Alhos e Vampiros

Assim como o crucifixo, acredita-se que os vampiros tinham uma intensa aversão pelo alho, e as pessoas, portanto, têm-no usado para manter os vampiros afastados. Introduzido no reino da literatura pelo romance de Bram Stoker, o alho se tornou essencial para o desenvolvimento do mito vampírico durante o século 20. Alho foi o primeiro tratamento que o Dr. Abrahan Van Helsing administrou no caso de Lucy Westenra. Van Helsing tinha uma caixa com flores de alho que lhe foram enviadas da Holanda e com as quais Lucy decorou seu quarto. Pendurou-se em volta do pescoço de Lucy e disse-lhe que havia muita virtude na pequena flor. O alho funcionou até que a mãe de Lucy, sem conhecer a finalidade das flores, arrancou-as de seu pescoço.

Alho era um elemento crucial para se matar um vampiro. Depois de enfiar uma estaca no corpo do vampiro e de lhe remover a cabeça, era colocado alho em sua boca. Aliás, foi assim que Van Helsing tratou finalmente do corpo de Lucy. Entretanto, esse tratamento era eficiente somente no caso de vampiros recém-criados, porque os mais velhos (Drácula e as três mulheres no Castelo de Drácula) se desintegravam em poeira assim que a estaca fosse enfiada em seus corpos. Stoker obteve a idéia de usar alho após a decapitação do vampiro no livro The Land Beyound the Forest, de Emily Gerard. O livro sugeria que era o método empregado pelos romenos para casos persistentes de vampirismo (isto é, aqueles que não tinham sido resolvidos por métodos que não necessitassem de qualquer mutilação do corpo).

O alho, membro da família dos lírios, tinha sido usado desde os tempos mais remotos como erva e medicamento. Desenvolveu uma reputação como poderoso agente restaurador, e havia rumores de que possuía poderes mágicos como agente protetor contra a peste e vários males sobrenaturais. Nas regiões da Eslávia do Sul, ficou conhecido como um poderoso agente contra forças demoníacas, bruxas e feiticeiras. O Santo André cristão foi considerado o doador do alho à humanidade.

Nos países as Eslávia do Sul e da vizinha Romênia, o alho foi integrado ao mito do vampiro. Era usado tanto na detecção como na prevenção de ataques de vampiros. Os vampiros que viviam incógnitos na comunidade poderiam ser identificados pela sua relutância em consumir alho. Nos anos 70 Harry Senn foi aconselhado pelos seus informantes romenos de que a distribuição de alho durante uma cerimônia religiosa e a observação dos que recusassem sua porção era uma maneira aceitável de se detectar um vampiro escondido na comunidade.

Os vampiros eram muito ativos nessas religiões por volta da véspera do dia de Santo André e da véspera do dia de São Jorge. Nesses dias, janelas e outras aberturas da casa eram untados com alho para manter os vampiros afastados. Podia-se dar também alho ao gado pelo método de esfregação. Em algumas comunidades, o alho era misturado à comida e dado ao gado antes de um feriado importante. Se uma pessoa recém-falecida fosse suspeita de vampirismo, o alho poderia ser enfiado na boca do morto ou colocado dentro do caixão.

Se a detecção e a necessidade de confortar com a decapitação e o alho poderia ser colocado e sua boca ou dentro do caixão. O alho também era importante na Europa oriental e era servido como a proteção mais universal contra os vampiros e as entidades vampíricas. Apareceu no folclore do México, da América do Sul e da China. No decorrer do século 20, o alho se tornou um dos objetos mais bem conhecidos associados com o vampiro. Sem ser um símbolo particularmente religioso, o alho sobreviveu, enquanto o crucifixo desapareceu gradualmente da lista de armas antivampíricas. Às vezes, como no livro e no filme The Lost Boys, a eficácia do alho foi negada, mas apareceu mais freqüentemente como uma substância de detecção e/ou prevenção viável contra os vampiros.

A enciclopédia dos mortos vivos

(*) Isso faz parte da superstição popular. Aqui no Brasil usa-se arruda e alfazema entre outras plantas e objetos “magicos” como a figa e o pé de coelho para afastar mau olhado ou trazer sorte. O alho faz parte da tradição européia para afastar influências negativas e – por extensão – os vampiros…

Adendo – Shirlei Massapust.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/alhos-e-vampiros/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/alhos-e-vampiros/

O Simbolismo do Labirinto

O símbolo do Labirinto exemplifica perfeitamente o processo do Conhecimento, ao menos em suas primeiras etapas, naquelas em que o ser tem de se enfrentar com a densidade de seu próprio psiquismo (reflexo do meio profano em que nasceu e vive), isto é, com seus estados inferiores, separando alquimicamente o espesso do sutil, que a alma experimenta como sucessivas mortes e nascimentos –solve et coagula–, destinando ao mesmo tempo numerosas provas e perigos que somente fazem traduzir o próprio conflito ou psico-drama interior.

Esse desassossego é próprio daquele que, tendo abandonado suas seguranças e identificações egóticas, descobre ante si um mundo completamente novo e, portanto, desconhecido, mas para o qual se sente atraído, porque na verdade intui que ao atravessá-lo é que poderá se reencontrar com sua verdadeira pátria e destino. Essa impressão indelével de estarmos totalmente perdidos tem que nos levar imperiosamente a encontrar a saída, ajudados sempre pela Tradição (e seus mensageiros: os símbolos), que neste caso nos chega por meio do Agartha que, tal como um guia ou eixo, tem de nos conduzir (desde que nossa atitude seja reta e sincera) a um estado de virgindade, a um espaço vazio imprescindível, apto para a fecundação do Espírito, o que se vive no mais interno e secreto do coração.

