Esquisoterices no Estadão

Texto bacana do Daniel Sottomaior, Imperator do ATEA (Associação Brasileira dos Ateus e Agnósticos) a respeito de uns charlatões que apareceram recentemente no Estadão alegando previsões miraculosas (que obviamente nunca se concretizam). Este tipo de picareta causa muitas vezes mais estrago do que pastores evangélicos, porque com esse monte de absurdos, acabam afastando pessoas inteligentes de se aprofundarem em assuntos mais sérios.

O Oráculo de São Paulo

Na primeira edição de janeiro, o Caderno 2 do Estado de S. Paulo presenteou seus leitores com uma página inteira de previsões feitas por três místicos para este ano. Um babalorixá, uma astróloga e um tarólogo desfiaram seu, digamos, conhecimento, respondendo às mesmas sete perguntas feitas pela coluna de Sônia Racy. O resultado, como não poderia deixar de ser, foi uma torrente de platitudes e inespecificidades, desta vez coroada com a inédita afirmação de que uma lei de Newton será violada este ano!

Apesar de ser um “jornalão”, não é a primeira vez que o Estadão publica, sem qualquer constrangimento, uma matéria desse tipo. Em 2005, “O futuro segundo Quiroga” fez matéria de capa no Caderno 2, e todas as críticas que fiz àquela matéria neste Observatório (ver aqui), cinco anos atrás, continuam válidas em seus menores detalhes ao último descalabro jornalístico do Estadão. Talvez eu devesse ter entrado no lucrativo business das previsões: os místicos continuarão a ganhar dinheiro com a credulidade alheia e desta vez receberão entusiástica ajuda de jornais e jornalistas que deveriam zelar pelos princípios básicos da credibilidade das fontes e da checagem de suas afirmações.

O jornal parece que não se importa com a precisão e veracidade das afirmações de suas fontes. Ano após ano, milênio após milênio, os divinadores vêm errando espetacularmente, o que já não surpreende mais ninguém. O que deveria espantar qualquer jornalista com um mínimo de dignidade é que agora esses profissionais do erro estão embolsando credibilidade, fazendo novos clientes e inflacionando seus preços às custas da mídia que pretende se dizer crítica e investigativa.

Violação de leis naturais

Em 2005, tínhamos acabado de passar por um tsunami que não foi previsto por ninguém, mas isso não impediu a repórter de entoar loas à capacidade do astrólogo Quiroga. A matéria deste ano foi publicada no mesmo dia de uma importante tragédia em Angra, que incidentalmente por muito pouco não me custou a vida. Em ambos os casos, ninguém se lembrou de questionar o expertise de peritos que não conseguem apontar os fatos mais marcantes do ano nem quando eles estão bem diante dos seus olhos.

Em 2005, Quiroga desfilou seu saber científico negando a evolução das espécies. Desta vez, o tarólogo Teruo Yamada afirmou que acontecerá “uma outra coisa intrigante em algumas regiões do planeta: o dia será muito mais longo do que o normal (presença do Sol). Mais um motivo para as fortes ondas de calor”.

Não é preciso ser grande gênio para perceber que, em cada latitude, a duração do dia depende apenas da velocidade de rotação da Terra e da posição do Sol com relação ao eixo de rotação planeta, determinada indiretamente por nossa posição na órbita de translação. Ironicamente, ambas as coisas são conhecidas e podem ser previstas com enorme precisão – não pelos místicos, claro, mas pela boa e velha ciência. A rotação da Terra, por exemplo, atualmente tem incerteza de cerca de uma parte em cem milhões.

Por isso, embora possa parecer trivial, uma variação na duração do dia de um décimo de segundo, entre um ano e outro, já representaria uma violação da lei da conservação do momento angular, uma das leis físicas fundamentais de nosso universo. Assim, a previsão do eminente tarólogo implicaria nada menos do que um milagre, que é o nome que se dá à violação de leis naturais.

“Cara eu ganho, coroa você perde”

Mais incrível ainda seria o dia ficar mais longo que no ano anterior apenas em algumas regiões da Terra, enquanto em outras permanece o mesmo! Para isso acontecer, seria preciso mudar até a geometria euclidiana, como pode constatar qualquer pessoa com uma lâmpada e uma maçã na mão. Esse é um dos problemas da suspensão de senso crítico – ou ausência, não sei – necessária para publicar semelhantes patacoadas: chega-se inevitavelmente ao vale-tudo do besteirol. Já que vamos dar crédito aos videntes, por que não passar por cima de qualquer outro resquício de lógica?

Vale a pena apontar em maior detalhe algumas das técnicas utilizadas desde sempre para incrementar a aparência de acertos das previsões. Como toda ilusão de mágica, uma vez conhecido o segredo, o truque se torna elementar. Mas nem por isso deixa de ser eficaz. Então, aqui vai um rápido manual de como acertar sempre, seguido à risca pelos profissionais da área.

Primeiro: seja generoso nas obviedades. “Vencer não será fácil” e “a vitória dependerá do empenho de cada jogador” foram as “previsões” do babalorixá para a Copa. Segundo ele, “amor, paz, compreensão e justiça são ideais que a humanidade pode perseguir”. Para o tarólogo, “a intenção do nosso presidente é dar voos mais altos e deixar alguém no seu lugar”.

Segundo: nunca diga nada com precisão. Em 2010, a astróloga revelou que “o que estiver por baixo será revelado”, “haverá pressão sobre o regente do executivo” e “revelações de grandes corrupções [sic], retaliações e revoluções no jogo de forças. E isso se refletirá no aspecto econômico”.

Terceiro: diga que uma coisa pode acontecer. Ou não. Assim você leva o crédito de qualquer jeito. Por exemplo, a astróloga afirmou que “Dilma tem a máquina a seu favor” (vide primeira regra) e “seu mapa tem bons aspectos”. A seguir, lembrou que o jogo pode virar. Marina também “tem boas chances do ponto de vista astrológico”, mas “suas chances são remotas”. Essa é a técnica “cara eu ganho, coroa você perde”. Com ela, no ano que vem basta selecionar adequadamente as citações para criar um impressionante registro de “acertos”.

A promoção do misticismo

Quarto: faça afirmações infalseáveis – ou seja, que não têm como ser desmentidas. Para o babalorixá, “2010 será regido por Oxum e Oxalá, com forte influência de Ibejo e Xangô” (alguém tem como provar o contrário?). Para a astróloga, existe “uma forte tensão no céu”. Para o tarólogo, “a economia tomará nova consciência sobre o dinheiro”, o que quer que isso signifique.

Quinto: aposte na continuação de tendências atuais. O mundo nunca muda radicalmente de um ano para outro. “As catástrofes naturais estarão relacionadas às águas” (vide primeira e segunda regras) e “Lula continuará em alta”, diz o babalorixá. Para o tarólogo, “há muita sujeira dos governantes para vir à tona” (vide primeira e quarta regras).

Sexto: consiga um jornal de renome para publicar tudo que você disser, independentemente de quão inverossímil ou auto-evidente. Isso piora a imagem dele, mas melhora a sua.

O que leva um jornal destacado a se render a tamanhas atrocidades? Como pode o padrão de jornalismo variar tão abruptamente de um dia para o outro? Ou será de um caderno para o outro? Talvez o clima de relativismo de um caderno de cultura contamine a redação de maneira tão profunda que valores como veracidade e confiabilidade deixem de ser relevantes na determinação da pauta. De qualquer maneira, a publicação de “previsões” que só fazem sentido para leitores de, digamos, determinados coloridos místico-religiosos, dificilmente se encaixa em um caderno de cultura.

Será que o fato de haver leitores interessados é razão suficiente para publicar uma matéria que atenta contra princípios básicos do bom jornalismo? Existirá algum motivo respeitável para promover misticismo sob o título de jornalismo cultural ou tudo não passou de um grande exercício de proselitismo idiossincrático que voou abaixo do radar do jornal, “sem querer, querendo”? Se essas previsões são quentes e úteis, deveriam ser utilizadas com mais frequência, e também em outros cadernos. E se não são, por que engambelar o leitor com elas?

