A Encruzilhada

Trecho extraído do livro: “A Magia das Oferendas na Umbanda”

– autoria: Pai Juruá

Oferenda: Objeto ou coisa qualquer que se oferece: presente; dádiva – Diz-se na Umbanda, que oferenda é um presente para captar apenas vibrações, ou melhor, para harmonizar vibrações.

Despacho: Ato ou efeito de despachar (dispensar os serviços de; mandar embora; despedir).

Muitos acreditam ser a encruzilhada de Guardiões estas de rua ou de cemitério. Mas a verdadeira “Encruza” está no campo astral e não no campo físico (pedimos aos leitores estudarem o assunto: Linhas de Ley; aí, encontrarão muitas respostas para a questão “encruzilhada”).

@MDD – Meditem sobre o fato de praticamente todos os Templos Antigos estarem localizados sobre os cruzamentos das Linhas de Ley, e sobre a posição do Guardião Energético do Templo, que dá a permissão para se iniciar os trabalhos (na Maçonaria: Primeiro Vigilante, por exemplo).

Os Guardiões somente realizam “despachos” em encruzilhadas de rua e de cemitério, desde que sejam para fins específicos, quando à necessidade de manipular energias humanas que se entrecruzam. Fora disso, as encruzilhadas de rua e de cemitério não são os pontos de força dos Guardiões.

Aquilo que rege o Macrocosmo também rege o Microcosmo, pois existe apenas uma Lei que comanda os mundos, adaptada conforme a forma de vida que esteja debaixo de sua ação e reação. As leis que ordenam e coordenam os astros, a natureza e os elementos são as mesmas leis que coordenam a biologia e a física do ser humano, exatamente por ser este influenciado pelo meio e pelas regras matemáticas dos astros e das potestades.

E a Lei que dá formação e ajuste à matéria e que faculta, inclusive, o próprio modo de ser da movimentação Cármica, a Lei Mater aplicada a movimentação dos elementos, é sintetizada na Encruzilhada dos Guardiões, ou na Roda Cabalística da Encruzilhada.

Sabemos que muitos irmãos realizam seus trabalhos ritualísticos nas chamadas encruzilhadas de rua ou cemitério. Achamos por bem alertar que encruzilhadas de rua e de cemitério são locais onde existem determinadas portas dimensionais que se ligam diretamente às covas mais profundas do Baixo Astral. São as chamadas “Portas Cruzadas” e os trabalhos feitos nestes locais, tem aceite somente por entidades que nada tem a ver com os verdadeiros Guardiões, ou são efetuados por ordens dos Guardiões de Lei, quando da manipulação energética necessária.

Nas encruzilhadas de rua e de cemitério habitam os seres mais estranhos e terríveis, verdadeiros monstros, que alteraram a forma de seu corpo astral (Zoantropia), devido a sua própria conduta mental e emocional. Adulteraram completamente seus sentidos e seus objetivos na caminhada evolutiva, sendo seres viciados, dementados e na sua maioria perversos, coléricos e vingativos. Estes são os famigerados quiumbas, seres que habitam a contraparte astral de locais como prostíbulos, matadouros, casas de jogos, cemitérios, bares e mesmo churrascarias, pois são loucos por sangue, morte, bebida e vícios, os mais variados.

E são eles que recebem nas encruzilhadas de rua e de cemitério as oferendas feitas com sangue, animais mortos, ossos e todos os tipos de materiais de baixa vibratória.

Estes seres se agregam na aura dos infelizes que realizam tais práticas, como se realmente os vampirizassem, fomentando-os a realizarem sempre tais oferendas sangrentas no intuito de alimentá-los vibratoriamente. Muitos destes são acompanhados por outros seres que são chamados de “larvas astrais”. Estas são formas pensamentos viciadas, que possuem a forma de baratas ou de algo semelhante a lagostas, polvos, lombrigas, etc. Tais coisas se agregam à vítima e funcionam como um sensor que a liga ao quiumba, mesmo à distância.

Estas larvas trazem realmente muitas doenças, tanto mentais como físicas fazendo com que a vítima se sinta, na maior parte das vezes desanimada e sem força de vontade, só se recuperando quando estão em qualquer prática viciosa.

Esses quiumbas são combatidos pelos Guardiões de Lei da Umbanda, que exercem verdadeiro policiamento nas zonas onde existem o tóxico, o álcool, a prostituição e coisas piores. Os Guardiões os policiam para não utilizarem a contraparte etérica de elementos como o sangue, ossos, etc., por exemplo, para fins de contundência.

Na verdade, estes quiumbas são igualmente nossos irmãos, estando apenas caídos na rota evolutiva, desviados que foram por outros seres sumamente poderosos, embora intencionalmente voltados para o mal; os magos negros.

Quando os Guardiões aprisionam estes quiumbas, os levam a determinados postos corretivos no astral, onde ficarão recebendo um tratamento que lhes facultará a retomada de sua linha evolutiva afim e o possível reencarne. Dissemos possível pelo fato de muitos deles não terem condições vibratórias de reencarnarem, pois que seus corpos astrais se encontram em terrível desajuste e mesmo suas mentes estão em tal estado de revolta e ódio que seria prejudicial a si e as outras pessoas o passe reencarnatório.

Mas perguntará o leitor: já não encarnam tantos assassinos, facínoras e corruptos? Como estes conseguem o tal passe? E responderemos que estes se encontram nesta condição por já estarem extremamente melhorados e que as coisas no submundo astral são bem piores.

