Afrodite: All You Need is Love

Semana anterior falamos sobre a Razão: um dos 3 pilares da Magia e também dos 3 estados de consciência que precisam ser trabalhados e dominados dentro de cada um de nós. Falei sobre os deuses associados à razão, à lógica e ao entendimento e como os antigos utilizavam-se destas alegorias e representações para facilitar o domínio destes conceitos.

Hoje falaremos sobre o contraponto feminino em nossa mente. Associado ao elemento Água, ao naipe de taças (copas) e ao sagrado feminino, a Emoção está representada na esfera de Netzach.

Antes de prosseguir com a leitura desta matéria, recomendo que vocês leiam (ou releiam) o post sobre Hermes Trismegistrus antes de continuar.

Inanna
A representação mais antiga de Netzach era a deusa Inanna.
Inanna era a deusa do amor, do erotismo, da fecundidade e da fertilidade, entre os antigos Sumérios, sendo associada ao planeta Vênus.
Era especialmente cultuada nos enormes e importantes templos em Ur, mas era alvo de culto em todas as cidades sumérias.

Inanna surge em praticamente todos os mitos, sobretudo pelo seu carácter de deusa do amor (embora seja sempre referida como a virgem Inanna). Inanna representava também a primavera e as festividades relacionadas com o plantio. Sua história conta que como a deusa se tivesse apaixonado pelo jovem Dumuzi (um deus que antes era humano, representante das plantações, que todo ano morria e posteriormente era ressuscitado… já viram este mito em algum lugar antes?). Durante o Inverno, tendo Duzumi morrido, a deusa Inanna desceu aos Infernos para o resgatar dos mortos, para que este pudesse dar vida à humanidade, agora transformado em deus da agricultura e da vegetação no final dos tempos tenebrosos.

É cognata das deusas semitas da Mesopotâmia (Ishtar) e de Canaã (Asterote e Anat), tanto em termos de mitologia como de significado.

Ishtar
Da deusa Inanna, surgiu na suméria o culto a Ishtar.
Ishtar é a deusa mãe dos acádios, herança dos seus antecessores sumérios, cognata da deusa Asterote dos filisteus, de Isis dos egipcios, Inanna dos sumérios e da Astarte dos Gregos. Mais tarde esta deusa foi assumida também na mitologia Nórdica como

Easter – a deusa da fertilidade e da primavera.
Esta deusa era irmã gêmea de Shamash (que era o deus solar – preste atenção que isto é importante!) e filha do deus Sin, o deus lunar (e isto também será importante). Até este momento da história, quando os homens não tinham muita certeza sobre como as mulheres geravam os filhos, as principais divindades eram todas matriarcais, e associadas ao Sol.

Assim como Inanna, Ishtar também é representada pelo planeta Vênus.
Eu já havia falado sobre os ritos sexuais do Hieros Gamos então não vou repetir. Além destes rituais, o mais importante festival em honra a Ishtar consistia na Celebração do

Equinócio da Primavera.
Neste ritual, os participantes pintavam e decoravam ovos (símbolo da fertilidade) e os escondiam nos campos. Para quem não fez as contas ainda, o Equinócio da Primavera cai aproximadamente dia 21 de Março, inicio do período de plantações.
Estes ovos continham runas e magias de Sigil pintadas cuidadosamente sobre eles (ensinarei sobre magia de Sigil daqui algumas colunas). Estes ovos eram enterradas nos campos e, quando os ovos eram destruídos pelos arados, os desejos escritos nos ovos se realizavam. Esta é a origem dos ovos “coloridos” de “Páscoa” (na verdade, eles não eram apenas “pintados”, mas escritos com runas e sigils de várias cores, representando cada cor e símbolo dos desejos a serem realizados)… calma que chegaremos nos coelhos daqui a pouco.

[um parênteses – hoje em dia, quando alguém vai em um templo de Umbanda e Candomble e recebe uma instrução de um Exú ou Bombo-Gira para acender tantas velas de tal cor para realizar um pedido, ou quando amarramos fitas de cores específicas nos galhos de uma árvore no Japão, no festival de Tanabata, ou quando desligamos nossa mente pintando mandalas com areia colorida, estamos falando do MESMO tipo de magia ritualística, apenas em formas e culturas diferentes – fim do parênteses].

Ísis
Isis é a deusa suprema do panteão egipcio; a grande mãe, a grande deusa, a criadora da vida. Ela era descrita como tendo pele clara, olhos azuis e cabelos negros. Junto com Osíris e Hórus, fazia parte da trindade sagrada dos deuses egípcios.
As lendas diziam que suas sacerdotisas eram capazes de controlar o clima prendendo ou soltando seus cabelos. Seus sacerdotes conheciam como ninguém as artes de trabalhar com metalurgia. Assim como nas culturas anteriores, o culto à deusa-mãe que representava as forças da natureza era muito difundido. Ísis era a deusa da sabedoria, detentora de todos os poderes mágicos dentro nas iniciações das Pirâmides (o chamado “Véu de Ísis”). Repare no “carretel de empinar pipas” que ela carrega em sua mão esquerda. Mais tarde falaremos sobre ele.

Ísis era casada com seu irmão osíris e ambos governavam o Egito. Enquanto Osíris estava espalhando suas idéias de civilização pelo mundo, Isis governava o Egito. Porém, seu irmão Seth era um deus violento e invejoso e queria o trono para si. Quando Osíris retornou a Menphis, Seth convocou 72 auxiliares e o convidou para um banquete. Durante o jantar, ele mostrou um belíssimo baú e disse que qualquer pessoa que coubesse dentro dele seria seu dono. Osíris coube perfeitamente, mas Seth e seus seguidores fecharam o baú com chumbo derretido e jogaram a caixa no Nilo.

A caixa chegou na Fenícia, onde uma árvore de Tâmaras cresceu ao seu redor. Mais tarde, quando esta árvore foi cortada e levada para fazer um pilar de um templo no palácio do rei, o odor da árvore era tão maravilhoso e diferente que a história acabou chegando até os ouvidos de Ísis e Seth.

Seth chegou primeiro ao baú e despedaçou o corpo de Osíris em 14 pedaços, que espalhou pelo Egito. Quando Ísis conseguiu chegar até o baú, ficou desesperada e começou a procurar pelas partes de Osíris por toda a terra, até que conseguiu recuperar todas as partes de seu amado (exceto seu falo, que havia sido devorado por um caranguejo) e levá-lo para os pântanos da deusa cobra Buto. Ali, utilizando-se de magias de Thoth e Anubis, Ísis conseguiu reanimar a essência de seu amado tempo suficiente para gerar um filho (sem contato sexual), chamado Hórus. Ísis era considerada uma deusa-virgem até então, de onde pode-se dizer que Hórus nasceu de uma Virgem.

Hórus simboliza a criança do solstício de Inverno; a esperança que o sol mais uma vez surgirá após o tenebroso inverno.

Em seguida, Ísis realiza os ritos de embalsamar, preparando Osíris para a viagem ao Próximo Mundo. Ísis e Hórus permanecem no pântano de Buto até que Hórus esteja forte o suficiente para desafiar seu tio Seth.
Quando estava em idade adequada, foi chamado um conselho dos deuses e Hórus pediu a eles que recuperasse o trono que era seu por direito. Todos os deuses votaram para que o trono permanecesse com Seth, exceto Toth (a Razão). O trono permanecia com Seth.

Ísis começou a proferir maldições e Seth ficou furioso, ameaçando matar um deus por dia até que os deuses decidissem a seu favor. Para evitar maiores problemas, Rá ordenou que a votação fosse movida para um santuário em uma Ilha e deu instruções ao barqueiro Ani para que nenhuma mulher cruzasse aquelas águas.

Ísis, então, decidiu usar um estratagema: transformou-se em uma linda donzela e, disfarçada, subornou Ani para que a levasse até a ilha de santuário de Seth, onde o seduziu com sua beleza. Quando Seth estava prestes a cair em sua sedução, ísis contou a ele que era uma viúva com um filho, cuja herança em gado havia sido tomada injustamente por seu tio estrangeiro, e perguntou o que ela deveria fazer para ajudar o filho da viúva. Seth disse a ela que o filho dela era o verdadeiro herdeiro.
Ísis foi, então, até o conselho dos deuses onde contou a todos o que havia acontecido e, dado que o julgamento foi proferido pela própria boca de Seth, os deuses não tiveram outra alternativa senão entregar o trono a Hórus.

Seth pediu, então, que o trono fosse disputado em uma batalha entre os dois e o conselho concordou. A partir de então, os dois deuses combatem, sendo responsabilidade de Toth velar para que haja sempre equilíbrio entre as estações.
Ísis era considerada uma deusa LUNAR. Ao contrário de suas predecessoras, que eram divindades solares, a partir do Egito as deusas femininas que possuem as atribuições sexuais e de fertilidade passam a adquirir atributos lunares. Isto se deve, em parte à associação do ciclo menstrual feminino (de 28 dias) com os ciclos lunares e, em parte, com a tomada do poder pelo patriarcado, que elevou o Sol à categoria de deus masculino dominador todo-poderoso.

Afrodite
De acordo com a Teogonia, de Hesíodo, Afrodite nasceu quando Urano (pai dos titãs) foi castrado por seu filho Cronos/Saturno, que atirou os genitais cortados de Urano ao mar, que começou a ferver e a espumar, esse efeito foi a fecundação que ocorreu em Tálassa, deusa primordial do mar. De aphros (“espuma do mar”), ergueu-se Afrodite e o mar a carregou para Chipre. Assim, Afrodite é de uma geração mais antiga que a maioria dos outros deuses olímpicos.

Após destronar Cronos, Zeus ficou ressentido pois tão grande era o poder sedutor de Afrodite que ele e os demais deuses estavam brigando o tempo todo pelos encantos dela, enquanto esta os desprezava a todos. Como vingança e punição, Zeus fê-la casar-se com Hefesto, que usou toda sua perícia para cobri-la com as melhores jóias do mundo, inclusive um cinto mágico do mais fino ouro, entrelaçado com filigranas mágicas. Segundo Homero, Afrodite e Hefesto se amavam mas, pela falta de atenção deste, que estava sempre envolvido com os trabalhos encomendados pelos deuses, Afrodite começou a trair o marido com Ares.

Suas festas eram chamadas de “Festas Afrodisíacas” e eram celebradas por toda a Grécia, especialmente em Atenas e Corinto. Suas sacerdotisas eram consideradas prostitutas sagradas, que representavam a própria Afrodite, e o sexo com elas era considerado um meio de adoração e contato com a Deusa. Com o passar do tempo, e com a substituição da religiosidade matriarcal pela patriarcal, Afrodite passou a ser vista cada vez mais como uma Deusa frívola e promíscua, como resultado de sua sexualidade liberal.

Afrodite/Vênus representa as paixões incontroladas, o espírito deixado levar pelo sentimento, as forças primordiais do SENTIR, incontroláveis. Vênus simboliza a emoção pura. O desejo, ciúmes, amizade, amor, ódio, luxúria, a arte, inspiração, etc… todos os sentimentos que não podem ser controlados pela Razão são de domínio de Vênus. Tudo o que não pode ser contabilizado, quantificado ou racionalizado pertence à Esfera de Vênus… a esfera de Netzach.

Eostre
Eostre ou Ostera é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica. A primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados.
A lebre (e NÃO um coelho) era seu símbolo. Suas sacerdotisas eram capazes de prever o futuro observando as entranhas de uma lebre sacrificada (claro que a versão “coelhinho da páscoa, que trazes pra mim?” é bem mais comercialmente interessante do que “Lebre de Eostre, o que suas entranhas trazem de sorte para mim?”, que é a versão original desta rima.

