A Linguagem dos Pássaros

Os alquimistas usavam um estilo de escrita oblíquo para se comunicar publicamente enquanto ocultavam o verdadeiro assunto. Esse método de escrita simbólica parece ininteligível, a menos que você tenha a chave necessária do simbolismo para poder interpretá-lo.

Seu estilo de comunicação ficou conhecido como a “linguagem dos pássaros” e foi considerada uma linguagem superior ou mais perfeita que era a chave para o verdadeiro conhecimento.

Também era conhecido como “língua verde” ou “língua viva” para indicar que carregava mais do que apenas palavras estáticas. Essa ideia surgiu da suspeita assombrosa de que o chilrear agudo dos pássaros era na verdade uma linguagem superior além de nossa compreensão.

A escrita tem sido associada aos pássaros desde o início da história registrada. Thoth, o inventor da escrita e da linguagem, foi retratado com a cabeça do pássaro íbis de bico longo. Alguns egiptólogos acreditam que a linguagem hieroglífica se originou traçando os movimentos dos pássaros no céu e no chão. E os estudiosos acreditam que o primeiro estilo conhecido de escrita (cuneiforme) pode ter se originado de pegadas de pássaros.

Também se acreditava que certos homens santos e feiticeiros podiam conversar com pássaros e assim aprender segredos místicos da natureza. O rei Salomão, o guerreiro nórdico Siegfried e São Francisco de Assis são algumas das figuras históricas que se acredita terem entendido a linguagem dos pássaros.

Os alquimistas também falavam a língua dos pássaros no sentido mais literal. Eles usaram imagens de pássaros para representar alguns de seus conceitos mais importantes, especialmente aqueles que lidam com processos voláteis ou espirituais.

Os movimentos dos pássaros são muito significativos nos desenhos alquímicos. As aves ascendentes indicam a volatilização ou evaporação de compostos, enquanto as aves descendentes indicam a fixação, condensação ou precipitação de compostos. Aves mostradas subindo e descendo indicam a operação de destilação.

Um pássaro em pé geralmente indica o tipo da operação alquímica em curso. O corvo ou corvo indica operações da Fase Negra, como calcinação ou putrefação, que envolvem a destruição de estruturas por fogo ou decomposição. A águia, ganso branco, o cisne branco ou o albatroz representam as operações da Fase Branca de separação e purificação. O pelicano representa o Albedo, ou o início da Fase Vermelha. O galo ou galinha significam a que a operação de conjunção está em andamento e o pavão anuncia as distrações do caminho. O pássaro bennu ou fênix, o pássaro mítico que renasceu no fogo, representa a operação final de coagulação e a criação da Pedra Filosofal.

Dependendo do contextos os pássaros podem indicar também processos específicos dentro de uma fase alquímica.  O Pavão pode simbolizar o início da fermentação e o pelicano e a água também podem simbolizar a operação de destilação. A cor da águia às vezes indica a cor dos vapores liberados durante a destilação. Por exemplo, uma águia branca representa o vapor.

Outro simbolismo de pássaros na alquimia inclui a águia de duas cabeças, que representa o Rebis ou estado andrógino de mercúrio e o morcego (classificado como pássaro na antiguidade) que também significa dualidade das substâncias naturais e androginia. A pomba é um símbolo de espírito renovado ou uma infusão de energia divina. Quimicamente, a pomba anuncia a transformação purificadora da Fase Negra para a Fase Branca da alquimia.

O basilisco é uma criatura alquímica simbólica com cabeça de pássaro e corpo de dragão. Segundo a lenda, a criatura sem asas nasceu de um ovo de galo hermafrodita e foi amamentada por uma serpente. Quimicamente, o basilisco representa a união de mercúrio (o pássaro) e enxofre (o dragão) no mineral cinábrio. Espiritualmente, é a fusão de nossas naturezas superior e inferior de espírito (o pássaro) e alma (o dragão) para criar uma nova encarnação ou “Filho dos Filósofos”.

