Arcano 15 – Diabo – Ayin

Três personagens estão representados de pé. No meio, sobre um pedestal vermelho em forma de cálice, um hermafrodita com asas e chifres; embaixo, uma figura feminina e outra masculina, pequenas e dotadas de atributos animais, presas, por uma corda que lhes passa ao pescoço, a um aro que se encontra no centro do pedestal.

O personagem central, despido, veste somente um cinto vermelho; tem na cabeça uma curiosa touca amarela, da qual sobem dois chifres de veado; duas asas amarelas (ou azuis, na ed. Grimaud), de desenho semelhante à dos morcegos, brotam das suas costas. Tudo indica que o personagem é do sexo masculino, mas seus seios estão desenvolvidos como os de uma mulher. Suas mãos e pés apresentam características simiescas; a mão direita, erguida, mostra o dorso; a esquerda segura a haste de uma tocha. O par acorrentado é visto de três quartos. Estão completamente nus, mas têm uma touca vermelha da qual sobem chifres negros.

Têm rabo, patas e orelhas de animal e escondem as mãos atrás das costas. No nível em que se encontram, o chão é preto, mas na altura do pedestal torna-se azul (ou amarelo) com listas negras. O fundo é incolor.

Significados simbólicos

As provas e provações. As tentações e seduções.

Magias. Desordem. Paixão. Luxúria. Dependência.

Intercâmbio, eloqüência, mistério, força emocional.

Interpretações usuais na cartomancia

Paixões indomáveis. Atração sexual. Ação mágica, magnetismo. Capacidade milagreira. Poder oculto, exercício de influências misteriosas. Proteção contra as forças obscuras e os encantamentos.

Mental: Grande atividade, mas totalmente egoísta e sem preocupação pela justiça.

Emocional: Pluralidade, diversidade, avidez, inconstância. Busca em todas as direções para atrair tudo. Sem a menor preocupação com o próximo. Libertinagem.

Físico: Grande irradiação neste plano, em particular no domínio material e nas realizações concretas. Poderosa influência sobre os outros.

Forte atração pelo poder material.

Tem, contudo, uma deficiência: todos os sucessos a que promete serão obtidos por vias censuráveis. Desta forma a fortuna será feita e os delitos permanecerão na impunidade.

Inclui também a punição: de acordo com a sua relação com as outras cartas, pode significar que os sucessos serão efêmeros e que o castigo virá na seqüência.

Do ponto de vista da saúde: grande instabilidade nervosa, transtornos psíquicos; aparição de enfermidades hereditárias.

Sentido negativo: A ação parte de uma base má e seus efeitos podem ser calamitosos. Desordem, inversão de planos, coisas obstruídas. Do ponto de vista da saúde: ampliação do mal, complicações. Disfunção. Superexcitação, sensualidade. Ignorância, intriga. Emprego de meios ilícitos. Enfeitiçamento, fascinação repentina, escravidão e dependência dos sentidos. Debilidade, egoísmo.

História e iconografia
Durante a baixa Idade Média o Diabo era representado freqüentemente como um dragão ou uma serpente, imagem derivada sem dúvida de seu papel no Gênese. Por um processo simbiótico – característico da iconografia – Eva e o Diabo se fundiram com freqüência na figura da serpente com cabeça de mulher: isto pode ser visto quase sempre nas ilustrações dos mistérios franceses que falam da Queda.

O desenvolvimento antropomórfico, que levou o Diabo a se converter na figura que conhecemos tem sua origem, provavelmente, nas tradições talmúdicas e nas lendas pré-cristãs, segundo as quais a serpente edênica teria tido mãos e pés de homem, membros que perdeu como castigo por sua maldita intervenção no drama do Paraíso, ficando condenada a arrastar-se até o fim dos tempos.

De modo similar o Diabo aparece no Apocalipse de Abraão, onde o Tentador é descrito como um homem-serpente, descrição retomada por Josefo e por boa parte dos autores judeus dessa época.

Já no Antigo Testamento (Jó 1,6-12 e 2,1-7) menciona-se esta humanização de Satã, e em Mateus (4, 3-11) aparece com toda clareza o antropomorfismo do personagem. Ele é assim descrito num manuscrito de Gregório de Nicena, onde toma a forma de um homem jovem, alado e nu da cintura para cima.

É somente no fim do primeiro milênio que o Diabo sofre a mais cruel de suas metamorfoses; a que acabou por transformar o mais formoso dos anjos em sinônimo de abominação e horror. Van Rijneberk atribui aos miniaturistas anglo-saxões essa mudança iconográfica, que respondia à simplicidade analógica da época. Se o Diabo continha a soma de todos os pecados e escândalos, seria lógico, dessa forma, que fosse representado como o apogeu de feiúra e pavor.

O homem com garras das figuras mais tênues sofreu a inclusão de chifres, dentes enormes, pêlos, cascos de bode, seios enrugados, rabo que terminava em seta. Assim aparece nos manuscritos alemães dos séculos X e XI, e no Missel Oxonien do bispo Léofric (960-1050). O diabo da lâmina do Tarô – um morcego hermafrodita – mostra-se como herdeiro dessa representação.

Van Rijneberk destaca o sentido metafísico de Satã para os Pais da Igreja, longe ainda dessas representações. Entre os séculos III e IV, Atanásio relatou as fadigas que costumavam acompanhar os tentados: o aspecto do Maligno produzia mais angústia do que repulsa; sua voz era terrível e seu movimento oculto como o de um assassino.

Tanto Cirlot como Wirth – a partir dos seus respectivos planos de observação – evitam entrar no complexo campo da demonologia ao comentarem o Arcano XV.

Assim, o primeiro destes autores se limita a compará-lo ao “Baphomet dos templários, bode na cabeça e nas patas, mulher nos seios e braços” e a mencionar que o personagem tem como finalidade “a regressão ou a paralisação no fragmentado, inferior, diverso e descontínuo”. Wirth, por seu lado, diz que o Diabo é o inimigo do Imperador (IV) na luta política pelo poder no mundo material, e se pergunta quem é “que opõe os mundos ao Mundo, e os seres entre si”. Para Ouspensky, sua figura “completa o triângulo cujos outros dois lados são a morte e o tempo”, no sentido da formalidade do ilusório.

Ele dá origem ao terceiro e último setenário do Tarô, plano do mundo físico ou do corpo perecível do homem. Do ponto de vista da finitude temporal, não é menos importante do que o Prestidigitador para o reino do espírito, ou o triunfal protagonista de O Carro (VII) para a análise psicológica.

“Na medida em que sempre houve áreas sombrias e ainda desconhecidas para o conhecimento e que presumivelmente, os enigmas subsistirão sempre – diz Jaime Rest no seu artigo Satanás, Suas Obras e Sua Pompa —, o demoníaco foi e continuará sendo uma constante de nossa realidade, já que esta experiência parece nutrir-se primariamente de algo que se desdobra além do domínio humano, e cuja índole tremenda e estremecedora suscita em nós este abalo íntimo que os teólogos denominam temor numinoso”.

Baphomet
O estudo dessa figura pode incluir as metamorfoses sofridas pelo Diabo (incluindo a variabilidade do aspecto: da beleza resplandecente com que Milton e William Blake o imaginaram até o horror da sua corte nas telas de Goya) para retornar ao memorável ponto de partida de onde se concebe sem dificuldades a permanência do demonismo: Satã como “um desafio da ordem que os homens atribuíram a Deus”.

A figura do Tentador, por outro lado, é inseparável das legiões que o servem (ou seja, da idéia do Inferno), e o Tarô repete esta associação ao representá-lo junto com o casal acorrentado – seres que podem ser tanto seus prisioneiros como seus colaboradores. A repetição do esquema dantesco é atribuída por Carrouges à paralisia imaginativa dos séculos posteriores em relação ao tema; daí a fixação e o empobrecimento do ciclo mítico na literatura européia.

Esta visão demonológica contemporânea, que faz do Diabo uma metáfora conflitante da dignidade humana, não é menos importante que a tradicional. Impõe-se, ao menos, como mais uma referência para a análise atualizada do Tarô.

Os comentários reunidos até aqui, porém, estão longe de esgotar as indicações para o estudo deste personagem tão ambíguo. Vale a pena conhecer o que diz G. O. Mebes em Os Arcanos Maiores do Tarô, sobre o papel de Baphomet, enquanto representação “da bipolaridade do turbilhão astral”, passagem inevitável no processo evolutivo.

