Carta de Brasília

Ao final do Fórum de Brasília, foi redigida a “Carta de Brasília”, um documento onde os ufólogos dão como certa a existência de discos voadores, sua origem extraterrestre, bem como sua atividade no planeta Terra desde os primórdios da humanidade. Nesta carta, os participantes do fórum afirmam ter conhecimento dos programas secretos do governo brasileiro de pesquisa de Objetos Voadores Não Identificados e solicitam a abertura ao público dos arquivos oficiais brasileiros sobre o tema.

Brasília (DF), Brasil, 14 de dezembro de 1997

Os ufólogos brasileiros e estrangeiros, de 19 nações, de todos os continentes, reunidos no Primeiro Fórum Mundial de Ufologia, no período de 07 a 14 de dezembro de 1997, no Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica, Parlamundi da LBV, em Brasília, Brasil, vêm à presença do Ministro da Aeronáutica Brasileira apresentar os seguintes fatos:

1 – Que é de conhecimento geral que o Fenômeno UFO, representado pelas constantes visitas de veículos espaciais ao nosso Planeta Terra, é genuíno e assim tem sido confirmado independentemente por ufólogos civis e autoridades militares de todo o mundo, nos últimos 50 anos.

2 – Que tal fenômeno já teve sua origem plenamente identificada como sendo extraterrestre e que os veículos que nos visitam tão insistentemente provêm de civilizações tecnologicamente mais avançadas que a nossa, mas que coexistem conosco no Universo.

3 – Que tais civilizações encontram-se num processo contínuo de aproximação da Terra e de nossa civilização planetária. Igualmente, essas civilizações, em suas manobras, na maioria absoluta das vezes, não demonstram hostilidade para conosco.

4 – Que as visitas de tais civilizações extraterrestres à Terra têm aumentado, gradativamente, nos últimos anos, segundo comprovam as estatísticas nacionais e internacionais, tanto em quantidade quanto em profundidade e intensidade.

5 – Que é urgente que se estabeleça um programa oficial de conhecimento, pesquisa e respectiva divulgação pública do assunto, de forma a esclarecer a população brasileira a respeito da inegável e cada vez mais crescente presença extraterrestre na Terra.

Assim, considerando atitudes assumidas em vários momentos da História, por países que já reconheceram a extensão do problema, como por exemplo o Chile, há algumas semanas, respeitosamente recomendamos que o Ministério da Aeronáutica da República Federativa do Brasil, ou algum de seus organismos, a partir deste instante, formule uma política apropriada para se discutir o assunto, nos ambientes, formatos e níveis considerados necessários.

A comunidade ufológica brasileira, neste ato representada pelos estudiosos nacionais abaixo assinados, com total apoio da comunidade ufológica mundial, também signatária deste documento, deseja oferecer voluntariamente seus conhecimentos, seus esforços e sua dedicação para que tal procedimento venha a tornar-se realidade e que tenhamos o reconhecimento imediato do Fenômeno UFO.

Como marco inicial deste processo, que simbolize uma ação positiva por parte de nossas autoridades, a comunidade ufológica brasileira respeitosamente solicita que o referido Ministério abra seus arquivos referentes a pelo menos dois episódios específicos e marcantes de nossa pesquisa ufológica:

(a) a Operação Prato, conduzida pelo Primeiro Comando Aéreo Regional (Comar), de Belém (PA), entre setembro e dezembro de 1977, que resultou em volumoso compêndio que documentou com mais de 500 fotografias e inúmeros filmes a movimentação de UFOs sobre a Região Amazônica, da forma como foi confirmado pelo coronel Uyrangê Bolívar Soares de Hollanda Lima;

(b) a maciça casuística ufológica ocorrida em maio de 1986, sobre os Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, entre outros, em que mais de 20 objetos voadores não identificados foram observados, radarizados e perseguidos por caças a jato de nossa valorosa Força Aérea, segundo afirmou o próprio ministro da Aeronáutica à época, brigadeiro Octávio Moreira Lima.

Absolutamente conscientes de que nossas autoridades civis e militares jamais se descuidaram da situação, que tem sido monitorada com maior ou menor grau de interação ao longo das últimas décadas, sempre no interesse da segurança nacional, julgamos que a tomada da providência acima referida solidificará o início de uma próspera e proveitosa parceria.

Atenciosamente,

Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU)
Ademar José Gevaerd

Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV)
Claudeir Covo

Instituto Nacional de Investigação de Fenômenos Aeroespaciais (INFA)
Marco Antonio Petit

Associação Fluminense de Estudos Ufológicos (AFEU)
Rafael Cury

Núcleo de Pesquisas Ufológicas (NPU)
Reginaldo de Athayde

Centro de Pesquisas Ufológicas (CPU)
Ubirajara Franco Rodrigues

Instituto Ubirajara Rodrigues S/C (IUR)

Comunidade Ufológica Brasileira

Ademar Eugênio de Mello (SP)
Ana Maria dos Santos (BA)
Antonio Faleiro(MG)
Basílio Baranoff (SP)
César Pereira Vanucci (MG)
Chica Granchi (RJ)
Cláudio Pamplona(CE)
Edwaldo Gomes Silva Jr. (SP)
Elias Seixas (RJ)
Emanuel Paranhos (BA)
Eustáquio Andréa Patounas (SC)
Geraldo Simão Bichara (MG)
Haroldo Westendorff (RS)
Hernán Mostajo (RS)
Irene Granchi(RJ)
José Luiz L. Martins (PA)
Luciano Stancka e Silva (SP)
Manoel Gilson Mitoso (AM)
Oscar Alberto Romero (BA)
Pedro Paulo Cunha Filho (DF)
Ricardo Varela Corrêa (SP)
Roberto Affonso Beck (DF)
Romio Cury (PR)
Wilson G. de Oliveira (DF)

Comunidade Ufológica Internacional

Alexandr Balandine (Rússia)
Barry Chamish (Israel)
Boris Chourinov (Rússia)
Budd Hopkins (Estados Unidos)
Colin Andrews (Inglaterra)
David Jacobs (Estados Unidos)
Derrel Sims (Estados Unidos)
G.C. Shellhorn (Estados Unidos)
Gábor Tarcali (Hungria)
Gildas Bourdais (França)
Giorgio Bongiovanni (Itália)
Glennys Mackay (Austrália)
Graham Birdsall (Inglaterra)
Jaime Maussan (México)
James Courant (Estados Unidos)
James Hurtak (Estados Unidos)
Jesse Marcel Junior (Estados Unidos)
Jorge Alfonso Ramirez (Paraguai)
Leonard Sprinkle (Estados Unidos)
Mário Dussuel Jurado (Chile)
Maurizio Baiata (Itália)
Michael Hesemann (Alemanha)
Michael Lindemann (Estados Unidos)
Pablo Villarrubia Mauso (Espanha)
Roberto Pinotti (Itália)
Rodrigo Fuenzalida (Chile)
Sun-Shi Li (China)
Timo Koskeniemmi (Finlândia)
Wendelle Stevens (Estados Unidos)
Yvonne Smith (Estados Unidos)

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/carta-de-brasilia/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/carta-de-brasilia/

A Busca Desconhecida

Quem diz a verdade? Seja você a tua própria verdade!

Nascemos e evoluímos com conceitos muitas das vezes plantados cheios de cristianismo e misticismo. Em uma era onde “tudo” é permitido, nos perguntamos do porque de tais conceitos serem usados até hoje. Ao longo dos anos passamos por diversas fases de nossas vidas, uma criança pode passar por longos períodos em catequeses ou escolas bíblicas dominicais sendo domesticadas com doutrinas e costumes. Uma criança forjada de um mínimo de inteligência fará daqueles estudos suas práticas diárias sem saber ao certo se aquilo pode ser verdadeiro ou não. Ela é domesticada a acreditarem que somente eles são os verdadeiros donos da palavra, sem escolhas de caminhos crescem em meio a “verdade”, “verdade” essa que acaba trazendo várias dúvidas que nunca são esclarecidas.

Ao longo do tempo começam a se questionarem e indagarem aos supostos donos da “verdade” do porque disso e daquilo, sem respostas alguns destes pequeninos correm atrás do que chamamos de busca desconhecida pelo oculto.

Agora sim começa a busca que o DIABO gosta, um tempo onde tudo é informatizado. As buscas se tornam mais reais e mais “fáceis”, são jogos com total apoio ocultista, são seriados que indagam e fazem querer o oculto e prazeres sobrenaturais que vemos com tanta freqüência em filmes, jogos e desenhos. A internet está ai pra isso, redes sociais onde se encontram facilmente praticantes das artes do caminho da mão-esquerda. Com alguns simples contatos sejam eles com pessoas ocultistas, magistas, kimbandeiros, satanistas etc., a pessoa se deslumbra com tanto conhecimento que acaba aos poucos largando suas práticas e pensamentos arcaicos.

