Gibran – Pais e Filhos

Vossos filhos não são vossos filhos:

são filhos e filhas da ânsia da vida por si mesma.

Vêm através de vós, mas não de vós,

e embora vivam convosco, não vos pertencem.

Podeis doar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos;

Porque eles têm seus próprios pensamentos.

Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;

Pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.

Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,

porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.

Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.

O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força, para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.

Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria: pois assim como ele ama a flecha que voa, ama também o arco que permanece estático.

(Gibran Khalil Gibran; O profeta)

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Chegaram então sua mãe e seus irmãos e, ficando da parte de fora, mandaram chamá-lo. E a multidão estava sentada ao redor dele, e disseram-lhe: Eis que tua mãe e teus irmãos estão lá fora e te procuram.

Respondeu-lhes Jesus, dizendo: Quem é minha mãe e meus irmãos! E olhando em redor para os que estavam sentados à roda de si, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos! Pois aquele que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe.

(Marcos 3:31-35)

Por que os pais (mesmo os mais espiritualizados) consideram seus filhos como sendo suas propriedades? Será que estão tão iludidos com a matéria que vêem no filho um apêndice? Será que a morte não ensina que não podemos controlar sequer os fios de nossa cabeça?

Quem não abandona seu pai e sua mãe, como eu, não pode ser meu discípulo. E quem não amar a seu Pai e sua Mãe, como eu, esse não pode ser meu discípulo; porque minha mãe me gerou, mas minha Mãe verdadeira me deu a vida.

(Evangelho de Tomé 101)

Huberto Rohden explica: “Quem nunca teve experiência mística da alma, e só conhece o seu corpo, dificilmente compreenderá essa insistência de Jesus no supremo amor das almas, que nasceram de Deus e são filhas da Divindade.”

Os pais temem que os filhos passem por dores, decepções, frustrações. Mas NADA vai prepará-los para a vida, a não ser a própria vivência. Pais frustrados passam seu legado maldito de medos, recalques e frustrações para os filhos, que introjectam esta carga venenosa e repassam, mesmo sem querer, para seus próprios filhos. Precisamos impedir esse vírus de se incubar dentro de nós e matá-lo logo no início. Os pais acham que não precisam de psicólogos, que basta ter um filho pra se tornar guardião da verdade. Não é assim. Os filhos também têm sua parcela de culpa por achar que os pais são a autoridade constituída (como um governo ditatorial) e que por isso mesmo deve ser combatida e superada.

Você culpa seus pais por tudo. E isso é absurdo. São crianças como você. O que você vai ser, quando você crescer

(Renato Russo; Pais e Filhos)

São seus pais, ora bolas. Seu espírito os escolheu, por algum motivo (seja qual for, era para o seu aprendizado, não para a revolta). Às vezes nascemos numa família cujos pais são alcoólatras para reforçar em nosso espírito a aversão pelo álcool. Mas nem sempre dá certo, e o sentimento de revolta (se não for trabalhado internamente) pode acabar jogando essa criança no alcoolismo. Outras vezes vemos nossos pais brigando e juramos pra nós mesmos que não seremos assim… e quando crescemos agimos exatamente como eles… onde ficou nosso aprendizado? Somos seres humanos em evolução? Cadê a evolução?

A revolta deve ser canalizada para a correção íntima, para o Dharma, o caminho correto. Quando a revolta não é trabalhada, gera apenas dor, sofrimento, mágoa, e quando menos se espera a pessoa está fazendo aquilo que ela outrora criticava…

Há uma parábola de Jesus no Evangelho de Tomé que ilustra o fato de que o espírito pode e deve ser trabalhado através das gerações:

Disse Jesus: O Reino se parece com um homem que possuía um campo no qual estava oculto um tesouro de que ele nada sabia. Ao morrer, deixou o campo a seu filho, que também não sabia de nada; tomou posse e vendeu o campo – mas o comprador descobriu o tesouro ao arar o campo.

(Evangelho de Tomé 109)

Huberto Rohden explica: “Tesouros espirituais não são transmitidos de pai para filho. O tesouro espiritual só pode ser descoberto quando se ara devidamente o campo, atingindo as profundezas ocultas do ser humano. A experiência espiritual é uma conquista da consciência, individual de cada um, e não um patrimônio racial. Cada indivíduo tem de “arar” o seu próprio campo humano para descobrir o tesouro oculto, que existia também nos antigos possuidores do campo, mas não foi descoberto e devidamente conscientizado por eles.”

Outras vezes nascemos numa família espiritual (ou seja, criada pela afinidade de muitas vidas juntos) e, quando constituídas de espíritos bons, os frutos dessa família poderão gozar de toda a infra-estrutura espiritual para a formação do seu caráter. Não é difícil que no seio dessa família surja uma “ovelha negra”, alguém que foi criado com todo o amor e cuidado, e se revela um mau-caráter desde cedo. É porque esse espírito imbecil tinha “créditos” (sabe-se lá como foram conquistados) para nascer nesta família, a fim de “endireitar-se”, e os pais, por serem bondosos, nem sempre assumem as rédeas da educação dos filhos como deveriam. Se o criador de uma árvore vê que ela está nascendo torta, é mais do que obrigação que ele amarre uma tala que impeça os movimentos para os lados, enquanto ela está em formação. Depois de enrijecido o tronco, não adianta se lamentar que a árvore nasceu torta…

Se, por outro lado, a família espiritual é composta de espíritos atrasados, tende-se a repetir (geração após geração) os mesmos erros do passado, que são tolerados por conta da convivência e que, quando não são botados em prática com os da família, o fazem com os “outros” (e ai de quem se apaixonar por um membro de uma dessas “confrarias” procurando trazer novos valores). Às vezes pode ocorrer de nascer um espírito totalmente diferente (pra melhor) para contestar certas “tradições” e trazer renovação ao grupo espiritual.