A lebre de Eostre pode ser vista na Lua cheia (vide desenho neste post) e, portanto, era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade.
De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs. Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março. Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora” (ou novamente, o planeta Vênus). É uma Deusa anglo-saxã, teutônica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento. Ela deu nome ao Sabbat Pagão, que celebra o renascimento chamado de Ostara.

Afrodite/Vênus na Kabbalah
A Árvore da Vida representa um mapa dos estados de consciência humanos. Vamos falar mais detalhadamente sobre isso em posts futuros, mas vou fazer a referência agora e vocês podem retornar e ler novamente este texto mais tarde, ok?

Em razão de sua ligação com o amor incondicional e com as emoções, Vênus está associado na Kabbalah à sétima esfera (sephira), chamada Netzach (Vitória). Netzach representa a emoção pura, o amor, desejo, luxúria, as águas torrentes das paixões. Enquanto Hod, sua contraparte racional, é simbolizada pelos ventos frios do deserto, Netzach é associada ao elemento Água e ao lado feminino de nossos pensamentos.
Netzach está associado ao planeta Vênus, ao metal cobre, ao incenso de benzoin e rosas, às rosas, à cor verde, à esmeraldas, velas e aos cinturões. Netzach influencia os Caminhos de Qof (29), a “antiga bruxa”, a conexão entre o Emocional e o Plano Físico, representado pelo sentimento que deu origem a todas as grandes festividades ao redor das fogueiras; Tzaddi (28) a “Estrela”, que liga as fortes conexões entre o Plano Astral e o Emocional. É um caminho tão importante que Aleister Crowley o substituiu com o caminho de Heh (Imperador) no cruzamento do Abismo (falaremos sobre isto mais adiante, mas por enquanto, lembrem-se da frase “Todo Homem e toda Mulher é uma estrela”). Peh (27), a Torre, o caminho turbulento que conecta a esfera da Razão Pura à esfera da Emoção Pura. Imaginar este estado de consciência é como colocar um fanático cético com um fanático religioso para discutir. Mais cedo ou mais tarde, a estrutura vai rachar ao meio.

Da conexão entre Netzach e Tiferet está Nun (24), a terrível Morte através do sacrifício pela Humanidade, a maneira do caminho da Mão Direita para se chegar a Ascensão. A frase usada ad nauseam pelos católicos e evangélicos (“Jesus morreu para nos salvar”) vem de uma má interpretação ou de uma interpretação literal deste caminho. O quinto caminho, conectando os rituais de fertilidade com a esfera da prosperidade (Hesed) é o caminho de Koph (21), também conhecido como a “Roda da Fortuna”, que rege os ciclos da natureza.

Assim como os excessos de Hod criam os fanáticos-céticos, os excessos de Netzach criam os fanáticos religiosos: Aqueles que acreditam em algo baseados apenas na fé, sem razão nem imaginação. Como eu já disse alguns posts atrás, fanáticos ateus e fanáticos religiosos são duas faces da mesma moeda, e aqui está a demonstração. Sem equilíbrio e domínio dos quatro elementos não vamos a lugar nenhum, ficando perdidos e isolados nestas esferas que, como vocês podem observar, ocupam o mesmo grau dentro do mapa da consciência humana.

Os símbolos de Vênus
O primeiro e mais conhecido deles é o Pentagrama. Observando o céu e anotando a posição da “Estrela Matutina” durante 8 anos, o traçado do chamado “período sinódico” de Vênus forma um Pentagrama (período sinódico é o tempo que um planeta leva para retornar a uma mesma posição em relação ao sol por um observador na Terra – observe o desenho ao lado).

O outro símbolo de Vênus, que também é a sua representação planetária utilizada por cientistas e ocultistas, é este que está representado ao lado. Ele possui a chave para entender o caminho de Nun através da Mão Direita (somente através do amor e do sacrifício pela humanidade é que se consegue atingir a Iluminação).

Examinemos o símbolo de Vênus por um momento: um círculo sobreposto a uma cruz. A cruz representa o Plano Material e o Microcosmos, enquanto o círculo representa o Espírito e o Macrocosmos. A cruz representa o ciclo de reencarnações, os quatro elementos que precisam ser dominados para se chegar até o estado de Iluminado, enquanto o círculo representa o ciclo divino, já fora da Roda de Samsara. O ponto central do símbolo é a esfera de Tiferet – O Sol.

Também quero que vocês prestem atenção na estrutura da Árvore da Vida. Quando estudamos as relações entre o Microcosmo e o Macrocosmo na alquimia, podemos sublinhar alguns dos caminhos mais relevantes para este processo de Autoconhecimento: Aleph, Beth, Vav, Chet, Yod, Lamed, Sameck, Peh e o mais importante de todos: Tav.

Vamos ver o que acontece quando eu seleciono estes caminhos no diagrama:

Vejam só, crianças… que símbolo curioso surgiu!
Não é um prendedor de cinto de Ísis e muito menos um segurador de pipas, como os céticos acreditam. É o símbolo da Árvore da Vida, retratado pelos Antigos Egípcios através do Ankh, o Símbolo da VIDA ETERNA.

E qual seria a razão pela qual o símbolo astronômico de Vênus e o Símbolo da Árvore da Vida e do caminho até Deus serem os mesmos?
Porque… não importa quanto conhecimento você adquira (Hod), não importa o quanto você seja fodão em alquimia e magia (Yesod), não importa o quão rico e bem estruturado você esteja no Plano Material (Malkuth), sem AMOR você não vai chegar a lugar nenhum.

E o Símbolo de Netzach/Vênus representa o “Tudo o que está acima é igual ao que está abaixo”. De nada adianta um mundo com tecnologia melhor que a Atlântida se a humanidade continua fazendo as mesmas merdas…

Love, love, love, love, love, love, love, love, love.
There’s nothing you can do that can’t be done.
Nothing you can sing that can’t be sung.
Nothing you can say but you can learn how to play the game
It’s easy.
There’s nothing you can make that can’t be made.
No one you can save that can’t be saved.
Nothing you can do but you can learn how to be in time
It’s easy.
All you need is love, all you need is love,
All you need is love, love, love is all you need.
Love, love, love, love, love, love, love, love, love.
All you need is love, all you need is love,
All you need is love, love, love is all you need.
There’s nothing you can know that isn’t known.
Nothing you can see that isn’t shown.
Nowhere you can be that isn’t where you’re meant to be.
It’s easy.
All you need is love, all you need is love,
All you need is love, love, love is all you need.
All you need is love (all together now)
All you need is love (everybody)
All you need is love, love, love is all you need.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/afrodite-all-you-need-is-love

A Solução Científica para o Problema do Governo

Aleister Crowley

TEOREMA.

A solução científica para o problema do governo é dada no AL (Liber Legis). Esta Lei substitui todas as teorias empíricas em vigor até agora.

CITAÇÃO.

Capítulo I.

3. Todo homem e toda mulher é uma estrela.

10. Que os meus servidores sejam poucos e secretos: eles governarão os muitos e os conhecidos.

40. Faze o que tu queres deverá ser o todo da Lei.

41. A palavra de Pecado é Restrição.

42. Tu não tens direito a não ser de fazer a tua vontade.

43. Faze isto, e nenhum outro dirá não.

44. Pois pura vontade, desaliviada de propósito, livre da ânsia de resultado, é todo caminho perfeito.

57. Amor é a lei, amor sob vontade.

Capítulo II.

19. Deve um Deus viver em um cão? Não! porém os mais elevados são de nós. Eles regozijarão, os nossos escolhidos: quem se lamenta não é de nós.

20. Beleza e força, gargalhada vibrante e leveza deliciosa, força e fogo, são de nós.

58. Sim! não acrediteis em mudanças; vós sereis como sois e não outro. Portanto os reis da terra serão Reis para sempre: os escravos servirão.

Capítulo III.

4. Escolhei vós uma ilha!

5. Fortificai-a!

6. Adubai-a ao redor com engenhos de guerra!

7. Eu vos darei uma máquina de guerra.

8. Com ela vós atingireis as pessoas; e ninguém permanecerá de pé perante vós.

58. Mas o forte e o orgulhoso, o real e o majestoso; vós sois irmãos!

59. Como irmãos lutai!

60. Não existe lei além de Faze o que tu queres.

DEMONSTRAÇÃO.

1. O eleitor mediano é um retardado.Ele acredita no que lê nos jornais, alimenta a sua imaginação e acalma as suas repressões no cinema e espera se livrar da sua escravidão através da loteria esportiva, competições de palavras cruzadas ou descobrindo o ganhador das 3:30.

Ele é tão ignorante como qualquer camponês analfabeto o é: ele não tem o poder do pensamento independente. Ele é a presa do pânico.

Mas ele tem o voto.

2. Os homens no poder só conseguem governar forçando-o a tomar parte em guerras, brincando com os seus medos e preconceitos até que ele concorde com a legislação repressora contra os seus interesses óbvios, brincando com a sua vaidade até que ele esteja totalmente cego para a sua própria miséria e servilismo.

O método alternativo é o da coerção aberta. Em resumo, nós governamos por meio de uma mistura de mentira e opressão.

3. Este recurso desesperado de armas arcaicas é a herança da hipocrisia. As teorias de Direito Divino, superioridade aristocrática, a ordem moral da Natureza, são todos blefes atualmente derrubados. Mesmo aqueles de nós que acreditam em sanções sobrenaturais para os nossos privilégios a fim de intimidar e roubar as pessoas não mais nos enganam com o pensamento de que as nossas vítimas compartilham das nossas superstições.

4. Mesmo os ditadores compreendem isso. Mussolini tentou induzir o fantasma da Roma Antiga a desfilar pomposamente pelo palco na imagem de Júlio César; Hitler inventou uma miscelânea de insensatez sobre os Nórdicos e os Arianos; ninguém pretende tampouco acreditar, exceto pelo “desejar crer”.

E a simulação está se quebrando visivelmente em toda parte. Elas não podem nem ao menos ser galvanizadas com espasmos de pseudo-atividade, como ainda ocorre ocasionalmente com os sapos mortos da superstição.

5. Só existe uma esperança para unir as pessoas sob uma liderança inteligente; porque só existe uma coisa na qual todos realmente acreditam. Isto é, acreditam de tal modo que ela baseia automaticamente todas as ações da sua vida diária sobre seus princípios.

(Isso é verdadeiro praticamente com relação a todos os homens, seja qual for a sua raça, casta ou credo). Esta base de conduta, universalmente aceita, é a Ciência.

6. A Ciência alcançou esta posição porque ela não faz nenhuma afirmação de que ela não está preparada para se revelar a todos os que a buscam.(Esta parte é muito bem compreendida, onde todos os “falsos profetas”—Espiritualismo, Ciência Cristã, excentricidades etnológicas, vendedores do enigma da Grande Pirâmide e o resto dos trapaceiros – todos fingem apelar para a evidência, não para a autoridade, como fizeram os Reis e as Igrejas).

O problema do governo é, portanto, descobrir uma fórmula científica com um envolvimento ético. Esta fórmula deve ser rigidamente aplicável da mesma forma a todos os homens sãos sem referência às qualidades individuais de qualquer um deles.

7. A fórmula é dada pela Lei de Thelema. “Faze o que tu queres deverá ser o todo da Lei.”[1].

Esse mandamento, dentro de um sentido infinitamente elástico, desde que não especifique qualquer objetivo de vontade particular como sendo desejável, é ainda assim infinitamente rígido, naquilo em que obriga todo homem a seguir exatamente o propósito para o qual é adequado por hereditariedade, meio ambiente, experiência e autodesenvolvimento.

