A Moeda de Satã

Memento Mori

Dizem que o Satã tem duas caras. Grande engano. Ele tem mais caras do que se pode contar. O príncipe das trevas já foi retratado como um dragão, uma serpente, um homem, uma mulher, uma criança e uma estrela dentre tantas outras formas. O que isso nos diz sobre sua identidade? Através de uma simples análise da história da humanidade que, em sua maior parte, envolve política e religião, é possível constatarmos que o ser humano médio sempre está desesperado por certezas e, assim, sempre divide o mundo entre bons e maus, certos e errados, sábios e ignorantes, anjos e demônios. Isso culmina em uma polarização filosófica, sociológica, política e, na maioria das vezes, religiosa.

Todos sabemos que a polarização, em sentido amplo, é caracterizada por fanatismos muitas vezes inexplicáveis e atitudes extremistas que, pelos intelectualmente lúcidos, são incompreendidas e, inclusive, repugnantes. Nessa esteira se encontra o maniqueísmo, que consiste, basicamente, na estúpida criação de dualidades como algo fixo e eternamente separado em vez de forças dinâmicas em constante transformação.

Em outras palavras, o maniqueísmo é um poderoso e ardiloso instrumento sociológico utilizado por indivíduos e/ou grupos influentes para moldar pensamentos e criar hordas de seguidores cegos e de mentalidade extremamente volúvel, impondo-lhes, seja subliminar ou explicitamente, códigos de condutas éticas e morais a serem seguidos sem qualquer espécie de questionamento inteligível e minimamente inteligente por parte de quem a eles está submetido.

Assim, o maniqueísmo encontra um ótimo aliado: o cômodo subterfúgio, frequentemente utilizado pela maioria da população mundial, que consiste em ser parte de uma dicotomia ideológica, ou seja, dar gênese a uma batalha de ideias tomando partido somente de um lado – neste momento podemos invocar a metáfora dos “lados da moeda” –, sem refletir sobre outros prismas, o que tem como principal consequência a criação e a manutenção de uma histeria generalizada. Contudo, adivinhe… a moeda do diabo nunca cai. Quando lançada ela fica incansavelmente rodando no chão considerando todas as alternativas.

Uma alusão que pode ser feita para melhor ilustrar o exposto é um tabuleiro de xadrez. Por quê? Porque num jogo de xadrez há dois lados diferentes com um propósito em comum: aniquilar os que não estão ao seu lado. Porém, as coisas não são bem assim, pois na vida real o bispo branco dorme com a rainha negra, os cavalos não sabem o que estão fazendo e os peões de ambos os lados odeiam todos os reis.

Utilizando-se de tal alusão, podemos afirmar, portanto, que a ideia de dois lados opostos digladiando pela predominância de somente um ideal é tola, chula e primitiva. Afinal, quem se rotula se limita, ou seja, o indivíduo que somente se permite acreditar naquilo que é dito – em outras palavras, o indivíduo que pertence a uma massa de manobra e disso não se dá conta – e impede que seus horizontes se expandam e o véu da ignorância seja retirado de seus olhos, está contribuindo diretamente para a perpetuação de práticas maniqueístas.

É a partir da ignorante e infindável luta entre os dois lados da moeda que surge a Terceira Opção: a alternativa que incomoda. Aquela alternativa que é advinda do Satanismo Moderno e que analisa o caso concreto e não dá razão a nenhum dos dois lados da moeda e, concomitantemente, deles não discorda. A Terceira Opção consiste na aplicação de uma solução sensata e integralmente provida de razão, pois não macula os ideais de nenhum dos lados da moeda. Ademais, a Terceira Opção é o lado satânico; é a alternativa que os lúcidos possuem para se enveredar nos pensamentos das massas, destes separarem o joio do trigo e terem como resultado o que mais apraz a Terceira Opção e, inclusive, os dois tolos lados da moeda.

Um exemplo que podemos trazer à tona no intuito de ilustrar os devaneios acima (afinal, nada é verdadeiro e tudo é permitido) tem ocorrido na Índia: mulheres da região da Bengala Ocidental optaram por venerar a Corona Mai, também conhecida como deusa Corona. Para essas mulheres, os rituais que elas praticam em prol da deusa Corona “as ajudará a se livrarem do coronavírus de uma vez por todas”. Indago-lhes: ao confrontarmos o poder das egrégoras com as limitações fisiológicas do ser humano – incluindo-se, neste caso, sua resposta imunológica a corpos estranhos – e sua capacidade para sempre remodelar a ciência – leia-se “a criação de uma vacina segura” –, estaríamos diante de uma hipótese que urge pela invocação da Terceira Opção?

Enfim, o satanista deve sempre desconfiar de quem divide o mundo em dois. Lúcifer é um anjo, ao passo que Jeová é um genocida. Tudo depende da sua perspectiva, mas quando toda uma programação mental é colocada em um único pacote, pode ter certeza que você está sendo enganado. Lembre-se que Cérbero, o cão que guarda o inferno, não é um cão normal: ele tem três cabeças. A primeira consegue ver todos como inimigos; a segunda consegue ver todos como heróis; e a terceira sabe que as duas estão certas, mas que ninguém tem a verdade.

O maniqueísmo é uma doença que nos ataca sem que percebamos e está presente até entre muitos satanistas que usam os termos caminho da mão esquerda ou caminho da mão direita como rótulos de pessoas em vez de linhas de pensamento desconsiderando as história pessoais e as particularidades dos indivíduos. Se como diz Shakespeare a vida é um teatro, não nos esqueçamos: a esquerda do palco é a direita da plateia.

Excelente texto!

Bravo 👏🏻👏🏻👏🏻
Muito bom!
Hail Satan 🤘🏻🤘🏻🤘🏻

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-moeda-de-sata/

A Magicka Penta-Dimensional do Sétimo Caminho

Tradução por Diabolus Shugara

Revisado em 124yf

 

A Verdadeira Natureza da Magicka:

 

Magicka, corretamente definida e corretamente entendida, é a presenciação de energia acausal no causal por meio de um nexion. Pela natureza de nossa consciência, nós, como indivíduos humanos, somos um tipo de nexion – isto é, nós temos a habilidade para acessar, e presenciar, certos tipos de energia acausal.

 

Os símbolos e rituais da genuína magicka convencional (como representada pela ONA) são simplesmente um meio para acessar, ou representar, certos tipos de energia acausal. Assim, e por exemplo, a Árvore de Wyrd, como convencionalmente descrita (“desenhada”) e com suas correspondências, associações e símbolos, representam certas energias acausais, e o individuo que torna-se familiar com tais correspondências, associações e símbolos pode acessar (em um maior ou menor grau dependendo de sua habilidade e destreza) as energias associadas com a Árvore de Wyrd. A Árvore de Wyrd é um símbolo, uma representação, desse encontro (ou “intersecção”) do causal e acausal que é um ser humano, e pode ser usada para representar a jornada, a busca, do individuo em direção do acausal – isto é, em direção a meta da magicka, que é a criação de um novo, mais desenvolvido, individuo.

 

Entretanto, tal símbolo como a Árvore de Wyrd (AdW) – para ser uma correta e assim útil representação – deve ser entendida (“vista”) em termos causais e acausais. Como descrita convencionalmente (“desenhada”) a AdW é mais um estático objeto bi-dimensional. Uma representação mais acurada é tri-dimensional. Uma descrição ainda mais acurada é tetra-dimensional onde os símbolos são entendidos “fluir”/mudar de acordo com suas naturezas – e aqui, as transformações das peças/símbolos do Jogo Estelar são a chave. A melhor – mais acurada – descrição de tal símbolo como a AdW é penta-dimensional, pois Tempo tem “duas” dimensões, ou componentes: um causal (o “fluxo”/mudança) e um acausal, o qual o aspecto acausal não pode ser entendido, ou visto, ou mesmo simbolizado por meios convencionais tetra-dimensionais. Assim, cada símbolo individual, ou “associação” ou “correspondência” não é estática ou isolada – elas são mais emanações individuais, causais do que é um aspecto de mudança de energia acausal, a qual não pode ser totalmente contida (ou “descrita”) por alguma representação finita, causal.

 

Isto é, há um aspecto acausal para todos os trabalhos magickos, rituais e “representações”/símbolos, o qual aspecto acausal não pode ser representado por uma mera descrição ou símbolo tetra-dimensional.

 

É claro, o leitor astuto perceberá que não é somente a AdW que é uma emanação causal do que é um aspecto de mudança de alguma energia acausal em particular, mas também que nós, como indivíduos, somos como uma “coisa”.

 

A falha da magicka pré-ONA é a falha em entender, conhecer, a natureza tetra e a penta-dimensional da genuína magicka. De algum modo, em um nível básico, isso é porque, por exemplo, no caminho da ONA, não há coisas estúpidas como “rituais de banimento” – porque o individuo é um nexion, antes, durante e após algum ritual causal, ritual o qual envolve energia acausal.

 

O Sétimo Caminho da ONA:

 

O Caminho da ONA é um Caminho que permite o individuo experimentar, conseguir conhecer, energia acausal, e começar o processo de entendimento de tal energia via simbolismo acausal. Toda magicka – externa, interna e Aeonica – é mais como um meio para compreender, experimentar e presenciar energias acausais, e assim criar/provocar Mudança. Isto é, a magicka convencional da AdW, de livros tal como Naos, de rituais, é mais como um inicio – através de tais coisas, o individuo iniciado adquire experiência e conhecimento, e também se desenvolve como individuo: em termos de caráter. Em um sentido simples, eles se movem, através de Graus, além do “Abismo”, em direção a Meta, que é a transformação do individuo e a emergência de um novo tipo de ser, além do Adepto. E em tal movimento, tal desenvolvimento, eles adquirem conhecimento do acausal, o qual usualmente começa durante e após o Estagio de Adepto Interno – e que é frequentemente relanceado, em algum modo causal, por alguns Adeptos Externos que podem assim intuitivamente alcançar a essência do sinistro. Também, em tal movimento, eles causam/provocam mudanças no causal: isto é, eles empreendem Magicka Aeonica.

 

A base para o Sétimo Caminho é, primeiramente, o entendimento do causal, acausal e nexions, e, segundamente, a compreensão que nós, como indivíduos, podemos nos desenvolver de um modo consciente e racional.

Esotéricamente, o nome – o Sétimo Caminho – não é importante, e em essência serve somente para expressar alguma coisa que é diferente do que tem existido até agora. Exotéricamente, se refere as sete esferas convencionalmente descritas pela AdW – isto é, aquilo que tem sido chamado sistema septenario, o qual é mais um causal, e conveniente, meio para descrever o nexion que nós somos e o nexion que é a intersecção/encontro do causal e acausal em nosso mundo fenomenal.

 

O que, então, é o simbolismo acausal que pode ajudar o processo de entendimento e que em si é um ato de magicka, um presenciamento do acausal? Em sua forma mais simples é O Jogo Estelar – ou melhor, a forma avançada do Jogo Estelar. Mas mesmo isso é somente um inicio – uma mera manifestação tetra-dimensional. Em outra forma, tal simbolismo acausal são os Deuses Sombrios – não como algum “nome” ou “nomes”, e não como uma vibração/canto de alguma colocação de letras/nomes (tal vibração/canto é uma representação mais acurada que um mero “nome”). Antes, o simbolismo é/são os Deuses Sombrios e as energias (as “forças”) que Eles representam.(1)

 

Mas o que tudo isso significa, em termos práticos? Significa que para presenciar tais energias o individuo tem que ir não somente além do “simbolismo”, mas também ir além todas aquelas coisas que militam contra o “fluxo” de energia acausal para o causal. Isto é, eles tem aberto o nexion que eles são – eles não se tornam somente um “canal” ou “portal” mas um aspecto do próprio acausal, enquanto tal presenciamento é feito, e enquanto algumas dessas manifestações se manifestam em nosso tempo-e-espaço causal. Essa é a essência do que significa ir “além do Abismo” – alcançado seguindo o Caminho Septenario.

 

Em adição, e de importância crucial, no sentido pratico significa que os efeitos da genuína magicka não são puramente causais – eles não são limitados a um “ritual” ou ação especifica, e não podem ser contidos dentro de uma forma causal escolhida, tal como uma imagem estática ou algum artefato. Em um sentido muito simples, genuínas energias magickas são “penta-dimensionais” elas são parecidas com “formas vivas” que assim mudam, podem crescer (ou decair) e que podem causar ou provocar mudanças, no tempo causal, de acordo com suas “naturezas”.(2) Assim, considerando um exemplo muito noviciado, quando um ritual convencional é empreendido, as energias envolvidas são presenciadas em tempo causal e acausal – noviços ( e mesmo, as vezes, Adeptos) usualmente somente consideram ou sentem ou estão cientes do presenciamento causal e os efeitos causais, o qual eles frequentemente assumem que eles podem “controlar”. O que eles raramente consideram são os efeitos acausais.

 

Os Nove Ângulos – Significados Esotéricos:

 

Os Nove Ângulos tem muitos significados – ou interpretações – dependendo do contexto. No exotérico, sentido pré-Adepto , eles podem ser dito representarem os 7 nexions da AdW mais os 2 nexions que representam a própria AdW como um nexion, com O Abismo (uma conexão entre o individuo e o acausal) sendo um desses 2 “outros nexions”. Deve ser lembrado, é claro, que cada esfera da AdW não é bi-dimensional (ou mesmo tri-dimensional) e em modo simples cada esfera pode ser considerada como um reflexo (uma “sombra”) de outra – por exemplo, Mercúrio é a ‘sombra’ de Marte.

 

Em outro sentido exotérico, o nove são os processos alquímicos dos 7 mais 2, o qual 2 é a união de opostos: e, em um sentido, essa união pode ser considerada ser (magickamente, por exemplo, em um ritual pratico) como a união de macho e fêmea (por isso que é chamado um dos Ritos dos Nove Ângulos) – ainda que, é claro há outras combinações práticas, exatamente como cada ato magicko envolvendo tais Ângulos devem ser empreendidos por uma inteira e particular estação alquímica: isto é, tal trabalho deve ocupar um espaço de tempo causal, fazendo dele assim um tipo de magicka penta-dimensional que pode acessar a quinta dimensão magicka, o próprio acausal. Um entendimento um pouco mais avançado do Nove – em relação a um ritual para criar um Nexion – é vislumbrado no recente MS baseado em ficção Atazoth.

 

Além disso, os Nove Ângulos são símbolos do Jogo Estelar o qual ele próprio é magicka – isto é, um nexion que pode presenciar o acausal. Mas mesmo isso é somente um inicio – uma representação, em símbolos, do que é, em essência, sem símbolos: um meio útil para Iniciados, e Adeptos, para se mover em direção da nova magicka penta-dimensional incorporada na, e além da ONA.

 

O Sétimo Caminho e o Satanismo

 

Para o corrente Aeon, o Sétimo Caminho, Esotéricamente, é o caminho do Satanismo, expressado em seu mais obvio caminho por oposição a religião do Nazareno e por uma afirmação, através de rituais e construções similares, da energia/arquétipo comumente conhecido como “Satan”.

 

Como explicado em vários outros MSS da Ordem esse Aeon (3), deixado por ele mesmo, persistirá – isto é, suas formas externas e ethos continuarão sendo manifestas e ainda mantêm as pessoas cativas fisicamente e mentalmente – por pelo menos algumas centenas de anos, ainda que algumas das energias do próximo Aeon (energias manifestas em grupos como a ONA) são manifestas agora e se tornarão crescentemente manifestas. No sentido pratico, isso significa que indivíduos, organizações, grupos (e outros) continuarão a ser influenciados/controlados pelas forças do Velho Aeon, e aquelas forças do Novo Aeon não alcançarão mudança significativa, em formas tal como “sociedade”, por muitas centenas de anos, mudança a qual marcará a chegada real do próximo Aeon.

 

Portanto, virá um tempo quando a ONA – e os indivíduos que são parte dela ou que são influenciados por ela – derramarão exteriormente a retórica, as imagens, as formas de “Satanismo”, pois tais coisas são emanações causais ligadas a um Aeon em particular; eles não são a essência acausal supra-Aeonica a qual nós, através da progressão de Aeons, estamos nos movendo em direção e a qual o propósito do Ocultismo e magicka genuína nos movem como indivíduos, em direção da experiência e entendimento deles. O que mudará também são os meios – a magicka – para presenciar o acausal. Assim, haverá um distanciamento do ritual, e do evidente simbolismo do Velho Aeon – e especialmente das “palavras” e “nomes” (4) – em direção a uma magicka muito mais sombria: uma magicka que manifesta o acausal sem a necessidade de formas causais. E certamente sem a necessidade de “nomes”. Um tipo de magicka nova é O Jogo Estelar (a magicka do “Pensamento”) e outro é aquilo que retorna o Caos o qual é, e o qual não é, Os Deuses Sombrios – mas haverá muitos outros tipos dessa magicka penta-dimensional, alguns os quais já são conhecidos, e usados pelos genuínos Adeptos da Tradição Sombria.

 

Anton Long

Ascensão Matutina de Arcturus

(Nexion Black Rhadley) 116af

 

Notas:

 

(1) Parte dessa representação, é claro, é o que nós chamamos de sinistro – ou mais corretamente, aquelas energias/mudanças as quais quando presenciadas produzem um re-ordenamento, re-ordenamento que é mais frequentemente chamado “sinistro”.

 

(2) Isso não significa, é claro, que tais energias devem ser conceituadas no modo do Velho Aeon como efetivas “entidades vivas” tais como “demônios” ou coisas parecidas, aqueles seres vivos têm sua própria “natureza”. Mas uma conceituação, na verdade alude a uma verdade muito mais profunda, o qual em um sentido é incorporado nos mitos dos Deuses Sombrios, como pode ser usada como um inicio do movimento em direção de melhor entendimento baseado na realidade de como as energias acausais se manifestam – e então existem (“vivem”) – no causal.

