Marketing de Guerra

Al Ries e Jack Trout

Após vinte anos de sucesso e diversas reimpressões, Marketing de Guerra tornou-se uma leitura básica para todos os tipos e tamanhos de empresários. Seus autores Al Ries e Jack Trout, possuem décadas de experiência em marketing seja na liderança executiva, seja como consultor independente  de diversas corporações. Também escreveram best sellers no ramo como “As 22 Leis Consagradas do Marketing” e “Posicionamento”, um termo criado por eles mesmos para falar da fixação das marcas na mente do consumidor.

 

Em Marketing de Guerra eles desenvolvem a tese do posicionamento tendo como referência a concorrência. Da mesma forma que na guerra forças militares disputam território, no mundo dos negócios as empresas disputam espaço na mente e o bolso do consumidor. Como uma provocação eles chamam o grande belicista alemão Karl von Clausewitz de o maior estrategista de marketing que o mundo já conheceu. Segundo ele, sua obra “Da Guerra” escrito em 1832 é o livro mais importante de marketing escrito até hoje.

 

Al Ries e Jack Trout fazem diversas citações de Clausewitz e mostram como aplicar seus ensinamentos no mundo dos negócios.Para ilustrar estes ensinamentos usam tanto exemplos do campo de batalha como das corporações modernas.

Marketing é Guerra

 

Tanto a guerra como a concorrência empresarial são atividades onde diferentes interesses humanos estão em conflito. Tradicionalmente o marketing tem sido orientado para o cliente. Este foi um grande avanço inovador na época comparado com a situação anterior. Antigamente as empresas eram orientadas a produção e ninguém se preocupava muito com os desejos dos consumidores. Hoje, porém toda a empresa já é voltada para o cliente. Simplesmente saber o que os clientes querem já não basta. Existem dúzias de outras empresas fazendo coisas similares e competindo para atender os mesmos desejos e necessidades. O problema da American Motors não é mais o cliente. Seu problema é a Ford.

 

Em um ambiente competitivo de livre mercado a natureza do marketing é o conflito entre empresas para ver quem vai ganhar espaço. Para ter sucesso hoje em dia a empresa não pode mais ignorar os concorrentes.  Há os que dizem que um plano de marketing bem feito sempre incluiu a concorrência. Isso é verdade. Mas não basta mais apenas citá-la no final do planejamento. É preciso conhecer e dissecar cuidadosamente cada participante do mercado, desenvolver uma lista de pontos fortes e fracos e um plano de ação para explorá-los ou para se defender.

 

O Princípio da Força

O primeiro princípio da guerra, tirado pelos autores do pensamento de Karl von Clausewitz é que nada é tão importante quanto uma força superior. A vida real do campo de batalha é bem diferente do que aprendemos nos filmes de Hollywood. No cinema um punhado de fuzileiros dizima toda uma companhia do exército inimigo. Na vida real, todavia, a vantagem numérica é o ponto mais importante. Geralmente a grande empresa e o grande exército que vence no final.  Vamos  examinar a matemática de um combate.  Um esquadrão vermelho com nove mil soldados contra um esquadrão azul de seis mil soldados. Esta é uma superioridade numérica de 50% (nove contra seis). Depois da primeira saraivada a situação piora. Em lugar de uma vantagem de 9 para 6 o esquadrão vermelho deve ter uma de 7 para 3, ou seja uma vantagem de 100%.

 

Não há segredo sobre o motivo pelo qual os Aliados ganharam a Segunda Guerra Mundial. Onde os alemães tinham dois soldados os aliados tinham quatro. Onde tinham quatro, os Aliados tinham oito. Nem mesmo a habilidade e experiência de quem praticamente inventou a guerra moderna pôde modificar a lógica do campo de batalha. Entre os militares os números são tão importantes que os exércitos possuem sempre um ramo de “inteligência” que informa aos comandantes o tamanho e distribuição da força do oponente.

 

O mesmo ocorre no marketing. A superioridade de forças é a vantagem mais avassaladora que sobrepuja a maioria das outras diferenças de qualidade. Em um território virgem, a empresa com maior força de vendas tem a probabilidade de conseguir a maior participação no mercado. Mesmo um melhor produto ou a melhor equipe não ultrapassam uma força de vendas superior. A sorte sempre sorri para os exércitos com mais soldados e as empresas com maior força de vendas. Não é de se admirar que os ricos fiquem cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.

 

A Superioridade da Defesa

 

A segunda regra da guerra é que é melhor defender-se do que atacar. Como vimos, em uma batalha o resultado pode ser rapidamente previsto em favor da unidade com maior força  numérica. Acontece que a posição defensiva é mais forte do que a ofensiva e isso modifica a matemática da guerra.

 

Em termos de marketing isso acontece porque geralmente tirar clientes de um concorrente é muito mais difícil do que conquistar um cliente que não está compromissado com empresa nenhuma. Na história militar o mesmo ocorre. O atrito da guerra favorece a defesa e um ataque exige muito mais recursos, tempo e logística do atacante do que do defensor.

 

Na guerra da Coreia os EUA ganharam no Sul que defendiam e perderam no Norte que atacavam. A Inglaterra  imperial, ganhou do Waterloo na defensiva e perdeu para as Colônias americanas. Os exemplos são muitos.

 

Para ter sucesso na ofensiva não basta superar os números do oponente. É preciso ter pelo menos uma superioridade numérica de 3 para 1. Heroísmo é uma tragédia comum  a soldados e profissionais de marketing.

A Nova Era da Concorrência

 

A guerra de marketing é uma tentativa de aplicar o pensamento militar aos problemas de marketing.  O Marketing enquanto disciplina científica tem menos de 100 anos. Desde seu início está se dedicando ao desenvolvimento pela prática e pouco em formular uma teoria. A teoria militar pode preencher esta lacuna.

 

Retórica à parte o marketing está entrando em uma nova era, uma era onde a concorrência está ficando cada vez mais brutal e o nome do jogo passou a ser “tomar o negócio de alguém”. Para conquistar isso programamos mais reuniões, mais relatórios, mais memorandos e mais trabalho. Mas a história militar ensina que não é assim que se vence uma guerra.

 

Não basta se esforçar. Não basta apenas ser agressivo. O comandante que permite que seus exércitos fiquem atolados na luta corpo a corpo usualmente é derrotado por um comandante mais inteligente. Músculos e superioridade numérica são importantes, mas isso não é o mesmo do que achar que um discurso bonito fará um soldado valer por dois. Mesmo em casos em que sua força é obviamente superior você estará jogando fora sua vantagem se deixar a batalha degenerar em uma simples guerra de desgaste. Todas as vezes que você ouvir um comandante dizer “Temos de redobrar nossos esforços” ficará sabendo que está ouvindo um perdedor.

A Natureza do Campo de Batalha

A localização geográfica onde uma batalha acontece é outro fator determinante. Um bom general estuda cuidadosamente o terreno antes do combate. Cada colina, montanha, rio ou construção é analisado por suas possibilidades defensivas ou ofensivas. O bom general também estuda a posição do inimigo neste território para evitar a todo custo um ataque surpresa em uma direção inesperada.

 

Em uma batalha de marketing o mesmo ocorre. As batalhas de marketing não acontecem em escritórios ou supermercados. Esses são apenas pontos de distribuição. A escolha da marca é decidida em outro lugar.  Elas ocorrem dentro da mente. A guerra do marketing acontece dentro da mente de seus clientes e clientes em potencial todos os dias da semana.

 

Mapear o campo de batalha mental lhe dará uma vantagem enorme. A maioria dos concorrentes nem ao menos saberá onde a batalha está sendo travada. Eles estão preocupados com seus próprios produtos e planos. Um modo de reconhecer o terreno da mente humana é a pesquisa. Você precisa saber que posições pertencem cada um dos seus concorrentes. Quem está no terreno elevado?

O Quadro Estratégico

 

No campo de batalha da mente, uma montanha conquistada seria o domínio de uma categoria. A montanha do refrigerante de cola está ocupada pela Coca-Cola sob forte ataque da Pepsi. A montanha dos mecanismos de busca está com a bandeira do Google. Quando um cliente usa o nome de uma marca em lugar de um genérico você pode ter certeza que sua mente está fortemente ocupada.

 

Montanhas monolíticas estão sendo objeto de combate e cortadas em segmentos. Cada qual disputado por diferentes senhores de guerra. Essa tendência de longo prazo tem a probabilidade de continuar século XXI adentro.  O dono do território tem uma escolha: estender-se ou contrair. Frente a inimigos que procuram segmentar o mercado uma empresa não tem o privilégio de ficar parada. A guerra defensiva não deve ser interpretada como sinônimo de operação passiva.

 

Os Princípios da Guerra Defensiva

 

Clausewitz dizia que o estatista que, vendo a guerra inevitável hesita em dar o primeiro golpe está cometendo um crime contra sua pátria.  Da mesma forma, somente os líderes de  mercado deve considerar as estratégias de defesa. Jamais encontramos uma empresa que não se considerasse líder de alguma coisa. Entretanto essas definições de liderança são mais criativas do que as realidades do mercado. Sua empresa pode ser a líder “a leste do Mississipi em uma segunda feira pela manhã” mas os clientes não ligam para isso. Os líderes de verdade são quem o cliente percebe como líderes.

 

A melhor estratégia defensiva é a coragem para atacar a si próprio. Em outras palavras, para garantir seu lugar na mente dos clientes você precisa fortalecer sua posição introduzindo novos produtos ou serviços que tornem obsoletos os seus próprios produtos já existentes. A concorrência se esforça continuamente para superá-lo. Você deve fazer o mesmo.

 

Os fortes movimentos competitivos devem ser bloqueados. A maioria das empresas só tem uma chance de vencer, mas as líderes tem duas. Se uma líder perder uma oportunidade ela muitas vezes pode se recuperar copiando o movimento competitivo. Mas é preciso movimentar-se com rapidez  antes que o atacante se firme.

Os Princípios da Guerra Ofensiva

 

Se você não conseguir a superioridade absoluta, ensina Clausewitz, deve conseguir uma superioridade relativa no ponto decisivo, pelo uso de todas as forças que dispor. No caso de estratégias ofensivas a principal consideração é a força da posição do líder. Deve-se perguntar como diminuir a participação do líder no mercado. Para isso, encontre uma fraqueza na força do líder e ataque nesse ponto com tudo o que tiver. O ataque deve ser lançado em uma frente tão estreita quanto possível.

 

Esta é uma área onde o pessoal de marketing tem muito a aprender com os militares, na Segunda Guerra Mundial usualmente os ataques eram lançados sobre uma frente muito estreita. Algumas vezes uma simples estrada. Somente quando havia uma irrupção é que as forças atacantes se expandiam lateralmente para ocupar o território. Na famosa batalha de Termópilas, uns poucos espartanos venceram as forças imperiais de Xerxes I por concentrarem suas forças no estreito de Artemísio.  Não tente fazer tudo o que o líder faz, mas seja a referência naquilo que ele está deixando de fazer. Aquiles tinha um tendão que o levou a queda e quando você ataca uma frente estreita está fazendo o princípio da força trabalhar para você.

Os Princípios da Guerra de Flanqueamento

Para a maioria dos gerentes de marketing , a guerra de flanqueamento pode parecer um conceito militar sem aplicações de marketing. Não é assim. Flanqueamento é uma das maneiras mais inovadoras de combate em uma guerra no mundo dos negócios.

 

Um bom flanqueamento deve ser feito em uma área incontestada. Assim como você não solta seus paraquedistas sobre as posições das metralhadoras inimigas também não lançará um produto contra um concorrente bem estabelecido. Não é necessário um produto totalmente inovador, mas ele deve ter algum elemento de novidade ou exclusividade. A chave é fazer o cliente colocar você em uma nova categoria.

 

Quando a Coca Cola estava bem estabelecida a Pepsi fez um movimento de sucesso com a Pepsi Diet. O marketing tradicional chama isso de segmentação, a busca por segmentos ou nichos de mercado ainda não estabelecidos. Para lançar um verdadeiro ataque de flanco você deve ser o primeiro a ocupar o segmento. Caso contrário será apenas um ataque ofensivo contra uma posição já sendo defendida.

 

O elemento surpresa é essencial para o sucesso do flanquemento.Quanto maior a surpresa maior o tempo necessário para o líder reagir e tentar cobrir-se. A surpresa também tende a desmoralizar o inimigo. A força de venda ou os soldados ficam sem saber o que fazer até receberem novas instruções.

 

A perseguição é tão crítica ao flanqueamento quanto o ataque inicial. Mesmo assim muitas empresas desistem de continuar depois de estarem na frente  e atingirem seus objetivos iniciais de marketing. Esse é um grande erro. Reforce o sucesso ou estará marchando para o fracasso.

Os Princípios da Guerrilha

As vitórias militares na China de Mao, na Cuba de Fidel e do Vietnã contra os Estados Unidos são exemplos históricos sobre o poder do movimento de guerrilha. Ela acontece sempre que existe uma desproporção muito grande entre as forças dos oponentes. Isso é claro, é relativo. A American Motors é muito maior do que qualquer empresa de aparelhos de barbear. Mas a American Motors deve combater em guerrilha e a Gilette em guerra defensiva. Isso acontece porque a guerrilha é definida não pelo seu tamanho, mas pelo tamanho das forças inimigas.

 

Para lutar a guerra de guerrilha no marketing encontre um terreno, um segmento de mercado, que seja pequeno demais para uma grande empresa atacar. Pode ser geograficamente pequeno ou pequeno em volume.  A guerrilha não modifica a matemática da guerra mas procura reduzir o tamanho do campo de batalha para conseguir uma superioridade de força em um terreno inconveniente ao inimigo. Em outras palavras, ser um peixe grande em uma lagoa pequena.

 

Mas não importa quanto sucesso você alcance, nunca haja como um líder. As guerrilhas de sucesso operam com um formato e intensidade diferentes tirando vantagem de seu pequeno tamanho para tomar decisões rápidas. Isso pode ser um bem precioso na competição com grandes empresas para as quais uma decisão rápida significa 30 dias de trabalho de escritório.

 

Os guerrilheiros devem por fim estar prontos para cair fora logo ao primeiro aviso. Uma empresa que foge vive para combater outro dia. Não hesite em abandonar uma posição  ou um produto se a batalha se virar contra você. Guerrilheiros são rápidos para abandonar as trincheiras e atacar o próximo território vulnerável.

Estratégia e Tática

Algumas empresas reúnem quatro ou cinco pessoas em uma sala para definirem sua estratégia. Outras levam toda a equipe sênior para algum evento longe dos escritórios para formular seus planos futuros. Ambas as abordagens estão erradas. O que a história militar nos ensina é que embora a estratégia defina a tática, elas não podem ser completamente separadas. Somente um general com conhecimento profundo e íntimo do que acontece no fronte pode desenvolver uma estratégia efetiva. Este foi por exemplo o grande trunfo de Napoleão Bonaparte. Ex-oficial de artilharia tornou-se general com 24 anos e imperador com 34. Na guerra o estudante sério de estratégia começa conhecendo a baioneta.

 

Vejamos a propaganda, um componente-chave na maioria das guerras de marketing. Normalmente as empresas contratam agências para tratar da tática de suas campanhas. As empresas desenvolvem uma estratégia de marketing antes que a agência comece a trabalhar. Em outras palavras, a empresa decide o que fazer e a agência como fazê-lo. O problema é que há uma barreira artificial aqui. Dificilmente a agência conhece todos os planos da empresa e o mais provável é que a empresa não conheça todas as competências da agência. O conhecimento especializado de tática na propaganda raramente é considerado no desenvolvimento dos planos da empresa que a contratou. O mesmo ocorre em outros braços do marketing sempre que há um distanciamento entre quem faz os planos e quem os executa

 

O General do Marketing

O abismo entre a tática e a estratégia só pode ser superado pela competência de um bom general. Com poucas exceções o mundo dos negócios nos apresentou homens como Jack Welck, Lee Iacocca, John Reed e Henry Ford. ocorre que as qualidades de um bom general são difíceis de encontrar.  Não basta apenas ser inteligente.

 

A principal característica de um general de marketing é a flexibilidade para ajustar a estratégia à situação e não vice-versa. Um bom general não tem vieses embutidos. Ele considerará seriamente todas as alternativas e escutará todos os pontos de vista antes de tomar uma decisão. Além disso ele se dedica a conhecer os fatos e constrói sua estratégia a partir de informações fiéis do terreno, de si mesmo e dos inimigos.

 

Por outro lado, em algum momento ele terá que tomar uma decisão. Nesse instante sua mentalidade aberta se fecha e o general mergulha em seu íntimo para encontrar a força de vontade e a coragem mental para prevalecer. Assim como sua contrapartida militar o general do marketing precisa ter um suprimento ilimitado de  ousadia para enfrentar os superiores, associados e subalternos que possam advogar uma abordagem diferente.

 

Por fim um general deve conhecer as regras da guerra. Deve estudar os casos reais de sucesso sejam eles militares ou no mundo dos negócios.  Assim como para dominar qualquer jogo ou esporte, na guerra do marketing os atalhos não levam a lugar algum. Você deve começar a aprender as regras até chegar ao ponto de conseguir jogar sem precisar se lembrar delas.

Notas finais

  • Na guerra do marketing o território a ser conquistado é a mente e preferência dos clientes.
  • Somente o líder de mercado pode atuar na defesa e a melhor defesa é o ataque.
  • Se você não é o líder vai precisar atacar. Sua principal consideração deve ser a força do líder e para superá-la terá que encontrar seu ponto fraco e atacá-lo na frente mais estreita possível.
  • Para evitar o desgaste do combate direto com uma força superior aposte na surpresa tática da inovação e faça seu movimento de flanqueamento em áreas ainda disputadas.
  • O acompanhamento posterior de ocupação é tão crítico quando o próprio ataque.
  • Forças reduzidas devem especializar-se em nichos de mercado, normalmente não-atendidos ou mal-atendidos pelos demais concorrentes.
  • O bom estrategista deve conhecer o campo de batalha. Deve ser realista e mente aberta para definir uma estratégia, mas ao mesmo tempo corajoso e ousado para implementá-la.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/marketing-de-guerra/

Ars Notoria – A Quinta Chave Menor de Salomão.

Prefácio

Até o presente momento, existe apenas uma versão inglesa da Ars Notoria; atualmente, todas as edições disponíveis do livro são baseadas na tradução feita em 1650 por Robert Turner, um estudante de textos mágicos e astrológicos. Turner traduziu uma versão em latim publicada por Agrippa cinqüenta anos antes. Embora os estudiosos referenciem anteriores versões em latim — algumas próximas ao século XIII — ninguém, ainda, teve tempo de produzir uma capitulação atualizada do trabalho inglês, ou comparar totalmente a versão de Agrippa com as versões anteriores.

O princípio e a essência das práticas descritas na Ars Notoria repousam nas figuras ou “notas”, que confere seu título. Estas consistem, em parte, de ilustrações realísticas, em outra parte, de sigilos e sinais similares aos outros grimórios da época, e em outra parte, de texto, que gira em torno de elementos gráficos. Quando usados como objetos de contemplação (ou em um uso mais ativo da imaginação visual), é dito que as notas colocam a mente do usuário em um estado no qual é concedido completo entendimento ou habilidade em uma das sete Artes Liberais. Infelizmente, a tradução de Turner não inclui tais figuras.

Fotografias de algumas notas podem ser encontradas em Visual Art in Two Manuscripts of the Ars Notoria, por Michael Camille, publicado em Conjuring Spirits: Texts and Traditions of Medieval Ritual Magic, editado por Claire Fanger, publicado pela Pennsylvania State University Press. De acordo com Dr. Fanger, há pelo o menos três conjuntos estilisticamente distintos das notas entre os manuscritos latinos do Notoria. Nenhum conjunto é considerado definitivo.

O texto instrui o praticante a “olhar para dentro” ou “inspecionar” a nota com a qual ele está trabalhando por várias vezes ao dia, e recitar certas preces e nomes mágicos durante uma parte destas ocasiões. As orações específicas e os nomes são integrados na parte visual da nota em alguns casos, e não se sabe se essas orações integradas estão entre as muitas traduzidas por Turner.

O que verdadeiramente se entende por “inspecionar” é vago e obscuro. A palavra em latim inspicio, tem essencialmente a mesma gama de significados que a palavra em inglês moderno; nenhum deles são informados no contexto. Porém o texto menciona várias vezes que as visões são parte do processo de uso, sem explicar exatamente como eles são envolvidos; e a citação abaixo sugere que algo mais próximo é tencionado.

E saibas disso; que se tu não possuíres os livros em tuas mãos, ou a faculdade de olhar para dentro deles não é dado a ti; o efeito deste trabalho não será, portanto, o menor: mas que as Orações então sejam duas vezes pronunciadas, onde elas seriam apenas uma: uma para o conhecimento de uma visão, e (outra para) as outras virtudes que estas Santas Orações possuem; tu deves provar e julgá-las, quando e como quiseres.

 Assim, parece que uma habilidade especifica ou capacidade está envolvida, uma “faculdade de inspeção”. Talvez isso era simplesmente a habilidade de memorizar a imagem e visualizá-la enquanto recita as orações. O monge John de Morigny, que praticou a Ars Notoria e obteve alguns efeitos, utilizou posteriormente tal visualização em seu próprio sistema de magia religiosa. Tais técnicas foram geralmente conhecidas naquela época, em vários sistemas para melhorar a memória. Ou possivelmente a técnica era similar àquelas usadas pelos magos modernos para obter uma visão relacionada a um símbolo específico, usando-o como um “portal” na imaginação, e entrando dentro do mundo astral que personifica o significado do símbolo. Seja como for, o autor da Notoria parece seguro de que se pode obter sucesso sem tal habilidade, se necessário; as Preces isoladamente, ditas com fervor suficiente e repetição, produzirão os mesmos resultados.

O livro é dividido em três partes. A primeira delas lida com o que o autor chama de “gerais”; estas são habilidades de ampla aplicação — memória, eloqüência, compreensão e perseverança — que precisam ser desenvolvidas antes que o praticante trabalhe para obter as habilidades particulares de uma das Artes Liberais. Estes últimos ele se refere como as “especiais”. A seção mistura comentários com preces que são usadas para obter as habilidades, de um modo que é um pouco difícil de seguir. (Deve ser notado que apenas uma forma abreviada de algumas orações é concedida.)

A segunda parte lida com as “especiais”, dando orações em seqüência para cada uma das Artes Liberais, na ordem em que elas foram habitualmente ensinadas. As Notas todas dizem respeito a esta seção do livro; cada prece é acompanhada por instruções sobre a utilização da nota apropriada, e uma pequena quantidade de comentários.

A Terceira parte apresenta algumas preces que foram supostamente atribuídas a Salomão em uma época diferente das seções anteriores. De qualquer modo, muitas destas preces são aquelas já aludidas na Parte I, salvo que elas são dadas aqui de forma integral. O foco desta seção é novamente nas “gerais”, embora a técnica descrita varie em alguns aspectos daquelas previamente determinadas. Dr. Fanger e outros têm especulado que esta seção era uma variante da Parte I, que talvez tenha sido originalmente distribuída separadamente, e posteriormente incorporada na Ars Notoria para um detalhamento maior.

Nenhum destas partes é claramente distinguida no texto, o qual pode conduzir a uma grande confusão como instruções em uma seção que parece conflitar com as instruções de outra. O início de cada seção, portanto, foi marcado por uma nota de rodapé.

O texto desta edição foi transcrito diretamente de uma fotocópia de Turner, primeira edição, publicada em 1657. Mesmo para os padrões da época, o livro não foi um grande exemplo de arte tipográfica; era impresso a um preço baixo, e foi claramente composto por três pessoas diferentes, cada uma com suas próprias noções do que constitui um esquema de um bom texto, o que também compreende uma grafia correta do inglês. Para a apresentação geral desta edição, selecionei os elementos de cada um de seus estilos, porém utilizando-os consistentemente ao longo do texto. A pontuação e a ortografia, capitalização e ênfase de palavras individuais foram deixadas como no original. A exceção é que eu não segui a prática do século XVII de substituir a letra “f” por “s”, acreditando que isso poderia reduzir consideravelmente a legibilidade do texto. Os erros que foram mantidos em edições publicadas recentemente (em particular a edição publicada pela Holmes Publishing Group) não estão presentes, embora não reste dúvida de que são erros novos de meu próprio planejamento. Várias passagens omitidas foram restauradas.

Dois artigos adicionais presentes na edição de 1657 não estão incluídos aqui. O primeiro deles, A Certain Magnetick Experiment, descreve um dispositivo de comunicação à longa distância baseado na propriedade imaginária do ferro magnetizado. O segundo, An Astrological Catechisme, é uma tradução de um documento em latim de Leovitius, parcialmente reescrito por Turner. Ele apresenta uma série de questões e respostas sobre astrologia e sua prática.

Benjamin Rowe.

30 de Junho de 1999.

A Epístola Dedicatória

 Ao seu engenhoso e respeitado amigo Mr. WILLIAM RYVES, do St. Saviours, South- wark, Estudante de Física e Astrologia.

SENHOR.

O profundo escrutínio e amável compreensão da Vista de sua apreensão no mais secreto Escritório das Naturezas Arcanas fascina-me (se eu não tivesse outros compromissos magneticamente atrativos), para estabelecer esta Ótica diante de sua vista: não que ela fará qualquer adição ao seu conhecimento; mas pela constância de seu julgamento, esteja cercada contra os Caluniadores da condenação da arte e desprezadores da virtude. Eu sei que a sinceridade de sua Genialidade contestará minha desculpa, e me salvará do labor; jazerei sendo

Seu verdadeiro e cortês Amigo,

Robert Turner.

Little Britain, dies Veneris, Sol em Libra, 1656.

Aos Sinceros Leitores.

Entre o restante dos trabalhos das minhas longas horas de Inverno, o prazer de aceitar isso, foi como uma flor do Sol; o qual eu tenho transplantado dos copiosos bancos romanos ao solo inglês; onde eu espero que fecundamente propague seus ramos, e prove não sucumbir os seus porongosos frutos, mas um verde Laurel contínuo, que autores dizem ser a planta do bom Anjo, e defende todas as pessoas próximas de sua sombra das penetrantes explosões do Raio e Relâmpago, então esta será uma legítima flor para cada homem do Jardim; suas virtudes em breve serão conhecidas, se Praticadas, e as explosões do vício dispersas: sua substância é demasiadamente sublime para ser expressa. Não concorde com a pérola maligna, nem com a invejosa e cega amargura das mandíbulas negras; não concorde com a casca de ignorantes naquilo que eles não conhecem; aqui eles não aprenderão tal lição: e contra suas Calúnias, o livro que eu, assim, justificar: quod potest per fidem intelligi, & non aliter, & per fidem in eo operare potes. [citação grega ilegível¹], &c., Heb. 11. &c., e minha própria intenção é, portanto, demonstrar; Dico coram omnipotenti Deo, & coram Jesu Christo unigento Filio ejus, qui judicaturus est vivos & mortuous; quod omnia & singula quae in hoc opere dixi, omnesque hujus Scientiae vel artis proprietates, & universa quae ad ejus speculationem pertinent, vel in hoc Volumine continenter, veris & naturalibus principiis innituntur, fuintque cum Deo & bona Conscientia, sine injuria Christiame fidei, cum integritate; sine superstitione vel Idololatria quacunque, & non dedeceant virum sapientem Christianum bonum atque fidelem; Nam & ego Christianus sum, baptizatus in nomine Patris, &c. quam fidem cum Dei auxilio quam diu vixero

firmiter inviolatam tenebo; Procul ergo absit a me, discere aut scribere aliquid Christianae fidei & puritati contrarium, sanctis moribus noxium, aut quomodolibet adversum. Deum timeo & in ejus cultum Juravi, a quo Nec vivus nec (ut confido) mortuus separabor: Este pequeno tratado, por isso eu recomendo a todos os amantes da arte e da aprendizagem, em que eu espero que eles possam atingir seus desejos, quantum a Deo concessi erit; de modo que eu espero não ter lançado a Pérola à frente do corpo, mas apontar um vidro diante dos gratos pombos.

 12 de Março de 1656

Robert Turner

O escrito original em Grego:

A NOTÓRIA ARTE DE SALOMÃO

  A Notória Arte revelada pelo o Mais Alto Criador a Salomão.

No Nome do Santo e da indivisível Trindade, originador desta mais Santa Arte do Conhecimento, revelada a Salomão, que o Altíssimo Criador por seus Santos Anjos ministraram a Salomão, sobre o Altar do Templo; que, assim, em pouco tempo ele conheceu todas as Artes e Ciências, tanto Liberais e Mecânicas, com todas as Faculdades e Propriedades das mesmas: ele foi repentinamente fundido dentro de si, e também foi preenchido com toda a sabedoria, para proferir os Mistérios Sagrados das mais Santas palavras.

Alfa e Omega! Ó Deus Todo-poderoso, criador de todas as coisas, sem Começo e sem Fim: Graciosamente neste dia ouve minhas preces; tu não me fazes render-me de acordo com meus pecados, nem por causa de minhas iniqüidades, Ó Senhor meu Deus, mas segundo a tua misericórdia, que é maior do que todas as coisas visíveis e invisíveis. Tem misericórdia de mim, Ó Cristo, Sabedoria do Pai, Luz dos Anjos, Glória dos Santos, Esperança, Refúgio, e Suporte dos Pecadores, Ó Criador de todas as coisas, e Redentor de toda fraqueza humana, que sustentara Céu, Terra, e Mar, e todo o restante do Mundo, na palma de tua Mão: eu humildemente imploro e suplico, tu que possuis misericórdia como o Pai, esclarece minha Mente com os feixes do teu Espírito Santo, que eu possa ser capaz de alcançar e obter a perfeição desta mais santa Arte; e que eu possa ser capaz de obter o conhecimento de cada Ciência, Arte, e Sabedoria; e de cada Faculdade da Memória, Inteligências, Compreensão, e Intelecto, pela Virtude e Poder de teu mais santo Espírito, e no teu Nome. E tu, ó Deus, meu Deus, quem no Início criastes o Céu e a Terra, e todas as coisas do nada; quem reformou, e fez todas as coisas através de teu próprio Espírito; completa, preenche, restaura, e implanta um entendimento perfeito em mim, que eu possa te glorificar e todas as tuas Obras, em todos os meus Pensamentos, Palavras, e Atos. Ó Deus Pai, firma e concede esta minha Oração, e amplia o meu Entendimento e Memória, e fortalece o mesmo, para conhecer e reconhecer a Ciência, Memória, Eloqüência, e Perseverança em todas as maneiras de Aprendizado; tu, que vivas e reines, Mundo sem fim. Amén.

Aqui começa o primeiro Tratado desta Arte, o qual o Mestre Apolônio chamou de As Flores Douradas, sendo uma Introdução geral para todas as Ciências Naturais; e isso é Comprovado, Composto, e Aprovado pela Autoridade de Salomão, Maniqueu e Euduchaeus.

Eu, Apolônio, Mestre das Artes, assim devidamente chamado, a quem a Natureza das Artes Liberais foram concedidas, estou destinado a tratar do Conhecimento das Artes Liberais, e do Conhecimento da Astronomia; e dos Experimentos e Documentos, um Compêndio e Conhecimento Adequado das Artes possam ser obtidos; e como os Mistérios superiores e inferiores da Natureza podem ser competentemente separados, e preparados e empregados para as Naturezas dos Tempos; e quais os dias e horas serão adequadamente eleitos para as Obras e Ações dos homens, para serem iniciadas e finalizadas; quais as Qualificações que um homem necessita ter, para obter a Eficácia desta Arte; e como ele deveria dispor das suas ações, e observar e estudar a Trajetória da Lua. Em primeiro lugar, portanto, declararemos determinados Conceitos das Ciências Espirituais; (para que) todas as coisas que pretendemos falar possam ser realizadas em seguida. Não se admire, portanto, daquilo que tu terás que ouvir e ver neste subseqüente Tratado, e que tu encontrarás como sendo um Exemplo de tal inestimável Aprendizado.

Algumas das coisas a seguir, as quais serão entregues a ti, como os Ensaios de Efeitos Maravilhosos, extraídos dos mais Antigos Livros dos Hebreus; que, se vires eles, (apesar de serem esquecidos, e usados em qualquer Linguagem humana), no entanto, considera-os como Milagres: Pois eu realmente admiro o grande Poder e Efetividade das Palavras nos Trabalhos da Natureza.

Relativo à Eficácia das Palavras.

 Há tão grande Virtude, Poder e Eficácia em certos Nomes e Palavras de Deus, que quando tu leres estas simples Palavras aumentará imediatamente e ajudará tua Eloqüência, de modo que tu te tornarás Eloqüente da Palavra por elas, e finalmente alcançarás os Efeitos dos poderosos Nomes Sagrados de Deus; mas a partir daí, o poder disto procederá, sendo demonstrado completamente para ti a seguir nos Capítulos das Orações: e aqueles que seguem junto ao nosso lado, colocá-los-emos abertamente.

Uma Explicação da Notória Arte.

 Esta Arte é dividida em duas partes: a primeira contém as Regras gerais, e a segunda as Regras especiais. Trataremos primeiro das Regras especiais, ou seja, Primeiro, para uma divisão tripla, e depois, para uma divisão quádrupla: E em terceiro lugar, falaremos da Teologia; cujas Ciências tu deverás obter, pelas Operações destas Orações, se tu pronunciá-las como estão escritas: portanto, há certas Notas da Notória Arte, que se manifestam para nós; a Virtude a respeito da qual a Razão Humana não pode compreender. A primeira Nota possui sua significação retirada do hebraico; que, embora a expressão dela possa ser compreendida em poucas palavras; entretanto, na expressão do Mistério, elas não perdem sua Virtude: Que possa ser chamado Virtude, aquilo que acontecer e proceder de sua pronunciação, que deve ser algo muito admirado.