Assim, a fórmula é também biologicamente infalível e eticamente adequada para todo indivíduo, tanto quanto politicamente para o Estado.

8. Que essa fórmula seja aceita por todo governo. Peritos serão imediatamente nomeados para trabalhar, quando surgir a necessidade, os detalhes da Verdadeira Vontade de todo indivíduo e mesmo aquela de toda corporação, quer seja de caráter social ou comercial, enquanto que surgirá um judiciário para determinar a igualdade no caso de reivindicações aparentemente conflitantes. (Tais casos se tornarão progressivamente mais raros assim que o ajuste seja alcançado) . Todos os apelos às autoridades precedentes, o peso morto da Árvore da Vida[2], serão abolidos, e os padrões estritamente científicos serão a única medida pela qual o poder executivo governará o povo. A regra absoluta do estado será em função da liberdade absoluta de cada vontade individual.

Notas de Rodapé

  1. Liber AL I:40.
  2. A representação simbólica do universo na Qabalah; seu “peso morto” é chamado de the Qliphoth—“conchas”, ou “excrementos”.

© 2022 e.v. – O.T.O. – Ordo Templi Orientis

Fonte: https://www.thelema.com.br/

Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/a-solucao-cientifica-para-o-problema-do-governo/

A.·.A.·. Astrum Argentum – A Ordem da Estrela de Prata

” Na A.·. A.·. cego não guia cego.”

Tal afirmação reflete por completo o eixo do sistema de instrução da Ordem. O pupilo é avaliado por uma série de deveres explícitos no documento Liber 185, por outros propostos pelo instrutor e por si mesmo, onde o seu sucesso será a base para a instrução de seus futuros discípulos. Todos os documentos da Ordem estão disponíveis neste site ou distribuídos na internet, pois a A.·. A.·. apresenta-se sem mistérios aberta a qualquer análise e estudo, onde não apenas a literatura é a responsável pelo conhecimento, mas também a tradição oral.

A estrutura da Ordem é composta de 10 graus, todos equivalentes a uma sephirah da Árvore da Vida. Existe ainda o Estudante da A.·. A.·. que apenas é apresentado ao sistema da Fraternidade, não possuindo nenhum vínculo com a mesma.

Os fundadores desenvolveram o método denominado Iluminismo Científico , publicado no The Equinox, como oficial da A.·. A.·. que deverá ser inteiramente estudado, apesar da liberdade de escolha daquele que melhor agradar o candidato dentro dos limites da Fraternidade.

O candidato deve saber que, ao aceitar o ingresso como Probacionista, entrará em uma esfera de eventos e testes próprios do sistema, onde será constantemente medido pela Ordem em vários aspectos. Deverá manter um diário de suas práticas e pensamentos que servirá como avaliação do progresso.

Segundo Crowley: ” Um juramento mágico, é a mais irresistível das forças morais. Ele é uma afirmação da verdadeira vontade; sendo o elo entre a consciência humana e a consciência divina da natureza do ser. Um juramento mágico, que não expressa a verdadeira vontade, desperta forças de oposição, enfraquecendo o homem de acordo com seriedade do compromisso “.

Cada pessoa é uma estrela, e como tal necessita de um método próprio de instrução que deverá ser percebida pelo instrutor. A sua sensibilidade às fraquezas do pupilo será de suma importância na condução do processo, uma vez que o Homem só evolui superando seus medos e fraquezas, caso contrário, estaríamos criando apenas teóricos.

Quantidade de conhecimento não reflete evolução, assim como práticas sem base teórica é desperdício de tempo, daí a necessidade de um instrutor. A avaliação é feita pelos cumprimentos dos deveres propostos e pela sensibilidade do seu guia pois, apenas alguém que está no seu grau, ou além, pode reconhecer aquele em que você está.

Um dos mitos que cercam a Ordem é de que um membro conhece apenas o seu instrutor e futuramente seus instruídos.

Isso não é verdade.

Alguns rituais de passagem de grau são feitos em grupo, assim como existem certos cargos que visam a organização estrutural implicando em conhecimento dos nomes do membros da mesma ascendência.

O objetivo desta regra é evitar que membros do mesmo grau trabalhem -no juntos, o que é proibido, pois a A.·. A.·. é uma ordem de trabalho individual.

Um indivíduo somente pode ser expulso da A.·. A.·.em uma ocasião: se usar a Ordem para ganhos financeiros pessoais. Aqui cabe um comentário: não é proibida a aquisição de dinheiro, uma vez que fundos são necessários para a manutenção de qualquer serviço (templos, cópias de Libri, robes, impressões etc). Não é cobrado mensalidade, cabendo ao membro responsável definir o método de obtenção de fundos.

Outra proibição diz respeito a instrução: ninguém está autorizado a indicar quaisquer métodos para realizar a Conversação com o Sagrado Anjo Guardião. Esse é um método extremamente pessoal que o iniciado deverá descobrir por suas próprias virtudes, ainda que auxiliado pelo instrutor.

Se for da Vontade do indivíduo, que proclame a sua saída ao seu instrutor porém, após o grau de Zelator, o iniciado só tem dois pontos onde chegar: a Cidade das Pirâmides ou as solitárias torres do Abismo.

Estrutura

De caráter puramente espiritual, a A.·. A.·. é dividida em três principais ordens a saber:

– A Golden Dawn (não a antiga) – que compreende os graus de Neófito ao grau de Dominus Liminus ( ou não).

– A R.·.C.·. – que compreende os graus de Adeptus Minor a Adeptus Exemptus

– A S.·.S.·. (ou Silver Star ou Collegium Summum) – a manifestação acima do abismo, que compreende os graus de Magister Templi a Ipsíssimus, é a mesma para todas as Fraternidades Brancas e onde, tradicionalmente, estão os Chefes Secretos da Ordem.

O mais atento irá reparar que a divisão das ordens se dá pela relação das Três Trindades da Árvore da Vida, com exceção de Malkuth incorporada na Primeira Ordem. Porém, uma relação de separação ainda é implícita, pois no pilar do meio, a passagem entre cada sephirah é feita por três véus que separam as trindades: o Véu de Nephesh, o Véu de Parroketh e o Véu do Abismo.

O significado Estrela de Prata possui várias vertentes, dentre as quais as mais importantes são:

– Segundo Crowley, a Aurora Dourada precede a Estrela de Prata ao amanhecer que significa a nova transmutação da Grande Fraternidade Branca ( uma vez que a primeira Golden Dawn foi uma das manifestações dela no nosso plano. A Grande Fratrenidade Branca tem como objetivo a evolução espiritual da humanidade e manifestou-se anteriormente através de vários estudiosos, dentre eles John Dee, Eliphas Levi , Gerard Encausse ou Papus, Mme. Blavatsky em confronto com os Irmãos Negros, representados por todos aqueles que mantém o homem em estado de servidão material e inferiorização pelo desconhecimento de suas capacidades e poderes internos).

– De acordo com uma nota de Crowley em Gematria Grega, o verdadeiro nome da Ordem está em grego e não em latim, Aster Argos. Na verdade significa Estrela Brilhante ( não ” de Prata” ), aparentemente ele enganou-se grafando erradamente a palavra, porém se somarmos suas letras, obteremos o valor o 983, o mesmo da palavra GNOSIS.

– A Estrela de Prata, segundo Kenneth Grant ,discípulo direto de Crowley ainda em atividade, significa a Estrela Sírius que é visível em todas as partes da Terra, o Sol de que o nosso Sol é reflexo, e de grande importância na cultura egípcia.

Sobre a graduação da A.·. A.·.., os símbolos referen-se a conceitos da Árvore da Vida, como por exemplo:

– o grau de Neófito é escrito 1º = 10º ( na verdade um zero no primeiro número e um quadrado no segundo), um método numérico para dizer que ” Kether está em Malkuth ” e o de Zelator, 2º = 9º onde 2 refere-se a Sephirah de Chokmah, a ” Mudança ” enquanto 9 refere-se a Yesod, a Sephirah lunar, enquanto 5º = 6º refere-se a ” Deus est Homo ”

Desde a morte dos fundadores ( Aleister Crowley em 1947 e George Cecil Jones em 1953 ) , a Ordem ficou sem uma liderança universal. Crowley apontou como seu herdeiro, dentre seus vários discípulos, Karl Germer ( Frater Saturnus 8º = 3°) que ao seu tempo teve como herdeiro o brasileiro Marcelo Motta ( Frater Adjuvo ), responsável pela vinda da A.·. A.·. ao nosso país. George Cecil Jones, retirou-se do seu trabalho mágico, aparentemente, não especificando sucessor oficial.

Sem uma liderança oficial, a Ordem organiza-se nas ascendências dos discípulos diretos de seus fundadores. O membro sênior da ascendência então torna-se o responsável pela mesma, sendo devidamente atualizado do progresso de seus discípulos e discípulos dos discípulos e assim sucessivamente.

Os cargos oficiais da ordem são quatro a saber:

– Cancellarius – significa “chanceler”. Sua função é semelhante a do secretário. Possui equivalência ao deus Thoth, como escriba e responsável pela comunicação e circulação interna de materiais. Corresponde ao grau de Adeptus Minor.

– Imperator – significa ” diretor , comandante” . Sua função é a de gerência ou administração da Ordem . Corresponde ao deus Horus – Apophis e ao grau de Adeptus Major.

– Præmonstrator – do latim monstrare ” mostrar, exibir, ensinar”. Seu dever corresponde a preservação da forma e estrutura da Fraternidade e promulgação dos ensinamentos sob o aval da Ordem da S.·.S.·. e ao grau de Adeptus Exemptus.

– Præmonstrator -Geral – acima de todos os anteriores está esse cargo. Ao menos o responsável deve possuir o grau de Adeptus Exemptus. Só é conhecido a utilização deste cargo uma vez por Crowley, na autorização da emissão de um documento (Book Four , Parte I). Na ocasião assinou como N.·. ( Nemo, um nome genérico para aquele que assume o grau de Magister Templi).

Existem menções de outros cargos, como o de Grão- Neófito, Orador e Tesoureiro, porém os quatro acima são os mais importantes. Se for necessário, a regra de equivalência de grau a determinado cargo pode ser relaxada, com aconteceu com J.F.C. Fuller, que no grau de Probacionista ( Frater Per Ardua), foi dado o cargo de Cancellarius e um grau honorário de Adeptus Minor ( Frater Non Sine Fulmine ).

Se houver necessidade, os cargos poderão ser preenchidos pelos membros da ascendência.

História

A Astrum Argentum foi fundada em 1907 por George Cecil Jones e Aleister Crowley em cima da estrutura de umas das mais influentes ordens mágicas dos Séculos XIX e XX, a Golden Dawn (The Hermetic Order of Goldem Dawn).

Ambos foram membros da primeira Golden Dawn , e após desavenças internas, decidiram fundar uma versão própria da Grande Fraternidade Branca sobre a Terra.

Após uma (re)celebração do velho ritual do Adeptus Minor em 27 de Julho de 1906, ambos foram envolvidos em uma experiência mística que ultrapassou os resultados esperados. Dois dias mais tarde, discutiram a criação de uma nova ordem e Jones queria a autorização de uma alta autoridade. Celebraram o Ritual do Equinócio de Outono e continuaram a desenvolver a base do novo sistema.

Entre Setembro e Dezembro de 1906, coisas extraordinárias aconteceram: Sabe-se apenas o que Crowley estava fazendo, pelos escritos de seu diário, porém não sabemos o que Jones estava fazendo, apenas o resultado. Em Dezembro ambos prepararam a admissão à Ordem da S.·.S.·., através do grau de Magister Templi. Crowley disse , em seu diário em 7 de Dezembro , que Jones o escreveu do “Samadhi – dhattu”. No dia 10, Jones visitou Crowley e disse: ” O.M. (Crowley) é 8°=3° “.

