Hércules e a Captura da Corça Cerínia

A missão de Hércules era capturar viva uma corça extremamente veloz, com chifres de ouro e cascos de bronze, que pertencia a Ártemis, deusa da caça. Orientado por Atena, o herói dominou o animal sagrado segurando-o pelos chifres.

“Os chifres representam a iluminação, e os cascos de bronze, o mundo material. O aprendizado nesse trabalho é substituir os impulsos por qualidades mais nobres, como sabedoria, delicadeza e paciência”

Mitologia

Hércules foi incumbido de capturar a corça com galhada de ouro e pés de bronze. Olhando ao redor de si, viu que ao longe, erguia-se o Templo do Deus-Sol. No alto de uma colina próxima viu o esguio cervo, objecto de seu quarto trabalho.

Foi então que Ártemis, que tem a sua morada na lua, disse a Hércules, em tom de advertência: “A corça é minha, portanto não toque nela. Por longos anos eu a alimentei e cuidei dela. O cervo é meu e meu deve permanecer.”

Então, de um salto surgiu Diana/Artemis, a caçadora dos céus, a filha do sol. Pés calçados de sandálias, em passos largos movendo-se em direção ao cervo, também ela reclamou a sua posse. “Não, Ártemis, belíssima donzela, não; o cervo é meu e meu deve permanecer”, disse ela, “Até hoje ele era jovem demais, mas agora ele pode ser útil. A corça de galhada de ouro é minha, e minha permanecerá.”

Hércules observava e ouvia a disputa e perguntava-se porque as donzelas lutavam pela posse da corça. Uma outra voz atingiu-lhe os ouvidos, uma voz de comando que dizia: “A corça não pertence a nenhuma das duas donzelas, oh Hércules, mas sim ao Deus cujo santuário podes ver sobre aquele monte distante. Salva-a, e leva-a para a segurança do santuário e deixa-a lá. Coisa simples de se fazer, oh filho do homem, contudo, e reflete bem sobre as minhas palavras; sendo tu um filho de Deus, deves ir à sua procura e agarrar a corça. Vai.”

De um salto Hércules lançou-se à caçada que o esperava. À distância, as donzelas em disputa tudo observavam. Ártemis, a bela, apoiada na lua e Diana, a bela caçadora dos bosques de Deus, seguiam os movimentos da corça e, quando surgia uma oportunidade, ambas iludiam Hércules, procurando anular os seus esforços. Ele perseguiu a corça de um ponto a outro e cada uma delas subtilmente o enganava. E assim o fizeram muitas e muitas vezes.

Durante um ano inteiro, o filho do homem que é um filho de Deus, seguiu a corça por toda a parte, captando rápidos vislumbre de sua forma, apenas para descobrir que ela desaparecer na segurança dos densos bosques.

Correndo de uma colina para outra, de bosque em bosque, Hércules a perseguiu até à margem de uma tranquila lagoa, estendida sobre a relva ainda não pisada, ele viu-a a dormir, exausta pela fuga. Com passos silenciosos, mão estendida e olhar firme, ele lançou uma flecha, ferindo-a no pé.

Reunindo toda a vontade que estava possuído, aproximou-se da corça, e ainda assim, ela não se moveu. Assim, ele foi até ela, tomou-a nos braços, e enlaçou-a junto ao seu coração, enquanto Ártemis e a bela Diana o observavam. “Terminou a busca”, bradou ele, “Para a escuridão do norte fui levado e não encontrei a corça. Lutei para abrir meu caminho através de cerradas, profundas matas, mas não encontrei a corça; e por lúgubres planícies e áridas regiões e selvagens desertos eu persegui a corça, e ainda assim não a encontrei. A cada ponto alcançado, as donzelas desviavam meus passos, porém eu persisti, e agora a corça é minha! A corça é minha!”

“Não, não é, oh Hércules”, disse a voz do Senhor, “A corça não pertence a um filho do homem, mesmo embora sendo um filho de Deus. Carrega a corça para aquele distante santuário onde habitam os filhos de Deus e deixa-a lá com eles.”

“Porque tem que ser assim, oh Senhor? A corça minha; minha, porque muito peregrinei à sua procura, e mais uma vez minha, porque a carrego junto ao coração.”

“E não és tu um filho de Deus, embora um filho do homem? E não é o santuário também a tua morda? E não compartilhas tu da vida de todos aqueles que lá habitam? Leva para o santuário de Deus a corça sagrada, e deixa-a lá, oh filho de Deus.”

Então, para o santuário sagrado de Micenas, levou Hércules a corça; carregou-a para o centro do lugar santo e lá a depositou. E ao deitá-la lá diante do Senhor, notou o ferimento em seu pé, a ferida causada pela flecha do arco que ele possuíra e usara. A corça era sua por direito de caça. A corça era sua por direito de habilidade e destreza do seu braço. “Portanto, a corça é duplamente minha”, disse ele.

Porém, Ártemis, que se encontrava no pátio externo do sagrado lugar ouviu seu brado de vitória e disse: “Não, não é. A corça é minha, e sempre foi minha. Eu vi a sua forma, refletida na água; eu ouvi seus passos pelos caminhos da terra; eu sei que a corça é minha, pois todas as formas são minhas.”

Do lugar sagrado, falou o Deus-Sol. “A corça é minha, não tua, oh Ártemis, não podes entrar aqui, mas sabes que eu digo a verdade. Diana, a bela caçadora do Senhor, pode entrar por um momento e contar-te o que vê.” A caçadora do Senhor entrou por um momento no santuário e viu a forma daquilo que fora a corça, jazendo diante do altar, parecendo morta. E com tristeza ela disse: “Mas se seu espírito permanece contigo, oh grande Apolo, nobre filho de Deus, então sabes que a corça está morta. A corça está morta pelo homem que é um filho do homem, embora seja um filho de Deus. Porque pode ele passar para dentro do santuário enquanto nós esperamos pela corça lá fora?”

“Porque ele carregou a corça em seus braços, junto ao coração, e a corça encontra repouso no lugar sagrado, e também o homem. Todos os homens são meus. A corça é igualmente minha; não vossa, nem do homem mas minha.”

Hércules diz então ao Mestre: “Cumpri a tarefa indicada. Foi simples, a ser pelo longo tempo gasto e o cansaço da busca. Não dei ouvidos àqueles que faziam exigências, nem vacilei no Caminho. A corça está no lugar sagrado, junto ao coração de Deus, da mesma forma que, na hora da necessidade, está também junto ao meu coração.”

“Vai olhar de novo, oh Hércules, meu filho”. E Hércules obedeceu. Ao longe se descortinavam os belos contornos da região e no horizonte distante erguia-se o templo do Senhor, o santuário do Deus-Sol. E numa colina próxima via-se uma esguia corça.

“Realizei a prova, oh Mestre? A corça está de volta sobre a colina, onde eu a vi anteriormente.”

E o mestre respondeu: “Muitas e muitas vezes precisam todos os filhos dos homens, que são os filhos de Deus, sair em busca da corça de cornos de ouro e carregá-la para o lugar sagrado; muitas e muitas vezes. O quarto trabalho está terminado, e devido à natureza da prova e devido à natureza da corça, a busca tem que ser frequente e não te esqueças disto: medita sobre a lição aprendida.”

Simbologia

Essa corça, era uma das cinco que Artemis encontrou no monte Liceu. Quatro a deusa atrelou em seu carro e a quinta, a poderosa Hera conduziu para o monte Cerinia, com o fito de servir a seus intentos contra Hércules.

Consagrada à irmã gêmea de Apolo, esse animal, cujos pés eram de bronze e os cornos de ouro, trazia a marca do sagrado e, portanto, não podia ser morta. Mais pesada que um touro, se bem que rapidíssima, o herói, que deveria trazê-la viva a Euristeu, perseguiu-a durante um ano.

Já exausto, o animal buscou refúgio no monte Artemísion, mas, sem lhe dar tréguas, Hércules continuou na caçada.

Hércules seguiu a corça em direção ao norte, através da Ístria, chegando ao país dos Hiperbóreos, onde, na Ilha dos Bem-Aventurados, foi acolhido por Artemis.

A interpretação é uma antecipação da única tarefa realmente importante do herói, sua liberação interior. Sua estupenda vitória, após um ano de tenaz perseguição, apossando-se da corça de cornos de ouro e pés de bronze, tendo chegado ao norte e ao céu eternamente azul dos Hiperbóreos, configura a busca da sabedoria, tão dificil de se conseguir.

O simbolismo dos pés de bronze há que ser interpretado a partir do próprio metal. Enquanto sagrado, o bronze isola o animal do mundo profano, mas, enquanto pesado, o escraviza à terra.

Têm-se aí os dois aspectos fundamentais da interpretação: o diurno e o noturno dessa corça. Seu lado puro e virginal é bem acentuado, mas o peso do metal poderá pervertê-la, fazendo-a apegar-se a desejos grosseiros, que lhe impedem qualquer vôo mais alto.

A corça, como o cordeiro, simboliza uma qualidade do espírito, que se contrapõe à agressividade dominadora. Os pés de bronze, quando aplicados à sublimidade, configuram a força da alma.

A imagem traduz a paciência e o esforço na consecução da delicadeza e da sensibilidade sublime, especificando, igualmente, que essa mesma sensibilidade representada pela corça, embora se oponha à violência, possui um vigor capaz de preservá-la de toda e qualquer fraqueza espiritual.

Caminho de Iniciação

O Caminho de Iniciação considera o 3º Trabalho – A Captura da Corça Cerínia e o 4º Trabalho – O Javali de Erimanto como um só.

O céu de Vênus é a morada dos Principados. Esses vivem no Mundo Causal. O Iniciado que anela entrar nessa oculta morada interior, antes dve descer aos infernos de Vênus, e ali, como Hércules, capturar a Corça de Cerínia e o Negro Javali de Erimanto. Nesses dois símbolos vemos claramente a delicadeza e a brutalidade, o refinado e o tosco, a bela e a fera.

O Javali, perverso como poucos, é o símbolo vivo de todas as baixas paixões animais, a luxúria mais grosseira e devassa. Portanto, temos aí o contraste entre o denso e o sutil.

Mesmo após haver eliminado os defeitos do Mundo Astral Inferior e do Mundo Mental Inferior (as duas primeiras façanhas de Hércules), as “causas” desses defeitos continuam existindo. Essas causas são eliminadas durante os processos do terceiro e quarto Trabalhos de Hércules: a captura da Corça Cerínia e do Javali de Erimanto.

Se todos os defeitos têm origem sexual (não importa se os defeitos são refinados ou toscos), as maiores provas do Terceiro e Quarto Trabalhos consistem em resistir às tentações da carne, cujo drama foi ricamente descrito pelo patriarca gnóstico Santo Agostinho: Imenso é o número de delitos cujos gérmens causais devem ser eliminados nos infernos de Vênus.

Findo o Trabalho nos infernos do Mundo Causal, o Mundo de Tipheret, o Cristo Cósmico penetra no coração do Iniciado e este, cheio de êxtase, exclama: “Deixai vir a mim as criancinhas, porque delas é o Reino dos Céus…”

Biblioteca da Antroposofia.

#Hércules #Mitologia

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A Lei do Proibido

Anton Szandor LaVey

O motivo pelo qual sempre houve um fascínio pela bruxaria e feitiçaria é porque sempre foram considerados tabus. Seu primeiro dever como bruxa é com a sua aparência. Os homens são todos voyeurs, e muito do que os atrai é baseado no que eles vêem. O que eles vêem em você, como uma bruxa, deve ser fascinante, e nada é tão fascinante como aquela bruxa que não é para ser vista.

Você já reparou como as pessoas pulam para fora de seus carros quando há um grave acidente de carro e ficam ao redor olhando as vítimas? Por quê? Não é só porque elas são sádicas ou estão satisfazendo seu desejo por sangue, nem mesmo porque querem ficar chocadas. Normalmente é só curiosidade, e por que essa curiosidade por algo que pode lhes dar pesadelos (ou fazer deles motoristas mais cuidadosos)? Simplesmente porque alguma coisa está acontecendo fora do contexto de suas vidas cotidianas, algo que é pra valer, mas não algo que eles podem pagar alguns trocados para ver quando quer que queiram. Em resumo, alguma coisa está acontecendo que não deveria estar. Um evento que é estranho ao modo direto e próprio de uma cena de auto-estrada está ocorrendo.

Você não gostaria de estar ali deitado no asfalto com dor e todo mundo olhando para você. Você está, portanto, subconscientemente constrangido por causa das pessoas machucadas, mas não pensa nelas desta forma nem analisa porque você observa. Vamos passar a outra cena, pois não há nada eroticamente estimulante para a maioria das pessoas naquilo que acabamos de discutir, mesmo apesar de ser uma manifestação direta da Lei do Proibido.

A cena é num lugar noturno onde se presentam dançarinas de topless. As mesas à frente do palco baixo estão cheias de pessoas sozinhas e de casais observando as dançarinas de busto despido contorcendo-se espasmodicamente ao som da música, que é alta demais para poder-se conversar. A decoração é vistosa, as luzes são particularmente fracas e o bar cheic de pessoas que não conseguem-se aproximar mais ou que não querem. Entre as pessoas do bar, está sentado um homem com sua bela e jovem esposa, que está empoleirada no seu banco de um modo que revela mais das suas pernas do que parece que ela está consciente. Ela não está vestindo uma minissaia, mas um vestido normal que cobre até três polegadas acima dos seus joelhos, de fato bem conservadora para os padrões de hoje. Muitas outras mulheres estão presentes e
vestem mini emicrossaias, mas ninguém as nota. A garota no bar está vestindo uma fita de casamento, portanto, é óbvio que ela é casada. Suas belas pernas estão encapsuladas em meias de náilon comuns, de cor bege, com a parte de cima comum, presa por ligas simples e brancas. Ela está usando salto alto clássico de três polegadas, num ambiente cheio de sapatos de salto quadrado que estão na moda. Até mesmo as dançarinàs de topless estão usando os sapatos com jeito dos de Frankenstein, enquanto balançam seus pêndulos e impelem suas vulvas, cobertas apenas por uma pequena tira de fita Scotch. Mas a jovem senhora no bar tem sua própria platéia, pois muitos homens entediados estão cuidadosamente acariciando seus drinques enquanto olham furtivamente em sua direção.

O que eles vêem de tão chocante? Que tipo de obscenidade tira suas atenções das dançarinas que se contorcem no palco? O que os faz olhar sorrateiramente sobre seus ombros na direção do bar, enquanto suas esposas e namoradas, que os arrastaram até lá, estão atentamente aprendendo algumas dicas (ao menos elas acham que sim!) sobre titilação com as garotas do palco?

Vou lhes dizer o que esses garotinhos sacanas vêem. Eles vêem um belo vestido de mulher! Eles vêem uma mulher de verdade. Seu rosto é belo e apropriado, porém provocativo, e seu cabelo está arrumado com esmero. Seu vestido subiu debaixo dela, então a parte posterior das suas coxas nuas acima da meia de náilon está em contato direto com o banco do bar. Ela está com sua bolsa no colo, que também está coberto pelo vestido, então parece que ela acha que sua perna está devidamente coberta. De fato, pode-se seguir (se os olhos forem bons) uma das tiras da liga longe o bastante para vê-la desaparecer debaixo do que com certeza deve ser sua calcinha! “Olha só!”, suas mentes de garotinhos ficam conscientes, e eles voltam para os seus quartos quando tinham treze anos de idade: “você consegue ver tudo até sua calcinha!” De repente, a voz da prova oitenta e seis das MCs os trazem de volta à realidade. Suas evocações acabaram.

Candy Bumpstead está para apresentar seus dois magnums quarenta e quatro,então preste bastante atenção naqueles mamilos!

Agora vamos analisar a fórmula, os resultados do que acabamos de testemunhar. Primeiro de tudo, a garota do bar estava fora do contexto com relação ao resto da “diversão” -não era parte do show. Era uma mulher casada, ou pelo menos estava com alguém, portanto ela estava disponível pelo menos ao homem que estava com ela e não parecia ser casta, e todo ; mundo que a ficou encarando sentiu-se como se estivesse conseguindo ;, algo, mesmo que fosse apenas uma boa olhada no que pertencia a outro! , Isto é o Fruto Proibido n.9 1. Ela não estava vestindo uma saia que era destinada a mostrar tanta perna (Fruto Proibido n.92). Estava vestindo meia : com ligas, que eram para ser cobertas pelo vestido (Fruto Proibido n.!1 3). Ela estava revelando sua roupa de baixo (Fruto Proibido .n .9 4) que era de cor branca e não alguma coisa exibicionista que qualquer garota pode jul- gar bonito de se mostrar (Fruto Proibido n.!1 5), convencendo, portanto, os espectadores que a exposição era acidental, em vez de intencional (Fruto Proibido n.96). Os homens que olhavam furtivamente deveriam estar ob- servando a ação no palco, não olhando o outro lado do salão, já que é considerado rude e falta de educação virar-se em qualquer teatro para olhar os outros enquanto a apresentação está em progresso (Fruto Proibido n.!1 7).

Combine todos esses fatores com o poder compulsivo de do(ICE). Inércia de Cristalização Erótica de cada homem, que em termos de fetiche fizeram com que a mulher no bar roubasse o show das dançarinas no palco. Adicione a liberação emocional que a bebida proporciona, mesmo que o efeito seja pequeno ou os drinques estejam diluídos em água, e você tem nove bons motivos porque a garota sentada no bar com seu marido era a bruxa mais poderosa do lugar! Por meio do seu emprego, conscientmeEte ou não, da Lei do Proibido, ela roubou o show. Lembre-se: NADA E TÃO FASCINANTE COMO AQUILO QUE NÃO É PARA SER VISTO!

Quando se trata de enfeitiçá-los, todos os homens são garotinhos sacanas em seus corações. Quando o primeiro sentimento sexual e subsequente experimentação ocorrem na vida de um homem, ele estava agindo com a capacidade de um menininho sacana em 99% dos casos, e não me importo com quem possa discordar. Podemos falar até ficarmos roucos sobre as belezas do amor e a majestade da realização sexual e eu concordo que estas coisas podem vir a passar na vida de um homem. Mas quando um garoto se torna um homem, ele está acompanhado de pensamentos lúbricos! Isso é tão certo e verdadeiro como o romance idílico que sempre sopra como uma brisa suave e delicada quando uma garota se toma mulher.

O despertar sexual de um menino é lúbrico, lascivo e cheio de desejo, e sua emergência romântica é um amanhecer doce e ao mesmo tempo amargo e ele se sente cheio de desejo sexual com um e angustiado com o outro; uma bruxa completa saberá como a diferença existente entre um e outro é grande. É por isso que você deve atrair o desejo dentro do homem sem recursos ímpios. Ele pode mentir e dizer que não tem pensamentos de vícios secretos ou prazeres furtivos e pode retirar-se e adotar métodos de monges para aplacar seus desejos, mas eles estarão lá eles sempre estarão lá, e enjaulá-los fará apenas com que rujam ainda mais alto.

 

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/a-lei-do-proibido/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/a-lei-do-proibido/

Hércules e as Éguas de Diomedes

Hércules teve de enfrentar quatro éguas que se alimentavam de náufragos estrangeiros. Como no trabalho anterior, esse é mais um passo para o herói se aperfeiçoar na arte de amar.

“Essa é uma iniciação: aprender a entregar o coração com sinceridade, não se deixar levar pela tentação, movido apenas pela atração física”.

Mitologia

Diomedes, filho de Marte, governava uma terra de pântanos onde criava os cavalos e as éguas para a guerra. Os cavalos eram selvagens e as éguas eram ferozes, diante dos quais os homens tremiam, pois elas matavam todos os que cruzassem seu caminho e procriavam sem cessar cavalos extremamente selvagens e perversos.

Hércules recebeu a tarefa de capturar as malignas éguas e dar um fim às suas atrocidades. Por isso, Hércules chamou seu inseparável amigo, Abderis.

Após planear seus actos cuidadosamente, os dois seguiram os cavalos soltos pelos pântanos da região e, finalmente, encurralaram as éguas bravias num campo onde não havia espaço para que se movessem. Lá ele agarrou-as e acorrentou-as e deu gritos de alegria pelo sucesso alcançado.

Tão feliz se sentia que julgou indigno de si conduzir as éguas até Diodemes e para isso chamou Abderis, deu-lhe a tarefa e seguiu adiante. Mas Abderis era fraco e teve medo. Não conseguiu conter as éguas que se voltaram contra ele e mataram-no, fugindo em seguida.

Hércules retornou à sua tarefa, mais sábio, presa da dor, humilde e abatido. Procurou os cavalos por toda a parte, deixando o amigo morto no chão. Prendeu novamente os cavalos e conduziu-os ele mesmo. Mas Abderis estava morto. Os cavalos foram conduzidos para um lugar de paz para serem domesticados e adestrados e o povo aclamava Hércules como seu libertador e salvador de sua terra. Mas seu amigo estava morto e Hércules sabia que o Trabalho estava feito, mas mal feito.

Sabia que havia uma importante lição a aprender dessa tarefa antes de prosseguir.

Simbologia

Este Trabalho está associado ao signo de Áries. Áries governa a cabeça, portanto é um signo mental. Todos os começos se originam no plano mental e na mente do criador. Consequentemente, está claro que em Áries começam a correcta direcção e a correcta orientação de Hércules.

O alvo simboliza a atividade intelectual: o cavalo branco representa a mente iluminada do homem espiritual e cavalos negros, representam a mente inferior com as suas ideias falsas e errôneos conceitos humanos.

O significado desta prova está agora muito mais evidente. Hércules tinha que começar no mundo do pensamento para obter o controle mental. As éguas do pensamento vinham produzindo cavalos guerreiros e, através do pensamento errado, da palavra errada e de ideias errôneas, devastavam os campos.

Uma das primeiras lições que todo o principiante tem que aprender é o tremendo poder que ele exerce mentalmente, e a extensão do mal que ele pode causar no meio que o circunda, através das “éguas reprodutoras da mente”. Por isso ele tem que aprender o correco uso da sua mente e a primeira coisa a fazer é capturar as éguas e providenciar para que não gerem mais cavalos guerreiros.

Para aquele que pretende seguir o Caminho, basta que dedique um único dia a observar o pensamento e perceberá que quase todo o tempo, a maldade, o amor, a fofoca e a crítica estão a ser fertilizadas pelo egoísmo e ilusão.

Hércules compreendeu o mal que as éguas estavam causando e correu em socorro das pessoas, determinado a capturá-las; porém ele superestimou-se quando não percebeu a potência e a força que elas possuíam, tanto que as entregou a Abderis, o símbolo do eu inferior pessoal.

Hércules, a alma, e Abderis, a personalidade, juntos eram necessários para guardar as éguas. Sozinho, Abderis não tinha força suficiente e por isso foi morto.

Abderis, incapaz de contrariar quem ama, tal como no signo da Balança, não teve coragem de enfrentar o seu amigo, mostrando o seu medo, temendo perder o seu Amor.

Com a morte de Abderis, e a necessidade de tratar do seu corpo, após o cumprimento da sua tarefa (apanhar as éguas), Hércules defronta-se com o seu orgulho e vaidade e com a aprendizagem dos limites entre o eu e o outro. Enquanto na Libra, o respeito por si próprio ao assumir que não seria capaz de tal tarefa, espelha-se no Áries, destemido, que na sua ânsia e coragem de guerreiro, nem compreende a incapacidade do outro.

Assim funciona a grande lei: pagamos em nossas próprias naturezas o preço das palavras incorretamente proferidas e pelas ações mal julgadas. Assim, uma vez mais, a alma da pessoa de Hércules teve que lidar com o problema do pensamento errôneo, e somente mais tarde ele consegue realmente atingir o controlo total dos processos de pensamento e de sua natureza.

Caminho de Iniciação

Capturar as Éguas Antropófagas de Diomedes, foi o próximo Trabalho de Hércules.

As Éguas de Diomedes (um rei cruel da Trácia) devem ser eliminadas dos infernos do planeta Saturno para que a Consciência, liberada desses átomos, possa subir ao Céu desse planeta, morada dos Tronos. O céu de Saturno é o Para-Nirvana.

O Trabalho nos Infernos de Saturno é penoso. Basta dizer que na Mitologia as Éguas do Rei Diomedes eram alimentadas com carne humana. Essas éguas representam novos elementos infra-humanos de natureza passional; evidentemente, são simbólicos animais que vivem junto às águas espermáticas (sexo) sempre dispostas a devorar os fracassados (os que deixam cair no sexo).

Prender as éguas (cavalos) é a tarefa principal, porém, existem muitos outros trabalhos a serem realizados nos infernos de Saturno. “Hércules limpou a terra e os mares de toda a classe de mostruosidades, que não de monstros, vencendo o mago negro Briarco, o dos cem braços, num dos célebres trabalhos de magia negra atlante que havia se apoderado de toda a Terra”, diz um texto histórico antigo.

Portanto, todo classe de tentações e guerras são travados pelo Iniciado contra as hostes tenebrosas que vivem nos infernos do planeta Saturno. São ataques de bruxaria e de magia negra; são tentações sexuais sublimes e bestiais; são seduções maravilhosas e perigosas.

Saturno é o Senhor da Verdade e da Justiça. Nenhum Adepto poderá ingressar no Céu de Saturno sem haver sido declarado totalmente “morto” (em si mesmo) no Palácio da Verdade e da Justiça (o Tribunal do Karma, regido por Saturno ou Deus Kronos).

Quando uma pessoa, um Iniciado, morre em si mesmo, se converte em criança inocente. Os Deuses, por mais poderosos que sejam, são crianças; possuem mente infantil, inocente, porém com a experiência das Idades.

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#Hércules #Mitologia

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A importância do ocultismo em ‘Frankenstein’ de Mary Shelley

Irving H. Buchen

As civilizações não podem evoluir mais até que o “oculto” seja dado como certo no mesmo nível da energia atômica.
(Colin Wilson, O Oculto [1971])

Há períodos na história em que os extremos se tornam normas. O interesse pelo passado se converte em uma preocupação apaixonada com o antigo. A especulação sobre o que está por vir se transforma na descontinuidade do futurista. Quando tais contrários coexistem com igual força e defesa, o presente parece alternadamente pronto para uma regressão intensa ou um salto quântico adiante. A cultura, por sua vez, se esforça para dar sentido às suas contracorrentes históricas. Uma investigação sobre como tudo começou está inextricavelmente entrelaçada com como tudo pode terminar; e perfeição e catástrofe aparecem como versões igualmente viáveis ​​uma da outra. Tais preocupações com gênese e término muitas vezes convergem utopia e distopia, uma imagem não imprecisa de Frankenstein que simboliza um modo híbrido que sacrifica a cura catártica da tragédia pelos insights cósmicos da blasfêmia. Não é por acaso que no processo o oculto vem à tona para registrar o alcance e a profundidade da fissura, pois o oculto é sintomático da ausência de unidade ou da quebra do círculo. Certamente, o ocultismo muitas vezes é revivido em parte por um desejo desesperado de substituir a liberdade da confusão pela clareza do determinismo externo; mas também é chamado genuinamente a redescobrir as forças essenciais do universo e a trazer harmonia à infinita multiplicidade. No processo, defensores e detratores da manobra oculta se posicionam historicamente.

Os devotos do ocultismo sustentam que ele foi co-presente com a criação original e ocupa uma linha histórica ininterrupta de períodos pré-registrados no passado até uma extensão inacabada no futuro distante. Em outras palavras, os mistérios sagrados são eternos e o ocultismo expressa o inconsciente coletivo do cosmos. Além disso, sua longevidade e sua preocupação com o segredo dos segredos ao longo dos tempos defendem sua universalidade e justificam sua pretensão de obter um status igual ao da ciência teórica. Acima de tudo, o ocultismo traz à ciência o que lhe falta – a estrutura do ritual – e assim fornece a religião e a arte da ciência. Oponentes ou céticos reconhecem livremente as origens antigas do ocultismo e ainda admitem que então – mas só então – ele de fato gozava do status de ciência. Mas as artes obscuras passaram a ser cada vez mais contestadas por praticamente todas as grandes religiões como espúrias ou heréticas e, como resultado, o ocultismo foi forçado a se tornar basicamente um movimento subterrâneo ou periférico cuja longa história de fracassos sensacionais e enganos escandalosos exigia o obscurecimento de uma série de gerações antes que pudesse ser ressuscitado com alguma credibilidade.

Como uma declaração geral das alegações e contra-alegações, o que foi dito acima talvez seja um resumo tão preciso das atitudes predominantes em relação ao ocultismo no tempo de Mary Shelley quanto hoje.[1] Mas o que é instrutivo é que tal formulação é totalmente rejeitada por Mary. Shelley em pelo menos três maneiras principais. Primeiro, nem o ocultismo nem a ciência são favorecidos por Mary Shelley. Através de uma elaborada série de polarizações ela aplica tanto a carícia quanto o porrete para ambos os lados, e através da educação de Victor Frankenstein toma a medida de ambos para indicar os elementos essenciais que faltam a cada um. Em outras palavras, o que fica eminentemente claro mesmo em uma pesquisa superficial é que o romance não aceita, mas procura ir além da oposição como uma posição final. Em segundo lugar, Mary Shelley introduz o mito de Prometeu por uma série de razões,[2] uma das quais é transmitir ao sonho alquímico de animar o inanimado as dimensões míticas de uma história da criação. De fato, sem mito, que goza da facilidade especial de síntese ou transcendência, é questionável se Mary Shelley poderia de fato ir além de uma mera afirmação de polarização. Terceiro, Victor Frankenstein, como seu colega mais jovem, Robert Walton, o explorador polar, anseia rapsodicamente por uma relação metafísica e religiosa com o cosmos em um momento em que a religião e a ciência parecem desprovidas de qualquer alcance ou fogo metafísico. Assim, pelo menos para Victor Frankenstein, a alquimia preenche um vazio da alma; e qualquer outra coisa que ele acrescente ou subtraia, o que Mary Shelley parece estar sugerindo é que o ocultismo é ressuscitado periodicamente ao longo da história sempre que as ideologias reinantes se tornam excessivamente voltadas para dentro ou presas à terra.[3]

A atitude de Mary Shelley em relação ao oculto, portanto, não parece ser nem de endosso nem de condenação, mas de profunda hesitação. Para ela, a questão não é que os alquimistas estejam certos e os cientistas errados ou vice-versa. De fato, perceber a situação nesses termos é perder o pivô diagnóstico-chave inerente a todas as condições de contracorrentes históricos. Em vez disso, o conflito – se é que pode ser chamado assim – assemelha-se ao de uma conquista trágica: um conflito de direitos. Por seu lado, o ocultismo é sempre presunçosamente total e mítico em seu escopo. A obsessão por essências unificadoras está no auge de suas três atividades favoritas: a pedra filosofal, o elixir vitae e a animação da natureza inanimada.