O primeiro Preceito.

 Hely, Scemath Amazaz, Hemel, Sathusteon, hheli Tamazam, &cet. [Esta Oração está completa ao final do tratado] que Salomão intitulou, Sua Primeira Revelação; e para que seja, sem qualquer Interpretação: seja uma Ciência de Transcendência da pureza, que possui sua Origem no centro e profundeza das linguagens caldeia, hebraica e grega; e por esta razão não possa ser possível, por quaisquer meios, explicada totalmente em pobres e triviais Esquemas de nossa Linguagem. E qual a natureza da Eficácia das palavras ditas acima, o próprio Salomão descrevera em seu Décimo Primeiro Livro, Helisoe, da Glória do Poderoso Criado: Porém, o Amigo e Sucessor de Salomão, ou seja, Apolônio, com alguns poucos outros, a quem estas Ciências se manifestaram, explicaram as mesmas, e definiram-nas sendo os mais Santos, Divinos, Firmes, e Profundos Mistérios; e não devem ser expostos, nem declarados, sem grande Fé e reverência.

Uma Ordem Espiritual da Oração precedente.

 Antes que qualquer um leia ou pronuncia qualquer das Orações desta Arte, para produzi-las em Efeito, deixa-as sempre, em primeiro lugar, com um ensaio devotado da oração no início.

Se qualquer um deseja buscar as Escrituras, ou deseja compreender, ou eloqüentemente pronunciar qualquer parte da Escrita, que ele pronuncie as palavras da seguinte Figura, a saber, Hely Scemath, no início da manhã daquele dia, onde tu quiseres começar qualquer trabalho. E no Nome do Senhor nosso Deus, permita que ele diligentemente pronuncie o que a Escritura propõe, com esta Oração a seguir, que é, Theos Megale; E ela está misticamente distorcida, e miraculosa e adequadamente enquadrada fora da língua hebraica, grega, e caldéia, e ela expanda-se brevemente em toda Língua, no que a princípio, em todo caso, elas são declaradas. A segunda parte da Oração do segundo Capítulo é retirada do hebraico, grego e caldeu; e a seguinte Exposição deve ser pronunciada em primeiro lugar, que é uma oração Latina: a terceira Oração do Capítulo três, sempre no início de cada faculdade, é a primeira a ser exercitada.

A Oração é, Theos Megthe, in tu yma Eurel, &cet.

 Ela demonstra, como a oração precedente é exposta: mas, embora esta seja uma breve Exposição particular desta Oração; ainda não pense, que todas as palavras são, assim, explicadas.

A Exposição desta Oração.

 Ó Deus, Luz do Mundo, Pai de Imensa Eternidade, Doador de toda Sabedoria e Conhecimento, e de toda Graça Espiritual: muito Santo e Inestimável Dispensador, conhecedor de todas as coisas antes que elas fossem feitas; quem criou a Luz e as Trevas: Estende tua Mão, e toca minha Boca, e faz com que minha língua seja como uma espada afiada, para mostrar estas palavras com eloqüência; Faz da minha Língua uma Flecha escolhida para declarar tuas Maravilhas, e para pronunciá-las memoravelmente: Envia teu santo Espírito, ó

Senhor, em meu Coração e minha Alma, para entender e preservá-las, e para meditar sobre elas em minha Consciência: Pelo Juramento do teu Coração, ou seja, da Mão-direita do teu santo Conhecimento, e com misericórdia inspira tua Graça em mim; Ensina-me e me instrui; Organiza a entrada e saída dos meus Sentidos, e deixa que os teus Preceitos me ensinem e me corrijam até o fim; e deixa permita que o Conselho do Altíssimo me auxilie, através de tua infinita Sabedoria e Misericórdia, Amén.

 As palavras destas Orações não podem ser totalmente Expostas.

 Tampouco penses que todas as palavras da Oração anterior podem ser traduzidas na Língua Latina: pois algumas palavras desta Oração contêm em si o grande Sentido da Profundidade Mística, da Autoridade de Salomão; e deixando referência aos seus Escritos, nós reconhecemos; Que estas Orações não podem ser expostas nem entendidas, pelo sentido humano: Por isso é necessário, Que todas as Orações, e suas distinções particulares da Astronomia, Astrologia, e a Notória Arte, sejam ditas e pronunciadas em seu tempo e período; e as Operações delas sejam feitas de acordo com as disposições dos Tempos.

Das Triunfais Figuras, como frulgamente elas são pronunciadas, e honesta e sinceramente Ditas.

 Há também certas Figuras ou Orações que Salomão em Caldeu chamara, Hely; ou, Triunfais Orações das Artes Liberais, e rápida e excelente Eficácia das Virtudes; e elas são a Introdução à Notória Arte. Por isso Salomão fez um início especial delas, para que elas sejam pronunciadas em determinados momentos da Lua; e não devem ser empreendidas, sem levar em consideração o fim. Qual também Magister Apollonius ensinou completa e perfeitamente, dizendo, Aquele que pronunciar estas palavras, que o faça em um determinado tempo estabelecido, e deixar de lado todas as outras ocasiões; e ele lucrará em todas as Ciências em um Mês, e obterá eles em uma maneira extraordinariamente maravilhosa.

As Exposições das Lunações da Notória Arte.

 Há as Exposições/Interpretações/Esclarecimentos das Lunações, e a introdução da Notória Arte, a saber, no quarto e oitavo dia da Lua; e no décimo segundo, décimo sexto, quarto e vigésimo (vigésimo quarto), oitavo e vigésimo (vigésimo oitavo), e trigésimo, em que eles devem ser colocados em operação. Por isso Salomão diz, Que para estes momentos, damos os períodos expositivos da Lua; do quarto dia da Lua, que são dirigidos/escritos/mostrados pelos quarto Anjos; e no quarto dia da Lua [eles] se manifestam para nós; e [as exposições] são quarto vezes repetidas e explicadas pelo Anjo, o Mensageiro destas Orações; e também são reveladas e entregues a nós, que as solicitamos ao Anjo, quatro vezes do ano, experimentar a Eloqüência e Plenitude das quatro Línguas, Grega, Hebraica, Caldéica, e Latina; e Deus determinou o Poder das Faculdade do Entendimento Humano, para as Quatro Partes da Terra; e também as quatro Virtudes da Humanidade, Entendimento, Memória, Eloqüência, e a Faculdade de Reger estas três. E estas coisas devem ser usadas como dissemos anteriormente.

Ele expõe como a Oração precedente é o Início e Fundação de toda Arte.

Esta é a primeira Figura da Notória Arte, que está claramente manifestada sobre a Nota Quadrangular: E esta é a Sabedoria Angelical, pouco entendida na Astronomia; mas na Lente da Astrologia, ela é chamada, O Anel da Filosofia; e na Notória Arte está escrita, Sendo a Fundação de toda Ciência. Entretanto, devem ser ensaiadas quatro vezes ao dia, iniciando com uma vez pela manhã, outra vez na Terceira hora, outra na nona hora, e outra vez ao anoitecer.

A oração antecedente deve ser dita secretamente; e que aquele que a pronuncie esteja solitário, e a pronuncie com uma voz baixa, de modo que ele mal possa se ouvir. E há uma condição deste instrumento, que, se há necessidade de incitar alguém a fazer grandes obras, deverá se pronunciar duas vezes pela manhã, e duas vezes próximo da nona hora; e que o praticante jejue no primeiro dia em que ele ensaiar/repeti-la, e que ele faça isso casta e devotamente. E esta é a Oração que ele dirá:

Esta é a Oração das quatro Línguas, Caldeia, Grega, Hebraica e Latina, claramente expostas, que é chamada, O Esplendor ou Speculum da Sabedoria. Em todas as divinas Lunações, estas Orações  devem ser lidas, uma vez ao amanhecer, uma vez pela manhã, uma vez próximo da terceira hora, e outra ao anoitecer.

A Oração.

 Assaylemath, Assay, Lemath, Azzabue.

 A segunda parte das Orações anteriores, que devem ser dita apenas uma vez.

 Azzaylemath, Lemath, Azacgessenio.

 A Terceira parte da oração anterior, que deve ser dita em conjunto com a outra.

 Lemath, Sabanche, Ellithy, Aygezo.

 Esta Oração não possui Exposição em Latim.

 Esta é uma santa Prece, sem risco de qualquer pecado, que Salomão diz, é inexplicável pela compreensão humana. E ele acrescenta, e diz, Que a Explicação dela é mais prolixa do que pode ser considerada ou apreendida pelo Homem; excetuando também os segredos, que não são lícitos, nem dados em absoluto ao Homem: Portanto ele deixa esta Oração sem Exposição, pois nenhum Homem poderia alcançar a perfeição dela: e ela era tão espiritual, pois o Anjo que a revelou a Salomão, impôs uma proibição imperdoável sobre ela, dizendo, Que tu não te atrevas a dar a qualquer outro, nem exponha qualquer coisa desta Oração, nem a ti mesmo, nem a ninguém por meio de ti, nem a ninguém depois de ti: Pois isso é um Mistério Sacramental e santo, que, expressando as palavras da mesma, Deus ouve a tua Oração, e aumentará tua Memória, Entendimento, Eloqüência, e estabelecerá todas em ti. Que ela seja lida em momentos estabelecidos da Lunação; tal como, no quarto dia da Lua, o oitavo e décimo segundo, como está escrito e ordenado: pronuncia esta Oração com muito afinco quatro vezes nestes dias; crendo em verdade, para que por meio disso teu estudo seja repentinamente expandido, e claro, sem qualquer ambigüidade, além da apreensão da Razão humana.

Da Eficácia de tal Oração que é inexplicável à compreensão humana.

 Isto é somente o que Salomão chama A Felicidade do Saber: e M. Apolônio a denominou, A Luz da Alma, e o Speculum da Sabedoria: E, suponho, a referida Oração pode ser chamada, A Imagem da Vida Eterna; a Virtude e Eficácia, da qual é tão imensa, que é o entendimento ou apreensão de poucos ou ninguém.

Portanto, tendo ensaiado algumas Súplicas, Sinais e Preceitos, concedemo-las como uma introdução para as coisas que destinamos a falar; das quais elas são parte, das quais falamos antes. No entanto, antes de passarmos a falar delas, é necessário que algumas coisas sejam declaradas, pelas quais podemos mais clara e abertamente declarar nossa História: Pois, como dissemos anteriormente, há certas Exceções da Notória Arte; sendo algumas escuras e obscuras, e outras simples e evidentes.

Pois a Notória Arte possui um Livro na Astronomia, da qual é o Princípio e Mestra; e a Virtude dela é tal, que todas as Artes são ensinadas e derivadas dela. E mais a seguir saberemos, que a Notória Arte de uma forma maravilha há e compreende dentro de si mesma, todas as Artes, e o Conhecimento de todo Aprendizado, como Salomão testifica: Por isso é chamada de, A Notória Arte, pois em breve Notas, ela ensina e compreende o Conhecimento de todas as Artes: assim também diz Salomão em seu Tratado Lemegeton, ou seja, em seu Tratado de Experimentos Segredos e Espirituais.

Aqui ele Mostra, de que maneira estas Notas diferem na Arte, e a Razão disso; pois uma Nota é um determinado conhecimento, que pela Oração e Figura é estabelecido.

 Porém das Orações e Figuras, referência deve ser feita em seus locais adequados, e como as Notas são chamadas na Notória Arte. Aqui ele faz menção daquela

Oração, que é chamada A Rainha das Línguas: pois entre estas Orações, há uma mais excelente que as outras, a qual o Rei Salomão, teria, portanto, chamado de A Rainha das Línguas, pois ela leva, por assim dizer, com certo Segredo, os Impedimentos da Língua, e concede uma maravilhosa Faculdade da Eloqüência. Portanto, antes de prosseguirmos, faça um pequeno E

Segue aqui a Prece da qual se falou anteriormente, para obter uma boa Memória.

 Ó Poderosíssimo Deus, Deus Invisível, Theos Patir Heminas; Por teus Arcanjos, Eliphamasay, Gelonucoa, Gebeche Banai, Gerabcai, Elomnit; e por teus gloriosos Anjos, cujos nomes são tão Sagrados, que eles não podem ser pronunciados por nós; que são estes, Do., Hel., X., P., A., Li., O., F, &c.e que não podem ser compreendidos pelo Sentido Humano.

A seguir está o Prólogo da Oração anterior, que estimula e incita a Memória, e é continuada com a Nota antecedente.

 Esta Oração deve ser dita continua a Oração precedente; a saber, Lameth: e com isto, Eu te imploro hoje, O Theos, e deve sempre ser dito como uma Oração contínua. Se isso é para a Memória, que ela seja dita pela manhã; se é para qualquer outro efeito, que seja dita pela noite. E deste modo, que ela seja dita na hora noturna, e pela manhã: E sendo então pronunciada, com a Oração precedente, ela aumenta a Memória, e ajuda nas Imperfeições da Língua.

Aqui começa o Prólogo desta Oração.

 Eu te imploro hoje, ó meu Senhor, Ilumina a Luz de minha Consciência com o Esplendor de tua Luz: Esclarece e fortalece meu Entendimento, com o doce aroma de teu Espírito. Aprimora minha Alma, para que minha audição possa ouvir; e aquilo que eu escuto, eu possa manter em minha Memória. Ó Senhor, reforma meu coração, restaura meus sentidos e os fortalece; habilita minha Memória com teus Dons: Misericordiasamente expõe a ignorância de minha Alma. Ó Deus misericordiosíssimo, tempera a minha Língua, pelo o teu glorioso e impronunciável Nome: Tu que és a Fonte de toda Bondade; a Origem e Nascente da Piedade, tende paciência comigo, concede-me uma boa Memória, e confere a mim aquilo que te peço nesta santa Oração. Ó tu, que não julgas prontamente um pecador, todavia, misericordiasamente espera o arrependimento; Eu (apesar de indigno) te imploro que leve para longe a culpa dos meus pecados, e lava a minha maldade e ofensas, e conceda-me minhas

Súplicas, pela virtude dos teus santos Anjos, tu que és um Deus em Trindade,

Amém.

Aqui ele mostra outra Virtude da Oração precedente.

Se tu duvidas de qualquer grande Visão, que possa ser mostra; ou se tu queres ver qualquer grande Visão, de qualquer perigo presente ou futuro; ou se tu desejas se certificar de daquilo que está ausente, diz esta Oração três vezes no período noturno com grande reverência e devoção, e tu deverás ter e ver aquilo que tu desejas.

Eis aqui uma Oração de grande Virtude, para obter o conhecimento da Arte Física, tendo também muitas outras Virtudes e Eficácias.

 Se tu desejas ter o conhecimento perfeito de qualquer Doença, se a mesma inclinará a morte ou vida: se o doente encontra-se deitado, permaneça em pé, diante dele, e diz tal Oração três vezes com grande reverência.

A Oração da Arte Física.

 Ihesus fili Dominus Incompehensibilis; Ancor, Anacor, Anylos, Zohorna, Theodonos, hely otes Phagor, Norizane, Corichito, Anosae, Helse Tonope, Phagora.

Outra Parte da mesma Oração.

 Elleminator, Candones helosi, Tephagain, Tecendum, Thaones, Behelos, Belhoros, Hocho Phagan. Corphandonos, Humanaenatus & vos Eloytus Phugora: Estejam presentes vós, santos Anjos, esclareçam e mostrem- me, se tal pessoa deverá se recuperar, ou morrerá desta enfermidade.

Isto sendo feito, pergunte então ao doente, Amigo, como tu te sentes? E se ele responder a ti, Sinto-me naturalmente bem, Estou começando a melhorar, ou similar; então julgues sem dúvida, a pessoa irá se recuperar: porém, se ele responder, Eu estou gravemente doente, ou ficando cada vez pior; conclua sem dúvida, Ele morrerá na manhã seguinte: Mas se ele responder, Eu não sei qual é o meu Destino e condição, se é melhorar ou piorar; então tu podes saber outrossim, Que ele ou morrerá, ou a doença dele mudará e se tornará pior. Se for uma Criança, que não é de uma idade capaz de dar uma resposta; ou se o doente padece tão gravemente que ele não saiba como, ou não responderá, profere esta Oração três vezes; e aquilo que será revelado primeiramente em tua mente, é o julgo que irá acontecer a ele.

Além disso, se alguém dissimula, e busca esconder ou ocultar a debilidade dele; diz a mesma Oração, e a Virtude Angelical sugerirá a verdade a ti.

Se a pessoa doente está muito longe; quando tu inquirires seu Nome, pronuncia tal Oração para ele, e tua mente revelará a ti, se ele viverá ou morrerá. Se tu tocares o Pulso de qualquer Mulher com Criança (grávida), dizendo a mesma Oração, a ti será revelado, se nascerá um Macho ou Fêmea.

Mas saibas, que este milagre não precede de tua própria Natureza, mas da natureza e Virtudes dos santos Anjos; sendo parte de seu Ofício, que maravilhosamente revela estas coisas a ti. Se tu duvidas da Virgindade de alguém, diz esta Oração em tua mente, e será revelado a ti se ela é uma Virgem ou Corrupta.

Aqui segue um eficaz Prefácio de uma Oração, mostrando qual a Virtude e Eficácia tu podes, por meio desta, provar a cada dia.

 A respeito desta Oração, Salomão diz, Que por dela um novo conhecimento da Física é revelado por Deus: Sobre a qual ele dispôs este comando, e ele a chamou, O Miraculoso e Eficaz Fundamento da Ciência Física; e que contém em sua quantidade e qualidade toda a Arte e Ciência Física: na qual está contido, certamente, um miraculoso e razoável, além de terrível ou severo Milagre, que, sempre, por mais que tu leias, não considerai a falta de palavras, mas louvai a Virtude de tão grandioso Mistério: Pois o próprio Salomão fala da sutileza da Notória Arte, maravilhosamente exaltando o Socorro Divino; a saber, Pois

propomos algo grandioso, isto é, os grandes e numerosos Mistérios da Natureza, contidos sob especial brevidade, as quais suponho que sejam como um Problema geral na ordenação de tão sutil e excelente trabalho; que a mente do Leitor ou Ouvinte possa ser mais fortalecida e solidificada depois disto.

Aqui é mostrado como cada Nota, de cada Arte, deve exercer seu próprio ofício; e que as Notas de uma Arte não favorecer o conhecimento de outra Arte, e saberemos que todas as Figuras possuem suas Orações apropriadas.

 Agora vamos, de acordo com a nossa força, dividir as famílias da Arte Notória, e deixando esta parte, que é natural, vamos para as partes maiores da Arte: pois Salomão, grande escritor, e o maior Mestre da Notória Arte, abrangeu diversas Artes sob a noção da mesma. Por isso ele chamou isso de a Notória Arte, pois ela deve ser a Arte das Artes, a Ciência das Ciências; que compreende em si todas as Artes e Ciências, Liberais e Mecânicas: E estas coisas, que em outras Artes são repletas de longas e tediosas locuções, preenchendo grandes e prolixos Volumes de Livros, desgastando o Estudante, ao longo do tempo para obtê-las: Nesta Arte são compreendidas muito brevemente, em poucas palavras ou escritos, de modo que se descobrirá estas coisas que são fatigantes e difíceis de serem engenhosamente aprendidas em pouco tempo, pela magnífica e incomum Virtude das palavras.

Por esta razão, nós, a quem tal faculdade do conhecimento da Escritura das Ciências foi concedida, recebemos plenamente este dom, e benefício inestimável, da abundante graça do Criado altíssimo. E considerando que todas as Artes possuem suas várias Notas corretamente dispostas a elas, e representadas por suas Figuras; e a Nota de cada Arte, não possui o ofício de transcendência para outra Arte; nem tornar as Notas de uma Arte favorecida ou assistente do conhecimento de outra Arte: Portanto, isto pode parecer um pouco difícil, pois este pequeno Tratado, que pode ser chamado de Preludium ao Corpo da Arte: explicaremos isoladamente as Notas; e aquilo que é mais necessários, iremos, pela Providência Divina, diligentemente buscar as várias Ciência da Escritura.

Um Preceito Especial.

 Isso é necessário para nós, e necessariamente admitimos que seja útil para a posteridade, que saibamos como compreender os grande Volumes prolixos escritos, em breves e resumidos Tratados; que, aquilo que é facilmente feito, que sejamos diligentes em averiguar a forma de alcançá-lo, dos três livros mais antigos que foram compostos por Salomão; a primeira coisa e principal a se entender daí é, Que a Oração antes do segundo Capítulo, deve ser usado antes de cada discurso, sendo o início, que é o Ensaio: e que as palavras da Oração sejam ditas em um espaço de tempo suficiente; porém, a parte subseqüente da Oração é então especialmente dita, quanto tu desejas o conhecimento dos Volumes escritos, e busca os mesmos nas Notas. A mesma Oração é também dita, quando tu desejas clara e abertamente entender e expor qualquer Ciência ou Grande Mistério, que é subitamente proposto a ti, e o qual tu nunca ouvira falar antes: diz também a mesma Oração em tal momento, quando qualquer coisa de grande conseqüência é importunada a ti, e que no momento tu não tens a faculdade de expor. Esta é uma Oração extraordinária, da qual falamos; a primeira parte da mesma é exposta no Volume da Magnitude da qualidade da Arte.

A Oração.

 Lamed, Rogum, Ragia, Ragium, Ragiomal, Agaled, Eradioch, Anchovionos, Lochen, Saza, Ya, Manichel, Mamacuo, Lephoa, Bozaco, Cogemal, Saluyel, Tesunanu, Azaroch, Beyestar, Amak.

Para operação da Magnitude da Arte; esta Oração contém em segundo lugar, um Tratado geral da primeira Nota de toda a Escritura, da qual parte a Exposição, que explicamos completamente na Magnitude da qualidade da Arte. Embora o leitor tenha ouvido apenas do admirável Mistério do Intelecto Sacramental do mesmo: E que ele saiba isso de forma clara, e não duvide das palavras gregas da Oração dita anteriormente, mas que ele comece a partir delas, como é exposto em latim.

O início da Oração.

Ó Memória Eterna e Irrepreensível! Ó Sabedoria Incontraível! Ó Poder Imutável! Deixa que tua mão direita cinja o meu coração, e os teus santos Anjos do teu Conselho Eterno; completem e preencham minha Consciência com tua Memória, e o aroma de teus Ungüentos; e deixa que a doçura de tua Graça fortaleça e fortifique meu Entendimento, através do esplendor e brilho puro do teu Espírito Santo; por tal virtude, os Santos Anjos sempre contemplam e admiram o brilho de tua face, e todas as Virtudes santas e Celestiais; Sabedoria, por meio da qual tu fizeste todas as coisas; Entendimento, por meio do qual tu reformaste todas as coisas; Perseverança na bem-aventurança, por meio da qual tu restauraste e firmaste os Anjos; Amor, através do qual tu restauraste a Humanidade perdida, e a ergueu depois de sua Queda, para o Céu; Aprendizado, pelo o qual tu tiveste a satisfação de ensinar Adão o conhecimento de toda Ciência: Informa, sacia, instrui, restaura, corrigi, e refina-me, para que eu possa ser renovado no entendimento de teus Preceitos, e na recepção das Ciências que são rentáveis à minha Alma e Corpo, e para todos os crentes fiéis em teu Nome que é bendito para sempre, mundo sem fim.

Aqui também está uma Exposição particular da Oração precedente, que foi deixada sem ser explicada, para ser lida por qualquer um que é instruído nesta Arte, e saiba que nenhum poder humano, nem faculdade no homem é suficiente para encontra a Exposição de tal.

 Esta Oração também é chamada por Salomão, A Gema e Cora do Senhor: pois, como ele diz, ela ajuda contra o perigo do Fogo, ou das Bestas selvagens da Terra, sendo dita com fé: por isso se afirma que ela foi relatada por um dos quatro Anjos, a quem foi dado o poder de ferir a Terra, o Mar, e as Árvores. Há um exemplo desta Oração no Livro chamado, O Livro do Aprendizado Celestial (The Flower of Heavenly Learning): pois aqui Salomão glorifica a Deus, por que com isso ele inspirou nele o conhecimento da Teologia, e o dignificou com os Mistérios Divinos de seu Poder Onipotente e Grandeza: e que, vendo Salomão em sua noite de sacrifício, entregou-se ao Senhor, seu Deus, que convenientemente reuniu os maiores Mistérios nesta Notória Arte, os quais eram

santos, e dignos, e veneráveis Mistérios. Estas coisas e Mistérios da Teologia, que os gentios errantes não perderam ao todo, Salomão chamou de, O Sinal do Santo Mistério de Deus revelado pelo Anjo anterior; e o que contém neles, é a plenitude de nossa dignidade e a Salvação humana.

A primeira destas Orações, quais chamamos de Espirituais, onde ensina a virtude da Divindade, e preserva a memória da mesma.

Também há Orações que são de grande virtude e eficácia para nossa Salvação: A primeira de tais é Espiritual, e ensina a Divindade; e também Perseverança na Memória de tal: Por esta razão Salomão exigiu que ela fosse chamada de O Sinal da Graça de Deus; pois, como Eclesiastes diz, Esta é a Graça Espiritual de Deus, que me concedeu o conhecimento para tratar todas as Plantas, desde o Cedro do Líbano, ao hissopo que cresce na parede.

A Eleição do tempo, em qual Lunação estas Orações devem ser ditas.

 A primeira Oração deve ser dita na primeira Lunação; na terceira, três vezes; na sexta, seis vezes; na nona, nove vezes; e na décima oitava, a mesma quantidade de vezes; na décima sexta, segue a mesma forma; na décima nona, vinte e nove vezes; e assim por diante até a trigésima nona: pois esta Oração é de tão grande virtude e eficácia, que a cada dia que tu disseres a mesma, como fora determinado pelo Pai, ela aumentará teu conhecimento na Ciência da Divindade.

Caso contrário, sendo tu ignorante, e tendo sido visto por teus Companheiros, teus Superiores e teus Inferiores, ainda que para os outros tu pareça ter conhecimento; inicia o estudo da Divindade, e ouve as Escrituras no espaço de alguns meses, expulsando de ti todas as dúvidas, e para aqueles que irão te ver, saibam tais coisas: e neste dia em que tu quiseres dizer isso, que tu vivas castamente, e diz a oração pela manhã.

Salomão testifica, Que um Anjo entregou a seguinte Oração em um Trovão, que sempre permanece na Presença do Senhor, a quem ele não é terrível. Tal Mistério é santo, e de grande eficácia: nem deve esta Oração, a dita acima, ser

dita uma vez, pois ela move os Espíritos celestiais para que realizem qualquer grande obra.

Desta Oração, diz ele, Quão grandioso o Mistério da mesma é que ela move os Espíritos Celestiais para realizarem qualquer trabalho que o Poder Divino permita. Ela também concede a virtude de seus Mistérios, que é exaltada pela língua e corpo daquele que a pronuncia, com tamanha inspiração, pois é um novo e grande Mistério que fora repentinamente revelado ao entendimento.

Segue aqui o início desta Oração, em que há tão grandiosa Virtude e eficácia, como dissemos, sendo ela dita com grande devoção.

 Achacham, Yhel, Chelychem, Agzyraztor, Yegor, &c.

Este é o início da Oração, e as partes da mesma são quarto: Mas há algo a ser dito de início, por si só, e as quatro partes separadamente; e então, entre o início e estas Orações, que são quatro, devemos fazer esta apropriada divisão.

De início, isto é o que deve ser dito separadamente: E esta Oração deve ser dividida em quatro partes: e a primeira parte da mesma deve ser dita, ou seja, o início, antes de qualquer outra parte da Oração seja complementada. Estes Nomes Gregos seguintes são pronunciados. Esta é a divisão destas Orações, Heilma, Helma, Hmena, &c.

Ó Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo, Firmai esta Oração, e meu Entendimento e Memória, para receber, entender, e reter o conhecimento de todas as boas Escrituras; e concede-me perseverança da mente nisso.

Este é o início da Oração, que, como dissemos anteriormente, deve ser dita de acordo com as Prolações e Constituições da mesma; e deve ser repetida, devido ao esquecimento de nossa Memória, e de acordo com o exercício de nosso juízo, e de acordo com a santificação de nossa vida; contido em tal grandioso Mistério, e tão eficaz Virtude.

Segue outra sutil Oração, na qual está contida um Mistério Sacramental, e na qual toda Ciência é notavelmente aperfeiçoada: Pois por meio desta Deus nos faz saber, quais são as coisas Celestiais, e quais são as Terrenas; e o que as coisas celestiais causam no [mundo] Celeste, e o que as coisas terrenas afetam no [mundo] Terreno: pois o Senhor diz, Meus olhos viram o imperfeito, e em teu livro todos os dias devem ser criados e escritos, e nenhum Homem em si, &c. Deste modo, ela está nos Preceitos de Deus: pois nós não somos capazes de escrever todas as coisas, tal como o Sol possui o mesmo curso desde o princípio, para que nossa natureza possa ser confirmada; pois tudo o que está escrito, que não é de Deus, não deve ser lido; pois o próprio Deus teria todas as coisas em divisão: e é assim como estas coisas devem ser usadas, antes da segunda parte, que contém tão gloriosas e excelentes Consagrações das Orações, e definem a parte Consagrada para que não tenha poder nos Céus, e nenhum sábio possa ser definido pelas Línguas Humanas.

Este é o início da segunda parte da Oração falada anteriormente, que é de grande virtude.

 Aglaros, Theomiros, Thomitos, &c.

 Esta é a segunda parte da Oração precedente, da qual coisas singulares são evidenciadas. E assim, se tu disseres esta Oração, recordando a primeira parte da mesma, diz a seguinte Oração, tu perceberás os preceitos que há nela.

Ó Deus de todas as coisas, que és meu Deus, que no início criaste todas as coisas a partir do nada, e reformaste todas as coisas pelo Espírito Santo; completa e restaura minha consciência, e cura o meu entendimento, para que eu possa te glorificar em todas as minhas obras, pensamentos e palavras.

 E depois que tu tiveres dito esta Oração, faz uma pequena pausa de meia hora, e então diz a terceira parte da Oração, que segue:

Megal, Legal, Chariotos, &c.

Tendo dito a Terceira parte da Oração, em seguida medita com teu eu sobre as Escrituras que tu desenhas conhecer; e então pronuncie esta Oração:

Ó tu, que és o Caminho, a Verdade e a Luz de todas as Criaturas; Ó Deus Justo, vivifica-me, e firma o meu entendimento, e restaura o conhecimento e consciência em mim, como tu fizeste ao Rei Salomão, Amém.

 Recordando das partes de acordo com o que é formulado, adiciona a seguinte Oração: as Outras orações sendo ditas, diz a quarta parte da Oração, que é esta, Amasiel, Danyihayr, &c.

Em seguida, sendo as partes  recordadas como  é indicado, adiciona também a seguinte Oração.

 Eu falo estas coisas na tua presença, ó Senhor meu Deus, diante de quem todas as coisas estão nuas e abertas, para que, sendo eu lavado do erro da infidelidade, teu Espírito sempre vivo possa me assistir, e levar para longe de mim toda incredulidade.

Como as Orações Latinas não são expostas pelas palavras das Orações.

 Portanto, nós sabemos que Oração em si permanece inexplicável; pois as palavras da mesma são de tão grande sutileza, adornada com a Língua Hebraica e Caldéia, com a tênue e maravilhosa Elocução de Deus: para que o Ofício da Exposição livre da mesma, não seja transferida a mim. As palavras latinas que são acrescentadas às partes da Oração mencionada acima, são tais palavras como traduzidas da Língua Caldéia: elas não são a Oração por si; mas como certas Cabeças de cada Oração pertencente a elas.

Aqui ele fala da eficácia de todas elas.

 Esta Oração é um Mistério, tal como o próprio Rei Salomão testifica dizendo, que um dos Servos de sua casa encontrou este livro por sorte, e estando muito dominado pelo Vinho em companhia de uma Mulher, presunçosamente o leu; mas antes que ele tivesse terminado de ler tal parte, ele foi acometido pela mudez, cegueira e coxeadura, e sua Memória foi tomada; e assim ele continuou até o dia de sua morte: e na hora de sua morte, ele disse que os quatro Anjos que ele ofendera na leitura presunçosa eram tão sagrados quanto tal mistério, e que diariamente o guardavam e o afligia, um em sua Memória, outro em sua fala, um terceiro em sua visão e o quarto em sua audição.

Por este Testemunho, esta Oração é muito louvada pelo o próprio Rei Salomão, e grande é o Mistério dela: pedimos muito e instruímos a cada um, que pronunciará ou lerá, que não faça de forma presunçosa; pois a presunção é pecado; Por esta razão, que esta Oração seja dita, da forma proposta.

Por este motivo, de forma oportuna e necessária, falamos algo dos preceitos gerais da arte, e do conhecimento de todas as artes; e de muitos preceitos de cada arte singular; porém, por termos tocado em algo sobre o curso da Lua, é necessário que mostremos o que o curso dela significa. A Lua passa pelos 12 signos em um Mês; e o Sol pelos 12 signos em um ano; e no mesmo termo e tempo, o Espírito inspira-os, frutifica-os e os ilustra; daí é dito, que o Sol e a Lua seguem seus cursos: entende-se o curso que eles tinham primeiro. Porém, devido isso está de forma deficiente em hebraico, cogitamos que seja bom omitir na língua Latina, tendo falado suficientemente da Oração precedente, e das três partes da mesma.

Neste Capítulo ele apresenta a eficácia da Oração subseqüente, sendo especial para obtenção da Eloqüência.

