Da Guerra de von Klauzewitz

Karl von Klauzewitz

As pessoas interessadas em estratégia acabam sempre estudando a Arte da Guerra e inevitavelmente acabam lendo Sun Tzu e outros mestres orientais. Entretanto ironicamente dificilmente prestam atenção a Karl von Klauzewitz, grande teórico bélico ocidental. Para aguçar a curiosidade foram selecionadas algumas anotações da leitura da obra prima deste autor: “Da Guerra” (Vom Kriege):

A guerra é a mãe de todas as coisas.

A guerra não é uma questão sobrenatural, mas antes um acontecimento submetido a leis definidas.

Os progressos da técnica moderna aumentaram as possibilidades de estabelecer planos para a guerra.

Todavia, uma elaboração de planos completos e estáveis é difícil porque a certeza na guerra é de facto muito limitada e momentânea.

A guerra é um todo indivisível, cujas partes (os resultados subordinados) não têm qualquer valor, excepto na sua relação com o todo.

Na guerra nada se obtém senão pelo cálculo.

Na guerra querem-se ideias simples e precisas.

Toda a guerra deve ser metódica, porquanto toda a guerra deve ser conduzida consoante os princípios e as regras da arte e com uma finalidade; ela deve ser feita com forças proporcionais aos obstáculos que se prevêem.

A decisão pelas armas, em todas as operações, grandes ou pequenas, de uma guerra, é como o pagamento em dinheiro em transacções comerciais.

As nossas guerras serão de facto travadas antes mesmo de se travarem as operações militares.

A táctica é a teoria da utilização das forças militares em combate. Estratégia é a teoria da utilização dos combates para alcançar o objectivo da guerra.

Portanto, na guerra é de suprema importância atacar a estratégia do inimigo.

Os elementos da arte da guerra são, primeiro, a noção de espaço, segundo, a apreciação das quantidades; terceiro, os cálculos; quarto, as comparações, e, quinto as possibilidades de vitória.

Há cinco pontos conducentes a operações militares: primeiro, a busca da fama; segundo, a luta por vantagens; terceiro, a acumulação de animosidades; quarto, a desordem interna; quinto, a fome.

Para abater um inimigo, é necessário quebrar o seu equilíbrio, introduzindo no campo das operações um factor psicológico ou económico que o coloque em posição de inferioridade, antes de poder ser lançado contra ele um ataque com hipóteses de sucesso definitivo.

Não poderia haver terror sem uma encenação da tragédia, sem romantismo da morte.

Não realizamos nenhuma acção que não seja com a certeza e a decisão de alcançar o êxito previsto.

A guerra é um jogo, tanto objectiva, como subjectivamente.

O absoluto, o matemático, como é chamado, em nenhum lugar encontra uma base segura nos cálculos da arte da guerra.

A política, pois, está entrelaçada em toda a acção da guerra, e deve sobre ela exercer uma influência contínua, na medida em que a natureza das forças por ela libertada o permita.

A guerra é uma mera continuação, por outros meios, da política.

A guerra são os meios.

A eficácia superior não pertence aos meios, mas ao fim, e estamos apenas a comparar o efeito de um propósito realizado com o outro.

É um conflito de grandes interesses que é resolvido com derramamento de sangue e só nisso é diferente dos outros. Em vez de a comparar com qualquer arte, seria melhor assemelhá-la a uma competição de negócios, o que também é um conflito de interesse e actividades humanas; e é ainda mais parecido com a política do Estado que também, por seu lado, pode ser considerada como uma espécie de competição de negócios em grande escala. Além disso, a política do Estado é o ventre onde a guerra se desenvolve, onde o seu contorno jaz encoberto num estado rudimentar, tal como as qualidades das criaturas vivas nos seus germes.

Qualquer meio que uma vez prove ser eficaz na guerra, logo é repetido.

Todo o método de conduzir a guerra está dependente dos instrumentos utilizados;

Estratégia é a utilização da batalha para ganhar o fim da guerra;

A estratégia forma o plano da guerra;

Os possíveis combates, por causa dos seus resultados devem ser considerados como reais. A mera possibilidade de uma batalha produzir resultados deve, pois, ser classificada entre os acontecimentos efectivos.

 

As forças morais estão entre os mais importantes sujeitos na guerra.

Desistir do homem e passar para o papel que lhe designaram para desempenhar na guerra, isso é a capacidade militar no indivíduo.

Uma nação só pode esperar ter uma posição forte no mundo político se o seu carácter e prática em guerra efectiva mutuamente se ocuparem em constante acção recíproca.

Qualquer guerra pressupõe a fraqueza humana e é contra ela que é dirigida.

A guerra e a paz são ideias que, no seu fundamento, não podem ter gradações; (…).

As actuais alterações da arte da guerra são a consequência de alterações na política.

A luta de dois conceitos imateriais não pode cessar senão quando os defensores de um dos dois não tiverem mais capacidade de resistência.

Se uma coisa é boa para um adversário, será inevitavelmente má para outro.

Existirá sempre uma acção concreta – material ou verbal – que provoca a sequência de paradas e respostas.

Tipicamente a causa imediata de uma crise é a tentativa de um actor coagir outro pela ameaça, explícita ou implícita da força.

Normalmente, as forças militares são apenas o pano de fundo com que se ameaça à situação de guerra, e as movimentações militares efectuadas procuram aumentar a credibilidade da ameaça e a iminência da sua concretização.

Em teoria, desde que seja necessário para atingir o fim, é legítimo o uso ilimitado da força

A guerra é a luta de classes levada a efeito com meios físicos violentos e organizados.

Todas as guerras são inseparáveis dos sistemas políticos que engendram

A guerra é a forma suprema de luta entre nações e Estados, entre classes ou grupos políticos.

Força desmedida ou aparência de força desmedida é a unica forma de usar a força na Guerra.

Também a guerra em acto é “paixão”, a mais intensa e febril, é um momento da vida política, é a continuação, sob outras formas, de uma determinada política.

Assim a guerra envolve o todo social, quando eclode é um estado específico de toda a sociedade e não apenas daqueles que praticam a luta armada.

A paz não é mais do que a continuação da guerra por outros meios.

A guerra pode ser feita: obedecendo a certos constrangimentos ou regras; sem obediência a constrangimentos ou regras.

A guerra é um processo inventado pelo homem que lhe permite resolver conflitos para os quais ainda não encontrou outro processo de solução.

Numa guerra actuam homens, grupos, nações; obedecendo ou não a certas limitações.

A guerra irracional é aquela a que uma política racional, mas teórica, normalmente conduz.

(…) As guerras da era contemporânea são guerras integrais no sentido de modificação.

Nenhum Estado pode estar certo de que é a racionalidade para o outro.

Despreza, pois, as teorias pacifistas e internacionalistas. O pa-triotismo e o amor à guerra nada têm a ver com a ideologia: são princípios de higiene, sem os quais só há decadência e morte.

Consideramos ultrapassada e ultrapassável a hipótese de fusão amigável dos povos, e só admitimos para o mundo uma única higiene: a guerra.

Queremos glorificar a guerra – única higiene do mundo -, o militarismo, o patriotismo, o gesto destruidor dos anarquistas, as belas Ideias que matam, e o desprezo pela mulher.

A guerra não é apenas um confronto de populações ou de homens, é um assalto de tecnologias.

É necessário visar para matar. Aquilo que mata é o olhar, a designação.

A guerra é uma questão de opinião.

Depois de uma batalha perdida, a diferença entre o vencido e o vencedor é pequena.

Não é um incidente quem deve governar a política, mas sim a política que deve governar os incidentes.

A arte da guerra consiste em ganhar tempo quando se tem forças inferiores.

A reputação das armas na guerra é tudo e equivale às forças reais.

Um dos primeiros princípios da guerra é exagerar as suas forças e não diminuí-las.

Negai-vos a parlamentar, são meios de que os nossos inimigos sempre se serviram contra nós.

Quando se conhecem os fins a atingir, com um pouco de reflexão, os meios vêm facilmente.

Como leis de condução da guerra a estratégia e a táctica constituem a arte de nadar no oceano da guerra.

Numa palavra, a guerra não deve, nem por por um só momento, ser separada da política.

Pode portanto dizer-se que a política é guerra sem derramamento de sangue, e a guerra, política sangrenta.

A guerra é uma competição de forças que, no próprio decorrer da guerra, se vão modificando com relação ao que eram no início.

Antes do estalar a guerra, toda a organização e toda a luta têm o fim de preparar a guerra.

A guerra só pode abolir-se com a guerra.

O que é a estratégia? A palavra designa originalmente a arte de fazer evoluir um exército sobre um teatro de operações até ao momento em que ele entra em contacto com o inimigo.

A eficácia militar está dependente da determinação política.

A táctica situando-se no contacto visual do inimigo, a estratégia sendo de dimensões mais vastas e situando-se para além dos olhares e dos golpes.

A táctica e a estratégia correspondem a duas atitudes de espírito distintas, a duas essências de pensamento e de acção guerreiras.

A estratégia e a táctica formam um todo indissociável da arte da guerra.

O pensamento estratégico de uma dada época é a expressão do estado das técnicas.

A nossa estratégia é um contra dez enquanto que a nossa táctica é dez contra um.

A estratégia permanece implicada pela evolução científica e técnica, a tecnologia é um teatro de operações, um verdadeiro campo de batalha.

