Alguns Pontos sobre Magia Prática

Os magos em geral são pessoas que acreditam muito pouco em magia, me explico, você já ouviu algum praticante da arte dizer com certo encantamento na fala e brilho nos olhos: “-Eu fiz o sigilo, carreguei e funcionou !!! Sério !! “ Creio que sim, eu já. No entanto acredito que você nunca ouviu um químico dizer: “Você não acredita ! Eu coloquei o ácido e ele derreteu o objeto !!” O ponto é que magia funciona, sempre. Se ela não funcionou você tem que mudar alguma coisa. E talvez você possa começar dando maior atenção a sua própria descrença em relação a Grande Arte.

A magia tem método, que em geral começa de forma simples e vai se tornando mais complexa até um ponto onde ela se torna simples de novo. Havendo método ele deve ser seguido e os experimentos anotados. Uma das coisas que diferencia a magia da ciência na observação dos fenômenos é que o cientista analisa criteriosamente o mundo externo, e nada mais. O mago olha ao mesmo tempo para dentro e para fora em todas as suas experiências, observando os fatos da natureza e suas próprias sensações e percepções.

Os paradigmas de magia são muitos, as formas de explicar como a magia funciona são inúmeras, essa informações deve servir para potencializar o resultado de uma operação e não para miná-la. O mago não precisa necessariamente entender todo o processo energético envolvido na materialização do resultado, saber ajuda muito, mas acreditar ajudar muito mais.

No paradigma caoísta crer é poder e isso é muito sério, o estudo deve servir a um proposito, que é aumentar sua confiança nos resultados, potencializando sua vontade para atingir um fim, daí a suma importância do postulado hermético “Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto.” todas as verdades são meias verdades, portanto não se preocupe em procurar a verdade absoluta por trás da magia, ela é incogniscível em nosso estado de consciência, procure encontrar a explicação que lhe reverbera, que lhe da confiança, onde você pode construir uma base sólida para um bom trabalho, e quando essa não mais servir, troque-a sem pudor, mas baseado única e exclusivamente na sua crença, no seu poder.

Se tornar um mago é trazer a consciência que estamos fazendo magia o tempo todo, essa consciência pode vir a se transformar na percepção de que não se faz magia, se é magia. Daí a importância do controle de pensamentos e da disciplina. A medida em que se aumenta sua capacidade de manifestação e transformação da realidade a sua volta nossa responsabilidade aumenta, e muito. Fazer um ritual complexo envolvendo espíritos planetários para aumentar sua renda financeira e passar o resto da semana reclamando das suas dívidas e de como o dinheiro está faltando é magia, só que ao contrário !

É de suma importância seu estado mental/emocional em relação ao resultado, não é possível dizer qual a forma perfeita mas existem algumas que podem ser consideradas mais positivas e outras negativas, vejamos: o esquecimento total do intento, sendo reprimido até que exploda em manifestação, esse é bem complexo e exige bastante prática. O desejo é uma forma negativa que vai de encontro ao esquecimento e traz consigo um série de outras emoções nocivas a realização, como a expectativa e a ansiedade que estão fadadas a frustração.

É muito fácil entender se colocarmos nessa balança o medo e a esperança, em geral o medo SEMPRE vai vencer a esperança por isso fazemos de tudo para evitá-lo nesse processo, não trazendo a tona esses desejos. Esse fato é um dos que reforçam a ideia inicial de que os magos acreditam muito pouco em magia, tem muito medo de que ela falhe e isso leva a a) não fazer nenhuma por medo do fracasso b) fazer magia e fracassar materializando suas inseguranças.

O medo gera um volume de movimentação energética enorme que a esperança em geral não consegue combater, portanto ao realizar uma magia e duvidar de si mesmo, você está abrindo a porta para o medo, que como um estouro de manada vai entrar arrebentando tudo sem você nem perceber, a dúvida já se instalou e a tensão energética necessária para manifestar seu intento foi destruída pelo medo, se expressando na forma de dúvida e descrença.

Esse comportamento de felicidade quando uma magia funciona só reforça essa ideia. A magia funciona oras ! Caso não funcionasse você não estaria lendo esse texto, estaria vendo um filme ou fazendo outra coisa sem qualquer relação com um blog de ocultismo, muito dessa descrença é projetada na magia quando sua origem e objeto é o próprio mago que não confia em si mesmo.

Daí a importância de praticar sempre o tempo todo, se tornar mago/magia olhar o tempo todo para dentro e para fora, anotar resultados, buscar sucessos, descobrir sobre si mesmo o tempo todo. Se encontrar com outros praticantes, discutir conversar se mobilizar para realizar atividades em conjunto, torná-las magicas. Não existe nada tão cruel quanto a realidade e não existe nada tão maravilhoso quanto a realidade.

Portanto conhecer outras pessoas vão destruir muitos dos seus conceitos e vai permitir a construção de novos e melhores. Vai fazer você aprender muito, desenvolver-se muito. O ocultismo no Brasil vem crescendo a passos largos, vamos fazer nossa parte em torná-lo sério, vamos nos agregar a quem está fazendo um trabalho no qual confiamos ou ao menos queremos conhecer melhor. Vamos nos conectar, temos diversas redes e mecanismos para isso, existe uma revolução no horizonte, vamos fazer com que seja a nossa revolução.

Chay ! Nos vemos no comentários !

#hermetismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/alguns-pontos-sobre-magia-pr%C3%A1tica

Sacrifício de Animais

Sempre que falamos de “Sacrifício de Animais”, nos vem à cabeça a imagem de satanistas malignos torturando e matando gatos ou então macumbeiros bebendo cachaça e fumando charutos, torturando e matando bodes e galinhas à torto e à direito sem critério nenhum… pastores evangélicos e a mídia católica usam e abusam de mentiras e estereótipos para jogar a opinião pública contra as religiões afros, tentando ligar rituais de magia negra a seus cultos. No caso de animaizinhos, é pior ainda, porque usa da boa fé das pessoas que se comovem com o “sofrimento animal” para usá-las como massa de manobra religiosa.