 A seguinte Santa Oração é uma Oração especial, para obtenção da Eloqüência; considerando que todas as outras possuem virtude e eficácia em outras coisas, esta contem tal mistério especial em si: e  considerada uma das generais, é

apresentada em si, certos preceitos gerais, comuns a todas as artes; pois assim Deus constituiu a Alma no Corpo, dizendo; Eu dou a ti, para que vós mantenhas e observes a Lei do Senhor; E estas são as que estão na presença de Deus sempre, e observam a face de seu Salvador dia e noite: Então, desta Oração, digo, Esta é a mais gloriosa, mística e inteligível Oração, contendo os mistérios em si, que a mente, consciência e língua prosperam. Este é o mistério, que um homem deve manter de acordo com sua vontade, que prevê todas as coisas que devem ser feitas à sua vista; pois o mistério desta Oração é glorioso e Sacramental: que nenhum tenha a pretensão de pronunciar esta Oração após beber demais ou fazer uso da Luxúria; nem jejue, sem grande reverência, discrição e prudência. Por esse motivo, diz Salomão; Que nenhum homem tenha a pretensão de tratar nada desta Oração, senão em momentos determinados e estabelecidos, a menos que ele faça menção desta Oração diante de um grande Presidente, para tratar de negócios importantes; pois esta Oração é de uma virtude maravilhosamente excelente.

A benevolência desta Oração, e a obtenção dos efeitos da mesma, lêem-se no Salmo em que é dito, Segue-me, e eu vou farei Pescadores de Homens, como ele disse e fez.

Sabemos que não é de nosso poder, pois esta Oração é de um mistério e Virtude tão grandiosa, que certa vez, o Senhor disse aos seus Discípulos, Isto não nos é permitido saber: pois esta Oração é um mistério, que está contido no grandioso Nome de Deus; pois muitos mentiram ao dizer que eles sabiam; pois o próprio Jesus realizou muitos Milagres no Templo por meio dela: Mas muitos mentiram sobre o que ele fazia, e esconderam e abandonaram a verdade dela; de modo que ninguém declarou a mesma antes que ela fosse passada: embora supomos de que algo sobre ela tenha sido dito.

Neste Capítulo ele menciona o momento e maneira de como esta Oração deve ser pronunciada.

 Pois esta Oração é uma das gerais, e a primeira das particulares, contendo ambas em si; tendo em si uma virtude e faculdade especial, para obter Eloqüência:

portanto é necessário entender em qual momento, ordenação e quais datas deve esta oração ser dita e proclamada.

Ela pode ser sempre ensaiada em cada uma das 14 Lunações como dito acima; mas a ordenação do momento em cada dia, no qual ela deve ser dita, é especialmente nos momentos do início da manhã, antes de que o homem esteja profanado; e então todas as Orações são especialmente ditas. E esta Oração deve ser, então, pronunciada de forma conjunta, em totalidade, sem qualquer divisão. E embora exista nela divisões, a Oração não é em si dividida; mas apenas os Nomes Gloriosos e Divinos são escritos separadamente, e são divididos em partes, de acordo com as terminações de cada Nome Glorioso e Grandioso; e eles devem ser ditos como o mais excelentes dos nomes, e não apenas como uma Palavra, por causa da fragilidade de nossa natureza; Nem é preciso conhecer os Elementos das sílabas, posicionadas nesta Oração; pois elas não devem ser conhecidas; e nem que ninguém pronuncie as orações de forma presunçosa; e nem que faça qualquer coisa por meio da tentação, quanto a esta Oração, que não deve ser feito: Elmot, Sehel, Hemech, Zaba, &c.

 Nenhum Homem que esteja impedido ou corrompido com qualquer crime deve pronunciar esta Oração.

 Isso é algo concordado entre os homens sábios deste Mundo, que estas coisas, como ditas antes, devem ser pronunciadas com grande reverência e diligência: devem ser ditas a cada dia, nas quais tu não deves ser impedido por qualquer pecado criminal; e neste dia, em que tu fores impedido por qualquer pecado criminal, tu deves te lembrar disso, em teu coração; e se tu desejas se tornar Eloqüente a repete três vezes. E se qualquer coisa má te preocupa, ou se tu estiveres envolvido em qualquer grande assunto, repete esta Oração uma vez, e a Eloqüência será acrescentada a ti, o quanto for necessário; e se tu repetires ela mais de duas vezes, grande Eloqüência será dada a ti; pois é um grandioso Sacramento é esta Oração.

A Terceira coisa que deve ser considerada nesta Oração é; Esta Oração deve ser assim pronunciada, e uma confissão de Coração e Boca deve precedê-la; que ela seja pronunciada cedo da manhã, e após esta Oração diz a seguinte Oração Latina.

Este é um Prólogo ou Exposição da Oração precedente, que deve ser dito consecutivamente.

 Ó Deus onipotente e eterno, misericordioso Pai, bendito antes de todos os Mundos; tu que és um Deus eterno, incompreensível, e imutável, e concedeu este bendito dom de salvação a nós; e de acordo com a onipotência de tua Majestade, a nós concedeu; a faculdade de falar e aprender, que negastes a todos os animais; e dispôs de todas as coisas por tua infalível providência: tu que és Deus, cuja Natureza é eterna e consubstancial, exaltado acima dos Céus; que em inteira Divindade habita corporalmente todas as coisas: Eu imploro tua Majestade, e tua gloriosa onipotência, em súplica, adorando a Virtude, o Poder e Magnificência de tua eternidade. Eu te imploro, ó meu Deus, concede-me a inestimável Sabedoria da Vida dos teus Santos Anjos. Ó Deus, Santo Espírito, incompreensível, em cuja presença estão os coros dos Anjos; eu rogo e te imploro, pelo o Santo e Glorioso Nome, e pela visão dos teus Anjos, e os Principados Celestes, concede a mim a tua graça, e para que esteja presente comigo, e concede-me o poder para preservar na Memória de tua Sabedoria, que vives e reinas eternamente como um Deus único, através de todos os mundos dos mundos; em cujos olhos estão todas as Virtudes Celestes, agora e para sempre, e em todos os lugares, Amém.

Esta Oração sendo desta maneira finalizada, não há necessidade de que algum Mistério seja adicionada; de modo que tu permaneças em silêncio por um tempo após a Oração Latina termine: e após uma pequena taciturnidade, ou seja, um pequeno espaço de silêncio, comece a pronunciar a seguinte Oração seriamente: Semet, Lamen, &c.

Esta (como diz Salomão) é a Oração das Orações, e um experimento especial, por meio do qual todas as coisas, sejam gerais ou particulares, são conhecidas de forma plena, eficaz e perfeitamente, e são mantidas na Memória. Porém, quanto

tu tiveres, por meio desta Oração, obtido a Eloqüência que tu desejas, poupa-te disso, e não declara precipitadamente as coisas que tua Língua sugere e administram a ti; pois este é o fim de todos os Preceitos gerais, que são dados para obter Memória, Eloqüência, e entendimento, Todas estas coisas que foram entregues antes dos preceitos gerais, são dadas como sinais de como a faculdade alcança o entendimento dos preceitos que elas possuem as quais Salomão também chamou de Espirituais; e estas singulares artes possuem virtudes e poderes singulares.

Tendo agora dadas as definições dos preceitos gerais, e as Orações declaradas; e a Autoridade das Orações para a finalidade que elas são destinadas; É necessário agora definir o que é feito, relativo às Orações singulares; pois agora trataremos das muitas e particulares artes, por meio das quais podemos seguir o exemplo de nosso construtor e Mestre deixara antes de nós; pois, como diz Salomão, antes de prosseguirmos para as Notas singulares e Orações das Artes observadas antes, deve ser dito um Preludium, que é o início ou Prólogo.

Como cada Arte possui sua nota apropriada. [1]

 Antes de procedermos com os preceitos singulares das muitas Artes, é necessário descobrir como cada Arte possui diferentes Notas.

1: Esta seção inicia a segunda parte do manuscrito, relacionada com a aquisição das habilidades pertencentes às Artes Liberais especificas.

Das Ciências Liberais e outras coisas, que podem ser obtidas por esta Arte.

 As Artes Liberais são sete, e sete exceções, e sete Mecânicas. As sete exceções são compreendidas sob as sete liberais: Ela manifesta aquilo que as Artes Liberais são, da qual trataremos da primeira. As Mecânicas são estas, que são de forma adulterada chamadas de Hidromancia, Piromancia, Nigromancia, Quiromancia, Geomancia, Geonegia, que é compreendida sob Astronomia e Neogia.

Hidromancia é uma ciência de divinação pela Água; por meio do qual os Mestres da mesma avaliavam as coisas pelo a Água parada ou corrente. Piromancia é um Experimento de divinação pela chama do fogo; que os antigos Filósofos avaliam como de grande eficácia. Nigromancia é um Sacrifício dos Animais Mortos, por meio da qual os Antigos supostamente conheciam grandes Experimentos sem pecado, e alcançavam grande conhecimento: daí Salomão ordenava que se devesse ler sete Livros da Arte sem pecado; e deste dois ele considerou Sacrilégio, e que não se pudessem ler estes dois Livros da Arte sem pecado. E tendo falado suficiente disto, devemos proceder com o resto.

Das Ciências Liberais e outras coisas que podem ser obtidas através delas.

 Há sete Artes Liberais, que cada um pode aprender sem pecado. Pois a Filosofia é grande, contendo profundos Mistérios em si: Estas Artes são maravilhosamente conhecidas.

Ele declara quais Notas as três Artes Liberais possuem.

 Para Gramática há apenas três Notas, para a Dialética há duas, e para a Retórica há quatro, e cada uma com abertura e Orações distintas. Porém, portanto, a Gramática possui três, a Dialética duas, e a Retórica quatro; pois sabemos que o próprio Rei Salomão testifica e afirma; pois assim ele diz, E assim como eu estava admirando e refletindo em meu coração e em minha mente, de que forma, de quem e de onde era tal Ciência; um Anjo trouxe um livro, no qual estava escrito Figuras e Orações, e entregou a mim as Notas e Orações de todas as Artes, clara e abertamente, e falou a mim de todas, aquilo que era necessário: E ele explicou a mim, como a uma Criança que é ensinada por certos Elementos; que algumas Artes tediosas tomam um grande espaço de tempo, e como deveria ter estas Artes em um curto espaço de tempo: Disse a mim, Assim tu serás elevado em cada ciência pelo o aumento destas Virtudes. E quando eu o questionei, Senhor, de onde e como isso acontece? E o Anjo respondeu, Este é um grande Sacramento do Senhor, e de sua Vontade: este escrito é advindo do poder do Espírito Santo, que inspira, frutifica aumenta todo o conhecimento; E novamente o Anjo disse, Contemplai estas Notas e Orações, nos momentos determinados e indicados, e observa os momentos de Deus como estabelecidos, e não o contrário. Quando assim ele disse, ele mostrou ao Rei Salomão um Livro no qual estava escrito, em quais momentos todas estas [orações] sempre foram pronunciadas e divulgadas, e claramente demonstrou isso de acordo com a Visão de Deus: As coisas que eu ouvi e vi, operei em todas elas, de acordo com a Palavra do Senhor através do Anjo: E assim Salomão declara, e assim sucedeu- lhe: Mas nós, que viríamos após ele, devemos imitar a sua Autoridade, o quão possível for observar estas coisas que ele deixou a nós.

Aqui Salomão expõe como o Anjo disse a ele claramente a razão da Gramática ter três Figuras.

 Eis o motivo pelo o qual a Arte Gramatical possui apenas três Notas no Livro de Salomão; Gemeliath, ou seja, no Livro da Arte de Deus, onde está a Arte de todas as outras Ciências, e de todas as outras Artes; Pois assim diz Salomão, quando eu questionei todas as coisas de forma singular ao Anjo de Deus, com temor, dizendo, Senhor, de onde vem tal coisa que passas a mim, para que eu possa conhecer completa e perfeitamente esta Arte? Por que tantas Notas pertencem a tal Arte, e tantas outras para outra Arte, e a elas são escritas determinadas Orações, para se ter a eficácia delas? O Anjo, assim respondeu: A Arte Gramatical é chamada de Arte Liberal, e há três coisas necessárias para tal; Ordenação das palavras e tempos, e nelas, dos Adjuntos ou Figuras; Simples, composto, e variados; e várias declinações de partes para os complementos, ou a relação das partes, e uma divisão Congruente e ordenada. Esta é razão, o motivo pelo o qual há três Notas da Arte Gramática: E assim aprouve a Sabedoria Divina, que, assim como deve haver um conhecimento completo do declínio por um lado; por outro, deve haver a conveniente Ordenação de todas as partes; pelo terceiro, deve haver uma Divisão contínua e conveniente de todas as partes, simples e compostas.

A Razão pela qual a Arte Dialética possui apenas duas Figuras.

Dialética, que é chamada de a forma das Artes, e é um discurso Doutrinal, possui apenas duas coisas necessárias para ela, a saber, Eloqüência de Argumentação, e Prudência para perguntar; Portanto, a grandeza da Providência e Piedade Divina estabeleceu estas duas Notas; que pela primeira, possamos ter Eloqüência para Argumentar e Disputar; e pela segunda, questionar sem ambigüidade: Portanto, foi atribuído para a Gramática três Notas, e para a Dialética duas Notas.

A Razão pela qual a Retórica possuí quatro Figuras. Veremos por qual motivo a Retórica possui quatro Notas. Pois há quatro coisas necessárias nela; assim disse o Anjo do Senhor a Salomão; a saber, um ornamento contínuo e notável da locução, Uma ordenada, um julgamento ordenado e competente, um Testemunho das Causas ou Ofícios, das Chances & Perdas, uma disposição composta para a compra e venda; Uma Eloqüência das questões de tal Arte, com um entendimento demonstrativo. Portanto, a grandeza de Deus definiu para a Arte da Retórica quatro Notas, com suas Orações Santas e Gloriosas; pois elas foram enviadas pela Mão de Deus; que cada Nota na Arte citada, deve ter várias faculdades, Que a primeira Nota em tal Arte, deve acontecer uma locução contínua, um adorno competente e notável de tal: A segunda, discernir Julgamentos, justos e injustos, regular e irregular, verdadeiro e falso: O terceiro, de forma competente, descobrir os ofícios e causas: e o quarto dá o entendimento e Eloqüência em todas as operações nesta Arte, sem prolixidade. Vê, portanto, como na Gramática, Lógica e Retórica, as muitas Notas são dispostas em muitas Artes.

Porém, de todas as outras Artes e suas Notas, falaremos no momento e local correto, pois as encontramos dispostas neste mesmo livro de Salomão.

Em quais momentos e horas as Notas destas três Artes Liberais devem ser examinadas.

 Continuaremos a mostrar agora em qual momento, e como as Notas destas Artes devem ser inspecionadas, e como as Orações devem ser ditas, para obter estas

Artes. Se tu és completamente não instruído na Arte Gramatical, e desejas ter conhecimento desta; se a ti foi apontado por Deus para fazer esta obra das obras, e tendo um entendimento firme nesta Arte das Artes; saibas então que tu não deves fazer o contrário ao que este livro te ordena; pois este livro será o teu Mestre, E esta Arte a tua Amante.

Como as Notas Gramaticais devem ser inspecionadas na primeira Lua.

 Desta maneira, as Notas Gramaticais devem ser inspecionadas, e as Orações ditas.

Nos dias em que a Lua estiver em seu início, a primeira Nota deve ser inspecionada 12 vezes, e a Oração da mesma repetida 24 vezes com uma veneração divina; fazendo uma pequena pausa entre elas, que a Oração seja repetida duas vezes durante a inspeção de cada Nota, e principalmente abstendo- se dos pecados: fazei isso do primeiro dia da Lua até o 14º, e do 14º ao 17º. A primeira e segunda Nota deve ser inspecionada 20 vezes, e a Oração deve ser repetida 30 vezes, no 15º e 17º dia, usando o mesmo intervalo entre elas; Todas as notas são então inspecionadas 12 vezes, e as Orações repetidas 20 vezes: e assim, portanto, procede com as Notas da Arte da Gramática. Mas se tu desejas ler qualquer livro desta Arte, e desejas perfeição em tal, faz como é ordenado; usando as Orações gerais para Aumentar a Memória, Eloqüência, entendimento e perseverança em tal, repete como está dito acima no momento correto e nas horas indicadas; a fim de que possa ir além do teu preceito; evitando cometer pecado: porém, quando tu fizeres isso [cometer pecado], observai que, sendo segredo para ti, e que tu não deves observar, mas Deus o observa. Agora, vamos às Notas.

Segue aqui o conhecimento das Notas.

 No início da inspeção de todas as Notas, jejua durante o primeiro dia até o anoitecer, se tu puderes; se não, então tomai outra hora. Este é o preceito Gramatical.

Das Notas Lógicas.

 As Notas Dialéticas podem ser usadas a cada dia, exceto naqueles dias ditos antes: As Notas Retóricas podem ser usadas a cada dia, exceto nos três dias do Mês da , a saber, 11, 17, e 19. E elas são proibidas nestes dias, pois assim testifica Salomão, as Notas de todas as Artes, exceto as Notas desta Arte são oferecidas. Estes preceitos são geralmente observados.

Como as Notas Lógicas são inspecionadas, e as Orações assim são ditas.

 Saiba que as Notas Dialéticas devem ser inspecionadas quatro vezes, e as Orações das mesmas em tal dia devem ser repetidas 20 vezes, repousando entre cada repetição, e tendo os livros da Arte diante de teus Olhos; e assim também os livros de Retórica, quando as Notas da mesma forem inspecionadas, como são indicados. Isso é suficiente para o conhecimento das 3 Artes.

De como devemos tomar cuidado com as ofensas.

 Antes de prosseguirmos com o início da primeira Nota da Arte da Gramática, algo deve ser antes experimentado, para que possamos ter o conhecimento da 1º, 2º e 3º Notas. E tu deves primeiro saber, que em cada uma das Notas da Arte da Gramática, Lógica, ou Retórica são inspecionadas, ela começa necessariamente com a maior de tuas intenções para se manter das ofensas.

Como as Notas devem ser inspecionadas, nos momentos eleitos.

 Este é um conhecimento especial e manifesto, com o qual as Notas da Arte Gramatical são conhecidas: como eles são proclamadas, em quais momentos, e com qual distinção, devida e competentemente manifestos; já se falou da proclamação e inspeção das Notas e Orações: agora vamos divagar um pouco sobre falar algo sobre os momentos, sendo que isso já está, em parte, feito.

Como diversos Meses são procurados na inspeção das Notas.

 Já falamos dos termos desta Arte, como as Orações devem ser lidas, e as Notas para se inspecionar: sobra para se declarar como as Lunações destas Orações são inspecionadas e descobertas. Mas observai para que tu não te enganes: já observei que as Lunações, nas quais as Notas devem ser inspecionadas, e as Orações ensaiadas: Mas há alguns Meses, em que a Lunação é mais útil que em outros: se tu desejas operar na Teologia ou Astronomia, fazei isto nos signos ígneos; se desejas operar na Gramática ou Lógica, em  ou : se operarás na Música ou Física, em    ou ; se é Retórica, Filosofia, Aritmética ou Geometria, em   ou : para Matemática, em   ou : assim eles são bem colocados, e livres do mal; pois todas as Potestades Celestiais e Coros de Anjos se alegram em suas Lunações, e dias determinados.

Aqui é feito menção das Notas de todas as Artes.

 Eu, Apolônio, seguindo o poder de Salomão, tendo me disposto para manter seu trabalho e observações, como dito nas três Notas da Gramática, assim observarei os momentos como eles devem ser observados: Mas as Orações das mesmas não são escritas, mas são mais amplamente demonstradas no seguinte trabalho; pois aquilo que é escrito sobre estas três Notas, não são Orações, mas Definições destas Notas, escritas pelos Gregos, Hebreus e Caldeus, e outras coisas que são aprendidas por nós: pois estes escritos que não são entendidos em latim não devem ser pronunciados, senão nos dias que são definidos pelo Rei Salomão, nos dias em que as Notas são inspecionadas, mas nos dias em que estas sagradas escrituras são sempre repetidas: e o latim, nestes dias em que as Notas não são inspecionadas. As Notas da Arte Lógica são duas: e em quais momentos elas devem ser proclamadas ainda será mostrada em parte: e futuramente deve se falar sobre elas: em primeiro lugar, agora, virão as outras. Os escritos latinos podem ser proclamados, de acordo com a Antiguidade dos Hebreus, exceto nos dias que mencionamos: pois, como diz Salomão, Que tu procures realizar todos os preceitos como eles são dados: Mas para o resto que se segue, deve-se fazer de outro modo: pois quando tu observares a primeira Nota da Lógica, repete em

teu coração o signo na primeira Nota, e assim por diante nas Notas de todas as Artes, exceto naquelas em que uma definição foi dada.

Definições de algumas Artes, e as Notas das mesmas.

 Também daremos Definições das diversas Artes, como está no Livro de Salomão; Geometria possui uma Nota, Aritmética uma Nota e meia; Filosofia, com as Artes e Ciências que contém em si, possui 7; Teologia e Astronomia, com as Ciências contidas nelas possuem 7 Notas, mas elas são grandiosas e perigosas; não formidáveis na pronunciação, mas possuem grande eficácia: Música possuí uma Nota, e Física uma Nota; mas elas são todas proclamadas e ensaiadas em seus dias determinados: Mas saiba, que em cada dia que tu observar as Notas da Teologia, Filosofia, ou quaisquer outras Artes contidas nelas, que tu não rias, nem brinques, nem jogues; pois o Rei Salomão, quando viu as formas destas Notas, tendo bebido demais, Deus ficara furioso com ele, e disse a ele através de seu Anjo, Pois tu desprezaste meu sacramento, e Poluiu e zombou de minhas coisas Sagradas; Eu levarei parte de teu Reino, e encurtarei os dias de tuas Crianças. E o Anjo acrescentou, O Senhor te proibiu de entrar no Templo por 80 dias, para que tu possas se arrepender do teu pecado. E quando Salomão chorou e implorou à misericórdia do Senhor, o Anjo respondeu, Ele prolongará teus dias; todavia, muitos infortúnios e iniqüidades virão sobre tuas Crianças, e eles serão destruídos pela iniqüidade que cairá sobre eles.

No início de uma Nota, tendo visto as gerais; que as especiais sejam inspecionadas. A palavra de Salomão é para se buscar a Deus por suas promessas, antes das três Notas das Artes.

A primeira Oração no início da Nota.

 Que a Luz, Verdade, Vida, Caminho, Julgo, Misericórdia, Fortaleza e Paciência, preservem-me, ajudem-me, e tenha Misericórdia de mim, Amém.

Esta Oração, com a anterior deve ser dita no início da primeira Nota da Gramática.

Ó Senhor, Pai Divino, Todo Poderoso, Deus eterno, que em sua visão estão todas as fundações de todas as criaturas, e seres invisíveis cujos Olhos observam as imperfeições, e cuja doçura do seu amor a Terra e os Céus estão cheios; que viste todas as coisas antes que elas fossem feitas, em cujo livro todos os dias são formados, e toda a humanidade está escrita nela: vê a mim, teu Servo, neste dia prostrado diante de ti, com teu Coração e Alma: por teu Espírito Santo firma-me, abençoa-me, protege- me todas as minhas Ações nesta inspeção ou repetição, e ilumina-me de tua inspeção.

A terceira Oração: deve ser dita antes da segunda Nota da Gramática.

Vê, ó Senhor, misericordioso Pai de todas as coisas, eterno doador de todas as virtudes, e julga minhas operações neste dia; Tu és o Observador e Julgador de todas as Ações dos Homens e Anjos: que a magnífica graça de tuas promessas condescenda para cumprir de súbita esta virtude em mim, e que infunda tal eficácia em mim, operando em teu Santo e grandioso Nome, tu que infunde teu louvor na boca daqueles que te ama, Amém.

A quarta Oração; Que esta Oração seja ensaiada antes da Terceira Nota Gramatical:

Ó ADONAY, Criador de todas as Criaturas visíveis! Ó Pai Santíssimo, que vives rodeado em luz eterna, dispôs e governou, por teu poder todas as coisas antes de todos os começos; Eu humildemente peço que a tua eternidade e tua incompreensível bondade possam vir me aperfeiçoar, por meio dos teus Santos Anjos; e sejam firmados em minha Memória, e estabelecidos estes teus Divinos Trabalhos em mim, Amém.

Após uma pequena pausa depois desta Oração, diz a seguinte: a primeira Oração deve ser dita antes da primeira Nota da Lógica.

Ó Santo Deus, grande e eternamente bondoso Criador de todas as coisas, tuas qualidades não podem ser expressas, aquele que Criou o Céu e a Terra, o Mar e todas as coisas contidas neles, e o abismo sem fim, de acordo com tua vontade; e em tua vista estão as Palavras e Ações de todos os homens: Concede-me, por estes Misteriosos Sacramentos, precioso conhecimento desta arte, que eu desejo pelo Ministério dos teus Santos Anjos, sem qualquer intenção Maléfica ou Maligna, Amém.

Pronuncia esta Oração no início da primeira Figura da Arte Lógica; e após esta Oração, ensaia incontinentemente com alguns intervalos, as Orações escritas entre a primeira Figura.

 A sexta Oração deve ser dita antes da primeira Nota do Dialeto.

Helay: Misericordioso Criador, Inspirador, Reformador, e Aprovador de todas as Vontades Divinas, Ordenador de todas as coisas, misericordiosamente escuta a minha Súplica, gloriosamente direcionadas ao desejo do meu coração, para que aquilo que humildemente desejo, esteja de acordo com tuas promessas, misericordiosamente concedidas por ti, Amém.

A Oração seguinte deve ser pronunciada antes da primeira Nota da Arte Retórica.

Pai Onipotente e Misericordioso, Ordenador e Criador de todas as Criaturas: Ó Juiz Divino, eterno Rei dos Reis, e Senhor dos Senhores; que maravilhosamente dignou-se conceder a sabedoria e entendimento aos Santos, que julgas e discernes todas as coisas: eu te peço que ilumine meu coração neste dia, com o Esplendor de tua Beleza, para que eu possa entender e conhecer o que eu desejo, e aquelas coisas que são consideráveis para se conhecer nesta Arte, Amém.

Esta Oração, com a seguinte, Hanazay, &c. deve ser pronunciada antes da primeira Figura da Retórica e embora elas sejam divididas apenas neste caso, pode haver um intervalo médio usado na pronunciação delas; e elas devem ser ditas antes das outras Orações escritas na Figura.

Hanazay, Sazhaon, Hubi, Sene, Hay, Ginbar, Ronail, Selmore, Hyramay, Lobal, Yzazamael, Amathomatois, Yaboageyors, Sozomcrat, Ampho, Delmedos, Geroch, Agalos, Meihatagiel, Secamai, Sabeleton, Mechogrisces, Lerirenorbon.

A 8ª Oração, que ela seja pronunciada antes da segunda Nota da Arte Retórica:

Ó grandiosamente maravilhoso e eterno Senhor Deus, que de teu conselho eterno dispôs de todas as virtudes, e és Ordenador de toda bondade; Adorna e enfeita minha compreensão, e concede a mim a Razão para conhecer e aprender os Mistérios dos teus Santos Anjos: e concede a mim todo o conhecimento e aprendizado que prometestes aos teus Servos pela virtude dos teus Santos Anjos, Amém.

Esta Oração, com a seguinte, deve ser pronunciada (a saber. Visão, &c.) Azelechias, &c., no início da segunda Figura da Retórica, e antes das outras Orações; e deve haver algum intervalo entre elas.

Que esta Oração seguinte seja dita, antes da segunda Nota da Retórica

Visão; observando com tua eternal inteligência de todos os Poderes, Reinos e Juízes, Regendo todos os tipos de Línguas a todos, e de cujo poder não há fim; restaura, eu te peço, e aumenta a minha Memória, meu coração e entendimento, para conhecer, entender, e julgar todas as coisas que tua Autoridade Divina recomenda como necessário nesta arte, perfeitamente preenchendo elas em mim, Amém.

Que a seguinte Oração, junto com a precedente, seja ensaiada antes da Segunda Nota da Retórica.

Azelechias, Velozeos, Inoanzama, Samelo, Hotens, Sagnath, Adonay, Soma, Jezoehos, Hicon, Jezomethon, Sadaot. E tu, ó Deus, propiciosamente confirma tuas promessas em mim, assim como tu confirmastes elas pelas mesmas palavras ao Rei Salomão, envia a mim, ó Senhor, tua virtude do Céu, para que ela possa iluminar minha mente e meu entendimento: fortalece, ó Deus, meu entendimento, renova minha Alma dentro de mim, e lava-me com as Águas que estão acima dos Céus; derrama teu Espírito sobre a minha carne, e preenche minhas entranhas com teus Julgamentos, com humildade e caridade: tu que criaste o Céu e a Terra, e fez o Homem de acordo com tua Imagem; derrama a luz do teu amor em meu entendimento, para que eu seja radicado e estabelecido em teu amor e tua misericórdia, para que eu possa amar teu Nome, e te conhecer e te adorar, e entender todas as tuas Escrituras, e todos os Mistérios que tu declaras através dos teus Santos Anjos, para que eu possa receber e entender em meu Coração, e usar esta Arte para tua Honra e tua Glória, através de teu poderoso Conselho, Amém.

A 11ª deve ser dita antes da pronunciação da Terceira Nota da Retórica.

Eu sei que amo tua Glória, e meu prazer está em tuas maravilhosas obras, e que tu me concederás sabedoria, de acordo com tua bondade e poder, que é incompreensível: Theon, Haltanagon, Haramalon, Zamoyma, Chamasal, Jeconamril, Harionatar, Jechomagol, Gela Magos, Kemolihot, Kamanatar, Hariomolatar, Hanaces, Velonionathar, Azoroy, Jezabali; por estes Santíssimo e Gloriosos e profundos Mistérios, preciosos Ofícios, virtude e conhecimento de Deus, completa e aperfeiçoa meus princípios, e os reforma, Zembar, Henoranat, Grenatayl, Samzatam, Jecornazay: Ó tu, grande Fonte de toda bondade, conhecimento e virtude, concede ao teu Servo poder para evitar todo mal, e dividir a bondade e conhecimento, e seguir o mesmo com uma intenção Santa, para que com todo o meu coração eu possa entender & aprender tuas Leis e tuas Ordens; especialmente os Divinos Mistérios, com os quais eu possa beneficiar a todos, assim eu te peço, Amém.

Esta Oração deve dita antes da nona Nota Retórica:

Ó reverente Senhor Todo-Poderoso, que rege todas as Criaturas, tanto os Anjos quanto Arcanjos, e as Criaturas Celestiais, Terrestres e Infernais; de cuja grandeza toda abundância é vinda, que criaste o homem segundo tua própria Imagem; concede-me o conhecimento desta Arte, e fortalece todas as Ciências em mim, Amém.

 Pronuncia esta Oração antes da primeira Figura da Aritmética:

Ó Deus, que numeraste, pesaste e mediste todas as coisas, dando ao dia a sua ordem, e chamando o Sol por seu nome; Concede o conhecimento desta Arte ao meu entendimento, para que eu possa te amar, e agradecer o dom de tua bondade, Amém.

 Diz esta antes da semi-nota da Aritmética:

Ó Deus, Operador de todas as coisas, de quem deriva cada dom bom e perfeito; semeia as Sementes de tua Palavra em meu Coração, para que eu possa entender os excelentes Mistérios desta Arte, Amém.

 Diz esta antes da segunda Figura da Aritmética:

Ó Deus de Julgamento Perfeito de todas as boas obras, que fez saber que elas guardam a bondade entre todas as Nações; abre meus Olhos e meu coração, com os raios de tua misericórdia, para que eu possa entender e perseverar, nestes teus Mistérios Celestiais, Amém.

Esta Oração antes da segunda Nota da Geometria:

Ó Deus, doador de toda sabedoria e conhecimento aqueles que são sem pecado, Instrutor e Mestre de todo Aprendizado Espiritual, por teus Anjos e Arcanjos, pelos Tronos, Potestades, Principados e Poderes, pelos Querubins e Serafins, e pelos 24 Sábios, pelos 4 Animais, e toda a hoste do Céu, eu venero, invoco, adoro e glorifico teu Nome, e te exalto: terrível e misericordioso, eu humildemente te peço neste dia para que ilumine e preencha meu Coração com a graça do Espírito Santo, tu que és três em um, Amém.

Diz esta Oração antes da segunda Nota da Teologia.

Eu adoro a ti, ó Rei dos Reis, minha luz, minha substância, minha vida, meu rei, e meu Deus, minha Memória, e minha força: quem em um Momento concedeu diversas Línguas, e jogaste em uma Poderosa Torre, e deste por teu Santo Espírito o conhecimento das Línguas aos teus Apóstolos, infundindo neles o conhecimento em um Momento, dando a eles o entendimento de todas as Línguas: inspira em meu Coração, e derrama o orvalho de tua graça e teu Santo Espírito sobre mim, para que eu possa entender a Explicação das Línguas e das Linguagens, Amém.

Três Capítulos para serem proclamados, antes de qualquer uma das Notas.

 Aquilo que falamos dos três primeiros Capítulos é geral e especialmente para ser pronunciado, de modo que tu as pronuncies, e as Orações nos dias definidos, e trabalhe pelas Notas como é demonstrado a ti. Estas Orações devem ser ditas sempre antes do meio-dia, em cada dia do Mês; e antes das Notas dizer as Orações apropriadas: e em toda leitura, observe os preceitos exigidos.

Como as Notas Adequadas devem ser inspecionadas.

 Se tu tiveres aprendido algo de uma Arte, observai as Notas Apropriadas em seus momentos corretos. Já foi dito o suficiente sobre as três Artes Liberais.