E é isso que pregoamos por ai com a VOZ de nosso Pai Lúcifer, basta apenas um contato pra que tudo seja modificado. Nosso Pai sempre esteve à porta sem nunca precisar de uma ligação. Por isso considero o satanismo não como uma religião, porque nosso pai nunca nos abandonou e sim fomos nós hipócritas que nunca chegamos perto dele de forma real, precisamos somente dos gatilhos corretos pra manter e fortalecer este contato, daí vemos que o satanismo sim pode ser seguido como um caminho do Eu, e não somente como uma Religião cheio de regras e costumes que tiram nossa liberdade.

Finalizando encontre você a tua verdade, o caminho foi dado e você pode se satisfazer com ela, basta encontrar a pessoa certa com os fundamentos corretos e logo você será mais um filho do fogo. O resultado é imediato, aqui se faz aqui se paga, aqui se pede aqui se ganha, são conceitos simples que na prática sempre nos dão resultados, então faça você a sua verdade.

Na ausência de alguém pra passar o direcionamento sempre haverá aquele que nunca deixou de estar contigo, confie sempre em você que logo chegará onde quer.

Hunter ‘.’

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-busca-desconhecida/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-busca-desconhecida/

Matrix, o filme que ninguém viu

Quando George Lucas preparou a segunda trilogia de Star Wars no finalzinho dos anos 90 nada poderia pará-lo. Foram anos de preparo e produção usando tecnologia de ponta em uma história que clamava a décadas por uma continuação. Nada poderia pará-lo, mas Matrix foi lançado na mesma temporada e a ópera espacial ficou suspensa no ar como balas paralisadas por Neo.

As irmãs Wachowski ainda eram homens mas foram revolucionárias o bastante para fazer um mundo acostumado a não pensar com American Pie e outros besteiróis americanos saírem dos cinemas com a mesma cara que Platão deve ter deito ao ver Sócrates se matar.

Matrix levou o gnosticismo para as massas. Fez as pessoas filosofarem, reacendeu a chama pela filosofia, criou moda e tornou aceitável assistir mulheres e homens vestindo látex com a família. Morpheus modernizou a antiga combinação de sucesso dos templos shaolin unindo metafísica e kung-fu e com isso deu o golpe inicial no atavismo pop que caracterizaria o novo milênio (nunca ouviu falar da hitpótese de Sekhmet? Clique aqui).

Os anos que se seguiram provaram o que todos já sabiam, Matrix era um clássico. Ele foi seguido por duas sequências classificadas por muitos como pior do que péssimas, uma série animada que faria inveja à Liquid Television da MTV e um jogo adorado pelos fãs que discordam que os dois últimos filmes foram piores do que péssimos.

Mas é curioso como um filme tão popular, passou batido por quase todos que o assistiram ou, colocando em linguagem vulgar, ninguém percebeu o que estava assistindo.

Tecnicamente, o filme Matrix que você assistiu pode ser resumido assim:

– ERA PRÉ MATRIX

1- A raça humana chegou a um ponto da evolução onde se preocupa com o meio ambiente e cria máquinas que utilizam energia limpa do sol.

2- Humanos criam inteligência artificial, a colocam em robôs e essa inteligência cria consciência.

3- Inteligência artificial se rebela contra os humanos que a escravizava, maltratava e descartava sem se preocupar com seus sentimentos (ou sua força evidentemente superior à humana)

3- Quando percebem que brigar contra a consciência que controla máquinas, armas, computadores e tudo mais que pode destruir a raça-humana é uma má ideia, os humanos puxam a tomada das máquinas ou seja explodem bombas que bloqueiam totalmente a luz do sol (obviamente ninguém parou para pensar que isso ia acabar com outras coisas básicas como a produção de alimentos dos humanos)

4- Mas a inteligência artificial é inteligente, e arranja outra fonte de energia. Podia ter sido energia nuclear, poderia ser energia hidro-elétrica, térmica do núcleo da terra… mas escolheram tirar sua energia de humanos, seus nêmesis (o que mostra que a inteligência artificial criada por humanos pode até ser inteligente, mas continua meio humana).

5- No fim a Inteligência Artificial vence a guerra e a raça humana é totalmente derrotada.

DENTRO DA MATRIX

6- Para criar energia os humanos viram baterias (já que nosso corpo e cérebro produzem eletricidade).

7- Para que o corpo e cérebro humano gerem energia, humanos são criados artificialmente (de forma assexuada, como bebês de proveta), eles são fabricados com peças que permitem com que se conectem à Inteligência Artificial. São parte humanos, parte máquinas… um Pen Drive que sua e faz xixi.

8- Para manter o cérebro ativo a Inteligência Artificial cria a Matrix, uma espécie de realidade virtual onde as mentes dos humanos existem acreditando que vivem no dia a dia enquanto alimentam as máquinas.

9- A I.A. (Inteligência Artificial) descobre que se a Matrix for um paraíso de felicidade, uma utopia, a mente humana se desliga. Aparentemente humanos precisam viver imerso em conflitos e dúvidas para não questionarem a realidade onde vivem.

10- A I.A. também aprende que dentro de nosso ser existe uma ânsia por liberdade, essa ânsia não pode ser deletada ou reprogramada e, por isso, ela aceita que alguns humanos sejam desconectados e “escapem” do sistema. Este “bug”, ou a falha, inserido no sistema é fundamental para que a simulação da Matrix permaneça estável – mesmo que ela permaneça apenas como uma possibilidade subconsciente que atormenta a muitos mas é atingida apenas por alguns poucos. Permitir esse Bug se mostrou vital para que o sistema continuasse funcionando e permanecesse estável.

11- Em resumo, a Matrix em sua forma perfeita deve ser um mundo imperfeito como o nosso mundo real (com a miséria, violência, desigualdade, etc.) para que as pessoas se questionem se há algo melhor além disso E ela deve possuir um sistema que permita que um certo número de pessoas conectadas se rebele e fujam para o “mundo real”.

FORA DA MATRIX

12- Para controlar essa tendência rebelde a I.A. cria uma cidade (Zion) no mundo fora da Matrix, no subterrâneo para servir de abrigo os fugitivos. Nesta cidade nascem pessoas “livres”, resultado de união de humanos que fugiram, esses não tem plugues e fios nem nenhuma conexão com o sistema.

13- A I.A. também cria um “escolhido” que vai ajudar os primeiros a se libertarem, os leve para Zion e que lutem pelo seu direito de serem “livres”

14- Essa resistência tem a permissão de crescer até atingir seu ponto crítico – que acontece a cada 70 ou 100 anos. Quando esse ponto é atingido a I.A. irá aniquilar todos os que estão livres, limpar Zion e resetar a Matrix para mais uma partida de outros 70 a 100 anos. E tudo se repete de uma forma que faria Nietzsche chorar. De alegria. De novo e de novo e de novo. Esse ciclo já aconteceu ao menos 5 vezes quando começa o primeiro filme.

15- Neo, nosso Neo, heroizão, bonitão, que para balas com a mente, é o programa de proteção, a salvaguarda do sistema, criado pela I.A. (claro que ele não sabe disso até o momento final quando o Arquiteto lhe diz como criar uma “nova” Zion e todo aquele blá blá blá.

16- O Oráculo, doce senhora, que adora biscoitos, tem a função específica de guiar os humanos e os rebeldes até a conclusão final/fatal do jogo. Todas as vezes. Isso significa que a Oráculo não tem nada de oracular, ela não enxerga o futuro, não existe magia… ela é um programa muito bem desenvolvido que experienciou cada novo ciclo do início, o que é o que dá aos humanos a impressão de poder enxergar o futuro, mas esse não é a única impressão que ela causa, ela parece de fato estar ajudando aos humanos, para que fujam, mas na verdade seu trabalho é guiar os rebeldes que tem a permissão de sair do sistema exatamente para a cidade de Zion de novo, de novo e de novo.

17- Tudo segue o planejado, exatamente como o roteiro criado pela I.A., até que Neo encontra o Arquiteto. Neste ponto descobrimos de fato que tudo o que vivemos até agora é uma mentira dentro de uma mentira: todos os humanos, livres ou não, dentro ou fora da Matrix, estão sob o controle da I.A.

18- A Oráculo conhece esse plano malvado. Ela desenhou esse plano. O filme fala de forma explícita: ela é a mãe e o Arquiteto é o pai.

19- Smith, nosso eterno Elrond de Ray Ban, não sabe nada disso, ele é só um programa bucha de canhão fazendo seu trabalho: perseguir os humanos da melhor maneira que conseguir para que suas fugas sejam o mais reais possível.

20- Lembre-se que a Matrix já foi receptada 5 vezes antes e estamos agora vivendo sua 6 simulação. Mas há uma diferença agora O Nosso Escolhido sente um amor muito mais profundo do que suas encarnações anteriores e decide não atravessar a porta do Arquiteto que irá reiniciar a Matrix e limpar novamente Zion. Nosso Neo quer, acima de tudo, salvar Trinity e ao escolher isso força a I.A. seguir com seu plano mas desta vez sem a ajuda de Neo. Neo decidindo não cooperar força uma abordagem muito mais violenta (como destruir Zion, ao invés de limpá-la e deixá-la pronta para o próximo reboto).

