entre o império e a Igreja e contribui para enfraquecer ainda mais a monarquia. A partir da proclamação da República, em 1889, passa a vigorar a separação entre Igreja e Estado, que deixa de ter uma religião oficial.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-origem-do-conflito-igreja-x-maconaria/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-origem-do-conflito-igreja-x-maconaria/

A História da Umbanda Sagrada

Bate-Papo Mayhem #038 – Com Alfonso Odriozola – A História da Umbanda Sagrada

Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem.

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/_oZ1dxSi2Yc

Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral duas vezes por semana, às segundas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados uma vez por semana.

Faça parte do projeto Mayhem:

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-hist%C3%B3ria-da-umbanda-sagrada

A Camisa do Darth Vader” – Uma Anedota Satânica

Uma Anedota do Magister Bill M.

Um homem vestindo uma camiseta de Darth Vader está sentado em um bar. Ele está tomando uma cerveja e cuidando de seus próprios negócios. Eventualmente, um estranho se aproxima dele. A seguinte conversa acontece.

Estranho: “Por que você apoia ditaduras e é do mal?”

Homem de camisa: “Hã?”

Estranho: “Bem, você gosta do Dark Vader, então você deve gostar dessas coisas.”

Homem: “Hum, quem é você? Eu não acho que sei seu nome—”

Estranho: “Você acha que há algo legal em destruir planetas, como Skaro?”

Homem: “Na verdade, Alderaan era o nome do…”

Estranho: “E você?!?”

Homem: “Ah, não. Eu gosto do personagem Darth Vader por algumas de suas outras qualidades: coisas como força, poder, sua presença, ser estratégico, liderança eficaz, suas ótimas linhas de diálogo, e sem falar na armadura muito legal, com o sabre de luz, e a-”

Estranho: “O quê?”

Homem: “Sabe, a… a espada laser. De qualquer forma, até concordo com algumas das coisas da lei dos Sith que li.”

Estranho: “Mas por que fingir seguir um malvado senhor galáctico? Ele não existe!”

Homem: “Bem, sem brincadeira! Eu sei que Darth Vader é um personagem fictício. Todos os fãs do Darth Vader sabem disso.”

Estranho: “Então por que você se chamaria de fã de Vader se você sabe que ele não existe?”

Homem: “Acho que já respondi isso. De qualquer forma, você não gostou dos filmes de Star Wars?”

Estranho: “Eu nunca vi nenhum deles. Mas eu não preciso saber que você está errado por usar essa camisa! Além disso, o lado de Vader perde!”

Homem: “Olha, cara, eu não sei quem você é, mas você claramente não tem ideia do que está falando e está me irritando pra caramba. Cai fora!”

Estranho: “Ah! Você não suporta ouvir a verdade, então recorre a insultos! Ei, por que você está indo embora? Por que você não faz como Vader e me estrangula!”

… E ISSO, pessoal, é o que sinto quando me perguntam: “Por que você se chama de Satanista quando não acredita em Satanás?”

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Sobre o autor:

Bill M. é um Magister na Church of Satan (Igreja de Satanás)

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Fonte:

“THE DARTH VADER SHIRT”, AN ANECDOTE BY MAGISTER BILL M.

https://www.churchofsatan.com/the-darth-vader-shirt/

© 2022 Church of Satan – All rights reserved

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-camisa-do-darth-vader-uma-anedota-satanica/

Podcast Mayhem – 04 – Artes Marciais e Hermetismo

Neste episódio, Frater Qos, Rodrigo Grola e Marcelo Del Debbio conversam sobre Artes Marciais e Hermetismo. Como o treinamento do corpo influencia o treinamento das técnicas mágickas; como melhorar sua concentração e foco; respiração, chi kung e Asanas: como as técnicas marciais e de yoga são utilizadas no treinamento da Golden Dawn e muito mais!

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Chuvas Diferentes

Soube que Enlil enfureceu-se contra mim, não ouso mais andar por sua terra, nem viver em sua cidade; irei ao Golfo para habitar com Ea, meu senhor. Mas sobre vós ele choverá em abundancia, peixes raros e ariscas aves silvestres, uma rica colheita da maré. Ao anoitecer, o cavaleiro da tempestade vos trará trigo na forma de torrentes. (Epopéia de Gilgamesh, séc. VII a.C.).

