Magia Adimensional

“Coincidência nunca faz com que o peso de papel fique pairando no ar a sete centímetros do tampo de sua mesa”
LöN Plo

 

Lovecraftiando As Regras do Ocultismo Moderno.

 

Índice

Livro 1: Para a Esquerda e Para a Direita, Para Sempre e Para Trás

Capítulo 1: Equilíbrio e Harmonia

Capítulo 2: Sanidade

Capítulo 3: Magia e poder

 

Livro 2: All You Need Is Love(craft)

Capítulo 1: O Nome Impronunciável do Jogo

Capítulo 2: Tomos da Insanidade

Capítulo 3: Elementos da Magia

Capítulo 4: Conclusões?!

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Livro 1: Para a Esquerda e Para a Direita, Para Sempre e Para Trás

 

Capítulo 1: Equilíbrio e Harmonia

 

OS ANCIÃOS lançaram as bases para os trabalhos de magia com a criação e batismo das divindades, semi divindades e outras entidades místicas, conhecidas. Com a associação dos nomes teve início o agrupamento de diferentes tipos mágicos e a descrição detalhada se tornou o véu do mistério do anonimato, favorecendo o dualismo e o moralismo da personificação.

 

ESTRUTURA não é sinônimo de Ordem. Estrutras extremas não resultam em equilíbrio nem em harmonia – como podemos ver de maneira clara em sistemas de governo rigorosos como a Alemanha Nazista, a Cuba Castrista e outros “governos” sul americanos e orientais.

 

O adversário da ESTRUTURA é o CAOS.

 

CAOS, diferente do que vem sendo difundido na mente das pobres almas que vagam por este planeta, NÃO é o oposto de ORDEM.

 

Enquanto todas as coisas tem em sua essência uma medida tanto de Caos quanto de Ordem, a linguagem – nossa ferramenta de comunicação – é atraída muito mais para a esfera da Ordem do que para a do Caos, assim qualquer representação da mera idéia do Caos através da linguagem ou do uso dos padrões que formam a imaginação da raça humana é falha. Imagens individuais são estruturadas. Seria um erro imaginar que podemos nos utilizar da Ordem para representar sua contraparte. De fato, o mais próximo que podemos chegar de descrever o Caos é nos utilizando de palavras que descrevam sua sombra que existe dentro da Ordem, a Estrutura.

 

DESORDEM não é sinônimo de Caos.

 

Casos extremos de DESORDEM indicam uma falata de equilíbrio e harmonia. Isso fica claro em processos naturais que foram manipulados pelos tentáculos do poder.

 

O nêmesis da desordem é a ORDEM.

 

Nós temos uma idéia da sombra da Ordem que existe dentro do Caos, e esta idéia é representada em nossa linguagem estruturada através de uma de nossas palavras: desordem. Enquanto ela não passa de um reflexo da sombra real da Ordem, serve como exemplo para expor os padrões fundamentais que dão tanto à Ordem quanto ao Caos suas identidades dentro de uma cultura intelectual atraída pela Ordem.

 

Sem a força desestabilizadora do Caos, nós nos estagnaríamos intelectualmente, psicologicamente em todos os aspectos da vida. Nossa imaginação, a habilidade de criar novos padrões de imagens com os blocos básicos daquilo que é compreendido, não existiria sem a instabilidade temporária que os artistas e magos aprendem a controlar.

 

A disciplina da Ordem EQUILIBRA a flexibilidade do Caos, trazendo a HARMONIA da Manifestação Unificadora.

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Capítulo 2: Sanidade

 

SANIDADE é a harmonia de um indivíduo com o Cosmos.

 

Tanto Ordem quanto Caos devem ser aceitos para se atingir o equilíbrio psíquico necessário para o crescimento. Os Anciãos compreendiam as armadilhas das palavras e dos nomes. Eles conseguiram enxergar as marés intelectuais de estrutura desequilibrada e seus produtos estagnados de conhecimento e moralidade.

 

Os Anciãos criaram a Magia Cthulhiana para se assegurarem do equilíbrio da sanidade através da preservação das Sementes do Caos.

 

Os SERVOS DE CTHULHU aguardam até que a estrutura atinja um ponto além dos limites da tolerância cósmica e então agem para promover a causa da desordem. Eles ensinam as limitações da Senda da Mão Direita e a irresponsabilidade da Senda da Mão Esquerda.

 

Mesmo assim, a maior parte dos Magos que adquiriram o conhecimento sobre os aspectos negativos de um desequilíbrio da Ordem não compreendem o erro de uma estrutura levada ao extremo. Eles simplesmente substituem o Caos pela Ordem e mantém estritamente as mesmas abordagens à Magia usadas pelos Magos Brancos que seguem a senda da mão Direita, em seu forma igualmente desequilibrada.

 

Aqueles que adoram os SÁBIOS DA ORDEM não são nem um pouco mais sãos do que aqueles que adoram os DEMÔNIOS DO CAOS.

 

A função de Cthulhu não é ser um objeto de adoração, mas uma ferramenta, uma inspiração, uma força iniciática, trazendo equilíbrio entre a flexibilidade do Caos e a estabilidade da Ordem.

 

A SENDA ADIMENSIONAL (S.A.) é o Caminho dos Anciãos.

 

Cthulhu garante a instabilidade necessária para combater os métodos fleumáticos e imperturbáveis da Ordem “estruturada”. Cthulhu não é o foco equilibrado, mas uma força de equilíbrio do cosmos. Assim é possível se atingir o equilíbrio através de uma exposição a Cthulhu ao invés da simples devoção aos princípios ou a promoção do Caos acima e além da Ordem.

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Capítulo 3: Magia e poder

 

A maior SEDUÇÃO da Magia é a promessa de PODER, e a fuga da subordinação, da ineficácia e da total falta de controle.

 

O auto-engrandecimento tem uma raiz simples e básica: a insegurança pessoal.

 

A Magia permite que a pessoa se torne a CAUSA que cria mudanças no mundo. Tanto a Magia Branca – Senda da Mão Direita – quanto a Magia Negra – Senda da Mão Esquerda – se focam nos resultados como sendo a justificativa para seu uso. A primeira tem como objetivo a realização dos desejos do conjurador e de outros, enquanto a segunda tem como objetivo a realização dos desejos do conjurador, geralmente em detrimento de e apesar dos desejos dos outros.

 

MAGIA BRANCA é a manifestação da Ordem através do mago.

 

Cura e a coordenação de energias grupais são as principais atividades do Mago Branco. Ele busca promover a harmonia através da estrutura, um médoto baseado na Ordem, expulsando as forças do Caos de tudo que o cerca.

 

O problema com a Magia Branca é que ela busca o desequilíbrio da Ordem SOBRE o Caos, uma situação compreendida pelos Anciãos como de grande opressão e miséria.

 

A manifestação direta do Caos através do mago é a MAGIA NEGRA.

 

Como já foi mencionado, assim como os Brancos, magos Negros buscam promover a harmonia através da estrutura.

 

Contudo o mago Negro deseja usar a estrutura como um instrumento para manifestar o Caos e possivelmente dominar outros seres.

 

As atividades do mago Negro se focam na manifestação direta de energias caóticas, incluindo os pórpios Servos de Cthulhu. O mago Negro não percebe a impossibilidade de manter a estrutura como médoto de controle quando a Ordem é subjugada pelo Caos. A estrutura simplesmente se dissolve, juntamente com a harmonia que o mago busca. O problema, então, com a Magia Negra, é que ela busca o desequilíbrio do Caos sobre a Ordem, uma situação compreendida pelos Anciãos como de grande impotência e miséria.

 

 

 

 

Livro 2: All You Need Is Love(craft)

 

Capítulo 1: O Nome Impronunciável do Jogo

 

LOVECRAFT compreendeu os perigos da Magia Negra e os objetivos dos Servos de Cthulhu também. Desta forma escrevia como se todos os magos fossem de certa forma Negros e os asseclas das Ordens religiosas de alguma forma melhores ou moralmente superiores aos que servem ao Caos.

 

O embate teve início, mas ele foi lançado como um onde o BEM luta contra o MAL e a ORDEM combate o CAOS. Como resultado, isso apenas entrincheirou ainda mais o desequilíbrio dentro da Magia Branca da Ordem, aumentando exponencialmente a rejeição completa de Cthulhu, sem que percebessem o valor de seu ser.

 

Os Anciãos deixaram a BUSCA PELO EQUILÍBRIO conosco, e nos deixaram sinais, como placas de sinalização, na forma de Cthulhu e dos Sentinelas.

 

O jogo de Cthulhu então pode ser exatamente como Lovecraft nos descreveu, mas raramente ele descreveu a perspectiva equilibrada do mago – um com a disciplina para manter controle sobre a sanidade quando os encontrava. A Ordem era tida como superior e isso constantemente minava toda a Operação. Para atingirmos nosso propósito devemos rever essa tendência para que o objetivo se torne claro e A SENDA ADIMENSIONAL então revelará seu verdadeiro valor.

 

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Capítulo 2: Tomos da Insanidade

 

PERGAMINHOS E FEITIÇOS derivados tanto da ORDEM quando do CAOS que são lidos e compreendidos colocam em perigo a sanidade de uma pessoa.

