A Grande Fraternidade Branca

Em termos de Sociedade Secreta não há registro de nada mais antigo nem mais secreto-secretíssimo do que a Grande Fraternidade Branca ─ ou Grande Loja Branca: seus integrantes, afinal, são invisíveis e atemporais. Dela se diz que sua regência sobre a evolução das criaturas humanas terrenas remonta à Terceira Raça Raiz ─ ou seja, a Fraternidade Branca atua neste globo desde as extintas civilizações Lemuriana [a Terceira] passando pela civilização Atlante e chegando à atual, a civilização do auto-denominado homo sapiens, Quinta Raça Raça Humana, ponto extremo inferior da curva evolutiva.

18 milhões de anos! Considerando tal longevidade e analisando a cronologia dos Brâmanes [veja box abaixo] conforme da Doutrina Secreta, essa Grande Fraternidade Branca deve estar atuando nos destinos humanos há pelo menos 18 milhões de anos! quando, segundo os teósofos,  a Humanidade atual, a Quinta Raça Humana, começou a se manifestar.

Cronologia dos Brâmanes

Idade deste Sistema Planetário-Solar [em 2009]
Idade do Surgimento da Primeira Raça Humana [etérea]
Idade da Humanidade Atual ─ Quinta Raça Humana
Duração do Kali-Yuga, Era atual
Tempo de KaliYuga já transcorrido [em 2009]

1 bilhão 995 milhões 884 mil 809 anos
1 bilhão 644 milhões 501 mil 109 anos
18 milhões 618 mil 728 anos
432 mil anos
5 mil 111 anos

Fonte: BLAVATSKY, 2001

Para muitas Sociedades Secretas, a Grande Fraternidade Branca é uma espécie de modelo hierárquico, doutrinário e ideológico invisível. Muitas dessas sociedades, mais ou menos antigas, reivindicam o posto de representantes fiéis dos Mestres Espirituais neste mundo material:

Segundo abalizados autores, a Loja Branca é uma poderosa Fraternidade ou Hierarquia de Adeptos cujas colunas mestras são o Amor e a Sabedoria [estrutura da qual] uma Loja maçônica é uma miniatura simbólica. …Essa Fraternidade vela pela humanidade e através dos séculos vem guiando sua evolução e governando internamente [secretamente] os negócios do nosso globo. [FIGUEIREDO, 1899 ─ p 225]

Durante os séculos XVIII, XIX, XX e mesmo hoje, no século XXI, quando o interesse nas tradições ocultistas era [e ainda é] tão intenso quanto o entusiasmo pela ciência objetiva, Teósofos e outros esotéricos revelaram a Grande Loja Branca como um Colégio, um Conselho de Mestres responsáveis pela preservação da Sabedoria e pela orientação da evolução da Humanidade deste planeta. De acordo com essa revelação, os Mestres da Grande Loja Branca são os verdadeiros governantes deste mundo; são guias dos Homens ao longo do processo de desenvolvimento espiritual.

Estudos e ensaios teosóficos descrevem com detalhes a organização interna dessa Fraternidade transcendental. Seu líder e considerado o Senhor do Mundochama-se Sanat Kumara. Na hierarquia da Fraternidade, o segundo mestre é Gautama [príncipe Sidarta Gautama, o Buddha Sakyamuni ─  [vida terrena situada entre 563-483 a.C.] ─ o Buda da Raça Humana atual, [a Quinta]. A estes Mestres seguem-se muitos outros, menos graduados, entre manus, bodhisatvas [corpos de Sabedoria], Cohans, Maha-cohans, mestres de Raios!  e toda uma corte de seres supra-humanos, metafísicos e sobretudo, ocultos, inacessíveis aos sentidos e meios físicos, misteriosos.

Quanto à fonte de Todo esse conhecimento, sobre esta suposta Irmandade que interage com o mundo humano-terreno a partir de uma outra dimensão existencial, essas informações foram obtidas, segundo os ocultistas informantes, por meio da paranormal faculdade da clarividência [portanto é um conhecimento que pertence á categoria Acredite se quiser] ─ [GREER, 2003 ─ p 209]. Todavia, não é bem assim; o fato é que a Grande Fraternidade Branca é uma idéia que tem um precursor histórico.

Origem da Idéia

A idéia de uma organização secreta de místicos iluminados, guias do desenvolvimento espiritual da raça humana, foi apresentada pela primeira vez no século XVIII [anos 1700] por Karl von Ekartshausen [1752-1803], escritor, filósofo, místico alemão, no livro The Cloud Upon the Sanctuary [A Nuvem Sobre o Santuário] publicado depois da morte do autor, em 1802.

Na concepção de Ekartshausen estes místicos, que formam um Conselho da Luz, eram [ou são] Espíritos que permanecem ativos em relação à Terra mesmo depois depois da morte física neste planeta. O autor propõe, então, que se promova uma comunhão entre vivos e mortos, unindo a idéia cristã da Comunhão dos Santos com as Sociedades Secretas Ocultistas, místicas ou mágicas, como os Rosa-cruzes e os Illuminatti.

Durante o século XIX ocultistas de diferentes linhas de pensamento se encarregaram de enriquecer, alimentar e difundir a crença nessa Irmandade. Entre esses difusores, destacam-se: os Teósofos, como Alfred Percy Sinnet [1840-1921, autor de Mahatma Letters, ou cartas de Mahatmas, mestres espirituais], Helena Petrovna Blavatsky [1831-1891], C. W. Leadbeater [1854-1934], Alice Bailey [1880-1949], Helena Roerich [1879-1955]; Guy Balard, [1878-1939], pseudônimo de Godfré Ray King, fundador do movimento Eu Sou, transmissor na Terra dos ensinamentos transcendentais do Conde de Saint-Germain, personagem misterioso do ocultismo ocidental, um dos Iluminados da Fraternidade Branca ou, como também são chamados esses mestres invisíveis, um mestre ascencionado [CABUS, 2008].

Os teósofos foram um dos primeiros a atribuir sua doutrina, seus ensinamentos a esse Colegiado de Adeptos. Em Isis Unveiled [Isis Sem Véu] H.P. Blavatsky refere-se a estes Guias como Mestres da Irmandade Oculta ou Mahâtmas [Grande Espírito] e afirma que não somente encontrou pessoalmente esses Adeptos com também, durante toda a sua vida, manteve com eles comunicações regulares através de poderes telepáticos, incorporações, como os mediuns espíritas fazem com espíritos desencarnados ou, ainda, por deslocamentos do corpo astral.

A expressão Grande Irmandade Branca [white brotherhood] começou a ser usada depois da publicação de The Masters and The Path [Os Mestres e O Caminho] de C. W. Leadbeater, 1925. Desde então o título Grande Irmandade Branca tornou-se o preferido nas referências a essa comunidade de Adeptos Iluminados.

Os ocultistas ocidentais também costumem se referir à Irmandade com Grande Loja Branca, denominação que parece indicar que esses ocultistas idealizam esse Colégio de Sábios, como uma sociedade hierárquica, com estrutura semelhante às sociedades secretas iniciáticas terrenas.

Inúmeras Sociedades ocultistas reclamam para si a condição de verdadeiras representantes da Grande e invisível Irmandade Branca. Até Aleister Crowley [1875-1947], com sua fama auto-proclamada de perversa besta, chegou a insinuar que sua Astrum Argentum era diretamente ligada aos bondosos Mestres Ascensos.

Mestres Ascensos e Doutrina do EU SOU

Em 1934, Guy Ballard [1878-1939], um engenheiro norte-americano, que alegava ter tido uma revelação em 1930, no Mt. Shasta ─ Califórnia, publicou Unveiled Mysteries onde refere-se à Irmandade Branca como um Conselho ou Colegiado de Mestres Ascensos.

Ballard afirma que esteve frente a frente com o lendário Conde de Saint-Germain. O Conde seria um desses Mestres Ascensos que encarnou voluntariamente na Terra em diferentes períodos da História sempre usando, ostensivamente, a mesma identidade, de Conde de Saint-Germain, intrigando gerações que envelheceram enquanto o misterioso personagem permanecia jovem.

Mestre Saint-Germain transmitiu a Ballard os ensinamentos da Doutrina EU SOU, muito difundida através de um livrinho precioso chamado O Livro de Ouro de Saint-Germain. Precioso porque, com certeza, a pequena obra é origem e fundamento de praticamente todas as técnicas de auto-ajuda, em cujo cerne repousa a velha e boa reprogramação comportamental com base na neuro-lingüística, tão em moda nas últimas cinco décadas [desde os anos de 1960, no mínimo ─ CABUS, 2008].

