Como descobrir o fetiche de um homem e usar isso contra ele

Se você conseguir descobrir o fetiche de um homem poderá enfeitiça-lo. Todo mundo tem um tipo de fetiche sexual, mesmo que não seja conhecido pela própria pessoa. Infelizmente, muitas pessoas supõem que um fetiche deve ser um recurso sexual público. Dificilmente esse é o caso, já que muitos fetiches compulsivos são frequentemente os meios ou situações nas quais as médias das pessoas nunca consideraria estar relacionada de qualquer forma com atividade sexual.

Todos temos familiares, hoje em dia, com tipos comuns de fetiches, como: cabelos compridos, saltos altos, ligas, servidão, chicotes, espancamento, espartilho, etc. Uma bruxa competente não deve nem mesmo considerar tais recursos e atos como fetiches. Entretanto, eles representam os esqueletos em muitíssimas pessoas mentalmente fechadas a serem consideradas “anormais” O Sombra costuma proclamar que ele sabia “qual o mal que espreita no coração dos homens”, e você deve estar consciente do seu conhecimento se você quer se tornar uma bruxa.

Alguns tão chamados fetiches são tão universais que parece injusto considerá-los outra coisa além de manifestações humanas de comportamento que tem seus paralelos em todas as áreas do reino animal. Fora o fator mais comum de atração – domínio de uma pessoa passiva e receptividade à pessoa dominante a marca mais certa para o sucesso de fetiche é a reação dele a certas frases displicentemente colocadas numa conversa.

Se você conhece um homem temo o bastante para te ruma conversa , frases-chaves podem ser inseridas que farão os olhos dele acenderem e pedirem para ouvir mais sobre isso ou hesitar um pouco trazendo o tópico de volta a conversa mais tarde. Frases-chaves que falam o óbvio são desnecessárias, como no caso de um comentário sobre uma peça de roupa que você esta usando num momento que pode ser considerado fetiche. Certas coisas chamadas fetiches deviam ser empregadas todo o tempo que uma bruxa estivesse trabalhando, ou ela não pode afirmar que é uma bruxa no mais verdadeiro sentido. Esses fetiches óbvios serão discutidos em capítulos posteriores.

Aqui está uma lista de descobridores de fetiches dos quais você pode tirar dicas. Lembre-se: UMA VEZ QUE VOCÊ CONHECE O FETICHE DELE, LEVE-O PARA CASA COM REFERÊNCIAS SUTIS E COMENTÁRIOS DISPLICENTES. Se você for esperta, uma abertura na conversa sempre pode ser criada para inserir-se esses descobridores de fetiches, colocados com suas próprias palavras. Refira-se a:

  • Como vocẽ não leva desaforo e homem (chefe, marido, outro pretendente.)
  • Como você deu uma bronca em alguém.
  • Foi espancada quando criança.
  • Merecer uma boa surra (tanto você ou ele)
  • Briga de puxar o cabelo com outra mulher.
  • Um cachorro sacana que você conhece que é cheio de liberdades com seu focinho.
  • Como algumas pessoas estúpidas pensam que você é lésbica.
  • Seus pés estarem quentes e suados.
  • Não ter conseguido tomar banho em vários dias
  • Como alguns homens podres que vocẽ conhece sentem-se todos excitados com você.
  • Como deve ser divertido ser homem.
  • Como ele seria uma garota bonita.
  • Como você ficou chocada e embaraçada ao ver um homem se expondo.
  • Expondo-se acidentalmente.
  • Acidentalmente molhar suas calças.
  • Cortar o seu cabelo, se for comprido demais ou deixá-lo crescer se for curto.

Pelo menos um desses tópicos é garantido para tirar uma resposta óbvia quando sutilmente colocada na conversa. Aqueles que não tiverem significado para sua presa serão negligenciados – entrarão por um ouvido e sairão por outro – ou rejeitados por  um encolher de ombros ou comentários vazios. E quando você ver e os olhos dizem tudo e a presa pegar a dica e devolvê-la com um sorriso ou interesse nervoso você saberá que acertou o alvo.

Uma vez descoberto que você acertou precisamente o alvo, você tem uma arma mágica à sua disposição que lhe servirá  se tudo o mais falhar. Você pode até mesmo acabar tendo de pôr em prática tais fetiches  se enfeitiçar a vítima é importante o bastante para você.  é a velha pergunta:  o quanto é importante conseguir o que você quer? Vocẽ pode ter todos os atributos físicos errados para o gosto dele, mas se ele ficar excitado por uma garota que se vestiria de babá dando umas palmadas nas nádegas dele, enquanto ele está vestido de menininha  e você agir como se estivesse adorando fazer exatamente isso, você se sobressairá em qualquer competição com outras garotas que têm apenas suas aprências e posição apropriada como parceiras do Demônio.

Se você for muito tímida para empregar os descobridores de fetiche acima mencionados com relação a você pode sempre inserí-lo na conversa usando uma terceira pessoa. A maneira como os olhos dele acenderem quando você falar sobre o que aconteceu com sua amiga, ou com outra mulher do escritório, dirá se você está no caminho certo. Só ha uma coisa errada com relação a usar o relato de uma terceira pessoa quando se esta tentando descobrir o fetiche, e eu vi esse problema ocorrer muitas e repetidas vezes. Você deve se lembrar que está lidando com compulsões quando está explorando fetiches, e fetiche é exatamente aquilo que o home implica: um meio ou situação que se sobrepõe completamente a qualquer outro estímulo sexual mais seletivo. Se você disser á sua presa que sua melhor amiga é uma garota linda, mas quando ela tira os sapatos enquanto esta digitando no escritório você tem que abrir a janela, ele pode ficar tão excitado que tudo o que ele conseguirá pensar é como encontrar a sua amiga que tem chulé.

Já vi mulheres que pareciam não “ter nada a oferecer”, mas que enfetiçaram um homem para longe da esposa perplexa, que não consegue entender que tipo de poder a “outra mulher” tem sobre seu marido. Quase sempre essas mulheres usam compulsão fetichista. uma bruxa sábia deve saber se o fetiche que ela está usando de instrumento não será prontamente revelado a outros pelo homem; ela tem pouco medo de competição das outras. As prostitutas profissionais são muito cuidadosas ao revelar os “pedidos especiais” de bons clientes a outras garotas  se as recompensas financeiras para tais serviços forem substanciais. E em geral são substanciais pois a atividade de fetiche comanda (e consegue) os melhores preços na profissão. TODO HOMEM É UM FETICHISTA. VOCÊ SÓ PRECISA DESCOBRIR QUAL O FETICHE DELE.

 

Lista de Fetiches Comuns

Masoquismo: prazer ao sentir dor ou imaginar que a sente.

Sadismo: prazer erótico com o sofrimento alheio.

Sadomasoquismo: prazer por sofrer e, ao mesmo tempo, impingir dor a outrem.

Exibicionismo: fetiche por exibir a própria nudez.

Voyeurismo: prazer pela observação da intimidade de outras pessoas, que podem ou não estar nuas ou praticando sexo.

Podolatria: fetiche por pés.

Quirofilia: excitação sexual por mãos.

Sarilofilia: fetiche por saliva ou suor.

Lolismo: preferência sexual e erótica de homens maduros por meninas adolescentes

Urofilia: excitação ao urinar no parceiro ou receber dele o jato urinário, ingerindo-o ou não.

Agorafilia: atração por copular em lugares abertos ou ao ar livre.

Bondage: prática onde a excitação vem de amarrar ou/e imobilizar o parceiro.

Crinofilia: excitação sexual por secreções (saliva, suor, secreções vaginais, etc).

Tricofilia: fetiche por cabelos e pelos.

Partenofilia: fixação sexual por pessoas virgens.

Odaxelagnia: fetiche por mordidas.

 

Lista de Fetiches não tão comuns

 

Agorafilia: atração por atividades sexuais em locais públicos;

Aiquemofilia : Prazer pelo uso de objetos pontudos e cortantes.

Amaurofilia: excitação da pessoa pelo parceiro que não é capaz de vê-la

Anemofilia: excitação sexual com vento ou sopro nos genitais ou em outra zona erógena.

Apotemnofilia: desejo de se ver amputado.

Asfixiofilia: prazer pela redução de oxigênio.

ATM: prática em que o parceiro ativo, após o coito anal, leva seu pênis à boca da pessoa penetrada.

BBW: atração por mulheres obesas

Bukkake: modalidade de sexo grupal praticado com uma pessoa que “recebe” no rosto a ejaculação de diversos homens.

Clismafilia: fetiche por observar ou sofrer a introdução de enemas.

Coprofilia: fetiche pela manipulação de fezes, suas ou do parceiro.

Coreofilia: excitação sexual pela dança.

Crematistofilia: excitação sexual ao dar dinheiro, ser roubado, chantageado ou extorquido pelo parceiro.

Cronofilia: excitação erótica causada pela diferença entre a idade sexo-erótica e a idade cronológica da pessoa, porém em concordância com a do parceiro.

Dendrofilia: atração por plantas.

Emetofilia: excitação obtida com o ato de vomitar ou com o vômito de outro.

Espectrofilia: prática medieval que consiste na excitação por fantasias com fantasmas, espíritos ou deuses.

Fisting: prazer com a a inserção da mão ou antebraço na vagina ou no ânus.

Flatofilia: prazer erótico em escutar, cheirar e apreciar gases intestinais próprios e alheios.

Frotteurismo: prazer em friccionar os órgãos genitais no corpo de uma pessoa vestida.

Gerontofilia: atração sexual de não-idosos por idosos.

Lactofilia: fetiche por observar ou sugar leite saindo dos seios

Menofilia: atração ou excitação por mulheres menstruadas.

Nesofilia: atração pela cópula em ilhas, geralmente desertas.

Pirofilia: prazer sexual com fogo, vendo-o, queimando-se ou queimando objetos com ele.

Pregnofilia: fetiche por mulheres grávidas e/ou pela observação de partos.

Timofilia: excitação pelo contato com joias e metais preciosos.

Trampling: fetiche onde o indivíduo sente prazer ao ser pisado pelo parceiro.

Vorarefilia: atração por um ser vivo engolindo ou devorando outro.

Anton Szandor Lavey, trecho de a Bruxa Satânica.

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Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/como-descobrir-o-fetiche-de-um-homem-e-usar-isso-contra-ele/

Cartas na manga do diabo

Morbitvs Vividvs

Baixa magia pode se beneficiar em muito de psicologia aplicada. A seguir está um verdadeiro arsenal de cartas na manga do diabo que pode ser usados cotidianamente para atingir resultados mágicos. Não tente decorar a lista, escolha um e tente usar de verdade em alguém. Esta é a melhor forma de atingir a maestria em baixa magia.  É incrível para mim a quantidade de pessoas que aparentemente sabem tudo sobre psicologia aplicada exceto como aplicá-la.  

Invariavelmente as pessoas irão lhe rotular. Certifique-se portanto em você mesmo definir qual será o rótulo. Seu comportamento influencia a forma como as pessoas tratam você. Haja como um amigo íntimo e as pessoas se abrirão. Haja como um amante e as pessoas o amarão. Haja como um servo e logo estará servindo café. Shakespeare disse que o mundo é um palco e ele estava certo. O que ele não disse é que você pode escolher o papel que vai interpretar. 

   

Macaco vê, macaco faz. Agir em grupo é outra forma típica de comportamento humano. Supomos que a maioria das outras pessoas está sempre mais bem informada que a minoria e desta forma sentimos uma compulsão de agir em conjunto sempre que o grupo em que estamos age. Além disso a maior parte das pessoas tem horror em ser considerada diferente. Coloque um ateu em uma roda de oração e ele provavelmente fechará os olhos e abaixará a cabeça, mesmo que seja só para não se sentir constrangido. Notícias sobre suicídio aumentam a taxa de suicídio, pesquisas eleitorais podem mudar o rumo de uma eleição e programas de auditório usam risadas gravadas para fazer a audiência rir. Além disso a  prova social é como uma bola de neve. Quantos mais pessoas fazem algo, mais pessoas repetem o padrão. Suas ideias não devem portanto parecer exclusivamente suas, mas um consenso geral que naturalmente precisa ser replicado.  

As pessoas lembram mais claramente do começo e do fim de algo (por exemplo, sequência numérica, lista de compras etc.). O meio, no entanto, é onde as coisas tendem a ser esquecidas. Se você for para uma entrevista de emprego por exemplo certifique-se de  ser o primeiro ou o último entrevistado. Se você estiver indo para um encontro romântico escolha o começo ou o fim do dia. E no dia do encontro deixe a melhor parte e cause a maior impressão no começo e no fim. 

    Por falar em encontros, procure para eles atividades que envolvam alguma adrenalina. Isso ajudará a estimular a excitação no cérebro e fará com que a outra pessoa acredite que realmente está aproveitando seu tempo com você. Eles atribuirão à causa o pico emocional a você. 

    Controle o tamanho de suas pupilas. Olhe para algum detalhe no olho da pessoa para fazer sua pupila crescer e lhe dar um olhar sedutor. Olhe como se mirasse algum ponto atrás da cabeça da pessoa deixando entrar bastante luz para construir um olhar ameaçador. 

    Use espelhamento para ganhar mais rapidamente a confiança de alguém. Ao iniciar uma conversa imite sutilmente sua linguagem corporal. O espelhamento sutil faz com que elas pensem que você estão em sintonia. 

    Avance aos poucos. Por orgulho ou preguiça mental temos é a de continuar fazendo o que já fazemos. Para usar isso ao seu favor faça as pessoas se comprometerem aos poucos com o seu lado. Pense no exemplo de Mefistofeles, ele inicialmente não foca na alma, mas na assinatura do contrato. Se possível procure no passado dela alguma situação semelhante em que ela agiu como você quer agora e comece por aí. Faça com que seu alvo se comprometa primeiro com coisas pequenas e então aos poucos expanda as implicações do seu comprometimento, mas sempre de maneira suave e de preferência imperceptível. Existe uma razão para as pessoas convidarem umas às outras para jantar mesmo quando a sobremesa será servida na cama. 

    Quando precisar se estabelecer como figura de controle, chegue mais cedo. Pode parecer chato, mas se você ajudar o anfitrião a se preparar você pode receber cada recém chegado com frases como: “Nós decidimos”, “Nós estávamos falando…” e você pode fazer a agenda da noite. 

    Quando quiser descobrir o verdadeiro líder de um grupo, chegue tarde. Pergunte a algumas pessoas o que você perdeu.  Eles dirão não somente com suas palavras mas também com sua maneira e linguagem corporal. Isso também mostrará seus sentimentos sobre os tópicos. 

    Falar mais baixo faz as pessoas prestarem mais atenção. As pessoas acham muito difícil ficar neutras quando alguém sussurra para elas e age como ovelha desgarrada. Este modo de interação automaticamente os coloca em posição de conspiração. 

    Quando precisar convencer uma plateia marque reunião para depois do almoço em uma sala quente com leve iluminação fluorescente se você falar clara e levemente pessoas absorverão suas sugestões como se os tivessem hipnotizados. Se quiser intensificar isso pratique o modo de falar do Drácula de filme de Bela Lugosi, mas sem o sotaque. 

    Se você acha que alguém não gosta de você, peça um pequeno favor, como emprestar a caneta. Mesmo que eles estejam inclinados a dizer não, pedir emprestado uma caneta é um favor tão pequeno que é incrivelmente difícil para alguém recusar. Depois de aceitar seu pequeno pedido ele chegará à conclusão incosnciente de que vocês estão bem. Isso costuma ser chamado de Efeito Benjamin Franklin, pois ele o usava sempre que preciso. 

