Madame Blavatsky e a História da Sociedade Teosófica – Carlos Brasilio Conte

Bate-Papo Mayhem 137 – gravado dia 09/02/2021 (Terça) Marcelo Del Debbio bate papo com Carlos Brasilio Conte – Madame Blavatsky e a História da Sociedade Teosófica

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

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Como praticar magia Neo-enochiana, sem errar muito!

Por Robson Bélli
abril de 2022

A magia Neo-enochiana é muito vasta e está crescendo a cada dia graças as contribuições modernas de seus praticantes, o que pode ser bom ou não, vemos adições a pratica que são muito positivas e interessantes, de certa maneira bem fundamentadas ou mesmo reveladas, que por sua vez não se distanciam muito de outras praticas magicas de outros sistemas, contudo temos adições sem o devido bom senso, o objetivo deste material é ser um guia de boas praticas básicas.

Vamos aqui então dividir a magia Neo-enochiana em três tipos de praticas distintas das quais o material de nosso grupo visa cobrir cada uma de maneira adequada, a seu devido tempo e possibilidade, a seguir como dividimos as três boas praticas fundamentais da magia Neo-enochiana:

  1. Skrying (vidência).
  2. Viagem na visão espiritual.
    1. Para os éteres enochianos.
    2. Pelas pirâmides truncadas.
  3. Construção de ferramentas, amuletos e talismãs.

A pratica do skrying ou vidência é a pratica de evocação dos anjos, sejam eles os 49 da heptarquia mística, os numerosos anjos da grande tabela ou ainda dos 92 governadores dos éteres (Aethyr’s), a única recomendação que faço aqui e deve ser seguida para todo este material é para não trabalhar com os Cacodaemons enochianos e o motivo disso esta no titulo deste capitulo, no apêndice deste material haverá uma liturgia neutra e básica para cada uma das praticas portanto fique tranquilo (a), o objetivo dessa pratica é a comunicação com os anjos enochianos, sejam com finalidades Teurgicas ou Taumaturgicas.

A viagem na visão espiritual tem outro nome mais popular no Brasil, viagem astral, um detalhe é que a viagem astral é feita dormindo e a viagem na visão espiritual é feita com o praticante desperto, então de qualquer forma é bom separar uma coisa da outra, apenas para que não haja confusão quanto ao como se pratica a viagem na visão espiritual enochiana, o que não impede que um projetor experiente o faça durante a projeção astral dormindo.

Outros fenômenos psíquicos podem ser comparados a viagem na visão espiritual, tal como a visão remota, Bilocação em projeção astral ou de consciência, e talvez tenham até mais relação com a viagem na visão espiritual, contudo o motivo pelo qual sempre comparamos a viagem astral a nossa viagem na visão espiritual é muito simples, por que não é apenas uma visão passiva, é algo interativo, você vai a estes lugares para interagir com essas entidades.

A principal diferença entre você ir para um éter e ir para uma priamide é muito simples, um deles (os éteres) você esta se conectando com uma das 30 camadas do paraiso, na outra pratica (viagem as priamides truncadas) você esta indo/visitando como que nas casas/moradas dos anjos da magia Neo-enochiana, portanto se em um éter você precisa demonstrar respeito nas pirâmides este respeito tem de ser muito maior, e eu diria a você até não ser muito educado ir até lá sem antes conhecer as entidades que ali habitam.

O objetivo dessa pratica da viagem na visão espiritual não é único, o primeiro é aprender a colocar sua consciência em seu corpo solar e exercitar a mudança de plano de existencia através desse veiculo (isso será muito útil no pós vida a fim de obter a liberação da consciência da roda da vida e da morte), o segundo objetivo é a pratica da magia Teurgica e Taumaturgica através de pedidos e acordos (palavra bonita para pacto) feitos com as entidades encontradas nestes planos.

A ultima das primeiras praticas recomendáveis é a criação de ferramentas, talismãs e amuletos com finalidades especificas, sendo ferramentas muito uteis no uso diário ou até mesmo com finalidade ritualística, e isso encerra e resume as praticas da magia neo-enochiana que podem ser recomendadas como boas praticas, contudo entenda que a pratica disso pode levar a vida toda, não sendo necessário ir além disso para se ter absoluto sucesso e o beneficio total que a pratica da magia Neo-enochiana tem a lhe oferecer.

Contudo é fundamental informar que você não deveria tentar as praticas sem o devido preparo e conhecimento para tal, sendo necessários algumas habilidades fundamentais em cada pratica, que são muito mais do que necessárias para o sucesso destas operações, dificilmente um magista que não tenha sido treinado nestas habilidades fundamentais conseguira qualquer sucesso na pratica da magia neo-enochiana, não se considere especial, você precisará fazer um trabalho duro antes de executar as praticas.

Habilidades fundamentais em skrying

  1. Exercícios de desenvolvimento mediúnico
    1. Abertura do terceiro olho para a clarevidencia
    2. Exercícios de Clariaudiencia

Habilidades fundamentais na viagem da visão espiritual

  1. Visualização criativa
  2. Criação de um templo astral
    1. Criação e solidificação de sua forma
    2. Interação dentro dele
  3. Capacidade de ter sonhos lúcidos
  4. Projeção astral

Habilidades fundamentais na criação de ferramentas, amuletos e talismãs

  1. Exercicios respiratórios
  2. Exercícios de manipulação energética
  3. Entendimento das posturas e sinais da GD

LITURGIA PARA SKRYING (VIDENCIA)

  1. Definição do objetivo da ritualística
  2. Escreva o roteiro ritual
  3. Preparação do templo
  4. Preparação do magista
  5. O banimento inicial (RMP)
  6. Pilar do meio
  7. Recitar a obediência fundamental
  8. Recite a 1º. Ou a 2º. Chamada
  9. Chamada  à Torre de Vigia
  10. Conjuração do espirito
  11. Encargo ao Espírito
  12. Fechamento do templo
  13. Agradecimentos e saudação ao criador do universo
  14. Anotações no diário magico

LITURGIA PARA VIAGEM NA VISAO ESPIRITUAL PARA OS ETERES

  1. Definição do objetivo da ritualística
  2. Escreva o roteiro ritual
  3. Preparação do templo
  4. Preparação do magista
  5. O banimento inicial (RMP)
  6. Pilar do meio
  7. Recitar a obediência fundamental
  8. Recite a 1º. Ou a 2º. Chamada
  9. Chamada  à Torre de Vigia
  10. 19ª. Chamada com o nome do plano de entrada (TEX)
    1. Chamada dos governadores
    2. Pedir permissão para passar pelos portões
    3. Ir até o éter desejado
      1. Recitando a 19ª. Chamada e o nome apropriado do próximo éter até chegar ao desejado.
      2. Ao chegar ao éter desejado, pedir permissão aos governadores para permanecer ali.
    4. Encargo ao Espírito
    5. Pedir ao governador permissão partir dos éteres
      1. Abertura do portal (passar por ele)
        1. Gesto de abertura do véu
        2. Retornar a consciência física lentamente
      2. Fechamento do templo
      3. Agradecimentos e saudação ao criador do universo
      4. Anotações no diário magico

LITURGIA PARA VIAGEM NA VISAO ESPIRITUAL PARA AS PIRAMIDES

  1. Definição do objetivo da ritualística
  2. Escreva o roteiro ritual
  3. Preparação do templo
  4. Preparação do magista
  5. O banimento inicial (RMP)
  6. Pilar do meio
  7. Recitar a obediência fundamental
  8. Observação da pirâmide (visualização da expansão)
  9. Visualização de si mesmo diante do portal
  10. Recite a Chamada apropriada.
  11. Vibre os Nomes de Poder na sequência adequada:
    1. Nome divino
    2. Rei
    3. Os 2 Seniores (isolando o quadrante correspondente)
    4. Os 2 Anjos da Cruz do Calvário
    5. Arcanjo e Anjo(s) adequados.
  12. Concentração nos atributos da pirâmide
  13. Entrada no portal através da projeção da consciência no corpo de luz
    1. Gesto de abertura do véu
  14. Busque encontrar uma das divindades comandam o quadrado.
    1. Caso seja um quadrado menor, deverá incluir uma Divindade Egípcia e uma Esfinge.
    2. Perceba cuidadosamente cada detalhe a seu redor.
    3. Se necessário use suas Armas Mágicas e Palavras de Poder caso surja algum demônio do quadrado, para mantê-lo sob controle.
  15. Observe a atmosfera ou vibração principal daquela piramide.
    1. Se possível tente não rotular nada agora, se é bom ou ruim nesse momento. Simplesmente seja um observador do que vier e tente memorizar tudo que perceber.
  16. Retorno
  17. Feche o portal atrás de si
    1. Gesto de fechamento do véu
  18. Retornar a consciência física lentamente
  19. Fechamento do templo
  20. Agradecimentos e saudação ao criador do universo
  21. Anotações no diário magico

 

LITURGIA PARA MAGNETIZAÇÃO DE UMA FERRAMENTA, AMULETOS OU TALISMÃS

  1. Definição do objetivo da ritualística
  2. Preparação do templo
  3. Preparação do magista
  4. O banimento inicial (RMP)
  5. Ritual de Invocação do Hexagrama para invocar as forças necessárias da Torre de Vigia.
  6. Vire a face para a respectiva Torre de Vigia (direção).
  7. Entre no seu Corpo de Luz (conforme ensinado no Livro do Mochileiro dos éteres).
  8. Trace o Hexagrama de Invocação de (do planeta da entidade).
  9. Vibre os nomes:
    1. nome divino de 12 letras da torre adequada
    2. nome do rei da torre adequada
    3. nome do sênior da torre adequada
  10. Assuma o caráter e a forma divina da entidade enochiana que vai atuar no talismã.
    1. Deixe seu Corpo de Luz assumir a aparência deste anjo.
    2. Recite uma invocação:
      1. Ó (nome do anjo), (titulo) da atalia do (elemento), Venha a mim e me ajude.
        Ajude-me a eliminar tudo o que se opõe ao meu progresso.
        Conceda-me sua grande dádiva de (campo de atuação da entidade).
        Ajude-me em minha Vontade Mágica E dilacere meus inimigos.
    3. Assuma o caráter do anjo (veja-se como se fosse o mesmo).
    4. Agindo como se fosse o anjo, estenda sua mão direita sobre o Talismã e veja uma névoa das cores do sigilo da atalaia correspondente. Deixe sua mão e entre no Talismã carregando-o com seus poderes e habilidades.
    5. Retorne a sua própria forma. Retorne ao seu corpo físico.
  11. Trace o Hexagrama de Banimento de (do planeta da entidade).
  12. Conduza o Ritual de Banimento do Pentagrama e depois o Ritual de Banimento do Hexagrama para banir as forças da Torre de Vigia.
  13. Fechamento do templo
  14. Agradecimentos e saudação ao criador do universo
  15. Anotações no diário magico

    Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

     

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/como-praticar-magia-neo-enochiana-sem-errar-muito/

A Natureza da Quimbanda Brasileira

por T.Q.M.B.E.P.N.

