Hipátia e Sinésio (parte 1)

A Filósofa,

Eu lhe saúdo, e lhe peço que saúde seus fortunados amigos por mim, majestosa Mestra. Há tempos venho lhe reclamando por não ser digno de uma resposta, mas hoje sei que não sou vítima do seu desprezo por nenhum erro de minha parte, mas porque sou desafortunado em muitas coisas, em tantas quanto um homem pode ser.

Se apenas eu pudesse receber novamente suas cartas e saber como todos estão passando – tenho certeza que estão felizes e desfrutando de boa fortuna – eu ficaria aliviado, neste caso, da metade dos meus próprios problemas, ao me alegrar pela sua felicidade. Mas hoje o seu silêncio é mais uma adição as minhas tristezas.

Eu perdi meus filhos, meus amigos, e a boa vontade de todos. A maior de todas as perdas, no entanto, é a ausência do seu espírito divino. Eu tive esperança de que isto sempre permanecesse em mim: a capacidade de vencer tanto os caprichos da fortuna quanto as voltas sombrias do destino.

A carta acima [1] foi escrita por Sinésio de Cirene no ano 413 d.C. Provavelmente seria tratada como um relato de pouca importância histórica, fruto do fim de vida amargo de um filósofo do século V, não fosse pela sua célebre destinatária, a qual o escritor lamenta profundamente a ausência: a “filósofa” em questão era exaltada como um “espírito divino” não somente por Sinésio, como por praticamente todos os seus discípulos. Ela era Hipátia de Alexandria, a mulher mais sábia de seu século, cuja luz e a lenda ainda irradiam até a era moderna.

Eis como Sócrates Escolástico, um historiador de sua época, a descreveu em sua obra Historia ecclesiastica [2]:

Havia uma mulher em Alexandria chamada Hipátia, filha do filósofo Théon, que galgou tantas realizações na literatura e na ciência, que ultrapassou em muito os filósofos de seu tempo. Tendo sido versada nos ensinamentos de Platão e Plotino, ela explicava os princípios da filosofia para os seus ouvintes, muitos dos quais viajavam enormes distância para serem instruídos por ela. Por conta de seu autocontrole e serenidade, frutos do cultivo de sua mente, ela aparecia muitas vezes em público na presença dos magistrados da cidade, e não se sentia envergonhada em participar das assembleias dos homens. Pois todos os homens que tinham notícia de sua extraordinária dignidade e virtude eram seus admiradores.

Apesar de haver sido uma das mentes mais brilhantes de seu tempo, Hipátia é mais conhecida pela maneira brutal com que foi assassinada; assim como pela forma com que as lendas em torno do ocorrido alimentaram a curiosidade tanto de pagãos quanto de cristãos, tanto de adeptos da ciência e da racionalidade quanto de homens e mulheres de fé. Antes de sabermos como ela morreu, no entanto, talvez seja mais proveitoso saber como viveu…

Residiu a vida toda em Alexandria, tendo sido descendente de uma família de relativa nobreza e destaque na sociedade da época. Seu pai, Théon, era um cientista muito conhecido, membro do Museu (ou Templo das Musas, onde também residia a célebre Biblioteca da Alexandria [3]), escritor e filósofo com especial interesse no hermetismo. Apesar do que dizem as lendas, era o pai de Hipátia o amante do paganismo (ao menos publicamente), e não ela, que ficou conhecida em seu tempo bem mais pela sua vasta erudição em ciências matemáticas e astronômicas, assim como em filosofia, do que por algum conhecimento particular dos rituais pagãos.

A sua vida privada, no entanto, era bem mais envolta em mistérios… Apesar de não nos restar nenhuma obra escrita de Hipátia que não seja relacionada à ciência [4], felizmente algumas cartas de Sinésio sobreviveram aos séculos, e nos confirmam em parte o que muitos estudiosos da sua vida intuíram.

Hipátia formou um círculo intelectual composto por discípulos que eram como que “alunos particulares”, alguns deles por muitos anos, outros ainda (como o próprio Sinésio) que a trataram como mestra até o fim da vida. Tais alunos vinham da própria Alexandria, de outras regiões do Egito, da Síria, de Cirene e Constantinopla. Pertenciam a famílias ricas e influentes; com o tempo, vieram a ocupar posições de comando na hierarquia do Estado ou na ordem eclesiástica do cristianismo nascente.

Em torno de sua mestra, esses discípulos formavam uma comunidade cujos fundamentos eram o sistema de pensamento platônico e os laços profundos de amizade. Aos conhecimentos transmitidos pelo “espírito divino” de Hipátia, davam o nome de “mistérios”. Tais conhecimentos, estes sim, eram mantidos inteiramente secretos, e jamais transmitidos a qualquer um que não fosse iniciado nos assuntos divinos e cósmicos.

Ainda que pouco saibamos atualmente sobre o que Hipátia e o seu círculo de discípulos estudavam em segredo, é certo que, entre os seus textos sagrados, contavam-se os Oráculos Caldaicos. Esses textos do hermetismo eram caros tanto ao pai de Hipátia, que os lecionou a própria filha em casa, quanto a Sinésio, que em suas obras demonstra estar plenamente familiarizado com a sua temática.

Seja como for, fato é que se Hipátia foi uma pagã no âmbito privado, jamais demonstrou, na esfera pública, nenhum interesse particular por frequentar templos dos deuses gregos ou participar de seus rituais. Ao que tudo indica, Hipátia foi muito mais uma mística do que uma adepta do ritualismo religioso.

Suas lições públicas incluíam, além da filosofia platônica, preciosas instruções da matemática e astronomia. As suas conferências tinham lugar tanto em sua própria casa, quando aberta ao público, como nas salas de leitura alexandrinas. Em ambos os casos, não era incomum ser acompanhada por multidões de admiradores e curiosos.

Ocasionalmente também era chamada a intervir nos assuntos da polis, atuando como conselheira dos assuntos municipais. A filha de Théon detinha uma grande autoridade moral, e todos os historiadores da época concordam em descrevê-la como um modelo de coragem ética, retidão, sinceridade, dedicação cívica e elevação intelectual.

Apesar de provavelmente ter sido belíssima em sua juventude, também sempre foi uma reconhecida adepta da sophrosyne, uma espécie de “estado de espírito” que, de acordo com o conceito grego antigo, incluía o bom senso e a moderação, a sanidade moral, o autocontrole e o autoconhecimento. Isso também se refletiu em sua vida sexual: Hipátia se conservou virgem por toda a vida, e não há sequer um relato consistente de quaisquer casos amorosos que tenha tido, seja com homens ou com mulheres. Aos que a questionavam sobre “quando afinal iria se casar”, ela respondia que “já era casada com a Verdade” [5].

E há quem tenha dito que o brutal assassinato de Hipátia tenha marcado o fim do helenismo e o início da hegemonia cristã. Tais lendas quase sempre mostram uma Hipátia jovem e bela sendo morta por uma multidão de fanáticos… Como ocorre muitas vezes em lendas históricas, o relato em si passa consideravelmente distante da verdade: Hipátia não poderia haver sido uma mestra tão jovem, a lecionar para homens bem mais velhos, e discursar para multidões.

Já sobre a questão entre o helenismo e o cristianismo, como já dissemos, Hipátia tampouco tinha qualquer predileção por um ou por outro – a ela interessava somente a Verdade. Tanto que um dos seus discípulos mais fiéis, e também um dos homens que mais a amou, um dia tornou-se bispo, e o seu nome era Sinésio de Cirene, o Bispo Filósofo.

» Na próxima parte, a triste e trágica morte da mulher mais sábia de Alexandria…

***
[1] Fonte original (em inglês): Livius.org. A tradução é de Rafael Arrais.
[2] Fonte original (em inglês): Wikipedia. A tradução é de Rafael Arrais.
[3] Na Grécia antiga o museu era um templo das musas, divindades que presidiam a poesia, a música, a oratória, a história, a tragédia, a comédia, a dança e a astronomia. Esses templos, bem como os de outras divindades, recebiam muitas oferendas em objetos preciosos ou exóticos, que podiam ser exibidos ao público mediante o pagamento de uma pequena taxa. Dos museus da Antiguidade, o mais famoso foi o criado em Alexandria por Ptolomeu Sóter em torno do século III a.C., que continha estátuas de filósofos, objetos astronômicos e um jardim botânico, embora a instituição fosse primariamente uma academia de filosofia, e mais tarde incorporasse uma enorme coleção de obras escritas, dando origem a célebre Biblioteca de Alexandria.
[4] E mesmo essas são, em teoria, somente edições de célebres matemáticos e astrônomos da época. Devido à dificuldade em se atribuir autoria feminina a quaisquer obras da época, fica impossível confirmar o quanto dessas “edições” não se tratavam, na realidade, de “adições”.
[5] Segundo a enciclopédia bizantina Suda, ela foi esposa de “Isidoro, o Filósofo” (aparentemente Isidoro de Alexandria); porém, Isidoro só nasceu muito depois da morte de Hipátia, e não se conhece nenhum outro filósofo com este nome que seja seu contemporâneo. A Suda também afirmou que “ela permaneceu virgem” e que rejeitou o candidato mostrando lençóis manchados de sangue afirmando que eles demonstravam que não havia “nada de belo” no desejo carnal – um exemplo de fonte cristã fazendo uso de Hipátia como símbolo de virtude.