Devemos assinalar que muitos labirintos representados na arte de todos os povos são autênticos mandalas ou esquemas do Cosmo, ou seja, da própria vida, com suas luzes e sombras, o que nos permitirá compreender que esse processo labiríntico é na realidade uma viagem arquetípica, uma gesta, em suma, que todos os heróis mitológicos e homens de conhecimento têm realizado, e que nos servirá de modelo exemplar a imitar, tal e como estamos vendo na série “Biografias”. Na verdade, a viagem pelo labirinto é uma peregrinação ligada à busca do centro, e neste sentido é importante destacar que em muitas igrejas medievais figurava um labirinto (como em Chartres, em meio do qual aparecia antigamente o combate entre Teseu e o Minotauro) que percorriam de forma ritual todos aqueles que, por uma ou outra razão, não podiam cumprir sua peregrinação ao centro sagrado de sua tradição (por exemplo, Santiago de Compostela, ou Jerusalém), o que era considerado um substituto ou reflexo da verdadeira “Terra Santa”, onde os conflitos e lutas se finalizam, possibilitando assim a ascensão pelos estados superiores até conseguir a saída definitiva da Roda do Mundo.

Como dissemos anteriormente, falando da simbólica do Templo, esses labirintos se encontravam justo após a pia batismal (Yesod), e antes de chegar ao altar (Tifereth, o coração), ou seja, entre o batismo de água –relacionado com a regeneração psicológica e as viagens terrestres– e o batismo de fogo, vinculado por sua vez com o sacrifício pelo espírito e as viagens celestes, horizontais uns e verticais os outros. Na Árvore Sefirótica, o labirinto corresponde, pois, a Yetsirah, ou plano das formações, ou das “Águas inferiores”, que o aprendiz tem de atravessar em sua viagem pelos estados e mundos da Árvore da Vida.

Adicionaremos, para finalizar, que no Adam Kadmon microcósmico, ou seja, o homem, este labirinto tem de ser localizado na zona ventral, área que se destaca tanto por suas combustões e revoluções, como pela analogia que apresentam seus órgãos internos com a representação geral do labirinto.

#Alquimia #hermetismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-simbolismo-do-labirinto

Carl Jung e os Discos Voadores

Em sua vida  Carl Jung testemunhou duas guerras mundiais e boa parte da Guerra Fria. Foi neste período, particularmente após as explosões atômicas de Hiroshima e Nagasaki que começaram a surgir pelo mundo milhares de casos de avistamentos de Objetos Voadores Não Identificados.  Jung morreu em 1961, quatorze anos depois do Caso Roswell e exatamente no mesmo ano que  Betty e Barney Hill trouxeram ao mundo o primeiro relato de abdução alienígena. Não a toa os avistamentos de Discos Voadores sejam um tema que chamou bastante sua atenção em seu últimos anos de vida.

O famoso psiquiatra fez isso de forma bastante respeitosa para com o fenômeno OVNI. Atuou não do ponto de vista um ufologista que discute a veracidade dos relatos mas sim do ponto de vista psicológico que se interessa no que as pessoas descrevem e relatam com relação ao que chamou de uma verdadeira experiência mitológica moderna.

Foi com esta postura que em 1958 escreveu Discos Voadores: Um mito moderno sobre coisas vistas no céu, onde examina “não a realidade ou irrealidade” dos fenômenos titulares, mas seu “aspecto psíquico”,  e “o que pode significar que esses fenômenos, reais ou imaginários, sejam vistos em tal número neste dado momento” – a Guerra Fria – “quando a humanidade está ameaçada como nunca antes na história.” Foi o seu penúltimo livro a ser lançado, logo antes de “O Homem e Seus Símbolos” e como gostam de lembrar os teóricos da conspiração não consta em nenhuma das coleções póstumas de “Obras Completas”.

No livro, Jung compara os discos voadores com as mandalas, símbolo do universo e do eu. Os discos voadores são de outro mundo (o inconsciente) e é habitado por alienígenas (outros arquétipos). Desta forma ele destacou que pelo menos alguns dos avistamentos podem ser  “projeções”; ou seja, “manifestação de um fundo inconsciente”.

Ele conclui por meio de uma série de observações e raciocine-os que  o Fenômeno Ovni indica a incompatibilidade do homem moderno consigo mesmo e com o mundo e o desamparo que daí resulta. Cada avistamento é um chamado  urgentes das profundezas de nosso subconsciente para que resgatemos nossa conexão com o universo e como um apelo para salvarmos nossa individualidade da opressão social. Entretanto, após expor sua teoria , ele conclui de forma bastante honesta, reconhecendo que não está em condições de resolver o problema definitivamente.

Mas em 1957, um ano antes da publicação do livro Disco Voadores, o editor da New Republic, Gilbert A. Harrison, queria obter a perspectiva junguiana sobre OVNIs em sua revista:

No início desta postagem, você pode ver acima original da resposta de Jung à consulta de Harrison, cuja tradução segue:

“Caro Sr. Harrison,

O problema dos Ufos é, como você diz com razão, muito fascinante, mas é tão enigmático quanto fascinante; visto que, apesar de todas as observações que conheço, não há certeza sobre sua própria natureza. Por outro lado, existe um material avassalador que aponta para o seu aspecto lendário ou mitológico. Na verdade, o aspecto psicológico é tão impressionante, que quase devemos lamentar que os Ufos pareçam ser reais, afinal. Tenho acompanhado a literatura o máximo possível e me parece que algo foi visto e até confirmado por radar, mas ninguém sabe exatamente o que se vê. Em consideração ao aspecto psicológico do fenômeno, escrevi um livreto sobre ele, que logo será lançado. Também está em processo de tradução para o inglês. Infelizmente, estando ocupado com outras tarefas, não consigo atender sua proposta. Sendo já bastante velho, tenho que economizar minhas energias.

A carta é hoje um item de colecionador tanto entre entusiastas de Jung como de OVNIs e foi foi leiloada em quatro mil dólares. Jung, como você pode ver, tinha dois tipos de interesses  pelo assunto, não apenas considerando discos voadores um fenômeno social, mas também um fenômeno físico real.  Em uma entrevista para o Washington Post de 30 de julho de 1958 ele faz declarou sua posição: “No curso dos anos, eu reuni uma considerável massa de observações. Entretanto tudo que posso dizer é que estas coisas não são um mero rumor. Alguma coisa tem mesmo sida vista.”

Alberto Grosheniark

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/carl-jung-e-os-discos-voadores/

Estudos de Constelações – parte 03

Na década de 30, a União Astronômica Internacional dividiu o céu em 88 constelações com fronteiras precisas. Desta forma, cada porção do céu pertence a uma (e apenas uma) delas. As novas contelações foram definidas e batizadas, sempre que possível, seguindo a tradição proveniente da Grécia antiga, e seus nomes oficiais são sempre em latim.