    Se você tem um amigo que se recusa a se abrir com você, pergunte o que ele está sentindo. Se ele não responder ou parecer que está escondendo algo basta manter o contato visual e permanecer em silêncio por alguns segundos. isto criará uma tensão que o deixará desconfortável. Ele continuará falando para quebrar a tensão, mesmo que isso signifique fornecer as informações que estava escondendo. 

    Mulheres que sorriem são mais atraentes. Homens que parecem sérios são mais atraentes. 

    Para descobrir se uma pessoa gosta de você, escolha uma palavra e toda vez que ela usar essa palavra ou frases com palavras sinônimas, acene e sorria. Se a pessoa tiver sentimentos por você ela começara a usar a palavra o tempo todo. 

    Quer que as pessoas levem suas palavras a sério? Quando você lhes contar algo, diga que seu pai lhe ensinou isso. As pessoas tendem a acreditar nos conselhos dos pais por natureza. 

    Quer que as pessoas concordem com você? Basta mexer a cabeça concordando e mantenha o contato visual enquanto estiver falando. A ação de assentir faz com que a pessoa comece a acreditar que o que você está dizendo é realmente verdade e, portanto, provavelmente também começará a concordar com você. Além disso, seguindo padrões de comportamento social, as pessoas tendem a concordar com o que outras pessoas já concordam. 

    Quer afastar multidões? Em lugares lotados, olhe bem na sua frente, na direção em que você está indo. Você ficará impressionado vendo a multidão literalmente ceder lugar a você. Esse truque é muito fácil de explicar: em lugares lotados, tendemos a olhar nos olhos de outras pessoas para saber em que direção alguém está indo. Tomamos o caminho oposto para não batermos nela. 

    Se sentir que alguém está olhando para você, apenas boceje. Bocejo é altamente contagioso e a pessoa se entregará. Olhar para o relógio costuma ter o mesmo efeito. 

    Use seu corpo para dar ordens enquanto distrai com sua fala. Você pode fazer alguém carregar algo para você entregando algo para ela enquanto diz algo vago que a distraia. A maioria das pessoas nem percebe que você está entregando alguma coisa e a aceita. 

    Que parecer um bom ouvinte? Repita o que a pessoa acabou de dizer com outras palavras. O exagero desta prática pode resultar em estranhamento. 

    Encontre pontos de afinidade. Agora, vocês dois fazem parte de um “grupo”. É da natureza humana procurar indivíduos com ideias semelhantes e aos os vermos como nós automaticamente confiamos mais neles. Isso cria uma mentalidade nós-contra-eles. 

       Não crie inimigos à toa. Elogie em público e critique em particular. 

      Diferencie seu discurso. Elogie o charme dos feios inteligentes e a sagacidade dos burros e belos. 

    O cheiro mais afrodisíaco que existe é o do seu próprio suor. Este é um assunto  quase tabu principalmente entre mulheres. Lembre-se que a cultura francesa do perfume surgiu na época em que os banhos não eram tão comuns. As melhores notas são aquelas que melhor combinam com seu cheiro natural. 

    Use a predisposição do sim. Consiga vários sins fáceis antes de chegar no que você quer: “Está frio né? Essa chuva veio do nada não é mesmo? Parece que não vai acabar tão cedo, concorda? Quer comprar um guarda-chuva?” 

    Chame às pessoas pelo nome. Não há palavra mais doce em nenhum idioma que o próprio nome. Quanto mais difícil lembrar maior será o impacto. 

    Um inimigo em comum é uma das forma mais rápidas de unir as pessoas. 

    Nunca cumprimente alguém com as mãos frias. Se você sabe que vai apertar a mão de alguém, verifique se ela está quente. Mãos quentes mostram que você está confortável com a situação enquanto o aperto de mão frio desencadeia o efeito oposto. 

    Para deixar alguém feliz deixe a pessoas falar de si mesmas. As regiões cerebrais associadas a motivação e recompensa são ativadas quando compartilhamos informações publicamente. Esse é um conselho clássico e funciona mesmo quando a outra pessoa está ciente desse efeito. 

    Seja generoso. Ao menos que a pessoa seja um psicopata, sentimos uma obrigação orgânica de agradecer as boas ações. É por isso que naturalmente sorrimos de volta quando alguém sorri para nós. Para usar isso ao seu favor tudo o que você precisa fazer é cuidar para que as pessoas sintam sempre que estão em dívida com você. Como Don Corleone não permita que elas retribuam imediatamente. Bons pagadores em especial devem sempre ser mantidos em dívida. 

Morbitvs Vividvs é autor de Lex Satanicus: O Manual do Satanista e outros livros sobre satanismo.

Muito bom, é isso aí!👿

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/cartas-na-manga-do-diabo/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/cartas-na-manga-do-diabo/

As Novas Regras da Guerra

Resenha do livro de Sean McFate, 2019

Alguns dos princípios da guerra são antigos, outros são novos, mas os princípios descritos no livro “The New Rules of War: Victory in the Age of Durable Disorder” de Sean McFate busca traçar os princípios que moldarão permanentemente a guerra agora e no futuro. Quem os seguir, argumenta Sean McFate, irá prevalecer. Se os Estados Democraticos não o fizer, terroristas, estados totalitários e organizações internacionais o farão e dominarão o mundo.

A guerra é atemporal. Algumas coisas mudam – armas, táticas, tecnologia, liderança, objetivos – mas nosso desejo de ir para a batalha não. Estamos vivendo na era da Desordem Durável – um período de agitação criado por vários fatores: ascensão da China, ressurgimento da Rússia, recuo dos Estados Unidos, terrorismo global, impérios  internacionais, narcotráfico, mudanças climáticas, diminuição dos recursos naturais e sangrentas guerras civis. Esta turbulência devastadora deu origem a questões difíceis. Qual é o futuro da guerra? Como podemos sobreviver?

Atrofia Estratégica

A guerra é uma das constantes da humanidade. Não importa o quão iluminados nos tornemos, muito provavelmente ainda usaremos uma boa porção do nosso tempo matando uns aos outros. Como tal, é inevitável que a geração mais jovem de hoje experimente a guerra. A única questão é quando. No futuro, alguns conflitos serão regionais, enquanto outros afetarão a todos nós. Alguns serão pequenos, outros serão grandes. Todos serão horríveis.

O século XXI está amadurecendo em um mundo atolado em caos perpétuo, sem como contê-lo. O que foi tentado até agora falhou, tornando o conflito o motivo do nosso tempo. As pessoas intuitivamente sabem disso, mas aqui estão alguns fatos interessantes.

O número de conflitos armados dobrou desde a Segunda Guerra Mundial, e pesquisas mostram que os americanos estavam substancialmente mais seguros nos anos da Guerra Fria do que estão hoje. De aproximadamente 194 países no mundo, quase metade está passando por algum tipo de guerra. As frases “resolução pacífica” e “solução política” tornaram-se piadas. Estudos revelam que 50% dos acordos de paz falham em cinco anos e que as guerras não terminam mais a menos que um lado seja destruído. Em vez disso, os conflitos modernos ardem em perpetuidade sem um vencedor ou perdedor claro.

Os mercenários retornarão, não lançando AK-47, mas voando com drones e leiloando equipes de forças de operações especiais pelo maior lance. Alguns podem assumir países, governando como reis. Privatizar a guerra muda a guerra de maneira profunda, um fato incompreensível para os estrategistas tradicionais. Também distorce as relações internacionais. Quando os super-ricos podem alugar militares, eles se tornam um novo tipo de superpotência, capaz de desafiar os estados e sua ordem baseada em regras. Grandes companhias petrolíferas terão exércitos privados, assim como bilionários aleatórios. Na verdade, isso já está acontecendo. Os traficantes de drogas possuem forças privadas e dominam países, transformando-os em “narco-estados” semelhantes a zumbis.

As armas mais eficazes não dispararão balas, e elementos não cinéticos como informação, refugiados, ideologia e tempo serão transformados em armas. Grandes forças armadas e supertecnologia se mostrarão ineptas. As armas nucleares serão vistas como grandes bombas, e uma guerra nuclear limitada se tornará aceitável para alguns. Por que presumimos que o tabu nuclear durará para sempre?

Outros já estão lutando neste novo ambiente e vencendo. Rússia, China, Irã, organizações terroristas e cartéis de drogas exploram a desordem duradoura para a vitória, acelerada pela atrofia estratégica do Ocidente. Esses inimigos têm significativamente menos recursos do que o Ocidente, mas são mais eficazes na guerra.

Por que erramos na guerra?

Alice no País das Maravilhas é um guia magnífico para entender a atrofia estratégica. Parafraseando um ensinamento: se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho o levará até lá.

A Ordem Westphaliana está morrendo. Hoje os estados estão recuando em todos os lugares, um sinal claro de desordem. Da enfraquecida União Européia ao furioso Oriente Médio, os estados estão se desintegrando em regimes ou estão falhando manifestamente. Eles estão sendo substituídos por outras coisas, como redes, califados, narco-estados, reinos de senhores da guerra, corporatocracias e terrenos baldios. A Síria e o Iraque podem nunca mais ser estados viáveis, pelo menos não no sentido tradicional. O Índice de Estados Frágeis, um ranking anual de 178 países que mede a fraqueza do Estado usando métodos de ciências sociais, alertou em 2017 que 70% dos países do mundo eram “frágeis”. Esta tendência continua a piorar.

Algumas pessoas entram em pânico com esse caos crescente, pensando que é um presságio do colapso da ordem mundial, mas não temam. É natural. Essa mudança é uma redefinição para um antigo normal. A maior parte da história é feita de desordem. Os últimos quatro séculos de uma ordem baseada em regras governada por estados estáveis é uma anomalia. Mesmo assim, dificilmente viveu-se sem derramar sangue; A Primeira Guerra Mundial e a Segunda Guerra Mundial foram os conflitos mais devastadores da história, a julgar pela contagem de corpos e pela destruição urbana. Agora estamos voltando ao status quo ante da desordem e ao que veio antes de 1648. O mundo não entrará em colapso na anarquia, mas arderá em conflito perpétuo, como tem acontecido por milênios. Ficaremos bem, se soubermos lidar com nós mesmos. O primeiro passo é perceber que ninguém mais luta convencionalmente.

Guerra e paz coexistem, conflitos hibernam e voltam  queimar. De vez em quando eles explodem. Essa tendência já está surgindo, como evidenciado pelo número crescente de situações “nem guerra, nem paz” e “guerras perene” em todo o mundo. Isso é desordem durável. Guerras prolongadas são a norma na história: a Guerra dos Cem Anos, a Guerra dos Trinta Anos, a Guerra do Peloponeso, as Cruzadas, as Guerras Romano-Germânicas, o período dos Reinos Combatentes da China, as guerras árabe-bizantinas, as guerras sunitas-xiitas, e quase todo o resto. Mesmo a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais são mais bem vistas como uma única guerra que durou trinta anos. Guerra e paz sempre foi ilusão. A verdadeira paz pode realmente existir?

Ao considerar o Iraque ou o Afeganistão, eles assumem erroneamente que a legitimidade é exatamente como no Ocidente. Isso é imbecil. Em uma democracia, a legitimidade é conferida pelo consentimento do povo em ser governado – daí a importância das eleições. As pessoas devem sua obediência ao governo em troca de serviços sociais como segurança, justiça, educação e saúde. Se a população estiver insatisfeita, pode demitir o governo e eleger novos líderes. Os cientistas políticos chamam essa dinâmica de “contrato social” entre governante e governado.

A sombra é mais poderosa que a espada

A guerra está acontecendo no subsolo e será travada nas sombras complicadas. Uma mente astuta é superior a uma mente marcial. Subversão será tudo nas guerras futuras. Quem se importa com quantas armas nucleares você tem se não sabe para onde apontá-las? A subversão torna a força contundente secundária, como demonstra a estratégia das Três Guerras da China. Os russos chamam sua versão de maskirovka, ou “máscara”, e faz parte de sua cultura estratégica desde o século XIV. O que começou como uma astuciosa decepção militar é agora o modo de guerra russo.

A lógica estratégica de Maskirovka é convincente. Ele fabrica uma névoa de guerra e vence transformando o inimigo em um fantoche. Essas artes das trevas são as verdadeiras armas de destruição em massa, não armas nucleares. Por exemplo, medidas ativas russas podem corromper bancos de dados de inteligência, análises e conclusões. Por que invadir um país quando você pode enganar o Ocidente (ou outra pessoa) para fazer isso por você? Esta é a guerra das sombras.

Sun Tzu aconselha a “abordagem indireta” da guerra, uma ideia estratégica adotada brevemente pelo Ocidente após a calamidade da Primeira Guerra Mundial, mas depois abandonada. Tudo se resume a isso: não lute contra seus inimigos – supere-os. Bem feita, essa abordagem manipula o inimigo para criar vulnerabilidades que você pode explorar. Ao contrário de Clausewitz, Sun Tzu pensa que a força é o caminho do tolo para a guerra, e a vitória no campo de batalha é a marca de um general inepto. O zênite da habilidade é enganar seu inimigo para que ele perca antes mesmo que ele venha para a batalha. “A suprema arte da guerra”, diz ele, “é subjugar o inimigo sem lutar”. A inteligência vence o músculo.

A lição aqui não é que as guerras sombrias não funcionam – elas funcionam – mas que segredos e democracia não são compatíveis. Isso significa que as democracias estarão em desvantagem em uma era de guerra nas sombras, um fato que Putin já explora. A democracia prospera à luz da informação e da transparência. As guerras sombrias favorecem a escuridão da autocracia. Infelizmente, algumas democracias podem ser tentadas a sacrificar seus valores em nome da vitória, um fenômeno tão antigo quanto a própria democracia. O antigo historiador grego Tucídides viu Atenas se tornar cada vez mais despótica enquanto lutava contra sua rival Esparta, um regime autoritário, durante a Guerra do Peloponeso. No final da guerra, Atenas não era diferente de Esparta e perdeu de qualquer maneira.

Guerra futura

A proliferação de ameaças sistêmicas, como a desordem duradoura, abalará a segurança global no século XXI, conforme evidenciado pelo aumento do número de conflitos armados em nossa vida. Os tradicionalistas que veem a guerra puramente como um choque militar de vontades estarão condenados, não importa o tamanho de suas forças armadas, porque não compreendem a natureza política da guerra, enquanto seus inimigos o fazem. Há muitas maneiras de vencer, e nem todas exigem grandes forças armadas.

A guerra está se tornando clandestina, e o Ocidente deve seguir desenvolvendo sua própria versão de guerra das sombras. As forças de operações especiais devem ser expandidas, pois podem lutar nessas condições, e o restante das forças armadas também precisa se tornar mais “especial”. O Ocidente se não quiser sucumbir deve fazer um trabalho melhor em alavancar forças de procuração e mercenários.

No futuro, a vitória será conquistada e perdida no espaço da informação, não no campo de batalha físico. É um absurdo que o Ocidente tenha perdido a superioridade da informação na guerra moderna, mesmo com os montes de talentos em Hollywood, na Madison Avenue e em Londres. O escrúpulo do Ocidente em usar a subversão estratégica só ajuda seus inimigos. Sun Tzu e os Trinta e Seis Estratagemas para a Guerra são um bom lugar para começarmos a superar esse escrúpulo. Deixe um artista de guerra tirar isso daí. O Ocidente pode vencer se lutar com as Novas Regras da Guerra. Só assim estaremos seguros.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/as-novas-regras-da-guerra/

As 10 estratégias de manipulação midiática

1. A estratégia da distração.

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).