Determinados assassinos que reencarnam (ou mais exatamente são como que “jogados” na roda da encarnação para reajustar-se com seus afins. Só o mal corrige o mal) já foram e vieram muitas e muitas vezes, sendo que o seu livre arbítrio se torna cada vez menor enquanto não corrigirem as suas ações.

Para muitos o passe da reencarnação é vedado e são estes – os mais perigosos – aprisionados em sua consciência como se fossem certas formas ovóides, em estágio estacionário. Mas este é um aspecto dos mais terríveis e perturbadores e que deixaremos de citá-lo de forma mais aprofundada para não causar traumas ao inconsciente de muitos…

É bom frisarmos que a Umbanda não doutrina o maniqueísmo, ou a dicotomia BEM/MAL como se Deus fosse um déspota que se deleitasse em ver seus filhos sofrendo num inferno eterno. A única coisa eterna é o bem, o Amor Cósmico; sendo o mal uma distorção destas realidades e um artifício utilizado pelo Criador, a fim de sabermos diferenciar o bem do mal. O inferno está na consciência de cada um, sendo esta direcionada e escalonada de acordo com as atitudes que se realizem durante as encarnações. Pois a verdade é uma só: podemos enganar aos outros, mas jamais enganaremos a nós mesmos, que somos testemunhas de nossos próprios atos, ninguém escapa do passado e os erros são contados e pesados não somente pelos Tribunais Cármicos, mas muito principalmente pela nossa própria consciência, pois quem já sentiu dentro de si uma fagulha que seja da Verdade e do Amor das Almas, sabe o quanto pesa as atitudes passadas e os atos infelizes realizados contra a natureza e os semelhantes.

E o que acontece com aqueles que não se questionam sobre seus atos?

Estes, quando seu Karma se torna impraticável, repleto de ações negativas são direcionados a seus afins, para determinados planetas menos evoluídos ou mais primitivos que o nosso. Como? Se em nosso mundo que é uma casa abençoada necessitamos ainda pagarmos para nos alimentar, (o que já é resultado de excessivas ganâncias do passado…) embora não paguemos pela luz, ou pelo ar, existem mundos onde estas coisas são pagas, pois que estes seres formaram tal condição negativa sobre si que seus próprios atos os forçaram a construir uma sociedade afim a suas experiências passadas.

Achamos importante, para esclarecer os irmãos umbandistas, repetir que fazer entregas em encruzilhadas de rua ou de cemitério é atividade perigosíssima, principalmente quando estas entregas levam elementos animais ou mesmo materiais densamente negativos. Repetimos que a Umbanda não usa matar animais em hipótese alguma, seja para louvar Orixás ou para resolver qualquer desmando com o baixo astral. A Umbanda também não usa colocar sangue na cabeça de seus iniciados.

Acreditamos – pois temos certeza – de que o sangue atrai esta classe de espíritos do quais falamos. Os irmãos dos Cultos de Nação muitas vezes questionam a nós Umbandistas sobre o uso do sangue, alegando que este é Axé e que a sua utilização revitaliza todo o sistema magístico de um ritual; mas isto não faz parte da ritualística/doutrina da Umbanda Sagrada. Cada coisa no seu lugar, e cada liturgia na sua religião.

Nós também cremos que o sangue é Axé, mas este só realiza sua função de Princípio e Poder de Realização quando no animal vivo. Matar um animal ou vários e entregá-los no seio da Natureza é uma violação e uma afronta a esta mesma natureza, pois as vibrações expressas em oferendas deste tipo agridem aos espíritos elementares que atuam nas matas e nas cachoeiras, espíritos estes que estão aprendendo e se adaptando às realidades que os aguardam e são agredidos com estas vibrações negativas.

#LinhasdeLey #Umbanda

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-encruzilhada

Kadrū – A Mãe das Serpentes

Kadrū é a esposa de Kaśyapa e filha de Dakṣaprajāpati.

Genealogia;

Kadrū é descendente de Viṣṇu nesta ordem:-Viṣṇu-Brahmā-Dakṣa-Kadrū.

Kadrū-Esposa ou filha de Kaśyapa?:

Se Kadrū era a esposa ou filha de Kaśyapa é uma pergunta que permanece sem resposta ainda nos Purāṇas. O capítulo 65 do Bhāṣā Bhārata diz o seguinte.

Os seis filhos espirituais de Brahmā são: Marīci, Aṅgiras, Atri, Pulastya, Pulaha e Kratu. Marīci teve um filho chamado Kaśyapa e casou-se com as treze filhas de Dakṣa, a saber, Aditi, Diti, Kalā, Danāyus, Danu, Siṃhikā, Krodhā, Pradhā, Viśvā, Vinatā, Kapilā, Muni e Kadrū. Assim, de acordo com isto, Kadrū era a esposa de Kaśyapa.

Mas a 14ª Sarga de Araṇya Kāṇḍa do Rāmāyaṇa Vālmīki declara:

Dakṣaprajāpati tem sessenta filhas ilustres e destas Kaśyapa casou-se com Aditi, Diti, Danu, Kālikā Tāmrā, Krodhavaśā, Muni e Surasā. Krodhavaśā deu à luz oito filhas. Elas foram: Mṛgī, Mṛgamandā, Harī, Harī, Bhadramatā, Mātaṅgī, Śārdūlī, Śvetā; Śurabhi, Surasā e Kadrū.

Tāmrā outra esposa de Kaśyapa deu à luz cinco filhas, a saber: Krauñcī, Bhāsī, Śyenī, Dhṛtarāṣṭrī e Śukī. Krauñcī deu à luz corujas, Bhāsī a Bhāsas, Śyenī a águias e abutres, Dhṛtarāṣṭrī a cisnes e Śukī a Natā. Natā deu à luz Vinatā.