 

Um milagre muito natural

 

O inventor do dito popular “nem que chova canivete” era um homem prevenido porque a julgar pelo testemunho dos registros mais insólitos provindo dos quatro cantos do planeta nunca se sabe o que poderia cair em sua horta. Muitos atestam a precipitação de pedras, sementes, peixes, anfíbios, mamíferos, alienígenas, sangue, etc. Certa vez o depósito ligado ao banheiro de um avião superlotou e abriu durante o vôo, projetando tremenda chuva de excremento humano. Em maio de 2000 caíram duas “bolas de ferro” incandescentes na Cidade do Cabo, na África do Sul. A imprensa correu feliz para fotografar os artefatos manufaturados caídos do céu, mas perdeu o interesse ao descobrir que se tratava de lixo espacial, obediente à antiga máxima segundo a qual tudo que sobe tem que descer (EXTRA, 02/05/2000). Na década de 90 vi um coqueiro localizado em local elevado fazer chover uma pesada penca de cocos que rolaram atrás de pedestres apavorados até o fim da ladeira. Contudo, muitas vezes não sabemos ou não queremos ver de onde veio a ‘chuva’. A Bíblia menciona a queda matinal de alimento durante 40 anos sobre o povo judeu no deserto (Êxodo 16:35). Flávio Josefo (Ant., III, t. 5), entre outros, tratam da continuidade do fenômeno. Em 1483 uma testemunha ocular escreveu sobre estas “chuvas” ao decano de Maguncia Breitenbach, ao descrever sua peregrinação ao Sinai:

 

Em todos os vales que rodeiam o monte Sinai se encontra até em nossos dias o chamado “pão caído do céu” que os monges e os árabes coletam, conservam e vendem aos pelegrinos e estrangeiros que passam por aquele país… O referido pão cai pela montanha, ao amanhecer, como rocio ou orvalho, em gotas sobre a erva, pedras ou ramos das árvores. É doce como o mel, e adere aos dentes quando se mastiga. Dele adquirimos algumas porções.[1]

 

De acordo com o Códice Cremona (1558), o maná bíblico era obtido da secreção de Coccidae (protozoários, esporozoários, parasitas da planta Tamarix mannifera). Em verdade o maná produzido na natureza ainda “chove” em determinadas épocas do ano e é vendido como produto comercial, com o nome de manit. Porém, nenhum judeu ou cristão neste mundo deixará de considerar a narrativa bíblica como milagre. O jardineiro Roland Moody e sua esposa alegaram que, junto com a neve, caíram pelo menos vinte e cinco precipitações de sementes de agrião “cobertas de geléia”, mostarda, ervilha, milho e feijão em sua casa, num subúrbio de Southampton, a partir do dia 12 de fevereiro de 1979. O relato foi endossado pelos vizinhos Sr. e Sr.ª Gale, Sr. e Sr.ª Stockley e filhos residentes. Além de ter sido atingida de forma reincidente e persistente a Sr.ª Stockley alega, inclusive, que no ano anterior também caíram sementes de mostarda e agrião no jardim de sua casa. Ela telefonou para a polícia, que não conseguiu descobrir coisa alguma que pudesse provocar a chuva de sementes. Finalmente, os vizinhos decidiram juntá-las e planta-las. “Colhi quatro baldes cheios de mostarda e agrião”, diz a Sr.ª Moody. “O feijão cresceu, a ervilha cresceu, tudo cresceu”.[2] O Sr. e a Sr.ª Stockley guardaram parte da safra celestial no freezer para provar que tudo isso aconteceu. Imagino que essas mudas divinas devam ter vendido maravilhosamente bem; porém, estranhamente, as sementes só caíram sobre as três casas na rua, e nem uma única sequer na pista em frente.

