De onde vêm as 72 virgens?

Supondo que a religião islâmica realmente assegure 72 virgens aos que morrem em nome de Alah, será que esta graça está reservada aos mártires ou é estendida a todos os fiéis que adentram o paraíso? E de onde vêm 72 mulheres virgens para cada homem do reino dos céus? São as almas das mulheres que morreram imaculadas que vão ao céu servir os mártires? Se não, o que reserva o céu às mulheres mártires? maridos perfeitos que nunca se esquecem de abaixar a tampa da privada? Pensando em todas estas questões decidi pesquisar um pouco mais sobre o paraíso islâmico.

Comecei pelo Alcorão. O livro máximo da religião islâmica não deixa dúvidas de que o paraíso islâmico é um lugar bastante sensual, mas nada é dito sobre a quantidade de virgens que aguarda os eleitos.

“E se deitarão sobre leitos incrustados com pedras preciosas, frente a frente, onde lhes servirão jovens de frescores imortais com taças e jarras cheias de vinho que não lhes provocará dores de cabeça nem intoxicação, e frutas de sua predileção, e carne das aves que desejarem. E deles serão as huris [virgens] de olhos escuros, castas como pérolas bem guardadas, em recompensa por tudo quanto houverem feito. (…) Sabei que criamos as huris para eles, e as fizemos virgens, companheiras amorosas para os justos.”

Alcorão, surata 56, versículos 12-40.

(todas as traduções deste texto foram feitas a partir do inglês)

São inúmeras as passagens como esta que mencionam a existência no paraíso de jóias, criados jovens e cheirosos, vinho (uma extravagância, já que o islã proíbe consumir bebidas alcoólicas em vida), rios de leite, rios de mel, rios de água (que costuma ser coisa preciosa nos países muçulmanos), frutas abundantes e moçoilas virgens para fazer “companhia” aos justos… Comparado ao paraíso cristão, com seus anjos assexuados de aparência andrógina tocando harpa e entoando cânticos (quando não estão em missão para destruir alguma cidade ou coisa assim), o céu islâmico parece o Club Med dos paraísos.

Só que diferentemente da Bíblia, que é a única fonte autenticada pela Igreja das palavras de Deus, na religião islâmica o Alcorão é complementado pelos hadiths, uma coletânea de histórias sobre tudo o que supostamente disse ou fez o profeta Maomé durante sua vida, que circularam no boca a boca por mais de um século até serem redigidas em sua forma atual. É aí, nessa barafunda de textos, às vezes antagônicos, que vamos encontrar mais detalhes sobre o paraíso islâmico, incluindo o número de virgens com que os eleitos são agraciados:

“A menor recompensa para aqueles que se encontram no paraíso é um átrio com 80.000 servos e 72 esposas, sobre o qual repousa um domo decorado com pérolas, aquamarinas e rubis, tão largo quanto a distância entre Al-Jabiyyah (hoje na cidade de Damasco) e Sana’a (hoje o Iemem)”

Hadith 2687 (Livro de Sunan, volume IV).

Se esta é a menor recompensa que aguarda os felizardos no paraíso, então é certo que os servos e as virgens não foram parar lá por mérito. Quem sabe fossem candidatos ao inferno (não dizem que “é melhor reinar no inferno que servir no paraíso”?). No caso das virgens isto faria todo o sentido, já que a rotina delas no céu não é moleza; sobre isso escreveu Al-Suyuti, um renomado comentador do Alcorão e estudioso dos hadith, no século XV:

“Cada vez que se dorme com uma huri descobre-se que ela continua virgem. Além disso o pênis dos eleitos nunca amolece. A ereção é eterna. A sensação que se sente cada vez que se faz amor é mais do que deliciosa e se você a experimentasse neste mundo você desmaiaria. Cada escolhido se casa com setenta huris, além das mulheres com que se casou na terra, e todas têm sexos apetitosos.”

Para as virgens o paraíso islâmico é mais ou menos como uma versão pornô do mito de Prometheus (aquele do titã que tinha seu fígado devorado todos os dias por uma águia), só que é o hímen das jovens donzelas, e não o fígado do titã, que se regenera perpetuamente.

Se você tem uma ereção permanente e o resto da eternidade nas mãos algumas dezenas de virgens não devem bastar, por isso o paraíso islâmico conta ainda com um local que, cá embaixo seria chamado de “bordel”, mas que no paraíso islâmico chamam de “mercado”. Segundo os hadith, Maomé teria dito:

“Existe no paraíso um mercado onde não há compra ou venda, mas homens e mulheres. Quando um homem deseja uma mulher ele vai até lá e tem relações sexuais com ela.”

Al Hadis, Vol. 4, p. 172, No. 34

Os cristãos, a quem devemos a noção agostiniana de que o mundo físico é impuro, gostam muito de apontar o dedo na cara dos muçulmanos e dizer que o paraíso deles é “liberal” demais. Aí, é a vez dos muçulmanos dizerem aos cristãos que se eles querem mesmo falar sobre sacanagem em livros sagrados é bom que se lembrem que têm teto de vidro. É impressionante quanta energia é gasta na internet nesta troca de citações porno-sacras entre cristãos e muçulmanos; eu imagino que jovens beatos de ambas as religiões aprendam bastante sobre estupro, pedofilia e prostituição nestes sites.

Bem, na defesa dos muçulmanos é justo dizer que como os hadith foram escritos muito tempo depois da morte de Maomé, nem todos eles são considerados genuínos pelos estudiosos islâmicos (segundo eles, por exemplo, o trecho acima é falso). Só que mesmo as passagens consideradas verdadeiras podem ser bastante embaraçosas; em algumas delas o constrangimento dos tradutores fez com que a formosura das virgens fosse minguando até que seus detalhes anatômicos desaparecessem por completo. Eis um bom exemplo:

Versão 1 – por Arberry

Para os tementes aguardam um lugar seguro, jardins, vinhedos, donzelas de seios arredondados (maduros) e um copo transbordante de vinho.

Versão 2 – por Yusuf Ali

Para os justos haverá a satisfação dos desejos em seu coração, jardins e vinhedos, companheiras da mesma idade e um copo cheio de vinho.

Versão 3 – por Rashad Khalifa

Os justos merecerão uma recompensa. Jardins e uvas. Esposas magníficas. Drinques deliciosos.

Surah an-Naba’ (78:31-34)

Mas existe uma boa chance de que os tradutores islâmicos nunca mais precisem dissimular a exuberância das virgens. Um livro publicado recentemente na Alemanha e muito bem recebido pela comunidade científica, “Die Syro-Aramaische Lesart des Koran” (“Uma Leitura Sírio-Aramaica do Alcorão”), do professor de línguas antigas Christoph Luxenberg, defende a tese de que muita coisa faria mais sentido nos textos sagrados se os tradutores levassem em conta que o Alcorão não foi escrito apenas em árabe, mas num mix de antigos dialetos aramaicos. Por exemplo, a palavra “hur”, que em árabe quer dizer “virgem”, em sírio significa “branca”. Assim, segundo Luxenberg, as “castas huris de olhos castanhos” descritas no Alcorão seriam na verdade “uvas brancas secas” de “clareza cristalina”, uma iguaria bastante apreciada naquela época. Dá para imaginar a decepção dos mártires? Deve ser como comprar uma passagem para um cruzeiro de solteiros e ao embarcar descobrir que não vai ter mulher…

No final o problema das virgens vai ser resolvido com a troca de uma única palavrinha. Nenhum candidato a homem-bomba vai ficar mesmo muito entusiasmado em abandonar esta vida quando souber que sua recompensa por morrer abraçado em dinamite será um suprimento vitalício de passas.

Mas é claro que esta não deveria ser a solução. A continuidade da civilização como a conhecemos não deveria depender da tradução de uma palavra num livro sagrado, ou de distinguir o que de fato disse um homem denominado profeta das fantasias eróticas de um bando de velhos babões. Melhor seria se não houvesse pessoas no mundo dispostas a acreditar literalmente em histórias escritas há milhares de anos, numa época em que a maioria das pessoas sabia tanto sobre o mundo natural quanto provavelmente sabe hoje uma criança da sétima série, e tinha os mesmos temores e superstições infantis de uma criança da quinta série.

Retirado de: http://dragaodagaragem.blogspot.com/

#Islamismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/de-onde-v%C3%AAm-as-72-virgens

O Esoterismo

A alguns séculos os Mestres Invisíveis vem atuando para expansão do conhecimento em relação às coisas antes reservada a poucos. Desde a manifestação dos Rosacruzes, em 1616 em Paris, quando estes finalmente revelaram sua existência ao mundo, do Mestre ARI (Isaac Lúria) em seu trabalho Etz Chaim (Árvore da Vida) que disse: “este conhecimento não é só fundamental para homens e mulheres do povo judeu, mas para homens, mulheres e crianças de todas as nações”, e de muitos outros Iniciados, cientistas e religiosos, que ousaram levantar os véus do desconhecido àqueles que tem olhos para ver, quebrando dogmas e paradigmas da sociedade.

São graças a eles que hoje está em nossas mãos o dever de conciliar a Ciência e a Espiritualidade.

O Esoterismo consiste em estudar as coisas que estão ocultas por algum tipo de véu. Hoje denominamos esse conhecimento de Ocultismo, que consiste no estudo esotérico do Homem, da Natureza, de Deus e do Universo. Esse conhecimento esotérico são os estudos herméticos, que é um termo usado para denominar que são estudos fechados, selados, de difícil compreensão.

Todo símbolo possuí sua parte externa e interna. O homem profano enxerga somente aquilo que aparenta ser, a superficialidade. O neófito que deseja a Iniciação, ou o Homem de Desejos, ousará penetrar no sentido oculto deste símbolo até obter seu significado. A cruz para o Cristão profano é o símbolo que relembra o sacrifício de Jesus pela humanidade, ao ateu um instrumento de tortura medieval, para o Iniciado a Cruz representa o caminho pelo qual ele próprio poderá subjugar suas paixões e desejos para despertar o Cristo dentro de si.

O homem tem a necessidade da alma e a necessidade do espírito, que são a necessidade do sentir e do compreender. A alma é o aspecto da ciência e o espírito da religião. Crer sem saber é ser tolo, saber sem crer é ser louco. Por isso o Iniciado precisa experimentar e comprovar, para só então crer.

Cada Religião e cultura tem seu próprio meio de entender e de se fazer compreender a realidade que estamos inseridos. Mas o conhecimento esotérico vai além dos cinco sentidos e gradualmente na caminhada interior percebemos que toda essa variedade religiosa e cultural nada mais são do que manifestações das necessidades humanas. São pontos de apoio.

A verdadeira Religião só existe dentro de nós e só nós podemos senti-la.

Por isso o Iniciado compreende que deve respeitar todas as religiões e todas as culturas. Também entende que só ele próprio pode manifestar em si seu aspecto Divino, pois Religião nenhuma fará isso por ele.

O Ocultismo e o Hermetismo são ciências esotéricas que estudam as Leis Imutáveis do Universo/Deus, e através delas devemos guiar nossas vidas segundo nossa Verdadeira Vontade. Todos os Mistérios Antigos estudavam e praticavam essas Leis. Seu objetivo principal era, e ainda é, o contato consciente de cada homem com a Centelha Divina que está dentro de cada um de nós. E isso ainda é praticado hoje por nós de maneira simbólica, só nos falta enxergar.

Visita Interiorem Terrae, Rectificando que, Invenies Occultum Lapidem, que significa: “Visita o Centro da Terra, Retificando-te, encontrarás a Pedra Oculta”. O “Centro da Terra” é seu próprio interior que deve ser lapidado até encontrar a “Pedra Oculta”, que é o seu próprio aspecto Divino, e com essa Pedra construir o Templo Perfeito.

Eis a caminhada interior.

Liberdade, Amor, Vida e Luz.

Frater Hamal

Publicado originalmente no excelente blog Esoterismo Demolay

#Alquimia #hermetismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-esoterismo

A Mulher, o Divino e a Criação

Desde tempos imemoriais que os nossos antepassados nos deixaram imagens (sagradas?) das formas femininas. Na arte e nos artefactos do Paleolítico e Neolítico que representam os mais primitivos impulsos da génese do mito humano, estas imagens indicam uma profunda tomada de consciência do elemento criador do ser feminino. Aquando do aparecimento dos mitos de criação em inúmeras civilizações, o princípio feminino aparece como criador do mundo e do homem.

Até meados do século XX o interesse pelo papel desempenhado pelas deusas nas mitologias era ligeiro já que o interesse de pesquisa estava orientado para os deuses. Mas, nos meados dos anos 70 há uma mudança de atitude parcialmente inspirada pelo desabrochar dos movimentos feministas. A tomada de consciência do papel desempenhado pela mulher na sociedade expande-se durante esta época e começa a integrar tradições espirituais do Ocidente e do Oriente. A luta pela igualdade do homem e da mulher expandiu-se para além do social, político e económico para entrar na esfera do sagrado. Inúmeros livros e artigos vão revolucionar o modo como as pessoas viam as raízes da sua herança espiritual. Não podemos, no entanto, deixar de mencionar um autor que já no século passado tinha chamado a atenção para a existência de um período da história da humanidade em que os valores morais, jurídicos e políticos eram estruturados em torno da Mulher e da Mãe. Trata-se de J. J. Bachofen. A sua obra intitulada o Matriarcado não foi bem acolhida na época. María del Mar Llinares García [1] diz-nos que “ só quando F. Engels lhe presta atenção ao considerar que confirmava a sua teoria do carácter histórico da família é que a obra se revaloriza e consolida com o desenvolvimento da antropologia e da arqueologia pré-histórica desde os fins do século XIX “. Hoje é uma das obras fundamentais para o estudo do tema; no entanto, alguns especialistas do mito, como J.- P. Vernant e M. Detienne, não o consideram como um dos estudiosos do mito durante o século XIX. É mencionado, no entanto, por J. de Vries mas sem que este valorize a sua obra. Actualmente as obras que mais impacto causaram no grande público na defesa da existência de um princípio de matriarcado, são The Goddesses and Gods of Old Europe, Myths and Cult Images, 6500- 3500 B C de Marija Gimbutas [2] e as publicações de James Mellaart sobre as suas escavações na Anatólia, nomeadamente em Çatal Hüyük e Hacilar. As justificações científicas destes arqueólogos sobre a existência de um culto à Deusa-Mãe na Anatólia e que se teria estendido até à Europa Antiga são bastante convincentes. Quando o livro de Riane Eisler, O Cálice e a Espada [3] surgiu, a sua obra fundamental sobre o tema do matriarcado, para além de outras que já tinha escrito, foi saudada por todos os defensores da existência de um matriarcado na Velha Europa . Os testemunhos da arqueologia, linguística e mitologia indicavam que em muitas culturas da Europa antiga o primeiro impulso das sociedades na esfera do religioso, para além dos sepultamentos, era uma profunda veneração pela Terra, que era Mãe, pois tal como da mulher nasciam os filhos, assim dela Terra brotava vida. Será talvez essa a explicação para o aparecimento no período do Paleolítico e Neolítico de numerosas estatuetas femininas formadas inicialmente a partir de argila e cinza e depois já cozidas no forno, e, estatuetas esculpidas a partir do osso, chifre e marfim ou mesmo na própria rocha. Existe uma grande polémica sobre a intenção original que esteve por detrás destas imagens. Desde serem consideradas como mulheres reais, cânones de beleza ou objectos pornográficos ou eróticos até terem sido usadas para ilustrar o processo do nascimento às mães da época. No entanto, a opinião mais generalizada identifica-as como símbolos da fertilidade. De notar que são representadas sem acompanhante masculino o que pode indicar que os seres humanos da época estavam convencidos de que os homens não tomavam parte na reprodução. Assim, qualquer nascimento seria um exemplo de partenogénese, o que vai dar origem ao culto da Deusa-Mãe. Culto esse que teria englobado a zona circundante do mar Egeu, os Balcãs, a região oriental da Europa Central, o Mediterrâneo Central e a Europa do Ocidente.

Na generalidade da comunidade científica considera-se que as Vénus do paleolítico foram feitas por homens num acto de veneração pelas mulheres enquanto fonte da vida. No entanto, é de assinalar uma opinião diferente: Le Roy Mc Dermott, professor de Arte na Universidade Estadual do Missouri nos Estados Unidos, sugeriu que as distorções características desta figuras (ventres inchados, seios e nádegas volumosas, pernas curtas e pés pequenos) eram devidas ao facto de terem sido esculpidas por mulheres grávidas que representavam o seu próprio corpo. A visão que uma mulher grávida tem do seu corpo, num mundo sem espelhos, assemelha-se porventura a estas estatuetas. Talvez que um dos melhores exemplos seja a Vénus de Lespugne. Se assim tiver acontecido podemos deduzir que a maior parte das esculturas femininas do Paleolítico, e não só, foi feita por mulheres. A aceitação desta teoria vem introduzir um dado novo nas capacidades da mulher da época: também foi artífice.

Estas estatuetas mostram uma consistência de forma e de tema: descrevem a capacidade corpórea da mulher para dar à luz, amamentar, perder sangue e curar-se a ela própria todas as luas. Das muitas estatuetas desta época queremos destacar pela sua carga iconográfica a Vénus de Laussel. Esta estatueta, como muitas outras, apresenta-se com seios pendentes, barriga e triângulo púbico bem marcados. A particularidade que queremos destacar é que esta estatueta segura numa mão um crescente lunar com a forma de um chifre de bisão manchado com ocre vermelho. No chifre foram esculpidos treze entalhes, o que poderá significar que a concepção tem lugar no 14º dia após o período da lua da mulher. Um atributo lunar onde quer que apareça tem sempre o mesmo significado, qualquer que seja o número de sínteses religiosas que tenham colaborado na constituição dessas formas: é o prestígio da fertilidade, da criação periódica, da vida inesgotável. Os chifres de bovídeo que caracterizam as grandes divindades da fecundidade são um emblema da Deusa-Mãe. Onde quer que apareçam nas culturas neolíticas, quer na iconografia quer nos ídolos de forma bovina, eles marcam a presença da deusa da fertilidade. O chifre não é mais do que a imagem da Lua Nova. A lua é fonte de toda a fertilidade e dirige ao mesmo tempo o ciclo menstrual. Através da observação dos seus próprios ciclos e do crescimento sazonal das plantas é natural que as mulheres tivessem sido as primeiras a observar as periodicidades da natureza, e o registo destes ritmos internos e externos poderiam ter servido para formar as mais primitivas raízes da ciência e da religião. Com este conhecimento crescente da vida veio uma relação igualmente intensa com a morte. O homem de Neanderthal e o de Cro-Magnon enterravam os seus mortos cerimonialmente e usavam ocre vermelho para adornar os mortos. O ocre vermelho é representativo das qualidades de afirmação de vida do sangue. As pessoas perdem sangue só enquanto são vivas. Mas as mulheres perdem sangue menstrual e durante o parto. Não há talvez outro período no qual a mulher mostre estar mais ligada ao feminino sagrado do que no acto do parto. É apesar de tudo o processo do nascimento e da morte que sustenta a crença na Deusa-Mãe, já que o nascimento sempre contém a semente da morte. O vermelho do sangue do nascimento é a primeira cor que cada um de nós vê quando presenciamos um parto. O sangue é sagrado e o ocre vermelho simula a energia vital da vida e da renovação. É possível que os primitivos humanos ao cobrir o defunto com ocre vermelho pensassem que o morto pudesse ressurgir numa outra vida.

Para além do simbolismo do sangue a mulher é como vimos intensamente influenciada pela Lua. Enquanto o Sol permanece igual a si próprio, a Lua em contrapartida é um astro que cresce, decresce e desaparece, um astro cuja vida está submetida à lei universal do devir, do nascimento e da morte. Mas esta “morte” é seguida de um renascimento: a Lua Nova. O desaparecimento da Lua na obscuridade nunca é definitivo. Este eterno retorno às suas formas iniciais faz com que a Lua seja por excelência o astro dos ritmos da vida. Tal como a Lua a mulher segue o mesmo ritmo.

Um outro símbolo ligado à mulher e à fertilidade é a serpente. A serpente tem significados múltiplos; de entre eles o mais importante é o da sua regeneração. Como atributo da Grande Deusa a serpente conserva o seu carácter lunar – o da regeneração cíclica. Animal telúrico e ctónico, feminino por excelência, é uma hierofania do sagrado. Sob a forma de Ouroboros, a serpente que morde a cauda, simboliza um ciclo de evolução fechado sobre si próprio. Este símbolo abrange as ideias de continuidade, de autofecundação e em consequência, de eterno retorno. Mas a forma circular da imagem dá lugar a outra interpretação: a união do mundo ctónico figurado pela serpente e do mundo celeste figurado pelo círculo, significa a união de dois princípios opostos – a terra e o céu, a noite e o dia. Todas as grandes deusas da natureza que se revêem no Cristianismo sob a forma de Maria têm, como dissemos, a serpente como atributo. Mas se há figura da Deusa-Mãe que mais se possa aproximar a Maria é Ísis, que embora sendo “ Senhora do Ocidente “ ( o que significa Senhora no mundo dos mortos, onde assiste a Osíris ) é também uma deusa solar que ilumina as Duas Terras com os seus raios, enviando a luz a todos os homens. Ísis sustenta sobre a fronte a cobra real, uraeus de ouro puro, símbolo de soberania, de conhecimento, de vida e de Juventude Divina.

A árvore é outro dos símbolos que está ligado à mulher na iconografia e mitologias arcaicas porque a árvore é fonte inesgotável de fertilidade, dá frutos e regenera-se periodicamente. A epifania de uma divindade numa árvore é corrente e podemos assinalá-la nas civilizações hindu, mesopotâmica, egípcia e egeia. Na iconografia egípcia, por exemplo, encontrámos o motivo da Árvore da Vida de onde saem os braços divinos carregados de dons e despejando com um vaso a água da vida. Na parede do túmulo de Tutmósis III em Tebas vemos o faraó a receber a seiva da árvore directamente de um ramo. Inúmeros exemplos poderiam ser dados, comprovativos de que as árvores foram desde há muito sagradas para a Deusa e são uma epifania dela própria.

A água é um outro símbolo da vida, um dos mais importantes. Segundo Mircea Eliade “ Na cosmogonia , no mito, no ritual, na iconografia, as águas desempenham a mesma função, qualquer que seja a estrutura dos conjuntos culturais nos quais se encontram: elas precedem qualquer forma e suportam qualquer criação “ [4]. Justifica-se plenamente a ideia do autor se nos debruçarmos sobre a cosmogonia egípcia. A criação do mundo, por quem e como foi criado era matéria de constante interesse para os Egípcios. Os mais antigos textos religiosos conhecidos reflectem uma amálgama de cosmogonias locais elaboradas provavelmente nos tempos pré-históricos mas que se vão diferenciar nos tempos históricos. Todas, no entanto, estão de acordo ao afirmar que o mundo não é obra de um demiurgo atemporal. Segundo os Egípcios no princípio era o Caos e o Demiurgo encontrava-se diluído no Caos onde jazia inerte, como que privado de existência.Todos os sistemas religiosos concebem o Caos como um Oceano primordial que contém todos os gérmens e todas as possibilidades da Criação. Esta água é o Nun o “ pai dos deuses “. O Demiurgo aparece mais tarde na superfície das águas e adopta aspectos diferentes em cada sistema cosmogónico. A importância das águas primordiais era tão grande para os Egípcios que todos os templos possuíam lagos sagrados que simbolizavam as águas primordiais, origem de toda a Criação (…).

