Signos do Ar

GÊMEOS: Os gêmeos constituem o primeiro signo de ar e, como tal, se expandem ao longo do ano. Regidos por mercúrio, são dois redemoinhos de vento que se unem num ponto, manifestando a imobilidade e a evolução. Os análogos se atraem e se repelem e, nessa constante dança cósmica, as coisas se reproduzem de maneira natural.

LIBRA: Aporta em sua balança o segredo do equilíbrio. Regido por Vênus, seu ar é um sopro contínuo, uma brisa temperada e conservadora. No entanto é versátil, e o menor influxo pode fazê-la mudar. Reta na intenção, chega às vezes ao desequilíbrio, para voltar a se harmonizar.

AQUÁRIO: Se o ar se estabilizou, pode, no entanto, transformar-se repentinamente num redemoinho, num ciclone ou num Furacão. O vento do signo do Aguador é criador, e dele surgem as possibilidades germinais de outras realidades. Passados os efeitos do furacão, a terra nasce como nova e beneficiada.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/signos-do-ar

Hangout Gnóstico com Rafael Arrais

Hangout Gnóstico com Rafael Arrais

No Hangoutout Gnóstico #7*, Rafael Arrais, autor do blog Textos para Reflexão, fala sobre o seu livro, “Ad infinitum“, lançado no início de 2013, e também sobre suas edições digitais, discorrendo sobre as oportunidades atuais para a auto-publicação na Amazon e na Kobo. Ao final, também cita o seu último livro recém-lançado, “Rumi – A dança da alma“.

(clique na imagem acima para assistir ao vídeo no YouTube)

(*) O Hangout Gnóstico é apresentado por Giordano Cimadon, coordenador da Sociedade Gnóstica Internacional

#Adinfinitum #Kindle #RafaelArrais #Rumi

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/hangout-gn%C3%B3stico-com-rafael-arrais

E quem disse que precisa ser igual ao Harry Potter?

“Se você não sabe para onde você quer ir, qualquer caminho você pode seguir. Se você não sabe onde você está, um mapa não vai ajudar!”. Roger Pressman

Quem vem acompanhando esta coluna já percebeu que a  abordagem utilizada distoa um pouco das demais colunas: enquanto algumas focam em  temas diretamente relacionados as ciências ocultas, outras tem um viés um pouco mais filosófico/espiritualista (como é o caso da Textos Para Reflexão).

Já no nosso caso, como o próprio texto de apresentação da coluna diz, o foco é abordar temas relacionados ao ocultismo de uma forma mais “receptiva” aos leitores menos familiarizados com o tema.

Talvez você não tenha percebido, mas nas últimas três colunas já abordamos temas como Hermetismo, Kabbalah, Magia, Sincronicidade, dentre outros… Todos inseridos no contexto do “mundo real“, do dia-a-dia de qualquer ser comum.

Hmmm… Então quer dizer que você estava tentando me doutrinar sem que eu percebesse é!?

Negativo. Doutrinas são cabrestos. São viseiras que colocam no nosso pensar para que fiquemos apenas nas repostas prontas de seus dogmas, sem buscar o mais interessante de toda a brincadeira, que são as perguntas que devemos fazer.

Pelo contrário, a ideia inicial desta coluna é intrigar os leitores mostrando que mesmo longe dos conceitos complexos abordados nestas ciências, suas práticas estão mais próximas de nós do que imaginamos. Que mesmo aqueles que desconhecem o real significado da palavra Magia, a utiliza “involuntariamente” na sua vida mundana.

O que?? Você tem a audácia de me chamar de bruxo? Eu não me envolvo com essas crendices!

Isso é o que você pensa, e ainda acha que eu que sou o doutrinador. A ignorância e a desinformação são os principais combustíveis para o preconceito e a intolerância. Por mais que você não faça a mínima ideia, você pratica “atos mágicos” (a palavra correta aqui seria magisticos) diariamente.

Veja bem, magia, no real sentido da palavra, nada tem a ver com aquilo que você leu nos livros da J. K. Rowling. Magia, como diria Alan Moore, é “a Arte“, ou “a arte de manipular símbolos para operar mudanças de consciência“. Isso significa que quando você convence seu chefe a lhe dar um aumento, ou ainda conquista aquela gatinha na balada, está, mesmo que sem saber, praticando magia!

Tá doido??? Isso não tem nada a ver com magia! Essas coisas de magia envolvem milhões de rituais, velas, e todas aquelas coisas!! Eu não faço nada disso!

Enganado novamente. Qual o conceito de ritual? Segundo o dicionário, ritual pode ser classificado como um conjunto de regras ou protocolos, nada de sobrenatural. Se fosse prestar atenção, o ato de preparação pré-balada, por exemplo, nada mais é do que um ritual.

Você toma um banho, se barbeia, veste uma roupa, passa perfume, encontra os amigos e vai. Isso nada mais é do que um ritual de preparação. Nem vou mencionar aqui o fato de que você, durante toda essa preparação, está com suas intenções focadas em encontrar uma menina com características específicas na balada, ou até em convencer uma em especial a ficar com você. Ou seja, a preparação está muito além do que você imagina.

Veja que só nestes poucos parágrafos foi possível rever alguns dos conceitos distorcidos que nos fazem acreditar. E que, mesmos estas “coisas de maluco esotérico” estão mais próximas de nós do que nos damos conta.

Se você estiver aberto e disposto a prestar atenção e despertar do torpor que o mundo material e os dogmas nos colocam, vai descobrir que existe muito mais coisas para se ver lá fora, no verdadeiro mundo real.

“A maior parte das pessoas parece horrorizada com possuir uma alma, e com a responsabilidade de mantê-la pura.” Alan Moore

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/e-quem-disse-que-precisa-ser-igual-ao-harry-potter

O Legado do Medo

Medo. Sensação que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente.

Quem de nós nunca sentiu algum medo em sua vida? Medo de escuro, da solidão, de lugares fechados, do novo, do oculto, de perder alguém que se ama, de não ser amado, de sentir dor, etc.

O medo não é definido por classe social, crença filosófica ou espiritual, não é definido por raça nem faixa etária, o medo é algo que move a humanidade dos tempos antigos a modernidade, dos mais novos aos mais velhos, o medo nos deixa desconfortáveis, leva a depressão e nos faz desistir e esquecer de grandes planos.

A própria cultura ou formação religiosa nos incute o medo. A crença do pecado original que a Humanidade carregaria até hoje, resulta no temor(medo) de Deus e das possíveis represálias que pode sofrer, ainda dentro da crença Cristã, esse medo do pecado original nos leva ao medo do amanhã, pois quando alguem morre, terá três alternativas, Céu, Inferno ou Purgatório.

