Anton Szandor LaVey

1930 – 1997

Pouco depois do seu nascimento, a família de Anton decide deixar Chicago e mudar-se para a baía de S. Francisco. Em criança, o jovem Anton adorava ler tudo o que tivesse a ver com o sobrenatural e o oculto – incluindo “Frankenstein” de Mary Shelly, “Dracula” de Bram Stoker, e a popular revista “Weird Tales”.

O interesse de Anton pelo lado obscuro da vida foi ainda mais alimentado pela sua avó Cigana, Luba Koltan, que lhe contou histórias e superstições sobre vampiros e magia negra que aprendeu na sua terra natal, Transilvânia.

Depois do começo da 2.ª Guerra Mundial, Anton fascinou-se com os manuais militares e os catálogos de armas. Rapidamente descobriu que se alguém assim o quisesse poderia comprar armas e munições suficientes para criar o seu próprio exército. Isto levou a que Anton percebesse que os fracos nunca podiam herdar a Terra, só os fortes sobreviveriam.

Anos mais tarde, em 1945, um dos tios de LaVey foi contratado para ser Engenheiro Civil no Exército, na Alemanha. Devido ao seu tio ter um visa extra Anton pôde viajar para a Alemanha com ele. Lá, pôde ver filmes de terror Nazis confiscados, dos quais tinha recebido a informação de que continham partes de rituais da Black Order of Satan, que fazia parte do Terceiro Reich (?).

Por esta altura, Anton já tinha descoberto outro dos seus muitos talentos: a música. Na prematura idade de cinco anos, os pais de Anton descobriram o seu talento quando ele numa loja de música tocou uma harmonia numa harpa. Mais tarde, aprendeu a tocar muitos instrumentos, incluindo o violino. Aos 10 anos aprendeu auto-didacticamente a tocar piano, e aos 15 já era o segundo oboísta na Orquestra Sinfónica de Ballet de San Francisco.

Em 1947, LaVey decidiu deixar a escola e juntar-se ao Circo Clyde Beatty. Lá, foi empregue como estivador e guarda de jaulas; a pessoa responsável por alimentar os grandes felinos. Anton rapidamente desenvolveu uma relação com os animais e começou a aprender todos os truques da matéria, como o uso do chicote, stick, revolver e cadeira. Não muito tempo depois, Anton tornou-se domador de oito Leões Nubianos e quatro Tigres de Benguela, numa jaula, todos juntos.

Uma noite, enquanto trabalhava no circo, o tocador de calliope habitual embebedou-se e não podia actuar. LaVey voluntariou-se para o seu lugar e foi um sucesso tão grande que se tornou no tocador de calliope oficial do Circo Beatty.

Quando a temporada do circo acabou em Outubro de 1947, LaVey viu-se desempregado. Seguindo o conselho de alguns dos seus colegas de circo, Anton decidiu procurar trabalho numa feira. Devido aos seus talentos musicais, rapidamente conseguiu emprego tanto a tocar calliope, como órgão Wurlitzer e até mesmo Hammond. Entretanto LaVey passou a tocar em shows de strip femininos nas noites de sábado e aos domingos de manhã, em tendas, para espectáculos religiosos. Foi aqui que ele descobriu em primeira mão a hipocrisia presente na Igreja Cristã. Anton foi citado muitas vezes dizendo que ao sábado à noite via os homens desejando as mulheres semi-nuas na feira, e na manhã seguinte via os mesmos homens na missa, com as suas famílias, pedindo a Deus que perdoassem os seus pecados libidinosos, vendo de novo no fim de semana seguinte as mesmas pessoas no show de strip.

Enquanto trabalhava na feira, Anton também aprendeu os segredos das videntes místicas, das leituras da palma da mão ciganas, das astrólogas, mágicos de palco, e hipnotizadores.

A temporada da feira rapidamente acabou, e LaVey, mais uma vez, viu-se desempregado. Encontrou depois, trabalho em casas burlescas e clubes nocturnos, como tocador de órgão, dentro e na periferia de Los Angeles. Uma noite, enquanto trabalhava no Clube Mayan, conheceu uma actriz que tinha conseguido trabalho como bailarina. Essa actriz era Marilyn Monroe, e ela e Anton vieram a viver um caso amoroso cheio de paixão. Apesar da relação apenas ter durado algumas semanas, deixou no LaVey de 18 anos uma marca muito forte. Anos mais tarde, uma das posses de Anton mais orgulhosas era um calendário de Marilyn nua, onde ela tinha assinado: “Caro Tony, Quantas vezes tu viste isto! Com amor, Marilyn”.

Após o fim da sua relação com Marilyn, Anton decidiu mudar-se para São Francisco. Lá, continuou a tocar orgão para vários shows de strip e reuniões só para homens. Também conseguiu trabalho como fotógrafo na Paramount Photo Sales, onde tirou fotografias a mulheres em várias fases de stripping.

Quando a Guerra Coreana começou, Anton reparou na possibilidade de ser arrastado para o exército. Por isso, em 1949, de modo a poder evitar este possível dilema, LaVey inscreveu-se na Faculdade de São Francisco, no curso de Criminologia, mesmo sem nunca sequer ter acabado o secundário.

Algum tempo depois LaVey conheceu Carole Lansing num parque de diversões na praia de San Francisco. Os pais de Carole de início estavam desconfiados das intensões de Anton, mas rapidamente se habituaram a ele e deram permissão para os dois se casarem.

Anton e Carole casam em 1951 e um ano depois nasce a primeira filha de LaVey, Karla Maritza LaVey.

De modo a poder sustentar a sua família, LaVey decidiu usar os seus talentos de fotografia e a sua educação em Criminologia para conseguir trabalho como fotógrafo na Polícia de São Francisco. Aqui, Anton está de novo exposto ao pior lado da natureza humana, tirando fotografias de assassinatos brutais, acidentes de automóveis, suicídios macabros, incendios, explosões, e outras coisas mais. Depois de um par de anos no terreno, foi dada a LaVey a responsabilidade adicional de tomar conta das “chamadas 800”, que era o código para as chamadas estranhas. Ele investigava de tudo, desde visões de OVNIs a relatos de fantasmas, casas assombradas, e tudo o resto que pertencesse ao sobrenatural. Nos anos seguintes Anton ganhou uma grande reputação como um dos primeiros “caça-fantasmas” da nação.

Em 1955, LaVey cansou-se da Polícia e decidiu deixá-la de modo a ter mais tempo para se concentrar nas Arte Negras. Tornou-se exorcista e hipnotizador, fortalecendo os seus ganhos tocando órgão. Mudou-se também com a sua família para um apartamento perto da praia. Foi nessa altura que Anton recebeu o seu primeiro animal de estimação – um leopardo negro de dez semanas, chamado Zoltan. LaVey costumava levar Zoltan a passear na praia, onde era certo o par excêntrico assustar os pedestres que ali passeavam.

LaVey começou também a receber a imprensa devido às suas práticas singulares e estranho animal de estimação. Ele atraiu muitas personalidades invulgares, juntamente com os seus amigos únicos que fez durante os seus anos de circo e feiras. Quando os rumores sobre o que estava exactamente a acontecer dentro das paredes da sua casa se começaram a espalhar, Anton decidiu mais uma vez que precisava de mudar-se. Na altura desejava uma casa grande longe dos seus vizinhos curiosos, que pudesse decorar e fazer à sua imagem. Anton conseguiu tal lugar na Rua California 6114, o lugar da infame “Black House”, onde LaVey morou até à sua morte em 1997.

Depois de se mudar para a sua nova casa, LaVey rapidamente encontrou um novo emprego tocando órgão Wurlitzer no clube Lost Weekend. Também foi contratado para tocar o maior órgão do mundo no Auditório Cívico de San Francisco. Devido à sua extrema perícia com o instrumento, Anton foi nomeado para organista oficial da cidade de São Francisco, tocando em várias convenções e muitos eventos culturais e desportivos.

Foi também por volta desta altura que LaVey começou a ganhar a reputação de ser o Mágico de Artes Negras de São Francisco. Juntamente com as quatro festas que LaVey fazia todos os anos (Ano Novo, Walpurgisnacht, Solstício de Verão, e Halloween), a Black House era também o lugar de encontro para as reuniões sociais informais que Anton criou. Formado por colegas do circo, amigos das feiras, antigos colegas da Polícia, excêntricos ricos, e iconoclastas literários, o “Círculo Mágico” (Magic Circle) de LaVey, como ele lhe chamava, levava a cabo debates e palestras sobre o Oculto, Magia, encantamentos, rituais, feitiçaria, lobisomens, vampiros, zombies, homúnculos, casas assombradas, PES (Percepção Extra Sensorial), teorias sexuais, e métodos de tortura. Anos mais tarde, LaVey abriu estas reuniões ao público, cobrando $2,50 por pessoa, a quem quisesse ouvir as suas palestras e tomar parte dos seus rituais formais. O Círculo Mágico foi o primeiro passo para o que hoje é a Church of Satan (Igreja de Satan).

Anton ainda tocava órgão várias noites por semana de modo a ganhar algum dinheiro extra. Numa noite de domingo, em 1959, enquanto LaVey tocava na Mori’s Point, uma jovem, linda, loura, de nome Diane Hegarty entrou no clube. Houve uma ligação imediata entre Diane e Anton, e durante os meses seguintes eles começaram a ver-se o maior número de vezes possíveis. No ano seguinte, 1960, Anton e Carole divorciaram-se; e em 1961 Diane não só se tornou na nova esposa de LaVey como também se tornou na anfitriã do Círculo Mágico. Em 1963 Diane deu à luz a segunda filha de Anton: Zeena Galatea LaVey.

Infelizmente, nessa altura, o seu companheiro de longa data Zoltan morreu atropelado por um carro. No entanto, pouco tempo depois Anton recebeu um novo animal de estimação: um leão nubiano que ele chamou de Togare. O Togare viveu na Casa Negra (Black House) por muitos anos com o resto da família LaVey. Foi durante essa altura que ele foi a atracção de um programa de televisão local chamado “The Brother Buzz Show”. Mas depois de muitas queixas e até petições de vizinhos, Anton foi forçado a doar Togare ao Zoo de S. Francisco.

Além do Círculo Mágico, LaVey também criou “Witches Workshops”, para ensinar às mulheres todos os métodos de feitiçaria, e a “The Order of the Trapezoid” (A Ordem do Trapezóide) que era um grupo de magos que, juntamente com o “Council of Nine” (Conselho dos Nove), veio a formar a administração da Church of Satan.

Na noite de Walpurgisnacht, 30 de Abril de 1966, Anton Szandor LaVey cerimoniosamente rapou a sua cabeça, na tradição dos Yezidi, como parte de um ritual que estabeleceu a primeira organização da religião satânica: a Church of Satan. LaVey também declarou o ano 1966 como sendo o I Ano Satanas – o primeiro ano do reino de Satan.

Apesar de terem existido muitos grupos “underground”, como o Hell Fire Club e o Abbey of Thelema, que praticavam os mesmos princípios de LaVey, o nascimento da Church of Satan, que foi a primeira religião organizada, dedicada às filosofias satânicas, foi pública e publicitada.

No espaço de um ano, a Church of Satan recebeu um reconhecimento a nível mundial, devido à cobertura mundial de muitos dos seus eventos. Muitos dos primeiros artigos sobre as “Missas Negras” semanais, apareciam em várias revistas dedicadas ao leitor masculino, devido à Church of Satan usar constantemente uma mulher nua como altar, nos seus rituais. No entanto, no dia 1 de Fevereiro de 1967 a Church of Satan apanhou o mundo de surpresa quando repórteres de todo o mundo juntaram-se em San Francisco para cobrirem o casamento satânico de John Raymond, um jornalista político, com Judith Case, a filha de um conhecido advogado de Nova York. Apesar de este não ser o primeiro casamento satânico a ser feito por Anton LaVey, a fama de John e Judith virem de uma boa família despertou interesse suficiente para o casamento se tornar no evento de San Francisco mais famoso de sempre, maior ainda que a inauguração da Golden Gate Bridge. Os artigos seguintes tornaram LaVey no “Papa Negro”.

Uns meses mais tarde, no dia 23 de Maio de 1967, LaVey achou que era tempo de mostrar ao mundo que o Satanismo não tinha nada a ver com sacrifícios de crianças, conduzindo o primeiro baptismo satânico da sua filha Zeena. Os jornalistas e fotógrafos começaram a fazer fila à porta da Black House tão cedo como 15 horas antes da cerimónia, de modo a conseguirem boas fotografias da menina de 3 anos que estava vestida num robe vermelho vivo completado com o seu medalhão com um Baphomet. Quando o ritual começou a jovem Zeena sentava-se sorridente enquanto o seu pai começava a recitar uma invocação poderosa que veio mais tarde a ser incluída no livro “Satanic Rituals”. Ela adorou toda a atenção que recebeu dos fotógrafos que estavam cativados pela ideia de tanta inocência ser dedicada a Satan.

Em Dezembro de 1967, a Sra. Edward Olsen abordou LaVey com o intuito de lhe perguntar se ele conduziria um funeral para o seu marido, um oficial Naval que tinha sido recentemente vítima de um acidente de automóvel. Apesar dos oficiais Navais terem algumas dúvidas sobre a ideia, acabaram por aceder ao pedido da Sra. Olsen. No funeral, soldados fardados alinharam com Satanistas de túnica negra; e quando o ritual acabou, os guardas Navais dispararam três salvas seguidos de gritos de “Hail Satan! Hail Edward!”. Depois deste evento, o Satanismo foi incluido no Chaplain’s Handbook das Forças Armadas, passando a ser uma religião reconhecida.

No Outono de 1966, a bomba loura de Hollywood, Jayne Mansfield ouviu reportagens desta nova Igreja dedicada a Satan e conheceu o Papa Negro em pessoa. Anton e Jayne entenderam-se imediatamente, e ela rapidamente tornou-se num membro activo e mais tarde numa Sacerdotisa da Church of Satan. No entanto, o namorado/advogado de Jayne, Sam Brody, apercebeu-se que ela estava a apaixonar-se por Anton LaVey. Brody passou então a causar o máximo de problemas possíveis a Jayne e Anton, o que levou LaVey a pôr uma poderosa maldição nele. LaVey avisou Jayne que ela estava em perigo constante sempre que estava com Brody.

Infelizmente Jayne não deu ouvidos a Anton, e a 19 de Junho de 1967, enquanto viajava para Nova Orleans com Sam Brody, o carro que conduziam acidentou-se contra um camião tanque, vitimando ambos. LaVey estava na altura em casa, em San Francisco, a recortar fotografias de uma revista quando reparou que no lado oposto de um recorte tinha cortado uma fotografia de Jayne ao longo do pescoço. Uns minutos depois recebeu uma chamada informando-o que Jayne tinha falecido quase completamente decapitada, num acidente de automóvel.

Esta não foi a única envolvência da Igreja com Hollywood. Em 1968 LaVey fez o papel de Demónio na obra-prima de Roman Polanski: “A Semente do Diabo” (Rosemary’s Baby). Além de actuar, LaVey foi conselheiro técnico e participou em eventos promocionais para o filme. Ao longo dos anos houve um número de membros ligados a Hollywood, como Sammy Davis Jr. e Marilyn Manson.

Em 1969 o número de membros já tinha crescido para 10 mil membros no mundo todo, e LaVey decidiu que estava na altura de publicar o seu maior, mais diabólico, e mais blasfemo trabalho de sempre: “The Satanic Bible” (A Bíblia Satânica). Este livro tornou-se no pilar da Church of Satan daí para a frente. Seguiram-se “The Compleat Witch” em 1970 (mais tarde revisto e re-editado sob o nome “The Satanic Witch”) e em 1972: “The Satanic Rituals”.

Nesta altura a Church of Satan já tinha estabelecido Grottos por todo o mundo e LaVey tentou fazer visitas papais a todos eles, conforme podia. Mas devido às constantes ameaças e agressões que recebia de terceiros, e problemas de segurança para si e para a sua família, LaVey achou que devia cortar com as relações públicas e por volta de 1970 todas as palestras e rituais públicos conduzidos por LaVey deixaram de existir. Depois, em 1972, todas as cerimónias semanais realizadas na Black House cessaram também. A organização e realização de actividades satânicas passou a ser responsabilidade dos Grottos, enquanto que o Grotto Central passou apenas a visionar, aprovar e guiar os membros activos da Church of Satan.

A Church of Satan passou por uma vasta reorganização. LaVey queria que a sua organização se tornasse num cabal “underground” em vez de um Clube de Pen Pal satânico. Mas ao por um alto nas actividades públicas, LaVey levou à alienação de pequeno número de apoiantes. Isto levou a um pequeno cismar em 1975, quando o nº 1 do Grotto de Louisville, KY, Michael Aquino, juntamente com os seus devotos, separaram-se da Church of Satan e formaram uma nova religião e organização chamada Temple of Set.

Enquanto o número de membros da Church of Satan continou a crescer durante os anos 70 e 80, LaVey continou um recluso virtual, raramente dando entrevistas ou aparecendo em público. Ele praticamente contactava com os amigos através do Boletim Informativo oficial da Church of Satan: “The Cloven Hoof”. Quando a “Cloven Hoof” deixou de ser publicada em 1988, outras revistas satânicas como “The Black Flame” pegaram no que a Cloven Hoof deixou.

Diane Hegarty administrou a Church of Satan, como Suma Sacerdotisa (High Priestess) desde 1966 até a sua separação de Anton em 1984. De 1985 a 1990, a filha mais nova de LaVey, Zeena, tomou o lugar da sua mãe como Suma Sacerdotisa. Quando Zeena deixou a sua posição e a Church of Satan em 1990, LaVey apontou Blanche Barton, a sua nova companheira e secretária, para a posição vaga.

Blanche subsequentemente escreveu e publicou dois livros em 1990. Um foi “The Church of Satan”, que detalhava a história da Church of Satan e o segundo foi “The Secret Life of a Satanist”, a biografia autorizada de Anton LaVey. Após a publicação dos livros de Blanche Barton, LaVey publicou então o seu primeiro livro no espaço de 20 anos: “The Devil’s Notebook”, uma colecção de textos e dissertações que tinha vindo a escrever desde os anos 70. No ano seguinte, em 1993, nasceu Satan Xerxes Carnacki LaVey, o primeiro filho varão de LaVey e de Blanche Barton.