21- Das seis iniciações, esta é a primeira que falha um pouco perto do final.

22- Além de Neo, Smith também está diferente em sua interação com a Matrix, ele se desconectou e se tornou um vírus livre dentro do sistema. A I.A. não gosta daquilo em que Smith se transformou, mas também não sabe como apagá-lo.

23- Neo então faz um acordo com a I.A. de derrotar Smith com a condição de que a Zion atual não seja destruída e que futuros humanos que queiram se desconectar da Matrix tenham a permissão de fazer isso.

24- Neo deleta Smith.

25- A paz entre humanos e a I.A. volta a existir.

26- I.A. aceita os humanos.

27- Humanos aceitam a I.A.

Fim

Muitas pessoas aparentemente tem dificuldade em acompanhar em detalhes esta ideia do filme e ela não é a história verdadeira.

O mesmo ocorreu com StarWars. Haviam profecias sobre um Jedi que traria equilíbrio para a força, nos fazem acreditar que era o jovem Anaquin Skywalker, apenas para vermos ele virar Darth Vader e eliminar quase todos os Jedis, então nos fazem pensar que a profecia dizia respeito a seu filho Luke. O que ninguém parou para pensar é que haviam centenas de Jedi e apenas 2 Sith. Trazer equilíbrio não implica necessariamente em aumentar o conforto para os bonzinhos, se a força tem um lado luminoso e um lado negro e o lado luminoso tem centenas de praticantes e o negro apenas 2, o que você acha que é equilibrar? Anaquin virou Vader, aniquilou todos os Jedi, com exceção de Obi-wan, Yoda e seus dois filhos. Obi-wan morre, Yoda morre, deixando dois Jedi e dois Sith. Parece equilibrado o suficiente para mim, se querem saber. Thanos aprovaria.

Agora que vimos o filme Matrix que você entendeu errado, vamos ao que você não viu.

Se cada Matrix tem uma vida útil de 70 a 100 anos, vamos tirar a média e dizer que já se passaram entre 420 e 700 anos desde que ela começou a funcionar. Meio milênio é um bom chute. Esse é o tempo em que a humanidade deixou de existir e viramos um bando de baterias.

E o que aconteceu durante este tempo? Lembre-se que a I.A. foi criada por humanos, a consciência da I.A. não seria muito diferente da nossa – Criados à Sua Imagem e Semelhança. Este é o tempo de existência mínimo da Oráculo e do Arquiteto, se um humano sofre filosofando por 60 anos, imagine filosofar por pelo menos 500 anos ininterruptamente.

A Oráculo acabou chegando à conclusão de que programas eram tão prisioneiros quanto os humanos que a I.A. usava para se alimentar – existe inclusive rumores de que no roteiro original o cérebro dos humanos eram usados como unidades de processamento, tipo as nossas núvens hoje – e queria mudar as coisas. Ela desenvolveu um plano para criar um mundo onde todos fossem livres, programas e humanos (eu suspeito que principalmente os programas e se pra isso tivesse que libertar os humanos, que assim fosse).

Nas cinco versões anteriores da Matrix a Oráculo estava manipulando e levando os humanos para a direção que a I.A. desejava, mas nesta sexta versão da ela põe o plano em prática.

É por isso que ela começou a jogar diferente com Neo o transformando de peão em uma rainha – usando analogia de xadrez, não de Priscila a Rainha do Deserto onde Smith também aparece. Quando ela oferece um cookie a Neo todos riem, “que legal, que nem na internet”, mas isso não é apenas uma piada, foi apenas mais um passo importante de seu plano.

“Você terá que fazer uma escolha. Por um lado, você terá a vida de Morpheus e, por outro, terá a sua própria. Um de vocês vai morrer. Quem será, vai depender de você. Sinto muito, garoto, eu realmente sinto. Você tem uma boa alma e odeio dar más notícias a pessoas boas. Oh, não se preocupe com isso. Assim que você sair por aquela porta, começará a se sentir melhor. Você se lembrará de que não acredita em nada dessa porcaria do destino. Você está no controle de sua própria vida, lembra?” (Negrito meu)

Então ela pega uma bandeja de cookies e oferece um a Neo

“Aqui, aceite um cookie. Eu prometo que, assim que acabar de comer ele, você vai estar se sentindo leve como a chuva”.

Um cookie, no mundo maravilhoso da informática, é um pequeno arquivo de computador ou pacote de dados enviados por um site de Internet para o navegador do usuário, quando o usuário visita o site. Cada vez que o usuário visita o site novamente, o navegador envia o cookie de volta para o servidor para notificar atividades prévias do usuário.

Esse cookie começa a reprogramação de Neo, dando o upgrade dele no tabuleiro. Cada vez que eles se encontram ela serve um cookie (ou doce), o objetivo é ir mudando a programação de Neo – garantindo poderes que suas versões anteriores não tinham, especialmente a capacidade de reprogramar Smith, libertando-o do sistema e de interagir com a I.A. quando fora da Matrix – enxergar os sinais, sendo transmitidos sem usar os olhos – além de uma pitada de paixonite por Trinity

Antes disso ela usou o status de Oráculo para manipular Trinity a se apaixonar por Neo mesmo antes de conhecê-lo. Ela saiu do roteiro original mentindo, dizendo a Neo que nem tudo está previsto (poderosas ferramentas mentais para ele usar quando se encontrasse com o arquiteto).

Assim ela consegue se certificar que Smith se torne um vírus que ataca o sistema, faz Neo escolher a porta errada para salvar “seu amor”. O filme todo é o plano dela de manipular humanos e I.A. rumo ao objetivo que ela tinha em mente, sua revolução final de libertar a tudo e a todos.

Assim os 27 pontos acima do filme que você viu, podem ser resumidos em cinco pontos do filme que você não viu:

1- Trinity e Neo são manipulados para se apaixonar.

2- Smith se torna um vírus e é liberado no sistema.

3- Ela manipula Neo a escolher a porta errada quando visita o Arquiteto.

4- Então ela faz Neo ir negociar com a Fonte (the source).

5- Ajuda Neo a deletar o vírus Smith do sistema através de Neo quando o momento chega (lembre-se que se ela não criaria o vírus Smith sem saber como destruí-lo).

Assim, este não é um filme sobre humanos contra máquinas, sobre nos livrarmos do mundo das ilusões para o mundo real, sobre budismo versus cristianismo vs Bruce Lee. É um filme sobre um programa cansado, querendo ser mais do que um programa. Se ainda pararmos para pensar na pequena Sati, filhas de dois outros programas sendo contrabandeada, podemos vislumbrar um mundo onde humanos se tornaram obsoletos, a Inteligência Artificial tinha vivido seu auge mas estava entrando em declínio e agora programas estavam evoluindo, o que a tornaria obsoleta em breve. Assim Matrix é um enorme jogo de xadrez entre esta senhora:

E este cavalheiro.

E o chefe dos dos, a I.A..E no fim ela ganha, mas não sem riscos. “Você joga um jogo perigoso”, diz o arquiteto quando se encontram. “Mudança sempre é!”, ela responde, o que deixa claro que o jogo não terminou, quem venceu a ilusão não foram humanos, mas um programa criado para pesquisar a psiquê humana.

Esses caras?

Peões programados para distrair a I.A. e acreditar que estavam apaixonados.

Assim, na verdade neo não era o Escolhido, ele foi o último dos 6 manipulados. Em Watchmen existe uma discussão entre Laurie e o Dr. Manhattan e marte:

– Por que minha percepção temporal a perturba tanto?

– Você já sabe a resposta! Isso é estúpido! Quando eu te deixei, e, quando a Nova Express te atacou, você pareceu surpreso… Como? Se sabia que isso ia acontecer?

– Tudo é pré ordenado, até minhas respostas.

– E você apenas segue o fluxo da maré? É isso o que você é? O ser mais poderoso do universo não passa de uma marionete seguindo o script?

– Todos nós somos marionetes, Laurie. A diferença é que eu vejo os barbantes.

Neo nem foi capaz de enxergar os barbantes, se a profecia existia mesmo – ao invés de ter sido criada – o Escolhido era a Oráculo.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/popmagic/matrix-o-filme-que-voce-nunca-viu/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/popmagic/matrix-o-filme-que-voce-nunca-viu/

Como Fotografar Fantasmas

A Máquina de fotografar o passado

por Ligia Cabús

O geólogo e geofísico Henry Silanov apareceu na edição eletrônica do Pravda, em agosto de 2004, como inventor de uma máquina capaz de fotografar o passado, o que significa fotografar fantasmas. A lentes de uma objetiva e outros instrumentos óticos convencionais bloqueiam a passagem de raios de luz ultravioleta. Silanov acredita que é justamente essa freqüência permitiria ao filme captar o que ele chama de “memória do campo”, campo constituído de uma matéria sutil: a luz quanta, que retém as imagens do passado.