Necromantes consistentemente imitaram o exagero de Prometheus, entregando sua própria versão do fogo à humanidade. Em suma, há regularmente sobre o oculto uma insistência fanática de que nada menos que a essência será suficiente – um absolutismo ideológico que inevitavelmente é desafiador e potencialmente sempre blasfemo. Por seu lado, a ciência é gradual e cumulativa. O objetivo de suas metodologias precisas é produzir resultados verificáveis. A ciência assume que o mundo é ordenado e compreensível; se não fosse, não poderia haver ciência, e o mundo teria permanecido nas mãos de primitivos que celebram mistérios. Assim, a ciência cresce por acréscimo – peça por peça é meticulosamente colocada em prática, mas, de acordo com Frankenstein e pelo menos um de seus professores, com tamanha miopia que poucos percebem que o limiar para um salto quântico pode ter sido alcançado. Em suma, o fogo que a ciência oferece foi domado em etapas para ser manejável e utilizável, mas no processo nunca é oferecido como dom de Deus. Dito de outra forma, se Victor Frankenstein tivesse percebido o conflito entre o ocultismo e a ciência como um conflito entre o certo e o errado, ele nunca teria percebido a possibilidade de que cada um possuísse o que faltava ao outro, e tentou casar as visões da alquimia com o metodologia da ciência. Certamente, ao longo do romance, muitas vezes é levantada a questão de saber se essa aliança é profana e os resultados imorais. Mas a resposta a essa pergunta envolve a distinção se os resultados terríveis são culpa da convergência inicial da alquimia e da ciência ou, mais precisamente, da divergência subsequente de outros contrários. E essa resposta depende do reconhecimento de que o romance é realmente dois romances.

O que é razoavelmente claro, então, é que o que Shelley procurou explorar não é a oposição, mas a relação entre alquimia e ciência. Isso, por sua vez, seria seguido por um exame das consequências dessa relação na e na sociedade humana. O romance, portanto, tem como questão maior a relação entre mito e história – entre a natureza de uma força criativa cósmica e uma força evolutiva humana. Como resultado, há duas histórias principais no romance e não uma. A primeira gira em torno de Victor Frankenstein e constitui uma história de criação em que a ênfase está na fusão mítica da alquimia e da ciência e sua marca na natureza humana. A segunda gira em torno do ser criado e constitui uma história evolutiva em que a ênfase está nos arquétipos do desenvolvimento humano. Os gênios que presidem a história da criação são os alquimistas, Cornelius Agrippa, Paracelsus e Albertus Magnus, e os cientistas, Newton, Davy, Galvani e Erasmus Darwin; o da história evolucionária, Locke, Rousseau, Mary Wollstonecraft e Godwin.[4]

Estruturalmente, Frankenstein é sustentado pela simetria. Ele se divide em dois contos principais; o primeiro sobre Victor Frankenstein, o segundo sobre sua criação. O último terço do romance, que como um todo estruturalmente está em desacordo com as partições ditadas pelo comercial de três andares,[5] une os dois personagens principais, mas em uma atuação sombria e mecanizada por vingança, retaliação e perseguição. Cada conto principal, por sua vez, está ligado a um subconto apropriado. A história de Victor é misturada e estendida com a de Robert Walton, que em virtude de estar envolvido em um empreendimento de intensa auto-absorção, é o alter ego mais jovem de Victor e preserva por todo o romance a virtude redentora de uma advertência moral. A história da criatura envolve significativamente as fortunas da família DeLacey que, como uma imagem da família humana, fornece à criatura um modelo crucial para imitar.

O denominador comum em que todos os contos maiores e menores giram variações é a fome de conclusão. No caso de Victor e da criatura, a busca paralela toma um rumo destrutivo e vingativo: cada um mata o companheiro do outro. Espera-se que Robert Walton seja poupado de tal destino ao encontrar um amigo como Henry Clerval ou ao se casar; e apesar da pobreza, o jovem Felix DeLacey finalmente se reencontra com sua amada noiva árabe. De qualquer forma, o tema do casamento liga o romance ao Ancient Mariner de Coleridge, especialmente a ênfase no convidado do casamento e os terrores do isolamento polar; assim como o Paraíso Perdido de Milton e a preocupação de Adão em ter uma Eva. Mas o rendimento crucial da estrutura é a extensão em que as numerosas dualidades dramatizam abismos em vez de vínculos. Mais dramaticamente, há a lacuna estrutural entre as duas histórias principais, que assume uma penúltima forma no abismo permanente entre criatura e criação, à medida que estão trancadas no que parece, por causa da paisagem, ser uma busca eterna.

A incessante estrutura dualista da separação repousa em uma suposição filosófica crucial que Victor Frankenstein torna explícito em uma conversa inicial com Robert Walton. Walton acaba de confessar seu isolamento e sua apaixonada necessidade de um amigo. Victor reconhece o desejo e explica: “‘somos todos criaturas fora de moda, mas meio feitas…’”6 [Carta 4.7]. Como seu marido, especialmente em Epipschychidion, Mary Shelley sustenta que os seres humanos, ao contrário dos deuses, nascem incompletos. A necessidade do outro é de fato a expressão de nossa humanidade e nos impele a buscar nossa alteridade, nosso gêmeo, nossa alma gêmea. Isso, claro, é a doutrina platônica básica e, como tal, poderia ter sido adquirida diretamente ou sob a influência de Percy, como parece mais provável. Mas a distinção de Mary Shelley e de seu romance aparece nas permutações metafísicas e históricas dessa noção de incompletude humana, especialmente no que diz respeito à personalidade e à educação de Victor Frankenstein.

A primeira observação a fazer sobre Victor Frankenstein é que ele já tem o que todos os outros personagens anseiam. Ele já possui um amigo querido e próximo, Henry Clerval; e está noivo de uma mulher que ama. O que assim fica rapidamente claro é que a condição de inacabado pode ser satisfeita de diferentes maneiras e em diferentes níveis. Em outras palavras, parece haver uma hierarquia de conclusões possíveis. Robert Walton, Henry Clerval, Felix DeLacey e até mesmo a criatura têm fontes mais básicas de conclusão. Tampouco são apenas egocêntricos, pois Walton e Clerval têm fortes compromissos em beneficiar a humanidade. Ironicamente, nesse contexto, as esperanças da criatura são as mais modestas e rústicas. Mas Victor sozinho também busca uma realização metafísica – um fechamento mítico de proporções prometéicas que tem precedência sobre o humano e o histórico. Em outras palavras, o que é crucial ressaltar é que para Victor a alquimia é ciência metafísica – ela, mais do que ciência, liga a terra ao cosmos. Além disso, em sua obsessão por causas e princípios primários, somente a alquimia fornece a Victor o mesmo acesso puro aos primórdios e mistérios das coisas que estão no centro de suas sondagens nas origens de sua própria alma. Em suma, a alquimia é a outra metade de Victor; é o meio pelo qual ele busca alcançar a completude individual e cósmica. Apesar de todas as suas devoções a Henry Clerval, seu pai, noiva e família, uma vez que Victor se compromete com a criação de uma pessoa artificial, ele fica tão absorto que parece não precisar de ninguém. Não é que eles não sejam importantes, mas sim em sua própria hierarquia de completude eles não ocupam o ápice. Nesse sentido, é extremamente significativo que, dos três objetivos alquímicos clássicos, ele escolha a animação em vez de transformar metais comuns em ouro ou descobrir o elixir da imortalidade. A pedra filosofal participa de um certo tipo de utilidade manipuladora; e a imortalidade é mais extensão quantitativa. Somente a criação, não a produção ou a extensão, evidentemente pode fornecer a Victor o tipo adequado de alteridade para simular a auto-suficiência ou servir como substituto para realizações mais obviamente humanas ou históricas. Em outras palavras, na percepção de Victor, a criação sozinha, quaisquer que sejam seus resultados e recepção, é essencialmente focada no criador, não na criatura – no que ela oferece a Victor, não em sua criação.

Para Mary Shelley, então, o apelo do oculto não é necessariamente peculiar ou exótico. Certamente, sua linguagem e seus modos podem ser estranhos, mas ele fala da condição humana básica de incompletude, e fornece, reconhecidamente, a alguns indivíduos especiais em épocas históricas especiais a possibilidade de alcançar a totalidade cósmica – um estado de misticismo científico. Tais estados de consciência inebriantes e prometeicos não impedem a realização de versões humanas de perfeição na Terra, embora claramente compitam com elas e as coloquem em perigo. De fato, a perspectiva de substituição é intensificada quando a ânsia pelo estado mais alto de completude é amparada por uma situação histórica que fornece a correspondência e o alcance dessa presunção. É a convergência da educação de Victor com o Zeitgeist que ocupa o foco de Shelley.

Em nenhum momento da educação de Victor Frankenstein ele endossa totalmente a alquimia. De fato, o que Mary Shelley estabelece é que em relação ao oculto, a ciência assumiu o papel de ceticismo anteriormente desempenhado pela religião. Assim, embora a primeira introdução de Victor ao ocultismo evoque rapidamente a forte desaprovação de seu pai, o que já levou ao seu descontentamento foi sua medida cientificamente aplicada de que os meios necessários para alcançar visões nobres eram mesquinhos e beiravam o hocus-pocus da magia. Especificamente, o que o levou a essas conclusões foi ironicamente o que o levaria de volta à alquimia – sua compreensão básica dos princípios do galvanismo e da eletricidade. Essa primeira exposição assumiu a forma de um conflito de certo e errado; e a ciência emergiu como correta. O segundo encontro se assemelhava ao primeiro, mas aqui o confronto foi tão ultrajante que dramatizou a necessidade de síntese.

Na Universidade de Ingolstadt, Victor encontra duas posições extremas: a do professor Krempe que exalta as virtudes da ciência, mas ridiculariza as pretensões dos alquimistas; e a do professor Waldman que exalta as virtudes da ciência, mas elogia as visões dos alquimistas. A situação é, portanto, diferente. Primeiro, tanto Krempe quanto Waldman são cientistas, não alquimistas. Em segundo lugar, Waldman elogia as visões alquímicas, mas não seus meios. Terceiro, Victor está aprendendo as metodologias básicas da ciência, os meios. Em outras palavras, o que Victor gradualmente percebe é um conflito de direitos que é acompanhado pelo reconhecimento de que, enquanto a ciência era analítica e básica, não era holística e cósmica. A necessidade de curar a divisão, bem como a forma que ela pode tomar, surge na decisão que Victor tomou para seu projeto.

Victor elege das três opções a animação da matéria inanimada. Ele então debate sobre que tipo de criação, e decide criar um “ser humano”. A decisão de não criar nem uma criatura inferior nem uma criatura superior (seu tamanho maior foi apenas uma concessão à manipulação de partes microscópicas e intrincadas) é crucial para a compreensão da natureza do casamento de alquimia e ciência de Victor e da condição histórica particular do dia dele. Victor procura não substituir, mas contornar Deus. O objetivo não é montar um experimento humilhante para criar um robô nem um experimento arrogante para criar um super-homem. Em vez disso, ao contornar o natural para o alquímico-científico e eliminar o papel de uma mulher (ou do outro) na criação de um novo ser, Victor Frankenstein está presidindo aquela transição crucial do século XIX de induzida pela natureza para induzida pelo homem. criação e evolução. Erasmus Darwin havia esboçado o que Charles Darwin mais tarde conquistaria: a saber, que, exceto por alguns pequenos detalhes, a evolução física humana estava essencialmente completa; apenas uma mutação importante e abrupta poderia alterar isso e, mesmo assim, seriam necessárias várias gerações para determinar se a mutação ocorreu. De qualquer forma, o que foi enfatizado foi o domínio da evolução cultural e social como a direção futura da história humana. Mary Shelley valorizou esse último foco futuro, mas o abordou, por assim dizer, de frente e não de trás – antes e não depois do fato. Sua perspectiva sobre a evolução não era retroativa ou reativa, mas criativa. Especificamente, através de Victor Frankenstein, ela buscou identificar um ponto seminal para explorar uma intervenção no processo criativo que por sua vez reiniciaria e tornaria mais disponível para exame o processo evolutivo subsequente. Mas o ponto central de seu foco não era mera repetição; não há evidências que indiquem que seu trabalho serviria como uma versão literária daquele dos Darwins. Em vez disso, no cerne de seu esforço estava o reconhecimento de que um ponto de virada havia sido alcançado no início do século XIX, e que o Prometeísmo moderno tinha como razão e novo ponto de partida a consciência de que o homem não deveria mais ser percebido única ou principalmente como um objeto de evolução. A ciência gradualmente forneceu os meios para uma mudança de objeto para sujeito, mas não tinha a vontade nem a visão de tornar possível o sonho alquímico da intervenção criativa. Assim, a fusão de alquimia e ciência de Victor Frankenstein produziu um todo cósmico que, por um lado, forneceu um análogo metafísico à condição básica da incompletude humana; e isso, por outro, sinalizava a independência do homem em relação à Natureza, um exagero que encontrou sua contrapartida apenas no desafio de Prometeu aos deuses. No momento em que a criatura ganhou vida, a história humana atravessou uma divisão histórica de proporções míticas.

No processo, esse ato ousado de autonomia ignorou não apenas Deus, mas também um parceiro humano, uma mulher. Em termos de busca de alteridade, essa substituição, por sua vez, conferiu a toda a aventura as dimensões potencialmente diabólicas da autocriação em que Frankenstein aparece como o pai de si mesmo. Certamente, é este último exagero que leva à ruína de Victor e à criação da segunda história do romance. Significativamente, ali os alquimistas e cientistas estão dramaticamente ausentes, uma desapropriação que ironicamente significa sua miopia. Igualmente impressionante é a quase total ausência de figuras maternas ao longo de todo o romance. A mãe de Victor Frankenstein morre cedo; Elizabeth é órfã; Clerval fala apenas de seu pai; apenas o pai está vivo na família DeLacey; e Robert Walton escreve apenas para sua irmã. Mas talvez a versão mais sensacional desse mundo sem mãe apareça logo após o recuo de Victor da primeira visão do olho lacrimejante amarelo da criatura. Victor tem um pesadelo em que ele beija sua noiva apenas para que suas feições de repente mudem com o tom da morte. E então, para seu horror, ele se vê segurando, quase à maneira de Poe, o cadáver em decomposição de sua mãe morta em seus braços. Quaisquer que sejam os elementos sexuais ou edipianos que possam ou não estar em ação aqui, o que está claro é que Victor está reagindo ao seu próprio ato de criação como aquele que desapropria a mulher-mãe de todo o processo. O sonho é, portanto, potencialmente profético e constitui um aviso que Victor ignora.

O eclipse da figura mulher-mãe constitui um pecado histórico de omissão e estigmatiza a fusão de alquimia e ciência de Frankenstein como tendo ocorrido em um vácuo histórico. O mito original da criação foi seguido pela expulsão de Adão e Eva, mas eles foram expulsos para a história e, assim, receberam um futuro de duração. Não tão a criatura de Frankenstein. Em outras palavras, embora Mary Shelley nunca questione Victor Frankenstein como criador, ela enfatiza severamente suas falhas pós-criação. Basicamente, são dois. A primeira é o desgosto de Frankenstein por sua criação. Ele imaginou algo glorioso ou obediente ou transcendente. Em vez disso, ele criou uma criatura com necessidades; isto é, ele criou uma criatura que era como todos os seres humanos – inacabada. Ironicamente, seu sucesso foi maior do que ele imaginava. Com certeza, o tamanho enorme da criatura o impedia de reconhecer que havia criado uma criança, dependente dele para o desenvolvimento humano e até mesmo competindo com ele por atenção. Em outras palavras, a limitação de Victor deriva da concepção de que sua criação inicial foi um ato final. A criatura era percebida como uma criação terminal – um ser autônomo – e, portanto, absolvida de uma versão recorrente da doutrina da incompletude: as crianças não nascem, mas são educadas para serem humanas.

O segundo fracasso se origina do primeiro, mas é ironicamente voltado para a ênfase prometéica na premeditação. Ao não antecipar as consequências de seu ato, Victor Frankenstein, sem saber, deu origem ao mito da criação de um Frankenstein e assim resumiu o que é agora o dilema clássico da ciência: as consequências imprevistas e não examinadas de certos tipos de investigação científica. Muitos exemplos poderiam ser citados, mas o que mais se assemelha ao problema com o qual Mary Shelley se preocupa e que ultimamente tem despertado considerável controvérsia e até proibição é a experimentação genética, especialmente com DNA. Isso, como o experimento de Frankenstein, representa a mesma preocupação com um ponto de acesso para intervir e direcionar a evolução humana. Além disso, para que a falha de antecipação não seja perdida por meio de avisos vagos, Mary Shelley documenta em grande detalhe até que ponto os modernos Prometheans falham em ministrar às suas criações. No processo de criação de uma segunda história da criação – a evolução da criatura em ser humano – Mary Shelley fornece o compromisso maternal e feminista que falta na história da primeira criação.

Apesar da reação de Frankenstein, o monstro no momento do nascimento não é um monstro. Esta não é uma distinção pequena, pois nela repousa todo o impulso da segunda história do romance. Como muitos antes e depois dela, Mary Shelley ficou claramente fascinada pela questão de qual era a natureza essencial da natureza humana. O que era inato e o que era adquirido? O que era original com o Adão original? O homem era basicamente bom ou mau, altruísta ou egoísta? A diferença dramática da investigação de Mary Shelley é sua estrutura científica. Seu ponto de partida não é um nobre selvagem em um país distante, mas uma pessoa artificial colocada em um laboratório fictício para explorar sob condições controladas e observáveis ​​o desenvolvimento de uma criatura como uma versão individual da raça humana. A documentação do processo passo a passo pelo qual o mobiliário da mente é construído e a tabula rasa é escrita é apresentada, por um lado, com todo o cuidado de um experimento clínico e, por outro, com toda a abrangência de um modelo arquetípico. No processo, Mary Shelley indica que a criatura – na verdade, todos os seres humanos e civilizações – passam por três estágios principais.

O primeiro estágio, embora primariamente instintivo e primitivista, surpreendentemente envolve uma resposta inata à beleza (p. 99). Mas essa sensibilidade estética não é acompanhada por um desejo igualmente inato de companhia humana. De fato, Mary Shelley ressalta escrupulosamente a ausência da faculdade do tato neste primeiro estágio. O que emerge então é a evolução limitada de um animal humano que existe apenas no selo hermético de sua individualidade dentro de um ambiente natural, não humano, e cujas emoções, exceto por respostas ocasionais a belas “formas radiantes” [2.3.3], são natimortos. O segundo estágio apresenta a família DeLacey, cujas relações emocionalmente carregadas desbloqueiam as da criatura. O que Mary Shelley deixa claro então é que o desenvolvimento humano depende do exemplo humano. O processo de humanização, diferentemente do processo de sobrevivência da primeira etapa, é bilateral, não unilateral. A descoberta da fala humana e da palavra escrita são percebidas pela criatura como o meio estético e até mesmo divino pelo qual as emoções são compartilhadas e os relacionamentos são estabelecidos. A etapa final que eleva o processo humanizador ao processo civilizatório começa com o aparecimento de Safie. O que a criatura descobre é que o único antídoto para a mortalidade é o amor, e a única salvação é o conhecimento de “todas as várias relações que unem um ser humano a outro em laços mútuos” (p. 115). Agindo pateticamente nessa esperança, a criatura procura efetuar precisamente essa relação com a família DeLacey. Quando esse esforço falha, a criatura fica perigosamente equilibrada entre o ser humano e o monstro.

Frankenstein não criou um ser humano; ele criou um ser que tinha o potencial de ser humano. Mary Shelley documenta a realização desse potencial nas mãos da Natureza e dos DeLaceys e, no processo, estabelece que o próprio processo de humanização é uma ponte de dois mundos – o da Natureza e do instinto e o da sociedade e relacionamentos humanos. Somente a fusão de ambos resulta na criação de um indivíduo que depende de outros para se completar. Se a família DeLacey tivesse aceitado a criatura, a história teria tomado a direção diferente e não mítica de criar um estranho homem-criança. Ou se a família DeLacey não estivesse disponível como exemplo, a criatura teria aguçado seus instintos e vivido exclusivamente na selva ocasionalmente atacando aldeias. Mas, em ambos os casos, ele não teria chegado ao ponto de ser capaz não apenas de ler o Paraíso Perdido, mas também de reconhecer até que ponto sua criação divergia da de Adão. Adão, embora sozinho, pelo menos foi criado perfeito e teve a atenção do ser superior que o criou (p. 124). Mas a criatura está tão desprovida de um senso de paternidade, família e humanidade que sente pela primeira vez no romance um parentesco maior com Satanás do que com Adão. Em última análise, então, a criatura sozinha apresenta a acusação mais mordaz de seu criador. Além disso, neste ponto a criatura passou do ponto sem retorno. Apenas dois caminhos estão abertos para ele: aceitar a identificação de Satanás e tornar-se mau ou persuadir Frankenstein a criar uma companheira para ele. As alternativas são sugestivas: a ausência de um companheiro cria a condição para o demoníaco.

Nesta conjuntura, o que deve ser observado é o que geralmente é negligenciado: ou seja, o próprio Victor Frankenstein não é estático, mas também evolui. Além disso, a direção e o estágio dessa evolução contrapõem a da criatura ao ponto em que os dois se tornam cada vez mais imagens espelhadas um do outro. De fato, traçar o desenvolvimento de Frankenstein, às vezes paralelamente ao da criatura, fornece a pedra de toque mais abrangente e perspicaz para compreender a última parte do romance.

O desenvolvimento de Victor Frankenstein até e incluindo a criação da criatura foi singularmente obsessivo ao ponto, como observado, onde ele parecia ser uma lei e um mundo para si mesmo. Mas seu desenvolvimento depois de deixar Inglostadt e retornar a Genebra é caracterizado por uma série múltipla de compromissos e uma mistura de estados de degradação e nobreza. A primeira delas ocorre após a morte de William e Justine. Uma distinção deve ser feita aqui. Enquanto ele é indiretamente responsável pela morte de William, ele é diretamente responsável pela morte de Justine, que é injustamente considerada culpada e morta pelo assassinato de William. Seus gritos de piedade são, portanto, suspeitos, pois, ao não falar e confessar o que suas mãos fizeram, ele é culpado de cumplicidade na morte de Justine. Como resultado, há uma terrível simetria: a criatura é responsável pela morte de William, Frankenstein é responsável pela morte de Justine.

Quando a criatura subitamente confronta Frankenstein e lhe implora para ouvir sua história, Frankenstein evidencia uma atitude paterna totalmente ausente antes: “Pela primeira vez, também, senti quais eram os deveres de um criador para com sua criatura, e que eu deveria para torná-lo feliz antes que eu reclamasse de sua maldade” (p. 97). Depois que Frankenstein ouve a história da criatura, ele conclui “que a justiça devida tanto a ele quanto a meus semelhantes exigia de mim que eu cumprisse seu pedido” (p. 141). Pela primeira vez, Frankenstein confessa que a justiça existe do lado de sua criação; e pela primeira vez reconhece que também tem uma dívida com o bem-estar e a segurança da sociedade. Além disso, ele adia o casamento com Elizabeth até que possa completar a tarefa de criar uma companheira para acompanhar a criatura no exílio, um reconhecimento das necessidades comuns que cada um compartilha.

Se alguém concorda ou discorda com a decisão posterior de Frankenstein de não criar o companheiro, o que é crucial notar é que todas as razões que ele fornece são evidências de um tipo de premeditação que ele deixou de exercer antes. Ele contempla a perspectiva de que a fêmea não esteja vinculada ao juramento que a criatura jurou; ela pode vir a odiar a criatura e abandoná-lo e causar estragos nos outros; eles podem ter filhos que, por sua vez, podem se recusar a permanecer no exílio; etc. Em suma, a capacidade prometéica o faz tremer pelo futuro da humanidade, e ele destrói sua segunda criação. Nesse momento, Frankenstein e sua criação estão presos em destruição comum. A criatura agora chama Frankenstein de seu escravo e afirma que, embora ele tenha sido seu criador, o monstro agora é seu mestre (p. 160). Tendo destruído a companheira do monstro, o monstro põe em movimento a destruição de Clerval e, finalmente, de Elizabeth. A imagem final do romance é, portanto, ironicamente substitutiva, pois, presos na busca eterna, os dois agora servem como companheiros um do outro, as duas metades de um todo que nunca será unido, exceto em aniquilação mútua.

Um pós-escrito — principalmente para Mary Shelley. A criação de Victor Frankenstein é uma realização incrivelmente brilhante e em nenhum momento da primeira parte do romance Mary Shelley questiona a substância e o significado dessa conquista singular. Sua acusação final – se é que pode ser chamada assim – não é que Frankenstein presumiu ser mais do que deveria ser, mas que ele não presumiu o suficiente – ele prematuramente deixou de ser homem e mulher, cientista e humanista , divino e humano. Ele curou uma brecha, mas abriu outra. Ele uniu eternidade e tempo com o mito da criação, mas falhou em vincular eternidade à história com o arquétipo do desenvolvimento humano. Indiretamente, Mary Shelley forneceu o modelo para aqueles que no futuro aspirariam a ser deuses inexperientes. Visto de outra maneira, no entanto, as limitações de Victor Frankenstein acentuam a abrangência de Mary Shelley, pois através de sua criação romanesca ela sozinha abrangeu e ministrou as duas esferas. No processo, ela aceitou a inevitável persistência das aspirações alquímicas e científicas, mas também reconheceu que até que mito e história se unam, até que o ato de criação seja acompanhado pelo processo de humanização, o resultado final será a expropriação de um ser humano e centro holístico por extremos polares, quer o drama se desenrole na Terra ou no espaço sideral.

Notas
1. Na edição de 29 de maio de 1976 da Science News, apareceu um artigo sobre pseudociência, paraciência e o estabelecimento de um grupo científico para analisar criticamente as alegações paranormais de ocultistas de várias convicções. O próprio artigo, juntamente com a forte e extensa resposta do leitor, geralmente seguiu as linhas de conflito descritas aqui (ver Science News, 109 [19 de junho de 1976], 397-98).
2. A diferença mítica é enfatizada particularmente por Harold Bloom “Frankenstein, or the Modern Prometheus” PR, 32 (1965), 611-18; e por Irving Massey The Gaping Pig: Literature and Metamorphosis (1976).

3. De acordo com Robert Philmus, as aspirações de Victor Frankenstein fazem parte da síndrome faustiana geral (Into the Unknown: The Evolution of Science Fiction from Francis Godwin to H. G. Wells [1970]).

4. A esta última lista deve ser acrescentado Thomas Paine, de acordo com M. A. Goldberg “Moral and Myth in Mrs. Shelley’s Frankenstein”, K-SJ, 8 (1959), 27-38.

5. O volume I termina com o capítulo 7 e a morte de Justine, um ponto prematuro, pois não inclui os restantes elementos cruciais da história de Victor; O Volume II termina com a promessa de fazer uma companheira para a criatura; e o Volume III conclui o conto.

6. Todas as referências de página são para a edição de 1831 produzida por Henry Colburn e Richard Bentley em formato de um volume, e agora facilmente disponível na edição da New American Library (1965) com um “posfácio” de Harold Bloom. James Rieger reproduziu recentemente o texto original de 1818, que geralmente não está disponível, juntamente com várias leituras variantes. O excelente esforço de Reiger presta atenção especial à extensão e substância das contribuições de Percy Shelley e conclui que seu papel foi mais importante na preparação e produção final do trabalho do que até agora foi reconhecido. Escolhi seguir a edição de 1831 por dois motivos: primeiro, é aquela que incorpora as revisões posteriores de Mary Shelley, não Percy Shelley; e segundo, todas as citações diretas que usei e todas as passagens que considerei centrais, quando comparadas com a edição de Rieger, mostram pouca ou nenhuma dívida para com Percy Shelley. Em suma, é minha opinião que o romance é essencialmente o trabalho de Mary, não Percy, uma noção que é confirmada quando colocada no contexto de suas outras obras (ver especialmente Charles E. Robinson, ed., Mary Shelley: Collected Contos e Histórias [1976]). Finalmente, sem ceder à psicanálise, acredito que uma compreensão da biografia de Mary Shelley e uma análise de suas cartas sugerem que suas acusações dos fracassos de Victor como figura paterna não são uma referência muito disfarçada a Percy, embora indiretamente também possa se aplicar a Godwin.

7. Um caso sensacional de desenvolvimento humano interrompido ocorreu em 1800, quando Mary Shelley era jovem; e embora não seja possível reivindicar conhecimento direto, é tentador pensar que Mary Shelley pode ter lido algo sobre o assunto e que, por sua vez, influenciou a segunda parte do romance. Em 1800, Jean-Marc, um médico francês de 26 anos, foi convidado a tratar de um menino de 13 anos que foi encontrado vagando nu nas florestas de Aveyron. O menino não podia falar, às vezes parecia surdo, comia apenas nozes e batatas, era indiferente à atenção solidária e era dado a acessos de raiva violentos. A história inteira recentemente foi compilada por Harlan Lane, The Wild Boy of Aveyron (1976).

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/popmagic/maryshelley/

A Conspiração Mundial Luciferiana

“A manifestação do ímpio37 será acompanhada, graças ao poder de satanás, de toda sorte de portentos, sinais e prodígios enganadores. Ele usará de TODAS AS SEDUÇÕES do mal com aqueles que se perdem, por não terem cultivado o amor a verdade que os teria podido salvar. Por isso DEUS lhes enviará um poder que os enganará e os induzirá a acreditar no erro. Desse modo, serão julgados e condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas consentiram no mal.” (2 Ts. 2, 9- 12)

Transcreveremos a seguir, praticamente na íntegra (90%), uma das obras literárias do Almirante William Guy Carr, da Marinha do Canadá, cujo título original, editado no referido País, chamou-se: “The Conspiracy to Destroy all existing governaments and Religions” (“A Conspiração para destruir todos os governos e Religiões existentes”.)

O texto que apresentamos foi traduzido para o português da versão francesa. Observamos que o autor, mais preocupado com a difusão da verdade, do que com os ganhos, jamais registrou um “copyright” dos seus livros. Agradecemos e cumprimentamos a Editora Resistência, de Brasília – D.F., pelo belíssimo trabalho. (Título no Brasil, “A Conspiração Mundial”).