Infelizmente, a 29 de Outubro de 1997, o grande líder da Church of Satan e Papa Negro, Anton Szandor LaVey perece devido a um edema pulmonar no Hospital de St. Mary, depois de anos de problemas cardíacos. Dias antes do seu falecimento, LaVey tinha acabado o seu trabalho para o livro “Satan Speaks!”. Foi publicado no ano seguinte, prefaciado por Marilyn Manson e com uma introdução por Blanche Barton.

Apesar de documentos perfeitamente legíveis e assinados à mão por Anton LaVey, indicando o seu filho Xerxes como sendo o seu herdeiro e Blanche Barton como sendo a High Priestess, Blanche acordou trabalhar em parceria com a filha mais velha de Anton, Karla, de modo a preservar o seu legado. Barton até chegou ao ponto de oferecer a Karla a posição de Co-High Priestess. Karla de início aceitou mas mais tarde proclamou ser a única líder da Church of Satan.

Este conflito tornou-se num processo jurídico que resultou num acordo entre Blanche Barton, Karla LaVey e Zeena (LaVey) Schreck, onde Blanche aceitou abdicar dos direitos únicos que Xerxes tinha sobre a herança de LaVey em troca da posição única na liderança da Church of Satan.

Fonte: Associação Portuguesa de Satanismo

 

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/anton-szandor-lavey/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/anton-szandor-lavey/

Discrição, a maior astúcia do Diabo

Sim, o Satanismo é a religião dos fortes. Sim, o Satanismo é a doutrina da auto-aceitação. Sim, o Satanismo é o caminho do Eu – de pensar em si mesmo, antes de todas as outras coisas. Mas não, você não precisa gritar aos quatro cantos do mundo que você é satanista. Isso na verdade pode ir contra o primeiro “pecado” satânico, a estupidez. Você poderia perder a credibilidade, ganhar inimigos e perder chances na vida pelo simples fato de admitir publicamente que é parte da maior e mais forte religião de todos os tempos.

Não é preciso que todos os que você conheça saibam que você é satanista. Não nos esqueçamos que vivemos no maior país católico do mundo e que os cultos evangélicos estão cada vez mais disseminados. Nunca se esqueça disso, A MAIORIA DAS PESSOAS É PRECONCEITUOSA e julgará você por preceitos judaicos cristãos e por exemplos hollywoodianos sem nem mesmo querer conhecer você antes disso. Eles não respeitam a coisa mais importante no ser humano: sua individualidade. Talvez só alguns poucos possam ser dignos de saber de sua condição como satanista, seus melhores amigos, seu companheiro ou companheira amorosa e provavelmente ninguém mais. Afinal, no Satanismo é Você o que importa, se você sabe, aceita e entende o fato de ser satanista e está sempre atrás de auto-aperfeiçoamento, não é preciso que ninguém mais no mundo saiba disso. Você já sabe e é isso o que importa.

Mas, como eu disse, se você quiser pode contar sobre o seu caminho para, por exemplo, o seu melhor amigo e ele poderá se interessar e aí então você poderá contar a ele sobre tudo o que conhece. É assim que surgem novos satanistas. Surgem dos poucos e dos fortes e não ao meio dos gritos irracionais de um rebanho de ovelhas.

Charles Baudelaire em suas “Litânias a Satã” escreveu: “A maior astúcia do Diabo é convencer-nos de que ele não existe”. E há realmente um fundo de verdade nesta frase. A discrição pode ser a arma mais poderosa de nós diabos, satanistas que somos. É um tremendo erro de Baixa-Magia (político/social) querer ganhar inimigos sem razão, quando temos a oportunidade brilhante de sermos o lobo entre os cordeiros e desfrutar de todos os bens que esta posição pode trazer.
Alguém pode argumentar que LaVey jamais escondeu ser um satanista. Isso é verdade. Contudo, devemos lembrar que LaVey vivia do Satanismo. Ele participava de programas na televisão, dava entrevistas para rádios e jornais, aparecia em revistas, dava palestras e usava toda essa propaganda para vender seus livros, seus cd’s, conseguir novos membros para sua igreja, cada um pagando a taxa de U$100,00 dólares de admissão. Satanista era como uma profissão para ele e ele precisava que todos soubessem disso para viver. Você faz isso? Você precisa disso? Você acha que uma publicidade dessas vai fazer tão bem para sua carreira como fez para a dele? Então vá em frente.

Mas não esqueça que a discrição é análoga da Sombra, assim como o silêncio é equivalente às trevas. Para reforçar este ponto quero citar me nobre irmão em Satan, Lord Ahriman que em seu livro Satanomicon escreveu: “O satanista busca guardar segredo. Revelar sua intimidade, projetar suas reações em nada acrescenta e só traz transtornos.

Primeiro, porque a grande maioria das pessoas está preocupada com os seus próprios problemas e não se interessa pelos dos outros, a não ser hipocritamente. Em seguida, porque a maioria vai sentir inveja da sua meta e, consequentemente, lhe enviar cargas perniciosas. Depois, quando um segredo permanece com a pessoa, o poder é seu; se revelado, o poder passa às mãos dos outros: tudo pode acontecer.”
Por estas razões um adepto não precisa sair gritando nas ruas “Eu Sou Satanista”. Você não precisa dizer a todos que encontra aquilo que você é, a não ser que a opinião dessas pessoas seja verdadeiramente importante para você ou que você saia ganhando algo com isso. A verdade é que você não precisa dizer a ninguém. Você pode, mas não precisa. Afinal, não deve haver no mundo pessoa mais importante do que você, não deve haver opinião mais importante do que a sua.

Morbitvs Vividvs é autor de Lex Satanicus: O Manual do Satanista e outros livros sobre satanismo.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/discricao-a-maior-astucia-do-diabo-2/

Fantasmas do Japão

No xintoísmo, milenar culto japonês aos ancestrais, a alma, é chamada reikon mas, se a pessoa morre em condições adversas, assassinada, em naufrágio ou por afogamento, suicídio ou quando não tem um funeral apropriado, torna-se um yuurei, um fantasma em busca de vingança. As mulheres são maioria entre os yuurei e convertem-se nestes espectros porque sofreram desilusões amorosas, maus tratos que resultaram em uma vida de tristezas, inveja ou, ainda, porque carregam culpa por terem praticado más ações.

Os yuurei aparecem usando um kimono branco [katabira], a indumentária com que são enterrados os mortos, e não têm pernas. Na testa, ostentam um triângulo de papel ou tecido [hitaikakushi]. A hora das aparições é entre 2 e 3 da madrugada. Um caso famoso de yuurei é Bancho sara-yashiki ou a História de Okiku:

“Okiku era uma criada que trabalhava na casa do samurai Tessan Aoyama. Um dia, enquanto limpava uma coleção de dez preciosas cerâmicas, que eram um tesouro de família, quebrou, acidentalmente uma peça. Aoyama, sentindo-se ultrajado, matou a serviçal e jogou o corpo num velho poço. Todas as noites, o fantasma de Okiku emergia do poço e ficava contando as cerâmicas lentamente em meio a lamentos de desolação. Isso tornou-se um tormento para o samurai que acabou ficando louco. Outra versão, conta que na verdade, o guerreiro Aoyama planejava assassinar o chefe do clã e a criada Okiku ouviu seus planos. Contou tudo para o amante que, por sua vez denunciou a conspiração frustrando os planos do usurpador. Vingativo, Aoyama inventou a história da cerâmica quebrada como pretexto para puni-la com requintes de crueldade. Okiku morreu torturada antes de encontrar sua sepultura no poço”.

Verdade ou não, o poço de Okiku existe: fica no castelo de Himeji, também chamado White Heron Castle [Castelo da Garça Branca], 50 quilômetros a oeste de Kobe. Tem 400 anos e é o mais preservado castelo japonês. Além dos [as] yuurei, os japoneses possuem um elenco de diferentes assombrações com características bem definidas:

Toyol: um bebê morto de trazido ao mundo dos vivos através de um ritual de feitiçaria por aqueles que desejam rever a criança. todavia, o pequeno fantasma aparece com terrível aspecto: pele verde e olhos vermelhos, precisando de sangue. Se não for satisfeito obterá o sangue à força, sugando o dedão do evocador enquanto ele dorme.

Bakechochin: é uma assombração que mora nas lanternas. São espíritos de pessoas que morreram com ódio no coração. Quem acender a lanterna será atacado pelo fantasma.

Buruburu: é um fantasma que vive nas florestas e nos cemitérios. Aparece na forma de mulher ou um velho trêmulo. Provoca calafrios na espinha e mata infundindo puro terror em quem os encontra.

Funayuhrei: é um navio fantasma que surge do nada em noites de densa neblina e, produzindo redemoinhos, afunda outros barcos que encontra desprovidos de guarda.

Gashadokuro: são fantasmas de pessoas que morreram de fome. Sua figura é um esqueleto 15 vezes mais alto que um ser humano normal. Anuncia sua presença, altas horas da noite, emitindo um som de pequenos sinos que somente o assombrado escuta. Se a pessoa não foge rapidamente, morre com a cabeça arrancada.

Konakijiji: “o velho bebê chorão” é o fantasma de uma criança abandonada na na floresta. Se alguém, inadvertidamente, movido por piedade, pega esta criança no colo, não pode mais se salvar. O bebê começa a crescer até esmagar seu benfeitor.

Kubikajiri: é outro fantasma comedor de cabeças. Este, vive em cemitérios e tanto faz se a cabeça é de gente viva ou morta. É possível sentir sua aproximação por seu cheiro característico de sangue fresco.

Nukirabe: é uma parede-fantasma que ameaça os incautos que saem nas horas mortas da noite. Larga e branca, surge na frente da pessoa bloqueando o caminho. Se tentam contorná-la, ela se fecha esmagando os incautos. Se fogem na direção oposta, ela ressurge. Somente pode ser neutralizada se for fortemente golpeada com um bastão.

por Ligia Cabús

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/espiritualismo/fantasmas-do-japao/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/espiritualismo/fantasmas-do-japao/

Black Sabbath (1970)

Chocando o mundo inteiro com este primeiro álbum lançado em 1970, para muitos Black Sabbath é apenas uma banda que se destacou por fazer “músicas de terror” numa época em que praticamente só se falava de amor. Isso é verdade também, mas para quem sabe o que está escutando, Black Sabbath é muito mais do que isso, eles de fato revolucionaram o rock e inventaram um novo estilo, mas também foram os pioneiros a ganhar extrema popularidade ao levar a magia negra para as grandes massas e a primeira grande banda a encher estádios para falar sobre o Diabo.

A origem do nome da banda é motivo de controvérsias. Dependendo de quem contar a história você poderá ouvir que “Black Sabbath” é uma homenagem aos Sabás Negros, rituais medievais de magia negra, uma referência a um filme italiano homônimo da época ou apenas o título de uma música que o baixista Terry Geezer Butler fez inspirado num suspense de Denis Wheatley. Reforçando a hipótese do conhecimento de magia negra, Geezer relata em entrevista de 2001 para a revista Guittar  World:

“Havíamos mudado para esse quarto pintado de preto e cheio de cruzes invertidas. Eu havia emprestado um livro antigo, do século 16 do (Ozzy) Osbourne naquela tarde que ele havia roubado de alguma biblioteca. Naquela noite eu acordei e vi esta figura sombria no pé de minha cama. Uma presença horrível que me assustou até a alma. A figura aos poucos desvaneceu no ar. Eu procurei o livro para jogar ele fora, mas ele já havia desaparecido. Contei aquilo para o Ozzy e isso ficou nas nossas mentes. Então quando comecei a tocar “Black Sabbath” ele apareceu com aquela letra. Veio do nada, e então sabíamos que só havia um nome possível para a banda.

Questionado sobre seus primeiros envolvimentos com o oculto, Geezer, continua:

“Eu cresci como católico então eu realmente acreditava no demônio. Havia esta revista chamada “Man, Myth and Magic” que eu lia e ela tratava sobre Satã e coisas assim. Essas foram minhas primeiras influências assim com os livros de Aleister Crowley e Dennis Wheatley, especialmente a obra “The Devil Rides Out” que foi concebida para ser apenas um conto de terror, mas que pode ser lido como um manual de como ser um satanista.”

Ao contrário de muitas bandas anteriores que ganharam a fama por flertarem com o diabo, Black Sabbath usou isso como parte de sua identidade como Banda. Não existe uma ideologia unificadora nas músicas do grupo, e muitas vezes o Satã é até retratado com um medo cristão sob um ponto de vista quase gnóstico, a saber, de que Deus está morto ou dormindo e que sua contraparte maligna é um deus muito mais ativo e provável. “Nós estamos com Deus”, disse Tony Iommi, o guitarrista para a revista Circus, em 1984, “Mas muitas vezes sentimos que Satã é esse Deus.” A presença infernal na música era tão intensa que Bill Ward, o baterista admitiu em testemunho para o livro  “Black Sabbath An Oral History” que sempre sentiu uma presença sobrenatural nas execuções. Tão real, enfatizou ele, que era como se de fato houvesse um quinto membro na banda.

Mas o grande catalisador da veia satânica do grupo é sem dúvida Ozzy Osbourne, como não deixaria dúvidas posterioremente com sua carreira solo. Identificando a si mesmo como o “Principe das Trevas”, Ozzy, embora sem uma educação formal neste campo sempre foi um grande interessado em magia e demonologia. Interesses estes que muitas vezes, sem uma orientação mais apropriada colaboraram para o deixar ainda mais descontrolado. Em 1984 declarou a revista Hit Parader: “Eu realmente gostaria de saber porque fiz algumas das coisas que fiz em todos estes anos. As vezes acho que estou possuído por algum tipo de espírito. Há alguns anos eu estava convencido de que eu realmente estava possuído pelo diabo. Eu me lembro de assistir o filme Exorcista e eu me identificava muito com tudo aquilo.”

Assim, da mesma maneira que o livro de Dennis Wheatley foi lido pelos membros da banda como um guia para o satanismo, embora o autor original não tivesse essa intenção, igualmente as músicas do grupo foram como um grande chamado para o lado sombrio da existência. Quando nos anos 70, inspirado por seus gostos obscuros, Black Sabbath começou a produzir músicas com o objetivo de assustar as pessoas e dar prazer nos moldes dos livros e filmes de terror, o velho adágio satânico se confirmou. É impossível contemplar o abismo sem que o abismo olhe de volta para você. Black Sabbath fez milhares de pessoas olharem para o abismo. Desta maneira, ao falar de magia, medo, morte, sexo, sangue, diabo e terror, eles tornaram-se a porta de entrada para as hordas infernais entrarem na indústria da música e para que muitos apreciadores de música entrarem para as hordas infernais. Sem querer ou não, graças a eles hoje o inferno está cheio de  boas intenções e de boa música.

Black Sabbath

 

What is this that stands before me?
Figure in black which points at me
Turn around quick and start to run
Find out I’m the chosen one, oh nooo!Big black shape with eyes of fire
Telling people their desire
Satan’s sitting there, he’s smiling
Watches those flames get higher and higher
Oh no, no, please God help me!

Is it the end, my friend?
Satan’s coming ’round the bend
People running ’cause they’re scared
The people better go and beware!
No, no, please, no!

Tradução de Black Sabbath
Sabá NegroO que é isso que se levanta a minha frente?
Um vulto preto que aponta para mim
Viro rapidamente, e começo a correr
Descobri que eu sou o escolhido
Oh não!

Uma grande figura negra com olhos de fogo
Dizendo às pessoas seus desejos
Satã está sentado lá, ele está sorrindo
Observem aquelas chamas crescendo cada vez mais
Oh não, não, por favor Deus me ajude!

Esse é o fim, meu amigo?
Satã está vindo lá na curva
As pessoas correm pois elas estão assustadas
Pessoal, é melhor correr e tomar cuidado!
Não, não, por favor, não!

 

 

Nº 4 – Os 100 álbuns satânicos mais importantes da história

Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/black-sabbath-black-sabbath/

As Nove Sinfonias de Beethoven

Primeira Sinfonia

Cada sinfonia possui sua própria nota-chave e a correlação com os degraus iniciáticos dos nove mistérios (observar as camadas da Terra no diagrama 18 do conceito Rosacruz do Cosmos).

Essas Sinfonias ainda têm sua própria nota-chave espiritual. Começando com a primeira sinfonia, sua nota-chave é o poder e é representado por uma coluna no alto, à direita – o primeiro símbolo da divindade, como foi adorado pelo homem primitivo, nos primórdios da civilização. Pode-se dizer também, que o número um significa o ego, o individual cujo propósito diário – através da evolução, é manifestar sua divindade interior. O mistério espiritual da primeira sinfonia envolve a terra física e os segredos ocultos de seu longo passado no desenvolvimento evolutivo. Esta sinfonia,na sua majestade descreve a tremenda transformação da Terra, e nos seus quatro movimentos, é como se o compositor estivesse transportando para a música as luzes criativas de Deus. (extrato mineral)
Segunda Sinfonia

A segunda sinfonia, tem por nota-chave espiritual o amor. O número dois é o “Princípio Materno de Deus”. Esse princípio feminino manifesta-se como “amor supremo ” , a vibração que anima inteiramente a segunda sinfonia , transmite a música tal beleza e ternura , que muitos simpatizantes desta sinfonia declaram-na a mais bela de todas. Através do segundo mistério , o aspirante aprende os segredos dos éteres que rodeiam a terra. Estes éteres tem muito a fazer com os segredos que envolvem os seres que habitam este reino, tais como os espíritos da natureza , os responsáveis pelo embelezamento da terra. E por este mistério que passando ao reino etérico e ao seu interior , estudam-se os mistérios das flores e plantas. ( extrato fluídico / regiões químicas e etérica do mundo físico )
Terceira Sinfonia

Com a união do poder ( primeira sinfonia ) e do amor ( segunda sinfonia ) , a terceira nota-chave espiritual torna-se uma perfeita liga de força. Beethoven foi capaz de trazer à sua terceira sinfonia um tema de suprema luta que enfrenta cada ser humano e a derradeira vitória do poder do espírito. Esta luta do homem é representada no terceiro mistério , quando o aspirante experiência o mundo dos desejos. É ali que ele começa a entender a estreita relação entre o homem e o planeta em que vive. Ele aprende o perigo de sua desregrada natureza de desejos com a qual ele influencia e utiliza certas forças sinistras internas correspondentes às camadas da terra. Beethoven descreve que apenas aquele que atingiu o completo domínio de si próprio , pode entrar e investigar o mundo dos desejos da terra. ( extrato vaporoso / mundo de desejos )
Quarta Sinfonia

A adição da força à combinação do valor vibratório do poder do amor , traz o resultado de uma emanação feminina chamada beleza que é a nota-chave da quarta sinfonia de Beethoven. Onde quer que haja amor espiritual existe também harmonia. A quarta sinfonia é descrita muito bem como “a sinfonia da felicidade ” e seus quatro movimentos são identificados como “as qualidades de serenidade , felicidade , beleza e paz “. Como o terceiro mistério esta relacionado com as consequências da natureza do desejo , o quarto mistério relaciona-se à espiritualização da mente. No reino do pensamento concreto – localizado na quarta camada da terra – o candidato à aprendizagem destes mistérios aprende a usar o poder do pensamento construtivo/criativo e a realização de que por este meio , ele constroi sua própria vida. ( extrato aquoso / região do pensamento concreto )
Quinta Sinfonia

“Beethoven enfrenta as ondas do mar e permanece no leito do oceano que para as nuvens no seu curso , dispersa as névoas e revela o puro azul do céu e a face escaldante do sol ” . São palavras de Richard Wagner ao descrever a gigantesca energia do primeiro movimento da quinta sinfonia.

