Rosacruz, Maçonaria e Martinismo

Texto de G. O. Mebes, datado de 1911.

Não queremos impor a ninguém a crença de que tenha existido, efetivamente, uma Fraternidade fundada por Christian Rosenkreuz (1378 – 1484) e composta de um pequeno conjunto de místicos castos; queremos, apenas, afirmar o fato do aparecimento no astral de uma forma apresentando, nitidamente, os ideais e caminhos de aperfeiçoamento dos quais, bem mais tarde, tratou a famosa obra “FAMA FRATERNITATIS ROSAE CRUCIS”. Nela, esses ideais foram registrados em forma de um código; mas o despertar da Egrégora aconteceu numa época bem anterior.

Estudemos como se apresenta para nós a Egrégora da Rosa-Cruz inicial, segundo a obra acima citada e também conforme o “CONFESSIO FIDEI R+C”. É claramente visível que essa poderosa Egrégora atraiu a si os fluidos de três importantes e amplos fluxos da Verdade: o Gnosticismo, a Cabala e o Hermetismo da Escola Alquímica.

O “Ponto Superior acima do Iod” deste novo aspecto da Egrégora Templária foi constituído pelo ideal do trabalho teúrgico, visando a vinda do “Reino de Elias Artista” e por uma fé inabalável de que este Reino virá no futuro.

O que quer dizer isso? Quem é “Elias Artista”?; de onde surgiu “Elias” e por que “Artista”?

Na Bíblia, Elias e Enoch são símbolos de algo que é levado vivo ao céu. No entanto, o caminho direto para o Empíreo da metafísica está aberto somente aos fluxos da Verdade Absoluta. Os Arcanos Menores do Livro de Enoch fazem parte de tais fluxos. Elias, por sua vez, é como uma imagem mais concreta de Enoch, está mais próximo de nós. Portanto, “Elias” e não “Enoch”.

Como é este Elias? Por quais caminhos pode ele nos levar aos Arcanos Menores, à Reintegração Rosacruciana? Seria este o caminho dos Bem-aventurados, caminho dos corações humildes e plenos de amor, das mentes simples e sem malícia, mas possuidoras de uma fé infinita?

Não. A Egrégora não era para eles. Era para os que haviam experimentado o refinado sabor do conhecimento e já não podiam a ele renunciar, O “Elias Rosacruciano” conduz seus seguidores aos Arcanos Menores pelo caminho difícil do estudo minucioso e profundo dos Arcanos Maiores, uma analise engenhosa, constituindo verdadeira arte; dai o nome “Artista”.

O poderoso “Iod” com o qual a Egrégora modelava seus adeptos expressou-se pelo símbolo imortal da Rosa+Cruz. Seja qual for a moldura que acompanhe este símbolo, sejam quais forem os acréscimos, sua parte central e essencial permanece sempre a mesma.

A Cruz, símbolo da auto-renúncia, do altruísmo ilimitado, submissão total às Leis Superiores, é um dos seus polos. A Rosa perfumada de Hermes, símbolo da ciência e do aperfeiçoamento nos três planos, envolve a Cruz.

Os vinculados ao símbolo da Rosa+Cruz, podem carregar a Cruz mas não poderão remover dele a Rosa. Mesmo se os espinhos do conhecimento os fizerem sofrer, não renunciarão à atração de seu perfume. A Rosa é o segundo polo do Binário .

A tarefa do Rosacrucianismo é neutralizar este binário com sua própria personalidade, harmonizar em si mesmo a Ciência e a auto renuncia, fazê-las servir a um mesmo ideal . Um Rosacriciano deve assemelhar-se ao terceiro símbolo que consta do pantáculo da Rosacruz, o Pelicano, cujas asas permanecem abertas e que sacrifica-se por seus filhotes, alimenta-os com seu próprio corpo, seu sangue e sua carne.

No emblema, os filhotes do Pelicano são de cores diferentes. Nos emblemas primitivos havia apenas três filhotes, simbolizando as três Causas Primordiais; nos emblemas posteriores há sete, simbolizando as sete Causas Secundárias, sendo cada um dos filhotes de uma cor planetária diferente. Isso indica que o sacrifício deve ser feito conforme a ciência das cores, ou seja, cada um dos filhotes necessita um tratamento especifico.

Esse “lod’ apresenta um tema a ser meditado por parte de cada um dos verdadeiros Rosacrucianos.

O “Primeiro He” do Rosacrucianismo inicial era constituído por um grupo de naturezas raras e excepcionais, capazes de unir o misticismo à mais elevada intelectualidade.

O “Shin” do esquema Rosacruciano revestiu-se de uma certa auto-apreciação, em consequência natural de se considerarem instrumentos escolhidos. Havia tão poucas pessoas, capazes de satisfazer a essas exigências, que a convicção da superioridade introduziu-se por si mesma. Ela acentuou-se ainda mais, devido as severas regras da ética Rosacruciana, que os eleitos introduziram em seu viver.

O culto, o elemento “Vau”, expressava-se pela meditação sobre os símbolos, especialmente sobre o grande pantáculo da Rosa + Cruz e, em parte, pelas cerimônias místicas durante as reuniões periódicas dos Rosacrucianos.

O “Segundo He”, a “política” da Escola, constituiu-se numa atividade que, de acordo com suas convicções, os Rosacrucianos consideravam indispensável ao progresso da Humanidade. Devido a necessidade da prudência, tanto essa atividade quanto as pessoas dos membros da Corrente, eram envolvidas num estrito anonimato. Nesse “Segundo He”, podia-se perceber facilmente a reação, ainda não dissolvida no astral puro, do violento ressentimento dos Templários contra a Igreja Romana, ressentimento que chegou a criar os elementos formais do Protestantismo.

O Rosacrucianismo inicial, como já sublinhamos, não podia, naturalmente, contar com muitos adeptos, pois exigia deles características que, em geral, se excluem mutuamente.

Mais tarde, no século XVI, da Escola inicial gradualmente aquilo que poderia ser chamado de Rosacrucianismo secundário. Se o primeiro era acessível somente a poucos, o segundo podia ser seguido por todos os homens conscientes. Se o primeiro exigia quase fanaticamente que seus seguidores adotassem regras rígidas de auto-aperfeiçoamento, o segundo era caracterizado por uma tolerância maior em todos os campos da mente e do coração.

O ponto acima do Iod é o próprio elemento “Iod” permaneceram os mesmos. Visivelmente, mudou o “Primeiro He”. O ambiente dos séculos XVI, XVII e, parcialmente, do XVIII, fecundado pelos ideais Rosacrucianos, era o dos Enciclopedistas no melhor e mais amplo sentido dessa palavra. Do adepto da nova Rosa+Cruz exigia-se uma multiplicidade de facetas intelectuais, capacidade de especulação científica, amplitude do horizonte mental e dedicação aos ideais. Na Corrente Rosacruciana entravam tanto as naturezas altamente místicas como fervorosos panteístas ou pessoas de mentalidade pratica. Todavia, tornamos a repetir, eram aceitas unicamente pessoas notáveis por sua inteligência e erudição, pessoas possuindo uma vontade desenvolvida e concepções claras a respeito do trabalho a desenvolver para a elevação da humanidade.

(A publicação do elemento Shin não foi autorizada pelo Mestre).

O elemento “Vau”, em linhas gerais, permaneceu idêntico ao da Rosacruz inicial. Segundo os vários ramos da Escola, apareceram pequenas diferenças no ritual de recepção dos novos membros, nos rituais dos graus ou nas cerimônias, durante as reuniões dos conselhos superiores. No elemento Vau devem ser também incluídos os métodos de transformação astral e de treinamento da personalidade, acrescentados à prática básica de meditação. A introdução desses métodos era devida, em grande parte, à influência de várias escolas orientais.

O ‘segundo He” ou a “política da Escola”, expressou-se pela orientação de exercer sua influência na sociedade contemporânea. No começo, essa influência tinha um caráter puramente ético, mais tarde, fortemente realizador. Os ramos e sub ramos do Rosacrucianismo Secundário possuíam seus programas políticos particulares. Estes mudavam, naturalmente com o passar do tempo, visando sempre as reformas políticas e religiosas mais necessárias. Não obstante, a Egrégora Templária, portadora do impressionante clichê da destruição do plano Físico da Corrente de Jacques DeMolay, vibrava na direção da prudência cada vez que o Rosacrucianismo se preparava para dar um passo decisivo no mundo externo, causando a escolha do modo de ação mais seguro. Em consequência de uma destas vibrações foi criada a Ordem Maçônica.

O astral muito sutil do Rosacrucianismo, apropriado ao ensino, não possuía qualidades necessárias para lidar com problemas práticos e adaptar-se aos condicionamentos e brutalidade dos homens. Podia ficar prejudicado em sua base. A fim de evitá-lo, ao redor da Rosa e da Cruz, foi criado um invólucro mais material, melhor adaptado a contatos e trabalhos externos: a MAÇONARIA.

A Maçonaria, isto é, a Maçonaria legítima do Rito Escocês, com interpretação ético-hermética do simbolismo tradicional, tornou-se a guardiã de “sua alma”, a Rosa+Cruz. Ela implantava, tanto no seu próprio ambiente, como no mundo externo, o respeito para com os símbolos tradicionais e para com seus intérpretes, os Rosacrucianos. Os Maçons espalhavam ao redor de si a convicção de que o exemplo irrepreensível de suas vidas e seu alto nível moral tinham suas bases nos ensinamentos iniciáticos.

A Maçonaria realizava as reformas decididas pelos Rosacrucianos, protegendo-os, com suas próprias pessoas, contra a possível hostilidade e as perseguições humanas no plano físico.

Os fundadores da Maçonaria, entre os quais ocupa um lugar proeminente ELIAS ASHMOLE (1817-1692), com muita habilidade adaptaram para seu uso o sistema dos graus dos Maçons Livres, fazendo dele a base de seus próprios três primeiros graus, os “simbólicos”, da Iniciação Maçônica. Este trabalho se iniciou em 1646 e em 1717 existia já um sistema dos Capítulos da Maçonaria Escocesa, plenamente organizado.

Assim, a Maçonaria tornou-se um instrumento indispensável no trabalho do Iluminismo Rosacruciano, cuja “política” (o “Segundo He”) recebeu o nome de “Maçônica”, nome que guardou até agora. Os efeitos da política Rosacruciana, alcançados pelos Maçons no mundo externo, receberam o nome de “tiros de canhão”. Entre outros, como “tiros de canhão”, foram consideradas as reformas religiosas de Lutero e de Calvino, assim como a libertação dos Estados Unidos da América do Norte da dependência britânica (Lafayette e seus oficiais Maçons). Os Rosacrucianos se utilizavam dos Maçons, tanto mais que entre eles escolhiam os que mereciam ser iniciados no Iluminismo Cristão.

Contudo, cada medalha tem seu reverso. Enquanto a Maçonaria foi uma organização submetida ao Rosacrucianismo, enquanto praticava o princípio da Sucessão Hierárquica por transmissão, ela cumpria sua tarefa e não havia problemas.

Infelizmente, diversos ramos bastante fortes resolveram introduzir o método de eleger seus dirigentes, rejeitando assim o princípio hierárquico tradicional. Em decorrência, o trabalho maçônico começou a mudar seu caráter e, de evolutivo, passou a ser quase revolucionário. Um momento importante neste novo rumo foi a dissidência de Lacorne e seus seguidores (em 1773) que, numa cisão, separaram-se da Maçonaria legítima e fundaram uma nova associação que passou a ser conhecida sob o nome de “Grande Oriente da França”.

Com isto concluiremos o nosso breve esboço relativo à Maçonaria e passaremos ao fim do século XVII, para analisar uma das correntes, ainda existente, do antigo Iluminismo Cristão.

Ao redor do ano de 1760, o famoso Martinez de Pasqually fundou uma fraternidade de “Seletos Servidores do Sagrado”, os “ELUS COHENS”, com nove graus hierárquicos. Os três graus superiores eram Rosacrucianos.

A Escola de Martinez era mágico-teúrgica, com forte predominância de métodos puramente mágicos. Após a morte de Martinez, seus dois discípulos preferidos, Willermoz e Louis Claude de Saint Martin, alteraram o caráter dessa Corrente.

Willermoz lhe deu um colorido maçônico e Claude de Saint Martin, um escritor conhecido sob o pseudônimo “Filosofo Descolhecido” encaminhou a Corrente para o lado místico-teúrgico. Contrariamente a Willermoz, ele favorecia uma Iniciação liberal e não as regras das Lojas Maçônicas. A influência de Saint Martin predominou e criou uma Corrente chamada “Martinismo”.

A Egrégora do Martinismo que possuía sua Maçonaria, seu círculo externo “encarnou” solidamente em todos os países da Europa. Ela era constituída, aproximadamente, do seguinte modo:

O ponto acima do Iod, correspondia à harmonização ética, do ser humano. O “Iod” baseava-se na filosofia espiritualista das obras de St. Martin, que variava, um pouco, segundo diversas épocas da vida do escritor.

O “Primeiro He” era constituído por um grupo de pessoas muito puras e desinteressadas, possuindo aspirações místicas mais ou menos pronunciadas, pessoas prontas a qualquer trabalho filantrópico

O elemento Shin era inexistente, provavelmente em virtude do caráter do “Primeiro He”. Os idealistas puros que aspiravam a harmonia interna, não necessitam de um ímã para atrair adeptos.

O elemento ”Vau” se limitava a um ritual muito simples, a oração e a cerimônia de Iniciação notável pela sua simplicidade. É verdade que alguns maçons, entre os Martinistas davam mais importância ao ritual e este em certas Lojas, tornou-se até imponente por sua magnificência; todavia nós frisamos agora o Martinismo puro, independente de qualquer acréscimo maçônico. No Martinismo todo valor era dado a meditação, à formação interna do “Homem de Aspiração” e não ao ambiente mágico, como foi o caso do Martinezismo ou do Willemozismo .

O “Segundo He” do Martinismo consistia do trabalho filantrópico de seus membros, ajudar aos necessitados e sofredores, evitando toda manifestação espetacular, na recusa de qualquer compromisso ético ao deparar-se com as influências externas e, em uma modéstia, simplicidade e presteza no adaptar-se a quaisquer condições externas de vida. Essas qualidades impressionavam fortemente todas as elites sociais contemporâneas.

Embora a Iniciação Martinista na época do Primeiro Império e, posteriormente, até a oitava década do século XIX, se transmitisse por um liame multo tênue, o Martinismo contava em suas fileiras pessoas de ato valor, como Chaptal, Delage, Constant e outros.

Aproximadamente, na oitava década , o bem conhecido Stanislas de Guaita, querendo recriar uma corrente mais esotérica, fundou a “Ordem Cabalística da Rosa+Cruz”, obedecendo o esquema seguinte:

O “Ponto acima do Iod” consistia numa conciliação da ciência acadêmica oficial com os ensinamentos esotéricos acessíveis, objetivando criar um trabalho frutífero, em conjunto, dos representantes dos dois aspectos do conhecimento.

O “Iod” resumia-se em uma síntese de todos o conhecimentos, acessíveis tanto pela pesquisa científica, quanto pelo estudo da Tradição.

O “Primeiro He” era de novo o ambiente dos Enciclopedistas, mas infelizmente, Enciclopedistas fracassados. Em nossa época, as pessoas capazes progridem rapidamente dentro de sua profissão ou especialização e, muitas vezes, falta-lhes o tempo para se desenvolver em outros sentidos, enquanto os que fracassaram em sua direção particular, procuram geralmente um derivativo no Enciclopedismo, que lhes forneça uma compensação. Para um observador superficial, tais pessoas podem aparentar possuir uma inteligência de muitas facetas, assemelhando-se, através disso, às pessoas realmente excepcionais como o foram os membros do Rosacrucianismo inicial.

O elemento “Shin” da nova Egrégora era a perspectiva, atraente para os fracassados, de receber, devido ao prestígio da Rosacruz, a mesma consideração que os reconhecidos luminares da ciência oficial.

O elemento “Vau” era o trabalho de reeditar, traduzir e comentar as obras clássicas relativas ao ocultismo, que naquela época tornaram-se raridades bibliográficas, de preços quase inacessíveis, mesmo às pessoas bem situadas materialmente. Neste campo, os Rosacrucianos de Paris fizeram um trabalho muito útil e mereceram uma profunda gratidão dos que reverenciam os grandes monumentos deixados pela Tradição.

O pior elemento do sistema revelou-se o “Segundo He”, manifestado como uma política oportunista, a fim de atrair o mundo universitário. As teses tradicionais, na sua explanação, eram alteradas para fazê-las concordar com as últimas obras científicas, perdendo assim o seu valor. O empenho de certos Rosacrucianos em obter a aprovação dos representantes da ciência oficial, prejudicava naturalmente o prestigio da Escola. Por outro lado, as tentativas de uma parte de seus membros, para atenuar as teses Rosacrucianas, a fim de não contrariarem demais a Igreja Romana, levaram a uma cisão dentro da própria Escola (o afastamento de Peladan). Em geral, ainda no tempo de Guaita, a situação tornou- se precária. Foi feita, por isso, uma tentativa de aproximação com a Maçonaria, o que, deturpando as finalidades da Ordem, precipitou sua queda. Ela existe ainda.

Paralelamente com a fundação da Ordem Cabalística da Rosa Cruz, S. de Guaita procurou dar uma nova e grande amplitude à Corrente Martinista. O “Neo-Martinismo” de Guaita, tornou-se bem diverso da corrente inicial, toda via, o Neo-Martinismo adotou o ritual Martinista da Iniciação ao grau de S:::I::: ( Superior Incógnito – NT) e neste ritual baseou seu simbololismo.

Os ideais de Saint Martin e a formação interna do Homem de Aspiração não podiam satisfazer o enérgico Guaita, atraído demais para os resultados visíveis. Ele não admitia nenhuma interrupção voluntária da atividade externa, mesmo quando necessária para magnetizar o ambiente. Nas obras de Guaita encontram-se mesmo, muitas vezes palavras irônicas a respeito de tais interrupções.

Para que a quase renascida Egrégora de Martinez de Pasqually pudesse trazer à nova Ordem da Rosa+Cruz adeptos escolhidos entre os mais capazes S:::I::: do novo Martinismo foi preciso introduzir no esquema do mesmo uma grande tolerância no campo dogmático.

O ponto acima do Iod permaneceu, como antes, a harmonização ética interna.

A escolha do elemento “Iod” foi deixada ao livre arbítrio de cada membro da Corrente Neo-Martinista. Naturalmente, as obras de Saint Martin conservavam o seu papel de linha mestra.

O elemento “He”, como consequência da livre escolha do elemento “Iod”, veio a ser constituído por círculos de diversas tonalidades e valores. Aí podiam ser encontrados os cansados da busca religiosa, os decepcionados com a ciência oficial, os que não conseguiram ingressar na Maçonaria e procuravam algo equivalente, os impressionados pelo uso dos emblemas místicos, os que se deleitavam em debates versando temas do ocultismo durante as reuniões, os simplesmente curiosos, sempre prontos a ingressar nas organizações “misteriosas”. Havia também aqueles que chegaram à conclusão de que era preferível tornar-se membro de qualquer corrente a permanecer sem nenhuma proteção egregórica.

Como a Ordem da Rosa+Cruz recebia e recebe até agora somente os que passaram pelos três primeiros graus do novo Martinismo, entre os últimos podiam ser sempre encontradas algumas pessoas adequadas a se tornarem instrutores na corrente Martinista e orientar o desenvolvimento de seus membros. Foi isso que sustentou e vivificou o Martinismo que cresceu consideravelmente depois de Guaita, e conta agora com um grande número de adeptos. Atualmente, seu Conselho Superior está chefiado pelo Dr. Gerard Encausse, escritor e propagador do ocultismo, mais conhecido sob o pseudônimo “Papus”  (lembrando que este artigo foi escrito por G. O. Mebes em 1911 – NT).

Devido a diversidade das tendências e dos níveis evolutivos de seus membros, o “Shin” da nova Corrente Martinista foi formado por vários elementos. A uns atraia o ritual; a outros a solidariedade existente entre os membros da Corrente. A uns, a possibilidade de desenvolvimento interno; a outros, a pureza da transmissão do poder, etc.

O elemento “Vau” além das cerimônias místicas, a unirem os Martinistas, consistia em meditação obrigatória acerca de temas determinados e, facilitando essas meditações, palestras dos instrutores abordando assuntos iniciáticos.

O “Segundo He” consistia numa política, bastante passiva, de aguardar o progresso ético da sociedade, colaborando neste sentido com o exemplo de uma vida em acordo com sua consciência. Muitos círculos Martinistas acrescentavam, a esse modo de viver, um elemento mais ativo, filantrópico ou algum outro. Todavia, estas atividades particulares não de vem ser levadas em consideração numa análise dos princípios Egregóricos.

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#Maçonaria #Martinismo #Rosacruz

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/rosacruz-ma%C3%A7onaria-e-martinismo

As Linhas de Vampirismo no Mundo Moderno

Este Texto tem o propósito de desmitificar e deixar claro as linhas de pensamento, de varias ordens vampíricas atuais.Não aludindo ou subjugando qualquer uma porém classificando-as de acordo com suas próprias crenças, de um ponto de vista cético.
Apesar de ser Thelemita, procuro manter uma visão imparcial das ordens supracitadas, levando em conta que, algumas são mais fáceis de engolir que outras.