Assim, de acordo com o Rāmāyaṇa Kadrū foi a filha de Kaśyapa nascida de sua esposa Krodhavaśā. Novamente Vinatā que é falada como a irmã mais velha de Kadrū em Mahābhārata é a filha da neta de Kaśyapa. Isto significa que a mãe de Kadrū e a mãe da avó de Vinatā eram irmãs. Mas ambas cuidaram do Kaśyapa como se fossem irmãs diretas.

Kadrū, a mãe das serpentes:

Kadrū e Vinatā viviam servindo Kaśyapa. Kaśyapa estava satisfeita com elas e lhes perguntou que bênção elas queriam. Kadrū pediu mil serpentes para nascer dela e Vinatā pediu dois filhos que seriam mais corajosos e mais brilhantes que os filhos de Kadrū. Kaśyapa concedeu-lhes o que eles pediram e quando Kadrū e Vinatā engravidaram, ele partiu para a floresta.

Depois de algum tempo Kadrū entregou mil ovos e Vinatā dois ovos. Ambos mantiveram os ovos em potes quentes e depois de quinhentos anos os mil ovos de Kadrū explodiram deixando sair mil serpentes. Vinatā ficou impaciente e quebrou um ovo dela. Saiu dele um ser desenvolvido pela metade e isso foi Aruṇa. Aruṇa amaldiçoou-a por ser impaciente e disse “Você me deixou sair metade desenvolvido por causa de sua ansiedade excessiva e, portanto, se tornará um servo de Kadrū. Guarde o outro ovo por mais quinhentos anos. Então um filho muito poderoso sairá dele e esse filho a aliviará de sua servidão para Kadrū”. Dizendo assim que ele se levantou no ar e se tornou o condutor do sol. Após quinhentos anos, o outro ovo de Vinatā quebrou e Garuḍa saiu. (Capítulo 16, Ādi Parva, Mahābhārata)

Filhos de Kadrū:

Os nomes dos filhos proeminentes de Kadrū são dados abaixo:

Śeṣa, Purāṇanāga, Āryaka, Vāsuki, Kapiñjara, Ugraka, Airāvata, Elāputra, Kalaśapotaka, Takṣaka, Savāma, Sumanas, Kārkoṭaka, Nīla, Dadhimukha, Dhanañjaya, Anila, Vimala, Kāliya, Kalmāṣa, Piṇḍaka, Maṇināga, Śabala, Āpta, Pīṭharaka, Śākha, Piṇḍāraka, Hastipiṇḍa, Vāli, Karavīra, Kauṇapāśana, Śikha, Puṣpadaṃṣṭra, Sumukha, Niṣṭhānaka, Vilvaka, Kauṇapāśana, Hemaguha, Bilvapāṇḍura, Kuṭhara, Nahuṣa, Mṛṣṇāda, Kuñjara, Piṅgala, Śaṃkha, prabhākara, Bāhyakarṇa, Śirāpūrṇa, Kumuda, Hastipada, Haridraka, Kumudākṣa, Mudgara, Aparājita, Tittiri, Kambala, Jyotika, Halika, Aśvatara, Pannaga, Kardama, Kālīkaka, Śrīvaha, Bahumūlaka, Vṛtta, Kauravya, Karkara, Saṃvṛtta, Dhṛtarāṣṭra, Arkara, Patta, Śaṃkhapiṇḍa, Kuṇḍodara, Śaṃkhamukha, Subāhu, Mahodara. Kūśmāṇḍaka, Virajas, Kṣemaka, Śālipiṇḍa

Todas as serpentes do mundo nasceram dessas serpentes proeminentes. (Capítulo 35, Ādi Parva, Mahābhārata).

Kadrū amaldiçoa seus filhos:

Uma vez Kadrū chamou Vinatā ao seu lado e lhe perguntou a cor de Uccaiśśravas, o cavalo da Indra. Era puramente um cavalo branco e Vinatā o disse. Mas Kadrū disse que sua cauda era preta. Cada uma se manteve firme em sua afirmação e então Kadrū fez uma aposta. Aquela que fosse derrotada na aposta deveria servir a outra como sua escrava. Vinatā concordou. Kadrū queria enganar Vinatā e assim pediu que seus filhos permanecessem suspensos da cauda do cavalo de uma forma tão artística que a cauda pareceria preta à distância. Alguns de seus filhos se recusaram a participar dessa fraude e Kadrū os amaldiçoou dizendo que todos eles seriam queimados na Sarpasattra de Janamejaya. Kaśyapa não gostou da maldição. Mas Brahmā chegou lá e disse que as serpentes como uma classe eram prejudiciais à sociedade e como tal uma maldição dessa natureza era necessária. Brahmā então lhe ensinou Viṣasaṃhāravidyā (Tratamento do envenenamento de serpentes). (Capítulo 20, Ādi Parva, Mahābhārata).

Kadrū e os filhos vão para Rāmaṇīyaka:

Uma vez Kadrū disse a Vinatā. “Vinatā, leve-me para a ilha de Rāmaṇīyaka no meio do oceano. É um belo lugar para ficar. Deixe seu filho, Garuḍa, levar meus filhos a esse lugar”. Vinatā levou Kadrū e Garuḍa levou seus filhos durante a viagem. Garuḍa subiu no alto do ar perto do sol e as serpentes começaram a sentir o calor insuportável e começaram a ficar carbonizadas. Kadrū rezou então para a Indra e esta última enviou uma forte chuva. Isto salvou as serpentes de serem queimadas até a morte e elas chegaram à ilha de Rāmaṇīyaka a salvo. (Capítulos 25 e 26, Ādi Parva, Mahābhārata).

