A Origem da Palavra Exu

Por Aluízio Fontenelle

Por desconhecer completamente qualquer livro ou tratado que esclarecesse ao público, o que de fato existe nas diversas práticas do Espiritismo sobre as Entidades do Mal, que com a denominação de “EXUS” (Nas Leis de Umbanda e Quimbanda), representam o que os Católicos, Protestantes, etc., denominam de Demônios ou Anjos Maus, e que na Doutrina de Kardec são chamados De Espíritos do Mal (também conhecidos como espíritos obsessores), invocados nos trabalhos de MAGIA NEGRA; resolvi tornar público mais esta obra, verdadeiramente completa, sobre tudo quanto diz respeito a essas entidades.

Será necessário entretanto, que se faça um paralelo, antes de entrarmos no assunto em causa, para que não surjam dúvidas quanto a veracidade das minhas afirmativas, de vez que, o que aqui foi inserido, não é objeto da minha imaginação, e sim, uma exposição real e verdadeira de como agem esses espíritos das trevas, pelo fato de que, foram as próprias Entidades Espirituais que me trouxeram através das suas explanações filosóficas e doutrinárias, os ensinamentos necessários para a organização deste trabalho.

Orientado em grande parte pelos meus GUIAS ESPIRITUAIS, pelos próprios EXUS, e ainda: aliado ao meu profundo conhecimento sobre a MAGIA, como sacerdote que sou dos diversos cultos da Umbanda; além de conhecedor real de todas as práticas que se exercem nos diversos “terreiros” onde se praticam os “Batuques”, “Candomblés”, “Cangerês”, etc., posso perfeitamente como catedrático no assunto, mostrar-lhes o que é verdadeiramente um EXU.

Como complemento deste livro, baseei-me nos conhecimentos obtidos através de literaturas sobre ALTA MAGIA, para que ficasse completa a exposição que pretendi dissertar, bem como, procurei orientação em obras religiosas que bem definem a verdade sobre as atividades dos “GÊNIOS DO MAL”.

A palavra EXU nunca veio do latim e nem tampouco se originou de qualquer língua africana, bantu, jeje, ameríncio, etc. Essa palavra foi pronunciada por Deus na língua IJUDICE (língua dos espíritos) quando por ocasião da revolta havida nos páramos celestiais, entre os anjos que faziam parte da suprema Corte do Céu; Lúcifer, o anjo belo, pretendendo a supremacia dos direitos que lhe outorgara o Criador, como chefe dos seus subordinados, julgou-se no direito de ser maior que o próprio Deus.

Por ocasião, foi-lhe imposto a pecha de “EXUD” (que quer dizer: povo traidor), e, enxotado, foi condenado a habitar as profundezas da terra, tornando-se esse o seu reinado.

Aos demais anjos maus que acompanharam o seu chefe na revolta contra Deus, foi-lhe dada por imposição, a situação de permanecerem sob as ordens do próprio Lúcifer, sendo-lhes apontado como habitação o lado oposto ao ÉDEN (Paraíso Terrestre), situado no Oriente — Ilha Ceilão — permanecendo como espírito em estado embrionário de formação.

Entretanto, a designação de EXUD foi sofrendo modificações, e já no original Páli bem como no original Hebraico, passou a denominar-se EXUS, com a significação de “POVOS”.

Nota-se entretanto, que a significação de EXU nesses dois idiomas, era empregada especialmente para significar um povo menos protegido, isto é: um povo sobre o qual caíra o castigo Divino, e que hoje, a concepção desse termo é empregado atualmente nas Leis de Umbanda e Quimbanda, para, distinguir as entidades do mal, que dominam os seres quer incarnados quer desencarnados que trafegam pelas sendas tumultuosas da provação.

Com o aparecimento de: Adão e Eva, querendo estes conhecer justamente o outro lado do ÉDEN, cuja proibição lhes havia sido imposta pelo Criador, foi que se originou o “PECADO ORIGINAL”, pois, ao travarem conhecimento com o mundo dos Exus, foram por eles iniciados na maldade, e a seguir, sentindo-se envergonhados da sua nudez, procuraram cobrir seus corpos.

Expulsos como foram do Paraíso, ficaram Adão e Eva, bem como todos o seus descendentes, a mercê dos Exus, e daí, surgiram na face da terra todos os males que atualmente nos afligem.

Querendo Deus compensar aqueles que na terra desejassem alcançar a redenção de suas almas, impôs ao homem o voto de reger-se a si próprio, procurando no sacrifício, no sofrimento e na dor, elevar-se no seu conceito, até que pudesse atingir novamente a plenitude de sua forma, como espírito perfeito.

Os filhos de Adão e Eva, multiplicando-se por ordem do Divino Criador, espalharam-se pela terra, e hoje, desconhecedores de tudo quanto encerra o mistério da criação do mundo, entregam-se completamente cegos a tudo quanto julgam poder dominar, sem a mínima noção de que o livre arbítrio que pensam possuir, é apenas uma modalidade de se afundarem cada vez mais na inconsciência e no desespero.

Ninguém faz tudo aquilo que quer, pois, uma força Superior nos domina; e, se conseguimos muitas vezes um certo objetivo, o resultado final está aquém da nossa verdadeira compreensão, pelo fato de desconhecermos o dia de amanhã.

É preciso que se saiba que os Exus exercem desde os primórdios da criação do mundo, um domínio intenso sobre os homens, e, pela Lei da Compensação, Deus permitiu aos descendentes de Adão e Eva, que outros elementos mais fortes os dominassem, porém esses elementos, cuja denominação é conhecida com diversos nomes tais como: Entidades, Guias Espirituais, Orixás, etc, lutam tenazmente contra os elementos do mal, para livrar-nos das perseguições e de tudo quanto nos retarda o progresso espiritual.

Os Exus possuem força poderosíssima, e se não tomarmos cuidado e não nos apegarmos aos nossos guias espirituais, fracassaremos redondamente na senda perigosa que é a existência humana.

Podem os Exus dar-nos forças suficientes para com o mal prejudicarmos os nossos semelhantes, porém, provindo essa força dos gênios do mal, se nos descuidarmos, iremos forçosamente integrar a poderosa falange dos elementos das trevas.

— Eles atuam da maneira mais variada possível. Mostram-se mansos como cordeiros, porém, o seu íntimo é uma gargalhada demoníaca de gozo.

Poderemos usá-los também como arma contra os malefícios que nos fizeram, pois, interesseiros como são, tanto se lhes dá que seja nossa ou de outrem, a alma ou espirito que pretendem arrastar.

Todo aquele que desconhece as Leis Espirituais, e, iludido pelas pregações católicas, protestantes, etc, de que os praticantes do Espiritismo lidam com Demônios, está cometendo um grande erro, pois, não possuindo o homem força suficiente para controlar os seus maus instintos, aí sim, é denominado facilmente por esses elementos, e o resultado é sofrer ainda mais as perseguições das falanges de Exus, fato esse que raramente acontece a quem, cultuando a verdadeira prática do Espiritismo, e, tendo a seu favor a proteção dos Guias Espirituais que os dominam e trazem sujeitos às suas vontades, podem perfeitamente dominar esses Exus, utilizando-os como escravos e não como obsessores.

Na Quimbanda, os Exus são invocados para os- trabalhos de Magia Negra, e os resultados são sempre funestos, de vez que a inconsciência dos homens é de molde a procurar apenas o prejuízo para o seu semelhante.

É muito comum hoje em dia, mesmo entre os ele- mentos da alta sociedade, verem-se casos de larga procura aos Quimbandeiros, para que estes, realizem trabalhos de “macumbas”, “feitiçarias”, “despachos”, etc., com a finalidade de conseguirem desmanches de casamentos, aproximações de amantes, enfim, uma série de “trabalhos” próprios dos Exus, num crescer constante de maldade, perversidade e falta de bom senso.

Para que o leitor conheça verdadeiramente tudo quanto encerra na realidade a composição da arte diabólica do mal, descreverei a seguir, a escala hierárquica, os rituais, as indumentárias, as manifestações, os pontos cantados e riscados, enfim, tudo o que se conhece e desconhece em se tratando dos trabalhos executados pelo Rei das Trevas e do seu poderoso exército.

Diversos motivos levaram-me a escrever este livro, pois, não poderá um verdadeiro Umbandista, deixar de conhecer profundamente a vida destas entidades, uma vez que são elas o motivo Ge tantas lutas, tantas celeumas, e, muitas vezes também, são elas que salvam muitas vidas humanas, o que veremos com o desenvolvimento dos capítulos que se seguirão.

Assim sendo, “salvemos” portanto a UMBANDA com todas as suas entidades:

SARAVÁ A UMBANDA!…

SARAVÁ O POVO DE EXU!…

***

Fonte:

Aluízio Fontenelle. Origem da Palavra Exu. Capítulo X do Livro Exu, 1954.
Gráfica Editora Aurora, Ltda. Rua Vinte de Abril, 16. Rio de Janeiro.

***

Texto adaptado, revisado e editado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cultos-afros/a-origem-da-palavra-exu/

Dragões: Parceiros Míticos no Poder

Por Llewellyn.

Então você tem pensado sobre magia e seu papel em sua vida. Talvez você queira levar seu interesse por magia a um nível mais profundo, mais profundo. Talvez você esteja pronto para experimentar a magia que é criativa, amorosa, risonha. Ou talvez você esteja pronto para essas duas coisas. Se você estiver, então você está pronto para ler o livro Dancing with Dragons (Dançar com Dragões), de D. J. Conway.

Por que tantas histórias foram escritas e histórias contadas sobre uma criatura que nunca existiu? Como as crianças podem dar descrições vívidas de algo que nunca viram? Imaginação? As ilusões imaturas de uma mente criativa? Ou será que a liberdade que nos permitiu na infância e na contação de histórias nos conecta à energia de uma espécie que realmente existe e interagiu com a humanidade ao longo da história?

Certamente parece que sim, pois os dragões têm um papel real em nossas lendas e culturas atemporais. Em todo o mundo, o dragão e a serpente sempre foram fortes símbolos de energia vital. Os sacerdotes do Egito e da Babilônia chamavam-se Filhos do Deus-Serpente ou Filhos do Dragão. A palavra galesa para dragão, Draig, era usada para denotar um líder ou um herói. Os chineses conhecem há muito tempo o dragão e seu poder, e ainda é uma característica proeminente na arte e celebração chinesas. Essa conexão íntima permitiu que eles vissem os dragões como uma espécie inteira, que eles dividiram em mais de vinte subespécies, cada uma com suas características e propósitos próprios. Bastante complexo para uma fantasia sem sentido, você não concorda?

Dancing with Dragons (Dançar com Dragões) é especial porque não apenas nos diz o “o quê” e o “porquê” da magia do dragão – também nos diz o “como”. D. J. Conway tem um amor especial por dragões e procurou seu significado e propósito ao longo de sua vida. Incluído em Dancing With Dragons (Dançar com Dragões) está uma explicação completa dos diferentes tipos de dragões e seus propósitos específicos, juntamente com rituais eficazes para invocar cada um. Existem dragões que governam cada um dos elementos – ar, fogo, água, terra, luz e escuridão. Existem dragões guardiões, bem como dragões para o caos.

Junto com cada propósito do dragão vem uma personalidade, com gostos e desgostos específicos que estão incluídos. Os tipos de especiarias e ervas que cada energia de dragão prefere estão listados. Os óleos, cores, pedras e horários dos eventos com os quais cada personalidade do dragão funciona melhor são fornecidos neste livro. Um “script de dragão” para escrita simbólica em uma linguagem de entrada é incluído até mesmo para interações efetivas.