Os dois passaram o natal juntos e posteriormente um validou a entrada do outro na Terceira Ordem. No dia 8 de Abril de 1907, Crowley escreve a Jones para aprovar a Lição de História da A.·. A.·. (Liber 61 vel causae).

Eles receberam a autorização que Jones queria.

Em 1911 devido a publicidade que Crowley fazia de si mesmo e da publicação de materiais no orgão divulgador oficial da A.·. A.·., The Equinox, a ordem passou a ser atacada pelos jornais, descrita como satânica, pervertida… as coisas de sempre. Isso culminou num processo de G.C.Jones contra o tablóide The Looking Glass, que insinuava uma possível relação homossexual sua com Crowley ( assumidamente bissexual na Inglaterra vitoriana, um escândalo). A audiência foi tendenciosa, principalmente quando uma das testemunhas de defesa do jornal era nada mais nada menos do que S.L.Mathers, ex instrutor e amigo de Crowley. Querendo vingança contar Crowley sobre um desentendimento de ambos, Mathers ajudou a quebrar a relação de Jones com ele.

No final, Jones e outro membro de alto grau da Ordem, J.F.C. Fuller, romperam com Crowley. Ao invés de enfraquecer a A.·. A.·., o evento a promoveu, garantindo a sua existência até hoje, mesmo que sob uma nova forma.

 

A.·.A.·. no Brasil

A A.·. A.·. iniciou no Brasil, como instutuição organizada, com Marcelo Ramos Motta ( Frater Adjuvo ), porém, há registro de um Probacionista no nosso país em 1913, H.E. Inman, discípulo de Frater A.H.A., Frank Bennet.

A primeira publicação da A.·. A.·. em nosso país, foi por Frater Aleph, ” Chamando os Filhos do Sol ” em 1962, na cidade do Rio de Janeiro

Site: https://www.astrumargentum.org.br/

Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-%c2%b7-a-%c2%b7-astrum-argentum-a-ordem-da-estrela-de-prata/

Cursos de Hermetismo no Carnaval 2020

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

Como já se tornou uma tradição aqui no TdC, o pessoal que odeia Carnaval e quer tirar os dias de folia para Estudar pode fazer os Cursos de Hermetismo. Os Cursos básicos têm tudo o que você precisa para entender como funcionam as chaves, como aplicá-las na vida prática e como utilizar estes conhecimentos em sua Verdadeira Vontade.

Para quem mora longe de São Paulo ou tem problemas para estudar nos finais de semana, temos o mesmo Curso de Kabbalah Hermética, o Curso de Astrologia Hermética e Qlipoth, a Árvore da Morte em Ensino à Distância com a mesma qualidade do curso presencial, mas que você pode organizar seu tempo de estudo conforme suas necessidades.

22/02 – Kabbalah

23/02 – Qlipoth (pré-requisitos Kabbalah)

24/02 – Magia Pratica (pre-requisitos Kabbalah)

Horário: Das 10h00 as 18h00

próximo ao metrô Vila Mariana.

Informações sobre os Cursos de Carnaval.

Reservas e Valores: deldebbio@gmail.com

KABBALAH

Este é o curso recomendado para se começar a estudar qualquer coisa relacionada com Ocultismo.

A Kabbalah Hermética é baseada na Kabbalah judaica adaptada para a alquimia durante o período medieval, servindo de base para todos os estudos da Golden Dawn e Ordo Templi Orientis no século XIX. Ela envolve todo o traçado do mapa dos estados de consciência no ser humano, de extrema importância na magia ritualística.

O curso abordará as diferenças entre a Kabbalah Judaica e Hermética, a descrição da Árvore da Vida nas diversas mitologias, explicação sobre as 10 Sephiroth (Keter, Hochma, Binah, Chesed, Geburah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malkuth), os 22 Caminhos e Daath, além dos planetas, signos, elementos, cores, sons, incensos, anjos, demônios, deuses, arcanos do tarot, runas e símbolos associados a cada um dos caminhos.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– A Árvore da Vida em todas as mitologias.

– Simbolismo e Alegorias na Kabbalah

– Descrição e explicação completa sobre as 10 esferas (sefirot).

– Descrição e explicação completa sobre os 22 caminhos.

– Cruzando o Abismo (Véu de Paroketh).

– Alquimia e sua relação com a Árvore da Vida.

– O Rigor e a Misericórdia.

– A Estrela Setenária e os sete defeitos capitais.

– Letras hebraicas, elementos, planetas e signos.

Total: 8h de curso.

QLIPOTH – A ÁRVORE DA MORTE

Pré-Requisitos: Kabbalah

O Curso de Qliphoths e Estudo sobre os Túneis de Set abordará os elementos comparativos entre as esferas e as qliphas (Lilith, Gamaliel, Samael, A´Arab Zaraq, Thagirion, Golachab, Gha´Agsheklah, Satariel, Ghogiel e Thaumiel) e as correlações entre os 22 Túneis de Set e os Caminhos de Toth.

É muito importante porque serve como complemento do caminho da Mao Esquerda na Árvore da Vida. Mesmo que a pessoa não deseje fazer as práticas, o estudo e conhecimento de NOX faz parte do curriculo tradicional da Golden Dawn e de outras ordens iniciáticas.

Total: 8h de curso.

MAGIA PRÁTICA

Pré-Requisitos: Kabbalah

O curso aborda aspectos da Magia Prática tradicional, desde suas tradições medievais até o século XIX, incluindo os trabalhos de John Dee, Eliphas levi, Franz Bardon e Papus. Engloba sua utilização no dia-a-dia para auto-conhecimento, ritualística e proteção. Inclui os exercícios de defesa astral indispensáveis para o iniciado.

– O que é Magia.

– O que é o Mago.

– Os instrumentos do Mago.

– Os planos e suas vibrações.

– O Altar Pessoal e os quatro elementos

– Sobre o Astral.

– Os sete planetas e seus espiritos de influência.

– A visualização.

– Exercicios de Proteção.

– Ritual Menor do Pentagrama.

– Como fazer água lustral.

– Consagrações.

Total: 8h de curso.

#Cursos

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cursos-de-hermetismo-no-carnaval-2020

Mapa Astral de Charles Manson

Charles Milles Manson (Cincinnati, 12 de novembro de 1934), mais conhecido como Charles Manson, é o fundador, mentor intelectual e líder de um grupo que cometeu vários assassinatos, entre eles o da atriz Sharon Tate, esposa do diretor de cinema Roman Polanski.

Filho de uma prostituta, ainda criança Manson passou a frequentar reformatórios juvenis pelos quatro cantos dos Estados Unidos. Em 1967, Manson saiu da prisão aos 33 anos de idade, tendo permanecido preso desde os 9 anos de idade. Em 1968, ele formou uma comunidade alternativa em Spahn Ranch, perto de Los Angeles. Manson tinha ideias grandiosas e um grupo de amigos e admiradores, conhecidos como Família Manson. Esses eram jovens, homens e mulheres de famílias ricas, que não tinham bom relacionamento com seus familiares e que por isso passaram a morar nas ruas da Califórnia. Alguns dos admiradores de Manson o consideravam uma reencarnação de Jesus Cristo – uma analogia a ele abrir a vida dos jovens para “novos horizontes”.

Mapa Astral

Normalmente, eu costumo publicar Mapas de pessoas que contribuíram de alguma maneira com suas Verdadeiras Vontades para a evolução do planeta. Porém, recebo várias perguntas sobre como ficaria o mapa de uma pessoa que cagou todo o seu potencial aqui no planeta?

A resposta é que o Mapa Astral é o Mapa Astral: as energias que são indicadas nele trazem todo o POTENCIAL que a pessoa possui para desenvolver em Malkuth, PORÉM, uma vez encarnados, cada um possui o livre-arbítrio para utilizar-se destas ferramentas da maneira como desejar. Alguns utilizam este potencial para a evolução enquanto outros são tragados para as Qlipoth e se tornam parte da involução planetária. Vamos analisar o potencial de Manson:

O mapa possui Sol, Vênus, Mercúrio e Júpiter em Escorpião, sendo Mercúrio e Júpiter em Cavaleiro de Taças (Escorpião-Libra). Indica uma pessoa inteligente, que consegue facilmente agregar e compreender os outros (palavras chaves para escorpião: tomar conta das coisas dos outros; palavra chave para Libra: entender o outro). Este facilitador enorme o tornaria propenso a ser um líder no sentido das pessoas naturalmente se dirigirem para ele em busca de conselhos. Poderia ter se tornado um político com facilidade.

Seu Ascendente em Touro facilita a concretização de suas idéias.

Lua e Caput Draconis em Aquário-Capricórnio (Cavaleiro de Espadas) indica uma facilidade acima da média de compreender as regras do sistema e quebrá-las. Uma energia boa para um auditor, ou para um mafioso… ambos conhecem o sistema e sabem onde procurar por suas falhas.

Marte em Virgem indica a maneira como ele combate com a estratégia e precisão de um jogador de xadrez. Uma facilidade de colocar as peças em jogo e trabalhar cada uma das engrenagens e, finalmente, Saturno em Aquário, que facilita a concretização das idéias mirabolantes que a energia aquariana traz.

Ele poderia ter sido um político e grande fonte de inspiração para as pessoas, e, de certo modo, acabou se tornando uma espécie de ídolo qliphotico, completamente à mercê das energias involutivas. Não deixou de se tornar um “ídolo” para desequilibrados que vibram na mesma sintonia… O que nos mostra que, à medida em que as pessoas possuem e desenvolvem seus potenciais, elas são “tentadas” a se corromper para a escória da Árvore da Vida (ou a Árvore da Morte, como se costuma chamar).

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-de-charles-manson

A Matriz da Cabala-Xamanismo

Por Donald Michael Kraig

Uma das coisas que comentei em meus escritos é que para alguns praticantes, certos aspectos da Cabala e da magia cerimonial são muito “esquerdistas”. Essas práticas, que são um foco para algumas pessoas, embora lógicas e bem pensadas, carecem de paixão. De fato, eu estive lá uma vez. Eu era membro de um grupo mágico onde você era obrigado a escolher um nome mágico. Escolhi um muito rapidamente e depois escrevi um longo artigo sobre o significado, o valor e as interpretações cabalísticas do nome. Foi tudo muito canhoto.

Mas não precisava ser assim! Em Modern Magick, discuti brevemente uma tradição mística que foi uma precursora direta do Misticismo Cabala-Merkaba. Uma técnica básica deste sistema começa com o praticante alterando sua consciência. Um escritor sugeriu que isto era feito através de jejum e adicionalmente mudando o fluxo de sangue para o cérebro, colocando a cabeça entre os joelhos enquanto se sentava. Uma vez neste estado, você faz uma viagem através de vários “palácios” (isto evoluiu para o trabalho de trilhar o caminho Cabalístico), onde você teria experiências surpreendentes, se comunicaria com entidades espirituais e eventualmente veria a Merkaba, ou Trono de Deus.

Uma prática xamânica, que tem sido descrita em inúmeras fontes, é alterar de forma similar a consciência (mais sobre isso em um momento) e viajar para mundos diferentes onde você interage com outras entidades e guias espirituais. Como eu a interpreto, então, as práticas cabalísticas e a magia cerimonial como praticada hoje têm raízes comuns com as técnicas xamânicas praticadas em todo o mundo por muitos milhares de anos. Como, então, podemos trazer este aspecto pessoal e experiencial de volta ao mundo da magia cerimonial?

