Cursos de Hermetismo no Carnaval 2020

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

Como já se tornou uma tradição aqui no TdC, o pessoal que odeia Carnaval e quer tirar os dias de folia para Estudar pode fazer os Cursos de Hermetismo. Os Cursos básicos têm tudo o que você precisa para entender como funcionam as chaves, como aplicá-las na vida prática e como utilizar estes conhecimentos em sua Verdadeira Vontade.

Para quem mora longe de São Paulo ou tem problemas para estudar nos finais de semana, temos o mesmo Curso de Kabbalah Hermética, o Curso de Astrologia Hermética e Qlipoth, a Árvore da Morte em Ensino à Distância com a mesma qualidade do curso presencial, mas que você pode organizar seu tempo de estudo conforme suas necessidades.

22/02 – Kabbalah

23/02 – Qlipoth (pré-requisitos Kabbalah)

24/02 – Magia Pratica (pre-requisitos Kabbalah)

Horário: Das 10h00 as 18h00

próximo ao metrô Vila Mariana.

Informações sobre os Cursos de Carnaval.

Reservas e Valores: deldebbio@gmail.com

KABBALAH

Este é o curso recomendado para se começar a estudar qualquer coisa relacionada com Ocultismo.

A Kabbalah Hermética é baseada na Kabbalah judaica adaptada para a alquimia durante o período medieval, servindo de base para todos os estudos da Golden Dawn e Ordo Templi Orientis no século XIX. Ela envolve todo o traçado do mapa dos estados de consciência no ser humano, de extrema importância na magia ritualística.

O curso abordará as diferenças entre a Kabbalah Judaica e Hermética, a descrição da Árvore da Vida nas diversas mitologias, explicação sobre as 10 Sephiroth (Keter, Hochma, Binah, Chesed, Geburah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malkuth), os 22 Caminhos e Daath, além dos planetas, signos, elementos, cores, sons, incensos, anjos, demônios, deuses, arcanos do tarot, runas e símbolos associados a cada um dos caminhos.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– A Árvore da Vida em todas as mitologias.

– Simbolismo e Alegorias na Kabbalah

– Descrição e explicação completa sobre as 10 esferas (sefirot).

– Descrição e explicação completa sobre os 22 caminhos.

– Cruzando o Abismo (Véu de Paroketh).

– Alquimia e sua relação com a Árvore da Vida.

– O Rigor e a Misericórdia.

– A Estrela Setenária e os sete defeitos capitais.

– Letras hebraicas, elementos, planetas e signos.

Total: 8h de curso.

QLIPOTH – A ÁRVORE DA MORTE

Pré-Requisitos: Kabbalah

O Curso de Qliphoths e Estudo sobre os Túneis de Set abordará os elementos comparativos entre as esferas e as qliphas (Lilith, Gamaliel, Samael, A´Arab Zaraq, Thagirion, Golachab, Gha´Agsheklah, Satariel, Ghogiel e Thaumiel) e as correlações entre os 22 Túneis de Set e os Caminhos de Toth.

É muito importante porque serve como complemento do caminho da Mao Esquerda na Árvore da Vida. Mesmo que a pessoa não deseje fazer as práticas, o estudo e conhecimento de NOX faz parte do curriculo tradicional da Golden Dawn e de outras ordens iniciáticas.

Total: 8h de curso.

MAGIA PRÁTICA

Pré-Requisitos: Kabbalah

O curso aborda aspectos da Magia Prática tradicional, desde suas tradições medievais até o século XIX, incluindo os trabalhos de John Dee, Eliphas levi, Franz Bardon e Papus. Engloba sua utilização no dia-a-dia para auto-conhecimento, ritualística e proteção. Inclui os exercícios de defesa astral indispensáveis para o iniciado.

– O que é Magia.

– O que é o Mago.

– Os instrumentos do Mago.

– Os planos e suas vibrações.

– O Altar Pessoal e os quatro elementos

– Sobre o Astral.

– Os sete planetas e seus espiritos de influência.

– A visualização.

– Exercicios de Proteção.

– Ritual Menor do Pentagrama.

– Como fazer água lustral.

– Consagrações.

Total: 8h de curso.

#Cursos

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cursos-de-hermetismo-no-carnaval-2020

O Caminho da Mão Esquerda e a Demonolatria

Bate-Papo Mayhem 147 – gravado dia 06/03/2021 (Sabado) 21h Marcelo Del Debbio bate papo com Zack Beckeb – O Caminho da Mão Esquerda e a Demonolatria

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

Zack Beckeb – https://www.facebook.com/zack.beckeb

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Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-caminho-da-m%C3%A3o-esquerda-e-a-demonolatria

Guia de expressões básicas em enochiano para uso cotidiano

Por Robson Bélli

  1. Olá – Balit
  2. Como esta você? – Darsar g gnay?
  3. Bem, e você? – Balit, od g?
  4. Bom dia! – Balit basgm!
  5. Boa noite – Balit dosig!
  6. Obrigado – Allar!
  7. Com licença – Iehusoz, el oanio! (perdão, um momento)
  8. Desculpe – Iehusoz!
  9. Até logo! – Uran g!
  10. Amém/concordo – Zurah (fervorosamente, com humildade)
  11. Abençoado seja tu! – Urebs noan g!
  12. Maldito seja tu! – Amma noan g!
  13. Discordo! – Osf

Números

  1. Ag
  2. El
  3. Pala
  4. D
  5. S
  6. O
  7. Norz
  8. Qew
  9. P
  10. M
  11. Ex

Pronomes

  1. Eu (meu, minha) – Ol
  2. Você (teu, seu, sua) – G
  3. Ele – tia
  4. Ela – pi
  5. Isto – t
  6. Nós – Ge
  7. Eles (elas) – Par

Ser

  1. Foi – As
  2. Onde – Zirom
  3. Foi – As
  4. Foi – As
  5. Foi – As
  6. Onde – Zirom
  7. Onde – Zirom

Fazer/faz

  1. Fez – Uls
  2. Fez – Uls
  3. Fez – Uls
  4. Fez – Uls
  5. Fez – Uls
  6. Fez – Uls
  7. Fez – Uls

Ter

  1. Tem – Blans
  2. Tem – Blans
  3. Tem – Blans
  4. Tem – Blans
  5. Tem – Blans
  6. Tem – Blans
  7. Tem – Blans

Verbos comuns

  1. Abrir – Odo
  2. Fechar – Emetgis
  3. Este – Da
  4. Aquele – Ar el
  5. Pegue – Arp t
  6. Solte – Dobix
  7. Adicione, junte – Uml
  8. Divida, separe – Poilp

Lugares / posições

  1. Aqui – Kures
  2. Ali – Uml
  3. Lá – Da
  4. Atrás – Zacam
  5. Na frente – Adoian
  6. Do lado – Unalab
  7. Esquerdo – Symp unalab (do outro borda)
  8. Direito – Vaoan

Seres

  1. Deus – Iaida
  2. Espirito santo – Congamphlgh
  3. Anjos – Sach
  4. Pessoas – Olora
  5. Demônios – Urch (anjos de confusão)
  6. Dragão – Vovim
  7. Espíritos – Gah

Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/guia-de-expressoes-basicas-em-enochiano-para-uso-cotidiano/

Como Conversar com Demônios? – Bruxo Fagundes, Robson Belli e Gilberto Strapazon

O Boteco do Mayhem (Marcelo Del Debbio, Thiago Tamosauskas, Rodrigo Elutarck, Ulisses Massad, Barbara Nox, Jesse Puga, Tales Azevedo e Robson Belli) conversam com o Bruxo Fagundes e com Gilberto Strapazon sobre os perigos de evocar e conversar com entidades goéticas e demoníacas.

https://projetomayhem.com.br/

Morte Súbita inc.

https://www.enochiano.com.br/

https://eb.4gsanctuary.com/

https://www.espelhodecirce.com.br/

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

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Livros de Hermetismo: https://daemoneditora.com.br/

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/como-conversar-com-dem%C3%B4nios-bruxo-fagundes-robson-belli-e-gilberto-strapazon

APIKORSUS

m ensaio em diversas práticas de Magia do Caos da Lincoln Order of Neuromancers – L.O.O.N.
Compilado por SKaRaB, SNaKe, Sister Apple & Bro. Moebius B
Este é um livro cadeia. Recebendo-o, por favor o copie e passe-o para qualquer um.
Nenhuma maldição é invocada se você escolher não o fazer.
De qualquer forma nós ganhamos.

Todos os direitos reservados – 1986
Versão 2.11 distribua/adicione livremente.

Introdução

Alguns conceitos chaves são comuns a vários sistemas/tradiçõ es/paradigmas. Nós persuadimos o leitor a não rejeitar ou aceitar estas construções teóricas, mas a tentá-las e verificá-las por experiência pessoal. O todo está codificado dentro de cada um de seus constituintes – “Assim acima como abaixo.”

O todo é interconectado, e todas as totalidades relativas compartilham na consciência em vários níveis. O todo é auto-organizante, e a evolução de todas as formas é governada por princípios similares. Por meio de uma vontade treinada e direcionada, nós podemos afetar a mudança (probabilidade > possibilidade) em vários níveis de organização. Mudança é a única constante.

O todo é mais do que a soma de suas partes. Nossas crenças definem os limites de nossa experiência permitida. “Realidade do Cotidiano” não é o limite de nossa experiência – entrando em estados alterados de consciência nós podemos experimentar outras realidades.

As entidades que podem ser encontradas durante nossas experiÊncias destas outras realidades são reais dentro de seus próprios mundos. Questionar suas existências relativas é insignificante, uma vez que o universo comporta-se como se eles existissem. Habilidade Mágica é engedrada através de uma jornada interna e transformativa.

Gnosis

Gnosis é a chave para as habilidades mágicas – a realização de um intenso estado de consciência conhecido em várias tradições como ´Não-mente´, ´Foco único´ ou ´Sartori´. Consciência é esvaziada de toda informação exceto o objeto/sujeito da concentração. Vários métodos de alcançar gnosis podem ser empregados, da dança frenética à contemplação arrebatada de uma idéia. Qualquer que seja o método escolhido, o praticante continua-o até ele(a) ser levado(a) ao Êxtase.

Alcançar gnose pode resultar, para o orientado religiosamente, em ´experiências místicas´ – Visitações por Deuses, Demônios, ou a revelação de verdades divinas. Para o magista, entretanto, o conteúdo de tais momentos de gnosis são menos interessantes do que o que pode ser feito com eles – é durante momentos de gnosis: que sigilos podem ser lançados; que o magista pode alcançar diretamente níveis de tempo-espaço para manifestar sua vontade; que Deuses podem possuir seus devotos. Historicamente, muitas das técnicas de gnosis tem sido aumentadas pelo uso de drogas – dos ungüentos para voar das bruxas ao LSD e experimentos deprivatórios de sentidos de John Lilly.