O desaparecimento do culto da Deusa na Europa foi ocasionado segundo os defensores do princípio do matriarcado pela vaga de indo-europeus,os Kurgan, que se estenderam por vagas sucessivas desde as estepes asiáticas e destruíram as pacíficas civilizações da Europa Antiga e as assimilaram. Portadores de armas, domesticadores do cavalo, exaltavam os deuses guerreiros e heróicos. Os seus deuses principais eram uranianos: o deus da tempestade ( cujos emblemas eram o raio e o trovão,o machado, a maça e o arco ) e o deus solar, o deus do sol que empunhava a adaga e a espada e em algumas ocasiões apresentava-se com um carro. Gerda Lerner [5] relaciona a subordinação das mulheres e a degradação da Deusa com as mudanças políticas ocorridas no III milénio quando uma sociedade baseada nos vínculos do parentesco deu lugar ao estado arcaico. Como resultado desta transformação sociopolítica, a figura da Deusa foi suplantada por um panteão de deuses e deusas. Lerner chama também a atenção para uma alteração do simbolismo. A simbologia para aludir às potências da criação passou da “ vulva da Deusa à semente do Varão “ [6]. Por outro lado, a árvore da vida símbolo da capacidade criativa da natureza foi suplantada pela árvore do conhecimento.

Sem pretender fazer uma análise sóciopsicológica das populações do Paleolítico e do Mesolítico, idades que precedem a organização da vida sedentária, podem graças à arqueologia e ao estudo dos mitos fundamentais retirar-se hipóteses a propósito desta mudança de tendência. É praticamente tido como certo que os primeiros humanos ignoravam o papel exacto do homem na procriação. Os homens mantinham uma atitude ambígua face às mulheres, aparentemente mais fracas do que eles mas capazes de dar misteriosamente a vida. Daí um profundo respeito para não dizer veneração e ao mesmo tempo uma espécie de terror perante os poderes incompreensíveis, senão mágicos ou divinos. É infinitamente provável que a humanidade primitiva tenha considerado a divindade, qualquer que ela fosse, como de natureza feminina. Tudo mudou quando o homem compreendeu a sua participação no acto sexual como condição necessária à procriação. Isto deve ter-se passado nas épocas da sedentarização quando as técnicas rudimentares da agricultura se sucederam à recolecção e à caça de animais selvagens. É preciso ter em conta no entanto, que esta alteração não se efectuou rapidamente porque os costumes ancestrais são tenazes e não se modificam senão lentamente na mentalidade colectiva. Com a domesticação dos animais e o desenvolvimento dos rebanhos, a função do homem no processo de criação tornou-se mais evidente e compreendeu-se melhor. Em consequência desta situação encontramos a Deusa-Mãe acompanhada de um ser masculino, um filho ou um irmão que a acompanha nos ritos da fertilidade e com os quais se une. Nos mitos e ritos trata-se de um deus jovem que há-de morrer para logo renascer. No entanto, é a Grande Deusa quem cria a vida e governa a morte, mas agora reconhece-se muito melhor a participação masculina na procriação. As núpcias sagradas ( hierogamias ) e outros ritos similares festejados durante o quarto e terceiro milénios expressavam estas crenças. Até que a deusa se tivesse unido ao jovem deus e houvesse tido lugar a morte e o renascimento deste, não podia recomeçar o ciclo anual das estações. A sexualidade da Deusa é sagrada.

A grande mudança seguinte aparece simultaneamente com o nascimento dos estados arcaicos sob reis poderosos. Nos começos do terceiro milénio a figura da Deusa-Mãe é deposta da sua liderança no panteão divino. Cede lugar a um deus masculino. No panteão Sumério a deusa da terra Ki e o deus do céu An presidem aos outros deuses. Da sua união nascerá o deus do ar Enlil. Por volta de 2400 os principais deuses sumérios aparecem enumerados da seguinte forma: An (ceú), Enlil (ar), Ninhursag ( rainha das montanhas ), Enki ( senhor da terra ). A deusa da terra Ki está agora afastada e em textos mais tardios aparece mencionada em último lugar depois de Enki. Nammu, a Deusa-Mãe dos Sumérios que deu nascimento ao céu e à terra e foi criadora da humanidade desaparece do panteão. Na Mesopotâmia assistimos à mesma situação. O Enuma Elis conta-nos que a deusa primordial é Tiamat, o mar. Às vezes tranquila às vezes caprichosa. É a natureza primordial indiferenciada que possui nela toda a força e o poder do que é selvagem. Tem por esposo Apsu, o deus das águas doces sobre as quais repousa o mundo. De ambos nascerão os deuses que compõem o panteão mesopotâmico. O Enuma Elis narra toda a história da luta entre os deuses da primeira geração com os da geração seguinte que culmina com a destruição de Tiamat por Marduk ( filho de Damkina, senhora da terra e de Enki/ Ea ) um deus de uma nova geração que representa a vida, a civilização e o progresso, enquanto que os deuses primitivos são conotados com o caos, a natureza desorganizada, a força bruta sem inteligência. É acompanhando talvez a par e passo a evolução da importância dos deuses sumérios, acádicos e a formação final do panteão mesopotâmico que verificámos como a deusa primordial foi perdendo lentamente a sua importância até desaparecer do panteão. É o caso da Nammu suméria de que se perdeu a memória, da Tiamat mesopotâmica que foi transformada num monstro, numa serpente que é necessário abater porque representa as forças do caos, tal como é preciso que seja abatido o Yam ugarítco que será derrotado por Baal, outro deus das novas gerações que se transformou em deus principal, deus da tempestade e do trovão, deus fertilizador dador de vida. Não esqueçamos também Leviatã, a serpente, que Javé tenta destruir como lemos em Isaías 27,1 “ Naquele dia o Senhor ferirá com a sua espada pesada temperada e forte a Leviatã, a serpente tortuosa e matará o monstro do mar “

A Deusa é, já no período histórico, personificada com o mal que é preciso destruir. O episódio do pecado original no Génesis pode, como sabemos, revestir-se de vários significados. A serpente do Génesis é a representação da tentação, do mal. Eva cometeu a falta sob a influência da serpente. Mas a serpente é um símbolo da Deusa assim como a arvore se identifica com a deusa. André Smet [7] diz-nos que Eva transgride a proibição patriarcal que é representada por Javé: “ O pecado original da Bíblia pode ser considerado como o primeiro acto desta longa luta de Deus Pai contra a Deusa-Mãe. Esta primeira queda, que será seguida de muitas outras, será como todas as outras severamente punida pelo Deus Pai. A inimizade é lançada entre a serpente e a mulher o que significa que a mulher não terá mais o direito de honrar a deusa e de lhe obedecer mas antes deverá lutar contra ela “. Javé pune também a mulher precisamente naquilo que fazia a sua glória: a gravidez e a maternidade, quando lhe diz “ Aumentarei os sofrimentos da tua gravidez, os teus filhos hão-de nascer entre dores “ . E em seguida “ procurarás com paixão a quem serás sujeita, o teu marido “. Em vez de suscitar o desejo dos homens, símbolo do culto sexual rendido à Deusa, a mulher é a eles subjugada. E por fim Javé ordena “ maldita seja a terra por tua causa “ [8].

Há quem veja nesta atitude uma mudança radical na história das mentalidades. É uma outra civilização que começa onde a predominância será do homem, enquanto que até aqui pertenceu primeiro à mulher, em seguida foi partilhada por ambos e agora o poder cabe exclusivamente ao homem. Mas a atitude de Adão não deixa de ser curiosa ao pôr o nome de Eva à sua mulher porque ela iria ser a Mãe de todos os homens. Significará esta uma maneira oculta de homenagear a Deusa -Mãe através de Eva?

Não temos documentos relativos à passagem da religião da Deusa da Europa antiga para a religião grega. No entanto, alguns investigadores vêem na trilogia de Ésquilo, Oresteia uma recordação da época em que a sexualidade feminina era objecto de veneração: Orestes é julgado pela acusação de matricídio. Defendiam-no Apolo e os outros deuses celestes gregos. Contra eles pronunciavam-se as Fúrias ou Erínias, antigas deusas relacionadas com a terra. Orestes tinha matado a mãe por esta ter assassinado o seu pai, Agamémnon, pelo facto de este ter sacrificado a filha com o objectivo de assegurar a vitória na batalha. As fúrias discutem com Apolo, mas este baseia-se em considerações nas quais a mãe não é a verdadeira progenitora do filho, porque é a semente do pai a portadora da energia geradora de vida, a que produz nova vida ao ser colocado no seio da mãe. A força geradora está na sexualidade masculina, não na feminina, segundo Apolo.

A teoria dos filósofos pré-socráticos Empédocles, Anaxágoras e Demócrito afirmava a existência das sementes masculina e feminina, mas as suas ideias foram repelidas por Aristóteles. Aristóteles tentou dar uma base científica acerca da potencialidade da sexualidade masculina e da possibilidade das funções sexuais femininas em dois tratados: Espécie dos animais e As partes dos animais. Em síntese diz-nos que “ Masculino é o que possui a capacidade de condensar, tornar mais denso, fazer que tome forma e descarregar o sémen, que possui o princípio da forma. Feminino é o que recebe o sémen, mas é incapaz de fazer que tome forma ou de descarregá-lo (…) . O sémen contém em si mesmo o princípio da actividade e da organização efectiva para a organização do embrião. Posto que o sémen masculino era portador da capacidade de gerar, procriar, o ovo feminino não podia ter esse mesmo poder “. A ideologia grega acerca da sexualidade em termos de princípio activo e passivo terminou por impor-se até ao século XVIII.

Mas Hesíodo na Teogonia dizia: “ Primeiro de tudo foi o Caos, depois a Terra, de amplo seio, sólida e eterna morada de todos os seres, e Eros o mais formoso dos deuses imortais ( …). Do Caos nascem as Trevas e a Noite negra, e da Noite nascem a Luz e o Dia , filhos seus concebidos depois da sua união amorosa com as Trevas. A Terra criou primeiro o Céu estrelado, tão grande como ela, para a envolver por todos os lados. Depois criou as altas montanhas, moradas agradáveis dos deuses, e deu também o ser às águas estéreis, o mar com as suas altas ondas, tudo isto sem paixão amorosa “ . Já no mito platónico da criação, a passividade feminina é um facto: “ A mãe e receptáculo de todas as coisas criadas e visíveis e de algum modo sensíveis não há-de ser chamada terra ou ar ou fogo ou água ou qualquer dos seus compostos, senão que é um ser invisível e informe que recebe todas as coisas e de algum modo misterioso participa do inteligível e é absolutamente incompreensível.” Podemos referir que quanto mais se caminha à frente no tempo mais se desvanece a importância da mulher.

Ao atravessarmos toda a história da Europa e do Próximo Oriente Antigo desde a Idade do Bronze até aos nossos dias verificámos que a mulher perdeu muito da dignidade que possuiu. O Cristianismo tentou suavizar a imagem da mulher com o culto de Maria. No entanto, o inconsciente colectivo da comunidade cristã via em Maria, Mãe de Deus, a Mãe Universal, a Mãe de todos nós. Não podemos deixar de referir que foi devido à grande pressão popular desde os primeiros séculos do Cristianismo que a Igreja proclamou Maria, no Concílio de Éfeso em 431, Theotokos. Mas só em 1854 foi proclamado o Dogma da Imaculada Conceição, após séculos de divergências no seio da Igreja principalmente entre franciscanos e dominicanos. Finalmente Pio XII, em 1950, proclamou o Dogma da Assunção.

O modelo mítico de Maria, Mãe de um deus encarnado que morreu pela salvação da humanidade e ressuscitou ao terceiro dia perpassa por inúmeras Deusas-Mãe da Antiguidade. Mas, Maria não é a Grande Deusa das religiões que precederam o Cristianismo, a Grande Deusa dadora da vida e da morte, a deusa da terra, a deusa das forças telúricas. A Virgem Maria é a Deusa dos Céus que sendo Virgem deu à luz o filho de Deus. Tiepolo entre 1767-69 pintou a Imaculada Conceição. Inspirando-se em Apocalipse 12,1 representou-a rodeada de querubins, de pé sobre o Quarto Crescente da Lua, pisando uma serpente dragão que tem na boca um fruto. A serpente é trespassada na cauda por um lírio símbolo da pureza de Maria. Por cima da sua cabeça paira uma pomba, símbolo do Espírito Santo que lhe concedeu o dom da concepção. Esta iconografia é totalmente reveladora da distinção entre a Deusa- Mãe da Terra e da Deusa -Mãe dos Céus.

De tudo o que foi dito concluímos que a Criação seja do mundo ou do homem está intrínseca e profundamente ligada ao princípio feminino e à mulher. A investigação científica diz-nos que a origem da vida na terra surgiu nas águas primordiais. A Ciência hoje, com todo o seu avanço científico e tecnológico quer na fertilização in uitro quer no processo de clonagem não conseguiu substituto do suporte feminino. Nós continuamos a nascer de uma mulher. E, até Deus, para se tornar humano precisou de um corpo de Mulher.

[1] Introdução à publicação em língua castelhana por María del Mar Llinares García, da obra de J.J. Bachofen, El Matriarcado , Ediciones Akal, 2ª edición, Madrid, 1992, p. 6.

[2] GIMBUTAS, M. The Goddesses and Gods of Old Europe, Myths and Cult Images , 6500- 3500 B. C. Thames and Hudson Ltd, London, 1996.

[3] EISLER, R. O Cálice e a Espada, Colecção Diversos Universos, Via Optima, Porto, 1998.

[4] ELIADE, M. Tratado da História das Religiões, Edições ASA, Porto, 1992, p.244.

[5] LERNER, G. The Creation of Patriarchy, Oxford University Press, Inc., New York, 1986.

[6] Idem, p. 146.

[7] SEMET, A. La grande Deésse n´est pas mort, Paris 1983, p.81.

[8] Gn 3, 14-18.

Ana Maria Mendes Moreira

Postagem original feita no https://mortesubita.net/paganismo/a-mulher-o-divino-e-a-criacao/

O Livro das Entidades Enochianas

Por Robson Bélli do site enochiano.com.br

O guia abaixo foi criado por Robson para o grupo enochiano do site enochiano.com.br como uma Introdução a função das entidades enochianas. Munidos dessas informações torna-se mais fácil identificar quais entidades são as mais apropriadas para serem chamadas em cada ocasião, como por exemplo no passo 10, “Conjuração do Espírito” que ocorre dentro da Estrutura de um Ritual Enochiano

OS NOMES SECRETOS DE DEUS – NOMES DE 12 LETRAS

  DIREÇÃO ELEMENTO NOME DE DEUS CHAMADAS
1 LESTE AR ORO IBAH AOZPI 3
2 SUL AGUA MPH ARSL GAIOL 4
3 OESTE FOGO OIP TEAA PDOCE 6
4 NORTE TERRA MOR DIAL HCTGA 5

 

OS REIS – NOMES DE 7 LETRAS

(PODERES GERAIS E EXTENSOS)

 

  DIREÇÃO ELEMENTO REI DA MISERICRODIA REI DA SEVERIDADE CHAMADAS
1 LESTE AR BATAIVA BATAIVH 3
2 SUL AGUA RAAGIOS RAAGIOL 4
3 OESTE FOGO EDLPRNA EDLPRNA 6
4 NORTE TERRA ICZHHCA ICZHHCL 5

 

OBSERVAÇÃO:

No sistema Neo enochiano da Golden Dawn se encontra apenas um nome de rei em vez de dois, contudo as chamadas não se alteram seguindo o mesmo padrão da tabela acima, segue abaixo os nomes dos reis usados no sistema neo enochiano.

  1. LESTE (AR)               –             BATAIVAH
  2. SUL (AGUA)               –             RAAGIOSL
  3. OESTE (FOGO) –             EDLPRNAA
  4. NORTE (TERRA) –             ICZHIHAL

OS SENIORES – NOMES DE 7 LETRAS

(TRANSMIÇÃO DE CONHECIMENTO E JULGAMENTOS HUMANOS)

  DIREÇÃO ELEMENTO A B I II III IV CHAMADAS
1 LESTE AR HABIORO AHAOZPI AAOZAIF HTMORDA HIPOTEGA AVTOTAR 3, 7, 8 e 9
3 3 3 7 9 8
2 SUL AGUA LSRAHPM SLGAIOL SAIINOU LAOAXRP LIGDISA SONIZNT 4, 10, 11 e 12
4 4 10 4 12 11
3 OESTE FOGO AAETPIO AAPDOCE ADAEOET ALNDOOD ARINNAP ANODOIN 6, 16, 17 e 18
6 6 16 17 6 18
4 NORTE TERRA LAIDROM ALHCTGA ACZINOR LZINOPO LIIANSA AHMLICV 5, 13, 14 e 15
5 5 13 14 15 5

A: SENIORES DO PILAR DA SEVERIDADE

B: SENIORES DO PILAR DA MISERICORDIA

I: SENIORES DOS SUBANGULOS DO AR

II: SENIORES DOS SUBANGULOS DA AGUA

III: SENIORES DOS SUBANGULOS DO FOGO

IV: SENIORES DOS SUBANGULOS DA TERRA

OBSERVAÇÃO

No sistema tradicional não se leva em consideração os sub ângulos, vindo assim a não ser importante para o tradicional estas minucias.

 

ARCANJOS – NOMES DE 5 LETRAS

(CONSAGRAÇÕES, COMBINAÇÕES E ALTERAÇÕES DE MATERIAIS, OPERAÇÕES ALQUIMICAS)

  DIREÇÃO ELEMENTO I II III IV CHAMADAS
1 LESTE AR ERZLA EUTPA HXGZD HTNBR 3, 7, 8 e 9
3 7 9 8
2 SUL AGUA ETAAD ETDIM HNLRX HMAGL 4, 10, 11 e 12
10 4 12 11
3 OESTE FOGO ADOPA AANAA PZIZA PPSAC 6, 16, 17 e 18
16 17 6 18
4 NORTE TERRA ABOZA APHRA PASMT POCNC 5, 13, 14 e 15
13 14 15 5

I: ARCANJOS DOS SUBANGULOS DO AR

II: ARCANJOS DOS SUBANGULOS DA AGUA

III: ARCANJOS DOS SUBANGULOS DO FOGO

IV: ARCANJOS DOS SUBANGULOS DA TERRA

OBSERVAÇÃO

No sistema tradicional não se leva em consideração os sub ângulos, vindo assim a não ser importante para o tradicional estas minucias.

ANJOS KERUBICOS – DAS SUBSTANCIAS NATURAIS – NOMES DE 4 LETRAS

(CONSAGRAÇÕES, COMBINAÇÕES E ALTERAÇÕES DE MATERIAIS, OPERAÇÕES ALQUIMICAS)

 

  DIREÇÃO ELEMENTO I II III IV CHAMADAS OBEDIENCIA
1 LESTE AR/AR RZLA ZLAR LARZ ARZL 3 ERZLA
2 SUL AR/AGUA TAAD AADT ADTA DTAA 4, 10 ETAAD
3 OESTE AR/FOGO DOPA OPAD PADO ADOP 6, 16 ADOPA
4 NORTE AR/TERRA BOZA OZAB ZABO ABOZ 5, 13 ABOZA

 

I: Anjo Kerubico
II: Companheiro mais próximo (mais elevado / menos denso)

III: Segundo companheiro (elevação intermediaria / densidade intermediária)

IV: Terceiro companheiro (menos elevado / densidade alta)

 

OBSERVAÇÃO

Entenda a questão de densidade aqui mais relacionado ao plano espiritual e ao plano físico (denso) logo os anjos mais densos estão mais próximos de nós a fim de realizar nossos pedidos de maneira mais física, os de densidade intermediaria, trarão sua realização no campo mais mental ou astral, e os mais elevados no campo espiritual.

 

ANJOS KERUBICOS – ANJOS DO TRANSPORTE – NOMES DE 4 LETRAS

(PROTEÇÃO NOS CAMINHOS, VIAGENS, IR E VIR, TRAZER E LEVAR)

  DIREÇÃO ELEMENTO I II III IV CHAMADAS OBEDIENCIA
1 LESTE AGUA/AR UTPA TPAU PAUT AUTP 3, 7 EUTPA
2 SUL AGUA/AGUA TDIM DIMT IMTD MTDI 4 ETDIM
3 OESTE AGUA/FOGO ANAA NAAA AAAN AANA 6, 17 AANAA
4 NORTE AGUA/TERRA PHRA HRAP RAPH APHR 5, 14 APHRA

 

I: Anjo Kerubico
II: Companheiro mais próximo (mais elevado / menos denso)

III: Segundo companheiro (elevação intermediaria / densidade intermediária)

IV: Terceiro companheiro (menos elevado / densidade alta)

OBSERVAÇÃO

Entenda a questão de densidade aqui mais relacionado ao plano espiritual e ao plano físico (denso) logo os anjos mais densos estão mais próximos de nós a fim de realizar nossos pedidos de maneira mais física, os de densidade intermediaria, trarão sua realização no campo mais mental ou astral, e os mais elevados no campo espiritual.

 

ANJOS KERUBICOS – ANJOS DAS ARTES MECANICAS – NOMES DE 4 LETRAS

(INFORMAÇÕES, CONHECIMENTOS E INFLUENCIAR TECNOLOGIAS, MAQUINAS E AFINS)

  DIREÇÃO ELEMENTO I II III IV CHAMADAS OBEDIENCIA
1 LESTE FOGO/AR XGZD GZDX ZDXG DXGZ 3, 9 HXGZD
2 SUL FOGO/AGUA NLRX LRXN RXNL XNLR 4, 12 HNLRX
3 OESTE FOGO/FOGO ZIZA IZAZ ZAZI AZIZ 6 PZIZA
4 NORTE FOGO/TERRA ASMT SMTA MTAS TASM 5, 15 PASMT

I: Anjo Kerubico
II: Companheiro mais próximo (mais elevado / menos denso)

III: Segundo companheiro (elevação intermediaria / densidade intermediária)

IV: Terceiro companheiro (menos elevado / densidade alta)

OBSERVAÇÃO

Entenda a questão de densidade aqui mais relacionado ao plano espiritual e ao plano físico (denso) logo os anjos mais densos estão mais próximos de nós a fim de realizar nossos pedidos de maneira mais física, os de densidade intermediaria, trarão sua realização no campo mais mental ou astral, e os mais elevados no campo espiritual.

 

 

 

ANJOS KERUBICOS – OS ANJOS DAS DESCOBERTAS DOS SEGREDOS – NOMES DE 4 LETRAS

(PARA DESCOBRIR SEGREDOS E INFORMAÇÕES OCULTAS)

  DIREÇÃO ELEMENTO I II III IV CHAMADAS OBEDIENCIA
1 LESTE TERRA/AR TNBR NBRT BRTN RTNB 3, 8 HTNBR
2 SUL TERRA/AGUA MAGL AGLM GLMA LMAG 4, 11 HMAGL
3 OESTE TERRA/FOGO PSAC SACP ACPS CPSA 6, 18 PPSAC
4 NORTE TERRA/TERRA OCNC CNCO NCOC COCN 5 POCNC

I: Anjo Kerubico
II: Companheiro mais próximo (mais elevado / menos denso)

III: Segundo companheiro (elevação intermediaria / densidade intermediária)

IV: Terceiro companheiro (menos elevado / densidade alta)

OBSERVAÇÃO

Entenda a questão de densidade aqui mais relacionado ao plano espiritual e ao plano físico (denso) logo os anjos mais densos estão mais próximos de nós a fim de realizar nossos pedidos de maneira mais física, os de densidade intermediaria, trarão sua realização no campo mais mental ou astral, e os mais elevados no campo espiritual.

