Mapa Astral de Bento Gonçalves

Bento Gonçalves da Silva (Triunfo, 23 de setembro de 1788 — Pedras Brancas, 18 de julho de 1847) foi um militar, maçom e revolucionário brasileiro, e um dos líderes da Revolução Farroupilha, que buscava a independência da província do Rio Grande do Sul do Império do Brasil.

Incorporado na Companhia de Ordenanças de D. Diogo de Sousa, Bento cedo demonstrou sua vocação, ao engajar-se nas guerrilhas da primeira campanha cisplatina (1811-1812). Na segunda campanha cisplatina (1816-1821), seu prestígio como militar se confirmou. Em 1817 foi nomeado capitão, participou das batalhas em Curales, Las Cañas (1818), Cordovez, Carumbé (1819) e Arroio Olimar (1820).[2] Em 1824 foi promovido a tenente-coronel.

Na Guerra da Cisplatina ou Guerra del Brasil contra as Províncias Unidas do Rio da Prata, foi comandante de cavalaria na batalha de Sarandi, em 12 de outubro de 1825, logo depois foi promovido a coronel de 1a linha. Participou também da Batalha do Ituizangó, também chamada de batalha do Passo do Rosário (20 de Fevereiro de 1827), cobrindo a retirada das tropas brasileiras.

Em 1829, pelos serviços prestados na campanha de 1825-1828 e que terminou com a independência do Uruguai, D. Pedro I nomeou Bento Gonçalves coronel de estado-maior, confiando-lhe o comando do 4° Regimento de Cavalaria de Linha e, no ano seguinte da fronteira meridional. Em 1830 recebeu o diploma da maçonaria.

O Mapa Astral de Bento Gonçalves, com sua combinação maior de forças entre Libra e Leão, mostra um Diplomata e Líder por Coragem e Bravura. Com Sol em Libra-Virgem (Rainha de Espadas); Lua em Câncer; Ascendente em Escorpião; Mercúrio, Netuno e Marte em Libra (sendo Netuno seu Planeta mais forte); Júpiter em Câncer e Saturno em Peixes.

Esta combinação de Netuno e Marte no mesmo signo faz com que a pessoa gaste enorme quantidade de energia e determinação para lutar pelas coisas em que acredita; no caso dele, na liberdade e independência. Este texto dele exprime bem esta idéia:

“Toma na extensa escala dos estados soberanos o lugar que lhe compete pela suficiência de seus recursos, civilização e naturais riquezas que lhe asseguram o exercício pleno e inteiro de sua independência, eminente soberania e domínio, sem sujeição ou sacrifício da mais pequena parte desta mesma independência ou soberania a outra nação, governo ou potência estranha qualquer.Faz neste momento o que fizeram tantos outros povos por iguais motivos, em circunstâncias idênticas.” (29/8/1838).

Sua Lua em Câncer foi trabalhada no aspecto familiar. Energias cancerianas dizem muito respeito à família e Bento Gonçalves teve ao todo oito filhos com a mesma mulher. Combinado com Saturno em peixes (responsabilidade na espiritualidade), sua energia de companheirismo era tão intensa que é dito que em 15 de março de 1837, quando estava preso, em uma tentativa de fuga da prisão, seu colega Pedro Boticário não conseguiu passar por uma janela, por ser muito gordo. Em solidariedade Bento Gonçalves também desistiu da fuga, na qual escaparam Onofre Pires e o Coronel Corte Real.

E completando esta mistura energética, Júpiter em Câncer, que intensifica todas as suas ações com um viés emocional. Pode-se afirmar que ele agia sempre com o coração (esta combinação, apesar de complicada para um juiz, porque tenderia a levar suas decisões para suas crenças pessoais, é melhor utilizada em um líder revolucionário…)

#Astrologia #Biografias

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Ayn Rand

1905 – 1982

“O egoísta não é uma pessoa incapaz de amar; mas sim o único capaz disso. Para dizer “Eu amo você, é preciso primeiro saber dizer  “Eu”.” – Ayn Rand

Logo no início de sua vida Alissa Rosenbaum (este é seu verdadeiro nome de Ayn Rand)  mostrou-se ser audaciosa demais quando comparada a homens e mulheres de sua época. Any Rand era independente demais para os comunistas da época e inteligente demais para um ser humano de qualquer período histórico.  Ayn concebia o egoísmo como a única forma não hipócrita de comportamento e portanto o valor final no qual deveria estar baseada toda a moral:

“Se uma vida pode ter uma “Canção tema” – e eu acredito que todas aquelas que valeram algo tenham –  então a minha seria melhor expressa e uma única palavra: individualismo.

Ayn Rand nasceu no dia 2 de Fevereiro de 1905 em São Petersburgo, Rússia. Aos doze anos a pequena Alissa, já havia escrito várias histórias (em geral durante as aulas maçantes de história) e decidido que seria uma escritora. Ayn tinha a ânsia criadora típica de um demiurgo e desejava criar histórias, pessoas e acontecimentos infinitamente mais interessantes do que aqueles que ela confrontava em sua vida diária.

Este pequeno detalhe de sua infância já mostrava o desejo inerente em sua personalidade de superar a realidade por meio da criação humana. E de fato, passados os anos, todos os quatro romances da autora despontam entre as 10 melhores ficções escritas no século XX

Sua visão individualista da história e da humanidade era aritmeticamente oposta aos ideais que motivavam a Revolução Russa que explodiu em 1917 quando ela tinha apenas doze anos. Em sua opinião a ideologia comunista, especialmente quanto a centralização diretiva do Estado, roubava-lhe direito de definir sua própria vida e de viver para si. Ela acreditava que essa ideologia era voltada para destruir o indivíduo inteligente, transformando indivíduos pensantes em abelhas operárias.  A formação da União Soviética e diversos regimes autoritários posteriores comprovaram as teses de Rand.

Em plena revolução Russa As vésperas de todo o poderio que foi a União Soviética, Rand não tinha medo de se arriscar em a defender ideais de livre iniciativa e propriedade privada. No entanto, a luta de Rand nunca foi pelo sistema capitalista em si, mas sim pelo modo racional de se pensar:

“Não sou primariamente uma advogada do capitalismo, mas do egoísmo; e não sou primariamente uma advogada do egoísmo, mas da razão.“

É graças a seu racionalismo irretocável que Any Rand, chegará a todas as suas conclusões e é também graças a sua forma clara de pensar que ela ganhou tantos inimigos e é por isso que desponta entre as personalidades mais evitadas pelos pensadores do início do século XX.

Suas idéias deram origem a uma linha de pensamento conhecida como Objetivismo e como o satanismo este movimento é baseado no Individualismo, no egoísmo e no uso da razão em prol da vitalidade humana.  Sendo assim seu primeiro trabalho foi desconstruir as bases dos valores morais vigentes da irracionalidade do altruísmo e do auto-sacrifício:

“Observe o que a ética altruísta faz à vida de um homem. A primeira coisa que ele aprende é que a moralidade é sua inimiga: não ganha nada com ela, apenas perde; tudo o que pode esperar se for moral são perdas auto-impostas, dores auto-impostas e o manto cinzento e deprimente de uma obrigação incompreensível. Ele pode esperar que os outros possam, ocasionalmente, sacrificar-se em seu benefício, assim como ele se sacrifica de má vontade, em benefício deles, mas ele sabe que tal relacionamento só produzirá ressentimentos mútuos, não prazer – e que, moralmente, essa troca de valores será como uma troca de presentes de Natal não desejados e não escolhidos que nenhum deles se permite, moralmente, comprar para si mesmos.”

