A Magia Psicodélica de Carlos Castañeda

Carlos César Salvador Arana Castañeda (1925 –1998) ou, simplesmente –  Carlos Castañeda, escritor cuja biografia guarda uma boa dose de mistério foi – e para muitos ainda é uma espécie de guru do autoconhecimento no contexto da cultura hippie que floresceu  entre o fim dos anos de 1960. Sua cuja fama consolidou-se durante toda a década de 1970 mantendo e  alcançando novos adeptos e admiradores durante os anos de 1980 e 1990, transcendendo portanto,  a orientação ideológica de seus primeiros leitores alcançando novas gerações da burguesia  urbana ocidental que, mesmo não sendo hippies, incorporaram vários elementos da ideologia  daquele movimento.

Curiosamente Castañeda não é tão conhecido quanto deveria pela nova esquerda ocultista que emergiu na America latina do ano 2000 para cá, pessoas que talvez devido a explosão da internet para adquirir conhecimentos deste naipe talvez tenha pegado menos em livros do que as gerações anteriores, e embora não conheça Castañeda conhece trechos e títulos inteiros de autores de outros continentes. Pra corrigir isso, a iniciativa Morte Súbita convidou a articulista Lígia Cabus para nos dar uma aula sobre a “Feitiçaria meso-americana, mas para alegria ds leitores em vez disso ela preparou todo um curso sobre o assunto.

Os 14 livros publicados de Carlos Castañeda, 11 em vida e 3 póstumos, consolidaram sua fama como o grande mestre esotérico da magia xamânica, formado na tradição meso-americana dos indígenas do México herdada dos  povos pré-hispânicos da região, especialmente os toltecas mas também, astecas e maias. Não seria errado afirmar que ele é o responsável pelo resgate do paganismo meso-americano assim como Gerald Gardner resgatou o paganismo celta. Contudo Castañeda foi muito mais a fundo do que Gardner, pois teve acesso a uma cultura viva e não apenas a registros históricos e arqueológicos. A trajetória de Castaneda no universo da magia xamânica meso-americana começou a partir de sua  condição de estudante de Antropologia da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA-EUA)  em função de uma pesquisa acadêmica destinada a instruir uma dissertação de mestrado sobre o  uso de plantas psicotrópicas (ou medicinais) entre as etnias indígenas.

Essa pesquisa inicial foi inspirada pela obra de Aldous Huxley, As Portas da Percepção que  chamou a atenção do Ocidente para os efeitos psicotrópicos da mescalina, um alcalóide  alucinógeno presente no cacto chamado Peiote (Lophophora williamsii) que era usado em rituais  por diferentes povos indígenas americanos: Porém, a investigação que começou como pesquisa acadêmica acabou por se transformar no centro  da vida do autor gerando mais uma dezena de livros autobiográficos. Aos poucos, p antropólogo  transformou-se em guru com fama de bruxo.

“No verão de 1960, quando eu era estudante de antropologia na Universidade da Califórnia, em  Los Angeles, fiz várias viagens ao Sudoeste a fim de coligir informações sobreas plantas  medicinais utilizadas pelos índios do local…tive a felicidade de conhecer um índio yaqui do Noroeste do México. Eu o chamo “Dom Juan”. Eu já conhecia Dom Juan havia um ano quando ele afinal resolveu confiar em mim. Um dia ele me explicou que possuía um certo conhecimento, que aprendera com um mestre, um “benfeitor”, como ele dizia, que o dirigira numa espécie de aprendizagem. Dom Juan, por sua vez, me escolhera para servir de seu aprendiz, mas ele me avisou que eu teria de assumir um compromisso muito sério e de que o treinamento seria longo e árduo.” (CASTANEDA, 1968 – p 6,  10)

Aquela dissertação de mestrado foi seu primeiro livro. Com o título The Teachings of Don Juan – a Yakui* way of knowledge, o texto foi publicado em 1968 em sua primeira edição em inglês pela University of California Press. No Brasil, foi lançado pela editora Record como A Erva do Diabo (a edição mais antiga que articulista conseguiu localizar data de 1970). Porém, conceitos básicos definidos em A Erva do Diabo são significativamente alterados no prosseguimento da experiência de Castaneda como aprendiz, descrita no segundo livro, tese de doutorado do autor: Uma Estranha Realidade, 1971.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/paganismo/a-magia-psicodelica-de-carlos-castaneda/

O espírito no tempo

» Parte 1 da série “Para ser um médium” ver a introdução

O homem, as gerações humanas, morrem no tempo. Mas o espírito não. O tempo é o campo de batalha e que os vencidos tombam para ressuscitar. Quem poderia deter a evolução do espírito no tempo? (J. Herculano Pires)

Ernesto Bozzano foi um pesquisador e intelectual italiano com grande interesse em antropologia, sociologia, evolução e as origens da mediunidade no palco obscuro da pré-história. Num de seus livros ele inicia suas exposições dizendo que “se consultarmos as obras dos mais eminentes antropólogos e sociólogos, notamos que todos concordam em reconhecer que a crença na sobrevivência do espírito humano se mostra universal”. Na época em que Bozzano publicou seus primeiros livros, no final do século XIX, falar abertamente sobre “espírito” ainda não era tão escandaloso na Academia. Os espiritualistas europeus daquela época, muitos influenciados pelas ideias expostas nos livros de Allan Kardec, eram igualmente grandes entusiastas da teoria de Darwin-Wallace… Mas, enquanto esta se ocupava exclusivamente da evolução física das espécies, alguns espiritualistas – dentre eles o próprio Wallace – se interessavam em tentar elucidar a evolução espiritual, particularmente em como o espírito humano havia evoluído através do tempo.

Se saltarmos diretamente para a época em que os primeiros hominídios surgiram no tempo, podemos nos aproveitar de uma bela, simples e elegante teoria proposta pelo arqueólogo Steven Mithen, conforme exposta em A pré-história da mente: Mithen acreditava que algumas potencialidades da mente eram suficientemente conectadas entre si para que pudessem ser agrupadas conceitualmente em módulos mentais… A inteligência geral foi herdada das outras espécies das quais os hominídios evoluíram, e é responsável pelos processos básicos de instinto e sobrevivência; A inteligência naturalista desenvolveu-se ao longo da persistente guerra da fome – o conhecimento do terreno em sua volta, a análise dos rastros de presas livres deixados no solo, o cuidado para evitar plantas venenosas, etc.; A inteligência técnica permitiu o manuseio de objetos e até mesmo a elaboração de ferramentas, como pedras pontiagudas que facilitam o corte da carne das presas abatidas; E, finalmente, a inteligência social evoluiu desde que nossos ancestrais reconheceram que caminhar pelo mundo em bandos era mais seguro do que enfrentar as caçadas sozinho.