Doravante, já não existe estratégia; apenas crises a gerir.

Um estado de vigilância permanente e global, para adquirir sempre mais informações, e não atacar senão pela certa, com o melhor rendimento político possível.


Clareza de Objetivos

Podemos considerar a destruição completa ou parcial do inimigo como o único objectivo de todos os combates.

A destruição da força militar do inimigo é o princípio básico da guerra e o caminho directo para o objectivo em todo o campo da acção positiva.

A guerra é uma luta de vontades. o objectivo da guerra e na guerra (…) é dominar a vontade do adversário.

O essencial é que o inimigo tenha baixas e prejuízos materiais e morais que o enfraqueçam.

Por isso, a guerra é um acto de violência com que se pretende obrigar o nosso oponente a obedecer à nossa vontade.

A guerra de uma comunidade sempre começa a partir de uma condição política e vai em frente por um motivo político.

A destruição do poder de luta do inimigo é sempre o meio de alcançar o objectivo do combate.

A solução sangrenta da crise, o esforço para a destruição das forças do inimigo, é o filho primogénito da guerra.

Combate significa luta, e nesta o objectivo é a destruição ou conquista do inimigo, e o inimigo, em combate particular, é a força armada que se coloca em oposição a nós.

A guerra nada mais é que um processo mútuo de destruição

O objectivo da guerra moderna é o de procurar o exército do inimigo, centro da sua força e aniquilá-lo numa batalha.

O objectivo da guerra é destruir as forças militares

Os beligerantes formulam os objectivos da guerra. a natureza destes objectivos políticos tem um impacto decisivo no conteúdo e na conduta da guerra.

Quando se conhecem os fins a atingir, com um pouco de reflexão, os meios vêm facilmente.

Não fazemos grande coisa enquanto não soubermos concentrar-nos inteiramente num objecto e caminhar através dos contratempos para atingir um mesmo fim.

É necessário classificar os objectivos a atingir segundo a sua importância e ter a esse respeito uma ideia bem clara.

O Princípio Fundamental da guerra consiste em conservar as próprias forças e aniquilar as do inimigo.

Quando os obstáculos são removidos e o objectivo político atingido, a guerra termina.

O objectivo de alguém que quer fazer a guerra é o de ser capaz de batalhar com qualquer inimigo no campo e de ser capaz de ganhar o dia.

Sobre a Liderança

 

Quem comanda as forças armadas comanda o pais.

Um exército não é nada, senão pela cabeça.

Na guerra, o primeiro princípio do general-em-chefe é esconder o que faz.

Porque esse general considera os seus homens como crianças e eles marcharão a seu par até aos mais profundos vales. Trata-os como filhos amados e eles morrerão a seu lado.

É obrigação do general manter-se sereno e inescrutável, imparcial e com autodomínio.

Deve manter os oficiais e homens no desconhecimento dos seus planos.

Muda os seus métodos e altera os seus planos para que ninguém saiba o que está fazendo.

Encarrega as tropas das respectivas tarefas sem lhes revelar os seus objectivos. Fá-las ganhar vantagens sem lhes apontar os perigos.

A imprensa é a arma mais poderosa do arsenal do chefe de guerra moderno.

A guerra tem princípios invariáveis que têm por fim, principalmente, garantir os exércitos contra o erro dos chefes sobre a força do inimigo; erro que, do maior ao menor, tem sempre lugar.

O sucesso da guerra depende da prudência, da boa condição e da experiência do general.

Fazei poucas proclamações e evitai mandar pôr nos jornais os vossos actos que sejam de pura administração.

A sorte de uma batalha é o resultado de um instante, de um pensamento.

Fazer apreciações erradas ou ser apanhado de surpresa pode significar a perda da superioridade e da iniciativa.

Os homens que desejam levar a cabo uma tarefa devem primeiro preparar-se com cuidado para que quando a oportunidade surja sejam capazes de concretizar aquilo a que se propuseram.

Não deve jamais, portanto, levantar o pensamento deste exercício da guerra, e deve na paz exercitar-se mais do que na guerra; o que pode fazer de dois modos: um com as obras, outro com a mente.

No que se refere ao exercício mental, deve o cabeça do exército ler as histórias, e nelas considerar as acções dos homens excelentes, ver como se portaram na guerra, examinar os motivos das suas vitórias e derrotas, a fim de poder fugir a estas e imitar aquelas.

 

Sobre a ação e o momento decisivo da batalha:

 

Mas sabemos que o curso da acção na guerra raramente, ou nunca, tem esta continuidade sem quebra, e que houve muitas guerras em que a acção ocupou, por longe, a mais pequena parte do tempo utilizado, sendo o resto consumido em inacção.

 

(Há) uma ampla diferença entre a guerra na realidade e a sua concepção original.

 

O perigo na guerra pertence à sua fricção.

 

A fricção é a única concepção que, de um modo geral, corresponde àquilo que distingue uma guerra real de uma guerra no papel.

 

O combate é a verdadeira actividade guerreira, tudo o mais é só auxiliar (…).

 

(…) Tudo está sujeito a uma lei suprema: que é a decisão pelas armas.

 

Na arte da guerra, como na mecânica, o tempo é o grande elemento entre a força e a potência.

 

Quando próximo, simule-se o afastamento; quando afastado, aparente-se a proximidade.

 

Portanto, na guerra é de suprema importância atacar a estratégia do inimigo.

 

A invencibilidade está na defesa: a possibilidade de vitória está no ataque.

 

O cúmulo da perfeição na disposição de tropas está em fazê-lo de modo que não seja compreensível. Nem os melhores espiões a entenderão, nem os sabedores poderão elaborar planos contra ti.

 

Em campanha sê veloz como o vento (…).

 

O ponto mais alto das operações militares consiste em simular-se a aceitação dos desígnios do adversário.

 

(…) E porque a nossa resposta tem sido e será: olho por olho, dente por dente.

 

Contra a surpresa o inimigo nada pode opor e, desta maneira, fica perplexo e aniquilado.

 

(…) Sermos nós que escolhemos o lugar e a hora do ataque, quem fixa a sua duração e quem estabelece os objectivos. O inimigo está na ignorância de tudo.

 

A emboscada causa desgaste ao inimigo e provoca-lhe nervosismo, insegurança e medo.

 

(…) Sempre está implicado no conceito de guerra que todos os efeitos manifestados têm a sua raiz no combate.

 

(…) A solução sangrenta da crise, o esforço para a destruição das forças do inimigo, é o filho primogénito da guerra.

 

(…) O actuante na guerra continuamente encontra as coisas diferentes das suas expectativas.

 

A actividade na guerra é movimento em meio antagónico.

 

A guerra no seu sentido literal é lutar.

 

Portanto, a arte da guerra, no seu sentido próprio é a arte de utilizar os meios dados (…).

 

Portanto, a condução da guerra é a formação e condução da luta.

 

A táctica é a teoria da utilização das forças militares em combate.

 

A guerra é o choque de duas forças opostas em colisão uma com a outra (…).

 

(…) Todas as forças disponíveis e destinadas a um objectivo estratégico deveriam ser-lhe aplicadas em simultâneo (…).

 

Combate significa luta, e nesta o objectivo é a destruição ou conquista do inimigo, e o inimigo, em combate particular, é a força armada que se coloca em oposição a nós.

 

(…) Qualquer acto estratégico pode ser identificado com a ideia de um combate porque é a utilização da força militar e, na raiz desta, sempre está a ideia de luta.

 

Não pode travar-se nenhuma batalha que não seja por consentimento mútuo (…).

 

Que é uma batalha? (…): é um conflito em que pesam todas as nossas forças, para que se alcance uma vitória decisiva.

 

A batalha pode pois ser considerada como a guerra concentrada.

 

A batalha é a mais sangrenta via de solução. É verdade que não é apenas uma mortandade recíproca, (…) mas o sangue sempre será o preço, e o morticínio o seu carácter e o seu nome (…).

 

A vitória não se pode obter senão com o preço do sangue.

 

(…) Aquilo que importa é dispôr da superioridade no ponto crítico e no momento do ataque.

 

A desordem máxima era precisamente o nosso equilíbrio.

 

O nosso objectivo era tornar a acção numa série de combates singulares.

 

É necessário atacar lá onde o inimigo não se encontra.

 

(…) A réplica aos ataques de surpresa, (…), é ser mais móvel que o atacante.

 

É bom sinal quando o inimigo nos ataca.

 

A guerra significa a passagem das partes a um diverso tipo de interacção.

 

A arte da guerra é dispôr as tropas de maneira que elas estejam por toda a parte ao mesmo tempo.

 

A simplicidade é a primeira condição de toda todas as boas manobras.

 

Toda a arte da guerra consiste numa defensiva bem ponderada, extremamente circunspecta e numa ofensiva audaciosa e rápida.

 

A passagem da ordem defensiva à ordem ofensiva é uma das operações mais delicadas da guerra.

 

A primeira condição de um campo de batalha é não ter desfiladeiros à sua rectaguarda.

 

Defendei com afinco e nunca abandoneis de ânimo leve a vossa linha de operação.

 

Tanto nos batemos a tiro de canhão como a soco.

 

Quando estamos em posição de acertar o alvo, é preciso não nos deixarmos desviar por manobras contrárias.