A questão é muito ampla e seria bom separar todas as variáveis, para que você não seja manipulado pela mídia e pelas igrejas pseudo-evangélicas da próxima vez que assistir a um noticiário na Rede Record a respeito de algum “ritual satânico”.

Em primeiro lugar, vamos separar todos os nomes e todas as possíveis variáveis:

1) Umbanda – Na Umbanda, não há sacrifícios de NENHUM tipo de animal em NENHUMA circunstância. Se a matéria jornalistica menciona qualquer morte, então NÃO É UMBANDA. Entendeu? Foi difícil? Quer que eu desenhe?

2) Candomblé – No Candomblé existem as Obrigações, nos quais os animais são “sacro-oficiados” para um Orixá. No candomblé, esta parte do ritual, denominada de sacrifício, não é propriamente secreta; porém não se realiza senão diante de um reduzido número de pessoas, todos fiéis da religião ou convidados.

Quem faz o sacrifício é um sacerdote treinado e especializado, chamado Axogun, ou Azogun ou Azogue (da onde vem nossa palavra “Açougue”) que tem uma função extremamente importante na hierarquia do templo. O Axogun não pode deixar o animal sentir dor ou sofrer de maneira nenhuma, porque senão a oferenda não seria aceita pelo Orixá.

O objeto do sacrifício, que é sempre um animal, muda conforme o Orixá ao qual é oferecido; trata-se, conforme a terminologia tradicional, ora de um animal de duas patas, ora de um animal de quatro patas (galinha, pombo, bode, carneiro, pato…)

Esse sacrifício não é apenas uma oferenda aos Orixás. Todas as partes do animal vão servir de alimento, nada é jogado fora. O couro do animal é usado para encourar os atabaques, o animal inteiro é limpo e cortado em partes; algumas partes são preparadas para os Orixás e o restante é destinado aos demais. Normalmente há uma festa no dia seguinte (o sacrifício é feito durante a madrugada e as carnes preparadas durante a manhã para serem servidas no almoço – COZINHADAS (tem de explicar tudo, porque vai que algum tosco acha que servem as carnes cruas?)). TUDO é aproveitado: até a porção oferecida aos Orixás é posteriormente distribuída entre os filhos da casa como o inché do Orixá.

É usada para confraternização: unem-se os filhos a comer com o pai ou mãe, havendo repartição do Axé gerado pelo Orixá. (após algum tempo que a comida esteja no Peji ela fica impregnada pela energia do Orixá que está imantando aquela festividade).

O sacrifício no candomblé é a renovação do Axé, feito uma vez por ano para cada Orixá da casa ou em circunstâncias especiais.

Os animais usados nestas festas geralmente são criados em granjas e fazendas próprias, livres e com cuidados especiais. Neste aspecto, não há absolutamente NENHUMA diferença entre um fazendeiro mandar matar um boi para alimentar sua família em um churrasco de alguma celebração e o ato do Sacrifício no Candomblé. Na realidade, AMBAS as cerimônias possuem uma raiz ancestral comum.

3) Quimbanda – A Quimbanda é a ramificação da Umbanda na qual atuam predominantemente os exus e pombagiras, também chamados de “Guardiões” ou “povos de rua”. Eles fazem uso das chamadas “forças de Esquerda”, a Coluna do Rigor na Árvore da Vida, o que não significa que sejam malignos.

Como os Exus precisam desfazer trabalhos de magia negra que muitas vezes envolvem ameaças de mortes, doenças e ataques astrais graves, pode ser necessário, em alguns casos mais extremos, o sacrifício de algum animal, para que a energia vital seja usada como fio condutor daquele trabalho. Normalmente, é a própria entidade quem faz o sacrifício e é cuidado para que o animal não tenha dor.

4) Satanismo – Satanismo LaVeyano não envolve nenhum tipo de adoração ou sacrifício, usando “Satã” como um símbolo dos valores carnais e terrenos, inerentes à natureza humana. Anton LaVey fundou a primeira e maior organização de suporte religioso, a Church of Satan (Igreja de Satã) em 1966, e escreveu as crenças e práticas satanistas publicadas sob o título de The Satanic Bible (A Bíblia Satânica) em 1969.

Em A Bíblia Satânica, Anton LaVey descreve Satã como uma força motivadora e balanceadora na natureza. Satã também é descrito como “A Chama Negra”, representando a personalidade e os desejos mais íntimos da pessoa. Satã é visto como um sinônimo da natureza e, metaforicamente, com certos conceitos de um deus ou divindade suprema. Em seu mais importante ensaio, Satanism: The Feared Religion (Satanismo: A Religião Temida), o atual líder da Igreja de Satã, Peter H. Gilmore, deixa isso bem claro:

“Os satanistas não acreditam no sobrenatural, nem em Deus e nem no Demônio. Para o satanista, ele é seu próprio Deus. Satã um símbolo do homem vivendo da forma como dita sua natureza carnal e magnífica. A realidade por trás de Satã é simplesmente a força obscura e evolucionária da entropia que permeia toda a natureza e dá os meios para a sobrevivência e propagação inerente a todas as coisas vivas. Satã não é uma entidade consciente a ser adorada, mas uma reserva de poder dentro de cada ser humano para ser tomada à vontade. Assim, qualquer conceito de sacrifício é rejeitado como uma aberração cristã — no Satanismo não há divindades por quais se sacrificar”.

Basicamente, são quase ateus somados a uma crítica pesada aos hipócritas cristãos mas, como vocês podem ver, sem sacrifícios.

5) Voodoo – O Voodoo verdadeiro é muito parecido com o Candomblé, com a diferença que, como nas colônias caribenhas as famílias de escravos eram mantidas unidas, a mitologia e o folclore são mais organizados, sem a necessidade do sincretismo que houve no Brasil. No Voodoo, o templo é chamado Honfour e o sacerdote é chamado de Hougan e trabalha com os Iwas (espíritos). A divindade criadora é chamada de Bondye (“Bom Deus”) e os principais Iwas são papa Legba, Erzuli, Ogou, Azaka, Marasa, Guede, Baron Samedi e outros, todos com correspondência direta com os nossos orixás e linhas de trabalho (farei uma Árvore da Vida sobre o Voodoo em breve). O único sacrifício que existe é feito em festas, nos mesmos moldes que o Candomblé. Os animais são mortos para que sua carne seja consumida nas festividades, sem desperdícios.