2. Criar problemas e depois oferecer soluções.

Esse método também é denominado “problema-ração-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” previsa para causar certa reação no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam sejam aceitas. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.

3. A estratégia da gradualidade.

Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4. A estratégia de diferir.

Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e desnecessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrificio imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade.

A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Ae alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou ração também desprovida de um sentido crítico (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”)”.

6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão.

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de aceeso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos…

7. Manter o público na ignorância e na mediocridade.

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).

8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade.

Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.

9. Reforçar a autoculpabilidade.

Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se autodesvalida e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!

10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem.

No transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem disfrutado de um conhecimento e avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.

Noam Chomsky é linguista, filósofo e ativista político estadunidense. Professor de Linguística no Instituto de Tecnologia de Massachusetts

Por Noam Chomsky

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/as-10-estrategias-de-manipulacao-midiatica/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/as-10-estrategias-de-manipulacao-midiatica/

Artha Sutra (O Livro da Riqueza)

De acordo com a cosmovisão indiana, um ser humano para ser considerado bem sucedido em todos os aspectos da vida deve dominar três grandes áreas da atuação humana: Dharma, Artha, Kama. (Espiritualidade, Riquezas, Prazeres). Da mesma forma que temos o Kama Sutra como um guia para a maestria do Kama, e  obras como o Bhagavad Gita que nos orientam sobre o Dharma, a civilização hindu também nos legou o Artha Sutra, um valioso tesouro literário sobre a arte de ficar  e se manter rico.

Mas como veremos, estas três áreas não vivem isoladas.O Dharma é a mais conhecido e se refere ao mérito religioso, ao sentido de propósito espiritual, ou seja, a realização de nossa vinda na terra com sabedoria. Kama, é o segundo termos mais conhecido e refere a saber satisfazer os desejos pela maestria dos prazeres, em particular do sexo. O terceiro termo, Artha é menos conhecido. Se refere mais especificamente a administração dos bem terrenos, a aquisição das riquezas e bens materiais com os quais tanto a caridade como hedonismo são impossíveis.

Artha Sutra (O Livro da Riqueza) nos veio pelas mãos de Chanakya, também chamado Kauitilya ou Vishnugupta, um antigo guru, filósofo, economista e jurista do subcontinente indiano. Em muitos sentidos suas ideias foram as responsáveis pela prosperidade do Império Mauria entre os séculos IV e II antes de cristo. De acordo com seu autor, suas lições são capazes de prover prosperidade material e consequentemente sucesso em todos os aspectos da vida.

Chanakya nos legou duas obras principais. A primeira Arthashastra voltada para os governantes e considerado uma obra pioneira no campo da ciência política. A segunda, voltada a população em geral e posteriormente batizada como Artha Sutra, é um tratado composto de mais de quatrocentos aforismos com o objetivo de ensinar as leis que regem as conquistas materiais. É este o texto que você encontra abaixo e cuja ordenação por subtítulos é uma inclusão ocidental tardia para facilitar a leitura.

Artha sutra de Chanakya

A base do Artha (meios de vida materiais)

  • O objetivo da vida humana é a busca da felicidade.
  • A felicidade reside na adesão ao Dharma.
  • A base do Dharma é a relação entre as pessoas.
  • A base da relação entre as pessoas é a economia da nação.
  • Nações são melhor administradas por pessoas que conquistaram a si mesmas.
  • As pessoas conquistam a si mesmas pela humildade.
  • A humildade é conquistada servindo aos mais sábios e experientes.
  • Ao servir os sábios e experientes, o conhecimento é obtido.
  • Por meio do conhecimento, você entende o mundo ao seu redor.
  • Por meio do conhecimento, você também obtém sabedoria.
  • Por meio da sabedoria, você atinge os objetivos.

Benefícios da Riqueza

  • Perseverar no caminho da prosperidade é uma jornada deliciosa.
  • A aspiração por riqueza é a causa de todas as profissões.
  • Todos os objetos materiais podem ser obtidos por meio da riqueza.
  • Até a feiura pode ser escondida por meio de jóias.
  • Os ricos podem alcançar muito com o mínimo esforço devido à sua riqueza.
  • O conhecimento de uma pessoa sem um tostão é considerado sem valor.
  • Mesmo a voz sensata de um pobre raramente é ouvida.
  • Com a riqueza do seu lado, até um homem vergonhoso é considerado gracioso.
  • Se até mesmo o rei dos deuses fosse um pobre, ele também seria visto com desprezo.
  • Uma pessoa sem um tostão é insultada até mesmo por sua própria esposa.
  • Uma planta sem flor raramente é visitada por abelhas.
  • Homens ricos são respeitados pelas massas.
  • Um homem rico é considerado bonito pelas massas.
  • Mesmo que um homem rico não dê esmolas, os mendigos não param de persegui-lo.
  • Uma pessoa em busca de flores raramente rega uma planta morta.
  • A riqueza de recursos leva à riqueza de pessoas.
  • Por meio da riqueza de pessoas, uma nação se torna próspera mesmo na ausência de um líder.

O Caminho da Riqueza

  • Conquistar riqueza, proteger o que foi conquistado e construir sobre o que foi conquistado são os três objetivos fundamentais de qualquer organização.
  • Rejeitar o que foi ganho ao acaso é considerado uma perda.
  • Se for o momento certo, a prosperidade pode simplesmente chegar à sua porta.
  • Mas aquele que se apóia totalmente no destino é estúpido e não consegue nada.
  • A prosperidade e a pobreza são devidas à ação de alguém.
  • Trabalhando de forma adequada, os lucros podem ser aumentados.
  • Deve-se acumular riqueza como se fosse viver para sempre.
  • É preciso sempre economizar dinheiro para amanhã.
  • É preciso salvar sua riqueza de ladrões e políticos.
  • Empréstimos, inimigos e doenças devem ser mantidos à distância.
  • A riqueza é freqüentemente alcançada assumindo riscos.
  • Quando esses sutras são seguidos, as fontes de renda aumentam.

Conhecimento é a primeira riqueza

  • Para uma pessoa sem riqueza, o conhecimento é sua riqueza
  • Aqueles destinados à destruição raramente ouvem palavras de sabedoria.
  • O envelhecimento não garante sabedoria.
  • Quando cheio de sabedoria, até mesmo as palavras de um ignorante devem ser ouvidas.
  • Nenhum ladrão pode roubar conhecimento.
  • Somente o conhecimento pode levar ao verdadeiro prazer.
  • O respeito conquistado pelo conhecimento de uma pessoa é verdadeiro e duradouro.
  • Quando uma pessoa experiente sai do caminho, seu próprio conhecimento é capaz de colocá-la de volta nos trilhos.
  • Pessoas más nunca devem receber conhecimento.
  • Homens sem conhecimento não valem nada.
  • As pessoas de saber não têm medo do mundo.
  • O conselho deve ser buscado exclusivamente com especialistas.
  • A capacidade de compreender o mundo é sabedoria.
  • Uma pessoa com conhecimento que não consegue entender o mundo é tola.
  • A utilidade da leitura é entender o mundo.
  • É apenas na aplicação que a utilidade do conhecimento é compreendida.
  • O conhecimento é um ornamento dos homens.
  • A obediência ao sábio é um ornamento para todos.
  • O ornamento entre os ornamentos é aquele conhecimento que transmite humildade.

Escolhendo subordinados

  • Depois de se equipar com conhecimento e sabedoria, um líder deve encontrar subordinados.
  • Sem subordinados competentes, os líderes nada alcançam.
  • Nunca se deve caminhar sozinho por um caminho deserto.
  • Uma carroça não vai a lugar nenhum com apenas uma roda.
  • O subordinados devem ser aqueles que entendem o bem-estar dos líderes.
  • Os líderes devem indicar como subordinados apenas as pessoas para quem tenha respeito e credibilidade.
  • O nepotismo e o favoritismo devem ser evitados durante a nomeação de subordinados.
  • Até mesmo um trapaceiro parece um cavalheiro no início.
  • Uma única vaca é melhor do que mil cães.
  • O pavão de amanhã não é melhor do que o pombo de hoje.
  • Os subordinados não devem apenas ser bem informados e informativos, eles devem ser igualmente sábios.
  • Pessoas imorais nunca devem ser consideradas, mesmo que tenham conhecimento.
  • Nunca confie em um indivíduo que ultrapassou seu limite.

Lidando com subordinados

  • Nunca insulte as pessoas, mesmo que sejam fracas.
  • Um rei observa seus súditos por meio de espiões.
  • A sobrecarga faz com que os gerentes fiquem exaustos e desanimados.
  • Aquele que anuncia as faltas dos outros em uma assembleia, declara as suas.
  • A raiva causada pelo ego pode destruir o eu.
  • Aquele que não desiste ou se opõe raramente deve ser desrespeitado.
  • Aqueles que mantêm seu compromisso geralmente são bem-sucedidos.
  • Líderes que não estão em contato com seus seguidores geralmente são fracassados ​​por seus súditos.
  • A opinião de uma pessoa verdadeira raramente deve ser minada.
  • Por estarem em contato, os líderes dão felicidade a seus seguidores.
  • Líderes tímidos raramente são obedecidos por subordinados.
  • Líderes rudes costumam ser tratados com desprezo pelas costas.
  • A punição deve ser dada como se merece.
  • A má conduta de seu pessoal deve ser corrigida.
  • Mesmo uma pequena doença do corpo humano pode causar destruição.
  • O líder nunca deve menosprezar ou insultar as pessoas.
  • Os líderes nunca devem ser vingativos.
  • A obediência excessiva daqueles que são familiares de muito tempo deve ser posta em dúvida.
  • A proximidade excessiva gera desrespeito.
  • É preciso conhecer seus limites, mesmo com seu próprio povo.
  • É preciso sempre fazer feliz uma pessoa prestativa.
  • Aqueles que ajudaram nunca devem ser traídos.
  • O pagamento é um dever.
  • A ira do povo é catastrófica.

Lidando com autoridades

  • Uma autoridade é como uma divindade.
  • Mesmo enfrentando uma fome terrível, um leão raramente come grama.
  • Servindo sob um líder capaz, até mesmo uma pessoa incapaz se torna capaz.
  • A água, depois de entrar no leite, torna-se o próprio leite.
  • Ao servir a um líder ganancioso, uma pessoa não faz bem a si mesma.
  • É bom servir a um líder sábio.
  • Ao se curvar, até mesmo uma tampa de panela esvazia um poço.
  • Nunca se deve visitar um rei ou seu guru com as mãos vazias.
  • Nunca se deve estar muito próximo da classe principesca.
  • Nunca se deve olhar diretamente nos olhos do rei.
  • Aqueles que mandam raramente são privados de dores e ganhos, felicidade e infelicidade.
  • Nunca se deve fofocar sobre grandes homens.
  • Sempre se refugie com um líder forte como uma fogueira no inverno.
  • Não é sensato agir contra seu próprio líder.
  • Não se vista mais suntuosamente do que seu líder.
  • Nunca se comporte com pompa na frente de seu líder.
  • Os trabalhadores raramente devem se gabar de seu mestre.
  • A ordem de um rei raramente deve ser desobedecida.
  • Um bom líder é como uma mãe para seus seguidores.
  • Se um mestre está zangado, o servo deve ser paciente.
  • Mesmo que seja punida, a criança deve buscar refúgio em sua mãe.
  • Os grandes homens nunca devem ser ridicularizados
  • Nunca se deve insultar grandes homens.
  • Nem uma vez se deve transgredir seu limite.
  • É melhor estar sem um líder do que sem moralidade.
  • A ira dos reis pode ser devastadora.

O Desejo

  • A riqueza raramente pode residir em uma pessoa desprovida de desejo.
  • Cada pessoa é limitada pelos limites de seu desejo.
  • Aqueles sem desejo nem a coragem é útil.
  • Por meio de esforços adequados, todos os desejos humanos são alcançados.
  • Desejo bom é aquele que não afasta ninguém de seus deveres.
  • O desejo de ser antiético indica autodestruição.
  • Os maus desejos podem sequestrar a dignidade.
  • Aqueles com uma mentalidade cada vez menor certamente enfrentarão fracassos.
  • Autoridade  respeitada é seguida por seu povo.
  • Na falta de coragem, o homem nada alcança.

O Planejamento

  • O trabalho não pode ser realizado exclusivamente com coragem.
  • O sucesso geralmente é melhor alcançado com planejamento.
  • Todos os esforços devem ser feitos para fazer o melhor uso dos recursos disponíveis para ganhar riqueza.
  • A riqueza permanece por mais tempo com aqueles que são cautelosos e calculistas.
  • Todos os esforços, com planejamento adequado, podem alcançar o sucesso.
  • Sem um planejamento adequado, todos os esforços estão fadados ao fracasso.
  • As políticas bem definidas para os subordinados são como lanternas para os homens caminhando no escuro.
  • Políticas e estratégias devem ser adotadas somente após reflexão e discussão substanciais.
  • É apenas mantendo boas políticas que os líderes podem cumprir seus objetivos.
  • Ao diminuir o comprometimento, os líderes certamente sofrerão o fracasso.
  • Por não ser vigilante e por descuido, um líder certamente será subjugado por seus adversários.
  • Por meio de todos os métodos e recursos, os líderes devem corrigir todas as lacunas em suas políticas.
  • Ao trabalhar em políticas corretas, uma nação está destinada a florescer.
  • O compromisso de uma organização com as políticas desempenha um papel fundamental em seu sucesso.
  • Ao proteger as políticas certas, as organizações e as nações se protegem da vulnerabilidade.
  • Deve-se evitar o ciúme pessoal e o ego ao trabalhar nas políticas.
  • Se todo mundo apoiar algo, deve-se desconfiar.
  • No interesse de um país, uma aldeia pode ser abandonada.
  • No interesse de uma aldeia, uma família pode ser abandonada.
  • Somente subordinados com sabedoria devem se envolver na formulação de políticas.
  • Políticas estruturadas por ouvir muitos estão fadadas ao fracasso.
  • Tarefas importantes nunca devem ser realizadas consultando astrólogos.

O Trabalho

  • A felicidade colhida sem esforços dura pouco.
  • Pessoas pacientes são capazes de realizar grandes feitos.
  • Deve-se empreender apenas aquele trabalho que, segundo ele, pode corresponder às suas capacidades.
  • Deve-se receber uma tarefa em que seja proficiente.
  • Se uma pessoa sem conhecimento e habilidade adequados realiza uma tarefa específica, ela deve ser considerada indigna.
  • Raramente se pode desviar de sua verdadeira natureza.
  • Aquele que desfruta do restante depois de satisfazer os dependentes desfruta da bem-aventurança.
  • A riqueza abandona aquele que trabalha sem pensar muito.
  • O trabalho que pode levar a consequências graves não deve ser procurado.
  • Quem está em sintonia com o tempo, com certeza cumprirá sua tarefa.
  • Perder tempo tem suas próprias consequências.
  • Ao perder tempo, surgem obstáculos.
  • Mesmo um segundo desperdiçado pode ter consequências.
  • Nenhum trabalho deve ser procurado sem considerar os fatores de tempo e lugar.
  • Às vezes, na falta de sorte, mesmo um trabalho / tarefa de aparência simples se torna difícil de realizar.
  • Homens sábios costumam monitorar os campos e o tempo.
  • Homens sábios e espertos podem tornar mais fácil até mesmo uma tarefa difícil de realizar.
  • Deve-se regozijar somente depois que uma tarefa específica for realizada.
  • Devido à má sorte, até mesmo pessoas habilidosas e instruídas podem falhar.
  • O trabalho de amanhã deve ser feito hoje.
  • O trabalho da tarde deve ser feito pela manhã.
  • É preciso se esforçar para cumprir seu dever.
  • O trabalho é mais importante do que a adoração.
  • É preciso pensar bem antes de embarcar em uma tarefa específica.
  • Uma vez decidida, uma tarefa não deve ser atrasada.

