A Lei da Kimbanda

A Lei da Kimbanda vem dos bantos, dos povos Angola-Congo. A “misturança”, ou ainda podemos dizer “sincretismo” entre o Exu-iorubá, os Ngangas e Tatás (almas de chefes kimbandeiros das nações bantas) foi o que deixou esse ar de confusão no povo, que muitos até mesmo sendo “feitos na kimbanda”, não entendem, ou o que é pior, tratam-no de diabo. Na verdade, o Exu da kimbanda não é o Exu-Iorubá (Orixá ou Imalé dessa cultura). Os Espíritos que chegam na linha da kimbanda são espíritos de Ngangas ou Tatás, aqueles que quando encarnados na terra eram sacerdotes bantos adoradores de algum Nkisi ou Npungu.

No Brasil, o culto aos Npungus e Nkisis através dos seus mensageiros – os Ngangas – foi misturado na escravidão com o culto aos Encantados e aos pajés (da cultura tupi-guarani) e também com o dos Iorubás, surgindo os seguintes novos cultos, fruto da miscelânea: Makumba – que vem de “ma-kiumba” (espíritos da noite). Foi assim chamado o mais primitivo culto sincretista no sul do Brasil (e o primeiro originado no Brasil), dada sua maior preponderância banto; é dela que descendem os outros cultos afro-brasileiros com influência das nações Angola-Congo, Tupi-guarani, Nagô e a Igreja, nessa ordem. A razão de se chamar makiumba (logo após por deturpação da palavra ficaria makumba ou macumba) foi justamente, porque é um culto que se faz na noite, onde se deveriam chamar necessariamente os espíritos da noite (almas de outros sacerdotes do culto – Eguns ou Ancestrais). No culto iorubano-nagô conhece-se e rende-se culto aos Ancestrais-Egun, porém eles são afastados dos rituais aos Orixás, tentando ter um contato com outro tipo de energia. Isto contribuiu para que os rituais onde se chamavam os eguns fossem menosprezados, tratados pejorativamente e mal interpretados.

Por outro lado, a Igreja também condenava os cultos com influência índio-banto onde se fazia beberagem e supostamente “orgias”.

Na verdade, as danças bantús eram no Brasil e ainda são na África, bastante eróticas, e também é verdade que os Guias bebem e fumam, porém é muito distante de ser uma orgia ou uma bebedeira. Depois, quando os grupos de nações começaram a procurar sua identidade, dividiram-se os principais componentes da makumba, aparecendo: Candomblé de Angola; Candomblé de Congo; Candomblé de Caboclo ou dos Encantados; Catimbó; – todos eles à procura de uma raiz cultural – e também, ao final do século XIX surgem da macumba urbana, (onde se tinha muita participação dos brancos pobres e os descendentes de escravos) a Umbanda e a Kimbanda com influências para o Espiritismo e com muito sincretismo. Na Kimbanda, permaneceu grande parte do culto aos Ngangas da nação Angola-Congo, porém misturado com o diabo (pelas influências dos mitos e tabus dos próprios integrantes – que não tinham conhecimento das origens) e também embaixo do pé do Orixá Iorubá Exu.

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O Fumo e os Terreiros de Umbanda

O fumo é a erva mais tradicional da terapêutica psico-espiritual praticada na Umbanda. Originário do mundo novo, os nativos fumavam o tabaco picado e enrolado em suas próprias folhas, ou na de outras plantas, conhecendo o processo de curar e fermentar o fumo, melhorando o gosto e o aroma.

Durante o período físico em que o fumo germina, cresce e se desenvolve, arregimenta as mais variadas energias do solo e do meio ambiente, absorvendo calor, magnetismo, raios infravermelhos e ultravioletas do sol, polarização eletrizante da lua, éter físico, sais minerais, oxigênio, hidrogênio, luminosidade, aroma, fluidos etéreos, cor, vitaminas, nitrogênio, fósforo, potássio e o húmus da terra. Assim, o fumo condensa forte carga etérea e astral que, ao ser liberada pela queima, emana energias que atuam positivamente no mundo oculto, podendo desintegrar fluídos adversos à contextura perispiritual dos encarnados e desencarnados.

O charuto e o cachimbo, ou ainda o cigarro, utilizados pelas entidades filiadas ao trabalho de Oxalá são tão somente defumadores individuais. Lançando a fumaça sobre a aura, os plexos ou feridas, vão os espíritos atuando em benefício daqueles que os procuram com fé.

Os solos com textura mais fina, com elevado teor de argila, produzem fumos mais fortes, como os destinados a charutos ou fumos de corda, enquanto os solos mais arenosos produzem fumos leves, para a fabricação de cigarros. No fabrico dos charutos (palavra derivada do tâmil churutu), as folhas, após o processo de secagem, são reunidas em manocas de 15 a 20 folhas e submetidas a fermentação, destinada a diminuir a percentagem de nicotina, aumentar a combustividade do fumo e uniformizar a sua coloração. Os tipos de fumo mais utilizados na confecção dos charutos brasileiros são: Brasil-Bahia, Virgínia, Sumatra e Havana.

Nos trabalhos umbandistas é muito utilizado por Exu Bombogira. A cigarrilha de odor especial, quando utilizada por esta entidade, melhor se ajusta ao descarrego do magiado, por proporcionar-lhe mais tranquilidade. Os cigarros são utilizados para fins mais materiais, normalmente relacionados com negócios financeiros.

Os charutos de fumo grosseiro e forte são peculiares à magia dos Exus, enquanto os charutos de fumo de melhor qualidade são usados por Caboclos. Já os Pretos-Velhos dão preferência aos cachimbos, nos quais usam diversos tipos de mistura de ervas, como o alecrim, a alfazema e outros, além de utilizarem cigarros de palha, impregnando assim os elementos com a sua própria força espiritual, transformando o tradicional “pito” em um eficiente desagregador de energias negativas. Desta maneira, como o defumador, o charuto ou o cachimbo são instrumentos fundamentais na ação mágica dos trabalhos umbandistas executados pelas entidades. A queima do tabaco funciona como um defumador individual, próprio, dirigido ao objetivo do Guia, que não traz nenhum vício tabagista, como dizem alguns, representando apenas um meio de descarrego, um bálsamo vitalizador e ativador dos chakras dos consulentes. Vemos assim que, como ensinou um Pai Velho, “na fumaça está o segredo dos trabalhos da Umbanda”.

#Umbanda

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A Cabala Luriânica

A Cabala Luriânica é uma escola de Cabala com o nome de Isaac Luria (1534-1572), o rabino judeu que a desenvolveu. A Cabala Luriânica deu um novo registro seminal do pensamento cabalístico que seus seguidores sintetizaram e leram na Cabala anterior do Zohar que se disseminava nos círculos medievais.

A Cabala Luriânica descreve novas doutrinas das origens da Criação, e os conceitos de Olam HaTohu (hebraico: עולם התהו “O Mundo de Tohu-Caos”) e Olam HaTikun (hebraico: עולם התיקון “O Mundo de Tikun-Retificação”), que representam dois estados espirituais arquetípicos de ser e consciência. Esses conceitos derivam da interpretação de Isaac Luria e das especulações míticas sobre referências no Zohar. O principal divulgador das idéias de Luria foi o rabino Hayyim ben Joseph Vital da Calábria, que afirmou ser o intérprete oficial do sistema luriânico, embora alguns contestassem essa afirmação. Juntos, os ensinamentos compilados escritos pela escola de Luria após sua morte são metaforicamente chamados de “Kitvei HaARI” (Escritos do ARI), embora diferissem em algumas interpretações centrais nas primeiras gerações.

As interpretações anteriores do Zohar culminaram no esquema racionalmente influenciado de Moisés ben Jacó Cordovero em Safed, imediatamente antes da chegada de Luria. Os sistemas de Cordovero e Luria deram à Cabala uma sistematização teológica para rivalizar com a eminência anterior da filosofia judaica medieval. Sob a influência do renascimento místico em Safed do século XVI, o lurianismo tornou-se a teologia judaica dominante quase universal no início da era moderna, tanto nos círculos acadêmicos quanto na imaginação popular. O esquema luriânico, lido por seus seguidores como harmonioso e sucessivamente mais avançado que o cordoveriano, em grande parte o deslocou, tornando-se a base dos desenvolvimentos subsequentes do misticismo judaico. Após o Ari, o Zohar foi interpretado em termos luriânicos e, posteriormente, os cabalistas esotéricos expandiram a teoria mística dentro do sistema luriânico. Os movimentos hassídicos e mitnágdicos posteriores divergiram sobre as implicações da Cabala Luriânica e seu papel social no misticismo popular. A tradição mística sabática também derivaria sua fonte do messianismo luriânico, mas tinha uma compreensão diferente da interdependência cabalística do misticismo com a observância judaica halakha.

A NATUREZA DO PENSAMENTO LURIÂNICO

A característica do sistema teórico e meditativo de Luria é sua reformulação da hierarquia estática anterior de desdobramento dos níveis Divinos, em um drama espiritual cósmico dinâmico de exílio e redenção. Através disso, essencialmente, tornaram-se duas versões históricas da tradição teórico-teosófica na Cabala:

  1. A Cabala Medieval e o Zohar como foi inicialmente entendido (às vezes chamado de Cabala “clássica/zoharica”), que recebeu sua sistematização por Moshe Cordovero imediatamente antes de Luria no período da Modernidade
  1. A Cabala Luriânica, a base do misticismo judaico moderno, embora Luria e os cabalistas subsequentes vejam o lurianismo como nada mais do que uma explicação do verdadeiro significado do Zohar.

A Cabala Primitiva

As doutrinas místicas da Cabala apareceram em círculos esotéricos no século 12 no sul da França (Provence-Languedoc), espalhando-se para o norte da Espanha do século 13 (Catalunha e outras regiões). O desenvolvimento místico culminou com a disseminação do Zohar a partir de 1305, o principal texto da Cabala. A Cabala Medieval incorporou motivos descritos como “Neoplatônico” (reinos linearmente descendentes entre o Infinito e o finito), “Gnóstico” (no sentido de vários poderes se manifestando da Divindade singular, em vez de deuses plurais) e “Místico” (em contraste com racional, como as primeiras doutrinas de reencarnação do judaísmo). Comentários subsequentes sobre o Zohar tentaram fornecer uma estrutura conceitual na qual suas imagens altamente simbólicas, ideias vagamente associadas e ensinamentos aparentemente contraditórios pudessem ser unificados, compreendidos e organizados sistematicamente. Meir ben Ezekiel ibn Gabbai (nascido em 1480) foi um precursor disso, mas as obras enciclopédicas de Moisés Cordovero (1522-1570) sistematizaram de maneira influente o esquema da Cabala Medieval, embora não explicassem algumas crenças clássicas importantes, como a reencarnação. O esquema Medieval-Cordoveriano descreve em detalhes um processo linear e hierárquico onde a Criação finita evolui (“Hishtalshelut“) sequencialmente do Ser Infinito de Deus. As sefirot (atributos Divinos) na Cabala, agem como forças discretas e autônomas no desdobramento funcional de cada nível da Criação, do potencial ao atual. O bem-estar do Reino Divino Superior, onde as Sephirot se manifestam supremamente, está mutuamente ligado ao bem-estar do Reino Humano Inferior. Os atos do Homem, no final da cadeia, afetam a harmonia entre as Sephirot nos mundos espirituais superiores. Mitzvot (observâncias judaicas) e atos virtuosos trazem unidade Acima, permitindo a unidade entre Deus e a Shekhinah (Presença Divina) Abaixo, abrindo o Fluxo da vitalidade Divina em toda a Criação. O pecado e os atos egoístas introduzem ruptura e separação em toda a Criação. O mal, causado por ações humanas, é um transbordamento mal direcionado Abaixo de Gevurah (Gravidade/Severidade) não controlada no Alto.

A Comunidade Moderna de Safed

O renascimento da Cabala no século XVI na comunidade galileana de Safed, que incluía Joseph Karo, Moshe Alshich, Cordovero, Luria e outros, foi moldado por sua perspectiva espiritual e histórica particular. Após a expulsão da Espanha em 1492, eles sentiram uma urgência e responsabilidade pessoal em nome do povo judeu para apressar a redenção messiânica. Isso envolvia uma ênfase em parentesco próximo e práticas ascéticas, e o desenvolvimento de rituais com um foco messiânico-comunal. Os novos desenvolvimentos de Cordovero e Luria na sistematização da Cabala anterior buscavam a disseminação mística além dos círculos acadêmicos próximos aos quais a Cabala anteriormente estava restrita. Eles sustentavam que a ampla publicação desses ensinamentos e práticas meditativas baseadas neles aceleraria a redenção para todo o povo judeu.

A CABALA LURIÂNICA

Onde o objetivo messiânico permaneceu apenas periférico no esquema linear de Cordovero, o esquema teórico mais abrangente e as práticas meditativas de Luria explicaram o messianismo como sua dinâmica central, incorporando toda a diversidade de conceitos cabalísticos anteriores como resultados de seus processos. Luria conceitua os Mundos Espirituais através de sua dimensão interna de exílio e redenção divina. O mito luriânico trouxe à tona noções cabalísticas mais profundas: teodicéia (origem primordial do mal) e exílio da Shekhinah (Presença Divina), redenção escatológica, o papel cósmico de cada indivíduo e os assuntos históricos de Israel, simbolismo da sexualidade no mundo celestial Manifestações divinas e a dinâmica inconsciente na alma. Luria deu articulações teosóficas esotéricas às questões mais fundamentais e teologicamente ousadas da existência.

Pontos de Vistas Cabalísticos

Os cabalistas religiosos vêem a abrangência mais profunda da teoria luriânica devido à sua descrição e exploração de aspectos da Divindade, enraizados no Ein Sof, que transcendem o misticismo revelado e racionalmente apreendido descrito por Cordovero. O sistema da Cabala Medieval é incorporado como parte de sua dinâmica mais ampla. Onde Cordovero descreveu as Sefirot (atributos divinos) e os Quatro Reinos espirituais, precedidos por Adam Kadmon, desdobrando-se sequencialmente a partir do Ein Sof, Luria sondou a origem supra-racional desses Cinco Mundos dentro do Infinito. Isso revelou novas doutrinas do Tzimtzum Primordial (contração) e do Shevira (quebra) e reconfiguração das Sephirot. Na Cabala, o que precedeu mais profundamente nas origens, também se reflete nas dimensões internas da Criação subsequente, de modo que Luria foi capaz de explicar o messianismo, os aspectos divinos e a reencarnação, crenças cabalísticas que permaneceram dessistemas de antemão.

As tentativas de sistematização cabalística de Cordovero e Medieval, influenciadas pela filosofia judaica medieval, abordam a teoria cabalística através do paradigma racionalmente concebido de “Hishtalshelut” (“Evolução” sequencial de níveis espirituais entre o Infinito e o Finito – os vasos/molduras externas de cada mundo espiritual ). Luria sistematiza a Cabala como um processo dinâmico de “Hitlabshut” (“Revestimento” de almas superiores dentro de vasos inferiores – as dimensões interiores/alma de cada mundo espiritual). Isso vê dimensões internas dentro de qualquer nível da Criação, cuja origem transcende o nível em que estão revestidas. O paradigma espiritual da Criação é transformado em um processo dinâmico de interação na Divindade. As manifestações divinas envolvem-se umas nas outras e estão sujeitas ao exílio e à redenção:

“O conceito de hitlabshut (“vestimenta”) implica uma mudança radical de foco ao considerar a natureza da Criação. De acordo com essa perspectiva, a principal dinâmica da Criação não é evolutiva, mas interacional. Os estratos superiores da realidade estão constantemente se revestindo dentro dos estratos inferiores, como a alma dentro de um corpo, infundindo assim cada elemento da Criação com uma força interna que transcende sua própria posição dentro da hierarquia universal. Hitlabshut é muito mais uma dinâmica “biológica”, responsável pela força vital que reside na Criação; hishtalshelut, por outro lado, é “físico”, preocupado com a energia condensada da “matéria” (vasos espirituais) em vez da força vital da alma.”

Devido a este paradigma mais profundo e interno, as novas doutrinas introduzidas por Luria explicam os ensinamentos e passagens cabalísticas do Zohar que permaneceram superficialmente compreendidos e descritos externamente antes. Conceitos aparentemente não relacionados tornam-se unificados como parte de um quadro abrangente e mais profundo. Os sistematizadores cabalísticos antes de Luria, culminando com Cordovero, foram influenciados pelo Guia filosófico de Maimônides, em sua busca para decifrar o Zohar intelectualmente e unificar a sabedoria esotérica com a filosofia judaica. Na Cabala isso incorpora o nível mental Neshamá (Compreensão) da alma. Os ensinamentos de Luria desafiam a alma a ir além das limitações mentais. Embora apresentada em termos intelectuais, continua sendo uma doutrina revelada e supra-racional, dando uma sensação de estar além do alcance intelectual. Isso corresponde ao nível da alma de Haya (insight de Sabedoria), descrito como apreensão de “tocar/não tocar”.

Pontos de Vista Acadêmicos

No estudo acadêmico da Cabala, Gershom Scholem viu o lurianismo como uma resposta historicamente localizada ao trauma do exílio espanhol, uma mitificação plenamente expressa do judaísmo e um misticismo messiânico paradoxalmente paradoxal, pois o misticismo fenomenologicamente geralmente envolve a retirada da comunidade. Na academia mais recente, Moshe Idel desafiou a influência histórica de Scholem no lurianismo, vendo-o como um desenvolvimento em evolução dentro dos fatores inerentes ao misticismo judaico por si só. Em sua monografia Physician of the Soul, Healer of the Cosmos: Isaac Luria and His Kabbalistic Fellowship (O Médico da Alma, o Curador do Cosmos: Isaac Luria e Sua Irmandade Cabalística), Stanford University Press, 2003, Lawrence Fine explora o mundo de Isaac Luria do ponto de vista da experiência vivida por Luria e seus discípulos.

OS PRINCIPAIS CONCEITOS DA CABALA LURIÂNICA:

O Tzimtzum Primordial – A Contração da Divindade:

Isaac Luria propôs a doutrina do Tzimtzum, (significando alternativamente: “Contração/Ocultação/Condensação/Concentração”), a Auto-Retirada primordial da Divindade para “dar espaço” para a Criação subsequente.

A Cabala anterior ensinou que antes da criação dos reinos espirituais ou físicos, a simplicidade divina de Ein Sof (“Sem Fim”) preenchia toda a realidade. Em uma forma mística de auto-revelação Divina, a Ohr Ein Sof (“Luz do Ein Sof/Luz Infinita”) brilhou dentro do Ein Sof, antes de qualquer criação. Na Unidade absoluta do Ein Sof, “nenhuma coisa” (nenhuma limitação/fim) poderia existir, pois tudo seria anulado. Sobre o Ein Sof, nada pode ser postulado, pois transcende toda apreensão/definição. A Cabala Medieval sustentava que no início da Criação, do Ein Sof emergiram da ocultação os 10 atributos Divinos Sephirot para emanar a existência. A vitalidade brilhou primeiro para Adam Kadmon (“Homem Primordial”), o reino da Vontade Divina), nomeado metaforicamente em relação ao Homem que está enraizado no plano Divino inicial. De Adam Kadmon emergiram sequencialmente os Quatro Reinos Espirituais descendentes: Atziluth (“Emanação” – o nível da Sabedoria Divina), Beriah (“Criação” – Intelecto Divino), Yetzirah (“Formação” – Emoções Divinas), Assiah (“Ação” – Realização Divina). Na Cabala Medieval, o problema da criação finita emergindo do Infinito foi parcialmente resolvido por inumeráveis ​​e sucessivas ocultações/contrações/encobrimentos de tzimtzumim da abundância Divina através dos Mundos, reduzindo-a sucessivamente a intensidades apropriadas. Em cada estágio, o fluxo absorvido criava reinos, transmitindo resíduos para níveis mais baixos.

Para Luria, essa cadeia causal não resolveu a dificuldade, pois a qualidade infinita da Ohr Ein Sof, mesmo sujeita a inúmeros véus/contrações, ainda impediria a existência independente. Ele avançou um salto Tzimtzum primordial inicial e radical antes da Criação, a auto-retirada da Divindade. No centro do Ein Sof, a retirada formou um metafórico (não espacial) Khalal/Makom Ponui (“Vácuo/Espaço Vazio”) no qual a Criação ocorreria. O vácuo não estava totalmente vazio, pois restava uma leve Reshima (“Impressão”) da Realidade anterior, semelhante à água que se agarra a um recipiente vazio.

No vácuo então brilhou uma nova luz, o Kav (“Raio/Linha”), uma “fina” extensão diminuída da Luz Infinita original, que se tornou a fonte de toda a Criação subsequente. Embora ainda infinita, essa nova vitalidade era radicalmente diferente da Luz Infinita original, pois agora estava potencialmente adaptada à perspectiva limitada da Criação. Assim como a perfeição de Ein Sof abarcava tanto a infinitude quanto a finitude, a Luz Infinita possuía qualidades finitas ocultas e latentes. O Tzimtum permitiu que qualidades infinitas se retirassem para o Ein Sof, e qualidades potencialmente finitas emergissem. À medida que o Kav brilhava no centro do vácuo, englobava dez Iggulim “concêntricos” (o esquema conceitual dos “Círculos”), formando as Sephirot, permitindo que a Luz aparecesse em sua diversidade.

Shevira – A Quebra dos Vasos das Sephirot:

A primeira configuração divina dentro do vácuo compreende Adam Kadmon, o primeiro reino espiritual primitivo descrito na Cabala anterior. É a manifestação da vontade divina específica para a criação subsequente, dentro da estrutura relativa da criação. Seu nome antropomórfico indica metaforicamente o paradoxo da criação (Adam – homem) e manifestação (Kadmon – divindade primordial). O homem é concebido como a futura encarnação na criação subsequente, ainda não surgida, das manifestações divinas. O Kav forma as Sephirot, ainda apenas latentes, de Adam Kadmon em dois estágios: primeiro como Iggulim (Círculos), depois englobado como Yosher (Reto), os dois esquemas de arranjo das Sephirot. Na explicação sistemática de Luria dos termos encontrados na Cabala clássica:

  • Iggulim é o Sephirot agindo como dez princípios “concêntricos” independentes;
  • Yosher é um Partzuf (configuração) no qual as Sephirot agem em harmonia umas com as outras no esquema de três colunas.

“Reto” é assim chamado por meio de uma analogia com a alma e o corpo do homem. No homem, os dez poderes sefiróticos da alma atuam em harmonia, refletidos nos diferentes membros do corpo, cada um com uma função particular. Luria explicou que é a configuração Yosher das Sephirot que é referido por Gênesis 1:27, “Deus criou o homem à Sua própria imagem, à imagem de Deus Ele o criou, macho e fêmea Ele os criou”. No entanto, em Adam Kadmon, ambas as configurações das Sephirot permanecem apenas em potencial. Adam Kadmon é pura luz divina, sem vasos, limitado por sua futura vontade potencial de criar vasos e pelo efeito limitador da Reshima.

Da configuração figurativa não corpórea de Adam Kadmon emanam cinco luzes: metaforicamente dos “olhos”, “ouvidos”, “nariz”, “boca” e “testa”. Estes interagem uns com os outros para criar três estágios do mundo espiritual particular após Adam Kadmon: Akudim (“Ligado” – caos estável), Nekudim (“Pontos” – caos instável) e Berudim (“Conectado” – início da retificação). Cada reino é um estágio sequencial no primeiro surgimento dos vasos sefiróticos, antes do mundo de Atziluth (Emanação), o primeiro dos quatro mundos espirituais abrangentes da criação descritos na Cabala anterior. À medida que as Sephirot emergiam dentro dos vasos, elas atuavam como dez forças Iggulim independentes, sem inter-relação. Chesed (Bondade) se opôs a Gevurah (Severidade), e assim com as emoções subsequentes. Este estado, o mundo de Tohu (Caos) precipitou uma catástrofe cósmica no reino Divino. Tohu é caracterizado pela grande divina Ohr (Luz) em vasos fracos, imaturos e não harmonizados. À medida que a luz divina se derramava nas primeiras sefirot intelectuais, seus vasos estavam próximos o suficiente de sua fonte para conter a abundância de vitalidade. No entanto, à medida que o transbordamento continuou, as sefirot emocionais subsequentes se despedaçaram (Shevirat HaKeilim – “A Quebra dos Vasos”) de Binah (Compreensão) até Yesod (a Fundação) sob a intensidade da luz. A sephirah final Malkhut (Reinado) permanece parcialmente intacta como a Shekhina exilada (imanência divina feminina) na criação. Este é o relato esotérico em Gênesis e Crônicas dos oito reis de Edom que reinaram antes de qualquer rei reinar em Israel. Os fragmentos dos vasos quebrados caíram do reino de Tohu na ordem criada subsequente de Tikun (Retificação), estilhaçando-se em inúmeros fragmentos, cada um animado pelas Nitzutzot (Faíscas) exiladas de sua luz original. As centelhas divinas mais sutis foram assimiladas nos reinos espirituais mais elevados como sua força vital criativa. Os fragmentos animados mais grosseiros caíram em nosso reino material, com fragmentos inferiores nutrindo os Kelipot (Conchas) em seus reinos de impureza.

Tikun – Retificação:

Partzufim – As Personas Divinas:

Os subsequentes quatro mundos espirituais da Criação abrangentes, descritos na Cabala anterior, incorporam o reino luriânico de Tikun (“Retificação”). Tikun é caracterizado por luzes mais baixas e menos sublimes que Tohu, mas em vasos fortes, maduros e harmonizados. A retificação é iniciada em Berudim, onde as Sephirot harmonizam suas 10 forças, cada uma incluindo as outras como princípios latentes. No entanto, a retificação celestial é completada em Atziluth (Mundo da “Emanação”) após a Shevira, através das Sephirot transformando-se em Partzufim ( “Faces/Configurações”) Divinas. Na Cabala Zoharica, os partzufim aparecem como aspectos divinos supernais particulares, expostos no Idrot esotérico, mas tornam-se sistematizados apenas no Lurianismo. Os 6 partzufim primários, que se dividem em 12 formas secundárias:

  • Atik Yomin (“Ancião dos Dias”) parte interna de Keter, a Deleite.
  • Arikh Anpin (“O Semblante Maior”) partzuf exterior de Keter, a Vontade.
  • Abba (“Pai”) partzuf de Chokhma, a Sabedoria.
  • Imma (“Mãe”) partzuf de Binah, a Compreensão.
  • Zeir Anpin (“O Semblante Menor” – Filho) partzuf das Sephirot emocionais.
  • Nukva (“Feminino” – Filha) partzuf de Malkhut, a Realeza.

Os Parzufim são as Sephirot agindo no esquema de Yosher, como no homem. Em vez de incluir latentemente outros princípios independentemente, os partzufim transformam cada sephirah em configurações antropomórficas completas de três colunas de 10 Sephirot, cada uma das quais interage e envolve as outras. Através do parzufim, a fraqueza e a falta de harmonia que instigou a shevirah é curada. Atziluth, o reino supremo da manifestação Divina e consciência exclusiva da Unidade Divina, é eternamente retificado pelos partzufim; suas centelhas de raiz de Tohu são totalmente redimidas. No entanto, os três mundos inferiores de Beri’ah (“O Mundo da Criação”), Yetzirah (“O Mundo da Formação”) e Assiah (“O Mundo da Ação”) incorporam níveis sucessivos de autoconsciência independente da Divindade. A retificação ativa de Tikun da Criação inferior só pode ser alcançada de baixo, de dentro de suas limitações e perspectivas, em vez de imposta de cima. A redenção messiânica e a transformação da Criação são realizadas pelo Homem no reino mais baixo, onde predomina a impureza.