Assim tomos como O Necronomicon, que descreve a Magia Negra e acreditasse ser derivado de criaturas do Caos são tão perigosos quanto tomos de Magia Positiva, que descrevem a Magia Branca Estruturada, aparentemente derivados dos Sentinelas. Um catálogo de grimórios se torna importante se o mago deseja manter um equilíbrio constante em si.

 

Ao que tudo indica, no momento presente a maioria absoluta dos LIVROS PERIGOSOS do Caos desapareceram. Embora ainda existam cultos em diversas partes do globo terrestre que sem dúvida ainda promovem a adoração e buscam estabelecer Contato. Trabalhos clássicos de literatura da Ordem deveriam ser inclusos neste catálogo, Oriente e Ocidente, contando que se qualifiquem como base para promover as causas da Ordem de uma forma extrema – como exemplo “O Livro dos Rituais”, por Kung Fu Tzu, “O Livro Vermelho”, por Mao Tse Tung e talvez os livros de Aristóteles, Orígenes e Marx.

 

Porquanto a natureza da prática Mágica sempre envolve o risco da sanidade, a Magia Negra é muito mais perigosa, graças ao seu foco inerente na AQUISIÇÃO DE PODER, negligenciando toda e qualquer consequência. Já, a Magia Branca, embora também focada em se obter poder, não compartilha a flagrante falta de compaixão e, portanto, oferece apenas metade do risco. Caso não seja assim, o jogo de Cthulhu parece proceder como nós esperamos.

 

Já que a Magia Negra irá, em algum ponto, trabalhar com a destruição, é sensato supor que será ela justamente empregada de maneira efetiva contra os Servos de Cthulhu, já que esta forma é a que se mostrou mais eficaz em atingir o sucesso no passado (assim como em forçar o mago a ir além dos limites da própria sanidade o atirando em um estado mental deformado e caótico permanente).

 

Todos os feitiços que envolvem UM PRATICANTE como fonte desta CAUSA, ou como algo fundamental para o trabalho, representam uma provação para a sanidade deste praticante, não importando se Brancos ou Negros, independente do objetivo. A Magia que inclui em si o foco no desenvolvimento em um aumento da consciência ou uma cura grupal apresentam um perigo muito menor para a sanidade.

Existe apenas uma Magia que promove a sanidade: A MAGIA DA SENDA ADIMENSIONAL (S.A.)!

Magia S.A. é característica do Caminho, harmoniosa com o Estar Superior. Se o mago é capaz de desenvolver sua própria intuição, ou sentido-Tao, o progresso pode ser realizado, mas é um progresso extremamente complexo. A idéia de que alguém pode evoluir linearmente dentro da S.A. é falsa. A pessoa se torna, a pessoa não evolui. A pessoa entra em sintonia, a pessoa não se forja. A pessoa permite, a pessoa não faz. O Tao mantém o tecido da realidade coeso e torna possível a manifestação coordenada. Aqueles de grande harmonia podem ocasionalmente receber um “insight”, inspiração para agir ou uma breve compreensão do Drama Cósmico, o Grande Trabalho, do Tao.

 

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Capítulo 3: Elementos da Magia

 

Sendo doutrinadas na Ordem desde sua concepção, a maioria das pessoas são ensinadas que a magia é forjada na estrura do dogma e da superstição. As variáveis são padronizadas e generalizadas para que o aprendizado se torne mais fácil. Dado o estudo e/ou a instrução, aquele que busca pode determinar que estrutura pode ser descartada e onde variações podem ocorrer (em termos de alcance, intensidade, duração, etc.).

 

Existem 4 CATEGORIAS DE FEITIÇOS, organizadas por origem e alvos dos efeitos do feitiço.

 

1- Apenas o Mago

2- O Mago e energia/objetos

3- O Mago e outras pessoas

4- O Mago e seres alienígenas

 

1- Apenas o Mago:

1.1. Cura (física e psíquica)

1.2. Alteração de forma/aparência (uso de feitiços, disfarces)

1.3. Extender/alterar sensações (precognição, clarividência)

 

2- O Mago e energia/objetos

2.1. Produção (infusões, pós, pergaminhos, etc.)

2.2. Proteção (barreiras, reflexões)

2.3. Aperfeiçoamento de objetos (trancar portas, endurecer o solo)

2.4. Alterar o momentum (telecinese, teleporte pessoal, viagens dimensionais)

 

3- O Mago e outras pessoas

3.1. Cura ou Ataque (física, psíquica)

3.2. Comunicação (telepatia)

3.3. Cooperação (gestalt, teleporte grupal)

 

4- O Mago e seres alienígenas

4.1. Contato

4.2. Chamado

4.3. Convocação

4.4. Restrição/Amarração

4.5. Sigilo Mais Antigo (selar, lacrar)

4.6. Portal

Obs. Curar outras pessoas é o últimos dos feitiços exclusivamente Brancos. De Ataque ao Portal a Magia Negra se torna possível.

 

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Capítulo 4: Conclusões?!

A maioria dos feitiços colocam em risco a sanidade do mago, já que exigem um único foco e o domínio de quantidades absurdas de poder. Magia realmente poderosa é rara nos dias de hoje e, como já foi notado, o uso da Magia Negra oferece muitos riscos. Os feitiços usados tanto pelos magos Brancos quanto Negros são os segundos mais perigosos, seguidos por aqueles usados apenas pelos Magos Brancos (tais como curas grupais ALTRUÍSTICAS).

 

O Microcosmo do Mago corresponde diretamente ao Macrocosmo do CONTINUUM UNIVERSAL. Conforme o Caos e a Ordem se equilibram, um potencial maior é atingido, maximizando a eficiência e a flexibilidade em um grande jogo de prazer pessoal e cósmico. Desta forma, o Jogo Inominável é um ritual simbólico, uma tentativa de nos desequilibrar enquanto oscilamos entre os extremos. A maioria dos Magos aceita apenas uma das facções da maré, contribuindo para o desequilíbrio geral, mas quando o objetivo é o equilíbrio ao invés da supremacia da Ordem, esse erro se tornará claro.

 

A Magia, analizada sob este contexto, é uma ferramenta necessária utilizada para retardar a mudança rápida da Ordem para o Caos para a Ordem… Embora possa causar interrupções temporárias da sanidade, ela acaba compensando a longo prazo quando usada contra um poder que certamente irá CORROSIVAMENTE NOS DISSOLVER.

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Este material foi proibido por Deus.

 

Por LöN Fucking Plo

Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/magia-adimensional/

Aceitação e Entrega

Essa semana me contaram um caso de uma mulher que, ao visitar a amiga, as plantas ao redor dela murchavam ou morriam. Acho que todo mundo conhece algum caso de “olho de seca pimenteira”, o tipo de pessoa que basta gostar ou elogiar alguma coisa viva de pequeno porte (planta, crianças, animal), que a “vítima” adoece ou fica fraca. É o caso onde a pessoa consciente ou inconscientemente rouba energia vital através do olhar. Daí que dizem pra vítima em potencial usar alguma peça de roupa ou detalhe vermelho-vivo, porque a atenção do “vampiro” (como qualquer outra pessoa) vai ser sempre atraída (ou perturbada) pela cor vermelha.

Esse negócio de planta é muito interessante!! É uma coisa que devia ser estudada pela ciência, pois ocorre NA SUA FRENTE, em pouco tempo. Não sei como funciona, mas deve ser o mesmo princípio pelo qual as plantas “sentem” o ambiente ao seu redor. Uma das plantas mais sensíveis é o manjericão, que, pelo menos na crença popular, atrai a energia ruim pra ela (evitando que vá pra alguma pessoa ou animal). Minha mãe de vez em quando usa na cozinha, onde todo mundo sempre fica tomando café e conversando, e a vida média dela num jarro com água é de alguns poucos dias, mas basta uma pessoa mais “carregada” chegar pra ela murchar COMPLETAMENTE em 1 hora apenas, não importando se ela estava verdinha e saudável 1 hora antes. Até mesmo os evangélicos estão usando essa sabedoria, quando distribuem aos seus fiéis a “rosa ungida” ou alguma coisa assim, pra levar pra casa e deixar num jarro. Eles dizem que deve-se trocar a rosa por uma nova toda vez que ela murchar, pois ela vai “limpando” a casa. É o mesmo princípio: se um parente (ou a própria pessoa) está perturbado (e comumente quem vai a centros religiosos vai em busca de paz na família e na própria vida) a rosa, tadinha, absorve aquilo e morre prematuramente. A pessoa vai continuar com seus problemas, mas pelo menos o ambiente da casa não vai ficando impregnado de fluidos mentais deletérios.