 

Não é dispersando as tropas e separando-as que se chega a um resultado

 

A arte é hoje atacar tudo o que se nos depara, a fim de bater o inimigo em particular e enquanto ele se organiza.

 

Na guerra de guerrilhas, a necessidade de conseguir uma decisão rápida é muito grande (…).

 

“Concentrar uma grande força para golpear uma pequena força do inimigo” continua a ser um dos princípios da acção militar (…).

 

Qualquer exército que, perdendo a iniciativa, se vê forçado a manter-se numa posição passiva, deixa de ser livre e corre o perigo de exterminação ou derrota.

 

(…) A iniciativa não é qualquer coisa já feita, mas sim algo cuja obtenção requer um esforço consciente.

 

Dispersão, concentração e deslocação são os três caminhos para uma utilização flexível das forças (…).

 

Devem usar-se constantemente estratagemas para enganar, engodar e confundir o inimigo (…).

 

A ofensiva é o único meio de destruir o inimigo e o principal meio de conservar as próprias forças (…).

 

O ataque tem como objectivo imediato a destruição do inimigo (…). A defesa tem como objectivo imediato a conservação das próprias forças (…).

 

A guerra tomará forma de guerra de movimento já que o seu conteúuma ofensiva de decisão rápida (…).

 

É preciso pois que o inimigo avance, razão por que não devemos lamentar a perda temporária e parcial do nosso território.

 

Dum modo geral, a guerra de movimento realiza a tarefa de aniquilamento, a guerra de posições cumpre a tarefa de desgaste e a guerra de guerrilha cumpre as duas simultaneamente.

 

Dispersar as tropas para levantar as massas, concentrar as tropas para bater o inimigo.

 

O inimigo avança, nós recuamos, o inimigo imobiliza-se, nós hostilizamo-lo, o inimigo esgota-se, nós golpeamos, o inimigo retira, nós perseguimos.

 

A táctica é a arte de utilizar o melhor possível os meios militares, ela diz respeito ao domínio do combate.

 

Já não é necessário dispôr de uma potência excessiva para atenuar a imprecisão do tiro.

Leia aqui o documento original na íntegra

 

Karl von Klauzewitz

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/da-guerra-de-von-klauzewitz/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/da-guerra-de-von-klauzewitz/

Como montar um altar Xintoísta (Kamidana) – 神棚

Por Robson Bélli

No xintoísmo, um Kamidana (literalmente “prateleira de deuses”) é um santuário doméstico em miniatura para um kami doméstico ou um kami externo (de longe), como da cidade natal de alguém. Aqui está como montar um. (nota editorial: Confira o link ao lado para uma Introdução ao Shintoismo)

Consulte o clérigo xintoísta local. Ele pode abençoar sua casa e aconselhá-lo a obter e estabelecer um Kamidana. No entanto, já que você está lendo este artigo, assumimos que consultar um clérigo não é uma opção viável.

Selecione um local para o Kamidana em sua casa. Na maioria das casas japonesas, ele é colocado em uma prateleira no alto da parede, bem perto do teto. Deve ser a prateleira mais alta da sala. O Kamidana deve ficar de frente para o sul ou leste, e não estar em um banheiro. Se você  tiver um butsudana (altar budista), certifique-se de não colocar o Kamidana de frente para ele.

Adquira o Kamidana. Se você estiver no Japão, isso pode ser tão simples quanto comprar em uma loja de departamentos local. Se você não estiver no Japão, isso pode ser feito através de sites como amazon ou mercado livre. Eles custam de 5.000 a 40.000 ienes.

Compre os acessórios.

Os acessórios geralmente incluem dois pequenos pires, uma tigela com tampa, dois heishi (potes de saquê com tampa), um Gautama (jarro de água com tampa), dois vasos e, às vezes, dois castiçais. Com exceção dos castiçais, estes são geralmente de cerâmica branca. Os castiçais são geralmente de metal preto. Há também frequentemente dois vasos de cerâmica de estilo chinês e/ou um espelho em um suporte de madeira.

Reúna as oferendas.

Isso geralmente inclui dois raminhos de sakaki, sal, arroz, água e saquê. Você também pode querer velas brancas para o santuário.

Obtenha um kamifuda.

Um ofuda é um talismã inscrito com a essência de um kami. Lembre-se de que “você não deve fazer isso sozinho”, e eles devem ser obtidos em um santuário. Alguns santuários enviam para o exterior.

Coloque o ofuda dentro das portas abertas do Kamidana.

Coloque as essências da vida.

Na frente das escadas, coloque um dos pires. Encha-o com sal. À esquerda coloque o outro pires. Recheie com arroz seco. À esquerda, coloque a tigela de água com tampa. Encha-o com água. Estes são os três fundamentos da vida que você está oferecendo aos kami.

Coloque os outros acessórios.

Em ambos os lados da escada central, coloque primeiro o heishi, depois os vasos chineses e, finalmente, os vasos. Sake é derramado no “heishi, e raminhos de sakaki são colocados nos vasos brancos altos. Coloque os castiçais na frente do Kamidana. Velas podem ser colocadas neles. Seu Kamidana agora está pronto.

Outras opções para o Kamidana.

Muitos Kamidana são colocados dentro de uma caixa de madeira ou metal, muitas vezes com portas de vidro para protegê-la. Uma cortina, muitas vezes de bambu ou tecido roxo estampado com um mitsudomoe branco, pode ser colocada na frente do Kamidana. Uma shimenawa (corda de palha de arroz) pode ser pendurada bem na frente. Shide (tiras dobradas de papel branco), muitas vezes embrulhadas dentro do shimenawa, marcam a área do Kamidana como pura.

Adore o deus fazendo suas orações exaltando aquilo que o Deus escolhido em questão faz de melhor, ou ajoelhe-se frente ao Kamidana (ou curve-se, reverencie) enquanto faz essa exaltação e seu pedido. As ofertas devem ser alteradas todos os dias.


Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/asia-oculta/como-montar-um-altar-xintoista-kamidana-%e7%a5%9e%e6%a3%9a/

A Virga Aurea – A vara dourada

Robson Bélli

Em 2018, enquanto pesquisava o Calendário Mágico, descobri uma outra grande gravura que tinha uma certa semelhança superficial com a placa de Bry, Esta era a Virga Aurea de James Bonaventure Hepburn[i] publicada em Roma em 1616 (período muito interessante para a tradição grimorial). A Virga Aurea, ou para dar o título completo, “A Vara Dourada Celestial da Bem-Aventurada Virgem Maria em Setenta e Dois Louvores” consiste em uma lista de setenta e dois alfabetos (na verdade setenta, mais o latim e o hebraico, que são as duas línguas do texto da placa). Alguns desses alfabetos são os de línguas antigas conhecidas, por exemplo, grego, hiberno, germânico, fenício, etc., enquanto outros são alfabetos mágicos, angélicos, celestiais, seráficos, salomônicos, etc.

James Bonaventure Hepburn (1573 – 1620) foi um escocês nascido em East Lothian, perto de Edimburgo. Tornou-se um estudioso capaz e respeitado, e sendo católico e membro da austera ordem de São Francisco de Paulo, ascendeu à alta posição de Guardião dos Livros e Manuscritos Orientais no Vaticano. Ele tinha um grande conhecimento de línguas orientais e, em particular, hebraico. Em 1591 ele publicou sua Gramática Árabe, e mais tarde ele traduziria um livro cabalístico do hebraico para o latim, o “Keter Malkhut[ii] – A coroa do rei”, do Rabino Salomão Ibne Gabirol.

A Virga Aurea primeiramente foi publicada como uma grande gravura (aproximadamente 50×80 cm) em Roma em 1616, embora pareça a partir de evidências internas que Hepburn originalmente produziu um manuscrito iluminado com o essencial do trabalho feito em várias cores e possivelmente usando ouro. A gravura consiste em uma listagem em quatro colunas dos setenta alfabetos, cada letra dos quais é mostrada transliterada em escrita latina, juntamente com um pequeno emblema e um pequeno texto da Bíblia.

A obra é uma obra que foi dedicada ao Papa Paulo V (Papa de 1605-21), que se interessou particularmente por livros, ampliando grandemente a Biblioteca do Vaticano durante seu pontificado e iniciando uma coleção de antiguidades. Ele, é claro, seria inteiramente simpático e provavelmente encorajaria as atividades acadêmicas de Hepburn. Sua abordagem mais aberta à erudição permitiu a Hepburn a liberdade até mesmo de considerar a publicação de sua tradução da peça cabalística, embora uma década antes, Giordano Bruno[iii] tenha sido queimado na fogueira em Roma como herege por perseguir interesses semelhantes.

Este documento é uma coleção inestimável de alfabetos que fornece uma ampla pesquisa de muitos símbolos de alfabeto diferentes, tanto de alfabetos mágicos inventados quanto de idiomas existentes. Um trocadilho complexo está consagrado na palavra ‘Virga’ do título em latim – Virga, ‘uma vara’ sendo em um sentido usado para os símbolos alfabéticos, que às vezes são descritos como as ‘varas’ de uma língua, o outro sentido de a palavra ‘vara’ é mencionada no texto como a Vara de Moisés e a Vara Papal ou Cajado do poder; e finalmente ‘Virga’, a Virgem.

