Não Existe Almoço Grátis

Olá crianças,

Outro dia eu vi no Facebook uma propaganda de “perfumes mágicos” vindo de fachada de uma dessas Ordens pseudo-Satanistas da vida. Os anúncios eram bem parecidos com os que poderíamos encontrar nas revistinhas Wiccas. Os produtos incluíam perfumes milagrosos que prometiam “serenar a alma”, “acalmar a mente preocupada”, “proteger de pesadelos”, “proteção” e outras coisas mil feitos sob medida mediante nome, data de nascimento e foto.

A sorte (ou intuição) é que me fez cair na charlatã que é dona dessa página antes que ela fosse lançada para o público e pude perceber o engodo de vampirização dessa porcaria (não era uma lojinha wicca, mas uma página gerenciada por um terreiro de kiumbanda satanista de vampirização e matança de animais, do tipo mais escroto que existe).

Antes de explicar como funciona o golpe em detalhes, vou contar outro causo:

Por volta de 1999 circulou pelas internets um livro chamado XXXX, que seria “o Super-Duper livro de como se tornar um super-master satanista de Orkut”, com segredos que foram “vazados” de uma Ordem Satânica hipster (segundo a história mirabolante deles, já eram satanicos antes do anton lavey inventar o satanismo) e que, apesar de terem caído nas internets, continham segredos miraculosos e satânicos de poder…

Hauahauahauahau

Era quase uma versão moderna do Livro de São Cipriano capa de Kriptonita kkkk
[UPDATE] De uns anos para cá, a tal ordem liberou oficialmente o tal livro, numa excelente jogada de marketing.

Na época, um grupo de estudos daqui de SP do qual eu faço parte quis analisar o tal livro para ver que tipo de coisas ele poderia ter de útil. Qual não foi nossa surpresa quando os Exus do grupo descobriram que as evocações realmente funcionavam!!! Só que ao contrário!!!

Os rituais haviam sido propositadamente criados com o intuito de abrir pequenos portais de vampirização, que eram acentuados pelo fato dos moleques que faziam o ritual terem de se cortar, passar tempos em jejum, caminhar por horas e horas na estrada e outros métodos de exaurir qualquer tipo de vontade. Desta maneira, o processo não dava a eles a experiência de entrar em contato com o “Sagrado Demônio Guardião” (olha a merda…), mas sim, mandava para eles um “Sagrado Egun Vampirizador” que ficava ali de butuca chupando energia do moleque e alimentando uma egrégora secreta.

Essa Ordem é uma organização secreta satanista que realmente existe, formada inicialmente no Reino Unido, tendo se mostrado ao publico em geral nos anos de 1980 e 1990, com uma estória fantasiosa medieval. Mas acaba por ai. Não tenho dúvidas que exista realmente um núcleo central de magos negros em algum lugar da Europa, servindo a algum grupo de eguns que absorvem toda essa energia… convenhamos que não é grandes coisas, porque geralmente os satanistas de Orkut não servem para muito e dão no máximo uma pilha ray-o-vac. Mas o segredo é a quantidade.

O livro foi “vazado” para a Internets e milhares de idiotas graciosamente fizeram os rituais, achando que eram muito espertos, e acabaram engrossando as fileiras dos pilhas e escravos energéticos da egrégora. O plano é sensacional… porque um satanista de Orkut nunca vai admitir que é um trouxa energético… eles SEMPRE vão se achar os fodões, já que a grande base dos satanistas de internet é a insegurança total com quem a pessoa é e com o que é capaz de fazer… como Crowley bem disse “Os escravos servirão!”.

Se alguém falar que o tal livro é um portal de vampirização e roubo de energia e poder e que a pessoa está sendo vampirizada/roubada, os satanistas ainda irão brigar com você! (qualquer semelhança com Igrejas Evangélicas _NÃO_ é mera coincidência). Afinal de contas, o fulano quer posar de malvadinho e vai admitir que é um otário astral? Sobram no orkut e Facebook, então, duas castas de satanistas… os que “organizam” grupos, tentando escalar a pirâmide de trambicagem, e os que “querem entrar para ter vários poderes” que constitui o grosso dos vampirizados.

Quando eu digo que não existe almoço de graça, é preciso entender que nenhuma entidade, seja ela qual for, consegue se manter muito tempo no Mundo Físico incorporada ou manifestada sem uma fonte de energia. E toda guerra tem de ser financiada. Normalmente são os médiuns. Nos terreiros sérios, com entidades e médiuns preparados, existe toda uma estrutura de firmezas, preparações e técnicas que ajudam nestas manifestações, mas mesmo assim trabalhos prolongados vão acabar exaurindo os membros da casa.

Terreiros que trabalham dentro da Lei, ou seja, que contam com grandes Egrégoras protetoras, possuem redes de “compartilhamento energético” através dos rituais que alimentam esta Egrégora e permite que seus Guardiões trabalhem… podemos citar a Maçonaria, Ordem Demolay, AMORC, FRA, Ordens Rosacruzes, Ordens Martinistas, Arcanum Arcanorum, Templos Budistas, e outras fraternidades. Estes Guardiões trabalham EM CONJUNTO com o Sagrado Anjo Guardião de cada membro… desta maneira, todos os membros doam energia (lembre… não existe almoço grátis) e as entidades compartilham estas energias em uma grande defesa astral, formando uma rede.

Em outros lugares, como em Igrejas evangélicas, TAMBÉM existem estes Guardiões de Proteção da Egrégora, porém, eles estão mais preocupados em proteger A EGRÉGORA do que os idiotas que vão alimentá-la.

O Conceito de Lei e Fora-da-Lei

Nosso Sistema Solar possui a finalidade de EVOLUÇÃO. Esta é a Lei. Todas as Egrégoras que trabalham na Lei visam a evolução de seus membros através do descobrimento e realização da Verdadeira Vontade de cada um. É simples de entender isso na Ordem Rosacruz, nas Ordens de Estudo, na Essência da Maçonaria, na Essência da Thelema, em terreiros de Umbanda, em centros Kardecistas, em Ordens que permitam que a pessoa questione e amplie seus horizontes cada vez mais.

Os Fora-da-Lei trabalham na Involução. Elas trabalham de maneira que os membros sirvam de alimento energético (e monetário, e emocional) para uns poucos vampiros. Também é muito fácil entender isso na estrutura de qualquer Igreja Evangélica ou Católica ou Satânica da vida. Também é muito fácil entender este funcionamento em Ordens de mão esquerda de internet, pontos de venda de drogas, em bares, em prostíbulos…

Um Egun, ou um espírito fora-da-lei, é uma espécie de “agiota” no Astral… alguém que quer se manter presente no Planeta e que precisa negociar esta energia com a galera. Alguns os chamariam de vampiros, kiumbas, obsessores, etc, mas ele é apenas um ser que quer a SUA energia para sobreviver!

A melhor maneira deles sobreviverem é criando um grupo para que possa roubar a energia um pouco de cada um, de modo que nenhum deles eventualmente morra ou fique muito imprestável. Existem diversos tipos de eguns, mas os mais conhecidos alimentam-se da energia gerada através do sexo, de sacrifícios e de “doações energéticas”. Geralmente são agressivos e tendem a tomar o controle da mente de seus membros, tornando-os fanáticos e dóceis aos comandos dos líderes (qualquer semelhança com política e governos ditatoriais não é mera coincidência… lembre-se que o que vale aqui vale lá).

Ai temos o grupinho inicial ou os magos ou a grã-sacerdotisa loira ou qualquer porcaria que o valha. O grupo fará o possível para atrair e acorrentar o maior número de trouxas (sem trocadilho) que conseguir em busca de sua energia (astral e monetária) sem dar nada em troca. A sacada destes grupos é que eles sempre falam que você é “especial”…

Quando o egun consegue se estabelecer, ele passa a fingir que é um Exu e assume títulos pomposos como Maioral, Rei, Barão, Duque, Satanás-não-sei-das-quantas e por ai vai e busca dar algum poder para o grupinho inicial para incentivá-los… faz umas amarrações, faz umas macumbinhas, dá um dinheiro (no caso de Igrejas, dá um carro novo, um salário de pastor… veja como os mundos são espelhados!) e protege aqueles escravos principais, que são os que lhe trarão mais energia/dinheiro, em uma espécie de Esquema de Pirâmide Astral.

Claro que, nesse submundo, ocorrem guerras astrais o tempo todo… pastores tiram fiéis do vício de drogas, de prostituição, pegam bandidos na cadeia e trazem para dentro da Igreja. Satanistas e quimbandeiros recrutam bandidos, donos de bocas de fumo e políticos corruptos, que passam lá para fazer suas macumbas em tempo de eleição.

E, eventualmente, Eguns são recrutados pelas falanges da Lei, tornando-se Exús de baixa hierarquia. Normalmente quando algum ataque destes vem contra mim ou contra ordens estabelecidas, aprisionamos e direcionamos os eguns para o trabalho em centros.

Então retornamos aos “perfumes mágicos”… que tipo de coitado idiota daria seu nome, foto e data de nascimento para ser usado como pilha energética por demônios? Alguém que não soubesse do esquema, claro. Vendo a página podemos perceber um padrão: produtos com ar de picareta que prometem curas mágicas para depressão, fraqueza, preocupação, pesadelos, etc…

Estes produtos pegam infelizes que:

1) acreditam em fórmulas milagrosas, portanto, possuem baixa defesa mental/astral

2) possuem obsessores causando depressão, fraqueza, preocupação, pesadelos…

Então pegam nome, data de nascimento e foto da pessoa… (deviam pedir mecha de cabelo também kkk). O leitor mais esperto já percebeu que essa armadilha é um DISK EGUN… uma forma de “recrutamento” de escravos Obsessores desgarrados, certo? O otário manda foto, nome, data de nascimento e indicação de que fraqueza possui… tudo que os satanistas precisam fazer é abrir os portais, escravizar o obsessor desgarrado e vampirizar o mané… gênio!

Isso é, no fundo, um bom sinal… sinal que a egrégora está fraca e desorganizada, precisando desesperadamente de novos “recrutas” astrais (por que será? andaram destruindo todo o grupo? Kkkkk)

Tomem muito cuidado com lojinhas nas internets prometendo muambas milagrosas, especialmente as que pedem foto, nome e data de nascimento com a desculpa de serem “feitos sob medida”… vai custar bem caro essa brincadeira…

#Fraudes #LHP

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/n%C3%A3o-existe-almo%C3%A7o-gr%C3%A1tis

Exercício de Respiração – parte IV

É importante que se habitue a este exercício, ao que inclusive se lhe deve dar um caráter ritual. Pode ser que as distintas fases respiratórias não possam ser realizadas exatamente de acordo com o mesmo número de pulsações. Por exemplo: que a aspiração e a retenção precisem tempos diferentes, bem como a expiração e o vazio subseqüente. No entanto, tanto os movimentos número 1 (aspiração), como o número 3 (expiração), devem ser feitos em tempos iguais. Assim, a retenção e o vazio (fases números 2 e 4) devem se efetuar em igual tempo. A saber, que se a aspiração é realizada em seis pulsações, a expiração deve corresponder a esse mesmo número. Igualmente, se a retenção se faz em quatro pulsações, o vazio se efetuará no mesmo tempo.

