Hecate – Druidas, Oráculos e Allan Kardec

Publicada no S&H dia 20/jun/2008,

“Três deveres de um druida:
– curar a si mesmo;
– curar a comunidade;
– curar a Terra.
Pois se assim não fizer, não poderá ser chamado de druida”.
(Tríades da Ilha da Bretanha)

Durante nossas matérias anteriores, falamos sobre Matrix, o Plano Astral e as diversas maneiras de se interagir com a esfera de Yesod, o estado de consciência representado pelo Mundo Subterrâneo nas antigas mitologias. Falamos sobre os Psychopompos (os famosos “condutores de almas”) das mitologias antigas e o que eles realmente representam e finalmente fizemos cinco anotações em nossos cadernos, que passaremos a decifrar nesta coluna.
Semana passada falamos sobre Thanatos, deus dos mortos, e sua relação com o Astral. Continuando a linha de raciocínio, falaremos hoje sobre Hecate, a deusa tríplice, representação da mediunidade.

Hecate
Hecate (ou Hécate) é uma divindade grega, filha dos titãs Perses e Astéria. A origem de seu nome se deve à palavra egípcia Hekat que significaria “Todo o poder”.
Em sua versão original, Hecate está associada a Ártemis (irmã gêmea de Apolo, o Sol, representando a luz da lua cheia) e a Perséfone (filha de Zeus e Demeter, personificação do sagrado feminino e das faculdades associadas à sensualidade feminina). Juntas, as três simbolizavam as 4 fases da Lua. Enquanto Ártemis representava a lua cheia e o fulgor feminino (girl power), Perséfone, em suas duas caracterizações (a doce Coré e a sombria Perséfone) representava respectivamente as fases Crescente e Minguante da lua e, finalmente, Hecate representava a Lua Nova, ou sombria.

Ok… pausa para explicar a lenda de Perséfone:
Na mitologia grega, Perséfone ou Coré (correspondente à deusa romana Proserpina e Cora). Era filha de Zeus e da deusa Deméter, da agricultura, tendo nascido antes do casamento de seu pai com Hera.
Quando os sinais de sua grande beleza e feminilidade começaram a brilhar, em sua adolescência, chamou a atenção do deus Hades (Demeter representa Malkuth, o Plano Material, Hades representa Yesod, o Plano Astral, Perséfone a feminilidade relacionada com a intuição feminina, que transita entre estas duas esferas) que a pediu em casamento.
Zeus, sem sequer consultar Deméter, aquiesceu ao pedido de seu irmão. Hades, impaciente, emergiu da terra e raptou-a levando-a para seus domínios (o Mundo Subterrâneo), desposando-a e fazendo dela sua rainha.
Sua mãe, ficando inconsolável, acabou por se descuidar de suas tarefas: as terras tornaram-se estéreis e houve escassez de alimentos. Deméter, junto com Hermes, foi buscá-la ao mundo dos mortos (ou segundo fontes posteriores, Zeus ordenou que Hades devolvesse a sua filha). Como, entretanto, Perséfone tinha comido algo (uma semente de romã, a mesma fruta que coincidentemente era cultivada nos jardins do Templo de Salomão) concluiu-se que não tinha rejeitado inteiramente Hades. Assim, estabeleceu-se um acordo: ela passaria metade do ano junto a seus pais, quando seria Coré, a eterna adolescente, e o restante com Hades, quando se tornaria a sombria Perséfone. Este mito justifica ao mesmo tempo o ciclo anual das colheitas e as duas representações da lua e seus aspectos na magia cerimonial.

Voltando a Hecate:
Hecate é venerada como “a mais próxima de nós”, pois se acreditava que, nas noites de lua nova, ela aparecia com sua horrível matilha de cachorros fantasmas diante dos viajantes que por ali cruzavam. Ela enviava aos humanos os terrores noturnos e aparições de fantasmas espectros. Também era considerada a deusa da magia e da noite, mas em suas vertentes mais terríveis e obscuras. Era associada a Ártemis, mas havia a diferença de que Ártemis representava a luz lunar e o esplendor da noite. Também era associada à deusa Perséfone, a rainha dos infernos, lugar onde Hécate vivia.
Dada a relação entre os feitiços e a obscuridade, os magos e bruxas da Antiga Grécia lhe faziam oferendas com cachorros e cordeiros negros no final de cada lua nova. Era representada com três corpos e três cabeças, ou um corpo e três cabeças. Levava sobre a testa o crescente lunar (tiara chamada de pollos), uma ou duas tochas nas mãos e com serpentes enroladas em seu pescoço. Como já estudamos em matérias anteriores, Tochas simbolizam o FOGO, sinal da sabedoria divina, e cobras representam o despertar da Kundalini, o fogo sagrado dentro de cada um.

Deusas Tríplices
Com a associação clara entre o feminino e a Lua, existiam muitas deusas tríplices, que carregavam consigo certas atribuições e que agiam como se fossem uma única entidade. Entre elas podemos destacar as Moiras, as Erínias e as Parcas, assim como as Norms (nórdicas), Bridghit (três deusas com o mesmo nome) e Morrigan (que com suas irmãs Badb e Macha faziam as vezes das Fúrias celtas).
Dos cultos egípcios e gregos, a representação do Sagrado Feminino na forma de “deusas tríplices” espalhou-se pela Europa. Os celtas possuíam a representação da mulher associada a três deusas chamadas Bridgith (Ou Brigid, ou Brígida, ou posteriormente Santa Brígida na Igreja Católica).
A Deusa Tríplice representa os mesmos aspectos gregos do feminino: donzela, mãe e anciã. Bridgit era filha de Dagda (e, portanto, meia irmã de Cermait, Aengus, Midir e Bodb Derg – um dia no futuro eu falo sobre eles… é uma história muito interessante) e suas sacerdotisas estavam associadas à chama sagrada, da mesma maneira que as Virgens Vestais gregas e egípcias. Suas 19 sacerdotisas permaneciam no Templo de Kildare, cercadas por um fosso natural que nenhum homem poderia cruzar. O Templo de Kildare foi uma das principais fontes usadas na criação da lenda de Avalon. Morrigan, por sua vez, foi a deusa utilizada como base para a criação de Morgana, meia irmã do mítico Rei Arthur (falaremos sobre isso mais para a frente).

As deusas e as Incorporações
Retornando no tempo até os cultos de Astarte, era extremamente comum (para não dizer mandatório) que a principal sacerdotisa de cada culto, em determinado momento do ritual, incorporasse a Deusa. Quando digo “incorporar”, quero dizer EXATAMENTE da maneira como vemos diariamente em centros espíritas, Kardecistas e templos de Umbanda/Candomblé.
A sacerdotisa possuía todos os atributos e características necessárias (além de um treinamento espiritual, emocional e mental) para deixar seu corpo limpo e preparado; entrava em transe ritualístico profundo e utilizava sua condição de médium para incorporar a deusa, que conversava com seus seguidores dando-lhes informações e conselhos.
Isto faz nossa segunda ligação com os Psycopompos e seus profundos significados esotéricos: Hecate representa esta conexão entre os médiuns e o Plano Astral.

Os druidas
Druidas (e druidesas) eram pessoas encarregadas das tarefas de aconselhamento, ensino, jurídicas e filosóficas dentro da sociedade celta. A palavra Druida significa “Aquele que tem conhecimento do Carvalho”.
O carvalho, nesta acepção, por ser uma das mais antigas e destacadas árvores de uma floresta, representa simbolicamente todas as demais. Ou seja, quem tem o conhecimento do carvalho possui o saber de todas as árvores. Está intimamente ligado ao título de “Aquele que trabalha com a madeira” vindo dos tempos do Rei Salomão e da Arca e, para quem não caiu a ficha ainda, o mesmo título de “Mestre Carpinteiro” dos antigos Essênios. A ritualística druida é muito parecida com o cristianismo primitivo da doutrina Cátara.

É importante dissociar as palavras “Druida” de “Celta” porque muita gente faz confusão. Celta é o nome do povo, enquanto Druida é o nome dado a uma casta de sacerdotes especiais que viviam entre os celtas e agiam como conselheiros destes. É a mesma relação entre “judeus” e “rabinos”.

Origens da Távola Redonda e o Elemento Terra.

Druidas e Mediunidade
A conexão entre Druidas e Mediunidade vem do Xamanismo (que é uma das origens de toda a magia celta) e das incorporações dos xamãs com os Espíritos dos Antigos (ou Espíritos Ancestrais). Da mesma maneira que os xamãs incorporam os espíritos ancestrais, os grandes sacerdotes druidas não apenas incorporavam os Deuses em seus rituais, mas também estudavam estas interações entre o Plano Material e o Plano Espiritual.