Não havia árvores na rua e não era época de avelãs durante a experiência sofrida pelo Sr. Alfred Wilson Osborne em 13 de março de 1977, mas “ainda assim”, lembra o Sr. Osborne, as que choveram ao seu redor “eram muito frescas, doces e gostosas”. Ele e sua esposa estavam voltando da igreja para sua casa em Bristol quando testemunharam o que ele considera “a coisa mais espantosa do mundo”. Ambos passavam pela vitrine de uma loja de automóveis quando choveu de 350 a 450 avelãs de um céu “praticamente limpo e azul, com uma única nuvem passando”. Elas “zuniam quando caíam sobre os carros”. Três minutos depois um amigo dos Osborne recebeu um “banho” de avelãs ao passar pelo mesmo local.[3] Nenhum deles suspeitou de alguma criança ou inimigo oculto sob o telhado da loja de automóveis. Segundo o Symons Monthly Meteorological Magazine, em Dublin, no ano 1867, caiu uma chuva de avelãs fossilizadas com tal força que “mesmo a polícia, protegida por chapéus especialmente reforçados, foi obrigada a abrigar-se da fuzilaria aérea!”.[4]

 

Presentes do furacão

 

Há casos em que a chuva não escolhe alvos privilegiados. Na novela Fera Ferida o alquimista Raimundo Flamel (Edson Celulari) faz chover ouro em pó sobre sua cidade e na música It’s Raining Men, do grupo The Weather Girs, toda mulher solteira pode ir às ruas escolher seu homem perfeito em meio à intempérie humana. Mas em matéria de não-ficção nem sempre o que cai do céu é valorado de forma positiva. Há relatos de chuvas de rãs e sapos, anfíbios estigmatizados pela famosa “praga das rãs” (Êxodo 8:1-5) lançada contra o Egito (cuja deusa-rã Heqt foi incapaz de impedir).[5] Por exemplo, em O Livro dos Danados, Charles Fort reuniu numerosos relatos de chuvas diferentes como o caso do Sr. Stoker que dirigia pelo Newark Valley quando “caiu uma tempestade e, com ela, vieram as rãs. Depois foram cavalos, apoiados em suas patas traseiras”. Em suas Histórias, o filósofo grego Heraclides Lembus, nascido em 170 a.C., registrou este terrível incômodo:

 

Na Peônia e na Dardânia, houve chuvas de rãs, e seu número era tão grande que elas encheram as casas e as ruas. Nos primeiros dias, as pessoas as matavam, fechavam as casas e faziam o que podiam. Mas depois nada mais havia a tentar para por fim àquilo; as vasilhas se enchiam de rãs, que eram encontradas cozidas ou assadas juntamente com os alimentos. Além disso, não se podia usar a água nem pisar no chão, coberto como estava desses bichos. Repugnados com o mau cheiro das rãs mortas, os habitantes fugiram desses lugares.[6]

 

Há muitos casos registrados ao longo da história em que cardumes, anfíbios e animais que vivem próximos à água caem com a chuva. Geralmente as pessoas se assustam com o presente dos céus, mas houve um caso em que os peixes caídos foram aproveitados e transformados em curry. A Crônica de Maravilhas e Espetáculos (1557) ilustrou uma chuva de peixes em Sojonia, ocorrida no ano 989, e uma de rãs ou sapos em 1355. Outras fontes nem sempre confiáveis informam que no século IV choveu peixes durante três dias no distrito grego de Quersoneso. “Caíram tantos peixes que bloquearam as ruas, impedindo de abrir as portas”. Em maio de 2000 as aberrações do passado transportaram-se ao presente e a agência Reuters noticiou a inaudita precipitação na Etiópia: “A rara chuva fez com que milhões de peixes despencassem do céu, alguns mortos e outros ainda se debatendo, criando pânico entre os agricultores mais religiosos”. Dessa vez, Saloto Sodoro, especialista em peixes na região, atribuiu o fenômeno às fortes tempestades formadas no oceano Índico que ‘sugaram’ os peixes antes de derrubá-los sobre os incautos fazendeiros.