Quais dias devem ser observados na inspeção das Notas das quatro Artes.

  Nas quatro outras Artes, apenas os primeiros dias são observados: As Notas Filosóficas, com todas as Ciências contidas nelas, o 7º e 17º dias da Lua são inspecionados, 7 vezes ao dia, com suas muitas Orações. A Nota é inspecionada, com silêncio e temor.

Das Notas das Artes Liberais já foi falado; saiba apenas isso, que quando tu fores utilizá-las, vive de forma casta e sóbria; pois a Nota possui em si 24 Anjos, e é para ser pronunciada plena e perfeitamente, assim como tu ouves: mas quando tu inspecioná-las repete todas as Orações Teológicas, e o resto em seus momentos adequados.

Da inspeção das Notas gerais.

 Pronuncia as Notas gerais 10 vezes, quando tu tiveres uma ocasião para usar qualquer uma das Artes comuns, tendo os livros delas diante de ti, com um pequeno intervalo de tempo entre elas, como já foi ensinado.

Como os três primeiros Capítulos são pronunciados antes das Orações.

 Para se ter perfeição nisso, saiba que na pronunciação geral das Orações, as Notas das três cabeças devem ser ensaiadas; mesmo se as Orações serão pronunciadas ou não.

Como a quinta Oração da Teologia deve ser ensaia para estas Orações.

 Há também algo a ser dito sobre as outras quatro Artes Liberais; se tu desejas ter conhecimento perfeito sobre elas, realize a primeira Oração da Teologia antes de dizer as Orações das outras Notas. Estas são suficientemente declaradas, para que tu possas entender e conhecê-las; e que as Orações capitulares sejam pronunciadas antes das muitas Notas de cada Arte, e mantidas como é determinado, &c. Estas são as Argumentações das Orações, que pertencem a todos as Artes, liberais e exceptivas, exceto da Mecânica, e são especialmente referidas às Notas da Teologia. E elas são assim pronunciadas, para que tu olhes para a Nota de qualquer Arte, e possa aproveitar dela, dizendo as seguintes Orações.

  1. Ezamamos, Hazalat, Ezityne, Hezemechel, Czemomechel, Zamay, Zaton, Ziamy Nayzaton, Hyzemogoy, Jeccomantha, Jaraphy, Phalezeton, Sacramphal, Sagamazaim, Secranale, Sacramathan, Jezennalaton Hacheriatos, Jetelemathon, Zaymazay, Zamaihay Gigutheio Geurlagon, Garyos. Mega’on Hera Cruhic, Crarihuc, Amém.

Que esta Oração, juntamente com a seguinte, seja pronunciada antes da primeira Nota da Filosofia:

Ó Senhor Deus, Pai Divino, Todo-Poderoso e incompreensível; ouvi minhas Preces, tu que és invisível, imortal e inteligível, cuja face os Anjos e Arcanjos, e todos os poderes do Céu, desejam muito ver; cuja Majestade eu desejo eternamente adorar, e honrar o único Deus para sempre e sempre, Amém.

Diz esta nota antes da segunda Nota da Filosofia:

Ó Senhor Deus, Pai Santo e Todo-Poderoso, ouve minhas Preces neste dia, e inclina teus ouvidos para minhas Orações; Gezomelion Samach, Semath, Cemon, Gezagam, Gezatrhin, Zheamoth, Zeze Hator Sezeator Samay Sannanda, Gezyel, Iezel, Gaziety, Hel, Gazayethyhel, Amén.

Diz a oração seguinte com a anterior:

Ó Deus eterno, caminho, verdade e vida; manda tua luz e a flor do teu Santo Espírito em minha mente e entendimento, e faz com que o dom de tua graça possa brilhar em meu coração, e em minha Alma, agora e para sempre, Amém.

Pronuncia a seguinte Oração antes da Terceira Nota da Filosofia:

Lemogethom, Hegemochom, Hazachay Hazatha, Azamachar, Azacham, Cohathay, Geomothay Logomothay, Zathana, Lachanma, Legomezon, Legornozon, Lembdemachon, Zegomaday, Haihanayos, Hatamam, Helesymom, Vagedaren, Vadeyabar, Lamnanath, Lamadai, Gomongchor, Gemecher, Ellemay, Gecromal, Gecrohahi, Colomanos, Colomaythos, Amém.

Diz a seguinte Oração com a Oração precedente:

Ó Deus, vida de todas as criaturas visíveis, esplendor eterno, e virtude de todas as coisas; que é a origem de toda piedade, que conhece todas as coisas antes delas serem feitas; quem julga todas as coisas, e discerne todas elas pelo conhecimento inexprimível: glorifica teu Nome inexprimível e Santo em meu coração neste dia, e fortalece o meu entendimento intelectual; aumenta minha Memória, e firma a minha eloqüência; faz com que minha língua esteja disposta, rápida e perfeita em tuas Ciências e Escrituras, para que por teu poder dando a mim, e tua sabedoria ensinada em meu coração, eu possa te louvar, e conhecer e entender teu Santo Nome para sempre, Mundo sem fim, Amém.

Diz a seguinte Oração antes da quarta Nota da Filosofia.

Ó Rei dos Reis, Doador e Dispersor de Majestade infinita, e de infinita misericórdia, fundador de todas as fundações; dispõe da fundação de todas as tuas virtudes em mim, remove toda a insensatez de meu coração, para que meus sentidos sejam estabelecidos no amor de tua caridade, e meu Espírito seja instruído por ti, de acordo com a recriação e invocação de tua vontade, que vives e reinas como Deus por todos os Mundos dos Mundos, Amém.

Como estas Orações devem ser ditas uma vez a cada dia, antes das Notas gerais, e as Notas das Artes liberais.

 Estas 4 Orações são necessárias para as Artes liberais, mas principalmente pertencem à Teologia, que devem ser ditas todos os dias antes das Notas gerais, ou as Notas das Artes Liberais; mas para a Teologia diz cada uma destas 7 vezes para cada Nota; mas se tu desejas aprender ou ensinar qualquer coisa sobre declaração, versificação, canto ou Música, ou alguma destas Ciências, primeira ensina estas Orações, para que tu possas ensinar, como deve-se ler elas: mas se ele é uma Criança de meio entendimento, ler estas Orações diante dele, e o deixa dizer, após tua pronunciação, palavra por palavra; mas sendo ele de bom entendimento, deixa que ele leia ela 7 vezes por dia, durante 7 dias: ou se for uma Nota geral, pronuncia estas Orações, e a Virtude dela devem te beneficiar muito, e tu deves, nesse sentido, obter grande virtude.

Salomão diz sobre estas Orações, Que nenhum homem ouse fazer uso delas sem que seja para um Ofício apropriado conforme indicado.

Ó Pai incompreensível, do qual tudo aquilo que procede é bom; cuja grandiosidade é incompreensível; ouve neste dia minhas Preces, que as faço diante de teus olhos, e concede-me o Prazer de tua saúde salvadora, para que eu possa ensinar ao ímpio as estradas e Caminhos de tuas Ciências, e converta o Rebelde & incrédulo a ti, para que tudo aquilo que eu comemoro e repito em meu coração e em minha boca, possam tomar raízes e terem fundação em mim; para que eu possa ser eficiente e eficaz em tuas obras, Amém.

Diz esta Oração antes da 6ª Nota da Filosofia:

Gezemothon, Oronathian, Heyatha, Aygyay, Lethasihel, Iaechizliet, Gerohay, Gerhomay, Sanoaesorel, Sanasathel, Gissiomo, Hatel, Segomasay, Azomathon, Helomathon, Gerochor, Hojazay, Samin, Heliel, Sanihelyel, Siloth, Silerech, Garamathal, Gesemathal, Gecoromay,

Gecorenay, Samyel, Samihahel, Hesemyhel, Sedolamax, Secothamay, Samya, Rabiathos, Avinosch, Annas, Amém.

Então pronuncie a seguinte:

Ó eterno Rei! Ó Deus, o Juiz e mediador de todas as coisas, conhecedor de todas as boas Ciências; instruí-me neste dia para a graça de teus Santos Nomes, e pelos Divinos Sacramentos; e purifica meu entendimento, para que o conhecimento possa entrar em meu íntimo, como água que flui do Céu, e como Óleo que entra em meus ossos, por ti, ó Deus Salvador de todas as coisas, que é a fonte da bondade, e origem da piedade; instruí-me neste dia nestas Ciências Santas que desejo, tu que és Deus para sempre, Amém. Ó Deus Pai, incompreensível, de quem procede toda a bondade, a grandiosidade cuja misericórdia é insondável, ouve minhas Preces, para que neste dia, que as faço diante de ti, e torna- me a alegria de tua Salvação, para que eu possa ensinar o injusto o saber de teus caminhos, e converta o incrédulo e Rebelde a ti; e possa ter poder para realizar tuas obras, Amém.

As 7 Orações, que são o fim das Orações, pertencentes à Nota Inefável, a última da Teologia, contendo 24 Anjos.

 Ó Deus de toda a piedade, Autor e Fundação de todas as coisas, Saúde eterna e Redenção de teu Povo; Inspirador e grande Doador de todas as graças, Ciências e Artes, de onde o dom provém; Inspira em mim, teu servo, um aumento destas Ciências: quem concedeu vida a mim, miserável pecador, defende minha Alma, e resgata e liberta o meu Coração das idéias ímpias deste Mundo; extingue e sacia em mim as chamas de toda luxúria e fornicação, para que eu possa mais atentamente me deleitar em tuas Ciências e Artes; e concede-me o desejo do meu Coração, para que eu seja firmado e exaltado em tua Glória, e que eu possa te amar: e aumenta em mim o poder de teu Santo Espírito, pela Salvação e recompensa de teus fiéis, para a Salvação de minha Alma e meu Corpo, Amém.

Então diz a seguinte Oração.

Ó Deus, poderosíssimo Pai, de onde procede toda a bondade, cuja grandiosidade da misericórdia é incompreensível; ouve minhas Preces, as quais eu faço diante de teus olhos.

Preceitos especiais das Notas da Teologia, principalmente a 1., 2. e 3.

 Estas 7 Orações devem ser o complemento das restantes, e devem ser ditas antes de todas as Notas da Teologia, mas especialmente antes da Nota Inefável; estes são os preceitos para te tornar suficiente, que te recomendamos observar pela autoridade de Salomão: diligentemente as investiga, e faz como apresentamos, e pronuncia perfeitamente as Orações, e observa as Notas das outras Artes.

Como Salomão recebeu a Inefável Nota do Anjo.

 Pela razão de tu desejares o Mistério das Notas, recebe esta da Inefável Nota, a expressão da qual é dada aos Anjos pelas Figuras das Espadas, pássaros, árvores, Flores, Velas e Serpentes; pois Salomão recebeu esta do Senhor na noite da Pacificação, em um livro gravado em Ouro; e ouviu isto do Senhor: Não duvides, nem tenhas medo; pois este Sacramento é maior que todos os outros; E o Senhor se uniu a ele, Quando tu olhares esta Nota e ler a Oração dela, observai antes os preceitos, e atenciosamente os observa; E atenta para que prudentemente esconder e guardar aquilo que tu desejas ler nesta Nota de Deus, e tudo o que for revelado a ti na visão. E quando o Anjo do Senhor aparecer a ti, guarda e oculta as palavras e escritas que ele revelará a ti; e as observai e operai nelas, observando todas as coisas com grande respeito, e pronuncia elas nos dias e horas apontados; e posteriormente diz; Sapienter die illo; Age, & caste vivas. Mas se tu fizeres algo de forma inconstante, há perigo; pois tu terás experimentado das outras Notas e as Orações dela, embora considere aquilo que é mais magnífico nestas Orações; pois estas palavras são Nomes Inefáveis, e devem ser pronunciadas de forma espiritual antes da Nota Inefável, Hosel, Jesel,

Anchiator, Aratol, Hasiatol, Gemor, Gesameor. Estas são as Orações que devem ser pronunciadas após a inspeção de todas as Artes, e após a Nota da Teologia.

Este é o cumprimento de toda a obra, de todo o trabalho; mas aquilo que é necessário para uma experiência do trabalho, detalharemos mais claramente. No início do conhecimento de todas as Artes é dada a Doutrina perfeita para se operar: Por pouco eu o digo, pois algumas das instituições florescentes este instrumento permanecem, da qual este é o primeiro princípio.

Como os Preceitos são observados na operação de todas as Artes.

 Observa as 4  em cada operação da Teologia. Apresenta tal operação em cada uma das 4  quartram lunam; e atenciosamente observa os livros e escritos destas Artes; se tu duvidas de qualquer um dos Capítulos, eles devem ser pronunciados, como é ensinado nos Capítulos superiores; mas saiba disso, que estas Santas Palavras das Orações, definimos para que sejam ditas antes de se ir para a cama do doente, para o experimento da vida e morte. E isto é o que tu deves fazer sempre, se tu desejas operar aquilo que esteja além do corpo da Arte:

E saiba disso; que se tu não possuis os livros em tuas mãos, ou a faculdade de inspecioná-los não é dada a ti; o efeito do trabalho não será menor: porém as Orações devem ser então pronunciadas duas vezes: e assim, para o conhecimento da visão, e as outras virtudes que estas Santas Orações possuem; tu deves provar e tentá-las, quando e como quiseres.

Estes Preceitos são especialmente observados.

 Mas se tu queres operar na Teologia, observa apenas aqueles dias que são apontados; mas todos os momentos que são convenientes para as Notas e Orações, como é dado o componente do tempo; mas na pronunciação das três Artes Liberais, ou na inspeção destas Notas, talvez tu possas omitir alguns dos dias determinados, se tu observares o restante; ou se tu transgride dois dias, não abandone o trabalho, pois tal perda não o afeta, pois a Lua é para ser mais observada em maiores números do que dias ou horas. Pois assim diz Salomão,

Se tu perderes um dia ou dois, não tenha medo, porém, opera nos Capítulos gerais. Isso é suficiente para falar sobre elas: mas de modo algum se esquece de qualquer uma das palavras que são ditas no início da leitura para se obter as Artes; pois há uma virtude grandiosa nelas. E tu podes freqüentemente usar das Santas Palavras das visões: mas se tu operares em todo o corpo da Arte Física, os primeiros Capítulos são repetidos primeiramente como definidos antes. E na Teologia, tu deves operar apenas por ti mesmo: Repete freqüentemente as Orações, e inspeciona as Notas da Teologia: isso produz grandes efeitos. É necessário que tu tenhas a Nota dos 24 Anjos sempre na Memória; e fielmente mantém estas coisas, que os Anjos revelarão para ti na visão.

O Experimento do trabalho precedente é o início das seguintes Orações, que Salomão chamou de Artem Novam. [1]

1: Com esta seção inicia a IIIª Parte do texto. Observe que a quinta seção do Lemegeton também é chamada Artem Novem, mas as preces não carregam aqueles que são mostradas aqui.

Estas Orações devem ser ditas geralmente antes de todas as Artes, e especialmente antes das Notas; e elas devem ser pronunciadas sem qualquer um dos outros Capítulos, se tu desejas operar em qualquer uma das Artes mencionadas anteriormente, diz estas Orações nos momentos e ordens corretas; assim tu deves ter grande eficácia em tal Arte. E dizendo estas Orações, nem momento, nem dia, e nem Lua, devem ser observadas: mas tomai cuidado, pois nos dias em que se absteres de todo pecado, como ebriedade, gula, especialmente imprecações, antes de procederes com isso, para que o teu conhecimento nisso possa ser claro e perfeito.

Por este motivo Salomão diz, Quando tu pronunciares tais Orações, receio que eu esteja ofendendo a Deus; e eu decretei a mim mesmo um momento no qual começariam elas; para que, vivendo castamente, eu pudesse aparentar ser mais inocente.

Estes são os Prefácios/Prelúdios/Prooemiums destas Orações, deixadas para esclarecer tudo aquilo que tu possas duvidar, sem qualquer definição. E antes que tu comeces a tentar qualquer um destes sutis trabalhos, é próprio que jejues por dois ou três dias; para que possa os teus desejos ser Divinamente revelados, sejam eles bons ou ruins.

Há preceitos definidos antes de cada operação; porém, se tu duvidas de qualquer princípio, seja dos três primeiros Capítulos, ou das quatro Artes subseqüentes, que tu possas ter o efeito do saber perfeito; se tu consideras a pronúncia destas Orações, como elas são descritas acima, embora tu transgrida algo ignorantemente; tu deves ser harmonizado pela virtude espiritual das Orações subseqüentes.

O Anjo fala destas Orações a Salomão: Compreende a Santidade destas Orações; e se tu transgrides algo em relação a si de forma presunçosamente ou ignorantemente, diz de forma reverente e sabiamente estas Orações, das quais o Anjo fala: Isto é um grandioso Sacramente de Deus, que o Senhor enviou a ti por minhas mãos; na veneração de tal Sacramento, quando o rei Salomão ofereceu grande paciência diante do Senhor sobre o Altar, ele viu o livro coberto com um linho fino, e neste livro estavam escritas 10 Orações, e sobre cada Oração o signo do Selo de ouro: e ele ouviu do Espírito, Estas são aquelas que o Senhor marcou, e são muito afastados dos corações dos infiéis.

Então Salomão estremeceu, com receio de que poderia ofender a Deus, e as empregou dizendo que seria algo perverso revelá-las aos incrédulos: mas aquele que aprenderia qualquer grandiosa coisa espiritual em qualquer Arte ou Ciência necessária, se ele não tiver uma obra superior, ele pode dizer estas Orações nos momentos em que ele desejar; as três primeiras, para as três primeiras Artes Liberais; uma Oração diferente para cada Arte diferente, ou em geral, todas as três para as três Artes devem ser ditas; e de maneira similar as quatro Orações subseqüentes, para as outras quatro Artes Liberais. E se tu desejas ter todo o corpo da Arte, sem qualquer definição do tempo, tu deves pronunciar estas Orações antes das diversas Artes, e antes das Orações e Notas destas Artes,

quantas vezes tu desejares, essencialmente e secretamente; mas tenhas ciência de que tu vivas de forma casta e sóbria durante a pronunciação de tais.

Esta é a primeira das dez Orações, que deve ser pronunciada, sem qualquer trabalho precedente para adquirir Memória, Eloqüência e entendimento, e estabilidade destas três, e deve ser pronunciada singularmente antes da primeira Figura da Teologia:

Onipotente, Incompreensível, invisível e indissolúvel Senhor Deus; eu adoro a ti e ao teu Santo Nome neste dia; Eu, um indigno e miserável pecador, elevo minha Prece, entendimento e razão em direção ao teu Templo Divino e Celestial, declarando a ti, Ó Senhor Deus, para ser o meu Criador e Salvador: E eu, Criatura racional faço neste dia, esta invocação à tua gloriosa clemência, para que teu Santo Espírito possa vivificar minha fraqueza: E que tu, ó meu Deus, que conferes os Elementos das letras, e Doutrina eficaz da tua Língua aos teus Servos Moisés e Aarão, confere a mesma graça da tua doçura a mim, que tens sondado em teus Servos e Profetas: pois assim como tu deste a eles o ensinamento em um momento, confere a mim o mesmo ensinamento, e limpa a minha Consciência das obras inertes; direciona meu Coração no caminho correto, e abre a mesma para o entender, e derrama verdade em meu entendimento; e tu, ó Senhor Deus, que foste condescendente em me criar a tua própria imagem, ouve-me em tua Justiça, e ensina-me em tua verdade, e preenche minha Alma com teu conhecimento de acordo com tua grande misericórdia, para que na multidão de tuas misericórdias, tu possas me amar mais, e nas maiores de tuas obras, e para que eu possa encantar-me na administração de tuas Ordens; para que eu, sendo ajudado e restaurado pela obra de tua graça, e purificado no Coração e Consciência para crer em ti, eu possa festejar a tua vista, e exaltar teu Nome, diante dos teus Santos, pois ele é bom: Santifica-me neste dia, para que eu possa viver em fé, em graça plena, e constantemente em caridade, e possa aprender e obter o conhecimento que desejo; e sendo iluminado, fortalecido e exaltado pela Ciência obtida, e eu possa te conhecer, e te amar, e amar o conhecimento e sabedoria das Escrituras; e

para que eu entenda e firmemente retenha, aquilo que tu permites que ao Homem conhecer: Ó Senhor Jesus Cristo, eterno Filho único de Deus, em cujas mãos o Pai deu todas as coisas antes de todos os Mundos, confere a mim neste dia, pelo o teu Nome glorioso e Santo, o inexprimível alimento do Corpo e Alma, uma Língua justa, fluente, livre e perfeita; e que tudo o que eu peça em tua misericórdia, vontade e verdade, eu possa obter; e firma todas as minhas Preces e ações, de acordo com tua boa vontade. Ó Senhor, meu Deus, Pai da Vida, abre a Fonte das Ciências, quais eu desejo; abre a mim, ó Senhor, a Fonte que tu abriste a Adão, e aos teus Servos Abraão, Isaac e Jacó, para entender, aprender e julgar; recebe, ó Senhor, minhas Preces, através das tuas virtudes Celestiais, Amém.

A próxima Oração é a segunda das dez, e concede Eloqüência, que deve ser dita após a outra; deve haver um pequeno intervalo entre elas, e ser dito antes da primeira Figura da Teologia.

Eu adoro a ti, ó Rei dos Reis e Senhores, eterno e imutável Rei: Ouve neste dia ao apelo e lamento de meu Coração e Espírito, para que tu possas mudar meu entendimento, e conceder um coração de carne ao meu coração de pedra, para que eu possa respirar diante de meu Senhor e Salvador; e lava-me, ó Senhor, com teu novo Espírito no íntimo de meu coração, e limpa de minha carne o mal: infunde em mim um bom entendimento, para que eu possa me tornar um novo homem; reforma-me em teu amor, e deixa que tua salvação conceda-me o aumento de conhecimento: ouve minhas Preces, ó Senhor, por meio da qual eu clamo a ti, e abre os Olhos de minha carne e entendimento, para entender as coisas maravilhosas de tua Lei; para que sendo vivificado por tua Justificação, eu possa prevalecer contra o Demônio, o adversário do fiel; ouve-me, ó Senhor, meu Deus, e sê misericordioso comigo, e mostra-me tua misericórdia; e alcança para mim o navio da Salvação, para que eu possa beber e estar satisfeito da Fonte de tua graça, para que eu possa obter o conhecimento e entendimento; e deixa a graça de teu Santo Espírito vir, e repousar sobre mim, Amém.

Para Eloqüência e estabilidade da mente.

Esta é a terceira oração das dez, e deve ser dita diante da Figura da Astronomia.

Eu confesso minha própria culpa hoje diante de ti, ó Deus, Pai do Céu e da Terra, Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis, de todas as Criaturas, Concessor e doador de toda graça e virtude; quem esconde a sabedoria e conhecimento do orgulho e perversidade, e isso concede ao fiel e humilde; ilumina meu Coração, e organiza minha Consciência e entendimento: estabelece a luz de tua face sobre mim, para que eu possa te amar, e seja estabelecido no conhecimento de meu entendimento, para que eu esteja limpo das más obras, e que eu seja capaz de alcançar o conhecimento destas Ciências, que tu reservaste aos crentes. Ó Deus Onipotente e misericordioso, purifica o meu Coração e minhas entranhas, fortalece minha Alma e meus sentidos com a graça de teu Espírito Santo, e institui-me com o fogo da mesma graça: ilumina-me; ata meu leões, e entrega o mastro de tua Consolação em minha mão direita, instrui-me em tua Doutrina; desenraiza de mim todos os vícios e pecado, e conforta-me em amor de tuas mercês: Sopra em mim, ó Senhor, o sopro da Vida, e amplia minha razão e entendimento; envia teu Santo Espírito em mim, para que eu possa ser perfeito em todo o conhecimento: vê, ó Senhor, e considera o pesar da minha mente, para que minha vontade seja confortada em ti; envia para mim do Céu o teu Espírito Santo, para que eu possa entender as coisas que eu desejo. Concede-me criatividade, ó Senhor, que és a Fonte da perfeita razão e riquezas do conhecimento, para que eu possa obter sabedoria por tua assistência Divina, Amém.

Para Confortar os Sentidos internos e externos.

 Ó Santo Deus, Pai misericordioso e onipotente, Doador de todas as coisas; fortalece-me por teu poder, e ajuda-me por tua presença, assim como tu fostes misericordioso a Adão, e repentinamente deste a ele o conhecimento de todas as Artes por meio de tua grande misericórdia concede a mim o poder de obter o mesmo conhecimento por meio da tua misericórdia: esteja presente junto a mim, ó Senhor, e instrui-me: Ó misericordioso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, sopra o teu Espírito Santo sobre mim, que procede de ti e do Pai; fortalece minha obra neste dia, e ensina-me, para que eu possa ser conduzido em teu conhecimento, e glorifique a abundância de tua graça: Deixa que as chamas de teu Santo Espírito alegrem a Cidade do meu Coração, respirando em mim tuas Divinas Escrituras; enche meu Coração com Eloqüência, e vivifica-me com tua Divina visitação; apaga de mim as marcas de todos os vícios, eu te imploro, ó incompreensível Senhor Deus; deixa que tu graça sempre esteja repousando sobre mim, e seja ampliada em mim; cura minha Alma por meio de tua inestimável bondade, e conforta o meu coração por toda a minha vida, para que aquilo que eu ouço eu possa entender, e aquilo que eu entender eu possa guardar, e manter em minha Memória; concede-me uma Língua e um Coração educável; por tua inesgotável graça e bondade; e a graça do Pai, Filho e Espírito Santo, Amém.

A seguinte é para a Memória.

 Ó Divino Pai, misericordioso Filho, e Espírito Santo, inestimável Rei; eu adoro, invoco, e imploro ao teu Santo Nome de tua bondade transbordante, para que tu perdoes todos os meus pecados: sê misericordioso a mim, pecador, que ousa avançar no ofício deste conhecimento e aprendizado oculto; e concede-me, ó Senhor, e que seja ele eficaz em mim; abre, ó Senhor, meus ouvidos, para que eu possa ouvir; e retira as escamas dos meus Olhos, para que eu possa ver; fortalece minhas mãos, para que eu possa trabalhar; abre minha vista, para que eu possa entender tua vontade; para a glória do teu Nome, que é abençoado para sempre, Amém.

A seguinte [Oração] fortalecerá os Sentidos internos e externos.

 Estimula os sentidos do meu Coração e da minha Alma a ti, ó Senhor meu Deus, e eleva meu coração a ti neste dia; para que minhas palavras e minhas obras possam te agradar a vista de todos os povos; que tua misericórdia e onipotência ressaltem em minhas entranhas: que meu entendimento seja dilatado, e que tua Santa Eloqüência seja doce em minha boca, para que aquilo que eu leia ou ouça eu possa entender e repetir: assim como Adão entendeu, e como Abraão manteve, que eu igualmente guarde o entendimento; e como Jacó foi estabelecido e arraigado em tua sabedoria, deixa que assim também eu seja: deixa que a fundação de tua misericórdia seja confirmada em mim, para que eu possa exaltar as obras de tuas mãos, e perseverar na Justiça, e paz de Corpo e Alma; a graça de teu Santo Espírito operando em mim, para que eu possa me alegrar com a derrota de todos os meus adversários, Amém.

A seguinte [Oração] concede Eloqüência, Memória e Estabilidade.

 Distribuidor de todos os Reinos, e de todos os dons visíveis e invisíveis: Ó Deus, o Ordenador e Regente de todas as vontades, pelo o Conselho do teu Santo Espírito dispõe e vivifica a fraqueza de meu entendimento, para que eu possa acender para o bem no acesso de tua Santa vontade: faz o bem a mim em tua boa vontade, e não olheis meus pecados; concede a mim o meu desejo, embora indigno; firma minha Memória e a razão de conhecer, entender, e manter, e concede um bom efeito ao meu sentido por meio de tua graça, e justifica-me com a causa de teu Espírito Santo, para que todos os locais de pecados contidos em minha carne, teu Poder Divino possa apagar; tu que foste satisfeito no início, ao criar o Céu e a Terra, por meio de tua misericórdia restaura a mesma; tu que estás satisfeito em restaurar o homem perdido ao teu Santíssimo Reino; Ó Senhor da Sabedoria, restaura a Eloqüência em meus sentidos, para que eu, embora indigno pecador, possa ser firmado em teu conhecimento, e em todas as tuas obras, pela a graça do Pai, Filho e Espírito Santo, que vives e reinas como três em um, Amém.

Uma Oração para recuperar a sabedoria perdida.

 Ó Deus dos vivos, Senhor de todas as Criaturas visíveis e invisíveis, Administrador e Dispersor de todas as coisas, ilumina meu Coração neste dia pela a graça de teu Espírito Santo, fortalece meu íntimo, e derrama sobre mim o orvalho de tua graça, por meio da qual tu instruíste os Anjos; instruí-me com a abundância de teu conhecimento, por meio do qual no princípio tu ensinaste teus fiéis; deixa que a tua graça opere em mim, e os fluxos da tua graça e Espírito, limpem e regulem a sujeira de minha Consciência. Tu que vieste do Céu sobre as Águas de tua Majestade, firma este magnífico Sacramento em mim.

Obter a graça do Espírito Santo.

 Ó Senhor meu Deus, Pai de todas as coisas, que revelaste teus segredos celestiais e terrestres aos teus Servos, eu humildemente peço e imploro a tua Majestade, pois tu és o Rei e Príncipe de todo o conhecimento, ouve minhas Preces; e direciona minhas obras, e deixa que minhas ações preponderem nas Virtudes Celestiais, pelo teu Espírito Santo: eu clamo a ti, ó Deus, ouve meu Clamor; eu suspiro a ti, ouve os suspiros de meu Coração, e preservai sempre meu Espírito, Alma e Corpo, sob a Proteção de teu Espírito Santo, caridade perpetua e Celeste, do qual o Céu e a Terra estão repletos, sopra sobre minha operação; e aquilo que eu peço à tua honra e glória, concede a mim; que teu Santo Espírito venha sobre mim, e governe e reine, Amém.

Para recuperar a sabedoria Intelectual.

 Ó Senhor, eu, teu Servo, confesso-me a ti, diante da Majestade de tua glória, em cujo Espírito está toda Magnificência e Santidade: eu peço a ti, de acordo com o teu Nome impronunciável, estende teus misericordiosos Olhos e Ouvidos ao ofício de minha operação: e abre tua mão, para que eu possa ser preenchido com a graça que desejo; e sacia com caridade e

bondade; por meio da qual tua fundaste o Céu e a Terra, que vives e reinas, &c.

Diz estas Orações do primeiro dia do mês, até o quarto dia: no quarto dia, [diz] Alpha e Omaega, e a seguinte [Oração], a saber. Helischemat azatan; assim como está no início: em seguida, diz,

 Theos Megale patyr, ymas, heth, heldya, hebeath, heleotezygel, Sabatyel, Salus, Telli, Samel, Zadaziel, Zadan, Sadiz Leogio, Yemegas, Mengas, Omchon Myenoym, Ezel, Ezely, Yegrogamal, Sameldach, Somelta, Sanay, Geltonama, Hanns, Simon Salte, Patyr, Osyon, Hate, Haylos, Amén.

Ó Luz do Mundo, Deus imenso, &c.

Por meio desta a Eloqüência é aumentada de modo que nada estará acima dela.

 Thezay lemach ossanlomach azabath azach azare gessemon relaame azathabelial biliarsonor tintingote amussiton sebamay halbuchyre gemaybe redayl hermayl textos sepha pamphilos Cytrogoomon bapada lampdayochim yochyle tahencior yastamor Sadomegol gyeleiton zomagon Somasgei baltea achetom gegerametos halyphala semean utangelsemon barya therica getraman sechalmaia balnat hariynos haylos halos genegat gemnegal saneyalaix samartaix camael satabmal simalena gaycyah salmancha sabanon solmasay silimacrotox zegas me bacherietas zemethim theameabal gezorabal craton henna glungh hariagil parimegos zamariel leozomach rex maleosia mission zebmay aliaox gemois sazayl neomagil Xe Xe Sepha caphamal azeton gezain holhanhihala semeanay gehosynon caryacta gemyazan zeamphalachin zigelaman hathanatos, semach gerorabat syrnosyel, halaboem hebalor halebech ruos sabor ydelmasan salior sabor megiozgoz neyather pharamshe forantes saza mogh schampeton sadomthe nepotz minaba zanon suafnezenon inhancon maninas gereuran gethamayh passamoth theon beth sathamec hamolnera galsemariach nechomnan regnali phaga messyym demogempta teremegarz salmachaon alpibanon balon septzurz sapremo sapiazte baryon aria usyon sameszion sepha athmiti sobonan Armissiton tintingit telo ylon usyon, Amén.

Azay lemach azae gessemon thelamech azabhaihal sezyon traheo emagal gyeotheon samegon pamphilos sitragramon limpda jachim alna hasios genonagai samalayp camiel secal hanagogan heselemach getal sam sademon sebmassan traphon oriaglpax thonagas tyngen amissus coysodaman assonnap senaly sodan alup theonantriatos copha anaphial Azathon azaza hamel hyala saraman gelyor synon banadacha gennam sassetal maga halgozaman setraphangon zegelune Athanathay senach zere zabal somayel leosamach githacal halebriatos Jaboy del masan negbare phacarnech schon nebooz cherisemach gethazayhy amilya semem ames gemay passaynach tagaylagamal fragal mesi themegemach samalacha nabolem zopmon usyon felam semessi theon, Amén.

A Terceira parte, o signo de Lemach.

 Lemach sabrice elchyan gezagan tomaspin hegety gemial exyophyam soratum salathahom bezapha saphatez Calmiehan samolich lena zotha phete him hapnies sengengeon lethis, Amén.