Seria muito conveniente que esta respiração começasse a ser para você como uma forma ritual, à qual pudesse recorrer em qualquer momento, distinguindo nitidamente do mundo da respiração ordinária este outro espaço, no qual você efetua seu exercício. Ao se acostumar a fazê-lo à vontade, começa o organismo a reconhecer outra possibilidade de si mesmo. Se no princípio teve alguma dificuldade, não abandone. E reitere os esforços para consegui-lo. Lembre-se de que o segredo desta prática radica em expulsar totalmente o ar que possa ter em seus pulmões, na fase número 4, produzindo-se assim uma morte simbólica, à qual necessariamente tem de seguir um renascimento marcado por uma nova respiração. Lembre também que os exercícios têm de se efetuar aspirando o ar pelo nariz e expulsando-o pela boca. Se você consegue com estas práticas uma certa perfeição, poderá ampliar um pouco os minutos do dia para lhe dedicar, e inclusive exercitar-se nela em distintas ocasiões de sua jornada, e não só em seu gabinete de trabalho e em postura ritual. Se você consegue incorporar esta nova respiração a momentos determinados de seus horários ordinários, adquirirá uma certa mecanicidade em sua prática e execução. Isto tem valor, já que você está controlando à vontade sua recepção e entrega de energias, e sua respiração já não é algo inconsciente, arbitrário e casual, senão algo consciente, ordenado e efetivo. Ainda que não o tenhamos percebido, demos um pequeno grande passo para a concentração de nossos esforços na busca e reedificação de outras realidades adormecidas. Reitere e habitue-se a estes exercícios, que facilitarão outras muitas potências latentes em seu interior. Por certo, antes de se entregar a estas práticas, tem de ter um mínimo de relaxamento e tranqüilidade indispensáveis.

#Exercícios #hermetismo

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A Verdadeira História do Papai Noel

A figura e a característica de portador de presentes do Papai Noel, mundialmente conhecido por diferentes nomes [veja lista adiante] foi, portanto, forjada com elementos lendários de diferentes culturas. No caso específico do folclore cristão, foi incluído o personagem de Santa Klaus ou São Nicolau, nascido na segunda metade do século III, morto em 6 de dezembro de 342. Ele foi bispo de Mira [na Turquia]. É o santo padroeiro da Rússia, da Grécia e da Noruega, patrono dos guardas noturnos na Armênia e dos coroinhas na cidade de Bari, na Itália.

Dia a lenda que um homem muito pobre vivia amargurado porque não tinha dinheiro os dotes nupciais de suas três filhas, destinadas, assim, a ficar “solteironas”. O então bispo Nicolau, tomando conhecimento do caso, secretamente, depositou bolsas recheadas de moedas de ouro nas meias das moças que observara, postas a secar diante da lareira. A história se espalhou; todos falavam sobre o misterioso benfeitor que  salvara as moças do “encalhamento”. Diziam que ele tinha entrado na casa descendo a chaminé. Nicolau aproveitou a idéia e passou a beneficia, anonimamente, outras pessoas carentes, especialmente crianças.
Ao longo dos séculos, associando elementos daquelas várias cultura em torno das festividades de fim de ano, a imagem do Papai Noel globalizado foi se definindo até alcançar a configuração que tem hoje: idoso obeso e barbudo vestido com casaco, calças e gorro vermelhos, debruados com pelugem branca e calçando botas altas. Em 1866, a concepção do artista alemão Thomas Nast, criada para a revista Harper’s Weeklys caiu no gosto popular contemplando a imagem atual: um duende na terceira idade, norte-europeu que engordou e cresceu demais.

Observemos que segundo os padrões estéticos e sanitários “politicamente corretos” da pós-modernidade o excesso de tecido adiposo, gordura, banha mesmo! do velhinho poderá ser banido como característica do design posto que a obesidade, atualmente, é considerada doença ou sinal de preguiça, desleixo pessoal. Aliás, nem sempre ele foi representado com excesso de peso. O Papai Noel rechonchudo pode estar com os dias contados tal como aconteceu no carnaval baiano de 2008, quando os poderes públicos rejeitaram a tradição-mau exemplo dos gordos e escolheram um rei Momo magro, o Sr. Clarindo Conceição. Sim, tudo muda, a cultura é uma força viva. Meditemos.

O Papai Noel globalizado tem endereço certo: mora na Lapônia, cidade de Rovaniemi – Finlândia, onde mantém seu escritório e a suposta oficina. Ele tem uma equipe de anões ajudantes, recebe pedidos pelo correio: Santa Claus – FIN-96930 Arctic Circle – Rovaniemi – Finlândia e tem um site na internet: . Viaja em um trenó puxado por nove renas mágicas: a rena guia, cujo nariz vermelho brilha como uma lâmpada na escuridão, Rudolph [Rodolfo], Dasher [Corredora], Dancer [Dançarina], Prancer [Empinadora], Vixen [Raposa], Comet [Cometa] Cupid [Cupido], Donner [Trovão] e Blitzen [Relâmpago]. Estas renas foram acrescentadas ao mito do Papai Noel no século XIX.
Outro elemento mágico da lenda, diz que o personagem, à semelhança de um vampiro [!?] pode entrar em qualquer residência, ainda que esta  não tenha chaminé: ele se transubstancia em fumaça e pode passar por qualquer fresta ou buraco de fechadura [com saco e tudo!]Mas os presentes do velho Noel não são para todos: somente aqueles que, durante o ano, foram “bons meninos e meninas” ganham. E não adianta tentar mentir ou abafar o caso sobre sua má conduta. O Papai Noel tem um telescópio e espiões encantados espalhados em todo lugar. [Esse Papai Noel devia trabalhar na polícia!]

Nome do Papai Noel em várias línguas

Alemanha: Nikolaus (ou Weihnachtsmann – literalmente, “homem do Natal”)
Brasil: Papai Noel [Noel significa Natividade/Natal em francês]
Chile: Viejito Pascuero
Costa Rica: Colacho
Cuba e Republica Dominicana: Santa Claus, pronunciado como Santi Clo
Dinamarca: Julemanden
El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicaragua y México: Santa Claus (no México se pronuncia Santaclós)
Espanha, Argentina, Colômbia, Paraguai , Peru e Uruguai: Papá Noel
Estados Unidos: Santa Claus
Finlândia: Joulupukki
França: Père Noël
Hungria: Télapó
Inglaterra: Father Christmas
Itália: Babbo Natale
Islandia: Jólasveinn
Macedónio: Dedo Mraz
Noruega: Julenissen (literalmente “Duende da Natividade”)
Países Baixos: Kerstman (literalmente, “homem do Natal”) ou Sinterklaas
Panamá: Santa Claus.
Portugal: Pai Natal
Porto Rico: Santa Claus (pronunciado como Santa Clo’)
República Dominicana: Santa Claus (pronunciado como Santa Clo ou, às vezes, Santi Clo)
Romênia: Moş Crăciun
Rússia: Ded Moroz [Avô do Frio, ou do Inverno]
Suécia: Jultomte
Venezuela: San Nicolás o Santa Claus (pronunciado como “Santa clos”)
Costa Rica: Colacho

por Ligia Cabús

Postagem original feita no https://mortesubita.net/paganismo/a-verdadeira-historia-do-papai-noel/

Cursos/Palestras – Nov/Dez – 2008

Este é um post sobre um Curso já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Hermetismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

Novembro

– 30/11 – Tarot (Arcanos Menores)

Dezembro

– 06/12 – Kabbalah

– 07/12 – Astrologia Hermética

– 14/12 – Runas

Informações: marcelo@daemon.com.br ou tel (11) 5539-1122

Palestras

Grande Oriente de São Paulo
http://www.cursosepalestrasgscem.blogspot.com/

As palestras acontecem aos sábados, as 10h00

Endereço: r. São Joaquim, 457

– 6 de Dezembro: Caminhos pelo Mundo: Santiago de Compostela, Macchu Picchu, Assis – Com Omar João Zacharias

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Exclusivo para Maçons

29 de Novembro: Oratória para Maçons – Com Carlos Brasílio Conte

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RIO DE JANEIRO

Círculo de Estudos Egregore

Av. Lobo Junior, 1513 – Penha circular – das 10h as 17h.

23/11-Departamento de Paganismo

30/11-Palestra: “A magia que vem do Mar” por Gilson Júnior

07/12-2º Ritual dos 144 OMS por Caciano Camilo

14/12-Trabalho Voluntário

21/12-Caminhada Mística na Floresta da Tijuca Guiada por Cleverson Fleming e Atma

#Cursos

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cursos-palestras-nov-dez-2008

[space failure][abort system]

…dou uns passos na rua e me apercebo que conectividade ocorre por toda a parte.  Diante das turmas – que outrora soavam como fenômeno primário e portanto exclusivamente adolescente – adquiro conhecimento que qualquer indivíduo de fato se aglomera em volta de suas suspeitas e conjecturas. Os grupos advindos desse efeito social movem-se ameboicamente esticando-se e contraindo à medida que os encontros se revelam no dia. Assim quando qualquer não-parte do conjunto se aprochega os sistemas ‘resistivos’ entram em cena, revelando muitas vezes que hoje comungamos espaços elétricos na malha da rede por que almejamos os páreas que revelarão nossos próprios anseios.

Estes páreas nem sempre de sangue regurgitam ocasionalmente aquilo que nos inspira e revela nuances particulares e somem por estarem muitas vezes numa outra extremidade conectiva regida por outros ventos e olhares. Um espelho exímio nem sempre visto deste modo, e muitas vezes esquecido ao passar a vista em qualquer outra coisa. Somos estranhos conhecidos por segundo, às vezes menos, atingindo-nos à medida da permissão do botão, que desliga.

Bem pudera existir esse botão na nossa pele.  Que com gesto tão simples, simplificasse a labuta diária e nos trouxesse paz. Pois o irmão ou amigo não se contenta com deslizes e apregoa-nos amargos. Assim não há pergunta sem resposta, ou intimidação sem o aparo da mão. É quando vemos que o Orkut idiotizou não nosso tempo, mas nossas ambições, adocicando o organismo do atrito das peles, do cuidado faminto de quem empurra, de quem abraça. Precisamos da dor pra retrair o braço ao perigo iminente e não conduzir o dedo ao botão que gela.

Perderemos contudo não nossa dinâmica de grupo, mas reconhecendo estes páreas seremos seduzidos pelo mundo ideal que nos afogará em mesmices de importância. Nos afogará em redundâncias agora mais amenas. Seremos inteligentes de nós mesmos e isso sim nos transformará em escravos da resposta de fibra-ótica que vai… e vai embora. Passa!;  ou seria pisca? Sumindo no tic-bin tac-nário.