Cada uma das quatro partes desta sinfonia, representa um dos quatro elementos da natureza ; fogo , ar , água e terra. Esta sinfonia canta a canção destes elementos com intensidade e poder. Com a nota-chave de liberdade , a quinta sinfonia é melhor conhecida como ” sinfonia da vitória ” e tem a interpretação espiritual da conquista do eu inferior. Durante este quinto mistério , é ensinado ao aspirante ler na memória da natureza os registros das vidas passadas e o trabalho dos átomos sementes , no mundo do pensamento abstrato . (extrato germinal / região do pensamento abstrato )
Sexta Sinfonia

Um hino sublime à natureza , é a descrição da expressão musical desta sinfonia. Com a nota-chave da unificação, o símbolo da sinfonia é correlacionado com a divina hierarquia zodiacal de virgo . Este signo feminino pertence à triplicidade terrestre e ligado à mãe natureza , expressando ” o serviço por meio da tonalidade da beleza “. O motivo musical é também caracterizado por esses atributos. A nota-chave da unificação é firmemente ligada ao número seis , que expressa luz , amor e beleza. No sexto mistério o aspirante penetra no mundo da consciência crística , onde todo senso de separatividade já foi transcendido e a verdadeira universalidade de toda a vida realiza-se.

A sexta sinfonia de beethoven , também é conhecida como “sinfonia pastoral “. ( extrato ígneo / mundo do espírito de vida )

Sétima Sinfonia

Exaltação é a nota-chave desta belissíma sétima sinfonia , com o número sete representando o fechamento de um ciclo , em termos de duração de tempo.

O tríplice espírito eleva-se triunfantemente sobre os quatro elementos da matéria. Franz Liszt viu na sétima sinfonia uma “apoteose à dança “. No sétimo mistério, o aspirante torna-se ciente do sétimo extrato da terra, conhecido como extrato refletor , e que esta intimamente ligado ao mundo do espírito divino. É neste reino que a terra reage acuradamente aos pensamentos e desejos do homem. Podem ser igualmente construtivos e destrutivos e relacionados com à lei de causa e efeito. Por isto é importante saber que o homem é um ser de constituição sétupla ; o tríplice espírito é ligado ao tríplice corpo pela mente. O principal propósito da peregrinação do homem pela terra , é capacitar o tríplice espírito a trabalhar sobre o tríplice corpo a fim de refiná-lo , espiritualizando os corpos inferiores e transmutá-los para que a alma possa usá-los amorosa e desinteressadamente. ( extrato refletor / mundo do espírito divino )
Oitava Sinfonia

Chamada de ” épico do humor ” , e descrita por alguns como ” a sinfonia que carrega a impressão da divindade ” , esta sinfonia tem a nota-chave da harmonia. É uma sinfonia que exprime alegria com fantástico humor . Um luminoso e divertido espírito de felicidade espalha-se por ela. O trabalho exaltado do oitavo mistério, é exemplificado na sua melodia , que é delicada , bela e preenchida de certa vibração mística que parece cantar a habilidade de acalmar os ímpetos da tempestade que remove montanhas de seus lugares. Esses mistérios estão na esfera celestial relacionado ocultamente ao mundo dos espíritos virginais. Temos estudado na Fraternidade Rosacruz , que Deus diferencia dentro de si mesmo as diversas ondas de vida , para – em suas jornadas evolutivas – alcançarem elevados estágios espirituais. ( extrato atômico / mundo dos espíritos virginais )
Nona Sinfonia

Esta é a sinfonia que representa o equilíbrio perfeito entre mente e coração , conhecida como casamento místico, e neste sublime ritual Beethoven descreve uma consumação (consumatun est ) ; o despertar do cristo interno no aspirante , que agora passa a ser um adepto. Esta é a única das sinfonias de Beethoven que possui coral , vozes humanas! ( expressão material do espírito terrestre / mundo de deus )

Links
Música: Origens e Concepções
J.S. Bach e os Rosacruzes
Conceito Rosacruz de Cosmos

Fabio Almeida é músico e autor do blog Sinfonia Cósmica.

Acompanhe nossas atualizações, curta nossa página no Facebook ou siga via Twitter

#Arte #Espiritualidade #Música #Rosacruz

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/as-nove-sinfonias-de-beethoven

A Medula da Alquimia

Contendo Três Livros, Elucidando a Prática

O Primeiro Livro

A Alquimia – que alguns chamam de Arte Dourada – trata-se não de uma fábula, como muitos quereriam, mas de uma verdadeira Ciência, como ficou por nós provado e por exemplos demonstrado na parte anterior deste tratado, Ciência esta cuja prática passaremos a elucidar nesta Segunda Parte, através da qual será possível obter grande provisão de prata e ouro. E para uma boa compreensão das nossas intenções considera correctamente, e com justeza pesa bem a razão da nossa Obra, caso contrário é mais certo que percas o teu tempo e dinheiro em vão, encontrando apenas esforço e despesa, tal como muitos já o fizeram.

De maneira que a Pedra que procuras, como já o dissemos e voltamos a afirmar é apenas ouro levado à máxima perfeição possível; pois embora se trate de um corpo firme e compacto é no entanto, através do engenho da Arte e operação da Natureza transformado num Espírito tingente que nunca se esgota que a Natureza, por si nunca teria conseguido produzir pois o ouro em si não possui o poder de se elevar a tal grau de perfeição antes se mantendo eternamente na sua constância.

Aquele que se presta a encontrar tal Essência deverá então, através da Arte, transformar o seu ouro em pó e fazer com que se converta numa água mineral, que então circulará com um bom fogo até que quando toda a humidade se seque esta seja fixada; a qual será com frequência embebida e fixada de modo a que o infante quede selado no ventre da sua mãe, e sendo alimentado até que se fortaleça e se torne suficientemente capaz de resistir aos seus robustos oponentes: então fermentando, deve por longo tempo residir em repetida negrura até que a Natureza apodreça e morra, que deves logo revificar, sublimar e exaltar, e de novo retornar à terra onde o deves deixar no calor o tempo necessário para que a negritude se transforme na mais pura brancura; o Rei, sendo então colocado sobre o seu Selo Real, brilhará como a chama faíscante e a pedra escondida a que chamamos enxofre. Isto tu deves multiplicar até que se transforme no elixir espiritual; que será então como juiz no Dia do Juízo Final, condenando ao fogo toda a escória que aderir à mais pura substância nos metais imperfeitos.

Donde que, sendo o nosso Sujeito o ouro, teremos que procurar o agente adequado para o abrir, o qual, se souberes procurar a variedade mais adequada, pouco trabalho terás a preparar; este será vil à vista e grandemente desprezado pelo seu aspecto exterior. Deste assunto poucos autores tratam e os que o fazem obscurecem esta chave o mais que podem, mas eu, querido leitor, serei de uma sinceridade como nunca viste; garanto-te no entanto que este não é trabalho para mentes opacas nem para aquele que desdenha trabalhar, pois a ociosidade é um verdadeiro obstáculo para esta Arte; mas se possuis uma mente tranquila e és trabalhador presta bem atenção ao que irei declarar, e que trata primeiramente daquilo que jaz escondido no nosso Agente ígneo.

A substância que tomamos primeiro em mãos é um mineral semelhante ao Mercúrio que coze na Terra um enxofre cru. Este é chamado de Filho de Saturno, parece de facto vil à vista mas o seu interior é glorioso. É cor de sable, com veios prateados misturados com o corpo cuja linha cintilante mancha o enxofre inato; é todo volátil e não fixo, no entanto, quando tomado na sua crueza nativa purgou o Sol de toda a sua superfluidade. A sua natureza é venenosa e muitos abusaram dele medicinalmente. Se pela Arte soltamos os seus elementos o seu interior aparece resplandecente, o qual então flui no fogo como um metal, embora nada exista de natureza metálica assim tão frágil.

Este é o nosso Dragão, que o Deus da guerra assaltou com uma armadura do aço mais robusto, mas em vão, pois logo uma Estrela nunca vista apareceu, de modo que quando Cadmus primeiramente sentiu esta força não conseguiu aguentar um tal poder, mas do seu corpo a sua Alma se separou. Oh força poderosa! Pois quando os Sábios a avistaram grandemente se surpreenderam e assim a chamaram o seu Leão Verde, cuja fúria com encantos esperaram com o tempo domar. Pelo que, deixando-o presa dos sócios de Cadmus, verificaram que pelo seu poder os derrotou e tendo a luta terminado, olhai, uma Estrela matutina foi vista a sair da Terra e após as carcaças terem sido removidas logo apareceu uma fonte corrente, onde se disse que a Besta saciou a sede até que o seu ventre estoirou. Mas pareceu-lhes deveras estranho que logo que este Dragão se tivesse aproximado da Fonte, as Águas se retirassem como que assustadas, pese embora o esforço de Vulcano em reconciliá-las. Então apareceram as Pombas de Diana com adornos ofuscantes, com cujas asas prateadas o ar se acalmou, no qual o Dragão dobrado para dentro perdeu a sua picadura. Então as Águas como uma inundação logo voltaram e engoliram a Besta, cuja cor se tornou negra como o carvão, e nisto o nosso Dragão fez com que a fonte exalasse um cheiro fétido onde ele morreu e que lhe serviu de sepultura. Mas com a ajuda de Vulcano este Dragão voltou à vida e recebeu dos Céus uma Alma, pelo que ambos se reconciliaram, aqueles que antes eram inimigos, sendo as suas almas agora unidas, deixaram os seus corpos e transformaram-se no verdadeiro banho das ninfas, e no nosso Leão Verde, pelo que nunca nada assim tinha sido visto antes.

Mas para não te manter mais em suspenso, iremos agora explicar claramente o significado destas alegorias, desatando estes nós cujo sentido obscuro poderá deixar perplexo o leitor.

Pelo que agora observa que o nosso Filho de Saturno deve ser unido a uma forma metálica e mercurial, pois é apenas azougue o agente que a nossa obra requer, mas o azougue comum não serve para a nossa Pedra; estando morto, presta-se no entanto a ser animado pelo sal da Natureza e verdadeiro enxofre que é o seu único cônjugue. Este sal, que se encontra no rebento de Saturno e é puro interiormente, tem o poder de penetrar o centro dos metais, e tem em abundância as qualidades necessárias para entrar no corpo do Sol, o qual divide em elementos e no qual reside após a dissolução. O Enxofre deves procurá-lo na casa de Aries, é este o fogo mágico dos sábios para aquecer o banho do Rei (que deves preparar numa semana). Este fogo está estreitamente escondido, mas podes revelá-lo numa hora e depois lavá-lo em chuva prateada.

Parecia deveras estranho que um metal suficientemente robusto e fixo para suportar o golpe atordoante de Vulcano e que não se abrandará em nenhum calor nem se misturará em fluxo com nenhum metal seja no entanto pela nossa Arte retrogradado neste penetrante licor mineral. Este trabalho real foi selado pelo Todo-Poderoso para ensinar os prudentes que o Infante Real é aqui nascido, a quem eles diligentemente procuram sendo pela Estrela guiados, mas os tolos procuram os nossos segredos em coisas sórdidas e sem sentido e o que encontram é apenas a própria ruína.

Esta substância tem uma natureza estrelada e completamente espiritual, sendo totalmente inclinada a fugir do fogo; a razão é que a alma de cada um é como um íman para o outro, e a isto nós chamamos a urina do velho Saturno. Este é o nosso aço, o nosso verdadeiro hermafrodita, a nossa Lua, assim chamada pelo seu brilho: este é o nosso ouro imaturo, que à vista é um corpo frágil e quebradiço, mas é domado por Vulcano e cuja alma se sabes misturar com Mercúrio nenhum segredo te será ocultado.

Não tenho necessidade de citar qualquer autor, pois eu vi e com as minhas mãos trabalhei este mistério, e por constantemente seguir a sabedoria da Natureza fui levado a tornar brando o corpo mais sólido e do corpo mais grosseiro fazer uma Terra tingente e fixa, que nunca se desvanecerá. E não sou o único que o diz, pois muitos outros o fizeram, cujos segredos aqui vos revelo. Artephius nomeou-o, mas o outro segredo não o revelou, antes disse que este deveria ser pedido a Deus, a não ser que o ensinasse um sábio Mestre.

Este é o enigma que tanto tem deixado perplexos os estudantes desta Arte. Assim Zeumon na Turba p.18, Ars Aurif: Vol.2, disse: A nossa Pedra é vil e no entanto é combinada com o mais precioso. É aquilo que é deitado à rua, nos caminhos, nas estrumeiras e nos lugares impuros que é a matéria que deveremos tomar como verdadeiro fundamento da nossa Arte. Ninguém pode viver sem ela, e há quem a aplique em usos sórdidos, o que demonstra que apenas com Marte ela pode ser associada. Em barcos ela flutua sobre os oceanos, e sem ela não há barco ou casa que possa ser construído, ou mercadoria que possa ser transportada; com ela aramos a nossa terra, ceifamos o nosso milho, vestimos, fervemos e cortamos a nossa carne, e com ela são ferrados os cavalos. Muitos mais usos ela tem os quais seria fastidioso enumerar e no entanto encontra-mo-la frequentemente num estado contemplativo sobre a terra, em velhos pregos sem cabeça, que pouco valem o achado, e que por isso como vil é estimado.

Para mais, Aries é conhecido da casa do robusto Marte, pelo qual todos os artistas dizem que deves começar a tua obra, o que pode ser mais claro? Dificilmente pode existir alguém tão ignorante que julgue que estas palavras ocultam ainda um outro significado, pois nunca até agora isto tinha sido tão claramente explicado. Belus na Turba, p.27, Ars Aurif: Vol.2, insta-nos a combinar o lutador com aquele que não deseja lutar; pelo qual a Marte o Deus da Guerra ele atribui Saturno em união, que se deliciava na paz e cujo reino não é necessário revelar uma vez que é de todos tão conhecido.

Repara na segunda figura do Rosarium Philosophorum Irne, p.212, Ars Aurif, Vol.2, na qual o Rei e a Rainha em vestes reais seguram entre ambos a nossa verdadeira Lunária que contém oito flores e no entanto não tem raiz. Entre ambos há um pássaro. Sob os seus pés o Sol e a Lua. O Rei tem na mão uma flor e a Rainha outra e o pássaro segura com o bico numa terceira, tendo também na cauda uma estrela que representa o nosso grande segredo, pois o pássaro alado representa Mercúrio combinado com a Terra Estrelada até que ambos se tornem voláteis e alados.

Assim parece que os antigos Sábios escolheram antes instruir o olho por imagens do que o ouvido por palavras. No entanto alguns dos seus discursos são tão simples que qualquer palerma poderá perceber o sentido que eles contêm, e para o mesmo propósito, sendo eu um filho da Arte, tenho na Cabala Sapientum a mesma explicação, para a qual remeto o leitor aplicado. Prosseguirei agora com o objectivo deste curso mostrando como obter esta Água, que tão poucos encontram, de onde retiramos a mais secreta semente do Sol, pelo que aplica-te diligentemente em aprender a obter esta Água, pois ela é o fundamento da nossa Quintessência.

Sabe então que todos os metais têm apenas uma matéria, que não é senão o Mercúrio; que como fundamento possibilitou primeiro a transmutação e por isto nós concluímos que a nossa muito secreta Água tem a mesma matéria que o vulgar Mercúrio. E se o Mercúrio bruto e todos os cinco metais imperfeitos se podem transformar em ouro, (sendo neste processo, e devido à sua crueza consumidos pelo fogo), a razão é então como todos os Sábios ensinam que todos os metais contêm em si o Mercúrio e todos são por conseguinte igualmente transmutáveis. Se o nosso Mercúrio, ao qual chamamos a nossa Água viva, for outro que não o ouro imaturo, então qualquer metal que seja pela Arte convertível em ouro deverá conter em si essa natureza, da mesma forma que pela Arte é feita o nosso Azougue.

Assim, se chumbo, estanho ou cobre fossem convertidos num verdadeiro Mercúrio, então poderia a Arte causar essas Águas, pois seriam já tão diferentes na forma que qualquer um deles se poderia enquadrar no nosso Mercúrio Filosófico. Mas para que precisaríamos disso se a natureza produz já uma Água ao alcance do artista, na qual através da Arte uma forma pode ser induzida de modo a comandar os nossos segredos? Atenta então bem para o que deverá ser o nosso Mercúrio que deseja ser o nosso mais secreto Menstruum, pois nós garantimos que ambos são Metálicos de peso e cor semelhante, e que ambos são fluídicos e voláteis sob o fogo mas, no nosso, deverá existir um Enxofre que não encontras no das minas, e este Enxofre purifica a matéria, torna-a ígnea e no entanto não deixa de ser uma Água. Pois a Água, que é o ventre, não tendo calor é totalmente inútil para a verdadeira geração, nem o nosso corpo será reduzido a um humor, nem produzirá a sua semente, enquanto não estiver sob a circulação do fogo, combinado pela Arte com um mercúrio que tenha em si Enxofre.

Este Enxofre deverá ter uma força, ou virtude, magnética, pelo que deverá ser ouro verdadeiro, embora imaturo, como também da mesma origem tanto a matéria como a forma, apenas com esta diferença, que é que enquanto o outro é fixo este deve ser volátil e alado, tendo o poder de abrir e soltar o primeiro. E só há um corpo na Terra suficientemente próximo do Mercúrio para o poder preparar para a nossa pedra secreta e para poder esconder o corpo sólido no seu ventre e este, como disse anteriormente, é o rebento de Saturno sobejamente conhecido por todos os magos, e que eu aqui te mostrei.