Antigamente, os dragões eram retratados nas bordas dos mapas para denotar território desconhecido. A maioria aceitou, e voltou quando chegaram à borda. Depois, havia os poucos que foram compelidos por essa linha tênue e a curiosidade do que estava além. Eles não podiam deixar de se perguntar o que esses dragões estavam guardando. Eles queriam conhecer o desconhecido e tiveram fé para ir onde nunca estiveram antes. Felizmente, esses buscadores existiram ao longo do tempo, mapeando novos horizontes para o resto da humanidade. Estas são as almas que dançam com dragões.

***

Fonte:

Dragons: Mythical Partners in Power, by Lllewellyn.

https://www.llewellyn.com/journal/article/85

COPYRIGHT (2001) Llewellyn Worldwide, Ltd. All rights reserved.

***

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/criptozoologia/dragoes-parceiros-miticos-no-poder/

Ali al-Rida

Ali ibn Musa, mais conhecido como o Imam Ali “Al-Rida” (A.S.) “A Aprovação”, nasceu na cidade de Medina, no ano de 765 d.C. Ele viveu com seu pai durante vinte e cinco anos. Ali Al-Rida foi o oitavo Iman do Xiismo dos Doze Imans.

Seu pai foi o Imam Musa Ibn Jaafar “Al-Kazim”. Sua mãe se chamava Tacatom, era uma das servas da mãe do Imam Musa Ibn Jaafar, e, era apelidada de “Attáhera”, isto é, “A Pura”.

SEUS FILHOS:

Não teve outros filhos além do Imam Mohammad “Al-Jauád”.

SEU MINISTÉRIO:

O Imam Ali Ibn Musa “Al-Rida” tomou posse do seu ministério no imamato após a morte de seu pai, o Imam Musa Ibn Jaafar, no ano de 173 da Hijra, prolongando-se por trinta anos, sendo dez anos durante o califado Abássida de Haroun Al-Rachid, cinco anos durante o califado de seu filho Al-Amin e outros quinze anos durante o califado de Al-Mamun Ibn Haroun Al-Rachid.

SEU CARÁTER E CONDUTA:

O Imam Ali Ibn Musa “Al-Rida” era bondoso em suas ações e atitudes, cumpridor da palavra dada, jamais caindo em contradições, sendo o exemplo em sua convocação e disciplina. Ele (A.S.) foi tal como foram os Imames anteriores, um belo exemplo para os muçulmanos na sua devoção, paciência, caráter, humildade, remissão do mal que lhes fora feito, em todas as virtudes e altos valores; por isso, os Imames purificados (a paz estejam com eles) não só possuíram a dignidade representativa, mas também a dignidade no trabalho, empenho e dedicação à Deus, fazendo jus com isto a serem o modelo de virtude para a humanidade.

ALGUMAS DAS QUALIDADES DO IMAM “AL-RIDA”:

Um dos seus parentes falou ao se referir à sua moral e polidez: “Jamais vi Abu Al-Hassan, isto é, o Imam, ofender alguém em uma palavra sequer, e nunca o vi interromper alguém, ouvindo-o até o fim, como nunca o vi recusar auxilio que estava ao seu alcance. Não estendia as suas pernas diante de quem quer que seja. Jamais insultou alguém e tampouco os que o serviam, sejam servos seus ou não, e jamais o vi se coçar ou dar gargalhadas, pois sorria somente”.

Um dos seus companheiros disse: “Certa vez estive viajando em companhia de “Al-Rida” para Khorassan, onde convidou seus servos para comerem na mesma mesa com ele; então lhe propus: “Que tal se reservássemos uma mesa a parte para eles?” E ele (A.S.) respondeu: “Ora! Deus Supremo e Bendito é único. A mãe e o pai são únicos e a recompensa é pelos atos”. Assim era o Imam Al-Rida (A.S.), ele personificava o bom caráter e o sentimento humanitário através de seu procedimento para com todos, sejam servos ou não, e os olhava com ternura e humildade sem jamais mostrar-se superior ou prioritário a quem quer que seja, exceto na devoção. O seu servo Yasser disse-nos certa vez: “O Imam nos falou, se alguma vez eu chegar enquanto estiverdes comendo, não levanteis até terminardes”. Se o Imam (A.S.) mandava chamar um dos seus servos e este estivesse comendo, ele dizia, “deixai-o até terminar a refeição”. Ele (A.S.) reunia os pequenos e os grandes e palestrava com eles; até os cavalariços ou os tratadores de sangria fazia-os sentarem-se a sua mesa de refeições.”

Certo homem se aproximou do Imam “Al-Rida” (A.S.) e lhe disse: “Por Deus, ó venerável Imam! Não há na face da Terra um pai mais honrado do que vós!”. O Imam respondeu: “A devoção os honrou e a obediência a Deus os privilegiou”. Outro veio e lhe falou: “Juro que és o melhor dos homens que conheci!” e o Imam retrucou: “Não jures para tal. Aquele que é devoto a Deus e o Obedece é melhor do que eu. Acaso não leste o versículo que diz: “… e Nós os fizemos povos e tribos a fim de saberdes, a vossa devoção vos enobrece diante de Deus?”.”

Em se tratando da devoção do Imam “Al-Rida” (A.S.), ele era tido como o melhor dos exemplos aos outros, expoente pela piedade e relacionamento com Deus Supremo. Dizia um dos seus companheiros: “Quando viajava com ele, de Medina para Merw. Por Deus! Nunca vi um homem tão devoto à Deus como ele, e ninguém menciona Deus como ele o faz em qualquer tempo e hora, como não vi alguém temente a Deus Protetor e Majestoso como ele o foi… Logo que amanhecia, o Imam orava e glorificava Deus e O Engrandecia e agradecia, orando pelo Profeta Mohammad (S.A.A.S.) até o surgimento do sol, ficando de joelhos até que o dia clareasse por completo, e só depois disto é que se aproximava do povo e conversava com ele até o crepúsculo”. Outra narrativa sobre ele diz que um de seus amigos o descrevia: “Dormia pouco e a noite ficava de vigília orando na maioria das vezes, até o amanhecer, jejuava muito e dizia: “Este é o jejum da vida”. Praticava muito o favor e a caridade enquanto passava pelas ruas, principalmente quando andava pelas noites escuras… e se ouvires falar que houve alguém como ele, não acredite”.

MOVIMENTO CIENTÍFICO NA ÉPOCA DO IMAM “AL-RIDA”:

O Imam “Al-Rida” (A.S.) viveu numa época em que florescia o movimento cientifico, dinamizando nele a pesquisa e a constituição, bem como, a especificação do conhecimento e do ensino, instituindo a corrente filosófica e a escola do espiritualismo diversificado; começou, outrossim, o movimento das traduções e registros de outros idiomas, aliás, isto já havia sido encorajado desde a época do sexto Imam Jaafar Ibn Mohammad “Assadeq”, permanecendo no tempo do Imam “Al-Rida”, e esta foi a fase mais rica das etapas do pensamento e da cultura islâmica (foi nessa fase que viveram os fundadores dos dogmas da erudição tais como: Al-Cháfii, Ahmad Ibn Hanbal, Mâlek Ibn Ans, Sufian Al-Tauri, Yahia Ibn Akhtam e outros), e o Imam Al-Rida (A.S.) era o refúgio dos senhores do conhecimento, da ciência e da legislação islâmica.

O califa abássida Al-Mamún reunia para si os sábios e oradores de todas as religiões e dogmas, para fins de diálogo e investigação, e o Imam “Al-Rida” (A.S.), lhes respondia com firmeza e eloquência, tanto é que um dos notáveis chamado Mohammad Ibn Issa Al-Yaqtini lhe apresentou quinze mil questões, as quais foram resolvidas satisfatoriamente pelo Imam (A.S.), que tinha inclusive, a posição de ser o servidor para os cientistas, e amparo dos discípulos do pensamento e do conhecimento, e sua palavra era a palavra de virtude e decisão.

Um dos amigos do Imam (A.S.) falou: “Nunca vi alguém mais sábio do que Ali Ibn Musa “Al-Rida” e todo erudito que o conheceu apoia totalmente meu testemunho.”

Certa vez, Al-Mamun reuniu em assembleia um determinado número de eruditos, teólogos e oradores, questionando o Imam “Al-Rida” (A.S.), o qual sobrepujou a todos, sem exceção, e todos lhe reconheceram a sapiência. Para esclarecimento, citaremos a seguir alguns questionários feitos ao Imam (A.S.) e suas respostas:

Onde esteve Deus e como era e em que Ele se apoia?

“Deus criou o local, por isso não havia local. Ele é como é, portanto não poderia ser de outra forma e Ele se apoia no Próprio Poder”.

O que significa o Poder de Deus?

“São as suas ações nada mais. Se ele ordena seja então será, sem pronúncias, nem pensamentos nem como será”.

O que significam as palavras de seu avô o Imam “Assadeq”: Sem determinismo e sem delegação, porém, uma ordem entre duas questões”?

“Quem pensou que Deus faz nossas ações e depois nos castiga por elas, afirmou pelo determinismo; quem pensou que Deus delegou a questão da criação e da graça aos seus peregrinos, isto é, os Imames, então afirmou na delegação. Aquele que fala pelo determinismo é um blasfemo e aquele que fala pela delegação é um idólatra, porém, o significado da ordem entre duas questões, significa a existência da vereda em praticar o que Deus ordena e abandonar o que Ele alerta, isto é, Deus Glorificado e Supremo é mais Poderoso do que o mal e se o permitiu foi porque deixou-nos a opção para fazer o bem ou mal. Deus ordena algo e alerta contra outro”.

Perguntaram-lhe sobre o conceito.

“Existem conceitos em camadas: se analisarem a má ação de alguém e a aprovam, já tiveram um mal conceito; se pensam que alguém fez algo e dele obter a benção de seu Senhor Deus, e se Deus o abençoou, é então um bom conceito”.

Perguntaram-lhe sobre o melhor na devoção.

“Aqueles que foram caridosos se consultaram; aqueles que se conduziram mal, pediram perdão; e se ofereceram algo, agradeceram; e se afligiram, enfraqueceram; e se irritaram, perdoaram”.

Perguntaram-lhe os significados das Palavras de Deus: “… e os abandonou na escuridão onde nada se enxerga”.

“Deus Supremo descreve o abandono tal como descreve a Sua criação, porém, ao saber que eles não renunciarão à blasfêmia e à aberração, Ele afasta deles o auxílio e a gentileza, deixando a opção a cargos deles”.

SITUAÇÃO POLÍTICA NA ÉPOCA DO IMAM “AL-RIDA”:

O Imam “Al-Rida” (A.S.) notabilizou-se pela grande popularidade e simpatia na maioria das províncias da nação, pois quando tomou posse do ministério, após a morte de seu pai, fez um extenso giro no mundo islâmico a partir de Medina até Basra no Iraque, e daí a todas as localidades do conhecimento islâmico, onde se reunia com os eruditos e oradores, dialogando com todos a respeito de diversos assuntos. Inclusive visitava as cidades principais tais como Al-Cufá, Al-Yomna, Maruá, Naichabur, etc. O Empenho do Imam “Al-Rida” (A.S.) destacou-se muito pela atenção no conhecimento religioso entre a população.

Os Abássidas deram continuidade à política do terror e suplícios contra os partidários dos Imames, e as perseguições contra os mesmos aumentavam a cada dia, enquanto que os chefes que eram contrários ao califado continuaram a liderar os levantes e as revoluções contra o Governo Abássida, porque, tanto os Omíadas como os Abássidas eram usurpadores no califado, e eram tiranos e perversos nos seus procedimentos contra a população, totalmente contrários aos preceitos islâmicos. Entre os rebeldes defendia-se a ideia que os verdadeiros sucessores (califas) seriam na verdade, os descendentes da “gente da Casa” que é a Linhagem do Profeta Mohammad (S.A.A.S.), representados pelos Imames purificados.