 

Tudo se iniciou com Aleister Crowley afiando seus dentes e mordendo pulsos de bailarinas, com teu infame Beijo da Serpente. Dali em diante um novo movimento iria surgir, e restituir o Vampirismo. Após obras claras de alusão ao Vampirismo, como o De Arte Magica e o Liber Stellae Rubrae, aonde Crowley afirma no ritual;

 “48. Eu sou Apep, Ó tu Sacrificado. Tu te sacrificarás sobre o meu altar: Eu beberei teu sangue. 

   49. Pois Eu sou um poderoso vampiro, e minhas crianças sorverão o vinho da terra, que é sangue. 

   50. Tu reabastecerás tuas veias pelo cálice do céu”

O Nono Grau da OTO aludia ainda que discretamente a pratica de vampirismo, como um método para substituir o ‘Entusiasmo Energizado’ do Crowley.

Isso tudo, alguns boas décadas atrás.Michael Aquino sai da Church Of Satan e resolve fundar seu Templo. O Templo de Set, nos EUA, foi a primeira organização vampírica vindo a publico no fim dos anos 60.No inicio dos anos 70, surge a House Sahjaza que traz o vampirismo de volta, com direito a ankhs, fangs e rituais pagãos. Dela em diante surgiu uma série de ‘Houses’ vampíricas nos EUA, cada uma incorporando a pratica do vampirismo a sua forma, até que uma, em especifico, resolveu vir a público nos anos 90;

A Temple of The Vampire, como é conhecida em publico, ou a Hekal Tiamat, alegava ser tão velha quanto o tempo, e permanecer escondida nos véus dele. Ela veio a publico nos anos 90, junto com a Michelle Bellanger e sua House Kheperu, que trazia agora um novo conceito, os otherkins. A ToV como ficou conhecida veio aparecer com a Bíblia do Vampiro, e dentre sua coleção de textos num livro particularmente pequeno, ela trazia uma nova forma de ver o vampirismo. Ele era muito mais que drenar e ‘des-drenar’, ou brincar com esferas de energia. Haviam espíritos, Deuses Vampiros, que haviam atingido a imortalidade através dessa pratica; eles buscavam maestria dentro da projeção astral e domínio sobre o que chamavam de 9 leis da Magia.

As 9 Leis da Magia, segundo a TOV, era uma forma de trabalhar encima da realidade. Eles vinham com um conceito inovador na época, que hoje em dia está sendo discutido pela física quântica – o conceito de que, a Realidade Física, é um Sonho. As 9 leis da Magia era uma forma de alterar a realidade diretamente; os vampiros da TOV, não buscavam apenas magia para amor, dinheiro ou destruição; não havias rituais exceto a comunhão, não acendiam velas, nem usavam psicodrama;

-Eles tratavam objetos físicos como pessoas, e esses objetos respondiam suas ordens,

-Eles tratavam situações e coisas intangíveis como gente, e o ‘transito’, a ‘chuva’, o ‘sinal de internet’ respondia suas ordens

-Eles acreditavam que não existia espaço nem tempo para a mente deles, e por isso, poderiam falar com uma pessoa a distancia; dar ordens ao subconsciente dela para responder, ou enviar pensamentos e sentimentos

-Eles percebiam que tudo que existe, é feito de força vital, de Sangue. E que se eles reunissem no seu corpo muito sangue, eles poderiam canalizar aquilo para um desejo. Pouco importaria a natureza daquele desejo, visto que a força vital é manipulada a bel prazer. Ela é leite e veneno.

-Eles usavam o subconsciente das pessoas ao seu redor para realizar desejos; eles implantavam suas vontades na cabeça das pessoas, para que as pessoas criassem uma egregora sobre aquilo que desejavam.

-E acima de tudo, eles tratavam a realidade física como se fosse um sonho. E segundo eles, ela respondia da mesma forma.

A força da TOV logo se alastrou pelo mundo, suas 5 bíblias ficaram conhecidas e podem ser pegas em qualquer lugar da internet. Elas são Segredos Abertos, como diz a linhagem. Abertos porque quase ninguém as entenderá, ou irá praticar. Elas permanecerão indignas de crença e logo, de uso pela maioria. Isso era tudo que a ordem precisava; de uma maioria para servir de alimento a uma minoria. Era isso que ensinava a tradição da Hekal Tiamat. Alimentar-se do Contingente Humano.

Junto com a TOV, a Michelle Bellanger veio a publico com a House Kheperu – uma ordem com forte influencia egípcia, que crê, na existência de pessoas que são ‘Otherkins’. O conceito Otherkin logo se espalhou e vários outros tipos de otherkin vieram a publico. Mas o que é Otherkin ? Otherkin seriam pessoas que nascem com almas não humanas. Eles creem que são vampiros, fadas, dragões, anjos, anjos caídos, demônios… em corpos humanos. E que num dado momento de sua vida, eles ‘despertam’.  Pode ser um conceito até bizarro, mas tem gente que crê nisso. E a Bellanger acreditava que era do tipo, vampiro, ‘vampiro psíquico’, e que num dado momento em sua vida, ela ‘acordou’ para a sua ‘verdadeira essência’. Um grupo vampírico aqui no Brasil, chamado Comunidade Awake, acredita nisso, e na existência de Otherkins.

Os Otherkins logo começaram a falar sobre quem é ‘vampiro de verdade’ e ‘vampiro de mentira’. Quem tinha a essência e quem não tinha. Uma discussão bizarra que, por vezes ainda se propaga em algumas comunidades vampíricas, junto com pessoas que se denominam ‘sanguíneas’. Sim, eles não sugam energia vital. Eles bebem sangue mesmo. É incrível ver como a imaginação humana consegue chegar a pontos bizarros, de dizer que precisa de pelo menos uma colher de sangue humano por semana, do contrario não conseguiria viver. Esses Otherkins Vampiros Sanguíneos, mantinham sua dieta de ‘doadores’, pessoas que gentilmente ofereciam seu sangue á esses otherkins.

Em Portugal, logo após a TOV, sai uma nova ‘bíblia’ e uma nova ordem. A Aset Ka; seguindo a mesma linha de pensamento da Kheperu com o Kemetismo, a Hopuse of Aset Ka, segue a linha otherkin, ainda que mesclando com o livro dos mortos egípcio e algumas passagens do livro da lei. Eles acreditavam fielmente em reencarnação, trabalhando com o paganismo egípcio com vampirismo, seu chefe e escritor da sua Bíblia era Louis Marques.

Junto com esse conceito se espalhou a manipulação energética, as psyballs, escudos e tudo mais que a manipulação de energia trazia consigo. A Kheperu, trazia uma perspectiva nova sobre a força psíquica do ser humano.A Michelle Bellanger, por fora de suas crenças pessoais, desenvolvia um trabalho maravilhoso com o desenvolvimento do poder psíquico humano.

Unindo Lovecraft, ToV e rituais com Deuses Negros, nasceu a Tempel of Azagthot. Uma ordem que seguia a mesma linha de raciocínio da TOV, crendo na evolução do ser humano como algo principal. O Ser humano tinha um potencial de se Tornar Vampiro. A ToA, desenvolveu uma série de rituais, pelo seu líder, o Emperor Norduk, e foi uma das primeiras ordens ‘satânico-vampíricas’, ao qual a Black Order Of Dragon, do Michael W. Ford viria satisfazer o publico então. Essas ordens, descendendo da TOV e dos ensinamentos dela, claramente plagiaram. Mas tudo pelo seu dinheiro, bom leitor. Tudo pelo dinheiro.

Até que vem adiante, a Ordo Strigoi Vii, feita pelo Father Sebaastian. Sim, Father, não Frater. Seb, como ele é gentilmente chamado incorporou tudo dentro da sua nova ordem; misturou a vontade de se fantasiar em vampiro, com bruxaria, com os ensinamentos da TOV, e criou um novo mundo, com novas nomenclaturas; era um muno dele, aonde ele ganharia o planeta, divulgando esse mundo. Através de festas promovidas por ele, seu carisma incomparável, ele acabou conquistando adeptos pelo mundo, pessoas que tinham duas vertentes; os fashionistas, pessoas que gostavam de viver no estilo ‘vampírico’ e os vampiros reais, pessoas que realmente se afundavam nos mistérios do vampirismo da OSV. O Seb não discriminava nada nem ninguém. Todos eram bem vindos e aceitos, sejam vampiros ou não, ele criou seu mundo, um mundo de festas imensas com a temática vampírica.

Algumas ordens começaram a usar o termo ‘vampyro’ para diferenciar entre um praticante e a lenda do vampiro. É uma forma de diferenciar, particularmente das houses americanas e da Ordo Strigoi Vii. Alguns indo mais adiante, começaram a usar o termo ‘Wamphyro’ para mostrar seus magos negros. Cada um com sua forma de diferenciar, ganhar uma personalidade, uma busca por identidade própria que poderia ser resolvida com a nomenclatura.

Hoje em dia, estão a dispor, ainda que sem muito conteúdo para oferecer, um cardapio variado de Houses Vampiricas. Grande parte, além, de plagiar descaradamente as maiores, fantasiam demais o tema, fazendo assim, o buscador ‘perder o tesão’ devido a tanta fantasia envolvido no tema. Lembrando que, a maior parte das pessoas envolvidas com vampirismo, estão ligadas ao fashionismo, a arte, do que a pratica em si. Apenas gostam da literatura, musica e todo tipo de arte relacionado ao lado vampiresco.

Longe da propaganda, mas ainda sim realizando-a, deixo claro que para aqueles que buscam vampirismo real, sem todas aquelas fantasias da maior parte das ordens, recomendo que seja lido material de ordens como Temple of The Vampire (a principal e mais ‘pé no chão’), da Tempel of Azagthot, Black Order of Dragon e Strigoi Vii (a mais ‘artística’). Deixando claro que quando ler, verá que todas essas ordens derivaram do material da TOV, e criaram suas próprias linhas.

Para aqueles que seu pecado for a Thelema, ordens do Kenneth Grant, desenvolveram esse trabalho do Crowley com Vampirismo. Deixo claro que o tema, ‘Qliphot’ será absurdamente enquadrado nessa linha de raciocínio.

Já os que acreditam que não pertencem a raça humana, e que nasceram vampiros, ordens como a House of Kheperu, House of Quinotaur, Sanguinarium,  Comunidade Awake, irão agradar seu paladar.

 

Eu particularmente ligado a Thelema, finalizo esse texto com uma máxima do Liber Al, “Todo número é infinito; não há diferença”, alertando que, cada um deve retirar da senda, aquilo que mais agrada, descartando tudo aquilo que não for bom aos olhos; todas elas, por mais psicodélicas que possam ser suas crenças, podem acrescentar e tem um potencial imenso em si. O maior tesouro, é o buscador, não a ordem. É o buscador que tem o poder infinito, não há ordem. A ordem é um instrumento pra evolução pessoal, não um fim em si. Alguns praticantes mesclam suas próprias crenças pessoais em uma crença coletiva, de alguma ordem. Outros remodelam a seu bel prazer. Já mais avançados fundem crenças totalmente discordantes, num termo só.

O Mundo é regido pelo CHAOS, o nosso pai, criador da Vida. Não tente adulterar o casamento dele com a Nossa Senhora Babilônia, criando regras e restrições. É somente quando eles se unem por Vontade e Amor, que seu coito gera todas as Abominações da Terra.

 

Desconexus

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/as-linhas-de-vampirismo-no-mundo-moderno/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/as-linhas-de-vampirismo-no-mundo-moderno/

A Porta da Morte

Por Kenneth Grant, O Lado Noturno do Eden, Capítulo Quatro.

 

ESPALHADAS em vários dos escritos de Crowley, embora principalmente naqueles que ele considerava não terem sido escritos por ele próprio, mas por Inteligências extra-terrestres que o usavam como um canal, estão sugestões relativas à verdadeira natureza das qliphoth ou Mundos reversos. O Liber 474, por exemplo, é descrito como ‘o Portal do Segredo do Universo’, e, como o número do livro sugere, ele está atribuído a Daäth.100 Segundo o Liber 474, o universo tem que ser destruído. Mas existe uma importante qualificação pois ele diz: ‘por Universo Nós queremos dizer não aquele Universo inferior que a mente do homem pode conceber, mas aquele que é revelado à sua alma no Samadhi de Atmadarshan’. E novamente, através do Portal do Universo Secreto o homem ‘pode entrar em uma real comunhão com aqueles que estão além, e ele será competente para receber comunicação e instrução de Nós mesmos diretamente. Então Nós o prepararemos para a Confrontação de Choronzon e a Ordália do Abismo, quando nós o tivermos recebido na Cidade das Pirâmides’.

As cinco palavras que eu grafei em itálico poderiam parecer singularmente significativas, pois, tendo destruído o ‘Universo’, o que mais resta? Com o que ou com quem pode o iniciado então comungar? Se é lembrado do verso em AL que diz: ‘Eu sou o Senhor da Dupla Baqueta de Poder; a baqueta da Força de Coph Nia – porém minha mão esquerda está vazia, pois eu esmaguei um Universo; & nada resta’. Este é o 72o verso do último capítulo de AL, e o 217o verso do Livro como um todo. Os dois números, 72 e 217, indicam a natureza da Força mencionada. 72 é o número de OB, a Serpente (Aub), o aspecto negativo ou feminino de Od (Aud) que é a própria Luz Mágica(k); ele é também o número da palavra caldaica DBIVN, significando ‘fluxo’ ou ‘gota de sangue’. A palavra deriva do egípcio Typhon ou Tefn, a Mãe de Set. Nos Mistérios Egípcios estes poderes gêmeos, o Ob e o Od, eram representados por Shu e Tefnut, o primeiro significando fogo, o último, umidade ou sangue.101 O número 217 é aquele de ( *) Seth, que não é apenas o nome do Deus Set, mas [também] da estrela de sete pontas de Babalon, a Mulher Escarlate, cuja imagem é Sírius. 217 é 31 x 7, assim afirmando sua conexão com AL (31), o número Chave do Livro da Lei. 217 é também o número de DBVRH, significando ‘uma abelha’ que é o símbolo específico de Sekhet, cujo nome significa uma abelha. Ela é a deusa da intoxicação e paixão sexual, logo sua conexão com o mel e com sakh, ou sakti, ‘inflamar ou inspirar’ e com ‘bebida fermentada’. A abelha, que é a cópula entre os elementos masculinos e femininos nas flores, era um tipo da alma que é representado nos ideogramas egípcios como o Ba ou Aba-it, que guia as almas dos mortos en route para o Sekhet-Aahru, os Campos de Prados Celestiais ou Mel. Ba, o astral ou duplo é também uma palavra significando ‘mel’ e diz-se que Shu e Tefnut distribuem mel.102 A deusa Sekhet como Sakti é uma força lunar, e, junto com seus atributos de amor e doçura, um símbolo adequado da lua de mel, que indica a natureza sexual da força em questão.

(*_Aqui há o nome Seth com caracteres gregos – N.do T.)

A combinação dos números 72 e 217 resulta 289, o número de PTR, uma ‘abertura’, ‘orifício’, ou ‘vazio’. As ideias sugeridas pelos números do verso podem portanto ser resumidas pelo símbolo do útero e suas emanações ofidianas. Isto é confirmado pela palavra ou nome curioso, Coph Nia. Coph ou Koph significa a ‘filha’.103 Este é um nome de Proserpine ou Perséfone, a deusa da destruição. Ela é chamada Koph porque, como Payne Knight o expressa, ela representa

a ‘Filha universal, ou princípio secundário geral; pois embora apropriadamente a deusa da Destruição, ela é frequentemente distinguida pelo título Soteira, Preservadora, representada com folhas (?) de milho sobre sua cabeça, como a deusa da Fertilidade. Ela era, em realidade, a personificação do calor ou fogo que supunha-se penetrar a terra, que foi uma vez considerado como sendo ao mesmo tempo causa e efeito da fertilidade e destruição, como sendo ao mesmo tempo a causa e efeito da fermentação; da qual ambos procediam’.104

A Segunda parte da palavra ou nome – Nia – é o ain (vazio) ao contrário, que identifica o olho ou útero da filha com o Ob ou Corrente Ofidiana; uma ‘dupla baqueta’ porque Ob é o complemento de Od. A ‘mão esquerda está vazia’, pois eu (o ego) esmaguei um Universo & nada (o ain) resta’. Ain é 61; Nia é também 61, mas se o número for também invertido, obtém- se 16, e 16 é Hia (Ela), i.e. a Filha.105 16 é o quadrado de 4 e, no Liber CCXXXI o quarto verso, cuja numeração é 3, 106 declara:

A Virgem de Deus está entronada sobre uma concha de ostra; ela é como uma pérola e busca Setenta para seu Quatro. Em seu coração está Hadit a glória invisível.

Três é gimel, a letra atribuída à Sacerdotisa Virgem da Estrela de Prata. Quatro é o número da Esposa; aquela cuja porta107 está aberta. Buscando Setenta108 para seu Quatro significa que a virgem busca abrir seu olho ou tornar-se desperta. Mais luz é lançada sobre o significado deste verso pelo penúltimo verso de AL:

Existe um esplendor em meu nome oculto e glorioso, como o sol da meia noite é     sempre o filho.

 

O sol-filho é Hadit, a glória invisível no coração da virgem. A identidade do sol-filho é enfatizada pela referência a Khephra – o sol da meia noite – o sol de Amenta, o sol negro de Set.

‘Eu sou’ (o ego) é idêntico com Daäth, pois o ego é a shakti-sombra ou poder ocultador de Kether no momento rápido como o raio de sua bifurcação em Chokmah e Binah (Horus e Set109). Daäth é o espectro, a sombra da realidade, um conceito ilusório que surge na consciência humana mas que não possui existência à parte desta. Ela é conhecida na metafísica hindu como o chit-jada-granthi – o sentido de identidade sutil e ilusório que faz a consciência (chit) imaginar-se em posse de uma mente e corpo individuais que, na realidade, são inexistentes, sem vida, inertes (jada). Granthi é o nó que os liga em aparente identidade. No simbolismo egípcio a múmia representa o eidolon, uma mera boneca ou fantoche subtraído de auto-consciência exceto quando animado pelo khu ou poder mágico do Adepto. Por esta razão o corpo humano, que era considerado pelos egípcios como o tipo da múmia, era considerado sem vida ou ilusório. É este corpo morto ou inerte que é ressucitado em Amenta pelo khu vivificante do Adepto. A identidade com este fantasma de ego-consciência, como a múmia, é projetada como uma miragem no Deserto de Set. Ela tem que ser destruída (i.e. esquecida), em consciência, antes que a morte verdadeira seja experimentada nos Pylons de Daäth. Apenas deste modo o Universo é ‘destruído’, e a consciência é libertada da escravidão da existência imaginada. Apenas então pode ‘ele (o Adepto) entrar em uma real comunhão com aqueles que estão além’.

A situação torna-se compreensível quando a verdadeira natureza da mente subconsciente (Amenta) tenha sido sondada. Os três estados de consciência – jagrat, svapna, e sushupti – tem seus paralelos no simbolismo egípcio pelos três estados de vida na terra, vida em Amenta, e o estado de liberação da escravidão da matéria o que é obtido tornando-se um dos khus na esfera celestial das estrelas110 que nunca se põem 111112. Uma vez que este paralelo seja percebido fica fácil compreender a parte representada por Daäth. Daäth representa o ego que errôneamente identifica a consciência (que ele reflete mas que ele não produz) com o complexo corpo-mente, desta forma atribuindo a ele a consciência que não pertence à terra113 ou à Amenta,114 mas à consciência amorfa e não condicionada (i.e. cósmica). A múmia era o tipo do corpo funcionando em Amenta; quer dizer, o corpo terreno adormecido ou ‘morto’ e funcionando em níveis astrais de consciência. A morte do corpo implicava portanto no nascimento do espírito em Amenta. Porém não é a morte verdadeira que libera o espírito para sempre. Para fazer isto acontecer uma morte real tem que ser obtida, e esta é a morte total do ego tanto em sua condição pessoal (consciente) quanto em   sua condição impessoal (sonho). A mecânica deste processo está resumida no assim chamado Livro dos Mortos que é o manual mágico da metamorfose do corpo em um khu (espírito glorificado).

Notas:

100 DOTH = 4 + 70 + 400 = 474 (Daäth)

101 Shu, a letra Shin (Fogo) se aplica a Set; Tefnut, sangue, a Typhon.

102 Vide Luniolatry, Ancient & Modern, de Gerald Massey.

103 Vide Arte Antiga & Mitologia, de Sir Richard Payne Knight, Seção 117, koph.

104 Itálicos do presente autor. Compare as notas sobre Sekhet e o simbolismo da abelha, supra.

105 Vide Cultos da Sombra, capítulo 8, para o significado da filha na fórmula do Tetragrammaton no Aeon presente.

106 Os versos do Liber CCXXXI – como de muitos outros dos Livros Sagrados de Thelema, são numerados desde o zero (o ain) ao invés de o um; assim o verso de numeração 3 é de fato o quarto.