 

(3) Para ser preciso, nós realmente escreveríamos: “A distorção que tem atingido o Aeon Ocidental persistirá…” Pois, como explicado em vários MSS da Ordem, o que é manifesto agora – e tem certamente sido obvio mesmo para muitos não-Adeptos nos cinco anos passados – é a distorção Magiana do Ocidente, distorção a qual é evidente no neo-cons da América com seu novo imperialismo que serve a uma importante agenda Sionista/Magiana. Inteiramente de acordo com MSS antigos: O ultimo Aeon, o Ocidental do qual centro é no Norte da Europa, está se arrastando para um fim, enquanto suas energias enfraquecem. O próximo Aeon, entretanto, tem seu centro não na nossa Terra, mas em uma locação no espaço e até esse centro ser alcançado, o Novo Aeon não será possível. Entretanto, o Velho Aeon tem cerca de 350 anos ainda para existir, e durante esse período, as energias do Novo Aeon se tornarão mais e mais obvias enquanto elas escoam em volta do Portal, trazidas em parte pelos Rituais deliberados de pequenos grupos de Adeptos…”

 

(4) Como tem sido escrito: ‘Não é correto dar nomes para algumas coisas…’ Pois uma nomeação é um distanciamento da essência da “coisa” que é nomeada – frequentemente um erro do qual o nome denota para a essência que é supostamente denotada por tal nomeação. Magicka é um meio distante de tal projeção, como uma transferência de pensamento “causal” limitado – um meio em direção a uma expressão das coisas, como as coisas são.

 

Alguns MSS Relevantes:

 

1) Magicka Aeonica – Uma Introdução Básica

2) Ritual Magicko: Dure e Sedue Cerimonial

3) Aeonicas: A Tradição Secreta (Parte I)

4) As metas da ONA

5) Aeonicas: A Tradição Secreta (Parte Três)

6) Os Nove Ângulos – Significados Esotéricos

7) Os Segredos dos Nove Ângulos

Ordem dos Nove Ângulos

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-magicka-penta-dimensional-do-setimo-caminho/

A Maçonaria Paládio: A Farsa de Léo Taxil

A fraude de Taxil foi uma farsa de exposição de 1890 por “Léo Taxil” destinada a zombar não apenas da Maçonaria, mas também da oposição da Igreja Católica a ela.

Léo Taxil e a Maçonaria:

Léo Taxil era o pseudônimo de Marie Joseph Gabriel Antoine Jogand-Pagès, que havia sido acusado anteriormente de difamação em relação a um livro que escreveu chamado The Secret Loves of Pope Pius IX (Os Amores Secretos do Papa Pio IX). Em 20 de abril de 1884, o Papa Leão XIII publicou uma encíclica, Humanum genus (O Gênero Humano), que dizia que a raça humana era:

“[…] separada em duas partes diversas e opostas, das quais uma defende firmemente a verdade e a virtude, a outra daquelas coisas que são contrárias à virtude e à verdade. Um é o reino de Deus na terra, ou seja, a verdadeira Igreja de Jesus Cristo… O outro é o reino de Satanás… Neste período, no entanto, os partidários do mal parecem estar se unindo e sendo lutando com veemência unida, liderados ou assistidos por aquela associação fortemente organizada e difundida chamada Maçons.”

Após esta encíclica, Taxil passou por uma conversão pública fingida ao catolicismo romano e anunciou sua intenção de reparar o dano que havia causado à verdadeira fé.

O primeiro livro produzido por Taxil após sua conversão foi uma história da Maçonaria em quatro volumes, que continha testemunhas oculares fictícias de sua participação no Satanismo. Com um colaborador que publicou como “Dr. Karl Hacks”, Taxil escreveu outro livro chamado Le Diable au XIXe siècle (O Diabo no Século XIX), que introduziu um novo personagem, Diana Vaughan, uma suposta descendente do alquimista rosacruz Thomas Vaughan. O livro continha muitos contos sobre seus encontros com demônios encarnados, um dos quais deveria ter escrito profecias em suas costas com sua cauda, ​​e outro que tocava piano na forma de um crocodilo.

A chamada “Diana Vaughan”, vestida como “Inspetora Geral do Paládio”. Fotografia de Van Bosch, publicada no livro Memoirs of a Perfect, Initiated, Independent Ex-Palladist (Memórias de uma Perfeita, Iniciada e Independente Ex-Paladista, 1895)

Diana estava supostamente envolvida na Maçonaria Satânica, mas foi redimida quando um dia ela professou admiração por Joana d’Arc, em cujo nome os demônios foram postos em fuga. Como Diana Vaughan, Taxil publicou um livro chamado Eucharistic Novena (Novena Eucarística), uma coleção de orações que foram elogiadas pelo Papa.

Os Paladistas:

Na fraude de Taxil, os Paladistas eram membros de um suposto culto satanista teísta dentro da Maçonaria. De acordo com Taxil, o Paladismo era uma religião praticada dentro das mais altas ordens da Maçonaria. Os adeptos adoravam Lúcifer e interagiam com demônios.

Em 1891 Léo Taxil (Gabriel Jogand-Pagès) e Adolphe Ricoux afirmaram ter descoberto uma Sociedade Paladiana. Um livro francês de 1892, Le Diable au XIXe siècle (O Diabo no Século 19″, 1892), escrito por “Dr. Bataille” (na verdade o próprio Jogand-Pagès) alegou que os Paladistas eram satanistas com sede em Charleston, Carolina do Sul, liderados pelo maçom americano Albert Pike (autor do famoso Morals and Dogma) e criados pelo patriota e autor liberal italiano Giuseppe Mazzini.

Arthur Edward Waite, desmascarando a existência do grupo em Devil-Worship in France, or The Question of Lucifer (Adoração ao Diabo na França, ou A Questão de Lúcifer), cap. II: “The Mask of Masonry (A Máscara da Maçonaria)” (Londres, 1896), relata de acordo com “os trabalhos de Domenico Margiotta e Dr. Bataille” que “[a] Ordem de Paládio fundada em Paris 20 de maio de 1737 ou Sovereign Council of Wisdom (Soberano Conselho da Sabedoria)” foi um “Ordem diabólica maçônica”. Dr. Bataille afirmou que as mulheres seriam supostamente iniciadas como “Companions of Penelope (Companheiras de Penélope)”. Segundo o Dr. Bataille, a sociedade tinha duas ordens, “Adelph (Adelfo)” e “Companion of Ulisses (Companheiro de Ulisses)”; no entanto, a sociedade foi desmembrada pela aplicação da lei francesa alguns anos após sua fundação. Uma suposta Diana Vaughan publicou Confessions of an Ex-Palladist (Confissões de uma Ex-Paladista) em 1895.

Confissão:

Em 19 de abril de 1897, Léo Taxil convocou uma entrevista coletiva na qual, segundo ele, apresentaria Diana Vaughan à imprensa. Na conferência, em vez disso, ele anunciou que suas revelações sobre os maçons eram fictícias. Ele agradeceu ao clero católico por sua ajuda em dar publicidade às suas reivindicações selvagens.

A confissão de Taxil foi impressa, na íntegra, no jornal parisiense Le Frondeur, em 25 de abril de 1897, intitulada: Twelve Years Under the Banner of the Church, The Prank Of Palladism. Miss Diana Vaughan–The Devil At The Freemasons. A Conference held by M. Léo Taxil, at the Hall of the Geographic Society in Paris (Doze Anos sob a Bandeira da Igreja, a Fraude do Paladismo. Senhorita Diana Vaughan – O Diabo nos Maçons. Conferência realizada por M. Léo Taxil, no Salão da Sociedade Geográfica em Paris).

O material falso ainda é citado até hoje. O tratado da Chick Publications, The Curse of Baphomet (A Maldição de Baphomet), e o livro de Randy Noblitt sobre abuso ritual satânico, Cult and Ritual Abuse (Culto e Abuso Ritual), ambos citam as alegações fictícias de Taxil.

O escritor cristão William Schnoebelen, em seu livro, Lúcifer Destronado, apresenta certificados nos quais consta que ele foi membro de uma “Ordem do Paládio”, o que mostra sua dependência das obras de Léo Taxil. O autor apresenta um “Pirâmide Ocultista” que tem na base a Loja Azul da Maçonaria, Rito Escocês e o Rito de York da Maçonaria, The Shrine, o Grau de Soberano Grande Inspetor-Geral (33º Grau), o Supremo Conselho dos Soberanos Grandes Inspetores-Gerais, A Ordem do Trapezoide, Antigo e Primitivo Rito (97 Graus), Ordo Templo Orientis (O.T.O.), A Ordem Paládio, A Ordem Illuminatti, Os 9 “Desconhecidos”, Os Sete (“Demônios”, com o ápice no T.G.A.T.U. (“O Grande Arquiteto do Universo”, Ain Soph Aur, que ele identifica com Lúcifer), mas esse escritor e as bizarrices contidas em suas obras são assuntos para um outro artigo.

Uma Entrevista Posterior com Taxil:

Na revista National Magazine, an Illustrated American Monthly, Volume XXIV: abril – setembro de 1906, páginas 228 e 229, Taxil é citado como dando suas verdadeiras razões por trás da farsa. Dez meses depois, em 31 de março de 1907, Taxil morreu.

Os membros das ordens maçônicas entendem a falsa exposição acumulada sobre essa organização nas guerras antimaçons. A Igreja Católica e muitas outras ordens religiosas foram vítimas desses ataques semiescritos e muitas vezes venenosos. A confissão de Taxil, o livre-pensador francês, que primeiro expôs os católicos e depois os maçons, faz uma leitura interessante sobre a situação atual hoje. Motivos semelhantes acionam alguns dos “ancinhos” de hoje, como indicado na seguinte confissão:

“O público me fez o que sou; o arquimentiroso da época”, confessou Taxil, “pois quando comecei a escrever contra os maçons meu objetivo era diversão pura e simples. Os crimes que dei à sua porta eram tão grotescos, tão impossíveis, tão amplamente exagerados, que pensei que todos veriam a piada e me dariam crédito por originar uma nova linha de humor. Mas meus leitores não aceitaram; eles aceitaram minhas fábulas como a verdade do evangelho, e com o propósito de mostrar que eu menti, mais convencidos ficaram de que eu era um modelo de veracidade.”

“Então me ocorreu que havia muito dinheiro em ser um (Barão de) Munchausen do tipo certo, e por doze anos eu dei a eles quente e forte, mas nunca muito quente. que escrevia profecias nas costas de Diana com a ponta do rabo, às vezes eu dizia a mim mesmo: ‘Espere, você está indo longe demais’, mas não o fiz. Meus leitores até aceitaram com carinho a história do diabo que, em ao se casar com um maçom, transformou-se em crocodilo e, apesar do baile de máscaras, tocava piano maravilhosamente bem.”

“Certo dia, ao dar uma palestra em Lille, disse à plateia que acabara de ter uma aparição de Nautilus, a mais ousada afronta à credulidade humana que eu havia arriscado. Mas meus ouvintes nunca viraram um fio de cabelo. “Ouça, o médico viu Nautulius”, disseram eles com olhares de admiração. Claro que ninguém tinha uma ideia clara de quem era Nautilus, eu não tinha, mas eles presumiram que ele era um demônio.”

“Ah, as noites alegres que passei com meus colegas autores inventando novas tramas, novas, inauditas perversões da verdade e da lógica, cada uma tentando superar a outra na mistificação organizada. Achei que ia me matar de rir de algumas coisas propostas, mas deu tudo certo; não há limite para a estupidez humana”.

A Citação Luciferiana:

Uma série de parágrafos sobre Lúcifer são frequentemente associados à farsa de Taxil. Eles leem:

“O que devemos dizer ao mundo é que adoramos um deus, mas é o deus que se adora sem superstição. A vós, Soberanos Grandes Inspetores Gerais, dizemos isto, para que o repitais aos irmãos dos graus 32, 31 e 30: A Religião Maçônica deve ser, por todos nós iniciados dos graus superiores, mantida na Pureza da doutrina luciferiana. Se Lúcifer não fosse Deus, Adonay e seus sacerdotes o caluniariam?

Sim, Lúcifer é Deus, e infelizmente Adonay também é deus. Pois a lei eterna é que não há luz sem sombra, nem beleza sem feiura, nem branco sem preto, pois o absoluto só pode existir como dois deuses; sendo a escuridão necessária para que a luz sirva de contraste, como o pedestal é necessário para a estátua, e o freio para a locomotiva…

Assim, a doutrina do satanismo é uma heresia, e a verdadeira e pura religião filosófica é a crença em Lúcifer, igual a Adonay; mas Lúcifer, Deus da Luz e Deus do Bem, está lutando pela humanidade contra Adonay, o Deus das Trevas e do Mal.”

Embora esta citação tenha sido publicada por Abel Clarin de la Rive em seu Woman and Child in Universal Freemasonry (A Mulher e a Criança na Maçonaria Universal), ela não aparece nos escritos de Taxil propriamente, embora seja originada em uma nota de rodapé de Diana Vaughan, a criação de Taxil.

Na Cultura Popular:

Os Paladistas são o nome da sociedade satanista de Greenwich Village no filme de Val Lewton, A Sétima Vítima (1943).

Os Paladistas desempenham um papel importante na última parte do romance de Umberto Eco, O Cemitério de Praga (2011).

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Principal fonte:

Melior, Alec (1961). “A Hoaxer of Genius-Leo Taxil (1890-7)”. Our Separated Brethren, the Freemasons. trans. B. R. Feinson. London: G. G. Harrap & Co. pp. 149–55.

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Revisão final: Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-maconaria-paladio-a-farsa-de-leo-taxil/

A loucura assassina do teísmo

Um ano após os atentados terroristas de 11/9, eu escrevi o texto abaixo que foi incluído em meu livro, “As Escrituras Satânica”. Acho que minhas palavras ainda soam verdadeiras.

“Hoje, o prefeito Bloomberg, de Nova York determinou que a observação do memorial primário não inclua a representação religiosa, e isso é uma pequena medida ou progresso. Enquanto ” A Torre da Liberdade” ainda está subindo no sul de Manhattan , em todo o mundo podemos facilmente observar a violência promulgada por aqueles que têm fé sobre- abundante em alguma autoridade sobrenatural que os leva a matar outros que não compartilham de suas ilusões .

Para mim, esta data serve como um momento de chamar a atenção para as atrocidades cometidas sob a influência da crença teísta. Enquanto os horrores medonhos da Inquisição espanhola são agora mais forragem para filmes de terror, até mesmo as mutilações grotescas que aparecem no recente gênero de “tortura pornô “, os filmes não podem aproximar as abominações sistemáticas perpetradas contra pessoas que tinham feito nada por aqueles que as exterminaram tendo como motivação ” a vontade de Deus “. Esses crimes não devem ser ignorados, nem esquecidos. A história humana, em muitos aspectos, é uma turnê mundial dentro de um abbatoire (abatedouro público N.T.) inspirado na religião. Essa é a natureza essencial dos templos dedicados a adoração à deidade, que se manifestam como pirâmides do Novo Mundo sobre qual corações vivos foram arrancados dos baús de vítimas contra a vontade, para ornamentar catedrais do Velho Mundo, catedrais da Europa muitas vezes adornadas com imagens de sofrimento e condenação, enaltecendo o ícone principal de um homem açoitado e sangrento, testa rasgada pelos espinhos, crucificado em um dispositivo de execução romano antigo. Os séculos de morte, dor e degradação comemorados aí devem servir como um aviso para qualquer um que celebre sua vida, para que entenda que essas crenças são um veneno virulento.

Para as pessoas sensatas que abraçam a sua existência e compartilham a alegria com aqueles que ama, é necessário que tenham o dever de identificar os adversários que impedem a sua busca da felicidade. É a única maneira de mantê-los sob controle, expondo-os como os monstros invejosos que são. Para você que está corrompido pela loucura do teísmo, independentemente de qualquer Deus ou Diabo que você acredite, você é uma ameaça para todos que valorizam a razão e um inimigo da filosofia racional do satanismo consubstanciado na Igreja de Satanás. Secularistas colegas, peço em nome de suas memórias que sejam longas e vivas, de modo que ambas as posturas intelectuais e emocionais não irão tolerar a peste de tais crenças e as consequências inevitáveis ​​provocadas por seus seguidores lunáticos.

A fé mata. A prova é escrita com sangue em toda as crônicas da civilização humana.

“No primeiro aniversário do 11/9 “

 Por Magus Peter H. Gilmore

Hoje é um dia de recordação. Muitas pessoas estão relembrando os parentes e amigos que foram assassinados por terroristas há um ano atrás em ataques ao Pentágono e ao World Trade Center. Satanistas compreendem e lamentam profundamente seus pesares, pois a perda imerecida da vida é uma parte trágica da existência humana que pode tocar a todos nós. Nossos corações estão com eles.

No entanto, também nos lembramos de algo de maior importância. Entendemos que a origem deste dia de luto é a convicção, realizada por fanáticos fundamentalistas, que qualquer ato de violência contra aqueles que não compartilham sua devoção é defendida por seu Deus. Os acontecimentos de 11/9 são prova absoluta do perigo de tais sistemas de crenças espirituais, que mantêm que apenas algumas pessoas têm uma conexão direta com a divindade, e que qualquer um que não concorde com a sua “verdade” é visto como menos humano, uma ameaça à sua “fé” que sobrenaturalmente sanciona seu extermínio.

Enquanto o hipócrita de muitas religiões espirituais entrará em seus espaços sagrados hoje, agradecendo ao seu Deus ou deuses por atos de heroísmo realizados pelos indivíduos valentes em resposta a essa tragédia, as pessoas presunçosamente se esquecem de que o seu Deus não fez nada para impedir esses desastres humanos iniciados. Responsabilidade por aquilo que julgam ser bom é atribuído à sua divindade, enquanto que a responsabilidade pelo que é considerado mal deve, em sua visão limitada, ser originário de outros países e, provavelmente, daqueles que têm crenças diferentes. Eles vão deixar de ver que tal perspectiva é partilhada pelos terroristas. Mais importante do que isso, essas pessoas também vão deixar de recordar que, ao longo dos séculos, muito mais pessoas têm sido abatidos pelos seguidores de religiões, incluindo espirituais que foram mortos pelos terroristas islâmicos em 11 de setembro de 2001. Há sangue nas mãos dos antepassados ​​de quem reza em seus santuários, hoje, e isso é um fato que deve ser apreciado, tanto quanto nós. Milhões de pessoas já morreram por causa de adoradores fanáticos que se recusaram a permitir que outros valores diferentes dos seus possam ter validade como para aqueles que os possuem.