Outros detalhes:

(i) Kadrū vive na corte de Brahmā adorando-o. (Capítulo 11, Sabhā Parva, Mahābhārata).

(ii) Kadrū tomando a forma de Skanda-graha em um tamanho infinitamente pequeno entra no ventre das mulheres e come o embrião. (Capítulo 230, Vana Parva, Mahābhārata).

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Fonte: https://www.wisdomlib.org/hinduism/compilation/puranic-encyclopaedia/d/doc241659.html

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/yoga-fire/kadru-a-mae-das-serpentes/

As HQs como parte da Humanidade

Por Vagner Abreu

Desde o inicio dos tempos o homem com o poder da imaginação, vem desenvolvendo, em sua própria Mente, Histórias sobre Heróis capazes de feitos que beiram o inacreditável. Heróis capazes de proezas épicas que incluem: matar monstros de sete cabeças, caçar muitos animais para alimentar uma tribo inteira, desafiar os mortos em busca de um ente querido.

Esse mesmo homem também criou um meio de passar para os demais de sua espécie a originalidade de sua história. Com o advento da Linguagem, o homem agora poderia contar a seus irmãos como se desenvolve a saga de seu próprio herói.

Ao se acender uma fogueira, tinha-se ali o riscar de fósforo para a aventura começar. O humano primitivo agora conta, em meio às labaredas, uma jornada que transcende da sua mente para a Imaginação de seus ouvintes. Usando a Linguagem e a, embora precária, Narrativa, ele criava imagens mentais de fatos de um mesmo personagem que o tornaria cada vez mais ligado com a realidade.

A aceitação do público fez com que, cada vez mais, o homem contasse a mesma história ouvida na última fogueira. De pessoa a pessoa, de uma família a família, de uma tribo a tribo. Era dada cada vez mais importância aos acontecimentos de uma determinada história, levando o nosso contador a passar para a próxima geração quais eram os tais feitos de seu herói de fogueira. Deste modo nasceu a escrita em cavernas.

Através de desenhos de parede, os narradores, agora contavam seus mitos que seriam reinterpretados por seus demais – em sua comunidade ou em milhares de anos no futuro. Essa, talvez fosse, a primeira vez que fora usado o desenho para se criar uma história. Mas, um mero rabisco rupestre não diria muita coisa a alguém, a menos que se inclua narração e palavras em cada imagem. Nascia, assim, o desenho que ilustrava uma narrativa.

Esse modo de contar histórias tornou-se um sucesso. Qualquer espectador agora tinha uma imagem um pouco mais palpável do épico narrado. De uma caverna a outra, de uma região a outra, o desenho narrativo transcendia qualquer reino, qualquer tempo, criando estilo que levaram o homem a criar seus próprios meios de desenhar, narrar e interpretar suas Aventuras.

Dizem ter começado pelos antigos babilônicos, onde os muros de da cidade de Ur traziam jornadas inteiras de Reis Heróis capazes de terem o amor de deuses ou enfrentarem o próprio dilúvio. A famosa epopéia de Gilgamesh – o talvez primeiro Herói mitológico – está totalmente gravada “cuneiformemente“ nestas paredes. As paredes da Babilônia deram origem a Arte Sequencial.

Da Babilônia para as margens do Nilo, onde os desenhos narravam os mitos dos próprios deuses. Toda a classe nobre e sacerdotal do Egito usava os Hieróglifos (imagens no papel ou papiro) para obter e passar informações sobre ritos religiosos, modos de comportamento do faraó, fatos históricos.

O desenho não só contava histórias, como também ditava a cultura de uma das mais prósperas civilizações do mundo antigo. Ele fazia parte do cotidiano de todos.

Tão poderosa é a história narrada com desenhos que tal costume chegara até os dias modernos, nossos próprios mitos de nossos próprios tempos são narrados usando textos e imagens, deuses dão lugar para Homens com super força, Homens destemidos como Odisseu passam a ser vigilantes com trajes de morcego, deusas do mundo antigo recebem vestes modernas.

Claro, amigo leitor que você já deve ter “sacado” que é de Histórias em Quadrinhos de que iremos falar neste artigo.

Tão poderosa é essa forma de narração que, desde a década de 80, sabe-se através de estudos do Pentágono que a narrativa em quadrinhos é a melhor maneira para se compreender e reter informações. Palavras trabalhando com o lado esquerdo de nosso cérebro e a arte seqüencial interagindo com o lado direito, que é pouco racional, sendo pré-verbal. Ou seja, durante uma leitura de quadrinhos estamos colocando os dois lados do cérebro para trabalhar.

Com capacidade Dualcore de processamento acredita-se que o leitor freqüente possa ser capaz de ativar entre 20 e 30 porcento da capacidade cerebral. Essa teoria não é um fato concreto, de modo que é apenas uma especulação de uma entidade governamental de um país que “não dá muita importância” ao assunto. Não é mesmo?

Com base de todas estas informações, chego ao ponto de que o quadrinho não apenas é uma das melhores maneiras de se contar uma história (tanto que influencia até mesmo a grande mídia de massa, com filmes campeões de bilheteria) como também um hábito comum a humanidade. De tal forma que cada país tem seus próprios meios de trabalhar desenhos e narrações. Isso sem contar que em cada período de nossa história como seres deste planeta tivemos formas diferentes de ilustrar nossa mitologia. O que os Gregos faziam em vasos ou os egípcios em papiro, nós fazemos hoje dentro de quadrados com balões (sejam eles impressos ou digitais).