A partir daqui tem início o texto do livro:

 

O AUTOR

As duas últimas obras do Comodoro (Almirante) William Guy Carr (1895 –1959) foram publicadas após sua morte. A primeira, e a mais modesta delas, é o presente trabalho que data de 1958[1].

O Alte. Carr teve uma carreira naval exemplar. Suas análises profundas da história e da geopolítica, auxiliadas por um espírito penetrante, coroaram de sucesso suas tentativas implacáveis de remontar os acontecimentos até suas fontes, antes de sacar suas últimas conclusões.

A “Conspiração” não se destina ao indivíduo politicamente inculto, seja ou não produto da universidade… É um assunto destinado aos homens já conscientes do fato de que assistimos a uma corrida da nossa civilização ocidental para o abismo, devido a um grande número de influências que agem coordenadamente. E o acaso não conta… Ao escrever para tais homens, William Carr não demonstrou qualquer rancor, sentimento que caracteriza certos patriotas. Carr preconiza, ao contrário, o amor e a paciência.

“Sereis julgados – declara – pelo esforço consagrado a este trabalho, não pelos resultados obtidos. Não deveis imputar-vos a culpa. Usai a paciência, e não a força. Demonstrai bom-senso, e não denigrais. Sede amáveis e refletidos, em vez de rixentos e agressivos. Fazei com que as pessoas pensem, e deixai-as refletir sobre a questão por si mesmas”.

Não é, pois, de admirar que os livros de William Guy Carr tenham sido bem acolhidos. Algumas de suas obras têm sido reeditadas várias vezes.
(O autor também prestou serviços à Inteligência do Império Britânico – n.J.B. Klein.)

A CONSPIRAÇÃO

John Robinson, professor de filosofia natural e secretário da Sociedade Real de Edimburgo, na Escócia, publicou, em 1796, certos documentos que recebeu dos Iluminados da Baviera de Adam Weishaupt, quando viajava pela Europa. Isto se passou bem antes que a Revolução Francesa de 1789 explodisse.

Robinson era um maçom de grau elevadíssimo. Por isto lhe foram confiados documentos secretos. Ele, no entanto, os pôs de lado por algum tempo, antes de lê-los… Quando acabou a leitura, soube que tinha nas mãos um exemplar – revisto por Weishaupt -, da Velha Conspiração Luciferina. Esse documento explica como Weishaupt iria utilizar os Membros da Ordem e Seita dos Iluminados – Os Illuminati -, a fim de conquistar o objetivo final, isto é, a constituição, depois o controle do Primeiro Governo Mundial, estabelecido sob a férula da ideologia luciferiana, imposta à raça humana por meio do Satanismo Despótico.

A obra de John Robinson teve por título: “Prova de uma Conspiração para Destruir todas as Religiões e Governos na Europa”.

As informações que ela continha apenas confirmavam aquelas que o Governo Bávaro publicara em 1786, sob o título: “Os Escritos Originais (Protocolos) da Ordem e Seita dos Iluminados”, que Zwach tinha, igualmente, publicado sob o título: “Einige Original Schriften” (Alguns Escritos Originais). O Governo Bávaro tinha remetido exemplares do Plano de Weishaupt – que visava a utilizar esses Illuminati, recentemente organizados-, para destruir todas as autoridades da Igreja e do Estado, antes da eclosão da Revolução Francesa de 1789. Porém, a advertência foi ignorada… O fato de que os Illuminati tenham conseguido guardar em segredo sua identidade, e sua intenção de escravizar a Raça Humana, de corpo e alma, permitiu aos conspiradores levar o complô até seu estágio semifinal.

O propósito deste opúsculo é explicar como a Conspiração foi posta em execução, de 1789 até os nossos dias. Revelaremos, também, os detalhes do projeto executado pelo General Albert Pike, entre 1850 e 1886, visando à sua conclusão.

Weishaupt era professor de Direito Canônico na Universidade de Ingolstadt quando revisou e modernizou a Velha Conspiração Luciferina, destinada a impedir à Raça Humana de cumprir o Plano de Deus sobre a Criação. Seu objetivo era impor, em última instância, a ideologia luciferina à massa dos Goyim (bestas humanas), por meio do Satanismo Despótico. De 1770 a 1776, a Casa Rothschild, recém-estabelecida, financiou Weishaupt, assim como hoje os dirigentes dos Illuminati são financiados, da mesma maneira, pelas “Tax Exempt Foundations” – As fundações isentas de impostos -, constituídas voluntariamente por multibilionários, tais como Rockefeller (Stein[au] er, do seu verdadeiro nome), Carnegie e Ford.

O Governo Bávaro descobriu a Conspiração de Weishaupt quando, em 1785, Deus fez cair (permitiu – n.J.B. Klein) um raio sobre um dos seus correios – o padre apóstata Lanz -, e o matou, enquanto cavalgava de Ratisbona a Paris. A polícia do Eleitor da Baviera encontrou com ele um exemplar da versão revisada da Conspiração, destinada aos membros dos Illuminati que tinham recebido ordem de fomentar a Grande Revolução Francesa. Este primeiro projeto de importância, daquilo que deveria conduzir à destruição final de todos os governos e religiões, deveria se realizar, segundo seus planos, em 1789!

O Plano de Weishaupt era extremamente simples. Em primeiro lugar, ele organizou os Iluminados, e constituiu, em seguida, as Lojas do Grande Oriente, para nelas infiltrar os Iluminati na Maçonaria Azul, ou Maçonaria Européia, usando as lojas como quartéis-generais secretos. Os conspiradores poderiam operar, assim, sob a máscara da filantropia. Weishaupt considerou, sempre, que somente os maçons especialmente selecionados, aqueles dos Altos Graus, deveriam conhecer o “Grande Segredo”. Somente os maçons para sempre dissuadidos de Deus Todo-Poderoso foram iniciados nos Altos Graus das Lojas do Grande Oriente, e sabiam que os Iluminados formavam uma organização secreta tendo por único fim constituir, de algum modo, um Governo Mundial Único, do qual tinham a intenção de usurpar, em seguida, os poderes, de modo a impor seu culto à humanidade: a adoração de Lúcifer.

Weishaupt afirmava que sua ação asseguraria paz e prosperidade permanentes. Somente os iniciados dos últimos graus, sabiam, então, que a ideologia luciferina seria imposta à Raça Humana por meio do despotismo satânico.

Provaremos que somente os adeptos dos últimos graus são iniciados como Grandes Sacerdotes da Sinagoga de Satanás. Eles adoram Lúcifer, o príncipe oposto ao nosso Deus, ao qual chamam de “Adonai”.

O plano que os Iluminados tinham em vista previa a utilização da corrupção pelo dinheiro e pelo sexo, e, pôr em ação pessoas influentes caídas sob seu controle. Essas pessoas serviriam, em seguida, como peões nas estratégias secretas dos Iluminati. Ele mandava, igualmente, que jovens pertencentes a boas famílias, ligadas ao internacionalismo, fossem recrutadas e, depois, enviadas a escolas particulares, onde os Iluministas os endoutrinariam nas idéias internacionalistas, e os formariam, de maneira que eles pudessem ocupar, na política e na religião, os postos de “Especialistas”, “Peritos” e “Conselheiros”.

Os Iluminati – é preciso que se saiba -, usam a riqueza, o poder, e a influência dos seus membros para colocar seus “Agentes” em postos chaves nos bastidores de todos os governos, quer seja no domínio das finanças, da indústria, da educação, ou da religião. Eles adaptam, então, as políticas governamentais, para que elas coincidam com o Plano Luciferiano que visa a promover guerras e revoluções numa escala cada vez maior. Weishaupt estipulava que os Iluminati deveriam organizar, financiar, dirigir e controlar o Comunismo e, mais tarde, o Nazismo e o Sionismo Político, a fim de facilitar sua tarefa, dividindo a população mundial em partidos opostos, cada vez mais numerosos.
A política de auto-eliminação deverá ser perseguida até que só o Comunismo[2] e a Cristandade sejam as potências mundiais sobreviventes.
Quando essa fase da Conspiração for atingida, os Iluminati provocarão o maior cataclisma social que o mundo jamais viu… Os goyim, controlados pelos comunistas ateus, e aqueles outros que professam o Cristianismo, se massacrarão às dezenas de milhões, e se deixará que o façam. Não esqueçamos de que é durante as guerras mundiais que o demônio recolhe suas mais ricas colheitas de almas. Esse massacre geral se produzirá enquanto os Iluminati, seus amigos bilionários, cientistas, e seus agentes, repousarão, com toda segurança, e no luxo, nos “santuários” escolhidos e equipados com antecedência (Flórida do Sul, Índias Ocidentais, Ilhas do Caribe), e isto enquanto os dois partidos estejam sendo, literalmente, sugados e exauridos, física e economicamente[3]. Eles não terão, então, outra alternativa senão aceitar um Governo Mundial, sua única esperança. Os Iluminati usurparão, em seguida, os poderes desse Governo e coroarão seu déspota-rei do mundo inteiro. (o anticristo – n.J.B. Klein)

Será somente nesse momento que a Sinagoga de Satanás – que sempre controlou, e ainda controla, todas as organizações subversivas -, dará a conhecer, através de uma manifestação universal, pela primeira vez, a verdadeira luz da pura doutrina luciferina, e imporá a ideologia luciferiana ao que restar da Raça Humana, por meio do despotismo satânico. Constatamos, assim, que o objetivo final não é temporal e materialista como gostariam de nos fazer crer os que dirigem a Conspiração. Estamos implicados no movimento contínuo da revolta luciferina contra o poder supremo e a autoridade de Deus Todo – Poderoso, que os luciferianos chamam de Adonai.

Ensinaram-nos a bondade infinita do nosso Deus, mas nos mantiveram na ignorância do fato de que a revolta luciferiana começou no mundo celeste, que chamamos o Céu (paraíso).

Lúcifer contestou, e pôs em jogo, a supremacia de Adonai (Deus – n.J.B. Klein), sob o pretexto de que seu plano de direção do Universo era inconsistente e impossível de ser posto em prática, porque se baseia na afirmação de que todos os seres inferiores têm a obrigação de conhecê-lo, amá-lo e serví-lo por causa das suas perfeições infinitas. Lúcifer proclamou que a única maneira de dirigir o universo inteiro seria estabelecer uma ditadura totalitária, e fazer respeitar, à força, a vontade do Ditador, graças ao seu despotismo Absoluto. A palavra Universo como a emprega aqueles que têm aceitado a ideologia luciferina, no mundo celeste ou nos outros, significa: “A totalidade das coisas existentes, inclusive a Terra, os corpos celestes e tudo que pode se encontrar no espaço”..

Não se pode compreender esse importante assunto, na sua totalidade, se não se conhece a verdade inteira. É preciso conhecermos, portanto, a ideologia luciferina tão bem quanto a história escriturística do combate que se tem perpetuado em todas as épocas, neste mundo, entre Deus e Lúcifer, a fim de decidir qual dos planos sobre a criação será, finalmente, aplicado.

A menos que saibamos a inteira verdade não poderemos decidir, pelo uso dos dons divinos da inteligência e da vontade livre, se aceitamos o plano e o amor de Deus, se nós O serviremos e obedeceremos por toda a eternidade, ou, se iremos, literalmente, para o Diabo (Lúcifer).
O desiderato daqueles que dirigem a Conspiração Luciferiana é impedir que as massas – os Goyin, as bestas humanas, não conheçam toda a verdade, porque sabem que isto as fariam aceitar, automaticamente, o plano de Deus. Em conseqüência, os luciferianos contam com o seu gênio para mentir e enganar àqueles que têm a intenção de escravizar os corpos e as almas, e fazer-lhes crer, não importa o quê, exceto a verdade. Assim, compreendem melhor porque Cristo referiu-se à Sinogaga de Satanás, que dirige a Conspiração Luciferina nesta terra: “Vós sois os filhos do diabo, e cumprem a sua vontade. Ele é um homicida desde o princípio. Não possui a verdade porque a verdade não está nele” (Jo. 7,44). Devemos nos lembrar, igualmente, que as palavras “Sinagoga de Satanás” não caracterizam, unicamente, os judeus (conspiradores – n.J.B. Klein), porque Cristo fez saber, claramente, que incluem, também, “aqueles que se dizem judeus, mas não o são, e mentem”[4].

A Sinagoga de Satanás se compõe, na verdade, de homens e mulheres de um grande número de nacionalidades, que remontam a Caim, filho de Eva. Adquiri meu conhecimento sobre a “fé” luciferina lendo tudo o que pude encontrar, e, também, lendo e estudando as traduções das obras de S. E. o Cardeal Caro Y Rodriguez, de Santiago, arcebispo – primaz do Chile. Eu vos transmito estas informações para que possais decidir sobre a marcha dos acontecimentos, num ou noutro sentido.

A “fé” luciferina ensina que Lúcifer era o espírito mais brilhante do Exército Celeste. Seu poder e influência eram tão fortes que ele acabou pondo em questão o poder e a supremacia de Deus – “Adonai”, e provocou a deserção de um grande número de espíritos celestes das altas hierarquias. Estes, deixaram Deus e seguiram o Príncipe dos Anjos caídos. Dentre os traidores estava Satanás, o “filho mais velho de Adonai”.

De acordo com a crença luciferina, o arcanjo São Miguel é irmão de Satanás, bem como o filho mais moço de Adonai. A doutrina luciferina reconhece que São Miguel infligiu uma derrota aos anjos que tinham optado pela causa luciferina, no Céu. Dessa época, data a inimizade eterna entre Satanás e São Miguel.

Ainda de acordo com os ensinamentos luciferinos, a palavra “inferno” é utilizada para designar o mundo celeste para o qual Deus baniu Lúcifer e os espíritos celestes mais inteligentes, que seguiram o Príncipe do Inferno por sua livre vontade. Deus – Adonai -, decidiu, então, dar outra chance a essas criaturas, considerando que elas tinham sido enganadas ao adotar a revolta luciferina. Ele criou, em conseqüência, outros mundos, entre os quais a Terra, e os povoou com os anjos menos culpados dentre aqueles que tinham se separado dele, no Céu, quando da revolta. Ele os fez à sua imagem e semelhança; foram dotados de corpos, nos quais insuflara a luz espiritual da graça santificante. A aparência destes era semelhante à do Cristo que Pedro, Tiago e João contemplaram na transfiguração. Deus pôs esses anjos caídos nos mundos, através de um processo de nascimentos que os privou do conhecimento das suas existências anteriores, dotando-os, no entanto, de inteligência, e concedendo-lhes a vontade livre. Seus espíritos foram feitos de maneira que pudessem receber inspirações do mundo celeste, tanto daqueles espíritos que permanecerem fiéis a Deus, quanto dos espíritos que tinham abraçado a causa luciferina. Os mais fracos desejam, geralmente, receber tais inspirações, usando a sua própria inteligência. O corpo age de acordo com as decisões do espírito; todas as ações do corpo devem ser ou positivas (boas) ou negativas (más). Toda ação pneumática (espiritual) é registrada no “Livro da Vida”. O indivíduo decide com conhecimento do seu futuro eterno, e, através das suas ações pneumáticas, demonstrando se aceita o plano de Deus para o Universo, ou plano de Lúcifer. O resultado é o “Bem” ou o “Mal”. Segundo a fé luciferina, Lúcifer, fez de Satanás o “Príncipe deste Mundo” quando da criação. O objetivo deste era incitar nossos primeiros pais a separar-se de Deus – “Adonai” -, e impedir que seus descendentes realizassem o Plano de Deus para a criação. Essa “Fé” ensina, igualmente, que Deus, no Jardim do Éden –  o paraíso -, acompanhava nossos primeiros pais, instruindo-os sobreseu plano e sua concepção de vida.

(…) Os luciferianos ensinam – aos iniciados dos graus inferiores do Rito Paládico Novo, fundado por Albert Pike – que Deus – “Adonai” é um Deus ciumento e egoísta, que impediu nossos primeiros pais de conhecer os prazeres das relações sexuais, – o segredo da procriação -, porque deseja reservar-se tais prazeres! Podeis constatar a abominação, uma mentira difícil até de se qualificar, o tanto que é assustadora! Deus, simplesmente tinha deixado para depois a revelação da procriação, a fim de primeiro provar a honestidade, a integridade e a obediência dos nossos primeiros pais. Ele queria estar certo do poder contar com eles antes de confiar-lhes o segredo, de sabê-los dignos de poder cumprir essa função santa e sagrada, que daria a outros a oportunidade de aceitar seu plano sobre a criação. Os luciferianos contam, aos iniciados no Rito Paládico Novo, que Satanás gratificou a “Raça Humana com o dom mais importante, quando iniciou Eva nos prazeres das relações sexuais, fazendo com que ela descobrisse o segredo da procriação. As Santas Escrituras nos ensinam que Satanás incitou Eva a desobedecer a Deus: “Da árvore do Bem e do Mal não comerás” -, prometendo-lhe que se ela aceitasse sua sugestão, Adão e ela se tornariam iguais a Deus em Poder, e nunca morreriam. Em outras palavras, Satanás revelou a Eva a ideologia relativa ao sexo e às relações sexuais, o “conhecimento da carne”, que está em total oposição com a vontade de Deus: o ato de procriação deve ser realizado por um homem e uma mulher, unidos por toda a vida pelos laços do casamento. Um ato realizado na mais restrita intimidade, fundamentado em sentimentos profundos, expressões mútuas de alegria, estima, devotamento e reconhecimento, devendo o summum ser atingido pelo desejo espiritual dos dois seres, consistindo na promoção do Plano de Deus, isto é, o povoamento do mundo, a fim de viver-se eternamente com Ele, na felicidade.

A conquista de Eva por Satanás foi de um gênero totalmente diferente, pois reproduziu o Rito da Missa Adonaicida, a Missa Negra. Segundo o ritual dessa “missa”, os atos amorosos de Satanás foram calculados de modo a excitar as paixões animais de Eva, até o ponto em que a satisfação da excitação sexual se põe acima de qualquer outra consideração. Satanás aconselhou-a a amar a volúpia mais do que a modéstia. (…) De acordo com o Satanismo, é perfeitamente normal empregar qualquer meio que seja a fim de satisfazer o desejo sexual, seja ele animal ou humano! O Talmude da Babilônia, – que se baseia nos ensinamentos cabalísticos dos promotores da Conspiração Luciferina -, ensina que é perfeitamente normal que um “homem” abuse de crianças com idade de 3 anos, a fim de satisfazer suas diabólicas paixões animais! A “fé” luciferina proclama, além disso, que Caim nasceu da união de Eva com Satanás!

(…) Quando se compreende isto, pode-se, facilmente, alcançar como a Conspiração Luciferina, permanente, se desenvolveu nesta Terra com o objetivo de escravizar, de corpo e alma, os sobreviventes da Conspiração dos Illuminati. Isto explica, igualmente, o dilúvio quotidiano de sexualidade na mídia, os filmes pornográficos, as exibições impúdicas da mulher, a canção sexy, o ritmo “Elvis Presley”, o Rock’n Roll[6].
Voltaire escreveu que, para levar as massas a uma nova servidão, os Illuminati deveriam mentir-lhes, como o próprio Diabo, não timidamente, ou por um certo tempo, mas descarada e permanentemente. Ele expunha aos seus companheiros Iluministas: “Devemos fazer-lhes promessas levianas, e empregar frases extravagantes… e poderemos fazer, a seguir, o contrário do que prometemos… isto não terá conseqüências”.

Mas, o fato mais esclarecedor de todos é o conhecimento da terrível e espantosa influência do satanismo na conduta de certos homens – os que foram admitidos como Grandes Sacerdotes da fé luciferina -, que se emasculam, ou pedem aos seus médicos que os castrem, a fim de impedir que as considerações sexuais intervenham na sua determinação de estabelecer a Ditadura Totalitária Luciferina sobre a Terra.
Segundo fontes confiáveis, Janos Kadar é um desses homens. Uma revista das mais importante da América, publicou, em fins de 1956, a história da maneira com que Kadar tomou o poder da Hungria, e pôs fim à rebelião. O autor afirma que Kadar foi emasculado por seus inimigos, quando esteve preso. Tal declaração é mentirosa. Kadar foi castrado por seu cirurgião, e a seu pedido. Ele desejava tornar-se um adepto perfeito da causa luciferina. Kadar era de tal maneira fanático que, depois de ter reprimido a Revolta Húngara, ordenou que fossem emasculados 45.000 jovens húngaros que tinham caído prisioneiros. Em seguida, os enviou a campos especiais, onde foram treinados para se tornarem agentes dos Illuminati, e serem empregados no auxílio a Conspiração Luciferina, na sua última fase. Tudo isto é essencialmente horrível, mas é a verdade. “News behind the News” [7], afirmou, em 1956, que a Revolução Húngara tinha sido tramada pelos Illuminati, do exterior, e que tinha como objetivo testar, na prática, a realização do plano Pike: provocar o cataclisma social último, implicando povos controlados pelos comunistas ateus, e, povos que professam o cristianismo. As provas recebidas posteriormente estabelecem, formalmente, que tínhamos absoluta razão nas afirmações.

A “fé” luciferina ensina que a Conspiração progrediu em tal rapidez que Deus decidiu enviar S.Miguel à Terra, na pessoa de Jesus Cristo (!), a fim de acabar com a Sinagoga de Satanás e dispensar seus sicários. Ensina, também, que S. Miguel, – o Cristo -, falhou na sua missão*.
Pike elaborou o ritual da missa adonaicida baseado na sedução de Eva por Satanás; na vitória luciferina sobre Cristo; e, na sua morte instigada pelos Illuminati. Cristo veio para nos resgatar e liberar das correntes com as quais Satanás nos havia sujeitado. Pike “ensina” que Satanás tinha obtido o controle de todos aqueles que exerciam funções importantes nos governos, religiões, ciências, e demais atividades humanas. O nascimento de Cristo num estábulo nos ensina que, se querermos cumprir o Plano de Deus, devemos começar pelos mais humildes, a fim de educar a maioria da humanidade. Cristo nos deu conhecimento, da maneira a mais clara possível, que era inútil e vão começar pela cúpula. Se tivéssemos aprendido a lição, teríamos uma “revolução” espiritual! Cristo nos ensinou, também, que só há uma maneira de pôr fim à Conspiração Luciferina: ensinar a verdade inteira, interessando no problema os povos de todas as nações. Ele nos assegurou que, se fizermos conhecer a verdade, e explicarmos às massas que a ideologia luciferina é má, a opinião pública se tornaria uma força imensa incontrolável pela Sinagoga de Satanás.

Weishaupt e Pike reconheceram essa verdade. Insistiram no fato de que todo agente iluminista, suspeito de traição, deveria ser executado. Weishaupt, escreveu que se um só homem pudesse divulgar[8] seu segredo, seu plano recuaria 3.000 anos, ou seria definitivamente adiado. Weishaupt, serviu-se de Thomas Jefferson para transferir à América sua conspiração luciferiana revisada.

Jefferson integrava o grupo dos financistas, políticos, economistas, cientistas, industriais, profissionais liberais, e religiosos, que tinha a idéia de um Governo Mundial, dirigido por homens de cabeça (os iluministas). Esta seria a única maneira de pôr fim às guerras e revoluções.

Jefferson ocupava uma posição tão elevada nos conselhos executivos dos Illuminati, que estes impuseram, secretamente, a impressão da insígnia da seita no verso do Grande Selo da América, festejando antecipadamente sua posse no governo. Como essa informação tem chocado a maioria dos cidadãos americanos, citaremos documentos autênticos e acontecimentos históricos, cuja existência foi cuidadosamente ocultadas ao grande público do Canadá e Estados Unidos.

Em 1789[9], o altíssimo iniciado maçom, John Robinson, confirmou que os Illuminati tinham se infiltrado nas lojas maçônicas americanas.
Em 19 de julho de 1789, David A. Pappen, presidente da Universidade de Harvard, preveniu seus alunos quanto à influência do Iluminismo na política americana, bem como na religião (imaginamos o que ele diria da Harvard de hoje, se ainda estivesse vivo!).

No dia de Ação de Graças, de 1789, Jedediak Morse pregou contra o Iluminismo. Advertiu sua congregação, e o povo americano, de que os Iluministas dissimulavam seu verdadeiro objetivo ao se infiltrarem nas lojas maçônicas, cobrindo suas ações subversivas, bem como suas intenções, com a máscara da filantropia.

Em 1799, John Cosens Ogden revelou o fato de que os Iluministas da Nova Inglaterra se consagravam, infatigavelmente, à destruição da religião e do governo da América, fingindo preocupar-se com a sua proteção.

Em 1800, John Quincy Adams se opôs a Jefferson na eleição à presidência americana. Adams tinha organizado as lojas maçônicas da Nova Inglaterra. Ele escreveu três cartas ao coronel W. L. Stone, expondo as atividades subversivas de Jefferson. As informações contidas nessas cartas permitiram a Adams ganhar as eleições. As cartas, às quais nos referimos, estão, – ou estavam -, expostas na Biblioteca Rittemburg Square, na Filadélfia.

Em 1800, o Capitão William Morgan sentiu-se no dever de informar aos demais franco – maçons sobre os propósitos, e o modo com que os Illuminati usavam suas lojas com objetivos subversivos. Os Illuminati, delegaram a um dos seus membros, Richard Howard, a incumbência de executar o “traidor” Morgan. Esse tentou fugir para o Canadá, mas não conseguiu[10]. Em 1829[11], uma Iluminista chamada “Fanny” Wright, fez uma conferência para um grupo cuidadosamente selecionado de Iluministas, no novo templo maçônico de New York. Ela explicou a ideologia luciferina quanto ao “amor livre” e à “liberdade sexual”. Informou, igualmente, aos Iluministas americanos sobre o fato de que estava previsto organizar e financiar o Comunismo ateu, com o objetivo de prosseguir no cumprimento dos seus planos secretos, conforme sua visão do mundo. Dentre os homens que contribuíram para implementar essa fase da Conspiração Luciferina, encontramos Clinton Roosevelt (um ancestral direto de Franklin Delano Roosevelt), Horage Greeley e Charles Dana.

Em 1834, a fim de dissimular seu verdadeiro propósito, as pessoas citadas organizaram o “Partido Loco-Foco”.

Em 1835, mudaram seu nome para “Partido Whig”, e o empregaram na coleta dos fundos que financiaram Mordecai Mark Levi (isto é, Karl Marx) quando este escreveu “O Manifesto Comunista”, junto com Engels[12], e “O Capital”, em Soho (Londres).

Essas duas publicações foram redigidas sobre o controle direto dos Illuminati. Destinavam-se a organizar o Comunismo ateu, como exigia o plano de Adam Weishaupt elaborado em 1766.

Em 1834, os Illuminati fizeram de Giuseppe Mazzini[13] seu “Diretor de Ação Política”. Esse título significava, na realidade, “Diretor de Atividades Revolucionárias”. Léon de Poncins, em “As Forças Secretas da Revolução” (p.65), confirma o que publiquei a respeito em “Pawns in the Game” e “Red Fog Over América”: Mazzini mantinha relações estreitas com dirigentes ocultos, e conduzia atividades revolucionárias em diferentes países. Mazzini conheceu o General Albert Pike pouco depois que o presidente Jefferson Davis dissolveu as tropas indígenas auxiliares, sob o pretexto de que tinham cometidos atrocidades durante a guerra.

Em 1850, com 41 anos de idade, Albert Pike se infiltrou na Maçonaria, e foi iniciado na loja Western Star, de Little Rock, no Arkansas. Apoiado pelos Illuminati, fez uma carreira fulgurante.

Em 02 de janeiro de 1856, Pike foi eleito Soberano Grande Comendador do Conselho Supremo da Jurisdição Sul dos Estados Unidos. Ligou-se, estreitamente, a um luciferiano chamado Moses Holbrock, que ocupava um cargo maçônico correspondente, em Charleston, na Carolina do Sul. Juntos, elaboraram o ritual de uma versão modernizada da “Missa Negra” luciferiana, baseada na doutrina cabalística. Holbrock morreu, e Pike introduziu a “Missa Adonaicida”, que deveria ser celebrada pelos iniciados admitidos no segredo integral, e no último grau do Rito Paládico Novo. Esse ritual preconiza, ao celebrante, iniciar a sacerdotisa que desempenha o papel de Eva nos prazeres do sexo, assim como Satanás os ensinou a ela. Assim, a memória de Eva é perpetuada, e se lembra aos presentes como se utiliza, ainda, o sexo, para obrigar as pessoas que desejam controlar, a se afastarem de Deus[14]. O ritual exige a imolação de uma vítima humana, animal, ou mesmo uma ave. O sacrifício é oferecido a Lúcifer, para comemorar a vitória da Sinagoga sobre Cristo. Faz-se circular e beber, em pequenos goles, o sangue da vítima, e comer pedaços da carne, tudo isso para ridicularizar Cristo que ensinava: “Aquele que come minha carne e bebe meu sangue terá a vida eterna”[15].

O celebrante profana, a seguir, uma hóstia consagrada por um padre da Igreja Católica Romana[16]. Este ato é realizado para demonstrar aos presentes que Deus – “Adonai” não é todo poderoso. Isto indica, também, a determinação de destruir todas as outras religiões. Aliás, todas as Missas Adonaicidas terminam com uma orgia de comidas, bebidas e sexo. Pike declarou que: “para que um adepto dos altos graus seja perfeitamente senhor de suas paixões, que deixam a nu tantos corações, seria preciso usar mulheres com freqüência, mas sem paixão, a fim de dominar seus desejos, e sujeitar as mulheres”. Pike escreveu, igualmente, que “as lojas de irmãos, que não têm uma loja de irmãs anexa, são incompletas”. Remetemo-nos à página 578 do livro “A Mulher e a Criança – Maçonaria Universal”, de A. C. de La Rive, que trata, precisamente, das lojas de adoção, usadas para introduzir mulheres nos ritos paládicos[17].

