A Vida e a obra de Aleister Crowley – Carlos Raposo

Bate-Papo Mayhem 120 – gravado dia 15/12/2020 (Terça) Com Carlos Raposo – A Vida e a obra de Aleister Crowley

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

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Homúnculos – Os Seres Criados Pela Alquimia e as Relações Sexuais entre Humanos e Espíritos

O alquimista Paracelso uma vez propôs que ele havia criado um ser humano artificial através de sua ciência. Chamado de homúnculo, essa criatura não tinha mais de 30 centímetros de altura e fazia o trabalho normalmente associado a um golem. No entanto, depois de um curto período de tempo, o homúnculo era conhecido por enganar seu criador e fugir. A receita (dos sopradores) para a criação de um homúnculo consistia em um saco de ossos, esperma, fragmentos de pele e cabelo de qualquer animal do qual você quisesse que fosse um híbrido. Este deveria ser colocado no chão cercado por esterco de cavalo por quarenta dias, quando o embrião se formaria. Essa suposta besta se baseava nas teorias biológicas da geração espontânea, a qual defendia que a vida brotava da matéria inorgânica.

Normalmente o termo homúnculo traz à mente o nome de Paracelso que propôs um homúnculo espiritual. No entanto, a proposta de Paracelso foi limitada em escopo a uma operação alquímica. O termo homúnculo possui uma definição mais ampla; pode ser uma entidade espiritual ou física. O homúnculo físico é deliberadamente criado por meios ocultos ou mágicos, combinando esforços humanos e espirituais. O homúnculo físico geralmente tem uma forma humana criada através da relação sexual entre um humano e uma entidade espiritual. O tipo de criação sempre envolve a Kundalini Shakti, que está sempre na raiz da energia humana (a Kundalini).

É incerto se anjos, demônios e espíritos possuem corpos físicos, corpos espirituais ou corpos espirituais que parecem ser físicos. Tal confusão existe por causa da tremenda influência que o espírito exerce sobre os preceptores humanos. Os exemplos são: que acredita-se que os anjos bíblicos tinham corpos de carne e sangue; os fantasmas das assombrações egípcios – precursores dos vampiros europeus – eram considerados físicos; e os íncubos e súcubos medievais, bem como os atuais, eram considerados físicos por aqueles com quem faziam amor.

Existia uma forte crença em elfos, anões, duendes e fadas por pessoas do campo até séculos recentes, muitas acreditavam que tais seres eram físicos. Muitos teorizaram que as fadas eram seres físicos ou semelhantes a humanos, possivelmente sendo ou originados de uma raça humana indígena. Estendendo essa teoria mais para trás no tempo, poderia incluir a lenda dos anjos caídos que se casaram com as filhas dos homens e que ensinaram a agricultura e a arte da guerra aos humanos (veja o Livro de Enoque). Isso coincide com a teoria de que a humanidade desenvolveu maior inteligência através do acasalamento ou da evolução. Ainda hoje existem contos dessa raça indígena existente no noroeste da Europa antes de migrar para o Reino Unido.

A evidência desta raça indígena é extremamente instável, na melhor das hipóteses. A presença do Diabo no Sabá das bruxas é um excelente exemplo. Os testemunhos das bruxas durante seus julgamentos na inquisição europeia eram no mínimo questionáveis ​​(veja Malleus Maleficarum, o Martelo das Bruxas). Os relatos de testemunhas oculares registrados nas transcrições, mesmo que extraídos por ameaças ou tortura, tornam impossível verificar se o Diabo, ou Deus Chifrudo, era personificado por um homem físico, o Homem de Preto, ou um espírito personificando um homem físico. Não só se deve considerar a possibilidade de ameaças e torturas, mas também o estado mental das várias bruxas em julgamento. Muitas podem ter confessado sob coação, mas algumas podem ter realmente acreditado que se encontraram com o Diabo, tiveram relações sexuais com ele e o serviram. Além disso, elas podem ter procurado impressionar seus inquisidores sabendo que não tinham amigos com a Igreja ou a congregação passiva que as cercava.

Mesmo os lendários vampiros se enquadram nessa categoria de incerteza de serem completamente espirituais, completamente físicos ou uma combinação de ambos. Originalmente, pensava-se que o vampiro era um demônio físico, só mais tarde na tradição ele foi espiritualizado. Ainda no mito, o vampiro é tido como um cadáver animado capaz de descartar seu aspecto material à vontade para se transformar em vapor, um cadáver que não reflete.

Outro exemplo nesta categoria de incerteza espiritual ou física é o changeling (literalmente, “o trocado”), a criança-fada que as fadas deixavam no lugar, após roubarem uma a criança humana. Geralmente isso acontece para que a criança-fada seja nutrida pela mãe humana. O changeling é praticamente idêntico à criança humana roubada que é levada para uma terra de fadas, exceto que pode ser detectada por características-chave, como rir conscientemente, dar olhares maliciosos, ter um temperamento malicioso, falar com uma voz mais profunda que o normal, ter um apetite voraz, e ter uma força sobre-humana.

O changeling é o bom termo para homúnculo, o amálgama de uma criança humana e uma criança espiritual. Tal amálgama seria o produto da relação sexual entre um humano e um espírito, muitos não acreditam que isso seja possível e existem aqueles que nunca falam disso como uma união sexual amorosa, mas como uma vampirização sexual. No entanto, as fadas têm relações sexuais com seres humanos e até se casam com eles. Diz-se que crianças e até gerações inteiras descendentes de tais uniões nasceram de um homem humano e de uma mulher fada. Tais eventos são cercados pela lenda da “fada madrinha má”, simbólica de Lilith, a mãe dos demônios.

Este é mais um exemplo da oposição entre o pensamento clássico e o ocidental sobre as relações entre humanos e seres sobrenaturais. Qualquer pessoa nascida de uma divindade sobrenatural e um ser humano na Grécia clássica era geralmente um herói, Herácles, ou Hércules, por exemplo, nasceu da união amorosa de Zeus e Alcmena de acordo com uma lenda. No entanto, o que vale a pena notar é a honra dada a Hércules e seus feitos. Em contraste, o cristianismo tende a evitar qualquer relação sexual entre o humano e o sobrenatural. Ao mesmo tempo, pensava-se que as crianças-íncubos eram produzidas através de uma versão demoníaca do Nascimento Virginal, resultando em uma rodada de xingamentos. Um exemplo era um padre, Ludovico Sinistrari, que chamava e dizia que “aquele maldito heresiarca Martinho Lutero” como um exemplo bem conhecido de um homem gerado pelo diabo. Lutero não parecia mais caridoso, pois disse que todas as crianças de aparência estranha deveriam ser destruídas ao nascer, pois elas eram claramente descendentes de demônios. Não se deve esquecer que os termos “íncubos” e “súcubos” são outros nomes para os lilim, os filhos de Lilith.

A.G.H.