Sabem quem mais utiliza o método palavras e imagens para difundir informação? A mídia impressa; jornais e revistas todos se apropriando de métodos que o homo sapiens já conhecia a muito tempo.

Assim, o gibi, tal como a narrativa em desenhos do passado, trás temas que envolvem públicos específicos. Temos histórias destinadas a pessoas bem instruídas, histórias que fisgam adolescentes, história para o público infantil; a arte seqüencial é uma Linguagem Universal não tendo idade para se perder o interesse por sua apreciação e merecendo muito mais respeito do que ele realmente tem hoje em dia. Ora, se os povos antigos (e até mesmo homens das cavernas) valorizavam desenhos com narração, o que dizer de nós Homens Modernos.

Ref. Bibliográfica

As Obras que me inspiram a escrever esse post foram:

MOORE, Alan – Promethea

CAMPBELL, Joseph – O Herói de Mil Faces

#AlanMoore #Ocultismo #Quadrinhos

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/as-hqs-como-parte-da-humanidade

Uma Fábula de Porcos e Florestas

“Certa vez, ocorreu um incêndio num bosque onde havia alguns porcos, que foram assados pelo fogo. Os homens, que até então os comiam crus, experimentaram a carne assada e acharam-na deliciosa. A partir daí, toda vez que queriam comer porco assado incendiavam um bosque. O tempo passou, e o sistema de assar porcos continuou basicamente o mesmo.

Mas as coisas nem sempre funcionavam bem: às vezes os animais ficavam queimados demais ou parcialmente crus. As causas do fracasso do sistema, segundo os especialistas, eram atribuídas à indisciplina dos porcos, que não permaneciam onde deveriam, ou à inconstante natureza do fogo, tão difícil de controlar, ou, ainda, às árvores, excessivamente verdes, ou à umidade da terra ou ao serviço de informações meteorológicas, que não acertava o lugar, o momento e a quantidade das chuvas.

As causas eram difíceis de determinar: na verdade, o sistema para assar porcos era muito complexo. Fora montada uma grande estrutura: havia maquinário diversificado, indivíduos dedicados a acender o fogo e especialistas em ventos – os anemotécnicos. Havia um diretor-geral de Assamento e Alimentação Assada, um diretor de Técnicas Ígneas, um administrador-geral de Reflorestamento, uma Comissão de Treinamento Profissional em Porcologia, um Instituto Superior de Cultura e Técnicas Alimentícias e o Bureau Orientador de Reforma Igneooperativas.

Eram milhares de pessoas trabalhando na preparação dos bosques, que logo seriam incendiados. Havia especialistas estrangeiros estudando a importação das melhores árvores e sementes, técnicas para gerar fogo mais intenso etc. Havia grandes instalações para manter os porcos antes do incêndio, além de mecanismos para deixá-los sair apenas no momento oportuno.

Um dia, um incendiador qualquer resolveu dizer que o problema era fácil de ser resolvido – bastava, primeiramente, matar o porco escolhido, limpando e cortando adequadamente o animal, colocando-o, então, em uma armação metálica sobre brasas, até que o efeito do calor – e não as chamas – assasse a carne.

Tendo sido informado sobre as idéias do funcionário, o diretor-geral de Assamento mandou chamá-lo ao seu gabinete e disse-lhe:

– Tudo o que o senhor propõe está correto, mas não funciona na prática. O que o senhor faria, por exemplo, com os anemotécnicos, caso viéssemos a aplicar a sua teoria? E com os acendedores de diversas especialidades? E os especialistas em sementes? Em árvores importadas? E os desenhistas de instalações para porcos, com suas máquinas purificadoras de ar? E os conferencistas e estudiosos que, ano após ano, têm trabalhado no Programa de Reforma e Melhoramentos? Que faço com eles se a sua solução resolver tudo, hein?

– Não sei, disse o funcionário, encabulado.

– O senhor percebe agora que a sua idéia não vem ao encontro daquilo que necessitamos? O senhor não vê que, se tudo fosse tão simples, nossos especialistas já teriam encontrado a solução há muito tempo? Que outros países já a teriam adotado? O senhor, com certeza, compreende que eu não posso simplesmente convocar os anemotécnicos e dizer-lhes que tudo se resume a utilizar brasinhas, sem chamas? O que o senhor espera que eu faça com os quilômetros de bosques já preparados, cujas árvores não dão frutos e nem têm folhas para dar sombra? E o que fazer com nossos engenheiros em porcopirotecnia? Vamos, diga-me!

– Não sei, senhor.

– Bem, agora que o senhor conhece as dimensões do problema, não saia dizendo por aí que pode resolver tudo. O problema é bem mais sério do que o senhor imagina. Agora, entre nós, devo recomendar-lhe que não insista nessa sua idéia – isso poderia trazer problemas para o senhor no seu cargo.”

– Juicio a la Escuela Cirigliano. Buenos Aires: F. T. Editorial Humanitas, 1976. In: CINTRA, Marcos, “Globalização, Modernização e Inovação Fiscal”. Política Fiscal. São Paulo : Saraiva, 2009.