Ayn Rand entende que é o indivíduo e não a sociedade que deve ser a base de qualquer consideração moral, porque a razão é uma característica do indivíduo, e não da sociedade, e é através da razão que pode-se definir um código de valores útil e coerente para guiar o comportamento:

“Vocês alardeiam que a moralidade é social, e que o homem não precisaria da moralidade em uma ilha deserta. É numa ilha deserta que ele mais precisaria dela! Deixe que ele pretenda, em um tal lugar, quando não há nenhuma vítima que ele possa espoliar, que rocha é casa, que areia é vestimenta, que alimento vai cair em sua boca sem causa e esforço, que ele vai ter uma colheita amanhã devorando seu estoque de sementes hoje — e a realidade o varrerá da face da terra, como ele merece. A realidade lhe mostrará que a vida é um valor a ser comprado, e que o pensamento é a única moeda suficientemente nobre para adquiri-lo”

Rand é, portanto uma das pioneiras em minar as bases de uma antiga moralidade judaica/cristã de modo tão claro e racional. Sua preocupação, no entanto não é simplesmente destruir conceitos estabelecidos, mas substitui-los por modelos mais racionais e proveitosos para a natureza humana.  Em suas obras, Rand defende brilhantemente que o egoísmo é o mais racional e proveitoso de todos os sistemas morais e que deve portanto ser a base de toda a virtude:

“Dado que a natureza não provê o homem com uma forma automática de sobrevivência  ele tem de sustentar sua vida através do seu próprio esforço. O homem precisa agir para manter sua vida. Se não o fizer, morre, deixa de existir. A vida só é mantida através de um processo de ação que a gera e sustenta. O homem é, portanto, diariamente confrontado com a mais genuína de todas as decisões: a de continuar vivendo ou perecer, a da existência e da não-existência. É por isso que precisa de um código de valores para orientar suas decisões e ações.”

O valor supremo do homem é, portanto, sua própria vida. Sem ela não há nenhum outro valor. Tudo o mais que tem valor para o homem tem valor intermediário, derivativo. O valor supremo, o fim em si mesmo, é a manutenção da vida, porque sem ela nada mais existe para o ele, nada mais pode lhe ter valor. “

Assim Rand nos confronta com a mais básica decisão de todo o organismo vivo e criatura humana: “Quero viver?”.  Se sim, então a razão humana deverá o guiar uma ética racional e conseqüentemente egoísta que lhe dirá que princípios de ação são necessários para implementar sua escolha.  A liberdade é claro prevalece, mas se o individuo não escolher agir egoisticamente, então o fará em próprio prejuízo, como mostra a citação que fecha e conclui o nosso ensaio:

A vida do homem, como a de qualquer outro organismo, depende, do ponto de vista material, de haver suficiente combustível (alimentação) para que ele sobreviva, mas depende, também, do ponto de vista do organismo, de ele tomar as ações necessárias para se apropriar desse combustível e fazer dele uso apropriado. Se ele não escolher viver, a natureza se encarrega dele” .

 

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Mapa Astral de Albert Pike

Albert Pike (29 de dezembro de 1809, Boston — 2 de Abril de 1891, Washington DC.) foi um militar e escritor dos Estados Unidos. Albert ficou conhecido como gênio, falava 16 idiomas diferentes e conseguiu a patente de General-de-Brigada do Exército Confederado na Guerra Civil dos Estados Unidos da América.

Albert Pike causou impacto ao publicar a obra “Morals and Dogma of the Ancient and Accepted Scottish Rite of Freemasonry” que trata do conteúdo moral e filosófico dos 33 graus do Rito Escocês.

Albert Pike foi pupilo do célebre maçom Mackey. Sua revisão dos 33 Graus do REAA, a qual originou os Rituais praticados atualmente, demorou 05 anos e foi aprovada pelo Supremo Conselho do REAA Jurisdição Sul dos EUA em 1861. Albert Pike permaneceu como Soberano Grande Comendador do 1º e maior Supremo Conselho do mundo por 32 anos.

Mapa Astral

Com Sol, Ascendente e Mercúrio em Capricórnio, Lua e caput Draconis em Libra; Vênus, Saturno e Netuno em Sagitário; Marte em Aquário e Júpiter em Áries, o mapa de Albert Pike indica um caminho seguro pela diplomacia, direito e militarismo.

Seu Planeta mais forte é Vênus (em Sagitário na casa 12/11), indicando alguém que tem gosto por reunir e compilar regras, na área da espiritualidade e na organização de grupos. Isso é reforçado também pela responsabilidade (Saturno) e espiritualidade com que conduz e organiza estas regras.

Sol, Ascendente e Mercúrio em capricórnio indicam uma pessoa séria e severa, defensora de tradições e de disciplina tanto mental quanto prática. Muito útil para alguém que deseja seguir a carreira militar. Sua Lua em Libra ameniza estas características de guerra, levando-o mais para a parte diplomática ou jurídica de Capricórnio e certamente sua vontade em explorar aspectos diferentes fez com que enveredasse pelos caminhos da Maçonaria e do espiritualismo.

Júpiter em Áries (na Casa 3) impulsiona toda esta máquina, levando-o para cargos onde sua liderança e pioneirismo seriam úteis. Realmente alguém que soube explorar bem suas energias na realização da Verdadeira Vontade.

#Astrologia #Biografias

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Mapa Astral de Michael Jackson

Michael Joseph Jackson (Gary, 29 de agosto de 1958 — Los Angeles, 25 de junho de 2009) foi um famoso cantor, compositor, ator, multiinstrumentista, coreógrafo, diretor, dançarino, produtor, empresário, filantropo e humanitário norte-americano.

Começou a cantar e a dançar aos cinco anos de idade, iniciando-se na carreira profissional aos onze anos como vocalista dos Jackson 5; começou logo depois uma carreira solo em 1971, permanecendo como membro do grupo. Apelidado nos anos seguintes de King of Pop (“Rei do Pop”), cinco de seus álbuns de estúdio se tornaram os mais vendidos mundialmente de todos os tempos: Off the Wall (1979), Thriller (1982), Bad (1987), Dangerous (1991) e HIStory (1995). Lançou-se em carreira solo no início da década de 1970, ainda pela Motown, gravadora responsável pelo sucesso do grupo formado por ele e os irmãos. Em idade adulta, gravou o álbum mais vendido e popular da história, Thriller. Jackson é frequentemente citado como “O maior ícone negro de todos os tempos”, e com grande importância para a quebra de barreiras raciais, abrindo portas para a dominação da música negra na música popular, e pessoas como Oprah Winfrey e Barack Obama conseguirem o status que tem hoje em dia.

Sol e Plutão em Virgem, Lua em Peixes, Ascendente em Escorpião e Caput Draconis em Libra. Mercúrio, Vênus e Urano em Leão (com Mercúrio em conjunção com o Meio do Céu); marte em touro.

Michael Jackson não é exatamente um exemplo de pessoa sã, mas ninguém pode dizer que ele não seguiu aquilo que o seu coração ditava. O Mapa de Michael mostra o que acontece quando se pega as energias de um mapa e as desloca para os extremos da escala.

Mostra uma pessoa extremamente organizada e metódica ao mesmo tempo em que possui uma alma pura e sensível. A combinação entre virgem-peixes (racional/emocional) não costuma ser fácil de se lidar. No Caso do Michael Jackson, ele extrapolou (e exagerou) estas energias tanto no campo da sensibilidade, com suas belas criações musicais, quanto na área metódica/paranóica/TOC virginiana.

Seu Planeta mais forte é Mercúrio (em Leão cravado no MC), com 7 Aspectações. Indica um potencial criativo muito acima da média, além de uma desinibição e capacidade de se colocar em público ou diante dos holofotes maior do que a média das pessoas (no caso dele, também extrapolada nos limites da escala). Esta combinação é encontrada em muitos artistas performáticos (vale comparar que James Randi, the Amazing Randi, também possui Vênus e Mercúrio em Leão, por exemplo). Ao contrário de Randi, que possui natureza briguenta (Lua em Áries), a criatividade de Michael era voltada para o lado sensível (Lua em Peixes) e introspectivo, resultando em uma fuga da realidade mais do que um confronto com ela.

Por fim, a combinação das energias de Leão-Libra definem um aspecto de harmonia/beleza com exposição/exibição e é muito encontrado em bailarinas, dançarinas e coreógrafos (e nenhuma surpresa encontrar esta combinação no Mapa do Michael Jackson).

Sempre achei que o MC fosse mesmo apenas um peter-pan distanciado da realidade, e não um doente malvado pedófilo, como quiseram retratá-lo. O Mapa Astral dele confirma esta impressão.

#Astrologia #Biografias

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Adam Weishaupt e os Illuminati

Robert Anton Wilson

Lição #1 do Maybe Logic Academy

A CORPO

“Raramente se faz a pergunta: Nossos filhos estão aprendendo?”
-George W. Bush

“O único livro que você tem que ler é O Poderoso Chefão. Essa é a única obra que conta como o mundo é realmente governado”.
– Roberto Calvi, Presidente, Banco Ambrosiano; esticada, Londres, 18/06/1982

Adam Weishaupt fundou — ou reviveu — a secreta Ordem dos Illuminati em 1º de maio de 1776; isso parece um fato histórico. Todo o resto permanece disputado e acaloradamente controverso.