Por causa do seu apoio incondicional à causa luciferina, Pike foi eleito Soberano Pontífice da Franco – Maçonaria Universal, e, enquanto tal, foi assistido por dez anciãos da Suprema Loja do Grande Oriente de Charleston, na Carolina do Sul. Pike ocupava a residência magistral que mandou construir em Little Rock, em 1840. Foi ali que elaborou o Plano das Fases Terminais da Conspiração Luciferiana. Como provaremos a seguir, o último cataclisma social deverá produzir-se no embate entre as massas controladas pelos comunistas ateus, e aquelas que reconhecem a religião cristã[18]. É esse plano diabólico que justifica a definição da palavra “Goyn”: “gado humano preparado para o massacre”. A fim de pôr em execução esse plano, diabolicamente inspirado, Pike organizou o “Rito Paládico Novo”, e ordenou a Mazzini que estabelecesse Conselhos Supremos em Roma e Berlim, para operar em ligação com o quartel-general que ele tinha estabelecido em Charleston. O Supremo Conselho de Roma era responsável pela “Ação Política”, enquanto que o de Berlim constituía o “Diretório Dogmático”. Os três Supremos Conselhos tinham por missão dirigir as atividades subversivas de 23 outros conselhos, que Pike erigiu em posições estratégicas na América do Norte, América do Sul, Europa, Ásia, África e Oceania[19].

Para provar que “O Supremo Segredo” só é revelado aos adeptos dignos de receber a iniciação do último grau do rito paládico, que os entroniza como membros da “Grande Loja Branca” e “Grandes Sacerdotes da Fé Luciferina”, citaremos uma carta de Mazzini ao Dr. Breidenstein, antes deste receber o último grau: “Construímos uma irmandade espalhada por todos os pontos do mundo. Gostaríamos de quebrar todos os jugos. Entretanto, há um, invisível, o qual se pode apenas sentir, e que pesa sobre nós. Donde vem? Onde está? Ninguém sabe… ou não quer dizer. Essa sociedade é secreta até mesmo para nós, os veteranos das sociedades secretas”.

Tendo em vista provocar o último cataclisma social, entre comunistas e cristãos, Pike deveria colocar Iluministas nos postos de controle do Estado do Vaticano. Para facilitar a infiltração, Pike ordenou que Mazzini suscitasse, na Europa, um clima “antivaticano”, até que – como o sabemos -, a integridade física das pessoas, no interior do Vaticano, fosse posta em perigo. Karl Rothschild[20], filho de Mayer Amschel Rothschild, que financiou os Iluminados da Baviera de Weishaupt, interveio, então, em favor do Estado Pontifical, sob o pretexto de que desejava impedir uma inútil efusão de sangue. Foi assim que um dos membros mais altos dos Illuminati obteve o reconhecimento e a estima do Papa, e dos Altos Funcionários do Vaticano. Então, ele aproveitou para introduzir agentes da seita, como peritos, conselheiros financeiros[21] e políticos… Estes cumpriram, de modo preciso, a diretriz de Weishaupt, que orgulhosamente escreveu: “Nos infiltraremos nesse lugar – o Vaticano- , e quando estivermos lá dentro, não sairemos jamais. Nós o minaremos até que reste, apenas um coquinho vazio!… Depois que os Iluminati se infiltraram no Vaticano, a Conspiração Luciferina fomentou duas guerras mundiais, que dividiram a Cristandade em exércitos opostos. Os cristãos, de todas as confissões, se mataram uns aos outros aos milhões, com a conseqüência de que as massas, controladas pelo Comunismo ateu, tornaram-se uma potência equivalente ao que resta na Cristandade. O curso dos acontecimentos, até os nossos dias, está estritamente conforme as prescrições de Weishaupt e da sua Conspiração Luciferina. O modo com que isso ocorreu indica que o plano de ação, elaborado por Albert Pike, entre 1850 a 1886, na sua residência de Little Rock, foi escrupulosamente seguido. Não esqueçam de que os arquivos secretos do Vaticano são os mais completos do mundo, mais do que todos os outros! Imaginamos qual não teria sido o curso da História se os Iluminati não tivessem conseguido estabelecer uma conspiração do silêncio, cobrindo todos os governos, sejam eles políticos ou religiosos. Possuo numerosas cartas de padres que viveram em Roma, e estudaram no Vaticano. Elas comprovam que o Santo Padre é uma espécie de prisioneiro, no interior do Vaticano[22]; assim como o presidente dos Estados Unidos é um prisioneiro na Casa Branca; a rainha da Inglaterra, no Palácio de Buckingham; e, Khrouchev, no Kremlin. Uma só vez, nesses últimos anos, a vigilância constantemente exercida sobre o Papa foi relaxada. Foi quando se pensou que Sua Santidade estava à morte. Sabemos que ele se encontrava de tal maneira debilitado que somente um milagre pôde dar-lhe as forças necessárias para convocar uma personalidade oficial, com a qual podia contar. Ele deu ordem para que se enviasse um apelo a todos os católicos romanos, pedindo-lhes “rezar pela Igreja do Silêncio”. [Pio XII]. Pike limitou a iniciação ao Rito Paládico Novo aos homens e mulheres que já tinham se afastado, definitivamente, de Deus, vendendo suas almas à Satanás, em troca da realização material e dos prazeres carnais. Mas, a astúcia e a inteligência dos mestres da Sinagoga de Satanás são tais que, mesmo os iniciados nesse rito, não podem ser admitidos no supremo segredo, antes de serem testados a fundo.

A maneira como a “Grande Loja Branca” – Sacerdotes da Fé Luciferiana,
guarda seu segredo foi perfeitamente revelada quando Deus fez com que
os documentos ultra-secretos, emitidos por Albert Pike, caíssem em
mãos diferentes daqueles às quais se destinavam.
Mazzini morreu em 1872, Pike designou, então, Adriano Lemmi para sucedê-lo como Diretor de Ação Política. Este, já iniciado no Rito Paládico Novo, era um satanista. Pike revelou-lhe o supremo segredo. Explicou-lhe que Lúcifer é o único Deus, além de Adonai, e que o objetivo final da conspiração em marcha consiste em impor a ideologia luciferina à Humanidade[23]. Os fatos referentes a essa nomeação foram relatados no livro de Domenico Margiotta: “Adriano Lemmi, Chefe Supremo dos Franco – Maçons”.

O fato de somente alguns dos iniciados dos Altos Graus dos rito Paládico estarem de posse do supremo segredo, foi outra vez provado quando Pike julgou necessário remeter a carta, com as instruções que transcrevemos, aos Iluministas que tinham sido escolhidos para dirigir os 23 conselhos, estabelecidos no mundo inteiro.

Um exemplar dessa carta, datada de 14 de julho de 1889[24] também foi desviado… O “correio” é citado por A.C. de La Rive, na p. 587 do seu livro: “La Femme et L’Enfant dans la Franc – Maçonnerie Universelle”. Citamos o parágrafo:

“Eis o que devemos dizer às massas: nós adoramos um Deus, mas trata-se do Deus que se adora sem superstição… A Religião Maçônica deveria ser, por todos nós, iniciados dos Altos Graus, mantida na pureza da Doutrina Luciferina… Se Lúcifer não fosse Deus, será que Adonai, cujos atos na sua totalidade atestam sua crueldade, perfídia, ódio ao homem, barbaria, e repulsa à ciência, – se Lúcifer não fosse Deus, será que Adonai e seus padres o caluniariam? Sim! Lúcifer é Deus. E, infelizmente, Adonai também é Deus, porque a lei eterna exige que não exista esplendor sem sombra, beleza sem feiúra, branco sem negro. O absoluto não pode existir senão enquanto duplo elemento (Deuses)… Donde, a doutrina do Satanismo é uma heresia. A verdadeira, e pura religião filosófica, é a crença em Lúcifer, igual a Adonai, mas Lúcifer Deus de luz e Deus do Bem, lutando pela Humanidade contra Adonai, Deus das Trevas e Deus do Mal”. A História nos ensina, que, desde 1776, a Conspiração tem-se desenvolvido exatamente como Adam Weishaupt previu, simplesmente porque os dirigentes dessa empresa demoníaca têm sido capazes de guardar o segredo do seu objetivo final, isto é, a escravização, de corpo e alma, do que restar da Raça Humana. Vamos, agora, desvelar os planos que os Illuminati têm a intenção de seguir, até o completo arremate.

Weishaupt, depois Pike, tinham necessidade de que o Sionismo Político fosse organizado, financiado, e controlado pelos Illuminati, de

maneira que pudessem utilizá-lo, inicialmente, para a criação de um Estado soberano que veria o coroamento do seu Déspota-Rei, Senhor do Universo, o que lhes permitiria, a seguir, fomentar a Terceira Guerra Mundial.

O Sionismo Político foi organizado por Herzl, em 1897. Uma pessoa dotada de inteligência, – essa faculdade dada por Deus-, pode negar o fato de que essa fase do complô já está se desenrolando no Oriente Médio[26] (e, também, no Próximo) nos nossos dias? Se deixarmos a 3ª G.M. eclodir, o Sionismo e o mundo muçulmano serão varridos do mapa, e as nações restantes serão eliminadas, enquanto potências mundiais. Restarão, entre os Illuminati e seu objetivo, somente o COMUNISMO ATEU E O CRISTIANISMO.

Numa carta que escreveu a Mazzini, em 15 de agosto de 1871, Albert Pike explica como chegar à Terceira Guerra Mundial. Um exemplar dessa carta se encontra, ou se encontrava, na Biblioteca do Museu Britânico Imperial de Londres:

“Nós, os Illuminati, soltaremos os Niilistas e Ateus, e provocaremos um formidável cataclisma social que mostrará às nações, em todo o seu horror, o efeito do ateísmo absoluto, origem de toda selvageria e das desordens as mais sangrentas. Os cidadãos serão obrigados a se defender, por toda parte, contra a minoria dos revolucionários, e exterminarão esses destruidores da civilização….

A multidão, desiludida com o Cristianismo, cujo, espírito deísta estará, sem qualquer direção nesse momento, buscará um ideal, mas, não sabendo onde e a quem render adoração, receberá a verdadeira luz, pela manifestação universal da pura doutrina de Lúcifer. Essa manifestação será, enfim, revelada ao povo; ela resultará do movimento reacionário geral que seguirá, de perto, a destruição do Cristianismo e do Ateísmo, ambos conquistados e destruídos no mesmo instante”.

Se acaso algum dos nossos leitores ainda duvide da verdade que afirmamos, que nos permita ressaltar que S.E. o Cardeal Caro y Rodriguez, primaz do Chile tentou advertir os católicos, e até mesmo os franco-maçons[27], do destino planejado para eles.

Quando Franklin Delano Roosevelt foi eleito presidente dos Estados Unidos, estava absolutamente certo de que a Conspiração alcançaria seus objetivos finais ainda durante sua vida. Em conseqüência, [aceitou o conselho e] mandou imprimir, em 1933, no verso das notas de 1 dólar, a insígnia dos Illuminati – que Jefferson já tinha feito cunhar secretamente no verso do Grande Selo Americano.

Estava, portanto, notificado aos Iluministas do mundo inteiro, que os Illuminati estavam em condições de exercer um controle absoluto sobre as finanças, a política e as ciências sociais da América. Roosevelt deu o nome de “New Deal” (Plano do Governo Americano para o Restabelecimento Econômico e a Segurança Social) a essa iniciativa.

Na política exterior, Roosevelt apoiou o Comunismo ateu, de maneira que este, em todos os pontos, se tornasse equivalentes em força, à Cristandade. Roosevelt estava de tal maneira convencido de que seria o primeiro Déspota-Rei, que teve a audácia de declarar, em 1942, a Winston Churchill, “que tinha chegado o momento do Império Britânico ser dissolvido no interesse da paz mundial”. Este incidente ocorreu em Vallentia Harbour, Terra Nova, quando se encontraram para tratar da questão da OTAN. A que espécie de paz Roosevelt se referia? A uma paz sob a férula de uma ditadura luciferina? É mais que provável! Vamos, agora, mostrar como os Illuminati se infiltraram na Casa Real Britânica. Desde 1942, o Almirante Louis Mountbatten era a “eminência parda” na Grã-Bretanha. Foi sob sua influência e direção que a Índia, e numerosas outras regiões do Império Britânico, “adquiriram a independência”, modo elegante de dizer que elas foram seccionadas da Coroa Britânica. O que a opinião pública tomava como sendo, apenas, desejos da parte de Roosevelt, tornaram-se, rapidamente, realidade. Roosevelt não ignorava o que os Illuminati tinham programado. Sua língua solta, durante a conversa com Churchill, confirmou o velho provérbio: “In vino verítas” [Quando se bebe o vinho, a verdade transpira].

De fato, em menos de cinqüenta anos, o Império Britânico foi reduzido, de maior potência da terra, a uma potência de terceira classe. Por outro lado, a Rainha da Inglaterra desposou o sobrinho do Almirante Mountbatten. O príncipe Philippe foi “adotado” pelo Almirante quando era menino. Todos sabem que o Príncipe Philippe tem uma visão extremamente liberal, mas poucas pessoas sabem que ele foi educado privadamente, por decisão do seu tio, em Gordonstoun, na Escócia, pelo Dr. Kurt Hahn, um Iluminista que (…) (vivia na – n.J.B. Klein) Alemanha.

O Dr. Kurt Hahn era, indiscutivelmente, um agente dos Illuminati. Ele serviu, na Alemanha, no Comitê Executivo do Partido Comunista, mas não era um ateu. Dirigiu a política comunista na Alemanha, de maneira que os Illuminati pudessem fomentar a 2ª Guerra Mundial. De qualquer modo, o príncipe foi entregue a um subversivo perfeitamente informado, altamente treinado e experimentado. A Escola de Gordonstoun é uma das três estabelecidas de acordo com o Plano de Weishaupt, que preconizava aos Illuminati endoutrinar e treinar jovens pertencentes a famílias bem situadas, com espírito internacionalista, a fim de fazê-los agentes da sua seita. As duas outras escolas fundadas pelo Dr. Kurt. Hahn, encontram-se em Salem, na Alemanha, e Anavryta, na Grécia.

Queremos deixar bem claro que os jovens assim treinados não tinham, todos, consciência da finalidade para a qual foram formados. E. H. Norman foi um desses jovens que teve um triste fim… E assim foi com muitos outros, porque não passaram de “PEÕES NO TABULEIRO DE XADREZ” dos Illuminati.

A Rainha Elizabeth é, igualmente, Chefe da Igreja Protestante na Inglaterra. O Cônego C.E. Raven, por imposição de forças que ela não pôde controlar, foi nomeado “conselheiro espiritual” da Casa Real. Este anglicanista casou-se três vezes. Sua terceira esposa professava o ateísmo, e era conhecida como “Heroína da Resistência Francesa”.

Uma coisa é certa: depois dessa nomeação, Sua Majestade nunca mais se referiu a Deus Todo-Poderoso, nas suas mensagens de Natal ao povo. O mais significativo ocorreu na sua última alocução: empregou o jargão dos Illuminati. Entre outras coisas, declarou: “A reação em cadeia das Potências da Luz, a fim de Iluminar a nova era (Nova Ordem) que chega”.

O poderio dos Illuminati é tamanho que instruíram um outro dos seus agentes, canadense, mas alemão de nascimento, chamado Hahn, para que celebrasse a ascensão da Rainha Elizabeth ao trono, modificando a foto que Sua Majestade tinha aprovado para as notas dos bancos canadenses. Hahn dissimulou, com habilidade, a carantonha de Satanás no penteado da Rainha.

No simbolismo iluminista, isto significa “Agora, temos o ‘ouvido da Rainha’. Nossos agentes estão tão próximos da sua pessoa que ela nem percebe sua presença”.

“News behind the News”, levou esse atentado ao conhecimento da Câmara dos Comuns do Canadá, na pessoa do Sr. John Blackmore. Em conseqüência, foram fabricados novos clichês e novas cédulas. Tentamos informar o marido da Rainha do verdadeiro objetivo dos Illuminati, mas sem grande sucesso, pareceu-nos.

Depois da morte de Roosevelt, a política exterior americana, e da ONU, têm sido decidida pelos Iluminados do Conselho de Relações Exteriores – C F R, que se instalou no Ed. Harold Pratt, em Nova York. Esse quartel-general da intriga internacional foi estabelecido, e é financiado, pelas fundações Rockefeller, Carnegie e Ford. Aliás, isentas de impostos.

Desde o início do século [XX], os Rockefellers tomaram dos Rothschilds a direção da Conspiração. Sua política visa conter o Comunismo, mas não destruí-lo. Com certeza, o Comunismo Internacional deve ser guardado em reserva, com um poderio equivalente ao da Cristandade inteira, senão o Plano diabólico de Albert Pike, para o último cataclisma social, não poderá ser executado.

Essa política, aparentemente desconcertante, nos explica porque Mac Arthur não foi autorizado a destruir o Comunismo, durante a Guerra da Coréia. Foi, ainda, essa mesma política que incitou a ONU a exigir, da França e da Grã-Bretanha, que retirassem as tropas pára-quedistas lançadas em Suez, para pôr fim às atividades subversivas de Nasser no Egito e no Oriente Médio. Quando Mac Arthur persistiu na intenção de destruir o Comunismo, foi destituído. Quando Antony Eden mandou tropas ao Egito, foi igualmente cassado. Por quais motivos verdadeiros? – Insubordinação ao “diktats” dos Illuminati? Desde a época de Jefferson, os cidadãos dos Estados Unidos têm sido gradualmente condicionados para o dia em que os Illuminati decidirem tomar o poder. O mesmo ocorre na Canadá [28].

Saberemos que a hora da escravização terá soado quando o presidente dos Estados Unidos, e o Primeiro Ministro do Canadá, declararem “Estado de Emergência”, e constituírem uma ditadura militar sob o pretexto de que tal medida é necessária para proteger o povo de uma agressão comunista[29]. Os Partidos Comunistas dos dois países são “contidos”, porque os Illuminati têm a intenção de utilizá-los para levar ao “Estado de Emergência” (parece que hoje a maneira mais operacional é o terrorismo). Afinal, teria o velho e doente Bin Laden, de dentro de uma caverna nas montanhas áridas do Afeganistão, capacidade para planejar, executar e controlar o atentado contra o World Trade Center, mais o Pentágono e, talvez, a Casa Branca? É preciso não esquecer que o governo Roosevelt sabia, com precisão, do ataque japonês a Pearl Harbor, e deixou acontecer, com mortos e feridos, além dos danos materiais.

(…) Aliás, o FBI e a Polícia Montada Canadense poderiam neutralizar, em 48 horas, os comunistas e todas as forças subversivas, se tivessem permissão. Os chefes do FBI, e da Polícia Montada, sabem quem são as Potências Secretas. Somente o apoio generalizado da população liberaria esses órgãos das correntes com as quais – nós inclusive, somos todos imobilizados.

Quando os comunistas receberem a ordem de se revoltar, serão autorizados a massacrar todos aqueles cujos nomes constam das listas de liquidação dos Illuminati. Os agentes dos Illuminati aparecerão, então, em cena, e tomarão o controle, sob o falacioso pretexto de salvadores do povo. Lênin se gabava de que “quando os tempos chegarem, os Estados Unidos cairão nas suas mãos, – as do Illuminati-, como frutos maduríssimos”.

O plano com o qual os Illuminati pretendem tomar o poder aos comunistas está pronto. O pessoal selecionado para arrematar os seus detalhes recebe treinamento num imóvel de Chicago denominado o “Treze Treze” (THIRTEEN THIRTEEN), Rua 60ª, uma propriedade da Universidade de Chicago. Esse centro de treinamento Iluminista é financiado pelas mesmas fundações que financiam o Conselho de Relações Exteriores – CFR, de N. York. Os Iluministas, engajados nesse projeto, estão infiltrados nos “Serviços da Administração Pública”, pretensamente para melhorar os serviços sociais, bem como o governo. Na realidade, eles treinam seus agentes selecionados para ocupar posições-chaves, em todos os níveis do governo.

Diplomados em Administração Pública já estão devidamente colocados como “especialistas”, “experts” e “conselheiros”, pelos Illuminati, nos seguintes órgãos:

-Am. Publica Works Assn. Municipal Finance Officers Assn; Public Personal Assn.; [seguem-se duas dezenas de outras organizações].
A política dos dirigentes dos serviços de Administração Pública, no “Treze Treze”, consiste em fazer nomear agentes treinados para os postos importantes dos Municípios. Estes, indicam outros diplomados pelo “treze treze” para chefiar os diferentes serviços civis, até que tenham controlado a Administração Municipal. Eles se propõem a trabalhar com eficiência, no interesse da organização. Na verdade, nada mais fazem que usurpar os poderes do eleitorado.

Dade County, Miami e Chicago já passaram ao controle dos diplomados pelo “Treze Treze”. (…) No caso de Miami, seria necessário estabelecer esse controle imediatamente; o Sul da Flórida constitui um dos “santuários” dos Illuminati, que planejam reunir e proteger lá os seus, excluindo todos aqueles que não forem de alguma utilidade, sobretudo quando o “Estado de Emergência” for declarado. É verdade, os Iluministas de Chicago e Miami controlam a Administração Civil, mas não o povo. [Por enquanto não foram aplicadas todas as novas medidas que o combate ao terrorismo impõe].

No interior do “Treze Treze”, os agentes do Illuminati recebem uma formação que lhes ensina como assumir o controle dos governos municipais, dos parlamentos de cada Estado, e como subjugar os “Goyins” (gado humano), assim que receberem a ordem. São ensinados, também, e antes de tudo, a como se apresentar sob o disfarce de “salvador do povo”, cuja missão seria preservar as massas das perseguições mais importantes da parte dos comunistas. São ensinados como retirar as massas da opressão comunista, para colocá-las sob nova sujeição, aos Illuminati. Esta, caros leitores, é a organização e seu funcionamento. Para outras informações sobre o “Treze Treze”, dirijam-se a Time for Truth Press, P.O. box 2233, Palm Beach, USA.

Nossa finalidade, ao escrever este opúsculo, era provar que os Illuminati foram bem organizados por Weishaupt, para dirigir a Conspiração Luciferina até seu objetivo final, mas, também, que são controlados, na cúpula, pela Sinagoga de Satanás. Esta, por sua vez, está colocada sob o controle de alguns indivíduos que são, de fato, os grandes sacerdotes da “fé” luciferina, conhecidos, também, sob o nome de “Grande Loja Branca”.

Tentamos provar que o objetivo encoberto da hierarquia luciferina consiste em impedir o estabelecimento do Plano de Deus para a Sua Criação, e que a vontade de Deus seja feita, assim na Terra como no Céu. Seu objetivo é impor a ideologia luciferina à humanidade, bem como suas decisões, pela força, graças ao despotismo satânico. A fim de enganar as populações, referem-se à ditadura totalitária luciferina com a denominação de “Nova Ordem Mundial”.

A ideologia luciferina exige da “Nova Ordem Mundial” uma divisão da humanidade em duas classes: os mestres (senhores) e os escravos. Os mestres, e seus governadores, serão os grandes sacerdotes dessa “fé”, seus Illuminati, e terão, como agentes de alto nível, alguns bilionários, cientistas, economistas, e profissionais liberais devotados à causa luciferina. Mas, haverá, também, uma polícia e um exército, em número suficiente, para obrigar os Goyim a obedecer.

Todos os outros seres humanos serão reduzidos a uma espécie de “conglomerado”, feito pela mestiçagem de brancos, negros, amarelos e vermelhos. A mestiçagem será rapidamente obtida pela inseminação artificial. As mulheres serão cientificamente selecionadas, e utilizadas como chocadeiras humanas, e, os machos que as fecundarão, serão cuidadosamente escolhidos [leia-se “O Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, uma visão romanceada do projeto dos Illuminati, por esse parente muito próximo de Altos Iniciados (n.d.t. brasileiro)].
Por outro lado, a taxa de natalidade será estritamente limitada às necessidades do Estado [experiências de controle de população são feitas no mundo todo, especialmente na China, donde nos chegam notícias de que os “médicos” abortadores vendem os fetos a U$ 10,00, para serem comidos numa sopa altamente valorizada nos meios mais satanizados (idem)].

Está escrito no plano diabólico dos Illuminati: quando obtivermos o controle, o próprio nome de Deus será apagado no Livro da Vida. No jargão dos Illuminati isto significa uma lavagem cerebral, cientificamente aplicada, a fim de lavar os espíritos dos escravos humanos de todo o conhecimento de Deus Todo-Poderoso: “Adonai”. Os Iluministas têm intenção de transformar em zumbis todos aqueles para os quais não tenham uma destinação particular.

Uma última advertência: as guerras, sejam elas ofensivas ou defensivas, as revoluções – mesmo que sejam chamadas de contra-revoluções-, a intolerância racial, a intolerância religiosa[32], o fanatismo religioso [é o caso das seitas, não devemos aceitar o rótulo que nos quer impor a Maçonaria!], a perseguição e o ódio, não darão solução ao nosso problema.

Será apenas conhecendo toda a verdade que poremos fim à Conspiração Luciferiana. Se continuarmos a guardar silêncio, por causa dos riscos, a Conspiração progredirá até o último cataclisma mundial, quando os Goyim se massacrarão as dezenas de milhões [ou bilhões?] com bombas atômicas e gás tóxico dos nervos, enquanto os Illuminati, e seus amigos, se aquecerão nas praias ensolaradas dos seus “santuários”, gozando do luxo.

Quem desejar resistir, e combater por Deus contra Lúcifer, não precisa de armas, de dinheiro. Tudo o que é necessário está exposto claramente nas Santas Escrituras. Que meditem sobre a Epístola aos Efésios, cap. VI, versículos 10 a 17:

“Quanto ao mais, irmãos, fortificai-vos no Senhor e sua força toda-poderosa. Revesti-vos da armadura de Deus para poder resistir às ciladas do diabo. Porque não é contra a carne e o sangue que vamos combater, mas contra os principados e as potestades, os senhores desse mundo das trevas, os maus espíritos espalhados pelos ares. Por isso, vesti a armadura divina, para poder resistir aos tempos terríveis, e, cumprido o dever, poder permanecer de pé. Tenhais, pois, os rins cingidos com a verdade, revestida da couraça da justiça; que vossos pés sejam calçados pelo zelo pelo anúncio do Evangelho da paz; tendo sempre à mão o escudo da fé, contra o qual se quebram os dardos inflamados dos mentirosos, Portai, ainda, o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.” Poderia haver algo de mais completo e claro? (…) Se rompermos a
 Conspiração do Silêncio, se insistirmos com nossos representantes para que não façam o jogo da política, mas que trabalhem para o estabelecimento do Plano de Deus para a Criação, aí então, Deus intervirá em favor daqueles que provaram sua vontade de figurar entre seus eleitos. Esta alternativa nos é oferecida. Cabe-nos decidir: se, de todo coração desejamos viver, para toda a eternidade, segundo o Plano de Deus, a única maneira de provar nossa sinceridade é trabalhar pela realização do Seu Plano para a Terra. O plano de Deus está revelado nas Santas Escrituras. Ele não está, evidentemente, de acordo com a Carta das Nações Unidas, a ONU, ou com a ideologia dos mundialistas. Postai, ou distribui exemplares desta brochura às pessoas com as quais vos preocupais. Os resultados obtidos são maravilhosos quando os exemplares caem em boas mãos… Se estiverdes convencidos do que revelamos, então é vosso dever transmitir estas informações ao maior número de pessoas que possais contactar. Algumas, – muito poucas -, aceitarão o conhecimento da verdade. Outras a rejeitarão. Não será por vossa culpa! Sereis julgados pelos esforços consagrados ao trabalho, e não pelos resultados que tiverdes obtido. Usai da paciência, sem nada impordes, mormente pela força! Dai provas de bom senso-senso, sem nunca denegrir! Sede amáveis e reflexivos, não sejais polemizadores ou agressivos! Levai as pessoas a pensar, e, depois, deixai-as refletir por si mesmas sobre a questão. Os escravos, que estão a serviço dos Iluminados, gastam todo o tempo disponível, – noite e dia-, a serviço da sua causa. Podemos fazer por menos, se desejamos obter nossa recompensa eterna?

Necessitamos da cooperação do clero de todas as nações que ensinam a crença em Deus e o combate a Lúcifer. Temos necessidade, particularmente, do apoio ativo de todos os ministros da Religião Cristã. Se pudermos persuadi-los a prestar mais atenção, a romper a conspiração do Silêncio, e ensinar toda a verdade aos seus fiéis, os Illuminati não poderão completar seu Plano e fomentar a Terceira Guerra Mundial, bem como o cataclisma social. Os padres de Deus assumem uma responsabilidade muito pesada quando recebem o sacramento da Ordem. É seu dever, sejam quais forem as conseqüências, e nisto está empenhada sua honra, revelar aos seus rebanhos a inteira verdade! Se não aceitam fazê-lo, entregam à própria sorte inocentes vítimas, nas mãos de criminosos que buscam tomar posse das suas almas imortais!

Conclusão: proponho aos 900.000.000 de católicos, espalhados pelo mundo inteiro, a seguinte questão: se aquilo que expliquei nestas páginas não é verdade, por que rezais assim no final de cada missa[33]:

“São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede nosso escudo contra as maldades e ciladas do demônio. Cordeiro de Deus, instantemente vos pedimos, e vós, Príncipe da Milícia Celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a Satanás, e a todos os espíritos malignos que andam pelos ares para perder as almas”[34]

Ou bem o que revelamos é verdade, ou bem as palavras da oração acima são absurdas!

Sei quem compôs esta grande prece35. Já disse porque a compôs. Estou certo de que Deus está pronto a ouvir nossas preces, desde que tenhamos provado – pela ação refletida -, que somos dignos da sua intervenção[36]!

William Guy Carr

“Abriu, pois, a boca em blasfêmias contra DEUS, para blasfemar o seu nome, o seu tabernáculo[38] e os habitantes do Céu. Foi-lhe dado, também, fazer guerra aos santos e vencê-los. Recebeu autoridade sobre toda tribo, povo, língua e nação, e hão de adorá-la[39] todos os habitantes da terra, cujos nomes não estão escritos desde a origem do mundo no livro da vida do Cordeiro imolad. Quem tiver ouvidos, ouça!”
(Ap. 13,6-9)
(A citação Bíblica foi inclusão nossa: J. B. Klein)


NOTA FINAL DA EDIÇÃO FRANCESA

A CONSPIRAÇÃO MUNDIAL

Aqueles que têm dificuldade em aceitar que os Estados Unidos e o mundo sejam alvo de conspirações políticas e econômicas, não estão preparados para a leitura deste livro, que trata da Conspiração num nível muito alto. O homem comum não está familiarizado com a história e a documentação que expusemos aqui. Ocorre, também, que nunca lhe disseram que as potências do mal são tão reais quanto as potências do bem.