Com o advento da Igreja católica, estas práticas ficaram cada vez mais secretas e mais restritas, sob pena de fogueira; e muitos dos conhecimentos ocultistas da antiguidade tiveram de se refugiar nas Ordens Secretas, especialmente sob a proteção Templária e Rosacruz. O Sagrado feminino, a intuição e a mediunidade foram esmagados e permaneceram em dormência até o Renascimento. Neste período (que falaremos em detalhes na seqüência “Queima Ele, Jesus”), qualquer manifestação de mediunidade era vista como “coisa do demônio” e passível de fogueiras e exorcismos. Existem diversos casos na literatura medieval que retratam casos de mediunidade como sendo tratados como “possessão demoníaca” e afins. O mundo permanecia (passado?) em uma Idade das Trevas.

Dos druidas aos maçons
Nascia em Lyon a 3 de Outubro de 1804 Hippolyte Léon Denizard Rivail, um professor, pedagogo e escritor francês que se notabilizou como o codificador do chamado “Espiritismo”, denominado “Doutrina Espírita”.
Nascido numa antiga família de orientação católica com tradição na magistratura e na advocacia, desde cedo manifestou propensão para o estudo das ciências e da filosofia.
Fez os seus estudos na Escola de Pestalozzi, no Castelo de Zahringenem, em Yverdun, na Suíça (país protestante), tornando-se um dos seus mais distintos discípulos e ativo propagador de seu método, que tão grande influência teve na reforma do ensino na França e na Alemanha. Aos quatorze anos de idade já ensinava aos seus colegas menos adiantados.
Concluídos os seus estudos, o jovem Rivail retornou ao seu país natal. Profundo conhecedor da língua alemã, traduzia para este idioma diferentes obras de educação e de moral, com destaque para as obras de François Fénelon, pelas quais manifestava particular atração.
Era membro de diversas ordens, entre as quais da Academia Real de Arras, que, em concurso promovido em 1831, premiou-lhe uma memória com o tema “Qual o sistema de estudos mais de harmonia com as necessidades da época?”.
existe uma grande suspeita que Leon Denizard tenha feito parte da Maçonaria, pertencente à Grande Loja da França. Se não foi iniciado, passou sua vida inteira cercado por amigos membros desta sublime ordem. Deve ter conhecido as teorias básicas de Astrologia (pelo contato e estudo com Camille Flammarion, um dos maiores astrônomos franceses de todos os tempos, fundador em 1887 da Sociedade Astronômica da França). Camille Flamarion era tão seu amigo que fez o discurso durante o enterro de Kardec. Para os espíritas que acompanham a coluna terem uma idéia da importância de Flamarion para o espiritismo, procurem nos textos da Gênese, uma das obras básicas do Kardecismo, o texto “Uranografia Geral – Estudo do Espaço e Tempo”, pelo médium CF. CF são as iniciais de Camille Flamarion.

Cético e estudioso, Léon teve contato com os estudos a respeito das “mesas girantes” em 1855, paralelamente a cientistas e ocultistas como Sir William Crookes (membro do Royal College of Chemistry, pai da Espectrologia), Alfred Russel Wallace (um dos precursores da teoria da evolução das espécies), John Willian Strutt (prêmio Nobel da física de 1904), Michael Faraday (físico, que apesar de não ser ocultista também estudou estes fenômenos), Oliver Lodge (membro da Royal Society, inventor do telégrafo sem fio), entre muitos outros. Interessante notar que as pessoas que estudavam seriamente estes fenômenos eram cientistas importantíssimos, ganhadores do Nobel de Física e outros pesquisadores voltados para áreas da física e da química.

Os tipos de mediunidade:
Como o irmão Denizard já teve todo o trabalho de compilar e codificar os tipos de mediunidade de uma forma majestosa, o tio Marcelo fará apenas a referência aos seus textos.
Começamos os estudos através da Manifestação dos Espíritos sobre a Matéria, através da vontade (Thelema) dos seres espirituais, combinados com a energia plasmada do médium, rompem a barreira entre os campos vibracionais e permitem manifestações no Plano Material. A partir disto, surgem as famosas “mesas girantes” que são uma manifestação grosseira desta força, suficiente apenas para erguer as mesas no ar e fazê-las girar. A partir das manifestações grosseiras (que também são a origem de barulhos em casas ditas “mal assombradas” e outros fenômenos), surgem os estudos a respeito de Manifestações Inteligentes (ou seja, pancadas rítmicas, respondendo a perguntas como “sim” ou “não”, barulhos indicando princípios rudimentares de comunicação entre Planos e assim por diante). Neste sentido, ele também estudou a criação de ruídos, movimentos e suspensões e aumento e diminuição do peso dos corpos.
Na segunda etapa, estudaram as manifestações físicas espontâneas, ou seja, a criação de ruídos mais específicos, arremessos de objetos e fenômenos de transporte, bem como as manifestações visuais, aparições e aparições dos espíritos de pessoas vivas. Estudaram também os lugares assombrados, linguagem dos sinais, tiptologia alfabética, escrita direta e pneumatofonia.
Na área da psicografia, estudaram a psicografia indireta, através de cestas e pranchetas, e a psicografia direta, através dos médiuns.
O capítulo XIV do seu “Livro dos Médiuns” trata especificamente sobre as mediunidades, listando as 72 mediunidades diferentes, entre elas os médiuns de efeitos físicos, elétricos, sensitivos, audientes, falantes, videntes, sonambúlicos, curadores, pneumatógrafos, etc. Entre os médiuns escreventes temos os médiuns mecânicos, intuitivos, semimecânicos, inspirados e de pressentimento e assim por diante. Recomendo que vocês leiam os dois livros básicos (Livro dos Espíritos e Livro dos Médiuns).
Léon adotou o pseudônimo de Allan Kardec, uma de suas encarnações passadas como druida, e é considerado o fundador do Espiritismo, uma das filosofias que eu considero mais sérias.

Termino a matéria citando o professor Waldo Vieira e um livro fantástico chamado 700 Experimentos de Conscienciologia (1994) onde, com o auxílio de laboratórios, foram feitas diversas experiências dentro do método científico para comprovar e estudar os fenômenos parapsicológicos. Hoje o IIPC é um dos institutos mais sérios no estudo destes fenômenos de forma científica e laica.

No Brasil, o espiritismo acabou adotando um pouco do viés religioso e cristão ao invés de sua proposição original científica. Infelizmente o sincretismo religioso, os misticóides da dita “Nova Era”, os charlatões e as chamas violetas da vida transformaram a palavra “espiritismo” em uma mixórdia tão grande que os espíritas originais precisam se denominar “Kardecistas” para evitar confusões, tamanha a quantidade de loucuras que inventaram por ai.

Enquanto isso, neste curral chamado Brasil, os coletores de dízimos fazem a festa com suas charlatanices de desencapetamento, exorcismos da madrugada, óleos de Jerusalém, água do Rio Jordão e afins, deixando a ciência e o ocultismo sério como pequenos oásis neste imenso mar de créu.

Perdidos no meio de assuntos religiosos e esotéricos que não têm nenhuma idéia a respeito, as Igrejas caça-níqueis seguem por ai Vandalizando Templos de Umbanda e de outras religiões “Em nome de Jesus”.

Como este assunto é muito extenso, queria que vocês postassem suas dúvidas na parte de comentários, como fizemos semana passada. Estava olhando com calma as perguntas novamente… acho que nunca fui tão sabatinado em toda a minha vida. E as dúvidas estavam de alto nível !!! Parabéns para o pessoal e queria agradecer aos colegas que ajudaram nas respostas

MacBeth!

#Kabbalah

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/hecate-druidas-or%C3%A1culos-e-allan-kardec

As Qliphot Secundárias

As Qliphot secundárias são os poderes demoníacos que dominam os vinte e dois caminhos sombrios (ou buracos serpentinos) que ligam as dez dimensões Acausais Qliphóticas.

Estas forças demoníacas devem ser incitadas pela visualização de sigilos, e as vibrações de seus nomes conjuntamente com o derramamento de sangue.

Os Magistas fazem melhor uso destas energias demoníacas e desarmônicas durante os rituais que visam à descoberta de caminhos inconscientes/ conscientes através dos escuros túneis que levam à Sitra Ahra (O Outro lado).

A seguir estão os nomes, características e sigilos das Qliphot secundárias que são os demoníacos e anticósmicos caminhos que formam a “Árvore da Morte”:

  • O Caminho XI – Amprodias.

Amprodias domina a transcendência do limitado intelecto cósmico (que pelos não iluminados é chamada de loucura), e concede o poder ao Magista para que tenha capacidade de ver através das ilusões da luz e enxergar na escuridão da verdade.

  • O Caminho XII – Baratchial.

Baratchial possui toda a ciência anticósmica e toda ciência da negra magia sexual, é ele que inicia o Magista nos Qliphóticos mistérios mágickos que estão mais ocultos.

 

  • O Caminho XIII – Gargophias.