E embora alguns metais possam ser fixados com Azougue não penetram uns nos outros mais que à vista, e pelo calor podem facilmente ser separados, pois verás que eles nunca penetram o centro, nem são por isso melhorados. A razão é que o Enxofre que se encontra nos metais perfeitos encontra-se selado, ou nos outros partilha das fezes terrestres e impurezas que o Mercúrio abomina e com as quais nunca se unirá embora pareça à vista com eles se misturar. Se separares estas fezes encontrarás Mercúrio fluídico e um Enxofre cru que endureceram a humidade pela congelação bem como um Sal aluminoso mas todos eles são de natureza demasiado distante do ouro.

Mas o mineral que tanto estimamos, excepto as suas escórias (que são totalmente separáveis) contém um Mercúrio mais puro, que fará reviver os Corpos mortos de forma a que estes possam como todas as outras coisas gerar a sua espécie. Mas em si não contém nenhum Enxofre, embora, sendo quebradiço e negro com veios brilhantes esteja congelado num Enxofre ardente. Este Enxofre não tem nada de metálico, mas se correctamente separado segundo a Arte, as escórias sendo removidas, aparece uma noz de aspecto metálico (que poderás moer em pó) na qual se encontra fechada uma alma terna que se mostra como fumo sob um fogo suave, semelhante ao Azougue, levemente congelado, e que o fogo de facto evapora.

É isto que dá penetração à nossa Água e lhe permite penetrar até ao centro dos corpos, invertendo-os completamente e reduzindo-os à sua verdadeira matéria primeira e isto deseja ser reunido com um verdadeiro Enxofre, que deverá ser procurado na casa de Aries. Através deste mineral apenas e com a habilidade do artista, é Marte retrogradado num mineral; como por muitos foi já ensaiado. Esta é a nossa verdadeira Vénus, a esposa do coxo Vulcano, e que é amada por Marte.

Primeiramente então faz com que Marte abrace este mineral, de forma que ambos se libertem das suas características terrenas, e em pouco tempo a substância metálica deverá brilhar como os céus, e como prova do teu sucesso deverás seguramente nela encontrar a impressão do selo de um rei estrelado. Este é o selo real, a marca que o Todo-Poderoso afixa neste estranho corpo. Este é o fogo celestial, no qual ao fazer despertar uma centelha, grandes mudanças ocorrerão nos corpos, de tal modo que a negritude é feita brilhar como uma gema cintilante, com a qual como um diadema o nosso jovem rei é coroado. A isto adiciona Vénus na proporção adequada, cuja beleza é admirada por Marte e que é conhecida por lhe ter grande amor e desejo de com ele se unir, assim que logo é inclinada ao movimento, sendo ela afim do ouro, Marte e da brilhante Diana, com quem ele concilia o amor e a verdadeira união.

Mas Vulcano ficará cada vez mais ciumento e é com desgosto que o coxo cornudo sente os cornos adornarem-lhe a cabeça, e na esperança de os destruir atira a sua rede sobre os amantes apanhando a esposa e Marte durante o acto, exibindo-os desta forma aprisionados.

No entanto, que isto não seja tomado como mera Fábula. Primeiro observa como Cadmus é devorado pela nossa besta feroz a quem Cadmus depois de a ter intrepidamente perfurado fez merecer nome de campeão, pois esta Serpente (de poder inquestionável) ele com a sua lança mortal trespassou contra um carvalho, perante o qual todos sentiram temor. Observa também a Estrela, que na realidade é Solar, como se pode provar, pois o ouro unido intimamente com o filho de Saturno cujas fezes foram purgadas quando tudo o que era perfeito se abateu no fundo, depois de fundido e vertido, ao arrefecer nos mostra uma Estrela, assim como faz Marte. Mas Vénus fornece uma substância metálica que só por si é desprezível, mas que ao ser unida com Marte, como que dobrados numa rede, aparece como agradável à vista, como descreveram os poetas misteriosos de vista apurada, de forma velada mas no entanto suficientemente clara para o Sábio.

De forma que a alma de Saturno, e Marte, são através da nossa Arte e com a ajuda de Vulcano intimamente misturados, mas ambos são semelhantes e voláteis, não sendo divisíveis até que a alma de Marte seja fixada e então deixe Saturno, e então um ensaio revelará o mais puro ouro, e uma tintura da mais pura e verdadeira. Mas esta mediação deve ser feita através de Vénus, caso contrário nenhum artifício humano seria capaz de os separar, nem os poderia reduzir a pó. No entanto após a sua união serão reduzidos apenas pela associação de Vénus, da qual Diana produz neles a separação.

Alguns para preparar esta Água usam as Pombas de Diana, o que é um trabalho tedioso em que por cada vez que o artista acerta há sempre duas em que falha: mas a outra forma (que é a mais secreta) nós recomendámos a todos os que desejam ser verdadeiros artistas.

Pelo que deverás assegurar que o vapor mais subtil da Água seja longa e repetidamente circulado, até que as almas de cada (deixando a matéria grosseira) se unam e voem juntas para o alto; onde não as deves deixar residir durante muito tempo, para que não congelem, pois de contrário laboras em erro.

Assim tira do Filho do velho Saturno duas partes, de Cadmus uma parte e estas purifica com a ajuda de Vulcano até que (sendo liberta das suas fezes) a parte Metálica seja a mais pura; o que deves fazer em quatro reiterações, cujas operações perfeitas te serão ensinadas pela Estrela.

Faz com que AEneis seja igual ao seu amado, purgando-os com arte até que a rede de Vulcano os envolva a ambos, pelo que deves então molhá-los bem com a água e mantê-los em calor e humidade até se tornem perfurados e a suas Almas sejam ambas glorificadas. Este é o Orvalho celeste, que deve ser alimentado durante tanto tempo quanto seja requerido pela natureza, pelo menos três vezes, ou até sete, assim os guiando através das ondas e chamas como a razão ordenará, mas atenta para que a terna natureza não fuja pela força de um fogo demasiado forte.

Sabe também com certeza que o Mercúrio, com o qual a obra deve ser iniciada, deve ser líquido e branco, mas toma cuidado para que não seques a humidade em pó devido a um fogo muito forte, de modo que se mostre vermelho, pois nesse caso o teu esperma feminino estaria corrompido e falharias o teu desejado objectivo. Nem faças com que o Azougue se torne numa clara e transparente goma, óleo ou unguento, pois caso tenhas perdido a proporção certa nunca chegarás a uma verdadeira dissolução mas serás obrigado a suspender o teu trabalho já sem esperança, e a adiá-lo para outra altura, pois procedeste de forma contrária às regras da Arte.

Preocupa-te apenas então em aumentar um espírito que falta ao Azougue comum, sublimar o grosseiro no firmamento e separar as escórias segundo a Arte; o que reiterado sete vezes deves então desposar com o ouro até que quedem ambos perfeitamente combinados.

Assim através da Arte e com a ajuda da Natureza é a verdadeira Donzela preparada, a qual sendo separada das fezes se faz um rebento celeste que tornou macio o corpo sólido do Sol e ao ser separado em átomos se tornou negro e putrefacto, que depois no entanto revive e se torna volátil.

Mas se eu aqui revelasse todos os segredos do fabrico desta nossa Água seria desprezado por todos os verdadeiros artistas, pois apenas àqueles a quem Deus deseja ensinar estes devem ser comunicados, enquanto que outros devem permanecer perdidos num labirinto de erros. Mas aquele que com sofrimentos e orações dedicadamente procurar este segredo, sem nessa busca ser excitado por desejos de cobiça, mas procurar apenas o conhecimento com candura, resolverá certamente este mistério, sobre o qual ninguém em nenhuma altura falou tão claramente.

Há alguns que através da Arte sabem preparar um maravilhoso Licor, que os Adeptos chamaram Fogo do Inferno, e cujas virtudes são tão estranhas e poderosas que (pela sua força) são capazes de resolver qualquer composto na sua Matéria primeira, ou Água; isto numa suave dissolução de Azougue tão uniforme que como gotas de cristal possa ser dela separado sem que nada seja depositado no fundo do vaso nem a sua virtude de qualquer maneira enfraquecida. Pois sendo repetidamente destilada deixa para trás o Azougue que como verás se assemelha a um sal fixo, de odor lembrando o almíscar, ou aroma, e de sabor semelhante ao mel tal é a sua doçura, que podes pulverizar como ferrugem e que nenhum fogo pode consumir, isto no ensaio com Saturno aparece tão fixo como a mais pura Luna.

Esta substância ao ser coobada cinco ou seis vezes com a dita Água (com digestão prévia) aparecerá como que um Óleo, e pouco tempo depois destila como um Espírito, que pela adição de um pequeno sujeito pouco a pouco se separa em duas substâncias distintas, que estando prontas serão guardadas separadamente, sendo a primeira um Óleo ou Tintura solúvel em Licor; a outra (se a fazes ferver) é através da Arte redutível em Mercúrio, cujo Azougue é uma substância tão maravilhosa que não se encontra igual debaixo dos céus.

Esta nem com sais ou água forte poderá ser corroída em precipitado, ou por circulação frequente pelo fogo ser combinada, ou sublimada, ou seca em pó, nem tão pouco ser fixada mas para sempre se manterá volátil. O grande Elixir não conseguirá transmutar mas de facto dissolve e destrói; é de tal forma estranha que todos os artistas surpreende, pois nenhum tem poder ou mestria para a alterar: e através da forma mencionada, poderá ser produzida de todos os corpos Metálicos.

No entanto na nossa Arte isto não serve de nada, pois nós procuramos multiplicar o Enxofre que é uma Hematina Solar e cuja cauda é lunar; são estes os únicos planetas que consideramos no nosso céu terrestre, rejeitando todos os outros e todas as outras artes. Pois se Ouro, que pela natureza é feito puro e perfeito puder através deste nosso fogo secreto ou Água ser retrogradado em Mercúrio e Enxofre, sendo completo em substância, e que antes não podia ser separado pela força do fogo mas firmemente nele residia. Quem não vê que tal Mercúrio está distante da nossa obra? Pois nós procuramos aumentar uma Tintura e apenas o Enxofre, que como uma capa envolve o Mercúrio e é agradável à natureza Metálica e sem o qual a Água não poderá reclamar o nome de um metal.

Este Enxofre encontra-se mais ou menos em toda a coisa Metálica, mas em algumas uma certa escória inquina a substância pura, pelo que deve ser destruída pelo fogo, pois tudo o que é grosseiro e inútil neste é consumido. Mas dos metais o Sol e a Lua são revestidos tão intimamente por um puro Enxofre que suportam grandemente a maior força de Vulcano, e nenhum Artifício humano poderá alguma vez dividir este Enxofre da sua Água exceptuando o mencionado licor, cuja virtude é tão poderosa que reduzirá até o Sol e a Lua do seu estado fixo e os tornará voláteis. Não apenas ele, mas também o nosso admirável Fogo podem fazer o mesmo ao ouro, e de uma forma directa e gentil forçar a sua retrogradação, e no entanto sem dividir o Enxofre do seu centro, antes o vestindo com uma veste Mercurial para que ambos habitem combinadas numa Água Dourada.

Mas o mencionado Licor estranho ao dissolver destrói a homogeneidade Metálica, pois ao separá-los causa um desentendimento e desunião, de modo que nenhum pode desfrutar do outro e portanto o Mercúrio Central ao ser separado do Licor tingido mantém-se em baixo de forma que a Hematina que antes no ouro tinha o Pondus de um Metal se encontra agora tão alterada que se torna num Azougue mais leve, à vista como que um Óleo ou mesmo um Sal untuoso, que é uma nobre medicina para os enfermos.

E assim parece que tanto mais uma substância Metálica seja dissolvida nesta humidade tanto mais é transformada de uma natureza Metálica cujo Enxofre, pela força deste Licor poderá (embora contra-vontade) ser pelo menos trazido até uma Água elementar; tal é o poder que este Licor tem sobre qualquer matéria.

Com isto todos os Filósofos concordam, e todos concluem que o nosso Mercúrio é apenas um, que humidifica apenas aquilo que é homogéneo nos metais, e que é a mãe da nossa Pedra e cujo segredo, se já não ignoras, deves calar; pois ninguém alguma vez sobre isto escreveu mais claramente.

Fim do Primeiro Livro

Por Ireneu Filaleto, Londres 1654. Tradução de Paulo Cruz.


Quer aprender alquimia do zero? Conheça o Principia Alchimica: o manual prático da alquimia.


 

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/alquimia/a-medula-da-alquimia/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alquimia/a-medula-da-alquimia/

Cante e seja feliz

A vibração transcendental estabelecida pelo canto de Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare | Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare é o método sublime para revivermos nossa consciência de Krishna. Como almas espirituais vivas, somos todos originalmente entidades conscientes de Krishna, porém, devido à nossa associação com a matéria desde tempos imemoriais, nossa consciência está agora poluída pela atmosfera material. A atmosfera material, na qual estamos vivendo agora, é chamada maya, ou ilusão. Maya significa “aquilo que não é”. E que é esta ilusão? A ilusão é que todos nós estamos tentando ser os senhores da natureza material, enquanto na verdade estamos sob as garras de suas estritas leis. Quando o servo artificialmente tenta imitar o amo todo-poderoso, isto se chama ilusão. Neste poluído conceito de vida, estamos todos tentando explorar os recursos da natureza material, mas realmente estamos ficando mais e mais enredados em suas complexidades. Portanto, embora estejamos ocupados numa árdua luta por conquistar a natureza, estamos cada vez mais dependentes dela. Esta luta ilusória contra a natureza material poderá imediatamente acabar ao revivermos nossa consciência de Krishna.

A consciência de Krishna não é um artifício imposto à mente; esta consciência é a energia original da entidade viva. Quando escutamos a vibração transcendental, esta consciência é revivida. E, para esta era, as autoridades recomendam este processo. Por experiência prática também, a pessoa pode perceber que, cantando este maha-mantra, ou o Grande Cântico da Libertação, ela pode de imediato sentir um êxtase transcendental proveniente da camada espiritual. E quando estiver realmente no plano de compreensão espiritual – superando as fases dos sentidos, mente e inteligência –, ela situa-se no plano transcendental. Este canto de Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare | Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare é diretamente decretado da plataforma espiritual, e assim, esta vibração sonora ultrapassa todas as camadas de consciência inferior – a saber, sensual, mental e intelectual. Não há necessidade, portanto, de compreender a linguagem do mantra, tampouco há alguma necessidade de especulação mental ou qualquer ajuste intelectual para cantar este mantra. Ele surge automaticamente do plano espiritual, e nesse caso, sem nenhuma qualificação prévia, qualquer pessoa pode tomar parte no canto e dançar em êxtase. Temos visto isso na prática. Até mesmo uma criança pode tomar parte no canto, e inclusive um cão pode participar. É claro que para alguém que está muito enredado na vida material, leva um pouco mais de tempo para ele chegar ao ponto ideal, mas mesmo esse homem materialmente absorto eleva-se à plataforma espiritual mui rapidamente. Quando um devoto puro do Senhor canta o mantra com amor, o mantra exerce grande efeito sobre os ouvintes, e nesse caso, este canto deve ser ouvido dos lábios de um devoto puro do Senhor, para que se possam alcançar os efeitos imediatos. Tanto quanto possível, o canto dos lábios de não-devotos deve ser evitado. O leite tocado pelos lábios da serpente tem efeitos venenosos.

A palavra Hara é a forma de dirigir-se à energia do Senhor, e as palavras Krishna e Rama são formas de se dirigir ao próprio Krishna. Tanto Krishna quanto Rama significam “o prazer supremo”, e Hara é a suprema energia de prazer do Senhor, modificada para Hare no vocativo. A suprema energia de prazer do Senhor ajuda-nos a alcançar o Senhor. A energia material, chamada maya, é também uma das multifárias energias do Senhor. E nós, as entidades vivas, também somos uma energia – a energia marginal – do Senhor. As entidades vivas são descritas como superiores à energia material. Quando a energia superior está em contato com a energia inferior, uma situação incompatível surge, mas quando a energia marginal superior está em contato com a energia superior, chamada Hara, a entidade viva se estabelece em sua condição normal e feliz. Estas três palavras, a saber, Hare, Krishna e Rama, são as sementes transcendentais do maha-mantra. O canto é uma maneira espiritual de dirigir-se ao Senhor e Sua energia interna, Hara, pedindo-Lhes que dêem proteção à alma condicionada. Este canto é exatamente como o choro genuíno de uma criança por sua mãe. A mãe Hara auxilia o devoto a alcançar a graça do supremo pai Hari, ou Krishna, e o Senhor Se revela ao devoto que canta este mantra sinceramente. Nenhum outro método de percepção espiritual, portanto, é tão eficaz nesta era quanto o canto do maha-mantra: Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare | Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare.

Por Srila A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada

Postagem original feita no https://mortesubita.net/yoga-fire/cante-e-seja-feliz/

A Qabbalah Inglesa

Tu obterás a Ordem e o Valor do Alfabeto Inglês; tu acharás novos símbolos para atribuí-los” – Liber Al II 55

A Qabbalah Inglesa preenche os requerimentos das instruções dadas no Liber Al vel Legis (O Livro da lei) Capítulo II verso 55. Foi descoberto no dia 23 de Novembro de 1976. Após trabalhar com a Cifra por vários métodos radicais, novas técnicas foram descobertas que confirmavam que era, sem dúvida, a prometida cifra de Al. A palavra tinha finalmente se tornado carne.

Como a Qabbalha Inglesa se originou? No dia 8, 9 e 10 de Abril, Aleister Crowley recebeu um livro, O Livro da Lei por voz direta comunicada por um “Praeter human intelligence” chamado Aiwass, identificando a si mesmo como “O ministro de Hoor-Paar-Kraat”, um aspecto de Hórus. Crowley que era tanto um qabbalista brilhante e um mago bem sucedido, ficou surpreso e chocado pelo conteúdo do livro que clamava ser a base do “Novo Aeon”. O Aeon da Criança Coroada e Conquistadora.

Apesar das circunstâncias incomuns envolvidas na sua recepção, Crowley dispensou o livro como apenas uma mera curiosidade. O manuscrito foi subsequentemente perdido por 5 anos, antes que ele fosse “Redescoberto” e começasse a perceber que o livro parecia conter formulas qabbalísticas de uma ordem incomumente elevada, fórmulas essas que prometiam revolucinar e eclipsar as tradições esmagadoras da Golden Dawn com um sistema evolucionário vital que era baseado inteiramente na realização do self, usando técnicas Místicas e Magickas. Esse sistema foi chamado Thelema.