Qualquer sistema ou tradição é incompleto enquanto ele permanecer uma curiosidade teórica. Estudo isolado é de pouco valor, a não ser que seja complementado com prática à respeito. Obras completas podem ser escritas ´explicando´ a natureza mágica de diversas entidades como Deusas, Demônios, ou Espíritos, mas elas não são substituto para a experiência ´real´ de uma deidade durante o curso de um ritual. Embora existe muita conversa sobre ´segredos mágicos´, os únicos ´verdadeiros´ segredos são aqueles que podem ser pessoalmente descobertos através da luz da experiência mágica direta. Estados alterados de consciência podem ser alcançados usando uma combinação de mudanças internas (o uso dos métodos de gnosis), e interação com outros, como na hipnose, ritual de grupo ou orgia.

 

Invocando Esquisitices

Meu antigo Adepto (instrutor) costumava me dizer ´Laddie, não existe nenhuma coisa que você não possa fazer se colocar sua mente nela. Então, distantes, nós fomos à completa realidade Golden Dawn para segurar a maré, à frente do mar em Bournemouth. Depois daquilo ele me fez fazer sigilos para fazer os cabelos de Harold Macmillan ficar na extremidade. Ele doou sua vida à magia (o instrutor), disse ele, depois de conhecer Crowley em um banho turco (sauna), mas ele tinha entusiasmo ilimitado que era contagioso. Você sentia que podia fazê-lo, não importa o quanto estúpido ou absurdo o fosse. Ele gostava muito de dizer “Se o reino dos céus está dentro de você, porque gastar mais do que R$50 em livros de ocultismo?” Aqui estão algumas das coisas que ele me fazia fazer: “Todas as coisas que conhecemos extrata no final em suposições, então reverta todas as declarações, ou ponha ´nãos´ nas assertivas e vire-as (n.t. aqui o autor usou o termo ´leap´, no sentido de ´solte-as´, ´arremesse-as´ , o tradutor preferiu uma tradução não literal para ´vire-as´ por achar mais adequado ao português) antes de olha-las. Acorde um dia e tente banir sua realidade diária – todas as coisas tornam-se novas, não familiares e totalmente frustrantes. Objetos se tornam intensos e assustadores.

Esteja errado. Gastamos muito tempo buscando por respostas ´corretas´, crenças certas, fazer o certo. Fazer certo = confiança = sucesso. Enfadonho! Esteja errado! ”

Deuses e Gurus.

Possessão por um Deus ou espírito permite você fazer coisas que ordinariamente não faria. Um guru prova que você pode caminhar em uma corda esticada sem cair, que você pode brincar no fundo de uma piscina sem se afogar. Insanidade parece ser um risco ocupacional de magistas. Melhor ser maluco agora e poupar tempo depois. Harpo Marx foi o maior shaman de Hollywood. Você conseguiria explodir uma luva de borracha e depois ordenha-la? Sanidade está ´lá fora´ antes do que na sua cabeça, uma vez que a maior parte das pessoas parece ver a si mesmas como mais louca do que o resto. Se dissermos muitos pensamentos loucos, somos trancafiados. Lembro de uma mulher no asilo local que dizia ser um passarinho na gaiola – ela tinha aprendido a ficar calada sobre isto, pois dizê-los aos outros só havia conseguido mais medicação e Eletro-choque para ela. Ser ´safo´ é ser sano – não expressando seus pensamentos loucos. Magia pode ser sobre deixar seus pensamentos loucos saírem para ver as ruas em grupos. Magia é uma coisa da rua. Magistas precisam ser vistos e ouvidos. A personalidade travessa de Crowley exemplificava isto, seguindo o caminho em zigue-zague de Cagliostro, Simon Magus e inumeráveis Shamans e bruxas de todo o mundo. Um bom magista toca para sua audiência, seja ele um shaman tribal fazendo ritual de IFÁ ou um feiticeiro da esquina fazendo talismãs anti-polícia de tampas de latas vazias. Aprenda a iludir, dançar, jogar ludicamente (n.t. tradução não literal para ´play Irish Stan-down´); estes são os verdadeiros poderes mágicos. Se você está realmente indo tornar-se um pequeno megalomaníaco ascendente, você pode também conseguir algumas risadas enquanto isto. Passe o Chapéu.”

Titã-Gnosis

Existe uma grande discussão no momento no assunto da mudança no Aeon, e da influência de várias ´Correntes´. Aparentemente algumas pessoas sentem que a era de Aquário – verdade, justiça, comidas sadias, não-nuclear (n.t. Guerra) e brincadeiras pagãs pacíficas é apenas, como nas esquinas … ´maan´ (n.t. o termo não tem tradução, mas é uma expressão de surpresa incrédula). De outro lado, a possibilidade do Novo Aeon ser governado por zumbis canibais radioativos também não pode ser eliminada totalmente.

O século XX está ocupado ressurgindo os titãs – os primais ´construtores´ dos cosmos que aparecem nos mitos da Criação sob vários modos – os Gigantes da mitologia Nórdica ou os Titãs Gregos por exemplo. Uma vez que estas forças Titãs tinham completado seus trabalhos, eles eram banidos ou mandados embora do cosmos ordenado, que era então povoado com todas as formas de entidades. Os Titãs estão sempre presentes, espreitando das beiradas da ´realidade´. Estas forças, tanto destrutivas e criativas, continuamente aparecem na literatura como o tema de conflito entre a razão e a natureza baixa, primária. O ´Sacerdote´ de tais mistérios é o autor H.P. Lovecraft, do qual os ´Antigos´ parecem reter uma fascinação contínua dos ocultistas, juntamente com vários outros panteões de Deuses Negros, Deuses da Morte …

O mito cíclico dos Titãs representa a catabólica força que propaga mudança em qualquer sistema, seja na escala universal ou subatômica. Eles são compreendidos estar dormentes ou sonhando e nisto estão em equilíbrio. Entretanto, quando um sistema envolve um certo grau de complexidade se torna incrementalmente instável, o que pode eventualmente levar tanto a evolução – o sistema ´evolui´ para uma ordem superior de complexidade, ou entra em colapso, destruindo-se. É nestes pontos críticos que os Titãs mais uma vez tornam-se ativos – quando um grande volume de instabilidade precisa ser construído, para que o salto evolucionário seja feito.

O desenvolvimento de tecnologia nuclear tem levado a um incremento súbito de pontos de acesso onde as esferas encontram-se entre nossa realidade ordenada e o Caos Primal dos Titãs. Os portões tem sido abertos, e a evolução de todas as entidades dentro da biosfera (tanto orgânica como elemental) está sendo afetada.

Enquanto o poder dos Titãs retorna, um novo sacerdócio tem surgido para adorá-los – os políticos obcecados por poder e seus numerosos seguidores. Como os magos inatos dos Mitos de Cthulhu, eles acreditam que os Titãs podem ser controlados, e que eles possuem os encantamentos para combinar e encadear as forças nucleares sem perigo. Desafortunadamente para eles ( e nós ), os Titãs são completamente amorais, não sendo conscientes como nós o conhecemos (n.t. a consciência). Nosso único ponto de interface com eles é através do assim chamado ´cérebro de Dragão´, com seus atavismos pré-verbais e conduções instintivas.

Titã-Gnosis é o nome que nós demos para a evolução em consciência que os Titãs estão gerando nos seres humanos enquanto suas ondas ativas atravessam nossa mente. A percepção cresce de que a sobrevivência humana ultrapassa todos os limites, ambos ideológicos e cultural; que é necessário viver melhor dentro da natureza melhor do que destruindo o ambiente. Parece que enquanto os Titãs agitam em sonhos de morte, mais próximos nós estamos de ´acordar´ em números maiores e maiores.

O ponto traiçoeiro acerca dos Titãs é que por enquanto, nós necessitamos deles se o salto evolucionário é para ser feito bem sucedidamente. Seu retorno (n.t. dos Titãs) é gerado pela corrente entrante que tem sido conceptualizada variadamente como 93, Ma´at ou Caos. Na análise final, os nomes e simbolismos utilizados não são tão importantes – eles são facetas de um mesmo processo (n.t. o retorno dos Titãs).

Magistas e outros visionários que estão atentos para a Titã- Gnosis e seus efeitos estão agora trabalhando ativamente como transportadores para estas energias. Evocação destas energias titânicas para dentro do ensejado espaço-tempo de alguém é uma jornada perigosa, ainda que existam aqueles podem aparentemente fazê-lo com impunidade. O uso de nomes, sigilos, e cantos são apenas parcialmente úteis, desde que os ´nomes´ dos Titãs formam a estrutura de nossa própria realidade.

NB: Este ensaio foi escrito seguindo uma série de trabalhos coincidentes com eventos precedentes a sucedentes ao desastre de Chernobyl.

Ego & Vontade

O conceito do Ego – a estrutura psíquica de auto-identificações, crenças, desejos e personificações é reconhecida como a base de nosso psico-cosmo. Um curioso mal-entendido tem emergido, de que o Ego é uma barreira para o desenvolvimento mágico – que isto (n.t. o ego) deve de alguma maneira ser derrubado ou destruído antes que alguém possa avançar na espiritualidade. Para alguns, parece que enquanto o ´desenvolvimento ocidental´ constrói o ego, os meios orientais baseiam-se em transcendÊncia do ego. Existe muita discussão de ´ser superior´ que aparece após o ego ter sido transcendido – este é um tema comum no assim chamado pensamento ´Nova Era´. A psique entretanto, não é uma entidade estática, e este tipo de coisa ´ego versus ser superior´ é um extravasamento da racionalista divisão ´corpo – mente´. Tentativas de se livrar do ego podem facilmente resultar em um desenvolvimento de um lado só, promovendo ambos auto-importância e atitude de ´mais santo que outros´. Evitar o assim chamado aspecto ´sombrio´ de d sejo humano resulta em uma caricatura superficial da potencialidade humana, uma gentileza que evita o sondar das profundezas da psique. Clareza de pensamento, insights e esforço são polidos com uma cobertura de felicidade.

Trabalhar com o ego é iniciar uma alquimia interior, cujo objetivo não é ´destruí-lo´, nem ´transcendê-lo´ , mas mover de um estado de fixação (ego-cêntrico) para uma condição de mutabilidade (exo- cêntrico), que é capaz de constante revisão e mudança. Isto é o que se diz com a frase ´lettin go´ (n.t. deixar ir), e de dissolver a idéia da mente como separada do mundo. O ego subsiste como um ponto de ´Eu´, que dá significado para a experiência, ainda que o conteúdo da psique torne-se mais fluído. De certa forma, é o ego que enraízanos no espaço-tempo – o equivalente psíquico de ter o senso de lugar, de ocupar um conjunto particular de coordenadas. A maioria de nossa experiência de realidade está no nível de objetos, corpos e eventos que parecem ser temporariamente separados. Nós experimentamos a nós mesmos como centros de vontade, percepção e ego.