Mithen acreditava que o que nos separava definitivamente dos outros hominídios de inteligência primitiva era a interseção entre tais módulos mentais, que parece ter ocorrido de forma mais abrangente no homo sapiens. Subitamente, os dentes de animais caçados, que antes eram descartados, se tornaram decoração de colares; Colares estes que também serviam para demonstrar para outros membros (e mulheres, quem sabe) da mesma tribo quão bons eram os caçadores que os ostentavam; Da mesma forma, as pegadas deixadas na terra pelas presas tornaram-se também símbolos que demonstravam o tamanho e a direção em que o animal se deslocou; E logo tanto símbolos naturais quanto animais quanto os próprios homens se fundiram em pictogramas pintados em cavernas profundas – registros da história de um povo que se reconheceu como povo; Talvez ao mesmo tempo, surgiram os mitos, as forças naturais tornadas meio-homem, meio-animal, meio-espírito, meio-deus – a religião ancestral surgia em meio ao animismo e ao xamanismo, juntamente com a consciência de nossa vida e nossa mortalidade.

A teoria de Mithen não têm absolutamente nada de espiritualista, como podemos ver, mas a sorte de sermos espiritualistas é que não precisamos ignorar as teorias daqueles que não creem em espíritos. Se alguns sentem-se escandalizados com a possibilidade do espírito ter surgido antes do homem, e ser formado por matéria fluida, parte dos 96% da matéria cósmica que não interage com a luz, e que vêm habitando corpos das mais variadas espécies, desde organismos unicelulares até os hominídios e animais com cérebro adequado para comportar um espírito em processo de individualização consciente, numa odisseia multimilenar que caminha lado a lado com a evolução descrita por Darwin e Wallace, deixem estar: lembremos que boa parte de nossa compreensão espiritual se baseia em experiências subjetivas, e que a matéria fluida, espiritual, ainda não foi detectada em laboratório.

Ainda assim, nos anais da pré-história humana, e das primeiras tribos e civilizações, permanece a dúvida objetiva: como podem tantas comunidades isoladas terem chegado a crenças tão parecidas? Em realidade, as crenças nem são tão próximas quanto às atividades místicas em si: a mediunidade, esta sim, conecta de forma definitiva todos os povos primitivos da Terra, sem exceção.

Define-se religião primal como um “sistema de crenças anterior às grandes religiões mundiais”. As religiões primais seguidas por povos tão distintos quanto os inuítes da América do Norte e os aborígenes australianos são variadas, mas com amplas similaridades. Os adeptos ainda hoje vivem quase sempre isolados e privados das comodidades modernas. Enfrentam rigores climáticos, escassez de comida e desastres naturais. Suas crenças lhes dão suporte para lidar com esses problemas. Seus milhares de espíritos ou divindades os ajudam a lidar com as forças naturais, e suas práticas religiosas variam desde experiências místicas e extáticas, normalmente guardadas aos médiuns ativos, até coisas bem mais práticas, como perguntar a um espírito qual a região próxima mais apropriada para a caçada de amanhã…

Muitos chamam tais médiuns ancestrais de xamãs, mas este é um termo surgido na Sibéria, e significa algo como “aquele que enxerga no escuro” na língua local. Mas sejam xamãs, ou pajés, babalorixás, iogues, curandeiros, feiticeiros, etc., todos são em essência médiuns, e suas práticas de comunicação com espíritos, sejam os seus próprios, sejam os de fora, são, estas sim, a grande prática universal que os conecta a todos, e assim conecta a humanidade como um todo, desde sua origem. Conforme disse o Chefe Seattle em sua carta ao presidente americano: “Todas as coisas são interligadas, como o sangue que nos une. O homem não tece a teia da vida – ele é apenas um fio dela. O que fizer à teia, fará a si mesmo.”

Como por vezes é complexo identificar como exatamente tantas sociedades primitivas chegaram a ideias e símbolos tão elaborados e “fora da realidade”, muitos antropólogos preferem deixar tudo a cargo das experiências psicodélicas induzidas por alucinógenos naturais. Por exemplo, há escritos do hinduísmo, que é reconhecidamente uma das religiões mais antigas do globo, que louvam a soma, uma planta alucinógena. No Brasil muitos já conhecem o Santo Daime, que é uma doutrina religiosa totalmente baseada nos costumes de povos da grande floresta amazônica, que consomem o chá de ayahuasca a fim de desencadearem experiências místicas… Esta explicação, porém, é incapaz de dar conta de todas as experiências mediúnicas, pois sabemos melhor do que ninguém que a mediunidade hoje pode ser praticada sem o consumo de qualquer tipo de substâncias alucinógenas, e, de fato, esta é a recomendação da grande maioria das doutrinas espiritualistas de hoje em dia. Não há a menor razão para crermos que na pré-história todos os médiuns usavam substâncias do tipo – na verdade, há razões para crer que eles eram minorias localizadas em algumas regiões do globo onde era possível extrair tais substâncias da natureza. Não haviam cogumelos alucinógenos em todas as partes do planeta.

Talvez a religião primal que mais intrigue os antropólogos materialistas seja a religião nativa do Japão que, a despeito do país ter se tornado um verdadeiro polo tecnológico e comportar provavelmente a sociedade mais moderna do mundo, continua plenamente ativa. O xintoísmo, ou “o caminho dos deuses”, foi o título dado à religião nativa do Japão aproximadamente em 720 d.C., poucas décadas após a chegada do budismo na ilha. A questão é que se trata de uma religião pré-histórica, que só foi nomeada em razão de diferencia-la do budismo, recém chegado. Antes o xintoísmo era apenas “a religião”. O xintoísmo reconhece diversos seres divinos chamados kami, supostamente infinitos, que preenchem tudo o que exibe poder ou força vital. Para os japoneses, a natureza é literalmente divina.

Como sabemos, a natureza não é somente divina, como potencialmente viva. Nos dias atuais, presos em nossas selvas de concreto, talvez tenhamos esquecido de como um pequeno galho partido é apenas a parte morta de uma árvore, mas que irá se decompor e formar novamente coisas vivas… Ou que mesmo uma pedra abriga tanto parte da matéria que forma nossos corpos, como parte da matéria que formará espíritos das eras vindouras, embora hoje estejam confortavelmente dormindo no ventre sagrado da Mãe Terra, esperando o chamado do Pai Céu…

Termos antigos, conhecimento antigo, intuição antiga. Certamente tinham uma compreensão precária, parcial, da natureza à volta. Mas, estariam todos eles errados em tudo o que perceberam? Talvez a essência daquilo que viram e sentiram em suas experiências mais sagradas seja exatamente aquilo que falte hoje no mundo moderno. Alguns japoneses o sabem, e também alguns xamãs em meio ao frio do norte, alguns aborígenes, alguns indígenas, alguns poetas, alguns médiuns… Talvez você possa ser um deles, talvez já o seja. Esta é a nossa história, a história do espírito no tempo. Caberá a você escrever os próximos capítulos.

» A seguir, loucura e normalidade…

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Leitura recomendada: O espírito e o tempo, de J. Herculano Pires (Paidéia). Religiões, de Philip Wilkinson (Zahar, Guia Ilustrado).

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Crédito das imagens: [topo] Edward S. Curtis/Corbis (indígena da ilha de Nunivak, no Alasca – EUA, com sua máscara cerimonial); [ao longo] Rainer Hackenberg/Corbis (um torii, símbolo xintoísta, em Kyoto – Japão)

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

Ad infinitum

Se gostam do que tenho escrito por aqui, considerem conhecer meu livro. Nele, chamo 4 personagens para um diálogo acerca do Tudo: uma filósofa, um agnóstico, um espiritualista e um cristão. Um hino a tolerância escrito sobre ombros de gigantes como Espinosa, Hermes, Sagan, Gibran, etc.