Sincretismo & Mestres Ascensos

Depois de tantas revelações e tantos reveladores, a Grande Fraternidade Branca chegou à segunda metade do século XX [a partir dos anos de 1950] envolta em doutrinas sincréticas, que misturavam ensinamentos de várias vertentes místico-religiosas: cristianismo esotérico, gnose, teosofia, budismo e doutrinas outras entre exóticas e fantasiosas. Essas Irmandades terrenas que se dizem representantes da verdadeira White Brotherhood proliferam em todo o mundo adotando diferentes denominações.

O conceito do Colegiado de Mestres Ascensos enfatizado por Guy Ballard obteve enorme aceitação entre esotéricos da Nova Era [New Age] resultando na formação de numerosas irmandades, fraternidades, sociedades, muitas delas fazendo absoluta questão de serem legítimos rosa-cruzes, outras, proclamando-se profetas contemporâneos guiados pelos Ascencionados.

O elenco ou lista desses Ascencionados, não é um consenso e cada organização tem lá suas preferências embora alguns personagens de elite, conhecidos do grande público, sejam comuns a todas elas: Jesus, Maria mãe de Jesus, Buda Sakyamuni, qchamam familiarmente Gautama quando o próprio Buda Sakyamuni renunciou ao seu nome de família nobre e, mais recentemente, até o desencarnado papa João Paulo II foi admitido na equipe dos Mestres Ascencionados!

Oh! Raios!

Outros destacados Mestres Ascensos, mais ou menos famosos, fazem são nomeados e até suas imagens, desenhadas, aparecem em suas fichas. São alguns deles:  El Morya, Hilarion, classificados como cohans ou seja, Mestres do Raio: Kuthumi [que foi popularizado pela Teosofia], Mestra Nada [que tem sido identificada com Maria de Nazaré], Maytreya, Palas Atena [aquela mesma, da mitologia grega] entre outros menos famosos.

O Raio, na verdade, ao menos sete deles, são emanações energéticas diferentes, cada uma sob o domínio de um Mestre do Raio. Esses raios têm uma cor terapêutica própria e comunicam aos que os recebem ou invocam diferentes virtudes. Esses mestres atuam sob a liderança de um superior, o Maha-Cohan.

O cargo não é eterno e, no momento, segundo os teóricos da Summit Lighthouse, [Cúpula da Casa da Luz], uma das incontáveis organizações que se apresentam como verdadeiros representantes da White Brotherhood, o lugar é ocupado por um conhecido personagem histórico: Aquele que atualmente ocupa o cargo de Maha-Chohan esteve encarnado como o poeta cego Homero! ─ cujos poemas épicos, a Ilíada e a Odisséia, incluem sua chama gêmea, Palas Atena!, como personagem central. A Summit Lighthouse define a Irmandade:

A Grande Fraternidade Branca é uma ordem espiritual de santos do Ocidente e de adeptos do Oriente, que se reuniram ao Espírito do Deus vivente, e da qual fazem parte as hostes celestiais. Eles transcenderam os ciclos de carma e renascimento e ascenderam para essa realidade superior, que é a eterna morada da alma… A palavra “branca” não se refere à raça, mas à aura de luz branca que circunda esses seres. [SUMMIT LIGHT HOUSE]

Endereço! ─ Onde Fica a Sede da Grande Fraternidade Branca

Para chegar à sede da Grande Fraternidade Branca é necessário: 1. ou morrer em santidade; 2. ou aprender a sair do corpo e visitar pessoalmente os Mestres, se os Mestres quiserem receber você. Isso porque, como já foi esclarecido, a Grande Fraternidade Branca é invisível e sua sede está situada em um não-lugar terreno; em um plano outro de existência [outro plano ontológico, de Ser], em outra dimensão, em alguma dobra das curvas do Universo.

Todavia, essa mansão sem endereço topográfico tem sua localização etérica que, eventualmente, tem seus pontos de referência geográficos. Mas não há consenso entre os ocultistas: para alguns, a morada dos Mestres fica em uma dimensão transcendental situada no Deserto de Gobi.

O Deserto de Gobi, que ocupa territórios da Mongólia e da China, em tempos arcaicos, teria sido um mar e a cidade dos Ascensos ficava às margens deste mar. O mar foi engolido pelas convulsões geológicas do planeta porém, no mesmo lugar, existiria, ainda, a ilha sagrada dos Mestres, que os sentidos meramente físicos dos humanos não podem perceber. Diz a lenda que o local permanece oculto graças aos poderes sobrenaturais de seus habitantes; e protegido pela vigilância de seres encantados.

Outra possível localização dessa Morada dos Mestres seriam os subterrâneos da cordilheira dos Himalaias, entre o Tibete e o Nepal. Nesse caso, não é uma cidade invisível; antes, é uma sede oculta. Uma terceira hipótese, supõe que os Iluminados estão onde sempre estiveram desde o início dos tempos: no único ponto imutável do planeta [segundo os teósofos], o Pólo Norte, na região diretamente alinhada com a estrela chamada Ursa Polar. Ali habitariam seres remanescentes da Primeira Raça Humana, os Sombras, os Arûpa, os Sem-Corpos [materiais densos]; e também os sábios de todas as outras quatros Raças que vieram depois. Entre estes, destacam-se os magos brancos da Atlântida.

Finalmente, existe a versão dos Mestres Invisíveis que vivem não nos subterrâneos mais superficiais, mas nas entranhas do mundo, em uma cidade mítica sobre a qual há controvérsias. A idéia mais aceita implica na admissão não de um, mas de dois Colegiados de seres superiores e rivais. Os mestres da mão direita, magos brancos, teriam se instalado no reino de Agharta, ao norte, no interior deste planeta. Estes trabalham pela evolução da Humanidade.

Os mestres da mão esquerda, magos negros, seriam os fundadores moradores de Shambala, que ou são indiferentes ao destino dos Homens ou não se importam em, eventualmente, promover a desgraça desta Quinta Raça Humana. Nesta hipótese, tanto os Magos brancos quanto negros seriam os últimos descendentes/sobreviventes da civilização Atlante e, somente escaparam das enchentes e terremotos porque souberam previamente da iminência da tragédia graças aos seus poderes de clarividência.

Fraternidade Branca: O que Dizem os Místicos

Muitos ocultistas escreveram sobre essas Entidades, Seres, Mestres que governam o mundo por meios insidiosos e agentes secretos, pelo bem ou pelo mal da Humanidade. Eis alguns comentários e revelações sobre aquela que deve ser a mais antiga das Sociedades Secretas da História desta e de todas as Humanidades que já existiram na Terra:

H. P. Blavatsky [1831-1891] ─  Quando a Quinta Raça [atual] estava ainda em sua infância, o Dilúvio alcançou a Quarta Raça, Atlante [que eram gigantes comparados ao homo sapiens]… Somente [um] punhado de eleitos, cujos instrutores divinos tinham ido habitar a Ilha Sagrada [no deserto de Gobi] – de onde virá o último Salvador – impediu que metade da Humanidade se convertesse em exterminadora da outra metade. …Os Adeptos e Sábios moram em habitações subterrâneas, geralmente sob construções piramidais existentes nos quatro cantos do mundo. …Os Senhores da Sabedoria trouxeram frutas, grãos de outras esferas, para benefício da Raça que eles governavam. O primeiro uso do fogo, a domesticação de animais, o plantio dos cereais e das ervas foram conhecimentos transmitidos pela Hoste Santa. [BLAVATSKY, 1899]

O Colégio dos Sábios Segundo Gurdjieff [1860/1872?-1949] ─ Setenta gerações antes do último dilúvio [e cada geração valia por cem anos]… no tempo em que o mar estava onde hoje está a terra e a terra, onde hoje está o mar – existia uma grande civilização, cujo centro era a ilha Hannin. Os únicos sobreviventes desse dilúvio [o dilúvio ao qual o autor se refere é o que aparece no relato sumério-mesopotâmica de Gilgamesh] tinham sido alguns membros de uma confraria [irmandade] denominada Imastun que representava, por si só, toda uma casta.