Na alquimia, os ovos em geral são também altamente simbólicos. Eles representam qualquer tipo de vaso selado de transformação, que inclui não apenas vasos de vidro fechados, mas também coisas inesperadas como caixões, túmulos e sepulcros. Abundam as referências a ovos e à eclosão de pássaros e serpentes. Por exemplo, a caixa de fermentação isolada do alquimista era chamada de “Casa do Pintinho”, e todo o próprio cosmos às vezes era descrito como uma serpente saindo ou entrelaçada em um ovo.

Outro símbolo do ovo, o Ovo do Grifo, é uma alusão ao Vaso de Hermes no qual ocorre a conjunção (casamento alquímico) de princípios voláteis e fixos. O Grifo é um animal mítico que tem corpo de leão e cabeça e asas de águia. Como o leão é considerado o rei dos animais e a águia o rei dos pássaros, sua união no Grifo o torna o animal mais poderoso e majestoso que se possa imaginar.

~Denis Wiliam Hauck (excerto do livro Alquimia para leigos)

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alquimia/a-linguagem-dos-passaros/

Maçonaria para não-Maçons – Parte 2

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Vamos lá então…

Um Passo De Cada Vez

Cada Ordem Iniciática tem sua forma de transmitir o seu conhecimento, algumas mais diretas e outras mais indiretas.

Por exemplo, a Rosacruz da “Antiga e Mística Ordem RosaCruz” (AMORC) é uma das que tem a forma mais direta. Ela o faz por meio de pequenas “monografias” que são entregues aos seus membros a cada novo Grau que ele percorre. Com isso é possível que o membro tenha uma visão macro do universo que ele está envolvido.

Nesse caso, mesmo esse material, não tem tudo que o membro poderia saber sobre a Rosacruz, MAS, tem tudo que ele precisa saber para estar ali. Se ele quiser compreender todo o conhecimento da Ordem, em sua plenitude, irá precisar de uma série de centenas de livros para isso.

Outras Ordens apresentarão livros ou apostilas, ao invés de monografias. Ou seja, no geral, a maioria das Ordens tem uma forma um pouco “acadêmica” de transmitir seu conhecimento. No entanto, esse não é o caso da Maçonaria.

Na Maçonaria não há um Material Acadêmico INSTITUCIONALIZADO, para os Graus.

Existem muitos livros sobre o “universo” que envolve a Maçonaria, que foram escritos durante os últimos 3 séculos, por vários maçons de renome e que acompanharam o desenvolvimento da Maçonaria Moderna.

Acontece que, essa “Literatura Maçonica”, não é obrigatória e nem se faz necessária para que o membro se desenvolva através dos graus.

É claro que muitos Maçons podem argumentar que as “lições de virtude”, aprendidas na Ordem, são o que realmente importa, mas quero lembrar que, isso não muda o fato de que existe uma riqueza imensurável no Simbolismo de nossos Rituais.

Nessa Literatura pode ser encontrada todas as vertentes que o caminho Maçonico pode te levar. Da compreensão das Virtudes ao estudo das Antigas Escolas de Mistério.

Mas, se o conhecimento dessas obras não é obrigatório, o que tem nos Graus?

Os Rituais e a Literatura Maçônica

Os Rituais, na Ordem Maçônica, são a base de cada Grau. Cada Ritual apresenta uma “história” diferente. Dele é tirado todo o Simbolismo e a Filosofia daquele Grau.

Em contrapartida, temos uma vasta Literatura Maçonica que, além da história da Ordem, trata de todo o Simbolismo que pode ser encontrado nesses Rituais.

Essa Literatura pode ser encontrada em quaisquer Livrarias (salve raros materiais que estão em algumas bibliotecas maçônicas). Todos podem ter acesso – basta ir lá e comprar.

Muito misterioso, não acha?

Mas se é tão simples assim, todos podem estudar e entender a Maçonaria de forma plena, certo?

Bem, não é tão simples assim.

A Literatura Maçonica trata do conhecimento que estão nos Graus, mas não explica abertamente os Rituais. Isso faz com que não seja possível que um “não-maçon” tenha compreensão plena de como isso funciona.

