Linhas de Ley 1 ½ – respondendo dúvidas

Na medida do possível, eu vou procurar, se acumularem muitas dúvidas, organizar uma coluna intermediária para tentar sanar as questões mais pertinentes antes de continuarmos. Estou retomando a partir do post das pirâmides, as dúvidas que ficaram de lá, ok?

Elvis, Bananeira – Eu coloquei “próximos” porque a terra não é uma esfera, mas achatada nos pólos, e descobrimos isso porque pelo mapa no papel os pontos ficam perfeitamente alinhados, mas um colega conspiratório fez um programa pra jogar estas linhas no Google Earth e acabou que elas precisam ser “esticadas” um pouco na proporção para ajustar ao achatamento da Terra. Mas estas (as linhas base) são as realmente poderosas. O restante é, como alguém mencionou, um fractal, de intensidade BEM menor. Imagina por analogia que são como “veias” em um ser humano… você tem as principais artérias, mas tem também os capilares. Putz… não queria fazer outro post só sobre Linhas de Ley… vou tentar acrescentar esses conceitos do feng shui na próxima coluna, ok?

Julien, Nascimento, Tarcizo Ferreira, André, Psycoberto, Dimmm, Lázaro, João, Jean Carlos, Fernando Fenero, eu não vou começar um blog porque eu já tenho um blog… chama-se “Sedentário e Hiperativo”. Aqui eu escrevo os textos, junto as imagens e dou pro eightbits se virar de postar… se eu tivesse de fazer esta parte técnica, o blog não iria durar uma semana porque eu não tenho paciência e nem tempo para diagramar um blog. Se alguém quiser copiar os textos e imagens pra qualquer blog ou orkut ou fórum, fique à vontade, o importante é difundir a informação.

Carlos Magno, ah sim… Grande Apolônio de Tyana!!! falarei mais sobre ele mais para frente, com os outros alquimistas.

Tarcio Zemel – Um próximo do pólo norte e o outro no Cabo da Boa Esperança (ex- Cabo das Tormentas).

CaYo – 33.

Bananeira – sim, há, em menor ou maior intensidade… a maioria é sutil demais para influenciar, mas existem lugares onde determinado tipo de energia se acumula, e isso pode ser equilibrado com elementos opostos ou complementares. É o princípio do feng shui tradicional.

Sherer – pedras de Ica… procura um livro do JJ Benitez chamado “Meus enigmas favoritos”. Vamos falar sobre elas também, afinal, são a prova viva que os Flintstones realmente existiram (e não estou brincando – homens e dinossauros já conviveram juntos no planeta, esta biblioteca de 11.000 pedras esculpidas mostram isto). Procurem “Javier Cabrera darquea” ou “pedras de ica” no google e divirtam-se.

Arumik, normalmente ministro palestras sobre astrologia hermética, ritualística dentro da maçonaria, templarismo, mitologia básica, simbolismo na mitologia grega, esoterismo em templos antigos (gregos, egípcios), história da arte, história das cruzadas, história da maçonaria, rosacrucianismo, martinismo, história da Igreja Católica, Vida mística de Jesus, Linhas de Ley, ritualística dentro do rosacrucianismo, golden dawn, ocultismo no século XIX, tarot, oráculos, sociedades secretas, origens do nazismo, entre outras. Depende do convite que fizerem.

A maioria é fechada para o público “profano” (não se ofendam com isso, é apenas um termo técnico para designar quem não é iniciado) mas geralmente quando tem algum evento de RPG ou Anime o pessoal pede também palestras sobre alguma coisa diferente. De qualquer forma, eu aviso aqui no Sedentário.

Thaty, Rose, Kojak – vai ter um post só sobre estas pirâmides na Amazônia… tudo a seu tempo… e quanto a deixar vocês curiosos, faz parte da brincadeira para ver se vocês tomam a iniciativa de fuçar no google pra ver se descobrem algo sozinhos também. Para aguçar a curiosidade, comecem pelos círculos de pedra amazonenses.

Marcelo – eu não escrevo só RPGs (risos)… suponha que você seja um Mestre Iluminatti daqueles bem poderosos e ricos. E você queira construir sua casa de praia ou mansão cheia de simbolismos e ritualística de acordo com o seu grau, com detalhes de decoração de arquitetura sagrada, ou simbolismo egípcio, grego, celta… ou colocar um pentagrama disfarçado no seu jardim de inverno… que tipo de arquiteto você contrataria? Quantas pessoas capacitadas para atender a este tipo de demanda você acha que existem no Brasil?

Isto é só uma suposição, ok? Todo mundo sabe que os Iluminatti não existem…

Otávio, Bolívar, Victorius, Arthur, Único – esta coluna vai trabalhar justamente com o que as otoridades não reconhecem como ciência, porque lhes falta visão ou simplesmente porque não tem interesse em apoiar. Quer um exemplo? Tenho um amigo pessoal que trabalhou no Egito e lá a coisa funciona da seguinte maneira: o governo egípcio controla TODAS as escavações e fornece autorizações para você escavar e catalogar os achados, e vigia o seu trabalho com “equipes de supervisão”. Qualquer objeto ou descoberta eu você faça que contradiga minimamente o status quo das otoridades resulta na suspensão da sua autorização com uma desculpa esfarrapada e substituição da sua equipe por outra do governo, que “toma as providências necessárias”. E se você decidir brigar, sua carreira como arqueólogo/pesquisador acaba ali mesmo. É este tipo de coisa que me inspirou para escrever esta coluna. Saco cheio de “cientistas” que não tem capacidade nem para estudar e aceitar o fenômeno do mundo espiritual, por exemplo, que já é dominado pelas ordens ocultistas há séculos.

Mesmo os 40 anos de trabalho laboratorial nos melhores padrões técnicos do prof. Waldo Vieira são boicotados pelas otoridades que mantém seus narizes enfiados na areia recitando a sua “bíblia científica” sagrada e morrendo de medo que o seu mundinho ateu/agnóstico caia sobre suas cabeças se passarem a aceitar o mundo extrafísico como realidade.

Thibas – fantástica a entrevista com o Amit Goswami. Recomendo a todos que leiam.

Feliz, Clevanei, Neiz Lune, Pedrof, Vimerson, Fellipe – sim, é claro que falarei sobre a maçonaria e ordem demolay. Mas para entender como ela surgiu e sua importância, preciso começar pelo Egito e caminhar através dos tempos… ainda teremos pitagóricos, PHI, kabbalah, chakras, essênios, ordens hindus e orientais, tantra, Jesus Cristo e sua esposa e filhos, cátaros, criação da Igreja Católica, perseguição aos hereges, Santo Graal e rei arthur, bruxas e wiccans, satanismo e demonização das religiões, templários, catedrais européias, cruzadas, Jacques demolay, Leonardo Davinci e o Priorado do Sião, Rosacruzes e alquimistas, Guildas de construtores, rito escocês, Rosslin e o grande incêndio de 1666 em Londres antes de chegar as origens da Maçonaria, em 1717. Ainda vai demorar um pouco, mas vale a pena esperar.