Bibliografia
Hipátia de Alexandria, Maria Dzielska (Relógio D’Água); Wikipedia; Livius.org

Crédito da imagem: Wikipedia (pintura de Charles William Mitchell [1885], provavelmente baseada nas lendas que chegavam a ver Hipátia como espécie de “heroína erótica da razão”).

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

Ad infinitum

Se gostam do que tenho escrito por aqui, considerem conhecer meu livro. Nele, chamo 4 personagens para um diálogo acerca do Tudo: uma filósofa, um agnóstico, um espiritualista e um cristão. Um hino a tolerância escrito sobre ombros de gigantes como Espinosa, Hermes, Sagan, Gibran, etc.

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#Filosofia #HipátiadeAlexandria #história

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A Fraternidade Rosacruz

A FRATERINIDADE ROSACRUZ – FRC (inglês, The Rosicrucian Fellowship)  foi fundada por Max Heindel entre 1909 e 1911, sua sede internacional está localizada em Mount Ecclesia, Oceanside, Califórnia (EUA); tem uma sede central e centros de estudo no Brasil e centros em Portugal. No Brasil, na cidade de São Paulo, além de uma Sede Central da Fraternidade Rosacruz, funciona também desde 1929 a Fraternidade Rosacruciana São Paulo, instituição independente, mas seguindo o modelo da escola de Max Heindel, destinada à exposição da mesma doutrina, fundada por Lourival Camargo Pereira. Não é uma dissidência, por ser mais antiga do que a filial brasileira da escola de Max Heindel, e também não mantém vínculos administrativos.

Não reivindica o título de “Ordem Rosacruz”. Considera-se apenas uma escola de exposição de suas doutrinas e de preparação para o indivíduo para ingresso em caminhos mais profundos na Ordem espiritual, sendo que a verdadeira Ordem Rosacruz funciona apenas nos mundos espirituais. Ao contrário da maioria das demais organizações rosacruzes, as escolas de Max Heindel se consideram indissociáveis do Cristianismo considerando-o como a única verdadeira religião universal e Cristo como o único salvador, daí ser mais propriamente chamada de Cristianismo Rosacruz, ou, por vezes, Cristianismo Esotérico. Outras organizações rosacruzes também se consideram cristãs, mas não com este ênfase.

A Fraternidade, edificada por Max Heindel como (suposto) arauto da Era de Aquário, realiza Serviço de Cura Espiritual e proporciona gratuitamente cursos por correspondência em Cristianismo Esotérico e Filosofia, Astrologia Espiritual e Interpretação da Bíblia; e os seus estudantes encontram-se por todo o mundo organizados em Centros e Grupos de Estudo.

Max Heindel

Diz-se que em 1908 o seu fundador, Max Heindel, teria sido escolhido e preparado pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, com o objetivo de revelar publicamente os preceitos da doutrina rosacruciana. Em Novembro de 1909, Max Heindel publicou o “Conceito Rosacruz do Cosmos” (que tem como subtítulo: “Tratado elementar sobre a evolução passada do homem, sua constituição atual e seu futuro desenvolvimento”), uma exposição da doutrina originalmente escrita em alemão e posteriormente traduzida para outros idiomas. Algum tempo depois, foram desenvolvidos em outros livros, conferências e lições.

A Fraternidade recomenda a seus membros sobriedade na comida, abstinência de carne, de bebidas alcoólicas, pratica de jejum, meditação, etc. Essa instituição funciona de forma gratuita, segundo o preceito: “dái de graça o que de graça recebeste”. Todas as suas despesas são custeadas com as dádivas voluntárias dos seus membros, que o possam e queiram fazer, e pelas daquelas pessoas que, não sendo membros, simpatizam com ela. Lema da missão R+C: Mente pura, coração nobre, corpo são.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-fraternidade-rosacruz/ […]

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Brunhilde e as Valkírias

Na mitologia nórdica Brynhildr (Brunilda ou Brunilde, em português) é uma Valquíria, um dos personagens principais da Volsunga saga e de partes da Edda poética. Com o nome de Brünnhilde ou Brünnhild ela aparece na Nibelungenlied e no ciclo operístico do Anel do Nibelungo, de Richard Wagner. Em A Balada de Sigrdrífa ela é conhecida como Sigrdrífa (“estimuladora-da-vitória”), onde ela ensina para o herói a runa da vitória. Seu nome aparece grafado em diversas formas: Brünhild, Brunhild, Brunhilda, Brunhilde, Brunhilt, Brunnehilde, Brünnhilde, Brynhild, Brynhilt, Bruennhilde e Brunahild. Possivelmente a inspiração para este personagem veio da histórica princesa Brunilda da Austrásia, que casou com o rei merovíngio Sigebert I em 567.

A história de Brynhildr é encontrada com variações nas diversas fontes. Na Völsunga saga ela é filha de Budli, e foi encarregada de decidir um combate entre os reis Hjalmgunnar e Agnar. Decidido em prol deste, contra a vontade de Odin, é condenada a viver a vida de uma mortal, sendo encarcerada em um castelo e posta a dormir dentro de um círculo de fogo, até que fosse resgatada por algum herói. Sigurðr, matador do dragão Fafnir, atravessa as chamas e a desperta. Imediatamente apaixonado, pede-a como esposa, oferecendo-lhe o anel Andvarinaut, e parte logo depois, prometendo retornar para desposá-la.

Chegando à corte de Djuki, a rainha Grimhild, através de encantamentos, faz Sigurðr esquecer Brynhildr e casar com sua filha Gudrun. Desejando ainda casar Brynhildr com seu filho Gunnar, envia este para tirá-la do castelo, mas ele não o consegue, por causa da muralha de chamas em torno. Disfarçado de Gunnar, Sigurðr penetra no castelo e casa com a valquíria, e lá permanece com ela por três noites, mantendo contudo uma espada entre eles no leito conjugal, significando que tencionava preservá-la virgem até entregá-la ao verdadeiro Gunnar. Então sem que ela perceba os homens reassumem suas identidades reais, com Brynhildr continuando a pensar que casara com Gunnar. Mais tarde suas esposas disputam qual seria o marido mais valoroso, e Brynhildr diz que nem mesmo o herói Sigurðr pôde penetrar no anel de fogo. Ao dizer isso Gunnar revela que fora Sigurðr o autor da façanha, e este relembra sua antiga paixão por Brynhildr, que se enfurece com a trapaça em que fora colhida. Sigurðr tenta consolá-la, mas sem sucesso, e ela trama um plano para matá-lo. Gutthorm, irmão mais novo de Gunnar foi, por fim, o assassino. Morto Sigurðr, Brynhildr arrependida, lança-se à sua pira funerária.

Na Nibelungenlied ela é Brünhild, a rainha da Islândia, por três vezes consecutivas vencida em provas de força por Gunther, com a ajuda invisível de Siegfried. Enfim é obrigada a casar-se com o pretendente Gunther. Na noite de núpcias ela, com sua enorme força, o amarra e assim o deixa até o dia seguinte. Novamente Gunther pede a ajuda de Sigfried e seu manto de invisibilidade, mas diz para não ele dormir com ela. Brünhild é outra vez vencida, embora Sigfried tenha ficado com seu cinto e anel, um símbolo de seu defloramento. Já sem sua força descomunal ela aceita o legítimo esposo. Anos mais tarde ela convida Sigfried e sua mulher, Kriemhild, para visitarem seu reino, mas questões de precedência à entrada da Catedral de Worms causam uma disputa entre as rainhas, e Kriemhild mostra o anel e cinto que Sigfried lhe dera e que eram antes de Brünhild, e para seu vexame a acusa de ter sido amante de Sigfried, abalando a amizade entre os casais e seus reinos. Por fim o caso termina em tragédia, com a morte de Gunther, Kriemhild e Sigfried, além de vários outros personagens.

Aparecendo novamente no Anel do Nibelungo de Wagner, já como Brünnhilde, participa de três das óperas – Die Walküre, Siegfried, e Götterdämmerung – tendo um papel central na história de Wotan e na devolução do tesouro dos Nibelungos às filhas do Reno. Wagner optou por usar as fontes nórdicas primitivas, em vez da versão medieval alemã da lenda, mas mesmo assim fez importantes adaptações.

Esta energia se manifesta na terra nos dias de hoje através da energia de Iansã, muitas vezes se apresentando como “baianas” ou “caboclas de Iansã” em terreiros.

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‘Renascer Anticristão

por Betopataca, publicação permitida pelo autor no portal MSInc.

O propósito principal deste pequenino compêndio aqui desenvolvido é somente de revelar a enorme mentira e farsa sobre o qual se abanca o cristianismo e as religiões abrãamicas (osirianas num linguajar thelêmico).

Tudo demonstrado é calcado em fatos logicamente comprovados e em opiniões pessoais, por tal é do inteiro direito do leitor renegar os factos cientificamente comprovados e minhas opiniões pessoais em seu microcosmo ou dimensão pessoal.Destarte qualquer pessoa tem o direito de viver e acreditar no que quiser,mesmo sendo tal para mim e para os fundamentos da racionalidade e da ciência uma calúnia.

Por fim, não existe frase melhor do que a proferida por Aleister Crowley,pensador e ocultista britânico do início do século, para dar início a este compêndio:”Não existe Lei a não ser a do faze o que tu queres”.