Meu Primeiro Ritual Xamânico:

Fui conduzido através de meu primeiro ritual xamânico há cerca de uma década. Era muito simples. Tomei uma posição relaxada e ouvi uma gravação em fita de bateria lenta e constante. O uso de tal batuque tem sido há muito tempo uma técnica para alterar a consciência. Logo, visualizei caminhar até um tronco de árvore com um grande buraco. Entrei no buraco escuro e caminhei para uma nova realidade. Lá eu vi cenas da floresta e me comuniquei com guias e espíritos animais. Depois de um tempo, pude sentir que os tambores estavam mudando, e trabalhei meu caminho de volta através da floresta, para fora do toco da árvore e de volta à consciência normal. Não havia grandes reflexões teóricas ou filosóficas nesta prática. Era tudo experiencial e “de cérebro direito”. Para mim, foi uma experiência poderosa e comovente.

Para aqueles de nós que tiveram a sorte de fazer parte dos círculos do tambor, o poder do tambor é inconfundível. Mas para aqueles de nós que não são grandes bateristas, a sensação de precisar competir ou fazer parte do que está acontecendo sem estragar as coisas pode nos fazer sentir desconfortáveis. Tenho sido músico durante a maior parte da minha vida, recebendo aulas de piano antes de estar na primeira série. Cantei em corais por milhares, e toquei teclado em bandas que abriram para Elton John, Great White, e outros, sendo o maior público bem mais de dez mil pessoas. Mas eu tenho um problema com a bateria manual.

Diga Olá ao Buddy Helm:

Recentemente, tive a oportunidade de passar algum tempo com o Buddy Helm no Heartland Pagan Festival. Buddy passou anos na cena musical, também, trabalhando com pessoas como Frank Zappa e muitos outros. Passamos horas compartilhando nossas “histórias de guerra” na indústria musical. Hoje, Buddy viaja pelo mundo ensinando sobre a mistura de batuque e espiritualidade.

Uma das coisas que aprendi com ele é que quando seu coração está no lugar certo, é apenas sua crença de que você não é um bom baterista que o impede de fazer batuque espiritual. Ele pegou uma multidão de pessoas, muitas das quais nunca haviam tocado tambores antes, e não apenas as ensinou a tocar tambor espiritual, mas na verdade deu à maioria delas um solo! E todos eles se saíram bem. Parece que todos podem tocar tambor se, como diz Buddy, você simplesmente calar sua “crítica interior”.

Buddy também falou sobre a velocidade da batida básica. Ele disse que quando você mantém o ritmo abaixo de sessenta batidas por minuto, você deve se acalmar, relaxar, e reduzir a tensão. Surpreendentemente, alguns dos bateristas experientes na oficina tiveram dificuldade em fazer isso e lutaram para manter apenas uma batida constante e lenta.

Na minha opinião, o que Buddy estava ensinando era como alcançar um estado xamânico de consciência através do tambor. Você pode fazer isso com um tambor ou simplesmente usando seu corpo como um tambor. Em um estilo pessoal e claro, Buddy explica isso em seu livro, The Way of the Drum (O Caminho do Tambor). Ele inclui um CD com exemplos para que você possa tocar junto. Há também muitas histórias fascinantes de suas experiências musicais.

De que serve o xamanismo?:

Certo, então você aprendeu a entrar em um estado de consciência alterado que lhe permitirá viajar por mundos diferentes e conhecer entidades espirituais. Qual é a utilidade prática das técnicas xamânicas?

Os xamãs têm sido guias espirituais, conselheiros e curandeiros. O aspecto curativo vem de seu coração e de seu trabalho espiritual. Um livro maravilhoso para aprender algumas destas técnicas é o Livro de Cura Xamânica de Kristen Madden.

Por exemplo, um tópico do livro é como fazer parceria com seu tambor para criar cura. Assim, você pode usar o tambor tanto para seu próprio desenvolvimento espiritual, como no livro de Buddy, quanto para ajudar a curar a si mesmo e aos outros, como descrito no livro de Kristen. Ela também ensina como liberar sua voz para o trabalho xamânico.

Seu livro vai muito além, incluindo informações sobre como desenvolver habilidades xamânicas, comunicar-se com guias espirituais, realizar recuperações e extrações de almas, criar espaço sagrado para rituais, e realizar cerimônias de cura. O livro também explora os métodos xamânicos de trabalho de cura com sonhos, pedras, cristais e cores.

Há muitos bons livros sobre o xamanismo que estão disponíveis, mas poucos realmente se dedicam ao trabalho prático de como fazer com segurança o que os xamãs fazem. Juntos, O Caminho do Tambor e O Livro da Cura Xamânica podem lhe dar técnicas xamânicas que podem ajudar a acrescentar paixão à magia que você faz, ou mesmo lhe proporcionar um caminho a seguir.

Usando a Matriz da Cabala-Xamanismo Hoje:

Assim como o trabalho xamânico pode ser usado para a cura física, psicológica e espiritual, o sistema cabalístico que evoluiu do xamanismo pode ser usado para o desenvolvimento espiritual. Escrevi anteriormente que o Misticismo Merkava é derivado de técnicas xamânicas (na prática, se não de fato), e que esta forma inicial de espiritualidade précabalística evoluiu para o que é conhecido hoje como trabalho cabalístico de palmadinhas. Este trilhar o caminho é uma jornada através da Árvore da Vida que é visualizada ou feita através da projeção astral. Houve um tempo em que o termo “trilhar o caminho, pathworking” significava exclusivamente este tipo de trabalho, mas nas últimas décadas passou a significar qualquer tipo de jornada visualizada. Para diferenciar o sistema tradicional do novo uso do termo, eu chamo a jornada através da Árvore da Vida de “Trilhar o Caminho Cabalístico”. As técnicas foram codificadas e desenvolvidas por membros da Ordem Hermética do Amanhecer de Ouro.

Na minha opinião, esta é uma verdadeira aventura moderna derivada do xamanismo, formando o que eu chamo de Matriz Cabalística-Xamanista. É realmente emocionante experimentar, e não importa o quanto eu tente descrever a visita a mundos diferentes, a comunicação com espíritos e anjos, e a incrível correria da liberdade que ocorre, eu não acho que minhas palavras jamais farão justiça. Em Modern Magick, grande parte do treinamento e das práticas lhe dão as informações e habilidades que lhe permitirão tornar-se totalmente competente como um viajante na Árvore da Vida. Entretanto, meu livro foi projetado para cobrir muitas técnicas mágicas, e um grande número de outras habilidades e informações sobre assuntos variados está incluído.

Se você está intrigado com a possibilidade de pegar o antigo sistema do xamanismo e usá-lo em um quadro moderno – e espero que você esteja – você talvez queira apenas se concentrar no aprendizado deste sistema. Para esse fim, recomendo o Magical Pathworking de Nick Farrell. Que adição maravilhosa à técnica mágica isto é! É escrito exclusivamente sobre trilhar o caminho, pathworking, e inclui todas as informações, exercícios e métodos necessários para que você mesmo possa fazer este trabalho. São dados exemplos para que você possa ver como é. Você verá como você pode usar estas técnicas como uma forma de “magia psicológica” para alcançar uma vida melhor e fazer contato com o divino. E você virá para experimentar pessoalmente a Matriz da Cabala-Xamanismo.

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Fonte: https://www.llewellyn.com/journal/article/723

COPYRIGHT (2004) Llewellyn Worldwide, Ltd. All rights reserved.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cabala/a-matriz-da-cabala-xamanismo/

Quem tem medo dos Illuminati?

Publicado no S&H dia 12/05/09

Com a estréia do próximo filme do Dan Brown nesta sexta feira, os católicos e evangélicos de todo o mundo entrarão novamente em polvorosa, com as maluquices que lhes são peculiares e todas as desculpas possíveis para aumentar a arrecadação de Dízimo para a luta contra “os maléficos Illuminati”.
Mas afinal de contas, quem são os Illuminati? De onde surgiram? Como se organizam? O que fazemos em reuniões? Eles querem mesmo dominar o mundo?
Estas e outras respostas você só encontra aqui no Teoria da Conspiração.

A Origem do Nome
O termo “Illuminati” ficou famoso por causa da loja de estudos fundada pelos professores Adam Weishaupt e Adolph Von Knigge em 1º de Maio de 1776, mas as origens deste termo são muito mais antigas e muito mais simples do que parecem.
Illuminati vem de “Iluminados”, ou seja, qualquer sacerdote ou estudioso que atingiu determinada posição dentro do Templo que permitiu a ele dispor de segredos iniciáticos até então desconhecidos aos graus inferiores.
O termo vem da correlação com o SOL. O centro do Templo, o Deus de nossos próprios corações. Simbolicamente denominado Tiferet, na Kabbalah; o grau de consciência no qual todos os quatro elementos estão dominados e o Adepto prossegue para a Câmara do Meio.
O grau de Illuminatus é um dos mais altos graus de diversas Ordens Esotéricas; o equivalente à “Faixa Preta” nas artes marciais… mas isso é tudo o que Illuminatus significa: alguém que deteve os conhecimentos de grau daquela Ordem, nada mais.
Achar que os “Illuminati” estão todos operando em uníssono para a dominação do mundo é tão ingênuo quanto achar que todos os “faixas-pretas” do mundo lutam e aprovam o mesmo estilo de combate.

A Estrutura dos Illuminati
A maioria dos graus ligados à Rosacruz ou aos gnósticos trabalha com graus baseados nas Emanações da Árvore da Vida. Esta estrutura foi desenvolvida inicialmente nos Templos de Toth/Hermes, mas contava apenas com sete graus, baseados nos Planetas Alquímicos (Lunae, Mercure, Veneris, Martis, Jovis, Saturni e Solis), sendo Solis o mais avançado. Cada grau possuía um Kamea (Quadrado Mágico) correspondente. Mais tarde os Pitagóricos finalizariam a estrutura para conter 10 esferas numeradas, como conhecemos hoje em dia.
Da relação do Sol com a iluminação tanto exotérica quanto esotérica, chamavam-se estes Mestres de “Mestres Iluminados”. O número 666 era atribuído a estes Mestres.