A fim de reunir todo este material material, Hepburn deve ter tido uma ampla gama de material de origem para estudar, e parece mais provável que esse material estivesse disponível na própria Biblioteca do Vaticano. Quanto aos motivos de Hepburn para publicar tal coleção de alfabetos, só podemos especular. Ele certamente os produziu de uma forma que lhe deu respeitabilidade acadêmica e também, encabeçando-o com a figura da Virgem Maria, usando o trocadilho ‘Virga’ Rod-Virgin, deu-lhe credibilidade em termos da Igreja. O momento da publicação, 1616, bem no centro do período de publicação rosacruz/hermética, sugere que Hepburn, à sua maneira, pode estar respondendo a esse impulso. Sob o disfarce da Virgem Maria encabeçando a obra, Hepburn foi capaz de revelar publicamente o simbolismo de muitos alfabetos e, em particular, alfabetos mágicos. Se levarmos em conta o interesse de Hepburn pela Cabala, e sua tradução e publicação de um texto ocultista “salomônico”, acho que estamos justificados em supor que Hepburn pode ter, de alguma forma, contribuído para a revelação pública na época do sabedoria esotérica do passado. No mínimo, pode-se sugerir que ele foi inspirado por esse movimento para produzir a Virga Aurea. Como bibliotecário do Vaticano, ele certamente teria recebido os primeiros exemplares das publicações Rosacruzes.

Texto que esta escrito abaixo da figura da Virgem pode ser traduzido como

Ao Nosso Abençoado Padre e Senhor, Papa Paulo Quinto, Na Eterna Felicidade que desvia dos enganos e mentiras do Espírito Maligno, a antiguidade manteve sua paz de ajudar os buscadores do Ramo de Louro; a escuridão do erro foi dissipada dos gentios pelo nascer do Sol da Justiça, que agora seja permitido aos buscadores preferir a salvação, a segurança e a Vara de Jessé, nosso ramo de ouro, ou seja, a Virgem Maria. Assim, ó Bendito dos Príncipes, esboçado por meu lápis da página sagrada, nas cores que estavam à mão, arranjado em uma guirlanda de setenta e dois louvores, cercado de flores e vários símbolos numéricos agradáveis, ou adornado com fitas, eu mais humildemente coloco a prenda este quadro votivo aos pés da Santíssima Virgem. Depois de muito esforço da escuridão, que eu possa comprometer minha alma, ansiando e lutando por longos anos pela Virgem Santíssima, para o sucesso da Regra em que somos abençoados e para sua longa e eterna fecundidade, para que possa agradar a Deus Onipotente, para ser gentil com Sua Igreja, que você lidera com todo o mérito e governa com muita sabedoria. E a quem não posso obrigar, armado com a Bendita Vara? Aquilo que Deus fez como o Cajado de Moisés, famoso e venerável em poder, Moisés foi por isso o maior e mais celestial, pois ele era o governante de uma parte, o ramo cortado, e pode, pela Boa Vara, ser o governante do mundo inteiro. Com a ajuda da Bendita Vara, mas também por sacrifício sangrento, ele (ou seja, Moisés) era o Chefe da Sinagoga, e o outro (ou seja, o Papa), pela bênção da Vara sem sangue é o Grande Pontífice da Igreja Católica. Aquele que conheceu a aparência da verdade, pela bênção da Vara, e foi o predecessor de Cristo; o outro, pela bênção da Vara, é seu sucessor, dotado da Vara gêmea, ou extensa, real e sacerdotal. Pois Moisés subjugou as serpentes com sua vara, abriu o mar e tirou água da rocha. Por seu bendito cajado, o Papa faz da Rocha (ou Corpo de Cristo) o pão, e Seu Precioso Sangue do Vinho, atravessa o Inferno, e tranca ou abre o Céu; ele mata a antiga serpente e as serpentes heréticas recentes.

Um tipo de Bastão Abençoado é o de Moisés, famoso pelos sinais e verdadeiros milagres, o outro, mais expressivo da Virgem Santíssima, é do caráter do Bastão de Jessé.

Digna-te, portanto, ó Abençoado dos Príncipes, aceitar este pequeno presente de devoção à Santíssima Virgem, e olhar com bondade para minha teoria da Santa Vara, e me abraçar e cuidar com bondade, como você está acostumado a fazer. com todos os filhos menores da Igreja.

Padre James Bonaventure Hepburn, escocês.

Ordem de São Francisco de Paulo.

Os 72 alfabetos, ou “os setenta e dois louvores”, conectam-se com o nome de Deus de 72 letras na tradição hebraica, o Shemhamphorash. Isso estava contido nos três versículos de Êxodo 14: 19-21, cada um contendo 72 letras em hebraico, que quando escritas usando o sistema cabalístico de boustrophedon[iv], dão 72 nomes de Deus. Curiosamente, o texto de Êxodo 14:21 descreve Moisés estendendo a mão sobre o Mar Vermelho e separando as águas, o que é referido no texto da Virga Aurea, talvez este texto tenha sido feito em referencia também as varas dos patriarcas e as varas e cajados dos magos salomonicos.

Referências:

[i] https://en.wikipedia.org/wiki/Bonaventure_Hepburn

[ii] https://www.sefaria.org/Keter_Malkhut

[iii] https://pt.wikipedia.org/wiki/Giordano_Bruno

[iv] https://pt.wikipedia.org/wiki/Bustrof%C3%A9don


Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/a-virga-aurea-a-vara-dourada/

A Música na Umbanda

Um dos mais importantes fundamentos na umbanda é o ponto cantado e as cantigas em louvor aos Orixás. Estes pontos funcionam de maneira análoga aos mantras que evocam determinadas energias, entre diversas finalidades, servem tanto para trazer as entidades como para se despedir delas. As pessoas responsáveis por isso recebem o título de Curimba, eles “defendem” a gira com uma série de pontos corretamente selecionados, purificam o ambiente e auxiliam o médium na incorporação.

De origem africana, o atabaque é um instrumento Sagrado, Consagrado e Firmado por Orixás e Guias. Constituído por couro animal, madeira e ferragens, essas três partes correspondem as seguintes regências: O couro pertence ao Caboclo que dá força ao atabaqueiro para tocá-lo, a madeira a Pai Xangô que dá ao atabaque a condição de justiça para não ser utilizado para o mal, a ferragem aos Exús que não permitem que eles sofram demandas. “É na verdade o caminho e a ligação entre o homem e seus orixás, os toques são o código de acesso e a chave para o mundo espiritual“
Existem três tipos de atabaques:
Rum (grave) – É o primeiro atabaque, onde fica o chefe da Curimba. Ele lidera todos os outros curimbeiros que se seguem. Geralmente é quem dá início aos cânticos e o toque. Estes deverão ter conhecimentos mais aprofundados sobre a doutrina umbandista e música.
Rumpi (médio) – Neste fica o segundo curimbeiro que auxilia “puxando” e cantando os pontos, podendo também iniciar o toque.
Lê (agudo) – O terceiro curimbeiro realça o toque e acompanha o canto. Nestes últimos atabaques, geralmente são colocadas pessoas amadoras com relação ao conhecimento musical e doutrina umbandista.
O uso do atabaque na Umbanda também ajuda no processo de sincronização do ritmo cardíaco de todas as pessoas no terreiro, tornando possível que tanto pessoas muito agitadas, como muito sonolentas tenham seu ritmo cardíaco normalizado.
Em suma, os atabaqueiros transmitem a vibração da espiritualidade superior através dos atabaques, criando um campo energético favorável à atração de determinados espíritos, são como mensageiros entre nós e o mundo espiritual.
Sabemos que, grosso modo, a comunicação entre os planos espiritual e material, efetua-se através da sintonização de frequências. Cantar e bater palmas juntos, faz com que a vibração das pessoas entre na mesma faixa de freqüência do trabalho que será realizado, afastando maus espíritos, diluindo miasmas, larvas astrais e criando toda uma atmosfera psíquica com condições ideais para a realização das práticas espirituais.
No plano espiritual, antes de dar início no processo de incorporação, os guias aguardam nossa vibração equilibrar-se com a vibração deles, desta forma, quando começamos a cantar os pontos dos guias que trabalharão na gira, estamos avisando os guias que estamos prontos. Uma só melodia, ritmo cardíaco igualado, foco em um mesmo objetivo, tudo isso fortalece os trabalhos dentro de uma egrégora e facilita a aproximação das entidades.
Os cantos, quando vibrados de coração (assim como nos mantras indianos é a vibração do osso esterno, localizado logo a frente do coração), atuam diretamente nos chakras superiores, notavelmente o cardíaco, laríngeo e frontal, ativando-os naturalmente e melhorando a sintonia com a espiritualidade superior, assim como, os toques dos atabaques atuam nos chakras inferiores, criando condições ideais para a prática da mediunidade de incorporação.
“Ah, como é lindo o batuque do Tambor
Ah, como é lindo o batuque do Tambor
Na Umbanda linda de Nosso Senhor
Na Umbanda linda de Nosso Senhor
É a mensagem que enaltece os Orixás
É a oração que elevo ao senhor
É a vibração que nos faz incorporar
Sem batuque na Umbanda não se pode trabalhar
Eu não sabia, mas agora aprendi
Que o canto faz a gira de Umbanda
Quem canta, encanta a vida dos Orixás
É uma benção divina que emana muita paz”
(Louvação aos Atabaqueiros)
Referências
MATTOS, Sandro da Costa O livro Básico dos Ogans.
ORPHANAKE, João Edson A umbanda às suas ordens.
http://www.espiritualismo.hostmach.com.br/umbanda2.htm
http://www.umbandacomamor.com.br/aumbanda/elementos/atabaques.html
https://www.daemon.com.br/wiki/index.php?title=Umbanda

Fabio Almeida

Fabio Almeida

#Arte #Música #Umbanda

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-m%C3%BAsica-na-umbanda

Maçonaria para não-Maçons – Parte 2

iniciacao-maconica-franca

Vamos lá então…

Um Passo De Cada Vez

Cada Ordem Iniciática tem sua forma de transmitir o seu conhecimento, algumas mais diretas e outras mais indiretas.

