A Cabala dos Hebreus

Por Paul-Louis-Bernard Drach.

Depois de expulsar nosso pseudo-cabalista da posição que ele invadiu, vou expor o que a cabala judaica realmente é. Submeto minhas provas sem medo à apreciação de qualquer homem de boa fé e bom judiciário. Ver-se-á que, de acordo com a doutrina fundamental da Cabala, o universo é uma criação ex nihilo do poder infinito de Deus.

De fato, toda ciência deve ter um propósito prático. Agora, o que é isso da cabala? O Zohar, Código Principal da Cabalá, Parte 2, col. 362, e depois dele todos os cabalistas, respondem que seu objetivo é ensinar como se deve dirigir as intenções orando a Deus; a que esplendor e a que atributo de Deus se deve recorrer principalmente em tal ou tal necessidade; quais anjos podem ser invocados para obter sua intercessão em certas circunstâncias; por que meios alguém se guarda contra a maldade dos espíritos malignos, com os quais o ar está cheio. É precisamente para indicar com precisão essas intenções, essas orações e essas fórmulas que o rabino Isaiah Hurwitz, um dos cabalistas mais eruditos do século XVII, compôs um volumoso comentário cabalístico sobre as orações habituais da sinagoga, sob o título A porta da o céu. A consequência segue naturalmente. A Cabalá ensina um Deus pessoal a quem devemos orar, enquanto os panteístas fazem os próprios Deuses. Dizem com um filósofo egípcio coroado: Meus est fluvius meus, et ego feci memetipsum. (Ezech.XXIX, 3).

Os promotores do panteísmo imaginaram chamar em seu auxílio a cabala porque se fala frequentemente em emanação. Ao abusar dessa expressão, enganaram um grande número de pessoas incapazes de verificar os documentos do julgamento. Ei! bem, é precisamente esta doutrina da emanação que dá à Cabala o caráter eminentemente cristão que nenhum homem de boa fé pode recusar-se a reconhecer nela. Nada é mais fácil do que mostrá-lo.

A Cabalá distingue tudo o que existe em quatro mundos, subordinados um ao outro. 1° O mundo atzilútico (emanativo). 2° O mundo beriático (criativo). 3° O mundo iétziratico (formativo). 4° O mundo assiático (factício, factivus). Os três últimos, partindo do mundo criador, são, como já anuncia sua denominação, criações ex nihilo do poder divino, e de modo algum emanações da Essência de Deus. Os textos que relato mais adiante são formais a esse respeito.

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Fonte:

La Cabale des Hébreux par Paul-Louis-Bernard Drach.

https://www.esoblogs.net/6864/la-cabale-des-hebreux/

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cabala/a-cabala-dos-hebreus/

A Definição de “Magia” No Século 21

Por Aaron Leitch

Espere! Não vase ainda! Eu sei que este assunto – a definição de magia – foi refeito um bilhão de vezes ao longo dos anos. Tem sido o foco de debates acalorados e até mesmo de guerras de fogo e gelo – e nunca (nem uma vez!) um consenso foi alcançado.

Francamente, este debate está acontecendo há mais tempo do que você pensa. Foi uma pergunta feita durante o renascimento oculto do século 19. É até antes disso foi abordado pelos autores dos grimórios medievais. Ora, eu apostaria dinheiro real que os sacerdotes egípcios e sumérios costumavam se sentar em seus templos e discutir os mesmos malditos pontos.

Mas esse não é realmente o objetivo deste blog. Não sou ingênuo o suficiente para pensar que vamos chegar a um consenso aqui. No entanto, acho que podemos acrescentar algo à conversa – especialmente agora que entramos no século 21, e nosso relacionamento com a magia está mudando drasticamente. À medida que esse relacionamento muda, também muda nossa compreensão da magia e o que ela significa em nossa cultura.

Nos anos anteriores, o debate foi tema do ocultismo do final de 1800. A Era do Iluminismo havia despontado, a Revolução Industrial… rodado?… e a disciplina da Ciência (ou seja, divorciada de todas as preocupações místicas) havia ascendido à supremacia. A psicologia era um estudo novo e em desenvolvimento e absolutamente qualquer coisa que parecesse à mente ocidental como “ooga-booga oculto” (leia-se: praticamente qualquer forma de magia popular indígena, vodu , hoodoo , etc.) foi firmemente expulsa da casa.

Assim, as pessoas que foram criadas naquele ambiente buscaram uma explicação para a magia que se encaixasse em seu paradigma. Daí nasceu a definição “psicológica” de magia: tudo é apenas uma forma de psicologia primitiva. Magia está tudo na sua cabeça. Os espíritos e deuses são meros “nomes e rostos” que colocamos em nossos próprios instintos e complexos mentais. Ferramentas e considerações mágicas são apenas “acessórios” que ajudam sua mente a se envolver com a magia. A magia do caos surgiu neste ambiente, e também nos deu a definição frequentemente citada de Aleister Crowley :

“Magia é a ciência e a arte de causar mudanças em conformidade com a Vontade.”

Tomada pelo valor nominal, acho essa definição inútil. Se qualquer mudança que eu fizer (de propósito) no mundo ao meu redor for “magia”, então “magia” deixará de ser uma palavra útil. Se eu sair, estou realizando magia porque abri uma porta e mudei minha localização? Claro que não! No entanto, da forma como muitos estudantes interpretam a definição acima, a magia deixa de ser uma disciplina ou ofício específico. Eletricistas estão realizando magia. Os carpinteiros estão realizando magia. O sorveteiro está fazendo mágica (e ele ainda traz sorrisos para os rostos das crianças)!

Claro, Crowley acrescentou nessa palavra “Vontade”, o que significa que há muito mais em sua definição do que a maioria dos alunos imagina. Ele quer dizer fazer mudanças de acordo com sua Verdadeira Vontade (seu Destino ou Karma ), e sua definição está dizendo que qualquer ação que você toma para cumprir sua Verdadeira Vontade é um ato mágico. Isso é melhor… mas ainda nega a “magia” como uma disciplina em si mesma. Eu usei muita magia em busca da minha Verdadeira Vontade, mas também tive que fazer muitas coisas mundanas.

Hoje, estamos deixando para trás as visões do século 19 sobre magia. Embora a definição psicológica ainda tenha seus adeptos – alguns deles bastante apaixonados em defesa de sua posição – há agora um contra-movimento de praticantes de Velha Magia que acham essa visão insatisfatória. À medida que o mundo em que crescemos continua a desmoronar, as economias continuam a entrar em colapso, a medicina e outras necessidades tornam-se indisponíveis e as guerras mal definidas continuam acontecendo em todo o mundo, as pessoas não estão procurando mais por “ocultismo de auto-ajuda” da maneira que foram há vinte anos. Eles querem o negócio real: magia que pode fazer uma mudança real no mundo real. Eles querem magia que possa manter comida na barriga de suas famílias, um teto sobre suas cabeças e todos vivos e saudáveis.

Eu me enquadro nessa categoria. Nós somos os caras que veem espíritos, deuses e anjos como objetivamente reais. Achamos que as ferramentas e considerações mágicas são importantes para a tecnologia, não apenas um monte de adereços que podem ser substituídos ou dispensados inteiramente. E por causa disso, vemos as cerimônias mágicas como protocolos vitais ao lidar com espíritos, não superstições ultrapassadas que deveriam ser simplificadas, reinterpretadas ou deixadas para trás. E quanto a essas formas indígenas de magia e feitiçaria , em vez de torcer o nariz e pensar que somos de alguma forma melhores do que tudo isso, na verdade estamos nos voltando para elas e aprendendo o máximo que podemos.

Então, como esse novo movimento define a magia? Boa pergunta, e é por isso que estamos tendo essa discussão agora.

Para fazer a bola rolar, vou compartilhar com vocês a definição pela qual eu trabalho. Na verdade, é uma definição mais antiga que existia há milhares de anos antes do mundo moderno. Os grimórios salomônicos (uma especialidade minha) foram escritos sob essa definição, e acho que é hora de todos darmos uma nova olhada nele. (Encontrei isso originalmente descrito no livro Ritual Magic , de Elizabeth Butler. )

Primeiro, o ocultismo em geral é dividido em três categorias:

  1. Astrologia : O estudo das estrelas e outros corpos celestes (originalmente incluindo a astronomia) e sua influência no mundo e nos indivíduos. Havia muitas aplicações para isso — a adivinhação era primária, mas também incluía coisas como a cura.
  2. Alquimia : Isso não era apenas transformar chumbo em ouro. Abrangia toda metalurgia, mistura de remédios, fabricação de tinturas, infusões, etc. Os alquimistas se interessavam muito por alquimistas que prometiam encher seus cofres de ouro, mas o verdadeiro foco da alquimia sempre foi a cura. Nossas ciências modernas da medicina e da química começaram bem aqui.
  3. Magia ou Magick: A arte de trabalhar com espíritos. (Também chamado de feitiçaria. )

Obviamente, essas categorias são fornecidas por conveniência e não representam linhas rígidas. De fato, qualquer sistema de Magia Antiga incluirá aspectos de todos os três misturados. Por exemplo, se você não sabe muito sobre astrologia e nada sobre simbolismo alquímico, a magia espiritual descrita nos velhos grimórios não fará o menor sentido para você.

O que as categorias acima nos mostram é que, classicamente falando, a definição de “magia” era trabalhar com entidades espirituais. Quando você invoca Nomes Divinos, deuses, anjos, espíritos, familiares, heróis ou ancestrais, você está se engajando na arte e na ciência chamada “magia”.

Agora, estou ciente de que muitos de vocês vão ficar com raiva dessa definição. E quanto a encantamentos, talismãs e magia popular que não invocam nenhum desses caras? De repente eles não são mágicos? Claro que eles são mágicos! Mas você tem que perceber que todas essas coisas não foram inventadas apenas por bruxas com muito tempo em suas mãos. Aquele talismã de dinheiro que você encontrou em um livro antigo foi, de fato, entregue a um aspirante por uma entidade espiritual. Aquele encantamento para lhe trazer um amante? Foi revelado por um anjo a alguém que pediu. Aquela dança da chuva que você está fazendo? Adivinha quem a transmitiu aos xamãs ?

É assim que a Velha Magia funciona. Você pede ajuda a um espírito, e ele responde dando-lhe algum tipo de hoodoo/eitiçaria ou outra coisa para fazer para alcançar o objetivo. Faça este talismã e enterre-o ali. Recite esse encantamento em um lugar e tempo específicos. Vá deixar uma oferenda aqui em um dia específico. Os exemplos são infinitos – mas todos começaram com um xamã, bruxa ou mago fazendo contato com seus espíritos guardiões e fazendo com que eles lhe ensinassem a arte mágica.

Portanto, sinta-se à vontade para postar seus próprios pensamentos na seção de comentários. O que você acha dessa definição de magia? Qual é a sua definição? Por quê? (E, para manter as coisas simples, tenha em mente que estamos definindo a prática da magia, não a “força” intangível que muitas vezes nos referimos como magia. Esse é um debate totalmente diferente! )

Fonte: The Definition of “Magick” in the 21st Century.

COPYRIGHT (2014) Llewellyn Worldwide, Ltd. All rights reserved.

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/a-definicao-de-magia-no-seculo-21/

A História Suprimida do Planeta Terra

Parte 1 – Introdução

Eu me chamo  “Morning Sky” ( Estrela da Manhã).  Cresci ouvindo as histórias que meu avô contava sobre um Ser do Espaço que ele ajudou a resgatar. Meu avô era um dos seis jovens Nativos Americanos que testemunharam o acidente com uma espaçonave em 1947, pouco depois do agora famoso incidente de Roswell.

Quando eles chegaram ao local, acharam um dos seres ainda vivo. Eles o tomaram consigo para seu acampamento, esconderam-no e cuidaram dele para que se restabelecesse. Chamaram-no “Ancião Estelar” (“Star Elder”), por respeito; mas com o passar do tempo ele revelou seu nome. Chamava-se Bek’Ti. Revelou a eles a história da Raça Humana e do Planeta Terra.

No final dos anos 60, quando eu comecei a faculdade, me entretia com a possibilidade de que estas histórias pudessem não ser verdadeiras. Assim, envolvi-me em Estudos Religiosos, um programa de estudos independente que poderia me permitir ter a oportunidade de pesquisar antigos arquivos para provar ou negar as muitas histórias do Ancião Estelar.

Submeti ao meu Professor de Estudos Religiosos uma tese que era uma síntese dos meus três anos de pesquisa. Chamava-se “Terra, a História Oculta do Planeta Terra”. Em poucos dias ele o rotulou como “um trabalho de blasfêmia e ultraje!”. Isto quase me fez ser expulso da escola.

Não tendo tido sucesso no campo acadêmico, decidi contactar organizações e pesquisadores sobre UFO então existentes. A resposta geral foi rotular o trabalho como “um material mitológico e de lendas dos Nativos Americanos, não adequado para estudos sérios de fenômenos científicos”.

A rejeição total fez com que eu ficasse muito irritado. Por aproximadamente trinta anos eu me recusei até mesmo a pegar um livro sobre UFO ou Fenômenos da Nova Era. Eu religiosamente me recusava a ler ou ouvir o que havia lá fora.

As circunstâncias mudaram. Meu avô se foi, mas não sem antes me arrancar a promessa de tentar contar a história mais uma vez.