Superando adversidades

  • Trabalhar sem desafios é raro.
  • Como um bezerro atrás de uma vaca, o prazer e a dor seguem a vida.
  • Qualquer tarefa pode ser analisada a partir de três perspectivas: a própria perspectiva, a perspectiva dos outros e a perspectiva lógica.
  • As dificuldades podem ser resolvidas por meio de um exame adequado.
  • O destino adverso pode ser domado aderindo aos rituais védicos.
  • Todos os obstáculos criados pelo homem podem ser eliminados.
  • Quando surgem desafios ou quando se depara com fracassos, uma pessoa imatura recorre ao jogo da culpa.
  • Alguém com limitações procura limitações nos outros.
  • A falta de esforços aumenta a dificuldade em atingir os objetivos.
  • Os empreendedores, às vezes, precisam ser implacáveis.
  • Assim como um bezerro desejando o leite materno bate no peito de sua mãe.
  • Até mesmo uma poção pode ser derivada de veneno.
  • Melhor eliminar as dúvidas do que se empenhar em controlá-las.
  • Quando há várias tarefas, a tarefa com maior potencial deve ter prioridade.
  • As falhas devem ser admitidas no consolo e nunca por antecipação.
  • O medo eclipsa o senso de julgamento.
  • Com o julgamento correto, qualquer objetivo é alcançável.

Objetividade

  • Uma pessoa completamente direta por natureza é a mais rara entre as pessoas.
  • É preciso ser objetivo, mesmo com aqueles que o traíram no passado.
  • Não há riqueza sem responsabilidade.
  • Com o veículo certo, os esforços para viajar são limitados.
  • Não há maior vantagem do que ter a habilidade de meditar durante a angústia.
  • É preciso contemplar ao amanhecer.
  • Não é recomendado contemplar ao entardecer.
  • Não há penitência maior do que ser honesto com seus deveres.
  • A riqueza acumulada pelos pecadores é desfrutada por outros pecadores.
  • Um cisne raramente pode morar em um crematório.
  • As circunstâncias podem mudar os homens.
  • O ouro deve ser proporcional à riqueza de cada um.
  • O crime deve ser punido de forma adequada.
  • Uma resposta deve estar de acordo com a pergunta.
  • Deve-se agir de acordo com seu status.
  • Os esforços devem ser proporcionais ao trabalho.
  • A doação deve ser de acordo com a necessidade.
  • Deve-se vestir de acordo com sua idade.
  • Um servo deve atender às necessidades de seu mestre.
  • A esposa deve estar de acordo com o marido.
  • Um aluno deve estar de acordo com seu professor.
  • Um filho deve estar de acordo com os desejos de seu pai.
  • Nunca se deve mostrar parcialidade ao fazer justiça.
  • Uma árvore de nim raramente pode ser uma mangueira.
  • Aquele que é fiel a seu dever é feliz.
  • Como a semente, a colheita
  • Como o conhecimento, o intelecto.
  • Como a educação, a conduta.

Evitando empréstimos

  • Um favor deve ser devolvido.
  • Esperar a riqueza dos outros pode levar uma pessoa à ruína.
  • Não se deve esperar nem mesmo uma pequena soma de ninguém.
  • Mesmo um bom conhecimento de pessoas más não os ajudará a evitar seus maus hábitos.
  • Nunca se deve ter ciúme de pessoas generosas.
  • Aquele que cobiça a riqueza alheia é egoísta.
  • A prosperidade das pessoas que conhecemos pode causar dor pior do que a que sentimos durante a nossa pobreza.
  • Ao alimentar uma cobra com leite, não se pode esperar que a serpente evite seu veneno.
  • Não é uma virtude esperar a riqueza dos outros.
  • Qualquer coisa que impeça alguém de cumprir compromissos é um convite ao desastre.
  • Os traidores não têm culpa.

Evitando doenças

  • Comer uma dieta balanceada e regular leva ao ganho de saúde.
  • As doenças causadas por alimentos não saudáveis ​​não podem ser curadas comendo alimentos saudáveis.
  • Com uma digestão adequada, um corpo nunca é afetado por doenças.
  • É uma dor comer durante a indigestão.
  • Doença e enfermidade são piores do que um inimigo.
  • A penitência é uma virtude que acompanha a pessoa mesmo depois da morte.
  • Mesmo um bocado de comida pode salvar uma vida.
  • Mas mesmo o melhor remédio é incapaz de trazer os mortos de volta.
  • O vegetarianismo é bom para todos.

Evitando Inimigos

  • Nunca se deve insultar um inimigo, especialmente em uma assembléia.
  • É um prazer ouvir a dor de um inimigo.
  • Somente aqueles que são leais devem ser considerados amigos.
  • Ganhando amigos, ganha-se influência.
  • Homens fortes procuram ganhar o que não têm.
  • A arte da gestão faz parte da ciência política.
  • Os assuntos internos e externos de qualquer organização dependem do ambiente político.
  • Assuntos internos constituem aquilo que governa os recursos dentro de uma organização.
  • Os assuntos externos constituem a relação das organizações com o mundo exterior.
  • Os líderes devem compreender esses fatos com firmeza.
  • O vizinho imediato de um país costuma ser seu inimigo.
  • O outro vizinho de um inimigo geralmente é seu amigo.
  • Os inimigos e amigos são assim por suas necessidades e conveniências.
  • Pessoas inteligentes não têm inimigos.
  • Se um indivíduo tem muitos inimigos, ele não deve ser seguido.
  • Uma pessoa deve guardar seus segredos de todos, especialmente daqueles sem caráter e moral.
  • Nunca se deve revelar sua vulnerabilidade.
  • Aqueles que atingem pontos vulneráveis ​​são de fato inimigos.
  • A indignidade deve ser evitada.
  • Pessoas indignas não têm amigos.
  • As pessoas encontrarão falhas até mesmo em quem não conhecem.
  • As falhas podem ser facilmente encontradas, mesmo entre os sábios.
  • Nenhuma pedra preciosa é encontrada sem uma rachadura.
  • A parceria não deve ser feita com pessoas más.
  • Uma pessoa gentil não deve ter relacionamento com pessoas desagradáveis.
  • Muitas vezes, um inimigo pode ser confundido com um amigo.
  • Um estrangeiro benevolente é um irmão e amigo.
  • Raramente se deve ter ciúme da virtude de um inimigo.
  • Não reclame de um inimigo em uma assembléia.
  • As boas qualidades dos inimigos devem ser absorvidas.

Lidando com conflitos

  • O forte vencerá o fraco na guerra.
  • Um fraco deve fazer as pazes com o forte.
  • O forte não deve buscar amizade do fraco.
  • A necessidade é a única razão para os fortes e fracos buscarem colaboração e tratados.
  • Um ferro não aquecido nunca pode ser unido a um ferro aquecido.
  • Quando estiver sem energia, procure a ajuda de alguém que seja forte.
  • Ao refugiar-se nos fracos, certamente enfrentará a desgraça.
  • A paz e a guerra muitas vezes são devidas às condições econômicas e ambientais.
  • É estúpido lutar com alguém poderoso.
  • Lutar com os poderosos é inútil; como um indivíduo desarmado diante de um poderoso elefante, a condenação dos fracos é freqüentemente predestinada.
  • Quando dois potes de barro com qualidades semelhantes colidem, ambos são destruídos.
  • Os esforços e ações de um adversário devem ser monitorados e examinados de perto.
  • Depois de discordar de um inimigo, tome providências para se proteger.
  • A não violência é um sinal de grandes homens.

Perigo dos vícios

  • Aqueles com vícios muitas vezes enfrentam fracassos.
  • O preguiçoso, sem ambições, nada busca.
  • Os ociosos, mesmo com força substancial, nunca reterão o que possuem por muito tempo.
  • Os ociosos não conseguirão nem proteger sua herança.
  • Os ociosos nunca podem cuidar daqueles que dependem deles.
  • Homens preguiçosos raramente se beneficiam da sabedoria das escrituras.
  • Gastar dinheiro sem consideração não serve nem a si mesmo nem à sociedade.
  • Ao renunciar à raiva, o homem está no caminho certo para o sucesso.
  • Pessoas sob a influência da luxúria e das drogas certamente perderão tudo o que possuem.
  • Para uma pessoa viciada em jogos de azar, nenhum trabalho parece justo.
  • Os viciados em violência costumam evitar a ética.
  • O desejo de riqueza não deve ser considerado um vício.
  • A falta de vontade de trabalhar deve ser considerada um vício.
  • Um mulherengo é uma desgraça; ele raramente é respeitado.
  • Um mulherengo é desrespeitado até pelas mulheres com quem dorme.
  • Capacidade de controlar a si mesmo é uma marca registrada da meditação.
  • É muito difícil se livrar da luxúria.
  • A luxúria leva à desgraça do homem.
  • Um oceano raramente consegue matar a sede.

Perigos da estupidez

  • Uma pessoa gananciosa, mesmo que competente, pode ser facilmente enganada.
  • Pela ganância, a consciência é enganada.
  • Quando seu trabalho está corrompido, a pessoa deve se consertar.
  • Pessoas estúpidas costumam ser teimosas.
  • É estúpido ter conflito com amigos, professores e mestres inteligentes.
  • Vale mais ser inimigo dos sábios do que amigo dos estúpidos.
  • É preciso falar a linguagem dos estúpidos com pessoas estúpidas.
  • É estúpido discutir com pessoas estúpidas.
  • Somente o ferro pode cortar o ferro.
  • Pessoas estúpidas não têm amigos verdadeiros.

Palavras e discurso

  • Palavras ásperas podem causar dores piores do que queimaduras de fogo.
  • Os líderes serão odiados se usarem palavras ásperas com frequência.
  • Qualquer inimigo pode ser contido empregando-se habilmente tato e diplomacia.
  • Palavrões nunca devem ser praticados.
  • Não há mérito maior que a verdade.
  • A verdade é o caminho para a bem-aventurança.
  • A existência do mundo é verdade.
  • A verdade é a essência da vida.
  • Não há pecado maior do que a mentira.
  • Poção e veneno emanam de sua língua.
  • Aqueles com palavras doces não têm inimigos.
  • Com palavras doces, até os deuses ficam satisfeitos.
  • Palavrões, mesmo que em brincadeiras, vivem para a eternidade.
  • Nunca fale nada que não seja apreciado pelos reis.
  • Pessoas más nunca podem falar com o coração.
  • Nunca se deve falar de seus medos.
  • Nunca se deve dar falso testemunho.
  • O falso testemunho é um caminho para o inferno.
  • O corpo pode desafiar as palavras de alguém.
  • O inacreditável, mesmo se verdadeiro, não deve ser falado.
  • Homens ricos geralmente desprezam falatório.

Carisma e Prestígio

  • Para os líderes, seu carisma é riqueza.
  • Esforços para tornar gracioso um homem vergonhoso são uma tarefa assustadora.
  • A falta de entusiasmo pode levar ao fracasso.
  • Para os entusiastas, até os inimigos se tornam favoráveis.
  • Se algo bom é feito por alguém que se não gosta, isso não é apreciado.
  • Por uma falha menor, uma pessoa com muitas boas qualidades não deve ser sacrificada ou abandonada.
  • Muitas virtudes em um homem podem ser eclipsadas por uma única falha.
  • Até uma mãe é abandonada se for considerada vil, cruel ou corrompida.
  • Assim como um membro que enfrenta gangrena é amputado.
  • Uma pessoa pode ser adorada simplesmente por causa de sua posição.
  • Uma pessoa boa é respeitada mesmo quando perde sua posição.
  • O carisma de uma pessoa respeitável raramente é esquecido.
  • Ele é uma boa pessoa que trabalha para o interesse dos outros.
  • Quando o respeito não combina com o status de alguém, é um bom motivo para suspeitar.
  • A autoconfiança deve sempre ser preservada.
  • Mas o ego é o pior inimigo do homem.
  • Uma pessoa vergonhosa não tem medo de insultos.
  • Os homens sábios não têm medo da morte.
  • Para santos e sábios, não existem medos.
  • O mesmo é para qualquer pessoa que aprendeu a controlar seus sentidos.
  • Ele é uma pessoa generosa que considera os problemas dos outros como seus.
  • Não se deve vangloriar-se de si mesmo.
  • Um grande homem é inestimável.
  • Uma mulher elegante é incomparável.
  • O medo do desrespeito está entre os piores temores.
  • Não há dor maior do que cair em desgraça.

Respeito à Família

  • Uma pessoa que salva seus pais da miséria é um filho verdadeiro.
  • Ele é um filho que traz glória para sua família.
  • Para um chefe de família, um filho virtuoso é uma bênção.
  • É preciso garantir que seu filho seja excelente em educação.
  • Nunca se deve vangloriar-se do filho.
  • É impossível esconder suas limitações entre parentes.
  • Um líder maligno é insultado até mesmo por sua própria esposa e filhos.
  • A Mãe é a maior professora.
  • É preciso sempre cuidar da mãe.
  • O sábio não deve se casar com imprudente.
  • Ao se casar com uma mulher imprudente, o homem certamente perderá seu respeito, longevidade e carisma.
  • Nunca se deve engravidar uma mulher desconhecida.
  • As mulheres procuram companheirismo.
  • Quando um homem respeitado se casa com uma mulher sem personalidade, ele com certeza sofrerá uma vida de agonia.
  • Mesmo as pessoas com amor têm raiva.
  • Deve-se morar em um lugar pacífico.
  • Onde se pode viver em paz é um lugar onde se deve viver.
  • As pessoas que vivem ao redor devem ser boas.
  • Eles devem cumprir a lei.

Respeito às Leis

  • Ao roubar a riqueza de outra pessoa, uma pessoa corre o risco de colocar a sua própria em risco.
  • Não há pior armadilha mortal do que roubar.
  • Ao cumprir a lei, um líder é respeitado por seu povo.
  • A lei é bem governada durante a prosperidade.
  • Sem lei, a própria estrutura da sociedade certamente perecerá.
  • Por medo da punição, as pessoas evitam a violência e seguem a lei.
  • Ao proteger a lei, as pessoas se protegem.
  • Ao proteger a si mesmo, tudo está protegido.
  • O crescimento e a destruição são causados ​​pelas pessoas.
  • A aplicação da lei deve ser feita aplicando sabedoria.
  • Até mesmo o emprego de pessoas é protegido pela aplicação da lei.