Nós satanistas, bem como outros que compreendem a importância de manter uma sociedade secular que permita a diversidade de crença e não-crença, vamos lembrar essa triste verdade hoje. Fanáticos fundamentalistas, independentemente de qual divindade que eles adoram, são a maior ameaça à liberdade humana em nossa civilização. 11 de setembro deve ser apoiado como um memorial em todo o mundo para suas vítimas do passado e do presente. Lembre-se deste dia de fúria. Não abaixe a cabeça em gesto de oração, mas erga seu queixo em desafio. Ouça o clangor de bronze do sino funerário. Quebre a complacência, em memória do que aconteceu. Não vamos perdoar, nem devemos esquecer.

Por Magus Peter H. Gilmore. Tradução: Nathalia Claro.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-loucura-assassina-do-teismo/

A Lei

Dentro deste mundo de cristãos que nós vivemos nada nos afeta mais do que a lei do fraco , a lei do deus dos fracos. Quando será que estas pessoas vão aprender que deus não vingará nada nem ninguém , a justiça deve ser feita aqui na terra e não em um lugar que nem se tem provas de existência Se alguma pessoa o prejudica essa pessoa e condenada a uma vida de prisão, seus impostos vão o sustentar, o alimentar e o vestir para o resto da sua vida. Se as leis pudessem ser escritas por mim eu deixaria que a família da vítima fosse o juiz e ela sim poderia decidir qual seria e como seria aplicado o castigo . Eu digo que se alguma pessoa é condenado por um crime , essa pessoa deveria perder todos os seus direitos legais e deveria ser castigada com seu próprio remédio. Se a lei continuar protegendo o elemento criminal ,a única coisa que ira conseguir e o aumento de mais e mais crimes ,.Porque é que alguém que matou três pessoas deveram ser presos essa pessoa não merece a vida, os direitos humanos, foram feitos para humanos, e esse tipo de elemento não deveria mais ser tratado como tal.

Quando vamos aprender que a lei de ” talião ” é a única lei real e justa , um estuprador deveria ser estuprado, um ladrão deveria ter todos os seus bens confiscados, é assim que deve ser. Estes simpatizantes do cristianismo deveriam sentir como e perder alguém da família, pelas mãos de um marginal. Se alguém me pergunta o que eu penso da lei que eu responderia somente com três palavras :

” Execute os Bastardos “

Por Frederick Nagash

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-lei/

A invencao da Psicologia Freudiana

Freud era um “poeta que produzia metáforas ao invés de verdades literais”. Ele, como as feministas, reconhecia que a sexualidade e um problema da vida moderna, mas ignorava o contexto social e falhava ao questionar a própria sociedade. A sexualidade e sim causada pela repressão moral sistêmica ao longo de dezenas de seculos, unicamente com o intuito de manter o rebanho sob controle, não uma verdade universal. Se não, sua própria existência ilusória, já não seria mas uma fuga ou projeção, não seria mais uma tentativa de equilíbrio de forças da psique, não seria mais uma obra do inconsciente, e sim a conscientização de outra realidade apenas.

O sistema analítico de Freud e sem duvidas estritamente limitado, por mais que seus defensores tentem dizer o contrario, ele apenas abarca um arquétipo caricatural do patético homem ocidental-burgues-vienense, e uma cornucópia de outro arquétipo tao asqueroso quanto, o judaico-cristão-ocidental-capitalista-merovíngio… Mas os estudantes de Psicologia estão mais ocupados fumando uma erva do que fazendo com que o artigo sobre “arquétipo” na Wikipedia seja algo mais do que um esboço.

E um sistema que nem de perto, nem de longe, pode ser considerado ciência, no termo estrito do “rigor cientifico” e na “universalidade de suas leis”. A Física só é útil quando traduz em equação uma lei natural universal, neste sentido a psicologia Freudiana carece total e absolutamente deste rigor. O argumento mais rasteiro, é que esse sistema não abrange a humanidade como um todo, ao contrário, delimita o homem ao ser vivente em viena, de determinada classe social.

A diferença entre bom senso e senso comum deveria ser clara, não são termos intercambiáveis e podem ser considerados com rigor diametralmente opostos dentro das sendas ocultistas. O senso comum leva a crer que sua contribuição freudiana foi de extrema valia para o entendimento da nossa sociedade e cultura, em contrapartida, o bom senso leva a crer que foi uma simplificação absurda do arquétipo e dos valores humanos, de suas relações e de seus símbolos.

Um sistema hermético seria a solução, se ele existisse, um sistema críptico que servisse – como as chaves enoquianas –  para despertar uma topologia e organização “supra -humana”. E ele existe, porém como o homem medíocre ocidental na maior parte da história, simplesmente ignorou completamente outros sistemas sociais, sistemas de crenças, Jung foi largado as traças, pelo mesmo motivo que o crédito todo foi para Edson ao invés de Tesla. Marketing puro. É uma ferida vitoriana, não poderia a burguesia ser dotada dos mesmos significantes e significados que primitivos aborígenes ou tribos africanas.

O próprio discurso de Freud possui falhas retóricas, como se falasse em parábolas verdades muito profundas, mas acaba por nada dizer:

“Seria muito simpático que Deus existisse, que houvesse criado o mundo e fosse uma verdadeira providência; que existisse uma ordem moral no universo e na vida futura; mas é muito mais surpreendente que tudo isso seja apenas aquilo que nós nos sentimos obrigados a desejar que exista.”

Ora, se o desejo latente e interno, como podemos ser obrigados a desejar algo? E uma afirmação extremamente paradoxal, pois a natureza do desejo não reside em sua realização, o desejo reside em um lugar onde ele possa existir independentemente da realidade, e simplesmente tratar um desejo como ilusão – pois por acaso sabe um sonho que está sendo sonhado? Se assim o fosse, qualquer ilusão ficaria destituída de outro significado.

Jay-z foi muito mais profundo e contundente em afirmar “I’ve got 99 problems but a bitch ain’t one”, até porque uma pessoa que não procura manter o equilíbrio de Nash em um jogo de soma não-nula, não pode ser erroneamente chamada de “descolada”.

Existem fortes evidências de que grande parte do principio da teoria psico-analitica freudiana foi um sub-produto de uso de cocaina (On Coca – 1884), e ele acreditava que a droga seria o caminho para uma série de distúrbios físicos e psíquicos, Freud como médico foi aclamado por fazer elogios abertos e entusiasmados sobre a cocaína, mas Crowley foi apenas um viciado. Crowley foi um entusiasta que, explorava as drogas falsificando sua curiosidade por sistemas míticos, apenas para encobrir seus vícios. “Não veleis seus vícios com palavras virtuosas” foi o que disse o livro da Lei. Mas Crowley fez o contrario. Thelemitas podem argumentar que admiram o motto, mas como exemplo de pessoa, Crowley não era “confiável”, mas sua ruptura foi suficiente para a tarefa qual foi designado. A Cocaína portanto, poderia sera real Criadora tanto da psicologia freudiana como tambem das perversões magicko-sexuais de Crowley. Ela, elevada ao patamar de Deusa, criava em ambos, diversas divagações profundas – e nubladas – dando a entender ao vulgo alguma verdade sagrada, quando verdadeiramente estava mais desviando o caminho que, levando para algum lugar. Nenhum dos dois era gênio no fim das contas,  eram apenas súditos da Lady Cocaine.

Contudo, o auto-conhecimento é em si um ato piegas – o dilema do simulacro existe, se não for essa simbologia freudiana, qual outra? Não bastando para si uma comparação, um mero juízo de valores; algo entre o santo e o profano que permita a distinção, que reduza o objeto de comparação ao ideal, assim toda e qualquer ideologia, transgressiva ou não, seria, portanto, apenas um maniqueísmo barato entre o conceito em si e um simulacro, uma tentativa de desvencilhar a sombra de sua imagem; uma dualidade natimorta entre forma e conteúdo, enfim, destituiria qualquer poder transformador inerente à ideologia, renegada de qualquer juízo de valor. Tentando Lúcifer se comparar e se rebaixar á Deus, ele caí dos céus. Que não cometamos o mesmo erro de negar qualquer parte nossa, por causa de um reflexo externo. Todo sistema de símbolos, é falho. Sombra/luz, dentro/fora – todas as classificações entre eu/ele, na verdade são tentativas cerebrais de classificar e manter uma paz interna, dando a si própria um nível, nos rebaixando a simplesmente um catalogo de arquétipos. Como a teoria da incompletude de Gödel diz, não da para provar o gosto da própria língua.

A partir do momento que Lúcifer cria uma fantasia sobre si, ele perde a majestade.

Por VVVVV

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A História e as Polêmicas da Ordem dos Nove Ângulos

A Ordem dos Nove Ângulos (Order of Nine Angles, ONA ou O9A) é um grupo ocultista satânico e do Caminho da Mão Esquerda sediado no Reino Unido, mas com grupos associados em outras partes do mundo. Afirmando ter sido estabelecida na década de 1960, ganhou reconhecimento público no início de 1980, atraindo a atenção por suas ideologias neonazistas e ativismo. Descrevendo sua abordagem como “Satanismo Tradicional”, também foi identificada como exibindo elementos pagãos herméticos e modernos em suas crenças por pesquisadores acadêmicos.

De acordo com as próprias reivindicações da Ordem, ela foi estabelecida nas Marchas Galesas da Inglaterra Ocidental durante o final da década de 1960 por uma mulher que já havia se envolvido em uma seita pré-cristã secreta que sobreviveu na região. Esse relato também afirma que em 1973 um homem chamado “Anton Long” foi iniciado no grupo, tornando-se posteriormente seu grão-mestre. Vários comentaristas acadêmicos que estudaram a ONA expressam a opinião de que o nome “Anton Long” é provavelmente o pseudônimo do ativista neonazista britânico David Myatt, embora Myatt tenha negado que esse seja o caso. A partir do final da década de 1970, Long escreveu livros e artigos que propagavam as ideias da Ordem e, em 1988, começou a publicar seu próprio jornal, Fenrir. Por meio desses empreendimentos, estabeleceu vínculos com outros grupos satanistas neonazistas em todo o mundo, promovendo sua causa ao abraçar a Internet nos anos 2000.

A ONA promove a ideia de que a história humana pode ser dividida em uma série de eras, cada uma contendo uma civilização humana correspondente. Expressa a visão de que a atual civilização aeônica é a do mundo ocidental, mas afirma que a evolução desta sociedade está ameaçada pela influência “mago/nazareno” da religião judaico-cristã, que a Ordem procura combater para estabelecer uma nova ordem social militarista, que chama de “Imperium”. De acordo com os ensinamentos da Ordem, isso é necessário para que uma civilização galáctica se forme, na qual a sociedade “ariana” colonizará a Via Láctea. Ele defende um caminho espiritual em que os praticantes são obrigados a quebrar tabus sociais, isolando-se da sociedade, cometendo crimes, abraçando o extremismo político e a violência e realizando atos de sacrifício humano. Os membros da ONA praticam magia, acreditando que são capazes de fazê-lo canalizando energias para seu próprio reino “causal” de um reino “acausal” onde as leis da física não se aplicam, e essas ações mágicas são projetadas para ajudá-los a alcançar seu objetivo final. objetivo de estabelecer o imperium.

A ONA evita qualquer autoridade ou estrutura central; em vez disso, opera como uma ampla rede de associados – denominados “kollective” – ​​que são inspirados nos textos originalmente de autoria de Long e outros membros da “ONA interna”. O grupo é composto em grande parte por células clandestinas, que são chamadas de “nexions”. Algumas estimativas acadêmicas sugerem que o número de indivíduos amplamente associados à Ordem cai na casa dos milhares. Vários estupros, assassinatos e atos de terrorismo foram perpetrados por indivíduos de extrema direita influenciados pela ONA, com vários políticos e ativistas britânicos pedindo que a ONA fosse proscrita como um grupo terrorista.

A HISTÓRIA DA ORDEM DOS NOVE ÂNGULOS:

Origens:

A primeira célula da ONA, “Nexion Zero”, foi estabelecida em Shropshire, Reino Unido (foto).

Acadêmicos têm encontrado dificuldades para apurar “informações exatas e verificáveis” sobre as origens da ONA, dado o alto nível de sigilo em que ela se envolve, a fim de se proteger. Tal como acontece com muitas outras organizações ocultas, a Ordem envolve sua história em “mistério e lenda”, criando uma “narrativa mítica” para suas origens e desenvolvimento. A ONA afirma ser descendente de tradições pagãs pré-cristãs que sobreviveram à cristianização da Grã-Bretanha e que foram transmitidas a partir da Idade Média em pequenos grupos ou “templos” baseados nas Marchas de Gales – uma área de fronteira entre a Inglaterra e o País de Gales – que eram cada um liderado por um grão-mestre ou grande mestra. De acordo com a Ordem, no final da década de 1960, uma grande mestra de um desses grupos uniu três desses templos – Camlad, o Temple of Sun e os Noctulians – para formar a ONA, antes de receber forasteiros na tradição.

De acordo com o relato da Ordem, um daqueles que a grande mestra iniciou no grupo foi “Anton Long”, um indivíduo que se descreveu como um cidadão britânico que passou grande parte de sua juventude visitando a África, Ásia e Oriente Médio. Long afirmou que, antes de seu envolvimento na ONA, ele se interessou por ocultismo por vários anos, tendo contatado um coven baseado em Fenland em 1968, antes de se mudar para Londres e ingressar em grupos que praticavam magia cerimonial no estilo da Ordem Hermética da Golden Dawn e Aleister Crowley. Ele também reivindicou um breve envolvimento em um grupo satânico baseado em Manchester, o Templo Ortodoxo do Príncipe dirigido por Ray Bogart, durante o qual ele encontrou a Grande Mestra da ONA. Segundo o relato da Ordem, Long ingressou na ONA em 1973 – o primeiro a fazê-lo em cinco anos – e tornou-se herdeiro da grande mestra. Mais tarde, ele lembrou que naquela época o grupo realizava rituais em henges e círculos de pedra ao redor dos solstícios e equinócios.

Este relato afirma ainda que quando a Grande Mestra da Ordem migrou para a Austrália, Long assumiu como o novo grão-mestre do grupo. O grupo afirmou que Long “implementou a próxima etapa da Estratégia Sinistra – para tornar os ensinamentos conhecidos em larga escala”. A partir do final da década de 1970, Long incentivou o estabelecimento de novos grupos ONA, que eram conhecidos como “templos”, e a partir de 1976 ele escreveu uma série de textos para a tradição, codificando e estendendo seus ensinamentos, mitos e estrutura. Esses textos são tipicamente escritos em inglês, embora incluam passagens do grego clássico, bem como termos do sânscrito e do árabe, refletindo a fluência de Long em tais idiomas. Depois de examinar esses textos, o historiador Nicholas Goodrick-Clarke afirmou que neles, Long “evoca um mundo de bruxas, feiticeiros camponeses fora da lei, orgias e sacrifícios de sangue em cabanas solitárias nas florestas e vales desta área, Shropshire e Herefordshire, onde ele viveu desde o início dos anos 1980”.

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David Myatt (foto de 1998) é frequentemente citado como o ideólogo central da ONA.

A verdadeira identidade de “Anton Long” permanece desconhecida tanto para os membros da Ordem quanto para os acadêmicos que a estudaram. No entanto, em uma edição de 1998 da revista antifascista Searchlight, afirmou-se que “Anton Long” era um pseudônimo de David Myatt, uma figura proeminente do movimento neonazista britânico. Nascido no início dos anos 1950, Myatt esteve envolvido em vários grupos neonazistas, inicialmente servindo como guarda-costas de Colin Jordan do Movimento Britânico antes de ingressar na milícia Combat 18 e se tornar membro fundador e líder do Movimento Nacional Socialista. Seu texto sobre A Practical Guide to Aryan Revolution (Um Guia Prático da Revolução Ariana), no qual defendia a militância violenta em prol da causa neonazista, foi citado como uma influência sobre o bombardeiro de pregos David Copeland. Em 1998, Myatt se converteu ao Islã e permaneceu muçulmano praticante por oito anos, período em que encorajou a jihad violenta contra o sionismo e os aliados ocidentais de Israel. Em 2010, ele anunciou que havia renunciado ao Islã e estava praticando uma tradição esotérica que denominou “Caminho Numinoso”.

Goodrick-Clarke apoiou a ideia de que Myatt era Long, com o estudioso de estudos religiosos Jacob C. Senholt acrescentando que “o papel de David Myatt é primordial para toda a criação e existência da ONA”. Senholt apresentou evidências adicionais que ele acreditava confirmaram a identidade de Myatt como Long, escrevendo que o abraço de Myatt ao neonazismo e ao islamismo radical representava “papéis de percepção” que Myatt havia adotado como parte da “estratégia sinistra” da ONA para minar a sociedade ocidental, uma visão endossada pelo estudioso do satanismo Per Faxneld. Em 2015, um membro da ONA conhecido como R. Parker argumentou a favor da ideia de que Myatt era Long. Como resultado da publicação de Page, o sociólogo da religião Massimo Introvigne afirmou que a ONA “mais ou menos reconheceu” que Myatt e Long são a mesma pessoa, o que a alegação sobre Myatt a ONA contestou.

O próprio Myatt negou repetidamente as alegações de que ele tem qualquer envolvimento com a ONA, e que ele usou o pseudônimo “Anton Long”, além de contestar os argumentos usados ​​para conectá-lo a Long, alegando que eles são baseados em evidências insuficientes. O estudioso de estudos religiosos George Sieg expressou preocupação com essa associação, afirmando que a considerava “imlausível e insustentável com base na extensão da variação no estilo de escrita, personalidade e tom” entre Myatt e Long. Jeffrey Kaplan, um especialista acadêmico da extrema direita, também sugeriu que Myatt e Long são pessoas separadas, enquanto o estudioso de estudos religiosos Connell R. Monette postulou a possibilidade de que “Anton Long” não fosse um indivíduo singular, mas sim um pseudônimo usado por várias pessoas diferentes.