Gargophias é um demônio feminino que possui a clarividência, é esta divindade que ensina os mistérios sombrios dos rituais de necromancia e magias proibidas relacionadas à morte.

  • O Caminho XIV – Dagdagiel.

Dagdagiel é um demônio feminino da magia sexual, que pode iniciar o Magista nas artes do amor e Magia Negra, desde que o Magista esteja receptivo e disposto a pagar uma quantia de sangue que Dagdagiel exigir.

  • O Caminho XV – Hemethterith.

Hemethterith é um demônio feminino que controla a arte da Qliphótica astrologia e as práticas proibidas para criação de demoníacas crianças espirituais por meio da prática da bestial magia sexual.

Bariron, que também é um demônio Qliphótico, cujo nome significa “rebanho”, habita e reside no caminho XV, compartilhando-o com Hemethterit.

  • O Caminho XVI – Uriens.

Uriens detém os mistérios alquímicos sombrios do sangue humano e é capaz de fazer o Magista fisicamente forte.

Adimiron, que também é um demônio Qliphótico, cujo nome significa “sangue”, localiza-se no mesmo décimo sexto caminho sombrio.

  • O Caminho XVII – Zamradiel.

Zamradiel conhece a arte da viagem astral e os esotéricos mistérios do vampirismo.

Tzelladimiron, que também é um demônio Qliphótico, cujo nome significa “mudança”, também reside neste caminho.

  • O Caminho XVIII – Characith.

Characith é o mestre dos mistérios e encantos da magia negra.

Shechechiriron, que também é um demônio Qliphótico, cujo nome significa “O Sombrio”, habita neste caminho.

  • O Caminho XIX – Temphioth.

Temphioth é o mestre de todos os prazeres infernais e tem a capacidade de “domar as bestas”.

Shelhabiron, que também é um demônio Qliphótico, cujo nome significa “Incendiário”, também está localizado neste caminho.

  • O Caminho XIX – Yamatu.

Yamatu, cujo número é 131, domina as artes mágickas da imortalidade e da invisibilidade.

Tzephariron, que também é um demônio Qliphótico, cujo nome significa “riscar”, também pertence a este caminho sombrio.

 

  • O Caminho XXI – Kurgasiax.

Kurgasiax possui os mistérios dos Súcubos e Íncubos e também tem a capacidade de dar o poder mundano ao Magista.

  • O Caminho XXII – Lafcursiax.

Lafcursiax é um demônio feminino, que com o demônio Lamias extrai os órgãos da alma humana e, assim, a mata.

Este demônio também pode dar capacidade ao Magista de passear pelo “abismo do Caos” e enviar sinistras correntes Acausais de poder.

Obiriron, que também é um demônio Qliphótico, cujo nome significa “barro” (o barro que representa a carne morta humana), também rege este caminho.

 

  • O Caminho XXIII – Malkunofat.

Malkunofat pode conceder riqueza e poder sobre os mistérios dos sonhos.

  • O Caminho XXIV – Niantiel.

Niantiel é o mestre da necromântica magia sexual (Necrofilia astral), é ele que pode iniciar os Magistas nos mistério sombrios do vazio.

Necheshetrion, que também é um demônio Qliphótico, cujo nome significa “Serpente do Pecado”, localiza-se neste vigésimo quarto caminho.

 

  • O Caminho XXV- Saksaksalim.

Saksaksalim conhece a arte da transmutação espiritual e os mistérios sombrios da alquimia. Nachashiron, que também é um demônio Qliphótico, cujo nome significa “Serpente”, também reside neste caminho.

  • O Caminho XXVI – A’ano’nin.

A’ano’nin possui os poderes do mau-olhado e reina sobre todos os sátiros e “demônios Pan”.

Dagdagirion, que também é um demônio Qliphótico, cujo nome significa “demônio assim como peixe” também pertence a este caminho.

  • O Caminho XXVII – Parfaxitas.

Parfaksitas conhece a arte do movimento espacial e os mistérios sangrentos da licantropia.

  • O Caminho XXVIII – Tzuflifu.

Tzuflifu detém os mistérios dos raios caóticos e segredos anticósmicos.

Behemiron, que também é um demônio Qliphótico, cujo nome significa “bestial”, localiza-se neste vigésimo oitavo caminho.

 

  • O Caminho XXIX – Qulielfi.

Qulielfi é um demônio feminino que domina a vampira e destrutiva magia sexual, e também pode ajudar o Magista a enviar, com um proposito sanguinário, Súcubos e Íncubos aos seus inimigos.

Nashimiron, que também é um demônio Qliphótico, cujo nome significa “mulher malvada”, também governa este caminho.

 

  • O Caminho XXX – Raflifu.

Raflifu é o sábio da produção alquímica do ouro, ele também pode fazer o Magista rico e poderoso.

 

  • O Caminho XXXI – Shalicu.

Shalicu é dono da Magia da Chama Negra que dissolve todas as formas e liberta a essência amorfa.

 

  • Caminho XXXII – Thantifaxath.

Thantifaxath é o mestre das magias de morte e maldição, ele pode, de acordo com a vontade do Magista, espalhar a morte e o derramamento de sangue.

Fonte: Liber Azerate: O Livro do Caos Colérico.

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© 2002 MLO – Anti-Cosmic Productions Todos os Direitos Reservados.

Tradução e Adaptação: Zeis Araújo (Inmost Nigredo) Revisão: Gabriela Paiva 2014.

Texto enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/as-qliphot-secundarias/

V Simpósio Brasileiro de Hermetismo

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O V Simpósio Brasileiro de Hermetismo e Ciências Ocultas trará para discussão e exposição o tema “A Grande Obra: o caminho e a responsabilidade”. Dessa forma, pediu-se aos palestrantes e expositores que trouxessem um pouco de sua vivência e da visão das filosofias que os mesmos representam a respeito dos aspectos de compromisso com a Grande Obra e da Responsabilidade do praticante para com o conhecimento mágico.

Em 2016 o evento ocorrerá na cidade de São Paulo, nos dias 26 e 27 de novembro, no Espaço Federal, na avenida Paulista, 1776, primeiro andar (próximo ao metrô Trianon-Masp).

Para esse ano traremos para conversação o tema “A Grande Obra: o caminho e a responsabilidade”. Dessa forma, pediu-se aos palestrantes que trouxessem um pouco de sua vivência e da visão das filosofias que os mesmos representam a respeito dos aspectos de compromisso com a Grande Obra e da responsabilidade do praticante para com o conhecimento mágico.

Sábado – 26 de novembro

08:30 – 09:00 – Abertura Oficial

09:00 – 11:00 – Fernando Maiorino – Xamanismo Hermético

11:00 – 12:30 – Marcelo Del Debbio – Kabbalah Hermética

12:30 – 14:00 – Almoço

14:00 – 15:30 – Claudio Caparelli – Sagrado Masculino

15:30 – 17:00 – Constantino K. Riemma – Tarô

17:00 – 17:30 – Coffee Break

17:30 – 19:00 – Marcelo Alexandrino – Caminhos, atalhos e desvios: a Grande Obra e a responsabilidade no ocultismo

Domingo – 27 de novembro

09:00 – 11:00 – Fernando Liguori – Thelema e a Grande Obra

11:00 – 12:30 – J.R.R. Abrahão – Magia Ritual e Cerimonial

12:30 – 14:00 – Almoço

14:00 – 15:30 – Oswaldo Turriani Siqueira – O caminho da astrologia na consecução da Grande Obra

15:30 – 16:00 – Coffee Break

16:00 – 18:00 – Déia Filhadágua – Jurema

Inscrições abertas no site (http://simposiohermetismo.com.br/) – aproveite o primeiro lote de ingressos no valor de R$ 150,00 até o dia 10 de setembro. Inscreva-se já!

#Blogosfera #hermetismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/v-simp%C3%B3sio-brasileiro-de-hermetismo

Gustav Holst e “Os Planetas”

Esta alusão ao mapa astral tem tudo a ver com a vida e a obra do compositor inglês. Ele mesmo era um entusiasta do assunto e chegou a confeccionar diversos mapas para seus amigos. Sua principal obra, Os Planetas, é resultado dos seus estudos místicos e astrológicos.

Influências Musicais

O Crepúsculo dos Deuses, a quarta ópera da tetralogia O anel dos Nibelungos, de Richard Wagner, impressionou os ouvidos de Holst. Mais tarde, sentiu-se elevado ao “reino dos céus” ao ouvir a Missa em Si menor de Johann Sebastian Bach. As influências de Arnold Shoenberg, Stravinsky, Richard Strauss, Debussy, e sua amizade com o compositor Ralph Vaughan Williams, encerram o arco musical dentro do qual Holst se desenvolveu como compositor.