Em contraste com o ego, a vontade mostra uma qualidade de vetor, e nisto ambas direção e magnitude. A vontade é a onde para as partículas do ego. Embora nós gostemos de pensar em nós mesmos como centros da intencionalidade, muito de nosso comportamento é resultado da ressonância vetorial – ondas ondulando através, aparecendo em nosso universo de tempo-espaço como eventos separados e experiências síncronas. A chave para a apropriada postura mágica é dada por Crowley em sua novela, Filho da Lua: “… o homem inteligente, assim chamado, o homem de talento, expulsa seu gênio pela construção de sua vontade consciente como uma entidade positiva. O real homem de gênio deliberadamente subordina-se a si mesmo, reduzindo-se em uma negativa e permite seu gênio brincar com ele como queira…”

O conceito Telêmico de realização da Verdadeira Vontade necessita de um desdobramento de consciÊncia da vontade como uma qualidade vetorial. Vontade impõe organização – ordem fora do ´caos do normal´ (Austin Osman Spare), e a realização da Verdadeira Vontade envolve uma ´obediência à atenção´ dos padrões evolucionários que governam o desenvolvimento humano. Vontade é uma propriedade emergente de nossa interação com o ambiente total – não pode ser isolada por nenhum elemento. Vontade, percepção e consciência – nós estamos imersos nelas da maneira que um peixe está imerso na água. Elas são propriedades emergentes da biosfera total de Gaia. Muita coisa por teoria. (n.t. – ´So much for theory´).

Como esta alquimia é concluída? A chave é integração – dissolver a fragmentação (n.t. separação) do corpo-mente, matéria-espírito. Entrar em uma dança ´ser-no-presente´ , imerso no corpo de Gaia, no interiro do universo. Vontade em qualquer nível é um princípio organizante – shakti-kundalini em espiral cria todas as formas. Portanto: Invoque sempre, sentindo todos os atos mágicos como uma passagem da Vontade através de você. Atenda à reconstrução contínua de seu psico-cosmo através doexaminar de crenças, desejos e atitudes. Busque união com tudo o que você tenha rejeitado. Pratique mágica como sua verdadeira sobrevivência dependesse disto. Esqueça tudo que lhe foi dito sobre o mundo, assuma nada e desenvolva seu próprio caminho. Coma mais bolinhos!

 

Sigilos

Sigilização é um método pelo qual um desejo/intençã o é codificado em uma forma não óbvia, i.e. um glifo ou figura que não imediatamente chama a mente a intenção original. Qualquer intenção mágica pode ser escrita e as letras misturadas para formar uma figura, mantra ou neologismo, que pode ser repetida
ou objeto de concentração até que ocorra gnosis. Alternativamente, o sigilo pode ser deixado de lado até que seu propósito original seja esquecido, e então lançado.

Durante gnosis ou momentos de grande sentimento emocional, o sigilo pode ser desenhado, visualizado e foco de feroz concentração, até a exclusão de todo o resto. Isto habilita a assim chamada mente subconsciente a ´reprogramar´ a realidade de acordo com a vontade. Uma vez que o sigilo é lançado, ele é
esquecido, para que a realização do desejo não seja impedida pela ´ânsia do resultado´.

A palavra, dita ou escrita, forma a maioria dos sigilos. É também válido experimentar codificar os desejos com aromas, gostos ou sons específicos. Sigilos podem trazer uma grande variedade de resultados, do mais abstrato ao mais ´mundano´. De alterar conteúdo de sonhos, a reformas de comportamentos e hábitos, a
arranjar consciências fortuitas.

Sigilos podem ser formados desta maneira independentemente de qualquer sistema planetário e outros símbolos, e podem ser lançados em rituais elaborados. Como um método de magia prática, ele é simples e elegante; sua efetividade pode ser descoberta através de experiÊncia pessoal.

Veja:
The Book of Results – Ray Sharin.
Liber Null – Peter Carroll.

Dançando no fio da navalha

Duelos mágicos deliberados entre feiticeiros são geralmente considerados ´magia negra´pelos ocidentais, enquanto combate mágico pode ser um caminho extremamente poderoso de trazer magistas ´aprendizes´ para completa operacionabilidade. Tais ´testes de ginástica´ podem ser encontrados nos desafios de pupilos Zen sobre mestres diversos, as explorações xamânicas de CArlos Castaneda ou Lynn Andrews, e na lenda de Nimue e Merlin.

Como parte de uma iniciação, pode ser esperado que o candidato defenda um local ou objeto, apesar de todos os esforços combinados do grupo em obtê-lo. Ataques mágicos de longo alcance podem empregar impulsos telepáticos destrutivos, projeção de formas pensamento ou magia simpática (bonecas voodoo ). Combate mágico deve ser diferenciado de ataque psíquico, no qual uma grande proporção de ocultistas se consideram estar, e é amplamente um produto de auto-desilusã o e degraus variáveis de megalomania.

Combates mágicos verdadeiros tem suas regras próprias e limites, que são conhecidos pelo expert, enquanto um aprendiz deve rapidamente aprende-las, se quiser evitar trauma. Preso em uma situação que ele(a) acha incompreensível e alienígena, o aprendiz apenas conhecerá confusão e terror. Despido da presunção de que ´isto não pode acontecer comigo´ ele(a) aprende a perceber o ambiente com clareza, a dar atenção para os ritmos e pulsos do mundo. Verdadeiramente, Morte é uma grande professora. Se você poder alcançar além e ver o momento de ´morte´, então aquele momento irá lhe dar um vislumbre de seu potencial. Nisto, o magista é menos um guerreiro e mais um ladrão ( Garantido, ´Ladrão do Caos´ não é um título tão atrativo quando ´Guerreiro do Caos´). Prometheus é a imagem mítica apropriada – o furtador do fogo. Ninguém pode lutar com a Morte e vencer, mas ela pode ser lograda. O magista é alguém que faz cambalhotas para trás, um tolo sábio. Ninguém leve um tolo seriamente. Torne-se um tolo e deixe um rastro falho. Deixe cair a máscara de iniciado e pegue seus parceiros para a dança.

O progresso de magistas ocidentais não parece ser tão terrível como os desafios de magistas em outras culturas. Desde que tanto ´conhecimento´ possa ser comprado, a idéia de lutar contra desafios de poder soam distante. Isto não é só um glamour; situações de risco de vida ou mentalmente traumáticas podem abrir os portões de habilidade mágica de uma forma que nenhum workshop de final-de-semana ou curso de correspondência jamais poderá. Viver no limite é uma frase apropriada, como se não existisse espaço para meias medidas. Um combate mágico, se propriamente arranjado, irá forçar você a re-aprender o que você precisa, para ser capaz de fazer o que é preciso para sobreviver. Se um Magus está indo passar seu poder para outro, ele deve ter certeza de que o candidato tem as qualidades (i.e. um instinto de sobrevivência e poder de permanecer) necessárias para aceitar a responsabilidade ?(karma) que a posição requer. O objetivo de tal combate é construtivo, mas se o candidato falhar – assim deve ser.

Ritual

Durante o ritual, a rede de conceitos, símbolos e mapas mentais ´tornam-se vivas´ e a experiência direta produz uma mudança na consciência. Ritual envolve deixar de lado o mundo do dia a dia e criar uma bolha onde todas as limitações estão suspensas, e o poder da magia flui desimpedido. Um grupo bem sintonizado pode agir como um chip de silicone dentro da biosfera (nós gostamos às vezes de pensar que Gaia como sendo a Motherboard) , acessando e interfaceando (n.t. comunicando) com outros subsistemas através dos códigos de símbolos, gnosis e imaginação, permitindo que a mudança se manifeste em todos os níveis possíveis no sistema – Desenvolvimento da Era, ritmos sazonais, desenvolvimento psíquico – Assim aqui como em todos os lugares.

O uso crescente de metáforas de computadores dentro das células L.O.O.N. tem influenciado nosso estilo de ritual. Nós temos abandonado a forma tradicional, com seus formatos quase religiosos e robes monásticos. A moda corrente é jaquetão branco de laboratório, luvas e máscara negras. Isto junto com andar de robot e fundo de decoração eletrônico nós dá um estilo distinto. Garantido, parece um pouco fora de lugar em Glastonbury. Danças podem refletir as energias espirais do universo, manifestando no DNA e outras formas. A formação de um grupo de Gestalt permite o grupo trabalhar rituais enquanto estiverem temporariamente ou espacialmente separados, se necessário.

Rituais criam Ordem do Caos, uma esfera dentro da qual tudo (até nossos erros) é uma expressão de vontade. Quando invoca a Corrente do Caos, alguém está identificando- se com a mudança dos Aeons, então literalmente este alguém se torna a corrente, como um lugar físico.

Armado com esta consciência, um ritual sazonal pode se tornar um poderoso foco de mudança, enquanto o pulso sazonal é direcionado tanto para dentro (mudança pessoal) quanto para fora (mudança ambiental). Tradicionalmente, estes festivais são encruzilhadas entre os mundos – e consciência das dimensões interna/externa parece ter sido amplamente esquecida pelos ocidentais, protegidos como somos dos elementos pelos nossos corpos centralmente inflamados (n.t. Tradução não literal – ´protegidos como somos dos elementos pelo nosso egocentrismo´ ).

A escala na qual um ato ritual manifesta é dependente da vontade dos seus participantes – qualquer coisa desde a vidência das ondulações e movimentos do Caos até a desfigurar a própria fábrica de espaço-tempo. O formato do trabalho é aquele em que os participantes percebem ser apropriados para o intento – invocação pode ser verbal ou estruturada pelo arranjo de sinos e congos de tons diferentes. A seqüência de danças pode ser arranjada para refletir a transformação da forma na forma, ou da energização de maquinas astrais ou circuitos. Um ritual, começa fisicamente, podendo ser re-encenada ou continuado nos sonhos.

Nos temos achado que geralmente, são os rituais estruturados simplesmente que têm o resultado mais efetivo. Vontade é o toque de pluma que pode mover montanhas.

Como com qualquer outra coisa, o ritual de outros somente será efetivo para vocÊ até um ponto – olhar para os rituais das outras pessoas como dispositivos de aprendizagem. Ritual por si só é raramente efetivo, mas quando reforçado pela Vontade/Intençã o, o é altamente (efetivo). Entretanto a condição de mente que deve ser dominada é parar de pensar sobre se o rito será ou não efetivo. Ânsia pelo resultado deve ser substituída por uma certeza celular que uma vez que a seta do desejo tiver sido lançada, ela irá acertar o alvo. Por todos os meios discuta experiência, técnica e como poderá ser feito melhor da próxima vez, mas deixa o desejo/intençã o desaparecer da preocupação consciente.

Armas Mágicas

“Seu corpo e mente são ferramentas preciosas” – Bene Gesserit

O suficiente tem sido escrito sobre as tradicionais armas de magia, então nós não aumentaremos a verborragia. Em geral, uma arma mágica é um foco para percepção e vontade – um veículo para energia etérea/astral (seja lá o que for). Forma física é uma consideração secundária. Uma arma é qualquer instrumento imbuído de poder. Alguns instrumentos xamânicos – bonecas, máscaras, chocalhos, tambores, etc, tem sua história própria, personalidade e carisma – eles são completamente prováveis a ´morder´ o descuidado, e são considerados pelos seus donos como semi- conscientes. O relacionamento entre tal arma e seu dono é similar àquele entre um humano e um gato – uma verdadeira arma de poder possui a si mesmo e é perfeitamente provável que decida quando deve ser passada para frente.