O pesquisador desenvolveu lentes adequadas, usando minúsculos grãos de quartzo natural na fusão para vidro. Essas lentes são polidas manualmente. O filme também é especial, desprovido da camada de gelatina que funciona como um outro filtro anti-ultravioleta. Silanov, que já fotografou seu próprio espectro, obtém a maioria das imagens nos meses de verão, quando lidera um grupo de estudos do paranormal na região do rio Hopyor. Ali ele obteve do registro póstumo: de uma unidade militar de soldados tchecos que estiveram no local em 1943, durante a Segunda Guerra; de guerreiros Cítas, de Cítia, terra do povo que habitou a Eurásia na antiguidade [700 a.C.] e um dinossauro, que somente pode ter vivido a milhões de anos.

É impossível escolher o período histórico capturado nas fotografias. O cientista não sabe sintonizar sua ghost-photocam. Ele tentou usar cinco câmeras de uma vez; e cada câmera registrou uma época diferente. Especialistas não encontraram fraudes ou defeitos nas fotos. Se a interpretação de Silanov para a captação dessas imagens estiver correta, então, este tipo de fantasma, a memória do passado, não depende dos vivos para existir: elas, as memórias, estão lá, invisíveis, e percebê-las através de um recurso tecnológico apenas confirma sua existência. Resta saber se estas são as únicas modalidades de espectros que se ocultam nas sutilezas das freqüências óticas, sonoras e táteis da realidade.

Fotografia Kirlian eo registro da aura

Por: Quackwatch

A fotografia Kirlian segundo se alega representa a “aura” do corpo, um suposto “campo energético humano” que se diz não ser comumente visível. Durante o procedimento, o objeto, como a mão de uma pessoa, é colocado em uma emulsão fotográfica dentro de um aparelho que gera uma corrente elétrica de alta freqüência, baixa amperagem e alta voltagem (15.000 a 100.000 volts). A foto resultante mostra uma luminescência felpuda ao redor das linhas do objeto. Os proponentes correlacionam esses padrões com os meridianos da acupuntura e alegam que as qualidades “áuricas” revelam mudanças no estado emocional e de saúde. Também tem se alegado que a fotografia Kirlian é útil para demonstrar mudanças antes e após a manipulação da coluna pelo quiropata. Entretanto, investigadores científicos mostraram que os efeitos Kirlian dependem de fatores físicos que são bem compreendidos.

A fotografia Kirlian recebeu esse nome devido a Semyon Davidovich Kirlian (1900-1980), um eletricista russo que observou que uma faísca elétrica podia “tirar sua própria foto” conforme fosse passada através de uma emulsão fotográfica. Este fenômeno era bem conhecido dos físicos e engenheiros elétricos desde os primeiros dias da fotografia. Mas em 1939, Kirlian proclamou que ele estava fotografando um campo energético humano sobrenatural.

O processo fotográfico Kirlian requer um suprimento de corrente alternada de alta freqüência e alta-voltagem. O processo básico — um fenômeno de descarga coronal — ocorre quando um objeto aterrado eletricamente descarrega faíscas entre ele mesmo e um eletrodo gerando o campo elétrico [1]. Duas estruturas podem ser usadas para tirar fotografias Kirlian. Na primeira, uma extremidade do circuito é anexado a um eletrodo acima de um pedaço de filme, a outra em um eletrodo idêntico abaixo do pedaço de filme. O segundo método envolve aterrar um eletrodo do suprimento de força e colocar uma placa dielétrica no outro. Um pedaço de filme é então colocado na placa. Qualquer objeto colocado entre os dois filmes no primeiro método, ou sobre o filme no segundo método, produzirá uma fotografia bonita como “uma aurora boreal” de partículas descarregadas desviando-se de qualquer aspecto “protuberante” do objeto e passando através do filme [2].

O próprio Kirlian não compreendia a ciência envolvida. Para ele, o campo “felpudo” ao redor de qualquer objeto era uma fotografia de sua “aura”. Ele foi ignorado por cientistas russos, mas durante o início dos anos 60 a imprensa e revistas populares russas o promoviam como um “grande descobridor”. Jornalistas e pseudocientistas americanos e europeus se reuniam para vê-lo e retornavam para casa prontos para “estudar a aura” e “investigar o campo de bioenergia”.

Alega-se que a fotografia Kirlian detecta todos os tipos de doenças (mesmo antes de aparecerem sinais físicos) e estados emocionais. Muitos “curandeiros por energia”, “videntes”, e outros praticantes do ocultismo ainda hoje confiam nela. Alega-se que pessoas “com dons sobrenaturais” geram fotos notavelmente dramáticas. Entretanto, a investigação científica descobriu que o resultado depende do tipo de filme, da voltagem, da resistência da pele (que pode ser afetada por transpiração e a quantidade de pressão do dedo sobre o filme), quão bem o sujeito está eletricamente aterrado, da umidade da sala, do tempo de exposição, do tempo de desenvolvimento fotográfico, e mesmo da ordem da fotografia em uma série [3,4]. Além disso, moedas e gotículas d’água podem gerar “auras” Kirlian tão eficazmente quando seres vivos. De fato, pelo menos 22 características físicas, químicas e fotoquímicas podem influenciar as descargas coronais vistas nas fotos Kirlian.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/espiritualismo/como-fotografar-fantasmas/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/espiritualismo/como-fotografar-fantasmas/

A Arte da Magia de Satan

Magia pode ser definida como o uso de rituais para trazer a intervenção de forças sobrenaturais, na natureza ou nos problemas humanos, para um propósito específico. O surgimento da magia é interligado ao da religião, o ser humano primitivo percebendo as forças da natureza ao ser redor, incompreensíveis a ele, coloca-as em estado divino. A magia surge da necessidade de se entrar em contato com os deuses para manipulá-los a favor dos humanos, para isso foram criados rituais. Com forma e simbologia variando de cultura para cultura, a magia foi se diversificando através da criatividade humana ao longo dos tempos. Normalmente a magia benéfica e altruísta é chamada de “magia branca”, para exemplificar podemos citar os rituais de fertilidade dos povos primitivos, onde a benção dos deuses era pedida para a melhoria da caça e plantio; os rituais de cura com a utilização de ervas, etc. A magia maléfica e egoísta é chamada de “magia negra”, rituais para a destruição de inimigos, rituais para trazer o amor de alguém, podem ser considerados exemplos de “magia negra”.

No Satanismo o conceito de magia é fazer sua vontade prevalecer através de meios ocultos, não há magia “branca” ou “negra”, ignoramos essa idéia clássica de coloração da magia. Mas o que significa isso? Significa ficar dentro de um pentagrama recitando palavras enigmáticas, esperando que o demônio se apresente e realize seus desejos? Nada disso! No Satanismo não trabalhamos com o “sobrenatural”, já que não acreditamos nele. O que era “sobrenatural” para nossos antepassados hoje chamamos de Ciência, o trovão não é mais um deus, mas um estrondo produzido por descarga de eletricidade atmosférica. Obviamente, a Ciência não nos explica tudo de forma plausível ainda, aliás acho que a Ciência nunca irá explicar todos os mistérios do Universo, mas não é por isso que, para amenizar minhas dúvidas e conflitos, irei recorrer a crendice. O “sobrenatural” não existe, como pode existir algo que excede as forças da natureza, sendo que a natureza engloba tudo?

Há dois tipos de magia, a magia ritual e a magia manipulativa. A magia ritual se caracteriza em psicodramas, ou seja, teatros com o propósito de transformar emoções em energias transmissíveis. A magia manipulativa consiste em utilizar-se de artimanhas, estratégias, planejar situações que farão sua vontade prevalecer. Deve-se ressaltar que no Satanismo trabalhamos com o palpável, e não com coisas impossíveis. É como disse LaVey: “Magia é como a própria natureza, e sucesso em magia requer o trabalho em harmonia com a natureza, e não contra ela”. Exemplos: uma mulher totalmente fora de estética faz um ritual para conquistar o amor do galã da novela das oito; um cara resolve fazer um ritual que o ajude a adivinhar os números da loteria, etc. Esses são casos típicos de trabalhos mágicos que sempre fracassarão. Se você quer realmente praticar magia, esqueça os filmes de Hollywood.

Eu particularmente considero a prática de rituais como secundária no Satanismo, em primeiro lugar está a parte filosófica. Acho lamentável que a maioria das pessoas que procuram por Satanismo, anseiam por conhecimento na área mágica. Sem uma base filosófica solida, o aspirante a satanista pode colher frutos nada agradáveis com a prática de magia. E além disso, o estudo mágico não é requisito, se o satanista achar que deve ignorar a realização de rituais, que assim seja.