Esses Irmãos Imastun estavam, antigamente, espalhados por toda a Terra, mas o centro de sua confraria permanecia nessa ilha. Esses homens eram sábios. Estudavam, entre outras coisas, a astrologia e foi para poder observar os fenômenos celestes sob ângulos diferentes que, pouco antes do dilúvio tinham se dispersado por todo o globo. Mas qualquer que fosse a distância, às vezes considerável, que os separasse, permaneciam em comunicação entre si, bem como com o centro de sua comunidade, que mantinham ao corrente de suas pesquisas por meios telepáticos. [GURDJIEFF, 2003- ─ p 44]

Peter Deunov ─  [1864-1944] Gnóstico búlgaro, mestre espiritual fundador da School of Esoteric Christianism, [chamado por seus discípulos de Master Beinsa Douno] refere-se a essa organização como Universal Brotherhood [Irmandade Universal]. Ao ser excomungado em julho de 1922, defendeu a Irmandade: Existe apenas uma Igreja no mundo mas a Universal Brotherhood está além das Igrejas, é mais que Igrejas. Mais elevado que a Universal Brotherhood, somente o reino do Céus [o Paraíso].

C. W. Leadbeater [1854-1934, teósofo] ─ Desde sempre existe uma Irmandade de Adeptos [Brotherhood of Adepts], The Great White Brotherhood [Grande Irmandade Branca]; desde sempre existiram Aqueles que sabiam, Aqueles que possuíam [essa] sabedoria secreta, e nossos Mestres estão entre os atuais representantes dessa poderosa linhagem de Profetas e Sábios. Durante incontáveis Eons Eles têm preservado O Conhecimento.

Atualmente, parte desse Conhecimento está ao alcance de qualquer um, aqui, no plano físico, [no corpo da chamada Doutrina Secreta revelada pela Teosofia]. O próprio Mestre Kuthumi disse uma vez, sorrindo, que quando alguém fala da grande mudança que o conhecimento teosófico trouxe à sua vida, Ele reflete: Sim, mas nós somente levantamos uma pequena ponta do véu [LEADBEATER, 1925].

A Grande Fraternidade Branca é uma organização diferente de qualquer outra no mundo. Alguns a descrevem, ou imaginam, como uma irmandade Himalaica ou tibetana que reúne ascéticos indianos em algum tipo de monastério situado em algum ponto inacessível de uma montanha. [Mas não é assim, os Irmãos pertencem, muitas vezes, a outras esferas, outros globos; outros são desencarnados terrenos e não habitam, necessariamente, um lugar físico]. Esse Grandes Espíritos pertencem a duas categorias: aqueles que mantêm um corpo físico e os que não mantêm. Esses últimos são chamados Nirmanakayas. Os Nirmanakayas mantêm a si mesmos em um estado de ser intermediário entre o mundo-terreno e o Nirvana. Dedicam todo o seu tempo e energia para a geração de força espiritual benéfica para Humanidade [LEADBEATER, 1996]

Koot’ Hoomi Lal Sing [1880, mestre ascenso] ─ A verdade sobre nossas Lojas e sobre nós mesmos… os Irmãos, sobre os quais todos ouvem falar e poucos vêem, são entidades reais, e não ficções criadas como alucinações por um cérebro em desordem. [Apud SINNETT, 1926]

Trevor Barker [teósofo] ─ Entre os estudiosos da Teosofia e Ocultismo é bem conhecido o fato de que a doutrina e a ética apresentadas ao mundo pela Sociedade Teosófica, durante os 16 anos depois de de sua fundação, em 1875, são conhecimentos ministrados por Mestres do Oriente pertencentes a uma Irmandade Oculta que vive no Trans-Himalaia Tibetano. Blavatsky, que tinha esses sábios como mestres, afirmava não somente a existência da Irmandade, mas dizia que, durante sua estada no Tibete, tinha recebido pessoalmente, destes mestres, treinamento, ensinamentos e instruções [BARKER, 1926]

Wouter J. Hanegraaff[Grande Fraternidade Branca & Jesus] ─ Segundo o clarividente Edgar Cayce [1877-1945], os Essênios foram representantes da Grande Fraternidade Branca, ativos na Palestina no tempo de Jesus. Seu principal centro não era em Quram, mas no Monte Carmelo, lugar associado ao profeta Elias, outro iniciado, membro da Fraternidade. …Antes do nascimento de Jesus, os essênios souberam e prepararam seu advento. Chamavam-no o Velho Irmão. Acreditava-se que Ele foi o primeiro ser humano a completar o desenvolvimento espiritual. Aquele mesmo Jesus que viria como Messias tinha vivido muitas vidas neste planeta: Adão, Enoch, Melchizedek, José do Egito.

Preparando a chegada ou encarnação do mestre, os essênios selecionaram várias jovens; uma delas seria a mãe do Messias. Essas candidatas a Mãe do Salvador eram educadas no Monte Carmelo. Maria foi escolhida por um anjo. No episódio da Fuga Para o Egitoos essênios providenciaram que a Sagrada Família chegasse ao seu destino em segurança. Ao longo de toda sua vida até o momento em que começou seu ministério público, Jesus foi treinado por mestres da Grande Fraternidade Branca. Depois dos sete anos passados no Egito, o menino foi levado à Índia, onde ficou por três anos; depois, Pérsia voltando à Judéia na ocasião da morte de seu tutor terreno, José. [HANEGRAAFF, 1996]

George D. Chryssides─ A Grande Fraternidade Branca é um grupo de seres espirituais que vivem, existem em um espaço paralelo ao mundo físico humano. Essa Fraternidade é liderada por um Senhor do Mundo que preside uma hierarquia de mestres que inclui o Buda Sakyamuni, o mestre Maiterya, o mestre Morya e Mestre Koot Hoomi. Alguns desses mestres são pessoas desencarnadas, outros, pertencem a uma mitologia religiosa e alguns não se encaixam em nenhuma dessas categorias.

A Fraternidade abriga, ainda, históricas personalidades religiosas, ocultistas e filosóficas:

  • o patriarca Abraão
  • o rei Salomão
  • Confúcio [551-479 a.C.]
  • Lao Tzu [filósofo e alquimista chinês,autor do Tao Te Ching]
  • Platão [428-347 a.C., grego], Jacob Boehme [1575-1624, filósofo e místico alemão]
  • Roger Bacon [1214-1294, inglês]
  • Francis Bacon []1561-1626, inglês]
  • Cagliostro [1743-1795 Alexandro, conde de Cagliostro, ocultista, alquimista, maçom]
  • e até Franz Anton Mesmer [1734-1815, alemão], o famoso médico e hipnotizador. [CHRYSSIDES, 2001]

Glossário Mínimo da Grande Fraternidade Branca

Fonte: BLAVATSKY, H. P.. Glossário Teosófico. [Trad. Silvia Branco Sarzana] ─ São Paulo: Pensamento, 1995.

Adepto  ─ latim. Adeptus  ─  aquele que obteve. Em Ocultismo, aquele que pelo desenvolvimento espiritual alcançou o grau de Iniciação ou seja, alcançou conhecimentos e poderes transcendentais e chegou à condição de Mestre esotérico [dos segredos] [BLAVASTKY, 1995].

Cohan ─ Na Doutrina Secreta a tradução é Senhor. Na literatura teosófica atual é o mesmo que Dhyân-Cohan ou seja, Luzes Celestiais, Arcanjos.[BLAVASTKY, 2001]

Dhyânis ─ sânscrito. Anjos ou espíritos angélicos. Nome genérico aplicado a alguns Seres espirituais ordenados [hierarquizados] ─  [HOUDT Apud BLAVASTKY, 1995]

Doutrina Secreta ─ [Gupta Vidyâ ─ ciência oculta ou esotérica] denominação usada para designar os ensinamentos secretos da Antiguidade. [BLAVASTKY, 1995]

Gnôsis [do grego] ─  Gnose. Conhecimento. Termo empregado pelas escolas de filosofia religiosa, antes e durante os primeiros séculos do Cristianismo a Gupta Vidyâ [veja acima], o conhecimento supremo ou divino através do  estudo e prática das ciências ocultas ou esotéricas a fim de alcançar a posição de Iniciado nos Mistérios Espirituais [realidade metafísica, BLAVASTKY, 1995]

Gnósticos ─ Filósofos que formularam e ensinaram a Gnôsis. Viveram nos três primeiros séculos da Era Cristã. entre estes precursore, destacam-se: Valentino, Basilides, Marcion, Simão, o Mago ─ entre outros.