 

Chuva de sangue

 

Na onda de debates ecológicos que varreu a segunda metade do século XX a chuva ácida fabricada pela poluição ganhou muitas vezes um lugar de destaque. Na ficção Doug Moench imaginou este processo em fase crítica, mudando inclusive a cor e a composição da chuva que cai sobre Gothan City. Na mini-série em quadrinhos Chuva Rubra (Red Rain, 1992), Batman enfrenta Drácula debaixo de uma virulenta tempestade vermelha.

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Drácula observa a chuva vermelha em Gothan City. (Arte de Kelley Jones, Malcolm Jones III e Lês Dorscheid; Chuva Rubra, 1992).

Não sei se os quadrinhos foram inspirados na pesquisa do jornalista Charles Fort (1874-1932), mas parece que nos dias 12 e 13 de novembro de 1903 o sul da Inglaterra tornou-se inabitável devido à colossal chuva vermelha. No dia 19 chuva análoga cobriu todas as Canárias, o que levou Fort a concluir que “em 1903 passamos através dos restos de um mundo pulverizado”.[7] Três análises publicadas em revistas científicas sobre diferentes amostras resultaram em, respectivamente, 9,08%, 23,49% e 36% de água e matéria orgânica. Até 27 de fevereiro esta precipitação prosseguia na Bélgica, Holanda, Alemanha e Áustria, sendo que em alguns casos quase toda a matéria era orgânica. Um navio informou acerca de uma precipitação no Oceano Atlântico, a meio caminho entre Southampton e Barbados. Segundo os dados compilados por Fort, calcula-se que tenham sido precipitadas dez milhões de toneladas de matéria na Inglaterra. Também caiu na Suíça (Symons’ Met. Mag. Março de 1903), na Rússia (Bull. Com. Geolog., 22-48) e uma grande quantidade de matéria não apenas havia caído vários meses antes na Austrália, mas continuava caindo naquele mesmo período (Victorian Naturalist, junho de 1903) – em enormes quantidades – lodo vermelho – cinqüenta toneladas por milha quadrada (1 milha = 250 hectares). “O que isso está fazendo conosco? De um jeito ou de outro, diretamente ou não, certamente está mudando o que bebemos”.[8]

 

Segunda praga: Transformação da água em sangue

 

No livro do Êxodo, a segunda praga exorta que “haja sangue em toda a terra do Egito, até nas árvores e nas pedras” (Êxodo 7:19). Chuvas vermelhas foram ocorrentes na Idade Média, quando foram chamadas “chuvas de sangue”.[9] Jerome Clark compilou um caso raro ocorrido no século XX, registrado nos jornais de 30 de agosto de 1968 em São Paulo, Brasil, que fala de uma chuva de carne e sangue em duas pequenas cidades entre Paulo e Rio de Janeiro. Diz a declaração de uma autoridade:

 

Os pedaços de carne foram encontrados a distâncias de meio metro uns dos outros, com comprimentos que variam entre 5 e 20 cm. A carne era de textura esponjosa e de cor violeta e veio acompanhada de gotas de sangue. O céu na ocasião estava limpíssimo. Não havia aviões, antes, durante ou depois do evento, e tampouco pássaros no céu.[10]

 

A Popular Science News (35-104) informou que, segundo o prof. Luigi Palazzo, chefe do Serviço Meteorológico Italiano, caiu alguma coisa do céu que tinha cor de sangue fresco em Messignadi na Calábria, no dia 15 de maio de 1890. A substância foi examinada pelos microscopistas dos laboratórios do Ministério da Saúde em Roma e concluiu-se que era sangue. Como o teste de DNA ainda não existia cogitou-se que “a explicação mais provável deste terrível fenômeno é que pássaros migratórios (codornas ou andorinhas) foram atingidos por uma tromba de ar e despedaçados”.[11] Charles Fort discorda desta teoria porque 1) não há nenhuma prova de que havia uma tromba de ar naquele momento, 2) tal substância seria atomizada num vento violento 3) não foi visto nenhum pássaro caindo do céu e 4) não se chegou a ver nem uma pena de pássaro. Segundo Fort, mais tarde, no mesmo lugar, o sangue choveu novamente do céu, fato que prova não ser produto de uma tromba de ar que “ainda que seja estacionária segundo o próprio eixo, descarrega-se tangencialmente”.[12] Suas pesquisas e notas contendo muitos relatos insólitos como este podem ser lidos em seus quatro livros publicados entre 1919 e 1932: The Book of the Damed, New Lands, Lo! e Wild Talents. Outras curiosidades da mesma espécie podem ser encontradas em O Mundo Misterioso de Arthur C. Clarke, de Simon Welfare e John Fairley, bem como na Enciclopédia do Inexplicável de Jerome Clark. (Todos altamente recomendáveis desde que o leitor tenha um mínimo de bom senso).