Creio eu que todos nós temos nossos erros e nossos pequenos(alguns nem tão pequenos assim)deslizes na vida, o que nos restaria o Inferno ou o Purgatório, onde teremos que suportar mais e mais sofrimentos, que nos leva a temer por eles.

Saindo do conceito religioso e indo para um conceito social, o medo nos acompanha desde criança, onde mal se entendia o que era uma inflação, mas sempre ouvia os pais comentando sobre a alta da inflação, ou a alta taxa de juros e o crescimento do desemprego, não precisamos entender os números e o real significado dessas palavras, basta observar e sentir o tom de voz de preocupação e a reação corporal/energética que os pais tinha ao falar sobre o tema, isso toda criança é capaz de sentir, basta apenas uma pequena experiência como essa em nossa infância e já aderimos o legado do medo que acaba sendo repassado a nós inconcientemente.

Crescemos sendo bombardeado por todos os lados com algo que nos limita, e que nos deixe temerosos, temos medo da vida, ou seja, do que a vida nos oferece em termos de conjuntura e possibilidades. Na verdade, o medo é de fracassarmos no resgate de erros pretéritos ou da experimentação, por novas provas que poderiam, ambas (provas e expiações), nos garantir o ingresso em melhores condições sociais e espirituais futuras.

O medo nos leva a um estado misantrópico pois temos medo dos outros, de que eles nos possam causar mal, em qualquer dos ambientes em que nos inserimos: o colega de trabalho ou estudo, o vizinho, o conhecido, o amigo, o parente, etc. Todos, ou quase, nos representam ameaças vivas aquilo que projetamos ou desejamos para nós.

E o que devemos fazer?

Bom, devemos buscar novos horizontes, acreditar em nossa força e potencial, vencendo nossos medos indo sempre em frente. Muitos vão dizer que não é fácil porem necessário eu já prefiro dizer a você que é fácil e mais que necessário.

O x da questão está no domínio de nossa mente, se você não tem controle do que você pensa, então não há como dominar nem suas vontades, quanto mais seus medos. Parafraseando Sidartha Gautama, “nós somos hoje, o resultado de nossos pensamentos de ontem.” Se você planeja uma mudança em sua vida e sempre que for pensar nela, criar situações mentais em que o medo está sempre presente, meu amigo, você está fadado ao fracasso.

Faça algo para controlar sua mente, não importa qual seja a filosofia a crença ou a prática, apenas faça e busque o controle de suas emoções, de seus medos, anseios, e tente se tornar uma pessoa melhor, quando o medo nos domina, nosso lado primitivo é evidenciado o que nos torna pessoas mais grosseiras, mais amargas e menos racional.

Então domine seus sentimentos, ansiedades e seus medos, torne-se uma pessoa desprovida de sentimentos amargos e faça a mudança do Mundo a sua volta, pois o Mundo muda na mudança da mente.

Frater Aurum

Paz Profunda

#medo #Rosacruz

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-legado-do-medo

Jayadeva Gosvami

Trezentos anos antes do nascimento [aparecimento] de Sri Chaitanya Mahaprabhu, Sri Jayadeva Goswami serviu como o sábio [pandita] na corte de Sri Lakshmana Sena, o Rei da Bengala. Jayadeva e Padmavati [sua esposa e dançarina perita] costumavam adorar o Senhor Sri Krishna com devoção unidirecionada. Após algum tempo, ele deixou a opulenta vida real para viver pacificamente numa cabana de sape em Champahatti, Navadvipa. Ali Jayadeva escreveu o livro Gita Govinda.

Um dia enquanto trabalhava no Gita Govinda, Jayadeva sentiu-se inspirado a escrever. “Krishna Se curva para tocar os pés de lótus de Srimati Radharani.” Jayadeva estava hesitando em dizer algo que pudesse diminuir a posição do Senhor Krishna como a Suprema Personalidade de Deus. Ele foi se refrescar com um banho no rio Ganges antes de honrar o alimento oferecido a Deus [a maha-prasada de Radha-Madhava]. Na sua ausência, o próprio Krishna, disfarçado como Jayadeva, escreveu uma linha no Gita Govinda. Dehi pada pallavam udaram. O Senhor também aceitou o alimento oferecido a Deus [prasadam] por Padmavati. Ao retornar, Jayadeva ficou espantado de ver a linha escrita. Compreendendo o mistério, Jayadeva chorou de júbilo transcendental e disse: “Padmavati, somos muito afortunados. O próprio Sri Krishna escreveu a linha: dehi pada pallavam udaram, e tomou alimento oferecido a Deus [prasadam] de tua mão.”

O Gita Govinda expressa os intensos sentimentos de separação que Sri Radhika sentia antes da dança do amor [dança da rasa]. Também descreve os mais íntimos passatempos de Deus e Sua maior devota [Radha-Shyamasundara]. Durante os passatempos eternos [a Gambhira-lila] do Senhor Chaitanya em Jagannatha Puri, Ele saboreava a fundo ouvir o Gita Govinda cantado diariamente por Svarupa Damodara e Mukunda.

O autor Jayadeva Goswami descreve o Gita Govinda: “Tudo que for delicioso nas variedades de musica, tudo que for gracioso nos finos acordes da poesia, e o que for raro na doce arte do amor – que os felizes e sábios aprendam das canções de Jayadeva.”

Depois de terminar o Gita Govinda, Jayadeva visitou Vrndavana e então viveu o final de sua vida em Jagannatha Puri. Ele introduziu a leitura diária do Gita Govinda no templo para o prazer do Senhor Jagannatha. Seu túmulo sagrado [samadhi] fica na Área dos 64 Samadhis. (21,19)

– FIM –

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Fonte: Hare Krishna. Jayadeva Goswami. Biografia Vaishnava, 2020. Disponível em  <https://biografia-vaishnava.blogspot.com/2020/01/jayadeva-gosvami.html>. Acesso em: 27 de fevereiro de 2022.

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Texto revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/yoga-fire/jayadeva-gosvami/

O Miasma e a Katarsis

Miasma significa poluição, mas não no sentido que hoje lhe damos. Miasma é toda a sujidade associada ao mundano, a sujidade que este gera: quando corremos e transpiramos estamos a criar miasma, quando sangramos temos miasma, se caímos numa poça de lama geramos miasma.

Mas o miasma não se limita à sujidade física, incluindo também a sujidade espiritual, ética e mental. Assim, quando matamos algo de forma injusta criamos miasma, se ofendemos alguém também é miasma, se cometemos um crime aos Deuses fizemos miasma, os próprios pensamentos geram miasma.

Em suma, o miasma resulta da actividade humana. Situações especiais que geram miasma são o contacto com a morte, quer sejamos nós a matar ou morra alguém próximo de nós, um familiar ou amigo, e o sexo e nascimento. De realçar que nem o nascimento nem o sexo são considerados menos sagrados, mas quando acontecem as pessoas envolvidas ficam fisicamente sujas, pelo que é necessário um banho.