Resquícios dos antigos rituais de sacrifício animal ainda são evidentes em muitas culturas, como nas touradas ibéricas, o Kapparos no Yom Kippur, ou aos procedimentos de abate ritual como o Shechita no Judaísmo, o Dabihah no Islamismo e o Korbania na Igreja Ortodoxa Grega. Todos estes procedimentos, porém, incluem o consumo dos animais como alimento. Trata-se de dedicar aquela morta ao Plano Espiritual, respeitando e valorizando a vida daquela criatura que irá nos nutrir…

Isto colocado, agora começam as tosquices:

3) Kiumbanda ou Magia Negra – São grupos muito pequenos e, por razões óbvias, se mantém escondidos. Leis vindas de evangélicos e ateus não vão detê-los. É tão ridículo quanto achar que criminosos vão entregar suas armas em campanhas de desarmamento. Na Kiumbanda, os magos usam sacrifício de animais em magia negra, utilizando-se da energia e da dor (carga emocional primitiva) para ativar os rituais. Funciona da seguinte maneira. Nos terreiros deste tipo estão os chamados Eguns, ou “fora-da-lei” que trabalham como mercenários, vampirizando a energia vital dos seguidores dos cultos. Ai existe uma espécie de “troca”. Dão algum poder para o chefe (que, na verdade, é só o escravo que arruma mais escravos para a seita) como amarrações, feitiços de proteção, ataques astrais e poderes mínimos enquanto sugam o que conseguem da energia. Os “pais-de-santo” fazem essas macumbas para terceiros e ganham um dinheiro com isso… são basicamente o lixo do lixo astral. Como estas entidades não têm muito poder, precisam de sacrifícios para usar o poder das outras criaturas em seus feitiços e também pedem sacrifícios para usarem a energia para sobreviverem mais.

Estes são os responsáveis pelos restos de animais que vocês vêem nas encruzilhadas, resultados de magias de separação, amarrações ou ataques a outras pessoas. Normalmente são utilizados para alimentar kiumbas que, depois, vão fazer a separação do casal vítima dos feitiços.

4) Satanistas de Facebook – existem grupos de pessoas desequilibradas mentalmente que se consideram “satanistas” e alguns desses grupos até têm eguns e kiumbas como mentores (que sempre usam nomes pomposos como “rei”, “maioral”, “chefe dos chefes”, etc.) e muitos usam nomes cheios de firula, como “Lineamento Universal Superior” ou “Ordem dos Filhos da Sabedoria” ou “Nova Ordem Mundial” mas que, na verdade, servem apenas como pilhas energéticas e escravos astrais para demônios mequetrefes. Muitas vezes, os chefes desses templos cobram mensalidades e ameaçam qualquer um que esteja lá de morte, destruição e um monte de baboseiras se não cumprirem suas ordens. Os membros desses grupos normalmente são pessoas fracas e desajustadas, que procuram algum tipo de “poder” mas acabam apenas servindo como carcaça comestível para os eguns. O satanista que me fez as ameaças patéticas, por exemplo, participa da matança de bodes (não é ele quem mata porque ele tem medo) e bebe sangue de galinha preta em seus rituais. É um pobre coitado vampirizado, mas, na cabeça dele, é um “grande mago negro”.

Estes grupos fazem sacrifícios em seus rituais, envolvendo sofrimento de animais.

5) Vodu pra Jacu – Também conhecido como “Vodu de Hollywood”. Este é o Vodu que não existe! No começo do século XIX, quando os negros começaram a se instalar no sul dos Estados Unidos, na região da Louisiana, a Igreja começou a demonizá-los, tal qual os evangélicos fazem hoje com a Umbanda. Alguns livros e textos foram lançados com mentiras e bizarrices sobre as práticas dos negros, que incluíam bonecos com espetos, crânios, caveiras, zumbis, negros pintando caveiras no rosto, tarots e sacrifícios de todos os tipos. É uma miscelânea de maluquices de vilões de filme do 007 que não se parece em nada com o verdadeiro Hoodoo ou Voodoo.

O problema com isso é que muito traficante, para manter um aspecto sinistro e “sobrenatural” em suas organizações, utilizou-se destas mentiras midiáticas para encobrir assassinatos de rivais ou de desafetos com um verniz “religioso”, para incutir terror nos supersticiosos.

Isso é mais comum na América Central e Sul dos Estados Unidos. Ainda não temos coisas assim aqui no Brasil e, de qualquer jeito, eles não matam animais, só membros de outras gangues…

Existem doentes mentais que sacrificam animais para magia negra? SIM. O que não podemos fazer é sermos manipulados pela mídia para ligar estas mortes à religiões afro-brasileiras bem estabelecidas, como querem seus detratores.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/sacrif%C3%ADcio-de-animais

A Primeira Rúpia

Nas distantes terras do Paquistão, há muitos anos, vivia um honrado mercador, chamado Krivá, viúvo e que tinha apenas um filho de nome Samuya. Krivá, um homem trabalhador, gozava de alto prestígio na comunidade, enquanto seu filho, o jovem Samuya, era leviano, preguiçoso e de péssimo comportamento. Rara era a semana em que este não praticava uma desordem que agitava todo o vilarejo, desgostando o coração de seu bondoso pai.

Um dia, ao cair da tarde, Samuya foi chamado pelo pai para uma conversa. Deitado no leito, Krivá recebeu o filho e disse-lhe ter pleno conhecimento de seus vícios e equívocos. Afirmou que, por essa razão, decidira deserdá-lo, uma vez que a fortuna que possuía seria, por certo, dilapidada em festas e orgias quando caíssem nas mãos de Samuya.

Diante do espanto que invadiu o filho, Krivá acrescentou que lhe oferecia uma última e única oportunidade para continuar sendo seu herdeiro. Seu filho teria que conseguir, com o seu próprio trabalho, no prazo de três dias, uma rúpia, a moeda corrente. Se assim agisse, seria o único herdeiro da fortuna de seu pai, mas se falhasse, depois da morte deste, seria atirado à miséria e à indigência.