Para a Memória.

 Ó grande Deus invisível, Theos patyr behominas Cadagamias imas por teus Santos Anjos, que são Michael, a Medicina de Deus; Raphael, a Fortaleza de Deus, Gabriel ardens holy per Amassan, Cherubin, Gelommeios, Sezaphim gedabanan, tochrosi gade anathon, zatraman zamanary gebrienam: ó Plenitude, Santos Querubins, pelos teus Anjos, e por teus gloriosos Arcanjos, cujos Nomes são consagrados por Deus, que não devem ser ditos por nós, que são estes: dichal, dehel depymon exluse exmegon pharconai Nanagon hossyelozogon gathena raman garbona vramani Mogon hamas; Cujos Sentidos humanos não podem compreender: eu te imploro, ó Senhor, ilumina minha Consciência com o esplendor de tua Luz, e elucida e firma meu entendimento com o doce aroma de teu Espírito, adorna minha Alma, reforma meu coração, para que ouvindo eu possa entender, e reter aquilo que eu ouço em minha Memória. Ó Deus misericordioso, sacia minhas entranhas, fortalece minha Memória, abre minha boca compassivamente; tempera minha Língua por teu Nome glorioso e impronunciável: tu que és a Fonte de toda bondade, tende paciência comigo, e dá a mim uma boa Memória, .

Diz estas Orações na quarta Lua, a saber. Hely Schemath, Alpha e Omega, Theos megale.

Ó Luz do mundo Azalemach, grande Deus, eu te imploro:

Estas devem ser ditas na 8, 10, 12, 20, 24, 28, 30, e em todas estas Lunações devem-se ensaiá-las quatro vezes; uma vez pela manhã, uma vez na terceira hora, e uma vez na nona hora, e uma vez ao anoitecer; e nos outros dias não ensaiai, mas no primeiro dia, que são Alpha e Omega, Helyschemat,

Todo-poderoso, incompreensível, eu adoro a ti; eu confesso minha culpa: Ó Theos hazamagiel: Ó Senhor Deus misericordioso, elevai os sentidos de minha carne: ó Senhor de todo ser, e de todos os Reinos, Eu confesso, ó Senhor, neste dia, que eu sou teu Servo.

Ensaia também estas Orações nos outros dias por quatro vezes, uma vez pela manhã, outra ao anoitecer, uma outra próximo da terceira hora, e outra na nona; e tu deverás adquirir Memória, Eloqüência e Estabilidade plena, Amém.

A Conclusão de todo o trabalho, e da Ciência obtida.

 Ó Deus, Criador de todas as coisas; que criaste todas as coisas a partir do nada; que maravilhosamente criaste o Céu e a Terra, e todas as coisas em diferentes graus, no início, com teu Filho, por meio de quem todas as

coisas são feitas, e a quem todas as coisas devem retornar: Quem é Alpha e Omega: eu imploro a ti, embora seja um pecador & indigno, para que eu possa obter o meu fim desejado nesta Santa Arte, rapidamente, e que perca a mesma por meus pecados; mas fazei o bem a mim, de acordo com tua misericórdia inexprimível: que não nos orienteis por nossos pecados, nem nos recompense por nossas iniqüidades. Amén.

 Diz esta [Oração] ao final, devotamente:

Ó sabedoria de Deus, incompreensível Pai, ó misericordioso Filho, concede a mim tua inefável misericórdia, grande conhecimento e sabedoria, tal como tu entregaste toda a Ciência ao Rei Salomão, não observando seus pecados ou maldade, mas segundo tua misericórdia: por isso eu imploro a tua misericórdia, embora eu seja um pecador vil e indigno, concede tal fim aos meus desejos nesta Arte, com a qual as mãos de tua generosidade possam ser estendidas até mim, e que eu possa mais devotamente caminhar por tua luz em teus caminhos, e ser um bom exemplo aos outros; para todos os que me vêem, e me ouvem, possam restringir-se de seus vícios, e louvarem tua Santidade por todos os Mundos, Amém.

Abençoado seja o Nome do Senhor, &c. ensaia estas duas Orações sempre, ao final, para firmar teu conhecimento recebido.

A Benção do lugar.

 Abençoa ó Senhor, este lugar; que possa haver nele Divina Santidade, castidade, pureza, brandura, vitória, santidade, humildade, bondade, profusão, obediência a Lei, ao Pai, Filho e Espírito Santo; Ouve, ó Senhor, Pai Divino, eterno Deus Todo-Poderoso; E envia teu Santo Anjo Miguel, e que ele possa proteger, guardar, preservar e visitar-me, habitando neste Tabernáculo, por aquele que vives […], &c.

Quando realizar a operação, tenhas respeito às Lunações: elas devem ser escolhidas nestes meses, quando o  Sol rege em Peixes, Escorpião, Aries, Leão, Libra e Touro. Nestes meses tu poderás começar.

Em Nome do Senhor começo esta Santa Arte, a qual o Deus altíssimo conferiu a Salomão por meio de seu Anjo sobre o Altar; e que assim, subitamente, em um curto espaço de tempo, ele foi instruído no conhecimento de todas as Ciências; e saiba, que nestas Orações estão contidas todas as Ciências, Lícitas e ilícitas: Antes de tudo, se tu pronunciares as Orações da Memória, Eloqüência, e entendimento, e a estabilidade disso; elas serão poderosamente reforçadas, de tal maneira que tu dificilmente manterás o silêncio; pois por uma palavra todas as coisas foram Criadas, e pela virtude de tal palavra todos os seres criados são sustentados, e todo Sacramento, e essa Palavra é Deus. Portanto, que o Operador seja constante em sua fé, e acredite confiantemente, que ele obterá tal sabedoria e conhecimento, no pronunciamento destas Orações, pois com Deus nada é impossível: então, que o Operador prossiga com seu trabalho, com fé, esperança e um desejo constante: que ele acredite firmemente; nada podemos obter senão pela fé; por este motivo, não duvides desta Operação, da qual há três formas, pelas quais a Arte pode ser obtida.

A primeira forma é pela Oração e razão da mente piedosa, não pelo empreendimento de uma voz de desaprovação, mas pela leitura e repetição de uma mesma oração em teu íntimo. A segunda forma é o jejum e a súplica/prece, pois Deus ouve o homem que suplica. A terceira forma é a castidade; aquele que Operará nesta Arte, que ele esteja limpo e casto pelo o espaço de pelo o menos nove dias; E antes que tu comeces, é necessário que tu saibas o momento em que a lua está apropriada para Operar nesta Arte: e quando tu começares tão sagrada Arte, tenha o cuidado de abster-se de todos os pecados mortais, pelo o menos enquanto tu estiveres procedendo neste trabalho, até que ele esteja finalizado e completo: e quanto tu tiveres começado a operar, diz este versículo de joelhos:

Levanta a luz de tua Face sobre mim, ó Senhor meu Deus, e não me desampare, teu Servo (Seu Nome), que em ti confia: E recite o Pater Noster, três vezes, &c.

E afirme que tu nunca desejarás cometer perjúrio intencional, mas sempre preservará na fé e esperança. Isto sendo feito, com os joelhos dobrados no lugar onde tu desejas operar, diz

Nosso socorro está no Nome do Senhor, que fez o Céu e a Terra: e começarei com a Invocação do Altíssimo, para que ele ilumine e purifique minha Alma e Consciência, que habita sob a ajuda do Altíssimo, e é preservada sob a proteção do Deus do Céu: ó Senhor, abre o meu coração e esclarece as dúvidas do meu Coração, e me transforma em um novo homem pelo o teu amor: sê para mim, ó Senhor, a verdadeira fé, a esperança de minha vida, e a perfeita caridade, para que declare as tuas maravilhas. Oremos.

Então declare a seguinte Oração:

Ó Deus, meu Deus, que no início Criou todas as coisas a partir do nada, e restaura todas as coisas por teu Espírito; restaura minha Consciência, e cura o meu entendimento, para que eu possa te glorificar em todos os meus pensamentos, palavras e ações; por aquele que vives e reinas contigo para sempre, Amén.

 

Agora, em Nome de Cristo, no primeiro dia do Mês, em que tu desejas adquirir Memória, Eloqüência e Entendimento, e a estabilidade destes, com um Coração bom, perfeito e contrito, e pesar por teus pecados cometidos; tu deves começar a pronunciar estas seguintes Orações, que competem à obtenção de Memória e todas as Ciências, que foram compostas e entregues pelo o Anjo a Salomão, das mãos de Deus.

A primeira e última Oração desta Arte é Alpha e Omega: Ó deus onipotente, &c. A oração seguinte é uma Oração das quatro Línguas, que é:

Hely, Schemat, Azatan, honiel sichut, tam, imel, Iatatandema, Jetromiam, Theos: Ó Deus forte e Divino, Hamacha, mal, Gottneman, Alazaman,

zay, zojeracim, Lam hay, Masaraman, grensi zamach, heliamat, seman, selmar, yetrosaman muchaer, vesar, hasarian Azaniz, Azamet, Amathemach, hersomini. E tu, Santíssimo e justo Deus, incompreensível em todas as tuas obras, que são justas e boas; Magol, Achelmetor, samelsace, yana, Eman, and cogige, maimegas, zemmael, Azanietan, illebatha sacraman, reonas, grome, zebaman, zeyhoman, zeonoma, melas, heman, hathoterma, yatarmam, semen, semetary, Amén.

 Esta Oração deve acompanhar a primeira das dez escritas acima.

Para realizar qualquer trabalho.

 Esta é para acompanhar a terceira Oração acima:

Eu confesso, ó Theos hazamagielgezuzan, sazaman, Sathaman, getormantas, salathiel, nesomel, megal, vnieghama, yazamir, zeyhaman, hamarnal amna, nisza, deleth, hazamaloth, moy pamazathoran, hanasuelnea, sacromomem, gegonoman, zaramacham Cades bachet girtassoman, gyseton palaphatos halathel Osachynan machay, Amén.

 Este é um experimento verdadeiro e aceito, para entender todas as Artes e segredos do Mundo, encontrar e desenterrar minerais e tesouros; Isto foi revelado pelo Anjo Celestial nesta Notória Arte. Pois esta Arte também anuncia as coisas futuras, e confere ao sentido a capacidade de [aprender] todas as Artes, pelo o uso Divino de tal oração.

Estamos falando também do tempo e espaço. Portanto, em primeiro lugar, todos estes preceitos devem ser observados e mantidos; e o Operador deve estar limpo, casto, para se arrepender de seus pecados, e sinceramente desejar cessar de pecar o quanto ele peca; e que ele assim prossiga, e que cada trabalho seja por ele investigado, pelo Ministério Divino.

Quando tu quiseres operar na Lua Nova, ajoelhando-se pronuncie este versículo: Ergue a luz de tua Face sobre nós, ó Deus, e não nos desampare, ó Senhor nosso

Deus. Então repita o Pater Noster três vezes: E em seguida, que ele jure a Deus que nunca cometerá perjúrio intencional, mas sempre persistirá na fé. Isto sendo feito, à noite, ajoelhando diante de teu leito, dizei:

Nosso socorro está no Nome do Senhor, &c. e este Salmo; Aquele que habita sob a sombra das asas do Altíssimo, até o fim; e a Oração do Senhor, e a seguinte Oração.

Theos Pater vehamans; Deus dos Anjos, eu suplico e te invoco por teus Santos Anjos Eliphamasay, Gelomiros, Gedo bonay, Saranana, Elomnia, e por todos os Nomes Divinos, que por nós não são pronunciados, e que são estes: do. el. x p n k h t li g y y. e que não podem ser ditos, compreendidos pelo o sentido humano; eu te imploro, purifica minha Consciência com o Esplendor do teu Nome; esclarece e fortalece meu entendimento com o doce sabor de teu Espírito Santo: Ó Senhor, adorna minha Alma, para que eu possa entender e perfeitamente relembrar o que ouço; repara meu Coração, e restaura o meu sentido, ó Senhor Deus, e cura minhas entranhas: abre minha boca, Deus misericordioso, prepara e tempera minha Língua para glória e louvor do teu Nome, por teu glorioso e inexprimível Nome. Ó Senhor, que és a Fonte de toda a bondade, e origem de toda piedade, sê paciente comigo, e concede-me um entendimento verdadeiro, para que eu conheça tudo o que é conveniente para mim, e mantenha isso na Memória: tu que não julgas prontamente um pecador, todavia, misericordiosamente espera o arrependimento; rogo-te, ainda que indigno, lavai a sujeira dos meus pecados e maldade, e concede-me as minhas súplicas, para louvor e glória do teu Santo Nome; aquele que vive e reina, um só Deus em Trindade perfeita, mundo sem fim, Amém.

Alguns outros preceitos para serem observados neste trabalho.

 Jejue no dia seguinte com pão e água, e fazei caridade; se for o Dia do Senhor, então realize a caridade em dobro; esteja limpo de corpo e alma; ambos em teu entendimento, e que tu uses Roupas limpas.

O processo continua.

 Quando tu quiseres Operar sobre qualquer Problema ou Questão difícil, de joelhos dobrados, diante de teu leito, fazei uma Confissão diante de Deus Pai; e tendo feito a Confissão, diz esta Oração:

Envia, ó Senhor, tua sabedoria para assistir-me, para que comigo ela esteja, e labore comigo, e que eu possa sempre conhecer aquilo que é aceitável diante de Ti; E que a mim (Seu Nome) possa manifestar a verdade desta questão ou Arte.

 Isto sendo feito, três vezes seguida em um dia, quando tu levantares, dê graças ao Deus Todo Poderoso, dizendo; Glória e honra, e bênçãos àquele que está assentado no Trono, e que vive para sempre e sempre, Amém.

E de joelhos dobrados, estende tuas mãos. Mas se tu desejas entender qualquer livro, pede para que tenhas algum conhecimento nele, daquilo que o livro trata: Isto sendo feito, abre o livro e leia-o, e opera como a primeira, fazendo isto três vezes, e sempre quando fores dormir escreve Alpha e Omega, e durma sobre o lado direito, colocando a palma de tua mão sob o teu Ouvido, e tu verás em sonho todas as coisas que tu desejaste; E tu ouvirás a voz que te informará e te instruirá sobre o livro, ou em qualquer faculdade que tu queres operar: E pela manhã, abre o livro, e leia-o; e tu brevemente entenderás o mesmo, como se tu tivesses estudado há muito tempo: E lembre sempre de dar graças a Deus, como dito anteriormente.

Posteriormente no primeiro dia, pronunciai esta Oração:

Ó Pai, Criador de todas as Criaturas; por teu impronunciável poder com o qual tu criaste todas as coisas; incita o mesmo poder, e vinde e salvai-me, e protege-me de todas as adversidades da Alma e do Corpo, Amém.

Ao Filho, diz,

Ó Cristo, Filho do Deus vivente, que és o Esplendor e Figura da luz, sem o qual não há alteração nem sombra da mudança; Tu, Palavra do Deus Altíssimo, Tu, Sabedoria do Pai; abre a mim, teu indigno servo, (Seu Nome), as veias do teu Espírito Salvador, para que eu possa sabiamente reter na Memória, e declarar todas as maravilhas: ó sabedoria, que sai da boca do altíssimo, atingindo fortemente de ponto a ponta, dispondo docemente de todas as coisas no Mundo, vem e ensina-me o caminho da prudência e sabedoria. Ó Senhor, tu que deste teu Santo Espírito aos Discípulos, ensinando e iluminando Seus Corações, concede a mim, teu servo indigno, Seu Nome, o mesmo Espírito, e que eu sempre possa regozijar em teu consolo.

Outros preceitos.

 Tendo finalizado estas Orações, e feito Caridades, quando tu entrares em tua Câmara, devotamente ajoelhe-se diante de tua cama, dizendo este Salmo: Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a grandeza de vasta misericórdia, &c. e, Em ti, ó Senhor, eu confio, &c. Em seguida, levante, e vá até a parede, e estende tuas mãos, tendo dois pregos cravados [na parede], sobre os quais tu poderás deixar tuas mãos, e diz a seguinte Oração com grande devoção:

Ó Deus, que por nós, miseráveis pecados, sofrestes a dolorosa morte na Cruz; a quem também Abraão ofereceu seu filho Isaac; Eu, teu servo indigno, um perplexo pecador com muitos males, neste dia ofereço e sacrifico a ti minha Alma e meu Corpo, para que tu possas infundir-me tua Divina sabedoria, e inspirar-me com teu Espírito da Profecia, com o qual tu inspirastes os Santos Profetas.

Após dizei este Salmo; Ó Senhor, inclinai vossos Ouvidos às minhas palavras, acrescentando,

O Senhor é meu Pastor, e nada me faltará: ele me faz repousar em pastos verdejantes, seu servo Seu Nome, ele me guiará até águas tranqüilas, ele abrigará minha Alma, e me conduzirá, S. N., nos caminhos de sua justiça por seu Santo Nome: Que a minha Oração suba a ti, ó Senhor, e que tua misericórdia desça sobre mim, teu servo indigno, S. N., protege-me, salva-me e santifica-me, para que eu tenha um escudo contra todas as flechas do mal de meus inimigos: defende-me, ó Senhor, pelo o preço do sangue do Justo, com o qual tu me redimis; Deus que vive e reinas, cuja sabedoria assenta a fundação do Céu & formou a Terra, & colocou o mar em seus limites: e por aquilo que sai de teu Verbo que criou todas as Criaturas, e criou o homem a partir do pó da Terra, de acordo com tua própria imagem e semelhança; quem deu a Salomão, o Filho do Rei David inestimável sabedoria; deu aos Profetas o Espírito da Profecia, e infundiu nos Filósofos o maravilhoso conhecimento Filosofal, firmando no Apóstolos com firmeza, e fortificando os Mártires, que exaltou seus eleitos na eternidade e os proveu; Multiplica, ó Senhor Deus, tua misericórdia sobre mim, teu servo indigno, S. N, dando-me um juízo educável, e um entendimento adornado com virtude e conhecimento, uma Memória firme e sadia, para que eu possa realizar e manter tudo o que eu empreender, por meio da grande de teu notável Nome; ergue, ó Senhor, meu Deus, a luz de tua face sobre mim, pois eu espero em ti: Vem e ensina-me, ó Senhor Deus, as virtudes, e mostra-me tua face, e eu estarei seguro.

Então acrescente este Salmo: A ti, ó Senhor, elevo a minha Alma: ó meu Deus, em ti eu confio; exceto o verso, Canfundantur, &c.

Tendo cumprido estas coisas contra a parede, vai até tua cama, escreve em tua mão direita Alpha e Omega: e então, em tua cama, dorme sobre o teu lado direito, mantendo tua mão direita sob teu Ouvido direito, e tu verás a grandeza de Deus como tu desejaste. E pela manhã, de joelhos, diante de tua cama, dá graças a Deus pelas coisas que ele revelou a ti:

Dou graças a ti, ó poderoso e magnífico Deus, que concedeu a Salvação e o conhecimento das Artes a mim, teu servo indigno, S. N., e firmou este, ó Deus, o que já fizeste em mim, preservando-me. Eu dou graças a ti, ó poderoso Senhor Deus, que me criou, miserável pecador, a partir do nada, quando eu não era, e quando eu estava totalmente perdido; e não me redimiu, senão pelo precioso sangue de teu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo; e quando eu era ignorante, deu-me o ensinamento e conhecimento: concede, ó Senhor Jesus Cristo, ao teu servo indigno, este conhecimento, para que eu possa estar sempre constante em teu Santo Serviço, Amém.

Sendo estas Operações devotamente completadas, dê graças diariamente com estas últimas Orações. Mas quando tu leres, estudares, ou discutires, dizei, Recorda de tua palavra diante de teu servo, ó Senhor, na qual tu concedes esperança este é o meu conforto em humildade. Então adiciona estas Orações:

Lembrai de mim, ó Senhor dos Senhores, e colocai boas palavras e discurso em minha língua, para que eu possa ser ouvido eficaz e poderosamente, para louvar, glorificar, e honrar teu glorioso Nome, que é Alpha e Omega, bendito para sempre, Mundo sem fim, Amém.

Então silenciosamente diz estas Orações.

 Ó Senhor Deus, que diariamente produz novos sinais e maravilhas constantes, preenche-me com o Espírito de sabedoria, entendimento e Eloqüência; Faz de minha boca como uma Espada afiada, e minha Língua como uma flecha predestinada, & fortalece as palavras de minha com toda sabedoria: abranda os Corações dos ouvintes para entenderem o que eles desejam, Elysenach, Tzacham, &c.

A maneira de Consagrar a Figura da Memória.

 Ela deve ser consagrada com muita fé, esperança e caridade; e sendo consagrada, deve-se mantê-la e usá-la com a seguinte Operação.

No primeiro dia da lua Nova, tendo observado a lua Nova, coloque a Figura sob tua Orelha direita, e então consequentemente, em todas as outras noites, e por sete vezes por dia; a primeira hora da manhã, diz este Salmo, Qui habitat, &c. completamente; e a Oração do Senhor uma vez, e esta Oração Theos Patyr uma vez na primeira hora do dia: então diz este Salmo, Confitebor tibi Domine, &c. e a Oração do Senhor duas vezes, e a Oração Theos Patyr duas vezes.

Na Terceira hora do dia, diz este Salmo Benedicicat anima mea Dominum, &c. e a Oração do Senhor três vezes, e a Oração Theos Patyr.

Na sexta hora diz este Salmo: Appropinquet deprecato mea in conspectu tuo Domine, secundun eloquium tuum.

Concede-me Memória, e ouve minha voz de acordo com tua grande misericórdia, e de acordo com tua palavra, excelente Eloqüência, e meus lábios mostrarão tua majestade, quando tu me ensinares tua Glória: Gloria patria, &c. Pronuncia a Oração do Senhor nove vezes, e Theos Patyr.

Na nona hora, pronuncia o Salmo Beati immaculati in via; a Oração do Senhor 12 vezes, e Theos Patyr.

De noite, diz este Salmo, Deus misereatur nostri: e a Oração do senhor 15 vezes, e o Theos Patyr como de costume.

Na última hora, diz o Salmo, Deus Deus meus respice in me, &c., e Deus in adjutorium meum intende, e te Deum Lauadamus; a Oração do Senhor uma vez, e o Theos Patyr: e então diz a seguinte Oração duas vezes.

Ó Deus, que dividiu todas as coisas em número, peso, e medida, em horas, noites e dias; quem contou o número das Estrelas, concede-me constância e virtude, que no verdadeiro conhecimento desta Arte, eu, S. N., possa te amar, aquele que conhece os dons de tua bondade, quem vives e reinas, &c.

Durante quatro dias a Figura da Memória deve ser consagrada com estas Orações.

 Ó Pai de todas as Criaturas, do Sol e da Lua.

Então, no último dia, que ele se banhe, e coloque peças de roupas limpas, e Ornamentos claros [1] e em um local limpo, sufumigue-se com olíbano, e venha em uma hora noturna conveniente com uma vela acesa, mas de modo que homem algum o veja; e diante da cama, de joelhos, diz esta Oração com grande devoção.

Ó grandioso e divino Pai, sete ou nove vezes: então coloque a Figura com grande reverência sobre sua Cabeça; e durma na cama com vestes de linho limpo, e não duvides de que tu obterás tudo o que tu desejas: pois isso foi provado por muitos, obter tais segredos celestiais do Reino Celestial, pois assim é garantido, Amém.

A seguinte Oração deve ser dita de pé.

 Ó deus grande, Pai Divino, Santíssimo Espírito Santo de todos os Santos, três e um, altíssimo Rei dos reis, Deus Todo Poderoso, glorioso e sapientíssimo Dispersor, Moderador, e Governador de todas as Criaturas, visíveis e invisíveis: Ó Deus poderoso, cuja terrível e poderosa Majestade é temida, cuja onipotência o Céu, a Terra, o Mar, o Inferno, e todas as coisas abrangem, admiram, reverenciam, estremecem, e obedecem.

Ó poderosíssimo, fortíssimo, e invencível Senhor Deus de Sabaoth: Ó Deus incompreensível; esplêndido Criador de todas as coisas, Mestre de todo aprendizado, Artes e Ciências; quem misericordiosamente Instruí o humilde e manso: Ó Deus de toda sabedoria e conhecimento, no qual está todos os Tesouros da sabedoria, Artes e Ciências; quem é capaz instantaneamente de infundir Sabedoria, Conhecimento e Entendimento em qualquer Homem; cujo Olho observa todas as coisas passadas, presentes e futuras; quem diariamente está sondando todos os corações; através de quem somos, vivemos e morremos; quem está sentado sobre os Querubins; aquele que vê e reina sozinho o abismo sem fim: cujo Verbo concede a Lei do início ao fim do mundo universal: Confesso-me neste dia diante de tua Santidade e gloriosa Majestade, e diante da companhia de todas as Virtudes e Potestades Celestes, peço a tua gloriosa Majestade, invocando teu poderoso Nome, que é um nome magnífico, e acima de qualquer outro Nome, abençoado sejas, ó Senhor meu Deus: eu também te imploro, altíssimo, onipotente Senhor, aquele que deve ser apenas adorado; Ó tu, grande e formidável Deus Adonay, magnífico Dispensador de todas beatitudes, de todas as Dignidades, e bondades; Doador de todas as coisas, a quem tu concederá, misericordiosa, abundante e permanentemente: envia sobre mim neste dia o dom da graça do Espírito Santo. E agora, ó Deus misericordioso, quem criou Adão, o primeiro homem, de acordo com tua imagem e semelhança; fortifica o Templo de meu corpo, e deixa que teu Santo Espírito desça e viva em meu Coração, para que eu possa refletir os admiráveis raios de tua Glória: pois fostes maravilhosamente feliz em operar os teus fiéis Santos; por isso, ó Deus, magnífico Rei, e glória eterna, envia do teu trono e de tua gloriosa Majestade, sete vezes uma benção de tua graça, o Espírito da Sabedoria e Entendimento, o Espírito da fortaleza e Conselho, o Espírito do Conhecimento e Piedade, o Espírito do temor e o amor a ti, para entender tua maravilhosa Santidade e os mistérios ocultos, que tu tens o prazer de revelar, e que são apropriados conhecer, para que eu possa

compreender a profundidade, bondade e inestimável doçura de tua imensa Misericórdia, Piedade e Dignidade. Ó Senhor de Misericórdia, que inspirou no primeiro Homem o sopro da vida, alegra-te em infundir em meu Coração, neste dia, uma percepção perfeita, poderosa e um entendimento correto de todas as coisas; uma Memória rápida, duradoura e abundante, e uma Eloqüência eficaz; a doce, rápida e penetrante graça de teu Espírito Santo, e da profusão de tuas bênçãos, que tu entregas em abundância: permita-me que eu possa desprezar todas as outras coisas, e glorificar somente a ti, o Deus de todas as coisas, o verdadeiramente único e perfeitamente bom, para que eu possa glorificar para sempre, exaltar, abençoar, e engrandecer a ti, Rei dos Reis, e Senhor dos Senhores; e sempre plantar teu louvor, misericórdia e onipotência: que teu louvor possa sempre estar em minha boca, e minha Alma possa sempre ser inflamada com tua Glória, para sempre diante de ti. Ó tu, que és Deus onipotente, Rei de todas as coisas, a grande paz e sabedoria perfeita, inefável e inestimável doçura e deleite, o inexpressável prazer de toda a bondade, o desejo de todos os bem-aventurados, suas vidas, conforto, e fim glorioso; que era, desde a eternidade, e é e será a virtude invencível, sem partes ou paixões; Esplendor e glória inextinguível; benção, honra, exaltação, e venerável glória diante de todos os Mundos, agora e até o fim dos tempos, tempo sem fim, Amém.

A oração a seguir possui o poder de expelir todas as Luxúrias.

 Ó Senhor, Santo Pai, eterno Deus onipotente, de inestimável misericórdia e imensa bondade; ó misericordioso Jesus Cristo, reparador e restaurador da humanidade; ó Espírito Santo, consolador e amor dos fiéis: és tu quem sustenta toda a Terra em teus dedos, e carregas todas as Montanhas e Colinas no Mundo; que fazes milagres sem fim, cujo poder nada pode resistir, cujos caminhos são inacessíveis: defende minha Alma, e liberta meu Coração das pecaminosas cogitações deste Mundo; extingue e reprime em mim, por teu poder, todas as faíscas da luxúria e fornicação, para que eu possa amar mais intensamente tuas obras, e que a virtude do Espírito Santo possa crescer em mim, entre os dons conservadores de teus fiéis, para o conforto e salvação de meu Coração, Alma e Corpo. Ó Deus poderoso e Santo, Criador, Redentor, e Restaurador da Humanidade; eu sou teu servo, o Filho de tua criação, e obra de tuas mãos: ó Deus misericordioso e Redentor, eu clamo e suspiro diante dos olhos de tua grande Majestade, rogando-te, com todo o meu coração, para que me restaure, um miserável pecador, e que eu possa receber a tua grande misericórdia; concede-me Eloqüência, Saber e Conhecimento, que aqueles que ouvirem minhas palavras, elas possam ser melíferas em seus Corações; que vejam e ouçam tua sabedoria, que o orgulhoso seja humilde, e ouça e entenda minhas palavras com grande humildade, e considere a grandeza e bondade de tuas bênçãos, que vives e reinas, agora e para sempre, Amén.

 Observa, que se tu desejas conhecer qualquer coisa na qual sejas ignorante, especialmente sobre qualquer Ciência, leia esta Oração: Confesso-me a ti neste dia, ó Deus, Pai do Céu e da Terra, três vezes; e ao fim dela expresse aquilo que desejas saber; mais tarde, ao Anoitecer, quando fores para a cama, recitai a Oração Theos completamente, e o Salmo Qui Habitat, com este versículo, Emitte Spiritum; e vá dormir, e toma a Figura para este propósito, e ponha ela sob a Orelha direita: e próximo da segunda ou terceira hora da noite, tu deverás ver teus desejos, e conhecer sem qualquer dúvida aquilo que tu desejas encontrar: e escreve em tua mão direita Alpha e Omega, com o sinal da Cruz, e colocai a mão direita sob a Orelha direita, e jejua no dia anterior; apenas uma vez é feita a ingestão de carne, como é feito nos dias de jejum.

Aqui termina a Ars Notoria

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/ars-notoria-a-quinta-chave-menor-de-salomao/

Regras de Etiqueta para Cavalheiros

gentleman

1. Ainda que convencido de que seu oponente está errado, renda-se graciosamente, evite seguir com a discussão, ou deliberadamente mude de assunto, mas não defenda obstinadamente sua opinião até ficar irritado… Há muitos que, expressando opinião como se fossem leis, defendem posições com frases do tipo “Se eu fosse presidente, ou governador, iria…”, — e embora pelo calor do argumento só comprovem que são incapazes de governar o próprio temperamento, seguirão tentando persuadi-lo de que são perfeitamente competentes para liderar a nação.

2. Mantenha, se puder, uma opinião política fixa. Não a exponha em todas as ocasiões e, acima de tudo, não se proponha a forçar os outros a concordar com você. Ouça calmamente as ideias deles e, se não puder concordar, discorde polidamente e consiga que seu oponente, porquanto considere suas opiniões erradas, se veja obrigado a reconhecer que você é um cavalheiro.

3. Nunca interrompa ninguém; é rude apontar uma data ou um nome que a pessoa esteja hesitando em dizer, a não ser que te peçam para fazer isso. Outro erro crasso de etiqueta é antecipar algum ponto da história que a pessoa está contando, ou terminar a frase para roubar o final para si. Algumas pessoas justificam isso dizendo que o orador estava estragando uma boa história, mas isso não justifica. É muito grosseria deixar um homem entender que você não o considera apto a terminar uma anedota que ele começou.

4. É falta de educação se mostrar cansado durante o discurso de outra pessoa, e é muita grosseria olhar para o relógio, ler uma carta, folhear um livro, ou qualquer outra ação que mostre que você está entediado com o orador ou com o assunto.

5. Nunca fale quando outra pessoa está falando, e nunca eleve a voz para cobrir a dos outros. Não fale de maneira ditatorial e faça com que sua conversa seja sempre amável e franca, livre de afetações.

6. Nunca, a não ser que peçam, fale dos seus negócios ou profissão em público. Confinar a conversa apenas à sua própria especialidade é vulgar. Faça o assunto se adequar à companhia. Conversas leves e alegres são, de vez em quando, tão desnecessárias quanto sermões numa festa, então deixe que o assunto seja grave ou feliz de acordo com o tempo e lugar.

7. Numa briga, se você não tem como reconciliar as partes, se abstenha. Você certamente faria um inimigo, talvez dois, ao tomar um lado numa discussão onde ambos os lados já perderam a calma.

8. Nunca chame a atenção apenas para si. É rude entrar numa conversa com um grupo e tentar tirar algum dos participantes dele para um diálogo.

9. Um homem inteligente é geralmente modesto. Ele pode sentir que é intelectualmente superior em sociedade, mas não procura fazer os outros se sentirem inferiores, nem mostrar sua vantagem em relação a eles. Ele discutirá com simplicidade os tópicos propostos pelos outros, e evitará aqueles que os outros não consigam discutir. Tudo que ele diz é marcado pela polidez e deferência aos sentimentos e opiniões dos outros.

10. Escutar com interesse e atenção é uma conquista tão válida quanto falar bem. Ser bom ouvinte é indispensável para ser um bom orador, e é no papel de ouvinte que você você consegue detectar mais facilmente se um homem é educado para a vida social.

11. Nunca escute a conversa de duas pessoas que se afastaram de um grupo. Se elas estão tão próximas que não há como evitar ouvi-las, você pode, apropriadamente, mudar de lugar.