No caso do nascimento e da morte são também efectuados rituais especiais porque ambos representam as duas transições mais importantes da vida e, como tal, podem comportar forças que geram poluição.

De referir ainda que o miasma e as actividades que o geram não são consideradas negativas, profanas ou más, antes pelo contrário, há Deuses que estão directamente envolvidos nelas e muitos participam nelas e tanto o nascimento como a morte são simultaneamente as maiores geradoras de miasma e duas das coisas consideradas mais sagradas. O que se passa é que ir limpo a um ritual é uma espécie de etiqueta e os Deuses podem ficar ofendidos se desrespeitamos a etiqueta, porque isto mostra que os desrespeitamos a eles.

Finalmente, para as mulheres, a gravidez e a menstruação não são consideradas miasma, pelo que não há qualquer restrição nessas alturas – apenas se deve realizar a katarsis normal, incluindo um banho para remover a sujidade física que se acentua nessas ocasiões se não forem tomadas precauções.

Katarsis são todas as acções rituais que realizamos para nos livrarmos do miasma, quer seja porque vamos a um templo ou ritual e, portanto, não queremos desrespeitar os Deuses, quer porque apanhámos uma dose muito grande e queremos livrar-nos dela. Por vezes o miasma que temos é tão grande que é transmitido a outras pessoas, como acontece com os assassinos, e, por isso, devem realizar-se rituais para nos livrarmos dele.

Mas a katarsis não é apenas uma forma de remover a sujidade, ela também prepara a nossa mente e o nosso espírito, para além do corpo e do espaço, para um ritual, focando os nossos pensamentos e distinguindo a situação ritual de outras.

Ir a um ritual sem katarsis é um enorme desrespeito: seria como ir a um casamento sujo, ou a uma reunião de escritório com calções de banho e bikini. Tanto a sujidade como os calções de banho e o bikini não são negativos em si – é a sua presença em determinado contexto que os torna negativos, que os torna miasma. Realizarmos a katarsis, nestes exemplos, seria tomar banho e vestir roupas lavadas para o casamento e vestir algo formal para a reunião.

Por outro lado, se um dos noivo nos encontrar no dia a dia e nós formos mecânicos não se ofenderá da sujidade, do mesmo modo que um chefe que encontre o subordinado na praia não tomará por ofensa ele estar com fato de banho: até é provável que ele mesmo esteja.

Também os Deuses não se ofendem se no dia a dia os contactarmos com preces ou devoções espontâneas e tivermos miasma, mas em rituais a situação é mais distinta pelo que devem ser tomadas precauções.

Antes do Ritual

Limpeza da Pessoa

Antes de ir para o ritual devem-se efectuar acções específicas para se purificar a si mesmo, numa espécie de transição do mundano para o ritual. A principal acção é o banho, a limpeza física da pessoa através da água e, no caso moderno, dos sabonetes, champôs, géis de banho, perfumes, etc. Para festivais e grandes rituais é sempre necessário que a pessoa se arranje, tomando banho e perfumando-se e também vestindo roupas limpas ou especiais. Para devoções mais pequenas convém sempre lavar as mãos e a cara e os dentes, enquanto que para simples preces no momento não é necessário tomar qualquer destas atitudes.

Relativamente às roupas, estas podem ser especiais para nós, quer sejam roupas que só usamos em ocasiões especiais, ou mesmo exclusivas para os rituais, quer sejam gregas, latinas, ou modernas. Roupas normais também servem, desde que nos esmeremos para causar “boa impressão” é suficiente. O único requisito é que, tal como a pessoa, as roupas sejam limpas: não serve a roupa com que andámos no dia anterior, por exemplo.

Actualmente muitos helenistas gostam de acrescentar outras formas de preparação para o ritual que não eram praticadas na antiguidade, mas que preparam melhor a mente e acalmam o espírito, permitindo que nos foquemos apenas no ritual e nos Deuses. Refiro-me, é claro, a meditações. Estas são inteiramente opcionais, mas na minha opinião acrescentam muito valor e profundidade a um ritual.

Na antiguidade existiam muitas formas de katarsis, incluindo o jejum, total ou parcial, purificação pelo sangue, purificação pelo fogo, banhos no mar ou rios, purificação pelos cereais, entre outras, quer realizadas antes quer depois do ritual, mas não vou referir-me a elas mais neste artigo.

Limpeza do Espaço

A limpeza do espaço antes do ritual era efectuada pelo neokoros que mantinha o templo sempre limpo, literalmente, varrendo-o e esfregando-o. Antes de um grande ritual a divisão deve sempre ser meticulosamente limpa, mas para rituais normais basta a limpeza normal, não é preciso que a divisão esteja “um brinco”. Para além disso, existem técnicas de limpeza rituais, hoje praticadas pela pessoa que efectuará o ritual.

Várias horas antes efectua-se a fumigação com enxofre. Esta consiste em queimar enxofre e deixar que este encha o ar, purificando-o. Pode ser feita uma prece a Apolo, Deus da purificação. Pessoalmente, quase nunca uso enxofre porque os meus rituais são de manhã e não dá tempo para que o cheiro do enxofre desapareça completamente, isto para além de os fumos serem tóxicos e se entranharem, especialmente em sofás ou camas. Eu prefiro usar o incenso, deixando o quarto completamente às escuras com vários paus de incenso acesos para que o encham completamente, abandonando-o depois das acções rituais para que fique numa espécie de incubação, que é o método porque Apolo mais se manifesta. O quarto permanece assim, completamente fechado, sem que nada nem ninguém lá entre antes do ritual, e a luz só volta aquando do ritual, nomeadamente da segunda acção purificante antes do ritual, para que se possa ver o que se faz, quer seja através de luz solar, de lâmpadas ou de velas.

Antes dos convidados chegarem, ou antes de entrar no quarto com as oferendas para fazer o ritual, a pessoa entra carregando consigo o khernips, uma taça com água. Então acende-se a chama sagrada e prepara-se o khernips, tornando a água sagrada. As formas de o fazer são muito variadas, pois não se conhece a forma usada na antiguidade, e não estão no propósito deste artigo. Após acender a chama e se preparar o khernips, coloca-se este à entrada para que todos os participantes se limpem antes de entrar.

Em rituais solitários costumo sair com o khernips, após o ter usado para me limpar a mim e ao espaço ritual, em sentido oposto ao do ponteiro dos relógios, e salpico todas as oferendas, deixando depois o khernips fora do quarto e entrando com as oferendas. No caso de rituais colectivos é normal que o khernips seja salpicado sobre os outros pela pessoa que o preparou e também sobre as oferendas, sendo depois novamente depositado fora do local do ritual, já que absorveu todas as impurezas e miasma e convém que esteja fora do espaço e das pessoas agora sagrados.