Em um esforço para proliferar a mensagem do Liber Al, Crowley completou vários comentários extensivos sobre o texto, utilizando as Qabbalas Hebraica, Arábica e Grega, para desvendar os seus muitos mistérios. Suas tentatvias nas instruções do Liber Al II 55 foram inicialmente equacionadas aos pictogramas do Liber Trigrammaton, contudo ele não ficou inteiramente satisfeito com os resultados. No “New Comments” ele declara: “A atribuição no Liber Trigrammaton é bom, teoricamente, mas nenhuma qabbalah de mérito surgiu daqui.” Em 1918 o filho magicko de Crowley, Frater Achad, providenciou uma chave valiosa para desvendar o Liber Al, como descrito em sua tese (Liber 31). Achad nota o seguinte: “Então eu percebi um outra coisa muito importante. Eu estava me perguntando o porque A e L deveriam ser escolhidas, ou melhor, porque L a 12ª letra do alfabeto hebraico deveria seguir A, a primeira.

Também parecia que ele estava mais perto da cifra do que ele jamais percebeu, provavelmente, embora ele não soubesse, pois a décima segunda letra do Alfabeto Ingles também é L a segunda letra da cifra da Qaballa Inglesa e o nome do livro do qual foi gerado.

Depois da separação de Achad e Crowley o assunto da Qaballa Inglesa foi quase esquecida até a década de 70, quando um esforço concentrado foi feito para descobrir a chave para Al. E sobre os esforços mais recentes para descobrir a cifra? Em 1976 certos grupos e indivíduos assinaram juramentos da AA e trabalharam com o Liber Al em busca da Qaballa prometida. Algumas tentativas foram feitas e então ou abandonadas ou ritualisticamente sacrificadas como falhas. Duas ordens em particular, procuraram ativamente a resposta: a O.Z.R.C.S. e a T.T.S.. Ambos grupos trabalhavam independentemente e ignoravam a existência um do outro, ainda ambos acharam simbolos reincidentes, relevantes a Vênus, Escorpião e a Rosa Cruz. Depois de muitas tentativas, a T.T.S. decidiu procurar a chave magicamente e suficientemente apropriado, um membro começou a contar 11 letras de A até L. Ele continuou a sequência, contando mais 11 até W. Assim derivando as iniciais de “Azure Lidded Woman”. Voltando a sequencia dos 11, ele finalmente gerou a seguinte ordem: A L W H S D O Z K V G R C N Y J U F Q B M X I TE P 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26

Muitos indivíduos e grupos trabalharam com a cifra acima, usando os textos de Classe A, aplicando a QI (Qabbalah Inglesa) em vários aspectos de Magick. Depois da comparação de muitas informações empíricas, o consenso foi alarmante. Esta era sem dúvida a prometida Qaballah.

Nos Estados Unidos, alguns membros da QBLH trabalharam com a Cifra. Um membro, Soror Ishtaria, produziu um programa que permitia uma pesquisa rápida e precisa. Este programa é chamado “Lexicon” e continua sendo o único programa que vale levar em consideração para uma pesquisa séria sobre a QI. O que torna isso a prometida Cifra? O texto de Al contém evidências corroborativas em uma tremenda quantidade para substanciar esta ordem em particular. A seqüência começa com o nome do Livro Al, em conjunção com a terceira letra W produz um anagrama da Lei, o título em Inglês do Livro. Em todas as cópias “Oficiais” do livro da Lei, está um fax do manuscrito escrito a mão.

A Página 16 do capítulo III contém uma grade de números feita por Crowley no texto do liber Al III verso 47. Escrevendo o alfabeto continuamente sobre estas colunas, do canto superior esquerto, produzira a sequência acima pelas diagonais. Esta é prova suficiente para alguns, contudo, que a evidência continua a crescer.

Na mesma página o centro desta grade contém uma cruz dentro de um círculo, tradicionalmente símbolo da “Rosa Cruz”. O texto diz: “então este círculo quadrado em sua falha, é também uma chave”. O símbolo ocorre no quadrado separado para K com o valor de 9. O “quadrado” de nove = 81 o valor na QI para “Rosa Cruz”. A borda do círculo entra no quadrado adjascente e reservado para U ou 17. A soma dos dois quadrados que contém o círculo é 26, o número de letras no alfabeto inglês. O valor de “in it’s failure” (em sua falha) é 187 que se equivale a “Alfabeto Inglês”. “Is a key also” (é uma chave também) dá o valor 93, equivalente a “Escorpião”, “Dividir”, e “Tempo”.

93 logicamente sendo o valor do número que designa a corrente thelemica como um todo. Isso sugere que a ordem e o valor particular do Alfabeto Inglês apresentado aqui é especialmente relevante para Thelema. A soma total do Alfabeto Inglês é 351 que é a soma total de letras e números de Al II verso 76, um dos versos mais intrigantes no livro e assunto de muito debate. No capítulo I verso 24, Nuit diz o seguinte: “Eu sou Nuit, e meu número é seis e cinquenta”. Aplicando a QI ao texto, descobrimos que Nuit = 78. Naturalmente, 7 multiplicado por 8 = 56, precisamente 6 e 50 e é igual ao valor de “Isis”.

Este é apenas uma fração do número de exemplos a serem encontrados no texto de Al. Um verso em particular requer mais escrutínio pois contém as sementes da iniciação escondidas e reveladas ali. No Liber Al II 75 Hadit declara o seguinte: “Sim, ouçam os números e as palavras”. A frase é uma das mais marcantes no texto. Parece ser uma instrução mais detalhada para procurar uma ordem e um valor. A soma total do verso é 418, igual a “Abrahadabra” em hebraico e de acordo com Crowley, o número de conclusão da Grande Obra. A soma de 4 + 1 + 8 é 187 e é o valor de 2 frases em particular: “Alfabeto Inglês” é a primeira e a segunda frase… “And doubt it not!” (E não duvidem!)

E com relação aos métodos e técnicas da QI? Todas as técnicas da Qaballa Hebraica podem ser usadas com cifras do Al. Essencialmente elas podem ser quebradas em grupos específicos…

Gematria

Este é um método de comparar a soma total das palavras de um valor específico e comparar a relação entre eles. Por exemplo a gematria de Love (amor) = 44 (2+7+10+25) = “Aum Ha” as duas últimas palavras do Liber Al.O valor de 44 é também um “Solar Hawk”(Falcão Solar) e “Hawk + Lord” (Falcão + Senhor). É também comum a QI o sistema que tanto revela como esconde estas relações.

Notariqon

Esta é uma outra técnica comum derivando acrônimos das frases. O clássico exemplo no Liber Al é o de ISIS = 56; isto é demonstrado no Liber Al v 22 “since I am Infinite Space and Infinite Star thereof” (“uma vez que eu sou espaço infinito e estrelas infinitas”)

Este método pode ser extendido por examinar as primeiras letras de uma frase e um verso e comparando-as com as últimas letras da frase para descobrir suas formas de manifestação. Por exemplo: – “Amor é a lei, amor sob vontade”. (Love is the law, love under will) LITLLUW = 73 = Poder, de onde? ESEWERL = Senhor Guerreiro.

Números místicos

Esta é a soma de uma dada séries de 1 a uma íntegra significante. Por exemplo, o número místico de sete é vinte e oito (1+2+3+4+5+6+7). Sete é o número do Netzach a sephiroth tradicionalemnte reservada à Vênus. Note que 28 é igual a “Holy” e “Ankh”, os símbolos egípcios de Vênus. Anagrams Estes podem ser achados extensivamente nos textos de Classe A. Por exemplo “Hours” (horas) é um anagrama de Hórus = 45. Arms (braços, exército) é um anagrama de Mars (marte) = 39 etc.

Conte Bem

Esta técnica envolve a multiplicação cruzada de dois números e é derivado do texto de Al III v 19 “Conte bem seu nome e ele será para você como 718” O método mais rápido para se chegar a tal é a multiplicação do valor total de uma palavra com a segunda palavra. As duas somas são então adicionadas e o resultado é chamado de “Contando Bem” e designado pela convenção com um sinal de “%”…

Por exemplo,
Azure % Lidded = 718
Azure = 63 (1+8+17+12+25)
Lidded = 68 (2+23+6+6+25+6)
63 X 6 = 378
68 X 5 = 340 + 378 = 718
Aum%Ha = 93, Love%Law = 156, Sun%Midnight = 666, Abra%Hadabra = 418

Reversão de Números

Esta técnica é revelada no primeiro verso do capítulo 3 “Abrahadabra a recompensa de Ra Hoor Khuit” e é usado para encontrar a recompensa do número, i.e., a recompensa de Ra Hoor Khuit = 97 is 79 = Abrahadabra = Heaven. A recompensa de Horus 45 =54 = Snake [cobra] (Aquele que tradicionalmente traz a sabedoria)

Há muitas outras técnicas mas elas jazem fora do escopo desta breve introdução. Trabalhando com os métodos descritos acima providenciará um ‘momentum’ suficiente e uma ‘prova’ para confirmar a validade do Sistema. Nós estamos à beira do Novo Aeon. A Qaballa Inglesa provê uma chave para desembaraçar os mistérios como revelados no Liber Al vel Legis e os Textos de Classe A de Thelema. Como um sistema amplamente experimental, não tem dogma e apela à essência de cada indivíduo… A escolha, como parece, é clara.

Amor é a lei, amor sob vontade.

Fr Alav, Texto utilizado na igreja de Typhon-Christ

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/a-qabbalah-inglesa/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/a-qabbalah-inglesa/

A origem secreta do Skull & Bones

A história começa em Yale, onde três tópicos da história social Americana – espionagem, tráfico de drogas e sociedades secretas – se entrelaçam em uma.

Elihu Yale nasceu perto de Boston, educado em Londres, serviu com a Companhia das Índias Ocidentais Britânica, eventualmente se transformou em governador no Forte São Jorge (Fort Saint George), Madras, em 1687. Ele acumulou uma grande fortuna com as trocas de mercadorias e retornou a Inglaterra em 1699. Yale ficou conhecido como um grande filantropo; recebendo um convite da Escola Collegiate (Collegiate School) em Connecticut, ele mandou uma doação e uma grande quantia de livros. Subsequentemente, por causa de suas heranças e doações, Cotton Mather sugeriu que a escola fosse nomeada Universidade de Yale (Yale College), em 1718.

A estátua de Nathan Hale esta erguida no Antigo Campus na Universidade de Yale. Existe uma cópia desta estátua na frente do quartel-general da CIA em Langley, Virginia. E ainda outra na frente da Academia Phillips em Andover, Massachusetts (onde George H.W (’48) estudou na infância e se juntou a sociedade secreta com doze anos).

Nathan Hale, junto com três outros graduados de Yale, foi um membro do “Culper Ring, ” uma das primeiras agencias de inteligência americana. Estabelecida por George Washington, na qual foi um grande sucesso na Guerra Revolucionaria. Nathan foi um dos operantes investigados pelos britânicos, e após seu famoso discurso de remorso, ele foi enforcado em 1776. Desde então a fundação da Republica, o relacionamento entre Yale e a “Comunidade de Inteligência” foram únicas.

Em 1823, Samuel Russell estabeleceu a Russell & Companhia com propósitos para adquirir ópio na Turquia e contrabandear para China. Russell & Companhia emergiu com o sindicato Perkins (de Boston) em 1830 e virou o líder número um de contrabando na américa. Muitas das grandes fortunas americanas e europeias foram construídas através da troca de ópio com a China.

Um dos chefes de operação da Russell & Companhia em Canton foi Delano Jr., Avô de Franklin Roosevelt. Os outros parceiros de Russell eram John Cleve Green (que financiou Princeton), Abiel Low (que financiou a construção de Columbia), Joseph Coolidge e as famílias Perkins, Sturgis e Forbes. (O filho de Coolidge organizou a United Fruit Company (Companhia das frutas unidas), e seu neto Archibald C. Coolidge, foi co-fundador do Conselho das Relações de Estrangeiros.

William Huntington Russell (’33), primo de Samuel Russell, estudou na Alemanha entre 1831-1832. Alemanha era o centro de novas ideias. O “método cientifico” estava começando a ser aplicada em todas as formas de estudos humanos. Prússia, que culpou napoleão pela derrota em 1806 começaram a pesquisar sobre o stress em campo de batalha, elevou os princípios estabelecidos por John Locke e Jean Rousseau e criaram um novo sistema educacional. Johan Fitche, em seu “ Endereço para o povo alemão, ” (Address to the German People) declarou que as crianças deveriam ser educadas e assumidas pelo Estado.

Georg Wilhelm Friedrich Hegel tomou posse da cadeira da Universidade de Berlim em 1817 após Fitche, e foi professor até sua morte em 1831. Hegel foi o culminar da ideologia filosófica alemã sobre a escola de Immanuel Kant.

Para Hegel, nosso mundo é o mundo da razão. O estado é Razão Absoluta e o cidadão se torna livre somente com admiração e obediência ao estado. Hegel chamou isso de “marcha de Deus no mundo” e “seu ápice final” (final end). Esse final, disse Hegel, “ tem direito supremo contra o indivíduo, o dever supremo é ser membro do estado”. Ambos o fascismo e comunismo tem suas raízes filosóficas nos trabalhos de Hegel. A filosofia de Hegel foi muito influente na Alemanha durante o tempo de William Russell.

Quando Russell retornou para Yale em 1832, ele formou uma sociedade sênior com Alphonso Taft (’33). De acordo com informações adquiridas de um furto a “tumba” (o salão de encontro do Skull & Bones) em 1876, “ Bones é um capítulo sobre corporações na Universidade da Alemanha…General Russell, seu fundador, estava na Alemanha antes de completar seu último ano como Sênior e lá formou grandes amizades com os líderes da sociedade alemã. Ele trouxe consigo para a universidade, autoridade para fundar uma organização aqui”. William H. Russell, junto com outros quatorze amigos, foram os membros fundadores da “ A Ordem da Caveira e Ossos, ” (The Order of Scull and Bones).

A secreta Ordem da Caveira e Ossos (Order of Skull and Bones) existe somente em Yale. Quinze iniciantes (Juniors na universidade) são escolhidos todos os anos pelos veteranos (Sêniores na universidade) para iniciarem no grupo do ano seguinte. Alguns dizem que o iniciado ganha 15.000 dólares, após escolhido, e o relógio do avô. Longe de ser uma casa para diversão dentro do Campus, o grupo é voltado ao sucesso de seus membros no mundo pós-universitário.

Os nomes das famílias tradicionais e conhecidas da sociedade secreta seguem abaixo:                                        Lord, Whitney, Taft, Jay, Bundy, Harriman, Weyerhaeuser, Pinchot, Rockfeller, Goodyear, Sloane, Stimpson, Phelps, Perkins, Pillsbury, Kellogg, Vanderbilt, Bush, Lovett e entre outros.

William Russell se tornou general o legislador do estado em Connecticut. Alphonso Taft foi apontado como Ministro da Justiça dos EUA, Secretario de Guerra (um posto que muitos membros possuíram), Embaixador da Áustria, e Embaixador da Rússia (outro posto que muitos membros possuíram). Seu filho, William Howard Taft (’87), é o único homem a ocupar a Presidência dos Estados Unidos e chefe de Justiça da Suprema Corte.

 

Segredos da “Tumba”

A Ordem floresceu desde de o começo graças as ocasionais controvérsias. Existe uma discórdia entre alguns professores, que não gostavam do sigilo e da exclusividade. E existe uma discrepância dos estudantes, mostrando preocupação sobre a influência da Ordem sobre as finanças de Yale e o favoritismo de seus membros, os “Bonesmen”.

Em outubro de 1873, Volume 1, Número 1, do “O iconoclasta” (The iconoclasta) foi publicado em New Haven. Só foi publicado uma vez e foi um dos poucos artigos publicado para o “publico” sobre a Ordem Skull and Bones.

De O Iconoclasta:

“ Nós falamos através desta nova publicação, porque a imprensa universitária está fechada para aqueles que pretendem mencionar o “Bones” livremente…

De todas as classes a Skull and Bones aceita só homens. Eles foram para o mundo e tornaram-se, em muitas instancias, lideres dentro da sociedade. Eles obtiveram o controle sobre Yale. Os negócios são feitos por eles. O dinheiro pago para a Universidade passa por suas mãos, e você está sujeito a vontade deles. Sem dúvida alguma são homens de poder, mas muitos que os admiram, enquanto estão na Universidade, não esquecem que financiam a Ordem livremente. Os homens em Wall Street reclamam que os estudantes vêm a ajuda deles, dos homens de Wall Street, ao invés de pedir a sua parte para a universidade. A razão disto é um comentário feito por um dos primeiros estudantes de Yale e da Ordem: “Poucos vão dar, mas os homens da Ordem. E eles se preocupam muito mais com a sociedade do que a universidade…”

Ano após ano o mal mortal está crescendo. A sociedade nunca foi tão desagradável para a universidade quanto hoje, e é justamente este sentimento de doença que fechamos o bolso para os não-membros. Nunca antes foi visto tanta arrogância e sentimento de superioridade. O domínio da Imprensa Universitária e seus empreendimentos para dominar e fazer as regras. Não tem a dignidade de mostrar suas credenciais, mas agarram o poder com uma silenciosa consciência de culpa.

Para dizer o bem que a Universidade de Yale fez seria impossível. Para dizer o bem que ela fará seria ainda mais difícil. A questão, então, é reduzida a isto – em uma mão está a fonte de um bem incalculável – não outra uma sociedade culpada por seus crimes. Seria a universidade de Yale contra a Ordem Skull and Bones!!  Perguntamos a todos os homens, como uma questão de direito, quem deveria ter o direito de viver? ”

Primeiramente, a sociedade fazia suas reuniões em salões privados. Então em 1865, a “tumba”, foi construído um salão de pedra marrom, coberto de vinha e sem janelas, onde desde então os “Bonesmen” sustentam seus “ estanhos ocultistas” ritos de iniciação e se encontram todas Quintas e Domingos.