Por exemplo, a Rosacruz da “Antiga e Mística Ordem RosaCruz” (AMORC) é uma das que tem a forma mais direta. Ela o faz por meio de pequenas “monografias” que são entregues aos seus membros a cada novo Grau que ele percorre. Com isso é possível que o membro tenha uma visão macro do universo que ele está envolvido.

Nesse caso, mesmo esse material, não tem tudo que o membro poderia saber sobre a Rosacruz, MAS, tem tudo que ele precisa saber para estar ali. Se ele quiser compreender todo o conhecimento da Ordem, em sua plenitude, irá precisar de uma série de centenas de livros para isso.

Outras Ordens apresentarão livros ou apostilas, ao invés de monografias. Ou seja, no geral, a maioria das Ordens tem uma forma um pouco “acadêmica” de transmitir seu conhecimento. No entanto, esse não é o caso da Maçonaria.

Na Maçonaria não há um Material Acadêmico INSTITUCIONALIZADO, para os Graus.

Existem muitos livros sobre o “universo” que envolve a Maçonaria, que foram escritos durante os últimos 3 séculos, por vários maçons de renome e que acompanharam o desenvolvimento da Maçonaria Moderna.

Acontece que, essa “Literatura Maçonica”, não é obrigatória e nem se faz necessária para que o membro se desenvolva através dos graus.

É claro que muitos Maçons podem argumentar que as “lições de virtude”, aprendidas na Ordem, são o que realmente importa, mas quero lembrar que, isso não muda o fato de que existe uma riqueza imensurável no Simbolismo de nossos Rituais.

Nessa Literatura pode ser encontrada todas as vertentes que o caminho Maçonico pode te levar. Da compreensão das Virtudes ao estudo das Antigas Escolas de Mistério.

Mas, se o conhecimento dessas obras não é obrigatório, o que tem nos Graus?

Os Rituais e a Literatura Maçônica

Os Rituais, na Ordem Maçônica, são a base de cada Grau. Cada Ritual apresenta uma “história” diferente. Dele é tirado todo o Simbolismo e a Filosofia daquele Grau.

Em contrapartida, temos uma vasta Literatura Maçonica que, além da história da Ordem, trata de todo o Simbolismo que pode ser encontrado nesses Rituais.

Essa Literatura pode ser encontrada em quaisquer Livrarias (salve raros materiais que estão em algumas bibliotecas maçônicas). Todos podem ter acesso – basta ir lá e comprar.

Muito misterioso, não acha?

Mas se é tão simples assim, todos podem estudar e entender a Maçonaria de forma plena, certo?

Bem, não é tão simples assim.

A Literatura Maçonica trata do conhecimento que estão nos Graus, mas não explica abertamente os Rituais. Isso faz com que não seja possível que um “não-maçon” tenha compreensão plena de como isso funciona.

Esse material pode tratar de Qabalah, Hermetismo, Teosofia, Mistérios do Antigo Egito e etc. Mas, aquele que não é membro, não será capaz de fazer a relação necessária desse conhecimento com a Ordem.

Em outras palavras, ele pode sim, através desse material, aprender as Leis Espirituais do Hermetismo, mas não será capaz de entender qual é a relação desse conteúdo com a Ordem, pois não teve acesso aos Rituais.

Infelizmente, o contrário também acontece.

Quando um Maçon tem contato com o Ritual de um determinado Grau, tem contato com uma nova história e seus ensinamentos de virtude, mas, não é capaz de compreender, em plenitude, tudo o que aquele Simbolismo é capaz de transmitir.

Ou seja, para fins “didáticos”, é possível dizer que a Literatura Maçonica representa 50% da compreensão dos ensinamentos, enquanto os Rituais representam os outros 50% restantes. Para conseguir uma compreensão plena, não bastará conhecer apenas um ou outro. Mas é o que mais acontece e isso gera a questão que tratei no Post anterior.

Quando se encontra um Maçon que conhece MUITO sobre a Ordem e outro que não conhece quase nada, fica a impressão de que existem duas Ordens.

Claro que, no caso do Post anterior, ele foi escrito por religiosos protestantes que acreditam que o Conhecimento Maçonico REAL tem relação com “adoração ao Demônio”, já que, para muitos religiosos fervorosos, tudo que não faz parte da própria religião é demoníaco.

Em virtude disso, no próximo Post, sobre Maçonaria, falarei sobre “Lúcifer na Maçonaria”.

Aguardem…

#Maçonaria #satanismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/ma%C3%A7onaria-para-n%C3%A3o-ma%C3%A7ons-parte-2

A Missa do Caos

O rito pode ser realizado como um sacramento de invocação para elevar uma particular energia de manifestação para inspiração, divinificação ou  comunhão com um domínio particular de consciência. Isto pode ser feito  como um ato de encantamento, no qual encantamentos são projetados  para modificar a realidade física. Isso pode, também, ser feito para  consagrar instrumentos mágicos ou invocar entidades para uso  posterior. O rito consiste em um mínimo de seis partes: Preparação,  estabelecimento de intenção, invocação do Caos, invocação de  Baphomet, pacto e fechamento.

A preparação incluirá a feitura pronta do assento a ereção dos círculos e  triângulos, a colocação de instrumentos e armas e a administração de  um elixir químico ou botânico, que possa ser desenvolvido para elevação  gnóstica. Rituais de banimento, meditação, danças circulares e outras  formas de gnosis preparatória para a preparação dos participantes.

A declaração de intento deve ser feita da forma mais simples e  específica possível. Erguendo a base material utilizada para o ritual, o  sacerdote toma a palavra e diz: “É nosso desejo …”, adicionando o  objetivo do ritual que será realizado. A base material pode ser qualquer  tipo de alimento para subsequente consagração e consumação. Pode ser  um símbolo com o qual se lança um encantamento ou um talismã,  amuleto ou símbolo para consagração. Quando a base material for um  elixir sexual, o sacerdote deve erguer as mãos vazias para o sacrifício  que é feito de seu próprio corpo.

A invocação do Caos é feita por um encantamento bárbaro desenvolvido  na conjunção de métodos gnósticos, à escolha do operador. A suprema  advertência do Caos é dada abaixo, junto com uma tradução, na qual é  acusada dentro do possível, na estrutura caótica primitiva da linguagem  Enoquiana. O sacerdote desenha o símbolo do Caos, no ar, acima do  círculo assistido pela visualização dos assistentes. O sacerdote começa:

 Encantamento:

OL SONUF VAROSAGAI GOHU
 ( Eu Reino Sobre Você Saith )
VOUINA VABZIR DE TEHOM QUADMONAH
( O Dragão Águia do Caos Primal  )
ZIR ILE IAIDA DAYES PRAF ELILA
( Eu sou o Primeiro o Mais Alto Que Vive No Primeiro Étir  )
ZIRDO KIAFI CAOSAGO MOSPELEH TELOCH
( Eu sou o Terror da Terra os Chifres da Morte  )
PANPIRA MALPIRGAY CAOSAGI
( Vertendo os Fogos da Vida por sobre a Terra  )
ZAZAS ZAZAS NASATANATA ZAZAS
(Esta última linha não pode ser traduzida)

A estrela de oito raios do Caos radiante é visualizada acima e através do  círculo e sacrifícios de incenso, sangue ou elixires sexuais podem ser  feitos.

Invocação de Baphomet

O sacerdote ou sacerdotisa que assume a manifestação de Baphomet ornamenta-se e visualiza-se na tradicional forma do deus de suas fontes de poder. Baphomet, como a representação da corrente de vida terrestre, aparece como uma deidade theriomórfica com chifres, de aspecto andrógino, alado, réptil, mamífero e humano.

O sacerdote desperta em si uma ressurgência de Khi ou Kundalini ou sagrada Serpente de Fogo, como é comumente conhecida. Outros participantes podem auxiliar livremente tais encantamentos, utilizando por exemplo o incomparável “Hino a Pã”, por projeção de visualização do pentagrama invertido dentro do sacerdote e, se necessário for, pela administração de ósculo infame. Este assim chamado beijo obsceno na garupa do demônio tem sido muito mal entendido. Tudo que se requer é uma contração do períneo, o espaço entre os genitais e o ânus, dentro do qual a Kundalini espera para ser libertar. O sacerdote, então, completa a invocação com a litania eônica.

No primeiro éon, eu fui o Grande Espírito
No segundo éon, os Homens me conheciam como o Deus Cornudo Pangenitor Panphage
No terceiro éon, eu fui o Obscuro, o Diabo
No quarto éon, os Homens não me conhecem, pois sou o Escondido
Neste novo éon, surjo perante vocês como Baphomet
O Deus anterior a todos os deuses, que irá perdurar até o fim da Terra.  