A maioria dos historiadores acredita que os Illuminati originalmente recrutavam apenas maçons de alto grau, e desde então em todas as gerações desde 1785 – quando o governo da Baviera descobriu e proibiu os Illuminati – os maçons enfrentam a acusação de que permanecem “sob controle dos Illuminati”.

Todos negam, é claro.

Bem, nem todos. Um maçom escocês, John Robison, em suas Proofs of a Conspiracy [1801], afirmou que os malditos Illuminati haviam conquistado a Maçonaria da Europa Continental; ele escreveu principalmente para alertar as lojas da Inglaterra, Escócia e Irlanda contra um golpe semelhante.

Desde Robison, o debate Maçônico/Illuminati inclui aqueles que pensam que os Weishauptianos tomaram conta de todas as Lojas Maçonicas, aqueles  que como Robison pensam que só se infiltraram em algumas, e aqueles, incluindo a Enciclopédia Britânica, que vêem o Iluminatti como um “grupo de curta duração que viveu o movimento do livre pensamento republicano” e que nunca teve uma grande influência na Maçonaria – ou em qualquer outra coisa.

Mas o debate Illuminati cobre um terreno muito maior do que isso.

Por exemplo: Kris Millegan em seu Fleshing Out Skull & Bones apresenta a sociedade de Yale como um ramo dos Illuminati. Caso você não saiba, alguns Bonesmen proeminentes incluíram Bush I, Bush II, Henry Luce of Time, Justice Potter Stewart e um elenco de estrelas dos chefões dos bancos, imprensa e política norte-americanas, e a maioria dos diretores de a CIA… ah sim, e John Kerry.

Tem certeza que você realmente quer saber mais sobre isso?

De outro ângulo, Akron Daraul, em sua History of Secret Societies, argumenta que Weishaupt não inventou, mas apenas renovou os Illuminati, que ele relaciona a movimentos anteriores conhecidos como Der Begriff Feme (Alemanha), Allubrados (Espanha), Roshinaya (Pérsia). etc.; enquanto o mais exuberante John Steinbacher em Novus Ordo Seclorum os rastreia até o Jardim do Éden! Eles foram fundados, diz ele, por Caim, não são do casamento sagrado de Adão e Eva, mas de um acoplamento ilícito e satânico entre Eva e a Serpente. Que tal isso para os tabloides? Bestialidade, satanismo e todos os temas para um novo filme de Arquivo X.

Enquanto isso, a História da Magia de Eliphas Levi traça os Illuminati de volta a Zaratustra e afirma que sua doutrina secreta chegou a Weishaupt via maniqueísmo, os Cavaleiros Templários e a Maçonaria. Isso os coloca como parte da mesma tradição oculta que Giordano Bruno, Dr. John Dee, Aleister Crowley e dos Sufis do Islã.

Mas na quarta ou quinta versão, uma pesquisadora britânica chamada Nesta Webster vê os Illuminati como os cérebros por trás do socialismo, comunismo, anarquismo e do governo prussiano de 1776 a 1918. [Ela escreveu logo após a primeira guerra da Inglaterra com o Prússia.]

Na sexta versão, J.F.,C. Moore argumenta que os Illuminati, uma fonte secreta do ocultismo fascista, inspiraram personagens tão estranhos como Aaron Burr, Adolf Hitler e J. Edgar Hoover; mas os moluscos Philip Campbell Argyle-Smith são invasores extraterrestres do planeta Vulcano. Eles se autodenominam “judeus” neste planeta, acrescenta. Se isso significa que todos os judeus “são” vulcanos ou apenas alguns deles, parece incerto para mim, mas o vulcano mais famoso, Sr. Spock, “é” judeu na medida em que ser interpretado por um ator judeu o torna pelo menos parcialmente “judeu”. o que quer que isso signifique. Talvez Argyle-Smith tenha visto muitos filmes de Star Trek.

Ele também credita aos Vulcanos Iluminados a gestão dos bandidos da Índia, os sionistas em Israel, os bancos Rothschild, a Internacional Comunista, a Sociedade Teosófica, a Maçonaria e os Assassinos do Afeganistão medieval. Não sei por que deixou de fora George Bush e a Al Qaeda; provavelmente ele só escreveu cedo demais.

Outra teoria dos Illuminati cósmicos apareceu no East Village em junho de 1969; incluía Skull & Bones, os Rothschilds, a Nação do Islã [“Muçulmanos Negros”], Richard Nixon, os Panteras Negras, o Bank of America, os Rosacruzes, o Der Begriff Feme, o Federal Reserve e o Combine’s Fog Machine. Esse deve conter algumas piadas escondidas [espero].

De acordo com o RogerSpark, um jornal radical de Chicago [julho de 1969] Weishaupt realmente assassinou George Washington e serviu em seu lugar por seus dois mandatos como presidente. [Então, quem escreveu os livros de Weishaupt? Hegel talvez; eles soam como dele às vezes……]

A John Birch Society, é claro, tem uma visão diferente sobre tudo isso. De acordo com Gary Allen, editor de sua revista de notícias, American Opinion, Adam Weishaupt “era” um “monstro”, mas os Illuminati só ficaram realmente monstruosos após sua captura pelo aventureiro/bilionário inglês Cecil Rhodes, que o usou para estabelecer o domínio britânico no mundo. O Conselho de Relações Exteriores atua como sua “frente” mais importante nos EUA. hoje, de acordo com Allen.

Sandra Glass, no entanto, pensa nos Illuminati como um grupo de maconheiros clandestinos que incluíam os Assassinos medievais, Weishaupt, Goethe, Washington, o primeiro grande Richard Daly de Chicago e Ludvig van Beethoven. “Beethoven?” você pode bufar. Bem, curiosamente, uma biografia recente, acadêmica e não conspiratória do grande Ludwig van, de Maynard Solmon, diz que o Sr. B escreveu algumas de suas músicas sob encomenda dos Illuminati e tinha muitos amigos na própria Ordem. Solomon não menciona a maconha, no entanto; talvez Ludvig, como um presidente recente com uma ereção perpétua, não tenha tragado.

Então, novamente, Adam Gorightly em The Prankster and the Conspiracy afirma que todas as pesquisas recentes dos Illuminati [pós-1960] se tornaram confusas e caóticas por causa de uma conspiração falsa, também chamada de Illuminati, fundada por Kerry Thornley, um homem acusado de envolvimento em o assassinato de JFK por Nova Orleans D.A. Jim Garrison. De acordo com Gorightly, esse neo-Illuminati visa apenas atormentar e zombar dos esforços de pesquisadores de conspiração sinceros, e ele até acusa o autor deste ensaio [eu, R.A.W.] de envolvimento nessa conspiração diabólica!

Eu, é claro, me recuso a dignificar essa acusação absurda com uma negação, na qual ninguém acreditaria de qualquer maneira. Além disso, como o Rev. Ivan Stang da Igreja do Subgenius diz em Maybe Logic: “Bem, se eu fosse um membro dos Illuminati, não confessaria isso, certo?”

O ANTICORPO

“Não somos vítimas do mundo que vemos, somos vítimas da forma como vemos o mundo.”
— Dennis Kucinich

“Acho que Deus está nos mandando um recado: “Se você não aguenta uma piada, vá se foder”.
-Woody Allen

O que podemos revelar sobre o “real” Adam Weishaupt e os “reais” Illuminati?

Um livro funciona como um espelho, alguém disse uma vez: quando um macaco olha para dentro, nenhum filósofo olha para fora. Posso apenas dizer-lhe o que essa teoria me parece; outros, tenho certeza, encontrarão outras coisas nele – incluindo referências codificadas a Vulcanos, Skull and Bones, Zaratustra, a Der Begriff Feme, comunismo, Maria Madalena, o Federal Reserve, a Combine’s Fog Machine e outros.

Para mim, parece apoiar a mais cautelosa e conservadora de minhas fontes, a Enciclopédia Britânica, e o velho Adam se parece muito com um cansado defensor do “livre pensamento republicano”, estilo do século XVIII. Em outras palavras, ele parece um parente distante, filosoficamente falando, de Adam Smith, Hume, Voltaire, Jefferson, Franklin, Tom Paine – ou seja, de todas essas ideias libertárias atualmente tão fora de moda neste país quanto na Baviera na época de Weishaupt. Eu sei por que ele parece cansado para mim: tentar ensinar a libertação a pessoas que se sentem reconciliadas com sua escravidão pode realmente esmagar você, seja em 1804 ou em 2004.