Neste trabalho, o leitor se confronta com a revelação de documentos secretos do Pe. Robinson, e com outras mais recentes e numerosos. Em seguida, o autor transporta o leitor através da história, remontando à Conspiração desde suas origens mais remotas. De repente, o leitor se dá conta de que está entendendo o que se passa com o Governo Mundial, que trata de usurpar os poderes dos demais governos legítimos. É coisa muito diferente do simples governo que a maior parte dos Cristãos espera do Senhor.

Os conspiradores têm um conhecimento profundo da natureza humana. São conscientes do fato de que Deus criou a terra, e nos colocou nela por meio de um processo de nascimentos; que nos dotou de uma inteligência, que pode receber inspirações boas ou maléficas. Assim, gratificado com uma vontade livre, o homem teria que ser posto à prova nesta terra, posto que seu corpo material executa as decisões do seu espírito, num sentido positivo ou negativo.

Os conspiradores tomaram muito cuidado para assegurar-se de que seus planos não seriam, jamais, revelados. Principalmente, pela imposição de juramentos (secretos) terríveis, e usando da zombaria, ou do assassinato…

Seus objetivos verdadeiros não devem ser revelados, até que sua organização tenha imposto um despotismo absoluto. Estamos sendo informados , aqui, que se trata de uma Conspiração, tão implacável quanto diabólica, cujo objetivo é amputar a liberdade do homem, dada por Deus, usando, para isto, a mentira, o crime e a força.

A Sinagoga de Satanás recorre a todos os expedientes baixos. Ela mesma diz “As massas devem ser endeusadas com louvores exagerados, e promessas extravagantes. A seguir, poderemos fazer o contrário do que prometemos… Não há nenhuma importância!”…

William Carr aconselhava, freqüentemente, postar ou distribuir exemplares desta brochura às pessoas das nossas relações, porque os resultados são maravilhosos quando caem em boas mãos. Ele estava persuadido de que a verdade será, um dia, vitoriosa.

( A seguir inclusões nossas: J.B. Klein)

NOTA 1:

Republicaremos o artigo do Jornal Folha de São Paulo, de 02 de novembro de 2000, originado na sucursal do Rio de Janeiro, pois após passaram-se QUARENTA e DOIS (42) ANOS, são confirmadas plenamente as informações e os alertas do Almirante Canadense William Guy Carr, transcritos aqui:

MANIFESTO GRUPO REÚNE CIVIS E MILITARES

Criado por militares da reserva e por civis, o “Movimento para restituir o Brasil aos Brasileiros”, acaba de lançar o “Manifesto à Nação”, que aponta um suposto “Governo Mundial”, que já se encontra em gestação.

Essa administração mundial, afirma o documento, tem como objetivo estabelecer-se em um patamar “hierarquicamente superior a todos os Estados – Nações que hoje existem sobre a terra”.

Escrito em 14 páginas e dividido em 5 capítulos, o manifesto sustenta a estratégia desse “Grupo obcecado pelo poder mundial”, que já está definida e em execução.

Fariam parte da estratégia do grupo para controlar o mundo, o estímulo a movimentos separatistas, a desativação de indústrias nacionais, o corte de verbas para o setor de ciência e tecnologia, e à adoção do dólar como moeda fora dos EUA.

Esse plano, se não for detido, levará o domínio da violência, da destruição e da morte, em uma escala nunca vista anteriormente; uma verdadeira tragédia de alcance mundial, afirma o texto.

Em relação ao Brasil, o manifesto dia que o País “ainda não foi destruído de forma irreversível, e pode dizer não, aqueles que querem destruí-lo”.

O movimento foi criado este ano por quarenta e dois civis e militares. Seu coordenador-geral é o Brigadeiro Eércio Braga, 64 anos, da reserva da Aeronáutica.

“Queremos o Brasil como o Brasil, e não como uma espécie de colônia”, disse Braga.

NOTA 2:

O CATÓLICO NÃO PODE SER MAÇOM
DECLARAÇÃO DA SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, RELACIONADA COM A ACTA APOSTOLICAE SEDIS 73, DE 17 DE FEVEREIRO DE 1981

Declaração sobre as associações maçônicas

“Foi perguntado se mudou o parecer da Igreja à respeito da maçonaria pelo fato de que no novo Código de Direito Canônico ela não vir expressamente mencionada como no código anterior (imagine se a maçonaria eclesiástica não iria agir? – n.J.B. Klein).

Esta Sagrada Congregação quer responder que tal circunstância é devida a um critério redacional seguido também quanto às outras associações igualmente não mencionadas, uma vez que estão compreendidas em categorias mais amplas.

Permanece portanto inalterado o parecer negativo da Igreja à respeito das Associações Maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a Doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem as associações maçônicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da sagrada comunhão.

Não compete às autoridades eclesiásticas locais pronunciarem-se sobre a natureza das associações maçônicas com um juízo que implique derrogação de quanto foi acima estabelecido, e isto segundo a Declaração desta Congregação, de 17 de fevereiro de 1981 (cfe. AAS 73, 1981, p. 240-241).

O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a Audiência concedida ao subscrito Cardeal Prefeito, aprovou a presente declaração, decidida na reunião ordinária desta Sagrada Congregação, e ordenou a sua publicação.

Roma, da sede da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 26 de novembro de 1983.

Obs. Final: Não esqueçamos disto em nenhum momento de nossas vidas: “O lívre arbítrio DEUS nos concedeu, mas pelas conseqüências de todas as nossas decisões, responderão nossas almas, eternamente…” Colaboração de João Batista Klein, Porto Alegre-RS, em 04.03.2005
www.portalanjo.com

 

NOTAS GERAIS:

1 A segunda é “Satanás, Príncipe deste Mundo”, editada em 1997 nos Estados Unidos, por enquanto não traduzida em português nem francês.

2 Na época o autor não precisou, e não era fácil prever, que o Comunismo mudaria de forma exterior. Aliás, é da sua natureza disfarçar-se de acordo com as circunstâncias históricas. Não é de admirar que hoje, o Comunismo tome a forma de Socialismo Democrático.
Para bem compreender a natureza cambiante do Comunismo, ler o livro de Jean Daujat: “Conheça o Comunismo”.

3 Atualmente, parece que os Illuminati fixaram sua escolha no Deserto Australiano e na Patagônia, como testemunham os extratos da imprensa que deixamos à sua meditação:

a) Marcel Renoulet, diretor do jornal libertário “L’ Homme Libre” citou a seguinte advertência (10.11.94): “Ignoro se a guerra vaieclodir. Um fato muito me preocupa: Rockefeller, e uma dezena dos maiores bilionários americanos compraram um território quase tão grande quanto a Bélgica, em pleno centro do Deserto Australiano, e ali estão construindo palácios enterrados.

. O território é cercado de arame farpado, e vigiado por um exército provado. Muito mau, muito mau sinal… Esses senhores conhecem o futuro… Já que são eles que o decidem…”.

Acrescentamos, no que se refere à Austrália, que de 21 de outubro a 9 de novembro de 1993, ocorreu uma “Grande Reunião de Luciferianos” em Wollongong, cidade situada na costa oriental australiana, próxima a Sidnei, mas também nas proximidades de uma grande zona desértica…

Os testemunhos de ex-satanistas revelaram que a elite dos chefes do culto satânico do mundo inteiro lá se encontrava… Esse encontro, projetado há vários anos, teve lugar nas montanhas vizinhas à cidade, na mata densa. Ali muitos rituais foram praticados. O objetivo desse encontro em Wollongong foi reunir todos os adeptos do aniquilamento do “anjo da morte”, um personagem cristão que Deus teria chamado para combatê-los! O fim do Mistério da Iniqüidade seria em breve? Na perspectiva da guerra anticristã posta em marcha, a coligação entre a Alta França Maçônica Luciferiana, e os círculos satânicos, já está estabelecida”.

b) No seu número 481, de maio de 1997, página 60, a revista “Lectures Françaises” cita a seguinte informação: “Buenos Aires. Território caro ao coração de Jean Raipail, a Patagônia está em vias de se tornar a terra dos bilionários. Ted Turner, o riquíssimo magnata da cadeia de televisão CNN, comprou 5.000 hectares de magníficas paisagens. Sylvester Stallone propôs a compra de um lago, e mais 14.000 hectares. Alfredo Yabran, amigo do Pres. Menem, acusado de ser o chefe da máfia local, os imitou. Pode se encontrar outros bilionários seduzidos pelos grandes espaços ainda intactos: a família Benneton possui 850.000 hectares destinados à criação de ovelhas e bovinos. Georges Soros não fica atrás: é proprietário de 350.000 hectares, comprados de antigas famílias em dificuldades financeiras.

Muitos políticos argentinos responsáveis criticam esta corrida à Patagônia, transformada em reserva ecológica. Acusam o Governo de entregar a região a preço de banana. “Mas nada poderão fazer, por causa das razões que agora sabem; ainda mais que a maioria desses “privilegiados” faz parte do “Povo Eleito”…
(n.d.t. francês)

4 Queiram estudar, lápis à mão, a “extraordinária” questão dos Khazars, povo mongol-asiático convertido ao Judaísmo nos séculos VIII-IX D.C. Os judeus “ashkenazim” são os descendentes dos Khazars, logo não-semitas. Quando se sabe que 82% dos judeus do mundo inteiro são “ashkenazim”, pode-se avaliar as dimensões da impostura indizível que constitui o suposto anti-semitismo… A única obra relativamente “séria” que se pode procurar sobre esse assunto é La Treiziéme Tribu, do judeu Arthur Koestler, publicada em 1976 por Calmann-Lévy, encontrada, também em edição de bolso em “Presses Pocket” nº 2546. Curiosamente, esta obra é raramente citada nos outros livros de Koestler, na relação das obras do mesmo autor, e estranhamente, A. Koestler morreu subitamente, após a publicação desse livro muito desconcertante para certas pessoas… Uma obra que pode ser lida com prudência: “Le Dictionnaire Khazar”, de Milorad Pavic, editado por Belfond, em 1988 (n.d.t. francês).

6 Sobre as origens demoníacas do Rock in ‘Roll, consultar as seguintes obras:

a) Pe. O’Connor, O.P.: “La Guerre de Satan Contre nos Enfants”;

b) Jean – Paul Régimbalt: “Le Rock’n ‘roll, Viol de la Conscience par les messages sublimimaux” (preferível a edição canadense, que saiu sem cortes da “censura”) A parte suprimida na Suíça, p.e,. é o capítulo: “Quem financia o rock?”

c) Mons. Corrado Balducci: “Adorateurs du Diable et Rock Satanique”, Tequi, Paris.
Todas estas obras estão disponíveis nas Ed. D. F. T, BP 28, 35370 Argentré-du – Plessis, França. Quanto à pornografia e suas sombrias origens, ver o livro de Désiré Dutonnerre: “Lá Marée Noire de La Pornographie”, publicada pelas Ed. De Chiré, BP.1, 86190 Chire-em-Montreuil 
(n.d.t. francês).

Não nos esqueçamos de que, em pleno regime militar no Brasil, carimbado pelos comunistas de “ditadura militar fascista”, a partir do Governo Geisel, por obra do seu auxiliar mais importante, o general Golbery do Couto e Silva, maçom dos altos graus, foi liberada a pornografia nos cinemas, teatros e revistas, o que tinha sido proibido no Governo Médici. Golbery alegava que era preciso haver “válvula de escape”, como se a Educação Moral e Cívica, e a censura vigentes, fossem sufocantes e antinaturais. O sociólogo laureado (e muito lido, ao contrário do “príncipe dos sociólogos”, Fernando Henrique), o professor russo naturalizado americano, Pitrim Sorokim, escreveu a magistral obra “A Revolução Sexual Americana”, que trata dos efeitos na erotização na sociedade americana”. 
(n.d.t. brasileiro).

7 “News Behind the News” (N.B.N): “Notícias por trás das Notícias”, boletim informativo sobre os bastidores da política mundial, com ênfase no papel dos Illuminati, fundado por William Guy Carr, não é mais publicado. Esse boletim completava, com muita utilidade, suas notáveis obras .
(n.d.t. francês)

* Esta heresia é ensinada pela seita “Testemunhas de Jeová”, cujo fundador era maçom de alto grau e Illuminati. Outras seitas de origem protestante foram fundadas pelos Iniciados.

8 S.S. o Papa Leão XIII, declarou na sua inspirada encíclica “Humanum Genus” (1884), sobre a Maçonaria, que é preciso “arrancar a máscara dessa seita a fim de mostrá-la tal como é”. Obedecemos de bom grado a essa diretriz papal, porque o inimigo deve ser combatido sem quartel
(n.d.t. francês).

9 1789, ano da Rev. Francesa e da inconfidência Mineira dos maçons brasileiros. Em 1889, a Maçonaria brasileira comemorou o 1º centenário desses eventos com a Proclamação da República, e, o 2º centenário, com a promulgação, em 1988, da “Constituição Cidadã” que institucionalizou, no Brasil, o Código dos Direitos do Homem e do Cidadão, da Rev. Francesa. Ainda em 1889, planejaram um atentado a D.Pedro II, comemorativo ao 1º centenário da Rev. Francesa, que deveria ocorrer exatamente no dia 17 de julho, data da “tomada da Bastilha”, quando o monarca deveria ir ao teatro. Como não foi naquele dia, só o fazendo alguns poucos dias depois, o atentado, realizado por um maçom português, foi adiado. O tiro nem acertou a carruagem, o conspirador foi preso, banido, e o fato, esquecido.
(n.d.t. brasileiro).

10 Ver “O Gnosticismo e a Franco-Maçonaria”, de Eduard Haus, p. 190
(n.d.a).

11 Bem antes de 1917!

12 Vejam que atribuem a Engels o financiamento do seu parceiro, numa tentativa de cobrir a ação do Illuminati. 
(n.d.t. brasileiro).

13 Ele dirigia os Carbonari (braço armado da Maçonaria), e a famosa “Mão Negra”, cujos membros assassinaram o arquiduque Francisco Ferdinando, em Sarajevo (dando início à 1ª Guerra Mundial)

14 Existem, com certeza, várias datas no calendário luciferiano nas quais se realizam missas negras e sacrifícios humanos. Atualmente, através de Halloween, assistimos à penetração do rito satânico nas escolas. O ano novo do calendário dos bruxos é comemorado no dia 31 de outubro. A “World Book Encyclopedia” afirma que se trata do começo de tudo o que é “frio, escuro e morto”. Sabemos que, ainda nos nossos dias, os satanistas praticam sacrifícios humanos, à noite, nos Estados Unidos e na Austrália. (A pedofilia, rito iniciático satânico, termina, geralmente, com o assassinato de crianças. Os membros dos altos cargos da União Européia, p. ex., são obrigatoriamente, pedófilos). 
(n.t.d. brasileiro).



15 A polícia de Chicago conduziu inquéritos sobre três crimes rituais recentemente (n.d.a.), a imprensa americana publicou notícias sobre o sumiço e morte ritual de cerca de 600 pessoas por ano, de todas as idades. O escândalo só poderia ser abafado com outro maior: o caso Mônica “gate” (uma agente do Mossad) envolvendo o Pres. Bill Clinton. No Brasil, o julgamento (2003) mais importante do caso do assassinato e retirada dos órgãos genitais de alguns rapazes, em Altamira, no Pará: Apenas dois médicos e um policial foram condenados a altas penas, e a bruxa mandante dos crimes, foi absolvida, por falta de provas! 
(n.d.t. brasileiro).

16 Recentemente, agentes dos Illuminati roubaram o tabernáculo de uma Igreja Católica Romana, em N. Jersey, para obter hóstias consagradas (n.d.a.).

Atualmente, elas podem ser fornecidas pelos próprios padres e bispos pedófilos. Aliás, a própria criança, submetida aos abusos, senão assassinada, já é uma hóstia. São mártires de uma categoria especial. Daí o empenho (de membros da maçonaria eclesiástica dentro -n.J.B. Klein) da “Igreja” em dar a comunhão na mão. 
(n.d.t. brasileiro).

17 Uma certa Wilma Montesi morreu, depois de ter sido utilizada como sacerdotisa de uma Missa Adonaicida. Ela tinha participado de uma maratona sexual. Morreu de esgotamento físico, e também, de uma overdose de drogas, numa praia próxima a Nápoles. O escândalo envolveu altas personalidades da Igreja e do Estado… 
(n.d.a.).

A laicíssima revista História, no seu nº especial 430-bis, página 86, informa que um certo Bernard Oudin falou sobre a operação “abafa” para apagar o caso Montesi. Os Illuminati fazem tudo o que é possível para limpar os traços dos seus crimes. W. Carr estava muito melhor informado do que esse pobre jornalista. Sabemos que hoje em dia muitos outros corpos de moças seqüestradas são, depois, encontrados numa praia, ou num outro lugar qualquer. 
(n.d.t. francês)

18 No livro “L’ Église Eclipsée?”, ou autores mostram que o inimigo conseguiu seu Papa da Revolução, e que este realiza o plano da conspiração luciferina, implementando o projeto do rabino E. Benamozegh, o qual previu a instalação da religião noachida, no Sinai, no final do Séc. XX, ou nos primeiros anos do XXI, como trampolim para a religião luciferina. É curiosa à significação de Har Sinai, no talmude: Monte Sinai é a montanha donde irradia sina, o ódio contra todos os povos do mundo (Talmud, Schabbath, 89).

19 Os membros executivos desses conselhos reuniram-se, secretamente, na Geórgia, no Hotel King & Prince, na Ilha St. Simon, de 14 a 17 de fevereiro de 1957. Os fatos são relatados no número de maio de “News Behind the News”. 
(n.d.a).

20 Esse Karl Rothschild, o Rothschild de Nápoles, era o célebre “Piccolo Tigre” dos documentos da Alta Venda Romana, que Crétineau-Joly revelou no seu trabalho fundamental “A Igreja em face de Revolução”. 
(n.d.t. francês).

21 O escândalo da loja “P2” e do Banco Ambrosiano, no início dos anos 80, na Itália, ilustra bem o assunto. (n.t. francês).

22 Lembramos que se trata do Vaticano de 1957-58, i.e, dos tempos de Pio XII. O leitor compreenderá bem essas crises lendo “L’Église Eclipsée”, D.P.F. 
(n.d.t. francês).

23 Lembremo-nos da importância do Halloween, atualmente festejado em todas as escolas, um meio escolhido para iniciar as crianças no rito satânico, mandando-as aos lares da sua cidade pedir doces. Antigamente, as feiticeiras, quando lhes recusavam uma “esmola, lançavam pragas na casas dos não-doadores”. Lembremo-nos também, que a data do Halloween visa a abafar a comemoração do Dia de Todos os Santos, como acontece com outras datas do calendário católico: Dia das Mães, competindo com o de Nossa Senhora; Dia dos Namorados, Dia dos Pais; retirando recursos destinados as comemorações católicas, e desviando os corações. O Natal, no Uruguai, p. ex., virou “Dia da Família”, e o personagem homenageado é, sempre, o Papai Noel, símbolo do liberalismo, e, nunca, o Menino Jesus. Os cartões de Natal – Papai Noel transmitem mensagens afetuosas e sentimentos humanos fraternos, sem alusão ao Divino Infante, etc. 
(n.d.t. brasileiro).

24 Atenção para a data: exatamente o 1º centenário da “Queda da Bastilha”, data máxima da Rev. Francesa, que é a revolução modelo.

26 Também não escapam à inteligência, de qualquer pessoa mediamente instruída, os seguintes fatos, estimuladores da entrada na guerra dos Estados Unidos, cujo povo é, tradicionalmente, isolacionista:

– afundamento (torpedo) da Lusitania, navio americano à 1ª G.M;

– ataque japonês a Pearl Harbor à 2ª G.M;

– ataque ao “World Trade Center”, Pentágono e, presumivelmente, à Casa Branca

– à 3ª G.M. Se ainda não estamos na 3ª G.M, já assistimos seus prenúncios: Yuguslavia x OTAN; Afeganistão x Índia.

– Bush pai e Bush filho já se lançaram contra o Iraque. Ambos são formados na sociedade secreta “Skull and Bones”, são maçons de alto grau, e seguem o plano de Weishaupt-Pike. Bush falou sobre a Nova Ordem Mundial, e o filho sobre a “Novíssima Ordem Mundial”, quando, aparentemente, afrontou a ONU para atacar o Iraque, contra a opinião pública mundial. Enquanto isso, os ashkenazins, descendentes dos Kahzars, um povo mongol-asiático que migrou para as estepes russas e se converteu ao Judaísmo no séc. VII-VIII D.C, disputam com os sefardins a eleição do Rei do Mundo. Os ashkenazins são os mais numerosos (82%), mas os sefardins são os mais ricos (Rothschild, Rockfeller). É um problema para os Illuminati resolverem antes de deflagrarem a 3ª Guerra Mundial.

… Recomendamos meditar sobre:

- O fato de que o Comunismo foi planejado, desencadeado, sustentado, e controlado pelos Illuminati, e ainda o é. Gorbatchev é um deles, fez a lição de casa direitinho, deu nome até a uma Fundação e investe, atualmente, na “Nova Religião Mundial”, Dalai Lama, Rochefeller, etc, como figuras de proa;

- um ensaio desse cataclisma social foi executado durante a Rev. Espanhola de 35, com loucos e criminosos soltos, como na Revolução Francesa de 1789, matando e roubando indiscriminadamente, enquanto grupos fanáticos, bem treinados, seqüestravam pessoas constantes de uma relação pré-preparada.(…) 
(n.d.t. brasileiro)



27 Os maçons, na sua quase totalidade, são uns bobos que os “Altos Graus” manobram, como o manipulador que puxa os cordões das marionetes. A esses maçons idealistas, que acreditam estar sendo, como a pedra, polidos, e contribuem para a realização da grande Obra da Fraternidade Universal, ou aqueles mais avançados na iniciação, que pensam serão os quadros, os tecnocratas de uma nova civilização, baseada na supressão do:

– erro, pela abolição das leis;

- pecado, pela abolição da idéia de Deus;

– miséria, pela abolição [física] dos miseráveis;

Tudo levando à PAZ, sob uma Nova Ordem Mundial, de liberdade, igualdade e fraternidade, que ponham as barbas de molho. Para eles, os “irmãos” desconhecidos preparam um suicídio coletivo, já testado na Guiana, com o esquecido (por quê?) Jim Jones. Maçom amigo (porque devemos amar até mesmo os inimigos): não se iluda! Você foi treinado para obedecer cegamente a fim de que, cumprido seu papel (sujo, por sinal) seja eliminado com prioridade: pelo bem da Humanidade, irmão, você deverá se matar! 
(n.d.t. brasileiro).

28 O livro de W. Carr, “Pawns in the Game” está, agora, censurado no Canadá, bem como outras obras “não-conformistas”. É essa a liberdade de expressão que as diversas Declarações de Direitos Humanos não cessam de zumbir nas nossas orelhas. O inimigo não pode suportar a verdade, e usa de todos os meios para impedir que seus planos sejam revelados. 
(n.d.t. francês)

29 A revista americana “The New American”, da direita (cuidado, é direita da Maçonaria), tem alertado sobre a crescente quebra das liberdades e da privacidade dos cidadãos daquele país, outrora modelo de nação livre, sob o pretexto de impedir o terrorismo. Após o 11 de setembro, atentado que destruiu as torres gêmeas de N.York, os cidadãos têm sofrido uma série de restrições e controles. Um sistema de escuta-gravação permite monitorar todos os telefones, faxes, correios eletrônicos, telefones digitais do país e do mundo inteiro.

Já está desenvolvido também, o sistema de identificação pessoal na base de um microchip implantado nas costas da mão, contendo todos os dados do indivíduo, permitindo localizá-lo em qualquer lugar do planeta, inclusive em subterrâneos. Cogita-se também em acabar com o dinheiro e passar a comprar e vender apenas com microchip (“a marca da besta”!). Informações recentes dão conta de que a Motorola já tem fabricado, em Campinas, cerca de 200 milhões de microchips, para implantar nos brasileiros. Faz algum tempo transpirou uma notícia que passou despercebida do grande público: o presidente John Kennedy teria sido morto porque, após ter assinado um decreto ultra-secreto, que lhe daria poderes ditatoriais, em caso de “Estado de Emergência”, decidiu revogá-lo publicamente em cadeia de televisão “costa a costa”… Não viveu para isso. 
(n.d.t. brasileiro).


32 Ler, a respeito, a doutrina correta da Igreja, exposta magistralmente pelo Pe. Pie (depois cardeal) em três sermões magníficos. A verdade é, sim, intolerante quanto a erro. 
(n.d.t. brasileiro).

33 Esta oração foi suprimida na “Liturgia Conciliar”… Pois bem, esta oração, dita 400.000 vezes por dia, ao redor do globo, constituía uma barragem de metralhadoras incrível, contra a ação diabólica. Os manipuladores desertaram, os demônios podem passar!… De qualquer modo, é preciso não esquecer que existe uma mulher, “mais terrível que um exército em ordem de batalha”, que esmagará sua cabeça, como anunciou em Fátima, em 1917!

34 Uma instrução recente, vinda do Vaticano (da maçonaria eclesiástica – n.J.B. Klein) , proíbe que essa oração seja rezada pelos fiéis, ao final das Missas, e, até mesmo dizerem amém! Alegam que se trata de um exorcismo e, como tal, não pode ser dito por leigos… Numa outra instrução, proíbe o Vaticano (a maçonaria eclesiástica – n.J.B. Klein) que se ofenda Lúcifer – Satanás com palavras, etc. Deve ser referido, apenas como “Príncipe do Mal”. Ao tratar Satanás, o diabo, como Príncipe do Mal, estaremos concedendo- lhe o status de Deus, que os satanistas desejam, porque não existe um princípio do mal. Deus não criou o mal, apenas o bem, nem poderia fazê-lo, porque Ele é o Bem! Ele, Deus, sim, é o princípio. Lúcifer – Satanás é a criatura, e o mal é apenas, deficiência do bem, aquilo que falta à Criação para que ela seja, inteiramente, o bem. A Igreja já condenou essa heresia professada pelos maniqueístas e, depois, outras seitas vinculadas a essa doutrina falsa. O escândalo é que agora ela volta, oriunda do próprio Vaticano (por ação dos maçons lá encastelados – n.J.B. Klein). Que prova maior podemos ter de que os luciferianos – satanistas ocupam a Sé de Pedro? Professam, abertamente, a doutrina dos Illuminati, e querem impô-la aos Católicos. Quantos bispos, padres e religiosos, sem contar a multidão de leigos, por causa de uma obediência mal compreendida, a uma autoridade que declara não mais encarná-la, vão perder suas almas? Vade retro Satanás!
 (n.d.t. brasileiro).

35 S.S. O Papa Leão XIII teve uma visão apavorante da ação tenebrosa, de Satanás e seus anjos, sobre o mundo. Isto o estimulou a compor esta prece exorcística! No que concerne ao “Grande Exorcismo de Leão XIII”, consultar a pequena brochura editada pela Editora Ste. Jeanne D’ Arc, (“Les Guillots”, 18260 Vilegaignon), que contém um bom número de informações históricas; dentre outras, sobre os golpes sombrios que foram praticados, no começo do século (XX), sobre esse Grande Exorcismo, pelos inimigos infiltrados na mais alta cúpula da Igreja. Dispomos, pois, do texto integral desse “Grande Exorcismo”…
(n.d.t. francês).

36 Aconselhamos a leitura de “La Bataille Préliminaire”, de Jean Vaquié. Ele detalha o que é preciso fazer-se na espera da intervenção divina.

37 anticristo

38 EUCARISTIA

39 A fera (o anticristo)

por William Guy Carr

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-conspiracao-mundial-luciferiana/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-conspiracao-mundial-luciferiana/

‘NAOS

 

Thorold West, Tradução de Diabolus Shugara

O propósito do presente trabalho é prover um guia prático para a magia sinistra esotérica baseada na tradição Septenária. Sendo assim esta é a primeira vez que esta tradição secreta (também conhecida como hebdomadria) é trazida ao público.

Este livro é claramente escrito livre de qualquer mistificação. Sua primeira parte é um guia de como se tornar um Adepto, ou seja trata essencialmente da “Alquimia Negra” e o início de uma jornada rumo aos sete portais do desenvolvimento pessoal. A segunda parte é um guia prático de feitiçaria e técnicas mágicas tratando assim da “Magia Externa” – ou seja, a mudança de eventos/circunstâncias/indivíduos de acordo com os desejos dos feiticeiros ou feiticeiras.

Magia Interna é o caminho oculto da iniciação que na tradição Septenaria é o caminho conhecido como o Caminho dos Sete Portais, o caminho das sete dobras.

A terceira parte contêm uma seleção de manuscritos esotéricos que circularam entre os membros da Ordem dos Nove Ângulos, ONA: nestes manuscritos eles apresentam e explicam aspectos avançados do sistema Septenário, assim como outras técnicas, todas diretas e práticas. Estas serão publicados exatamente como circularam.

As técnicas dadas no presente trabalho habilita qualquer individuo a seguir o caminho da sabedoria: alcançar a genuína liberdade individual e esta liberdade – que é “Interna” – emerge do Adepto que é impulsionado a esta compreensão especial pela tradição oculta. De todas as tradições ocultas, a Septenaria é provavelmente a mais prática e direta forma de se atingir esta compreensão.

INDICE

Parte Um –  Magicka Physis: Guia Prático para Tornar-se um Adepto

Parte Dois – Feitiçaria Esotérica

Apêndice

Parte Três MSs Esotéricos

 

 

 

 

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/naos/

Pitágoras e Buda, professores de Jesus

Hoje falaremos sobre os antigos ensinamentos de Yeshua, o Jesus histórico real. Já falamos sobre como, onde e quando ele nasceu, mas o que ele pregava? Quais as lições que ele passou, tão opostas a Roma e ao Vaticano para que sua história tenha sido apagada, distorcida e adulterada dos registros “oficiais”? Para começarmos a entender a maneira como Yeshua e seus apóstolos pensavam, precisaremos retornar cerca de 6 séculos no passado e conhecer o trabalho de outro grande ocultista, Pitágoras. Recomendo que antes de ler este texto você leia estes textos AQUI e AQUI, sobre a vida de Yeshua.

Pythagoras de Samos nasceu entre 580 e 572 AC e foi um filósofo e ocultista, fundador da Escola Pitagórica. Reverenciado pela massa cética como o pai da matemática, Pitágoras foi, como muitos outros cientistas, muito mais do que isso. Com o conhecimento adquirido nas iniciações nas Pirâmides, Pitágoras foi considerado um dos maiores homens de seu tempo, equivalente a Leonardo DaVinci durante o Renascimento.