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#Antropologia #Espiritismo #Mediunidade

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Ocultaria 2019

Evento de Ocultismo e Magia traz de volta a importância do Conhecimento.

No dia 20 de julho, no hotel Mercure Jardins, acontecerá a versão 2019 do evento OCULTARIA, que promete reunir grandes nomes do ocultismo e magia do Brasil para um dia de bate-papo e aprendizado. Nomes ilustres como Marcelo Del Debbio (maçom e autor de livros como a Enciclopédia de Mitologia, Kabbalah Hermética e organizador do Hermetic Kabbalah Tarot, trabalho que virou referência na área de hermetismo e simbolismo no tarot), Nino Denani (escritor, palestrante, youtuber e mago hermetista), Lord A.’., Projeto Xaoz, Colégio Platinorum e Conhecimentos da Humanidade se reunirão para palestrar no evento.

A ideia do OCULTARIA é desmistificar o “mundo mágico”, deixando a informação mais acessível ao grande público, incentivando em todos a necessidade da tão falada “busca pelo conhecimento”, que todos falam, mas na prática é bem restrita.

Uma preocupação muito grande dos organizadores do evento é justamente o aparente descaso da sociedade com relação a aquisição de conhecimento: a internet está cada vez mais cheia de pessoas opinando sobre assuntos que desconhecem e preferem desconhecer em vez de buscar ter uma informação íntegra. O OCULTARIA é um movimento de resistência à essa onda, feito por pessoas que estão em diversos níveis sociais e culturais, atuando de forma silenciosa.

O evento é organizado pela Ordem do Grande Oriente Místico.

» Para se inscrever no OCULTARIA, acesse ogom.org/ocultaria2019/

Mais informações:

Data: 20/07/2019

Local: Mercure Jardins – Alameda Itu, 1151 – Jardins, São Paulo – SP, 01421-001 Telefone: (11) 3089-7555

Palestrantes:

Marcelo Del Debbio – Kabbalah Hermética

Projeto XAOZ – As vertentes Mágicas da humanidade e o Caoísmo

Lord A – In viso noctis: Mistérios do vôo noturno e do sonho lúcido

Colégio Platinorum – A visão Aeônica e suas chaves sistemáticas

Conhecimentos da Humanidade – (a decidir)

Nino Denani – O Hermetismo no dia-a-dia: a Tábua Esmeralda como ferramenta de ataque e defesa.

Foto do OCULTARIA 2018:

#Ocultismo

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Mapa Astral de Guimarães Rosa

João Guimarães Rosa (Cordisburgo, 27 de junho de 1908 — Rio de Janeiro, 19 de novembro de 1967), foi um dos mais importantes escritores brasileiros de todos os tempos. Foi também médico e diplomata.

Os contos e romances escritos por Guimarães Rosa ambientam-se quase todos no chamado sertão brasileiro. A sua obra destaca-se, sobretudo, pelas inovações de linguagem, sendo marcada pela influência de falares populares e regionais que, somados à erudição do autor, permitiu a criação de inúmeros vocábulos a partir de arcaísmos e palavras populares, invenções e intervenções semânticas e sintáticas.

Mapa Astral

O mapa Astral de Guimarães Rosa mostra energias fortíssimas cancerianas; Com Sol, Mercúrio, Vênus, Marte, Netuno e Caput draconis em Câncer; Lua e Plutão em Gêmeos; Ascendente em Libra, Júpiter em Leão; Saturno em Áries e Urano em Capricórnio. Netuno em Câncer é o seu planeta mais forte, com 6 Aspectações.

Câncer é a energia da Água Cardinal, ou seja, as emoções voltadas para o espírito. Como já falei algumas vezes, é a energia que guia desde enfermeiras de berçário até serial killers pedófilos, passando por artistas, médicos e maestros; namorados doentes de ciúmes e mães judias e italianas… desde que a vida e as emoções das outras pessoas estejam nas mãos deles.

Conhecemos mais estas energias pelas oitavas baixas do nosso Planeta: novelas com dramalhão rasteiro, apelo ao emocional baixo e chantagens emocionais baratas, ciúmes, controle e posse das emoções dos outros, mas quando bem direcionadas, estas energias influenciam os melhores e maiores poetas, maestros, cineastas e compositores; os melhores e mais cuidadosos médicos/as e enfermeiros/as.

Guimarães Rosa era um enfermeiro das palavras: da combinação entre sua Lua em Gêmeos (a “Lua dos curiosos”) que facilita trabalhar com palavras, códigos e símbolos, aliada a uma capacidade muito acima da média de trabalhar com emoções resultou em uma obra que mexe com os sentimentos dos leitores a cada parágrafo.

A soma dos aspectos cancerianos (“cuidar dos outros”) e do Ascendente em Libra (“justiça, diplomacia”) foi combinada nas profissões de Médico e Diplomata que ele exerceu. Sua capacidade para compreender e estudar línguas lhe ajudou a compreender a fundo o sentimento e as emoções das pessoas ao seu redor.

Realismo mágico, regionalismo, liberdades e invenções linguísticas e neologismos são algumas das características fundamentais de sua literatura. Guimarães Rosa prova o quão importante é ter a linguagem a serviço das emoções, e vice-versa, uma potencializando a outra. Nesse sentido, o escritor mineiro inaugura uma metamorfose no regionalismo brasileiro que o traria de novo ao centro da ficção brasileira.

#Astrologia #Biografias

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Maldição japonesa pelo Método da raposa – 狐涎の法

Por Robson Bélli

Este método visava matar uma pessoa ou então deformar a mesma de maneira irreversível.

Basicamente se colocava um pão dentro de um vaso enterrado na terra com a boca do vaso aberto para fora, de forma com que a raposa não consegui-se alcança-lo e saliva-se sobre o mesmo tentando pega-lo, no dia seguinte se retirava o pão e deixava secar, ralava o pão.

O uso mortal era colocar este pó de pão como um tempero especial na comida de alguém, assim a pessoa morreria e o espirito da raposa tomaria o seu lugar em um corpo de zumbi, maluco, sim talvez.

A segunda forma era colocar esse pó de pão com saliva na agua onde a pessoa lavaria o rosto ou tomaria banho, caso a pessoa lava-se apenas metade do rosto ela ficaria apenas com metade do rosto deformado, e ficando assim deformada para sempre.

O método da raposa era popular muito popular na parte sudeste da China na dinastia Song, mas depois foi introduzida na parte noroeste do Japão. Evidências sugerem que uma bruxa em Shaanxi foi executada durante os anos de 1161-1187 por esconder e comercializar a saliva de uma raposa, de sua posse foi encontrado um jarro cheio deste liquido.

Uma variação deste feitiço era o uso de saliva de cão, mas as vezes dava certo e em outras vezes não.

[Nota do Editor: Apesar de tradicional e histórico este procedimento é inaceitável hoje em dia. Maltratar animais é crime no Brasil previsto pela lei nº 9.605/98. Nem o autor nem o portal incentivam ou apoia quaisquer atos criminosos.]


Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

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Restauração Maçônica

A formalidade e restrições do traje maçônico: quase todas as Lojas tem funcionamento na noite dos dias úteis, o que obriga o maçom a, muitas vezes, ir direto do seu trabalho para a Loja. A obrigatoriedade do terno preto com camisa branca e gravata preta ou outra cor conforme rito acaba por atrapalhar a rotina de muitos membros, principalmente aqueles que não adotam traje social em seus locais de trabalho ou utilizam uniformes em suas profissões. Muitas vezes, um maçom deixa de realizar visitas espontâneas a outras Lojas por conta da vestimenta não adequada.

As reuniões semanais e exigência de presença: para eles, reuniões semanais são um excesso na sociedade em que vivemos, em que um maçom geralmente tem várias outras atividades e compromissos sociais, profissionais, educacionais, intelectuais, religiosos, políticos, filantrópicos e familiares a atender. Por isso, defendem uma periodicidade quinzenal ou mensal. Além disso, a obrigatoriedade de presença mínima com punição prevista por descumprimento acaba por afastar muitos maçons voluntaria ou involuntariamente. Às vezes se perde valorosos membros que, por serem muitos atuantes na sociedade, não conseguem se fazer presentes em Loja o quanto se exige.

Os poucos membros iniciados: enquanto que muitos membros abandonam a Maçonaria por conta dos mais diversos fatores, as Lojas têm feito cada vez menos iniciações e de menos candidatos, o que tem esvaziado os templos e desmotivado ainda mais os maçons remanescentes. Vê-se então um verdadeiro “déficit maçônico”. Isso enfraquece a Maçonaria e a torna mais velha e, muitas vezes, retrógrada.

A cultura de Lojas pequenas: quando uma Loja no Brasil consegue romper a barreira da inércia e crescer, muitos Irmãos começam a defender a criação de uma Loja nova com parte de seus membros, até com a desculpa de evitar disputas eleitorais e de fazer a Maçonaria crescer (pelo menos em número de Lojas). Já os críticos acreditam que quanto maior uma Loja for, melhor. Uma Loja com muitos membros tem mais condições financeiras para filantropia, pode exercer maior “barganha social” junto às autoridades locais e enfrenta menos dificuldades de funcionamento.

Com tais argumentos, esses maçons defendem uma mudança na Maçonaria Brasileira de forma a torná-la mais flexível com os critérios de vestimenta, periodicidade, presença e seleção de membros. Uma Maçonaria maior e menos rigorosa, mais “adequada” aos dias atuais.

Em contrapartida, um grupo de maçons norte-americanos pensa exatamente o contrário. Vivendo uma Maçonaria nos moldes da desejada pelos seus antagônicos brasileiros, sem rigidez na vestimenta e com reuniões quinzenais ou mensais em Lojas que possuem centenas de membros, mas que contam com presença de apenas uma dúzia por sessão, eles desejam mudanças.

Em 2001 eles criaram nos EUA a “Fundação da Restauração Maçônica”, com o objetivo de promover o que eles chamam de “Observância Tradicional”, que é exatamente a implementação em Lojas Regulares de características encontradas na Maçonaria Latino-Americana, como: vestimenta social uniforme; Câmara das Reflexões; mais reuniões; exigência de presença; iniciação de um candidato por vez; Lojas pequenas e com foco na instrução de seus membros. As Lojas continuam filiadas à Grande Loja Estadual e trabalhando no Rito de York (Monitor de Webb), apenas adotando algumas dessas mudanças em seu “modus operandi”.

Apesar de 10 anos de existência, o movimento americano tem apresentado pouco desenvolvimento: até agora, apenas umas 30 Lojas em todo os EUA adotaram o modelo sugerido.  Para se ter uma ideia, o Real Arco, um ilustre representante do modelo maçônico norte-americano em terras brasileiras, cresceu no Brasil quase 3 vezes mais nesse mesmo período, e nossa Maçonaria corresponde a apenas 1/7 do tamanho da Maçonaria dos EUA.

De qualquer forma, é importante destacar que os pontos em questão são em geral de cunho administrativo, e independente se rígidos ou flexíveis, nada impactam no Rito praticado, na qualidade ritualística, no respeito aos Landmarks, ou mesmo na filiação à Obediência. Como prova disso, pode-se observar que nos EUA, onde há uma maior flexibilidade administrativa e menor quantidade de reuniões, os Oficiais das Lojas exercem suas funções ritualísticas de memória e as regras de conduta são muito mais rígidas. Enfim, não há modelo melhor ou pior. A questão é na verdade sociocultural, e sendo sociocultural, é sim mutável.

Nesse contexto, cada Loja deveria ter a liberdade e soberania para funcionar como acreditar ser melhor, e mudar quando achar conveniente. Porque, na verdade, não importa se é uma Loja de 10 ou de 100 membros, se tem reuniões toda semana ou uma vez por mês, se inicia 1 ou 100 candidatos por ano, se os membros usam jeans ou smoking. O que importa é se é uma Loja Justa e Perfeita, onde se ensina o homem livre e de bons costumes a ser um maçom, um construtor de uma sociedade melhor e mais feliz. O conhecimento, a excelência ritualística e a preservação das tradições maçônicas não dependem da roupa que se veste, da quantidade de irmãos e de reuniões ou do tamanho da Loja. Depende, apenas, do trabalho sobre a pedra bruta que somos.

De tudo isso, tira-se uma importante lição para a Maçonaria Brasileira: as Obediências deveriam se preocupar menos com a regulamentação do funcionamento das Lojas e mais com a produção de material de estudo de qualidade para as mesmas, enquanto que os maçons deveriam se preocupar menos com a cor da camisa do outro e mais com o conteúdo das reuniões.

Antes de procurar mudar “como” a Maçonaria funciona, deve-se procurar compreender “o que é” a Maçonaria e “porque” ela existe. Então talvez optemos pela “restauração”, mas não da forma, e sim dos valores.

#Maçonaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/restaura%C3%A7%C3%A3o-ma%C3%A7%C3%B4nica

A História da Magia no Ocidente

Começa hoje o Financiamento Coletivo dos Livro da história da magia no Ocidente

https://www.catarse.me/historiadamagia

Reunimos neste projeto livros essenciais em várias áreas do Hermetismo, Thelema e Filosofia para definir a Magia no século XX e XXI. Este nosso vigésimo quinto projeto traz os livros que editaremos no segundo semestre de 2022, com previsão de entrega para Novembro. A grande vantagem de participar de um Financiamento Coletivo é que pretendemos publicar grimórios extras que serão entregues como presentes para os apoiadores conforme as metas estipuladas forem sendo batidas, como fizemos nos últimos dez projetos.