Pikib – por falar em coisas harmônicas (e desarmônicas) com a natureza, você sabia que existe uma massa de resíduos plásticos flutuando no Oceano Pacífico com duas vezes o tamanho do Texas? A situação de nossos oceanos é muito pior do que as “otoridades” dizem nos noticiários… A destruição que os “sábios” do nosso tempo estão causando já é muito maior do que eles querem que vocês imaginem. Leia esta matéria AQUI e tenta não embrulhar o estômago com a foto da tartaruga.

Camila e Sérgio – eu tento manter os textos curtos e escritos de uma forma simples, como uma “conclusão”. Os posts PARECEM incompletos porque, na verdade, estou colocando apenas as bases para explicar a origem de algumas coisas importantes mais para a frente e explicar o que representam e preciso que vocês saibam de onde vieram estas referências. Citando o exemplo que você colocou (e eu vou estragar uma surpresa, ok?), o ato de imergir o corpo do candidato dentro de um rio ou banheira com água em uma iniciação (“Baptizem” em grego) representa simbolicamente que, apesar das águas terem coberto toda a civilização antiga e destruído tudo, sempre haverá alguém – o iniciado – para guardar e proteger estes segredos. Além disto, está ligado intimamente aos ritos de morte e renascimento (as doutrinas da reencarnação) de Osíris, o deus sol e outras funções ritualísticas e mágicas que envolvem o astral (a água é um grande condutor de energias astrais, mas que não vem ao caso agora)… mas a importância de se citar este ato simbólico de iniciação egípcia será necessário, por exemplo, quando estivermos demonstrando que Jesus, o Cristo, pertencia à Ordem dos Essênios e, como tal, era guardião das tradições egípcias e um mago iniciado, além de Rabino. E que sua iniciação com o Baptizem foi feita por João Batista (São João, padroeiro adivinhem de que ordem secreta?) seguindo a ritualística dos cultos egípcios (e que mais tarde seriam macaqueados pela igreja católica em sua colcha de retalhos religiosa).

Na medida do possível, vou passar links e livros para vocês consultarem também.

Felipedecoy – Não, nenhuma relação.

Leandro – sim, existem. Exatamente da maneira como você descreveu, com cristais ou agulhas. Os pontos principais de energia que passam por nosso corpo chama-se Chakras estas “rodas” energéticas que podem ser estimuladas com exercícios de respiração e meditação ou cristais para equilibrar as energias e também para desenvolver habilidades “sobrenaturais” (vai no youtube e digita meu nome, depois me conta o que você achou).

Vimerson – as três linhas que você citou já são sérias (Giovani Maciocia, Ysao Yamamura [auricular especialmente!], Auteroche), quem as deturpa são os ocidentais picaretas que fazem cursos de final de semana e se autointitulam “médicos” e saem por ai atendendo. Como você sabe, demora pelo menos 6 meses para se ter um domínio suficiente para começar a se aventurar como acupunturista. Pergunta quem é que respeita isso? Mas acupuntura nem é o maior estupro. Acho que os cursos de final de semana de Reiki – módulo I a IV são os piores… Já vi casos que um fulano fez o curso em uma semana e, um mês depois, estava ministrando cursos… é esse tipo de absurdo que me refiro.

Peço desculpas ao pessoal que não lê inglês, mas não existe quase nada a respeito destes temas em português, infelizmente. A maioria destes livros podem ser encontrados na Amazon.

– Study in Pyramidology , 263p., 1986 by E. Raymond Capt, ISBN 0-934666-21-0

– Back in time to the great pyramids – Sócrates G Taseo, (ISBN ISBN 0-9626053-0-1)

– The Orion Mystery: Unlocking the Secrets of the Pyramids , 325 p., 1994 by Robert Bauval and Adrian Gilbert, Crown Publishers, ISBN 0-684-16171-0

– Symbolic Prophecy of the Great Pyramid , H. Spencer Lewis (acho que este tem em Português, pela AMORC)

– The Giza Power Plant , de Christopher Dunn

– The Complete Pyramid , by Mark Lehner (este tem mais de 600 ilustrações).

– The Great Pyramid Speaks : An Adventure in Mathematical Archaeology , by Joseph B. Gill

– Propehcies of Melchi-Zedek in the Great Pyramid and the Seven Temples , by Brown Landone

– Pyramid Prophecies , 368p., 1988 by Max Toth, Destiny Books, VT, ISBN 0-89281-203-6

– The Rape of the Nile , 399p., 1975 by Brian M. Fagan, ISBN 0-684-15058-1

– Qualquer livro do Graham Hancock

http://www.leyman.demon.co.uk/Book,_Safe_As_Houses.html – sobre influências eletromagnéticas no ser humano

– Ley Lines and Earth Energies – por David Cowan

– Ley Lines, a compreensive guide to alighnments, de D.P.Sullivan

– The old straight path – Alfred Watkins

– The Atlantis Mystery – Eleanor Van Zandt

– Gravitational Mystery spots – Doug Vougt (contém relatórios de trocentas experiências com linhas de Ley)

– The world Grid – David Hatcher

– Earth Star Globe – Bethe Hagens (este tem até um globo para montar incluído)

Mapas de Piri Reis

http://serqueira.com.br/mapas/pirireis.htm

Marcelo Del Debbio

#Astrologia #LinhasdeLey #Pirâmides

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/linhas-de-ley-1

Curso de Kabbalah e Astrologia em SP e RJ

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

Julho retornamos com os cursos básicos em São Paulo (dias 16/17) e finalmente conseguimos um lugar adequado no Rio de Janeiro (dias 23/24).

KABBALAH

Este é o curso recomendado para se começar a estudar qualquer coisa relacionada com Ocultismo.

A Kabbalah Hermética é baseada na Kabbalah judaica adaptada para a alquimia durante o período medieval, servindo de base para todos os estudos da Golden Dawn e Ordo Templi Orientis no século XIX. Ela envolve todo o traçado do mapa dos estados de consciência no ser humano, de extrema importância na magia ritualística.

O curso abordará as diferenças entre a Kabbalah Judaica e Hermética, a descrição da Árvore da Vida nas diversas mitologias, explicação sobre as 10 Sephiroth (Keter, Hochma, Binah, Chesed, Geburah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malkuth), os 22 Caminhos e Daath, além dos planetas, signos, elementos, cores, sons, incensos, anjos, demônios, deuses, arcanos do tarot, runas e símbolos associados a cada um dos caminhos.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– A Árvore da Vida em todas as mitologias.