A História da Humanidade e da Terra, como revelada por Bek’Ti é tanto excitante quando apavorante. A Criação do Homem e seu lugar na galáxia é tornado claro, mas no processo tanto a nobreza quanto o orgulho do Homem ficam feridos. O fenômeno da abdução e seres cinzentos observadores são partes integrais da história da Raça Humana, e explicadas contra o que é dito dos propósitos dos Seres das Estrelas para a Raça Humana.

As fontes das religiões dos Homens e as origens de figuras legendárias como Zeus, Osíris, Ísis, o Minotauro e um número de outros seres “mitológicos” são explicados e também colocados no referencial da História da Terra.

Parte 2 – A História da Criação do Homem

Em nossa galáxia existem bilhões de Seres das Estrelas. As raças humanóides são a regra, não a exceção. Estas raças descendem de muitas formas de vida: répteis, insetos, dinossauros, pássaros e outras formas de vida que a humanidade nem consegue começar a imaginar.

Uma das mais antigas Raças das Estrelas neste setor do Universo é a reptiliana Ari-An, a qual descende dos ancestrais dinossauros no sistema de estrelas de Órion. Governados por rainhas, criaram o mais poderoso império da galáxia. Os guerreiros Ari-An eram inigualáveis em ferocidade e bravura, e o Império Ari-An insuperável em poder e tamanho.

Milhões de anos de incontáveis batalhas tinham permitido a esse Império desenvolver estratégias avançadas de guerra. Entre estas, os Ari-An praticavam “condicionamento” ou “reprogramação” para controlar populações conquistadas e fazer delas propriedades em vez de responsabilidades. Os inimigos tornavam-se servos obedientes do trono das rainhas reptilianas. Desta forma os Ari-Ans eliminavam a resistência.

Uma evolução inesperada de outra raça no Sistema Estelar de Sírius tornou-se uma ameaça ao Império Ari-An. Mesmo não tão antiga ou evoluída como a dos reptilianos, os guerreiros do Império Kanus, uma raça canina (similar aos lobos) preencheram suas  falhas com sua ferocidade. Mesmo o mais disciplinado dos guerreiros Ari-An temia estes cruéis e bárbaros guerreiros Sirianos, que paravam para devorar a carne de seus inimigos no campo de batalha.

Um rápido avanço dos guerreiros Sirianos ameaçou a existência do Império Ari-An. Como resultado as rainhas procuraram os reis de Sírius para oferecer uma aliança. Um tratado foi acordado, de acordo com o qual ficou delineado quais setores da Galáxia deveriam ser regidos por cada império, e por algum tempo, os guerreiros de ambos os impérios lutaram lado a lado.

Com o nascimento de um novo sistema o Rei de Sírius foi rápido em reclamá-lo. Assim que os sirianos começaram a explorar seus recursos, este novo sistema tornou-se um posto avançado tanto para o Império Ari-An como para o Império Siriano, e o poder e a riqueza de ambos continuou a crescer. Mas eventualmente a guerra começou novamente, dessa vez entre Reis Sirianos rivais. No final, as forças Ari-An se juntaram ao Rei An. Mundos inteiros mantidos pela oposição foram totalmente destruídos, incluindo suas luas e colônias.

Muito mais tarde, o Rei An mandou seu filho, o Príncipe Ea e sua filha, a Princesa Nin-Hur-Sag (ambos cientistas geneticistas) para reconstruir o mundo destruído de Eridu, e mais uma vez explorar os recursos necessários e valiosos achados lá. Eles restauraram com sucesso a atmosfera; colocaram vida nos mares; recriaram plantas, árvores e flores; e hibridizaram diferentes tipos de seres. O planeta Eridu (Terra) renasceu.

Novas criaturas foram produzidas para habitar o planeta. Uma destas criaturas, Apa-Mus, era um híbrido macaco-besta cujo único propósito era o de servir e ser escravo nos campos e minas. Mas este animal era diferente dos outros, Ele podia entender ordens e podia se comunicar. A Princesa Nin-Hur-Sag tinha construído geneticamente o macaco-besta híbrido usando seu próprio DNA.  A inteligência das bestas aumentou e começaram a se multiplicar rapidamente e a ensinar sua própria prole.

Quando outra espécie de trabalhadores criados geneticamente, os intraterrenos Sheti Lizards (Lagartos), revoltaram-se e tomaram o poder, os governantes dos Seres da Estrelas debandaram do planeta. Com a oposição fora do caminho, os Sheti usaram controle da mente e técnicas de programação que aprenderam de seus mestres para alterar as memórias dos descendentes remanescentes dos Seres das Estrelas. O conhecimento da raça humana sobre Seres das Estrelas foi substituído por mitos e lendas.

A dominância Sheti foi e continua a ser desafiada por muitas outras raças das estrelas tentando reconquistar o controle da Terra – e da raça Humana – para seus próprios propósitos. A luta pelo poder continua.

Parte 3 – Tentativas de Golpe – Passado, Presente e Futuro

A raça reptiliana Ari-An tem feito várias tentativas para derrubar o atual poder na Terra. No começo do século 20, o movimento global Ariano quase teve sucesso na conquista de um mundo “dócil”. Se, como o autor sugere, eles estão continuando com seus esforços, novos movimentos irão aparecer nos grupos de supremacia. Répteis aparecerão em todos os setores da mídia como seres amigáveis ou heróicos, lutando em favor do homem. Super-heróis reptilianos se tornarão modelos para crianças.

Levantes religiosos têm vindo à cena através da História da Terra pelos sirianos. A Inquisição, as Guerras Papais, os numerosos “Messias” e “visões milagrosas” têm sido fabricados para trazer a raça humana de volta à sua influência. Se eles também estão tentando assumir o controle da Terra, como o autor sugere, então um retorno ao fundamentalismo também ocorrerá, assim como um aparecimento crescente de anjos e ocorrências milagrosas.

Padrões mostram esforços contínuos para direcionar o povo do Planeta Terra e também para predizer eventos vindouros: A Raça Humana será logo rodeada com imagens de asteróides e de cometas ardentes caindo. Porcos negros serão vistos em todas as partes do mundo, assim como figuras angelicais e milagres. Dinossauros irão tornar-se os heróis das crianças e a violência será a base de suas brincadeiras. Aparecerão novas doenças transmitidas através do ar, imunes aos tratamentos existentes. A NASA tornar-se-á fraca e impotente ou terminará.

Uma guerra galáctica de conquista acontece violentamente sobre nossas cabeças. A Terra – e o Homem – são o prêmio.

Círculos nas Plantações – Comunicações Visuais

Em uma tentativa de se comunicar com os descendentes dos Seres das Estrelas – especialmente aqueles que são capazes de se lembrar das “pistas” – sinais visuais estão sendo enviados na forma de círculos em plantações. Sinais para os descendentes de Sírius usualmente têm uma forte semelhança com os antigos glifos egípcios, designes em formato de bola de futebol, formas de círculos com cruzes ou círculos com um ponto no centro. Podem também aparecer como fórmulas matemáticas.

Os círculos dos Ari-Ans frequentemente têm forma de cobra, ou a criaturas semelhantes a insetos. Qualquer que seja a forma, estes círculos nas plantações são sinais para os descendentes que eles não foram esquecidos.

Como um sinal de que uma nave estelar foi mandada para o sistema solar e para a Terra, imagens de enormes naves planetárias e tripulações compostas de heróis “salvadores” da humanidade estarão em toda parte. Para neutralizar esta imagem de “bons” corpos celestiais, imagens de asteróides caindo e cometas em colisão serão usadas como justificativa de se possuir mísseis anti-asteróides apontados para o céu com propósitos defensivos.


Parte 4  – Formas de Controle

Enquanto isso, para manter o controle da raça humana, os Sheti introduziram novos dispositivos para continuar a nos bomtardear com uma cobertura eletrônica controladora e entorpecente. Muitos destes instrumentos eletrônicos são portados pessoalmente: aparelhos de CD e fitas com fones de ouvido, equipamentos de realidade virtual, pagers, jogos eletrônicos, celulares, bips, etc., são usuais atualmente.

Drogas de todos os tipos, legais e ilegais (incluindo álcool, tabaco e narcóticos) são parte do programa de controle para manter a raça humana dócil.

Modificação comportamental para prevenir que sejamos motivados a lutar por nós mesmos irá requerer que a nenhum homem seja dado o status de herói. Aqueles que não se defendem, mas suportam grandes sofrimentos, serão os novos “heróis” e modelos: vítimas, mártires, prisioneiros de guerra torturados e pessoas que morrem a serviço de seus países.

O controle populacional aumentará e apenas os selecionados serão autorizados a continuar. Desaparecimentos e abducções aumentarão, especialmente de mulheres e crianças novas. Novas doenças trazidas pelo ar aparecerão. A obesidade aumentará, a disfunção sexual aumentará nos homens, e os ciclos menstruais na mulheres cairão de 28 para 25 dias.

Para manter o controle da raça humana e nos manter desamparados na Terra, a NASA será eliminada ou fortemente restringida em seu trabalho. Qualquer evidência de vida extraterrestre será estritamente suprimida e negada.

A Esperança da Humanidade: Sangue real

As linhas de batalha foram delimitadas para uma vindoura guerra galáctica de dominação do planeta Terra. Enquanto a raça humana buscar salvação “lá fora”, ela estará pavimentando o caminho para os seres que estão competindo para se tornarem seus Senhores. Mas a raça humana tem uma outra opção.

Embora nascida de bestas e criada para servir, a raça humana foi criada por cientistas geneticistas, o Príncipe EA e a Princesa Nin-Hur-Sag, usando seu próprio DNA e seu próprio sangue real. A linha real de Sangue Siriano confere à humanidade o direito de reivindicar a Terra como sua. Esta é a História que tem sido suprimida, a verdade que foi mantida escondida.

Enquanto a raça humana aceitar Senhores e Deuses, nós estaremos aceitando uma existência da servidão. Quando nós finalmente lembrarmos que nosso próprio reino foi tomado, quando finalmente olharmos para nós mesmos como nosso próprio Mestre ou Deus, então e só então estaremos livres de extraterrestres.

O autor pede ao leitor para investigar por si mesmo as informações apresentadas aqui. Não aceite nenhuma, desafie todas elas. Decida por si mesmo se as palavras de Bek’Ti são verdadeiras. Você é seu próprio deus, você é o mestre de seu destino – se você puder lembrar A Verdade.

Esta versão de “Terra Papers: Hidden History of Planet Earth”, de Robert Morning Sky, foi condensada especialmente para Percepções, por Betty Bland, que mora e trabalha em Seattle. Ela é a diretora executiva da Light House Promotions, e está envolvida na produção anual da “Ocean Shores Convergente Psychic Fair on Memorial Weekend”, em Ocean Shores, Washington.

Traduzido  por:

Mariana – mariana@umanovaera.com e

Izabel da Costa – isabel@umanovaera.com

Condensado do trabalho de Robert Morning Sky: “Documentos da Terra: A História Secreta do Planeta Terra”

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/a-historia-suprimida-do-planeta-terra/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/a-historia-suprimida-do-planeta-terra/

Metraton

Todos os povos, desde a mais remota Antigüidade, conservaram a realidade do mito como um componente essencial de sua concepção do mundo, de sua Cosmogonia e Teogonia. Por muito longe que nos remontemos na história das civilizações tradicionais, sempre encontramos nelas uma rica profusão de relatos e lendas relacionados com seres míticos, que servem de comunicação entre a Terra e o Céu, entre o de baixo e o de cima. A tradição cabalística também conserva um grande número de gestas míticas vinculadas com o descenso à Terra das energias celestes, angélicas ou espirituais. Assim, na Cabala se acha com freqüência o nome de Metatron, que se identifica com o arcanjo Miguel, também chamado o “Príncipe das Milícias Celestes”.

A Cabala considera o Metatron como o princípio ativo e espiritual de Kether, a Unidade, que com as tropas divinas sob seu comando (as sefiroth de construção cósmica) empreendem a luta contra as potências do mal e das trevas (que constituem seu próprio reflexo escuro e invertido, as “cascas”, “escórias” ou keliphoth) dissipando a dúvida e a ignorância no coração do homem, fecundando-o, simultaneamente a essa mesma ação, com a influência espiritual que transmitem. Em algumas representações da iconografia cristã e Hermética pode se ver este combate mítico nas figuras do arcanjo Miguel e das hostes angélicas, lutando contra os demônios e Satã, o “príncipe deste mundo”, segundo a conhecida expressão evangélica.

Com o mesmo significado, mas a nível humano, encontramos o cavaleiro São Jorge combatendo o Dragão terrestre, símbolo das paixões inferiores e do “caos”. Precisamente, a lança ou espada (símbolos do eixo) de São Jorge atravessando o corpo do monstro, sugere a “penetração” das idéias celestes, verticais e ordenadoras, em dito “caos”. Esta variante do mito é análoga à luta que o homem acomete na busca do Conhecimento, o que lhe dá a possibilidade de viver um processo mítico idêntico ao dessas mesmas energias cósmicas e telúricas, celestes e infernais, em permanente luta e conciliação.

Relacionado em certo modo com as origens da Tradição Hermética, e intimamente vinculado com o que vimos dizendo, encontra-se o mito dos “anjos caídos”, que igualmente é relatado no Gênesis bíblico. Considerado desde o ponto de vista da Ciência esotérica –que tende a resolver os opostos e, portanto, exclui, por insuficientes, o simplesmente moral e sentimental, bem como as leituras demasiado literais das coisas, que estão incluídas no ponto de vista simplesmente religioso e exotérico– a “queda dos anjos” representa, ante tudo, um símbolo do descenso das influências espirituais no seio da própria vida e da natureza humana.