Nota Morte Súbita Inc. Eis a mais completa e definitiva refutação histórica, filosófica e metafísica do cristianismo. Embora sua enfase seja a acusação das falácias cristãs, é sobretudo um livro satânico. E diga-se de passagem, um dos livros mais representativos do satanismo latino-americano. Em primeiro lugar seu autor foi participante ativo da Fraternitas Templi Satanis, ordem satânica que preencheu a lacuna deixada pela Igreja de Lúcifer nos primeiros anos do século XXI.

Em segundo lugar a obra por si só está permeada de uma ideologia afinada ao satanismo moderno de Anton LaVey. Isso fica especialmente claro nos capítulos ‘Vaso Cheio’ e ‘Amor Universal’.

Por fim, a própria natureza do arquétipo satânico é a de adversário, de acusador. E sabemos que todos os praticantes públicos do satanismo moderno são constantamente abirdados por apologistas cristãos. Pois bem, um estudo atento desta obra armará a todos com uma arma com a qual eles não podem se defender; a verdade.

Índice

 

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A Cidade Celeste II

Também é importante advertir que a fundação das cidades, com seus templos e santuários, era um símbolo que expressava a constituição ou consolidação de uma doutrina tradicional, convertendo-se assim a cidade terrestre na própria expressão dos princípios cosmogônicos e metafísicos revelados por tal doutrina, pois esta sempre foi considerada como a emanação direta da Doutrina do céu, que não é outra que a própria Sabedoria Perene, Lei Eterna, ou Sanatana Dharma, contida na Tradição Primitiva, ou o que é o mesmo, no Centro Supremo. Este, embora em um princípio era acessível a todos os homens, tornou-se, por razões de ordem cíclica, oculto e inacessível para a grande maioria, Por isso que seja através da compreensão do sentido profundo e essencial do Ensino como se pode realmente estabelecer a comunicação com tal Centro, quer dizer, quando a “intenção” e a vontade de todo o ser se oriente para o Conhecimento, e se identifique e seja um com ele, promovendo assim uma verdadeira transformação interior casada com a realização de todas as possibilidades contidas no estado humano, à luz de cuja plenitude todas as coisas aparecem reintegradas na Unidade do Si mesmo, o qual está em relação com a frase evangélica: “Procurem e encontrarão, peçam e serão saciados, chamem e se lhes abrirá”. A essa transformação (precedida por numerosas mortes e nascimentos) refere-se a expressão hermética que sintetiza a consumação da Grande Obra: “espiritualizar os corpos e corporificar os espíritos”, ou “espiritualizar a matéria e materializar o espírito”, como se diz nas primeiras páginas deste Programa.

O centro do estado humano está representado precisamente pelo coração, onde, efetivamente, todas as tradições situam a morada simbólica da Cidade celeste, ou Cidade divina (em sânscrito Brahma-pura), que é o Reino dos céus (identificado com a Cristianópolis ou o Templo do Santo Espírito, “que está em todas partes”, do hermetismo Rosa-Cruz), do que se diz que não virá ostensivamente, “Nem poderá dizer-se: hei-lo ali, hei-lo aqui, porque o Reino de Deus está dentro de vós”, Lucas, XVII, 21. É também a Jerusalém Celeste como dissemos, cujo advento supõe a abolição da condição temporária, e portanto a restauração do estado primitivo e do sentido da eternidade ou “presente eterno”. Em conseqüência, poderia então se afirmar que a Cidade celeste é a possibilidade permanente de viver a realidade em si mesmo, sem reflexos duais, como foi, é e será sempre, constituindo o ponto de referência vertical que dá sentido e plenitude à totalidade de nossa existência, que se reconhece no universal, conduzindo-nos da periferia ao centro através do Eixo que comunica a Terra com a Pátria celeste, que é nossa origem e destino final: “Eis aqui o Tabernáculo de Deus entre os homens, e erigirá seu Tabernáculo entre eles, e eles serão seu povo e o mesmo Deus será com eles”, Apocalipse, XXI, 3-4.

#hermetismo

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A Mansão Winchester – Parte 1

Rev. Obito

Quando era criança meu pai gostava de brincar de quebra-cabeças e fazer contas. Às vezes ele dizia: se você ficar entre 1 e 2 minutos sem respirar você desmaia. 10 minutos sem oxigênio e seu cérebro desliga, sem volta. Então, se eu prender você e te jogar nessa piscina, quanto tempo você tem para se soltar do cadeado e das correntes para conseguir nadar até a superfície e sair vivo da água?

Talvez hoje esse tipo de brincadeira seja questionado, mas aos 11 anos eu conseguia abrir quase todos os cadeados que via. Eu também conseguia resolver um cubo mágico em menos de 2 minutos, para outras crianças isso significava um nerd chato e sem vida ou futuro, para mim significava sobremesa e poder assistir os filmes que começavam depois da meia noite na tv.

Outra coisa que adorava era ler, quadrinhos especialmente. Claro que na época se os garotos mais velhos te pegassem com uma revistinha você virava saco de pancada, hoje elas viram filmes e se você não é #teamstark as pessoas olham com nojo para sua alma.

Assim, lá pelo fim da década de 1980, encontrei em uma banca a nova edição do Monstro do Pântano, escrita por Alan Moore. Aquilo era arte pura, uma obra de suspense sofisticado, era algo que eu precisava ler. A história no caso era sobre dois casais que se embrenhavam no meio do mato e chegavam a uma mansão assombrada.

A mansão, Alan Moore contava, ficava na cidade de São Miguel, na Califórnia, e havia sido construída pela viúva Amy Cambridge, com a fortuna que herdou de seu marido, o dono da companhia de armas de fogo Cambridge. Cambridge construíu a mansão sem plantas ou mapas, dizia que recebia dos fantasmas as instruções de como deveria construir, o que resultou em uma casa que era um labirinto bizarro, salas com treze lareiras, portas que se abriam para abismos ou para paredes de tijolos. Quartos construídos dentro de quartos, cômodos com alguns poucos metros quadrados de área com armários do tamanho de salões.

Lendo os quadrinhos o resumo do que havia acontecido era: o Sr. Cambridge, depois de fazer fortuna vendendo armas de fogo havia morrido e deixado tudo para a esposa. Ela passou a ser assombrada pelos fantasmas das pessoas mortas pelas armas, cowboys, índios, mexicanos, mendigos, suicidas, etc… Os fantasmas foram claros quando ela perguntou o que queriam:

“The sound of the hammers must never stop”

“O som dos martelos não deve nunca parar!”

Então ela contratou marceneiros que começaram a expandir a casa, trabalhando em turnos, 24 horas por dia, 7 dias por semanas, sem parar nunca. BANG! BANG! BANG!

Eventualmente a viuva morreu e só então as obras da casa pararam. Por causa de sua bizarrice arquitetônica a casa foi abandonada e estava caindo aos pedaços, mas cheia de fantasmas. E o som dos martelos havia parado.

Em inglês a coisa fica mais genial porque hammer significa tanto ‘martelo’, a ferramenta, quanto ‘cão’ aquela peça de metal que as pessoas puxavam para trás para engatilhar a arma. O som de um cão batendo também faz BANG, mas um tipo diferente de BANG.

Os casais se embrenham na casa, o horror acontece e não vou dar mais spoilers, ao invés disso você pode baixar aqui a edição original (em inglês) e se divertir.

Bom, como acontecia com quase tudo que lia de Moore aquilo grudou na minha mente. Uma mansão labirinto construída com instruções dadas pelos fantasmas que morreram como resultado da fortuna que era usada para construir a casa. Uma ode à morte e à loucura.

Muito tempo depois em uma conversa sobre lugares assombrados contei da casa para um grupo de amigos, não me lembrava dos detalhes “a mansão da viuva das armas de fogo”. Uma das amigas presentes respondeu arregalando os olhos: você já ouviu falar da Mansão Winchester? Eu não me lembrava do nome exato e concordei, o que eu puxava da memória ela completava com os próprios detalhes. “Uma boa história!” Eu terminei.

– História? Como assim? Ela existe de verdade!

E foi assim que aquele labirinto me puxou de volta para dentro de seus corredores. Voltei para casa depois de um tempo, cacei a revista e a reli, prestando atenção. Vi que claramente era chamada de mansão Cambridge, mas Moore avia deixado duas pistas:

1ª Um diálogo onde uma das personagens diz: Look, really, it’s not a joke. The Cambridge Repeater was a sort of a second-rate copy of the winchester.

Ou

Olhem, é verdade, isso não é uma piada. O rifle Cambridge foi tipo uma imitação barata do Winchester.

2ª Nunca existiu uma marca Cambridge de rifles, mas o escritor e artistas eram ingleses e Cambridge é uma cidade universitária muito popular do Reino Unido que fica a uma boa distância de Winchester.

Eventualmente, depois dos anos 1990 e início no admirável milênio novo a Mansão Winchester se tornou popular de novo. Aparece em uma série de programas de caçadores de fantasmas, desbancados de mitos e gurus psíquicos. Haviam liberdades poéticas entre a mansão de verdade e a dos quadrinhos. Ambas estavam localizadas na Califórnia, a de Moore em São Miguel a real em São José. Todas as bizarrices do quadrinho existiam na casa real, salas com inúmeras lareiras, portas que levavam a lugar nenhum, os corredores labirínticos e claro, a história da assombração.

Durante anos a fascinação que aquela casa exerceu em mim me levou a estudá-la, sua história, suas lendas e principalmente seu propósito. O que levaria alguém a construir uma casa do tamanho de uma vila com detalhes tão bizarros? A resposta simples “loucura e/ou fantasmas” não me satisfazia, a lógica, mesmo que insana, não fazia sentido. Nessa matemática a conta tinha variáveis demais ou de menos.