Foi quando visualizei a rua entremanhada de linhas luminosas. Cada qual na sua porta, no seu provedor de acesso, seguindo seguro em sua criptografada expectativa se comunicando na medida dos bites. Zipa! Zipa! É mais seguro. E nos vestimos para o acaso emperdenido, amordaçado. Seria o efeito das telas de tubo a darem a sensação de irreal? Condizendo com o ‘ledi’ que alucina à sensação de que só abrimos uma janela de fato, …será que toca se eu apontar o dedo? E será se ele sente o dedo incidindo na pele. É bem provável que no futuro onde não precisemos de mais utilidades/inovações ao tocar a tela a tela sente por você tocando-nos, nos idiotizados. Curtindo as carícias reproduzidas justificaremos o hábito reafirmando aforismas quânticos implicados de espaço e tempo, e estado. Chega! Chega mais pro lado que minha tela está gangrenada, tenho de trocar de monitor.

Ridículo não é nem mesmo averiguar tamanha ezquisiotice, é advir do mundo diário que averigua: somos todos culpados, reclusos do medo de abraçar o outro ao lado e esmiuçar um sorriso envergonhado e desculpado. Vivemos emparedados pela “realidade aumentada” de nossos passos. Que caminha estranhamente pro mundo feito de plástico. “Não precisamos mesmo desta rinha triste que esfria”. Veremos ainda extinto o abraço, acreditaremos no smile apaixonado. E seremos felizes ou pelo menos teremos o status, opa… ‘estatos’ confirmando o retrato.

Mas temer não é meu forte. O curso destas anomalias reflexivas não passam de uma esquálida miragem. Já que não se vive o futuro, soframos loucamente antecipado para nos acordar deste possível estado… já que sempre dói mais quando se está no fato e não queremos esse contrato, não queremos tal herança, mesmo não sendo nós os que serão cobrados.

Tentemos assim não aceitar tamanha corrupção sistematizada, chamada à rede social idealizada, não aceitemos ser mecanizados somente, já que se tromba menos quando planejamos levemente. Não nos aceitemos somente, há um tanto de coisas boas nos estragos residuais destes atritos humanos e suados. A pele só pega bronze sob o sol… só no futuro seremos morenos pelos raios solares photoshopados que nos incidem homeopáticos… mostrando a mensagem: “Tenha um bom dia, seu tratamento começou, fique à vontade para navegar e interagir com seus ‘CONT -r- ATOS’, sempre sabendo que nossos sistemas geram amigos personalizados… o vizinho ideal. O quase-solar método de tratamento atualizado frequentemente promete os mais leves tons ao mais detalhado espectro de tez, tornando-o durante o tempo que desejar único e especial. Aproveite seu momento gold grátis e sinta o prazer de se ver mudando em instantes tão rápidos como esse advertising” E uma outra imagem nos avisa das implicações deste método revolucionário nos mostrando nas ad-senses um novo casaco magnético – agora você pode andar respondendo seu tuites sem medo de trombar em ninguém! “Deixe seu magnético casaco repelir transeuntes desavisados de seus olhares conectados”.  E por você possuir GOLD receberá por um mês a função atração recíproca, feita com a mais alta tecnologia de avaliação social – fakebook iogurte e tuíste – que lhe jogará nos braços da pessoa, já, amada! Adquira já@x.LOL;comassim?

Desliga! Desliga! Vai no mercado… no regaço, no recado e revoga o contrato. Precisamos de espaço, mas deste que significa ocupado… não digitalizado. E balança entre lá e cá… acreditemos que seremos sim inteligentes. Com aptidão suficiente pra perceber que acabou a energia, mas ainda enxergamos no escuro. No fundo no fundo sabemos que isso é pouco provável, não seremos tão otários… um simples arquivo no banco de dados.
[space failure][abort system]

Djaysel Pessôa

S.O.Q.C.

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leia também:

Zzurto

Curtam o Zzurto no face!

Zzurto no G+

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todas as incursões verborrágicas e ‘neológismicas’ foram advindas de uma intensão proposital e conspícua.

Seja livre para não entender.

*Imagem cedida pela eficácia casual de busca, de algum algoritmo alienígena do Google.

#hermetismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/space-failure-abort-system

Origens do Martinismo

A tradição do Martinismo pode ter sua origem à Martinez de Pasqualy .

O Martinismo moderno está disseminado em todo o mundo através destas três ramificações principais:

A ordem que está a mais próxima a Pasqualy é a Ordem dos Chevaliers Elus Cohens de l`Universe com 5 graus.

A ordem mais próxima a Willermoz é Os Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa, um rito maçônico antigo que foi reorganizado por ele em 1778.

E há então as Ordens próximas a Papus baseadas no trabalho de Saint Martin, e que foram nomeadas como A Ordem dos Filósofos Desconhecidos (Silencieux Inconnus de Ordre), mas que é mais conhecida como Ordem Martinista ( L`Ordre Martinisme).

Certamente os Elus-Cohen os Cavaleiros Benfeitores têm a relação mais forte com a maçonaria.

Não há historicamente documentos que comprovem que Saint-Martin fundou realmente uma ordem, entretanto existe um rito maçônico chamado Rito Retificado de Saint Martin, constituída de dez graus, que mais tarde foram reduzidos a sete a saber :

1. Aprendiz 2. Artesão ou journeyman 3. Mestre 4. Mestre Antigo 5. Mestre Eleito 6. Grande Arquiteto 7. Mestre Secreto 8. Príncipe de Jerusalém 9. Cavaleiro da Palestina

10. Kadosh

Posteriormente :

1. Aprendiz 2. Artesão ou journeyman 3. Mestre 4. Mestre Perfeito 5. Mestre Eleito 6. Escocês 7. Santo
Criação da Ordem dos Filósofos Desconhecidos

Quase todas as ordens Martinistas modernas são uma manifestação do bom trabalho de Papus (Dr. Gerard Encausse, 1865-1916), que criou ou se preferirem, revitalizou, o pensamento de Saint Martin durante o período de 1882-91. Recrutou diversos de seus irmãos em 1888 para dar forma ao primeiro conselho supremo Martinista, a fim de regularizar as diversas iniciações Martinistas livres da época. Em 1891 este conselho sob a direção de Papus deram forma a uma organização chamada Ordem Martinista ou Ordem dos Superiores Incógnitos com três graus, é reconhecido que esta Ordem Martinista que foi baseado em dois Ritos Maçônicos extintos : o Rito de Elus-Cohens (de Pasqually) e o Rito Retificado de Saint-Martin De características templárias dividiram a iniciação em três partes: S.I. – P.I. e L.I. Entretanto, com o tempo o grau S.I. (originalmente apenas um grau) foi dividido em quatro partes, como mostramos abaixo, e esta divisão causou muita confusão entre os diferentes ramos do Martinismo. Algumas ordens dividiram-no somente em três partes, e fizeram mais um grau o S.I.I ou Circulo dos Filósofos Desconhecidos. :

1) associado ou (S.I. I) 2) iniciado ou (S.I. II)

3) superior incógnito ou (S.I. III) 4) filósofo desconhecido (P.I.)(S.I. IV) 5) S.I.I. ( Filósofo Desconhecido; P.I.)

6) Livre Iniciador (L.I.)

Certamente alguns Martinistas preferiram continuar seus trabalhos de forma independente. Era Martinistas ” livres “. Ainda se tem noticias de que há ainda algum Martinistas livres , independentes não associados com as chamadas Ordens regulares.

As Ordens Sinarquica( Synarchy), Martinista (Ordre Martiniste), e a Ordem Martinista de Elus Cohen (Ordem de Martinist do lus Cohens) são consideradas theurgicas da linha de Martinez de Pasqually menos mística que as Ordens fundadas com a orientação em Louis Claude de Saint Martin. Há também outras ordens regulares menos conhecidas dentre as quais : ìRussianî que descende de Papus quando de sua visita à corte do Czar Nicholas e a Belgo/ Holandesa. As ordens as mais antigas em existência, derivando-se todas da ordem de Papus são estas : a Ordem Martinista Synarquica (Synarchy de Martinist), a Tradicional Ordem Martinista TOM (Tradicional de Martinist) e finalmente a Ordem Martinista ( Ordre Martiniste. )

As Ordens Martinistas em geral se reúnem em grupos , dependendo do número de participantes , cada uma possui um nome diferente :
Círculo (sete membros ou menos) , Heptada (sete Membros ou mais) , Loja (vinte e um membros ou mais) . Vale notar que a Tradicional Ordem Martinista somente possui um organismo previsto em sua constituição , a que chamamos de Heptada , que é constituída de no mínimo 21 membros de preferencia SI na sua fundação.

A base dos ensinamentos em todas as Ordens incluem Misticismo Cristão, Teosofia, Kabbalah, Hermetismo, e outros assuntos esotéricos semelhantes. A filosofia Martinista está inspirada no teosofismo clássico e nos trabalhos de Jacob Boehme, Swedenborg, além é claro em Martinez de Pasqually, Jean-Baptiste Willermoz e Louis-Claude de Saint Martin.

A maioria dos historiadores confirmam que foram membros Martinistas dos diversos segmentos proeminentes figuras do mundo esotérico, como: Papus, Arthur Edward Waite, Eliphas LÈvi, Margaret Peeke, Henri Delaage, Maria Desraimes e Gearges Martin, Helena Petrovna Blavatsky, Coronel Olcott, Annie Besant, James Ingall Wedgwood, Charles Webster Leadbeater e outros , e muitos Rosacruzes e Maçons da Inglaterra, Alemanha, Bélgica, França, e E.U.A..

Vamos agora tentar resumir o pensamento e a estrutura das maiores Ordens Martinistas no mundo .
Ordem Martinista de Papus (L`Ordre Martiniste)

É o nome da primeira ordem criado por Papus em Paris 1888. Papus foi o primeiro Soberano Grande Mestre de 1888 até a sua morte em 1916. O seu primeiro Conselho Supremo foi constituído dos seguintes Irmãos:

1. Papus (o Grande Mestre ) 2. Pierre Augustin Chaboseau 3. Paul Adam 4. Charles Barlet 5. Maurice Barres 6. Burget 7. Lucien Chamuel, 8. de Stanislas Guaita 9. LeJay 10. Montiere 11. Josephin Peladan 12. Yvon Le Loup (Sedir) 13. Eduoard

Maurice Barres e Josephin Peladan foram posteriormente substituídos por Marc e Emile Michelet. O Dr. Blitz de Edouard , Delegado Soberano no E.U.A., também era um membro do Conselho Supremo, entretanto ele é negligenciado freqüentemente na história do Martinismo, provavelmente porque ele deixou a Ordem, depois de uma controvérsia com Papus que não pretendia manter a subordinação maçônica em sua organização.