#Arte

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/uma-f%C3%A1bula-de-porcos-e-florestas

O caso Yakima

Um hexágono  voador pilotado por um homem com cara e italiano perto de Yakima em 1928, um anão cabeludo com nariz grande, capaz de atravessar paredes na Califórnia, e um encontro extraordinário em uma região remota da Argentina, com um gigante e um pequeno robô: são todos casos onde falei com testemunhas oculares, sem conseguir uma explicação. As testemunhas são indivíduos retraídos , sinceros, que não buscam a fama ou vantagem financeiras com suas experiências. Nenhum fato em suas vidas indica um padrão de incidentes inusitados ou interesse pela paranormalidade. Nenhum destes casos foi mencionado na imprensa.

Um cético tem direito a sua opinião , pode pensar que todas estas pessoas estavam mentindo ou sofrendo de alucinações , mas esta explicação não me convence. Tampouco acredito na interpretação literal dos entusiastas por OVNIs, para quem os diversos seres vistos pelas testemunhas devem ser considerados automaticamente visitantes de outros planetas.

Neste aspecto, o fenômeno dos OVNIs funciona como um transformador da realidade ( ou, na definição de Bertrand Meheust, modificador da realidade ) , provocando nas testemunhas uma série de situações simbólicas que se tornam indistinguíveis da realidade. Estas situações , que frequentemente se iniciam por uma série atordoante de luzes coloridas piscando ou de extraordinária  intensidade, induzem a um estado de profunda confusão nos envolvidos , que se tornam vulneráveis à inserção de novos pensamentos e experiências visuais inéditas.

A resposta dos ufologistas à confusão dos sequestrados tem sido desastrosa . Ao aceitar literalmente as manifestações
simbólicas, e ao hipnotizar  as testemunhas em um esforço para solucionar a confusão, muitos pesquisadores bem-intencionados acabaram , na verdade , por reforçar a realidade alternativa induzida pela visão do OVNI, desta maneira exacerbando o que pode muito bem ser apenas um efeito colateral , perdendo de vista  a experiencia principal. A hipnose , que pode ser uma técnica investigativa  muito proveitosa , infelizmente se tornou uma obsessão fanática dos pesquisadores  norte-americanos da atualidade. Neste processo, pesquisadores  sem treinamento em hipnose clínica criaram indubitavelmente falsas lembranças precedidas pelo fornecimento de pistas sutis. As falsas lembranças podem satisfazer os ufologistas ansiosos por explicações simples e factuais da condição dos OVNIs, tidos como naves interplanetárias, mas não passam de resultados espúrios. O procedimento pode ser danoso às testemunhas , que forçam artificialmente a experiência com os OVNIs a uma integração impossível com a memória consciente, tentando encaixar a peça redonda da visita extraterrestre no buraco quadrado de sua propria confusão. Conforme disse uma testemunha em uma carta que recebi:

O senhor faz muito bem em prevenir as pessoas quanto ao perigos da manipulação. . . As vitimas de sequestros são
extremamente vulneráveis à manipulação cara a cara , o que pode levar ao controle quase total sobre o individuo. Os humanos estão assumindo o controle das pessoas no ponto onde os alienigenas pararam.

Conheço diversas testemunhas que foram hipnotizadas vezes seguidas, frequentemente na presença de outros “sequestrados“. Elas se tornaram incapazes de distinguir entre a realidade e o sonho, sendo conduzidas  a um reino onde suas fantasias e terrores particulares são na verdade estimulados a se unirem ao encontro traumático e confuso com um OVNI. A sensação precária de bem-estar gerada desta forma é perigosa e ilusória.

O padrão que se criou em torno dos sequestros por OVNIs lembra as teorias medievais sobre sequestros por demonios , pactos com Satã e vôos no Sabbat , incluindo-se a marca do diabo no corpo das feiticeiras. Conforme  o sociologo frances Pierre Lagrange observou em uma conversa comigo, o unico elemento que falta é o familiar   —   o gato preto ou a coruja usados para acompanhar as bruxas!

A regressão hipnótica dos sequestrados não é o tipo de medida ativa que precisamos . Em vez disso, devemos considerar os OVNIs como um transformador da realidade , e pesquisar cuidadosamente o processo simbólico provocado  na mente da testemunha . Quando utilizada por um profissional capacitado, a hipnose fornece alguns elementos valiosos  para analise da experiencia, mas não a explica.

Em 1978 tive a oportunidade de encontrar outra testemunha cujo sofrimento lança uma nova luz a questão dos sequestros e a natureza dos seres a eles associados. Também esclarecer a escandalosa conduta antiética e amadoristica de alguns dos cientistas que foram encarregados de avaliar o fenomenos.

No dia 3 de dezembro de 1967 o sargento Herbert Schimer realizava uma patrulha perto de Ashland , no Alasca, às 2h30 – numa noite límpida , sem luar   —   quando avistou luzes vermelhas , que imaginou pertencerem a um caminhão. Quando foi verificar , contudo, notou que as luzes vinham das janelas de um objeto em forma de disco que pairava sobre a rodovia . Sua lembrança consciente seguinte foi de um aparelho brilhante iluminado que subia com um som de sirene , enquanto soltava um material cor de fogo da parte inferior. Ele teve sensação de paralisia naquele momento, ficou nervoso, enjoado e fraco quando voltou ao quartel.

O dr. Leo Sprinkle  , da Universidade do Wyoming, foi um dos primeiros  psicologos profissionais a mostrar interesse pelos sequestros feitos por OVNIs  e a usar a hipnose como recurso investigativo. Quando se encontrou com membros do comite Condon, que havia sido organizado pela Força Aérea na Universidade do Colorado, em 1968, ele repassou alguns casos que poderiam ser utilizados como exemplo. O comite escolheu o caso Schirmer em função da perda  de sentindo do tempo por parte da testemunha.