 

ANJOS MENORES – OS ANJOS DA MEDICINA – NOMES DE 4 LETRAS

(PARA REALIZAR CURAS E CURAR DOENÇAS)

  DIREÇÃO ELEMENTO I II III IV CHAMADAS INVOCAÇÃO COMANDO
1 LESTE AR/AR CZNS TOTT SIAS FMND 3 ODOIGO ARDZA
2 SUL AR/AGUA TOCO NHDD PAAX SAIX 4, 10 OBGOTA AABCO
3 OESTE AR/FOGO OPMN APST SCIO VASG 6, 16 NOALMR OLOAG
4 NORTE AR/TERRA AIRA ORMN RSNI IZNR 5, 13 ANGPOI UNNAX

 

I:  Anjos extremamente sutis e elevados, demoram a manifestar no mundo físico sua influencia, contudo ela é duradoura.
II: Anjos “espirituais” sutis atuando no campo espiritual, realizando curas espirituais.

III: Anjos “astrais” sutis atuando e manifestando curas na mente e no campo astral/energetico.

IV: Anjos pouco sutis que manifestam os pedidos rapidamente, normalmente coisas pequenas, de pouca duração.

ANJOS MENORES – ANJOS DO OURO E DAS PEDRAS PRECISOSAS – NOMES DE 4 LETRAS

(PARA DESCOBRIR TESOUROS, ENCONTRAR OURO, TRABALHO E OBTER DINHEIRO)

  DIREÇÃO ELEMENTO I II III IV CHAMADAS INVOCAÇÃO COMANDO
1 LESTE AGUA/AR OYUB PAOC RBNH DIRI 3, 7 ILACZA PALAM
2 SUL AGUA/AGUA MAGM IEOC VSSN RVOI 4 NELAPR OMEBB
3 OESTE AGUA/FOGO GMNM ECOP AMOX BRAP 6, 17 VADALI OBAUA
4 NORTE AGUA/TERRA OMGG GBAL RLMU IAHL 5, 14 ANAEEM SONDN

I:  Anjos extremamente sutis e elevados, demoram a manifestar no mundo físico sua influencia, contudo ela é duradoura.
II: Anjos “espirituais” sutis atuando no campo espiritual, realizando aberturas de caminhos, afastando karmas negativos.

III: Anjos “astrais” sutis atuando e manifestando ideias/vibrações de prosperidade na mente e no campo astral/energetico.

IV: Anjos pouco sutis que manifestam os pedidos rapidamente, normalmente coisas pequenas, de pouca duração.

 

ANJOS MENORES – ANJOS DA TRANSFORMAÇÃO – NOMES DE 4 LETRAS

(CHAMADOS COM O PROPOSITO DE TRANSFORMAR UMA COISA NA OUTRA, MAGIAS EM GERAL)

  DIREÇÃO ELEMENTO I II III IV CHAMADAS INVOCAÇÃO COMANDO
1 LESTE FOGO/AR ACCA NPAT OTOI PMOX 3, 9 AOURRZ ALOAI
2 SUL FOGO/AGUA XPCN VASA DAPI RNIL 4, 12 IAAASD ATAPA
3 OESTE FOGO/FOGO ADRE SISP PALI ACAR 6 PZIONR NRZFM
4 NORTE FOGO/TERRA MSAP IABA IZXP STIM 5, 15 OPMNIR ILPIZ

 

I:  Anjos extremamente sutis e elevados, demoram a manifestar no mundo físico sua influencia, contudo ela é duradoura.
II: Anjos “espirituais” sutis atuando no campo espiritual, realizando transformações profundas de caráter e conciencia.

III: Anjos “astrais” sutis atuando e manifestando ideias de como transformar/mudar (ótimos para quebra de magias) as coisas do mundo físico e material ou ainda como sair vitorioso de uma situação.

IV: Anjos pouco sutis que manifestam os pedidos rapidamente, normalmente coisas pequenas, de pouca duração.

 

ANJOS MENORES – ANJOS DAS CRIATURAS VIVAS – NOMES DE 4 LETRAS

(CONHECIMENTOS, E INFLUENCIA SOBRE TODOS OS SERES VIVOS, INCLUSIVE OS SOBRENATURAIS)

  DIREÇÃO ELEMENTO I II III IV CHAMADAS INVOCAÇÃO COMANDO
1 LESTE TERRA/AR ABMO NACO OCNM SHAL 3, 8 AIAOAI OIIIT
2 SUL TERRA/AGUA PACO NDZN IIPO XRNH 4, 11 MALADI OLAAD
3 OESTE TERRA/FOGO DATT DIOM OOPZ RGAN 6, 18 UOBXDO SIODA
4 NORTE TERRA/TERRA OPNA DOOP RXAO AXIR 5 ABALPT ARBIZ

I:  Anjos extremamente sutis e elevados, demoram a manifestar no mundo físico sua influencia, contudo ela é duradoura.
II: Anjos “espirituais” sutis atuando no campo espiritual, realizando transformações profundas das formas de vida.

III: Anjos “astrais” sutis atuando e manifestando ideias a respeito de seres vivos e sobrenaturais.

IV: Anjos pouco sutis que manifestam os pedidos rapidamente, normalmente coisas pequenas, de pouca duração.

 

 

 

CACODAEMONS – DA MEDICINA

(CAUSADORES DE DOENÇAS, MAZELAS, LOUCURAS, SENHORES DE TODOS OS PESADELOS)

 

  DIREÇÃO ELEMENTO I II III IV A B C D CHAMADA INVOCAÇÃO COMANDO
1 LESTE AR/AR XCZ ATO RSI PFM XNS ATT RAS PND 3 OGIODI AZDRA
2 SUL AR/AGUA XTO ANH RPA PSA XCO ADD RAX PIX 4, 10 ATOGBO OCBAA
3 OESTE AR/FOGO MOP OAP CSC HVA MMN OST CIO HSG 6, 16 RMLAON GAOLO
4 NORTE AR/TERRA MAI OOR CRS HIZ MRA OMN CNI HNR 5, 13 IOPGNA XANNU

 

CACODAEMONS – DO OURO E DAS PEDRAS PRECIOSAS

(CAUSADORES DA MISERIA, POBREZA, ESCACEZ E FOME)

 

  DIREÇÃO ELEMENTO I II III IV A B C D CHAMADA INVOCAÇÃO COMANDO
1 LESTE AGUA/AR XOY APA RRB PDI XVB AOC RNH PRI 3, 7 AZCALI MALAP
2 SUL AGUA/AGUA XMA ALE RVS PRV XGM AOC RSN POI 4 RPALEN BBEMO
3 OESTE AGUA/FOGO MGM OEC CAM HBR MNM OOP COX HAP 6, 17 ILADAV AUABO
4 NORTE AGUA/TERRA MOM OGB CRL HIA MGG OAL CMV HHL 5, 14 MEEANA NDNOS

 

CACODAEMONS – DA TRANSFORMAÇÃO (CHAMADOS PARA DETERIORAR TODAS AS COISAS, TRANSFORMAR ALGO BOM EM RUIM, CAUSADORES DA DESORDEM E DO CAOS)

 

  DIREÇÃO ELEMENTO I II III IV A B C D CHAMADA INVOCAÇÃO COMANDO
1 LESTE FOGO/AR CAC ONP MOT APM CCA ONT MOI AOX 3, 9 ZRRUOA IAOLA
2 SUL FOGO/AGUA CXP OVA MDA ARN CCN OSA MPI AIL 4, 12 DSAAAI APATA
3 OESTE FOGO/FOGO RAD ASI XPA EAC RRE ASP XLI EAR 6 RNOIZR MFZRN
4 NORTE FOGO/TERRA RMS AIA XIZ EST RAP ABA XXP EIM 5, 15 RINMPO ZIPLI

 

CACODAEMONS – DAS CRIATURAS VIVAS E DOS ELEMENTOS

(MATAR, FERIR, GANGRENAR, INFLUENCIAR OS MORTOS E SERES MAIS OBSCUROS)

 

  DIREÇÃO ELEMENTO I II III IV A B C D CHAMADA INVOCAÇÃO COMANDO
1 LESTE TERRA/AR CAB ONA MOC ASH CMO OCO MNM ALL 3, 8 IAOAIA TIIIO
2 SUL TERRA/AGUA CPA OND MII AXR CCO OZN MPO ANH 4, 11 IDALAM DAALO
3 OESTE TERRA/FOGO RDA ADI XOO RSG RTT AOM XPZ EAN 6, 18 ODXBOU ADOIS
4 NORTE TERRA/TERRA ROP ADO XRX EAX RNA AOP XAO EIR 5 TPLABA ZIBRA

Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

 

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/o-livro-das-entidades-enochianas/

Curso de Kabbalah e Astrologia Hermética em Julho

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

22/07 (sábado) – Kabbalah

23/07 (domingo) – Astrologia Hermética

Local: Rua Bartolomeu de Gusmão, 337 (prox. ao metrô Vila Mariana)

Horário: das 10h às 18h

KABBALAH

Este é o curso recomendado para se começar a estudar qualquer coisa relacionada com Ocultismo.

A Kabbalah Hermética é baseada na Kabbalah judaica adaptada para a alquimia durante o período medieval, servindo de base para todos os estudos da Golden Dawn e Ordo Templi Orientis no século XIX. Ela envolve todo o traçado do mapa dos estados de consciência no ser humano, de extrema importância na magia ritualística.

O curso abordará as diferenças entre a Kabbalah Judaica e Hermética, a descrição da Árvore da Vida nas diversas mitologias, explicação sobre as 10 Sephiroth (Keter, Hochma, Binah, Chesed, Geburah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malkuth), os 22 Caminhos e Daath, além dos planetas, signos, elementos, cores, sons, incensos, anjos, demônios, deuses, arcanos do tarot, runas e símbolos associados a cada um dos caminhos.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– A Árvore da Vida em todas as mitologias.

– Simbolismo e Alegorias na Kabbalah

– Descrição e explicação completa sobre as 10 esferas (sefirot).

– Descrição e explicação completa sobre os 22 caminhos.

– Cruzando o Abismo (Véu de Paroketh).

– Alquimia e sua relação com a Árvore da Vida.

– O Rigor e a Misericórdia.

– A Estrela Setenária e os sete defeitos capitais.

– Letras hebraicas, elementos, planetas e signos.

Total: 8h de curso.

ASTROLOGIA HERMÉTICA

A Astrologia é uma ciência que visa o Autoconhecimento através da análise do Mapa Astral de cada indivíduo. Conhecido pelos Astrólogos e Alquimistas desde a Antigüidade, é um dos métodos mais importantes do estudo kármico e um conhecimento imprescindível ao estudioso do ocultismo.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– Introdução à Astrologia,

– os 7 planetas da Antigüidade, Ascendente e Nodos

– os 12 Signos,

– as 12 Casas Astrológicas,

– leitura e interpretação básica do próprio Mapa Astral.

Cada aluno recebe seu próprio Mapa Astral (precisa enviar antecipadamente data, hora e local de nascimento) para que possa estudá-lo no decorrer do curso.

Informações e reservas: marcelo@daemon.com.br

Inscreva-se já. São apenas 12 vagas.

#Astrologia #Cursos #Kabbalah

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/curso-de-kabbalah-e-astrologia-herm%C3%A9tica-em-julho

As Estruturas Sefiróticas – As Interações Entre As Emanações Divinas

Por Moshe Miller

As Emanações Interagem – As Sefirot são Entendidas na Configuração da Forma Humana.

As sefirot representam os vários estágios do processo criativo Divino, pelo qual D’us gerou a progressão dos reinos criados culminando em nosso universo físico finito. As sefirot constituem os componentes interativos de uma única estrutura metafísica cuja marca pode ser identificada em todos os níveis e em todos os aspectos da Criação.

As sefirot existem não apenas como entidades individuais. Além de suas identidades separadas e únicas, eles também interagem em configurações descritas nos textos cabalísticos como tendo a estrutura do corpo humano; isso é chamado de tzelem Elokim (a “imagem de D’us” suprema). Assim como o corpo, as sefirot estão dispostas em arranjos verticais ao longo de três eixos paralelos, cada um representando um modo de influência divina sobre a Criação. Assim, cada sefira está associada ao membro ou órgão particular que corresponde à sua posição na estrutura sefirótica anatômica. Essa configuração também é referida na literatura cabalística como sulam (“escada”) ou eitz (“árvore”).

A interação entre as várias sefirot ocorre através de uma rede de tzinorot (canais) de conexão, que conduzem o fluxo de energia divina por toda a Criação. Essas conexões sugerem vários subgrupos das sefirot, cada um refletindo uma certa dinâmica entre as sefirot que elas incluem. A tríade mais elevada das sefirot define a dinâmica cognitiva; é composto de Keter, Chochma e bina (ou alternativamente, no poder da alma, chochma e bina e da’at). O subgrupo composto por chesed, gevura e tiferet define as emoções primárias. A tríade de netzach, hod e yesod define as forças instintivas e pragmáticas. Malchut pode ser visto como um apêndice deste último subgrupo ou como uma entidade independente que recebe e manifesta as energias que o precedem.

Outra maneira de dividir as sefirot é em partzufim (“rostos” ou “perfis”). Um partzuf é descrito em termos da forma humana e é usado para representar a expansão de uma sefira (ou grupo de sefirot) em uma configuração independente com dez sefirot próprias. De acordo com a Cabalá, as sefirot de keter, chochma, bina e malchut possuem, cada uma, dois partzufim inter-relacionados; enquanto as seis sefirot de chesed a yesod formam seu próprio par de partzufim comum e independente.

Na configuração das sefirot, keter aparece no topo do eixo médio e corresponde no tzelem Elokim ao crânio. A sefira de keter se desenvolve em dois partzufim; seu partzuf externo é referido como Arich Anpin, e seu partzuf interno é referido como Atik Yomin.

Chochma aparece na configuração das sefirot no topo do eixo direito e corresponde no tzelem Elokim ao hemisfério direito do cérebro. Em sua forma totalmente articulada, chochma possui dois partzufim: o superior deles é referido como Abba Ila’ah (“o pai supremo”), enquanto o inferior é referido como Yisrael Sabba (“Israel, o Ancião”). Esses dois partzufim são chamados coletivamente de Abba (“o pai”).

Bina aparece na configuração das sefirot no topo do eixo esquerdo e corresponde no tzelem Elokim ao hemisfério esquerdo do cérebro.

Em sua forma totalmente expandida, bina também possui dois partzufim: o superior deles é referido como Imma Ila’ah (“a mãe suprema”), enquanto o inferior é referido como tevuna (“compreensão”). Esses dois partzufim são chamados coletivamente de Imma (“a mãe”).

A união de chochma e bina, o “pai” e a “mãe” (os hemisférios direito e esquerdo do cérebro, conhecidos na Cabala como “a união superior”), é constante e é referido no Zohar como “dois companheiros”. que nunca se separam”. Esta união é necessária para a recriação contínua do mundo, começando com o nascimento (do ventre da “mãe” bina) dos sete atributos do coração, cada um correspondendo a um dos sete dias da Criação.

Daat é o terceiro e último poder consciente do intelecto na Criação. Geralmente, daat só é enumerado entre as sefirot quando keter não é. Isso se deve ao fato de que daat representa a dimensão interna do próprio keter dentro do reino da consciência. Assim, daat aparece na configuração das sefirot ao longo do eixo médio, diretamente abaixo de keter, e corresponde no tzelem Elokim ao cerebelo (cérebro posterior). No Zohar, da’at é referido como “a chave que inclui seis”. A “chave” de daat abre todos os seis atributos do coração (as emoções) e os preenche com força vital.

Chesed aparece na configuração das sefirot ao longo do eixo direito diretamente abaixo de chochma e corresponde no tzelem Elokim ao “braço direito”.

Gevura é a quinta das dez sefirot e é o segundo dos atributos emotivos na Criação. Gevura aparece na configuração das sefirot ao longo do eixo esquerdo diretamente abaixo de bina e corresponde no tzelem Elokim ao “braço esquerdo”.

Tiferet é a sexta das dez sefirot e é o terceiro dos atributos emotivos dentro da Criação. Ele aparece na configuração das sefirot ao longo do eixo do meio diretamente abaixo de daat (ou abaixo de keter, quando daat é excluído). Tiferet corresponde no tzelem Elokim à parte superior do tronco (em particular, o coração).

Netzach é a sétima das dez sefirot e a quarta dos atributos emotivos dentro da Criação. Aparece na configuração das sefirot ao longo do eixo direito, diretamente abaixo de chesed, e corresponde no tzelem Elokim à perna direita.

Hod é a oitava das dez sefirot e a quinta dos atributos emotivos dentro da Criação. Aparece na configuração das sefirot ao longo do eixo esquerdo, diretamente abaixo da gevura, e corresponde no tzelem Elokim à perna esquerda.

As duas sefirot de netzach e hod são referidas como “duas metades de um único corpo”. Isso porque mais do que chesed e gevura (os braços direito e esquerdo), netzach e hod (as pernas direita e esquerda), só podem desempenhar sua função em uníssono – caminhar juntos.

Netzach e hod são referidos no Zohar como “a balança da justiça”. Netzach merece enquanto hod concede (“reconhece” ou “confessa”). Como os dois quadris do corpo, eles são responsáveis ​​pelo estado geral de equilíbrio do corpo.

Yesod é a nona das dez sefirot e é a sexta dos atributos emotivos dentro da Criação. Aparece na configuração das sefirot ao longo do eixo médio, diretamente abaixo do tiferet. Yesod corresponde no tzelem Elokim ao órgão procriador (no macho; na fêmea, ao útero).

As seis sefirot de chesed a yesod se unem e se desenvolvem para formar o partzuf de Zeir Anpin. Zeir Anpin (ou z”a na abreviação cabalística) recebe sua “cabeça” ou “poder cerebral” (as três sefirot superiores de chochma, bina e da’at) dos partzufim superiores de Abba e Imma.

Malchut é a última das dez sefirot. É o atributo emotivo final dentro da Criação (ou, mais precisamente, a manifestação do que está contido acima dela em estado potencial ou latente, como explicado acima). Malchut aparece na configuração das sefirot na parte inferior do eixo do meio diretamente abaixo de yesod. Malchut corresponde no tzelem Elokim à “coroa” do órgão procriador (a coroa no macho; os lábios na fêmea). Malchut também corresponde à boca e é muitas vezes referido como “o mundo da fala”, na medida em que a palavra falada representa o meio essencial de autoexpressão, permitindo não apenas revelar-se à realidade externa, mas também guiar e influenciar essa realidade. também. Assim, a fala permite exercer autoridade e “realeza”, o significado literal de malchut.

Malchut também serve como meio de identificação com a realidade externa. Analogamente, exercer a realeza requer a máxima sensibilidade às necessidades do reino que se busca governar. Por outro lado, cada aspecto individual da criação deve aceitar a autoridade divina, pois somente então o bem final do reino mundano pode ser assegurado.

A alma só pode perceber e ascender às sefirot superiores através do portal de malchut. “Esta é a porta de D’us, os justos entrarão por ela” (Salmos 118:20). No serviço a D’us, isso significa receber sobre si mesmo, em total comprometimento, “o jugo do reino dos céus”. Quando isso não é feito, o resultado é galut haShechinah – o exílio da Presença Divina.

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Fonte:

Emanations Interact – The sefirot are understood in the shape of the human form, by Moshe Miller.

https://www.chabad.org/kabbalah/article_cdo/aid/380812/jewish/Emanations-Interact.htm

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cabala/as-estruturas-sefiroticas-as-interacoes-entre-as-emanacoes-divinas/

Chacras : significado e localização

Sahasrara – Está além dos centros dos Chakras (ou chacras). Acima da cabeça. Não é tecnicamente um Chakra, embora muitos o chamem assim. Pode ser considerado Kether misturado à Ain Soph. Este centro está além da linguagem.

Ajna Chakra – Localiza-se entre as sobrancelhas. Relacionado à região da Mente Etérea. Às vezes é chamado de terceiro olho. Sua cor é Branca. Está além da noção das dimensões. A Mente Pura. União Divina do Self pessoal com o Self coletivo. Poder de deixar o corpo à vontade. A habilidade do Verdadeiro Vidente. Pode ser considerado Chokmah e Binah, o primeiro acasalamento entre Sabedoria e Compreensão.

Vishuddha Chakra –  Localiza-se na região da garganta. Relacionado ao Som e ao Éter. Sua cor é roxo esfumaçado. Poder da libertação das possessões das atividades mundanas; o completo conhecimento é obtido:do passado, do presente e do futuro. A Mandala é um círculo. O Animal é o elefante. O órgão é a boca. Pode ser pensado como a ‚falsa‛ Sephirah Daat.

Anahata Chakra –  Localiza-se na região do coração. Relacionado ao Ar. O Sentido é o tato e os sentimentos. A cor das suas pétalas é vermelho sangue. Poder de ouvir Om com o ouvido interno. Poder de proteger e destruir os três mundos. A Mandala é um Hexagrama. O Animal é um antílope. O órgão é o pênis. Tiphareth.

Manipura Chakra –  Localiza-se na região entre o diafragma e o umbigo. Relacionado ao Fogo. O Sentido é a Visão e as ‚emoções‛. Tem cor de nuvens carregadas de chuva, azul escuro. Poder de criação e destruição de mundos e a riqueza do conhecimento pessoal. Pode ser associada com o Grau do Portal, passagem da Ordem Exterior para a Ordem Interior.

Scadhisthana Chakra –  Localiza-se ligeiramente sobre a região genital. O Sentido é o Paladar. As cores das suas pétalas são vermelhas alaranjadas. Relacionado à Água. Poder do discurso bem fundamentado, ou versado; a imaginação. Libertação dos inimigos. Sua Mandala é a lua crescente. Seu animal é o jacaré. Seu órgão são as mãos. Yesod.

Muladhara Chakra –  Localiza-se na região anal. Relacionado à Terra. O Sentido é o Olfato. Cor de carmim. Poder da Eloqüência e do eterno conhecimento. Sua Mandala é quadrangular. Seu animal é o elefante. Seu órgão são os pés. Malkuth

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/chakras-significado-e-localizacao/

Bruxarias de Zos

A concepção popular de feitiçaria, formada pela manifestação anti-cristã que ocorreu na Idade Média é tão distorcida e tão inadequada, que para procurar e interpretar os símbolos de seus mistérios, pervertidos e adulterados como eles estão, sem referência aos numerosos sistemas antigos dos quais eles derivam, é como tomar a ponta de um iceberg por sua massa total.

Tem sido sugerido por algumas autoridades que as feiticeiras originais vieram de uma raça de origem Mongol da qual os Lapps são os únicos sobreviventes restantes. Isto pode ou não ter sido assim, mas aqueles “mongóis” não eram humanos. Eles eram sobreviventes degenerados de uma fase pré-humana de nosso planeta, geralmente – embora erroneamente – classificada como Atlante. A característica que distinguia-os dos outros de sua espécie, era a habilidade que eles possuíam de projetar a consciência em formas de animais, e o poder de revificar formas-pensamento. O bestiário de todas as raças da terra foram criados como resultados de suas bruxarias.