– Simbolismo e Alegorias na Kabbalah

– Descrição e explicação completa sobre as 10 esferas (sefirot).

– Descrição e explicação completa sobre os 22 caminhos.

– Cruzando o Abismo (Véu de Paroketh).

– Alquimia e sua relação com a Árvore da Vida.

– O Rigor e a Misericórdia.

– A Estrela Setenária e os sete defeitos capitais.

– Cores, metais, incensos,

– Construção do Templo Astral e exercícios relacionados.

– Letras hebraicas, elementos, planetas e signos.

– Sigilações envolvendo a Kabbalah.

Total: 8h de curso

ASTROLOGIA

A Astrologia é uma ciência que visa o Autoconhecimento através da análise do Mapa Astral de cada indivíduo. Conhecido pelos Astrólogos e Alquimistas desde a Antigüidade, é um dos métodos mais importantes do estudo kármico e um conhecimento imprescindível ao estudioso do ocultismo.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– Introdução à Astrologia,

– os 7 planetas da Antigüidade, Ascendente e Nodos

– os 12 Signos,

– as 12 Casas Astrológicas,

– leitura e interpretação básica do próprio Mapa Astral.

Cada aluno recebe seu próprio Mapa Astral (precisa enviar antecipadamente data, hora e local de nascimento) para que possa estudá-lo no decorrer do curso.

Total: 8h de curso

16/07 – Kabbalah (São Paulo)

17/07 – Astrologia Hermética (São Paulo)

23/07 – Kabbalah (Rio de Janeiro)

24/07 – Astrologia Hermética (Rio de Janeiro)

Informações no email marcelo@daemon.com.br

#Astrologia #Cursos #Kabbalah

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/curso-de-kabbalah-e-astrologia-em-sp-e-rj

impertinências?

“Eu não vejo necessidade disso!” Diz um senhor barbudo no meio do pátio. “Pra quê dia de consciência de alguém? Isso muda alguma coisa? As pessoas preconceituosas vão continuar sendo. Não há garantia pra ninguém de que isso realmente mude a posição de alguém.“

O jovem ao lado, negro e cansado do papo, olha o senhor branco e velho e não responde. Sai dali pensativo, sem interesse em dialogar com mais ninguém. Seus antepassados não concordariam com aquilo, nunca! As lutas travadas já poderiam ter sido esquecidas e tudo ter voltado como antes se não fosse a manutenção destas datas simbólicas. Ele sabe disso, poderia até passar horas num discurso frenético com o senhor, mas de que adiantaria mesmo? Nesse ponto ele concorda. Preconceito algum muda por causa disso, mas ocorre algo que o senhor não parecia perceber. Ao determinar que tais datas tenham tanto valor e repercussão os homens tolos, estes cheios de preconceito ao que for, temerão represálias cada vez maiores. E já que eles não conseguem corrigir suas tolices sozinhos, com alguns poucos pensamentos acerca, a leia o oprimirá.

Esse pensamento o deixou cabisbaixo. Nos últimos anos, diante da balburdia da homofobia, ao se deparar com o “dia do homem hétero” ele até sentiu a vontade de rir, mas teve uma impressão ruim. Viu que estes dotados de pouca capacidade ao se tornarem minoria poderiam explodir num frenesi louco para não perderem o “jeito”. Iriam gritar por liberdade de expressão, coisa que ele concorda plenamente, mas até que ponto agredir alguém é liberdade saudável?

Continuou cabisbaixo. Foi andando e sentiu vontade de ir mais a fundo no pensamento. Lembrou-se dos seus estudos esotéricos que o levou ao ocultismo. Lembrou-se de tantos místicos de araque que ele conhecera cheios de rancor e preconceitos. Era muito curioso todo aquele papo de energia positiva e não perdiam a chance de alfinetar um cristão que fosse. Tudo muito contraditório. Quando por fim conheceu e estudou com afinco o ocultismo, sentindo que ali não mais se depararia com esse tipo de atitude viu que estava enganado. “O ser humano é preconceituoso por natureza!” Ele sentiu-se mal com tal afirmação. O que deveria dizer ao seu próprio eu? Tentou imaginar que esteve errado esse tempo ao pensar assim. “Os ocultistas são seres elevados!” E desta vez não segurou o riso. Continuou caminhando debaixo do sol. Assim pensou em tudo o que ele aprendeu nesse tempo todo. Sendo negro, interessado por magia e homossexual. Tudo o que sabia era que ele sentia-se mal todo santo dia. E não era por erro dele. Era uma culpa que não lhe pertencia. O ocultismo sanou parte disso, mas ao ver irmãos agirem de forma tão mesquinha e medíocre ele assustou-se.  Não há topo de pirâmide alguma. Estas já não são os moldes do etéreo. O mundo na verdade nunca foi feito sobre trilhos em linha reta. Por que haveria de haver um deus no trono?

Esse pensamento fora mais devastador ainda. No entanto lembrou-se de um amigo, pelo qual tinha grande sentimento, sentimento este que ele teve que provar que não se referia ao seu lado homoafetivo, de modo algum, para não perder o amigo. Acabou rindo novamente. As pessoas são medrosas demais para se desfazerem de suas certezas. Acham que tudo está determinado, que seres humanos com pensamentos distintos são perigosos. Que o toque do olhar ou da mão vai fazer alguém tornar-se de sal ou de ouro. Essas imagens não são por mero acaso. Cada um dinamiza seu mundo de acordo com suas mais profundas aspirações. Se temem, irão ressecar diante do que estão para perder e endurecerão como estátuas. Se o valor é o mais importante, até o amor terá preço e código de barras numa prateleira qualquer.  Continuou até sua casa. Morava só e não chegou a fazer parte das cotas do governo, coisa que ele não sabia se era bom de fato, mas diante das evidências era necessário um empurrão. Ele lembra o quanto sofreu pra conseguir aprender o que não lhe ensinaram no colégio. Como a falta de acesso à internet o prejudicou por só ter livros velhos e rabiscados de algum estudante branco qualquer.  Como o transporte público era defasado, curioso como público não significa livre de taxas, no hospital eu não pago nada. Ele riu novamente.  Será?!