107Daleth = 4 = uma ‘porta’.

108Ayin = 70 = ‘um olho’.

109 Representados pelos planetas Netuno e Saturno.

110 Estrelas tipificavam almas. O fato físico de nunca se por foi mais tarde aplicado às almas que nunca morriam (i.e. elas eram imortais).

111 As estrelas que nunca se põe tipificavam imortalidade porque para os antigos egípcios estas estrelas pareciam não morrer (i.e. se por, [como o sol]).

112 Nota do Tradutor: Comparado ao por do sol.

113 Consciência de vigília (jagrat ).

114 Consciência de sonho (Svapna).

Revisão geral: Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/a-porta-da-morte/

A Experiência Oceânica

A Experiência Oceânica é um estado alterado de consciência e percepção que pode ser alcançado através do orgasmo ou de meditações que elevam a energia sexual de base (kundalini) ao seu ponto mais elevado, nos meridianos de transmissão energética, também chamados nadis.

Trata-se de uma condição que envolve os aspectos físico, mental, emocional e espiritual em concomitância, perfeitamente alinhados e integrados, de forma a permitir que a elevação da percepção e da consciência aconteçam.

O estado elevado de consciência superior foi aceito e reconhecido nos anos 60 por um dos pais da psicologia transpessoal: Abraham Maslow. A consciência superior parece ser o centro de faculdades psíquicas insuspeitadas.

No Tantra, existem diversas técnicas que permitem canalizar essa consciência superior, que forma a parte mais elevada e sublime do nosso ser. Através das práticas tântricas, podemos penetrar, pouco a pouco, num campo de consciência vasto e infinito, onde podemos perceber a nossa condição eterna e transmutadora.

Essas práticas foram descobertas pelo Tantra, mas adeptos de diversas escolas e técnicas espirituais também conseguem acessar essa compreensão, ultrapassando os limites dos cinco sentidos. Entre essas técnicas, podemos encontrar o Vedanta, o Yoga, o Zen-Budismo, o Tai-chi-chuan e muitas outras técnicas meditativas usadas desde a antiguidade.

Todas as tradições, até as mais antigas, falam de indivíduos, homens ou mulheres, que afirmam ter-se realizado de forma transcendente, ultrapassando as fronteiras da consciência humana e entrando em contato com a verdadeira natureza da realidade. Suas experiências têm nomes diversos: êxtase místico, experiência mística, experiência cósmica, consciência cósmica, transcendência, nirvana, samadhi, satori, sétimo céu, etc.

No mundo ocidental, cresce a cada ano o interesse por tudo que diz respeito a esse tipo de experiência. Inúmeros pesquisadores recorrem a meios filosóficos, científicos, místicos e espirituais para atingir esses estados de transcendência e estudá-los.

No Tantra – O Caminho do Amor, o grande diferencial com relação a outras escolas, é que a Experiência Oceânica é alcançada através da mobilização consciente da energia sexual de base, realizada em trocas polarizadas, que auxiliam o meditador a conhecer os mecanismos funcionais do seu corpo. Estes mecanismos potencializam essa força mágica e transcendente, tornando-a consciente de forma muito rápida e eficiente, facilitando a expansão da sensibilidade e da consciência, sem a necessidade de um regime austero de confinamentos e práticas espirituais.

Na Experiência Oceânica vivenciada nas Meditações Tântricas, é possível experimentar:

O sentimento de unidade: Nas experiências de estados alterados de consciência e percepção constata-se sempre o desaparecimento da percepção dualista: o eu e o mundo. A consciência se identifica com “tudo que é”. Algumas pessoas, por exemplo, durante experiências desse tipo, passam através de uma nuvem de luz e relatam essa experiência dizendo: “Eu era a nuvem de luz…”

O caráter inefável: Em geral, quase sempre, a experiência não pode ser descrita em linguagem usual. Muitas vezes, as pessoas não chegam a descrever o que sentem e o que vêem, sobretudo quando estão confrontados com conceitos que ultrapassam a visão mecanicista habitual do mundo. “É como se eu fosse luz, energia, ou vibração”, dizem então, “uma consciência universal. Não encontro palavras, porque o que se passa está além delas.”

O caráter noético: O que é vivido (nesse estado) é percebido como real, de uma realidade bem mais intensa do que as experiências vividas no cotidiano normal. Até as emoções, as pessoas sentem de uma maneira mais forte do que em sua vida “normal”.

A transcendência do espaço-tempo: Esse parâmetro é um dos mais importantes. Está presente assim que se penetra num universo além daquele dos nossos cinco sentidos, no mundo do espírito. Entra-se então numa outra dimensão em que o tempo não existe mais e onde o espaço tridimensional desaparece. Passado, presente e futuro não existem. Tudo é concomitante.

A expansão do Centro Coronário: Muitas pessoas sentem uma sensação de compressão no alto da cabeça, que se mantém por horas, mesmo depois do término da meditação ou da vivência de Êxtase. Sua criatividade fica mais apurada, sua percepção física aumenta e se aprimora. A percepção do Sagrado: A pessoa experimenta internamente a dimensão do sagrado, em sua verdadeira acepção.

O desaparecimento do medo da morte: A vida é percebida como eterna e a existência física, transitória. O medo da morte desaparece no momento em que as pessoas tomam consciência de sua capacidade de viver de uma forma diferente, sem ter consciência de seu corpo físico, tendo percepções bem mais relevantes que as que nos transmitem habitualmente os nossos cinco sentidos.

A mudança de comportamento e dos sistemas de valores: A Experiência Oceânica produz mudanças significativas na apreciação de valores como a beleza, a bondade e a verdade, por exemplo. Eu já fui testemunha de pessoas que pararam de fumar, abandonaram os vícios, mudaram de emprego e de trabalho para algo mais afinizado com sua essência, superaram medos e fobias, perdoaram pais, mães ou inimigos, reconciliando-se. Isso tudo tendo por base apenas a sua Experiência Oceânica transformadora.

O Ter é substituído pelo Ser. A dimensão espiritual e de transformação planetária se sobrepõe à necessidade de ter. A pessoa passa a se engajar nos movimentos que auxiliam o maior equilíbrio do nosso planeta. Quando o Ser volta da Experiência Oceânica, algo transformador muda o seu caráter e a sua estrutura, engajando-o com outros seres que viveram a experiência transformadora, afinizando-os. A sensação de saída do corpo. É comum a pessoa descrever ter saído do corpo e muitos referem-se à experiência de não ter mais corpo ou possuir um corpo de energia ou corpo de luz.

A audição de ruídos ou de sons cósmicos. É comum ampliar o aspecto auditivo desvinculado dos tímpanos. Podemos “ouvir” os sons através do corpo de energia.

O contato com outros seres. Um número enorme de pessoas descrevem o contato com seres espirituais e até mesmo de outras esferas. É muito comum que se encontrem com familiares e antepassados já falecidos, inclusive com revelações de incrível poder amoroso e transformador. A compreensão da eternidade se altera completamente e aumentam os vínculos de gratidão com os antepassados.

A sensação de unidade. Temos a impressão de poder penetrar completamente as pessoas, os animais e as coisas do universo. A consciência adquire tal expansão que o Ser se encontra ao mesmo tempo no seu presente, passado e futuro, em concomitância com experiências sucessivas, onde podemos conhecer e compartilhar a experiência dos outros. É difícil falar sobre esse conceito de espaço/tempo, da capacidade de conhecer os confins do universo, de viajar para outros mundos, outros sistemas, outras galáxias multidimensionais e, ao mesmo tempo, ter a consciência de estar aqui e em todos esses lugares, ao mesmo tempo.

A libertação. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Isso não tem nada a ver com Evangelhos, é um reconhecimento de que não há nenhuma verdade absoluta, que a vida possui nuances nunca imaginados. Que artista poderia ter criado algo tão perfeito e de tamanha magnitude? E quem de nós poderá abarcar todo o conteúdo existencial em seus infinitos aspectos? Perante isso, o conceito de verdade se desmorona. Não há razão capaz de compreender essa natureza tão ampla. Só a chave do Coração e do Amor pode abrir essa porta. A cobiça não poderá arrancar nada dali, a ganância muito menos. Ninguém poderá se beneficiar dessa verdade. O maior benefício está em vivê-la com sabedoria, sem a necessidade de possuí-la.

A Habilidade Háptica. No ser humano existem outros receptores nervosos que estão além dos nossos cinco sentidos, que dão acesso a outros aspectos da realidade, até da realidade total. Nas Meditações Tântricas, o meditador intensifica a produção de 8 tipos diferentes de hormônios, potencializando os neurotransmissores, a fim de permitir que a consciência se amplie e que a percepção permita experimentar outras dimensões de vida com nossos sentidos físicos. Por isso, é comum a descrição de pessoas que dizem poder tocar esses planos, ver novas cores ou luzes, sentir perfumes, ouvir sons e vozes, criar forma a partir da vontade e do desejo. Há uma realidade nova que se manifesta na relação com os sentidos.

No Tantra – O Caminho do Amor, a Experiência Oceânica, é uma experiência de Orgasmo desgenitalizado. Todo o corpo humano é de natureza orgástica.

Infelizmente, o ser humano aprendeu que o orgasmo está exclusivamente associado ao sexo, com a descarga ejaculatória no homem. Ele foi condicionado e limitado a acreditar que a dimensão orgástica do Ser se limita apenas ao contato dos genitais e ele anseia por isso. Ambos, homens e mulheres, sofrem terrivelmente a ausência da Experiência Oceânica.

Através das técnicas usadas no Tantra – O Caminho do Amor, conseguimos suspender toda atividade intelectual e penetrar no universo sensorial, de caráter não-sexual, o que nos permite acessar mundos paralelos, além dos cinco sentidos.

O caminho que leva a essa experiência passa pela transmutação do ego, pelo alargamento dos campos de consciência, pela mudança nos níveis de realidade. Percebemos o mundo segundo nosso ego, que é apenas uma limitadíssima parte do Eu Total. Visto assim, o mundo é ilusório e temos dele uma visão muito parcial e relativa: só uma parte de nosso eu percebe uma pequena parte do universo. À medida que atingimos estados sublimes, a realidade nos aparece cada vez mais vasta.

Nada se pode falar desses mundos. Todos os que tentam falar e expor o assunto são naturalmente chamados de místicos, de esotéricos, de bruxos, de magos, de visionários, de loucos…

Postagem original feita no https://mortesubita.net/psico/a-experiencia-oceanica/

Bases metafísicas da Magia Sexual

Fonte: Renascer da Magia, de Kenneth Grant

Existe um talismã de aplicação universal. No reino elemental ele é representado por pyramis, o fogo; em termos geométricos, pela pirâmide ou triângulo; e em termos biológicos, pelo falo. Como o sol irradia vida e luz através do sistema solar, assim também o falo irradia vida e luz sobre a terra e , similarmente, subordina; se a um poder maior do que ele mesmo. Pois assim como o sol é um reflexo de sírius, assim também o falo é o veículo da vontade do mago.

No não iniciado, o poder fálico opera independente mente de seu possuidor e , freqüentemente, em desarmonia com o mesmo. Ele funciona caprichosamente, sem relação como indivíduo. O poder fálico possui o indivíduo e não vice-versa.

No caso do iniciado, entretanto, a posição é inversa. A O.T.O. possui o conhecimento secreto da retificação e os meios de liberação do cativeiro do instinto degenerado. Ela instrui o operador no uso apropriado do fogo elemental, a correta construção da pirâmide, o empunhar bem-sucedido da baqueta mágica.

O controle do fogo elemental envolve a inibição dos resultados físicos habituais quando da união sexual. A libido não é “aterrada”, mas direcionada pela vontade para encarnar numa forma especialmente preparada para sua recepção.

Liber Agapé, o enquirídio do Soberano Santuário da Gnose da O.T.O., demonstra como a magia sexual está baseada na assunção de que nenhuma causa pode ser impedida de um efeito. Se o efeito natural for anulado , a descarga de energia não é perdida, e ela forma uma imagem sutil ou astral da idéia dominante na mente quando do clímax do coito. Habitualmente esta idéia é um pensamento de luxúria, e por causa disso uma tendência ou hábito se fixa na mente, que consequentemente se torna cada vez mais difícil de controlar. Esta tendência deve ser, portanto, destruída.

A exaltação mental gerada por um orgasmo magicamente controlado forma um portal de passagem reluzente semelhante a uma lente por onde flui o vívido imaginário astral da mente subconsciente. Imagens específicas são evocadas e “fixadas”; elas se tornam instantânea e vivamente vivas. Como a presença luminosa delas é obsessiva, salvaguardas mágicas são essenciais para compensar uma real obsessão. Esta imagens são elos dinâmicos com os centros mais profundos da consciência e atuam como chaves para experiência ou revelações que formam o objetivo da Operação. Encarnar tais experiências é o objetivo da magia sexual. É necessário, portanto , formular a vontade com grande cuidado e com estrita economia de meios. Não deve haver nada na mente no momento do orgasmo exceto a imagem da “criança” que se pretende dar a luz.

Condenações contra a masturbação, o onanismo, o coito interrompido, a karezza e outros métodos aparentemente estéreis de utilização da energia sexual baseiam-se logicamente no reconhecimento (ainda que este reconhecimento possa ser conscientemente irreconhecido) da natureza sacramental do ato procriativo.

Conclusões errôneas obtidas pela apreensão incompleta dos fatores envolvidos levaram, no passado, à admoestações do tipo “fogo e enxofre”, dirigidas contra os “abusos” que , neste tempo, acreditava-se levarem a degeneração do sistema nervoso, à cegueira, à paralisia e a insanidade.

Na verdade, nada da energia é perdida, embora ela não consiga encontrar um campo de operação na matriz que a natureza promoveu a ela.

Ela produz, ao invés de uma prole física, fantasmas compostos de matéria tênue. Através da prática deliberada e persistente de tais “abusos”, entidades qlifóticas são engendradas; elas vampirizam a mente e se alimentam de fluidos nervosos.

Crowley menciona que: “Os antigos rabinos judeus sabiam disso e ensinaram que, antes que VA fosse dada a Adão, o demônio Lilite foi concebido pêlos respingos de seus sonhos de modo que as raças híbridas de sátiros, elos e outros parecidos começaram a povoar aqueles lugares secretos da terra que não são sensíveis aos órgãos do Homem Comum”.

Muitas dissertações longas e tediosas sobre a possibilidade de uma “feiticeira” dando à luz a prole, após a união com o diabo na forma de um incubo, deveriam ser entendidas no sentido de que filhos nascem de tais uniões, embora não sejam filhos físicos.

Qualquer descarga de energia, de qualquer natureza, tem um efeito em todos os planos. Se os resultados em um plano são impedidos – como aconteceria no caso do íncubo – eles aparecem, então em outro [plano].

De acordo com antigas autoridades em Feitiçaria, íncubos e súcubos eram personificações do próprio diabo. O diabo é sinônimo do espírito criativo do homem. Crowley vai mais longe ao declarar que “o sátiro é a verdadeira natureza de cada homem e cada mulher”. O íncubo ou súcubo é a exteriorização, ou extrusão, do sátiro em cada indivíduo. Ele representa a vontade subliminar; Ele representa a Vontade subliminar; na verdade, [ele representa] o Ser Anão ou Sagrado Anjo Guardião.

Ele é o princípio no homem que é imortal e inextricavelmente ele possui estreita ligação com a sexualidade que , por sua vez, é a chave para sua natureza e os meios de sua encarnação.

No antigo Egito, tumba e útero eram termos intercambiáveis. O útero levava ao nascimento no mundo material, a tumba, no mundo espiritual.

As idéias de ressurreição e re-ereção era m também intercambiáveis. O falo ereto, ou erguendo-se, simbolizava a ressurreição para a nova vida no mundo espiritual; ele significava também a habilidade de viver e de trazer a vida novamente; dizia-se que ele “morria” no ato de transmitir o princípio vital, a sua Palavra, a sua Verdade.

Numa lenda egípcia da criação, gravada no papiro de Nesi Amsu, o deus do sol Atum é descrito como tendo pressionado seu membro com sua mão e realizado seu desejo, produzindo assim seus dois filhos Shu e Tefnut.

Estas crianças representam os princípios místicos do fogo e da água, calor e umidade, necessários para materializar o espectro; a matriz [representa] o útero úmido – ou “súcubo” – através do qual a energia é transmitida aos planos sutis.

O Deus Kefra também está gravado no mesmo papiro como tendo tido uma união com sua mão e tendo abraçado sua sombra num “abraço de amor”. A sombra é o súcubo.

Na tradição rabínica, seu nome é Lílite; ela foi a primeira mulher de Adão e foi criada da substância de sua imaginação. Em um manuscrito da Aurora Dourada [Ordem Goldem Dawn] intitulado “A Mercará”, ela é descrita como “uma mulher bonita por fora mas por dentro, corrupta e putrefata”.

Eva e Lílite não são duas criaturas diferentes, mais dois aspectos de uma única entidade. O aspecto brilhante, solar, criativo, angélico foi chamado Eva (uma forma da divindade criadora IHVH – Iavé [YOD – HEH – VAV – HEH];o aspecto lunar, corrupto, demoníaco foi chamado Lílite.

Ela estrangulava almas com seu abraço ou com o enlace de um único fio de cabelo. Ela era chamada de mulher-serpente por causa de sua conexão com a corrente lunar da periodicidade, simbolizada por sua capacidade de assassinar “crianças” tão logo eram concebidas; mais tarde ela se tornou a deusa da Feitiçaria, a magia da noite (ou seja, da escuridão: magia negra), em oposição à magia do dia (ou seja, magia solar ou branca).

Estes aspectos gêmeos do Sagrado Anjo Guardião – o bom e o mau dáimon – parecem fascinantes e terríveis por vezes, do mesmo modo que a deusa káli aparece aos seus devotos como a gentil Durga ou a terrível Bhavani.

Consideradas misticamente, eles são duas entidades subjetivas, aspectos da consciência que podem ser vitalizados por métodos mágicos apropriados. Eles são companheiros vagos e esfumaçados que respondem às mais tênues evocações do sistema nervoso.

Num sentido espiritual, eles podem ser considerados como guias da alma pelas trilhas luminosas e obscuras de Amenti.

A evocação do companheiro obscuro para fins pessoais é citada por J. Marques-Rivière (“Ioga Tântrica”): “Eu fui capas de conhecer pessoalmente o apetite sexual anormal e absolutamente depravado destes falsos iogis.

O método usado é chamado de Praioga, através do qual é possivel visualizar e animar certas entidades femininas que são chamadas de Súcubos. “Arthur Avalon também se refere a um processo análogo de magia negra sexual em “O poder da serpente”:

“Aqueles que praticam a magia do tipo mencionado, trabalham apenas com o centro mais baixo, recorrem à Praioga, que conduz à Mayika Siddhi, por meio da qual é efetuado o relacionamento com espíritos feminos e similares.”

Crowley dá um método de gerar tais companheiros que envolve o uso do Sistema Enoquiano de Dee (John) e Kelley. Tais elementais, ou espíritos familiares, devem, diz ele, ser tratados com gentileza e firmeza. [nota digitador: em outro texto, diz que deve ser tratado como se trata um cão fiel ].

Os melhores tipos de “espírito” são os espíritos das Tábuas Elementais de Dee e Kelley divisaram para a conjuração de servidores mágicos. Estes servidores são “fiéis e perfeitos em sua natureza, afeiçoando-se a raça humana. E se não são tão poderosos quanto , são menos perigosos que os Espíritos Planetários.” Crowley os conjurou através das Chaves ou Chamados de Enoque (Ver o Equinox , Vol. I. nos 7 e 8). Depois dos chamados, ele realizava um ato de magia sexual como descrito no papiro Nesi Amsu, deixando o sêmen cair sobre as pirâmides de letras, formando os nomes dos espíritos que ele estava conjurando e sendo preservado dentro delas.

Em 1945, o então chefe de uma loja da O.T.O. , na Califórnia, realizou com sucesso uma operação similar, mas com resultados desastrosos para ele mesmo (ver o capítulo 9).

Grande parte da magia de Crowley era realizada no plano astral e normalmente envolvia alguma forma de intercurso sexual:

“a única operação “física” realmente fácil que o corpo de luz pode realizar é o Congressus Subtilis. As emanações do “corpo de desejo” do ser material que se está visitando são, se a visita for agradável, que espontaneamente se ganha substância no enlace. Há muitos casos registrados de crianças que nasceram como o resultado de tais uniões.”

Estas “crianças” eram elementais ou companheiros. Se “crianças”, eles atuam como servidores, como o familiar de uma feiticeira; se companheiros, atuam como elos através dos quais ele era capas de se comunicar com habitantes dos reinos astrais consoantes com a natureza do súcubo. Desta forma, Crowley ganhou acesso direto a regiões escondidas dos ocultistas, utilizando as velhas técnicas

cerimoniais de evocação. Isto também possibilitou, em muitos casos, que ele dispensasse um médium entre ele próprio e as entidades contatadas, pois pela união sexual com uma entidade não terrestre, ele era capaz de entrar no fluxo de contatos não-humanos sobre os quais Dion Fortune faz menção freqüentemente.