A sucessão de Papus na linhagem de Saint Martin era assim:

1. o Louis-Claude Saint Martin (1743-1803) 2. Jean-Antoine Chaptal (de Compte Chanteloup)(morto em 1832) 3. (?)X 4. Henri Delaage (morreu 1882) 5. Dr. Gérard Encausse

Porém, havia um elo ou melhor um vácuo (o X) na linhagem de Papus, assim em 1888, Augustin Chaboseau (um membro do Conselho Supremo original de 1888) e Gérard Encausse trocaram Iniciações pessoais para consolidar a sucessão. A Ordem Martinista se constituiu então de 2 linhagens espirituais, a que vimos acima e a seguinte :

1. o Louis-Claude de Saint Martin (1743-1803) 2. Abbe de la Noue (morreu 1820) 3. J. Antoine-Marie Hennequin (morreu 1851) 4. Adolphe Desbarolles (morto em 1880) 5. Henri la de Touche (Paul-Hyacinthe de Nouel de la Touche)(morto em 1851) 6. a marquesa de Amélie de Mortemart Boisse 7. Pierre Augustin Chaboseau .

Depois de morte de Papus , Charles Detré (nome místico Teder ) se tornou o Soberano Grande Mestre, ele decidiu limitar a afiliação à Ordem Martinista (L`Ordre Martiniste) para Mestres Maçons, especialmente do Rito de Memphis & Misraim. Claro que isto significou que as mulheres seriam excluídas do Martinismo, e isto também não estava de acordo à filosofia do Martinismo original. Naturalmente isto causou grande discordância entre os membros, e vários membros do Conselho Supremo original de 1891 deixaram a Ordem.
Ordem Martinista Martinezista (L’Ordre Martiniste-Martineziste de Lyons)

É o nome que Detré deu para a ordem em 1916, depois de ter mudado para Lyon e levado a Ordem com ele. Então, poderíamos considerar a Ordem Martinista original de Papus como morta, pelo menos até que depois de vários anos ela fosse reativada pelas inúmeras outras organizações que se fundaram. A linha de sucessão da Ordem Martinista-Martinezista é :

0. (Papus 1888-1916) 1. Charles DetrÈ (Teder) (1916-1918) 2. Jean Bricaud (1918-1934) 3. Constantin Chevillon (1934-1944) 4. Henri-Charles Dupont (1944-1958) A exigência maçônica de DetrÈ em 1916, foi a primeira causa da criação de todas as Ordens Martinistas modernas e mistas.
Ordem Martinista de Paris (L`Ordre Martiniste de Paris)

Fundado em 1951 por Philippe Encausse (o filho de Papus). Ele havia reunido vários Martinistas livres da França e formou a uma ordem baseada da constituição original. Phillipe Encausse sendo o Grande Mestre fundiu-se com a Federação das Ordens Martinistas , com A Ordem Martinista e Elus Cohen ( L`Ordre Martiniste e o Martinist Order do Elus Cohen de Robert Ambelain) e removeu a exigência da qualificação maçônica pela qual era determinada a pré afiliação. Ele resignou como Grande Mestre em 1971, e teve como sucessor Irénée Séguret . Philippe Encausse retomou a direção em 1975 e resigna finalmente em 1979. O Irmão Emilio Lorenzo encabeça atualmente a Ordem . A linhagem é:

1. Papus (morreu 1916) 2. o Charles Deter (ie. Teder, morreu em 1918) 3. Jean Bricaud (morreu em 1934) 4. Chevillon (morreu em1944) 5. Charles-Henry Dupont (morreu 1960) 6. Philippe Encausse (se aposentou em 1960) 7. IrÈnÈe SÈruget (1971-74) 8. Emilio Lorenzo (1979)
Ordem Martinista Belga (L’Ordre Martiniste Belge)

Criado em 1968 e encabeçada pelo astrólogo belga e membro anterior do Conselho Supremo da Ordem Martinista, Gustave-Lambert Brahy. Os membros de seu Conselho Supremo eram: Gustave-Lambert Brahy, Pierre-Marie Hermant, Stéphane Beuze e Maurice Warnon (que resignou em 1975 para trabalhar na Ordem Martinista dos países Baixos). Todos os quatro eram membros anteriores do Conselho Supremo da Ordem Martinista . Esta Ordem desapareceu praticamente com o falecimento de Gustave Brahy em 1991. Há só um Grupo permanecendo, sob a direção de Irmão Loruite.

Ambas as Ordens Martinista Belga e Países Baixos foram criadas a pedido de Philippe Encausse. A razão disto era a discordância interna na Ordem Martinista sobre qual afiliação religiosa a ordem deveria ter. Muitas religiões independentes e igrejas Gnósticas eram populares entre os Martinistas , mas alguns preferiam o silêncio a aderir a estas igrejas. Quando a Ordem Martinista ( L`ordre Martiniste) em 1968 confirma uma aliança com a igreja Gnóstica (fazendo dela a religião oficial da ordem), muitos membros objetaram a esta limitação da liberdade religiosa . Então, para permitir para os membros mantivessem a liberdade para adorar nas igrejas de sua escolha , eles ofereceram as duas outras ordens como uma alternativa.
Ordem Martinista dos Países Baixos (L’Ordre Martiniste de Pays-Bas)

Foi introduzido no Países Baixos em 26 de Setembro de 1968, o Presidente da Federação das Ordens Martinistas localizou em Paris Maurice H. Warnon de Bruxelas (um membro anterior do Conselho Supremo da L`Ordre Martiniste)ele foi designado por Philippe Encausse como Representante Nacional e Soberano para o Países Baixos, com a missão de esparramar as idéias Martinistas e iniciações naqueles países em particular.

Depois de trabalhar bem de perto na Ordem Martinista francesa, ficou evidente que os membros holandeses objetaram à relação íntima da Organização francesa com a igreja Gnostica e Apostólica, pois a maioria deles que é de origem protestante. Eles quiseram manter uma liberdade completa de religião. Philippe Encausse sugestionou a criação de um segundo ramo separada da árvore original .

A decisão pela independência começou em Setembro de1975, durante a reunião anual dos membros da Ordem no Países Baixos. Uma Constituição nova foi adotada e subseqüentemente, a ” Ordem des Martiniste Pagar-Bas ” foi fundado 12 de setembro do mesmo ano, pela transmissão dos poderes do Representante Nacional da Ordem Martinista francesa para o Conselho Supremo recentemente criado do Países Baixos. Os membros de seu Conselho Supremo eram: Maurice Warnon, Augustus Goetmakers, Bep Goetmakers, Femke Iken, Annie Iken e Joan Warnon-Poortman.

A Ordem Martinista dos Países Baixos não é uma jurisdição territorial, mas uma orientação específica do movimento de Martinista.
Ordem Martinista dos Elus Cohens (des Ordem Chevaliers Maçons Elus-Cohen de l’Univers)

Originalmente fundado por Martinez de Pasqually em 1768. Foi fundido com alguns ritos Maçons pelo discípulo dele e sucessor Jean-Baptiste Willermoz. O Dr. Blitz de Eduoard, um companheiro antigo de Papus, trabalhou com os Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa de Willermoz, nos E.U.A., e consequentemente mantinha a exigência de afiliação maçônica. Depois do Segunda Guerra Mundial, Robert Ambelain (Sar Aurifer),era seu Grande Mestre e mantinha rituais Elus Cohen que ele tinha obtido de várias fontes , reavivou a Ordem Martiniste des lus Cohens que praticava justamente esta forma operativa de teurgia. Ambelain também preservou somente esta Ordem aos Homens.

A Ordem original do Cohens Eleitos tinha trabalhado de 1767 a pelo menos até 1807. De lá para cá a linhagem está quebrada ou pelo menos incompleta. Estes são o iniciados principais da Ordem dos Cavaleiros Maçons Eleitos do Elus Cohen do Universo na França:

1. Martinez de Pasqually 1767-1774 2. Caignet Lestere 1774-1779 3. o Sebastian las de de Casas 1780 4. G.Z.W.J. 1807 de 1942-1967: 1. Robert Ambelain (Aurifer) 1942-1967 2. Ivan Mosca (Hermete) 1967-1968

No seguimento Italiano : 1. Krisna Frater 2. Francesco Brunelli

Os graus transmitidos nos Elus Cohen são assim:

1º grau – o Mestre Elus-Cohen 2º grau – Cavaleiro do Oriente 3º grau – o Chefe do Oriente 4º grau – RÈaux-Croix Outras fontes relatam assim: 1 – Ordem dos Cavaleiros de Elus-Cohen L’Univers 2 – ordem de Cavaleiros maçons 3 – Eleitos sacerdotes do Universo 4 – RÈaux-Croix

A ordem se fundiu com a Ordem de Martinista de Phillipe Encausse. Ambelain publicou uma declaração na revista de Martinista ´L’Initiation” em 1964 relatando o fechamento da ordem. 30 anos depois foi reavivado mais uma vez – novamente por Ambelain – que ainda parece estar morando em Paris.
Ordem Martinista Sinarquica (L’Ordre et de Martiniste Synarchique)

Esta ordem é a mais antiga das que tiveram uma existência ininterrupta desde sua fundação em 1918 por Blanchard (Sar Yesir). Originalmente era Blanchard que iria se tornar o sucessor de Detré como Grande Mestre da Ordem Martinista Martinezista. Blanchard desistiu disto, pois ele não estava a favor da exigência de afiliação maçônica no Martinismo. Assim em 1918 Blanchard reuniu o Conselho Supremo anterior de Martinistas e Martinistas independentes que não aderiram ou pertenceram às Ordens Martinistas maçônicas e formaram uma Ordem de Martinistas sob a constituição original que Iniciou homens e mulheres. Depois, em 1934 a Ordem de Blanchard mudou seu nome para Ordem Martinista e Sinarquica, e Blanchard foi elegido Soberano Grande Mestre Universal.

Com uma idade de 75 anos , Blanchard faleceu em 1953, em Paris. O Soberano Grão Mestre a substitui-lo foi Sar Alkmaion (Dr. Edouard Bertholet), da Suíça. Foi Sar Alkmaion, Soberano Grão Mestre da Ordem para as Lojas Inglesas que recebeu a Carta Constitutiva como Delegado Geral para a Grã Bretanha e a Comunidade britânica. A Grande Loja Britânica era governada por um comitê interno conhecido como o Tribunal Soberano do qual este era um dos membros permanentes: Presidente: Sar Sorath (também conhecido como Sar Gulion, ainda em vida)

No momento, a jurisdição principal desta ordem está na Inglaterra sob da liderança de Sar Gulion. Nos E.U.A. há uma filial da ordem que funciona regularmente com uma carta constitutiva da Inglaterra. Depois da morte de Fusiller, o sucessor de Blanchard, a Ordem Martinista dos Eleitos Cohens fundiu com o OMS e mantém o nome do posterior.