Talvez a primeira arma seja o corpo. Em combate mágico, projeção da Bio-aura pode corromper o campo de outra pessoal, e o ´empurrão´ resultar em trauma psico-físico. Yogis orientais são reputados serem capazes de causar a morte pela aplicação de mantra yoga. A forma que experimentamos nosso corpo tende a refletir nossa experiência de mundo – ver o corpo como uma máquina e ela é passível de se quebrar. Nós da L.O.O.N. preferimos ver o corpo como um biosistema, um microcosmo da biosfera, ele mesmo um microcosmo do universo. Então o corpo torna-se uma arma para o entendimento de sistemas maiores nos quais estamos imersos.

Ao invés de sustentar que aquelas armas A, B, C e D, como necessárias antes que alguém comece a praticar magia, nós nos colocamos em nossos caminhos e deixamos que as armas se mostrem para nós. Como Don Juan diz, não existe tal coisa como um ´acidente´ para um ´homem de conhecimento´ – tudo está lá fora, esperando para ocorrer. Então, ao invés de procurar por uma arma fora de nós, ou de correr à uma loja esotérica e comprar uma, nós atraímos os instrumentos necessários para nós pelos nossos trabalhos – isto pode se manifestar através de um ´achado´, de um ´presente´ ou apareça como uma entidade inspirada em alguma outra dimensão. UM exemplo desta última alternativa é o objeto com chifres possuído por sKaRaB, que foi inspirado a desenhá-lo durante um momento de vacuidade (assistindo TV) e horas mais tarde, viu-o no astral:

“fui dormir cerca de 01:45. Procedi a visualização da imagem do objeto num templo egípcio. Encontrei o objeto preso em uma falha no chão, de forma que estava ereto. Agarrei o objeto com minha mão direita e uma onda de energia intensa me invadiu, começando na base de minha espinha – tirando meu fôlego, mas não violentamente. Vibrei os nomes divinos do objeto (recebidos anteriormente) : Ra, Isis, Ma´at, Hatar, Sekhmet – com cada vibração, a agitação aumentava. Mudando a postura do corpo não interrompeu isto. Soltei o objeto e assumi a forma astral de Osíris sacrificado. Senti calmo, brilhante, mas cansado. Peguei o objeto novamente e senti as vibrações físicas percorrerem meu braço direito. Invoquei Hathor e disse mentalmente: ´Basta – Não consigo agüentar mais´. A energia cessou abruptamente. Deixei a forma astral do objeto no templo. Trabalho encerrado as 05:35.”

SKaRaB nota que a montagem subseqüente do objeto físico foi uma transformação em si mesmo, embora a forma etérica e personalidade tinham sido já estabelecidos em grande extensão. Quando assistido SKaRaB e o objeto em ação, era difícil às vezes dizer quem estava segurando quem. A arma tinha conhecimento e seus próprios familiares, e poderia ainda abandonar SKaRaB e encontrar outra pessoa que pudesse efetivar seu propósito em maior precisão.

Neuromancia

Neuromancia centra toda habilidade oculta e potencial dentro do cérebro humano – possivelmente o menos compreendido e mais complexo de todos os sistemas. Todos os exercícios ocultos, de acordo com este modelo, tem algum tipo de efeito no cérebro, e também sucede que à respeito de experiências como ASCs, possessão, gnosis, etc, que a raiz do evento está ocorrendo no nível neurológico.

Então o objetivo de qualquer psicotecnologia é destravar os poderes do cérebro humano. Nós acreditamos que a adaptação evolucionária da humanidade é um contínuo desenvolvimento da consciência, e o lugar onde todos os vetores se encontram é expressado, na forma física, como o biosistema individual. De todas as técnicas de neuromancia, o recurso à Quimiognosis é o mais difundido através das culturas, e particularmente no hemisfério ocidental, o que mais causa controvérsia. Apenas aqueles que tenham recebido treinamento médico, e que pode conseqüentemente dizer de uma posição de autoridade que eles não conhecem como o cérebro trabalha, são autorizados a mexer com isto – através de ECT, cirurgia e o bom e velho ´cassetete químico´. Enquanto é fácil para aqueles cães de guarda impor suas vontades sobre o cérebro de outros, é bem outra coisa para as pessoas não qualificadas tentarem consigo mesmas.

Dance e Fodam-se

Nós somos magia. Isto não é uma ostentação, nós não encontramos “L.O.O.N. é magia!” colocados em pontos de ônibus – mas magia não é algo que fazemos, ou algo em que ´estamos dentro´, é o que decidimos ser. Mas nossa magia não é algo que sentimos distante e que fazemos depois do trabalho, em finais de semana, ou uma vez por semana quando o grupo se encontra – diabos, o melhor trabalho de grupo que fazemos é quando estamos separados! Magia nós vivemos, comemos, respiramos e cagamos! Este livro é uma breve pausa no vídeo – uma pausa momentânea para nós. Quando você estiver lendo isso, nós já teremos partido, no curso de colisão com nossos futuros.

Escreva o seu volume (n.t. – Tomo, livro) de Magia do Caos.

Porquê comprar livros em Magia do Caos quando você pode escrever o seu próprio?! É simples, tudo que você precisa é um monte de papel, canetas, cola, e a substância alteradora de consciÊncia de sua preferência. Vá até a livraria e escolha livros aleatoriamente, colete uma pilha de revistas de lugares onde você puder obtê-las gratuitamente. Grave pedaços das conversas de outras pessoas. Junte todas estas coisas e coloque no chão em uma pilha. Tome (nt.- coma) o sacramento, espalhe a pilha de coisas no chão e comece a cortar os pedaços (não faça isso com os livros) em clippings. Quando você alcançar gnosis ou encher o saco disto, varra tudo para uma caixa de papelão. Não esqueça de inserir a palavra ´Caos´ no texto a cada duas ou trÊs frases. E próxima semana nós estaremos mostrando para você como fazer a capa para contar tudo isto, um tema musical legal… créditos.

Este é usualmente o estágio em todo volume de Magia do Caos onde os autores começam os insultos e diarréia verbais e começam a encher lingüiça com exemplos de rituais, feitiços, ´novos´ sistemas de adivinhação ou equações. Então sem mais alvoroço nós apresentamos o ritual de banimento L.O.O.N. : “FODAM-SE SEUS FILHOS DA PUTA!”

 Tecno-shamanismo

Porque usar uma bola de crista? Tente uma televisão fora de estação – vem com de graça um fundo de ruído ´branco´!

Recupere o descarte de outras pessoas e use-os para produzir objetos mágicos. Talismãs feitos de colagens e foto-montagens, pedaços de latas e partes de rádios velhos.

Invoque os fetiches da era moderna, canalize as identidades corporativas da ´Unilever´ ou ´Max Factor´. O que nós chamamos feitiçaria, eles chamam publicidade.

Rituais para ´Parar a cidade´, furtos de loja, batidas de aluguel ou zerar computadores são muito mais divertidas do que as coisas usuais. Veja se você consegue conjurar um poltergeist a ´baixar´ em na secretaria de finanças local.

Experimente com transmissões de notícias de rádio falsas. Faça fitas de áudio anunciando maluquices e toque-as sem alarde em lotadas estações de trem ou ônibus. Veja as pessoas pensando ´Eu realmente ouvi aquilo?´ e curta a suspensão momentânea da realidade para conseguir fazer alguma feitiçaria espontânea!

Talvez nós precisemos de uma revolução de feiticeiros?

 Entropolítica

Não existe tirania no estado de confusão´… A mídia age para censurar a informação. Toda mídia em rede é programada para dar a ilusão de liberdade de expressão e multiplicidade de opções. Manipulação política da media está tornando-se incrementalmente. .. quem se importa?

E sobre as assim chamadas revistas de ocultismo ´underground´? Elas tendem a ser produtos de indivíduos, ordens ou grupos, e provêem uma rede essencial para passar informações – ou para injetar uma dose saudável de desinformação. Nós tendemos a julgar um grupo oculto pela base das informações circulantes sobre ele. Tais julgamentos são no mínimo tênues. No passar dos últimos anos, nós temos visto o debate ´Caoístas x Cabalistas´, o ´Bitchcraft´ da Wicca, e as numerosas facções OTO todas tomando suas posições. Embora existe muita discussão sobre as ´Correntes do Caos´, a mais poderosa corrente é aquele som das caixas eletrônicas registrando mais uma venda… ´ring!´ Magia do Caos já está morta, e o único debate atual entre os abutres é sobre quem fica com os maiores ossos. Então volte às suas câmaras caóticas, esferas, politrapezóides e desapareça sobre suas ondas de vácuo. Um exemplo típico, você poderia dizer, de um espetáculo ´lembrando´ a situação.

Sem dúvida existem tentativas de classificar L.O.O.N. entre as facções deste quebra-cabeças. Bem justo, mas nós ´gostamos de todo mundo´. Nós gostamos da OTO, ONA, IOT, OS, OTOA, BOTA, SOL, OCS. Nós também gostamos das pessoas que mantém posição (em grande extensão) em nós gostar de … (insira um grupo de sua escolha). Nós podemos até mesmos sermos cabalistas gozando da cara de toda essa pose da Magia do Caos.

Magia do Caos tem sido a ´onda´ deste Aeon. Relativamente ´boa grana´ nas arrebentações da mídia ocultista. Alguns dizem que ela fez pela magia o que o punk fez pelo cenário musical. O que sucederá então… Nova Re-magia?

L.O.O.Naticos

Quando vocÊ estiver lendo isto nós não estaremos mais em Lincoln.
Nós não somos uma ´ordem´ no senso comumente aceito.
Apikorsus é a palavra grega para ´céptico´.
Minhas arvores carregam um estranho fruto: dividam e repartam de mesma forma. — Eris, ´the Stupid Book.´

T.T.F.N:
SNaKe, SKaRaB, Sister Apple, Bro. Moebius B. com agradecimentos to HTC pela versão original impressa.

Traduzido por Lobo Solitário – t_lone_wolf@ yahoo.com. br

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/apikorsus/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/apikorsus/

As stregoicas do castelo do Conde Drácula

Shirlei Massapust

Certa vez, muitos anos atrás, eu estava num shopping tirando xérox quando um homem que nunca vi na vida se apresentou como jornalista e depositou uma fotografia de Christopher Lee no balcão. Perguntei se me permitiria xerocar a foto também, para minha coleção de vampiros. Então ele anotou seu telefone atrás e gentilmente me doou aquele tesouro. Nunca telefonei. E nunca descobri quem são as três atrizes posando para nu artístico diante do ator vestido dos pés à cabeça.

No século XX a imprensa fazia ruidoso alarido sobre a virilidade do pródigo polígamo que tinha à sua mercê uma coleção de belas mulheres. Sérgio França resumiu o espírito da época numa curiosa edição retirada do mercado por decisão judicial em processo movido por Francis Ford Copolla contra um humilde e trêmulo editor brasileiro:

Essa é a essência do mito de Drácula, presente na totalidade das versões no cinema, na literatura, no inconsciente coletivo. O medo ancestral do hábito de morte e maldição nos dentes do vampiro, a sugar não só o sangue, mas a humanidade e o direito final de todas as pessoas — a morte.