Por Constantino K. Riemma
http://www.clubedotaro.com.br/

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/arcano-15-diabo-ayin

Exercícios Práticos – 01

Estes são os exercícios básicos dos básicos preparatórios, que são ensinados em qualquer curso de reiki, chi kung, chakras e na imensa maioria das ordens iniciáticas. Aleister Crowley dizia que as bases da magia são a Vontade e a Imaginação. Estes exercícios vão começar a trabalhar com a sua mente para preparar algo mais elaborado no futuro.

1) Concentração

A base da magia prática é a concentração. É impossível realizar qualquer tipo de atividade prática sem dominar sua mente objetiva e elevar sua concentração a um outro nível de consciência.

Você vai precisar de uma vela e de uma sala com pouca luminosidade. Tenha certeza que não será perturbado (desligue telefones e celulares). Posicione a vela a cerca de 1,5m de você, mais ou menos na altura dos olhos, de preferência contra uma parede branca, e acenda a vela. Sente-se com as costas eretas e fixe o olhar na chama da vela, com a vista relaxada. Mantenha a respiração calma e relaxada, sem se afobar. O exercício consiste em permanecer olhando para a vela sem piscar, mantendo a concentração até que todas as sensações externas sejam eliminadas e as duas únicas coisas que existam no universo sejam você e a chama da vela.

Caso você não tenha como usar uma vela por algum motivo, você pode fazer um pequeno ponto preto com 1cm de diâmetro e gruda-lo com durex na parede, ou focar em um ponto fixo distante.

Mantenha essa concentração (sem piscar) pelo tempo máximo que conseguir. A razão para isso é que este exercício desenvolve sua visão intuitiva e, quando você estiver se ajustando a esta visão, sua mente objetiva fará você “piscar” para reajustar a visão ao plano objetivo. Se estiver fazendo certo, conseguirá afastar TODOS os pensamentos poluidores da sua mente e ficar no que os orientais chamam de “estado zen”, absolutamente concentrado na chama da vela. Os sons e até mesmo as imagens da sala podem desaparecer (é a sensação de relaxamento do “sonhar acordado”). Quando estiver dominando este exercício, o relaxamento que você faz da sua mente em 5 minutos neste estágio equivale a uma soneca de duas horas.

Dificuldades:

1) manter os olhos sem piscar. Muita gente arregala os olhos e força para que eles fiquem abertos; não é isso. Deixe os olhos semicerrados e relaxados. No começo é MUITO difícil, você vai tender a piscar ou desconcentrar facilmente, não chegando a 1 minuto de concentração… mas com treino, é fácil de chegar a até 20 minutos neste estágio zen.

2) afastar os pensamentos mundanos. Como você perceberá, sua mente objetiva vai tentar te atrapalhar de todas as maneiras possíveis e é bem provável que você seja inundado de pensamentos inúteis e caóticos (na verdade, você faz isso o tempo todo, só não percebe, mas este exercício deixa isto bem evidente).

Exercício 2: Imaginação e chakras

Comece pelo primeiro chakra (Muladhara). Visualize um disco de luz vermelha, com cerca de 4cm de raio, com 4 pétalas, girando no sentido horário sobre a região do cócix.

Quando INSPIRAR, imagine uma energia vindo do centro da terra, subindo pelas plantas dos seus pés, passando por dentro das suas pernas e alimentando este círculo. Conte dez respirações lentas até conseguir VISUALIZAR com o máximo de nitidez possível a energia entrando no seu corpo e este chakra girando (sentido horário)… sinta a energia subindo e fazendo este disco de luz girar…

Em seguida, imagine o segundo chakra, laranja (Svadisthana), do mesmo tamanho, sobre a região do ventre, pulsando e girando no sentido horário, em sincronia com o primeiro, e um filete de luz branca unindo os dois… permaneça com os DOIS chakras bem nítidos na sua mente, com as cores vivas, por dez respirações relaxadas.

Imagine agora o terceiro chakra (Manipura), amarelo, com o mesmo tamanho que os outros, girando em sincronia e um filete de luz branca unindo os três discos… mais dez respirações visualizando o conjunto e imagine o quarto chakra (Anahata), verde, sobre o centro do seu peito, unido aos 3 outros chakras por filetes de luz… mais dez respirações e vamos para o quinto chakra (Vishuda), azul, sobre a sua garganta e unido aos outros por esta corrente de luz.

Mantenha TODO o conjunto nítido girando na sua mente por dez respirações… a cada respiração, mais um “gole” da energia da terra que faz todo o sistema permanecer em movimento, sem esquecer de todos os outros discos… mantenha a ponta da língua no céu da boca… mais dez respirações e o filete de luz branca chega ao disco índigo localizado alguns centímetros na frente da sua testa… não esqueça de imaginar TODA a energia subindo do centro da terra até o sexto chakra… finalmente, mais dez respirações e o filete de luz imaginário sobe até o topo da sua cabeça, no sétimo chakra, formando uma “fonte” de energia branca se espalhando pela sala.

Pessoas comuns normalmente não conseguem chegar no terceiro chakra… sua mente destreinada começa a divagar sobre besteiras, ele perde a concentração, perde a imaginação, não consegue focar, não consegue visualizar, se atrapalha todo com a sincronia dos giros e discos, fica ansioso, com pressa, a mente objetiva o deixa irritado… e ele/ela vai assistir a novela ou um jogo de futebol… enfim…

Efeitos esperados: formigamento por todo o corpo, especialmente na ponta dos dedos, devido ao acúmulo e limpeza da energia do corpo. É comum formar uma “bola” de energia nas palmas das mãos. Relaxamento completo físico e mental em algumas pessoas… outras experimentam euforia e ficam “ligadas”… Isso varia de acordo com o seu estado mental e quais chakras estavam mais ativos ou inativos durante o processo… com o tempo e novos exercícios, aprenderemos a ESCOLHER os efeitos desejados em nosso corpo.

Altamente recomendado para se fazer quando se está doente (focar especificamente no 3º chakra) ou com aquelas cólicas de menstruação (neste caso, dar atenção especial ao segundo chakra – Svadisthana).

Se você conseguir fazer este exercício e ficar bastante relaxado, pode fazer imediatamente antes de dormir e depois me conta o que aconteceu com os seus sonhos…

Se puder fazer esse exercício na grama/terra, ao ar livre, com os pés descalços, o efeito será muito maior.

Exercício 3: manifestação desta energia

Assim que você conseguir dominar o exercício 2, o que deve demorar cerca de uma semana ou duas (varia absurdamente de pessoa para pessoa – já vi gente acertar na primeira tentativa, já vi gente demorar um mês para ter algum efeito), repita o exercício 2 mas com as mãos dispostas à sua frente, como se estivesse “abraçando uma árvore”, de acordo com a figura abaixo:

Mantenha os dedos semifechados, como se segurasse um delicado balão de ar entre seus dedos. Quando inspirar, imagine a energia entrando pela sola dos seus pés e alimentando este circuito. Quando EXPIRAR, imagine esta energia fluindo deste circuito para a palma das suas mãos. Em alguns minutos, você deverá sentir uma “bola de energia” entre seus dedos… tente afasta-los ou aproxima-los BEM DEVAGAR e você irá sentir esta energia Chi. Ela atua nos planos sutis (Mental, Emocional, Astral e, com outros treinos, no Físico… ) mas não pode ser detectada por nenhum aparelho de nossa ciência moderna.

Com o tempo, pode fazer experiências como afastar suas mãos devagar até que esta bola de energia fique com o tamanho máximo que você conseguir, ou pressionar até sentir uma força física sutil impedindo que suas mãos se encontrem.

Ok, eu senti o chi… e quais os efeitos práticos disto?

Calma, pequeno gafanhoto… um passo de cada vez… primeiro crie sua bola de energia, depois vamos passar mais exercícios práticos sobre o que fazer com ela… da onde você está até entortar uma barra de aço na sua garganta ainda vão seis anos de treino…

Por enquanto, como disse, esses exercícios são o básico do básico.

O importante, por enquanto, é sentir que esta energia existe e pode ser detectada pelo ser humano.