A linhagem de OMS atual: 1. Papus & Chaboseau (linhagem dobro) 2. Charles DetrÈ (Teder) 3. Georges de de BogÈ LagrËze (Mikael) 4. Auguste Reichel (Amertis) 5. V. Churchill (Sar Vernita) 6. Sar Gulion/Sorath (o Grande Mestre Inglês)

O OM&S independente do Canadá, tem estas linhagens; 1. Papus & Chaboseau (linhagem dobro) 2. Charles DetrÈ (Teder) 3. Georges de BogÈ LagrËze (Mikael) 4. Auguste Reichel (Amertis) 5. V. Churchill (Sar Vernita) 6. Sar Sendivogius 7. William Pendleton 8. Sar Parsifal/Petrus ( morto, 1994)

O tribunal de OM&S no Canadá, 1965, era compostos de,: 1. Sar Resurrectus, Presidente (iniciado por Pendleton) 2. Sar Sendivogious, 3. Sar Petrus

A Jurisdição canadense se declarou independente. Sar Resurrectus se tornou o Grande Mestre, Sar Sendivogius se retirou das atividade da OMS para se concentrar nos Elus Cohen , e Sar Petrus se tornou Grande Mestre.
Tradicional Ordem Martinista (L’Ordre Martiniste Traditionnel)

Certamente é dispensável discorrermos a respeito de nossa própria organização uma vez que existem um sem número de documentos e literatura e este respeito, dentro e fora de nossa Ordem. Entretanto alguns comentários são importantes.

A Tradicional Ordem Martinista permanece como a maior e mais fechada Ordem Martinista em atividade no mundo, para tanto conta com a aliança fraterna com a Ordem Rosacruz AMORC , é a organização Martinista que possui o maior número de Heptadas tradicionalmente constituídas e é a que possui a melhor organização administrativa

A sucessão da Tradicional Ordem Martinista possui vários ramos a saber :1. V.E. Michelet 2. Augustin Chaboseau (Sar Augustus) 3. Ralph Maxwell Lewis (Sar Validivar) 4. Gary L. Stewart 5. Cristian Bernard (Phenix)

Sucessões iniciáticas : 1. Papus & Chaboseau (linhagem em dobro) 2. o Charles Deter (Teder) 3. Blanchard 4. H.S.Lewis

1. Papus & Chaboseau (linhagem em dobro) 2. Charles Deter (Teder) 3. Georges de BogÈ LagrËze (Mikael) 4. Ralph Lewis

O atual Grande Mestre é o Irmão Charles Vega Parucker ( Vega). O Soberano Grande Mestre da Tradicional Ordem Martinista é o Ir Cristian Bernard ( Phenix) que possui duas linhagens:

1. Ralph Lewis 2. Sepulcros de Orval 3. Cristian Bernard e

1. Ralph Lewis 2. Cecil UM. Poole 3. Gary L. Stewart 4. Cristian Bernard.

O intuito desta compilação é o de fornecer informações históricas sobre o Martinismo através dos séculos. Como todo Martinista deve saber , não se julga um irmão pela riqueza ou pobreza do berço que o embalou e sim pela fraternidade que une dois seres que possuem gravados em seus íntimos a mesma iniciação e a mesma paternidade espiritual. Este é o elo que nos une.

Monte Cristo SI

in “HERMENUBIS” ANO 7 NÚMERO 1

TOM – CAMPINAS

#Martinismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/origens-do-martinismo

A tradição Wicca de Gerald Brosse Gardner

Gardner nasceu em 1884 perto de Liverpool. Teve diversas carreiras, e sempre se interessou pelo místico e pelo oculto. Conta-se que estudou desde as fábulas e as lendas antigas até os cultos secretos da Grécia, Roma e Egito. Gardner pertenceu à Hermetic Order of the Golden Dawn (Hermética Ordem da Aurora Dourada).

Em 1954 ele apoiou as teorias de Margaret Murray; que havia lançado um livro anteriormente defendendo a teoria de existirem cultos à Deusa que se perpetuavam desde a antigüidade; e que tiveram de ser disfarçados devido às caças às bruxas da idade média. Nesse mesmo ano ele lançou o livro ” Witchcraft Today”. Segundo ele, a bruxaria teria sido perpetuada pelos séculos de fogueira por uma tradição oral e familiar. Ele dizia que havia tido contato( em 1939) com a “Velha Dorothy” Clutterbuck, herdeira e alta sacerdotisa de um culto milenar sobrevivente . Segundo ele ela o havia iniciado e lhe revelado a palavra Wicca.

Dizia também que lhe foi dado a missão de ser o porta-voz informal da prática da Wicca.

Gardner reuniu antigas lendas , rituais e fragmentos de textos antigos como base de sua doutrina. Somado a isso, ele teria inserido elementos da simbologia da magia tradicional e alguns rituais e citações de seu amigo Aleister Crowley. Com isso Gardner adotou como livro sagrado ou “Evangelho”, chamado Aradia. Este último era uma coleção de textos selecionados por Charles Leland em 1899; que contava várias lendas, entre as quais a principal era a de Diana, cujo encontro com o deus-sol Lúcifer originou Aradia, a primeira bruxa que revelou os segredos da feitiçaria aos humanos.

O culto de Gardner consistia em reuniões conduzidas por sacerdotes ( apenas mais tarde foram consideradas as mulheres como as sacerdotisas principais peças do ritual). Nestes ritos eram adorados os deuses da fertilidade, a grande Deusa tríplice enquanto que dançavam nus e invocavam as forças da natureza. Os rituais eram semelhantes aos da magia tradicional, com círculos mágicos, exercícios de meditação, o uso de instrumentos como a adaga, a espada, o cálice e etc…

O ideal, segundo Gardner, era que os ritos fossem celebrados em plena nudez, pois dessa forma simbolizavam um regresso à era anterior à perda da inocência. Além disso, havia uma passagem em Aradia que dizia: ” Como sinais de que sois verdadeiramente livres, deveis estar nuas em seus ritos; cantai, celebrai, fazendo música e amor, tudo em meu louvor”

Gardner ainda considerava o que chamava de ” O Grande Rito”, que era a prática sexual ritualística.

Entre os principais críticos , encontram-se Francis King e Aidan Kelly.

Francis King não tolerava Gardner pelo fato dele ter pago enormes quantias em dinheiro à A. Crowley para desenvolver os principais rituais de seu culto.

Já Kelly ( fundador da Nova Ordem Ortodoxa Reformada da Aurora Dourada) acusou Gardner de criar uma religião inteiramente diferente do velho paganismo. Ainda não reconheceu Wicca como uma autêntica e “antiga tradição originada do paganismo europeu”. Ele revela também, que o pretenso “Livro das Sombras” escrito por Gardner que dizia ter sido criado no séc. XVI , nada mais era que uma coletânea das várias tradições medievais.

A tradição Gardneriana era realmente muito diferente dos relatos de outras bruxas. A maioria delas revelavam que o culto se limitava à uma tradição mestre X discípulo, muitas vezes na família ( mas nem sempre); que o ensinamento era oral, e que depois de anos e anos de muito treino e provas, o discípulo era apresentado ao Conven. Se fosse aceito no Conven, depois de um ano e um dia recebia a iniciação. Segundo as bruxas, esse acesso era limitado a poucos escolhidos pois os rituais sagrados eram perigosos. Eles podiam provocar chuvas, ventanias, manifestar espíritos, elementais e etc…

Essa evidência, que supunha grande autenticidade, virou pretexto para aparecerem incalculáveis novas tradições subitamente; todas com pequenas variações do gardnerismo e supondo pertencerem à “antiquíssimas” tradições.

Com novas tradições aparecendo por todos os lados ligadas à Wicca, tornou-se moda, entre os anos 60-80 cada um inventar sua própria tradição. Cada livro publicado dava uma concepção diferente ; começaram a aparecer os famosos “cursos de bruxaria por correspondência ” e em pouco tempo o número de wiccanos auto-didatas era maior que os que ainda se mantinham à tradições específicas.

Na minha opinião essa desagregação livre é que originou os diversos manuais de “auto-iniciação” , que para mim não passa de uma fuga à responsabilidade de estudar profundamente ou de se submeter à uma disciplina compromissora.

Vemos hoje em dia uma corrupção da tradição. E a iniciação Wicca não é reconhecida pelas tradições de que mantém o método mestre X discipulo, pois qualquer um pode se conceder o título de iniciado sem critério algum.

Se alguém disser: ” Estudo a tradição antiga da bruxaria, busco a comunhão com a Deusa e procuro me aprimorar espiritualmente” ; isso será muito aceitável e incentivador. Porém se uma pessoa ler um livro ( quando lê!) e realizar um simples ritual de auto-iniciação, e com isso se considerar no mesmo nível dos altos sacerdotes e iniciados, e disser: ” Sou um iniciado, um bruxo, já posso fundar meu coven” ; jamais vai ser levado a sério por um bruxo autêntico.

A bruxaria é aberta a todos, qualquer um pode adorar a Deusa e estudar profundamente sua literatura. Mas uma iniciação só é conseguida por esforço, compromisso e merecimento.

por Bruno

Postagem original feita no https://mortesubita.net/paganismo/a-tradicao-wicca-de-gerald-brosse-gardner/

Introdução à Psiônica: Meditação Focal e Cineses

Meditação Focal

Meditação é fundamental para a prática psiônica. O controle significativo de suas habilidades psi só virá através da meditação constante e regular.

Existem duas classes principais de meditação: meditação no vazio e meditação focal. Meditação no Vazio é uma supressão prolongada da mente, em que se tenta não ter nenhum pensamento e nenhuma consciência a fim de limpar a mente e abrir-se para um novo entendimento. Meditação Focal é uma profunda concentração da mente, em que se tenta concentrar todo o pensamento e consciência sobre uma única coisa, um objeto ou um conceito.

Para efeitos psiônicos, a meditação focal é a forma de meditação que é de interesse primordial. Psiônica utiliza a meditação focal para ganhar a profundidade interior e auto-controle necessário para alcançar clareza nas capacidades de detecção e controle das habilidades psíquicas.

É plenamente possível realizar um ato psiônico sem qualquer meditação. É ainda possível a realização de um ato psiônico completamente por acidente. Mas qualquer um psion (aquele que treina psiônica) que deseja ganhar o controle consistente e profundo das habilidades psi deve usar a meditação focal para o conseguir.

A meditação focal mais básica é consiste simplesmente em selecionar um objeto e olhar para esse objeto, concentrando todos os seus pensamentos e consciência sobre esse objeto. Qualquer objeto vai servir para isso, ele pode ser tão simples como um ponto na parede ou um ponto desenhado no papel. Os melhores objetos para selecionar são os que ajudam a chamar a sua atenção. Um exemplo de um objeto que faz isso para muitas pessoas é um cristal. No entanto, o melhor objeto de meditação focal em psi parece ser a chama da vela.