O “corpo de luz” é assim chamado porque era sabido desde antigamente que o homem ressucitava, não em seu corpo físico (como acreditam os cristãos), mas num veículo mais tênue e etéreo que se erguia da escuridão da morte, o abismo, assim como as estrelas que se erguem resplandecentes acima do horizonte.

O corpo astral ou fantasma era o tipo mais antigo de ressurreição porque – de acordo com a doutrina egípcia – quando a múmia se transformava no submundo de Amenti, quando então ela se espiritualizava ou “obtinha uma alma entre as estrelas do céu”, ou indivíduo se erguia de novo no horizonte como a constelação de Órion – a estrela de Hórus – o Sahu, ou corpo glorificado ressurrecto eternamente nos campos de Sekhet Aarhu (espaço da eternidade).

Órion representava o Hórus reerguido (o defunto glorificado) há pelo menos 6 mil anos, quando a Estrela (corpo astral) erguia-se da morte escura no Oeste, o submundo de Amenti (Ver O livro dos Mortos, Capítulo LXXXIX, etc.).

O corpo estelar ou astral é também chamado de Corpo de Desejo, porque ele é o veículo da sensibilidade no organismo humano. Este corpo foi atribuído ao mais antigo deus estelar, Set, que era também um deus do fogo. A Hórus, seu irmão gêmeo, foi atribuído o corpo espiritual representado pelo Sol. A ligação entre deuses estelares – ou do fogo – e o sol é a corrente lunar tipificada por Tot, Senhor da Magia e Escriba dos deuses. Tot é sagrado para o jovem deus Khonsu, de quem Crowley, como um mago, afirmava ser um avatar, identificando-se assim como um elo entre a Besta (Set, Senhor as estrelas) e o Anjo(Hórus, Senhor do Sol).

Como o sexo é a mola mestra do corpo astral, foi através de seu uso que Crowley cumpria grande parte de sua magia nos planos sutis.

“Nenhuma causa pode ser impedida de seu efeito, e se o efeito for impedido de se manifestar em um plano, ele o fará em um outro. E em sua manifestação secundária que o perigo espreita o praticante não iniciado, porque nesta fase ele gera uma imagem corrompida da Vontade. Para evitar isto, a Vontade deve ser tão firme como uma chama num local sem vento. O menor tremor e a imagem oscila. Eis porque a prática intensa da concentração mental é essencial. A mente e a vontade devem estar unidas e funcionar unicentradamente. Quando a imagem é distorcida, ela produz uma cria alienígena e parasítica que sobrevive da energia vital da pessoa que a trouxe à existência. Com cada novo ato sexual a criatura ganha poder; ela se torna um vampiro, obsediando o indivíduo e levando-o a ações de crueldade ou luxúria das quais normalmente ele seria incapaz. Éliphas Lévi descreve bem a situação:

“Quando alguém cria fantasmas para si próprio, ele coloca vampiros no mundo e deve nutrir estes filhos de pesadelos voluntários com o seu sangue, sua vida, sua inteligência e sua razão, sem jamais satisfazê-los.” (A Chave dos Mistérios, tradução de Crowley).

Se corretamente utilizada, entretanto, não há limite para o que se pode conseguir através do controle mágico da corrente sexual. Crowley escreveu: “Eu não sabia, até junho de 1912, da tremenda importância do conhecimento detido pela O.T.O. e, mesmo quando soube, não me dei conta dele.”

Quando a Primeira Guerra Mundial eclodiu, Crowley suspeitou que o fim da civilização era iminente. Ele baseou suas suspeitas no texto do terceiro capítulo de O Livro da Lei. É interessante ver o que ele escreveu a Frater Achad (Charles Stansfeld Jones, de Vancouver). Achad estava para se tomar a prova viva de que O Livro da Lei havia sido comunicado a Crowley por uma Inteligência preter-humana, demonstrando assim que a consciência pode se manifestar, e realmente se manifesta, independentemente do homem (isto é, da estrutura cerebral e nervosa do homem):

“Em vista do iminente colapso (isto é, da ordem atual do mundo), não seria essencial selecionar um número de homens adequadamente treinados e confiar-lhes os segredos dos quais dispomos? Meu conhecimento da técnica aumentou grandemente desde que escrevi meu Comentário ao Nono Grau.

A suprema importância deste assunto jaz nas considerações seguintes. As descobertas da Ciência no século passado ou no atual têm sido semelhantes a este respeito, [ou seja] que todos estão afastados da Virtude.

Elas podem ser igualmente utilizadas por homens vulgares, freqüentemente por homens meramente brutais, sob o controle de mestres vis e ignóbeis. O resultado é o que vemos.

Mas através da O.T.O. nós possuímos uma forma de energia mais forte e mais sutil do que qualquer outra já conhecida; e sua virtude é que ela não pode ser empregada com sucesso por homens ignorantes das leis espirituais e não treinados pelos métodos espirituais. O ser mais maligno da humanidade é capaz de se concentrar, o que é um fato essencial no sucesso.

Mas, apesar de devermos fazer tudo o que pudermos para guardar o segredo das mentes incapazes, não podemos negar que ele já seja amplamente conhecido, pelo menos de formas grosseiras e errôneas. Devemos confiar no fato natural de que a técnica da Virtude deve necessariamente prevalecer.

Ainda que aconteça o pior, eu acho que seria melhor que o mundo fosse regido por Lojas Negras e Brancas do que, como agora, seu governo não passasse de mera confusão. Por conta disto eu não vou me eximir da responsabilidade de usar este grande Segredo para determinar a direção na qual a esfarrapada árvore da civilização deva cair. É prioritário em tais questões que eu solicite a Sabedoria dos Irmãos Anciãos.

Dada a aprovação Deles, deveríamos encontrar pouca dificuldade em selecionar e treinar número suficiente de homens para estudar, desenvolver e aplicar esta energia.”

O Comentário sobre Líber Ágape (mencionado na carta acima) refere-se ao conhecimento secreto sobre o qual o Soberano Santuário da Gnose, IXº O.T.O. está constituído. O que Crowley não explicou no Comentário foi o papel representado pela shakti, ou a parceira feminina, selecionada para ajudar no ritual.

Vinte anos de pesquisa independente com a fórmula do IXº me convenceram de que Crowley não estava plenamente ciente da parte representada pelos kalas místicos, ou vibrações vaginais, emanados das shaktis utilizadas no rito.

A natureza dos kalas forma uma parte altamente técnica da doutrina tântrica. E evidente pelos seus diários, cartas e ensaios que Crowley estava ciente da importância da parceira durante os ritos sexuais. Ele diz, por exemplo:

“Eu estou convencido que uma importante consideração é aquela da parceira, e isto … está além do controle da consciência. Ao realizar trabalhos cerimoniais comuns em tempos passados, eu costumava achar que algumas pessoas pareciam ter a faculdade de conseguir que as coisas acontecessem no plano material, e isto instantaneamente.

Normalmente, elas não podiam fazer nada por si próprias; elas não eram nem mesmo clarividentes, mas comigo a dirigi-las, os fenômenos começavam a ocorrer de imediato.”

Discutindo a adequabilidade da parceira numa carta datada de 1938, ele diz: “Eu não acho que os tipos finos (de mulheres) sejam muito bons; as grosseiras são as melhores. Pessoas cujos instintos procriadores são naturalmente excessivos, mas que se volveram por uma ou outra circunstância para canais de voluptuosidade e extrema libido; por libido eu pretendo usar a palavra realmente em seu sentido mais amplo — uma intensa e instintiva luxúria por objetos variados.”

E em certas instruções referentes à Operação do IXº, ele escreve: “A escolha de uma assistente parece ser tão importante que talvez isto deva ser deixado ao capricho; isto é, à atração subconsciente.”

Uma pista quanto ao tipo qualificado de assistente para o papel de Mulher Escarlate é fornecida em O Livro da Lei, capítulo dois:

“Magníficas bestas de mulheres com longos membros, e fogo e luz em seus olhos, e massas de cabelo flamejante à sua volta…”

Estes epítetos não são meros dispositivos literários. Eles são cifras dissimulando características definidas pelas quais o iniciado é capaz de reconhecer a atitude mágica em certos tipos de mulheres. Os floreados elogios do charme feminino encontrados em muitos tantras similarmente dissimulam as precisas características requeridas para uma operação mágica bem-sucedida.

Em termos tântricos, a Mulher Escarlate é Suvasini; literalmente “a mulher que emana um cheiro adocicado” do Círculo Místico (chacra) que é formado para o propósito de obter oráculos e tantras. Tantras são coleções de instruções em magia, comunicadas por inteligências para-terrestres de modo muito semelhante àquele em que O Livro da Lei foi comunicado a Crowley.

Nos tempos antigos, as sumo-sacerdotisas de Dodona, Delfos e Elêusis cumpriam funções oraculares similares; elas se tomavam o sagrado Uterus, o Emissor”‘, da Palavra.

A falta de informações precisas no que se refere às funções da parceira feminina e a descoberta por não-iniciados, após a morte de Crowley, de referências em seus Diários Mágicos a determinadas mulheres, algumas das quais preenchiam, e outras não, os requisitos necessários ao ofício de Mulher Escarlate, levaram a uma má interpretação generalizada de suas atividades e de seus motivos.

O Chacra Místico, ou Círculo Mágico dos Tantras, é uma forma simbólica e extemalizada dos centros sutis do corpo humano. A ioga está repleta de descrições destes chacras, sete dos quais são de grande importância. Eles foram descritos detalhadamente em numerosos livros de ioga e anatomia oculta, e ocultistas como Dion Fortune chamaram a atenção para suas correspondências no sistema endócrino. Vendo o assunto por este ângulo, muitos fatos interessantes emergem, alguns dos quais são descritos no Capítulo 4.

Os alquimistas preocupavam-se com o organismo vivo, e suas peculiares potencialidades, não menos do que os tântricos, sua contraparte oriental. Além disso, foi provado por experiências científicas que os chacras emanam um poder sutil. Em 1939, Wilhelm Reich descobriu uma energia radiante em bíons derivados da areia. Mais tarde, eles foram encontrados no solo, na atmosfera, na radiação solar e no organismo vivo.

Em Aspectos do Ocultismo, Fortune menciona as. vibrações detectadas na areia. Ela atribui a estranha influência do Egito à “eletricidade gerada pelas areias sempre em movimento do grande deserto do Saara, que, assim, muda o índice normal de vibrações, cujo resultado é uma expansão da consciência”. Descobriu-se que o chacra Ajna, comumente chamado de terceiro olho, consiste de partículas de uma substância muito fina semelhante à areia, ou a cristais num aparelho de rádio receptor.

A afinidade entre as secreções das glândulas endócrinas e as vibrações irradiando dos chacras sutis explorada pelos iogues forma a base da magia sexual que utiliza estas vibrações de um modo ainda desconhecido para a ciência. Todos os assim chamados cultos fálicos possuíam originalmente o verdadeiro conhecimento destas questões, antes que ele fosse perdido ou pervertido pelo uso impróprio. O que resta da sabedoria antiga é o vestígio somente de ritos corrompidos e fálicos; são estes, e não as verdadeiras doutrinas, que são hoje o alvo dos peritos que se auto-denominam “sofisticados” e “experts iluminados”, cuja sabedoria mundana é, de fato, nada comparável àquela dos antigos.

A Tradição Mágica, a qual incluía o sexo como um meio de consecução espiritual, existia muito antes dos tempos dinásticos do antigo Egito, e existem antigas referências a ela nos escritos sagrados da Índia e da China.

No Egito, esta tradição era conhecida como o Culto Draconiano ou Tifoniano. Ela foi a primeira forma sistematizada dos antigos mistérios africanos.

As doutrinas que os Egípcios elaboraram num culto altamente especializado floresceram mais tarde nos tantras da Índia, Mongólia, China e Tibete. “O quão paradoxal possa parecer”, escreve Crowley, “os Tântricos são na realidade os mais avançados entre os Hindus. A essência dos cultos tântricos é que pela realização de certos ritos de Magia, não apenas se escapa do desastre, mas obtêm-se bênçãos positivas.

O tântrico não é obcecado pela vontade de morrer. É difícil, não há dúvida, conseguir algum divertimento na existência, mas ainda assim não é impossível.

Em outras palavras, ele nega implicitamente a proposição fundamental de que a existência é sofrimento e formula o postulado essencial … que meios existem pelos quais o sofrimento universal (aparente na verdade a toda observação comum) pode ser desmascarado, assim como quando nos ritos iniciatórios de Ísis, nos antigos dias de Khem (Egito), um Neófito aproximando sua boca, sob compulsão, das espichadas nádegas do Bode de Mendes, via-se acariciado pelos lábios castos de uma sacerdotisa virgem desta Deusa, em cuja base do relicário estava escrito que Nenhum Homem levantou o Seu véu.”

Crowley sabia que o ponto crucial do ritual tântrico jaz em sua conexão com o êxtase magicamente induzido do orgasmo sexual. Orgasmo, no sentido reichiano de um fulminante paroxismo envolvendo o organismo inteiro, está algumas vezes em contradição com o conceito tântrico de (a) orgasmo total, ou (b) uma total ausência de orgasmo; ambas as interpretações foram lidas em textos tântricos.

Em ambos os casos, o orgasmo é comumente visto como fenômeno psicofísico. Mas isto é incorreto. Reich enfatizou a distinção entre ejaculação e orgasmo, um sendo físico e o outro, estritamente falando, metafísico.

Ejaculação sem orgasmo é uma ocorrência comum e, como Reich apontou, o orgasmo total é um fenômeno muito menos frequente. Ele é indubitavelmente bem menos frequente do que ele supunha. A concepção tântrica do orgasmo em seu sentido diretamente sexual (pois ele tem outros [sentidos]) é de uma natureza mais compreensível; ele pode, de fato, ser descrito como parassexual. Ele envolve a shakti Kundalini, da qual o aspecto sexual é sua forma mais material. A produção real do sêmen é o produto final, se não o produto-dejeto, que sobrou de uma corrente de consciência imprópria e incompletamente absorvida.

A Corrente da Consciência é dupla: mágica e mística. A primeira opera nos chacras mais baixos, a última, nos mais altos. Aquilo que é ejaculado como sêmen é a energia não absorvida (prana ou ojas), e ele sempre contribui para a criação de formas materiais, alojadas num útero ou não. Caso contrário, o transbordamento (como na masturbação, sodomia, felação, etc.) é tomado pelo astral e por entidades qlifóticas e transformado em organismos já existentes nos planos sutis.

Paracelso refere-se aos homúnculos (criaturas geradas artificialmente) feitas de esperma independentemente do organismo feminino e às larvas astrais e monstros parasíticos construídos da substância de imaginações voluptuosas.

O orgasmo pode ocorrer em qualquer dos seis principais centros do corpo ou em todos simultaneamente, em cujo caso um sétimo é trazido à existência como o supremo evento-ato. Ele é representado como existindo, ou vindo a existir, na coroa da cabeça. Este é o Sahasrarachacra, o lótus de mil pétalas que se diz estar situado na região da sutura craniana. No momento da morte de um Adepto, ou no princípio de um transe profundo, a consciência deixa o corpo por este centro.

Ela assim o faz acompanhada de uma indescritível felicidade. A felicidade é a verdadeira natureza da Consciência, que se manifesta como Luz.

Ela é o orgasmo ultima do qual todas as manifestações menores são senão sombras, pois este orgasmo é o Grande Ir, o andarilho sendo a designação especial dos deuses mais elevados, tanto na tradição do Egito quanto na da Índia. A cruz anca — ou a tira de sandália — é o seu símbolo, a semente secreta, o andarilho de vida em vida, o andarilho que transcende a morte completamente.

A tira de sandália, o símbolo do andar e, portanto, do orgasmo, é o glifo de Vênus, a deusa do amor; ela é o instrumento, no sentido sexual, da transcendência ultimal da consciência individual.

O orgasmo nos vários centros é o florescer de poderes específicos ocultos na anatomia sutil do corpo do homem. Os poderes (siddhis) pertencentes a cada lótus são descritos em qualquer manual de yoga. Quando a Serpente de Poder descarrega-se como sêmen, os resultados são físicos, em oposição aos [resultados] metafísicos.

Em O Livro da Lei, que pode ser descrito como um tantra moderno, o movimento deste Poder para baixo e para fora é descrito como resultando em peçonha, isto é, veneno (Hl.) em oposição ao néctar (^):

“Eu sou a secreta Serpente enroscada prestes a pular: em meu enroscar está o prazer. Se Eu ergo minha cabeça, Eu e minha Nuit somos um. Se Eu abaixo minha cabeça, e germino veneno, então é a raptura da terra, e Eu e a terra somos um.”

Seja qual for a meta do homem concebida por Reich e outros, para os tântricos a meta é atingida por uma reversão do processo que leva à substanciação do Poder gerado durante o orgasmo.

No Budismo Tântrico, por exemplo, ao bodicita (luz da consciência30) não é permitido formular-se como sêmen; o processo é inteiramente místico, e quando mulheres participam do ritual, elas são utilizadas para estimular a Kundalini, para despertá-la do sono no centro mais baixo, antes dela começar sua ascensão.

O notório Círculo Aula dos Vamacarins (tântricos do Caminho da Mão Esquerda), em algumas de suas divisões, utiliza a fêmea para propósitos similares, mas ela permanece virgem.

Criou-se alguma confusão devido à natureza curiosamente ambivalente do simbolismo adotado pelos iniciados orientais. Existem, sem dúvida, algumas divisões tântricas que de fato expressam a Corrente-Consciência como sêmen e, então, reabsorvem-no no sistema por um método no qual o pênis é usado como um sifão. Isto é perigoso, a menos que o praticante seja um adepto.

Crowley evitava, de certo modo, os perigos ao absorver a substância oralmente durante suas operações mágicas.

Para ser efetivamente utilizada desse modo, a Corrente-Consciência deve ser carregada pela Vontade do operador no momento de sua transformação em sêmen. É a fusão total dos princípios ativo e passivo numa explosão deslumbrante de êxtase que constitui a transubstanciação dos elementos grosseiros do Rito Sagrado nos sacramentos glorificados do verdadeiro casamento místico.

A palavra orgasmo implica um rito, ou operação, sagrado além também de seu significado indicatório do paroxismo e expansão emocionais. Os gnósticos chamavam este rito de Missa do Espírito Santo e as essências masculino-feminina — expressas em suas formas grosseiras — eram simbolizadas pelo pão e pelo vinho. A Missa Gnóstica é portanto um eidolon do êxtase, ou orgasmo, metafísico que está velado sob o símbolo do Espírito Santo, do qual a pomba (o pássaro de Vênus) é o veículo especial. A pomba é também um símbolo do Jardim do Éden (o Campo do intercurso de energias ódicas), tipificado e tomado real pela mulher. Jardim é um dos significados da conhecida palavra para a vulva (conforme Kent, “o jardim do sul”). Mas uma mulher não está necessariamente presente no ritual tântrico, não mais do que ela precisa estar presente quando ocorre o orgasmo sexual.

O sonho molhado é um exemplo disto. Há um despertar no momento crítico, exatamente quando a Corrente-Consciência começa a fluir para fora do corpo sob a forma de secreção. A Consciência fluindo para fora é a mente, ou mais precisamente, a mente em movimento, ou seja, o pensamento. Quando isto ocorre, o sonho (o estado subjetivo de criação de imagens) passa para o estado desperto (o estado objetivo de criação de imagens). E nessa junção que o adormecido desperta, e, por um rápido momento, fica convencido de que estava coabitando com uma mulher real. Um súcubo foi gerado, uma objetivação — pela luz da consciência dentro da mente — do desejo da mente, porque a mente sempre assume a forma de seu objetivo. A experiência é tão vívida quanto como se fosse real. Para o sonhador, a atividade do sonho é tão real quanto é a vida diária para a pessoa inteiramente acordada.

Quando a corrente é revertida, a Consciência assume a sua própria forma, que é em realidade Não-Forma, pois ela é vazia, isto é, além da forma. O vazio é o Atma do Hinduísmo que é igualado ao verdadeiro princípio imortal, o Verdadeiro Ser. No estado de vazio, a felicidade pura é experienciada, como no sono profundo e sem sonhos.

Não há nenhum conhecedor ali, nenhum objeto a ser conhecido, nenhum homem ou mulher, nenhum sujeito ou objeto. Conseqüentemente, a Consciência assume sua própria natureza que é auto-resplandescente. Quando esse estado é alcançado cognitivamente (não se pode dizer “conscientemente”, pois não há jamais um tempo em que a consciência não exista), então o sono profundo se toma não um esquecimento, mas imediata consciência de si, que é o Conhecimento Puro cuja natureza é a Felicidade.

Por este meio, o tântrico procura liberar-se da escravidão da matéria, da dualidade do universo fenomênico e numênico. Ele é um orgasmo da Consciência, um florescimento da Consciência além de toda dualidade.