Mas, voltando ao assunto, imaginei que, se aquela mulher – sem sequer prestar atenção ao seu redor – consegue matar várias plantas, ela deve estar totalmente descompensada emocionalmente. O que se revelou uma verdade, já que ela perdeu o filho por suicídio. A dor de perder um filho deve ser a maior de todas, especialmente sendo mãe. A mulher então perdeu sua capacidade de ser auto-suficiente energeticamente e passou a ser um buraco-negro, pois aposto que tudo o que ela absorve se perde em elucubrações mentais e pensamentos que a exaurem. Recomendei então que ela fizesse trilhas, trekking, e tomasse banhos de cachoeira, para que entrasse em contato intensivo com a natureza a fim de poder pegar ao máximo energia (a floresta é GIGANTESCA fonte de energia) e, uma vez repleta (no curto espaço de tempo em que ela estivesse lá estaria “sadia”) o organismo espiritual pudesse se reequilibrar. Mas me disseram que ela detesta o contato com a natureza. Normal. Quem está deprimido só pensa em ficar trancado em casa, longe do sol. É uma forma de auto-sabotagem do ego, que simplesmente adora remoer pensamentos tristes. Por mais que a pessoa queira em sã consciência sair daquela situação, buscar uma luz, uma felicidade, a própria mente (identificada com o ego) vai trazer de volta aqueles pensamentos que você queria esquecer. Por que? Porque aquilo lhe define melhor do que qualquer coisa. A tristeza lhe traz um centramento, um recolhimento, que é o oposto da felicidade. Então, o que acontece aqui? Há um estado de negação, onde a pessoa se recusa a “largar o osso” (no caso, aceitar que deixou de ser a mãe daquele filho aqui na Terra, e tal). A solução é a entrega, a aceitação das coisas como elas são (e pra isso muitas pessoas gastam anos em terapias).

Novamente recorro ao livro de Eckhart Tolle “O poder do Agora” (eu já merecia uns mil reais pelas propagandas constantes) para ilustrar a idéia de entrega:

Para muitas pessoas, a entrega talvez tenha conotações negativas, como uma desistência, certa letargia, etc. A verdadeira entrega, entretanto, é algo completamente diferente. Não significa suportar passivamente uma situação qualquer que nos aconteça e não fazer nada a respeito, nem deixar de fazer planos ou de ter confiança para começar algo novo. A entrega é a sabedoria simples mas profunda de nos submetermos e não de nos opormos ao fluxo da vida. O único lugar em que podemos sentir o fluxo da vida é no Agora. Isso significa que se entregar é aceitar o momento presente sem restrições e sem nenhuma reserva. É abandonar a resistência interior àquilo que é. A resistência interior acontece quando dizemos “não” para aquilo que é, através do nosso julgamento mental e de uma negatividade emocional. Isso se agrava especialmente quando as coisas “vão mal”, o que significa que há um espaço entre as exigências ou expectativas rígidas da nossa mente a aquilo que é. Isso não quer dizer que não possamos fazer alguma coisa no campo exterior para mudar a situação. Na verdade, não é a situação completa que temos de aceitar quando falo de entrega, mas apenas o segmento minúsculo chamado o Agora.
Por exemplo: Você está andando por uma estrada à noite, com uma neblina cerrada, mas possui uma lanterna potente que corta a neblina e cria um espaço estreito e nítido na sua frente. A neblina é a sua situação de vida, que inclui o passado e o futuro. A lanterna é a sua presença consciente, e o espaço nítido é o Agora.

No estado de entrega, você vê claramente o que precisa ser feito e parte para a ação, fazendo uma coisa de cada vez e se concentrando em uma coisa de cada vez. Aprenda com a natureza. Veja como todas as coisas se realizam e como o milagre da vida se desenrola sem insatisfação ou infelicidade. É por isso que Jesus disse: “Olhai os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam”.

Se a sua situação geral é insatisfatória ou desagradável, separe esse instante e entregue-se ao que é. Eis aqui a lanterna cortando através da neblina. O seu estado de consciência deixa então de ser controlado pelas condições externas. Você não age mais a partir de uma resistência ou de uma reação.

Olhe para uma situação específica e pergunte-se: “Existe alguma coisa que eu possa fazer para mudar essa situação, melhorá-la ou me retirar dela?” Se houver, você toma a atitude adequada. Não se prenda às mil coisas que você vai ter que fazer em algum tempo futuro, mas na única coisa que você pode fazer agora. Isso não significa que você não deva traçar um plano. Planejar talvez seja a única coisa que você possa fazer agora. Mas certifique-se de que você não vai começar a rodar “filmes mentais”, se projetar no futuro e, assim, perder o Agora. Talvez a atitude que você tomar não dê frutos imediatamente. Até que ela dê, não resista ao que é.

Não se entregar endurece a casca do ego, e assim cria uma forte sensação de separação. O mundo e as pessoas à sua volta passam a ser vistos como ameaças. Surge uma compulsão inconsciente para destruir os outros através do julgamento e uma necessidade de competir e dominar. Até mesmo a natureza vira sua inimiga e o medo passa a governar a sua percepção e a interpretação das coisas. A doença mental conhecida como paranóia é apenas uma forma ligeiramente mais aguda desse estado normal, embora disfuncional, da consciência.

A resistência faz com que tanto a sua mente quanto o seu corpo fiquem mais “pesados”. A tensão se manifesta em diferentes partes do corpo, que se contrai para se defender. O fluxo de energia vital, essencial para o funcionamento saudável do corpo, fica prejudicado.

A negatividade é completamente antinatural. É um poluente psíquico e existe um vínculo profundo entre o envenenamento e a destruição da natureza e a grande negatividade que vem sendo acumulada na psique coletiva humana. Nenhuma outra forma de vida no planeta conhece a negatividade, somente os seres humanos, assim como nenhuma outra forma de vida violenta e envenena a Terra que a sustenta. Você já viu uma flor infeliz ou um carvalho estressado? Já cruzou com um golfinho deprimido, um sapo com problemas de auto-estima, um gato que não consegue relaxar, ou um pássaro com ódio e ressentimento? Os únicos animais que eventualmente vivenciam alguma coisa semelhante à negatividade, ou mostram sinais de comportamento neurótico, são os que vivem em contato íntimo com os seres humanos e assim se ligam à mente humana e à insanidade deles.

Vivi com alguns mestres zen – todos eles gatos. Até mesmo os patos me ensinaram importantes lições espirituais. Observá-los é uma meditação. Como eles flutuam em paz, de bem com eles mesmos, totalmente presentes no Agora, dignos e perfeitos, tanto quanto uma criatura sem mente pode ser. Eventualmente, no entanto, dois patos vão se envolver em uma briga, algumas vezes sem nenhuma razão aparente ou porque um pato penetrou no espaço particular do outro. A briga geralmente dura só alguns segundos e então os patos se separam, nadam em direções opostas e batem suas asas com força, por algumas vezes. Então continuam a nadar em paz, como se a briga nunca tivesse acontecido. Quando observei isso pela primeira vez, percebi, num relance, que ao bater as asas eles estavam soltando a energia acumulada, evitando assim que ela ficasse aprisionada no corpo e se transformado em negatividade. Isso é sabedoria natural. É fácil para eles porque não têm uma mente para manter vivo o passado, sem necessidade, e então construir uma identidade em volta dele.

#Espiritualidade #espiritualismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/aceita%C3%A7%C3%A3o-e-entrega

Asmoday

O trigésimo segundo espírito é Asmoday[1] , ou Asmodai. É um grande, forte e poderoso rei. Aparece com três cabeças, eventualmente a primeira é a de um Búfalo, a segunda como um homem, e a terceira de um bode; ele possui também a cauda de uma serpente, e de sua boca jorram flamas de fogo. Seus pés são como de um ganso. Ele senta-se sobre um dragão infernal, e trás uma bandeira em sua mão. É o preferido de AMAYMON, e acima dele não existe nenhum outro.

Quando for convocá-lo deve-se proceder com muito cuidado, pois AMAYMON tentará iludi-lo. Asmoday concede o anel das Virtudes e ensina as artes aritméticas, astronomia, geometria e todos os ofícios manuais. Responde corretamente o que lhe seja requisitado. Torna também o magista invisível e revela os lugares onde existem tesouros ocultos os quais ele guarda.

Como AMAYMON ele governa 72 legiões de espíritos inferiores. Este é seu selo, que deve ser usado para a evocação:

Notas

1- AShMah-Devah ou Asmoday, ou Asmodeus foi o “Arquiteto”, segundo a Qaballah, do famoso templo de Shlomo, ou Salomão. Esta lenda nos afirma que ASMODEUS foi aprisionado em correntes mágicas por Shlomo e impelido, talvez ameaçado por este sábio a revelar um segredo desconhecido até então; a existência e fonte de um mineral que permitia riscar a madeira como o diamante risca o vidro. É por isso que está escrito que no Templo de Shlomo não foi usado nenhum metal como pregos, serras etc e ele teria sido feito unicamente através de um engenhoso jogo de peças encaixadas e firmadas umas nas outras.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/demonologia/asmoday/

As Qliphot Secundárias

As Qliphot secundárias são os poderes demoníacos que dominam os vinte e dois caminhos sombrios (ou buracos serpentinos) que ligam as dez dimensões Acausais Qliphóticas.

Estas forças demoníacas devem ser incitadas pela visualização de sigilos, e as vibrações de seus nomes conjuntamente com o derramamento de sangue.

Os Magistas fazem melhor uso destas energias demoníacas e desarmônicas durante os rituais que visam à descoberta de caminhos inconscientes/ conscientes através dos escuros túneis que levam à Sitra Ahra (O Outro lado).

A seguir estão os nomes, características e sigilos das Qliphot secundárias que são os demoníacos e anticósmicos caminhos que formam a “Árvore da Morte”:

  • O Caminho XI – Amprodias.

Amprodias domina a transcendência do limitado intelecto cósmico (que pelos não iluminados é chamada de loucura), e concede o poder ao Magista para que tenha capacidade de ver através das ilusões da luz e enxergar na escuridão da verdade.

  • O Caminho XII – Baratchial.