Durante o Ritual

Limpeza da Pessoa

A limpeza da pessoa durante o ritual propriamente dita é efectuada por ela mesma antes de entrar no espaço sagrado e pelo sacerdote, que a salpica novamente com khernips. Depois a pessoa é que se deve esforçar por manter os pensamentos centrados no ritual e por dar o melhor de si.

Limpeza do Espaço

Quando as pessoas entram no espaço sagrado, percorrem-no no sentido oposto ao ponteiro dos relógios, às vezes sob a forma de uma dança, que demarca claramente o espaço sagrado. Depois dá-se a oferta inicial de grão, em que cada pessoa tira um pouco de grão do cesto onde a faca sacrificial se encontra escondida, e segurando o grão todos o atiram para o chão, ficando em completo silêncio. O efeito é demarcar claramente o começo do sagrado e é fantástico, principalmente se foi antecedido por música e depois só se ouve o salpicar dos grãos que gradualmente é substituído por silêncio.

Então, o ritual propriamente dito começa.

Depois do Ritual

Quando o ritual acaba o espaço fica cheio de grão no chão e com as ofertas. Caso seja numa floresta deixa-se a área e o ritual está concluído. Mas quando o ritual se dá em espaços do interior convém que o espaço seja limpo, algumas horas depois, para que os Deuses possam apreciar totalmente as ofertas antes de as retirarmos. As ofertas perecíveis e libações são deixadas numa floresta ou parque, sendo as ofertas enterradas. Quando não há hipótese de o fazer podem ser simplesmente deitadas fora, mas embrulhadas num saco em separado.

Outras ofertas podem ficar no local por mais tempo, como por exemplo flores, estátuas, jóias, entre outras.

Lista

E aqui fica uma pequena lista para verificar antes do ritual:

– Fumigação do Espaço

– Ocasião especial (morte e nascimento) = purificação especial (jejum, ritual, entre outros)

– Banho e roupas novas/especiais

– Outras formas de preparação: meditação

– Khernips e Chama Sagrada

– Circumbalação

– Purificação por cereais e silêncio

Texto retirado do site:

http://www.portuskale.org/pratica/purificacao.html

Está em Português de Portugal, mas é muito bom. Espero que não tenham problemas em entender.

#Rituais

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-miasma-e-a-katarsis

Mapa Astral de Friedrich Nietzsche

Crítico da cultura ocidental e suas religiões e, consequentemente, da moral judaico-cristã. Nietzsche é, juntamente com Marx e Freud, um dos autores mais controversos na história da filosofia moderna, isto porque, primariamente, há certa complexidade na forma de apresentação das figuras e/ou categorias ao leitor ou estudioso, causando confusões devido principalmente aos paradoxos e desconstruções dos conceitos de realidade ou verdade como nós ainda hoje os entendemos.

Nietzsche, sem dúvida considera o Cristianismo e o Budismo como “as duas religiões da decadência”, embora ele afirme haver uma grande diferença nessas duas concepções. O budismo para Nietzsche “é cem vezes mais realista que o cristianismo” (O anticristo). Religiões que aspiram ao Nada, cujos valores dissolveram a mesquinhez histórica. Não obstante, também se auto-intitula ateu.

Para Nietzsche o homem é individualidade irredutível, à qual os limites e imposições de uma razão que tolhe a vida permanecem estranhos a ela mesma, à semelhança de máscaras de que pode e deve libertar-se. Em Nietzsche, diferentemente de Kant, o mundo não tem ordem, estrutura, forma e inteligência. Nele as coisas “dançam nos pés do acaso” e somente a arte pode transfigurar a desordem do mundo em beleza e fazer aceitável tudo aquilo que há de problemático e terrível na vida.

Nietzsche passou os últimos 11 anos da sua vida sob observação psiquiátrica, inicialmente num manicômio em Jena, depois em casa de sua mãe em Naumburg e finalmente na casa chamada Villa Silberblick em Weimar, onde, após a morte de sua mãe, foi cuidado por sua irmã. Como diria o Datena, “Falta de Deus no coração”.

O Mapa de Nietzche possui

Sol em Libra; Lua, Ascendente e Caput Draconis em Sagitário (por “enorme coincidência” justamente as energias mais voltadas para a filosofia e academia). Uma pessoa com facilidade para se comunicar e entender os outros e cujo mapa é voltado para Filosofia. A inclinação para observar o mundo ao redor e tirar conclusões é extremamente marcante no Mapa de Nietzche (Stellium de Lua, Ascendente e Caput Draconis com menos de 2 graus entre eles). Some a isso Marte e Mercúrio em Virgem-Libra (Rainha de Espadas, a energia mais fria e cínica do zodíaco, manifestada nele na forma de pensar e de lutar/gastar energia) e Saturno em Capricórnio-Aquário (Cavaleiro de Espadas, a pessoa que consegue enxergar as regras do mundo ao redor e quebrá-las influenciano o planeta ranzinza).

Uma Aspectação importante a ser destacada neste Mapa é a Oposição de Urano (seu Planeta mais forte com nada menos do que 9 Aspectações) em Peixe-Áries (Rainha de Bastões, que indica energia relacionada com conselheiros filosóficos) com Marte (em Virgem-Libra, a energia cínica que falei acima).

Resumindo o Mapa: o tio Bigodudo era mesmo um filósofo osso duro de roer mas, no final da vida seu ceticismo e ateísmo exagerados entraram em conflito com seu Júpiter em Peixes (facilidade para entrar em contato com o Astral). Os biografos de sua vida dizem que ele se tornou esquizofrênico por conta da Sífilis, embora esta avaliação seja controversa… é possível que um ateu de pedra como ele tenha simplesmente ficado louco com as coisas que via e ouvia como médium, já que não acreditava em nada espiritual…

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-de-friedrich-nietzsche

O ritual nosso de cada dia

— Pode um homem deixar de ser máquina ?

— Ah ! aí está toda a questão, disse G.. Se tivesse feito mais freqüentemente semelhantes perguntas, talvez nossas conversas tivessem podido levar-nos a alguma parte. Sim, é possível deixar de ser máquina, mas, para isto, é necessário, antes de tudo, conhecer a máquina. Uma máquina, uma máquina real, não se conhece a si mesma e não pode conhecer-se. Quando uma máquina se conhece, desde esse instante deixou de ser máquina; pelo menos não é mais a mesma máquina que antes. Já começa a ser responsável por suas ações.

– Fragmentos de um ensinamento desconhecido, P.D. Ouspensky.

O que diferencia um homem de uma máquina ? O homem tem Vontade, consciência, a máquina no entanto trabalha de acordo com as pressões externas. Em maior ou menor grau somos máquinas. Variando de uma coisa para a outra de acordo com a quantidade de ações desenvolvidas pela consciência ou por pura pressão externa.