Loja ─ etimologicamente, do sânscrito loka, mundo, lugar próprio, podendo se referir a um templo, um prédio, uma casa, este mundo, outros mundos ou o Universo. [BLAVASTKY, 1995]

Maha-Cohan ─ sânscrito. Chefe de uma hierarquia espiritual ou de uma escola de ocultismo; o chefe dos místicos da região situada além do Himalaia. [BLAVASTKY, 1995]

Mahâtma ou Mahâtman ─ sânscrito. Em pali, Arhats ou Rahats. Adepto de ordem mais elevada. Sres que, tendo obtido o domínio de seus princípios inferiores [físicos orgânicos-astrais] vivem livres das limitações do homem carnal. Possuem conhecimento e poderes [faculdades, habilidades, sentidos, percepção] que o homem comum considera sobrenaturais mas que decorrem de evolução espiritual.

Também são chamados Sidhas, na condição de seres perfeitos que, por sua poderosa inteligência e santidade chegaram a uma condição semi-divina; ou, ainda, Jivan-muktas, almas libertadas; mas concedem em se ligar a corpos mais ou menos físicos sempre que necessário em sua missão de auxílio ao progresso da Humanidade.Como primeiros espíritos que um dia encarnaram em Humanidades arcanas, ao longo de Eons! alcançaram a consciência atmica [de Atman, o Todo incognoscível, consciência divina] ou nirvânica; completaram o ciclo de evolução como humanos. [BLAVASTKY, 1995]

Páli ─ Língua arcaica que precedeu o sânscrito mais refinado. As escrituras budistas mais antigas são todas escritas nessa língua. [BLAVASTKY, 1995]

texto, organização & pesquisa: Ligia Cabus

O Ser Humano tem uma necessidade enorme de complicar as coisas e uma imaginação que não cabe no planeta.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/a-grande-fraternidade-branca/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/a-grande-fraternidade-branca/

Atalanta fugidia

Dizem que foi uma caçadora virgem que transpassava seus pretendentes com sua lança, mas os mitos não contaram esta outra história acerca de Atalanta:

Na primeira vez que a viu, Hipomene duvidou dos próprios olhos. Não era o fato de uma mulher, totalmente nua, haver vencido grandes guerreiros numa corrida, que o deixara espantado. Espantado estava Hipomene com a beleza de Atalanta, que parecia resumir toda a beleza da Natureza, e de todas as mulheres do mundo, em um único corpo, esguio como a água dos riachos, misterioso como a lua cheia em meio à noite obscura.

Todos aqueles que perderam a corrida nunca mais foram os mesmos: tornaram-se melancólicos e tristonhos, e desistiram das guerras e da vida. Antes seus olhos brilhavam com a glória prometida em seus sonhos e devaneios, agora eram escravos dos vinhos, das tavernas e das cortesãs. Como não conseguiram alcançar Atalanta, passaram a buscá-la em todas as mulheres do mundo, como se, ao possuírem uma por uma, estivessem de certa forma a possuir a própria caçadora, filha dos ursos… Ante tal horrendo exemplo de vidas perdidas, Hipomene abdicou do duelo com Atalanta.

Passou a estudar sobre ela em mitos ainda mais antigos que o seu. De tanto buscar pela inspiração, acabou tendo alguma sorte mais tarde em sua vida, quando os primeiros cabelos brancos já eram vistos a escorrer pela fronte… Numa noite, enquanto seguia as passadas de Atalanta, munido de sua lanterna, de um cajado e dos óculos de Benedito (um amigo), chegou a uma estranha floresta que nunca havia visto, embora nem estivesse assim tão distante do reino de seu pai.

De suas árvores frondosas, de carvalho ancestral, pendiam frutos que lembravam maçãs, mas eram dourados, e pareciam brilhar no escuro, de modo que por vezes Hipomene os confundia com as próprias estrelas. Ao chão, viu diversos frutos que pareciam já maduros, e tinham uma cor acinzentada – estes não brilhavam mais…

Ao agachar para pegar um deles, espantou-se com seu peso – mais pareciam esculturas de maçãs, só que de ferro, ou algum material ainda mais pesado! Foi neste momento que Afrodite apareceu, como se o estivesse seguindo desde o início de sua aventura.

“Que deseja nesta floresta, filho de Megareu?” – perguntou a deusa do amor.

“Quem dera eu soubesse ao certo, ò deusa… Apenas busco por esta inspiração, por sentir uma vez mais aquilo que senti quanto era jovem, ao ver a bela Atalanta correr nua pelos campos, deixando aos homens para trás”.

“Você deseja alcançar a musa fugidia? Você deseja ser um artista, filho de Megareu?”.

“Sim!” – respondeu, emocionado, Hipomene. Então Afrodite trepou numa das árvores (que só permitiam que deusas de seu porte as escalassem) e lhe trouxe três frutos dourados, além de um conselho:

“Vai, seja célere filho de Megareu, que fora das árvores tais frutos não tardam a se tornarem Chumbo. Vai e os coloca no caminho de sua musa, a fim de seduzi-la para ti. Vai agora mesmo!”.

E Hipomene, seguindo ainda a intuição que Afrodite havia camuflado em meio as suas palavras, calculou tudo ainda naquela noite. Seguindo um teorema ainda mais antigo do que aquele atribuído a Pitágoras, colocou dois dos frutos nas extremidades de uma longa hipotenusa e, sabendo que os deuses adoram geometria, colocou-se no ângulo reto formado por seu triângulo, com o terceiro fruto nas mãos, aguardando a chegada de Atalanta…

Mas infelizmente sua musa não era muito boa de cálculos, e acabou por levar horas e horas para lhe encontrar, de modo que, quando chegou, o sol já se precipitava a nascer, e o fruto nas mãos de Hipomene estava amadurecendo, de forma que ele mal conseguia segurá-lo nas mãos.

“São precisos três frutos dourados para realizar minha transformação. Como se atreve a me ludibriar e me fazer chegar aqui, se tudo que me oferta é Chumbo?” – avisou a deusa nua, com uma imensa lança em riste, no alto da cabeça, carregada em sua mão esquerda, e apontada para o coração do pobre Hipomene.

“Me desculpe! Eu desisto, eu desisto; mas me poupe a vida!”.

“Sua vida já está selada, ó aspirante a Arte. O que nos resta saber é se irá renascer ou não”.

Aquelas palavras calaram fundo na alma de Hipomene. Então, subitamente, ele finalmente compreendeu… Largou o fruto de Chumbo ao chão e, como um cordeiro sorridente, caminhou à frente.

Quando Atalanta o transpassou pelo coração com sua lança, ainda pôde ver os primeiros raios de sol a refletirem em sua lâmina… Antes de desfalecer, ainda achou estranho como seu coração, arrancado do corpo, mais parecia um outro pequeno sol na extremidade daquela lança. Ele parecia cintilar, brilhar, parecia um coração de Ouro…

***

Ao despertar, já era dia, e Atalanta não se via. Via-se apenas uma imensa mariposa, que voou de um arbusto próximo até sua mão. Assim Hipomene soube: havia alcançado sua inspiração, havia se tornado um com ela, havia finalmente transformado tudo que era Chumbo em Ouro…

Deixou o cajado, os óculos e a lanterna para o próximo aspirante desta aventura, pois a sua havia terminado, e já não necessitava de nada além do que já trazia em sua alma.

raph’12

***

Naqueles dias do belo acordar das forças espirituais, os sentidos e o espírito não tinham, com rigor, domínios separados, já que em deus algum faltava a humanidade inteira (Schiller, acerca da mitologia grega)

#Alquimia #Arte #Contos #Mitologia

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/atalanta-fugidia

A Maldição do Rock – o clube dos 27

O clube dos 27. Com certeza você já ouviu falar dele, afinal é uma pessoa antenada, curte ocultismo e coisas sinistras. Agora, caso você seja uma pessoa normal e não tenha idéia do que seja o clube dos 27, com certeza conhece as pessoas que fazem parte dele, só para citar algumas temos Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison e Amy Whinehouse.

Todas elas se tornaram famosas não apenas por serem vozes icônicas que representaram suas gerações e sua cultura, mas também por terem chutando o balde das formas mais rock and roll possíveis. Ah sim, eles também morreram, todos, com a exata mesma idade, 27 anos.

Hendrix se afogou no próprio vômito, Joplin teve overdose de heroina, Morrison muito provavelmente seguiu o mesmo caminho, Amy por intoxicação alcoólica.

Claro que podemos argumentar que existem muitos músicos, e com certeza vários morrem de causas não naturais e eventualmente haverão aqueles que baterão as botas com 27 anos de idade, o que isso tem demais?