Este procedimento era absolutamente necessário. Se Deus no princípio tivesse criado os partzufim em vez das Sefirot, não haveria mal no mundo e, consequentemente, nenhuma recompensa e punição; pois a fonte do mal está nas Sefirot ou vasos quebrados (Shvirat Keilim), enquanto a luz do Ein Sof produz apenas o que é bom. Essas cinco figuras são encontradas em cada um dos Quatro Mundos; ou seja, no mundo da Emanação (Atzilut), Criação (Beri’ah), Formação (Yetzirah) e no mundo da Ação (Asiyah), que representa o mundo material.

Birur – O Esclarecimento pelo Homem:

A tarefa de retificar as centelhas de santidade que foram exiladas nos mundos espirituais inferiores autoconscientes foi dada ao Adão bíblico no Jardim do Éden. No relato luriânico, Adão e Hava (Eva) antes do pecado da Árvore do Conhecimento não residiam no mundo físico Assiah (“Ação”), no nível atual de Malkhut (sephirah mais baixa “Reina”). Em vez disso, o Jardim era o reino não-físico de Yetzirah (“Formação”), e na sephirah superior de Tiferet (“Beleza”).

Gilgul – A Reencarnação e a Alma:

O sistema psicológico de Luria, no qual se baseia sua Cabala devocional e meditativa, está intimamente ligado às suas doutrinas metafísicas. Dos cinco partzufim, diz ele, emanaram cinco almas, Nefesh (“Espírito”), Ru’ach (“Vento/Fôlego”), Neshamah (“Alma“), Chayah (“Vida”) e Yechidah (“Singularidade“); sendo o primeiro deles o mais baixo, e o último o mais alto. (Fonte: Etz Chayim). A alma do homem é o elo de ligação entre o infinito e o finito e, como tal, tem um caráter múltiplo. Todas as almas destinadas à raça humana foram criadas juntamente com os diversos órgãos de Adão. Assim como existem órgãos superiores e inferiores, há almas superiores e inferiores, segundo os órgãos com os quais estão acoplados, respectivamente. Assim, há almas do cérebro, almas do olho, almas da mão, etc. Cada alma humana é uma centelha (nitzotz) de Adão. O primeiro pecado do primeiro homem causou confusão entre as várias classes de almas: a superior misturou-se com a inferior; bem com mal; de modo que mesmo a alma mais pura recebeu uma mistura do mal, ou, como Luria chama, do elemento das “conchas/cascas” (Kelipoth). Em consequência da confusão, os primeiros não são totalmente privados do bem original, e os segundos não estão totalmente livres do pecado. Este estado de confusão, que dá um impulso contínuo para o mal, cessará com a chegada do Messias, que estabelecerá o sistema moral do mundo sobre uma nova base.

Até a chegada do Messias, a alma do homem, por suas deficiências, não pode retornar à sua fonte, e tem que vagar não apenas pelos corpos dos homens e dos animais, mas às vezes até por coisas inanimadas como madeiras, rios e pedras. A esta doutrina do gilgulim (reencarnação das almas) Luria acrescentou a teoria da impregnação (ibbur) das almas; isto é, se uma alma purificada negligenciou alguns deveres religiosos na terra, ela deve retornar à vida terrena e, unindo-se à alma de um homem vivo, e unir-se a ela para compensar tal negligência.

Além disso, a alma morta de um homem liberto do pecado aparece novamente na terra para apoiar uma alma fraca que se sente desigual para sua tarefa. No entanto, essa união, que pode se estender a duas almas ao mesmo tempo, só pode ocorrer entre almas de caráter homogêneo; isto é, entre aqueles que são centelhas do mesmo órgão adamita. A dispersão de Israel tem como propósito a salvação das almas dos homens; como as almas purificadas dos israelitas cumprirão a profecia de se tornarem “Lâmpada para as nações”, influenciando as almas dos homens de outras raças a fazer o bem. Segundo Luria, existem sinais pelos quais se pode conhecer a natureza da alma de um homem: a que grau e classe ela pertence; a relação existente entre ela e o mundo superior; as andanças que já realizou; os meios pelos quais pode contribuir para o estabelecimento do novo sistema moral do mundo; e a qual alma deve se unir para se purificar.

INFLUÊNCIA DA CABALA LURIANICA

 As Heresias Místicas Sabateanas:

A Cabala Luriânica foi acusada por alguns de ser a causa da disseminação dos Messias Sabbateanos Shabbetai Tzvi (1626–1676) e Jacob Frank (1726–1791), e suas heresias baseadas na Cabala. O renascimento místico do século XVI em Safed, liderado por Moshe Cordovero, Joseph Karo e Isaac Luria, fez do estudo cabalístico um objetivo popular dos estudantes judeus, até certo ponto competindo pela atenção com o estudo talmúdico, ao mesmo tempo em que capturava a imaginação do público. O shabbetianismo surgiu nessa atmosfera, juntamente com as opressões do exílio, ao lado dos genuínos círculos místicos tradicionais.

Onde o esquema de Isaac Luria enfatizou o papel democrático de cada pessoa em redimir as faíscas caídas de santidade, alocando o Messias apenas uma chegada conclusiva no processo, o profeta de Shabbetai, Nathan de Gaza, interpretou seu papel messiânico como fundamental para recuperar essas faíscas perdidas na impureza. Agora, a fé em seu papel messiânico, depois que ele se converteu ao islamismo, tornou-se necessária, assim como a fé em suas ações antinomianas. Jacob Frank alegou ser uma reencarnação de Shabbetai Tzvi, enviado para recuperar faíscas através das ações mais anarquistas de seus seguidores, alegando que a quebra da Torá em sua era messiânica emergente era agora seu cumprimento, o oposto da necessidade messiânica da devoção haláchica por Luria e os cabalistas. Em vez disso, para os cabalistas de elite do século XVI de Safed após a expulsão da Espanha, eles sentiram uma responsabilidade nacional pessoal, expressa através de seu renascimento místico, restrições ascéticas, fraternidade devotada e estreita adesão à prática judaica normativa.

Influência na Prática Ritual e na Meditação da Oração:

A Cabala Luriânica permaneceu a principal escola de misticismo no judaísmo e é uma influência importante no hassidismo e nos cabalistas sefarditas. De fato, apenas uma minoria dos místicos judeus de hoje pertence a outros ramos do pensamento no misticismo zoharico. Alguns cabalistas judeus disseram que os seguidores de Shabbetai Tzvi evitavam fortemente os ensinamentos da Cabala Luriânica porque seu sistema refutava suas noções. Por outro lado, os Shabbetians usaram os conceitos luriânicos de faíscas presas na impureza e almas puras sendo misturadas com as impuras para justificar algumas de suas ações antinomianas.

Luria introduziu seu sistema místico na observância religiosa. Cada mandamento tinha um significado místico particular. O Shabat com todas as suas cerimônias era visto como a encarnação da Divindade na vida temporal, e cada cerimônia realizada naquele dia era considerada uma influência sobre o mundo superior. Cada palavra e sílaba das orações prescritas contêm nomes ocultos de Deus sobre os quais se deve meditar devotamente enquanto recita. Novas cerimônias místicas foram ordenadas e codificadas sob o nome de Shulkhan Arukh HaARI (O “Código de Lei do Ari”). Além disso, um dos poucos escritos do próprio Luria compreende três hinos à mesa do sábado com alusões místicas. Do hino da terceira refeição:

Vocês, príncipes do palácio, que anseiam por contemplar o esplendor de Zeir Anpin

Esteja presente nesta refeição em que o Rei deixa Sua marca

Exulte, regozije-se nesta reunião com os anjos e todos os seres celestiais

Alegrai-vos agora, neste momento tão propício, quando não há tristeza…

Convido o Ancião dos Dias neste momento auspicioso, e a impureza será totalmente removida…

De acordo com o costume de se dedicar ao estudo de Torá durante toda a noite no festival de Shavuot, Isaac Luria organizou um serviço especial para a vigília noturna de Shavuot, o Tikkun Leil Shavuot (“Retificação para a Noite de Shavuot”). É comumente recitado na sinagoga, com o Kadish se o Tikkun for estudado em um grupo de dez. Depois, os hassidim mergulham em um mikveh antes do amanhecer.

Espiritualidade Judaica Moderna e Opiniões Divergentes:

As idéias do rabino Luria gozam de amplo reconhecimento entre os judeus hoje. Ortodoxos, bem como reformistas, reconstrucionistas e membros de outros grupos judaicos frequentemente reconhecem a obrigação moral de “reparar o mundo” (tikkun olam). Essa ideia se baseia no ensinamento de Luria de que fragmentos de divindade permanecem contidos na criação material defeituosa e que os atos rituais e éticos dos justos ajudam a liberar essa energia. A teologia mística do Ari não exerce o mesmo nível de influência em todos os lugares, no entanto. As comunidades onde o pensamento de Luria tem menos influência incluem muitas comunidades alemãs e ortodoxas modernas, grupos que levam adiante as tradições espanholas e portuguesas, um segmento considerável de judeus iemenitas Baladi (ver Dor Daim) e outros grupos que seguem uma forma de judaísmo da Torá baseada mais no clássico autoridades como Maimônides e os Geonim.

Com seu projeto racionalista, o movimento Haskalah do século 19 e o estudo crítico do judaísmo descartaram a Cabala. No século 20, Gershom Scholem iniciou o estudo acadêmico do misticismo judaico, utilizando metodologia histórica, mas reagindo contra o que ele via como seu dogma exclusivamente racionalista. Em vez disso, ele identificou o misticismo judaico como a corrente vital do pensamento judaico, renovando periodicamente o judaísmo com um novo ímpeto místico ou messiânico. O respeito acadêmico da Cabala no século XX, bem como o interesse mais amplo pela espiritualidade, reforçam um interesse cabalístico renovado de denominações judaicas não-ortodoxas no século XX. Isso é frequentemente expresso através da forma de incorporação hassídica da Cabala, incorporada no neo-hassidismo e na renovação judaica.

Lurianismo Tradicional Contemporâneo:

O estudo do Kitvei Ha’Ari (escritos dos discípulos de Isaac Luria) continua principalmente hoje entre os círculos cabalísticos de forma tradicional e em seções do movimento hassídico. Mekubalim mizra’chim (orientais sefarditas cabalistas), seguindo a tradição de Haim Vital e o legado místico do Rashash (1720-1777, considerado pelos cabalistas como a reencarnação do Ari), vêem-se como herdeiros diretos e em continuidade com Os ensinamentos e esquema meditativo de Luria.

Ambos os lados do cisma hassídico-mitnagdico do século 18, defenderam a visão teológica do mundo da Cabala Luriânica. É um equívoco ver a oposição rabínica ao judaísmo hassídico, pelo menos em sua origem formativa, como derivada da adesão ao método filosófico judaico medieval racionalista. O líder da oposição rabínica Mitnagdic ao renascimento místico hassídico, o Vilna Gaon (1720-1797), estava intimamente envolvido na Cabala, seguindo a teoria luriânica, e produziu ele mesmo uma escrita cabalisticamente focada, enquanto criticava o Racionalismo Judaico Medieval. Seu discípulo, Chaim Volozhin, o principal teórico do judaísmo mitnagdico, diferia do hassidismo sobre a interpretação prática do tzimtzum luriânico. Para todos os efeitos, o judaísmo mitnagdico seguiu uma ênfase transcendente no tzimtzum, enquanto o hassidismo enfatizava a imanência de Deus. Essa diferença teórica levou o hassidismo a um foco místico popular além das restrições elitistas, enquanto sustentava o foco mitnagdico no judaísmo talmúdico e não místico para todos, exceto a elite, com uma nova ênfase teórica no estudo talmúdico da Torá no movimento lituano da Yeshiva.

O desenvolvimento judaico de maior escala baseado no ensino luriânico foi o hassidismo, embora tenha adaptado a Cabala ao seu próprio pensamento. Joseph Dan descreve o cisma hassídico-mitnágdico como uma batalha entre duas concepções da Cabala Luriânica. A Cabala de elite mitnagdica era essencialmente leal ao ensino e à prática luriânica, enquanto o hassidismo introduziu novas ideias popularizadas, como a centralidade da imanência divina e Deveikut para toda atividade judaica, e o papel místico social da liderança hassídica tzadik.

Interpretações Literais e Não Literais do Tzimtzum:

Nas décadas após Luria e no início do século 18, diferentes opiniões se formaram entre os cabalistas sobre o significado de tzimtzum, a auto-retirada Divina: deve ser tomada literal ou simbolicamente? Immanuel Hai Ricci (Yosher Levav, 1736-7) tomou tzimtzum literalmente, enquanto Joseph Ergas (Shomer Emunim, 1736) e Abraham Herrera sustentaram que tzimtzum deveria ser entendido metaforicamente.

Os Pontos de Vista Hassídicos e Mitnágdicos do Tzimtzum:

A questão do tzimtzum sustentou a nova popularização pública do misticismo incorporado no hassidismo do século XVIII. Sua doutrina central da imanência divina quase panenteísta, moldando o fervor diário, enfatizava a ênfase mais não literal do tzimtzum. A articulação sistemática desta abordagem hassídica por Shneur Zalman de Liadi na segunda seção do Tanya, esboça um Ilusionismo Monístico da Criação a partir da perspectiva da Unidade Divina Superior. Para Schneur Zalman, o tzimtzum apenas afetava a ocultação aparente da Ohr Ein Sof. O Ein Sof, e o Ohr Ein Sof, na verdade permanecem onipresentes, este mundo anulado em sua fonte. Somente, da perspectiva da Unidade Divina Inferior, Mundana, o tzimtzum dá a ilusão de aparente retirada. Na verdade, “Eu, o Eterno, não mudei” (Malaquias 3:6), pois interpretar o tzimtzum com qualquer tendência literal seria atribuir falsa corporeidade a Deus.

Norman Lamm descreve as interpretações hassídicas-mitnagdicas alternativas disso. Para Chaim Volozhin, o principal teórico da oposição rabínica do Mitnagdim ao hassidismo, o ilusionismo da Criação, decorrente de um tzimtzum metafórico é verdadeiro, mas não leva ao panenteísmo, pois a teologia mitnagdica enfatizava a transcendência divina, enquanto o hassidismo enfatizava a imanência. Como é, a impressão geral inicial da Cabala Luriânica é de transcendência, implícita na noção de tzimtzum. Em vez disso, para o pensamento hassídico, especialmente em sua sistematização Chabad, a essência divina última de Atzmus é expressa apenas na finitude, enfatizando a imanência hassídica. Norman Lamm vê ambos os pensadores como sutis e sofisticados. O Mitnagdim discordou do Panenteísmo, na oposição inicial do líder Mitnagdic, o Vilna Gaon vendo-o como herético. Chaim Volzhin, o principal aluno do Vilna Gaon, era ao mesmo tempo mais moderado, buscando acabar com o conflito, e mais teologicamente principiológico em sua oposição à interpretação hassídica. Ele se opôs ao panenteísmo tanto como teologia quanto como prática, pois sua espiritualização mística do judaísmo substituiu o aprendizado talmúdico tradicional, pois era capaz de inspirar a confusão antinomiana das restrições de observância judaica da Halachá, em busca de um misticismo para o povo comum.

Como resume Norman Lamm, ao Schneur Zalman e ao hassidismo, Deus se relaciona com o mundo como uma realidade, por meio de sua imanência. A imanência divina – a perspectiva Humana, é pluralista, permitindo a popularização mística no mundo material, ao mesmo tempo em que resguarda a Halachá. A Transcendência Divina – a perspectiva Divina, é Monista, anulando a Criação em ilusão. Para Chaim Volozhin e Mitnagdism, Deus se relaciona com o mundo como ele é através de Sua transcendência. A imanência divina – a forma como Deus olha para a Criação física, é monista, anulando-a na ilusão. Transcendência Divina – a forma como o Homem percebe e se relaciona com a Divindade é pluralista, permitindo que a Criação exista em seus próprios termos. Dessa forma, tanto os pensadores quanto os caminhos espirituais afirmam uma interpretação não literal do tzimtzum, mas a espiritualidade hassídica se concentra na proximidade de Deus, enquanto a espiritualidade mitnagdica se concentra no afastamento de Deus. Eles então configuram sua prática religiosa em torno dessa diferença teológica, o hassidismo colocando o fervor do Deveikut como sua prática central, o mitnagdismo enfatizando ainda mais o estudo intelectual talmúdico da Torá como sua atividade religiosa suprema.

Texto Original.  Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cabala/a-cabala-lurianica/

A influência da bruxaria européia na Umbanda

A bruxaria européia entrou no Brasil via Portugal. Escreve Luís da Câmara Cascudo, em Meleagro (Rio 1951) p. 179: “A presença do feiticeiro, da feiticeira especialmente, é um documento histórico, uma constante etnográfica desde as manhãs do Brasil colonial. As denunciações e confissões prestadas ao Santo Ofício em Baía, 1591-1593, e Pernambuco, Paraíba, 1593- 1595, evidenciam a fauna prestigiosa da bruxaria européia, em funcionamento normal e regular”. E cita uma porção de portuguêsas, divulgadoras dos processos da magia tradicional. “Ao findar do séc. XVI o brasileiro estava com todos os elementos disponíveis do espírito para ser um fiel consulente do candomblé, muamba, macumba, canjerê e xangô. Os volumes que registaram as confissões e denúncias em Baía, Pernambuco e Paraíba evidenciam que a credulidade popular contemporânea tem raízes fundas na terra em que a raça se formou” (p. 181).

Nas Denunciações de Pernambuco (1593-1595), segundo publicação feita por Rodolpho Garcia (São Paulo 1929), damos com as seguintes feiticeiras e bruxas: Ana Jácome, acusada de ter embruxado uma menina recém-nascida de seis dias (pp. 24 s.); Lianor Martins, a Salteadeira, que, como se dizia, tinha um familiar, uma medrácu1a, um buço de lobo, uma carta de Santo Erasmo, semente do feito colhida na noite de São João com um clérigo revestido e com esse arsenal mágico pod1a fazer com que os homens quisessem bem às mulheres e vice-versa, com que os maridos não vissem o que as mulheres faziam e outras coisas semelhantes (pp. 108-109); Felícia Toulrinha, presa na cadeia pública por amancebada com um homem casado, tomou um chapim, pregou-lhe no meio uma tesoura e, com os dedos indicadores colocados abaixo dos anéis, levantou para o ar o chapim e de1xou-o cair, invocando o diabo guedelhudo, o diabo orelhudo, o diabo felpudo, para que lhe dissessem se certo homem ia por onde tinha dito que havia de ir (p. 187). -Mas não conseguimos ver, nas Atas publicadas das “Denunciações”, nenhum processo que lidasse diretamente com alguma bruxa “profissional”. Nos outros processos, porém, ocorrem freqüentemente casos de supostas feitiçarias, encantamentos e envultamentos. Era sem dúvida bem difundida a superstição e a credulidade no ambiente de origem européia do nosso século XVI.

Ora, a bruxaria européia, a “tradicional”, dispõe de literatura própria, que encontra sua expressão mais fiel no famoso Livro de São Cipriano. Ao lado dele há outros, do mesmo tipo, como: As Verdadeiras Clavículas de Salomão, Enquiridião do Papa Leão, Grimório do Papa Honório, O Dragão Vermelho, Os Maravilhosos Segredos do Grande e Pequeno A/berto, O Livro Completo das Bruxas, O Livro do Feiticeiro, Cruz de Caravaca, etc. Tudo traduzido para o português e exposto nas livrarias do Brasil. Estão sempre entre a literatura umbandista ou “espiritualista” (sic). Inclusive livrarias espíritas mais sérias e “ortodoxas”, como a LAKE de São Paulo, expõem e propagam a literatura que poderíamos qualificar como “sãociprianista”.

E a coisa não é de hoje. Em 1904 o conhecido jornalista João do Rio (Paulo Barreto) constatou que o Livro de São Cipriano era, já então, o vademecum dos feiticeiros cariocas. Assim lemos em As Religiões do Rio (edição de 1951), p. 40: “Mas o que não sabem os que sustentam os feiticeiros, é que a base, o fundo de toda a sua ciência é o Livro de S. Cipriano. Os maiores alufás, os mais complicados pais-de-santo, têm escondida entre os tiras e a bicharada uma edição nada fantástica do S. Cipriano. Enquanto criaturas chorosas esperam os quebrantos e as misturas fatais, os negros soletram o S. Cipriano, à luz dos candeeiros…”.
Há diferentes edições do S. Cipriano. Temos várias na nossa coleção: “O Grande e Verdadeiro Livro de São Cipriano”, “O Antigo e Verdadeiro Livro de São Cipriano” e “O Único Verdadeiro Livro de São Cipriano”. Haverá outros, “mais autênticos”. Abrimos o “Antigo e Verdadeiro” (“única edição completa conforme antigo original”). Tem 411 páginas. Apresenta o material em quatro partes distintas: I. Tesouros do Feiticeiro; II. Verdadeiro Tesouro da Mágica; III. Enguerimanços de S. Cipriano ou Prodígios do Diabo; IV. Oráculo dos Segredos. Na primeira parte, além de esconjuros e orações supersticiosas misturadas com orações católicas, há dois tratados de cartomancia e um de astrologia. Nas outras partes há numerosas receitas para fazer amuletos e talismãs, inclusive uma para fazer pacto com o demônio. Fantasiam-se modos para fazer o mal, para obrigar o marido a ser, fiel, para forçar as mulheres a dizer tudo o que tencionam fazer, para ser feliz nos negócios, para fazer-se amar pelas mulheres, para obrigar a amar contra a vontade, para fazer casamentos, para ganhar no jogo, para apressar casamento, para ligar namorados, para obrigar as almas a fazer o que se deseja, para aquecer as mulheres frias, para saber se a pessoa ausente é fiel, para fazer ouro puro, etc.

O Enquiridião do Papa Leão é apresentado como obra escrita pelo Pa.pa Leão III a Carlos Magno. São 174 páginas com orações supersticiosas, contra toda sorte de encantos, malefícios, feitiçarias, sortilégios, visões, obstáculos, malefícios de casamentos, etc. Apresenta também sinais cabalísticos com forças misteriosas contra o demônio e as adversidades. Muitas vêzes o texto é totalmente ininteligível, como, por exemplo, este da p. 89: “Adonay, Jod, Magister, dicit Jo. Oh bom Jesus, exorcisa-me! Manuel, Sathor, Jessé, adorável Tetragrammaton. Heli, Heli, Heli, Laebé Hey Hámy, este é meu corpo Tetragrammaton…”.

Já o Grimórios do Papa Honório (“Os misteriosos segredos ocultos do Papa Honório”), traduzido do francês, é um produto da mais consumada malícia. Tudo é apresentado piedosamente sob forma de uma Constituição Apostólica de Honório III. Entre blasfemas invocações do Santo Nome de Deus, da Santíssima Trindade, de Jesus, da Eucaristia, entre numerosas prescrições de Pai-Nossos, Ave-Marias, jejuns e santas missas, apresentam-se fórmulas de conjurações de demônios, espíritos e divindades. Há encantos, feitiços e magias para ver os espíritos dos quais o ar está cheio, para atrair uma moça por mais esperta que seja, para ganhar no jogo, para tornar-se invisível, para possuir ouro e prata, para ter o corpo fechado contra todos os tipos de armas, para fazer vir uma pessoa, para fazer uma moça dançar nua, para tirar o sono de alguém, para gozar e possuir a mulher a quem se deseja (é o “segredo do Padre Girard”!), para romper e destruir todos os malefícios, para aprisionar cavalos, equipagem e extraviar uma pessoa, para ajudar lebres nos partos difíceis e contra uma porção de doenças. Para calcular a maldade com que são misturadas as coisas mais sujas com as mais santas, veja-se a receita indicada na p. 90, “para fazer uma moça dançar nua”: é preciso escrever o nome da moça num pergaminho novo com uma pena molhada no sangue de um morcego e colocá-la debaixo da laje de um altar “a fim de que uma Missa seja rezada em cima”… E tudo isso numa Constituição Apostólica do Papa Honório III…

As Verdadeiras Clavículas de Salomão (“ou o Tesouro das Ciências Ocultas… acompanhadas de um grande número de segredos”), como também O Dragão Vermelho, outra forma das “Clavículas”, pretendem ensinar o modo como fazer pactos com os demônios. Descrevem o modo de “consagrar” os objetos necessários para o “trabalho” (faca, lancêta, defumadores, tinta, penas, sal), como sacrificar os animais (cabrito e galo preto), etc. Dão uma lista enorme de demônios, com nomes e especialidades, fazendo recordar a lista dos Exus da Umbanda. Há também os mais variados sinais (desenhos) cabalísticos, capazes de atrair o respectivo espírito, exatamente como os “pontos riscados” dos umbandistas.

Cheio de perversidades está O Livro Completo das Bruxas, “o único verdadeiro, completo e de acordo com os manuscritos existentes nos museus de Londres, Cairo e Louvre, bem como de diversos países do Oriente”. Sabe o A., exatamente, que os habitantes do Inferno estão divididos em 6.666 legiões, contendo cada uma 6.666 elementos, o que dá um total de 44.435.556. E que cada diabo vive aproximadamente 680.400 anos.

Bem no início da obra temos também os mandamentos da bruxa: 1) Renegar a Deus; 2) blasfemar continuamente; 3) adorar ao diabo; 4) esforçar-se por não ter filhos; 5) jurar em nome do diabo; 6) alimentar-se de carnes; 7) imaginar que pratica o ato sexual com o diabo, todas as noites; 8) trazer consigo a imagem do diabo; 9) lavar o rosto e pentear-se de 4 em 4 dias; 10) tornar banho cada 42.º dia; 11) mudar de roupa cada 57.º dia; 12) Se for homem, barbear-se cada 91.º dia; 13) não cortar nem polir as unhas… Também deverá comer quatro dentes de alho, sem tempero nenhum, em cada refeição, de quatro em quatro horas.

Entre cruzes, Pai-Nossos e Ave-Marias, invocações de Lúcifer e Satanás, conjurações e esconjuras, aparecem mil formas e fórmulas para praticar o mal e enfeitiçar meio mundo, num ambiente de meia-noite, sexta-feira, lua minguante e encruzilhadas, recorrendo a gatas pretas, galos pretos, galinhas pretas, bodes pretos, sapos pretos, ouriços pretos, corujas pretas, olhos de cães pretos, ovos de galinhas pretas, miolo de burro, corações de pombas pretas, sangue de rã, rim de lebre, pernas esquerdas de galinhas pretas, fígados de rouxinol; com o auxílio de panos pretos, seda vermelha, azeite, farofa, moedas, urinas, suores, ervas, raízes, flores, pedras de cevar, filtros de amor, cavalos marinhos, estrelas do mar, figas de Guiné, de arruda e de azeviche… É o bazar barato e constante da feitiçaria universal, sempre preocupada com questões de saúde, problemas de fortuna e os mistérios do amor.