Esse é o Drácula que retorna, o vampiro sempre presente: sangue e fogo; morte e amor — a real natureza do bem e do mal, da magia e do poder. Atitudes geradas pela liberação sexual de mulheres reprimidas. A vitória da sedução. Na verdade, a questão principal não é o efeito de Drácula sobre as mulheres, mas o fascínio que esse poder do vampiro exerce sobre os homens. E a despeito da eterna cena final dos filmes, Drácula sobrevive. Sempre.[1]

Em Drácula (1897) o conde não é o único residente num castelo na Transilvânia, Romênia. A poeirenta ala proibida para visitas era habitada por três stregoicas que, pelas atitudes e trajes, “se comportavam como damas da mais alta classe”.[2] Contudo, embora se comporte como arrimo da família provendo habitação e sustento, o Conde Drácula não parece sexualmente interessado em nenhuma das suas convivas. Quando flagra o trio em frenesi alimentar, aos beijos com o agente imobiliário Jonathan Harker, o vampiro expressa ciúme não por elas, mas por sua mais recente presa humana.

Tive a clara e imediata consciência da presença do conde e de sua explosão de raiva, violenta como a fúria de uma tormenta. Ao abrir meus olhos involuntariamente, vi sua possante mão agarrar a bela mulher pelo pescoço e com brutal violência arrastá-la para traz. Os olhos azuis como safiras expediam fagulhas de ódio, os dentes rilhavam e seu rosto agora estava rubro de paixão.

E o conde?

Eu nunca poderia imaginar tal expressão de ódio e de fúria, mesmo entre os demônios do inferno. Seus olhos estavam literalmente lançando chamas e seus lampejos sanguíneos eram sinistros, dando a impressão de que o fogo do inferno tivesse se concentrado em seu olhar. Agora seu rosto perdera o rubor anormal, se tornara mortalmente pálido e suas feições adquiriam uma rigidez de máscara mortuária. As espessas sobrancelhas que se tocavam por sobre o nariz pareciam formar um arco incandescente. Com um violento empurrão desferido por seu braço, arremessou a mulher para longe de si, e então investiu sobre as outras duas, como se as empurrasse para trás, mesmo sem tocá-las. Era aquele o mesmo e imperioso gesto que eu o vira empregar quando afugentara os lobos. E ele usou um tom de voz que, embora baixo e quase não passando de um sussurrar, parecia cortar o denso ar da sala.

— Como ousam vocês, qualquer uma de vocês, tocar esse homem? Como têm a audácia de se arriscar apenas para vir vê-lo, quando eu as proibi? Para trás, eu lhes ordeno! Esse ser me pertence! Fujam da tentação de se misturar com ele, do contrário terão de se haver comigo!

— Você nunca amou mesmo! Jamais amará!

Essas palavras foram apoiadas pelas outras duas, e as três, em uníssono, explodiram em uma nova, melancólica e cruel gargalhada que ecoou na sala de tal forma que por pouco não me causa um desmaio, parecendo-me antes uma demonstração de prazer demoníaco. Depois disso o conde voltou-se e, olhando firmemente em meus olhos, tornou a falar no mesmo tom sussurrado.

— Sim, eu também posso amar, e vocês mesmas o podem testemunhar através do passado. Não foi assim? Bem, agora lhes farei uma promessa… Depois que eu terminar com ele, as três poderão beijá-lo à vontade. Agora basta! Vão embora! Eu tenho de despertá-lo, pois há muito o que fazer.

— E nós não teremos nada esta noite? — perguntou ainda uma delas.

Ela deu uma breve risada, ao mesmo tempo apontando para um saco que fora lançado sobre o soalho e dentro do qual se debatia, como se ali se ocultasse algum ser vivo. O conde respondeu apenas movendo a cabeça, num leve aceno afirmativo.

Uma das mulheres deu alguns passos para a frente e abriu o pequeno fardo. Se meus ouvidos não me enganaram, ouvi um débil suspiro, acompanhado de um gemido, vindo daquela direção, como o som emitido por uma criança quase asfixiada. Em uma fração de segundo as três mulheres formaram um círculo em torno do local do ruído, enquanto eu estremecia de horror. Mas, quando voltei a olhar, elas já haviam desaparecido com o tétrico fardo.[3]

A minissérie brasileira Drácula – A Sombra da Noite (1985-1987)[4], com roteiro de Ataíde Braz e desenhos de Neide Harue Nakazato, foi a primeira adaptação onde uma das stregoicas ganhou um nome, Natasha. A segunda história é o único trecho fiel ao romance de Bram Stoker, com uma diferença significativa: As vampiras do castelo tem escrúpulos; ao invés de crianças elas só atacam assaltantes em legítima defesa.

Stregoicas, por Luis Royo.[5]

A primeira adaptação do livro Drácula para o cinema que os herdeiros de Bram Stoker autorizaram foi realizada pela Universal Studios Inc., em 1931. Nesta época não somente as stregoicas permaneceram anônimas como os nomes das atrizes Jeraldine Matilda Dvorak (1904-1985), Mildred Pierce (1908-1981) e Dorothy Estelle Triebitz (1906-1992) não foram listados nos créditos finais, em razão do papel secundário ser equiparado ao da mera figuração! As criaturas depravadas, com seios de fora, que mordem a virilha de Jonathan Harker (Keanu Reaves), em Bram Stoker’s Drácula (1992), ganharam coreografia personalizada, mas não identidades. Mas pelo menos os créditos mencionam as atrizes Michaela Bercu, Florina Kendrick e Mônica Belluci.

“Faça com que fique esquisito”, era a instrução básica de Francis a seu filho Roman Coppola, diretor da segunda unidade de Drácula de Bram Stoker e diretor de todos os efeitos especiais vistos no filme. Sem orçamento bastante para disputar com a tecnologia de ponta utilizada em marcos computadorizados (…) ele recorre a técnicas antigas, como (…) alçapões para o surgimento das noivas de Drácula de sob a cama. (…) Outros efeitos criados por Roman obedecem à tradição inicial do cinema — trucagem se dá pela maneira como a cena é realizada, não pela maneira como é filmada. Um exemplo claro é quando as noivas de Drácula se transformam numa gigantesca aranha humana. O “efeito”, ali, resultou de uma complicada coreografia, através da qual as atrizes criaram a forma da aranha combinando seus próprios corpos.[6]

Passaram cento e dez anos até o roteirista Stephen Sommers conceder o mínimo de dignidade às stregoicas, dando-lhes os nomes Aleera, Verona e Marishka no filme Van Helsing (2004). Interpretadas respectivamente pelas atrizes Eleana Anaya, Silvia Colloca e Josie Maran, elas fazem a diferença neste filme onde o conde quase fica em segundo plano. Aliás, tudo acontece porque Aleera, Verona e Marishka desejam superar a infertilidade natural da condição vampírica e criar enxames de bebês morcego.

Drácula ama Jonathan?

A interpretação de tal diálogo depende muito da permissividade e censura prévia dos editores e veículos de comunicação. Na Itália dos anos oitenta Guido Crepax (1933-2003) roteirizou e ilustrou o romance gráfico Conte Dracula (1987), onde fez Jonathan Harker queixar-se em desespero pelo vampiro tê-lo possuído como um animal cobrindo sua fêmea. Esse discurso discreto e minimamente gráfico foi a menção mais explícita a bissexualismo que pudemos encontrar desde sempre até décadas depois.

Noutro extremo, nos EUA do século XXI, a série Dracula (2020), adaptada por Mark Gatiss e Steven Moffat, dirigida por Jonny Campbell, Damon Thomas e Paul McGuigan, obedeceu à agenda progressista intrínseca ao período caracterizando o Conde Drácula (Claes Bang) como um monstro de gênero bissexual que se põe em posição passiva ao se relacionar sexualmente com homens hipnotizados.

Provavelmente a perspectiva menos incorreta era a interpretação majoritária das editoras paulistanas Continental (1959-1961), Outubro (1961-1966), Taika (1966-1978), D-Arte (1967-1993) e outras menos expressivas onde, nas inúmeras e intermináveis quadrinizações do Conde Drácula, o rei dos vampiros até poderia aparecer em posições sugestivas – ele frequentemente elogiava a beleza feminina,  –  todavia estava impedido por imposição de pacto demoníaco de se apaixonar, ou teria seus poderes reduzidos.

Romance de R. F. Lucchetti, sob o pseudônimo Brian Stockeler.

Nesta perspectiva vampiros extrairiam prazer do sangue e poder da maldade. Diferentemente do mitologema e folclore europeu, os vampiros dos principais títulos de quadrinhos brasileiros não faziam indivíduos eleitos para a conversão beberem sangue com propriedade de transposão de informação genética ou mágica, extraído de seus corpos. A reprodução (transformação) se dava por mordedura, como se eles fossem morcegos contaminados transmitindo vírus da raiva. Então o Conde Drácula precisa, ele mesmo, eliminar o perigo de concorrência todas as vezes em que não deseja que suas vítimas se transformem em novos vampiros e disputem território consigo.

Nos romances gráficos de Nico Rosso – especialmente naqueles roteirizados pela brasileira Helena Fonseca – o conde só morde mulheres e, a seguir, crava lâminas de ferro no coração da vítima para prevenir a explosão demográfica e concorrência pelo sangue dos mortais. Se algo der errado, caçadores de vampiros fazem serviço de utilidade pública eliminando restolhos antes que elas se tornem muito numerosas.

R. F. Lucchetti chegou a dar a um livro o título Os Vampiros não Fazem Sexo (1974), o qual originou uma versão em quadrinhos com desenhos de Nico Rosso.

Quando o Conde Drácula desobedece às regras do pacto e cai de amores por alguma mulher, não somente o Diabo vem pessoalmente lhe punir disparando raios como nascem poderosas vampiras boazinhas que atormentam a pós-vida do vilão, a exemplo de Naiara e Nadia, duas filhas de Drácula que ganharam séries próprias.

Voltando ao livro de Bram Stoker, imagino que todos os vampiros, machos e fêmeas, tinham interesse em humanos de qualquer sexo ou gênero; porém perdiam a chama da paixão por eles depois de conversos. — Repare que Drácula não procura Lucy após a conversão. — Se for verdade que uma ou todas as stregoicas foram noivas de Drácula, parece que eles passaram a viver sob regime de separação de corpos porque, embora o costume da época atribuísse à mulher o dever de realizar trabalhos domésticos, era o próprio conde quem limpava a ala do castelo onde somente ele vivia.

Um pesadelo inspirador

Pesquisadores descobriram que Bram Stoker não criou a parte da estória onde Jonathan é arrebatado pelas vampiras. Ele apenas descreveu um pesadelo sonhado em 08/03/1890, no qual “um rapaz vê algumas jovens; uma delas tenta beijá-lo, não nos lábios, e sim no pescoço”. Seis dias depois Stoker voltou a escrever sobre o assunto, já na intenção de produzir as primeiras linhas de um conto:

— “Será um sonho? Mulheres querem beijá-lo. Terror de morte. De repente o conde a afasta: ‘Este homem me pertence!’”