Para exemplificar; em nossa úlitma coluna estudamos a manifestação de emoções negativas, uma característica eminentemente mecânica e discutimos algumas formas de evitá-las, uma atitude eminentemente humana.

Caso tenha praticado o exercício proposto você deve ter notado o quanto muitas vezes só nos damos conta da manifestação no meio dela, ou depois de terminada a expressão. Isso ocorre porque é muito dificil no começo do trabalho sobre si mesmo, agir. Na maior parte do tempo estamos reagindo, funcionando como máquinas, de acordo com as pressões externas.

Se você viu o “gráfico da verdadeira vontade” e teve um leve mal estar por estar longe do extase(ou de todas as esferas), não se desespere, é possível transformar muita coisa com gestos simples. Você poderá inclusive se valer da sua mecanicidade para de alguma forma auxiliá-lo. A chave para essa transformação são os rituais, ou melhor; a ritualização do seu dia a dia.

Como máquinas é dificil esperar de nós uma enorme transformação repentina, de fato, esse tipo de transformação pode ser até perigosa. O importante não é a velocidade mas sim a direção da mudança, portanto essa prática pode lhe ajudar a executar pequenas mudanças no seu cotidiano, que com a persistência desencadearão grandes transformações.

Nossa vida é cheia de rituais criados ou impostos pela sociedade como um todo e nem nos damos conta deles, alguns benéficos outros nem tanto. Escovar os dentes após as refeições, cumprimentar com um aperto de mãos ou um beijo. Já contou quantas vezes duas pessoas se cumprimentam com perguntas ? Olá Tudo bem ? e o outro responde: como vai ? Nossa forma de trabalhar também envolve uma série de rituais conscientes e incoscientes, checar e-mails logo pela manhã, ficar de mau humor ao ser avisado de uma reunião. Os exemplos são infinitos, e servem para ilustrar a quantidade infinita de padrões de comportamento repetidos que não nos damos conta e que guiam nossa existência.

Ao ritualizar sua ações diárias você estabelece uma disciplina que independe de certa forma da vontade, ou do seu humor. Você não deixa de ser máquina da noite para o dia, mas passa a estabelecer rituais que foram criados por você, indiretamente suas ações são direcionadas pela consciência. É uma forma de colocar sua própria mecanicidade a serviço da expansão de consciência.

É claro que TODO ato de vontade é superior a um ato mecânico, seja fruto das pressões externas ou um ritual feito por você, mas existe ai uma hierarquia entre os atos e com certeza um ritual feito por você SEMPRE será melhor que um ritual fruto de pressões externas.

O progresso natural dessa prática é que os rituais comecem como algo mecânico e se passem a se desenvolver e evoluir até serem sempre feitos com consciência. Começam com um por dia e depois vão se acumulando, não como fardo, e sim como uma experiência prazerosa de crescimento. Dessa forma seu dia terá vários “focos de luz” da consciência que vão ficando cada vez mais fortes até que tudo se torne simbólico e ritualistico. Não há nada mais sagrado do que isso, viver a vida em toda a sua glória e esplendor, sem negar nada, vivendo uma vida espiritual encarnados, se valendo em cada ato de todos os corpos e de todo nosso potencial.

A repetição vai dando poder para esse ato, o que é muito importante lembrar quando pensamos que existem rituais virtuosos e viciosos, a medida em que persiste-se na prática cada ritual ganha vida por si só e vai se tornando uma fonte de poder pessoal.

A úlitma e talvez mais importante característica de ritualizar um comportamento é que todo ato consciente coloca você em conexão com o mesmo nível de consicência, desde o nível mais insignificante até a fusão total. Pra entender melhor, fumar coloca você em contato com a egrégora do cigarro se você fuma só um pouco, vai sentir muito pouco esse contato, se fuma muito ele será constante, mesmo quando não estiver fumando, rezar (de coração, claro) coloca você em contato com a egrégora da religião, rezar muito (muito(muito(muito))) te coloca em contato com o divino, até quando não estiver rezando.

Os atos de consciêcia vão despertar em você o que Gurdjeff chama de centros de gravidade. Imagine que assim como os corpos celestes, nós tambem somos atraídos e atraímos, só que no nosso caso atráimos conforme nossa faixa de vibração. Estudar magia, praticar rituais e observar a si mesmo vai fazer com que você se conecte com um centro de gravidade espiritual e voltado para a evolução, atos inconscientes vão fazer você ser tragado para os centros de inconsciência. Daí dizer que quando o discípulo está pronto o mestre aparece, quando a influência lhe chama você pode responder ou não. O homem sofre a influência de infindáveis centros de gravidade, analogamente poderiam ser egrégoras, e deve escolher com qual tipo de egrégora quer se conectar, e tendo feito sua escolha AGIR para que isso aconteça.

Ritualizar o dia a dia é uma chave poderosa de aplicar mudanças reais no seu estado de consciência. De forma básica e rápida o que você vai fazer é o seguinte: estabelecer uma prática que deve ser executada em determinado horário ou em determinada circunstância. Parece simples e amplo demais certo ? É para ser, porque as aplicações são infinitas, eu darei alguns exemplos que nem de longe demonstrarão a extensão de aplicação dessa prática. Veja que eles variam de coisas simples e rotineiras até complexas e raras, use e abuse de sua imaginação.

Sei que a maioria de vocês executa alguma forma de ritual e isso é otimo, encorajo vocês a experimentar ritualizar outras partes de seu dia.

– Ao passar por uma porta, imaginar que ela é uma porta para uma dimensão superior, um estágio maior de consciência.

– Ao subir uma escada imaginar que se está subindo a escada de Jacó, o caminho dos anjos e acessando realidades divinas. Quando descê-las imagine que está penetrando em seu próprio inconsciente, de forma segura (firme no corrimão), aprendendo mais sobre si mesmo.

-Rezar antes de dormir, ao acordar.

-Energizar a comida, visualizando ela carregada de energia, ou uma energia específica. Vale para água também. Quando você for um mestre: para cada respiração.

– Banhar-se com agua e lavar “todos” os corpos, imaginando que aquele momento é de purificação absoluta, imaginar a “sujeira” deixando seu corpo fisico, emocional, mental e espiritual.

– 30 minutos de trabalho, 1 minuto de meditação.

– Ao perceber que uma discussão é inevitável, esvazie-se, imagine que você está murchando por dentro, é o ego desinflando e sendo desarmado, dessa forma você entra na discussão menos propenso a “ganhar” e mais propenso a resolver. Passa a agir ao invés de reagir.

– Projetar símbolos planetários, alquímicos, astrológicos o tempo todo e em todo mundo, buscando sempre uma resolução harmoniosa para qualquer situação.