Certo de que seu pai, homem de palavra como era, cumpriria sua promessa, Samuya ficou apreensivo. Na presença dos amigos equivocados, porém, foi seduzido pela idéia de iludir o pai, uma vez que lhe emprestaram uma rúpia e sugeriram-lhe que mentisse.

No dia seguinte, ao cair da tarde, Samuya apresentou-se diante do pai e entregou-lhe a rúpia que lhe haviam emprestado, dizendo que a ganhara trabalhando. Após segurá-la por alguns instantes, Krivá disse que aquela moeda não havia sido ganha com o seu trabalho, jogando-a ao fogo.

Esmagado pela verdade, Samuya retirou-se em silêncio.

No dia seguinte, novamente orientado pelos companheiros de vícios, Samuya apresentou-se diante do pai, sujo e mal-vestido, fingindo ter trabalhado o dia todo e trazendo nas mãos outra rúpia que lhe havia sido emprestada pelos amigos. Outra vez Krivá disse que aquela moeda não havia sido fruto do trabalho do filho, atirando-a ao fogo.

Samuya não protestou e, humilhado, retirou-se.

Na manhã seguinte, consciente de que havia errado por duas vezes consecutivas, fugiu da companhia dos amigos e decidiu procurar por trabalho. Abandonando à costumeira preguiça passou o dia auxiliando todos aqueles que encontrava. Trabalhou no período da manhã na colheita da juta e amassando barro para um oleiro. À tarde conseguiu trabalhar no mercado, vendendo ervas aromáticas e, depois, junto ao rio, auxiliou no transporte de pessoas, remando por várias horas.

Ao final do dia, quando se apresentou perante o pai, muito cansado, tinha em suas mãos a primeira rúpia que conseguira trabalhando duramente. Mais importante, porém, do que a moeda que trazia nas mãos, era o bem-estar que sentia no íntimo, satisfeito com seu próprio esforço e com a mudança de conduta que percebia em si mesmo.

Ao entregar a moeda ao pai, porém, este disse que ela não era fruto de seu trabalho e ia atirá-la ao fogo, o que gerou um incontido protesto de Samuya.

Krivá, então, sorriu e disse que isso era a prova de que a moeda era fruto do trabalho do rapaz Pois nas outras vezes Samuya nada havia dito e desta vez protestara, porque aprendera que o dinheiro ganho com o trabalho não deve ser atirado, como palha sem valor, ao fogo do desperdício.

Fonte: Novas lendas orientais de Malba Tahan, 10ª edição, pp. 1543, Editora Record.

#Arte #história

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O Cérebro, os Rituais e a Passagem do Tempo

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio… você começará a perder a noção do tempo.

Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea. Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.

Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: Nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho. Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade. Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.

É quando você se sente mais vivo. Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e ‘apagando’ as experiências duplicadas.

Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente. Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.

Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo. Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência).

Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa… São apagados de sua noção de passagem do tempo… Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida. Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações…enfim…as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.

Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.

Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a… ROTINA.

Não me entenda mal. A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.

Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo:

M & M (Mude e Marque). Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um

ritual, uma festa ou registros com fotos. Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas. Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).

Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais. Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.

Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente. Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes… Seja diferente. Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos… … em outras palavras…. .. V-I-V-A. !!!

Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o… do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.

Cerque-se de amigos. Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.

Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é? Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.

Por Airton Luiz Mendonça

#MagiaPrática

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A Origem do Tarot

A origem do Tarot continua em questão e são muitas as teorias propostas. Na verdade, porém, nada existe de idêntico em outras culturas, pintado ou impresso em cartões, que pudesse ter estabelecido um modelo direto para o jogo de 78 cartas que vem à luz, na Europa, no final do séc. 14. E os desenhos mais antigos de cartas que chegaram até nós são coerentes com a iconografia cristã dessa época. Se essa afirmação vale particularmente para os 22 arcanos maiores, não cabe inteiramente para o conjunto das 56 ou 52 cartas do baralho sarraceno, já mencionado no séc. 14.

Apesar desses dois indícios mais próximos cabe investigar a possível influência de outras culturas desse período histórico e, igualmente, o material resgatado de civilizações anteriores.

Alguns estudiosos mostram as analogias entre o Tarot e o antigo jogo indiano do Chaturanga, ou jogo dos Quatro Reis, que correspondem aos quatro naipes das cartas de jogar. A quadruplicidade, no entanto, é a representação de uma realidade universal que transcende os dois jogos em questão.

O Chaturanga, que data do séc. V ou VI, antecessor do moderno jogo de xadrez, originalmente tinha o Rei, o General (a Rainha moderna), seu Cavaleiro e os peões ou soldados comuns. Não há, porém, indicações consistentes de como poderia ter ocorrido um caminho entre esse jogo e o Tarot.

Cruzados ou árabes?

Há quem acredite que as cartas de jogar foram levadas para a Europa pelos cruzados. Contudo, a última Cruzada terminou mais ou menos em 1291 e não existem referências que comprovem a presença de cartas de jogar na Europa até pelo menos cem anos mais tarde.

Uma justificativa para a origem sarracena das cartas é o nome espanhol e português naipe, que derivaria do árabe naibi. Também a palavra hebraica naibes se assemelha a naibi, o antigo nome italiano dado às cartas e, em ambas as línguas, a palavra indica bruxaria, leitura da sorte e predição. No entanto, não se encontram na história dos árabes e judeus referências ao jogo de cartas, anteriores aos século 15.

Esse tipo de restrição histórica, no entanto, não invalida a hipótese de uma criação ou recriação “multi-tradicional” do Tarot. Sabemos que, em especial na Península Ibérica, sábios cristãos, árabes e judeus, mantiveram uma criativa convivência durante o período em que o Tarot dá sinal de vida.

Do ponto de vista das provas históricas, o que se pode afirmar com segurança é que os árabes utilizavam, já em meados do séc. 14, um baralho de 52 cartas, com estrutura idêntica aos que hoje conhecemos como “arcanos menores” ou “baralho”.

Origem cigana?