Quando Al-Mamun chegou ao poder, decidiu mudar a sua política, por aperceber-se de que já estavam em perigo a paz e a tranquilidade nos países islâmicos. Astuciosamente, começou a traçar novos planos a fim de conquistar a confiança e a simpatia do povo, principalmente a dos rebeldes, trocando a política da perversão e das condenações a morte, praticada durante setenta anos por seus ancestrais, os califas, sem resultado algum, por outra política astuciosa, nomeando o Imam “Al-Rida” (A.S.) como seu sucessor no califado, pois tendo-o ao seu lado e afastando o encanto e a inquietação de seu governo, poderia assim acalmar as insatisfações e revoltas da população islâmica, e por outro lado, aprisionaria o Imam “Al-Rida” (A.S.) em uma ‘gaiola de ouro’, isto é, não numa fétida prisão, mas no Palácio, onde ele poderia ser observado sutilmente em todos os seus passos.

Quando o califa Abássida Al-Mamun propôs ao Imam (A.S.) ficar ao seu lado, este se recusou terminantemente, pois sabia que não teria liberdade e teria de pedir a permissão do Al-Mamun para cada passo seu por mais curto que fosse. Diante da recusa, Al-Mamun lhe falou com severidade: “Com a tua recusa, tu me obrigas àquilo que detesto e tu ultrajaste a minha autoridade… Pois juro por Deus! Ou aceites a sucessão no califado ou te obrigarei a isto, caso contrário, se recusardes, decapitarei a tua cabeça”. O Imam (A.S.), não teve outra opção, aceitando o califado contra a sua vontade, pois sabia que com isto perderia a própria paz e o povo o desprezaria ao vê-lo se aliar ao Abássidas excedentes na opressão e na perversidade, enquanto que ele não poderia fazer nada para impedi-los ou modificá-los. Enfim, o Imam (A.S.) se encontrava de mãos atadas diante da situação.

Assim sendo, por causa desta sucessão, o califa Al-Mamun mandou o Imam “Al-Rida” (A.S.) para Khorassan, ao norte do Irã, que era a capital do Califado. Lá estando, o Imam passou a sentir o gosto da solidão no exílio, longe dos parentes e de sua família, separado do povo. O califa Al-Mamun procedeu propositadamente ao confinar o Imam (A.S.) em seu Palácio, onde os olhares o observavam e os serviçais o espionavam. A vida do Imam “Al-Rida” (A.S.) tornou-se insuportavelmente controlada e fiscalizada.

O PLANO DE AL-MAMUN COM A SUCESSÃO:

Houve vários motivos que levaram o Califa Al-Mamun a agir assim, eis que mencionaremos a seguir:

Quis cobrir o seu califado com a vestidura legal, pois os próprios Abássidas olhavam para o seu governo com a dúvida e a desconfiança, principalmente após o assassinato de seu irmão Al-Amin; daí, quis o Al-Mamun acrescentar ao seu mandato o que chamaríamos de “santidade” e “fé” no conceito dos outros, e, por outro lado, pretendeu atrair para si os rebeldes e os muçulmanos em geral.

Al-Mamun tentou plantar a semente da desconfiança e da dúvida sobre o ministério do imamato, e dessa forma se aproximava do sistema dos governantes Abássidas, cheio de contradições, espalhando cinzas nos olhos ao nomear como seu sucessor, o Imam “Al-Rida” (A.S.), e inclusive isolando seu próprio irmão Al-Mutamen. Após a nomeação, determinou o que segue: casou o Imam “Al-Rida” com sua filha Umm Habiba; substituiu a insígnia da vestimenta negra dos Abássidas como cor oficial da corte, pela cor verde dos xiitas; ordenou os Abássidas, colaboradores e oficiais da corte, a patentear a sucessão ao califado do Imam “Al-Rida”; e cunhou moedas com o nome do Imam “Al-Rida”.

Al-Mamun quis com essa sucessão épica fazer com que o Imam (A.S.) permanecesse ao seu lado e controlar suas ações, a fim de afastá-lo dos preceitos do xiismo e do resto do povo; e assim o Imam “Al-Rida” (A.S.) passou a viver sob a espionagem permanente no Palácio de Al-Mamun, vivendo o exílio no sufoco da saudade de sua gente e de seus adeptos.

A MORTE DO IMAM “AL-RIDA”:

Mencionamos de forma breve os motivos que levaram Al-Mamun a nomear o Imam “Al-Rida” (A.S.) como seu sucessor ao califado e esclarecemos que a causa para tal era a pretensão de afastar o ponto de vista negativo que pairava sobre ele, incluindo a inquietação política que as províncias sofriam, e por fim, mostramos que o Imam “Al-Rida” (A.S.) estava bem ciente das intenções de Al-Mamun e seus projetos.

Al-Mamun temia a inteligência do Imam considerando-o de suma importância e influência junto ao povo e personalidades de gabarito. Diante deste fato, Al-Mamun se empenhou em se livrar dele, assassinando-o pelo envenenamento fatal e fulminante, administrado em sua comida. Estrategicamente, Al-Mamun omitiu o fato, escondendo o corpo por um dia e uma noite, e depois, mandou chamar o tio e o pessoal dos Abi Táleb, a fim de notificá-los da morte repentina e “natural” do Imam “Al-Rida”, entregando-lhes os restos mortais do ente querido.

Entretanto, os historiadores relatam de que o povo se aglomerou ao redor do Palácio em que se encontrava o Imam, surgindo boatos de que foi o próprio califa Al-Mamun que mandara matar o Imam “Al-Rida” (A.S.). Temeroso, Al-Mamun pediu ao tio do Imam que anunciasse o féretro. Feito isto, as pessoas se afastaram, e, durante a noite escura, o Imam “Al-Rida” (A.S.) foi sepultado ao lado do sepulcro de Haroun Al-Rachid, no ano 203 da Hijra correspondente ao ano de 818 d.C, morrendo aos 55 anos de idade, pelo calendário lunar da Hijra, na cidade de Tuss em Khorassan.

Atualmente seu sepulcro é uma das maiores sepulturas sagradas do mundo, e é onde há um museu do Alcorão Sagrado e outro do Imam “Al-Rida”, onde se encontram pertences pessoais que ele usava em vida, inclusive as moedas cunhadas em seu nome.

Certa vez, o Mensageiro de Deus (S.A.A.S.) falou: “Será enterrado um pedaço de mim em Khorassan, onde cada visitante será recompensado por Deus com o Paraíso e livrará seu corpo do fogo”.

Outra frase do Profeta (S.A.A.S.) sobre o Imam “Al-Rida”: “Aquele que me visitou longe do meu lar, eu virei a ele no Dia do Juízo Final em três atribuições a fim de livrá-lo de seus horrores, nem que os livros tenham se espalhado pela direita ou pela esquerda, nos caminhos e nas qualificações”.

***

Fonte:

https://www.arresala.org.br/profeta-mohammad-s-a-a-s/8-imam-ali-ibn-mussa-a-s

***

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/biografias/ali-al-rida/

Arcano 2 – Sacerdotisa – Gimmel

Uma mulher sentada, com um livro aberto sobre a saia e uma coroa tripla na cabeça.

Olha para a esquerda e veste uma túnica vermelha sobre a qual se desdobra um manto azul (em algumas versões as cores são opostas). Duas partes da sua tiara estão ornadas de florões, mas a parte superior é uma simples abóbada. Um véu, que lhe cai sobre os ombros, cobre totalmente os seus cabelos; na mesma altura desse véu, por trás, aparece uma cortina cujos pontos de fixação não são visíveis. Tampouco se podem ver os pés da mulher, assim como a base do trono. Fato curioso, que é reencontrado somente no arcano XXI, é que a figura ultrapassa a margem superior do quadro: o extremo da tiara supera a linha negra, um pouco à direita do número II.

Significados simbólicos
A Sabedoria, a Gnose, a Casa de Deus e do homem, o santuário, a lei, a Cabala, a igreja oculta, a reflexão.

Fala também do binário, do princípio feminino, receptivo, materno.

Mistério. Intuição. Piedade. Paciência, influência saturnina passiva.

Interpretações usuais na cartomancia
Reserva, discrição, silêncio, meditação, fé, confiança atenta. Paciência, sentimento religioso, resignação. Favorável às coisas ocultas.

Mental: Grande riqueza de idéias. Responde a problemas concretos melhor do que a questões vagas.

Emocional: É amistosa, recebe bem. Mas não é afetuosa.

Físico: Situação garantida, poder sobre os acontecimentos, revelação de coisas ocultas, segurança de triunfo sobre o mal. Boa saúde, mas com um ritmo físico lento.

Sentido negativo: Dissimulação, hipocrisia, intenções secretas. Mesquinharia, inação, preguiça. beatice. Rancor, disposição hostil ou indiferença. Misticismo absorvente, fanático. Peso, passividade, carga. As intuições que traz invertem seu sentido e se tornam falsas. Atraso, lentidão nas realizações.

História e iconografia
A tradução exata do nome que o Tarô de Marselha dá a este arcano (La Papesse) é A Papisa. Outras versões, como A Sacerdotisa ou A Alta Sacerdotisa, vêm do nome que lhe é dado em inglês (The High Priestess).

A figura da Papisa faz alusão a um fato histórico, ou melhor, lendário, que ocupa um lugar notável na literatura da Idade Média: a pretensa existência de um Papa do sexo feminino. A tradição popular diz que uma mulher ocupou a cadeira de São Pedro durante alguns anos sob o nome de João VIII.

Várias versões aparecem, mas o mais antigo testemunho que chegou até nós é bastante posterior à data de seu suposto reinado.

De qualquer modo, para o estudo tradicional e iconográfico do Tarô, não importa estabelecer alguma fidelidade histórica. Embelezada com o correr do tempo, uma de suas versões combina admiravelmente com o simbolismo maternal que se atribui à estampa: segundo tal versão, a papisa teria ficado grávida de um dos seus familiares e, como não se recolheu à época do parto, o acontecimento teria se dado em plena rua, durante uma procissão entre a igreja de São Clemente e o palácio de Latrão.

Com a dramática descoberta do embuste, o enfurecido séquito papal teria assassinado Joana e seu filho. Antigas tradições romanas asseguram que, no lugar do homicídio, permaneceu durante séculos um túmulo ornado por seis letras P, que podiam ser lidas de três maneiras diferentes (jogando com a inicial comum a Papa, Pedro, pai e parto).

Ainda com relação a essa lenda, deve-se assinalar um fato notável: na célebre Bíblia ilustrada alemã do ano de 1533, a grande prostituta do Apocalipse está representada com uma tiara na cabeça, A tradição afirma que foi desenhada deste modo por desejo expresso e sugestão de Martinho Lutero.

Enquanto o Mágico não poderia permanecer em repouso (numa unidade andrógina onde tudo é impulso e estímulo), a Sacerdotisa é o próprio repouso: sentada, majestosa, receptiva, seu reino é binário, uma etapa na distinção da polaridade do universo. Se o binário equivale a conflito, no sentido de rompimento da unidade, de abandono do caos essencial onde não existem as magnitudes nem os nomes, é também a primeira etapa dolorosa e imprescindível das vias iniciáticas, o começo da busca da identidade.

A Sacerdotisa representa a submissão majestosa às exigências dessa iniciação, o equilíbrio que a repartição elementar de forcas produz no conflito.