É através desses atritos (gente ruim nascendo em familia boa e gente boa nascendo em família ruim) que a evolução espiritual se processa. Pedra que rola não cria lodo. Os grandes espíritos não se sutilizaram através do ócio, e sim do trabalho aqui na Terra. O exemplo dos Grandes Mestres de todo o mundo não é de usufruto, e sim de serviço ao próximo. Você não precisa ir pra Índia lavar pratos e varrer o Ashram pra adquirir iluminação. Também não precisa dar esmolas ou contribuir com a Unicef. Pode começar se interessando em ajudar um parente, um amigo, o vigia do prédio, a secretária do lar. Ajudar não só materialmente, mas com um sorriso, um ouvido amigo, um conselho. Mas, principalmente, ajudando a criar aquilo que é sua responsabilidade direta, aquilo que o “destino” confiou a você: seja um animal de estimação, uma planta ou um filho. Vejam o drama de Pelé: rodou o mundo pregando o não-uso das drogas nos esportes, mas esqueceu de participar da vida do próprio filho. Culpa dos pais? Não mesmo. Pelé é um exemplo para a humanidade. Mas nada vai tirar da sua consciência que ele poderia ter feito mais pelo filho. Essa é a dor moral, a dor de um comprometimento kármico que ele precisa reajustar. A dor que só um pai ou mãe espiritual sente.

O que sobra disso tudo é a lição:

Pais, criem seus filhos doando de si o melhor de sua personalidade, não o pior. Lembrem-se da Lei do retorno: um dia você poderá ser o filho deles (mesmo nessa vida!).

Filhos, tentem aprender o máximo com os seus pais; antiquado não é sinônimo de ruim; absorva o que eles têm de melhor para ofereceram, descarte o pior, e repasse o aprendizado para seus próprios filhos.

#Espiritualidade #poesia

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/gibran-pais-e-filhos

O Karma e suas Leis

1- Uma senhora está grávida de gêmeos univitelinos ou idênticos. Nascem dois meninos. Estes têm a mesma genética e são criados da mesma forma, no mesmo lar, estudam nas mesmas escolas e tem um ambiente psicológico emocional idêntico com a mesma educação de caráter. Um vai bem nos estudos e o outro tem uma terrível dificuldade de aprender. O primeiro é honesto, de bom caráter e íntegro e o segundo é malandro e desonesto. O honesto tem uma vida curta, pois morre de câncer aos 20 anos e o segundo vive 90 anos e enriqueceu ilicitamente.

2- Duas crianças nascem na mesma hora e dia. Os pais da primeira são ricos, inteligentes e cultos e seu recém-nascido é saudável. Os pais da segunda criança são paupérrimos, analfabetos e doentes e seu filho nasceu todo deformado.

Qual a lógica destes acontecimentos? Deus é injusto? A natureza tem falhas? Sorte, azar e destino existem? Será que não tem ninguém governando o Universo? Posso levar uma vida inteira de crimes e bastará um arrependimento no último suspiro para que eu seja salvo? O que seria de nós com apenas uma oportunidade de existência diante do erro? Não somos infalíveis! Que “Pai” não daria uma segunda chance a seus filhos? Ninguém que não aceite a reencarnação ainda não conseguiu responder com lógica e coerência estas questões até hoje.

Infelizmente houve uma deturpação desse termo (karma) no ocidente e a cultura popular o adotou como castigo, fatalismo imutável, trazendo também a palavra dharma como mérito. Quando na verdade no Oriente utiliza-se o termo dharma com o sentido de agir segundo as leis da natureza e adharma com o significado de contrariar estas mesmas leis.

O conceito hindu a esse respeito é bem distinto do ocidental muito embora, hoje em dia também tenha se deturpado. Influenciado pelo cristianismo, rico em noção de culpa e pecado, o karma para os ocidentais tem uma configuração de algo forçosamente ruim, que se deve pagar com sofrimento. Mas em suas raízes, bom ou mau karma, advém unicamente de ação e seus respectivos efeitos. O termo karma começou a adquirir popularidade no mundo ocidental no final do século XIX através da Doutrina Espírita e a Teosofia.

Karma é um termo sânscrito que significa atividade, ação, e representa a lei de causalidade ou lei de ajuste

A lógica nos leva a crer que todo acontecimento, como efeito, provém de causas anteriores que por sua vez vão produzir efeitos futuros numa reação em cadeia. Mas karma também é a lei que rege o mundo do pensamento, do sentimento, emoções e energia. Karma é a lei que rege os fenômenos da vida, como também a lei que determina, governa e administra, não só veículo físico do homem, como também outros veículos que perfazem o Universo Consciencial (o corpo energético, o corpo emocional e o corpo mental e outros que nem sonhamos em conhecer).

Karma é o resultado do que cada um planta por seus pensamentos, sentimentos, energias e ações e demonstra que somos totalmente responsáveis por cada ato mínimo que seja.