Igualmente discutível é a hipótese que associa as cartas de ler a sorte com os ciganos originários do Hindustão. Apenas no começo do século XV começaram a entrar na Europa. Em 1417, um bando de ciganos chegou às proximidades de Hamburgo, na Alemanha; outros relatos situam os ciganos em Roma, no ano de 1422 , e em Barcelona e Paris, em 1427. Há, porém, claras evidências de que a raça cigana só estendeu suas peregrinações para o interior da Europa depois que as cartas já eram conhecidas ali há algum tempo.

Povo nômade, recorria aos mais variados expedientes para sobreviver. As mulheres particularmente utilizavam diversos recursos para “ler a sorte” dos habitantes das comunidades que visitavam, em especial a quiromancia (predição do futuro segundo as linhas e sinais das mãos) e, bem mais tarde, a cartomancia (utilização dos baralhos impressos na Europa). É esse um dos motivos pelos quais os ciganos ficam intimamente associados às cartas, ao baralho, no imaginário popular. Tiveram um grande papel na circulação e na difusão da cartomancia popular, mas estavam longe da tradição escrita e do conhecimento técnico de impressão das cartas.

Origem egípcia?

A hipótese da origem egípcia do Tarot foi aventada por Court de Gebelin em sua obra, Le Monde Primitif analysé et comparé avec le monde moderne, publicada a partir de 1775.

Gebelin foi um apaixonado estudioso da mitologia antiga e estabeleceu inúmeras correlações entre os ensinamentos tradicionais e as cartas do Tarot que, segundo ele, seriam alegorias representadas em antigos hieróglifos egípcios.

Um ponto, no entanto, não pode ser esquecido: embora existam necessariamente similaridades entre as linguagens simbólicas mais consistentes, isso não quer dizer que tenha existido influência direta de uma sobre a outra.

O significado das correspondências entre linguagens simbólicas constitui um tema delicado. Nem sempre é possível chegar a uma conclusão, pois similaridades e correspondências não querem dizer, necessariamente, que tenha havido cópia ou simples adaptação de uma cultura nacional para outra.

A favor da correção intelectual de Court de Gebelin, é importante lembrar que as cartas utilizadas por ele continuaram a ser as do Tarot clássico. Ele não falsificou nem inventou um “baralho egípcio” para justificar suas hipóteses. Somente após a publicação de seus estudos é que começaram a aparecer baralhos desenhados com os motivos egípcios, descompromissados com a história comprovável desse desafiador jogo de cartas.

Seja como for, é com Gebelin que se inicia a divulgação de textos e de estudos que assinalam um sentido mais alto para o Tarot, como uma linguagem simbólica, como um meio de transmissão dos conhecimentos esotéricos, espirituais, que vai muito além de sua utilização como jogo de baralho.

Múltiplas influências

A maior parte dos estudiosos reconhece uma origem iniciática do Tarot, ou seja, ele traduziria o significado e as propriedades do Cosmo, bem como o do papel do homem na Criação. Seria produto de uma Escola (escola dos criadores de imagens da Idade Média, como sugere Oswaldo Wirth). Nessa direção de pensamento, o Tarot seria uma criação de Escolas francesas e/ou italianas, no final do séc. XII, sem qualquer relação com indianos ou chineses. A favor desse ponto de vista pesa o fato de que não se encontram, em particular, jogos iguais aos arcanos maiores em qualquer outra civilização.

Há muitos estudos que apontam as relações entre o Tarot e Cabala. De fato, as 22 lâminas dos “trunfos”, ou “Arcanos Maiores”, são em igual número ao das letras do alfabeto hebraico e ao dos 22 “caminhos” ou conexões entre os sefirot do desenho simbólico denominado “Árvore da Vida”. As 40 cartas numeradas, dos Arcanos Menores, representam o mesmo número de sefiroth da “Escada de Jacó”, esquema resultante da superposição de quatro “Árvores da Vida”.

Tal constatação, porém, não exclui a hipótese de contribuições árabes, que tiveram um forte e prolongado impacto, através do sufismo, sobre a mística cristã, em particular na Península Ibérica.

Um período de ouro

Não é implausível, para alguns autores, imaginar o nascimento do Tarot por volta de 1180, período de grande força criativa na Europa, embora as primeiras menções registradas ocorram apenas duzentos anos após, em 1391. A razão para isso, segundo eles, seria simples: na origem, o Tarot não tinha a função lúdica de jogo de paciência ou de apostas em dinheiro, mas desempenhava o papel de estimular a reflexão pessoal sobre o caminho espiritual. Desse modo, ele não poderia ser mencionado como jogo de lazer nas crônicas da época.

“A essência do Tarot – escreve Kris Hadar – se funde maravilhosamente à mística que fez do séc. XII um século de luz, de liberdade e de profundidade da qual não temos mais lembrança. Nessa época, a mulher era mais liberada que hoje.”

É no correr desse período que são erigidas as catedrais góticas, em memória da elevação do espírito, e que aparece igualmente a busca de um ideal cavalheiresco que alcançará sua perfeição graças aos trovadores e o Fin’Amor, que colocará em evidência a arte de crescer no amor.

Para corroborar tal ponto de vista, pode ser lembrado que nesse mesmo período se desenvolvem os primeiros romances iniciáticos sobre os cavaleiros da Távola Redonda, a lenda do Rei Artur e a Demanda do Santo Graal.

Contemporâneo dos primeiros romances, o Tarot poderia ser considerado como um dos livros sem palavras (comuns na alquimia) para a reflexão e a meditação sobre a salvação eterna e a busca de Si, mesmo para quem não soubesse ler. Era uma porta aberta à verdade, tal como as catedrais, que permitiam aos pobres e aos ricos crescerem na comunhão com Deus.

“O Tarot” – afirma Kris Hadar – “é uma catedral na qual cada um pode orar para descobrir, no labirinto de sua existência, o caminho da Salvação”.

Paralelos do Tarot com outros jogos

Quando deixamos de lado as tentativas – algumas delas forçadas – de encontrar para o Tarot uma origem necessariamente fora da Europa, em outras culturas e povos, abre-se um outro campo muito atraente para os estudos simbólicos.