O que o Arcano I era para a encarnação das energias espirituais o Arcano II o é quanto à aceitação dessa metamorfose: o reconhecimento prévio da luta entre os princípios branco-negro, dia-noite, Yang-Yin.

Alguns autores vêem na Sacerdotisa a representação de Isis, com todas as suas conotações noturnas e ocultas. Também a associam a Cassiopéia, a rainha negra da Etiópia e mãe da constelação Andrômeda, e a Belkis, a belíssima rainha de Sabá, para quem Salomão teria composto o Cântico dos Cânticos. Essa relação da Sacerdotisa com deusas e rainhas negras (ou escuras) não parece casual e acentua a contrapartida com a carta a seguir: o simbolismo branco, luminoso e diurno do Arcano III (A Imperatriz), com quem a Sacerdotisa forma a dupla oposta e complementar da feminilidade.

Este símbolo subterrâneo, que se refere ao aspecto esotérico da revelação, teria passado para o cristianismo sob a forma das virgens negras, cujo ritual se realiza com freqüência numa cripta ou num lugar inacessível.

Mãe, esposa celeste, senhora do saber esotérico, a Papisa ou Sacerdotisa ocupa na estrutura do Tarô o lugar da porta, da passagem entre o exterior e o interior, do ponto imóvel e comum entre a Casa e a rua.

Por Constantino K. Riemma
http://www.clubedotaro.com.br/

#Tarot

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/arcano-2-sacerdotisa-gimmel

A Theurgia Egípcia

Faz o que tu queres há de ser tudo da Lei.

A doutrina esotérica da Theurgia contém toda a sabedoria arcana dos antigos.

No passado distante foi preservado no seio das religiões esotéricas onde fragmentos esparsos do esqueleto mágico foram retidos.

Ao longo dos séculos foi sendo aperfeiçoada e sistematizada por vários sábios e eruditos de diversas nações que cultivaram essa Magia da Luz.

Historicamente a palavra Theurgia surgiu a partir de Jâmblico – místico e filósofo neoplatônico que viveu no século IV d.C.

Sua origem, no entanto, é bem anterior ao século IV, e remonta aos mistérios Egípcios e Babilônicos. No Egito era considerada uma arte sagrada inseparável de sua religião.

A Theurgia era domínio dos Hierofantes que a ministravam nos diversos Templos. Muitos filósofos gregos viajavam até o Egito para estudar a sabedoria oculta dos sacerdotes Egípcios.

No Egito era considerada um conhecimento secreto, acessível a poucos escolhidos, os estudantes tinham que passar por duras provas de iniciação antes de terem permissão para sua aprendizagem. Como sempre ocorre na vida espiritual do mundo antigo, no Egito a prática da Magia se encontrava misturada com a religião.

O distanciamento e a separação da Magia e religião começa a surgir nos primeiros séculos do cristianismo e se torna cada vez mais evidente com o surgimento das Ordens Iniciáticas que absorveram parte de seus ensinamentos.

O aspecto que mais chama a atenção da religião mágica dos egípcios é a sua relação com os deuses.

Em vez de rogarem ajuda aos deuses, colocando-se como inferior aos mesmos, os Magos Egípcios tentavam comandar os deuses para fazer os seus trabalhos e obriga-los a aparecer segundo os seus desejos.

No texto hermético conhecido como Poimandres encontramos:

Não, se queremos falar verdade sem medo, aquele que é de fato um homem está acima dos deuses do céu e, de qualquer modo, tem o mesmo poder.

A religião egípcia ao contrário do que pensa a maioria, era simultaneamente politeísta e monoteísta. O deus Ptah é o pai dos deuses e criador do mundo e, como visto acima, acreditavam na superioridade da humanidade sobre os deuses.

Em outra passagem de Poimandres está escrito:

Querendo que o homem seja simultaneamente uma coisa terrena e capaz de imortalidade, Deus criou em duas substâncias: a divina e a mortal; e nisso ele foi criado como ordenado pela vontade de Deus que refere que o homem não só é melhor do que todos os seres mortais, mas também melhor do que os deuses que são feitos somente de substância imortal.

Os textos herméticos, como Poimandres, tiveram sua origem no Egito, apesar de serem bem posteriores e se situarem entre os séculos III a.C e II d.C. sob o disfarce de uma revelação procedente de uma única fonte Hermes três vezes grande – a literatura hermética e a Kabalah, fornecem as bases doutrinárias para a prática da Theurgia no Ocidente.

A Kabalah é um tratado hebraico de antigos ensinamentos e comentários místicos sobre a Bíblia escrito originalmente no século XII.

Para o Mago Kabalista a maior prática mágica consiste no aperfeiçoamento humano – fazer o homem à imagem de Deus na terra.

Agrippa (erudito e mago do século XVII) dizia que a magia era a verdadeira estrada para comunhão com Deus, associando-a portanto ao misticismo.

A Theurgia egípcia alcançou um nível muito elevado nas primeiras dinastias dos reis – sacerdotes que governavam o Egito. Após isso, o poder terreno os seduziu e, como conseqüência, caiu a qualidade de sua Magia. Em 332 a.C Alexandre Magno conquistou o Egito retirando-o das mãos dos ocupantes persas e colocando sob domínio grego durante três séculos.

Neste período existiu uma fusão completa entre a Theurgia Grega e a Egípcia. A Theurgia Grega, ou Magia dos Deuses, era originalmente Egípcia. É a raiz da Alta Magia ocidental moderna. A atração que os filósofos gregos tinham pelos Hierofantes Egípcios não residia apenas na sua reputação de concretizarem coisas maravilhosas.

A filosofia ocultista Egípcia continha a mais profunda e sutil sabedoria acerca da natureza dos deuses e da humanidade, da estrutura do universo, da hierarquia dos reinos espirituais, do funcionamento da mente humana, técnicas médicas avançadas, tanto físicas como psicológicas, química, botânica, história antiga, astronomia e toda uma gama de outros assuntos.

O conhecimento egípcio exercia o mesmo fascínio sobre os gregos que o conhecimento clássico exerceu sobre os europeus durante o Renascimento – abriu toda uma nova perspectiva para o conhecimento.

As doutrinas esotéricas do Egito formaram o coração da escola filosófica Grega conhecida por neoplatonismo e que se baseava numa visão mágica do mundo.

Surge então os cultos de Mistérios sob o influxo do pensamento místico e mágico então reinante.

Nessa época (por volta do século III a.C.) as realizações intelectuais do racionalismo grego estavam sendo questionadas e cultos de Mistérios Órficos e de Elêusis eram tidos em alta reputação, mesmo entre filósofos como Platão e Aristóteles.

Amor é a lei, amor sob vontade.

Fra. Samekh-Ra, 261 U IX° O.T.O. Diretor Geral da Escola Arcana

 

Samekh-Ra, Publicado em A Lança de Seth, OUTONO DE 2004 E.V.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/a-theurgia-egipcia/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/a-theurgia-egipcia/

Beethoven como Informação

Não é por acidente que Lenin não suportava ouvir a música de Beethoven (a música o fazia querer chorar e tratar as pessoas com gentileza, disse ele) nem que a música de Ludwig foi banida na China Comunista debaixo de Mao Tse Tung, nem que o maior teórico marxista da América, Herbert Marcuse, denunciou a Nona Sinfonia em particular como uma Grande Mentira, invali dada pela cultura que a valoriza, a cultura do Individualismo Ocidental.

Todos os Marxistas, basicamente, são reac ionários, ansiando pelo despotismo dos Orientais dos tempos pré-helênicos, a teoria neolítica que precedeu o surgimento da auto-consciência e do egoísmo. Beethoven, como o bardo do individual ista recalcitrante é o Joeiro da música: o herói, não apenas da Terceira Sinfonia, mas de todos os seus trabalhos, é também Odisseus esperto em estratagemas, de quem Zeus disse, Como, com uma mente como esta ele é quase como um de nós! Tais indi víduos não surgem em culturas pré-homéricas e não são suportados nas culturas marxistas: são distintamente e particularmente os herdeiro s da truculência Grega.

John Fowles afirmou, num contexto dramático, que eleutheria é a mais Grega de todas as palavras. Eleutheria significa liberdade, que era aquilo que a música de Beethoven nos falava o tempo todo. A liber dade artística, logicamente , é aquilo que compreendeu toda a vida de Beethoven, a luta constante para ir além de todos os limites da música e forjar um maior significado e maior complexi dade de visão do que o som jamais carreou consigo. Mas o artista, como Joyce dramaticamente demonstrou em Ulysses e Finnegan’s Wake, está lutando a batalha que todo ser humano deve lutar se não queremos recair na mais completa robotiz ação: a lutar para ver e ouvir com nossos próprios olhos e ouvidos, não através dos circuitos de condicionamento social. Beethoven é um homem, e luta, sobre, e tri unfa como um homem, mas fala por todos que estão em algum grau, consciente s de sua potencial individualidade.

Qualquer um que compreenda a minha música nunca mais ficará infeliz, foi o que dizem que Ludwig afirmou. Alguns biólogos duvidam sobre a origem desta citação; mas não importa. Se ele não disse, poderia; a sua música com certeza certamente afirma isto. É a música de um teimoso que está disposto a tudo sofrer, paga qualquer preço pedido, para alcançar visões orgânicas ma is elevadas que aquelas que existiam no mundo à sua frente.

Para ir direto ao assunto, o que estava no interior da cabeça de Beethoven era mais importante, a longo prazo, do que tudo que esta va acontecendo fora dela naqueles anos. Sua música prova isso; e é prec isamente isto que os marxistas não podem tolerar sobre ele: que um homem possa se achar tão impor tante e, pior, que el e possa demonstrar o porquê dele ser tão importante. J.W. N. Sullivan, um matemático e portanto, acostumado à precisão, definiu em uma única palavra a resposta que todos apresentamos a Ludw ig: reverência. Mas é uma reverência primariamente pela mente de Ludwig que podia conter tanto numa doce precisão, e então pela Mente em geral, da qua l ele era apenas um trans-receptor humano ou super-humano.

Maynard Solomon descreveu a estrutura beet hoviniana típica como uma combinação de movimento irresistível e tensão intolerável. Mas essa é exatamente a forma de toda a criatividade (poderia também descrever o orga smo e o parto); e é também a fórmula da Iluminação, que os Sufis nos garantem exis tir em três estágios; que qualquer ouvinte pode ouvir nas composições tardias de Beethoven:

1. Senhor, usai-me.

2. Senhor, usai-me mas não me quebreis.

3. Senhor, não me importo que me quebreis.

É grosseiro, logicamente, descrever a Quinta como uma meditação sobre o Destino; Ludwig começou ele próprio esta linha de interpretações, dizendo que o tema de abertura representa o Destino batendo à porta. Sullivan não estava exagerando quando disse que a resolução maior do tema é B eethoven pegando o destino pela garganta. Sullivan poderá estar ou não correto na su a posterior suposição de que o Destino representa principalmente a crescente surd ez de Beethoven e o Finale triunfante (tão amargamente alcançado) simboliza a sua descoberta de que ainda poderia compor, mesmo que não mais pudesse ouvir. É mais provável que a Quinta sumarize tudo que Beethoven conhecia sobre todas as suas lutas, incluindo, mas não limitadas, aos problemas sociais, medos artísticos, qua ndo sua surdez foi declarada incurável e progressiva; isto é talvez o porquê dela re fletir todas as nossas batalhas, todas que ganhamos e perdemos, e aquilo que aprendemos na vitória ou derrota.