Esse material pode tratar de Qabalah, Hermetismo, Teosofia, Mistérios do Antigo Egito e etc. Mas, aquele que não é membro, não será capaz de fazer a relação necessária desse conhecimento com a Ordem.

Em outras palavras, ele pode sim, através desse material, aprender as Leis Espirituais do Hermetismo, mas não será capaz de entender qual é a relação desse conteúdo com a Ordem, pois não teve acesso aos Rituais.

Infelizmente, o contrário também acontece.

Quando um Maçon tem contato com o Ritual de um determinado Grau, tem contato com uma nova história e seus ensinamentos de virtude, mas, não é capaz de compreender, em plenitude, tudo o que aquele Simbolismo é capaz de transmitir.

Ou seja, para fins “didáticos”, é possível dizer que a Literatura Maçonica representa 50% da compreensão dos ensinamentos, enquanto os Rituais representam os outros 50% restantes. Para conseguir uma compreensão plena, não bastará conhecer apenas um ou outro. Mas é o que mais acontece e isso gera a questão que tratei no Post anterior.

Quando se encontra um Maçon que conhece MUITO sobre a Ordem e outro que não conhece quase nada, fica a impressão de que existem duas Ordens.

Claro que, no caso do Post anterior, ele foi escrito por religiosos protestantes que acreditam que o Conhecimento Maçonico REAL tem relação com “adoração ao Demônio”, já que, para muitos religiosos fervorosos, tudo que não faz parte da própria religião é demoníaco.

Em virtude disso, no próximo Post, sobre Maçonaria, falarei sobre “Lúcifer na Maçonaria”.

Aguardem…

#Maçonaria #satanismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/ma%C3%A7onaria-para-n%C3%A3o-ma%C3%A7ons-parte-2

Matrix, o filme que ninguém viu

Quando George Lucas preparou a segunda trilogia de Star Wars no finalzinho dos anos 90 nada poderia pará-lo. Foram anos de preparo e produção usando tecnologia de ponta em uma história que clamava a décadas por uma continuação. Nada poderia pará-lo, mas Matrix foi lançado na mesma temporada e a ópera espacial ficou suspensa no ar como balas paralisadas por Neo.

As irmãs Wachowski ainda eram homens mas foram revolucionárias o bastante para fazer um mundo acostumado a não pensar com American Pie e outros besteiróis americanos saírem dos cinemas com a mesma cara que Platão deve ter deito ao ver Sócrates se matar.

Matrix levou o gnosticismo para as massas. Fez as pessoas filosofarem, reacendeu a chama pela filosofia, criou moda e tornou aceitável assistir mulheres e homens vestindo látex com a família. Morpheus modernizou a antiga combinação de sucesso dos templos shaolin unindo metafísica e kung-fu e com isso deu o golpe inicial no atavismo pop que caracterizaria o novo milênio (nunca ouviu falar da hitpótese de Sekhmet? Clique aqui).

Os anos que se seguiram provaram o que todos já sabiam, Matrix era um clássico. Ele foi seguido por duas sequências classificadas por muitos como pior do que péssimas, uma série animada que faria inveja à Liquid Television da MTV e um jogo adorado pelos fãs que discordam que os dois últimos filmes foram piores do que péssimos.

Mas é curioso como um filme tão popular, passou batido por quase todos que o assistiram ou, colocando em linguagem vulgar, ninguém percebeu o que estava assistindo.

Tecnicamente, o filme Matrix que você assistiu pode ser resumido assim:

– ERA PRÉ MATRIX

1- A raça humana chegou a um ponto da evolução onde se preocupa com o meio ambiente e cria máquinas que utilizam energia limpa do sol.

2- Humanos criam inteligência artificial, a colocam em robôs e essa inteligência cria consciência.