Baratchial possui toda a ciência anticósmica e toda ciência da negra magia sexual, é ele que inicia o Magista nos Qliphóticos mistérios mágickos que estão mais ocultos.

 

  • O Caminho XIII – Gargophias.

Gargophias é um demônio feminino que possui a clarividência, é esta divindade que ensina os mistérios sombrios dos rituais de necromancia e magias proibidas relacionadas à morte.

  • O Caminho XIV – Dagdagiel.

Dagdagiel é um demônio feminino da magia sexual, que pode iniciar o Magista nas artes do amor e Magia Negra, desde que o Magista esteja receptivo e disposto a pagar uma quantia de sangue que Dagdagiel exigir.

  • O Caminho XV – Hemethterith.

Hemethterith é um demônio feminino que controla a arte da Qliphótica astrologia e as práticas proibidas para criação de demoníacas crianças espirituais por meio da prática da bestial magia sexual.

Bariron, que também é um demônio Qliphótico, cujo nome significa “rebanho”, habita e reside no caminho XV, compartilhando-o com Hemethterit.

  • O Caminho XVI – Uriens.

Uriens detém os mistérios alquímicos sombrios do sangue humano e é capaz de fazer o Magista fisicamente forte.

Adimiron, que também é um demônio Qliphótico, cujo nome significa “sangue”, localiza-se no mesmo décimo sexto caminho sombrio.

  • O Caminho XVII – Zamradiel.

Zamradiel conhece a arte da viagem astral e os esotéricos mistérios do vampirismo.

Tzelladimiron, que também é um demônio Qliphótico, cujo nome significa “mudança”, também reside neste caminho.

  • O Caminho XVIII – Characith.

Characith é o mestre dos mistérios e encantos da magia negra.

Shechechiriron, que também é um demônio Qliphótico, cujo nome significa “O Sombrio”, habita neste caminho.

  • O Caminho XIX – Temphioth.

Temphioth é o mestre de todos os prazeres infernais e tem a capacidade de “domar as bestas”.

Shelhabiron, que também é um demônio Qliphótico, cujo nome significa “Incendiário”, também está localizado neste caminho.

  • O Caminho XIX – Yamatu.

Yamatu, cujo número é 131, domina as artes mágickas da imortalidade e da invisibilidade.

Tzephariron, que também é um demônio Qliphótico, cujo nome significa “riscar”, também pertence a este caminho sombrio.

 

  • O Caminho XXI – Kurgasiax.

Kurgasiax possui os mistérios dos Súcubos e Íncubos e também tem a capacidade de dar o poder mundano ao Magista.

  • O Caminho XXII – Lafcursiax.

Lafcursiax é um demônio feminino, que com o demônio Lamias extrai os órgãos da alma humana e, assim, a mata.

Este demônio também pode dar capacidade ao Magista de passear pelo “abismo do Caos” e enviar sinistras correntes Acausais de poder.

Obiriron, que também é um demônio Qliphótico, cujo nome significa “barro” (o barro que representa a carne morta humana), também rege este caminho.

 

  • O Caminho XXIII – Malkunofat.

Malkunofat pode conceder riqueza e poder sobre os mistérios dos sonhos.

  • O Caminho XXIV – Niantiel.

Niantiel é o mestre da necromântica magia sexual (Necrofilia astral), é ele que pode iniciar os Magistas nos mistério sombrios do vazio.

Necheshetrion, que também é um demônio Qliphótico, cujo nome significa “Serpente do Pecado”, localiza-se neste vigésimo quarto caminho.

 

  • O Caminho XXV- Saksaksalim.

Saksaksalim conhece a arte da transmutação espiritual e os mistérios sombrios da alquimia. Nachashiron, que também é um demônio Qliphótico, cujo nome significa “Serpente”, também reside neste caminho.

  • O Caminho XXVI – A’ano’nin.

A’ano’nin possui os poderes do mau-olhado e reina sobre todos os sátiros e “demônios Pan”.

Dagdagirion, que também é um demônio Qliphótico, cujo nome significa “demônio assim como peixe” também pertence a este caminho.

  • O Caminho XXVII – Parfaxitas.

Parfaksitas conhece a arte do movimento espacial e os mistérios sangrentos da licantropia.

  • O Caminho XXVIII – Tzuflifu.

Tzuflifu detém os mistérios dos raios caóticos e segredos anticósmicos.

Behemiron, que também é um demônio Qliphótico, cujo nome significa “bestial”, localiza-se neste vigésimo oitavo caminho.

 

  • O Caminho XXIX – Qulielfi.

Qulielfi é um demônio feminino que domina a vampira e destrutiva magia sexual, e também pode ajudar o Magista a enviar, com um proposito sanguinário, Súcubos e Íncubos aos seus inimigos.

Nashimiron, que também é um demônio Qliphótico, cujo nome significa “mulher malvada”, também governa este caminho.

 

  • O Caminho XXX – Raflifu.

Raflifu é o sábio da produção alquímica do ouro, ele também pode fazer o Magista rico e poderoso.

 

  • O Caminho XXXI – Shalicu.

Shalicu é dono da Magia da Chama Negra que dissolve todas as formas e liberta a essência amorfa.

 

  • Caminho XXXII – Thantifaxath.

Thantifaxath é o mestre das magias de morte e maldição, ele pode, de acordo com a vontade do Magista, espalhar a morte e o derramamento de sangue.

Fonte: Liber Azerate: O Livro do Caos Colérico.

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Tradução e Adaptação: Zeis Araújo (Inmost Nigredo) Revisão: Gabriela Paiva 2014.

Texto enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/as-qliphot-secundarias/

Emanuel Swedenborg

Emanuel Swedenborg nasceu em Stockholm, em 1688, e morreu em Londres, em 1772, com a idade de 84 anos. Era notável em todas as ciências, e sobretudo na teologia, na mecânica, na física e na metalurgia. Sua prudência, sua sabedoria, sua modéstia e sua simplicidade valeram-lhe a alta reputação da qual goza ainda hoje. Os reis o chamaram em seus conselhos. Em 1716, Charles XII nomeou-o assessor ao Colégio metálico de Stockholm; a rainha Ulrique tornou-o Nobre, e ele ocupou os postos mais honrosos com distinção até 1743, época em que teve sua primeira revelação do mundo invisível.

Embora os fenômenos vividos por ele fossem relatados sob a influência da sua crença nos escritos bíblicos, percebe-se a veracidade dos fatos vividos por esse surpreendente personagem mais de 100 anos antes do estabelecimento da Codificação Espírita.
Usando a formatação bíblica, descreveu as zonas de sofrimento como sendo o inferno e as zonas felizes como Céu, e os espíritos superiores como Anjos e os inferiores como demônios, mas os reconheceu como espíritos que viveram na Terra.

Segundo suas experiências fora do corpo ele afirma ter observado que o outro mundo, para onde vamos após a morte, consiste de várias esferas, representando outros tantos graus de Luminosidade e de felicidade; cada um de nós irá para aquela a que se adapta a nossa condição espiritual. Somos julgados automaticamente, por uma lei espiritual das similitudes; o resultado é determinado pelo resultado global de nossa vida, de modo que a absolvição ou o arrependimento no leito de morte têm pouco proveito.

Nessas esferas verificou que o cenário e as condições deste mundo eram reproduzidas fielmente, do mesmo modo que a estrutura da sociedade. Viu casas onde viviam famílias, templos onde praticavam o culto, auditórios onde se reuniam para fins sociais, palácios onde deviam morar os chefes.

A morte era suave, dada a presença de seres celestiais que ajudavam os recém-chegados na sua nova existência. Esses recém-vindos passavam imediatamente por um período de absoluto repouso. Reconquistavam a consciência em poucos dias, segundo a nossa contagem.

Havia anjos e demônios, mas não eram de ordem diversa da nossa: eram seres humanos, que tinham vivido na Terra e que ou eram almas retardatárias, como demônios, ou altamente desenvolvidas, como anjos.

O homem nada perde pela morte: sob todos os pontos de vista é ainda um homem, conquanto mais perfeito do que quando na matéria. Leva consigo não só as suas forças, mas os seus hábitos mentais adquiridos, as suas preocupações e os seus preconceitos.
Não havia penas eternas. Os que se achavam nos infernos podiam trabalhar para a sua saída, desde que sentissem vontade. Os que se achavam no céu não tinham lugar permanente: trabalhavam por uma posição mais elevada.

Havia o casamento sob a forma de união espiritual no mundo próximo, onde um homem e uma mulher constituíam uma unidade completa.

Não havia detalhes insignificantes para a sua observação no mundo espiritual. Fala da existência da arquitetura, do artesanato, das flores, dos frutos, dos bordados, da arte, da música, da literatura, da ciência, das escolas, dos museus, das academias, das bibliotecas e dos esportes.

Os que saíram deste mundo velhos, decrépitos, doentes, ou deformados, recuperavam a mocidade e, gradativamente, o completo vigor. Os casais continuavam juntos, se os seus sentimentos recíprocos os atraíam. Caso contrário, era desfeita a união. “Dois amantes verdadeiros não são separados pela morte, de vez que o Espírito do morto habita com o do sobrevivente, até à morte deste último, quando então se encontram e se unem, amando-se mais ternamente do que antes”.