(Para entender como funciona a matemática aplicada a essas loucuras você pode ler este textinho)

Então não tive outra opção a não ser arregaçar as mangas, vestir as calças, colocar a cueca e ir atrás de resolver esse problema. Este texto é o resultado do constrangimento de sair correndo pelas ruas, bibliotecas e até mesmo outro país com a cueca por cima das calças.

OS FATOS

A Mansão Winchester, ou Winchester Mystery House, se tornou uma atração turística. Ela se encontra no número 525 South,em Winchester Blvd. in San José, Califórnia. A construção é impressionante.

Quando você entra para fazer a tour – paga, é claro – pode pegar uma pequena brochura que traz alguns fatos sobre a casa, o mesmo texto hoje se encontra disponível no site deles <https://winchestermysteryhouse.com/>, no site também é possível fazer um tour virtual – pago, é claro. A brochura nos diz:

É UMA MARAVILHA

A Winchester Mystery House® é uma maravilha arquitetônica e um marco histórico em San José, Califórnia, que já foi a residência pessoal de Sarah Lockwood Pardee Winchester, a viúva de William Wirt Winchester e herdeira de grande parte da fortuna da Winchester® Repeating Arms.

A tragédia se abateu sobre Sarah – sua filha morreu de uma doença infantil e, alguns anos depois, seu marido foi tirado dela por tuberculose.

A MUDANÇA PARA O OESTE

Pouco depois da morte de seu marido, Sarah deixou sua casa em New Haven, CT e mudou-se para o oeste para San José, CA. Lá, ela comprou uma casa de fazenda com oito quartos e começou o que só poderia ser descrito como a mais longa reforma doméstica do mundo, parando apenas quando Sarah faleceu em 5 de setembro de 1922.

ESTES SÃO OS FATOS

De 1886 a 1922, a construção aparentemente nunca cessou, já que a casa da fazenda original de oito quartos se transformou na mansão mais incomum e ampla do mundo, apresentando:

2.230m2 de área construída
10.000 janelas
2.000 portas
160 quartos
52 claraboias
47 escadas e lareiras
17 chaminés
13 banheiros
6 cozinhas

O custo da construção foi de U$5 milhões de dólares em 1923 ou U$71 milhões hoje.

É UM MISTÉRIO

Mas o que restou é realmente um mistério. Mesmo antes de sua morte, rumores de uma “casa misteriosa” sendo construída por uma mulher rica e excêntrica circulavam. Ela foi instruída a construir esta casa por um médium? Ela foi assombrada pelos fantasmas daqueles abatidos pela “Arma que Venceu o Oeste”? A construção realmente nunca parou? O que motivou uma socialite bem-educada a se isolar do resto do mundo e se concentrar quase exclusivamente na construção da mansão mais bonita e bizarra do mundo?

À FRENTE DE SEU TEMPO

Sarah Winchester foi uma mulher independente, energética e corajosa que até hoje vive em lendas. E a mansão que ela construiu é mundialmente conhecida tanto pelas muitas curiosidades e inovações de design (muitas à frente de seu tempo) quanto pelas atividades paranormais relatadas que ocorrem dentro dessas paredes.

Esses mistérios e muito mais já atraíram mais de 12 milhões de visitantes a visitar a Winchester Mystery House® desde que as portas foram abertas em 30 de junho de 1923. Você será capaz de desvendar o mistério?

Isso resume o mistério a cerca da casa – se bem que vendo as fotos, chamar aquilo de casa é como chamar um elefante de piolho. Ele foi criado com base em lendas e mitos gerados pela excentricidade do projeto.

AS LENDAS

Alan Moore resumiu todas as lendas de maneira bem rápida e poética na história do Monstro do Pântano, depois em 2018 a Lions Gate lançou o filme A Maldição da Casa Winchester (você pode ver o trailer aqui) que além de dar uma mão de tinta moderna nas superstições foi filmado na mansão verdadeira! As cenas que mostram os cômodos e corredores são muito mais belos do que as feitas pelas dezenas de programas sobrenaturais [1], vale a pena ser visto nem que seja para se sentir o tamanho da casa.

Seria impossível tentar reunir em um único texto com menos de 10 volumes tudo o que já disseram sobre a mansão, mas em linhas gerais isso é o que popularmente se acredita:

Hoje a mansão é conhecida como a Winchester Mystery House, mas nas décadas em que estava sendo construído ela era simplesmente a casa de Sarah Winchester.

Sarah era a viuva de William Wirt Winchester, herdeiro da Companhia de Armas Winchester.

Ela nasceu em 1840 – aproximadamente – e cresceu em um mundo de privilégios. Ela falava quatro línguas, frequentava as melhores escolas, se casou bem e chegou a ter uma filha, Annie, aparentemente a vida que todos pedem a Deus. O problema é que Deus tem um senso de humor bizarro e sua filha morreu, logo em seguida foi a vez de seu marido.

Com a morte do marido Sarah herdou aproximadamente U$20 milhões de dólares (mais ou menos U$500 milhões hoje em dia), 50% das ações da empresa que lhe rendia uns U$1000 dólares por dia (ou U$26.000 dólares hoje em dia). Credo, que delícia!

Mas além de mais dinheiro do que poderia queimar, Sarah herdou uma tristeza profunda, depressão e tudo mais que acompanhava o luto de uma mulher do fim do século XIX que perde o único pilar de sua vida: a companhia e o controle de um homem!

Assim ela fez a única coisa que uma mulher como ela poderia fazer, se envolveu com o espiritismo. Começou a realizar sessões espíritas se consultava com médiuns (todos homens, é claro) e buscava entre os mortos a resposta para os problemas de sua vida, não é de se admirar que tenha obtido sucesso.

Contratando os serviços do melhor Médium Psíquico que uma fortuna descomunal poderia pagar Sarah chegou a Adam Coons. Adam conseguiu entrar em contato com William (obviamente Sarah não pediu para falar com filha, provavelmente porque ela também havia sido uma mulher do século XIX) e as notícias não eram boas. Sarah estava sendo amaldiçoada por cada ser vivo que já havia sido morto por uma arma Winchester.

Durante o século XIX houve uma corrida nos Estados Unidos para a criação de uma arma foda. Vários concorrentes desenvolviam seus projetos. Na época os rifles e revólveres disparavam uma bala por vez. Muitos ainda precisavam de pais para queimar a pólvora e disparar o projétil. Pensando em formas mais eficientes e rápidas para matar cada vez mais pessoas, H̶i̶t̶l̶e̶r̶ os americanos começaram a desenvolver novas munições que já traziam a pólvora e o projétil numa única peça e armas que disparassem essa munição cada vez mais rápido. E quem conseguisse isso estava com o futuro feito: o oeste americano estava sendo desbravado. Milhares de índios e mexicanos e búfalos malvados teimavam em não sair de lá e em atacar os pobres patriotas que queriam explorar o ouro e as terras que Deus havia lhes dado. Além desses inconvenientes o pais estava promovendo uma guerra civil que já durava meia década. O mercado precisava de armas melhores.

Oliver Winchester, um empresário e político – é claro – entrou em cena em 1866 e começou a produzir suas armas. O Modelo e, eventualmente o modelo 1873 foram campeões de venda, ficaram conhecidos como A Arma que Conquistou o Oeste. Isso tornou Oliver estupidamente rico até o dia de sua morte em dezembro de 1880. Seu filho William herdou a empresa e morreu quatro meses depois. E ai entra Sarah, que pegou o equivalente a uma Apple depois da volta de Steve Jobs.

Assim, na época da morte de William as armas Winchester já estavam matando, ferindo, aleijando e intimidando pessoas há mais de 24 anos, durante a conquista do oeste bravio e durante o final da guerra civil americana. Muita, muita gente mesmo já havia testemunhado a eficiência das armas que deram a Sarah sua fortuna. E todas essas pessoas queriam atormentá-la.

Coons então disse a Sarah que William pedia para que ela saísse sua casa em New Heaven, Connecticut, e fossa para a Califórnia. Então ela deveria usar sua fortuna para construir uma casa para os espíritos das vítimas da Winchester ou seria atormentada por eles a vida toda.

Em 1884 Sarah comprou uma casa de fazenda e o terreno ao redor, contratou carpinteiros e trabalhou para construir sua cidadela de 7 andares de altura. Ela não tinha plantas, planos ou arquitetos, ela ia instruindo os carpinteiros conforme os fantasmas a iam instruindo, assim cômodos eram construídos do lado de fora da casa, fazendo com que a janela de um quarto desse para dentro de outro quarto. Escadas eram erguidas, cada uma com degraus de tamanhos diferentes, e então interrompidas sem motivo, terminando no teto, levando a lugar algum. Portas eram colocadas e o próximo cômodo não era construído, elas davam para o lado de fora alguns andares acima do chão.

Um corredor começava a ser construído e então pediam mudanças no tamanho, e de novo, e de novo, até que se afunilavam e terminavam quando as paredes se encontravam. Cômodos eram ligados por passagens, cômodos prontos eram desmontados e paredes erguidas ali, muitas portas acabam se abrindo para revelar um muro de tijolos.