Respeito ao Dharma

  • O mundo é ordenado por meio do Dharma.
  • A riqueza somente deve ser conquistada com justiça.
  • Riquezas ganhas com a perda de respeito próprio são humilhação
  • Tudo o que é ganho de forma injusta não deve ser considerado riqueza.
  • Empatia é a mãe da ética.
  • A verdade e a penitência estão enraizadas na ética.
  • Não existe inimigo igual ao egoísmo.
  • Homens bons raramente podem desfrutar da companhia dos ímpios.
  • Os líderes imorais destroem não apenas a si mesmos, mas também seus seguidores.
  • Os líderes éticos se protegem, como seus seguidores.
  • Um líder ético é o protetor das massas.
  • Um líder que gera felicidade para seus seguidores é feliz em todos os lugares.
  • Não é sensato se associar com pessoas más.
  • O mais valente é aquele que é caridoso.
  • A fidelidade aos deuses, homens eruditos e professores é uma virtude.
  • A bondade em qualquer pessoa é uma virtude.
  • Com bondade, uma pessoa de nascimento humilde também pode ser considerada digna.
  • Mesmo que seja agradável, uma má ação nunca deve ser cometida.
  • Para pessoas altruístas, a vida não é um negócio.
  • Bons presságios significam sucesso.
  • Os presságios têm maior valor do que as estrelas.
  • As escrituras devem ser seguidas.
  • Mas a boa conduta não está só nas escrituras.
  • Deve-se aprender e seguir as características graciosas de homens excelentes.
  • Quando as escrituras estão ausentes, os homens sábios devem ser seguidos.
  • O perdão leva à penitência e à divindade na pessoa.
  • Por penitência, grandes feitos se tornam possíveis.
  • Somente nossa consciência dá testemunho de nosso trabalho.
  • A consciência é a testemunha eterna de todas as nossas ações.
  • Aqueles que pecam em segredo, sua consciência ainda dá testemunho.
  • É preciso sofrer seus pecados mais cedo ou mais tarde.
  • Sob nenhuma circunstância um indivíduo deve violar seus limites.
  • Escrituras más são freqüentemente suportadas por pessoas más.
  • Pessoas compassivas se veem em todos.
  • A personalidade reflete o caráter de uma pessoa.
  • Homens excelentes consideram a dor dos outros como sua.
  • Uma pessoa necessitada nunca deve ser rejeitada.
  • Um favor feito àquele que é gracioso raramente é esquecido. Ele está sempre agradecido.
  • Pessoas ingratas não têm retorno do inferno.
  • A companhia de bons homens é como a do céu.
  • Por meio do bom comportamento, um indivíduo aumenta não apenas seu respeito, mas também sua riqueza.
  • Sem a apoio dos deuses mesmo os melhores esforços estão destinados ao fracasso.
  • A bênção dos deuses é importante.

Malefícios da pobreza

  • Quando a desgraça está predestinada, uma pessoa fará tudo contra seus próprio interesse.
  • Um desempregado raramente pode cuidar de seus dependentes.
  • Aquele que não consegue encontrar trabalho para si mesmo é pior do que um cego.
  • Uma pessoa sem trabalho certamente enfrentará a fome.
  • Não há inimigo como a fome.
  • Um homem faminto pode comer qualquer coisa por fome.
  • Ao sucumbir à fome, um homem pode perder o controle de si mesmo
  • Pessoas empobrecidas frequentemente sofrem obstáculos.
  • Os mendigos carecem de respeito.
  • A pobreza é pior do que a morte.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/yoga-fire/artha-sutra-o-livro-da-riqueza/

Arte da Guerra (resenha)

O general-filósofo Sun Tzu que viveu aproximadamente em 500 anos a C., na China milenar de Lao-Tsé e Confúcio, escreveu os seus treze capítulos que fizeram parte de um manual de estratégia de guerra que ficou conhecido como A Arte da Guerra. Suas premissas ainda são atuais, mesmo passados 25 séculos após sua elaboração e é um dos livros mais utilizados por administradores, empresários, políticos e todos aqueles que necessitam de uma fundamentação para formular suas estratégias.

O livro de Sun Tzu tem um verdadeiro arcabouço de estratégia e de como um líder de topo deve comporta-se para influenciar seus subordinados. Para ele grandes resultados serão obtidos, se aqueles que utilizam a sua liderança e o poderio de seu exercito, para exercer espionagem e conseqüentemente dissecar os exércitos opositores. Em analogia, os ocupantes de cargos de direção nas empresas, nas organizações, devem conhecer de forma minuciosa seus concorrentes, o que evita surpresas ao ocorrer mudanças no mercado.

O primeiro passo para que a guerra a ser enfrentar seja ganha, é fazer um estudo preliminar detalhado baseado no termos dos cinco fatores fundamentais e compara-lo com os setes elementos mencionados por Sun Tzu. Os cinco fatores são: a influência moral, o clima, o terreno, o comando e a doutrina. O domínio desses fatores levará o general à vitória é o desconhecimento deles a ruína. A obtenção de subordinado bem preparados e uso concessão de prêmio e castigo de maneira correta, previsão de vitória e de derrota, uso da simulação para melhor estudar estratégia de ataque, a mostra de uma atitude concentrada e o ataque as fraquezas inimigas, aparentar inferioridade para provocar a arrogância do adversário, mantê-lo sob tensão e cansa-lo e desagregar o inimigo quando este estiver unido. Esses são os elementos essências a vitória numa guerra.

Após os estudos preliminares, devem-se deslocar as provisões financeiras, para que as despesas e custos necessários na campanha de guerra sejam cobertos, garantindo a formação de um exercito. O volume dos gastos da campanha é diretamente acrescido com o seu tempo decorrido. As reserva estatais nunca serão suficientes nessa situação, prejudicando o poderio militar, favorecendo a futura submissão com uma derrota. Os prisioneiros são fatores importantes nas negociações e força escrava para reconstrução do estado. Trata-los bem torna essas premissas favoráveis aos aprisionadores. Sendo o general o ministro do destino do povo e o arbitro do futuro da nação, a conquista da vitória deve ser a sua maior meta.

A melhor estratégia de guerra é atacar a estratégia inimiga. O cúmulo da habilidade de um exército é o domínio do inimigo sem o combater. Evita perdas de contingente e de tempo. Consequentemente evita desperdício financeiro. Não é de grande valia tomar um Estado em ruínas após a campanha. O território conquistado precisará de recursos para ser reerguido, e o tempo gasto nessa atividade poderia ser usado em outra conquista. Habilidoso é aquele general que efetua uma conquista sem perdas e através de uma ofensiva na estratégia do adversário.

A invencibilidade de um guerreiro é adquirida com o equilíbrio entre o ataque é a defesa. Dessa forma erros em batalha são evitados. Um comandante habilidoso é aquele que toma posições onde não pode ser derrotado e não perde qualquer ocasião para subjugar o inimigo. Ele é aquele equilibra os dois fatores da invencibilidade de um guerreiro. O exercito vitorioso é aquele que vence sem batalhas. Aquele que espera vencer, combate a esperança de vencer. Projetos vitoriosos são melhores formulados pelos seguidores da Tão. Sun Tzu acrescenta a necessidade de conhecer os elementos da arte da guerra: a noção do espaço, a avaliação das quantidades, os cálculos, as comparações e as possibilidades de vitória.

A autoridade de um general precisa ser exercida de forma organizada tanto na direção de muitos subordinados e a direção de poucos. Isso se torna uma questão de formações e sinais de liderança. Os movimentos de tropas especiais e normais fazem com o exército resista a ataques inimigos. As normais são necessárias para o entrechoque e as extraordinárias para a vitória. O potencial de tropas comandadas por general habilidoso é análogo a penedos redondos que rolarão desde o alto da montanha, devido a estes estar facilmente locomovendo-se.

Os pontos francos do inimigo devem ser atacados para que seja evitado um contra-ataque à tropa. Os peritos no ataque desnorteiam os adversários e os peritos na defesa não os dão condições de efetivar o ataque. Mesmo o inimigo protegido por grandes muralhas, o ataque deve ser desferido, pois ele terá que proteger os pontos atingidos Ao se querer evitar uma batalha, a tropa deve ser guiada a defender-se em linha, porque o inimigo não difere o ataque, pois se afasta dos pontos onde deseja atacar. Assim utilizar os pontos fortes da tropa e explorar os ponto fracos , a vitória na batalha é garantida mais facilmente.

O bom conhecimento do terreno facilita a mobilidade estratégica do exército em campanha. Pode-se iludir o adversário e o atrair a emboscada, ao se marchar por caminhos indiretos do terreno. A compreensão do ataque direto e indireto é facilitada pelo com conhecimento do território de batalha. Entretanto, tanto as vantagens como os perigos estão ligados as manobras. Planeja-las antecipadamente evitam surpresas que podem facilitar a derrota do exército.

Existem nove fatores variáveis que o general precisa conhecer, o que evitará mais surpresas no campo de batalha. Em campanha contra o adversário em terreno, cujo o inimigo encontra-se abaixo da sua tropa e que exista água separando-a dele, o general deve planejar cuidadosamente seu ataque, a fim de evitar a influência da água. Dessa maneira o exército tem facilitada a vitória.

O nove tipos de terreno apresentados por Sun Tzu precisam ser conhecidos. São eles: o dispersivo, o fronteiriço, a chave, o comunicante, o focal, o perigoso, o difícil, o cercado e o morta. De forma adaptável à característica do terreno, precisa o general conduzir seu exército. A vitória é conquistada de maneira diferente, conforme o terreno. O uso do fogo como diferencial para a conquista de uma campanha, necessita de cuidado especial no planejamento de ataque na batalha. Por que, o seu uso inadequado pode decretar a derrota e ruína do exército do general, que não o soube utilizar estrategicamente.

Em batalhas em que são necessários muitos homens e que não há contingente disponível no estado de origem, o general deve cuidadosamente tratar suas tropas, para evitar motins e não transparecer o inimigo sua fraqueza. Não se tendo informações precisas do adversário e pouco conhecimento do terreno da campanha, a vitória será assegurada com uso de espiões. Estes trarão ao general informação precisas que garantirão a vitória. Entretanto, também poderão fornecer conhecimentos da tropa ao inimigo em caso de traição. A escolha dos espiões é atividade somente do general. A ele se credita a traição.

O texto tem como principal objetivo-chave a busca da vitória. A competição e o conflito geral, em todos os níveis fornecem argumentos para que a meta pela vitória seja estrategicamente planejada. Por isso, o livro do guerreiro-filósofo chinês Sun Tzu é recomendável aos ocupantes de cargos de liderança, políticos e estudantes da arte ou ciência da estratégia.

 

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A Magia Maior e a Magia Menor no Satanismo

Magia Maior e Magia Menor (conhecida também como Alta e Baixa Magia ou coletivamente Magia Satânica), dentro do Satanismo LaVeyano, designa tipos de crenças com o termo maior magia aplicada à prática ritual significada como catarse psicodramática para focar as emoções para um propósito específico e magia menor aplicado à prática de manipulação por meio de psicologia aplicada e glamour (ou “astúcia e malícia”) para dobrar um indivíduo ou situação à sua vontade.

TEORIA E DEFINIÇÃO:

 “A magia branca é supostamente utilizada apenas para propósitos bons ou altruístas, e a magia negra, nos dizem, é usada apenas por razões egoístas ou “más”. O satanismo não traça tal linha divisória. Magia é magia, seja usada para ajudar ou atrapalhar. O satanista, sendo o mago, deve ter a habilidade de decidir o que é justo, e então aplicar os poderes da magia para atingir seus objetivos.” – Anton LaVey.

Delineado na Bíblia Satânica, LaVey definiu a magia como “a mudança em situações ou eventos de acordo com a vontade de alguém, que, usando métodos normalmente aceitos, seria imutável”. Esta definição incorpora dois tipos amplamente distintos de magia: maior e menor. De acordo com LaVey, um dos objetivos da magia ritual é “isolar a suprarrenal dissipada e outras energias emocionalmente induzidas, e convertê-la em uma força dinamicamente transmissível”. LaVey definiu magia menor como “astúcia e astúcia obtidas através de vários dispositivos e situações inventadas, que quando utilizadas, podem criar mudanças de acordo com a vontade de alguém”. Dentro deste sistema de magia, os termos feiticeiro e bruxa são mais comumente usados ​​e para se referir a praticantes masculinos e femininos, respectivamente.

LaVey defendia a visão de que havia uma realidade objetiva para a magia, e que ela dependia de forças naturais que ainda não haviam sido descobertas pela ciência. Em vez de caracterizá-los como sobrenaturais, LaVey expressou a visão de que eles faziam parte do mundo natural. Ele acreditava que o uso bem-sucedido da magia envolvia o mago manipular essas forças naturais usando a força de sua própria força de vontade. LaVey também escreveu sobre “o fator de equilíbrio”, insistindo que quaisquer objetivos mágicos deveriam ser realistas. LaVey recusou qualquer divisão entre magia negra e magia branca, atribuindo essa dicotomia puramente à “hipocrisia presunçosa e autoengano” daqueles que se autodenominavam “magos brancos”. Tal neutralidade se correlaciona com a visão filosófica de LaVey de um universo impessoal e, portanto, amoral.

LaVey explica suas razões para escrever A Bíblia Satânica em um pequeno prefácio. Ele fala com ceticismo sobre os volumes escritos por outros autores sobre o assunto da magia, descartando-os como “nada mais do que fraude hipócrita” e “volumes de desinformação e falsas profecias”. Ele reclama que outros autores não fazem mais do que confundir o assunto. Ele zomba daqueles que gastam grandes quantias de dinheiro em tentativas de seguir rituais e aprender sobre a magia compartilhada em outros livros de ocultismo. Ele também observa que muitos dos escritos existentes sobre magia e ideologia satânicas foram criados por autores do “caminho da mão direita”. Ele diz que a Bíblia Satânica contém verdade e fantasia, e declara: “O que você vê pode nem sempre agradar a você, mas você verá!” Muitas das ideias de LaVey sobre magia e ritual são descritas na Bíblia Satânica. LaVey explica que alguns dos rituais são simplesmente psicologia aplicada ou ciência, mas que alguns contêm partes sem base científica. Os Rituais Satânicos, publicado por LaVey em 1972, descreve os rituais com mais precisão. O terceiro livro da Bíblia Satânica descreve rituais e magia. De acordo com Joshua Gunn, estes são adaptados de livros de magia ritual, como Magick de Crowley: Teoria Elementar, mais conhecido como o Liber ABA.

A MAGIA MENOR

 “O significado antiquado de ‘glamour’ é bruxaria. O trunfo mais importante para a bruxa moderna é sua capacidade de ser sedutora, de utilizar o glamour. A palavra ‘fascinação’ tem uma origem similarmente oculta. Fascinação era o termo aplicado ao mau-olhado. Fixar o olhar de uma pessoa, em outras palavras, fascinar, era amaldiçoá-la com o mau-olhado. Portanto, se uma mulher tinha a capacidade de fascinar os homens, ela era considerada uma bruxa.” – Anton LaVey.

A Magia Menor, também conhecida como magia “cotidiana” ou “situacional”, é a prática de manipulação por meio da psicologia aplicada. LaVey escreveu que um conceito-chave na magia menor é o “comando para olhar”, que pode ser realizado utilizando elementos de “sexo, sentimento e admiração”, além da utilização de aparência, linguagem corporal, aromas, cores, padrões , e odor. LaVey escreveu que os termos “fascínio” e “glamour” têm origens no mundo da magia “coercitiva”. A palavra “fascinação” vem da palavra latina “fascinare”, que significa “lançar um feitiço sobre”. Este sistema encoraja uma forma de dramatização manipulativa, em que o praticante pode alterar vários elementos de sua aparência física para ajudá-lo a seduzir ou “enfeitiçar” um objeto de desejo.

LaVey desenvolveu “O Relógio Sintetizador”, cujo objetivo é dividir os humanos em grupos distintos de pessoas com base principalmente na forma do corpo e nos traços de personalidade. O sintetizador é modelado como um relógio, e baseado em conceitos de somatótipos. O relógio destina-se a ajudar uma bruxa a se identificar, posteriormente auxiliando na utilização da “atração de opostos” para “encantar” o objeto de desejo da bruxa, assumindo o papel oposto. Diz-se que a aplicação bem-sucedida da magia menor é construída sobre a compreensão de seu lugar no relógio. Ao encontrar sua posição no relógio, você é encorajado a adaptá-la como achar melhor e aperfeiçoar seu tipo harmonizando seu elemento para melhor sucesso. LaVey explica que, para controlar uma pessoa, é preciso primeiro atrair sua atenção. Ele dá três qualidades que podem ser empregadas para esse propósito: apelo sexual, sentimento (fofura ou inocência) e admiração. Ele também defende o uso de odor.