– Visualizar seu SAG (pra quem não conhece ele, uma luz branca está ótimo) te acompanhando antes de começar qualquer tarefa)

– Incorporar sua personalidade mágica antes de escrever na internet, no e-mail ou em qualquer lugar.

– Dedicar ao menos 3 minutos por dia para não fazer nada, a idéia desse ritual é desconectar-se completamente ainda que por pouquissimo tempo das egrégoras do mundo cão, em especial a egrégora que diz que você tem que produzir, consumir e trabalhar ou não é ninguém. 3 minutos inteiramente dedicados a ser quem você é independente do que o mundo é.

– Por último e esse é dedicado a todos os irmãos que sentiram uma leve depressão ao ver o gráfico da verdadeira vontade e se ver tão longe do extase. Tudo o que você faz está direcionado a verdadeira vontade, em maior ou menor grau, você pode não enxergar agora mas quando chegar la vai olhar pra tras e perceber que esse período ou fase foi essencial para chegar onde você está. Por isso mesmo no seu trabalho chato ou aturando malices universais o ritual que você deve fazer é dizer para si mesmo, isso faz parte do meu caminho, portanto vou fazer da melhor forma possível e tirar todo o aprendizado, traga isso para sua consciência. Lendo o blog, praticando aprendendo, se desenvolvendo e se conhecendo, é claro que você está no caminho. Você está dentro de um carro dirigindo a noite e só consegue enxergar onde os faróis iluminam, mas não se preocupe, a estrada está lá.

O irmão Leonardo Lacerda, nos trouxe com muita propriedade uma definição para o ritual:

um ritual existe para por um símbolo em ação. O ritual traz os princípios do mundo das ideias para nosso íntimo. Por isso que os rituais devem ser seguido a risca e sempre repetido da mesma maneira. O praticamente deve sentir o que faz, e não somente repetir e repetir. Um ritual quando devidamente praticado causa mudanças psicológicas no participante, vale a pena ler na coluna Virtude Cardeal.

Chay !

#hermetismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-ritual-nosso-de-cada-dia

O que contamos no Sefirat ha Omer?

A palavra “sefirat” basicamente significa cálculo ou contagem.

O que contamos?

Conta-se coisas de valor.

Conta-se unidades de tempo até um objetivo desejado; para uma criança, poderia ser: “Quantos dias faltam para as férias?” Para um adulto: “Quantas semanas ou meses até que eu consiga meu diploma? Ou “Quantos anos até que eu possa pedir uma promoção?”

Freqüentemente os itens contados são unidades de tempo. No judaísmo, tempo tem grande valor; é proibido desperdiçá-lo, ou matar o tempo.

Na tradição Judaica, o termo “sefirá” também possui significado específico, e refere-se à contagem dos 49 dias entre Pêssach e Shavuot. Em Pêssach, o povo judeu foi redimido de um terrível período de escravidão física na “casa do cativeiro”, no Egito. Em Shavuot, que comemora D’us outorgando Seu precioso presente, a Torá, ao povo judeu no Monte Sinai, celebramos nossa passagem da Escravidão Espiritual à Liberdade Espiritual.

O objetivo da Redenção Física é a Redenção Espiritual. Sem a Espiritual, a Física nada significaria. A única fonte de moralidade é D’us; o ser humano é muito criativo, mas é incapaz de inventar um código moral. O melhor que o ser humano pode fazer por si só é estabelecer regras que impeçam a sociedade de mergulhar no caos.

A Torá prescreve um modo de vida que eleva o ser humano acima da natureza puramente física, ao nível de um ser moral e espiritual. Isso lhe possibilita entender que a consciência dentro dele foi plantada por D’us, e que ele tem a capacidade de atingir e modelar seu comportamento até determinado ponto, além daquele de seu Criador.

Ele ou ela vêm a perceber que a saída da Escravidão aconteceu apenas para tornar-se um servo novamente, mas desta vez não para servir a um ser humano chamado de “amo”, mas ao contrário, para ser um Servo de D’us, o verdadeiro Mestre do Universo.

Seu Tempo e Sua Vida

A natureza da obrigação de Sefirat Haômer é contar. O Talmud diz: “U’sfartem lachem,” – “Vocês deverão contar por si mesmos”, o que implica que cada um deve fazer sua própria contagem, individualmente. Isto significa dizer que há uma obrigação para cada pessoa de contar, de exprimir sua percepção de que outro dia de sua vida chegou, trazendo uma nova oportunidade para o crescimento espiritual. Por isso a pessoa não pode cumprir sua obrigação de contar através de ouvir a contagem feita por uma outra.

Isto é de certa forma análogo a um sorvete: se estou pronto a saboreá-lo, outra pessoa não pode fazer a bênção no meu lugar. Comer um alimento requer permissão do seu provedor, o Criador do Universo, (e não ao fabricante do sorvete). Isto é feito por uma bênção precedente: “que tudo é criado pela Sua palavra.” E também, agradecer através de uma bênção posterior.

Similarmente, no contexto de Sefirat Haômer, é “o meu tempo”, designado a mim pelo meu Criador, de tornar-me uma pessoa melhor – contando – e por isso uma outra pessoa não pode contar por mim.

Por que luto?

Durante a contagem do Ômer estamos envoltos numa espécie de luto parcial, com certas restrições de comportamento, que são aliviadas em Lag Baômer, o trigésimo terceiro dia do Ômer.

No período entre Pêssach e Shavuot uma tragédia recaiu sobre os alunos de Rabi Akiva ; quase todos faleceram. A causa da morte é atribuída a falta de respeito entre eles.

Considerando-se o fato de que o ilustre mestre tinha proclamado que a essência da Torá é “Ama o teu próximo como a ti mesmo”, como poderiam então um grande número de estudantes terem ignorado o ensinamento básico de seu mestre?

O comportamento ético entre o homem e outro homem e entre o Homem e D’us pode ser chamado de principal objetivo da Torá. O Rebe explica que amor entre os estudantes de Rabi Akiva nunca faltou. Ao contrário, justamente por amor eles não aguentaram quando um colega interpretava o ensinamento do mestre de maneira diferente da que achavam certa. Começaram a ridicularizar uns aos outros com a intenção de fazer com que revissem os ensinamentos e os aplicassem conforme seu mestre, como deveriam ser, do seu ponto de vista.

O amor nunca faltou entre os alunos; o que faltou foi amor com respeito, e esta é a grande lição que podemos entender deste capítulo tão triste de nossa História.

Dois heróis

Dois gigantes da História Judaica estão envolvidos na observância dos dias de Sefirat Haômer: Rabi Akiva e seu aluno, Rabi Shimon bar Yochai.

Rabi Akiva está envolvido com o aspecto triste destes dias, porque, conforme a tradição, 24 mil estudantes seus pereceram durante este período.