 

 


[1] KELLER, Werner. Y La Biblia Tenía Razón. Trd. José M.A Caballero Cuesta. Barcelona, Omega, 1956, p 132.

[2] WELFARE, Simon e FAIRLEY, John. O Mundo Misterioso de Arthur C. Clarke. Trd. Ruy Jungman. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1982, p 35.

[3] WELFARE, Simon e FAIRLEY, John. Op Cit., p 35.

[4] WELFARE, Simon e FAIRLEY, John. Op Cit., p 36.

[5]O HOMEM EM BUSCA DE DEUS. São Paulo, Sociedade Torre de Vigia, 1990, p 62.

[6] WELFARE, Simon e FAIRLEY, John. Op Cit., p 37.

[7] FORT, Charles. O Livro dos Danados. Trd. Edson Bini, Marcio Pugliesi. São Paulo, Hemus, 1978, p 35.

[8] MOENCH, Doug et all. Chuva Rubra. Vol 1. Trd. Carlos A. L. Salum. São Paulo, Abril Jovem, 1992, p 44.

[9] FORT, Charles. Op Cit., p 39.

[10] CLARK, Jerome. Enciclopédia do Inexplicável. Trd. José Eduardo Ribeiro Moretzsohn. São Paulo, Makron, 1997, p 90.

[11] FORT, Charles. Op Cit., p 294-295.

[12] FORT, Charles. Op Cit., p 292.

Shirlei Massapust

Postagem original feita no https://mortesubita.net/realismo-fantastico/chuvas-diferentes/

Uma Visão Acadêmica sobre Thelema – Beatriz Parisi

Bate-Papo Mayhem 252 – gravado dia 23/11/2021 (Terça) – Com Beatriz Parisi – Uma Visão Acadêmica sobre Thelema

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

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A Experiência Oceânica

A Experiência Oceânica é um estado alterado de consciência e percepção que pode ser alcançado através do orgasmo ou de meditações que elevam a energia sexual de base (kundalini) ao seu ponto mais elevado, nos meridianos de transmissão energética, também chamados nadis.

Trata-se de uma condição que envolve os aspectos físico, mental, emocional e espiritual em concomitância, perfeitamente alinhados e integrados, de forma a permitir que a elevação da percepção e da consciência aconteçam.

O estado elevado de consciência superior foi aceito e reconhecido nos anos 60 por um dos pais da psicologia transpessoal: Abraham Maslow. A consciência superior parece ser o centro de faculdades psíquicas insuspeitadas.

No Tantra, existem diversas técnicas que permitem canalizar essa consciência superior, que forma a parte mais elevada e sublime do nosso ser. Através das práticas tântricas, podemos penetrar, pouco a pouco, num campo de consciência vasto e infinito, onde podemos perceber a nossa condição eterna e transmutadora.

Essas práticas foram descobertas pelo Tantra, mas adeptos de diversas escolas e técnicas espirituais também conseguem acessar essa compreensão, ultrapassando os limites dos cinco sentidos. Entre essas técnicas, podemos encontrar o Vedanta, o Yoga, o Zen-Budismo, o Tai-chi-chuan e muitas outras técnicas meditativas usadas desde a antiguidade.

Todas as tradições, até as mais antigas, falam de indivíduos, homens ou mulheres, que afirmam ter-se realizado de forma transcendente, ultrapassando as fronteiras da consciência humana e entrando em contato com a verdadeira natureza da realidade. Suas experiências têm nomes diversos: êxtase místico, experiência mística, experiência cósmica, consciência cósmica, transcendência, nirvana, samadhi, satori, sétimo céu, etc.