Fonte:

Tyson, Donald. Sexual Alchemy: Magical Intercourse with Spirits (Alquimia Sexual: Relações Sexuais com os Espíritos). St. Paul, MN. Llewellyn Publications. 2000. pp. 79-83

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Fonte:

Homunculus

https://www.themystica.com/homunculus/

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/criptozoologia/homunculos-os-seres-criados-pela-alquimia-e-as-relacoes-sexuais-entre-humanos-e-espiritos/

Mapa Astral de Paulo Coelho

Paulo Coelho nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 24 de agosto de 1947. Filho do engenheiro Pedro Paulo Coelho e de Lígia Coelho. Fez seus estudos no Rio de Janeiro. É casado, desde 1981, com a artista plástica Christina Oiticica. Antes de dedicar-se inteiramente à literatura, trabalhou com diretor e autor de teatro, jornalista e compositor. Escreveu letras de música para alguns dos nomes mais famosos da musica brasileira, como Elis Regina e Rita Lee. Seu trabalho mais conhecido, porém, foram as parcerias musicais com Raul Seixas, que resultou em sucessos como “Eu nasci há dez mil anos atrás”, “Gita”, “Al Capone”, entre outras 60 composições com o grande mito do rock no Brasil.

Seu fascínio pela busca espiritual, que data da época em que, como hippie, viajava pelo mundo, resultou numa série de experiências em sociedades secretas, religiões orientais, etc. O Alquimista é um dos mais importantes fenômenos literários do século XX. Chegou ao primeiro lugar da lista dos mais vendidos em 18 países. Tem sido elogiado por pessoas tão diferentes como o Prêmio Nobel de Literatura Kenzaburo Oe, o prêmio Nobel da Paz Shimon Peres, a cantora Madonna e Julia Roberts, que o consideram seu livro favorito. A edição ilustrada pelo famoso desenhista Moebius (autor, entre outros, dos cenários de O Quinto Elemento e Alien) já foi publicada em vários países. The Graduate School of Business of the University of Chicago recomenda o romance no seu currículo de leitura. Também foi adotado em escolas da França, Itália, Brasil, Estados Unidos, dentre outros países.

Mapa Astral

Com Sol, Mercúrio e Vênus cravados na posição Leão-Virgem (Rei de Moedas); Lua em Sagitário; Ascendente em Touro e Caput-Draconis em Touro-Gêmeos (Rei de Espadas); Marte em Câncer; Júpiter em Escorpião e Saturno em Conjunção com Plutão em Leão.

A combinação das Energias de Leão e Virgem (Rei de Moedas), que são as mais fortes no Mapa de Paulo Coelho, foi descrita por Vicky Noble como “Uma pessoa que aprendeu a trabalhar no plano físico de tal maneira que será bem sucedido no que quer que faça. Saber aonde ir e como chegar lá”. Mistura o brilhar leonino com o trabalhar virginiano. Seu Planeta mais forte é Mercúrio (por que não estou surpreso?)

A Lua em Sagitário é a lua dos otimistas, das pessoas capazes de observar o mundo ao seu redor e formular regras, leis e interpretações a respeito dele. Paulo Coelho poderia ter sido um filósofo bem sucedido (na verdade, ele nunca deixou de sê-lo) mas a energia de Júpiter em Escorpião o levou para a área do hermetismo, magia e do ocultismo, onde provavelmente conseguiu travar contato com seu Sagrado Anjo Guardião.

Saturno em Leão nas oitavas mais altas implica em responsabilidade com o que se comunica; a restrição e o cuidado com que se trabalha a própria imagem e o que se quer expor… É uma energia indispensável a reis e pessoas que estarão servindo como exemplo para outras.

Seu Caput-Draconis é o resultado destas decisões e o que ele está realizando agora: o Rei de Espadas, senhor das palavras que reúne a curiosidade e comunicabilidade geminiana com a profundidade taurina. Posso afirmar com toda a certeza que ele conhece muito sobre magia e ordens iniciáticas. Muito mais do que 99% dos manés que o criticam…

Se a Alquimia é realizar a Verdadeira Vontade e ser bem sucedido no que se ama fazer; e magia é a arte de concretizar em Malkuth o que se projeta em Yesod, não resta a menor sombra de dúvida que Paulo Coelho é um dos maiores magos deste século. Os pseudo-céticos e babacas de plantão costumam xingar a sua obra sem ler (engraçado que só aqui no Brasil, reino da Igreja Católica e Evangélica, os criticos do resto do mundo sempre o elogiaram bastante) simplesmente porque ele teve a ousadia de se declarar mago em público.

Seus textos, em linguagem coloquial e facilmente compreensíveis, trouxeram milhões de pessoas em contato com o universo da espiritualidade (pessoas com bem menos oportunidades do que os leitores deste blog, diga-se de passagem, que de outra maneira nunca teriam sequer descoberto este caminho) e ajudaram muito a melhorar o karma do planeta.

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-de-paulo-coelho

A Rosa Entre Espinhos (do Zohar)

Dos ensinamentos de Rabi Shimon bar Yochai
Adaptado do Zohar por Peretz Auerbach.

Rabi Shimon bar Yochai, também conhecido pela sigla “Rashbi”, viveu na Terra Santa no século II d.C. Discípulo de Rabi Akiva, Rashbi desempenhou um papel fundamental na transmissão da Torá, tanto como um importante sábio talmúdico quanto como autor do Zohar, a obra mais fundamental da Cabalá. Ele foi enterrado em Meron, Israel, a oeste de Safed.

O rabino Perets Auerbach, originário de Nova York, vive e aprende Torá e Cabala em Jerusalém há 18 anos. Ele ensina em Shvu Ami beit medrash, dá palestras sobre Cabalá e chassidut na Jerusalem Connection and Heritage House e para grupos privados.

Sumário

1. Introdução

2. Julgamento e bondade partes da alma judaica coletiva

3. Os atributos divinos da misericórdia cruciais na criação

4. A rosa é o cálice da bênção

5. A semente e o fruto

6. Os botões

7. Os Filhos manifestam a luz espiritual dos Pais. 

8. Quem os criou

Fonte: Thee Rose Among the Thorns 
Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cabala/a-rosa-entre-espinhos/

Bhagwan Shree Rajneesh (Osho)

“Aposte todas as suas fichas. Seja um apostador!
Arrisque tudo, pois o momento seguinte não é uma certeza. Então, por que se importar com ele? Por que se preocupar?
Viva perigosamente, viva com prazer. Viva sem medo, viva sem culpa.
Viva sem nenhum medo do inferno ou sem ansiar o céu. Simplesmente viva.”
– Faça o Seu Coração Vibrar

Nasceu em 11 de dezembro de 1931, 1o filho de um mercador de tecidos. Passou os sete primeiros anos com os avós, que lhe davam total liberdade. Após a morte do avô foi viver com os pais. Sempre revelou um espírito rebelde e independente. Em 1946 experimentou seu primero satori. Com o tempo aprofundou suas experiências em meditação, sendo que a intensidade de sua busca espiritual chegou a afetar sua saúde física. Em 1953 atingiu o estado de “iluminação”.