Mais importante, no entanto, é entender que, se contribuímos com os fatos que nos acontecem através do livre-arbítrio, podemos mudar nossa “sorte”. Acelerando ou atrasando os processos da vida e até impedindo que coisas boas ou ruins aconteçam.

Estamos mergulhados num emaranhado de processos de energia entre ações e reações bem ponderadas. Estamos colhendo frutos de semeaduras do passado enquanto semeamos a colheita do futuro. Estamos sofrendo reações de nossas ações do passado enquanto criamos novas ações que por sua vez se converterão em reações no futuro.

Todo gesto, ato, evento tem seu lado positivo e negativo. Quase todo evento que causamos gera uma quantidade de Karma negativo e de Karma positivo, às vezes as mais simples ações. Só enxergamos e percebemos o que nos atinge, pois “nossa dor sempre dói mais que a dor dos outros” e percebemos mais a dor que o prazer.

O karma é a lei que regulamenta e motiva a evolução das espécies, o relacionamento e a troca entre as espécies e entre as espécies e seu meio ambiente. O Karma é o Sistema Nervoso do Universo Multidimensional e é o responsável pelas reações diante dos estímulos dos que nele habitam. Se tratarmos mal o meio ambiente colheremos os frutos que serão secas, enchentes, temporais, etc. Se poluirmos um rio como esperar um pescado sadio?

A parte mais delicada do processo kármico é entre nós mesmos. Temos vários karmas negativos com diversas consciências (almas) e nesta vida viemos dentre todos, saldar o karma mais urgente, outros karmas ficarão para depois. Façamos bom proveito.

O conhecimento dos processos espirituais, conscienciais, bioenergéticos e projetivos é muito importante para se trabalhar o karma pessoal. O esclarecimento gera conhecimento que gera responsabilidade. A responsabilidade gera mudança e gera auto-análise. Quem não produz auto-análise jamais dinamizará o processo de quitação de seu karma. Karma se quita com trabalho e não com sofrimento. O sofrimento é gerado pela consciência pesada que não confia em si e tem medo de responsabilidade optando por quitar o karma sofrendo (autopunição) atrapalhando a si próprio em seu caminho evolutivo, pois quanto maior a autopunição, mais difícil é render um bom trabalho para quitação do próprio karma. A quitação do karma pessoal é aprendizado e compensação consciencial.

O caminho é assumir o karma, aceitar, agradecer e trabalhar o máximo possível para compensá-lo. A responsabilidade de assumir o karma gera o arrependimento e este gera mudança imediata de atitude interna e externa, sincera e gera energias conscienciais renovadoras. Estas energias geram freqüências mais elevadas, sadias e positivas, dinamizando o trabalho e a vontade de quitar o karma com disposição e coragem.

Nada nem ninguém ou somente orações ou mentalizações ou meditações vão “queimar” seu karma, conforme li e ouvi de alguns espiritualistas menos informados, mais místicos e menos práticos. Karma não se queima, é um conceito errado, karma se quita com trabalho produtivo de assistência a outros seres humanos. Este é um planeta de provas e expiações, estamos imersos num planeta de karma coletivo muito grande e se começássemos a nos perdoar e nos ajudar dinamizaria o processo planetário e a paz mundial.

Karma não é vingança de Deus. Deus não é vingativo, não pune nem perdoa. Deus na verdade é impessoal e não tem piedade e nem ódio. Ele criou as leis e elas nos regem. As leis são automáticas. Não espere plantar espinhos e colher morangos, não espere semear trevas e colher luz. A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória. A semeadura é o livre arbítrio da consciência e a colheita são as conseqüências kármicas adquiridas.

Para cada ação existe uma reação igual e contrária. Para mudar o karma é necessário reforma íntima gerando energias conscienciais de freqüências mais elevadas, pois a partir do arrependimento abrem-se novas perspectivas, possibilidades e oportunidades e a primeira destas aberturas é a ajuda espiritual de seus amigos invisíveis (ou não) dos seres espirituais ou seres da quinta dimensão.

#Espiritismo #Espiritualidade

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-karma-e-suas-leis

A Velha Magia Rejeita a Psicologia?

Por Aaron Leitch

Já faz algum tempo que venho escrevendo sobre a “Velha Magia” – como a encontrada nas Religiões Tradicionais Africanas, nos grimórios salomônicos e nas tradições folclóricas indígenas. Descrevi o modelo espiritual da magia — que vê os deuses, anjos e espíritos como seres objetivos — e o comparei desfavoravelmente com o modelo psicológico, que vê essas mesmas entidades como construções mentais que existem apenas dentro da mente.

Claro, se você tem acompanhado meu trabalho, você está bem ciente disso. No entanto, nas últimas semanas, tornou-se evidente que minha rejeição do modelo psicológico da magia pode ser mal interpretada como um repúdio de todo o assunto da psicologia. Portanto, gostaria de aproveitar esta oportunidade para esclarecer as coisas .

Embora eu certamente não veja a magia como meramente uma forma antiga de psicologia, é importante lembrar que isso não exclui a psicologia em si! Os espíritos podem ser reais e objetivos, com personalidades e agendas próprias, mas a arte humana que chamamos de “magia” tem muito a ver com a mente.

As ferramentas certas, os rituais certos e até mesmo uma fé literal na realidade objetiva dos espíritos não são suficientes. Sua própria psicologia é vital. Como a magia afeta você, e como você (seu estado mental) a afeta, é uma grande parte dos Mistérios.