A Quimbanda Brasileira, por ser uma Tradição que durante muitos anos resguardou-se através dos ensinamentos orais, ocultou sua verdadeira natureza para poucos iniciados. Esses, por sua vez, em sua grande maioria saíram do ‘Caminho de Maioral’ por não suportarem a pressão que é impingida aos adeptos ao longo de seu processo de alquimia interna. Os poucos que resistiram moldaram a Quimbanda segundo expressões e perspectivas particulares, por isso existe uma grande pluralidade na forma com que o Culto é desenvolvido no Brasil.

Independente de como o Culto foi desenvolvido, deixando de lado o regionalismo e a formação dos zeladores, a Quimbanda Brasileira tem características particulares que devem ser levadas em consideração. A Natureza da Verdadeira Quimbanda, ao contrário das demais religiões e cultos, não está associada ao desenvolvimento de uma conduta moral e ética refinada e nem é influenciada pelas empenhas do período evolutivo da sociedade humana. Também não é um meio ao qual os adeptos sentirão a satisfação espiritual enquanto estiverem na matéria, pois o intuito da Quimbanda não é gerar satisfação e sim libertação, pois satisfação desprovida de libertação é ilusória.

A Quimbanda Brasileira está associada ao processo que ocorre entre a consciência e a inconsciência. É o árduo caminho de aprendizado que tem como intuito o conhecimento sobre si próprio e principalmente sobre a relação do “Eu” com o Sistema vigente mostrando as relações que existem entre o corpo, corpo astral e espírito e a escalada evolutiva ou escravista que esse Ser escolhe.

Os sentimentos são mecanismos que devem ser lapidados por todo adepto da Quimbanda. Diferente de outras expressões religiosas, a Quimbanda Brasileira entende que cada adepto é um Ser individual e tem a liberdade de formar seus parâmetros sem imposições sobre “Bem X Mal”. O mais interessante é que os Exus mostram-nos que existe uma corrente invisível que prende-nos a valores positivos e negativos, pois não compreender o que sentimos em relação a tudo é o mesmo que nos prender em teias invisíveis onde os fios da moral nos sufocam. Se o sentimento é inevitável, que seja formado com múltiplas visões, dotado de discernimento e não esteja atrelado aos conceitos de moral e ética da massa vigente. Exu é a semente que estoura a terra e rompe a vida e não uma árvore que já nasce com frutas.

Todo esse processo de autoconhecimento visa dominar e entender os sentimentos e emoções para formar os pensamentos adequados que irão ser a forma mais verdadeira de comunicação com o mundo espiritual. Para alcançar esse nível o adepto deverá vivenciar em variadas situações, experiências profundas e por vezes doloridas. Até que o adepto entenda que tudo que ele vibra e sente pode interferir em sua jornada e que a mente é mediadora entre o “Eu” e o Caminho de Exu, pode encontrar inúmeras dificuldades. A Quimbanda não deseja adeptos perfeitos, mas almas livres, mentes que transcendem as formas limitadoras e vão além dos conceitos morais e éticos.

Quimbanda e o Instinto Predador

O homem iluminado pela Luz da Quimbanda, que é um dos raios da Luz de Lúcifer, luta internamente contra as amarras do Sistema Cíclico Escravista (reencarnação e cumprimento de Carma). Para vencer esses entraves, o espírito deve ser constantemente alimentado através da fonte espiritual (Sabedoria) e, ao mesmo tempo, seus instintos devem ser incitados para que ajam como predadores. A Sabedoria não confronta o ato predatório, apenas concede ao adepto o discernimento de quando, como e com que intensidade essa voracidade deve aflorar. Não se trata de restringir, mas de adequar e adaptar nossos instintos à realidade que vivenciamos.

O adepto cria em seu “Eu” uma aversão à fraqueza e limitações que existem na sociedade. Um predador não chora em cima de sua presa, tampouco, dispende energia em perseguições infrutíferas. O verdadeiro predador não tende errar porque é alicerçado pela sabedoria e principalmente pelo autoconhecimento. Um adepto avançado sabe seus limites e limitações.

O homem é condicionado ao instinto de autopreservação. Luta incessantemente pela vida e pela integridade. Esse mecanismo é regulado pela dor e pelo medo, ou seja, o homem se mantem vivo porque cultua ambos. O medo libera a adrenalina que aumenta a força física e expande os sentidos tais como audição, olfato e visão e pode fazer com que o homem vá ao combate ou fuja do mesmo. O adepto da Quimbanda aprende que avançar ou recuar nas batalhas não é uma decisão motivada pelos sentimentos ou sensações; sim pelo instinto predatório frio, agudo e incisivo. O Quimbandeiro não é refém do medo, tampouco, da dor, pois entende sua natureza e a dos espíritos que o ministram.

Exu é um espírito com a capacidade de ‘andar’ em nossa linha temporal (passado, presente e futuro). Como se encontra no plano astral, essa linha de tempo não se restringe apenas a existência material ao qual temos consciência, ou seja, Exu pode vagar em nossas existências passadas e interferir, de maneira construtiva, na nossa vida material presente. Assim, Exu pode fazer com que fobias desenvolvidas em vidas anteriores sejam vencidas nessa existência. Todo esse processo visa fortalecer o instinto predador que é desperto nos verdadeiros adeptos.

O Homem de Fogo x Homem de Água

O mundo, cíclico e rotativo, proporciona mudanças perceptíveis e imperceptíveis a todo o momento. Entendemos que o mundo é o “espaço-cativeiro” onde almas diversas encontram-se em estado bruto/solidificado/material. Toda mudança do mundo acarreta mudanças em seu rebanho, ou seja, por mais imperceptível que seja a ação certamente atingirá os humanos. O ritmo dessas mudanças pode ser variável e atingir o coletivo e o individual em estágios diferentes fazendo com que todos sejam obrigados a passar pelos processos de adaptação necessários.

Obviamente que existem teorias sobre o comportamento fixo ou maleável do homem no seu processo de evolução, porém, existe algo importante de salientarmos: A Vontade e o Desejo. Através desses impulsos, aflora a atitude de dinamismo e ostracismo no comportamento humano. Esse é dividido em estágios, porém, no contexto desse ensaio destacamos duas marcas: Furioso e Passivo.

O comportamento furioso é dotado de fogo, auto cobrança, evolução e agressividade que capacita o homem enxergar as mudanças do mundo, suas consequências e criar uma multiplicidade de ações para conviver com elas. Homens de comportamento furioso compreendem rapidamente as ações exteriores e criam ambientes capazes de se estabilizarem nas incertezas deixando de serem ferramentas mecanistas que efetuam a prevenção e conserto do Sistema. Os dotados com esse comportamento conseguem aprender com os erros, mas nunca deixam de promover sua subjetividade, desejos, frustrações e aspirações como parte integrante dos sistemas e das organizações.

O comportamento passivo é como água parada que procura estabilidade e proteção contra as ações agressivas da natureza. Geralmente criam suas identidades baseados em contatos visuais e estruturas que consolidam suas aspirações. Possuí medo em diversos níveis e destaca-se o medo à rejeição da sociedade. Alimenta os traumas e as percas tornando-os obstáculos que estorvam as mudanças. Não suporta um ambiente competitivo e inovador, possui hábitos lineares e tem dificuldade com aspectos e mudanças inovadoras. Foi preparado para ser mão de obra, para ter um chefe mandando o que fazer.

Ambos os comportamentos coexistem na sociedade. Possuem família, amigos, dívidas e sonhos. Convivem com os mesmos problemas, crises e toda complexidade da sociedade. Disputam o mesmo espaço e estão suscetíveis as mudanças no mundo, sejam perceptíveis ou não. O homem de comportamento furioso e o homem de comportamento passivo podem, em algum momento, aproximarem-se do Culto de Exu. Os motivos que os levam a tal decisão são praticamente os mesmo, afinal, não são todas as pessoas que se aproximam do Culto em busca de revelações e evolução espiritual, sejam elas furiosas ou passivas. Inseridos no Culto, ambos passarão pelos mesmos estágios e nesse exato momento diferenciam-se.

Imaginemos que Exu interfira na linha temporal de ambos os comportamentos de forma agressiva. Essa agressividade, sob olhos atentos, capacitará mudanças significativas em suas vidas materiais, mas ao mesmo tempo impingirá pressão e confusão até estabilizar um “novo caminho”.

O homem de comportamento furioso certamente suportará essa pressão, pois rapidamente criará uma nova forma de adaptação e enxergará através das ‘brechas’ deixadas por Exu. Aproveitará ao máximo a oportunidade e não permitirá que as frustações o atinjam, porque construiu sua fé com subjetividade. Ele se regenerará nas formas sagradas que os Espíritos emitem e não no que seus sentimentos grosseiros tentam formar.

O homem de comportamento passivo entrará em colapso vendo sua estrutura protecional ruir. Lamentará por não ter seguido conselhos repelentes ao Culto e deixará os traumas tomarem-no de forma literal. Não suportará a pressão do novo e ruirá em pedaços grosseiros.

Exu, na sua imensa sabedoria e com sua gargalhada caótica que bane a inércia, pegará os dois comportamentos e colocará em sua peneira. O homem de comportamento furioso ruirá por inteiro tornando-se um pó sagrado apto a promover a ressurreição de seus antepassados obscuros, já o homem de comportamento passivo ficará sendo balançado em grosseiros pedaços até que Exu jogue-o em algum canto por não servir aos seus propósitos.

Todo esse ensaio mostra aos adeptos porque muitas pessoas que se aventuram nos caminhos de Exu deixam o Culto de forma inesperada e se tornam inimigos dessas forças. São passivos, inertes e esperam que as mudanças venham de forma linear, calma e protecionista. Essas pessoas acabam se escondendo em outros caminhos religiosos que propagam a sutileza, amor, compaixão e caridade. Esperam que Exu plante uma ‘Árvore do Dinheiro’ ou ‘tragam a pessoa amada em três dias’ porque tais situações corroborarão com seus queridos estados letárgicos e anti-evolucionistas.

Lembremos que Exu é constante movimento e nunca carregará fardos. ‘Exu não dá o peixe para quem não sabe pescar!’. Exu nos ensina a agirmos como catalisadores de ações!

O Instinto Predador e o Ego

O Ego é a defesa da personalidade, estrutura do aparelho psíquico que nos conduz pela realidade. O Ego é ‘defensor do medo’ e coíbe todos os instintos predatórios que possuímos.