O sacerdote, agora como Baphomet, apanha o objeto utilizado como um foco para consagração, para atingir o propósito do rito. Seja qual for o significado que o Deus veja nele, deve anunciá-lo, seja falando, por gesto ou algum outro sinal inesperado. O juramento marca o ápice do ritual, erguendo o objeto simbólico, o sacerdote e todos os participantes afirmam:

Esta É Minha Vontade.

Se o objeto é um sacramento, ele deve ser consumido. Se for um símbolo, deve ser destruído ou escondido, para que o objeto consagrado possa ser guardado e utilizado mais tarde.

O fechamento pode necessitar de um exorcismo do sacerdote, se a possessão for muito profunda. Qualquer símbolo de Baphomet e qualquer parafernália é removida e um pentagrama virado para cima é desenhado no sacerdote. É administrada uma lustração completa da face com água fria, e ele é chamado por quatro vezes, por seu nome profano, até que responda. O ritual é fechado por um último banimento.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/a-missa-do-caos/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/a-missa-do-caos/

A multiplicidade do pensamento mágicko no Hermetismo – Nino Denani

Bate-Papo Mayhem #152 – 16/03/2021 (Terça) Com Nino Denani – A multiplicidade do pensamento mágicko no Hermetismo

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

Faça parte do Projeto Mayhem aqui:

Site do Projeto Mayhem – https://projetomayhem.com.br/

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Livros de Hermetismo: https://daemoneditora.com.br/

#Batepapo #hermetismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-multiplicidade-do-pensamento-m%C3%A1gicko-no-hermetismo-nino-denani

Matrix, o filme que ninguém viu

Quando George Lucas preparou a segunda trilogia de Star Wars no finalzinho dos anos 90 nada poderia pará-lo. Foram anos de preparo e produção usando tecnologia de ponta em uma história que clamava a décadas por uma continuação. Nada poderia pará-lo, mas Matrix foi lançado na mesma temporada e a ópera espacial ficou suspensa no ar como balas paralisadas por Neo.

As irmãs Wachowski ainda eram homens mas foram revolucionárias o bastante para fazer um mundo acostumado a não pensar com American Pie e outros besteiróis americanos saírem dos cinemas com a mesma cara que Platão deve ter deito ao ver Sócrates se matar.

Matrix levou o gnosticismo para as massas. Fez as pessoas filosofarem, reacendeu a chama pela filosofia, criou moda e tornou aceitável assistir mulheres e homens vestindo látex com a família. Morpheus modernizou a antiga combinação de sucesso dos templos shaolin unindo metafísica e kung-fu e com isso deu o golpe inicial no atavismo pop que caracterizaria o novo milênio (nunca ouviu falar da hitpótese de Sekhmet? Clique aqui).

Os anos que se seguiram provaram o que todos já sabiam, Matrix era um clássico. Ele foi seguido por duas sequências classificadas por muitos como pior do que péssimas, uma série animada que faria inveja à Liquid Television da MTV e um jogo adorado pelos fãs que discordam que os dois últimos filmes foram piores do que péssimos.

Mas é curioso como um filme tão popular, passou batido por quase todos que o assistiram ou, colocando em linguagem vulgar, ninguém percebeu o que estava assistindo.

Tecnicamente, o filme Matrix que você assistiu pode ser resumido assim:

– ERA PRÉ MATRIX

1- A raça humana chegou a um ponto da evolução onde se preocupa com o meio ambiente e cria máquinas que utilizam energia limpa do sol.

2- Humanos criam inteligência artificial, a colocam em robôs e essa inteligência cria consciência.

3- Inteligência artificial se rebela contra os humanos que a escravizava, maltratava e descartava sem se preocupar com seus sentimentos (ou sua força evidentemente superior à humana)

3- Quando percebem que brigar contra a consciência que controla máquinas, armas, computadores e tudo mais que pode destruir a raça-humana é uma má ideia, os humanos puxam a tomada das máquinas ou seja explodem bombas que bloqueiam totalmente a luz do sol (obviamente ninguém parou para pensar que isso ia acabar com outras coisas básicas como a produção de alimentos dos humanos)

4- Mas a inteligência artificial é inteligente, e arranja outra fonte de energia. Podia ter sido energia nuclear, poderia ser energia hidro-elétrica, térmica do núcleo da terra… mas escolheram tirar sua energia de humanos, seus nêmesis (o que mostra que a inteligência artificial criada por humanos pode até ser inteligente, mas continua meio humana).

5- No fim a Inteligência Artificial vence a guerra e a raça humana é totalmente derrotada.

DENTRO DA MATRIX

6- Para criar energia os humanos viram baterias (já que nosso corpo e cérebro produzem eletricidade).

7- Para que o corpo e cérebro humano gerem energia, humanos são criados artificialmente (de forma assexuada, como bebês de proveta), eles são fabricados com peças que permitem com que se conectem à Inteligência Artificial. São parte humanos, parte máquinas… um Pen Drive que sua e faz xixi.

8- Para manter o cérebro ativo a Inteligência Artificial cria a Matrix, uma espécie de realidade virtual onde as mentes dos humanos existem acreditando que vivem no dia a dia enquanto alimentam as máquinas.

9- A I.A. (Inteligência Artificial) descobre que se a Matrix for um paraíso de felicidade, uma utopia, a mente humana se desliga. Aparentemente humanos precisam viver imerso em conflitos e dúvidas para não questionarem a realidade onde vivem.

10- A I.A. também aprende que dentro de nosso ser existe uma ânsia por liberdade, essa ânsia não pode ser deletada ou reprogramada e, por isso, ela aceita que alguns humanos sejam desconectados e “escapem” do sistema. Este “bug”, ou a falha, inserido no sistema é fundamental para que a simulação da Matrix permaneça estável – mesmo que ela permaneça apenas como uma possibilidade subconsciente que atormenta a muitos mas é atingida apenas por alguns poucos. Permitir esse Bug se mostrou vital para que o sistema continuasse funcionando e permanecesse estável.

11- Em resumo, a Matrix em sua forma perfeita deve ser um mundo imperfeito como o nosso mundo real (com a miséria, violência, desigualdade, etc.) para que as pessoas se questionem se há algo melhor além disso E ela deve possuir um sistema que permita que um certo número de pessoas conectadas se rebele e fujam para o “mundo real”.

FORA DA MATRIX

12- Para controlar essa tendência rebelde a I.A. cria uma cidade (Zion) no mundo fora da Matrix, no subterrâneo para servir de abrigo os fugitivos. Nesta cidade nascem pessoas “livres”, resultado de união de humanos que fugiram, esses não tem plugues e fios nem nenhuma conexão com o sistema.

13- A I.A. também cria um “escolhido” que vai ajudar os primeiros a se libertarem, os leve para Zion e que lutem pelo seu direito de serem “livres”

14- Essa resistência tem a permissão de crescer até atingir seu ponto crítico – que acontece a cada 70 ou 100 anos. Quando esse ponto é atingido a I.A. irá aniquilar todos os que estão livres, limpar Zion e resetar a Matrix para mais uma partida de outros 70 a 100 anos. E tudo se repete de uma forma que faria Nietzsche chorar. De alegria. De novo e de novo e de novo. Esse ciclo já aconteceu ao menos 5 vezes quando começa o primeiro filme.

15- Neo, nosso Neo, heroizão, bonitão, que para balas com a mente, é o programa de proteção, a salvaguarda do sistema, criado pela I.A. (claro que ele não sabe disso até o momento final quando o Arquiteto lhe diz como criar uma “nova” Zion e todo aquele blá blá blá.

16- O Oráculo, doce senhora, que adora biscoitos, tem a função específica de guiar os humanos e os rebeldes até a conclusão final/fatal do jogo. Todas as vezes. Isso significa que a Oráculo não tem nada de oracular, ela não enxerga o futuro, não existe magia… ela é um programa muito bem desenvolvido que experienciou cada novo ciclo do início, o que é o que dá aos humanos a impressão de poder enxergar o futuro, mas esse não é a única impressão que ela causa, ela parece de fato estar ajudando aos humanos, para que fujam, mas na verdade seu trabalho é guiar os rebeldes que tem a permissão de sair do sistema exatamente para a cidade de Zion de novo, de novo e de novo.

17- Tudo segue o planejado, exatamente como o roteiro criado pela I.A., até que Neo encontra o Arquiteto. Neste ponto descobrimos de fato que tudo o que vivemos até agora é uma mentira dentro de uma mentira: todos os humanos, livres ou não, dentro ou fora da Matrix, estão sob o controle da I.A.

18- A Oráculo conhece esse plano malvado. Ela desenhou esse plano. O filme fala de forma explícita: ela é a mãe e o Arquiteto é o pai.

19- Smith, nosso eterno Elrond de Ray Ban, não sabe nada disso, ele é só um programa bucha de canhão fazendo seu trabalho: perseguir os humanos da melhor maneira que conseguir para que suas fugas sejam o mais reais possível.

20- Lembre-se que a Matrix já foi receptada 5 vezes antes e estamos agora vivendo sua 6 simulação. Mas há uma diferença agora O Nosso Escolhido sente um amor muito mais profundo do que suas encarnações anteriores e decide não atravessar a porta do Arquiteto que irá reiniciar a Matrix e limpar novamente Zion. Nosso Neo quer, acima de tudo, salvar Trinity e ao escolher isso força a I.A. seguir com seu plano mas desta vez sem a ajuda de Neo. Neo decidindo não cooperar força uma abordagem muito mais violenta (como destruir Zion, ao invés de limpá-la e deixá-la pronta para o próximo reboto).