Certos anjos caíram acesos pelo amor que professavam às filhas dos homens às quais, diz-se, “encontraram formosas e belas”. De seu casamento, nasceram seres semidivinos (os antepassados míticos), que revelaram aos homens as ciências e as artes teúrgicas, mágicas e naturais, ou seja, todas aquelas disciplinas que, como já sabemos, integram os textos sagrados dos “Hermética” e do “Corpus Hermeticum”.

#hermetismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/metraton

A Exposição Valentiana

[…] entrar na abundância […] aqueles que […] falarei meu mistério para aqueles que são meus e para aqueles que serão meus. Além disso, são estes que conheceram aquele que é o Pai, isto é, a Raiz do Todo, o Inefável que habita na Mônada. Ele mora sozinho em silêncio, e o silêncio é tranqüilidade, pois, afinal, ele era uma Mônada e ninguém antes dele. Ele mora na Díade e no Par, e seu Par é o Silêncio. E ele possuía o Todo habitando dentro dele. E quanto à Intenção e Persistência, Amor e Permanência, eles são de fato não gerados.

Deus saiu: o Filho, Mente do Todo, isto é, é da Raiz do Todo que também brota seu Pensamento, pois ele tinha este (o Filho) em Mente. Pois em nome do Todo, ele recebeu um Pensamento estranho, pois não havia nada diante dele. Daquele lugar é ele quem moveu […] uma fonte jorrando. Agora esta é a Raiz do Todo e da Mônada sem ninguém antes dele. Agora a segunda fonte existe em silêncio e fala com ele a sós. E o quarto, portanto, é aquele que se restringiu no quarto: enquanto morava no trecentésimo sexto, ele primeiro se apresentou, e no segundo ele revelou sua vontade, e no quarto ele se espalhou.

Enquanto essas coisas são devidas à Raiz do Todo, vamos entrar, de nossa parte, em sua revelação e sua bondade e sua descendência e o Todo, isto é, o Filho, o Pai do Todo, e a Mente do Espírito; pois ele estava possuindo este antes […]. Ele é uma mola. Ele é aquele que aparece no Silêncio, e ele é a Mente do Todo morando secundariamente com a Vida. Pois ele é o projetor do Todo e a própria hipóstase do Pai, ou seja, ele é o Pensamento e sua descida abaixo.

Quando quis, o Primeiro Pai se revelou nele. Já que, afinal, por causa dele a revelação está disponível para o Todo, eu, de minha parte, chamo o Todo de ‘o desejo do Todo’. E ele teve tal pensamento sobre o Todo – eu, de minha parte, chamo o pensamento de ‘Monogenes’. Pois agora Deus trouxe a Verdade, aquela que glorifica a Raiz do Todo. Assim foi ele quem se revelou em Monogenes, e nele revelou o Inefável […] a Verdade. Eles o viram morando na Mônada e na Díade e na Tétrade. Ele primeiro trouxe Monogenes e Limit. E o Limite é o separador do Todo e a confirmação do Todo, pois são […] as cem […]. Ele é a Mente […] o Filho. Ele é completamente inefável para o Todo, e ele é a confirmação e a hipóstase do Todo, o véu silencioso, o verdadeiro Sumo Sacerdote, aquele que tem autoridade para entrar nos Santos dos Santos, revelando a glória dos Aeons e trazendo adiante a abundância para <fragrance>. O Oriente […] que está Nele. Ele é aquele que se revelou como o santuário primordial e o tesouro do Todo. E ele abrangeu o Todo, aquele que é superior ao Todo. Estes, por sua vez, enviaram Cristo para estabelecê-la, assim como foram estabelecidos antes de sua descida. E dizem a respeito dele: […] Ele não é manifesto, mas invisível para aqueles que permanecem no Limite. E ele possui quatro poderes: um separador e um confirmador, um provedor de forma e um produtor de substância. Certamente só nós discerniríamos suas presenças e o tempo e os lugares que as semelhanças confirmaram porque eles têm […] desses lugares […] o Amor […] é emanado […] todo o Pleroma […]. A persistência perdura sempre, e também […] pelo tempo […] mais […] ou seja, a prova do seu grande amor.

Então, por que um separador, um confirmador, um produtor de substâncias e um provedor de formulários, como outros disseram? Pois dizem a respeito do Limite que ele tem dois poderes, um separador e um confirmador, pois separa a Profundidade dos Aeons, para que […]. Estes, então […] de Profundidade […]. Pois […] é a forma […] o Pai da Verdade […] dizer que Cristo […] o Espírito […] Monogenes […] tem [… ].

É algo grande e necessário que busquemos com mais diligência e perseverança as escrituras e aqueles que proclamam os conceitos. Pois sobre isso os antigos dizem, “eles foram proclamados por Deus”. Então, deixe-nos conhecer sua riqueza insondável! Ele queria […] servidão. Ele não se tornou […] da vida deles […]. Eles olham firmemente para seu livro de conhecimento e consideram a aparência um do outro.

Essa Tétrade projetou a Tétrade que é aquela que consiste em Palavra e Vida e Homem e Igreja. Agora o Incriado projetou a Palavra e a Vida. A Palavra é para a glória do Inefável, enquanto a Vida é para a glória do Silêncio, e o Homem é para a sua própria glória, enquanto a Igreja é para a glória da Verdade. Esta, então, é a Tétrade gerada de acordo com a semelhança do Incriado (Tétrade). E a Tétrade é gerada […] a Década da Palavra e da Vida, e a Dodecádia do Homem, e a Igreja tornou-se uma Triacontada. Além disso, é aquele da Triacontad dos Aeons que dá frutos da Triacontrad. Eles entram juntos, mas o

Vocês saem sozinhos, fugindo dos Aeons e dos Incontáveis. E os Incontáveis, uma vez que olharam para ele, glorificaram a Mente, pois ele é um Incontentável que existe no Pleroma.

Mas a Década da Palavra e da Vida gerou décadas para fazer o Pleroma se tornar cem, e o Dodecad do Homem e da Igreja gerou e fez a Triacontad para fazer com que os trezentos e sessenta se tornassem o Pleroma do ano. E o ano do Senhor […perfeito…] perfeito […] segundo […] Limite e […] Limite […] a grandeza que […] meu bem […] ele. A vida […] sofre […] pela cara […] na presença do Pleroma […] que ele queria […]. E ele queria sair do Trigésimo – sendo um szygy do Homem e da Igreja, ou seja, Sophia – para superar a Triacontad e trazer o Pleroma […] seu […] mas […] e ela [. ..] o Todos […] mas […] quem […] o Todo […]. Ele fez […] os pensamentos e […] o Pleroma através da Palavra […] sua carne. Estes, então, são os Aeons que são como eles. Depois que a Palavra entrou nela, exatamente como eu disse antes, também aquele que vem para estar com o Incontido trouxe à luz […] antes que eles […] saíssem […] escondê-lo de [… ] a sizígia e […] o movimento e o […] projeto do Cristo […] e as sementes […] da cruz desde […] as marcas da ferida do prego [. ..] perfeição. Como é uma forma perfeita que deveria ascender ao Pleroma, ele não quis consentir com o sofrimento, mas foi detido […] por Limite, isto é, pela sizígia, pois a correção dela não ocorrer por meio de qualquer um, exceto seu próprio Filho, cujo único é a plenitude da divindade. Ele desejou dentro de si mesmo corporalmente deixar os poderes e desceu. E essas coisas (paixões) Sophia sofreu depois que seu filho ascendeu dela, pois ela sabia que ela morava em uma […] unidade e restauração. Eles foram parados […] os irmãos […] estes. Um […] não fez […]. Eu me tornei […]. Quem são eles de fato? O […], por um lado, parou ela […], por outro lado, […]. com a […] ela. Estes, aliás, são aqueles que me olhavam, estes que, […] estes que consideraram […] a morte. Eles foram impedidos […] e ela se arrependeu e implorou ao Pai da verdade, dizendo: “Concedido que eu renunciei a minha consorte. Portanto, estou além da confirmação também. Eu mereço as coisas (paixões) que sofro. Eu morava no Pleroma produzindo os Aeons e dando frutos com meu consorte” E ela sabia o que ela era e o que havia acontecido com ela.

Então ambos sofreram; disseram que ela ri porque ficou sozinha e imitou o Incontido, enquanto ele disse que ela ri porque se separou do consorte. […] De fato, Jesus e Sofia revelaram a criatura. Como, afinal, as sementes de Sofia são incompletas e sem forma, Jesus inventou uma criatura desse tipo e a fez das sementes enquanto Sofia trabalhava com ele. Pois uma vez que são sementes e sem forma, ele desceu e produziu aquele pleroma de éons que estão naquele lugar, já que mesmo os incriados daqueles Aeons são do padrão do Pleroma e do Pai incontido. O Incriado produziu o padrão do incriado, pois é do incriado que o Pai traz à forma. Mas a criatura é uma sombra de coisas pré-existentes. Além disso, esse Jesus criou a criatura, e trabalhou a partir das paixões que cercavam as sementes. E ele os separou uns dos outros, e as melhores paixões ele introduziu no espírito e as piores no carnal.

Agora, primeiro entre todas essas paixões […] nem ele, pois, afinal, Pronoia fez com que a correção projetasse sombras e imagens daqueles que existem desde o início e daqueles que são e daqueles que serão . Esta, então, é a dispensação de crer em Jesus por causa daquele que inscreveu o Todo com semelhanças, imagens e sombras.

Depois que Jesus deu à luz, ele gerou para todos aqueles do Pleroma e da sizígia, isto é, os anjos. Pois simultaneamente com o acordo do Pleroma seu consorte projetou os anjos, pois ele permanece na vontade do Pai. Pois esta é a vontade do Pai: não permitir que nada aconteça no Pleroma além de uma sizígia. Novamente, a vontade do Pai é: sempre produzir e dar frutos. Que ela sofresse, então, não era a vontade do Pai, pois ela mora em si mesma sozinha, sem seu consorte. Deixe-nos […] outro […] o Segundo […] o filho de outro […] é a Tétrade do mundo. E essa Tétrade deu frutos como se o Pleroma do mundo fosse uma Hebdomad. E entrou imagens e semelhanças e anjos e arcanjos, divindades e ministros.

Quando todas essas coisas aconteceram por Pronoia […] de Jesus que […] as sementes de Monogenes […]. Na verdade, eles são espirituais e carnais, os celestiais e os terrenos. Ele os fez um lugar desse tipo e uma escola deste tipo para a doutrina e para a forma.

Além disso, o Demiurgo começou a criar o homem à sua imagem, por um lado, e, por outro, à semelhança daqueles que existem desde o início. Era esse tipo de morada que ela usava para as sementes, a saber […separar…] Deus. Quando eles […] em favor do homem, pois de fato o Diabo é um dos seres divinos. Ele se retirou e apoderou-se de toda a praça dos portões e expulsou sua própria raiz daquele lugar no corpo e carcaças de carne, pois está envolvido pelo homem de Deus. E Adão o semeou. Portanto, ele adquiriu filhos que irritavam uns aos outros. E Caim matou seu irmão Abel, pois o Demiurgo soprou neles seu espírito. E ali ocorreu a luta com a apostasia dos anjos e da humanidade, os da direita com os da esquerda, os do céu com os da terra, os espíritos com os carnais e o diabo contra Deus. Por isso os anjos cobiçaram as filhas dos homens e desceram à carne para que Deus causasse um dilúvio. E ele quase lamentou ter criado o mundo […] a consorte e Sophia e seu Filho e os anjos e as sementes. Mas a sizígia é a completa, e Sofia e Jesus e os anjos e as sementes são imagens do Pleroma. Além disso, o Demiurgo lançou uma sombra sobre a sizígia e o Pleroma e Jesus e Sophia e os anjos e as sementes. O completo glorifica Sophia; a imagem glorifica a Verdade. E a glória das sementes e de Jesus são as de Silêncio e Monogenes. E os anjos dos machos e os seminais das fêmeas são todos Pleromas. Além disso, sempre que Sophia recebe seu consorte e Jesus recebe o Cristo e as sementes e os anjos, então o Pleroma receberá Sophia com alegria, e o Todo virá a estar em unidade e reconciliação. Pois por isso os Aeons foram aumentados; pois eles sabiam que se mudassem, eles não mudariam.

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A Demonologia Clássica e o Fenômeno OVNI

Observando a literatura sobre ocultismo de séculos passados podemos constatar que observadores antigos citavam a existência de aparições que normalmente eram classificadas como demônios. O trabalho Oficial de Francis Barret, The Magus – Book 2 (Os Magos – Livro 2), de 1801, entre as páginas 48 e 54, descreve os anjos decaídos ou demônios:

…alguns dos que estão perto de nós perambulam para cima e para baixo neste ar obscuro: outros habitam lagos, rios e mares, outros a terra e aterrorizam todas as coisas… perturbando não só os homens, mas também outras criaturas; alguns se contentam com brincadeiras e zombarias, aborrecendo os homens sem causar-lhes dano; outros… mudando de forma, transtornam os homens e fazem com que eles temam em vão…

…os demônios falam; e o que o homem faz com voz audível, eles o fazem imprimindo a idéia de fala na mente daqueles a quem se dirigem, de um modo melhor do que se fizessem isso em voz audível… todavia, eles muitas vezes emitem uma voz audível.