A HISTÓRIA DA MAGIA

A compreensão histórica da Tradição Esotérica Ocidental é o ponto de partida fundamental para todos aqueles que pretendem estudá-la e praticá-la, bem como a rota que deve nortear a nossa caminhada no seio da Tradição. Se não sabemos de onde viemos e onde se encontra cada um dos pensadores e movimentos que constituem o arcabouço do Esoterismo Ocidental, iremos correr o risco de, à moda New Age, colocar todos esses pensadores e movimentos em um único plano e compará-los como que se fizessem parte de um mesmo momento e, deste modo, incorrendo em erros primários. Um destes erros é olhar o passado como se ele fosse glorioso e o presente como um estado decadente; no outro extremo, faltar alinhamento, consonância ou correspondência com o momento histórico que iremos nos debruçar também é problemático. Compreendendo as raízes do movimento no qual decidimos trilhar a Senda da Iniciação, podemos segui-lo com mais segurança, consciência e mesmo como continuadores e perpetuadores da Tradição, nos tornarmos células vivas dela, acrescentando os nossos passos. Com tal objetivo, a obra História do Esoterismo Ocidental foi construída como uma introdução e roteiro a esse assunto tão importante ao Esoterismo Ocidental, mas, infelizmente, negligenciado. Originalmente concebida para ser um curso para os postulantes à Iniciação no seio da Irmandade dos Filósofos Desconhecidos, essa obra tomou proporções maiores e entendeu-se que ela precisaria ser disponibilizada para o benefício de todos os buscadores.

TREINAMENTO MÁGICO

Ao contrário do pensamento cada vez mais difundo na contemporaneidade, temos insistido de maneira muito categórica em que a Ordem Martinista, uma expressão da Escola Francesa da Tradição Esotérica Ocidental, é completa em si mesma. Com isso, queremos dizer que um buscador realmente implicado em sua busca encontrará tudo o que é necessário para seu crescimento espiritual dentro da Ordem Martinista. A respeito da obra que o leitor tem em mãos, ela nasceu no transcurso da pandemia de 2020. Nesse período, os conventículos martinistas das diferentes Heptadas espalhadas pelo Brasil foram suspensos e, ao contrário do que se poderia imaginar, tal situação proporcionou uma grande aproximação entre todos membros desses diversos corpos martinistas. Sob essa particular circunstância, atravessada pelo isolamento social e pela sensação de vulnerabilidade que proporcionaram uma busca mais intensa e urgente pelo aprofundamento no conhecimento e no desenvolvimento espiritual, o Treinamento Mágico que ora publicamos foi aplicado em âmbito nacional, entre estudantes de diferentes vocações e estágios no treinamento tradicional. Evidentemente, um treinamento como o que é aqui proposto exige do praticante disciplina e constância. Dentre os disciplinados que mantiveram a constância no Treinamento, destacou-se a compreensão de que um dos grandes méritos dele foi o de propor algo realmente possível de ser introduzido e realizado no cotidiano independentemente da agenda de cada qual, pois implica no máximo 15 minutos diários. Estamos enormemente satisfeitos por saber que, por meio desta publicação, muitos buscadores terão acesso ao nosso Treinamento Mágico e que poderão comprovar, por eles mesmos, a eficácia e a grandeza do que aqui é proposto. Por fim, frisamos que o nosso Treinamento Mágico não traz práticas restritas a iniciados martinistas, nem tampouco se limita ao “espírito” da Escola Francesa da Tradição Esotérica Ocidental.

THEOSOPHIA PERENNIS

Nestes artigos, ensaios e exposições, o autor Daniel Placido guiará o leitor por um passeio através de assuntos como mito, imaginário, Santo Graal, sufismo, gnosticismo, neoplatonismo, teosofia, prisca theologia, Vedanta, filosofia da natureza, esoterologia, antroposofia, Nova Era, acompanhados por expoentes ocidentais e orientais clássicos da sabedoria perene como Fílon, Plotino, Shankara, Sohravardî, Ibn ‘Arabî, Marsílio Ficino, Jacob Boehme, Emanuel Swedenborg, William Blake, Ramana Maharshi, sem falar de pensadores mais contemporâneos como N. Berdiaev, Henry Corbin, M. Eliade, F. G. Bazán, entre outros.

Subjacente à diversidade de temas e autores, existe a concepção de Theosophia Perennis (Teosofia Perene): uma sabedoria divina pertinente às diferentes tradições filosófico-esotéricas do Ocidente e do Oriente, sem negar a pluralidade e dissonância dentro dela, como uma árvore cheia de galhos e ramificações.

GNOSTICISMO THELÊMICO

Poucas palavras foram tão combatidas e incompreendidas através dos séculos do que Gnose e Gnosticismo. Sua história é longa e remonta aos primeiros anos da Era Comum, ou da Era Cristã, quando as mensagens ainda eram transmitidas majoritariamente de forma oral, através dos viajantes e comerciantes que circulavam pelo Império Romano, em uma época em que sequer o Cristianismo, como nós o conhecemos hoje existia, ele ainda engatinhava para tomar forma nos séculos seguintes, através de tratados e concílios.

No século XX o gnosticismo (ou neo gnosticismo) se aproximou de Thelema, uma lei ou filosofia que ganhava as luzes do mundo graças ao trabalho daquele que seria considerado o “O homem mais ímpio do mundo”, Aleister Crowley. A espiritualidade, porém, não para, e tanto o Gnosticismo quanto Thelema continuaram a caminhar e a se desenvolver, dentro daquilo que hoje, no século XXI, reconhecimentos como Gnosticismo Thelemico.

AUTO-INICIAÇÃO NA MAGIA ENOCHIANA

A magia enochiana é, sem duvida, um dos sistemas mágicos mais cobiçados pelos praticantes de magia cerimonial desde a Ordem Hermetica da Aurora Dourada, sendo considerada por muitos como um dos sistemas mágicos mais poderosos do mundo, rivalizando com os mais populares sistemas de magia Salomônica.

APROXIMANDO-SE DE BABALON

Aproximando-se de Babalon apresenta uma série de ensaios explorando a Deusa Babalon, o Divino Feminino, a Madona Negra e o circuito sempre revolvente do Sexo e da Morte, que se encontra no centro dos Mistérios.

Uma visão geral e uma introdução à Deusa Babalon que toma um caminho diferente daquele de Crowley e seus seguidores, Aproximando-se da Babalon se baseia nos insights de Thelema, Magia Cerimonial, Teoria Crítica, Teologia da Libertação e dos Decadentes para tecer sua poética magico-teológica.

Centralizando o corpo e a experiência corporal, a autora rejeita os misticismos patriarcais que buscam fugir do corpo e do mundo e se deslizar na pura luz branca do tédio racionalista celestial. Inspirador, erótico e profundamente poético, o texto atinge dimensões extasiantes ao oferecer uma visão caleidoscópica de magia, sexualidade, espiritualidade, ritual e do corpo no tempo do apocalipse.

A FADA DO DENTE

Dente é uma palavra que, entre outras coisas, é tradução para o português da letra hebraica שׂ (Shin). Nos tarôs tradicionais, essa letra é relacionada ao Arcano do Louco, mas no Tarô de Thoth é ligada ao arcano do Aeon, uma das mais belas lâminas pintadas por Lady Frieda Harris e um dos maiores rompimentos deste para com as cartas de tarô criadas anteriormente. E aqui temos uma chave interessante, porque o Louco e o Aeon seriam uma forma apropriada para o tarô descrever o livro que você está prestes a ler.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-hist%C3%B3ria-da-magia-no-ocidente

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Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/curso-de-kabbalah-e-astrologia-em-sp

Magia Enochiana: Um breve resumo

Visa este trabalho uma breve introdução ao sistema magicko conhecido como Magia Enochiana, direcionado aos iniciantes que desejam conhecer as bases do mesmo antes de lançar-se a um estudo mais profundo do mesmo. Serão apresentados um breve histórico, o alfabeto, técnicas de pronúncia, as Tábulas, uma visão geral das entidades envolvidas e um rápido resumo das técnicas.