Tal como foi mencionado mais acima, a propósito da similaridades entre o Tarot e o jogo indiano do Chaturanga, os estudos comparativos permitem reconhecer princípios básicos e universais que estão presentes em diferentes jogos criados em culturas diversas sem que houvesse um contato próximo entre elas, sem que uma expressão em dado contexto cultural tenha sido necessariamente copiado de outro. Podemos encontrar provas de que o conhecimento das leis primordiais se revela por caminhos criativos e renovados.

Por Constantino K. Riemma

#KabbalisticTarot #Tarot

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-origem-do-tarot

Resultados da Hospitalaria – Novembro 2010

Em Setembro, tivemos 33 mapas e 16 sigilos.

Entidades auxiliadas este mês:

– Creche Comunitária de QE38 – Brasília

– ONG Colméia, de Ribeirão Preto

– Doação de uma geladeira e uma TV 29″ para as Casas André Luiz

– Casa Renascer, em Petrópolis

– Médicos Sem Fronteiras – www.msf.org.br

– Sociedade Espiritualista Nosso Senhor do Bonfim, de Itajaí/SC

Aliás, quem morar em Itajaí/SC ou próximo, esta é uma tenda de Umbanda muito séria e vale à pena uma visita (r. Luiz Bonifácio, 556)

– Caixa de AMRA da AMORC Lapa, Santana e São Paulo

– Centro Espírita Nosso Lar – Casas André Luiz
http://www.andreluiz.org.br

– Hospitalaria da Loja Aleister Crowley, 3632

e 16 doações de Sangue.

E pretendemos continuar o projeto de Hospitalaria. Quem estiver a fim de participar, é só seguir as instruções e pegar seu Mapa Astral ou Sigilo Pessoal via o TdC.

IMPORTANTE: Como o dinheiro arrecadado em Dezembro será usado provavelmente para comprar brinquedos e presentes de natal, peço a quem queira o Mapa/Sigilo este mês que faça o pedido antes do dia 17/12.

#Hospitalaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/resultados-da-hospitalaria-novembro-2010

Yom Kipur

Yom Kipur, o dia do perdão, é o dia mais sagrado no calendário judaico. Trata-se de um dia de jejum, introspecção e autoanálise, durante o qual confessamos nossos pecados e oramos por um ano bom e doce.

Leis relacionadas com Yom Kipur

Costuma-se fazer caparot – abate de um galo, para um homem, e de uma galinha, para uma mulher, no dia 9 de Tishrei de madrugada, por um shochet qualificado. Também é possível cumprir este costume com dinheiro, doando-o para tzedacá.

É proibido jejuar no dia que precede Yom Kipur, mesmo se este jejum por Taanit Halom. É, ao contrário, uma mitzvá fazer uma refeição adicional. A refeição que antecede o jejum deve ter pão e pratos de fácil digestão e ser concluída 20 minutos antes do pôr-do-sol. Bebidas alcoólicas são proibidas.

As mulheres devem acender as velas antes de ir à sinagoga, dizendo a bênção “Lehadlik Ner Shel Shel Shabat Veshel Yom HaKipurim”. Se a mulher quiser locomover-se de automóvel ou usar o elevador antes do início de Yom Kipur, deverá, antes de acender as velas, fazer uma ressalva dizendo que não está recebendo Yom Kipur com o ato de acendimento das velas. É, porém, necessário antecipar o recebimento de Yom Kipur para antes do pôr-do-sol.

É costume os pais abençoarem os filhos, pedindo que estes sejam selados no Livro da Vida e que, em seus corações, permaneça sempre o amor a D’us. Convém também ir à sinagoga antes do pôr-do-sol, para poder participar do Kol Nidrei, a “anulação dos votos”.

Restrições durante Yom Kipur

Yom Kipur é o Shabat dos Shabatot e, portanto, todo trabalho profano deve cessar e todas as leis do Shabat devem ser respeitadas. Assim como no Shabat, é proibido carregar sobre si qualquer objeto durante Yom Kipur. Além de observar as leis do Shabat, em Yom Kipur outras cinco restrições são acrescidas:

“Não comer, não beber, não trabalhar, não se lavar e nem massagear a pele (perfumes, cremes etc.), não calçar couro, não ter relações conjugais”.

O jejum diz respeito tanto aos homens quanto às mulheres, mesmo grávidas ou amamentando. Só em caso de doença ou onde haja algum perigo à vida, o jejum pode ser suspenso (consulte seu rabino). As crianças de 9 a 10 anos podem jejuar algumas horas, e, a partir dos 11 anos, conforme avaliação dos pais, podem jejuar o dia todo. Mas o jejum torna-se obrigatório aos 12 anos, para meninas, e aos 13, para meninos.

O uso de sapato, sandálias ou tênis de couro é proibido tanto para homens como para mulheres. As crianças também devem ser orientadas neste sentido.

Ao término de Yom Kipur, a Havdalá deve ser feita sem bessamim, e a Bênção da Luz deve ser feita sobre uma vela que permaneceu acesa desde o dia anterior.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/yom-kipur

Resultados da Hospitalaria – Junho 2010

Em Junho, tivemos 20 mapas e 10 sigilos.

Entidades auxiliadas este mês:

– Lar Escola Dr. Leocádio José Correia (Curitiba)

– ONG Colméia (Ribeirão Preto)

– Sociedade Espírita Paz e Fraternidade

– Casa de Saúde de Santos

– Caixa de AMRA da AMORC Santana

– Centro Espírita Nosso Lar – Casas André Luiz
http://www.andreluiz.org.br

– Instituição “Asas Brancas”
http://adhemaralmeida.sites.uol.com.br/asasbrancas/

e 4 doações de Sangue.

E pretendemos continuar o projeto de Hospitalaria. Quem estiver a fim de participar, é só seguir as instruções e pegar seu Mapa Astral ou Sigilo Pessoal via o TdC.

O dinheiro arrecadado durante Julho será destinado às vítimas das enchentes em Pernambuco.

#Hospitalaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/resultados-da-hospitalaria-junho-2010

Sobre a origem do Tarot

A origem do Tarot continua em questão e são muitas as teorias propostas. Na verdade, porém, nada existe de idêntico em outras culturas, pintado ou impresso em cartões, que pudesse ter estabelecido um modelo direto para o jogo de 78 cartas que vem à luz, na Europa, no final do séc. 14. E os desenhos mais antigos de cartas que chegaram até nós são coerentes com a iconografia cristã dessa época. Se essa afirmação vale particularmente para os 22 arcanos maiores, não cabe inteiramente para o conjunto das 56 ou 52 cartas do baralho sarraceno, já mencionado no séc. 14.

Apesar desses dois indícios mais próximos cabe investigar a possível influência de outras culturas desse período histórico e, igualmente, o material resgatado de civilizações anteriores.

Alguns estudiosos mostram as analogias entre o Tarot e o antigo jogo indiano do Chaturanga, ou jogo dos Quatro Reis, que correspondem aos quatro naipes das cartas de jogar. A quadruplicidade, no entanto, é a representação de uma realidade universal que transcende os dois jogos em questão.

O Chaturanga, que data do séc. V ou VI, antecessor do moderno jogo de xadrez, originalmente tinha o Rei, o General (a Rainha moderna), seu Cavaleiro e os peões ou soldados comuns. Não há, porém, indicações consistentes de como poderia ter ocorrido um caminho entre esse jogo e o Tarot.

Cruzados ou árabes?

Há quem acredite que as cartas de jogar foram levadas para a Europa pelos cruzados. Contudo, a última Cruzada terminou mais ou menos em 1291 e não existem referências que comprovem a presença de cartas de jogar na Europa até pelo menos cem anos mais tarde.

Uma justificativa para a origem sarracena das cartas é o nome espanhol e português naipe, que derivaria do árabe naibi. Também a palavra hebraica naibes se assemelha a naibi, o antigo nome italiano dado às cartas e, em ambas as línguas, a palavra indica bruxaria, leitura da sorte e predição. No entanto, não se encontram na história dos árabes e judeus referências ao jogo de cartas, anteriores aos século 15.

Esse tipo de restrição histórica, no entanto, não invalida a hipótese de uma criação ou re-criação “multi-tradicional” do Tarot. Sabemos que, em especial na Penísula Ibérica, sábios cristãos, árabes e judeus, mantiveram uma criativa convivência durante o período em que o Tarot dá sinal de vida.

Do ponto de vista das provas históricas, o que se pode afirmar com segurança é que os árabes utilizavam, já em meados do séc. 14, um baralho de 52 cartas, com estrutura idêntica aos que hoje conhecemos como “arcanos menores” ou “baralho”.

Origem cigana?

Igualmente discutível é a hipótese que associa as cartas de ler a sorte com os ciganos originários do Hindustão. Apenas no começo do século XV começaram a entrar na Europa. Em 1417, um bando de ciganos chegou às proximidades de Hamburgo, na Alemanha; outros relatos situam os ciganos em Roma, no ano de 1422 , e em Barcelona e Paris, em 1427. Há, porém, claras evidências de que a raça cigana só estendeu suas peregrinações para o interior da Europa depois que as cartas já eram conhecidas ali há algum tempo.

Povo nômade, recorria aos mais variados expedientes para sobreviver. As mulheres particularmente utilizavam diversos recursos para “ler a sorte” dos habitantes das comunidades que visitavam, em especial a quiromancia (predição do futuro segundo as linhas e sinais das mãos) e, bem mais tarde, a cartomancia (utilização dos baralhos impressos na Europa). É esse um dos motivos pelos quais os ciganos ficam intimamente associados às cartas, ao baralho, no imaginário popular. Tiveram um grande papel na circulação e na difusão da cartomancia popular, mas estavam longe da tradição escrita e do conhecimento técnico de impressão das cartas.

Origem egípcia?

A hipótese da origem egípcia do Tarot foi aventada por Court de Gebelin em sua obra, Le Monde Primitif analysé et comparé avec le monde moderne, publicada a partir de 1775.

Gebelin foi um apaixonado estudioso da mitologia antiga e estabeleceu inúmeras correlações entre os ensinamentos tradicionais e as cartas do Tarot que, segundo ele, seriam alegorias representadas em antigos hieróglifos egípcios.

Um ponto, no entanto, não pode ser esquecido: embora existam necessariamente similaridades entre as linguagens simbólicas mais consistentes, isso não quer dizer que tenha existido influência direta de uma sobre a outra.

O significado das correspondências entre linguagens simbólicas constitui um tema delicado. Nem sempre é possível chegar a uma conclusão, pois similaridades e correspondências não querem dizer, necessariamente, que tenha havido cópia ou simples adaptação de uma cultura nacional para outra.

A favor da correção intelectual de Court de Gebelin, é importante lembrar que as cartas utilizadas por ele continuaram a ser as do Tarot clássico. Ele não falsificou nem inventou um “baralho egípcio” para justificar suas hipóteses. Sómente após a publicação de seus estudos é que começaram a aparecer baralhos desenhados com os motivos egípcios, descompromissados com a história comprovável desse desafiador jogo de cartas.

Seja como for, é com Gebelin que se inicia a divulgação de textos e de estudos que assinalam um sentido mais alto para o Tarot, como uma linguagem simbólica, como um meio de transmissão dos conhecimentos esotéricos, espirituais, que vai muito além de sua utilização como jogo de baralho.

Múltiplas influências

A maior parte dos estudiosos reconhece uma origem iniciática do Tarot, ou seja, ele traduziria o significado e as propriedades do Cosmo, bem como o do papel do homem na Criação. Seria produto de uma Escola (escola dos criadores de imagens da Idade Média, como sugere Oswaldo Wirth). Nessa direção de pensamento, o Tarot seria uma criação de Escolas francesas e/ou italianas, no final do séc. XII, sem qualquer relação com indianos ou chineses. A favor desse ponto de vista pesa o fato de que não se encontram, em particular, jogos iguais aos arcanos maiores em qualquer outra civilização.

Há muitos estudos que apontam as relações entre o Tarot e Cabala. De fato, as 22 lâminas dos “trunfos”, ou “Arcanos Maiores”, são em igual número ao das letras do alfabeto hebraico e ao dos 22 “caminhos” ou conexões entre os sefirot do desenho simbólico denominado “Árvore da Vida”. As 40 cartas numeradas, dos Arcanos Menores, representam o mesmo número de sefiroth da “Escada de Jacó”, esquema resultante da superposição de quatro “Árvores da Vida”.