Antes de mais nada, vamos estudar a origem de seu nome, Pyth-agor, ligado ao Oráculo de Delfos. Antes de ser chamado Delfos, este famoso oráculo era conhecido como Pythia e foi fundado no século 8 AC, embora o local tenha sido usado para práticas xamânicas desde o século 11 AC, ou seja, no mesmo período em que Salomão construía seu Templo. É importante ressaltar que o Templo do Oráculo de Delfos possuía as mesmas medidas sagradas da Câmara dos Reis e do Templo de Salomão. Certamente uma coincidência.

A história mitológica deste Templo dizia que no local vivia uma gigantesca serpente chamada Pythia (que deu origem ao nome Píton) e que Apolo, o deus solar, havia dominado e derrotado esta serpente e, a partir do corpo dela, construiu o oráculo.

A simbologia desta história é óbvia. A serpente Pythia, assim como em todas as outras culturas, representa a kundalini sendo dominada pelo aspecto Crístico-Solar (Tiferet, na Kabbalah), resultando em um estado de consciência elevado (“Conhece a ti Mesmo” ).

O nome Pythein (apodrecida, em grego) representava os vapores exalados de um caldeirão (qualquer semelhança com as bruxas celtas NÃO é mera coincidência, como veremos mais para a frente), que colocavam as sacerdotisas iniciadas do templo lunar, chamada Pitionísias (Pythia), em um estado de transe onde recebiam instruções de mestres de outros planos vibracionais (assim como médiuns de hoje em dia recebem mensagens provenientes dos espíritos). Quem assistiu ao filme “300 de Esparta” viu uma representação de como funcionavam estes oráculos.

O nome destas possessões era Venter Loquis (ou a “voz que vem do ventre”), pois os antigos já sabiam que os espíritos utilizavam-se do chakra Manipura, ou Plexo Solar, para obterem energia para estas manifestações (muito tempo depois, no século XVI, charlatões utilizavam truques mundanos de projeção de voz para imitar estas manifestações, dando origem ao que se conhece hoje por Ventriloquismo).

O nome iniciático de Pitágoras significa “aquele que fala (Agor-) a verdade das Pythias (Pyth-)” ou seja, Pyth-Agor. Assim como muitos outros sábios, seu nascimento foi profetizado por outras Pythias e ele nasceu de uma virgem. Seus ensinamentos nada mais eram do que os mesmos ensinados pelos Egípcios em suas Escolas dos Mistérios.

Os pitagóricos estudavam a fundo a matemática, filosofia, a geometria sagrada, proporções áureas, o pentagrama, a ligação entre religião e ciência, numerologia, astrologia, reencarnação, vegetarianismo e a música. A associação entre música e magia é muito antiga e poderosa, e estou devendo um post só sobre isso com exemplos ainda este ano.

O símbolo dos Pitagóricos é o Pentagrama, ou Pentemychos. Eu poderia passar horas explicando as propriedades notáveis do Pentagrama, mas achei este vídeo produzido por Walt Disney (que era Rosacruz) em 1959 chamado Mathmagic, então deixarei “Espírito da Aventura” e o Pato Donald explicarem para vocês AQUI .

O Pentagrama também possui uma relação especial com o Planeta Vênus. Observando o céu e anotando a posição da “Estrela Matutina” durante 8 anos, o traçado do chamado “período sinódico” de Vênus forma um Pentagrama (período sinódico é o tempo que um planeta leva para retornar a uma mesma posição em relação ao sol por um observador na Terra – observe o desenho abaixo).

Portanto, desde sempre o Pentagrama representou o Planeta Vênus, ou seja, a Estrela Matutina, ou seja, Prometeus, ou seja, Lúcifer. O Planeta Vênus também está ligado ao sagrado feminino, às deusas celtas e aos Templos Lunares (Vênus-Afrodite, a deusa arquetipal feminina). Não é muito difícil imaginar como a Igreja Católica chegou a associações toscas entre “satanismo” e “pentagrama” e “adoradores do diabo” e “sacerdotisas/bruxas” e “queimem as bruxas”, não é mesmo?

Não podemos esquecer que o próprio nome Yeshua vem do Pentagrama: Yod-He-Shin-Vav-He.

Pitágoras e a Sociedade Pitagórica viveram através de seus discípulos ilustres como Sócrates, Platão (que, não por coincidência, foi quem primeiro citou a Atlântida, lar de todo o conhecimento ocultista, em seus textos Critias e Timaeus), Aristóteles e finalmente Alexandre, o Grande.

Pitágoras recrutava jovens “Livres e de Bons Costumes” para serem seus estudantes. A palavra “Livre” para os pitagóricos não tinha conotação de escravo/liberto, mas sim de “Livres-pensadores”. Uma das frases mais importantes de Pitágoras é “Nenhum homem que não controla a própria vida pode ser considerado livre”.

Gauthama Buddha

Em 563 AC nascia de Mahamaya (“Rainha Maya”) uma pessoa muito especial, chamada Siddharta Gautama. Mahamaya, a mãe de Buda, era certamente uma sacerdotisa especialmente preparada para a recepção de um Avatar na Terra, que os escritores costumam colocar com o termo “virgem” (apesar dela, assim como todas as outras virgens, terem tido relações sexuais ritualísticas para conceber os Avatares). Segundo a história do Budismo, Maya não teve filhos durante 20 anos de casamento com o rei Suddhodana. Certo dia, ela sonhou com um elefante branco e no dia seguinte, acordou grávida. Desta gravidez nasceu Siddartha.

Após um período de peregrinações e estudos, acompanhado de alguns seguidores, Buda atingiu a iluminação com a idade de 35 anos, após passar um período de 49 dias meditando.

[Vou abrir um parênteses aqui, pois estes 49 dias meditando são os mesmos 49 dias que Moisés passou meditando no deserto antes de receber os 10 mandamentos, no período que os judeus chamam de Sefirat HaOmer, um exercício de Kabbalah que é contado todos os anos pelos judeus. Mais para a frente, quando chegar perto deste período, farei um post só sobre isto].

Os sacerdotes e iniciados chamavam-se de Theravada e pregavam os ensinamentos de Buda. Segundo eles, qualquer pessoa que conseguisse despertar do “sono da ignorância” (olha outra conexão do filme “Matrix” nestes ensinamentos) poderia ser chamado de Buda. De acordo com estes ensinamentos, houveram muitos Budas antes de Gautama e haveriam muitos Budas depois… Yeshua inclusive.

Os budistas estudam a fundo os fatos e leis que regem nossa realidade, como Reencarnação, Karma e Dharma, além de desenvolvimento de toda a estrutura de chakras dos iniciados, tal qual os antigos Indianos e os Egípcios. O objetivo desta iluminação é despertar os sete chakras, chegando ao estado de Nirvana, ou a comunhão com o cósmico. Os Theravada pregavam também o desapego às coisas materiais, o assistencialismo e a caridade, realizando curas com suas habilidades iniciáticas.

Durante o século 3 AC, os Theravada chegaram ao Egito (narrado através do encontro do embaixador Ashako na corte de Ptolomeu II em 250 AC) e de lá partiram para as terras dos judeus e para a Grécia. Ali ficaram conhecidos como Therapeutae (de onde se origina a palavra “terapeuta”). Os Therapeutae eram considerados médicos sagrados, estudiosos e filósofos e muitos de seus iniciados trocaram conhecimentos com os membros das outras ordens secretas pitagóricas.

Os Essênios

Os Therapeutae que viviam na região de Nazaré e especialmente próximos de Quram eram chamados de Essaioi, do aramaico Yssyn (“terapeutas” ou “médicos”) ou, como nós os conhecemos: Essênios.

Os Essênios trouxeram consigo todos os ensinamentos iniciáticos da Escola Pitagórica somados aos ensinamentos budistas. No período em que Yeshua pregava, estima-se que haviam cerca de 4.000 essênios espalhados pela Palestina, além de suas famílias e seguidores.

Os Essênios pregavam o desapego aos bens materiais, uma vida vegetariana e voltada para o lado espiritual. Viviam em comunidades grandes e comunais, com camponeses, estudiosos, filósofos e matemáticos. Seus mestres eram chamados de “Mestres Carpinteiros”.
João Batista foi um dos Essênios mais conhecidos de todos os tempos. Padroeiro de todas as Ordens Templárias, fazia as iniciações aprendidas no Egito no Rio Jordão.

Com isso podemos traçar uma linha de conhecimento que se ocultou desde o Egito até Jerusalém, passando por Moisés, Davi, Salomão, Pitágoras, Platão, Aristóteles, Orfeu, Dionísio, os Terapeutas, as Ordens Essênias e, finalmente, o Buda judeu.

Jesus pregava a RESPONSABILIDADE ESPIRITUAL (a responsabilidade pelas sua própria vida, pensamentos e atos – o que não deixa de ser irônico que é justamente o que a Igreja de Satã do Anton la Vey prega hoje em dia). Jesus também pregava os mesmos ensinamentos sobre Reencarnação, Karma e Dharma ensinados nas Escolas de Mistérios e nas filosofias orientais, que nada mais são do que as leis que regem nossa realidade material, tão palpáveis quanto a Lei da Gravidade. Conhecendo a si mesmo (através da astrologia, kabbalah e outros estudos iniciáticos), as pessoas conseguem descobrir quais suas missões e trabalhar em suas oitavas mais altas para o desenvolvimento e eventual escape da Roda de Sansara ou Ciclo de Reencarnações, tornando-se um iluminado (“Eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta que ninguém pode fechar” – Apocalipse 3:8). Desta forma, Jesus pregava que QUALQUER pessoa poderia se tornar Buda, ou Iluminado, bastando para isso seguir os seus passos.

Muitas pessoas irritadas com a Igreja Católica atacam a imagem de Jesus dizendo que a Igreja roubou os ensinamentos de Buda para colocá-los como sendo de Jesus, como “Amar ao outro como a ti mesmo” ou “oferecer o amor para acabar com a guerra” que virou “oferece a outra face” e outros, mas isso é apenas mais uma das falhas que Constantino e seu “Jesus-Apolo” forjado esqueceram de tapar. Os ensinamentos de Yeshua/Jesus são iguais aos de Buda não porque a Igreja os copiou, mas sim porque Yeshua era discípulo das tradições budistas theravada! Lembrem-se do que eu falei sobre Empilhamentos.

Note que isto é o total oposto a uma igreja DOMINADORA, que quer mandar no que você faz ou deixa de fazer, nos seus pecados, no seu dinheiro e na sua vida.

Agora podemos ter uma idéia do porquê os ensinamentos de Yeshua irritavam tanto as “otoridades” da época e também a Roma, que começa a mandar matar os cristãos (mas veremos isso mais para a frente… não vamos colocar o carro na frente dos bois… ). Mas basta pensar o seguinte: se você fosse um ditador religioso que prega que todos devem te obedecer e te dar dinheiro ou ir para o Inferno e aparece um barbudo falando que todo o seu gado é livre para fazer o que bem quiser e tomar responsabilidade pelas suas ações, o que você faria? Mandava matar o desgraçado, isso sim!

Na próxima coluna: “Se você encontrar o Buda em Jerusalém, Mate-o”.

Marcelo Del Debbio

#Essênios #Gnose

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/pit%C3%A1goras-e-buda-professores-de-jesus

Hércules e o Touro de Creta

Nesse trabalho, Hércules domou o furioso touro de Creta, ao qual eram

oferecidos jovens em sacrifício. Essa tarefa chama a atenção para o controle dos instintos, especialmente da sexualidade. Hércules precisava manter o animal vivo: tinha que domar e governar seu instinto, mas não matá-lo. Em um mundo com tantos apelos eróticos e sensuais, esse é um desafio para todos, em especial para os jovens.

Mitologia

No horizonte erguia-se a ilha onde vivia o touro que ele deveria capturar. O touro era guardado por um labirinto que desnorteava os homens mais audazes: o labirinto de Minos, Rei de Creta, guardião do touro.

Cruzando o oceano até à ilha ensolarada, Hércules iniciou a sua tarefa de procurar o touro e conduzi-lo ao lugar sagrado onde habitam os homens de um só olho, os Ciclopes.

De um lugar para o outro ele caçava o touro, seguindo a luz que brilhava na testa do animal. Sozinho ele perseguiu-o, encurralou, capturou e montou, e assim guiado pela luz, atravessou o oceano rumo à terra dos Ciclopes que eram três e chamavam-se Brontes, Esterope e Arges.

É importante observar que Minos, Rei de Creta, o dono do touro sagrado, possuía também o labirinto no qual o Minotauro vivia, e o labirinto tem sido sempre símbolo da grande ilusão. A palavra “labirinto e o touro é um destacado símbolo da grande ilusão. Estava separada do continente, e ilusão e confusão são características do eu-separado, mas não da alma em seu próprio plano, onde as realidades grupais e as verdades universais constituem o seu reino.

Para Hércules, o touro representava o desejo animal, e os muitos aspectos do desejo no mundo da forma, a totalidade dos quais constitui a grande ilusão.

O discípulo, tal como Hércules, é uma unidade separada; separada do

continuente, símbolo do grupo, pelo mundo da ilusão e pelo labirinto em que vive. O touro do desejo tem que ser capturado, domado e perseguido de um ponto a outra da vida do eu-separado, até ao momento em que o aspirante possa fazer o que Hércules conseguiu: montar o touro.

Montar um animal significa controlar. O Touro não é sacrificado, ele é montado e dirigido, sob o domínio do homem.

Simbologia

Este trabalho está associado ao signo de Touro e a Escorpião. A consumação do trabalho é realizada em Touro, e o resultado da influência deste signo, é a glorificação da matéria e a subsequente iluminação por seu intermédio.

Tudo o que atualmente impede a glória, que é a alma, e o esplendor que emana de Deus dentro da forma, de brilhar em sua plenitude, é a matéria ou aspecto-forma. Quando esta tiver sido consagrada, purificada e espiritualizada, então a glória e a luz poderão realmente brilhar através dela.

Neste trabalho procura-se vencer o desejo, representado pelo dono da ilha, que tem por alimento a fraqueza daqueles que se perdem, na tentativa de capturar o Touro ou o corpo e que são comandados pelo ego.

Aqui o trabalho de resgate do submundo (Escorpião), representa as pessoas que no passado ficaram ligadas ao desejo e que não trabalharam a forma mas sim a sedução, que não materializaram e se apropriaram das vontades daqueles igualmente dominados pelo ego e e pelo desejo. Ao trazer este desejo à consciência e dominá-lo é ter o poder de vencer os vícios e as forças negativas. pelo desejo. Ao trazer este desejo à consciência e dominá-lo é ter o poder de vencer os vícios e as forças negativas.

Caminho de Iniciação

Capturar e domar o Touro de Creta foi o próximo Trabalho confiado à Hércules, protótipo do Homem Solar. O Touro representa os mais profundos impulsos sexuais, passionais, os quais devem ser contidos ou conduzidos de forma produtiva. Hércules pôs-se à frente do animal, segurou-o pelos chifres com muito esforço e, após dominá-lo,

montou em seu dorso.

Prender o terrível animal das paixões mais arraigadas da mente humana é uma tarefa gigantesca. Em contrapartida, o Céu de Júpiter é o Nirvana Superior, a morada dos Elohim, as Dominações do esoterismo cristão.

Na Primeira Montanha, o Iniciado deve eliminar da face visível de sua Lua pscicológica os elementos ateístas e materialistas. Para isso, desce ao correspondente círculo infernal atômico jupiteriano, onde Dante encontrou os blasfemos, os que odeiam a Deus, os hereges, os tiranos, os legisladores, os maus governantes, os líderes perversos, os maus servidores e todos aqueles que abusaram do poder.

Na Segunda Montanha, o Iniciado precisa descer oas infernos do planeta Júpiter e se defrontar com o terrível e descomunal Touro de Creta antes de poder subir ao correspondente Mundo Celeste, onde vivem os Elohim ou as Dominações, os Hermafroditas Divinos, o Adam-Kadmon, o Primeiro Júpiter.

Biblioteca de Antroposofia

#Hércules #Mitologia

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/h%C3%A9rcules-e-o-touro-de-creta

A Espada: projeção da energia sexual

Este é um método de gerar e projetar energia sexual. É um meio de dirigir um orgasmo aos planos astrais. Esta é uma catapulta para exaltar a consciência para qualquer estado que seja.

As sensações físicas do sexo são causadas pela acumulação, movimento ou liberação de Energia. O Controle é um ato de Vontade , a visualização é o meio para a magia (k ) e a Árvore da Vida é um sistema coordenado, útil na descrição da ocorrência mágicka. Assim como em cima, também embaixo …Uma implicação de que todos os pontos do Macrocosmo são imediatamente acessíveis através do microcosmo; i.e, a aura.

Quase toda a informação que você terá de outras realidades são transpostas sob forma simbólica. Os parâmetros (limitações) com os quais você realmente trabalha em suas magias(K) pessoais permaneceram fiéis a esses trabalhos sexuais. O sistema de símbolos com o qual você trabalha e pensa determinará a natureza de suas observações. Você poderá ter revelações e aprender muitas coisas novas, mas apenas coisas que se adequem através de sua própria janela ou sub-realidade particular. Eu considero o sistema da Árvore da Vida extremamente útil, mas qualquer glifo completo do universo será eficiente. Escolha seus símbolos cuidadosamente- eles são seus pensamentos .

A Técnica Projetiva

1) Gere e acumule energia sexual.

2) Formule a enrgia como uma forma astral dentro de seu corpo, nítida e brilhante.

3) Movimente a forma de energia para a base da espinha, materialize-a com a sua consciência, oriente e aspire ao “local” de trabalho.

4) Libere a energia através da espinha, direcionada e consagrada pela Vontade.

Gerar e acumular energia não é problema algum, já que qualquer método de estimulação sexual será suficiente. Alguns meios são mais apropriados para alguns tipos específicos de trabalho que outros. Todos os numerosos meios de causar excitação que as pessoas encontraram podem ser atribuídas a Árvore da Vida. Essas considerações devem ajudá-lo em seu trabalho. Ao inflamar a mente com os símbolos ou idéias que caracterizam o trabalho, é possível atingir o portal de qualquer dos planos astrais apenas através da técnica projetiva. Se você deseja permanecer em um plano astral tempo o suficiente para fazer a sua Vontade, você precisa ter afinidade com as formas desse plano, ou então você cairá de volta em seu corpo.

Uma forma simples de engendrar essa afinidade é escrever, de seu próprio punho, todas as atribuições e correspondências que puder encontrar concernentes ao plano em que deseja trabalhar. Leia essa lista cinco ou seis vezes por dia ( no mínimo) e permita que essas imagens ajam por si só em sua consciência. Execute esse exercício durante uma semana antes de iniciar o Trabalho.

Suas percepções ficarão sintonizadas às forças envolvidas, e tornar-se-ão aparentes na sua vida cotidiana. Por exemplo, se você deseja trabalhar Netzach, você aspira observar a Força Dela sob formas normalmente obscurecidas pela justaposição de todas as Sephirot. A Obra ( ambientação, postura mental) deve ser evocativa de Netzach em todos os aspectos. Quanto à geração de energia, alguns meios seriam mais alinhados comNetzach que outros. Sacerdote e Sacerdotisa seriam perfeitos para tal situação, enquanto para Hod seria melhor que o Sacerdote ou a Sacerdotisa executassem o trabalho sozinhos.

Durante o congresso sexual, ou seu equivalente, a energia sexual é percebida como sensação. O corpo animal vê o sexo meramente como uma função corporal. Não é acumulada mais energia do que a necessária para desencadear um orgasmo. Geralmente isso não é o suficiente para se trabalhar. Precisa haver controle para acumular essa energia e criar o “montante”. Precisamos também condicionar o corpo energético a lidar com um poder maior.

Para controle, você deve antes de tudo ter um grau maior de consciência. Você deve estar acuradamente ciente de cada uma de suas sensações físicas. Onde é o ponto de sensação máxima, sua extensão aurea, sua intensidade relativa, sua profundidade no corpo e assim por diante. Você deve aspirar atingir a consciência total e a habilidade de descrevê-la completa e acuradamente. Torne-se absolutamente consciente de seus limites cinestéticos e onde a sensação está localizada neles. Visualize a sensação como luz. Você deve criar uma analogia visual para tudo o que sente. De início, luz branca é o mais adequado. Não tente ainda nenhuma manipulação, apenas sinta e veja a luz. Então, cubra seu corpo com essa visão. Ela deve ser mais brilhante onde a sensação é mais intensa, esmaecendo nas extremidades. Essa visão deve seu uma qualidade integral, feita sem esforço. Deve haver uma identificação total entre visão e sensação- como quando se coloca a mão sobre a chama de uma vela. Todo orgasmo deve ser monitorado e visualizado. Mantenha um diário, sem, no entanto, ficar obcecado. Você terá mais chances de sucesso se isso for feito em um espírito de diversão, apesar do fato de que este é um rito deveras sagrado.

Na acumulação de energia, você deverá notar que a luz torna-se cada vez mais brilhante e concentrada à medida que você se aproxima do êxtase. A técnica aqui é alcançar o ponto de êxtase e permanecer equilibrado ali, permitindo que o campo de energia se intensifique e se expanda. a formulação da forma astral requer toda a concentração de seu controle. Quando concentrada e limitada pela Vontade, essa forma de energia torna-se uma espécie de objeto sólido. Quando o controle é abandonado, torna-se uma espécie de energia ou luz e é muito mais difícil de ser governada.

Criar uma esfera na luz branca é talvez uma das mais simples e eficazes formas, já que apresenta a mesma aparência seja qual for a sua perspectiva. As cores virão espontaneamente à medida que sua habilidade e percepção aumentarem. Quando você for competente na técnica, você poderá moldar essa forma de qualquer jeito que quiser, mas, mais útil ainda, é projetar a sua consciência nessa forma. Isso é feito enquanto a energia está sendo concentrada no campo do deleite pré-orgásmico.

As sensações contruídas com a continuação da estimulação.. A energia é limita-se a área genital. A acumulação ali na verdade restringirá a corrente de certa forma como ao colocar um carregador de baterias em uma bateria completamente carregada- nenhum lucro. Nós, portanto, movemos a esfera de luz para a base da espinha e a mantemos ali. O posicionamento permite que mais energia seja gerada, fluindo do chakra Sexual (mudhalahara) através dos genitais, e devidamente fixa a esfera para a eventual liberação de energia através da coluna. É na base da espinha que transferimos a consciência para a forma astral. Mas apenas a inspiração pode guiar o magista. Você deve estar absolutamente certo daquilo que aspira, pois quando a flecha é solta corre diretamente para seu alvo.

Mesmo enquanto você começa a formular as sensações, é melhor que marque o local de sua aspiração. Aqui retornamos ao conceito de Macro/microcosmo. Formule a Árvore da Vida em sua aura de modo que Kether fique posto sobre o Chakra da Coroa e Malkuth na base da espinha. Isso fornece uma mapa astral, especialmente útil ao se trabalhar com caminhos não diretamente posicionados no pilar do meio. Então, se eu desejo trabalhar em Chesed, devo fixar uma estrela azul no ombro direito, guarnecida pelo sigilo de Jupiter. Isso é fixado na aura para persistir de sua própria maneira.

Ao transferir a consciência para a base da espinha, nossa perspectiva muda radicalmente. É comum vivenciar a experiência de estar num campo de estrelas ou numa estrela em si. Sua percepção de seu corpo físico permanecerá, mas de outra forma. O sigilo que você estabeleceu (como no exempo acima) está agora a uma vasta distância de você, provavelmente longe do alcance de vista, mas sua aspiração o leva a ele assim como a agulha de uma bússola aponta o Norte.

O orgasmo agora chega a um ponto inevitável. Apenas mantendo a forma astral você conseguirá prolongar esse estado. Você deve manter-se equilibrado no próprio limiar, escorregando, mas lutando por permanecer ali, pois o deleite aumenta mais e mais. O corpo animal derrama energia abundantemente sobre os genitais , ameaçando desencadear o orgasmo. No aprendizado, será mais fácil para você e seu parceiro revezarem entre ser o ativo e o passivo, permitindo que o parceiro ativo controle os movimentos. Segure-se firme ao ápice! á medida que sua habilidade em prolongar este estado aumenta, maior será a duração e intensidade de seus orgasmos. As formas astrais que você cria serão como objetos discretos.

Quando o magista concebe força suficiente para o trabalho, há apenas a necessidade de recordar a imagem do sigilo e relaxar o controle. A energia é acumulada através do deleite e é liberada através do deleite também. O deleite é ofuscante, violento em sua ação. A força do orgasmo projeta a forma astral, na qual a consciência foi colocada, para o sigilo. A experiência pode parecer estranha no início, apesar de agradável. A sensação física através do corpo é sentida plenamente, mas há também uma sensação de precipitar-se através do espaço. Você pode ver também a energia mover-se através de seu corpo como se você estivesse fora dele. Se isso não é confuso o bastante, é comum ter visões ao trabalhar com os chakras superiores. Enquanto isso acontece, não há confusão: as percepções, enquanto distintas e separadas, são também integradas.

Este é o método básico de projeção. É o suficiente para levá-lo para qualquer coordenada astral que escolha, mas isso não confere o alcance de nenhum plano. Isso é estritamente uma questão de Conhecimento, experiência prática, e, mais importantemente, a habilidade de fazer sua Vontade lá.

Antes de proceder com as escolhas de ação nos planos, um pouco mais deve ser dito sobre a técnica.

Neste aprendizado, tome seu tempo e não tente apressar-se para chegar ao próximo passo. Trabalhe sobre um aspecto de cada vez, apenas acrescentando o próximo quando estiver realmente competente. As sensações físicas lhe garantirão o conhecimento certo de seu progresso. Elas mover-se-ão pelo seu corpo, e o que você apenas sentira nos quadris será sentido em outros lugares. Por exemplo, não há como confundir um orgasmo vindo do chakra do coração. A intensidade de seus orgasmos será devastadora.

Essa prolongação do estado pré-orgásmico não pode ser suficientemente enfatizada. é nesse mesmo ápice que a energia é erigida. Você deve ser capaz de prolongar esse estado no mínimo por 20-30 segundos. Se liberada muito cedo, você não terá ímpeto suficiente para atingir os centros mais altos.

Antes que seu controle esteja perfeitamente estabelecido, você poderá achar que seu orgasmo perde-se ocasionalmente. A energia foi reabsorvida pela aura. É quase como se ela tivesse sido arrebatada de seu alcance. após um breve descanso, você pode começar novamente. Se isso se tornar um problema recorrente, pode ser que seu controle exceda a habilidade do corpo energético de lidar com a energia que surge. Prática contínua resolverá esse problema assim como exercícios permitem que o levantador de pesos levante mais peso. Às vezes você pode simplesmente errar o alvo, ou perdê-lo, por falta de concentração adequada, ao tentar manter as formas astrais. Por isso, a familiaridade total com os chakras e a Árvore da Vida é a única solução. A visualização da forma de energia, dos chakras, e da árvore da Vida deve ser completamente automática e sem esforço. Você deve guardar a sua concentração para o trabalho em si. Se isso não ocorrer, faça uma pausa a partir da aplicação e utilize técnicas meditativas para fortalecer sua base.

A forma de energia é a base da técnica. Comece a construí-la assim que suas sensações começarem a surgir. Durante os estágios iniciais, é meramente uma cintilação. Não há porque tentar apressar o processo ou consolidá-lo antes que esteja suficientemente intenso para fazê-lo. A experiência é o único guia verdadeiro. Os 20-30 segundos ou mais de deleite pre-orgasmico são onde a verdadeira necessidade é definir e concentrar a energia.

Ao mover a forma de energia para a base ganhamos tempo para trabalhar e também mais energia. Na prática , essa forma astral pode tornar-se tão grande a ponto de circundar completamente os chakras inferiores. Isso permite um controle melhor para atá-la em um corpo mais discreto. Abandoná-la indistintamente normalmente leva a uma corrente mais generalizada, que não é realmente canalizada pela espinha. Esses resultados em uma mera superfície carregam a aura ao invés de se um brilho focado. A movimentação dessa energia é baseada na identificação da visão e sensação. É muito mais fácil construir uma forma astral do que algo tênue como a sensação. Essa é uma chave, lembre-se bem disso.

Quanto a transferir sua consciência- Vontade de estar lá. Ao estar completamente consciente das sensações e suas analogias visuais, e extrair a informação sensorial, você estará lá. Sua consciência estará onde suas percepções estiverem centradas. Isto também é uma chave. Você sentirá seu corpo físico através do seu corpo astral. Porque sua consciência está envolta em uma esfera de sensação, quando a sensação de energia se mover, sua consciência também se moverá.

Uma variante da técnica projetiva é a invocação. A Invocação de uma entidade ou forma Deus/a permite ao magista o acesso a um poder maior ou mais refinado do que é normalmente possível. Como no método pojetivo, é melhor gastar uma grande quantidade de esforço antes do trabalho, impregnando-se das idéias e sentimentos associados com a força que deseja invocar. Medite sobre o sigilo dessa força constantemente até que sua visualização seja sólida e brilhante; você deve conseguir fazê-lo sem esforços. Devidamente feito, esse trabalho preparatório constitui uma variedade de invocações em si. A quantidade de tempo necessária para essas preparações depende de seu próprio nível de compreensão e experiência. Agrupe os conceitos de Divindade de formas diferentes; tente encontrar novas associações e idéias. A forma ritual utilizada deve ser planejada e executada um todo que fli e não uma coleção de pedaços e partes. Não deve haver um ponto onde uma parte acabe e a outra comece. Qualquer brutalidade em um ritual tende a tirar a concentração. Qualquer oratória deve ser memorizada ao invés de lida, mas é melhor estar tão familiarizado com o assunto que flua naturalmente, sem esforços. A Suprema invocação se dá durante o orgasmo.

Durante a acumulação de energia e construção da forma astral, um sigilo é colocado no Chakra cardíaco que é usado como um templo astral. A técnica difere aqui; onde aquela esfera de luz, materializada pelo magista, não é liberada como uma força projetiva. No momento da liberação da base da espinha, a forma astral é movimentada lentamente para cima, de forma que a energia não é dissipada. A forma é mantida como uma esfera brilhante e nítida. A sensação é análoga ao orgasmo mas mantida como uma fonte enquanto move-se para cima. Deve levar alguns segundos para chegar ao Chakra Cardíaco. Quando o Chakra Cardíaco tiver sido alcançado, a esfera de luz, a consciência do magista e o sigilo se fundem. Nesse ponto, o sigilo fica carregado. Se tudo tiver sido feito corretamente, com uma devastadora aspiração ao Deus/a, essa força certamente se fundirá com o Sigilo. A energia é posta no Chakra Cardíaco como uma Estrela, irradiando a aura. Essa energia é consagrada para e pela presença da força invocada, permitindo ao magista controlá-la como necessário. Por ter a forma de uma Estrela, a força deverá subsistir por bastante tempo, mesmo que sensações corporais tenham diminuído em alguns minutos. Você pode livremente comunicar-se com o/a Deus/a durante esse período que durará enquanto seus poderes de concentração persistirem.