Em 1956 graduou-se como 1o aluno da turma de Filosofia na Universidade de Jabalpur. Foi campeão de debates da Índia e ganhou a medalha de ouro no ano de sua graduação. Em 1957 lecionou no Sanskrit College e um ano depois tornou-se professor de Filosofia na Universidade de Jabalpúr.

Em 1966 passou a dedicar-se inteiramente à arte de ensinar a meditação ao homem moderno. Durante os anos 60 viajou toda a Índia como Acharya Rajneesh (professor), provocando a ira do establismment e encontrando-se com pessoas de todas as classes sociais. Ele desmascarava a hipocrisia do sistema e suas tentativas para impedir que o homem alcançasse seu direito mais fundamental: ser ele mesmo. Desafiava os líderes religiosos ortodoxos em debates públicos. Dirigia-se a audiências de milhares de pessoas, sensibilizando os corações de milhões. Lia muito: tudo o que pudesse ampliar sua compreensão sobre os sistemas de crenças e a psicologia do homem contemporâneo.

Em 1968 estabeleceu-se em Bombaim e organizou, regularmente, “campos de meditação”, quase sempre nas montanhas. Aí introduziu sua revolucionária Meditação Dinâmica, técnica que ajuda a parar a mente, ao permitir que ela tenha primeiramente uma catarse. Segundo ele, o homem moderno está tão sobrecarregado das antiquadas tradições do passado e das ansiedades da vida moderna, que precisa passar por um profundo processo de limpeza antes de poder descobrir a ausência de pensamento no relaxamento da meditação. A partir de 1970 começou a iniciar pessoas no Neo-Sannias, caminho de compromisso com a auto-exploração e a meditação, amparado pelo amor e orientação pessoal. Passou a ser chamado de Bhagwan, o abençoado. Sua fama espalhou-se pela Europa, América, Austrália e Japão.

No curso de seu trabalho. Osho falou sobre praticamente todos os aspectos do desenvolvimento da consciência humana. Destilou a essência do que é significativo para a busca espiritual do homem contemporâneo, com base não na compreensão intelectual, mas na sua própria experiência existencial.

A partir de 1974, em Puna, seus ensinamentos foram intensificados. Sua saúde tornava-se mais frágil. Foram criados grupos de terapia combinando o insight oriental da meditação com as técnicas ocidentais de psicoterapia. Em dois anos o ashram já tinha a reputação de melhor centro de crescimento e terapia do globo. Nos últimos anos da década de 70 o ashram transformara-se na meca dos buscadores modernos da verdade. As palestras de Osho abrangiam todas as grandes tradições religiosas do mundo. Sua vasta erudição na ciência e no pensamento ocidentais, a clareza de suas palavras e a profundidade de seus argumentos desfaziam o abismo entre o oriente e o ocidente, para seus ouvintes.

O 1o ministro indiano, Morarji Desai, obstruiu todas as tentativas de transferência do ashram para uma parte remota da Índia, onde seria experimentada a aplicação dos ensinamentos de Osho na construção de uma comunidade autosuficiente, onde viveriam em meditação, amor, criatividade e alegria. Isso não impediu que suas palestras, gravadas e transcritas em mais de 600 livros e traduzidas em mais de 30 idiomas, constituíssem hoje incontáveis volumes e atingissem inúmeros leitores.

Sua Filosofia

O pensamento de Rajneesh está exposto em mais de mil livros que podem elucidar sobre a sua filosofia.No seu trabalho, Osho falou praticamente sobre todos os aspectos do desenvolvimento da consciência humana. Seus discursos para discípulos e buscadores de todo o mundo foram publicados em mais de 650 títulos e traduzidos para mais de trinta línguas.

Segundo referem os seus admiradores, Osho não pretendia impor a sua visão pessoal nem estimular conflitos. Enfatizou, pelo contrário, a importância de se mergulhar no mais profundo silêncio, pois somente através da meditação se poderia atingir a verdade e o amor, guiada pela consciência individual, sem intermediários como sacerdotes, políticos, intelectuais ou ele mesmo. Transmitia, pois, uma mensagem otimista que apontava para um futuro onde a humanidade deixaria o plano da inconsciência e, por consequência, a destruição, o medo e o desamor, já que cada um seria o buda de si próprio, recordando aquilo que a consciência imediata esqueceu. Segundo esta visão, a humanidade parece-se a um conjunto de cegos guiados por outros cegos.

Todo o trabalho de Osho é de desconstrução e silêncio. Segundo Osho, todo o planeta (com raras exceções) está doente. Mas é uma doença autoimposta. Liberdade seria, em sua visão, o fundamento de um homem auto-realizado e digno. O silêncio, por sua vez seria a comunhão da criatura com sua essência divina e pura, sendo reencontrado pela meditação, onde o homem experimenta seu verdadeiro ser. Osho negava a existência de um Deus pessoal dizendo que a lógica do evolucionismo abriria grandes lacunas para tal entendimento. Em sua concepção, a ideia da existência de Deus deve ser rejeitada para o bem da humanidade.

Ao dizer, por exemplo, que “o orgasmo sexual oferece o primeiro vislumbre da meditação porque, nele, a mente para, o tempo para”, a mídia o apelidou de “guru do sexo”. Quando se descobriu a causa da aids, Osho determinou que seus discípulos fizessem o teste de HIV. Pioneiro, recomendou usar camisinha e luvas de látex na hora do sexo, coisas ridicularizadas na época. Para A. Racily, que conviveu com Osho, o guru queria apenas que o sexo não fosse renegado. Ela diz que nunca houve orgias na comunidade e que esses boatos vinham de quem queria se aproveitar da liberdade sexual.

Em 1980, um membro de uma tradicional seita hindu tentou assassinar Osho, durante uma palestra. Enquanto as religiões e igrejas oficiais faziam oposição a seu trabalho, ele já tinha mais de 250 mil discípulos em todo o mundo. Em maio de 1981 Osho parou de falar e iniciou uma fase de “comunhão silenciosa de coração a coração”, para que seu corpo, com graves problemas de coluna, descansasse.

Ida a América

Foi levado aos EUA pela eventual necessidade de uma cirurgia de emergência. Seus discípulos americanos compraram um rancho de 64 mil acres no deserto de Oregon Central, onde ele se recuperou rapidamente. Uma comuna modelo cresceu ao seu redor com uma velocidade alucinante, transformando o deserto num oásis verde, capaz de alimentar 5 mil habitantes. Nos festivais anuais de verão até 20 mil visitantes eram acomodados e alimentados na nova cidade de Rajneshpuram. Surgiram outras grandes comunas em todos os principais países do ocidente e no Japão. Osho solicitou residência permanente nos EUA, mas teve seu pedido recusado pelo governo americano; uma das razões alegadas foi seu voto público de silêncio. Cresciam as investidas do governo de Oregon e da maioria cristã do estado, contra a nova cidade.