Dyrendal se referiu às técnicas de LaVey como “Erving Goffman conhece William Mortensen”. Extraindo insights da psicologia, biologia e sociologia, Petersen observou que a magia menor combina ocultismo e “ciências rejeitadas de análise corporal e temperamentos”.

  • No MorteSubita.net há uma seção dedicada a Baixa Magia com diversas informações a respeito.

A MAGIA MAIOR:

Da esquerda para a direita: Karla LaVey, Diane Hegarty e Anton LaVey ritualizando na Casa Negra, a sede original da Igreja de Satã.

A Magia Maior é um ritual realizado para concentrar a energia emocional de uma pessoa para um propósito específico. Esses ritos são baseados em três grandes temas psicoemotivos, incluindo compaixão (amor), destruição (ódio) e sexo (luxúria). Esses rituais são frequentemente considerados atos mágicos, com o satanismo de LaVey incentivando a prática da magia para ajudar os fins egoístas. Muito do ritual satânico é projetado para um indivíduo realizar sozinho; isso ocorre porque a concentração é vista como a chave para a realização de atos mágicos. O ritual é referido como uma “câmara de descompressão intelectual”, onde o ceticismo e a descrença são voluntariamente suspensos, permitindo assim que os magos expressem plenamente suas necessidades mentais e emocionais, não retendo nada em relação aos seus sentimentos e desejos mais profundos. LaVey listou os componentes-chave para um ritual bem-sucedido como: desejo, tempo, imaginação, direção e “O Fator de Equilíbrio” (consciência das próprias limitações). Os rituais LaVeyanos às vezes incluem blasfêmias anticristãs, que se destinam a ter um efeito libertador sobre os participantes. Em alguns dos rituais, uma mulher nua serve de altar; nestes casos, fica explícito que o próprio corpo da mulher se torna o altar, em vez de tê-la simplesmente deitada sobre um altar existente. Não há lugar para orgias sexuais no ritual LaVeyano. Nem animais nem sacrifícios humanos acontecem. As crianças são proibidas de participar desses rituais, com a única exceção sendo o Batismo Satânico, que é especificamente projetado para envolver bebês.

Detalhes para os vários rituais satânicos são explicados no Livro de Belial, e listas de objetos necessários (como roupas, altares e o símbolo de Baphomet) são fornecidas. LaVey descreveu uma série de rituais em seu livro, Os Rituais Satânicos; estas são “performances dramáticas” com instruções específicas sobre a roupa a ser usada, a música a ser usada e as ações a serem tomadas. Esta atenção aos detalhes na concepção dos rituais foi intencional, com sua pompa e teatralidade pretendendo envolver os sentidos e os sentidos estéticos dos participantes em vários níveis e aumentar a força de vontade dos participantes para fins mágicos. LaVey prescreveu que os participantes do sexo masculino devem usar túnicas pretas, enquanto as mulheres mais velhas devem usar preto, e outras mulheres devem se vestir de forma atraente para estimular os sentimentos sexuais entre muitos dos homens. Todos os participantes são instruídos a usar amuletos do pentagrama virado para cima ou da imagem de Baphomet. De acordo com as instruções de LaVey, no altar deve ser colocada uma imagem de Baphomet. Isso deve ser acompanhado por várias velas, todas, exceto uma, devem ser pretas. A única exceção é uma vela branca, usada em magia destrutiva, que é mantida à direita do altar. Também deve ser incluído um sino que é tocado nove vezes no início e no final da cerimônia, um cálice feito de tudo menos ouro, e que contém uma bebida alcoólica simbolizando o “Elixir da Vida”, uma espada que representa a agressão, uma falo modelo usado como aspersório, gongo e pergaminho no qual os pedidos a Satã devem ser escritos antes de serem queimados. Embora o álcool fosse consumido nos ritos da Igreja, a embriaguez era desaprovada e o consumo de drogas ilícitas era proibido.

O livro final da Bíblia Satânica enfatiza a importância da palavra falada e emoção para a magia eficaz. Uma “Invocação a Satã” bem como três invocações para os três tipos de ritual são dadas. A “Invocação a Satã” ordena que as forças das trevas concedam poder ao invocador e lista os nomes Infernais para uso na invocação. A “Invocação empregada para a conjuração da luxúria” é usada para atrair a atenção de outro. As versões masculina e feminina da invocação são fornecidas. A “Invocação empregada para a conjuração da destruição” comanda as forças das trevas para destruir o sujeito da invocação. A “Invocação empregada para a conjuração da compaixão” solicita proteção, saúde, força e a destruição de qualquer coisa que aflija o sujeito da invocação. O resto do Livro de Leviatã é composto pelas Chaves Enoquianas, que LaVey adaptou do trabalho original de Dee. Elas são dados em enoquiano e também traduzidas para o inglês. LaVey fornece uma breve introdução que credita Dee e explica um pouco da história por trás das Chaves Enoquianas e da linguagem. Ele sustenta que as traduções fornecidas são um “desenvernizamento” das traduções realizadas pela Ordem Hermética da Golden Dawn (Aurora Dourada) em 1800, mas outros acusam LaVey de simplesmente mudar as referências ao cristianismo com as de Satã.

Ao projetar esses rituais, LaVey baseou-se em uma variedade de fontes mais antigas, com o estudioso do satanismo Per Faxneld observando que LaVey “montou rituais de uma miscelânea de fontes históricas, literárias e esotéricas”. LaVey brincou abertamente com o uso da literatura e da cultura popular em outros rituais e cerimônias, apelando assim ao artifício, pompa e carisma. Por exemplo, ele publicou um esboço de um ritual que ele chamou de “Chamado a Cthulhu”, que se baseava nas histórias do deus alienígena Cthulhu, de autoria do escritor de terror americano H. P. Lovecraft. Neste rito, programado para acontecer à noite em um local isolado perto de um turbulento corpo de água, um celebrante assume o papel de Cthulhu e aparece diante dos satanistas reunidos, assinando um pacto entre eles na linguagem da ficção de Lovecraft “Old Ones (Os Antigos)”.

  • O Morte Súbita inc tem uma seção inteiramente dedicada a Baixa Magia

RITUAIS E RITOS CERIMONIAIS:

No Livro de Belial, ele discute três tipos de rituais: rituais de luxúria que trabalham para atrair outra pessoa, rituais de destruição para destruir outra pessoa e rituais de compaixão para melhorar a saúde, inteligência e sucesso. Rituais de luxúria são projetados para atrair o parceiro romântico ou sexual desejado e podem envolver a masturbação, com o orgasmo como objetivo. Rituais de destruição são projetados para prejudicar os outros e envolvem a aniquilação simbólica de um inimigo através do uso de sacrifício humano “vicário”, muitas vezes envolvendo uma efígie personalizada representando a vítima pretendida que é então submetida a fogo ritual, esmagamento ou outra representação de obliteração . Os rituais de compaixão são projetados com a intenção de ajudar as pessoas (incluindo a si mesmo), para evocar um sentimento de tristeza ou tristeza, e o choro é fortemente encorajado.

Nos Rituais Satânicos, LaVey faz uma distinção entre o ritual e a cerimônia, afirmando que os rituais “… são direcionados para um fim específico que o performer deseja”, e que as cerimônias são “… evento, aspecto da vida, personagem admirado, ou declaração de fé (…) um ritual serve para atingir, enquanto uma cerimônia serve para sustentar”. LaVey enfatizou que em sua tradição, os ritos satânicos vinham em duas formas, nenhuma das quais eram atos de adoração; em sua terminologia, os “rituais” tinham a intenção de provocar mudanças, enquanto as “cerimônias” celebravam uma ocasião particular.

Um batismo satânico é uma cerimônia para uma criança que se destina a ser um reconhecimento simbólico da criança como tendo nascido satanista e só deve ser realizada para menores de quatro anos, pois LaVey afirmou que além dessa idade, a criança já começou a ser influenciado por ideias “alienígenas”. Os batismos de adultos servem como uma declaração de “fé”, onde “falsidades, hipocrisia e vergonha do passado” são simbolicamente rejeitadas. Em 1967, LaVey realizou o primeiro batismo satânico registrado publicamente na história para sua filha mais nova, Zeena, que ganhou publicidade mundial e foi originalmente gravado no LP, The Satanic Mass (A Missa Satânica). Os Batismos Satânicos foram escritos por LaVey e publicados em Os Rituais Satânicos.

Em fevereiro de 1967, LaVey oficiou o primeiro casamento satânico, o casamento muito divulgado de Judith Case e o jornalista John Raymond. O primeiro funeral satânico foi para o mecânico-reparador naval dos EUA, de terceira classe e membro da Igreja de Satã, Edward Olsen. Foi realizado por LaVey a pedido da esposa de Olsen, completo com uma guarda de honra com capacete cromado. Ambas as cerimônias foram escritas por LaVey, mas nunca foram publicadas oficialmente até 2007, quando As Escrituras Satânicas lançou ao público uma versão adaptada delas pelo atual Sumo Sacerdote da Igreja, Peter H. Gilmore.

Junto com as cerimônias de casamento e funeral, As Escrituras Satânicas de Gilmore também publicou um rito menor de dedicação de objetos cerimoniais, que satiriza os rituais de ‘limpeza’ de outras religiões, e o Ragnarök Rite (Rito do Ragnarök), um ritual escrito por Gilmore na década de 1980 inspirado no o antigo mito nórdico do Ragnarök pretendia expurgar seus participantes da angústia e do ódio despertados após serem vítimas do fanatismo religioso.

A MISSA NEGRA:

LaVey também desenvolveu sua própria Missa Negra, que foi concebida como uma forma de descondicionamento para libertar o participante de quaisquer inibições que desenvolvessem ao viver na sociedade cristã. Ele observou que ao compor o rito da Missa Negra, ele se baseou no trabalho de Charles Baudelaire e Joris-Karl Huysmans.

SIMBOLISMO:

Os Quatro Príncipes Coroados do Inferno:

LaVey utilizou o simbolismo dos Quatro Príncipes Herdeiros do Inferno na Bíblia Satânica, com cada capítulo do livro sendo nomeado após cada Príncipe. O Livro de Satã: A Diatribe Infernal, O Livro de Lúcifer: A Iluminação, O Livro de Belial: Domínio da Terra, e O Livro do Leviatã: O Mar Furioso. Esta associação foi inspirada na hierarquia demoníaca do Livro da Magia Sagrada de Abra-Melin, o Mago.

  • Satã (hebraico) “O Senhor do Inferno”:

O adversário, representando a oposição, o elemento fogo, a direção do sul e o Sigilo de Baphomet durante o ritual.

  • Lúcifer (romano) “A Estrela da Manhã”:

O portador da luz, representando orgulho e iluminação, o elemento ar, a direção do leste e velas durante o ritual.

  • Belial (hebraico) “O Sem Mestre”:

A baixeza da terra, independência e autossuficiência, o elemento terra, a direção do norte e a espada durante o ritual.

  • Leviatã (hebraico) “A Serpente do Abismo”:

O grande dragão, representando o segredo primordial, o elemento água, a direção do oeste e o cálice durante o ritual.

Frases:

Hail Satan (Salve Satã)” uma saudação comum e termo ritual na Igreja de Satã, tanto em sua forma inglesa, Hail Satan, bem como na versão original em latim, Ave Satanas. Quando Ave Satanas é usado, muitas vezes é precedido pelo termo Rege Satanas (“Satã Reina”). (Rege Satanas pode ser ouvido no vídeo de um casamento amplamente divulgado da Igreja de Satã realizado por LaVey em 1º de fevereiro de 1967.) A combinação “Rege Satanas, Ave Satanas, Hail Satan!” é encontrado como uma saudação na correspondência inicial da Igreja de Satã, bem como em sua gravação de 1968, The Satanic Mass (A Missa Satânica) e, finalmente, em seu livro de 1969, A Bíblia Satânica. A frase é usada em algumas versões da Missa Negra, onde muitas vezes acompanha a frase Shemhamforash e é dita no final de cada oração. Este rito foi realizado pela Igreja de Satã aparecendo no documentário Satanis em 1969.

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Principais fontes:

Aquino, Michael (2002). The Church of Satan.

Barton, Blanche (1992). The Secret Life of a Satanist: The Authorized Biography of Anton Lavey. Feral House. p. 86. ISBN 978-0-922915-12-5.

Gilmore, Peter H. (2007). The Satanic Scriptures. Baltimore (MD): Scapegoat Publishing. pp. 131–182.

Gunn, Joshua (2005). “Prime-time Satanism: rumor-panic and the work of iconic topoi”. Visual Communication. 4 (1): 93–120. doi:10.1177/1470357205048939. S2CID 144737058.

LaVey, Anton (1969). The Satanic Bible. Avon.

LaVey, Anton, The Satanic Mass, LP (Murgenstrumm Records, 1968)

Melech, Aubrey (1985). La Messe Noire (PDF). London: Sui Anubis. p. 52. ISBN 0-947762-03-5.

Mortensen, William; Dunham, George (2014). The Command to Look: A Master Photographer’s Method for Controlling the Human Gaze. p. 203.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/a-magia-maior-e-a-magia-menor-no-satanismo/

A Lei do Proibido

Anton Szandor LaVey

O motivo pelo qual sempre houve um fascínio pela bruxaria e feitiçaria é porque sempre foram considerados tabus. Seu primeiro dever como bruxa é com a sua aparência. Os homens são todos voyeurs, e muito do que os atrai é baseado no que eles vêem. O que eles vêem em você, como uma bruxa, deve ser fascinante, e nada é tão fascinante como aquela bruxa que não é para ser vista.

Você já reparou como as pessoas pulam para fora de seus carros quando há um grave acidente de carro e ficam ao redor olhando as vítimas? Por quê? Não é só porque elas são sádicas ou estão satisfazendo seu desejo por sangue, nem mesmo porque querem ficar chocadas. Normalmente é só curiosidade, e por que essa curiosidade por algo que pode lhes dar pesadelos (ou fazer deles motoristas mais cuidadosos)? Simplesmente porque alguma coisa está acontecendo fora do contexto de suas vidas cotidianas, algo que é pra valer, mas não algo que eles podem pagar alguns trocados para ver quando quer que queiram. Em resumo, alguma coisa está acontecendo que não deveria estar. Um evento que é estranho ao modo direto e próprio de uma cena de auto-estrada está ocorrendo.

Você não gostaria de estar ali deitado no asfalto com dor e todo mundo olhando para você. Você está, portanto, subconscientemente constrangido por causa das pessoas machucadas, mas não pensa nelas desta forma nem analisa porque você observa. Vamos passar a outra cena, pois não há nada eroticamente estimulante para a maioria das pessoas naquilo que acabamos de discutir, mesmo apesar de ser uma manifestação direta da Lei do Proibido.