Se a mente divagar, o contato será perdido. Você deve saber o que fazer e como fazê-lo. Pode ser pedido que você desenhe sigilos(astralmente), ou então que prove sua autoridade de controlar a força invocada. Certamente não é hora para perder a convicção ou ficar inseguro daquilo que procura. Não fique muito desapontado se de início você se eleve à beira dos portais, só para depois cair de volta em seu corpo. Você pode tentar isso como uma técnica, praticada como uma energia trabalhando sem invocações. O efeito então será o de carregar a aura com a energia de Tipheret. Isso vitalizará a aura enquanto a forma de energia é lentamente reabsorvida. Fornecerá uma sensação de saúde e vigor; você poderá vir a receber comunicação de seu Sagrado Anjo Guardião. Essa técnica pode ser aplicada durante relações sexuais normais, sem preparação intensiva ou ritual.

A função da Árvore da Vida em tudo isso é fornecer uma estrutura coerente, um mapa do astral. Não confunda o mapa com a realidade. As Sephirot estão em todas as coisas, em toda parte e em parte alguma. O que estamos realmente fazendo é concentrarmo-nos em um centro, ou uma idéia, para a exclusão de todas as outras. Os chakras são centros funcionais das Sephirot- não Sephirot em si. Esses são pontos importantes a serem lembrados.

Sete Chakras

Para os propósitos de nosso trabalho, preocupamo-nos apenas com os sete maiores centros de energia no corpo. Há muitos outros, de menor importância, e você pode querer experimentá-los quando tiver dominado os sete.

A espinha dorsal é o caminho maior para a movimentação da energia através do corpo/aura. Equivale ao pilar do meio da Árvore da Vida. Os chakras maiores são alinhados com o pilar do meio, apesar de não estarem nele em todos os casos. Os chakras usados neste sistema são:

Coroa: No topo do crânio e um pouco acima dele.

Terceiro olho: Centrado na testa, logo acima das sobrancelhas.

Garganta: Na cavidade da graganta.

Coração: No centro do peito.

Umbigo: Logo acima ou centrado no umbigo

Sexual: Entre o umbigo e o púbis.

Base da espinha: No final do coccix.

Os chakras da Base da Espinha e da Coroa são alinhados com a espinha dorsal. Os outros são posicionados na parte frontal do corpo, incrustados aproximadamente na metade da superfície da pele. São ligados à espinha como flores a seus caules. Manter uma boa postura ajuda a energia a fluir de sua aura e alinha os chakras.

A Base da Espinha é o ponto do despertar da energia. É atribuída à Malkuth e representa o polo da Terra da polaridade do Espírito da Terra. É muito importante pois nos dá um “tiro direto” para a Coroa.

O Chakra Sexual é atribuído a Yesod e processa a energia para o nosso trabalho. Muito frequentemente, a força mágicka é confundida com desejo sexual, então é comum que se desperdice energia que poderia ser aplicada em domínios mais espirituais. Basicamente, é uma questão de transmutação, já que a energia bruta pode ser processada para qualquer propósito que desejarmos. Esse chakra fornece a energia dos genitais. Ao consolidar essa energia em uma forma astral e mov6e-la para a Base da espinha, podemos “enganar” o Chakra Sexual para nos dê mais energia do que o habitual. O Chakra Sexual é, é claro, ligado à espinha, mas mover a energia diretamente para a Base da Espinha contorna os genitais- fazendo a magia sexual inoperante. Se a energia é movida primeiro para os genitais, ela não fluirá de volta para a espinha através do chakra- análogo à eletricidade nesse caso. Ela não pode fluir contra a corrente.

O Chakra Umbilical é um centro funcional tanto para Hod quanto para Netzach. Em seu modo receptivo é atribuído à Netzach. Ë quando sentinos o campo emotivo à nossa volta. É interessante notar que em nossa línguaafirma isso com termos tais como “me embrulha o estômago”; “frio na barriga”; etc. Quando projetando para Netzasch, devemos utilizar o lado esquerdo do corpo ao invés do chakra em si- movendo primeiro para o chakra, depois para o lugar correspondente na Árvore, quase sempre o quadril esquerdo. Hod é funcional através do Chakra Umbilical de uma maneira mais assertiva. É aonde podemos projetar formas de energia tais como escudos psíquicos, duplos astrais e a Vontade pura. Castaneda escreve sobre isso, e eu experieciei a projeção da Vontade desta maneira, a ponto de salvar minha visa ao escalar uma rocha.Em qualquer grau, ao viajar para Hod, nós podemos projetar a consciência para o chakra umbilical e então para o lado direito do corpo.

O Chakra Cardíaco é atribuído à Tipheret. É aonde invocamos a força Deus/a e é também associado ao Sagrado Anjo Guardião. Pode também ser usado para técnicas projetivas, apesar de que, na maioria dos casos, o trabalho aqui concerne invocações.

O Chakra da garganta responde a Geburah-Chesed; novamente, um par funcional. Esse centro é útil para tipos oraculares de trabalho e alguns dizem que é aonde a Vontade é projetada. Esse chakra pode também ser usado para a projeção da consciência.

O Terceiro Olho envolve Binah-Chokmah, como um par funcional. As funções para mim são muito difíceis de serem disassociadas, ao menos em meu atual estado de compreensão. O Terceiro Olho é muito útil para o aprendizado e rende visões das mais variadas e espetaculares naturezas. Há geralmente tal riqueza de visão que torna-se difícil trazer tudo de volta. Essas visões frequentemente tomam a forma de sigilos ou símbolos que requerem meditação para serem solucionados. Com a prática, torna-se mais fácil focalizar o que é importante para você num dado momento.

O Chakra da Coroa é associado com Kether. O trabalho aqui é de uma natureza totalmente diferente. Parece não haver ponto algum de referência.

O que eu ressaltei foi apenas o básico superficial. Se você não está acostumado com os chakras, é preciso alguma leitura complementar. Meu propósito aqui é meramente apontar como uso estes chakras, já que há certa diversidade na literatura. Não tenho dúvidas de que eu poderia projetar minha Vontade através do meu dedão do pé; não há porque perder-se em controvérsias dogmáticas. O ponto principal é ser consistente em sua própria estrutura.

A Árvore da Vida na Aura

Ao trabalhar nos planos sutis, precisa haver uma idéia bem clara de onde deseja-se trabalhar. É claro que “onde” é apenas um modo de falar. Duvido seriamente que os astronautas um dia chegarão a Yesod, não importa quantas vezes voem para a lua. Mas “onde” é um conceito útil e nosso intento cria a nossa realidade. A Árvore da Vida e os 22 caminhos dão nos um proveitoso arranjo de “ondes”, permitindo-nos manter uma separação de idéias e inter-relacionar essas idéias em um nível completo. É um tanto estranho que a proporcionalidade da Árvore não se justaponha perfeitamente no corpo humano, mas este é apenas um contratempo menor. Ao menos temos o pilar do meio e sete divisões que correspondem basicamente às posições dos chakras. Ao contruir a Árvore na Aura, é melhor começar pelo pilar do meio ou espinha dorsal. Na prática, isso ajudará a ungir os chakras com algum tipo de irritante menor, como bálsamo de tigre ou óleo de canela para fixar a posição de uma forma efetiva. é mais fácil começar com apenas algumas áreas, e ficar relaxado e familiarizado com elas antes de adicionar outras. Comece pela base da espinha e visualize esse centro como uma esfera cintilante. Quando você conseguir vêla/senti-la muito bem, vá para o Chakra Sexual e então unte-o . Veja ambos, e o caminho que os liga, na luz, e então vá para o pilar do meio até que consigar ver/sentir todos eles. Esse é um exercício importante, e se você nunca o fe antes, lhe demorará muitas outras vezes parta conseguir fazê-lo, antes de tentar as visualizações envolvidas nessas magias (k) sexuais. Quando for capaz de ver os chakras e a espinha dorsal facilmente e sem esforços, você pode tentar a Árvore em si (não espere conseguir fazer tudo isso de uma só vez).

A Árvore é mais difícil, em parte por causa do alinhamento imperfeito, mas ainda assim é possível superar isso sem maiores complicações. A complexidade da Árvore da Vida é o problema real. Você deve ser capaz de visualizar a figura inteira antes de tentar sobrepô-la ao seu corpo.

As Sephirot nos pilares laterais devem estar no mesmo plano que o chakra correspondente. Iluminamos essas sephirot como fizemos com os chakras. Quando você conseguir ver as Sephirot, acrescente os caminhos. Não é necessário marcar os caminhos ou Sephirot com sigilos, a não ser aquele(s) que você pretende utilizar. Ao trabalhar com o pilar do meio, formular a Árvore da Vida é verdadeiramente estranho e o desperdício de seus esforços. Com um pouco de prática, você conseguirá visualizar a Árvore simplemente olhando internamente.

Ao projetar energia para um caminho ou Sephira particular, o uso do sigilo é extremamente recomendado. isso, em essência, cria um portal astral. Uso sigilos planetários ou formas lineares, exceto para as Supernais. Acima do Abismo, os chakras são o suficiente. Para os caminhos, a letra hebraica correspondente é bastante eficaz. Ao projetar os caminhos, o centro do caminho é o alvo.

Esses portais astrais criam uma entrada/saída definida para outras realidades. Se deixar os outros planos adentrarem Malkuth, isso acarretará a destruição do assuntos de seu cotidiano. Esteja “lá” quando estiver “lá”, mas esteja completamente “aqui” quando estiver aqui.

O meio de viajar consiste em projetar para o chakra mais próximo abaixo do caminho desejado e então para o caminho. Isso permite a rota mais curta na Árvore. Sua energia fluirá mais facilmente através da espinha. Tentar cortar caminho através de su corpo fará com que se perca.

É possível acessar pontos que não estejam na Árvore. Isso não é recomendado até que você tenha o Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião. A razão para isso é que, ao trabalhar em qualquer plano em particular, há uma tendência de se estabelecer um desequilíbrio devido à influência daquele plano. Já é difícil o suficiente com as energias mais ordenadas dos planos Sephiroticos, mas com as outras?… A entrada-saida é através de Daath, que na aura localiza-se na nuca. Eu já vi Daath ser atribuída ao chakra da garganta- isso não foi de forma alguma o que experienciei. Em qualquer evento, seu Anjo tentará evitar a sua passagem através dela se você não tiver completado a operação do SAG. Faz o que tu queres, mas considere isso cuidadosamente…

O Disco

Os efeitos físicos desses trabalhos diferem enormemente da resposta puramente animal. Isso dá uma certa inclinação ao trabalho que pode levar a busca da sensação. Não há necessidade alguma para disfarçar gratificação sexual como arte Mágicka. No aprendizado, esse método é melhor aplicado a todas as suas atividades sexuais. Dessa forma, seu controle das energias torna-se certo e previsível. Seria absurdo fazer um ritual toda vez que voc6e fizer sexo. Não invoque a não ser que você esteja absolutamente sério. Ao projetar como prática, simplesmente erga-se até o chakra e caia de volta. Ainda assim, você receberá percepções dos planos que São válidas e significativas. Isso tudo leva a uma percepção diferente do que o sexo é; uma percepção que talvez seja mais honesta e expansiva do que nossa cultura ensina. Ainda assim, o trabalho pode ser profanado pela atitude de quem o executa. O Gozo é o estado natural da harmonia. Entre o Pomposo e o Libertino há um estado de inocência.

O primeiro efeito a ser notado será uma maior intensidade e duração do orgasmo. Esse nível aumenta gradativamente. Você não deve esperar ficar estupefato com toda experiência. Parece haver um limite para o êxtase , mas o fator do infinito é aproximado por graus.

A mobilidade da sensação é a grande diferença em relação ao sexo puramente animal. Não há lugar na sua aura que não possa ser o sítio do orgasmo. Isso manifesta-se de formas diferentes.

Uma forma linear é frequentemente sentida da ponta dos pés até a coroa, alinhada com a espinha. Isso desenvolve-se do desprendimento da forma astral que energiza o pilar do meio. O Raio Relampejante pode ser confinado a qualquer parte da linha; no trabalho real, restrito à espinha dorsal.

Deve originar-se da base da espinha, como previamente explicado, mas deve ser direcionado para cima, para baixo, ou para ambos. A extensão do Raio Relampejante é projetada através do chakra. Em ambos os casos, ó orgasmo é sentido como uma espécie de fluxo rápido. Se liberado de uma vez só, é como uma faísca. Se liberado gradativamente, você pode vir a conseguir controlar a velocidade de modo que o orgasmo preencha a espinha e o chakra com uma sensação contínua- como a água que flui de um cano.Direcionar o orgasmo para aura carregará a aura, envolvendo o magista na energia colorida pelo chakra da qual é projetada. Dessa forma, a energia não se perde, e por esses meios o vazio de energia pode ser evitado.

Considerando-se as grandes quantidades de energia direcionadas para a sexualidade, a questão do esvaziamento energético torna-se uma preocupação bem real. Discernimento quanto à dieta e saude ajudará a manter sua energia vital. Ainda assim, é melhor que que nenhuma energia seja disperdiçada se isso puder ser evitado.

Projetar a energia além da aura, para o espaço físico, é útil como um meio de energizar um talismã ou um objeto físico. Pode também ser usado como uma doação de energia para outra pessoa. O Chakra Umbilical é adequado para objetos inanimados, o Chakra Cardíaco para pessoas.

Outro tipo de sensação é associado com o modo de invocação. O orgasmo como uma forma distinta pode ser movido para qualquer parte do corpo. Isso dá uma maior duração ao orgasmo, irradiando de um ponto distinto. Toda a sensação é contida naquela forma. Não haverá sensação de orgasmo em nenhum outro lugar. Com a prática, essa forma pode ser movida de acordo com a vontade. É possível movê-la da base da espinha, liberada como uma força projetiva e reunida novamente no Chakra Cardíaco como uma Estrela. O único motivo para fazê-lo seria o gozo da sensação, e isso é já é o suficiente.

Na sua prática real, eu recomendaria simplesmente tentar mover a energia através da espinha o mais alto possível. Ela sairá por variados chakras indistintamente; qual chakra em particular depende da altura a qual você consegue elevar a energia. Uma vez que você for capaz de elevar consistentemente a um ponto em particular ou chakra, a movimentação mais lenta de uma distinta forma de energia será mais fácil de ser realizada.

Essa disciplina, para ser bem sucedida, deve criar uma extensa percepção de Magia (k)/ Misticismo/Sexo Magia(k ) é um caminho de vida. Para que qualquer operação seja bem sucedida, deve haver uma completa harmonia entre o eu interior e exterior do magista (o self indefinido- não o ego). Enquanto tomamos nosso prazer onde, quando e com quem quisermos, a sutil diferença entre profanação e sacramento deve ser entendida. Posso apenas descrevê-la como inocência iluminada.

Trabalhar dessa forma envolve a formula da Grande Obra. Essa é a verdadeira e maior expressão de todo o nosso trabalho. A inabilidade de atingir qualquer um dos chakras mostra um defeito nas percepções do magista.

Você pode tentar adentrar os portões à força, mas diplomacia é a melhor forma. Não há Deus/a para negar-lhe nada. Energia flui pelo seu corpo, através de todos os chakras, o tempo todo. Se não fosse dessa forma, seu corpo morreria. Quando falamos de um chakra bloqueado, é a nossa própria percepção desse aspecto de nós mesmos que está bloqueada. a barreira é posta dentro de nós por nós mesmos. O trabalho envolve muito mais que uma mera canalização de energias.

O trabalho apresentado aqui é puramente uma questão de minha própria experiência. Por essa razão, há uma inclinação a se trabalhar como um casal heterossexual. Trabalhar com os métodos do VIII grau apenas é não somente válido , mas pode ser mais fácil em questão de aprendizado, especialmente nos estágios iniciais. Não vejo razão para acreditar que outros arranjos não seriam eficazes. É tudo. Agarre a essência do trabalho e molde-a de acordo com sua Vontade. Não há fim para esse trabalho, mas se você chegar a esse ponto, você não precisará de ninguém para lhe apontar o caminho adiante.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-sexual/a-espada-projecao-da-energia-sexual/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-sexual/a-espada-projecao-da-energia-sexual/

Binah

A Cabala Mística, Dion Fortune

1. Binah é o terceiro membro do Triângulo Supremo, e a tarefa de explicá-la será, ao mesmo tempo, extensa a simples, porquanto podemos estudá-la à luz de Hochma, que a equilibra no Pilar oposto da Árvore. Jamais poderemos entender uma Sephirah se a considerarmos em separado de sua posição na Árvore, uma vez que essa posição lhe indica as relações cósmicas; vemo-la em perspectiva, por assim dizer, a podemos deduzir donde provém e para onde vai, que influências intervêm em sua criação, a qual a sua contribuição para o esquema das coisas como um todo.

2. Binah representa a potência feminina do universo, assim como Hochma representa a masculina. Como já observamos, são Positiva a Nega`tiva; Força a Forma. Cada uma encabeça o seu Pilar, Hochma no topo do Pilar da Misericórdia a Binah no topo do Pilar da Severidade. Poder-se-is pensar que essa distribuição é antinatural; que a Mãe deveria presidir a misericórdia, e a força masculina do universo, a severidade. Mas não devemos sentimentalizar essas coisas. ,Estamos tratando de princípios cósmicos, não de personalidades; a mesmo os símbolos pelos quaffs eles são apresentados dãonos boas indicaçbes, se temos olhos para ver. Freud não teria discordado da atribuição de Binah ao topo do Pilar da Severidade, pois ele tinha muitas coisas a dizer sobre a imagem da Mãe Terrível.

3. Kether, Eheieh, Eu Sou, é puro ser, onipotente, mas não ativo; quando um fluxo de atividade emana dele, chamamos essa atividade de Hochma; é esse fluxo descendente de atividade pura que constitui a força dinãmica do universo, a toda força dinâmica pertence a essa categoria.

4. Devemos lembrar que as Sephiroth são estados, não lugares. Sempre que existe um estado de ser puro a incondicionado, sem partes ou atividades, esse estado se refere a Kether. Portanto é nesses dez escaninhos de nosso fichário metafísico que podemos classificar as idéias relativas a todo o universo manifesto, sem precisar remover qualquer objeto, tal como surge à nossa compreensâo, do lugar que ocupa. Em outras palavras, sempre que tivermos energia pura em funcionamento, saberemos que a força subjacente pertence a áokmah; podemos ver, desse modo, a identidade intrínseca, quanto ao tipo, de todos esses fenõmenos, os quaffs, à primeira vista, parecem não apresentar nenhum vínculo mútuo, pois aprendemos, graças ao método cabalístico, a referi-los, de acordo com o seu tipo, às diferentes Sephiroth, podendo assim correlacioná-los com todas as classes de idéias cognatas, de acordo com o sistema de correspondências já explicado anteriormente. Esse é o método que a mente subconsciente segue automaticamenie; cabe ao ocultista treinar sua mente consciente na utilizaçáo desse mesmo método. Podemos notar, a propósito, que esse método é sempre empregado quando os indivíduos operam diretamente do subconsciente, como ocorre no gênio artístico, no lunático, a durante os sonhos ou o trance.

5. Pode parecer estranho ao leitor que essa digressão a respeito de Hochma seja incluída sob o cabeçalho de Binah, mas é apenas à luz de sua polaridade com Hochma que podemos compreender Binah; e, igualmente, teríamos muito mais a acrescentar à nossa explicação de Hochma agora que tomamos Binah para compará-la. Os membros dos pares de opostos se esclarecem mutuamente, a são incompreensíveis quando estudados em separado.

6. Mas voltemos a Binah. Os cabalistas afirmam que ela é emanada por Hochma. Traduzamos essa afirmativa em outros termos. Reza uma máxima oculta – que é, como acredito, confirmada pelas pesquisas de Einstein, embora eu não tenha o conhecimento necessário para relacionar suas descobertas com as doutrinas esotéricas – que a força jamais se move numa linha reta, mas sempre numa curva tão vasta quanto o universo, retomando eventualmente, por conseguinte, ao ponto de onde proveio, mas num arco superior, visto que o universo progride continuamente. Segue-se, portanto, que a força que assim procede, dividindo-se a redividindo-se a movendo-se em ângulos tangenciais, chegará eventualmente a um estado de tensões equilibradas e a alguma forma de estabilidade – estabilidade que será outra vez perturbada no curso do tempo quando novas forças frescas emanarem na manifestação a introduzirem novos fatores para propiciar o necessário ajustamento.

7. É esse estado de estabilidade – produzido pelas forças interatuantes quando agem a reagem a chegam a um equilíbrio – que é a base da forma, como é exemplificado no átomo, que é nada mais nada menos do que uma constelação de elétrons, cada um dos quaffs é um vórtice ou um remoinho. É a estabilidade assim obtida – a qual, note-se, é uma condição a não uma coisa em si – que os cabalistas chamam de Binah, a Terceira Sephirah. Sempre que existe um estado de tensões interatuantes que produzem a estabilidade, os cabalistas referem esse estado a Binah. Por exemplo, o átomo, sendo, para todos os propósitos práticos, a unidade estável do plano físico, é uma manifestação do tipo de força Binah. Todas as organizaçôes sociais sobre as quais pesa opresssivamente a mão morta da estagnação, tal como a civilização chinesa antes da revolução, ou nossas velhas universidades, estão sob a influência de Binah. A Binah atribui-se o deus grego Kronos (que não é outro senão o Pai do Tempo) e o deus humano Saturno. Observe-se a importância atribuída ao tempo, em outras palavras, à idade, nas instituiçaes de Binah; só os cabelos grisalhos são dignos de reverência; a capacidade por si só conta muito pouco. Ou seja, apenas aqueles que são congeniais a Kronos podem obter sucesso em tal ambiente.

8. Binah, a Grande Mãe, chamada às vezes de Marah, o Grande Mar, é, naturalmente, a Mãe de Toda Vida. Ela é o útero arquetípico por meio do qual a vida vem à manifestação. Tudo que fornece uma força para servir a vida como um veículo provém dela. Devemos lembrar, contudo, que a vida confmada numa força, embora seja capaz de organizar-se a desenvolver-se, é muito menos livre do que era quando ilimitada (embora também desorganizada) em seu próprio plano. Incorporar-se numa forma é, por conseguinte, o início da morte da vida. É uma limitação a um encarceramento; uma sujeição a uma constrição. A forma limita a vida, aprisiona-a, mas, não obstante, permite-lhe organizar-se. Visto desse ponto de vista da força livre, o encarceramento numa forma é extinção. A forma disciplina a força com uma severidade sem misericórdia.

9. O espírito desencamado é imortal; não há nada nele que possa envelhecer ou morrer. Mas o espírito encarnado vê a morte no horizonte tão logo o dia nasce. Podemos compreender, portanto, quão terrível deve parecer a Grande Mãe quando aprisiona a força livre na disciplina da forma. Ela é morte para a atividade dinâmica de Hochma; a força Hochma morre quando conflui para Binah. A forma é a disciplina da força; por conseguinte, é Binah a cabeça do Pilar da Severidade.

10. Podemos conceber, assim, que a primeira Noite Cósmica tenha ocorrido – primeiro Pralaya, ou submersão da manifestação no repouso quando o Triãngulo Supremo encontrou estabilidade a equilíbrio de força na emanação a organização de Binah. Tudo era dinâmico antes, tudo era desenvolvimento a expansão; mas, com o início da manifestação do aspecto Binah, houve um entravamento a uma estabilização, e o antigo fluxo dinâmico a livre se deteve.

11. Que esse entravamento – e a conseqüente estabilização – era inevitável num universo cujas linhas de força sempre se movem em curvas, eis uma conclusão inevitável. Se compreendermos que o estado Binah era a conseqüência inevitável do estado Hochma num universo curvilíneo, entenderemos por que o tempo deve passar por épocas nas quaffs ou Binah ou Hochma tem o predomínio. Antes de as linhas de forças terem completado seu circuito no universo manifesto a começado a retomar sobre si mesmas a entrelaçar-se, tudo era Hochma, dinamismo irrestrito. Depois que Binah e Hochma, como primeiro par de opostos, encontraram o equilibrio, tudo era Binah, e a estabilidade era imutável. Mas Kether, o Grande Emanador, continua a manifestar o Grande Imanifesto; a força flui no universo, aumentando a soma da força. Este fluxo de força rompe o equilíbrio a que se havia chegado quando Hochma a Binah atuaram, reatuaram a se detiveram. A ação e a reação começam novamente, e a fase Hochma, uma fase na qual predomina a força completa, se sobrepõe à condição estática que é Binah, e o ciclo prossegue novamente quando Kether, o emanador incessante, quebra o equilíbrio em favor do princípio cinético que se opõe ao princípio estático.

12. Vemos, assim, que, se Kether, a força de todos os seres, é concebida como o supremo bem, como de fato deve ser, a que, se a natureza de Kether é cinetica, e a sua influência se inclina inevitavelmente para Hochma, segue-se obrigatoriamente que Binah, o oposto de Hochma, o opositor perpétuo dos impulsos dinâmicos, seja vista como o inirnigo de Deus, o demônio. Saturno-Satã é uma transição fácil; assim como Tempo-Morte-Demônio. Nas religiões ascéticas como o Cristianismo e o Budismo, encontra-se implícita a idéia de que a mulher é a raiz de todo o mal, porque ela é a influência que sujeita o homem, por seus desejos, a uma vida de forma. A matéria constitui, para ambas as fés, a antinomia do espírito, numa dualidade etema não-resolvida. 0 Cristianismo reconhece prontamente a natureza herética dessa crença quando ela lhe é apresentada sob a forma do Antinomianismo; mas não compreende que seus próprios ensinamentos a sua prática são igualmente antinomianistas quando concebe a matéria como o inimigo do espírito, acreditando que, como tal, ela deve ser vencida a ultrapassada. Essa crença infeliz causou tantos sofrimentos humanos nos países cristãos quanto a guerra a as pestes.

13. A Cabala ensina uma doutrina mais sábia. Para ela, todas as Sephiroth são sagradas, tanto Malkuth quanto Kether, tanto Geburah, o destruidor, quanto Chesed, o preservador. Ela reconhece que o ritmo é a base da vida, não um progresso com um único movimento para a frente. Se compreendêssemos melhor esse aspecto, evitaríamos muitos sofrimentos, pois contemplaríamos as fases Hochma a Binah como fases mutuamente sucessivas, tanto em nossas vidas como nas vidas das naçôes, a compreenderíamos o profundo significado das palavras de Shakespeare, quando diz:

“There is a tide in lhe affairs of men which taken at lhe flood leads on lhe fortune. ”
[Existe uma maré nos assuntos dos homens Que, se aproveitada quando sobe, conduz à ventura.]

14. Binah é a raiz primordial da matéria, mas o pleno desenvolvimento da matéria só pode ser obtido depois que alcançamos Malkuth, o universo material. Veremos repetidamente, no curso de nossos estudos, que as Três Supremas têm suas expressôes especializadas num arco inferior em uma ou outra das seis Sephiroth que formam o Microprosopos. Essas Esferas têm suas raízes na Tríade Superior, ou são os reflexos delas, a essas pistas têm um significado profundo. Binah vincula-sea Malkuth como a raiz ao seu fruto. Isso é indicado no Texto Yetzirático de Malkuth, que diz: “Ela sentava-se no trono de Binah.” É impraticável, por essa razão, atribuir firme a seguramente os deuses de outros panteôes às diferentes Sephiroth. Aspectos de Ísis encontram-se em Binah, Netzach, Yesod a Malkuth. Aspectos de Osíris encontram-se em Hochma, Chesed a Tiphareth. Isso é muito claro na mitologia grega, em que se dão diferentes títulos descritivos aos deuses e deusas. Por exemplo, Diana, a divindade lunar, a caçadora virgem, era adorada em Éfeso como a deusa de muitos seios; Vênus, a deusa da beleza feminina a do amor, tinha um templo em que era adorada como a Vênus Barbada. Esses fatos ensinam-nos algumas verdades importantes, instando-nos a buscar o princípio atrás da manifestação multiforme, e a compreender que o mesmo princípio assume formas diferentes em níveis diferentes. A vida não é tão simples como o desinformado gostaria de acreditar.

15. 0 significado dos nomes hebraicos da segunda e da terceira Sephiroth são Sabedoria a Entendimento, a ambas as Esferas, curiosamente, opõem-se uma a outra, como se a distinção entre os termos fosse de importância fundamental. A Sabedoria sugere às nossas mentes a idéia do conhecimento acumulado, das séries infinitas de imagens na memória; mas o Entendimento comunica-nos a idéia da penetração de seu significado, o poder para perceber-lhes a essência e a inter-relação, o que não está necessariamente implícito na Sabedoria, tomada como conhecimento intelectual. Obtemos, assim, um conceito de uma série extensa, uma cadeia de idéias associadas, em relação a Hochma, o que concorda pelo menos com o símbolo de Hochma de uma linha reta. Mas, em relação ao Entendimento, temos a idéia da síntese, da percepção de significados que se produz quando as idéias são relacionadas umas às outras, a superimpostas umas sobre as outras, em séries evolutivas do denso ao sutil. Isso sugere novamente a idéia do princípio unificador de Binah.

16. Estes sâo meios sutis da operação mental, a podem parecer fantásticos àqueles que não estão acostumados com o método de utilização mental do iniciado; mss o psicanalista os compreende a os aprecia em seu verdadeiro significado, assim como faz o poeta quando constrói suss torres nefelibatas de imagens.

17.0 Texto Yetzirático destaca a idéia da fé, a fé que reside no entendimento, o qual, por sua vez, é filho de Binah. Esse é o único local em que a fé pode repousar adequadamente. Um cínico definiu a fé como o poder de acreditar naquilo que sabemos não ser verdade, a essa parece ser uma definiçáo bastante exata das manifestações de fé tal como aparecem em muitas mentes não-instruídas, fruto da disciplina de seitas carentes de consciência mística. Mas à luz dessa consciência, podemos definir a fé como o resultado consciente da experiência superconsciente que não foi traduzida em termos de consciência cerebral, a da qual, por conseguinte, a personalidade normal não está diretamente consciente, embora, não obstante, sinta-lhe, possivelmente com grande intensidade, os efeitos, a suas reaçôes emocionais são, dessa forma, modificadas fundamental a permanentemente.