Continua, assim, abundante a literatura da bruxaria européia: Lá está o Breviário de Nostradamus, outro Livro da Bruxa, o Tratado de Magia Oculta, o Livro dos Sonhos, o Livro do Feiticeiro e mais obras de Astrologia, Cartomancia e Quiromancia, sem esquecer os livros de Papus, Eliphas Levi, do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento, das Sociedades Teosóficas, dos Rosacruzes, de Allan Kardec.

Eis as causas remotas da Umbanda. O movimento umbandista ainda está na fase de formação e elaboração. Mas é nestes elementos de origem africana, ameríndia e européia que os dirigentes da Umbanda encontram sua principal fonte. Há, certamente, também o aspecto cristão ou católico, e com ele ainda nos ocuparemos. É, porém, mais um elemento para a superfície, de decoração ou de fachada. O cerne da Umbanda não é cristão: é profunda e visceralmente contrário à autêntica vida cristã. A idolatria e as superstições do paganismo constituem a verdadeira essência do Espiritismo Umbandista. Quem conhece a vida e as práticas dos nossos terreiros ou tendas, reconhecerá imediatamente as várias causas que acabamos de lembrar.

Fonte:

KLOPPENBURG, Boaventura. A Umbanda no Brasil: Orientação para os católicos. Petrópolis, Vozes, 1961, p 37-41.

Boaventura Kloppenburg

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/a-influencia-da-bruxaria-europeia-na-umbanda/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/a-influencia-da-bruxaria-europeia-na-umbanda/

Dungeons & Dragons e o Pânico Satânico

Valerie Etternhoffer

“Stranger Things” está de volta, e sua nova temporada está trocando os shoppings-centers e os fru-frus por algo muito mais sombrio daquela época: o Pânico Satânico. Enquanto a quarta temporada do programa não entre nos detalhes sangrentos da vida real do que foi o pânico moral que varreu a América do Norte na década de 1980, o espectro do Pânico Satânico encontra seu caminho no programa de uma maneira surpreendente: através do clássico jogo de mesa Dungeons & Dragons.

A quarta temporada da série abre com nossos heróis agora no ensino médio. Após parte de seu grupo de amigos que salvou o mundo se mudar para o Ensino Médio, os párias de longa data Mike (Finn Wolfhard) e Dustin (Gaten Matarazzo) tentam encontrar um sentimento de pertencimento na Hawkins High School. Em vez disso, eles encontram um grupo de Dungeons & Dragons chamado The Hellfire Club, liderado pelo punk adolescente melodramático e possível supersênior Eddie Munson (Joseph Quinn).

Eddie, que luta contra o status quo, vive da emoção de assustar pessoas normais e claramente aprecia a má reputação que D&D deu ao seu grupo. Em um ponto do episódio de estreia do programa, ele lê um artigo (aparentemente falso) da Newsweek sobre o jogo, que cita psicólogos dizendo que o jogo “promove adoração satânica, sacrifício ritual, sodomia, suicídio e assassinato”. Mas havia realmente um pânico satânico contra algo tão inócuo quanto Dungeons & Dragons?

O que foi o Pânico Satânico?

Em suma, sim. O Pânico Satânico foi um pânico moral praticamente infundado que varreu os Estados Unidos, Canadá e outros países a partir da década de 1980. Embora o fenômeno envolvendo alegações sem base nenhuma de rituais satânicos secretos e cabalas de bruxas nunca tenha desaparecido completamente, ele ganhou atenção nacional por volta de 1983, depois que uma pré-escola em Manhattan Beach, Califórnia, tornou-se um foco de acusações sobre abuso infantil ritualizado. A história completa do caso da pré-escola McMartin é complicada, envolvendo falsas memórias e técnicas policiais profundamente mal informadas. Mas, como a jornalista e pesquisadora Sarah Marshall observa em uma entrevista ao Vox, o surgimento de pânicos morais infundados geralmente começa com “um caso faísca caindo em um pavio muito seco e pronto para explodir”.

Nesse caso, diz Marshall, os Estados Unidos estavam apenas começando a considerar a ideia de que o abuso sexual infantil existia e era comum, e ao mesmo tempo estava se tornando vulnerável à influência evangélica do governo Reagan. Da mesma forma, na mesma época, um desejo coletivo de entender a violência e a depressão dos jovens levaria Dungeons & Dragons a conversar com o Pânico Satânico. Antes dos videogames violentos, esse divertido jogo de imaginação era o bode expiatório analógico preferido para todos os tipos de mau comportamento.

D&D se torna o novo bode expiatório

O primeiro caso de pânico relacionado a Dungeon & Dragons veio em 1979, quando um adolescente talentoso e jogador de D&D chamado James Dallas Egbert III desapareceu. De acordo com a BBC, Egbert se escondeu nos túneis sob sua universidade durante um episódio depressivo. Ele foi encontrado mais tarde, mas tirou a própria vida em 1980. Dois anos depois, um colegial chamado Irving Lee Pulling também cometeu suicídio. Sua mãe supostamente tentou processar o diretor da escola e os editores de Dungeons & Dragons, insistindo que a jogabilidade resultou em uma maldição da vida real sendo colocada em seu filho. Ela também criou uma organização chamada Bothered About Dungeons and Dragons que fez campanha contra o jogo.

Parte da linguagem dessa organização parece ser o que inspirou a leitura maravilhosamente dramática de Eddie Munson de um discurso contra Dungeons & Dragons no episódio de estréia desta temporada de “Stranger Things”. Conforme citado pela BBC, Pulling acusou o jogo de empregar o seguinte:

“Demonologia, feitiçaria, vodu, assassinato, estupro, blasfêmia, suicídio, assassinato, insanidade, perversão sexual, homossexualidade, prostituição, rituais do tipo satânico, jogos de azar, barbárie, canibalismo, sadismo, profanação, invocação de demônios, necromancia, adivinhação e outros ensinamentos. ”

Qualquer um que tenha chegado a três metros de um conjunto de dados de 20 lados dirá que essa descaracterização de Dungeons & Dragons é risível. Na verdade, as percepções da cultura pop do jogo parecem ter dado uma guinada total desde essa época: hoje em dia, os jogadores de D&D são mais frequentemente retratados como geeks adoráveis ​​que amam histórias sobre dragões e trolls do que como uma fonte de qualquer influência sinistra.

A morte do Pânico

Embora D&D pareça ter recuperado sua credibilidade cultural depois de ser associado ao Pânico Satânico, seu papel na histeria cultural não diminuiu rapidamente. Em 1984, Ronald G. Adcox e Darren Lee Molitor, dois jogadores de D&D, estrangularam um adolescente no Missouri. Embora os pesquisadores não tenham estabelecido nenhuma ligação entre o jogo e uma propensão à violência ou ao suicídio, D&D acabou sendo sussurrado entre pais ansiosos por anos como uma espécie de atividade de porta de entrada para más ações. O redator do New York Times, Clyde Haberman, resume bem essas conclusões simplificadas, dizendo: “Muito do apontar de dedos parecia enraizado em uma falácia clássica da lógica: o Sr. Adcox e o Sr. Molitor jogaram D&D. O Sr. Adcox e o Sr. Molitor tornaram-se assassinos. Pessoas que jogam D&D se tornam assassinos.”

Claro, como todas as falácias lógicas, isso simplesmente não é verdade. Assim como algumas pessoas que jogam D&D machucam as pessoas, também fazem algumas pessoas que jogam Monopólio. Embora as histórias verdadeiras no centro desse fenômeno sejam trágicas, a maioria não parece ter uma única causa raiz. Se o fizessem, provavelmente não seria um jogo de RPG de mesa.

Embora o jogo não seja tão controverso quanto antes, D&D também não parece mais ser tão popular. Mas talvez “Stranger Things” resolva isso. A série tremendamente popular e de grande orçamento da Netflix tem uma longa história de tornar os artefatos dos anos 80 legais novamente, de músicas com sintetizadores a vestidos com estampas de blocos, fitas cassete e walkie-talkies. Talvez, apenas talvez, o Hellfire Club possa trazer o fogo de volta para Dungeons & Dragons – desta vez, sem o medo do inferno.

Fonte: https://www.slashfilm.com/748552/horror-roles-that-changed-actors-forever/

Postagem original feita no https://mortesubita.net/popmagic/dungeons-dragons-e-o-panico-satanico/

A Primazia da Shakti

Por Dr. David Frawley

Libertação: O Objetivo da Vida:

O objetivo final da vida humana é a libertação ou moksha, a realização do Eu Puro ou Brahman além de todo tempo, espaço e carma. Só nisso está a paz e a liberdade completas e duradouras. Isto fica claro em muitos grandes ensinamentos espirituais desde os Vedas.

Esta realidade suprema de pura unidade não é difícil de descrever e a busca por ela é algo que conhecemos em nossos corações, onde buscamos a unidade com todos. A questão importante e difícil que se coloca, no entanto, é como chegar lá? Esse Eu puro está tão distante de nossa experiência de vida comum que requer uma mudança radical de todo o nosso modo de vida para chegarmos até mesmo a ele.

Brahman é nirguna (desprovido de qualidades), nishkriya (além da ação) e nishkama (além do desejo). É extremamente difícil de acessar mesmo para aqueles com as mentes mais afiadas e os estilos de vida mais puros. Brahman, além disso, está além de todos os caminhos, todos os esforços e todos os esforços. Ele está fora do tempo, do espaço e da causalidade e não pode ser produzido por nada. Aquele que o procura deve ele mesmo desaparecer antes de encontrá-lo. No entanto, mesmo tendo esse pensamento sobre sua ultimidade não o leva lá ou mesmo a assegurar que se esteja indo na direção certa.

Somente se nossas mentes puderem estar totalmente concentradas dentro do coração é que poderemos conhecer Aquele Ser Supremo. Aqueles cujas mentes são claras e focalizadas internamente podem certamente entrar nesse Brahman sem forma. Mas se existe algum desejo não satisfeito, não podemos alcançá-lo, ou se o tocamos, não podemos permanecer nele. O problema é que estamos cheios de desejos, mesmo que nossas mentes sejam fortes. O desejo é a essência de tudo o que fazemos e a própria força por trás de nossas vidas.

Não vivemos em Brahman ou no imanifesto além do tempo e do espaço, mas no reino manifesto da experiência de vida, repleto de suas energias, atrações, repulsões e apegos. Em nossas mentes e emoções comuns, somos produtos do tempo e do espaço. Somos apanhados no lugar, pessoa, forma e carma como o próprio alicerce de nossa realidade pessoal e social.

Não podemos ir além deste reino manifesto, a menos que primeiro reconheçamos o poder por trás dele. Não está ao nosso alcance ir além do reino em que existimos e do qual somos um produto. Somente o poder que nos criou pode fazer isso por nós. Portanto, a verdadeira questão, qual é o poder por trás do universo, por trás de nossos corpos e mentes e como podemos trabalhar com ele para alcançar o Último?

Shakti, a Deusa como o Poder de Brahman:

O verdadeiro poder por trás deste universo manifesto é Shakti ou a energia da Deusa, que é a força de expressão e manifestação de Brahman. Shakti ou o poder da criação controla tudo o que ocorre dentro de seu campo. O brâmane sem forma além da criação não tem nenhuma preocupação com este reino ou com qualquer coisa que façamos dentro dele. Ele não pode nos ajudar nem nos atrapalhar de forma alguma. Do seu ponto de vista, nunca houve nascimento ou morte, individual ou cosmos, escravidão ou libertação. Mesmo nossa busca de libertação não tem nenhum significado para ela.

Nossas vidas dependem inteiramente de Shakti, o que nos confere vitalidade, sentimento e consciência, através dos quais operamos em todos os níveis e podemos pôr em movimento tanto nossas ações externas quanto nossa sadana interior ou prática espiritual. Shakti controla toda a manifestação, assim como a eletricidade permite que todos os aparelhos funcionem. Ela governa sobre os processos de nascimento e morte e o carma do desdobramento. Ela fornece às nossas almas os corpos e mentes e os mundos nos quais experimentar a vida. Tudo o que comemos, respiramos, percebemos, sentimos ou conhecemos consiste em alguma porção de sua energia e um aspecto de Seus processos dinâmicos que nos cercam de todos os lados. Tudo o que buscamos adquirir para o sustento, felicidade, conhecimento ou crescimento faz parte dela e vem dela.

No entanto, Shakti também controla o caminho além da manifestação, o retorno ao Brahman. Mesmo para buscar o Brahman, para buscar o que está além de Shakti, devemos trabalhar com Shakti. Shakti nos proporciona o poder da meditação e a visão discriminadora através da qual podemos transcender o tempo e o espaço. Isto significa que o melhor meio para a realização espiritual e para alcançar todos os outros objetivos da vida é adorar Shakti, para trabalhar com e para a Deusa. Não existe outra maneira tão eficaz, se é que existe qualquer outra maneira. Se o Brahman é o objetivo, a Shakti é tanto o caminho quanto o poder de atravessá-lo. Podemos despertar e seguir sua corrente até Brahman, ou permanecer adormecidos e ser apanhados em suas correntes externas que se movem em diferentes direções.

Portanto, a questão não é Brahman, que está além de tudo, mas Shakti que se manifesta em todos os lugares. Shakti está ao nosso redor, piscando em tudo, quer reconheçamos Sua peça ou não. A questão é como ganhar a graça dessa Shakti – Como nos aliarmos às Shaktis certos para facilitar nosso desenvolvimento como uma alma.

Devemos reconhecer a primazia de Shakti, ou poucos, se algum de nós puder vir a Brahman, ou mesmo ganhar com sucesso os objetivos comuns da vida. Mesmo grandes Vedantistas adoraram primeiro Shakti, como no caso dos grandes ensinamentos do texto a Tripura Rahasya, ou tiveram que reconhecer Shakti eventualmente, como no caso de Tota Puri, o guru de Ramakrishna.

Tudo é controlado por Shakti. Shakti está intimamente ligada a todos os aspectos da vida dos quais dependemos, que nos atraem e mantêm a vida em andamento e desenvolvimento. Pense bem sobre isso. O nascimento, a reprodução e a sexualidade são tudo através de Shakti. Alimentação e nutrição são outro passatempo de Shakti. A respiração, a vida (Prana), a emoção e o sentimento são todos devidos a Shakti. Os grandes elementos da Terra, Água, Fogo, Ar e Éter são todas as formas de Shakti, que é sua energia subjacente. Os principais gunas de Sattva, Rajas e Tamas são as forças raízes de Shakti. Ou sucessos, ganhos, metas e realizações em qualquer esforço só são possíveis por causa de Shakti ou do poder de realizá-los com os quais temos sido capazes de descobrir como trabalhar.

Energia, ciência e tecnologia são meios de trabalhar com Shakti em um nível externo e transformaram nosso mundo. A mídia de massa é um jogo da Shakti no campo da comunicação, que derrubou barreiras de comunicação em todos os lugares. A própria Terra, com sua rica diversidade de vida, é Shakti em forma manifesta como a terra em que vivemos. As estrelas são os flashes da Shakti cósmica através da imensidão sem limites do espaço. Mesmo as partículas subatômicas estão vivas com poderosas forças sutis da Shakti, que formam o oceano ou matriz a partir da qual elas dançam para dentro e para fora.

Todas as coisas às quais estamos apegados ou envolvidos são formas da Shakti ou estão enraizadas na Shakti. O que amamos, buscamos ou desejamos é algum aspecto da Shakti que confere às formas cor, beleza, encanto e deleite. Não é o objeto, pessoa, lugar ou experiência em si que é a verdadeira fonte de nosso fascínio por elas, mas a energia, rasa ou essência, a Shakti trabalhando através dela. Estamos sob o fascínio da Shakti de uma forma ou de outra, quer reconheçamos ou não essa Shakti subjacente.

Não podemos ir além de nada, a menos que primeiro honremos a Shakti por trás dela, o que significa tocar sua energia central na consciência. Não se pode renunciar a nada pelo qual se sinta realmente atraído, por mais que se tente. Mas você pode reconhecer a Shakti por trás dela e, seguindo-a, ir além das limitações da forma, como a abelha que pode reunir o pólen e não se lembra da forma. A Shakti dentro de qualquer objeto ou experiência individual é, em última análise, a mesma Shakti dentro de todos.

Não podemos sair do reino da Shakti a menos que reconheçamos e honremos a Shakti, que está tanto neste reino como além dele – a menos que ela decida. Se ela não estiver disposta, nossos esforços serão em vão. Se ela estiver disposta, então seremos guiados ao longo do caminho e ela mesma nos conduzirá adiante. Podemos então simplesmente seguir seu fluxo e não precisamos calcular ou empurrar nosso caminho para frente, levados para frente por seu fluxo. No entanto, para que isso ocorra, devemos primeiro aprender a olhar para dentro de nós mesmos e descobrir o movimento mais profundo da Shakti. Isso descobriremos como nossa própria busca mais interior da verdade e da divindade.

Shakti como o Caminho e o Objetivo:

Shakti é o caminho para Deus ou Brahman. Mesmo que você só queira praticar Yoga, você deve despertar e honrar a Kundalini Shakti para levá-lo adiante. Se você é devoto a Deus ou à Deusa em qualquer forma, você deve ter aquela Shakti de devoção para levá-lo adiante. Para que qualquer yantra, puja ou mantra trabalhe, sua Shakti deve ser invocada primeiro a fim de lhe dar poder.

Mesmo que você seja totalmente dedicado à Autorrealização ou Jnana, isso só é possível através da graça de Shakti e seu poder de conhecimento, sua Buddhi Shakti através do qual a maior discriminação funciona. Sem que Shakti apoie seus esforços para a Autorrealização ou declarações de Autorrealização que você possa fazer, não terá energia, força ou convicção.

Nessa Shakti primordial não há dualidade entre o manifesto e o não-manifesto. É a mesma Shakti em suas modalidades ativa e inativa. Que Shakti detém o Brahman sem forma no mundo da forma, não limitando-o, mas como parte de seu transbordamento que é sua dança. Portanto, se um devoto adora Shakti para casa e felicidade ou para a maior libertação, é o mesmo movimento da Shakti em diferentes níveis e de diferentes maneiras.

Mesmo que você queira mudar o mundo através da ação política, você deve primeiro ganhar a Shakti ou o poder para fazê-lo. Se você quer ser um grande artista, você precisa da capacidade correspondente de Shakti, do poder e da habilidade na arte. Tudo tem sua chave Shakti, que contém não apenas a energia, mas o código de sua manifestação como o DNA, tanto sua motivação como a energia para realizá-la.

Portanto, durante as práticas espirituais que você escolher ou o que quer que você procure na vida que lhe trará paz e felicidade, não esqueça a primazia da Shakti e você nunca perderá seu caminho. O verdadeiro Shakti reunirá todas as Shaktis exteriores e o conduzirá ao seu objetivo interior.

Há duas formas principais de trabalhar com Shakti. A primeira é reconhecer as diferentes Shaktis no universo, externa e internamente, suas qualidades, energias e movimentos e como trabalhar com eles. Isto é como um médico aprendendo os poderes de cura em diferentes níveis, incluindo tanto os de diagnóstico como os de tratamento.

A segunda e mais simples maneira é simplesmente adorar Shakti diretamente, vendo a Shakti suprema em todas as coisas. Se alguém honrar a Shakti por trás de todas as Shaktis, então ganhará seu apoio, assim como aprenderá a entender suas formas específicas. No entanto, estes dois aspectos do trabalho com Shakti estão relacionados, ao aprender a descobrir a Shakti única em cada coisa, também se toca na Shakti suprema que está em toda parte.

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Fonte:

FRAWLEY, David. The Primacy of Shakti. Vedanet, 2017. Disponível em: <https://www.vedanet.com/the-primacy-of-shakti/>. Acesso em 11 de março de 2022.

COPYRIGHT (2017) American Institute of Vedic Studies.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/yoga-fire/a-primazia-da-shakti/

A Transmutação Sexual de Napoleon Hill

No clássico livro de Napoleon Hill, Pense e Enriqueça, o décimo passo para a riqueza é chamado de “O Mistério da Transmutação Sexual”. Algo bastante peculiar de se encontrar em livro destinado ao mundo corporativo e às pessoas desejando o sucesso empresarial.

Vamos começar definindo a palavra “transmutar”, que é “a mudança ou transferência de um elemento, ou forma de energia, para outro”. Então, o que exatamente estamos mudando ou transferindo nesse contexto?

É a energia do desejo.

Goste ou não, este mundo tem tudo a ver com desejo. Desejo de riqueza e abundância. Desejo de paz. Desejo de saúde. Desejo pelo companheiro perfeito. E, sim, o desejo por sexo, que é nosso desejo mais poderoso.

Napoleon Hill colocou sua ideia da seguinte maneira:

“Quando impulsionados por esse desejo, os homens desenvolvem agudeza de imaginação, coragem, força de vontade, persistência e capacidade criativa desconhecidas por eles em outros momentos.

O desejo ou desejo de expressão sexual é natural e inato e não deve ser suprimido ou eliminado. Em vez disso, deve ser dada uma saída benéfica adicional. A transmutação sexual é simplesmente redirecionar a mente dos pensamentos de expressão física para os pensamentos de outros esforços criativos. De acordo com Hill, fazer isso tem o potencial de…

Transforme a mediocridade em gênio

E é isso que a energia ou desejo sexual tem a ver o sucesso nos negócios. O pensamento de sexo é um poderoso estimulante para nossa mente. Ela estimula nosso entusiasmo, imaginação criativa e cria um desejo intenso.

Você sabe o que mais estimula a mente quase no mesmo grau?

Um desejo ardente por algo, como fama, poder ou realização.

“Quando aproveitada e redirecionada em outras linhas, essa força motivadora [sexo] mantém todos os seus atributos de agudeza de imaginação, coragem, etc., que podem ser usados ​​como poderosas forças criativas na literatura, arte ou em qualquer outra profissão ou vocação, incluindo, é claro, no acúmulo de riquezas”. 

Se você conseguir entrar no estado elevado de intensidade emocional que Hill descreve, você será:

  • Mais palpites conscientes
  • Mais “Ativado” por qualquer coisa em que você esteja trabalhando ou pensando
  • Mais sensível a estímulos
  • Mais exuberante e expressivo
  • Mais energizado e inspirado
  • Mais motivado para agir

E essas são todas as qualidades nas quais você pode recorrer para se tornar uma mente excepcional e criar a vida que deseja.

Para acessar o estado de espírito dos gênios, você deve estimular sua mente para que ela atinja uma vibração elevada. Você deve ter um desejo intenso e ser entusiasmado, da mesma forma que quando é motivado pelo sexo.

Isso levará sua mente ao estado de consciência descrito acima. Nesse estado expandido de consciência, você tem acesso a fontes de conhecimento que de outra forma não teria quando está envolvido no pensamento da realidade cotidiana (preocupação, obsessão, atividades triviais etc.).

Quando toda a sua paixão e energia sexual estão focadas na busca de alguém e na tentativa de ganhar sua afeição, sua mente é turbinada por aquilo. O mesmo acontece quando você transmuta essa paixão e energia em seu trabalho, em uma ideia de negócio ou em ganhar dinheiro.

Aqui estão alguns exemplos de como você pode usar a transmutação sexual para acessar esse estado de espírito genial:

Estimule sua mente pensando em um amor genuíno atual ou passado e sexo apaixonado. Banhe sua mente com esses pensamentos. Isso aumentará sua consciência e tirará sua mente de seus problemas ou desafios atuais.

Com sua mente afastada de qualquer realidade desagradável da vida, ela pode vagar pelo mundo da fantasia. Uma vez lá, pode gerar idéias, metas ou planos empolgantes que podem mudar todo o status financeiro ou espiritual de sua vida.

Ou… digamos que você está trabalhando em algo, mas está travado. Quando estiver nesse estado de espírito mais elevado, pense no que deseja alcançar. Então, concentre sua mente em todas as informações que você coletou e em todas as ações que você realizou até agora. Em seguida, permita que surja uma imagem mental perfeita do que permanece inacabado.

Mantenha essa visão e deixe-a saturar sua mente. Então deixa pra lá. Limpe sua mente de todos os pensamentos. E espere que os próximos passos “pisquem” em sua mente.

A chave é cultivar e usar conscientemente e deliberadamente sua imaginação e intuição enquanto estiver nesse estado elevado. Sua imaginação e intuição são ligações diretas entre sua mente finita e a Inteligência Infinita.

Todos nós temos desejos. A fome é um desejo. A autopreservação é uma necessidade. Ser social ou gregário é um desejo.

Os impulsos se desenrolam em nossas vidas como normais, subnormais ou acima do normal. Por exemplo, se você tem um desejo subnormal de autopreservação, pode ser um temerário. Ou se você tem uma fome acima do normal, pode estar acima do peso.

Bem, o sexo é um desejo. É o impulso criativo. Como tal, a transmutação sexual é o grande segredo de todo grande inventor, artista e pessoa de grande sucesso.

No que diz respeito ao desejo sexual, o truque de uma vida eficaz é manter um equilíbrio entre o sexo físico e o trabalho criativo. Se você fizer uma escolha consciente e deliberada de fazer isso, poderá experimentar o melhor dos dois mundos.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-sexual/a-transmutacao-sexual-de-napoleon-hill/

Como descobrir o fetiche de um homem e usar isso contra ele

Se você conseguir descobrir o fetiche de um homem poderá enfeitiça-lo. Todo mundo tem um tipo de fetiche sexual, mesmo que não seja conhecido pela própria pessoa. Infelizmente, muitas pessoas supõem que um fetiche deve ser um recurso sexual público. Dificilmente esse é o caso, já que muitos fetiches compulsivos são frequentemente os meios ou situações nas quais as médias das pessoas nunca consideraria estar relacionada de qualquer forma com atividade sexual.

Todos temos familiares, hoje em dia, com tipos comuns de fetiches, como: cabelos compridos, saltos altos, ligas, servidão, chicotes, espancamento, espartilho, etc. Uma bruxa competente não deve nem mesmo considerar tais recursos e atos como fetiches. Entretanto, eles representam os esqueletos em muitíssimas pessoas mentalmente fechadas a serem consideradas “anormais” O Sombra costuma proclamar que ele sabia “qual o mal que espreita no coração dos homens”, e você deve estar consciente do seu conhecimento se você quer se tornar uma bruxa.

Alguns tão chamados fetiches são tão universais que parece injusto considerá-los outra coisa além de manifestações humanas de comportamento que tem seus paralelos em todas as áreas do reino animal. Fora o fator mais comum de atração – domínio de uma pessoa passiva e receptividade à pessoa dominante a marca mais certa para o sucesso de fetiche é a reação dele a certas frases displicentemente colocadas numa conversa.

Se você conhece um homem temo o bastante para te ruma conversa , frases-chaves podem ser inseridas que farão os olhos dele acenderem e pedirem para ouvir mais sobre isso ou hesitar um pouco trazendo o tópico de volta a conversa mais tarde. Frases-chaves que falam o óbvio são desnecessárias, como no caso de um comentário sobre uma peça de roupa que você esta usando num momento que pode ser considerado fetiche. Certas coisas chamadas fetiches deviam ser empregadas todo o tempo que uma bruxa estivesse trabalhando, ou ela não pode afirmar que é uma bruxa no mais verdadeiro sentido. Esses fetiches óbvios serão discutidos em capítulos posteriores.