Histórico

A Magia Enochiana é um poderoso sistema mágico (não uma Tradição, deve-se notar) que utiliza uma antiga linguagem apresentada ao homem moderno pelo mago John Dee e pelo sensitivo Edward Kelly no século XVI. Utilizando-se de uma coleção de cristais e pedras Kelly comunicou-se com formas de inteligência angélicas, enquanto Dee dirigia os experimentos, cuidava dos procedimentos e anotava os resultados de cada seção. Desta forma a linguagem Enochiana – base deste sistema mágico – foi descoberta (ou talvez, redescoberta). Posteriormente este sistema foi ampliado por Aleister Crowley pela revelação de suas correspondências planetárias e numéricas, o que possibilitou a criação da Gematria Enochiana.

É importante ressaltar que as entidades angéllicas com as quais se lida na Magia Enochiana não correspondem per si nem à concepção popupar de anjos nem à cabalística. Não podemos pensar nos Anjos Enochianos como as figuras contemplativas e sem Vontade que são os anjos cabalísticos. E sob hipótese nenhuma pode-se pensar neles como as criaturas patéticas ditas “anjos” de certos ramos dos movimentos “New Age”. Para todos os meios e fins são consideradas entidades particulares com cuja lida deve ser cuidadosa. Um Anjo Enochiano é uma inteligência antiqüíssima,.estas entidades representam energias poderosas as quais não se devem tratar levianamente.

O Alfabeto Enochiano

Este representa a linguagem angélica que foi transmitida a Dee e Kelly, sendo tão poderosa que teve seus nomes anunciados de trás para diante, de modo a prevenir a conjuração acidental de algumas entidades. Acreditava-se que a simples pronúncia do nome desta entidade seria suficiente para conjurá-la, ou pelo menos algum aspecto seu. Esta linguagem foi denominada “Enochiano” por causa do patriarca bíblioco Enoch, o qual dizia-se ter “caminhado com Deus”. Este também era o nome de um grupo de adeptos que praticavam o ocultismo durante a Idade Média. Segue abaixo uma tabela apresentando este alfabeto:

 

Deve-se perceber que, de conformidade com o trabalho de Crowley conforme já dito, cada letra apresenta sua correspondência planetária, elemental e nos Arcanos Maiores, além de seu valor Gematrico.

Para a utilização deste sistema mágico é imprescindível a correta pronúncia dos nomes e fórmulas. Há uma certa semelhança entre a pronúncia deste idioma e a do Hebraico, sendo quem, por uma facilidade (muitas vezes gráfica) normalmente utilizam-se os caracteres latinos correspondentes. As dez principais regras de pronúncia são:

1. A maioria das consoantes possuem um e ou um eh adicional. Por exemplo, a letra b (B) pronuncia-se beh e a letra k (K) é pronunciada como keh.

2. A maioria das vogais pronuncia-se com um suave h ao final. Exemplos: a (A) é pronunciada ah e e (E) pronuncia-se eh.

3. A palavra enochiana sobha (SOBHA) é pronunciada em três sílabas:

*

 

*

SO (SO)– soh

*

B (B)– beh

*

HA (HA)– hah

Esta é uma regra geral para as palavras.

1. A letra g (G) tanto pode ser pronunciada como um gu (como em “gato” ou “guerra”) ou como um j (como em “gelo” ou “giz”).

2. As letras I e Y possuem o mesmo caractere: i. Desta forma elas podem ser trocadas por terem a mesma pronúncia. O mesmo ocorre com as letras V e U (v). Quando em representação latina, as letras J e W raramente são utilizadas.

3. A letra x (X) pode possuir o som de um s (como em “samekh”) ou de tz (como em “tzaddi”).

4. A letra s (S) tanto pode ser pronunciada como ess quanto como seh.

5. A letra r (R) possui tanto a pronúncia de rah quanto a de reh e de ar.

6. A letra z (Z) é pronunciada como zeh mas pode ser trocada com a letra s (S).

7. A vogal i (I) pronuncía-se í, como no Português.

De uma forma genérica, quando se trata de Enochiano a pronúncia das palavras assume uma forma fluida, passando de sílaba para sílaba sem uma sensação de “quebra”. Há quase que a idéia de uma canção, um ritimo. Raramente uma palavra Enochiana possuirá um som áspero. Quando se tratam de nomes de entidades o ideal é que cada nome flua em um único fôlego.

Algumas palavras possuirão mais de uma pronúncia possível. Isto ocorre por serem proveniente das Tábulas Enochianas, que contém mais de uma letra em cada uma das células. Como uma regra geral, a pronúncia deverá incluir todas as letras. Caso não seja possível fazê-lo, deve-se utilizar a letra de cima.

Alguns nomes não deverão ser apenas pronunciados, mas sim “vibrados” – especialmente durante invocações. Esta “vibração” deve ser efetuada como o som ocupando não apenas a boca do invocador mas todo o seu peito, extendendo-se para os membros e a cabeça. Quando verbalmente “vibrados” os nomes devem também possuir uma projeção mental e espiritual. Para que tal se de, o invocador deve estar em plena concentração.

Procedimentos

Dentro do sistema de magia Enochiano compreende basicamente dois tipo de operações mágickas: a invocação dos espíritos e a viagem astral. Ambos os tipos têm sido utilizados com a mesma eficácia. Deve-se lembrar que este sistema funciona por ser esta a Vontade do magista; ou seja faz-se aqui necessária uma intensa disciplina de forma a que a determinação da Vontade possa ser apartada do capricho.

Estas invocações ou viagens astrais, de uma forma ou de outra, envolvem o deslocamento através dos Planos Cósmicos. O conhecimento destes Planos é um ponto central no estudo de Magia Enochiana, complementar ao da linguagem. Tal como na doutrina cabalística, no sistema Enochiano a divindade expressa-se dos Planos mais altos para os mais baixos, “adensando-se” ao descer. Esta estrutura é apresentada na tabela seguinte, que apresenta as divisões cabalísticas dos Planos e suas correspondentes Enochianas (com os corpos nelas assumidos).

 

 

Um lembrete interessante é que não necessitamos, por quaisquer operações especiais, criar os corpos usados em cada plano, uma vez que já os possuímos todos.

Mais do que as divisões de Planos encontradas nos sistemas mágicos tais como o da Cabalá, que vê estes Planos como esferas concêntricas, o sistema Enochiano divide-as em treze sub-planos ou zonas, denominadas Aethyrs.

O Sistema Enochiano define que em cada um dos planos existe a presença de uma chamada Torre de Vigia. As quatro Torres de Vigia correspondentes aos quatro elementos físicos (terra, água, ar e água) circundam nosso plano, cada uma em um diferente Plano Cósmico. Por sobre estas Torres há uma área chamada de Tableta da União, que ocupa o Plano Espiritual acima do Abismo.