Apesar do renome e dos privilégios de que desfrutava junto a sociedade contemporânea, Swedenborg teve a coragem de publicar suas experiências transcendentes, mesmo sabendo que elas feriam velhos conceitos religiosos predominantes na sua época.

Essas experiências vividas e relatadas por um leigo, no período em que o Espiritismo ainda não havia sido estabelecido, se ajustam e confirmam as revelações dos espíritos superiores codificadas por Kardec.

O mais interessante nas suas observações sobre a vida após a morte é que ela é rica de detalhes, o que contribui para ampliar nossa visão sobre certas características do mundo espiritual conhecidas até agora. Revelações que vão além das Colônias Espirituais preconizadas na maioria das obras psicografadas.

As várias esferas de luminosidade e felicidade a que se refere Swedenborg, e que ele denomina como o céu, são os planos vibratórios que transcendem às zonas umbralinas onde se situa a Colônia Nosso Lar. Verdadeiros mundos paralelos aglutinando as consciências afins formando um todo imensurável com as características aperfeiçoadas dos mundos físicos a que estão vinculados.

Swedenborg morreu em 29 de março de 1772, morte por ele prevista com com semanas de antecedência. Ele foi enterrado na catedral luterana de Londres que havia sido criada em 1710, por seu pai, mas, em 1908, seu corpo foi transportado para ser enterrado na Catedral de Upsália.

Bibliografia: “O Céu e o Inferno” de Emmanuel Swedenborg – (O Céu, e suas maravilhas, e o Inferno, segundo o que foi ouvido e visto). Traduzido pelo Sr. Levindo Castro de La Fayette. Publicado no Rio de Janeiro em 1920.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/biografias/emanuel-swedenborg/

Energia OD

Certo dia impliquei. Estava cansado de como as coisas pareciam não estar funcionando devidamente. Em minha mente visualizei que iria aonde quer que fosse mas entraria em contato com meus “guias” ou seja lá qual nome se dá a eles. Iria entrar no ambiente e com o médium ou a mãe de santo, que incorporasse tais entidades, falaria: “Vamos ser sinceros! Temos um problema. Ao que tudo indica não existe uma relação muito positiva entre nós. Precisamos deixar as coisas limpas para que tal relação deixe de ser um problema e seja de fato útil para as duas partes.”. Estava então decidido. Aquela seria uma conversa esclarecedora.

Um dia se passou e encontrei uma pessoa que eu sabia ser frequentadora de um centro de umbanda aqui da cidade. Perguntei os dias que a mãe de santo trabalhava atendendo e ele me disse que procurasse somente não ir na segunda-feira. Ficou então agora mais do que decidido, tinha data marcada para a realização de minha visualização. Voltei ao trabalho, não pensei mais nisso. Nos dois dias seguintes nada fiz pra tornar isso realidade. No entanto não precisei. Praticamente um dia e meio depois tive um sonho, este sonho:

Estava num lugar escuro e eu me via em terceira pessoa. Havia um turbilhão de energia azulada passando ao meu lado. Dentro deste turbilhão dava para ver objetos, pessoas, coisas, pensamentos, ideias, tudo passando freneticamente acompanhando o transladar da massa energética ao meu lado. Foi quando uma voz, não sei bem d’aonde surge falando: “Isso é energia OD!” Eu olhava para o turbilhão ao meu lado e tentava visualizar as letras ‘O’, ‘D’ juntas, fazendo um círculo torto. Era quando eu dizia: “Você quer dizer energia ódica?!”.

Acordei! Era uma manhã como outra qualquer. Meu corpo recobrava os sentidos e em instantes me veio à mente o desenho do O, D juntos como no sonho. Forcei um pouco e até cheguei a pensar que se referia a um amigo meu que escreve seu nome com tais letras, mas quando consegui recordar do nome ódico a coisa toda mudou de perspectiva. Fiquei intrigado. O que deveria ser energia ódica? Existe isso? Levantei de imediato e corri para ligar o notebook. Depois de três, quatro, cinco pesquisas encontrei o que buscava em quatro sites em alemão e um em inglês. Para ser mais rápido traduzi mecanicamente o site em inglês já que o em alemão ficava incompreensível e me lancei a ler. Após algum tempo de leitura tive a percepção da resposta mais produtiva de toda minha vida. Foi a primeira vez que não havia dúvida alguma. Eu tinha sido respondido diretamente, sobre algo que me fez refletir muito em minha vida inteira. Em tal momento tudo ficou claro pra mim, e todas minhas incursões acerca do espiritual e o mundo físico, sobre a energia como um todo tornara-se devidamente palpável. Para ser bem simplificado contarei o importante agora:

Seu pai era um bibliotecário do Tribunal e por intermédio disso tinha acesso a livros infindáveis. Chegou a ler sobre Mesmer e tornou-se por assim dizer um defensor do mesmo, alegando que Mesmer não utilizava de sugestões em seus experimentos. Ou pelo menos que isso não era o fator real dos fenômenos. Havia algo, só que não existia aparelhos para definir esse algo, em que Mesmer se apoiou para desenvolver sua bateria, objeto ao que me pareceu ser o mais famoso. Reichenbach mergulhou de cabeça no estudo do sonambulismo, medos noturnos, câimbras (no texto aparece como tétano muscular). Tudo isso era inevitavelmente mal visto por todos e existiam rituais de exorcismo dos mais variados para sanar o que não se sanava. A igreja em nome de Deus até já tinha queimado na fogueira algumas famílias alegando ser obra do demônio. As pessoas se escondiam quando viam que algum membro da família apresentavam os sintomas e viviam no silêncio e enclausurados temendo o pior.

O barão Reichenbach, pra ser sucinto, reuniu todas as informações possíveis sobre a maioria dos casos que obtivera algum dado. Fez uma pesquisa extensa ao que é informado no site. Reuniu o máximo de informações possíveis acerca de todos os casos pela Europa. Enquanto isso reunia o único fator que poderia na época demonstrar algo de fato em relação aos fenômenos. Ele procurou pessoas sensitivas e sensíveis o suficiente para que pudesse determinar quando e porque tais fenômenos ocorriam. Esse fator fez com que seus estudos perdessem o crédito jogando-o no esquecimento. Esses sensitivos foram escolhidos por intermédio de testes variados que determinavam que eles não estavam simplesmente mentindo sobre. Tais testes e o próprio processo do estudo dos casos levou a separar estes sensitivos entre os maiores e os menores, determinando exatamente quem era quem nesse meio.

Existiam nesses casos fatores em comum: não havia distinção de gênero, apesar da ciência da época colocar o gênero feminino como o mais susceptível à histerias e coisas do tipo. Não havia uma idade específica para o ocorrer do fenômeno, crianças as vezes só precisavam aprender a andar para que já se apresentasse o problema, o que retirou do caso o fator emocional e situações traumáticas como a razão de tais fenômenos. Ao longo do processo percebeu que não havia uma razão geográfica para tal, e nem a eletricidade ou o magnetismo causavam tais reações nos indivíduos, apesar de ter percebido que bastões de imã causavam algum tipo de reações nos sensitivos, o mesmo magnetismo geográfico nada fazia. Havia o fator de que em períodos de lua cheia o fenômeno tinha o seu pico de expressão. Levando muitos sonâmbulos a andarem em busca da lua, por beiradas dos prédios ou pelo meio das vilas com os braços levantados, bem ao clichê que já imaginamos quando pensamos nisso. Por fim o barão fez literalmente uma análise geral e por fim percebeu que, retirando todos os fatores duvidosos, a lua era de algum modo a vilã da história.

Isso levou ele a fazer experimentos com os sensitivos em quartos totalmente escuros. Cada qual ficava um tempo em silêncio e em um dado momento a luz da lua era incindida na face ou em outra parte do corpo causando reações variadas. Havia algo ali e ele estava começando a ter uma dimensão do caso. Foi quando brilhantemente teve a ideia de por intermédio de prismas incindir os espectros específicos sobre os indivíduos sensitivos. Cada cor começou a demonstrar efeitos específicos em tais indivíduos, que variavam de convulsões à dores e enjoos. Isso levou o mesmo a testar a luz do sol e por conseguinte perceber características distintas em cada caso. Cada sensitivo demonstrava (sem saber bem o que lhe ocorria) os mesmos efeitos para cada espectro da luz que incidia em seu corpo. Foi assim que o barão teve a ideia de saber até que ponto essa energia era a luz ou algo além. Por intermédio de metais e minérios todo o tipo de experimentos foram feitos para determinar se a energia em questão se propagava melhor dependendo do ambiente em que se encontrava. Ele assim determinou exatamente quais metais e minérios se carregavam com tal energia com mais facilidade e conseguiu até mesmo determinar a velocidade de expansão da energia, algo em torno de 1,5 m/s se não me engano. Algo relativamente lento. A energia parecia se movimentar por acúmulo e em determinados casos demorava para esvair-se. Assim ele nomeou tal energia de od, energia ódica que ao meu ver é a mesma coisa do chi, ki, prana, energia plástica e por ai vai.