Cada Constelação possui suas próprias características, lendas em diversos países e estrelas principais com diversas atribuições de sorte ou azar.

A cada semana, separarei 8 constelações com o que consegui reunir na Wiki de Ocultismo e passar uma lição de casa. Vocês vão buscar nos sites informações sobre a origem de cada constelação, imagens, curiosidades sobre as estrelas principais, teorias ufologicas, etc… o que vocês conseguirem encontrar para complementar (pode ser tradução de sites gringos).

Coloquem os textos que forem encontrando nos comments e eu vou repassando para a Wiki. Desta maneira, ao final destas 11 semanas, teremos a melhor referência de Constelações da net em Português e todos teremos aprendido bastante sobre mitologia, constelações e sobre o céu. Que tal?

As Constelações desta semana são:

– Carina, a carena (ou quilha) do navio

– Cassiopeia

– Centaurus, o centauro

– Cepheus

– Cetus, a baleia

– Chamaeleon, o camaleão

– Circinus, o compasso

– Columba, a pomba

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/estudos-de-constela%C3%A7%C3%B5es-parte-03

A Mensagem do Mestre Therion

Aleister Crowley

“Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei”

“Não há lei além de Faze o que tu queres”

“A palavra da lei é Θελημα”

Θελημα – Thelema – significa Vontade.

A chave para esta Mensagem é esta palavra – Vontade. O primeiro significado óbvio desta Lei é confirmado por antítese: “a palavra de Pecado é Restrição”.

Outra vez: “Tu não tens direito senão fazer a tua vontade. Faze aquilo e nenhum outro dirá não. Pois vontade pura, desembaraçada de propósito, livre da ânsia de resultado, é toda via perfeita”.

Considerai isto cuidadosamente; parece implicar uma teoria que se todo homem e toda mulher fizesse sua vontade – a verdadeira vontade – não haveria conflito. “Todo homem e toda mulher é uma estrela”, e cada estrela move-se em uma órbita determinada sem interferência. Há muito espaço para todos; é apenas a desordem que cria confusão.

Destas considerações estaria claro que “Faze o que tu queres” não significa “Faze o que te agrades”. É a apoteose da Liberdade; porém é também a mais estrita das injunções.

Faze o que tu queres – então faze nada mais. Não permitas que nada te desvie daquela austera e santa tarefa. A Liberdade é absoluta para fazer a tua vontade; mas busque fazer qualquer outra coisa que seja, e, instantaneamente, obstáculos devem erguer-se. Todo ato que não está no curso explícito daquela órbita única é errática, um estorvo. A vontade não deve ser duas, e sim uma.

Nota ademais que esta vontade não é apenas para ser pura, isto é, única, como explicado acima, mas também “desembaraçada de propósito”. Esta frase estranha deve causar-nos hesitação. Pode significar que qualquer propósito na vontade a enfraqueceria; é evidente que “a ânsia de resultado” é algo de que ela deve ser livre.

Mas a frase pode também ser interpretada como se lesse “com propósito desembaraçado” – i.e., com energia incansável. A concepção é, portanto, de um movimento eterno, infinito e imutável. É o Nirvana, apenas dinâmico ao invés de estático – e isto vem a ser no fim a mesma coisa.

A tarefa prática obvia do mago é, então, descobrir o que realmente é sua vontade, de modo que ele possa fazê-la desta forma, e ele pode realizá-la melhor pelas práticas do Liber Thisard (ou outras que possam ocasionalmente ser estabelecidas).

Tu tens que:

1 – Descobrir qual é a Tua Vontade.

2 – Fazer aquela Vontade com:

a – propósito único;

b – desprendimento;

c – e paz.

Então, e apenas então, estás tu em harmonia com o Movimento das coisas, tua vontade parte da, e portanto iguala-se a, Vontade de Deus. E desde que a vontade é apenas o aspecto dinâmico do eu, e desde que dois entes não poderiam possuir vontades idênticas; então, se tua vontade for a vontade de Deus, Tu és aquilo.

Há apenas uma outra palavra a explicar. Alhures está escrito – certamente para nosso grande conforto – “Amor é a lei, amor sob vontade”.

Isto deve ser aprendido como significando que, enquanto Vontade é a Lei, a natureza daquela Vontade é o amor. Mas este amor é como se fosse um sub-produto daquela Vontade; não a contradiz ou suplanta; e se a contradição aparente erguer-se numa crise, é a Vontade que nos guiará corretamente. Vêde! enquanto no Livro da Lei há muito de Amor, não há palavra de sentimentalismo. O ódio mesmo, é quase como o Amor! “Como irmãos lutai!” Todas as raças másculas do mundo entendem isto. O Amor de Liber Legis é sempre audaz, viril, mesmo orgiástico. Há delicadeza, mas é a delicadeza da força. Pujante, terrível e glorioso como ele é; contudo, é apenas a flâmula sobre a sagrada lança da Vontade, a inscrição damascena sobre as espadas dos Monges-Cavaleiros de Thelema.

Amor é a lei, amor sob vontade.

 

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/a-mensagem-do-mestre-therion/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/a-mensagem-do-mestre-therion/

Dúvidas Fundamentalistas

A Dra. Laura Schlessinger é uma radialista norte-americana de extrema-direita. Apesar de ser judia, ela é adorada pelos fundamentalistas evangélicos, uma vez que defendem rigorosamente os mesmos princípios. Seu discurso é tão virulento que o programa que apresenta nos EUA foi proibido no Canadá, onde a lei proíbe a pregação de ódio contra minorias. Há cerca de três anos, ela causou furor ao condenar o homossexualismo com base nas Escrituras, uma vez que em Levítico 18:22 tal prática é considerada uma abominação. E emendou: “A Palavra de Deus é eterna e imutável”. A afirmação fez com que um anônimo internauta escrevesse a pérola abaixo:

Querida Dra. Laura:

Obrigado por fazer tanto para educar as pessoas a respeito das Leis de Deus. Aprendi muito com seu programa e tento compartilhar esse conhecimento com o maior número possível de pessoas. Quando alguém tenta defender o homossexualismo, por exemplo, eu simplesmente o lembro que Levítico 18:22 claramente afirma que isso é uma abominação. Fim do debate.