O axioma socrático de que se deve “conhecer a si mesmo” continua sendo uma verdade vital até hoje . Não importa quão reais sejam os espíritos se sua mente está tão atolada com neuroses e complexos que você não consegue percebê-los. Você não pode falar com eles se não consegue distinguir seus próprios pensamentos das vozes dos espíritos. Você deve saber como engajar as paixões – os “frenesis” mentais descritas por Agripa (que hoje chamaríamos de estados de êxtase). Você deve ser capaz de aprender as lições que os espíritos lhe ensinariam, para crescer e evoluir como um ser humano e um mago – para “tornar-se mais que humano”, como diria a Golden Dawn .

Se você deseja se destacar na magia, você deve conhecer o conteúdo de sua própria mente, como sua mente funciona e como “metaprogramá-la” – isto é, apagar a programação mental defeituosa e escrever programas melhores para substituí-la. Você deve ser capaz de distinguir entre seus próprios pensamentos movidos pelo desejo e o conhecimento que está sendo transmitido a você por inteligências externas. Você deve superar seus demônios pessoais e ascender da escuridão da ignorância (não apenas a ignorância do mundo, mas também do Ser). Você deve ser seu próprio mestre, no controle de seus pensamentos e emoções, caso contrário, esses espíritos objetivos vão fazer o que querem com você. Se você não está ciente de suas próprias motivações e medos secretos, então seu Trabalho é construído inteiramente sobre um terreno instável.

É por isso que a auto-retificação, a alquimia espiritual , etc. são tão importantes. É por isso que em Secrets of the Magickal Grimoires , meu livro sobre textos ocultistas medievais, apresento aos leitores o modelo de consciência Leary/Wilson inteiramente moderno e discuto os efeitos da privação sensorial, enteógenos e orações e jejuns prolongados. Eu explico os frenesis de Agripa e como elas se aplicam a diferentes práticas mágicas. Eu até afirmo, em termos inequívocos, que o estado mental alterado é o aspecto mais importante de qualquer ritual mágico.

Além disso, aconselho os alunos a buscarem alguma forma de iniciação fora dos grimórios – tanto para autoridade espiritual quanto para auto-retificação, que, obviamente, andam de mãos dadas. Quer o seu caminho escolhido seja através dos graus da Golden Dawn, os graus da Wicca , uma Loja Thelêmica , o Sacerdócio* ou qualquer outro lugar, é muito importante empreender um sistema de avanço espiritual. (* Observe que a Chave de Salomão exorta seus praticantes a avançar para o “rank ou grau de Exorcista” antes de tentar a magia. Isso significava buscar uma ordenação adequada, com todo o treinamento, purificação e auto-retificação que acompanhava com ele. )

Esta é a diferença entre um Adepto no comando de si mesmo e seus familiares , e um diletante apenas alimentando espíritos aleatórios na esperança de obter algum tipo de resultado.

Assim, mesmo que os praticantes da Velha Magia se recusem a ver os espíritos como construções mentais, não é verdade que tenhamos descartado completamente a psicologia. Nós simplesmente acreditamos que o chamado modelo psicológico da magia levou as coisas longe demais, esquecendo que os espíritos também são pessoas.

Fonte: Does the Old Magick Reject Psychology?

COPYRIGHT (2014) Llewellyn Worldwide, Ltd. All rights reserved.

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/psico/a-velha-magia-rejeita-a-psicologia/

Mapa Astral de Sigmund Freud

Com alguns dias de atraso, segue o Mapa do Freud, para comparações. Jung ficaria orgulhoso de como Freud seguiu sua Verdadeira Vontade…

Sigmund Freud, foi um médico neurologista judeu-austríaco, fundador da psicanálise.

Freud iniciou seus estudos pela utilização da hipnose como método de tratamento para pacientes com histeria. Ao observar a melhoria de pacientes de Charcot, elaborou a hipótese de que a causa da doença era psicológica, não orgânica. Essa hipótese serviu de base para seus outros conceitos, como o do inconsciente. Freud também é conhecido por suas teorias dos mecanismos de defesa, repressão psicológica e por criar a utilização clínica da psicanálise como tratamento da psicopatologia, através do diálogo entre o paciente e o psicanalista. Freud acreditava que o desejo sexual era a energia motivacional primária da vida humana, assim como suas técnicas terapêuticas. Ele abandonou o uso de hipnose em pacientes com histeria, em favor da interpretação de sonhos e da livre associação, como fontes dos desejos do inconsciente.

Suas teorias e seu tratamento com seus pacientes foram controversos na Viena do século XIX, e continuam a ser muito debatidos hoje. Suas ideias são frequentemente discutidas e analisadas como obras de literatura e cultura geral em adição ao contínuo debate ao redor delas no uso como tratamento científico e médico.

Mapa Astral

Sol em Touro, Ascendente em Escorpião, Lua em Gêmeos e Caput Draconis em Áries. Seu Planeta mais forte é Vênus em Áries-Touro (Cavaleiro de Moedas). Com Sol, Mercúrio, Plutão e Urano em Touro, é esperado uma pessoa com pensamentos e ações extremamente práticas e voltadas para o materialismo. Júpiter e Netuno em Peixes, por outro lado, o puxam para o lado espiritual/filosófico. Uma combinação bem sucedida destas energias faz com que a pessoa consiga um aspecto prático do estudo do espírito humano (como no caso das interpretações dos sonhos e do método de conversa doutor-paciente).