Por Daniel Sottomaior em Observatório de Imprensa.

#Ceticismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/esquisoterices-no-estad%C3%A3o

Pai nosso em Enochiano

Tradução de Robson Belli

GE IAD DS Geh Sa Madriiax
Pai Nosso que estais no céu

dripaI I Nonce dooain
Grande é o seu nome

Soba londoh niis
Venha a nós o vosso reino

Soba GEMEGANZA
Seja feita tua vontade

Pild Ta I Sa Madriiax
Assim na terra como no céu

Dlugar oi basgim bliors
De a nós neste dia o nosso conforto

Bams ge Madrid
Esqueça nossas iniquidades

Ta dlugar ge IEHUSOZ
De a nós a vossa misericordia

Dlugar ip zixlay dodseh
Traga a eles para não suscitar vexação

Crip ZONRENSG ip nonce a Ciaofi
Mas não entregue a você o terror

Zurah
Amém/concordo (fervorosamente, com humildade)


Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/pai-nosso-em-enochiano/

A Igreja Católica e sua visão da Magia, Mundo Espiritual e Exorcismos – Padre Bento

Bate-Papo Mayhem #154 – 23/03/2021 (Terça) Com Padre Bento – A Igreja Católica e sua visão da Magia, Mundo Espiritual e Exorcismos

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

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Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-igreja-cat%C3%B3lica-e-sua-vis%C3%A3o-da-magia-mundo-espiritual-e-exorcismos-padre-bento

Ebós e Feitiços Pesados

PARA DESTRUIR OU SEPARAR UMA PESSOA

Ingredientes :

1 acaçá grande e bem duro
Um pouco de azeite-de-dendê
7 atarés (pimenta-da-costa)
1 vela
Nomes das pessoas escritos cruzados

Modo de fazer :

Escrever num pedaço de papel o nome de quem se quer separar ou destruir e entregar 10 minutos antes do meio dia numa encruzilhada aberta.
Os nomes são escritos cruzados.
No centro o nome da rua e o número da casa da pessoa.
Em volta o nome do Exu Tiriri
Faz-se um acará grande e bem duro e coloca-se o papel com o nome e o endereço. Ferve-se um pouco de azeite-de-dendê, cospe-se 7 pimentas-da-costa e despeja-se quente em cima do oberó (alguidar).
Acender uma vela ao lado de tudo. Na hora de arriar na rua, peça tudo de mal para aquela pessoa.
TERÁ QUE SER FEITO NA ENCRUZILHADA, FALTANDO 10 MINUTOS PARA O MEIO DIA E QUE SEJA NUMA SEGUNDA-FEIRA !
OBS. : SEMPRE ACENDER UMA VELA E COLOCAR UM COPO DE AGUA PARA O SEU ANJO DA GUARDA E ESTES DEVERÃO FICAR ACIMA DA CABEÇA

Pó para colocar alguém fora de Nossos Caminhos

Pó de corredeira
Pó de raspa de veado
Osún
Pimenta da costa (moída)
Pimenta malagueta (seca e moída).

Misturar todos estes ingredientes, e soprar na direção de seus inimigos, de preferência que seja nas costas do mesmo, ou no seu rastro (caminho), até mesmo, dentro da casa onde seu inimigo more.

Para entregar Alguém para Egún:

1 caixão pequeno (comprar nas casas de artigos religiosos)
Maisena
9 velas brancas ou roxas
1 rosa branca ou lírio branco do campo.

Colocar o nome dentro do caixão, fazer um mingau (papa) de maisena e ainda quente, colocar dentro do caixão, por cima do nome. Pegar o caixão e enterrar dentro de uma catatumba fresca, de homem, e chamar pelo egún da pessoa e acender as 9 velas e colocar a rosa branca ou o lírio. Pedir tudo de mal para aquela pessoa.
Este serviço é para ser feito em uma segunda-feira.

Ebó para Separar Duas Pessoas sob Influência de Exu:

Os nomes
Três cebolas roxas
Um Alguidar
Azeite de dendê.

Cozinhar as cebolas, colocar os nomes em um papel de forma contrária e colocar dentro das cebolas, ainda quentes, colocar tudo dentro do alguidar e cobrir com azeite de dendê e levar ao cemitério e pedir a Exú que separe as pessoas.
Este Ebó é para ser feito em uma segunda-feira de lua minguante.

Ebó Exú Para Afastar Más Influências

Local: Cemitério
Horário: Meia-Noite
Dia da Semana: Segunda-feira
Material Necessário:
Um galo preto, verduras de todas as qualidades, um pedaço de carne seca, um pedaço de carne de porco salgada, 07 bolinhos de farinha e água com carvão, 07 farofas de azeite-de-dendê, 07 farofas de mel de abelha, 07 velas brancas, 1 metro de morim branco, Duburu, feijão preto cozido, feijão preto torrado, milho vermelho e galhos de aroeira.
Maneira de Fazer: Passar pelo corpo da pessoa todos os ingredientes acima descriminados, obedecendo a mesma ordem. Deixar tudo no local que fizer o Ebó. Levar a pessoa imediatamente para tomar banho de Abô.

Ebó Exú Para Afastar Más Influências

Local: Cemitério
Horário: Meia-noite
Dia da Semana: Segunda-feira
Material Necessário:
Um casal de galinhas brancas. Além de todos os ingredientes acima mencionados. A maneira de fazer é a mesma do Ebó acima.

Ebó para Separar Duas Pessoas sob Influência de Exu:  

Os nomes
Três cebolas roxas
Um Alguidar
Azeite de dendê.
Cozinhar as cebolas, colocar os nomes em um papel de forma contrária e colocar dentro das cebolas, ainda quentes, colocar tudo dentro do alguidar e cobrir com azeite de dendê e levar ao cemitério e pedir a Exú que separe as pessoas.
Este Ebó é para ser feito em uma segunda-feira de lua minguante.

Ebo para destruir e separar uma pessoa

Ingredientes :
1 acaçá grande e bem duro
Um pouco de azeite-de-dendê
7 atarés (pimenta-da-costa)
1 vela
Nomes das pessoas escritos cruzados

Modo de fazer :

Escrever num pedaço de papel o nome de quem se quer separar ou destruir e entregar 10 minutos antes do meio dia numa encruzilhada aberta.
Os nomes são escritos cruzados.
No centro o nome da rua e o número da casa da pessoa.
Em volta o nome do Exu Tiriri
Faz-se um acará grande e bem duro e coloca-se o papel com o nome e o endereço. Ferve-se um pouco de azeite-de-dendê, cospe-se 7 pimentas-da-costa e despeja-se quente em cima do oberó (alguidar).
Acender uma vela ao lado de tudo. Na hora de arriar na rua, peça tudo de mal para aquela pessoa.

TERÁ QUE SER FEITO NA ENCRUZILHADA, FALTANDO 10 MINUTOS PARA O MEIO DIA E QUE SEJA NUMA SEGUNDA-FEIRA !

OBS. : SEMPRE ACENDER UMA VELA E COLOCAR UM COPO DE AGUA PARA O SEU ANJO DA GUARDA E ESTES DEVERÃO FICAR ACIMA DA CABEÇA !

Ebó para separar um casal

Ingredientes :
21 ovos
21 velas

Modo de fazer :

Escrever em 7 ovos o nome do homem, escrever em 7 ovos o nome da mulher, escrever em 7 ovos o nome do casal.

Percorrer 3 encruzilhadas :

– Na primeira encruzilhada separar a clara da gema do nome do homem, jogar fora, com uma vela para cada ovo separado.
– Na segunda encruzilhada separar a clara da gema do nome da mulher, jogar fora, com uma vela para cada ovo separado.
– Na terceira encruzilhada separar a clara da gema com o nome dos dois, jogar fora com uma vela para cada ovo, acesa.