Também acho que vejo uma influência de Kant, e talvez um prenúncio de Hegel, na estrutura semântica continuamente usada por Weishaupt – “X parece verdadeiro; não-X também parece verdadeiro; teremos que pensar mais sobre isso.” Tomás de Aquino fez o mesmo truque, mas sempre fica do lado da ortodoxia segura om sabor papista. Weishaupt joga a bola de volta para o leitor, embora você nem sempre o pegue fazendo isso.

Não vejo nenhuma prova conclusiva de que os Illuminati planejaram algo nefasto ou mesmo ilegal, exceto na medida em que o próprio pensamento livre permaneceu ilegal no sul da Europa. Mas também não vejo nenhuma prova conclusiva de que eles não fariam e não poderiam e não fizeram coisas desagradáveis. Como uma sociedade secreta escondida dentro da sociedade secreta da Maçonaria, os Illuminati sempre permanecerão um tanto misteriosos, e pedantes e paranóicos discutirão sobre isso até que o último bando desembarque.

Talvez Tom Jefferson tenha acertado quando disse que as sociedades secretas pareciam necessárias na Europa, assombradas pela monarquia e pelo papismo, mas não nos Estados Unidos. Certamente, enquanto a Constituição Americana permaneceu a lei nesta terra nenhuma pessoa sã sentiria a necessidade de sociedades secretas aqui. Atrevo-me a acrescentar “Mas e  agora com a Constituição em suspensão criogênica“? Não: é melhor eu não ir por ai… melhor prevenir do que remediar…

Por outro lado, não apenas as sociedades secretas, mas o próprio sigilo ou mesmo a privacidade parecem cada vez mais impossíveis sob o reinado de George III.

Eles têm câmeras escondidas em todos os lugares.

Eles grampeiam nossos telefones.

Se eles quiserem, eles podem “ler” cada pressionamento de tecla no meu computador, incluindo este:

Eles podem até bisbilhotar o conteúdo de nossas bexigas, em testes aleatórios explicitamente proibidos por aquela Constituição maravilhosa e moribunda. Doce Jesus de luto, não há lugar para onde possamos escapar ou nos esconder ou nos sentirmos sozinhos, não é?

Às vezes, me revirando e tentando dormir de madrugada, exploro as ideias rejeitadas pela minha cética mente desperta. Talvez as fantasias mais paranóicas sobre os Illuminati contenham alguma verdade… pode ser…

Talvez o Olho Que Tudo Vê na nota de dólar represente o estado totalmente fascista que esses bastardos querem.

Talvez todos aqueles discursos na Internet sobre Skull and Bones servindo como recrutador para os Illuminati tenha alguma base de fato, afinal.

Talvez devêssemos realmente nos preocupar quando a escolha na próxima eleição permanecer limitada a dois homens ricos de Bonesmen… O que Weishaupt escreveu? – “Quem é rico – muito rico – pode fazer qualquer coisa…”.

Talvez devêssemos considerar “Illuminati” como um termo genérico ou uma metáfora?

Talvez toda estrutura de poder aja muito como as fantasias mais paranóicas sobre os Illuminati, especialmente quando se sente ameaçada.

Talvez você devesse ver o mundo como uma conspiração dirigida por um grupo muito unido de pessoas quase onipotentes.

Talvez você deveria pensar que esse grupo de pessoas sejam você e seus amigos.

Não, não – é assim que é a loucura, a esquizofrenia. Depois de um sono profundo, acordo, as sombras fogem e lembro que “tudo está bem neste melhor dos mundos possíveis”.

Voltaire não pretendia que isso fosse sarcasmo, pretendia?

Robert Anton Wilson
subterrâneo profundo
Em algum lugar nos EUA ocupados
23 de fevereiro de 2004

Leitura e visualização recomendadas:

  • Argyle-Smith, Philip Campbell — High IQ Bulletin, Colorado Springs 1970, IV, 1
  • Bauscher, Lance — MaybeLogic, http://www.maybelogic.com
  • Daraul, Akron — History of Secret Societies, Citadel Press NY, 1961.
  • Ellul, Jacques — Violence, Seabury Press, NY,1969.
  • Glass, Sandra — “The Conspiracy,” Teenset, March 1969.
  • Gorightly, Adam — The Prankster and the Conspiracy, ParaView Press, NY, 2003.
  • Gurwin, Larry — The Calvi Affair, Pan Books, London, 1984.
  • Knight, Stephen — The Brotherhood, Grenada, London, 1984.
  • Levi, Eliphas — History of Magic, Borden Publishing, Los Angeles, 1963.
  • Millegan, Kris — Fleshing Out Skull & Bones,Trineday, Walterville, OR, 2003.
  • Moore, J.f.C. — “The Nazi Religion,” Libertarian American, August 1969.
  • Morals, Vamberto — Short History of Anti-Semitism, Norton, NY, 1976.
  • Robison, John — Proofs of a Conspiracy, Christian Book Club, Hawthorn, CA, 1961.
  • Solomon, Maynard — Beethoven, Schirmer Books, NY, 1977.
  • Vankin, Jonathan — Conspiracies, Cover-Ups and Crimes, IllumiNet Press, Lillburn,GA, 1996.
  • Webster, Nesta — World Revolution, Constable, London, 1921.
  • Wilgus, Neal — The Illuminoids, Sun Press, Albuquerque NM, 1977.

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Mapa Astral do Alan Moore

Sua infância e adolescência foram conturbadas, devido à influência da pobreza do seu meio social e da família. Quando jovem, foi expulso de uma escola conservadora e tal motivo fazia com que outras escolas que Moore quisesse estudar não o aceitassem. Com 18 anos, estava desempregado e sem nenhuma formação profissional.

Começou, porém, a trabalhar na revista Embryo, um projeto elaborado junto com amigos. O seu convívio na área fez com que se envolvesse com o Laboratório de Artes de Northampton. Lá, conheceu Phyllis, com quem se casaria em 1974. Teve duas filhas com ela: Leah e Amber.

Alan trabalhou para revista britânica Warrior. Nela começou a escrever duas importantes séries em quadrinhos. V de Vingança, um conto sobre a luta pela dignidade e liberdade numa Inglaterra dominada pelo fascismo, e Marvelman, conhecido nos Estados Unidos como Miracleman. Ambas as séries conferiram a Moore o título de melhor escritor de quadrinhos em 1982 e 1983 pela British Eagle Awards.

Para a DC Comics escreveu as histórias de conteúdo ecológico do Monstro do Pântano, ficando conhecido no mercado americano. Nessa sequência de histórias introduziu o personagem John Constantine, que posteriormente teria sua própria revista, Hellblazer.

Mapa Astral
O Mapa de Moore possui Sol, Mercúrio, Vênus e Saturno em Escorpião; Ascendente, Marte e Netuno em Libra; Lua em Áries; Júpiter em Gêmeos e Caput Draconis em Capricórnio-Aquário (Cavaleiro de Espadas). Seu planeta mais forte é o Sol, com nada menos que 8 Aspectações. Isso significa que praticamente todos os planetas do Mapa de Moore estão conectados de alguma maneira com esta energia escorpiana, que faz com que ele se aprofunde em praticamente qualquer coisa que fizer (vide as pesquisas feitas em Hqs como From Hell, Top Ten, Voz do Fogo ou Promethea). Moore não se contenta em escrever sobre alguma coisa, ele precisa investigá-la até o último limite do conhecimento possível. Um cético no verdadeiro significado desta palavra.

O Mapa indica uma pessoa capaz de não apenas entender as pessoas ao seu redor, mas que possui uma capacidade enorme de se aprofundar em qualquer tema que pesquisar. Graças aos deuses que ele foi expulso da escola e decidiu se dedicar a histórias em quadrinhos!

Júpiter em Gêmeos denota uma enorme facilidade com códigos, símbolos e imagens, trabalhadas em conjunto com Mercúrio em Escorpião (uma mente racional, cética e profunda) e Marte em Libra (talento para observar todos os lados de um problema antes de agir), canalizando uma combinação sensacional para escritores ou pesquisadores, embora também pudesse ser um excelente psiquiatra se esta tivesse sido a sua Verdadeira Vontade.

Como ocultista, podemos concordar que Moore está plenamente realizando sua Grande Obra, o que no Mapa está indicado pelo Caput Draconis em Capricórnio-Aquário (Cavaleiro de Espadas, aquele que conhece todas as regras e é capaz de quebrá-las; um hacker da realidade).