Eles eram entidades não-humanas; isto quer dizer que eles são de épocas anteriores à raça começar a vagar sobre este planeta, e seus poderes – os quais devem hoje parecer extraterrenos – derivados de dimensões extra-espaciais. Eles impregnaram a aura da terra com a semente mágica da qual o foetus humano foi finalmente gerado.

Arthur Machen, talvez aproximou-se da verdade quando sugeriu que as fadas e os duendes do folclore eram invenções próprias que escondem os processos de feitiçaria não-humana repelentes ao gênero humano.

Machen, Blackwood, Crowley, Lovecraft, Fortune e outros, freqüentemente utilizaram como tema para seus escritos, o influxo dos poderes extraterrenos que tem moldado a história de nosso planeta desde o início dos tempos; isto é, desde o início dos tempos para nós, por sermos muitíssimo inclinados à supor que estávamos aqui primeiro e que estamos aqui sozinhos agora, ao passo que as tradições ocultas mais antigas afirmam que nós não estávamos aqui primeiro, nem somos as únicas pessoas na terra; o Grande Antigo e o Senhor dos Deuses encontram ressonância nos mitos e lendas de todos os povos.

Austin O. Spare alegou ter tido experiência direta à existência de inteligências extraterrenas, e Crowley – como sua autobiografia faz abundantes esclarecimentos – devotou parte de sua vida à comprovar que a consciência extraterrena e supra-humana podem e existem independentemente do organismo humano.

Como explanado nas Imagens & Oráculos de Austin O. Spare, ele foi iniciado na corrente vital da antiga e criativa bruxaria por uma mulher idosa de nome Paterson, que alegou descender de uma linhagem de bruxas de Salem. A formação do Culto de Spare do Zos e do Kia adquiriu muito do seu contato com a Bruxa Paterson, quem serviu de modelo para muitos de seus desenhos e pinturas “sabáticos”. Muito do conhecimento oculto que ela transmitiu para ele, está contido em dois de seus livros – O Livro do Prazer e o Foco da Vida. Nos últimos anos de sua vida ele incorporou em um grimoire pesquisas esotéricas ulteriores, o qual ele intentava publicar como uma seqüência de seus dois outros livros. Embora sua morte tenha impedido a publicação, o manuscrito sobreviveu, e a essência do grimoire forma a base deste capítulo.

Spare concentrou o tema de sua doutrina no seguinte “Credo de Afirmação de Zos vel Thanatos”.

“Eu creio na carne “agora” e sempre…
visto que sou a Luz, a Verdade, a Lei, o Caminho,
e nada deverá vir de algo exceto através de sua carne.

Eu não lhe mostrei o caminho eclético entre êxtases;
aquele caminho funâmbulatório precário.

Porém você teve coragem, estava cansado e amedrontado.

ENTÃO ACORDE!

Des-hipnotizem-se da realidade desprezível que vocês vivem e enganam-se.

Pois a grande Corrente Meridiana está aqui, o grande sino bateu.

Deixe os outros aguardarem a imolação involuntária,
a inevitável redenção forçada para muitos apóstatas para com a Vida.

Agora, neste dia, peço-lhe para buscar suas recordações,
pois a grande unificação está próxima.

O Cerne de todas as suas memórias é a sua alma.

Vida é desejo, Morte é reformação…

Eu sou a ressurreição…

Eu, que transcendeu o êxtase pelo êxtase e medita na Necessidade do Não Ser

no Auto-Amor…”

Este credo, criado pela vontade dinâmica de Spare e sua grande habilidade como um artista, criou um Culto sobre o plano astral que atraiu para si todos os elementos naturalmente orientados para ele. Ele (Spare) refere-se à ele (Culto) como Zos Kia Cultus, e seus adeptos alegam afinidade sobre os seguintes termos:

Nosso Livro Sagrado:

O Livro do Prazer.

Nosso Caminho:

– O Caminho eclético entre êxtase; o caminho funâmbulatório precário.

Nossa Divindade:

– A Mulher-Triunfante (“E eu perco-me com ela, no caminho reto.”)

Nosso Credo:

– A Carne Vivente. (Zos) (“Novamente eu digo: Este é seu maior momento de realidade – a carne vivente.”)

Nosso Sacramento:

– Os Sagrados Conceitos de Neutralidade.

Nossa Palavra:

– Nada Importa – apenas Não Ser.

Nossa Eterna Morada:

– O estado místico de “Nem isto – Nem aquilo”. O “Eu Atmosférico” (Kia).

Nossa Lei:

– A Violação de todas as Leis.

O Zos e o Kia são representados pela Mão e o Olho, os instrumentos do tao e da visão. Eles formam a base da Nova Sexualidade, a qual Spare desenvolveu pela combinação deles para formar uma arte mágica – a arte da sensação visualizada, de “tornar-se um com todas as sensações”, e de transcender as duplas polaridades da existência pela aniquilação de identidades separadas através da mecânica da Postura da Morte. Há muito tempo atrás, um poeta persa descreveu com poucas palavras o objetivo da Nova Sexualidade de Spare:

“O reino do abandono do Eu e do Nós, tem sua morada na aniquilação.”

A Nova Sexualidade, no sentido que Spare a concebeu, é a sexualidade não das dualidades positivas, mas do Grande Vazio, o Negativo, o Nada: O Olho do Potencial Infinito. A Nova Sexualidade é, simplesmente, a manifestação do não-manifesto, ou do Universo “B” como Bertiaux pensava, o qual é equivalente ao conceito de “Nem isto – Nem aquilo” de Spare. O Universo “B” representa a diferença absoluta daquele mundo de “todo indiferente” de tudo relativo ao mundo conhecido, ou Universo “A”. Sua entrada é Daath, guardada pelo demônio Choronzon. Spare descreve este conceito como “a entrada de toda neutralidade essencial”. Em termos de Vodu, esta idéia está implícita nos ritos de Petro com sua ênfase sobre os espaços entre os pontos cardeais do compasso: a cadeia rítmica dos tambores que convocam o “loa” de além do Véu e formula as leis de sua manifestação. O sistema de bruxaria de Spare, como expressado no Zos Kia Cultus, Continua em uma linha reta não apenas na tradição Petro de Vodu, mas também no Vama Marg Tantra, com suas oito direções de espaço agrupadas pelo Yantra da Deusa Negra, Kali: a Cruz de Quatro Quartos mais o conceito de neutralidade essencial que juntas compõem a Cruz de oito-braços, o Lótus de oito-pétalas, um símbolo da Deusa da Hepta-Estrela mais o filho dela, Set ou Sírius.

Os mecanismos da Nova Sexualidade são baseados na dinâmica da Postura da Morte, uma fórmula desenvolvida por Spare para o propósito de revificar o potencial negativo em termos de poder positivo. No antigo Egito a múmia era uma variação desta fórmula, e a simulação pelo Adepto do estado de morte – em práticas tântricas – envolve também a paralisação total das funções psicossomáticas. A fórmula tem sido utilizada por Adeptos não necessariamente em trabalhos especificamente tântricos ou de cunho mágico, notavelmente pelo celebrado Advaitin Rishi, Bhagavan Shri Ramana Maharshi de Tiruvannamalai, que alcançou a Iluminação Suprema pelo processo simulado de morte; e também por Bengal Vashinavite, Thakur Haranath, que foi tomado como morto e realmente preparado para um sepultamento após um “transe mortal” que durou muitas horas e do qual ele emergiu com uma consciência totalmente nova que transformou até mesmo sua constituição corporal e aparência. É possível que Shri Meher Baba, de Poona, durante o período de amnésia que o afligiu em época precoce, também tenha experimentado um tipo de morte da qual ele emergiu com poder de iluminar outros e de liderar um grande movimento em seu nome.

A teoria da Postura da Morte, primeiramente descrita em O Livro do Prazer, foi desenvolvida independente das experiências dos Mestres acima mencionados sobre os quais nada havia de escrito ou publicado em qualquer língua européia naquela época.

O mito Rosacruz do ataúde que continha o corpo de Christian Rosenkreutz – dramatizado por S. L. MacGregor Mathers na Cerimônia de 5*=6º da Golden Dawn – resume o mistério desta fórmula essencialmente Egípcia de Osíris mumificado. Spare estava familiarizado com esta visão do Mistério. Ele tornou-se um membro da A A de Crowley, por um curto período, em 1910, e os rituais da Golden Dawn – publicados concisamente mais tarde em O Equinócio – podem ter sido aproveitados por ele.

Os conceitos de morte e sexualidade estão inextricavelmente conectados. Saturno, morte e Vênus, vida, são aspectos duplos da Deusa. Que eles são, em um sentido místico, uma idéia é evidenciado pela natureza do ato sexual. A atividade dinâmica conectada com a direção para conhecer, penetrar, iluminar, culminando em uma quietude, um silêncio, uma cessação de todo esforço, que dissolve-se na tranqüilidade da negação total. A identidade destes conceitos está explícita na antiga equação Chinesa 0=2, onde o zero simboliza o negativo, potencial não-manifesto da criação, e o dois a polaridade dupla envolvida em sua realização. A Deusa representa a fase negativa: o “Eu Atmosférico” simbolizado por aquele “Olho que tudo vê” com todo o seu simbolismo inerente; e a dupla – Set-Hórus – representa a fase do 2, ou dualidade. A alternação repentina destes últimos, ativo-passivo, são emanações positivas do vazio, por ex. a manifestação do Imanifesto, e a Mão é o símbolo desta dualidade criativa auto-manifestante.

O símbolo supremo do Zos Kia Cultus resume-se inteiramente naquele da Mulher Escarlate, e é reminescente do Culto de Crowley do Amor sob Vontade. A Mulher Escarlate corporifica a Serpente Ígnea, que quando controlada causa “mudança ocorrida em conformidade com a vontade”. O entusiasmo energizado da Vontade é a chave do Culto de Crowley, e é análogo à técnica de obsessão induzida magicamente que Spare utiliza para tornar real o “sonho inerente”.

Um dos primeiros magistas de nossa época – Salvador Dalí – desenvolveu um sistema de revificação mágica na mesma época que Crowley e Spare elaboravam suas doutrinas. O sistema de Dalí de “atividade crítica-paranóica” evocava ressonâncias de atavismos ressurgentes que eram refletidos no mundo concreto das imagens por um processo de obsessão similar àquele induzido pela Postura da Morte.

Dalí nasceu em 1904 – o ano em que Crowley recebeu O Livro da Lei – fazendo-o, literalmente, uma criança do Novo Aeon; uma das primeiras. Seu gênio criativo auxiliou-o em cada estágio de seus vôos, a ornamentação do germe essencial que o fez uma viva corporificação da consciência do Novo Aeon, e o “Homem Real” descrito no L.A.L..

Os objetos de Dalí eram refletidos no fluído e luminosidade sempre mutável da Luz Astral. Elas revolvem-se e encontram-se continuamente no “próximo passo”, a próxima fase da expansão da consciência na imagem distante de “Tornar-se”.

Spare já havia conseguido isolar e concentrar um desejo em um símbolo que tornava-se consciente e logo potencialmente criativo através dos raios da vontade magnetizada. Dalí, parece-o, incorporou ao processo um passo além. Sua fórmula de “atividade crítica-paranóica” é um desenvolvimento de um conceito primal (Africano) de fetiche, e é instrutivo comparar a teoria de Spare de “sensação visualizada” com a definição de Dalí de pintura como “mão vestida de cores fotográficas de completa irracionalidade”. Sensação é essencialmente irracional, e sua delineação em forma gráfica (“mão vestida de cores fotográficas”) é idêntica ao método de “sensação visualizada” de Spare.

Estes magistas utilizaram corporificações humanas de poder (shakti) que mostravam-se – usualmente – na forma feminina. Cada um dos livros que Crowley produziu tinha sua shakti correspondente. “Os Ritos de Elêusis” (1910) foi energizado, amplamente, por Leila Waddell. “O Livro Quatro, Partes I & II” (1913) veio através de Sóror Virakam (Mary d’Este). “Liber Aleph – O Livro da Sabedoria ou Loucura (1918)” – foi inspirado por Sóror Hilarion (Jane Foster). Seu grande trabalho, “Magick em Teoria e Prática”, foi escrito no ano de 1920 em Cefalu, onde Alostrael (Leah Hirsig) proveu o ímpetus mágico; e assim por diante, seguindo a interpretação do Tarot do Novo Aeon (O Livro de Thoth), o qual ele produziu em colaboração com Frieda Harries em 1944. A shakti de Dalí – Gala – foi o canal através do qual a inspiração do fluxo criativo foi fixada ou visualizada em algumas das grandes pinturas que o mundo já viu. E no caso de A.O.Spare, a Serpente Ígnea assumiu a forma da Senhora Paterson, uma bruxa auto-confessa que incorporou as feiticeiras de um culto tão antigo que já era velho no começo do Egito.

O grimoire de Spare é uma concentração de todo o corpo de seu trabalho. Ele abrange, de certo modo, todas as coisas de valor mágico ou criativo que ele constantemente pensava ou imaginava. Assim, se você possuir uma pintura de Zos, e estas pinturas contêm alguns de seus feitiços sigilizados, você possui o grimoire, e você está diante de uma grande chance de alcançar e harmonizar-se com as vibrações do Zos Kia Cultus.

Um aspecto pouco conhecido de Spare, um aspecto que está ligado à sua antiga amizade com Thomas Burke, revela o fato de que uma curiosa sociedade oculta chinesa – conhecida como o Culto de Kû – floresceu em Londres nos anos vinte. Seu “quartel-general” pode ter sido em Pequim, Spare não fez menção à isso, talvez nem soubesse; mas sua ramificação londrina não era em Limehouse como alguns poderiam esperar, mas em Stockwell, não muito distante do apartamento-estúdio que Spare compartilhava com um amigo. Uma sessão secreta do Culto de Kû foi presenciada por Spare, que parece ter sido o único europeu à ter ganho admissão. Ele parece, de fato, ter sido o único europeu além de Burke que havia sido Tão mais que um ouvinte do Culto. A experiência de Spare é de excepcional interesse por razão de sua estreita aproximação de uma forma de controle-onírico no qual ele foi iniciado muitos anos antes pela Bruxa Paterson.

A palavra Kû tinha muitos significados em chinês, mas neste caso particular ela denota uma forma peculiar de feitiçaria envolvendo elementos dos quais Spare já havia incorporado em sua concepção da Nova Sexualidade. Os adeptos de Kû adoravam uma deusa-serpente na forma de uma mulher dedicada ao Culto. Durante um elaborado ritual ela seria possuída, com o resultado de que ela lançava, ou emanava, múltiplas formas da deusa como sombras conscientes dotadas com todas as seduções possuídas por sua representante humana. Estas mulheres-sombra, impelidas por alguma lei sutil de atração, atraiam-se por um ou outro dos devotos que sentavam em uma condição de entorpecimento ao redor da extasiada sacerdotisa. O congresso sexual com estas sombras então ocorria e ele era o começo de uma forma sinistra de controle onírico envolvendo jornadas e encontros nas regiões infernais.

O Kû parecia ser uma forma da Serpente Ígnea exteriorizada astralmente como uma mulher-sombra ou súcubus, e o congresso com a qual tornava possível ao devoto revificar seus “sonhos inerentes”. Ela era conhecida como “prostituta infernal” e sua função era análoga àquela da Mulher Escarlate do Culto de Crowley, à Suvasini do Círculo Tântrico de Kaula e à “Demoníaca” do Culto da Serpente Negra. O Kû chinês, ou prostituta infernal, é uma corporificação ilusória de desejos subconscientes concentrados em uma forma tentadoramente sensual da Serpente da Deusa das Sombras.

O mecanismo de controle onírico é de muitas formas similar àqueles que realizam a projeção astral consciente. Meu próprio sistema de controle onírico deriva de duas raízes: a fórmula da Lucidez Eroto-Comatosa descoberta por Ida Nellidof e adaptada por Crowley às suas técnicas de magia sexual, e o sistema de Spare dos Sigilos Conscientes explicado abaixo.

O sono deve ser precedido por alguma forma de Karezza, durante o qual um sigilo escolhido especificamente, simbolizando o objeto de desejo é vividamente visualizado. Desta maneira a libido é impedida de suas fantasias naturais e procura satisfação no mundo onírico. Quando a habilidade necessária é adquirida, o sonho torna-se extremamente intenso e dominado por uma súcubus, ou mulher-sombra, com quem o intercurso sexual ocorrerá espontaneamente. Se o sonhador tiver adquirido um grau até mesmo moderado de proficiência nesta técnica, ele estará consciente da contínua presença do sigilo. O sigilo deve ficar restringido sobre a forma da súcubus, em um local que esteja dentro dos limites de sua visão durante a cópula; por exemplo, como um pingente pendente no pescoço dela; como um brinco; ou como um diadema ao redor de sua testa (da súcubus). Seu ponto focal deve ser determinado pelo magista, respeitando a posição assumida durante o coito. O ato assumirá então, todas as características de uma Operação do Nono Grau, porque a presença da Mulher-Sombra será experimentada com uma sensação intensamente vívida e realista. O sigilo assim, torna-se consciente e no devido curso, o objeto da Operação materializa-se sobre o plano físico. Este objeto é, obviamente, determinado pelo desejo corporificado e representado pelo sigilo.

A importante inovação neste sistema de controle onírico, encontra-se na transferência do Sigilo da consciência desperta ao estado de consciência onírica, e à evocação, na parte final, da Mulher-Sombra. Este processo transforma um Rito de Oitavo Grau na semelhança do ato sexual utilizado na Operação do Nono Grau.

Resumidamente, a fórmula tem três estágios:

Karezza, ou atividade sexual sem culminação, com visualização do sigilo até o sono superficial.

Congresso sexual no estado onírico com a Mulher-Sombra evocada pelo estágio I. O sigilo deve aparecer automaticamente neste segundo estágio; se isso não acontecer, a prática deverá ser repetida em outra hora. Se o sigilo aparecer, então o resultado desejado revificará no estágio III.

Após despertar (por ex., no mundo dos fenômenos mundanos do dia-a-dia).

Uma palavra de explicação é, talvez, necessária concernente ao termo karezza como utilizado no presente contexto. A retenção do sêmen é um conceito de importância central em certas práticas Tântricas, a idéia é que a bindu (semente) cresce, então, astralmente, e não fisicamente. Em outras palavras, uma entidade de alguma espécie é levada à nascer no nível astral de consciência. Esta, e técnicas análogas, tem dado origem à impressões – completamente errôneas – de que o celibato é um sine qua non para o sucesso mágico; mas tal celibato é de uma característica puramente local e confinado ao plano físico, ou estado desperto, somente. O celibato, como normalmente entendido, é portanto uma paródia inexpressiva ou caricatura da verdadeira fórmula. Tal é o sensato celibato do iniciado tântrico, e alguma semelhante interpretação indubitável aplicada também à outras formas de ascetismo religioso. As “tentações” dos santos, ocorrem precisamente sobre o plano astral porque os canais físicos encontram-se deliberadamente bloqueados. O estado de entorpecimento notado nos seguidores de Kû, sugere que a sombra-sedutora decorrente, foi evocada após um padrão similar ao obtido por uma espécie de controle onírico.

Gerald Massey, Aleister Crowley, A.O.Spare, Dion Fortune e etc., tem – cada um à seu modo – demonstrado a base bioquímica dos Mistérios. Eles realizaram na esfera do “oculto” aquilo que Wilhelm Reich realizou na psicologia, e estabeleceram-no sobre uma segura base bioquímica.

Os “símbolos conscientes” e o “alfabeto do desejo” de Spare, correlacionando, como eles fazem a energia nervosa do corpo com os princípios-sexuais específicos, antecipou em diversas formas o trabalho de Reich que descobriu – entre 1936 e 1939 – o veículo de energia psico-sexual, o qual ele nomeou de orgônio. A contribuição singular de Reich para a psicologia e, incidentalmente, para o ocultismo Ocidental, situa-se no fato de que ele isolou com sucesso a libido e demonstrou sua existência como uma energia biológica tangível. Esta energia, a atual substância do conceito puramente hipotético de Freud – libido e id – foi medida por Reich, elevada da categoria de hipótese, e reativada. Ele estava, contudo, errado em supor que o orgônio fosse a energia definitiva. Ela é um dos mais importantes kalas, mas não o Supremo Kala (Mahakala), embora ele possa transformar-se em tal, por virtude de um processo não conhecido dos Tantrikas do Vama Marg. Até épocas comparavelmente recentes, ele era conhecido – no Ocidente – dos alquimistas Árabes, e completava o corpo da literatura alquímica com sua terminologia tortuosa e estilo hieroglífico, revelando – se ela revelava algo – um plano deliberado da parte dos Iniciados para velar o verdadeiro processo de refinar o Mahakala.

A descoberta de Reich é significante porque ele foi provavelmente o primeiro cientista a colocar a psicologia em sólida base biológica, e o primeiro à demonstrar sob condições laboratoriais a existência de uma energia mágica tangível e por último dimensionável e, portanto, estritamente científica. Se essa energia é a chamada luz astral (Éliphas Lévi), força vital (Bergson), energia ódica (Reichenbach), libido (Freud), Reich foi o primeiro – com possível exceção de Reichenbach- atualmente a isolá-la e demonstrar suas propriedades.

Austin O. Spare suspeitava, tanto antes quanto em 1913, que algum tipo de energia era o fator básico na reativação de atavismos primais, e ele tratou-a de acordo como energia cósmica (o “Eu Atmosférico”) suscetível à sugestão subconsciente através dos Símbolos Conscientes, e através da aplicação do corpo (Zos) de tal forma que ele poderia revificar atavismos remotos e todas as formas futuras possíveis.

Durante a época em que ele estava preocupado com estes temas, Spare sonhou repetidamente com construções fantásticas cujos alinhamentos ele achou inteiramente impossível de passar para o papel ou tela quando desperto. Ele supunha-os ser ecos de uma geometria do futuro do aspecto espaço-tempo sem relação conhecida com as formas da arquitetura dos presentes dias. Éliphas Lévi alegou um poder similar de revificação da “Luz Astral”, mas ele falhou ao mostrar a forma precisa de sua manipulação. Foi para este fim que Spare desenvolveu seu Alfabeto dos Desejos, “cada letra das quais, relaciona-se com um princípio sexual”. Isto quer dizer que ele registrou algumas correspondências entre o movimento interior do impulso sexual e a forma externa de sua manifestação em símbolos, sigilos ou letras tornadas conscientes por estarem carregadas com sua energia. Dalí refere-se à tal forma-fetiche carregada magicamente como “acomodações de desejo” que são visualizadas como vácuo irreal, negridão vazia, cada uma tendo a forma de objetos fantasmagóricos que ocupam sua latência, e que É somente pela virtude do fato de que ela Não É. Isto indica que a origem da manifestação é o não-manifesto, e é evidente à compreensão intuitiva que o orgônio de Reich, o Eu Atmosférico de Spare e a delineação de Dalí da “Acomodação do desejo” refere-se em cada um dos casos à uma Energia manifesta através do mecanismo do desejo. Desejo, Vontade Energizada e Obsessão, são as chaves para a manifestação ilimitada, por toda forma e todo poder estarem latentes no vazio, e sua forma divina é a Postura da Morte.