“A vida está ressentida.” Ele pensa alto. “Ela está sem vigor para mudar.” São tantos termos e moldes para se enquadrar que não existe mais o ir e vir. Ele mesmo já declarou-se não homossexual, várias vezes. Acha o termo esdrúxulo demais. Na verdade ele já apaixonou-se por uma mulher e teve até um filho com ela. “Falta uma árvore e um livro!” pensa ele, mas rapidamente se retraiu no pensamento, sentindo a crítica literária em balbúrdia diante de uma citação tão impertinente. E rindo fechou a porta atrás de si, pensando nos paulos coelhos e nos zumbis dos palmares. Desta vez não fez nenhum banimento como de costume, sentia-se aliviado em ver que verdadeira vontade não tem bula.

Djaysel Pessôa

S.O.Q.C.

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leia também:

Textos para reflexão: carta a um evangélico

Zzurto

Curtam o Zzurto no face!

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“O homem que é escravo de suas paixões ou dos preconceitos deste mundo não poderá ser um Iniciado; ele nunca se elevará enquanto não se reformar; não poderá, pois, ser um Adepto, por que a palavra ‘Adepto’ significa aquele que se elevou por sua vontade e por suas obras.”

Eliphas Levi

#medo #Preconceito

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/impertin%C3%AAncias

A Magia das Palavras

Todos somos feiticeiros e a palavra é o principal ingrediente do caldeirão. Através do que é dito ou escrito podemos convidar os povos a dançar, semeando alegria e esperança ou construir muros, espalhando ódio e medo. Este é o poder e ele é seu. Assim, cada manifestação se torna um ato de magia e define qual tipo de feiticeiro escolhemos ser.

Desde tempos remotos ensina-se que a palavra tem poder. Toda palavra traz em si uma ideia. Diversas culturas ensinam valiosas lições sobre o cuidado que devemos ter com a palavra.

O cristianismo orienta que as palavras revelam o que cada um tem no coração. Elas são a exata medida do nível de consciência de quem as emite.

Os cabalistas narram uma bela história em que um professor, para corrigir um aluno que difamou o colega, pede que escreva a ofensa em um pedaço de papel. Depois que a rasgue em muitos pedaços e os solte em lugar assolado por forte ventania. Agora recolha tudo, determina o professor. Impossível, responde o aluno faltoso que já não consegue ver para onde os pedaços restaram espalhados e perdidos. Assim acontece com as nossas palavras, explica o bondoso professor, depois de ditas já não nos pertence mais e ignoramos qual será o seu destino.

– Preste atenção antes de falar. Escute todos os lados envolvidos, em toda discórdia há no mínimo duas versões, além da verdade!

– Pondere quais sentimentos te movem: ódio, ciúme, vingança, inveja ou amor e paz?

– Outro cuidado que devemos ter é não travestir o desejo de vingança com as vestes da justiça. Não raro, sob a falsa e pretensa alegação do ato nobre, ocultamos e damos vazão aos nossos sentimentos mais densos e sombrios.

– Seja claro e objetivo em suas palavras. Não é não; sim é sim. Exponha seu raciocínio serenamente e respeite o entendimento alheio contrário ao seu. Que seu coração nunca esqueça que a boa semente não se perde e, no momento oportuno, germinará.

– As mais sábias palavras despencam no abismo se não forem o espelho das atitudes de quem as disse.

– Seja sempre sincero e nunca finja afeição, porém lembre que o amor é a força mais poderosa que existe. O amor é a matéria-prima de todos os milagres. A palavra traz Luz aos cegos.

O budismo ensina que Universo é um ser vivo em eterna transformação e reage na exata razão das nossas ações. A melhor maneira de comungar com Ele é espalhando alegria por toda a gente. Para tanto, a palavra é uma sementeira poderosa e barata.

A sabedoria empresta cores à filosofia das mais diversas tradições. Reconhecer a árvore através de seu fruto é outro belo quadro desenhado com as mesmas tintas. Sendo você a árvore, os frutos são suas palavras (e atitudes). Decida se vai envenenar ou alimentar a humanidade em suas ceias espirituais. Você se define a cada ato ou palavra.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-magia-das-palavras

A Astrologia retornando às Universidades

Por Julio Wizlak.

A história começou com uma ligação telefônica. De Portugal para o Brasil. A portuguesa Teresa Filipa da Costa Sá convidou o astrólogo brasiliense Francisco Seabra para uma palestra na cidade do Porto. Antes de tomar qualquer decisão, Seabra pediu a data, a hora e o local de nascimento de Teresa. Indiscrição e indelicadeza? Não. Seabra queria fazer o mapa astral de sua interlocutora. Vinte e quatro horas depois, outra ligação, dessa vez de Brasília para Porto. Teresa foi pedida em casamento e, quatro meses depois, desembarcava no Brasil. “Impossível não me casar com ela. Os astros mostraram, ela é a minha verdadeira cara-metade”, diz ele. Pode parecer loucura, mas o fato é que atualmente a própria ciência, antes tão refratária a coisas desse tipo, se debruça sobre histórias como essa para explicar a natureza da atração exercida pelos astros. Abre-se assim uma nova vertente da astrologia. E abre-se, também, uma nova polêmica tanto no meio acadêmico quanto nos consultórios astrológicos de sensitivos tradicionais. Grande parte dos profissionais desse ramo acha que entender o movimento dos astros e o impacto deles na vida das pessoas é uma combinação de sensibilidade e arte, jamais uma ciência.

Na Universidade de Brasília (UnB), considerada uma das cinco-estrelas no meio intelectual do País, já existe um curso dedicado ao estudo da astrologia com o objetivo de provar a existência e a dinâmica dos fenômenos astrológicos. “Embora não se conheça o tipo de energia que atua nesse campo, dá para formular uma equação matemática descrevendo as ocorrências astrológicas”, diz Álvaro Luiz Tronconi, professor do Instituto de Física da UnB. Em menos de dois anos de estudo, duas pesquisas desse Núcleo de Astrologia deram conta de validar cientificamente as previsões astrológicas.

Coordenadas pelo engenheiro Paulo Celso dos Reis Gomes, do Instituto de Tecnologia, elas tentaram identificar, entre dois grupos de voluntários, quais estavam às vésperas de se casar e quais estavam angustiados com o exame vestibular. Evidentemente os astrólogos não sabiam quem era quem. Só tinham em mãos os dados necessários à elaboração do mapa astral de cada um dos 200 inscritos. Para dificultar o trabalho, foram incluídas pessoas com curso superior completo no grupo dos vestibulandos e foi incluída gente que nem sequer tinha namorado no time de noivos. O resultado foi surpreendente: 95% de acerto de quem estava mesmo nessa ou naquela situação.