Aparecimento ao Público:

A ONA surgiu à atenção do público no início de 1980. Durante as décadas de 1980 e 1990, espalhou sua mensagem por meio de artigos em revistas, como Nox, de Stephen Sennitt, bem como pela publicação de volumes como The Black Book of Satan (O Livro Negro de Satã) e Naos. Em 1988, iniciou a publicação de seu próprio jornal interno, intitulado Fenrir. Entre o material que publicou para consumo público estão folhetos filosóficos, instruções rituais, cartas, poesia e ficção gótica. Seu texto ritual central é intitulado The Black Book of Satan (O Livro Negro de Satã). Também lançou sua própria música, um conjunto de tarô pintado conhecido como Sinister Tarot (O Tarô Sinistro) e um jogo de tabuleiro tridimensional conhecido como Star Game (O Jogo da Estrela). A ONA estabeleceu ligações com outros grupos satanistas neonazistas: seu distribuidor internacional foi o neozelandês Kerry Bolton, o fundador da Black Order, que é descrito como um adepto da ONA na correspondência publicada do grupo, e tem acesso a um biblioteca de material oculto e de extrema direita de propriedade da Order of the Jarls de Bælder. Segundo Monette, o grupo agora tem associados e grupos nos Estados Unidos, Europa, Brasil, Egito, Austrália e Rússia. Um desses grupos associados é o Tempel ov Blood, com sede nos EUA, que publicou vários textos através da Ixaxaar Press, enquanto outro é o White Star Acception, com sede na Califórnia, que foi designado como “Flagship Nexion” da ONA nos Estados Unidos apesar de se desviarem dos ensinamentos tradicionais da ONA sobre uma série de questões.

Durante o início da década de 1990, a Ordem declarou que estava entrando no segundo estágio de seu desenvolvimento, no qual deixaria para trás seu foco anterior no recrutamento e divulgação pública dentro da comunidade oculta e que, em vez disso, se concentraria em refinar seus ensinamentos; sua quietude resultante levou alguns ocultistas a especular erroneamente que a ONA havia se extinguido. Em 2000, a ONA estabeleceu uma presença na Internet, utilizando-a como meio de comunicação com os outros e de distribuição dos seus escritos. Em 2008, a ONA anunciou que estava entrando na terceira fase de sua história, na qual voltaria a focar fortemente na promoção, utilizando mídias sociais como blogs online, fóruns, Facebook e YouTube para divulgar sua mensagem. Em 2011, a “Old Guard”, um grupo de membros de longa data da Ordem, afirmou que se retiraria do trabalho público ativo com o grupo. Em março de 2012, Long anunciou que se retiraria da atividade pública, embora pareça ter permanecido ativo na Ordem.

AS CRENÇAS E A ESTRUTURA DA ONA:

A ONA descreve suas crenças como pertencentes a “uma tradição mística sinistramente numinosa”, acrescentando que “não é agora e nunca foi estritamente satanista ou estritamente Caminho da Mão Esquerda, mas usa “satanismo” e o LHP como “formas causais”; isto é, como técnicas/experiências/provas/desafios” para auxiliar o avanço espiritual do praticante. Monette descreveu a ONA como “uma fascinante mistura de Hermetismo e Satanismo Tradicional, com alguns elementos pagãos”. Faxneld descreveu a ONA como “uma forma perigosa e extrema de satanismo” e como “um dos grupos satanistas mais extremos do mundo”. Jeffrey Kaplan e Leonard Weinberg o caracterizaram como um “grupo satanista de orientação nacional-socialista”, enquanto Nicholas Goodrick-Clarke também o considerou um “culto nazista satânico” que “combina o paganismo com o louvor a Hitler”. Ele acrescentou que a ONA “celebrou o lado escuro e destrutivo da vida através de doutrinas anti-cristãs, elitistas e darwinistas sociais”. Considerando a maneira pela qual a ONA sincretizou tanto o satanismo quanto o paganismo, o historiador da religião Mattias Gardell descreveu sua perspectiva espiritual como “um caminho satânico pagão”. O estudioso George Sieg, no entanto, argumentou que a ONA deveria ser categorizada como “pós-satânica” porque “ultrapassou (sem abandonar totalmente) a identificação com seu paradigma satânico original”.

Satanismo Tradicional e Paganismo:

“[Long] rejeita a organização quase religiosa e as palhaçadas cerimoniais da Igreja de Satã, o Templo de Set e outros grupos satânicos. Ele acredita que o satanismo tradicional vai muito além da gratificação do princípio do prazer e envolve a árdua conquista do eu – maestria, auto-superação em um sentido nietzschiano e, finalmente, sabedoria cósmica. Sua concepção de satanismo é prática, com ênfase no crescimento individual em reinos de escuridão e perigo por meio de atos práticos de coragem, resistência e risco de vida.”

— Estudioso do esoterismo Nicholas Goodrick-Clarke.

A ONA descreve seu ocultismo como “Satanismo Tradicional” e como uma “tradição mística sinistra-numinosa”. De acordo com Jesper Aagaard Petersen, um acadêmico especialista em satanismo, a Ordem apresenta “uma nova interpretação reconhecível do satanismo e do Caminho da Mão Esquerda”, e para os envolvidos no grupo, o satanismo não é simplesmente uma religião, mas um modo de vida. A Ordem postula o satanismo como uma árdua conquista individual de autodomínio e autossuperação nietzschiana, com ênfase no crescimento individual através de atos práticos de risco, bravura e resistência. Portanto, “o objetivo do satanismo da ONA é criar um novo indivíduo através da experiência direta, prática e autodesenvolvimento com os graus do sistema ONA sendo altamente individuais, com base nos próprios atos práticos e da vida real dos iniciados, em vez de meramente realizar certos rituais cerimoniais”. Assim, o satanismo, afirma a ONA, exige aventurar-se no reino do proibido e do ilegal para libertar o praticante do condicionamento cultural e político. Intencionalmente transgressora, a Ordem tem se caracterizado por proporcionar “uma espiritualidade agressiva e elitista”. O estudioso de estudos religiosos Graham Harvey escreveu que a ONA se encaixava no estereótipo do satanista “melhor do que outros grupos”, algo que ele achava que foi deliberadamente alcançado ao abraçar atos “profundamente chocantes” e ilegais.

A ONA critica fortemente grupos satânicos maiores como a Igreja de Satã e o Templo de Set, que eles consideram “satânicos falsos” porque abraçam o “glamour associado ao satanismo”, mas têm “medo de experimentar sua realidade dentro e externo a eles”. Por sua vez, a Igreja de Satã criticou o que eles alegaram ser a “insistência paranoica da Ordem de que eles são os únicos defensores da tradição satânica”, com Kaplan afirmando que esses comentários refletem “as tensões internas” que são comuns dentro “do mundo do satanismo “, e sobre qual crítica Anton Long escreveu que a ONA não “afirma ser uma organização de pares com a reivindicação de algum tipo de autoridade … Quando no passado nós e outros como nós dissemos coisas que outros interpretam como sendo contra o Templo de Set ou LaVey, estávamos simplesmente assumindo o papel de Adversário – desafiando o que parecia estar se tornando um dogma aceito.”

Embora se conceba como tendo origens pré-cristãs e descreva o satanismo como “paganismo militante”, a ONA não defende o restabelecimento de sistemas de crenças pré-cristãs, com um tratado da ONA afirmando que “todos os deuses do passado das várias tradições ocidentais são tornados obsoletos pelas forças que o satanismo sozinho está desencadeando”. No entanto, Goodrick-Clarke observou que as “ideias e rituais” do grupo se baseiam em “uma tradição nativa”, com referências ao conceito anglo-saxão pré-cristão de wyrd, uma ênfase em cerimônias realizadas em equinócios e a construção de incenso usando árvores indígenas, sugerindo assim a ideia de “enraizamento na natureza inglesa”. Os praticantes passam por “peregrinações negras” a locais cerimoniais pré-históricos na área ao redor de Shropshire e Herefordshire nas Midlands inglesas. Além disso, Monette escreve que “um exame crítico dos textos-chave da ONA sugere que as conotações satânicas podem ser cosméticas e que seus mitos e cosmologia centrais são genuinamente herméticos, com influências pagãs”.

Cosmologia Aeônica e o Nazismo:

 

“Adolf Hitler foi enviado por nossos deuses

Para nos guiar à grandeza

Acreditamos na desigualdade de raças

E no direito do ariano de viver

De acordo com as leis do povo.

Reconhecemos que a história do “holocausto” judaico

É uma mentira para manter nossa raça acorrentada

E expressar nosso desejo de ver a verdade revelada.

Acreditamos na justiça para nossos companheiros oprimidos

E buscar um fim em todo o mundo da

Perseguição dos Nacional-Socialistas.”

 

— A “Missa da Heresia” da ONA.

A ONA afirma que a evolução cósmica é guiada por uma “dialética sinistra” de energias Aeônicas alternadas. Ele divide a história humana em uma série de Aeons, acreditando que cada Aeon foi dominado por uma civilização humana que surgiu, evoluiu e depois morreu. Ele afirma que cada Aeon dura aproximadamente 2.000 anos, com sua respectiva civilização humana dominante se desenvolvendo nos últimos 1.500 anos desse período. Sustenta que após 800 anos de crescimento, cada civilização enfrenta problemas, resultando em um “Tempo de Problemas” que dura entre 398 e 400 anos. No estágio final de cada civilização há um período que dura aproximadamente 390 anos, no qual ela é controlada por um forte regime militar e imperial, após o qual a civilização cai. A ONA afirma que a humanidade viveu cinco desses Aeons, cada um com uma civilização associada: a Primal, a Hiperbórea, a Suméria, a Helênica e a Ocidental. Tanto Goodrick-Clarke quanto Senholt afirmaram que este sistema de Aeons é inspirado nas obras de Arnold J. Toynbee, com Senholt sugerindo que também pode ter sido influenciado pelas ideias de Crowley sobre Thelêmicos Aeons. No entanto, a ONA afirmou que seu conceito “não tem nada a ver com Crowley”, mas é baseado no trabalho de Toynbee e Spengler.

A ONA afirma que a atual civilização ocidental tem um ethos faustiano e passou recentemente por seu Tempo de Perturbações, com seu estágio final, um “Imperium” de governança militarista, que deve começar em algum momento de 1990-2011 e durar até 2390. será seguido por um período de caos a partir do qual será estabelecido um sexto Aeon, o Aeon do Fogo, que será representado pela civilização galáctica na qual uma sociedade ariana colonizará a galáxia Via Láctea. No entanto, a Ordem sustenta que, ao contrário das civilizações Aeônicas anteriores, a civilização ocidental foi infectada com a distorção “Magia / Nazareno”, que eles associam à religião judaico-cristã. Os escritos do grupo afirmam que enquanto a civilização ocidental já foi “uma entidade pioneira, imbuída de valores elitistas e exaltando o caminho do guerreiro”, sob o impacto do ethos mago/nazareno tornou-se “essencialmente neurótica, introspectiva e obcecada “, abraçando o humanismo, o capitalismo, o comunismo, bem como “a farsa da democracia” e “o dogma da igualdade racial”. Eles acreditam que essas forças magos/nazarenos representam uma tendência contra-evolucionária que ameaça impedir o surgimento do Império Ocidental e, portanto, a evolução da humanidade, opinando que esse inimigo cósmico deve ser superado pela força da vontade. Tanto Goodrick-Clarke quanto Sieg observam que essas ideias sobre a “alma mágica” e a “distorção cultural” trazida pelos judeus foram derivadas das obras de Oswald Spengler e Francis Parker Yockey.

A ONA elogia a Alemanha nazista como “uma expressão prática do espírito satânico… uma explosão de luz luciferiana – de entusiasmo e poder – em um mundo nazareno, pacificado e chato”. Abraçando a negação do Holocausto, afirma que o Holocausto foi um mito que foi construído pelo estabelecimento mago/nazareno para denegrir a administração nazista após a Segunda Guerra Mundial e apagar suas conquistas da “psique do Ocidente”. O grupo acredita que uma revolução neonazista é necessária para derrubar o domínio mago-nazareno da sociedade ocidental e estabelecer o Império, permitindo que a humanidade entre na civilização galáctica do futuro. Assim, referências positivas ao nazismo e neonazismo podem ser encontradas no material escrito do grupo, e evoca o líder nazista Adolf Hitler como uma força positiva em seu texto para a realização de uma Missa Negra, também conhecida como A Missa da Heresia. No entanto, alguns textos da ONA enfatizam que os membros devem abraçar o neonazismo e o racismo não por uma crença genuína na ideologia nazista, mas como parte de uma “estratégia sinistra” para avançar a evolução Aeônica. Uma versão da Missa Negra produzida por um grupo australiano da ONA, The Temple of THEM, substitui elogios a Hitler por elogios ao militante islâmico Osama bin Laden, enquanto os escritos de Chloe Ortega e Kayla DiGiovanni, principais publicitários do White Star Acception, expressam o que Sieg denominou uma plataforma “anarquista de esquerda” que carecia da condenação do sionismo e do endosso do racismo ariano que é encontrado nos escritos de Long. A Ordem é, portanto, muito mais abertamente politicamente extrema em seus objetivos do que outras organizações satânicas e do Caminho da Mão Esquerda, buscando se infiltrar e desestabilizar a sociedade moderna através de meios mágicos e práticos.

Iniciação e o Caminho Sétuplo:

A ONA encoraja seus membros a adotar “papéis de insight” em grupos anarquistas, neonazistas e islâmicos para perturbar a sociedade ocidental moderna.

O sistema central da ONA é conhecido como o “O Caminho Sétuplo” ou a “Hebdomadria”, e é descrito em um dos textos principais da Ordem, Naos. O sistema sétuplo é refletido na cosmologia simbólica do grupo, a “Árvore de Wyrd”, na qual sete corpos celestes – a Lua, Vênus, Mercúrio, Sol, Marte, Júpiter e Saturno – estão localizados. O termo wyrd foi adotado do inglês antigo, onde se referia ao destino ou destino. Monette identificou isso como um “sistema hermético”, destacando que o uso de sete corpos planetários havia sido influenciado pelos textos árabes medievais Ghāyat al-Ḥakīm (conhecido também como o grimório Picatrix) e o Shams I-Maarif. O Caminho Sétuplo também se reflete no sistema iniciático do grupo, que possui sete graus pelos quais o membro pode progredir gradualmente. São eles: (1) Neófito, (2) Iniciado, (3) Adepto Externo, (4) Adepto Interno, (5) Mestre/Mestra, (6) Grão-Mestre/Mousa e (7) Imortal. O grupo revelou que muito poucos de seus membros ascendem ao quinto e sexto graus, e em um artigo de 1989 a ONA afirmou que naquele momento havia apenas quatro indivíduos que haviam alcançado o estágio de Mestre.

A ONA não inicia membros no grupo em si, mas espera que um indivíduo inicie a si mesmo. Exige que os iniciados estejam em boas condições físicas e recomenda um regime de treinamento para os futuros membros seguirem. Espera-se que os recém-chegados assumam um parceiro mágico do sexo oposto, ou do mesmo sexo, se forem lésbicas ou gays. A partir daí, o praticante deve enfrentar desafios pessoais e cada vez mais difíceis para transitar pelos diferentes graus. A maioria das provações que permitem ao iniciado avançar para a próxima etapa são reveladas publicamente pela Ordem em seu material introdutório, pois acredita-se que o verdadeiro elemento iniciático está na própria experiência e só pode ser alcançada através da sua realização. Por exemplo, parte do ritual para se tornar um Adepto Externo envolve uma provação na qual o membro em potencial deve encontrar um lugar solitário e ficar ali, quieto, por uma noite inteira sem se mexer ou dormir. O processo iniciático para o papel de Adepto Interno implica que o praticante se retire da sociedade humana por três meses, de um equinócio a um solstício, ou (mais geralmente) por seis meses, período durante o qual deve viver em estado selvagem sem conveniências modernas ou contato. com a civilização. A próxima etapa – o Ritual do Abismo – envolve o candidato vivendo sozinho em uma caverna escura e isolada por um mês lunar. De acordo com Jeffrey Kaplan, um especialista acadêmico da extrema direita, essas tarefas iniciáticas física e mentalmente desafiadoras refletem “a concepção da ONA de si mesma como uma organização de vanguarda composta por um pequeno círculo de elites nietzschianas”.

Dentro do sistema iniciático da ONA, há uma ênfase na adoção de “papéis de discernimento” pelos praticantes em que trabalham disfarçados em um grupo politicamente extremista por um período de seis a dezoito meses, ganhando experiência em algo diferente de sua vida normal. Entre as tendências ideológicas que a ONA sugere que seus membros adotem “papéis de insight” estão o anarquismo, o neonazismo e o islamismo, afirmando que, além dos benefícios pessoais de tal envolvimento, a participação nesses grupos tem o benefício de minar o poder mágico. sistema sócio-político nazareno do Ocidente e, assim, ajudando a trazer a instabilidade da qual uma nova ordem, o Imperium, pode emergir. No entanto, Monette observou uma mudança potencial nas funções de insight recomendadas pelo grupo ao longo das décadas; ele destacou que, enquanto a ONA recomendava atividades criminosas ou militares durante os anos 1980 e início dos anos 1990, no final dos anos 1990 e 2000 eles estavam recomendando o monaquismo budista como um papel de insight para os praticantes adotarem. Através da prática de “papéis de insight”, a ordem defende a transgressão contínua de normas, papéis e zonas de conforto estabelecidos no desenvolvimento do iniciado … , Essa aplicação extrema de ideias amplifica ainda mais a ambiguidade das práticas satânicas e do Caminho da Mão Esquerda de antinomianismo, tornando quase impossível penetrar nas camadas de subversão, jogo e contra-dicotomia inerentes à dialética sinistra.” Senholt sugeriu que o envolvimento de Myatt com o neonazismo e o islamismo representam esses “papéis de insight” em sua própria vida.