** QUANDO VOLTAR PARA CASA TOMAR BANHO DE ABÔ E DESPACHAR A PORTA COM ÁGUA E SAL.
TERÁ QUE SER FEITO NA ENCRUZILHADA, NO HORÁRIO NOTURNO E QUE SEJA NUMA SEGUNDA-FEIRA !
OBS. : SEMPRE ACENDER UMA VELA E COLOCAR UM COPO DE AGUA PARA O SEU ANJO DA GUARDA E ESTES DEVERÃO FICAR ACIMA DA CABEÇA !

Ebó para separar uma pessoa de outra

Ingredientes :

Um coração de boi
O nome da pessoa
Pólvora
Vinagre
Pemba preta
Cachaça
Um metro de morim preto

Modo de fazer :

Abra o coração ao meio, coloque os nomes das pessoas e coloque dentro pólvora, vinagre, pemba preta e cachaça. Feche o coração e enrole no morim preto, dando um nó. Enterre tudo no fundo de um mangue.

TERÁ QUE SER FEITO NO MANGUE, NO HORÁRIO NOTURNO E QUE SEJA NUMA SEGUNDA-FEIRA !
OBS. : SEMPRE ACENDER UMA VELA E COLOCAR UM COPO DE AGUA PARA O SEU ANJO DA GUARDA E ESTES DEVERÃO FICAR ACIMA DA CABEÇA !

Afastar inimigos

Ingredientes :

O nome(s)
1 vidro de azougue
7 fios de cabelo do rabo de um cavalo
7 folhas da corredeira
1 garrafa de cachaça
1 vela preta
1 charuto
1 caixa de fósforos

Modo de fazer :

Levar ao fogo, torrar tudo com o nome(s), escrito(s) 7 vezes seguidas. Colocar, após torrados, dentro da garrafa de cachaça juntamente aberta, entregando a Exu Teimoso.
Acender a vela e o charuto e deixar juntamente com a caixa de fósforos.

OBS. : SEMPRE ACENDER UMA VELA E COLOCAR UM COPO DE AGUA PARA O SEU ANJO DA GUARDA E ESTES DEVERÃO FICAR ACIMA DA CABEÇA !

Afastar inimigos

(para tirar alguém de seus caminhos ou afastar de uma pessoa que você ama)

Ingredientes :
1 mão de vaca
1 metro de fita vermelha
1 metro de fita roxa
1 litro de azeite de dendê
1 vidro de pó de sumiço
1 vidro de pó da raspa de veado
7 folhas verdes, da erva do fogo (é uma erva rara que pode ser encontrada nas casas especializadas.)
1 punhado de pipoca, feitas na areia lavada
1 alguidar grande
O nome do desafeto

Modo de fazer :

Pegar a mão da vaca, aberta ao meio, colocar o nome, pôr os pós por cima, enrolar as fitas, dando laçada. Em seguida, colocar no alguidar, cobrindo com as pipocas e entornando bastante dendê. Imediatamente, levar a uma encruzilhada aberta (aquela que tem o formato de cruz), entregando a Exu.

OBS. : SEMPRE ACENDER UMA VELA E COLOCAR UM COPO DE AGUA PARA O SEU ANJO DA GUARDA E ESTES DEVERÃO FICAR ACIMA DA CABEÇA !

DERROTAR INIMIGOS.

Este axé não vai ao *igbá .São diretos no tempo.

-2 INHAMES.

-AZEITE-DE-DENDÊ.

*-ORI.

*-EFUM.

-1 ALGUIDAR DE BARRO.

-1 TIGELA BRANCA CUMPRIDA.

-BANDEIRA BRANCA DE 40X 40CM.

-RESTOS DE 9 REFEIÇÕES.

-BANDEJA DE PLÁSTICO.

-3 VELAS VERMELHAS.

-9 VELAS DE SEBO.

-12 VELAS BRANCAS.

Para livrar-se de inimigos e obter algo muito difícil coloca-se inhame com dendê para BARÁ ,arriando em uma campina perto de estrada,acendendo as velas vermelhas.

Arreia-se inhame com ori e efum para OBATALÁ, próximo ao axé do BARÁ e acender suas doze velas.

Dar de comer aos eguns os restos das comidas na bandeja de plástico ao pé de uma árvore seca,um pouco mais afastada dos orixás e acender as nove velas de sebo.

Colocar uma bandeira branca em casa,após despachar todo o axé.

Feitiço para tirar uma pessoa de nossos caminhos sob influência de EXU

MATERIAL NECESSÁRIO
* Farinha de mesa
* Nove folhas de saião
* Cinza de carvão
* Nove pedaços de carvão
* Óleo de rícino

MANEIRA DE PREPARAR

Fritar as folhas de saião no óleo de rícino, com o nome da pessoa.Fazer um padê com óleo de rícino e o nome da pessoa.fazer nove bolos de cinza da carvão com farinha de mesa e o óleo de rícino e uma pedra de carvão para cada bolo.
Colocar a farofa e o óleo de rícino em cima do nome.
Arrumar os bolos de cinza, farinha e óleo, por cima colocar as folhas de saião
Local: Dentro de casa
Horário: 18:00hs
Dia da semana: Segunda-Feira

Feitiço para destruição sob influência de EXU

MATERIAL NECESSÁRIO
* Um coração de boi
* Enxofre em pedra socado
* Uma pemba preta
* Cachaça
* O nome da pessoa
* Um morim preto
* Três velas pretas
* Cinza de carvão

MANEIRA DE PREPARAR
Abrir o coração de boi, colocar dentro o nome, o enxofre, a pemba preta, a cachaça e a cinza.Enrolar tudo no morim preto e enterrar em uma bananeira ou mangue e acender as velas para exu e pedir a destruição da pessoa.
Local: Pé-de-bananeira ou mangue
Horário: 18:00hs
Dia da semana: Segunda-feira

Ebó Exú Para Afastar Más Influências ( 1 )
Local: Cemitério
Horário: Meia-Noite
Dia da Semana: Segunda-feira
Material Necessário:
Um galo preto, verduras de todas as qualidades, um pedaço de carne seca, um pedaço de carne de porco salgada, 07 bolinhos de farinha e água com carvão, 07 farofas de azeite-de-dendê, 07 farofas de mel de abelha, 07 velas brancas, 1 metro de morim branco, Duburu, feijão preto cozido, feijão preto torrado, milho vermelho e galhos de aroeira.

Maneira de Fazer:

Passar pelo corpo da pessoa todos os ingredientes acima descriminados, obedecendo a mesma ordem. Deixar tudo no local que fizer o Ebó. Levar a pessoa imediatamente para tomar banho de Abô.
Ebó Exú Para Afastar Más Influências ( 2 )
Local: Cemitério
Horário: Meia-noite
Dia da Semana: Segunda-feira
Material Necessário:
Um casal de galinhas brancas. Além de todos os ingredientes acima mencionados. A maneira de fazer é a mesma do Ebó acima.

ABERTURA DE CAMINHO ( CHAMAR CLIENTE )

7 velas
7 folhas de mamona Padê de dendê e de mel akaçá
Feijão fradinho torrado Milho Torrado Deburu
Dar um frango ao exú da casa, só o ejé, por um pouco de padê de dendê, feijão fradinho, milho vermelho, deburú, akaçá em cada folha e por uma parte do frango em cada folha; cabeça, 1 pé, outra um rabo, a asa, outra 1 pedaço do pescoço, a cabeça na rua da casa virada para a rua principal e o resto ir distribuindo em cada encruzilhada, na volta vir jogando padê de mel na ma até a porta de cassa chamando cliente, dinheiro e etc.. Por no Ogum 1 prato de feijão fradinho 1 prato de milho vermelho

EBO CLIENTE

7 folhas de mamona com; padê de mel, dendê,
7 akaçás vermelho
7 akaçás branco
7 moedas
1 obi roxo partido em 7, colocar em 7 encruzilhadas pedindo abertura de caminho.

EBÓ OKARÃ ESU

7 padès diferente
3 akaçás
7 acarajés
7 punhados de deburú
7 velas
Vá metro branco, preto e vermelho
1 frango

EBÓ DE ESÚ NA RUA

cartucho de pólvora
garrafa de cachaça ou champanhe
CHARUTOS, CIGARROS

Ebó Para Fins Amorosos

Tendo um coração de boi, parta-o em quatro pedaços. Regue-o generosamente com mel de abelha, tendo o nome da pessoa visada dentro. Coloque o coração assim preparado dentro de um alguidar e ofereça a Ogum, em um Terça-feira.