12. Faça que sua parte da conversa seja tão modesta e breve quanto consistente com o assunto em debate, e evite longos discursos e histórias tediosas. Se, no entanto, outra pessoa, particularmente mais velha, conta um caso mais longo, escute respeitosamente até que ela termine, antes de falar novamente.

13. Fale pouco de si. Seus amigos conhecerão suas virtudes sem forçá-lo a nomeá-las, e você pode estar certo de que é igualmente desnecessário expor você mesmo seus defeitos.

14. Se você aceita a lisonja, deve também aceitar quando inferem que você é bobo e convencido.

15. Ao falar de seus amigos, não compare uns aos outros. Fale dos méritos de cada indivíduo, mas não tente aumentar as virtudes de um ao contrastá-las com os vícios de um outro.

16. Evite, numa conversa, todo assunto que possa ferir alguém ausente. Um cavalheiro nunca calunia ou dá ouvidos à calúnia.

17. O homem mais sagaz se torna chato e mal educado quando pretende atrair toda a atenção de um grupo no qual deveria interpretar um papel mais modesto.

18. Evite frases feitas, e faça citações raramente. Elas às vezes temperam uma conversa, mas quando se tornam hábito constante, são extremamente tediosas e de mau gosto.

19. Não seja pedante; é uma marca, não de inteligência, mas de estupidez.

20. Fale sua língua corretamente; ao mesmo tempo não seja maníaco em relação à formalidade e correção das frases.

21. Nunca repare se outros cometem erros de linguagem. Pontuar isso verbalmente ou por olhar, naqueles ao seu redor, é falta de educação.

22. Se o assunto é de trabalho ou científico, evite o uso de termos técnicos. São de mau gosto, porque muitos não entenderiam. Entretanto, se você os usa inconscientemente numa frase, não cometa o erro maior de explicar o significado. Ninguém o agradecerá por destacar-lhes a ignorância.

23. Ao conversar com um estrangeiro que não fale Inglês corretamente, escute com atenção, mas não sugira uma palavra ou frase se ele hesitar. Acima de tudo, não demonstre por ação ou palavra se está impaciente com as pausas e erros do orador. Se você entender a língua dele, avise isso assim que se falarem; não é uma exibição do seu conhecimento, mas uma gentileza, já que um estrangeiro ficará feliz em falar e ouvir a língua materna num país estranho.

24. Tenha cuidado, em sociedade, para nunca se colocar no papel de bufão, ou logo você será conhecido como o “engraçado” da turma, e nada é mais perigoso para a dignidade de um cavalheiro. Você se expõe à censura e ao ridículo, e pode estar certo que, para cada pessoa que ri com você, duas riem de você, e para cada um que o admira, dois assistem a tudo com reprovação.

25. Evite se gabar. Falar de dinheiro, boas relações ou do luxo à sua disposição é de mau gosto. É indelicado falar da sua intimidade com pessoas importantes. Se os nomes deles ocorrerem naturalmente no curso da conversa, tudo bem; mas ficar constantemente citando, “meu amigo, o Governador,” ou “meu amigo íntimo, o Presidente,” é pomposo e de mau gosto.

26. Quando se recusar a fazer piadas, não demonstre desprezo pela alegria alheia. É mal educado propor assuntos graves quando uma conversa prazerosa está ocorrendo. Junte-se à diversão e esqueça seus problemas mais graves, e você será mais popular do que se tentar converter a alegria inocente em discussão grave.

27. Quando em sociedade com acadêmicos, não os questione sobre seus trabalhos. Mostrar admiração por um autor é de mau gosto, mas você pode ser gracioso se, com um citação ou referência, mostrar que é um leitor e que aprecia a obra.

28. É extremamente rude e pedante, numa conversa geral, fazer citações em língua estrangeira.

29. Usar frases de duplo sentido não é cavalheiresco.

30. Se estiver ficando irritado com a conversa, mude de assunto ou fique em silêncio. Você pode dizer, num arroubo de paixão, palavras que nunca usaria num momento mais calmo, e as quais você lamentaria depois de dizer.

31. “Nunca fale de cordas para um homem cujo pai foi enforcado” é um ditado vulgar, mas popular. Evite assuntos que possam ferir personalidades e assuntos de família. Evite, se puder, conhecer os segredos de seus amigos, mas se algum lhe for confidenciado, nunca o revele a terceiros.

32. Se você é viajado, não fale constantemente disso. Nada é mais cansativo do que um homem que começa todas as frases com, “Quando estive em Paris,” ou, “Na Itália eu vi…”

33. Quando fizer perguntas sobre pessoas que não conhece num salão, evite usar adjetivos; ou você pode perguntar à uma mãe, “Quem é a garota feia, esquisita?” e receber como resposta, “Senhor, aquela é minha filha.”

34. Evite a fofoca; numa mulher é detestável, mas num homem é simplesmente desprezível.

35. Não ofereça assistência ou conselho à sociedade geral. Ninguém irá agradecê-lo por isso.

36. Evite a lisonja. Um elogio delicado é permitido numa conversa, mas o excesso é rude, vulgar, e para pessoas sensíveis, repugnante. Se você lisonjeia seus superiores, eles deixam de confiar em você, acreditando que você tem algum motivo egoísta; se lisonjeia damas, elas o desprezam, por pensarem que você não tem outro assunto.

37. Uma dama de bom senso se sentirá mais elogiada se você conversar com ela sobre assuntos interessantes e instrutivos, ao invés de apenas sobre sua beleza. Neste caso ela concluirá que você a considera incapaz de discutir assuntos elevados, e você não pode esperar que ela fique satisfeita em ser considerada uma pessoa boba e vaidosa, que precisa ser adulada para ficar de bom humor.

Livre tradução de A Gentleman’s Guide to Etiquette, de Cecil B. Hartley

Publicado em: http://modestiasaojose.blogspot.com.br/2014/02/37-regras-de-conversacao-para.html?spref=fb

#Arte

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/regras-de-etiqueta-para-cavalheiros

As Lições Simbólicas da Vida

by IAO131, translated by Psilax

Note: The original essay, ‘The Symbolic Lessons of Life’, can be found in the original English inFresh Fever From the Skies and online.

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Todos os indivíduos estão unidos ao compartilhar uma única tarefa: encontrar e fazer a Verdadeira Vontade. “Tu não tens direito a não ser fazer tua Vontade” (Liber AL, I:42). O único direito e dever de cada indivíduo é encapsulado na Palavra da Lei deste Aeon: Thelema.

Ainda que todos compartilhem este mesmo objetivo, cada caminho indivíduo é único. Thelema é universal na medida em que reconhece o mesmo objetivo para todos os indivíduos (Verdadeira Vontade), embora reconheça a natureza única da meta para cada pessoa. Portanto, nenhuma real orientação universal pode ser dada além de “encontrar a Vontade e fazê-la.” Como foi escrito: “Não há nenhuma lei além de faça o que tu queres”. (AL III:60)

Embora não haja escrito orientações adequadas para nós, como indivíduos únicos com caminhos únicos, ainda há a orientação de ser encontrada no mundo: a vida de todo mundo oferece a linguagem e os símbolos necessários para guiar aquele que está aberto e atento o suficiente para ler a escrita dessa língua. A intuição da alma, o “Neshamah”, os sussurros do Sagrado Anjo Guardião, a sabedoria do inconsciente – independentemente de como escolhemos nomeá-lo, vai falar com a mente em termos de símbolos nos quais o indivíduo está imerso. Essa intuição simplesmente exige a abertura e a atenção a estes símbolos, e as lições adequadas ao Caminho de alguém em particular surgirão naturalmente. Por exemplo, um químico pode usar a linguagem de átomos e compostos químicos, um ator a linguagem de dirigir e atuar, um pedreiro a linguagem de ferramentas de construção, um músico a linguagem dos instrumentos e composição, e assim por diante. Novamente, a questão se torna: “Você está aberto suficiente para as mensagens que falam com você?”.

Há um número infinito de exemplos por causa da quantidade ilimitada de linguagens simbólicas da Natureza e da quantidade infinita de mensagens potenciais dentro de cada uma dessas línguas. Aqui estão apenas alguns exemplos para ilustrar o ponto:

– Um construtor trabalhava com ferramentas para a construção de um edifício. Ele pegou uma pedra bruta que precisava cinzel na forma correta, de modo que ela pudesse ser usada na construção da estrutura. O construtor estava aberto e atento aos símbolos de sua profissão, que falou com ele, e disseram: “Você é esta pedra bruta. Através do cinzel da virtude, você é moldado num homem perfeito, assim como a pedra é moldada na forma adequada. O edifício é a sua comunidade que vai desmoronar se suas peças forem mal ajustadas, se você não empreender no trabalho de esculpir os fragmentos do seu eu.”.

– Um músico desejando aprender a tocar guitarra para que ele possa eventualmente tocar numa banda e que por isso estava praticando indefinidamente. Ao estar aberto e atento aos símbolos de sua profissão, eles lhe disseram: “Cada sequencia é um aspecto de si mesmo – Cada corda precisa ser perfeitamente afinada, nem muito solta e nem muito tensa, e só então todo o trabalho criará a harmonia. Isso é apenas como alguém precisa afinar os vários aspectos de si mesmo, sempre se esforçando para o equilíbrio perfeito para que a vida seja alegre e harmoniosa como um acorde tocado em sua guitarra. A disciplina que você tem para tocar escalas e os exercícios de dedos várias vezes pode parecer monótona e cansativa, mas isso permite que, ao chegar a hora de executar, toque sem esforço. Da mesma maneira, as disciplinas de magia e meditação podem parecer monótonas e cansativas às vezes, mas eles preparam a alma para aqueles momentos em que ela pode saltar para frente com intensidade total de consumar-se em seu objetivo em êxtase arrebatador”.

– Um alquimista que dedicou sua vida à tarefa de transformar chumbo em ouro. Ele comprou muitos instrumentos e passou horas intermináveis observando a chama do atanor lentamente aquecendo os metais que estavam dentro. Por estar aberto e atento aos símbolos dessa língua, os ouviu dizer: “A purificação destes metais é como a purificação da sua alma. O calor lento remove as impurezas para revelar o ouro subjacente, assim como a sua lenta e constante prática de meditação é o calor que queima a escória de seu eu para revelar o ouro puro da alma.”.

Nesta época, muitos de nós não temos uma única carreira ou negócio para os quais nós nos devotamos exclusivamente por toda a nossa vida. Isso apenas significa que temos a responsabilidade e o privilégio de aprender muitas “línguas”. Talvez nós possamos ser um professor, musico, mago, cozinheiro e ciclista simultaneamente e cada uma destas tem sua própria “linguagem” simbólica e lições… Providenciadas para aquele que está aberto e atento a elas.

Agora as questões se tornam: Quais são meus negócios ou paixões? Para o que você devota seu tempo e energia? Se você está aberto e atento para esses negócios ou paixões ou habilidades ou hobbies ou o que mais seja, então você deve perguntar: Que lições eles estão escrevendo para mim para o fim de realizar a minha verdadeira vontade? Desde que só você pode responder a essas perguntas para si mesmo, agora é a sua responsabilidade ouvir as respostas e nunca parar de ouvir.

#Thelema

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/as-li%C3%A7%C3%B5es-simb%C3%B3licas-da-vida

V de Vingança, Guia de Referências

Estas anotações sobre a série  V for Vendetta de Alan Moore foram preparadas por uma classe de graduação em Pesquisa Literária, sob a direção do Dr. James Means, da Universidade Estadual do Noroeste da Louisiana, durante a primavera de 1994. Na realização destas anotações, adotou-se um sistema que permite ao leitor seguir cada entrada facilmente.

O primeiro número indica a página na qual a entrada original pode ser achada. O segundo número indica a linha de arte, numerada de cima para baixo; a maioria das páginas tem três linhas de arte, enquanto algumas tem menos. Finalmente, o último número indica a coluna, numerada da esquerda para a direita.

PARTE 1

-, -, – Europa Depois do Reino (título – Na versão da Ed. Globo: O Vilão)

O título do primeiro livro refere-se à pintura Europa Depois da Chuva de Max Ernst, e retém dentro dela implicações de reviravoltas climáticas de um ataque nuclear próximo. Depois do Reino certamente se refere à dissolução da realeza com um certo anel ominoso, da mesma maneira que o título da pintura implica um grande peso em cima de todo continente. A imagem da página do título, de uma única mão enluvada (que com certeza indica tempo frio) colocando algo pesado e sombrio sob a superfície, contribui para a natureza ominosa. A pintura, intitulada L’Europe Apres la Pluie, foi criada entre 1940 e 1942. É descrita como uma cena fúnebre cheia de ruína e putrefação, povoada apenas por criaturas bestiais que vagam solitárias ao redor, (pg. 44-45). Ernst tinha criado trabalhos semelhantes que implicavam os arruinados, os fossilizados, os inanimados; superfícies parecem estar decadentes, corroídas por ácido e perfuradas com inúmeros buracos como a superfície de uma esponja, (pg. 44).
Durante algum tempo antes da Segunda Guerra (trabalhando na técnica chamada de decalcomania, datando de 1936, 37, 40 – será que foi realmente antes da guerra? Onde ele estava neste momento? Estava sendo posto em vários acampamentos, sendo reposto em outros, fugindo e finalmente voando para a América (pg. 94). Mas foi depois da sua “premonição de guerra traduzida em realidade” que ele fugido para a América. Lá, assombrado pelas recordações de uma Europa feita em pedaços, ele criou a composição também chamada Europa Nach dem Regen que se traduz como A Europa depois da Chuva ou A Europa depois da Inundação (pg. 44).
Ernst nasceu em 1891 em Bruhl, sul de Colônia, às margens do Reno (pg. 29). As suas pinturas descrevem freqüentemente um mundo no qual a história de gênero humano foi apagada completamente por um evento cataclísmico no Universo … ou pelo ato consciente de revolução que destruiu tudo (pg. 8). Em 1925, o melhor amigo dele, Paul Eluard escreveu sobre a atitude mental de Ernst, que buscou destruir toda a cultura que foi herdada ou não como resultado de experiência pessoal, como se fosse um tipo de esclerose na sociedade Ocidental: ‘Não pode haver nenhuma revolução total mas somente revolução permanente. Como o amor, é a fundamental alegria de viver’ (nota de rodapé, pg. 8).
Ernst participou de exibições dadaístas onde os observadores destruíram a sua arte e observaram seus pedaços pregados na paredes e espalhados no chão. Para alcançar a galeria onde se desenrolou o evento, espectadores atravessaram o lavatório de uma cervejaria onde uma menina vestida como uma beata que acabou de receber a comunhão recitava versos lascivos. A exibição foi fechada sob a acusação de fraude e obscenidade (baseado na estampa de Adão e Eva de D’rer, que tinham sido incorporada em um das esculturas de Ernst). Subseqüentemente, ela foi reaberta.
De acordo com Hamlyn, o evento foi realizado para embaraçar e provocar o público (nota, página 8). Este elemento de drama e provocação também é uma linha seguida em V de Vingança.

1, 1, 1, O 5 de Novembro…

Esta é a primeira referência ao dia de Guy Fawkes, o aniversário do dia em que Guy Fawkes foi pego no porão de Parlamento com uma grande quantidade de explosivos. Fawkes era um extremista católico e um herói militar que se distinguiu como um soldado corajoso e de fria determinação, através de suas façanhas lutando com o exército espanhol nos Países Baixos (Encyclopaedia Britannica 705). Ele foi recrutado por católicos insatisfeitos que conspiraram para explodir o Parlamento e matar o rei James I. James tinha trabalhado para instituir uma multa à pessoas que se recusassem a comparecer as missas anglicanas (Encyclopaedia Britannica 571), somando isso à opressão que os católicos já sofriam na Inglaterra. Um do conspiradores alugou uma casa que compartilhava parte de seu porão com o Parlamento, e o grupo encheu esse porão de pólvora. Fawkes foi escolhido para iniciar o fogo, e foi determinado que ele devia escapar em quinze minutos antes da explosão; se ele não pudesse fugir, ele estaria totalmente pronto para morrer por tão sagrada causa, (Williams 479). Um dos conspiradores tinha um amigo no Parlamento; ele advertiu o amigo para não estar presente na abertura durante o dia escolhido para o atentado, e o paranóico rei James imediatamente descobriu o complô. Fawkes foi pego no porão e foi torturado. Ele foi executado exatamente em frente ao Parlamento no dia 31 de janeiro de 1606.

2, 3, 2, Utopia (livro na estante)

Este foi o mais famoso trabalho de Sir Thomas em 1516 (Sargent 844) no qual ele esboçou as características humanitárias de um sociedade decente e planejada, (Greer 307) uma sociedade de comum propriedade de terra, liberalidade, igualdade, e tolerância (Greer 456).

2, 3, 2, Uncle Tom’s Cabin (livro na estante)

Escrito por Harriet Beecher Stowe e publicado em 1852, este romance fala sobre os deprimentes estilos de vida dos negros escravos no Sul dos EUA, contribuindo enormemente com o sentimento popular de anti-escravidão (Foster 756-66).

2, 3, 2, O Capital (livro na estante)

Este foi a obra máxima de Karl Marx, publicada em 1867. Foi seu maior tratado sobre política, economia, humanidade, sociedade, e governo; Tucker o descreve como a mais completa expressão (de Marx) de visão global.

2, 3, 2, Mein Kampf (livro na estante)

A biográfica proclamação das convicções do líder nazista Adolf Hitler, Mein Kampf (Minha Luta), foi escrita durante o seu encarceramento após a sua primeira tentativa de golpe contra o governo bávaro, em 1923 (Greer 512). Sem nenhuma dúvida, Moore quis ironizar ao colocar este trabalho próximo ao de Marx, Já que a extrema-direita nazista era forte oponente do comunismo.

2, 3, 2, Murder in the Rue Morgue (cartaz de filme)

Os Assassinatos da Rua Morgue. Este foi um filme de horror de 1932, produzido pela Universal. Foi uma importante adaptação da história de Edgar Allen Poe, estrelada por Bela Lugosi, um famoso ator do gênero. É sobre uma série de terríveis assassinatos que se supõe ser o trabalho de um macaco treinado (Halliwell 678). Esta referência pode conter alguns sinais sobre os métodos de investigação de V para os seus ataques contra o sistema, e suas características de serial killer.

2, 3, 2, Road to Morocco (cartaz de filme)

Este filme de 1942 da Paramount foi um de uma série de leves comédias românticas estreladas por Bing Crosby e Bob Hope como dois ricos playboys que viajam ao redor do mundo tendo tolas aventuras (Halliwell 825).

2, 3, 2, Son of Frankenstein (cartaz de filme)

O Filho de Frankenstein. Filme de horror de 1939 da Universal, Son of Frankenstein foi o último de uma trilogia clássica. Foi estrelado por Boris Karloff, um famoso ator de filmes de terror, e envolveu o retorno do filho do barão e seu subseqüente interesse por ele (Halliwell 906).

2, 3, 2, White Heat (cartaz de filme)

White Heat, feito em 1949 pela Warner, estrelado por James Cagney. O enredo envolvia um gângster violento com fixação por sua mãe que finalmente cai após a infiltração de um agente do governo em sua gangue (Halliwell 1073). Esta pode ser outra importante indicação, de como V também derruba o violento e disfuncional líder do partido se infiltrando através de suas fileiras.

3, 1, 3, …E novamente tornar a Bretanha grande!

Este é um sentimento tipicamente “nacionalista”. O nacionalismo europeu, que tem suas raízes na Guerra dos Cem Anos (Greer 269-275), é o conceito de que cada nação tem que manter em comum uma única cultura e uma única história e no qual se considera, inevitavelmente, que uma nação é melhor que as outras. Foi este sentimento, levado a seus extremos, que levou o partido nacional-socialista trabalhista de Hitler (o nazismo) a tentar livrar a Alemanha dos “não-alemães”. (Wolfgang 246-249).


4, 3, 3, The Multiplying vilanies of nature do swarm upon him… (de vilanias tão cumulado pela natureza…).

Esta é uma fala do Sargento no Ato I, cena II, de MacBeth, de Shakespeare (766).

7, 1, 1-2 Lembrai, lembrai do 5 de novembro, a pólvora, a traição, o ardil. Por isso, não vejo por que esquecer uma traição de pólvora tão vil.

Esta é uma versão de uma rima infantil inglesa. Em busca por um poema confirmatório, eu procurei no The Subject Index to Poetry for Children and Young People (1957-1975) que apresenta cinco coleções de poemas onde se incluiam versos sobre Guy Fawkes (Smith e Andrew 267). Um destes, Lavender’s Blue, incluiu a seguinte versão feita em, pelo menos, 1956:
Please to remember the fifth of November
Gunpowder, treason and plot
I see no reason why gunpowder treason
Should ever be forgot (Lines 161)
Cuja tradução é:

Agradeça por lembrar do 5 de novembro
A pólvora, a traição e o complô
Eu não vejo nenhuma razão por que tal traição de pólvora
Deveria para sempre ser esquecida (linha 161)
O Oxford Dictionary of Quotations atribui esta versão a uma canção de ninar infantil anônima de 1826 (Cubberlege 368), e as primeiras duas linhas como sendo tradicionais desde o século 17, (Cubberlege 9).

7, 1, 2, A explosão do Parlamento…

Nesta cena, V teve sucesso onde Fawkes falhou; a posição dele e de Evey em oposição ao Parlamento é, provavelmente, significativa, como se fosse a posição oposta ao Parlamento em que Fawkes foi enforcado (Encyclopaedia Britannica 705).

7, 2, 2, Os fogos de artifício em forma de V

Isto se refere à prática comum de explodir fogos de artifício no dia de Guy Fawkes como parte da celebração (Encyclopaedia Britannica, p.705). Também é provavelmente uma referência a ‘Arrependa-se, Arlequim!’ Disse o Ticktockman (algo como homem Tique-taque) por Harlan Ellison.
9, 3, 1, Inglaterra triunfa
Este sentimento parece muito com o impulso em um verso da peça Alfred: Uma Máscara, de James Thomson, de 1740 (Ato III, última cena):

When Britain first, at heaven’s command, Arose from
out the azure main,
This was the charter of the land, And guardian angels
sung this strain:
Rule Britannia, rule the waves; Britons never will be
slaves. (Cubberlege 545)
Cuja tradução é:

Quando a Inglaterra primeiro, ao comando do céu, Surgiu do
mar azul-celeste,
Esta foi a escritura da terra, E anjos guardiões
cantaram esta melodia:
Comande Britannia, comande as ondas; Bretões nunca serão
escravos. (Cubberlege 545).

12, 2, 3, Frankenstein (livro na estante)

Este é uma famosa explanação de ficção ciêntífica/social de 1818, por Mary Wollstonecraft Shelley. De acordo com Inga-Stina Ewbanks, é sobre o eterno tema da criação do homem que fica além de seu poder de controle, (5).

12, 2, 3, Gulliver’s Travels (livro na estante)

As viagens de Gulliver. Este foi um romance utópico escrito em 1726 por Jonathon Swift, um satírico escritor social inglês que passou a maior parte de sua vida na Irlanda (Adler ix-x).

12, 2, 3, Decline and Fall of…? (livro na estante)

Este, provavelmente, deve ser o trabalho de Edward Gibbs, The History of the Decline and Fall of the Roman Empire (A História do Declínio e Queda do Império Romano), mais comumente conhecido como The Decline and Fall of the Roman Empire (O Declínio e Queda do Império Romano). A coleção de seis volumes foi escrita entre 1776 e 1788, e é considerada como uma das melhores histórias já escritas (Rexroth 596).

12, 2, 3, Essays of Elia Lamb (livro na estante)

Elia, ou Charles Lamb, primeiro publicou seus famosos ensaios nas páginas da London Magazine, de 1820 a 1825, posteriormente encadernados em dois volumes, publicados em 1923 e 1833. Seus ensaios são considerados como pessoais, sensíveis e profundos (Altick 686-87).

12, 2, 3, Don Quixote (livro na estante)

Este foi um romance satírico sobre cavalaria, escrito por volta de 1600 (Adler) pelo autor espanhol Miguel de Cervantes. Seu herói é um caricatural cavaleiro romântico que é desesperadamente idealista (Greer 307).

12, 2, 3, Hard Times (livro na estante)

Charles Dickens escreveu este quase solitário ataque à… industrialização em 1854. Ele se justapõe aos sérios e aplicados industriais com um circo criativo e divertido que vem à cidade na qual o romance se desenrola (Ewbanks 786). Provavelmente pode ter servido de apelo ao senso de drama de V e sua vitória sobre as mazelas.

12, 2, 3, French Revolution (livro na estante)

Este volume pode ser sobre qualquer história passada durante a Revolução Francesa, ou sobre a própria Revolução Francesa, que ocorreu entre 1787 e 1792.

18, 2, 3, Faust (livro em estante)

O famoso poema de Goethe, Fausto, foi publicado no início de 1808. Ele reconta uma lenda renascentista sobre um doutor que barganha com o diabo por juventude e poder. A segunda parte, postumamente publicada, foi um tratado filosófico no qual a alma de Fausto é salva porque ele ama e serve tanto a Deus quanto a humanidade, apesar dos seus erros. Este Fausto é considerado como a encarnação do “moderno” ser humano (Greer 426).

12, 2, 3, Arabian Nights Entertainment (livro na estante)

As Mil e Uma Noites. Este livro é uma coleção de histórias folclóricas originárias da Índia, mas que foi levada para a Persia e para a Arábia. Embora iniciadas na Bagdá do século 8 ou 9, elas retêm muitos mais características do Egito do século 15, onde foram formalmente traduzidas (Wickens 164).

12, 2, 3, The Odessey (livro em estante)

A Odisséia. Um dos dois históricos poemas épicos gregos, feitos por volta de 800 A.C. e escritos por Homéro. Embora a identidade de Homéro seja incerta, e ele pode ter sido até mesmo um arquetípico personagem de si próprio, A Odisséia é uma aventureira história sobre o retorno de gregos que viram heróis que atravessam mares bravios (Greer 66).

12, 2, 3, V (livro em estante)

O romance V, escrito em 1963 por Thomas Pynchon, é considerado um dos primeiros importantes trabalhos pós-modernos. Ele combina pedaços de história, ciência, filosofia, e psicologia pop com personagens paranóicos e metáforas científicas. O trabalho de Pynchon é descrito como uma variação entre a ‘cultura intelectual’ e o meio termo da cultura pop underground das drogas, (Kadrey e McCaffery 19). Isto também pode ser dito tanto sobre a Galeria Sombria como sobre o próprio livro de V de Vingança.

12, 2, 3, Doctor No (livro na estante)

Ian Fleming, um ex-agente de inteligência britânica, escreveu este romance de espionagem em 1958. Os romances de Fleming eram supostamente baseados na vida que teve como um espião (Reilly 320).

12, 2, 3, To Russia With Love (livro na estante)

Outros dos romances de Fleming, este aqui foi escrito em 1957 (Reilly 320).

12, 2, 3, Illiad (livro na estante)

Outro poema de Homéro, A Ilíada fala sobre a violenta e sangrenta guerra de Tróia.

12, 2, 3, Shakespeare (2 volumes na estante)

Shakespeare foi um escritor elizabetano de peças de teatro cujos dramas e sonetos são considerados trabalhos clássicos do renascimento humanista (Greer 307).

12, 2, 3, Ivanhoe (livro na estante)

Um dos dramáticos romances históricos de Sir Walter Scott, Ivanhoe, foi escrito em 1820 (Greer 425).

12, 2, 3, The Golden Bough (livro na estante)

O exaustivo décimo terceiro volume do trabalho de James G. Frazer sobre superstições primitivas foi publicado primeiro em 1890. A estante de livros de V contém um único volume do trabalho.

12, 2, 3, Divine Comedy (livro em estante)

A Divina Comédia. Esta é uma obra-prima da literatura italiana, escrita por Dante Alighieri. Começada por volta de 1306 e terminada com a morte de Dante em 1321, ela trata da viagem do autor através da vida após a morte.

12, 3, 3, Martha and the Vandellas

Um grupo musical de Rhythm-and-Blues, produzido e distribuído pelo selo Motown Record entre 1963 e 1972. Eles tiveram seu começo como cantores de apoio de Marvin Gaye, outra estrela da Motown, e então se lançaram para uma carreira de sucesso como artistas agressivos e extravagantes. A canção Dancing in the Streets foi lançada em 1964. (Sadie 178).

12, 3, 3, Motown

Motown foi uma gravadora independente, de propriedade de afro-americanos, fundada em Detroit (também conhecida como Motortown, ou a Cidade dos Motores), Michigan. A palavra também descreve o distinto estilo de música pop-soul que trouxe sucesso à gravadora. Este Motown sound foi extraído do blues, do rhythm-and-blues, do gospel e do rock, mas diferente destes outros estilos musicais afro-americanos, também contou com algumas das práticas de música popular anglo-americana socialmente aceitas, e isto obscureceu algumas das mais vigorosas características da música afro-americana (Sadie 283).

13, 1, 2, Tamla e Trojan

Não consegui determinar nenhuma referencia para Tamla e Trojan. Como Motown se refere tanto a gravadora quanto para o estilo de música que ajudou a popularizar, eu não sei que relação Tamla teve com os outros grupos mencionados. Como os outros indivíduos mencionados são reais, eu acredito que Tamla e Trojan tenham existidos, mas não pude achar nenhum registro sobre eles.

13, 1, 2, Billie Holiday

Famosa Cantora de jazz, Billy Holiday foi extremamente popular entre os intelectuais brancos de esquerda de Nova Iorque. Ela gravou com alguns dos melhores do jazz, incluindo Benny Goodman e Count Basie. Ela acabou em um mundo de drogas, álcool e abusos, e morreu em 1959, com a idade de 44 anos (Sadie 409-410).

13, 1, 2, Black Uhuru

Este grupo foi uma das mais famosas bandas de reggae da Jamaica. Foi formada no ano de 1974 em Kingston (Sadie 46-47). Reggae é um típico estilo de dance music jamaicano, influenciado tanto pela música afro-caribenha quanto pelo Rhythm-and-Blues americano (Sadie 464).

13, 1, 2, A Voz do Dono…

O logo da RCA trazia um cachorro fitando o cone de um gramofone (um dos primeiro toca-discos), simbolizando o reconhecimento do animal pela voz de seu dono.

13, 3, 3, Aden

Aden tanto foi o outro nome para os habitantes da República democrática de Iêmen (o Iêmen do Sul) como a cidade da capital do país. O país que agora é fundido com o Iêmen do Norte, ocupou a extremidade Meridional da Península árabe, no sul de Arábia Saudita. Os britânicos o colonizaram, e mantiveram controle parcial ali até que o país se tornou uma república marxista em 1967 (Encyclopaedia Britannica 835). Embora a idade de Prothero não seja mencionada, ele parece ter cerca de 50 anos; é provável que ele tenha servido como soldado imediatamente antes da revolução de Iêmen. Assim, ele seria um jovem durante a revolução de 1967, e cerca de 40 durante os seus anos como chefe no Campo de Readaptação de Larkhill.

18, 3, 1, V num círculo

Este símbolo apresenta semelhanças com o sinal de anarquia de um A num círculo, e também com a dramática inicial de Zorro (Stolz 60).

19, 1, 2, Rosas “Violet Carson”

A Violet Carson é uma rosa híbrida introduzida em 1963 (Coon 201) ou 1964 (Rosas Modernas 7 432) por S. McGredy. É uma criada pelo cruzamento de uma Madame Leon Cuny com uma Spartan. É descrita como uma flor colorida, com creme (Coon 201) ou prata (Rosas Modernas 7 432) por sob as pétalas, e tem um arbusto robusto e espalhado. Não parece ser de uma variedade muito comum, e é listada em publicações de sociedades idôneas de rosas mas não em livros dirigidos a um leitor casual, assim é incerto como Finch pode tê-la reconhecido imediatamente.

20, 1, 3, The Cat (cartaz de filme)

O cartaz para um filme chamado The Cat pendurado na parede parece descrever um homem que segura uma arma. O único filme que pude achar com este título, porém, foi um drama francês de 1973 sobre a relação pouco comunicativa entre uma amarga estrela de trapézio e seu marido (Halliwell 168).

20, 1, 3, Klondike Annie (cartaz de filme)

Um filme de 1936 da Paramount, Klondike Annie foi estrelado por Mae West, como uma ardente cantora em fuga que, disfarçada como uma missionária, revitaliza uma missão no Klondike (Halliwell 542). Alguns dos filmes descritos nos cartazes parecem ter atraído V apenas por propósitos de entretenimento. Porém, este aqui pode dar o leitor uma pista sobre o caráter de V. Ele tanto está em fuga, disfarçado, quanto tenta revitalizar toda uma nação.

20, 1, 3, Monkey Business (cartaz de filme)

Este filme de 1931 dos irmãos Marx, feito pela Paramount, narra as artimanhas de quatro passageiros clandestinos em um navio que bagunçam uma festa social a bordo, onde eles capturam alguns escroques (Halliwell 666). Esta é outra pista, pois V é um clandestino num sistema social que bagunça o sistema e capturas vários inimigos.

20, 1, 3, Waikiki Wedding (cartaz de filme)

Waikiki Wedding foi produzido em 1937 pela Paramount. Seu enredo envolve um agente de imprensa que está no Havaí para promover uma competição de A Rainha do Abacaxi (Halliwell 1050).

21, 3, 2, Salve uma Baleia (camiseta)

Por causa da ameaça de extinção das baleias, muitas pessoas nos anos 70 começaram a usar camisetas e bottons proclamando que alguém deveria Salvar uma Baleia. Este sentimento veio a ser associado com política e ambientalismo “liberais”.