Aqui está uma lista de descobridores de fetiches dos quais você pode tirar dicas. Lembre-se: UMA VEZ QUE VOCÊ CONHECE O FETICHE DELE, LEVE-O PARA CASA COM REFERÊNCIAS SUTIS E COMENTÁRIOS DISPLICENTES. Se você for esperta, uma abertura na conversa sempre pode ser criada para inserir-se esses descobridores de fetiches, colocados com suas próprias palavras. Refira-se a:

  • Como vocẽ não leva desaforo e homem (chefe, marido, outro pretendente.)
  • Como você deu uma bronca em alguém.
  • Foi espancada quando criança.
  • Merecer uma boa surra (tanto você ou ele)
  • Briga de puxar o cabelo com outra mulher.
  • Um cachorro sacana que você conhece que é cheio de liberdades com seu focinho.
  • Como algumas pessoas estúpidas pensam que você é lésbica.
  • Seus pés estarem quentes e suados.
  • Não ter conseguido tomar banho em vários dias
  • Como alguns homens podres que vocẽ conhece sentem-se todos excitados com você.
  • Como deve ser divertido ser homem.
  • Como ele seria uma garota bonita.
  • Como você ficou chocada e embaraçada ao ver um homem se expondo.
  • Expondo-se acidentalmente.
  • Acidentalmente molhar suas calças.
  • Cortar o seu cabelo, se for comprido demais ou deixá-lo crescer se for curto.

Pelo menos um desses tópicos é garantido para tirar uma resposta óbvia quando sutilmente colocada na conversa. Aqueles que não tiverem significado para sua presa serão negligenciados – entrarão por um ouvido e sairão por outro – ou rejeitados por  um encolher de ombros ou comentários vazios. E quando você ver e os olhos dizem tudo e a presa pegar a dica e devolvê-la com um sorriso ou interesse nervoso você saberá que acertou o alvo.

Uma vez descoberto que você acertou precisamente o alvo, você tem uma arma mágica à sua disposição que lhe servirá  se tudo o mais falhar. Você pode até mesmo acabar tendo de pôr em prática tais fetiches  se enfeitiçar a vítima é importante o bastante para você.  é a velha pergunta:  o quanto é importante conseguir o que você quer? Vocẽ pode ter todos os atributos físicos errados para o gosto dele, mas se ele ficar excitado por uma garota que se vestiria de babá dando umas palmadas nas nádegas dele, enquanto ele está vestido de menininha  e você agir como se estivesse adorando fazer exatamente isso, você se sobressairá em qualquer competição com outras garotas que têm apenas suas aprências e posição apropriada como parceiras do Demônio.

Se você for muito tímida para empregar os descobridores de fetiche acima mencionados com relação a você pode sempre inserí-lo na conversa usando uma terceira pessoa. A maneira como os olhos dele acenderem quando você falar sobre o que aconteceu com sua amiga, ou com outra mulher do escritório, dirá se você está no caminho certo. Só ha uma coisa errada com relação a usar o relato de uma terceira pessoa quando se esta tentando descobrir o fetiche, e eu vi esse problema ocorrer muitas e repetidas vezes. Você deve se lembrar que está lidando com compulsões quando está explorando fetiches, e fetiche é exatamente aquilo que o home implica: um meio ou situação que se sobrepõe completamente a qualquer outro estímulo sexual mais seletivo. Se você disser á sua presa que sua melhor amiga é uma garota linda, mas quando ela tira os sapatos enquanto esta digitando no escritório você tem que abrir a janela, ele pode ficar tão excitado que tudo o que ele conseguirá pensar é como encontrar a sua amiga que tem chulé.

Já vi mulheres que pareciam não “ter nada a oferecer”, mas que enfetiçaram um homem para longe da esposa perplexa, que não consegue entender que tipo de poder a “outra mulher” tem sobre seu marido. Quase sempre essas mulheres usam compulsão fetichista. uma bruxa sábia deve saber se o fetiche que ela está usando de instrumento não será prontamente revelado a outros pelo homem; ela tem pouco medo de competição das outras. As prostitutas profissionais são muito cuidadosas ao revelar os “pedidos especiais” de bons clientes a outras garotas  se as recompensas financeiras para tais serviços forem substanciais. E em geral são substanciais pois a atividade de fetiche comanda (e consegue) os melhores preços na profissão. TODO HOMEM É UM FETICHISTA. VOCÊ SÓ PRECISA DESCOBRIR QUAL O FETICHE DELE.

 

Lista de Fetiches Comuns

Masoquismo: prazer ao sentir dor ou imaginar que a sente.

Sadismo: prazer erótico com o sofrimento alheio.

Sadomasoquismo: prazer por sofrer e, ao mesmo tempo, impingir dor a outrem.

Exibicionismo: fetiche por exibir a própria nudez.

Voyeurismo: prazer pela observação da intimidade de outras pessoas, que podem ou não estar nuas ou praticando sexo.

Podolatria: fetiche por pés.

Quirofilia: excitação sexual por mãos.

Sarilofilia: fetiche por saliva ou suor.

Lolismo: preferência sexual e erótica de homens maduros por meninas adolescentes

Urofilia: excitação ao urinar no parceiro ou receber dele o jato urinário, ingerindo-o ou não.

Agorafilia: atração por copular em lugares abertos ou ao ar livre.

Bondage: prática onde a excitação vem de amarrar ou/e imobilizar o parceiro.

Crinofilia: excitação sexual por secreções (saliva, suor, secreções vaginais, etc).

Tricofilia: fetiche por cabelos e pelos.

Partenofilia: fixação sexual por pessoas virgens.

Odaxelagnia: fetiche por mordidas.

 

Lista de Fetiches não tão comuns

 

Agorafilia: atração por atividades sexuais em locais públicos;

Aiquemofilia : Prazer pelo uso de objetos pontudos e cortantes.

Amaurofilia: excitação da pessoa pelo parceiro que não é capaz de vê-la

Anemofilia: excitação sexual com vento ou sopro nos genitais ou em outra zona erógena.

Apotemnofilia: desejo de se ver amputado.

Asfixiofilia: prazer pela redução de oxigênio.

ATM: prática em que o parceiro ativo, após o coito anal, leva seu pênis à boca da pessoa penetrada.

BBW: atração por mulheres obesas

Bukkake: modalidade de sexo grupal praticado com uma pessoa que “recebe” no rosto a ejaculação de diversos homens.

Clismafilia: fetiche por observar ou sofrer a introdução de enemas.

Coprofilia: fetiche pela manipulação de fezes, suas ou do parceiro.

Coreofilia: excitação sexual pela dança.

Crematistofilia: excitação sexual ao dar dinheiro, ser roubado, chantageado ou extorquido pelo parceiro.

Cronofilia: excitação erótica causada pela diferença entre a idade sexo-erótica e a idade cronológica da pessoa, porém em concordância com a do parceiro.

Dendrofilia: atração por plantas.

Emetofilia: excitação obtida com o ato de vomitar ou com o vômito de outro.

Espectrofilia: prática medieval que consiste na excitação por fantasias com fantasmas, espíritos ou deuses.

Fisting: prazer com a a inserção da mão ou antebraço na vagina ou no ânus.

Flatofilia: prazer erótico em escutar, cheirar e apreciar gases intestinais próprios e alheios.

Frotteurismo: prazer em friccionar os órgãos genitais no corpo de uma pessoa vestida.

Gerontofilia: atração sexual de não-idosos por idosos.

Lactofilia: fetiche por observar ou sugar leite saindo dos seios

Menofilia: atração ou excitação por mulheres menstruadas.

Nesofilia: atração pela cópula em ilhas, geralmente desertas.

Pirofilia: prazer sexual com fogo, vendo-o, queimando-se ou queimando objetos com ele.

Pregnofilia: fetiche por mulheres grávidas e/ou pela observação de partos.

Timofilia: excitação pelo contato com joias e metais preciosos.

Trampling: fetiche onde o indivíduo sente prazer ao ser pisado pelo parceiro.

Vorarefilia: atração por um ser vivo engolindo ou devorando outro.

Anton Szandor Lavey, trecho de a Bruxa Satânica.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/como-descobrir-o-fetiche-de-um-homem-e-usar-isso-contra-ele/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/como-descobrir-o-fetiche-de-um-homem-e-usar-isso-contra-ele/

A Ordem de Aset Ka e a Popularização do Vampirismo Moderno

Em Hotep,

Tomei conhecimento da Ordem de Aset Ka em 2007 quando a Bíblia Asetiana foi liberada para deleite do publico em geral, em especial os europeus que já tinham alguma noção dos trabalhos vinculados a misteriosa sociedade cuja sede, sabe-se através do autor Luís Marques, se encontra na cidade de Porto, Portugal. É provavel que hajam outros capitulos da mesma espalhados ao redor do globo terrestre, todos estes interligando os adeptos as suas origens vampíricas presentes no Egito Antigo, onde a matriarca divina, Ísis, compartilhou não somente sua sabedoria entre sua descendencia, como sua própria imortalidade.
Por séculos a Ordem tomou a si a regencia do Antigo império egipcio, em um glamoroso reinado de Beleza e Poder, meramente esquecido pelos historiadores de nossa época, sequer reconhecido pelos mesmos.

“Para o seu grupo secreto e silencioso, Aset (Ísis) atribuiu-lhes o nome de Aset Ka, um símbolo direto de suas verdadeiras origens – a essência de Ísis, o Ka de Aset. E assim ela disse te-los vinculados através do sangue, e os fiéis a ela seriam para sempre fiéis para eles próprios, porque eles eram um só. Em seu “Beijo Negro”, ela gravou o sigilo santo no fundo de suas almas, que seria para sempre sua Marca Asetiana, e eles fariam o mesmo com seus seguidores” A Bíblia Asetiana.

A Aset Ka, enquanto ordem iniciática, existia muito antes de qualquer ordem vampírica, tal como Crimson Tongue, Dreaming, House Kheperu, ou até mesmo a notória Black veil, famosa pelos seus roles playing games e fãs de Nox Arcana. É certo que, em contexto de exposição muito diferente e com recursos completamente distantes dos que utiliza hoje em dia, vide o site oficial circulando na Web, mas já à 20 anos atrás haviam serões de palestras sobre manipulação de energia organizadas pela Aset Ka em Londres e Paris. Fatos tais são dificilmente encontrados em textos liberados, mas correm aos sussurros pelos círculos ocultistas, da onde a autora que os expõe aqui, sugou deliberadamente as informações.

Pois bem, antes que tomem notas através do trabalho que aqui se segue, é importante fazer um parecer sobre a pratica do Vampirismo, já muito propagada fora dos círculos ocultos, em especial pelos sujeitos mais problemáticos que são os adolescentes deslumbrados e fãs de qualquer alegoria sombria/sensual. Tais ordens como Aset Ka jamais registraram qualquer indicio de prática canibalista em seus meios como uma questão de obrigatoriedade de sua natureza divina, senão uma alusão ao que seria “sugadores da essência divina”, energia psiquica ou sexual. Fora isto, moldar em mente sujeitos de preto, cabelos longos, pele pálida e feições aquilinas voando entre árvores de um bosque a caçar mocinhas, é apenas uma visão romanceada, figurativa, do que o Vampiro de fato representa. A questão da alimentação sanguinea não é uma condição inerente ao Asetiano, que privado desta dieta, padecerá em uma funesta não-existencia cá entre os vivos. Sobre esta questão, busquei referencias na fonte mais correta da Ordem, sua Bíblia, que nos trás a questão de maneira bem direta:

“O que um vampiro real realmente anseia em seu núcleo é o Ka, a essência da vida, se liberada por um intenso orgasmo sexual, desde o sangue pingando da veia do doador, ou simplesmente pelo toque da carne”

Procede-se então que o Vampiro se comporta de maneira similar a um daemon invocado cujo sigilo necessita ser alimentado pela energia do seu conjurador, seja numa gota de sangue, seja através do fluído sexual. O Vampiro todavia, não é uma condição sobrenatural inalcançavel. Tomando o presuposto que o Vampiro se alimenta da energia exterior, o vampirismo psiquico fora abordado de maneira bastante elucidatoria por autores como Dion Fortune e Anton Lavey.O “Psyvamp” sendo uma condição repassada seja geneticamente ou através de ataques exteriores, PORÉM, não resulta no recrutamento do mesmo para uma Ordem como Aset Ka. Simplesmente porque ser asetiano não é somente ser um vampiro. A questão é mais profunda e essencialmente vinculada a hereditariedade.

Não adianta donativos, puxa-saquismo, sequer seu sangue é interessante a Ordem. Sendo um círcuo estritamente fechado, entende-se bem o porque de poucos conhecerem Aset ka. Esta casa ocultista não é como as casas por ai que dizem serem secretas, e fazem entrevistas até para o Jô Soares se puderem. Não deve-se confundir Ordem restrista com Ordem Secreta, pois nem todas as ordem restritas sobrevivem na obscuridade, por exemplo a famosa Maçonaria. Mas então porque diabos lançar um livro, um site, até uma pagina na Wikipedia, se a palavra de ordem da Aset Ka é Sigilo?

Em dialogos com um possivel conhecedor dos trabalhos asetianos nas terras lusitanas, este me deu a entender que alguns descendentes da Ordem vagavam por ai sem conhecimento de suas origens. As publicações rescentes, por tanto, pretendiam, e pretendem, despertar esses irmãos e levá-los de encontro a suas origens. O reconhecimento se daria de uma maneira profundamente íntima, é deduzível, já que não consta um manual de comportamentos asetianos, senão poucas caracteristicas referentes as linhagens. Obviamente, as publicações atraíram muitos tipos de fanboys e fangirls de RPG, Anne Rice, Saga Crepúsculo e até membros de outras ordens, curiosos acerca desta identidade otherkind presente no asetiano. Mas é provavel que os curiosos não obtiveram sucesso em suas pesquisas, tal como eu que apenas pude me satisfazer com informações minguadas espalhadas entre os círculos.

 

Aset Ka e as Três Linhagens Vampíricas

“Vivemos em segredo. Vivemos em silêncio. E nós vivemos sempre …Que a Serpente beije o infinito de sua beleza fria”

A palavra Asetiana refere-se à linhagem imortal criada por Ísis no Antigo Egito. Em seu ato de criação divina, ela deu sozinha à luz a três crianças para fora de sua essência. Esses são os Asetianos Primordiais, os primeiros de seus parentes, representações perfeitas das Linhagens encontrados em Asetianismo. Isso explica a natureza tríplice da linhagem que é representada por três linhagens distintas: Serpente, a Linhagem dos Viperines, Escorpião, a linhagem dos Guardiões, Escaravelho, a Linhagem dos Concubines.

1 – Linhagem das Serpentes (tambem conhecida como a linhagem de Hórus): Esta linhagem assenta as suas bases na honra, no poder e na força da liderança. Os seres desta linhagem destacam-se por possuir elevados poderes metafisicos, e uma criatividade extraordionária. São habitualmente temidos por aqueles que conhecem os seus poderes. Fisicamente, tem uma aparência frágil (apesar de serem de todas as linhagens os mais poderosos) devido a possuirem um grande desprendimento da Terra em si. São na maioria das vezes pessoas palidas, magras, e tem um olhar profundo que lhes é caracteristico.

2 – Linhagem dos Escorpiões (Guardiões) :os seres desta linhagem denotam-se por uma grande ligação ao amor, e busca do mesmo. Para eles, o amor é a propria razão da vida. São desligados das pessoas em geral, apresentando por diversas vezes pontos de vista divergente da maioria das opinioes da sociedade. São muito ligados á Terra, o que resulta no desenvolvimento de um grande escudo de protecção á sua volta quase constante. São seres notoriamente protetores, contudo só permitem a alguns aproximarem-se de si intimamente. Nao interagem muito facilmente com a energia, devido precisamente ao seu “escudo” quase constante. São donos de uma saude excelente assim como de um ótimo sistema imunologico. São poucos sensiveis á luz solar, e podem ainda ser menos palidos que os asetianos das outras duas linhagens. Tem um metabolismo energetico lento, logo sao raras as vezes em que necessitam de retirar energia dos outros. São avançados na alimentação tantrica. Alimentam-se de energia sexual.

3 – Linhagem dos Escaravelhos (Concubines): Tem uma natureza caótica, e ao mesmo tempo adaptativa. Tem a habilidade de partilhar grandes quantidades de energia, tornando-os excelentes doadores , sobretudo para a linhagem das serpentes. Sao submissos e controlados, mas apenas por aqueles que lhe são bastante proximos. Tem uma grande necessidade de contacto humano social, e por isso mesmo sao das 3 linhagens a que possui uma alma mais humanizada, sendo que o facto de se misturarem com os humanos e agirem muitas vezes como eles emotivamente é um dos seus maiores fardos, uma vez que assim se torna mais dificil de atingir o seu eu interior divino. Umas das suas capacidades mais marcantes é a de conseguirem transformar a dor fisica em prazer, alimentando-se muitas vezes de energia sexualmente liberada. Não tem uma aparencia fisica esteriotipamente definida, a mesma costuma variar imensamente.

Keepers – Crianças de Anubis

São os protetores dos Asetianos, estão a eles ligados através de lealdade, respeito, honra e dedicação. Tal como os Asetianos, tem uma alma imortal nao humana, logo sao conhecidos como otherkins. Alguns possuem uma alma vampirica, outros tem uma alma humanizada. Discípulos de Anubis, sao extremamente avançados no que toca a praticas e ritos de magia e feitiçaria. A sua maior ambiçao é proteger os Asetianos.

“Desenvolvimento e iluminação são processos lentos e persistentes da viagem Asetiana através da vida. Esta iniciação metafísica é um sistema de transmutação. Com esta mudança pura e profunda, significa que o Asetiano consegue alterar de forma,aparência e natureza, que é uma manifestação da força da Chama Violeta em si. Esta transmutação, profundamente conectada com o nascimento vampírico, representa a natureza da alquimia da alma Asetiana, sempre mudando eternamente. De acordo com isto, podemos estabelecer o Asetianos como os alquimistas do alma, criadores e destruidores,catalisadores de mudança e evolução, com o poder de transformar chumbo em ouro. Asetianos são os doadores de vida, os pilares da existência sutil, os proprietários darespiração da imortalidade. ”

Mas então, qual seria o sistema asetiano? Como vivem e o que fazem?

Existem trechos deveras notáveis nas obras de Luis Marques que calam a boca dos insistentes, porém nao conseguem fazer morrer o interesse. Tal como o autor é uma pessoa física E conhecida, os asetianos assim são, habitando entre nós, podendo ser nossos vizinhos ou um apresentador de um talk show na TV.
“Para aqueles fora da Ordem, nós jamais existiremos” (A Biblia Asetiana).

No entando, sabemos que eles sim existem, mas não da maneira extravagante que Hollywood demonstrou.

“Os vampiros e criaturas similares podem ser encontradas em quase todas as culturas ao redor do mundo. Nos contos do Vetalas da Índia encontram-se no folclore sânscrito, chamados demonios vampiricos, tanto que os Lilu são conhecidos desde os mistérios da Babilônia, e mesmo antes, os sanguessugas de Akhkharu foram vistos na mitologia suméria. De fato,um desses demônios do sexo feminino, chamado Lilitu, foi adotado mais tarde pelademonologia judaica, Lilith, sendo um arquétipo ainda atualmente utilizado em algumas tradições ritualísticas do Caminho da Mão Esquerda. Mas a maioria do que é reconhecido do vampiro vem da Romênia e contos eslavos, os Strigoi chamados Nosferatu e Varcolaci, entre outros. No entanto, o Vampiro verdadeiro, como um ser real e não o conceito encontrado em todo o mundo e na história como puro mito criado pelo homem, tem suas raízes no Antigo Egito, sendo ele o Asetiano”. (A Bíblia Asetiana)

Nathalia Claro.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/a-ordem-de-aset-ka-e-a-popularizacao-do-vampirismo-&#8230; […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/a-ordem-de-aset-ka-e-a-popularizacao-do-vampirismo-moderno/

A Palestra de Al Bielek

Conferência da MUFON, em 13 de janeiro de 1990

Introdução:
Transcrito em 12 de outubro de 1991 por Clay Tippen, 7809 Cypress St. West Monroe, L.A 71291-8282. A advertência a seguir foi feita por Rick Andersen. Nota do tradutor: Todas notas entre “[ ]” são do tradutor.
“Este documento pode ser publicado livremente*. Serve ao propósito daquelas partes interessadas em aumentar a sua informação sobre o Experimento Filadélfia. Por favor, sinta-se à vontade para levar este documento para qualquer BBS [ou site] que desejar. Mas por favor, não o aumente ou diminua. No momento, ele não tem nenhuma alteração.
Este documento foi transcrito de um fita de vídeo. Recebi o tape por volta de maio ou junho de 1990. Depois de assisti-lo e revisá-lo cerca de uma dúzia de vezes, mostrei-o a alguns amigos, e como eu, eles ficaram espantados. Alguns acreditaram nele, e outros não. Agora, vocês poderão tomar a sua própria decisão. Alfred Bielek é um dos sobreviventes do Experimento Filadélfia.
Vários dos nomes e lugares que o senhor Bielek menciona, não puderam ser entendidos corretamente, devido aos níveis de áudio, e por terem sido apenas murmurados. Claro, havia muitos lugares e coisas que eu nunca tinha ouvido falar, e não tinha a menor idéia de como eram soletrados. Tentei pesquisar alguns deles para ter certeza que estava tudo correto. Igualmente, algumas das palavras soam um pouco estranhas, em um inglês pouco apropriado, com palavras e sentenças duplas [este documento está exatamente como foi deixado por Rick Andersen, em outubro de 92].
Esta conferência foi realizada na Mufon Metroplex em Dallas, Texas, em uma reunião sobre UFOs. A data desta conferência foi 13 de janeiro de 1990. O nome do locutor é Alfred Bielek, e isto é como ele explica a começo e o assim chamado término do experimento”.

Anfitriã:
Alfred Bielek é nosso locutor esta noite, e eu o ouvi na conferência sobre UFOs em Phoenix, em setembro, e penso que todos concordam que ele foi o mais interessante de todos os locutores, ao menos no material subjetivo. Então, que eu saiba, não há muitos por aí que tenham estado envolvidos no Experimento Filadélfia e que ainda possam contar sobre esta experiência. Ele está. Então, acho que este é realmente um excitante programa.
Agora, há muitas conexões sobre UFOs em um sentido que, bem … vou deixá-lo contar-lhes um pouco sobre isso, mas um dos projetos no qual ele estava trabalhando ainda é altamente classificado, envolve os UFOs, e ele realmente não pode falar muito sobre isto; esta noite, ele poderá somente tocar brevemente no assunto. Mas eu penso que é realmente interessante que há tantos segredos governamentais sobre isto quanto há sobre UFOs, e o governo sempre nega que isto tenha acontecido.
Então, quanto a esta relação, eu penso que isto é realmente interessante, e isto certamente tem uma conexão com as coisas que discutimos aqui em nosso grupo. Então, com tudo isso, apresento Alfred Bielek.