De forma a permitir o estudo das Torres e sua hierarquia, Dee e Kelly criaram um tábulas quadrangulares, representativas de cada uma das Torres e da União. Estas tábulas representam o fio condutor do sistema de magia Enochiana, sendo uma representação do Cosmo, tal como a Árvore da Vida. Todos os nomes de todos os Anjos e suas hierarquias podem ser encontradas nestas tábulas. Os Aethyrs podem ser vistos como quadrados concêntricos circundando as Torres, sendo que cada quadrante possui uma complexa representação interna dos entrelaçamentos dos elementos físicos.

Um estudo completo destas estruturas vai muito além do propósito deste resumo, entretanto deixaremos aqui uma pequena idéia deste todo.

As Tábulas

Deve-se saber que assim como cada uma das tabletas representa um dos elementos físicos, estas quatro podem ser unidas em uma Grande Tábula, através de uma cruz unificadora. Esta cruz, quando rearranjada na forma de um quadrado forma a Tableta de União, representando o Espírito. Devido a esta estrutura interna, forma-se uma hierarquia de entidades relativas a cada elemento. Os graus hierárquicos são: Nomes (ou Nomes Sagrados), Reis (ou Grandes Reis) e Senhores.

Os Nomes Sagrados são obtidos na coluna central, chamada “Linea Spiritus Sancti”. Os nomes dos Grandes Reis são obtidos a partir do centro de cada tableta e formando-se uma espiral. E os nomes dos Senhores são obtidos na linha central e nas duas colunas centrais de cada quadrante, lendo-se de dentro para fora. Por uma questão de precaução estes nomes serão omitidos deste estudo. Há de se saber, entretanto, que não basta o conhecimento dos nomes destas entidades angélicas. Para um efetivo uso da Magia Enochiana é fundamental o conhecimento das características de cada uma destas entidades, obtidas através da Gematria Enochiana e do conhecimento do significado de cada um dos nomes. Tal conhecimento proporciona não apenas a ciênca de qual das entidades deve ser contatada mas quais as imagens mentais deverm ser utilizadas durante a operação mágica.

Através de estudos mais aprofundados das Tábulas, outras hierarquias podem ser encontradas. A estas hierarquias, por uma questão de conveniência foram dados os nomes de: Kerúbicos (Querubins), Arcanjos e Anjos Menores. Foram também encontradas evidências de criaturas às quais denominaram-se Demônios Enochianos.

Rituais de Invocação

Cada grupo de entidades angélicas possui uma forma ritual própria para invocação/banimento, baseadas nos hexagramas elementais. Por exemplo, um ritual de invocação Enochiano para as Entidades Superiores segue a seguinte base:

Preparação

1. Determinação do Rei ou Senhor a ser invocado (tradicionalmente não se invocam Nomes), dependendo do propósito do ritual de Invocação.

2. Determinação, na Tábula correspondente, do elemento e signo planetário relativos à entidade (no caso de Reis, todos os seis signos planetários são utilizados).

3. Memorização da pronúncia de todos os nomes envolvidos (Nome, Rei e, dependendo, Senhor).

4. Verificação do(s) hexagrama(s) a serem utilizados.

5. Posicionamento face à Torre de Vigia adequada (ar = leste, água = oeste, terra = norte, fogo = sul).

Invocação

1. Traçagem no ar dos hexagramas apropriados com a Varinha, começando no vértice correspondente ao planeta daquele Senhor ou no topo se for um Rei fazendo o movimento em sentido horário.

2. Como os hexagramas completos, repetir o Nome e o nome do Rei envolvidos e, conforme o caso, do Senhor. Conçentração nas características daquela entidade

Banimento

1. Trace os mesmo hexagramas do ritual de invocação, mas agora em sentido anti-horário.

Há também formas rituais para invocação de Querubins, Arcanjos e Anjos Menores, que não apresentaremos para não extender por demais este trabalho.

Rituais Astrais – Visão Espiritual

Muitas vezes um magista fica frustrado por não perceber manifestações mais diretas da entidade sendo invocada. Isto deve-se ao fator limitante do Paradigma. Entretanto há uma forma de se eliminar este fator. Para isto deve-se reduzir o âmbito de realidade ao próprio magista. Ou seja, ao invés de se invocar uma entridade não-terrena para nosso plano o magista vai até o plano da entidade. A isto Dee e Kelly chamaram “Visão Espiritual”; ou como dir-se-ia hoje, viagem astral.

Três formas de trabalho podem ser utilizadas, a saber:

1. Visualização: método mais recomendado a iniciantes, lembra a clarividência. Basicamente utiliza simbolismos e meditação para ativar a visão interior, de forma a se obter as visões correspondentes às Tábulas e quadrantes.

2. Viagem astral: utiliza as técnicas de projeção astral para lançar o magista aos Aethyrs.

3. Ascenção: forma mais avançada da técnica anterior, é fortemente recomendada apenas para magistas de grande experiência. Similar à projeção astral mas com uma vivência mais profunda.

Para facilitar o trabalho mágico, Dee e Kelly prepararam também uma série de Chamadas (ou Chaves), a serem utilizadas. São em número de 49, sendo que a primeira (numerada como 0) não possui palavras e é usada com o intento de se limpar a mente para o ritual. A mesma chave é utilizada para todos os Aethyrs, sendo apenas acrescentado o nome do Aethyr que se deseja alcançar. Na Chamada este nome costuma ser deixado em branco para que o magista preenchao-o com o nome adequado às suas necessidades.

Conclusão

O sistema de Magia Enochiana é uma forma poderosa de experiência mágicka. Seu estudo é compensador a todos aqueles que desejam ampliar seus conhecimentos neste campo. Muitas outras correlações podem ser encontradas nos estudos das Tábulas, como aquelas entre Aethyrs e a Árvore da Vida ou as correspondências entre as entidades angélicas e o panteão egípcio.

Não é uma forma de estudo simples mas com certeza é surpreendente a cada descoberta e pode ser uma ferramenta inestimável para o magista.

Fra. Horus Episkopos, O.T.O. – Brasil / Oasis Quetzalcoatl

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/magia-enochiana-um-breve-resumo/

As Sete Linhas da Umbanda

A Umbanda possui sete cultos diferentes, chamados “Linhas”, que se distinguem:

1. pelas energias cósmicas que são identificados como orixás ou “santos” que os presidem ou lideram os cultos;

2. pelos tipos de Espíritos atuantes em suas sessões, chamadas Giras, representados em em seus santuários, os Congás.

Os cultos, que se auto-proclamam “de Direita” ou seja, que trabalham com magia branca, “do bem” e todos os umbandistas insistem que somente atuam para o bem], recorrem ao auxílio, à manifestação de Espíritos de santos católicos, Pretos-Velhos e Preta-Velhas e aqui questiona-se qual o problema com pretos e pretas jovens… que em geral foram escravos no Brasil, Caboclos, Indígenas, Cafuzos, Curibocas e trabalhadores da colônia e do império como boiadeiros, mineiros, navegantes de rios e mares e sábios do oriente e da Europa.