Compreender nossos instintos predatórios não é o mesmo que coibi-los. Coibir significa reprimir, expressar claramente uma negativa. A compreensão é a aceitação e entendimento do impulso para que o mesmo seja desperto quando necessário. A coibição gera insatisfação, traumas e o ódio. Esses sentimentos, dentro desse contexto, são atrativos de Carma e elos das algemas do Sistema Escravista do Falso Deus. A compreensão dos impulsos é parte da libertação e do próprio autoconhecimento.

fonte: https://quimbandabrasileira.wixsite.com/ltj49/natureza-quimbanda

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cultos-afros/a-natureza-da-quimbanda-brasileira/

A Sociedade Teosófica – Carlos Brasilio Conte

O Boteco do Mayhem (Marcelo Del Debbio, Thiago Tamosauskas, Rodrigo Elutarck, Ulisses Massad, Jesse Puga, Tales Azevedo, Barbara Nox, Paulo Jacobina e Robson Belli) conversam com Carlos Brasilio Conte sobre as origens e as personalidades da Sociedade Teosófica

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

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Site do Projeto Mayhem – https://projetomayhem.com.br/

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Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-sociedade-teos%C3%B3fica-carlos-brasilio-conte

Contos do Vigário – O Guia Anti-Estelionato

Wagner Tomás Barba, Jorge Rodrigues da Silva

Sabe aquela pessoa cheia de boa vontade para ajudar no caixa eletrônico do banco? E aquela cota já contemplada de consórcio? E aqueles sorteios e prêmios oferecidos por uma famosa loja, será que vão mesmo acontecer? Muito cuidado. Você pode estar sendo vítima de mais um conto do vigário. Existem maneira antigas e novas de se aplicar um golpe, mas todas elas têm um único objetivo: separar você do seu dinheiro. Esse é o livro mais completo sobre como esses golpes funcionam e como se blindar contra estas pessoas mal intencionadas..

Aqui você encontrará dezenas de modalidades de contos do vigário e o que fazer para se proteger contra eles. Os autores, profissionais consagrados no setor da segurança pública explicam aqui como agem os vigaristas por meio de numerosas descrições de casos comuns. O livro foi escrito com base na experiência no combate ao crime de estelionato dos dois autores, assim como pela colaboração e consulta de dezenas de outros policiais.

Às vezes os golpistas agem sozinhos, as vezes em duplas e às vezes em grupos e muitas vezes existe uma conivência, mais ou menos explícita das vítimas. A leitura desta obra será um ótimo investimento do seu tempo para proteger o seu patrimônio e até impedir que você e seus familiares e amigos sejam vítimas de amargas ( e as vezes merecidas) gozações. Ninguém gosta de ser enganado então aprenda como não ser.

O que é estelionato?

Qualquer um de nós, a qualquer instante pode ser vítima de estelionato. No aconchego do lar, no trabalho, no comércio e particularmente dentro das agências bancárias. O nome estelionato nasceu do direito romano stellionatus que vem de stellio onis, que é o nome em latim para o camaleão, o réptil que muda de cor. Da mesma forma o estelionatário conforme o instante tem de agir de forma teatral efetuando performances para conseguir que seus golpes alcancem o sucesso.

Para definirmos segundo o Código Penal Brasileiro, estelionato é crime contra o patrimônio que consiste em obter para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento. A lei impõe uma descrição elástica de modo que os casos mais diferentes podem ser enquadrados nesta definição. Tornou-se sinônimo de falcatrua e fraudes diversas.

A Lei de Gerson

A lei de Gerson é aquela que diz que algumas pessoas querem levar vantagem em tudo. Muitas vezes o crime de estelionato se consuma exatamente quando a suposta vítima também é levada a acreditar que poderá usufruir de vantagens ilícitas ou imorais. Muitos golpes usam da malícia da vítima em levar vantagem ilícita. Isso faz com que,envergonhadas, poucas delas procurem a polícia. Veremos vários exemplos disso a seguir. Isso não significa entretanto que todas as vítimas de golpes são também vigaristas. Muitos outros golpes acontecem baseados simplesmente na inocência de suas vítimas.

O Conto do Prêmio

Neste tipo de conto é necessária a participação de dois estelionatários. Um deles, quase sempre uma mulher, observa dentro de uma agência bancária verificando quem efetua uma retirada grande de dinheiro. Após identificar a vítima, corre atrás dela e propositalmente deixa cair uma folha de cheque devidamente preenchida com alto valor.  Aproxima-se e pergunta se tal documento é dela. A vítima responde negativamente e então surge o comparsa dizendo ser proprietário do cheque. De tão agradecido dá uns telefonemas e diz sentir-se na obrigação  de oferecer aos outros dois um prêmio. A vítima cala-se no sentido de levar vantagem.Para retirar o prêmio cada um deve ir só em um endereço para retirar o prêmio e adverte que deverá deixar algum valor para comprovar sua honestidade. A mulher deixa a bolsa e vai retirar o prêmio retornando, por exemplo, com um belo calçado.  Agora é a vez da vítima que sabendo que ganhará o prêmio, não hesita em deixar seus pertences como  a desconhecida fez. Ao chegar na loja indicada descobre que não tem prêmio algum esperando e que ninguém conhece o homem. Ao retornar ao banco descobre que ambos os estelionatários já foram embora.

Conto do bilhete premiado

Este é um dos golpes mais antigos mas até hoje faz vítimas e também são necessários dois criminosos. Um estelionatário, geralmente vestindo roupas simples aproxima-se da vítima dizendo que veio do interior e que teria comprado um bilhete mas não sabe dizer se ganhou ou não. Quando a pessoa se dispõe a ajudá-lo surge o segundo estelionatário e entra na conversa sugerindo que todos entrem juntos na lotérica. Lá dentro ele chama a vítima de lado e diz: “Esse bilhete é premiado e vai dar uma fortuna.. Vamos conversar com o caipira e conseguir comprar dele pagando bem menos e então dividimos o prêmio, que tal?”

Convencendo a vítima o estelionatário diz ao seu comparsa disfarçado que o prêmio é muito pequeno e que deve ser retirado em Brasília. O comparsa fica feliz e diz que estava precisando do dinheiro mesmo para pagar uma dívida, dando o valor correspondente aos dois. O segundo estelionatário se afasta e diz que não tem todo aquele dinheiro, mas se a vítima puder dispor daquela quantia todos ficariam felizes, pois o caipira quitaria sua dívida e a vítima dividiria um prêmio de grande valor. Com o dinheiro o caipira agradece e vai embora muito feliz. O segundo estelionatário entrega o bilhete e diz que vai buscar o carro para irem juntos retirar o grande prêmio.

Conto do Stradivarius

Este golpe é mais raro, mas bastante curioso. Novamente dos estelionatários adquirem um violino usado por um valor irrisório. Em seguida um deles se aproxima de um bar, lanchonete ou ponto de ônibus dizendo que está doente e por isso precisa vender este violino. O comerciante como sempre ocorre nega-se a comprar. Parecendo frustrado e doente o estelionatário pede então somente o dinheiro para uma condução deixando o violino no estabelecimento como garantia de que retornará para devolver o valor da passagem. No dia seguinte o comparsa aparece  e começa a conversar fazendo com que o assunto gire em torno de música, instante em que se diz colecionador de instrumentos musicais antigos.  Quando o comerciante mostra o violino o estelionatário com ares de quem conhece o assunto e depois de minuciosa vistoria diz tratar-se de um Stradivarius de grande valor e após conversa oferece ao comerciante o valor de dez mil reais. O comerciante topa, mas o especialista diz que não gosta de coisa errada e que precisa ter certeza que o instrumento é mesmo dele. Diz que se o comerciante conseguir comprar o instrumento até a semana seguinte ele pagará o valor combinado.Quando o primeiro vigarista retorna ele diz que não deseja mais vender o violino, mas como se acha em estado de necessidade  pede pelo menos a quantia de três mil reais. Apesar do valor alto o comerciante acredita que vai ganhar muito dinheiro com a revenda. O que, é claro, jamais acontece.

Conto do Baú da Felicidade

Este golpe já fez muita vítimas no Brasil e precisa de cerca de quatro estelionatários.  Com documentos falsos eles alugam uma Kombi e decoram ela com adesivos  de forma a imitar a identidade visual do famoso carnê de premiação. Então escolhem uma área  e distribuem de casa em casa panfletos do grupo noticiando uma grande venda com prêmios diversos na data X. Quando o dia chega passam pelo local com a perua e de casa em casa oferecem o carnê com a primeira prestação quitada. Dizem que as pessoas já estariam concorrendo aos prêmios imediatamente e receberiam um desconto de 30% do total pago se comprassem com eles. Tudo é claro não passa de uma farsa, os carnês são falsos e o sorteio nunca acontece.

Conto da Bíblia

Neste golpe o criminoso primeiro pesquisa nos obituários os nomes e endereços de falecidos recentes.  Com estes dados cerca de três dias depois da morte comparece em suas casas levando uma bíblia (de cerca de 50 reais). Ao ser recebido diz que o falecido havia encomendado. Quando é informado do falecimento demonstra pesar e pergunta se a pessoa é parente e qual o nome. Fingindo consultar uma lista diz que aquela bíblia era justamente um presente para esse parente e que o produto seria pago na retirada. Alega ainda que infelizmente não poderia devolver o produto deixando a pessoa em uma situação constrangedora. As pessoas fragilizadas podem levadas por este golpe pagar cerca de quatro vezes mais pela bíblia (em torno de 200 reais). Nem todos escolhem realizar a compra, mas visitando quatro ou cinco casas por dia o estelionatário consegue uma bela quantia.

O Conto do Supermercado

Essa equipe de estelionatários prepara uma kombi adesivada como se fosse de um supermercado famoso. Passam então em bairros de classe média alta dizendo que estão fazendo uma pesquisa para ver a possibilidade de inaugurar uma nova unidade naquela região. A cada visita deixam um cupon de um sorteio promocional de inauguração, uma televisão de última geração por exemplo. Dias depois retornam a algumas residências  e informam que ela foi a felizarda ganhadora do sorteio. A felicidade é grande  e eles usam essa alegria para fazer uma falsa propaganda do  supermercado, recolhem um depoimento e batem uma foto para registrar o acontecido. Em seguida informam que como o equipamento é grande  não puderam trazer com eles e será necessário que a pessoa acerte o custo do frete de digamos 50 reais.  Geralmente a vítima paga de imediato e após visitar algumas casas a gangue recupera o dinheiro investido no golpe com grande lucro

Conto do Banco Eletrônico

Munido de cartões de crédito e débito conseguidos por meio do crime comum este estelionatário ronda filas de banco. Eventualmente alguém na sua frente demonstrará dificuldades em usar os menus do caixa automático. Nesse momento o estelionatário se oferece para ajudar com toda simpatia do mundo. Ele realiza o saque necessário e entrega o dinheiro para a pessoa junto com um cartão trocado. Possuindo o cartão da pessoa ele espera a vítima ir embora e com  a senha memorizada realiza um grande saque. A vítima raramente desconfia e só percebe que seu cartão foi trocado na próxima vez que precisar usá-lo.

Golpe do Fiscal

Bem vestido e munido de documentos falsos e um crachá esse estelionatário percorre a cidade fingindo ser um fiscal da prefeitura. Esse golpe é aplicado geralmente aos sábados quando não há fiscais de verdade circulando. Ao chegar em um estabelecimento ele procura o proprietário e pede uma série de documentos. Aparenta fazer uma vistoria e ao encontrar um erro informa que o dono será notificado de que o estabelecimento terá que ser interditado por quinze dias ou mais até que os encargos e multas sejam devidamente pagos na prefeitura. Nosso falso fiscal fica incitando o proprietário até que esse comece a procurar alternativas menos honestas de se livrar do problema. O estelionatário pode mostrar uma falsa relutância mas acaba saindo de lá com o bolso cheio.