A cena é num lugar noturno onde se presentam dançarinas de topless. As mesas à frente do palco baixo estão cheias de pessoas sozinhas e de casais observando as dançarinas de busto despido contorcendo-se espasmodicamente ao som da música, que é alta demais para poder-se conversar. A decoração é vistosa, as luzes são particularmente fracas e o bar cheic de pessoas que não conseguem-se aproximar mais ou que não querem. Entre as pessoas do bar, está sentado um homem com sua bela e jovem esposa, que está empoleirada no seu banco de um modo que revela mais das suas pernas do que parece que ela está consciente. Ela não está vestindo uma minissaia, mas um vestido normal que cobre até três polegadas acima dos seus joelhos, de fato bem conservadora para os padrões de hoje. Muitas outras mulheres estão presentes e
vestem mini emicrossaias, mas ninguém as nota. A garota no bar está vestindo uma fita de casamento, portanto, é óbvio que ela é casada. Suas belas pernas estão encapsuladas em meias de náilon comuns, de cor bege, com a parte de cima comum, presa por ligas simples e brancas. Ela está usando salto alto clássico de três polegadas, num ambiente cheio de sapatos de salto quadrado que estão na moda. Até mesmo as dançarinàs de topless estão usando os sapatos com jeito dos de Frankenstein, enquanto balançam seus pêndulos e impelem suas vulvas, cobertas apenas por uma pequena tira de fita Scotch. Mas a jovem senhora no bar tem sua própria platéia, pois muitos homens entediados estão cuidadosamente acariciando seus drinques enquanto olham furtivamente em sua direção.

O que eles vêem de tão chocante? Que tipo de obscenidade tira suas atenções das dançarinas que se contorcem no palco? O que os faz olhar sorrateiramente sobre seus ombros na direção do bar, enquanto suas esposas e namoradas, que os arrastaram até lá, estão atentamente aprendendo algumas dicas (ao menos elas acham que sim!) sobre titilação com as garotas do palco?

Vou lhes dizer o que esses garotinhos sacanas vêem. Eles vêem um belo vestido de mulher! Eles vêem uma mulher de verdade. Seu rosto é belo e apropriado, porém provocativo, e seu cabelo está arrumado com esmero. Seu vestido subiu debaixo dela, então a parte posterior das suas coxas nuas acima da meia de náilon está em contato direto com o banco do bar. Ela está com sua bolsa no colo, que também está coberto pelo vestido, então parece que ela acha que sua perna está devidamente coberta. De fato, pode-se seguir (se os olhos forem bons) uma das tiras da liga longe o bastante para vê-la desaparecer debaixo do que com certeza deve ser sua calcinha! “Olha só!”, suas mentes de garotinhos ficam conscientes, e eles voltam para os seus quartos quando tinham treze anos de idade: “você consegue ver tudo até sua calcinha!” De repente, a voz da prova oitenta e seis das MCs os trazem de volta à realidade. Suas evocações acabaram.

Candy Bumpstead está para apresentar seus dois magnums quarenta e quatro,então preste bastante atenção naqueles mamilos!

Agora vamos analisar a fórmula, os resultados do que acabamos de testemunhar. Primeiro de tudo, a garota do bar estava fora do contexto com relação ao resto da “diversão” -não era parte do show. Era uma mulher casada, ou pelo menos estava com alguém, portanto ela estava disponível pelo menos ao homem que estava com ela e não parecia ser casta, e todo ; mundo que a ficou encarando sentiu-se como se estivesse conseguindo ;, algo, mesmo que fosse apenas uma boa olhada no que pertencia a outro! , Isto é o Fruto Proibido n.9 1. Ela não estava vestindo uma saia que era destinada a mostrar tanta perna (Fruto Proibido n.92). Estava vestindo meia : com ligas, que eram para ser cobertas pelo vestido (Fruto Proibido n.!1 3). Ela estava revelando sua roupa de baixo (Fruto Proibido .n .9 4) que era de cor branca e não alguma coisa exibicionista que qualquer garota pode jul- gar bonito de se mostrar (Fruto Proibido n.!1 5), convencendo, portanto, os espectadores que a exposição era acidental, em vez de intencional (Fruto Proibido n.96). Os homens que olhavam furtivamente deveriam estar ob- servando a ação no palco, não olhando o outro lado do salão, já que é considerado rude e falta de educação virar-se em qualquer teatro para olhar os outros enquanto a apresentação está em progresso (Fruto Proibido n.!1 7).

Combine todos esses fatores com o poder compulsivo de do(ICE). Inércia de Cristalização Erótica de cada homem, que em termos de fetiche fizeram com que a mulher no bar roubasse o show das dançarinas no palco. Adicione a liberação emocional que a bebida proporciona, mesmo que o efeito seja pequeno ou os drinques estejam diluídos em água, e você tem nove bons motivos porque a garota sentada no bar com seu marido era a bruxa mais poderosa do lugar! Por meio do seu emprego, conscientmeEte ou não, da Lei do Proibido, ela roubou o show. Lembre-se: NADA E TÃO FASCINANTE COMO AQUILO QUE NÃO É PARA SER VISTO!

Quando se trata de enfeitiçá-los, todos os homens são garotinhos sacanas em seus corações. Quando o primeiro sentimento sexual e subsequente experimentação ocorrem na vida de um homem, ele estava agindo com a capacidade de um menininho sacana em 99% dos casos, e não me importo com quem possa discordar. Podemos falar até ficarmos roucos sobre as belezas do amor e a majestade da realização sexual e eu concordo que estas coisas podem vir a passar na vida de um homem. Mas quando um garoto se torna um homem, ele está acompanhado de pensamentos lúbricos! Isso é tão certo e verdadeiro como o romance idílico que sempre sopra como uma brisa suave e delicada quando uma garota se toma mulher.

O despertar sexual de um menino é lúbrico, lascivo e cheio de desejo, e sua emergência romântica é um amanhecer doce e ao mesmo tempo amargo e ele se sente cheio de desejo sexual com um e angustiado com o outro; uma bruxa completa saberá como a diferença existente entre um e outro é grande. É por isso que você deve atrair o desejo dentro do homem sem recursos ímpios. Ele pode mentir e dizer que não tem pensamentos de vícios secretos ou prazeres furtivos e pode retirar-se e adotar métodos de monges para aplacar seus desejos, mas eles estarão lá eles sempre estarão lá, e enjaulá-los fará apenas com que rujam ainda mais alto.

 

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/a-lei-do-proibido/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/a-lei-do-proibido/

A Igualdade é Flicts

“Em uma autocracia, uma pessoa manda nas coisas; em uma oligarquia, algumas pessoas mandam nas coisas; em uma democracia, ninguém manda em nada”. – Celia Green

Se é possível descobrir matemática avançada a partir de uma brincadeira de Sérgio Mallandro, indo de probabilidades condicionadas à teoria de jogos, adentrando mesmo em questões filosóficas sobre o Apocalipse, um dos mais populares programas da TV brasileira não poderia ficar atrás.

Nesta coluna veremos como o Big Brother Brasil pode ajudar a demonstrar um teorema pouco conhecido, provado matematicamente há algumas décadas. De forma singela, o teorema demonstra que a democracia é a rigor impossível.

Você nunca mais verá televisão da mesma forma. Incluindo o horário eleitoral.

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Preferências circulares
Comecemos pensando pequeno. Imagine uma versão do reality show em que o vencedor é decidido apenas por três diretores do programa – alguns talvez pensem que todos os programas sejam assim, mas qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência. Perto do final, sobram apenas três participantes, que podemos chamar de A(lemão), B(ambam) e C(ida).

Os três diretores votam em um papel para escolher o vencedor, dispondo os participantes por ordem de preferência. Muito bem. Ao final, descobrem que têm um grande problema. Os votos são:

Diretor 1: A > B > C
Diretor 2: B > C > A
Diretor 3: C > A > B

Nenhum dos participantes conseguiu ser o preferido de dois diretores. Pior: se você analisar o quanto cada participante é preferido em relação a outro, descobrirá que todos permanecem empatados. A situação de cada um dos três candidatos é exatamente a mesma, e este paradoxo inconveniente para sistemas de votação foi notado inicialmente pelo Marquês de Condorcet, ainda no século 18. Ainda não existia BBB naquela época.

Pode parecer improvável que essa simetria exata de preferências ocorra. Mais adiante veremos isto em mais detalhe, mas antes vale notar algo curioso aqui.

Caso um dos participantes abandone a disputa, ocorre algo inusitado. Ao invés de os dois participantes restantes continuarem empatados, como presumiríamos a princípio, como pareceria “justo”, o que ocorre é que um deles passará a ser o ganhador!

Veja o que ocorre se Bambam abandonar a disputa. Com as preferências dos três diretores inalteradas, teremos agora:

Diretor 1: A > B > C = A > C
Diretor 2: B > C > A = C > A
Diretor 3: C > A > B = C > A

Epa! Cida é claramente a ganhadora, com dois votos. Por outro lado, se Alemão abandonar a disputa, quem será o ganhador?

Diretor 1: A > B > C = B > C
Diretor 2: B > C > A = B > C
Diretor 3: C > A > B = C > B

Bambam, e não Cida, vence mais um BBB! Em nossa situação, puramente hipotética é preciso repetir, Bambam não precisou fazer nada para ganhar. E, o mais importante, a ordem de preferência dos diretores também não mudou. A simetria dos votos foi quebrada, não por um dos participantes conquistar uma maior simpatia, e sim pela mera saída de um concorrente na votação. Como na Corrida Maluca, às vezes a forma mais fácil de ganhar pode ser eliminar o concorrente certo. A menos, claro, que você seja o Dick Vigarista.

Se isso pareceu injusto, é apenas o começo. Possibilidades bizarras rondam os sistemas de votação.

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“Meu nome é Enéas”
Candidatos políticos não são, ou não deveriam ser, defensores de uma única bandeira. Se fossem, contudo, ao menos evitariam o surgimento de ainda mais paradoxos eleitorais. Porque escolher um candidato com base nas diversas posições que defenda pode levar novamente a situações desconfortáveis.

Considere que haja duas questões vitais em uma eleição na sua cidade. A primeira delas é se, para equilibrar a contas, o futuro prefeito permitirá a construção de uma Penitenciária federal ou se, ao invés, irá cortar os investimentos em Saúde. A outra questão essencial para o futuro de seus concidadãos é se o prefeito deve usar Jeans ou Terno durante o exercício de seu mandato.

Um candidato que defenda a construção da Penitenciária e o uso de Jeans bradará a bandeira PJ, e assim por diante. Há apenas quatro combinações possíveis nessas duas questões: PJ, PT, SJ e ST. Ah sim, considere também que a sua cidade tem apenas três eleitores.

Uma pesquisa de opinião descobriu que os eleitores têm as seguintes ordens de preferência:

Eleitor 1: SJ > ST > PJ > PT
Eleitor 2: ST > PT > SJ > PJ
Eleitor 3: PJ > PT > SJ > ST

Quem seria o futuro prefeito? Está claro que cada um dos três eleitores tem uma primeira preferência diferente. Mas olhando para a segunda preferência, um candidato que apóie as posições PT* parece promissor. No entanto, para dois eleitores (1 e 2), ST parece melhor PT, e bastaria defender essas posições para ganhar de um candidato que apóie PT. Ao mesmo tempo, para dois eleitores, a posição SJ é melhor que a ST. E assim por diante.

Há, como vimos no BBB hipotético antes, uma simetria, e nenhuma posição ganha de todas as outras por maioria. Além desse “empate técnico”, contudo, algo mais sinistro acontece aqui.

Para dois eleitores (1 e 2) o corte de gastos em Saúde é preferível à Penitenciária, sendo parte da primeira escolha. E também para a maioria dos eleitores (1 e 3), o Jeans é mais apropriado que o Terno. Se houvesse votos separados em cada uma dessas questões, Saúde e Jeans seriam as escolhas vencedoras, claramente. Seria assim natural esperar que o candidato que apoiar as posições S e J deva ganhar, certo?

Errado. Podemos ver que a posição SJ combinada perde para a posição PT para dois dos eleitores (2 e 3). De fato, se houvesse apenas dois candidatos, um defendendo as posições preferidas, isoladamente, pela maioria – SJ – e outro aquelas da minoria, PT, ganharia o candidato da minoria. Com voto majoritário. Mais um adorável paradoxo eleitoral.

Grosso modo, fenômenos semelhantes ocorrem em eleições bem reais. Confiando cada vez mais em pesquisas de opinião, e moldando suas posições de acordo com elas, políticos acabam freqüentemente fazendo de tudo para agradar grupos minoritários, no que pode parecer irracional frente à desaprovação da maior parte dos outros eleitores.

Mas ainda que a maior parte das pessoas discorde de uma posição política, essa preferência pode estar distribuída de forma heterogênea, fazendo com que candidatos consigam mais votos defendendo idéias impopulares, e no entanto agradáveis a pequenos grupos que lhes garantirão mais votos no saldo final.

A democracia já não deve estar parecendo tão justa assim. Mas o golpe de misericórdia seria dado em pleno século 20.

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O Teorema de Arrow
Em um trabalho com o inocente título de “Uma dificuldade no Conceito de Bem-Estar Social“, publicado em 1950, o economista Kenneth Arrow apresentava um teorema que provaria com rigor em sua tese de doutorado no ano seguinte. De fato, uma pequena “dificuldade no conceito de bem-estar social”, o teorema demonstra que nenhum sistema de votação minimamente razoável irá refletir sempre, de forma acurada e consistente, a preferência de seus eleitores.

A forma como Arrow provou seu teorema matemático de profundas implicações sociais é interessante especialmente em seu raciocínio final. Ele primeiro definiu formalmente que a escolha individual deve atender a dois requisitos: a comparabilidade (entre dois elementos, prefere-se um a outro), e a transitividade (se você prefere x > y, e y > z, então prefere x > z).

Ele então definiu claramente o que seria um “sistema de votação minimamente razoável”. Deveria atender às seguintes características:

– Liberdade de escolha individual:
Todo eleitor pode ter qualquer ordem de preferências que desejar, sem nenhuma limitação;

– Independência de alternativas irrelevantes:
Se você prefere cachorros a gatos, a criação de um macaco com quatro bundas pelo milagre da engenharia genética não deve influenciar seu amor por cachorros ao invés de gatos;

– Eficiência Pareto:
Em nome de um economista italiano que ponderou sobre essas questões sociais algumas décadas antes, diz que se todos eleitores têm uma preferência de cachorros a gatos, então a preferência social, o resultado das eleições, também deve refletir essa preferência;

– Abaixo a ditadura:
O resultado da função social deve refletir as preferências de todos os eleitores. Não pode ser apenas fruto das decisões de um único eleitor, que seria o Grande Ditador.

O economista simplesmente analisou todos os sistemas eleitorais conhecidos e mostrou que sempre levam a contradições. “Não existe método de combinar preferências individuais para produzir uma escolha coletiva que atenda a todas estas condições”, escreveu. Em particular, Arrow mostrou que as condições minimamente razoáveis só são atendidas se houver um eleitor decisivo, em outras palavras, o único sistema eleitoral livre de paradoxos seria a ditadura.

O teorema é assustador devido à sua generalidade. Poderíamos pensar que frente a paradoxos eleitorais como os abordados mais acima, bastaria tomar medidas corretivas especiais, ou que deva existir alguma forma de votação perfeita. Porém, o teorema de Arrow demonstra que o problema é mais fundamental**.

Ainda mais preocupante é que paradoxos eleitorais como o de Condorcet, abordado no BBB hipotético acima, não são tão raros assim. No caso com apenas três diretores e três concorrentes, o paradoxo surge quando a primeira, segunda e terceira escolha de cada eleitor discorda de todos os outros. As chances disto ocorrer são 12/216, ou 5,6%. Pequena, é verdade.

Aumente o número de concorrentes à escolha, contudo, e as chances de que um paradoxo eleitoral surja aumentam rapidamente. Com sete concorrentes e ainda três diretores, a chance de um paradoxo se aproxima já dos 24%. Com sete concorrentes e um número de milhões de eleitores, as chances de um paradoxo surgir aumentam e aproximam-se do limite matemático de 37%. Aumente o número de concorrentes e de eleitores, e as chances de um paradoxo eleitoral podem chegar rapidamente a 100%.