Apesar da sua formação no Royal College of Music, Holst foi um grande autodidata. Evitava sistemas acadêmicos e estruturas musicais pré-concebidas. Não dava tanto crédito aos livros, mas no lema “aprenda fazendo”. Seguiu seu próprio caminho, e como num laboratório alquímico, realizou inúmeras experiências buscando constantemente as notas certas para suas obras.

Espiritualidade

Holst acreditava nas forças supra-humanas, foi muito influenciado pelas religiões orientais, especialmente nas doutrinas do dharma e reencarnação. Trabalhou na composição de diversos hinos para coral e orquestra sob inspiração de um dos escritos religiosos mais antigos do mundo, o Rig Veda. Escrito na linguagem sânscrita, é um verdadeiro compêndio de hinos, rituais e oferendas às divindades.

Como um bom virgiano, era perfeccionista e tinha o dom para dedicar-se em trabalhos cansativos e minuciosos. Portanto, não satisfeito com as traduções do Rig Veda decidiu aprender sânscrito e traduziu as palavras conforme sua interpretação.

Além dos Choral Hymns, compôs uma ópera chamada Sita, inspirada no épico indiano Ramayana, levou sete anos para sua conclusão, sem jamais encená-la! No caso de Holst, esse dom analítico e a capacidade para empenhar-se em grandes trabalhos, coincidem exatamente com as características de quem possui a lua em virgem no mapa astral.

Com base nos evangelhos apócrifos, escreveu The Hymn of Jesus (Parte I, Parte II, Parte III) Com seu rigor habitual, aprendeu o grego para ler os originais. Além do empenho para conservar o espírito do texto original, combinou em sua música o canto gregoriano, ritmos irregulares, harmonia colorida e uma orquestração grandiosa.

A astrologia e “Os Planetas”

“Os planetas” não se trata de uma obra ortodoxa, sua estrutura não obedece aos padrões convencionais. Não é uma sinfonia, nem poema sinfônico, nem fantasia. Mas sim, uma série de perfis sonoros dos planetas. Nas palavras de Holst: “as sete influências do destino e componentes de nosso espírito.“

Além das referências astrológicas, esta obra nos remete ao conceito de música das esferas, amplamente pesquisada por Pitágoras, Kepler, Kircher, dentre outros. Visto que Holst dedicou sete anos de sua vida nesta obra, vale a pena dedicar alguns minutos para ouvi-la e compreende-la.

Os Planetas

I. Marte, O Portador da Guerra

As cordas, percutidas com a parte de madeira do arco apresentam o motivo marcial onde a música irrompe em ondas orquestrais com intensidade crescente. Este clima bélico e enérgico da música caracteriza o perfil astrológico de Marte: coragem, poder, pioneirismo e o instinto lutador para enfrentar os desafios com bravura. Se estas energias não forem devidamente controladas seu resultado é desastroso: violência, assassinato e todos os subprodutos do defeito relacionado a Marte, a Ira.

Marte, O Portador da Guerra foi composto no início de 1914, antes do começo da Primeira Guerra Mundial. Seus sons militares soaram como uma premonição do conflito mundial que estava por vir.

II. Venus, O Portador da Paz

Fornece uma espécie de resposta para Marte. Contrasta pela placidez e pelo andamento lento. As harpas, madeiras e a celesta realçam a delicadeza desta obra, que nos passa a sensação de harmonia, equilíbrio e paz.

Alan Leo descreve este contraste entre Marte e Venus da seguinte forma: “Marte é o representante da alma animal no homem e Venus da alma humana, em certo sentido, um é o complemento do outro. Mercúrio o mensageiro alado dos deuses voa entre os dois como memória e é, portanto, a alma espiritual humana.”

III. Mercúrio, O Mensageiro Alado

De forma alegre, uma extensa e contínua linha melódica passeia pelos diversos naipes orquestrais transmitindo de instrumento para instrumento a mensagem vinda de outros mundos. Mercúrio, o mensageiro alado dos deuses representa a consciência humana, o intelecto, a aptidão para nos comunicarmos e a nossa busca pelo saber.

IV. Júpiter, O Portador da Jovialidade

Com base numa linha de acompanhamento na região aguda dos violinos, as trompas apresentam o tema enérgico do movimento, é o impulso para a introspecção a nível intelectual, filosófico e religioso, um dos aspectos de Júpiter. Em suma, Júpiter representa a “mente superior” no homem, não como razão pura, mas como sabedoria inata.

V. Saturno, O Portador da Velhice

Começa sombrio, segue com uma marcha nos metais e retorna à serenidade no final. Harpas e flautas estabelecem um padrão de acompanhamento sobre o qual cordas e outros instrumentos de madeira apresentarão breves fragmentos melódicos.

Saturno no horóscopo mostra onde podem ser encontrados os maiores desafios e onde podem ser aprendidas as lições mais difíceis. Segundo alguns biógrafos, Saturno é também a representação do sofrimento de Holst, que devido a sérios problemas na articulação de seu braço, teve que abandonar o piano e o violino.

Alan Leo descreve Saturno como sendo um dos responsáveis por todos os casos de degradação, degenerescência, humilhação e vergonha. Nos aspectos positivos representa a verdadeira humildade, perseverança, sacrifício, entrega e serenidade.

VI. Urano, O Mágico

É um scherzo com uma melodia ágil no fagote que se desenvolve em uma intrincada teia orquestral. O início da música representa o impulso para ser único, para chocar e surpreender. Mais a frente, o som pesado dos metais nos remetem aos acontecimentos repentinos e imprevisíveis. O grandioso tutti representa o que talvez seja a maior influência de Urano: o despertar da consciência.

Em seu livro Art of Synthesis, Alan Leo chama o capítulo sobre Urano de “Uranus, the awakener”. Este, representa a originalidade de pensamento, a independência de espírito, o gênio criador, as avançadas formas de pensamento, a intuição e a capacidade de trazer conhecimento através da consciência desperta adquirida nas esferas internas do ser.

VII. Netuno, O Místico

Aqui Holst explora o pianissimo com enorme habilidade. Harmonias misteriosas e um coral de vozes femininas fazem parecer “música de outro mundo”. Esta obra nos transmite claramente a representação astrológica de netuno: as influências não materiais, os sonhos, o espiritualismo, a teosofia, a dedicação pelo misticismo e a abertura para o divino.

Ele também é o responsável pelo gosto por artes ocultas, habilidades para o mesmerismo, telepatia e sonhos lúcidos. O planeta é muito musical e conduz à composição inspirada em melodias ouvidas em sonhos. Pelo teor, esta obra pode tranquilamente servir como música de fundo para breves meditações.

Epílogo

Holst utilizou-se da música tanto para o seu trabalho profano como para a construção da “grande obra”. Ao mesmo tempo em que compunha melodias “mundanas” para manter-se financeiramente estável, dedicava-se a trabalhos chamados “sérios”, sem qualquer sentimento de incoerência. O único inconveniente é que a maioria de suas obras ficaram ofuscadas devido ao grande sucesso de Os Planetas.

Em maio de 1933, Holst foi internado às pressas devido a uma hemorragia causada por uma úlcera no duodeno. Outro dado curioso é que fisicamente o signo de virgem, possui relações com o aparelho digestivo e há quem diga que os intestinos são o ponto fraco físico dos virgianos. Coincidência ou não, logo após uma cirurgia a fim de erradicar a úlcera no duodeno, Holst não resistiu e deixou este mundo no dia 25 de maio de 1934 aos 59 anos.

Curiosidades

Marte, O Portador da Guerra é amplamente utilizado no cinema, principalmente em filmes que envolvem grandes batalhas. Além disso, é a maior referência musical para os compositores “hollywoodianos” em suas obras bélicas.

Em 2006, a banda inglesa Iron Maiden utilizou a música de Marte para abertura dos seus shows na turnê A Matter of Life and Death.

O tema central de Júpiter tornou-se um hino patriótico inglês.

O ritmo brincalhão de Urano é muito semelhante ao da obra O aprendiz de Feiticeiro de Paul Dukas, do qual Holst certamente recebeu influências.

Referências

Holst Biography, Ian Lace.
Astrologia, Wikipedia de Ocultismo
Art of Synthesis, Alan Leo.
Música Clássica, John Burrows.
Grandes Compositores, João M. Coelho.

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#Arte #Astrologia #Música

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/gustav-holst-e-os-planetas

O Mapa Astral de Friedrich Nietzsche

Nietzsche, sem dúvida considera o Cristianismo e o Budismo como “as duas religiões da decadência”, embora ele afirme haver uma grande diferença nessas duas concepções. O budismo para Nietzsche “é cem vezes mais realista que o cristianismo” (O anticristo). Religiões que aspiram ao Nada, cujos valores dissolveram a mesquinhez histórica. Não obstante, também se auto-intitula ateu.