O sargento Schirmer foi a Boulder para uma série de testes psicológicos, e pediu para falar com o professor Condon. Ele fora convencido a fazer a viagem por causa de sua importancia cientifica potencial. Recebera garantias de que havia um interesse verdadeiro em sua visão , e que o professor Edward Condon , um fisico famoso, estaria presente pessoalmente na sessão.

Infelizmente o professor Condon não se encontrava no campus na época, e o comite científico se deu conta de que o truque usado para atrair o sargento e realizar os testes corria o risco de ser desmascarado. Assim, conforme relatou o sargento Schirmer , eles apresentaram outra pessoa e disseram que era o professor Condon.

Schirmer não era nenhum idiota. Durante a entrevista alguém entrou na sal e dirigiu-se ao “professor Condon”, chamando-o pelo primeiro nome, algo como “Ed” ou “Edward”, Schirmer desafiou o cientista:

—    Voce não é Condon!   —   gritou, e uma cena muito constrangedora ocorreu.

Dali para a frente a credibilidade da Universidade do Colorado , aos olhos da testemunha , era praticamente nula . Quando recebeu manchas de tinta e o pedido de dizer o que via ali, ele declarou o óbvio: via manhcas de tinta.

—    Bem, não pode imaginar que sejam qualquer outra coisa?   —   sugeriu um dos psicólogos.

—    Doutor , sou um policial    —    Schimer retrucou.     — Não sou obrigado a imaginar nada. Fui treinado para relatar fatos reais.

Schirmer me  falou que tinha medo de começar a dizer que via borboletas ou elefantes copulando nas manchas, levando os cientistas a concluir que ele era maluco, que poderia muito bem ter vistos discos voadores onde havia apenas um monte de nuvens.

Duarante nosso encontro , perguntei ao sargento Schirmer quais foram as consequencias para a sua saude, como resultado  do encontro com o OVNI. No momento da experiencia a testemunha sentiu um “formigamento” no corpo, por alguns segundos , e uma dor localizada na base da orelha  , como se uma agulha tivesse sido introduzida ali.  Surgiu uma mancha vermelha , com pequenos orificios  , no local. Durante três anos, após o incidente , ele sentiu fortes dores de cabeça , que duravam  duas horas e não eram aliviadas por aspirina. Nas três primeiras semanas  depois da  visão as dores de cabeça o acordavam.

O dr. Sprinkle notou que após a visão a testemunha tomou duas xícaras de café quente, quase fervendo, “como se fosse agua”. Ele frequentemente sentia “uma tontura e um zunbido no ouvido, antes de dormir , e disturbios violentos durante o sono”.

O sargento Schirmer fez um desenho detalhado , a lápis , de um dos “operadores” do aparelho , conforme suas lembranças durante a hipnose. O desenho mostra um homem severo, com um pedaço de pano preto cobrindo a cabeça. A abertura do rosto tem forma de ogiva, o que lhe dá uma aparencia gótica. A testa tem rugas. Os olhos, nariz, boca e sombrancelhas são do tamanho normal, embora as pupilas sejam grandes  e alongadas, dando aos olhos um aspecto penetrante, estranho. Na orelha  esquerda há um aparelhinho redondo, com uma pequena antena, medindo menos de 5 centimetros. E no ombro direito uma insignia, com uma serpente encaracolada.

Schirmer lembra que foi retirado do carro patrulha, sem conseguir usar o rádio ou a arma. Foi levado para dar uma volta no disco. O operador perguntou:

—    Voce é o vigia deste lugar?

Quando atingiram a parte superior do aparelho, o homem disse a Schirmer:

—    Vigia, um dia você verá o Universo!

Na época de nosso encontro , e por muitos anos , após o evento , este dialogo com o operador foi considerado por Schirmer como o acontecimento mais importante de sua vida.

Os encontros com OVNIs são cenários completos , nos quais a personalidade das testemunhas se projeta. Como nos filmes que aterrorizam, fazem rir, chorar ou suar de medo, a experiencia se torna parte da realidade da testemunha. Os ufologistas se comportam como pesquisadores sociais que, ao tentar compreender o fenomeno do cinema, entrevistam pessoas ao acaso, e aceitam seu testemunho  de acordo com as aparências. Como as testemunhas de OVNIs, estas pessoas não mentem . Algumas viram Godzilla , outras viram Bambi. A experiencia, em qualquer um dos casos , foi real para elas.

Mas a realidade sobre a qual devemos concentrar a atenção, a realidade que os pesquisadores de OVNIs frequentemente ignoram , é que existe um projetor oculto em uma pequena sala escura, perto do teto. Nesta sala, a tecnologia pode transmitir as imagens tanto de Bambi e Godzilla quanto Guerra nas Estrelas e, obviamente , Contatos Imediatos.

Como a tecnologia do cinema, a tecnologia dos OVNIs é um metasistema. Ela gera qualquer fenomeno apropriado para nosso nível, em uma dada época, em uma determinada condição do “mercado”.

Como Bertrand Meheust provou de modo brilhante , o cenário simbólico visto pelos sequestradores é identico ao tipo de iniciação ritual ou viagem astral que se encontra enraizada em todas as culturas. Neste sentido , a experiencia com os OVNIs é o detonador real que liberta uma série de imagens poderosas que carregamos em nosso “inconsciente coletivo” ( na nomeclatura junguniana). Inútil perguntar por que algumas testemunhas enxergam gigantes e outras anões, por que alguns sequestros são benignos e outros nocivos, por que em determinados encontros as vítimas encontram tecnologia sofisticada e em outros ocorrem estupros e outras indignidades.