#Astrologia #Biografias

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Austin Osman Spare

1886 – 1956

Austin Osman Spare foi um dos artistas gráficos mais completos de seu tempo. Foi também um ocultista altamente capacitado que praticava uma forma de magia característica dos iniciados do Caminho da Mão Esquerda (este termo tem sido mal-interpretado pela maioria dos escritores ocultistas; no livro “Aleister Crowley and the Hidden God”, Kenneth Grant aborda o tema em questão adequadamente, explicando com maestria inquestionável que o termo significa especìficamente “o Caminho utilizado por aqueles que se valem das energias sexuais para adquirir controle dos mundos invisíveis”). Spare foi reconhecido como um Mestre deste Caminho por aqueles em condição de avaliar tais práticas e iniciou o núcleo de um movimento conhecido como Zos Kia Cultus.

Não se deve pensar que basta ser iniciado de alguma fraternidade esotérica para se conseguir acesso à corrente mágica deste Cultus, nem que isto foi fácil mesmo à época de Spare. Para se beneficiar desta poderosa prática de magia, será necessário colocar-se em sintonia com o Espírito do Culto.

A vida pessoal de Spare, por mais interessante que seja, não acrescenta muito à sua obra; apesar disto, forneceremos aqui alguns detalhes biográficos apenas para situà-la no tempo. Austin Osman Spare manteve um interesse perpétuo sobre a teoria e a prática da bruxaria, que começou em sua infância em virtude de seu relacionamento pessoal com sua babá, uma velha mulher do interior da Inglaterra chamada Paterson e que dizia ser descendente direta de uma linhagem das famosas feiticeiras de Salem. Se analisarmos a obra de Spare, reconheceremos nìtidamente a influência direta de uma corrente mágica vital que, certamente, só é transmitida por via oral e que indiscutìvelmente só poderia ter sido ensinada por um iniciado de alguma antiga tradição oculta.

Etimologicamente, feitiçaria ou bruxaria significa “aprisionar espíritos dentro de um círculo”. Não é a mesma coisa que praticar “magia”, que é a “arte de fazer ‘encantamentos’ ou ‘fascínios’”. Os métodos de Spare parecem pertencer mais à bruxaria que à magia, embora certamente envolvam ambas as técnicas.

Para Spare, do mesmo modo que para Aleister Crowley, a sexualidade é o centro da bruxaria e da magia, e é a chave para ambos os sistemas. Entretanto, se para Spare a bruxaria é um meio de realização do prazer, de transformação da velhice em juventude, de feiura em beleza, da natureza em arte, para Crowley ela é um meio de adquirir e irradiar poder, transformando a fraqueza em força e a ignorância em conhecimento. Ambos tiveram seus preceptores: Crowley foi fortemente influenciado por MacGregor Mathers, Grão-Mestre da antiga Ordem Hermética da Aurora Dourada, uma pessoa de energia marcial, enquanto Spare foi grandemente influenciado por uma feiticeira, Paterson, a bruxa arquetípica, velha e feia, que podia transmutar-se numa criatura de extraordinário poder de sedução a seu bel-prazer.

Crowley e Spare foram atraídos cada qual por diferentes gurus que influenciaram tanto seu caráter quanto sua obra. Isto explica porque Spare ficou tão pouco tempo na ‘Fraternidade da Estrela de Prata’ (Brotherhood of the Silver Star, ou AA – Argenteum Astrum, fundada por Aleister Crowley a partir dos ensinamentos da Golden Dawn, Aurora Dourada, e para a qual Spare entrou em 10 de julho de 1910 com o motto de Yihoveaum, que significa “Eu Sou AUM”, ‘eu sou a eternidade’): a disciplina que era exigida por Crowley para os membros de sua fraternidade não combinava com a concepção de liberdade de Spare, que consistia na expressão artística irrestrita do “sonho inerente” que é, de certa forma, idêntico à Verdadeira Vontade (Thelema) formulada por Crowley. Para Spare, entretanto, a transformação deste “sonho inerente” em algo real exigia um tipo de liberdade diferente daquela idealizada por Crowley. O resultado foi que Crowley, dois anos antes de sua morte em 1947, perguntado sobre o que achava de Spare, respondeu que este se havia tornado um ‘irmão negro’ (mago negro, um termo usado em ocultismo para representar alguém que deliberadamente se afasta da corrente evolutiva, passando a considerar como objetivo primordial o culto à sua personalidade) pelo cultivo do ‘auto-amor’ através do prazer. Se Crowley tinha ou não razão acaba não prejudicando o fato de que a contribuição de Spare para o moderno ocultismo foi tão grande quanto sua arte. Em duas ocasiões anteriores, em 1921 e em 1923, Crowley escrevera que seu discípulo “aprendeu muito do ‘Livro da Lei’ (que forma a base do Culto de Thelema de Crowley, psicografado pelo mesmo no Cairo em 1904 a partir da comunicação astral com uma entidade chamada Aiwass); o resto é um mistura de The Book of Lies (escrito por Crowley em 1913) com William Blake, Nietzsche e o Tao Teh King” e que “seu Livro parece-me ainda melhor e mais profundo do que quando o li pela primeira vez.” Estas declarações de Crowley sobre Spare são muito interessantes porque mostram que o primeiro considerava o segundo como seu aluno de ocultismo, além de o ter em alta consideração por ter o mesmo baseado suas teorias na mesma tradição oculta que Crowley ensinava, embora de uma forma um tanto diversa.

Seis ou sete anos antes da publicação de The Focus of Life, Spare publicou em edição do autor seu livro The Book of Pleasure (Self-Love), The Psychology of Ecstasy. Ambos eram e ainda são muito difíceis de se conseguir. Além disto, eles são igualmente difíceis de se entender, a não ser que se tenha a chave do sistema oculto proposto por eles.

Enquanto identificado com sua bruxaria, Spare usava o nome iniciático (motto) de Zos vel Thanatos, ou simplesmente Zos. Este indica a natureza de sua preocupação maior, sua obsessão primária: o corpo e a morte. ‘Zos’ era definido por ele como “o corpo considerado como um todo” e nisto ele incluía corpo, mente e alma; o corpo era o alambique de sua bruxaria. Seu outro símbolo chave, ‘Kia’, representa o “Eu Atmosférico”, o Eu Cósmico ou Eu Superior, que utiliza ‘Zos’ como seu campo de manifestação.

O culto de Zos e Kia envolve a interação polarizada da energia sexual em suas correntes positiva e negativa, simbolizada antropomòrficamente pela mão e pelo olho. Estes são os intrumentos mágicos utilizados pelo feiticeiro para invocar as energias primais latentes em seu inconsciente. A mão e o olho, Zos e Kia, ‘Toque-Total’ e ‘Visão-Total’, são os instrumentos mágicos do Id, o desejo primal ou obsessão inata que Zos está sempre buscando para corporificá-la em carne. O sistema de Spare assemelha-se a algumas técnicas dos iógues hindus e a certas práticas da escola Ch’an (Zen) do Budismo chinês (o budismo puro praticado durante a dinastia T’ang), embora existam diferenças importantes. O objetivo da meditação é abolir as transformações do princípio pensante (v. a definição de Yoga de Patanjali – Sutras de Yoga, 1, 2), de modo que a mente individual atinja o estado não-conceitual e se dissolva na Consciência indiferenciada. No Culto de Zos Kia, o corpo (Zos) se torna sensível a todos os impulsos da onda cósmica, de modo a “ser todo sensação” para realizar todas as coisas simultâneamente em carne ‘agora’. Esta pode ter sido a explicação mágica da doutrina do Cristo carnalizado (“…este é o meu Corpo; tomai e comei dele todos…”) que os últimos Gnósticos, por não a compreenderem adequadamente, denunciaram como uma perversão da Gnose genuína.