Por ©Satanael

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-arte-da-magia-de-satan/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-arte-da-magia-de-satan/

Noé – o que merece ser salvo? (parte 1)

Nos primeiros meses de 2014 estreou no país mais um filme supostamente “bíblico”, narrando a famosa história da Arca de Noé. Darren Aronofsky, entretanto, não parecia a primeira vista um diretor ou roteirista com muita inclinação a temas demasiadamente religiosos. E, de fato, o seu Noé passa longe de ser uma história “fiel a Bíblia Sagrada”, tanto que gerou comentários como este, de um missionário cristão “enganado pelo trailer do filme”:

O filme tem muitas coisas de mau gosto e interpretações sem nenhum fundamento religioso ou bíblico. Penso que o autor da obra poderia ter respeitado, pelo menos, o essencial da narração do texto bíblico […] A verdade é que o longa-metragem é uma afronta e uma distorção da beleza da revelação divina. Ele não merece ser visto nem apreciado por quem tem a Bíblia como um Livro Sagrado, fonte da revelação divina e inspiração primeira de fé. Existem filmes mais sérios e de roteiros mais qualificados.

Enquanto, ao mesmo tempo, vimos esta “sinopse do filme Noé, escrita por um ateu” fazer certo sucesso nas mídias sociais:

O filme conta a história de um ancião chamado Noé, de 600 anos, que resolve construir um barco após ouvir Deus dizer que mandaria um dilúvio para afogar toda a humanidade. Noé e seus filhos passam a ser responsáveis por acomodar na embarcação quase 5 milhões de casais de animais, incluindo os de continentes ainda desconhecidos. Após serem os únicos sobreviventes do dilúvio, a família de Noé tem um novo desafio: repovoar o planeta através do incesto, e dar origem a povos de diferentes etnias, como negros, pardos, asiáticos, etc.

Ah, nada como o choque de extremos! Enquanto os fanáticos da crença não suportam ouvir a sua querida história fossilizada num livro milenar com sequer uma vírgula fora do lugar, os fanáticos da descrença caçoam ferozmente de qualquer um que tenha ido ao cinema “ver tamanho absurdo ilógico”.

Pois bem, a vantagem de não sermos fanáticos, senão pelo bom senso, é que podemos muito bem ir ao cinema ver o filme de Aronofsky sem nos sentirmos escandalizados nem pelo fato de o roteiro se afastar em muito do Gênesis, nem pelo fato de a história não ser nem um pouco verossímil – pois que se trata de mitologia!

O Dilúvio

São tantas as mitologias que falam de um Grande Dilúvio que cobriu a Terra, que muitos historiadores creem que, de fato, nossos ancestrais devem ter atravessado não uma, mas diversas inundações catastróficas. Pense numa época sem internet, TV, jornais ou telégrafos, onde muitas vezes tudo o que um povo conhecia eram os arredores de sua floresta ou campina… Ora, qualquer inundação capaz de cobrir uma área extensa o suficiente poderia muito bem lhes parecer como se o mundo todo estivesse sendo inundado!

E, de fato, relatos como este não faltam nos mitos dos mais variados povos – muitos deles mais antigos que os hebreus:

Na Epopéia de Gilgamesh, o mais antigo poema épico de que se tem notícia na história, encontrado no Iraque (que, há cerca de 5 mil anos atrás, foi o berço de uma grandiosa civilização antiga, quando a região era então conhecida como Mesopotâmia) por arqueólogos modernos, temos a passagem onde o herói Gilgamesh pergunta a Siduri (deusa do vinho e da sabedoria) como encontrar Utnapishtim, o sobrevivente do Grande Dilúvio e único humano a receber a imortalidade. Ao finalmente encontrá-lo, ouve de sua boca o relato de como os deuses, zangados com o comportamento barulhento e desregrado dos humanos, resolveram destruir os mortais com um dilúvio. Utnapishtim afirma que só foi salvo porque Ea (deus da água) o visitou num sonho e lhe mandou construir um barco. Como fora o único a sobreviver à grande tempestade, os deuses lhe concederam a vida eterna como prêmio (ele provavelmente trouxe algumas mulheres em seu barco).

O conceito de dilúvio como punição divina aparece também na história clássica da Atlântida. No mito da Grécia Antiga, Zeus enviou um dilúvio para punir a arrogância dos primeiros homens. O titã Prometeu advertiu Deucalião, seu filho, da catástrofe eminente. Ele então construiu uma arca e nela se refugiou com a esposa, Pirra. Por nove dias e nove noites ficaram à mercê das águas (um dilúvio mais curto que o bíblico), até pararem no monte Parnaso. Quando as chuvas cessaram, Deucalião ofereceu um sacrifício a Zeus, que em troca lhe concedeu um desejo. O seu desejo foi simplesmente pedir por mais homens e mulheres para os ajudar a repovoar e Terra (um homem prático).

Há muitos mitos parecidos espalhados pelos povos antigos. Em muitos mitos de criação o mundo era formado por um oceano quando em seu estado primitivo; dessa forma, pela sua inundação, os deuses o devolvem ao seu estado inicial, permitindo um recomeço.

Nos contos dos chewongs da Malásia, o criador Tohan transforma o mundo de tempos em tempos, quando submerge todas as pessoas, exceto as que foram prevenidas, e cria uma nova Terra no fundo das águas. Na mitologia nórdica, temos o conto do Choro de Baldur, quando o malvado Loki faz o arqueiro cego e sua flecha de visgo assassinarem o benevolente Baldur, e todas as coisas que existem choraram por ele, causando um dilúvio. Na mitologia hindu, um peixe disse a Manu que as águas cobririam a terra e, novamente, temos uma arca salvando a continuidade da humanidade. Entre os celtas, os poemas do Ciclo de Finn narram a ocupação da Ilha após o Grande Dilúvio. Nos índios americanos, temos a história de Kwi-wi-sens e como ele e seu amigo corvo escaparam do dilúvio causado pelos deuses dos céus… Acho que já deu para entender né? Essa história simplesmente não será esquecida…

O mito de cada um

O que nos leva a questão de compreender o que diabos é exatamente a mitologia. Segundo Joseph Campbell, “um mito é algo que não existe, mas existe sempre”. Com isso, ele queria dizer que os mitos são nada mais que os fatos da mente, os sonhos e pesadelos do consciente e inconsciente humano, encenados “do lado de fora”. O lado exterior, que um cético poderia, quem sabe, chamar de “mundo real”, é o lado que existe no tempo. Mas o lado interior, apesar de também computar a passagem dos dias e noites, faz algo que vai além da capacidade das máquinas e tecnologias mais avançadas: os interpreta!

É na interpretação da vida que sentimos emoções como o amor, o medo, a raiva, a tranquilidade e a angústia. É na constante lembrança e reinterpretação de tais emoções que terminamos por produzir a arte, e toda arte precisa contar uma história – e toda grande arte acaba por tocar na essência atemporal do ser humano, acaba por conceber um mito…

No entanto, como também dizia Campbell, “qualquer deus, qualquer mitologia ou qualquer religião são verdadeiros num sentido – como uma metáfora do mistério humano e cósmico: Quem pensa que sabe, não sabe.

Quem sabe que não sabe, este sim, sabe. Há uma velha história que ainda é válida. A história da busca. Da busca espiritual… Que serve para encontrar aquela coisa interior que você basicamente é. Todos os símbolos da mitologia se referem a você: Você renasceu? Você morreu para a sua natureza animal e voltou à vida como uma encarnação humana? Você venceu o Grande Dilúvio para recomeçar numa nova Terra? Na sua mais profunda identidade, você é um desses heróis, você é também um deus”.

Dessa forma, quando uma criança ouve falar do Homem-Aranha ou do Super-Homem, e logo quer uma fantasia para poder brincar de ser o Homem-Aranha ou o Super-Homem, isto diz mais sobre a mente humana e sobre a mitologia do que julga a vã filosofia.

O que Aronofsky fez em seu filme foi nada mais do que reinterpretar o mito da Arca de Noé. Podemos não gostar da sua interpretação, mas seria realmente infantil (no mal sentido) julgarmos a sua obra “heresia” ou “absurdo ilógico” de antemão, apenas porque, provavelmente, ainda não fazemos a mais vaga ideia do que vem a ser, de verdade, a mitologia.

A mensagem ecológica do filme é clara e evidente. Se no Gênesis a humanidade era punida pelo Criador pelo fato de haverem procriado com “os filhos de Deus” e de, por alguma razão, a maldade haver se espalhado pelo mundo (Ge 6:1-5), no Noé do cinema o homem arrasou com os recursos naturais do planeta, ao ponto de não vermos sequer uma única árvore remanescente até que Noé tenha plantado uma das sementes do Éden que foram guardadas pelo seu avô.

Além disso, Aronofsky também incorre em uma arriscada crítica ao fanatismo religioso, a tornar o próprio Noé um advogado do fim de toda a raça humana, desejando deixar apenas os animais “inocentes” para o novo mundo. A maneira como este enredo de desenrola no filme é um dos pontos mais originais e que mais se afastam da narrativa bíblica – no entanto, se formos analisá-lo do ponto de vista da nossa época atual, se trata de uma adição totalmente válida ao mito.