Estas teorias tem suas raízes em práticas muito antigas, algumas das quais – em forma distorcida – proveram as bases do Culto da Bruxaria medieval, covens que floresceram em Nova Inglaterra na época dos Julgamentos das Bruxas de Salém no final do século XVII. As perseguições subseqüentes, eliminaram aparentemente todas as manifestações externas de ambos cultos: o genuíno e sua simulação alterada.

Os principais símbolos do culto original tem sobrevivido à passagem dos aeons – longos ciclos de tempo. Todos eles lembram o Caminho Retrógrado: o Sabbath sagrado de Sevekh ou Sebt, o número Sete, a Lua, o Gato, o Chacal, a Hiena, o Porco, a Serpente Negra, e outros animais considerados impuros por tradições posteriores; o giro sobre os pés e a dança de Costas-com-Costas, o Beijo Anal, o número Treze, a Bruxa montada sobre um cabo de vassoura, o Morcego, e outras formas de palmípedes ou criaturas noturnas voadoras; os Batráquios em geral, dos quais o Sapo, a Rã, ou Hekt eram proeminentes. Estes e símbolos similares, tipificavam originalmente a Tradição do Dragão que foi adulterada pelos pseudos cultos de bruxaria durante os séculos de perseguição Cristã. Os Mistérios foram profanados e os sagrados ritos foram condenados como anti-cristãos. O Culto tornou-se, assim, o repositório de ritos religiosos invertidos e pervertidos, e símbolos sem nenhum significado inerente; meras afirmações das bruxas adicionaram perpetração à doutrina anti-cristã ao passo que – originalmente – eles eram emblemas vivos conscientes da fé pré-cristã.

Quando a importância dos símbolos ocultos estiverem aprofundados ao nível Draconiano, o sistema de bruxaria que Spare desenvolveu através do contato com a Bruxa Paterson, torna-se explicável e todos os círculos mágicos, bruxarias e cultos, serão vistos como manifestações das Sombras.  