Aparentemente muita coisa. De acordo com Charles R. Cross, biógrafo de Hendrix e Kurt Cobain (morreu com 27 anos, alergia a ser baleado na cabeça), afirmou que “o número de músicos que morrem aos 27 é considerável. Embora os humanos morram regularmente em todas as faixas etárias, há um pico estatístico de músicos que morrem aos 27.

O membro mais antigo de que temos notícia, o compositor, pianista e maestro  Alexandre Levy, morreu em 1892. Ele foi seguido por Louis Chauvin, um músico de ragtime, em 1908 diagnosticado com esclerose neurosifilítica – o que nos mostra que mesmo nos bons e velhos tempos os músicos já faziam sexo desprotegido com basicamente qualquer coisa que não conseguisse fugir deles. Em 1938 Robert Johnson, o cara que praticamente inventou o Blues, morre envenenado. O membro mais recente do clube foi o rapper português Johnny Ganza, que morreu de diabetes em março de 2011.

segue aqui uma breve lista não completa de alguns dos membros conhecidos:

Alexandre Levy, 17 de janeiro de 1892 – Compositor, pianista e maestro
Causa da morte: Desconhecida

Louis Chauvin, 26 de março de 1908 – Músico de ragtime
Causa da morte: Esclerose neurosifilítica

Robert Johnson,16 de agost de 1938 – Músico de blues
Causa da morte: Supõe-se envenenamento

Nat Jaffe, 5 de agosto de 1945 – Músico de blues
Causa da morte: Complicações decorrentes de pressão alta

Jesse Belvin, 6 de fevereiro de 1960 – Cantor e compositor de R&B
Causa da morte: Acidente automobilístico

Rudy Lewis, 20 de maio de 1964 – Vocalista do The Drifters
Causa da morte: Overdose

Malcolm Hale, 31 de outubro de 1968 – Integrante do Spanky and Our Gang
Causa da morte: Envenenamento por monóxido de carbono

Dickie Pride, 26 de março de 1969 – Cantor de rock britânico
Causa da morte: Overdose de pílulas para dormir

Alan “Blind Owl” Wilson, 3 de setembro de 1970 – Líder, vocalista e compositor do Canned Heat
Causa da morte: Overdose de barbitúricos, provável suicídio

Arlester “Dyke” Christian, 13 de março de 1971 – Vocalista do [Dyke & the Blazers]]
Causa da morte: Baleado

Linda Jones, 14 de março de 1972 – Cantora de R&B
Causa da morte: Coma diabético

Les Harvey, 3 de maio de 1972 – Guitarrista do Stone the Crows
Causa da morte: Eletrocutado ao tocar em um microfone com os pés molhados

Ron “Pigpen” McKernan, 8 de março de 1973 – Tecladista e vocalista do Grateful Dead
Causa da morte: Hemorragia gastrointestinal em decorrência de alcoolismo

Roger Lee Durham: 27 de julho de 1973 – Cantor e percurssionista do Bloodstone
Causa da morte: Ferimentos em decorrência de uma queda de um cavalo

Wallace Yohn, 12 de agosto de 1974 – Organista do Chase
Causa da morte: Acidente aéreo

Dave Alexander, 10 de fevereiro de 1975 – Baixista do Stooges
Causa da morte: Edema pulmonar

Pete Ham, 24 de abril de 1975 – Tecladista e guitarrista do Badfinger
Causa da morte: Suicídio por enforcamento

Gary Thain, 8 de dezembro de 1975 – Ex-baixista do Uriah Heep e da banda de Keef Hartley
Causa da morte: Overdose de drogas

Cecilia, 2 de agosto de 1976 – Cantora espanhola
Causa da morte: Acidente automobilístico

Helmut Köllen, 3 de maio de 1977 – Baixista do Triumvirat
Causa da morte: Envenenamento por monóxido de carbono

Chris Bell, 27 de dezembro de 1978 – Cantor e compositor do Big Star
Causa da morte: Acidente automobilístico

Jacob Miller, 23 de março de 1980 – Vocalista do Inner Circle
Causa da morte: Acidente automobilístico

D. Boon, 22 de dezembro de 1985 – Guitarrista e vocalista do Minutemen
Causa da morte: Acidente automobilístico

Alexander Bashlachev, 17 de fevereiro de 1988 – Músico, compositor e poeta russo
Causa da morte: Suicídio

Jean-Michel Basquiat, 12 de agosto de 1988 – Integrante da banda Gray
Causa da morte: Ovedose de speedball

Pete de Freitas, 14 de junho de 1989 – Baterista do Echo & the Bunnymen
Causa da morte: Acidente de motocicleta

Mia Zapata, 7 de julho de 1993 – Vocalista do The Gits
Causa da morte: Assassinada

Kristen Pfaff, 16 de junho de 1994 – Baixista do Hole
Causa da morte: Overdose acidental de heroína

Richey James Edwards, c. 1 de fevereiro de 1995 – Guitarrista e compositor do Manic Street Preachers
Causa da morte: Desaparecido; declarado morto em 23 de novembro de 2008

Stretch, 30 de novembro de 1995 – Rapper
Causa da morte: Baleado

Fat Pat, 3 de fevereiro de 1998 – Rapper e integrante do Screwed Up Click
Causa da morte: Baleado

Freaky Tah, 28 de março de 1999 – Rapper e integrante do Lost Boyz
Causa da morte: Baleado

Sean Patrick McCabe, 28 de agosto de 2000 – Vocalista do Ink & Dagger
Causa da morte: Asfixiado com o próprio vômito após consumo excessivo de álcool

Rodrigo Bueno, 24 de junho de 2000 – Cantor argentino
Causa da morte: Acidente automobilístico

Maria Serrano Serrano, 24 de novembro de 2000 – Backing vocal do Passion Fruit
Causa da morte: Acidente aéreo

Bryan Ottoson, 19 de abril de 2005 – Guitarrista do American Head Charge
Causa da morte: Overdose de medicamentos

Valentín Elizalde, 25 de novembro de 2006 – Cantor mexicano
Causa da morte: Assassinado

Orish Grinstead, c. 20 de abril de 2008 – Integrante do grupo de R&B 702
Causa da morte: Falência renal

Lily Tembo, 14 de setembro de 2009 – Musicista zambiana
Causa da morte: Gastrite

Johnny Ganza, 10 de março de 2011 – Rapper Português integrante dos YK
Causa da morte: Ataque de Diabetes

Não existe uma explicação lógica que justifique essa anomalia estatística, por isso caso sua aposta no futuro seja abraçar a música, espere passar dos 27 para investir na carreira.

 

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/a-maldicao-do-rock-o-clube-dos-27/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/a-maldicao-do-rock-o-clube-dos-27/

Moisés

O nome de Moisés evoca imediatamente a idéia do povo judeu, que ele encarna e ao mesmo tempo gera. Efetivamente, tendo nascido no Egito, é considerado como da família do Faraó, pois aparece como filho da irmã deste e, como tal se diz, é iniciado pelos sumos sacerdotes nos mistérios mais profundos de Isis e Osíris, onde se sobressai por seus conhecimentos. Desde jovem, sente um chamado cada vez mais claro para algo que ainda não se define, mas que não está relacionado nem com Egito, nem com a posição invejável que ostenta, que, por outra parte, cada vez se lhe faz mais difícil, pelos ciúmes, inveja e desconfiança de seu tio Ramsés II, e de seu primo, que lhe sucederá no trono. A “casualidade” faz com que Moisés, ao defender um escravo judeu injustamente tratado, mate o agressor e tenha que fugir pois, para casos como o seu (Moisés era ministro do culto de Osíris), a justiça do Faraó aplica as penas máximas. Refugia-se onde encontra outro personagem chave: Jetro, rei de Salém, grande sacerdote e iniciado e pai espiritual de numerosos povos nômades que povoavam os desertos e terras entre as civilizações do Egito, Caldéia, Babilônia, etc., compostos por semitas, árabes, etíopes, etc.