A combinação de Touro e Escorpião molda pessoas capazes de administrar bens, sejam eles materiais (como um comerciante) ou mentais (como um filósofo ou psicólogo). Tendo Mercúrio em Touro-Gêmeos (Rei de Espadas) e Marte em Libra (comum em advogados, juízes, comerciantes e outras pessoas que gastem seu tempo e energia em busca do equilíbrio ao seu redor), a profissão de médico psiquiatra lhe serviu muito bem.

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-de-sigmund-freud

Sobre a Alquimia presente na Alma Ancestral Brasileira

“É como se no Brasil desse para fazer uma obra Alquímica, em que você coloca na mesma panela um monte de ingredientes e você trabalha aquilo e no fim há uma metamorfose e surge uma coisa preciosa para fora”

Com esse pensamento e outras metáforas interessantes, Roberto Gambini apresenta nesta palestra sua perspectiva a cerca da essência do povo brasileiro, do sujeito à nação. O cientista social e analista junguiano entende que nosso país precisa tomar consciência da diversidade, da imensidão e da riqueza das terras brasileiras e deve resgatar a essência indígena. Pautada na coletividade, nossa cultura deve ser geradora de colaboração.

Estamos nos deslocando para o que éramos antes de sermos interrompidos, atualizando tudo que foi conquistado pela contemporaneidade. Esse retorno nos permitirá identificar nossa antiga meta: viver com simplicidade.

É nossa missão retomar uma energia que “brota da terra e conduz sem erro para sermos o que tínhamos que ter sido desde o começo”. Amparados pela simplicidade, devemos reaprender a viver com pouco. Saber ter vida interior, ou seja, uma subjetividade atuante, expressa e livre. Devemos “saber ver a beleza desde o pequeno até o infinito”.

O resgate da alma indígena e as concepções tribais de sociedade, que englobam a ausência de propriedade privada e papéis bem integrados socialmente se mostra a alternativa ao maior desafio do Brasil: a injustiça.

É impossível separar as problemáticas socioeconômicas das problemáticas psicológicas e culturais. Elas andam juntas e a transmutação deve ocorrer internamente assim como externamente.

Injustiça essa que não é de nossa natureza, uma vez que os povos indígenas traziam consigo a capacidade de comungar coletivamente a natureza. Desigualdade e exclusão são provenientes da sociedade de classes, pois apenas o modo de produção que permite que pouquíssimos tenham exacerbados privilégios, e uma massa enorme não tenha acesso aos bens elementares.

Considerando a perspectiva alquímica, existe um conceito chamado multiplicatio, ou multiplicação. Tudo vem e provém de um. Considerando essa máxima hermética, a multiplicatio diz respeito ao processo de aumentar a potência da pedra filosofal. Aquela que tudo toca e transforma em ouro é uma metáfora para nossa consciência mais elevada. Quando transcendemos a esfera do ego e equilibramos nossas polaridades, acessamos camadas mais profundas do Self.

Tal mergulho nas águas do inconsciente é transformador e, ao retornarmos ao mundo exterior, aqueles que foram tocados pela luz, acabam iluminando os outros também. A Multiplicatio é o processo alquímico em que permite que a luz seja disseminada, sendo luz, aqui entendida como discernimento, como consciência.

Para Gambini, quem se conscientiza, ganha uma força e dela se obtém o poder da multiplicação. Instruir as crianças, expô-las a uma mentalidade que valoriza nossos raízes seria uma opção para a mudança. Isto permitiria não só a construção de uma nova identidade social, mas comportaria a construção de uma história “que pode correr livre e sem ser distorcida”. Só assim seria possível resignificar em nosso imaginário nosso complexo de inferioridade, ou de vira-latas, como diria Nelson Rodrigues.

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Ricardo Assarice é Psicólogo, Reikiano, Mestrando em Ciências da Religião e Escritor. Para mais artigos, informações e eventos sobre psicologia e espiritualidade acesse www.antharez.com.br ou envie um e-mail para contato@antharez.com.br

Imagens:

“A Primeira Missa no Brasil” de Victor Meireles (1860)

Criança Patajó (esquerda), bebê moderno mexendo num iPad (centro) e indíos Kuikuros (direita)

Respectivamente: “Multiplicatio”, encontrado na Coleção Alquímica de Manuscritos de Manley Palmer Hall e “Multiplicatio”, encontrado em Philosophia Reformata, de Johann Daiel Mylius (1628)

#Alquimia

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/sobre-a-alquimia-presente-na-alma-ancestral-brasileira

A Válvula redutora de Onisciência

Refletindo sobre minha experiência, vejo-me levado a concordar com o eminente filósofo de Cambridge, dr. C. D. Broad, “que será bom considerarmos, muito mais seriamente do que até então temos feito, o tipo de teoria estabelecida por Bergson, com relação à memória e ao senso de percepção. Segundo ela, a função do cérebro e do sistema nervoso é, principalmente, eliminativa e não produtiva. Cada um de nós é capaz de lembrar-se, a qualquer momento, de tudo que já ocorreu conosco, bem como de se aperceber de tudo o que está acontecendo em qualquer parte do universo. A função do cérebro e do sistema nervoso é proteger-nos, impedindo que sejamos esmagados e confundidos por essa massa de conhecimentos, na sua maioria inúteis e sem importância, eliminando muita coisa que, de outro modo, deveríamos perceber ou recordar constantemente, e deixando passar apenas aquelas poucas sensações selecionadas que, provavelmente, terão utilidade prática”.