Ninguém, talvez com a exceção de Shakespeare ou um maldito de um tolo iria produzir um tema em pentâmero iâmbico a partir da palavra nunca repetida cinco vezes; mas Shakespeare faz isto, e quando e onde o faz, pr oduz um dos seus efeitos trágicos mais poderosos. E ninguém além de Beethoven ou um maldito de um tolo, iria representar a unidade da tese e antítese (ou a Vontade Individual e o Destino Implacável) pela progressão do terceiro para o quarto Movime nto sem interpor a pausa tradicional; mas Beethoven faz isto, e faz funcionar. O gênio é a capacidade de conc eber o inconcebível, como quando Alekhine faz um cheque-mate no xadrez com um peão, enquanto que o seu oponente e presentes ficam se perguntando o que estariam planejando seus Cavalos ou a Rainha.

Existe um momento na litera tura que corresponde ao final da Quinta. É o clímax de Moby Dick quando Ahab finalmente percebe qu e era realmente Vontade de Deus que a baleia atacasse seus agressores e que ira igualmente a Vontade de Deus que ele não repousaria enquanto não enfrentasse a baleia novamente. Sou o Tenente do Destino, diz Ahab, e é precisamente isto que Beethoven apre ndeu em todas as suas lutas contra o Destino. Sou aquilo que foi, é e será, uma citação de uma oração egípcia, em hieróglifos, copiada de seu próprio punho, era mantida numa moldura em sua escrivaninha, onde compos seus últimos trabalhos. Talvez alguns místicos tenham alcançado níve is mais elevados de consciência do que Beethoven (talvez!), mas se assim for, não podemos saber isto. Alei ster Crowley certa vez espantou-me ao escrever que o artista é maior que o místico; um estranho comentário para um homem que foi ele própri o um artista medíocre (embora um grande místico). Ao ouvir Ludwig, cheguei a compree nder aquilo que Cromel queria dizer. O místico, a menos que ele ou ela sejam um artista, não pode comunicar os estados superiores de percepção alcançados pelo cérebro completamente sintonizado; mas o artista pode. Ouvindo Beethoven, compartilhamos em parte, de suas percepções expandidas e quanto mais ouvimos, mais compartilhamos. Finalmente, podemos acreditar na sua premissa: se alguém ouve aquela música de forma suficiente, nunca mais ficará infeliz.

E Ludwig? Terminou seus dias como um homem (relativamente) pobre, um velho roto; andando por Viena uivando e gritando nu ma voz desafinada enquanto construía internamente uma música que não conseguia ouv ir; esgueirando-se furtivamente para os bordéis porque, finalmente, havia aceitado que o Amor Romântico que ansiava, não fazia parte de seu Destino. Alguns de seus vi zinhos diziam que ele era louco. Mas o que estava ocorrendo em sua cabeça era a criação da Nona Sinfonia, da Missa Solemnis e dos Quartetos finais, a maior expressão ar tística em toda a história do roteiro do DNA desde a evolução da dança unicelular às lu tas e sofrimentos de organismos complexos, até a perspectiva extr aterrestre dos Imortais Cósmic os que gradualmente vamos nos tornando.

Justin Case (Robert Anton Wilson) Justin Case é um pseudônimo de Robert Anton Wilson. Tradução NoKhooja

Grato por compartillharem !

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/beethoven-como-informacao/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/beethoven-como-informacao/

O Ceticismo e o Pseudo-ceticismo

Embora as estatísticas mundiais apontem o ceticismo com um percentual bastante modesto em relação aos seguidores de religiões e organizações espiritualistas, a idéia que se tem ao abrirmos páginas de sites e blogs da internet é de que os céticos são maioria no planeta.

O ateísmo representa em torno de 2.5% da população mundial e segundo especialistas está em baixa, mostrando índices cada vez mais insuficientes. Normalmente os ateus se classificam como céticos por que o epíteto lhes serve de fórmula tácita abrangente aos seus protestos, englobando uma seqüência de posições antagônicas aos religiosos e aos demais seguidores de crenças. A presença mais vigorosa em seus argumentos é justamente a visão elitista que lhes confereria as ciências. Julgam oferecer ao mundo todos os necessários respaldos científicos em todas as respostas de discussões sobre a irracionalidade da existência de um Criador.

Os blogs e sites pululam na internet trazendo uma visão agressiva e estereotípica do ceticismo. O que os céticos procuram transmitir é que os estudiosos das ciências sabem a verdade, sabem que Deus realmente não existe, que as religiões são e sempre foram um mal para a humanidade, e os esotéricos, místicos e espíritas são todos uns alienados e ignorantes.

Há, no entanto, blogueiros mais lisos. Fingindo-se democráticos, dizendo-se entender todas as opções de correntes da religiosidade, desejam, em realidade, ver engrossadas suas colunas de debates e aumentados os seus links, pois se contradizem a todo instante ao escrever ou anexar artigos ora indutivos ora de cristalino entendimento contra a inteligência de quem não seja cético. É só observar como defendem com superioridade e absoluto orgulho suas opções ao ceticismo, e, por infelicidade da justeza do vocábulo, como “endeusam” aos pesquisadores e homens de ciências, notoriamente céticos e ateus. Na realidade, o endeusamento a esses pilares céticos se transforma num objeto de culto sob a absurda negativa das funções do aparelho psicológico humano montado pelas leis naturais da fisiologia objetiva e subjetiva. Há nisso um reconhecimento quase inconsciente de tudo quanto mentem a si mesmos. Eles sabem disso e fingem não saber, por isso se rebelam contra a natureza divina, lembrando a lenda dos Titãs.

Explico. O homem é um micro dentro de um macro. Deus é micro e macro ao mesmo tempo. Se o ateu se diz ateu porque nunca viu Deus fisicamente, o crente poderia dizer a mesma coisa, entretanto sua visão de Deus é outra. Os calhamaços da cultura acadêmica intoxicam os cérebros jovens de teorias céticas e pragmatismos das leis da física, buscando demonstrar como a razão sufoca e pulveriza as crenças. No entanto, seus arautos esquecem-se de ensinar que a matéria não criou a psique, nem da matéria exala-se o pensamento, mas bem ao contrário. Dirão que o pensamento se produz no cérebro por impulsos elétricos, porém os impulsos elétricos somente registram, a mente é o veículo pensante; o ego pensador é que opera numa escala de valores que vai desde o instinto pura e simplesmente às mais elevadas emocionalidades dos êxtases espirituais.

Os religiosos convictos sabem que há um Deus imanente e transcendente, explicado somente pela fé. O mesmo Deus dos religiosos é incursionado pelos estudos e sabedoria dos esotéricos, identificado por uma vida e uma via interna plenas de experiências inexprimíveis que se alcançam gradualmente nas sintonias com as leis da perfeição. Os céticos não conseguem ler essa mensagem interna, nem senti-la, mas não conseguem impedir que as leis naturais os levem para a mesma direção dos crentes e dos estudiosos e que neles também atuem. E por mais que neguem, vive-lhes a ânsia de um conhecimento transcendente à matéria, de um porque da misteriosa existência que os leva a tornarem-se impotentes à natural pressão de todos os seus átomos e células. Essa pressão os impulsiona a um artificial teísmo, logicamente materialista, a um objeto qualquer de sua escolha, normalmente as ciências como um todo, que os faz colocar nele toda a sua fé como compensação aos seus medos e incertezas. Ao invés dessa mentira e irracionalidade melhor seria conhecer a ciência perfeita de Deus.

#Ceticismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-ceticismo-e-o-pseudo-ceticismo