Conto do concurso

Estes estelionatários ficam atentos as listas gerais de resultados de concursos públicos e em seguida vão atrás dos concursados. Após um pouco de conversa insuspeita levam o assunto para o concurso e então dizem ter um amigo que teria um esquema para colocar pessoas dentro. Um conhecido dentro do governo com poder o bastante para definir o resultado do concurso. Ele deixa o contato, que é de outro estelionatário. Muitas pessoas têm caráter e não aceitam tal tipo de coisa. Infelizmente muitos não agem assim e acabam procurando a pessoa para seu próprio prejuízo. Essas pessoas são levadas a acreditar que conseguirão uma boa colocação, mas que deverão pagar uma certa quantia ao farsante. Para ganhar confiança são levados a acreditar que podem pagar metade agora e metade quando estiverem empregados.

Um golpe semelhante é o golpe da aposentadoria, no qual uma pessoa é levada a acreditar que se pagar uma certa quantia não precisará mais trabalhar e passará a receber uma aposentadoria não merecida do INSS.

Conto da Pirâmide

Apesar de muito conhecido esse golpe continua a fazer vítimas todos os anos. Quem inicia o golpe é quem ganha a maior bolada. Geralmente junta alguns amigos ( que também ganharão alguma coisa), combinam um regulamento e montam uma organização. O criador, sem gastar nada faz com que dois conhecidos entreguem a ele um quantia de digamos 10 reais. Estes dois amigos estão no segundo bloco da pirâmide e cada um deles fará mais dois amigos entregarem a ele 10 reais cada. Ou seja, cada um deles gastou 10 reais e ganhou 20. Cada novo integrante da pirâmide deve procurar mais dois conhecidos para continuar o esquema. Tudo parece perfeito, mas o problema é que as pirâmides são insustentáveis e acabam de desestruturando e os blocos se perdem deixando em sua base muitas pessoas no prejuízo. Existem várias modalidades deste golpe, que apesar de disfarçado com outros nomes são a mesma coisa.

O Golpe do Baú

Este é um golpe muito antigo. Apesar de demorado de ser executado pode ser muito lucrativo para o vigarista. O golpista tem que ter uma beleza física acima da média, saber se produzir e frequentar festas da alta roda da sociedade. Ali procura se aproximar de pretendentes solteiros, separados ou viúvos. Geralmente procura idosos para tentar jogar seu charme e assim conquistar seu coração sofrido. Após a conquista busca conseguir o noivado o mais rápido possível. Depois do noivado vem o casamento com Comunhão Universal de Bens. A chantagem emocional é usada para driblar a desconfiança. Por fim, após alguns meses vem a separação e o golpista leva um lucro enorme para casa.

Conto da Rifa Premiada

Inicialmente o vigarista ganha a amizade de algum comerciante. Após conquistar sua confiança o criminoso diz que vende rifas e propõe que o comerciante as revenda, sendo que como pagamento ganhará a mesma mercadoria que o ganhador da rifa. Periodicamente o vigarista passa pelo estabelecimento com o pretexto de perguntar como está a venda da rifa e pegar sua porção do dinheiro. Isso se repete até que perceba que já lhe foi entregue uma boa quantia do dinheiro e então não mais retorna. Como o comerciante não sabe que se trata de um golpe continua a venda das rifas, sendo que no final ele mesmo abre a rifa a fim de ver quem ganhou, chegando a entrar em contato com vencedor. O prêmio nunca será dado e a vítima ficará com um grande problema nas mãos.

Uma variação desse golpe é quando um vigarista cria uma rifa um determinado prêmio, como um carro ou uma moto. Tudo parece ir bem e a premiação realmente ocorre. O problema é que após receber o prêmio o  ganhador do mesmo, ao fazer o levantamento dos documentos para fins de transferência descobre que o veículo está bloqueado por uma financeira ou repleto de multas. O ganhador fica assim com uma terrível dor de cabeça em suas mãos.  Quando vai reclamar o ganhador não chega até o estelionatário mas sim com a entidade que bloqueou o veículo. Diante disso o vigarista sai ileso.

Conto da venda e troca da joia

Neste golpe o estelionatário  sai a procura de uma vítima que geralmente são encontradas em estabelecimentos bancários retirando uma boa quantia em dinheiro. O vigarista ultrapassa essa pessoa e deixa cair em sua frente um relógio ou pulseira de ouro. Ao ser avisado do falso acidente o criminoso se mostra muito agradecido e inicia uma conversa. Após curto tempo diz que estava indo vender a jóia que havia deixado cair por um preço muito atrativo. Trata-se de uma jóia real, que pode ser avaliada, mas valendo de habilidades manuais o estelionatário em dado momento troca por uma joia falsa. Muitas vítimas ao se descobrirem enganadas  não prestam queixas por vergonha ou pelo fato de terem comprado de forma clandestina.

Conto da Agiotagem

Devido a situação econômica desfavorecida, muitas pessoas tornam-se vítimas deste golpe. O estelionatário se aproveitando das necessidades financeiras de alguém empresta uma quantia em dinheiro, cobrando juros tão altos que não poderão ser pagos. Essas vítimas são levadas a se manterem eternamente em dívida ou como alternativa tomando seus bens e imóveis. Há um fator de perigo a mais nesse conto pois durante as cobranças são  comuns ameaças e extorsões chegando muitas vezes a agressão física das vítimas.

Conto da Entrevista

Inicialmente o vigarista escolhe um bairro e visita casas de famílias com o pretexto de entrevistar a dona de casa, fazendo-a preencher um formulário. Neste formulário a dona de casa responde várias perguntas. Ao final da entrevista o estelionatário, que como sabemos é um mestre em convencer as pessoas, convence a dona de casa a assinar o questionário. Ela não sabe, mas acabou de assinar um contrato afirmando que comprou e recebeu do vigarista uma determinada mercadoria que nunca chegará em suas mãos. O estelionatário vai embora e procura um advogado que fará a cobrança das promissórias. Muitas vítimas intimidadas pelo advogado acabam pagando a conta com medo de terem seus nomes protestados junto aos cartórios.

Conto do Boi Gordo

Os estelionatários montam uma empresa cuja atividade será a criação de bois e vacas. Montada a empresa iniciam uma campanha promocional nos meios de comunicação, jornais, rádio e televisão divulgando o funcionamento e as atividades da empresa. Em seguida, iniciam a venda de ações da empresa para as vítimas.  A alta procura gerada pela campanha faz as ações apresentarem um grande rendimento para os acionistas que raramente se preocupam em conhecer a empresa de perto. O golpe pode se prolongar por  meses ou mesmo anos e os vigaristas apresentam a seus acionistas o balanço anual de como suas ações se valorizaram devido ao grande montante de bois e propriedades que a empresa adquire. O objetivo é fazer os investidores confiantes e animados convencerem seus amigos e parentes a também fazer parte do negócio. O golpe só chega ao fim quando alguém investiga a empresa a fundo e descobre que não existe propriedade alguma, nenhuma cabeça de gado sequer. Quando isso acontece os estelionatários desaparecem com o dinheiro antes das ações caírem.

Conclusão

  • Muitos golpes ocorrem fazendo a vítima pensar que conseguirá alguma vantagem ilícita para si mesma, fazendo com que se sinta envergonhada de procurar a polícia ao se ver enganada.
  • Dobre a atenção contra qualquer ajuda não solicitada ao lidar com seu dinheiro e patrimônio.
  • Cuidado redobrado em agências bancárias e locais de comércio.
  • Se for convidado a participar de esquemas de pirâmide ou outras formas de enriquecimento ilícito, caia fora. Apenas o trabalho dignifica o homem e traz as riquezas que perduram durante a vida.
  • Não deixe a vergonha de ter sido enganado te impedir de recorrer às autoridades se for vítima de um golpe. Procure sempre um Delegacia de Polícia e faça um Boletim de Ocorrência para que seja instaurado um inquérito policial.
  • Se for necessário procure também ajuda no Procon e na Promotoria Pública.

 

 

 

 

 

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/contos-do-vigario-o-guia-do-estelionato/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/contos-do-vigario-o-guia-do-estelionato/

Como entender e ler o I-Ching

Ao fluir com as circunstâncias se evita o atrito
e portanto a resistência: esse é o caminho do homem sábio.

CONTEÚDO:

O I Ching [pronuncia-se “I Jing”] ou Livro das Mutações é um poderoso oráculo que usa as imagens do Céu, da Terra, dos elementos e da natureza para prever as mudanças do tempo na vida dos humanos, e um livro de sabedoria chinês muito difundido entre os orientais, onde o consultante utiliza-se de moedas ou varetas, que são jogadas enquanto faz uma pergunta, formando um Hexagrama* – figuras formadas pelas combinações de 6 linhas inteiras ou partidas superpostas – para ser consultado em um livro, onde a resposta à pergunta é respondida.

Um Hexagrama é composto pela combinação de dois Trigramas (figuras formadas pelas combinações de 3 linhas inteiras ou partidas superpostas), um sobreposto ao outro.

12º Hexagrama do I Ching = Pi (Estagnação)
Formado por dois Trigramas:
1. Abaixo Trigrama K’um (três linhas Yin)
2. Acima Trigrama Chi’em (três linhas Yang)

O I Ching é um dos mais antigos e um dos únicos textos antigos chineses que chegaram até nossos dias. A parte principal dos textos tem pelo menos 3.000 anos de existência. Antes era chamado apenas “I”, cujo ideograma é traduzido de muitas formas, e no século XX ficou conhecido no ocidente como “mudança” ou “mutação”; Ching, significa “clássico”, foi o nome dado por Confúcio (nome latinizado de King Fu Tze – século VI a. C.) à sua edição dos antigos livros.

O livro é um texto clássico chinês composto de várias camadas, sobrepostas ao longo do tempo, e traz 64 Hexagramas, acompanhados de seus respectivos textos explicativos. Cada um dos textos está dividido em várias partes:

1 – a Sentença – é a interpretação do Hexagrama como um todo, atribuída ao Rei Wen.
2 – o Comentário – é uma explicação das Sentenças (ou Julgamentos) do Rei Wen, atribuída a Confúcio.
3 – a Imagem – é o simbolismo maior ou a idéia do Hexagrama, também atribuído a Confúcio. Refere-se às imagens associadas aos Trigramas.
4 – as Linhas – com duas subdivisões: a primeira é a explicação dada pelo Duque de Chou, e a segunda são as observações de Confúcio, sobre esta explicação, ou o simbolismo menor.

Como fonte que alimentou diversas religiões e filosofias orientais, ele tem sido usado desde as mais remotas épocas até os tempos atuais, nos países cuja cultura tem forte influência chinesa, como Japão, Coréia e Vietnã. No Japão, até a época da Reforma Meiji, um século atrás, mesmo as táticas militares eram baseadas em configurações inspiradas por este livro extraordinário. Muitos japoneses acreditam que as vitórias navais que conseguiram na primeira parte da Guerra do Pacífico se deveram ao fato de serem os livros de estratégia baseados no “Livro das Mutações”. Nas universidades japonesas, a obra ainda retém parte de seu papel tradicional; na verdade, entre os povos do Extremo Oriente, o livro conserva um número incontável de admiradores em todas as camadas populares.