De acordo com tal teoria, cada um de nós, possui em potencial, a Onisciência. Mas, visto que somos animais, o que mais nos preocupa é viver a todo custo. Para tornar possível a sobrevivência biológica, a torrente da Onisciência tem que passar pelo estrangulamento da válvula redutora que são nosso cérebro e sistema nervoso. O que consegue coar-se através desse crivo é um minguado fio de conhecimento que nos auxilia a conservar a vida na superfície desse singular planeta. Para formular e exprimir o conteúdo dessa sabedoria limitada, o homem inventou, e aperfeiçoa incessantemente, esses sistemas de símbolos com suas filosofias implícitas a que chamamos idiomas. Cada um de nós é, a um só tempo, beneficiário e vítima da tradição linguística dentro da qual nasceu – beneficiário, porque a língua nos permite o acesso aos conhecimentos acumulados oriundos da experiência de outras pessoas; vítimas, porque isso nos leva a crer que esse saber limitado é a única sabedoria que está a nosso alcance; e isso subverte nosso senso de realidade, fazendo com que encaremos essa noção como a expressão da verdade e nossas palavras como fatos reais. Aquilo que na terminologia religiosa, recebe o nome de “este mundo” é apenas o universo do saber reduzido, expresso e como que petrificado pela limitação dos idiomas. Os vários “outros mundos” com os quais os seres humanos entram esporadicamente em contato não passam, na verdade, de outros tantos elementos componentes da ampla sabedoria inerente à Onisciência. A maioria das pessoas, durante a maior parte do tempo, só toma conhecimento daquilo que passa através da válvula de redução e que é considerado genuinamente real pelo idioma de cada um. No entanto, certas pessoas parecem ter nascido com uma espécie de desvio que invalida essa válvula redutora. Em outras, o desvio pode surgir em caráter temporário, seja espontaneamente, seja como resultado de “exercícios espirituais” voluntários, do hipnotismo ou da ingestão de drogas. Mas o fluxo de sensações que percorre esse desvio, seja ele permanente ou temporário, não é suficiente pra que alguém se aperceba “de tudo o que esteja ocorrendo em qualquer lugar do universo” (uma vez que o desvio não destrói a válvula de redução, que ainda impede que se escoe por ela toda a torrente da Onisciência), embora possibilite a passagem de algo mais – e sobretudo diferente – do que aquelas sensações utilitárias, cuidadosamente selecionadas, que a estreiteza de nossas mentes considera uma imagem completa (ou, no mínimo, suficiente) da realidade.

“Retirado de: As portas da percepção; de Aldous Huxley”

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Preparem seus Filhos para a Vida

Pais são criaturas esquisitas. A maioria é completamente despreparada pra cuidar de um filho. Não estou falando de prover educação, sustento, carinho, mas da parte metafísica mesmo, que é a formação de um ser humano, que vai atuar (e mudar) o mundo no qual vivemos. É um ser humano, com suas nuances psicológicas e muitas vezes uma maturidade que supera (dada as devidas proporções) até mesmo a dos próprios pais!

E como eles lidam isso? Minha experiência têm mostrado dois tipos de pais: Os “superatenciosos” – que ficam escrutinando cada passo dos filhos, botando rédeas, proibindo, criando regras – e os que “não estão nem aí”. Geralmente os superatenciosos (e isso não é um elogio) tiveram uma educação rígida, típica das famílias dos anos 30 ou 50, e não perceberam que o mundo mudou “um pouquinho” nos últimos 50, 70 anos… Tentam segurar os filhos junto a eles pelo simples fato de serem pais (ou seja, não tentam CATIVAR o filho) e invadem arbitrariamente o mundo deles pra extrair informações (ao invés de PARTICIPAR do mundo dos filhos). Quanto mais tendem a apertar o filho, mais ele vai escapar entre os dedos, como areia. E a tendência é que em casa o pai tenha um filho, e na rua outro totalmente diferente. Essa falta de contato com o VERDADEIRO filho pode levar a desagradáveis surpresas, como ter de buscar o rebento na delegacia, ou descobrir que ele está a quilômetros de distância de onde ele tinha dito que ia…

O oposto disso são os pais que não estão nem aí. Geralmente vieram da geração “anos 70”, porralouca, que brigaram no passado com os pais retrógrados e agora se vêem na situação deles… Muitos nem queriam ter filhos, mas aconteceu, e aí? O jeito é criar, e de preferência do jeito que eu gostaria de ter sido criado… Como eles foram muito pressionados, isso significa dar uma total liberdade de criação. Dependendo das companhias que o filho tenha, isso pode resultar na mesma surpresa dos pais superatenciosos: de ter de pegar o filho na delegacia, ou mesmo no IML…

Nos dois casos de pais temos uma tendência em comum: superproteção. No primeiro caso, a superproteção é para que o filho tenha os valores familiares que ELES tiveram (não importando se o Muro de Berlim caiu, ou se o Homem foi ao espaço), como voltar pra casa cedo, trazer o namorado pra almoçar no domingo, etc, ou para que os filhos sofram as mesmas pressões que eles sofreram dos seus pais (ou seja, repetem o esteriótipo do pai durão, da sogra chata, etc). Vão assim propagando a Matrix, de forma que eles nem mais sabem de onde surgiram tais comportamentos (transformados que são em dogmas).