Edward Carpenter (O Cimo de Adão para Elephanta, 1892) notou, a propósito de certas doutrinas hindus, que elas contêm “um vislumbre da profunda verdade subjacente de que o universo inteiro conspira no ato sexual e que o orgasmo em si é um flash da consciência universal…”

Isto é verdade, mas não é toda a verdade. A Corrente-Consciência é vista por clarividentes como um filete de brilho no interior do canal central (espinha) do corpo humano. Ela pode ser vista como uma trêmula teia de ramos cintilantes interpenetrando o corpo astral, o Corpo de Luz. A identificação da Consciência com a Luz é antiga e universal. A frase bíblica declara: “A luz do corpo é o olho; se, portanto, tiveres um único olho, teu corpo inteiro estará cheio de luz.”

O Olho é o símbolo do Vidente; ele é a consciência que ilumina objetos e toma a visão possível. Ele é também um símbolo da yoni, a fonte das imagens. Como tal, ele é idêntico à própria Consciência, sem a qual imagens ou formas não podem existir. A passagem bíblica refere-se à prática de reter a luz (Consciência) em seu estado imaculado ou pré-conceptual, impedindo seu fluxo ao exterior e a fabricação de imagens no mundo material.

No momento do orgasmo uma luz brilhante parece explodir interiormente. E difícil dizer precisamente aonde isto ocorre; diz-se que [a explosão] pode ser localizada, pelo observador alerta, em um ou outro dos centros sutis ao longo do canal espinhal. Dion Fortune chamou a atenção para o fato de que estes centros aproximam-se de regiões específicas do sistema endócrino e estão conectadas à produção de secreções endócrinas. Não se deve supor que os chacras respondam à investigação física, assim como a mente não pode ser descoberta por cirurgia cerebral. Os chacras existem como realidades em dimensões extra-físicas, e eles são tão reais em seu próprio plano quanto os sonhos o são no seu.

A polaridade sexual no seu sentido mais profundo e tântrico é uma forma natural de união (ioga) usada por Adeptos, Ocidentais e Orientais, para a consecução do Objetivo último. Paracelso, Lévi, Blavatsky, Hartmann, Fortune e outros pontilharam seus escritos com pistas, mas coube a Crowley falar plenamente, desenvolver o relato mais completo e mais sistemático deste caminho ambíguo.

A ignorância geral, os mal-entendidos e as interpretações malévolas de seus escritos fizeram o melhor que podiam para obscurecer seu propósito, mas agora, mais de vinte anos depois de sua morte, a situação afinal mostra sinais de mudança.

Nos tempos mais antigos, o fogo do processo criador era identificado com a Besta (conforme Bast, a deusa egípcia da luxúria e do calor sexual), simbolizada pelo hipopótamo, o crocodilo, a leoa, o gato, o porco ou a vaca. Quando este simbolismo foi interpretado antropo-morficamente, como mais tarde o foi, o próprio órgão gerador era escolhido para representar o processo criador inteiro. Com o decorrer do tempo, a besta transformou-se na forma humana31, mas a kteis, o órgão simbólico da mudança, ou transformação, permaneceu o mesmo.

Nos hieróglifos ela representava O Grande Poder Mágico32 que concentrava (simbólica e verdadeiramente) o poder da besta de recriar e transformar a si própria, de projetar sua imagem no futuro como se por magia e de continuar fazendo assim, para sempre. Uma santidade especial era então atribuída à genitália feminina, o portal da vida perpétua.

Num período bem mais tardio, os egípcios ocultaram a identidade humana de seus deuses sob máscaras de animais que representavam os tipos de energia que se desejava invocar e controlar. A acuidade visual do falcão, por exemplo, e sua habilidade de subir aos céus e de aproximar-se do sol fez com que ele se tomasse um glifo solar de deuses tais como Hórus e Rá.

Os sacerdotes assumiam a máscara ou a forma-deus de um falcão em operações envolvendo clarividência, descoberta de tesouros ocultos e assim por diante. A Cobra, com sua velocidade, sua sutileza e habilidade para trocar sua pele já usada, tomou-se o modelo de rejuvenescimento e mudança, e, portanto, de magia.

Assim também ocorreu com a Lua em uma fase de seu simbolismo. A Cobra era, originariamente, um glifo da fêmea devido a seus poderes de renovação periódica; ela unifica o dualismo do poder fálico, primeiramente em seu aspecto feminino e mutante (como a energia lunar) e, em segundo lugar, em seu aspecto criativo como energia solar tipificada pela súbita ereção e a fulminantemente e rápida ejaculação do veneno. O conceito finalmente mesclou-se com a Serpente de Poder, a Kundalini dos Tantras.

A antiga fórmula conhecida como Assunção de Forma-Deus foi revivida na Aurora Dourada e foi continuada na O.T.O, sob símbolos fálicos.

Esta fórmula evoca as shaktis (poderes) latentes nos elementos, nas bestas ou nos “deuses” que representavam aspectos da mente subconsciente do homem incorporados em formas simbólicas.

A transição do mortal para imortal é conseguida por um ato de vontade criativa, e a arma mágica (Baqueta ou Falo) é a erétil chama impetuosa comum na besta e no homem. O deus Mentu33 ou Min era a forma itifálica de Hórus; de Min é derivada a palavra Man (Homem).

Mentu tomou-se Mendes, o nome do antigo nomo egípcio consagrado à Cabra ou Bode, o Baphomet dos Templários retratado com o falo exaltado. O poder primai era também simbolizado pela Serpente Ureus que coroava os deuses egípcios ou pelos chifres que sobressaíam da fronte do Grande Deus Pã, o Todo-Criador dos gregos. É a Kundalini erguendo-se, idêntica à cadeia de símbolos de Set-Pã-Baphomet-Mendes-Fênix.

Nos primeiros estágios da carreira mágica de Crowley, o uso involuntário de magia sexual, mais as repetidas assunções de formas-deuses do antigo Egito — especialmente aquela de Hórus-Falcão —, resultaram no rapport com Aiwaz em 1904. Onze anos mais tarde (1915), ele reconheceu a si próprio como sendo A Besta 666, um Magus da A.’. A.’. e Senhor do Éon de Hórus, cuja Palavra é Abrahadabra e que oculta a fórmula de Shaitan e da magia sexual-34

Qualquer que seja a natureza específica desta “besta” (falcão, leão-serpente, dragão, fênix, etc.), isto implica na identificação com uma entidade não humana. Crowley identifica a si próprio com a Besta 666 porque este número é uma máscara de Hadit ou Set (Shaitan), representado celestialmente pela Estrela-Cão, e na terra, pelo falo.

O número do Sol é 6 (simbolizado pelo Selo de Salomão); o número da Estrela de Set é 6, como no Hexagrama Unicursal que é o Hexagrama de Invocação da Besta; o número do Filho (“criança”) é também 6 (Vau ^) — portanto, 666. Similarmente, a Mulher Escarlate, Babalon — o lar do Falo — representada astronomicamente por Nuit (Draco) e Suas “estrelas”, é, sobre a terra, a Vésica ou Kteis, e seu número é 7, que é o número de Vênus, seu representante planetário.

Originalmente, entretanto, o número 7 é derivado de sua identidade com as sete estrelas da Grande Ursa, ou Dragão do Espaço, cujo nome era Sephek ou Sevekh (Sete). “Hesitar entre o seis e o sete” é uma expressão baseada nesta vasta e antiga tradição oculta, derivada de um tempo em que a confusão reinava devido à mudança dos meios de cálculo Estelar (7) para o Solar (6). O assunto é muito complexo para ser tratado aqui.

O leitor deve consultar os capítulos de Gerald Massey sobre o “Tempo” em A Gênese Natural, Volume II, Seção XII. Os primeiros cálculos de tempo centravam-se na revolução da Serpente (Draco ou Nuit) em torno da Estrela-Cão (Hadit).

Sept ou Set, a Estrela de Sótis, é na realidade o nome do Número Sete, o número de Sevekh ou Vênus que, numa época mais tardia era a representante planetária dos conceitos estelares originais. Portanto, a Estrela de sete raios de Babalon ë um glifo do Espírito de Sótis; ela é a Estrela de Ísis-Sótis — a Mãe e a “Criança”. A Besta ou Dragão do Apocalipse tinha sete cabeças (as sete principais estrelas da Ursa Maior), e o manifestador destas Luzes ou Espíritos não era nem o sol nem a lua, mas “a Luz que ilumina a Cidade”.

Mas há uma outra interpretação do 6 e do 7, mais mágica ainda, que está oculta na união deles (13). Este número, além de sua implicação lunar é também 31 ao contrário e indica que a chave para a fórmula da Magia especialmente característica da Besta e da Mulher deve ser buscada no XIº O.T.O.

As “Estrelas”, magicamente falando, representam a consciência astral concentrada nas essências sutis (kalas, unidades de tempo) que foram descritas nos tantras secretos da Índia como vibrações vaginais. Em O Livro da Lei, Aiwaz revela sua identidade e concentra a fórmula de Shaitan nestas palavras misteriosas:

“Vê! Isto é revelado por Aiwass o ministro de Hoor-Paar-Kraat. O Khabs está no Khu, não o Khu no Khabs. Adore então o Khabs, e contemple minha (ou seja, de Nuit) luz derramada sobre vós!”

Khabs é uma palavra egípcia que significa “Estrela”, e o khu é a essência ou poder mágico feminino. A Estrela (isto é, Sótis, a Estrela de Shaitan) reside no poder mágico da essência geradora da fêmea, pois a Estrela-Cão é Sótis, que também é chamada a Alma de ísis. Pela adoração (isto é, utilizando deliberadamente ou ritualmente) desta “Estrela”, a Luz de Shaitan também é invocada. Estes versos compreendem a fórmula inteira da magia sexual e o seu modo de utilização.

Também, de acordo com o antigo saber mágico, a fórmula da encarnação de um deus era aquela da besta unida à mulher. Nos comentários sobre A Visão e a Voz, Crowley observa que “todas as mitologias contém o mistério da mulher e da besta como o coração do culto. Notadamente, certas tribos do Terai até os dias de hoje enviam suas mulheres anualmente para a selva, e todos os meio-macacos que daí resultam são adorados em seus templos.”

O ato sexual (nestes casos) pode ser elevado do nível de um ato animal pela influência humanizadora da Mãe, a qual, transmutando o fogo animal, produz uma criança que transcende ambas as qualidades bestiais e humanas de seus pais.

No Bhag-i-Muattar (1910) Crowley diz que “a Esfinge é a deificação do bestial e, portanto, um Hieróglifo apto da Grande Obra”.

A Besta, como a corporificação do Logos (que é Thelema, Vontade), encarna simbólica e verdadeiramente a Palavra deste cada vez que um ato sacramental de união sexual ocorre; ou seja, cada vez que o amor é feito sob vontade. Este é o sacramento que os Cristãos abominam como a suprema blasfêmia contra o Espírito Santo porque eles não podem admitir a operação da fórmula da besta unida à mulher como a condição necessária para a produção da divindade!

Esta fórmula remonta à antigüidade e, interpretada em seu próprio plano, é a sublime alegoria alquímica.

A tradição da tribo do Terai (vide acima) corresponde às lendas de Leda e o Cisne, Pasife e o Touro, Europa e a Serpente, Maria e a Pomba, e numerosas lendas cognatas. Em A Operação de Paris (1914), Crowley declara: “Esta é a grande idéia dos magistas em todos os tempos: obter um Messias por alguma adaptação do processo sexual.

Na Assíria, eles tentaram o incesto; também no Egito, os egípcios tentaram com irmãos e irmãs; os assírios, com mães e filhos.

Os fenícios tentaram com seus pais e filhas; os gregos e sírios, com as maiores bestialidades. Esta Idéia veio da Índia. Os judeus procuravam fazer isso por métodos de invocação, também por pae-dicatio feminarum.

Os maometanos tentaram com o homossexualismo; os filósofos medievais tentaram produzir homúnculos fazendo experimentos químicos com sêmen.

Mas a Idéia raiz é de que qualquer forma de procriação além da normal é a mais apta para produzir resultados de caráter mágico. Ou o pai da criança deveria ser um símbolo do sol ou a mãe deveria ser um símbolo da lua.”

No mesmo texto, Crowley menciona a adoração do touro Ápis num certo labirinto em Creta. Esta adoração é derivada do Egito. O touro era branco.

Na Festa do Equinócio da Primavera, doze virgens eram sacrificadas a ele, sendo doze o número simbólico das casas através das quais o sol passa durante o seu ciclo anual. Em cada caso, o touro usava as virgens conforme a lenda de Pasife. A cerimônia era realizada com a intenção de obter um Minotauro, uma encarnação do sol, um messias.

Uma variação deste sacrifício envolvia a imolação do touro. A virgem era colocada na carcaça quente e era violada pelo Sumo-sacerdote. Ela finalmente se sufocava no sangue do touro durante o orgasmo.

A fórmula da Besta unida à mulher está relacionada à undécima Chave do Tarô. Esta Chave intitula-se A Luxúria; ela mostra a Mulher Escarlate, Babalon, montando com as pernas abertas a besta de sete cabeças conforme descrito no Apocalipse. A letra sagrada Teth35, que significa uma serpente, é atribuída a esta Chave; seu número é Nove.

A Luxúria é especialmente importante no Culto de Thelema, e está relacionada à Vigésima Chave que exibe a Estela da Revelação36. A Estela é um talismã de grande poder no sistema de Crowley. Ela mostra a deusa Nuit arqueada sobre o Fogo fálico-solar de S? (Shin), o Espírito, a letra de Abrasax ou Abrahadabra, a Palavra do Éon do qual Aiwass é a atual expressão. Shin é também a letra de Shaitan ou Set, o Fogo do Desejo (Hadit) no Coração da Matéria (Nuit). A combinação dessas duas Chaves (Vinte e Onze) une, portanto, Shin e Teth. Na cabala Greco-Cóptica elas são fundidas em uma única letra que iguala-se a Kether, a Primeira Emanação da Luz Mágica.

Babalon e a Besta unidos, como na undécima Chave, realizam ao reverso a fórmula da vigésima Chave, que foi intitulada de O Juízo Final no baralho tradicional do Tarô. Agora, entretanto, tendo sido revisada de acordo com os ensinamentos do Novo Éon, a chave foi renomeada como O Éon.

Um Éon, conforme explicado anteriormente, designa não apenas um ciclo de tempo mas é também o nome que os gnósticos deram à sua Divindade Suprema, Abrasax, da qual Abrahadabra (a Palavra do atual Éon) é uma forma especial.

Na Chave intitulada Luxúria (Chave XI), Babalon é mostrada elevando o Graal; na Chave intitulada O Éon (Chave XX), o Graal — sob a forma do corpo arqueado de Nuit — está invertido, regando assim a terra com sua luz

35. Teth, Set ou Tot são termos sinônimos e todos associados ao Lúcifer Hermético, ou Luz de Hermes.

36. Outra prova cabalística do Sistema emerge aqui. O número da Estela é dado em u Livro da Lei como 718. 718 é duas vezes 359, o número de Shaitan. Isto identifica o Duplo Poder de Aiwaz (Ra-Hoor-Khuit e Hoor-Paar-Kraat) com o Éon — que é o nome da Chave que exibe a Estela estelar. A fusão dessas duas imagens formula o Divino Hexagrama:

o fogo fálico (A) ou triângulo ascendente intrelaçando-se com a Água do Espaço representada pela yoni de Nuit, Noite, Nox ou Nada apontando para baixo (V).

Mas a estrela de seis raios assim formada é sêxtupla apenas aparentemente, pois a semente secreta (Hadit) está oculta em seu centro, tornando-a na verdade o selo de sete raios de Babalon — a deusa das Estrelas, o Dragão de Luz no Coração de Nuit. Esta semente secreta, chamada hindu nos Tantras, é o Ponto potencialmente criador oculto dentro do Chacra Místico.

Os rituais da Ordem Rosa-Cruz (a Segunda Ordem da Aurora Dourada) estão amplamente impregnados com traços do Culto Sabeano ou Estelar Draconiano. Isto é particularmente evidente no simbolismo do Piso e do Teto da Cripta dos Adeptos.

Crowley usou a estrela sétupla como base para o Selo que ele formulou para a Grande Fraternidade Branca. O maior emblema da Estrela de Prata é, assim, o selo sétuplo sobre a Yoni da Deusa das Estrelas. Nas yonis, ou triângulos, aparecem as sete letras do Nome B.A.B.A.L.O.N.

No centro, uma Vésica é mostrada bloqueada ou barrada, indicando a presença da semente secreta; o ponto tomou-se a linha, o diâmetro tomou-se a circunferência. Esta semente é o “eremita”, a oculta, mascarada, anônima essência masculina no processo de gerar sua imagem como o filho-sol na deusa Mãe. Este é portanto o Selo de Set que abre o útero de sua mãe, assim como a estrela Sótis abre o Círculo do Ano. Sua luz infinita interrompe a Noite dela e faz com que ela apareça como a Escuridão infinita.

O simbolismo origina-se da fase mitológica da evolução humana, uma fase que data de muito antes dos sistemas patriarcais das sociedades mais tardias, tanto sociológica quanto religiosamente consideradas.

Ele se origina daquele período do tempo quando o papel do homem na procriação era ainda insuspeitado. O simbolismo, portanto, reflete um estágio na consciência humana quando os mecanismos da regeneração eram conduzidos por sacerdotes sob a máscara da besta, ensaiando assim o drama primitivo da fecundação, quando a Grande Deusa tinha a imagem de uma forma animal, acima de tudo. Nuit, arqueada sobre a terra, traduzia este simbolismo numa imagem antropomórfica.

A assunção ritualística de formas-deuses, conforme ensinada e praticada na Aurora Dourada tem, entretanto, um significado mais profundo do que o encenação de fases sociológicas primitivas do comportamento humano, e a assunção de Crowley da máscara da Besta não era um mero gesto de identificação com os processos primitivos.

Ele assumiu o papel com o intento mágico de afirmar sua identidade não apenas com os atavismos pré-civilizados, mas com aqueles poderes transcendentais que, quando adequadamente controlados e dirigidos, ele era capaz de encarnar à vontade. Isto forma as bases de sua magia.

John W. Parsons, chefe da Loja californiana da O.T.O., (de 1944 até sua morte prematura em 1952), resume esta magia:

“Para ir fundo, você precisa rejeitar cada fenômeno, cada iluminação, cada êxtase, indo sempre mais fundo, até que você alcance os últimos avatares dos símbolos que são também os arquétipos raciais.

Neste sacrifício aos deuses abissais está a apoteose que os transmuta na beleza e no poder que é a sua eternidade, e a redenção da humanidade.

Neurose e iniciação são a mesma coisa, exceto que a neurose pára logo após a apoteose e as forças tremendas que moldam a vida são enquistadas — colocadas em curto-circuito e tomadas venenosas. A Psicanálise transforma os símbolos do falso ego e os exterioriza em falsos símbolos sociais; ela é uma confusão entre conformidade e cura em termos de comportamento de grupo.

Mas a iniciação deve prosseguir até que a barreira seja ultrapassada, até que os bastiões nebulosos dos Trawenfells infantis se mudem em rochas e penhascos da eternidade; o jardim de Klingsor transforme-se na Cidade de Deus.”

Não importa, no fim, se a nova dimensão, o fator de redenção, o “Salvador” seja uma besta ou um deus, contanto que a fórmula da Matéria seja transcendida ou, mais precisamente, contanto que o Espírito (Shin) e a Matéria (Teth) sejam compreendidas como Um.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-sexual/bases-metafisicas-da-magia-sexual/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-sexual/bases-metafisicas-da-magia-sexual/

Copulações Lovecraftianas

Quando criança, eu era atormentado por pesadelos – alimentados, em parte pela minha imaginação fértil, meu fascínio por “monstros”, e por estar exposto à violência pessoal na escola (assim como a violência indireta via tv notícias e fofocas da vizinhança). Quando eu tinha 8 anos, o tio de minha mãe, Henry ensinou-me a acordar dentro do sonho e como usar os meus sonhos como um instrumento para examinar e ajustar a minha relação pessoal com o multiverso em geral. Eu aprendi a fazer valer a minha vontade dentro do meu microcosmo pessoal. Ao enfrentar meus medos personificados pelas vários bichos-papões dos meus sonhos, eu comecei a dançar criativamente dentro de Maya, em vez de simplesmente reagir ao que os outros criaram como se eu fosse um consumidor ou uma vítima do destino. Com a minha nova perspectiva tornando-se mais enraizada, os monstros se tornaram meus amigos ou guias, em vez de predadores ou algozes. As Estranhas interpenetrações do meu corpo pelas geometrias alienígenas se tornaram agradáveis, ao invés de invasivas ou ego-ameaçadoras.

 

Cerca de 2 décadas atrás, eu comecei a trabalhar conscientemente com as energias / entidades dos mitos de Lovecraft. No começo eu me senti como um rato do campo, em um mundo povoado por corujas, gaviões e cascavéis. Mas quanto mais eu insisto em minhas explorações, mais eu venho a perceber que a minha relação pessoal com qualquer energia ou entidade é aquela que é determinado unicamente por mim e pela energia / entidade em questão – independentemente de estereótipos raciais ou ecológicos.

 

Esta reviravolta tornou-se plenamente atualizada para mim durante uma sequência de iniciação do sonho que teve lugar (se a memória não me falha) cerca de 10 anos atrás (conforme o tempo é medido no plano em que escrevo esta nota).