666? Mas não é o número do capeta?
Não… a origem do 666 é muito mais simples e prosaica; vem dos Kameas de cada um dos sete graus iniciáticos das Escolas de Toth.
Um Kamea é um “quadrado mágico” contendo os números e nomes (da conversão numérica para o alfabeto hebraico) divinos que servem como janelas para entender a natureza do ser humano e como ela interage com o macrocosmos.
Um kamea é representado como um quadrado contendo divisões internas, de acordo com a sefira da Kabbalah que aquele planeta representa: Então o Kamea de Saturno/Binah é um quadrado dividido em 3×3, o de Júpiter/Chesed 4×4, o de Marte/Geburah 5×5, o do Sol/Tiferet 6×6, o de Vênus/Netzach 7×7, o de Mercúrio/Hod 8×8 e o da Lua/Yesod 9×9.
Cada Kamea possui em seu interior os números de 1 até o quadrado da Sefira, dispostos de maneira que a SOMA de todas as linhas e colunas seja sempre o mesmo número.
Assim sendo, o Kamea de Saturno possui números de 1 a 9 (e cada linha/coluna soma 15 – ver na imagem ao lado), o de Júpiter de 1 a 16 (e cada linha/coluna soma 34), o de Marte de 1 a 25 (e cada linha/coluna soma 65), o do Sol de 1 a 36 (e cada linha/coluna soma 111), o de Vênus de 1 a 49 (e cada linha/coluna soma 175), o de Mercúrio de 1 a 64 (e cada linha/coluna soma 260) e o da Lua de 1 a 81 (e cada linha/coluna soma 369).
Além disto, cada Planeta está associado diretamente a um número sagrado, que é a somatória de todos os valores dentro do Kamea. Assim sendo, o número associado de Saturno/Binah é 45 (1+2+3+4+5+6+7+8+9), Júpiter/Chesed é 136, Marte/Geburah é 325, Vênus/Netzach é 1225, Mercúrio/Hod é 2080 e a Lua/Yesod é 3321.
E o Sol?
Se somarmos os números do Kamea do SOL, teremos 1+2+3+4…+34+35+36… adivinhem que número resulta desta soma? Isso mesmo… pode fazer as contas na sua calculadora, eu espero.
Calculou?
Exato. 666.
Tiferet representa o ser Crístico que habita dentro de todos nós. Dentro da Kabbalah, representa todos os deuses iluminados e solares:Apolo, Hórus, Bram, Lugh, Yeshua, Krishna, Buda, todos os Boddisatwas, todos os Mestres Ascencionados, todos os Serenões, todos os Mentores, todos os Pretos-velhos e assim por diante. Escolha uma religião ou filosofia e temos um exemplo máximo a ser atingido.
Tiferet representa a união do macrocosmos com o microcosmos, o momento onde o homem derrota o dragão simbólico (que representa os quatro elementos) e se torna um iluminado e, como tal, senhor de seu próprio destino. Tiferet é o mais alto grau de consciência que um encarnado pode atingir.
Desta maneira, quando se tornar um iluminado e senhor de seu próprio destino, o homem não vai mais se submeter aos mandos e desmandos de nenhuma religião dogmática… muito menos pagar DÍZIMO para ela… estão começando a entender da onde vem a associação da Igreja entre o 666, os “Iluminados” e o “anticristo” católico/evangélico?
Duvida? Aqui temos o exemplo de Washington, onde os arquitetos maçons projetaram a estrutura da Árvore da Vida dentro de um triângulo nas ruas da cidade… eu tomei a liberdade de pintar de vermelho a única parte que os evangélicos divulgam, “esquecendo” convenientemente o resto do projeto para “provar” suas teorias malucas de Illuminati…

Alumbrados, Iluminés e Rosa Cruzes
O historiador Marcelino Menéndez Pelayo encontrou registro do nome “Illuminati” já em 1492 (na forma iluminados, 1498), mas ligou-os a uma origem gnóstica, e julgou que seus ensinamentos eram promovidos na Espanha por influências vindas dos Carbonários da Itália. Um de seus mais antigos líderes, nascido em Salamanca, foi a filha de um trabalhador conhecida como a “Beata de Piedrahita”, que chamou a atenção da Inquisição em 1511, por afirmar que mantinha diálogos com Jesus Cristo e a Virgem Maria. Foi salva da fogueira por conta de padrinhos poderosos (fato citado pelo mencionado historiador espanhol em seu livro “Los Heterodoxos Españoles”, 1881, Vol. V).

Inácio de Loyola, o fundador da Companhia de Jesus, ordem religiosa da Igreja Católica cujos membros são conhecidos como jesuítas, na época em que estudava em Salamanca em 1527, foi trazido perante uma comissão eclesiástica acusado de simpatia com os alumbrados, mas escapou apenas com uma advertência. Outros não tiveram tanta sorte. Em 1529, uma congregação de ingênuos simpatizantes em Toledo foi submetida a chicoteamento e prisão. Maior rigor foi a conseqüência e por cerca de um século muitos alumbrados foram vítimas da Inquisição, especialmente em Córdoba.
Os Jesuítas, apesar de fortemente religiosos, enveredaram pelos estudos ocultistas e possuem sua própria organização interna de magistas e conhecedores de ciências herméticas. Aqui no Brasil, seu representante máximo é o famoso Padre Quevedo… esqueçam aquele personagem que vocês vêem na TV, o verdadeiro Quevedo fora das câmeras é uma pessoa totalmente diferente. É… quem diria que o Quemedo também possui o grau de Illuminatus?… isso ele não fala lá no programa da Luciana Gimenez!

Além dos Jesuítas e dos Alumbrados, o movimento com o nome de Illuminés chegou até a França em 1623, proveniente de Sevilha, Espanha, e teve início na região da Picardie francesa, quando Pierce Guérin, pároco de Saint-Georges de Roye, juntou-se em 1634 ao movimento. Seus seguidores, conhecidos por Gurinets, foram suprimidos em 1635. Um século mais tarde, outro grupo de Illuminés, mais obscuro, contudo, apareceu no sul da França em 1722 e parece ter atuado até 1794, tendo afinidades com o grupo conhecimento contemporaneamente no Reino Unido como French Prophets (Profetas Franceses), um ramo dos Camisards.

Uma classe diferente de Iluminados formam os Rosacruzes, que têm sua origem formal em 1422. Constituem uma sociedade secreta, que afirma combinar com os mistérios da alquimia a posse de princípios esotéricos de religião. Suas posições estão incorporadas em três tratados anônimos de 1614, mencionados no “Dictionnaire Universel des Sciences Ecclésiastiques”, de Richard and Giraud, Paris 1825. Os Rosacruzes deste período alegam serem herdeiros dos estudos dos Cavaleiros do Templo, ou Templários. Dentro da Filosofia Rosa Cruz Illuminati é o estágio de plenitude atingido depois de alguns anos de estudo.

O texto abaixo, da autoria do meu irmão Carlos Raposo, um dos maiores conhecedores e estudiosos da Ordo Templi no Brasil, vai ajudar a explicar os Illuminati da Baviera. 

Os famosos Illuminati da Baviera
Em Primeiro de Maio de 1776, na Alemanha, foi fundada uma sociedade que passaria a representar a síntese dos anseios e ideais compartilhados por Maçons e Rosacruzes: Os Iluminados. (ou Iluministas). Hoje, eles também são conhecidos como os Illuminati – embora haja o temerário risco do termo levá-los a serem confundidos com alguns movimentos esotéricos de nosso presente século.
Seu mentor, Adam Weishaupt (1748-1830), era um Maçom de ascendência judia, que havia tido educação católica e jesuíta. Essa singular mistura daria a Weishaupt uma grande versatilidade de pensamento, bem como independência de opiniões.
De raro e reconhecido talento, Weishaupt se graduou em Direito pela Universidade de Ingolstadt, onde passaria a exercer a profissão de professor titular de Direito Canônico, além de ser decano da Faculdade de Direto.
Durante seu estudos, antes de sua graduação acadêmica, Weishaupt obteve preciosos conhecimentos a respeito dos antigos ritos ditos pagãos e das religiões antigas. Nesses seus “aprendizados paralelos”, Adam Weishaupt muito absorveu dos antigos costumes, dando especial ênfase aos Mistérios de Elêusis e aos ensinamentos de Pitágoras.

Com base nesses conhecimentos, Weishaupt iniciava um esboço de uma Sociedade modelada segundo os conceitos do paganismo e da tradição dos mistérios ocultos. Porém, apenas após ele ter sido iniciado na Maçonaria (ao que tudo indica, Adam Weishaupt teria sido iniciado em Munique, por volta de 1774. Alguns autores, entretanto, apontam para 1777. Outros negam sua possível afiliação Maçônica) é que seu plano de formar uma nova Sociedade Secreta encontrou força suficiente para prosseguir. E assim foi feito.

Originalmente fundado como a “Sociedade dos Mais Perfeitos” (Perfekbilisten), os Iluminados, em princípio, contaram com a adesão de apenas cinco participantes.

Entretanto, tão logo foi começado a difusão de seus ideais, os Iluminados começaram a receber a adesão de vários novos membros, todos entusiastas dos propósitos de Weishaupt.

Os Iluminados da Baviera – como também eram conhecidos os Iluminados – eram dirigidos por um conselho de Areopagitas liderado por Weishaupt, que, para essa função, usava o pseudônimo de “Spartacus”. A estrutura básica dos Iluminados era composta de três graus, a saber: I* – Aprendiz (ou A Sementeira); II* – Maçonaria Simbólica; e o III* – Grau dos Mistérios. Os dois primeiros graus, por sua vez se subdividiam em outros três graus intermediários, enquanto que o III* era divido em Mistérios Menores e Maiores, que, por sua vez, também se subdividiam em graus intermediários. O total de Graus perfazia 12 estágios: começando em Noviço (o primeiro estágio do I*), até o Grau XII*, sob o título de Rex, ou Rei da Ordem. (Do sistema de graduação dos Iluminados veio a estrutura básica de algumas Ordens que hoje existem. Por exemplo, não chega a ser uma novidade o fato de uma bem famosa organização Rosacruz atual ter 12 Graus de Templo. Da mesma forma, uma das mais conhecidas Ordens Templárias de nossos dias, possui o grau de Rex, para a sua liderança)

O Grau de Noviço era tomado com a idade mínima de 18 anos, quando o novo aprendiz, através de indicação de alguém de confiança da Ordem, tinha acesso aos Iluminados, passando a receber suas primeiras instruções. Para ascender aos Graus subsequentes, havia um período de Provação de, pelo menos, um ano. (Novamente, o modelo adotado pelos Iluminados, segundo a concepção de Weishaupt, seria o padrão para uma série de outras escolas)

A função principal dos Graus superiores dos Iluminados era, através de todo um processo simbólico, baseado em toda uma temática libertária, impregnar seus Iniciados com esses ideais.

Como já dito, não só devido a proposição Iniciática de Weishaupt, mas também pelo modo como os Iluminados entendiam os sistemas políticos vigentes da época, interferindo quando julgavam necessário, logo eles alcançaram uma enorme repercussão por toda a Europa. O iluminismo, aos poucos, ganhava a adesão de importantes nomes do cenário Europeu, influenciando decisões que mudaram o rumo de alguns países do velho mundo. (os Iluminados – assim é afirmado -atuaram decisivamente na revolução francesa)
A visão política dos Iluminados era algo próximo de um Estado onde reinaria o bem comum, sendo abolidos a propriedade, autoridade social e as fronteiras. Uma espécie de anarquismo superior, saudável e utópico, onde o ser humano viveria em harmonia, numa Fraternidade Universal, baseada na sabedoria espiritual, em franca Igualdade, Liberdade e Fraternidade.

Os discursos de Igualdade, liberdade e fraternidade de Weishaupt iam de encontro aos poderes estabelecidos e esbarravam, em franca oposição à Monarquia, como instituição política; a Igreja, como instituição religiosa e aos grandes proprietários, como instituição econômica. (Hoje, por todos esses ideais, Weishaupt seria facilmente taxado de “comunista”. Entretanto, na época, esse modelo político ainda não havia sido devidamente sistematizado, nem definido). Outro ponto que devemos levar em consideração, antes de simplesmente considerá-lo um comunista, é que, as bases Religiosas que moviam os Iluminados, provavelmente eram, mesmo que uma utopia, bem nobres e absolutamente contrária ao que hoje consideramos como sendo de natureza “comunista”.

Weishaupt chegou a constituir toda uma eficiente rede de espionagem, na forma de agentes espalhados pelas principais cortes da Europa. A função básica dessa rede era se infiltrar entre o clero e os regentes, conseguindo informações políticas que permitissem a elaboração de uma estratégia de ação Illuminati, no sentido de se permitir a criação do Estado Ideal.
Após muitas tentativas de se estabelecer uma nação segundo seus princípios, os Iluminados foram politicamente extintos, em decreto instituído pelo Eleitor da Baviera, ao final do século XVIII.