Ao longo de todo esse processo e dessa leitura eu tive meu momento de iluminação. Tive uma experiencia clara de como poderemos ter sim contato com nosso mundo espiritual, sem os modismos típicos ou falácias coloridas das práticas que considero new age. Tal acontecimento me demonstrou que por mais difícil que seja tal relação com esse espiritual, basta que sejamos sinceros conosco e atentos. Nada de absurdo fiz, a não ser desejar tal conversa veementemente, visualizando claramente toda a cena. Acabei mandando meu pedido às forças que me circundam sem me esforçar muito. E estes não demoraram em me responder, com algo que eu mesmo nem ao menos tinha pedido diretamente. Eles sabiam o que eu sabia ter dúvidas, e não precisei dizer uma palavra sequer para ser auxiliado devidamente.

Em nenhum momento ler sobre esta energia me fez aprender algo que eu já não soubesse. Tudo que li e estudei trabalha com tal energia, ou com tal compreensão do universo. O que aprendi com isso é que não há na vida uma ação sem seu resultado. E se o indivíduo se permitir ser verdadeiro nada será impossível.

Meu caso fora simples. Não romantizei em momento algum o acontecido. Fora exatamente como coloquei aqui. Trabalhar com tal universo espiritual requer que sejamos muito verdadeiros e sensatos. Não surtei com o caso, não alegrei-me mais do que o necessário. Era o que eu queria e assim foi. Obtive mais de uma resposta com uma única ação. A primeira era que eles estão sim atentos ao que me ocorre. A segunda é que tenho uma carga de conhecimento que basta trazer à superfície que obterei as respostas que preciso. Terceiro que minhas incursões filosóficas e práticas sobre energias e realidade estão sim caminhando para um canto real. Quarto que precisamos da simplicidade nos nossos atos. Cinco que a vida não deixa um ponto sem nó em momento algum.

Como falei, não aprendi nada que já não soubesse em relação à energias. Mas tal site me abriu um novo horizonte. Às vezes desejamos respostas claras e imediatas. E quando não recebemos achamos que fizemos algo errado ou que na verdade isso tudo é uma bobagem. O que tenho a dizer sobre isso é que o diálogo é construído mutualmente. E que as palavras por eles usadas não seguem nossas razões técnicas sobre isso.

Quando falo sobre espiritualidade necessariamente não coloco isso como algo estritamente fora de nós ou dentro de nós. Essa dimensão não é importante nesse caso. O que importa mesmo ao se pensar nisso é que há uma força e ponto. Se soubermos como ativar tal energia em nós ou ao nosso redor poderemos sim causar mudanças na nossa realidade por intermédio da nossa vontade. Mas precisamos antes de mais nada viver tal energia se quisermos ter domínio sobre ela. Não adianta perseguir isso tudo se não temos relação direta com as forças do nosso mundo. Essa energia, seja chamada de od ou de prana, está ai em relação constante conosco. Claro que sabemos bem que trabalhar com ela ou em favor dela às vezes nem é tão necessário para que algo ocorra. Visto que, ao que tudo indica, respiramos tal força sem nem ao menos nos darmos conta disso. Não importa se acredita ou não que uma árvore no meio da floresta faça som ou não… ela fará som sim, independentemente. Essa crença de que precisamos acreditar pra que tudo isso funcione é mais do que errônea… é estúpida. Pensar dessa forma é iludir-se, mas querer ser um mago e não abarcar o universo prático é tolice. É preciso elevar a varinha e determinar os pontos de apoio para que as operações tenham efeito. Mas acima de tudo é necessário não ter dúvidas alguma. Se porventura você quer fazer algo e nem ao menos sente as energias e duvida copiosamente por nunca ter tido um contato direto e claro, comece hoje mesmo a desenvolver tais percepções. É necessário tirar do plano da fantasia e trazer para o plano real se quiser ter um resultado factual da ação de sua vontade sob as forças. Energia não é algo que funcione por sugestão, apesar de algumas vezes a sugestão levar o indivíduo a fazer mover as energias. Ela tem uma lógica natural que precisamos respeitar e perceber. Não serão os livros que irão ensinar realmente. Será a prática concreta. É necessário sair do quarto e brandir sua espada sob o auspício lunar. É necessário sentar e meditar. É necessário duvidar das suas práticas para reconhecer o que de fato é real, palpável. É necessário criar e adaptar o conhecimento ao nosso universo particular se quiser fazer diferença. Eu não me utilizei de maneirismos tolos e medinhos medíocres ou formas cheias de bondade estúpida para fazer algo simples. Conversar. Eu usei de minhas próprias palavras, atuei com meu jeito particular e obtive resposta. Não precisei de termos pomposos ou de uma túnica ungida, eu até ri um pouco da cena que visualizei, ri por achar que ele riria quando me ouvisse falando daquele jeito. Provavelmente eu ri quando ele de fato riu ao perceber toda a minha construção pra dizer que queria um resultado real na nossa relação. Para dizer que estava cansado de achar que eles não estavam nem ai para com minha vida. Ledo engano.

Esse texto vai em nome destes que me circundam, sejam estes seres humanos desencarnados, sejam estes forças da natureza, sejam estes criaturas densas ou puras, sejam estes intelectos condensados, sejam estes reflexos da egrégora que me circunda, sejam estes meus próprios servidores, sejam estes animais que me acompanham, sejam estes pura e simplesmente eu mesmo replicado nos planos sutis… não importa. Importa que sei bem agora que se importam com o que penso e falo. E que o único empecilho fora eu mesmo o tempo inteiro.

Djaysel Pessôa

S.O.Q.C.

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Od energy – Barão Reichenbach

Dr. Carl (Karl) Ludwig Freiherr von Reichenbach

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Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/energia-od

O Panteão Taoista

   por Guilherme Korte

O Taoismo teve início no século II baseado nas religiões indígenas, e sua ideologia deriva de antigas tradições, incluindo Huang-Lao, uma tradição cultural batizada depois de Hunag Di, O Imperador Amarelo, e Lao Tzu, e seguida por seus fiéis durante a dinastia Han do oeste (206 a.C. – 24 d.C.).

Durante as dinastias Tang (618 – 907) e Song (960-1279), devido ao apoio de seus imperadores, o Taoismo entrou em um período de pleno desenvolvimento e se converteu em uma importante religião na China, somente menor que o Budismo. Lao Tzu, o fundador da escola de Taoismo, no começo da dinastia Qin, é venerado como seu fundador, e a idéia do Caminho (Dao ou Tao), que se preconiza no livro “Tao te Ching”, é a base da religião. Crendo que o Caminho é a origem do universo e criador de todos os seres vivos. Os taoistas adoram toda a vida no universo e todas as coisas criadas pela natureza. Também crêem que o homem pode alcançar a imortalidade e converter-se em um ser celeste (“xian”) mediante a prática da austeridade.

No século 12, o Taoismo dividiu-se em duas seitas: O taoismo Chuan-chen e o Taoismo Cheng-I. Os seguidores do Taoismo Chuan-chen abandonam suas famílias e vivem em templos. Tornam-se vegetarianos e praticam a austeridade tendo em vista a imortalidade. Outros, seguidores do Taoismo Cheng-I, viveram perto de suas famílias e não deixaram de comer carne e como ideal, ajudavam outras pessoas a conseguir fortuna e evitar seus males.

De acordo com o Taoismo, os deuses atuam como administradores e controlam cada coisa no Universo. Entre muitos deuses venerados pelos taoistas, estão o Deus de Origem Primitiva, o Deus da Pedra Sagrada, e o Deus do Caminho da Energia (Lao Tzu)

Muitos dos templos taoistas foram construídos em montanhas donde, segundo a tradição, nasceram os seres celestiais ou se transformaram em imortais, os antigos taoistas que haviam praticado a austeridade física, mental e espiritual.

Os Três Puros

Dentre os imortais se destacam Fu Xing, Lu Xing e Shou Xing, os 3 deuses que representam respectivamente a prosperidade, sucesso e longevidade.

Fu Xing: O deus da felicidade, da sorte e das oportunidades. Acredita-se que tenha sido um personagem histórico do século VI chamado Yang Chang, que foi deificado em Daoxian, na província de Hunan, da qual era governador. Após sua morte, por ser muito bem quisto pela população, erigiu-se um templo em sua homenagem. Sua figura aparece muitas vezes nas portas, para trazer a felicidade e a sorte. Apresenta-se em geral com um chapéu de abas largas e portando um pergaminho enrolado. Muitas vezes aparece carregando uma ou mais crianças, símbolo de felicidade na China Antiga.

Lu Xing: Conhecido como o deus da prosperidade, que traz a felicidade na forma de aumentos salariais ou promoções. O personagem histórico ligado a ele é um estudioso do século II a.C. chamado Shi Fen. Ele era um alto funcionário imperial e predileto do próprio imperador, o que colocou sua família em um alto nível social e financeiro. Aparece geralmente vestido com trajes nobres e pode carregar um lingote de ouro.

Shou Xing: Também chamado de Nanji Laoren (“Velho Homem do Polo Sul”). Muito reverenciado como o deus da longevidade. Em geral carrega um pêssego, pois a palavra “pêssego” em chinês tem o mesmo som de “longevidade” – “shou”. É retratado muitas vezes acompanhado de uma garça ou tartaruga, símbolos de longevidade. Traz um cajado feito de madeira de pessegueiro (o fruto da imortalidade) e uma cabaça, que está cheia com o elixir da imortalidade. Muitas vezes é denominado como “Shou Xi”, onde “xi” significa “felicidade” e passa a representar a “longevidade feliz”. É o símbolo de nosso site principal, Longevidade.