O Experimento Filadélfia
Como foi anunciado, meu nome é Alfred Bielek, eu sou um sobrevivente do Experimento Filadélfia. Antes de começar, vou perguntar: quanto às pessoas que estão aqui, quantos de vocês sabem sobre o que era, realmente, o assim chamado Experimento Filadélfia?
Eu não vejo muitas mãos se levantando. Então, provavelmente a segunda pergunta é um pouco supérflua. Quantos de vocês tem qualquer idéia sobre se este experimento começou nos anos da guerra? É isto, Segunda guerra Mundial, eu diria 41 ou 42. Quantos de vocês pensam que isto começou aí? Muitos poucos se informaram sobre isto…. Umas poucas mãos se levantaram. Ou quem pensa que isto começou mais cedo? Bem, aqueles que disseram mais cedo estão corretos.
Isto teve a sua gênese em 1931-1932, em uma estranha e pequena cidade onde ventava muito, chamada Chicago, em Illinois. Por esta época, pelos anos vinte e trinta, houve muita especulação na literatura popular, ou seja, na literatura popular do tipo “Popular Science”, “Popular Mechanics”, “Science Illustrated”, sobre assuntos como invisibilidade, tentativas de fazer um objeto ou uma pessoa desaparecer, e até em teletransporte. Eu penso nas pessoas daquela época, escrevendo e achando que talvez estivessem perto disso, em termos de realização científica, mas havia muita especulação, e muito pouco, se havia, sendo feito neste sentido. Por volta de 1931, algumas pessoas decidiram que era tempo de fazer alguma coisa a este respeito, e foram todos à Universidade de Chicago. Os três principais envolvidos eram o dr. Nikola Tesla, o dr. John Hutchinson, deão da Universidade de Chicago, mais tarde chanceler, e o dr. Kirtenauer, que era um físico austríaco, que tinha vindo da Áustria e estava no corpo docente da Universidade de Chicago. Eles fizeram uma pequena pesquisa…. um estudo de plausibilidade, tipo coisa daquela época, que não realizou muito, naquele momento em particular, naquele período. Um pouco mais tarde, o projeto inteiro foi levado para o Instituto de Estudos Avançados de Princeton. O Instituto de Estudos Avançados era uma organização interessante. Não era parte do sistema da universidade, nem era parte de Princeton. Ficava em sua área, mas era uma entidade independente. Foi fundado em 1933, sob os auspícios de quem, ou para qual propósito, não poderia realmente dizer, outros do que alguém poderia desejar, um instituto para estudos muito adiantados, pesquisa pós-doutoral e este tipo de coisas. Entre as primeiras pessoas que vieram se juntar estava uma pessoa bastante interessante e bem conhecida, Albert Einstein. Não entrarei em detalhes sobre ele, porque sua história é bem conhecida, mas ele uniu-se à equipe em 1933. Ele era, claro, de Bonn, Alemanha, e depois de deixar este país em 1930 (alguns dos biógrafos dizem que ele saiu em 1933, mas foi em 1930), ele veio para os Estados Unidos, e foi para Pasadena, Califórnia. Ele estava ensinando em Cal-Tech. Ele esteve lá por cerca de três anos, e foi então convidado a unir-se ao Instituto, o que ele fez em 1933, e ele permaneceu lá até a sua morte. Sua função principal era como físico teórico, um pensador, estritamente matemático, na área da física. Tornou-se bem conhecido por sua Teoria Especial da Relatividade, sua Teoria Geral da Relatividade e sua especulativa Teoria do Campo Unificado.
Outras pessoas vieram unir-se, pela mesma época. Um dos mais importantes foi o dr. John von Neumann, nascido em Budapeste, Hungria, que tinha vindo da Europa. Ele graduou-se em matemática, e teve seu PhD em matemática em 1925, em Budapeste. Ele ensinou no sistema universitário alemão por aproximadamente quatro anos, em dois diferentes cargos. Durante este período ele encontrou o dr. Robert Oppenheimer, que estava na Europa na mesma época e que veio a tornar-se importante após este projeto, e inúmeras outras pessoas.
&bsp; Agora, von Neumann era bastante interessante. Ele era um teórico, um matemático teórico. Mas ele era também um “crânio”, o que significa que ele sabia como aplicar a teoria pura. Einstein não sabia, e isto é muito importante. Então, uma das outras pessoas dirigiu-se para aquela universidade, uma onde alguém estava ensinando à época, era um homem muito importante, se puder ler minhas notas aqui, era um homem chamado David Hilbert. Provavelmente nenhum de vocês jamais ouviu falar sobre ele. Um doutor em matemática, ele era considerado na Europa como o matemático de maior projeção; que eu saiba, ele nunca deixou a Europa. Ele nasceu, cresceu e morreu na Alemanha. Ele morreu lá por volta de 1965, aproximadamente. Mas ele estava no círculo de contatos do dr. von Neumann. Hilbert é mais conhecido e lembrado pelo fato de ter desenvolvido uma forma muito exótica de matemática, chamada Espaço de Hilbert. Ele foi o primeiro homem a definir matematicamente realidades múltiplas, espaços múltiplos e o que tudo isto significava em termos de um ponto de vista da matemática. Para a maioria de nós isto é quase sem sentido, e para a pessoa comum isto é sem sentido, mas é importante para os físicos e para os matemáticos, porque ele traçou o caminho para o que veio a tornar-se o Experimento Filadélfia.
Hilbert e von Neumann o fizeram juntos. Von Neumann escreveu um ensaio na Alemanha, em alemão, sobre Hilbert e alguns de seus trabalhos. E von Neumann, sendo ele mesmo bastante conhecido, tomou o trabalho de Hilbert e “deu-lhe uma melhorada”, como se costuma dizer, desenvolvendo um completo e novo sistema de matemática. Von Neumann é bem conhecido nos círculos matemáticos, como também Hilbert, e teve publicados trabalhos, alguns discretos, pós-Experimento Filadélfia. Uma das coisas pelas quais ele tornou-se conhecido foi a Teoria dos Jogos. Ele também desenvolveu um sistema de operadores de anéis [ring operators], uma espécie muito exótica de álgebra, mas nada que signifique algo para qualquer um, exceto para aquele altamente graduado em matemática e que seja matemático puro.
Outras pessoas tornaram-se importantes para este projeto à medida que o tempo corria. Aproximadamente em 1934, eles mudaram o projeto para o Instituto, e o dr. Tesla entra aqui. Tesla é um homem muito importante. Toda a sua história é bem conhecida. Há um filme, feito por Segrabe Productions na Iugoslávia, descrevendo a sua vida. Ele nasceu em 1856. Ele foi para a escola, a escola regular, um ginásio, que era o colégio deles, ele começou em uma universidade. Ele estava lá há um ano quando o seu pai morreu. Ele ficou sem dinheiro, e assim não podia continuar sua educação formal, mas ele fez um acordo com os professores, que o deixavam sentar-se nas salas de aula. Ele então buscou trabalho onde podia encontrar, na Europa, e trabalhou para a Western Union por um período de tempo. Depois, uniu-se às Edison Corps. da Europa. E, quando decidiu mudar-se para os Estados Unidos em 1884, ele tinha uma carta de apresentação de um homem de Edison, que gerenciava as Edison Corps. na Europa. Então ele chegou aos Estados Unidos em 1884, e como se diz, com um bom conhecimento de onze línguas, quatro centavos no bolso, um livro de poesia, e uma carta de apresentação para Thomas Edison. Isto era o mais importante que ele tinha, a carta de apresentação, porque ela tornou-se, por um período de tempo, o seu sustento.
Ele foi apresentado a Edison, e imediatamente entrou em discussão com ele sobre as diferenças em sua abordagem básica da eletricidade. Edison era partidário da DC [direct current – corrente contínua], e Tesla, como é bem sabido, era partidário da AC [alternate current – corrente alternada]. Edison não podia ver nada na AC, nem queria ter nada com ela. Ele tinha interesse em investir, se o quiserem, no maquinário DC o qual ele tinha projetado e construído, e nos sistemas de energia que ele tinha montado. Bem, ele trabalhou, quer dizer, Tesla trabalhou para Edison por cerca de seis meses. Eles entraram em uma violenta discussão sobre dinheiro, isto é, sobre uma promessa que Edison tinha feito a Tesla, de que, se ele resolvesse um determinado problema, dentro de um certo limite de tempo, ele, Edison, lhe daria US$50.000,00 como bônus. Bem, Tesla fez o trabalho no prazo e foi a Edison perguntar-lhe pelo bônus. Edison riu, isto era uma grande piada, era o senso de humor americano e tudo isso. Tesla não pensava assim, que aquilo era uma grande piada, fez suas malas e deixou-o imediatamente, indo de novo cavar fossas.
Depois disso ele encontrou várias pessoas, fez várias coisas, uma delas sendo para o presidente da Western Union, tendo trabalhado para ele por um período de tempo. Este cavalheiro ajudou-o a instalar o seu primeiro laboratório. Com o tempo, tornou-se um cidadão americano, e começou a dar uma série de palestras no antigo Instituto de Engenheiros Eletricistas, o qual, entre os anos de 1880 e final da década de 1890, era muito famoso em Nova Iorque, tendo Tesla se tornado um locutor regular e proeminente, sobre vários assuntos e cursos envolvendo teoria sobre AC, energia elétrica e tudo aquilo que ele pensava que era importante. Com o apoio de todos lá, tudo que ele apresentava era importante.
Certa vez, ele deu uma demonstração sobre teoria elétrica e energia AC, e um dos freqüentadores era o senhor George Westinghouse. Então, aproximadamente em 1889, Westinghouse comprou todas as patentes de Tesla, 20 delas sobre sistemas de geração e distribuição de energia elétrica em AC, pagando-lhe um milhão de dólares em dinheiro vivo, e um royalty de um dólar por cada cavalo-vapor, ou seja, por cada cavalo-vapor produzido pelas maquinas, a partir daquele instante e enquanto durassem as patentes. Isto colocou Tesla completamente nos negócios.
Em 1893, Tesla ganhou um prêmio por ter fornecido a energia para a Exposição Mundial de Chicago. Era a primeira vez que uma grande exposição tinha qualquer aparelho de geração de energia AC; anteriormente, era a energia DC, quando havia energia disponível, e isto não agradou em nada o senhor Edison, mas, não obstante, Tesla ganhou-a. Ele foi apoiado por J.P. Morgan. E ele também fez algo de notável nesta exposição: demonstrou pela primeira vez, publicamente, um modelo de barco rádio-controlado, em uma doca. Ele repetiu esta demonstração em 1898, no Madison Square Garden, na cidade de Nova Iorque.
Neste meio tempo, houve uma competição sobre o desenvolvimento de alta tensão e transmissão de energia a longas distâncias, e Tesla ganhou a concessão para construir a estação elétrica do Niágara, a primeira e maior estação de energia hidrelétrica nos Estados Unidos a ser equipada com energia AC. Ele ganhou-a porque ele prometeu que podia transportar energia até a cidade de Nova Iorque, sem perdas, e provou-o. Em 1899, Tesla foi para Colorado Springs para fazer um monte de pesquisas, e neste período ele estava intrometendo-se em várias áreas básicas envolvendo eletricidade em alta tensão e raios elétricos — a bobina de Tesla, se desejarem. Já estava lá há dois anos, quando fez alguns anúncios para a imprensa. Uma delas, em 1899, foi que ele tinha estado em contato com pessoas de fora do planeta Terra, et’s, se quiserem, em nossa terminologia moderna. A imprensa tomou bastante notas de tudo aquilo, e os colegas cientistas viram aquilo com desagrado, na época. Aquele não era um assunto popular; eles pensavam que ele era talvez um pouco ‘biruta’, o mesmo que pensariam dele muito mais tarde, um par de décadas mais tarde. Mas ele manteve suas opiniões.
Bem, em 1906, com JP Morgan apoiando-o de novo, ele desenvolveu um sistema para transmissão de sinais de rádio e televisão [sic – não existia televisão, na época – NT], e a Torre Wardencliff foi construída em Long Island, em 1906. Cerca de um ano antes de sua conclusão, ele foi até JP Morgan e disse, “Realmente, senhor Morgan, eu pretendo usar esta torre para a produção de ENERGIA LIVRE [grátis], para todo mundo. ENERGIA ELÉTRICA LIVRE”. E o senhor Morgan disse a ele, “O que o senhor quer me dizer, senhor Tesla, é que qualquer um pode esticar uma vara de antena na terra, e outra no ar, e pegar toda ENERGIA LIVRE que quiser, e eu não posso colocar um medidor lá para medir isto e cobrar?”. E Tesla disse, “Isto é correto”. JP Morgan disse, “Eu vou responder-lhe, senhor Tesla, quando estiver pronto para o senhor”. Obviamente, o senhor Morgan nunca chamou-o de novo, e cortou-lhe todo os fundos. A Torre Wardencliff ficou lá até 1914, quando foi dinamitada por alguém. E esse foi o fim daquele projeto. Neste meio tempo, Tesla iniciou outras coisas. Eu serei mais breve agora, porque estamos entrando na parte principal disto tudo.
Em 1917, é claro, teve início uma guerra – a Primeira Guerra Mundial. Tesla foi abordado por Franklin Delano Roosevelt, então secretário da Marinha, para fazer algum trabalho para o governo, com o que ele concordou prazerosamente. Ele também envolveu-se à época com a American Marconi Co., e esta companhia foi confiscada durante a Primeira Guerra Mundial, porque poderia ser um possível rincão de atividades estrangeiras, e vocês conhecem a paranóia usual que existe em tempos de guerra. E a companhia inteira foi absorvida pelo governo, Tesla com ela. Tesla desenvolveu um número de coisas interessantes nesta época, uma das quais foi o Sistema de Antenas Rogers [Rogers Antenna System].
O Sistema Rogers para transmissão sem fio, tornou isto possível para os militares da época — a patente esteve classificada [secreta] por muitos anos ¾ transmitir comunicações por voz para a Europa, a partir dos Estados Unidos, sem estática e sem ruído, um feito inédito para a época. O sistema ainda é usado hoje em dia pelos militares.
Em 1919 uma nova corporação foi formada, a RCA, e Tesla tornou-se parte dela. Ela foi formada a partir do antigo núcleo da American Marconi. Tesla permaneceu com a RCA, primeiro como engenheiro, depois como diretor de engenharia, e depois de 1935 como o diretor mundial de toda engenharia e pesquisa para a RCA, onde permaneceu até 1939, época em que se aposentou.
Durante todo este período de tempo, ele teve uma impecável trilha de recordes em produzir maquinário que trabalhava e nunca falhava, i. é, ele nunca falhava em produzir alguma coisa que funcionasse. Ele era também bem conhecido como alguém capaz de visualizar as coisas em sua cabeça antes de colocá-las no papel, ou em dizer a alguém o que construir, descendo aos menores detalhes. O que é importante é saber isto, e compreender que a abordagem de Tesla aos projetos era largamente intuitiva, não sem uma base matemática, porque ele a tinha, mas a sua matemática era aquela do século passado, dos anos 1880. E havia um monte de coisas conhecidas sobre teoria elétrica na época, mas ainda não foi nesta época que eles desenvolveram o rádio. Hertz entrou nisto entre os anos 1880 e 1890. Tesla nunca concordou com Hertz sobre o que seria uma onda de rádio.
Mas em 1933 Roosevelt tornou-se presidente dos Estados Unidos. Ele chamou seu velho amigo Nikola Tesla para ir até Washington, e perguntou-lhe, “Você gostaria de fazer mais algum trabalho para o governo?”, e Tesla disse, “Claro!”. Então Roosevelt disse, “Nós temos um projeto para você”. Ele iria tornar-se o diretor do que seria mais tarde conhecido como o Projeto Filadélfia. E foi assim que Tesla basicamente veio a envolver-se com esse projeto. Ele foi nomeado pelo presidente, até onde podemos determinar agora. Ele foi o primeiro diretor, isto é mostrado em alguns registros, e eles prosseguiram.
Em 1936, houve um primeiro teste de algumas máquinas, e isto teve um sucesso moderado. Isto teve como resultado uma invisibilidade parcial, o bastante para encorajá-los e mostrar-lhes que estavam no caminho e na trilha certa, e a Marinha ficou muito interessada; este interesse começou no início de 1931, o que fez aparecer algum dinheiro para pesquisa. E em 1936 eles forneceram mais, e o projeto expandiu-se. Bem, as coisas continuaram se expandindo a partir deste ponto, e mais pessoas vieram trabalhar no projeto. Um tal dr. Gustave Le Bon veio a tornar-se um íntimo associado do dr. von Neumann, e juntou-se à equipe. Não pude encontrar nenhum registro dele hoje, mas não obstante ele estava lá, e um outro homem, um tal dr. Clarkston, que veio aproximadamente em 1940. Agora, já não era apenas este projeto que estava sendo
desenvolvido no Instituto. Havia outras pessoas lá, fazendo variadas coisas. O único homem que sabia tudo que estava acontecendo lá, era, é claro, o dr. Einstein; ele era considerado como um general. Se você tinha um problema, ia ver o general. Ele era um general de consultas para todos, qualquer que fosse o projeto. Agora, a coisa continuava a crescer.
Não entrarei ainda em detalhes sobre como me envolvi nisto, não disse ainda o suficiente para isso. Eu entrei muito mais tarde. Mas acho que o que quero agora é fazer um ligeiro intervalo do lado teórico, e mostrar-lhes um fita de vídeo, parte dele, produzido pela EMI Thorn Corp. da Inglaterra. Este filme foi produzido basicamente em 1983, e ele foi distribuído nos Estados Unidos em 1984 a partir da Inglaterra, para ser exibido em cinemas, para ficar em cartaz até meados de agosto de 84, e o filme só permaneceu por DUAS SEMANAS.
Cerca de três dias antes do filme ser lançado, a EMI Thorn recebeu uma carta do governo dos Estados Unidos dizendo “não queremos que este filme seja exibido nos Estados Unidos”. Eles decidiram, depois de alguma deliberação, ignorar a carta, porque eles já tinham planejado as datas de lançamento, e eles disseram, bem, só três dias antes, nós podemos dizer que jamais recebemos a carta. Então eles lançaram o filme, e ele foi mostrado em vários lugares; Nova Iorque, Filadélfia, e como se esperava, houve enorme filas para vê-lo, em várias outras cidades dos EUA; Phoenix, Sedona, AZ., Chicago, Los Angeles, onde estivesse.
Uma outra carta chegou à EMI Thorn, na Inglaterra, logo depois disso e bem rigorosa, “Nós não queremos este filme exibido nos Estados Unidos”. Então a EMI Thorn não podia ignorar a segunda carta. Então eles expediram outra de volta para o governo, dizendo ‘se vocês quiserem interromper a exibição deste filme, terão que fazer uma injunção judicial para isto’. E o governo dos EUA disse ‘nós o faremos’, e eles o fizeram. Eles conseguiram uma ordem judicial proibindo a exibição do filme nos Estados Unidos. Aquela ordem judicial foi cumprida um pouco antes de setembro, e o filme desapareceu completamente por dois anos. Neste meio tempo, a EMI Thorn foi em frente e decidiu que iriam lutar, o que fizeram com sucesso. Dois anos depois eles conseguiram uma contra-injunção, derrubando a primeira, e o filme ficou disponível em fita de vídeo. Eu não acredito que ele tenha sido exibido em algum cinema depois disso, mas a fita de vídeo está disponível.
Agora o filme, a fita de vídeo, “O Experimento Filadélfia” é o título atual. Ele é relativamente preciso na primeira parte do filme, mas eles o embelezaram, eles queriam fazer um filme bem interessante, uma história de amor, e distorceram alguns das partes no final, não obstante, eu gostaria de mostrar-lhes a primeira parte dele, porque é muito apropriado para o que vem a partir deste ponto.
{O senhor Bielek mostrou um curto excerto do filme (agora disponível em locadoras de vídeo), chamado “O Experimento Filadélfia”. O filme começa do início e continua até os dois rapazes saltarem sobre a amurada do navio. Se vocês ainda não viram este filme, “O Experimento Filadélfia”, valeria a pena fazê-lo}.
O senhor Bielek continua…
Até este ponto a história é relativamente precisa; eles mudaram uma coisa: a data. Isto ocorreu em 12 de agosto de 1943. Foi uma experiência verdadeiramente desastrosa, mas um pouco aconteceu no intervalo, e isto conduzirá eventualmente ao resto da história.
Agora, como eu tinha falado, em 1936 eles tiveram um grau moderado de sucesso, mas nada além disto. A intenção original era produzir um campo de invisibilidade em volta de um objeto. Então eles seguiram trabalhando, e em 1940 eles conseguiram o seu primeiro sucesso real sob a direção de Tesla, num estaleiro da Marinha, em Brooklyn. Era um pequeno navio, sem ninguém a bordo. O equipamento especial foi colocado no navio. Ele foi energizado a partir de dois navios, um de cada lado, que o supriam de energia através de cabos de força; no caso de alguma coisa sair errada, eles podiam cortar os cabos, e se as coisas ficassem irremediáveis, poderiam afundar o navio. Mas eles não precisavam ficar apreensivos, aquelas eram precauções que a Marinha sempre tomava.
Foi um sucesso completo. O pequeno navio tornou-se invisível. Não havia ninguém a bordo desta vez, porque isto seria feito mais tarde, como parte do teste. Bem, aquilo foi declarado como um sucesso. A Marinha estava radiante, eles sentiam isso e liberaram enormes montantes de dinheiro para a pesquisa, e o projeto foi classificado em setembro de 1940, tendo sido denominado “Projeto Rainbow”[Projeto Arco-Íris]. As coisas começaram a engrenar, deste ponto em diante.
Agora, acho que neste ponto deveria dizer onde entro nisto, eu e meu irmão. Nasci a 4 de agosto de 1916, em uma área de Nova Iorque, de um senhor Alexander Duncan Cameron, Sr., o pai, e uma mãe que não acredito fosse casada, a partir da pequena pesquisa que pudemos fazer. Tive uma vida bastante monótona, embora agradável, porque havia dinheiro na família. Meu irmão nasceu em maio de 1917. E nós seguimos nosso caminho feliz. Nós estávamos com tudo, não tínhamos qualquer preocupação com dinheiro. Quando vieram os anos da Depressão, nós decidimos ir para a escola e obter educação. Meu irmão foi para a universidade de Edimburgo, em Edimburgo, na Escócia, até graduar-se em 1939, no verão de 39, com um PhD em Física. Eu fui para Princeton, onde tirei o bacharelado e o mestrado; fui para Harvard para o meu doutorado. Anteriormente, von Neumann me falara, “Você não deve tirar o seu doutorado aqui em Princeton. Vá para Harvard, é uma escola melhor”. Então eu tirei o meu doutorado em Harvard; acho que foi em agosto de 39. Neste meio tempo, eu deveria acrescentar, houve algumas outras coisas acontecendo nos bastidores, e o que aconteceu estava relacionado ao nosso pai.
Ele tinha servido na Marinha durante a Primeira Guerra Mundial. Ele era marinheiro, pelas fotos que temos em nosso álbum de família. Quando ele engajou-se e quando deixou a Marinha, não sabemos exatamente. Estes documentos se perderam. Mas, até onde sabemos, ele passou vinte anos lá, tendo se reformado no início dos anos 30. Não sabemos qual patente ele atingiu, nem quais conexões ele tinha, mas ele devia ter várias e interessantes conexões com a inteligência, devido ao que aconteceu a partir daí.
Agora, os anos 30. A partir daí, ele nunca mais trabalhou um dia em sua vida… a propósito, ele não precisava disto. Agora, nos anos 30 ele tinha um passatempo, que era a construção de enormes barcos a vela, os quais ele usava para disputar várias regatas, em volta de Long Island, o que era muito comum então.
Ganhou um ou dois troféus. Quando se cansava do barco, vendia-o e construía outro. Neste meio tempo, ele veio também a tornar-se muito ativo em outras coisas. Estas outras coisas eram o contrabando de cientistas fugitivos do nazismo e da Alemanha, trazendo-os para os Estados Unidos. Esta é uma longa história, e eu não necessito realmente alongar-me nela. Mas isto cessou em 1939, quando a guerra começou. Em setembro de 1939, devido aos arranjos de meu pai, que aparentemente tinha muita influência na Marinha, ficou combinado que nos alistaríamos nesta, o que fizemos nesta data. Fomos então comissionados e enviados para uma escola especial de treinamento naval em Providence, Rhode Island, por 90 dias. Nós estávamos, provavelmente, entre os primeiros a passar pelo que seria mais tarde chamado de “os 90 dias maravilhosos” na Marinha. Em 90 dias você era treinado como oficial, e era suposto que saberíamos de tudo. Seja como for, estávamos então ao final de 1939, começo de 1940. Nós fomos designados para o instituto. Agora, neste meio tempo, tínhamos tido algum contato com ele, e íamos lá periodicamente. Eu mesmo tinha estado lá por um período de tempo, porque estava em Princeton. Mas fomos designados para o instituto em tempo integral, e nosso trabalho era representar o interesse da Marinha neste projeto. Eles queriam duas pessoas que tivessem experiência científica e treinamento para relatar acuradamente, na teoria e na prática, tudo o que se fizera, estava sendo feito ou iria se fazer.
E este era o nosso principal trabalho. Tínhamos sido designados para o instituto, e tínhamos também escritórios no estaleiro da Marinha, em Filadélfia. Agora em 1940, como eu tinha dito, um teste tivera sucesso. O projeto fora classificado. Foram dados fundos ilimitados a Tesla, em companhia do grupo, o qual continuou a se expandir. Não me lembro de todas as pessoas envolvidas, mas tivemos uma outra estrutura que veio a ser criada, uma estrutura da Marinha. Até agora eu toquei em grande parte na parte civil disto. Agora, há uma parte da Marinha.
No topo estava o Office of Naval Engineering [Escritório de Engenharia Naval]. Naqueles dias, eles não tinham um Office of Naval Research [Escritório de Pesquisas Navais]. Este era o Office of Naval Engineering, e Hal Bowen, Sr., Almirante, era o encarregado. Ele não somente era o supervisor da Marinha para este projeto, mas para todos os projetos de desenvolvimento de engenharia desta natureza, durante a guerra. Este escritório, a propósito, foi fechado em 1946, e substituído pelo Office of Naval Research, do qual Hal Bowen foi novamente o diretor até reformar-se em 1947. Mas durante aquele período ele foi, pode se dizer, o manda-chuva na Marinha. Abaixo dele havia várias outras pessoas. Havia um comando firmemente estabelecido. Não entrarei em detalhes, mas havia um tenente-comandante, Alan Batchelor, que tornou-se uma espécie de chefe da equipe, e cuidava do pessoal que iria trabalhar no projeto de invisibilidade, o qual era então desenvolvido em duas fases.
Alan Batchelor, a propósito, ainda está vivo; ele reformou-se da Marinha como tenente-comandante. Eu o conheci pessoalmente. Eu não sabia, por um longo período de tempo, se haveriam outros sobreviventes, e então repentinamente descobri sobre este cavalheiro através de outros amigos em Nova Iorque, e conversei
com ele, eventualmente indo visitá-lo. E ele se lembrava, essencialmente, de todo o projeto. De fato, ele identificou-me pelo telefone, na conversação telefônica. Ele disse, “Sim, você trabalhou no projeto, eu me lembro de você. Não, seu nome não era Bielek”. Eu disse, “Bem, e qual era, então?”. Eu queria ver se ele se lembrava. Ele me disse o nome, e se lembrou de meu irmão. Isto tudo apenas margeia a história principal.
Agora, uma das outras coisas que tinham que ser feitas era desenvolver uma equipe especial. Isto veio a ser feito um pouco mais tarde. Em janeiro de 41, a Marinha decidiu que eu e meu irmão necessitávamos de alguma experiência marítima, então eles nos transferiram para o estaleiro da Marinha no Brooklin, e cerca de um mês ou mais depois, fomos designados para o Pensilvânia, uma conservada galera de guerra, e saímos em direção ao Pacífico. Ficamos por lá por todo o ano de 1941. Por volta de outubro de 41, quando o Pensilvânia foi levado para Pearl Harbor, para um dique seco para realizar alguns reparos, nós tiramos uma licença e fomos para São Francisco. Estávamos com tudo na São Francisco daqueles dias, e ficamos lá durante os meses de outubro e novembro, início de novembro; e neste mês finalmente decidiu-se que nós íamos voltar para Pearl Harbor. Nossas ordens eram breves, e em 5 de dezembro já estávamos na pista para tomar o avião, na Base Aérea Naval, para sermos mandados de volta para Pearl Harbor, quando fomos interceptados por um capitão da Marinha, que nos cumprimentou e falou, “Suas ordens foram canceladas. Venham comigo”. Nós o seguimos subindo as escadas para uma sala da Base Naval, e encontramos Hal Bowen, Sr., que falou, Cavalheiros, suas ordens foram canceladas. Talvez vocês saibam que estaremos em guerra com o Japão dentro de 48 a 72 horas. Nós esperamos um ataque a Pearl Harbor. Vocês são muito valiosos para serem mandados de volta a Pearl Harbor; vocês permanecerão aqui na área de São Francisco. Vocês podem trabalhar com papelada. Vocês serão designados para o Pensilvânia; ele está lotado em São Francisco. Podem terminar o seu turismo aqui em São Francisco. Depois, voltarão para o Instituto, para continuarem o seu trabalho. Apreciem enquanto podem, porque depois não haverá mais tempo, e lá não haverá nada além de trabalho pesado para vocês”. E fizemos isso, e gostamos muito. E voltamos para lá em janeiro de 42.
Mas neste ponto, um monte de coisas tinham acontecido. Tesla tinha conseguido um navio de guerra, através de um amigo. Eu acho que era Franklin Delano Roosevelt, que estava na Casa Branca. Ele disse, “você pode ter este navio; vá em frente, torne-o invisível”. Havia plena confiança de que ele podia fazê-lo. Daí, este estava prosseguindo com a construção do maquinário. Havia vários, três transmissores de RF [radio-frequency], um gerador principal, acredito eu, então havia dois. O plano geral de ataque, sem me tornar altamente técnico, era uma série de bobinas magnéticas alimentadas por estes geradores, as quais produziriam um campo magnético muito intenso, e inicialmente elas eram enroladas em volta do casco do navio. Depois, isto foi mudado para bobinas montadas no convés, quatro delas. E campos de RF, todos sincronizados com freqüências especiais, e com uma modulação de formas de onda desenvolvida por Tesla, as quais iriam produzir o campo de invisibilidade.
Ao longo de todo este tempo (terei de preenchê-lo um pouco com Tesla), ele fez um outro anúncio para a imprensa, em 1923, acerca de conversação com et’s fora do planeta, o que caiu em alguns ouvidos interessados, mas em muitos ouvidos moucos, também. E ele afirmava estar em comunicação com et’s. Depois de ter-se aposentado da RCA, ele se tornou mais ativo neste projeto, mas ele também mantinha um laboratório em seu refúgio no Hotel Nova Iorque, em Nova Iorque, no último andar. Ele tinha um outro laboratório em Nova Iorque, não muito importante, em um lugar separado. Sem que muita gente soubesse, ele mantinha um segundo laboratório, o qual aparentemente era o principal, no topo do Wardolf Astória, em ambos os terraços. Ele mantinha um transmissor instalado no Wardolf, e suas antenas receptoras e os receptores, que tinham sido construídos pela RCA sob a sua direção, estavam no New Yorker. E sei de duas pessoas que trabalharam com Tesla, durante aquele período, que dizem que ele estava usando aquele equipamento, ele estava conversando com alguém, quase todo dia, e um deles foi enfático: era alguém de fora do planeta. Falando claramente, ele estava se comunicando com et’s!
Quem? Não tenho idéia. Isto nunca foi revelado. Mas durante aquele período ele conseguiu mais informações, porque foi repentinamente até a Marinha e disse, “Nós iremos ter problemas. Iremos ter um problema realmente sério. Vocês não poderão gerar a quantidade de energia necessária para fazer um navio enorme desaparecer sem ter efeitos sobre os tripulantes. Eu preciso de mais tempo. Preciso desenvolver contramedidas, para evitar que o pessoal sofra danos”. A Marinha disse, “Você não pode. Você tem prazo final. Há uma guerra em andamento. Faça isto funcionar. Você pode fixar a data, mas não pode mudá-la”.
Faça-o funcionar, em outras palavras. Havia um prazo limite, que aconteceu de ser março de 42. A data do teste se aproximava; ele ficou apreensivo com aquilo, e finalmente decidiu, se não houve prorrogação no tempo e ele não pudesse modificar o maquinário para corrigir o problema, só restaria uma saída. E isto seria sabotar o equipamento, não destruindo-o fisicamente, mas certificando-se de que ele nunca iria funcionar, quando fosse ligado, e isto é o que ele faria na data do teste, em março de 42. O navio de guerra não teria uma tripulação especial. Ele tinha a tripulação regular, muito embora tivesse o equipamento especializado. As chaves foram viradas e nada aconteceu. O senhor Tesla inclinou-se, e falou, “Bem, cavalheiros, o experimento falhou, e é hora de deixá-los. Há uma pessoa aqui que pode tomar conta disso e fazer as coisas funcionarem para vocês. E aqui está o dr. John von Neumann. Adeus!”.
Como a história conta, ele foi despedido. Há uma outra história, que diz assim, “Vocês não podem despedir-me, eu renuncio”. Qualquer que seja o caso, ele se foi. Havia algum outro interesse, e ele fez outras pesquisas a partir deste dia até a data de sua morte, em 7 de janeiro de 1943, as quais figuram entre as outras coisas que aconteceram mais tarde, mas que não estavam diretamente relacionadas com o experimento, à época.
Agora, naquele período, um monte de outros projetos estavam em andamento. Um deles, que estava sendo desenvolvido e já estava funcional, anterior a este projeto, e que estava sendo feito basicamente no estaleiro da Marinha e também no Instituto, sob a direção específica de Einstein, eram as experiências com desmagnetização [Degaussing]. Eu não sei quantos de vocês sabem disso, mas anterior à Segunda Guerra Mundial , em 1938, os alemães desenvolveram um novo tipo de mina, chamada mina magnética. Ela não explodia por contato, ela explodia ao detetar a massa magnética do casco de aço do navio que se aproximava. Isto distorcia o campo magnético da Terra, o que era usado pelos elementos sensíveis desta mina; e quando ela estava bastante perto do navio, ou embaixo dele, sem qual quer contato sendo feito, o mecanismo disparava, a mina explodia e abria um buraco no fundo do navio, e este era o fim dele. A Marinha dos EUA sabia disto, e eles queriam desenvolver contramedidas, o que fizeram. Eles tiveram bastante sucesso. Tanto sucesso, de fato, que os alemães abandonaram a mina magnética em 1943, e voltaram às minas comuns, as quais, se vocês não sabem, não é afetada por este tipo de equipamento. O formato tradicional deste equipamento envolvia enrolar dois conjuntos de cabos em volta do navio, e colocar geradores especiais a bordo; não havia nenhuma intenção de produzir invisibilidade, radar ou outra coisa qualquer, era estritamente uma forma de explodir aquelas minas magnéticas alemãs. Eles explodiram montes delas, e salvaram muitos navios como resultado disto, e o projeto foi um completo sucesso. Acho que neste ponto devemos mostrar os slides.
Neste momento, o senhor Bielek mostra alguns slides da faculdade de Princeton. Estes slides incluem vistas da escola, i. é, a sala onde ele ensinava, o pátio interno, algumas árvores, e outros itens em volta da escola. Mas ele também mostrou um slide do prédio onde eles primeiro conduziram a experiência de tornar as coisas invisíveis opticamente invisíveis! O senhor Bielek apresentou outros slides do equipamento original do Experimento Filadélfia, do Eldridge, o navio no qual o experimento foi realizado. Alguns dos slides mostravam geradores especiais, e controles. Ele também mencionou que ele sabia que este equipamento viera do Eldridge, por causa das VIBRAÇÕES, que estavam em volta deste equipamento.
E o senhor Bielek continua…
Ok, uma vez a experiência tendo falhado devido à preocupação de Tesla, o dr. von Neumann tomou conta. Agora, algumas das outras pessoas em segundo plano que tomaram parte neste projeto são bem conhecidas.
Uma delas é T. Townsend Brown. Ele tem uma longa história; muitas pessoas o conhecem pelo fato de ter ele trabalhado no campo dos UFOs, com eletrostática, tentando provar que pode-se fazer um objeto mover usando apenas a alta tensão de campos eletrostáticos. E ele fez muitos funcionarem, e isto está muito bem pesquisado e documentado. Ele trabalhou na universidade com alguém chamado dr. Bifield [Biefeld], e o efeito tornou-se conhecido como o efeito Bifield-Brown.
Eventualmente, ele foi descoberto pela Marinha. Ele uniu-se à Reserva Naval em 1933, e tomou parte em vários pequenos projetos. Em 1939 eles o indicaram para o serviço ativo, e ele foi para a Marinha. Lá, eles lhe deram o projeto de desenvolvimento de contramedidas para minas. E este era, basicamente, o seu departamento.
Havia várias áreas de especialidade, ele trabalhou no projeto mina magnética. Ele também era considerado um especialista em RF, então ele também trabalhou no Experimento Filadélfia, pelo menos no âmbito de projeto de um transmissor especial de rádio, e uma torre para suportar as antenas, que era a torre alta que se podia ver depois no Eldridge, e que é mostrada no filme, e isto está correto, que ela estava quebrada, e por isto caiu. Este foi o seu trabalho, não quebrá-la, mas montá-la e testá-la.
Antes que o dr. von Neumann pudesse completar o seu trabalho, ele disse à Marinha: “Tenho que reestudar esta coisa. Obviamente, ela não funciona, tenho que voltar atrás e descobrir o motivo”. E ele precisava de muito tempo. A Marinha não teve escolha, a não ser dar o tempo que ele precisava. Então foi em 42, uma boa parte de 42, de muito estudo teórico. Por volta de maio de 42, eles decidiram que iriam precisar de um navio especial. O navio de guerra não estava mais disponível; ele voltara ao serviço. Eles decidiram que queriam construir um veículo de teste a partir do zero. Então por volta de junho ou julho decidiram ir às pranchetas de desenho para escolher que navios poderiam estar disponíveis, entre os que estavam sendo construídos, e eles escolheram um “DE 173”, o qual foi mais tarde batizado como “Eldridge”. Ele não era conhecido nesta época por este nome.
E em julho eles modificaram os desenhos. Decidiram onde iriam querer os dois geradores. A razão porque tiveram que fazer a modificação era que o destróier, o ‘DE’, era uma navio muito pequeno. Seu deslocamento normal era de 1.500 toneladas, e não 30.000. Como conseqüência, eles tinham que montar o equipamento, que era muito pesado, com muito cuidado. O que eles decidiram fazer foi deixar de fora a torreta de canhão frontal, e em seu lugar colocariam os dois geradores. Então eles montaram os dois geradores dentro deste espaço onde iria normalmente a torreta, o depósito de pólvora e tudo mais. O motor de alimentação dos geradores, o sistema diesel elétrico para alimentar o sistema todo, e quatro transmissores foram eventualmente montados no convés. Mas o navio tinha que ser primeiro construído. Ele ficou pronto por volta de outubro de 42, e então foi levado a um dique seco, onde começaram as montagens de várias peças do equipamento. Por volta de janeiro de 43 ele estava virtualmente pronto.
Agora, à medida que a “equação humana” era considerada, o que ele iriam fazer com a tripulação… por volta de junho 42 eles decidiram que teriam uma tripulação especial. Todos voluntários, escolhidos a dedo, que seriam, como o foram, essencialmente marcados pelo resto de suas vidas. Eles eram voluntários, eles não seriam responsabilizados, e por aí, e iriam dizer a eles que iriam participar de uma experiência exótica, na qual havia algum perigo possivelmente envolvido. “Você quer ser voluntário?”.
Bem, eles conseguiram o tipo de gente que queriam, cerca de 33, e eles foram para uma escola especial de treinamento em Groton, Connecticut, uma Academia da Guarda Costeira. Foram cerca de três meses de treinamento. Eles se graduaram em dezembro de 42, e quem era o instrutor da classe, que aparece naquela foto, onde se vê também a classe inteira que estava se graduando? Está ainda nos álbuns de fotos da família, acreditem ou não, era o nosso pai, em seu uniforme naval. Como ele voltou para a Marinha, nós não sabemos, a menos que fosse um uniforme da Guarda Costeira, mas parecia-me um uniforme da Marinha. E todas as pessoas que se alistaram, incluindo dois oficiais de alta patente, eles foram então, pode-se dizer, carregados para Filadélfia, para onde estavam designados, não sabendo, é claro, quando o navio ficaria pronto. E eles ficaram ali em disponibilidade até que fossem necessários. Aqueles trinta e três foram até o fim do treinamento, e foram avisados de certas coisas, mas ninguém esperava o que aconteceu então. Desde que uma tripulação especial estava disponível, o navio foi sendo aparelhado, tudo indo em frente, e em janeiro de 43 foram iniciados alguns testes, de sistemas separados. Nada foi jamais testado em conjunto, e não poderia ser, porque aquele era o teste final.
Então vários subsistemas foram testados; os geradores, os transmissores de RF. Tesla tinha usado três, von Neumann aumentou para quatro, e ele finalmente decidiu a potência dos transmissores selecionados por Tesla, que eram General Electric. 500 kilowats de CW [continuous-wave – onda contínua, não modulada] não eram suficientes. Ele colocou boosters [dínamos de reforço; amplificadores] neles para elevar cada um até 2 megawats de CW, e os dois geradores permaneceram essencialmente o mesmo, 75 KVA cada. Baixa freqüência regulada, alimentação dos motores, circuitos especiais de sincronização, para ter certeza que os dois geradores estariam em absoluta sincronia, caso contrário não funcionariam. Um sistema especial de geração foi construído com um outro estranho dispositivo herdado diretamente de Tesla e que era o gerador de Referência de Tempo Zero.