Em 1984 Osho começou a falar em pequenos grupos em sua residência e em 1985 voltou a fazer discursos para milhares de buscadores. Sua secretária e diversos membros da direção da comuna partiram repentinamente e atos ilegais cometidos por eles vieram à tona. Osho convidou as autoridades para que procedessem as investigações necessárias. Assim elas aceleraram sua luta contra a comuna. Em outubro Osho foi preso em Carolina do Norte, sem mandato de prisão. Durante a audiência de sua fiança foi acorrentado. Sua viagem de volta a Oregon, onde seria julgado – normalmente um vôo de cinco horas, durou oito dias. Depois ele revelou que na penitenciária de Oklahoma foi registrado como David Washington e colocado numa cela com um prisioneiro que sofria de herpes infecciosa. Uma hora antes de ser libertado, uma bomba foi descoberta na cadeia de Portland, presídio de máxima segurança de Oregon, onde Osho estava detido. Todos saíram menos ele, que foi mantido mais uma hora dentro da cadeia. Em novembro confessou-se “culpado” em duas das 34 violações de imigração das quais era acusado, para evitar que sua vida corresse outros riscos nas garras do sistema judiciário americano. Foi multado em US$ 400 mil e obrigado a deixar os EUA, sem poder voltar por cinco anos.

Voou para a Índia, onde repousou nos Himalaias. Uma semana depois a comuna no Oregon resolveu dispersar-se. O procurador dos EUA, Charles Turner disse que a prioridade do governo era destruir a comuna; que não desejavam transformar Osho num mártir e que não havia evidência que o implicasse em crimes. Em dezembro sua nova secretária, sua assistente, seu médico particular e outros discípulos ocidentais que o acompanhavam foram expulsos da Índia e tiveram seus vistos cancelados. Osho juntou-se a eles no Nepal, onde retomou seus discursos diários.

Em fevereiro de 1986 Osho foi para a Grécia, mas o clero da igreja Ortodoxa ameaçou o governo de que haveria derramamento de sangue se ele não fosse expulso do país. Em março a polícia invadiu a casa de campo onde ele estava hospedado e, sem mandato de prisão, enviou-o a Atenas. Ele foi para a Suíça, onde seu visto de sete dias foi cancelado no momento de sua chegada. Foi então para a Suécia, onde foi acolhido da mesma forma. Na Inglaterra aconteceu o mesmo e na Irlanda conseguiu ficar alguns dias como turista. Antígua, Holanda Alemanha não permitiram sua entrada. Na Itália seu pedido de visto de turista não foi concedido até hoje. Tudo isso até 7 de março. No dia 19 o Uruguai o convidou. Ele foi para lá com seus companheiros, mas o país recebeu “informações” dos EUA de que eles estavam envolvidos em contrabando, tráfico de drogas e prostituição. Em maio, quando ia receber visto permanente, Washington ameaçou cancelar empréstimos no valor de US$ 6 bilhões, se Osho permanecesse no país. Em junho foi embora para a Jamaica, onde conseguiu visto de 10 dias, cancelado no dia seguinte à sua chegada. Foi para Lisboa e permaneceu escondido por duas semanas numa casa de campo. Ao todo 21 países o deportaram ou impediram sua entrada. Assim retornou à Índia em julho.

Ficou seis meses em Bombaim, onde retomou seus discursos diários, na casa de um amigo. Em janeiro de 1987 mudou-se para a casa do ashram em Puna, mas logo teve ordem de partida. Ao mesmo tempo, embaixadas indianas pelo mundo e os funcionários da emigração no aeroporto de Bombaim começaram a recusar a entrada de seus seguidores ocidentais. Em novembro, após uma enfermidade de sete semanas, foi diagnosticada uma deterioração geral de sua condição física, devido a envenenamento por tálio. Num discurso público, Osho declarou acreditar que o governo dos EUA o tenha envenenado durante os 12 dias em que esteve sob sua custódia, em setembro de 1985.

Osho deixou seu corpo em 19.01.1990. Poucas semanas antes, disse: “quero que as pessoas conheçam a si mesmas, que não sigam as expectativas dos outros. E a maneira é ir para dentro.”

Postagem original feita no https://mortesubita.net/biografias/bhagwan-shree-rajneesh-osho/

O Comando do Olhar

Morbitvs Vividvs

Glamour é o termo pelo qual os encantamentos e manipulações de bruxas e feiticeiros eram conhecidos antigamente. Agora, o significado da palavra mudou para denotar uma exibição deslumbrante de beleza mas em baixa magia glamour é a qualidade daquilo que atrai a atenção visual geralmente distraindo o espectador de outras coisas. Intimamente relacionada a isso há outra palavra usada por muito tempo em conexão com feitiçaria – a fascinação. A chave para isso é dada por Anton LaVey em mais de uma ocasião quando ele fala do “Comando do Olhar”.  Trata-se de uma fórmula criada pelo fotógrafo William Mortensen na década de 1930 e teve um enorme impacto em toda estética proposta pela Church of Satan. A fórmula pode ser resumida nos seguintes termos:

  1. A Imagem deve por seu mero arranjo fazer você olhar para ela.
  2. Tendo olhado – ver!
  3. Tendo visto – desfrutar.

Vamos entender às três partes em detalhes:

O Imperativo Pictórico

A primeira parte da fórmula é puramente visual. Esta qualidade do “pare e olhe” é chamado por Mortensen de “O Imperativo Pictórico”. Quando você folheia uma revista ou álbum de foto ao imperativo pictórico pode ser visto nas fotos que fazem você parar. São as imagens que tocam um sino no sua cabeça, emitem um sinal e prendem sua atenção. Para isso a imagem deve acionar alguns gatilhos biológicos. Como o primeiro gatilho é o da sobrevivência, a RESPOSTA AO MEDO. Damos atenção às impressões sensoriais que representam coisas que ancestralmente provocam temor. Isso não significa que toda boa imagem é assustadora. Mas para fazer você parar ela usou algum destes quatro estímulos visuais:

  • A DIAGONAL nos remete a algo rápido e ameaçador em nosso campo de visão
  • A CURVA EM S nos lembra a aproximação furtiva como a das cobras e do tigre que desliza pela mata.Esta é a base real do fascínio da chamada “Linha da beleza”
  • A COMBINAÇÃO DE TRIÂNGULOS  que nos lembram dentes, lâminas e chifres
  • A MASSA DOMINANTE, algo que ocupa boa parte do enquadramento nos lembram obstáculos que nos fecham como animais enormes ou perto demais

Podemos incluir outras formas que despertam o senso de perigo como coisas que surgem no escuro da noite, esferas paralelas que remetem aos olhos de predadores, enxame de pontos, a perspectiva da altura elevada. Em termos de cores o vermelho remete ao sangue jorrado E termos de sons o ritmo que remete ao coração acelerado pela adrenalina e os sons altos e repentinos como os das sinfonias de Beethoven. Mas por hora basta aprendermos estes quatro gatilhos em destaque que fomos forçados por milhares de anos de sobrevivência a identificar.

O Cativeiro do olhar

Tendo conseguido a atenção precisamos ser capazes de ver sem demora “do que se trata a imagem”. É neste momento que o Comando para Olhar usa as três grandes fontes de apelo emocional:

SEXO. Coisas eróticas e sensuais. O mais primitivo e direto dos apelos.