Os Oito Imortais

Os Oito Imortais são outro grupo destes lendários xian. Estes são frequentemente chamados por invocações taistas em busca de proteção ou para destruição do mal. A maioria deles teria nascido na dinastia Tang ou Song e além de serem reverenciados pelos taoístas também são um elemento popular na cultura secular chinesa. Dizem que vivem em um grupo de cinco ilhas no Mar de Bohai, que inclui o Monte Penglai. Os Oito Imortais são:

  • He Xiangu (He Xiangu), geralmente vista como a única mulher do grupo, muitas vezes retratada segurando uma flor de lótus.
  • Cao Guojiu (赵国ujiu), relacionado a um imperador da dinastia Song antes de se tornar um imortal.
  • Li Tieguai (李馬國), considerado mentalmente ébrio e associado à medicina e aliviando o sofrimento dos doentes e necessitados, identificado por sua muleta de ferro e garrafa de cabaça.
  • Lan Caihe, um imortal de gênero ambíguo considerado o patrono dos floristas e dos jardineiros.
  • Lü Dongbin, um estudioso e poeta considerado o líder dos Oito Imortais.
  • Han Xiangzi, um flautista e patrono das artes e inspirações.
  • Zhang Guolao, um fangshi associado à velhice, sabedoria e longevidade.
  • Zhongli Quan, associado à morte e ao poder de criar prata e ouro e portanto a prosperidade muitas vezes representado segurando um leque.

Em resumo o panteão taoista é composto por seres humanos que se tornaram imortais seguindo o Tao. Existem muitos outros, como o famoso Kuan Ti (ou Guan Yu), cujas façanhas e qualidades morais foram celebradas no Romance dos Três Reinos.

Taoismo Hoje

Atualmente existem mais de 1600 templos taoistas aonde vivem 25 mil sacerdotes. A Organização Taoista da China, estabelecida em 1957, em Beijing, é uma organização nacional, com Ming Zhiting como presidente. Para levar adiante e divulgar a cultura taoista, a associação publicou dezenas de obras clássicas taoistas e compilou mais de 30 livros sobre o Taoismo e uma série de livro sobre a cultura taoista. Publicam ainda uma revista bimestral, “O Taoismo da China”, distribuída no interior e enviada ao exterior. A Academia Chinesa de Taoismo, fundada em 1990, oferece cursos aos jovens interessados sobre as investigações e estudos taoistas. Milhares de estudantes graduaram na academia desde seu estabelecimento. Os taoistas chineses sempre mantêm estreitos contatos com os taoistas em todas as partes do mundo. A Associação Taoista da China, também é membro da União de Proteção Religiosa e Ambiental.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/asia-oculta/o-panteao-taoista/

A Serpente e o Cavaleiro do Leão

“Eles são chamados de cobras porque vivem lá e estão escondidos em várias formas que os cobrem como roupas.”
– Dom Pernéty, Dicionário Mito-Hermético.

Quer empreste os nomes de Leviatã (1), Quetzalcoatl (2), Ouroboros (3), a serpente permanece inquestionavelmente o “símbolo eterno” ligado à antiga tradição. Tomemos apenas como exemplo a lenda que o historiador Plínio nos contou nestes termos:

Durante o verão, vê-se reunir em certas partes da Gália inúmeras serpentes que se misturam, se entrelaçam e, com a saliva unida à espuma que escorre de sua pele, produzem uma espécie de ovo. Quando está perfeito, eles o tiram e o seguram no ar com seus assobios. Um homem, a certa hora da lua, pega o ovo em um pano, pula em um cavalo que o espera e foge a toda velocidade porque as serpentes o perseguem até que ele coloque um rio entre elas e ele. Foi testado mergulhando-o na água, flutuando embora cercado por um círculo de ouro. Uma virtude mágica foi concedida ao ovo assim obtido: ele abria livre acesso aos reis e, além disso, os druidas o usavam em volta do pescoço, ricamente consagrado, e o vendiam por um preço muito alto.

Portanto, parece bastante natural que o nosso réptil também apareça com destaque no bestiário hermético dos “Cavaleiros da Távola Redonda”. Também Chrétien de Troyes nos conta a história, tão simbólica, do bravo Yvain que, durante suas muitas façanhas, teve que libertar um leão do abraço de uma serpente (4). Depois de ter deixado a Senhora de Noroison, (ou nossas razões) que o havia tratado e colocado um vestido de “vair”, nosso bravo cavaleiro, então com todas as suas “faculdades” novamente, entra na floresta profunda quando, de repente, percebe um grito de dor vindo de longe. Ele vai para o lado de onde vem a queixa e é então que surpreende em uma clareira, um leão lutando com uma cobra que “vomita” chamas; o réptil segurando-o pela cauda, ​​queima toda a sua espinha. Em suma, Chrétien de Troyes não hesita em escrever:

Sir Yvain se perguntou qual dos dois ele ajudaria e decidiu pelo leão porque só se deve prejudicar seres venenosos e criminosos.

Então os muitos detalhes que o autor nos fornece não são desprovidos de interesse para o estudante da Ciência Divina que certamente não deixará de apreciar o conteúdo, adequado para sugerir os trabalhos preliminares da Obra:

Ele desembainhou a espada, colocou o escudo na frente do rosto para se proteger do fogo que a serpente rugiu pela boca, maior que um pássaro, e atacou a fera traiçoeira: cortou-a em duas metades e golpeou e golpeou novamente … desde que ele a cortasse em mil pedaços.

Reconheçamos em tudo isso a extração do Puro da impura e viscosa matéria mercurial ou mesmo a libertação do enxofre prisioneiro da imunda matéria primordial.

Então a luta ficou tão acirrada que o bravo Yvain, para libertar o leão, teve que resolver cortar um pedaço de sua cauda. Nesse momento, ele estava com muito medo de que o animal, rebelando-se, descesse sobre ele; ele estava, portanto, em guarda:

Mas essa ideia não ocorreu ao leão. Ouça o que a fera franca e bem-humorada fez. Ela manteve seus pés estendidos e unidos e sua cabeça inclinou-se para o chão e se ajoelhou em grande humildade, molhando o rosto com lágrimas. Sir Yvain compreendeu que o leão estava agradecendo por ter matado a cobra e por tê-la livrado da morte.

E o animal agradecido seguiu para sempre o seu salvador sem querer separar-se dele, tão contente estava em servi-lo e ajudá-lo nas suas futuras façanhas, em particular na sua luta contra o Gigante Harpin. O Rei do Deserto agarrou sua pele peluda; ele o arrancou como um pedaço de casca. Além disso, ele pegou um pedaço de seu quadril e cortou os músculos de suas nádegas enquanto Yvain brandia sua espada, não demorando muito para acabar com o Gigante.

O Rei das Feras então permitiu a fama de Yvain, dando-lhe o glorioso apelido de “Cavaleiro do leão”. Bem-aventurado aquele que, por Revelação Divina, identificar a Serpente e merecer este título por saber libertar o leão de seu terrível abraço!

Além disso, se para o leigo a Realidade parece longe de superar a Ficção, ele deve, no entanto, reconhecer que muitas vezes é igual a ela. Note-se também que o nosso herói, abandonando a lenda para entrar na história, encarnava-se sob a forma de um certo Gouffier de Lastours, senhor de Chalard, uma pequena vila isolada, muito próxima de Limoges. Este grande senhor, que também foi benfeitor do mosteiro, havia libertado, no Oriente, um leão dos enrolamentos de uma serpente que queria sufocá-lo. Ele manteve o animal como um aliado e servo fiel por anos. Além disso, ele foi um herói da Primeira Cruzada; foi ele quem primeiro escalou as muralhas de Marrah. A antiga capela de Chalard uma vez continha seu túmulo. E muito naturalmente, como o seu homólogo lendário, Gouffier de Lastours adquiriu notoriedade perfeita em todo o país. Que período estranho realmente foi a Idade Média “sombria”, que soube tão bem combinar mito e realidade; “obscurantismo moderno” permanecendo inigualável!

O investigador, sem dúvida, agradecer-nos-á por concluir com a fábula da “Serpente de Vau” (5) que valeu a Nicaise (6) a evangelização da vila de Meulan, no século III da nossa era.

Perto da aldeia de Vau (localizada a 4 km a leste de Meulan, em Yvelines), uma cobra horrível vivia em uma caverna onde jorrava uma fonte, cujas águas foram envenenadas pelo monstro, que causou doenças à população vizinha. Nicaise então enviou seu discípulo, o padre Quirin, que, com um simples “sinal da cruz”, reduziu a besta à obediência, sugerindo-nos “a crucificação” da serpente, enfatizando a importância dos “três pregos da simbolismo hermético.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alquimia/a-serpente-e-o-cavaleiro-do-leao/

Caos sem preconceito

Recorrentemente vimos nos meios de comunicação matérias e reportagens que atribuem a ´satanistas´, a ´magistas negros´, a ´quimbandeiros´ e à outros grupos a responsabilidade por crimes praticados contra a vida e contra a liberdade sexual. Algumas destas notícias são verdadeiras, outras falsas. Todas contribuem para a formação de um pré-conceito. O de que estas sendas (satanismo, magia negra, quimbanda) são as formadoras das consciÊncias doentes, são formadoras de psicopatas. Isto é o núcleo da propaganda preconceituosa. Vemos o mesmo mecanismo dentro da IURD à cerca de outras crenças. O perigo é que a grande maioria (90%) das pessoas são levadas à crença por motivação emocional e acabam dando valor à esta formação pre-conceituosa. Doentes e criminosos são as pessoas que praticaram os crimes. Não as sendas.