No mundo ocidental, cresce a cada ano o interesse por tudo que diz respeito a esse tipo de experiência. Inúmeros pesquisadores recorrem a meios filosóficos, científicos, místicos e espirituais para atingir esses estados de transcendência e estudá-los.

No Tantra – O Caminho do Amor, o grande diferencial com relação a outras escolas, é que a Experiência Oceânica é alcançada através da mobilização consciente da energia sexual de base, realizada em trocas polarizadas, que auxiliam o meditador a conhecer os mecanismos funcionais do seu corpo. Estes mecanismos potencializam essa força mágica e transcendente, tornando-a consciente de forma muito rápida e eficiente, facilitando a expansão da sensibilidade e da consciência, sem a necessidade de um regime austero de confinamentos e práticas espirituais.

Na Experiência Oceânica vivenciada nas Meditações Tântricas, é possível experimentar:

O sentimento de unidade: Nas experiências de estados alterados de consciência e percepção constata-se sempre o desaparecimento da percepção dualista: o eu e o mundo. A consciência se identifica com “tudo que é”. Algumas pessoas, por exemplo, durante experiências desse tipo, passam através de uma nuvem de luz e relatam essa experiência dizendo: “Eu era a nuvem de luz…”

O caráter inefável: Em geral, quase sempre, a experiência não pode ser descrita em linguagem usual. Muitas vezes, as pessoas não chegam a descrever o que sentem e o que vêem, sobretudo quando estão confrontados com conceitos que ultrapassam a visão mecanicista habitual do mundo. “É como se eu fosse luz, energia, ou vibração”, dizem então, “uma consciência universal. Não encontro palavras, porque o que se passa está além delas.”

O caráter noético: O que é vivido (nesse estado) é percebido como real, de uma realidade bem mais intensa do que as experiências vividas no cotidiano normal. Até as emoções, as pessoas sentem de uma maneira mais forte do que em sua vida “normal”.

A transcendência do espaço-tempo: Esse parâmetro é um dos mais importantes. Está presente assim que se penetra num universo além daquele dos nossos cinco sentidos, no mundo do espírito. Entra-se então numa outra dimensão em que o tempo não existe mais e onde o espaço tridimensional desaparece. Passado, presente e futuro não existem. Tudo é concomitante.

A expansão do Centro Coronário: Muitas pessoas sentem uma sensação de compressão no alto da cabeça, que se mantém por horas, mesmo depois do término da meditação ou da vivência de Êxtase. Sua criatividade fica mais apurada, sua percepção física aumenta e se aprimora. A percepção do Sagrado: A pessoa experimenta internamente a dimensão do sagrado, em sua verdadeira acepção.

O desaparecimento do medo da morte: A vida é percebida como eterna e a existência física, transitória. O medo da morte desaparece no momento em que as pessoas tomam consciência de sua capacidade de viver de uma forma diferente, sem ter consciência de seu corpo físico, tendo percepções bem mais relevantes que as que nos transmitem habitualmente os nossos cinco sentidos.

A mudança de comportamento e dos sistemas de valores: A Experiência Oceânica produz mudanças significativas na apreciação de valores como a beleza, a bondade e a verdade, por exemplo. Eu já fui testemunha de pessoas que pararam de fumar, abandonaram os vícios, mudaram de emprego e de trabalho para algo mais afinizado com sua essência, superaram medos e fobias, perdoaram pais, mães ou inimigos, reconciliando-se. Isso tudo tendo por base apenas a sua Experiência Oceânica transformadora.

O Ter é substituído pelo Ser. A dimensão espiritual e de transformação planetária se sobrepõe à necessidade de ter. A pessoa passa a se engajar nos movimentos que auxiliam o maior equilíbrio do nosso planeta. Quando o Ser volta da Experiência Oceânica, algo transformador muda o seu caráter e a sua estrutura, engajando-o com outros seres que viveram a experiência transformadora, afinizando-os. A sensação de saída do corpo. É comum a pessoa descrever ter saído do corpo e muitos referem-se à experiência de não ter mais corpo ou possuir um corpo de energia ou corpo de luz.