Estes foram os judeus, aqueles que saindo de seu cativeiro em terras estrangeiras do Egito, levantam-se um dia e empreendem uma gigantesca emigração pelo deserto, sob a orientação de um chefe que os sintetiza e encarna, e sob cuja condução, como intérprete direto de seu deus Jahvé, têm de se constituir definitivamente como povo eleito, e chegar a um destino que se dá no próprio Moisés, nome cuja tradução é “O Salvo”, e que ele imprime em seu meio, no povo ao que se lhe deu a missão de constituir e dirigir. Moisés é, pois, conjuntamente, um personagem histórico e um símbolo, como todos os protagonistas da História Sagrada. É também um ser humano, e ao mesmo tempo o receptor das energias e das mensagens de uma entidade sobre-humana, Jahvé, ao qual adora e faz adorar, quando não é o próprio deus o que atua diretamente. Como ser humano, padece por quarenta anos toda sorte de infortúnios e necessidades, a maior parte delas provocadas pela ignorância e a bestialidade dos seus. Como agente divino, aviva e fixa o monoteísmo e implanta a fogo sua lei, que sela com mandamentos. Termina sua peregrinação, e em vista da terra prometida deixa como herança A Bíblia, da qual escreve os cinco primeiros livros, síntese magistral que fundamenta a vida de um povo e de uma religião, o que posteriormente engendrará o cristianismo e o islamismo. A energia assombrosa de Moisés, seu diálogo constante com a deidade, a força de seus poderes, transferidos e compartilhados com setenta discípulos que conformam o núcleo interno de sacerdotes e sábios, iniciados e iniciadores, aos que entrega a Cabala, fazem possível sua sucessão até o final deste ciclo. Cumpre-se, pois, o Destino que Moisés inicia e que terminará com a gloriosa vinda do Messias, esperada também pelos cristãos e islâmicos, e anunciada em todos os textos e tradições orais das culturas unânimes

#hermetismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mois%C3%A9s

A Doutrina das Assinaturas

A doutrina das assinaturas, que data da época de Galeno, afirma que quando ervas se assemelham uma parte do corpo, podem ser usadas pelos herbalistas para tratar doenças dessas partes do corpo. Uma justificativa teológica, como afirmado por botânicos como William Coles, era que Deus teria querido mostrar aos homens como as plantas seriam úteis.

Hoje é considerado pseudociência e levou a muitas mortes e doenças graves. Por exemplo, a erva-doce (assim chamada por causa de sua semelhança com o útero), uma vez amplamente utilizada para gestações, é cancerígena e muito prejudicial para os rins, devido ao seu teor de ácido aristolóquico. Como defesa contra a predação, muitas plantas contêm produtos químicos tóxicos, cuja ação não é imediatamente aparente ou facilmente ligada à planta, em vez de outros fatores.

Os escritos de Jakob Böhme (1575-1624) difundiram a doutrina das assinaturas. Ele sugeriu que Deus marcou objetos com um sinal, ou “assinatura”, para seu propósito. Pensava-se que plantas com partes que se assemelhavam a partes do corpo humano, animais ou outros objetos tinham relevância útil para essas partes, animais ou objetos. A “assinatura” às vezes também podia ser identificada nos ambientes ou locais específicos em que as plantas cresciam. O livro de 1621 de Jakob Böhme, The Signature of All Things, deu seu nome à doutrina. O médico-filósofo inglês Sir Thomas Browne em seu discurso The Garden of Cyrus (1658) usa o padrão Quincunx como um arquétipo da ‘doutrina das assinaturas’ que permeia o projeto de jardins e pomares, botânica e o Macrocosmo em geral.

O botânico do século XVII William Coles supôs que Deus havia feito ‘Ervas para o uso dos homens, e deu-lhes assinaturas particulares, pelas quais um homem pode ler e aprender sobre o uso delas.’ no Éden, afirmou que as nozes eram boas para curar doenças da cabeça porque, em sua opinião, “elas têm as assinaturas perfeitas da cabeça”. A respeito de Hypericum, ele escreveu: “Os pequenos buracos dos quais as folhas da erva de São João estão cheios, assemelham-se a todos os poros da pele e, portanto, é útil para todas as feridas e feridas que podem acontecer neles.”. Outros exemplos incluem:

Eyebright, usado para infecções oculares
Marchantiophyta ou Hepatica – usada para tratar o fígado
Pulmonária – usado para infecções pulmonares
Asplenium – usado para tratar o baço
Dentaria – usado para doenças dentárias

Para o espectador medieval tardio, o mundo natural era vibrante com imagens da Divindade: ‘como acima, assim abaixo’, um princípio hermético expresso como a relação entre macrocosmo e microcosmo; o princípio é tornado sicut in terra. Michel Foucault expressou o uso mais amplo da doutrina das assinaturas, que tornou a alegoria mais real e mais convincente do que parece aos olhos modernos:

Até o final do século XVI, a semelhança desempenhou um papel construtivo no conhecimento da cultura ocidental. Foi a semelhança que em grande parte orientou a exegese e a interpretação dos textos; era a semelhança que organizava o jogo dos símbolos, tornava possível o conhecimento das coisas visíveis e invisíveis e controlava a arte de representá-las. (A Ordem das Coisas, p. 17)

Paracelso (1493-1541) comelou a reformular a doutrina das assinaturas  adicionando um fator mais astrológico e menos fisiológico. Segundo “a natureza marca cada crescimento … de acordo com seu benefício curativo”, nestes conceitos ele foi seguido por Giambattista della Porta em sua Phytognomonica (1588). Assim as assinaturas não seriam antropocêntrica mas refletia assinatura astrais:

  • Plantas Lunares: flores ou frutos são brancos ou claras, narcóticas ou de aromas noturnos: dama da noite
  • Plantas Mercuriais: possuem folhas pequenas sem frutos; são sinuosas ou ondulantes: eucalipto
  • Plantas Venusianas: são afrodisíacas, com perfume suave, frutos e sementes em abundância: hortelã
  • Plantas Marcianas: espinhosas, venenosas, ácidas, amargas e picantes.
  • Plantas Jupterianas: são plantas grandes com frutos abundantes e belos: dente de leão
  • Plantas Saturninas: são plantas rasteiras, lúgubres, pesadas e sinistras: cavalinha
  • Plantas Solares: são de altura média com flores geralmente amarelas ou que seguem o Sol: girassol

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alquimia/a-doutrina-das-assinaturas/

Espiritualidade Xamânica com Samuel Souza de Paula

Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem.

O vídeo desta conversa está

disponível em: https://youtu.be/-izFiFfhaGs

Todas as 3as, 5as e Sabad

os as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral duas vezes por semana, às segundas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados uma vez por semana.

Faça parte do projeto Mayhem:

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/espiritualidade-xam%C3%A2nica-com-samuel-souza-de-paula

A Cerimônia de Avools: em paz com o medo

“Não é uma aranha, não exatamente, desta vez sua forma não foi tirada de nossas mentes; ela é apenas o mais próximo que nossas mentes podem chegar do que quer a coisa realmente seja.” 

– Stephen King, IT 

Assim como com a tristeza e a risada a maneira mais certa de aumentar o medo é reprimi-lo. O medo é parte da natureza humana e tem a função positiva de nos proteger e nos dar respostas rápidas em um mundo ameaçador. Ele só é de fato um problema quando deixa de ser um mensageiro. Em outras palavras quando em vez de ser a aranha que anda pela teia nos tornamos às moscas presos nela. Nos casos mais graves o casulo se fecha nos tornamos prisioneiros de nosso próprio terror. 

Quando o medo vira fobia e a ajuda médica torna necessária. É saudável o medo de um um rottweiler bravo, solto e desconhecido, mas é doentio o medo de um amigável beagle na coleira. A aracnofobia, o medo irracional de aranhas é entre os transtornos do medo um dos mais antigos e universais e isso faz de Avoosl o arquétipo perfeito para ser trabalhado nestas ocasiões. 

(Segundo Michael Aquino, fundador do Temple of Set, a figura de Avoosal foi criada por Anton LaVey como um nome em comum para todos os deuses e deusas aranhas. Seu nome foi tirado de um conto de Clark Ashton Smith “O Estranhamento de Avoosl Wuthoqquan”, publicado na Weird Tales de junho de 1932 no qual uma aranha gigante devora um ladrão. )

Avoosal é o nome a Rainha Aranha que tradicionalmente habita as cavernas escuras do interior da terra. As aranhas domésticas e do campo – assim como todos os insetos rastejantes são súditos de Avoosal e matá-los uma ofensa para ela, pois estas criaturas em geral inofensivas são rejeitadas e banidas para a corte do diabo simplesmente por serem consideradas feias e assustadoras.  