No caso dos pais “nem aí”, a superproteção revela-se mais como uma fuga das responsabilidades, ou seja: “eu te dou tudo o que você quiser, só não me perturbe”. Mimam os filhos com os melhores brinquedinhos que a tecnologia pode comprar, criando assim “marias-mole”, pessoas despreparadas para os desafios da vida. É tenebroso sair na rua e ver pessoas que não conseguem andar um quarteirão sem que seja de carro!! Gastam fortuna em academias, batem perna nos shoppings, mas não conseguem andar na rua! São mentalmente incapacitados para encarar situações adversas, porque elas SEMPRE tiveram o que queriam, quando queriam! Será que os pais não pensam nisso?

Um aviso a quem tenha se aventurado por estas linhas e tenha (ou venha a ter) filhos: Se inspirem na personagem de Sarah O’Connor, do filme O Exterminador do Futuro II, e criem seus filhos como combatentes. Não com armas, mas com INFORMAÇÃO. O futuro é negro, quem conhece a história sabe que a aparente calmaria antecede a tempestade, e as nuvens que estão se delineando apontam para um futuro de transição, no qual não teremos as mordomias às quais estamos nos acostumando, e onde será preciso CRIATIVIDADE para criar as novas ferramentas e superar os obstáculos. Nossas vidas são atualmente baseadas no silício e no petróleo. Todas as tentativas de sair desse modelo são suprimidas ou desmotivada$. Iraque e Afeganistão foram só o começo. Quanto mais o preço do barril subir, mais acirrada irá ficar a disputa… e, num mundo globalizado, com certeza sofreremos as consequências do nosso despreparo.

#Filosofia

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/preparem-seus-filhos-para-a-vida

A Transferência de Gruen

Imagine que você é bombardeado, ou bombardeada, incessantemente com propagandas e sugestões comerciais que sua mente não é capaz de perceber. Imagens mostradas rapidamente no meio de filmes, sons que nosso cérebro consciente não é capaz de notar. Tudo isso nos programando para consumir determinados produtos e determinadas marcas sem que percebamos. Essa visão de propaganda subliminar, usada tanto para promover o capitalismo quanto propagandas políticas ou religiosas pode parecer um desejo impossível para inescrupulosos marketeiros, mas na vida real ele já existe e há muito tempo desde a década de 1950, e se essa idéia assusta alguém, ninguém parece notar.

O interessante é que ao invés de esconder pequenas sugestões em meios de comunicação do cotidiano, como propagandas da coca-cola entre os frames de um filme de cinema, essas sugestões são físicas, arquitetônicas e estão ao nosso redor por todos os lados.

Você já entrou em um supermercado precisando comprar só papel higiênico e saiu de lá com 4 sacolas de compras? Já foi a um shopping precisando comprar um presente de aniversário e acabou dando um up grade no seu guarda roupas? Essas compras que parecem fazer sentido, mas são completamente aleatórias são o resultado da transferência de Gruen.

Victor Gruen foio pioneiro em projetar e desenhar shoppings centers nos Estados Unidos. Já que o objetivo de um shopping é fazer as pessoas comprarem, e compras são quase que inteiramente emocionais – quantos sapatos de fato você precisa para ir de casa para o trabalho e do trabalho para casa, e em que seus sapatos combinarem com seu cinto ou sua bolsa influenciam na qualidade de sua confecção? – Gruen descobriu uma maneira de desligar nosso cérebro consciente, nosso lado racional e nos tornar vítimas de qualquer loja que surja em nossa frente. E como ele conseguiu isso? Criando um ambiente labiríntico e intensionalmente confuso, com um layout que é tudo menos intuitivo e amigável.

Faça um teste. Vá a um shopping ou um super mercado. Fique na porta de entrada e escolha aleatóriamente alguém que entre, passe a seguir e prestar atenção na pessoa. Em pouco tempo a desorientação que o ambiente foi programado para causar nas pessoas vai atingir o cérebro, e reprogramá-lo.

Logo surgirão os primeiros sinais de que o cérebro da vítima foi hackeado: seu queixo cai sutilmente, deixando a pessoa de boca ligeiramente aberta, olhos que se tornam vidrados e a aparência de estar se sentindo confusa, muitas pessoas começam a andar mais devagar. Psicólogos descrevem a tranferência Gruen como um estado quase paralítico, quando a mente para de funcionar e se encontra quase em transe.

Quando a pessoa entra neste estado, a mente racional se desliga e ela se torna uma compradora compulsiva.

Tomando vantagem da descoberta de Gruen muitos shoppings, parques de diversão e cassinos fazem uso de um layout intencionalmente confuso para que as pessoas se sintam perdidas em um primeiro momento e passem a agir impulsivamente num segundo.