 

Eu fazia parte de uma equipe exploratória a bordo do submarino de pesquisa da Universidade de Miskatonic Grendal no largo da costa submersa de R’Lyeh. Eu estava nu, exceto por tanques de mergulho e cintos de utilidade. Assim como Como eu, todo o resto da minha equipe desfilara, o contramestre entregou a cada um de nós uma bolsa de ombro cheio de preservativos. Naquele momento eu sabia (sem saber como) que Cthulhu estava esperando por nós logo após a câmara de compressão. Eu sabia que, a fim de evitar a impregnação por Cthulhu, eu precisaria colocar um preservativo sobre cada ponta de seus tentáculos, fibras cílios, e todas as outras protuberâncias do Grande Cthulhu que poderiam se estender em meu caminho numa carícia comunicativa ou tentativa de exploração.

 

Para ser honesto, eu estava apavorado. Eu também estava expectante. Eu vinha me preparando para este momento há quase uma década. Mas quando a câmara terminou seu ciclo, & fui expulso, no mar quente iluminado pela lua, eu estava totalmente despreparado para o início de êxtase que se seguiu. Por um lado, eu podia sentir o cheiro. O olfato é o sentido em que eu mais confio para checar o fluxo de energia entre mim e aos outros durante a consciência desperta (o que explica, pelo menos em parte, a minha forte aversão aos fumantes). Até então, na hora do sonho, eu tinha sido privado de meu olfato. Mas agora eu fui inundado com odores que chegavam por todos os lados. Todos eróticos. Todos em êxtase. Todos convidativos. Eu queria mais!

 

A geometria desta gruta submarina me deu vertigem grave – mas não foi totalmente desagradável. (O poder bruto raramente é!) Eu senti como se qualquer desequilíbrio pudesse precipitar minha morte – ou pior. Era como estar em queda livre ao tentar navegar através de uma rotação / ondulando / respiração de casa de espelhos. Tempo dobrando e desdobrando em volta de mim. Cada gesto, cada escolha que fiz abriu novas linhas de tempo / fechando universos inteiros. Cada pensamento meu se realizava instantaneamente. Vontade consciente manifestava-se ainda mais rapidamente. [Ou foi apenas o meu sentido de tempo que se acelerou tanto que eras pareceram-me ser instantes?] Eu abandonar meus tanques de mergulho e descartado o meu saco de preservativos.

 

Eu não aceitaria nada menos do que a união total! Visões de impregnações parasitárias e infestações passaram pela minha mente. Desliguei minha mente momentaneamente para banir a imagem de embriões com tentáculos corroendo minhas entranhas. Enquanto em um estado de não-mente, eu me abria. O cheiro era delicioso. Assim foi a sensação. Eu abandonei meu estado de não-mente, a fim de raciocinar comigo mesmo. Se eu não estava disposto a confiar em meus próprios sentidos altamente desenvolvidos, em quem ou ao que eu poderia confiar meu futuro? Jogando a precaução ao vento Eu nadei em direção ao meu amante alienígena.

 

Cthulhu me acariciava e me penetrou em todos os orifícios possíveis – desde a minha bunda aos olhos, até as orelhas, os poros sobre as plantas dos meus pés. Cada penetração em êxtase / orgasmo / informação. Eu tirei prana diretamente da água do mar carregado erógenamente. Eu não tinha necessidade de ar para respirar. Tornei-me preenchido com a essência e substância de Cthulhu. Por minha vez, eu ejaculei em Cthulhu em um fluxo contínuo durante horas. Dentro de nós cresceram inteligências embrionárias de dimensões híbridas. Da perspectiva de Bill Seibert, ele / Eu / sentimos chegar à maturidade dentro de seu cérebro e dentro de sua coluna vertebral. I [isto é, o ego do Bill] tornou-se consciente da totalidade da consciência dentro de mim / nós. Eu / nós nos tornamos a cria / nossa união com Cthulhu – Ouroboros chupando ovos para fora de minha própria cauda. Auranos é tanto abelhas como pólen.

 

Pelo o que eu sou capaz de perceber, o tempo flui de forma diferente nesse plano em que Cthulhu está acordado e orgasticamente ativo do que o faz no aqui-e-agora. Pela manhã [quando acordei de volta para ao meu corpo humano] eu estava séculos mais maduro do que na noite anterior. No entanto, também mais jovem. No plano físico, eu já não sou muito humano. Meu médico uma vez, brincando, me disse que eu tinha o ECG de um cadáver. Ou de um zumbi. Ele refez meu eletrocardiograma & E o teste foi normal. Meus pensamentos dispersos podem atrapalhar as leituras de ECG e EEG. Meus níveis de açúcar no sangue, níveis hormonais, etc, são mais uma consequência dos meus padrões de pensamento conscientes do que da minha dieta ou quaisquer outros fatores ambientais externos. Os organismos que são parasitas em outros seres humanos vivem de forma benigna na minha corrente sanguínea e sob a minha pele, a não ser quando estou entregando-me a uma noite escura da alma.

 

Se eu parto da ideia de que eu estou afirmando minha vontade no universo, eu vou com toda a certeza encontrar energias / entidades que irão [assertivamente!] Trabalhar comigo para aprimorar a minha vontade. Se eu procurar controlar ou dominar, então vou atender aqueles que procuram dominar-me. Pessoalmente, eu prefiro a interagir simbioticamente com cada ser e cada entidade / energia que encontro. Para mim, a sinergia brincalhona parece muito mais eficaz do que hierárquicas lutas pelo poder emprestadas dos antigos aeons de ignorância dos nossos antepassados e de sua compreensão subdesenvolvida de seus próprios sistemas nervosos.

 

No trato com os Grandes Antigos, Deuses anciãos, tais como com outras energias / entidades, eu nem invoco, nem sou convocado. Pelo contrário, eu me abro para uma experiência consciente de que ele / ela / eles / é o que eu procuro. Às vezes eu estou visitando-os, enquanto em outras eu apenas deixo fluir. Para a maior parte das pessoas, tais distinções são bastante sem sentido, pois existem aspectos de mim que se identificam fortemente com o humano Bill Seibert e outros aspectos de mim que se identificam com essas inteligências – Eroto exóticas que comungam com o humano Bill Seibert. Em um sentido muito real, a minha comunhão / comunicação com essas entidades / energias é contínuo. Invocações rituais trabalham para acentuar minha consciência do que já está em andamento. Meu relacionamento com entidades / energias neste reino é principalmente sexual – ou seja, interpenetração. Eu / nós / eles trocam análogos não-físicos de material genético. Esse intercâmbio não pode [na minha experiência] Ocorrer sem confiança total, cooperação, abertura e êxtase. Neste reino, força [estupro, duplicidade, etc] e outros jogos de poder não só não são produtivos, como parecem ser impossíveis, [para mim, de qualquer forma.

 

A principal ferramenta que eu uso para me abrir para as energias das dimensões Lovecraftianas é o Vève circular trilateral mostrado abaixo. Eu moldei o original de memória após um rápido tour por seu análogo macrocósmico nas costas de Ithaqa, ao sabor do vento, á cerca de 15 anos atrás. Eu adicionei então os rótulos apropriados [nomes] através de meios acadêmicos normais, após a tradução para o Enochiano.

 

Ao longo dos anos, eu vim a perceber que o meu cérebro humano é apenas um apêndice minúsculo da minha mente. Meu cérebro humano é [de fato] incapaz de conter as energias materiais do cosmos. No entanto, a minha mente humana é capaz de interação igualitária ativa com as mais impressionantes entidades / energias que eu conheci até agora. Não para contê-las. Não para controlá-las. Mas, para fundir-se com elas e compartilhar [artisticamente / sexualmente / matematicamente] com elas.

 

A humanidade pode realmente ser muito frágil. No entanto, eu opto por não esconder a minha humanidade. Da minha perspectiva a fragilidade é um dos traços de sobrevivência mais delicados da humanidade! A abertura e curiosidade juntamente com a fragilidade parece engendrar ternura e paciência naqueles que foram alimentando instintos / predileções conscientemente cultivadas. Quando estou no modo exploratório aberto, saúdo e interajo com o desconhecido no decurso de minha exuberância. [Quando eu me sinto incapaz de ser aberto ou exuberante, eu sou um eremita que evita todo o contato consciente com o desconhecido.] Eu não tenho nenhum interesse em jogar jogos de poder com gigantes – Eu nos prefiro transando ou mesmo sendo bobos em vez disso! Se eu ocultar minhas fraquezas, sinto que poderia ser [inadvertidamente] triturada ou consumida durante a brincadeira de amor estridente.

Por Frater AshT-Chozar-Ssaratu, Miskatonic Alchemical Expedition – Trad, Giuliana

Qual o Vevè utilizado para a comunhão com a energias Lovecrafitianas?

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/copulacoes-lovecraftianas/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/copulacoes-lovecraftianas/

22 Coisas que as pessoas felizes fazem

Essa é uma tradução do texto da Chiara Fucarino.

Existem dois tipos de pessoas no mundo: aquelas que escolhem ser felizes e aquelas que optam por ser infelizes. Ao contrário da crença popular, a felicidade não vem de fama, fortuna, de outras pessoas ou bens materiais. Ela vem de dentro. A pessoa mais rica do mundo pode ser miseravelmente infeliz, enquanto uma pessoa sem-teto pode estar sorrindo e contente com a sua vida. As pessoas felizes são felizes porque se fazem felizes. Elas mantêm uma visão positiva da vida e permanecem em paz com elas mesmas.

A questão é: como elas fazem isso?

É muito simples. As pessoas felizes têm bons hábitos que melhoram suas vidas. Elas fazem as coisas de forma diferente. Pergunte a qualquer pessoa feliz e ela vai te dizer que:

1. Não guarde rancor.

As pessoas felizes entendem que é melhor perdoar e esquecer do que deixar seus sentimentos negativos dominarem seus sentimentos positivos. Guardar rancor tem um monte de efeitos prejudiciais sobre o seu bem-estar, incluindo aumento da depressão, ansiedade e estresse. Por que deixar alguém que o ofendeu ter poder sobre você? Se você esquecer os seus rancores, vai ganhar uma consciência clara e energia suficiente para apreciar as coisas boas da vida.

2. Trate a todos com bondade.

Você sabia que foi cientificamente provado que ser gentil faz você feliz? Toda vez que você realizar um ato altruísta, seu cérebro produz serotonina, um hormônio que facilita a tensão e eleva o seu espírito. Não só isso, mas tratar as pessoas com amor, dignidade e respeito, também permite que você construa relacionamentos mais fortes.

3. Veja os problemas como desafios.

A palavra “problema” não faz parte do vocabulário de uma pessoa feliz. Um problema é visto como uma desvantagem, uma luta ou uma situação instável, quando um desafio é visto como algo positivo, como uma oportunidade, uma tarefa. Sempre que você enfrentar um obstáculo, tente olhar para isso como um desafio.

4. Expresse gratidão pelo que já têm.

Há um ditado popular que diz algo assim: “As pessoas mais felizes não têm o melhor de tudo, elas fazem o melhor de tudo com o que elas têm.” Você terá um sentido mais profundo de contentamento se você contar suas bênçãos em vez de ansiar para o que você não tem .

5. Sonhe grande.

As pessoas que têm o hábito de sonhar grande são mais propensas a realizar seus objetivos do que aquelas que não o fazem. Se você se atreve a sonhar grande, sua mente vai colocar você em uma atitude focada e positiva.

6. Não se preocupe com as pequenas coisas.

As pessoas felizes se perguntam: “Será que este problema importa daqui a um ano?” Elas entendem que a vida é muito curta para ficar preocupado com situações triviais. Deixar os problemas rolarem à sua volta vai definitivamente colocar você à vontade para desfrutar das coisas mais importantes na vida.

7. Fale bem dos outros.

Ser bom é melhor do que ser mau. Fofocar pode ser divertido, mas geralmente deixa você se sentindo culpado e ressentido. Dizer coisas agradáveis sobre as outras pessoas o encoraja a pensar positivo, sem se preocupar em julgar as ações de outras pessoas.

8. Não procure culpados.

As pessoas felizes não culpam os outros por seus próprios fracassos na vida. Em vez disso, elas assumem seus erros e, ao fazer isso, elas proativamente tentam mudar para melhor.

9. Viva o presente.

As pessoas felizes não vivem no passado ou se preocupam com o futuro. Elas saboreiam o presente. Elas se deixam envolver em tudo o que está fazendo no momento. Param e cheiram as rosas.

10. Acorde no mesmo horário todos os dias.

Você já reparou que um monte de pessoas bem sucedidas tendem a ser madrugadores? Acordar no mesmo horário todas as manhãs estabiliza o seu metabolismo, aumenta a produtividade e coloca-o em um estado calmo e centrado.

11. Não se compare aos outros.

Todos trabalham em seu próprio ritmo, então por que se comparar com os outros? Se você acha que é melhor do que outra pessoa ganha um sentido não saudável de superioridade. Se você acha que alguém é melhor do que você acaba se sentindo mal sobre si mesmo. Você vai ser mais feliz se concentrar em seu próprio progresso.

12. Escolha seus amigos sabiamente.

A miséria adora companhia. É por isso que é importante cercar-se de pessoas otimistas que vai incentivá-lo a atingir seus objetivos. Quanto mais energia positiva que você tem em torno de você, melhor vai se sentir.

13. Não busque a aprovação dos outros.

As pessoas felizes não importam com o que os outros pensam delas. Elas seguem seus próprios corações, sem deixar os pessimistas desencorajá-los. Elas entendem que é impossível agradar a todos. Escute o que as pessoas têm a dizer, mas nunca busque a aprovação de ninguém.

14. Aproveite seu tempo para ouvir.

Fale menos, ouça mais. Escutar mantém a mente aberta. Quanto mais intensamente você ouve, mais silencioso sua mente fica e mais conteúdo você absorve.

15. Cultive relacionamentos sociais.

Uma pessoa só é uma pessoa infeliz. As pessoas felizes entendem o quão importante é ter relações fortes e saudáveis. Sempre tenha tempo para encontrar e falar com sua família e amigos.

16. Medite.

Ficar no silêncio ajuda você a encontrar a sua paz interior. Você não tem que ser um mestre zen para alcançar a meditação. As pessoas felizes sabem como silenciar suas mentes em qualquer lugar e a qualquer hora que elas precisam acalmar seus nervos.

17. Coma bem.

Tudo que você come afeta diretamente a capacidade do seu corpo produzir hormônios, o que vai ditar o seu humor, energia e foco mental. Certifique-se de comer alimentos que irão manter sua mente e corpo em boa forma.

18. Faça exercícios.

Estudos têm demonstrado que o exercício aumenta os níveis de felicidade. Exercício também aumenta a sua auto-estima e dá uma maior sensação de auto-realização.

19. Viva com o que é realmente importante.

As pessoas felizes mantêm poucas coisas ao seu redor porque elas sabem que coisas extras em excesso os deixam sobrecarregados e estressados. Alguns estudos concluíram que os europeus são muito mais felizes do que os americanos, o que é interessante porque eles vivem em casas menores, dirigem carros mais simples e possuem menos ítens.

20. Diga a verdade.

Mentir corrói a sua auto-estima e faz você antipático. A verdade o libertará. Ser honesto melhora sua saúde mental e faz com que os outros tenham mais confiança em você. Seja sempre verdadeiro e nunca peça desculpas por isso.

21. Estabeleça o controle pessoal.

As pessoas felizes têm a capacidade de escolher seus próprios destinos. Elas não deixam os outros dizerem como devem viver suas vidas. Estar no controle completo de sua própria vida traz sentimentos positivos e um grande senso de auto-estima.

22. Aceite o que não pode ser alterado.

Depois de aceitar o fato de que a vida não é justa, você vai estar mais em paz com você mesmo. Em vez de ficar obcecado sobre como a vida é injusta, se concentre apenas no que você pode controlar e mudar para melhor.

Você pode acessar o texto original aqui: http://successify.net/2012/10/31/22-things-happy-people-do-differently/

#hermetismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/22-coisas-que-as-pessoas-felizes-fazem

Suas Asas têm o Tamanho do seu Coração

Por Yoskhaz

Não raro nos vemos na beira do abismo. Conflitos afetivos, problemas profissionais, rusgas familiares se assemelham em figura ao despenhadeiro que nos ameaça em queda e furta a paz. A vontade sincera de mudar o rumo de nossas vidas, iniciando novo trabalho mais adequado aos nossos verdadeiros dons e talentos, um relacionamento amoroso despido de mentiras e preconceitos, uma nova linha a costurar o esgarçado tecido familiar cujo desgaste, de tão antigo, se perdeu nos becos da memória são questões atuais que assolam a todos em gritos silenciosos no âmago de consciências e corações.

Qual a maneira mais sábia de atravessar um escaldante deserto, com seus inerentes perigos, ausências de água e vida, serpentes e escorpiões que lhe habitam? Qual o jeito mais inteligente de alcançar o cume da montanha enfrentando a aspereza da rocha vertical e do vento forte a assobiar em seus ouvidos sobre o perigo de iminente queda?

Através dos tempos, caravaneiros e alpinistas têm nos oferecido lições preciosas de determinação e desapego necessárias para enfrentar tamanhos desafios. “A águia também”, soprou em meu ouvido, como uma doce brisa de verão, um velho e querido xamã do povo Navajo. “A águia tem o poder de atravessar as areias quentes e desfilar nos altos desfiladeiros sem qualquer sofrimento”.

Canção Estrelada, como passou a ser conhecido depois que despertou seu dom de, através de suas palavras, cantadas ou não, sustentar um lampião aceso na noite escura de seus irmãos, estava se referindo a capacidade de olhar o mundo do alto como que com os olhos de uma águia. “Modificar o ângulo de visão permite observar tudo e todos sobre a outra face. Ou mil outras faces na infinidade que a vida permite. Um muro pode ser um instransponível obstáculo em seu caminho, mas se olhado do alto, com os olhos do pássaro, não passará de um risco de giz no chão. Na verdade quase todos os muros têm a altura de um simples traço na areia da estrada”, confidenciou o sábio sacerdote em uma noite fria enquanto a conversa fluía aquecida pelas chamas da fogueira de outono. “Quantas viagens se interromperam apenas porque não se soube pedir à águia os seus olhos emprestados”, lamentou. De pronto perguntei como me seria possível tal visão. Com o jeito peculiar em que os povos nativos dividem a sua sabedoria ancestral, Canção Estrelada me olhou profundamente nos olhos e depois de um breve silêncio como se esperasse que o vento lhe soprasse a melhor palavra, disse para que eu mostrasse as minhas asas para águia, pois altos voos exigem grandes asas. Assim ela entenderia qual altura eu poderia me aventurar.

Indaguei de que tamanho seriam as minhas asas, ainda sem entender por completo a lição. “Suas asas têm o tamanho do seu coração”, respondeu com sua fala mansa, quase em sussurro com o olhar perdido no brilho de uma estrela distante.

Ofereci um punhado de tabaco e Canção Estrelada me honrou ao dividir o mesmo cachimbo. Sua fumaça levou nossos agradecimentos aos espíritos ancestrais por nos permitir chegar até aquele ponto. Fumamos em silêncio por horas que não sei contar e com o dia quase a estrear, encerrou a valiosa lição.

“A infinita estrada da vida se resume na escalada para entender e a travessia de viver as mil faces do amor. Da sua forma mais primitiva e sombria manifestada através do ciúme e da pretensão de ser dono de alguém até a grandeza do amor incondicional de amar o outro como a si próprio. Lição presente em todas as tradições, do oriente ao ocidente. Iniciamos a jornada com asas tão pequenas que nem ao menos podemos arriscar alguns rasantes a nos tirar do chão e permitir um olhar um pouco além da névoa densa da manhã. Isto torna o mundo pequeno e conflituoso, pois as menores pedras são obstáculos enormes. A necessidade visceral de voar, a evolução é inerente a espécie, te obriga a criar condições para que suas asas, aos poucos, ganhe tamanho e seus voos, altura. A sabedoria de entender que tudo que você é e tem se resume ao quanto de amor pode dividir, define até aonde pode acompanhar a águia e usar os seus olhos.

Não foi você quem me ofereceu o tabaco que a pouco fumamos, mas a vida que lhe ofereceu as condições e te tornou instrumento. Você me presenteou com seu tempo e a sua atenção. A humildade, o desapego e a alegria são formas de agradecer e respeitar, pois o que vida deu, a vida toma. Só o que resta para a eternidade e desenha o seu espírito é o amor que você dividiu. Isto é verdadeiramente seu e esta é a exata altura do seu voo. Que as suas asas tenham jornadas cada vez mais ousadas através da paz que habita as grandes altitudes do ser”.