Tal constatação, porém, não exclui a hipótese de contribuições árabes, que tiveram um forte e prolongado impacto, através do sufismo, sobre a mística cristã, em particular na Península Ibérica.

Um período de ouro

Não é implausível, para alguns autores, imaginar o nascimento do Tarot por volta de 1180, período de grande força criativa na Europa, embora as primeiras menções registradas ocorram apenas duzentos anos após, em 1391. A razão para isso, segundo eles, seria simples: na origem, o Tarot não tinha a função lúdica de jogo de paciência ou de apostas em dinheiro, mas desempenhava o papel de estimular a reflexão pessoal sobre o caminho espiritual. Desse modo, ele não poderia ser mencionado como jogo de lazer nas crônicas da época.

“A essência do Tarot – escreve Kris Hadar – se funde maravilhosamente à mística que fez do séc. XII um século de luz, de liberdade e de profundidade da qual não temos mais lembrança. Nessa época, a mulher era mais liberada que hoje.”

É no correr desse período que são erigidas as catedrais góticas, em memória da elevação do espírito, e que aparece igualmente a busca de um ideal cavalheiresco que alcançará sua perfeição graças aos trovadores e o Fin’Amor, que colocará em evidência a arte de crescer no amor.

Para corroborar tal ponto de vista, pode ser lembrado que nesse mesmo período se desenvolvem os primeiros romances iniciáticos sobre os cavaleiros da Távola Redonda, a lenda do Rei Artur e a Demanda do Santo Graal.

Contemporâneo dos primeiros romances, o Tarot poderia ser considerado como um dos livros sem palavras (comuns na alquimia) para a reflexão e a meditação sobre a salvação eterna e a busca de Si, mesmo para quem não soubesse ler. Era uma porta aberta à verdade, tal como as catedrais, que permitiam aos pobres e aos ricos crescerem na comunhão com Deus.

“O Tarot” – afirma Kris Hadar – “é uma catedral na qual cada um pode orar para descobrir, no labirinto de sua existência, o caminho da Salvação”.

Paralelos do Tarot com outros jogos

Quando deixamos de lado as tentativas – algumas delas forçadas – de encontrar para o Tarot uma origem necessariamente fora da Europa, em outras culturas e povos, abre-se um outro campo muito atraente para os estudos simbólicos.

Tal como foi mencionado mais acima, a propósito da similaridades entre o Tarot e o jogo indiano do Chaturanga, os estudos comparativos permitem reconhecer princípios básicos e universais que estão presentes em diferentes jogos criados em culturas diversas sem que houvesse um contato próximo entre elas, sem que uma expressão em dado contexto cultural tenha sido necessariamente copiado de outro. Podemos encontrar provas de que o conhecimento das leis primordias se revela por caminhos criativos e renovados.

Por Constantino K. Riemma

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/sobre-a-origem-do-tarot

Qual a diferença do HKT 1.5 para o HKT 2 ?

Muitas pessoas têm escrito perguntando qual a diferença entre o Hermetic Kabbalah Tarot 1.5 (recém lançado), o Hermetic Kabbalah Tarot 1 (o primeiro) e o HKT 2 (lançado ano passado). Neste post, farei uma breve explanação sobre cada um deles, suas diferenças e semelhanças, para que você possa se decidir qual seria o melhor a ser utilizado.

Hermetic Kabbalah Tarot 1

Lançado em 2013, o Tarot da Kabbalah Hermética contém todas as informações para a utilização dos Arcanos como PORTAIS, a serem usados no Altar Pessoal do Mago e para trabalhos envolvendo Anjos cabalísticos e Demônios Goéticos. Ele é o deck oficial do Arcanum Arcanorum e pode ser usado também como Guia de estudos da Árvore da Vida, Correspondências Cabalísticas e, claro, como Oráculo. Como o processo de se criar e imprimir um tarot é MUITO caro, ainda mais na qualidade que escolhemos (cartas de PVC, com 111x72mm, tamanho original do Thoth Tarot de Crowley), preferimos fazer uma tiragem menor primeiro e arrecadar o dinheiro para uma impressão comercial do Tarot.

De forma a brindar esta idéia, imprimimos apenas 300 decks na primeira edição, em homenagem aos Bravos Guerreiros de Esparta que acreditaram na idéia em primeiro lugar (no final, foram 330 decks). Estes 330 decks tinham o verso diferenciado das edições posteriores, o que fará deles, além de tudo, objetos de colecionador.

Antes de lançar a primeira edição, acreditávamos que a maioria dos decks fosse comprado pelo pessoal mais avançado em tarot, mas ocorreu um fenômeno contrário. Muitos novos estudantes adquiriram o deck. Para facilitar mais este aspecto (e por consequência o uso oracular), foram adicionados símbolos planetários nas Sephiroth, a relação dos elementos na Escada de Jacó, o nome das Runas e uma marca d´agua baseada na edição original do Rider-Waite-Smith.

Isso dá ao HKT 2 uma familiaridade a mais para quem já possui literatura especializada e para quem faz uso oracular da ferramenta. Como muitos dos que compraram o deck já tinham a primeira edição, não havia mais a necessidade de um deck em PVC; já existia a ferramenta para uso magistico e ritualístico. Entra agora a ferramenta que se foca no campo dos estudos, simbolismo e tiradas. Outro fato importante é reduzimos o custo desta edição, pois o HKT 2 é impresso em Papel Laminado (padrão Europeu) no formato LoScarabeo. Com isso, seu preço final ficou em R$ 75,00

Você pode comprar ambos na LOJA DE RPG, entre outras coisas bacanas como os Posters da Árvore da Vida, do Lamen Rosacruz, a Enciclopédia de Mitologia e os livros de hermetismo para crianças da Lilith, Isis e Hércules.

#hermetismo #KabbalisticTarot #Tarot

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/qual-a-diferen%C3%A7a-do-hkt-1-5-para-o-hkt-2