Ebó Para Atrair Clientes
Fumo de rolo e açúcar. Defume o local dentro para fora e de fora para dentro. Repita este processo e não tarda seus efeitos surpreendentes.

Ebó Para Solucionar Problemas

Torre feijão fradinho no azeite de dendê. Coloque-o na folha de mamona.

Ebó Para Problemas Renais e Hérnia
Coloque em uma quartinha, perfume, mel de abelha, e ao lado acenda uma vela branca. Toda Quinta-feira renove.

Ebó para o Amor

Material:
07 Maçãs vermelhas
07 Botões de Rosas vermelhas
07 Velas Vermelha e Branca
04 galhos de pitangueira
Mel
07 Papéis com os nomes escritos

Coloque os nomes em cada maçã.
Forme um círculo de maçãs numa bandeja.
Ponha as velas e os galhos de pitangueira por fora do círculo de maçãs.
Despeje mel por cima
Despache no mato acendendo as velas e fazendo seus pedidos e oferecendo á Yansã.

Ebó de Oxum para Prosperidade

Numa tigela de vidro coloque os ingredientes, obedecendo a ordem a seguir:
08 Moedas;
01 Punhado de Farinha de Milho;
Mel;
Água até a proximidade da borda da tigela;
Perfume;
Pétalas de Flores Amarelas.

Deixe em sua casa ou no local de trabalho durante 07 dias. Despache num verde, reaproveite as moedas e a tigela de vidro.
Peça á Oxum properidade e fartura.

Para separação
1 garrafa de cachaça, 7 vezes o nome dentro , tampa-se, leva em uma encruzilhada ou num mato que não tenha bananeira. Ofereça a Exu Mularnbo e diz: ” COMO ESSA GARRAFA ROLAR, QUE ROLE COM FULANO(A) DA VIDA DE ………(NOME), ROLAR DE MANEIRA
QUEBRE A GARRAFA, E VIRE-SE DE COSTA E VAI EMBORA.”

Para Conseguir seus Objetivos

Pegue uma tigela de vidro e coloque no fundo um papel com seus objetivos escritos. Coloque mel por cima. Encha a tigela com água e 08 flores brancas. Guarde por 08 dias. Despache no verde. Faça todos os seus pedido á Oxalá.
Para Estreitar Laços de Amizade e Melhorar o Relacionamento Familiar
Material
Camjica Amarela cozida;
04 Quindins;
08 Balas de Mel;
Os nomes escreitos num papel.
Arrume tudo numa bandeja e despache na praia fazendo seus pedidos á Oxum.
Banho para Yemanjá Ajudar a Conquistar as Coisas que Deseja
Material
Água morna
FOlhas de Pata de Vaca;
Folhas de Tapete de Oxalá (boldo);
Mel
Flores Brancas

Lave as folhas uma a uma, coloque-as numa bacia com água e de frente para a bacia macere as folhas esfregando uma na outra, pensando positivamente em seu objetivos. Acrescente 08 gotas de perfume. Tome o bnaho do pescoço para baixo.

Neutralizar Pessoas Fofoqueiras
Escreva o nome da fofoqueira num papel, enrole-o e coloque dentro de uma pimenta dedo-de-moça.
Numa quarta-feira, deixe a pimenta fora de casa (no sereno, mas onde ninguém veja).
Na sexta-feira, torre a pimenta, e transforme-a em pó. Jogue um pouco de pó nas costas da fofoqueira.
Separar a Rival de Seu Amado
01 Maçã vermelha;
01 Lâmina de barbear;
01 Pedaço de papel;
01 Vidro de boca larga e com tampa;
Azeite de dendê.

Faça na Lua Minguante. Crave a lâmina no lato da maçã. Em um dos lados do papel escreva o nome da rival e no outro do seu amado. Coloque o papel com os nomes na lâmina.
Ponha a maçã dentro do vidro e encha-o com dendê.
Feche o vidro, despache no verde ou quebre-o num cruzeiro. Saia sem olhar para trás.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cultos-afros/ebos-e-feiticos-pesados/

Pegadas do Diabo

Muito se escreveu a  esse respeito assim eu ( Paul J. Willis ) me contentarei, para não aborrecer o leitor , com um simples relato dos fatos. Levantando-se na manhã do dia 8 de fevereiro de 1855, os habitantes de uma vasta região  do sul de Devonshire ( na Inglaterra ) . constataram que , sobre a neve que cobria o solo , entrecruzavam-se um número enorme de rastros estranhos, pequenos e assemelhando-se a cascos de um animal e de uma incrível multiplicidade. Havia, provavelmente, mais de 160 km de rastros!

Os desenhos que reproduzimos ( não estão na msg ) dão uma idéia do aspecto geral das impressões. Elas são decalcadas do desenho publicado no Ilustrated London News de 3 de março de 1855, página 214, e mostra este desenho nos dois sentidos. As pegadas mediam cada uma cerca de 10 centimetros de comprimento por 7 centimetros de largura e estavam regularmente separadas de 20 a 22 cm. Os rastros estavam em linha reta.

Quem os tinha feito? Explicações muito avançadas, que vão de cangurus a passarinhos ( passando por uma idéia expressa em alguns espíritos de que um viajante de uma nave espacial extraterrestre as havia deixado). Parece-me lembrar que o falecido Harold T. Wilkins esposou esta idéia. Por razões evidentes esta hipótese jamais encontrou partidários nos grupos de zoólogos profissionais.

Há alguns pontos relativos ao problema de identificação de quem ou o que deixou estas pegadas, que não foram , em nosso modo de ver , suficientemente ressaltados nos relatos já publicados ou, mais exatamente, nem frequente e nem suficientemente próximas umas das outras . Merece atenção:

a)    Se as pegadas forem atribuidas a um animal terrestre qualquer ( compreendendo os passáros), o elemento mai dificil de explicar ( ainda que o mais importante ) é a sua colocação fantástica: “O misterioso visitante passou de modo geral apenas uma vez em cada local e o fez em quase todas as casas de numerosas partes das diferentes cidades assim como nas fazendolas esparsas no arrabalde; esta pista regular, passando em certos casos por sobre os tetos das casas ou por sobre os palheiros , ou por sobre muros muitos altos ( um com cerca de 4,50 metros ), sem deslocar a neve nem de um lado nem do outro e, sem deslocar a neve nem de um lado nem do outro e, sem modoficar as distancias entre as pegadas, como se o obstáculo não fosse absolutamente incomodo. Os jardins cercados de sebes altas ou de muros e com portas fechadas foram visitados , assim como aqueles que não tinham obstáculos nem eram fechados. . .” Um cientista de meu conhecimento informou-me que ele seguiu uma mesma pista através de um campo até um palheiro . A superfice deste palheiro estava totalmente virgem de toda marca mas , do lado oposto , numa direção correspondente exatamente à pista traçada até aqui, as pegadas recomeçavam! O mesmo fato foi observado de um lado e de outro de um muro. . . Dois outros habitantes da mesma coluna seguiram uma linha de pegadas durante três horas e meia, passando sob bosque de groselheiras e de arvores frutiferas em renques; perdendo-se em seguida o rastro e reencontrando-se sobre o teto de casas nas quais suas pesquisas haviam começado. . . (Illustrated London News, 24 de fevereiro de 1855, pag. 187) . O artigo indica igualmente que as pegadas passavam por uma “abertura circular de 30 cm de diametro” e em um “dreno de 15 cm “. As pegadas pareciam atravessar um estuário de quase 3,5 km de largura. De nada serve atribuir a mais de um animal estes rastros ( a conclusão , aliás, parece inevitável ) , porque isto não explica como, qualquer que seja o animal e
qualquer que seja o seu número , possa “passar pelos muros” ou subir aos tetos como se eles não oferecessem nenhum
obstáculo; e, também, ter capacidade de passar por pequenas valas de menos de 30 cm de largura. É igualmente digno de nota , se acreditamos nas descrições , que os rastros não pareciam voltar para trás e nem circundar aleatóriamente , o que é , direi eu, já bastante esquisito.