#Exercícios #MagiaPrática

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A Evolução de um Templo Astral

templo-astral

Olá crianças,

Esta semana tivemos pelo menos 30 pessoas adentrando o segundo Atrio do Arcanum Arcanorum e muitos me pediram para dar maiores detalhes sobre como funciona um Templo Astral. O Templo Astral é um dos principais exercícios magísticos de todas as Ordens Iniciáticas, xamânicas, rosacruzes e até mesmo católicas… Por quê? Porque ele é uma construção astral/mental que consegue transformar todo o seu subconsciente em algo consciente e compreensível.

Explico: O Templo Astral de um mago representa sua própria mente, organizada e moldada de uma forma onde os símbolos que ali surgem possam ser interpretados conscientemente pelo nosso cérebro.

De acordo com Yuri Motta, “A construção do Templo Astral é um exercício que é sempre indicado após você dominar a visualização e ter desenvolvido uma boa concentração, fora isso é bom saber dominar um estado de relaxamento, que você pode atingir fazendo respirações controladas ou atingindo o Estado Alpha.

Estando em um local confortável como sua cama ou uma poltrona, você se visualiza em um espaço branco, esse é o papel branco da sua mente, lá você vai construir um o local que vai ser ponto de partida para o seu templo astral inteiro, não existe regra, mas você pode começar com um pequeno quarto e ir colocando as coisas que quiser, por exemplo uma mesa, quadros, plantas e etc. Vai ser o lugar que você faria para ficar uma parte do seu tempo e se não existisse limites na forma que você poderia decorar. Se você é ocultista por exemplo, pode colocar estátuas de deuses, objetos com simbolismo, armas e etc, objetos que só uma pessoa milionária poderia colocar”.

Cada um destes objetos pode e deve ter um simbolismo especial para o mago. Por exemplo, no Xamanismo, somos ensinados a construir nosso “local de meditação” como uma clareira dentro de uma floresta, com uma fogueira no centro e uma grande árvore próxima”. Quando construímos esta cena mental, nosso HOD (a bagagem de formas e conceitos de cada um) molda essa descrição em símbolos que trazem certas correspondências. A primeira coisa que o xamã vai pedir é para você identificar qual tipo de árvore é aquela… e pelo tipo de árvore podemos compreender uma parcela de nossa personalidade; pelo tipo de fogueira, podemos compreender como está nossa Vontade (thelema), pelo estado da mata, nossos limites e assim por diante (existe água próxima? é dia ou noite? há animais? quais? etc…).

O dia em que você está desanimado, sua fogueira está fraca, no dia em que você está se sentindo poderoso, sua fogueira reflete isso (mesmo sem você comandar isso! ela simplesmente muda seguindo o que o seu subconsciente faz da leitura das vibrações e codifica isso em um símbolo que seu consciente pode compreender – no caso, intensidade da fogueira). Ela está espiralada em descontrole? sinal que sua vida espiritual está tumultuada… está pendendo ao ateísmo? ela tende a apagar… você faz as regras quando cria os objetos, e eles reagem à sua vontade de maneira inconsciente…

E cada ponto fixo desta construção fica ancorado em seu subconsciente. Ou seja, se você plantou uma árvore para um relacionamento, por exemplo, quando seu relacionamento vai bem, a árvore estará frondosa e saudável… se estiver ruim, a árvore estará murcha, seca, ou até morta… podem aparecer cupins, ou dar frutos… cabe ao mago estudar simbologia e correspondências para conseguir compreender o que aqueles símbolos significam para ele e, com isso, ampliar sua consciência).

Podem aparecer animais, criaturas, até mesmo monstros em seu templo… objetos podem aparecer quebrados (mesmo que você os conserte cada vez que entrar no Templo, eles teimam em continuar quebrados… isso significa alguma coisa: seu inconsciente lhe mandando uma mensagem através de símbolos!)

E como pode ser esta construção básica? Yuri Motta nos descreve o seguinte:

“Obviamente como o espaço é seu, você pode imaginar algo completamente diferente como uma praia deserta, ou um castelo nas nuvens.

Por exemplo, uma parte do meu Templo Astral é uma ilha, com uma cabana de madeira bem simples, com uma sala ao lado para meditar, fora dela eu coloquei locais para representarem os 4 elementos, o mar é água, terra uma gruta, vento um penhasco e fogo uma piscina de lava no fundo da terra. Também é possível colocar deuses personificados para conversar ou estátuas desses para oferendar algo, emfim, o limite fica na criatividade”.

Existem diversos motivos para se ter um templo astral, é um lugar onde pode se relaxar a mente e ao mesmo tempo treiná-la, pois a visualização é um exercício também.

Dentro do templo astral, após deixar tudo “firme” chega a parte mais interessante, enquanto você cria e explora esse mundo criado por você, podem aparecer coisas novas com o passar do tempo, muitas vezes símbolos que sua mente cria e você deve desvendar o significado, não podem aparecer apenas objetos, como também seres vivos, como a mente trabalha com símbolos é importante procurar colocar coisas que tenham algum significado para você.

Quanto mais se pratica a construção e criação de um Templo astral, mais se treina visualização e criatividade e maior se torna sua capacidade de moldar pensamentos no Plano Astral. Inclusive, uma das perguntas que mais me fazem é a seguinte: “eu faço parte das ordens X, Y e Z e cada uma tem um Templo astral… devo fazê-los juntos ou separados?” e a resposta é “Junte TUDO. Sua mente deve ser unificada”. Você faz parte da AMORC? tenha um templo da AMORC que possa acessar dentro de seu Templo Astral, e portais que o levem direto ao Colégio Invisível, faz parte da demolay? Tenha um Capítulo pronto com todos os paramentos montados; tenha um templo maçônico, um círculo de pedra, as quatro fortalezas elementais do AA, as firmezas de exu, caboclo, preto-velho… tenha seus animais de poder livres para correr na floresta, próximos da cachoeira!

Em níveis mais avançados você pode usar o templo para guardar informações, pode lançar sigilos dentro do templo, realizar rituais. Se conseguir, pode personificar um trauma, medo ou vicio e em uma batalha épica matar esse problema.

O templo pode ser usado para guardar informações, como uma biblioteca, pode ser utilizado para treinar ações, rituais, treinos esportivos e eventos. Atletas olímpicos costumam repassar suas formas mentalmente dezenas de vezes para cada vez que a executam fisicamente, Tesla construía mecanismos em sua mente e os deixava “funcionando” por semanas. Quando ia examiná-los, sabia exatamente quais peças teriam qualquer gasto e que problemas apresentariam… quando crio jogos de tabuleiro, costumo deixar as regras com seres do templo astral jogando e, quando retorno, eles me mostram eventuais defeitos ou modificações a serem feitas… com a mente treinada, as possibilidades são infinitas!

O treinamento em Qlipoth, em NOX passa necessariamente por ter um Templo Astral desenvolvido e as defesas prontas para se trabalhar seus próprios monstros e demônios internos. É necessário ter todas as defesas, armas, armaduras e preparos mentais e astrais para se poder solidificar um demônio interno e dominá-lo… caso contrário, seus defeitos irão dominar você.

É importante esse exercício ser feito com frequência e diariamente para ter bons resultados, você pode fazer também toda noite antes de dormir.

E não se preocupe com o tamanho dele… como costumo brincar: não se paga IPTU no Astral. Facilita bastante desenhar, moldar, construir ou até, se você tiver facilidade com arquitetura, desenhar a planta básica em CAD ou outro Sketch.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-evolu%C3%A7%C3%A3o-de-um-templo-astral

Perseguindo a Eternidade

Aqui começa: 3 artigos antes do fim dos tempos…

» Parte 1 da série “Reflexões sobre o tempo”

Todos certamente já afirmaram, de forma natural: “o tempo corre”, “este ano passou depressa” ou mesmo “esta aula não acaba”. Uma definição científica mais precisa faz-se certamente necessária, e com ela ver-se-á que o tempo, em sua acepção científica, não flui. O tempo simplesmente é.

A ilha Samoa, no Pacífico Sul, anunciou que vai avançar um dia no calendário para incentivar os negócios com os seus principais parceiros econômicos, a Austrália e a Nova Zelândia. Hoje, a ilha de 180 mil habitantes está 21 horas atrás da principal cidade australiana, Sydney. A partir do dia 29 de dezembro de 2011, vai estar 3 horas à frente [1].