Em 29 de setembro de 1876, um grupo autodeclarado “ A Ordem do Arquivo e Garra” (The Order of File and Claw) invadiram o salão do Skull and Bones. Na “tumba” eles acharam um deposito – quarto 324 “ encoberta por veludos pretos, até mesmo as paredes eram cobertas com o material”. No andar de cima era o quarto 322, “ O santuario do templo…decorado com veludo vermelho com um pentagrama na parede”.  Na parede do salao estão “pinturas de fundadores da Bones em Yale, e membros da Sociedade na Alemanha, onde uma organização foi estabelecida em 1832”. O grupo de jovens encontrar outra cena interessante na sala de estar perto do quarto 322.

De A caída da Skull And Bones :

Na parede oeste, pendurada entre outras pinturas e fotografias, uma velha gravura representava um tumulo aberto, no qual, a tabua de pedra, continha quatro crânios humanos, agrupados sobre chapéus e sinos, um livro aberto, inúmeros instrumentos matemáticos, um velho papel, e uma coroa real. Nas paredes arqueadas sob o tumulo palavras significativas, em letras romanas, “ ‘We War Der Thor, Wer Weiser, Wer Bettler Oder, Kaiser?'(1) e abaixo do tumulo está gravado, in caracteres alemães, a sentença; ‘Ob Arm, Ob Beich, im Tode gleich.’ (2)

Nós era o Thor , que sabio , que mendigo Ou , o Imperador (1)

Se armar Se Beich , igual na morte (2)

A pintura é acompanhada por um cartão no qual está escrito, “ Da Organização Alemã. Presente de D.C Gilman de D. 50.”

Daniel Coit Gilman (‘52), junto com outros dois “Bonesmen, ” formando a troika na qual ainda a influencia na vida americana nos dias de hoje. Logo após suas iniciações na Skull and Bones, Daniel Gilman, Timothy Dwight (’49) e Andrew Dickinson White (’53) foram estudar filosofia na Europa na Universidade de Berlin. Gilman retornou da Europa e incorporou Skull and Bones assim como Russell Trust, em 1856, com ele mesmo exercendo a profissão de tesoureiro e William H. Russell como presidente. Ele passou os próximos quatorze anos em New Haven consolidando o poder da Ordem.

Gilman foi apontado como bibliotecário em Yale 1858. Através de uma manobra política perspicaz, ele adquiriu fundos para o Departamento Cientifico de Yale (Sheffield Scientific School) e foi capaz de introduzir a Morrill Bill no Congresso, passada a lei e finalmente assinada pelo Presidente Lincoln, depois de ter sido vetada pelo Presidente Buchanan.

Esta Morril Bill, “ doando terras públicas para o Estado Universitário para agricultura e ciências”, é agora conhecido como Land Grant College Act. Yale foi a primeira escola na américa a terras graças a esta lei federal e rapidamente se apossou de toda parte possível de Connecticut em seu tempo. Agradecidos pelas aquisições, Yale fez Gillman, o professor de Física Geográfica.

Daniel foi o primeiro Presidente na Universidade da Califórnia. Ele também ajudou a fundar, e foi o primeiro presidente de, John Hopkins. (Universidade de medicina).

Gilman foi o primeiro presidente na Instituição Carnegie e estava envolvida com a criação do Peadbody, Slater e Russell Sage fundações.

Seu amigo, Andrew D. White, foi o primeiro presidente da Universidade de Cornell (na qual recebeu toda parte de terras de New York pela Land Grant College Act), ministro dos Estados Unidos pela Rússia a Embaixador de Berlin e primeiro americano da Associação Histórica Americana (American Historical Association). White também foi Ministro da delegação americana para a Primeira conferência em Hague em 1899, na qual estabeleceu um judiciário internacional.

Timothy Dwight, um professor de Yale Divinity School, foi instaurado como presidente de Yale em 1886. Desde então todos os Presidentes, eram ou “Bonesmen” ou diretamente ligado a Ordem e seus interesses.

O trio Daniel/Gilman/White foram responsáveis por fundar a Associação Econômica Americana, a Sociedade de Química Americana, e a Associação Psicológica americana. Através de suas influencias sobre John Dewey e Horace Mann, este trio continua tendo um impacto enorme na educação, nos dias atuais.

 

Rede de Poder

Em seu livro Estabelecimento secreto da América (America’s Secret Establishment), Antony Sutton nos diz que a habilidade da Skull and Bones de estabelecer “correntes de influencias” tantos verticais quanto horizontais são enormes, assim assegurando a continuidade dos esquemas conspiratórios da Ordem.

O Link Whitney-Stimson-Bundy representa a “corrente vertical”.

W.C. Whitney (’63), que casou com Flora Payne (da Dinastia Oil Payne), foi Secretário da Marinha. Seu advogado foi um homem chamado Elihu Root. Root contratou Henry Stimson (’88), após ele terminar a escola de direito. Stimsom tomou o cargo de Root como Secretario de Guerra em 1911, apontado por seu amigo Bonesmen William Howard Taft. Stimson depois virou Governador de Coolidge – General das Ilhas Filipinas, Secretario do Estado de Hoover, e Secretario de Guerra durante a administração de Roosevelt e Truman.

Hollister Bundy (’09) foi o assistente

Os dois irmãos, de suas posições na CIA, no Departamento de Defesa e Departamento do Estado, e Assistentes Especiais dos Presidentes Kennedy e Johnson, exerceram um significante impacto no fluxo de informações e inteligência durante a Guerra do Vietnam. especial de Stimson e uma importante figura no Pentágono durante o Projeto Manhattan. Seus dois filhos, também membros da Skull And Bones, onde foram – William Bundy (’39) e McGeorge Bundy (’40) — dois membros muito ativos no governo americano.

William Bundy foi editor dos Negócios de Estrangeiros, que influenciou o Conselho de Negócios de Estrangeiros (CFR). McGeorge virou o Presidente da Fundação Ford.

Outro grupo interessante dos “Bonesmen” é o grupo Harriman/Bush. Averil Harriman (’13) “Ancião do Estado” do Partido Democrático, e seu irmão Roland Harriman (’17) foram membros ativos. De fato, quatro amigos de Roland que participavam da Ordem da classe de 1917 foram os diretores Brown Brothers, Harriman, incluindo Prescott Bush (’17), pai de George Bush.

Desde da virada do século, duas firmas de Investimentos – Fundo de garantia & Brown Brothers (Guaranty Trust & Brown Brothers), Harriman – foram ambas dominadas pelos membros da Skull and Bones. Estas duas firmas estavam fortemente envolvidas no financiamento do Comunismo e do Regime Nazista de Hitler.

Os “Bonesmen” compartilham uma afinidade pelas ideias de Hegel e sua dialética histórica, que debate o uso do conflito controlado – Thesis v.s Anti-Thesis- para criar uma pré-determinada síntese. A síntese de sua criação, onde o estado é absoluto e aos indivíduos são garantidas suas liberdades baseada na obediência do estado – Nova Ordem Mundial.

Financiamento e manobras políticas praticadas pela Ordem e seus aliados ajudaram os Bolcheviques a prevalecerem na Rússia.  Em provocação as leis federais, a indústria de finanças, bancos e depósitos de minerais e óleos (petróleo) uma parte de seus lucros eram revertidos em dinheiro para ajudar a USSR.

Depois, Averil Harriman, como ministro da Grã-Bretanha responsável pelo empréstimo para a Bretanha e Rússia, foi responsável por enviar fabricas inteiras para a Rússia.  De acordo com alguns pesquisadores, Harriman também supervisionou a transferência de segredos nucleares, plutônio e a falsificação de dólares para a USSR.

Em 1932, a Corporação Bancaria Unida (Union Banking Corporation) na Cidade de New York, alistou quatro diretores da central (’17) e dois banqueiros nazistas associados com Fritz Thyssen, que estava financiando Hitler desde 1924.

De George Bush: a Biografia Não-Autorizada:

“ Custodia da propriedade estrangeira do Presidente Franklin Roosevelt, Leo T. Crowley, assinou a Ordem de Carência Número 248 [17/11/1942] apreendendo a propriedade de Prescott Bush abaixo do Ato de Trocas Inimigas. A Ordem, publicada no livro de registros fora das notícias pelo governo obscuro, Nora #4 explicando nada sobre o envolvimento com os nazistas; somente que a Corporação dos Bancos Unidos (Union Banking Corporation) era comandada pela família Thyssen da Alemanha e/ou Hungria – “Nacionais…inimigas do pais”.

Decidindo que Prescott Bush e outros diretores da Corporação de Bancos Unidos (Union Banking Corporation) eram legalmente “os porta-vozes dos nazistas”, o governo evitou outras questões históricas importantes: No qual “ os nazistas de Hitler eram contratados, armados e instruídos por grupos exclusivos de New York e Londres no qual Prescott Bush era gerente executivo…

  1. New York Times, 16 de dezembro de 1944, na página 25 do artigo sobre o Departamento Bancário do Estado de Nova York. Somente a última sentença refere-se aos bancos nazistas, a frase se segue: “A Corporação de Bancos Unidas (Union Banking Corporation), na rua 39 Broadway, em Nova Iorque, recebeu autoridade para trocar sua instituição de lugar para a rua 120 Broadway. ” 

O Times omitiu o fato de que a Corporação do Bancos Unidos (Union Banking Corporation) foi apreendida pelo governo por suas trocas com o inimigo, e o fato que 120 Broadway tinha o endereço da Custodia de Propriedade Estrangeira do Governo. ”

Após a guerra, Prescott virou o Senador de Connecticut e se parceiro de golf era o Presidente Eisenhower. Prescott clama responsabilidade por ter colocado Nixon na política e recebe credito pessoal por trazer Dick a bordo assim como Ike como parceiro de campanha em 1952.

Motivos para a Conspiração

Então, por que uma agência de inteligência/sociedade secreta quer contrabandear drogas e assassinar O presidente Kennedy?

Bem, dessa forma, eles poderiam arrecadar grandes quantias financeiras, e ainda armazenar recursos de inteligência ao longo de sua participação nesses eventos. Ainda há uma análise racional de que o mundo é um lugar desagradável e inapropriado, e se você quer ser ‘o cara’ do pedaço, é melhor estar ciente do que está acontecendo ao redor. E qual a melhor maneira de saber o que está acontecendo além de controlar isso você mesmo? Ainda há aqueles que teorizam que o encoberto tráfico de drogas está de acordo com o plano de desestabilizar famílias americanas e a sociedade.  De forma desmoralizante e através da quebra do corpo político, eles poderiam impor suas vontades usando técnicas de desestabilização psicológica e a alquimia política da dialética Hegeliana para tal.

O artigo de James Shelby Downard  chamado Feitiçaria, Sexo, Assassinato e a Ciência do Simbolismo, um clássico ocultista, liga eventos históricos americanos com um bárbaro, numerológico e grandioso plano oculto “para nos tornar zumbis cibernéticos do mistério”. O assassinato do presidente estadunidense Kennedy, ao que o artigo alega, teria sido uma performance de um ritual ocultista público chamado O Extermínio do Rei, projetado para gerar um trauma em massa, um atentado de controle mental contra o corpo político nacional dos Estados Unidos.

Durante a Operação Sunrise , Operação Blowback e a Operação Paperclip , dentre outras, milhares de cientistas nazistas, pesquisadores e administradores foram trazidos para os Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial. Muitos foram “contrabandeados” para o país contra ordens diretas, por escrito, do Presidente Harry S. Truman.

O Projeto Monarca ou Programação Monarca foi uma retomada de um projeto de controle mental chamado Marionette Programming, que começou na Alemanha nazista. O componente básico do Projeto Monarca é uma sofisticada manipulação da mente, usando traumas extremos para induzir ao Transtorno de Personalidade Múltipla.

James Downward presume que os responsáveis propositalmente assassinaram o Presidente Kennedy de modo a afetar a identidade nacional e a coesividade americana – para despedaçar a alma Estadunidense. Mesmo com a banalidade gritante de sua conspiração, ela foi projetada para mostrar a “superioridade deles” e “futilidade estadunidense”.

Ainda é possível que haja estudos que mostram a correlação entre o assassinato de Kennedy e o aumento de violência na sociedade, desconfiança em relação ao governo e outras extensões de patologias sociais.

Os Illuminati: Subvertendo o Corpo Político

Por que isso é um ataque ao corpo político estadunidense?

Em 1785, um relâmpago atingiu um mensageiro na rota de Paris à Frankfort. Um trato escrito por Adam Weishaupt, fundador dos Illuminati, Original Shift in Days of Illuminations , foi recuperado do mensageiro morto, contendo o plano de longo alcance da sociedade secreta para a “Nova Ordem Mundial através da revolução mundial”.

O governo da Bavaria declarou a sociedade como fora a da lei e em 1787 publicou os detalhes da conspiração Illuminati em The Original Writings of the Order da Sect of the Illuminati .

Nas palavras de Adam Weishaupt:

“Com esse plano, nós devemos direcionar toda humanidade sob essa conduta. E, pelas formas mais simples, devemos colocar tudo em movimento e em chamas. Os ofícios devem ser tão alocados e maquinados que nós devemos, em segredo, influenciar todas as transações políticas”. 

Existe uma discordância entre os intelectuais quanto ao fato ou não dos Illuminati terem sobrevivido ao seu banimento. Ainda assim, o grupo tem sido bastante êxito em atrair membros e ter se aliado com uma extensiva rede Massônica.

A Ordem Illuminati foi fundada publicamente no dia primeiro de maio de 1776 na Universidade de Ingolstadt, por Weishaupt, professor de Lei Canônica. Ela foi uma sociedade bastante erudita na época; Weishaupt atraiu primeiramente alguns dentre seus estudantes para se tornarem membros de sua nova ordem.

No dia 5 de dezembro de 1776, estudantes do William and Mary College  fundaram a sociedade secreta Phi Beta Kappa. Um segundo capítulo seria formado, em Yale, em 1780. O movimento anti-Massônico nos Estados Unidos manteve grupos como o Phi Beta Kappa na penumbra. Em razão da pressão sofrida, a sociedade se tornou pública. Isso é evidenciado por alguns pesquisadores como uma causa direta do aparecimento da Ordem Skull and Bones.

Em The Cyclopedia Of Fraternities , um gráfico genealógico geral das fraternidades universitárias influenciadas pela literatura grega nos Estados Unidos, mostra a Phi Beta Kappa como “um fonte antecessora de todas os sistemas de fraternidade na educação superior estadunidense”. Há apenas uma “vertente” linear de descendentes: O capítulo Yale de 1780. A linha depois continua para a Skull and Bones em 1832, e segue até as outras, também de Yale, sociedades seniores Scroll & Key e Wolf’s Head.

Phi Beta Kappa são as primeiras três letras gregas, para ‘Philosophia Biou Kubernetes’ ou ‘Amor pelo saber, o timoneiro da vida’. Um homófono para caveira (skull no inglês) é crânio (scull), um rápido e suave movimento, e parte da primeira nomenclatura da Skull & Bones.

John Robison, um professor de Filosofia da Natureza na Universidade de Edinburgh na Escócia e membro de uma Loja Macônica, disse que ele foi convidado a se juntar aos Illuminati. Depois de muitas pesquisas, ele concluiu que os propósitos dos Illuminati não eram para ele.

Em 1798, ele publicou um livro chamado Proofs Of A Conspiracy :

“Uma associação vem sendo formada com o propósito evidente de extirpar todos os estabelecimentos religiosos e derrubar todos os governos existentes…. Os lideres iriam reger o Mundo com poderes incontroláveis, enquanto todo o resto seria empregado como ferramentas da ambição de seus regentes desconhecidos”.

Proofs of A Conspiracy foi enviado a George Washington. Respondendo ao remetente do livro com uma carta, o presidente Americano disse que ele estava ciente que os Illuminati haviam ido para os Estados Unidos. Ele imaginava que os Illuminati tinham “princípios diabólicos” e que seu objetivo era “a separação das pessoas de seus governos”.

Em Proofs Of A Conspiracy, Robinson publicou a cerimônia de iniciação do “grau Regente” no Illuminismo . Nele, um esqueleto é apontado para ele [o iniciado], no pé, onde é colocada uma coroa e uma espada. Ele é questionado ‘se o esqueleto é de um rei, de um nobre ou de um mendigo’. Como ele não pode decidir, o presidente do encontro diz ao iniciado, ‘O caráter de um ser humano é a única coisa de valor”.

Isto é, essencialmente, o mesmo que está escrito na “sepultura” da Ordem Skull & Bones:

“Wer war der Thor, wer Weiser, Bettler oder Kaiser? Ob Arm, ob Reich, im Tode gleich.”

Onde se lê:

“Quem foi tolo, quem foi homem sábio, mendigo ou rei? Quer seja pobre ou rico, todos serão o mesmo na morte”

Skull & Bones = Illuminati?

Seria a Ordem Skull & Bones parte dos Illuminati?

Quando uma pessoa é iniciada na Skull & Bones, elas são dadas um novo nome, prática que é similar ao dos Illuminati. E muitos membros Illuminatis registrados podem ser evidenciados como tendo contato e/ou fortes influências com muitos dos professores que ensinaram os “Bonesmen ” em Berlim.

Quando uma sociedade secreta conspira contra a soberania de um rei, eles precisam se organizar, levantar fundos, fazer seus planos operacionais, e esperançosamente, trazê-los à fruição.

É possível ter, nos Estados Unidos, uma sociedade secreta que usou o “Estado de Segurança Nacional” para dar cobertura para seus planos nefastos?

De George Bush: The Unauthorized Biography :

“Esse setembro [1951], Robert Lovett  substituiu Marshall  como Secretário de Defesa. Enquanto isso, Harriman  foi nomeado diretor da Agência Mútua de Segurança , tornando ele o líder dos Estados Unidos na aliança militar anglo-americana. Dessa forma, a Brown Brothers , através de Harriman, era tudo, apenas não era comandante chefe.

O foco central do regime de segurança de Harriman em Washington (1950-53), foi a organização de operações de encobrimento e ‘guerra psicológica’. Harriman, junto a seus advogados e sócios de negócios, Allen e John Foster Dulles, queriam que o serviço secreto do governo conduzisse extensivas campanhas publicitárias e experimentos de psicologia de massas dentro dos Estados Unidos, e campanhas paramilitares no exterior… 

O regime de segurança de Harriman criou o Conselho de Estratégias Psicológicas  em 1951. O homem apontado para ser o diretor do PSB [foi] Gordon Gray … O irmão de Gordon, Bowman Gray Jr., presidente da R.J. Reynolds  na época, foi também um oficial da inteligência naval estadunidense, conhecido em Washington como o ‘fundador da inteligência operacional’. Gordon Gray se tornou um amigo próximo e aliado político de Prescott Bush ; e o filho de Gray posteriormente, se tornou advogado e um escudo da política de encobrimento de George, filho de Prescott.”