Mas a arquitetura não era a única excentricidade. Os fantasmas queriam que tudo fosse construído com madeira de sequoias gigantes mas Sarah não gostava da cor da madeira então ela mandou que pintassem todas as paredes – mais de 90.000 litros de tinta foram gastos – SÔÔÔÔ RIKAAAAAAA!

Além dos números já citados ela tinha dois porões, três elevadores, iluminação automática a gás, chuveiros e toda a tecnologia de ponta da época.

Candelabros de ouro e prata pendiam dos tetos, dúzias de painéis de cristal feitos pela Tiffany & Co. – todos desenhados por Sarah atendendo as ordem precisas dos fantasmas – preenchiam portas, janelas e painéis pela casa. Uma delas, colocada em uma das janelas, foi feita com o propósito de projetar um arco-íris no chão quando a luz do dia batesse no painel… claro que isso seria lindo se a janela não tivesse uma parede do outro lado.

Em 1904 um terremoto sacudiu San Jose, mas a Mansão Winchester havia sido erguida sobre uma base flutuante – uma fundação que distribui e equilibra o peso do solo ao redor, nada mal para uma mulher não arquiteta do século XIX – a casa ficou inteira… ou quase. Os três andares superiores sofreram algum s danos e acabaram sendo desmontados, deixando a mansão com os 4 andares que tem hoje (sem contar os porões).

A “sala Principal” era a sala onde Sarah continuava realizando sessões espíritas da meia noite às 2 da madrugada. Era enorme, tinha treze lareiras e uma mesa de carvalho redondo gigante no centro.

O cenário estava bem desenvolvido, preparado para começar a receber histórias.

Sarah nunca admitiu abertamente que estava construindo uma casa para fantasmas de pessoas assassinadas, mas alguns rumores começavam a nascer.

Os trabalhadores falavam das sessões diárias na sala dos espíritos, realizadas com médiuns locais, numa tentativa de atrair espíritos bons. Esses “espíritos bons” eram consultados para que ela se informasse sobre maneiras de melhor agradar aos espíritos para os quais ela estava construindo a casa, eram esses guias que diziam para Sarah fazer tantas adições aparentemente ilógicas ao seu projeto.

Dos 13 banheiros da casa, apenas um funcionava. Era uma tentativa de confundir espíritos que tentassem assombrar os encanamentos. Ela dormia cada noite em um quarto diferente, e usava suas passagens secretas para ir de um cômodo para outro, evitando os corredores principais.

Enquanto ela estava viva as histórias eram criativas, depois que ela morreu elas ficaram insanas. Os trabalhadores simplesmente largaram suas ferramentas, vários pregos ficando para fora das paredes, madeiras serradas pela metade.

Relatos de pessoas que invadiam a casa, tanto para roubá-la quanto para explorá-la e fugiam apavoradas, se tivessem a sorte de conseguir fugir, é claro, se tornaram lugar comum.

Gritos, choros, sons de marteladas (ou tiros) na casa vazia eram ouvidos por quem passasse por perto.

Sarah divide seus bens em seu testamento, menos um: a casa.

Apesar de seu tamanho e conteúdo ninguém queria comprá-la. Era bizarra demais. Sua sobrinha então retirou toda a mobília e a leiloou. Dizem que foram necessárias 6 semanas para esvaziar a casa. Depois de vazia um investidor local comprou a casa pela bagatela de US135.000 dólares. Apenas cinco meses depois da morte de Sarah a casa estava aberta para o público – embora não em sua totalidade. Muitas alas e cômodos permaneceram fechados, nunca ofereceram uma explicação. Com os anos as surpresas continuavam surgindo, de quando em quando um cômodo secreto era descoberto, cheio de surpresas como um órgão hidráulico, um sofá vitoriano, um armário de vestidos, uma máquina de costura e várias pinturas.

Muitos visitantes relatam sentir a presença dos espíritos dos mortos que moram lá e os guias estão cheios de histórias de acontecimentos e acidentes suspeitos. Como Sarah nunca deu entrevistas, nenhum diário jamais foi encontrado e nenhum parente quis comentar nada sobre ela o mistério persiste.

A PESQUISA

A história toda é fabulosa, um prato cheio para qualquer MindFreak, logo é óbvio que eu não teria como resistir a mergulhar de cabeça.

Se você leu os quadrinhos, assistiu ao trailer e leu tudo até aqui tem basicamente tudo o que eu tinha na época. Isso e uma dúvida que eu batizei em homenagem a outra casa incrível: a Dúvida Amityville!

O que é a Dúvida Amityville?

No dia 13 de novembro de 1974 Ronald DeFeo Jr. matou a tiros seis membros de sua família na casa em que viviam no número 112 da Ocean Avenue em Nova Iorque. Em novembro de 1975 ele foi declarado culpado e condenado. Em dezembro de 1975 George e Kathy Lutz compraram e se mudaram para a casa no estilo colonial holandês onde o crime aconteceu. Eles levaram o cachorro e os 3 filhos. 28 dias depois, os Lutz abandonaram a casa dizendo ser vítimas de atividades paranormais no local.

A história virou um livro escrito por Jay Anson que deu início a uma série de filmes sobre o assunto.

Claro que com o sucesso vieram as dúvidas, o livro, os filmes a família e o escritor passaram a ser alvos de críticas e processos dizendo que a história não era real. Até o padre que aparece na história deu depoimentos dizendo que o conteúdo do livro havia sido distorcido.

Em 1977 os Lutz começaram a processar de volta as pessoas e os meios de comunicação que desacreditavam a história. Mas ano a ano parecia que cada parágrafo do livro era desmentido. As marcas de arrombamento nas fechaduras e maçanetas, o quarto vermelho secreto que não parecia ser nada além de uma despensa, pegadas de bode na neve, marcas de fogo na parede ao redor da lareira, a casa sendo construída sobre um terreno onde originalmente os índios enviavam seus doentes mentais para morrerem, etc., etc., etc.

Com o tempo os Lutz se divorciaram, surgiram mais pessoas que afirmaram terem ajudado a criar a história que os Lutz contaram e que viraram o livro e a vida seguiu. Mas George se manteve firme a vida toda. Em um documentário do History Channel do ano 2000 entitulado Amityville: The Haunting and Amityville: Horror or Hoax? Ele afirmou “Acredito que isso permaneceu vivo por 25 anos porque é uma história verdadeira. Não significa que tudo o que já foi dito sobre isso seja verdade. Certamente não é uma farsa. É muito fácil chamar algo de embuste. Eu gostaria que fosse. Não é.”

Mas qualquer pessoa com acesso à internet e com um conhecimento mediano de inglês acha dezenas e dezenas de matérias que mostram que o casa todo foi inventado pelos Lutz, e isso deveria ser o ponto final para o assunto. Deveria… mas uma dúvida permanece, a Dúvida Amityville:

O livro escrito por Anson foi publicado em setembro de 1977. O primeiro filme sobre o caso estreiou em 1979.

Eu fico imaginando: o que levaria uma família e investir uma bela grana em uma casa e um mês depois sairem correndo feito loucos de lá?

Vamos imaginar que eles pensaram: podemos inventar que a casa é assombrada, vamos colocar cemitérios indígenas, um quarto secreto de sacrifícios satânicos (podemos falar que é na despensa) quartos com infestações de moscas, banheiros vazando ectoplasma, fantasmas nos atacando e tentando nos violentar, um demônio que nosso filho mais novo vê com cabeça de porco e acha que é um anjo, uma lareira assombrada por satã, experiências fora do corpo, cachorro agitado e louco, pegadas do diabo na neve, vizinhos que não chegam perto da casa, todo mundo ficando apático, as pessoas me confundindo fisicamente com DeFeo, portas que não se trancam, meio inferno marchando pela casa… ai nós saímos correndo e colhemos os frutos de nossa imaginação!

Mas que frutos seriam esses? Eles só conheceram Anson DEPOIS de sair da casa. Qualquer acordo financeiro de royalties só começariam a chegar de 2 a 4 anos depois deles saírem. Imagine quem iria querer pagar por uma casa onde um assassinato famoso aconteceu e depois foi possuída por Satã? Quem pagaria perto do que os Lutz tinham pago por um lugar maldito?
Como eles iam saber que a história que eles estavam inventando seria um sucesso?

Eles não permaneceram na casa enquanto o livro e filme aconteciam, eles fugiram anos antes. Por que? Se fossem uma casa herdada, ou um presente, talvez a piada fosse boa o suficiente para valer a pena (sem contar o bulling que as crianças sofreriam na escola, na família, etc…) mas eles pagaram pela casa, venderam o que tinham e se mudaram… e menos de um mês depois tinham fugido de lá. Por quê?

A Dúvida Amityville pode ser resumida assim: num caso de maluquice e birutice e enganação, geralmente o picareta não tem muito à perder e muito a ganhar com a história, mas em alguns casos acontece algo que, por mais pilantragem que aconteça depois, não justifica um dos atos da pessoa.

Os Lutz não tinham como saber que iriam encontrar um escritor, que o que ele fosse escrever iria se tornar um sucesso e que o livro viraria um filme. Então porque saíram da casa e a pintaram como o pior investimento do mundo se todo o dinheiro e crédito que tinham estava investido lá?

(Se quiser saber como qual nossa resposta para a Dúvida Amityville, além de um estudo bem minucioso sobre o caso, escreve ai nos comentários. Diabos… se tiver bastante gente curiosa de repente a gente até procura a editora que publicou o livro por aqui e podemos pensar em algum sorteio!)