O primeiro-ministro de Samoa, Tuilaepa Sailele, afirmou que a ilha está perdendo dois dias úteis por semana em suas transações comerciais com esses países. Quando é sexta-feira em Samoa, já é sábado na Nova Zelândia. E aos domingos, enquanto a população da ilha está na igreja, os negócios estão a todo vapor em Brisbane e Sydney. A alteração do calendário significa que Samoa passará para o lado oeste da linha internacional do tempo. Há 119 anos, os samoanos fizeram o contrário e se transferiram para o lado leste da linha, a fim de incentivar negócios com os Estados Unidos e a Europa. Hoje, entretanto, são a Austrália e a Nova Zelândia os importantes parceiros comerciais da ilha.

Quando a linha internacional do tempo (ou linha de data) foi estabelecida, o mundo ainda seguia a doutrina newtoniana do tempo, e cria piamente que o tempo era uma entidade absoluta. Dessa forma, apesar de serem linhas imaginárias, os meridianos estariam associados à rotação da Terra em torno do Sol, algo que transcorreria em um tempo absoluto. Até hoje, como podemos ver, a engrenagem de nossa economia se baseia em linhas imaginárias concebidas numa época em que se acreditava que o tempo era uma medida absoluta. Einstein provou que estávamos todos errados…

Ainda adolescente, o gênio alemão lutava com a questão de como uma pessoa veria um raio de luz se viajasse exatamente à mesma velocidade da luz. Segundo Newton, o viajante veria uma onda de luz “estacionária”, e poderia até mesmo estender o braço e recolher um punhado de luz imóvel, como se recolhe a neve aqui na Terra. Ocorre que, segundo as equações de Maxwell para o comportamento da luz, ela jamais poderia algum tempo estar parada, sem se mexer. A luz era como um tigre selvagem que jamais poderia ser domado. Einstein descobriu um grande paradoxo.

Para compreendermos melhor o problema, imaginemos que Calvin acabou de ganhar um trenó com propulsão nuclear. Ele decide então aceitar o maior de todos os desafios e apostar uma corrida com um raio de luz. A velocidade máxima de seu trenó é de 800 milhões km/h, contra 1,08 bilhão km/h da luz, mas ele é um garotinho destemido e aceita o desafio. Haroldo, seu tigre de estimação, está atento com um relógio atômico altamente preciso, e anuncia a largada!

Para cada hora que passa, Haroldo percebe que o raio viaja a 1,08 bilhão km/h, enquanto o trenó de Calvin, conforme o previsto, não passa dos 800 milhões de km/h. Segundo a doutrina newtoniana, o tempo é uma entidade absoluta, e dessa forma Calvin concordaria com seu tigre em que o raio tem se afastado dele, desde a largada (desconsideremos a aceleração inicial), a precisamente 280 milhões km/h, a diferença entre as duas velocidades…

Mas, em seu regresso, Calvin está irritado e não concorda de modo algum. Ao contrário, desanimado e acusando a luz de ser trambiqueira, ele diz que por mais que apertasse o acelerador de seu trenó nuclear, o raio de luz continuava a se afastar dele a 1,08 bilhão km/h e nem um pouquinho a menos. Haroldo o aconselha a se acalmar e diz que a luz não é trambiqueira, o tempo é que é relativo!

A explicação de Einstein para tal paradoxo é a de que as medições de distâncias espaciais e durações temporais realizadas pelo relógio de pulso de Calvin são diferentes das de Haroldo, e isso nada tem a ver com o fato de ele estar usando um relógio mais preciso… A divergência entre tais medições só podem ser explicadas pela doutrina einsteiniana onde o tempo não é mais absoluto, mas relativo ao observador.

A velocidade da luz, ela sim, é absoluta e constante, já o próprio espaço e o próprio tempo dependem do observador. Cada um de nós leva o seu próprio relógio, seu monitor da passagem do tempo. Todos os relógios tem a mesma precisão, mas quando nos movemos, uns com relação aos outros, os relógios não mais concordam entre si. Perdem a sincronização. O espaço e o tempo ajustam-se de uma maneira que lhes permite compensar-se exatamente, de modo que as observações da velocidade da luz sempre dão o mesmo resultado, independente da velocidade do observador.

Newton achava que esse movimento através do tempo era totalmente independente do movimento através do espaço. Einstein descobriu que eles são intimamente ligados. A descoberta revolucionária da relatividade especial é esta: quando você olha para algo, como um trenó nuclear estacionado, que, do seu ponto de vista, está parado – ou seja, não se move através do espaço –, a totalidade do movimento do trenó se dá através do tempo. O trenó, a neve, o tigre, você, sua roupa, tudo está se movendo através do tempo em perfeita sincronia. Mas, se Calvin voltar a acelerar o trenó, parte de seu movimento através do tempo será desviada para o movimento pelo espaço. Por fim, a relatividade especial declara a existência de uma lei válida para todos os tipos de movimento: a velocidade combinada do movimento de qualquer objeto através do espaço e do seu movimento através do tempo é sempre precisamente igual à velocidade da luz.

Você pode até se imaginar parado, mas mesmo o monge budista meditando no templo mais afastado do Butão tem o seu corpo em constante movimento através do espaço. Ainda que a gravidade o prenda a Terra, a Terra está girando em torno do Sol em extrema velocidade, e o Sol, por sua vez, gira em torno do centro da Via Láctea – a nossa galáxia –, e nossa galáxia inteira vai de encontro a Andrômeda [2], e todas as galáxias se movem em torno de conglomerados inimagináveis aos mortais (embora alguns físicos tentem imaginar seriamente o tamanho do infinito)…

Mas, ainda que por milagre o monge atingisse algum espaço perfeitamente estático do Cosmos, ainda assim estaria se movendo a precisamente 1,08 bilhões km/h pelo tempo, na crista das ondas de luz.

Já a própria luz, que sempre viaja à sua velocidade através do espaço, é especial porque sempre opera a conversão total da velocidade do tempo para o espaço. Isso significa que o tempo pára quando se viaja a velocidade da luz através do espaço. Um relógio usado por uma partícula de luz não anda. Os fótons lançados no espaço-tempo tem a mesma idade desde o Big Bang, eles operam no reino da eternidade [3].

Embora não possamos nunca realmente nos aproximar da velocidade da luz mantendo a matéria que nos forma intacta, existe algo de profundo e assombroso nesta visão do mecanismo cósmico. Desde que despertamos para a vida consciente, temos nos perguntado de onde viemos e para onde vamos, e alguns de nós tem tido um contato mais estreito com a própria eternidade que nos cerca – uma essência misteriosa que parece permear todas as coisas, e lhes dar forma e informação.

Para estes, a busca pela eternidade, pelo retorno as origens, ao reino do que não foi nem será, mas simplesmente é, nesse exato momento o é, essa busca se torna uma perseguição implacável… Por outro lado, através da racionalidade, terminamos por desvelar os segredos da própria luz, por retirar o próprio tempo de seu pedestal absolutista. Terminamos por perceber, por uma via completamente distinta, que a eternidade está espalhada por todo o lugar. Nós a percebemos com os olhos – os fótons são eternos [4].

» Na continuação, a ilusão persistente do tempo…

***
[1] O artigo foi escrito antes desta mudança, em 2011.
[2] Nossa galáxia e a de Andrômeda fazem parte do Grupo Local de galáxias em nossa vizinhança cósmica. Mas não se preocupem, ainda vai demorar muito, muito tempo, para que as galáxias se choquem…
[3] A noção de que o tempo para a velocidade da luz é interessante, mas é importante não exagerar quanto às implicações desse fato. A perspectiva “atemporal” do fóton limita-se a objetos sem massa, o que está limitado a uns poucos tipos de partículas.
[4] O exercício mental do trenó nuclear e várias citações e informações científicas descritas neste artigo são fruto direto da leitura de “O tecido do cosmo” (Cia. das Letras), do físico Brian Greene. Recomento sua leitura para um aprofundamento científico (e muito mais embasado, nesse sentido) do assunto.

#Newton #Ciência #Tempo #física #Einstein

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/perseguindo-a-eternidade

Mapa Astral do Felipe Neto

Salve,

Recentemente, o youtuber de cabelos coloridos fez uma postagem dizendo que “não acredita na Astrologia” e que Astrologia não funciona e que ninguém o convenceria do contrário. Ai como eu não estava fazendo nada agora de tarde, em 10 minutos farei e analisarei o mapa astral do Felipe Neto para vermos se ele tem ou não razão.