Quer combater isso? Cada vez que for entrar em um shopping ou supermercado ou cassino, deixe seus cartões e talões de cheque em casa, leve apenas o dinheiro que pode gastar e faça uma lista das coisas que precisa comprar. E a todo custo tente não se dispersar.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/psico/a-transferencia-de-gruen/

Mapa Astral de Goethe

Johann Wolfgang von Goethe (Frankfurt am Main, 28 de Agosto de 1749 — Weimar, 22 de Março de 1832) foi um escritor alemão e pensador que também incursionou pelo campo da ciência. Como escritor, Goethe foi uma das mais importantes figuras da literatura alemã e do Romantismo europeu, nos finais do século XVIII e inícios do século XIX. Juntamente com Friedrich Schiller foi um dos líderes do movimento literário romântico alemão Sturm und Drang. De sua vasta produção fazem parte: romances, peças de teatro, poemas, escritos autobiográficos, reflexões teóricas nas áreas de arte, literatura e ciências naturais. Além disso, sua correspondência epistolar com pensadores e personalidades da época é grande fonte de pesquisa e análise de seu pensamento. Foi membro da Maçonaria e dos Illuminati.

O Mapa de Goethe mostra uma pessoa extremamente organizada, metódica e prática, característica comum entre os virginianos solares. seu Mapa possui Sol em Virgem na Casa 9 (academia e filosofia), Lua em Peixes na casa 3 (comunicação), Ascendente em Escorpião e Caput draconis em Capricórnio.

A maneira de pensar de Goethe refletia seu Mercúrio em Leão-Virgem (Rei de Moedas). Suas oposições Virgem (vênus, Sol) / Peixes (lua, júpiter) foram trabalhadas de maneira magnífica. Júpiter em Peixes (o Planeta mais forte no mapa de Goethe, com 5 aspectações fortes) indica uma capacidade criativa fora do comum, imaginação e facilidade enorme para visualizações. O quincúncio a zero graus cravado com Mercúrio é descrito nas seguintes palavras: “Um de seus grandes talentos profissionais é a sua curiosidade intelectual e seu interesse por comunicação e informação. Você pode ser um eterno estudante e acumular conhecimento e perspicácia por toda a vida. Estes talentos intelectuais lhe trazem sucesso em campos que exigirem uma boa formação, boa redação, contato com as pessoas, viagens e troca de idéias. Você tem excelentes talentos pedagógicos, porque tem a capacidade de se concentrar em detalhes e ao mesmo tempo de tirar conclusões abrangentes.“.

Muita gente que faz os Mapas na hospitalaria se pergunta sobre os aspectos de Oposição; alguns céticos, como o Cafetron, consideraram “erro” no mapa porque um Planeta diz que a pessoa tem facilidade para uma coisa, e outro planeta diz que a facilidade é para algo oposto ou uma dificuldade na mesma característica quando, na verdade, o resultado é uma soma vetorial das duas forças, que quando bem trabalhadas, produzem resultados fantásticos (como o próprio Goethe, por exemplo).

Goethe trabalhou seus aspectos mais fortes: Lua e Júpiter em Peixes seriam interpretados isoladamente como uma pessoa “no mundo da lua”, extremamente imaginativa, romântica, cuja facilidade seria o campo espiritual; Por outro lado, uma pessoa com Vênus e Sol em virgem seria interpretado isoladamente como extremamente metódica, organizada, cética e prática… e ai? comofas?

Pela obra de Goethe, vemos que ele conseguiu trazer esta espiritualidade e criatividade para o campo organizado e metódico, expressado em seus textos (ao contrários dos piscianos “puros” que escolheriam outra forma de manifestação artística como pintura ou música).

No decorrer de sua vida, esta energia se torna mais próxima da busca pelo conhecimento e poder (escorpião), chegando até a fazer parte de ordens secretas. Saturno em escorpião diz “Na sua carreira, poderá envolver-se com instituições que necessitem de sigilo, ou poderá exercer ação psicológica em camadas profundas.” e realmente é muito comum encontrarmos membros dedicados da maçonaria com esta característica (Goethe possuia sextil entre Saturno/escorpião e Caput draconis/Capricórnio de 1 grau, o que intensificaria ainda mais esta necessidade).

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-de-goethe

Discernimento e Crescimento da Consciência

Por Wagner Borges

É fácil ajoelhar-se e reverenciar algum ser admirável.

Difícil é seguir o seu exemplo e tornar-se admirável também.

A devoção cega leva à estagnação do discernimento.

No entanto, a admiração sadia leva ao trabalho e ao crescimento consciencial.

Adoração cega não é amor, é ilusão emocional.

Pois o amor real leva ao progresso e ao compartilhamento de atitudes sadias e desprovidas das presilhas psicológicas do apego.

Reverenciar o Alto para evoluir e ascender é ótimo.

Porém, devocionar o Alto para rebaixar-se e somente encostar o próprio discernimento na exacerbação emocional densa é complicado.

Amar o Divino não significa deixar de discernir.

Gostar de algum ser de luz elevado não significa “fechar pacote” com alguma doutrina criada na Terra.

Amar o Divino, e não ao próximo, é inversão de valores.

Entretanto, amar o Divino percebendo-O no próximo, seja quem for, e em si mesmo, é sempre motivo de intensa alegria.

P.S.: Admirar, para crescer.

Amar, para compartilhar.

Saber, para ensinar.

Abrir a mente, para aprender.

Serenar o coração, para sintonizar a paz.

E reconhecer que mestre e discípulo, velho e criança, homem e mulher, espírito e corpo, tudo é expressão do mesmo UM IMANENTE, Causa, Glória e Vida de todos.

“O TODO ESTÁ EM TUDO!

TUDO É ELE! TUDO É ELE! TUDO É ELE!”

Paz e Luz.

– Wagner Borges –

#Conto

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/discernimento-e-crescimento-da-consci%C3%AAncia