Para Nietzsche o homem é individualidade irredutível, à qual os limites e imposições de uma razão que tolhe a vida permanecem estranhos a ela mesma, à semelhança de máscaras de que pode e deve libertar-se. Em Nietzsche, diferentemente de Kant, o mundo não tem ordem, estrutura, forma e inteligência. Nele as coisas “dançam nos pés do acaso” e somente a arte pode transfigurar a desordem do mundo em beleza e fazer aceitável tudo aquilo que há de problemático e terrível na vida.

Nietzsche passou os últimos 11 anos da sua vida sob observação psiquiátrica, inicialmente num manicômio em Jena, depois em casa de sua mãe em Naumburg e finalmente na casa chamada Villa Silberblick em Weimar, onde, após a morte de sua mãe, foi cuidado por sua irmã. Como diria o Datena, “Falta de Deus no coração”.

O Mapa de Nietzche possui Sol em Libra; Lua, Ascendente e Caput Draconis em Sagitário (por “enorme coincidência” justamente as energias mais voltadas para a filosofia e academia). Uma pessoa com facilidade para se comunicar e entender os outros e cujo mapa é voltado para Filosofia. A inclinação para observar o mundo ao redor e tirar conclusões é extremamente marcante no Mapa de Nietzche (Stellium de Lua, Ascendente e Caput Draconis com menos de 2 graus entre eles). Some a isso Marte e Mercúrio em Virgem-Libra (Rainha de Espadas, a energia mais fria e cínica do zodíaco, manifestada nele na forma de pensar e de lutar/gastar energia) e Saturno em Capricórnio-Aquário (Cavaleiro de Espadas, a pessoa que consegue enxergar as regras do mundo ao redor e quebrá-las influenciano o planeta ranzinza).

Uma Aspectação importante a ser destacada neste Mapa é a Oposição de Urano (seu Planeta mais forte com nada menos do que 9 Aspectações) em Peixe-Áries (Rainha de Bastões, que indica energia relacionada com conselheiros filosóficos) com Marte (em Virgem-Libra, a energia cínica que falei acima).

Resumindo o Mapa: o tio Bigodudo era mesmo um filósofo osso duro de roer mas, no final da vida seu ceticismo e ateísmo exagerados entraram em conflito com seu Júpiter em Peixes (facilidade para entrar em contato com o Astral). Os biografos de sua vida dizem que ele se tornou esquizofrênico por conta da Sífilis, embora esta avaliação seja controversa… é possível que um ateu de pedra como ele tenha simplesmente ficado louco com as coisas que via e ouvia como médium, já que não acreditava em nada espiritual…

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-mapa-astral-de-friedrich-nietzsche

Angel Tech: Guia de um xamã moderno para seleção de realidades

Perder-me na seção de religiões da minha livraria favorita costumava ser puro prazer cerebral… um prazer incomparável. Isso foi antes da invasão dos livros da Nova Era e de auto-aperfeiçoamento que, nos últimos anos, inundaram as estantes e empurraram para fora as gemas clássicas e mais obscuras da tecnologia psíquica. Você não pode mais encontrar os paradigmas cristalinos do Ensino Superior sem esbarrar em mais bobagens de palavras da moda. Ironicamente, devido à popularidade vertiginosa da Metafísica em geral, uma diluição generalizada de informações espirituais genuínas passou para a seção de história e filosofia. Talvez seja um sinal dos tempos, quem sabe? Não sei e, francamente, não quero saber. Metafísica para os Milhões não é minha praia.

Balançando em meio ao rio lamacento da literatura oculta está Angel Tech: A Modern Shaman’s Guide to Reality Selection (Angel Tech: Guia de um xamã moderno para seleção de realidade), de Antero Alli ,um residente de Boulder, Colorado, com um prefácio de Robert Anton Wilson, famoso por Cosmic Trigger. “Seleção de realidade”, hmmm… isso me chamou a atenção. Não é exatamente um livro de auto-ajuda ou um tratado metafísico, Angel Tech é (em suas próprias palavras), “um manual de sobrevivência para anjos caídos que acabaram com suas respostas congeladas aos pesadelos ao nosso redor”. Várias frases depois, ele nos instrui a: “voar mais alto, plantar os dois pés firmemente no chão… chão”. O título também é um pouco enganador, porque Angel Tech não é sobre anjos em si; pelo menos não do tipo pintado por artistas e descrito na Bíblia. Para citar mais uma vez o texto, “Um anjo é um ser de Luz. Tech vem de techne, significando arte ou habilidade. Angel Tech é a Arte de Ser Luz… Somos, em essência, seres de luz.”

Alli assumiu a responsabilidade de redefinir a terminologia comum, bem como criar palavras próprias para descrever sua jornada psíquica. Esta jornada atravessa a Lei das Oitavas e Harmônicos traduzidos na visão evolutiva das funções da Inteligência Única. Seu destino é a incrível tarefa de Aumento de Inteligência. O formato da lei dos oitos é tão antigo quanto as Escolas de Mistério Sufi e vigoroso o suficiente para atrair o próprio Gurdjieff. Mais recentemente, o guru patife Timothy Leary pegou e escreveu sua obra, Exo Psychology (também esgotada), um dos livros de origem da Angel Tech. O que diferencia a Angel Tech de outras interpretações desse sistema óctuplo é seu brilho cômico e algumas ilustrações histericamente perversas. Também visivelmente ausente é o tipo de dogma que quase sempre acompanha assuntos como este. (O autor nos lembra constantemente que o livro é um mapa e não o território em si, e que nós, leitores, devemos fazer nossos próprios mapas tão rápido quanto absorvemos informações para minimizar a constipação psíquica.)

Este livro não é para todos. Considere a seção intitulada Mecânica do Karma, que é “um curso de estudo mais adequado para robôs auto-realizados”. Quem vai admitir a seu papel de robô? Gurdjieff e sua espécie certamente o fizeram, mas não sem muito trabalho. Mais adiante nesta seção há outro chamado Problemas Mecânicos que, com detalhes meticulosos, explora os sintomas, causas e ajustes necessários para “robôs enlouquecidos”… em termos leigos, o processo de consertar pessoas quebradas. Apesar da leitura bastante densa nesta seção, Alli conseguiu me atrair com seu humor, que às vezes é implacável. Para o neófito não iniciado, Fred Mertz (lembra-se, do programa I love Lucy?) ressuscitou ao status espiritual de Bodhisattva com o propósito de transmitir sua compaixão através do “meio neuroeletrônico da televisão nas reprises…” Se Fred Mertz é um Avatar da Nova Era, então eu sou o papa. E em algum universo paralelo, provavelmente sou mesmo.

Angel Tech não é uma leitura fácil. Suas 380 páginas descrevem uma abordagem abrangente para reprogramar sua mente. O único outro autor que conheço que apresentou uma visão tão lúcida desta digna tarefa é o Dr. John Lilly (Simulations of God, Center of the Cyclone, etc.). Mais uma coisa surpreendentemente perdida da Angel Tech são os endossos pró-drogas que proliferam em livros de predecessores como Leary, Wilson e Lilly. A fórmula de Alli para Brain Change vem diretamente do próprio biocomputador humano. Técnicas para flexionar os músculos psíquicos são abundantes na Angel Tech. Os tópicos de pesquisa incluem Arrebatamento, Carisma, Ritual, Desenhando um Tarô, Alquimia, Sincronicidade, Astrologia, Rituais do Sonho e Fator X… se ao menos eles tivessem nos ensinado essas coisas quando fomos para a escola. E ao longo de tudo isso, uma corrente sublinhada chamada “aterramento” conecta o que é psíquico à terra. Só isso, na minha opinião, já vale o preço do ingresso.

Às vezes, este livro fica no limite entre a redundância e a repetição instrutiva com a esperança de levar seu ponto para casa. Esse ponto parece ser a autorresponsabilidade e a necessidade de se definir ou ser definido pelos outros. Alli dá como certo que os leitores já entendem que eles criam sua própria realidade, então não há muita escolaridade sobre isso.  É, talvez, por esta razão que o público da Angel Tech permanecerá limitado àqueles que atualmente projetam seu próprio programa. Desta forma, a Angel Tech é até elitista. Ele se recusa a tentar alcançar todo mundo. No entanto, as pessoas que tocarão serão mais ricas devido à falta de compromisso de Alli. Não é um livro totalmente inacessível, mas é baseado em uma suposição bastante radical. Ele falha em reconhecer a divisão entre os Eus Inferiores e Superiores que a maioria dos livros metafísicos quase divinizam. Meu palpite é que Alli é uma espécie de anarquista que encontrou seu caminho no sistema. Sua paixão por aniquilar a hierarquia com o propósito de desmistificar as comunicações é difícil de ignorar.