E o que a Dúvida Amityville tem a ver com a Mansão Winchester?

Da mesma forma que algo não se encaixa na história de Amityville se ela for 100% invenção e pilantragem, algo não se encaixa na história da Mansão Winchester se ela for 100% loucura e paranóia.

Vamos imaginar que ela estivesse fazendo aquilo para chamar a atenção. Que fosse 100% sã e quisesse criar uma Disney paranormal. Então ela fez um trabalho porco. Construiu a casa até morrer, mas não fez nada além disso, deixou algumas pessoas inventarem lendas e depois ela virou uma atração turística.

Se ela queria criar uma atração turística… bem… na época dela ainda não havia uma Las Vegas para servir de exemplo, mas ela também fez um trabalho porco. Não deixou nada no testamento, apenas largou a casa quando morreu.

Se ela fosse louca e estivesse construindo uma casa aleatoriamente projetada por fantasmas do bem que estavam ensinando ela a construir uma armadilha para capturar fantasmas maus… por que tanto capricho em detalhes que passariam batidos? Os painéis de vidro que ela projetava, os lustres feitos de ouro e prata, os adereços da casa. Aquilo não era para fantasmas.

Algo, eu ainda não sabia o que, não se encaixava.

…continua na parte II

 

 

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/realismo-fantastico/a-mansao-winchester/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/realismo-fantastico/a-mansao-winchester/

Dabar (yod-heh-vav-heh)

Surgida no século II de nossa era, no povo de Israel, a Cabala se desenvolveu na Alta e Baixa Idade Média, em países cristãos como França e Espanha, particularmente neste último, onde no século XIII foi escrito nada menos que O Zohar, o grande livro cabalístico, brilhando na Itália durante o Renascimento sob sua forma cristianizada, e passando aos países do norte e centro da Europa, à Inglaterra, Polônia, etc., em distintas épocas, e onde ainda hoje se mantém viva, bem como em Jerusalém e muitas outras cidades do mundo moderno, entre judeus e não judeus. Isto quanto ao que se refere à Cabala histórica.

O termo dabar em hebraico significa ao mesmo tempo “palavra” e “coisa”. Nesse sentido, para os hebreus o nome de Deus, constituído pelas quatro letras sagradas, é impronunciável, por respeito a sua imanifestação, e porque o pronunciar de seu nome o revelaria em sua tremenda majestade e grandeza. Estas quatro letras são: Iod – letra a partir da qual surgiu todo o alfabeto hebreu, que é considerada um ponto e cujo valor numeral é dez; Hé – chamada a primeira Hé para distinguí-la da segunda que compõe o nome divino, de valor numeral cinco; Vau – de valor numeral seis; e Hé – a segunda, de idêntico valor cinco. A soma das letras do Nome Divino dá vinte e seis, e este número é de particular importância no esoterismo e na Cosmogonia cabalística. Abordaremos tão logo as letras do alfabeto hebreu. Estes elementos são muito importantes para determinadas operações. Não se trata aqui de dar um curso de hebraico, senão de nos familiarizarmos com os símbolos e valores cabalísticos. Se nossos leitores tivessem oportunidade de estudar hebraico, sugerir-lhes-íamos que o fizessem para aumentar as fronteiras das relações e sua ressonância em nosso trabalho hermético.

#hermetismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/dabar-yod-heh-vav-heh

7 dicas para reconquistar seu poder de atenção

Tamosauskas

Muitos cientistas modernos defendem que a atenção é algo que pode ser exercitados, entre eles Susan Blackmore, Albert Wojciech Adamkiewicz, Herman Boerhaave, Charles-Édouard Brown-Séquard, Johann Nepomuk Czermakh Wilhelm, Joganna Kintee, Octavio Stevaux, Heinrich Wilhelm Gottfried von Waldeyer-Hartz, Ryuta Kawashima, János Szentágothai, Louis Sokoloff, Samuel Thomas von Sömmerring, Félix Vicq-d’Azyr, Terrence J. Sejnowski e Heinrich Obersteiner.

Se você pulou a lista de nomes acima, por preguiça ou praticidade não se preocupe, você é um ser humano normal. A todo tempo tentamos otimizar nossos recursos cognitivos e isso é ótimo. O problema é que o excesso de atalhos do mundo moderno está causando um dano em nossa espécie. De acordo com testes em massa feitos pela Microsoft em 2015 o tempo médio de atenção do ser humano é hoje de oito segundos, enquanto que o de um peixinho dourado é de nove segundos. Esse valor é ainda menor que o de pesquisas nos anos 90, que ja eram menores do que o de pesquisas anteriores. A conclusão da gigante de tecnologia é que é uma redução do nosso poder de concentração é um dos efeitos da revolução da internet móvel.

O poder de atenção pode ser um diferencial no mundo moderno. Confira abaixo algumas praticas tradicionais e/ou científicas que poderão fazer de você o peixinho mais poderoso do aquário.

1. Use sua rotina para aumentar seu foco

Se você leu até aqui, parabéns! Seu foco não é tão horrível quanto poderia ser. No entanto, o caminho para recuperar o controle de sua atenção é longo. Estudos demonstraram que, para reconstruir o músculo da atenção, é melhor dividir o dia de trabalho em partes administráveis, com intervalos regulares entre elas.

Depois de analisar 5,5 milhões de registros diários de como os funcionários de escritório estão usando seus computadores (com base no que os usuários identificaram como trabalho “produtivo”), a equipe da DeskTime descobriu que os 10 por cento dos trabalhadores produtivos trabalharam em média 52 minutos antes de fazer uma pausa de 17 minutos. Se 52 minutos soa como uma maratona para você tente a Técnica Pomodoro, comece devagar com 20 minutos focados, cinco minutos desligados e vá aumentando.

2. Crie uma lista de “não-fazer”

As distrações estão por toda parte em nosso mundo. Na rua, no trabalho ou em casa. Os pesquisadores descobriram que depois de perder o foco levamos até 25 minutos para recupera-lo. Uma solução fácil é criar uma lista de “não-fazer”: sempre que sentir vontade de verificar o Facebook ou o Twitter ou seguir qualquer outro pensamento aleatório que vier à sua cabeça, escreva-o. O ato de simplesmente transferir esse pensamento da mente para o papel permite que você mantenha o foco na tarefa em questão.

3. Leia livros longos sem pressa

De acordo com uma pesquisa do Pew Research Center , a leitura de conteúdo online aumentou quase 40%. Mesmo assim, 26% dos americanos não leram um único livro no ano passado. Ler apenas  conteúdos curtos está acabando com nossa capacidade de enfocar e treinar nossas mentes para buscar apenas respostas rápidas, em vez de explorar conceitos complexos. Não leve sua ânsia de produtividade para sua leitura de lazer. Pegue um clássico e experimente.

4. Como nossos pais

Não se engane, o declínio da capacidade de atenção é apenas um problema dos dias modernos. Em 1959, Mouni Sadhu, abismado com a desvantagem dos ocidentais em termos de atenção, escreveu um poderoso livro chamado Concentration com várias práticas para recuperar esse talento perdido. (Os poderes ocultos que essas práticas dizem despertar são um bônus). Cinquenta anos antes, em 1900, Theron Q. Dumont publicou um livro chamado The Power of Concentration também destacou uma série de práticas para desenvolver sua capacidade de atenção. Aqui estão algumas delas :

  • Sente-se quieto em uma cadeira por 15 minutos

  • Concentre-se em abrir e fechar lentamente os punhos por cinco minutos

  • Siga o ponteiro dos segundos de um relógio por cinco minutos

Eles podem parecer um pouco malucos, e desafiadores, mas são uma boa forma de medir a evolução de seu poder de foco.

5. Traga mais atenção ao seu dia

Atenção Plena (Mindfullness) está na moda e por um bom motivo: Pesquisadores da Universidade de Washington mostraram que apenas 10 a 20 minutos de meditação por dia podem ajudar a melhorar seu foco e estender sua capacidade de atenção. Além do mais, você verá melhorias em sua atenção após apenas quatro dias. Existem muitos apps hoje que se propõem a dar a mão os iniciantes e ajudá-los a dar seus primeiros passos.

6. Adicione exercícios físicos à sua rotina de exercícios de atenção

Malhar não é bom apenas para o corpo. Os pesquisadores descobriram que adicionar exercícios físicos à sua rotina ajuda a desenvolver a capacidade do cérebro de ignorar distrações. Em um estudo, os alunos que se envolveram apenas em exercícios físicos moderados antes de fazer um teste que mediu sua capacidade de atenção tiveram um desempenho melhor do que os alunos que não se exercitaram.

7. Pratique a escuta ativa

Se há um lugar em que nossa atenção limitada é incrivelmente perceptível, é quando estamos conversando com outras pessoas. Em vez de deixar a mente divagar enquanto o outro fale, pratique a escuta atenta , não interrompendo, recapitulando o que a outra pessoa disse regularmente e usando palavras de ligação como “OK”, “Entendi” e “Sim” para permanecer envolvido e mostrar que você está ouvindo. Essa prática não apenas fará bem para sua capacidade de atenção, mas também para seus relacionamentos.

* Conheça também o Principia Alchimica, um manual simples e prático dos principais conceitos da alquimia.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/psico/7-dicas-para-reconquistar-seu-poder-de-atencao/

Agora, sem as rodinhas!