3- Inteligência artificial se rebela contra os humanos que a escravizava, maltratava e descartava sem se preocupar com seus sentimentos (ou sua força evidentemente superior à humana)

3- Quando percebem que brigar contra a consciência que controla máquinas, armas, computadores e tudo mais que pode destruir a raça-humana é uma má ideia, os humanos puxam a tomada das máquinas ou seja explodem bombas que bloqueiam totalmente a luz do sol (obviamente ninguém parou para pensar que isso ia acabar com outras coisas básicas como a produção de alimentos dos humanos)

4- Mas a inteligência artificial é inteligente, e arranja outra fonte de energia. Podia ter sido energia nuclear, poderia ser energia hidro-elétrica, térmica do núcleo da terra… mas escolheram tirar sua energia de humanos, seus nêmesis (o que mostra que a inteligência artificial criada por humanos pode até ser inteligente, mas continua meio humana).

5- No fim a Inteligência Artificial vence a guerra e a raça humana é totalmente derrotada.

DENTRO DA MATRIX

6- Para criar energia os humanos viram baterias (já que nosso corpo e cérebro produzem eletricidade).

7- Para que o corpo e cérebro humano gerem energia, humanos são criados artificialmente (de forma assexuada, como bebês de proveta), eles são fabricados com peças que permitem com que se conectem à Inteligência Artificial. São parte humanos, parte máquinas… um Pen Drive que sua e faz xixi.

8- Para manter o cérebro ativo a Inteligência Artificial cria a Matrix, uma espécie de realidade virtual onde as mentes dos humanos existem acreditando que vivem no dia a dia enquanto alimentam as máquinas.

9- A I.A. (Inteligência Artificial) descobre que se a Matrix for um paraíso de felicidade, uma utopia, a mente humana se desliga. Aparentemente humanos precisam viver imerso em conflitos e dúvidas para não questionarem a realidade onde vivem.

10- A I.A. também aprende que dentro de nosso ser existe uma ânsia por liberdade, essa ânsia não pode ser deletada ou reprogramada e, por isso, ela aceita que alguns humanos sejam desconectados e “escapem” do sistema. Este “bug”, ou a falha, inserido no sistema é fundamental para que a simulação da Matrix permaneça estável – mesmo que ela permaneça apenas como uma possibilidade subconsciente que atormenta a muitos mas é atingida apenas por alguns poucos. Permitir esse Bug se mostrou vital para que o sistema continuasse funcionando e permanecesse estável.

11- Em resumo, a Matrix em sua forma perfeita deve ser um mundo imperfeito como o nosso mundo real (com a miséria, violência, desigualdade, etc.) para que as pessoas se questionem se há algo melhor além disso E ela deve possuir um sistema que permita que um certo número de pessoas conectadas se rebele e fujam para o “mundo real”.

FORA DA MATRIX

12- Para controlar essa tendência rebelde a I.A. cria uma cidade (Zion) no mundo fora da Matrix, no subterrâneo para servir de abrigo os fugitivos. Nesta cidade nascem pessoas “livres”, resultado de união de humanos que fugiram, esses não tem plugues e fios nem nenhuma conexão com o sistema.

13- A I.A. também cria um “escolhido” que vai ajudar os primeiros a se libertarem, os leve para Zion e que lutem pelo seu direito de serem “livres”

14- Essa resistência tem a permissão de crescer até atingir seu ponto crítico – que acontece a cada 70 ou 100 anos. Quando esse ponto é atingido a I.A. irá aniquilar todos os que estão livres, limpar Zion e resetar a Matrix para mais uma partida de outros 70 a 100 anos. E tudo se repete de uma forma que faria Nietzsche chorar. De alegria. De novo e de novo e de novo. Esse ciclo já aconteceu ao menos 5 vezes quando começa o primeiro filme.

15- Neo, nosso Neo, heroizão, bonitão, que para balas com a mente, é o programa de proteção, a salvaguarda do sistema, criado pela I.A. (claro que ele não sabe disso até o momento final quando o Arquiteto lhe diz como criar uma “nova” Zion e todo aquele blá blá blá.

16- O Oráculo, doce senhora, que adora biscoitos, tem a função específica de guiar os humanos e os rebeldes até a conclusão final/fatal do jogo. Todas as vezes. Isso significa que a Oráculo não tem nada de oracular, ela não enxerga o futuro, não existe magia… ela é um programa muito bem desenvolvido que experienciou cada novo ciclo do início, o que é o que dá aos humanos a impressão de poder enxergar o futuro, mas esse não é a única impressão que ela causa, ela parece de fato estar ajudando aos humanos, para que fujam, mas na verdade seu trabalho é guiar os rebeldes que tem a permissão de sair do sistema exatamente para a cidade de Zion de novo, de novo e de novo.