22, 1, 1, …Quando os Trabalhistas subiram ao poder…

De acordo com a Encyclopaedia Britannica, o Partido Britânico dos Trabalhistas é um partido reformista socialista com fortes laços institucionais e financeiros com os sindicatos. Em janeiro de 1981, devido a vastas mudanças internas, o Líder do partido trabalhista eleito foi Michael Foot, um militante socialista cuja política incluia o desarmamento nuclear unilateral, a nacionalização das indústrias-chaves, união de poder e pesados impostos (82), da mesma maneira que Moore descreve em Por Trás do Sorriso Pintado (271).

22, 1, 1, …Presidente Kennedy…

A implicação é que o presidente dos Estados Unidos ou é Ted Kennedy, senador democrata ou John Kennedy Jr, respectivamente, o sobrinho e o filho do ex-presidente John F. Kennedy.

23, 2, 1, Nórdica chama

Este provavelmente é o nome de um partido estadual, com todas as bandeiras e uniformes exibindo grandes N’s. Nórdica deriva dos nórdicos ou Vikings dos países escandinavos que invadiram a Europa nos séculos V e VI (Greer 183). Eles eram ferozes, fortes, e “arianos” – a população “idealizada” pelo partido nazista de Hitler: loira e de olhos azuis (Greer 513-514). A escolha desta imagem ajuda a identificar a política do governo.

27, 2, 3, O mundo é um palco!

Esta é uma citação da peça As You Like It, de Shakespeare, Ato II, cena VII. (Bartlett 211).
40, 2, 3, …voltamos às cinco.

Uma expressão popular para dar um intervalo vem de uma frase do show business, embora leis de sindicatos agora requeiram dez minutos de intervalo (Sergal 219).

46, 3, 2, Mea Culpa

Do latin eu confesso ou a culpa é minha (Jonas 69).

47, 1, 3 – Bring me my bow of burning gold, Bring me my arrows/ of desire, Bring me My spear, O clouds unfold, Bring/ me my chariot of fire…I will not cease from mental/ flight Nor shall my sword sleep in my hand ‘Till we/ have built Jerusalem In England’s green and pleasant/ land.


Este é parte do poema de William Blake, And Did Those Feet (E Fez Esses Pés), do prefácio à sua coleção Milton. O prefácio de Blake para este trabalho foi um chamado aos cristãos para condenassem os clássicos escritos de Homéro, Ovídio, Platão, e Cícero, venerados no lugar da Bíblia. Ele declarou: Nós não queremos modelos gregos ou romanos na Inglaterra; de preferencia, ele disse, seus companheiros Cristãos deveriam se esforçar para criar esses mundos de eternidade nos quais nós viveremos para sempre, (MacLagan e Russell xix). V está, a seu modo, tentando criar a sua idéia de Jerusalém, um mundo livre, na Inglaterra. A tradução é a seguinte:
Tragam meu arco de ouro candente,
Traga minhas flechas de desejo,
Tragam minha espada, ó nuvens que se desfraldam,
Tragam minha carruagem de fogo…
Eu não cessarei minha luta espiritual…
Nem descansarei a espada em minha mão…
Até termos erguido Jerusalém…
Nas terras verdes e aprazíveis da Inglaterra.

54, 2, 2, Por favor, deixe que eu me apresente. Eu sou um homem de posses… e bom-gosto!

Esta é a abertura da canção Sympathy for the Devil, dos Rolling Stones, lançada em 1968.
56, 3, 3, Eu sou o Demônio e vim realizar a obra demoniaca!
Finch descreve esta citação como vindo de um famoso caso de assassinato, quase vinte anos antes de 1997. Uma busca em almanaques dos anos 1974 a 1979 revela que o único caso famoso de assassinato naquele tempo foi o do Filho de Sam/David Berkowitz. Berkowitz foi condenado por matar seis pessoas e ferir outras sete em ataques aleatórios nas ruas de Nova Iorque entre 29 de julho de 1976 e 31 de julho de 1977. Não havia nenhum motivo aparente por trás dos assassinatos; Berkowitz os explicou dizendo que foi um comando. Eu tive um sinal e o segui (Delury, 1978, 942). Considerando esta citação, e a aparente insanidade de Berkowitz, na qual o fez interromper seu julgamento com violentos ataques, é provável que esta citação venha desse caso.

57, 2, 1-2: O Senhor é meu pastor: e nada me faltará; Em um lugar de pastos, ali me colocou. Ele me conduziu junto a uma água de refeição. Converteu minha alma, me levou pelas veredas da justiça, por amor de seu nome!

Esta é a tradução feita da seguinte versão inglesa do 23º Salmo do livro bíblico dos Salmos, usada originalmente na versão em inglês de V de Vingança:
The Lord is my shepherd: therefore I can lack
nothing; He shall feed me in green pasture and lead
me forth beside the waters of comfort. He shall
convert my soul and bring me forth in the paths of
righteousness, for His name’s sake…
Esta parece ser uma estranha versão deste salmo. Não é nada parecida com a versão padronizada pelo Rei James:

The Lord is my shepherd, I shall not want. He maketh
me lie down in green pastures; He leadeth me
beside the still waters. He restoreth my soul: he
leadeth me in the paths of righteousness for his
name’s sake. (Bartlett 18)
Procurei em várias bíblias e descobri que cada uma tinha uma versão diferente. Em uma versão bastante comum, da Holy Bible (versão católica padrão da Bíblia), lê-se:

The Lord is my shepherd, I shall not be in want. He
makes me lie down in green pastures, he leads me
beside quiet waters, he restores my soul. He guides
me in paths of righteousness for his name’s sake. (310)

PARTE 2

9, 3, 1, The Magic Faraway Tree, por Enid Bla?? (na tradução da Ed. Globo – A Árvore distante)

Embora muitos dos livros em V de Vingança sejam reais, este aqui parece ser uma das invenções de Moore. Nem o Oxdford Companion to Children’s Literature, nem a Science Fiction Encyclopedia incluem o seu título.

15, 1, 3, Ouvi falar de um experimento…

A experiência, que não foi tão dramática quanto descrita em V de Vingança, foi administrada na Universidade de Yale em 1963 por Stanley Milgram. Os voluntários não estavam realmente acreditando que estavam matando as vítimas, e 65% (26 de 40 voluntários) continuaram administrando o que eles acreditavam ser perigosos e severos choques em suas vítimas (Milgram 376).

23, 2, 3, … uma mistura de extrato de Hipófise e Pineal.

Moore se refere-se a uma mistura de substâncias extraidas das glândulas Pituitária e Pineal, embora eu duvide que tal mistura apresente os efeitos que Moore descreve na série. Deve ser apenas uma criação de Moore.

24, 3, 3, fertilizante de amônia

Alguns fertilizantes contêm amônia que, na presença de certas bactérias, pode ser transformada em nitrato, que é usada pelas plantas (Chittenden 99).

24, 2, 2, gás mostarda

Este gás foi criado para ser usado como arma química durante a Segunda Guerra Mundial. Causa severas vesículas na pele e irritação nos olhos. Sua estrutura química é (Cl2CH2CH2)2S (sulfeto de 1,1-dicloro-etil) (Enciclopédia Americana 679).

24, 2, 3, napalm

Napalm é um explosivo derivado da gasolina, também usado durante a Segunda Guerra Mundial (Enciclopédia Americana 724). Não acho que uma pessoa possa fazer Napalm ou gás mostarda a partir de ingredientes de jardinagem. (N. do T.: Como foi apontado por outras pessoas, há a possibilidade de produzir tais substâncias com produtos de jardinagem, dependendo, é claro, das condições de produção. Mas como estamos falando de uma obra de ficção, o autor deve ter admitido que, devido a sua impressionante natureza mental, o personagem V seria capaz de tais façanhas científicas).

53, 3, 2, As Dunas de Sal

Este não é um filme real. Halliwell não dá nenhuma referência desse filme, e parece servir apenas como um ponto secundário do enredo, como um popular filme de Valerie Page.

57, 2, 3, Storm Saxon

Este programa de televisão é (felizmente) outra invenção. The Complete Encyclopedia of Television Programs de 1947-1979, não inclui nenhum programa parecido. A escolha do nome Saxon (saxão) é importante; o Saxões foram os descendentes dos conquistadores escandinavos que povoaram a França e a Inglaterra no século V (Greer 178-179). Note que a companheira de Storm é uma mulher branca de cabelos loiros chamada Heidi – o modelo de perfeição da Pureza ariana!

58, 2, 2, …na N.T.V um!

Aparentemente, N.T.V. significa Norse Fire Television (Televisão da Nórdica Chama), e é a substituição para a BBC – TV, a corporação estatal de televisão e radiodifusão britânica (Greene 566). O um se refere ao número do canal. A B.B.C. atualmente vai ao ar pelos canais Um e Dois (Greene 566).

62, 1, 3, …A gente paga, e pra quê?!

A BBC não é um canal comercial; é mantida pela venda das licenças de transmissão, pagas por donos de aparelhos de televisão e de rádio.

PARTE 3

4, 1, 2, Imagem espacial

Este é Neil Armstrong, caminhando na superfície da lua. Armstrong, a primeira pessoa a caminhar na lua, deu seu histórico passo em 1968.

6, 3, 1, Hitler

Um das imagens na colagem ao fundo é de Adolf Hitler, líder do Partido Nazista alemão, a linha de extrema-direita do governo que comandou a Alemanha de 1933 a 1945 e executou aproximadamente 6 milhões pessoas, entre judeus, ciganos, homossexuais e outros prisioneiros políticos (Sauer 248).

6, 3, 1, Stalin

O quadro de Josef Stalin está incluído porque, como Hitler e Mussolini, ele está associado com a tirania violenta. Ele controlou a antiga União Soviética de 1929 a 1953; durante os anos entre 1934 e 1939, ele prendeu e matou seus inimigos políticos, que eram quase todos membros das camadas militar, política e intelectual do país (Simmonds 571-74)

6, 3, 1, Mussolini

Benito Mussolini, outro líder apresentado na colagem, foi um líder italiano que era quase igual à Hitler em despotismo. Embora ele tenha começado como um socialista pacifista, durante a primeira grande guerra, ele formou o seu partido fascista de direita. Ele foi o ditador da Itália de 1922 a 1943, e controlou o norte da Itália de 1943 a 1945, antes de ser executado (Smith 677-78).

7, 2, 1, Imagem de tropas marchando (ao fundo)

Estas são as tropas nazistas do exército de Hitler.

A partir de agora, vamos acompanhar, por conveniência, a numeração das páginas do livro dois de V de Vingança, publicado pela Via Lettera.

17, 2, 1, … alguém que se espelha numa bandeira vermelha…

Historicamente, bandeiras vermelhas simbolizaram o movimento anarquista ou o comunista, ou ambos.

17, 3, 1, …Quero a emoção… da vontade triunfante…

 

Esta linha da canção no caberé se refere o famoso filme-documentário de propaganda nazista, The Triumph of the Will (O triunfo da Vontade, produzido por Leni Riefenstahl em 1934. O filme descreve um comício ao ar livre do partido nazista em Nuremburg como uma experiência mística, quase religiosa, da mesma maneira que a cantora está encenando (Cook 366).

18, 1, 2, …se um gato loiro…
Outra referência ao ideal da raça ariana.

18, 1, 2, O Kitty-Kat Keller

O nome da boate é uma referência ao clube burlesco Kit Kat Klub, do filme Caberet durante a subida de Hitler ao poder numa Alemanha pré II Guerra mundial. Ambos apresentam as iniciais KKK, que leva a uma inevitável associação com a infame organização racista Ku Klux Klan.

18, 3, 1, Faz ‘heil’ pra mim…

Mais uma referência ao nazismo; heil era a saudação verbal dada à Hitler com o braço direito levantado e a palma da mão virada para baixo.

43, 3, 2, …um show de marionetes muito especial…

O show que o pai de Evey menciona, e que vemos representado na página 34 é um tipo de show de marionetes conhecido como Punch & Judy, que se originou na Itália antes do século XVII. É um espetáculo extremamente violento; o boneco Punch geralmente bate nos outros personagens até a morte. Como V, Punch sempre destrói seus inimigos (Encyclopedia Americana 6).

PARTE 4

15, 2, 1, Arthur Koestler, As Raízes da Coincidência

Koestler foi um jornalista humanista e intelectual do início do século XX. Este trabalho trata de fenômenos paranormais [Enciclopédia Americana (530-31)].

34, 3, 1, 1812 Overtune Solennelle

Este peça musical, escrita em 1880 por Peter Ilich Tchaikovsky, foi a consagração da Catedral de Cristo de Moscou. A catedral foi construída em agradecimento à derrota de Napoleão em 1812. O trabalho incorporou um velho hino russo, e incluiu tanto o hino nacional francês, a Marseillaise, para representar a invasão de Napoleão e God Save The Czar (Deus Salve o Czar) para simbolizar a vitória de Rússia. Moore provavelmente escolheu este trabalho tanto pelo seu som revolucionário, quanto por um motivo incomum: a orquestração original incluía sons de tiros de um campo de batalha que o maestro produzia ao acionar interruptores elétricos (Adventures in Light Classical Music 34), uma ação que V imita com suas bombas.

48, 3, 1, Ordnung

Palavra alemã que significa, nesse caso, ordem, disciplina (Betteridge 452).
Aparentemente, na edição da Via Lettera, a grafia está errada: a palavra está escrita como Ordung.

48, 3, 2, Verwirrung

Palavra alemã que significa confusão, perplexidade, desordem (Betteridge 686).

49, 1, 1, Rodando em giro cada vez mais largo,/ O falcão não escuta o falcoeiro;/ Tudo esboroa…/… o centro não segura.

Estas palavras são do poema de William Butler Yeats, The Second Coming (A Segunda Vinda), que fala sobre uma figura que representa Cristo/anti-Cristo que sustenta a caótica história da humanidade (Donoghue 95-96). Isso ilustra visão de V de um mundo caótico, mas V acredita que como resultado do caos virá a ordem. Isto também está prenunciado, pois V representa um Cristo/anti-Cristo e Evey é a segunda vinda. O trecho em inglês do poema original é o seguinte:
Turning and turning in the widening gyre the
Falcon cannot hear the falconer.
Things fall apart…
the centre cannot hold.

54, -, – Todavia, como se diz, vale tudo no amor e na guerra. Como, no caso, trata-se de ambos, maior a validade./ Embora ostente os cornos de um traído, não serão/ eles uma coroa que usarei sozinho./ Como vê, meu rival, embora inclinado a pernoitar fora,/ Amava a mulher que tinha em casa./ Há de se arrepender/ O vilão que roubou meu único amor,/ Quando souber que, há muitos anos…/ Eu me deito com o seu.

V fala freqüentemente, como ele faz aqui, em pentâmetro iambico, que é um esquema rítmico. Cada linha consiste em cinco pés métricos, cada um dos quais contêm duas sílabas, uma breve (átona) e uma longa (acentuada), (Encyclopedia Americana 688). Simplificando, um pentâmetro iambico é uma coluna de cinco estrofes, cada uma formada por um iambo, que é uma medida – um pé de verso – constituído de uma sílaba breve e outra longa. Falando em versos brancos, característicos de peças Jacobeanas, V presta uma homenagem. Era comum que os dramas Jacobeanos fossem uma peça de vingança, que V imita em mortal adaptação ao longo da história. O texto original em inglês é o seguinte:
Still all in love and war is fair, they say,
this being both and turn-about’s fair play.
Though I must bear a cuckold’s horns, they’re not a crown that I shall bear alone. You see,
my rival, though inclined to roam, possessed
at home a wife that he adored. He’ll rue
his promiscuity, the rogue who stole
my only love, when he’s informed how
many years it is since first I bedded his.


56, -, – A Queda dos Dominós (imagem)

Os dominós, que V tem colocado em pé desde o começo, estão prontos para cair. Na pequena história de Harlan Ellison ‘Repent, Harlequin!’ said the Ticktockman ( Arrependa-se, Arlequim! disse o Homem-Tick-Tack), o primeiro ato de terrorismo do Arlequim é descrito dessa forma:
Ele tinha tocado o primeiro dominó na linha, e um após o outro, em um ‘chik, chik, chik’, tinham caído.
‘Repent, Harlequin!’ said the Ticktockman demostra uma ridícula distopia onde o tempo é tanto os meios quanto os fins para o facismo; nisto, o atraso é erradicado pela constante exigência da vingança bíblica: se um indivíduo está dez minutos atrasado, dez minutos são tomados do fim de sua vida. Neste mundo, o Arlequim, disfarçado com uma fantasia de palhaço, consegue perturbar o tempo derramando 150.000 dólares em balas de mascar em uma multidão de transeuntes que esperam em uma calçada móvel. As balas de mascar, que são um mistério já que foram deixadas de ser fabricadas há mais de cem anos (como os fogos de artifício de V e o badalar do Big Ben na página 145 de V de Vingança), literalmente impede o funcionamento da calçada e anula todo o sistema desse mundo por sete minutos. Este ato faz do Arlequim um terrorista contra o estado, e o Mestre Controlador do Tempo (o Homem-Tick-Tack do título) tem que descobrir a identidade do encrenqueiro antes do sistema ser totalmente destruído. Muitos dos truques de V são semelhantes aos do Arlequim: ambos usam fogos de artifício para se comunicar com as massas, e ambos aparecem sobre edifícios para zombar das massas com canções ou poemas. O Ticktockman sabe, como Finch, que a identidade do Arlequimé menos importante que o entendimento de o que ele é. O Arlequim e V fundamentalmente representam idéias opostas àqueles que dirigem seus mundos, e ambos, embora usem de destruição, semeiam os que detém o poder para demolir as realidades que os consomem. Ambos são, de certa forma, celebridades, e ambos são inimigos do estado porque eles querem ser reformadores deste [uma referência à Civil Disobedience (Desobediência Civil) de Henry David Thoreau].

PARTE 5

1, 2, 2, Dietilamida de Ácido Lisérgico

Também conhecido como LSD ou LSD-25, esta droga é um psicotrópico que induz a um estado de psicose. Foi isolada pela primeira vez em Basle, Suíça, em 1938 por Albert Hoffman, que a sintetizou a partir de um fungo que ataca cereais, causando uma moléstia conhecida como ferrugem de gramíneas (Stevens 3-4).

2, 1, 1, Quatro tabletes

Hoffman também foi a primeira pessoa a experimentar a LSD-25. No seu primeiro experimento, ele usou 250 miligramas (Stevens 4). Ele experimentou uma violenta viagem e as doses subseqüentes foram reduzidas para menos de dois terços da quantidade inicial (Stevens 10). Assim, os quatro tabletes de Finch, cada um com 200 miligramas, era uma quantidade muito, mas muito excessiva.

5, 3, 1, …in nomini patri, et filii, et spiritus sancti…

Latim, da missa Cristã: Em nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo.

7, 2, -, La Voie… La Verite… La Vie.

Estas palavras são francesas, e significam, respectivamente, o caminho (ou a estrada), a verdade, a vida.

7, 3,1, Stonehenge

Um dos maiores e mais completos monumentos de pedra dispostas da Inglaterra. Sua origem e propósito são desconhecidos, mas se acredita que tenha sido ou um tipo de local de observação astrológica, ou um lugar para cerimônias religiosas, ou ambos.

9, 1, 3, Everytime we say goodbye…I die a little./ Everytime we say goodbye, I wonder/ why a little. Do the gods above me, who must/ be in the know think so little of me they’d/ allow you to go?

A citação é de uma canção de Cole Porter intitulada Ev’ry time we say goodbye (Toda Vez Que Dizemos Adeus), do espetáculo de Porter, Seven Lively Arts, de 1944. Porter (1891-1964) foi um compositor americano que escreveu trabalhos sinfônicos de jazz e musicais. Ele é mais lembrado por sua adaptação da peça de Shakespeare, The Taming of the Shrew (A Megera Domada), no musical Kiss me, Kate (Lax and Smith 611; Havelince 200).
Uma tradução livre para esse trecho da canção é a seguinte:
Toda vez que dizemos adeus… Eu morro um pouco. Toda vez que dizemos adeus, eu desejo saber um pouco porquê.
Será que os deuses acima de mim,
que sabem tanto de tudo, pensam tão pouco em mim,
a ponto de permitir que você se vá?

9, 2, 2, Faze o que quiseres, Eve. Essa será a única lei!

Esta é a Lei de Thelema, de Aleister Crowley, em sua publicação de 1904, The Book of the Law (O Livro da Lei). Crowley foi um controverso e mal-compreeendido mago e ocultista dos meados do século XIX e início do século XX. Ele declarou que esse livro foi ditado a ele por seu espírito guardião, um deus-demônio, a encarnação de Set, um deus egípcio, a quem Crowley chamava de Aiwas. Embora alguns interpretem a lei como permissão para fazer pura anarquia, pode na verdade significar que alguém tem que fazer o que deve fazer e nada mais (Guiley, 76).

13, 1, 1, … uma história de Ray Bradbury que você me leu, sobre um trigal…

A história é A Foice, do livro The October Country. O livro contém outros nove contos, e aqui no Brasil foi publicado com o nome de Outros Contos do País de Outubro.

15, 2, 1, Eu estou esperando o homem.

Esta é uma citação da canção de Velvet Underground Heroin (Heroína) sobre um viciado que espera por sua conexão que vai trazer mais de sua droga para lhe vender.

15, 3, 3, Adeus, Minha Adorada (Cartaz)

Este filme de 1945, cujo título em inglês é Farewell, My Lovely, foi produzido pela RKO. Foi um dos primeiros filmes noir, um estilo caracterizado pelo violência e depravação de suas personagens, seu enredos complexos e sua fotografia sombria e de alto-contraste. Este filme foi adaptado de um romance de Raymond Chandler, e trata da procura de um detetive particular pela namorada de um ex-condenado (Halliwell 314).

21, 2, 2, Eva Perón…, Evita…e Não Chores por mim, Argentina…
Eva Perón foi a esposa de Juan Perón, antigo presidente da Argentina,de 1946 a 1952. Eva Perón, também conhecida como Evita, controlou o sindicato trabalhista, e os purgou de seus líderes, fazendo-os assim completamente dependente do governo. Ela também suprimiu grupos que a insultavam. Porém, ela era bastante querida por muitos de Argentina. Eva Perón inspirou um musical, Evita, escrito por Andrew Lloyd Webber, e encenado pela primeira vez em Londres em 1978.

23, 1, 1, …e deu estes passos em tempos antigos…

As primeiras linhas do poema And Did Those Feets, de William Blake.

27, 2, – …então, como podes me dizer que estas sozinho…/ … e afirmar que o sol não brilha para ti?/ Dá-me tuas mãos e vem comigo pelas ruas de Londres./ Eu lhe mostrarei algumas coisas…/ … que te farão mudar de idéia.

Esta pode ser uma canção real; porém, Fui incapaz de determinar sua origem ou qualquer outra informação sobre ela.

41, 3, 1, … um funeral viking.

Os vikings enterravam seus mortos primeiro colocando o cadáver em um navio e, depois de atear fogo na embarcação, empurravam-na para dentro do mar.

41, 3, 1, Ave atque vale

Latim, que significa, Olá e adeus (Simpson 63, 70, 629).

52, 1, 2, Les Miserables (cartaz)

Este cartaz pertence a Les Miserables (Os Miseráveis), uma moderna peça de ópera de Claude-Michel Schonberg, baseada no romance de Victor Hugo e encenada pela primeira vez em Londres em 1980. Fala sobre um insignificante ex-criminoso que, saído da prisão, se torna um líder revolucionário (Behr 391).

55, 2, 2, As notícias de minha morte foram… exageradas.

Esta citação é de um telegrama enviado de Londres à Associated Press por Mark Twain, escritor americano, em 1897 (Bartletts 625).

Por Madelyn Boudreaux – 27 de abril de 1994.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/popmagic/v-de-vinganca-guia-de-referencias/

Asas de Morcego: a arte de Koppay

Asas de Morcego: violação da eugenia e empoderamento da marginalidade na arte de Koppay

Shirlei Massapust

Por motivo de antiguidade e pertinência temática decidi realizar um estudo de imagem das xilogravuras (holzstich) da série Kraft und List, produzidas e/ou inspiradas pelo conceito original dum pintor de nome Barão Jószef Arpád Koppay von Drétoma (1859-1927), que assinava simplesmente Koppay.

Kraft und List significa “Poder e Astúcia” em idioma alemão. Nas versões de 1880 e 1982 a personagem List tem asas de morcego. Na última versão, datada de 1891, ela é apenas uma mulher normal. List tem pele branca e cabelos pretos, sem cachos ou frisos. Está sedutoramente recostada sobre o leão Kraft, embora lance um olhar feroz sobre ele. A fera desconhece o perigo, pois olha distraidamente para o nada.

Aparentemente Kraft pensa que é amado por List e se deixa domesticar, tendo uma corrente no pescoço, com função de coleira. Na Bíblia, o leão (Panthera leo) é o símbolo heráldico do rei (Provérbios 19:12 e 20:2), especialmente da classe governante da tribo de Judá (Gênese 49:9, Oséias 5:15; Apocalipse 5:5). Segundo Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, outros povos entendem que Kṛṣṇa é o leão entre os animais (Bhagavad Gītā 10:30). Buda é o leão entre os Shakya. O brasão do rei budista Açoca († 232 a. C.) tinha a efigie de três leões sobre um pedestal de roda. Tais são, ainda hoje, as armas do Hindustão. Ali, genro de Maomé, glorificado pelos xiitas, é o leão de Alé, razão pela qual a bandeira iraniana é estampada com um leão coroado. “Com a libertação feminina de nossa época, o leão soberbo e generoso tornou-se o macho falocrata, que não sabe ou finge não saber que seu poder é bem relativo[1]”.

Em todo os casos, leões iconográficos podem ser interpretados como pessoas. Koppay vivenciou um período conturbado da História. Nascido em Viena, capital da Áustria, sentiu-se subitamente rebaixado à nacionalidade austro-húngara com a dissolução do Império Austríaco, sucedido pelo Império Austro-Húngaro, resultado dum acordo entre as nobrezas austríaca e húngara que durou de 1867 até 1918. Era como se repentinamente os Estados Unidos integrassem o México e declarassem que todo mexicano teria igual direito à cidadania. O húngaro era historicamente valorado pelos austríacos como os colonos brasileiros perante os colonizadores portugueses.

Na primeira versão de Kraft und List (1880), a jovem mulher morcego de biótipo húngaro está pobremente vestida, com pernas expostas e pés descalços. Mesmo sem asas, num quadro subsequente a andrajosa List é facilmente reconhecida com seu traje esfarrapado e pés descalços, prestes a girar a maçaneta da porta dum prédio luxuoso. Esta maçaneta é um símbolo fálico[2]. List está cercada por um semicírculo de víboras. Um ramo de visco[3] sobre a porta revela a intenção oculta da visita.

Rudolf Lothar, na biografia Koppay Gebundene Ausgabe (1919), fornece o título Das Unheil (1982)[4] ou “A Calamidade” para tal xilogravura. Antigos cartões postais com reproduções de estampas colorizadas trazem o título Das Verhängnis ou “A Perdição”.

Seria List uma “perdida” entrando escondida pela entrada de serviço? Ou uma “calamidade” atravessando a porta principal, na qualidade jurídica de nova dona da casa, ostentando status de esposa do arrimo? Uma pessoa assim, ocupando o lugar da mulher de classe alta, olhando com um ódio nascido do ressentimento para a vizinhança que não aceita seu relacionamento com um nobre, nem sua ascensão social, era com um espelho que refletia todo o asco dirigido à sua laia.

Segundo Lothar, 1882 também foi o ano da censura dos pés de List na segunda versão de Kraft und List. Nela existe outra assinatura além da de Koppay, do coautor Mlanges, que assina junto à folha de palma (ou pena gigante) deitada sobre a cauda alongada do vestido que passa a cobrir a vergonha de List. Desde então a personagem não mais exibiria pernas e pés. Mlanges adicionou um cemitério ao fundo do cenário.

O meio artístico pressentia que o futuro reservava algo de terrível para a nação representada por Kraft. Faltavam trinta e dois anos para o início da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). A terceira versão de Kraft und List (1891) é tautológica[5]. A última produção de Koppay com pertinência temática foi Ein weiterer Sieg für die Mächte der Dunkelheit (1894) ou “Mais uma Vitória das Forças das Trevas” onde um exemplar masculino com asas de morcego e o mesmo biótipo de List aparece totalmente nu, carregando uma mulher branca caucasiana enrolada num lençol transparente. Ele voa levando-a para o fundo dum penhasco com neblina, onde acaba de pular. Uma estrela isolada, ou o planeta Vênus, brilha num céu carregado de nuvens nimbos estratos.

Apesar da ausência de chifres, rabo e forcado, e embora já houvesse descrições de vampiros que viram morcego em Portugal, é mais provável que List e Dunkelheit sejam sobrenaturais austro-húngaros da eterna espécie diabólica (Teufelin), composta de gênero feminino súcubo (sukkuba) e masculino íncubo (inkubus), e não do eveterno espírito (geist) que cria o vampiro (vampir) ao reentrar em seu próprio cadáver.

O Diabo é nada menos que um dogma, que depende de todos os outros. Modificar o eterno vencido não é o mesmo que modificar o vencedor? Duvidar dos atos do primeiro corresponde a duvidar dos atos do segundo, dos milagres que ele fez precisamente para combater o Diabo. As colunas do céu estão apoiadas no abismo[6].

Os anjos diabólicos existem desde o princípio dos tempos, conforme o folclore do século XIX, e não buscam companheiros humanos porque gostam de dormir com gente. O modus operandi organizacional da súcubo e da íncubo segue uma estratégia padronizada pelo serviço de inteligência da governança do Inferno. O objetivo é hibridar a linhagem adâmica para torná-la imprestável aos propósitos da ideologia monárquica e, consequentemente, promover mudanças sociopolíticas favoráveis à sua causa.

Esse mito, que nada tem de bíblico, atualiza a concepção original dos teólogos Heinrich Kramer e James Sprenger, no Malleus Maleficarum (1484), em contestação à teoria da desumanidade dos filhos de relacionamentos extraconjugais, quando o diabo usa alguém como instrumento, outorgando o poder de causar o mal por vias de fato.

Ademais, anjo agostiniano não tem sexo. Para suprir sua impotência sexual, o mesmo sobrenatural agénero teria o habito de solidificar-se como súcubo de aparência humana feminina para colher esperma de algum homem, sublimar-se e solidificar-se novamente como íncubo de aspecto masculino para ejetar o esperma recém colhido numa mulher. “Pode-se agora perguntar de quem é filha a criança assim gerada. Está claro que não é do diabo, mas do homem cujo sêmen recebeu[7]”. O súcubo-íncubo não faz mais do que manipular o genoma, produzindo “transmutações no sêmen[8]”.

Houve até um magistrado, o assessor criminal de Baiona (França), que deixou fazer o sabbat em sua casa. O senhor de Saint-Pé, Urtubi, foi obrigado a fazer a festa no seu próprio castelo. Com isso lhe ficou a cabeça tão abalada que imaginou que uma feiticeira lhe estava a chupar o sangue. Tendo-lhe o medo dado coragem, foi em companhia de um outro senhor a Bordéus, dirigiu-se ao Parlamento, os senhores d’Espagnet e de Lancre, fossem encarregados a julgar os feiticeiros do país basco.[9]

O filósofo e historiador francês Jules Michelet (1798-1874) verificou que a tradição da feitiçaria era múltipla e muito diversificada. Quanto mais próxima da Alemanha, onde o Diabo era forte, mesclado a restos de mitologia nórdica, afigurava-se mais pesada e sombria, “só gosta de animais pretos[10]”.

Ignoro o que foi produzido e exposto primeiro, se a primeira versão de Kraft und List (1880) de Koppay ou La chauve-souris (1880) do francês Albert Joseph Pénot (1862-1930). Porém o tema é o mesmo. Pénot se especializou em pintar nu artístico. Em muitos de seus quadros as mulheres voam, deitam ou flutuam sobre nuvens. Na cena de nu artístico de “A Morcega”, uma jovem de pele branca e longos cabelos pretos, com asas pretas, voa à frente dum céu tempestuoso. Diferentemente das demais personagens voadoras de outros quadros, a morcega é fisicamente idêntica a bruxa que voa sentada numa vassoura em Départ pour le Sabbat (1910), do mesmo autor.

Quadros La chauve-souris (1880) e Départ pour le Sabbat (1910) de Albert Pénot

Notas:

[1] CHEVALIER, Jean & GHEERBRANT, Alain. Dicionário de Símbolos. Trad. Vera da Costa e Silva, Raul de Sá Barbosa, Angela Melim e Lúcia Melim. Rio de Janeiro, José Olympio, 1999, p 539.

[2] Toda fechadura é constituída de algumas partes. As exteriormente visíveis são a maçaneta, o espelho e a chave. Espelho é a placa com buraco onde entra a chave, que também suporta a maçaneta. Nesta xilogravura a fechadura tem espelho circular que compõe uma figura fálica em conjunto com a sombra do braço da personagem.

[3] Uma lenda que sobreviveu à civilização escandinava diz que duas pessoas que se encontram de baixo de visco devem se beijar para celebrar com amor a ressurreição de Balder (Balðr) no Ragnarök. Há uma tradição derivada em alguns países do hemisfério norte (Canadá, EUA, Inglaterra, Irlanda, Escócia) onde se um homem e uma mulher se encontrarem sob um ramo de visco, devem se beijar para trazer boa sorte.