Meditação da Vela

O exercício a seguir será descrito em termos de uma chama da vela. Você deve procurar uma vela e fazer isso com uma chama de vela real, como a chama faz um excelente trabalho de tirar sua atenção e prepará-lo para trabalho em psi. Se você é incapaz de fazer isso, substituir a chama na seguinte descrição para o objeto focal de sua escolha.

Pegue uma vela. Em um quarto escuro e silencioso, coloque-a em algum lugar livre da desordem, assim você não se distrai facilmente enquanto medita. Acenda a vela e, em seguida, sente-se confortavelmente a um ou dois metros de distância da vela.

Relaxe o corpo e a mente, tanto quanto possível, e veja a chama da vela. Não forçar seus olhos enquanto se concentra na chama da vela, pois o foco é feito em sua mente e não em seus olhos. Limpar todos os seus pensamentos e concentrá-los apenas na chama. Quando os pensamentos vêm a sua mente, ser passivo para com os seus pensamentos, permitindo-lhes passar sobre você e através de você, mas não reconhecer os pensamentos. Mantenha a totalidade de sua consciência apenas na chama da vela.

Continuar a concentrar-se na chama da vela por cerca de 45-60 minutos consecutivamente. Se você estiver distraído e perder o foco, simplesmente corrija o seu foco e volte a consciência para a chama da vela, continuando a sua prática. Com a prática, a meditação focal se tornará mais fácil, e você será capaz de chegar a estados de meditação profunda muito mais rapidamente.

Meditação Profunda

Depois de meditar com foco total no chama da vela por um tempo, você vai começar a entrar em estados meditativos mais profundos. A meditação focal primeiramente vai levá-lo em direção a um estado de calma e tranquilidade, seguido mais tarde pela obtenção de um foco mais profundo. Quando o foco se torna mais completo e você entra em estados mais profundos de meditação, você vai começar a sentir formigamento, zumbido, ou sensação de vibrações, que também será seguido por sentimentos de desapego. Quando estas sensações ocorrem, não se assuste com elas, mas sim aceite essas sensações e receba-as. Permita que aquelas sensações faça-o crescer muito mais enquanto você cai em estados mais profundos de meditação.

Relaxando depois da Meditação

Quando terminar de meditar, você deve retornar gradualmente a um estado normal de espírito. Primeiro comece por relaxar a sua mente, para que outros pensamentos possam entrar. Então você deve calma e lentamente inspirar e expirar, de modo a quando você inspirar a sua consciência voltará para dentro, e quando expirar leve sua consciência para fora, colocando qualquer excesso de energia em você para o chão. Quando terminar de inspirar e expirar algumas vezes, volte sua atenção para o seu ambiente normal e volte ao seu dia.

Benefícios adicionais da Meditação Focal

Psions usam a meditação focal para aprender o domínio de psi, mas os benefícios da meditação focal pode fluir durante a maior parte da vida da Psion. A prática regular da meditação focal produz maior foco mental em outras atividades cognitivas. Ele também ensina uma maior disciplina mental e auto-controle diante das lutas diárias. Meditação traz uma profundidade focal de confiança e de conscientização sobre si mesmo, o que aumenta a interação com os outros. E, finalmente, a meditação focal é o começo da filosofia psi, mudar algo no mundo externo começa sempre por mudar algo dentro de si mesmo.

Cineses

Meditação Focal, e que você praticou com sucesso, atingindo estados de meditação profunda.

Cinese é a categoria de habilidades psi que envolvem fazer uma mudança no mundo físico. Isso inclui mudanças “diretas”, como fazer um objeto se mover, e inclui efeitos “indiretos”, como curar alguém, onde o efeito é provocado, sem especificar o mecanismo direto.

“Cinese” (ou “kinesis”) é a palavra usada para descrever a verdadeira causa de tal efeito, e “Cinético” para descrever aquele que está utilizando Cinese.

Existem muitas palavras que foram criadas para tentar descrever Cinese. Uma delas é “macropsicocinese”, aquilo que causa uma alteração directa, e “micropsicocinese”, o que causa uma alteração indirecta. Outro conjunto de termos, mais ilimitado, é formado pelas tentativas de categorizar Cinese pelo alvo sobre o qual está sendo formado. Este conjunto inclui termos como “biocinese”, para a realização de cinese sobre os organismos vivos, e “pirocinese”, para a realização de cinese sobre fogo. No entanto, cada um desses conjuntos de classificações é completamente desnecessária. A escolha do alvo para cinese não tem nenhum efeito sobre a forma como ele é, na verdade, “cinetizado”.

A classificação de Cinese por tipo de alteração ou mudança (direta ou indireta) tanto é algo fundamental para como a Cinese é realizada quanto é também um tanto desnecessária, tal como a um nível fundamental, toda Cinese é realizada da mesma maneira. Mas pode ser conceitualmente mais fácil de aprender e falar sobre Cinese em termos de Cinese Direta ou Indireta.

O Papel da Alma nas Cineses

Há muitas pessoas que se sentem desconfortáveis com a ideia da alma desempenhando um papel na Psiônica. Para essas pessoas, a alma é uma ideia científica, ou uma ideia que está culturalmente associada a ideias religiosas que eles preferem evitar. Os preocupados com as implicações científicas de uma alma invocam frequentemente descrições físicas de Psi que estão diretamente contraditadas pela evidência e experiência de Psi. Os preocupados com suas associações religiosas ou espirituais muitas vezes criam condições mais complicadas para evitar nomeá-la diretamente, como “o eu não físico” ou “a expressão da vontade interna”.

Mas, apesar dessas preocupações e independentemente de renomeação, a Alma é a parte central do eu que é a única parte de nós mesmos capaz de realizar Psi e que faz todo Psi. O termo ”alma” aqui utilizado é entendido como a parte de nós que executa Psi, que se separa do corpo durante experiências fora do corpo, e que continua a existir depois da morte do corpo físico. A frase “será”, no sentido de realizar psi é essencialmente a expressão da ação da alma. A expressão “auto-consciência”, no sentido de Psi refere-se à consciência da alma.

Cinese pode ser realizada e pode ocorrer sem qualquer consciência da alma. Ela pode até mesmo ocorrer sem consciência de que nada está sendo realizado. Mas, nestas condições, a confiabilidade e precisão será tipicamente muito baixa, e a capacidade de desenvolver as tarefas mais complicadas será restrita. Por isso, é essencial para o progresso na Cinese e na Psi que a consciência da alma seja desenvolvida.

A Meditação Focal é um componente valioso de Psi porque a alma é a parte de você que é revelada quando não há consciência de pensamento. A alma é o “você sob o cérebro”. A verdadeira consciência da alma e da compreensão da alma é o melhor obtida através da experiência, e isso é melhor obtido através da meditação e prática de psi. Praticar Meditação Focal vai abrir a porta que lhe permitirá um contato mais direto com a sua alma. Então praticando Cinese pela expressão da alma lhe permitirá ganhar uma consciência experiencial e compreensão de onde e o que a alma realmente é.

Executando Cineses

O procedimento para a realização de Cinese controlada é essencialmente o mesmo para todo o resultado desejado de Cinese.

O primeiro passo deve ser sempre realizar a Meditação Focal, pois isso coloca você no estado mental adequado para exercer o controle focalizado. Quando você está em um estado de meditação profunda, saia do meio objetivo e foque-se em sua alma.

Suas intenções devem estar unica e exclusivamente voltadas para o objeto a ser alvo da Cinese, de tal forma que a sua auto-consciência está centrada no objeto alvo. Quando sua alma muda o seu foco de acordo com sua intenção, ela poderá realizar a Cinese.

Em seguida, você deve formular a intenção de que você vai Cinetizar formulando o resultado desejado. Então, finalmente, você energiza e atualiza o resultado em sua alma, de modo que ele ocorra neste exato momento.

Todo ato cinético é um reflexo da alma. É uma expressão do Eu Interior sendo refletida sobre o mundo exterior. Quando você quer que algo ocorra, você deve voltar-se para dentro de si mesmo e mudar a natureza da realidade dentro de si mesmo, de modo que por sua vez isto reflita na realidade. O ato de expectativa profunda e completa que atualiza uma cinese é realizado mudando inicialmente as suas expectativas internas de modo que elas representam uma expectativa de que o comportamento natural do objeto será o de cumprir o resultado de sua intenção.

Aprender como fazer essas mudanças internas através de suas expectativas interiores não é de todo uma tarefa fácil, e para fazê-lo de forma eficaz e consistente requer que você desenvolva a consciência profunda e auto-controle profundo, o que pode ser desenvolvido com a Meditação Focal e prática de Cinese. Esse nível de consciência e auto-controle vai refletir sobre muitas coisas de sua vida, e que também irá capacitá-lo com a capacidade de Cinético com razoável confiabilidade e consistência. Para começar no caminho para o desenvolvimento desta consciência e auto-controle, você pode praticar de forma bastante eficaz de aprender a usar cinese para inclinar a chama da vela.

Controlando a Chama

Aprender a controlar a chama da vela é um exercício prático e perspicaz para aprender os princípios da Cinese. A chama da vela pode fornecer feedback direto e imediato para mostrar quando você está acessando e utilizando com sucesso a sua alma para controlar as chamas.

Comece como você fez antes, limpando sua mente com a Meditação Focal na chama de uma vela. Medite sobre a chama da vela até que tenha chegado a um estado de meditação profunda, onde você pode começar a se tornar consciente de sua alma. Quando você está focado em que parte de você que está presente em profunda meditação, veja a chama da vela com a sua alma de tal forma que você sinta o seu centro de percepção e consciência estar no mesmo local que o chama, como se você fosse realmente a vela. Praticar apenas esta parte do exercício até que você esteja confortável com isso.

Em seguida, visualize a chama da vela estabilizar na posição vertical, sem cintilação, e espere que ela tome e manter esta forma. Sinta a sua alma no local da chama da vela, formando a forma da chama que você está visualizando, e espere que a chama tome esta forma. Este ato de “expectativa” é crítico. Você deve acreditar completamente e esperar que ela vai trabalhar no preciso momento em que você está tentando fazer isso funcionar. Mantenha a chama vertical e estável desta forma por um tempo.

Depois de ter conseguido estabilizar a chama, você deve visualizá-la inclinando para a esquerda. Molde a sua forma com a sua alma, e espere que isto funcione neste momento, assim como você fez antes. Não empurre a chama, mas module a forma e perceba, no fundo, com a expectativa, de que a chama da vela já está tomando a forma. Isto pode ser útil para alcançar dentro de si mesmo e mudar sua expectativa interior para que a forma nova que a chama irá ter  é a forma “natural” que a chama da vela possui, enquanto permanecer relaxado e confiante de que isso já aconteceu.