Dados: nascido em 21/janeiro/1988 no Rio de Janeiro.

Independente de você, leitor, gostar ou não do que ele fala, há de se convir que ele tem milhões de seguidores, ganha rios de dinheiro e parece gostar muito do que faz, portanto posso assumir que ele está trilhando sua Verdadeira Vontade, certo?

Para ser mais imparcial ainda, e não correr nenhum risco de fazer “leitura fria”, não darei MINHAS impressões, mas copiarei-colarei as palavras de Adrian Ross Duncan de um livro de 1985, portanto, escritas ANTES do Felipe Neto nascer.

Vamos ao mapa:

Sol em Aquario na Casa 10; “Muita gente acha você uma fonte de inspiração, e na verdade você se sente fortemente motivado a manter relacionamentos de amizade. Pode se sentir invadido por um sentido de igualdade social, e o seu trato com os outros será permeado pelo seu dom natural de humanidade e de justiça. Você é perfeitamente capacitado para lidar profissionalmente com grupos, e tem habilidade para tratar as pessoas como iguais.”

Lua em Peixes na Casa 11: “Com a sua maneira de ser naturalmente compassiva e a sua compreensão, pode obter sucesso em áreas criativas ou trabalhando com pessoas que precisem de verdadeira ajuda emocional.”

Mercúrio em Aquario, na casa 11: “Você é uma pessoa de pensamento claro, muito aberta e entusiástica por idéias novas, apesar de poder ser um pouco teimosa nas suas opiniões. Pode também ter gênio inventivo ou algum interesse especial e único, talvez ligado à percepção e ao conhecimento. Também existe em si a tendência para assumir pontos de vista contrários à norma geralmente aceite. Sente que é seu dever sacudir as idéias dos outros e criar renovação à sua volta. Embora tal atitude possa ser refrescante para todos os envolvidos, você corre o risco de ser marginalizado ou mal entendido. Trabalha bem em ambiente de grupo, em que haja muita agitação e pessoas interessantes e estimulantes. Você é uma força a favor da renovação e tem a capacidade de integrar novos progressos tecnológicos no seu trabalho”.

Vênus em Peixes, na casa 11: “A sua maneira de ser é extremamente afetuosa. Se sente realizado quer em trabalho criativo, quer quando pode realmente cuidar das necessidades dos outros. O interesse humano significa muito mais para você do que um mero incentivo material”

Marte em Sagitário, na casa 8: “Você adora a liberdade e tem muitas opiniões firmes sobre o que é certo e o que é errado. Tem forte motivação para alargar tanto os seus horizontes intelectuais quanto os geográficos. Conhecer o mundo é parte integrante e fundamental da sua instrução, de modo que poderá fazer um bom trabalho em um meio internacional. Precisa de uma profissão que o mantenha sempre em atividade e que lhe apresente desafios intelectuais. Não pode prosperar em situações que limitem o seu espaço, ou seja, a liberdade de fazer suas próprias conexões e formar suas próprias opiniões é fundamental para a sua maneira de ser. Podem surgir problemas quando participar de discussões. A diplomacia não é o seu forte e tem propensão para impor sem rodeios a verdade nua e crua, como é vista pelos seus olhos. Talvez esteja com a razão, como acontece muitas vezes, mas será que isso vai levá-lo a algum lugar? Cultivando o hábito de tratar com respeito as idéias dos outros, poderá conquistá-los para o seu lado e convencê-los do seu ponto de vista.”

Jupiter em Aries na casa 1: “Você tem aptidão para atingir muito rapidamente as metas a curto prazo e pode muitas vezes contar com a sorte do seu lado. Tem qualidades de liderança. Autoconfiança e uma fé irrestrita nas suas aptidões podem levá-lo longe. Para tirar o máximo partido possível dos seus dons naturais nessa área, é importante que formule objetivos para o futuro. Logo que o tenha feito, o simples ato de tomar qualquer iniciativa, aliado à certeza no resultado, certamente lhe assegurará o sucesso. Algumas pessoas podem considerar o seu estilo muito impulsivo, no entanto a atitude positiva, associada à ação – o ataque de surpresa – podem trazer incontáveis benefícios. As vantagens que você pode conseguir, tanto na sua vida profissional como na pessoal, nunca acontecem quando você fica passivo. Vá em frente!”

Saturno em Sagitário na casa 9: “Você tem capacidade para fazer estudos profundos e pode mostrar a outras pessoas um caminho de compreensão a partir de um sistema ou conjunto de regras filosóficas. Você tem muita consciência de seu lugar na hierarquia intelectual e é um pouco inflexível em suas opiniões ou percepção do que é a verdade.”

Bem, este conjunto de bases sobre o seu mapa retrata exatamente quem você é profissionalmente… comunicação, inovação, exploração de novas tecnologias para expor as idéias e agressivo na imposição dos seus ideais…

Caro Felipe, você pode não acreditar em astrologia, mas sua vida seguiu EXATAMENTE o que a teoria da Astrologia disse que você seguiria para a verdadeira Vontade. Deve ser coincidência.

Forte abraço e boa sorte na luta contra os evangélicos.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-do-felipe-neto

O que há para se conservar?

“Nada no mundo pode durar para sempre” (frase encontrada numa parede em Pompeia)

Os conservadores insistem em manter o mundo tal qual ele é, ou foi, nalguma “época áurea” em que tudo funcionava, e a moral e os bons costumes eram regra geral do procedimento do bom cidadão. Seu ofício mental é o de relembrar aquilo que já passou, numa tentativa hercúlea de “trazer de volta”, conservar, manter tudo como “sempre foi”.

Os conservadores vivem numa ilha de puritanismo cercada do fluxo selvagem da mudança por todos os lados. O mundo é, afinal, um fluxo… Todos que observam a Natureza percebem isso cedo ou tarde, mas os conservadores insistem em sua crença de que tudo “pode e deve permanecer como está”. É o fundamentalismo da estagnação…

Mas não devemos nos deixar iludir pelos rótulos. Chamar alguém de conservador não significa que aquela pessoa aceite a alcunha, nem tampouco que ela seja 100% conservadora. Dizem que os conservadores são “de direita”, mas há muitos conservadores “de esquerda”. Estes gostariam tanto de conservar a sua própria utopia e o seu próprio ideal, que chegam a embalsamar os seus líderes, tal qual aos egípcios antigos, talvez também mais por motivos políticos do que religiosos.

Quando a Dama de Ferro disse que “não existe essa coisa de sociedade”, estava se alinhando a uma ala dos conservadores que preferiram conservar a ideia do indivíduo. Eles creem piamente que um indivíduo pode “vencer na vida” sem ajuda da sociedade – e que, dessa forma, o Estado, que representa a sociedade, não deveria intervir nos afazeres do indivíduo que está ali, afinal, apenas para “vencer na vida”. Mas, se refletirmos um pouco, o único indivíduo que “venceu na vida” sem uma sociedade é aquele que viveu a vida toda num deserto ou no cume de alguma montanha isolada. Mas neste caso, o fato de ele haver “vencido na vida” nem faz muito sentido, não é mesmo?

Vamos ser sinceros aqui: nenhum ser humano consegue viver sozinho. Podemos não admitir ou não enxergar, mas somos seres gregários, e não há indivíduo que viva fora de uma família, ou grupo, ou sociedade… Portanto, me parece óbvio que existe uma sociedade, a grande questão é o que ela reflete. Pois que toda sociedade reflete o pensamento de seus indivíduos. Quando uma sociedade prefere “fingir que não há sociedade”, é obviamente para o proveito de uma elite, exatamente aquela que “já venceu na vida” – seja no berço, seja através do Mercado.

Por outro lado, pretender que todos os indivíduos de uma sociedade tenham direitos precisamente iguais é uma utopia ainda um tanto quanto inalcançável… Direito a educação básica, a saúde, a uma defesa nos tribunais, ok. Direito a um mesmo salário e um mesmo naco de terra, é hoje obviamente impraticável. Não estamos preparados para a grande utopia da Fraternidade Universal, e a prova disso é que sempre que isto foi tentado, terminou como uma imitação de um feudalismo bizarro, onde o “líder do partido” era uma nova espécie de senhor feudal.