Rabi Akiva demonstrou sua enorme fé superando a grande tristeza e dor da perda ao reconstruir sua yeshivá. Assim fazendo, ele reafirmou sua capacidade singular de vislumbrar a luz na mais negra escuridão.

Outro grande sábio desta época foi Rabi Shimon bar Yochai, um dos cinco alunos de Rabi Akiva que sobreviveram à tragédia. Seu nome está associado com o aspecto mais feliz de Sefirat Haômer; o dia de Lag Baômer.

Seu maior papel vivido na História Judaica é como autor do sagrado livro do Zôhar. Esta obra é a base da Torá oculta, conhecida como Cabalá, um dos alicerces da Chassidut.

Rabi Shimon foi sepultado em Meron, Israel. Todos os anos, em Lag Baômer, data de seu falecimento, dezenas de milhares de judeus reúnem-se no local para comemorar a data. Acendem tochas, dançam e cantam com grande alegria, conforme o pedido feito pelo próprio Rabi Shimon.

Fonte: Chabad.org.br

#SefirathaOmer

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-que-contamos-no-sefirat-ha-omer

Om Gam Ganapataye Namaha

Este mantra é um dos mais conhecidos da tradição hindu e é muito fácil de pronunciar. É uma invocação a Ganapati (outro nome de Ganesha) e serve para remover os obstáculos, tanto materiais como espirituais. Este mantra atua muito rápido, vale a pena experimentar.

O texto que se segue é de Thomas Ashley Farrand no livro “Mantras que Curam”

Ao longo dos anos, aprendi muitos mantras para resolver os problemas que a vida criou para mim. Para que você tenha uma idéia de como isso pode funcionar, vou contar como a prática de um mantra me ajudou num período particularmente difícil.

Em 1980, ocorreram muitas mudanças na minha vida. Durante oito anos, eu havia sido ministro-residente de um centro espiritual filiado a uma organização espiritual da Índia, mas sediada em Washington, D.C.

Eu gostava de ser útil e minhas responsabilidades em geral eram agradáveis. Entretanto, a forma como o líder indiano estava conduzindo a organização passou a me incomodar cada vez mais, por apresentar um comportamento inadequado em questões referentes a sexo, dinheiro e poder. Eu vacilava entre permanecer ou abandonar a organização e essa preocupação me deixava nervoso.

Um dia, numa de minhas habituais sessões de duas horas de meditação, eu vi um relógio que marcava um quarto para as doze horas. Aquela visão mostrava-me que às doze horas, a relação pela qual eu vinha esperando desde muito tempo atrás chegaria. Resolvi esperar um pouco mais antes de tomar a decisão de deixar o centro. Na realidade, aqueles quinze minutos acabaram sendo mais de seis meses. Depois de seis meses, uma mulher chamada Margalo chegou à organização. Em duas semanas, deixei o centro para ir morar com ela. Um ano depois, já casados, decidimos juntos abandonar totalmente a organização.

Quando me envolvi com a organização, eu trabalhava como produtor de televisão. Logo depois de entrar para ela, passei a lecionar radiofusão, por tempo integral, na George Washington University. Em 1980, entretanto, vencido o prazo do meu contrato temporário e, recém-casado, eu refletia sobre minhas opções profissionais. Margalo sugeriu que deixássemos Washington, D.C., e fôssemos morar em sua antiga casa no sul da Califórnia. Eu não vi nenhum motivo para recusar. Uma vez lá, eu sabia que teria de iniciar uma nova carreira. Mas, apesar de todos os meus esforços para encontrar um trabalho em Los Angeles, a capital da mídia do mundo ocidental, as portas da televisão mantiveram-se fechadas e eu fui obrigado a aceitar trabalhos esporádicos. Eu lutava para encontrar algum tipo de equilíbrio entre minha procura desestimulante de uma nova profissão e minha nova vida feliz com minha mulher.

Durante meus anos de sacerdócio, eu havia usado mantrans quase exclusivamente durante as sessões de meditação para aumentar a concentração e estimular a introversão espiritual. Para qualquer problema secular, eu recorria às orações que havia aprendido em minha formação judaico-cristã nas igrejas Presbiteriana e Metodista. A prática de mantras não requer o abandono da organização religiosa a que pertencemos, nem das nossas raízes ou de outras práticas espirituais. Embora continue me considerando cristão, eu já estudei muitas tradições religiosas e, com o passar dos anos, fui acrescentando novas práticas religiosas de origens hinduísta e budista a meus hábitos diários, para compor uma espiritualidade pessoal voltada para a compaixão e o serviço. O mantra é uma prática espiritual complementar incrivelmente eficaz, que pode enriquecer a sua vida.

No meu caso, os resultados obtidos por meio de orações eram esporádicos, mas eu os havia aceito. Naquele período profissionalmente difícil de minha vida, entretanto, decidi aplicar um mantra à minha situação para ver se me ajudava. Escolhi um mantra que me pareceu apropriado para as minhas dificuldades no plano material e decidi dedicar-me a ele por quarenta dias. Escolhi uma prática de quarenta dias porque quarenta é um número recorrente na literatura religiosa. Jesus andou no deserto por quarenta dias. Noé flutuou sobre as águas por quarenta dias. Moisés errou pelo deserto por quarenta anos. Com Buda foi um pouco diferente, pois permaneceu sentado sob a Árvore Bodhi por 43 dias até alcançar a iluminação. No hinduísmo védico, quarenta dias é o período estipulado para a prática concentrada de um mantra. No catolicismo romano, a novena, uma disciplina diária de oração utilizada pelos fiéis em busca de solução para seus problemas, é, às vezes, praticada durante cinco, quarenta e 54 dias, embora tradicionalmente seja uma prática de nove dias.

Eu achei que precisava de uma quantidade considerável de tempo para que a prática do meu mantra atuasse sobre quaisquer que fossem as forças que estavam me impedindo de encontrar trabalho. A intenção que criei na minha mente era de encontrar um emprego estável no qual eu pudesse dar uma contribuição aos outros e me rendesse um salário para viver. Como muitos mantras para a solução de problemas são genéricos por natureza, o mantra que escolhi foi para a remoção de obstáculos:

Om Gam Ganapataye Namaha

“Om e saudações àquele que remove obstáculos do qual Gam é o som seminal.”

Entre as seitas védicas e hinduístas, este mantra é universalmente reconhecido como extremamente eficaz para a remoção de todos os tipos de obstáculo. Como eu não sabia o que estava me impedindo de encontrar um emprego fixo e remunerado, meu objetivo era remover qualquer obstáculo, interno ou externo, espiritual ou físico, que estivesse no meu caminho.