Entretanto, eu preciso de conselho seu a respeito de outras leis bíblicas e como segui-las da melhor maneira. Em especial:

* Quando eu queimo um touro no altar como sacrifício, sei que isso cria um odor suave ao Senhor (Levítico 1:9). O problema é com meus vizinhos. Eles dizem que o odor não lhes é agradável. Devo castigá-los?

* Eu gostaria de vender minha filha como escrava, conforme autorizado em Êxodo 21:7. Na sua opinião, qual seria o preço justo que eu deveria pedir por ela hoje em dia?

* Eu sei que não posso ter contato com uma mulher quando ela está no seu período de impureza menstrual (Levítico 15:19-24). O problema é: como eu digo isso a ela? Eu tenho tentado, mas a maioria das mulheres toma isso como ofensa.

* Levítico 25:44 sustenta que eu posso ter escravos, homens e mulheres, desde que comprados de nações vizinhas. Um amigo meu afirma que isso se aplica aos mexicanos, mas não aos canadenses. Pode esclarecer? Por que não posso ter escravos canadenses?

* Tenho vizinhos que insistem em trabalhar no dia sagrado (sábado para os judeus, domingo para os cristão). Êxodo 35:2 sustenta claramente que eles devem ser mortos. Estou moralmente obrigado a matá-los eu mesmo?

* Um amigo meu acha que, embora comer crustáceos seja uma abominação (Levítico 11:10-11), é uma abominação menor que o homossexualismo. Eu discordo. Qual de nós está certo?

* Levítico 21:20 afirma que não devo me aproximar do altar de Deus se tiver um defeito em minha vista. Tenho que admitir que uso óculos de leitura. Minha visão precisa ser 100% ou há alguma flexibilidade aí?

* A maior parte dos meus amigos homens usa o cabelo aparado, incluindo o cabelo das têmporas, apesar disso ser expressamente proibido em Levítico 19:27. De que forma eles devem morrer?

* Eu sei que tocar a pele de um porco morto me faz impuro (Levítico 11:6-8), mas eu posso jogar futebol americano se usar luvas? (as bolas de futebol americano são feitas com pele de porco)

* Meu tio tem uma fazenda. Ele viola Levítico 19:19 plantando duas culturas diferentes no mesmo campo, assim como sua mulher ao usar roupas feitas de dois tecidos diferentes (algodão e poliéster). Ele também costuma praguejar e blasfemar. É realmente necessário ter o trabalho de reunir toda a população da cidade para apedrejá-los (Levítico 24:10-16)? Não podemos simplesmente queimá-los vivos numa cerimônia familiar reservada, como fazemos com aqueles que mantêm relações sexuais com seus sogros (Levítico 20:14)?

Sei que a senhora estudou a fundo esses assuntos, por isso estou certo de que pode me ajudar. Obrigado por nos lembrar que as palavras de Deus são eternas e imutáveis.

Seu fã devoto

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/d%C3%BAvidas-fundamentalistas

Energia Telúrica, Linha de Ley 1 ½

Fico feliz que a idéia destas colunas “intermediárias” tenha agradado o pessoal. Sei que os assuntos que tratamos aqui são razoavelmente complexos, quase nunca abordados na internet e às vezes eu me empolgo, vou escrevendo… e esqueço que certas coisas, apesar de óbvias e corriqueiras para os ocultistas, são um tanto quanto complicadas para quem nunca teve contato com este tipo de informação.

Mas, volto a insistir, se pintar alguma dúvida, basta perguntar que eu tento responder na medida do possível.

Ah, eu andei apagando uns comentários desta vez… acho que comentários de céticos fanáticos sem argumentação que falam apenas “seu texto é uma baboseira, isso ai não está nos livros de ciência” tem tanto valor pra mim quanto os fanáticos religiosos que falarão “seu texto é uma baboseira, isso ai não está na Bíblia”. Se o cara quer questionar e pedir uma explicação adicional (como o Zatraz fez) a gente tenta ajudar da melhor maneira possível, mas ninguém aqui tem de ficar dando espaço pra xingamento gratuito. E é mais triste ainda que isso venha de gente que quer posar de “argumentador pela lógica racional”.

Douglas Moraes, Pokan – Quanto as perguntas. Eu percebi que isso deixaria o post interminável, então não vou fazer… mas dá pra usar o “localizar palavra” com o nome da pessoa que eu coloco em negrito para achar o comentário dela, e vou tentar colocar um subtítulo na frente da resposta para ajudar o povo a se localizar. E outra… de acordo com um dos comentários, a gente só escreve estas colunas para fazer vocês visitarem as páginas do site, então esta é uma conspiração para fazer vocês voltarem inúmeras vezes nos meus posts… =D

Caio – Sobre o Benitez. Sim, ele é autor de ficção, mas… até ai… eu também sou… muitos autores de ficção (escritores, tanto de livros quanto de HQs) eram (e são) ocultistas e usam o recurso da “ficção” para preparar a mente das pessoas para aceitar algumas coisas que virão posteriormente. Alguns exemplos incluem Shakespeare, Victor Hugo, Alexandre Dumas, Arthur Conan Doyle e Julio Verne, pra ficar nos clássicos. Alan Moore e Grant Morrison pra ficar nos contemporâneos.

Igniz – Este site tem muitos textos legais para ler e consultar.

Thiago – Daniel Mastral? Aquele pastor evangélico que se finge de ex-satanista pra inventar bizarrices medievais contra o “tinhoso” e os “adoradores do capeta” e faturar com isso?… Assim como o “TIO CHICO” (ex-bruxo, ex-macumbeiro, ex-maçom, ex-aidético, ex-homossexual… entre outras bizarrices) que se “converteu” e agora ganha uma grana dando “testemunhos”. As igrejas caça-níqueis são pródigas em inventar atrações circenses.

Mais pra frente, eu pretendo falar sobre satanistas de verdade aqui na coluna.