Agora, o que é uma Referência de Tempo Zero? Este é um termo que vocês nunca verão nos livros didáticos. Este é um sistema o qual simplesmente fecha com o campo da Terra, a estrutura do campo magnético da Terra, e também sua ressonância de massa através de um sistema muito engenhoso projetado por Tesla. Agora, todos os planetas em nosso sistema e todos os planetas através da galáxia estão basicamente fechados cosmologicamente, e tendo o que podem chamar uma Referência de Tempo Zero, o qual é o centro de nossa galáxia. Tudo tem de ter uma referência com este ponto de Tempo Zero, ele é uma referência real. Com relação ao tempo local, você deve colocá-lo em referência a isto, para fazer tudo funcionar. E Tesla encontrou os meios para fazê-lo, de um modo bastante simples. Estes geradores de referência existem em cada sistema FAA [Federal Aviation Administration – Administração Federal de Aviação] já construídos para a rampa inclinada (sic?), nossos sistemas em terra, e isto era parte do sistema. Todos os geradores, tais como um que eu lhes mostrei, e vários outros equipamentos. Foram usadas cerca de 3.000 válvulas a vácuo ‘6L6’ para alimentar as bobinas de campo dos dois geradores, esta seria uma estimativa acurada; a propósito, talvez não fosse exatamente isto, senão no sentido de que era um grande número de válvula a vácuo, cerca de 3.000 no total.
Por volta de março de 43 von Neumann começou a ficar abalado. Ele não acreditava em Tesla, que ficava dizendo, “Haverá um problema com o pessoal”; ele não acreditava nisto. Bem, eu e meu irmão acreditávamos em Tesla, porque tínhamos grande respeito por ele, e começamos e entrar na matemática e nas equações e nas coisas que Tesla nos dizia. Finalmente, concordamos com ele, e ficamos dizendo a von Neumann que, ‘você não pode ligar este sistema do modo como está. Você terá um problema, como Tesla avisou’. Bem, a simples menção do nome de Tesla fazia von Neumann explodir, ele ficava muito perturbado quando este nome era mencionado. Eventualmente, no entanto, ele captou a mensagem. Ele disse, “Pode ser que haverá um problema. Bem, vamos ver o que podemos fazer sobre isto”.
Ele decidiu adicionar um terceiro gerador. Eles projetaram e construíram um e o colocaram por volta de abril, começo de maio. Aqui, não estou realmente certo de onde o colocaram, pode ter sido no convés ou embaixo dele, porque ele não podia ficar muito tempo. Eles tiveram problemas, problemas muito sérios, eles não conseguiam sincronizá-lo com os outros dois. A propósito, nesta mesma época, início de 43, um terceiro homem, meu irmão e eu fomos os escolhidos para operar o equipamento, e fomos treinados para operar todo o sistema, porque nós sabíamos o que ele era, e tínhamos os antecedentes educacionais para apreciar o que se estava tentando fazer.
Mas como o filme mostra, e isto está correto, nós estávamos em uniformes de marinheiro. Tínhamos o posto de especialista de primeira classe [oficiais], mas quando estávamos entre o resto da tripulação, nós usávamos estes uniformes, e estávamos trabalhando com eles a maior parte do tempo. Naqueles dias, havia um sistema de castas muito forte na Marinha. Novos oficiais não se misturavam com os outros homens, a não ser para dar-lhes ordens. Você não trabalharia com eles dessa maneira, nesses uniformes, naqueles dias. Eles o fazem agora, e também nos submarinos. Mas foi-nos dito para usar estes uniformes quando estivéssemos trabalhando com a tripulação, ou fazendo testes no navio.
Um terceiro homem foi-nos dado, um ajudante de nome Jack, e ele era um técnico eletrônico de primeira classe que conhecia de tudo um pouco, e tinha os antecedentes corretos. Por volta de junho, meio de junho, em um dos testes, este terceiro gerador ficou ligeiramente furioso. Começou a emitir enormes arcos, e Jack foi atingido por um deles, e ele caiu como um animal atingido. Pensamos que ele estivesse morto, e os médicos entraram e o puxaram para fora; ele estava em coma. Ele permaneceu assim por quatro meses, recuperando-se mais tarde. Ele nunca mais fez parte do projeto.
Então von Neumann olhou aquilo e disse ‘o gerador não é bom, removam-no’. Ele foi removido e nos voltamos para os outros dois geradores. Ele coçou sua cabeça, e voltou-se para o que não estava em ordem. ‘Bem, o que nós fazemos agora?’. Decidimos continuar. A Marinha, é claro, o estava pressionando neste meio tempo, ‘Você tem que levar esta coisa adiante’. Eles fizeram um monte de testes. Eventualmente, em fins de junho, começo de julho, eles decidiram, o navio ali há tempos saiu do dique seco e foi assentado na zona portuária, no estaleiro da Marinha em Filadélfia. Nós, a propósito, tínhamos um escritório lá, no topo de um dos prédios. De alta segurança, com uma vista para o porto. Eles decidiram que o Eldridge iria para o mar para ser experimentado, o que era normal. Então ele passou três dias no mar. No meio de junho, num cruzeiro de adaptação. Tudo estava certo. Ele não tinha levado sua tripulação especial desta vez. Levou uma tripulação normal. E ele voltou, tudo estava ótimo. Ele foi para o porto, para o teste final.
Finalmente, a 20 de julho, eles decidiram que o navio estava pronto para o teste final. Então a tripulação especial de teste foi reunida, o capitão que iria comandar o navio, um homem de nome Hangle, Capitão Hangle, um capitão da Marinha, foi a bordo. Ele não era o capitão definitivo. Todos os 22 foram para bordo, nós inclusive. Como o filme mostrou, o navio saiu para sua posição, sua localização no porto. Às 09:00 horas mandaram-nos virar as chaves, na verdade uma série completa delas. Havia somente dois geradores, então o filme é ligeiramente pouco preciso a este respeito. Então eles funcionaram e o navio tornou-se invisível, de acordo com os observadores. Eles o deixaram assim por cerca de 15 a 20 minutos. Disseram-nos para desligá-los e para trazer o navio de volta para o porto, e nós o fizemos. E foi somente quando fomos de volta para o porto que percebemos que havia um sério problema.
O pessoal, aquele que estava sobre o convés (havia alguns acima, e outros por baixo do convés), estavam totalmente desorientados, nauseados, vomitando, quase delirando e obviamente nada bem. Então a Marinha viu o estado das coisas, eles disseram para a tripulação sair, que eles nos dariam uma nova. Von Neumann sabia então com certeza que tínhamos problema com o pessoal, e foi dizer à Marinha “Preciso de mais tempo para estudar este problema. Precisamos descobrir o que aconteceu, e corrigir”. A Marinha disse, “Você tem uma data-limite, e ela é o dia 12 de agosto de 1943. Ou você faz o teste até lá, ou então esqueça!”. Eles não lhe deram uma razão para isso. Nem a nenhum de nós. Eu fui a Hal Bowen e perguntei-lhe de onde esta ordem viera. Ele nos dera a ordem. Ele disse ‘Eu não sei, mas descobrirei de onde ela veio’. E finalmente ele descobriu, através da cadeia de comando, que ela viera da CNO, ou seja, do Chefe de Operações Navais (Chief of Naval Operations), o que ele achou algo peculiar. O Chefe de Operações Navais incumbia-se de conduzir a guerra, onde os navios iam, o que eles fariam. Ele não se preocupava com os detalhes de um projeto de engenharia realizado em um estaleiro em Filadélfia. Eu vou dizer-lhes, se há um projeto de engenharia de alguma espécie, então alguma coisa está acontecendo. Ela provavelmente veio de um nível ainda maior. Bem, nós tínhamos a data, von Neumann e todos mais trabalhavam dia e noite tentando fazer as correções. A Marinha decidiu, neste meio tempo, que eles não queriam invisibilidade total. Eles queriam somente invisibilidade ao radar. O raciocínio por trás disto era que, à época, claro, nós não tínhamos coisas tais como sistemas de guia por inércia, ou sistemas mundiais de navegação Loran e Shoran. Um é em baixa freqüência, e o outro em freqüência média. Tudo que você precisava para navegar era a luz do sol, o olho e o radar. Se você fizer o navio invisível ao radar à noite, você não pode dizer onde ele está, a menos que ele esteja opticamente visível. Se ele estiver opticamente invisível, você pode abalroar um navio que esteja perto. Este era o pensamento, e eles disseram, não queriam mais invisibilidade óptica. Von Neumann disse que podíamos modificar o equipamento para isto, e ele o fez.
E a data fatal chegou, 12 de agosto de 1943. Voltamos outra vez para o porto. Todos estavam um pouco inseguros, meu irmão e eu em particular. Então nós fomos para a base, as ordens vieram para abaixar as chaves, para ligar o equipamento. Por cerca de 60 a 70 segundos, tudo parecia bem. Eles tinham a sua invisibilidade ao radar, você ainda podia ver o navio, o seu contorno.
Então, houve um relâmpago azul, e o navio desapareceu totalmente. Neste momento, claro, von Neumann entrou em pânico. O navio desapareceu completamente, e eles não sabiam o que tinha acontecido com ele. Cerca de quatro horas mais tarde o navio reapareceu no porto, no mesmo lugar onde ele estava. Era bastante óbvio, quando ele reapareceu, que alguma coisa estava errada. Eles enviaram uma equipe em uma lancha, porque eles não tinham tido respostas aos sinais de rádio. Eles tiveram indicações de que alguma coisa estava seriamente errada. Eles já podiam ver isto, porque a antena na superestrutura estava quebrada. Então a equipe foi para lá, e quando subiram a bordo, encontraram o seguinte:
Dois homens embutidos no aço do convés; dois homens embutidos no aço do anteparo; o quinto homem estava com mão embutida no aço do anteparo ¾ ,ele estava vivo. Eles cortaram sua mão fora e lhe deram uma mão artificial. Pessoas andando de um lado para outro, completamente malucos, realmente insanos, fora de si.
Pessoas que apareciam e desapareciam. Alguns estavam em chamas, se vocês se lembram da história bíblica acerca do arbusto ardente, que queimava sem se consumir. Alguns homens estavam assim. E todos estavam seriamente desorientados. As únicas pessoas que escaparam a esta desorientação foram os que estavam
sob o convés, o que incluía a mim e ao meu irmão. É aqui que entra a parte mais interessante da história.
O que aconteceu ao navio e o que deu errado. Nós saltamos sobre a amurada esperando cair na água; ao invés disso, nós caímos em 1983, 12 de agosto de 1983, em meio de um outro projeto chamado Projeto Fênix (Phoenix Project), em Montauk, Long Island, à noite, do lado de dentro de suas cercas periféricas. Eles tinham conseguido tornar aquilo operacional, à época, e tinham guardas, cães, e um helicóptero regular de patrulha. Nós fomos iluminados pelo holofote de um helicóptero; nós não sabíamos o que era um helicóptero. Os guardas vieram, agarraram-nos, e nos levaram por umas escadas abaixo. Havia cinco níveis no subterrâneo até Montauk, e era lá onde a maior parte do equipamento estava. E nós fomos apresentados ao dr. von Neumann. ‘Bem, quem é você?’. ‘Eu sou o dr. von Neumann’. Nós estávamos mais do que chocados, porque tínhamos acabado de deixá-lo, em 1943 ele era um homem relativamente jovem, e ali estava um homem bem mais velho se apresentando como von Neumann. Ele disse rapidamente para nós o que tinha acontecido, o que estava acontecendo, porque ele possuía os relatórios finais. Aquilo era uma longa história. Como isto acontecera? E ele disse, “Cavalheiros, vocês precisam voltar e desligar o equipamento no Eldridge; isto já aconteceu, de acordo com os nossos registros, mas ainda não aconteceu na realidade, não tinha acontecido ainda, mas vocês precisam voltar lá e fazê-lo. Nós não podemos desligá-lo daqui. Não podemos desligar esta estação; o que tinha acontecido era que as duas experiências no tempo, distanciadas exatamente quarenta anos no tempo, tinham se acoplado uma à outra, o que criou um buraco no Hiperespaço, que sugou o Eldridge para dentro dele.
“Em um sentido vocês tiveram sorte; vocês saltaram do navio e caíram aqui”. A outra pessoa, a propósito, ainda está a bordo, fechada dentro de uma bolha de energia que rodeia o navio. Ele disse, “Esta bolha no Hiperespaço está se expandindo, e vai criar alguns sérios problemas; não sabemos quão longe isto irá, se não o desligarmos. Poderia engolir parte do planeta”. Havia um monte de especulações; ele percebeu que isto era uma coisa da qual estes não tinham nenhum conhecimento, e eles tinham que estabelecer o controle pelo desligamento do elemento principal que estava gerando o campo, e este era o Eldridge. O Projeto Fênix — não vou contar sua história aqui, mas neste momento, que acontecera ser o último dia que ele estava on-line, tinha a capacidade, naquele momento, já tinha tido há ano e meio para dois anos um total controle do tempo, e eles podiam mandar-nos de volta ao Eldridge, o que eles fizeram. Eles disseram, você tem que fazer o que for necessário para desligar o equipamento, esmagá-lo, se for preciso. Foi o que fizemos. Nós pegamos os machados e esmagamos tudo que estava à vista. Os bastidores com válvulas a vácuo, as chaves de energia, tudo que formava o circuito de controle, e os geradores pararam, eles vagarosamente pararam de girar, até pararem por completo, e as coisas começaram a se restabelecer e a voltar ao normal, i.é, o navio voltou ao seu lugar no porto. Ao mesmo tempo, um outro após uma passagem de cerca de três ou quatro horas, naquele momento, eu fiquei no navio. Meu irmão decidiu, de fato, como me lembro, que ele tinha ordens para retornar a 83, então ele saltou sobre a sua amurada de novo. Ele acabou em 83.
Eles abordaram o navio; encontraram, é claro, a antena quebrada. O equipamento no convés estava intacto. O equipamento abaixo do convés, no buraco, estava desmantelado, conforme eu disse, e eles viram o estado terrível que estava o pessoal. Bem, eles não podiam levar o navio de volta com o pessoal. Trouxeram outra
tripulação, e levaram o navio à base, e tiveram reuniões por quatro dias com von Neumann, Le Bon, Hal Bowen, Batchelor, e inúmeras outras pessoas. “Bem, o que fazemos agora”. Então eles decidiram que fariam mais um teste, eles reconstruiriam o equipamento, mas desta vez o teste seria sem pessoas a bordo, como tinham feito da primeira vez com outro navio. Eles reconstruiriam e refariam a fiação elétrica no Eldridge. Então, no final de outubro, eles levaram o navio para a parte mais exterior do porto, à noite, levaram-no com uma tripulação comum, que logo deixou o navio. Eles tinham milhares de metros de cabo, então eles podiam ligar o equipamento, e tinham esperança de poder desligá-lo. Na hora apropriada, por volta de 10:00 horas da noite, ou 22:00 horas pelo horário da Marinha, eles ligaram o equipamento e o navio imediatamente desapareceu. Agora, isto leva às lendas, às histórias apócrifas do Eldridge aparecendo no porto de Norfolk, Virgínia, e muitas pessoas relataram isto, ele foi visto lá por dez ou quinze minutos, e desapareceu. Então ele voltou ao porto em Filadélfia. Quando ele voltou, eles não tiveram que desligar o equipamento, pois já estava desligado, e metade dele tinha desaparecido. Eles viram que dois gabinetes transmissores e um dos geradores tinham desaparecido. A sala de controle estava em ruínas fumegantes. Ninguém havia feito aquilo, mas estava assim. A Marinha concluiu que aquilo era algo do qual eles não nada conheciam, e eles decidiram descartar totalmente o projeto, naquele ponto. Mandaram o Eldridge de volta para o estaleiro, retiraram tudo, reequiparam-no como um navio normal, o que ele era, e ele foi mandado para o mar como um navio normal, com um capitão normal, o qual tinha sido designado em agosto, em 22 de agosto ele foi batizado após o segundo teste, o qual foi o desastre real.
Ele teve uma ação normal no mar durante a guerra. Em 1946, ele foi ancorado e deixado às traças, junto com muitos outros navios. Em 1950, o presidente Truman fez a transferência de cerca de cinqüenta destróieres para a Grécia e outras nações da Europa. O Eldridge era um deles. Ele foi para os gregos. A Marinha rebatizou-o de Leão. A Marinha tido tido repetidos problemas com todos eles, e eles tiveram que despojá-los, repintá-los e reequipá-los, e fora isto eles não tinham mais problemas. Ele pode ainda estar em serviço na Marinha grega, pelo que sei. Eles não descartam navios tão rápido como nós fazemos. Mas eles também herdaram o diário de bordo, o diário de bordo do Eldridge. Como as leis marítimas declaram, o diário de bordo deve ir com o navio. Bem, ele foi. Quando eles o abriram, encontraram uma coisa muito interessante. Todas as páginas do diário anteriores ao dia 1 de janeiro de 1944 estavam desaparecidas, e não havia nenhuma história do que tinha acontecido ao navio. No que concerne ao diário de bordo, os gregos não podiam fazer nada sobre isto. Eles não podiam reclamar à Marinha, senão esta não mais faria o favor de dar sobras para eles. Então, este foi o fim da saga do Eldridge.
O projeto foi fechado. Neste momento, há um outro aspecto interessante que eu esqueci de mencionar, e que figura na história toda. Aproximadamente seis dias antes do teste final com o Eldridge, em agosto, aquele que foi um completo desastre, três UFOs apareceram sobre o Eldridge. A que altitude, eu não sei. Não me lembro de tê-lo visto. Meu irmão o viu, assim como outras pessoas. E ficaram por ali, imóveis. Agora, o que eles estavam fazendo, nada sabemos, apenas que eles estavam lá, observando. No momento do teste, quando o navio desapareceu para dentro do Hiperespaço, um daqueles UFOs desapareceu com ele. Ele ficou encerrado em um subterrâneo, em Montauk. Ele foi sugado através do Hiperespaço, e terminou no subterrâneo, intacto! Mais tarde, ele foi desmontado.
Agora, depois de o projeto ter sido fechado, von Neumann mudou-se, é claro, para Los Alamos, no Novo México, porque ele foi trabalhar com Oppenheimer no projeto da Bomba Atômica. O projeto foi um sucesso, é claro. Eles também tiveram problemas, mas não é necessário falar sobre isto. E a disputa que havia existido por vários anos entre a Marinha e o Exército, sobre de quem seriam as armas secretas que seriam usadas para ganhar a guerra, foi ganha pelo Exército e o projeto da Bomba Atômica. Leslie Groves espalhou isso. Nós somente podemos especular, agora, sobre o que poderia ter acontecido se o teste da Marinha tivesse sido bem sucedido: eles provavelmente teriam recebido todos os fundos, e provavelmente teriam despachado peças do equipamento para todos os navios da Marinha, e até talvez da Marinha Mercante, porque esta estava também muito interessada, à época. Um cavalheiro de nome Carl Allende, comumente chamado, de acordo com as histórias que tem circulado por anos, “Carlos Miguel Allende”, era um observador no SS Furuseth, um barco mercante na época daquele teste em agosto. Muitas histórias são contadas sobre ele; ele tem sido entrevistado muitas vezes, e certas coisas não colam, nas histórias que ele conta. Ele pode muito bem ter estado lá, mas ninguém conseguiu descobrir ainda a sua verdadeira história.
Em 47, a Marinha decidiu reabrir o projeto. Neste meio tempo, aconteceu uma pequena reorganização de toda a estrutura militar. Foi criado o Ministério da Defesa você tinha o Ministério do Exército, o Ministério da Marinha, o Ministério da Força Aérea e isto aconteceu em 1947. Você tinha Chefes do Estado Maior, Chefias Adjuntas do Estado Maior, e, é claro, o enorme edifício chamado Pentágono. Bem, a infra-estrutura da Marinha mudou, e um monte de gente fardada foi reformada. Algum deles veio ao Escritório de Pesquisas Navais, e disse para o dr. von Neumann, “vamos reabrir este projeto, ‘Projeto Arco-Íris’ (Project Rainbow). Descubra o que realmente aconteceu, e veja se há alguma coisa nisso que possamos salvar”.
Então ele fez isso, quer dizer, começou a fazer, e eu fui chamado para Los Alamos, para um lugar chamado Camp Hale, no Colorado, em companhia do dr. Vannevar Bush; e o que estava ele fazendo? Ele e Vannevar Bush eram da equipe científica a cargo da recuperação do UFO destroçado em Aztec, Novo México, em 1947. Isto foi totalmente sem o meu conhecimento, porque, no meio tempo, a Marinha tinha me encostado; e ele foi lá novamente em 1948, devido a uma outra queda, ou duas quedas de UFOs; todos os corpos estavam mortos, nestes casos. Em 1949, houve uma queda e o UFO ficou mais ou menos intacto, e eles recuperaram um vivo. Ele foi chamado “EBE-1”, e foi encontrado vagando pelos campos. Eles o capturaram, e cuidaram dele, e tentaram descobrir o que o fazia “funcionar”. Eles se comunicaram com ele ele ou aquilo. Não puderam determinar o seu sexo individual. Eles chamaram os médicos, porque obviamente ele não estava bem. Ele estava ficando pior a cada dia. Os doutores não puderam fazer muito por ele, eles não sabiam o que estava errado. Eles chamaram um botânico, um PhD em botânica. Ele encontrou o que estava errado. Aquele rapaz tinha CLOROFILA em suas veias. Ele tinha cerca de um metro e vinte de altura. Ele se parece com aqueles descritos como os pequenos cinzentos (Gray), exceto que ele não era um cinzento. Mas ele tinha clorofila em suas veias, e ele vivia da luz do sol. Então eles tiveram que conservá-lo ao sol, pelo menos uma parte do tempo. E o resto do tempo eles o mantinham oculto, e eles também o mantinham bem guardado, porque ele possuía uma característica muito estranha: eles descobriram não somente que ele era completamente telepata, e capaz de se comunicar com seus semelhantes, membros de seu grupo, mas também descobriram que ele tinha uma muita estranha e interessante propriedade ¾ ele podia caminhar através das paredes! Então eles descobriram como poderiam segurá-lo. Eles o conservavam em uma gaiola de Faraday a maior parte do tempo, e aconteceu que este se tornou o modo de transportá-los, eles e aqueles que mais tarde aconteceram de ser os cinzentos. E esta é outra história na qual não quero entrar, mas não obstante, ele
foi capturado vivo e eventualmente morreu dentro de um ano e meio a dois anos depois. Eles tiraram dele um monte de informações.
Mas antes dele morrer, um monte de coisas estranhas aconteceu. Ele se comunicou. Foi-me dito, por alguém que era do governo, que ele deu as bases para o moderno transistor para o dr. von Neumann e o dr. Vannevar Bush. Se isto é verdade ou não, eu não sei, porque os Laboratórios Bell tinham já anunciado o transistor em 1947. Mas este era um dispositivo diferente. Ele era um tablete de germânio, com fios finíssimos de ligação, e, é claro, foi desenvolvido a partir daí, se você está familiarizado com a história dos transistores. Mas, supostamente, ele deu-lhes a informação e croques para um transistor mais rudimentar, baseado em seus próprios sistemas de comunicação, o qual não era compreendido — nada era compreendido, a bordo de suas naves. Mas ele também falou ao dr. von Neumann sobre o seu problema. O problema com o Eldridge, e como basicamente, ele poderia resolvê-lo. Ele não iria lhe dizer exatamente como resolver o problema, mas disse-lhe o que estava errado, deu-lhe alguns indícios, e disse, “você tem de voltar à prancheta e resolvê-lo você mesmo. Eu não vou resolvê-lo para você!”.
Ele o fez, finalmente, por volta de 1949, depois de ‘fazer o seu dever de casa’ e depois de estudar um monte de metafísica [ocultismo]. Vocês podem imaginar um matemático cabeçudo sendo forçado a estudar metafísica e matérias do oculto; de início aquilo era odioso para ele, mas eventualmente ele tornou-se bastante versado no assunto, reconheceu o problema e foi trabalhar em cima dele.
Agora, qual era a natureza do problema, que ele finalmente veio a dominar? Era realmente básico. O navio voltou ao seu ponto de referência devido a que ele tinha um Gerador de Tempo Zero, a referência do sistema que o traria de volta. Aquilo permaneceu intacto; foram os geradores e alguns outros equipamentos que foram destruídos, mas aquele dispositivo de referência zero trouxe o navio de volta ao seu ponto de referência original, apesar dele ter andando ligeiramente no tempo.
Os humanos nascem, ou, eu diria, não somente eles nascem, mas ao tempo da concepção, como ele descobriu em sua pesquisa, com suas próprias CHAVES DE TEMPO. Agora, você teria que entrar em uma física muito obscura, deixarei de lado a matemática e tentarei simplificar. Nós não moramos em um universo com três dimensões. Nós moramos em um universo com cinco dimensões. A quarta e a quinta dimensões são o TEMPO. A quarta dimensão, claro, tem sido freqüentemente mencionada por Einstein e por outros. O conceito de quinta dimensão apareceu em 1931, em um livro de P. D. Auspinski [Ouspensky], “Tertium Organum, um novo modelo do universo”, em inglês. E ele falava de cinco dimensões em nossa realidade. Ele chama a quarta de tempo; ele nunca veio a dar nome à quinta.
Mas von Neumann percebeu, como é sabido hoje por alguns físicos, que a quinta dimensão é também tempo; é um rotator, um vetor, que gira em volta de um primeiro vetor primário, o qual indica o fluxo e a direção do tempo. O fluxo é imaterial. Podemos dizer que ele está se movendo para a frente no tempo, e isso devido ao seu aspecto, e à nossa referência. Nós não sentimos o tempo, mas ele flui a uma razão razoavelmente estável. E este outro vetor girando à sua volta, não nos concerne… normalmente.
Contudo, a cada pessoa, no tempo de sua concepção, é dado um conjunto de chaves, se vocês desejam (é parte da estrutura genética), para o ponto no tempo ao qual aquele indivíduo está ligado pela concepção, de forma que aquele indivíduo flui com o tempo e ele nasce e vive uma vida que está ligada a cada coisa em volta dele, tudo que ele vem a conhecer, todos seus amigos, família, escola, o que seja, e ele não desliza nem para a frente nem para trás deste ponto de referência [no tempo] que é usado para ele. Assim é, normalmente.
No caso do experimento com o Eldridge, a potência era tão gigantesca que rompeu esta referência temporal daqueles indivíduos que estavam diretamente expostos aos campos, ou seja, os que estavam sobre o convés. Eles perderam sua referência temporal. Uma vez tendo o navio voltado, foi quando o problema começou. Contanto que ele estivesse no Hiperespaço e os geradores estivessem ligados, eles estariam encerrados dentro do campo. Até onde sei, nenhum outro saltou da amurada, exceto nós dois. Em retrospecto, eu me pergunto se nós tínhamos mesmo feito aquilo, mas não obstante nós o fizemos, e os eventos que aconteceram, aconteceram. Quando os campos entraram em colapso, aqueles indivíduos, tendo perdido sua referência temporal correta para aquele ponto, e que estavam seguros e contidos pelo campo, ficaram à deriva. Alguns deles deslizaram totalmente para fora da realidade, outros ficaram à sua margem, e tiveram sorte se conseguiram pôr os pés no convés, e alguns deslizaram e finalmente se materializaram, como aconteceu, dois no convés, dois nos anteparos, e um com sua mão na parede, e isto foi devido ao fato de que eles tinham perdido sua referência temporal, e eles deslizaram, e sucedeu de deslizarem de volta. Alguns jamais voltaram de todo! Outros, estranhamente, desapareciam e se rematerializavam, repetidamente!
E houve aqueles estranhos casos dos que estavam em fogo, tal como na história bíblica do arbusto ardente que não se consumia. Houve vários indivíduos nesta condição. A Marinha gastou uma fortuna em equipamento eletrônico para corrigir o problema. Eventualmente, eles o fizeram, mais ou menos. Mas todos ficaram de quarentena por um longo período.
A Marinha jamais admitirá que este experimento aconteceu. A Marinha fez um monte de inquéritos. O Ministério da Marinha expediu muitas cartas padronizadas, negando que tivesse acontecido um experimento deste tipo. Eles não negaram a existência do Eldridge, mas eles negavam que o experimento tivesse acontecido. E, em 1979, quando William Moore e Berlitz escreveram seu livro e o distribuíram, Moore estimou que até ali a Marinha tinha gasto um total de dois milhões de dólares somente respondendo perguntas sobre o Experimento Filadélfia, com cartas padronizadas que eram enviadas. Eles ainda negam que aquilo aconteceu.
Em todo caso, von Neumann fez o seu dever de casa, percebendo que ele precisava de um computador para resolver os problemas relacionados com o pessoal. Então ele voltou à prancheta, como se diz, para o Instituto, e ele desenvolveu o primeiro computador completamente eletrônico. Naquela época não havia computadores eletrônicos. Von Neumann é o pai do moderno computador eletrônico. Isto é bem conhecido e bem documentado. Por volta de 1950 ele tinha alguma coisa funcionando, e em 52 eles já tinham um modelo completo funcionando, e livros estão ainda nas prateleiras do Instituto, a (maior parte?) de seu desenvolvimento foi com o dr. Goldsten, que está ainda em Filadélfia, cuja ligação com o Instituto era recente. Eu conversei com Goldsten. E em 53, aproximadademente ele liberou um novo sistema para a Marinha, com um computador, com a total correção dos fatores. Precisamente o que ele fez, eu não sei. Mas eles conduziram outro teste com um navio diferente, uma tripulação diferente, com sucesso total, nenhum efeito colateral. A Marinha ficou exultante. Claro, a guerra tinha acabado, mas eles imediatamente classificaram este projeto, desistiram do nome “Projeto Arco-Íris”, e reclassificaram-no como “Projeto Fênix”.
A partir daí eles desenvolveram outros sistemas, outro maquinário, o que entra em áreas muito sensíveis; não entrarei nisto publicamente. Mas muitas coisas saíram daquilo. Entre elas vários estudos médicos, pelo menos quatro relatórios médicos foram escritos. Sei deles através de George Hoover, que era parte da comissão do Escritório de Pesquisas Navais que investigou o assunto quando ele surgiu novamente em 55 (devido às “Cartas de Allende” e ao envolvimento do dr. Morris K. Jessup). Mas Hoover me falou por telefone, ele agora está aposentado e mora na California ¾ ele disse, bem, é claro que ele percebeu, e ele disse, Moore não não tinha percebido, que havia muitos outros projetos sendo realizados à época, e, é claro, ele sabia sobre as experiências de desmagnetização [degaussing experiments].
Ele disse também que, como resultado do Experimento Filadélfia, ou Projeto Arco-Íris, um monte de estudos médicos foram feitos. Ele disse, nunca antes na história tinham sido a mente e o corpo humanos sido sujeitos a tão intenso campos magnéticos, a tão poderosos campos eletromagnéticos. Eles não sabiam quais seriam as conseqüências. Ele disse, eles descobriram, como conseqüência daqueles estudos, que as conseqüências eram enormes. Ele disse, havia muitos relatórios valiosos. E certamente havia; muitas outras coisas vieram dali. Bem, a Marinha resolveu o problema, eventualmente, e von Neumann permaneceu por lá.
O que aconteceu comigo? O que aconteceu com meu irmão? Eu não esqueci, mas deixarei isto para o fim. Meu irmão tinha retornado para 1983! Logo após ele ter perdido suas ‘chaves temporais’ devido a um acidente, ele envelheceu muito, muito rápido, a uma razão de um ano por hora. Ele morreu dentro de poucos dias. Eles tentaram mantê-lo vivo com outro maquinário que eles tinham desenvolvido. Mas não conseguiram, e ele morreu. Mas era muito importante, por razões que não citarei agora, conservá-lo vivo. Então, se aceitarem o ponto de vista metafísico ou não, foi-me permitido ajudá-lo. Porque eu tinha voltado a 43, e houve algum trânsito de idas e vindas devido a Montauk, que estava ainda on-line por um período de tempo. Voltar ao pai e dizer, ‘Hei cara, apronte-se, precisamos de outro filho, alguma coisa aconteceu a Duncan’. Então um novo filho, o último, nasceu em 1951, e de 83 sua alma caminhou para dentro do corpo, em 12 de agosto de 1963. Tinha de ser em 12 de agosto. E ele é o homem que vocês viram naquela foto hoje. Ele tem a memória de todas as coisas, mais ou menos. Há buracos e há falhas.
Há outro elemento envolvido nisto, do porquê os dois navios ficarem presos. Tivesse aquele experimento não sido conduzido em 12 de agosto, se ele tivesse acontecido no dia 10 ou 14 de agosto, ou fosse o caso, em julho, consideravelmente mais cedo, ou tivesse sido adiado, digamos para setembro, e nós nunca teríamos ficado presos ao Projeto Fênix. Por que? Há um ponto fundamental envolvido aqui. Não são somente os homens que possuem biocampos; isto está muito bem documentado hoje. Eles começam no nascimento. Mas o planeta Terra tem o seu próprio conjunto de biocampos. Isto foi descoberto bem recentemente, aproximadamente na última década. Quatro deles, e eles atingem um pico máximo a cada vinte anos. Adivinhem em qual dia? A 12 de agosto de 1963, 1983, 1943, vocês podem ir para frente ou para trás, sempre vinte anos. E isto cria um conjunto de condições muito estranhas no planeta Terra, onde há um pico de energia, um pico de energias magnéticas, e a capacidade de acoplamento, e foi isto o que aconteceu devido à culminação de datas dos dois experimentos, em 12 de agosto, e à subida ao máximo dos biocampos da Terra neste momento. As energias foram suficientes para criar o campo no Hiperespaço e o acoplamento, o que de outra maneira não teria ocorrido, e o Eldridge deslizou para dentro dele junto com o UFO, e tudo isto veio a acontecer. Isto tudo está registrado nos documentos da Marinha, nos arquivos da Marinha. Eles não os perderam. Eu sei que eles existem, eu sei de gente que teve acesso a eles, e é por isto que eu sei que eles existem. E eles não querem liberar a história, eles não querem que o público, até hoje, saiba quão desastroso foi aquilo.
Agora, existe uma interessante, podemos dizer, anedota ‘pós mortem’ desta história. William Moore, escrevendo seu livro (e a propósito, como mostrarei, houve dois livros escritos. O primeiro foi editado em 1978, “Thin Air”, era uma ficção, foi escrito por duas pessoas que eu nunca ouvi falar, George E. Simpson e Neil R. Burger. Não temos idéia de quem eles são. Não existem créditos no livro que digam quem são os autores, é uma publicação padronizada, e há muito que desapareceu)… Cerca de um ano a um ano e meio depois veio um livro mais definitivo, não-ficção (pelo menos, não havia intenção de ser ficção), escrito por Berlitz e Moore, basicamente por William R. Moore, intitulado “O Experimento Filadélfia”, originalmente encadernado, e depois, claro, em brochura. ele tornou-se bastante popular, eles venderam mais de dez milhões de exemplares até agora. Eu não sei quem o está imprimindo agora, mas é uma co-edição.
Moore, em sua pesquisa, nunca poderia extrair a data exata da última experiência; ele jamais teve qualquer noção do “Projeto Fênix” ou do acoplamento, ou da natureza real do desastre. Ele entrevistou o dr. von Neumann. Ele entrevistou-o, e chamou de “dr. Reinhardt”, no livro. De um modo bastante interessante, eles também entrevistam um dr. Reinhardt. Alguém com o mesmo nome! O dr. von Neumann.
Von Neumann não está morto! Ele ainda está vivo, nesta data. A Marinha e os registros oficiais do governo dizem que ele morreu de câncer em 1957. Bem, se ele tinha câncer, o que não sei, se ele tinha eles encontraram um modo e uma maneira de curá-lo. Eles o fizeram. Eles precisavam dele por perto. Eles o conservaram no projeto. Ele foi o diretor do Projeto Fênix até 77, quando ele desenvolveu uma muito pronunciada personalidade separada [esquizofrenia?], a qual tornou-se pior com o tempo. E ele renunciou à sua posição como diretor do projeto, e um outro o assumiu, o dr. Herman C. Unterman, da Alemanha. E ele tornou-se um consultor. Ele não está morto, ele ainda vive, mas agora ele dividiu totalmente sua personalidade, e usualmente o alter-ego, um senhor Howard E. Decker, que é bem conhecido em Nova Iorque como um negociante de sobras eletrônicas, é a única pessoa que agora se mostra, no mesmo corpo. Eu passei três horas conversando com Howard Decker, então eu sei que o homem está vivo, pelo menos até novembro de 1989. E estas fotos foram feitas em sua casa, nesta data, e a mostram em bastante mau estado. Ele se tornou, podemos dizer, um péssimo dono-de-casa, desde que sua esposa morreu.
A coisa inteira morreu, e ressurgiu em essência com o Projeto Fênix. Meu irmão tinha renascido. Fui enviado para 83. Eles decidiram que não me queriam mais por perto, por quaisquer que fossem as razões. E eles me encostaram Uma completa lavagem cerebral estabeleceu uma nova personalidade, lançaram-me de volta ao passado, e eu me tornei Alfred Bielek. Com novos pais, uma falsa certidão de nascimento e uma completa história de cobertura pendurados juntos, e lembranças, as quais podem ou não ser completamente verdadeiras, mas que não obstante, estão aí. Fui bem doutrinado. Eu não tinha a mais leve idéia de que tinha alguma vez me envolvido no Experimento Filadélfia, muito menos no Projeto Fênix, pelo menos alguma vez em 86. A razão pela qual lembrei-me disso foi porque eu revisitei Long Island, que há muito tempo deixara. Fui até Montauk, com alguns amigos. Eventualmente, algumas da lembranças começaram a voltar. Elas diziam, “Você foi parte disto”. Eu dizia, “Não, não fui”. Eventualmente, lembrei-me que tinha sido.
Mas em janeiro de 88 eu comecei a lembrar-me do Experimento Filadélfia, e minha memória só fez aumentar desde então. Meu irmão lembrou-se, também. E isto foi um horrendo desperdício, eu diria, de uma carreira acadêmica que tive uma vez. As peças foram se encaixando aos poucos. Mas a personalidade básica agora permanece bastante estável como Al Bielek, e as lembranças de Edward A. Cameron vem e vão, mas elas estão muito mais agora lá, particularmente dos anos anteriores, e que vão até e por todo o experimento. De 43 a 47, uma boa parte está em branco. Eu não sei o que mais aconteceu. Exceto que sei que em 47 eles decidiram que eu não era mais útil. De fato, eles se livraram de mim. Então esta é, basicamente, a história do que aconteceu.
Mas há outra interessante anedota a qual William Moore descobriu em sua pesquisa: ele estava também interessado em UFOs; em 1975, no final de dezembro, ou começo de janeiro de 76, ele foi visitar uma família no Canadá, que, acredito que foi em 12 de setembro, tinha tido um encontro com um UFO na província de Ontário. Um fazendeiro bem comum. Ele estava se dirigindo para casa uma noite em sua camioneta, e encontrou um UFO estacionado na rodovia, ocupando o lado pelo qual ele iria passar. Não havia ninguém, nenhuma luz, nada. Ele olhou aquilo, “que ‘inferno’ é isto?”, e desviou para o outro lado, e o que ele fez? Ele praticamente atropelou um ufonauta, que deveria ter cerca de um metro e vinte de altura, em um traje prateado, que estava no meio da rodovia. Ele pisou os freios com força, por pouco não o atingindo; havia cascalho ali e ele derrapou, e aquele pequeno ufonauta, o que ou quem quer que fosse, saltou sobre a cerca a desapareceu.
Aproximadamente no dia 12 de dezembro, de acordo com Moore foi nesta data, esta família, veio a ter um monte de aborrecimentos com os vizinhos, devido aos UFOs que continuavam a aparecer na área. Estes vinham em busca de souvenires e tudo o mais, e eles não sabiam mais o que fazer para manter as coisas em paz. Eles foram visitados por três oficiais de alta patente, um dos Serviços Armados do Canadá (Canadian Armed Services), representando a província de Ottawa; um general da Força Aérea, do Pentágono; e um oficial da Marinha, do Escritório de Inteligência Naval (Office of Naval Intelligence). Eles lhes pediram desculpas. Eles disseram que o que tinha acontecido, não deveria ter acontecido. “Bem, o que vocês querem dizer, que não deveria ter acontecido?”. “Foi um acidente”. “Bem, o que vocês querem dizer com acidente?”. “Bem, não deveria ter acontecido. Fomos enviados aqui para lhes pedir desculpas formais, e para responder a quaisquer perguntas que possam ter. O que gostariam de saber?”. Esta foi provavelmente uma das poucas vezes que o governo fez isto, e eles disseram, de acordo com o relato de William Moore, que tiveram suas perguntas respondidas durante as próximas duas horas seguintes, ou mais. E entre todas aquelas inesperadas revelações do Escritório de Inteligência Naval, o oficial soltou um comentário muito interessante. Ele disse, “Oh, nós temos tido contatos com os ETs desde 1943. Foi devido a um acidente em uma experiência que a Marinha estava fazendo na época, sobre invisibilidade!”.
Fim da exposição
Então, com isto eu encerro a apresentação formal, e se vocês tiverem quaisquer perguntas, farei o melhor que puder para respondê-las. (A pessoa que fez esta fita, que gravou a conferência, perdeu a primeira parte das perguntas e das respostas. Quanto ele perdeu, não tenho idéia).