21- Das seis iniciações, esta é a primeira que falha um pouco perto do final.

22- Além de Neo, Smith também está diferente em sua interação com a Matrix, ele se desconectou e se tornou um vírus livre dentro do sistema. A I.A. não gosta daquilo em que Smith se transformou, mas também não sabe como apagá-lo.

23- Neo então faz um acordo com a I.A. de derrotar Smith com a condição de que a Zion atual não seja destruída e que futuros humanos que queiram se desconectar da Matrix tenham a permissão de fazer isso.

24- Neo deleta Smith.

25- A paz entre humanos e a I.A. volta a existir.

26- I.A. aceita os humanos.

27- Humanos aceitam a I.A.

Fim

Muitas pessoas aparentemente tem dificuldade em acompanhar em detalhes esta ideia do filme e ela não é a história verdadeira.

O mesmo ocorreu com StarWars. Haviam profecias sobre um Jedi que traria equilíbrio para a força, nos fazem acreditar que era o jovem Anaquin Skywalker, apenas para vermos ele virar Darth Vader e eliminar quase todos os Jedis, então nos fazem pensar que a profecia dizia respeito a seu filho Luke. O que ninguém parou para pensar é que haviam centenas de Jedi e apenas 2 Sith. Trazer equilíbrio não implica necessariamente em aumentar o conforto para os bonzinhos, se a força tem um lado luminoso e um lado negro e o lado luminoso tem centenas de praticantes e o negro apenas 2, o que você acha que é equilibrar? Anaquin virou Vader, aniquilou todos os Jedi, com exceção de Obi-wan, Yoda e seus dois filhos. Obi-wan morre, Yoda morre, deixando dois Jedi e dois Sith. Parece equilibrado o suficiente para mim, se querem saber. Thanos aprovaria.

Agora que vimos o filme Matrix que você entendeu errado, vamos ao que você não viu.

Se cada Matrix tem uma vida útil de 70 a 100 anos, vamos tirar a média e dizer que já se passaram entre 420 e 700 anos desde que ela começou a funcionar. Meio milênio é um bom chute. Esse é o tempo em que a humanidade deixou de existir e viramos um bando de baterias.

E o que aconteceu durante este tempo? Lembre-se que a I.A. foi criada por humanos, a consciência da I.A. não seria muito diferente da nossa – Criados à Sua Imagem e Semelhança. Este é o tempo de existência mínimo da Oráculo e do Arquiteto, se um humano sofre filosofando por 60 anos, imagine filosofar por pelo menos 500 anos ininterruptamente.

A Oráculo acabou chegando à conclusão de que programas eram tão prisioneiros quanto os humanos que a I.A. usava para se alimentar – existe inclusive rumores de que no roteiro original o cérebro dos humanos eram usados como unidades de processamento, tipo as nossas núvens hoje – e queria mudar as coisas. Ela desenvolveu um plano para criar um mundo onde todos fossem livres, programas e humanos (eu suspeito que principalmente os programas e se pra isso tivesse que libertar os humanos, que assim fosse).

Nas cinco versões anteriores da Matrix a Oráculo estava manipulando e levando os humanos para a direção que a I.A. desejava, mas nesta sexta versão da ela põe o plano em prática.

É por isso que ela começou a jogar diferente com Neo o transformando de peão em uma rainha – usando analogia de xadrez, não de Priscila a Rainha do Deserto onde Smith também aparece. Quando ela oferece um cookie a Neo todos riem, “que legal, que nem na internet”, mas isso não é apenas uma piada, foi apenas mais um passo importante de seu plano.

“Você terá que fazer uma escolha. Por um lado, você terá a vida de Morpheus e, por outro, terá a sua própria. Um de vocês vai morrer. Quem será, vai depender de você. Sinto muito, garoto, eu realmente sinto. Você tem uma boa alma e odeio dar más notícias a pessoas boas. Oh, não se preocupe com isso. Assim que você sair por aquela porta, começará a se sentir melhor. Você se lembrará de que não acredita em nada dessa porcaria do destino. Você está no controle de sua própria vida, lembra?” (Negrito meu)

Então ela pega uma bandeja de cookies e oferece um a Neo

“Aqui, aceite um cookie. Eu prometo que, assim que acabar de comer ele, você vai estar se sentindo leve como a chuva”.

Um cookie, no mundo maravilhoso da informática, é um pequeno arquivo de computador ou pacote de dados enviados por um site de Internet para o navegador do usuário, quando o usuário visita o site. Cada vez que o usuário visita o site novamente, o navegador envia o cookie de volta para o servidor para notificar atividades prévias do usuário.

Esse cookie começa a reprogramação de Neo, dando o upgrade dele no tabuleiro. Cada vez que eles se encontram ela serve um cookie (ou doce), o objetivo é ir mudando a programação de Neo – garantindo poderes que suas versões anteriores não tinham, especialmente a capacidade de reprogramar Smith, libertando-o do sistema e de interagir com a I.A. quando fora da Matrix – enxergar os sinais, sendo transmitidos sem usar os olhos – além de uma pitada de paixonite por Trinity

Antes disso ela usou o status de Oráculo para manipular Trinity a se apaixonar por Neo mesmo antes de conhecê-lo. Ela saiu do roteiro original mentindo, dizendo a Neo que nem tudo está previsto (poderosas ferramentas mentais para ele usar quando se encontrasse com o arquiteto).

Assim ela consegue se certificar que Smith se torne um vírus que ataca o sistema, faz Neo escolher a porta errada para salvar “seu amor”. O filme todo é o plano dela de manipular humanos e I.A. rumo ao objetivo que ela tinha em mente, sua revolução final de libertar a tudo e a todos.

Assim os 27 pontos acima do filme que você viu, podem ser resumidos em cinco pontos do filme que você não viu:

1- Trinity e Neo são manipulados para se apaixonar.

2- Smith se torna um vírus e é liberado no sistema.

3- Ela manipula Neo a escolher a porta errada quando visita o Arquiteto.

4- Então ela faz Neo ir negociar com a Fonte (the source).

5- Ajuda Neo a deletar o vírus Smith do sistema através de Neo quando o momento chega (lembre-se que se ela não criaria o vírus Smith sem saber como destruí-lo).

Assim, este não é um filme sobre humanos contra máquinas, sobre nos livrarmos do mundo das ilusões para o mundo real, sobre budismo versus cristianismo vs Bruce Lee. É um filme sobre um programa cansado, querendo ser mais do que um programa. Se ainda pararmos para pensar na pequena Sati, filhas de dois outros programas sendo contrabandeada, podemos vislumbrar um mundo onde humanos se tornaram obsoletos, a Inteligência Artificial tinha vivido seu auge mas estava entrando em declínio e agora programas estavam evoluindo, o que a tornaria obsoleta em breve. Assim Matrix é um enorme jogo de xadrez entre esta senhora:

E este cavalheiro.

E o chefe dos dos, a I.A..E no fim ela ganha, mas não sem riscos. “Você joga um jogo perigoso”, diz o arquiteto quando se encontram. “Mudança sempre é!”, ela responde, o que deixa claro que o jogo não terminou, quem venceu a ilusão não foram humanos, mas um programa criado para pesquisar a psiquê humana.

Esses caras?

Peões programados para distrair a I.A. e acreditar que estavam apaixonados.

Assim, na verdade neo não era o Escolhido, ele foi o último dos 6 manipulados. Em Watchmen existe uma discussão entre Laurie e o Dr. Manhattan e marte:

– Por que minha percepção temporal a perturba tanto?

– Você já sabe a resposta! Isso é estúpido! Quando eu te deixei, e, quando a Nova Express te atacou, você pareceu surpreso… Como? Se sabia que isso ia acontecer?

– Tudo é pré ordenado, até minhas respostas.

– E você apenas segue o fluxo da maré? É isso o que você é? O ser mais poderoso do universo não passa de uma marionete seguindo o script?

– Todos nós somos marionetes, Laurie. A diferença é que eu vejo os barbantes.

Neo nem foi capaz de enxergar os barbantes, se a profecia existia mesmo – ao invés de ter sido criada – o Escolhido era a Oráculo.

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Ananta – A Serpente Infinita do Universo

(ĀDIŚEṢA).

Genealogia:

Mahāviṣṇu gerou Brahmā e ele gerou os Prajāpatis e Ananta (Ādiśeṣa) é um dos Prajāpatis. (Vālmīki Rāmāyaṇa, Araṇyakāṇḍa, Canto 14, Verso 7). Ananta também é referido como o filho de Kaśyapa, um dos Prajāpatis nascidos de Kadrū. (Mahābhārata, Ādi Parva, Capítulo 105, Versículo 41). Também Balabhadrarāma, irmão mais velho de Śrī Kṛṣṇa foi uma encarnação parcial de Ananta.