O Reino Acausal, a Mágicka e os Deuses das Trevas:

A ONA acredita que os humanos vivem dentro do reino causal, que obedece às leis de causa e efeito. No entanto, eles também acreditam em um reino acausal, no qual as leis da física não se aplicam, promovendo ainda mais a ideia de que energias numinosas do reino acausal podem ser atraídas para o causal, permitindo o desempenho da magia. Acreditando na existência de magia – que o grupo soletra “mágicka” seguindo o exemplo da obra de Elias Ashmole de 1652, o Theatrum Chemicum Britannicum – a ONA distingue entre mágicka externa, interna e aeônica. A magia externa em si é dividida em duas categorias: mágicka cerimonial, que é realizada por mais de duas pessoas para atingir um objetivo específico, e mágicka hermética, que é realizada solitária ou em casal e que geralmente é de natureza sexual. A mágicka interna é projetada para produzir um estado alterado de consciência no participante, a fim de resultar em um processo de “individuação” que confere um bem-estar. A forma mais avançada de mágicka no sistema ONA é a mágicka aeônica, cuja prática é restrita àqueles que já são percebidos como tendo dominado a mágicka externa e interna e alcançado o grau de mestre. O propósito da mágicka aeônica é influenciar um grande número de pessoas por um longo período de tempo, afetando assim o desenvolvimento de eras futuras. Em particular, é empregado com a intenção de perturbar o atual sistema sociopolítico do mundo ocidental, que a ONA acredita ter sido corrompido pela religião judaico-cristã.

A ONA utiliza dois métodos em seu desempenho de mágicka aeônica. A primeira envolve ritos e cânticos com a intenção de abrir um portal – conhecido como “nexion” – para o “reino acausal” a fim de manifestar energias no “reino causal” que influenciarão o aeon existente na direção desejada pelo praticante. O segundo método envolve jogar uma forma avançada de um jogo de tabuleiro conhecido como Star Game; o jogo foi idealizado pelo grupo, com as peças do jogo representando diferentes eras. O grupo acredita que quando um iniciado joga o jogo, ele pode se tornar um “nexion vivo” e, portanto, um canal para que as energias acausais entrem no reino causal e efetuem a mudança aeônica. Uma forma avançada do jogo é usada como parte do treinamento para o grau de Adepto Interno. De acordo com Myatt, ele inventou o jogo em 1975.

A Ordem promove a ideia de que “Deuses das Trevas” existem dentro do reino acausal, embora seja aceito que alguns membros os interpretem não como entidades reais, mas como facetas do subconsciente humano. Essas entidades são percebidas como perigosas, com a ONA aconselhando cautela ao interagir com elas. Entre os Deuses das Trevas cujas identidades foram discutidas no material publicamente disponível da Ordem estão uma deusa chamada Baphomet que é retratada como uma mulher madura carregando uma cabeça decepada, com a ONA afirmando que o nome é de origem grega antiga. Além disso, existem entidades cujos nomes, segundo Monette, são emprestados ou influenciados por figuras de fontes clássicas e astronômicas, como Kthunae, Nemicu e Atazoth.

Outra dessas figuras acausais é denominada Vindex, após a palavra latina para “vingador”. A ONA acredita que Vindex acabará encarnando como um humano – embora o gênero e a etnia desse indivíduo sejam desconhecidos – através da “presença” bem-sucedida de energias acausais dentro do reino causal, e que eles atuarão como uma figura messiânica ao derrubar o Mago forças e levando a ONA à proeminência no estabelecimento de uma nova sociedade. Sieg fez comparações entre essa crença em Vindex e as ideias de Savitri Devi, o proeminente hitlerista esotérico, sobre a chegada de Kalki, um avatar do deus hindu Vishnu, à Terra. A ONA também propaga a ideia de que é possível ao praticante garantir uma vida após a morte no reino acausal através de suas atividades espirituais. É por esta razão que o estágio final do Caminho Sétuplo é conhecido como o “Imortal”, constituindo aqueles iniciados que conseguiram avançar para o estágio de habitação no reino acausal.

Sacrifício Humano:

Os escritos da ONA toleram e encorajam o sacrifício humano, referindo-se às suas vítimas como opfers. A ONA descreve suas diretrizes para o sacrifício humano em vários documentos: “A Gift for the Prince – A Guide to Human Sacrifice”, “Culling – A Guide to Sacrifice II”, “Victims – A Sinister Exposé” e ” Guidelines for the Testing of Opfers”. De acordo com as crenças da ONA, o assassino deve permitir que sua vítima se “auto-selecione”; isso é conseguido testando a vítima para ver se ela expõe falhas de caráter percebidas. Se este for o caso, acredita-se que a vítima tenha demonstrado que é digna de morte, e o sacrifício pode começar. Aqueles considerados ideais para o sacrifício pelo grupo incluem indivíduos percebidos como sendo de baixo caráter, membros do que eles consideram “grupos falso-satânicos” como a Igreja de Satã e o Templo de Set, bem como “nazarenos zelosos e interferentes” e jornalistas , empresários e ativistas políticos que atrapalham as operações do grupo. A ONA explica que, devido à necessidade dessa “autoseleção”, as crianças nunca devem ser vítimas de sacrifícios. Da mesma forma, a ONA “despreza o sacrifício de animais, sustentando que é muito melhor sacrificar mundanos adequados, dada a abundância de escórias humanas”.

O sacrifício é então realizado através de meios físicos ou mágicos, quando acredita-se que o assassino absorva o poder do corpo e do espírito da vítima, entrando assim em um novo nível de consciência “sinistra”. Além de fortalecer o caráter do assassino ao aumentar sua conexão com as forças acausais de morte e destruição, tais sacrifícios também são vistos como de maior benefício pela ONA, pois retiram da sociedade indivíduos que o grupo considera seres humanos inúteis. Monette observou que nenhuma célula nexion da ONA admitiu publicamente realizar um sacrifício de maneira ritual, mas que os membros se juntaram à polícia e aos grupos militares para se envolver em violência legal e assassinato.

A ONA acredita que existem precedentes históricos para sua prática de sacrifício humano, expressando a crença em uma tradição pré-histórica na qual os seres humanos foram sacrificados a uma deusa chamada Baphomet no equinócio da primavera e à estrela Arcturus no outono. No entanto, a defesa do sacrifício humano pela ONA atraiu fortes críticas de outros grupos satanistas como o Templo de Set, que o consideram prejudicial às suas próprias tentativas de tornar o satanismo mais socialmente aceitável dentro das nações ocidentais.

O Termo “Nove Ângulos”:

Embora os estudiosos ocultistas atribuam o conceito de Nove Ângulos à Igreja de Satã, em seus ensaios e outros escritos a ONA oferece explicações diferentes quanto ao significado do termo “Nove Ângulos”. Uma explicação é que se trata dos sete planetas da cosmologia do grupo (os sete ângulos), somados ao sistema como um todo (o oitavo ângulo), e os próprios místicos (o nono ângulo). Uma segunda explicação é que se refere a sete estágios alquímicos “normais”, com dois processos adicionais. Uma terceira é que se refere às nove emanações do divino, um conceito originalmente encontrado em textos medievais produzidos dentro da tradição mística islâmica do sufismo. Monette sugeriu ainda que era uma referência a uma tradição indiana clássica que dividia o sistema solar em nove planetas.

De acordo com o O9A, eles usam o termo “nove ângulos” em referência não apenas às nove emanações e transformações das três substâncias alquímicas básicas (mercúrio, enxofre, sal), como ocorre em seu uso oculto do Jogo Estelar, mas também em referência à sua jornada hermética com suas sete esferas e seus dois aspectos acausais.

A ORGANIZAÇÃO DA ONA:

A ONA é um coletivo diversificado e mundial de diversos grupos, tribos e indivíduos, que compartilham e buscam interesses, objetivos e estilos de vida sinistros, subversivos semelhantes, e que cooperam quando necessário para seu benefício mútuo. e na busca de seus propósitos e objetivos comuns… O critério para pertencer à ONA é essa busca de interesses, objetivos e estilos de vida semelhantes sinistros, subversivos, juntamente com o desejo de cooperar quando for benéfico para eles e a prossecução dos nossos objectivos comuns. Não há, portanto, nenhum membro formal da ONA, e nenhum Antigo-Aeon, mundano, hierarquia ou mesmo quaisquer regras.

— The ONA, 2010.

A ONA é uma organização secreta. Falta qualquer administração central, operando como uma rede de praticantes satânicos aliados, que chama de “coletivo”. Assim, Monette afirmou que a Ordem “não é uma loja ou templo estruturado, mas sim um movimento, uma subcultura ou talvez uma metacultura que seus adeptos escolhem incorporar ou se identificar”. Monette também sugeriu que essa ausência de uma estrutura centralizada ajudaria a sobrevivência da Ordem, porque seu destino não seria investido apenas em um líder em particular. A ONA não gosta do termo “membro”, preferindo a palavra “associado”. Em 2012, Long afirmou que os afiliados à Ordem se enquadravam em seis categorias diferentes: associados de nexions tradicionais, Niners, Balobians, membros de gangues e tribos, seguidores da tradição Rounwytha e aqueles envolvidos com grupos inspirados na ONA.

O grupo consiste em grande parte de células autônomas conhecidas como “nexions”. A célula original, baseada em Shropshire, é conhecida como “Nexion Zero”, com a maioria dos grupos subsequentes estabelecidos na Grã-Bretanha, Irlanda e Alemanha, no entanto, nexions e outros grupos associados também foram estabelecidos nos Estados Unidos, Austrália, Brasil, Egito, Itália, Espanha, Portugal, Polônia, Sérvia, Rússia e África do Sul. A ala grega da ONA atende pelo nome de Mirós tou Zeús. Alguns desses grupos, como o Tempel ov Blood, com sede nos EUA, descrevem-se como distintos da ONA, embora ambos tenham sido muito influenciados por ela e tenham conexões com ela.

Na terminologia da ONA, os termos Drecc e Niner referem-se à cultura popular ou baseada em gangues ou indivíduos que apoiam os objetivos da Ordem por meios práticos (incluindo criminosos) em vez de esotéricos. Um desses grupos é o White Star Acceptation, que afirma ter perpetrado estupros, agressões e roubos para aumentar o poder do grupo; Sieg observou que a realidade dessas ações não foi verificada. Um balobiano é um artista ou músico que contribui para o grupo através de sua produção de belas artes. A Rounwytha é uma tradição de místicos populares ou folclóricos considerados como exibindo poderes psíquicos talentosos refletindo sua encarnação do “arquétipo feminino sinistro”. Embora uma minoria seja de homens, a maioria das Rounwytha é do sexo feminino, e muitas vezes vivem reclusas como parte de grupos pequenos e muitas vezes lésbicos.

Representante Externo:

Vários comentaristas acadêmicos destacaram a existência de uma posição dentro da ONA chamada de “Representante Externo”, que atua como porta-voz oficial do grupo para o mundo exterior. O primeiro a afirmar publicamente ser o “Representante Externo” do grupo foi Richard Moult, um artista e compositor de Shropshire que usou o pseudônimo de “Christos Beest”. Moult foi seguido como “Representante Externo” por “Vilnius Thornian”, que ocupou o cargo de 1996 a 2002, e que foi identificado por membros da ONA como o ideólogo do Caminho da Mão Esquerda Michael Ford. Posteriormente, no blog do White Star Acception, foi feita a alegação de que o membro do grupo Chloe Ortega era o representante externo da ONA, também este blog mais tarde foi extinto em 2013. Em 2013, uma americana Rounwytha usando o nome de “Jall” apareceu alegando ser o “Representante Externo” da Ordem.

No entanto, de acordo com Long, o “representante externo” era “um exemplo interessante e instrutivo do Labyrinthos Mythologicus da O9A, … um estratagema”, e que foi projetado para “intrigar, selecionar, testar, confundir, irritar, enganar”. Long escreveu que “o estratagema era para um candidato ou um iniciado divulgar abertamente o material da ONA, e possivelmente dar entrevistas sobre a O9A para a mídia, sob o pretexto de ter recebido algum tipo de ‘autoridade’ para fazê-lo, embora tal autoridade – e a hierarquia necessária para dotá-la – era de fato uma contradição de nossa razão de ser; um fato que naturalmente esperávamos que aqueles incipientes de nossa espécie soubessem ou sentissem”. De acordo com Senholt, a ONA “não concede títulos”, com Monette escrevendo que “não há autoridade central dentro da ONA”.

Dentro da ONA havia um grupo de iniciados de longa data conhecidos como a “Velha Guarda” ou “Inner ONA”, cuja experiência com a tradição os levou a se tornarem influentes sobre os membros mais novos que frequentemente procuravam seus conselhos. Os membros desta Velha Guarda incluíam Christos Beest, Sinister Moon, Dark Logos e Pointy Hat, embora em 2011 tenham declarado que se retirariam da esfera pública.

Filiação:

Uma edição da revista Fenrir original da ONA.

Embora a ONA tenha declarado que não é uma organização oculta no sentido convencional, mas uma filosofia esotérica, vários acadêmicos escreveram sobre a associação à ONA. Em uma visão geral de 1995 dos grupos satanistas britânicos, Harvey sugeriu que a ONA consistia em menos de dez membros, “e talvez menos de cinco”. Em 1998, Jeffrey Kaplan e Leonard Weinberg afirmaram que os membros da ONA eram “infinitamente pequenos”, com o grupo atuando principalmente como um “ministério de correspondência”. Quanto à questão da adesão, Anton Long, em carta a Aquino datada de outubro de 1990, escreveu que “uma vez que as técnicas e a essência da ONA estão mais amplamente disponíveis, a adesão como tal é irrelevante, pois tudo está disponível e acessível … com o indivíduo assumindo a responsabilidade por seu próprio desenvolvimento, suas próprias experiências”.

Em 2013, Senholt observou que, como o grupo não possui membros oficiais, é “difícil, se não impossível, estimar o número de membros da ONA”. Senholt sugeriu que uma “estimativa aproximada” do “número total” de indivíduos envolvidos com a ONA em alguma capacidade de 1980 a 2009 era de “alguns milhares”; ele havia chegado a essa conclusão a partir de um exame do número de revistas e periódicos sobre o assunto que circulavam e do número de membros de grupos de discussão on-line dedicados à ONA. Ao mesmo tempo, ele achava que o número de “adeptos de longa data é muito menor”. Também em 2013, Monette estimou que havia mais de dois mil associados da ONA, amplamente definidos. Ele acreditava que o equilíbrio de gênero era aproximadamente igual, embora com variação regional e diferenças entre os nexos particulares. Introvigne observou que se a estimativa de Monette estivesse correta, isso significaria que a ONA é “facilmente… a maior organização satanista do mundo”.

De acordo com uma pesquisa em 2015, a ONA tem mais apoiadores do sexo feminino do que a Igreja de Satã ou o Templo de Set; mais mulheres com filhos; mais torcedores mais velhos; mais adeptos mais bem estabelecidos em termos socioeconômicos; e mais que politicamente estão mais à direita.

TERRORISMO E CRIMES ATRIBUÍDOS À ONA:

De acordo com um relatório do grupo de direitos civis Southern Poverty Law Center, a ONA “detém uma posição importante no nicho, nexo internacional de grupos neonazistas ocultos, esotéricos e/ou satânicos”. Vários jornais relataram que a O9A está ligada a uma série de figuras de alto perfil da extrema direita e que o grupo é afiliado e compartilha membros com grupos terroristas neonazistas, como a Divisão Atomwaffen e a proscrita Ação Nacional, Divisão Sonnenkrieg e Resistência Nórdica. Movimento.

Em 23 de setembro de 2019, o especialista Jarrett William Smith, 24, de Fort Riley, Kansas, foi acusado de distribuir informações relacionadas a explosivos e armas de destruição em massa. O procurador-adjunto dos EUA, Anthony Mattivi, alegou no tribunal federal que Smith distribuiu informações sobre explosivos e estava planejando assassinar agentes federais com três outras pessoas “para a glória de sua religião satanista”. Em 10 de fevereiro de 2020, Smith se declarou culpado de duas acusações de distribuição de informações relacionadas a explosivos, dispositivos destrutivos e armas de destruição em massa e foi condenado a 30 meses de prisão federal.

Um paraquedista norte-americano chamado Ethan Melzer dos Sky Soldiers da 173ª Brigada Aerotransportada, que foi designado para o 1º Batalhão, 503º Regimento de Infantaria, em Vicenza, Itália, em 2019 até 2020, planejou uma emboscada em sua unidade, “para resultar na morte de tantos de seus companheiros de serviço quanto possível.” Ele foi acusado em junho de 2020 de conspirar e tentar assassinar membros do serviço militar e fornecer e tentar fornecer apoio material a terroristas. O paraquedista foi acusado de vazar informações classificadas (incluindo a localização da unidade) para seus co-conspiradores no nexion RapeWaffen e na Ordem dos Nove Ângulos (O9A). Ele enfrenta uma sentença máxima de prisão perpétua.

Depois que Melzer foi exposto, vários outros membros ativos das forças armadas dos EUA também foram descobertos como membros da O9A. Corwyn Storm Carver foi encontrado para ser outro membro em comunicação com o grupo e na posse de parafernália e literatura O9A enquanto estacionado no Kuwait. Shandon Simpson, membro da Guarda Nacional do Exército de Ohio enviado para reprimir os distúrbios de George Floyd em Washington, D.C. defendeu abertamente as opiniões neonazistas e também foi encontrado no Rapewaffen. Simpson disse que planejava atirar nos manifestantes como parte da “guerra santa racial” e foi interceptado pelo FBI, mas só depois de já ter sido destacado.

Em janeiro de 2020, o seguidor da O9A, Luke Austin Lane e dois cúmplices foram presos por supostamente estocar armas e conspirar para matar um casal antifascista e seus filhos pequenos. Em preparação, Lane, juntamente com dezenas de outras pessoas, se envolveu em treinamento paramilitar e sacrificou um carneiro, bebeu seu sangue e consumiu drogas psicodélicas em um ritual oculto em sua propriedade.