Na China, tradicionalmente, se utiliza o I Ching em todos os momentos, especialmente para a tomada de grandes decisões e definições de impasses. Decide caminhos políticos e econômicos do governo, auxilia empresários em suas definições, orienta famílias inteiras com relação à mudanças, casamentos, auxilia indivíduos a escolher os melhores lugares para construir suas residências, e ainda prevê as possíveis transformações na vida particular e coletiva das pessoas, oferecendo a oportunidade de que se decida qual o melhor rumo a tomar, sem sofrer conseqüências desagradáveis.

TRADUÇÕES E EDIÇÕES INDICADAS

Várias tentativas de transpô-lo para os idiomas ocidentais foram feitas, destacando-se a do sinólogo Richard Wilhelm, considerada a melhor existente em idioma ocidental, que aliou a sua compreensão do pensamento chinês (incluindo a concepção básica de que as situações por que passamos são, em essência, as mesmas) a uma refinada tradução: após verter o texto original para o alemão, passou-o novamente para o chinês, a fim de se garantir contra eventuais erros que comprometessem o sentido dos Hexagramas.

Richard Wilhelm traduziu o I Ching para o alemão ao longo dos anos em que viveu na China, inclusive durante a invasão japonesa, quando a cidade em que estava foi cercada. Teve o apoio de um velho e sábio mestre, Lao Nai Suan, que morreu ao ser concluída a tradução. Wilhelm traduziu também outro clássico chinês, o “Tao Te Ching”.

No Brasil, a melhor tradução do I Ching é a do monge budista Gustavo Alberto Corrêa Pinto, feita com Alayde Mutzenbercher, a partir da edição feita pelo sinólogo alemão Richard Wilhelm, publicada em 1923. Seguindo a tendência histórica do livro, a tradução para o português custou três anos de trabalho.

TEORIA DA SINCRONICIDADE

Foi baseando-se no I Ching que Jung elaborou sua “Teoria da Sincronicidade”, segundo a qual tudo o que acontece em um dado momento está legado à situação universal daquele instante.

O psicanalista suíço Carl Gustav Jung, que escreveu o prólogo da tradução inglesa da versão alemã de Richard Wilhelm, sugeriu que o efeito dos textos oraculares do “Livro das Mutações” é extrair do inconsciente para a superfície da consciência os elementos necessários à compreensão de determinado problema. E foi baseando-se no I Ching que Jung elaborou sua teoria da sincronicidade, segundo a qual tudo o que acontece em um dado momento está ligado à situação universal daquele instante.

A definição da tradição hermética, fonte primordial do ocultismo ocidental, ajuda a entender esta concepção de acaso significativo: “Toda a Causa tem seus Efeito, todo o Efeito tem sua Causa; tudo acontece de acordo com a Lei; o Acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei não reconhecida; há muitos planos de causalidade, porém nada escapa à Lei” (O Caibalion, Três Iniciados, Ed. Pensamento, São Paulo, 1985).

ORIGEM DO I CHING

A origem do I Ching é amplamente discutida, mas de qualquer forma, ela é cercada de mistérios e misticismo. Ele surgiu antes da dinastia Chou (1150-249 a.C.) e era um conjunto de oito Kua, figuras formadas por três e seis linhas sobrepostas. Na tradição chinesa, o I Ching foi usado para adivinhação na dinastia Shang.

Dizem que este oráculo sagrado foi escrito na China há cerca de 3.000 anos por Fu Hsi, o criador mítico chinês, conhecido como o pai da civilização, e até a dinastia Chou eles formavam o “I”. Conta a lenda que um dia, quando em suas meditações diárias, ele avistou uma tartaruga emergindo da água de um rio. Analisando o casco desta tartaruga, Fu Hsi concebeu que todo o universo estava representado em pequenas marcas, dispostas ordenadamente no casco. Estes oito símbolos, cada um com certas características, receberam no Ocidente o nome de Trigramas [James Legge, em sua tradução para o inglês (1882), chamou de Trigrama o conjunto de três linhas e Hexagrama o de seis, para distingui-los entre si. Os oito Trigramas têm nomes não encontrados em chinês, sua origem é pré-literária.]. Com a combinação destes oito Trigramas em todas as variações possíveis, tem-se 64 Hexagramas (composto por 6 linhas), ou seja, todo o I Ching.

O tempo obscureceu a compreensão das linhas, e no começo da dinastia Chou surgiram dois anexos: o Julgamento, atribuído pela tradição ao Rei Wên, e as Linhas Móveis, atribuídas a seu filho, o Duque de Chou, ambos fundadores desta dinastia. Essa era a forma do livro quando Confúcio o encontrou. Mais tarde, mesmo o significado destes textos começou a ficar obscuro, e no século VI a.C. foram acrescentadas as Dez Asas, que a tradição atribui a Confúcio, embora seja claro que a maioria delas não pode ser de sua autoria. O nome “I Ching” é dado ao conjunto dos textos posteriores. Dizem que Lao-Tsé também contribuiu com sua sabedoria ao I Ching.

Um fato célebre ocorreu ao “Livro das Mutações”: no ano de 213 a.C., Ch’in Shih Huang Ti, um tirano conhecido como “o Grande Unificador” (foi o construtor de parte da Grande Muralha e o unificador das províncias chinesas), ordenou a queima de todos os livros existentes, exceto os dos arquivos imperiais. Verdadeiro desastre para a maior parte da velha literatura chinesa: entre os livros clássicos que deveriam ser lançados às chamas, foi feita uma exceção àqueles que tratassem de “medicina, adivinhação e agricultura”. Como nessa época o I Ching era considerado livro de adivinhação, escapou a esta tragédia.

A doutrina do yin-yang foi sobreposta ao texto.

O QUADRADO MÁGICO DE LO SHU – Literalmente: Diagrama do Rio Lo.

Existe uma lenda que diz que este quadrado apareceu magicamente às margens do Rio Lo, afluente do Rio Amarelo, no centro da China, cinco mil anos atrás, inscrito no osso peitoral de uma tartaruga gigante que saiu do rio durante os trabalhos de irrigação, e lhe são atribuídas poderes mágicos.

As marcas no casco dela formavam um quadrado mágico perfeito, com nove ideogramas de números, que estavam organizados de tal maneira que, quando 3 números fossem somados, seja no sentido horizontal, vertical ou diagonal, o resultado era sempre 15, e foi interpretado como revelação da geometria secreta do universo, que está por trás de todas as coisas, origem do seu nome “quadrado mágico”. Em alguns lugares é chamado de “Chi das Nove Estrelas” porque reflete a posição de Vega, Polaris e as sete estrelas da Ursa Maior no céu.

Todos os sábios da época se interessaram por esse evento, resultando disso a criação do I Ching, do Feng Shui, e da Astrologia Chinesa. Esse “Quadro Mágico” também indicava 8 direções (sendo 1 o Norte e 9 o Sul), que representavam diferentes aspectos da vida da pessoa.

A INFLUÊNCIA DE CONFÚCIO

Confúcio (King Fu Tze) passou a se dedicar intensamente ao estudo do I Ching, escrevendo explicações relativas ao texto e transmitindo-as oralmente a seus discípulos. Por isso, considera-se como altamente provável, mas não absolutamente certo, que a parte denominada “Comentário” (Tuan Chuna) seja da autoria do famoso filósofo, assim como as explicações sobre as “Imagens”. Confúcio disse certa vez que poderia dar sábios conselhos apenas após ter estudado com profundidade o I Ching.

Lao Tse inspirou-se no I Ching para escrever os aforismos mais profundos do seu Tao Te King (traduzido no Ocidente como “Caminho Perfeito”), obra clássica do Taoísmo.

COMO CONSULTAR O ORÁCULO

Como todo oráculo, exige a aproximação correta: a meditação prévia, o ritual, e a formulação precisa da pergunta.

A consulta oracular é tradicionalmente feita com 50 varetas (originalmente de mil-folhas, uma planta sagrada), das quais uma é separada e as outras 49 manuseadas, seguindo seis vezes a mesma operação matemática, para a obtenção da resposta.

O I Ching, por ser um livro sagrado, e as varetas usadas na consulta, eram guardados em uma caixa de madeira virgem, embrulhados em seda também virgem.

No Japão, a consulta é feita com o uso de três moedas. Esta prática encurta a consulta, e aí reside seu defeito: nem sempre cria a disposição interior necessária à consulta.

Aqui, vamos ensinar o método das 3 moedas:

Você vai precisar de uma edição do livro do “I Ching“.

Usam-se 3 moedas, que serão lançadas juntas por 3 vezes. Consiste basicamente em jogar moedas e registrar o resultado (cara ou coroa) e daí consultar um padrão já definido de conselhos e/ou orientações no manual ou livro.

Você poderá procurar em casas de produtos esotéricos as “Moedas Chinesas do Feng Shui”, ou poderá usar pequenas moedas antigas (iguais, ou seja do mesmo tamanho e valor), de preferência moedas que não tenham mais valor comercial; costuma-se dar propriedade às moedas de cobre. Separe, limpe, purifique e consagre três moedas. Primeiramente, lave-as, e ponhas ao Sol (se puder depois as enterre na terra ou em um vaso com sal grosso, deixando-as por 3 dias, e por último torne a lavá-las).

As moedas chinesas têm um furo quadrado no centro, que representa a Terra (que os chineses antigos acreditavam ser quadrada); a forma circular da moeda representa o céu. Na moeda chinesa um lado é Yang (descrito por quatro caracteres), o outro o lado Yin (dois caracteres).

Se usar uma moeda comum, dê à sua face “cara” (Yang) o valor 3 e à face “coroa” (Yin) o valor 2.

1 – Pense no caso para o qual precisa de orientação.

2- Junte as mãos em concha e sacuda delicadamente as moedas na concavidade formada pelas palmas das mãos. Quando achar que sacudiu as moedas o suficiente para mistura-las, deixe-as cair suavemente sobre uma superfície plana (tradicionalmente usa-se um diagrama com os 8 Trigramas distribuídos ao redor da figura do símbolo do Tao).

3 – Quando elas pararem, examine quais caíram com a face “cara” e quais caíram com a face “coroa” (ou se caíram todas com a mesma gravura), contando o número total de pontos (“cara” = 3, “coroa” = 2). Há somente quatro possibilidades, pois não importa a ordem em que as moedas sejam examinadas. Por conseguinte, os números que podem ser obtidos pelas combinações cara-coroa do lançamento das três moedas, em cada uma das 6 jogadas, são: 6 (3 coroas – “Grande Yin”), 7 (2 coroas e 1 cara), 8 (2 caras e 1 coroa) e 9 (3 caras – “Grande Yang”). O primeiro lançamento formará a linha inferior do Hexagrama de seis linhas que você está construindo. O Hexagrama é produzido de baixo para cima, de forma que o resultado da primeira jogada determina a linha inferior ou primeira; o da segunda, a segunda linha, e assim por diante. Se o lançamento deu o número 6 (três coroas) ou 8 (duas caras e uma coroa), trace uma linha partida assim , e coloque o número obtido ao lado da linha. Se o lançamento deu o número 7 (duas coroas e uma cara) ou 9 (três caras), trace uma linha contínua, assim , e coloque o número obtido ao lado da linha.