Dizem que não há nada de novo debaixo do Céu, mas ainda que nenhuma substância se perca, apenas se transforme, fato é que tudo muda, tudo vibra, e nada está parado. Os ponteiros sempre se movem no Cosmos, e isto é também válido para este mundo cá embaixo… Você não está parado nenhum segundo, nem quando medita num quarto com as cortinas fechadas. As placas tectônicas se movem e carregam continentes, e este é um movimento lentíssimo… Mas o próprio planeta gira que nem pião ao largo de uma estrela, e esta estrela não está fixa. Sóis como o nosso estão girando em torno de gigantescos buracos negros no centro das galáxias, e mesmo as galáxias estão catapultadas ao Infinito, agrupadas em grandes aglomerados… Mas o conservador gostaria muito de crer que “tudo pode continuar sendo como era antes”!

O que há para se conservar? Certamente, os bons exemplos, os bons pensamentos, as mais belas emoções… Conservemos não uma fronteira ou um sistema político-econômico, mas uma sabedoria muito mais antiga do que a civilização em si. O Chefe Seattle, por exemplo, respondeu assim ao presidente americano (que fez uma oferta pela terra dos indígenas do oeste americano): “Ele diz que deseja comprar nossa terra, mas como pode um homem comprar ou vender a terra, as florestas, os rios, o céu? Esta ideia é estranha para nós”.

O que há para se conservar? Decerto não os hábitos moribundos dos charcos de pensamento estagnado; Decerto não os preconceitos e os dogmas de religiosidade represada; Decerto não a ignorância e o medo do que é novo… São os jovens que herdarão esta terra, aqueles recém-chegados da Mansão do Amanhã. Mas eis que todo o livre-pensador se mantém jovem (ou relembra de sua juventude); e todo poeta, e todo dançarino, recitam, cantam e dançam; e rodopiam num campo de ventos sempre frescos.

Louco não é o dançarino do Cosmos, louco é aquele que acha possível apanhar o vento com as mãos e o trancafiar nalguma “doutrina”… Não há nada de novo debaixo do Céu, exceto o próprio Céu – a cada vez que o ponteiro se move, tudo muda.

E o ponteiro está se movendo neste momento, e os dançarinos estão seguindo o ritmo de seu fluxo divino…

Esta dança não acaba nunca.

***

Crédito da imagem: Scott Barrow/Corbis

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

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#Espiritualidade #política #Tempo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-que-h%C3%A1-para-se-conservar

O Mapa Astral de H.G. Wells

Maçonaria e da Sociedade Fabiana.

Nascido num distrito (borough) da Grande Londres, na juventude foi, sem sucesso, aprendiz de negociante de panos – a sua experiência nesta ocupação veio mais tarde a ser usada como material para o romance Kipps. Em 1883 tornou-se professor na Midhurst Grammar School, até ganhar uma bolsa na Escola Normal de Ciências em Londres, para estudar biologia com T. H. Huxley.

Nos seus primeiros romances, descritos, ao tempo, como “romances científicos”, inventou uma série de temas que foram mais tarde aprofundados por outros escritores de ficção científica, e que entraram na cultura popular em trabalhos como A Máquina do Tempo, O Homem Invisível e A Guerra dos Mundos. Outros romances, de natureza não fantástica, foram bem recebidos, sendo exemplos a sátira à publicidade Edwardiana Tono-Bungay e Kipps.

Visionário, chegou a discutir em obras do início do século XX questões ainda atuais, como a ameaça de guerra nuclear, o advento de Estado Mundial e a Ética na manipulação de animais.

O mapa de H.G. Wells

Sol em Virgem-Libra (Dama de Espadas), Lua e Ascendente em Aquário e Caput Draconis em Libra. O Planeta mais forte do Mapa é Saturno (em Escorpião na casa 8, com 6 aspectações muito fortes). Possui também Júpiter em Capricórnio (indicativo de facilidade para lidar com Sistemas e hierarquias).

Com base nisso, podemos verificar que Wells era uma pessoa extremamene séria, metódica, voltada para o psicológico e com profunda capacidade de análise das camadas do subconsciente humano, além das correlações com a sociedade como um todo. Saturno em Escorpião é encontrado em muitos psiquiatras e estudiosos do comportamento humano. O Sol em Virgem/Libra é indicativo também de uma pessoa politizada, séria e que trabalha bem a mente e a maneira como se dirige às pessoas.

O Mercúrio em Virgem cético e metódico, muito encontrado em ateus e agnósticos, impulsiona sua maneira de pensar, ao mesmo tempo em que a lua e o ascendente o levam para romper barreiras e a consciência do Social e do grupo. A combinação entre Saturno e a Lua de H.G Wells (por “coincidência o Aspecto mais forte de todo o Mapa, com 0,28graus) faz com que ele ao mesmo tempo tenha uma profunda consciência da sociedade ao seu redor, e utilize este conhecimento para tentar reformulá-lá.

Marte (em Câncer) indica uma pessoa que luta com paixão, que se envolverá com as emoções em tudo o que se dispuser a fazer. Wells possui Marte em Trígono com Saturno, indicando cooperação entre estas energias.

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-mapa-astral-de-h-g-wells

Para ser feliz (parte final)

« continuando da parte 3 | ler do início

Tenho uma amiga que, de tanto andar pelos caminhos do mundo, acabou assumindo para si a difícil tarefa de tentar elucidar qual é, afinal, o caminho da felicidade. Em seu programa para o canal de TV a cabo Multishow ela já entrevistou artistas, filósofos e espiritualistas em geral. Eventualmente chegou a conversar com Matthieu Ricard, o célebre “homem mais feliz do mundo”, segundo estudos neurológicos conduzidos pela Universidade de Wisconsin. Ricard, apesar de ser filho de um renomado filósofo francês e Ph.D. em genética molecular, eventualmente se tornou um monge budista e hoje reside no Nepal, apesar de também rondar pelo mundo todo. Para ele, a espiritualidade é indissociável da felicidade:

Espiritualidade significa lidar com a mente. Pode-se dizer que o treinamento da mente é um tipo de espiritualidade. A religião se vale de técnicas para alterar a mente, mas no fim tudo depende do jeito como você lida consigo mesmo e com o mundo à sua volta… Acho que a compaixão e a empatia são qualidades humanas básicas que todos podem e devem cultivar para se tornarem pessoas melhores, independente se possuem ou não uma religião. Afinal, essas qualidades são muito mais fundamentais que a religião em si [1].

Assim, ficamos sabendo que a espiritualidade que surge da compaixão para com os outros seres é, quem sabe, uma fonte de quietude da mente, de profunda tranquilidade. Mas, e daí? Seria isso, somente isso, o que determina a sua felicidade?

Obviamente, não há absolutamente nada que Ricard possa falar que irá nos descrever exatamente “como é ser o homem mais feliz do mundo”. De fato, suas palavras seriam incapazes sequer de demonstrar “como é ser feliz”, ou ainda, “como ele está feliz no dia de hoje”. As palavras, afinal, são tão somente cascas de sentimentos, e a minha amiga estaria em maus lençóis se quisesse mesmo determinar precisa e cientificamente o que é a felicidade. Felizmente, ela já se contenta em estar no caminho que leva para lá…

Isso me lembra da corredeira que desemboca no mar, após um longo caminho, conforme vínhamos falando. E, se eu já admiti que palavras são nada mais que cascas, minha única esperança de encerrar esta série com alguma dignidade é convidar meus amigos poetas para o meu auxílio, pois que eles sim souberam imprimir em suas cascas alguma parte deste fruto eterno e sem nome [2]:

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Quando nos deixamos escorrer juntamente com o rio da Vontade, esta Vontade muito maior do que quaisquer desejos que tivemos ou possamos vir a ter, há um enorme perigo para o ego, e uma enorme promessa de genuíno contentamento para a alma. Que, para encarar o perigo e o abismo do mar, é preciso se abandonar de si, para se reencontrar no céu.

E ninguém disse que seria fácil, mas a cada passo dado, logo se nota que o horizonte a frente é muito maior e mais ensolarado, até que enfim chegamos na praia, na margem do mar que espelha o Tudo, onde brincam as criancinhas:

Na praia dos mundos sem fim as crianças se encontram, com muitas danças e algazarras.
Elas constroem suas casas com areia e brincam com as conchas vazias.
Com as folhas secas elas tecem seus barquinhos e os colocam, sorridentes, para flutuar na vastidão do mar.