O que eu achei a parte mais atraente de Angel Tech foi que a seção chamada Capela Perigosa, que poderia ter sido expandida e reescrita como outro livro. Para aqueles familiarizados com o Cosmic Trigger de Robert Anton Wilson, a menção da Capela Perigosa deve tocar os sinos do inferno. De acordo com Alli, a Capela é um “lugar para onde as almas vão depois de serem catapultadas para fora de seus corpos, tateando sem rumo pela outra metade… enquanto seus corpos permanecem vivos, no automático, andando pelo planeta” (parafraseado). Esta seção do livro explora o processo de “Iniciação como resposta criativa ao choque do desconhecido”. É apresentado dramaticamente como Oito Sermões contados a uma congregação de almas perdidas por um padre que lembra vagamente os Sermões dos Mortos no final do livro de Carl Jung, Memórias, Sonhos e Reflexões. Os títulos dos sermões incluem: Paixões Fatais, Suicídio e Livre Arbítrio, Céu e Inferno, A Crucificação… entre outros. A Capela Perigosa não é um lugar bonito para se estar e Alli olha através de seus vitrais, sombriamente.

Angel Tech é o livro um de uma trilogia chamada Manual de Referência de Operadores de Campo. Os outros dois livros, All Rites Reversed e The Akashic Record Player, serão lançados. Até lá, recomendo esta viagem irreverente e alucinante de um livro, Angel Tech, e espero mais de Alli.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/psico/angel-tech-guia-de-um-xama-moderno-para-selecao-de-realidades/

Cursos de Kabbalah, Astrologia e Tarot – 2012

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

Tentando ser mais organizado e também para ajudá-los a se organizar com passagens, hoteis e datas, programei todos os cursos de 2012 em São Paulo e já deixei tudo agendado.

Os cursos costumam ser realizados nos finais de semana, próximo ao Metrô Vila Mariana, das 10h às 18h e, nos sábados, emendamos o curso com a visita a um terreiro para que os alunos conheçam uma Gira de Umbanda.

Janeiro/2012

21/01 – Tarot (Arcanos Maiores) – SP

22/01 – Tarot (Arcanos Menores) – SP

Fevereiro/2012 – Carnaval

18/02 – Kabbalah – SP

19/02 – Astrologia Hermética – SP

20/02 – Runas, Talismãs e Magia Nórdica – SP

21/02 – Magia Prática

Março/2012

24/03 – Kabbalah – SP

25/03 – Astrologia Hermética – SP

Abril/2012

06/04 – Qlipoth (sexta-feira Santa) – SP

08/04 – Chakras, Kundalini e Magia Sexual – SP

Maio/2012

19/05 – Tarot (Arcanos Maiores) – SP

20/05 – Tarot (Arcanos Menores) – SP

Junho/2012

23/06 – Kabbalah – SP

24/06 – Astrologia Hermética – SP

Julho/2012

21/07 – Astrologia Hermética II – SP

22/07 – Magia Prática

Agosto/2012

18/08 – Kabbalah – SP

19/08 – Astrologia Hermética – SP

Setembro/2012

22/09 – Tarot (Arcanos Maiores) – SP

23/09 – Tarot (Arcanos Menores) – SP

Outubro/2012

06/10 – Magia Enochiana – SP

07/10 – Magia Prática – SP

Novembro/2012

17/11 – Kabbalah Judaica

18/11 – Astrologia Hermética II – SP

Dezembro/2012

08/12 – Runas, Talismãs e Magia Nórdica – SP

09/12 – Chakras, Kundalini e Magia Sexual – SP

Para maiores informações sobre valores e detalhes dos cursos:

marcelo@daemon.com.br

Quero marcar os Cursos em outras cidades. Com certeza teremos em Porto Alegre, Rio de Janeiro e Brasília pelo menos os 6 principais, mas acho que é possível organizar isso em várias capitais. Tudo o que eu preciso é de uma Sala com carteiras para 20-25 pessoas com lousa branca, que seja de fácil acesso. O restante fica simples de organizar. Quem tiver contato com locais assim me manda por email que começamos a ver datas.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cursos-de-2012

A guerra nas Estrelas e entrelinhas

Excelente Texto do Alexei Dodsworth.

Ao final deste texto, se você acredita em astrologia vai continuar acreditando. E, se não acredita, vai continuar sem acreditar. Sobre este posicionamento pessoal da sua parte, não estou nem aí. Mas talvez você aprenda a derradeira lição: a VEJA não é uma mídia confiável. Ela tem objetivos ideológicos claros, e seu objetivo nem de longe é apurar os fatos, e sim produzi-los.

Ao longo da matéria especial sobre astronomia e astrologia desta semana, a edição de número 2201 da VEJA desaba para o sensacionalismo barato ao afirmar que a “descoberta” de um astrônomo norte-americano causou “uma revolução”, mudando o signo de todo mundo. De acordo com este astrônomo, Parke Kunkle, as constelações tiveram suas posições celestes alteradas ao longo dos séculos e, por conseguinte, ninguém é mais do signo astrológico que julgava ser.

Ora, o argumento é tolo por dois motivos que expliquei à exaustão para a jornalista Carolina Romanini, ao longo da última semana. Após diversos telefonemas, expliquei detalhadamente para ela o que irei expor neste artigo, mas todo o meu depoimento foi omitido. Devo salientar que não acredito que a jornalista em questão tenha agido de má fé. Ela me parecia verdadeiramente imbuída do desejo de saber a verdade dos fatos, caso contrário não me ligaria tantas vezes para tirar dúvidas meticulosas. Não nasci ontem, e sei muito bem o que significa escrever uma coisa e passar pela canetada da edição. Sei que ela estava imbuida do desejo de saber a verdade.

Vamos ao pontos focais do que transmiti à repórter que assina a matéria:

1. Parke Kunkle não está a dizer nada de novo. Que as constelações não ocupam a mesma posição de dois mil anos atrás, isso é sabido tanto pelos astrônomos quanto pelos astrólogos. Ele clama para si uma “novidade” que só tem “cara de novidade” porque a mídia resolveu que, bem, teria que ser “novidade”. Eis apenas uma das provas de que se trata de notícia velha e requentada, tão requentada que nem o titulo tem criatividade. A imagem comparativa que exponho abaixo, entre a Revista da Folha de 1995 e a VEJA de 2011, foi retirada do Twitter de Ivan Freitas após indicação de Elizabeth Nakata:

Deste modo, entenda de uma vez por todas que a “descoberta fenomenal” de Parke Kunkle nada tem de “descoberta”, e obedece ao velho procedimento midiático de ressuscitar notícias velhas para causar polêmica. Como o próprio astrônomo Ronaldo Mourão declarou: “Não se deve confundir constelações zodiacais. De época em época surge essa discussão que não tem muito sentido. Não sei por que esse astrônomo Parke Kunkle da Sociedade Planetária de Minnesota resolveu levar a questão agora. Não será a falta de assunto? Ou desejo de se promover? Não se deve confundir astrologia com astronomia”.
[a declaração de Mourão foi dada para o jornal Extra, e pode ser lida no seguinte link: http://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/zodiaco-astronomos-afirmam-que-datas-dos-signos-estao-erradas-867027.html ]

Sim, Mourão está certo: a notícia é velha e não traz nada de novo.

2. Quer saber por que isso não muda nada para a astrologia? Porque signo astrológico não é constelação, nunca foi! A astrologia ocidental considera signos tropicais, e não siderais. Algumas constelações celestes levam o mesmo nome dos signos do zodíaco, mas os signos zodiacais estão na Terra, e não no céu.

Isso mesmo! Na Terra!

Pra você entender melhor, vamos falar do quadrivium. Este era o nome dado ao conjunto de matérias ensinadas nas universidades medievais na fase inicial do percurso educativo. As 4 matérias eram a geometria (estudo do espaço), a aritmética (estudo do número), a astrologia (aplicação do estudo do espaço) e a música (aplicação do estudo do número). Se você for pesquisar, lerá em alguns lugares que a astronomia era uma das matérias do quadrivium, mas isso não é verdade. O termo “astronomia” nem existia naquela época. Astrologia e aquilo que conhecemos como astronomia eram então uma coisa só.

O que importa, aqui, é compreender que a astrologia era a aplicação da geometria. E o que é a geometria senão o estudo das medidas da Terra?

Signos, portanto, são projeções da eclíptica terrestre, divididos em doze setores iguais e imutáveis. Para um signo astrológico mudar, seria preciso que a Terra saísse de sua órbita – e, caso isso ocorresse, a última coisa com a qual nos preocuparíamos seria com astrologia, astronomia ou com a revista VEJA.

Tudo isso foi explicado à jornalista Carolina Romanini, conforme testemunhado pela advogada Daniela Schaun, que se encontrava ao meu lado durante toda a minha conversa telefônica. Digo isso porque caso seja desmentido que eu disse o que estou expondo aqui, testemunha é que não falta. Resta saber por que tudo o que eu disse foi supinamente ignorado. Talvez por desfazer a fantasia de “noticia sensacional”? Quem vai saber?