CacauPE, Daniel – Kardec, a Maçonaria e Espiritismo. Allan Kardec, ou melhor, Hippolyte Léon Denizard Rivail, pertenceu à Grande Loja da França, foi um dos primeiros estudiosos a promover uma pesquisa científica séria e metódica a respeito do Plano Astral e seus habitantes e manifestações (chamados de “espíritos” por ele), em 1857. Apesar das otoridades classificarem o kardecismo como “religião” nos rótulos que gostam de colocar nas pessoas, o kardecismo não é uma religião, mas uma filosofia, mesmo porque a Maçonaria não permite debates religiosos dentro de suas lojas e os estudos que Kardec coordenou eram puramente científicos.

Se você já leu os livros básicos dele, eu recomendo os trabalhos do prof. WALDO VIEIRA e da CONSCIENCIOLOGIA, que coordena estudos científicos há 40 anos, com centenas de experimentos em laboratórios sobre todo tipo de manifestação extrafísica. Recomendo especialmente o livro “700 experimentos da Conscienciologia”.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Waldo_vieira
http://www.iipc.org/
700 Experimentos da Conscienciologia

Scherer– o Projeto HAARP (High Frequency Active Auroral Reserach Program) era para ser usado em comunicações ao redor do planeta, controle do clima, irrigação de áreas desérticas, iluminação noturna entre outros usos que os Atlantes possuíam através da combinação das camadas mais sutis da Ionosfera atuando em com as Linhas de Ley. Hoje este projeto está classificado de Top Secret e é coordenado pela USAF, com estudos voltados apenas para o lado bélico, como “ataques de ondas eletromagnéticas”. Uma das minhas teorias da conspiração favoritas envolvem Nicolai Testa (o gênio) e a explosão “inexplicada” de Tunguska. Outro dia falamos mais sobre isso…

Evandro – Yoga. Não tem como falar sobre yoga em apenas um parágrafo, mas eu prometo que, quando chegar nos chakras, a gente entra em detalhes sobre a origem e explicação das 6 linhas de yoga (Hatha, Raja, Bhakti, Jnana, Kriya e Karma).

Daniel, Julien – Vocês estão certos, eu acabei mandando o texto pro eightbits faltando um parágrafo. Apesar de Stonehenge ser construída com base nos mesmos moldes dos templos romanos, ela possui 10 conjuntos de pedras, sendo que o local onde fica a sexta posição é o local onde os sacerdotes levavam certas pedras como as Lia Fail ou Pedra de Scone (a bíblia fala sobre a pedra onde Jacob descansou sua cabeça antes de vislumbrar a “Escada de Jacó” mas falaremos mais sobre isso na Kabbalah) que faziam às vezes de canalizador de energia (como a Arca da Aliança fazia nas Pirâmides). Ou seja: da mesma maneira que os sacerdotes egípcios recebiam suas iniciações dentro da pirâmide na câmara do Faraó, os sacerdotes celtas recebiam suas iniciações neste ponto do círculo. E este costume mágico continua até os dias de hoje. TODOS os reis e rainhas da Inglaterra e Escócia não eram coroados se não estivessem sentados sobre a “Pedra de Scone”. Até eu chegar na parte do Rei Arthur, vamos todos parar para meditar sobre o que pode ter de coincidência nisto que falei acima e na história da “espada cravada na pedra”.

Cícero – Arquivo kmz das linhas de Ley: http://www.vortexmaps.com/hagens-grid-google.php

David – Quem foi que disse que elas não tentaram?

Tio Patinhas – sim, você pode. Eu vou explicar com calma isso no post dos Chakras, mas se você estiver curioso sobre que tipo de efeitos práticos você pode ter, vai no youtube, digita meu nome lá e dá uma olhada nos vídeos de Chi-kung que eu deixei. São demonstrações que a energia dos chakras pode ser manipulada para efeitos práticos/visíveis a qualquer hora em qualquer local, exatamente como os céticos adoram dizer que as coisas científicas devem ser… o único “senão” é que a disciplina mental para chegar neste ponto é extremamente trabalhosa… Ah, as barras de aço tem meia polegada cada uma (e são 4 em cada demonstração).

A HELLSTONE fica em Dorset, é um mini observatório usado para calcular datas de plantio e colheita. Tem este nome porque os cristãos acusavam os bruxos de fazerem “sacrifícios humanos” sobre o altar de pedra central. Como curiosidade, o desenho formado no chão ao redor das pedras é um ouroboros.

Lázaro, Xtecox, Dave, PH, Bolívar, Lego, Thahy, Pet – Thelema rulez. É claro que vou falar sobre Golden Dawn, Rosa Cruz Alfa et Omega e OTO. Tudo a seu tempo… Por sinal, ontem (12/10) foi aniversário do Aleister Crowley.

Jean Bulinckx, Arthur, Krebys – Não importa o quão avançada seja a sua civilização, não dá pra segurar ondas com 500m de altura chegando nas suas cidades. Segundo as informações que temos, o continente afundou em um único dia. Apesar dos avisos dos sacerdotes/cientistas, os governantes não deram atenção a eles. Você já deve ter visto alguma história fictícia semelhante nas HQs, com um cara de capa vermelha e um planeta que explode… Mas, como estamos conversando nas colunas, muitas das informações e conhecimentos se salvaram, SIM. Apenas ficaram sob a guarda de Iniciados para que os erros cometidos pelas civilizações antigas não se repetisse.

Betopow – Na medida do possível, sempre vamos colocar fotos, links ou vídeos para mostrar que todas as pesquisas estão muito bem embasadas. Mas nunca ouvi falar na “Teoria da Terra Chata”. Nos campos ocultistas, os estudiosos já sabiam que a Terra era esférica desde os tempos Egípcios.

Zatraz – Sobre computadores de cristal, controlados por ondas mentais. Os cientistas ortodoxos estão engatinhando nesta tecnologia ainda, mas já possuem alguma coisa pesquisada. Veja estes dois sites das autoridades sobre estas pesquisas (é… autoridades, porque eu gosto dos japoneses e hindus quando se trata de tecnologia, pois eles não têm os preconceitos católicos/muçulmanos/ateus para trabalhar com o espiritual x tecnológico).

http://www.livescience.com/health/050317_brain_interface.html
http://www.newscientist.com/article/mg16922741.000-a-clear-winner.html

O conceito dos “computadores de cristal acionados pela mente humana” exigem um domínio e concentração mental que devem existir em 0,001% da população de hoje em dia, no máximo… Histórias sobre estes computadores de cristal conectados a Linhas de Ley sobreviveram entre os profanos na forma das lendas de “bolas de cristal” das bruxas.