A audição de ruídos ou de sons cósmicos. É comum ampliar o aspecto auditivo desvinculado dos tímpanos. Podemos “ouvir” os sons através do corpo de energia.

O contato com outros seres. Um número enorme de pessoas descrevem o contato com seres espirituais e até mesmo de outras esferas. É muito comum que se encontrem com familiares e antepassados já falecidos, inclusive com revelações de incrível poder amoroso e transformador. A compreensão da eternidade se altera completamente e aumentam os vínculos de gratidão com os antepassados.

A sensação de unidade. Temos a impressão de poder penetrar completamente as pessoas, os animais e as coisas do universo. A consciência adquire tal expansão que o Ser se encontra ao mesmo tempo no seu presente, passado e futuro, em concomitância com experiências sucessivas, onde podemos conhecer e compartilhar a experiência dos outros. É difícil falar sobre esse conceito de espaço/tempo, da capacidade de conhecer os confins do universo, de viajar para outros mundos, outros sistemas, outras galáxias multidimensionais e, ao mesmo tempo, ter a consciência de estar aqui e em todos esses lugares, ao mesmo tempo.

A libertação. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Isso não tem nada a ver com Evangelhos, é um reconhecimento de que não há nenhuma verdade absoluta, que a vida possui nuances nunca imaginados. Que artista poderia ter criado algo tão perfeito e de tamanha magnitude? E quem de nós poderá abarcar todo o conteúdo existencial em seus infinitos aspectos? Perante isso, o conceito de verdade se desmorona. Não há razão capaz de compreender essa natureza tão ampla. Só a chave do Coração e do Amor pode abrir essa porta. A cobiça não poderá arrancar nada dali, a ganância muito menos. Ninguém poderá se beneficiar dessa verdade. O maior benefício está em vivê-la com sabedoria, sem a necessidade de possuí-la.

A Habilidade Háptica. No ser humano existem outros receptores nervosos que estão além dos nossos cinco sentidos, que dão acesso a outros aspectos da realidade, até da realidade total. Nas Meditações Tântricas, o meditador intensifica a produção de 8 tipos diferentes de hormônios, potencializando os neurotransmissores, a fim de permitir que a consciência se amplie e que a percepção permita experimentar outras dimensões de vida com nossos sentidos físicos. Por isso, é comum a descrição de pessoas que dizem poder tocar esses planos, ver novas cores ou luzes, sentir perfumes, ouvir sons e vozes, criar forma a partir da vontade e do desejo. Há uma realidade nova que se manifesta na relação com os sentidos.

No Tantra – O Caminho do Amor, a Experiência Oceânica, é uma experiência de Orgasmo desgenitalizado. Todo o corpo humano é de natureza orgástica.

Infelizmente, o ser humano aprendeu que o orgasmo está exclusivamente associado ao sexo, com a descarga ejaculatória no homem. Ele foi condicionado e limitado a acreditar que a dimensão orgástica do Ser se limita apenas ao contato dos genitais e ele anseia por isso. Ambos, homens e mulheres, sofrem terrivelmente a ausência da Experiência Oceânica.

Através das técnicas usadas no Tantra – O Caminho do Amor, conseguimos suspender toda atividade intelectual e penetrar no universo sensorial, de caráter não-sexual, o que nos permite acessar mundos paralelos, além dos cinco sentidos.

O caminho que leva a essa experiência passa pela transmutação do ego, pelo alargamento dos campos de consciência, pela mudança nos níveis de realidade. Percebemos o mundo segundo nosso ego, que é apenas uma limitadíssima parte do Eu Total. Visto assim, o mundo é ilusório e temos dele uma visão muito parcial e relativa: só uma parte de nosso eu percebe uma pequena parte do universo. À medida que atingimos estados sublimes, a realidade nos aparece cada vez mais vasta.

Nada se pode falar desses mundos. Todos os que tentam falar e expor o assunto são naturalmente chamados de místicos, de esotéricos, de bruxos, de magos, de visionários, de loucos…

Postagem original feita no https://mortesubita.net/psico/a-experiencia-oceanica/