A História da Alquimia Ano a Ano

250000 aC – Possível origem da humanidade (homo sapiens) de acordo com pesquisas genéticas recentes
30000 aC – Idade de ouro do ciclo equinocial anterior. Data das lendas de Lemúria e Atlântida
15000 aC – Idade de ouro e início da descida na escuridão do atual ciclo equinocial.
12000 aC – País indiano de Rama, resquicios da civilização védica
8000 aC – Esfinge foi construída, acredita-se que os atlantes tenham levado seu conhecimento para o continente africano
5000 aC – 2000 aC – A Suméria se torna o berço da civilização no Ocidente
3000 aC – Unificação do Alto e Baixo Egito pelo Rei Menes, Capital está em Memphis
2900 aC – 2500 aC – Antigo Reino do Egito: Dinastias 3-6
2900 aC – Minas de ouro núbias em operação.
2100 aC – Epopeia de Gilgamesh fala sobre uma planta da Imortalidade
2160 aC – 1.800 aC –  Império Médio: Dinastias 11-12
2000 aC – 1.600 aC – Proto-alquimia é praticada na Caldéia
1800 aC – 500 dC – Os mistérios de Elêusis surgiram em Elêusis
1500 aC – 1.100 aC – Novo Reino, ou Império: Dinastias 18-20
1300 aC – Zaratustra funda o zoroastrismo
1150 aC – Provavel origem do  I-Ching
624 a.C – Tales de Mileto inicia a filosofia naturalista pré-socrática
600 aC – 492 aC – A Escola Pitagórica é fundada em Crotona, Itália
525 aC – 430 aC – Empédocles: Doutrina dos quatro elementos
300 aC – Teofrasto: Filósofo e naturalista
300 aC – Lao Tzu, fundador do taoísmo filosófico
249 aC – 210 aC – Shih Huang Ti, imperador, lendário fundador da alquimia na China
240 aC  – Papiro de Ani (versão do livro egípcio dos mortos)
200 aC – Bhagavad Gita
200 aC – Bolus de Mende: ‘Virtudes’ de animais, plantas e pedras
200 aC – 100 dC – Os essênios
200 aC – 500 dC – Mithraic Mysteries – Uma escola de mistérios iniciática na qual os alunos foram gradualmente introduzidos às verdades astronômicas através de símbolos, e como o conhecimento delas poderia levar o buscador à união com o poder por trás de toda a existência. Esta combinação de estudo científico, iniciação simbólica e união cósmica é uma característica do trabalho Rosacruz.
156 aC – 87 aC – Wu Ti, imperador chinês, patrono da alquimia e artes aliadas.
145 aC – 87 aC – Ssu-ma Ch’ien, historiador, mencionando pela primeira vez a alquimia na literatura cinesa
100 aC – 150 dC – Wei Po-yang, chamado de “Pai da Alquimia”, autor do primeiro tratado dedicado inteiramente à alquimia
4 aC – 33 dC – Jesus funda o cristianismo
1 aC – presente tradição hermética
23-79 —  Plínio, o Velho: História Natural
46 – São Marcos encontra Ormus, o sábio egípcio. Juntos, eles fundaram a Igreja Copta e os primórdios da Irmandade da Rosa Cruz (de acordo com a lenda maçônica)
100 – Demócrito: Receitas para colorir ou ligar metais básicos
100 – Maria, A Judia:  Líder Alquimista Operativa
100 – 200 – Cleópatra: Alquimista Operativa
100 – 300 –  Composição do Corpus Hermeticum, uma coleção de vários textos gregos dos séculos II e III, sobreviventes de uma literatura mais extensa, conhecida como Hermetica.
276 – Mani, sumo sacerdote persa de Zoroastro crucificado (Manichaesim)
281 – 361  – Jin Ge Hong, o principal alquimista chinês
296 – Diocleciano: Suposta proibição da alquimia
300 – Zósimo de Panópolis (alquimista helenístico) escritor de um dos mais antigos tratados alquímicos sobreviventes
500 – Conquista árabe do Egito. Árabes redescobrem a Alquimia e a Hermética
600 – O Sefer Yetzirah, um importante texto cabalístico, é editado. É o primeiro livro existente sobre esoterismo judaico.
610 a 632 – Muhammad recebe o Alcorão.
650 – Khalid ibn Yazid, alquimista árabe
700 – Século VIII. Cópia de um Ms alexandrino dá a primeira menção registrada da palavra Vitriol. A mesma senhora dá a primeira menção ao cinábrio (sulfeto de mercúrio)
721 – Jabir ibne Haiane
776 – Geber, o alquimista árabe cujo nome verdadeiro foi afirmado como Jabir Ben Haiyan ou Abou Moussah Djafar al Sofi, está ativo. De acordo com o Kitab-al-Fihrist do século X, Geber nasceu em Tarso e viveu em Damasco e Kufa.
796 – Lü Dongbin escreve o Segredo da Flor de Ouro
854 – Abu Bakr al’Rāzī
900 – Muḥammad ibn Umayl al-Tamīmī, alquimista árabe
920 – Rhazes, um médico árabe
940 – Ibn Wahshiyh, Abu Baker, alquimista árabe e botânico
950 – A- Majrett’ti Abu-alQasim, alquimista e astrólogo árabe
954 – Alfarabi, um alquimista árabe
1000 – Codex Marciano 299: Primeiro MS alquímico grego sobrevivente
1030 – Avicena, um médico árabe
1054 – Roma se separa da igreja ortodoxa, forma a igreja católica
1063 – Al Tughrai, poeta e alquimista 
1099 – Godfri de Bouillion toma Jerusalém
1100 – Fundação da Ordem de Sion por Godfri de Bouillion. Sua sede foi estabelecida no Monte Sião, fora da cidade de Jerusalém
1100 – Al-Tuhra-ee, Al-Husain Ibn Ali, alquimista árabe
1110 – EC Kalid, um rei no Egito
1128 –  Cavaleiros Templários obtêm Carta Papal e se tornam Ordem Monástica.
1141  – Robertus Ketenensis, tradutor latino da alquimia árabe
1144 – Primeiro tratado alquímico ocidental datado – Robert de Chester Depositione alchemiae
1150 – Turba philosophorum traduzido do árabe
1160 – Artephius (alquimista) afirma em seu ‘Livro Secreto’ que ele viveu por 1000 anos antes desta data devido ao uso do Elixir da Vida.
1188 –  Cavaleiros Templários se separam da Ordem de Sion no corte do Elm. Ordre de Sion muda seu nome para L’Ordre de la Rose Croix Veritas e adota o segundo título de “Ormus”.
1199 – Data aproximada Romances do Graal apareceram na Europa Ocidental
1200 – O Picatrix (O Objetivo do Sábio) é um grimório de origens incertas com orientações talismânicas e astrológicas, o texto vem claramente de um ethos não europeu. Foi atribuído a al-Majriti (um matemático andaluz), mas essa atribuição é duvidosa, e o autor às vezes é listado como Pseudo-Majriti.
1214 – Roger Bacon, alquimista, ocultista e frade franciscano, nasce. Bacon, também conhecido como Doutor Mirabilis (latim: “professor maravilhoso”), eventualmente coloca uma ênfase considerável no empirismo e se torna um dos primeiros defensores europeus do método científico moderno.
1231 – Primeira menção de alquimia na literatura francesa – Roman de la Rose. William de Loris escreve Le Roman de Rose, auxiliado por Jean de Meung, que também escreveu The Remonstrance of Nature to the Wandering Alchemist e The Reply of the Alchemist to Nature
1232 – Abraham Abulafia, cabalista siciliano, fundador da cabala extática, nasce em Saragosa.
1232 – Raymond Lull, um alquimista que se acredita possuir uma energia física e mental titânica, que se jogou de corpo e alma em tudo o que fez, nasce. Os escritos atribuídos a Lull incluem vários trabalhos sobre alquimia, mais notavelmente Alchimia Magic Naturalis, De Aquis Super Accurtationes, De Secretis Medicina Magna e De Conservatione Vitoe.
1234 – Albertus Magnus – alquimista, estudioso, filósofo e cientista nasce. Nada menos que 21 volumes de fólio alquímicos são atribuídos a ele
1235 – Robert Grosseteste, Bispo de Lincoln, discute a transmutação de metais em De artibus liberalibus e De generatione stellarum.
1256- O rei Alfonso, o Sábio de Castela, ordena a tradução de textos alquímicos do árabe. Supõe-se que ele tenha escrito Tesoro um tratado sobre a pedra filosofal
1270 – Roger Bacon, populariza o uso da pólvora
1270 – Tomás de Aquino é simpático à ideia de transmutação alquímica em sua Summa theologia. Em seu Thesaurus Alchimae, Aquinus fala abertamente dos sucessos de Albertus e de si mesmo na arte da transmutação.
1272  – Capítulo Provincial em Narbonne proíbe os franciscanos de praticar a alquimia.
1275 – Ce Ramon Lull Ars Magna.
1280 – Sefer Ha-Zohar, um texto cabalístico essencial, faz sua primeira aparição escrita, escrita por Moses de León, mas atribuída a Simon ben Yohai.
1280 – 1368 – Dinastia Yuan (Mongol) , trazendo a China e a Europa em contato direto por quase um século,
1289 – Albertus Magnus, Bispo de Ratisbona
1298 – Alain de Lisle. Há também relatos anteriores de Alanus de Insulis, nascido em Rijssel em 1114 EC na Holanda, mais tarde abade de Clairvaux e bispo de Auxerne
1300 – Sefer Raziel HaMalakh “Livro de Raziel, o Anjo”
1300 – Pedro de Abano ou Apone
1300 – Arnald de Villanova escreve uma série de tratados importantes sobre alquimia Quaestiones tam esseentiales quam acidentales, Epistola supe alchemia ad regem Neapolitanum, De secretis naturae, Exempla de arte philosophorum
1307 – Templários se estabelecem ou buscam refúgio na Escócia
1310 – Al-Jildaki, Muhammad Ibn Aidamer, alquimista árabe que compartilhou conhecimento com certos Templários
1310 –  Jean de Roquetaillade
1312 –  Os Cavaleiros Templários são extintos, exceto alguns, quando a ordem é dissolvida pelo Conselho de Vienne. Toda a propriedade dos Templários é transferida para os Cavaleiros de São João (Os Hospitalários)
1314 – Raymond Lully, um prelado espanhol
1314 – Jacques de Molay, Grão-Mestre dos Cavaleiros Templários, é queimado na fogueira
1315 – Raimundo Lulio
1317 – A primeira ordem Rosacruz é formada: a francesa Ordre Souverain des. Frères Aînés de la Rose Croix
1317 – A Bula Papal do Papa João XXII, Spondet quas non exhibent, é emitida contra aqueles que praticam a alquimia. Os cistercienses proíbem a alquimia.
1317 – Fundada a Frères Aînés de la Rose + Croix
1323 – Os dominicanos na França proíbem o ensino de alquimia na Universidade de Paris e exigem a queima de escritos alquímicos
1329 – Rei Edward III pede a Thomas Cary para encontrar dois alquimistas que escaparam, e para encontrar o segredo de sua arte
1330 d.C. – Nasce Nicolas Flamel. Flamel torna-se um escritor de sucesso, vendedor de manuscritos e alquimista. Flamel é atribuído como o autor do Livre des Figures Hiéroglypiques, um livro alquímico publicado em Paris em 1612 e depois em Londres em 1624 como “Exposição das Figuras Hieroglíficas”. fizeram a Pedra Filosofal que transforma chumbo em ouro, e alcançaram a imortalidade em uma única encarnação, juntamente com sua esposa Perenelle. O Papa João XXII dá fundos ao seu médico para montar um laboratório para um ‘certo trabalho secreto’.
1338 – Hospitalários adquirem Templar Holdings na Escócia
1340 – Jean de Meung, autor of o Romance da Rosa
1356 – Papa Inocêncio VI aprisiona o alquimista catalão João de Rupescissa, que insiste que o único propósito real da alquimia é beneficiar a humanidade. As obras de Rupescissa estão repletas de preparações medicinais derivadas de metais e minerais e ele enfatiza os processos de destilação que aparentemente separam as quintessências puras da matéria bruta das substâncias naturais.
1357 – Comentário de Hortulanus sobre a Tábua de Esmeralda de Hermes
1376 – O Directorium inquisitorum dominicano, o livro-texto para inquisidores, coloca alquimistas entre magos e magos.
1380 – EC Rei Carlos V, o Sábio, emite um decreto proibindo experimentos alquímicos
1380 – Bernardo de Trevisa
1388 – Geoffrey Chaucer Canterbury Tales discutiu a alquimia no Canon’s Yeoman’s Tale
1394  – Christian Rosenkreuz começa sua peregrinação aos dezesseis anos. Isso o leva à Arábia, Egito e Marrocos, onde entra em contato com sábios do Oriente, que lhe revelam a “ciência harmônica universal”
1396 – Ordem do Dragão é confirmada para existir neste momento, embora a data de fundação não seja clara
1398 – Suposta data em que Christian Rosencruez funda a Ordem Rosacruz
1403 – Rei Henry IV da Inglaterra emite uma proibição de alquimia e para parar dinheiro falsificado
1415 – Nicholas Flamel, um benfeitor dos pobres de Paris
1450 – Basílio Valentim, prior de um mosteiro beneditino
1452 – Leonardo da Vinci
1453 – Joost Balbian, alquimista holandês nascido em Aalst
1456 – 12 homens pedem a Henrique VI da Inglaterra uma licença para praticar alquimia
1470 – Der Antichrist und die funfzehn Zeichnen (o livro do anticristo) associa alquimistas com demônios e Satanás
1471 – George Ripley Composto de alquimia. A tradução de Ficino do Corpus Hermeticum
1476 – George Ripley escreve Medula alchemiae.
1484 – Christian Rosenkreutz, Frater C.R.C., o fundador da tradição Rosacruz, passa de acordo com a Confessio Fraternitatis. Avicena escreve De anima.
1484 – De anima de Avicena. Hieronymous Bosch Jardim das delícias terrenas
1485 – Summa perfectis, atribuída a Geber, é publicada. Neste importante texto alquímico, a teoria enxofre-mercúrio forma a base teórica para a compreensão dos metais, e o alquimista é informado de que deve dispor essas substâncias em proporções perfeitas para a consumação da Grande Obra. Geber descreve em detalhes consideráveis ​​os processos de laboratório e equipamentos do alquimista
1493 – Nasce Phillip von Hohenheim, ele mais tarde assume o nome de Philippus Theophrastus Aureolus Bombastus von Hohenheim, e mais tarde recebe o título de Paracelsus, que significa “igual ou maior que Celsus”.
1505 – Levinus nascido em Zierikzee, Holanda
1516 – Trithemius de Spanheim
1519 – Braunschweig’s Das Buch zu destillieren
1527 – John Dee, notável matemático galês, astrônomo, astrólogo, geógrafo, ocultista e consultor da rainha Elizabeth I, nasce em Londres.
1530 – Georgius Agricola Bermannus, livro sobre mineração e extração de minérios
1532 – A versão mais antiga do Splendor Solis, um dos mais belos manuscritos alquímicos iluminados. A obra consiste em uma sequência de 22 imagens elaboradas, dispostas em bordas e nichos ornamentais. O processo simbólico mostra a clássica morte e renascimento alquímico do rei e incorpora uma série de sete frascos, cada um associado a um dos planetas. Dentro dos frascos é mostrado um processo envolvendo a transformação de símbolos de pássaros e animais na Rainha e Rei, na tintura branca e vermelha.
1533 – Cornélio Agripa publica dos Três Livros de Filosofia Oculta
1541 – In hoc volumine alchemia primeiro compêndio alquímico
1550 – O Rosarium philosophorum, atribuído a Atribuído a Arnoldo di Villanova (1235-1315), é publicado pela primeira vez, embora tenha circulado em forma de manuscrito por séculos.
1552 – Nasce o imperador Rudolph II. A astronomia e a alquimia tornaram-se a ciência dominante na Praga renascentista e Rudolf era um devoto firme de ambas. Sua busca ao longo da vida é encontrar a Pedra Filosofal e Rudolf não poupa gastos para trazer os melhores alquimistas da Europa à corte, como Edward Kelley e John Dee. Rudolf até realiza seus próprios experimentos em um laboratório alquímico privado.
1555 – Agrícola
1560 – Denis Zachaire
1560 – Heinrich Khunrath nasce em Leipzig. É evidente que o primeiro manifesto rosacruz, o Fama Fraternitatis, é influenciado pela obra deste respeitado filósofo hermético e autor de “Amphitheatrum Sapientiae Aeternae” (1609), uma obra sobre os aspectos místicos da alquimia, que contém o gravura intitulada ‘A Primeira Etapa da Grande Obra’, mais conhecida como o ‘Laboratório do Alquimista’.
1561 – Jacopo Peri cria a Opera
1566 – Michael Maier, alquimista rosacruz e filósofo, médico do imperador Rudolph II, nasce Meier torna-se um dos mais destacados defensores dos Rosacruzes, transmitindo com clareza detalhes sobre os “Irmãos da Rosa Cruz” em seus escritos.
1571 – Johannes Pontanus, nascido em Hardewijk, Holanda, estudou o caminho de Artepius junto com Tycho Brahe. Morreu em 1640
1589 – Edward Kelley embarca em suas transmutações alquímicas públicas em Praga
1599 – A primeira aparição de uma obra de Basílio Valentim, o adepto alemão e monge beneditino, na filosofia alquímica é comumente suposta ter nascido em Mayence no final do século XIV. Suas obras eventualmente incluirão o Triumphant Chariot of Antimony, Apocalypsis Chymica, De Microcosmo degue Magno Mundi Mysterio et Medecina Hominis e Practica un cum duodecim Clavibus et Appendice.
1608 – Seton o cosmopolita, Isaac Hollandus
1608 – John Dee
1609 -André Libavius
1612 – Flamel figuras hierogliphiques (primeira publicação). Ruland’s Lexicon alchemiae.
1614 -A Fama Fraternitas, o primeiro manifesto Rosacruz é publicado. 1615 – Publicado o Confessio Fraternitatis
1616 – Publicado o Bodas Químicas de Christian Rosenkreutz
1617-  Oswald Croll
1620 – Jean d’Espagnet, autor do Arcano Hermético
1626 – Goosen van Vreeswyk, o mestre da montanha holandês. Morreu em 1690
1628 – Theodor Kerkring, bron em Amsterdã,
1629 – George Starkey (Irineu Filaleto)
1636 – -Michael Sendivogius
1638 – Robert Fludd, teólogo e místico
1640 – Albaro Alonso Barba Arte dos metais
1643 – Johannes van Helmont
1643 – Isaac Newton
1646 – George Starkey
1648 – Elias Ashmole, o antiquário
1650 – Rudolf Glauber, médico
1652 – Georg von Welling, um escritor alquímico e teosófico bávaro, nasce. Von Welling é conhecido por seu trabalho de 1719 Opus Mago-Cabalisticum et Theosophicum.
1666 – EC Relato de Helvécio sobre a transmutação em Haia. Crassellame Lux obnubilata
1668 – Rober Boyle, químico
1667 – Johan de Monte Snijder realizou uma transmutação em 1667 para Guillaume em Aken, Holanda
1667 – Eirenaeus Philalethes Uma entrada aberta para o palácio fechado do Rei
1675 – EC Olaus Borrichius
1677 – EC Mutus Liber
1690 – Publicação da tradução inglesa do Casamento Químico de Christian Rosenkreutz
1691 – Nascimento de Saint Germain
1710 – Samuel Richter começa a formar a Ordem da Cruz Dourada e Rosada Lascaris, um adepto/monge grego que viveu na Holanda por um tempo, e depois foi para Berlim, onde deu a J.F. Böttger a pedra
1717 – Grande Loja da Maçonaria Inglesa fundada
1719 – Georg von Welling “Opus Mago-Cabalisticum et Theosophicum” é publicado. Esta é uma obra esotérica importante e influente, que influencia vários autores subsequentes, incluindo Goethe, que a examinou durante seus estudos alquímicos.
1723 – Auera Catena Homeri , escrita ou editada por Anton Josef Kirchweger, é emitida pela primeira vez em Frankfurt e Leipzig em quatro edições alemãs em 1723, 1728, 1738 e 1757. Uma versão latina é emitida em Frankfurt em 1762 e outras edições alemãs Segue. Este trabalho tem uma enorme influência na alquimia Rosacruz e na Ordem Dourada e Rosacruz. No final do século XVIII
1735 – Abraham Eleazar Uraltes chymisches Werck
1737 – Jean Christophe Kunst, um professor alemão
1739 – Matthieu Dammy, um dos últimos famosos alquimistas parisienses, publicou suas obras em Amsterdã
1743 – Alessandro Cagliostro
1750 – Nasce o Dr. Sigismond Bacstrom, médico que também era alquimista e Rosacruz. Acredita-se que seja de origem escandinava, passou algum tempo como cirurgião de navio.
1751 – Tarot de Marselha
1776 – Adam Weishaupt forma a Ordem dos Illuminati da Baviera
1780 – A ordem dos Irmãos Asiáticos (Fratres Lucis) é fundada por Hans Heinrich von Ecker und Eckhoffen como uma ordem cismática da Cruz Dourada e Rosada. Os Irmãos Asiáticos admitem judeus e as doutrinas teosóficas e regulamentos cerimoniais da Ordem são baseados na Cabala
1785 – Geheime Figuren Os Símbolos Secretos dos Rosacruzes
1791 – Dr. Sigismund Bacstrom é iniciado em uma sociedade Rosacruz pelo Conde de Chazal na Ilha de Maurício. O conde, então um venerável ancião de cerca de 96 anos, parece ter visto em Bacstrom sua grandeza de estudante hermético e se ofereceu para aceitá-lo como aluno e ensinar-lhe a grande obra. Durante este período, Bacstrom foi autorizado a realizar uma transmutação sob a orientação de Chazal e usando suas substâncias. O conde de Chazal estava ligado à corrente francesa do rosacrucianismo, provavelmente ligada ao conde de St Germain.
1798 – Ethan Hitchcock
1813 – Operas de Richard Wagner
1817 – Mary Anne Atwood
1858 – Pascal B. Randolph funda a Irmandade Hermética de Luxor
1875 – Carl Gustav Jung
1877 – Fulcanelli
1887 – Fundação da Hermetic Order of the Golden Dawn
1889 – Lilly Kolisko
1891 – Fundação da Ordem Martinista
1898 – Rubellus Petrinus, alquimista português
1908 – Publicação do Kybalion
1909- Max Heindel funda a Fraternidade Rosacruz
1911 – Frater Albertus
1914 – Herbert Silberner publica Problems of Mysticism and its Symbolism.
1915 – Harvey Spencer Lewis funda a Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis
1915 – Marie-Louise von Franz
1919 –  Jean Dubuis
1920 – Timoth Leary
1921 – Pansophia Lodge é fundado por Heinrich Traenker
1929 – Manfred M. Junius
1931 – Stanislav Grof
1932 – Robert Anton Wilson
1959 – Paracelsus Research Society é fundada
1960 – Inicio da publicação do anuário Alchemical Laboratory Bulletins
1970 – Roger Caro revela a existência do Frères Aînés de la Rose-Croix
1979 – Les Philosophes de la Nature (LPN) é fundada
1980 – A Sociedade de Pesquisa Paracelsus é renomeada para Paracelsus College
1984 – A Biblioteca Ritman (Bibliotheca Philosophica Hermetica) é criada.
1990 – O grupo Gallaecia Arcana Philosophorum é fundado
1995 – Publicado o The Alchemical Tarot de Robert Place
2003 – The Alchemy Guild é estabelecida
2007 a 2009 – Primeira, Segunda e Terceira Conferência Internacional de Alquimia
2010 – Inner Garden Foundation é fundada
2011 – Quarta Conferência Internacional de Alquimia
2018 – Quinta Conferência Internacional de Alquimia