Esses números impressionam, mas não convencem os cientistas em geral. Há quem insista no ponto que a astrologia só poderia ser considerada uma ciência com a descoberta dos princípios que regem a troca de “energia” entre homem, planetas e demais astros do Sistema Solar. “Se é que, ao menos, existe esse princípio de troca de energia”, diz o astrônomo Amauri de Almeida, da Universidade de São Paulo. Os estudiosos do espaço sabem, por exemplo, que a força gravitacional da Lua sobre a Terra interfere na altura das marés. Mas que força lunar influenciaria na forma como uma pessoa administra seus negócios ou no modo como organiza sua vida profissional? “A única troca de energia que a astronomia consegue identificar entre um corpo celeste e os humanos é a energia da radiação solar”, diz Ronaldo Rogério Mourão, um dos astrônomos mais conceituados do País. De fato, pegar um bronzeado é prova irrefutável dessa influência, mas não é disso que falam os astrólogos.

Para eles, a influência dos astros nas pessoas aconteceria em níveis intra-atômicos, um campo da ciência estudado pela física quântica – outra novidade que ganha corpo e irrita os astrólogos ortodoxos. Algumas teorias dessa área sugerem que a transmissão de energia entre os corpos do Universo não se dá por vias tradicionais, mas, isso sim, por um sistema de coordenadas. Seria como se um satélite GPS recebesse um sinal emitido por um corpo na Terra e o retransmitisse para outra parte do espaço.

O astrofísico inglês Percy Seymour acredita que algo parecido aconteça com corpos celestes. Segundo sua teoria, que municia os astrólogos científicos, os astros funcionariam como as emissoras de tevê. Sol, Lua, planetas, asteróides e estrelas emitiriam sinais magnéticos captados pelo sistema nervoso do homem. Cientistas convencionais atiram pedras nessa tese. Mas um experimento recente realizado por físicos do Laboratório de Ciência da IBM, a gigante americana da informática, provou que dois elétrons podem trocar energia livremente se resfriados dentro de um mesmo campo magnético. Seymour defende a teoria de que a energia entre os corpos no espaço se comporta de forma semelhante. Cada ser humano captaria com suas “antenas” pré-ajustadas pela genética os “programas” que lhe dizem respeito.

“Estamos avançando nesse campo de pesquisa”, diz Seabra, um dos idealizadores do núcleo de Astrologia da UnB, que deixara de ser ensinada nos centros universitários desde a morte do francês Jean Baptiste Morin de Villefranche. Autor do livro Astrologia gálica, Villefranche postulou as 25 regras que regem o trabalho da astrologia científica e seus modelos de cálculos são tão sofisticados que permitem fazer previsões de datas. Vale lembrar: Villefranche faleceu no dia 6 de novembro de 1656, às duas horas da madrugada, rigorosamente como ele próprio havia previsto dois anos antes.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-astrologia-retornando-%C3%A0s-universidades

Conselhos para as Práticas Mágicas

Não devemos esquecer nunca que o corpo, a alma e o espírito devem ser instruídos simultaneamente, senão não seria possível obtermos a mantermos o equilíbrio mágico. Eu já citei várias vezes os perigos de uma instrução unilateral. Não é aconselhável apressar-se, tudo tem o seu tempo. Paciência, perseverança a determinação são condições básicas para o desenvolvimento. O esforço empregado na própria evolução será mais tarde amplamente recompensado. Quem quiser trilhar os caminhos da magia, deve assumir o dever sagrado de exercitar-se regularmente.

Devemos ser generosos, amistosos a condescendentes com o próximo, mas severos a duros com nós mesmos. Só com esse comportamento é que poderemos ter sucesso na magia. Nunca se deve julgar ou criticar os outros sem antes olhar para si mesmo. Não se deve conceder a ninguém o acesso ao próprio reino; o mago não deve falar sobre a sua caminhada, sua escalada e seu sucesso. O maior poder reside no silêncio, a quanto mais esse mandamento for obedecido, tanto mais acessíveis a facilitados serão os caminhos a essas forças. Devemos organizar-nos de tal maneira a empregar o máximo tempo possível nessa escalada.

Não é necessário permanecer horas tomando cerveja na companhia de pessoas que não têm nada a dizer. O tempo escorre feito água a não volta nunca. Devemos definir um determinado período de tempo para tudo isso, mas este deverá ser mantido de qualquer maneira; as exceções só deverão ser aceitas em casos totalmente inevitáveis. O homem é uma espécie muito apegada aos seus hábitos, a quando se acostuma a um certo horário de exercícios, automaticamente será impelido a cumpri-lo sempre. Assim como se estabelece nele a necessidade de comer, beber a dormir, também os exercícios acabarão por tornar-se um hábito. Só assim ele poderá ter a certeza de ser bem sucedido. Sem esforço não há recompensa. Ao agrupar as instruções dessa maneira, minha intenção foi considerar as pessoas que estão sempre muito ocupadas, mas quem tiver uma disponibilidade maior de tempo poderá executar dois ou mais exercícios simultaneamente.

Do livro Magia Prática, escrito por Franz Bardon

#Exercícios #hermetismo #oalvorecer

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/conselhos-para-as-pr%C3%A1ticas-m%C3%A1gicas

O Problema não é o Problema

O problema não é o problema, mas a incapacidade de prosseguir diante da adversidade. É a perda da possibilidade de transformação, uma decisão puramente interna, que depende apenas de si próprio. Você terá dois interlocutores durante esse processo: o ego que o fará sentir injustiçado, pois tem a certeza que não era merecedor dos difíceis acontecimentos e lhe aplicará a mais insalubre prisão, a vitimização. Do outro lado temos a alma, o espírito eterno que somos, que anseia por evolução e sabe que a covardia não muda a realidade.

A dificuldade é grave? Morte, doenças com sequelas irreversíveis, amores que se vão, falências dolorosas… E daí?… Impossível reverter externamente? Pode ser a Vida sinalizando que as mudanças devem ser dentro de nós.

Não, não é fácil e ninguém falou ao contrário.

Você fala assim porque não foi contigo, gritarão muitos. Não foi, não desta vez. Todos, sem exceção, enfrentam suas batalhas.

Cada um tem os problemas na exata razão da necessidade da sua evolução. O ego do sofredor tem uma dificuldade enorme de entender isto. Afinal somos todos do bem e quase perfeitos, não é assim? Sim e não. Todos caminhamos para a plenitude, porém a estrada é longa e se torna esburacada na medida que o andarilho teima em pisar torto. A falta de entendimento da maneira correta de andar torna a viagem mais difícil e demorada. Quer mudar o Caminho? Basta mudar o seu jeito de caminhar. Entenda que você pode se arrastar ou voar durante a travessia e esta escolha é toda sua. Patas ou asas? Basta que entenda, evolua e transforme a si próprio. As tradições xamânicas, que buscam a sabedoria na natureza, ensinam que essa é a lição da borboleta. O poder é seu.