As crianças brincam na praia dos mundos.
Elas não sabem nadar, e tampouco arremessar as redes.
Pescadores de pérolas mergulham atrás de pérolas, mercadores navegam em seus barcos, enquanto as crianças catam pequeninas pedras, e depois as espalham novamente.
Elas não buscam por tesouros ocultos, e tampouco sabem arremessar as redes.

Na praia dos mundos sem fim as crianças se encontram.
A tempestade ronda pelo céu sem trilhas, os navios naufragam pelo mar sem rotas, a morte está à solta, e as crianças brincam.
Na praia dos mundos sem fim ocorre o grande encontro de todas as crianças.

E é até estranho de se pensar, mas no fundo toda a criança nasce um ser iluminado, sem saber que é um ser iluminado.

Da mesma forma, é bem possível que um ser iluminado nada mais seja do que uma criança que sabe que é um ser iluminado.

Todos esses santos que foram e que voltaram, e que hoje brincam por todos os cantos, sem rumo que não o de dentro, são talvez aqueles mais indicados para nos dizer o que devemos fazer para sermos felizes… Mas isso não quer dizer que seremos plenamente capazes de compreendê-los:

E agora vocês perguntam em seus corações, “Como poderemos distinguir o que é bom no prazer do que não é bom?”.
Dirijam-se aos seus campos e jardins, e deverão aprender que o prazer da abelha é sugar o mel da flor,
Mas que é também um prazer para a flor ofertar do seu mel a abelha.
Pois para a abelha uma flor é uma fonte de vida,
E para a flor uma abelha é uma mensageira de amor,
E para ambas, abelha e flor, a doação e o recebimento do prazer são uma necessidade e um êxtase.

Povo de Orphalese, busquem ao prazer como o fazem as flores e as abelhas.

Uma necessidade, e um êxtase… No fim das contas, a felicidade é aquilo que ocorre quando não estamos pensando nela…

Quando não estamos pensando em mais nada…

Quando a alma consegue cerrar a cortina do palco da mente, e contemplar a imensidão, em silêncio:

É primavera, e tudo lá fora germina, até mesmo o enorme cipreste.
Nós não devemos abandonar este lugar.
Próximo a borda do copo em que ambos bebemos, leem-se as palavras,
“Minha vida não me pertence.”

Se alguém viesse tocar alguma música, teria de ser uma doce canção.
Nós estamos a beber vinho, mas não através dos lábios.
Nós estamos a sonhar, mas não em nossas camas.
Esfregue o copo em sua testa.
Este dia se encontra além da vida e da morte.

Desista de desejar o que os demais possuem.
Nesta via estará seguro.
“Onde, onde estarei seguro?”, você pergunta.

Este não é um dia para se fazer perguntas, este não é um dia de algum calendário. Este dia é a consciência de si mesmo.
Este dia é o amante, o pão, e a gentileza, ainda mais manifestos do que os lábios poderiam dizer.

Pensamentos tomam forma através das palavras, mas a luz desta manhã vai além, ela é ainda mais antiga do que os pensamentos e a imaginação.

Esses dois estão tão sedentos… Mas é isto o que confere suavidade a água. Suas bocas estão secas, e eles estão exaustos.
O restante deste poema está demasiadamente embaçado para que eles consigam prosseguir na leitura.

Para ser feliz, afinal, é preciso ler muito e conhecer muito, para então abandonar toda leitura e todo conhecimento…

***
[1] Livremente transcrito da entrevista para o episódio 06 da primeira temporada de No caminho da felicidade, com Susanna Queiroz.
[2] Na sequência, trechos (sempre em itálico) da poesia dos quatro grandes poetas da Alma: Fernando Pessoa, Rabindranath Tagore, Khalil Gibran e Jalal ud-Din Rumi. Onde coube, a tradução foi de Rafael Arrais.

Crédito das imagens: [topo] matthieuricard.org/Divulgação; [ao longo] Joel Robinson

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

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#Espiritualidade #Felicidade #poesia

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Instituto Infância Azul

IIA

O Instituto Infância Azul é um projeto da Hospitalaria da ARLS Arcanum Arcanorum, 4269 (GOSP-GOB) idealizado pelo irmão Márcio Amaro e localizada no Templo AyaSofia, cujo objetivo é oferecer para as crianças menos favorecidas a oportunidade de, desde pequenos, receberem a estimulação necessária para vencer as dificuldades que sua situação lhes impõe.

Publico alvo

Crianças com déficits nas áreas sensório-perceptiva, motora, cognitiva, emocional, de comunicação e de adaptação social, objetivando reduzir ou eliminar desvios de padrões de desenvolvimento.

Pacientes vinculados a programas de saúde e residentes dos bairros próximos a associação. A principio será realizado atendimentos nos setores de Fonoaudiologia, Psicologia e futuramente Terapia Ocupacional.

Procedimento

Os serviços prestados pela Associação vão caracterizar-se como serviço de proteção social especial para crianças com deficiência, (Serão atendidas crianças com diagnóstico de Deficiência Intelectual (DI) associada ou não a outras patologias (Síndromes, Encefalopatia Crônica Não Progressiva, Mielomeningocele entre outras) Proporcionando condições favoráveis e recursos necessários para o atendimento de diversos tipos de deficiência, A maioria dos usuários deste Projeto deve ser encaminhada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), Policlínica, médicos e outros. Este processo inicia-se através de uma triagem com toda Equipe Multidisciplinar (Fonoaudióloga, Psicóloga e Terapeuta Ocupacional) para definição e conduta de tratamento.

FONOAUDIOLOGIA – O Trabalho de Fonoaudiologia tem por finalidade contribuir para o desenvolvimento da fala e da linguagem para melhoria de suas funções e processos de aprendizagem nos diferentes contextos de comunicação.
PSICOLOGIA – O Trabalho de Psicologia tem por função contribuir no processo de avaliação de forma interdisciplinar, fornecendo dados básicos para a organização dos atendimentos, orientação ao paciente, as famílias e aos professores, contribuindo para o equilíbrio e ajustamento nas relações entre paciente, professor, família, e comunidade.
TERAPIA OCUPACIONAL – Trabalha a independência da criança em suas atividades de vida prática e vida diária, promovendo maior autonomia como cidadão comum. Trabalha também a coordenação motora fina, coordenação viso motora integrada ao processo de alfabetização.

Conclusão

A idéia e ter uma instituição que trabalhasse estimulação essencial em crianças com algum comprometimento mental e neurológico, desde pequeno, para que o atraso no seu desenvolvimento fosse o menor e menos significativo possível.

Nosso Objetivo é ser uma entidade beneficente sem fins lucrativos, reconhecida como de utilidade Pública.

Juntaremos voluntários que acreditem na proposta e com dedicação, amor e comprometimento irão contribuir de forma decisiva para que o projeto seja uma referência no acolhimento, assistência e competência profissional dentro da área.

#Hospitalaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/instituto-inf%C3%A2ncia-azul

A Miosótis e a Maçonaria

Texto do meu querido ir.’. Ruy Luiz Ramires.

No início de 1934, logo após a ascensão de Adolf Hitler ao poder, ficou claro que a maçonaria alemã corria o risco de desaparecer.

E breve, a maçonaria alemã, que conhecera dias gloriosos e que tivera, em suas colunas, os mais ilustres filhos da pátria alemã, com Goethe, Schiller e Lessingn, veria esmagado o espírito da liberdade sob o pretexto de impor a ordem e uma supremacia racial.

Quanto retrocesso desde que Friedrich Wilhelm III, Rei da Prússia, em 1822, impediu que os esbirros reacionários da Santa Aliança de Metternich fechassem as Lojas Maçônicas, declarando peremptoriamente que poderia descrever os Franco-Maçons prussianos, com toda a honestidade, como sendo os melhores dentre os seus súditos… (1)

As Lojas alemãs, na terceira década do século XX, estavam jurisdicionadas a onze Grande Lojas, divididas em duas tendências.

O primeiro grupo, de tendência humanista, seguindo os antigos costumes ingleses, tinha como base a tolerância, valorizando o candidato por seus méritos e não levando em consideração sua crença religiosa.