Enquanto nossos colegas ufologistas ficam na caçada entrevistando os frequentadores do cinema, eu (Jacques Vallée ) acredito que as perguntas importantes devem ser feitas em outro lugar. Minha pesquisa conduziu à escada dos fundos, onde ninguem sobe. Meu objetivo é penetrar no segredo da pequena cabine de projeção, e descobrir finalmente o que faz os rolos se moverem e a máquina funcionar.
Extraido do livro Confrontos  de Jacques Valleé  –  Editora Best Seller

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/o-caso-yakima/

Mapa Astral de Carl Sagan

Carl Edward Sagan (Nova Iorque, 9 de novembro de 1934 — Seattle, 20 de dezembro de 1996) foi um cientista e astrônomo dos Estados Unidos.

Em 1960, obteve o título de doutor pela Universidade de Chicago. Dedicou-se à pesquisa e à divulgação da astronomia, como também ao estudo da chamada exobiologia. Morreu aos 62 anos, de câncer, no Centro de Pesquisas do Câncer Fred Hutchinson, depois de uma batalha de dois anos com uma rara e grave doença na medula óssea (mielodisplasia).

Com sua formação multidisciplinar, Sagan foi o autor de obras como Cosmos (que foi transformada em uma premiada série de televisão), Os Dragões do Éden (pelo qual recebeu o prêmio Pulitzer de Literatura), O Romance da Ciência, Pálido Ponto Azul e O Mundo Assombrado Pelos Demônios: A Ciência Como Uma Vela No Escuro.

Escreveu ainda o romance de ficção científica Contato, que foi levado para as telas de cinema, posteriormente a sua morte. Sua última obra, Bilhões e Bilhões, foi publicada postumamente por sua esposa e colaboradora Ann Druyan e consiste, fundamentalmente, numa compilação de artigos inéditos escritos por Sagan, tendo um capítulo sido escrito por ele enquanto se encontrava no hospital. Recentemente foi publicado no Brasil mais um livro sobre Sagan, Variedades da experiência científica: Uma visão pessoal da busca por Deus, que é uma coletânea de suas palestras sobre teologia natural.

O Mapa de Sagan

Sagan possuía Sol, Vênus, Mercúrio e Júpiter em Escorpião (na Casa 6), Lua em Sagitário, Ascendente em Touro e Caput Draconis em Aquário. É um Mapa astral característico de professores e acadêmicos. Júpiter em escorpião é seu planeta mais forte, com 7 Aspectações.

Por este Mapa, vemos uma pessoa obstinada com o conhecimento e com a descoberta de como o mundo funciona. Especialmente Mercúrio em Escorpião, considerado o “Mercúrio dos Investigadores”, muito encontrado em céticos e ocultistas famosos. Combine a profundidade de escorpião com o lado racional de Mercúrio, faciliado por Júpiter e temos uma pessoa obstinada. Com o que?

A Lua em Sagitário é conhecida como “Lua dos filósofos” ou “Lua dos professores” e já a encontramos em diversos pensadores e acadêmicos de carreira. São pessoas que gostam de observar o mundo à sua volta e estabelecerem regras e métodos à partir do que observam, daí a facilidade de ser encontrada em pessoas cuja carreira teve ligação com o meio acadêmico.

A Ascendência em Touro o traz “para o chão”, em um ceticismo bem materialista sobre o que pode tocar, cheirar e medir dentro dos 5 sentidos. Carl Sagan era contra a espiritualidade, astrologia e outras ciências herméticas por considerá-las “pseudo-ciência”, ou algo que não poderia ser medido pela Ciência Ortodoxa.

Para facilitar ainda mais seu trabalho, temos Marte e Urano em Virgem (o signo dos engenheiros, técnicos e pessoas metódicas).

o Caput Draconis em conjunção ao Meio do Céu (em Aquário) indica alguém cuja carreira servirá de alguma maneira para abrir as mentes das pessoas e direcioná-las para algo novo, um “próximo passo”. No caso de Sagan, foi o fascínio pelo Cosmos, pela Ciência e pelo Espaço a expansão de consciência que ele promoveu no Planeta.

Hoje a maioria dos céticos e pseudo-céticos consideram Sagan como um dos grandes heróis da divulgação científica. Seu livro “o Mundo assombrado pelos Demônios” é um livro de cabeceira para qualquer pessoa que deseje estudar o ocultismo de maneira séria.

Carl Sagan, sua história de vida e seu mapa é mais um exemplo de que não se precisa “acreditar” em Astrologia Hermética para ela funcionar.

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-de-carl-sagan

Hangout Gnóstico com Rafael Arrais

Hangout Gnóstico com Rafael Arrais

No Hangoutout Gnóstico #7*, Rafael Arrais, autor do blog Textos para Reflexão, fala sobre o seu livro, “Ad infinitum“, lançado no início de 2013, e também sobre suas edições digitais, discorrendo sobre as oportunidades atuais para a auto-publicação na Amazon e na Kobo. Ao final, também cita o seu último livro recém-lançado, “Rumi – A dança da alma“.

(clique na imagem acima para assistir ao vídeo no YouTube)

(*) O Hangout Gnóstico é apresentado por Giordano Cimadon, coordenador da Sociedade Gnóstica Internacional

#Adinfinitum #Kindle #RafaelArrais #Rumi

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/hangout-gn%C3%B3stico-com-rafael-arrais