Pergunta: (?)

Resposta: O experimento se expandiu. Eles tentaram em 1948, a Força Aérea Naval (Naval Air Armed) tentou ver se eles conseguiriam por este projeto para funcionar antes que von Neumann ressuscitasse o seu, em um avião. Eles tinham um F-80 disponível para isto. Eles ligaram a ele algum equipamento mais leve. Bem, você não precisa de toneladas e toneladas de equipamento em um avião, então eles o encolheram. Colocaram um sistema a bordo do F-80, colocaram nele um piloto e um rádio-controle por terra, foram para uma determinada área e ligaram o equipamento, e depois de ele ter ficado invisível ao radar por um certo período de tempo, eles o desligaram. Tudo estava ótimo. Eles retornaram à base. Eles disseram, ok.. Bem, parecia que tinha sido. Mas não estavam seguros disso!
Eles deixaram o oficial, o piloto e o avião, de quarentena por cerca de um ano. Cerca de um ano depois, eles disseram, “Ok, leve-o de novo para cima, mas vamos mandar um observador com você desta vez. E nós vamos tentar isto de novo na mesma área”. Então eles subiram e tudo correu bem até eles ligarem o equipamento. O piloto desapareceu e nunca mais foi visto outra vez. O observador não era um piloto treinado para um F-80. Ele não podia controlar o avião, e este caiu. O corpo do observador foi recuperado, mas o corpo do piloto nunca o foi. Então, este foi o fim das tentativas de usar avião, pelo menos nesta fase. Desde então, eu entendo, eles tem feito o equipamento pequeno o bastante para colocá-lo em um avião grande. Mas isto é altamente classificado.

Pergunta: Você poderia dizer se há alguma experiência [sendo feita] em viagem controlada no tempo?

Resposta: Sim. Tem sido feita, e isto é novamente um conhecimento altamente classificado pelo governo, mas isto definitivamente tem sido feito. A viagem no tempo existe.

Você aí, tem uma pergunta?

Pergunta: Esta era uma das minhas questões, se a viagem no tempo existe. Mas ela ainda existe? Eles a estão usando? Você sabe disto?

Resposta: Ela ainda existe, e só o que direi.