Quando surgiu pela primeira vez na comunidade científica, a ideia de que todo o universo tivesse se originado de uma espécie de “átomo primordial” há bilhões de anos, e que vinha se expandindo desde então, pareceu tão absurda que um famoso astrônomo da época a chamou de Big Bang num programa de rádio da década de 1940.

A intenção de Fred Hoyle, o cientista britânico defensor da teoria do universo estacionário ou eterno, era ridicularizar a teoria do belga Georges Lamaître, aquele quem primeiro propôs a ideia de que o próprio espaço-tempo se encontrava em expansão. O fato de Lamaître, para além de físico e astrônomo, ser também um padre católico, certamente levou Hoyle a supor que ele estava se baseando mais nos dogmas do Gênesis do que em ciência genuína…

Mas hoje sabemos que a hipótese do Big Bang venceu a batalha contra o universo estacionário de Hoyle, e o que determinou a vitória foram os fatos: em 1966, já próximo da morte num leito de hospital, Lamaître foi comunicado que os astrônomos Arno Penzias e Robert Wilson haviam confirmado experimentalmente a existência da chamada radiação cósmica de fundo, uma espécie de “registro fóssil” em micro-ondas da época em que todo o universo era quente e denso, apenas cerca de 380 mil anos após o seu início.

Junto com outras evidências, como a de que as galáxias ainda hoje estão se afastando umas das outras, e a observação de uma imensa abundância de elementos leves no universo, hoje a teoria do Big Bang é de muito longe a hipótese mais aceita na comunidade científica, fazendo parte do chamado “modelo padrão”. Penzias e Wilson ganharam o Prêmio Nobel de Física de 1978 por sua descoberta. Se estivesse vivo, Lamaître certamente teria o seu Nobel garantido.

A ideia de um universo eterno, entretanto, era um conceito muito mais antigo do que o advento da própria astronomia moderna; um paradigma tão cristalizado na mente humana que eventualmente também se tornou quase que um dogma científico, ao ponto de ter tirado o sono até mesmo de Albert Einstein, que relutou o quanto pôde em admitir que o universo de fato se expandia. O célebre físico alemão chegou a dizer que este foi “o pior erro de sua carreira”.

Realmente não é fácil quebrar antigos paradigmas. Demócrito e outros filósofos atomistas da Grécia Antiga, por exemplo, acreditavam que os átomos eram eternos e imutáveis. Pitágoras e seus discípulos consideravam que todo o universo era ordenado por princípios imateriais eternos de harmonia e “verdades matemáticas”. Já Platão foi ainda mais longe, e generalizou a matemática transcendente pitagórica para uma visão mais ampla de Ideias arquetípicas e universais, que incluíam a Forma de cada objeto ou qualidade, como cavalos, seres humanos, cores e bondade. Segundo o grande filósofo grego, a própria realidade era composta por “sombras e reflexos das Formas transcendentais”.

Sempre foi complexo para a mente humana imaginar uma Natureza evolutiva, que não surgiu “pronta e acabada”, com todas as suas leis e variáveis imutáveis. E isso, é óbvio, se reflete também nas ideias científicas.

Ironicamente, o mesmo paradigma de universo estacionário com leis imutáveis gerou um baita problema para a visão ateísta do mundo… De acordo com o Princípio Antrópico, se as leis e constantes cosmológicas fossem ligeiramente diferentes após o Big Bang, não teria sido possível o surgimento de formas de vida baseadas em carbono, como nós aqui neste planetinha. Uma das respostas óbvias para tal enigma é que a própria Criação foi obra de alguma espécie de inteligência superior, ou seja, a ciência se vê forçada a retornar a hipótese de um Criador.

Para contornar esse “incômodo”, muitos cosmólogos preferem pensar que há inúmeros universos além do nosso, cada um deles com leis e constantes específicas. Nesses modelos de “multiverso”, o fato de calharmos de estarmos aqui, conscientes e maravilhados, se explica pela extraordinária sorte de fazermos parte de um dos bilhões e bilhões de universos que propiciou o surgimento da vida como a conhecemos. Segundo esses modelos, não faz o menor sentido reclamarmos de qualquer espécie de azar, pois a nossa sorte em estarmos aqui vivos é tão imensamente grande que equivale a uma chance estatística inferior a sermos atingidos por um raio a cada minuto durante toda a vida (e, nesse caso, também considerando as chances de sobrevivermos a todos eles).

Portanto, se as leis e constantes são imutáveis e tudo estava determinado desde o início dos tempos, tanto faz se calhamos de existir num dos universos que possibilitou a vida baseada em carbono, ou se este universo único foi criado conforme descrito no Gênesis, as chances estatísticas provavelmente se equivalem, e tudo passa a ser uma questão de “gosto pessoal” que defina qual aposta é menos absurda do que a outra.

No fundo, todas as teorias que postulam a existência de um multiverso possuem a crença comum na primazia da matemática sobre a realidade. Mesmo que existam muitos universos além do nosso, o que os sustenta, segundo tais ideias, são fórmulas matemáticas transcendentes, como por exemplo as que formam a espinha dorsal da teoria das cordas ou teoria M. Para resumir: tais teorias nada mais são do que uma espécie de pitagorismo ultrarradical.

Mas temos outra alterativa surpreendente, defendida pelo físico Rupert Sheldrake em seu monumental Ciência sem Dogmas. A opção ao pitagorismo é a evolução das regularidades da Natureza. Tais regularidades seriam mais semelhantes a hábitos adquiridos do que a leis imutáveis que estavam lá desde o início dos tempos, e ficariam mais fortes (ou “constantes”) pelo meio da repetição, da mesma forma que aprendemos a andar de bicicleta. Segundo Sheldrake, há um tipo de memória na Natureza, e o que acontece agora é influenciado direta ou indiretamente pelo que já ocorreu antes.

Hábitos ancestrais foram estabelecidos há bilhões de anos, e estão arraigados de tal forma na Natureza que se parecem mesmo com “leis imutáveis”. Dos fótons, prótons e elétrons surgiram as moléculas, depois as estrelas e as galáxias, então os planetas, os cristais, e ao menos aqui neste planetinha, as plantas e os seres humanos.

Entre as moléculas, por exemplo, a de hidrogênio é provavelmente a mais antiga – ela já existia antes da formação da primeira estrela. As “leis” e “constantes” associadas a esses padrões arcaicos de organização estão tão bem estabelecidas que atualmente já não apresentam nenhuma mudança detectável. Em contrapartida, algumas moléculas são novíssimas, como as centenas de compostos produzidos pela primeira vez por químicos de síntese em nosso próprio século. Nesse caso, os hábitos ainda estão se formando. O mesmo ocorre com novos padrões de comportamento em animais e novas habilidades humanas.

Se eliminarmos a biologia e nos mantivermos exclusivamente na física e na química, ainda assim esta teoria tem uma vantagem gritante se comparada às teorias que postulam um multiverso como forma de explicação ao Princípio Antrópico: ela fala de coisas que podem efetivamente serem observadas e testadas!

Na verdade, sabemos que os químicos que sintetizam novas substâncias muitas vezes têm grandes dificuldades de fazer com que elas se cristalizem. Às vezes leva muitos anos para os cristais surgirem pela primeira vez. Por exemplo, a turanose, um tipo de açúcar, durante décadas foi considerada um líquido, até que, na década de 1920, ocorreu a cristalização. Depois disso, esse açúcar formou cristais em todo o mundo [1].

O xilitol, álcool de açúcar usado como adoçante em gomas de mascar, foi preparado pela primeira vez em 1891 e considerado líquido até 1942, quando surgiram cristais pela primeira vez. O ponto de fusão desses cristais era de 61ºC. Depois de alguns anos surgiu outra forma de cristal, com ponto de fusão de 94ºC e, mais tarde, o primeiro tipo de cristal desapareceu da Natureza [2] (leia novamente este parágrafo se não compreendeu ainda o quão assombroso ele é)…

Nós tendemos a ver o universo sob o nosso ponto de vista, mas ironicamente postulamos que, ao contrário de nós mesmos, ele deveria ser como que um rio congelado, uma espécie de fórmula matemática supersimétrica, superelegante, transcendente e eternamente imutável. Dessa forma, tendemos a ver a Natureza como uma espécie de supercomputador programado desde o início dos tempos para obedecer às mesmas leis e constantes, sem a mísera variação. Entretanto, basta olhar a nossa volta, como uma árvore só pode existir após haver sido broto e, ainda antes, semente. Como os filhotes de passarinho devem ser alimentados por seus pais antes de criarem força nas asas e, eventualmente, se arremessarem aos céus. Como toda a metrópole tem o seu centro histórico e, dentro dele, o seu marco inicial.

Tudo evolui do simples para o complexo, e o grande destino da vida parece mesmo ser se organizar, de alguma forma extraordinária, em consciências capazes de observar o mundo – a Natureza vendo a si mesma, compreendendo a si mesma, se espantando consigo mesma.

E não podemos saber ainda, de fato, se há mesmo um Criador que pensou nisso tudo desde o início. Talvez, quem sabe, ele esteja aprendendo conosco. Talvez ele tenha preferido nos deixar livres para descobrir as coisas, tateando o Cosmos e evoluindo por nossa própria conta.