SENTIMENTO. Coisas suaves e meigas que nos trazem conforto.

MARAVILHA. Coisas misteriosas, exóticas, fantásticas ou mesmo grotescas e impossíveis.

Estes três temas foram desenvolvidos por LaVey tanto na Bíblia Satânica como em Bruxa Satânica.

O Convite ao Desfrute

Auto-retrato de William Mortense, criador da fórmula do Comando do Olhar

Na terceira parte devemos dar ao espectador uma oportunidade de participar na imagem. Depois de ter sua atenção capturada e seu interesse mantido devemos dar a ele algo para fazer com seus olhos. Alguns exemplos incluem:

⦁    Contornos para acompanhar

⦁    Partes para comparar

⦁    Simetrias e quebras de simetria

⦁    Detalhes para ser encontrados

⦁    Sugestões táteis como maciez, aspereza, umidade, etc..

⦁    Repetições (Ecos da forma)

O objetivo da terceira parte da fórmula é desacelerar a visão e fornecer experiências dentro da imagem que causem a permanência nela.

A imagem a direita atende todos os requisitos do Comando do Olhar. É impossível não olhar para ela. A partir de agora tente identificar estes padrões em todas as formas significativas que elas surgirem.

Não foi só Marilyn Monroe que soube usar o Comando do Olhar. Os melhores filmes de Hitchcock, às obras de  Michelangelo, os clipes Michael Jackson todos seguem esta receita conscientemente ou não. A fórmula do Comando do Olhar está presente nas propagandas da Coca-cola (inclusive seu logo), nas fotos de Sebastião Salgado e no próprio Sinal de Baphomet na capa da Bíblia Satânica. Com este conhecimento você poderá agora usar também em suas criações e em seu estilo pessoal.

Morbitvs Vividvs é autor de Lex Satanicus: O Manual do Satanista e outros livros sobre satanismo.

Satisfação total em ter vocês de volta!

Estava com saudades desses textos. Muito bom ter de volta! Sucesso!

Sem paravras Morbitvs. Parabéns ao retorno 🤘

Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/o-comando-do-olhar/

A Magia Cigana – Tiffany Maia

Bate-Papo Mayhem 172 – gravado dia 13/05/2021 (Quinta) Marcelo Del Debbio bate papo com Tiffany Maia – A Magia Cigana

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

Aurora Sagrada: www.aurorasagrada.com

Faça parte do Projeto Mayhem aqui:

Site do Projeto Mayhem – https://projetomayhem.com.br/

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Livros de Hermetismo: https://daemoneditora.com.br/

#Batepapo #MagiaPrática

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-magia-cigana-tiffany-maia

Kinbaku-Bi – A Tradição Japonesa do Sado-Masoquismo

Por Stephen E. Flowers, Ph.D.

Foi notado que, além da Europa, a única outra esfera cultural que parece ter abraçado o Sado-Masoquismo como uma estética sexual distinta é o Japão. Há vários aspectos únicos na tradição japonesa, que destacaremos aqui. Entretanto, também é importante estar ciente do grau em que as imagens europeias do Sado-Masoquismo do início do século XX penetraram na cultura japonesa naquela época.

A predominância da estética visual na cultura japonesa é óbvia. Dos jardins Zen ao ikibana, “arranjo floral”, a tendência é clara. Uma das primeiras manifestações documentadas de uma dimensão sado-masoquista em um contexto artístico é a arte de Ito Seiyu (1882-1961). Ele foi pintor, marceneiro, fotógrafo e escritor. Seu trabalho, muitas vezes baseado em contos populares ou manuais antigos, atuou como uma ponte entre o velho e o novo Japão. Diz-se que seu objetivo estético foi a representação da “Beleza no Sofrimento”. Ele captou o verdadeiro drama do limite entre prazer e dor na experiência carnal do que ele estava retratando. Seiyu foi pioneiro no que se tornou uma tradição significativa na arte japonesa (e eventualmente euro-americana), com artistas como Minomura Kou (Toshiyuki Suma).

A representação do Sado-Masoquismo também se estendeu tanto para a literatura quanto para o cinema no Japão contemporâneo. O tema da primeira-dama é comum nos contos folclóricos e no teatro Kabuki. Artistas como o famoso Oniroku Dan (1931-2011) espalham a visão através dos séculos vinte e vinte e um. O mundo do anime e mais precisamente do hentai, que mostra explicitamente cenas de tortura e sexualidade incomum, está repleto de imagens do Sado-Masoquismo. Isto é especialmente verdadeiro para a manga japonesa, ou romances ilustrados. Como, atualmente, os censores japoneses proíbem a representação de pelos pubianos ou a penetração em produções cinematográficas ou de vídeo, as cenas frequentemente têm que aparecer como ação ao vivo ou animação.

No início do século XX, à medida que o Japão e a Europa (especialmente a Alemanha) se aproximavam cultural e militarmente, desenvolveu-se uma escola de arte e literatura chamada ero guro (nansensu), o “grotesco erótico (nonsense)” nas décadas de 1920 e 1930. Isto surgiu nos círculos europeus decadentes, como a Berlim de Weimar. Foi reprimida durante a Segunda Guerra Mundial, mas voltou a influenciar a cultura japonesa do pós-guerra com temas de escravidão, tortura e crucificação erótica.

A figura contemporânea mais dominante no mundo japonês do sado-masoquismo foi Oniroku Dan. Ele foi um escritor de mais de duzentos romances de Sado-Masoquismo e escreveu roteiros para dezenas de filmes entre 1974 e 1988. Ele tinha uma filosofia definida e intrinsecamente japonesa do Sado-Masoquismo, que se centrava em uma fantasia masculina, baseada no amor e em ver uma beleza sofrendo de um sentimento de vergonha.

O aspecto mais conspícuo do Sado-Masoquismo japonês é um estilo particular de escravidão por corda mais popularmente chamado shibari na Europa e kinbaku no Japão. Shibari é um termo derivado da arte japonesa de embrulhar belas embalagens com um barbante, enquanto kinbaku, “amarração apertada”, remete às raízes marciais e judiciais da escravidão japonesa por corda. Nos tempos antigos, os prisioneiros eram detidos e torturados usando técnicas semelhantes de escravidão, o que poderia resultar em imobilidade confortável ou em dor excruciante.

Em grande medida o kinbaku é um exercício ou cerimônia estética por parte do kinbakushi, ou especialista em kinbaku – ele amarra seu objeto de forma bela e observa sua beleza enquanto suporta o sofrimento e a vergonha e recebe prazer e humilhação. Há uma dimensão espiritual nesta prática estética. Assim como com ikebana, “arranjo floral” ou kado, “caminho das flores”, onde o samurai aprenderia de forma meditativa a apreciar a beleza e a identificar-se com ela e a relaxar o corpo, a mente e a alma, assim também o kinbakushi esteticamente e espiritualmente consciente se aproxima de sua arte. O parceiro ativo no processo contempla a beleza das vistas, sons, cheiros, sensações táteis e até os gostos envolvidos, juntamente com a identificação necessária com o objeto a fim de fechar o círculo. Este é o kinbaku-bi, a “beleza da amarração apertada”. Do ponto de vista daquele que está sendo amarrado, a técnica do kinbaku pode facilitar estados de transe que levam à liberação interior. Kinbaku pode ser um modo de privação sensorial ou uma forma de causar dor contínua.