Em seu livro Earth’s Earliest Ages And Their Connection with Modern Spiritualism and Theosophy (As primeiras Idades da Terra e Sua Conexão com o Espiritualismo e Teosofia Modernos, 1876, página 254, G. H. Pember Observa que o ocultista “é levado à comunicação inteligente com espíritos do ar, e pode receber qualquer conhecimento possuído por eles, ou qualquer falsa impressão que decidam comunicar… os demônios parecem ter permissão para operar vários prodígios a seu pedido”.

As obras “De Magia” e “De Vinculis in Genere” escritas pelo Mago Bruno Giordano, em meados de 1590, consagradas à magia, apresenta práticas religiosas de origem egípcia para atrair demônios para dentro de suas estátuas e um método de condicionamento da imaginação ou da memória para receber influências demoníacas, através de imagens ou sinais estampados na memória. Estes métodos não seriam suficientes para se criar falsas lembranças de abdução, por exemplo?!

Segundo os milhares de registros de casos de aparições de “tripulantes de discos voadores” em todo o mundo, os supostos extraterrestres variam seu tamanho entre alguns centímetros a quase seis metros, sendo que na maioria dos casos o tamanho fica entre 1,20 m e 2,00 m, sendo, normalmente, de forma humanóide, embora também há casos de formas muito estranhas (semelhantes a insetos, por exemplo) ou fantasmagóricas. Sendo que, por muitas vezes, estes seres correspondem a figuras folclóricas, mitológicas, demoníacas ou do ocultismo, relacionados a muitas tradições e culturas de diversas épocas, mostrando tratar-se de entidades polimorfas que, não tendo um corpo físico, são capazes de criar, de alguma forma, uma imagem adequada às culturas com as quais pretendem interagir.

Na obra “Asclépio” de Hermes Trimegisto, século XVI, há a afirmação de que o Anjo Decaído (Lúcifer ou Satanás) recrimina suas hostes por terem fundamentado suas imagens somente em animais, fazendo simbolizar as constelações com figuras de animais (ursa, áries etc) e, para fazer uma paródia contra Jesus Cristo, o Anjo Decaído admite ser uma besta (um animal), porém vitoriosa, triunfante, a “Bestia Triofante”. Levando em conta esta afirmação da obra de Hermes Trimegisto e partindo-se do pressuposto de que entidades sobrenaturais existem e que podem ser classificadas como “demônios” que procuram se adequar às culturas para interagir com a humanidade, não seria ousado contar com a possibilidade de que para os religiosos do antigo Egito, seus deuses eram reais e que transmitiam suas mensagens e mandamentos através dos médiuns egípcios. Afirmações semelhantes poderiam ser feitas com relação à crença na existência de Orixás, Espíritos de Mortos e, para os que não são religiosos, estas entidades poderiam se passar por tripulantes de naves extraterrestres. Até mesmo Martinho Lutero (conforme Commentary on Galatians, cap. 3, verso 1, pág 290) observou:

“Satanás é perfeitamente capaz de afetar todos os sentidos da pessoa, de modo que ela juraria ter visto, ouvido, sentido e tocado algo que – na verdade – não viu, etc.

Também na Bíblia vemos citações à capacidade de Satanás mudar sua forma:

E não é de admirar, porquanto o próprio Satanás se disfarça em anjo de luz.

(II Coríntios 11:14)

Há diversos registros históricos que nos relatam como eram as possessões demoníacas e, surpreendentemente, o pesquisador Jacques Vallee, após muitos anos de pesquisas do fenômeno OVNI, em sua obra Confrontations (Confrontos), na pág. 63, declara:

“O ‘exame médico’ a que os seqüestradores dizem ter-se submetido, muitas vezes acompanhados de manipulação sexual sádica, é remanescente das lendas medievais de encontros com demônios. Não faz sentido numa estrutura sofisticada, técnica, ou biológica: qualquer ser inteligente equipado com as maravilhas científicas que os OVNIs possuem estaria em posição de realizar quaisquer desses supostos objetivos científicos num prazo mais curto e com menos riscos”.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/demonologia/a-demonologia-classica-e-o-fenomeno-ovni/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/demonologia/a-demonologia-classica-e-o-fenomeno-ovni/

Jung – As Cinco etapas da Consciência

A primeira etapa é caracterizada pela participation mystique (termo tomado do antropólogo francês Lévy-Bruhl). Refere-se a identificação entre a consciência do indivíduo e seu mundo circundante. Ex: Quando o carro tem algum problema, o proprietário fica doente, ou tem dores no estômago. Isso acontece por estarmos vinculados inconscientemente ao mundo que nos cerca. Neste sentido, a primeira etapa da consciência é equivalente á última etapa; a unificação com o TODO. O mundo de um bebê é extremamente unificado. Ele considera que a mãe é parte integrante dele, que não há limites entre ele e um móbile acima do berço. Chamamos a isso de projeção. A maioria das pessoas estão vinculadas às suas famílias, e há identificação quando o filho ou o marido acha que é dono da mulher.

Na segunda etapa, já é possível perceber os limites, a diferenciação sujeito/objeto eu/você. Mas isso não significa que a projeção foi superada, apenas passou a ser mais localizada. Note que as etapas não são exatamente superadas, mas interpoladas. É por isso que um adulto possa ter a mesma identificação com a esposa (“ela é minha”) que tinha com a mãe, quando bebê. Mãe, brinquedos favoritos, objetos brilhantes… pessoas especiais são escolhidas e distinguidas. Os pais passam a ser objeto de adoração, e representam a onipotência e onisciência. Jung chamou a isso de projeções arquétipicas: “Papai é super forte, e pode fazer qualquer coisa! Mamãe me ama incondicionalmente!”. A chocante revelação de que os próprios pais não sabem de tudo ocorre na adolescência, e então, durante um certo tempo, os pais estão “completamente por fora” (outro tipo de projeção). Também projetamos em irmãos (daí a rivalidade) e professores (daí as paixões, ou aversões).

Na terceira etapa a pessoa se dá conta que os portadores das suas projeções específicas não correspondem a essas projeções. As pessoas ficam desidealizadas, e o mundo perde muito do seu primitivo encanto. O conteúdo psíquico projetado torna-se abstrato, e manifesta-se através de símbolos e ideologias. O jovem entra pra uma banda, vira rebelde sem causa, usa drogas, manda toda a “sociedade” pra PQP, ou então vira um místico ou religioso. Nesse caso a onisciência e onipotência, antes atribuídas aos pais ou professores, são projetadas em entidades abstratas, como Deus, Destino, Anjos, Verdade ou Bob Marley. Filosofia e Teologia tornam-se possíveis. A Lei, ou a Revelação, passam a estar investidos de projeções arquétipicas, deixando o mundo concreto como algo neutro. A pessoa passa a não temer inimigos, pois quem está no controle é Deus, ou acha que pode manipular e assumir o controle do mundo racionalmente, porque ele obedece às leis da natureza. A empatia com as pessoas tende a diminuir, por não interessar o sofrimento de fulano com sicrano, mas sim as idéias vigentes para o bem comum. Ex: Uma pessoa faz uma coisa ecologicamente certa, não porque lhe doa no íntimo assistir à destruição do mundo natural, mas sim porque é o correto social e moralmente pra solucionar os problemas do mundo. Enquanto uma pessoa achar que Deus vai premiá-la ou puni-la, ela está na etapa 3 do nível da consciência.

A quarta fase representa a extinção total das projeções, mesmo na forma de abstrações teológicas ou ideológicas. Essa extinção leva à criação de um “centro vazio” que Jung identifica com a modernidade. O sentimento de alma – antes grandioso, no sentido e propósito da Vida, de um “Deus íntimo” – é substituído por valores utilitários e pragmáticos (os demônios estão convertidos em sintomas psicológicos e desequilíbrios químicos cerebrais). O indivíduo contenta-se com breves momentos de prazer, ou entra em depressão por querer sempre mais. Nesta quarta etapa da consciência, natureza e história são vistas como o produto do acaso e do jogo aleatório de forças impessoais. Parece como se as projeções psíquicas tivessem desaparecido completamente, quando na verdade o próprio ego é que foi investido com os conteúdos previamente projetados em outros, em objetos e abstrações. Assim, o ego está radicalmente inflado na pessoa moderna e assume uma posição secreta de Deus Onipotente. Embora a pessoa moderna pareça ser razoável e estar assentada em bases firmes, na realidade está louca. Mas isso está escondido, uma espécie de segredo guardado até da própria pessoa.

Jung acreditava que essa quarta etapa era extremamente perigosa pela razão óbvia de que o ego inflado é incapaz de adaptar-se muito bem ao meio ambiente e, por isso mesmo, é passível de cometer catastróficos erros de julgamento. Embora isso seja um avanço da consciência num sentido pessoal ou mesmo cultural, é perigoso por causa do seu potencial para a megalomania. A pessoa da Etapa 4 já não é controlada por convenções sociais relacionadas, seja com pessoas, seja com valores. Por isso o ego pode considerar possibilidades ilimitadas de ação. Isso não significa que todas as pessoas modernas sejam sociopatas, mas as portas para tal estão bem abertas…

Nem todo mundo chega à etapa 4. De fato, muitas pessoas não podem suportar suas exigências. Outras consideram-na maléfica. Os fundamentalismos do mundo insistem em manter-se aferrados às etapas 2 e 3, por temerem os efeitos corrosivos da etapa 4 e o desespero e vazio que ela engendra. Mas é uma verdadeira façanha psicológica quando as projeções têm de ser removidas a esse ponto e os indivíduos assumem responsabilidade pessoal por seus destinos. A armadilha é que a psique passa a estar escondida na sombra do ego. Mas tudo é evolução, e essas etapas são necessárias para o desenvolvimento da consciência. A pessoa que chegou na etapa 4 sem cair numa inflação megalomaníaca passa, na avaliação de Jung, por uma notável transformação.

Na quinta etapa temos a reunificação de consciente e inconsciente. Há um reconhecimento consciente da limitação do ego e uma clara percepção dos poderes do inconsciente; e torna-se possível uma forma de união entre consciente e inconsciente através do que Jung chamou a função transcendente e o símbolo unificador. A psique unifica-se mas, contrariamente à etapa 1, as partes permanecem diferenciadas e contidas na consciência. E, também ao contrário da etapa 4, o ego não é identificado com os arquétipos: as imagens arquetípicas continuam sendo o “outro”, não estão escondidas na sombra do ego. São vistas agora como “aí dentro”, ao invés da etapa 3, onde estão “lá fora” (em algum lugar no espaço metafísico), e não são mais projetadas em algo externo.

Oficialmente, Jung deteve-se na etapa 5, embora em numerosos lugares indique que considerou a realização de novos avanços para além dela. Há sugestões em seus escritos para o que poderia ser considerado uma sexta e talvez até uma sétima etapa. Por exemplo, no seu Seminário de Yoga Kundalini, realizado em 1932, Jung reconhece claramente a realização de estados de consciência no Oriente que superam amplamente o que é conhecido no Ocidente, e que poderia ser considerado uma etapa 7 potencial.

Fonte: Jung e o mapa da alma, de Murray Stein

#Jung

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Al-Mahdi, o Imam Oculto

O Imam Mohammad Ibn Al-Hassan (A.S.), teve várias alcunhas, sendo a mais famosa a de “Al-Mahdi” por ter ser o “Guia” do povo. Outro apelido que lhe deram foi de “Al-Qá-emm”, isto é, “O Reformador”, pois retornará a Terra no fim dos tempos e erguerá a bandeira da justiça e dos direitos, e teve também o cognome de Sáheb Al-Zamán”, ou seja, “O Dono dos Tempos”. Mohammad Ibn Al-Hassan, o Al-Mahdi, é o décimo segundo Imam do Xiismo dos Imans.

Seu pai foi o Imam Al-Hassan “Al-Ascari” (A.S.). E sua mãe foi a grandiosa senhora Nârjas, que era neta do Imperador bizantino Yoshaa, descendente de Chamoun, ou seja, Simão “A Pedra”, um dos discípulos do Messias.

Essa senhora vivia em seu país, pertencente à ocasião ao Império Bizantino, juntamente com sua família e a nobreza. Ela tinha sempre sonhos premonitórios, dos quais num deles sonhou com o Profeta Mohammad (S.A.A.S.) em companhia do Messias (A.S.), o qual a casava com o Imam Al-Hassan “Al-Ascari”. E. em outra noite, viu em seu sonho Fátima “Azzahra” (A.S.), exortando-a para abraçar a doutrina islâmica, convertendo-se para o Islam sob sua benção, porém, Nârjas ocultou o seu sonho e nada contou dele aos seus parentes, omitindo-lhes a conversão, até que se estenderam as lutas entre os muçulmanos e bizantinos comandados por seu avô, Yoshaa. Novamente, Nârjas teve um sonho, onde ouviu a voz “ordenando-a a se vestir como uma serviçal e se misturar com as serviçais do castelo, indo com as mesmas acompanhar os soldados até a fronteira dos combates”. Obediente, ela cumpriu a ordem recebida em sonho e foi até os campos de batalha, onde ficou prisioneira dos muçulmanos, os quais mandaram as caravanas dos cativos para Bagdá, antiga Capital do Califado Abássida. Este fato ocorreu no tempo do Imam Ali “Al-Hádi” (A.S.) que se encontrava em Samarrá, donde escreveu uma carta em latim e remeteu-a por intermédio de um homem de sua confiança, orientando-o de que deveria ir ao local onde se encontravam os prisioneiros de guerra e comprar determinada mulher, que o Imam (A.S.) lhe descreveu, depois de entregar-lhe sua missiva. E assim foi; o homem comprou aquela grandiosa mulher, levando-a posteriormente para o Imam “Al-Hádi” (A.S.). Chegando na residência do Imam e depois do descanso devido e merecido, o Imam mandou chamá-la para um diálogo, quando ele começou a lembrá-la dos sonhos que ela tivera, anunciando-lhe que seria a esposa de seu filho o Imam Al-Hassan “Al-Ascari” (A.S.) e mãe de seu neto, Mohammad “Al-Mahdi”, (A.S.) o qual preencheria o mundo com a justiça, a paz e os direitos humanos.