O grupo britânico de defesa política Hope not Hate informou em março de 2020 que havia seis casos de neonazistas ligados à O9A sendo processados ​​por crimes terroristas apenas durante o ano. Um artigo de 2019 no jornal The Times afirmou que “um repórter do Times se disfarçou na plataforma de jogos Discord para se infiltrar em um grupo neonazista satanista chamado The Order of Nine Angles (O9A). O grupo encorajou abertamente atos de terrorismo e celebrou o que foi descrito como hitlerismo esotérico.” Em março de 2020, Hope not Hate iniciou uma campanha para banir a Ordem dos Nove, proscrever, como grupo terrorista, uma campanha apoiada por vários membros do Parlamento britânico, incluindo Yvette Cooper, do Partido Trabalhista, presidente do Comitê Seleto de Assuntos Internos.

Em 18 de setembro de 2020, a polícia de Toronto prendeu Guilherme “William” Von Neutegem, de 34 anos, e o acusou do assassinato de Mohamed-Aslim Zafis. Zafis era o zelador de uma mesquita local que foi encontrado morto com a garganta cortada. O Serviço de Polícia de Toronto disse que o assassinato está possivelmente ligado ao assassinato a facadas de Rampreet Singh alguns dias antes, a uma curta distância do local onde ocorreu o assassinato de Zafis. Von Neutegem é membro da O9A e contas de mídia social estabelecidas como pertencentes a ele promovem o grupo e incluíam gravações de Von Neutegem realizando cânticos satânicos. Em sua casa havia também um altar com o símbolo da O9A adornando um monólito. De acordo com Evan Balgord, da Canadian Anti-Hate Network, eles estão cientes de mais membros da O9A no Canadá e de sua organização afiliada Northern Order. A CAHN relatou anteriormente sobre a Ordem do Norte quando um membro das Forças Armadas Canadenses foi pego vendendo armas de fogo e explosivos para outros neonazistas.

Em 11 de dezembro de 2020, a BitChute, com sede no Reino Unido, removeu todo o material da O9A por violar a política antiterror do site, citando as “conexões próximas da O9A com outras organizações proscritas”. No mesmo mês, o Yahoo News adquiriu um relatório do Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA, o FBI e o Departamento de Segurança Interna circulou para as agências de inteligência dos EUA, avaliando que o O9A representa uma ameaça violenta e que desempenha um papel influente entre os grupos terroristas de direita. . O relatório, no entanto, acrescentou que a O9A foi rejeitada por certos grupos por incitar seus membros a cometer estupro e pedofilia. Em janeiro de 2021, após a tomada do Capitólio dos Estados Unidos em 2021, a discussão sobre a proibição de grupos de extrema direita foi renovada pelo ministro da Segurança Pública Bill Blair, e a O9A foi apontada por especialistas como um dos grupos mais perigosos do Canadá, cuja proibição é uma prioridade. Em abril de 2021, a deputada democrata Elissa Slotkin pressionou o governo de Joe Biden a designar a O9A como uma Organização Terrorista Estrangeira (FTO) em uma carta ao secretário de Estado Antony Blinken. A Divisão Sonnenkrieg foi oficialmente proscrita na Austrália em 22 de março de 2021, com sua adesão à “violenta ideologia supremacista branca inspirada no Partido Nazista e no movimento satânico ‘Ordem dos Nove Ângulos’” citado como o motivo.

As Forças Armadas do Canadá lançaram uma investigação interna em outubro de 2020, depois que um soldado das forças especiais do CJIRU foi identificado como membro da Ordem do Norte e da Ordem dos Nove Ângulos. De acordo com o SPLC, o homem está entre “algumas pessoas bem conhecidas e de alto nível nessas organizações” e um conhecido de James Mason e do ex-mestre cabo Patrik Mathews, que foi exposto anteriormente como recrutador da Ordem e Base do Norte. no Canadá. Em 1º de fevereiro de 2021, um homem da Cornualha disse ter sido o líder da filial britânica da Divisão Feuerkrieg se declarou culpado de 12 crimes de terrorismo. A polícia já havia invadido sua casa em 2019 por armas de fogo e encontrou instruções de construção de bombas e O9A literatura.

Danyal Hussein, que matou duas irmãs, Bibaa Henry e Nicole Smallman, em um parque de Wembley, em Londres, estava “intimamente associado” à Ordem dos Nove Ângulos e participou do fórum da Internet O9A. Ele matou as duas mulheres para cumprir um “pacto demoníaco”. Em resposta, a deputada Stephanie Peacock pediu ao Ministro do Interior que proíba a O9A. Na Rússia, quatro membros da Ordem dos Nove Ângulos foram presos depois que dois confessaram assassinatos rituais envolvendo canibalismo na Carélia e em São Petersburgo. Dois deles também são acusados ​​de tráfico de drogas em larga escala, pois uma grande quantidade de entorpecentes foi encontrada em sua casa.

Em 12 de agosto de 2021, Ben John foi condenado por crimes terroristas após uma investigação de 11 meses pelo Comando Antiterrorista. A declaração da polícia de Lincolnshire afirmou que “John tinha uma riqueza de material supremacista branco e anti-semita, bem como material relacionado à organização satanista chamada Ordem dos Nove Ângulos (ONA), que está cada vez mais sob o foco da aplicação da lei. ” Em outubro de 2021, o Facebook e o Instagram baniram o membro da O9A, E.A Koetting, cuja página tinha 128.000 assinantes por incitar assassinato. O Serviço de Inteligência de Segurança finlandês também destacou a O9A como fonte de radicalização e preocupação no país.

Abuso Sexual:

Alegações foram feitas por organizações antifascistas, vários políticos britânicos e a mídia de que o O9A tolera e incentiva o abuso sexual, e isso foi dado como uma das razões pelas quais o O9A deveria ser proscrito pelo governo britânico. Muitos membros da O9A veem abertamente o estupro como uma forma eficaz de minar a sociedade ao transgredir suas normas. A White Star Acception comete estupros por sua própria admissão e textos da O9A como “The Drectian Way”, “Iron Gates”, “Bluebird” e “The Rape Anthology” recomendam e elogiam o estupro e a pedofilia, até sugerindo que o estupro é necessário para “ascensão do Ubermensch”. Segundo a BBC News, “as autoridades estão preocupadas com o número de pedófilos associados à ONA”. Crianças de pelo menos 13 anos foram preparadas pelo grupo.

Ryan Fleming, da O9A nexion Drakon Covenant, com sede em Yorkshire, está atualmente na prisão pelo estupro de uma menina de 14 anos, depois de já ter sido condenado por agressão sexual e tortura de um menor. O membro da O9A, Andrew Dymock, que foi condenado por 15 crimes terroristas, também foi interrogado pela polícia sobre a agressão sexual de uma adolescente que tinha símbolos nazistas e ocultistas esculpidos em seu corpo. Em julho de 2020, outro membro da O9A, Jacek Tchorzewski, foi condenado pelo Harrow Crown Court por crimes de terrorismo e por possuir mais de 500 fotos e vídeos que retratavam crianças de seis anos sendo estupradas e necrofilia. Tchorzewski também possuía nazi e “literatura satanista retratando estupro e pedofilia”. O co-réu de Tchorzewski, Michal Szewczuk, “administrou um blog que incentivava o estupro e a tortura de oponentes, incluindo crianças pequenas” e também foi condenado a quatro anos de prisão por crimes terroristas. Ethan Melzer também pertencia a uma sala de bate-papo criptografada da O9A, onde os membros encorajavam uns aos outros a cometer violência sexual e compartilhavam vídeos desses estupros. Em novembro de 2019, um adolescente de Durham que, de acordo com a BBC News, adere ao “nazismo oculto” e “influenciado pela ONA, procurou se alterar de acordo com sua literatura” foi considerado culpado de preparar um ataque terrorista. Além dos crimes terroristas, ele é acusado de agredir sexualmente uma menina de 12 anos. Ele acabou sendo condenado por cinco agressões sexuais, além dos crimes de terrorismo.

Em março de 2020, um proeminente membro da O9A e ex-líder da Divisão Atomwaffen John Cameron Denton foi acusado pelos promotores de possuir e compartilhar pornografia infantil de abuso sexual de uma jovem menor de idade por seu grupo, além de fazer 134 ameaças de morte e bomba contra repórteres. e comunidades minoritárias. Em 2 de setembro de 2020, outro membro Harry Vaughan se declarou culpado de 14 crimes de terrorismo e posse de pornografia infantil. Uma busca policial em sua casa descobriu vídeos de estupros brutais de crianças, documentos mostrando como construir bombas, detonadores, armas de fogo e livros “satânicos, neonazistas” da ONA aconselhando estupro e assassinato. Além disso, ele foi descrito no Old Bailey como um entusiasta de armas de fogo e vivendo com suas duas irmãs no momento da prisão. Cinco finlandeses também foram presos por abusar sexualmente de várias crianças, segundo a polícia as atividades envolviam “nazismo e satanismo” e consumo de metanfetamina.

Em Montenegro:

O Astral Bone Gnawers Lodge (comumente conhecido como ABG Lodge) é uma afiliada da ONA (“nexion”) que opera nos Balcãs. Na comunidade virtual da ONA o ABG Lodge tem status de nexion de destaque, conhecido por seu projeto musical Dark Imperivm, bem como por seus ensaios polêmicos. Eles são um dos poucos nexions que fizeram e publicaram gravações de vários Cantos Sinistros da ONA.

A ABG Lodge está estruturada como uma sociedade secreta tradicional, liderada por uma matriarca conhecida como ‘Blood Mistress’. ABG Lodge relata que sua fundadora é ‘Zorya Aeterna’, que também é a atual força motriz por trás da organização. Os membros da Loja ABG afirmam que a loja também se baseia nas tradições herméticas e iniciaram sua própria igreja chamada Igreja Gnóstica de Cristo-Lúcifer.

A Ramificação The Legion Ave Satan:

Os Serviços de Segurança Federal da Rússia prenderam um grupo de satanistas em abril de 2020 em Krasnodar suspeitos de “chamadas públicas para realizar atividades extremistas”, incitação ao assassinato devido ao ódio religioso e racial e atividades criminosas contra mulheres. A polícia também apreendeu “material extremista” oculto durante as batidas. Eles pertenciam a um grupo chamado Legion Ave Satan, um capítulo da O9A, usando o Reichsadler nazista segurando um pentagrama e uma espada como seu símbolo. Em sua página VKontakte agora banida, eles reivindicaram nexions em todos os países da CEI, promoveram a O9A e se identificaram como seguidores do “satanismo tradicional” e da “fé pré-cristã”. Eles apareceram pela primeira vez na mídia russa em 2018, quando um adolescente incendiou uma igreja na República da Carélia. O adolescente expressou seu apoio à Legion Ave Satan no VKontakte e postou fotos usando uma máscara de caveira associada à Atomwaffen e à O9A. Ele foi enviado para tratamento psiquiátrico involuntário. O nexion local usava uma antiga granja de aves em Kondopoga para reuniões, e o grupo atraiu crianças para a prostituição de acordo com Moskovskij Komsomolets. Como é o caso em outros lugares, o grupo está conectado ao capítulo local da Atomwaffen. Quatro membros russos da Ordem dos Nove Ângulos foram presos por assassinatos rituais na Carélia e em São Petersburgo.

O LEGADO E A INFLUÊNCIA DA ONA:

A principal influência da ONA não está no grupo em si, mas no lançamento prolífico de material escrito. De acordo com Senholt, “a ONA produziu mais material sobre os aspectos práticos e teóricos da magia, bem como mais textos ideológicos sobre o satanismo e o Caminho da Mão Esquerda em geral, do que grupos maiores como a Igreja de Satã e o Templo of Set produziu em conjunto o que torna a ONA um importante ator na discussão teórica do que é e deve ser o Caminho da Mão Esquerda e o Satanismo de acordo com os praticantes”.

Esses escritos foram inicialmente distribuídos para outros grupos satanistas e neonazistas, embora com o desenvolvimento da Internet isso também tenha sido usado como meio para propagar seus escritos, com Monette afirmando que eles alcançaram “uma presença considerável no ciberespaço oculto”, e tornando-se assim “um dos grupos mais proeminentes do Caminho da Mão Esquerda em virtude de sua presença pública”. Muitos desses escritos foram então reproduzidos por outros grupos. Kaplan considerou a ONA como “uma importante fonte de ideologia/teologia satânica” para “a margem ocultista do nacional-socialismo”, ou seja, grupos neonazistas como a Ordem Negra. O grupo ganhou maior atenção após o crescimento do interesse público no impacto de Myatt em grupos terroristas durante a Guerra ao Terror nos anos 2000. O historiador do esoterismo Dave Evans afirmou que a ONA era “digna de uma tese de doutorado inteira”, enquanto Senholt afirmou que seria “potencialmente perigoso ignorar esses fanáticos, por mais limitados que sejam seus números”.

Na Música e na Literatura:

A influência da ONA estende-se a algumas bandas de black metal como Hvile I Kaos, que segundo uma reportagem da secção de música do LA Weekly, “atribuem o seu propósito e temas às filosofias da Ordem dos Nove Ângulos”, embora a partir de dezembro de 2018 o a banda não está mais envolvida com a ONA. A banda francesa Aosoth tem o nome de uma divindade O9A e tem influência lírica direta do O9A. O álbum Intra NAOS da banda italiana Altar of Perversion tem o nome do ensaio O9A NAOS: A Practical Guide to Modern Magick e mostra o próprio caminho dos membros da banda através do Numminous Way. Algumas músicas associadas ao O9A também foram controversas; The Quietus publicou uma série de artigos durante 2018 explorando as conexões entre a política de extrema direita, a música e a ONA. Filósofo inglês, contista de terror e “pai do aceleracionismo” Nick Land também promoveu o grupo em seus escritos.

Na série de romances de Jack Nightingale de Stephen Leather, uma satânica “Ordem dos Nove Ângulos” são os principais antagonistas. Da mesma forma, um grupo satânico fictício chamado “Ordem dos Nove Anjos” aparece no romance de 2013 de Conrad Jones, Child for the Devil. Em outro de seus romances, Black Angel, Jones incluiu uma página intitulada “Informações Adicionais” dando um aviso sobre a Ordem dos Nove Ângulos.

No primeiro episódio da história em quadrinhos Zenith a antagonista Greta Haas, uma ocultista nazista, realiza um ato demoníaco chamado “O Ritual dos Nove Ângulos”.

Nota:

A ONA usou o termo Satanismo Tradicional em seu Black Book of Satan (Livro Negro de Satã), publicado em 1984. Desde o estabelecimento da ONA, o termo “Satanismo Tradicional” também foi adotado por grupos satanistas teístas como a Brotherhood of Satan (Irmandade de Satã). Faxneld sugeriu que a adoção da palavra “tradicional” pela Ordem possivelmente refletiu uma “estratégia consciente para construir legitimidade”, remetendo à “sabedoria antiga arcana” de uma maneira deliberadamente distinta da maneira pela qual Anton LaVey procurou ganhar legitimidade para sua Igreja de Satã  apelando para a racionalidade, ciência e seu próprio carisma pessoal. Em outro lugar, Faxneld sugeriu que o uso do “satanismo tradicional” pela ONA para se diferenciar das formas dominantes de satanismo tinha comparações com a forma como aqueles que se descrevem como praticantes de “feitiçaria tradicional” o fazem para distinguir suas práticas mágico-religiosas da forma dominante de bruxaria moderna, Wicca. Segundo Anton Long, escrevendo no texto Selling Water By The River “O Satanismo Tradicional é um termo usado para descrever o caminho sinistro que durante séculos foi ensinado individualmente… A este caminho pertence o Sistema Setenário, o Canto Esotérico e o treinamento abrangente de noviços (incluindo o desenvolvimento do lado físico) e, mais importante, o sistema interno de magia (os Rituais de Grau etc.).”

Dados da ONA:

A ONA foi fundada em Shropshire, no Reino Unido. Ela tem estado em atividade dos anos 1960 até os dias de hoje. Ela possui grupos na Europa, Rússia, Estados Unidos, Canadá e Austrália. Seus quartéis-generais estão localizados em: Shropshire (Reino Unido), Carolina do Sul (EUA), Carélia (Rússia), Colúmbia Britânica (Canadá) e Tampere (Finlândia).

À ONA são atribuídas as seguintes atividades criminais: Terrorismo de supremacia branca, abusos sexuais, abuso sexual infantil e prostituição infantil.

Os supostos aliados da ONA são: Atomwaffen Division, Black Order, Combat 18, National Action e Nordic Resistance Movement. A ONA tem como rivais a Igreja de Satã e o Templo de Set.

Os membros mais notáveis da ONA são: Jarrett Smith, Garron Helm, Jacek Tchorzewski, Andrew Dymock, Ethan Melzer, Nikola Poleksić e Mirna Nikčević.

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O9A Archive. An Archive of the Order of Nine Angles

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-historia-e-as-polemicas-da-ordem-dos-nove-angulos/

A História de Anton Szandor LaVey

Por Magus Peter H. Gilmore © 2003.

Anton Szandor LaVey (1930-1997) foi o fundador da Church of Satan (Igreja de Satanás), a primeira igreja organizada nos tempos modernos a promulgar uma filosofia religiosa que defende Satanás como o símbolo da liberdade pessoal e do individualismo. Ao contrário dos fundadores de outras religiões, que reivindicavam uma “inspiração” exaltada entregue através de alguma entidade sobrenatural, LaVey prontamente reconheceu que usou suas próprias faculdades para sintetizar o Satanismo, com base em sua compreensão do animal humano e insights obtidos de filósofos anteriores que defendiam o materialismo e individualismo. Sobre seu papel de fundador, ele disse que “se ele mesmo não o fizesse, outra pessoa, talvez menos qualificada, teria feito”.