Dentro do território da magia em vários ´recôncavos cibernéticos´ temos o mesmo mecanismo em ação, o pré-conceito, sobre magia do caos. Quando alguém quer parecer ´mau´ e ´perigoso´ abraça a bandeira da magia do caos e diz: sou caoísta. Como se fosse um repelente para manter os indesejados afastados. E isto pegou.Tem listas de discussão por aeh que expressamente dizem que  caoístas devem se manter afastados. O núcleo desta formação de imagem está nas idéias de que a magia do caos é a-ética
ou ´sem ética´, que o praticante destas técnicas desconhece regras e limites, que busca apenas o poder através da obtenção de resultados. É o mesmo que dizer que os satanistas são criminosos porquê uma reportagem de jornal de 5a. diz que um sacrifício humano foi cometido em um ritual satanista.

Para que serve a magia?

A resposta para esta pergunta é extramente pessoal. Uns podem dizer que serve para obter poder. Outros podem dizer que serve para se ter uma vida melhor. Ou para ser feliz. Ou que para se libertar das ilusões do mundo, um se torna o ´ilusionista´. As respostas e escolhas são individuais. O indivíduo que faz esta escolha é o responsável pelos seus atos. Atribuir responsabilidade dos atos deste indivíduo às técnicas que ele usar é acreditar em uma distorção da realidade.

Para que serve Magia do Caos?

Você poderá obter várias respostas diferentes, de indivíduos diferentes, que lhe irão mostrar não a serventia da Magia do Caos, mas as aspirações destes indivíduos. Como não posso responder por todos, nem por um outro indivíduo, responderei apenas por mim, ok?

Uso Magia do Caos como um cinturão do ´Batman´. Quais são as ´ferramentas´ escondidas neste cinturão?

– A construção de um sistema pessoal de crrença, que envolve partes ´boas´ (ou que funcionam) de outros sistemas de crença, algo como uma religião própria, individualizada.

– A capacidade de usar a ´crença´ como umaa ferramenta, passando a acreditar em algo que seja necessário para a obtenção de um resultado, durante o tempo que durar esta necessidade.

– Controle dos corpos físico, emocional e  mental, para aplicação das técnicas de operação mágica. Conhecimento de Técnicas de Gnose (produção voluntária de um estado ´alfa´ de ondas cerebrais).

– Conhecimento das técnicas de 5 tipos de  operação mágica: Encantamento (do Universo ou de pessoas), Invocação (de estados
emocionais interiores e/ou entidades), Evocação (de estados emocionais exteriores e/ou entidades), Adivinhação e Iluminação.

– Conhecimento destas técnicas em ao menos 4 níveis: usando base material; usando base instintiva; usando a plataforma astral; usando ritualisticamente um mix das plataformas anteriores.

– Contato com uma consciência mágica superrior (chamado por alguns de Augoeides).

A qualidade do que eu faço depende de minha ética pessoal. Às vezes leva para o bom e ao bem, às vezes leva para o mau e ao mal, mas todas as vezes de forma objetiva e responsável.

Pela minha experiência, te digo, que você pode conhecer as técnicas de magia do caos e ser um melhor satanista, thelemita, gnóstico, cristão (não ria), sufi, hindu, budista, taoísta, ou whatever you want to believe. Se você começar a buscar somente o poder, sem medir consequÊncias, de forma a-ética, isto será uma responsabilidade só tua.

Espero ter contribuído para uma melhor formação da idéia.

Zoakista

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/caos-sem-preconceito/

Empoderamento Real Para Mulheres

Por Radhika Krpa Devi Dasi.

Extrato de um discurso dado a um grupo de ONGs na lSKCON de Nova Délhi.

Este foi o tópico sobre o qual tive que falar em um seminário realizado por uma das principais ONGs representantes da ISKCON, era esperado que eu desse um toque espiritual à chamada posição fraca das mulheres. Eu, por outro lado, me sentia totalmente dócil com esta declaração!

Comecei meu discurso diante de uma multidão que glorificava sem pudor as mulheres líderes políticas de alto nível, estrelas do esporte, burocratas, figuras históricas e as modernas representantes das mulheres vencedoras de concursos de beleza. Pois nossa cultura védica foi conquistada nos discursos proferidos pelo ministro honorável e personalidades renunciadas, que defendiam soluções desprovidas de qualquer conhecimento da alma espiritual. Comecei meu discurso lembrando a multidão de nossa cultura há muito esquecida.

Entre as muitas civilizações do mundo, os mais venerados cumprimentos pela tristeza foram encontrados na cultura védica. O nível de civilidade juntamente com os padrões morais e espirituais em uma sociedade pode ser percebido pelo respeito que ela dá a suas mulheres. Não que ela as glorifica pelo papel de “doadoras progressivas” e lhes proporciona toda a liberdade que os homens querem, para que possam ser exploradas e aproveitadas. Mas ela as considera e lhes permite viver em sociedade com respeito, honra e proteção, ao mesmo tempo em que lhes proporciona uma oportunidade de alcançar seu verdadeiro potencial na vida.

A sociedade védica, sendo a sociedade ideal, é baseada nos “Princípios dados diretamente pelo Poder Supremo, Sri Krishna”. Ela acredita em dar proteção às mulheres. Para salvar a sociedade degenerada, manter a segurança das mulheres deve ser a principal preocupação. O Pai protege a criança menina antes do casamento, depois do casamento eu me torno a responsabilidade do marido e mais tarde o filho é confiável para cuidar dela. Esta é a verdadeira sociedade védica.

A sociedade védica enfatiza o papel da mulher em todas as partes do mundo. Os Vedas designam uma mulher ideal como,

Aditi – como ela não é dependente de Brhati – a de grande coração
Candra – a mais feliz
Devakama – a mais piedosa
Ksama – a mais tolerante
Sarasvati- a mais acadêmica
Sumangali – a mais auspiciosa
Visruta – a mais gloriosa
Yoga – pois ela está em relação com o homem, ela não está separada; ela é a ardharangam.

Há muito mais qualidades imbuídas nas mulheres mencionadas nas Escrituras Védicas.

Ela é o cuidado da sociedade; o pivô em torno do qual gira toda a família. As famílias formam a sociedade, que formam a nação e as nações se unem para formar o mundo. Ela é a cuidadora da nova geração. A geração vindoura está completamente em seu guia para seus filhos. As escrituras védicas informam sobre Dhruva Maharaja e Prahlada Maharaja, que seguiram as palavras de suas mães e se tornaram as mais afortunadas por terem “darsana” do Senhor supremo, Sri Krishna, apenas na tenra idade de cinco e sete anos, respectivamente.

Muitas personagens femininas embutidas nas escrituras exibem várias qualidades raramente encontradas. Como a Rainha Kunti, mãe de cinco filhos ilustres, os Pandavas. Sua glorificação espontânea do Senhor Supremo Sri Krishna e sua descrição do caminho espiritual são imortalizadas no Bhagavata Purana Suas orações, como disse Sua Divina Graça A.C Bhaktivedanta Swami Prabhupada, são simples e esclarecedoras efusão de uma grande santa devota. Elas revelam tanto as emoções transcendentais do coração quanto as penetrações teológicas mais profundas do intelecto. Suas palavras têm sido cantadas, recitadas e cantadas por sábios, devotos e filósofos por milhares de anos.

Ela é a epítome da tolerância e da devoção. Ela teve a coragem de rezar pela fortaleza e pelos defeitos para permanecer sempre no abrigo do Senhor.

Draupadi é mais uma personagem forte, impregnada de profunda convicção, cuja fé nunca vacilou no Poder Supremo, apesar de ter passado por momentos muito difíceis. Sua fé profunda e seu forte amor fizeram até mesmo o Senhor do Universo retribuir. Sua compaixão e sua força a fizeram perdoar o assassino de seus cinco filhos. Somente uma mulher tão perfeita poderia fazer isso.

Entretanto, o Criador dos Mundos espirituais e materiais, a fonte de tudo, a Personalidade Suprema da Divindade Sri Krishna, que governa tudo, é governada por sua consorte Srimati Radharani, sua potência interna. Uma devota tem que invocar Sua compaixão, que por sua vez recomenda a devota a Sri Krishna. Ele controla tudo, mas Ela o controla a Ele. Ele é o Poder Supremo, mas Ela é a Mais Suprema.

Mesmo o mundo material do Senhor Supremo Sri Krishna é colocado sob o controle de Sua energia externa Mahamaya, que mantém esta Mrtyuloka (a Terra) e provê gratificação sensata para todos.

Radhika Krpa Devi Dasi de Sua Santidade Gopal Krishna Goswami Maharaja, é a autora de “ensinamentos vaishnava, no sikhismo” e de uma coleção de poemas devocionais.

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Fonte:

DEVI DASI, Radhika Krpa. Real Empowerment For Women. Back to Godhead, 2008. Disponível em: <https://www.backtogodhead.in/real-empowerment-for-women-by-radhika-krpa-devi-dasi/>. Acesso em 8 de março de 2022.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/yoga-fire/empoderamento-real-para-mulheres/