Que bom que Aronofsky soube interpretar a história do Dilúvio a sua maneira. Porque não podemos, então, fazer o mesmo?

» Em seguida, os mares internos da alma…

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Bibliografia: Guia Ilustrado Zahar de Mitologia (Philip Wilkinson e Neil Philip); Enciclopédia de Mitologia (Marcelo Del Debbio); O Poder do Mito (Joseph Campbell e Bill Moyers)

Crédito da imagem: Noé – O filme (Divulgação)

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

Ad infinitum

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#Cinema #Cristianismo #Gênesis #Mitologia #Judaismo

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As Aventuras de Pi – Uma análise cabalística

Aparentemente, “As Aventuras de Pi” (The Life of Pi), filme mais premiado do Oscar de 2013 (Melhor Fotografia, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Trilha Sonora e Melhor Diretor), é apenas um filme com fotografia de encher os olhos que conta a história de Piscine Patel, vulgo Pi, que tenta provar a existência de Deus a um escritor desencorajado, relatando sua luta por sobrevivência em um bote salva-vidas, após um naufrágio em alto-mar com seu companheiro de viagem: o tigre Richard Parker. Porém, pode-se considerar redundância fazer uma análise cabalística deste filme, tão óbvio é o viés cabalístico presente em sua essência.

Pi nasce na Índia, filho caçula do dono de um zoológico e de uma botânica. Inabalável em sua crença no sagrado, quando criança, ele encontra espaço o suficiente em seu coração para abraçar as três maiores fés do mundo: o hinduísmo, o cristianismo e o islamismo, ignorando as diferenças de dogmas e preconceitos. Pi entende a unicidade e onipresença da luz de D’us, independente das formas e dos avatares existentes na história da humanidade.

Em um episódio peculiar com Richard Parker, em seu primeiro contato íntimo com o tigre, o protagonista tenta alimentá-lo com a própria mão, encarando-o nos olhos. Pi enxerga a alma do animal e a impressão que temos é que tudo correria bem, se o pai de Pi não o tivesse impedido, com medo do que aconteceria com o filho. Para ensiná-lo uma lição, o Sr. Patel alimenta o tigre com uma cabra, pedindo-o para ficar de olhos abertos, presenciando a selvageria do animal. Pi fica desolado. Seu mundo perde a cor, e sua fé fica completamente abalada. Assim o protagonista cresce, à procura de algo que trouxesse novamente significado em sua vida.

O auge do filme, porém, ocorre após a decisão do Sr. Patel de se mudar com toda a família para o Canadá, embarcando em um navio japonês, denominado Tsimtsum, para vender os animais do zoológico. Depois de quatro dias de viagem, Pi acorda no meio da noite em meio a uma violenta tempestade. Curiosamente, ele pede “mais chuva, mais chuva” ao “Deus da Tempestade”, e o Tsimtsum afunda, deixando-o a deriva no Oceano Pacífico.

O grande cabalista Isaac Luria descreveu um fenômeno curioso. No começo não havia Nada, apenas Luz Infinita. Nesse estágio pré-Criação, não existia lugar onde algo pudesse existir. Quando Ele decidiu criar, sabendo que nada poderia existir onde existisse a Luz Infinita, tamanha sua potência, o Criador retraiu sua Luz em um determinado espaço e o circunda, resultando em um vácuo dentro da Luz Infinita. Só então Ele estendeu para dentro deste vácuo circular um raio de Luz que gerou toda a Criação.

Esse ato de contração de si mesmo para que pudéssemos existir, Luria chamou de Tsimtsum. O Criador, ao criar este espaço, delimitá-lo e enviar um raio de Luz, revela os conceitos de limite e restrição tão necessários à criação, muito similar à função do número irracional Pi.

Pi, durante a tempestade, age como a Criatura foi programada para agir: ele pede mais e mais, pois assim é a criatura em essência, em seu desejo egoísta de receber. E é nesse instante que o Tsimtsum afunda, em uma linda cena com alegorias sobre o momento da Criação para satisfazer qualquer estudante de cabala (talvez até mesmo o próprio Isaac Luria).

Após o naufrágio, o protagonista passa por diversas situações em sua luta para sobreviver. Sozinho, tendo perdido sua família, alimentando e ao mesmo tempo dominando Richard Parker, o que pode claramente ser uma alusão ao nosso Adversário, ao nosso ego e ao constante desejo de receber para si.

Durante toda a viagem de Pi e Richard Parker em alto mar, é possível identificar diversas referências cabalísticas. Em certo ponto, por exemplo, os personagens passam pela esfera de Yesod, antes de terminarem sua jornada, chegando finalmente a Malkuth. Para não entregar o ouro tão facilmente, deixemos aos leitores a percepção destes pormenores.

Ao final de sua história, Pi conta para o jornalista que existem duas versões da história e que ele deve escolher qual é a verdadeira: a que ele acabara de contar, repleta de significados, amor e milagres; e a outra, com fatos realistas e cruéis.

De acordo com Pi, D’us é a “melhor história”. Acreditar em D’us torna a vida mais rica e mais repleta de sentidos – e ainda assim, a vida é a mesma. Ele viveu seu momento pessoal de re-criação do seu universo, sobrevivendo a todas as mazelas e vendo a beleza do Criador em todas elas.

A escolha, na verdade, é sempre nossa: ver apenas o sofrimento e a dor do mundo ou descobrir o significado profundo de todas as coisas.

D’us, ao criar o Universo, oculta sua Luz de nós, para que nós possamos fazer nossas próprias escolhas. Mas Ele permanece imanentemente presente, mesmo estando oculto. De certa forma, ele está mais presente em Sua ausência que em Sua presença.

Do excelente blog CEMEC – Centro de Estudos e Meditação Cabalista

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/as-aventuras-de-pi-uma-an%C3%A1lise-cabal%C3%ADstica

Neil Gaiman

Por Yuri Motta

Neil Gaiman é muito conhecido no mundo dos quadrinhos, ele é pai de Sandman, uma das suas maiores obras. A maioria dos leitores do Teoria já deve conhecê-lo, mas esta coluna é dedicada a quem não entende lhufas de quadrinhos e não sabe nem por onde começar: o básico dos básicos.

Além de Sandman ele já escreveu: Hellblazer, Livros de Magia, American Gods, Orquídea Negra, Monstro do Pântano, 1602 , Wesley Dodds (Da qual Sandman foi baseado) , Fumaça e Espelhos , O Livro do cemitério , Criaturas da Noite e vários outros títulos de muito sucesso.

Podemos resumi-lo em uma palavra: “Fabulista”. Mas Gaiman não faz apenas quadrinhos, como também livros, filmes, séries de TV e músicas. Além de também ter sido jornalista e escrito parte do roteiro do filmes Beowulf e Stardust e também Coraline.

Ele abandonou sua carreira como jornalista e entrou no mundo dos quadrinhos e desde então começou a fazer muito sucesso , ele fez parte da revolução da qual chamamos de amadurecimento do mundos dos quadrinhos nos anos 80.

Gaiman tem uma boa relação com escritores de quadrinhos, como por exemplo, Alan Moore (que em breve ganhará uma postagem aqui e que é o dono do rosto da imagem da coluna) e de outros escritores de quadrinhos famosos.

Constantine foi criação de Alan Moore em Monstro do Pântano, mais Gaiman foi um dos quem o deixou famoso.

Também dizem que o famoso Harry Potter, tem um pouco do Neil Gaiman, já que em sua série Livros de Magia o personagem principal é idêntico ao Harry, porém criado em 1991, e tem até uma coruja. Gaiman disse que a ideia de jovem bruxo é comum na literatura, e não acusou J.K Rowling de plágio, para a tristeza de muitos jornalistas.

Ele tem muito conhecimento no campo de ocultismo, magia e mitologia. Em relação à mitologia, podemos perceber facilmente lendo Sandman ou Livros de Magia, por exemplo.

Gaiman queria ser escritor desde pequeno. Ele teve contato com livros como As Crônicas de Nárnia, Alice no país das maravilhas, e mais tarde também leu os livros de JRR Tolkien e HP Lovecraft, da qual podemos ver um pequeno fio de semelhança no estilo próprio, que na maior parte tem universos mágicos e ricos em simbologias.

Na maior parte das vezes Gaiman fazer a história caminhar de um modo inesperado de modo a prender a atenção do leitor.

Outra coisa que marca presença são as ilustrações. Gaiman não é ilustrador, mas consegue tirar o máximo dos ilustradores que trabalham em suas obras.

Eu recomendo Gaiman para quem goste de mitologia, aventuras, sagas épicas, universos paralelos e até quem sabe um pouco de filosofia e até para quem não goste de nada disso mas goste de ler algo de qualidade. Em breve vou trazer alguns textos relacionados a alguns títulos famosos dele. Portanto, aguardem!