Houve quem sugerisse que a temível mulher era Florence Stoker. Um parente da família descreveu Florence como uma pessoa absorta, amaldiçoada por sua grande beleza e o desejo de preservá-la. Florence rompeu o noivado com Oscar Wilde para casar com Bram Stoker, mas, depois, o esposo preferia passar a maior parte do tempo viajando sozinho… A experiência da paternidade foi demasiadamente dispendiosa e o convívio foi se tornando cada vez mais problemático. Então, neste dia em particular, não foi só a comida indigesta que estragou sua noite. A antipatia pela pessoa real, em sua cama, fê-la invadir seus sonhos na forma de súcubo para exigir a atenção de um marido que não a amava mais.

Papéis descrevem os lugares que visitou, os livros que leu e os pensamentos que teve entre março de 1890 e fevereiro de 1986. O pesadelo esteve sempre presente nesses seis anos. Na redação final Jonathan observa que duas stregoicas possuíam “tez de um moreno dourado” e narizes aquilinos “à semelhança do conde”, detalhe que sugere parentesco consanguíneo.[7] Estas agregadas respeitam a hierarquia doméstica da mulher de etnia caucasiana, que abalou o sono do autor na pele do personagem:

Era dotada de rara beleza — o que de mais fascinante se possa imaginar sob a forma de mulher —, com uma farta e longa cabeleira de cachos dourados e olhos magníficos, da cor e com o brilho de safiras. Tive a impressão, embora indefinida e imprecisa, de já haver visto seu rosto e de conhecê-lo por meio de sua aparição em algum sonho tenebroso, do qual na hora não me foi possível lembrar.[8]

Infelizmente a diversidade genética nunca é representada nos filmes temáticos onde as stregoicas parecem todas iguais, modificando somente a cor da cabeleira lisa. A tendência nas produções cinematográficas do século XX foi o branqueamento da pele das personagens e redução do vestuário até o nudismo.

Notas:

[1] FRANÇA, Sérgio. Drácula: Sangue e sedução. Em: AS MELHORES HISTÓRIAS DE DRÁCULA. São Paulo, Bloch, 1993, p 31.

[2] STOKER, Bram. Drácula. Trad. Vera M. Renoldi. São Paulo, Nova Cultura, 2002, p 45.

[3] STOKER, Bram. Drácula. Trad. Vera M. Renoldi. São Paulo, Nova Cultura, 2002, p 46-47.

[4] A minissérie brasileira Drácula – A Sombra da Noite, com roteiro de Ataíde Braz e desenhos de sua esposa, Neide Harue Nakazato, foi lançada em cinco números pela editora Nova Sampa, indo às bancas de 1985 a 1987. Em 1989 os dois primeiros números foram relançados com novas capas. Em 1991 a minissérie completa foi reunida em um grosso volume. Uma nova edição está prevista para 2022.

[5] COOL WALLPAPERS. Acessado em 21/04/2022. URL: https://coolwallpapers.me/picsup/6058417-art-moon-luis-royo-girls-vampires-vampires-blood-cemetery.jpg>.

[6] RONDEAU, José Emilio. Drácula: Delírio sangrento. Em: SET: Cinema e vídeo, Ano VII, N.º 1. São Paulo, Editora Azul, janeiro de 1993, p 18-19.

[7] STOKER, Bram. Drácula. Trad. Vera M. Renoldi. São Paulo, Nova Cultura, 2002, p 45.

[8] STOKER, Bram. Drácula. Trad. Vera M. Renoldi. São Paulo, Nova Cultura, 2002, p 45.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/as-stregoicas-do-castelo-do-conde-dracula/

A Corrente Anticósmica 218

As bases da Corrente 218 firmam se originalmente nos mitos sumérios contidos no poema épico Enuma Elish escrito há mais de 3000 anos. No mito babilônio, Tiamat, um monstruoso dragão feminino, é a mãe de tudo aquilo que existe e de todos os deuses. Ela é a personificação da água salgada, das águas do Caos. Tiamat tem originalmente Apsu como consorte. Apsu é a personificação do abismo primordial da água doce do mundo inferior. Da união de Tiamat e Apsu surgiram os primeiros deuses.

O comportamento dos primeiros deuses irritava o casal primordial e Tiamat e Apsu planejaram matar a própria descendência. Ea (deus das águas doces; patrono da magia e da sabedoria; dizia-se que era onisciente.) , deus da quarta geração após Tiamat e Apsu, descobriu os planos e engendrou um plano para matar Apsu.

Ea aguardou Apsu adormecer e o matou. Tiamat foi tomada por fúria violenta ao saber da morte de seu esposo, tomou seu filho Kingu (Tiamat e Kingu são chamados Dragões do Caos.) como novo consorte e criou um exército de onze demônios para vingar a morte de Apsu. Tiamat pretendia que seu filho e esposo se tornasse Senhor dos Deuses, deu a ele as Tábuas do Destino e o colocou à frente de sua armada.

Foi Marduk, filho de Ea e Damkina, quem enfrentou e venceu Tiamat e Kingu ( Segundo o mito babilônio, Marduk criou a humanidade com o sangue de Kingu.). A vitória sobre os dragões do Caos conferiu a Marduk “poderes supremos”.

Marduk representa os poderes cósmicos que são combatidos pela Corrente 218 que, por sua vez, é representada pelos deuses anticósmicos e pelos onze poderes criados por Tiamat, ou seja, por Azerate.

Cosmos e Logos, Um Esboço de Definição

O cosmos nos é apresentado como a totalidade de um universo “ordenado”. Descrevem-no como o espaço universal, composto de matéria e energia, regulado por certas leis.

À suposta lei universal e fixa, regedora da “harmonia”, Heráclito de Éfeso chamou “Logos”. “Logos” também significa Palavra, Verbo e Razão.

O evangelista João se referiu ao Cristo como sendo o Logos. “Adaptado”, o vocábulo passou a ser uma forma de sinônimo para Deus e para seu filho.

Para os filhos do Logos morto o universo está sob a lei de uma pretensa força criadora onipotente, responsável pela manutência da “harmonia”: o funesto e confuso “demiurgo”. O Logos Morto, a pretensa força criadora do “demiurgo”, os conceitos arcaicos, tolos e estagnados resumem a corrente cósmica, a Grande Ilusão de Maya.

Nesse contexto, encontramos Marduk, o “demiurgo” associado a Javé.

Da Não Percepção ou da Percepção Ilusória

O homem ordinário (não) “percebe” o universo ao seu redor através de sentidos comuns, sendo ele mesmo parte do cosmos. O homem ordinário não percebe nada além de ilusão. No estado de dormência há uma espécie de sensação de equilíbrio (falso‐), um caminho com o qual se conformar, uma senda que se segue guiado por outrem, por algo. Um “ir” junto aos “muitos”, um caminhar entre os vários. Um não ver aquilo que é. Um não‐ser. Um enaltecer da ilusão. Um doloroso sonho cósmico. O indivíduo tem o Eu (Ego) plasmado, modelado pelas restrições impostas pelas correntes cósmicas, por Maya. O indivíduo comum É algo que não É.

Da Dominação do Pão e do Circo

Servilismo. Subserviência. Alienação. Prostração. Cega sujeição à vontade alheia e aos interesses manipuladores daquilo que o próprio homem ordinário criou e que não controla. Alheação. Incapacidade. O rebanho oprimido sob o jugo se deleita no que é franca e deliberada mentira, ilusão. Os muitos são os Vermes.

Da Caosofia

O vazio informe e a vacuidade ilimitada a que se referiu Hesíodo, a desordem e a confusão dos platônicos. Estado indefinido de não‐ordem que antecedeu a pretensa obra do “demiurgo”. Caos, o estado original do que está além e sob o abismo. Propiciar o Caos é incitar, impelir e impulsionar Transformação. Somente a transformação é contínua. O cosmos é tridimensional, linear, causal, previsível. O caos é multidimensional, não linear, é acausal e imprevisível. No cosmos jazem forças. No caos, energia dinâmica explode mundos e possibilidades sem fim. O cosmos precisou ser criado. O caos é causado por si, em si. Caos é potencial ilimitado em destruição (transformação) e criação. Nele estão todas as coisas manifestas e não‐manifestas.


   Azerate

Divindade – Fórmula – Conceito

Azerate é formado pelos 11 demônios criados por Tiamat para ajudá‐la a vingar a morte de Apsu.

Azerate é o nome da Divindade amorfa e anticósmica originária da reunião dos Onze Arquidemônios das Qliphoth. É o Deus Híbrido formado pela totalidade dos aspectos de Nahema, Lilith, Adramelek, Baal, Belfegor, Asmodeus, Astaroth, Lucifuge Rofocale, Beelzebub e Moloch.

Azerate alude aos onze príncipes de Edom que reinaram ao sul do Mar Morto antes das guerras judaicoromanas. É a fórmula de consecução mágicka que opera a destruição dos véus da Ilusão que aprisiona e aliena.

Azerate é a união das onze potências da Árvore do Conhecimento que destroem a mentira sobre o Universo criado.

Azerate é a chave para as dimensões de poder além dos limites da consciência.

Azerate é o Dragão Negro de 11 Cabeças que vomita fogo, morte, destruição e terror.

218 é o número místico de Azerate e da Corrente Anticósmica.

Aleph = 1
Zayin = 7
Resh = 200
Aleph = 1
Teth = 9

1+7+200+1+9=218
218
2+1+8=11
1+2+3+4+5+6+7+8+9+10+11=66

Azerate evoca e manifesta o conceito maldito e banido do Onze sobre o Dez.

O Onze, aquele que sucede o Ciclo Eterno, aquele que traz destruição, antítese e embate ao cosmos.

Azerate é o Onze que é Sessenta e Seis.

66 é o número místico das Qliphoth e da Grande Obra.

Σ(1‐11) =66

Azerate é o duplo 109, a dupla Esfera da Iluminação.

Proposições Básicas da Corrente Anticósmica

Destruir os véus da Ilusão, trazer a condição de Caos ao universo manifesto. A implosão impele e impulsiona dolorosa Transformação e Renascimento em Nox.

Fazer ruir estruturas decrépitas nas quais se fundamentam as idéias dos opositores da Vida.

Desfazer laços e cortar amarras que impedem o avanço e a evolução do indivíduo.

Proporcionar desafio ao indivíduo que, por vocação, aprende e faz guerra contra os agentes alienadores em todos os aspectos.

Trazer ao Universo manifesto as forças que combatem eternamente para que elas possam destruí‐lo tal como o conhecemos.

Trazer Morte ao Universo, propiciar Dissolução do Ego plasmado sobre os moldes da restrição imposta por padrões hipócritas, vazios e mentirosos.

A Corrente 218, Algumas Características Mais

Podemos dizer que a Corrente 218 é anticósmica, caótica, luciferiana e satânica.

É uma corrente por ser caracterizada pelo movimento acelerado das forças que a compõe.

É anticósmica por estar alinhada à Destruição dos conceitos estagnados de cosmos e logos tal como os

conhecemos e por buscar a Dissolução da dispersão do Ego que concorre contra a verdadeira vontade.

É Caótica por não se apegar a conceitos estagnados, superficiais e submissos; por enfatizar que o processo verdadeiro de aprendizado e de evolução do indivíduo se dá através da própria experiência, do contato direto com as forças inerentes à corrente; por estar alinhada com muitas das idéias do que se costuma rotular como magia do CAOS; por ter como uma de suas proposições básicas trazer o CAOS ao Universo manifesto e Destruí-lo como Ilusão, como Maya.