Publicado originalmente em http://yoskhaz.com/pt/2015/06/09/suas-asas-tem-o-tamanho-do-seu-coracao/

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/suas-asas-t%C3%AAm-o-tamanho-do-seu-cora%C3%A7%C3%A3o

CreepyPasta

CreepyPasta é o nome que os contos de horror ganharam na geração internet. Surgiram como correntes de email com casos de terror e morte acompanhados de uma ameaça no final que você sofrerá se não repassar e encaminhar. Aqui é o repositório final de todas estas histórias. “Quando uma única pessoa alega ter visto um espírito, é possível que esteja sofrendo de alucinações. Quando o mesmo espírito é visto por várias testemunhas, essa possibilidade fica bem reduzida. Quando as testemunhas são contadas às dezenas, não se pode mais falar de alucinação…”

A Bofetada

Teria eu uns 12 anos, numa ocasião em que fui de visita a uns tios que viviam no Barreiro,
numa quinta chamada Quinta Das Palmeiras, ficava perto do Lavradio. Naquele tempo havia perto dessa quinta algumas salinas, onde eu fui muita vez “gamar” sal para o gasto caseiro, não era muito rsrsrsr

Eu também tinha morado nessa quinta uns anos antes, foi até para a casa que fora dos meus pais, que os meus tios foram viver.

Ia muitas vezes passar alguns dias a casa desses tios, gostava e ainda hoje gosto bastante do Barreiro.

O meu tio Abílio assim se chama, trabalhava na CUF, e havia dias em que fazia serão. Nesses dias a minha tia ia levar-lhe o jantar, ao refeitório que ficava perto do quartel da GNR.

O caminho era pouco ou nada iluminado, na direcção Barreiro Lavradio, naquele tempo tinha á direita o cemitério, á esquerda o posto da GNR, e depois um considerável troço de estrada desabitada, á esquerda as salinas e a quinta ficava do lado direito.

Nessa noite, eu fui com a minha tia levar o jantar, na volta para casa, estava muito escuro
E a minha tia que era e é muito medrosa, ia sempre a olhar para trás. A minha avozinha sempre me ensinou que não se deve fazer isso, porquê? Não sei! Coisas da minha avó. O certo é que ainda hoje, eu nunca olho para trás se vou na rua seja a que horas forem, mas também não sou medrosa.

A minha tia, a cada passo olhava para trás, não se via um palmo á frente do nariz, a noite era escura como breu. E lá ia eu a dizer: – tia não olhes para trás, não é bom fazer isso, mas ela não me dava ouvidos.

Subitamente oiço-a dar um grito. Assustada perguntei o que tinha sido, ao que ela me respondeu que lhe tinham dado uma bofetada na cara. Quem foi? Nunca soubemos, o que sei é que ao chegar a casa, a minha tia, tinha marcados no rosto, os dedos de quem lhe bateu.
Hoje eu pergunto ainda, se estava escuro, nós não víamos ninguém, também não era possível alguém nos ver. Não ouvimos passos, ou qualquer ruído, e com o medo com que a minha tia vinha, ouvir-se ia o som duma formiga a anda no chão rsrsrsr quem poderia ter a mão tão certeira para dar a bofetada á minha tia?

Nunca irei saber

por Lylybety, Portugal

 

Dama de Branco

Há alguns anos atrás eu estive hospedado em casa de amigos e uma das amigas tinha uma linda menina de 8 anos…

Em certa noite estava D. Catarina com uma grande enxaqueca, uma daquelas de doer até os dentes sem cáries ou de doer até os ossos da mandíbula… e nessa noite ela tentava dormir lá pela meia noite e com muita dor, resolveu encontrar forças, se sentar na beirada da cama e orar na sua fé e assim fez…

Alguns minutos depois saiu do quarto e foi até a cozinha mas não havia visto que sua filha havia acordado com seu choro discreto e acompanhou os passos da mãe…que ao chegar na cozinha, foi ao filtro e pegou água para beber, tragando o liquido precioso com vontade de melhoria…Todos foram dormir…

Na manhã seguinte no café da manhã estava D. Catarina com sua filha à mesa e outros amigos dialogando com emoção, ao que a filha lhe fitando os olhos, disse: – Mamãe, ontem na noite vc tava chorando e eu vi quando voce foi até a cozinha beber água mas quem era aquela mulher linda de roupa branca que tava com a mão em cima do seu copo e a sorrir para você???  todo mundo silenciou e D. Catarina encheu os olhos pela emoção da lágrima…

(Ela havia dormido logo em seguida sem perceber a filha que caminhava de meias sem barulho…e como ela estava só na cozinha, houve ai um detalhe de sensibilidade pela visão, em que a filha percebeu a presença espiritual, sempre presente, aos nossos lados)

por Mr. Constantyne

 

Telefonema do além

Outro dia ouvi uma palestra científica a respeito de um caso real acontecido com um famoso poeta brasileiro chamado Coelho Neto, de décadas atrás…

E se comentando sobre morte e vida…fenômenos e dramas familiares, resolvemos postar um resumo dessa história real para que os colegas internautas meditem em comparação aos dias atuais, em que os equipamentos são bem superiores e globalizados.

Ele tinha uma filha que era casada há poucos anos e essa filha tinha uma filha, neta do poeta e era uma família próspera, cética e materialista… mas em certa data, a mulher se deparou com um grande drama em sua vida e não conseguia admitir que seu marido estava nos últimos dias na Terra, portanto, morreu subitamente, deixando a esposa e filha sozinhas na vida e entrou em pane, tendo apoio do pai na medida do possível, diante de sua poesia e letras nobres…

Ela chorava muito a perda do marido e a solidão da pequena Esther, filha do casal…

Mas a vida tem seus choques e suas artimanhas e em menos de um ano de viuvez, perde a filha Esther de forma muito dolorida, entrando em panico, quase a enlouquecer e o pai que era poeta famoso, lamentando tantas dores, gritou ao alto, brigando com Deus suas lágrimas, juntamente com a filha…

Os dias se passaram e uma data de muita reflexão e profunda emoção naquela noite, o telefone do segundo andar toca disparado…a mulher viúva atende quase em tom surdo e para sua surpresa, era a voz da filha que dizia: – Sou eu, não chore tanto mamãe…!!!

Ela dá um grito e naquela demência de horror e de alegria fica feliz em ter a certeza de estar ouvindo a voz da pequena morta, faziam poucos meses…

E assim a filha passou a se comunicar com a mãe, dizendo: – Eu estou bem, me encontrei aqui com minha avó e ela disse que meu pai tá trabalhando em outro lugar e vem me visitar de vez em quando e não morri, apenas to em outra dimensão…em outra fase da vida – a verdadeira vida…

A mãe já acostumada com o fato e feliz evitando tomar mais remédios descontroladamente, comentou com o pai poeta, ao que ele passou mal naquele dia, imaginando a filha estar com problemas psiquicos e um dia o telefone toca em certa hora da noite e ele com muito cuidado pega a extensão do andar térreo e para sua surpresa ouve em bom tom e lágrima nos olhos, a voz da neta e da filha que se emocionava a cada minuto de diálogo…

O poeta Coelho Neto sentiu a emoção da vida em outro angulo, em outra dimensão e isso abalou seu materialismo, abalou seu modus vivendi…

A história se tornou pública e um repórter um dia perguntou se ele havia se tornado mais espiritualista ou se tornado Espírita ou estudioso das filosofias orientais…ao que ele respondeu: ”

– Ápós esses fatos, nunca mais fui a mesma pessoa, porque isso abalou meu materialismo e digo com a certeza de um calculista e pesquisador frio de que a vida continua no além túmulo…”

 

No Escritório

 

Sou funcionário de um banco que presta serviços a algumas empresas de grande porte (seus correntistas). Em uma dessas empresas,eu ficava em uma salinha no térreo, enquanto os funcionários ficavam nos andares acima. Quase todo dia, quando estava sozinho na sala, tinha a sensação de que havia chegado alguém. No começo, quando olhava não via ninguém. Após algum tempo, podia até ver a pessoa. Um homem branco, alto, de traços nobres e sempre com roupa social.

Nunca tive medo dessas coisas, e ficava na minha. Até que um dia, uma funcionária dessa empresa veio falar comigo acompanhada do tal fantasma! Ela parecia não ver o espectro. Demorei alguns segundos para reconhece-lo. Nem pensei em falar com a moça sobre o fantasma, que se demorou um pouco no ambiente, deu meia volta e sumiu da sala andando.

Contudo, não pude disfarçar o meu espanto ao ver “alguém” ao lado da garota. Minha expressão nervosa foi inevitável e a funcionária notou. Ela perguntou o que eu tinha visto. Nunca fui de mentir e falei tudo. Expliquei ainda que tinha a impressão que o homem vinha da sala ao lado, que era como um laboratório cheio de equipamentos.

E quando comentei sobre as características e a fisionomia do fantasma, a moça começou a chorar. Falou que podia ser um funcionário que se suicidou na empresa, jogando-se pela janela do quinto ou sexto andar. Antes de morrer, ele teria ficado por um bom tempo nessa sala ao lado da minha, como se estivesse elaborando o suicídio. Que era colega de trabalho dela; trabalharam juntos…

Não quero dar mais dados para não perturbar os parentes do tal senhor, nem “tumultuar” a cabeça dos descrentes…

Depoimento de P.C. Araújo

 

Homem na Cozinha

Eu durante boa parte da minha vida não acreditei em espíritos, fantasmas ou coisa parecida. Só fui mesmo acreditar por volta de 2001 – 2002 por causa de umas paradas que presenciei.

A minha ex-namorada sempre teve uma mediunidade forte, dizia ver e sentir a presença de espíritos, mas como eu era muito cético na época eu não dava muita bola.

Um dia estávamos no quintal da casa dela conversando à  noite e de repente ela parou, olhou em direção à  porta da cozinha (que estava mais ou menos a uns 5 metros) e disse que tinha um homem parado lá. Eu olhei e obviamente não vi nada e disse pra ela que ela devia ter imaginado e talz, aí ela virou pra mim e disse “Ah é? Entà o olha só para as cachorras.” Ela tinha 3 beagles e quando eu olhei pra elas que foi foda, as 3 cachorras que até momentos antes estavam correndo e brincando, agora estavam paradas como estátuas olhando fixamente para a porta da cozinha. E ficaram assim por uns 2 minutos, depois que minha ex disse que ele tinha ido embora as cachorras também pararam de olhar.

Outra vez foi com ela também mas foi algo mais “light”, estávamos passeando no Jardim Botânico e do nada ela parou e disse que tinha um homem sentado ao lado de uma árvore. Dessa vez não deu pra notar nada, até pq não tinham animais por perto para denunciar, mas como isso já foi após o primeiro acontecido eu nem duvidei e pedi pra gente continuar andando. :angry:

Agora a vez em que eu fiquei com mais cagaço foi sozinho lá em casa. Eu tinha acabado de ir dormir, isso lá por volta das 03:00 da manhã e ouvi alguém entrando no meu quarto. Como nessa época minha mãe tinha insônia e as vezes ia lá pra usar a internet eu logo pensei “Pqp… nem posso dormir direito, já vem minha mãe usar o micro.” Aí já fui levantando meio puto falando que queria dormir só que quando fui ver não tinha ninguém no quarto.

Lá em casa é meio foda, já me falaram que ali tem umas paradas meio pesadas.

Por Ignarius

 

A Casa da minha avó

Meu tio quando tava desempregado morava aqui em casa e dormia no sofa da sala. Ele falava direto que de noite ouvia um barulho na cozinha, como se alguem pegasse um moeda e ficasse tacando no chão, fazendo isso varias e varias vezes. Na hora que ele ia ver o que era, o barulho parava. Outro dia minha prima veio aqui também e ouviu a mesma coisa. Só que ela correu assustada la pra cima chorando.

Uma vez quando minha mãe estava dormindo, ela sentiu como se o teto do quarto tivesse caindo em cima dela e acordou assustada. Até ai tudo bem, podia ser sonho, só que meu pai sentiu a mesma coisa na mesma hora!!! O pior é que ja aconteceu muita coisa estranha aqui (ja mandaram até padre benzer a casa), mas eu mesmo nunca vi nada.

Teve outra também com a minha avó, antes dela se mudar pra minha casa. Ela tava no quintal pendurando roupa, derrepente ouviu um barulho de louça caindo do escorredor (aqueles que eram pendurados na parede). Só que parecia como se alguem tivesse batendo nele, e o barulho não parava. Quando ela entrou pra ver, o barulho parou e não tinha uma única peça caida no chão 😛 No mesmo dia, um parente dela tinha morrido.

 

Lembranças da República

 

Minhas aulas da faculdade tinham de 4 a 5 horas de duração, para ficar mais aceitável passar esse tempo todo na aula alguns professores davam um intervalo. Nesse momento em uma roda de amigos da faculdade começou, não lembro como, esse assunto de assombração. Três das 5 pessoas que estavam la moravam juntos, e contaram que a casa tinha um fantasma no salão de festa que fica no segundo andar da casa. No inicio eu não acreditei, ate porque sempre pressuponho que tudo que me falam de alguma forma não é a verdade.

O que estava acontecendo, segundo eles, era alguns barulhos na casa. Em especial no segundo andar, que sempre fica vazio. Na casa toda havia alguma história de ação paranormal, exceto, por sorte deles, no quarto em que cada um dormia e estudava. Para tentar pegar eles na mentira comecei a perguntar, queria saber o que exatamente estava acontecendo. Um deles, que era o mais sério e responsável de todos, falou que certa vez, enquanto estava sozinho em casa, dormiu enquanto assistia televisão. Para a surpresa dele a geladeira pareceu se abrir e alguem passou pelo sofa onde estava deitado, como estava em estado de semi consciencia achou que era outra pessoa da casa, mas, segundo ele, segundos ou minutos depois ele acordou sozinho no momento que um deles abria o portão da republica.

Tinha outros relatos de sons e afins no primeiro andar, mas não acho necessário contar todos. Mas tem um mais impressionante que merece mais atenção. O segundo andar, era apenas um grande espaço cheio de janelas e uma porta que dava para uma escada que levava ao primeiro andar. Aconteciam festas nesse local algumas vezes, festas que não posso entrar em detalhes no forum. Quando não havia festa na casa o segundo andar ficava praticamente vazio. Entretanto, a tal porta do segundo andar era notadamente barulhenta, mesmo quando fechada. Se estivesse apenas os 4 moradores na casa, dissem eles, a porta não parava de bater. Eu, cético, conclui que a porta fica aberta e batendo, pois tem várias janelas no local. Mas diziam que as janelas dificilmente eram abertas.

Um deles contou que durante o CQC dois deles estavam em casa assintindo televisão, esse era um programa constante nosso: ir la juntos ver CQC e comer pizza. Nesse dia a porta começou a bater. Não parecia batida de vento, segundo ele, pois ela abria devagar e derrepente, como se uma mão empurrasse com força e certa raiva, ela batia forte e seco. Ele foi subindo as escadas para fechar a porta, ele descreveu o momento como se fosse cena de filme de terror, quando o personagem vai checar um barulho sozinho, andando devagar, no escuro e com medo. A porta estava aberta, o que dava uma conclusão obvia: de alguma forma era o vento. Fechou a porta e voltou, minutos depois a porta começa a bater novamente, pelo que foi dito os dois que estavam la ficaram com muito medo. Ele voltou rapidamente no segundo andar para ver se a porta estava aberta, pois ele fechou rápido. Mas estava fechada.

Obvio que não acreditei, eis que chega na faculdade o quarto morador da republica. Ele chega e fala direto: não aquento ficar naquela casa, aquela porta não para. Ou combinaram muito bem ou realmente estavam vendo algo estanho acontecendo, ou acreditavam ver. Tempos depois, conversando com um deles, fiquei sabendo que esses acontecimentos continuavam, mas com menos intensidade. E ficaram sabendo com um vizinho antigo que a cerca de dez anos um avião monomotor caiu naquela casa destruindo o telhado e uma das paredes que existia no segundo andar, no acidente o piloto morreu.

O que escrevi agora é verdade. Mesmo assim não tenho certeza se acredito no que me contaram, mas aprendi a não tomar nenhuma conclusão sem existir provas.

por Estudante

 

Mascarados

 

Eu estava na casa (que na verdade é uma mansão) do meu tio avô com meus primos. Era eu, meu irmão, um primo e uma prima. Na casa, era proibido crianças subirem para o segundo andar porque tinham medo que fizessemos alguma bagunça por lá. Solução? Íamos escondidos. Dessa vez, resolvemos explorar os vários quartos, banheiros e escritórios que haviam lá. É meio dificil de eu contar isso porque aconteceu ha muito tempo, mas eu lembro especificamente da cena… entramos no quarto ENORME do meu tio avô e da minha falecida tia avó para ver como era e tal. Era um quarto rústico, bonito e bem velho, com decorações que poderiam ser comparadas ao Barroco. Foi quando pensamos em ter ouvido alguem subir as escadas. Resolvemos logo nos esconder. Nesse quarto, havia duas portas que levavam para dois closets. Pensamos logo em nos esconder ali. Meu irmão e meu primo correram pra um e eu e minha prima corremos para o outro. Ficamos lá em silencio até sentir que a barra está “limpa”. Mas foi quando eu vi, ou então acho que vi, dois rostos similares a mascaras olhando fixamente para mim. E minha prima jurou ter visto também, foi um coro de gritos que não precisamos expressar em palavras nada na hora. Logo senti que ela tinha visto a mesma coisa que eu. Meu primo e meu irmão sairam correndo também, todos nós fomos para baixo com pavor. Até hoje eu realmente não sei o que foi aquilo. Por mais que tivesse explicado, achavam que era coisa de criança e tal. Mas até hoje tenho a imagem meramente na minha cabeça do ocorrido. Meu irmão e meus primos estavam ouvindo estalos na madeira e sentiram medo também. Pode parecer ridículo, talvez tenha sido algo da minha cabeça, mas o que mais me intriga é que minha prima TAMBÉM viu. Voltamos lá com meu pai e minha tia, mas não havia máscaras e nem nada que pudesser dar a forma da mesma. O que será que foi? Acho que, ou eu e minha prima não batemos bem da cabeça, ou então… eu prefiro não pensar na outra hipótese. Mas eu fico até hoje intrigada com isso. Realmente não sei o que foi aquilo. Loucura? Não sei.

por TaneeShion

Amigo da infância

Todo dia de manha minha mae e minha tia contavam pra minha avó do ” moço legal” q conversava com elas a noite. Cada dia era uma coisa, um dia ele contava historinhas, no outro brincava…
Minha avó foi ficando p da vida achando q essa brincadeira estava indo longe demais e mandou elas pararem, mas o tal moço sempre voltava e no dia seguinte tinha mais historia.

Ate q um dia minha avó deu u msenhor esporro nas nas duas e mandou elas pararaem ,q nao tinha comom ninguem entrar na casa, q isso era coisa da cabeça delas,( até chegou a se preocupar achando q seria um ladrao ou sei la..) mas elas mesmo assim nao paravam.

Até q um belo dia minha tia entra no quarto da minha avó segurando o nada como se estivesse de maos dadas com alguem : Olha aqui mamae, você nao disse q ele nao exisitia? Olha ele aqui!

Minha avó ficou bolada e na hora pegou um album de familia e sentou com minha tia pedindo pra elam ostrar o tal amigo caso ele aparecesse nas fotos. Minha tia apontou pro primo da minha avó q havia falecido ha alguns meses.
Na hora minha avó chamou minha tia pra rezar falando q elep oderia precisar de ajuda e nao podia mais ficar aqui. Explicou q ele havia morrido e tal mas sem meter medo na minha tia dizendo q ele era legal e nao ia fazer mal a elas.

Agora, se ele voltou depois disso ou nao, nao sei.. vou perguntar pra minha mae.

por sweet julie

 

Visita do meu pai

Esta história aconteceu com meu amigo/irmao lammeth. Eu o conheci poucos meses apos a morte do meu pai e eu havia tirado todas as fotos q tinha dele do meu quarto pq nao conseguia olhar pra elas sem chorar. Ou seja, ele sequer chegou a ver uma foto do meu pai.

Uma noite ele foi la em casa consertar algo no meu pc, eu acho, e a luz do quarto ligada refletia pela janela a imagem do meu quarto com os apartamentos vizinhos.

Do nada ele vira e me pergunta: Seu pai era ruivo? Estatura mais ou menos como a minha, meio calvo, cheios de pintas pelo corpo…

Na hora pensei: pqp,sera q esqueci alguma foto em lugar visivel?

Respondi: Sim, pq?

Lammeth( como se fosse a coisa mais normal do mundo): Ah, ta! É q eu acabo de ve-lo aqui!
Na hora gelei e perguntei como e ele disse q o viu pelo reflexo na janela, ele encostado na porta me olhando e quando o meu irmao foi olhar pro lugar mesmo a imagem havia sumido.
Nao fiquei com medo pois sei q meu pai jamais me faria mal, mas na hora deu um arrepio!
Frizando que: ele nunca havia visto uma foto do meu pai!! e ele tb ve coisas vez ou outra!

Caixinha de música

Relato 1

Mina bisavó tinha uma caixinha de musica gigante e quando vc abria tinha uma gueixinha q dançava quando am usica tocava. Quando ela faleceu, minha avó pegou a caixinha e levou pra casa de Petrópolis pra deixar no quarto dela de recordação.

Estávamso todos la e minha irma estava doente, sendo assim ,minha avó a proibiu de ir na piscina ( muita sacanagem, diga-se de passagem)

Sendo assim ,ela fico uem casa sozinha vendo tv enquanto todos estavam pegando sol e lá tem uns coimerciais q nao pegam devidso ao satélite. Dai fica aquele silencio com tela preta. Nesse sailencio ela escutou a caixinha dem usica tocando, pensou q minha avó tivesse subido e foi falar algo com ela… Quando ela chega no quarto a musica simplesmente parou e nao havia ninguem la.