Depois de um tempo, torne a inclinação da chama à direita da mesma maneira. Primeiramente, incline a chama um pouco em cada sentido, então, conforme sua confiança vai aumentando, incline-a mais e mais para o lado que você escolheu. Quando você tentar inclinar a chama e ela ficar “piscando”, tente estabilizá-la em uma inclinação mais suave e controlada e quando ela estabilizar novamente, conclua a inclinação para o lado escolhido. Continuar praticando isso até que você seja capaz de inclinar a chama longe para cada lado escolhido e mantê-la estável nesse local.

Pode levar algum tempo para se controlar isso, porque pode ser difícil ir a níveis profundos de si mesmo, ganhar consciência de sua alma, dirigi-la, controlar suas expectativas internas ao que deseja e refleti-las sobre a realidade presente. Mas se você praticar com foco profundo e passos graduais, você vai dominar tal prática e isto vai abrir uma janela de conhecimento para o restante da Psiônica.

Texto do Veritas. Traduzido por Jeff Alves.

 Desejo a todos vocês um Feliz Natal (atrasado, né?), Boas Festas e um Próspero Ano Novo!

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-psi%C3%B4nica-medita%C3%A7%C3%A3o-focal-e-cineses

O Caminho Sinistro – Parte 2

Continuação do Post: O Caminho Sinistro – Parte 1

Preparação

Saudações, leitor. Já a partir deste, você encontrará similaridades com o artigo anterior. Nossa caminhada seguirá um padrão monográfico, para otimizar a compreensão e os processos cognitivos envolvidos. Em “Preparação” serão abordados temas introdutórios, ou uma explicação retrospectiva, para que você tenha tempo de abandonar o que estava fazendo anteriormente e conectar-se ao conteúdo. Em “Meta-Percepção” serão abordados jogos e exercícios intuitivos para aprimorar sua capacidade perceptiva no que se refere a coisas que são ditas em um padrão diferente da linguagem direta. Meta-percepção é a habilidade de perceber que está percebendo alguma coisa. E, finalmente, em “Considerações” será proposta uma ideia a ser trabalhada até o próximo passo n’O Caminho Sinistro, além de feitas, se necessárias, observações e explicações pertinentes.

Desde a publicação do primeiro artigo, pessoas próximas têm me perguntado por que optei por uma abordagem tão básica, e a resposta é simples: porque ninguém o faz. A senda sinistra é muito mais complexa do que o satanismo e o luciferianismo jamais serão juntos e há interpretações errôneas e tabus suficientes para induzir o mais atento dos adeptos ao erro. O objetivo desta caminhada inicial é encher os pulmões com uma nova golfada de ar para galgar uma colina, onde poderemos secar o suor à ilharga do braseiro, mas acima de tudo aproveitar a vista privilegiada. Preparado?

Meta-Percepção

Antes de qualquer coisa pare e se pergunte por que você está aqui, lendo isso.

Se você leu atentamente a primeira parte d’O Caminho Sinistro, deve saber que essa pergunta não tem uma resposta correta sequer, apesar de ter várias.

Não se trata da resposta, mas da pergunta, caro leitor.

Há uma máxima contemporânea que diz que feliz é aquele que sabe o que procura, pois o que não sabe, não vê o que encontra. Ao se deparar com a necessidade de saber o motivo de estar aqui, lendo isso, onde você busca os recursos para preencher a lacuna? Há mesmo uma lacuna a ser preenchida? Você “percebe” que a única pessoa a quem precisa realmente responder essa pergunta é a si mesmo? Percebe como isso muda completamente o contexto da pergunta e o universo de respostas? Percebe que, mesmo com a mudança de paradigma, a pergunta ainda carece de resposta?

Talvez a decomposição da proposta simplifique-a: “você está aqui”?

É chamada de propriocepção a capacidade de reconhecer, sem auxilio visual, seu posicionamento no espaço e esta funciona mesmo em nível inconsciente. Quando seu corpo é inclinado lateralmente, o cerebelo ativa o reflexo corretivo, fazendo com que você incline a cabeça para que sua linha de visão se alinhe novamente com o horizonte. Você não apenas está no espaço, como tenta inconscientemente se harmonizar com ele. Da próxima vez que isso acontecer você vai, provavelmente, tentar assumir o controle. Este é um exemplo mais complexo, mas funciona com qualquer função orgânica que normalmente façamos automaticamente, como respirar, contrair ou relaxar um músculo, piscar os olhos e assim por diante. No momento em que você assume o controle consciente de uma função orgânica e pensa ativamente sobre isso, você ganha ciência sobre o espaço que ocupa e começa a ter lapsos sobre como funciona sua própria consciência. Você percebe ativamente que está aí?

Antes de prosseguir pare e se pergunte por que você está aqui, lendo isso.

Panchamakara

No texto anterior conhecemos de forma breve as práticas dos Aghori, praticantes extremistas do Vamachara da linhagem Kapalika; hoje daremos um passo adiante na direção do Tantra sinistro de uma forma geral, para que você esteja definitivamente familiarizado com a origem da doutrina sinistra e, desta forma, possa tanto evitar engodos quanto construir suas próprias impressões sobre a mesma.

Na tradição védica designa-se pelo termo sânscrito “sadhana” qualquer meio espiritual para se alcançar o “moksha”; a libertação do ciclo de renascimento e morte. O Vamachara, ou caminho sinistro, é um sadhana, mas isso não impede que existam outros sadhanas específicos dentro da doutrina. O mais notório deles é o Panchamakara, ou “cinco M”.

Por melhor que o caminho destro tenha tentado adaptar os significados esotéricos dessa prática tradicionalmente sinistra, é difícil transpor todo seu significado sem distorcer a moral no sentido como conhecemos. O princípio básico de prática está na afirmação de Shiva (no Maheshvara Tantra) de que através da paixão é possível transcender. Os “cinco M” são os cinco aspectos envolvidos na união amorosa com a shakti (a mulher, e esta deve sempre ser vista como uma encarnação divina), a saber:

– Madya: Vinho. Transforma e ativa o tattva do ar e simboliza a intoxicação mística causada pelo amor e o néctar divino (amrita), de face feminina e ligada à shakti.

– Mamsa: Carne. Transforma e ativa o tattva do fogo e simboliza a consciência e a contemplação, de face masculina e ligada à Shiva.

– Matsya: Peixe. Transforma e ativa o tattva da água e simboliza a extensão por onde Kundalini ascende e/ou descende sob o controle do pranayama.

– Mudra: Não possui tradução literal, mas no Vamachara representa um companheiro espiritual, guru ou parceiro de sexo tântrico. Os dakshinacharyas, praticantes da mão direita, substituem esse elemento pelo cereal integral ou maltado… pois é. Transforma e ativa o tattva da terra.

– Maithuna: Traduz-se grosseiramente por ato sexual e é o elemento mais mal interpretado do Panchamakara. Obviamente não se refere à relação sexual comum, mas à união entre mente individual e mente cósmica. E, de qualquer forma, a prática tântrica ensina que o bindu (o núcleo manifesto da criação) deve ser preservado, e isto é feito evitando-se o orgasmo. Transforma e ativa o tattva do éter.

Talvez seja difícil imaginar inicialmente, mas o uso literal dos elementos do Panchamakara ajuda o praticante a destruir noções de egoísmo e falsas noções de pureza e são usados na maioria das vezes para recondicionamento mental e/ou para quebrar ciclos de pensamentos ou comportamentos negativos. Lembrando que um rigoroso nível de disciplina é exigido enquanto o praticante envolve-se nesse tipo de atividade sob o risco de incorrerem dependência psíquica e distúrbios orgânicos. Perceba que eu não descrevo o ritual em si; isso é proposital, tendo em vista que nossa caminhada não é doutrinária em sua natureza, mas explicativa. Houve um esforço da minha parte, contudo, para sintetizar o conhecimento sobre cada aspecto para que você mesmo possa fazer suas correlações durante a fase de estudo. Mudra, por exemplo, tem uma forte ligação alegórica com a Shekhinah inferior (Malkuth), daí a discrepância do significado para vamacharyas e dakshinacharyas.

Agora, caro leitor, o convido a fazer uma rápida análise por mera reflexão herética, lembrando que o ritual de Panchamakara tem como objetivo elevar o praticante à condição divina temporária, através da expansão da consciência e do refino pessoal. Onde mais você já viu estes elementos juntos? O vinho (“meu sangue”), o pão (“meu corpo”… agora o cereal faz sentido ao invés de guru?), o peixe e a carne (sobre a mesa) e a comunhão íntima entre corpo e espírito. Eis aí todos os elementos em forma literal. E se algum de vocês quiser entender que “consumir o corpo” do guru não se referia exatamente aos cereais, eu prometo que não vou impedir ninguém, afinal sexo tântrico é uma via de sublimação espiritual. É importante neste momento que vocês considerem, independente de se em forma literal ou alegórica, a possível ironia da incorporação do caminho sinistro à tradição cristã e passem a entender como é especialmente importante o valor da percepção e da interpretação na nossa caminhada.

Tanto a exegese quanto a gematria não apontariam mudança na essência “divina” do rito caso este fosse sinistro e, a bem da verdade, a interpretação literal é inconclusiva. E, não se engane, o desconforto moral que surge em grande parte dos casos não é, nem de perto, um indício real da essência das coisas.

Motivação Intrínseca

Como no artigo anterior, parte do texto será dedicada à origem e explicação da doutrina e parte dedicada a uma análise contemporânea sobre a mesma, desta forma no final de nossa caminhada você terá um apanhado geral sobre passado e presente, causas e conseqüências e, com sorte, teremos um grupo bem instruído.

Por que você faz as coisas que faz? Calma, essa não é uma das perguntas da seção Meta-Percepção. Quando você quer ser o melhor no que faz ou quando faz algo por diversão ou prazer o que o propulsiona em direção ao seu objetivo é a motivação intrínseca. Esse tipo de estímulo tem grande funcionalidade prática, por não depender diretamente da aprovação ou avaliação de terceiros, por facilitar e agilizar o mecanismo de recompensa, mas especialmente por não gerar quantias consideráveis de tensão e ansiedade.

No que se refere ao ocultismo sinistro, o comportamento ativado por recompensas internas deveria ser regra, mas a realidade está mais próxima do extremo oposto, pelo menos para a maioria, e aqui reside um problema que devemos evitar.

Motivação Extrínseca

Toda vez que você faz algo esperando uma recompensa, tangível (dinheiro, presentes) ou intangível (elogios, reconhecimento), aquilo que o propulsiona em direção ao seu objetivo é alheio a você. E se você pensar por um instante, simplesmente não faz sentido qualquer ato oculto cujo benefício não possa ser “recebido” diretamente através de si mesmo.