[4] KOPPAY, MALER DER HIGH SOCIETY.  Resenha ilustrada publicada no blog Kunst Kommt Von Können, em 06/03/2009. URL: <http://kunstkommtvonkoennen.blogspot.com.br/2009/03/koppay-maler-der-high-society.html>

[5] A terceira versão de Kraft und List (1891) é uma pintura a óleo colorida. Não é uma xilogravura ou estampa colorizada derivada de impressão xilográfica. A inscrição Koppay – 1891, em letras de fôrma diferentes da assinatura usual, consta numa rocha quadrada com partes rústicas a serem esculpidas. Essa é a pedra angular que indica o conceito autoral duma obra inacabada pelo autor, concluída por outrem. Todavia, há mais perda de elementos iconográficos do que indícios de transcendência na variante. O cemitério de Mlanges foi descartado juntamente com as asas de Koppay. O fundo do novo coautor, cuja assinatura é ilegível, é um escuro túnel circular.

[6] MICHELET, Jules. Sobre as Feiticeiras. Trad. Manuel João Gomes. Lisboa, Edições Afrodite, 1974, p 17.

[7] KRAMER, Heinrich & SPRENGER, James. O Martelo das Feiticeiras. Trad. Paulo Froés. Rio de Janeiro. Editora Rosa dos Tempos, 1991, p 85.

[8] KRAMER, Heinrich & SPRENGER, James. O Martelo das Feiticeiras, p 87.

[9] MICHELET, Jules. Sobre as Feiticeiras. Trad. Manuel João Gomes. Lisboa, Edições Afrodite, 1974, p 190.

[10] MICHELET, Jules. Sobre as Feiticeiras. Trad. Manuel João Gomes. Lisboa, Edições Afrodite, 1974, p 369.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/asas-de-morcego-violacao-da-eugenia-e-empoderamento-da-marginalidade-na-arte-de-koppay/

Conexão Ayahuasca-Alien

Pablo César Amaringo e Luis Eduardo Luna, Ph.D.

Trechos de Visões da Ayahuasca

Voar é um dos temas mais comuns do xamanismo em qualquer lugar. O xamã pode se transformar em pássaro, inseto ou ser alado, ou ser levado por um animal ou ser para outros reinos. Os xamãs contemporâneos às vezes usam metáforas baseadas em inovações modernas para expressar a ideia de voar. Assim, não é estranho que o motivo UFO, que faz parte do imaginário moderno – talvez, como proposto por Jung (1959), até mesmo uma expressão arquetípica de nossos tempos – seja usado pelos xamãs como um dispositivo de transporte espiritual para outros mundos.

O motivo da nave espacial tem um lugar importante nas visões de Pablo. Como vimos anteriormente, quando a curandeira que curou sua irmã lhe deu ayahuasca, Pablo viu um enorme disco voador fazendo um barulho tremendo que o deixou em pânico (Visão 7). Don Manuel Amaringo, irmão mais velho de Pablo, tem uma história parecida. Ele me disse – com lágrimas nos olhos – que o principal ícaro que ele empregou para curar muitas pessoas ele aprendeu com uma fada chamada Altos Cielos Nieves Tenebrosas, que veio em uma espaçonave azul:

Ela me perguntou: ‘Você quer ouvir minha música?’ Ela cantou e essa música eu sempre guardei no meu coração.

Apesar da frequência com que Pablo retrata as naves espaciais, ele é esparso em seus comentários sobre elas. Pablo diz que esses veículos podem ter várias formas, atingir velocidades infinitas e podem viajar debaixo d’água ou debaixo da terra. Os seres que neles viajam são como espíritos, tendo corpos mais sutis que os nossos, aparecendo e desaparecendo à vontade. Eles pertencem a civilizações extraterrestres avançadas que vivem em perfeita harmonia. Grandes civilizações ameríndias como os Maias, Tiahuanaco e Inca tiveram contato com esses seres. Pablo conta que viu em suas jornadas com ayahuasca que os maias sabiam dessa bebida, e que partiram para outros mundos em algum momento de sua história, mas estão prestes a retornar a este planeta. Na verdade, ele diz que alguns dos discos voadores vistos pelas pessoas hoje são pilotados por anciões maias.

Uma ideia semelhante foi relatada pela antropóloga alemã Angelika Gebhart-Sayer. Em 1981, enquanto fazia trabalho de campo em Caimito, um pequeno assentamento Shipibo às margens do rio Ucayali, seus amigos índios estavam preocupados com estranhos fenômenos de luz que testemunhavam há meses e que interpretaram como uma nova tática dos brancos para penetrar em seus territórios tribais. Quando se aproximaram das luzes, elas desapareceram. Em várias ocasiões, a própria Gebhart-Sayer viu luzes amareladas silenciosas do tamanho de uma bola de futebol, movendo-se cerca de 400 metros de distância e cerca de um metro acima do solo. Ela não conseguiu encontrar nenhuma explicação lógica para o que viu. José Santos, o xamã, acalmou as pessoas, explicando que em uma visão de ayahuasca ele entendeu o que era: uma nave dourado com grandes lâmpadas e assentos lindamente decorados. ‘O piloto, um distinto Inca, sai. Às vezes ele usa as roupas modernas dos brancos, às vezes uma preciosa cushma inca (roupa tradicional masculina). Nós nos curvamos um ao outro, mas não falamos, porque conhecemos os pensamentos um do outro. Então ele se retira. Ainda não chegou a hora de ele falar. Os incas querem se aliar a nós, para derrotar o branco e o mestiço, e estabelecer um grande império no qual viveremos nossa vida tradicional e possuiremos as mercadorias dos incas e dos brancos. Em breve chegará o tempo em que ele trará presentes e dará orientações. (Gebhart-Sayer 1987:141-2)

O historiador finlandês Martti Parssinen gentilmente me indicou um texto escrito pelo padre Francisco de San Jose sobre um fenômeno que o missionário testemunhou na confluência dos rios Pozuzo e Ucayali em 8 de agosto de 1767. Padre Francisco e outros missionários foram cercados à noite por um grupo de Conibos hostis, que atiravam neles suas flechas, ao que responderam com tiros. Ele escreve:
Estávamos no meio dessa batalha quando algo aconteceu que vale a pena ser lembrado. Vimos, tanto cristãos como gentios, um globo de luz mais brilhante que a lua que sobrevoou as linhas dos Conibos e iluminou o campo do tempo. Não sei se os índios viram algum mistério no evento, mas só sei que abandonaram suas flechas… (San Jose 1767:364)

Os extraterrestres estão em contato com as nina-runas (pessoas do fogo) que vivem no interior dos vulcões. Eles se comunicam telepaticamente entre si. Sob os efeitos da ayahuasca pode-se ver esses seres e seus veículos, mas poucos vegetalistas realmente têm contato com eles, apenas os escolhidos, a quem os extraterrestres ensinam canções de poder e dão informações úteis para ajudar a curar seus pacientes.

A antropóloga francesa Françoise Barbira-Freedman, que fez um extenso trabalho entre os Lamistas da província de San Martin, me disse que entre seus informantes xamãs avistamentos de naves espaciais com ayahuasca eram comuns. Quando visitei Don Manuel Shuna, tio de Pablo, um vegetalista de mais de 90 anos, mostrei suas várias fotografias de pinturas de Pablo. Apontando para o disco voador em uma das fotos, ele me disse com entusiasmo, quase com estresse, que nos últimos dois anos ele havia sido assombrado por pessoas saindo de máquinas como aquela. Ele disse que essas pessoas voam um pouco acima da superfície da água. Don Manuel descreve suas máquinas como tendo cerca de 50 metros de comprimento, com luzes que tornam a noite tão clara quanto o dia. Quando em repouso, eles nunca tocam o solo ou a água, mas permanecem suspensos no ar. Às vezes, os seres a bordo destas máquinas derrubam e levam árvores inteiras com eles.

Dom Manoel disse: “Eles sabem quando estou tomando ayahuasca. Eles vêm e cantam todo tipo de música, e os icaros que eu canto. Eles também sabem orar. Eles querem ser meus amigos, porque tem coisas que essas pessoas não sabem. Eles querem me levar com eles, mas eu não quero ir porque essas pessoas comem umas às outras. Eles tentaram me assustar movendo a terra ou derrubando grandes árvores. Quase me deixaram louco. Mas eles não chegam mais perto porque eu soprei tabaco neles.

É claro que é muito difícil saber o que fazer com esse tipo de relatório. Parece que os xamãs estão constantemente se apropriando simbolicamente de todas as inovações que vêem ou ouvem, usando-as em suas visões como metáforas vívidas para explorar ainda mais os reinos espirituais, aumentar seu conhecimento ou se defender de ataques sobrenaturais. Os xamãs shipibos recebem livros nos quais podem ler a condição dos pacientes, ter farmácias espirituais ou viajar em aviões cobertos com desenhos geométricos significativos até o fundo dos lagos para recuperar a caya (alma) de seus pacientes (Gebhart-Sayer 1985:168,172; 1986:205;1987:240); Canelos Quichua recebem dos espíritos máquinas de raios X, aparelhos de pressão arterial, estetoscópios e grandes luzes cirúrgicas brilhantes (Whitten 1985:147); um xamã Campa aculturado usa em suas canções de cura frequências de rádio para se comunicar com os espíritos da água (Chevalier 1982:352-3); Os xamãs Shuar, que adquirem de várias plantas, animais, pedras ou outros objetos flechas mágicas (tsentsak) para curar ou defender-se, também as obtêm de um witrur (do espanhol vitrola, fonógrafo) (Pellizzaro 1976:23,249); Don Alejandro Vazquez, um vegetalista que vive em Iquitos, me disse que além de anjos com espadas e soldados com armas, ele tem um caça a jato que usa quando é atacado por feiticeiros fortes (Luna 1986:93; ver também Pellizzaro 1976:47); Don Fidel Mosombite, um ayahuasquero de Pucallpa, me disse que em suas visões ele recebeu chaves mágicas, para que pudesse dirigir belos carros e aviões de vários tipos.

Os discos voadores, seres extraterrestres e civilizações intergalácticas que aparecem nas pinturas de Pablo não devem necessariamente ser considerados incomuns ou estranhos ao xamanismo amazônico; podem ser manifestações de motivos antigos. Descrições de viagens xamânicas sob a influência da ayahuasca e outras plantas psicotrópicas, mesmo entre tribos amazônicas culturalmente isoladas, frequentemente incluem a ideia de um xamã ascendendo ao céu para se misturar com pessoas celestiais ou, inversamente, seres celestiais descendo ao local da cerimônia. (cf. Gomez 1969; Reichel-Dolmatoff 1971:43,173; Vickers & Plowman 1984:19; Ramirez de Jara & Pinzon 1986:173-4; Chaumeil 1982:40; Cipoletti1987;etc.).

Um exemplo interessante da cosmologia cuna foi relatado por Gomez:

As estrelas são as luzes de um conjunto habitacional de natureza intermediária entre os corpos sólidos e o ar. Essas moradias são habitadas por belas mulheres que à noite fiam algodão iluminado por lamparinas semelhantes às dos brancos.

Eles se reproduzem pela vontade de Paptummatti {literalmente, o Grande Pai} sem a intervenção dos homens, sempre dando à luz fêmeas. Passam de uma casa a outra por meio de pires dourados com os quais também viajam para outros mundos, ocasionalmente descendo a qualquer um deles para transportar em seus veículos aquelas pessoas que são dignas do favor divino.

Em seguida, o autor acrescenta a seguinte nota de rodapé:

Na mitologia cuna, existem inúmeras referências a esses discos voadores em suas narrações sobre heróis culturais. Essa noção passou para o folclore, e descrições desses discos ocorrem na vida cotidiana. (Gomes 1969:67)

Tanto Valle (1979) quanto Meheust (1988) perceberam o paralelismo que pode ser encontrado entre motivos folclóricos, viagens xamânicas e abduções de discos voadores. Como em outras partes do mundo hoje, a Amazônia é constantemente bombardeada por novas imagens e símbolos exóticos que rapidamente se misturam às crenças tradicionais.
Por outro lado, a conexão entre OVNIs e alucinógenos de triptamina foi apontada por Terence McKenna, que verificou por questionário que o contato com OVNIs é o motivo mais frequentemente mencionado por pessoas que tomam psilocibina recreativamente, usando doses uficientes para liberar todo o espectro de efeitos psicodélicos (cf. McKenna 1984,1989).

Já ouvi falar dessas histórias de ocidentais que tomaram ayahuasca, psilocibina cubensis ou dimetiltriptamina pura. Como Valle (1979:209-10) apontou, os OVNIs são manifestações físicas que não podem ser compreendidas à parte de sua realidade psíquica e simbólica. O tema OVNI é um assunto que não deve ser negligenciado por antropólogos cognitivos, psicólogos profundos e pessoas interessadas nas mitologias do homem moderno.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/conexao-ayahuasca-alien/

A.·.A.·. Astrum Argentum – A Ordem da Estrela de Prata

” Na A.·. A.·. cego não guia cego.”

Tal afirmação reflete por completo o eixo do sistema de instrução da Ordem. O pupilo é avaliado por uma série de deveres explícitos no documento Liber 185, por outros propostos pelo instrutor e por si mesmo, onde o seu sucesso será a base para a instrução de seus futuros discípulos. Todos os documentos da Ordem estão disponíveis neste site ou distribuídos na internet, pois a A.·. A.·. apresenta-se sem mistérios aberta a qualquer análise e estudo, onde não apenas a literatura é a responsável pelo conhecimento, mas também a tradição oral.

A estrutura da Ordem é composta de 10 graus, todos equivalentes a uma sephirah da Árvore da Vida. Existe ainda o Estudante da A.·. A.·. que apenas é apresentado ao sistema da Fraternidade, não possuindo nenhum vínculo com a mesma.

Os fundadores desenvolveram o método denominado Iluminismo Científico , publicado no The Equinox, como oficial da A.·. A.·. que deverá ser inteiramente estudado, apesar da liberdade de escolha daquele que melhor agradar o candidato dentro dos limites da Fraternidade.

O candidato deve saber que, ao aceitar o ingresso como Probacionista, entrará em uma esfera de eventos e testes próprios do sistema, onde será constantemente medido pela Ordem em vários aspectos. Deverá manter um diário de suas práticas e pensamentos que servirá como avaliação do progresso.

Segundo Crowley: ” Um juramento mágico, é a mais irresistível das forças morais. Ele é uma afirmação da verdadeira vontade; sendo o elo entre a consciência humana e a consciência divina da natureza do ser. Um juramento mágico, que não expressa a verdadeira vontade, desperta forças de oposição, enfraquecendo o homem de acordo com seriedade do compromisso “.

Cada pessoa é uma estrela, e como tal necessita de um método próprio de instrução que deverá ser percebida pelo instrutor. A sua sensibilidade às fraquezas do pupilo será de suma importância na condução do processo, uma vez que o Homem só evolui superando seus medos e fraquezas, caso contrário, estaríamos criando apenas teóricos.

Quantidade de conhecimento não reflete evolução, assim como práticas sem base teórica é desperdício de tempo, daí a necessidade de um instrutor. A avaliação é feita pelos cumprimentos dos deveres propostos e pela sensibilidade do seu guia pois, apenas alguém que está no seu grau, ou além, pode reconhecer aquele em que você está.

Um dos mitos que cercam a Ordem é de que um membro conhece apenas o seu instrutor e futuramente seus instruídos.

Isso não é verdade.

Alguns rituais de passagem de grau são feitos em grupo, assim como existem certos cargos que visam a organização estrutural implicando em conhecimento dos nomes do membros da mesma ascendência.

O objetivo desta regra é evitar que membros do mesmo grau trabalhem -no juntos, o que é proibido, pois a A.·. A.·. é uma ordem de trabalho individual.

Um indivíduo somente pode ser expulso da A.·. A.·.em uma ocasião: se usar a Ordem para ganhos financeiros pessoais. Aqui cabe um comentário: não é proibida a aquisição de dinheiro, uma vez que fundos são necessários para a manutenção de qualquer serviço (templos, cópias de Libri, robes, impressões etc). Não é cobrado mensalidade, cabendo ao membro responsável definir o método de obtenção de fundos.

Outra proibição diz respeito a instrução: ninguém está autorizado a indicar quaisquer métodos para realizar a Conversação com o Sagrado Anjo Guardião. Esse é um método extremamente pessoal que o iniciado deverá descobrir por suas próprias virtudes, ainda que auxiliado pelo instrutor.

Se for da Vontade do indivíduo, que proclame a sua saída ao seu instrutor porém, após o grau de Zelator, o iniciado só tem dois pontos onde chegar: a Cidade das Pirâmides ou as solitárias torres do Abismo.

Estrutura

De caráter puramente espiritual, a A.·. A.·. é dividida em três principais ordens a saber:

– A Golden Dawn (não a antiga) – que compreende os graus de Neófito ao grau de Dominus Liminus ( ou não).

– A R.·.C.·. – que compreende os graus de Adeptus Minor a Adeptus Exemptus

– A S.·.S.·. (ou Silver Star ou Collegium Summum) – a manifestação acima do abismo, que compreende os graus de Magister Templi a Ipsíssimus, é a mesma para todas as Fraternidades Brancas e onde, tradicionalmente, estão os Chefes Secretos da Ordem.

O mais atento irá reparar que a divisão das ordens se dá pela relação das Três Trindades da Árvore da Vida, com exceção de Malkuth incorporada na Primeira Ordem. Porém, uma relação de separação ainda é implícita, pois no pilar do meio, a passagem entre cada sephirah é feita por três véus que separam as trindades: o Véu de Nephesh, o Véu de Parroketh e o Véu do Abismo.

O significado Estrela de Prata possui várias vertentes, dentre as quais as mais importantes são:

– Segundo Crowley, a Aurora Dourada precede a Estrela de Prata ao amanhecer que significa a nova transmutação da Grande Fraternidade Branca ( uma vez que a primeira Golden Dawn foi uma das manifestações dela no nosso plano. A Grande Fratrenidade Branca tem como objetivo a evolução espiritual da humanidade e manifestou-se anteriormente através de vários estudiosos, dentre eles John Dee, Eliphas Levi , Gerard Encausse ou Papus, Mme. Blavatsky em confronto com os Irmãos Negros, representados por todos aqueles que mantém o homem em estado de servidão material e inferiorização pelo desconhecimento de suas capacidades e poderes internos).

– De acordo com uma nota de Crowley em Gematria Grega, o verdadeiro nome da Ordem está em grego e não em latim, Aster Argos. Na verdade significa Estrela Brilhante ( não ” de Prata” ), aparentemente ele enganou-se grafando erradamente a palavra, porém se somarmos suas letras, obteremos o valor o 983, o mesmo da palavra GNOSIS.

– A Estrela de Prata, segundo Kenneth Grant ,discípulo direto de Crowley ainda em atividade, significa a Estrela Sírius que é visível em todas as partes da Terra, o Sol de que o nosso Sol é reflexo, e de grande importância na cultura egípcia.

Sobre a graduação da A.·. A.·.., os símbolos referen-se a conceitos da Árvore da Vida, como por exemplo:

– o grau de Neófito é escrito 1º = 10º ( na verdade um zero no primeiro número e um quadrado no segundo), um método numérico para dizer que ” Kether está em Malkuth ” e o de Zelator, 2º = 9º onde 2 refere-se a Sephirah de Chokmah, a ” Mudança ” enquanto 9 refere-se a Yesod, a Sephirah lunar, enquanto 5º = 6º refere-se a ” Deus est Homo ”

Desde a morte dos fundadores ( Aleister Crowley em 1947 e George Cecil Jones em 1953 ) , a Ordem ficou sem uma liderança universal. Crowley apontou como seu herdeiro, dentre seus vários discípulos, Karl Germer ( Frater Saturnus 8º = 3°) que ao seu tempo teve como herdeiro o brasileiro Marcelo Motta ( Frater Adjuvo ), responsável pela vinda da A.·. A.·. ao nosso país. George Cecil Jones, retirou-se do seu trabalho mágico, aparentemente, não especificando sucessor oficial.

Sem uma liderança oficial, a Ordem organiza-se nas ascendências dos discípulos diretos de seus fundadores. O membro sênior da ascendência então torna-se o responsável pela mesma, sendo devidamente atualizado do progresso de seus discípulos e discípulos dos discípulos e assim sucessivamente.

Os cargos oficiais da ordem são quatro a saber:

– Cancellarius – significa “chanceler”. Sua função é semelhante a do secretário. Possui equivalência ao deus Thoth, como escriba e responsável pela comunicação e circulação interna de materiais. Corresponde ao grau de Adeptus Minor.

– Imperator – significa ” diretor , comandante” . Sua função é a de gerência ou administração da Ordem . Corresponde ao deus Horus – Apophis e ao grau de Adeptus Major.

– Præmonstrator – do latim monstrare ” mostrar, exibir, ensinar”. Seu dever corresponde a preservação da forma e estrutura da Fraternidade e promulgação dos ensinamentos sob o aval da Ordem da S.·.S.·. e ao grau de Adeptus Exemptus.

– Præmonstrator -Geral – acima de todos os anteriores está esse cargo. Ao menos o responsável deve possuir o grau de Adeptus Exemptus. Só é conhecido a utilização deste cargo uma vez por Crowley, na autorização da emissão de um documento (Book Four , Parte I). Na ocasião assinou como N.·. ( Nemo, um nome genérico para aquele que assume o grau de Magister Templi).

Existem menções de outros cargos, como o de Grão- Neófito, Orador e Tesoureiro, porém os quatro acima são os mais importantes. Se for necessário, a regra de equivalência de grau a determinado cargo pode ser relaxada, com aconteceu com J.F.C. Fuller, que no grau de Probacionista ( Frater Per Ardua), foi dado o cargo de Cancellarius e um grau honorário de Adeptus Minor ( Frater Non Sine Fulmine ).

Se houver necessidade, os cargos poderão ser preenchidos pelos membros da ascendência.

História

A Astrum Argentum foi fundada em 1907 por George Cecil Jones e Aleister Crowley em cima da estrutura de umas das mais influentes ordens mágicas dos Séculos XIX e XX, a Golden Dawn (The Hermetic Order of Goldem Dawn).

Ambos foram membros da primeira Golden Dawn , e após desavenças internas, decidiram fundar uma versão própria da Grande Fraternidade Branca sobre a Terra.

Após uma (re)celebração do velho ritual do Adeptus Minor em 27 de Julho de 1906, ambos foram envolvidos em uma experiência mística que ultrapassou os resultados esperados. Dois dias mais tarde, discutiram a criação de uma nova ordem e Jones queria a autorização de uma alta autoridade. Celebraram o Ritual do Equinócio de Outono e continuaram a desenvolver a base do novo sistema.

Entre Setembro e Dezembro de 1906, coisas extraordinárias aconteceram: Sabe-se apenas o que Crowley estava fazendo, pelos escritos de seu diário, porém não sabemos o que Jones estava fazendo, apenas o resultado. Em Dezembro ambos prepararam a admissão à Ordem da S.·.S.·., através do grau de Magister Templi. Crowley disse , em seu diário em 7 de Dezembro , que Jones o escreveu do “Samadhi – dhattu”. No dia 10, Jones visitou Crowley e disse: ” O.M. (Crowley) é 8°=3° “.

Os dois passaram o natal juntos e posteriormente um validou a entrada do outro na Terceira Ordem. No dia 8 de Abril de 1907, Crowley escreve a Jones para aprovar a Lição de História da A.·. A.·. (Liber 61 vel causae).

Eles receberam a autorização que Jones queria.

Em 1911 devido a publicidade que Crowley fazia de si mesmo e da publicação de materiais no orgão divulgador oficial da A.·. A.·., The Equinox, a ordem passou a ser atacada pelos jornais, descrita como satânica, pervertida… as coisas de sempre. Isso culminou num processo de G.C.Jones contra o tablóide The Looking Glass, que insinuava uma possível relação homossexual sua com Crowley ( assumidamente bissexual na Inglaterra vitoriana, um escândalo). A audiência foi tendenciosa, principalmente quando uma das testemunhas de defesa do jornal era nada mais nada menos do que S.L.Mathers, ex instrutor e amigo de Crowley. Querendo vingança contar Crowley sobre um desentendimento de ambos, Mathers ajudou a quebrar a relação de Jones com ele.

No final, Jones e outro membro de alto grau da Ordem, J.F.C. Fuller, romperam com Crowley. Ao invés de enfraquecer a A.·. A.·., o evento a promoveu, garantindo a sua existência até hoje, mesmo que sob uma nova forma.

 

A.·.A.·. no Brasil

A A.·. A.·. iniciou no Brasil, como instutuição organizada, com Marcelo Ramos Motta ( Frater Adjuvo ), porém, há registro de um Probacionista no nosso país em 1913, H.E. Inman, discípulo de Frater A.H.A., Frank Bennet.

A primeira publicação da A.·. A.·. em nosso país, foi por Frater Aleph, ” Chamando os Filhos do Sol ” em 1962, na cidade do Rio de Janeiro

Site: https://www.astrumargentum.org.br/

Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-%c2%b7-a-%c2%b7-astrum-argentum-a-ordem-da-estrela-de-prata/

Cursos de Hermetismo no Carnaval 2020

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

Como já se tornou uma tradição aqui no TdC, o pessoal que odeia Carnaval e quer tirar os dias de folia para Estudar pode fazer os Cursos de Hermetismo. Os Cursos básicos têm tudo o que você precisa para entender como funcionam as chaves, como aplicá-las na vida prática e como utilizar estes conhecimentos em sua Verdadeira Vontade.

Para quem mora longe de São Paulo ou tem problemas para estudar nos finais de semana, temos o mesmo Curso de Kabbalah Hermética, o Curso de Astrologia Hermética e Qlipoth, a Árvore da Morte em Ensino à Distância com a mesma qualidade do curso presencial, mas que você pode organizar seu tempo de estudo conforme suas necessidades.

22/02 – Kabbalah

23/02 – Qlipoth (pré-requisitos Kabbalah)

24/02 – Magia Pratica (pre-requisitos Kabbalah)

Horário: Das 10h00 as 18h00

próximo ao metrô Vila Mariana.

Informações sobre os Cursos de Carnaval.

Reservas e Valores: deldebbio@gmail.com

KABBALAH

Este é o curso recomendado para se começar a estudar qualquer coisa relacionada com Ocultismo.

A Kabbalah Hermética é baseada na Kabbalah judaica adaptada para a alquimia durante o período medieval, servindo de base para todos os estudos da Golden Dawn e Ordo Templi Orientis no século XIX. Ela envolve todo o traçado do mapa dos estados de consciência no ser humano, de extrema importância na magia ritualística.

O curso abordará as diferenças entre a Kabbalah Judaica e Hermética, a descrição da Árvore da Vida nas diversas mitologias, explicação sobre as 10 Sephiroth (Keter, Hochma, Binah, Chesed, Geburah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malkuth), os 22 Caminhos e Daath, além dos planetas, signos, elementos, cores, sons, incensos, anjos, demônios, deuses, arcanos do tarot, runas e símbolos associados a cada um dos caminhos.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– A Árvore da Vida em todas as mitologias.

– Simbolismo e Alegorias na Kabbalah

– Descrição e explicação completa sobre as 10 esferas (sefirot).

– Descrição e explicação completa sobre os 22 caminhos.

– Cruzando o Abismo (Véu de Paroketh).

– Alquimia e sua relação com a Árvore da Vida.

– O Rigor e a Misericórdia.

– A Estrela Setenária e os sete defeitos capitais.

– Letras hebraicas, elementos, planetas e signos.

Total: 8h de curso.

QLIPOTH – A ÁRVORE DA MORTE

Pré-Requisitos: Kabbalah

O Curso de Qliphoths e Estudo sobre os Túneis de Set abordará os elementos comparativos entre as esferas e as qliphas (Lilith, Gamaliel, Samael, A´Arab Zaraq, Thagirion, Golachab, Gha´Agsheklah, Satariel, Ghogiel e Thaumiel) e as correlações entre os 22 Túneis de Set e os Caminhos de Toth.

É muito importante porque serve como complemento do caminho da Mao Esquerda na Árvore da Vida. Mesmo que a pessoa não deseje fazer as práticas, o estudo e conhecimento de NOX faz parte do curriculo tradicional da Golden Dawn e de outras ordens iniciáticas.

Total: 8h de curso.

MAGIA PRÁTICA

Pré-Requisitos: Kabbalah

O curso aborda aspectos da Magia Prática tradicional, desde suas tradições medievais até o século XIX, incluindo os trabalhos de John Dee, Eliphas levi, Franz Bardon e Papus. Engloba sua utilização no dia-a-dia para auto-conhecimento, ritualística e proteção. Inclui os exercícios de defesa astral indispensáveis para o iniciado.

– O que é Magia.

– O que é o Mago.

– Os instrumentos do Mago.

– Os planos e suas vibrações.

– O Altar Pessoal e os quatro elementos

– Sobre o Astral.

– Os sete planetas e seus espiritos de influência.

– A visualização.

– Exercicios de Proteção.

– Ritual Menor do Pentagrama.

– Como fazer água lustral.

– Consagrações.

Total: 8h de curso.

#Cursos

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cursos-de-hermetismo-no-carnaval-2020

Espíritos

Já viram aquele disquinho cheio de cores que, quando girado em alta velocidade, fica branco? Fascinante, não? Nos dá uma idéia do quão deficiente é nosso olho pra registro de imagens em velocidades (vibrações) mais elevadas. Ainda não entendo como alguns podem pensar que o ser humano é o supra-sumo da evolução em todos os departamentos, que o que ele não vê (nem pode provar que vê) não existe. Alguns animais, como a abelha e o beija flor, enxergam em freqüências que o ser humano não consegue. Os gatos e cachorros freqüentemente percebem coisas que nós não percebemos. Já viram um cachorro latindo pra parede? Já viram um gato acompanhando com os olhos algo que você não está vendo? Já perceberam que, em ambos os casos, eles olham pra altura da cabeça de um ser humano, e não no nível deles?

Os gatos eram venerados no Egito. Os egípcios eram fascinados pela idéia de vida após a morte. Diziam que o gato era um facilitador da passagem pro outro mundo, um mediador (médium). Os gatos (não sei se todos) possuem sensibilidade para ver espíritos (não sei em que freqüência, nunca entrevistei um gato), assim como alguns médiuns humanos. Mas, o que leva algumas pessoas a verem espíritos e outras não? Boa pergunta… Aliás, ótima pergunta. Se alguém provar que é algum gene defeituoso pode ganhar o prêmio Nobel de Medicina. Muitos livros já foram escritos, mas pelo visto nenhum veio com a resposta definitiva, pois parece envolver um monte de fatores, como campo magnético, sensibilidade da pessoa, missão na Terra, etc. Mas o fato de não ter uma resposta concreta pra esse fenômeno não pode descaracterizar o fato de que muitas pessoas vêem!! Não se pode negar a existência de espíritos só porque você não quer acreditar no que outras pessoas relatam em circunstâncias que não deixam margem pra dúvida. Os espíritos não vão deixar de existir por causa de pessoas que não acreditam nisso. Nem Deus vai deixar de ser Deus porque existem ateus. O mundo seria melhor se todos nós víssemos espíritos? Não tenho certeza… os crimes iriam diminuir drasticamente, quando as pessoas mortas aparecessem ao pé da cama do assassino todas as noites, mas também não haveria mais privacidade pra ninguém. Os mais paranóicos iriam instalar gaiolas Faraday em volta das suas casas, as crianças iriam ser todas traumatizadas com os “bichos papões” e outras desgraças do umbral que ficam circulando por aí.

Deus sabe o que faz em nos poupar de certas coisas. É por isso que, enquanto não dispormos de ética, amor e responsabilidade com os semelhantes, certas ferramentas (os Siddhas) ficam automaticamente inacessíveis, para nosso próprio bem.

Mas, o que seriam os espíritos? Seria uma mentira que nasceu nas mais diversas culturas e se perpetuou até hoje, do pesquisador francês ao índio no Xingu? Da antiga Grécia às tribos da Nova Zelândia? Uma coisa é ser cético, outra é ser desonesto consigo mesmo e com os outros, e querer varrer pra debaixo do tapete um conhecimento global, multifacetado e milenar, simplesmente porque vai contra as suas aspirações! É algo que no mínimo merece ser analisado cuidadosamente. Como não gosto de tomar partidos, não vou dizer que o espiritismo responde a todas as questões sobre espíritos, muito embora seja a doutrina que mais se dedicou em esclarecê-los. E se os espíritos forem na verdade falhas no véu do tempo, e estaríamos assim apenas assistindo a cenas do passado? Isso pode acontecer (em castelos, ou lugares “mal-assombrados”) mas a teoria falha em abarcar todos os fenômenos, pois é mais comum que os espíritos interajam nesta realidade, neste tempo. Se formos tomar as explicações dos espíritos como verdade, eles então seriam pessoas como nós que morreram pra esta dimensão mas continuam as mesmas, em outro plano vibracional mais alto, invisível para nós. Isso pode ser verdade do ponto de vista deles, mas será que é assim mesmo? E se eles forem reflexos individuais de algo muito maior? Como softwares que são descartados mas não se dão conta disso, e continuam executando o trabalho para o qual foram programados? E se o Universo for como um holograma, e cada personalidade for um pixel (ponto) de luz com certa característica e luminosidade, e, juntando todos esses pontos, formar uma imagem? Não seríamos indivíduos formando uma unidade?

Bem, essas são só questões pra fazer vocês pensarem. Não tenho a menor pretensão de respondê-las, porque não sei. Questionem, duvidem, não a dúvida cega de quem se acha dono da verdade, mas a dúvida daquele que SABE que a vida é um grande mistério, que não pode ser totalmente decifrado, mas sim experimentado.

“Ainda tenho muito que vos dizer; mas vós não o podeis suportar agora. Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas vindouras.”

(João 16:12-13)

#Espiritismo #Espiritualidade #PlanoAstral

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/esp%C3%ADritos