Luciferiana por propiciar ao indivíduo a possibilidade de evolução através do Conhecimento (Luz, Gnose Luciferiana).

Satânica por ser uma força de embate contra valores idiotas, hipócritas, ultrapassados, dominadores e alienadores.

O motor da Corrente é a força dinâmica de Azerate como Divindade, Conceito, Chave e Fórmula de consecução mágicka.

A fundamentação da corrente se dá a partir de um vasto sincretismo de ramos e vertentes do Caminho da Mão Esquerda. Tal sincretismo busca sintetizar a essência de cada aspecto que compõe a heterogeneidade e aplicá-la na consecução das proposições fundamentais. Dentre as diversas tradições que coadunam forças que se combinam na Corrente 218 citamos: a magia do Caos, o Satanismo (Tradicional e Moderno), o Luciferianismo
(Tradicional e Moderno), a tradição Draconiana, a tradição Tifoniana, a Bruxaria Sabática, a Qabalah Qliphótica, Thelema, o Tantra, a Quimbanda, o Vodu e cultos ligados à Morte.

Atualmente o Templo da Luz Negra na Suécia é o maior expoente relacionado à corrente anticósmica. O Templo é a evolução do trabalho iniciado pela Ordem Misantrópica Luciferiana (MLO). Seus principais trabalhos literários publicados são Liber Azerate, Liber Falxifer – The Book of the Left‐Handed Reaper e Quimbanda – Vägen till det Vänstra Riket. O Templo planeja lançar Liber Azerate em inglês durante o ano de 2010.

Uma das principais manifestações artísticas relacionadas à Corrente 218 é o singular álbum Reinkaos, último trabalho da banda Dissection.

Algumas Divindades Anticósmicas

Kali e Shiva

Deuses hindus que conduzem à liberação removendo a ilusão do Ego. Kali é a toda‐consumidora do tempo (Kal), Deusa que traz Morte à falsa consciência, pois está além de Maya.

Kali é uma das variadas formas de Devi, Mãe compassiva que traz liberação (moksha) aos seus filhos. Seus devotos adoram‐na com amor incondicional. É conhecida e adorada por vários nomes: Kalikamata, Kali Ma, Bhavatarini, Dakshineshvara, Kalaratri, Kottavei, Kalighat e Negra Mãe Divina. Kali Ma é a dissolução e a destruição. Foi graças a ela que os deuses, feitos Shiva, puderam destruir Raktabija, pois Kali consumiu todo o sangue que jorrava dos ferimentos de Raktabija e ele não pôde mais se reproduzir.

Shiva é o Deus da destruição e regeneração, fogo consumidor da transformação, cujo olhar relampeja e destrói violentamente. É um dos Três formadores da Trimurti hindu. Shiva é chamado o Destruidor. Shiva e Kali costumam ser adorados em crematórios a céu aberto, pois aludem à transitoriedade da vida material. O Lingam está para Shiva como a Yoni está para Kali: na destruição estão os elementos da geração.

Apsu

Deus primevo sumero-acadiano das águas doces do submundo. Primeiro consorte de Tiamat.

Tiamat

Deusa Dragão senhora do Caos e das águas salgadas. Deusa das águas abissais e do oceano primevo. Na mitologia sumeriana é chamada Nammu. É provavelmente uma das divindades mais antigas do panteão sumeriano.

Kingu

Deus Dragão, filho de Tiamat. Seu sangue foi utilizado para criar a humanidade segundo o mito babilônio. Tiamat o tomou como esposo após a morte de Apsu.

Lúcifer

Insígnia máxima da não-servidão, da rebeldia, do conhecimento aplicado e esclarecido. Beleza sem mácula. Portador do Archote, da Luz que guia “seus filhos” no tortuoso caminho da liberação.

Lilith
Negra Mãe Divina, Rainha da Noite e das Bestas da Escuridão, personificação da plena

Pharzhuph

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-corrente-anticosmica-218/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-corrente-anticosmica-218/

Yu Yu Hakusho

Quem tem mais de 30 anos lembra com carinho especial esse ótimo desenho animado japonês (Anime) que passava na falecida Rede Manchete, com uma dublagem excelente (e olha que eu odeio dublagem) e personagens carismáticos e profundos. Diria até que foi Yuyu que me fez expandir minha visão espiritual para além do mundo ocidental/espírita e lembrar que a interação com os mortos é algo tão comum para certas culturas que pode até passar despercebido pra alguém de fora.

Abaixo uma espécie de FAQ feito originalmente por Melinda Miller, que traduzi e adaptei em julho de 97 pra minha homepage. Considerando que o mangá está nas bancas, e (ao que parece) o desenho ainda passa em TV paga, serve como chamariz para as crianças irem se acostumando com o Reikai e os adultos com o Anime. 😉

O QUE O TÍTULO SIGNIFICA??

Consiste de 4 Kanji (Caracteres chineses), que não significam muito em sua disposição atual:

Yuu – tímido, pálido, fantasmagórico

Yuu – enclinar-se, relaxar, brincar

Hakusho – papel branco, relatar, informar

Pode ser traduzido como “Informe poltergeist”, mas “Relato de Atividades espirituais” parece ser mais adequado. (Nota: O primeiro yuu é o mesmo caractere do nome de Yuusuke Urameshi. Fantasmagórico, hein? 😉

TERMOS USADOS NO DESENHO:

Youkai – O que a nossa tradução chama de monstro (o que é um tanto agressivo) ou demônio, os japoneses usam para definir qualquer criatura sobrenatural (espírito não-exatamente-humano), sem nenhuma conotação pejorativa. You significa “encantador”, referindo-se ao encanto do sobrenatural; é uma palavra que pode ser usada junto a outros ideogramas que representem criaturas sobrenaturais simplesmente para reforçar essa natureza, ou pode ser usada como o adjetivo “sobrenatural”. Assim, temos You-kai = aparição, visão, fantasma ou espectro. Kai sozinho já significa “aparição/visão”, mas com You seu significado fica mais abrangente. As duas palavras referem-se a todos os espíritos e criaturas sobrenaturais, não apenas demônios.

Rei – Este Kanji basicamente significa “espírito; alma “. O Rei é parte da famosa arma “dedinho” de Yusuke, o Rei Gun. Também é o nome da espada do Kuwabara, o Rei Ken, e está presente também no chapéu da Genkai, em Kanji.

-Kai – Um sentido deste caractere é basicamente “mundo”. Aparece em “Rei-kai” (espírito + mundo = mundo espiritual), “Ma-kai” (demônio + mundo = inferno), entre outros.

O Mundo dos Humanos (Nin-gen-kai) é o que conhecemos. A Ki (energia) característica desse mundo é chamada de Ki Espiritual (Reiki).

O Mundo dos Demônios (Makai) representa as Trevas, Inferno, ou o que no espiritismo chamamos de umbral. Seu ambiente caótico é preenchido por uma Ki viciosa que exala uma fragrância pútrida, chamada de Ki Sobrenatural (You-ki).

O Mundo dos Espíritos ou Plano Astral (Reikai), por sua vez, representa a Luz. É um mundo de equilíbrio e ordem habitado por seres benevolentes. É a fonte da chamada Ki do Brilho Sagrado (Sei-kou-ki), o poder absoluto e pleno. É no Mundo dos Espíritos que os mortos dos planos materiais são julgados e enviados ao Inferno merecido (Ji-goku).

MITOLOGIA JAPONESA E ASPECTOS CULTURAIS:

Yuyu Hakusho faz diversas referências ao obscuro (pro ocidente) mundo da mitologia oriental. Sei que há muito mais referências no desenho do que as que eu explico aqui, mas creio que isso já é um bom começo:

KITSUNE: Raposa, em japonês. Nas lendas japonesas, as raposas são cheia de artimanhas e mestras da ilusão. Elas rapidamente se vingam de quem as faz mal ou as perturbam de algum modo. Entretanto, elas podem ser generosas com quem as fizer algum favor. No desenho, Kurama é um Youko (basicamente um espírito de raposa) que costumava ser um famoso ladrão, até que um dia um caçador o feriu seriamente, e ele teve que ir para o mundo dos humanos se recuperar. Lá, nasceu como uma criança humana (de nome Suichi Minami) e ficou eternamente grato à sua mãe terrena pelo carinho da acolhida, carinho esse que ele extendeu à raça humana. Kurama domina e transforma em armas mortais uma variedade de plantas, mas seu verdadeiro poder só se manifesta em ocasiões especiais, que nem mesmo ele controla. É quando Youko domina sua personalidade (antes pacífica e gentil) e se transforma em um poderoso combatente.

ONI: Nome atribuído a monstros sobrenaturais em geral, como ogros, duendes, trolls, fantasmas e demônios. Vampiro e Zumbi são palavras compostas por Oni mais alguns outros kanjis, que passa a ser pronunciado Ki. Um vampiro (como a Miyu) é chamado Kyuu-ketsu-ki (monstro sanguessuga) e zumbi fica Fu-ga-ki (monstro faminto pútrido) ou apenas Ga-ki (monstro faminto). Duende tem um nome específico: Obake. Em Yuyu os Onis geralmente aparecem em pele de tigre, possuem chifres, grande boca e garras afiadas. O ajudante de Koenma é um Oni. E também aquele primeiro monstro que o Yusuke derrotou, o bicho que roubou a bola ágape e que sugava a alma das criancinhas.

SUZAKU, SEIRYU, BYAKO e GENBU: Na mitologia Chinesa, esses quatro são as personificações das quatro grandes bestas. Essas bestas são: pássaro, dragão, tigre e tartaruga. Esses quatro dividem o céu e o Zodíaco entre eles. O pássaro no Sul, e sua cor é vermelha. O dragão no leste, azul; a tartaruga no Norte, preto; e o tigre no oeste, branco. Eles aparecem quando finalmente Yusuke, Hiei, Kuwabara e Kurama se juntam. Enquanto Botan cuida de uma infestação de insetos na terra, eles vão lutar contra as quatro bestas no mundo espiritual.

ESPELHO, ESPADA e JÓIA: Esses três itens fazem parte das insígnias reais. Nenhum imperador pode ser coroado sem estes três itens. Na lenda, o Espelho das Trevas (Ankoku Kyou) foi presenteado ao primeiro imperador japonês por Amaterasu, assim como a Gema do Fantasma Faminto (Gaki Dama). A Espada da Magia Rendedora (Kouma no Ken) foi tirada da cauda de um dragão, por Susanoo, e depois dada à família imperial. No desenho, estes foram os itens roubados por Kurama e Hiei, dissidentes do mundo espiritual, bem no começo da aventura. Tais elementos (e personagens) também foram usados no Anime Fushigi Yugi.

ENMA DAIOH: O senhor e juiz da morte, segundo a tradição japonesa. O nome Enma vem do chinês Yanmo, tradução antiga de Yama, que é o nome do Deus da Morte hindu. É o pai do baixinho Koenma, aquele nenezinho invocado 🙂

MONTE HIEI e MONTE KURAMA: Montanhas da área de Kyoto. Tudo o que eu sei sobre o Monte Kurama é que há um importante (mas não muito mencionado) festival que acontece lá em outubro. Muito mais é sabido sobre o Monte Hiei. É uma das mais importantes montanhas do Japão. Fica no Norte, e acredita-se que nela há um portal pelo qual os Youkais (“demônios”) entram no nosso mundo. Por causa disto, há um grande número de templos aos pés do monte, sendo o mais importante deles o Enryakuji.