[IMPORTANTE] Se você não pode gerar e manter uma coisa que deseje com seus próprios recursos, não tente consegui-la através das artes ocultas. Nunca. Essa não é a função de absolutamente nenhuma doutrina sinistra. A evocação goética (que, por falar nisso, é um rito essencialmente do caminho da mão direita, como a quase totalidade do que tange a demonologia) é extremamente nociva sem um profundo conhecimento prévio e prática de teurgia. Absolutamente nenhum pacto favorece o contratante, e é mais fácil Mefistófeles executar o contrato do que Fausto encontrar outro Eterno Feminino que por ele interceda. Estude. Trabalhe. Tenha relações edificantes. Apenas o mérito constrói o êxito. Você foi avisado.

Portanto o principal erro, e também o mais comum, dos iniciantes no caminho sinistro é usar um fator extrínseco como motivação. Há os que querem grandes quantidades de dinheiro, sexo fácil, poder (sem conhecer sua definição exata, confundindo às vezes com arrogância, prepotência e pedantismo), atenção (esses são incontáveis), opor-se ao status quo ou alguma organização ou entidade específica por rebeldia e há ainda os que simplesmente buscam aceitação de algum grupo. É muito provável que você conheça alguém com motivações assim, elas existem nos dois caminhos, mas são uma praga particularmente persistente no caminho sinistro e, se você for uma dessas pessoas e ainda estiver aqui lendo isso, reavalie-se.

Em um contexto mais refinado, mas ainda no campo da motivação extrínseca, há casos de pessoas que buscam o caminho sinistro para desenvolver ou treinar traços da personalidade que não possuem. Um ESTJ (extrovertido, sensorial, racional e juiz, na escala Myers-Briggs) acredita que pode tornar-se um INTJ (introvertido, intuitivo, racional e juiz). Ou um “azul” (na escala Taylor Hartman) acredita que pode tornar-se um “vermelho” apenas porque entende o estereótipo desta forma. É realmente necessário apontar a futilidade aqui?

São estes tipos de motivação (ou falta dela) que diluíram ou apagaram totalmente os conceitos tântricos originais, desaparecendo com boa parte da metodologia e da disciplina mental no caminho sinistro moderno, que hoje é em grande parte “inventado” com base no humor do praticante. Desnecessário dizer que isso o deixa suscetível ao delírio e à paranóia, tanto astral quanto mundano, justamente pela falta de disciplina e perspectiva. O circo de horrores que você provavelmente conhecia não é o caminho sinistro. Não é sequer um caminho. É a fossa.

Considerações

Como os passos foram largos, a reflexão não vai exigir menos, caro leitor.

Na nossa realidade densa, o convido a analisar com carinho as suas e as motivações daqueles que o cercam. Note que eu não digo julgar, eu digo analisar. Tente perceber as pequenas molas invisíveis movendo as pessoas o tempo todo. Elas podem te ajudar a ter uma relação muito mais honesta com a sua Vontade. Em realidades mais sutis, o convite é mais complexo, mas igualmente gratificante. Teste-se em relação ao seu conforto moral. Parece simples, mas não é. Da mesma forma que ilustrei a Santa Ceia como rito sinistro sem alterar sua essência “divina”, tente experimentar com o componente moral dos conceitos e doutrinas que conhece (lembrando que nada viabiliza nem justifica comportamento criminal) e se pergunte se, honestamente, isso modifica suas essências.

Neste segundo artigo eu aprofundei um pouco a nossa relação, antecipando o formato que você deve esperar, fazendo colocações ligeiramente mais pessoais e delineando mais claramente aspectos de ocultismo, mas sobre este último assunto eu adianto que só vamos tratar o estritamente necessário para que, neste primeiro momento, você seja capaz de construir suas próprias opiniões e argumentos sobre o que seja, de fato, o caminho sinistro.

Mantive o formato condensado para não ficar cansativo, mas todos os termos e assuntos tratados no artigo continuam sendo de fácil pesquisa para aqueles que tiverem interesse em se aprofundar em qualquer um deles.

Espero que a caminhada continue sendo agradável; obrigado pela companhia.

Até breve.

#LHP

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-caminho-sinistro-parte-2

A Serpente Cósmica e o DNA

Jeremy Narby

Excertos de The Cosmic Serpent, DNA and the Origins of Knowledge

Pesquisas indicam que os xamãs acessam uma inteligência, que eles dizem ser da natureza, e que lhes dá informações que têm correspondências impressionantes com a biologia molecular. Minha hipótese é que esta inteligência é nosso próprio DNA, que ao contrário do que se assume tem mente e consciência própria. É a substância da linguagem viva da vida, e vive dentro de todas as células de todas as formas de vida na Terra. À medida que seus olhos examinam essas palavras, há dois metros de DNA em cada célula de seus globos oculares, se enrolando e desenrolando como uma cobra.

Inteligência vem do latim inter-legere, escolher entre. Parece haver uma capacidade de fazer escolhas operando dentro de cada célula do nosso corpo, até o nível de proteínas e enzimas individuais. O próprio DNA é uma espécie de “texto” que funciona por meio de um sistema de codificação chamado “código genético”, que é surpreendentemente semelhante aos códigos usados ​​por seres humanos. Algumas enzimas editam a transcrição de RNA do texto de DNA e adicionam novas letras a ele; qualquer erro cometido durante esta edição pode ser fatal para todo o organismo; então essas enzimas estão fazendo as escolhas certas consistentemente; se não o fizerem, muitas vezes algo dá errado, levando ao câncer e outras doenças. As células enviam sinais umas às outras, na forma de proteínas e moléculas. Esses sinais significam: divida ou não divida, mova-se ou não se mova, mate-se ou permaneça vivo. Qualquer célula está ouvindo centenas de sinais ao mesmo tempo e precisa integrá-los e decidir o que fazer. Como essa inteligência opera é a questão.

Tanto os xamãs quanto os biólogos moleculares concordam que existe uma unidade oculta sob a superfície da diversidade da vida; ambos associam essa unidade à uma forma de dupla hélice (ou duas serpentes entrelaçadas, uma escada torcida, uma escada em espiral, duas trepadeiras enroladas uma na outra); ambos consideram que é preciso lidar com esse nível de realidade para curar. Pode-se encher um livro com correspondências entre xamanismo e biologia molecular.

Por exemplo, a imagem acima mostra um pouco (não mais que 3%) de uma única molécula de DNA liberada de um único cromossomo humano. (O cromossomo foi tratado para remover suas histonas). Lembre que isso é só 3% do DNA de apenas um dos 46 cromossomos da célula diplóide humana e você poderá apreciar o problema enfrentado pela célula de como separar sem erro esses grandes comprimentos de DNA sem criar emaranhados horríveis.

Inteligência e Consciência

Acho que devemos prestar atenção às palavras que usamos. A “consciência” carrega uma bagagem diferente da “inteligência”. Muitos definiriam a consciência humana como diferente, digamos, da consciência animal, porque os humanos são conscientes de serem conscientes. Mas como sabemos que os golfinhos não pensam em ser golfinhos? Não sei se existe uma “consciência” dentro de nossas células; por enquanto, a questão parece fora de alcance; temos bastante dificuldade em entender nossa própria consciência — embora a usemos na maioria das vezes. Proponho o conceito de “inteligência” para descrever o que as proteínas e as células fazem, simplesmente porque torna os dados mais compreensíveis. Esse conceito exigirá pelo menos uma década ou duas para que os biólogos considerem e testem. Então, poderemos seguir adiante e considerar a idéia de uma “consciência celular”. Como a biologia poderia pressupor que o DNA não é consciente, se nem sequer entende o cérebro humano, que é a sede de nossa própria consciência e que é construído de acordo com as instruções do nosso DNA? Como a natureza poderia não ser consciente se nossa própria consciência é produzida pela natureza?

A Serpente Cósmica

A consistência do símbolo da Serpente Cósmica na maioria das tradições e religiões do mundo me levou a investigá-la. Encontrei o símbolo no xamanismo em todo o mundo. Por quê? Esta é uma boa pergunta. Minha hipótese é que ele está ligado à dupla hélice do DNA dentro de praticamente todos os seres vivos. E o próprio DNA é um código simbólico saussuriano. Então, pelo menos de uma maneira importante, o mundo vivo é inerentemente simbólico. Somos feitos de linguagem viva.

Joseph Campbell insiste em dois pontos cruciais para a serpente cósmica na mitologia mundial. A primeira ocorre “no contexto do patriarcado dos hebreus da Idade do Ferro do primeiro milênio aC,  onde a mitologia foi adotada das civilizações neolíticas e da Idade do Bronze anteriores.” Na história judaico-cristã da criação contada no primeiro livro da Bíblia, encontram-se elementos comuns a tantos mitos da criação do mundo: a serpente, a árvore e os seres gêmeos; mas pela primeira vez, a serpente, “que havia sido reverenciada por pelo menos 7.000 anos antes da composição do Livro do Gênesis”, desempenha o papel de vilã. Yahweh, que o substitui no papel de criador, acaba derrotando “a serpente do mar cósmico, o Leviatã”.

Para Campbell, o segundo ponto de virada ocorre na mitologia grega, onde Zeus foi representado inicialmente como uma serpente; mas por volta de 500 a.C., os mitos mudaram e Zeus se torna um matador de serpentes. Ele assegura o reinado dos deuses patriarcais do Monte Olimpo derrotando Typhon, o enorme monstro-serpente que é filho da deusa da terra Gaia e a encarnação das forças da natureza. Typhon “era tão grande que sua cabeça muitas vezes batia contra as estrelas e seus braços podiam se estender do nascer ao pôr do sol”. Para derrotar Typhon, Zeus só pode contar com a ajuda de Atena, “Razão”, porque todos os outros olímpicos fugiram aterrorizados para o Egito.

Evolução e DNA

O DNA é uma única molécula com estrutura de dupla hélice; são duas versões complementares do mesmo “texto” enroladas uma na outra; isso permite que ele faça cópias de si mesmo: gêmeos! Este mecanismo de geminação está no centro da vida desde que começou. Sem ela, uma célula não poderia se tornar duas, e a vida não existiria. E, de uma geração para a outra, o texto do DNA também pode ser modificado, permitindo tanto a constância quanto a transformação. Isso significa que os seres podem ser os mesmos e não os mesmos. Um dos mistérios é o que impulsiona as mudanças no texto do DNA na evolução. O DNA aparentemente existe há bilhões de anos em sua forma atual em praticamente todas as formas de vida. A velha teoria – acúmulo aleatório de erros combinado com seleção natural – não explica totalmente os dados atualmente gerados pelo sequenciamento do genoma. A questão está em aberto.

Revelação em Três Atos

1. Os povos que praticam o que chamamos de “xamanismo” se comunicam com o DNA.
2. A cultura ocidental se desvinculou do princípio serpente/vida, ou seja, do DNA, pois adotou um ponto de vista exclusivamente racional.
3. Paradoxalmente, a parte da humanidade que se separou da serpente conseguiu descobrir sua existência material em um laboratório cerca de 3.000 anos depois. Teria sido tudo programado?

Postagem original feita no https://mortesubita.net/paganismo/a-serpente-cosmica-e-o-dna/