Constava de sete Grandes Lojas, a saber: Grande Loja de Hamburgo; Grande Loja Nacional da Saxônia, em Dresden: Grande Loja do Sol, de Bayreuth; Grande Loja-Mãe da União Eclética dos Franco-Maçons, em Frankfurt; Grande Loja Concórdia, em Darmstadt; Grande Loja Corrente Fraternal Alemã, em Leipzig; e, finalmente, a Grande Loja Simbólica da Alemanha.

O segundo grupo consistia das três antigas Lojas prussianas, que faziam a exigência de que os candidatos fossem cristãos. Havia ainda a Grande Loja União Maçônica do Sol Nascente, não considerada regular, mas que também tinha tendências humanistas e pacifistas.

Voltando a 1934, a Grande Loja Alemã do Sol se deu conta do grave perigo que iria enfrentar. Inevitavelmente, os maçons alemães estavam partindo para a clandestinidade, devido à radicalização política e ao nacionalismo exacerbado. Muitos adormeceram e alguns romperam com a tradição, formando uma espúria Franco-Maçonaria Nacional Alemã Cristã, sem qualquer conexão com o restante da Franco-Maçonaria. Declaravam eles abandonarem a idéia da universalidade maçônica e rejeitar a ideologia pacifista, que consideravam como demonstração de fraqueza e como uma degeneração fisiológica contrária aos interesses do estado!

Os maçons que persistiram em seus ideais precisaram encontrar um novo meio de identificação que não o óbvio Compasso & Esquadro, seguramente um risco de vida.

Há uma pequenina flor azul que é conhecida, em muitos idiomas, pela mesma expressão: não-me-esqueças – o miosótis. Entenderam, nossos irmãos alemães, que esse novo emblema não atrairia a atenção dos nazistas, então a ponto de fechar-lhes as Lojas e confiscar-lhes as propriedades.

Miosótis

Vergissmeinnicht, em alemão; forget-me-not, em inglês; forglemmigef em dinamarquês; ne m’oubliez pás, em francês; non-ti-scordar-di-me, em italiano; não-te-esqueças-de-mim, em português. Diz a lenda que Deus assim chamou a florzinha porque ela não conseguia recorda-se do próprio nome. O nome miosótis (Myosotis palustris) significa orelha de camundongo, por causa do formato das pétalas.

O folclore europeu atribui poderes mágicos ao miosótis, como o de abrir as portas invisíveis dos tesouros do mundo. O tamanho reduzido das flores parece sugerir que a humildade e a união estão acima dos interesses materiais, porque é notada principalmente quando, em conjunto, forma buquês no jardim.

De acordo com uma velha tradição romântica alemã, o nome da flor está relacionado às últimas palavras de um cavaleiro errante que, ao tentar alcançar a flor para sua dama, caíra no rio, com sua pesada armadura e afogara-se.

Outra história diz que Adão, ao dar nomes às plantas do Jardim do Éden, não viu a pequena flor azul. Mais tarde, percorrendo o jardim para saber se os nomes tinham sido aceitos, chamou-as pelo nome. Elas curvaram-se cortesmente e sussurravam sua aprovação. Mas uma voz delicada a seus pés perguntou: “- E eu, Adão, qual o meu nome?” Impressionada com a beleza singela da flor e para compensar seu esquecimento, Adão falou: “ – Como eu me esqueci de você antes, digo que vou chamá-la de modo a nunca mais esquecê-la. Seu nome será não-te-esqueças-de-mim.”

Através de todo o período negro do nazismo, a pequenina flor azul identificava um Irmão. Nas cidades e até mesmo nos campos de concentração, o miosótis adornava a lapela daqueles que se recusavam a permitir que a Luz se extinguisse. (2)

O miosótis como símbolo foi objeto de um interessante estudo do irmão David G. Boyd, no Philaletes de abril de 1987. Ele conta, também, que muitos maçons recolheram e guardaram zelosamente jóias, paramentos e registros das Lojas, na esperança de dias melhores. O irmão Rudolf Martin Kaiser, VM da Loja Leopold zur Treue, de Karlsruhe, quebrou a jóia do Venerável Mestre em pequenos pedaços de tal modo que não pudesse ser reconhecida pela infame Gestapo.

Em 1945, o nazismo, com seu credo de ódio, preconceito e opressão, que exterminara, entre outros, também muitos maçons, era atirado no lixo da História. Nas fileiras vitoriosas que ajudaram a derrotá-lo, estavam muitos maçons – ingleses, americanos, franceses, dinamarqueses, tchecos, poloneses, australianos, canadenses, neozelandeses e brasileiros. De monarcas, presidentes e comandantes aos mais humildes pracinhas.

Mas, entre os alemães, alguns velhos maçons também sobreviveram, seu sofrimento ajudando a redimir, de alguma forma, a memória da histeria coletiva nazista. Eles eram o penhor da consciência alemã, a demonstração de que a velha chama da civilização alemã continuara, embora com luz tênue, a brilhar durante a barbárie.

Em 14 de junho de 1954, a Grande Loja O Sol (Zur Sonne) foi reaberta, em Bayreuth, sob um ilustre irmão o Dr. Theo Vogel, núcleo da Grande Loja Unida da Alemanha (VGLvD, AF&AM). Nesse momento, o miosótis foi aprovado como emblema oficial da primeira convenção anual, realizada por aqueles que conseguiram sobreviver aos anos amargos do obscurantismo. Nessa convenção, a flor foi adotada, oficialmente, como um emblema Maçônico, em honra àqueles valentes Irmãos que enfrentaram circunstâncias tão adversas.

Certamente, na platéia, estava o Venerável Mestre da Loja Leopold ZurTreue, agora nº 151, ostentando orgulhoso sua jóia recuperada e reconstituída, suas emendas de solda constituindo-se num testemunho mudo e comovente da história.

Finalmente, para coroar, quando Grão-Mestres de todo o mundo encontraram-se nos Estados Unidos, o Grão-Mestre da recém formada Grande Loja Unida da Alemanha (3) presenteou a todos os representantes das Grandes Jurisdições ali presente com um pequeno miosótis para colocar na lapela.

O miosótis também é associado com as forças britânicas que serviram na Alemanha, em especial na região do Rio Reno, logo após a guerra. Há uma Loja, jurisdicionada à Grande Loja Unida da Inglaterra, a Forget-me-not Lodge nº9035, Ludgershall, Wiltshire, que adotou a flor como emblema. Foi formada especialmente para receber os militares ingleses que retornavam do serviço na Alemanha.

Foi assim que essa mimosa florzinha azul, tão despretensiosa, transformou-se num significativo emblema da Fraternidade – talvez hoje o mais usado pelos maçons alemães.

Ainda hoje, na maioria das Lojas germânicas, o alfinete de lapela com o miosótis é dado aos novos Mestres, ocasião em que se explica o seu significado para que se perpetue uma história de honra e amor frente à adversidade, um exemplo para as futuras gerações Maçônicas de todas as nações.

1. Eugen Lennhoff, Die Freimaurer – The Freemasons, Lewis Masonic, edição em inglês, revisada, 1994.

2. O uso do miosótis como identificação secreta pelos Maçons alemães foi contestado no Square Magazine de setembro de 1988 pelo irmão Cyril Batham, Past Master da Loja Quatuor Coronati nº 2076, mas, em que pese toda a autoridade do irmão Batham, ele apenas negou a autenticidade da história, sem, entretanto, apresentar os motivos da negativa. Além disso, há anos que a casa Ian Alan Regalia, especializada em paramentos maçônicos, exibe o miosótis em gravatas, alfinetes de lapela e pendentes, em prata, ouro e bijuteria. Por que o fariam, se o miosótis não fosse importante?

3. Na formação da Grande Loja unida da Alemanha aparecem 3 das Grandes Lojas existentes antes da II Guerra Mundial: Grande Loja do Sol, em Bayreuth; Grande Loja de Hamburgo; Grande Loja de Hesse, em Frankfurt (antiga União Eclética); Grande Loja de Bremen; Grande Loja Unidade, em Baden-Baden; Grande Loja Nacional de Niedercachse, em Hanover; Grande Loja Nacional de Nordrhein-Westfalen, em Dusseldorf; Grande Loja Nacional de Schleswing-Holstein, em Luberck; e Grande Loja de Wurttemberg-Baden, em Stuttgart. De acordo com o List of Lodges, em 2001 contava com 14.000 irmãos distribuídos em 490 Lojas.

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