#Arte

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/yu-yu-hakusho

Levítico: pedras não faltarão

Em agosto de 2011, na véspera da Parada do Orgulho Gay de Ribeirão Preto, a Justiça mandou retirar da rua um outdoor considerado homofóbico. O outdoor foi feito pela Casa de Oração de Ribeirão Preto e continha citações bíblicas, entre elas uma do livro de Levítico: “se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável…”.

Em sua decisão, o juiz que julgou o caso afirmou que “a Constituição Federal protege a conduta do réu de expor suas opiniões pessoais, mas, ao mesmo tempo, também protege a intimidade, honra e imagem das pessoas quando violadas”. Um dia antes da realização da parada gay em Ribeirão Preto, o outdoor foi retirado.

Nos diversos portais de notícias onde essa informação foi divulgada, podemos observar a habitual animosidade entre os defensores dos homossexuais, e os pretensos “defensores da liberdade de expressão”. Esses últimos costumam afirmar algo mais ou menos assim – o que pode se estender não somente para este caso, como para inúmeros outros:

Da mesma maneira que o homossexual tem o direito de viver sua vida como lhe apraz e os simpatizantes dessa conduta demonstrarem sua simpatia, também aqueles que não apoiam esse comportamento devem ter direito a voz e opinião, é simples assim, um peso e uma medida para todos. Parada gay pode, mensagem bíblica em outdoor não pode?

Costumam simpatizar com esse ponto de vista todos aqueles que pensam que “está na moda ser gay”, ou que “defender os gays agora é o politicamente correto”; ou ainda que “precisamos agora é de uma Parada do Orgulho Hetero!”. Se você por acaso também pensa assim, me desculpe, mas acho que precisará rever um pouco os seus conceitos…

Abra a bíblia, e leia

O Levítico é o terceiro livro do Antigo Testamento, cujo autor supostamente é Moisés, inspirado diretamente por Javé (Deus). Basicamente é um livro teocrático, isto é, seu caráter é legislativo; possuí ainda o ritual dos sacrifícios, as normas que diferenciam o puro do impuro, a lei da santidade e o calendário litúrgico entre outras normas e legislações que regulariam a religião. Obviamente, se trata de uma legislação compatível com um povo parcialmente nômade que sobrevivia nos desertos do Oriente Médio há mais de 2 mil anos atrás.

Se reparar bem, a mensagem do outdoor de Ribeirão Preto está incompleta, o versículo completo se lê assim: Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles (Le 20:13).

Como podem ver, no deserto não haviam prisões e, infelizmente, o Deus de Moisés determinava que essas e outras “faltas” fossem punidas com a morte – não se sabe ao certo se pela mão dos homens, ou do próprio Deus.

Ocorre que, esta não é a única “falta” passível de tal punição. Existem muitas, muitas outras…

Algumas “faltas”, segundo o Levítico

– Tatuagens, nem pensar… Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne; nem fareis marca alguma sobre vós (Le 19:28).

– É preciso muito cuidado com a forma que cortamos o cabelo… Não cortareis o cabelo, arredondando os cantos da vossa cabeça, nem danificareis as extremidades da tua barba (Le 19:27).

– A cada menstruação, passados 8 dias será necessário sacrificar dois pombos para a purificação da mulher… Quando, pois, o que tem o fluxo, estiver limpo do seu fluxo, contar-se-ão sete dias para a sua purificação […] E ao oitavo dia tomará duas rolas ou dois pombinhos, e virá perante o SENHOR, à porta da tenda da congregação e os dará ao sacerdote (Le 15:13-14).

– Comer carne de porco? Deus me livre… Também o porco, porque tem unhas fendidas, e a fenda das unhas se divide em duas, mas não rumina; este vos será imundo (Le 11:7).

– Muito cuidado antes de consultar um “feiticeiro” [1]… Quando alguém se virar para os necromantes e feiticeiros, para se prostituir com eles, eu porei a minha face contra ele, e o extirparei do meio do seu povo (Le 20:6).

– Mulher casada? Sai fora… Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera (Le 20:10).

– Se por acaso acha sua sogra bonitinha, tire imediatamente este pensamento da cabeça… E, quando um homem tomar uma mulher e a sua mãe, maldade é; a ele e a elas queimarão com fogo, para que não haja maldade no meio de vós (Le 20:14).

Bem, acho que já deu para ter uma ideia do “problema” não? Repare, inclusive, que as 3 últimas “faltas” da lista acima foram retiradas praticamente da mesma página onde se encontra o versículo do outdoor.

Você pode dizer que eu estou apenas citando versículos fora de contexto, que não tenho “a exegese necessária para a interpretação da bíblia”, mas então eu lhe pergunto: e por acaso os versículos do outdoor não estavam mais fora de contexto ainda?

Pois, me parece que numa interpretação mais aprofundada, não seriam somente os homossexuais que mereceriam a morte, mas no mínimo também os adúlteros, os que se consultam com “feiticeiros” e, quem sabe, até mesmo aqueles que comem carne de porco na churrascaria…

Atire a primeira pedra…

No entanto, estranho de se pensar, no mesmo Levítico encontramos ensinamentos do tipo: “Não oprimir os estrangeiros” (Le 19:33); “Não amaldiçoar os deficientes” (Le 19:14); “Não se vingar” e “Amar o próximo como a si mesmo” (Le 19:18).

Não quero aqui discutir se Moisés conseguiu ou não receber as leis de Javé na forma correta, ou ainda se era o próprio Javé quem parecia ter algum problema em elaborar leis que fizessem algum sentido, mas, antes, lembrar do doce Rabi da Galiléia, que nos disse:

Atire a primeira pedra quem não houver pecado.

Será mesmo que o temos escutado? Será mesmo que temos sido cristãos, ou ainda estamos perambulando pelas tribos de Israel, ainda mais no “olho por olho, e dente por dente”, do que no “ama ao próximo de todo o teu coração”?

Errar o alvo

Podemos interpretar as “faltas” mencionadas acima como pecados, sem dúvida.

A origem etimológica da palavra “pecado” remete a um conceito até mesmo bastante simples: errar o alvo. Errar o alvo! Sim, como quem gostaria muito de estar agindo acertadamente mas, seja por ignorância do bem, ou do que quer que seja “o certo”, ainda tem errado o alvo…

Agora, eu te pergunto: quem será que tem errado o alvo por uma distância maior? Aqueles que se dizem cristãos, mas que se aventuram em cruzadas e guerras santas, esquartejando infiéis e fendendo grávidas, ou os pacíficos que atendem a “feiticeiros”? Aqueles que se dizem cristãos, mas traem as esposas, e às vezes até humilham e batem nas esposas, ou os pacíficos que, embora em relações homossexuais, procuram adotar crianças necessitadas? Aqueles que se dizem cristãos, mas julgam “pecadores e condenados a queimar eternamente num lago de enxofre” todos aqueles que cometem às menores faltas, embora não vejam as inúmeras traves a obstruir a própria visão, ou os pacíficos que valorizam a liberdade acima de tudo, e deixam que cada um leve sua própria vida da forma que achar melhor?

Antes de atirar a primeira pedra, cerifique-se de que você mesmo não esteja a errar o alvo – ainda mais do que aqueles a quem as pedras estão endereçadas… Pode ser que mude de ideia, e opte por deixar a pedra cair ao chão, inofensiva. Se, no entanto, não mudar, que Deus tenha piedade de nós, pois pedras não faltarão, e nem alvos.

Você não precisa viver pensando nas “faltas alheias”

Sobretudo, ao encontrar com um homossexual, lembre-se que ele não passa metade da vida fazendo sexo… Mas, ainda que fosse o caso, isso não o impediria de lidar com ele de forma civilizada (supondo, é claro, que ele também seja civilizado): você não precisa apertar a mão de um homossexual imaginando onde ele a tem colocado; você não precisa sentar ao lado de um homossexual imaginando onde ele tem sentado; você não precisa abraçar um homossexual imaginando quaisquer espécies de práticas sexuais “heterodoxas”, pois um abraço é um ato amoroso, e não sexual; e, sobretudo, você não precisa passear na rua próxima a uma Parada Gay – haverão inúmeras outras oportunidades no ano para tal.

Os estrangeiros

Voltando ao Levítico: não oprimais os estrangeiros. Sejam os estrangeiros de sua terra, sejam os estrangeiros de sua cultura, sejam os estrangeiros de sua raça, sejam os estrangeiros de sua crença, sejam os estrangeiros de sua opção sexual.

Se Javé é mesmo o Senhor, ele é o Senhor de todos nós.

Eu sou heterossexual, casado há quase uma década… Não me preocupo nem um pouco com o que homossexuais fazem ou deixam de fazer em suas camas, mas me preocupo com as pessoas que os acham “abomináveis”, verdadeiros estrangeiros de si próprias, quase como se fossem demônios ou seres a parte… Como deve ser complicado viver cruzando com demônios imaginários em todos os cantos!

***

Obs (1): Você pode conferir facilmente todas as citações de versículos do Levítico na Bíblia Online.

Obs (2): Há um consenso atual, mesmo entre os defensores dos direitos homossexuais, de que a Parada Gay se tornou uma espécie de “micareta de carnaval” no Brasil (e provavelmente em boa parte do Ocidente), que retrata os homossexuais como “fanáticos sexuais em busca de sexo fácil e go-go-boys”, não exatamente como a maioria deles realmente é: casais como quisquer outros, que as vezes até criam crianças adotadas, e a noite vão a restaurantes e não a casas de swing. Porém, ainda assim na Parada Gay não há violência, e qualquer manifestação popular onde não haja violência ou depredação do patrimônio público deve ser respeitada em um estado democrático. Ou, em outras palavras, as mesmas críticas que cabem a promiscuidade em uma Parada Gay, cabem igualmente a promiscuidade dos bailes de Carnaval e afins (onde a maioria é heterossexual).
[1] Existem inúmeras discussões acerca do que “feiticeiros e necromantes” significavam exatamente no contexto da época. Em todo caso, é bastante conveniente para os que interpretam a bíblia ao pé da letra considerar “feiticeiros” praticamente qualquer praticante de uma religião situada (teoricamente) fora do cristianismo.

***

Crédito das imagens: [topo] Agência O Globo (este é o outdoor vetado pela Justiça em Ribeirão Preto); [ao longo] Ted Horowitz/Corbis.

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Anjos Enochianos versus Demônios Infernais: Quem ganha na Porrada?

Projeto Mayhem 024 – Anjos Enochianos versus Demônios Infernais: Quem ganha na Porrada?

Neste episódio, Pri Martinelli, Rodrigo Grola e Marcelo Del Debbio conversam com Ulisses P. Massad e com o Bruxo Fagundes a respeito das semelhanças e diferenças dentro das evocações Enochianas e Infernais.

O que são Anjos Enochianos? O que são Demônios? Como eles se comunicam? O que querem?

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