Simples assim? Sim e não.

Durante algum tempo vivenciei a rotina de um hospital especializado no combate ao câncer. Encontrei pessoas sinceramente felizes, como nunca tinham se sentido antes, por terem contraído a doença. Estranho? Não. A proximidade da morte trouxe um novo sentido à vida, lhes deu clareza no olhar e, então, o motivo para viver. Mudaram os valores, o olhar e a importância de todas as coisas.

Uma amiga querida viu o grande amor de sua vida partir. Após momentos de muita tristeza e revolta, percebeu que a verdadeira felicidade está somente dentro de cada um e rigorosamente em nenhum outro lugar ou pessoa, pois ninguém tem a força e a obrigação de fazer o outro feliz. Só quando nos bastamos, entendemos e amamos a nossa própria companhia, sem qualquer traço de dependência emocional, estaremos prontos para compartilhar a pureza e, mais importante, a verdadeira liberdade do amor com alguém. Sim, só quando entendemos que embora seja maravilhoso estar ao lado de quem amamos, isto não pode ser indispensável para a nossa felicidade. Indispensável para ser feliz é o encontro de você com você mesmo. Essa amiga decidiu aceitar o desafio de desenvolver um outro olhar sobre todas as coisas e sobre si própria, e, só então, viveu a sua verdadeira e grande história de amor. Consigo e com o outro.

Uma família conhecida muito rica foi levada a falência em pouco tempo por diversas decisões erradas e conjunturas macroeconômicas. Alguns membros afundaram em depressão e houve até mesmo caso de suicídio. Outros integrantes descobriram a força de se reinventar e a alegria de descobrir que as melhores histórias são as de superação. Cada um fez a sua escolha. Diante da mesma matéria prima cada artista escreveu a sua obra. O que para uns foi um drama de final triste, para outros foi a mais incrível aventura de suas vidas.

Sim, tudo se resume as escolhas e, preste atenção, fazemos muitas delas no decorrer de um único dia. Por mais absurdo que possa parecer, diante de qualquer dificuldade, procure serenar a mente e o coração. Desespero, medo e raiva são os piores conselheiros. Com calma, coragem e ousadia você em pouco tempo perceberá que tem à disposição todas as ferramentas para enfrentar o problema.

Procure manter o espírito forte aguçando e elevando sempre o seu nível de consciência para enfrentar as dificuldades quando elas surgirem. É bom lembrar que várias situações que já lhe tiraram o sono em passado recente, hoje são irrelevantes em sua memória.

O verdadeiro guerreiro é forte no mental e no espírito. Pois ele é o seu próprio e maior aliado nos grandes embates, assim como é também o seu adversário capital. As principais batalhas são travadas dentro de nós.

O importante é entender que as dificuldades fazem parte da vida, as melhores soluções são as que operamos dentro de nós, pois sinalizam evidentes transformações. Viver é evoluir. Problemas ensinam valiosas lições. São mestres disfarçados.

Publicado originalmente em http://yoskhaz.com/pt/2015/05/18/o-problema-nao-e-o-problema/

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-problema-n%C3%A3o-%C3%A9-o-problema

A Cura pela Verdade no Xamanismo

Por Yoskhaz

Os povos nativos americanos, adeptos do xamanismo, têm um símbolo sagrado chamado Roda de Cura ou Roda da Vida. Não à toa, entendem que viver é um processo infinito de cura, caminhar em beleza pela infinita estrada da vida, nas palavras de um ancião Navajo. O símbolo tem a sagrada missão de nos lembrar que através de nossas relações vamos encontrar o remédio ou o veneno para as nossas dores. Na medida que aprendemos quem somos e pacificamos o nosso convívio com tudo e com todos saltamos um aro na Roda da Vida. Ficamos mais forte para seguir adiante.

Certa vez ouvi de um sábio monge tibetano que o Budismo não era religião, tampouco filosofia. Budismo é convívio social, esclareceu, pois toda teoria só terá alguma serventia se aplicado aos meus relacionamentos do cotidiano. Conhecimento que não é vivido é como pão na vitrine, embora encha os olhos, não sacia a fome.

A vida nada mais é do que um processo contínuo de cura. A razão de viver é puramente de cicatrizar as feridas emocionais, extirpar tumores psicológicos, sarar dores afetivas. Só assim seremos plenos, verdadeiramente felizes. Antigas e atuais relações costumam ferir e machucar de tal maneira que, se deixarmos, o sofrimento se instala como se ali fosse a sua casa eterna. Todos que passam por nossas vidas, em maior ou menor grau de intensidade, são nossos mestres, pois trazem situações, agradáveis ou não, que permitirão florescer o melhor em nós. Desde que tenhamos coragem, sabedoria e amor de buscar as respostas na fonte de toda a verdade. Esta luz está dentro de você. Não é fácil e nem sempre o primeiro encontro é agradável, pois costumamos usar o artificio da ilusão para personificar quem gostaríamos de ser, na vã esperança que isso atenue nossas dores. É a mentira que contamos para nós que impede a cura. Indispensável despir-se do personagem social que criamos, que por irreal, atrasa o nosso encontro com a verdade, retardando o desejado trem rumo às terras altas da plenitude. Para ser feliz é preciso ser todo. Ser todo somente é possível se viajarmos de carona no vagão da verdade.

A verdade cura porque levanta o véu que embaça o perfeito olhar. O melhor entendimento te permite modificar a rota. Para tanto temos que nos lançar em voo fantástico através dos vales iluminados e sombrios do autoconhecimento. A antiga e boa filosofia socrática já nos avisava da necessidade de conhecer-te a ti mesmo. Entender quem somos de verdade é o único caminho para entender os outros.

E ficar em paz com o universo.

Todos reclamam das imperfeições do mundo e esquecem que fazem parte dele como as flores ou os espinhos; os leões ou os carneiros; o fogo ou a água. Vez como um, noutra como outro. Por ignorância ou comodidade, esquecemos que se fazemos parte das delícias da vida, somos, por vezes, elementos de suas dores também. Um pouco mais ou um pouco menos de acordo com o entendimento de cada um, porém, sem exceções. Reclamamos muito porque desejamos que tudo e todos se adequem ao nosso conforto e necessidade, como uma avenida em que os sinais vão ficando verde na medida que nosso carro se aproxima. Seria perfeito, não? E aqueles que trafegam pelas ruas transversais, terão sempre que nos esperar? O problema é que todos se imaginam na via principal.

Está instalado conflito. No entanto, todos buscamos a felicidade e mesmo quando verbalizamos nossa descrença, inconscientemente ansiamos este estado de espírito.

Para pacificar as suas relações e curar seu sofrimento é indispensável entender quais os sentimentos que te movem.