Pronto. Quer continuar a acreditar em astrologia? Seu signo não mudou, não se preocupe.

Quer continuar a NÃO acreditar em astrologia? Tudo bem, mas fundamente suas críticas em algo que não tenha a ver com este lance de constelações e signos. Esta crítica é furada e apenas expõe ignorância sobre o tema que você critica. Repito o que sempre digo: a astrologia, como qualquer outro conhecimento humano, é passível de crítica. Mas critique direito, estude pelo menos um pouco o tema sobre o qual você quer tecer críticas, caso contrário suas palavras apenas exporão sua profunda ignorância histórica.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-guerra-nas-estrelas-e-entrelinhas

Elias Ashmole

Elias Ashmole (1617-1692) foi um historiador e estudioso inglês com um intenso interesse na Alquimia. Elias Ashmole é mais conhecido como o fundador da Biblioteca Ashmoleana em Oxford.

Ashmole nasceu em 1617, filho de um selador de Lichfield. Ele estudou Direito e depois serviu como Realista (Royalist) na Guerra Civil. Em 1673, foi eleito Companheiro (Fellow) da Royal Society e foi um de seus membros fundadores. Ele foi um dos primeiros “maçons especulativos” aceitos na guilda londrina de “maçons trabalhadores”.

Ashmole estava intensamente interessado em alquimia, astrologia, filosofia hermética, magia, magia de anjos e outros tópicos esotéricos. William Backhouse, seu pai adotivo, era um alquimista que, um dia, levou Ashmole para o lado e lhe revelou o segredo da Pedra Filosofal.

Em 1652, Ashmole publicou Theatricum chemicum Brittanicum, uma obra substancial sobre o estudo da alquimia. Nela, ele expõe os princípios herméticos e neoplatônicos. A tábua de esmeralda – o que está acima é como o que está abaixo – contém a verdadeira cosmologia, expressando as correspondências que ligam o mundo celestial e o mundo terreno juntos. O verdadeiro alquimista é aquele em quem o espiritual desce no material, criando uma unidade, ou vínculo, que tem o poder de segurar todas as influências celestes.

Ashmole acreditava nos poderes transmutadores da Pedra, mas sustentava que seu verdadeiro poder e propósito residiam na transmutação espiritual, não na transformação dos metais de base em ouro e prata. Ele disse:

“E certamente aquele a quem todo o curso da Natureza jaz aberto, regozija-se não tanto que ele possa fazer o Ouro e a Prata, ou os Divinos se tornarem Sujeitos a ele, mas que veja os Céus abertos, os Anjos de Deus Ascendentes e Descendentes, e que seu próprio Nome esteja escrito com justiça no Livro da Vida.”

Ele defendeu os princípios da magia natural. Ele considera a medicina eremita como uma arte hermética ligada ao sol e à musa, que, juntamente com os eremitas, são os únicos que já compreenderam plenamente a natureza e os poderes da Pedra. A Pedra, disse ele, tem uma relação com cristais de Cristal, como o usado por John Dee e Edward Kelly para o contato com anjos. Ashmole acreditava em uma pedra de Cristal invisível que:

“tem um Poder Divino, Celestiais e Invisíveis, acima dos demais; e dota o possuidor de Dons Divinos. Ela proporciona a Aparição dos Anjos, e dá o poder de conversar com eles, por Sonhos e Revelações: nem ousa qualquer Espírito Maligno aproximar-se do Lugar onde se aloja.”

Ashmole acreditava fortemente na astrologia prática – ele mantinha um horóscopo de Backhouse – e na eficácia das ferramentas mágicas, sigilos, seloss, e assim por diante. Ashmole também traduziu o Fasciculus chemicus de Arthur Dee, publicado em 1650, uma obra destinada aos adeptos. Para o seu próprio nome, ele usou um anagrama, James Hasolle.

***

Fonte:

The Encyclopedia of Magic and Alchemy, por Rosemary Ellen Guiley.

Copyright © 2006 by Visionary Living, Inc.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/biografias/elias-ashmole/

O Narrativa do Horoscopo Chines

Conta a lenda que, antes de partir da Terra para a Eternidade, Buda convidou todos os animais para uma festa de Ano Novo. Só que apenas doze animais compareceram: o rato, o boi, o tigre, o coelho, o dragão, a serpente, o cavalo, o carneiro, o galo, o cão e o javali.

Para agradecê-los, Buda ofereceu a cada animal um ano, de acordo com a ordem de chegada dos convidados. Assim, cada ano lunar passou a pertencer a um animal, e as pessoas nascidas no período por ele regido herdam características inerentes à essência de seu caráter.

Assim, os nativos de Rato são curiosos, os de Serpente são fascinantes e misteriosos, os nativos de Cão são fiéis, etc.

O Narrativa do Horoscopo Chines

Abaixo segue as principais características e quadro astral de cada um dos signos chineses

Rato (Zi)

O primeiro ramo da astrologia chinesa é simbolizado pelo signo de Rato (Zi). As características mais marcantes dos nativos desse signo são o pioneirismo, o espírito de liderança, a curiosidade e o senso estratégico. Sociável e ativo, o nativo de Rato tem facilidade para estabelecer contatos com pessoas novas e adora ocupar o centro das atenções. Além disso, sabe cultivar os relacionamentos, com sua amabilidade e inteligência sutil. Costuma se apaixonar com facilidade e não poupa elogios ao objeto de sua veneração. Porém, a fidelidade não é seu forte, e provavelmente ele vai ter muitos casos de amor ao longo de sua vida. Está sempre ocupado com novos projetos e se dedica incansavelmente à luta pelo crescimento profissional e pela melhoria financeira. Gosta de enfrentar desafios, pois adora saborear o gostinho da vitória.

Quadro astral do Rato

Classificação chinesa: Zi, o iniciador
Signos complementares: Dragão e Macaco
Signo oposto: Cavalo
Palavra-chave: Começo
Desafio: Realizar seus projetos

Boi (Chou)

O segundo ramo da astrologia chinesa é simbolizado pelo Boi (Chou). Forte e persistente, alcança seus objetivos graças a muito empenho e trabalho duro. Ponderado ao extremo, demora a tomar decisões, mas raramente se arrepende de seus atos. É conservador e tem enorme resistência a tentar coisas novas ou a aceitar mudanças em sua vida. Desde criança, revela-se responsável, equilibrado e submisso às regras e aos superiores hierárquicos. E, embora não persiga o poder, acaba alçando boas posições sociais, pois seus esforços são reconhecidos. Seu jeito inflexível às vezes prejudica sua vida social. Seus desafios são desenvolver a tolerância e aprender a conviver com as diferenças.

Quadro astral do Boi

Classificação chinesa: Chou, o forte
Signos complementares: Galo e Serpente
Signo oposto: Carneiro
Palavra-chave: Persistência
Desafio: Vencer os obstáculos materiais

Tigre (Yin)

O terceiro ramo da astrologia chinesa é simbolizado pelo Tigre (Yin). O nativo de Tigre é dotado de coragem e senso de justiça. Não tolera abusos e costuma lutar pelos interesses dos mais fracos, podendo participar de grupos de defesa da natureza ou em favor dos direitos das minorias. Seu caráter é uma combinação de timidez e valentia, paixão e integridade. É eloqüente e nunca se retrai diante das controvérsias. Na verdade, adora uma boa polêmica, pois sempre consegue convencer os outros a seguirem suas idéias. Fascinante, cativante e entusiasmado, é o tipo de pessoa que se destaca em qualquer meio. Pode ser premiado por alguns “golpes de sorte”, ganhando somas inesperadas de dinheiro, vencendo concursos ou arranjando soluções para quaisquer problemas.

Quadro astral do Tigre

Classificação chinesa: Yin, o idealista
Signos complementares: Cavalo e Cão
Signo oposto: Macaco
Palavra-chave: Objetivo
Desafio: Perseguir seus sonhos de forma realista

Coelho (Mao)

O quarto ramo da astrologia chinesa é simbolizado pelo Coelho (Mao). Os nativos desse signo são extremamente diplomáticos: dão mil voltas numa situação até obter os resultados que desejam. Não confiam nas pessoas com facilidade e podem tornar-se solitários por opção. Aparentam serenidade, autoconfiança e sofisticação, mas no fundo são bastante ambiciosos e nunca deixam de lutar pelas coisas que querem. Graças ao seu notável jogo de cintura, as pessoas que nascem sob o signo de Coelho raramente cultivam inimizades e conseguem se sair bem das mais diversas situações. São estudiosas e é provável que se interessem pelo ramos das artes. Nunca se precipitam e por isso mesmo costumam ser bem-sucedidas em todos os seus projetos.