Kenneth Grant, Excerto de Cultos das Sombras

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/bruxarias-de-zos/

Entrevista com um Reptiliano

Eu garanto que o seguinte texto é a absoluta verdade e não é obra de ficção. Essa transcrição é parte de uma entrevista que eu fiz com um ser não humano um reptiliano em dezembro de 1999. Esse ser “fêmea” há alguns meses tem mantido contato com um amigo meu (está determinado no texto pelas iniciais ‘E.F’) desde alguns meses. Deixe-me dizer que em toda minha vida fui um cético sobre assuntos relacionados a Ovnis, aliens e outras coisas esquisitas e eu pensava que E.F somente me contava sonhos ou histórias fictícias sempre que me contava sobre seu primeiro contato com o ser não humano “Lacerta”. Eu continuava cético quando eu me encontrei com este ser em 16 de dezembro do ano passado num pequeno quarto de uma casa distante de um amigo próximo de uma cidade ao sul da Suécia e apesar desse fato eu vejo agora com meus próprios olhos que ela não é humana. Ela me contou e mostrou muitas coisas inaceitáveis durante esse encontro que eu não posso negar a realidade e a verdade de suas palavras nem mais um minuto. Isso não é outro daqueles enganosos documentos UFOs que afirmam dizer a verdade mas de fato contam justamente ficção e eu estou convencido de que nessa transcrição contém uma única verdade e então você deveria ler isto.
Eu tinha conversado com ela por cerca de 3 horas assim a seguinte transcrição mostra a vocês somente partes abreviadas da entrevista porque ela me pediu após a entrevista para não publicar tudo que ela tinha me contado até então. A ordem das perguntas nesta transcrição não estão na mesma ordem em que eu as fiz logo isto pareça ás vezes um pouco confuso para você. Não foi fácil não incluir todas as partes importantes da transcrição que ela tinha me pedido para retirar assim eu peço desculpa pela ordem incomum usada na transcrição. Eu tenho guardado a transcrição inteira da entrevista (49 páginas que contém gravações que eu tenho de toda a entrevista, alguns desenhos do corpo dela e de seu equipamento) mas eu não revelarei isso antes que eu tenha a sua permissão. Eu enviarei esse fascinante documento ainda que em forma resumida para quatro de meus confiáveis amigos da Finlândia, Noruega, Alemanha e da França, e eu espero que muitas pessoas quanto possível sejam capazes de ler e entender a transcrição. Se você receber isto, envie para todos os seus amigos via e-mail ou fazendo cópias das impressões deles.
Eu garanto além disso que a sua espécie possui várias habilidades “paranormais” como telepatia e telecinese (incluindo o movimento e dança de meu lápis na mesa sem tocá-lo e o vôo de uma maça à cerca de 40 centímetros em volta de suas mãos) que me foi mostrado durante ás 3 horas e 6 minutos do encontro e eu estou absolutamente convicto que essas habilidades não foram truques. O seguinte é certamente difícil para entender e acreditar para alguém que não tenha vivenciado isto mas eu estava realmente em contato com a mente dela e agora eu estou completamente convicto que tudo que ela disse durante a entrevista é a absoluta verdade sobre nosso mundo.
Infelizmente se eu ler a transcrição inteira e (muito mais) nesta forma muito resumida, eu terei a forte impressão que tudo que eu escrevi parece inacreditável para ser verdade, como má história de ficção científica da tv ou do cinema, e eu tenho dúvidas que qualquer um acredita em minhas experiências. Mas elas são verdadeiras se você quiser acreditar ou não. Eu não posso esperar de você que você acredite em minhas simples palavras sem provas mas eu não posso dar a você essa prova. Por favor leia a transcrição e pense sobre ela e você talvez veja a verdade nestas palavras.
Haverá um novo encontro entre eu e ela (novamente na mesma casa na Suécia) em 23 de abril 2000 e ela me prometeu que talvez me desse alguma prova de sua existência. Enquanto isso, eu junto perguntas que eu irei perguntar a ela. Talvez ela me dê permissão para revelar mais sobre as partes excluídas da transcrição e sobre a próxima guerra.
Acredite ou não mas isso realmente não importa (mas eu espero que você acredite).
Ole K.
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Transcrição da entrevista (forma resumida)
Data 16 de dezembro de 1999
Pergunta: Em primeiro lugar quem você é e o que você é? Vocês são uma espécie extraterrestres ou a origem de sua criação é deste planeta?
Resposta: Como você pode ver com seus próprios olhos eu não sou um ser humano como você e para ser honesta eu não sou um verdadeiro mamífero (apesar de partes de meu corpo terem características de um mamífero) que é um resultado da evolução. Eu sou um ser réptil fêmea pertenço a uma raça reptiliana muito antiga. Nós somos os nativos terrenos e nós vivemos neste planeta há milhões de anos. Nós somos mencionados em suas escrituras religiosas como na sua bíblia Cristã e por muitas das suas antigas tribos humanas que estavam cientes de nossa presença e nos adoravam como deuses, por exemplo, os egípcios e os Incas e muitas de outras antigas tribos. Sua religião Cristã compreende mal o nosso papel em sua criação, então nós fomos mencionados como “serpentes malignas” em suas escrituras. Isso está errado. Sua raça foi geneticamente projetada por aliens e nós éramos justamente visitantes mais ou menos passível deste acelerado processo de evolução. Você deve saber (alguns de seus cientistas já sabem disso) que sua espécie tinha evoluído naturalmente numa velocidade impossível dentro de somente 2 á 3 milhões de anos. Isso é absolutamente impossível porque a evolução é um processo muito lento mesmo sendo um processo natural mas você não entende sobre isso. Sua criação foi artificial e foi feita por engenharia genética mas não por nós mas por uma espécie Alien. Se você me perguntar se eu sou uma extraterrestre eu devo lhe responder que não. Nós somos nativos terrenos. Nós tínhamos e temos algumas colônias no sistema solar mas nós somos originários deste planeta. E de fato é este o nosso planeta e não seu ele nunca será seu.
Pergunta: Você pode me dizer seu nome?
Resposta: Isso é difícil porque sua língua humana não é capaz de pronunciá-lo corretamente (é uma pronúncia errada dos nossos nomes que é muito ofensiva para alguns de nós). Nosso idioma é muito diferente do seu mas meu nome é – eu tentarei falar isto suavemente usando suas letras humanas- algo como “Sssshiaassshakkhhhshhh”com uma pronunciação bem acentuada, dos “sh” e “K”. Nós não temos nomes próprios como vocês mas somente um único nome que é dividido e caracterizado como forma de falar que não é dado á crianças (quem tem seu próprio nome de criança) mas somente em um processo especial na época de esclarecimento religioso ou cientifico na adolescência (como você diria). Eu gostaria que você não tentasse pronunciar meu verdadeiro nome com a sua língua humana. Por favor me chame de “Lacerta”, esse é o nome que eu geralmente uso quando estou no meio dos humanos e conversando com eles.
Pergunta: Qual a sua idade?
Resposta: Nós não medimos o tempo como vocês em anos astronômicos no giro da terra ao redor do sol porque nós normalmente vivemos debaixo da superfície do planeta. Nossa medida de tempo depende periodicamente do retorno dos ciclos do campo magnético da terra e de acordo com isso (e dito com seus números) eu estou hoje – me deixe calcular – 57.653 ciclos antigos. Eu alcancei minha fase adulta e minha maturidade em 16.337 ciclos atrás (é uma data muito importante para nós). De acordo com a sua escala de tempo humana eu estou com quase 28 anos de idade.
Pergunta: Qual sua tarefa? Você tem um “trabalho” como nós?
Resposta: Para dizer isto com suas palavras: Eu sou uma curiosa estudante do comportamento social de sua espécie. É por isso que eu estou aqui conversando com você e é por isso que eu revelei minha verdadeira natureza para E.F. e agora para você e é por isso que eu estou lhe dando todas essas informações secretas e vou tentar responder honestamente todas as perguntas das suas muitas folhas de papel. Eu verei como você reage como outros da sua espécie reagem. Existem tantos malucos e mentirosos de sua espécie neste planeta que declaram saber a verdade sobre nós, sobre Ovnis, sobre os aliens, e assim por diante e alguns de vocês acreditam nessas mentiras. Eu estou interessada em ver como sua espécie reagirá se você tornar pública essa verdade (que eu contarei a você agora). Eu estou quase certa que todos vocês recusarão a acreditar em minhas palavras mas eu espero que eu esteja errada porque você precisa entender se você quiser sobreviver nos próximos anos.
Pergunta: Eu li todo o seu relato (que você deu para E.F sobre ele) mas será que você poderia me responder honestamente : os UFOs são objetos voadores reais que são pilotados por extraterrestres ou eles pertencem a sua espécie?
Resposta: Alguns UFOs observados como você os chamam pertencem a nós mas a maioria não. A maioria dos objetos voadores “misteriosos” no céu não são dispositivos tecnológicos mas principalmente má interpretações de fenômenos da natureza que seus cientistas não possuem entendimento (como brilhos espontâneos de plasma na alta atmosfera). De qualquer maneira alguns UFOs são naves reais que pertencem a sua própria espécie (especialmente á seus militares) ou a alguma outra espécie Alien ou finalmente a nós (mas a minoria das naves avistadas pertencem a nós) porque nós somos geralmente muito cuidadosos com nossos movimentos na atmosfera e nós temos modos especiais de ocultar nossas naves). Se você ler uma reportagem sobre um avistamento de um objeto cilíndrico metálico brilhante de cor cinza tipo um charuto, existem diferentes tipos, deixe-me dizer entre 20 e 260 de vários metros e se estes objetos fazem um zunido muito profundo e se tem 5 luzes brilhantes vermelhas na superfície metálica do charuto (um no topo, um no meio e dois no fim) então é provável que alguns de vocês avistou uma de nossas naves e isto significa que essa nave estava com defeito ou algum de nós não foi cuidadoso o suficiente. Nós temos também uma pequena frota de naves de forma arredondada mas certos UFOs pertencem geralmente a uma única espécie Alien. Os UFOs triangulares normalmente pertencem a seus próprios militares mas eles usam tecnologia estrangeira para construí-los. Se você realmente quiser ver uma de nossas naves você deve observar os céus sobre o Ártico, a Antártica e no interior da Ásia (especialmente lá em cima das montanhas).
Pergunta: Você tem um símbolo especial ou algo que nós possamos identificar sua espécie?
Resposta: Nós temos dois principais símbolos representando nossa espécie. Um (o mais antigo) símbolo é uma serpente azul com quatro asas brancas em um fundo negro (as cores têm significados religiosos para nós). Esse símbolo foi usado em certas hierarquias de minha sociedade mas isto hoje é muito raro e vocês humanos tem copiado isto muito freqüentemente nas suas antigas escrituras. O outro símbolo é um ser místico que você o chamaria de o “Dragão” na forma de um círculo com sete estrelas brancas no meio. Este símbolo é muito mais comum hoje. Se você ver um daqueles símbolos em uma nave cilíndrica que eu tinha descrito na minha resposta anterior ou em alguma instalação subterrânea, este símbolo ou lugar pertence definitivamente a nós (e eu o aconselharia a ir embora de lá assim que fosse possível).
Pergunta: As sete estrelas no segundo símbolo que você mencionou, elas significam as Plêiades?
Resposta: Plêiades? Não. Na realidade as sete estrelas são planetas e luas e elas são um símbolo de nossas antigas sete colônias no sistema solar. As estrelas que são mostradas na frente de um fundo azul no círculo do dragão significa a figura da terra. As sete estrelas brancas representam a Lua, Marte, Vênus e as 4 luas de Júpiter e Saturno que nós colonizamos no passado. Duas colônias não estão em uso há muito tempo e já foram abandonadas assim 5 estrelas seria o mais correto.
Pergunta: Como você não me permitiu tirar fotos o que seria muito útil para provar sua verdadeira existência e a veracidade dessa história, você pode descrever você mesma em detalhes?
Resposta: Eu sei que isto seria útil para provar a autenticidade desta entrevista se você pudesse tirar algumas fotos minhas. De qualquer forma vocês humanos são muito céticos e (isso é bom para nós e para a verdadeira representação da espécie Alien agindo secretamente neste planeta) mesmo que se você tivesse tais fotos muitos de sua espécie diriam que elas são uma fraude e que eu sou justamente uma mulher humana com máscara ou algo assim (isso seria muito ofensivo para mim). Você deve entender que eu não posso dar permissão a você para tirar foto minha ou de meu equipamento. Isso tem várias razões e eu não quero discutir com você além disto mas uma das razoes é a permanência do segredo de nossa existência e a outra razão é mais religiosa. Todavia você tem permissão para fazer desenhos da minha aparência e de meu equipamento que eu lhe mostrarei mais tarde. Eu também posso tentar me descrever mas eu duvido que outros de sua espécie sejam capazes de imaginar minha verdadeira aparência e de descrever por palavras porquê há uma negação automática da existência da espécie réptil e da existência de outras espécies inteligentes e a outra além da sua própria espécie é parte da programação da sua mente. Bem eu tentarei me descrever.
Imagine agora um corpo normal de uma mulher humana e você tem prontamente a figura de meu corpo. Como você eu tenho uma cabeça, dois braços, duas mãos, duas pernas e dois pés e as proporções de meu corpo são como as suas. Como eu sou uma fêmea eu também tenho dois seios (apesar de nossa origem réptil) que tivemos que dar leite para nossos bebês durante o processo de evolução que aconteceu por volta de 30 milhões de anos atrás porquê isto é a melhor coisa para manter um jovem vivo. A evolução tinha feito isso para a sua espécie já na idade dos dinossauros e um pouco mais tarde também para os nossos. Isso não significa (que nós somos agora verdadeiros mamíferos) mas nossos seios não são grandes como aqueles das mulheres humanas e o tamanho deles é normalmente igual para todas fêmeas de minha espécie. Os órgãos reprodutivos externos são para ambos os sexos menores do que aqueles dos humanos más eles são visíveis e possuem as mesmas funções como os seus (outro presente da evolução de nossa espécie).
Minha pele é principalmente de uma cor bege esverdeada com um verde mais pálido e nós possuímos alguns padrões de pontos marrons irregulares (cada ponto tem 1,02cm) na nossa pele e na nossa face (os padrões são diferentes para ambos os sexos mas as fêmeas possuem mais especialmente na parte mais baixa do corpo e do rosto) você pode vê-los em meu caso como duas linhas em cima das sobrancelhas por toda minha testa em minha bochecha e no meu queixo. Meus olhos são um pouco maiores do que os dos humanos (por esta razão nós podemos ver melhor no escuro) e geralmente predominado por grandes pupilas negras que são rodeadas por uma pequena brilhante íris verde (os machos tem uma íris verde escura). A pupila têm uma fenda que pode mudar de tamanho de uma pequena linha escura para uma arregalada forma de ovo oval porque nossa retina é muito sensível a luz e nossa pupila deve acompanhar isto. Nós temos externamente orelhas arredondadas mas elas são pequenas e não tão curvadas que nem as suas mas nós podemos ouvir melhor porque nossos ouvidos são mais sensíveis aos sons (nós também podemos ouvir uma maior amplitude de som). Tem um músculo ou “membrana” sobre os ouvidos que podem ser fechados completamente (por exemplo debaixo d’água ). Nosso nariz é mais afilado e tem uma forma de V encurvado entre as narinas que habilitou nossos ancestrais a “observarem” as suas temperaturas. Nós perdemos a maioria destas habilidades mas nós ainda podemos sentir a temperatura muito melhor com este “órgão”. Nossos lábios são da mesma forma dos seus (nos das fêmeas são um pouco maiores do que os dos machos) mas de uma cor marrom pálida e nossos dentes são muito brancos e fortes e um pouco compridos e mais afiados do que os seus dentes frágeis de mamíferos. Nós não temos diferentes cores de cabelos como você (mas existe uma tradição para colorir os cabelos em idades diferentes) e a cor original é como a minha um esverdeado marrom. Nossos cabelos são grossos e fortes como os seus e eles crescem muito lentamente. Além disso, a cabeça é a única parte de nosso corpo onde não temos cabelos.
Nosso corpo, braços e pernas são parecidos em forma e tamanho dos seus mas a cor é diferente (verde-bege como do rosto) e tem estruturas escamosas na parte superior das pernas (acima dos joelhos) e na parte superior dos braços (acima dos cotovelo). Nossos cinco dedos são um pouco longos e finos do que os dedos dos humanos e nossa pele nas palmas das mãos é plana assim nós não temos linhas como vocês mas sim uma combinação de estrutura escamosa na pele e dos pontos marrons (ambos os sexos possuem os pontos nas palmas da mãos) e nós não temos impressão digital como vocês. Se você tocar na minha pele você vai perceber que ela é mais macia do que sua pele com cabelo. Existem pequenos afiados chifres na parte superior de ambos os dedos médios. As unhas são cinzas e geralmente mais compridas que as suas. Você vê que minhas unhas não são tão longas e arredondadas no topo. Isso é porquê eu sou fêmea. Os machos possuem unhas pontiagudas afiadas e compridas medindo ás vezes de 5 ou 6 dos seus centímetros. A próxima característica é muito diferente do seu corpo e faz parte da nossa origem réptil: se você tocar na parte de cima das minhas costas você sentirá uma linha óssea dura através de minha roupa. Isso não é minha espinha dorsal mas uma muito difícil estrutura externa do tecido da pele na forma de placa que segue exatamente nossa espinha dorsal da cabeça para o quadril. Existe um número extremamente elevado de nervos e grandes vasos sangüíneos nesta estrutura das placas (que tem o comprimento de 2 ou 3 centímetros e são muito sensíveis ao toque) essa é a razão porquê nós sempre temos problemas para sentar em cadeiras como nessa cadeira com este tipo de recosto. A principal tarefa dessas pequenas placas além de uma função em nossa sexualidade) é simplesmente para a regularização da temperatura de nosso corpo e se nós nos sentar-mos na luz do sol natural ou artificial essas placas se tornam mais cheias de sangue reptiliano (que circulam através do corpo e das placas) para muitos graus e que nos dá um grande prazer.
Pergunta: O que é mais diferente na sua espécie?
Resposta: Oh, nós não temos umbigo porque nós fomos criados em um caminho diferente do seu que tem origem dos mamíferos. A outra diferença externa de sua espécie são menores e penso que eu não devo mencioná-las agora porque a maioria delas não são visíveis se nós estamos usando roupa. Eu espero que a descrição do meu corpo tenha sido bastante detalhada. Eu aconselharia você a fazer alguns desenhos.
Pergunta: Que tipo de roupa você geralmente veste. Eu suponho que não é desse jeito que você se veste normalmente?
Resposta: Não eu uso essas roupas dos humanos e somente quando estou entre eles. Para ser honesta estas roupas apertadas não são muito confortáveis para mim e isso é muito estranho. Se nós estamos em nossa própria casa (isso significa em nossa casa subterrânea) ou em nossa grande área de sol artificial e se nós estamos juntos com outros de minha espécie que possuam o nome parecido com o nosso próprio nome nós ficamos geralmente despidos. Isso é chocante para você? Quando nós estamos em público e juntos com muitos outros de minha espécie nós vestimos roupas muito largas e leve feito de um leve tecido. Eu disse a você que muitas partes de nossos corpos são muito sensíveis ao toque principalmente nas pequenas placas que ficam atrás das costas e assim nós não podemos nos sentir confortáveis vestindo roupas apertadas porque elas podem nos machucar. O homem e a mulher vestem freqüentemente o mesmo tipo de roupa mas as cores são diferentes para ambos os sexos.
Pergunta: Você disse “outros nomes parecidos com o seu”. Você quer dizer de sua família?
Resposta: Não, não realmente. Você chamaria isto de “família” mas com essa palavra você pensa somente aqueles de sua espécie que junto fazem parte geneticamente como seu pai, sua mãe e seu filho. Como eu disse anteriormente nós temos um nome muito difícil e diferente. Parte da pronúncia nome é totalmente única e não tem outro ser com o mesmo nome mas parte desse nome (a parte do meio) é pronunciado de uma certa forma que indica a outros de que “família” você é (você tem que usar a palavra porque você não tem a palavra certa no seu vocabulário). Isso não significa que todos desse grupo são geneticamente ligados a você porque esses grupos são geralmente muito grande e contém entre 40 e 70 seres. Esse grupo incluem geralmente suas ligações genéticas esceto se algum deles decide deixar esse grupo e sua ligação com pai e mãe é freqüentemente a mais forte. Isso também seria difícil para eu explicar para você agora sobre o nosso muito antigo sistema social que é muito complexo e nós precisaríamos de muitas horas somente para os assuntos primários. Talvez nós possamos nos encontrar outra vez e eu poderei lhe dar descrições detalhadas de todas essas coisas.
Pergunta: Você tem um rabo como os répteis?
Resposta: Você vê um? Não, nós não temos um rabo visível. Se você observar em nosso esqueleto há somente um pequeno osso arredondado no fim de nossa espinha dorsal atrás da pélvis. Isso é um rudimento inútil que resta de nossos ancestrais mas isto não é visível pelo lado de fora. Oh nossos embriões tem rabos durante os primeiros meses de desenvolvimento mas estes rabos desaparecem antes deles nascerem. Um rabo somente faz sentido para uma espécie primitiva que tenta andar em duas pernas e precisa manter o equilíbrio com o rabo mas nosso esqueleto mudou durante a evolução e nossa espinha dorsal está quase na mesma forma que a sua assim nós não necessitamos de rabo para ficar em dois pés.
Pergunta: você disse que você nasceu numa forma diferente da nossa. Você bota ovos?
Resposta: Sim mas não como seus pássaros ou répteis primitivos. Na realidade o embrião cresce em um líquido de proteína dentro do útero da mãe mas também tem um ovo com uma casca bem fina que preenche todo o ventre. O embrião dentro dessa casca do ovo é completamente independente (autark) do corpo da mãe e tem toda substância que ele precisa para desenvolver-se dentro dessa casca. Há também um cordão como o seu cordão umbilical que é ligado para um ponto escondido atrás das placas nas costas. Quando o bebê está para nascer todo o ovo é pressionado através da vagi.. que fica coberta em uma viscosa substância de proteína e o bebê sai desse ovo macio após alguns minutos. Esses dois chifres no meio de nossos dedos foram instintivamente usados pelos bebês para quebrarem a casca do ovo para tomar sua primeira respiração. Os nossos jovens não são tão grandes como seus bebês e quando eles nascem eles estão medindo entre 30 á 35 cm de altura e o ovo está ao redor de 40 cm de altura (é por isso que nossa vagina. é menor do que uma de humano) mas nós atingimos a uma altura normal de 1,60cm á 1,80cm.
Pergunta: Qual é aproximadamente a temperatura do seu corpo? você disse que você gosta de deitar-se ao sol. qual efeito que isso tem no seu organismo?
Resposta: Nós não somos mamíferos e como répteis nossa temperatura do corpo depende da temperatura que nós cerca. Se você tocar minha mão você talvez sentirá que está mais fria do que as suas porque nossa temperatura normal do corpo está em torno de 30 á 33 graus centígrados. Se nós nos sentar-mos no sol (especialmente despidos e com nossa fila de pequenas placas nas costas voltados para o sol) nossa temperatura do corpo pode aumentar de 8 ou 9 graus centígrados dentro de alguns minutos. Essa elevação da temperatura causa uma produção de muitas enzimas e hormônios em nossos corpos e em nosso coração e cérebro e todos os órgãos se tornam mais ativos e nós nos sentimos então muito bem. Vocês humanos somente curtem estar no sol mas para nós isso é o maior prazer que você possa imaginar (talvez como sua excitação sexual). Nós também gostamos de nadar em uma água morna ou outros líquidos que elevem nossa temperatura corporal. Se nós ficarmos por algumas horas na sombra nossa temperatura volta para 30-33 graus. Isso pode não nos causar dano mas nós nos sentimos muito melhores no sol. nós temos um alojamentos solar artificial em nossa casa subterrânea mas isso não é para nós a mesma coisa como o verdadeiro sol.
Pergunta: O que você come?
Resposta: Geralmente várias coisas como você: carne, fruta, vegetais, alguns tipos especiais de fungos (das fazendas subterrâneas) e outras coisa. Nós também podemos comer e digerir algumas substâncias que são venenosas para você. A principal diferença entre você e nós é que nós devemos comer carne porque nosso corpo precisa das proteínas. Nós não podemos viver completamente sendo vegetarianos como sua espécie porque nossa digestão pararia de trabalhar e nós morreríamos depois de algumas semanas ou talvez alguns meses sem carne. Muitos de nós comem carne cru ou outras coisas que seriam nojento para vocês. Pessoalmente eu prefiro carne cozida e frutas como maça ou laranjas.
Pergunta: Você pode me dizer alguma coisa sobre a história da evolução natural da sua espécie? Que idade tem sua espécie? Vocês evoluíram dos répteis primitivos como a espécie humana evoluiu dos macacos?
Resposta: Oh isso é uma história muito longa e complexa e certamente inacreditável para você mas é a verdade. Eu tentarei explicar isso num resumo. Por volta de 65 milhões de anos atrás muitos dos nossos ancestrais atrasados da raça do dinossauro morreram em um grande cataclismo global. A razão para essa destruição não foi um desastre natural causado por um impacto de um asteróide como seus cientistas falsamente acreditam – mas uma guerra entre dois grupos aliens inimigos que ocorreu principalmente na órbita e na alta atmosfera do seu planeta. De acordo com nosso restrito conhecimento sobre o início desta guerra global é que ela foi a primeira guerra Alien do planeta terra mas esta guerra definitivamente não foi a última (e uma guerra futura está vindo em breve) enquanto isso uma “guerra fria” (como você a chama) está ocorrendo entre grupos aliens há 73 anos no seu planeta. Os adversários nessa guerra de 65 milhões de anos foram duas raças aliens superiores cujo ambos nomes novamente são impronunciáveis para suas línguas. Eu sou capaz de dizê-las mas isto machucaria seus ouvidos se eu dissesse em seus modos originais. Uma raça era humanóide como a sua espécie (mas muito antiga) e era deste universo de um sistema solar na constelação da estrela que vocês chamam hoje em seus mapas de “Procyon”. A outra espécie nós quase não sabemos tanto e foi uma espécie reptiliana mas eles não tem nada a ver com a nossa própria espécie porquê nós evoluímos dos saurianos locais sem influência exterior (exceto a manipulação bem sucedida de nossos próprios gens por nós). Falarei sobre isto mais tarde. A espécie reptiliana superior não veio deste universo de um. Bem como eu explicarei isto para você. Seus cientistas não entender de uma natureza real do universo porquê a sua mente ilógica não é capaz de entender as coisas mais simples e dependem de matemática e números errados. Isso é parte da programação genética que eu mencionarei no futuro. Deixe-me dizer que você está tão distante desse entendimento do universo quanto você estava á 500 anos atrás.
Usando uma linguagem que você talvez entenda: a outra espécie não veio deste universo mas de outro [bolha] na espuma do universo. Você chamaria isto talvez de outra dimensão mas essa não é a palavra certa para descrever isto corretamente (pelo jeito á propósito o termo dimensão está geralmente errado na forma que você entende). O fato que você deveria se lembrar é que as espécies avançadas são capazes de “caminhar” entre bolhas pelo uso do, como você chamaria isto tecnologia avançada e ás vezes de modo especial somente pelo uso de sua mente (minha própria espécie também tem avançadas habilidades mentais em comparação a sua espécie mas nós não somos capazes de fazer a (mudança de fios de matérias para as bolhas) mas outras espécies ativas nesse planeta são capazes e isso parece para você como mágica como isto foi para seus ancestrais.
Voltando a nossa própria história: a primeira espécie (os humanóides) alcançaram a terra por volta de 150 anos antes dos reptilianos e eles construíram algumas colônias nos primeiros continentes. Havia uma grande colônia no continente que você chama hoje de “Antártica” e uma outra no continente que você chama hoje de “Ásia”. Essas pessoas viviam juntas no planeta com a espécie de animais saurianos e sem problemas. Quando a avançada espécie reptiliana chegou nesse sistema os colonos humanóides do sistema de Procyon tentaram se comunicar pacificamente mas eles não tiveram sucesso então uma guerra global começou em meses. Você deve entender que ambas as espécies estavam interessadas neste jovem planeta não pela sua biologia e espécies sub-desenvolvidas mas por uma única razão: matéria-prima especialmente cobre. Para entender essa razão você deve saber que o cobre é um material muito importante para algumas adiantadas espécies (mesmo hoje) porque ele é junto com alguns materiais instáveis capaz de produzir novos elementos instáveis se você induzi-lo num alto campo eletromagnético no ângulo correto com um alto campo de radiação nuclear para produzir um grande cruzamento dos campos de flutuação. A fusão do cobre com outros elementos em uma certa câmara num campo de radiação magnética que pode produzir um campo de força de natureza especial é muito útil para várias tarefas tecnológicas (mas a base para isto é uma fórmula extremamente complexa que você não é capaz de descobrir por causa das restrições de sua simples mente). Ambas as espécies procuravam ter o cobre do planeta terra e por essa razão eles lutaram numa não muito longa guerra no espaço e na órbita. A espécie humanóide pareceu ser bem sucedida durante a primeira guerra mas na última batalha os reptilianos decidiram usar uma poderosa arma experimental um tipo especial de bomba de fusão que destruiria as formas de vida no planeta mas não deveria causar danos as valiosas matérias-primas e o cobre. A bomba foi lançada do espaço e detonada em um ponto de seu planeta que você chama hoje de “América Central”. Como ela detonou no oceano produziu uma imprevisível fusão com hidrogênio e o efeito foi muito mais forte do que os reptilianos esperavam. Uma radiação mortal, uma super produção da fusão sobre o oxigênio com uma chuva radioativa de diferentes elementos e um “inverno nuclear” de quase 200 anos foi o resultado da explosão da bomba. A maioria dos humanóides foram mortos e os reptilianos perderam o seu interesse no planeta depois de alguns anos por (até para nós) razões desconhecidas talvez por causa da radiação. O planeta terra estava sozinho novamente e os animais sobre a superfície morrendo. A propósito um resultado da bomba de fusão foi a disputa de diferentes elementos e materiais gerados no processo incendiário e um desses materiais foi o iridium como uma evidência de um impacto de asteróide que matou os dinossauros. Isso não é verdade mas como você saberia se é verdade ou não?
Bem a maioria dos dinossauros morreram (não todos na detonação mas das coisas nocivas que vieram depois da guerra especialmente na chuva radioativa do inverno nuclear). Quase todos os dinossauros e reptilianos foram mortos dentro dos próximos 20 anos. Alguns deles especialmente aqueles nos oceanos foram capazes de sobreviver pelos próximos 200 à 300 anos mesmo nesse mundo transformado mas essas espécies também morreram porque o clima tinha mudado. O inverno nuclear terminou depois de 200 anos mas estava mais frio sobre a terra do que antes. Apesar do cataclismo algumas espécies foram capazes de sobreviver como: peixes (como os tubarões) pássaros, pequenos mamíferos rastejantes (seus ancestrais) e vários répteis como crocodilos…e existia um tipo especial de um pequeno mas avançado dinossauro que desenvolveu-se junto com o último grande animal reptiliano como as espécies que vocês chamam de Tiranossauro.
Esse novo réptil estava caminhando nas duas pernas e parecia um pouquinho com a sua reconstrução de um Iguanodon (originou nesta família) mas era menor (em torno de 1,50 altura) com algumas características de humanóides e uma mudança na estrutura óssea, um maior crânio e cérebro e uma mão com um dedo polegar que era capaz de agarrar as coisas, um organismo e digestão diferentes, olhos avançados no meio da cabeça como seus olhos e…mais importante…com uma nova e melhor estrutura cerebral. Esse foi o nosso antepassado direto. Existem teorias que a radiação da bomba tomou parte nas mutações dos organismos dessa nova geração mas isso não é comprovado. Entretanto esse pequeno dinossauro tipo humanóide evoluiu durante os seguintes 30 milhões de anos (como eu tinha dito antes uma espécie geralmente precisa de mais tempo do que você imagina se a evolução não é induzida artificialmente como em seu caso de um animal para um ser mais ou menos pensante). Estes seres foram inteligentes o bastante para não morrerem pelos próximos milhões de anos porque eles aprenderam a mudar seu comportamento vivendo em cavernas em vez da natureza fria e eles aprenderam a usar pedras e galhos como suas primeiras ferramentas e o uso do fogo para ajudá-los a se esquentar especialmente para aquecer seu sangue que é muito importante para a sobrevivência de nossa espécie.
Durante os próximos 20 milhões de anos estas espécies foram divididas pela natureza em 27 sub-espécies (infelizmente a anterior espécie réptil estiveram propensas a se dividirem-se numa forma mais ou menos ilógica em sub-espécies durante o processo de evolução). Você pode claramente ver isso no desnecessário grande número de animal das espécies do Dinossauro (nos primeiros tempos) e houve muitas (principalmente primitivas) guerras entre essas sub-espécies pela dominação.
Bem a natureza não foi muito amigável para nós e até onde nós sabemos das 27 sub-espécies 24 foram extintas nas primitivas guerras e na evolução porque seu organismo e mente não eram desenvolvidos o suficiente para sobreviver e (como principal razão) eles não foram capazes de mudar a temperatura de seu sangue na maneira correta se o clima mudasse. 50 milhões de anos depois da guerra e do fim dos Dinossauros somente três (agora também tecnológicas) adiantadas espécies reptilianas estavam permanecendo nesse planeta junto com todos os outros pequenos animais. Através do cruzamento natural e artificial essas três espécies foram unidas para uma espécie reptiliana através da invenção das manipulações genéticas e nós fomos capazes de “eliminar” os genes propensos a dividirem-se em nossa estrutura genética. De acordo com nossa história e crença isso foi na época quando nossa raça reptiliana foi criada – como você me vê hoje – pelo uso da engenharia genética. Isso foi por volta de 10 milhões de anos atrás e nossa evolução quase parou neste ponto (realmente houve algumas mudanças mínimas em nossa aparência no sentido de uma aparência tipo humanóide e de mamífero durante os tempos seguintes mas nós não dividimo-nos novamente em sub-espécies). Você entende nós somos uma raça muito antiga em comparação com a sua espécie que andava pulando por aí como pequenos animais tipo macacos nas árvores enquanto nós inventamos tecnologia, colonizamos outros planetas desse sistema e grandes cidades sobre este planeta (que desapareceram sem deixar rastro ao longo dos tempos) e nossos próprios genes enquanto seus genes ainda são daqueles dos animais.