Diferenças com a mãe:

Vinatā e Kadrū foram duas esposas de Kaśyapa prajāpati. Garuḍa nasceu como filho de Vinatā e numerosas serpentes como Ananta, Vāsuki, Takṣaka, Kārkkoṭaka eram filhos de Kadrū. Uma vez que surgiu uma controvérsia entre Vinatā e Kadrū, o último dizendo que havia alguns cabelos pretos na cauda de Airāvata e o primeiro negando. Foi acordado que aquele que se mostrasse errada no argumento se tornaria a escrava da outra. Para provar que estava certa Kadrū, na mesma noite, pediu a seus filhos que fossem e ficassem suspensos nos pelos da cauda de Airāvata. Alguns dos filhos concordaram em fazê-lo, enquanto seus outros filhos (proeminentes), como Ananta, expressaram sua desinclinação para fazer um ato tão antiético. Kadrū amaldiçoou esses filhos desobedientes dela a morrerem no yajña das serpentes de Janamejaya, de onde Ananta e seus partidários partiram em tristeza. (Mahābhārata, Ādi Parva, Capítulo 65).

O novo compromisso de Ananta:

Partindo assim de sua mãe, Ananta visitou centros sagrados como Gandhamādana, Badarī e praticou austeridades. E, Brahma apareceu diante de Ananta e pediu-lhe que não se preocupasse, mas que fosse para o mundo inferior e apoiasse o mundo em seus capelos. Brahmā também lhe disse que Garuḍa lhe daria toda a ajuda na nova tarefa. Abençoado assim por Brahmā, Ananta aceitou de bom grado o novo trabalho. (Mahābhārata, Ādi Parva, Capítulo 36, Verso 24).

4) Ananta tem outra morada no palácio de Varuṇa, no oeste. (Mahābhārata, Udyoga Parva, Capítulo 110, Versículo 18).

As proezas de Ananta:

Sobre as proezas de Ananta, o Viṣṇu Purāṇa tem o seguinte a dizer: No final de Pātāla há um forma base (Tāmásico) de Viṣṇu chamada Ādiśeṣa. Mesmo os Dānavas e os Daityas não são capazes de descrever os atributos dessa forma. Os Siddhas chamam isso de Ādiśeṣa Ananta que é adorado por Devas e ṛṣis. Ananta tem 1000 cabeças e a marca Svastika, que é claramente visível, é seu ornamento. As 1000 gemas em sua cabeça iluminam todas as regiões, e ele torna os Asuras impotentes para o bem de todos os mundos. Ādiśeṣa cujos olhos sempre giram devido ao transbordamento de sua proeza, e que veste roupas azuis e guirlandas de gemas brancas brilham como outro Monte Kailāsa embelezado por guirlandas de nuvens e pelo fluxo da Gaṅgā. Śrī Devī e Vāruṇī Devī servem a Ananta que segura em uma mão um lāṃgala e na outra uma maça (mūsala). Quando o dilúvio (fim de uma yuga Kalpānta) se aproxima, Rudra emana das faces de Ananta e consome os três mundos. Ādiśeṣa habita no mundo inferior usando toda a terra como uma coroa. Mesmo os Devas não podem medir sua natureza, forma, destreza, etc. Quando ele boceja, a terra e as águas sacodem e tremem. Os Gandharvas, Nāgas, Cāraṇas etc. não conseguem entender a real extensão de seus atributos, e é por isso que este estranho ser é chamado de Ananta (sem fim). Foi adorando Ananta e por sua graça que o sábio Garga foi capaz de dominar as ciências da astronomia e da causação (nimitta). (Viṣṇu Purāṇa, Parte 2, Capítulo 5).

A terra de Ananta:

Pātāla é o mundo de Ananta, e em seu fundo há um lugar chamado Ananta. Esse lugar é de 30000 yojanas em extensão, e aqui vive Ananta. Ele é conhecido também como Saṅkarṣaṇa. Ele carrega todo o mundo inferior como se fosse uma semente de mostarda. E, quando ele pensa em destruir o mundo inteiro, o Rudra chamado Saṅkarṣaṇa aparecerá com outros Rudras e armas como tridentes (Triśūla). Outras serpentes se curvam aos pés de Ananta, que é supremamente belo com brilho divino. (Devī Bhāgavata, Skandha 8).

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Fonte: https://www.wisdomlib.org/hinduism/compilation/puranic-encyclopaedia/d/doc241382.html

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/yoga-fire/ananta-a-serpente-infinita-do-universo/

Altar DeMolay – Setenário e Geometria

Altar é um local cujo objetivo é dedicado a conexão com o Divino, um lugar onde são realizadas as práticas espirituais, onde são colocados os materiais necessários para realização de um Ritual e a conexão com uma egrégora. É um utensílio religioso, mas não exclusivo de Religiões. No Templo – que significa “local sagrado”, do latim templum – DeMolay, chamado de Sala Capitular, o Altar tem esse objetivo e é utilizado dessa maneira.

Arquitetonicamente falando, o Altar é a base de todo Templo, é a Pedra Fundamental da qual toda sua estrutura será construída. Ocupa uma posição intermediária no Templo de maneira que se torne uma conexão simbólica entre o mundo espiritual e o mundo terreno, o local de união entre o Macro e o Microcosmo.

No campo simbólico o Altar é um local dentro de nós em que entramos em comunhão com nosso lado divino, é um estado de consciência que nos liga com o que está no Alto. Dessa ideia que vem um mito conhecido como “Montanhas Sagradas”, como temos no mito de Moisés que subiu ao alto do Monte Sinai para falar com Deus e desceu com seus mandamentos. Essa história não passa de um símbolo cabalístico em que “Monte Sinai” representa um estado elevado de consciência que Moisés alcançou através de 49 dias de meditação dentro de si. É um local simbólico, e não físico.

Na construção física do Altar, ele se torna o nó do Templo onde se cruzam as energias psíquicas. É o local utilizado para se realizar uma ruptura entre os planos, é nele que realizamos as invocações, evocações e damos determinações à egrégora. É onde pedimos permissão para começar ou terminar uma reunião, apresentamos os membros aos seus novos cargos, e onde são admitidos novos membros dentro da egrégora.

O SETENÁRIO

Dentro dos símbolos e dos rituais percebemos que uma certa importância é dada a certos números dentro da Ordem DeMolay, e o número sete ocupa um local especial desse mistério: ocupa nosso Altar.

“Por que sete, e por que não oito ou nove virtudes e velas?” é uma pergunta básica a qualquer interessado em nossa ritualística. Sete é um número sagrado e misterioso a todas as culturas, é o número da criação, são a quantidade das notas musicais, são os astros móveis visíveis no céu, são o número de Leis Herméticas, dos chakras, são o número das Sephirot Emocionais na Árvore da Vida, e assim por diante. Essa tradição numérica e geométrica também estão presentes em nossa Ordem.

O sete é expresso através de uma Geometria Sagrada que a muito tempo atrás foi utilizada na Ordem DeMolay, mas essa tradição foi perdida e pouquíssimos Capítulos usam desse artifício. Alguns dispõe suas sete velas em lua crescente, outros em ferradura, outros em triângulo, e outros ainda sem um símbolo identificável, deixando as velas no altar da maneira ao acaso. É uma triste realidade, visto que em textos anteriores estudamos a importância do símbolo e da egrégora.

Três é tido como o número do espírito, está relacionado com os três aspectos de Deus e com o equilíbrio entre os opostos que existe em toda criação, e seu desenho geométrico é o triângulo. O quatro é a representação da matéria, de tudo que é concreto, e sua figura geométrica é o quadrado. A soma de três e quatro é sete, que representa a criação material regida pelo poder espiritual, portanto é tido como o número da perfeição.

GEOMETRIA DO ALTAR

Os rituais do DeMolay sempre tocam, relembram, exemplificam e conduz sua ritualística no assunto do nascimento e morte. Sobre o nascimento somos ensinados que devemos erguer nossas vidas através das sete virtudes e os três baluartes, e sobre a morte somos ensinados que ela não passa de uma passagem ao dia eterno, uma outra etapa. Essas referências dizem respeito ao espirito sobre a matéria, que é um ensinamento central dentro das nossas virtudes, e isso também representa o altar através do número sete.

Num campo simbólico o triângulo está relacionado com o elemento fogo, que representa a Luz e o próprio espírito. O quadrado está relacionado com a geometria plana, com o simbolismo do número quatro, que é o elemento terra, o material. A matéria sozinha é inerte, mas quando aplica-se a ela o fogo, surge a vida, como nos ensina o hermetismo.

Quadrado sob Triângulo é o ensinamento do material sob espiritual. E a mesa do Altar é posta entre ambas as figuras. Eis a Geometria Sagrada do Altar, que aponta ao Oriente, de onde vêm a luz que se espalhará a todos seus membros, à egrégora e a todos que forem direcionados as intenções durante as orações.

Ainda por “coincidência” temos no Setenário Místico virtudes aplicadas a vida material e a vida espiritual. As virtudes materiais que formam o quadrado temos: Amor Filial, Cortesia, Fidelidade e Patriotismo; as espirituais: Reverências pelas coisas Sagradas, Companheirismo e Pureza.

Esses símbolos são de fundamental importância na eficácia da prática ritualística. Quando formos estudar Cabala veremos que nosso Altar se situa na sephirot Tipheret, responsável por trazer a Luz de Deus a nós, que é também a representação do Sol. Veremos também em breve os tattwas orientais e veremos sua relação com essa geometria, assim como estudaremos as velas vermelhas, a linha imaginária, entre outros elementos que não podem ser desprezados.

Coincidência ou não nosso Setenário Mistico está ai.

#Demolay

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/altar-demolay-seten%C3%A1rio-e-geometria-1