Quadro astral do Coelho

Classificação chinesa: Mao, o conformista
Signos complementares: Carneiro e Javali
Signo oposto: Galo
Palavra-chave: Sensibilidade
Desafio: Manter em equilíbrio a razão e a emoção

Dragão (Chen)

O quinto ramo da astrologia chinesa é simbolizado pelo signo de Dragão (Chen). Idealista, criativo e entusiasmado, o nativo deste signo é dotado de notável poder de liderança e consegue contagiar aqueles que o cercam com sua alegria e vitalidade. Graças ao seu poder de persuasão, quase sempre atinge seus objetivos. Também costuma se revelar responsável e, desde muito jovem, aprende a arcar com as conseqüências de seus atos. Mas isso não o torna uma pessoa ponderada: ele prefere correr riscos a levar uma existência morna. É generoso e benevolente, mas espera ser recompensado por seus gestos. Nas amizades, exige lealdade e dedicação. Quando descobre que foi traído ou prejudicado por alguém, pode ter reações explosivas e até violentas, mas em algumas ocasiões consegue se controlar.

Quadro astral do Dragão

Classificação chinesa: Chen, o visionário
Signos complementares: Rato e Macaco
Signo oposto: Cão
Palavra-chave: Ideal
Desafio: Realizar seus sonhos

Serpente (Si)

O sexto ramo da astrologia chinesa é simbolizado pelo signo de Serpente (Si). O senso de estratégia é seu ponto forte. Cada um de seus passos é cuidadosamente planejado – por isso, costuma ter sucesso em seus empreendimentos. Os nativos desse signo mantêm um ar misterioso que os torna absolutamente fascinantes, sobretudo para o sexo oposto. Ambição, sabedoria, habilidade para extrair o melhor de cada situação, dignidade e calma são seus mais importantes atributos. Dotada de um certo ceticismo, a pessoa que nasce sob o signo de Serpente não se impressiona com facilidade e não se entusiasma com inovações ou promessas de mudança. Tem natureza introspectiva, mas valoriza as amizades verdadeiras. É organizada, sensata e inteligente.

Quadro astral do Serpente

Classificação chinesa: Si, a estrategista
Signos complementares: Boi e Galo
Signo oposto: Javali
Palavra-chave: Sutileza
Desafio: Não abusar dos próprios encantos

Cavalo (Wu)

O sétimo ramo da astrologia chinesa é simbolizado pelo signo de Cavalo (Wu). Aventura é a palavra-chave do nativo deste signo, que tem verdadeira sede de liberdade. Ousado, impetuoso, impulsivo e independente, ele vive com pressa. É movido por uma tal sede de emoção que parece estar sempre em brusca de algo mais. Ele aprecia as experiências estimulantes, as grandes novidades, e acha muito difícil agir de maneira sutil ou controlada. Geralmente segue o que o coração dita, mesmo sabendo que corre o risco de se arrepender. A pessoa nascida sob este signo desperta admiração por sua honestidade e franqueza. Entretanto, é bom que não exagere na sinceridade, ou acabará dizendo coisas que podem ferir e ofender. O raciocínio do nativo de Cavalo é ágil, mas talvez ele não seja capaz de fazer análises profundas. É desprendido, alegre e sedutor.

Quadro astral do Cavalo
Classificação chinesa: Wu, o aventureiro
Signos complementares: Tigre e Cão
Signo oposto: Rato
Palavra-chave: Ação
Desafio: Levar seus projetos até o fim

Carneiro (Wei)

O oitavo ramo da astrologia chinesa é simbolizado pelo signo de Carneiro (Wei), que tem a paz e a harmonia como seus principais atributos. Tranqüilo, compreensivo e sensível, ele é o tipo de pessoa com quem vale a pena lidar e conviver. Os amigos apreciam sua conduta e freqüentemente recorrem aos seus sábios conselhos. O problema do Carneiro é o fato de ser muito influenciável. Magoa-se com facilidade e não tolera ser pressionado, o que pode prejudicar sua vida profissional. Mas isso não significa que ele tenha poucas chances de ser bem-sucedido: engenhoso, o Carneiro sempre encontra meios de fazer alguma coisa interessante e ganhar dinheiro. Avesso a mudanças, esse nativo sentimental não se sente à vontade em situações que ofereçam doses excessivas de risco ou aventura. É disciplinado e faz questão de cuidar bem da própria saúde.

Quadro astral do Carneiro
Classificação chinesa: Wei, o pacificador
Signos complementares: Javali e Coelho
Signo oposto: Boi
Palavra-chave: Diplomacia
Desafio: Adaptar-se às novidades

Macaco (Shen)

O nono ramo da astrologia chinesa é simbolizado pelo signo de Macaco (Shen), que tem os atributos da inovação, da energia criativa, da curiosidade e da independência. A versatilidade e o talento para se expressar também são qualidades inerentes a este nativo, cuja personalidade inquieta e fascinante o instiga a estar sempre em busca de novos desafios. Em geral, as pessoas nascidas sob este signo nutrem vivo interesse pela informática, pois apreciam a modernidade e se deixam seduzir pela idéia de transpor todos os limites. Os pontos negativos do caráter do Macaco ficam por conta da imaturidade e da tendência a agir de forma astuciosa, valendo-se de métodos nada ortodoxos para atingir seus objetivos. É importante, portanto, que as pessoas do signo de Macaco cultivem um procedimento ético e procurem agir sempre com honestidade.

Quadro astral do Macaco

Classificação chinesa: Shen, o inovador
Signos complementares: Rato e Dragão
Signo oposto: Tigre
Palavra-chave: Pioneirismo
Desafio: Lidar com a rotina

Galo (You)

O décimo ramo da astrologia chinesa é simbolizado pelo signo de Galo (You). Suas principais qualidades são a eficiência, o acentuado senso de responsabilidade, a disciplina, a autoconfiança, a seriedade, a disposição para construir e realizar, além de uma inegável coragem frente às adversidades. O nativo deste signo costuma ser crítico e exigente, cobrando demais de si mesmo e também dos outros. Tem uma mente ágil e habilidade para se expressar. Por isso, ele sempre faz questão de ressaltar as próprias proezas. O aspecto negativo da pessoa nascida sob o signo de Galo é a arrogância, pois ela tem plena consciência de seu próprio valor e chega a ser impiedosa com o resto do mundo. Também pode se mostrar inflexível, apegada demais a idéias e valores, o que dificulta sua vida nos momentos em que se faz necessário um pouco mais de versatilidade.

Quadro astral do Galo

Classificação chinesa: You, o coordenador
Signos complementares: Boi e Serpente
Signo oposto: Coelho
Palavra-chave: Eficiência
Desafio: Aprender a fazer concessões

Cão (Xu)

O décimo-primeiro ramo da astrologia chinesa é simbolizado pelo signo de Cão (Xu). A pessoa nascida sob este signo é leal, companheira, autêntica, devotada, racional, valente, modesta e íntegra. Defende com unhas e dentes as coisas e as pessoas que lhe são caras. Não tolera distúrbios e chega a ser inflexível quando se trata de defender a obediência a certas regras. É muito difícil conquistar a confiança do nativo de Cão, mas, depois que isso acontece, pode-se contar com seu apoio incondicional e sua fidelidade. Nobre, honesto, verdadeiro, o Cão sempre coloca seus valores e suas convicções em primeiro lugar. Seus relacionamentos costumam ser firmes e duradouros. Os pontos negativos de sua personalidade ficam por conta da atitude defensiva – ele é reservado e custa a se soltar – e da tendência a agir de maneira preconceituosa.

Quadro astral do Cão

Classificação chinesa: Xu, o protetor
Signos complementares: Tigre e Cavalo
Signo oposto: Dragão
Palavra-chave: Lealdade
Desafio: Libertar-se e não se reprimir

Javali (Hai)

O décimo-segundo ramo da astrologia chinesa é simbolizado pelo signo de Javali (Hai). A generosidade é a característica mais marcante da pessoa nascida sob este signo. Ela faz o que pode para ajudar as pessoas queridas e está sempre aberta para ouvir os problemas dos outros e oferecer conselhos. É bondosa, amorosa e nutre uma profunda necessidade de se sentir aceita. Aliás, para conquistar o afeto dos outros, ela chega a fazer sacrifícios e a passar por cima dos próprios interesses. Ao mesmo tempo, o Javali tem também um lado ávido e egoísta, que preza demais os bens materiais e os prazeres, em todas as suas formas – o sexo, o conforto, a boa mesa… Apesar do seu coração puro e quase infantil, o nativo de Javali pode revelar uma faceta negativa, caracterizada pelo espírito de vingança e pela dificuldade em aceitar as limitações impostas pela vida.

Quadro astral do Javali

Classificação chinesa: Hai, o unificador
Signos complementares: Coelho e Carneiro
Signo oposto: Serpente
Palavra-chave: Generosidade
Desafio: Controlar as paixões

Postagem original feita no https://mortesubita.net/asia-oculta/introducao-a-astrologia-chinesa/