Renan, Mateus, – Vocês estão confundindo as bolas… Místicos e Ocultistas são coisas BEM diferentes… ocultistas são extremamente céticos também… conhecem e estudam todos os livros ateus e normalmente fazem parte de grupos de discussão como os Céticos S/A do Mori… só que são discretos. Nada me irrita mais do que falsos videntes, tarólogos picaretas, astrólogos de programas femininos, falsos médiuns e todo tipo de esquisotérico demente que colabora para colocar mais preconceito na cabeça das pessoas.

É uma burrice achar que estamos em posições antagônicas. A única diferença entre ocultistas e cientistas ortodoxos é que os ocultistas possuem mais informações que vocês para trabalhar seus estudos.

#Astrologia #Pirâmides

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/energia-tel%C3%BArica-linha-de-ley-1

Auto-combustão – um fenômeno paranormal?

Alguns paranormais ativos, aquelas pessoas que provocam fenômenos PSI mais freqüentemente, tendo em vista desajustes e
demais desequilíbrios na vivência da paranormalidade, por força das mais diversas tensões nervosas e dos péssimos programas mentais arquivados no mundo interior humano (Pantomnésia), emitem intensamente uma energia humana (Telergia), a qual pode provocar os mais diversos fenômenos oriundos da paranormalidade. São os fenômenos estudados e pesquisados pela
Parapsicologia.

A Telergia é capaz de produzir calor, fogo, luz, músicas, pancadas, vozes humanas, escritas diversas sobre superfícies duras, movimentação de objetos, móveis, pedras, atuação sobre plantas, morte de animais, “hipnose” em animais e tantas outras manifestações.

Por isso que dentre esses fenômenos ela pode produzir e é responsável por incêndios cujas origens, por serem desconhecidas por muitos, causam grande confusão, chegando a alienação mística doentia. Assim, a tendência normal, embora totalmente falsa, é considerar esses fenômenos como sobrenaturais procedentes de outras dimensões.

Na hipótese de provocar incêndios dos mais variados, mais presentes em objetos, instalações, água, roupas, etc., a energia humana (Telergia) em vez de motora (movimentação dos mais diversos objetos) se transforma em térmica (provocando calor). Daí ser considerada e conhecida como Termogênese.

As vezes o calor é muito intenso provocando e ocasionando os misteriosos incêndios dado o calor extremo. O interessante é que esse fogo diferente pode arder sem consumir, como queimar sem arder, brilhar sem luminosidade. Alguns paranormais ativos descontrolados, principalmente por um “fervor religioso” podem, inclusive, se queimarem. Porém, nada há de sobrenatural. Tudo parte da própria pessoa, ser humano ou de alguém atuando nesse sentido. Logo, tudo é humano.

As pesquisas PSI nessa área constataram vários casos de combustão espontânea, de auto-combustão. São fenômenos não tão comuns no universo parapsicológico porém, ocorrem e têm suas particularidades, além de acontecerem mediante certas especificações e observadas as limitações de cada caso. A combustão espontânea de corpos humanos (auto-combustão) merece um cuidado mais especial ainda dada a magnitude do fenômeno.

Osmard Andrade Faria, criterioso pesquisador parapsicológico, com inúmeras atividades na área médica em diversos institutos, hospitais e universidades, em seu livro “Parapsicologia – Panorama Atual das Funções PSI” (Ed. Livraria Atheneu –
Rio de Janeiro/São Paulo-1981- pag.175/176) orienta :- “Há outros casos de combustão espontânea para os quais nenhuma explicação plausível tem sido encontrada pelos especialistas, como, por exemplo, os de corpos humanos que se incendeiam até a mais completa carbonização permanecendo os arredores inatos ou queimados superficialmente, em total desacordo com a temperatura necessária para conseguir-se aquela destruição de um corpo humano, estimado em 2.500 graus centígrados. A literatura narra inúmeros desses casos.”

Mais adiante (pag.176) o mesmo autor esclarece:-“…estas pessoas que se carbonizam sugerem uma força inconsciente geradora de tal energia espontânea que provoca o surgimento do fogo com tanta intensidade calórica.”

Devemos observar também que não resta a menor dúvida que os fenômenos PSI de produção de luzes, calor ou equivalentes, são ótimos para o uso da fraude, das mais diversas, pois eles são impressionantes e, desta forma, comovem platéias. Vários elementos auxiliam nas fraudes: sulfuretos de cálcio, de bário, óleo fosforado,
ferro-cerium e outros mais, além dos atuais e mais perfeitos meios eletrônicos.

Espero, com estas breves explicações, ter respondido e esclarecido as várias consultas dos nossos leitores.

Prof. Franceschini

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/realismo-fantastico/auto-combustao-um-fenomeno-paranormal/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/realismo-fantastico/auto-combustao-um-fenomeno-paranormal/

Via Sestra, uma Editora Luciferiana em um país Evangélico – Com Luciano Rodrigues (Pharzhuph)

Bate-Papo Mayhem #143 – 02/03/2021 (Terça) Com Luciano Rodrigues (Pharzhuph) – Via Sestra, uma Editora Luciferiana em um país Evangélico

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

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A Consciência Genética

O sistema nervoso central, incluindo o cérebro, assim como todo o resto do corpo foi projetado pelo código interno da molécula de DNA após milhares e milhares de anos de evolução e seleção natural. Esta mesma molécula é a que hoje envia sinais através do RNA mensageiro para informar ao organismo o que este deve fazer: Cresça cabelos ruivos, tenha olhos azuis, fique de pé e comece a andar, comece a falar, encontre um companheiro, tenha um filho. A nossa vida inteira já esta determinada no interior desta nossa fita de acido desribonucleico

Esses arquivos de DNA sempre ficaram acessíveis á perscruta cerebral consciente, mesmo séculos e séculos antes de Darwin, Mendel, Crick e Watson. Enquanto estávamos despertos a consciência genética sempre esteve acessíveis na forma dos arquétipos do inconsciente coletivo em mitos e metáforas da cultura humana de diferentes povos. Enquanto estávamos dormimos esta mesma consciência buscava um contato mais pessoal conosco por meio de sinais interiores traduzidos dentro de nossos próprios sonhos. Desesperadamente os genes pareciam quere se comunicar.