As técnicas da escravidão japonesa por corda têm se tornado a prática ocidental da sexualidade sado-masoquista por muitas décadas. Embora possa parecer haver muitas semelhanças entre as tradições japonesas e ocidentais do Sado-Masoquismo, em um nível cultural e psicológico interno, as diferenças são muitas vezes profundas e fascinantes. Para algumas das informações desta seção, estamos em dívida com a orientação do Mestre “K.”.

Houve várias personalidades na história moderna europeia e americana que influenciaram muito nossas percepções deste tipo de sexualidade. As duas mais famosas são o Marquês de Sade e Leopold von Sacher- Masoch. Cada um deles merece alguma atenção aqui.

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Fonte:

Carnal alchemy : sado-magical techniques for pleasure, pain, and self-
transformation, by Stephen E. Flowers and Crystal Dawn Flowers, 2013, Inner Traditions.

Copyright © 1995, 2001, 2013 by Stephen E. Flowers, Ph.D.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/asia-oculta/kinbaku-bi-a-tradicao-japonesa-do-sado-masoquismo/

As Estâncias de Dzyan

ESTÂNCIA I

1. O Eterno Pai, envolto em suas Sempre Invisíveis Vestes, havia adormecido uma vez mais durante Sete Eternidades.

2. O Tempo não existia, porque dormia no Seio Infinito da Duração.

3. A Mente Universal não existia, porque não havia Ah-hi para contê-la.

4. Os Sete Caminhos da Felicidade não existiam. As Grandes Causas da Desgraça não existiam, porque não havia ninguém que as produzisse e fosse por elas aprisionado.

5. Só as trevas enchiam o Todo Sem Limites. porque Pai. Mãe e Filho eram novamente Um, e o Filho ainda não havia despertado para a Nova Roda e a Peregrinação por ela.

6 . Os Sete Senhores Sublimes e as Sete Verdades haviam cessado de ser; e o Universo, filho da Necessidade, estava mergulhado em Paranishpanna, para ser expirado por aquele que é e todavia não é. Nada existia.

7. As Causas da Existência haviam sido eliminadas; o Visível, que foi, e o Invisível, que é, repousavam no Eterno Não-Ser – o Único Ser.

8. A Forma Una de Existência, sem limites, infinita, sem causa, permanecia sozinha, em um Sono sem Sonhos; e a Vida pulsava inconsciente no Espaço Universal, em toda a extensão daquela Onipresença que o Olho Aberto de Dangma percebe.

9. Onde, porém, estava Dangma quando o Alaya do Universo se encontrava em Paramârtha, e a Grande Roda era Anupâdaka?

ESTÂNCIA II

1. …Onde estavam os Construtores, os Filhos Resplandecentes da Aurora do Manvantara? …Nas Trevas Desconhecidas, em seu Ah-hi Paranishpanna. Os Produtores da Forma, tirada da Não-Forma, que é a Raiz do Mundo, Devamâtri e Svabhâvat, repousavam na felicidade do Não-Ser.

2. …Onde estava o Silêncio? Onde os ouvidos para percebê-lo? Não; não havia Silêncio nem Som: nada, a não ser o Incessante Sopro Eterno, para si mesmo ignoto.

3. A Hora ainda não havia soado; o Raio ainda não havia brilhado dentro do Germe; a Matripâdma ainda não entumecera.

4. Seu Coração ainda não se abrira para deixar penetrar o Raio Único e fazê-lo cair em seguida, como Três em Quatro, no Regaço de Mâyâ.

5. Os Sete não haviam ainda nascido do Tecido de Luz. O Pai-Mãe, Svabhâvat, era só Trevas; e Svabhâvat jazia nas Trevas.

6. Estes Dois são o Germe, e o Germe é Uno. O Universo ainda estava oculto no Pensamento Divino e no Divino Seio.

ESTÂNCIA III

1. …A última Vibração da Sétima Eternidade palpita através do Infinito. A Mãe entumece e se expande de dentro para fora, como o Botão de Lótus.

2. A Vibração se propaga, e suas velozes Asas tocam o Universo inteiro e o Germe que mora nas Trevas; as Trevas que sopram sobre as adormecidas Águas da Vida.

3. As Trevas irradiam a Luz, e a Luz emite um Raio solitário sobre as Águas e dentro das Entranhas da Mãe. O Raio atravessa o Ovo Virgem; faz o Ovo Eterno estremecer, e desprende o Germe não Eterno, que se condensa no Ovo do Mundo.

4. Os Três caem nos Quatro. A Essência Radiante passa a ser Sete interiormente e Sete exteriormente. O Ovo Luminoso, que é Três em si mesmo, coagula-se e espalha os seus Coágulos brancos como o leite por toda a extensão das Profundezas da Mãe: a Raiz que cresce nos Abismos do Oceano da Vida.

5. A Raiz permanece, a Luz permanece, os Coágulos permanecem; e, não obstante, Oeaohoo é Uno.

6. A Raiz ela Vida estava em cada Gota do Oceano da Imortalidade, e o Oceano era Luz Radiante, que era Fogo, Calor e Movimento. As Trevas se desvaneceram, e não existiram mais: sumiram-se em sua própria Essência, o Corpo de Fogo e Água, do Pai e da Mãe.

7. Vê, ó Lanu! o Radiante Filho dos Dois, a Glória refulgente e sem par: o Espaço Luminoso, Filho do Negro Espaço, que surge das Profundezas das Grandes Águas Sombrias. É Oeaohoo, o mais Jovem, o ***. Ele brilha como o Sol. Ê o Resplandecente Dragão Divino da Sabedoria. O Eka [1] é Chatur, e Chatur toma para si Tri, e a união produz Sapta, no qual estão os Sete, que se tornam o Tridasha, os Exércitos e as Multidões. Contempla-o levantando o Véu e desdobrando-o de Oriente a Ocidente. Ele oculta o Acima, e deixa ver o Abaixo como a Grande Ilusão. Assinala os lugares para os Resplandecentes, e converte o Acima num Oceano de Fogo sem praias, e o Uno Manifestado nas Grandes Águas.

8. Onde estava o Germe, onde então se encontravam as Trevas? Onde está o Espírito da Chama que arde em tua Lâmpada, ó Lanu ? O Germe é Aquilo, e Aquilo é a Luz, O Alvo e Refulgente Filho do Pai Obscuro e Oculto.

9. A Luz é a Chama Fria, e a Chama é o Fogo, e o Fogo produz o Calor, que dá a Água – a Água da Vida na Grande Mãe.

10. O Pai-Mãe urde uma Tela, cujo extremo superior está unido ao Espírito, Luz da Obscuridade Única, e o inferior à Matéria, sua Sombra. A Tela é o Universo, tecido com as Duas Substâncias combinadas em Uma, que é Svabhâvat.