– Será que o amor não nos foi ingrato porque ansiamos por possui-lo ao invés de simplesmente vivê-lo?

– Será que a pessoa amada não partiu porque não suportou a pesada carga de ser obrigada a te fazer feliz nesse insensato ônus que você mesmo impôs a ela?

– Será que o outro não tem o direito de partir quando bem entender, fazer suas escolhas e, cabe a nós, apenas respeitar em ato repleto de dignidade, por saber que nossas decisões merecem igual consideração?

– Quando pleiteamos uma sentença estamos movido por justiça ou vingança?

– Será que quando nos sentimos maltratados não foi porque concedemos ao outro tal poder? Não estará na hora de rever tal concessão?

Apenas algumas indagações pequenas e comuns a todos nós.

O sentimento é o combustível que move a vida, no entanto é o seu nível de consciência que permite a melhor combustão.

Entender seus sentimentos e emoções é se conhecer cada vez mais e melhor, ter a capacidade de escolher as melhores reações para você e consequências para o mundo. Maturidade é entender que não há liberdade sem responsabilidade. Ser pleno, um pouco mais adiante, é entender que suas escolhas desenham a sua história e são decisivas para o mundo ao seu redor. Como uma pedra atirada no lago, a liberdade de escolha se expande em ondas até os confins do universo. Este reage aos nossos impulsos em perfeita proporção.

Em que direção seguir? Como um passageiro desorientado em uma grande estação, perguntamos em qual plataforma saíra o próximo trem. Todos desejamos o mapa secreto do paraíso e nem nos damos conta que ele pode ser o nosso próprio quintal.

Os cabalistas contam uma parábola em que um rico mercador ofereceu metade de sua fortuna se alguém fosse capaz de resumir toda a sabedoria do Talmude no curto espaço de tempo em que se equilibraria sobre uma perna. Não faça ao outro o que não quer que façam a ti, todo o resto são apenas comentários, sintetizou com perfeição um inteligente rabi.

No belo e profundo Sermão da Montanha, Jesus ensina a mesmíssima lição ao explicar que todos os mandamentos se resumem tão e somente a fazer ao outro o que deseja que façam a ti. Eis o Norte da bússola a indicar a estrada para a plenitude.

Perceber com clareza a amplitude de suas escolhas e os verdadeiros sentimentos que a movem é entender tudo e todos. O mundo se expande, serena e ilumina na medida exata que entendemos quem somos e o que fazemos. De verdade.

Publicado originalmente em http://yoskhaz.com/pt/2015/05/29/a-cura-pela-verdade/

#Alquimia #xamanismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-cura-pela-verdade-no-xamanismo

Curso de Kabbalah e Astrologia em Cuiabá

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

16/6 – Kabbalah

17/6 – Astrologia Hermética

Horário: Das 10h00 as 19h00

Informações: marcelo@daemon.com.br

[OBS] Se você mora em uma capital e tem contato com uma sala para 25-30 pessoas com quadro branco para alugar, me manda um email também, please. Gostaria de ver com o pessoal do Mayhem oportunidades para levar estes cursos para outras cidades.

KABBALAH

Este é o curso recomendado para se começar a estudar qualquer coisa relacionada com Ocultismo.

A Kabbalah Hermética é baseada na Kabbalah judaica adaptada para a alquimia durante o período medieval, servindo de base para todos os estudos da Golden Dawn e Ordo Templi Orientis no século XIX. Ela envolve todo o traçado do mapa dos estados de consciência no ser humano, de extrema importância na magia ritualística.

O curso abordará as diferenças entre a Kabbalah Judaica e Hermética, a descrição da Árvore da Vida nas diversas mitologias, explicação sobre as 10 Sephiroth (Keter, Hochma, Binah, Chesed, Geburah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malkuth), os 22 Caminhos e Daath, além dos planetas, signos, elementos, cores, sons, incensos, anjos, demônios, deuses, arcanos do tarot, runas e símbolos associados a cada um dos caminhos.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– A Árvore da Vida em todas as mitologias.

– Simbolismo e Alegorias na Kabbalah

– Descrição e explicação completa sobre as 10 esferas (sefirot).

– Descrição e explicação completa sobre os 22 caminhos.

– Cruzando o Abismo (Véu de Paroketh).

– Alquimia e sua relação com a Árvore da Vida.

– O Rigor e a Misericórdia.

– A Estrela Setenária e os sete defeitos capitais.

– Cores, metais, incensos,

– Construção do Templo Astral e exercícios relacionados.

– Letras hebraicas, elementos, planetas e signos.

– Sigilações envolvendo a Kabbalah.

ASTROLOGIA

A Astrologia é uma ciência que visa o Autoconhecimento através da análise do Mapa Astral de cada indivíduo. Conhecido pelos Astrólogos e Alquimistas desde a Antigüidade, é um dos métodos mais importantes do estudo kármico e um conhecimento imprescindível ao estudioso do ocultismo.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– Introdução à Astrologia,

– os 7 planetas da Antigüidade, Ascendente e Nodos

– os 12 Signos,

– as 12 Casas Astrológicas,

– leitura e interpretação básica do próprio Mapa Astral.

Cada aluno recebe seu próprio Mapa Astral (precisa enviar antecipadamente data, hora e local de nascimento) para que possa estudá-lo no decorrer do curso.

#Astrologia #Kabbalah

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/curso-de-kabbalah-e-astrologia-em-cuiab%C3%A1

Uma breve advertência

» Introdução da série “Para ser um médium”

A mediunidade é a capacidade da consciência humana de trocar informações com outras consciências de forma não verbal, influenciar e ser influenciada por elas. Sejam consciências que habitam um corpo físico, sejam consciências incorpóreas.

Um homem não crê no que você diz, ele afirma que você não está vendo ninguém ao seu lado esquerdo, nem ao seu lado direito. Ele tem toda razão: você não está vendo esses dois espíritos ao lado dele, assim como você não está vendo homem algum encarnado a sua frente…

Há muito a ciência já comprovou que tudo o que percebemos através do olho humano são fótons, pequenos pacotes, ou quanta, de partículas de luz pura. Para tal usamos nosso sentido de visão, mas ele só funciona quando há luz: no caso, os fótons que viajaram desde o Sol até as frestas da janela do centro espírita em que você se encontra, “ricocheteando” em qualquer pequeno pedaço de matéria que reflita luz.

A física também já provou que ao trocarmos apertos de mão, nenhum átomo de nossa mão se choca com átomos da mão alheia: do contrário, já teríamos nos exterminado em fusões ou fissões nucleares. Cabe à força de repulsão eletrostática, gerada pelos elétrons a circular freneticamente cada um dos átomos de nossas mãos, “imprimir” uma “sensação de solidez” a um aperto de mão, através das terminações nervosas de nossos dedos e da palma da mão e, mais especificamente, através de nosso sentido de tato.