E depois?
Uma vez que a semente do iluminismo foi lançada, não havia mais o que fazer por parte da Igreja. Grupos de livres-pensadores, estudiosos, cientistas e filósofos começaram a se reunir em lojas maçônicas, grupos de estudos e capítulos rosacruzes em todos os lugares do mundo.
Para tentar acabar com eles, a Igreja fez o que a Igreja faz melhor: chamou todos de “filho do demônio” e tentou distorcer ao máximo tudo o que conseguia, para continuar mantendo o povo no cabresto e arrecadar seus dízimos por ai.
Outra das estratégias da Igreja foi a de “jogar todos os gatos no mesmo balaio”. Assim como todas as Religiões afro são chamadas de “macumba” pelos fiéis, todos os estudiosos de todas as fraternidades esotéricas foram chamados de “Illuminati”.
Então “Os Illuminati isso, os Illuminati aquilo, mimimi… como eles são malvados, vamos queimá-los!”

E existem Illuminatis malvados, afinal?
Claro que existem!!! Da mesma maneira que você não tem como impedir que lutadores de jiu-jitsu faixa preta saiam pela rua batendo em mendigos, você também não tem como impedir que pessoas que tenham chegado aos últimos graus de conhecimento nas Ordens Esotéricas fundem suas próprias ordens. Basta ver que a Thulegesselshaft (que mais tarde seria a base de toda a estrutura nazista), a Ordem dos Nove Ângulos, a Igreja de Satã, o Scroll and Key, a Centúria Dourada, os Acumuladores e muitas outras ordens tidas como “fraternidades negras” tiveram entre seus fundadores pessoas que um dia obtiveram graus iniciáticos semelhantes aos dos Illuminati.
Disseram que eles estariam por trás dos Protocolos dos Sábios do Sião, por trás da Nova Ordem Mundial, por trás do Governo Oculto do Mundo, entre outras coisas, mas posso falar por experiência própria: a maioria dos Illuminati não consegue nem chegar a um acordo depois de uma sessão sobre que pizzas vão pedir para jantar, quanto mais dominar o mundo!

Os Illuminati e a Linhagem Sagrada
Outra confusão que acabou aparecendo na mídia depois dos livros do Dan Brown foi justamente a de que os Illuminati tomariam conta da Linhagem Sagrada, o que não é necessariamente falso nem verdadeiro. Muitas Ordens Esotéricas incluem estudos sobre a história das religiões em seus graus mais avançados, o que acaba levando ao conhecimento dos fatos relativos à família de Yeshua, à transformação do Yeshua-messias no Jesus-Apolo por Constantino e assim por diante.
Então obviamente existem grupos Illuminati que protegem supostos descendentes da linhagem e, ao mesmo tempo, devem existir também grupos Illuminati que desejam matar estas pessoas, ou que nem acreditam que elas existam…

E a Skull and Bones?
A Skull and Bones é uma sociedade secreta estudantil dos Estados Unidos da América, fundada em 1832. Foi introduzida na Universidade de Yale por William Huntington Russell e Alphonso Taft em 1833.
Entre 1831 e 1832, Russell estudou na Alemanha, onde supostamente teria sido iniciado em uma sociedade secreta alemã, a qual teria inspirado a criação da Skull and Bones. Tal hipótese foi confirmada durante obras realizadas no salão de convenções da Skull and Bones. Naquela ocasião foi encontrado material que se refere a Skull and Bones como o capítulo de Yale de sociedade alemã rosacruciana com influências das filosofias de Weishaupt. Skulls and Bones é uma fraternidade nos moldes das incontáveis fraternidades alfa-beta-gama dos filmes americanos tipo “A Vingança dos Nerds”, com a diferença que quem vai pra Yale tem MUITA, mas MUITA grana e poder…

E uma vez que eles saem da faculdade, eles se ajudam uns aos outros, como todas as fraternidades do planeta fazem com seus membros… a diferença é que eles estão no governo dos EUA.
Então eles NÃO são parte da maçonaria, NÂO são parte dos “Illuminati”

Junte-se aos Illuminati
Qualquer estudante sério de ocultismo consegue galgar os graus necessários para se chegar ao grau de Illuminatus em seis ou sete anos, em qualquer ramificação da Rosacruz, Maçonaria ou Martinismo. 

Semana que vem continuamos com o último capítulo da saga dos Cavaleiros da Távola Redonda.

Abraços
Marcelo Del Debbio
“Ad Rosem per Crucem;
Ad Crucem per Rosem.”

#Illuminati

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/quem-tem-medo-dos-illuminati

A Kabbalah Hermética e todos os Sistemas

Olá Crianças,

João está conduzindo seu carro a 90km/h. Junto dele, Pedro está pilotando a 20m/s. Maria viaja a 50 milhas por hora; Sargento Rock está a 55 clicks/hora, Crowley viaja 123.910 cubitos reais egipcios por hora; a Alex está a 200.000.000.000 angstrom/seg. Frater Alef dirige seu porshe a 583 estádios espanhóis/hora; John está a 328.083 pés/hora e Arcturus a 337.837 pés romanos por hora; Capitão Barbossa veleja a 17.8 ligas nauticas enquanto John Dee trafega a 20,30 leguas espanholas pré 1568 por hora. Ashtar Sheron junta-se à turma a 1.0577248072e-11 anos-luz/hora. Após algumas horas de viagem, como sabemos onde cada um deles está?

A resposta é simples: Podemos escolher um Sistema qualquer e converter os outros para ele e recalcular a posição de cada um dos veículos a cada determinado instante, porque Sistemas nada mais são do que modelos de reprodução da realidade, mesmo entre 300 sistemas métricos existentes!

Na Magia, não tem como ser diferente, visto que Sistemas Magísticos nada mais são do que a tentativa de reprodução da realidade astral dentro de contextos culturais-temporais. Assim sendo, existe uma Realidade independente de Sistemas e os diversos nomes que as pessoas foram dando para estas entidades, manifestações e eventos ao longo da história do Planeta.

Encontrando-se as chaves, encontram-se as correspondências. No começo do século XX, quem começou a estruturar estas correspondências foi a Golden Dawn. Hoje em dia, aqui no Brasil, temos continuado este trabalho de uma maneira muito mais prática, em aliança com a Umbanda e com Guias Espirituais que possuem uma facilidade muito maior que a nossa para enxergar e traduzir estas energias para um Sistema que seja compreensível. O Arcanum Arcanorum e o Projeto Mayhem têm sido pioneiros nestas pesquisas, tendo gerado Lamens e Tabelas de correspondência que estão muito à frente de qualquer coisa existente em outras Ordens. E este material está disponível gratuitamente na net. Nosso propósito é expandir o conhecimento para quem quiser nos ajudar a avançar mais. Eu poderia ter chamado isso de “Kabbalah do Arcanum Arcanorum”, já que fizemos a maior parte do trabalho de conversão e pesquisa, mas nosso ego não é tão grande assim, então preferimos chamar de Kabbalah Hermética, ou Árvore da Vida. Uma estrutura capaz de organizar e correlacionar todos os Deuses, Arquétipos e Sistemas Magísticos da História da Humanidade.

É claro que estamos organizando uma estrutura que existe em 5D ou 6D para uma tabela 2D, talvez 3D ou no máximo 4D e sempre teremos de fazer ajustes… Ogum não é Marte, que não é Thor e nem Ares ou Hefestos ou a Ira, o Rigor ou o Han Solo… cada um deles possui uma faceta espaço-tempo-cultural do Arquétipo de GEBURAH, que é a soma de todas estas energias e panteões. Como observar uma jóia através de cada uma de suas facetas esculpidas e compreender um pouco do todo. Alguém que gasta seu tempo querendo “provar” que “Ogum não é Marte” deveria gastar este mesmo tempo estudando mais…

Existem várias maneiras de se medir uma Onda
Isso é um trabalho enorme, pois se uma entidade está em um médium e se apresenta como “Exú tranca-Rua” ela poderia ser um Anjo Cabalístico, um Demônio da Goécia, um Kami ou mesmo um Anjo Enochiano e nem saber disso! Inclusive, em outro terreiro, ele poderia ser chamado de “Ogum de Lei” ou “Ogum de Ronda” ou ainda ser classificado como “Caboclo” e ainda ser a mesma energia. Conheci mais de uma Cabocla de Nanã que, ao chamá-las por seus nomes em grego, me foi permitido conversar com elas a respeito dos rituais na Grécia Pitagórica, pois possuía as chaves para esses estados de consciência. Já vi um rabino, de posse dos nomes de um exú, preparar um selo cabalístico que aprisionou a entidade em um círculo, demonstrando que a energia é a mesma, apenas se manifesta por nomes diferentes. Conheci uma entidade cigana cuja forma verdadeira é “música”… música consciente…

Recentemente, tenho visto muita baboseira no Facebook e em blogs thelemitas por ai defendendo que os Sistemas Magísticos são impossíveis de serem correlacionados entre si. Que Cabalá Judaica, Umbanda, I-ching, Enochiano, Runas e outros métodos não possuem correlação nenhuma e não podem ser tabelados. Uma idiotice maior que a outra… sinal de dogmatismo, total falta de pesquisa e preconceito com os sistemas que não conhecem; de egos inchados que querem falar “o sistema que eu estudo é único e diferente do dos outros” (pra não usar a palavra “melhor”, que eu também já li por ai algumas vezes…)

Outros acham que conhecer vários sistemas é fazer “mistureba” dos sistemas… (ok, talvez isso seja válido na Magia do Caos) e usam de Espantalhos para criticar o que não existe. Um mago deve ter domínio de Runas, Tarot, I-ching e Enochiano, mas não vai escrever os Hexagramas na Pirâmide porque não é assim que o ritual de evocação é feito. Um dia escrevo sobre as três conversas com Anjos Enochianos que já tive e o detalhamento do processo para vocês verem como funciona passo a passo.

Fazendo uma analogia simples, eu treinei 14 anos de kung fu, 3 anos de capoeira e 5 anos de karate, intercalando estas práticas com 10 anos de maçonaria, rosacruz, martinismo, templarismo e 20 anos de bruxaria inglesa. Não me lembro uma única vez de ter ido de kimono em uma cerimônia maçônica ou de ter usado meu avental maçônico ou roupa templária em um treino de kung-fu (e olhe que tem espada nos dois rituais! Como fazer para não confundir?) Também nunca confundi as roupas de treino de capoeira com kung-fu com karate, nem os equipamentos nem as armas ou demonstrações, por mais parecidos que alguns fossem!

Alguém pode alegar que eu tenho 151 de QI e que pessoas normais vão se confundir o tempo todo, mas a verdade é que eu NUNCA vi NENHUM maçom em toda a minha vida entrar em um templo vestindo roupas de kung-fu ou alguém praticando capoeira com roupas da rosa-cruz… por mais que alguns thelemitas gostem de acreditar nisso, mesmo pessoas comuns não misturam rituais em sua vida e não vão se confundir quando aprenderem sistemas diferentes de magia, se tiverem um bom professor que as instrua nisso.

Uma pena eu ter de gastar meu tempo para postar este texto cujas conclusões já são óbvias para qualquer estudioso de magia, porque esse pensamento caipira de separatismo e misticismo em relação a alguns sistemas (em especial I-ching e Enochiano) acaba atrasando e atrapalhando ainda mais as pesquisas, criando birras, dissidências e os famosos “campeonatos de Mestres”, nos quais os fanáticos, ao invés de aprenderem com dois mestres e sistemas diferentes, ficam tentando medir quem é o “mais poderoso” e o “mais sábio” e o “mais único” dos Sistemas…

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-kabbalah-herm%C3%A9tica-e-todos-os-sistemas

RPGQuest – Diário de Produção – 02

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Este conjunto de textos têm a finalidade de comentar sobre as decisões que tomamos na criação e desenvolvimento de um jogo baseado na Kabbalah, na Jornada do Herói e na Árvore da Vida. Quem ainda não conhece o projeto, recomendo ler primeiro o post sobre O Reino de Arcádia.