Relato 2

Minha irma ganhou da minha tia um santinho ( só nao me lembro qual) e minha irma inclusive levou na igreja pra benzer com agua benta e preferiu bota-lo numa mesinha q ficava em frente a porta do quarto dela, do lado de fora mas virado pra dentro do quarto.

Toda vez q minha irma saia ou entrava no quarto, olhava pro santo pra ver se ele estava virado na posição q ela botou.

Um dia, ela estava sozinha em casa e tinha ido fazer um lanche na cozinha e voltou pro quarto. Olhou pro santinho e lá estava ele, bonitinho na mesma posicao ,até q ela fechou a porta e foi comer vendo tv e acabou tirando um cochilo.
Nisso ela teve um pesadelo com uma criatura esquisita q tentava fazer mal a ela e o santinho ficava de fora olhando.

Ela virou no sonho pro santo e perguntou: vc nao vai fazer nada? nao vai me ajudar?

E o santo: Nao, pra vc eu viro de costas!
E virou mesmo!

Ela acordou apavorada edepois de alguns minutos resolveu ir la ver o santo q pra surpresa dela tava realmente de costas !!!!

o santo virou sem ela mexer e nessa epoca, nem animal a gente tinha pra alguem dizer q poderia ter sido o bicihinho q pulou na mesa e acabou modificando a posição.

Ela desceu pra portaria com o celular e ligou pro namorado dela na epoca dizendo q nao queria ficar sozinha em casa.
Ela acabou jogando o santo fora.

 

Minha primeira vez

Tinha apenas 3 anos e lembro-me como se fosse hoje…

Todos os dias ao acordar de manhã saltava da minha cama para ir correndo para a cama do meu bisavô Vilas que dormia no quarto ao lado e contava histórias fantásticas. Este pequeno ato era o quanto bastava para eu ficar feliz da vida e o meu bisavô Vilas ficava todo contente.

Não me lembro de ele morrer, segundo a minha mãe eu fui uma semana para a casa dos meus tios para não passar pelo choque de o ter perdido. Penso que como era bastante nova devem ter pensado que o iria esquecer facilmente e nem iria reparar na sua ausência.

Voltei para casa e não sei se no mesmo dia ou no seguinte, quando acordei voltei a procurar o meu bisavô Vilas no quarto dele para mais histórias, mas quando lá cheguei a cama estava vazia, mas não fiquei triste porque o meu bisavô estava lá só não estava na cama estava flutuando como eu dizia, encostado no teto num canto do quarto.

Lembro-me que durante dias metia-me no quarto para falar com ele, ainda me lembro de algumas coisas que disse, mas vagamente.

Um dia a minha mãe reparou que eu estava sempre enfiada no quarto e entrou e deu comigo literalmente conversando com o teto e me perguntou com quem eu falava e eu respondi com o bisavô Vilas.

Segundo ela, apanhou-me mais do que uma vez mas eu só me lembro de uma.

Depois disto não me lembro de mais nada penso que ele a certa altura simplesmente partiu.

Pequena Aranha

 

No hospital infantil

 

Meu nome é Luciana do Rocio , resido em Curitiba , minha profissão na vida real é vendedora , mas nas horas vagas eu gosto de escrever .

Na minha vida , já passei por situações curiosas e um tanto sobrenaturais .

Porém , a situação mais interessante pela qual passei , ocorreu em 1979 , quando eu tinha 5 anos e peguei algumas doenças de uma maneira estranha . Primeiro , eu peguei encefalite , depois vieram se juntar a ela , outras doenças , como : a hepatite e a cachumba .

O Começo

Em casa , numa madrugada , eu passei mal e comecei a vomitar um líqüido verde . Meu pai não estava em casa , pois estava trabalhando . Então , minha mãe pediu ajuda ao vizinho para me levar ao hospital .

Assim , ele nos ajudou e fomos parar num hospital infantil , no bairro Batel , aqui em Curitiba . Deste jeito , fiquei internada lá .Meu quarto era simples , tinha uma cama , uma janela e um sofá para visitas .

Hoje , não me lembro se sentia dor . Só sei que eu tinha uma tremenda vontade de sair daquela cama para brincar .

Todas as enfermeiras me tratavam bem . Até que um dia , uma delas entrou no meu quarto sorridente , arrumou o meu soro e falou :

Bom – dia !

Então , eu respondi :

Bom – dia !

Assim , ela disse :

Meu nome é Cida !
E o seu ?

Deste jeito , eu respondi :

Luciana .

Então , ela indagou :

Qual é o seu maior sonho ?

Desta forma , eu respondi :

Sair daqui e poder brincar .

Assim , ela falou :

Isto você não pode fazer agora .
Mas , há outras maneiras de você sair daqui sem deixar este quarto .

Deste jeito , eu indaguei :

Como assim ?

Então , ela disse :

Através da imaginação , de uma boa história …

Assim , eu falei :

Eu escutei pessoas falando que eu tenho que escutar muitos contos infantis mesmo , pois eu vou para o céu logo … Dizem que eu vou morrer , mas eu nem sei o que é morrer …
Morrer é ir para o céu ?
Morrer é virar anjo ?

Desta maneira , Cida disse :

Eu poderei explicar isto , através de uma história que aconteceu neste hospital .

Então , eu exclamei :

Conta !

Assim , ela contou :

” -Era uma vez , uma menina chamada Sara , ela tinha uma doença incurável e estava internada neste hospital . Todos diziam que esta menina iria morrer .

Um belo dia , Sara estava sozinha em seu quarto neste hospital , quando ela acordou , olhou para o lado e viu uma linda princesa chorando .

Esta princesa era muito bela , pois tinha : cabelos dourados feitos com os raios do Sol do meio – dia ; olhos azuis feitos com o azul do céu da primavera ; pele rosada feita com pétalas de rosas orvalhadas ; asas brancas feitas com penas de cisnes e corpo em formato de violoncelo coberto com uma roupa medieval verde – clara . Em sua cabeça ela carregava uma coroa de diamantes e em seus braços ela carregava uma lira .

Então , Sara ao ver esta maravilhosa princesa chorando , perguntou :

Quem é você ?
Por que está chorando ?
Você é tão bonita !

Assim , a princesa respondeu :

Eu me chamo Morte !
Eu estou chorando porque as pessoas têm uma visão errada de mim . Eles acham que eu sou uma bruxa que veste : capa preta e que carrega uma foice . Mas no fundo eu sou uma princesa !
Eu liberto as pessoas do sofrimento .

Desta maneira , a menina disse :

Eu sinto que você é uma criatura boa !

Deste jeito , a Morte comentou :

Só as crianças e os idosos me entendem !

Então , Sara falou :

Por favor , não chore !
Eu queria tanto sair deste hospital …

Assim , a princesa indagou :

Você quer pegar a minha mão ?
Você quer vir comigo ?

Após isto , a criança exclamou :

Quero !

Então , as duas se deram as mãos e um túnel dourado se abriu no meio do ar .Assim , estas duas almas sumiram no meio deste túnel encantado . ”

Após ouvir esta história de Cida , fiquei encantada . Então comentei :

Que história legal !

Desta maneira , Cida agradeceu e disse :

Obrigada !
Agora , vou aos outros quartos contar mais histórias , mas eu voltarei outro dia .

Depois dela se despedir , fechei os olhos e dormi .

Após três dias , eu estava sozinha no meu quarto , e Cida entrou novamente falando :

Bom – dia !

Então , eu respondi :

Bom – dia !

Deste jeito , ela exclamou :

Tenho mais histórias hoje !

Assim , eu disse :

Hoje eu gostaria de escutar uma história de amor . Mas , não um romance que eu já sei . Pois , eu já conheço : Cinderella , Branca de Neve , A Bela Adormecida , Romeu e Julieta …

Desta forma , a enfermeira falou :

Tudo bem !
Eu contarei uma história sobre o amor de duas estátuas …
E este fato se passou em Curitiba .

Então , eu exclamei :

– Pode contar !

Assim , ela indagou :

Você conhece a estátua do casal desnudo da praça Zacarias ?

Deste jeito , eu respondi :

Sim !

Então , a enfermeira contou :

” – No dia em que colocaram a estátua do casal desnudo na praça Zacarias , no centro da cidade , várias beatas ficaram espantadas com a estátua da mulher , então elas pediram ao prefeito para retirar esta estátua feminina da praça .

Assim , ele colocou a estátua da mulher atrás da prefeitura , que ficava no bairro : Centro Cívico , um tanto distante da praça Zacarias .

Então , muita gente disse que a estátua do homem ficou com saudades da estátua da mulher e que por isto o espírito desta estátua masculina saia de madrugada para visitar a estátua feminina , que estava no Centro Cívico . Minha avô que morava num edifício em frente a Praça Zacarias , disse que numa madrugada , ela estava na janela , quando de repente viu uma neblina branca saindo da estátua do homem , e , que esta neblina saiu em direção ao Centro Cívico . ”

Então , após escutar esta história , eu exclamei :

Que lindo !
As estátuas têm alma ?

Assim , a enfermeira respondeu :

De uma certa forma : sim . Pois , toda a obra de arte tem as vibrações do artista e do material com que ela foi feita .

Após falar , isto , Cida disse :

Agora , irei cuidar de outros pacientes .
Até logo .

Numa outra semana , eu estava sozinha em meu quarto , quando Cida reapareceu novamente e disse :

Bom – dia !

Então , eu falei :

Bom – dia !
Hoje , eu quero escutar uma história que tenha animais !

Assim , ela falou :

Que sorte !
Eu conheço uma história com um cachorro , que aconteceu dentro deste hospital . A história é a seguinte :

” Era uma vez , um menino chamado Rodrigo , ele tinha um cachorro muito inteligente chamado : Rex . Um dia , o garoto ficou doente e foi internado neste hospital . Na sua casa , o cachorro vivia uivando e prestando atenção no movimento dos outros donos . Então , um dia , o pai de Rodrigo , saiu com o carro em direção ao hospital e o cachorro resolveu segui – lo . No meio do caminho o cão se perdeu , mas ele resolveu seguir a sua intuição e veio parar neste hospital infantil . Ele entrou no corredor do estabelecimento , fuçou tudo e empurrou a porta de um quarto . Mas , nele , não se encontrava o seu dono e sim , uma menina , que estava em pleno ataque epilético . Então , o animal latiu , com a intenção de chamar a atenção dos enfermeiros e conseguiu com que a garota fosse socorrida . Assim , ele aproveitou para verificar os outros quartos e finalmente achou o seu enfermo dono , que se derreteu em total alegria . ”

Após , escutar este conto , eu exclamei :

Que boa história !

Então , Cida se despediu e foi atender as outras crianças .

Naquele dia , recebi a visita de um padre , que me cobriu com um manto roxo , me benzeu e rezou uma oração em latim .

Depois , uma outra enfermeira falou que aquilo era uma tal de extrema unção .

Uns dias após isto , uma pomba entrou no meu quarto e ficou me olhando uns segundos e depois voou em direção a janela .

Um dia depois , sai do hospital , entrei no carro do meu padrinho Argeu e em frente a este hospital , vi a imagem de Cida acenando para mim , mas esta imagem , foi desaparecendo aos poucos , como se fosse um fantasma se desintegrando .

Depois , fui direto para a casa deste meu padrinho. Lá eles me colocaram num quarto quentinho e com cobertas felpudas , mas neste quarto havia um quadro de um gaúcho tocando alaúde . Olhei para esta obra e o gaúcho saiu do quadro para tocar para mim . Naquele dia , eu estava com um pouco de febre , não sei se foi a febre que me transmitiu aquela imagem , ou , se havia algo de sobrenatural nela , mesmo .

Depois , voltei para casa e retornei para a minha vida normal , quero dizer , nem tão normal porque tive seqüelas na coordenação motora e em algumas glândulas , mas nada que me prejudicasse muito .

Bem , esta é uma das minhas histórias sobrenaturais que aconteceram na minha vida real .

por Luciana do Rocio, Curitiba

O fantasma do Gari

 

Essa história me foi contada há alguns anos por um tio meu, quando ele trabalhava numa antiga empresa chamada MOORE.

Ele me disse que, certa vez, houve uma festa na empresa (não me lembro o motivo) e todos que trabalhavam na empresa estavam lá. Muita comida e bebida a vontade. Fim de festa. Havia muita sujeira e copos por todo o chão. Então, meu tio estava indo embora e encontrou com um senhor, vestido de gari, com uma sacola de lixo na mão, e um ferro com uma ponta afida pra catar os copos e papéis do chão.

– Boa noite, senhor. – disse meu tio.

– Noite. – respondeu o humilde senhor.

– O senhor vai ter muito trabalho esta noite, né?

– Ahh.. meu filho, ja estou acostumado, nem sinto mais.

– Esta bem, como o senhor se chama?

– Por Favor, me chama de José.

Me tio se despediu do José e foi embora. No dia seguinte, meu tio vai até o segurança da portaria, e pergunta, sobre aquele senhor da limpeza chamado José. O segurança fica com um ar de assustado, e responde:

– Como? Que estranho!! Esse senhor morreu há uma semana atropelado aqui em frente.

 

Lembranças do meu pai

Hoje meu pai esta com 94 anos, e me contou varias histórias que aconteceram na mocidade dele. Aqui vou escrever algumas: um compadre do meu pai chamado GALDINO sempre que ele voltava do trabalho, ele via uma mulher varrendo a frente de uma casa, isso era todos os dias. Um certo dia ele resolveu parar pra conversa com essa mulher, ela sempre de cabeça baixa varrendo, ele desconfiou: por que ela não olha pra mim. Pensou. De repente a mulher levanta a cabeça, e ele pôde ver a face cadavérica da mulher.

NA CIDADE DE LENÇOIS BH, um homem chegou de viagem e não tinha lugar pra ficar, então bateu na porta de uma casa e o dono veio atender, o homem perguntou: posso ficar aqui por alguns dias? Eu cheguei de viagem e não tenho onde ficar. O dono da casa concordou e mandou ele entrar. De repente o dono da casa sumiu. Quando o rapaz estava tomando banho, só ouviu a voz do dono da casa gritando: eu jogo!…Eu jogo!…,Quando o rapaz respondeu: pode jogar. Ele ouviu os barulhos das tabuas caindo, quando ele saiu do banho correndo ele viu um caixão com um corpo seco dentro. Esse rapaz saiu correndo pra rua. E foi informado que naquela casa não morava ninguém e que o dono tinha morrido há 22 anos.

Uma senhora costureira costumava trabalhar até tarde da noite. Um dia ela estava costurando, e chegou um homem pedindo que ela comprasse dele uma cabeça de repolho e insistiu muito. A costureira com dó dele comprou, deu-lhe o dinheiro e pegou o repolho, foi até a cozinha e colocou o repolho dentro da pia. No outro dia quando ela foi ver, o repolho era um crânio.

EM SALVADOR-BH, NO BAIRRO VERMELHO por volta da meia noite as pessoas não saiam de casa, pra não ver o bonde fantasma. Esse fenômeno sobrenatural acontecia sempre no mesmo horário. Era um bonde cheio de fogo, as pessoas que viam do trabalho tarde da noite, corriam pra não o bonde passar. Uma vez aconteceu que um passageiro parou esse bonde, pensando que era comum. Ele subiu e quando foi pagar o cobrador era uma caveira, esse homem saiu gritando pela estrada. Esse fato se passou nos anos 40, o fato é que um bonde incendiou no bairro vermelho, não sobrou um passageiro. Então passou a acontecer essa aparição fantasmagórica.

Essa história é verdadeira, e foram contadas pelo meu pai, que hoje está com 94 anos de idade e conheceu essas pessoas.

 

Brincadeira do Copo

 

Esta é uma história que aconteceu em 1996, com um conhecido de minhas amigas. Trata-se daquela brincadeira do “espírito no copo”, que com certeza todos já ouviram falar, e até se aventuraram a jogar. Essas minhas amigas estavam na casa de um amigo e outras pessoas em comum, e num clima de bagunça, resolveram jogar. Então, segundo a lenda original, como não tinham nenhum copo virgem, o “purificaram” com água corrente e sal grosso, e deixaram secar ao vento. Fizeram o tabuleiro redondo com letras, números, e inscrições sim e não.

Sentaram-se em volta, colocaram o copo virado no centro do tabuleiro, deram-se as mãos, rezaram três “Pai Nosso”, e concentrados fizeram a invocação: “Se há algum espírito neste recinto, que manifeste-se agora!”. Num silêncio mórbido e tenso, eles esperaram… Nada aconteceu. Invocaram novamente: “Se há algum espírito neste recinto, que manifeste-se agora.” – e desta vez continuaram – “Ó alma vagante, nos dê a chance de nos comunicar”.

De novo, nada aconteceu. Neste momento, um garoto de uns 14 anos, não se conteve e começou a rir. O que foi motivo de risada geral. Então, inusitadamente, o copo se mexeu. Todos calaram-se. O dono da casa, assustado, perguntou: “Quem está ai?”. O copo seguiu até as letras formando “assassino”. Congelado de medo, continuou e perguntou:”Quem você matou?”, e o espírito respondeu que “ninguém”. Sem entender muito bem, perguntou novamente: “Então o que quis dizer com assassino?”. E não teve nada como resposta. O tal menino de 14 anos, achando que tudo era uma piada, uma armação do anfitrião, perguntou debochando: “Ai, Seu Assassino, quando é que eu vou morrer? Será que dava pra você ver no calendário ai do além?”. Para surpresa dele e de todos, o copo se mexeu até o “H”, depois “O”, “J”, “E”.

O menino, achando graça, gargalhou e perguntou: “É mesmo? E como que eu vou morrer, hein?”. O copo respondeu: “S-U-I-C-Í-D-I-O”. Ele então começou a ficar irritado, quando gritou: “Vai a merda sua porra de espírito, não vou morrer nem à caralho”, e num acesso de raiva, pegou o copo e o jogou com força pela janela. O apartamento ficava no 10º andar, e a janela dava para uma área vazia do prédio, um extensão do térreo. Então notaram que não houve nenhum barulho de vidro sendo quebrado ao cair.

Todos assustadíssimos foram olhar pela janela, e perceberam que realmente o copo estava intacto. O tal garoto parecia estar enlouquecido com o fato, debruçou-se na janela dizendo que aquele copo tinha que quebrar, que ele vai quebrar….Repetindo enlouquecidamente.

Foi quando seu olhar paralisou-se no copo, ele gritou e jogou-se. Caiu em cima do copo, que desta vez quebrou-se e seus cacos atravessaram seu corpo. Hoje, minhas amigas podem falar abertamente deste caso, mas foi algo que demorou muito para elas se recuperarem. A cena foi realmente muito chocante. Não se sabe o que realmente aconteceu para o copo não quebrar, nem mesmo é claro o que fez o garoto ficar com aquele olhar desesperado segundos antes de se jogar, nem o motivo. É mais um mistério inexplicável. O velório foi feito com o caixão fechado, pois o corpo inexplicavelmente se decompôs muito rapidamente e sua face e peito ficaram totalmente desconfigurados em função dos cacos.

O enterro foi abafado e privado de visitantes. Após o fato, espalhou-se um boato de que o espírito denominado “assassino” era o culpado de um homicídio que ocorrera há muitos anos com um antepassado do menino. A família não se pronunciou. Até hoje poucas pessoas da redondeza tem coragem de jogar a tal brincadeira do copo por temerem o tal “espírito do assassino”.

por Rodrigo Rossi, São Paulo

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/espiritualismo/creepypasta/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/espiritualismo/creepypasta/

Resultados da Hospitalaria – Abril 2009

doacoes-04-09

Confira abaixo as Entidades auxiliadas:

– Cantinho Mei Mei
http://www.cantinhomeimei.com.br/

– Lar Nice

– Lar Escola Santa Verônica – (12) 3621-2631

Av. Mal Deodoro , 101 – Jardim Santa Clara – Taubaté-SP

Creche com medidas sócio-educativas. Existe há 88 anos e atende 140 crianças de 18 meses a 6 anos, jovens de 7 a 12 anos e 56 menores infratores de 12 a 21 anos

– Federação de Cultura Afro-Brasileira (FECAB)

– Hospitalaria da 5a regional GOSP
http://www.redecolmeia.com.br/mason/beneficencia.htm

– Associação de Amigos dos Portadores de Cancer – Situa-se no Hospital da FAP Fundação de Assistencial da Paraiba, Hospital Universitário, tel. (83) 3333-1314.

– Programa de caridade da Loja Rosacruz AMORC – Tatuapé

– Programa de Doações do GOB-SP

Também tivemos doações em Funchal, Portugal!

– Associação Portuguesa de Apoio aos Desprotegidos de Portugal
http://apad.com.sapo.pt

As doações em dinheiro dos leitores foram usadas para comprar material escolar, remédios, material de limpeza, material de fisioterapia e brinquedos em algumas das instituições acima.

Anunciamos que a campanha vai continuar enquanto tivermos gente disposta a ajudar, e quem quiser ainda pode ter o seu Mapa Astral ou Sigilo Pessoal via o TdC.

#Hospitalaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/resultados-da-hospitalaria-abril-2009