18. À luz dessa definição, podemos ver como .as raízes da fé podem de fato residir em Binah, Entendimento, o princípio sintético da consciéncia. Pois há um aspecto formal da consciência, assim como da substância, e consideraremos esse aspecto em detalhes quando estudarmos Hod, a Sephirah básica do Pilar da Severidade de Binah. Vemos, assim, mais uma vez, como as Sephiroth se inter-relacionam, propiciando o esclarecimento de suas vinculações mútuas.

19. A afirmação de que as raízes de Binah estão em Amém refere-se a Kether, pois um dos títulos de Kether é Amém. Isso indica claramente que, embora Hochma emane Binah, não devemos nos deter aqui quando buscamos as origens, mss devemos remontar à fonte de tudo que brota do Imanifesto atrás dos Véus da Existência Negativa. Esse conceito é claramente formulado pelo Texto Yetzirático de Chesed, que, falando das forças espirituais, diz: “Elas emanam uma da outra, em virtude da emanação primordial, a coroa superior, Kether.”

20. Não devemos nos confundir ou nos enganar a esse respeito pelo fato de o Texto Yetzirático de Geburah declarar que Binah, o Entendimento, emana das profundezas primordiais de Hochma, Sabedoria. Binah está em Kether, assim como em Hochma, “mss de outra maneira”. No ser puro, informe a indiviso existem as possibilidades da força a da forma; pois, onde há um pólo positivo, há necessariamente o aspecto correlato de um pólo negativo. Kether está para sempre num estado de devir. Aliás, um cabalista judeu me disse que a tradução correta de Eheieh, o Nome divino de Kether, é “Eu serei”, não “Eu sou”. Esse devir constante não pode permanecer estático; ao contrário, precisa pôr-se em atividade; a essa atividade não pode permanecer para sempre sem correlações; ela precisa organizar-se; cumpre chegar a um modo de equilíbrio entre as correntes. Temos, assim, a potencialidade tanto de Hochma quanto de Binah implícita em Kether, pois, é bom repetir, as Sephiroth Sagradas não são coisas, mss estados, e todas as coisas manifestas existem em um ou outro desses estados, a contêm uma mescla desses fatores em sua constituição, de modo que todo o universo manifesto pode ser classificado nos escaninhos apropriados de nossa mente quando o hieróglifo da Árvore é aí estabelecido. Na verdade, uma vez estabelecido a claramente formulado esse hierógtifo, a mente o utiliza automaticamente, a os complexos fenômenos de existência objetiva classificam-se em nosso entendimento. É por essa razão que o estudante de ocultismo que trabalha numa escola iniciática é instado a memorizar as principais correspondências das Dez Sephiroth Sagradas e a não depender das tabelas de referência. Muitas vezes já se objetou que isso é uma intolerável perch de tempo a energia, a que a referéncia às tabelas de correspondências, tais como a dé 777, de Crowley, é muito melhor. Mas a experiência prova que esse não é o caso, a que o esoterista que se dedica a essa disciplina, e a repete diariamente, como o católico reza o seu rosário, é amplamente recompensado pela iluminação posterior que recebe quando sua mente classifiça as inumeráveis mudanças a acasos da vida mundana na Árvore, revelando, assim, o seu significado espiritual. Deve-se ter sempre em mente que a utilização da Árvore da Vida não é apenas um exercício intelectual; é uma arte criativa, no sentido literal das palavras; a que as faculdades devem ser desenvolvidas na mente, assim como o escultor ou o músico adquire a sua habilidade manual.

21.0 Texto Yetzirático refere-se especificamente a Binah como a Inteligência Santificadora. A santificação evoca a idéia do que é sagrado a posto à parte. A Virgem Maria está intimamente associada a Binah, a Grande Mãe, a dessa atribuição passamos à idéia daquilo que dá origem a tudo, mss retém a sua virgindade; em outras palavras, daquilo cuja criatividade, não o envolve na vida de sua criação, mss permanece à parte a atrás, como a base da manifestação, a substãncia-raiz de onde surge a matéria. Pois, embora a matéria tenha suas raízes em Binah, a matéria, não obstante, tal como a conhecemos, é de uma ordem de ser muito diferente da Sephirah Suprema em que reside sua essência. Binah, a influência primordial formativa, criadora de todas as formas, está atrás a além da substãncia manifesta; em outras palavras, é etemamente virgem. É a influência formativa que subjaz a toda edificaçáo da forma, essa tendência de curvar as linhas de força para correlacionar a alcançar a estabilidade, que é Binah.

22. Essas duas Sephiroth básicas da Tríade Suprema são expressamente referidas como Pai a Mãe, Abba a Ama, a suas imagens mágicas são as de um homem barbado a de uma matrona, representando, assim, não a atração sexual de Netzach a Yesod – que são representados como donzela a adolescente -, mas os seres maduros que se uniram a reproduziram. Devemos sempre fazer uma distinção entre a atração sexual magnética e a reprodução, pois ambas são coisas muito diferentes, a não constituem níveis ou aspectos diferentes da mesma coisa. Aqui está uma importante verdade oculta que consideraremos no devido tempo.

23. Hochma a Binah representam, portanto, a virilidade e a feminilidade essenciais em seus aspectos criadores. Como tal, não são imagens fálicas, mas nelas se acha a raiz de toda força vital. Jamais compreenderemos os aspectos mais profundos do esoterismo se não entendermos o verdadeiro signiiicado do falicismo. Este nada tem a ver com as orgias nos templos de Afrodite, que desgraçaram a levaram à decadência a fé pagã dos antigos e causaram a sua queda; significa que tudo reside no princípio da estimulação do inerte, mas potencial pelo princípio dinâmico, que deriva sua energia diretamente da fonte de toda energia. Esse conceito abrange tremendas chaves de conhecimento, a constitui um dos pontos mais importantes dos Mistérios. É óbvio que o sexo representa um aspecto desse fator; é igualmente óbvio que há muitas outras aplicações concementes a ele que não são sexuais. Não devemos de forma alguma permitir que nossos preconceitos sobre o sexo, ou uma atitude convencional para com esse grande a vital assunto, nos façam retroceder diante desse grande princípio da estimulação ou fecundação do inerte potencial pelo princípio ativo. Aquele que assim se inibe não está preparado para os Mistérios, sobre cujo portal estão escritas as seguintes palavras: “Conhece-to a ti mesmo.”

24. Esse conhecimento não conduz à impureza, pois a impureza implica uma perda do controle que permite às forças ultrapassarem os limites que a Natureza lhes impôs. Aquele que não controla seus próprios instintos e paixões não é mais apto para os Mistérios do que aquele que os inibe e dissocia. Fique bem claro, contudo, que os Mistérios não ensinam o ascetismo ou o celibato como um requisito, pois eles não concebem o espírito e a matéria como um par de antinomias irreconciliáveis, mas, antes, como níveis diferentes da mesma coisa. A pureza não consiste na emasculação, mas na manutenção de diferentes forças em seus níveis a lugares adequados, a no impedimento de invadirem a esfera alheia. Ela ensina que a frigidez e a impotência constituem defeitos tão sérios como qualquer outro, devendo ser consideradas como patologias sexuais, da mesma maneira que a luxúria, que destrói seu objeto e o degrada.

25. Todas as relaçóes da existência manifesta implicam a ação dos princípios de Binah a Hochma e, sendo o sexo uma perfeita representação de ambos, foi ele utilizado como tal pelos antigos, que não se perturbavarrm pela nossa timidez sobre o assunto, a tomavam suas metáforas do tema da reprodução da mesma maneira livre pela qual tomamos as nossas da Biôlia. Pois para eles a reprodução era um processo sagrado, a eles se referiam a ela, não com grosseria, a sim com reverência. Se desejamos compreendê-los, devemos nos aproximar de seus ensinamentos sobre a fonte da vida a da força vital com o mesmo espírito com que eles se aproximaram delas, a ninguém cujos olhos não estejam vendados pelo preconceito, ou que não permaneça nas trevas lançadas por seus próprios problemas irresolvidos, pode deixar de compreender que nossa atitude atual em face da vida seria mais saudável a agradável se tivesse como fermento o bom senso e o discernimento do paganismo.

26. Os princípios da masculinidade a da feminilidade manifestos em Hochma a Binah representam mais do que mera polaridade positiva a negativa, atividade a passividade. Hochma, o Pai Universal, é o veículo da força primordial, a manifestação imediata de Kether. É, na verdade, Kether em ação, pois as diferentes Sephiroth não representam diferentes coisas, mas diferentes funções da mesma coisa, isto é, força pura jorrando na manifestação, oriunda do Grande Imanifesto, que está atrás dos Véus Negativos da Existência. Hochma é força pura, assim como a expansão da gasolina, quando esta se inflama na câmara de combustão de um motor, é força pura. Mas, assim como essa força expansiva se expandiria a se perderia se não houvesse um mecanismo para transmitir seu poder, da mesma forma a energia não-direcionada de Hochma se irradiaria pelo espaço a se perderia se nada houvesse para receber seu impulso a utilizá-lo. Hochma explode como a gasolina; Binah é a câmara de combustão; Gedulah a Geburah são os movimentos altemados do pistão.

27. A força expansiva fornecida pelo combustível é energia pura, mas náo poria um carro em movimento. A organização constritiva de Binah é potencialmente capaz de fazê-lo, mas ela não pode fazê-to a não ser pondose em movimento pela expansão da energia acumulada do vapor da gasolina. Binah é potencialmente ilimitada, mas inerte. Hochma é energia pura, ilirrmitada a incansável, mas incapaz de fazer qualquer coisa, exceto irradiar-se pelo espaço se nada houver que a detenha. Mas, quando Hochma age sobre Binah, sua energia é reunida a utilizada. Quando Binah recebe o impulso de Hochma, todas as suas capacidades latentes são vitalizadas. Em suma, Hochma fornece a energia, a Binah fornece o motor.

28. Consideremos, agora, a masculinidade e a feminilidade desse par de opostos supremo, conforme se expressam no ato da geração. Os espermatozóides do macho tém uma vida brevíssima; eles são as unidades de energia mais simples possfvel; assim que essa energia se expande, eles se dissolvem. Mas o mecanismo reprodutor da fêmea, o útero que gera a os seios que alimentam, são capazes de conduzir essa vida transferida à sua própria vida independente; e, no entanto, todo esse complexo mecanismo deve ficar inerte até que o estímulo da força Hochma o ponha em ação. A unidade reprodutora feminina é potenciahnente ilimitada, mas inerte; a unidade reprodutora masculina é onipotente, mas incapaz de produzir um nascimento.

29. Muitas pessoas pensam que, sendo a masculinidade e a feminilidade, tal como as conhecem no plano físico, princípios fixos detemiinados pela estrutura, o potente e o potencial se limitam rigidamente aos seus respectivos mecanismos. Ora, isso é um erro. Existe uma contínua altemação de polaridade sobre todos os planos, exceto o físico. E, de fato, entre os tipos primitivos de vida animal, há também uma alternãncia de polaridade no plano físico. Entre os tipos superiores, especialmente entre os vertebrados, a polaridade é fixada pelo acaso do nascimento, salvo as anomalias hermafroditas, que só podem ser consideradas como patológicas, a em que apenas um sexo é sempre funcionalmente ativo, qualquer que seja o aparente desenvolvimento do outro aspecto. Um dos segredos mais importantes dos Mistérios consiste no conhecimento dessa contínua interação de polaridade. Não se trata, em absoluto, de homossexualidade, que é uma expressão pervertida a patológica desse aspecto, que surge como uma desordem de sentimento sexual quando a lei da polaridade alternante não é corretamente compreendida.

30. Em suma, embora o modo de reprodução no plano físico seja determinado em todos os indivíduos pela configuração de seu corpo, suas reaçôes espirituais não são tão fixas, pois a alma é bissexual; em outras palavras, em toda relação de vida, somos às vezes positivos a às vezes negativos, conforme sejam as circunstâncias mais fortes do que nós, ou sejamos nós mais fortes do que as circunstâncias. lsso ressalta claramente do fato de que Netzach (Vênus-Afrodite) é a Sephirah basal do Pilar de Hochma. Vemos, assim, que a natureza feminina apresenta uma polaridade diferente em níveis diferentes, pois em Netzach ela é tão positiva a dinâmica como em Binah é estática.

31. Tudo isso não é apenas desconcertante do ponto de vista intelectual, mas também muito confuso moralmente; e, mesmo sob risco de ser acusada de encorajar de todas as maneiras as anormalidades, devo tentar esclarecer o assunto, pois suas implicaçôes práticas são de grande alcance.

32. Afirmam os rabinos que toda Sephirah é negativa em relação à que lhe é superior a que a emanou, a positiva em relação à que lhe é inferior e por ela emanada. Aqui está a chave; somos negativos em nossas relações com o que apresenta um potencial superior ao nosso, a somos negativos em nossas relações com o que possui um potencial inferior. Essas relaçôes estão num perpétuo estado de futuação, o qual varia em cada ponto de nossos inúmeros contatos com o meio em que agimos.

33. Na maior parte dos casos, a relação entre um homem a uma mulher não é inteiramente satisfatória para nenhuma parte, a eles devem resignar-se a uma satisfação incompleta em suas relações sob a compulsão da pressão religiosa ou econômica, ou suprir de alguma forma a sua insatisfação, tendo como resultado a recorrência das condições anteriores, quando a novidade perdeu seu interesse. Deve-se observar que, sob tais circunstâncias, a cuhninação da satisfação sexual acha-se apenas na novidade, a esta é uma coisa que precisa ser constantemente renovada, com o conseqüente resultado desastroso para a economia sexual.

34.0 problema reside no fato de que, embora o macho forneça o estímulo físico que leva à reprodução, não é ele capaz de compreender que, nos planos intemos, em virtude da lei da polaridade inversa, é negativo, dependendo, para sua consecução, do est,.mulo concedido pela fémea. Ele depende deia para a fertilidade emocional, como se pode ver claramente no caso de uma mente altamente criativa, como Wagner ou Shelley.

35.0 matrimônio não é uma questâo de duas metades, mas de quatro quartos, que se unem numa harmonia equilibrada de fecundação recíproca. Binah a Hochma são equilibrados por Hod a Netzach. 0 homem tem deuses a deusas para adorar. Boaz a Jakin são Pilares do Templo, a apenas quando unidos produzem a estabilidade. Uma religiáo sem deuses está a meio caminho do ateísmo. Na palavra Elohim encontramos a chave verdadeira. Elohim é traduzido por “Deus” tanto na Versão Autorizada quanto
na Revisada das Sagradas Escrituras. Ela deveria ser traduzida, na verdade, por “Deus a Deusa”, pois é um substantivo feminino acrescido de uma terminação masculina de plural. Esse é um fato incontrovertível, em seu aspecto lingüístico pelo menos, e é de se presumir que os diversos autores dos livros da Bíblia conheciam seu significado, a que não utilizaram essa forma, única a peculiar, sem alguma boa razão. “E o espírito dos princípios masculino a feminino, conjunto, movia-se sobre a superfície do informe, e a manifestação teve lugar.” Se desejamos o equilrôrio, em lugar de nosso presente estado de tensôes desiguais, devemos adorar a Elohim, não a Jehovah.

36. A adoração de Jehovah, a não de Elohim, pode impedir-nos a “elevação aos planos”, isto é, a obtenção da consciência supranormal como parte de nosso equipamento normal, pois devemos estar preparados para mudar de polaridade enquanto mudamos de nível, pois o que é positivo no plano físico torna-se negativo no astral, a vice-versa. Além disso, como o trabalho oculto prático sempre invoca a utilização de mais de um plano, seja simultaneamente, como na invocação, ou sucessivamente, como quando correlacionamos os níveis de consciência segundo o trabalho psíquico, o fator negativo precisa sempre ter seu lugar em nossa obra, tanto subjetiva quanto objetivamente.

37. Isso nos abre novos aspectos do assunto. Quantas pessoas compreendem que suas próprias almas são literalmente bissexuais em si mesmas, e que os diferentes níveis de consciência agem como macho a fêmea em suas relações mútuas?

38. Freud declarou que a vida sexual determina o tipo de toda a vida. É provável, no entanto, que a vida como um todo determine o tipo da vida sexual; mas, para os propósitos práticos, sua maneira de esclarecer o fato é verdadeira, pois, embora não se possa endireitar uma vida sexual confusa operando-se sobre a vida como um todo – por exemplo, nem a riqueza nem a fama são uma compensação adequada para a repressão desse instinto fundamental -, pode-se endireitar todo o padrão vital, desemaranhando-se a vida sexual. Esse é um assunto de experiência prática a não precisa ser discutido a priori. É por essa razão, sem dúvida alguma (aprendida pela experiência prática das operações da consciência humana), que os antigos conferiam ao falicismo uma parte tão importante em seus ritos. Atualmente, ele é um ponto muito importante no aspecto cerimonial dos cultos modernos, mas o reconhecimento do significado dos símbolos empregados tradicionalmente foi reprimido pela consciência.

39. A psicologia freudiana fornece a chave para o falicismo a abre uma porta que conduz ao Adytum dos Mistérios. Não há como escapar a esse fato no ocultismo prático, por mais desagradável que possa parecer a muitos; a isso explica por que tantos empreendimentos mágicos são estéreis.

40. Esses assuntos constituem segredos recônditos dos Mistérios, dos quais os modernos perderam as chaves, mas a experiência da nova psicologia e a arte da psiquiatria provaram abundantemente a solidez da base com a qual os antigos fundamentaram sua adoração do princípio criativo a da fertWdade como parte importante de sua vida religiosa. É uma experiência já bem-estabelecida que a pessoa que dissociou seus sentimentos sexuais da consciência não pode agarrar-se à vida em qualquer nível. Esse fato é a base da moderna psicoterapia. No trabalho oculto, a pessoa inibida a reprimida tende para as formas desequilibradas de psiquismo a mediunidade, e é totalmente inútil para o trabalho mágico, onde o poder deve ser dirigido e manipulado pela vontade. Isso não significa que a total repressão ou a total expressão seja necessária para o trabalho mágico, mas sim que a pessoa que se apartou de seus instintos, que sâo suas raízes na Mãe Terra, a em cuja consciência há, por conseguinte, um vazio, não pode abrir o canal através do qual a força, oriunda dos planos, possa ser trazida à manifestação no plano físico.

41. Não tenho dúvidas de que serei mal-interpretada por minha franqueza nesses assuntos; mas, se alguém não se adiantar a enfrentar o ódio por falar a verdade, como poderiam os verdadeiros investigadores descobrir seu caminho para os Mistérios? Deveríamos manter na loja oculta a mesma atitude vitoriana que foi abandonada por completo fora de seu recinto? Al. guém precisa quebrar esses falsos deuses feitos à imagem de Mrs. Grundy. Estou inclinada a pensar, contudo, que as perdas que poderíamos sofrer nesse assunto serão bem pequenas, pois não seria possível treinar ou cooperar com a espécie de pessoa que se assusta quando lhe falam claramente. Não se pense também que estou convidando quem quer que seja a participar comigo de orgias fálicas, como bem poderá alguém pensar. Assinalo apenas que a pessoa que não pode compreender o significado do culto fálico do ponto de vista psicológico não tem bastante inteligência para participar dos Mistérios.

42. Tendo concedido um espaço considerável à elucidação do princípio de Binah em seu trabalho na polaridade com Hochma, uma vez que não se pode compreendê-la de outra maneira, sendo ela essencialmente um princípio de polaridade, podemos considerar agora o significado do simbolismo atribuído à terceira Sephirah. Esse simbolismo apresenta dois aspectos – o aspecto da Grande Mãe e o aspecto de Saturno, pois ambas as atribuições são conferidas a. Binah. Ela é a poderosa Mãe de Todos os Viventes, e é também o princípio da morte, porquanto a forma precisa morrer quando cumpriu sua missáo. Nos planos da forma, morte a nascimento são duas faces da mesma moeda.

43. 0 aspecto maternal de Binah expressa-se no título de Marah, o Mar, que se lhe atribui. É um fato curioso que se represente Vénus-Afrodite nascendo da espuma do mar a que a Virgem Maria receba dos católicos o nome de Stella Mans, Estrela do Mar. A palavra Marah, que é a raiz de Maria, significa também “amargura”, e a experiência espiritual atribuída a Binah é a Visáo do Sofrimento. Uma visão que evoca a imagem da Virgem chorando aos pés da cruz, com o coração atravessado por sete punhais. Lembremos também o ensinamento de Buda, segundo o qual a vida é sofrimento. A idéia da submissão à dor e à morte está implícita na idéia da descida da vida aos planos da forma.

44.0 Texto Yetzirático de Malkuth, já citado, fala do Trono de Binah. Um dos títulos conferidos à Terceira Sephirah é Khorsia, o Trono; a os anjos atribuídos a essa Sephirah chamam-se Aralim, palavra que significa também Tronos. Ora, um trono sugere essencialmente a idéia de uma base estável, um firme fundamento sobre o qual o exercitador do poder tem o seu assento a do qual não pode ser removido. É, na verdade, um bloco que suporta a ação do retrocesso de. uma força, da mesma maneira que o ombro do atirador suporta o recuo do rifle. Os grandes canhões, utilizados para disparos de longa distância, precisam ser fixados a estruturas de concreto que ofereçam resistência ao contragolpe da explosão da carga que impulsiona o projétil, pois é óbvio que a pressão na culatra do canhão deve ser igual à exercida na base do projétil quando se efetua o disparo. Essa é uma verdade que nossos credos religiosos idealizadores estão inclinados a ignorar, com o conseqüente enfraquecimento a debilitaçâo de seus ensinamentos. Binah, Marah, a matéria, é a estrutura que empresta à força vital dinámica uma base segura.

45. Da resistência à força espiritual, como já observamos, provém a idéia do mal implícito, que é tão injusta para com Binah. Isso se torna muito claro quando consideramos as idéias que surgem em associação com Saturno-Cronos. Saturno implica algo muito sinistro. Ele é o Grande Maléfico dos astrólogos, a todo aquele que encontra uma quadratura de Saturno em seu horóscopo considera-a como uma pesada aflição. Saturno é o resistente, mas, sendo um resistente, é também um estabilizador a um testador que não nos permite confiar nos’so peso àquilo que não o resistiria. É digno de nota que o Trigésimo Segundo Caminho – que conduz de Malkuth a Yesod e é o primeiro Caminho trilhado pela alma que se eleva – seja atribuído a Saturrio. Ele é o deus da forma mais antiga da matéria. 0 mito grego de C~os, que é simplesmente o nome grego para o mesmo princípio, considê’ia-o como um dos deuses mais velhos; ou seja, aqueles deuses que criaram os deuses. Ele é o pai de Júpiter-Zeus, o qual se salvou graças a um estratagema de sua máe, pois Saturno tinha o desagradável hábito de comer suas crianças. Encontramos nesse mito novamente a idéia do dador da vida e dá morte. Como já observamos, Saturno, com sua foice, converte-se facilmente na Morte. É muito interessante notar as reentráncias dessas cadeias de idéias associadas em relação a cada Sephirah, pois não podemos deixar de ver como as mesmas imagens afloram outra a outra vez em todas as cadeias de idéias que possuímos, mesmo quando partimos de idéias aparentemente muito divergentes como mãe, mar a tempo.

46. Cada planeta tem uma virtude a um vício; em outras palavras, cada planeta pode estar, nas palavras dos astrólogos, bem ou mal-aspectado, bem ou mal-exaltado. Não podemos passar pela vida sem notar que cada tipo de caráter tem os vícios de suas virtudes; isto é, suas virtudes, quando levadas ao extremo, tornam-se vícios. Ocorre o mesmo com as sete Sephiroth planetárias; elas têm seus bons a maus aspectos, de acordo com a proporção com que os apresentam; quando falta o equilrbrio, em razão da força desequilibrada de uma Sephirah particular, experimentamos as más influências dessa Sephirah; por exemplo, Saturno devorara seus filhosi A morte começa a destruir a vida antes que ela tenha cumprido suas funçôes. Nenhuma Sephirah, portanto, é totalmente má, nem mesmo Geburah, que é a destruição personificada. Todas são igualmente indispensáveis ao esquema das coisas como um todo, a suas boas a más influências relativas dependem do papel que desempenham, o qual não deve ser nem muito forte, nem muito débil, mas equilibrado. A pouca influência de uma dada Sephirah conduz ao desequilíbrio na Sephirah oposta. A influência em excesso torna-se uma influência positivamente má – uma dose excessiva de veneno.

47. A virtude de Binah é o Silêncio, a seu vício é a avareza. Vemos aqui, novamente, a influência de Saturno tomar-se presente. Keats fala do “Saturno de cabelos grisalhos, silencioso como uma pedra”, a nessas poucas palavras o poeta evoca uma imagem mágica da era a do silêncio primordial da influência satumiana. Saturno é de fato um dos velhos deuses a está relacionado ao aspecto mineral da Terra. Seu trono acha-se nas rochas mais antigas, onde não cresce planta alguma.

48. É costume dizer que o silêncio é uma das virtudes especialmente desejadas nas mulheres. Seja como for, a não há dúvida de que a língua é a sua arma mais perigosa, o silêncio indica receptividade. Se estamos calados, podemos ouvir, a assim aprender; mas, se estamos falando, as portas de entrada da mente estão fechadas. É a resistência e a receptividade de Binah que são seus poderes principais. E dessas virtudes provém o vício, que é constituído por seu excesso, a avareza, que nega em demasia a retém até o que é dispensável. Quando isso acontece, precisamos da generosa influência de Gedulah-Geburah, Júpiter-Marte, para destruir o velho deus, o devorador de seus filhos, a reinar em seu lugar.

49. Os símbolos mágicos de Binah são o Yoni e o Manto Exterior de Ocultamento. Esta é uma expressão gnóstica, a aquele, um termo indiano, que indica os genitals da mulher, a correspondência negativa do falo do homem. 0 termo Kteis, menos conhecido, é o termo europeu equivalente. Nos símbolos religiosos hindus, o yoni e o lingam surgem com muita freqüência, pois a idéia da força vital a da fertilidade são os motivos principais de sua fé.

50. A idéia da fertilidade é o motivo principal nos aspectos de Binah que se manifestam no mundo de Assiah, o nível material. A vida não apenas penetra a matéria para discipliná-la, mas também retira-se dela triunfahnente, aumentada a multiplicada. 0 aspecto da fertilidade, equilibrando o aspecto Tempo-Morte-Limitação, é essencial ao nosso conceito de Binah. 0 Tempo-Morte ceifa com sua foice o trigo de Ceres, a ambos são símbolos de Binah.

51. A idéia do Manto Exterior de Ocultamento sugere claramente a matéria, assim como o esplendor envolvente do Manto Interno de Glória do princípio vital. Ambas as idéias, reunidas, comunicam-nos o conceito do corpo animado pelo espírito; o Manto Interno ou Glória Espiritual oculto de todos os olhos pelo invólucro exterior da matéria densa. Mais a mais vezes, enquanto meditamos sobre esses mistérios, encontramos a iluminação dessa coleção aparentemente fortuita de símbolos atribuídos a cada Sepliirah. Já vimos em nosso estudo que nenhum símbolo está só, a que toda penetração da intuição a da imaginação serve para revelar as grandes linhas de relaçôes entre os símbolos.

52. Os quatro três do baralho do Tarô são as cartas atribuídas a Binah e, de fato, o número três está intimamente associado à idéia da manifestação na matéria. As duas forças opostas encontram expressão numa tercei. ra, o equilíbrio entre elas, que se manifesta num plano inferior ao de seus pais. O triângulo é um dos símbolos atribuídos a Saturno como deus da matéria mais densa, e o triãngulo de arte, como é chamado, é utilizado nas cerimônias mágicas quando o objetivo é evocar um espírito a fazê-to visível no plano da matéria; para outros modos de manifestação, utiliza-se o círculo.

53. 0 três de paus chama-se Senhor da Força Estabilizada. Temos novamente aqui a idéia do poder em equilíbrio, que é tâo característico de Binah. Lembremos que Paus representa a força dinâmica de Yod. Essa força, quando na esfera de Binah, cessa de ser dinâmica, consolidando-se.

54. Copas é, essencialmente, a forma feminina, pois a copa, ou o cálice, é um dos símbolos de Binah a está estreitamente relacionado com o yoni no simbolismo esotérico. 0 Três de Copas está, portanto, em casa em Binah, pois os dois grupos de simbolismo se completam mutuamente. 0 Três de Copas, que é corretamente chamado de Abundância, representa a fertilidade de Binah em seu aspecto de Ceres.

55.0 Três de Espadas, contudo, chama-se Sofrimento, a seu símbolo no baralho de Tarô é um coração transpassado por três punhais. Nossos leitores lembrarão a referência ao coração apunhalado da Virgem Maria no simbolismo católico, a Maria equivale a Marah, a amargura, o Mar. Ave, Maria, stella marls!

56. As Espadas são, naturalmente, cartas de Geburah e, como tal, representam o aspecto destrutivo de Binah como Kali, a consorte de Siva, a deusa hindu da destruição.

57. Ouros são as cartas da Terra e, como tal, correspondem a Binah, a forma. 0 Três de Ouros, por conseguinte, é o Senhor dos Trabalhos Materials, ou atividade no plano da forma.

58. Notemos que, assim como os planetas têm sua influência rèforçada quando estão nos signos do Zodíaco que são suas próprias casas, também as cartas do Tarô, quando o significado da Sephirah coincide com o espírito do naipe, representam o aspecto ativo da influência; e, quando a Sephirah e o naipe representam influências diferentes, a carta é maléfica. Por exemplo, a carta ígnea de espadas é uma carta de mau augúrio quando se acha na Esfera de influência de Binah.

59. Alonguei-me bastante ao comentar Binah, porque com ela se completa a Tríade Suprema e o primeiro dos pares de opostos. Ela representa não apenas a si mesma, mas também aos pares funcionais, pois é impossível compreender qualquer unidade na Árvore, a não ser em referência às outras unidades com que interage a se equilibra. Hochma sem Binah, a Binah sem Hochma, são incompreensíveis, pois o par é a unidade funcional, a não qualquer uma das Sephiroth em separado.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/binah