Nascido em Chicago em 1930, seus pais logo se mudaram para a Califórnia, o ponto de encontro mais ocidental para as manifestações mais brilhantes e sombrias do “Sonho Americano”. Era um ambiente fértil para a criança sensível que eventualmente amadureceria em um papel que a imprensa chamaria de “O Papa Negro (Black Pope)”. De sua avó do leste Europeu, o jovem LaVey aprendeu sobre as superstições que ainda existem naquela parte do mundo. Esses contos aguçaram seu apetite pelo outré (excêntrico), levando-o a se envolver na literatura sombria clássica, como Drácula e Frankenstein. Ele também se tornou um ávido leitor das revistas pulp, que primeiro publicaram contos agora considerados clássicos dos gêneros de terror e ficção científica. Mais tarde, ele fez amizade com autores seminais de Histórias Bizarras (Weird Tales), como Clark Ashton Smith, Robert Barbour Johnson e George Hass. Sua fantasia foi capturada por personagens fictícios encontrados nas obras de Jack London, em personagens de histórias em quadrinhos – como Ming, o Impiedoso (Ming, the Merciless), além de figuras históricas de um elenco diabólico como Cagliostro, Rasputin e Basil Zaharoff. Mais interessantes para ele do que a literatura oculta disponível, que ele descartou como sendo pouco mais do que magia branca hipócrita, eram livros de conhecimento obscuro aplicado, como Lições Práticas de Hipnotismo (Pratical Lesson in Hypnotism) do Dr. William Wesley Cook, Navios de Combate (Fighting Ships) de Jane e manuais para análise de caligrafia.

Suas habilidades musicais foram notadas cedo, e ele recebeu liberdade de seus pais para experimentar vários instrumentos. LaVey foi atraído principalmente pelos teclados por causa de seu alcance e versatilidade. Ele encontrou tempo para praticar e poderia facilmente reproduzir músicas ouvidas de ouvido sem recorrer aos fake books (partituras de jazz) ou às partituras em geral. Esse talento viria a ser uma de suas principais fontes de renda por muitos anos, principalmente seu calíope tocando durante seus dias de carnaval, e depois suas muitas passagens como organista em bares, salões e boates. Esses locais lhe deram a chance de estudar como várias linhas melódicas e progressões de acordes balançavam as emoções de seu público, desde os espectadores do carnaval e shows de fantasmas, até os indivíduos que buscavam consolo para as decepções em suas vidas em destilados e na fumaça. tabernas cheias para as quais a música de LaVey fornecia uma trilha sonora.

Seus interesses estranhos o marcavam como um estranho (outsider), e ele não aliviou isso sentindo qualquer compulsão de ser “um dos garotos”. Ele desprezava as aulas de ginástica e esportes de equipe e muitas vezes faltava às aulas para seguir seus próprios interesses. Ele era um ávido leitor e assistia a filmes como aqueles que mais tarde seriam rotulados de film noir, bem como o cinema expressionista Alemão, como M, O Gabinete do Dr. Caligari e os filmes do Dr. Mabuse. Seu modo de vestir chamativo também serviu para amplificar sua alienação do mainstream. Ele abandonou o ensino médio para andar com tipos de bandidos e gravitou para trabalhar no circo e carnavais, primeiro como um trabalhador nos bastidores do circo e garoto de gaiola e depois como músico. Sua curiosidade foi recompensada através de “aprender as cordas (a dominar as suas habilidades)” e trabalhar um ato com os grandes felinos, e depois ajudar nas maquinações dos shows de fantasmas. Ele se tornou bem versado nas muitas raquetes usadas para separar os caipiras de seu dinheiro, junto com a psicologia que leva as pessoas a tais atividades. Ele tocava música para os shows obscenos nas noites de Sábado, bem como para os protestantes revivalistas das tendas nas manhãs de Domingo, vendo muitas das mesmas pessoas participando de ambos. Tudo isso forneceu um fundo firme e terreno para sua visão de mundo cínica em evolução.

Quando a temporada de carnaval terminava, LaVey ganhava dinheiro tocando órgão em casas burlescas da área de Los Angeles, e ele relata que foi durante esse período que teve um breve caso com uma então desconhecida Marilyn Monroe. Voltando a São Francisco, LaVey trabalhou por um tempo como fotógrafo para o Departamento de Polícia e, durante a Guerra da Coreia, matriculou-se no San Francisco City College como especialista em criminologia para evitar o recrutamento. Tanto seus estudos quanto sua ocupação revelaram percepções sombrias sobre a natureza humana. Nessa época ele conheceu e se casou com Carole Lansing, que lhe deu sua primeira filha, Karla Maritza, em 1952. Alguns anos antes, LaVey havia explorado os escritos de Aleister Crowley, e em 1951 ele conheceu alguns dos Thelemitas de Berkeley. Ele não se impressionou, pois eles eram mais espirituais e menos “iníquos” do que ele supunha que deveriam ser para os discípulos do credo libertino de Crowley.

Durante a década de 1950, LaVey complementou sua renda como “investigador psíquico”, ajudando a investigar “ligações malucas e sem sentido (nut calls)” encaminhadas a ele por amigos no departamento de polícia. Essas experiências lhe provaram que muitas pessoas estavam inclinadas a buscar uma explicação sobrenatural para fenômenos que tinham causas mais prosaicas. Suas explicações racionais muitas vezes decepcionavam os reclamantes, então LaVey inventou causas mais exóticas para fazê-los se sentirem melhor, dando-lhe uma visão de como a religião geralmente funciona na vida das pessoas.

Em 1956, ele comprou uma casa Vitoriana na California Street, no distrito de Richmond, em São Francisco. Tinha a fama de ter sido uma pessoa barulhenta. Ele a pintou de preto; ela mais tarde se tornaria o lar da Igreja de Satanás. Após sua morte, a casa permaneceu desocupada até ser demolida pela imobiliária proprietária do imóvel em 17 de outubro de 2001.

LaVey conheceu e ficou fascinado por Diane Hegarty em 1959; ele então se divorciou de Carole em 1960. Hegarty e LaVey nunca se casaram, mas ela lhe deu sua segunda filha, Zeena Galatea em 1964 e foi sua companheira por muitos anos. Hegarty e LaVey mais tarde se separaram, e ela o processou por pensão e isso foi resolvido fora do tribunal. A última companheira de LaVey foi Blanche Barton, que deu à luz seu único filho, Satan Xerxes Carnacki LaVey em 1 de Novembro de 1993. De acordo com os desejos de LaVey, ela o sucedeu como chefe da Igreja após sua morte em 29 de outubro de 1997. Em 2001, ela passou essa posição para Peter H. Gilmore, um membro de longa data do Conselho dos Nove.

Por meio de sua “apresentação excêntrica em shows de destruição de fantasmas (ghost busting)” e de seus frequentes shows públicos como organista, incluindo tocar Wurlitzer no salão de coquetéis Lost Weekend, LaVey se tornou uma celebridade local e suas festas de fim de ano atraíram muitos notáveis de São Francisco. Entre os convidados estavam Carin de Plessin, chamada de “a Baronesa” por ter crescido no palácio real da Dinamarca, o antropólogo Michael Harner, Chester A. Arthur III (Neto do presidente dos EUA), Forrest J. Ackerman (mais tarde, o editor de Famous Monsters of Filmland e reconhecido especialista em ficção científica), o autor Fritz Leiber, o excêntrico local Dr. Cecil E. Nixon (criador do autômato musical Isis) e o cineasta underground Kenneth Anger. Dessa multidão, LaVey destilou o que chamou de “Círculo Mágico” de associados que compartilhavam seu interesse pelo bizarro, o lado oculto do que move o mundo. À medida que sua experiência crescia, LaVey começou a apresentar palestras nas noites de Sexta-feira sumarizando os frutos de sua pesquisa. Em 1965, LaVey foi destaque no The Brother Buzz Show, um programa infantil humorístico apresentado por marionetes. O foco estava no estilo de vida da “Família Addams” de LaVey – ganhando a vida como hipnotizador, investigador psíquico e organista, bem como em seu animal de estimação altamente incomum, Togare, um leão Núbio.

No processo de criação de suas palestras, LaVey foi levado a destilar uma filosofia única baseada em suas experiências de vida e pesquisas. Quando um membro de seu Círculo Mágico sugeriu que ele tinha a base para uma nova religião, LaVey concordou e decidiu fundar a Igreja de Satanás como o melhor meio de comunicar suas ideias. E assim, em 1966, na noite de véspera de maio – o tradicional Sabá (Sabbath) das Bruxas – LaVey declarou a fundação da Igreja de Satanás, bem como renumerando 1966 como o ano Um, Anno Satanas – o primeiro ano da Era de Satanás.

A atenção da imprensa logo se seguiu, particularmente com o casamento do jornalista Radical, John Raymond com a socialite de Nova York Judith Case em 1º de Fevereiro de 1967. O famoso fotógrafo Joe Rosenthal foi enviado pelo San Francisco Chronicle para capturar uma imagem, que foi impressa no Chronicle, bem como no Los Angeles Times e outros grandes jornais. LaVey começou a disseminação em massa de sua filosofia através do lançamento de um álbum, The Satanic Mass (A Missa Satânica, Murgenstrumm, 1968). O álbum apresentava um gráfico de capa chamado por LaVey como o “Sigilo de Baphomet”: a cabeça de bode em um pentagrama, circulada com a palavra hebraica “Leviathan (Leviatã)”, que desde então se tornou o símbolo onipresente do Satanismo em todo o mundo. Em destaque no álbum estava parte do rito de batismo escrito para Zeena, de três anos (realizado em 23 de Maio de 1967). Além da gravação real de um ritual Satânico, o lado dois do LP tinha LaVey lendo trechos da ainda não publicada The Satanic Bible (A Bíblia Satânica) sobre música de Beethoven, Wagner e Sousa. Suas palestras de Sexta-feira continuaram e ele instituiu uma série de “Oficinas de Bruxas (Witches’ Workshops)” para instruir as mulheres na arte de alcançar sua vontade através do glamour (sedução, atração, fascínio), do tempo feminino e da descoberta e exploração habilidosa dos fetiches dos homens.

No final de 1969, LaVey havia tomado monografias que havia escrito para explicar a filosofia e as práticas rituais da Igreja de Satanás e as fundiu com todas as suas influências filosóficas de Ayn Rand, Nietzsche, Mencken e London, juntamente com a sabedoria básica dos carnavalescos. Ele prefaciou esses ensaios e ritos com trechos retrabalhados de Might is Right (O Poder está Certo), de Ragnar Redbeard, e concluiu com versões “Satanizadas” das Chaves Enoquianas de John Dee para criar a Bíblia Satânica. Ela nunca saiu de impressão e continua a ser a principal fonte para o movimento Satânico contemporâneo.

A Bíblia Satânica foi seguida em 1971 por The Compleat Witch (A Bruxa Completa, relançado em 1989 como The Satanic Witch, A Bruxa Satânica), um manual que ensina a “Magia Menor” – as formas e meios de ler e manipular as pessoas e suas ações para o cumprimento dos objetivos desejados. The Satanic Rituals (Os Rituais Satânicos, 1972) foi impresso como um volume complementar para A Bíblia Satânica e contém rituais selecionados de uma tradição Satânica identificada por LaVey em várias culturas do mundo. Duas coleções de ensaios, que vão do humorístico e perspicaz ao sórdido, The Devil’s Notebook (O Caderno do Diabo, 1992) e Satan Speaks (Satanás Fala, 1998), completam seu cânone escrito.

Desde sua fundação, a Igreja de Satanás de LaVey atraiu muitas pessoas variadas que compartilhavam uma alienação das religiões convencionais, incluindo celebridades como Jayne Mansfield e Sammy Davis Jr., bem como estrelas do rock King Diamond e Marilyn Manson, que se tornaram, pelo menos por uma vez, membros de carteirinha. Ele contava entre seus associados Robert Fuest, diretor do filme “Dr. Phibes (O Abominável Dr. Phibes, 1971)”, no qual estrela o ator Vincent Price,  assim como do filme The Devil’s Rain (A Chuva do Diabo, 1975); Jacques Vallee, ufólogo e cientista da computação, que serviu de inspiração para o personagem Lacombe, interpretado por François Truffaut em Contatos Imediatos do Terceiro Grau, de Spielberg; e Aime Michel conhecido como espeleólogo e editor do Morning of the Magicians (O Despertar dos Mágicos).

A influência de LaVey foi espalhada por vários artigos na mídia de notícias em todo o mundo, revistas populares como Look, McCalls, Newsweek e Time, revistas masculinas e em talk shows como Joe Pyne, Phil Donahue e Johnny Carson. Essa publicidade deixou uma marca em romances como O Bebê de Rosemary (concluído por Ira Levin durante os primeiros dias da blitz de mídia de alto perfil da Igreja) e Our Lady of Darkness (Nossa Senhora das Trevas) de Leiber, e filmes como O Bebê de Rosemary (1968), The Devil’s Rain (A Chuva do Diabo, 1975), The Car (O Carro, a Máquina do Diabo, 1977), e muitos dos filmes posteriores “Devil Cult” (filmes cult com a temática do culto ao Diabo) dos anos 1970 até os anos 1990 que pegaram o simbolismo dos escritos de LaVey. Um documentário de longa-metragem, Satanis: The Devil’s Mass (Satanis, a Missa do Diabo, 1969) cobriu os rituais e a filosofia da Igreja, enquanto o próprio LaVey foi retratado no documentário de vídeo de Nick Bougas de 1993, Speak of the Devil (Falando no Diabo).

A musicalidade de LaVey é preservada em várias gravações, principalmente Strange Music (A Música Estranha, 1994) e Satan Takes a Holiday (Satanás Tira Férias, 1995), ambas originalmente lançadas pela Amarillo Records, agora disponíveis pela Reptilian Records. Isso reflete sua propensão para músicas da década de 1930 até a década de 1950, que variam de humorísticas a canções de maldição, bem como canções com temas do diabo. LaVey os processa em uma série de sintetizadores autoprogramados, imitando vários grupos instrumentais. Eles são impressionantes, pois não são gravações multipista, mas são feitas de uma só vez com os sons do conjunto instrumental completo criado através do uso simultâneo de vários sintetizadores tocados pelas mãos de LaVey, bem como pelos pés, em um pedal estilo órgão teclado conectado via midi.

Duas biografias foram escritas sobre LaVey: The Devil’s Avenger (O Vingador do Diabo, 1974) por Burton Wolfe e Secret Life of a Satanist (A Vida Secreta de um Satanista, 1990) pela Blanche Barton. A autenticidade de alguns dos acontecimentos narrados nessas obras tem sido contestada nos últimos anos, particularmente por detratores de LaVey, que o acusam de exagero autopromocional. LaVey era um showman habilidoso, um talento que ele nunca negou. No entanto, o número de incidentes detalhados em ambas as biografias que podem ser autenticados por meio de evidências fotográficas e documentais superam em muito os poucos itens em disputa. O fato é que LaVey seguiu um curso que o expôs às alturas e profundezas da humanidade, cheio de encontros com pessoas fascinantes; culminou com a fundação da Igreja de Satanás e levou a uma notória celebridade em escala mundial. A Igreja sobreviveu à sua morte e continua, por meio de seus escritos, a atrair continuamente novos membros que se veem refletidos na filosofia que ele chamou de Satanismo.

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Fonte: Anton Szandor LaVey, by Magus Peter H. Gilmore © 2003.

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-historia-de-anton-szandor-lavey/

A função do inimigo

Lord Ahriman

“Você já dançou com um demônio à luz do luar?
– Coringa (Batman, 1989)

A seletividade é uma lei da natureza. A natureza não é um mero paraíso, ela se sustenta através de uma imensa cadeia alimentar. Os seres vivos são naturalmente inimigos uns dos outros (e amigos também!). Se não houvesse essa cadeia alimentar, não haveria sobrevivência alguma. Assim, a idéia de um “éden perfeito” trata-se de uma utopia parasitária.

A sociedade humana é predadora por excelência, pior do que a própria selva. Não existe NENHUM setor da vida social em que um ser não esteja predando e parasitando alguma vítima. Aí surge a religião com a ideia de “amar ao próximo como a si mesmo”. Percebeu o jogo nefasto? O inimigo é muito importante. Eis algumas razões:

• É importante porque a pessoa aprende o valor da seletividade – amor para quem merece, não amor pelos ingratos, já dizia LaVey.

• É importante porque a pessoa descobre seus próprios pontos fracos – justamente os que o seu inimigo vai usar sem dó nem piedade.

• É importante porque a pessoa busca dar o melhor de si, para combatê-lo pelos meios adequados – tira energia de onde normalmente não tiraria, então surge a auto-superação.

• É importante, por fim, porque a pessoa passa a ter real noção da existência, a realidade nua e crua, sem as fraudes santificadas.

Em menção à condescendência, quem é amigo do seu inimigo, gosta de virar a outra face, não é amigo de si mesmo, perdeu toda a noção de
valor. Em outras palavras, essa infeliz vítima atenta contra a própria auto-estima e possui uma atitude desmoralizante e aviltante para o
próprio ser. Em linhas simples, é totalmente antinatural.

O fato real e comprovado é que o inimigo nunca vai ter pena do seu desafeto. Se a pessoa acha que, por ser boazinha com o inimigo, ele vai dispensar o mesmo tratamento, está incorrendo num erro gravíssimo, cujo dano será irreparável. Por outro lado, a criação artificial de inimigos também é uma estupidez. A maioria dos litígios são idiotas e podem ser perfeitamente evitados. Diluindo-se os pequenos problemas, normalmente os grandes problemas também se tornam diluídos, mas não necessariamente.