Nem sempre Spare definiu claramente os termos por ele criados; entretanto, ele sabia exatamente o que quis dizer com eles. Infelizmente, a gramática não era o seu forte e muito do que parece obscuro em seus escritos se deve a esta dificuldade. O Culto de Zos Kia parece postular uma interpretação literal (isto é, física) da identidade entre Samsara e Nirvana (samsara = existência fenomenal ou objetiva; sua contraparte é nirvana, que é a subjetivação da existência e, portanto, sua negação fenomenal ou objetiva). Por outro lado, os termos ‘corpo’, ou ‘carne’, podem denotar o ‘corpo adamantino’ (ou dharma-kaya, uma expressão budista que é sinônimo de “Nada”; o neti-neti dos budistas, ou o ‘nem isto, nem aquilo’ no sistema de Spare) e sua realização como o universo inteiro, neste exato momento e sensorialmente. O símbolo histórico supremo deste conceito é a imagem de Yab-Yum do Budismo Tântrico. Ela representa o nada (Kia) ensaiando sua união abençoada com o corpo (Zos). No Culto de Zos Kia, isto é realizável através da carne, enquanto no Budismo Ch’an (Zen) esta união é mental. Assim, tanto no Zen quanto no Zos o objetivo é o mesmo, embora os meios variem.

O sistema de Spare também sugere uma nova obeah, uma ciência de atavismos ressurgentes, uma magia primal baseada na obsessão e no êxtase. O subconsciente, impregnado por um símbolo do desejo, é energizado pelos êxtases reverberantes na suposição de que a profundeza primal, o Vazio, responda a antigas nostalgias revivendo suas ‘crenças’ obsessivas originais. O “Alfabeto do Desejo” (onde cada letra representa um princípio sexual, um impulso dinâmico) foi desenvolvido por Spare para sonorizar gràficamente estes atavismos e, quando o florescimento do símbolo acontece, a explosão de êxtase é a realização de Zos.

Em seu livro “Anotações sobre Letras Sagradas” Spare diz que: “as letras sagradas preservam a crença do Ego, de modo que a crença retorne contìnuamente ao subconsciente até romper a resistência. Seu significado escapa à razão, embora seja compreendido pela emoção. Cada letra, em seu aspecto pictórico, se relaciona a um princípio Sexual… Vinte e duas letras que correspondem a uma causa primeira. Cada uma delas análoga a uma idéia de desejo, formando uma cosmogonia simbólica.”

Estas vinte e duas letras, embora não sejam dadas consecutivamente nem inteiramente em quaisquer dos escritos de Spare, sem dúvida se equiparam de alguma forma com as vinte e duas cartas do Tarot, ou Livro de Thoth de Aleister Crowley e aos vinte e dois caminhos da Árvore Cabalística da Vida; elas são, de fato, as chaves primitivas da magia. Também existe uma possível afinidade com as onze posições lunares de poder refletidas, ou dobradas, nas noites claras ou escuras do ciclo lunar. O conhecimento secreto destas vinte e duas zonas de poder celestial e sua relação com o ciclo mensal da mulher formam uma parte vital da antiga Tradição Draconiana sobre a qual o Culto de Zos Kia se baseia.

 

[…] um livro reunindo as obras (conhecidas e desconhecidas) de Austin Osman spare. E não estamos falando apenas dos textos mas dos desenhos e pinturas – todas em alta […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/biografias/austin-osman-spare/

Mapa Astral de três Compositores

Em 25 de Agosto de 1891 Nasciam Alberto Savínio (Itália), Luis Iruarrizaga Aguirre (Espanha) e Samuel Gardner (EUA). Em consonante com suas belas obras, o gosto pelo espiritual. Alberto Savínio escrevia peças que envolviam deuses, metáforas e comportamento humano, tendo como referências a mitologia grega clássica; Luis Iruarrizaga foi criado dentro da Igreja Católica, começando a cantar aos 6 anos de idade e desenvolvendo toda a sua composição ao redor de temas sagrados e religiosos e, finalmente, Samuel Gardner cresceu dentro da Igreja Ortodoxa Russa e foi considerado um grande violinista, chegando a ganhar o prêmio Pullitzer em 1914 por seu conjunto de composições de corda. Sua obra foi descrita como sendo “Extremamente espiritualizada”. Três homens devotados a criar códigos (expressos na forma de arte e música) que traduzisse o vasto sentimento espiritual de cada um.

Mapas Astrais

O Mapa dos três traz Sol, Mercúrio e Marte em Leão-Virgem (Rei de Ouros); Lua em Touro; Mercúrio em Virgem-Libra (Rainha de Espadas); Júpiter em Peixes (ao lado do sol, o planeta mais forte do mapa, com 3 aspectações fortes, entre elas Oposição com Saturno em Virgem, que comentarei a seguir), Saturno em Virgem e Plutão e Netuno cravados em uma Aspectação de 0,09 graus em Gemeos.

Os mapas possuem duas Aspectações muito interessantes. A primeiro delas é a conjunção de Netuno (Espiritualidade) e Plutão (as grandes transformações) em Gêmeos (Energia da Comunicação). A Conjunção de um grau entre Netuno e Plutão demora cerca de 3 meses e acontece a cada 500 anos aproximadamente.

A última vez que aconteceu, marcou o início da Renascença (1398-1399), a última ocorreu no final do século XIX e começo do século XX e influenciou muito os movimentos artísticos e literários.

O segundo Aspecto interessante é a oposição de Júpiter em Peixes e Saturno em Virgem que fazem uma ponte entre a expansão espiritual e a lógica cartesiana virginiana. Uma combinação astral bem forte para “codificar o espiritual”. A música dos três possui aspectos piscianos, de mexer com o emocional e nos conduzir a uma jornada dentro de nós mesmos, cada um influenciado pelo meio cultural onde cresceu.

Achei estes três mapas muito interessantes porque eles ajudam a entender aquelas perguntas do tipo “por quê todo mundo que nasce no dia XYZ não é igual?”. As potencialidades são as mesmas, mas os fatores culturais, geográficos, sexuais e econômicos influenciam bastante em nossas escolhas e em nossa Verdadeira Vontade. O resultado final é fruto de nossas escolhas boas ou ruins; o Mapa funciona como um “parametro de configuração do software” de nossas biomaquinas… dadas vocações e condições iguais, os resultados serão muito próximos, como estes três mapas demonstram.

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-de-tr%C3%AAs-compositores

Introdução ao Ocultismo Chinês

Li Jianmin (Instituto de História e Filologia, Academia Sinica)

O termo chinês para “artes ocultas” (數術 shushu) tem origem nos vários sistemas para determinar o destino. Originário da China antiga, o shushu recebeu muita atenção ao longo da história chinesa. Nos tempos antigos, “shu”數(“números”) eram considerados parte da natureza, e shushu (literalmente “arte dos número”) era percebido como um sistema de leis naturais que governam o cosmos. As artes ocultas incluíam técnicas e teorias para entender a relação entre os seres humanos e o cosmos. Em outras palavras, shushu era tanto uma visão tradicional chinesa do universo como uma variedade de técnicas de adivinhação baseadas nessa visão.

Assim, “shu” tem o significado tanto de “números” quanto de “cálculo”. Por exemplo, em shushu, os números eram percebidos como sinistros ou auspiciosos e, portanto, podem representar o destino. Assim, dominar os “números” era explicar o passado e prever o futuro, como declarado simplesmente por Yan Shigu 顏師古(581-645), um estudioso dos clássicos: “As artes ocultas são as artes da adivinhação”. Mais adiante, em adição a numerologia, shushu acabou por incluir o estudo de vários tipos de correspondências, incluindo conceitos relacionados ao tempo e ao espaço.

Existem duas visões tradicionais sobre a origem das Artes Ocultas na China. A primeiro, são de estudiosos que consideram todos os estudos do yinyang e das Cinco Fases como originados na figura histórica de Zou Yan (fl. 300 aC). Um segundo ponto de vista, como proposto, por exemplo, na seção “Artes Ocultas” do Siku quanshu, uma enorme coleção imperial de todos os tipos de escritos compilados em 1782, afirma que o estudo das artes ocultas “é na verdade um ramo do estudo das Mutações.”

No entanto, ambas as visões são imprecisas. À medida que mais e mais materiais recém-escavados são descobertos, sabemos que em vez de vir pronta de qualquer figura única, as noções de yinyang e das Cinco Fases originaram-se aos poucos de uma visão do universo extraída da prática da astronomia, do cálculos de calendário e do oráculo do cascos de tartaruga (I-Ching) As principais artes ocultas chinesas tomaram forma durante os trezentos anos que vão do período dos Reinos Combatentes até o Han Ocidental. Estudiosos pré-Qin, incluindo pensadores confucionistas e taoístas que enquadraram seus pensamentos dentro dessa visão do universo. Por exemplo, as idéias atribuídas ao Imperador Amarelo e Lao Tsé nos primeiros anos Han e as teorias cosmológicas discutidas nos apócrifos (chenwei 讖緯) em anos posteriores estão todas relacionadas às artes ocultas.