Daí você pode se questionar: “mas eu consigo ver os fótons a refletir no corpo deste homem, eu consigo encostar levemente em sua testa durante meu passe magnético, mas não consigo realmente ver os espíritos ao seu lado, muito menos os cumprimentar com um abraço, da forma que eu gostaria!” – E você, igualmente, terá toda razão.

Sabe quando você anda pela rua do centro, apinhada de gente, mas por vezes percebe quando uma – apenas uma! – garota interessante está olhando para você com aquele “olhar de interesse”? Ora, admita: você é jovem, solteiro, você faz isso tantas vezes ao dia que é algo até mesmo corriqueiro… Mas você não percebe tais olhares, tais possibilidades de um amor futuro, com a visão, nem com o tato, nem com os outros sentidos ditos físicos – audição, olftato e paladar. Você percebe tais olhares com algum sentido obscuro, talvez um sexto ou sétimo sentido, quem vai saber?

Isso pode parecer “anticientífico”, mas há cientistas renomados estudando tal fenômeno de maneira séria e genuinamente científica, como o biólogo britânico Rupert Sheldrake, que chegou a dedicar o título de um de seus livros ao assunto: A sensação de estar sendo observado (publicado no Brasil pela Cultrix). De fato, isso abre caminho para que o sentido exato que você usa para ver tais espíritos seja um dia compreendido plenamente pela ciência… Mas não se engane: até lá você terá de se contentar com o que vê, como o que intuí, com o que sente. Até lá te acusarão de ser louco, esquizofrênico, charlatão, fraude, enganador… Ou, tanto pior: bruxo, feiticeiro, maçom, necromante, “adorador de demônios” – ainda que não façam a mais vaga ideia do que alguns desses termos efetivamente signifiquem. Esteja preparado.

No entanto, você nem sequer está plenamente convencido de que tudo isso que se passa em sua mente é real, ou fruto da própria imaginação. Este é um questionamento que deve permanecer em sua alma por grande parte de seu desenvolvimento, quando passará de médium passivo (como quase todos) a um médium ativo… Guarde-o com carinho e consideração. Você sem dúvida pode estar errado, e muitas vezes está (ou estará), portanto não tenha nem um pingo de pretensão de ser dono de alguma verdade, nem jamais, jamais se coloque na posição de julgar a “evolução espiritual” ou o carma alheio.

Você sempre será apenas o juiz e o escravo de sua própria causa, muitas vezes mera ferramenta na mão de seres muito mais sábios do que você, para que auxilie na evolução alheia e, dessa forma, na sua própria. Ser médium é ter disciplina suficiente para assumir uma maior liberdade e responsabilidade perante o próprio caminho ascendente da alma, é ter conhecimento e discernimento suficientes para poder julgar melhor do que ninguém o que vem de fora e o que vem de dentro, é ter compaixão e vontade suficientes para sacrificar uma boa parcela de sua vida mundana em prol da espiritualidade.

Na sua vida desperta, muitas vezes duvidará da soberania do mundo espiritual sobre as contas a pagar, as relações amorosas instáveis, os problemas de relacionamento no trabalho, o jogo decisivo de seu time de futebol no fim de semana, etc. Mas então virão os sonhos, aqueles em que você se encontra com os espíritos da mesma forma que eles aparecem para você, e que se veem sem usar a visão, e se falam sem usar a voz, e se ouvem sem usar a audição, e flutuam e voam (até mesmo você, as vezes), e por vezes se tocam, e as ditas explosões nucleares serão o que mais se assemelha a sensação de preenchimento, de sentido, de “pertencimento” a uma outra espécie de realidade – muito maior.

Ser médium é trazer um pouco de sonho, um pouco de poesia, um pouco de amor, para esta realidade de átomos a deslizar por alguma espécie de tecido espaço-temporal, e de luz eterna a preencher tudo o que observamos a olhos vistos… Um grande médium e poeta português uma vez psicografou de si mesmo tais versos:

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm. [1]

Pode-se mesmo dizer que, de certa forma, toda a essência da mediunidade se encontra em tais versos. Se não os conseguiu compreender até hoje, guarde-os com carinho, sinta-os, que um dia talvez compreenda melhor…

O caminho de mediunidade é tão árduo e recompensador quanto qualquer outro grande caminho da alma humana. Você pode ser um grande iniciado nos conhecimentos ocultos, um grande conhecedor de ramos da filosofia, um grande conhecedor da sabedoria oriental antiga, um grande entusiasta da ciência, um grande especialista em raciocínio geométrico e matemático, etc. Ou mesmo pode seguir num ou mais desses caminhos ao mesmo tempo. Mas não espere apenas vento favorável, nem recompensas garantidas, nem um céu de ócio eterno… Afinal, a Natureza tem sido muito clara com todos nós, por todos esses anos, todas essas eras, e todas essas vidas: não há almoço grátis, os grandes saltos evolutivos se dão exatamente através da “guerra da fome e da morte”, do embate com as adversidades que a vida nos coloca à frente, sempre confiante, sempre esperançosa em nossa própria capacidade divina de suplantar tais barreiras, e melhorar, passo a passo, um pensamento de cada vez.

Feita esta breve advertência, se quiser realmente prosseguir em tal caminho, tentarei lhe auxiliar com algumas das mais profundas cascas de sentimento que conseguir retirar de mim mesmo. Esta provavelmente será uma série longa de artigos, e eu no momento não faço ideia de onde exatamente irá nos levar – e esta é uma “peculiaridade” essencial da mediunidade, e da poesia: ser livre.

Médium, assim, de mim mesmo, todavia subsisto. Sou porém menos real que os outros, menos coeso, menos pessoa, eminentemente influenciável por eles todos. [2]

» Na primeira parte, na sequencia: da remota Sibéria a floresta amazônica, a odisseia da mediunidade através do tempo…

***
[1] Trecho inicial do poema Autopsicografia, de Fernando Pessoa.
[2] Trecho da Carta ao casal Monteiro, de Fernando Pessoa.

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Crédito da imagem: Bernd Vogel/Corbis

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

Ad infinitum

Se gostam do que tenho escrito por aqui, considerem conhecer meu livro. Nele, chamo 4 personagens para um diálogo acerca do Tudo: uma filósofa, um agnóstico, um espiritualista e um cristão. Um hino a tolerância escrito sobre ombros de gigantes como Espinosa, Hermes, Sagan, Gibran, etc.

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#Espiritismo #FernandoPessoa #Mediunidade

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