Como quando nossos pais nos levam ao parque para nos ensinar a andar de bicicleta. No começo, colocam rodinhas para que nos auxiliem a manter o equilíbrio. Talvez, quem sabe, todo o nosso passado mineral, vegetal e animal tenha sido como que um aprendizado com o auxílio das rodinhas…

Mas hoje, hoje despertamos, hoje somos seres conscientes encarando de volta a vastidão cósmica salpicada pelas mesmas fornalhas que fundiram os elementos de nosso corpo, habituadas há bilhões de anos a este caminho ancestral que vai do átomo primordial de Lamaître a um planetinha, quiçá bilhões e bilhões deles, plenos de vida, plenos de crianças a arriscar suas primeiras voltas de bicicleta.

Até o dia em que partiremos deste pequeno parquinho para os mundos e galáxias mais distantes, e quem sabe neste dia não poderemos olhar para o Alto e dizer:

“Olhem para nós! Agora, sem as rodinhas!”

***
[1] Crystals and Crystal Growing, por Allan Holden e Phyllis Singer (1961), pp. 80 e 81.
[2] Ibid., p. 81.

Crédito da imagem: Google Image Search/shutterstock

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

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9 Maneiras Pagãs de Lidar com a Depressão

Por Terence P Ward

A depressão é uma experiência sufocante e miserável, e os períodos de depressão podem ser debilitantes e alterar a vida. Os sintomas não incluem apenas emoções reprimidas e energia reduzida, mas também nevoeiro cerebral e dores no corpo. Lutar para pensar ou agir pode afetar os planos de vida, desde a educação até a família e a carreira, e as mudanças comportamentais podem resultar em perda de motivação, bem como lutas contra o vício e outros problemas de saúde. A porcentagem de pessoas que sofrem de depressão está aumentando, mas um progresso incrível está sendo feito quando se trata de tratar essa condição complexa. Os pagãos podem fazer bem em complementar tratamentos tradicionais e emergentes, como medicamentos e terapias, abordando o dano espiritual que resulta de períodos de depressão. Esta é uma condição que afeta o corpo, a mente e o espírito, e tratá-la em todos esses três níveis tem o potencial de multiplicar os efeitos apenas da terapia ou da medicação. Aqui estão nove ideias de como proceder.

1.      ORAR. De acordo com Courtney Weber, “Você deve ir ao seu altar todos os dias, mas se estiver em um lugar ruim, vá três vezes ao dia”. Os pagãos podem se sentir desconfortáveis com a oração; a falecida Judy Harrow disse que “parece implorar”. Não precisa ser assim. Se todo o seu relacionamento com um humano é você pedindo favores e presentes, conversar pode parecer implorar depois de um tempo também. Tente simplesmente contar aos deuses sobre o seu dia. Talvez se você também tem o hábito de deixar oferendas, você pode pegá-los com vontade de intervir. Passar tempo com seus deuses deve trazer conforto em qualquer caso.

2.      MEDITAR. Concentrar a atenção em algo como a chama de uma vela, ou parar de pensar completamente, é uma maneira de aquietar a mente consciente. Isso permite que as partes mais profundas do eu tenham algum espaço para se curar, uma pausa da enxurrada de pensamentos recriminadores comuns durante a depressão. Isso às vezes é considerado uma forma de mudança de consciência, mas, na melhor das hipóteses, é um estado alterado que coloca a consciência no banco de trás e permite que outras partes da mente conduzam. Pode ser surpreendentemente difícil meditar no início, principalmente se a mente estiver cheia de pensamentos descontrolados, mas não é impossível. Mesmo começar com apenas um minuto de cada vez estabelece o hábito, mas tente estender isso por um minuto o mais rápido possível. Um objetivo sólido é ter sessões que durem pelo menos vinte minutos cada, mas levem o tempo que for necessário para chegar a esse ponto.

3.      CONECTAR. Procure uma pessoa e converse. O silêncio também é bom, pois fala muito. Há cura que vem simplesmente de estar na companhia de outros de nossa espécie. Nós evoluímos de primatas tribais e nossos espíritos respondem uns aos outros. Podemos sentir que somos completamente estranhos durante um período de depressão, que somos evitados e ostracizados, esquecidos ou ridicularizados. Esses pensamentos introduzidos fazem com que evitar a presença curativa de outros humanos pareça justificado. É importante exercitar o discernimento – as pessoas que o prejudicaram no passado podem prejudicá-lo no futuro – mas o companheirismo é uma parte necessária da experiência humana.

4.      LEMBRAR. Estamos abertos à depressão em parte por causa do trauma sofrido por nossos ancestrais e inadvertidamente transmitidos a nós como nossos hábitos, crenças e capacidade de gerenciar o estresse. Nossos ancestrais também têm interesse em nosso próprio sucesso e nos entendem de uma maneira que ninguém mais poderia. Chame os ancestrais por resiliência quando tudo parecer sombrio e sem esperança.

5.      RIR. A vida é engraçada — todas as partes da vida. Algumas das melhores comédias surgem do sofrimento, porque a centelha do humor é ainda mais brilhante quando brilha na escuridão. O riso sacode nosso corpo, mente e espírito e permite uma redefinição de todos os três. Pense em um momento em que algo engraçado provocou risadas incontroláveis. Lembre-se de como você se sentiu quando se deleitou com o brilho de uma risada profunda e completa. O riso é um presente dos deuses criadores, uma maneira de nos recentralizarmos em nosso eu mais verdadeiro. Dê a si mesmo permissão para receber esta bênção com todo o seu ser quando isso for possível, mas use o discernimento! Há momentos em que é melhor conter aquela gargalhada que brota. Haverá momentos em que parece mais sábio reprimir até mesmo uma gargalhada, mas sempre honre silenciosamente o sentimento e agradeça a quem você considera sagrado por esse presente incrível.

6.      MOVIMENTAR. Nossos corpos são partes de nosso eu pleno e sagrado. Na depressão, é fácil atender ao chamado para desacelerar fisicamente, para se tornar um com a cama ou um dispositivo como um telefone ou televisão. A quietude do corpo é frequentemente refletida por uma fixação em pensamentos negativos. A assistente social Barbara Rachel me ensinou um ditado usado em Alcoólicos Anônimos: “Mova um músculo, mude um pensamento”. Comece simples se for necessário: deixe o controle remoto no suporte da televisão ou o telefone do outro lado da sala. Trabalhe para caminhar pelo seu prédio ou bairro, passar um tempo cuidando do jardim do lado de fora ou arrumando o interior, ou tendo um hobby ativo como andar de bicicleta, passear no shopping ou chamar porcos.

7.      ATERRAR. Um estado de depressão pode incluir a sensação de peso no corpo, mas isso não é o mesmo que estar de castigo. Mais provavelmente, são emoções negativas sugando a energia necessária para mover os membros. Aterrar é permitir que essa carga emocional passe para a terra. Às vezes é mais fácil aterrar com a ajuda de outra pessoa, como uma árvore, uma pedra ou um ser humano. Preste atenção em como se sente quando outra pessoa está ajudando a ancorar você, pois você pode aproveitar essa sensação ao se ancorar.

8.      PURIFICAR. Atos de purificação destinam-se a limpar a desordem espiritual que se acumula ao redor de todos nós, o resultado de viver uma vida humana mortal. O primeiro passo para purificar um espaço é limpá-lo, e o primeiro espaço que deve ser limpo é o próprio corpo. Em períodos de depressão, até mesmo a higiene básica pode parecer um esforço excessivo, mas uma boa esfregação da cabeça aos pés irá, pelo menos temporariamente, elevar o humor e restaurar a energia. Lidar com um espaço doméstico desordenado ou desordenado pode exigir ajuda, dependendo de quão ruim ele se tornou, mas vale a pena: a casa é um reflexo do coração e da mente, e melhorar o ambiente externo afeta o interno por sua vez. O espírito de depressão não encontra valor em um lar limpo e organizado, uma mente livre de desordem, ou um caminho para os deuses livre de pensamentos pessimistas ou pilhas de caixas em frente ao altar.

9.      ENTRAR EM COMUNHÃO. Passe tempo com pessoas que não são humanas. Caminhe entre as árvores, passe tempo com animais de estimação, cuide de plantas de casa, alimente pássaros locais, trabalhe em um jardim. Sinta a areia entre os dedos, a luz do sol no rosto ou a sujeira sob as unhas. Sintonize-se com os espíritos do lugar, sejam eles da terra ou da casa construída sobre ela. Caminhar é uma oportunidade de prestar atenção aos espíritos locais, estejam eles encarnados ou não. Existem até formas de adivinhação ambulante que se pode tentar durante uma minicaminhada; Lembro-me que o autor Tom Cowan me ensinou uma vez uma adivinhação celta ambulante.

A depressão é uma condição que afeta o corpo, a mente e o espírito de quem a experimenta, e tratar o corpo, a mente e o espírito em conjunto produzirá melhores resultados do que evitar um ou outro aspecto. A voz da depressão nos encoraja a evitar comportamentos que também serão os mais eficazes nesse tratamento. A lista acima destina-se a ajudar o espírito e, em menor grau, o corpo. Nenhuma dessas sugestões substitui o tratamento de um profissional de saúde mental, alguém treinado na cura da mente. Pedir ajuda aos nossos deuses ou outros espíritos quando estamos em crise é uma boa ideia, mas na maioria das vezes nossos deuses vão nos ajudar através de um profissional de saúde mental. Os deuses trabalham com as ferramentas que funcionam melhor.

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Fonte:9 Pagan Ways to Manage Depression, by Terence P Ward.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/paganismo/9-maneiras-pagas-de-lidar-com-a-depressao/