11. A Tela se distende quando o Sopro do Fogo a envolve; e se contrai quando tocada pelo Sopro da Mãe. Então os Filhos se separam, dispersando-se, para voltar ao Seio de sua Mãe no fim do Grande Dia, tornando-se de novo uno com ela. Quando esfria, a Tela fica radiante. Seus Filhos se dilatam e se retraem dentro de Si mesmos e em seus Corações; elas abrangem o Infinito.

12. Então Svabhâvat envia Fohat para endurecer os Átomos. Cada qual é uma parte da Tela. Refletindo o “Senhor Existente por Si Mesmo” como um Espelho, cada um vem a ser, por sua vez, um Mundo.

ESTÂNCIA IV

1. …Escutai, ó Filhos da Terra. Escutai os vossos Instrutores, os Filhos do Fogo. Sabei: não há nem primeiro nem último; porque tudo é Um Número que procede do Não-Número.

2. Aprendei o que nós, que descendemos dos Sete Primeiros, nós, que nascemos da Chama Primitiva, temos aprendido de nossos Pais…

3. Do Resplendor da Luz – o Raio das Trevas Eternas – surgem no Espaço as Energias despertadas de novo; o Um do Ovo, o Seis e o Cinco. Depois o Três, o Um, o Quatro, o Um, o Cinco, o duplo Sete, a Soma Total. E estas são as Essências, as Chamas, os Construtores, os Números, os Arupa, os Rupa e a Força ou o Homem Divino, a Soma Total. E do Homem Divino, a Soma Total. E do Homem Divino emanaram as Formas, as Centelhas, os Animais Sagrados e os Mensageiros dos Sagrados Pais dentro do Santo Quatro.

4. Este foi o Exército da Voz, a Divina Mãe dos Sete. As Centelhas dos Sete são os súditos e os servidores do Primeiro, do Segundo, do Terceiro, do Quarto, do Quinto, do Sexto e do Sétimo dos Sete. Estas Centelhas são chamadas Esferas, Triângulos, Cubos, Linhas e Modeladores; por- que deste modo se conserva o Eterno Nidâna – o Oi-Ha-Hou.

5. O Oi-Ha-Hou – as Trevas, o Sem Limites, ou o Não-Número, Adi-Nidâna, Svabhâvat, o O:

I. O Adi-Sanat, o Número; porque ele é Um.

II. A Voz da Palavra, Svabhâvat, os Números; porque ele é Um e Nove.

III. O “Quadrado sem Forma”.

E estes Três, encerrados no O, são o Quatro Sagrado; e os Dez são o Universo Anlpa. Depois vêm os Filhos, os Sete Combatentes, o Um, o Oitavo excluído, e seu Sopro, que é o Artífice da Luz.

6. . . . Em seguida, os Segundos Sete, que são os Lipika, produzidos pelos Três. O Filho excluído é Um. Os “Filhos-Sóis” são inumeráveis.

ESTÂNCIA V

1. Os Sete Primordiais, os Sete Primeiros Sopros do Dragão de Sabedoria, produzem por sua vez o Torvelinho de Fogo com os seus Sagrados Sopros de Circulação giratória.

2. Dele fazem o Mensageiro de sua Vontade. O Dzyu converte-se em Fohat; o Filho veloz dos Filhos Divinos, cujos Filhos são os Lipika, leva mensagens circulares. Fohat é o Corcel, e o Pensamento, o Cavaleiro. Ele passa como um raio através de nuvens de fogo; dá Três, Cinco e Sete Passos através das Sete Regiões Superiores e das Sete Inferiores. Ergue a sua Voz para chamar as Centelhas inumeráveis e as reúne.

3. Ele é o seu condutor, o espírito que as guia. Ao iniciar a sua obra, separa as Centelhas do Reino Inferior, que se agitam e vibram de alegria em suas radiantes moradas, e com elas forma os Germes das Rodas. Colocando-as nas Seis Direções do Espaço, deixa uma no Centro: a Roda Central.

4. Fohat traça linhas espirais para unir a Sexta à Sétima – a Coroa. Um Exército dos Filhos da Luz situa-se em cada um dos ângulos; os Lipika ficam na Roda Central. Dizem eles: “Isto é bom.” O primeiro Mundo Divino está pronto; o Primeiro, o Segundo. Então o “Divino Arupa” se reflete no Chhâyâ Loka, a Primeira Veste de Anupâdaka.

5. Fohat dá cinco passos, e constrói uma roda alada em cada um dos ângulos do quadrado para os Quatro Santos… e seus Exércitos.

6. Os Lipika circunscrevem o Triângulo, o Primeiro Um, o Cubo, o Segundo Um e o Pentágono dentro do Ovo. É o Anel chamado “Não Passarás”, para os que descem e sobem; para os que, durante o Kalpa, estão marchando para o Grande Dia “Sê Conosco”… Assim foram formados os Arupa e os Rupa: da Luz Única, Sete Luzes; de cada uma das Sete, sete vezes Sete Luzes. As Rodas velam pelo Anel. . .

ESTANCIA VI

1. Pelo poder da Mãe de Misericórdia e Conhecimento, Kwan-Yin a Trina de Kwan-Shai-Yin, que mora em Kwan-Yin-Tien – Fohat, o Sopro de sua Progênie, o Filho dos Filhos, tendo feito sair das profundezas do Abismo inferior a Forma Ilusória de Sien-Tchan e os Sete Elementos.

2. O Veloz e Radiante Um produz os Sete Centros Laya, contra os quais ninguém prevalecerá até o Grande Dia “Sê Conosco”; e assenta o Universo sobre estes Eternos Fundamentos, rodeando Sien-Tchan com os Germes Elementais.

3. Dos Sete – primeiro Um manifestado, Seis ocultos, Dois manifestados, Cinco ocultos; Três manifestados, Quatro ocultos; Quatro produzidos, Três ocultos; Quatro e Um Tsan revelados, Dois e Meio ocultos; Seis para serem manifestados, Um deixado à parte. Por último, Sete Pequenas Rodas girando; uma dando nascimento à outra.

4. Ele as constrói à semelhança das Rodas mais antigas, colocando-os nos Centros Imperecíveis. Como as constrói Fohat? Ele junta a Poeira de Fogo. Forma Esferas de Fogo, corre através delas e em seu derredor, insuflando-lhes a vida; e em seguida as põe em movimento; umas nesta direção, outras naquela. Elas estão frias, ele as aquece. Estão secas, ele as umedece. Brilham, ele as ventila e refresca. Assim procede Fohat, de um a outro Crepúsculo, durante Sete Eternidades.

5. Na Quarta, os Filhos recebem ordem de criar suas Imagens. Um Terço recusa-se Dois Terços obedecem. A Maldição é proferida. Nascerão na Quarta; sofrerão e causarão sofrimento. É a Primeira Guerra.