De acordo com a pesquisa recente de Li Ling, a adivinhação chinesa pode ser dividida em três ramos principais:

  • Astrologia e modelos cósmicos (式占 shizhan) relacionados ao calendário; (ver mais)
  • Advinhação oracular por meio de gravetos e leitura de casco de tartaruga  (筮占 shizhan) relacionados a adoração dos espíritos de animais ou vegetais; (ver mais)
  • Interpretação dos sonhos, apaziguamento (厭劾yan ke) e propiciação (祠禳ci rang) relacionados a fantasmas e seus efeitos no corpo humano. (ver mais)

A seção bibliográfica do Hanshu漢書 afirma que a biblioteca imperial Han continha 2.558 fascículos de escritos sobre as artes ocultas shushu. Estes foram categorizados em seis ramos: astronomia, calendário, as cinco fases (wuxing), leitura de casco de tartaruga (蓍龜), métodos variados de prognóstico (雜占) e fisionomia (形法).

Wuxing” refere-se à ressonância mútua entre as cinco fases (metal, madeira, água, fogo e terra) que na China antiga eram consideradas as forças básicas subjacentes a tudo no mundo. Os Wuxing estão correlacionados com as estações e direções. A maioria dos livros listados em wuxing na bibliografia Hanshu diz respeito a modelos cósmicos para selecionar dias auspiciosos. Após a dinastia Han, shushu tornou-se uma subcategoria das “Cinco Fases” nas histórias dinásticas e outros textos relevantes, expandindo assim o conceito de “Cinco Fases” para incluir vários tipos de adivinhação associados ao shushu. Os Princípios Gerais das Cinco Fases de Wuxing Dayi por Xiao Ji蕭吉 (final do século VI) resume as principais teorias de shushu antes da Dinastia Sui.

A astronomia e o calendário foram eventualmente separados das artes ocultas. Os editores do século XVIII Siku quanshu incluíram sete categorias sob o termo “artes ocultas”: matemática (數學shuxue), adivinhação por fenômenos celestes (占候zhhanhou), avaliações de habitações e túmulos (相宅相墓 xiangzhai, xiangmu), adivinhação,  fisionomia (命書相書mingshu, xiangshu), yinyang e as cinco fases, e artes diversas (雜技術).

Além disso, nos tempos antigos, as artes e técnicas ocultas para preservar a vida (方技fangji) eram conjuntamente chamadas de “fangshu方術”. , técnicas para preservar a vida (fangji) incluíam vários ramos destinados a preservar a saúde (養生yangsheng), como técnicas médicas, técnicas sexuais e os caminhos dos imortais (神仙shenxian). Capítulos sobre fangshu nas histórias dinásticas e enciclopédias (類書leishu) frequentemente discutiam medicina. Artes e técnicas ocultas para preservar a vida são, de fato, dois ramos de conhecimento inter-relacionados.

Livros sobre artes ocultas e sobre tecnologia e habilidades (como medicina) compartilham várias características comuns. A autoria é anônima. Os livros são atribuídos a figuras lendárias ou imperadores cujas conversas foram supostamente registradas nos livros. Caso contrário, alega-se que as técnicas ou habilidades registradas nesses livros estão de alguma forma relacionadas a essas figuras lendárias. Além disso, um livro pode incorporar várias obras de diferentes de períodos e de natureza diferente. Os escritos de um professor e de seu(s) discípulo(s) podem ser reunidos no mesmo livro. Outra característica comum é que o conhecimento das artes ocultas era transmitido secretamente de mestre para discípulo. Por causa desse sigilo, os termos técnicos e as fórmulas das artes ocultas foram muitas vezes perdidos ou modificados. No entanto, as artes ocultas ainda mantinham um certo nível de consistência interna.

Embora algumas técnicas tenham sido perdidas antes da dinastia Tang, materiais recém-desenterrados sobre artes ocultas podem nos ajudar a alcançar uma nova compreensão das principais tendências das artes ocultas nos tempos pré-Tang. (Para mais informações sobre esses materiais recém-desenterrados sobre artes ocultas, veja Li Ling, Zhongguo fangshu kao [Um Estudo das Artes Ocultas Chinesas]). Esses artefatos indicam que as artes ocultas se desenvolveram rapidamente durante as dinastias Zhou e Qin (cerca de 600-200 a.C.). A terminologia e o formato narrativo das artes ocultas nessa época tiveram uma grande influência em períodos posteriores.
Esses materiais recém-descobertos revelam que durante os períodos dos Reinos Combatentes, Qin e Han, houve uma tendência das artes ocultas em correlacionar shu, e combinar tempo, posição e direção, e até especular sobre espíritos. Esse desenvolvimento caracteriza a preocupação chinesa com a interação e ressonância nos ritmos cósmicos.

Zhang Xuecheng章學誠 (1738-1801), um proeminente estudioso da Dinastia Qing, sugeriu que os livros das artes ocultas eram originalmente baseados em ilustrações e gráficos. Na dinastia Song, o estudo de “yi” (易, os hexagramas do Livro das Mutações) incluiu um ramo para o “estudo de gráficos e números” (圖數之學 tushu zhixue). Os artefatos recentemente desenterrados mostram que ilustrações e números usados ​​em coordenação eram uma parte importante dos livros de artes ocultas.

Considere, por exemplo, a “Ilustração de uma Figura Humana” (人字圖 – Renzi tu), em destaque acima encontrada nos documentos de seda desenterrados dos túmulos Mawangdui em Changsha em 1973. O caractere “zi”字 em “Renzi”人字 significa parto. Esta ilustração, na qual certas localizações corporais estão relacionadas à hora e data de nascimento, é usada para prever o destino ou a possível personalidade de um bebê recém-nascido. A ilustração “Renzi” usa a figura de um corpo humano para representar as quatro estações. Também localiza os Ramos Terrestres nas sete partes de um corpo humano para prever a fortuna do bebê. Os doze Ramos Terrestres são uma sequência de marcadores de tempo, usados ​​tanto para os ciclos de duas horas mensais quanto para os diurnos. Por que esta ilustração toma a figura humana como seu fundamento?

De acordo com as notas na ilustração, diferentes conotações foram atribuídas a diferentes partes do corpo humano. Por exemplo, a cabeça representa “riqueza”, enquanto a sola dos pés representa “baixo status”, as axilas correspondem ao “amor” e as mãos representam “esperteza”. analogia entre partes do corpo e a fortuna de um bebê. Os vapores vitais masculinos e femininos (qi) foram considerados como correspondendo aos diferentes elementos dos Ramos Terrestres usados ​​no calendário. Emblemáticos das quatro estações, os Ramos Terrestres na “Ilustração da Figura Humana” representam as mudanças de energia ao longo do ano. Os leitores da ilustração precisam começar na cabeça e terminar na genitália, procedimento que simboliza as transições das quatro estações. Finalmente, esta ilustração define sete como um número de unidade. Aqui shu é considerado uma entidade independente que existe antes e depois do céu e da terra. A regularidade de shu representa ainda a noção de um “número” fixo ou destino que afeta pessoas e eventos. Em suma, a lógica interna das artes ocultas como expressa na ilustração “Renzi” é mostrada pelas relações entre as quatro estações, yinyang e os números. Os significados metafóricos de diferentes partes do corpo na ilustração predizem as possíveis personalidades de um bebê.

O “Yucang maibao tu” ou “Enterrando o Mapa de Pós-Nascimento Secretado por Yu”禹藏埋胞圖, outro documento de seda descoberto em Mawangdui, revela uma estrutura semelhante de interações entre o céu e os humanos. O “bao” em “maibao” refere-se à placenta. As pessoas na China antiga usavam este gráfico para selecionar a hora, o local e a direção adequados para enterrar a placenta, a fim de influenciar o destino, a inteligência e a expectativa de vida de um bebê recém-nascido.

Este gráfico consiste em três partes:

1) O gráfico inteiro é um grande quadrado feito de doze pequenos quadrados representando os doze meses. Os doze quadrados estão dispostos no sentido horário a partir do quadrado inferior esquerdo, que é rotulado como “Primeiro Mês”. O resto dos quadrados são rotulados sequencialmente.

2) Cada quadrado mensal é dividido em doze direções, por um diagrama chamado “ersheng sigou tu” 二蠅四鉤圖 (gráfico de duas cordas e quatro ganchos).