O NASCIMENTO MILAGROSO:

O Imam Mohammad “Al-Mahdi” nasceu na cidade de Samarrá no dia 15 de Chaaban do ano de 255 da Hijra (868 d.C), e os Abássidas tentaram por todos os meios controlar as mulheres do Imam “Al-Ascari” (A.S.) a fim de se informarem sobre o filho que iria sucedê-lo no Imamato, com a intenção macabra e maléfica de exterminá-lo; mas o Poder de Deus Supremo é invencível e Sua vontade protegeu-o de qualquer maldade, encobrindo-o dos olhares indiscretos; tanto é que quando sua mãe estava grávida dele nada denunciava a sua gravidez, até o dia em que deu a luz, e somente as pessoas de confiança de seu pai, o Imam Al-Hassan “Al-Ascari” (A.S.), o viam, com receio de que viesse a ser assassinado. Assim, o Imam “Al-Mahdi” (A.S.) viveu com seu pai até a idade dos cinco anos.

SEU MINISTÉRIO:

Após a morte de seu pai, o Imam Al-Hassan “Al-Ascari”, em 260 da Hijra, incumbiu-se lhe a responsabilidade do imamato, e tinha então, a idade de cinco anos; e, por ordem de Deus Altíssimo, o Imam Al-Mahdi (A.S.) ausentou-se, cortando as comunicações com as pessoas em geral, e somente transmitia suas informações sobre as questões do povo, através de seus assessores de confiança. Apesar de tal procedimento ser deveras estranho diante da conduta dos dois últimos Imames, “Al-Hádi” e “Al-Ascari”, os quais nomeavam seus procuradores e assessores em todas as províncias, enquanto que o Imam “Al-Mahdi” (A.S.), teve somente quatro assessores especiais, os quais um sucedeu o outro, sendo o primeiro Othmán Ibn Said Al-Umari, que era um dos amigos fieis dos Imames “Al-Hádi” e “Al-Ascari” (A.S.), e, após a morte do amigo Othmán, sucedeu-o seu filho Mohammad Ibn Othmán, que, após o falecimento deste, sucedeu-o Hussein Ibn Ruh’ Al-Noubkhati, nomeado pelo próprio Imam “Al-Mahdi” (A.S.) e depois que ele morreu, o Imam nomeou como seu 4º assessor, Ali Mohammad Al-Samari, o qual tinha recebido uma carta do Imam “Al-Mahdi” (A.S.), no ano de 329 da Hijra, que o notificava que ele morreria em poucos dias, cessando assim o assessoramento e a assistência, e começando daí a Grande Ausência, até que Deus permitisse o seu retorno, e então, a representação geral. Nesta missiva, o Imam “Al-Mahdi” (A.S.) menciona também o seguinte: “… e aquele que for dos jurisconsultos, preservado e conservador em sua religião, contrariando os próprios desejos, obedientíssimo ao seu Senhor Deus, será necessariamente procurado por todos pelo conhecimento de suas sentenças legislativas”.

O IMAM “AL-MAHDI” NOS NOBRES COLÓQUIOS:

Dezena de centenas de vezes foi mencionado o assunto alusivo ao 12 º Imam e seus atributos e qualidades, bem como, sobre a sua ausência e ressurgimento para o estabelecimento do Estado da Verdade; e muito foi declarado a respeito de qual seria o seu nome, e que ele descenderia do Imam Al-Hussein Ibn Ali (A.S.).

Eis que mencionaremos alguns desses colóquios oriundos da Nobre Tradição:

Disse o Mensageiro de Deus (S.A.A.S.): “Ainda que reste um dia neste mundo, Deus Majestoso enviará um de nós, para preenchê-lo com a justiça da mesma forma que ele foi preenchido com a tirania”.

Disse o Mensageiro de Deus (S.A.A.S.): “Eu vos anunciou o ‘Al-Mahdi’ que será enviado da minha nação, no tempo em que as nações estiverem em desacordo e com lapsos entre si, e então, ele preencherá a terra com a justiça e a equitatividade, tal qual como fora preenchida com a escuridão e a tirania, e os habitantes dos céus e da terra irão aprová-lo e contentar-se-ão com ele”.

Disse o Mensageiro de Deus (S.A.A.S.): “Ali é o Imam de minha nação depois de mim, e de seu filho descenderá o Reformador esperado, o qual encherá a Terra com a justiça e equitatividade, da mesma forma que ela se preencheu com a tirania e a crueldade; e Aquele que me enviou, para anunciar a verdade, adverte que os permaneceram firmes na crença de seu imamato durante a sua ausência serão como fósforo vermelho”. Quando o Profeta (S.A.A.S.) terminou, veio Jáber Ibn Abdulláh, o Ansári, e perguntou-lhe: “Ó Mensageiro de Deus, para vosso filho haverá ausência”? “Sim”, respondeu o Mensageiro, “pois meu Senhor purificará aqueles que creram e aniquilará o apóstata, ó Jáber, porque a questão pertence a Deus; portanto cuidado se duvidares, pois aquele que duvida das determinações de Deus Protetor e Majestoso, abjura”.

Disse o Mensageiro de Deus (S.A.A.S.): “O reformador, que será um dos meus filhos, terá o meu nome e suas prevalências serão iguais as minhas, e seus preceitos iguais aos meus; e fará com que as pessoas permaneçam na minha religião e na minha lei, exortando-as ao Livro de Deus, meu Senhor; pois aquele que o desobedecer, me desobedeceu; e aquele que o irritar, me irritou; e aquele que renegar a sua ausência, me renegou; e aquele que o desmentir, me desmentiu; e aquele que nele acreditar, me acreditou; e a Deus me queixarei dos embusteiros que me desmentirem sobre a Sua questão e dos incrédulos que duvidaram das minhas palavras sobre Seus assuntos, e dos que desviarem a minha nação do Seu caminho; e saberão os tiranos a que vicissitudes eles reverterão”.

O Imam “Zein Al-Ábidin” (A.S.) falou: “O Empreendedor dentre nós estimulou os profetas em preceito desde nosso pai Adão, seguido pelo preceito de Noé, de Abraão, de Moisés, de Issa (Jesus), de Jô e finalmente, do preceito de Mohammad, que as bênçãos de Deus estejam com eles. De Adão e Noé, veio a longevidade; de Abraão veio o envoltório da procriação e o seu afastamento das pessoas; de Moises veio o temor e a ausência; de Issa surgiu a diferenciação em relação a ele entre as pessoas; de Jô veio a bonança depois do infortúnio; porém, de Mohammad (Deus o abençoou e a sua linhagem e os saudou) veio a luta pela espada, contra os opositores do Islam, que é a religião da verdade, e a renegaram mesmo após conhecê-la”.

O Imam “Assadeq” (A.S.) disse: “Para o Empreendedor duas ausências, sendo uma delas uma curta ausência e a outra uma longa ausência. A primeira ausência desconhece e a sua posição, exceto a particularidade da seita, e a outra ausência desconhecemos a sua posição exceto a particularidade de seu Senhor (Deus)”.

O ideal sobre o Imam “Al-Mahdi” não é uma encarnação de uma ideia religiosa de caráter meramente islâmico, mas sim, algo presente em todos os dogmas e diversificações religiosas, é uma formação e inspiração inata que fez com que as pessoas compreendessem que apesar da variedade de suas ideologias a humanidade terá um dia determinado sobre a terra, no qual existirá nele a justiça e a boa conduta.

Os muçulmanos creem de que este dia realizar-se-á sem dúvida e que ele é umas promessas divinas, mencionadas no Alcorão Sagrado, conduzido por um líder divino, e que este líder é representado por alguém, determinado nominalmente, e que ele já existiu aqui na terra, esperando a hora que Deus lhe permita reaparecer, a fim de divulgar o apelo a verdade e confirmar a justiça, purificando a terra do germe da tirania e do despotismo.

Entretanto, a ideologia do Imam “Al-Mahdi” (A.S.), a qual esclarece sobre o Líder divino, escolhido por Deus, a fim de conduzir a Sua mensagem, e que nascera há muitos séculos atrás e permanece vivo até que Deus Supremo lhe permita o ressurgimento cria várias perguntas, tal qual: “Como alguém pode viver tanto tempo e de que forma se livrará da lei da natureza que se impõe sobre o homem, que é a de passar pela velhice e sua fragilidade, até que a morte natural chegue?!”

Eis que respondemos a esta pergunta:

Cientificamente, e, do lado do conhecimento humano, confirmou-se que, aparentemente, a velhice se mostra fisiológica e não temporal. Às vezes vem cedo demais outras vezes vem tardiamente para alguns. Há pessoas de faixa etária bem adiantada, possuindo uma energia incrível, afastando-se delas os sinais da senilidade, e isso é algo confirmado pelos cientistas. E hoje, a ciência atual tem se aproveitado das maleabilidades das leis das longevidade natural, conseguindo vitórias para o retardamento da velhice, e isto, em benefício do homem. O que realmente confirma cientificamente que o adiamento do envelhecimento do ser humano não é um processo impossível, mas algo solucionável. Por isso, afirmamos que a diferença entre o polegar, a vida de alguns animais e o insucesso disto para com o homem, não quer dizer no parecer cientifico, de que isto seja impossível que um dia não se torne realidade.

Religiosamente, o Alcorão Sagrado menciona alguns Profetas (A.S.) que viveram longo tempo, dentre os quais o Profeta Noé (A.S.) que o Alcorão Sagrado menciona em diversos versículos, tal como: “Enviamos Noé a seu povo e permaneceu entre eles mil anos exceto cinqüenta anos”. Há também o que Alcorão Sagrado mencionou sobre o Profeta de Deus, Issa Ibn Mariam Jesus (A.S.) de que ele não morreu e vive até os nossos dias, e que Deus o ascendeu até Ele e o protegeu da morte: “E por dizerem: Matamos o Messias O filho de Maria, o Mensageiro de Deus, embora não o mataram nem o crucificaram, porém, foi-lhes simulado e aqueles discordaram quanto a isto permaneceram na dúvida e não possuíram conhecimento algum disso senão somente em conjecturas e não o mataram deveras, porém, Deus o ascendeu até Ele e Deus é O Poderosíssimo Prudentíssimo”.

Voltando à existência do Imam “Al-Mahdi” (A.S.), vivo até os nossos dias, tendo hoje a idade de 1160 anos, podemos afirmar que esta longevidade já sucedeu a outros homens de bem, portanto, não há dúvida e tampouco há o que estranhar com os desígnios de Deus Supremo, se analisarmos a questão pelo lado miraculoso vindo da parte do Senhor dos céus e da terra.

Com isto, chegarmos à conclusão de que a ciência não descarta a questão e que a doutrina confirma em sua perfeição e realização, que a concreta veracidade diz que “a genuína ciência não se contradiz com a religião da verdade”.

Já ocorreram dezenas de acontecimentos aos Profetas (A.S.), enviados e devotos a Deus, os quais confirmaram que Deus Glorificado e Supremo desviou as leis da natureza e as desprezou a fim de protegê-los contra as iras dos inimigos, para que eles possam dar prosseguimento a sua missão divina até chegarem onde nada possa desabonar as suas mensagens.  Deus fez o mar se abrir para proteger Mussa Ibn Imran (A.S.) ira do Faraó e seus soldados. Deus fez os romanos acreditarem que aprisionaram Issa Ibn Mariam (A.S.), porém, eles capturaram outro que se assemelhava com ele, salvando-o de suas mãos. E quando o Profeta Mohammad (S.A.A.S.) saiu de sua casa em Meca, mesmo sitiada pelos coraixitas, seus inimigos, os quais conspiravam derramar-lhe o sangue e matá-lo, Deus interveio e o protegeu de seus olhares, em conformidade com a revelação de Deus: “E lhe colocamos uma barreira na frente deles e uma barreira atrás deles e lhe ofuscaremos a vista para que não possam enxergar” (Alcorão Sagrado Cap. 36 versículo 9). E assim o Mensageiro de Deus (S.A.A.S.) prosseguiu em seu caminho rumo a Medina, mas durante o trajeto precisou se esconder na gruta com seu amigo que o acompanhava; e eis que interveio a Providência Divina, a vontade de Deus, quando uma aranha teceu a sua teia na entrada da gruta, vedando-a por completo, e, quando os seus inimigos, aliados de Coraich, chegaram ali nada viram. O Alcorão Sagrado registrou este acontecimento: “Se não o socorrerdes, Deus o socorrerá, como fez com os incrédulos o desterraram. Quando estava na caverna com um companheiro, disse-lhe: Não te aflijas, porque Deus está conosco! Deus infundiu nele o sossego, confortando-o com tropas celestiais que não poderíeis ver, rebaixando ao mínimo as palavras dos incrédulos, enaltecendo ao máximo as palavras de Deus, porque Deus é Poderoso, Prudentíssimo”. (Cap. 9 versículo 40)

Finalmente, podemos também afirmar que a Vontade Divina determinou os caminhos do último dos sucessores do Mensageiro de Deus (S.A.A.S.), o 12º Imam “Al-Mahdi”, o esperado (Que Deus apresse o seu ressurgimento) ao qual o agraciou com a longevidade a fim de empenhar o seu papel no estabelecimento do Estado Islâmico Mundial de Direito, que o Mensageiro de Deus (S.A.A.S.) fundou, para iluminar a humanidade sob a bandeira do direito e da justiça, e se beneficiar com a segurança, a tranqüilidade, a concórdia e a paz.