b)    Numerosos são aqueles que propuseram , como solução, o efeito da atmosfera sobre aquelas marcas, mas como seria
possivel que a atmosfera afetasse uma pegada e não a outra? Na manhã em que elas foram observadas, a neve apresentava pegadas frescas de gatos , cães , coelhos, pássaros e homens, nitidamente definidos. Porque então uma pista ainda mais nitidamente definida    —    tão nitidamente que mesmo a fenda do meio de cada casco era nitidamente visivel    —    por que então esse traço particular seria, somente ele, afetado pela atmosfera e todas as outras marcas deixadas como eram? Ademais, a circunstancia mais singular levantada a esse respeito era a de que , onde quer que aparecesse essa marca, a neve estava completamente revolta como se tivesse sido talhada com diamante ou marcada com ferro quente. Não falo de seu aspecto depois que foi pisoteada e revolta pelos curiosos nas ruas da cidade e nos arrabaldes. Em um caso, esta pista entrou num celeiro coberto onde a atmosfera não podia afetar e atravessou saindo por uma brecha na parede oposta.

O autor do que precede ( no mesmo artigo , no Illustrated London News ) passou cinco meses de inverno nas florestas do interior do Canadá e tem uma longa experiencia em rastros de animais e de pássaros sobre a neve . Ele assegurou que  “jamais viu uma pista tão nitidamente definida e nem uma pista que parecesse tão pouco afetada pela atmosfera”.

Estas circunstancias são desconcertantes; os rastros são feitos, bem entendido, por pressão e mostram sinais nitidos de
compressão na neve que envolve cada pegada. Mas, se estas das quais se trata, são feitas por revolvimento da neve , como explicar esse fato?

c)    Um outro pormenor    —    notado por Fort, mas que eu não encontrei em nenhum outro  lugar    —    é que, segundo uma descrição ( se bem que feita 35 anos após o acontecimento ) , as pegadas de Devonshire alternavam-se por “intervalos enormes, mas regulares , que pareciam ser marcas da ponta de um bastão ( O Livro dos Danados , capitulo 28). O que isto pode significar permanece extremamente problemático.

d)    Charles Fort, Rupert T. Gould, Bernard Heuvelmans e Eric Franck Russel mencionaram descrições curiosamente similares provenientes de regiões mais afastadas geograficamente. Não encontrei em pormenores ; notadamente porque algumas destas descrições , senão todas , podem muito bem não ter nenhuma relação com o caso de Devonshire; eu ( Paul Willis) me contento em apresentar a lista dos incidentes relatados: Escócia, 1839-1840 ( Times de Londres, 14 de março de 1840) ; ilha Kerguelen, Oceano Indico 1840 ( Viagem de descoberta e pesquisa nos Mares do Sul e Oceano Antártico, do capitão Sir James Clark Ross) ; Polonia perto de 1855 ( Illustrated London News de 17 de março de 1855, pag 242) ; Bélgica , 1945 ( o artigo de E. F. Russel no Doubt nº 20 , reproduz as medidas das pegadas menores e diferentemente espaçadas das de Devonshire) ; no Brasil, antes de 1954 ( pé de garrafa, B. Heuvelmans, Na pista das besta ignoradas ( Plon, ed. 1955). Os autores se referem a casos que podem ser ou não pertinentes. Um deles diz:  “Após o sismo de 15 de julho de 1757 , nas praias de Penzance , na Cornualha , numa zona de uma centena de metros  quadrados , foram encontrados vestígios semelhantes a de cascos, salvo que estes não eram em crescentes”( Notar a proximidade de Devonshire . Os vestígios do Brasil não eram em forma de crescente) . Uma menção , ainda mais obscura, diz respeito a um extrato dos anais chineses que se relaciona com o caso de Devonshire: “Da corte de um palácio [. . .] habitantes do palácio, levantando-se uma manhã, encontraram o pátio marcado com rastros, parecendo pegadas de um boi[. . .] supuseram que o demônio os tivesse feito”. Convém observar que alguns destes depoimentos não falam de neve, mas de rastros encontrados na areia ou na lama.

No New York Herald Tribune de 10 de julho de 1953 , a cronica ( “A Proposito de Tudo”) de William Chapman White contava uma história vinda de Burnham-on-Crouch , em Essex , na Inglaterra. Parece que um chefe de escoteiros da vizinhança havia prometido aos seus comandados que um mágico deveria vir ao acampamento, apresentando em seu número “cinco cangurus selvagens”. O mágico não possuia cangurus , mas o diretor utilizou esse anuncio sensacional a fim de aguçar o interesse dos meninos por uma representação bastante banal. Quando o mágico chegou, o diretor forjou a explicação : os cangurus haviam escapado. Desde que essa notícia chegou aos arredores , o diretor recebeu relatos de pessoas que haviam “visto” cangurus até mais de 35 km de distância . . .

Alguma teorias aventadas para explicar os rastros do demonio sugerem um pouco a explicação do diretor a respeito de cangurus fujões. . . Sugere-se um animal e encontram-se fatos que correspodem à explicação; mas infelizmente não muitos fatos.

Pode-se igualmente lembrar a declaração magnificamente sardônica de Fort: “Minha explicação pessoal é de que pelo menos mil
cangurus pernetas, cada um calçando uma pequena ferradura, teriam marcado a neve de Devonshire”

O autor não pretende ter citado tudo aquilo que foi publicado. Entre outros, pode-se mencionar Alfred G. Leutscher que propôs o arganaz ( Apodemus sylvaticus ) como o responsável pelas pegadas de Devonshire ( artigo do Jornal of Zoology de Londres , nº 148, 1966: “Os rastros do Diabo   —    a solução de um mistério de 100 anos”) . Em carta do dia 21 de junho de 1966 ao autor , o Dr. Burton escreveu que considera a hipotese do Sr. Leutscher, a mais interessante`até agora mas que , “depois que ele completou sua teoria, eu examinei os rastros destes camundongos na neve e, observando-os , parece muito improvável”. Imaginemos como camundongos saltariam sobre tetos ou muros de 4,5 metros de altura.
Extraido ( sem deixar rastros) do livro O Livro do Inexplicável  de Jacques Bergier – Hemus – 1973

Postagem original feita no https://mortesubita.net/criptozoologia/pegadas-do-diabo/

Nietzsche e Zaratustra

Conhecia Nietzsche das aulas de filosofia. Mas tudo o que aprendemos na escola são rótulos e classificações de pensamento (como se os filósofos pudessem ser etiquetados). Graças à minha falta de memória, felizmente esqueci por completo que Nietzsche foi classificado de niilista; assim, pude ler Assim falou Zarathustra livre de qualquer preconceito. Redescobri Nietzsche graças a um texto de Osho, que o citava para explicar justamente uma coisa que Oráculo me exortou a fazer de agora em diante: viver aqui na Terra, PARA a Terra. Procurei o livro na net e só encontrei uma versão em inglês. Quase tive um Samadhi ao ler o capítulo “Virtude Dadivosa!” O cara é praticamente um dos “patrocinadores” deste blog! Um gênio ácido com um profundo sentimento espiritualista à frente de seu tempo. Ou, como comentei certa vez, um budista enrustido.

Quis compartilhar com os leitores deste blog e procurei uma versão em português, mas qual a minha decepção quando vejo que a tradução desvirtua o texto (e olha que o original é em alemão e deve ter perdido coisas na tradução pro inglês). Já que eu tive de rever todo o texto, aproveitei pra eliminar a linguagem rebuscada que atrapalhava o fluxo da leitura e impede o livre acesso ao fumus bono, o âmago do pensamento filosófico do autor.