Há 10 milhões de anos atrás os pequenos macacos começaram a crescer e eles desceram das árvores para o chão (novamente por causa da mudança do clima especialmente no denominado continente africano) mas eles evoluíram muito lentamente enquanto é normal para um mamífero e se nada de extraordinário tivesse acontecido para sua espécie nós não seríamos capazes de sentar-mos aqui e conversar porque eu me sentaria em minha moderna confortável casa e você se sentaria em sua caverna vestido com pele de animal tentando descobrir os segredos do fogo – ou você talvez sentaria em um de nossos jardim zoológico. Mas as coisas tem evoluído de forma diferente e você agora acredita que você é a “coroa da criação você pode sentar-se numa moderna casa e nós devemos nos esconder e viver debaixo da terra em áreas distantes. Por volta de 1,5 milhão de anos atrás outra espécie Alien chegou á terra (ela foi surpreendentemente a primeira espécie) desde mais de 60 milhões de anos. (Isso seria mais surpreendente para você se você soubesse quantas espécies diferentes existem atualmente aqui). O interesse dessa espécie humanóide – você os chamam hoje de “Ilojiim”- não era pela matéria-prima e o cobre mas estavam para nosso espanto interessados pelos não avançados macacos-humanóides. Apesar de nossa presença nesse planeta os aliens decidiram “ajudar” os macacos a evoluírem um pouco mais rápido para servi-los no futuro como algum tipo de raça escrava para as próximas guerras. O destino de sua espécie não era realmente importante para nós mas nós não gostávamos da presença do “Ilojiim” sobre o nosso planeta “jardim zoológico galáctico” e eles não gostavam da nossa presença sobre seu novo planeta “jardim zoológico galáctico” e assim sua sexta e sétima criação foi o motivo para uma guerra entre nós e eles. Você pode ler sobre essa guerra por exemplo em parte no livro que vocês chamam de “Bíblia” numa forma muito estranha de narração. A verdade real é uma história muito longa e difícil. Eu devo continuar?
Pergunta: Não agora não. Eu fiz algumas anotações sobre sua história e agora eu tenho algumas perguntas.
Resposta: Por favor pergunte.
Pergunta: Em primeiro lugar você lida com uma grande escala de tempo. Você afirma que seus primitivos antepassados viveram juntos com os dinossauros e sobreviveram e como você denominou cataclismo artificial e evoluíram então mais de 40 milhões de anos e sua evolução foi completada á 10 milhões de anos atrás. Isso parece muito inacreditável para mim. Você pode dizer alguma coisa sobre isso disso?
Resposta: Eu entendo que isso deve parecer absolutamente inacreditável para você porquê você é uma espécie jovem e geneticamente construída. Seu horizonte histórico termina numa escala de somente alguns milhares de anos e você pensa que isto está certo mas não está. Mas isto não está. Isto é impossível. Sua mente programada está obviamente não capaz de lidar com uma escala de tempo de tamanha dimensão. Nosso tempo de evolução pode parecer incrivelmente longo para você mas isso é de fato o original caminho da natureza. Lembre-se seus antigos ancestrais mamíferos evoluíram junto com os Dinossauros e eles sobreviveram a bomba como nós. Eles evoluíram lentamente durante os próximos milhões de anos e eles dividiram-se em vários tipos de espécies alguns deles maiores e menores. Isso é evolução do corpo. Mas e com relação a sua mente e inteligência? Eles eram simples animais. Os mamíferos evoluíram desde digamos à 150 milhões de anos atrás e eles foram capazes de se tornarem inteligentes e pensantes. E dentro deste pequeno período seres como você foram criado. Pela natureza? O período de 148 milhões de anos para a evolução de mamíferos tipo animais e o período de 2 milhões de anos para o desenvolvimento de seres (mais ou menos) inteligentes como você? Pergunte a você mesmo: Você realmente pensa que esta evolução acelerada é normal? Então sua espécie é mais ignorante do que eu pensei. Nós não evoluímos de forma incorreta somente vocês.
Pergunta: Eu entendo. Mas eu tenho outra pergunta. Você mencionou que muitos fatos sobre antigas guerras entre os aliens à 65 milhões de anos atrás. Isto aconteceu muito tempo antes de sua espécie se tornar realmente inteligente? (até aonde eu entendi você). Porquê você sabe muitas coisas sobre essa “primeira guerra” e sobre a evolução da sua espécie?
Resposta: Isso é uma boa pergunta (muito melhor então a anterior) e eu não expliquei corretamente a você? O nosso conhecimento sobre a primeira guerra vem completamente de um antigo artefato que foi encontrado á cerca de 16.000 anos atrás por nossos arqueologistas sobre o continente que vocês o chamam hoje de América do Norte. Eles encontraram lá um prato redondo com um diâmetro de aproximadamente 47 cm dos seus centímetros. O prato era feito de um material magnético que até para nós era desconhecido e dentro do prato havia outro prato menor de cristal que continha uma quantidade enorme de informações codificadas na estrutura molecular do cristal. Esta “placa de memória” foi fabricada pela última raça humana de sobreviventes da bomba “Procyon” já à 65 milhões de anos atrás mas estava completamente intacta quando nós a encontramos. Nossos cientistas foram capazes de decifrar as mensagens e dados da memória da placa então escutamos pela primeira vez sobre os eventos que aconteceram no passado distante que levou a extinção dos Dinossauros. A placa continha descrições detalhadas de ambas espécies (porém mais sobre os humanóides) e sobre animais e saurianos da terra inclusive sobre a nossa espécie ancestral pré-inteligente. O resto de nosso conhecimento sobre nossa evolução veio dos esqueletos e de ensinamentos antigos e da codificação de nosso DNA. Você vê nós sabemos a verdade sobre nossa origem desde à 16.000 anos atrás. Antes desse tempo existia uma maior idéia religiosa de nossa criação.
Pergunta: O que aconteceu com as duas espécies aliens?
Resposta: Nós não sabemos exatamente. Os sobreviventes humanóides da terra obviamente morreram anos depois da explosão da bomba e outros de sua espécie e os reptilianos nunca mais retornaram a terra (distante como nós sabemos). Com respeito aos aliens Reptilianos há uma possibilidade que era fisicamente impossível para eles retornarem porque a matéria entre bolhas é às vezes em movimento rápido. A teoria corrente é que ambas espécies deixaram de existir durante milhões de anos.
Pergunta: Você tinha mencionado esqueletos de sua espécie. Como isto pode ser os cientistas humanos não encontraram qualquer vestígio de você e de seus ancestrais se você realmente vive por um certo longo tempo nesse planeta? Nós encontramos muitos esqueletos de primitivos dinossauros mas nenhum esqueleto de um adiantado ser reptiliano com um grande esqueleto e cérebro e uma mão com um dedo polegar como você descreveu antes.
Resposta: Sim você tem. Mas seus “ótimos” cientistas não foram capazes de reconstruir os esqueletos completamente porque eles quiseram reconstruir animais reptilianos, seres não inteligentes. Você riria se você soubesse quantos esqueletos (especialmente menores) saurianos em seus museus são construções totalmente errada de seres que nunca existiram porquê você usa muitos ossos que realmente juntos não fazem parte do esqueleto desses animais e ás vezes você faz ossos artificiais se alguma coisa foi perdida se você precisar construir um “animal” sauriano. Muitos de seus cientistas estão cientes desse problema mas eles não fazem isto publicamente porque eles não podem explicar isto e eles dizem que os ossos certos foram justamente perdidos e que a sua reconstrução está correta. Muitos de nossos ossos foram usados para reconstruir o Iguanodon por exemplo as mãos com o visível dedo polegar (observe no museu um Iguanodon e você verá que estou certa). Um cientista no país que você chama Estados Unidos construiu um esqueleto quase perfeito de nossa espécie alguns anos atrás mas o governo local (que está ciente da parte de nossa existência) confiscou a reconstrução. Como nós vivemos hoje (e desde milhares de anos) quase completamente em baixo da terra vocês não encontrarão quaisquer cadáveres ou esqueletos nossos.
Pergunta: Você fala ás vezes sobre cidades subterrâneas e luz solar artificial. Você imagina algo como uma “Terra Oca” com isso. Está lá um segundo sol dentro de nosso planeta?
Resposta: Não, a terra não é realmente completamente oca e não existe um segundo sol lá dentro. Essa história é ridícula e fisicamente impossível (até sua espécie deveria ser inteligente o bastante para não acreditar nisto). Você sabe quanta massa um sol deve ter para conseguir produzir energia e luz por um longo tempo e pela fusão? Você realmente pensa que lá pode existir uma pequena atividade solar dentro do planeta? Quando eu falo sobre nossa casa subterrânea eu falo sobre grandes sistemas de cavernas. As cavernas que você tem descoberto próximo da superfície são minúsculas em comparação com as verdadeiras cavernas e gigantescas profundas cavernas na terra (em uma profundidade de 2.000mt à 8.000mt de seus metros mas conectadas com muitos secretos túneis para a superfície ou para as cavernas próximas da superfície) e nós vivemos em grandes e adiantadas cidades e colônias dentro de certas cavernas. Nossos maiores locais de nossas cavernas são além do Ártico, na Antártica, Interior da Ásia, na América do Norte e na Austrália. Se eu falo sobre luz solar artificial em nossas cidades eu não penso num verdadeiro sol mas várias fontes de luz tecnológicas (inclusive fontes gravitacionais) que iluminam as cavernas e túneis. Existem áreas especiais nas cavernas e túneis com uma poderosa luz ultravioleta (uv) em todas as cidades e nós usamos esses lugares para aquecer nosso sangue). Além disso nós também temos alguns lugares para tomar banho de sol em áreas distantes especialmente na América e na Austrália.
Pergunta: Onde nós podemos encontrar na superfície uma certa entrada perto de seu mundo?
Resposta: Você realmente pensa que eu direi a você suas exatas localizações? Se você quer encontrar uma certa entrada você tem que procurá-la por você mesmo (mas eu deveria avisar a você para não fazer isso). Quando eu vim para a superfície há quatro dias atrás eu usei uma entrada de aproximadamente 300 km de seus quilômetros ao norte daqui perto de um grande lago mas eu duvido que você seja capaz de encontrá-la (existem somente umas poucas entradas nessa parte do mundo e mais entradas estão distantes ao norte e leste). Como um pequeno aviso: se você estiver em uma caverna estreita ou em um túnel ou até em alguma coisa que pareça a você um poço como uma mina de poço artificial e quanto mais profundamente você caminhar mais as paredes vão parecer suaves e se você sentir um ar quente incomum vindo das profundezas ou se você ouvir um som do ar corrente num poço de ventilação ou elevador então procure por um tipo especial de parede artificial e macia em algum lugar dentro da caverna com uma porta feita de um metal acinzentado. Se você conseguir abrir esta porta ( mas eu duvido disto) você estaria numa sala técnica geralmente redonda com sistemas de ventilação e elevadores para as profundezas. Isto é provavelmente uma entrada para nosso mundo. Se você chegar nesse ponto você saberá que nós agora definitivamente já estamos ciente de sua presença. Você já estará com grande problema se você entrar na sala redonda mas você deverá procurar um dos dois símbolos répteis nas paredes. Se não tiver símbolos ou outro símbolo você estará talvez em um problema maior do que você pensa porque nem todas as instalações subterrâneas pertencem a nossa espécie. Alguns novos sistemas de túneis são operados por raças aliens (inclusive raças hostis). Meu conselho geral é que se você se encontrar numa instalação subterrânea estranha para você: fuja o mais rápido que você puder.
Pergunta: Você mencionou anteriormente que você usa o nome de “Lacerta” quando você está no meio dos humanos e que você gosta de ficar no verdadeiro sol na superfície da terra. Mas como você pode estar entre humanos? Você não se parece conosco assim qualquer um verá que você pertence a outra espécie porque ninguém viu e descreveu um ser como você se a sua espécie já vive desde a nossa “criação” junta conosco sobre o mesmo planeta. Você pode me explicar isto?
Resposta: Primeiro a minha espécie era certamente vista e descrita (e adorada) muitas vezes em seu passado primitivo por exemplo nas suas escrituras religiosas como a sua bíblia Cristã. Você pode encontrar descrições e mesmo simples desenhos de nós dentro da parte meridional do continente Americano em vários templos. O assim chamado “homens sábios” da Índia e das montanhas da Ásia descreveram nossas espécies muitas vezes em escrituras junto com outros homens sábios do continente africano. Eu acho que nós somos a espécie não humana mais mencionada talvez junto com o Ilojiim na sua história e se você não acreditar em mim dê uma olhada na sua história e você verá a verdade em minhas palavras. Seus “grandes” cientistas chamaram a crença em nós de “superstição” e “religião” e os “humanos inteligentes” de hoje esqueceram de nossa presença sobre a superfície no passado.
Além disso nossa espécie é vista mesmo hoje algumas vezes por testemunhas humanas em sua forma original na terra ou em nossas entradas próximas da superfície e nos sistemas de túneis mas felizmente você e sua mídia não levaram a sério o relatório de tais “malucos” e (isso é bom para nós e esta é a razão porque nós permitimos que essas pessoas nos vejam como nós realmente somos). Alguns de minha espécie também estão em contato direto com cientistas humanos e políticos da superfície mas isto é top-secret como você chama e ninguém de seu público sabe qualquer coisa a respeito disto (o assunto destes encontros é geralmente a guerra vindoura com as espécies aliens e a nossa assistência nesta guerra). Mas existe também outra explicação porquê nós podemos caminhar entre vocês e porque vocês não são capazes de nos reconhecer: imitação.
O que vem agora pode novamente parecer inacreditável e até mesmo chocante para você mas como você pediu eu vou explicar. Eu lhe disse antes que nós temos habilidades mentais mais avançadas do que a sua espécie e com “mais avançada” eu quero dizer que nós somos capazes de usar a telepatia e a telecinese desde nosso nascimento (de fato a mãe e o neném recém-nascido geralmente se comunicam telepaticamente durante os primeiros meses sem um treinamento especial) como vocês humanos precisam para ativar estas partes adormecidas do seu cérebro. A estrutura de nosso cérebro é um pouquinho diferente da sua e a nossa hipófise é maior e mais ativa do que a sua especialmente quando nós estamos na luz do sol. Nossas próprias habilidades são muito fortes em comparação com as suas, mas fracas em comparação com as forças mentais (fio de matéria bolha) das espécies aliens neste planeta. Eu nunca fui muito boa nessas coisas mentais mas todos nós temos estas habilidades primárias e podemos usá-las por exemplo para nossa proteção ou mesmo para ataque.
Quando nós estamos na superfície e nós encontramos seres humanos (mesmo um grupo de número deles isto não faz diferença todas as suas mentes são como uma mente) e nós somos capazes de “tocar” a mente deles e introduzi-las via telepatia ao comando “Nos veja como um de sua espécie” e a fraca mente humana aceitará esta ordem de fora sem recusar e eles nos verão (apesar de nossa aparência reptiliana) como humanos normais. Eu já fiz isto muitas vezes e os seus fracos humanos normalmente me vêem como uma mulher atraente de cabelos castanhos porque eu criei esta “imagem disfarçada especial” em minha mente anos atrás e posso induzi-la em mentes sem problemas. Eu precisei de um pouco de tempo no início para aprender corretamente o uso da imitação mas então funcionou quase que automaticamente e eu até posso andar entre o grupo dos seus e ninguém identificará o que eu sou. Há um simples botão (veja-nos como nós realmente somos/nos veja como nós queremos que você nos veja) em sua consciência que está colocada lá pelo Ïlojiim” quando eles criaram sua espécie e nós podemos usar este dispositivo para convencer vocês humanos quando olham para nós (outros aliens também usam este dispositivo). É mais fácil como você pensa. Quando acontece encontros da sua espécie e Aliens que parecem exatamente como os seus esses Aliens usaram este dispositivo e alguns dos (encontros com Aliens de aparência humana também pode ser explicado com encontros com a minha espécie). Quando eu me encontrei com E.F na primeira vez ele me viu também como uma mulher humana normal e me lembro que ele estava muito amedrontado e chocado quando eu revelei a ele a minha verdadeira aparência.
Pergunta: Você está dizendo que você realmente pode me fazer acreditar que eu agora estou falando com uma atraente mulher humana morena em vez de um ser reptiliano como você?
Resposta: Provavelmente mas eu não penso assim no seu caso especial. Quando alguém espera ver uma mulher humana em vez de mim eu posso fazer isto sem problemas com sua mente (mesmo com grandes grupos) porque ninguém espera ver uma mulher réptil. Mas eu tenho permitido a sua mente me ver em minha original aparência desde nosso primeiro encontro em diante e eu nunca induzi alguma coisa na sua mente assim você já percebeu que eu não sou uma humana. Se eu fosse agora tentar mudar isso isto deveria provavelmente conduzi-lo para uma absoluta confusão ou para inconsciência e eu não quero prejudicar você. Como eu disse eu não sou muito boa nessas coisas.
Pergunta: Isso é muito assustador. Você pode matar com essas habilidades?
Resposta: Sim mas é proibido. Isso não significa que isto não tenha sido feito antigamente.
Pergunta: Ambos os sexos tem estas habilidades?
Resposta: Sim
Pergunta: E com relação as fotos? Como você aparece nelas?
Resposta: Essa é uma pergunta boba. Eu apareço na foto como um ser réptil porque eu não posso ter influência na foto ou na máquina fotográfica propriamente mas somente na mente do fotógrafo. Se ele ou ela revelassem o filme e mostrasse a foto para outras pessoas eles me veriam em minha forma original Essa é a razão porque é proibido para a nossa espécie ser filmada ou fotografada e nós devemos evitar todas as máquinas fotográficas sobre a superfície (isso é muito difícil e nós fomos filmados algumas vezes no passado sem nosso conhecimento especialmente por certas agências secretas de seu governo).
Pergunta: Quais os outros comandos que sua espécie pode induzir em nossa mente. Algo como “nos sirva” ou “obedeça” ?
Resposta: Isso novamente é uma pergunta estranha. Nós não somos seu inimigo (a maioria de nós não) então porque nós deveríamos fazer isso? Para responder sua Pergunta: isto depende da força da mente humana e da força do réptil que está enviando a ordem. Não existe uma tomada na sua mente de “sirva nos” ou “sirva me” e assim tal comando é muito mais difícil para se induzir. Se a mente e a consciência humanas são fracas e se o reptiliano indutor é experiente dentro destas coisas e se antes já estava algumas horas no sol antes dele ou ela tentarem fazê-lo provavelmente poderá funcionar por um certo tempo. Existem ensinamentos secretos sobre tais coisas mas eu nunca aprendi nada sobre isso. Eu uso minhas habilidades primárias para imitação e para comunicação com a minha própria espécie e algumas vezes para outras coisas pessoais mas eu nunca usei isto para prejudicar os humanos ou sua mente. Eu apreciaria se nós puséssemos um fim neste assunto.
Sim mas numa base técnica. Existe um poderoso dispositivo dentro de cada nave que é capaz de enviar um sinal artificial para suas mentes para convencer vocês que vocês observam apenas o céu ou que você vê uma normal aeronave em vez de nossas naves. Isso não é usado muito freqüentemente porquê nós evitamos o público humano quando nós circulamos pela atmosfera. Se vocês são capazes de observar nossos “UFOs” isto significa que o aparelho ou está com defeito ou por alguma razão desativado. O efeito da camuflagem não funcionou nas fotos já adiantando em responder para você essa possível pergunta – mas porquê deveria alguém tirar uma foto do céu quando ele não pode ver nada incomum lá. A propósito a maioria dos pontos de entradas para nossos túneis perto da superfície também estão ocultos com um certo dispositivo de camuflagem e sua espécie geralmente o verá somente como paredes de cavernas em vez da porta de entrada para nossos túneis. Essa é uma razão porquê eu disse que eu duvido que você será capaz de encontrar uma certa porta secreta para nosso mundo (mas isto aconteceu umas poucas vezes no passado).
Pergunta: Voltando para a sua e nossa própria história. Você tinha mencionado que a raça do “Illojiim” foi quem criou a nossa raça humana. De onde eles vieram e como é que eles eram? O que aconteceu exatamente quando eles chegaram? Eles são nosso criador?
Resposta: O “Illojiim” veio desse universo do sistema solar que você chama em seu mapa de “Aldebaran”. Eles eram uma espécie humanóide muito alta com cabelos geralmente um pouquinho loiro e uma pele muito branca (eles evitavam a luz solar porque isto prejudicava sua pele e seus olhos). Isto era (absolutamente inacreditável para uma espécie como nós que adora o sol). Eles pareciam ser inteligentes e pacíficos no início e nós começamos um diálogo mais ou menos amigável com eles mas mais tarde eles mostraram suas verdadeiras intenções e planos: eles queriam evoluir os macacos para uma nova raça e nós éramos um fator perturbante para eles em seu novo planeta jardim zoológico. No início eles pegaram em torno de 10.000 ou talvez até 20.000 de seus ancestrais (macacos) e eles deixaram o planeta por algumas centenas de anos. Quando eles retornaram eles trouxeram seu (agora mais humano) anteriores ancestrais. Então eles deixaram a terra novamente por alguns milhares de anos e os primitivos pré-humanos viviam junto conosco sem maiores problemas (eles tinham medo de nossas aeronaves e tecnologia). O “Illojiim” tinha ensinado suas mentes e melhorado seu cérebro e sua estrutura corporal e eles agora são capazes de usar ferramenta e fogo. O “Illojiim” retornou 7 vezes dentro de 23.000 anos e acelerou a velocidade de evolução de alguns da sua espécie. Você deve entender que você não é a primeira civilização humana sobre o planeta. Os primeiros humanos avançados (que viviam na mesma época com os menos desenvolvidos pré-humanos porque o “Illojiim” tinha experimentado nos pré-humanos diferentes velocidades de estágios de evolução) com tecnologia e com linguagem que existia por volta de 700.000 anos atrás nesse planeta (seus cientistas não entendem isso porque eles só encontraram os ossos dos pré-humanos e alguns desenhos nas primitivas cavernas mostrando avançados humanos e aparelhos voadores). Essa raça humana geneticamente adiantada viveu junto conosco mas eles evitavam contato com minha espécie porque os professores “Illojiim” teriam advertido eles com um propósito equivocado que nós somos seres diabólicos e que nós mentimos para eles.
Bem depois de alguns séculos os aliens decidiram extinguir a sua primeira criação e aceleraram a evolução de uma segunda e melhor séries de testes e assim por diante. A verdade é que a sua moderna civilização humana não é a primeira desse planeta mas agora a sétima. As construções da primeira raça estão perdidas mas a quinta civilização foi a que construiu as grandes construções triangulares que você chama hoje de “Pirâmides do Egito” por volta de 75.000 anos atrás mas (seus Egípcios encontraram essas grandes antigas pirâmides na areia e tentaram não com muito sucesso construir construções similares) e a sexta civilização foi a que construiu as cidades por volta de 16.000 anos atrás cujas ruínas você pode encontrá-las hoje embaixo do mar no assim chamado área de Bimini. A última criação da sétima raça – de sua série – foi feita justamente á apenas 8.500 anos atrás e essa é a única criação que você pode se lembrar que suas escrituras religiosas se referem. Você confia em artefatos arqueológicos e paleontológicos que mostram a você um passado errado e curto mas como você saberia alguma coisa sobre a sexta civilização antes deu lhe contar. E se você encontrar prova de sua existência você nega e interpreta de maneira errada os fatos. Isso é em parte uma programação de sua mente e em parte pura ignorância. Eu vou falar a seguir (tópicos do texto) apenas sobre as suas criações porque as 6 raças humanas prévias estão perdidas e por isso elas não devem preocupar você.
Houve uma longa guerra entre nós e o “Illojiim” e também entre certos grupos do Illojiim porque muitos deles tinham a opinião de que a repetida criação de espécies humanas neste planeta não faz um verdadeiro sentido. As últimas batalhas nesta guerra foram travadas em torno de 5.000 anos atrás na órbita e na superfície da terra. Os Aliens usaram uma potente arma sônica para destruir nossas cidades subterrâneas mas por outro lado nós fomos capazes de destruir muitas das suas instalações na superfície e bases no espaço. Os humanos de sua série estavam muitos assustados quando eles observavam nossas batalhas e eles rescreveram na forma de mitos religiosos (suas mentes não foram capaz de entender o que realmente estava acontecendo). O “Illojiim” – que surgiu como “Deuses” para a sexta e sétima raça – contou a eles que esta luta é uma guerra entre o bem e o mal e que eles são os bons e que nós somos a raça perversa. Isso depende certamente do ponto de vista. Este foi nosso planeta antes deles chegarem e antes deles começarem seu projeto de evolução com sua espécie. Em minha opinião isto foi nosso direito de lutar pelo nosso planeta. Isto foi exatamente à 4.943 anos atrás de (acordo com sua escala de tempo) em que o Illojiim abandonou o planeta novamente por razões desconhecidas (essa é uma data muito importante para nós porque muitos de nossos historiadores chamam isto de uma vitória). O fato é que nós realmente não sabemos o que tinha acontecido. O “Illojiim” partiu de um dia para o outro e eles desapareceram sem deixar uma pista junto com suas naves e nós encontramos a maioria de suas instalações na superfície destruídas por eles. Os humanos ficaram sozinhos e sua civilização evoluiu.
Muitos de nós estávamos em contato com algumas tribos de sua espécie (mais ao sul do planeta) nos séculos vindouros e nós fomos capazes de convencer alguns deles que nós não somos a raça do “Mal” como os Aliens queriam que eles acreditassem. Durante o tempo de 4.900 anos atrás até hoje muitas outras espécies Aliens chegaram ao planeta (alguns deles utilizaram os antigos ensinamentos e programas para suas mentes e “Representaram” (deus novamente para você) mas os próprios “Illojiim” nunca retornaram. Eles tinham deixado o planeta mais cedo por uma duração de alguns mil anos assim nós esperamos seu retorno um dia no futuro para finalizar seus projetos ou talvez extinguir também a sétima criação mas nós realmente não sabemos o que aconteceu com eles (para responder antecipadamente a sua pergunta).
Sua atual civilização não sabe nada sobre a sua verdadeira origem sobre seu verdadeiro passado sobre seu verdadeiro mundo e universo e você sabe muito pouco sobre nós e nosso passado. E você nada sabe sobre coisas que virão no futuro próximo. Enquanto você não entender e acreditar nas minhas palavras haverá perigo para as suas espécies e eu conto a você a verdade porque nós não somos seus inimigos. Seus inimigos já estão aqui e vocês não perceberam. Abra seus olhos ou vocês estarão em grande problema. Se você não acreditar em nada dessas coisas que eu contei a você antes, você deve se lembrar e acreditar nisto.
Pergunta: Porquê você acha que eu não acredito em você?
Resposta: Eu tenho um certo sentimento que você não acredita em mim apesar do fato deu estar sentada aqui na sua frente. Tudo que eu tenho contado a você nas últimas duas horas é a absoluta verdade sobre o nosso mundo.
Pergunta: Quantas espécies aliens estão ativas na Terra no momento?
Resposta: Até onde nós sabemos 14 espécies. 11 desse universo 2 do outro “bolha” e 1 muito adiantada de um plano muito diferente. Não pergunte a mim por nomes porque não são pronunciáveis para você oito delas não são pronunciáveis até para nós. A maioria destas espécies – especialmente a mais adiantada – estão justamente estudando vocês como animais e eles não são muito perigosos para você e para nós e nós trabalhamos junto com alguns deles mas três espécies são hostis incluindo a que está em contato com alguns de seus governos e permutaram sua tecnologia pelo cobre e outras coisas importantes e que tem traído a sua espécie. Havia e está acontecendo uma “guerra fria” entre duas dessas raças hostis durante os últimos 73 anos e a terceira espécie parece ser a “vencedora” nesta luta inútil. Nós aguardamos uma guerra mais “quente” entre eles e vocês num futuro próximo (eu diria no próximo 10 ou 20 anos) e nós estamos preocupados sobre esse desenvolvimento. Na última vez existiam alguns rumores sobre uma nova décima quinta espécie que tinha chegado sobre a terra apenas á 3 ou 4 anos atrás mas nós não sabemos nada sobre suas intenções e nós não estamos em contato com eles até o momento. Talvez os rumores estejam errados.
Pergunta: O que a raça Alien hostil quer?
Resposta: Várias matérias-primas inclusive cobre para sua tecnologia e sua água (ou melhor o hidrogênio de sua água que é uma fonte de energia em processos avançados de fusão) e certos elementos químicos de seu ar. Além disso duas das espécies também estão interessadas em seu corpo em seu tecido e sangue humano porque sua própria estrutura genética está defeituosa através de uma má evolução e radiação (até onde nós sabemos) e eles precisam de filas genéticas intactas de sua espécie e de animais para consertar os defeitos completamente porque o DNA deles e o seu DNA não são completamente compatíveis (o DNA de minha própria espécie é absolutamente incompatível com o deles assim eles não estão muito interessados em nós) e eles tentam fazer cruzamento de raças mais compatíveis entre você e eles usando fertilizações artificias e úteros artificiais. Nós supomos que a próxima guerra entre as três raças ou entre você e uma ou todas elas juntas será travada pela matéria-prima, hidrogênio, ar e DNA.
Pergunta: Essa é a razão para as “abduções” ?
Resposta: Em parte especialmente quando os Aliens tomam amostras de ovo e esperma de vocês. Ás vezes os abduzidos pertencem a uma outra e mais adiantada raça e eles só querem estudar seu corpo e mente (que é mais interessante para alguns deles do que seu corpo físico) como você estudaria um primitivo animal. Como eu disse três espécies aliens são hostis e isso significa que eles não se preocupam pelo seu destino ou pela sua vida e pessoas que foram “seqüestradas” por eles muito raramente retornavam vivas. Se alguém é capaz de relatar sobre uma abdução isso significa em minha opinião que ele ou ela tinha encontrado com uma das espécies agressivas ou que ele ou ela é um ser humano muito sortudo para estar vivo. As raças avançadas e amistosas também pegaram às vezes amostras de ovo e esperma mas por outras razões.
Pergunta: Você disse que existem somente 14 espécies aliens Ativas na terra. Mas porquê pessoas descrevem que viram seres Aliens de tipos tão diferentes e bizarros?
Resposta: Eu penso que eu já tinha respondido essa pergunta. Como eu disse a maioria das raças Aliens possuem habilidades mentais muito mais avançada do que você ou até eu (existe apenas uma raça Alien completamente sem tais habilidades). Eles são capazes de aparecer em sua mente e memória como qualquer coisa que eles queiram e assim induzir “imagem” que não tem nada a ver com sua verdadeira aparência. Você se lembra deles como seres humanos normais ou pequenos duendes ou até como animais extremamente bizarros porque eles querem que você se lembre ou algumas vezes eles querem que você se esqueça completamente de tudo sobre o encontro com eles. Outro exemplo: você pode por exemplo se lembrar que você estava simplesmente num de seus hospitais e que alguns doutores estavam examinando você, e você não tem a menor idéia do que aconteceu com você a seguir (talvez até você descobrir que não existe nenhum hospital na rua onde você supunha estar) mas de fato você foi examinado por eles em um de seus laboratórios. Você não pode confiar em sua mente nesse caso. Eles aparecem de formas diferentes para confundi-lo e criar as assim chamadas abduções de testemunha em que foram capazes de se lembrar dos eventos ou que acreditam que eles são capazes de se lembrar do ridículo no público e até onde nós sabemos eles estão tendo sucesso. Acredite em mim existem somente 14 espécies Aliens nesse planeta e somente oito delas abduzem humanos no momento (até onde nós sabemos). Além disso nem todos os relatos dos abduzidos são verdadeiros e alguns são apenas imaginação ou mentira.
Pergunta: Como nós podemos nos proteger contra essa influência sobre nossas mentes?
Resposta: Eu não sei. Eu duvido que você possa ser capaz de defender-se pois sua mente é como um livro aberto para se ler e escrever para quase todas as espécies que eu conheço. Essa culpa é em parte do “Illojiim” porque eles construíram ou melhor destruíram (em parte intencionalmente) suas mentes e suas consciências sem nenhum real mecanismo de proteção. Se você está ciente de alguém que tenta manipular sua mente você somente pode se concentrar nessa suspeita e tentar analisar todos os seus pensamentos de sua memória. Muito importante: não feche seus olhos (isso conduziria para uma forma diferente de ondas cerebrais que são mais fáceis para acessar) e não se sente ou deite para descansar. Se você ficar acordado durante os primeiros minutos você poderá tentar filtrar os outros pensamentos e vibrações em seu cérebro e o indutor desistirá depois de alguns minutos mas se ele ou ela não tiver sucesso começará a doer o cérebro do indutor. Isto é muito difícil e certamente doloroso e pode causar dano a você assim o melhor é não tentar resistir mas seria a única possibilidade que você tem. Porém você só pode tentar isto somente com as espécies mais fracas e não com a forte.
Pergunta: O que você quer dizer com “uma espécie que vêm de um plano muito diferente”?
Resposta: Antes que eu possa explicar isto corretamente para você deve ser capaz de entender que o universo e isto poderá significar um pensamento inútil para sua mente (incluindo a remoção de algumas barreiras) de várias semanas e com ensinamento eu quero dizer não apenas com palavras. Eu usei a sua palavra “planos” ou “nível” porque você não tem uma melhor palavra mais adequada no seu vocabulário e a palavra dimensão estaria neste caso absolutamente errada (é bem errado até para uma outra “bolha”) porque uma dimensão não pode existir sem planos. Se você fosse uma espécie vivendo em outra dimensão acima de um plano e se você fosse muito capacitado de entrar em planos sem tecnologia de forma que seu corpo não é feito desse tipo de matéria que você conhece então você seria o ser mais poderoso que você possa imaginar. Essa raça muito avançada que eu mencionei se desenvolveram fora daqui e eles de fato evoluíram por mais de bilhões de anos atrás. Eles seriam capazes de destruir todos vocês e todos nós com um único pensamento. Nós estivemos em contato com eles por apenas 3 vezes em toda nossa história porque seus interesses no seu planeta são diferentes de todas as outras raças. Definitivamente eles não representam perigo para vocês e nem para nós.
Pergunta: O que irá acontecer quando a guerra começar?
Resposta: Isto é difícil de responder. Isso depende da raça inimiga e de sua tática. “Guerra” nem sempre é essa coisa primitiva que vocês humanos dizem com a palavra “Guerra” que pode ser lutada em vários níveis. Uma possibilidade deles é a “destruição” de seu sistema social por influência sobre os líderes políticos e a outra forma seria o uso de uma avançada arma que pode causar terremotos ou erupções vulcânicas ou outros desastres (inclusive desastres atmosféricos) que podem parecer natural para você. Os campos especiais da fusão do cobre que eu mencionei no início são capazes de ter uma influência sobre seu clima global. Eu acho que eles não atacarão o planeta terra diretamente antes que a civilização humana esteja fraca porque até vocês tem capacidade de destruir as naves deles (mas não muitas). Deixe-me dizer que nós não estamos absolutamente certos se existirá realmente uma “quente” guerra agora dentro desses anos. Eu não quero mais falar sobre isso.
Pergunta: Esse é o fim da entrevista. Você quer dizer uma última frase ou mensagem?
Resposta: Abra seus olhos e veja. Não acredite apenas nas histórias erradas dos seus cientistas ou políticos. Alguns deles sabem da verdade sobre várias coisas mas eles não informam ao público para evitar confusão e pânico. Eu acho que sua espécie não é tão ruim como alguns de minha espécie acham e isto seria uma pena assistir o fim de vocês. Isso tudo é o que eu posso dizer. Vá em frente com seu mundo com os olhos abertos e você verá ou talvez não. Sua espécie é ignorante.
Pergunta: Você acha que qualquer um irá acreditar que esta entrevista é a verdade?
Resposta: Não mas isso é uma experiência interessante para meus estudos sociais. Nós vamos nos encontrar de novo em alguns meses e você me contará então o que teria acontecido depois da publicação desta minha mensagem. Talvez exista esperança para sua espécie.