Então temos o clã Whitney/Stimson/Bundy e os rapazes Harriman/Bush empunhando uma quantia tremenda de influência na política, economia e nos assuntos sociais dos Estados Unidos e no mundo. Depois você tem o companheiro de Prescott e Bush, Richard Nixon como um vice-presidente ativista. Depois, um assassinato deprimente para a nação, um tempo sob LBJ  com os Bundy mantendo as coisas na linha, depois Nixon como presidente com os assessores “Bonesmen” Ray Price (’51) e Richard A. Moore. Após isso, um tempo fora para um presidente democrata trilateralista leviano, seguido pelo filho de Prescott como um vice-presidente ativista inferior a Regan. Depois, temos um presidente Skull and Bones que declara a “Nova Ordem Mundial” enquanto ataca fortemente seu parceiro de negócios, Saddam Hussein.

Depois de doze anos de administrações republicanas, Bush passa seu reinado para seu companheiro contrabandeador de drogas do Arkansas, Bill Clinton, que estudou na Escola de Legislação de Yale. De acordo com alguns pesquisadores, Clinton foi recrutado como um operário para a CIA enquanto ainda estava na Escola Rhodes em Oxford. Poderia esse ser o “velho processo histórico dialético hegeliano?

História Mundial: Plano ou Acidente?

Iremos nós ter outra fracassada administração democrática? Um escândalo tão vergonhoso como a queda de Nixon? Quando Robert P. Jonhson (William Barr)  disse a Clinton, num bunker no Arkansas, que “você é nosso rapaz louro, mas você tem competição para o emprego que você procura. Nós nunca iriamos botar todas as nossas fichas numa única máquina. Você e seu estado tem sido nossa maior posse…. O sr. Casey queria que eu te passasse que, a menos que você ferre com tudo ou faça algo estupido, você é o número um de nossa pequena lista para te lançar ao emprego que você sempre quis.

Então, você tem William Casey – Diretor da CIA, gerente de campanha de George Bush e Cavalheiro Soberano da Malta – falando direto como representante do último procurador geral George Bush para o rival de Bush, nas eleições federais estadunidenses de 1992. Isso é tudo apenas uma demonstração fraudulenta para a plebe estadunidense?

Talvez então, se de fato existe um tipo de controle sobre o processo eleitoral como dito por Mae Brussell e o livro reprimido VoteScam, escrito por Jim e Ken Collier:

“… Seu voto e o meu podem agora ser um bocado de energia sem sentido direcionado por computadores pré-programados que podem ser fixados para selecionar certos candidatos pré-ordenados e sem deixar pegadas ou rastros de papel.”

Em resumo, computadores estão reciprocamente roubando seu voto.

Por quase três décadas o voto estadunidense tem sido objeto para o roubo eletrônico patrocinado pelo governo.

O voto tem sido roubado do povo pelo cartel de burocratas da “segurança nacional” federal, que inclui seus superiores na Agência Central de Inteligência (CIA), dentre os líderes de partidos políticos, dentre os congressistas, jornalistas cooptados – e os donos e gerentes – da maioria dos estabelecimentos de notícias e da mídia, que tem decidido em acordo o como o voto estadunidense é contado, por quem ele é contado e como o resultado é verificado e entregue ao público é, como um deles coloca, ‘Não é uma área adequada de inquérito’.

Por meio de uma não-oficial corporação privada chamada News Election Service (NES), a imprensa tem atualmente controle físico da contagem e disseminação do voto, e se recusa a deixar o púbico saber como isso é feito”

Seria o eleitorado estadunidense sujeitado à cíclica propaganda, candidatos e vencedores pré-selecionados e campanhas psicológicas para alienar o país das instituições estabelecidas para servi-los pela constituição? Seriam os partidos Democratas e Republicanos usados como um experimento hegeliano num conflito controlado?

Pamela Churchill Harriman, esposa de Averil, é uma das maiores arrecadadoras de fundos para o partido dos Democratas. Ela uma vez deu a Bill* um emprego como o diretor de sua “PAM PAC” , quando ele perdeu a disputa para governador em 1980. Bill retribuiu o favor designando ela como sua Embaixadora na França mais tarde.

Outro amigo de Harriman/Bush, Eugene Stetson (’34), foi um assistente de gerencia de Prescott Bush na Brown Brothers, o escritório de Nova Iorque de Harriman. Ele organizou a fundação H. Smith Richardson. Fundação esta que no fim dos anos 1950, participou do MKULTRA, a criada doméstica da CIA que buscava cobrir a operação campanha psicológica. A fundação Richardson ajudou a financiar os testes de drogas psicotrópicas, incluindo LSD, no hospital Bridgewater em Massachusetts, o centro de alguns dos mais brutais experimentos da MK-ULTRA.

Durante as operações contra o Irã, a fundação H. Smith Richardson foi um “comitê de direção de doadores privados”, trabalhando com o Conselho Nacional de Segurança para coordenar o Escritório de Diplomacia Pública*. Esse foi um esforço para enfatizar as propagandas em favor e uma rápida cobertura para as operações contra o Irã, e para sincronizar os ataques publicados para os oponentes do programa.

A fundação H. Smith Richardson também comanda o Centro de Liderança Criativa em Langley para “treinar líderes da CIA”, bem como um outro centro perto de Greensboro, na Carolina do Norte, que treina agentes da CIA e do Serviço Secreto. Quase todos que chegam uma classificação militar de general também recebem esse treinamento.

Isso é apenas a ponta do iceberg. Também existe eugenia e controle de população, história e tecnologia suprimidas, toques de recolher anuais, sociedades lucrativas com ditadores brutais, acordos com “terroristas”, o envolvimento dos Cavalheiros da Malta, guerras de tráfico e exploração, controle de mentes, sociedades secretas para jovens, magia ritualística e mais – tudo girando em fios negros de uma teia de conspiração que nossa girante bola azul foi capturada.

Ainda há toda uma nova colheita de “Bonesmen” chegando, incluindo o filho de George H. W. Bush, George W. Bush (’68), que foi governador do Texas e presidente estadunidense.

Quando Don Schollander (’68), medalhista de ouro olímpico e o único membro da Skull & Bones conhecido vivo em Portland, foi contatado pelo repórter da Willamette Week, Jonh Schrang a respeito do seu envolvimento com a Ordem, ele disse, “isso é realmente algo que eu não posso falar sobre”.

Não é que não iria, mas sim que não “podia”.

Na vigilância das primeiras exposições inovadoras de Antony Sutton da Ordem, a autêntica Biblioteca de Yale se recusou a permitir qualquer outros acessos à pesquisas relacionadas aos documentos Russell Trust.

Daniel Gilman, como a maioria dos Bonesmen, não faz menções da Skull & Bones ou ao Russell Trust em suas memórias ou biografias.

Então, seria o povo estadunidense apenas uma “forragem” para uma sociedade secreta com sobretons satânicos que está tentando formar um governo mundial com eles mesmos no governo? Ou seria a Ordem Skull & Bones apenas um bando de garotos da fraternidade de Yale? Quer apostar seu futuro nisso?

Referências

[1] James Shelby Downard, foi um teórico da conspiração estadunidense, publicou muitos trabalhos pela Feral House sobre a sincronia entre eventos ocultistas e históricos no século XX.

[2] A Operação Sunrise é descrita como um conjunto de operações secretas entre a Alemanha Nazista e o Bloco Capitalista, no intuito de fazer a inimiga chegar a redenção no período da Segunda Guerra Mundial.

[3] A Operação Paperclip foi um conjunto de ações da política estadunidense durante a Segunda Guerra Mundial para levar secretamente cientistas da Alemanha Nazista aos Estados Unidos.

[4] Algo como Mudança Original em Dias de Iluminação.

[5] Algo como Os Escritos Originais da Ordem e Seita dos Illuminati.

[6] Atualmente uma universidade estadunidense renomada, dentre seus alunos passaram os presidentes Thomas Jefferson e James Monroe.

[7] Uma compilação de informações autenticas e resultados das investigações existentes de mais de 600 sociedades secretas nos Estados Unidos.

[8] Algo como Os Escritos Originais da Ordem e Seita dos Illuminati.

[9] Atualmente uma universidade estadunidense renomada, dentre seus alunos passaram os presidentes Thomas Jefferson e James Monroe.

[10] Uma compilação de informações autenticas e resultados das investigações existentes de mais de 600 sociedades secretas nos Estados Unidos.

[11] Algo como Os Escritos Originais da Ordem e Seita dos Illuminati.

[12] Atualmente uma universidade estadunidense renomada, dentre seus alunos passaram os presidentes Thomas Jefferson e James Monroe.

[13] Uma compilação de informações autenticas e resultados das investigações existentes de mais de 600 sociedades secretas nos Estados Unidos.

[14] Numa tradução livre George Bush: Uma Bibliografia Não Autorizada.

[15] Roberto Lovett foi o 4º Secretário de Defesa dos Estados Unidos, durante o governo de Harry S. Truman.

[16] George Marshall foi o 3º Secretário de Defesa dos Estados Unidos, substituído por Lovett durante o governo Truman.

[17] William Averell Harriman, foi um político e empresário do Partido Democrata estadunidense, foi também governador de Nova Iorque de 1951 a 1958.

[18] A Agência Mútua de Segurança foi estabelecida pelo congresso americano em 1951 e tinha o intuito de dar forças aos aliados dos Estados Unidos na Europa, através de assistência miliar e econômica, que renderia benefícios a longo prazo para o país.

[19] Brown Brothers Harriman & Co. é o maior e mais antigo banco privado americano. Geralmente apontado como tendo muita influência política e de interesses nos governos estadunidenses.

[20]  Psychological Strategy Board, ou PSB no inglês.

[2] Gordon Gray foi um oficial estadunidense associado à defesa nacional durante os governos de Harry Truman e Dwight Eisenhower.

[22] R. J. Reynolds é a segunda maior empresa de tabaco estadunidense.

[23] Prescott Bush foi senador dos Estados Unidos pelo estado de Connecticut e banqueiro de Wall Street junto com os Brown Brothers Harriman, ele também é pai do ex-presidente estadunidense George H. W. Bush.

[24] Lindon B. Johnson, ou popularmente chamado LBJ, foi o 36º presidente estadunidense, tendo assumido logo após a morte de Kennedy.

[25] William P. Barr foi um

[26] Pam Pac Machines Ltd. Empresa de embalagens estadunidense.

RantBrso, tradução Max Quintanilha Barison

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-origem-secreta-do-skull-bones/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-origem-secreta-do-skull-bones/

Pi – Amor, Loucura e Formigas

Got to be a joker, He just do what he please

 

No início deste milênio – ou no final do milênio passado, depende se você é do tipo que conta ou mede o tempo – uma descoberta científica desconcertante, incrível, dessas que mudaram as bases daquilo que chamamos de realidade! Uma descoberta tão  SUPERFANTASTICABRITA que passou completamente desapercebida por você, por seus conhecidos, pelo fantástico e por mais de 99% da população do mundo (mais de 6.930.000.000 de pessoas se podemos acreditar na precisão dos informativos que vem impressos nas bandejas do Mac Donalds).

A descoberta foi realizada por Eamonn B. Mallon e Nigel R. Franks, do Centro de Matemática Biológica na inglaterra, e foi publicada no dia 22 de Abril no Proceedings of the Royal Society of London B.

Eamonn e Nigel estavam estudando um cordão da espécie Leptothorax albipennis e SIM!!! Este é um artigo sobre insetos que são mais fodas em matemática do que você – cordão é o coletivo de formigas.

Mas continue lendo.

As formigas Leptothorax albipennis habitam pequenas fendas nas rochas planas. Um cordão, ou colônia se preferir, consiste de uma única rainha, a sua ninhada, e de 50 a 100 trabalhadores. Quando um ninho é destruído, a colônia envia olheiros para avaliar possíveis novos locais de nidificação – puxa quantas palavras novas você está aprendendo hoje!

Se existem opções, há uma preferência por ninhos que possuam um determinado tamanho padrão – que está relacionado com o número de formigas da colônia. Isso só para começo de conversa já começa a ser meio assustador. Sabemos que animais tem certas “capacidades matemáticas” como contar e realizar operações, criar padrões fractais para optimizar caçadas, se utilizar de geometria para criar ninhos ou como forma de comunicação… mas calcular a área de uma toca?

Lembre-se que o ser humano padrão precisou perder o rabo, descer da árvore – não necessariamente nesta ordem – e desenvolver um super cérebro para poder começar a brincar de medir áreas. As formigas parecem ter achado que essa evolução toda era uma perda de tempo e resolveram usar aquilo que existe dentro de suas cabecinhas para fazer isso sem ter que esperar a invenção da calculadora para auxiliar.

Mas como elas fazem isso?

Mallon e Franks coletaram formigas de áreas próximas à costa de Dorset, na Inglaterra, e passou a criá-las em laboratório. Eles então transferiram as colionias para pratos de Petri quadrados grandes e ofereceram a elas várias opções de cavidades para formarem seus habitats; todas elas feitas a partir de pares de lâminas de microscópio com paredes de papelão preenchendo o espaço estreito entre o chão de vidro e teto de vidro.

“Usamos esses ninhos de lâmina de microscópio com cavidades de diferentes tamanhos, formas e configurações a fim de analisar as preferências”, afirmaram os desbravadores.

E o que eles perceberam?

Que experimentos que envolviam uma formigas marcadas individualmente mostraram que o olheiro – ou batedor se preferir um nome mais medieval – gastava em média 2 minutos correndo dentro de qualquer cavidade de forma aparentemente irrefletida e sem sentido. Outra coisa que perceberam é que o batedor acaba fazendo duas visitas a um local considerado aceitável para o futuro ninho, antes de recrutar seguidores.

E o que foi que eles notaram?

Que quando o batedor explora inicialmente um potencial ninho, ele cria uma trilha de ferormônio. Em sua segunda visita a sua corrida tresloucada na verdade serve para se criar uma pista diferente, uma que cruza várias vezes a trilha original.

Mallon e Franks então começaram a pensar que talvez o batedor consiga estimar a área do ninho em potencial detectando o número de intersecções entre o primeiro e o segundo conjunto de trilhas. A resposta se tornou clara!

As formigas não precisaram evoluir um cérebro para inventar calculadoras para medir áreas porque elas conseguem usar algoritmos para fazer isso. E você ai tentando se lembrar a diferença entre um algoritmo e um logaritmo! As formigas fariam isso de olhos fechado caso possuíssem pálpebras. Elas simplesmente sabem que uma área estimada, chamemos de A, de uma superfície plana é inversamente proporcional ao número de intersecções, chamemos de N, entre dois conjuntos de linhas, digamos que de comprimentos S e L, dispersos aleatoriamente na superfície. Ou para resumir, enquanto a maioria das pessoas tem dificuldade de calcular 20% de 35% de R$215,00 reais, formigas conseguem calcular A = 2SL/pN!

“Os resultados de nossos estudos, de que formigas individuais podem fazer avaliações precisas das áreas de nidificação com base em uma regra de ouro, mostram de uma forma única como animais usam algoritmos robustos para tomar decisões quantitativas bem embasadas”, concluiu a dupla. E vamos concluir, por enquanto, o assunto de formigas.

Como disse, essa descoberta passou desapercebida por provavelmente quase todo mundo. Afinal mais insetos ou animais fazendo coisas que envolvem matemática são chatos. Vamos voltar ao mundo real!

 

He say one and one and one is three, Got to be good looking, Cause he’s so hard to see

 

Todos sabemos – ou deveríamos saber – que a Bíblia é uma colcha de retalhos literários. Vários autores, que escreveram ou compilaram textos por séculos e que posteriormente foram unidos em um único pacote. Alguns livros sugerem seus autores, outros não; um exemplo é o Livro de Reis.

Tendo em vista todas as evidências à nossa disposição nos dias de hoje, o melhor que podemos fazer é atribuir este livro da Bíblia a um autor/compilador anônimo do século VI a.C. Não há como afirmar se ele era um profeta ou não, mas muito provavelmente o livro foi composto na Palestina entre a queda de Jerusalém (587/586 a.C.) e o decreto do rei Ciro da Pérsia, que permitiu que os hebreus retornassem à sua terra natal (539 a.C.). A data de 550 a.C. parece razoável para o registro Reis concluída.

O livro foi escrito para os judeus que tinham testemunhado a catástrofe de 587, e para os seus filhos, cuja fé estava oscilando. Ele tinha como objetivo instruir e incentivar, para extrair-lhes os atos de arrependimento por seus pecados passados e para renovar as suas esperanças para o futuro. Foi escrito, em suma, para responder às perguntas angustiantes levantadas pelos acontecimentos de 587.

Mas o interessante deste livro bíblico é uma passagem que pode ser encontrada hoje em 1Reis 7:23:

“Hirão fez também o mar de bronze, que tinha dez côvados de uma borda à outra, perfeitamente redondo, e com altura de cinco côvados; sua circunferência media-se com um fio de trinta côvados.”

Este mesmo versículo aparece também em outros cantos da Bíblia, como em IICrônicas 4:2, onde indica uma série de especificações para o Grande Templo de Salomão. E por que essa passagem é tão interessante?

O texto afirma que foi construído algo que era um “círculo perfeito”. De uma borda à outra 10 unidades de media. Logo o raio tinha 5 unidades. A circunferência tinha 30 medidas. Isso nos mostra que um texto datado de 550 a.C. colocava a razão entre a circunferência e o raio de um círculo perfeito em 3. Ou para ser mais claro, a Circunferência deste círculo perfeito é igual a duas vezes o Raio, vezes 3. C=2.R.3.

Lembra-se da época da escola? Provavelmente você fazia o mesmo cálculo usando símbolos mais complicados como C=2πR. Essa letra grega ai no meio é o PI. Compare as duas expressões, a sua e a da Bíblia, e você vê que para os judeus antigos π=3.

É muito fácil perceber este erro hoje, se é que alguém pára para pensar nisto, mas na época do Antigo Testamento era normal, e tudo culpa das bolas – ou círculos, se preferir.

Ninguém sabe ao certo o que fez com que as pessoas desejassem medir as coisas. Curiosidade, inveja, exibicionismo. . . mas o certo é que tão logo que foi percebido que se poderiam ser cobrados impostos de outras pessoas, simplesmente por possuírem um pedaço de terra, a arte de se medir foi elevada a novos patamares, nasciam os primeiros geômetras profissionais. Logo perceberam que se medir quadrados, retângulos, paralelogramas, triângulos era brincadeira de criança, mas quando surgiam curvas a coisa complicava. O que fazer?