 O Rainha-Aranha vive em cavernas escuras nas quais guarda com zelo seus tesouros. É a versão de oito patas e muitos olhos do nórdico Fafnir e por isso talvez os ciganos digam que sonhar com aranhas é sinal de riqueza. Ela devora e se alimenta dos ladrões, mas por outro lado conquistar a simpatia de Avools  é ter livre acesso a sua câmara dos  tesouros. Quando Avools é respeitada se torna uma grande contadora de história como é na forma de Anansi, seu expressão entre os povos africanos. 

 O ritual a seguir é uma adaptação da Cerimônia de Avools tal como usada na Church of satan mas enriquecido com técnicas mais avançadas de programação neurolinguística e consiste em gradual e repetidamente expor a si mesmo diante do medo de uma forma segura e controlada com o objetivo de superá-lo. 

Requisitos do ritual 

 A câmara ritual é enfeitada com representações aracnídeas e teias de aranha decorativas. 

 Deve ser preparado também um temporizador desses que marcam de cinco minutos a huma hora. 

A  preparação seguinte é por si mesma é uma espécie de ritual e consiste em buscar um mensageiro de Avoosl. Isso deve ser feito obrigatoriamente sozinho, em local ermo e de preferência em contato com a natureza. Deve-se buscar um inseto e colocá-lo dentro de um vidro de bom tamanho. O animal deve ser tratado com todo respeito e de forma alguma ferido. 

 O súdito de Avoosl é imediatamente levado até a câmara ritual é colocado no altar e em seguida a cerimônia começa. 

 O Ritual 

1- Tocar nove vezes o sino e dizer 

In nomine Magni Dei Nostri Satanas. Introibo ad altare Domini Inferi. 

2 – Olhando para o recipiente contendo o inseto deve dizer: 

 

“Meu pequeno amigo, queira chamar o grande rei.” 

 

3 – Em seguida deve programar a cega o temporizador e senta-se de frente para o altar de olhos fechados. Enquanto aguarda a chegada de Avoosl deve permanecer de olhos fechados e respirar apenas pela boca e superficialmente. 

 

4 – Quando o temporizador tocar deve-se abrir os olhos imaginando uma enorme aranha ocupando a câmara. Voltando a respiração normal deve dizer: 

 

““Avoosl! Avoosal! Anansi! Aracne, grande Avó Aranha, Senhora de todos os pavores. 

 

Ouça-me! Em nome de Satã e Belial, me escute oh arquiteta do Inferno.  

 

Seu povo já andava sobre a terra eras antes do surgimento da humanidade. Quem quer que em arrogância roube seus tesouros será provado por seus pedipalpos. Quem ignora suas teias será preso por elas.  

 

Mas eu sou um contigo e me coloco fraternalmente em sua presença. Eu honro seu nome pois somos o mesmo.” 

 

5 – Em seguida deve-se transmitir para Avoosl a forma do seu medo. Faz-se isso lembrando com o máximo de detalhes possíveis alguma memória traumática, ou seja a primeira e mais importante lembrança relacionada e este medo 

 

6 – Em seguida diga 

 

“Avoosl eu lhe peço que capture este medo em sua teia.”   

 

Em seguida a cena é repassada na tela mental, mas desta vez não como participante ativo e sim dentro de uma esfera ou tela na qual você a Aranha Monarca assistem como observadores externos. 

 

6 – Ao término dizer:  

 

“Jogue suas teias Avoosl, não sobre mim mas sobre este medo.” 

 

Após isso a cena é visitada mais uma vez, mas desta vez em branco e preto. 

 

7 – Ao término dizer:  

 

“Mais uma vez Avoosl jogue suas teias.” 

 

A cena é então assistia mais uma vez mas mais embaçada. 

 

8 – Diga então: “Leve este medo embora, que seja alimento para os seus súditos que rastejam.” 

 

A esfera então é imaginada sendo colocada dentro do recipiente onde imediatamente começa a nutrir o inseto em seu interior. 

 

9 – Por fim diga: 

 

“Mostre-me agora mestre dos pavores, qual tesouro estava guardando para mim.” 

 

Agora o celebrante deve imaginar da forma mais realista possível como será sua vida agora que o medo foi levado embora. Deve participar da cena, sentir os gostos, sons e cores envolvidas. Deve também sentir a aprovação de Avools nesta realização. A Deus Aranha foi agradada. 

 

Neste sentimento de satisfação e gratidão deve se despedir: 

 

“Obrigado Avools, que eu seja sempre digno sua amizade.” 

 

10 – Tocar o sino  e então encerrar com as palavras  “Assim está feito” 

 

A criatura capturada deve ser devolvida ao seu ambiente original com todo respeito que merece.. 

Morbitvs Vividvs é autor de Lex Satanicus: O Manual do Satanista e outros livros sobre satanismo.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/a-cerimonia-de-avools-em-paz-com-o-medo/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/a-cerimonia-de-avools-em-paz-com-o-medo/

Todas as Magias são Magia do Caos – Vinicius de Mello Rosa

Bate-Papo Mayhem #053 – 04/08/2020 (terça) Com Vinicius de Mello Rosa – Todas as Magias são Magia do Caos

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as e 5as com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados.

Saiba mais sobre o Projeto Mayhem aqui:

#Batepapo #MagiadoCaos

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/todas-as-magias-s%C3%A3o-magia-do-caos-vinicius-de-mello-rosa

Deuses Virais

GAVIN FOX

Muitos caoístas mantem uma postura firmemente agnóstica como sua configuração padrão entre uma operação mágica e outra.
Quando a crença é vista simplesmente como uma ferramenta a ser adotada e descartada conforme a necessidade surge, há pouco espaço para adoração ou dogma, a menos que um benefício direto possa ser obtido com isso. Mas aqueles que parecem experimentar contato direto com entidades que se assemelham aos deuses e deusas do folclore clássico sempre ficam ponderando uma questão aparentemente impossível.

Exatamente o que, se é que alguma coisa, é invocado dentro do círculo?

Se descartarmos as teorias aceitas de que as divindades e demônios do mito clássico são ancestrais venerados, anjos caídos, espíritos onipotentes ou apenas a espuma de algum grande ovo cósmico, outras hipóteses alternativas se apresentam.

Destas, duas continuam sendo os mais atraentes para aqueles que utilizam a memética em seu trabalho com feitiços.

A primeira envolve processos internos da psique que permanecem como algo que se aproxima de uma visão reducionista ou niilista do mundo invisível.

O segundo pega essas mesmas formas divinas e as arremessa com intenção no reino material para que todos possam ver.

Sob a primeira teoria, encontramos também os deuses como construções sociológicas que apelam para algum aspecto oculto de nossas naturezas pessoais. Eles são pouco melhores do que memes internalizados que o mago habilidoso ou o crente cego pode invocar para acionar esses aspectos dentro de si como e quando necessário. Tal sistema, que deve muito ao modelo psicológico da magia, exige que esses espíritos não tenham existência própria finita, simplesmente formando um caminho pelo qual a psique humana se defende contra o fracasso ou a adversidade.

A segunda teoria argumenta que os deuses são formas de pensamento projetadas, alimentadas por aqueles que estão interessados ​​neles e dotados de uma aparência estranha e mecânica de vida pelo interesse contínuo de crentes e não iniciados.
O que torna essa visão exclusivamente memética é a falta de distinção entre seguidores e fanboys que ela permite.

A atenção mental, sonhos e pesadelos de cada pessoa que já parou para pensar sobre um determinado conceito ou personagem é o que adiciona contexto a essa informação, e não a pureza da crença. Que o material de sua mente transborde no tecido da realidade enquanto focado em um determinado tópico é mais do que o suficiente. Todos os livros e sites de fan-fics que mencionam uma determinada entidade tornam-se uma Bíblia em constante expansão.

Esta é uma visão de mundo extremamente libertadora pela qual os arquétipos internos podem ganhar apoio no mundo supostamente real. Como evidência de apoio, podemos chamar os muitos seguidores deliciosamente estranhos de Cthulhu ao banco das testemunhas. Poucos podem argumentar contra seu sucesso em trabalhar com uma divindade que não tem existência real fora da escrita de um eles obtêm resultados.

É óbvio que os seguidores verdadeiramente dedicados dos Grandes Antigos não são nem de longe numerosos o suficiente para gerar a energia mental necessária para capacitar um panteão de pesadelos balbuciantes sobre a normalidade predominante da vida cotidiana. Mas a teoria externalizada descrita acima afirma que eles não precisam ser.