Kenneth Arrow recebeu o prêmio Nobel de economia em 1972 por seu teorema sobre essa “pequena dificuldade”, expandindo toda uma nova área do estudo econômico, a Teoria da Escolha Social.

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“E agora, quem poderá nos defender?”
Devemos buscar o Grande Irmão ditador que nos livre da mentira matematicamente comprovada da democracia, através da Verdade Única do IngSoc? Bem, não tão rápido.

Os pressupostos “minimamente razoáveis” do teorema de Arrow para sistemas de votação são sim razoáveis, mas como muitas questões matemáticas, sua aplicação na vida real não é tão simples. Pode-se, por exemplo, apontar que a escolha individual pode não ser necessariamente transitiva. Você pode preferir um cachorro a um gato, e um gato a um macaco com quatro bundas, mas talvez prefira um macaco de quatro bundas a um cachorro. A escolha é toda sua, e muitos concordariam que sua liberdade de escolha deve preceder o que nós julgaríamos como coerente.

Mais relevante, a criação de um macaco de quatro bundas pode afetar a preferência de muitas pessoas entre gatos e cachorros. Talvez este novo animal de estimação dê uma perspectiva toda nova sobre o que há para se gostar em um canino ou felino. A independência de alternativas irrelevantes, desta maneira, também não parece um critério tão rigorosamente aplicável.

E como prova matemática, o teorema de Arrow deixa de ser válido se seus pressupostos são relaxados ou deixam de valer também. Sem o veredito tumular do teorema de Arrow, descobrimos que há sim sistemas de votação que atendem bem a parte dos critérios razoáveis. Não se deve jogar fora a banheira junto com o bebê (ou alguma coisa assim), se a perfeição não é possível, ao menos aproximá-la é um objetivo plausível.

Os sistemas eleitorais a que estamos acostumados, infelizmente, estão muito distantes da perfeição – vulneráveis a todo tipo de situações incoerentes e manipulação. Votar em um único candidato entre uma série de alternativas, por exemplo, extrai o mínimo de informação possível de cada eleitor. É extremamente comum que se vote contra um candidato e não a favor de outro, principalmente quando nos são oferecidas apenas duas escolhas em um segundo turno, no qual o voto majoritário pode paradoxalmente não refletir as vontades da maioria.

Um sistema eleitoral que reflita melhor as preferências dos eleitores poderia levar em conta todas as suas opções, não?

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Kiribati Já!
Há um sistema de votação centrado justamente neste aspecto. É a chamada contagem de Borda, utilizada para escolha de candidatos presidenciais em Kiribati, uma ilha do Pacífico, e para eleição de membros do Parlamento de Nauru.

Proposta pelo matemático francês Jean-Charles Borda em 1780, é claramente superior ao sistema “um homem-um voto”, e foi adotado pela Academia de Ciências Francesa até 1800, quando foi proibido por Napoleão, um Grande… Imperador.

Na contagem de Borda, cada eleitor deve ordenar os candidatos por ordem de preferência, e aqui está o detalhe simples, cada candidato ganha pontos de acordo com sua posição em tal ordem. A primeira escolha pode valer 3 pontos, a segunda 2, a terceira apenas um ponto. O candidato com mais pontos é o vencedor. Simples assim.

Como a contagem de Borda se sairia no BBB acima? Vejamos, cada concorrente aparece uma vez em primeiro, segundo e terceiro lugar, computando seis pontos. Ainda há o empate, mas o que ocorre quando um dos concorrentes sai da disputa? Se você computar os pontos de acordo com a preferência original, os dois candidatos restantes continuam com os mesmos pontos. Preservando a “memória” da ordem de preferências, a saída de um concorrente não cria vencedores a partir de um empate. Menos mal.

E quanto à Saúde, Penitenciária, Jeans ou Terno? Computando pontos de acordo com a Contagem de Borda, temos:

PJ: 7
PT: 7
SJ: 8
ST: 8

Ainda há um empate entre duas alternativas, mas aqui a preferência da maioria em questões isoladas (S e J) claramente vence as da minoria (P e T). Bem menos mal.

Ao dar grande relevância a todas as preferências e cada eleitor, a contagem de Borda favorece a eleição de um candidato de consenso, apoiado de uma forma ou de outra pela maior parte dos eleitores, e que pode não ser necessariamente o candidato majoritário. Um candidato que seja a primeira escolha da maioria, mas muito rejeitado pelo resto, pode perder para um que seja a primeira e segunda escolha de quase todos. Vence o consenso ao invés da “tirania da maioria”.

Apesar de superior ao “um homem-um voto”, a contagem de Borda ainda é vulnerável à manipulação, a paradoxos, e o favorecimento do consenso ao invés da maioria pode desagradar a muitos, quem sabe mesmo à maioria. Não é, assim, “perfeita”. Outras alternativas em sistemas eleitorais incluem o método de Condorcet, que procura evitar justamente que surjam empates a partir de preferências circulares que o Marquês identificou há mais de dois séculos. Mas nenhuma delas será “perfeita”.

Todos sistemas eleitorais possuem seus pontos fortes e fracos, e rigorosamente, como provado por Arrow, nenhum deles será perfeitamente justo. Como ficou matematicamente claro nos anos seguintes à sua demonstração, sistemas eleitorais não só não refletem automaticamente o desejo dos eleitores, como são efetivamente jogos, sujeitos a estratégias ótimas e regidos assim pela teoria de jogos (PDF) desenvolvida por matemáticos contemporâneos de Arrow, como uma certa “mente brilhante”, John Nash.

Ter conhecimento da Terrível Verdade sobre a Democracia não deve ser nada agradável. Porém, estas questões fundamentais, encontradas não apenas na aplicação prática de sistemas eleitorais, como justamente em sua formulação matemática elementar, só ressaltam as palavras de um sujeito contemporâneo de Borda, e que nasceu no mesmo ano que o Marquês de Condorcet.

Já dizia ele que o preço da liberdade é a eterna vigilância. Não se sinta livre por simplesmente votar, e se o voto direto a que temos direito é claramente uma grande conquista, não é de forma alguma o ponto final de nosso desejo de liberdade e igualdade. Ainda há muito a conquistar.

E você pode bradar com toda a segurança que isso é provado matematicamente, tão certo quanto 1+1 é igual a 2.

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* Que a sigla usada no exemplo seja PT é mera coincidência. Esta coluna é largamente baseada na apresentação do teorema de Arrow no livro “Impossibility“, de John Barrow, onde a posição PT significa “Private health care” e “lower Taxes”.

** Essa coluna nem ao menos tenta apresentar uma prova formal do teorema de Arrow, mas você não só pode como deve estudar as diversas provas do teorema (PDF) oferecidas abertamente pela rede caso tenha se interessado pelo assunto.

por Kentaro Mori

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/a-igualdade-e-flicts/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/a-igualdade-e-flicts/

A Civilização das Ovelhas

Talvez haja uma certa estranheza nesse título. Ele nos remete a alguma fábula, ou a algum conto maravilhoso que tenhamos ouvido quando crianças, e certamente isso não é casual. O que me proponho, na verdade, é correlato com esse tipo de literatura, uma vez que descreve, de alguma maneira, uma aventura, e que busca provocar uma reflexão a partir dos acontecimentos narrados. Com alguma propriedade eu poderia começar com a frase “era uma vez uma terra distante, onde os habitantes eram ovelhas…”, mas, para manter a coerência com minha linha de pensamento e não buscar apenas a fabulação, devo dizer de início que a “terra” é exatamente esta onde vivemos e as “ovelhas” somos nós.

Afirmo, portanto – mesmo correndo o risco de incorrer na audácia de um iconoclasta – que a civilização ocidental é uma civilização de ovelhas: seres inermes que perderam sua condição de selvagens cabritos monteses pela suposta segurança de um rebanho e um pastor; que perderam os chifres da virilidade para tornarem-se fontes de lã e carne. Deixamos o desafio das pedrarias e montanhas pela tranquilidade dos pastos. Cabe tentar responder a pergunta: em que momento isso se deu?

Sempre houve entre os homens aquilo que Foucault denominou de “poder pastoral”. Se o ser humano pode ser definido como animal cultural, ou seja, se a sua diferenciação das demais espécies do planeta reside no fato de ser capaz de produzir cultura, talvez essa capacidade produza uma certa acomodação. Vinculado aos laços da cultura, como produzido e produtor, ele não se contenta em integrar-se, mas em inserir-se, agasalhar-se nos braços da cultura para não precisar pensar o eu. Embora eu me aproxime, com essa consideração, de um conceito de natureza humana, que não desejo e repudio, eu diria que a praticidade do ser cultural o leva a agrupar-se ao rebanho. Diria ainda mais: que o rebanho precede o pastor, e que este só existe porque aquele estava, pelo menos, em vias de formação. E o pastor, nesse contexto, é aquele que, por pensar o seu eu, julga-se capaz de fazê-lo pelos demais.

Esse eu, em última análise, eu comparo à divindade. Nos mitos, aquilo que Adão recebe é o discernimento, a consciência de si, equiparando-se assim a Deus. Lúcifer dá aos homens a luz do conhecimento, bem como Prometeu. O conhecer-se, o pensar-se, é atributo de existência que permeia o pensamento desde tempos bastante remotos. Logo, estabelecer contato com o eu é estabelecer contato com a fonte – com a divindade. A partir do momento que o ser humano se sente incapaz de estabelecer diretamente esse contato, surge o pastor: ele é o intermediário, aquele através do qual o contato se estabelece.

O pastor, no entanto, mitifica o eu. Ele o chama de deus, ou de deuses, para transportar sua responsabilidade para outros ombros mais poderosos, embora fictícios. Atua na pretensão de guiar o rebanho para aquilo que lhe é melhor, por emanar da divindade. No entanto, apenas o guia para seus próprios interesses, cegas que estão as ovelhas para o seu próprio interior. A acomodação do rebanho o impede de ver isso, uma vez que seus olhos estão fixados em algo externo, que ele venera por não saber que é apenas um ícone, uma representação em pedra, barro ou madeira do eu do pastor.

Evidentemente, tal situação não produziria por si só uma civilização de ovelhas. Eu diria que o grande corte, a grande transformação, somente poderia se produzir se um contexto específico levasse uma grande variedade de rebanhos dispersos a se unificarem sob um único pastor. No caso da civilização ocidental, Roma foi, numa instância inicial, esse rebanho unificador. Mas Roma apenas não bastaria. Roma foi, durante todo o seu apogeu, aquilo que eu chamaria de império pragmático: um vasto organismo multifacetado, onde conviviam diversas tendências, orientado por uma regra que antecedia de muito certas correntes de pensamento atuais: “é verdade aquilo que serve”. Na realidade, a decadência de Roma me parece um ponto de partida melhor para a civilização de ovelhas.

Digo isso porque na Roma dos últimos tempos, onde as bases que possibilitaram a formação desse organismo pluriforme estavam rotas graça a própria instituição do Império, uma nova instituição tomou forma e se fortaleceu. Ausentes a variedade do Senado e o poder pastoral do imperador, degradadas as instituições e valores ancestrais, um movimento de centralização se dá como resposta à crise. Este movimento titubeia, em princípio, entre vários rebanhos, mas acaba direcionando-se a um deles, que soube melhor captar a dissolução dos eus coletivos: o cristianismo. Oriundo, em última essência, de um rebanho que acostumara-se desde há muito à proteção de um pastor divino – o judaísmo – , o cristianismo não chega a tomar Roma de assalto, mas fortalece-se o suficiente para sobreviver quando Roma desmorona.

Sobrevêm a Idade Média, e a Europa é uma colcha de retalhos onde diversos grupos de povos fundem-se aos antigos romanos. Nem estes nem aqueles possuem mais uma identidade própria: temos bárbaros que não são mais bárbaros, embora não cheguem a ser cidadão romanos, e temos antigos cidadãos que não chegam a ser bárbaros. São todos apátridas. Nessa situação de anomia, apenas uma coisa se mantém coesa: a Igreja Cristã. É sobre ela, então, que recai a tarefa de reconstituir uma unidade, e é sobre seus líderes, que possuíam o papel auto-atribuído de representantes da divindade, que recai o fardo do poder pastoral.

Eu diria, então, que foi a Idade Média, em especial depois da ascensão do reino franco de Carlos Magno sobre os demais e das doutrinas do compele intrare, ou seja, a partir do século IX, o grande marco temporal de transformação da sociedade ocidental. Talvez ao menos se possa falar em civilização ocidental antes disso, pois o cristianismo é a marca registrada dessa civilização, e a força que a transformou numa civilização de ovelhas.

Não se trata de imputar uma culpa à doutrina cristã. Não serei nietzchiano a esse ponto. É evidente que, ao retirar do ser humano o seu corpo e atribuir toda importância a uma alma suposta, ao transformar o tempo em algo linear que aponta para a salvação ou danação eternas dessa mesma alma, essa doutrina de compassividade e resignação propiciou as bases para a tosquia. No entanto, foi apenas a sutil integração entre Igreja e Estado, que já se desenhava em Roma e que se evidenciou no medievo, que possibilitou a formação de um rebanho.

No plano político, o rebanho se configura naquilo a que Foucault se refere como razões de Estado. Não vejo, no entanto, profunda distinção entre razões de Estado e poder pastoral. Vejo antes uma continuidade, ou uma consequência. A criação do Estado Moderno teve por embasamento a doutrina cristã, a idéia de um bem-comum que, embora apenas mais tarde expressa claramente, já estava presente. Mesmo nos tempos revolucionários que moldaram as atuais democracias, pensamentos inconciliáveis como “liberdade, igualdade e fraternidade” exprimiam nada além de um ideário cristão que buscava refazer na terra um imaginário reino dos céus. Além disso, tanto o poder pastoral quanto a razão de Estado não hesita em executar a ovelha desgarrada, ao invés de simplesmente trazê-la de volta para o rebanho: talvez fosse interessante cotejar o número de vítimas da religião com o número de vítimas da política. Em ambos os casos, trata-se de tornar o maior número de pessoas possível em seres sem vontade, submetidos à alienação da maioria, dóceis e prontos para cederem sua lã e sua carne. O Estado o faz através da força, a Igreja através do terror psicológico.

Restaria, por fim, a pergunta: um processo que se desenvolve há, no mínimo, 1200 anos, seria reversível? Poderia a civilização ocidental deixar de ser uma civilização de ovelhas? Creio que nenhum tipo de resposta concludente poderia ser dada a essas perguntas, mas diria que uma meia-resposta pode ser tentada. Os bastiões sobre os quais se assenta a civilização ocidental, em especial o capitalismo e a hegemonia militar de determinadas nações, são fatores que, cada vez mais, são questionados. A escala de desigualdades que os valores do rebanho criou e fortaleceu ao longo dos séculos, é hoje quase impossível de ser galgada e transposta, o que gera revolta e instabilidade. Ora, toda instabilidade de uma estrutura tende a rompê-la e, assim, eu diria que a estrutura do grande e informe rebanho ocidental tende a ruir e a carregar de roldão seus pastores. No entanto, isso não seria uma reversão, isso seria uma desconstrução.

Desconstruir a civilização ocidental, fragmentá-la em partes que tivessem a consciência de seus eus individuais, não seria, no entanto, apenas fragmentar o problema? Essa pergunta eu deixo em aberto. Mas, de qualquer maneira, este seria um movimento de onde talvez emergissem alguns cabritos-monteses, que se ririam do pastor e de seus cães.

Jan Duarte. Extraído da Mito e Magia

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