Bem talvez pegando um círculo, que parece à primeira vista como a forma mais simples de curva, pudéssemos tirar algum segredo dai. Um círculo é composto de algumas partes básicas: um centro, um raio, um diâmetro, uma circunferência e uma área. O centro é o centro. O raio é a distância do centro até a borda do círculo. O diâmetro é a largura do círculo (que calha de ser igual a duas vezes o raio). A circunferência é a medida da borda e a área a parte de dentro. Como essas partes estariam relacionadas uma à outra? A relação raio diâmetro era bem simples. A área do círculo estava relacionada à circunferência. Qual a relação do raio (ou do diâmetro) com a circunferência?

Uma pergunta simples, uma pergunta cuja resposta chegou a beirar e ultrapassar a loucura ao longo da história.

Como descobriram o Pi? De onde ele vem? Bem, deixando gênios de lado, suponha que nosso antepassado primitivo tivesse a curiosidade de pegar um barbante, amarrar em um prego, fincar o prego no chão ou em uma tábua e com um giz preso na outra extremidade desenhar um círculo pode ter chegado a uma descoberta interessante: se depois de traçar o círculo soltasse o barbante – que teria o tamanho do raio do círculo – e começasse a colocá-lo sobre a linha traçada, marcasse onde ele chegava e colocasse de novo na continuação e de novo e de novo, com 6 operações dessas o barbante daria a volta completa! Voilá! Se você multiplicasse o raio por 6, teria a circunferência da figura! Ou então se multiplicasse o diâmetro por 3! Trabalho resolvido. Existe uma lei da natureza que afirmava que a circunferência de um círculo era igual a duas vezes o raio do círculo vezes 3. Mas o que era esse 3? O que importa! A conta dá certo.

Isso, é claro, se você não precisar ser MUITO preciso.

Isso explica a passagem Bíblica do livro dos reis. Se você usasse algum método de medição mais “físico” como cordas para se medir as coisas, chegaria numa aproximação muito boa. Para se ter uma idéia, nos século XII a.C. – quase 700 anos antes de escreverem o Livro de Reis – os chineses também arredondavam Pi para 3.

Mas de novo, o que é Pi? Por que alguém desejaria saber o valor de Pi?

Voltemos ao imposto de renda. Suponha que você comprou um terreno perto do mar e construiu um farol. O coletor de impostos precisava cobrar de você o espaço de terra que você estava usando. Como ele iria fazer isso? Para descobrir a área do circulo ocupado por sua construção ele precisaria conhecer a circunferência do seu farol. Ou suponha que você construísse carroças, e descobrisse que ao se colocar uma tira de metal ao redor das rodas de madeira, elas durariam muito mais. Ou que você construísse barris. Ou faróis, piscinas ou qualquer coisa redonda que não fossem buracos. Você teria que trabalhar com a borda, saber quanto de metal usaria nas rodas, ou nos aros para segurar os barris, ou em pedras para a borda da piscina. Lembre-se, eles eram nossos antepassados, mas também tinham orçamentos. Assim a forma mais rápida de se calcular o quanto teria a circunferência era multiplicar o diâmetro do círculo por 3. Esse número não tinha um nome, era uma medida prática de se trabalhar com círculos.

O problema começava a surgir quando você resolvesse pegar papel e lápis, porque ai notava que esse “3” não era exatamente exato. Se você precisasse ser extremamente preciso notaria que a tira de metal, que você encomendou baseada nas medidas que seu estagiário calculou, não se enrolava com perfeição ao redor da roda da carroça. Faltava um pouco de metal para ela se fechar perfeitamente. Ficava um pedacinho, bem pequeno, sem metal. Mas tudo bem, isso não afetaria o funcionamento da roda. Quem se importaria com essa diferença mínima?

Bem. Os babilônios se importavam. Os egípcios se importavam. Os babilônios conseguiram com seus cálculos descobrir que a razão entre a circunferência e o diâmetro do círculo não era de exatamente 3, e sim de 3.125. Os Egipcios – muito mais exagerados – usavam uma razão de 3.1605. E isso lá pelos idos de 2000 a.C.

No caso egípcio, encontramos uma menção a este número no Papiro de Ahmes – ou Rhind – mostrado como uma fração: 4x(8/9)^2, que se encontra no Papiro de Ahmes ou Rhind, gravado no segundo século a.C.. É este valor que se obtém experimentalmente, medindo a circunferência de latas, pratos e cestas e dividindo-a pelos diâmetros respectivos.

Já, para os Babilônios, o valor 3+(1/8) é encontrado em uma das Placas de Susa, o único exemplo conhecido nessas épocas do que parece ser uma familiaridade com um processo geral que, em princípio, permite determinações tão exatas quanto se queira.

Inclusive, depois de anos medindo e desmedindo as pirâmides do Egito, John Taylor propôs a idéia, em 1859, de que a grande pirâmide não era apenas uma construção sinistra e gigante no meio do deserto. Ao se dividir o perímetro da Grande Pirâmide de Khufu pela sua altura, o resultado se aproximava muito de 2.Pi – e ao comparar isso com o fato de que ao se dividir a circunferência de um circulo por seu Raio obtemos 2.Pi, declarou que talvez a Grande pirâmide tenha sido erguida como uma representação da “esfericidade” da Terra.

Legiões de escravos construindo por anos um Pi gigante, holográfico, feito de pedras que pesavam toneladas, no meio do deserto. Eis um baita sonho erótico para muitos matemáticos.

Mas foi quando gregos começaram a se importar com este número que a merda bateu no ventilador.

 

 

He say I know you, you know me, One thing I can tell you is, You got to be free

 

Os gregos antigos eram pessoas interessantes. Punheteiros de primeira linha. Eles não contentavam em se preocupar em porque se você gira um compasso cria um círculo. Eles queriam saber se o círculo era democrata, qual o prato favorito do círculo e que tipo de música ele gostava de escutar. Eles não se satisfaziam com aproximações toscas, eles queriam saber exatamente. Eles levaram a matemática de uma ferramenta prática de comércio e arquitetura para a ciência angustiante, massante, enfastiante e increvelmente maravilhosa.

Entre Arquimedes de Siracusa, no século III a.C.. Arquimedes era famoso por correr pelado pelas ruas gritando palavras gregas e em dizer que sua vara era capaz de abalar a Terra. Arquimedes era tão foda que ele era matemático, físico, engenheiro antes de inventarem números. E ele resolveu estudar esse número, razão entre a circunferência – ou perímetro – e o diâmetro de um circulo. Arquimedes mergulhou de cabeça no problema com expedientes novos, muito mais profundos. Ele se propôs descobrir um processo para a determinação deste número com a precisão que se desejasse.

Se utilizando de polígonos que tocavam um determinado círculo, respectivamente do lado de dentro e de fora, ele calculava a área dos polígonos, que podia ser calculada com exatidão, resultando em um limite superior e outro inferior para a circunferência procurada, pois o polígono externo parece ter uma área maior que o círculo, e o interno, um menor.

Quanto mais ângulos nos polígonos, mais próximo do círculo se chegaria. Arquimedes chegou ao polígono de 96 lados, através do qual obteve a seguinte aproximação:

3.1410 < p < 3.1428

Uma aproximação muito boa. Mas que infelizmente trouxe um terrível efeito colateral. Hoje quando ouvimos falar de caixa de Pandora, imaginamos que se trata de uma simples lenda, ou uma metáfora. Estudando a história de Pi eu acredito em segredo que a origem desta tragédia foi a matemática, e o círculo.

Assim que começaram a comparar polígonos com círculos os gregos libertaram no mundo uma maldição muito maior do que o simples cálculo da razão do perímetro do círculo.

Em algum momento um daqueles gregos pensou: se eu tenho um quadrado, consigo medir a área dele. Sabendo como traçar círculos com a área que eu quiser, usando o número mágico, quanto tempo eu levo para traçar um círculo com a mesma área do quadrado? Claro que os gregos possuíam apenas réguas e compassos para fazer isso. Antes de continuar lendo, pense a respeito deste problema. Você acha que consegue pensar em uma solução?

Tantas pessoas foram contaminadas por esta idéia que em 1755  a “Real Academia de Ciências de Paris” decidiu não aceitar mais nenhuma proposta para a solução. Este problema ficou conhecido como a quadratura do círculo, e as pessoas que se envolviam com ele acabavam desenvolvendo Morbus cyclometricus – a doença da quadratura. Essa doença chegou a contaminar desde ilustres desconhecido a figuras famosas como o cardeal Nicolau de Cusa e o filósofo Thomas Hobbes; Hobbes até se mostrou disposto a ignorar as mais crassas contradições de sua proposta na sede de chegar à resposta a tantos séculos esperada, chegando a afirmar que ele estava correto e o Teorema de Pitágoras errado.

Hoje sabemos que a quadratura do círculo não poder ser calculada é culpa de Pi. O número é irracional, portanto, não permite ser expresso pela divisão (fração) de dois números inteiros. Além disso, ele é transcendente, ou seja, não é raiz de nenhum polinômio com coeficientes fracionários cujo resultado seria π. Mas apenas em 1822 isso foi provado, por Ferdinand von Lindemann.

Mas o problema com o Pi, que oficialmente ganhou a nomenclatura de π apenas em 1706 do matemático William Jones, é que ele não se contenta em assombrar apenas círculos. Ele parece estar infiltrado em todas as áreas da nossa vida, nos espreitando e nos assombrando.

No início do século XVIII Georges Louis Leclerc, conhecido pelas mulheres da região como Conde de Buffon, foi uma das vítimas colaterais de π. Aparentemente quando criança, a mãe dele não lhe alertou sobre as crianças famintas da África, então ele desenvolveu um gosto por brincar com comida. Numa bela tarde ele estava sentado em uma cadeira brincando de jogar pães por cima do ombro para trás. O chão era feito de tábuas de madeira e quando se virou ele viu que alguns dos pães estavam em cima das linhas entre as tábuas e outros não. O problema é que além de Conde, Leclerc era matemático, e não tardou a perceber que sua brincadeira representava um problema de probabilidade geométrica, que pode ser traduzido da seguinte maneira:

Dado um objeto mais largo do que alto de largura 4cm – digamos que uma agulha -, quando jogado ao acaso num assoalho feito de tábuas de 4 cm de largura, qual a probabilidade de que a agulha caia atravessando uma das junções?

 

Bem, vamos considerar que X é a distância entre o centro da agulha e a junção mais próxima. Não é difícil constatar que nesse caso que X pertence ao intervalo [0, 2].

θ como o menor ângulo entre a agulha e uma reta perpendicular as junções.

Então, nesse caso θ pertence ao intervalo fechado…

Bem, resumindo a parte chata (caso queiram esclarecimentos da parte chata nos mande um e-mail), temos que a resposta é igual a 2/Pi. Quanto mais agulhas você atirar, mais perto de 2/Pi você chega. Em 1901 outro matemático, desta vez italiano, Mario Lazzarini, afirmou ter atirado uma agulha mais de 3400 vezes e obteve um valor de π igual a 355/113 – ou  3.1415929, que se afasta do valor real em menos de 0.0000003. Claro que quando paramos para pensar em como ele conseguiu atirar uma agulha mais de 3400 vezes de forma realmente aleatória, começamos a nos lembrar de comentários de outros matemáticos de como Mario trapaceou um pouco em seu experimento.

O escrutínio que teve início com os gregos, resultou em cálculos hoje que determinam π até a 8.000.000.000.000.000 casa decimal. Para se ter idéia do que isso significa em 2006, o japonês Akira Haraguchi, enumerou meras 100.000 casas decimais de π, exercício para o qual gastou 16 horas.

Hold you in his armchair, You can feel his disease

Agora, se acreditam que estou sendo exagerado, ou mesmo sensacionalista a respeito do π, me respondam: Se podemos calcular a circunferência de um círculo do tamanho do universo conhecido, com um grau de precisão que deixaria margem de erro do tamanho de um próton, precisamos de π até a 39a casa decimal, por que calcular a 8.000.000.000.000.000a casa decimal e além? Isso toma tempo e dinheiro dos contribuintes. Por que essa fixação?
π faz parte da identidade de Euler, reconhecida por muitos como a identidade mais bela da matemática.
e vendo esta foto eu concordo com a afirmação.
De acordo com o oficial florestal Mohd. Thayyab, da divisão florestal em A.P., Índia, afirmou que para se medir a altura de um elefante, do pé ao ombro, basta multiplicar o diâmetro do pé do paquiderme por 2π.
Os satanistas adoram quando afirmamos que se somarmos os primeiros 144 dígitos de π, o resultado é 666.

Mas afora isso, por que a fascinação?

Carl Sagan eu seu livro Contato trabalha coma idéia de que encontrarem π a assinatura de Deus. π é uma sequência de números infinita e irracional – uma bela definiçao de Deus, eu diria – e dentro dela estaria escondida tal assinatura.

Peter Boghossian e Richard Dankins discutiram certa vez o que poderia ser uma evidência da existência de Deus e obviamente em determinado ponto Contato entrou na discussão. Em um mail enviado para Peter eu disse que essa seria uma evidência pobre, já que os números de π são aleatórios, poderíamos, com muita paciência, encontrar qualquer padrão dentro dele, existe um site inclusive que localiza seu aniversário dentro de π. Surpreendentemente Peter respondeu o mail com uma questão:

“mas e se esta assinatura dentro de π aparecesse apenas uma vez, sem nunca se repetir?”Isso seria uma evidência?”

π é infinito. E aleatório. Isso esbarra em um problema de nossa mente: contemplar o que é infinito. Por um lado imaginamos que o infinito é algo tão grande que não pode sequer ser pensado. Mas isso não é sempre verdade, Cantor nos mostrou que existem infinitos de diferentes tamanhos.

Pegue uma régua. Ande com o dedo para 1 cm. Ande então metade do caminho, para 1,5cm. Ande novamente metade desta segunda distância – 0.5cm – distância na régua. E novamente metade desta metade. Continue adicionando essas metades infinitamente. Você logo percebe que esta é uma soma infinita, mas você nunca vai chegar no fim da régua. Na verdade você não chega a 3cm. Um infinito menor do que a tampa de uma caneta Bic, que você consegue segurar em sua mão.

Agora de fato, e se dentro de uma série aleatória e infinita surgisse apenas uma sequência uma vez? Pensei comigo mesmo, isso poderia ser feito. Neial Gaiman certa vez disse que todo livro tem um final feliz, basta você saber quando parar de ler. Assim uma sequência única poderia ser encontrada dependendo de quando você decidisse que ela começa e termina, seria uma trapaça.

Como buscar tal assinatura então sem trapaças? Se você está em um navio e ele está afundando, você não enviaria apenas um S.O.S. pelo rádio, no meio da estática eletromagnética da atmosfera apenas um S.O.S. se perderia. Você mandaria vário, a espaços regulares. Eu imagino que qualquer mensagem codificada dentro de π seria como uma sinal, ou uma série de números que se repetiriam sem parar. Um farol piscando na escuridão nos guiando.

Bem… um matemático amador, Hagar Dronbecker , descobriu que Pi se repete no nível hiper- milésimo. A idéia veio a ele enquanto estava comendo um sanduíche de tomate. Aparentemente , o padrão de meta- fractal da listra verde e vermelha dos tomates o levou a inferir que Pi poderia de fato se repetir no nível hiper-milésimo, graças ao fato de que Pi não poderia ser mais aleatório do que quase-repetição da curva de escaleno dos tomates.

Mais especificamente, o ponto de repetição em Pi ocorre quando ele começa a se mover em um conjunto controverso de números que os matemáticos chamam de “números NLNcHT” –  New Large Numbers Considered to be in the Hyper-Thousands ou Novos Grandes Números considerados em hiper-Milhares. A seqüência de repetição encontrada por ele é constituída pelos seguintes números: ” 949700010007949 “. Agora repare a beleza disso, uma assinatura que se repete e não apenas aleatória, mas um palíndromo numérico dentro de π. Um olho que brilha como uma maçã dourada que pode ser lida em ambos os sentidos…

Não seria interessante que houvesse mesmo uma assinatura embutida dentro de um círculo que nos avisasse que o criador nos espera em algum ponto da existência?

Não seria ainda mais interessante se essa assinatura fosse a responsável, de certa forma, por nossa evolução mental?

Até hoje não existe uma explicação racional de porque nossos cérebros se desenvolveram tanto. Em algum momento da história um catalizador fez com que parássemos de lamber nossas bolas e assássemos a medía-las, e medindo-as encontramos π, nos esperando.

Hanne Tügel já me disse certa vez que “dito de modo crasso, pi significa a colisão entre a inteligência humana e a Matemática”. Mas e se ele fosse mais? E se π estivesse já dentro dos seres mais simples, se fizesse parte da vida e de alguma forma estivesse esperando que alguma mente o questionasse para que ele respondesse, fazendo-a evoluir conforme ouvisse sua resposta?

Claro que esta é uma suposição tola. Afinal como afirmar que π está presente nas formas mais simples de vida esperando ser descoberto? Para afirmar isso eu teria que ter evidência que animais com cérebros estupidamente mais simples do que nós poderiam ter a mesma facilidade que temos para trabalhar com π nos níveis mais básicos da vida certo?

 

Come together, right now, Over me

O que dizer então das formigas, do início deste artigo, calculando o tamanho de seus ninhos. Desde sempre elas utilizam o algoritmo, sem perceber. É instintivo, elas o fazem sem notar a matemática que existe por trás de suas corridas.
Quando tempo demoraria para que elas notassem que o algoritmo que usam é belo, elegante, e uma forma de calcular π?
Eu não sei afirmar isso tendo como base a mente de uma formiga, mas nós humanos precisamos evoluir muito para só no século XVIII de nossa era conseguirmos isso. O experimento da agulha de Buffon, que calcula π como efeito colateral, se baseia no mesmo algoritmo das formigas. O que elas fazem desde que são formigas só se manifestou de forma consciente em nossa mente alguns séculos atrás. E nós tivemos que evoluir muito para perceber isso…
Que tal o número 949700010007949 agora? Cada vez que você o lê, percebe algum brilho diferente dentro de sua mente?

por LöN Plo

Postagem original feita no https://mortesubita.net/mindfuckmatica/pi-amor-loucura-e-formigas/