OS MUÇULMANOS NO TEMPO DA AUSÊNCIA:

No início da missão islâmica, os muçulmanos honravam a risca os ensinamentos do Mensageiro de Deus (S.A.A.S.) quando se tratava de seu governo e suas legislações, que encerravam os seus conceitos morais e religiosos, porque o Mensageiro de Deus (S.A.A.S.) é considerado a segunda procedência para a legislação depois do Alcorão Sagrado, e depois que o Mensageiro de Deus partiu ao encontro de Deus Supremo, a nação islâmica procurava os Doze Imames, que o Mensageiro de Deus (Deus o abençoou e a sua linhagem e os saudou) designou como seus sucessores, iniciando-se com Ali Ibn Abi Táleb (A.S.) cognominado por Príncipe dos Crentes sendo o: 2º Imam Al-Hassan Ibn Ali “Al-Mujtabehân” (O comparador); 3º Imam Al-Hussein Ibn Ali “Sayed Al-Chuhadá” (Senhor dos mártires); 4º Imam Ali Ibn Al-Hussein “Zein Al-Ábidin” (Formosura dos devotos); 5º Imam Mohammad Ibn Ali “Al-Báqer” (O Erudito); 6º Imam Jaafar Ibn Mohammad “Assadeq” (O Verídico); 7º Imam Mussa Ibn Jaafar “Al-Kadhem” (O Silencioso); 8º Imam Ali Ibn Mussa “Al-Reda” (O Contentamento); 9º Imam Mohammad Ibn Ali “Al-Jauád” (O Generoso); 10º Imam Ali Ibn Mohammad “Al-Hádi” (O Orientador); 11º Imam Al-Hassan Ibn Ali “Al-Ascari” (Nascido em Ascar); 12º Imam Mohammad Ibn Al-Hassan “Al-Mahdi” (O Guia). A paz esteja com todos eles.

O grupo dos Imames completou-se com o 12º Imam, todos mencionados pelo Mensageiro de Deus (S.A.A.S.) em diversas ocasiões; e quando o imamato chegou até o último dos sucessores do Mensageiro de Deus, devido a conspiração de seus inimigos, os quais pretenderam assassiná-lo, Deus o ocultou e o ausentou dos olhares de todos; e o Imam “Al-Mahdi” (A.S.) passou a se comunicar somente com seus assessores especiais, os quais eram a única conexão entre ele e os muçulmanos, seu seguidores. Estes assessores formaram o total de quatro, que reuniam os muçulmanos pela sua devoção e fé, sendo iniciada tal conexão em 260 da Hijra e que são: 1º Assessor foi Othmán Ibn Said Al-Umari, servindo-o por 5 anos; 2º Assessor foi Mohammad Ibn Othmán Ibn Said Al-Umari, servindo-o por 40 anos; 3º Assessor foi Al-Hussein Ibn Ruh’ Al-Noubkhati que o assessorou durante 21 anos; 4º e o último assessor, foi Abu Al-Hassan Ali Ibn Mohammad Al-Samari, que assessorou por apenas três anos.

Assim sendo, o assessoramento termina com o 4º embaixador no ano 329 da Hijra, conforme foi mencionado anteriormente, prolongando-se por quase setenta anos, deixando a nação islâmica preparada para a Grande Ausência. Sobre a questão a quem os muçulmanos deverão honrar e recorrer, o Imam “Al-Mahdi” (A.S.) disse: “A reverência deverá ser concebida àquele que faz parte dos jurisconsultos e que se previne e se conserva em sua doutrina, e contraria as próprias paixões, obediente ao seu Senhor e é dever que todos o imitem, isto é, todos deverão procurá-lo para a solução de seu problemas sejam eles quais forem”.

E foi a partir daí que os sábios se empenharam, praticando seu papel como Guias para a nação, a fim que os muçulmanos possam viver e enfrentar as situações mais inquietantes na sociedade islâmica, alusivas aos campos ideológicos e legislativos, de acordo com o que determina o Islam sobre os muçulmanos, procurando os sábios estudiosos, os quais despenderam as intenções de seus estudos na aplicação das sentenças legislativas, cultivadas de sua procedência básica, o Alcorão Sagrado e o Preceito do Mensageiro de Deus. E chamou-se este ato despendido pelos sábios para o conhecimento das sentenças legislativas, de “Al-Ijtihad”, isto é, “A Aplicação”, e aquele que alcança a escala desta magnífica ciência, se denomina de “Al-Mujtahid”, ou seja, “O Estudioso” ou “Aplicado”, assim pois, o Islam determina aos muçulmanos se guiarem pelos sábios e teólogos “estudiosos” para a orientação de seus problemas do dia-a-dia, e este procedimento se chama no termo da jurisprudência de “Attaqlid”, isto é, “A Tradição”; e com isto, os muçulmanos se beneficiam com a aprovação de Deus e a segurança contra as deturpações e o afastamento da religião.

OS SINAIS DO APARECIMENTO DO IMAM:

Nós aludimos aos sinais e indícios que ocorrerão antes do aparecimento do Imam “Al-Mahdi” (A.S.), como mencionados nos livros de tradições.

O alastramento da tirania, da crueldade, da violência e da devassidão e perversão dos costumes, e, principalmente o enfastiamento em geral, inclusive até entre os próprios muçulmanos, que se utilizarão das bebidas alcoólicas e das drogas publicamente; e o relacionamento com os demais com a usura e o estelionato para a aquisição das fortunas ilícitas. Por outro lado o alastramento do adultério e da sodomia (homossexualismo) e a prática de tudo que é abominável e indigno, abolindo e perdendo a castidade, a saúde, a vergonha e o pudor; e as mulheres se mostrando indecentemente em suas indumentárias e sem o véu (hijab); e os homens se travestido em mulheres e as mulheres agindo masculinizadas em todos os sentidos, moral, social e sexualmente; e a cada dia aumenta-se a coragem na prática do ilícito, isto é, tudo que é contrário a moral e ao direito, deixando de lado as obrigações divinas e preenchendo os corações com as ilusões, o logro, a fraude e a falsidade (a exibição de fé e devoção diante das pessoas enquanto escondem a abjuração e a apostasia); a falsa filantropia (o empenho na prática do bem, não pela fé e dedicação a Deus, mas para se engrandecer diante das pessoas); a fundação de seitas (o acréscimo de algo na religião, e fundação de uma nova crença); a crítica (a crítica ofensiva e caluniadora do fiel sobre aquilo que ele detesta); o falso testemunho (a acusação do inocente recriminando-o daquilo que ele não praticou).

E assim, a tirania prevalece e os tiranos tornam-se indiferentes e desinteressados com os problemas e valores monetários das pessoas, deixando ocorrerem os fatos sobre si mesmo, solucionando-os com favores, levando as pessoas a ingratidão pelos favores, e isto é o mal dos tempos. E contudo, os fieis e devotos são humilhados e escarnecidos, alastrando-se a apostasia e o ateísmo, sem a prática pelo Islam e o Alcorão Sagrado.

Os filhos passarão a enfrentar seus pais desrespeitosamente e com total desinteresse; e se interrompe a conexão das compaixões e comiserações, e não pagam o “quinto” do tributo e o donativo, gastando-o em futilidades, prevalecendo o parecer dos estrangeiros, dos apostatas, dos ateus e dos depravados sobre os muçulmanos, os quais acabam tomando-os como modelos, imitando-lhes o linguajar, os costumes e até o modo de se vestir e se enfeitar, e, se forem criticados, defendem-se com atrevimento, arrogância e insolência, sem se importarem com a própria religião e os princípios de seus preceitos, aviltando, menosprezando e depreciando Deus declaradamente, juntamente com os Profetas e Mensageiros, sem se importarem com a Sua ira, fazendo inclusive pouco caso dos lugares sagrados.

Desvairadamente, aumentarão os crimes e o derramamento de sangue, e se gastarão fortunas inutilmente para a ruína dos países, e a terra então se tornará improdutiva.

O mundo presenciará as piores catástrofes, escândalos e calamidades, e as grandes potências sucumbirão, e virão criaturas cósmicas avançadas tecnologicamente e implantarão o terror e o desespero provocados pelas organizações governantes, e o povo então, passará a viver em debates ideológicos e religiosos, se distinguirá entre as pessoas uma situação diversa a que estariam vivendo, e se encaminharão às necessidades da religião e se agarrarão aos valores virtuosos e se exortarão entre si a religião da verdade, reivindicando a permanência da justiça, e passarão a agir de acordo com a religião de Deus e seus limites, firmes e sem temor, seja de quem for, e jamais se desviarão do caminho da verdade, tendo o coração tal qual o ferro, por causa da força de sua devoção a Deus. E não mais temerão a morte, porém, a anelariam a fim de se encontrarem com Deus; e tudo farão para que se estabeleça um Estado Islâmico a fim que permaneçam os limites de Deus na terra, para que com isto cheguem ao Estado governado pelo Imam “Al-Mahdi” (A.S.).

O Mensageiro de Deus (S.A.A.S.) disse:

“Virá um povo do Oriente, portadores de bandeiras negras, os quais procurarão o bem e quando este lhes for negado, lutarão e vencerão e conseguirão o que pretenderem, e só aceitarão até que seja entregue a um homem, descendente da minha linhagem, e então, ele preencherá o mundo com a justiça tal como o preencheram com a tirania; e aquele que compreender isto, virá até eles, nem que rasteje sobre a neve”.

“Virá um povo do Oriente e se preparará para o Al-Mahdi”.

Enfim, o estabelecimento de um Estado de justiça e da verdade é necessário, tanto pela razão antes do que pela lei, porque o confronto das sentenças divinas e os limites legais se baseiam nele.

O chamado celestial é mais um dos sinais que ocorrerão antes do surgimento do Imam “Al-Mahdi” (A.S.), quando se ouvirá um grito estrondoso do anjo Gabriel, entre o céu e a terra, que o mundo inteiro ouvirá, do Oriente ao Ocidente, e cada pessoa o entenderá de acordo com seu próprio idioma, chamando pelo nome do Restaurador e seu pai, ordenando os povos a apoiarem o Imam (A.S.) para se orientarem com ele e acatarem o seu governo, para não se extraviarem e para que se confirme o direito do Imam e seus assessores, defensores e dogmas.

O que acompanhará os acontecimentos do aparecimento do Imam “Al-Mahdi” (A.S.) é a descida a terra do Messias Issa Ibn Mariam (A.S.), o qual prosseguirá com o Imam e o fará um vencedor, chamando os cristãos para seguí-lo. Num dos colóquios do Profeta Mohammad (S.A.A.S.) com sua filha Fátima “Azzahra” (A.S.), ele disse: “Será um dos nossos. Por Deus Onipotente! O “Mahdi”, orientador desta nação, o qual, atrás dele, orará Issa Ibn Mariam”.

ESTABELECIMENTO DO ESTADO DO IMAM “AL-MAHDI”:

Coleções de livros que mencionaram os Imames (A.S.), afirmam que o Imam “Al-Mahdi” (A.S.) ressurgirá depois de uma longa ausência, em Mecca, ao lado da Caaba, portando a bandeira do Mensageiro de Deus (S.A.A.S.) e sua espada, vestindo a sua vestimenta e seu turbante, e com os anjos prontos para a sua defesa e vitória enquanto que ele se levanta colérico, reivindicante, vingando os oprimidos e guerreando com os inimigos de Deus e do Islam, e seus companheiros o apoiando desde Mecca e Medina, e todos eles dos mais valentes e tementes a Deus, totalmente dedicados à sua meta, acatando-o, saindo dali vencedores e se dirigindo em direção ao Iraque, entrando depois em Cufá, onde se estabelecerá a sede de seu governo justíssimo, e Cufá se tornará a sua Capital como fora no califado de seu ancestral, o Príncipe dos Crentes, Ali Ibn Abi Táleb (A.S.); e depois, Deus lhe abrirá a parte Oriental e a parte Ocidental do mundo, a fim de expandir o Islam, renovando a vida doutrinária, encaminhando a humanidade com as bênçãos de Deus através de Seu livro e preceito de Seu profeta, e assim, doravante, a terra tornar-se-á abençoada e produtiva, aumentando as suas bênçãos, e com isto, dissipar-se-á a pobreza e todos viverão felizes e tranquilos, e periodicamente, o povo se dirigirá a Cufá e muitos desejarão permanecer nela a fim de se avizinharem com o Imam (A.S.), como também irão construir uma imensa Mesquita com mil portas, para que todos possam entrar e orar, imitando o Grande Imam (A.S.).