Da Virtude Dadivosa (trechos da parte 2):

“Permaneçam fiéis à Terra, meus irmãos, com todo o poder da sua virtude. Devotem seu amor incondicional e seu conhecimento para que tenham um significado aqui na Terra. Assim vos rogo, e a isso vos conjuro. Não deixem vossa virtude bater asas, fugindo das coisas terrestres para ir se chocar contra paredes eternas. Ah, e tem havido sempre tanta virtude extraviada!

Conduzam, assim como eu, a virtude extraviada de volta pra Terra; Sim, restituam-na ao corpo e à vida, para que dê à Terra o seu sentido, um sentido humano. Deixem seu espírito e sua virtude serem devotados a um sentido terrestre, meus irmãos: deixem o valor de tudo ser determinado novamente por vocês! Para isso devem ser lutadores! Para isso devem ser criadores!

Há mil caminhos que nunca foram trilhados; mil fontes de saúde e mil ilhas de vida ainda escondidas. Inesgotável e desconhecido ainda é o ser humano e o mundo do ser humano.

Agora, meus discípulos, vou-me embora sozinho! Partam sozinhos, também! Assim o quero.

Com toda a sinceridade vos dou este conselho: Afastem-se de mim e precavei-vos contra Zaratustra! Melhor ainda: tenham vergonha dele! Talvez ele os tenha ludibriado.

O homem de conhecimento não só deve amar os seus inimigos, mas também odiar os seus amigos. Mal corresponde ao mestre aquele que nunca passa de discípulo. E por que não quereis tomar minha Coroa?

Venerais-me! Mas que aconteceria se sua veneração um dia acabasse? Tome muito cuidado para que uma estátua não te esmague!

Vocês dizem crer em Zaratustra? Mas que importância tem Zaratustra? Sois crentes em mim; mas que importam todos os crentes?! Vocês ainda não procuraram em vocês mesmos: por isso me encontraram. Assim fazem todos os crentes: por isso que toda a crença é de tão pouca importância.

Agora vos ordeno que me percam e encontrem a vocês mesmos; e só quando todos vocês tiverem me negado, retornarei para vós.

Em verdade, meus irmãos, buscarei então as minhas ovelhas desgarradas com outros olhos; vos amarei então com outro amor. E novamente sereis meus amigos e filhos de uma só esperança; então quero estar a vosso lado, pela terceira vez, para festejar com vocês o grande meio-dia.”

O que Nietzsche nos exorta a fazer é caminhar com nossas próprias pernas! Sem líderes, sem dogmas, mas com virtude. Sim, esse não é o caminho do egoísmo, é o caminho não só da ação – onde nós somos os senhores do nosso destino – , mas da ação correta, como o budismo, o cristianismo e o judaísmo nos propõem a fazer.

Nietzsche cria um líder religioso que se destrói no final, e isso é o que o budismo deveria ter sido. Afinal, se a doutrina prega o desapego a todas as coisas, é natural que o aluno não se apegue nem mesmo à doutrina. E Buda falava “Não te deves ligar a nenhuma dessas coisas. Esse é o motivo pelo qual comparo minha doutrina a uma jangada. Mesmo essa doutrina precisa ser deixada para trás – e que dizer das falsas doutrinas?”

Isso também me lembra uma das mais fascinantes passagens atribuídas a Jesus, no Evangelho de Tomé, logon 13:

Jesus disse a seus alunos: “Comparai-me com alguém e dizei-me com quem me assemelho”.

Simão Pedro disse-lhe: “Tu és semelhante a um anjo justo”. Mateus lhe disse: “Tu te assemelhas a um pensador sábio”. Tomas lhe disse: “Mestre, minha boca é inteiramente incapaz de dizer com quem te assemelhas”.

Jesus disse: “Não sou teu Mestre. Pois bebeste na fonte borbulhante que fiz brotar, tornaste-te ébrio. E, pegando-o, retirou-se e disse-lhe três coisas. Quando Tomas retornou a seus companheiros, eles lhe perguntaram: “O que te disse Jesus”? Tomas respondeu: “Se eu vos disser uma só das coisas que ele me disse, apanhareis pedras e as atirareis em mim, e um fogo brotará das pedras e vos queimará”.

Não vos tornem bêbados, viciados em Buda, Jesus, Nietzsche ou quem quer que seja. Entendam agora a música God de John Lennon, em que ele sai negando todas as influências que compunham sua própria personalidade, quando diz “Não acredito em Elvis, não acredito em Jesus, não acredito em Hitler, não acredito em Beatles, só acredito em mim!”. É uma belíssima desconstrução de personalidade, o esvaziamento do barco das paixões e dos ódios, como bem disse Buda. Só não esqueçam da virtude (que é justamente… Deus em nós).

#Nietzsche

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/nietzsche-e-zaratustra

Contando Meus Gêneros: Uma Visão Neo-Cabalística Queer da Contagem do Ômer

Pela Rabi Jane Rachel Litman.

Um comentário sobre a contagem do ômer. A autora explica as sefirot cabalísticas (emanações de Deus) para contar o ômer. Cada sefira tem uma identidade sexual e de gênero complicada, explicada pelo autor. A neocabalística queer nos ensina que através da contemplação das possibilidades de gênero/eróticas das sefirot durante o Ômer, alcançamos um crescimento pessoal e moral diferente, mas igualmente importante.

Torah Queeries

Feriado: Contando o Ômer

Levítico 23:15-16, Contando o Ômer

“Como eu te amo? Deixe-me contar os caminhos.”

A Torá ensina (Levítico 23:15) que é uma mitsvá contar cada dia das sete semanas entre a Páscoa e Shavuot. Em termos agrícolas, este é o período de amadurecimento da colheita do trigo. Em termos míticos, é o tempo da jornada entre o Êxodo de Mitzrayim – a libertação da escravidão e constrição – e o Sinai, a revelação da Torá. As semanas são antecipatórias, tanto da colheita do campo como da colheita da alma.

Os cabalistas, místicos judeus, deram novos significados à contagem diária do Ômer. De acordo com a Cabalá, o universo foi criado através de 10 sefirot, emanações de Deus, atributos sagrados que conectam as esferas físicas e transcendentes da existência. As três “emanações superiores” estão um pouco além da plena compreensão humana. As sete sefirot inferiores, no entanto, são particularmente manifestadas durante as sete semanas do Ômer, então os cabalistas fazem uma prática espiritual meditar nesses atributos divinos durante o Ômer.

Por favor, tenha paciência comigo enquanto explico este sistema bastante complexo: de acordo com os cabalistas, cada uma das sete semanas do Ômer está associada a uma sefirah específica ou atributo divino. As sete sefirot/atributos inferiores são as seguintes: chesed/bondade amorosa; gevurah/coragem ou julgamento; tiferet/harmonia; netzach/triunfo ou conquista; hod/glória; yesod/fundação; malchut/soberania. Cada um dos sete dias de cada semana também está associado a uma sefirá específica. Assim, cada dia dos quarenta e nove dias do Ômer está associado tanto à sua sefirá/atributo semanal quanto à sua sefirah/atributo diário. Ou seja, o primeiro dia do Ômer, que este ano foi sexta-feira, 14 de abril, foi um dia em que os Cabalistas contemplaram a natureza e as implicações da pura bondade amorosa, uma vez que chesed/bondade amorosa era o atributo semanal e diário.

Este shabbat, 20 de maio, é o trigésimo sétimo dia do Ômer. A sefirah sagrada semanal é yesod/fundação e o atributo diário é gevurah/coragem. Muitos cabalísticos associam yesod com o profundo senso do eu ou com o apego ou vínculo interpessoal básico. Assim, os cabalistas deste shabbat refletirão sobre os aspectos do eu e do vínculo que requerem coragem, julgamento e autodisciplina. Você também pode se tornar um meditador do Omer. Há vários livros, artigos e calendários maravilhosos (alguns dos quais podem ser encontrados na Web) que tratam da meditação cabalística espiritual durante o período do Ômer.