3) Cada um dos doze quadrados mensais é marcado com duas posições de “morte” e 10 números, variando de 20 a 120. As posições e números de “morte” diferem para cada mês. A pessoa que enterra a placenta deve observar rigorosamente várias regras relativas ao tempo, direção e números.


O “ersheng sigou tu” (tabela de duas cordas e quatro ganchos) é particularmente interessante. De acordo com o capítulo Tianwen “Padrões Celestes” do Huainan zi准南子, o céu é sustentado por duas cordas e quatro ganchos. As duas cordas se cruzam perpendicularmente através do centro do céu. Os quatro cantos do céu são amarrados e sustentados pelos quatro ganchos. Quando lido em conjunto com os Doze Ramos Terrestres, o “Quadro de duas cordas e quatro ganchos” torna-se um modelo do universo. As duas cordas e quatro ganchos podem ser interpretados como representando “espaços temporais”, um conceito importante para a compreensão das artes ocultas.

Gráficos ou figuras semelhantes de espaços temporais também podem ser vistos em dispositivos, como o gráfico liubo六博 e o espelho guiju規矩鏡 (ou diagrama TLV) que incorporavam a visão antiga do cosmos. O gráfico de doze meses de “Enterrando a placenta secretada por Yu” é exatamente um desses gráficos. As posições de “dashi”(大時,Grande Período) ou “xiaoshi”(小時,Período Pequeno) são posições de azar para enterrar a placenta, e são as duas posições rotuladas como “morte” para cada mês. Dashi originou-se de observações da Estrela do Ano (Júpiter), enquanto “xiaoshi” foi baseado em observações da Ursa Menor (斗doubing), ou da fundação lunar (月建yuejian), que foi baseada na observação da Ursa Maior. .
A “Tabela de Enterrar a Pós-parto Secretada por Yu” incorpora todos os elementos usados ​​na prática das artes ocultas nas gerações posteriores. O gráfico como um todo é um mapa com o norte na parte inferior e o sul na parte superior, o oeste à direita e o leste à esquerda. Os gráficos internos (gráficos de doze meses) são todos baseados no layout universal dos dois cabos e quatro ganchos. Os números nos pequenos gráficos simbolizam a duração da vida de uma pessoa. Portanto, neste mapa, o céu, a terra (direções) e o homem (tempo de vida) formam um conjunto de referentes correspondentes. O futuro de um bebê está ligado à ação de enterrar a placenta. O intermediário entre as interações é o “vapor vital” (qi) que efetua a correspondência entre assuntos semelhantes ou relacionados.

Este método de pensamento correlativo baseia-se na linguagem simbólica e estereotipada para derivar infinitas inferências de qualquer ponto de referência. A biografia de Zou Yan, no capítulo Meng Xun do Shiji史記, descreve suas técnicas com o seguinte: “Ele primeiro testaria sua teoria em pequena escala e depois extrapolaria por inferência até abranger tudo.” Tecnologias e habilidades práticas tradicionais chinesas adotaram esse modo de pensar, sendo a medicina chinesa clássica um exemplo bem conhecido.

Os documentos demonstram que as artes ocultas eram de valor pragmático, e foram, e continuam a ser, integradas e na vida cotidiana das pessoas comuns. Por exemplo, nos tempos antigos, manuais sobre artes ocultas foram publicados para o público em geral e as comunidades na China moderna ainda usam almanaques que incorporam as artes ocultas. Por outro lado, porque as artes ocultas eram frequentemente usadas para prever o futuro dos assuntos do Estado, e porque seu caráter misterioso era considerado uma ameaça à ordem estabelecida, a prática das artes ocultas era inseparável da manipulação do poder político. Portanto, o conhecimento das artes ocultas, especialmente astronomia e astrologia, geralmente era controlado pelo governo, que muitas vezes proibia o estudo privado nesses campos.

O proeminente estudioso Gu Jiegang 顧頡剛 (1883-1980) disse uma vez que entre todos os ramos do aprendizado chinês, as artes ocultas são as mais difíceis, e que as seções mais impenetráveis ​​de livros sobre artes militares ou medicina são principalmente relacionadas às artes ocultas. A importância do estudo das artes ocultas não se limita à compreensão das próprias artes ocultas. As artes ocultas tiveram uma influência importante em muitos aspectos da cultura tradicional chinesa e foram uma força importante ao longo da história chinesa.

Referências

Li, Ling, ed. Zhongguo fangshu gaiguan [Uma visão geral das artes ocultas chinesas]. Pequim: Renmin zhoungguo chubanshe, 1993. 10 seções e 13 volumes. Este trabalho abrange astrologia, adivinhação, seleção de dias auspiciosos, adivinhação, fisionomia e outras técnicas.

Liu, Daochao, trad. e comentário. Xieji bianfang shu [協紀辯方書] (1741) Nanning: Guangxi renmin chubanshe, 1993. Nakamura, Shohachi. Goygo taigi kochu [Comentário sobre os Princípios Gerais das Cinco Fases]. Tóquio: kyuko shoin, 1984.

Graham, A. C. Yin-yang e natureza do pensamento correlativo. Cingapura: Instituto de Filosofias do Leste Asiático, 1986.

Harper, Donald. “Estados guerreiros, qin e manuscritos Han relacionados à filosofia natural e ocultismo.” em Edward L. Shaughnessy (ed.) Novas Fontes da História Chinesa Antiga. Berkeley: The Society for the Study of Early China & The Institute of East Asian Studies, University of
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Li, Ling. Zhongguo fangshu kao [Um estudo das artes ocultas chinesas]. Pequim: Renmin Zhongguo Chubanshe, 1993.

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Postagem original feita no https://mortesubita.net/asia-oculta/introducao-ao-ocultismo-chines/

Miss é barrada em júri de concurso de beleza por causa de “bruxaria”

Este post não faz parte da nossa programação normal. Só coloquei para mostrar que, quando a gente fala aqui na coluna sobre os problemas que a ignorância dos extremos (o fanatismo ateu ou religioso) causa no planeta, às vezes tem gente que acha que estamos exagerando.

O que realmente preocupa é que a notícia abaixo não aconteceu nos Estados Unidos, no Paquistão, no Kazaquistão ou na Uganda, mas no CANADÁ.

A miss Stephanie Conover não poderá ser uma das juradas do concurso de beleza Miss Toronto Turismo por gostar de “bruxaria”, informou nesta segunda-feira a organização do evento.

Stéphanie, de 23 anos e vencedora de um concurso de miss no Canadá em 2007, já tinha tudo preparado para fazer parte do júri que decidirá em fevereiro a vencedora do concurso Miss Toronto Turismo, mas recebeu uma carta da organização afirmando que ela tinha sido eliminada por gostar de tarô.

A organização do evento afirmou que a “leitura do tarô e do reiki (uma prática originada no Japão) fazem parte do oculto e não é aceitável por Deus, os judeus, muçulmanos ou cristãos”.

A organização reafirmou à imprensa sua decisão através de sua porta-voz, Karen Murray.

“Aceitamos (pessoas de) todas as religiões e todas as nacionalidades, mas as rejeitaríamos se estivessem envolvidas em bruxaria”, afirmou.

Aparentemente Stéphanie forneceu detalhes sobre suas crenças quando a organização do concurso de beleza lhe pediu uma pequena biografia.

“Disse tudo o que faço; que sou uma artista, cantora e dançarina.

Contei sobre meu trabalho com a caridade e também falei sobre meus hobbies, como escrever canções, tecer, pintar, praticar ioga, reiki e as cartas do tarô”, disse Stéphanie ao jornal “The Toronto Star”.

Para Murray, estas características, especialmente as duas últimas, são suficientes para desqualificar Stéphanie.

“Queremos alguém com os pés na terra, não alguém no lado obscuro ou no oculto”, afirmou a porta-voz.

(UOL Notícias)

O lado bom de tudo isso é que, graças à Karen Murray, o tio Marcelo decidiu que até a metade do ano vai ensinar os conceitos básicos do Tarot aqui na coluna, para que todos vocês tenham noções de como funciona esta ferramente maravilhosa de auto-conhecimento.

Amanhã retornamos com nossa programação normal…

“O mundo é um lugar perigoso de se viver,

não por causa daqueles que fazem o mal,

mas sim por causa daqueles que observam

e deixam o mal acontecer.”
Albert Einstein

#Ceticismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/miss-%C3%A9-barrada-em-j%C3%BAri-de-concurso-de-beleza-por-causa-de-bruxaria