No RPGQuest, os Heróis farão sua jornada em uma Grande Ilha chamada Arcádia, composta de diversos Reinos baseados nas Esferas da Árvore da Vida. Cada partida será única, pois todo o cenário, castelos, vilas, torres e outros locais de interesse serão sempre diferentes. Uma vez determinado o cenário, vamos voltar nossa atenção para os Heróis.

Os Quatro Elementos

Dentro da Alquimia, os princípios Herméticos são representados pelos Quatro Elementos. A saber, a TERRA, que representa o Mundo Material, a força e o vigor; o AR, que representa a agilidade de pensamento, leveza e conhecimento da escrita, lógica e razão; a ÁGUA, que representa as emoções, cura, caridade e compreensão; e finalmente o FOGO que representa a Vontade.

As Classes e os Quatro Elementos

Sendo um jogo de tabuleiro baseado na Kabbalah, nada mais natural que o RPGQuest ter como suas quatro classes principais os quatro Elementos da Alquimia. No RPGQuest, a TERRA representa a força e a resistência dos Guerreiros; AR representa a agilidade e destreza dos Ladinos; ÁGUA representa a inspiração e poder de cura dos Clérigos e FOGO representa o poder e a vontade dos Magos. Todos os Personagens de RPGQuest possuem em suas classes principais combinações dos 4 Elementos.

A Jornada do Grupo

No RPGQuest, você não controlará apenas um Personagem, mas um GRUPO de Personagens. O Objetivo de uma partida é guiar este Grupo de Aventureiros dentro de Arcádia de modo que eles se tornem os Aventureiros mais famosos de todos os Reinos. E como fazer isso? Através das Missões, Desafios e Aventuras, oras! A Cada aldeia que os Heróis salvam das garras dos Orcs, a cada Dragão derrotado, a cada Dungeon explorada, a cada Artefato descoberto, a cada missão bem sucedida, o Grupo recebe PONTOS DE VITÓRIA, que indicam o quão famoso aquele Grupo é. Quanto mais aventuras o Grupo realizar, mais prósperos e famosos eles se tornam! E com maiores poderes, maiores responsabilidades…

Durante o jogo, o Grupo terá diversos tipos de missões para resolver, dependendo da estratégia de jogo de cada Jogador: Podem enfrentar exércitos de Orcs, Bullywugs, Gnolls, Trolls e outras criaturas malignas que rondam as florestas, desertos e colinas; proteger rotas comerciais ou servirem de guarda-costas de príncipes e princesas; podem investigar antigas ruínas e dungeons atrás de artefatos e tesouros, realizar missões diplomáticas ou investigar crimes cometidos nos Reinos; podem explorar cavernas, investigar portais ou minerar Mana, auxiliar os magos e os anões na fabricação de seus itens mágicos, realizar missões de resgate e muito mais…

A Evolução de Personagem

Na Jornada do Herói, conforme eles vão conquistando as missões, os personagens adquirem experiência e se tornam mais poderosos, aumentando suas capacidades individuais. No RPGQuest isto também ocorre. Conforme os Heróis de seu Grupo vão avançando na Árvore da Vida, você pode direcionar suas habilidades de acordo com sua estratégia de jogo.

Cada Personagem começa a partida como APRENDIZ. Quando chega ao grau de COMPANHEIRO, pode escolher entre os Elementos de Classe que mais tenha afinidade para evoluir. No caso acima, por ser um Warlock, Ironfoot pode aumentar seus poderes como Guerreiro (Terra) ou Mago (Fogo). Ao chegar ao grau de MESTRE, faz novamente uma escolha. E finalmente chegará ao grau de ESPECIALISTA e terá desenvolvido habilidades únicas, tornando a história de cada Herói única e especial na Jornada (e diferente cada vez que você joga uma nova partida!).

E conforme nossos Heróis ficam mais poderosos, também aumentam os desafios. No próximo artigo, falarei sobre as Aventuras e os Grandes Desafios!

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/rpgquest-di%C3%A1rio-de-produ%C3%A7%C3%A3o-02

O Triângulo Draconiano

Por Adriano Camargo Monteiro

O triângulo é a primeira forma geométrica completa, uma forma geométrica primitiva cujo simbolismo sintetiza o mundo superior, o plano da Criação, pois envolve três forças primárias que são a origem de Tudo em seu ciclo infinito de criação, preservação e destruição no tempo contínuo (passado, presente e futuro). Isso pode ser ilustrado por diversos símbolos, de diversas culturas e religiões ao redor do mundo. Como exemplos, podemos citar a Trimurti ou Trindade hindu (muito anterior ao cristianismo) composta pelos deuses Brahma (Criação), Vishnu (Preservação) e Shiva (Destruição). Outros exemplos são o Tridente de Shiva; o Tridente de Netuno; o Caduceu de Mercúrio com duas serpentes e um bastão; as três Nornas, deusas escandinavas do Destino (Moiras gregas, Parcas romanas), etc.

Na Clavicula Salomonis, conhecida também como Goetia, um grimório tradicionalmente atribuído a Salomão, mas possivelmente escrito na Idade Média, o triângulo simboliza a manifestação da vida e é usado na prática de evocação em que certas entidades deveriam aparecer. Esse Triângulo da Arte, não só na Goetia, mas também em diversas outras evocações, simboliza a Visão, a Força e a Ação (Visio, Vires, Actio).

Os três pontos representam também o triângulo filosófico, ou seja, o Enxofre, o Mercúrio e o Sal, os três principais elementos alquímicos. O Enxofre é o fogo luminoso, o verdadeiro Ser espiritual autoconsciente, o Eu Superior individual, o Fogo de Prometeus, o Fogo do Dragão e a Tocha de Baphomet (a união dos aspectos mercurianos/luminosos e tifonianos/sombrios), sendo esse Enxofre/Fogo a chispa imortal que vivifica cada ser. O Mercúrio é a alma ou veículo astromental que expressa emoções e pensamentos, que manifesta a inteligência e a imaginação no indivíduo encarnado; é o mediador entre o espírito e o corpo físico. O Sal simboliza o próprio corpo material denso com suas sensações e sentidos físicos, animado pelo Enxofre (o fogo vivificante, o espírito); é o receptáculo das influências espirituais (Enxofre) e das inquietudes da alma (Mercúrio).

Na Cabala Hermética e Tifoniana, os três pontos representam o triângulo superior da Árvore da Vida e da Morte, formado pelas três Sephiroth/Qliphoth, ou esferas (pontos), chamadas Kether/Thaumiel, Chokmah/Ghogiel e Binah/Satariel. Sinteticamente, pode-se dizer que Kether (Coroa) é a força neutra potencial, a centelha original e primordial da vida e do universo, e seu lado sombrio, Thaumiel, expressa as “Forças Combatentes” que “combatem” Kether e abrem um buraco para outro universo, o Universo B, em que o indivíduo expande a consciência para os planos transplutonianos (além dos limites do universo conhecido). Chokmah (Sabedoria) é a força positiva, masculina, ativa, em ação, e seu aspecto sinistro, Ghogiel, é o “Estorvador” que impede a continuidade do velho mundo, que destrói o antigo estado de coisas para dar lugar ao novo, à evolução para além do comum e corrente. Binah (Compreensão) é a força negativa, feminina, passiva, gestadora, da Criação, e seu lado obscuro, Satariel, é o “Ocultador” que oculta a luz nas profundezas, a luz de que faz o indivíduo ver (derkein = drakon), ou seja que possibilita a aquisição do conhecimento secreto. Porém, Satariel vela o acesso àqueles que não possuem as chaves, ou seja, que não estão preparados o suficiente.

Na música, os três pontos representam a tríade ou tricorde, as três notas do acorde considerado perfeito. Esse acorde primordial e básico, de três notas, é formado por intervalos de terças (tríades), por exemplo: tônica (nota dó, primeira), mais a terça (nota mi, terceira da nota dó), mais a quinta (nota sol, terceira da nota mi). Metafisicamente, o acorde perfeito, formado pela tríade, simboliza a Criação incipiente, prestes a desdobrar-se infinitamente no universo, como os muitos acordes e escalas musicais existentes para expressar os muitos aspectos do espírito humano.

No corpo humano, representado pelo Caduceu de Mercúrio, temos o ternário bioenergético, os etéricos condutos nervosos da coluna espinhal, chamados de Idá, Pingalá e Sushumná. Idá é a “serpente”, negativa; Pingalá, a “serpente”, positiva; e Sushumná é o bastão neutro com o globo Aour (Luz). Assim, temos nos três pontos a representação de três forças primárias e fundamentais, a positiva, a negativa e a neutra, que são essenciais para gerar ou criar qualquer coisa no universo manifestado. Aliás, esse princípio pode ser visto na própria Física e na estrutura básica do átomo composto por prótons, elétrons e nêutrons. Ainda no corpo humano, temos as três funções respiratórias (inspiração, retenção e expiração), e na genética e na fisiologia temos as forças manifestadas no pai, na mãe e no filho(a). O período de gestação da vida humana no útero da mulher (o triângulo invertido) é de 9 meses, ou 3×3 (um triângulo duplo entrelaçado formando o hexagrama).

Como analogia, o triângulo, formado pelos três pontos, é também o símbolo alquímico do Fogo e do Enxofre (o triângulo sobre uma cruz equilátera). Sua forma alude ao fogo e sua chama ascendente que termina em ponta triangular. A própria manifestação física do fogo essencialmente requer a combinação de três elementos: combustível (material de combustão), comburente (oxigênio) e calor (princípio de ignição), formando assim o triângulo do fogo, ou, maçonicamente, o delta luminoso do espírito e o plano espiritual do universo.

Símbolo do Enxofre

Mas, acima de tudo, o triângulo, para a Via Draconiana, é invertido, representando o feminino primordial, o útero do qual provém o universo. O triângulo invertido é um dos principais símbolos estilizados do Sagrado Feminino e de tudo o que isso envolve, sendo, consequentemente, um dos símbolos da Via Esquerda. Representa as deusas sinistras (ou seja, esquerdas, um pleonasmo para o próprio feminino), e seus aspectos tríplices, tais como Hécate, por exemplo. Algumas outras deusas arquetípicas correspondentes são: Hel, Hikhet, Nephtis, Crone, Lilith, Kali, Po, Mama Pacha, Tlaltecuhtli e o dragão fêmeo Tiamat. É importante compreender que a palavra “sinistra” significa “esquerda”, e que seu significado original grego, desde os tempos dos gnósticos, indica sempre o gênero feminino (a Iniciatrix), sem qualquer conotação maligna, tendenciosa, dogmática ou pejorativa.

O triângulo invertido, na alquimia, representa o elemento Água, o princípio ou elemento feminino; a taça; o caldeirão; o poço escuro; o útero; a caverna para os reinos subterrâneos, metafisicamente o Sitra Ahra, o “outro lado”, reino essencialmente feminino e primordial onde jaz a sabedoria (Sophia) oculta.

O triângulo invertido também representa os três chacras secretos (Golata, Lalata e Lalana) na parte de trás da cabeça e que são despertados graças ao poder (shakti) da deusa Kali e de Kundalini, a draco-serpentina Mãe Primordial.

Aqueles que sabem ler nas entrelinhas, sabem também como proceder em questões práticas…

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Adriano C. Monteiro é escritor de Filosofia Oculta, articulista em diversas mídias e autor da Tetralogia Draconiana.

#LHP

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-tri%C3%A2ngulo-draconiano