Agora vem a parte interessante: além de seu aspecto espiritual, cada sefirah tem uma complicada identidade de gênero e sexualidade! As sefirot estão conectadas umas às outras em uma grade, ou “árvore” de cabeça para baixo, com suas raízes no céu. O lado direito da árvore é masculino (o que quer que isso signifique). Chesed/bondade amorosa e netzach/realização ficam deste lado da árvore. O lado esquerdo da árvore é feminino. Gevurah/coragem e hod/glória ficam deste lado da árvore. Assim, em termos das sefirot, a bondade amorosa é masculina e a coragem é feminina, uma contra-perspectiva interessante para as suposições de nossa sociedade. O meio da árvore, tiferet/harmonia, yesod/fundação e malchut/soberania, são equilibrados entre tendências masculinas e femininas. Essas sefirot são tweeners (“interpoladores”, podem assumir tanto um papel masculino como feminino). MAS… também depende da relação das sefirot dentro da árvore. Em relação a chesed/bondade amorosa, netzach/realização transita para ser feminino, uma vez que chesed está situado diretamente acima de netzach na árvore. E… cada sefirah também possui um “gênero” individual (principalmente masculino) que não está relacionado à sua posição na árvore ou a qualquer outra sefirah.

Muitas das imagens sexuais mais óbvias na Cabala refletem a união de homem e mulher. Mas as relações das sefirot não são tão simples ou heterossexuais. Como aprendemos, durante o Ômer, cada dia está associado aos valores espirituais das sefirot específicas e sua relação entre si, como a relação deste shabbat entre yesod/fundação e gevurah/coragem. Cada dia também traz uma nova e diferente constelação de gênero/sexualidade de sefirah! Assim, por exemplo, neste shabbat, o casal de sefirot é yesod e gevurah. Yesod é um tweener (interpolador) e gevurah é uma mulher. No domingo, as sefirot são yesod e tiferet. Tiferet é um tweener (interpolador) e acoplado a tiferet, yesod muda de gênero de tweener (interpolador) para feminino, sugerindo assim novas complexidades para ambas as sefirot. De muitas maneiras, as sefirot são mais criativas e fluidas em termos de gênero do que uma parada do Orgulho Gay! Através do Ômer, as relações de gênero/sexuais em mudança diária das sefirot oferecem uma ampla gama de possibilidades contemplativas.

Os cabalistas nos ensinam que através da contemplação dos valores morais das sefirot durante o Ômer, alcançamos crescimento pessoal e moral. À medida que nos aproximamos de Shavuot, nos tornamos mais humanos e buscamos o melhor de nós mesmos. A neocabalística queer nos ensina que através da contemplação das possibilidades de gênero/eróticas das sefirot durante o Ômer, alcançamos um crescimento pessoal e moral diferente, mas igualmente importante. Tornamo-nos mais humanos, mais abertos, mais receptivos a nós mesmos e aos outros e, assim, alcançamos o melhor de nós mesmos.

O Omer tem um começo – deixando Mitzrayim, nossos lugares de estreiteza e constrição. Tem um destino – chegar ao Sinai, nosso senso de Deus e o propósito de Deus para nós. Há muito o que pensar ao longo do caminho.

***

Fonte:Counting My Genders: A Neo-kabbalistic view of the Omer (Counting the Omer), by Rabbi Jane Rachel Litman.

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cabala/contando-meus-generos-uma-visao-neo-cabalistica-queer-da-contagem-do-omer/

Górgias

6 (em grego antigo: Γοργίας; Leontinos, ca. 485 a.C. — Lárissa, ca. 380 a.C.) foi um retórico e filósofo grego, natural de Leontinos, na Sicília, parte da primeira geração de sofistas.

Durante o período grego arcaico – 800 a.C. a 500 a.C – observamos que as transformações econômicas de Atenas induziram a uma série de conflitos políticos entre os tradicionais aristocratas e outros grupos da sociedade ateniense. Comerciantes enriquecidos, artesãos, pequenos proprietários e cidadãos endividados reivindicavam a ampliação da participação política ou a quebra de antigas leis que beneficiavam estritamente as parcelas mais enriquecidas da população de Atenas.

Nesse contexto, os reformadores Drácon e Sólon empreenderam medidas que abriram caminho para o atendimento de uma boa parte dessas reivindicações. A adoção de leis, o fim da escravidão por dívidas e a reorganização das assembleias foram pontos significativos nesse processo de transformação. Contudo, essas transformações atingiam diretamente o interesse dos eupátridas – grupo social da Grécia Antiga detentor de altas posições, constituindo a nobreza da região da Ática (correspondente a Atenas e regiões circunvizinhas), em grego, o termo significa algo como “aqueles bem nascidos”, ou “os de pais nobres” – enquanto não atendiam prontamente os defensores de mudanças políticas mais profundas.

Foi nesse contexto que os governos tirânicos apareceram na cidade-estado de Atenas.

O primeiro a chegar ao poder foi Pisístrato (561 – 527 a.C.), que tinha grande prestigio junto às classes populares da região. Em seu governo, impôs a divisão das grandes propriedades e a distribuição de terras para aqueles que tivessem poucas posses. Além disso, estabeleceu várias obras públicas que deram emprego aos atenienses e organizou diversos eventos esportivos e religiosos. Com a morte de Pisístrato, o governo ateniense foi delegado para seus filhos Hípias e Hiparco. O governo de ambos seguiu um tom moderado, sem muitas ações de impacto. Entretanto, em 514 a.C., a morte de Hiparco pelas mãos de um aristocrata acabou fazendo com que Hípias empreendesse diversas ações de perseguição contra as elites da cidade. Seu comportamento acabou promovendo a sua expulsão de Atenas, no ano de 510 a.C..

Tempos depois, Iságoras assumiu o posto de tirano restabelecendo os antigos privilégios dos aristocratas atenienses. Suas ações acabaram acendendo uma violenta reação dos populares na cidade. Visando manter-se no cargo, Iságoras convocou os espartanos para intervirem na cidade, mas acabaram sendo expulsos pelos atenienses. Nessa nova situação de conflito, o aristocrata Clístenes Alcmeônida acabou mobilizando o apoio necessário para que ascendesse ao poder a fim de desenvolver uma ordem política democrática à cidade.

Na época de Górgias o mundo grego vivia outra transição: o dizer deixava de ser uma prerrogativa divina, um dom concedido pelas musas mediante reverências: basileus (a palavra grega para “soberano” que, de início, era utilizada para identificar qualquer rei nas regiões helenófonas no Império Romano. Era também usada em relação aos imperadores do Império Sassânida), poetas, adivinhos, sacerdotes, e passa a ser examinado e manipulado de outro ângulo muito próximo à téchne. A passagem da oralidade para a escrita se difunde e a retórica, enquanto uso racionalizado d palavra, liga-se mais ao momento da escrita do que da oralidade, pois o rétor não discursava inspirado pelas Musas, mas de acordo com regras previamente aprendidas, pensadas, escolhidas.

Nos séculos V e IV a.C. o sistema político ateniense tinha como um de seus pilares o uso público do lógos – lógos reúne numa só palavra quatro sentidos principais: (1) linguagem; (2) pensamento ou razão; (3) norma ou regra; (4) ser ou realidade íntima de alguma coisa – por todo cidadão nas assembléias e nos tribunais que tinha o poder e dever de se expressarem sobre os problemas da cidade. Assim, o lógos, se constitui como fator primordial de igualdade entre os cidadãos como fator principal para as decisões políticas.

Todo cidadão tinha direito a discursar nas assembléias e defender-se nos tribunais, e aqueles mais persuasivos se sobressaíam e faziam vencer seus pontos de vista por meio de bons argumentos aprendidos segundo certas técnicas do bom falar. Tal sociedade se torna solo fértil para o estudo dos poderes e limites do pensar-dizer argumentativos (lógos) e, assim, os gregos se apropriam do lógos como força argumentativa e persuasiva paradigmática para a história do desenvolvimento humano.

O desenvolvimento da Retórica foi impulsionado de modo particular pelas querelas jurídicas que se desenvolviam nas cidades. Nos processos públicos, cada cidadão deveria apresentar a própria defesa e não eram admitidos advogados. No entanto era possível decorar um discurso previamente escrito por um profissional especializado, o logógrafo. Com o surgimento de uma categoria de profissionais do lógos, surgiram manuais para a Oratória, que foram divulgadas por pensadores que passaram à história como sofistas – raramente se faz a diferenciação entre um logógrafo, um sofista, um rétor e um orador.