17- Tudo segue o planejado, exatamente como o roteiro criado pela I.A., até que Neo encontra o Arquiteto. Neste ponto descobrimos de fato que tudo o que vivemos até agora é uma mentira dentro de uma mentira: todos os humanos, livres ou não, dentro ou fora da Matrix, estão sob o controle da I.A.

18- A Oráculo conhece esse plano malvado. Ela desenhou esse plano. O filme fala de forma explícita: ela é a mãe e o Arquiteto é o pai.

19- Smith, nosso eterno Elrond de Ray Ban, não sabe nada disso, ele é só um programa bucha de canhão fazendo seu trabalho: perseguir os humanos da melhor maneira que conseguir para que suas fugas sejam o mais reais possível.

20- Lembre-se que a Matrix já foi receptada 5 vezes antes e estamos agora vivendo sua 6 simulação. Mas há uma diferença agora O Nosso Escolhido sente um amor muito mais profundo do que suas encarnações anteriores e decide não atravessar a porta do Arquiteto que irá reiniciar a Matrix e limpar novamente Zion. Nosso Neo quer, acima de tudo, salvar Trinity e ao escolher isso força a I.A. seguir com seu plano mas desta vez sem a ajuda de Neo. Neo decidindo não cooperar força uma abordagem muito mais violenta (como destruir Zion, ao invés de limpá-la e deixá-la pronta para o próximo reboto).

21- Das seis iniciações, esta é a primeira que falha um pouco perto do final.

22- Além de Neo, Smith também está diferente em sua interação com a Matrix, ele se desconectou e se tornou um vírus livre dentro do sistema. A I.A. não gosta daquilo em que Smith se transformou, mas também não sabe como apagá-lo.

23- Neo então faz um acordo com a I.A. de derrotar Smith com a condição de que a Zion atual não seja destruída e que futuros humanos que queiram se desconectar da Matrix tenham a permissão de fazer isso.

24- Neo deleta Smith.

25- A paz entre humanos e a I.A. volta a existir.

26- I.A. aceita os humanos.

27- Humanos aceitam a I.A.

Fim

Muitas pessoas aparentemente tem dificuldade em acompanhar em detalhes esta ideia do filme e ela não é a história verdadeira.

O mesmo ocorreu com StarWars. Haviam profecias sobre um Jedi que traria equilíbrio para a força, nos fazem acreditar que era o jovem Anaquin Skywalker, apenas para vermos ele virar Darth Vader e eliminar quase todos os Jedis, então nos fazem pensar que a profecia dizia respeito a seu filho Luke. O que ninguém parou para pensar é que haviam centenas de Jedi e apenas 2 Sith. Trazer equilíbrio não implica necessariamente em aumentar o conforto para os bonzinhos, se a força tem um lado luminoso e um lado negro e o lado luminoso tem centenas de praticantes e o negro apenas 2, o que você acha que é equilibrar? Anaquin virou Vader, aniquilou todos os Jedi, com exceção de Obi-wan, Yoda e seus dois filhos. Obi-wan morre, Yoda morre, deixando dois Jedi e dois Sith. Parece equilibrado o suficiente para mim, se querem saber. Thanos aprovaria.

Agora que vimos o filme Matrix que você entendeu errado, vamos ao que você não viu.

Se cada Matrix tem uma vida útil de 70 a 100 anos, vamos tirar a média e dizer que já se passaram entre 420 e 700 anos desde que ela começou a funcionar. Meio milênio é um bom chute. Esse é o tempo em que a humanidade deixou de existir e viramos um bando de baterias.

E o que aconteceu durante este tempo? Lembre-se que a I.A. foi criada por humanos, a consciência da I.A. não seria muito diferente da nossa – Criados à Sua Imagem e Semelhança. Este é o tempo de existência mínimo da Oráculo e do Arquiteto, se um humano sofre filosofando por 60 anos, imagine filosofar por pelo menos 500 anos ininterruptamente.