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alquimia/a-historia-da-alquimia-ano-a-ano/

A Missa de Panielo

Com o advento do capitalismo e a preocupação crescente no acúmulo de bens & capital, o inconsciente coletivo da humanidade acabou por resgatar uma das imagens arquetípicas primordiais: Papai Noel.

Papai Noel, como atribuição arquetipica, é visto como um velhinho simpático, que deseja sempre o bem para os seus & retribui este bem, ou seja, as boas ações, com presentes. Deste arquétipo principal derivou-se uma egrégora universal, onde um Papai Noel mundial percorre todo o globo na noite de Natal (25 de dezembro no calendario juliano, data aceita como o dia do nascimento do deus sacrificado do catolicismo) distribuindo presentes para as crianças que se comportaram conforme os padrões morais-éticos estabelecidos na época.

Esta egrégora é alimentada pelos proprio beneficiários, ou seja, as crianças. Milhões de crianças, de varios credos, raças e idades (devido à globalização da economia) unem sua vontade numa grande evocação onde pedem, fervorosamente, que Papai Noel traga, na noite de Natal, o seu presente, a sua paga pelo bom comportamento no decorrer do ano.

Papai Noel, como egrégora, vem sido alimentado há algumas décadas. O ritual da Missa de Papai Noel (PANIELO) tem como objetivo utilizar a imagem de Papai Noel como foco mágico para a concentração da vontade e reflexo das necessidades do conjurador. Sendo assim, o ritual conjura a egrégora e apresenta o desejo que cada conjurador quer ver realizado. A energia dispendida no ritual é acumulada pela egrégora, transmutada e devolvida ao conjurador na forma de seu pedido realizado.

Preparação & Materiais

O ritual deve ser realizado em um ambiente fechado, aconchegante e familiar a todos os participantes. São preferíveis ambientes tipicamente burgueses, como a sala de uma casa de familia “respeitável”, que possua, preferencialmente, uma lareira.

Deve-se encontrar um “pinheiro” (normalmente o topo deste), que caiba dentro da sala. Este pinheiro deve ser enfeitado com bolas de cristal multicoloridas, mini-lâmpadas coloridas que piscam, pequenas imagens com motivos natalinos (i.e. embalagens imitando presentes, trenos, papai-noelzinhos, etc). Não é necessário restringir os bibelôs à arvore, sendo que toda a sala pode ser enfeitada, conforme a vontade dos participantes (mas sempre seguindo a linha de motivos natalinos). A lareira, se existir, deve ser enfeitada com um cuidado especial, e nela devem ser penduradas meias (uma para cada participante).

O enfeite da árvore é de suma importância, visto que serve como um ponto de referência ao Papai Noel, para que ele reconheça a casa onde espera-se sua visita.

Esta preparação material deve ser feita pelo menos uma semana antes da realização do ritual. A sala deve ser mantida, durante essa semana, limpa e em “ordem” (i.e. ordem simétrica). Todos os participantes devem estar presentes durante a preparação da árvore e da sala, e se mostrar dispostos a ajudar na preparação.