Nos quarenta dias seguintes, repeti o mantra o máximo de vezes possível, algumas vezes em silêncio, outras em voz alta. Enquanto realizava tarefas domésticas, eu repetia o mantra. Dirigindo, eu ia entoando o mantra no carro. Enquanto comia ou preparava a comida, eu o repetia. Enquanto adormecia, continuava repetindo o mantra pelo máximo de tempo possível. Ao despertar, começava imediatamente a recitá-lo. Se estava com outras pessoas, recitava-o em silêncio. Se estava sozinho, entoava-o em voz moderadamente alta. Tornei-me uma máquina de entoar o mantra Om Gam Ganapataye Namaha.

Eu gostava da sensação que o mantra me proporcionava. Seu ritmo instalou-se rapidamente em minha consciência e, depois de duas semanas, constatei que o mantra se iniciava sozinho quando eu estava ocupado com alguma outra coisa. Quando acordava no meio da noite, podia ouvi-lo ressoando fracamente em algum compartimento nas profundezas da minha mente. Ele se integrara ao meu corpo e à minha mente como um alimento espiritual.

Depois de três semanas trabalhando com o mantra, fui convidado para realizar uma cerimônia védica para um grupo em Santa Ana. A cerimônia durou cerca de uma hora e, quando acabou, circulei entre os convidados para conversar e comer petiscos. Com um pequeno grupo, a conversa acabou indo parar na pergunta “E o que você faz para viver?” Expliquei, um pouco constrangido, que tinha vindo recentemente para a Costa Oeste e que ainda não havia me fixado em nada.

O bate-papo continuou e depois de um tempo uma mulher do grupo disse que sua empresa estava procurando alguém para trabalhar num projeto de marketing pelos próximos três meses. Perguntei o que a empresa fazia e ela respondeu que um serviço de assistência médica que se ocupava de medicina familiar, medicina ocupacional e atendimento de emergência. Eu não tinha nada a ver com a área de saúde e disse isso a ela.

Sem se importar com isso, a mulher insistiu para que eu lhe telefonasse para marcar uma hora na semana seguinte. Concordei, mais por educação e com a consciência de que devia explorar as possibilidades – mas sem nenhuma esperança real de que aquilo resultaria num emprego para mim.

Quando cheguei à empresa, fui recebido pelo chefe da mulher que eu havia conhecido, Rick, que me entrevistou por cerca de dez minutos. Eu achei que estava descartado, uma vez que mostrara não entender nada daquele ramo, mas para grande surpresa minha, ele finalizou sua breve entrevista com: “Eu acho que você vai se dar bem. Mas preciso que os médicos aprovem. Por favor, espere aqui.”

Os médicos me aprovaram e, dentro de alguns minutos, eu já havia preenchido alguns formulários e me tornado um representante de marketing da clínica deles, para realizar trabalho de campo com base num contrato provisório de três meses. O salário era modesto, mas era melhor do que trabalhar esporadicamente ou aguardar o telefone tocar, de maneira que fiquei agradecido. Durante todo o tempo, eu continuei recitando o mantra em silêncio.

Depois de vários dias dando telefonemas de negócios, eu aprendi o suficiente para perceber que o material de marketing de que dispunha para sustentar meus telefonemas era péssimo. Eu não conseguia tirar isso da cabeça e comecei a me sentir cada vez mais estúpido toda vez que fazia uma chamada. Finalmente, percebi que eu tinha de fazer algo.

Nessa altura, eu estava no trigésimo dia de prática do meu mantra. Nessa noite, refiz todo o material, resumindo-o em três desenhos e usando as cores do prédio e o familiar caduceu, símbolo da medicina. Quando cheguei ao escritório na manhã seguinte, procurei o médico a quem relatei e expus rapidamente o que tinha em mente. Ele parou de repente, fitou-me e disse para encontrá-lo na sala de reunião dentro de uma hora. Quando entrei na sala de reunião, lá estava Rick, junto com a mulher que havia sugerido que me candidatasse ao emprego, o médico que havia me entrevistado e dois outros médicos que eram sócios da empresa. Inseguro, percebi que teria de fazer uma apresentação. O médico que havia convocado a reunião disse, “Mostre-nos o que você fez”.

Depois de dez minutos de apresentação improvisada, os médicos me pediram para deixar a sala por alguns minutos. Nervoso, aquiesci. Quando fui chamado de volta, meu chefe disse, “Parabéns, você é nosso novo diretor de marketing. Mande imprimir alguns cartões e também esse material que você desenhou o mais rapidamente possível”. Eu estava em estado de choque, mas continuava interiormente repetindo o mantra Om Gam Ganapataye Namaha.

Concluí meus quarenta dias de prática do mantra sem nenhum outro incidente. Dentro de trinta dias, eu estava envolvido num projeto de marketing com a participação de um hospital local. A enfermeira que era diretora de marketing do hospital era amistosa e tecnicamente muito competente. Trabalhamos bem juntos. Quando estava quase no final do projeto, ela me perguntou se eu não me importaria em dizer quanto eles me pagavam. Não me importei e disse a verdade. Ela franziu o cenho e disse, “Eles estão lhe pagando uma bagatela”.

Quando o projeto em conjunto foi concluído, meu chefe nos parabenizou a ambos pelo ótimo trabalho. Depois de apertar a mão dele, a enfermeira apontou na minha direção e disse, “Você sabe que esse cara é muitíssimo mal pago. É melhor você tomar alguma providência antes que alguém lhe faça uma proposta e ele vá embora”. Fiquei espantado, mas meu chefe respondeu como o bom profissional que era. Deu uma risadinha e disse: “Não se preocupe, cuidaremos bem dele”. Em trinta dias, tive um aumento de 40%.

Isso foi no início de 1983. Trabalhei nessa empresa durante quase sete anos. Tive inúmeros aumentos e sentia que meu trabalho era valorizado. Finalmente, eu saí quando meu supervisor decidiu abrir seu próprio negócio e fez-me uma proposta para ir com ele.

Eu atribuí o meu êxito na procura de emprego ao mantra que pratiquei. Sua eficácia causou uma profunda impressão em mim e comecei a dar um novo valor ao poder das fórmulas espirituais para a solução de problemas cotidianos. Comecei a recomendar o uso de mantras a outras pessoas com problemas e funcionou surpreendentemente bem.

Indiquei esse mesmo mantra a um amigo meu de Washington, que havia acabado de deixar sua carreira no exército. Ele havia estudado gemologia e estava a fim de encontrar um trabalho nessa área. Entretanto, depois de meses de procura em muitas cidades, ele não conseguira encontrar o emprego que queria. Recomendei a ele que começasse a repetir o mantra Om Gam Ganapataye Namaha o máximo de vezes possível durante dez dias. No décimo primeiro dia, realizei uma cerimônia de limpeza energética para ele. Dentro de três dias, ele recebeu várias propostas de emprego e começou bem sua nova carreira.

#Hinduismo #Mantras

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/om-gam-ganapataye-namaha