4 – Para completar o Hexagrama, sacuda novamente as mãos e repita o lançamento das moedas, com os mesmos pensamentos em mente, e desenhe a linha apropriada (números pares = linhas interrompidas; linhas ímpares = linhas contínuas), estruturando o seu Hexagrama da linha de baixo (a primeira) para a de cima (a sexta).

A numeração ao lado indica apenas a seqüência das linhas, e não os números obtidos pelas jogadasdas moedas, que produzem as lin

Consulte a tabela abaixo. A coluna da esquerda traz 8 Trigramas, onde você irá procurar o “Trigrama inferior” do seu Hexagrama. Na coluna horizontal superior, você encontrará o seu “Trigrama superior”. Do cruzamento desses dois você terá o Hexagrama da questão consultada. Anote o número e nome dele e procure-o no manual ou livro.

NOTA: Ficou claro que as três moedas devem ser jogadas jutas seis vezes, sucessivas. O Hexagrama é formado de baixo para cima, ou seja, a primeira vez que você jogar as moedas estará formando a linha de baixo. E assim vai até a sexta linha – a última, ou linha de cima. Há somente sessenta e quatro (64) possibilidades de arranjo das linhas.

Preste atenção no pequeno número que aparece ao lado de cada linha. Se tiver algum 6 (3 coroas – “Grande Yin”) ou 9 (3 caras – “Grande Yang”), essas linhas estão com excesso do principio ativo ou passivo, e tendem a se transformar na sua oposta, ou complementar, de onde vem a fama do I Ching como “Livro das Mutações”. Estas Linhas têm significado próprio (há um comentário para as “Linhas Móveis” no texto que fala do primeiro Hexagrama obtido). Se não há nenhuma linha 6 ou 9 (linhas mutantes) no Hexagrama original, não haverá um segundo Hexagrama, geralmente dito “Hexagrama Futuro”.

O primeiro Hexagrama refere-se ao presente ou ao passado recente; já o segundo indica as mudanças necessárias para que o objetivo seja atingido. Se numa consulta o Hexagrama resultante não contêm nenhuma linha móvel, a situação que ele simboliza é constante e firme.

COMO INTERPRETAR

A linguagem do I Ching é, para a nós ocidentais do século XXI, um tanto quanto cifrada. Devemos sempre ter em mente que o I Ching é um intermediário entre o nosso “EU” interior, o nosso inconsciente, nosso Mestre Interior e o ambiente; dessa forma, nós o utilizamos para obter as respostas que temos dentro de nós.

A primeira linha representaria a sensação, chamada de “a causa externa”; a segunda o pensamento, a terceira o sentimento, a quarta o corpo, a quinta a alma e a sexta o espírito; que é o “resultado”. Esta sexta linha, como a primeira também não depende de sua consciência. A segunda linha é o “oficial”; a quinta “o príncipe”; a terceira é “a sua motivação” que o levará à quarta linha que é o “Karma”.

Cada Hexagrama tem uma ou mais linhas diretrizes, uma das quais normalmente ocupa o quinto lugar. As linhas 1 e 6 são extremidades da situação principal, e por isso, são as menos importantes. A linha 6 freqüentemente representa um sábio afastado da vida ativa.

EXPRESSÕES MAIS USADAS NOS TEXTOS

Há algumas expressões mais utilizadas pelo I Ching que para quem está começando a utilizá-lo podem parecer herméticas. Aqui seguem algumas dicas do que elas costumam significar:

  • A perseverança traz boa sorte: podemos dar prosseguimento aos nossos planos.
  • A perseverança traz desgraça: É melhor desistir dos nossos planos.
  • Arrependimento: consciência de nossos erros.
  • Boa fortuna – O céu está de acordo com a nossa vontade
  • Desgraça: acontecimentos ruins aos olhos dos outros e aos nossos próprios olhos.
  • É favorável atravessar a grande água: podemos empreender alguma coisa difícil ou viajar.
  • É favorável ver o grande homem – Seremos recompensados se buscarmos conselho e assistência de alguma pessoa de alto valor moral
  • É propício ter um objetivo em vista: desde que tenhamos um objetivo determinado, podemos seguir adiante.
  • É propício ver o grande homem: seremos recompensados se buscarmos conselho e assistência de alguma pessoa de alto valor moral.
  • Êxito Supremo: o Céu está de acordo com a nossa vontade.
  • Homem superior, nobre ou santo sábio: homem de grande valor moral, capaz de resistir firme e serenamente a forças que transformariam outros homens (os homens inferiores) em joguetes. Invulnerável à glória e à derrota, não gasta suas energias tentando o impossível. “Os tolos o consideram ainda mais tolo; os sábios, um sábio incomparável”. Invulnerável à glória e à derrota, não gasta suas energias tentando o impossível. Com freqüência designa o melhor de nós mesmos, nosso lado mais elevado, sábio, ético e nobre. Eventualmente pode designar pessoas em posição superior ou de poder.
  • Infortúnio – Acontecimento ruim aos olhos dos outros e aos nossos próprios olhos.
  • Nenhuma culpa – Se os resultados não são bons, devem-se a circunstâncias alheias à nossa vontade.
  • Sem erro ou culpa: se os resultados não são bons, devem-se à circunstâncias alheias à nossa vontade.

FILOSOFIA CHINESA

O I Ching é considerado um sistema operacional vazio, que independe do objeto e pode ser aplicado em diversas áreas, tornado-se a espinha dorsal de todas as ciências clássicas chinesas, como a Acunpuntura, o Feng Shui, etc. Para o pesquisador Ion Freitas Filho, seus símbolos são como uma álgebra, um código de barras. De fato, o próprio criador do cálculo binário, o filósofo e matemático alemão Leibniz (1646-1716) deve ao I Ching o “insight” para terminar seu estudo que possibilitou o surgimento da informática. “Ao contemplar a mudança de um símbolo em outro na seqüência circular dos 64 Hexagramas do I Ching, ele associou as linhas Yin e Yang a zero e 1, formulando o cálculo binário, que é a linguagem dos computadores modernos”, explica Ion . Portanto, não é nada exagerado dizer que o I Ching é o avô da informática.

As oito figuras que formam o I Ching estão na base da cultura que se desenvolveu na China durante milênios. Para os chineses a ordem do mundo depende de se dar o nome correto às coisas, portanto o significado de “I” sempre foi objeto de discussão.

A idéia básica do I Ching é o conceito de mutação, a eterna lei que rege todo o Universo. Entre os chineses, esta lei era chamada de Tao (que pode ser imperfeitamente traduzido com diversos significados: o Caminho, o curso dos acontecimentos) e se manifesta através do “Grande Princípio Primordial” (Tai Ch’i), cuja representação é um círculo dividido em escuridão e luz: Yin e Yang.

Para o pensamento chinês, não há o que mude, há apenas o mudar. A mutação seria o caráter mesmo do mundo. Mas a mutação é, em si mesma, invariável, ela sempre existe. Portanto, “I” significa mutação e não-mutação. Subjaz, à complexidade do Universo, uma “simplicidade” que consiste nos princípios que estão por trás de todos os ciclos. Ao fluir com as circunstâncias se evita o atrito e portanto a resistência: esse é o caminho do homem sábio. Tudo está em movimento e mutação constante, pois só a mudança é permanente. Aquele que reconhece a mutação não mais se detém sobre as coisas particulares, mas dirige-se à eterna lei imutável presente em toda mutação. Esta lei é o Tao.

O Tao representa o aspecto funcional do Absoluto e não deve ser confundido com o T’ai Chi, embora em muitos aspectos se assemelhe a este. Para cada coisa ou cada indivíduo existe um sentido próprio, um caminho.

Não há um homem que possa banhar-se duas vezes no mesmo rio”, dizia o filósofo grego Heráclito, “porque nem o rio é o mesmo rio, nem o homem é o mesmo homem”. Este sentido de transitoriedade para nossa cultura é algo terrível, mas para o pensamento chinês tradicional é a própria essência da mudança e da mutação. As coisas são transitórias porque mudam constantemente, mas não mudam por mudar, mudam constantemente porque tem um sentido, um TAO. Compreender que as coisas acontecem e se desvanecem é, então, compreender o movimento para adiante. Tudo na natureza muda e nunca é estável, lembrando o símbolo que representa o Yin e Yang.

Tanto o Taoísmo como o Confucionismo, as duas linhas da filosofia chinesa, beberam da fonte do I Ching. A ênfase no aspecto oracular variou com o tempo. No século VI a.C. era visto mais como livro de filosofia, ao passo que na dinastia Han, quando a magia teve grande papel, era visto como oráculo. No ocidente, infelizmente, seu uso como livro de sabedoria tem papel irrelevante.

O I Ching tem o conceito de uma família, cada pessoa representada por um Trigrama. Assim, temos o Pai e a Mãe, e mais três filhas e três filhos. O Trigrama do Pai, por exemplo, compreende três linhas inteiras. Também chamado “O Criativo”, e associado com o pai, o líder, o homem. Seu nome chinês é Chien . Simboliza o céu, o firmamento e a perseverança. Todos os outros Trigramas têm características próprias.

A cada Trigrama corresponde um ponto cardeal e uma direção na bússola; também representam os Elementos e, como vimos, sintetizam um determinado membro da família.

NOTA AUXILIAR AO USO DO I CHING:

Para descobrir a dinâmica do Trigrama é melhor analisar suas linhas.

 

O 1o Trigrama (linhas 1-2-3) contém assuntos pessoais e humanos. O 2o segundo Trigrama (linhas 4-5-6) contém assuntos universais. As linhas 1 e 6 estão nas extremidades do Hexagrama e por isso são as menos importantes. Os Trigramas (e os Hexagramas) são sempre lidos de baixo para cima.

ESTUDO DOS TRIGRAMAS

Os 8 Trigramas e seus principais significados:

BIOGRAFIA

 

I Ching, tradução do chinês para o alemão por Richard Wilhelm, 1923. Edição brasileira, 1982, traduzida do alemão por Alayde Mutzenbecher e Gustavo Corrêa Pinto; traz o prefácio de C.G.Jung à tradução inglesa.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/asia-oculta/como-entender-e-ler-o-i-ching/

Resultados da Hospitalaria – Fevereiro 2010

Fevereiro foi o recorde do projeto, com 35 mapas e 28 sigilos.