Finalmente, um inimigo deve ser honrado como tal. Trata-se de uma simples questão de merecimento. Se você possui um inimigo, combata-o veementemente, pois ele não terá a menor consideração por você. Agora, depende exclusivamente de cada um tirar o melhor proveito possível de uma lição a ser aprendida.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-funcao-do-inimigo/

A Filosofia do Templo da Chama Ascendente

O CAMINHO DO DRAGÃO:

O Caminho Draconiano é baseado na magia auto-iniciativa do Lado Noturno. Ele contém o mistério da transição iniciática da alma de um ser mortal para a forma de Deus encarnada através da morte espiritual e renascimento no Ventre do Dragão e na lareira do Fogo Draconiano. Através do trabalho sucessivo e da comunhão com os Deuses e Espíritos da Corrente, a consciência se expande e a alma desenvolve seu potencial para receber, manter e ancorar esta energia. Cada passo no Caminho revela novos segredos, novas possibilidades, novos mistérios a serem perseguidos. No Caminho do Dragão, o Iniciado é continuamente desafiado e testado. À medida que as chaves para a transmutação da alma são reveladas e os portais para os poderes esquecidos são desbloqueados, a mente é gradualmente sintonizada com as energias da Corrente e a alma é forjada no Fogo Draconiano, para que possa entender e aproveitar esse poder. O Iniciado do Caminho Draconiano é um emissário e uma manifestação viva do Dragão, um mensageiro dos Deuses primordiais.

Este é o trabalho de auto-capacitação e ascensão da alma. Ajuda na compreensão da Gnose de Lúcifer e Suas manifestações no mundo. Ela prepara o corpo, a mente e a alma para a quantidade de poder e conhecimento que serão liberados durante o trabalho com essas forças primordiais. Eleva a alma além de todas as expectativas. O Caminho do Dragão abrirá as portas para os poderes que você deseja alcançar e para muitos mais. Através do trabalho sucessivo, sua alma se integrará totalmente com a Corrente e você se tornará uma manifestação viva do Dragão, o Deus Encarnado. Uma vez abertos, esses portais estarão para sempre conectados à sua alma. Este é um caminho para a origem da Corrente, a fonte de todo poder e todo conhecimento, a descida ao Vazio para enfrentar o Dragão e se tornar uma manifestação da força draconiana primordial.

O Caminho Draconiano é individual e diferente para cada viajante. Você está convidado a entrar em contato conosco e participar de nossos projetos abertos e do Curso Introdutório que preparará seu corpo e mente para o fluxo da Corrente e para a abertura dos portões da alma para a força do Dragão. Nosso Trabalho é abrir as portas da alma para o Fogo transformador do Portador da Luz, as Chamas do Dragão. Quando isso for feito, você será guiado pelo próprio Lúcifer, Lilith, a Rainha da Noite, e pelos Deuses e Espíritos da Corrente. No entanto, se você quiser continuar seu trabalho de auto-iniciação participando de nossos projetos internos, você também receberá assistência do Templo e terá a oportunidade de conversar com Iniciados mais avançados no Caminho, compartilhando e trocando sua experiência em sucessivos níveis de sua ascensão pessoal.

Templo da Chama Ascendente é um templo de Lúcifer. Ele é o símbolo e o patrono da Era do Despertar. Ele permanece como o portão e o guia para o Caminho da Auto-Deificação, iluminação, liberdade do espírito, despertar da alma do sono da ignorância. Ele é a fonte de toda iluminação e um dos deuses draconianos primitivos. Ele é o Iniciador da Chama Ascendente (Desejo Humano de Transcendência que potencializa a ascensão espiritual) e o Deus patrono do Templo que foi fundado para trazer a Corrente do Portador da Luz e a Gnose do Vazio. Esta é a Gnose do Dragão que ao longo dos tempos foi esquecida, perdida, mal interpretada e distorcida, e agora está sendo trazida de volta ao mundo na forma da Corrente Draconiana primordial que está sendo aterrada através de indivíduos capazes de receber e canalizando esse conhecimento.

OS DEUSES DRACONIANOS E O CAMINHO DO LADO NOTURNO:

Deuses e Espíritos Draconianos são nossos aliados e guias no Caminho. Eles revelam e abrem os Portões da Alma e os Caminhos do Lado Noturno através do processo iniciático individual, para que o Homem possa se tornar Deus Encarnado. A Obra iniciática do Templo está, portanto, centrada em abrir a consciência para a natureza de seu poder e preparar a alma para a comunhão com suas energias primordiais.

O Dragão do Vazio é Leviathan, a Serpente Primal enrolada ao redor do Universo, segurando-o em um abraço atemporal. O próprio Vazio é o Ventre do Dragão, vomitando mundos e devorando-os em um ciclo interminável de morte e renascimento. É a força primordial existente fora das estruturas da Criação, sem nome e indefinida, pois não tem forma e todas as formas ao mesmo tempo, sua forma e nome diferem dependendo de uma tradição mágica e sistema iniciático. O Dragão existe fora da Árvore Cósmica, que é o Pilar da Ascensão Espiritual. A Árvore, tanto em seu aspecto brilhante quanto na negatividade do lado escuro, é uma manifestação da consciência humana, projeção da mente consciente e interior, de acordo com o antigo princípio “Como acima é abaixo”: Tudo o que existe Dentro também existe Fora. O homem é Deus em potencial, manifestação do Dragão, parte dessa força eterna e atemporal que permeia toda a Criação e se expande além, no Infinito. O propósito da jornada iniciática através do Pilar da Ascensão é perceber e compreender este potencial e, consequentemente, transformá-lo em Divindade. Vista como a “emanação da Divindade”, a Árvore constitui a percepção humana da consciência deificada. A conclusão do Caminho é o coroamento do processo de Auto-Deificação. A Árvore também é uma manifestação do Dragão, pois a força Draconiana é a fonte de toda a Criação. Mas o Dragão é mais do que a Árvore em si. E para alcançar a própria fonte desse poder primordial, o Homem tem que dar um passo além da Árvore, no Vazio, o Ventre do Dragão. Enquanto trabalhamos com determinados caminhos e zonas da Árvore Cósmica, às vezes temos vislumbres dessa força atemporal, e podemos encontrar portas para o Útero do Dragão no Abismo Cabalístico, mas o verdadeiro Portal para o Vazio existe no reino de Thaumiel, dentro do Trono de Lúcifer, onde o Homem se torna Deus completando a Ascensão através do Pilar da Elevação da Alma. O último passo da humanidade para a Divindade é o passo além da Árvore, na liberação final da ilusão do mundo manifestado.

O Trono de Lúcifer existe em Thaumiel, o último reino antes de entrar no Vazio. Portanto, Ele é o Portão e o Símbolo da Alma Deificada, o Deus patrono do Caminho. Ele é a força solar e iluminadora que tem alimentado a evolução da consciência humana desde o nascimento da humanidade. Ele é Força, Fogo e Fúria. Ele capacita e eleva a alma através de Seu Pilar de Ascensão de fogo. Sua contraparte feminina na magia iniciática draconiana é Lilith. Ela é Paixão, Desejo e Sedução. Ela seduz as almas e as atrai da Luz para o Lado Noturno, o lado avesso da Árvore, desperta a Luxúria e a Fome por conhecimento e poder que só crescem a cada passo no Caminho, e acende a centelha da Divindade que progressivamente se torna a Chama Ascendente de Lúcifer. É o Fogo da Transformação, a própria essência da Divindade. Ambos constituem o Arquétipo do Adversário: O Diabo e o Salvador.

PORTANTO, OS FUNDAMENTOS DA MAGIA DRACONIANA DENTRO DO TEMPLO ESTÃO CENTRADOS NESSES TRÊS ARQUÉTIPOS PODEROSOS: LÚCIFER – O SENHOR DAS CHAMAS, FORÇA DA EVOLUÇÃO E ASCENSÃO; LILITH – O FOGO DRACONIANO DA TRANSFORMAÇÃO, PRINCÍPIO DA PAIXÃO E DESEJO; E LEVIATÃ – O DRAGÃO DO VAZIO, FONTE PRIMORDIAL DE TODA MANIFESTAÇÃO.

A Corrente de Lilith é uma parte do Trabalho iniciado em 2002 pelo grupo ritual draconiano anteriormente conhecido como Loja Magan e continuou ativamente ao longo da década seguinte. O propósito do Trabalho foi o Re-Despertar do Dragão, a força primordial Dentro e Fora, auxiliando nas iniciações e introduzindo potenciais Iniciados na Tradição Draconiana. Em 2012, esta tarefa foi assumida pelo Templo da Chama Ascendente e estendida pela conjugação da Corrente Draconiana de Lilith com a Corrente Adversarial de Lúcifer e Deuses Draconianos das Qliphoth. A Obra central do Templo é introduzir o aspirante a Iniciado no Caminho Draconiano e na magia Qlifótica e auxiliar no processo iniciático no Caminho do Dragão.

OUTROS ARQUÉTIPOS USADOS DENTRO DO TEMPLO:

HÉCATE: A professora de feitiçaria e a guia para o “submundo” pessoal, as profundezas da psique.

ARACHNE: A Deusa Aranha da Atlântida e a rainha dos labirintos Qliphóthicos sob a Árvore Cósmica.

BELIAL: O intermediário entre os espíritos do Lado Noturno e o mago, a porta de entrada para o poder de Goetia.

SET: O Arquétipo do Adversário, o Deus da Tempestade e da Mudança, o princípio da transformação dinâmica.

O OBJETIVO DO TRABALHO:

O objetivo do Trabalho com a Corrente Draconiana é abrir os portões da alma e despertar a consciência, para que o Iniciado possa contemplar o Infinito e viajar ao Coração do Vazio para abrir o Olho de Lúcifer, o Olho do Dragão, e ilumine o Caminho que conduz à Divindade. O Trabalho iniciático do Templo o ajudará a recuperar a consciência primordial e o poder draconiano primordial que detém o potencial de toda criação e toda destruição. Nosso Curso Introdutório irá prepará-lo para a Iniciação na Corrente Draconiana e para o trabalho adicional no Caminho da Auto-Deificação e projetos mais avançados inspirados na Tradição Draconiana e Magia Atlante. Nossos projetos e trabalhos individuais irão ensiná-lo a manifestar sua Vontade no mundo e formar manifestações de seu Desejo a partir de energias primordiais do Vazio.

Para viajar ao Ventre do Dragão e não ser consumido pela imensidão do Vazio, você precisa fortalecer sua alma invocando e se tornando a Chama Ascendente de Lúcifer. Isso prepara sua consciência para o Trabalho com a Corrente. O propósito do Templo é auxiliar o Iniciado neste processo e preparar sua alma para o fluxo do poder transformador do Dragão e a visão do Vazio no processo de transformação iniciática através das energias dos Deuses primordiais.

Isso pode parecer abstrato no início, mas a Iniciação Draconiana é uma experiência íntima e pessoal e é diferente para cada Iniciado. A Mudança sempre se manifesta nas áreas mais pessoais de sua vida. A cerimônia de Iniciação será conduzida por outro Iniciado Draconiano e abrirá os portais internos de sua mente para a Gnose da Corrente. A auto-iniciação também é possível e igualmente válida como uma iniciação presencial e nós o ajudaremos e orientaremos tanto nos preparativos quanto nos procedimentos de iniciação. Então você estará livre para perseguir sua própria Visão e receberá mais orientação dos Deuses e Espíritos do Caminho, que atuarão como iniciadores e aliados em estágios específicos de sua Ascensão. Uma vez que os portais sejam abertos, a Corrente fluirá através de sua consciência, aprimorando suas habilidades mágicas e transformando sua vida.

Há apenas uma Iniciação feita pelo Templo – preparação e iniciação na Corrente Draconiana. Este é o Objetivo Primário do Templo. Assim que você alinhar sua alma com a Corrente, Deuses e Espíritos irão guiá-lo e inspirá-lo. O Caminho Draconiano faz parte da tradição do Caminho da Mão Esquerda, que é em sua essência solitária e pessoal. O núcleo principal da Obra é feito individualmente, como uma comunhão solitária e pessoal com os Deuses e Espíritos da Corrente. No entanto, compartilhar e discutir o Trabalho com outras pessoas também oferece uma oportunidade de aprender e progredir mais rápido e evitar certos erros na prática mágica.

O QUE ACONTECE DEPOIS DA INICIAÇÃO?

Após a Iniciação você tem duas opções:

1) Você é bem-vindo para ficar e trabalhar conosco – para explorar e fortalecer a Corrente de Lúcifer, ou para iniciar o processo de ascensão pessoal no Caminho do Dragão de acordo com nossos projetos internos que o introduzirão na auto-iniciação draconiana magia e ensiná-lo a projetar e desenvolver seus próprios rituais, meditações e todos os aspectos necessários do Trabalho.

2) Você pode seguir caminhos separados e trabalhar com a Corrente como um praticante solitário.

O INICIADO DRACONIANO:

Ser um Mago Draconiano é viver sua vida de acordo com o Caminho. Não é algo que você faz no seu tempo livre, de vez em quando, em eventos sociais ou como meio de recreação. É a vida, vivendo o Caminho e estando ciente de sua Visão e Desejo em cada momento da existência. Trilhar o Caminho é uma escolha para toda a vida. Cabe a você optar por permanecer um diletante, sempre procurando desculpas para pular a prática diária, atrasar ou desistir da busca de sua Visão, deixar de lado o trabalho com a magia do Caminho quando não a encontrar conveniente, ou se você foca sua vida, tempo e energia na verdadeira evolução espiritual. Não é nada fácil. A maioria de nós tem emprego e família, todos nós lutamos com problemas ocasionais de saúde ou problemas financeiros, etc. Mas a chave para ter sucesso no Caminho é encontrar o equilíbrio entre sua vida mundana e espiritual e não deixar que essas coisas atrapalhem. Isso pode significar que você terá que reorganizar toda a sua vida para se adequar ao Caminho, e se você não estiver pronto para tal mudança, provavelmente não terá sucesso além do nível básico de avanço mágico. Esteja ciente disso quando der seus primeiros passos no Caminho do Dragão. Mesmo que essa mudança não seja necessária desde o início, ela se tornará uma necessidade em etapas posteriores de sua evolução pessoal. Como você faz isso, depende exclusivamente de você. Mas uma vez que você esteja no caminho certo, quando você deixar sua alma voar nas asas do Dragão e ascender com a Chama de Lúcifer, todas as coisas começarão a se encaixar, trazendo-lhe mais saúde, prosperidade, amor, emoção e alegria. inspiração do que você já teve em sua vida. Este é um processo difícil, muitas vezes doloroso e traumático, mas também emocionante e recompensador.

Não há restrições para que ninguém tenha sucesso na ascensão espiritual. A maioria dos magos falha em seu Caminho iniciático quando escolhe existência passiva, preguiça e auto-piedade em vez de desafio, paixão e experiência; segurança sobre o risco; o limitado sobre o infinito; o mundano sobre o espiritual; o sono da alma e a ignorância irracional sobre o despertar e a iluminação. Você terá que encontrar novas maneiras de interagir com o mundo, as antigas serão quebradas no processo. Mas, novamente, este é um caminho para poucos, não para muitos.

Você não precisa de experiência prévia ou habilidades mágicas avançadas, mas precisa de potencial e vontade para desenvolver ambos. Você precisa ser dedicado e apaixonado pelo seu trabalho mágico. É importante ter cuidado, mas é ainda mais importante deixar-se conduzir pelo Desejo, manter o coração aberto para novas experiências, novas missões a perseguir, novos mistérios a descobrir. Sem ele, você NÃO terá sucesso no Caminho do Dragão. Ser cuidadoso não deve, no entanto, ser confundido com medo, relutância ou ceticismo em trilhar o Caminho. Você precisa ser capaz de deixar ir, deixar-se consumir pelo Fogo de Lúcifer e inflamar seu Caminho através da Escuridão do Vazio. Abrace a nova experiência e divirta-se. Aproxime-se com antecipação e excitação, não com medo, ceticismo ou nervosismo. O Caminho Draconiano é duro e difícil, mas também é uma bela aventura espiritual. É extático, desafiador e inspirador em todos os níveis possíveis de existência. Deixe sua alma voar através de mundos e dimensões em êxtase extático. Não perca a emoção e o entusiasmo concentrando-se apenas em treinos duros e exigentes, deixe-se fascinar e inspirar por cada mudança no mundo que ocorre por sua Vontade, por cada manifestação de seu Desejo. Não tenha medo de ser autoconfiante em seu trabalho, mas, novamente, não confunda autoconfiança com arrogância e auto-ilusão. É uma armadilha fácil de cair no Caminho da Mão Esquerda, que está em sua essência centrado no desenvolvimento de uma poderosa autoconsciência.

A magia draconiana tem tudo a ver com Trabalho: praticar, treinar, desenvolver, moldar, polir, aperfeiçoar, experimentar, descer às profundezas mais escuras do Inferno e subir até o Sol para derrubar as ilusões do mundo e alcançar poderes que podem parecer imaginários e míticos para o Ignorante, mas para o Iniciado eles podem ser ferramentas reais e tangíveis, se ao menos aprendermos como aproveitá-los e controlá-los. Não existe um mago draconiano teórico ou passivo. A magia draconiana é sobre invocar, canalizar e absorver o poder e manifestá-lo no mundo. Trata-se de reconhecer fraquezas e inibições e transformá-las em veículo de ascensão pessoal. Não há lugar para filosofias vazias que apenas estimulam o ego, mas não são fundamentadas na experiência real.

Além disso, todos os métodos e ferramentas de prática são bons se ajudarem em seu avanço espiritual, se puderem lhe dar acesso ao poder genuíno. Sacrifício, feitiçaria sexual, oferendas de sangue, instrumentos de dor e prazer, intoxicação, etc. fazem parte da Obra, em menor ou maior extensão. Alguns deles serão ensinados pelo Templo e empregados em certos projetos mágicos, outros serão deixados à escolha individual dos praticantes. VOCÊ NUNCA SERÁ FORÇADO A NADA COM O QUAL NÃO SE SINTA CONFORTÁVEL. O que é recomendado, no entanto, é não rejeitar nenhum desses métodos, pois eles podem ser úteis ou até necessários em etapas posteriores do seu Caminho. Você não será forçado a nada no decorrer do Trabalho, mas será constantemente desafiado a questionar seus valores e princípios, superar inibições e transformar seus medos e hesitações em força e ferramentas de poder.

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Fonte:

Philosopy of Temple of Ascending Flame.

http://ascendingflame.com/philosophy.html

Temple of Ascending Flame © 2012-2021

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-filosofia-do-templo-da-chama-ascendente/