Dentre esses chamados sofistas encontra-se Górgias. Platão parece não considerar a importância de Górgias, mas a visão negativa da Retórica não significa que Platão deixe de lado todas as suas características, pois Sócrates se vale dos artifícios que critica na arte de persuadir. No texto vamos que Platão não reprova a arte da persuasão na Retórica, mas a falta de conhecimento do justo e injusto, carência que impede de tornar os cidadãos melhores. Com esse foco, o que parece digno de nota é que, para Platão, um bom “retórico” não necessariamente será um bom educador se não souber distinguir valores contrários para fundamentar seu discurso, como é o caso do justo e injusto. E como poderia então Górgias criar defesas ou acusações em tribunais sem saber o que é justiça, justo e injusto. Como ele poderia praticar o lógos sem saber do que ele essencialmente trata?

Postagem original feita no https://mortesubita.net/biografias/gorgias/

Diwali – Festival das Luzes

Em muitas partes da Índia, é o Baile do Rei Rama de Ayodhya,que após 14 anos de exílio na floresta derrotou o mal Ravana. O povo de Ayodhya (a capital do seu reino) congratulou-se com Rama por iluminação em fileiras (avali) das lâmpadas (Deepa), dando assim o seu nome: Deepavali. Esta palavra, em devido tempo, se tornou Diwali em hindi. Mas, no sul indiano em algumas línguas, a palavra não sofreu qualquer alteração e, portanto, o festival é chamado Deepavali no sul da Índia. Existem várias observâncias do feriado em toda a Índia.

O Jainismo Diwali é marcado como o nirvana do Lord Mahavira, que ocorreu em 15 de outubro, 527 aC.

Entre os sikhs, o Diwali veio a ter significado especial a partir do dia ao qual houve o retorno a cidade de Amritsar do iluminado Guru Hargobind (1595-1644), que havia sido detido no Forte em Gwalior sob as ordens do imperador Mughal, Jahangir (1570-1627). Como o sexto Guru (professor), do Sikhismo, Guru Hargobind Ji, foi libertado da prisão – juntamente com 53 hindus Kings (que eram mantidos como prisioneiros políticos) a quem o Guru havia organizado sua libertação. Após a sua libertação ele foi para o Darbar Sahib (Templo Dourado) na cidade santa de Amritsar, onde foi saudado pelo povo com tamanha felicidade que acenderam velas e diyas para cumprimentar o Guru. Devido a isto, sikhs referem frequentemente que Diwali também como BANDI Chhorh Divas – “o dia da libertação dos detidos”.

O festival também é comemorado pelos budistas do Nepal, especialmente os Newar budistas.

Na Índia, o Diwali é hoje considerado um festival nacional quanto ao aspecto estético, entretanto, é usufruído pelos hindus, independentemente da fé.

#Hinduismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/diwali-festival-das-luzes

Exercício do Pilar do Meio

1. Comece na posição de sentado. Feche os olhos e relaxe.

Visualize uma Esfera de Luz Branca brilhante e cristalina cheia de energia vibrante que desce dos céus e vem descansar sobre a sua cabeça.

Suavemente, sílaba a sílaba, vibre o nome do deus EHEIEH (Eh-Heih-Yeh).

Sinta a parte superior da cabeça ficar cheia de energia à medida que faz isto.

Repita de cinco a dez vezes.

2. Visualize agora um raio de luz a descer desta esfera para formar uma segunda esfera de Luz Indigo na zona entre as sobrancelhas.

Vibre o nome do Deus JEHOVAH (Yah-Hoh-Vah) suavemente

Visualize o som a preencher essa área do corpo.
Sinta os seus olhos interiores ficarem cheios de energia.

Repita de cinco a dez vezes enquanto sente a energia a crescer.

3. A partir desta segunda esfera o raio de luz desce para formar uma terceira esfera de luz cristalina Azul profundo na zona da garganta.

Vibre o nome do Deus JEHOVAH ELOHIM (Yah–Hoh-Vah-Eh-Loh-Him)

Veja e sinta esta esfera de luz ganhar vida com vibrações brilhantes.

Repita de cinco a dez vezes.

4. A partir desta esfera, o raio de luz desce até à zona do coração para formar uma quarta bola de Luz Verde que ganha vida com cada entoação do nome do Deus JEHOVAH ALOAH va DAATH (Yah-Hoh-Vah-EI-Loh-Vah-Dahth)

Repita de cinco a dez vezes.

5. Faça uma pausa e visualize o raio de luz que desce do coração para formar uma quinta esfera de Luz Vermelha na área entre o ânus e os orgãos sexuais.
Veja-a formar-se com brilho cristalino com cada entoação do nome do Deus SHADDAI EL CHAI (Shah-Dai-EI-Kai)

Repita de cinco a dez vezes.

6. Faça agora uma pausa e visualize o raio de luz que desce desta quinta esfera até aos pés.

Aqui forma-se uma sexta bola de Luz Castanha escura cristalina e o raio de luz continua o seu caminho em direcção ao coração da terra, ligando-o a ela e equilibrando-o.

À medida que entoar o nome do Deus ADONAI HA ARETZ (Ah-Doh-Nai-Hah-Ah-Retz) e veja esta sexta esfera de Luz castanha a ganhar vida.

Repita de cinco a dez vezes.

Você acabou de formar o Pilar Médio de equilíbrio que se estende desde os céus, através de si, até ao coração da terra .
Você activou os centros interiores de luz que o fortalecerão e protegerão, além de despertarem a sua visão espíritual .

Agora vamos iniciar a ultima parte do exercicio chamada de Fonte de Luz onde vamos activar movimentos circulares de energia, ou em termos cabalisticos a circulação entre Malkuth e Kether passando por Thefiret .

Volte a sua atenção para o topo da sua cabeça e comece a respirar ritmadamente.
À medida que exala numa contagem até quatro, veja e sinta a energia a percorrer o lado esquerdo do seu corpo.
Inale numa contagem até quatro e passe a energia para o lado direito.

Repita quatro a cinco vezes.

Agora a energia desloca-se. Enquanto exala, veja e sinta a corrente de energia a descer pela frente do corpo numa contagem até quatro.
Enquanto inala, permita que ela suba pelas costas.

Repita quatro a cinco vezes.

Dê agora atenção aos pés.
Sinta a energia a concentrar-se neles.
Agora, enquanto inala, a luz em arco-íris colorido é passada através do pilar até atingir o topo da sua cabeça.
Enquanto exala, a luz em arco-íris é lançada da cabeça para encher a sua aura de força e energia.

Repita quatro a cinco vezes.

Faça agora uma pausa e exponha-se a este campo de energia e luz brilhante.

Depois de realizar este exercício várias vezes, tornar-se-á consciente do efeito que ele tem sobre si.
Então, à medida que se expuser a esta energia renovada no final do exercício, abra os seus sentidos aos do mundo espiritual.

Conservando os olhos fechados, oriente os seus sentidos em direcção ao exterior.

Preste atenção a todas as sensações novas ou diferentes, que normalmente não sente, quando fizer este exercício.
Não force os acontecimentos.
As novas impressões surgirão devagar e naturalmente à medida que o seu próprio campo de energia se tornar mais forte e mais sensível através do exercício do Pilar Médio.

Se sentir alguma coisa, peça para ser repetido.
Isso ajudará a confirmar que não se trata apenas de sua imaginação.
Se não a obtiver inicialmente, nao desanime. Se continuar os seus esforços serão recompensados.

Se vir um símbolo, coloque-o à sua frente e imagine uma voz a sair dele para responder às suas perguntas. Se for uma cor, imagine uma grande bola brilhante dessa cor à sua frente da qual sai uma voz.

Se se tratar apenas de um toque, imagine o espaço à sua frente onde pensa que o seu guia que o tocou se encontra.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/exercicio-do-pilar-do-meio/