A egrégora atual de Papai Noel tem como imagem um homem idoso (70-80 anos), caucasiano, de cabelos brancos bem aparados, uma barba longa (que vai até o meio do peito) branca e plena, bem aparada e limpa. Seu rosto apresenta poucas rugas, sendo mais visíveis quando sorri. Dentes limpos, simétricos e brilhantes. Usa um óculos de aros redondos, de grau imperceptível. Apresenta-se como obeso (120-150 kg), mas de uma forma bem “distribuída” entre os membros do corpo. É ginecomasta e possui um abdômem proeminente. Veste-se com um tecido vermelho acetinado, com as bordas brancas. Calça e camisa compridas, com um grande macacão para proteção contra frio extremo, botas pretas fechadas até o tornozelo, luvas brancas finas e um cinto preto, com uma grande fivela dourada. Utiliza um gorro em forma de cone, do mesmo tecido da roupa, e uma bola de pêlos pende da ponta do cone. Vive em uma parte obscura do Pólo Norte, provavelmente no subterrâneo. Desloca-se com a ajuda de um grande trenó dourado, próprio para neve, puxado por seis renas “mágicas”, que têm a capacidade de voar. Papai Noel traz consigo um grande saco vermelho, onde carrega os presentes que vem entregar.

O ritual deve ser realizado durante a noite, preferencialmente à meia-noite do dia 24 de dezembro. Os conjuradores devem escolher um simbolo qualquer para representar seu pedido, podendo ser um sigilo ou qualquer outro símbolo que contenha a ideia do pedido.

No dia da conjuração os participantes devem se reunir pelo menos uma hora antes do inicio da evocação. Durante essa hora os participantes podem utilizar qualquer tipo de substância que aumente sua percepção ou leve a estados catabólicos. Neste ínterim deve-se refletir ou mesmo comentar com os colegas seu pedido ao Panielo (Papai Noel).


A Conjuração

Na hora marcada, os participantes devem se reunir ao redor da arvore e bradar, em voz alta e com extremo desprendimento, apontando com o símbolo de seu pedido para a árvore, esta conjuração:

Vem turbulento pela noite! Vem!

De PANIELO! Iô PANIELO!

Iô PANIELO! Iô PANIELO! Do mar de além

Vem do Pólo Norte! Vem!

Vem trazer meu presente! Vem!

Sem mais demora! Vem!

Cortando o céu em seu trenó! Vem!

Com as renas cavalgando as nuvens! Vem!

Trazendo meu presente! Vem!

Iô PANIELO! Iô PANIELO!

Com sua barba branca! Vem!

Vem trazer meu presente! Vem!

Eu fui um(a) bom(a) menino(a)! Vem!

Ó PANIELO! Iô PANIELO!

Iô PANIELO! Iô PANIELO! Iô PANIELO!

Deve seguir uma grande gargalhada como a de Papai Noel (Hô! Hô! Hô!). Durante toda a conjuração cada participante deve visualizar um grande trenó cruzando o globo, saindo do Pólo Norte e dirigindo-se para onde o grupo agora se encontra. Dentro do trenó, o conjurador deve visualizar Panielo e seu saco, contendo seu presente.

Logo após a gargalhada, faz-se alguns instantes de silêncio, onde reflete-se novamente sobre o pedido feito ao Panielo. Então cada um dos participantes (um de cada vez) brada, em voz alta, segurando no ar (sobre a cabeça) o símbolo do pedido, esta fórmula:

Sim, Panielo! Eu fui um(a) bom(a) menino(a)!

Traga meu presente que é [falar o pedido], sem mais demora!

Repete-se a gargalhada em coro e faz-se mais alguns instantes de silêncio. Logo após finaliza-se bradando estas palavras:

Está feito!

Panielo ouviu meu clamor!

Satisfez meu desejo!

Agora volte para o Polo Norte, Panielo!

Continuarei a ser um(a) bom(a) menino(a)!

Agora cada participante gargalha livremente, de preferência até a exaustão, com grande desprendimento e entrega.

Conclusão

Dependendo da vontade de cada um, segue-se à conjuração uma grande orgia, ou um grande festim, onde cada participante deve abandonar o simbolo de seu pedido e esquecer completamente o pedido em si.

Se todos os passos do ritual forem realizados com grande devoção e desprendimento, o pedido será realizado.

 

por Leghba Valys 418 em 19980427 e.v.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/a-missa-de-panielo/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/a-missa-de-panielo/

Autopsicografia

Como eu havia dito anteriormente, o papa Marcos I, que também foi considerado um poeta, começou a compilar a lista de bispos e mártires que se ajustassem aos interesses da Igreja Roma. Ele permaneceu no cargo apenas nove meses até seu falecimento (é o que chamamos de “papa de transição”), sendo substituído pelo 35º papa, Júlio I.
Júlio I, assim como os primeiros “papas” oficializados por Constantino, era um tremendo fingidor. Finge que comemora o nascimento de Jesus no dia 25 de Dezembro apenas para agradar às massas, pois a festa do Solis Invictus já era comemorada há pelo menos 500 anos nesta data (mas, através da “fé” acaba convencendo tão completamente as pessoas que até os dias de hoje tem gente acreditando mesmo que Jesus nasceu neste dia). Ele provavelmente gostou da idéia, pois é em seu comando que o primeiro calendário com as festas católicas começa a ser elaborado (e adivinhem se cada data “coincidentemente” não chega a cair exatamente sobre as festas pagãs?).
O próximo papa chama-se Libério. Depois de fingir que fazia parte de uma seita ariana durante alguns anos (Arianismo é considerado mais uma heresia, pode adicionar na nossa lista), Libério retorna a Roma e vira a casaca, passando a perseguí-los. Neste meio tempo, instauram um antipapa chamado Félix II (um antipapa é como um vilão dos quadrinhos… é alguém que também se intitula papa ao mesmo tempo que o outro cardeal e surge uma cisma. O vencedor da disputa acaba virando o papa e o perdedor conhece a dor dos hereges e excomungados).
São Damaso I assume o cargo em 366 DC. Neste ponto, Constantino estava no auge de seu poder, coordenando a “Reestruturação do cristianismo segundo as doutrinas de Roma” (leia-se causar muita dor em qualquer seguidor de Yeshua que não concorde em seguir o Jesus-Apolo de Constantino). Damaso é conhecido por coordenar a “tradução” da bíblia e compilação dos capítulos e trechos que interessavam deveras ao Pontifex Maximus (líder da religião pagã em Roma). Em 376, o Imperador Graziano recusa este título, entregando-o para o papa, que sente o acumular do poder sobre os cristãos e sobre os pagões ao mesmo tempo!!!
Em 384 entra São Sirício, que instituiu o celibato para padres, bispos e para os cardeais. A razão para isto é que quando um padre falecia, a Igreja precisava tomar conta de sua esposa e filhos e o papado não desejava abrir os cofres sagrados pagando pensões a viúvas e filhos. É importante lembrar que naquele período não existia “salário” para padres e pastores; todas as suas contas eram pagas pela igreja (mais ou menos como os pastores evangélicos fazem hoje em dia). Também foi responsável pela equipe de tradução que lêem e traduzem para o clero os textos que chegam das seitas devastadas.
Anastásio I ficou no poder de 399 DC a 401 DC e escreve uma bula exigindo que os sacerdotes ficassem de pé na missa durante a leitura dos evangelhos (exceto se isto lhes causasse dor ou desconforto durante a lida); Inocêncio I assume o papado em 401 DC para logo em seguida Roma ser saqueada pelos Visigodos. Zózimo I assume o papado após sua morte, em 417, continuando a guerra contra a heresia do Pelagianismo (o Pelagianismo é a doutrina que diz que as pessoas vão para o céu se forem boas pessoas, independentes de “aceitarem Jesus” ou não). Esta briga entre os que pregavam a “salvação pelos atos” versus os que pregavam a “salvação apenas através da Igreja católica” ainda duraria muitos e muitos anos. Bonifácio I, Celestino I e Sisto III sentem bem as discussões com os antipapas e com outros heréticos.
Leão I, o 45º papa, conhecido como “Magno”, não teve um papado fácil. Assumiu o trono entre 440 e 461 e neste período, Roma foi saqueada pelos hunos e pelos vândalos. Mas este foi um papa macho, mesmo com as duasinvasões que ele teve de passar. Há relatos que, quando Átila o huno estava causando no ocidente, o papa montou um exército e foi até Mântua para negociar um acordo de paz com o velho Átila… todos achavam que o papa seria trucidado, mas ele conseguiu!
Em 461 assume o papa Hilário I. Ele só estabeleceu que para ser sacerdote era necessário possuir uma profunda cultura e que pontífices e bispos não podiam designar seus sucessores. Hilarus era o deus pagão da alegria. Achei curioso o papa adotar um nome pagão, se todos os pagões são satanistas pelos próprios critérios da Igreja… o que nos demonstra que até aquele momento há uma tolerância em relação aos deuses romanos, que como veremos daqui a pouco, ficará cada vez menor.
Durante seu pontifado ocorre a Queda do Império Romano. Definitivamente a Igreja de Roma não achou isso muito hilariante. Em 483 assume Félix III (ou Félix II, dependendo se você vai contar o anti-papa Félix II ou não). Para quem ficou curioso, ao todo existiram 39 anti-papas reconhecidos.
Além de Felix II, aparecem outros cardeais desafiando o papado. Felix alega que eles não têm direito sobre a cadeira de Pedro. E assim, excomunhões de ambos os lados e muitos envenenamentos depois, Gelásio I assume a cadeira de Roma. No meio de anti-papas e hereges (em seu papado enfrentou o Maniqueísmo, Arianismo e pelagianismo), como primeiro ato, declara que a figura do papa não poderia mais ser julgada por ninguém. Isto estabelece as bases da famigerada “Infabilidade papal” ou em outras palavras: “eu estou certo e vocês vão parar nas calhas de roda” (o costume da fogueira ainda estava sendo absorvido dos celtas, que queimavam seus inimigos em grandes bonecos de palha chamados Wicker Man). Gelásio também absorveu a “Gira (festa) de São Valentin”, transformando os bacanais pagãos em algo mais palatável à moral e aos bons costumes, que chamamos hoje de “dia dos namorados” (comemorado dia 14 de fevereiro).
Anastácio I tentou converter os francos e aquele povo pacífico que morava no sul da França e cultuava a Madonna Negra. Foi o primeiro a considerar a imagem blasfema. Dante Aliguieri (um iniciado) o coloca no Inferno em seu poema “Divina Comédia” por isso.
Em 498, com o falecimento de Anastácio, dois papas começam a disputar o papado. Símaco e Lourenço possuíam igual poder político e as guerras escalaram para um estado tal de violência que decidiram chamar o rei Teodorico (que era pagão) para decidir quem deveria ser o papa. Isso é tão absurdo quanto hoje em dia chamar o Richard Dawkins para decidir quem deveria ser o papa em caso de empate.
Os dois papas foram chamados a entreter o rei com promessas e, no final do concílio, Teodorico decide que quem tinha o maior número de votos deveria ser o papa (ah… a razão!).
Nos anos seguintes, esse comboio de papas formados por Símaco (498-514), Hormisdas (514-523) e João I (523-526) enfrentou todo tipo de problemas com hereges, antipapas e cismas, especialmente a de Acácio, Patriarca de Constantinopla, que estava causando com a corda toda no Oriente.
A decisão mais importante que tiveram foi a de proibir a compra do cargo de bispo com donativos e favores, pelo fim da simonia e para tentar colocar um pouco de ordem na bagunça política do Vaticano.
Felix IV (ou III, dependendo da lista) durou pouco no papado. O 54º papa tinha uma vida mais promíscua que o Clube 54 e o rei Ostrogodo o manteve completamente isolado politicamente. Quando ele morreu, Bonifácio II (que “coincidentemente” foi o primeiro papa de origem Germânica) assumiu, sob as bênçãos do rei germânico. É o que se chama “papa do coração”! Por alguma estranha razão, o novo papa estava totalmente alinhado com os gostos do Imperador e, talvez por esta estranha coincidência, tenha durado bastante no trono.

——————————————————-

AUTOPSICOGRAFIA
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

Fernando Pessoa

#Poemas

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/autopsicografia