Tudo o que eles devem fazer é se tornar adeptos o suficiente para elaborar práticas devocionais e meméticas que lhes permitam sequestrar os bolsões de pensamento existentes que estão aguardando ainda inexplorados no zeitgeist cultural. Assim, cada fandom se torna uma corrente mágica potencial, e cada forma divina nada mais do que uma criação da mente do grupo.

Existem milhares de propriedades da cultura pop em potencial para explorar, e não há necessidade de se restringir a trabalhar apenas com os deuses que eles fornecem. Se ‘Magic the Gathering’ é seu hobby preferido, Liliana Vess pode ser abordada para ajudar na compreensão das artes necromânticas. Se você gosta de histórias em quadrinhos, Constantine pode ser chamado para aconselhá-lo sobre como encontrar uma saída para um acordo menos favorável. E, claro, Grimlock é de longe o Transformer mais óbvio a ser peticionado quando tudo mais falha e a raiva fervente é a única opção que resta.

A principal consideração que temos que ter m no entanto, é de alcance.

Não importa o quão poderoso em sua narrativa pessoal, um herói mortal não terá a onipotência de uma divindade do mesmo reino. A diferença de alcance já está impressa e essa fraqueza será codificada mimeticamente no zeitgeist por aqueles que consomem essas histórias com prazer ou indiferença. Grimlock nunca poderia destruir Unicron, a coisa mais próxima do mal supremo, conforme descrito no universo Transformers, e Liliana Vess também nunca venceria o dragão Nicol Bolas em uma luta justa. Como tal, aqueles que desejam trabalhar com tulpas como formas divinas também podem usar aqueles que já foram codificados com a ideia de divindade desde o início.

Em última análise, este processo esconde mais do que simplesmente usar super-heróis para substituir os anjos e demônios nomeados em rituais de grimórios existentes, como era a moda entre os mágicos do caos na virada do século. Vai além de fazer listas do seu personagem literário favorito se encaixando-os em tabelas de arquétipos subconscientes aceitos para uso futuro.

A ideia por trás do modelo memético da magia é codificar o próprio material do universo com conceitos que alteram o zeitgeist de maneiras intrigantes e inesperadas, bem como reconhecer os benefícios de pegar aqueles que já foram empoderados por outros e adaptá-los para suas necessidades.

Para os ocultistas que dogmaticamente consideram a divindade algo infinito e incognoscível para a mente humana, ainda pode valer a pena ver esses deuses literários como arquétipos potenciais ou tulpas mais gerais sem as armadilhas onipotentes. Resultados podem ser obtidos dessa maneira, embora isso fique muito aquém da verdadeira feitiçaria memética.

Em última análise, na magia, a evolução contínua da técnica e a compreensão da função são as únicas coisas que importam.
Não há vacas sagradas para proteger e nem sacerdotes dignos de louvor. Existe apenas a sempre presente marcha para a grandeza, um experimento de cada vez.

Fonte: https://chaosmagick.com/you-viral-gods/

Postagem original feita no https://mortesubita.net/popmagic/deuses-virais/

Migração de Almas

O que leva um povo a ser o que ele é? Cultura, tradições? Por que certas gerações dão um salto qualitativo em um país e depois desaparecem ser deixar vestígios? O que é a Grécia de hoje senão um pálido reflexo do seu passado glorioso? E onde estão os ousados navegadores portugueses e espanhóis de outrora? Como uma nação medíocre (adequadamente representados na figura do seu presidente atual) atinge o nível de única potência mundial?

Em um capítulo do livro A caminho da Luz Emmanuel nos fala das transmigrações de povos, que seriam a mudança da coletividade de almas de um país para outro, obedecendo aos desígnios do Alto, para que se cumpram as obrigações kármicas coletivas e a evolução da humanidade como um todo.

Assim, vimos nos últimos séculos os antigos fenícios reencarnarem na Espanha e em Portugal, entregando-se de novo às suas predileções pelo mar. Em Paris estava a alma ateniense nas suas elevadas indagações filosóficas e científicas, abrindo caminhos claros ao direito dos homens e dos povos. Na Alemanha e na Rússia reencarnou o belicoso grupo espiritual de Esparta, cuja educação defeituosa e transviada construiu o espírito detestável do pangermanismo na Alemanha e o atraso do Socialismo na União Soviética.

Abro aqui um imenso parêntese para falar mais do fenômeno de guerra alemão. Não através do meu ponto de vista, mas do de alguém que esteve no comando da resistência inglesa contra o avanço germânico, alguém que não era nenhum santo (nem poderia sê-lo) e a quem todos os povos livres devem a sua liberdade:

Certamente não caberá a esta geração pronunciar o veredicto final sobre a Grande Guerra. O povo alemão merece explicações melhores do que a versão leviana de que ele estava solapado pela propaganda inimiga… No entanto, os registros humanos não contêm nenhuma manifestação igual à erupção do vulcão alemão

(Winston Churchill)

Em seu livro sobre a primeira guerra, Churchill analisa a beligerância alemã:

Durante quatro anos, a Alemanha combateu e desafiou os cinco continentes do mundo por terra, mar e ar. Os exércitos alemães sustentaram seus vacilantes confederados, intervieram com êxito em todos os teatros de guerra, resistiram em toda parte no território conquistado e infligiram aos inimigos mais do dobro do derramamento de sangue que sofreram. Para lhes dominar a força e a técnica e para lhes refrear a fúria, foi necessário levar todas as maiores nações da humanidade ao campo de batalha contra eles. Populações imensas, recursos ilimitados, sacrifício incomensurável, o bloqueio marítimo não conseguiram triunfar durante cinqüenta meses. Estados pequenos foram calcados no conflito; um poderoso Império foi demolido em fragmentos irreconhecíveis; e quase vinte milhões de homens pereceram ou derramaram seu sangue antes que a espada fosse arrancada daquela terrível mão.

Na Inglaterra ficou a nata dos antigos fundadores romanos, com a sua educação e a sua prudência, retomando de novo as rédeas perdidas do Império Romano, para beneficiar as almas que aguardaram, por tantos séculos, a sua proteção e o seu auxílio.

Isso foi em 1938, quando foi escrito o livro A caminho da Luz. Mas Emmanuel já profetizava uma mudança de forças, com o crescimento da importância das Américas no cenário mundial:

“Embora compelida a participar das lutas próximas, pelo determinismo das circunstâncias de sua vida política, a América está destinada a receber o cetro da civilização e da cultura, na orientação dos povos porvindouros. Condenada pelas sentenças irrevogáveis de seus erros sociais e políticos, a superioridade européia desaparecerá para sempre, como o Império Romano, entregando à América o fruto das suas experiências, com vistas à civilização do porvir. Vive-se agora, na Terra, um crepúsculo, ao qual sucederá profunda noite; e ao século XX compete a missão do desfecho desses acontecimentos espantosos.”

Ao menos esse foi o “plano” da espiritualidade. Os norte-americanos agarraram a oportunidade e se tornaram um Império. O Brasil (que deveria ser o celeiro do mundo e a pátria do evangelho) não. Talvez tenha sido melhor, afinal os EUA são hoje a representação decadente do Império Romano, mantendo consigo seus símbolos (capitólio, águia, etc) e seu espírito belicoso e puramente explorador, entrando novamente em combate com os “bárbaros”.

Mas como toda ação gera uma reação em sentido contrário, no mundo árabe vemos o surgimento dos grupos suicidas (coisa impensável para quem segue o Alcorão, que é claramente contra o suicídio). De onde esses jovens fanáticos vieram? Que grupo espiritual alimentaria um ódio recente pelos EUA a ponto de encarnar num país apenas pela oportunidade de vingança? Como em tudo na vida, discernimento é fundamental, e devemos levar em consideração todos os fatores políticos e sociológicos, mas, como estamos falando exclusivamente da parte espiritual, podemos perceber claramente traços do espírito guerreiro japonês da segunda guerra no modus operandi desses terroristas. Morrer para matar o inimigo (mesmo que não se cumpra nenhum grande objetivo, a não ser vingança) é morrer com honra, e em 1944, nos combates do Pacífico, os Norte-americanos viram tal pensamento se materializar como um pesadelo (seja na luta ferrenha pra defender uma ilha já cercada, seja nos aviões kamikaze, ou nas bombas-oka, torpedos-humanos, etc). O ataque final do filme O último samurai não é uma licença poética: está plenamente de acordo com o espírito japonês que persistia até há pouco (hoje em dia os japoneses são umas moças, em comparação com seus ancestrais).

#Espiritualidade

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/migra%C3%A7%C3%A3o-de-almas