E sob o seu justíssimo governo, todos tornar-se-ão confiantes, sem a necessidade de alguém cobrar alguém, ou deter o seu próximo por causa da ganância pleiteando possuir o que ele tem; inclusive, os livros mencionam que a mulher transitará pelas ruas ou viajará para longas distâncias enquanto estiver portando ou se enfeitando com suas pedras preciosas, sem que haja alguém para molestá-la ou assaltá-la.

No ressurgimento do Imam (A.S.), a promessa de Deus a seus devotos se realizará e eles herdarão a terra e tudo que nela houver, e explodirão as fontes do conhecimento e da sabedoria através do Imam (A.S.), e a humanidade passará a viver no auge de sua grandeza pelo saber e evolução tecnológica e industrial, tal como mencionou o Imam “Al-Báqer”: “… e se nos levantarmos, levantará conosco a questão de Deus e Ele colocará a Sua mão sobre as cabeças dos devotos, unificando os seus cérebros para a realização de seus sonhos…”; o que significa, que a sociedade chegará a perfeição em todos os sentidos.

O Imam Jaafar “Assadeq” falou: “O saber é composto de vinte e sete partículas, e tudo que os Mensageiros trouxeram foram somente duas partículas, e até hoje as pessoas só conhecem estas duas partículas, porém, se o nosso Restaurador vier, trará as vinte e cinco partículas restantes e as difundirá entre as pessoas, unindo-as as duas partículas, totalizando as vinte e sete”.

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Fonte:

https://www.arresala.org.br/profeta-mohammad-s-a-a-s/12-imam-mohammad-ibn-al-hassan-a-s

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/biografias/al-mahdi-o-imam-oculto/

A Conexão entre o rock e o vodu

Steve Lawhead, em seu livro Rock Reconsidered, cita Tony Palmer: “Que Rock e sua ‘má e nociva batida’ originaram-se com os escravos africanos é uma noção racista e sem nenhum fundamento na verdade” (Rock Reconsidered, pp. 55-60). Dan e Steve Peters expressam a mesma insana cegueira na página 187 do livro deles What About Christian Rock?

Tais negações são absoluta e completa cegueira espiritual. Leonard Seidel, famoso pianista de concertos e professor que também dá palestras sobre música, tem pesquisado este tópico e desmascara a mentira do dizer que não há conexão entre Vodu, paganismo africano, e música Rock(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana):

“Os incessantes poli-rítmos batidos nos tambores cilíndricos [pelos nativos nas tribos africanas] são o catalisador do Rhythms-and-Blues, do Rock-and-Roll(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) , e do Metal-Pesado de hoje. É assombroso como as reações que contemporaneamente vemos em concertos de Rock(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) são uma exata cópia do que acontecia nas celebrações de Pinkster [festivais dos negros em New York] ou em Place Congo [escravos negros dançando em New Orleans] durante o Período Antebellum[1]. Qualquer análise que negue este fato rouba das igrejas a percepção da [evidente] conexão do [paganismo] africano com o movimento do Rock(* e da Música Popular Afro-LatinoAmericana) do século 20.

“Em Stairway to Heaven [Escadaria para o Céu], Davin Seay cita Robert Palmer em Rolling Stone Illustrated History of Rock ‘N’ Roll [A História do Rock ‘N’ Roll Ilustrada nos Rolling Stones]:‘Em um sentido muito real, Rock(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) estava implícito na música dos primeiros africanos trazidos para aAmérica do Norte (e América do Sul e Central). E, implícito na música deles, estavam séculos de acumulação de ritos, de rituais, e de inflamado [e grotesco] paganismo [culto a ídolos, a animais, e a demônios]. A música destes primeiros escravos brutalizados e animalizados, arrancados de culturas tão antigas quanto as pirâmides, aquelas antiqüíssimas cantigas e fortes pisadas [das danças] tribais, não meramente evocavam os espíritos dos deuses-demônios da floresta: deram-lhes vida e imortalidade (Davin Seay, Stairway to Heaven, New York: Ballantine Books, 1986, p. 11).

“Implicações tais como esta levam a uma investigação mais profunda e a focalizarmos nos escravos que foram trazidos para as Ilhas do Caribe. Um dos mais significativos livros publicados até hoje, sobre este assunto, é o estudo feito por Maya Deren, para a Fundação Guggenheim, em 1953, concernente à história das origens que os deuses-demônios do Haiti e os seus cultos têm nas tribos africanas. O livro Divine Horseman — The Living Gods of Haiti [Cavaleiros Divinos — Os Deuses-Demônios do Haiti, Vivos e Atuantes], lida com a importação dos escravos para as Ilhas Caribenhas ([eles eram vendidos por tribos caçadoras, geralmente muçulmanas, e eram oriundos] da costa Oeste da África). Estes escravos foram tomados das mesmas tribos das quais os escravos das Colônias [precursoras dos Estados Unidos] foram tomados: Senegaleses, Bambaras, Arades, Congos, Kangas, Fons e Fulas. O primeiro carregamento de escravos para o Haiti foi em 1510.

“Os escravos das Colônias TROUXERAM CONSIGO A ADORAÇÃO AOS SEUS DEUSES-DEMÔNIOS, TROUXERAM AS SUAS DANÇAS E SUAS BATIDAS DE TAMBORES [ênfase adicionada]. Eileen Southern declara: ‘Não há dúvidas que Haiti foi o local central onde as tradições religiosas africanas… sincretizaram com as crenças e práticas Católicas para dar a luz o Vaudau (Vodu)2] … as cerimônias se centralizavam na adoração do deus-serpente Damballa através do cantar, do dançar, e da possessão por espíritos’ (Eileen Southern, The Music of Black Americans, New York: W.W. Horton, 1983, p. 139).

“A ADORAÇÃO DELES ERA BASEADA EM TAMBORES E DANÇAS, e, enquanto adoravam um deus (isto é, um demônio), a suprema experiência [que buscavam] era ter seus corpos possuídos por aquele demônio. Os rituais eram grotescamente sensualistas e sádicos. Uma vez firmemente estabelecida nas Ilhas Caribenhas, a prática abriu caminho para a costa dos Estados Unidos, principalmente através da cidade de New Orleans. Historicamente, escravos oriundos de São Domingos foram trazidos aos Estados Unidos durante a revolução haitiana em 1804, mas Vodu provavelmente existiu [nos USA] antes disto, porque o estado da Louisiana tinha importado escravos das Índias Ocidentais em 1716, e a prática foi também relatada em Missouri, Geórgia e Flórida.

“As danças de New Orleans tinham nomes honrando aos deuses-demônios Vodus dos rituais de adoração. O SAMBA [ênfase adicionada] tem seu nome homenageando o deus-demônio ‘Simbi,’ deus da sedução e da fertilidade [nós chamaríamos de fornicação]. O CONGADO homenageia, com seu nome, o demônio africano ‘Congo.’ O nome MAMBO homenageia as sacerdotisas Vodu que ofereciam sacrifícios aos demônios, durante os rituais.

Sheldon Rodman, autor de Haiti, the Black Republic, descreve estas danças e as relaciona com as danças de hoje. É interessante notar que, no álbum de Rock de 1981, My Life in the Bush of Ghosts [Minha Vida na Mata dos Espíritos], por Brian Eno e David Byrne, estes enaltecem-invocamos próprios espíritos africanos do tenebroso passado do Rock). [D.W. Cloud — Este álbum incorporou tambores africanos com Rock eletrônico]

“A MAIS PENETRANTE OBSERVAÇÃO FEITA NO LIVRO DE MAYA DEREN REFERE-SE AOS BATEDORES DE TAMBORES, AOS RITMOS, E À BATIDA. ‘De todos os indivíduos relacionados à atividade ritual, é o batedor de tambores aquele cujo papel pareceria quase análogo ao de um virtuoso [o excepcional solista, atração de uma banda] … tocar os tambores nos rituais haitianos exige mais treinamento explícito [aulas] de destreza e requer mais o praticar do que qualquer outra atividade ritual.'(Maya Deren, Divine Horseman–The Living Gods of Haiti, New Paltz: McPherson & Co., 1953, p. 233).

“Ela observa que os dançarinos são forçados a saudar ou encurvar-se aos batedores de tambores, antes que qualquer outra parte do ritual seja iniciada. É óbvio que, sem os tambores, o ritual não pode se consubstanciar. Que chocante paralelo com a moderna banda de Rock(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) ! O conjunto de baterias está sempre no centro do palco, usualmente elevado por detrás do cantor líder. Sem o baterista (ou, em muitos casos, sem o ritmista da guitarra elétrica tipo baixo ou contrabaixo), a banda de Rock(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) cessaria de existir.

“Ademais, a Senhorita Deren escreve que ‘é sobre os batedores de tambores que recai a responsabilidade de integrar os participantes em um coletivo homogêneo. É a batida dos tambores que funde os cinqüenta ou mais participantes em um único corpo, fazendo que se movam como um [um só ser], como se todos estes corpos individuais tivessem se acorrentado ao fluir de um único pulsar – um pulso que bate … levando o corpo em uma [pulsante e alucinante ou] lenta [e sensualíssima] ondulação (como a de uma serpente) e que começa nos ombros, depois [desce] pela espinha dorsal, sobe pelas pernas e [explode] nos quadris’ (Deren, Divine Horseman, p. 235).

“Esta descrição é assombrosamente paralela ao que tem lugar em um moderno concerto de Rock(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) . Basta que observemos um vídeo dos participantes para sermos convencidos. As ações dariam a um observador a impressão de que algum tipo de possessão [demoníaca] ocorreu. No seu livro, a Senhorita Deren desce a alguns detalhes para descrever o objeto inanimado do tambor como sendo sagrado, até mesmo ao ponto de sertratada como vital à sobrevivência e assim vigiada e guardada por uma guarnição dos participantes[3] . ‘São os tambores e a batida dos tambores que são, em si, o som sagrado’ (Deren, Divine Horseman, pp. 244-246).

“Pearl Primus, há muito tempo aclamada como uma das maiores experts em dança Vodu, disse: ‘Os batedores dos tambores mantêm terríveis pulsar e batida, os quais muito facilmente tomam posse das sensibilidades dos adoradores. Observadores dizem que estes tambores são (por si só)capazes de trazer uma pessoa ao ponto onde é fácil para a deidade-demoníaca (Loa) ter possessão dos seus corpos – a pessoa indefesa é açoitada por cada golpe do conjunto de tambores, à medida que o batedor de tambores começa a ‘bater a Loa (deusa-demônio) para dentro de sua cabeça’: a pessoa encolhe-se com cada uma das batidas acentuadas[4] como se o cassetete do tambor descesse sobre sua própria cabeça; a pessoa ricocheteia ao redor do local, cegamente se agarrando aos braços estendidos para apoiá-la'(aula-palestra, Mount Holyoke College, Holyoke, Massachusetts, Mary E. Wooley Hall, 1953).

“Não pode ser negado que há um forte relacionamento entre o que temos descoberto no Vodu haitiano (Candomblé brasileiro)e a sua contraparte na cidade de New Orleans e outras cidades do sul. TAMBÉM NÃO PODE SER NEGADO QUE O MODERNO MOVIMENTO DE ROCK AND ROLL(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) EVOLVEU PARCIALMENTE DE ALGUMAS DAS DANÇAS ACIMA DESCRITAS, PROGREDINDO ATRAVÉS DE UM NÚMERO DE ESTÁGIOS: RUMBA DANÇANTE, RHYTHMS-AND-BLUES, ROCK-AND-ROLL, DISCO, METAL-PESADO E PUNK-ROCK.É óbvio que há outros elementos que compõem a evolução da música Rock; no entanto, eles não são nosso tema aqui. Concernente a Disco, a Senhorita Southern diz: ‘Os insistentes ritmos pulsantes da música Disco empurraram as convencionais melodia e harmonia para posições subalternas … de uma maneira que lembra descrições da recitação de Juba[5] para acompanhar as danças das plantações do século dezenove’ (Eileen Southern, The Music of Black Americans, New York: Norton and Co., 1983, p. 507). …

“Ruth Tooze e Beatrice Krone, no livro que escreveram, relatam que ‘o mesmo instinto por ritmos pulsantes que é encontrado nas canções dos negros é levado para como [escolheram e] passaram a usar instrumentos musicais … banjos nas plantações e depois na cidade, onde adicionaram o pistão, o clarinete e o trombone. Com seu inato talento para improvisar, um novo tipo de música instrumental foi criada – nós o chamamos de Jazz’ (Ruth Tooze, Beatrice Krone, Literature and Music, Englewood Cliffs: Prentice Hall, 1955, p. 105).

“É irrefutável que música Rock and Roll(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) deve algumas [nós diríamos, a maioria] de suas raízes às tribos da África. Cada análise escrita sobre o assunto reconhece que as raízes do Rock vêm das profundezas do ‘Jazz’ e do ‘Rhythms-and-Blues.’Por causa do relacionamento entre a música Negro-Americana e a música Africana, criaram um termo que é consideravelmente usado hoje, ‘Música AfroAmericana’ (Literature and Music, p. 102). Joseph Machlis diz (em seu volumoso trabalho, The Enjoyment of Music [O Prazer da Música]:): ‘Jazz, numa definição sem teoria e sem refinamentos, mas que funciona muitíssimo bem, é um idioma musical Afro-Americano cheio de improvisações. Faz uso de elementos de ritmo + melodia + harmonia oriundos da África, e de elementos de melodia + harmonia da tradição musical européia. A influência do Jazz(e dos idiomas [musicais] Afro-Americanos que lhe são intimamente associados) tem sido tão insidiosa e onipresente, que agora a maior parte da nossa música popular é no idioma musical Afro-Americano, e elementos de Jazz também têm permeado um bocadão da nossa música de concerto’ (Joseph Machlis, The Enjoyment of Music, New York: W. W. Norton, 1963, p. 597).