Pergunta: Quando você estava falando sobre a invisibilidade do navio, falou que a primeira experiência foi ótima, e que a segunda foi aquele na qual desapareceu. O que quer dizer, acho que quis dizer isso, tanto invisibilidade em si quanto invisibilidade ao radar foi conseguida, mesmo da primeira vez?

Resposta: Isto está correto. Em termos de maquinário, foi um sucesso. Em termos do pessoal não foi, foi um completo desastre. Agora, um pouco não foi um completo desastre no primeiro teste de 22 de julho, não foi muito ruim porque eles mudaram a tripulação, e perceberam que havia um sério problema. O segundo teste poderia ter sido um sucesso completo se eles não o tivessem acoplado ao Projeto Fênix; isso em termos de maquinário. Mas ele foi um completo desastre, tanto em termos de maquinário quanto de pessoal.

Pergunta: Você disse que eles tinham que ter o seu irmão de volta. Isto era alguma coisa apenas do seu conhecimento pessoal, que eles precisavam dele ainda, ou era aquilo uma espécie, uma grade semelhante ao tempo, ou o entusiasmo comum que se poderia ouvir deles, ou os cientistas deixaram aquilo escapar, ou foi algo que eles inventaram?

Resposta: Ele precisava voltar por razões que são extremamente sensíveis, mas ele tinha de permanecer vivo tanto quanto eu e um terceiro sujeito. A única maneira de dizer isto, é que, se ele tivesse morrido e não renascesse depois dos equipamentos e projetos chegarem ao fim, poderia ter havido um problema muito sério. Então, estávamos estabilizando os fatores, colocarei desta maneira, e não irei além deste ponto. Mas ele tinha que estar vivo, e ele está vivo.

Pergunta: Você ficou entusiasmado por ter viajado através do tempo e mudado alguma coisa que aconteceu? Poderia isto causar algo que eles receassem?

Resposta: Entusiasmo, você poderia chamar assim. Eu não sei se há um termo ou expressão que já tenha visto, que descreva isto como você a viu, ou leu em algum lugar. Eu realmente não posso responder isso com um sim ou não. Eu não sei.

COMENTÁRIO: Ah, você não poderia fazê-lo! Ha! Ha! Ha!

Resposta: Perdão?

COMENTÁRIO: Você não poderia responder isto porque você provavelmente não saberia. Isto porque, se alguma coisa séria realmente acontecesse, você não poderia estar aqui para contar-nos!

Resposta: Está certo. Alguma muito séria aconteceu, claro; esta viagem não foi um passeio.

Pergunta: Assumindo que o governo está testando tecnologia desta natureza, quero saber por que não a está colocando para ajudar o planeta, para ajudar ao público e a todos neste planeta. Nós temos tantos problemas difíceis, e eles não estão usando nada disso para ajudar. Por que?

Resposta: Bem… para responder a esta questão, terei de dar-lhe uma resposta em duas partes.
1. Nós temos tido uma tecnologia dupla por pelo menos um século, talvez mais, na qual há desenvolvimentos tecnológicos que tem sido negados ao público, e que tem se mantido nas mãos de uma elite controladora, se vocês quiserem, por pelo menos um século, ou talvez um século em meio, porque esta base tecnológica vem desde 1800 ou antes. E na medida do por quê isto não foi liberado nesta época, ou não o é agora devido aos problemas que temos. Se você tem os meios para fazer as coisas, como por exemplo, viajar no tempo, ou desenvolver novos sistemas de energia, ou novos sistemas de comunicação, ou então viajar para outros planetas; se você encerrar estes desenvolvimentos dentro de um pequeno grupo, um grupo controlador, você pode literalmente controlar o planeta e humanidade. E se você não deixar o resto do público saber o que está acontecendo, você pode então controlá-lo, de dentro deste grupo.
2. Há um outro problema, chamado enfraquecimento econômico. Se você for liberar alguns destes novos desenvolvimentos, muito rapidamente, e muito cedo, você quebra totalmente a nossa atual base econômica, que é baseada em combustíveis fósseis, geração de energia elétrica através de fios e transformadores e coisas assim, comunicações como as conhecemos, aviões a jato como os conhecemos, e foguetes químicos para levar-nos à Lua. tudo isto está baseado em nossa atual indústria, nossa atual sociedade e nossa atual economia. Você não pode substituir isto rapidamente da noite para o dia. Por outro lado, você pode destruir a base econômica. Estou certo que isto será liberado, em algum tempo. Mas não está sendo liberado agora. Esta é uma das razões porque você não pode brincar com a base econômica. E, além do mais, aqueles que são beneficiados com isto, em termos de lucros gigantescos, como as companhias de petróleo, não vão distribuir seus lucros conosco. Este é somente um exemplo. Não significa que só existam estes.

Pergunta: Você pode, com esta tecnologia, voltar no tempo, para, digamos, 1843?

Resposta: Você pode ir no passado tão longe quanto queira, ou ir para o futuro tão distante quanto queira, contanto que o equipamento o leve lá. Sim.

Pergunta: Isto agora é parte também da tecnologia do bombardeiro Stealth?

Resposta: Existem alguns rumores neste sentido. Isto é uma parte dele. Sim.

Pergunta: Você disse que não tinha nenhuma lembrança disto até 83 ou por aí?

Resposta: 88.

Pergunta: Okay. De onde vieram a informação para o livro e também para o filme?

Resposta: O primeiro livro nós realmente não sabemos. Para o outro, o dr. Reinhardt, definitivamente identificado como dr. John von Neumann, que foi entrevistado e deu um monte de informações. De onde as outras vieram? Eu não sei. Eles não foram muito longe nos arquivos, porque a Marinha não os está liberando. Quanta informação está perdida por aí, eu não sei. Moore andou muito, e fez um bom trabalho de pesquisa para nós, sob a Lei de Liberdade de Informação (FOIA – Freedom of Information Act), liberando algumas das informações; ele realmente não conseguiu muito da Marinha, porque a Lei de Liberdade de Informação não estava em vigor, acho, até cerca de 1981. E ele passou muito tempo tentando tirar o que pudesse de quem encontrava.
… : Ivan T. Sanderson, ele nunca escreveu um livro sobre este assunto, ele morreu em 1973, era muito interessado no Experimento Filadélfia em si; de fato, algum material seu caiu nas mãos de Moore, e foi aí onde este conseguiu alguma coisa. Mas onde ele obteve basicamente a informação, eu não sei. Uma ou outra entrevista, uma entrevista em algum lugar por telefone com Allende e quem quer que fosse. Eu nunca conversei com Moore, eu não sei onde ele arranjou sua fonte, ou as suas fontes de informação.

Pergunta: E que tal o filme?

Resposta: O filme foi produzido pela EMI Thorn. A Thorn Industries existe desde alguma época entre 1820 e 1830, no século 19. Era uma indústria inglesa que produzia instrumentos científicos para a Inglaterra e para a Europa. Ela foi assumida em 1850 pelos irmãos Wilson, que a herdaram de sua mãe. E eles ficaram lá até a virada do século, quando morreram. Por volta de 1980, final dos 70, começo dos anos 80, eu não sei a data exata, mas houve uma fusão entre a Thorn Industries e a EMI Corporation. E esta indústria eletrônica, com a etiqueta e os discos EMI é bem conhecida na Inglaterra, aqui, e em todo o mundo. Houve uma fusão. Quem comprou quem? Eu não sei. E eles decidiram que iriam fazer um filme. E decidiram que iriam fazer o Experimento Filadélfia!

… : Agora, durante aquele período em que estavam filmando, ou talvez um pouco antes, um certo amigo meu, de Long Island foi questionado, perguntado repetidamente, por um ator bastante conhecido, que tornou-se diretor do filme mas que não aparece nos créditos. Seu logotipo da New World Pictures esta lá, então eu sei quem ele é. Meu amigo falou que ele fez milhares de perguntas acerca do Experimento Filadélfia. Ele certamente sabia um pouco, mas não sabia tudo sobre isto. Nós achamos que ele supriu o material básico para o filme. E não foi só isto! De acordo com uma história bastante bizarra, que vocês podem aceitar ou não, em fevereiro de 1989, eu estava em Nova Iorque, junto com meu irmão e um cavalheiro por nome Preston Nichols, que fez uma apresentação para a Divisão de Nova Iorque (New York Chapter) da USPA, a Associação de Psicotrônica dos Estados Unidos (United States Psychotronics Association), que tem Clarence Robinson como presidente. Ele falou sobre o Projeto Fênix, eu falei sobre o Projeto Filadélfia, e foi feito uma fita de vídeo privado disto tudo. Nós sabíamos que alguém estava filmando. E não era para ser exibido mais tarde.
A história que Preston me contou, alguns meses mais tarde, foi bastante interessante. Ele disse que por volta de julho, ele foi visitado uma noite em seu laboratório. Alguém bateu à porta, e falou, “Preston Nichols?”. “Sim”! Eu sou Bill… tal & tal da EMI Thorn Industries da Inglaterra. Sou chefe dos arquivistas. Eu achei que você gostaria de conhecer a história. Nós temos estado procurando por você há algum”. Ele disse, “O que você quer dizer, procurando por mim?”. “Posso mostrar-lhe porque”. E ele mostrou-lhe uma foto, tirada de um álbum de família, dos Irmãos Wilson em 1890, em companhia de uma terceira pessoa, Aleister Crowley. Este é muito conhecido no meio metafísico, apesar do que possam pensar dele. Ele era aparentemente um investidor pesado da corporação, e ele viveu até os anos 50, 1950; havia também uma quarta pessoa. O quarto sujeito era a cara do meu amigo Preston, aparentando ter aproximadamente dez anos mais do que agora. Ele disse, “Nós tínhamos esta foto quando vimos a sua fita de vídeo, de você em Nova Iorque fazendo sua apresentação; nós sabíamos que finalmente o tínhamos encontrado”. Ele disse, “Posso ficar com esta foto?”. “Não”. Ele disse, “Bem, qual é a história?”.
“A história é que Crowley disse que você não era desta época (referindo-se a 1890). Você era do FUTURO! E você deu-nos a história inteira do Experimento Filadélfia, e ela tem estado em nossos arquivos desde 1890. Nós já conhecíamos a história, e tínhamos decidido somente agora, recentemente” (isto em 1983) “produzi-la”.
Bem, eles foram ao governo dos EUA pedir para filmarem em Long Island, porque eles sabiam que o outro terminal estava em Long Island, em Montauk. O governo dos EUA recusou totalmente permissão para eles chegarem perto do lugar. Foi então que eles foram para Wendover, Utah, para o outro terminal do 84, como eles o chamavam, experimento 84. Eu conheço Wendover, Utah, porque trabalhei em Salt Lake City, e visitei-a um monte de vezes; é a velha Base da Força Aérea de Wendover, a qual foi usada intensamente durante a Segunda Guerra Mundial. Mas foi assim, acreditem ou não (Ripley* adoraria esta), a história de como eles conseguiram o roteiro, ou o material básico para fazer o roteiro do Experimento Filadélfia. Eles o enfeitaram, é claro. Ele admitiu isto. Colocaram mais coisas para tornar mais interessante a história. O lado amoroso, as viagens à Califórnia e tudo o mais. Então, uma boa parte dele é ficção, mas a história básica foi um fato real, que eles aumentaram para fazer o filme.

Pergunta: Você estava um pouco relutante em falar sobre outros altamente classificados projetos que conheceu, mas obviamente o Experimento Filadélfia é altamente classificado também. Por que?

Resposta: Teoricamente, o Experimento Filadélfia foi desclassificado. Existe uma lei, um estatuto que diz que qualquer projeto do governo que não seja classificado, é automaticamente desclassificado após quarenta anos. Agora, aquele experimento tomou lugar em 43, ele foi terminado em 43, como conseqüência, quarenta anos se passaram até 83. Então, teoricamente ele foi desclassificado em 83. Agora, um projeto qualquer pode ser desclassificado, mas o governo tem meios de esconder as referências a ele que existam nos arquivos, de modo que você só pode encontrá-lo se souber os códigos numéricos apropriados. Manuais ou relatórios técnicos podem não ser desclassificados. Há uma lei que diz, se for no interesse da segurança nacional, relatórios técnicos e outras informações pertencentes a projetos desclassificados podem não ser liberados. Como um exemplo típico, depois que a Segunda Guerra Mundial terminou, alguns anos depois, as bombas Norton K2 começaram a ser mostrados nas lojas de excedentes de guerra, em Nova Iorque e em todo lugar. Eles as estavam vendendo com preços que variavam de 2.500 até 200 dólares cada uma. Você podia comprar a coisa completa, intacta! Mas você não podia colocar as mãos nos manuais, dizer o que elas faziam, ou como usá-las, porque eles estavam classificados como altamente confidenciais, e ainda estão. Mas o equipamento em si está totalmente desclassificado.

Pergunta: Eu tenho duas perguntas. Uma delas tem a ver com sua viagem ao futuro, onde viu o doutor que estava encarregado do Experimento Fênix, e que estava encarregado também do Experimento Filadélfia. Você sabia que tinha ido, e então você voltou. Você sabia que estava no futuro, mas na época o doutor não sabia. Isto está correto?

Resposta: Não, não, ele sabia, ele em 83 sabia onde ele estava.

Pergunta: Ah, mas em 43 ele não sabia.

Resposta: Não, ele não sabia disto na época. eu eventualmente disse-lhe o que estava acontecendo, e é por isto que ele escreveu um relatório, porque ele veio a conhecer os fatos.

Pergunta: Quando isto foi escrito, em 43 ou em 83?

Resposta: Em 43 houve uma série de relatórios que foram escritos, e ele conhecia os fatos, sabia o que tinha dado errado no acoplamento do futuro. E foi-lhe pedido em 47 que ele ressuscitasse o experimento.

Pergunta: Mas é sobre isto que eu estou curioso: se você teve de contar-lhe que o havia visto no futuro, e ele estava quase o mesmo…

Resposta: Ele não acreditou nisto. Ele muito certamente não acreditou nisto no início; eventualmente, ele passou a acreditar!

Pergunta: Você o persuadiu disto?

Resposta: Perdão?

Pergunta: Foi devido à sua persuasão que ele acreditou em você?

Resposta: Nããoo! Não foi inteiramente devido a isto, havia outros elementos envolvidos.

Pergunta: A segunda pergunta tem a ver com o comentário daquela outra pessoa sobre Pearl Harbor, dizendo que dentro de algum tempo nós iríamos estar em guerra com o Japão, e eles estavam vindo bombardear Pearl Harbor. Eu não sei, pode ser que esteja errada, mas eu pensava que Pearl Harbor tinha sido uma completa surpresa para nós?

[……A audiência ri e se manifesta com algum barulho….]

Resposta: Desculpe, senhora; não foi nenhuma surpresa para a administração, eles levaram as coisas de tal modo para os japoneses nos bombardearem, e pudéssemos entrar na guerra. Isto foi planejado pelo presidente e por George C. Marshall. Os únicos no escuro sobre isto era o almirante Kenwell e o general Short, que estavam em Pearl Harbor, na época. Não lhes foi dito o que iria acontecer. Eles pediram uma Corte Marcial imediatamente depois. Eles foram afastados de seus postos, e isso quando eles pediram a Corte Marcial, porque eles sabiam que alguma errada estava acontecendo, e eles não tiveram o seu pedido atendido senão depois que a guerra terminou.

NOTA: Eu não pude compreender os nomes orientais aqui mencionados. Se algum de vocês souber, por favor, entrem em contato comigo e me deixem saber também.
C. Tippen

E quando, claro, colocados frente aos registros, dos registros capturados dos japoneses em ===ininteligível ==== e todo o gabinete de paz, e Tojo, e a coisa toda, e o modo como eles foram incessantemente empurrados por Roosevelt, até eles procurarem lavar sua honra, eles começaram a deslocar a sua frota para atacar. Eles queriam chegar a um acordo com os EUA, sem guerra!

Pergunta: Isto é de conhecimento comum?….

…Bielek continua falando…

Roosevelt não queria assim. Agora, houve alguns militares que não fizeram nada, que sabiam o que estava acontecendo. Algumas altas patentes, mas não o pessoal estacionado em Pearl Harbor.

Pergunta: Eu tenho uma pergunta. Você lembra se um dr. Harry Woo estava ligado ao Projeto Arco-Íris?

Resposta: Qual era o nome?

Pergunta: Harry Woo. Ele era um cavalheiro da quarta geração de chineses; ele era um físico ligado a R&D, a Marinha e ao Pentágono.

Resposta: Harry Wood?

Pergunta: WOO! W…O…O

Resposta: Oh! Woo. Não, não me lembro ninguém com este nome, não neste ponto. Se ele tinha alguma conexão com o projeto, é possível que estivesse em Princeton, ou algum outro lugar. Você vê, havia um monte de pessoas ligadas com esse projeto, e que não pertenciam à equipe. Quer dizer, formalmente ligados à equipe de Princeton, e eles nunca apareceriam nos registros, e eu procurei em todos os que estavam disponíveis nos arquivos. Claro, o dr. Von Neumann está lá; Tesla não, ele nunca esteve na equipe; hum, Gustave Le Bon não está lá, não encontramos nenhum registro dele, embora ele pertencesse a ela, pelo que eu sabia. Clarkston estava na equipe, mas sob um nome diferente, naquela época. Clarkston era um pseudônimo, uma cobertura; não Clarkston, ele atendia por um nome diferente, pois Clarkston era então um pseudônimo. Exatamente como Reinhardt era um pseudônimo para von Neumann. Nunca ouvi sobre este nome, não.

Pergunta: O dr. Woo, que foi designado pela Marinha para investigar os relatos de UFOs; era isto…

Resposta: Podia ser…

Pergunta: Bem, ele mencionou Rupelt. Ele encontrou e conversou com Rupelt, e ele mencionou algumas outras pessoas, e eu penso talvez que ele poderia estar ligado…

Resposta: Eu não estava envolvido neste ponto com qualquer investigação sobre UFOs, e eu estava em outro departamento da Marinha, que surgiu, aparentemente de modo simultâneo, e obviamente numa época muito posterior a agosto de 43.

Hum, você aí tem uma pergunta?

Pergunta: Sim! Você disse que em 1943 você foi para 83, e voltou para 43. E quando sua memória voltou em 88, isto mostraria que, nesta dimensão em particular, você estaria possivelmente em algum lugar em 83…. Você sabe o que estou falando? Você estava em dois lugares, em 83.

Resposta: É verdade. Em 1983, Eu era Alfred Bielek; estava trabalhando em Los Angeles, Califórnia. Eu fui mandado para bem longe da Costa Leste.

Pergunta: Então, o universo é como um holograma, no qual você pode ir para diferentes lugares no tempo, isto é somente um outro…

Resposta: Você entra aqui em alguns problemas bastante complexos, em termos de tempo. O homem que fez um grande trabalho sobre isso foi o dr. Norman Levinson (Nota: de outras vezes, Bielek chamou este personagem de HENRY Levinson, ou Levenson. Teria ele mudado de idéia, ou quem transcreveu isto bobeou? – R.A.) que não aparece em qualquer das biografias do Quem é Quem, na ciência da matemática. Ele é americano. Eu sei que ele escreveu três livros. Ele era um professor assistente de matemática no MIT [Massachusetts Institute of Technology – NT] em 1955, quando então tornou-se professor titular. E foi assim até morrer, em 1974. Ele nasceu em 1912. E ele figurou com destaque nos bastidores do Experimento Filadélfia, porque ele desenvolveu as equações de tempo de um trabalho previamente feito, e elas são totalmente classificadas. Você terá muito trabalho para encontrar seus livros. Ele escreveu um livro intitulado “Equações Diferenciais Ordinárias”, publicado pela McGraw Hill, acredito que em 1974. Tenho todos os dados, se você estiver interessado. Eu tenho os nomes, e os títulos, e os números usuais dos livros. Mas eu nunca os encontrei em qualquer das livrarias em Phoenix. Finalmente, em minha última viagem de volta ao Leste, fui até Princeton. Eu digo, se eles existem em algum lugar, só pode ser em Princeton. Bem, eles os tinham, nos cartões de arquivo. Mas não nas estantes da biblioteca da faculdade, mas no Instituto eles tinham os livros nas estantes.

Pergunta: Bem, você sabe como isso aconteceu, então você pode me dizer, ou isto é….

Resposta: Não, ele tornou-se um escritor maldito, não porque fosse uma má pessoa, mas devido, aparentemente, à natureza do seu trabalho. É por isto que não existem referências a ele, na literatura científica, eu não posso compreender isto, a não ser que seja deliberado.

Pergunta: O que eu estava dizendo é, você sabe como você estava em dois lugares… no mesmo lugar… quero dizer, em dois lugares diferentes, no mesmo ano. Você compreende que, como…

Resposta: Bem, em termos de tempo temporal, você pode dizer que eu estava em dois lugares ao mesmo tempo. Eles estavam separados. Mas em termos do meu eu, eu estava em um único lugar, no qual você terá de seguir o progresso do indivíduo através do tempo nos laços de retorno [loop-backs], quais lugares seguir, e este é um conceito muito difícil, difícil para compreender, a menos que você soubesse alguma coisa de matemática. Mesmo a matemática é muito difícil. Mas isto pode ser expresso em termos de viagem através do tempo através de vários laços [loops], você pode seguir… se você não atravessar o seu próprio caminho no mesmo lugar, senão você terá uma situação bastante desastrosa.

Pergunta: Isto acontece de uma vez?

Resposta: Perdão…

Pergunta: Isto acontece realmente, não são apenas palavras, então isto tudo acontece de uma vez? Não consigo pensar sobre isto.

Resposta: Se você estiver para atravessar o seu próprio caminho, você teria um sério problema: você pode desaparecer. Mas contanto que você não atravesse o seu próprio caminho, no mesmo lugar físico onde possa alcançar e tocar a si mesmo, então, digo, não há nenhum problema real.

Você aí, tem uma pergunta?

Pergunta: Sim, tenho duas perguntas. A primeira, é sobre a data de 12 de agosto. O modo como compreendo isto, depois de ouvir você, era que seria pura coincidência que o desastre tivesse ocorrido em 12 de agosto, e que era também uma segunda coincidência que a conexão com o Fênix também tenha sido realizada a 12 de agosto? Se nenhum delas tivesse sido realizado naquelas datas, então você não teria ligação com o Hiperespaço? Isto está correto?

Resposta: Está correto. Se não na extensão que o Projeto Fênix estava, é preocupante, por causa das séries de experiências que estavam sendo feitas há dois anos e meio, e pelo que entendi, dos registros que foram capturados, se vocês quiserem assim, por um certo amigo quando fomos lá naquela área, depois deles a terem
abandonado, eles deixaram um monte de documentos e livros para trás. Eles iniciaram uma operação no dia 1 de agosto de 1983, vinte e quatro horas por dia e sete dias por semana. Agora, devido ao primeiro dos picos de biocampo em 12 de agosto, o qual a propósito, não é uma data exata, devido ao sistema de calendário, que não é absolutamente preciso, e os picos não ocorreram com traços de precisão no tempo dado aquele dia. Atualmente, poderia ser mais um dia ou menos um dia; naquele ponto não era. Se o Eldridge não tivesse feito aquele experimento no dia 12, e esperasse dois dias, com toda probabilidade não teria havido aquela ligação. Mas alguém insistia que ele tinha de ser no dia 12. Acidente? Nós questionamos isto seriamente, em retrospecto, se foi um acidente que aquela data nos tivesse sido dada. Eles sabiam muito bem que von Neumann iria espremer cada minuto e segundo que pudesse, para conseguir fazer mais testes e modificações. E portanto eles sabiam, ele faria dia 12, ou que esquecesse. E ele não era o tipo de pessoa que iria esquecer aquilo. Ele estava esperando pelo melhor, e colheu o pior.

Pergunta: Da segunda vez foi também coincidência, que eles não tinham deliberadamente montado aquilo para tentar recebê-lo, naquele momento? Ou eles sabiam que você estava vindo?

Resposta: Você está falando sobre 43 ou 83?

Pergunta: 83.

Resposta: Este foi um projeto totalmente diferente, e se a operação no tempo àquela época foi devido a algum conhecimento prévio do que estava acontecendo em 43, ou não, eu não sei. Eu não posso responder isso, porque simplesmente não sei.

Pergunta: A outra pergunta que eu tenho, parece uma espécie de objeção, nós abordamos mais cedo o bombardeiro Stealth, mas isto parece um pouco ridículo, que nós gastamos tanto em cada aeronave, por achar que aquilo funcionaria perfeitamente, provou-se que isto funciona perfeitamente, eles não podiam ter moderado (?) isto agora, e cortar os custos tremendamente?.

Resposta: Eles provavelmente adaptaram este tipo de maquinário para outra aeronave. Você se lembra da história do ataque dos israelenses a Entebe, na África, para resgatar algumas centenas de judeus que estavam sendo mantido prisioneiros lá, na época? Existe um filme documentário de longa metragem feito sobre isto. Os fatos são que quando o estado de Israel conduziu seus aviões através da África, todos os radares estavam operacionais à época. Nenhum apanhou os aviões atravessando a África. Eles atingiram Entebbe de surpresa, sem nenhum aviso prévio. Eles tinham sistemas para bloquear o radar.

Pergunta: O que você experimentou, o que você viu, quando se moveu através do tempo?

Resposta: Desculpe?

Pergunta: O que você experimentou quando se moveu através do tempo?

Resposta: É algo do qual não se tem muita experiência. É uma sensação de queda, é como você saltar de um edifício muito alto, e você não pode ver o fundo, não sabe onde está indo, ou se você cairá em um abismo, algumas centenas de metros abaixo. Você está caindo, e você sabe que está caindo, e tem o sentimento de queda, e não sabe onde está indo, ou o que o está realmente acontecendo. É algo similar a isto. Nós não sabíamos o que estava acontecendo à época, não tínhamos nenhuma idéia naquele instante, quando isto aconteceu pela primeira vez.

Este parece ter sido o fim da conferência. A anfitriã que conduzia a conferência agradeceu ao senhor Bielek por ter gasto seu tempo ali, e compartilhado a informação que ele tinha sobre o Experimento Filadélfia. Este foi o fim desta fita.
Houve uma fita anterior a esta, de dezembro de 1989, como foi dito acima na transcrição de Alfred Bielek. Parece que a EMI Thorn fez esta fita de vídeo. Se ela existe, e alguém tem as conexões certas para receber esta fita, por favor, me contate (Rick Andersen).
Uma coisa mais, se você pensa tentar localizar esta pessoa. Como foi mencionado antes, Preston Nichols parece que irá ele mesmo fazer uma viagem no tempo! Da transcrição, pelo que entendi, ele foi visitado em 1983-84 por um representante da Thorn EMI. Na foto, ele parecia cerca de dez anos mais velho. Muito bem, nós estamos agora em 1991! Mais ou menos dez anos depois de 1983-84, que ele teve esta visita da EMI!Muito em breve, este homem, Preston Nichols estará indo fazer alguma viagem no tempo. Se pudermos juntar nossos esforços, e tentar, ou localizar este homem, ou então o senhor Bielek, nós poderemos finalmente ir até o fundo da verdade destes quarentas e oito anos de mistério.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/a-palestra-de-al-bielek/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/a-palestra-de-al-bielek/