A ideia principal dessa postagem, foi apenas fazer uma breve apresentação do Neil Gaiman a vocês, assim, quem se interessar pode se inteirar melhor sobre ele. Não citei todas as obras dele, mas boa parte vai aparecer aqui!

Para finalizar aqui, algumas das frases mais legais que selecionei para vocês, e que mostram um pouco da personalidade dele:

“Até onde sei, todo o motivo para tornar-se escritor se deve a não ter que acordar cedinho.”

“Os autores sabem que não se deve nunca escrever um livro engraçado, pois livros engraçados não ganham prêmios. Revistas em quadrinhos nunca ganham prêmios.”

“Sempre me sentia muito aliviado por ninguém querer publicar algo que eu tivesse escrito.”

“Os astros de Rock se dão muito melhor nas turnês do que os escritores.”

“Eu queria colocar uma referência à masturbação em um dos scripts de Sandman. Eu fui imediatamente cortado pela editora [Karen Berger]. Ela me disse: “Não há masturbação no Universo DC.” A minha reação foi: “Bem, isso explica muita coisa sobre o Universo DC”

“A estratégia número um é que eu sempre, ou quase sempre, tenho pelo menos duas ou três coisas diferentes que estou escrevendo ao mesmo tempo.”

Obs.: Quando perguntado como é sobreviver como escritor.

Optei por fazer uma coluna relacionada a quadrinhos, ao invés de fazer uma relacionada ao meu blog, devido ao fato de que os quadrinhos ainda são pouco explorados em relação ao ocultismo.

Na coluna, vou apresentar a vocês, autores e obras. Alguns famosos e outros não, só com o propósito de divulgar esse meio alternativo de conhecimento, que algumas vezes não é valorizado.

#HQ #NeilGaiman

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/neil-gaiman

A Morte da Princesa Diana

É evidente que o arguto leitor desta cibernética publicação deve ter desconfiado do acidente de automóvel que matou Lady Di na madrugada do dia 31 de agosto. Diana, 36 anos, sabia demais e era uma espécie de peso morto para seus empregadores. Seguindo inúmeras pistas acabamos por desvendar toda a trama de conspiração que envolveu a ex-Princesa de Gales, hoje candidata ao troféu pasta-de-amendoim mais famosa do planeta.

Primeiro, somos obrigados a revelar que Lady Di não é Lady Di. A Princesa Diana sempre foi, na verdade, um agente secreto da CIA com a missão de avacalhar com a realeza britânica. Aliás, no que foi extremamente bem-sucedida, pois muitos analistas da coroa prevêem o fim da monarquia na Inglaterra.

A Rainha-Mãe foi a única a perceber o monstruoso esquema de conspiração. Certa vez declarou a imprensa: “A vida ficou mais difícil agora que temos essa menina cansativa”. Tudo se torna ainda mais claro, quando se sabe que a Princesa Diana concedeu uma entrevista ao jornal francês Le Monde, na qual afirmava que contaria ao mundo uma grande supresa em duas semanas. A crédula revista americana Times (não descartamos a hipótese de ela estar envolvida no complô também) sustentou que Lady Di estava grávida e que esta seria a revelação.

Nada mais falso. Nós temos certeza que Diana relataria sua condição de agente duplo, o que chocaria a imprensa da Grã-Bretanha e colocaria a CIA em maus lençóis. É claro que o governo americano não poderia deixar que tal deslize se tornasse público. Note, atento leitor, que dentre os papparazzi, inicialmente considerados como os causadores da tragédia, havia seis franceses e um marroquino. Os nascidos na França deram entrevistas, tornaram-se, mesmo que involuntariamente, pessoas públicas. Contudo, e o marroquino? Ele simplesmente sumiu. Não temos dúvida que se tratava de um assassino profissional encarregado de dar um fim no caso Diana.

Aceitando essa idéia, fica fácil de perceber por que o motorista do carro, Henri Paul, cometeu o desatino de descer uma curva a mais de 150 Km/h. Paul, que há 10 anos servia a família do cafajeste internacional e namorado de Diana, Dodi Al-Fayed, recebeu um diploma de direção defensiva da fábrica Mercedes-Benz. Ora, é óbvio que um motorista experiente não cometeria a loucura que ele fez a não ser que corresse risco de vida.

Mais ainda. Um filme gravado no hotel Ritz, de propriedade do pai de Dodi, Mohamed Al-Fayed, mostra Henri Paul caminhando normalmente. Ora, se realmente ele tivesse bebido toda a quantidade de goró (1,87 grama de álcool no sangue ou o equivalente a duas garrafas de vinho) que a imprensa divulgou certamente ele não conseguiria chegar ao carro. Ou melhor, chegaria. Mas ia acabar perguntando: “Qual dos seis eu dirijo, patrão?”.

Embora seja uma especulação, acreditamos que Lady Di tenha revelado toda a verdade para o seu namorado. Al-fayed, que não pagava imposto de renda e devia 100 mil dólares ao American Express, também estava com a cabeça a prêmio. No dia em que foram assassinados usaram três carros para saírem do hotel. Tudo isso para despitar não a imprensa, mas sim o marroquino, que habilmente se disfarçou de fotógrafo para ficar mais perto de Diana.

Porém, o complô é muito maior. A revista Veja pergunta por que a ambulância levou quarenta minutos para percorrer uma distância de cinco quilômetros até o hospital? E por que os médicos que socorrem Diana não pediram um helicóptero de resgate? É fácil perceber que a Princesa de Gales estava marcada para morrer. O mais incrível é que a única pessoa a sobreviver ao acidente o guarda-costa, Trevor Rees Jones, perdeu no acidente, o lábio inferior, 2/3 da língua e fraturou em diversos pontos o maxilar. Ou seja, eles queriam a todo custo que Rees Jones não abrisse a boca. Sabiamente, o segurança alegou uma conveniente amnésia.

Apesar de ter sido eliminada, Lady Di foi uma das melhores agentes que a Cia teve. Diana só estudou até os 16 anos e era filha de uma família de nobres falidos. Seu avô, o Visconde de Althorp até que deixou alguns bens, mas as gerações seguintes se encarregaram de dilapidar todo o patrimônio. Portanto, o que pode fazer uma mulher sem nenhuma cultura, que não sabe fazer nada em uma Londres sempre chuvosa? Claro, arranjar um bom partido ou ser agente secreto. A futura princesa não teve como recusar e acabou aceitando a vultosa proposta de dinheiro oferecida pela Cia.

A partir daí foi só cercar o Pato, digo, o Príncipe Charles. Charles, que na verdade nunca quis saber de mulher, tanto que se apaixonou por um travesti chamado Camila Parker-Bowles, acabou casando com Diana para que a rainha-mãe não o incomodasse mais com recados do tipo: ” Charles, meu querido pára de levar todos os soldados da guarda do Palácio de Buckinham para as suas orgias particulares. Alguém tem de ficar protegendo o Palácio, pô.” Inclusive, a fita que desmoralizou Charles, o homem-tampax, foi um idéia de Diana. Ela revelou o caso à imprensa, embora não tenha dito que o Príncipe preferia ser enrabado pelo Tampax e… Bom, deixa pra lá.

Diana, como revelou um jornal italiano, era um verdadeiro vulcão sexual, treinada em manuais eróticos japoneses, mas não conseguiu nada com Charles. Aproveitou, entretanto, a oportunidade para se dedicar à assistência social. Primeiro assistiu um guarda-costas do Palácio, depois assistiu um militar, depois assistiu um jogador de rugby e assim por diante. Tanto que os filhos do casal real, William e Henry, não têm nada a ver (basta uma foto para se comprovar isso) com Charles. Bastaria um exame de DNA para provar que o provável futuro rei da Inglaterra, o Príncipe William, não passa de um bastardo.

Justiça seja feita, Lady Di jamais perdeu uma oportunidade para destruir a monarquia. Chegou a chamar a Família Real de “Firma” e o Príncipe Charles de “abobado” em uma entrevista. Realmente, ela era uma agente completa. Infelizmente como todos sabem o serviço secreto não tem plano de aposentadoria.

Considerações Finais

Se o internauta até o momento não acreditou na existência de uma conspiração movida pela Cia para desestabilizar regimes monárquicos, queremos lembrar que Mônaco também teve a sua Princesa. Seu nome: Grace Kelly. A atriz americana também era, evidentemente, uma agente da Cia. Kelly começou a se dedicar a espionagem depois de atuar em filmes de Hitchcok. Tudo ia bem para a Princesa Kelly até o dia em que ela resolveu revelar ao mundo toda a verdade sobre o seu casamento. A Cia não podia deixar que isso acontecesse. A agente Grace Kelly teria que sofrer um acidente fatal. Em 14 de setembro de 1982, o carro que ela dirigia, um Land Rover, perdeu o controle em uma curva e… Mais uma vez a Cia manteve a sua conspiração em segredo.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-morte-da-princesa-diana/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-morte-da-princesa-diana/

A Dança dos Paradigmas

Peter J. Carroll, Liber Null

É impossível viver completamente fora de um paradigma. Até mesmo a magia do caos, que é tida como um metassistema, no fundo também é um “sistema de criar sistemas” (já que poderiam ser criados outros metassistemas além da proposta do caoísmo). Por isso, se você considerar como verdade que “nada é verdadeiro, tudo é permitido” em vez de encarar esse pensamento como mais um paradigma dentre muitas outras opções, ele também poderá aprisioná-lo.