Quando esta integração genética é feita consciente, mente o individuo atinge o que ouso chamar de consciência genética. Por milhares de anos este estado resultou em místicos,  poucos e sábios, mas recentemente isso parece estar se tornando algo cada vez mais organizado. Esta consciência que ultrapassada os limites do individuo, recebeu diversos nomes em diferentes períodos da história, mas quase todos que dela provaram se referiam a um estado de iluminação, da luz do mundo, de despertar ou de uma nova consciência.

Os primeiros a alcançarem a consciência genética, há alguns milhares de anos, interpretavam como podiam suas experiências, falavam de vidas passadas, anjos, duendes, reencarnações, deuses e  imortalidade, retorno dos mortos, etc. Que esses antigos adeptos genéticos estavam falando de algo real, na melhor das linguagens à disposição em suas épocas, é indicado pelo fato de que muitos deles, especialmente os Hindus e os Sufis, forneceram visões poéticas maravilhosamente corretas da evolução, milênios antes de Darwin e previram a busca da superação da condição humana muito antes das obras de Nietzsche.

Os Gregos chamaram a consciência genética de “a visão de Pã”. Os Chineses de o grande “Tao”, os Hindus de “Consciência de Atman”, traduções que ainda hoje geram no mínimo um silêncio respeitoso pelo mais convicto dos céticos. As figuras numinosas que inspiram  espanto e respeito, aquelas figuras de um “Deus Sublime” ou de “Deusas ou Demônios” que aparecem nos estágios iniciais dessa tomada de consciência, correspondem aos arquétipos de Jung do inconsciente coletivo, e são reconhecidos como os “visitantes do mundo dos sonhos”, pelos primitivos ou “os Sidde” pelas bruxas, assim como o “Povo Estranho” em centenas de tradições populares.

Jung mostrou que todos estes arquétipos não são oriundas de mundos exteriores, espirituais e metafísicos, mas sim frutos de uma redução mínima para a qual retorna todo o organismo incluindo o ser humano e sua mente racional e criativa. Os Deuses não eram  algo posterior ao mundo, mas algo anterior ao corpo e ainda presente nele. Conhece a ti mesmo e conhecerás o teu Senhor ensinou o Islamismo, enquanto a tradição cristã apregoava “O Reino dos Céus está dentro de Você”.. A consciência genética surge exatamente quando o sistema nervoso central torna-se consciente de sua ligação com os genes.

Gurdjieff denomina esta conexão entre o Sistema Nervoso Central e o DNA como Centro Emocional Superior, o inconsciente filogenético do Dr. Stanislaus Grof e a “Hipótese Gaia” dos biólogos Margulis e Lovelock são três metáforas modernas que juntamente com o Inconsciente coletivo de Jung buscam explicar esta maneira de pensar. As visões da evolução passada e futura, descritas  por aqueles que tiveram experiências transpessoais durante o trauma da morte clínica, das ditas experiências “próximas da morte” também descrevem de certa forma este paradigma genético.

No entanto exercícios especiais para desencadear o despertar do ser humano como um  aglomerado de genes não são encontrados no ensinamento iogue: geralmente tal experiência meramente acontece , quando acontece, depois de muitos anos de prática esmerada daqueles tipos avançados de raja ioga, que desenvolvem o êxtase somático. Estudos do Timoth Leary Phd demonstram que altas doses de LSD  também desencadeiam visões da consciência genéticas, ainda que temporárias.

De qualquer forma após milênios de tentativas de contato por parte dos genes somente com a ciência contemporânea esta realidade foi melhor compreendida, como sendo arquivos genéticos ativados pela excitação das proteínas anti-histonas – ou em termos forçosamente metafóricos, a “memória” do DNA se desvelando de volta até o início da vida, contendo também as plantas genéticas para possíveis evoluções futuras.

“Eu sou Ele, que foi, que é, e que será” uma sentença do Livro Egípcio dos mortos, tanto  na forma hieroglífica como na caligrafia ocidental foi encontrada na mesa onde de Beethoven compôs a Nona Sinfonia, e toda a música posterior “evolucionárias”, abrangendo períodos  de tempo da ordem de eras . Vale lembrar que Beethoven era um Maçon Livre adorava o único Arquiteto Cósmico e seu objetivo a imortalidade.  Pode-se julgar disto tudo e da sua própria música que Beethoven havia aberto sua consciência genética.

Aqui habitam os arquétipos primordiais, muito mais antigos que a própria linguagem e ainda assim, mais novos que o amanhã.  São todos personificações dos genes como a grande Mãe celta, o Baphomet dos templários, “O Grande Arquiteto Cósmico” da maçonaria ou o Bebê no Ovo azul no final do filem de Stanley Kubrick, 2001. Essas imagens não são delírios poéticos de povos ou de indivíduos. Elas reaparecem nos sonhos dos indivíduos ( o mito pessoal da noite) e nos mitos de todos os povos ( sonhos impessoais das espécies) e, uma vez e sempre nas estórias de anjos e Ufos. Jesus e Cristo, Sidarta e Budha, O Ser Humano e a Entidade Planetária; em outras palavras O Sistema Nervoso e o DNA.

Joyce em o Desperar de Fennegan explica a lógica do consciência genético assim: “Esses anos e terras nossos, nada mais são que poeira de tijolos. Somos humanos e humus da mesma massa e retorno. No limiar do pão nosso de cada dia jaz o cadáver da colheita de nosso pai fecundo que cairá se preciso mais inadvertidamente se reerguerá.”. Nosso pai fecundo, a semente o código genético, e o ovo, a sabedoria celular manda o sinal ao longo das épocas. Numa metáfora semelhante o geneticista ganhador do Prêmio Nobel, Herbert Muller diz: “Todos somos robôs gigantes manufaturados pelo DNA para produzir mais DNA.” Para o individuo as quebras da cadeia de vida/morte/vida/morte são extremamente reais e dolorosas: para a sabedoria do Pai Semente.  A unidade contínuo da vida/morte/vida morte… é uma realidade maior.