Entidades auxiliadas este mês:

– Lar Sagrado Coração de Jesus (Nova Andradina)

rua Walter Hubacher, 04 – chácara 96 – Nova andradina – MS

– APAE (Sumaré)

r. Salvador Lombardi neto, 630

– Ações filantrópicas do Capítulo de Petrópolis da Ordem Demolay

– Biblioteca Pública Municipal “Rômulo Campos DÁrace” (Pindamonhangaba)

– Laramara – Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual

Home

– ICI-RS – Instituto do Câncer Infantil – RS

R. Francisco Ferrer, 276 – Bairro Rio branco – Porto alegre
http://www.ici-rs.org.br/

– Centro Espírita Nosso Lar – Casas André Luiz
http://www.andreluiz.org.br

– Creche “Mãe Cristina” vinculada ao Grupo espírita “Cairbar Schutel” (Campinas)
http://www.crechemaecristina.org.br

– Instituição ABRAPEC (Tratamento de pessoas com Câncer) – Ribeirão

– Sociedade Beneficiente Espírita Bezerra de Menezes

– Instituição “Asas Brancas”
http://adhemaralmeida.sites.uol.com.br/asasbrancas/

– Federação de Resistência da Cultura Afro-Brasileira (FRECAB)

– Federação Espírita Brasileira (SP)

– Hospitalaria da Loja Madras, 3359

– Hospitalaria da Loja Aleister Crowley, 3632

Tivemos 4 doações de Sangue…

E ações internacionais !!!

– Cruz Vermelha Americana (American red Cross)

– UNICEF (Alemanha)

dos leitores do blog de outros países.

E pretendemos continuar o projeto de Hospitalaria. Quem estiver a fim de participar, é só seguir as instruções e pegar seu Mapa Astral ou Sigilo Pessoal via o TdC.

Se vocês puderem ajudar divulgando o blog e o projeto, eu agradeço.

Quem não tiver dinheiro para doar Cestas Básicas; vou aceitar doações de sangue para a fundação Pró-Sangue e outras (na mesma proporção: 2 doações para mapa ou sigilo, 3 para mapa+sigilo).

#Hospitalaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/resultados-da-hospitalaria-fevereiro-2010

A Vassoura Atrás da Porta

“Nunca convide um vampiro para entrar em sua casa. Isso deixa você sem poder”.
– Janice Fischer e James Jeremias, The Lost Boys.

Num de seus poucos ensaios de não ficção Gedeone Malagoa afirma que, em 1855, “um ferreiro de Exter inventou um trinco de segurança que até hoje nós usamos em casa, para que bruxas e monstros não entrassem”.[1] Segundo Bram Stoker, o mesmo é válido contra vampiros salvo quando bem-vindos:

>>He cannot go where he lists; he who is not of nature hás yet to obey some of nature’s laws — why we know not. He may not enter anywhere at the first, unless there be some one of the household who bid him to come; though afterwards he can come as he please.[2]

Ele não tem acesso a todos os lugares aos quais desejaria ir e, mesmo não pertencendo à natureza, deve obedecer a algumas dessas leis naturais… e não sabemos por que motivo. Não lhe será possível jamais entrar em nenhuma moradia, pela primeira vez, se não for convidado por um dos moradores, embora depois disso possa ir e vir à vontade.[3]<<

O vampiro não precisa ser reconhecido quando convidado, pois, no oitavo capítulo de Drácula (1897), Lucy Westenra realizou um convite bem sucedido a um grande morcego.[4] Trata-se de uma situação diametralmente oposta a da adaptação no filme Nosferatu (1922) de F. W. Murnau onde a ardilosa Ellen Hutter (Greta Schröder) abre a janela para receber, na cama, o velho Conde Orlok (Max Schreck), afim de fazê-lo perder a noção do tempo entretendo-o até a aurora. No primeiro caso o vampiro domina a donzela em estado de sonambulismo hipnótico enquanto, no segundo, a mulher sagaz ludibria e subjuga o vampiro.

Outros artistas trabalharam sobre o mesmo problema. – A solução mais criativa talvez esteja na comédia The Monster Squad (EUA, 1987) onde Drácula (Duncan Regehr) obriga as pessoas a saírem de um local impenetrável atirando dinamite pela janela! – Conforme anotado por Leonard Wolf, apenas um habitante da residência necessita convidar o vampiro, não havendo necessidade da anuência de todos.[5] Por isto muitos roteiros destinados ao público infanto-juvenil falam de adultos incrédulos que deixam abertos os seus armários cheios de monstros e convidam vampiros para uma visita doméstica a despeito das súplicas das crianças; sendo o mito ocasionalmente tratado como metáfora da insegurança do menor que tem sua privacidade invadida pela presença de um estranho que tomou sua mãe por mulher e age como se tivesse direito ao pátrio poder sem ser seu pai.

Um tratamento inteligente pode ser visto em Fright Night (EUA, 1985) onde Tom Holland cria uma situação onde a mãe solteira Judy Brewster (Dorothy Fielding) nutre um desejo secreto por seu novo vizinho Jerry Dandrige (Chris Sarandon) mesmo suspeitando que ele seja homossexual. Na primeira oportunidade ela o convida, contra a vontade do filho Charley Brewster (William Ragsdale), sob pretexto de cumprir normas de etiqueta, e Jerry se apressa a aproveitar a oportunidade para coagir Charley, ameaçando matar sua mãe.

No roteiro de Janice Fischer e James Jeremias para The Lost Boys (1987) o discurso do vampiro Max (Edward Herrmann) é ainda mais específico:

>>I know what you’re thinking, Sam. But you’re wrong. I’m not trying to replace your father or steal your mother away from you. I would just like to be your friend. That’s all.

Eu sei o que você está pensando, Sam. Mas você está enganado. Não estou tentando substituir o seu pai ou roubar sua mãe de você. Eu apenas gostaria de ser seu amigo. Só isso.[6]<<

A comédia Mamãe Saiu com um Vampiro (Mom’s Got a Date With a Vampire) lançada em 2000 pela Walt Disney Pictures, com direção de Steve Boyum, assimila um contexto pós-moderno, onde as crianças estão mais abertas para mudanças do que os próprios pais e tentam arrumar um namorado para Lynette (Caroline Rhea), mãe divorciada, mas escolhem o cara errado…
Em certas mídias o vampiro só não pode entrar “na casa de Deus” – expressão geralmente usada para designar uma igreja católica ou mosteiro e, muito raramente, a residência de um cristão. – Seriam área de caça lícita todos os bares, motéis e a casa do devasso. Tal como o Morto do Pântano, o vampiro também pode agir como justiceiro anti-herói eliminando humanos “que não merecem viver”.[7] (Se bem que certas publicações voltadas a um público mais adulto repetem teimosamente que apenas o sangue inocente sacia-lhes a sede).

CONCLUSÃO:

Uma simpatia muito conhecida no Brasil manda botar uma vassoura de cabeça para baixo, com a piaçava virada para o alto, atrás da porta dos fundos de uma residência para encurtar a visita de humanos indesejáveis.[8] Isso significa que ninguém pode viver confinado, evitando um problema para sempre. É preciso encarar o inoportuno e enfrentá-lo para fazê-lo sair… O tabu do impedimento teve sua utilidade à época da sua criação e principal difusão, servindo para aumentar o número de situações onde a prática da hipnose – proibida em vários países, quando anexa ao espiritismo – pudesse ser retratada. Mas os tempos mudaram, as leis caíram, a liberdade sexual e religiosa prosperou e os artifícios para velar o desejo das mulheres ou a fé dos excluídos deixaram de ser necessários.

O caráter progressivo da arte não pode aceitar dogmas eternos e absurdos, tais como a sugestão de que a falta de convite funcione como um campo de forças invisível que impede o vampiro de entrar num local da mesma forma que o vidro interrompe o vôo dos insetos que batem e caem. A boa produção artística deve ser, na medida do possível, verossímil e comedida.

Também, como a possibilidade de imaginar saídas engenhosas é limitada, o vasto comércio nascido em torno do mito estaria com os dias contados se, em todo momento, o Conde Drácula tivesse de parar para hipnotizar, seduzir, ludibriar ou explodir algo ou alguém enquanto a vítima almejada corre de casa em casa.
Enfim, ao longo do tempo os produtores de cinema, editores, etc., perceberam que não fazia sentido limitar os movimentos de Drácula por ser ridícula a hipótese do vampiro ‘bem educado’ necessitar de convite enquanto o ladrão comum continua a invadir qualquer domicílio sem permissão.

Notas:

[1] GEDEONE. Um Rastro em Linha Reta. Em: Mestres do Terror. São Paulo, D-Arte, 1982, Ano I, nº 4, 3ª capa.
[2] WOLF, Leonard (ed). The Essential Dracula: The Definitive Annotated Edition of Bram Stoker’s Classic Novel. New York, Plume, 1993, p 290.
[3] STOKER, Bram. Drácula. Trd. Vera M. Renoldi. São Paulo, Abril, 2002, p 236.
[4] WOLF, Leonard (ed). Op Cit, p 126, nota 20 e 290, nota 18.
[5] WOLF, Leonard (ed). Op Cit, p 290, nota 18.
[6] Ao contrário de outros vampiros que mentem o tempo todo, Max foi quase sincero. Ele desejava desposar Lucy (Dianne Wiest) de forma que o casal, os dois filhos dela e os seis filhos dele formassem uma única família. O problema é que ele omitiu o fato de ser vampiro e precisar converter a todos na mesma espécie, além de pelo menos dois dos seus ‘filhos’ terem sido roubados de outras famílias e adotados. Daí o título Garotos Perdidos.
[7] MIRANDA JR, Décio. O Morto do Pântano, p 7. Em: ZALLA, Rodolfo (ed). Mestres do Terror. São Paulo, D-Arte, 1982, nº 1.
[8] A lógica desta superstição segue o princípio da similitude, já que a vassoura é normalmente usada para varrer o lixo para fora de casa.

Shirlei Massapust

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/a-vassoura-atras-da-porta/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/a-vassoura-atras-da-porta/

As Muralhas de Paraúna em Goiás

Ruínas de paredes colossais nas faldas de uma serra, uma muralha com cerca de 15 quilômetros , toda construída com paralelepípedos de pedra-ferro, um sistema de túneis com seções de 4 metros de diâmetro, cavados no interior de uma rocha, esculturas zoomorfas e antropomorfas e uma gruta repleta de símbolos das civilizações clássicas do Oriente Médio de há quatro ou cinco mil anos; por incrível que pareça , todas essas coisas existem em Paraúna , no Sudeste de Goiás! O acervo arqueológico existente neste município , transcende toda e qualquer formulação hipotética porque a complexidade dos seus elementos embaraça o observador que procure situa-los no tempo ou no espaço.

O estilo da “grande muralha” possui conotações com alguns aspectos das edificações pré-incaicas do rio Santa no litoral peruano . As esculturas da serra da Arnica lembra certas formas estilísticas, enquanto a gruta do rio ribeirão Encanado apresenta desenhos e relevos que nada tem a ver com qualquer civilização pré-colombiana da América, e sim , com a simbólica das tradições egípcias e judaica!