Os cultos “de Esquerda”, renegados pela Umbanda “oficial” e, em geral, relegados ao domínio da Quimbanda, não têm pudores em praticar a magia negra através dos Exús, Pombas-Giras e Malandros. A magia negra, na Umbanda, tal como em culturas de todos os povos do mundo, não tem freios éticos que impeçam os rituais destinados a arruinar a vida amorosa, as finanças, a saúde ou mesmo provocar a morte dos desafetos daqueles que procuram seus “sacerdotes”. Tal como os criminosos que jamais confessam seus crimes espontaneamente, os umbandistas “do mal” negam veementemente qualquer envolvimento em práticas dessa natureza embora todos admitam a existência de “ovelhas desgarradas”, que não são poucas, corrompidas pela vaidade, luxúria e/ou ganância que se prestam ao triste papel de usar os cultos para prejudicar àqueles que são “pedras no sapato” de seus clientes.

Voltando às sete Linhas de cultos de Umbanda “do bem”, são elas e suas respectivas Falanges, especificamente:

I. LINHA DE OXALÁ [Liderada por Jesus Cristo] ─ Falanges: 1. Santo Antônio | 2. São Cosme e Damião [“espíritos-crianças”, não necessariamente infantes mas, antes, Espíritos com mentalidade infantil] | 3. Santa Rita | 4. Santa Catarina | 5. Santo Expedito | 6. São Francisco de Assis. Esta Linha dedica-se a desmanchar trabalhos de magia.

II. LINHA DE IEMANJÁ [Liderada por Oxun] ─ Falanges: 1. Ondinas de Nanã | 2. caboclas do Mar | 3. Indaiá dos Rios | 4. Iara dos Marinheiros | 5. Tarimã das Caluga-Caluguinhas da Estrela Guia.

III. LINHA DO ORIENTEFalanges: Hindus, árabes, chineses e outros orientais além de europeus. Dedicados à medicina.

IV. LINHA DE OXOSSIFalanges: 1. Urubatão | 2. Araribóia | 3. Caboclo das Sete Encruzilhadas [aquele do fundador Zélio Fernandino] | 4. Águia Branca. Indígenas, caboclos, são curandeiros que protegem contra magia e ministram passes, prescrevem ervas medicinais em preparados para banhos, defumações ou uso tópico. Estes preparados são chamados amacys.

V. LINHA DE XANGÔFalanges: 1. Iansã | 2. caboclo do Sol | 3. Caboclo da Lua | 4. Caboclo Pedra Branca | 5. Caboclo do Vento | Caboclo Treme Terra. Pela característica do orixá que dá nome à linha, supõe-se que atue em casos de problemas judiciais, demandas, litígios.

VI. LINHA DE OGUMFalanges: 1. Ogum Beira-Mar | 2. Ogum-Iara |  3. Ogum-Megê | 4. Ogum Rompe-Mato. Estas falanges tratam das brigas, das situações de disputa pessoal, discórdias.

VII. LINHA AFRICANAFalanges: 1. Povo da Costa | 2. Pai Francisco | 3. Povo do Congo | 4. Povo de Angola | 5. Povo de Luanda | 6. Povo de Cabinda | 7. Povo da Guiné. Esta falange dedica-se à prática do bem em geral e, ao que tudo indica, dentro da confusa divisão das Linhas e Falanges, esta linha africana possivelmente inclui a chamada Falange ou seria [sub-falange?] dos Pretos-Velhos  e a das Almas [que o estudo comparado indica ser sinônima da Falange Povo de Angola].

Panteão das Falanges e Seus Atributos

Como se pode ver na denominação das Falanges, a Umbanda tem em comum com Candomblé a crença em Orixás. Porém, rejeitando a africanidade, os umbandistas não consideram Orixás como deuses, mas como “vibrações originais” emanadas da Consciência Suprema, Deus, naqueles tempos remotos da criação do Universo e do Planeta Terra. Na verdade, um conceito muito parecido com o dos Odus que, no Candomblé são as as energias de onde provêm os Orixás, estes sim, deuses. Sobre a palavra Orixá, muitos autores da Umbanda, como Eduardo Parra, negam sua raiz africana e vão buscar a etimologia no Egito e na Índia:

“O termo Orixá e o nome dos respectivos Orixás deriva-se da Índia, do Egito e de povos mais antigos. Na África esses termos foram conservados em Nagô… O vocábulo antigo Arashá significa O Senhor da Luz, equivale aos Orishis dos Brâmanes e aos Orixás africanos, que em Yorubá significa: O Senhor da Cabeça, ou seja, do princípio espiritual ou Luz. enquanto que Exu também tem o nome de Obara, o senhor do corpo ou Treva.” E aqui subentende-se corpo=matéria=treva.

Na Umbanda, os Orixás [Senhores de Cabeça], que são sete, como as Falanges, são o topo de uma Hierarquia que se desdobra e outros sete “orixás-menores” [Espíritos Superiores] que são chefes de Legiões; Legiões que se dividem em Falanges e sub-falanges, que também possuem chefes e entidades chefes de Grupamentos. Em um plano mais inferior atuam entidades denominadas “capangueiros”, palavra que faz pensar algum tipo de polícia astral ou tropa de choque espiritual…

Aos Orixás maiores, as tais “vibrações originais” são atribuídos nomes africanos compostos pela junção de nomes de anjos conhecidos da teologia judaica:

1. Gabarael Oxalá Odudwa
2. Samael Ogum Obá
3. Ismael Oxossi Ossaim
4. Mikael Xangô Oyá [Yansan Mesan Orun]
5. Yramael Yorimá Nanãn Burucum
6. Yoriel Yori Oxum
7. Rafael Yemanjá Oxumaré

Entre os chefes de Falanges começam a aparecer os caboclos, tidos como orixás menores e representantes do maiores; caboclos que se multiplicam em uma lista quase infinita. Os representantes dos orixás maiores são:

1. Urubatão da Guia – representante de Oxalá
2. Guaraci – intermediário para Ogum
3. Guarani – intermediário para Oxossi
4. Aymoré – intermediário para Xangô
5. Tupi – intermediário para Yorimá
6. Ubiratan – intermediário para Yori
7. Ubirajara – intermediário para Yemanjá

E o “elenco” de caboclos continua entre os guias: Caboclo Águia Branca; caboclo Poty; Caboclo Itinguçu; Caboclo Girassol; Caboclo Nuvem Branca; Caboclo Guarantan etc.. Outros, são caboclos protetores: Guaraná, Malembá, Água Branca, Águas Claras, Jacutinga, Lírio Branco, Folha Branca, Ibitan e outros mais.

Além disso, para cada Orixá Superior e cada Orixá menor existem inúmeras correlações que são utilizadas nas práticas rituais das Giras [sessões]: minerais, figuras geométricas, signos zodiacais, dias da semana, horas vibratórias, perfumes, flores, ervas que são usadas em banhos, remédios e defumações, cores e arcanjos tutores. Se este artigo contivesse o nome de todos os caboclos, seria uma lista telefônica de metrópole; e se fossem indicadas todas as relações de atributos, seria um livro… um “tijolo”. Para quem realmente desejar conhecer em detalhes essa Hierarquia, suas relações e atributos, o melhor é procurar o livro Ponto de Convergência: Fundamentos e Práticas de Umbanda, de Eduardo Parra.

por Ligia Cabús

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cultos-afros/as-sete-linhas-da-umbanda/