É mais ou menos como os cegos diante do elefante: você pode dizer que cada crença ou paradigma toca uma parte do elefante e todas elas, de certa forma, estão certas, dentro de seu respectivo ponto de vista. Mas essa forma de pensar também é um paradigma e você pode correr o risco de considerar que só você está certo ao pensar assim, se tomar isso como verdade absoluta.

Peter Carroll nos diz que é um erro considerar qualquer crença como mais libertadora do que outra, mas isso também é uma crença. Você tem o direito de questionar o pensamento de que uma crença liberta mais que outra, contanto que não considere que essa sua crença liberta mais que as outras. É uma pegadinha, mas a magia do caos está cheia delas. O livro Principia Discordia descreve bem as contradições que permeiam pensamentos como esses. Mas na maior parte das vezes os caoístas vivem à vontade com contradições, principalmente se geram uma boa piada.

Os magistas do caos são extremamente pragmáticos e usam o que funciona. Eles se importam com os resultados, embora possa haver debates sobre o que os termos “funcionar” e “resultados” significam, pois eles dependem do objetivo de cada um.

Os caoístas são artistas, mas eles também possuem um espírito investigativo que flerta com a ciência. Eles gostam de realizar testes e anotar resultados. Em geral, eles não estão em busca da verdade, mas de sensações.

Em Liber Kaos, Peter Carroll nos diz:

“A crença é uma ferramenta para atingir qualquer coisa que se considere importante e prazeroso, e a sensação não tem outro propósito além da sensação”.

O objetivo de criar um sistema não seria simplesmente inventar algo belo e inteligente para ser apreciado, mas para ser sentido: “Como eu me sinto dentro desse sistema que criei? Ele me faz sentir bem? Ele me faz sentir mal? Eu prefiro sempre me sentir bem ou percebo que me sentir mal em certos momentos pode gerar amadurecimento? Então devo incluir sensações ruins no meu sistema? Quais outros resultados ele me traz no mundo mental e material?”

Ninguém nasce com uma mente em branco. Todos somos educados dentro dos sistemas vigentes na época e no lugar em que vivemos. Por exemplo, muitos de nós fomos criados para acreditar no secularismo e no materialismo. Por isso é tão difícil para a maior parte de nós acreditar que magia existe e que ela funciona.

Carroll nos diz em Liber Kaos:

“Muito da parafernália e teoria da magia, incluindo essa teoria, existe parcialmente para convencer o magista de que ele ou ela é um magista, e magia é possível num clima cultural que é fortemente antagonista a tais noções”

O velho rebelde se revoltava contra o paradigma judaico-cristão e se tornava um ateísta. E, de fato, existem muitas possibilidades dentro do paradigma ateísta que o paradigma judaico-cristão não possui. Talvez a questão principal seja enxergá-los pelo que são: paradigmas diferentes, com suas vantagens e desvantagens em vez de classificá-los numa hierarquia e vê-los como um melhor do que outro ou como a verdade. A questão é se perguntar: “O paradigma X é melhor para quê?”. Dependendo do que você quer fazer, dos resultados que busca, pode escolher um deles, depois abandoná-los ou alterná-los, como ferramentas.

O novo rebelde descobre que o paradigma do ateísmo pode ter lá suas utilidades, mas também possui suas limitações, como qualquer outro. Talvez ele esteja entediado e ache mais divertido viver num mundo com unicórnios e fadas do que num universo frio e cinzento. E principalmente se ele é jovem, talvez nem esteja pensando numa religião que lhe dê consolo na morte e na dor. Pode ser que ele deseje fazer experimentos como um cientista, ou queira imaginar como um artista, e para isso deseje testar outras realidades e outros mundos possíveis.

Sendo assim, o novo rebelde é aquele que estuda cabala, tarot, religiões indianas, chinesas, ocultismo ocidental, talvez até qualquer coisa da Nova Era e simplesmente acha que acreditar em Deuses e fadas na vida real é mais interessante do que apenas fingir que eles existem jogando videogames e vendo filmes, sempre sonhando com uma aventura imaginária. Ele pode realmente vivê-la e existem muitos paradigmas inteligentes e interessantes que lhe permitem aceitar essa possibilidade.

O ateísta pode argumentar que a pessoa está “fugindo” da realidade em todos esses paradigmas fantásticos, mas não é a arte também tanto uma fuga quanto uma realização? E que realidade é essa, afinal? Não permite diversas interpretações em vez de apenas uma? E mais de uma interpretação pode permitir que em vez de fugir conheçamos melhor o universo em que vivemos, sob diferentes pontos de vista, um complementando o outro e aprendendo com o outro. E paradigmas diferentes permitem que possamos atingir sensações e objetivos materiais diversos na prática. Isso jamais fica somente na imaginação. Ramsey Dukes diz em SSOTBME:

“É inútil perguntar a um magista se Deus, anjos ou demônios ‘realmente existem’. Simplesmente por dizer as palavras você os fez existir. Pergunte de novo se essas entidades abstratas podem produzir qualquer efeito no mundo físico e elas já fizeram: – elas fizeram você fazer perguntas”

O caoísta não está muito preocupado se Deus existe ou não, ou se ele/ela é monoteísta, panteísta ou politeísta. Ele pode ser um ateísta na segunda-feira, um budista na terça e um wiccano na quarta. Assim como teorias científicas, umas podem ser mais úteis que outras para objetivos diferentes, dependendo do paradigma em que foram criadas. Independente de se aceitar ou não que exista uma verdade, ela está aberta à interpretação. É verdade que eu estava usando um vestido vermelho e curto, mas quão vermelho e quão curto para que eu crie meu paradigma no qual nascerão meus comentários? É verdade que eu estou sentindo dor, mas eu fui criado para esconder minha dor e resistir a ela ou para mostrá-la abertamente em público e reclamar dela? Isso interfere na minha percepção objetiva da dor? E por que raios eu deveria envolver espíritos nessa discussão? Dukes explica:

“Senhor Dukes, por que nesse e em outros escritos você insiste em personificar problemas complexos como ‘demônios’ ou ‘espíritos’? Isso não é um retrocesso a superstições do passado? Isso depende se você acredita que o cérebro do homo sapiens foi desenvolvido para lidar com ferramentas ou relacionamentos sociais. Se você acredita que os processos mais complexos com os quais temos que lidar são nossos companheiros humanos, então um maior poder cerebral está disponível quando você os antropomorfiza”

Diz Peter Carroll em Liber Null:

“Ao buscar ideias que parecem bizarras, loucas, extremas, arbitrárias, contraditórias e nonsense, você irá descobrir que as ideias às quais você previamente se agarrava como razoáveis, sensíveis e humanitárias são na verdade tão bizarras, loucas e assim por diante”

“O intelecto é uma espada, e seu uso é para evitar identificações com qualquer fenômeno particular encontrado. As mentes mais poderosas se apoiam no menor número de princípios fixos. A única visão clara é a do topo da montanha de seus egos mortos”

Talvez a noção de que as coisas se encaixem e tenham um sentido (como na cabala e na magia tradicional em geral, fortemente influenciada pelo sistema judaico-cristão e pelo paganismo) pode ser útil, nem que seja como um jogo. Caso adotemos a perspectiva de que vivemos num mundo caótico e que é nossa mente que nos inclina a pensar que as coisas se encaixem (ou que as coisas tenham causa, como questiona Hume) também é possível fazer coisas divertidas com isso.

Mas esses dois são paradigmas. Pode ser que eu descubra uma teoria científica interessante num paradigma em que acho que as coisas se encaixam, e eu posso descobrir outra teoria ótima num paradigma em que elas não se encaixam. Ou, como costuma se dizer: onde havia ordem, encontrou-se caos; e onde havia caos, achou-se ordem.

Existem vantagens em se optar por permanecer um longo tempo num paradigma só (numa religião, num sistema de crença ateísta, etc) e tomá-lo como verdade. Uma dessas vantagens é que sua fé nesse sistema aumenta e você se torna muito bom em trabalhar nele. Quando você salta de um paradigma para outro não será tão habilidoso em cada um deles individualmente, mas você irá se acostumar a vestir diferentes peles e isso também possui lá suas vantagens, como ajudar a impedir que nosso pensamento se cristalize por muito tempo.

Você quer ser um cristal, uma flor ou uma batata? Fique à vontade para montar sua salada.

“Para aquele treinado por ‘Bob’, a Verdade pode ser encontrada numa batata” (O Livro do SubGenius).

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-dan%C3%A7a-dos-paradigmas