“Declarar que os paganismo e feitiçaria da África, através do Haiti, são as únicas raízes da música Rock, seria enganar e ser menos que honesto. Um cuidadoso estudo da música Rock revela-a ser mais complexa que isto; no entanto, NEGAR QUE EXISTE UMA CONEXÃO AFRICANA COM OS RITMOS DE ROCK(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) DE NOSSOS DIAS É SER IGUALMENTE ENGANADOR E DESONESTO. Declarar que um certo ritmo ou batida é ‘mau e nocivo’ não pode ser completamente provado. Mas o que é muitíssimo mais importante é a revelação histórica de que atividade demoníaca tem sido observada em conexão com rituais onde tambores e batidas rítmicas têm sido o catalisador. Que esta possibilidade exista já deveria bastar como uma advertência, às igrejas, de que Satanás pode e irá usar tudo que estiver em seu poder para fazer com que todos adorem não a Deus mas a ele, para que, no devido tempo, o Diabo consuma seu mau propósito e receba a glória” (Leonard J. Seidel, Face the Music: Contemporary Church Music on Trial [Encare a Música: A Música Cristã Contemporânea no Banco de Réus , 1988, p. 34-42).

A conexão entre Rock & Roll(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) e Vodu (Candomblé brasileiro) tem sido notada mesmo por músicos de Rock, descrentes. O baterista inglês de sessões de Rock, Rocki (Kwasi Dzidzornu), que tem gravado com muitos grupos famosos e para músicos tais quais os Rolling Stones, Spooky Tooth, e Ginger Baker, percebeu que a música de Jimi Hendrix era similar à música Vodu. Note as seguintes assombrosas declarações da biografia de Hendrix:

“Ele [Hendrix] tinha tido uma chance de ver Rocki e alguns outros músicos africanos no cenário de Londres. Achou um prazer tocar ritmos contra seus poli-rítmos. Eles gostavam de totalmente saírem [fora de si mesmos] para [entrarem] dentro de outro tipo de espaço em que [nunca ou] raramente tivessem antes estado … O pai de Rocki era um sacerdote de Vodu e era, também, o principal batedor de tambores em uma aldeia de Gana, África Ocidental. O nome real de Rocki era Kwasi Dzidzornu. Uma das primeiras coisas que Rocki perguntou a Jimi foi de onde ele tinha recebido aquele ritmo Vodu. Quando Jimi objetou, Rocki foi em frente, explicando (em seu inglês tropeçante) que muitas das ‘assinaturas rítmicas’ que Jimi tocava na guitarra eram, muito freqüentemente, os mesmos ritmos que seu pai tocava em cerimônias Vodu. A maneira com que Jimi dançava aos ritmos que tocava faziam Rocki rememorar os ritmos que seu pai tocava para OXUM [ênfase adicionada], o deus do trovão e dos raios. A cerimônia é chamada de Vodushi. Quando criança na aldeia, Rocki entalhava em madeira representantes dos seus deuses-demônios. Eles também representavam seus ancestrais. Estes eram os deuses-demônios que eles adoravam. Eles vieram a tomar um bocadão de espaço na casa de Jimi. Uma vez eles estavam congestionando e Jimi parou e, à queima-roupa, perguntou a Rocki: ‘Você se comunica com este deus-demônio, não é?” Rocki disse: ‘Sim, eu me comunico com este deus-demônio’ ” (David Henderson, ‘Scuse Me While I Kiss the Sky [Desculpe-me, Enquanto Beijo Este Firmamento], pp. 250,251).

Como temos chamado sua atenção, há proponentes de música “Rock Cristão” que etiquetam de “racista” o que expusemos [acima]. No entanto, na biografia de Hendrix (a qual NÃO foi escrita por um crente), vemos que o filho (descrente) de um real sacerdote do Vodu vê uma conexão entre a música do estrela do Rock, Jimi Hendrix, e Vodu idólatra. O baterista Rocki, um negro, seria um racista por fazer tais observações? Estas suas observações não podem ser convenientemente postas de lado como furioso delírio de um fundamentalista bíblico!

O bem-conhecido artista do Rock, Peter Gabriel, não tem dúvidas de que há uma conexão africana direta, com o Rock & Roll(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) :

“Há coisas, como o ritmo de Bo Diddley, que, batida-por-batida, tenho ouvido em padrões Congoleses. Parte do que nós [americanos] consideramos ser a herança do Rock and Roll que criamos, originou-se na África. Ponto final”(Peter Gabriel, citado por Timothy White, em Rock Lives, p. 720).

Little Richard, um dos pais da música Rock, também tem testificado desta conexão:

“Minha verdadeira crença a respeito de Rock ‘n’ Roll(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) – e tem havido um bocado de frases atribuídas a mim ao longo dos anos – é esta: CREIO HOJE QUE ESTE TIPO DE MUSICA É DEMONÍACA. … UMA PORÇÃO DE TIPOS DE BATIDAS NA MÚSICA TÊM SIDO TOMADAS DO VODU(Candomblé brasileiro), ISTO É, DOS TAMBORES DO VODU. Se você estudar música em ritmos, como eu o tenho feito, verá que isto é verdade … CREIO QUE ESTE TIPO DE MÚSICA ESTÁ EMPURRANDO AS PESSOAS PARA LONGE DE CRISTO.É CONTAGIOSO[6]” (Little Richard, citado por Charles White, The Life and Times of Little Richard, p. 197).

Suponho que seria fácil um proponente de música Rock Cristão desconsiderar o testemunho de Little Richard, talvez por causa da sua estranha personalidade e do seu relacionamento com o cristianismo parecer ser do tipo “hoje aceso, amanhã apagado”. Mas responda-me isto: os defensores do Rock Cristão sabem mais do caráter do Rock and Roll do que um homem como Little Richard, que foi um dos seus criadores?

Os Rolling Stones e outros grupos de Rock & Roll têm gravado cerimônias de tambores ocultistas (tribais e do Vodu) e incorporaram [elementos das mesmas] dentro das suas músicas Rock. Em 1981, por exemplo, Brian Eno e David Byrne gravaram My Life in the Bush of Ghosts [Minha Vida na Mata dos Espíritos].

Música não é neutra. Há música que encoraja a atividade demoníaca, e há música que encoraja a atividade do Espírito Santo. Há música que ministra ao lado carnal do homem, e há música que ministra ao lado espiritual do homem. Música Rock(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) sempre tem sido associada com o carnal e o demoníaco. Rock(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) não tem nenhum lugar legítimo na vida e ministérios cristãos.

“Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.Ou provocaremos o Senhor? Somos nós mais fortes do que ele? (1Cor 10:21-22).

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/a-conexao-entre-o-rock-e-o-vodu/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/a-conexao-entre-o-rock-e-o-vodu/

Magia e o Poder da Palavra

Texto muito bacana de K.G.Gomes, ou AbraxasImago.

Um dos grandes questionamentos do iniciante, ao meu ver, é o que “diacho” seria magia e do que ela serviria ao homem que tivesse domínio sobre ela.Isso por ser bastante comum os interessados nelas anteverem primeiramente seus benefícios em detrimento dos encargos impostos.

Pela etimologia da própria palavra sua origem é incerta. Os antigos persas tinham uma visão bem mística da magia,como algo dado ao homem como dons divinos.Muitos desses homens era tidos como “sábios” ou “magi”.Outra possível origem pode ter surgido com a palavra “imago”,que significa “ilusão” e “imagem”. Fazendo uma alusão ao já exposto como “imagem”,”ilusão”,”sábio” podemos arriscar em definir como a magia ser a arte dos sábios de criar coisas miraculosas.

Essa visão de prodígios por muito tempo foi levada pelas mais diversas culturas. Ninguém de fora da arte entendia seu funcionamento.Isso porquê as pessoas não conseguem entender a sua linguagem.

Em qualquer sistema de linguagem e tradução existe uma linguagem que o leigo não entende e a linguagem comum e acessível a sua compreensão, sendo esta separada por um hiato.Essa separação é que afasta o homem do entendimento total acerca daquilo que desconhece.A única maneira de fazê-lo entender algo é ensinando a ele essa linguagem por um sistema de tradução.

Parece viagem,mas a nossa gramática(por exemplo) na verdade é o resultado de séculos de desenvolvimento em cima de grimórios antigos.Sim, grimórios,que são livros de magia compilados ao longo de gerações por autores desconhecidos que atribuiam a autoria e popularidade em cima de autoridades míticas como Salomão,Abraão-O Judeu, Abramelin,etc.

Nesse grimórios o funcionamento de linguagem é o mesmo.Antes de chamar um demônio ou anjo à sua presença,o magista (termo moderninho para mago,mais bonito e menos galhofa) tinha de conhecer a sua hierarquia e função,como um ser vivo de algum filo do reino animalia ou mesmo um indivíduo autônomo que compunha algum dos setores de funcionamento de uma grande empresa ou corporação.

Sabendo a função e posicionamento o mago tinha de saber o seu símbolo arquetípico,uma imagem que codificasse tudo aquilo sobre a dita entidade e que penetrasse no seu subconsciente para acessá-la.Esse caráter de imagem é importante,note bem. A imagem é uma forma de linguagem,porque nela pode se concentrar diversos simbolismos e explicações complexas que levariam mais tempo e esforço de serem transpostas ao papel.

Bom,temos o nome do ser e o seu símbolo.Para ser feita a conexão o magista tem de iniciar uma chamada simples,algo como teclar os números corretos do telefone para poder ter um te-te-a-te-te com a entidade.Mas antes ele deveria estar prevenido de que autoridade investir sobre si e como tratar a entidade,o que falar sem vacilar e expor…em linguagem nada mais são do que pronomes de tratamento,artigos,substantivos…

…essa linguagem é que é fabuloso da magia.O uso da linguagem desconhecida ao grande público e sabida apenas pelo operador do prodígio não é para chamar atenção dos outros,mas do subconsciente do próprio homem.Apopantoskakodaimonos,abrahadabra e outras palavras são fórmulas especiais de acesso a certas áreas restritas do subconsciente que o indivíduo não conseguiria fazer sozinho com a própria consciência.

A arte e ciência entram justamente em comum da magia,porque há uma cosmologia e paradigmas próprios àquele que decide acessar portais ocultos pela realidade aparente das coisas. Pantáculos,círculos,velas,invocações teatrais,orações fervorosas,etc,são muito recorrentes porque existe a técnica e a arte que as desenvolve para acobertá-la daqueles que a querem perverter e não detém de sabedoria e tradução suficientes para entendê-la.Um erro nessa tradução ou não tem efeito ou,no pior dos casos,tem efeitos desastrosos sobre o magista ou sobre o curioso que apenas quer saber como é essa brincadeira,caindo numa puta de uma “bad trip”.

O primeiro passo para o entendimento é se conhecer.O auto-conhecimento é importante,porque a magia não somente mexe com a realidade objetiva que é externa a pessoa,mas com a subjetiva que é interna a este.Caso contrário,como esperas ter o “domínio” sobre uma entidade ou plano de existência se você mesmo não tem controle mínimo sobre sí?

O segundo passo seria conhecer o universo.Estudar todas as ciências-base,que são português,matemática,geografia,história,filosofia,teologia e ciências naturais(física,química e biologia) eram estudadas com afinco por todos os magos.Magia não é um estudo somente da metafísica,mas um aprendizado constante dos planos tangíveis e intangíveis.Paracelso,por exemplo,era químico,médico,filósofo e teólogo.Não à toa Paracelso(o “médico excelso”) é considerado o pai da química e medicina(tanto homeopática quanto alopática,por mais que os últimos e céticos o neguem),algo que o gabarita de forma inquestionável como apto para estudar magia.

O terceiro pode ser o estudo teórico desse conhecimento e a prática deste.Estudar hermetismo ou hermeticismo e praticar theurgia como os gregos antigamente faziam,ou ler cabala e recitar invocações de anjos ou confeccionar pantáculos diversos,ou mesmo rezar sobre a rosa na cruz e transmutar os elementos alquímicos que são inerentes ao seu próprio ser.

Isso se tratando de ciência,em arte não muda muito.O exemplo mais recorrente que me vem agora é o próprio Alan Moore.Ele é escritor, quadrinista,desenhista…e Mago!Ele é simplesmente foda!A frase que me tocou muito quanto a linguagem e que compartilho com vocês é que ele,ao atingir a casa dos 40 ou 50,poderia ter tido uma crise de meia-idade como todo mundo,mas resolveu pirar e se assumir como um mago…e de tanto dizer essas sandices ele se surpreendeu com a ironia do universo,pois a partir do momento que ele se assumiu como mago ele se tornou um.

Essa é a sutileza do caminho.

The mindscape of Alan Moore

(Obs:àqueles que como eu são jumentos em se tratando de inglês,no vídeo tem o recurso de tradutor de legendas fraquinho,mas que dá para se virar bastante,bastando configurar.)

Texto original do blog Lamparina Magicka, que vale ser colocado nos favoritos.

#MagiaPrática

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/magia-e-o-poder-da-palavra