6. As Rodas mais antigas giravam para baixo e para cima … Os frutos da Mãe enchiam o Todo. Houve combates renhidos entre os Criadores e os Destruidores, e Combates renhidos pelo Espaço; aparecendo e reaparecendo a Semente continuamente.

7. Faze os teus cálculos, ó Lanu, se queres saber a idade exata da Pequena Roda. Seu Quarto Raio “é” nossa Mãe. Alcança o Quarto Fruto da Quarta Senda do Conhecimento que conduz ao Nirvana, e tu compreenderás, porque verás…

ESTÂNCIA VII

1. Observa o começo da Vida informe senciente.

Primeiro, o Divino, o Um que procede do Espírito-Mãe; depois, o Espiritual; os Três provindos do Um, os Quatro do Um, e os Cinco de que procedem os Três, os Cinco e os Sete. São os Triplos e os Quádruplos em sentido descendente; os Filhos nascidos da Mente do Primeiro Senhor, os Sete Radiantes. São eles o mesmo que tu, eu, ele, ó Lanu, os que velam sobre ti e tua mãe, Bhumi.

2. O Raio Único multiplica os Raios menores. A Vida precede a Forma, e a Vida sobrevive ao último átomo. Através dos Raios inumeráveis, o Raio da Vida, o Um, semelhante ao Fio que passa através de muitas contas.

3. Quando o Um se converte em Dois, aparece o Triplo, e os Três são Um; é o nosso Fio, ó Lanu! o Coração do Homem-Planta, chamado Saptaparma.

4. É a Raiz que jamais perece; a Chama de Três Línguas e Quatro Mechas. As Mechas são as Centelhas que partem da Chama de Três Línguas projetada pelos Sete – dos quais é a Chama – Raios de Luz e Centelhas de uma Lua que se reflete nas Ondas moventes de todos os Rios da Terra.

5. A Centelha pende da Chama pelo mais tênue fio de Fohat. Ela viaja através dos Sete Mundos de Mâyâ. Detém-se no Primeiro, e é um Metal e uma Pedra; passa ao Segundo, e eis uma Planta; a Planta gira através de sete mutações, e vem a ser um Animal Sagrado. Dos atributos combinados de todos esses, forma-se Manu, o Pensador. Quem o forma? As Sete Vidas e a Vida Una. Quem o completa? O Quíntuplo Lha. E quem aperfeiçoa o último Corpo? O Peixe, o Pecado e Soma…

6. Desde o Primeiro Nascido, o Fio que une o Vigilante Silencioso à sua Sombra torna-se mais e mais forte e radiante a cada Mutação. A Luz do Sol da manhã se transformou no esplendor do meio-dia…

7. “Eis a tua Roda atual” – diz a Chama à Centelha. “Tu és eu mesma, minha imagem e minha sombra. Eu revesti-me de ti, e tu és o Meu Vâham até o dia ‘Sê Conosco’, quando voltarás a ser eu mesma, e os outros tu mesma e eu.” Então os Construtores, metidos em sua primeira Vestimenta, descem à radiante Terra, e reinam sobre os homens – que são eles mesmos…

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Fonte:

https://www.sacred-texts.com/atl/dzyan/dzyan.htm

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/as-estancias-de-dzyan/

A Flauta Mágica e a Kabbalah

Dedicada aos mistérios de Ísis e Osíris, a Flauta Mágica, ópera de Wolfgang Amadeus Mozart, é uma das obras mais ricas em conteúdo iniciático da história da música. Escrita para crianças de 9 a 90 anos, não por acaso o próprio Johann Wolfgang Goethe afirmou: “O grande público encontrará deleite ao assistir o espetáculo, enquanto que, ao mesmo tempo, seu alto significado não escapará aos Iniciados”.

Malkuth: Representado por Papageno, metade homem, metade pássaro, vive numa floresta sob os domínios da Rainha da Noite. Seu trabalho é caçar pássaros e entregá-los às Três Damas em troca de guloseimas. Seu nome deriva de uma palavra grega que significa “engendrar, gerar”, pois o personagem encarna a multiplicidade dos desejos perante a unidade espiritual de Tamino. Uma alusão a Papegeai, papagaio, designação de um grau elementar da Ordem dos Iluminados. Preso ao materialismo, Papageno só pensa em tagarelar, fugir, comer, beber e encontrar sua Papagena.

Yesod: Cobertas com véu preto e armadas com uma azagaia de prata, representando o ato certo no momento certo, as Três Damas são as sacerdotisas da Lua. Residem no templo da Rainha da Noite e simbolizam a purificação do corpo físico, do corpo de desejos e da mente, seus véus pretos referem-se à Ísis Velada . Elas salvam Tamino da serpente e lhe oferecem a flauta mágica, símbolo dos poderes latentes do espírito, da divindade adormecida no homem.

Hod: Os três Gênios, os três seres de luz, os três Reis Magos, os dois Vigilantes e o Guardião da Maçonaria. Estes guiam Tamino, ajudam-no em suas escolhas e atitudes. São crianças, pois representam a pureza do Eu Superior.

Netzach: Pamina representa a natureza espiritual do ser humano, a “musa inspiradora” de Tamino. É com ela que Tamino realiza o Casamento Alquímico. “A imagem é bela e fascinante, como olho algum jamais viu antes… Será amor tal sensação? Sim, amor! Não outra emoção” (Tamino ao ver Pamina pela primeira vez)

Tiferet: De origem nobre, Tamino representa os Iniciados que realizam a Grande Obra, a Magnus Opus. No início da ópera Tamino é perseguido por uma serpente, símbolo dos desejos inferiores, representa a sua sexualidade, sua libido. As três Damas matam a serpente indicando que Tamino alcançou a vitória sobre a natureza inferior.  Disposto a lutar, a enfrentar desafios, a fim de conquistar a fraternidade e o amor, Tamino encarna a via longa da alquimia, semeada de provas.

Geburah: Monostatos, além de traidor e perverso, é um escravo forte e rude. Quem assistiu a ópera com atenção verá em Monostatos a exata representação de alguém que faz o mal uso da energia agressiva de Marte.

Chesed: Os três Sacerdotes são os principais guias de Tamino. São eles que propõem o Isolamento, a Solidão e o Silêncio, cobrem o seu rosto com um capuz e o conduzem a iniciação.

Binah: Representante da força das trevas, a Rainha da Noite manipula sua filha Pamina, para assassinar Sarastro, e posteriormente destruir seu templo.

Hochma: Sarastro governa o templo da Sabedoria. Sábio, humilde e servidor, seu personagem é uma referência clara a Zoroastro.

Kether: Templo do Sol ou Templo da Luz, local sagrado onde ocorrem as iniciações e as transmutações, onde Tamino e Pamina são purificados pelos quatro elementos e realizam o Casamento Alquímico, a Grande Obra.

O Tarot

 Coro dos Sacerdotes

“Glória aos iniciados! Da noite, vencedores! A Ísis e Osíris Graças e louvores! A força triunfou, E por prêmio, abençoa O Saber e a Beleza com eterna coroa”

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-flauta-m%C3%A1gica-e-a-kabbalah