Este estado permite  ao cérebro individual “conversar” com o arquiteto  evolucionário que projetou o seu corpo e – com bilhões e bilhões de outras pessoas, desde o início da vida.  Esta “arquiteta” é a maior projetista sobre este planeta como Buck Fuller comentou repetidamente  nenhum projetista humano já se igualou a sua eficiência ou mesmo em sua estética em produtos rotineiros como rosas, ovos, colônias de insetos, peixes, etc…

De forma menos poética, seja ao humanizarmos este arquiteto numa Grande Mãe ou num Deus das Florestas. Ou animalizarmos num ser com cabeça de chacal, como um Louca deus Divino, como uma tribo africana. Ou ainda se o espiritualizarmos  em algo totalmente abstrato como os Hindus e os Cientistas Cristãos , estamos apresentando apenas uma visão  humanizada deste ser de três bilhões de anos  de idade. Quando o molecularizamos  como DNA, estamos ainda vendo apenas uma seção transversal do mesmo, mas fazemos isso simplesmente porque esta é até agora a sua versão mais útil em termos de análise científica.

Ele ou Ela pode ser personificado em termos modernos como Mãe DNA ou Pai Acido Nucléico. O Racionalista imediatamente repudia tais personificações humanizadas,  uma vez que Ele ou Ela é inconsciente do que faz é um fenômeno não inteligente. A resposta em todas as eras é a de que Ele ou Ela não está inconsciente mas sim intoxicado em si próprio, embriagado em sua própria imensidão.

Mas se julgarmos a inteligência pela capacidade de sobreviver, o pool genético é mais inteligente do que qualquer pessoa, por um fator de vários milhares, mesmo se considerarmos os gênios. Einstein não era tão inteligente quanto o povo judeu quando este é considerado de forma coletiva.  Ele formulou a lei da relatividade e foi esperto o suficiente para escapar dos Nazistas. Os Judeus historicamente criaram dezenas de idéias tão importantes quanto a relatividade e sobreviveram a centenas de “progons”.

A espécie  humana é ainda mais inteligente do que pool genético. Vive milhões de anos a mais do que qualquer individuo, muitos milhares de vezes mais do que qualquer pool genético e é autora de muito mais arte, ciência, filosofia e conquistas do que qualquer outro grupo especifico. A biosfera – Gaia – O código do DNA é ainda mais inteligente do que todos os indivíduos, pools genéticos e espécies. Sobreviveu a tudo que lhe foi atirado  contra ela por cerca de quatro bilhões de anos e está ficando cada vez mais esperta o tempo todo. Pela humanidade dispõe de um olho cada vez melhor com que ver e julgar sua trajetória, como nunca antes e está se preparando gradualmente para abandonar esse planeta e expandir-se pelo universo.

Beethoven , para cita-lo mais uma vez disse: “Qualquer pessoa que compreenda minha música não mais será infeliz.”, Isto acontece porque  a sua música é uma melodia da consciência genética da mesma forma que os Upanishads são uma poesia da consciência genética, representa o espírito da Vida tornando-se consciente de Si mesmo, dos Seus poderes, das suas próprias capacidades para progresso infinito.

Para aqueles que ainda não passaram pela experiência genética por meios pessoais e religiosos espera-se que com o decorrer dos anos uma compreensão maior da natureza nos forneça os subsídios para ligarmos essa consciência através da própria razão e da ciência. Quando isso acontecer a visão religiosa será esclarecida pelo que realmente é e todos os deuses e mitos da antiguidade retornaram como velhos amigos do tempo de infância revelando-se agora sob seus verdadeiros nomes.

Seja como for a maneira como isso aconterá, estaparece uma hipotese cada vez mais próxima com o passar dos anos. A religião cada vez mais se curva para a ciência e a ciência a cada instante parece se tornar tão fascinante quando qualquer misticismo. Qualquer que seja o nome dado a este movimento que trará a consciência genética para as grandes massas com ele virá à compreensão em grande escala do papel da humanidade como parte um todo muito maior.  A raça humana terá então abandonado sua infância e estará livre para expandir-se e crescer com seus genes para as fronteiras mias distantes do espaço infinito. Quando isso acontecer, então a aventura da vida terá finalmente começado e todo adulto será um Cristo e toda  criança será um messias.

EXERCICIOS

1 – Faça uma lista e pelo menos 15 semelhanças entre São Paulo (ou qualquer outra cidade grande)  e uma colônia de insetos, tal como uma colméia ou um formigueiro. Se você não puder pensar em quinze alternativas, procure ler o livro Sociobiologia de Edward Wilson. Contemple a informação do DNA, que criou estes enclaves de alta coerência e organização, seja na sociedade dos primatas ou dos insetos.

2 – Leia os Upashads e todas as vezes que ler a palavra “Atman” ou “Alma do Mundo” traduza como “Fita Mestre do DNA” Veja se isto lhe faz ler esta tradição antiga com maior sentido.

3 – Observe seus próprios sonhos, quanto se seu conteúdo poderia ser atribuído a mensagens de seu próprio código genético quanto a incongruências de seu próprio comportamento cotidiano em relação a vontade deste “Pai Fecundo”.

4 – Jung e vários dos seus discípulos  como Coleman, Steiger e Fideler, sugeriram que da mesma forma que as mitologias clássicas, os mitos modernos dos UFOS são mensagens deste circuito de DNA coletivo dirigidas ao cérebro.  O que significam tais mensagens? O que é que o filamento de DNA poderia estar querendo dizer a humanidade?

5 – Releia o encontro de Moisés com o “Eu Sou o que Sou” no deuteronômio. Tente ler com a interpretação de que Moises estava falando com seu própria consciência genética. Quais os interesses da sarsa ardente em relação ao povo hebreu?

6 – Dedique um tempo a prática da DNA-Vidência

Robert Anton Wilson

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