A muralha de Paraúna se encontra no vale da serra da Portaria , a 35 quilômetros da sede do município. Construída com paralelepípedos de pedra-ferro, ela se desenvolve num alinhamento retilíneo, avançado do paredão principal da serra até o altiplano situado no outro lado do vale. Em alguns pontos, apresenta uma média de 4 a 4,5 m de altura , o que é coerente para a sua largura média que não ultrapassa 1,30 m. Nestes trechos , constata-se pela relação altura-largura que a edificação se encontra intacta , o que não ocorre em outros pontos onde só podemos observar o seu afloramento rente ao solo.

Como o terreno da região é arenoso, não se sabe se a superfície aflorada corresponde ao alicerce ou se se trata do topo , onde o corpo da muralha se encontra soterrado pela sedimentação. Escavações sistemáticas precisariam ser feitas para que se pudesse chegar a uma conclusão definitiva . Os blocos retangulares de pedra , empregados na construção , se apresentam nitidamente trabalhados com encaixes e entalhamentos que traduzem com uma elevada técnica de arquitetura lítica , fato que vem derrubar frontalmente o conceito de que no Brasil pré-histórico , nunca existiram povos construtores em pedra.

A serra da Portaria é um tabuleiro de arenito que apresenta paredões abruptos de 100 ou 120 metros de altura . Seu nome deriva justamente da presença de estranhos portais em vários pontos da escarpa que se encontram como que lacrados com blocos de outros tipos de rocha . Um desses portais , entretanto , não está bloqueado e a sua forma oval se destaca no cenário com uma enorme janela. Aproximando do local , verificamos que se trata de uma abertura de iluminação que converge para um túnel vertical que liga o topo da montanha a uma enorme galeria cavada no interior do rochedo . Desta galeria , tem origem um terceiro túnel obliquo ( mais ou menos 60º de inclinação zenital ) que vai terminar também no platô da grande elevação . Um notável portal , cerca de 25 metros abaixo da “janela de iluminação” completa o conjunto que parece corresponder a um sistema decorredores que suscita analogia com os que existem nas pirâmides egípcias.

Situada a mais ou menos 20 quilômetros do local onde se encontram a muralha e os túneis , existe a “cidadela da serra da Arnica” , assim por nós denominada em face da incrível multiplicidade de remanescentes arquitetônicos concentrados numa área inferior a um hectare.

Enormes blocos de pedra se acham sobrepostos dando a nítida impressão de ruínas de ciclônicas construções . Numa delas , constatamos o delineamento de uma incrível figura zoomorfa, um grande felino ou talvez uma esfinge. outras esculturas também surpreendem , como a “cabeça de touro” onde se notam detalhes como olhos e orelha e que se encontram em um grande pedestal trabalhado. Uma cabeça humana em estilo maia domina o panorama de um dos paredões, sugerindo mesmo uma possível relação entre as singularidades ali existentes e os magníficos tesouros daquela civilização centro-americana.

Na serra da Arnica também existem curiosas colinas como que “feitas de escamas” , muito parecidas com formações encontradas em Sete Cidades no Piauí.

Nos contrafortes da serra dos Caiapós, na fronteira de Parauna com o município de Ivolândia, existe um monumento estranhíssimo que melhor do que sob um prisma arqueológico deve ser apreciado pelo angulo mágico. Uma pequena caverna em um bloco de arenito . Uma pequena caverna em um bloco de arenito vermelho, aparentemente sem nenhuma importância e que no entanto encerra um enigma colossal: toda uma simbologia hermético-cabalistica em pleno sertão brasileiro!

Seria inútil a tentativa de qualquer explicação “racional” para o fato. As imagens ali registradas não oferecem a mínima possibilidade de estarem relacionadas com qualquer índice cultural que se quisesse propor para “um possível povo que tivesse habitado a região”. O conjunto simbólico agrupado num painel situado no teto da gruta surpreende e intriga porque as imagens apresentam traços clássicos e o cinzelamento dos relevos retratam elementos numismáticos do antigo Egito e símbolos cosmo lógicos da Alta Cabala hebraica!

Daí não se poder abordar o enigma com as armas habituais no nosso convencionalismo cultural. No “painel mágico” de Paraúna estão desenhadas as quatro formas da esfinge, o homem , o leão , a águia e o touro e por mais absurdo que possa parecer , todas as 22 figuras do Tarô, algumas exatamente de acordo com as descrições de Eliphas Levy no seu Dogma e Ritual da Alta Magia. Mais do que isto : imagens da demonologia tal como foram concebidas e classificadas pelos magistas da Idade Média.

Curiosamente , debaixo do teto onde se encontra o painel , existe um cavalo , uma espécie de pilão que apresenta as paredes polidas , como que vitrificados e onde se pode anotar a presença dos “florões cabalísticos” , semi-esferas simetricamente em seu interior.

Os elementos existentes nesta gruta podem , com toda a certeza , representar indícios experimentais de uma realidade supranormal, um ponto de partida para uma revisão supranormal, um ponto de partida para uma revisão conceptual sobre o comportamento da natureza em certos locais , pois nos parece , sinceramente, que as figuras desta caverna são naturais , frutos de um processo fenomenal que escapa ao entendimento da ciência moderna e que no entanto se constituía na remota antigüidade como fato sobejamente conhecido e destrinçado pelos iniciados.

A força do conjunto de imagens não possibilita de modo algum qualquer juízo em que se faça um apelo para o termo “coincidência”. Não se pode considerar a existência de dezenas de figuras conhecidas simbolicamente , todas agrupadas num mesmo sistema, como o capricho de uma casualidade . . . Concordamos que é mais provável que os desenhos e os relevos não tenham sido elaborados por mãos humanas, porém , se o fenômeno é natural , não o é num sentido em que a natureza se comportou de maneira exaltada , revelando particularidades insólitas pertencentes a um outro angulo da sua realidade , “criações” não cogitadas pela chamada “Ciência Oficial”, porém , perfeitamente conceptíveis pelos que estão familiarizados com os temas do naturalismo esotérico.

As referencias do ocultismo sobre “o trabalho dos espíritos elementais” muito tem a ver com os traços e o cinzela mento da gruta de Paraúna , mas é provável que em virtude do fantástico simbolismo ali existente , haja algo mais profundo e mais importante.

Depois de observar , comparar e constatar minuciosamente as relações de cada símbolo com as representações hieráticas e mitológicas da antigüidade , nos ocorreu a idéia de que os pentáculos mágicos , tão zelosamente ocultados pelos responsáveis do Santuário da Certeza , talvez tenham sido compilados diretamente de certas revelações espontâneas da natureza , tal como ocorre em Paraúna.

Neste caso , não seria absurdo estabelecer-se também uma relação entre estes símbolos naturais e os “símbolos inerentes” da concepção de Carl Jung sobre as imagens do inconsciente coletivo e os seus afloramentos nos estados oníricos.

Quem sabe se a natureza em sua sabedoria e em seu mutismo não se coloca em intima relação com a subconsciencia humana através de um “método ” ideográfico, atualmente perdido , e que no remoto passado se estabelecia como ponto de partida de todos os oráculos?

Quem sabe se o simbolismo clássico das tradições mágicas outra coisa não é senão as próprias formas criadoras de uma ponte entre a inteligência humana e a inteligência das causas segundas?

Em meados do século 18 , um ocultista francês chamado Oswaldo Crólio lançou a obra O Livro das Assinaturas , em que, com rara originalidade, desenvolveu a tese de que em todos os aspectos da criação , desde as formas de uma constelação às reentrâncias do mais singelo calhau , o principio criador deixou os traços indeléveis do seu pensamento; em outras palavras : interpretando toda a sabedoria da ciência dos magos , Oswaldo Crólio admitia que nada escapa a um sentido teleológico ( de finalidade ) e que em todos os objetos e em todas as formas , existem os sinais de uma correspondência cosmotelúrica.

De acordo com as suas observações ,toda a realidade seria absolutamente clara e precisa para o entendimento humano e o que hoje consideramos como mistério não seria mais do que a conseqüência de uma ausência : a perda da linguagem espontânea da natureza que fez com que o homem precisasse trilhar os caminhos da especulação dedutiva, para , de outro modo , reencontrar a luz.

A natureza não se comportaria segundo as conceituações mecanicistas da nossa cosmovisão “racional” ; para Crólio , nem mesmo uma folha que cai ou uma lasca de pedra , que se desprende do bloco rochoso , teria um sentido arbitrário : tudo acontece de forma integrada e em todos os acontecimentos existe a revelação do aspecto sensível e inteligente da natureza , para ele o “egrégoro planetário” ou “o espirito da Terra”,

Gaffarel , célebre astrólogo , também francês desenvolveu por sua vez a mesma questão com outra obra notável : De Como Observar o Oculto , em que , com uma linguagem menos clara porém mais profunda do que a de entre as formas de certas constelações e os traços de certas rochas e as nervuras de certas folhas com caracteres ideográficos e fonéticos do antigo alfabeto hebraico , base simbológica da cabala clássica.

Para Gaffarel , a origem das letras sagradas teria sido a compilação de sinais da natureza por parte de mestres de incomparável intuição , mestres que teriam visto naqueles sinais os fundamentos de uma linguagem que facultava ao homem o dialogo com a natureza em nível consciente ; da inteligência para inteligência , de ente sensível para ente sensível .

E Gaffarel completou afirmando que “uma vez de posse da compreensão sintética desses sinais e com o consequente alargamento da clarividência simbológica , tudo deixa de ser oculto e incompreensível ; a natureza se abre como o botão que se transforma em flor e se identifica com o iniciado na mesma proporção com que está identificado com o pensamento divino”.

Extraído de um texto de Alódio Továr – cartógrafo, escritor e jornalista – 1976

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/realismo-fantastico/as-muralhas-de-parauna-em-goias/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/realismo-fantastico/as-muralhas-de-parauna-em-goias/

Resultados da Hospitalaria – Dezembro 2009

Ao todo, em Dezembro, foram 30 mapas e 17 sigilos.

Entidades auxiliadas este mês:

– Hospitalaria da Loja Maçônica “Meditação e Fé”

– GAACC (Grupo de Apoio à Criança com Câncer)

Home

– Educandário Romão Duarte (Camaquã)

– Instituto do Cancêr Infantil do Rio Grande do Sul
http://www.ici-rs.org.br/

– Instituição “Asas Brancas”
http://adhemaralmeida.sites.uol.com.br/asasbrancas/

– Federação de Resistência da Cultura Afro-Brasileira (FRECAB)

– Federação Espírita Brasileira (SP)

– Hospitalaria da Loja Madras, 3359

– Hospitalaria da Loja Aleister Crowley, 3632

E pretendemos continuar o projeto de Hospitalaria. Quem estiver a fim de participar, é só seguir as instruções e pegar seu Mapa Astral ou Sigilo Pessoal via o TdC.

Se vocês puderem ajudar divulgando o blog e o projeto, eu agradeço.

Em 2010, estou só vendo os detalhes para quem não tiver dinheiro para doar Cestas Básicas, vou aceitar doações de sangue para a fundação Pró-Sangue e outras (na mesma proporção: 2 doações para mapa ou sigilo, 3 para mapa+sigilo).

#Hospitalaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/resultados-da-hospitalaria-dezembro-2009