Ole K. Trad Julio Anglada

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/entrevista-com-um-reptiliano/

Apoteose Humana

(clique para ampliar)

Langdon se virou de costas para Katherine, encarou a parede curva e sussurrou bem baixinho:

– Katherine, aqui é sua consciência falando. Por que você abandonou Robert?

Katherine parecia já conhecer as espantosas propriedades acústicas da cúpula… pois a parede sussurrou de volta.

– Porque Robert está sendo um medroso. Ele deveria vir até aqui comigo. Ainda temos muito tempo (…)

Langdon sabia que ela estava certa e, com relutância, foi contornando a galeria, mantendo-se grudado à parede o tempo todo.

– Este teto é absolutamente incrível – comentou Katherine maravilhada, com o pescoço esticado para abarcar o imenso esplendor da Apoteose acima dela. – Deuses míticos misturados com inventores e suas criações? E pensar que esta é a imagem no centro do nosso Capitólio.

Langdon voltou os olhos para cima na direção das gigantescas formas de Franklin, Fulton e Morse ao lado de seus inventos tecnológicos.

Um arco-íris brilhante se projetava a partir desses personagens, guiando o olhar de Langdon para George Washington, que subia aos céus em cima de uma nuvem. A grande promessa do homem que se torna Deus.

– É como se toda a essência dos Antigos Mistérios estivesse pairando sobre a Rotunda – disse Katherine.

Langdon tinha de admitir que não havia muitos afrescos no mundo que fundiam invenções científicas com deuses míticos e apoteose humana. A espetacular coleção de imagens do teto era de fato uma mensagem dos Antigos Mistérios e estava ali por um motivo. Os pais fundadores tinham imaginado os Estados Unidos como uma tela em branco, um campo fértil sobre o qual poderiam lançar as sementes dos mistérios. Hoje, aquele ícone sublime – o pai da nação subindo as céus – pairava silenciosamente sobre os legisladores, líderes e presidentes do país… um lembrete arrojado, um mapa para o futuro, a promessa de um tempo em que o homem iria evoluir rumo à maturidade espiritual completa.

– Robert – sussurrou Katherine com os olhos ainda fixos nas enormes figuras dos grandes inventores norte-americanos acompanhados por Minerva -, esse afresco é profético. Hoje em dia, as invenções mais avançadas estão sendo usadas para estudar as idéias mais antigas. A noética pode ser uma disciplina nova, mas é a ciência mais antiga do mundo: o estudo da mente humana. – Ela se virou para Langdon, maravilhada. – E estamos aprendendo que os antigos compreendiam o pensamento de modo mais profundo do que compreendemos hoje.

– Faz sentido – retrucou o professor. – A mente humana era a única tecnologia à disposição dos antigos. Os primeiros filósofos a estudaram de forma incansável.

– Isso mesmo! Os textos antigos são obcecados pelo poder da mente humana. Os Vedas descrevem o fluxo da energia mental. A Pistis Sophia fala sobre a consciência universal. O Zohar explora a natureza da mente-espírito. Os textos xamanísticos predizem a “influência remota” de Einstein em termos de cura a distância. Está tudo lá! E olhe que eu nem comecei a falar da Bíblia.

– Você também? – brincou Langdon. – Seu irmão tentou me convencer de que a Bíblia está cheia de informações científicas cifradas.

– Mas está mesmo – disse ela. – E, se você não acredita em Peter, leia alguns dos textos esotéricos de Newton sobre as Escrituras. Quando começar a entender as parábolas crípticas, Robert, você vai perceber que a Bíblia é um estudo da mente humana.

Langdon encolheu os ombros.

– Acho que vou ter que ler tudo de novo.

– Deixe-me fazer uma pergunta – disse ela, obviamente sem apreciar seu ceticismo. – Quando a Bíblia nos diz que devemos “construir nosso templo” e fazer isso “sem ferramentas e sem ruído”, de que templo você acha que ela está falando?

– Bem, o texto diz que o nosso corpo é um templo.

– Sim, em Coríntios 3:16. Vós sois o templo de Deus. – Ela sorriu. – E o Evangelho segundo João diz exatamente a mesma coisa. Robert, as Escrituras sabem muito bem o poder que existe latente em nós, e nos incentivam a dominar esse poder… a construir os templos de nossas mentes.

– Infelizmente, acho que grande parte do mundo religioso está esperando que um templo de verdade seja reconstruído. Isso faz parte da Profecia Messiânica.

– Sim, mas deixa de lado um ponto importante. O Segundo Advento é o do homem, o instante em que a humanidade finalmente constrói o templo de sua mente.

– Não sei – disse Langdon, esfregando o queixo. – Não sou nenhum estudioso da Bíblia, mas tenho quase certeza de que as Escrituras descrevem em detalhes um templo físico que precisa ser construído. Segundo a descrição, a estrutura seria dividida em duas partes: um templo externo chamado Santo e um santuário interno chamado Santo dos Santos. As duas partes estão separadas uma da outra por um fino véu.

Katherine sorriu novamente.

– Bela memória bíblica para um cético. Aliás, você já viu um cérebro humano de verdade? Ele é constituído por duas partes: uma externa, chamada dura-máter, e outra interna, chamada pia-máter. Essas duas partes são separadas pela membrana aracnóide, um véu de tecido que parece uma teia de aranha.

Langdon inclinou a cabeça, surpreso.

Com delicadeza, ela ergueu a mão e tocou a têmpora de Langdon.

– Existe um motivo para temple, em inglês, significar tanto “têmpora” quanto “templo”, Robert.

Enquanto Langdon tentava processar o que Katherine acabara de dizer, lembrou-se inesperadamente do Evangelho gnóstico segundo Maria: Onde a mente está, lá está o tesouro.

– Talvez você tenha ouvido falar – disse Katherine, baixando o tom de voz – nos exames de ressonância magnética feitos em iogues meditando. Quando em estado avançado de concentração, o cérebro humano produz, por meio da glândula pineal, uma substância parecida com cera. Essa secreção cerebral não se parece com nenhuma outra substância do corpo. Ela tem um efeito incrivelmente curativo, é capaz de regenerar células e talvez seja um dos motivos por trás da longevidade dos iogues. Isso é ciência, Robert. Essa substância tem propriedades inconcebíveis e só pode ser criada por uma mente em estado de profunda concentração.

– Eu me lembro de ter lido sobre isso alguns anos atrás.

– E, falando nisso, você conhece o relato da Bíblia sobre o “maná dos céus”? Langdon não via ligação alguma entre os dois assuntos.

– Está se referindo à substância mágica que caiu do céu para alimentar os famintos?

– Exatamente. Dizia-se que essa substância curava os doentes, dava a vida eterna e, estranhamente, não produzia dejetos depois de consumida. – Katherine fez uma pausa, como se estivesse esperando que ele entendesse. – Robert – insistiu ela -, um alimento que caiu do céu? – Ela cutucou a própria têmpora. – Que cura o corpo por magia? Que não gera dejetos? Ainda não entendeu? São palavras em código, Robert! Templo é um código para “corpo”. Céu é um código para “mente”. A Escada de Jacó é a sua coluna vertebral. E o maná é essa rara secreção produzida pelo cérebro. Quando você vir essas palavras cifradas nas Escrituras, preste atenção. Elas muitas vezes são sinais de um significado mais profundo escondido sob a superfície.

Katherine passou a falar rápido, explicando como a mesma substância mágica aparecia em todos os Antigos Mistérios: néctar dos deuses, elixir da vida, fonte da juventude, pedra filosofal, ambrosia, orvalho, ojas, soma. Depois começou a dar uma longa explicação sobre como a glândula pineal representava o olho de Deus que tudo vê.

– Segundo Mateus 6:22 – disse ela com animação -, “Quando o teu olho for bom, todo o teu corpo terá luz”. Esse conceito também é representado pelo chacra ajna e pelo pontinho na testa dos hindus que…

Katherine se deteve abruptamente, parecendo encabulada.

– Desculpe… sei que estou falando sem parar. Mas é que acho tudo isso tão emocionante! Passei anos estudando as afirmações dos antigos sobre o incrível poder mental do homem, e agora a ciência está nos mostrando que o acesso a esse poder se dá, na verdade, por meio de um processo físico. Se usado corretamente, nosso cérebro pode invocar poderes literalmente sobre-humanos. A Bíblia, como muitos textos antigos, é uma exposição detalhada da máquina mais sofisticada de todos os tempos… a mente humana. – Ela deu um suspiro. – Por incrível que pareça, a ciência ainda não alcançou todo o potencial da mente.

– Parece que seu trabalho com a noética vai representar um salto à frente nessa área.

– Talvez seja um salto para trás – disse ela. – Os antigos já conheciam muitas das verdades científicas que estamos redescobrindo atualmente. Em questão de anos, o homem moderno será forçado a aceitar algo hoje impensável: nossas mentes podem gerar energia capaz de transformar a matéria física. – Ela fez uma pausa. – As partículas reagem aos pensamentos… o que significa que nossos pensamentos têm o poder de mudar o mundo.

Langdon abriu um leve sorriso.

– Minha pesquisa me fez acreditar nisto: Deus é muito real… uma energia mental que permeia tudo – disse Katherine. – E nós, seres humanos, fomos criados a essa imagem…

– Como assim? – interrompeu Langdon. – Criados à imagem de… uma energia mental?

– Exatamente. Nossos corpos físicos evoluíram com o tempo, mas nossas mentes é que foram criadas à semelhança de Deus. Nós estamos levando a Bíblia muito ao pé da letra. Aprendemos que Deus nos criou à sua imagem, mas não são nossos corpos físicos que se assemelham a Deus, são nossas mentes.

Langdon se calara, totalmente fascinado.

– É esse o verdadeiro presente, Robert, e Deus está esperando que entendamos isso. Pelo mundo todo ficamos olhando para o céu à procura de Deus… sem nunca perceber que Ele está esperando por nós. – Katherine fez uma pausa, dando tempo para aquelas palavras serem absorvidas. – Nós somos criadores, mas ainda assim ficamos ingenuamente fazendo o papel de criaturas. Vemos a nós mesmos como ovelhas indefesas, manipuladas pelo Deus que nos criou. Mas, quando percebermos que somos realmente feitos à imagem do Criador, vamos começar a entender que nós também devemos ser criadores. Assim que entendermos esse fato, as portas do potencial humano irão se escancarar.

Langdon se lembrou de um trecho da obra do filósofo Manly P. Hall: Se o infinito não quisesse que o homem fosse sábio, não teria lhe dado a faculdade de saber. Langdon tornou a erguer os olhos para A Apoteose de Washington – a ascensão simbólica do homem à divindade. A criatura… se transformando em Criador.

– O mais incrível de tudo – disse Katherine – é que, assim que nós, humanos, começarmos a dominar nosso verdadeiro poder, teremos enorme controle sobre o mundo. Seremos capazes de projetar a realidade em vez de simplesmente reagir a ela.

Langdon baixou os olhos.

– Parece… perigoso.

Katherine ficou surpresa… e impressionada.

– Isso, exatamente! Se os pensamentos afetam o mundo, então precisamos tomar muito cuidado com a maneira como pensamos. Pensamentos destruitivos também têm influência, e todos sabemos que é muito mais fácil destruir do que criar.

Langdon pensou em todas as histórias sobre a necessidade de proteger o antigo saber dos não merecedores e de compartilhá-lo apenas com os iluminados. Pensou no Colégio Invisível e no pedido do grande cientista Isaac Newton a Robert Boyle para que guardasse “total silêncio” sobre seu estudo secreto. Ele não pode ser divulgado, escreveu Newton em 1676, sem imensos danos para o mundo.

– Houve, no entanto, uma reviravolta interessante – disse Katherine. – A grande ironia é que, durante séculos, todas as religiões do mundo incentivaram seus seguidores a abraçar os conceitos de fé e crença. Agora a ciência, que passou muitos séculos desprezando a religião ao considerá-la mera superstição, está sendo obrigada a admitir que sua próxima grande fronteira é literalmente a ciência da fé e da crença… o poder da convicção e da intenção. A mesma ciência que erodiu nossa fé nos milagres está agora construindo uma ponte para atravessar o abismo que criou.

Langdon passou um bom tempo pensando nas palavras dela. Bem devagar, tornou a erguer os olhos para a Apoteose.

– Quero fazer uma pergunta – falou, olhando de volta para Katherine. – Mesmo que eu conseguisse aceitar, apenas por um instante, que tenho o poder de modificar matéria física com a mente e de criar tudo aquilo que desejo… como poderia acreditar nisso se, infelizmente, não vejo nenhum indício desse poder na minha vida?

Ela deu de ombros.

– Então você não está procurando direito.

– Calma lá, quero uma resposta de verdade. Isso está parecendo uma resposta de padre. Quero uma de cientista.

– Você quer uma resposta de verdade? Aqui está. Se eu lhe der um violino e disser que você tem a capacidade de usá-lo para tocar músicas lindas, não estarei mentindo. Você tem essa capacidade, mas vai precisar treinar muito para que ela se manifeste. Aprender a usar a mente é a mesma coisa, Robert. O pensamento bem direcionado é uma habilidade que se adquire. Manifestar uma intenção requer um foco digno de um raio laser, uma visualização sensorial completa e uma crença profunda. Nós demonstramos isso no laboratório. E, como no caso do violino, existem pessoas que demonstram uma aptidão natural maior que outras. Olhe para a história. Veja os relatos de mentes iluminadas que realizaram feitos milagrosos.

– Katherine, por favor, não me diga que você realmente acredita nesses milagres. Quer dizer, francamente… transformar água em vinho, curar os doentes com um toque da mão?

Katherine inspirou fundo e soltou o ar lentamente.

– Eu já vi pessoas transformarem células cancerosas em células saudáveis apenas pensando nelas. Vi mentes humanas afetando o mundo físico de inúmeras formas. E quando você testemunha isso, Robert, quando essas coisas se tornam parte da sua realidade, a única diferença entre elas e alguns dos milagres sobre os quais já lemos passa a ser a intensidade.

Langdon estava pensativo.

– É um jeito inspirador de ver o mundo, Katherine, mas fico com a sensação de que isso é um salto de fé impossível. E, como você sabe, a fé nunca foi uma coisa fácil para mim.

– Então não pense nisso como fé. Pense que é apenas uma mudança de perspectiva: aceitar que o mundo não é exatamente como você imagina. Historicamente, todos os grande avanços científicos começaram com uma idéia simples que ameaçou virar todas as crenças de cabeça para baixo. A simples afirmação “A Terra é redonda” foi desprezada e taxada de impossível porque a maioria das pessoas acreditava que, se fosse assim, os oceanos se derramariam do planeta. O heliocentrismo foi chamado de heresia. As mentes medíocres sempre atacaram aquilo que não entendem. Há aqueles que criam… e aqueles que destroem. Essa dinâmica existe desde que o mundo é mundo. Mas os criadores sempre acabam encontrando quem acredite neles. Então a quantidade de seguidores cresce até que alcança um número crítico e, de repente, o mundo se torna redondo, ou o sistema solar passa a ser heliocêntrico. A percepção se transforma e uma nova realidade nasce.

Langdon aquiesceu, agora com o pensamento longe.

– Você está com uma cara engraçada – disse ela.

– É, sei lá. Por algum motivo, estava me lembrando de como eu costumava pegar um pequeno barco e ir até o meio do lago à noite, só para ficar deitado debaixo das estrelas pensando nesse tipo de coisa.

Ela assentiu, compreendendo.

– Acho que todos nós temos uma lembrança parecida. Ficar deitado olhando para o céu… isso de alguma forma abre a mente. – Ela ergueu os olhos para o teto e então falou: – Me dê seu paletó.

– O quê? – Ele tirou o paletó e o entregou a ela.

Katherine o dobrou duas vezes, estendendo-o no chão da galeria como um travesseiro comprido.

– Deite-se.

Langdon se deitou de costas e Katherine ajeitou a cabeça dele sobre metade do paletó dobrado. Então ela se deitou ao lado dele – duas crianças, com os ombros colados sobre aquela passarela estreita, olhando para o enorme afresco de Brumidi.

– Muito bem – sussurou Katherine. – Procure entrar naquele mesmo estado de espírito… uma criança deitada em um barco… observando as estrelas… com a mente aberta e cheia de assombro.

Langdon tentou obedecer, embora, naquele instante, deitado e à vontade, uma súbita onda de exaustão tomasse conta de seu corpo. À medida que sua visão se embaçava, ele percebeu uma forma difusa lá em cima que o despertou na mesma hora. Será possível? Não conseguia acreditar que não tivesse percebido isso antes, mas os personagens de A Apoteose de Washington estavam obviamente posicionados em dois círculos concêntricos – um círculo dentro de um círculo. Será que a Apoteose também é um circumponto? Langdon se perguntou que outro detalhe deixara passar naquela noite.

– Tenho uma coisa importante para dizer a você, Robert. Existe outra peça que considero o aspecto mais espantoso da minha pesquisa.
Ainda tem mais?

Katherine se apoiou no cotovelo.

– E juro… se nós, seres humanos, formos capazes de apreender de forma honesta essa única verdade simples… o mundo vai mudar da noite para o dia.

Ela passou a ter toda a sua atenção.

– Para começar – disse ela – , eu deveria lembrá-lo dos mantras maçônicos que nos incitam a “reunir o que está disperso”, “criar ordem a partir do caos” e encontrar a “união”.

– Continue. – Langdon estava intrigado.

Katherine sorriu para ele.

– Nós provamos cientificamente que o poder do pensamento humano cresce exponencialmente em proporção à quantidade de mentes que compartilham um mesmo pensamento.

Langdon continuou em silêncio, perguntando-se aonde ela queria chegar com essa idéia.

– O que estou dizendo é o seguinte: duas cabeças pensam melhor do que uma, mas não são duas vezes melhor, e sim muitas vezes melhor. Várias mentes trabalhando em uníssono ampliam o efeito de um pensamento… de forma exponencial. É esse o poder inerente aos grupos de oração, aos círculos de cura, aos cantos coletivos e às devoções em massa. A idéia de uma consciência universal não é um conceito etéreo da Nova Era. É uma realidade científica palpável… e dominar essa consciência tem o potencial de transformar o mundo. Essa é a descoberta fundamental da ciência noética. E o que é mais importante: isso está acontecendo agora. É possível sentir essa mudança à nossa volta. A tecnologia está nos conectando de formas que jamais imaginamos: veja o Twitter, o Google, a Wikipédia e tantas outras coisas… tudo isso se une para criar uma rede de mentes interconectadas. – Ela riu. – E garanto a você: assim que eu publicar meu livro, todo mundo vai começar a postar no Twitter coisas do tipo “aprendendo sobre ciência noética”, e o interesse por essa disciplina vai explodir de forma exponencial.

As pálpebras de Langdon estavam incrivelmente pesadas.

– Sabe que até hoje eu não aprendi a mandar um twitter?

– Um tweet – corrigiu ela, rindo.

– Como?

– Deixe para lá. Feche os olhos. Eu acordo você quando chegar a hora.

(…)Engolido por uma nova onda de exaustão, fechou os olhos. Na escuridão de sua mente, se surpreendeu pensando na consciência universal… nos escritos de Platão sobre “a mente do mundo” e o “deus da união”… no “inconsciente coletivo” de Jung. O conceito era ao mesmo tempo simples e espantoso.
Deus está na união de Muitos… e não em Um só.

– Elohim – falou Langdon de repente, reabrindo os olhos ao perceber um vínculo inesperado.

– Como? – Katherine ainda o olhava de cima.

– Elohim – repetiu ele. – A palavra hebraica usada no Antigo Testamento para se referir a Deus! Ela sempre me intrigou.

Katherine abriu um sorriso de cumplicidade.

– Sim. A palavra está no plural.
Exatamente! Langdon nunca tinha entendido por que os primeiros trechos da Bíblia se referiam a Deus como um ser plural. Elohim. O Deus Todo-Poderoso do Gênesis era descrito não como Um… mas como Muitos.

– Deus é plural – sussurrou Katherine – porque as mentes dos homens são plurais.

Os pensamentos de Langdon estavam a mil… sonhos, lembranças, esperanças, medos, revelações… tudo rodopiava acima dele no domo da Rotunda. À medida que seus olhos começavam a se fechar novamente, ele se viu encarando três palavras em latim que faziam parte da Apoteose.

E PLURIBUS UNUM.
De muitos, um só, pensou, pegando no sono.

***

Trecho retirado do livro “O Símbolo Perdido”, de Dan Brown (Rio de Janeiro: Sextante, 2009).

#Maçonaria #mente #pensamento

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/apoteose-humana