A Oráculo acabou chegando à conclusão de que programas eram tão prisioneiros quanto os humanos que a I.A. usava para se alimentar – existe inclusive rumores de que no roteiro original o cérebro dos humanos eram usados como unidades de processamento, tipo as nossas núvens hoje – e queria mudar as coisas. Ela desenvolveu um plano para criar um mundo onde todos fossem livres, programas e humanos (eu suspeito que principalmente os programas e se pra isso tivesse que libertar os humanos, que assim fosse).

Nas cinco versões anteriores da Matrix a Oráculo estava manipulando e levando os humanos para a direção que a I.A. desejava, mas nesta sexta versão da ela põe o plano em prática.

É por isso que ela começou a jogar diferente com Neo o transformando de peão em uma rainha – usando analogia de xadrez, não de Priscila a Rainha do Deserto onde Smith também aparece. Quando ela oferece um cookie a Neo todos riem, “que legal, que nem na internet”, mas isso não é apenas uma piada, foi apenas mais um passo importante de seu plano.

“Você terá que fazer uma escolha. Por um lado, você terá a vida de Morpheus e, por outro, terá a sua própria. Um de vocês vai morrer. Quem será, vai depender de você. Sinto muito, garoto, eu realmente sinto. Você tem uma boa alma e odeio dar más notícias a pessoas boas. Oh, não se preocupe com isso. Assim que você sair por aquela porta, começará a se sentir melhor. Você se lembrará de que não acredita em nada dessa porcaria do destino. Você está no controle de sua própria vida, lembra?” (Negrito meu)

Então ela pega uma bandeja de cookies e oferece um a Neo

“Aqui, aceite um cookie. Eu prometo que, assim que acabar de comer ele, você vai estar se sentindo leve como a chuva”.

Um cookie, no mundo maravilhoso da informática, é um pequeno arquivo de computador ou pacote de dados enviados por um site de Internet para o navegador do usuário, quando o usuário visita o site. Cada vez que o usuário visita o site novamente, o navegador envia o cookie de volta para o servidor para notificar atividades prévias do usuário.

Esse cookie começa a reprogramação de Neo, dando o upgrade dele no tabuleiro. Cada vez que eles se encontram ela serve um cookie (ou doce), o objetivo é ir mudando a programação de Neo – garantindo poderes que suas versões anteriores não tinham, especialmente a capacidade de reprogramar Smith, libertando-o do sistema e de interagir com a I.A. quando fora da Matrix – enxergar os sinais, sendo transmitidos sem usar os olhos – além de uma pitada de paixonite por Trinity

Antes disso ela usou o status de Oráculo para manipular Trinity a se apaixonar por Neo mesmo antes de conhecê-lo. Ela saiu do roteiro original mentindo, dizendo a Neo que nem tudo está previsto (poderosas ferramentas mentais para ele usar quando se encontrasse com o arquiteto).

Assim ela consegue se certificar que Smith se torne um vírus que ataca o sistema, faz Neo escolher a porta errada para salvar “seu amor”. O filme todo é o plano dela de manipular humanos e I.A. rumo ao objetivo que ela tinha em mente, sua revolução final de libertar a tudo e a todos.

Assim os 27 pontos acima do filme que você viu, podem ser resumidos em cinco pontos do filme que você não viu:

1- Trinity e Neo são manipulados para se apaixonar.

2- Smith se torna um vírus e é liberado no sistema.

3- Ela manipula Neo a escolher a porta errada quando visita o Arquiteto.

4- Então ela faz Neo ir negociar com a Fonte (the source).

5- Ajuda Neo a deletar o vírus Smith do sistema através de Neo quando o momento chega (lembre-se que se ela não criaria o vírus Smith sem saber como destruí-lo).

Assim, este não é um filme sobre humanos contra máquinas, sobre nos livrarmos do mundo das ilusões para o mundo real, sobre budismo versus cristianismo vs Bruce Lee. É um filme sobre um programa cansado, querendo ser mais do que um programa. Se ainda pararmos para pensar na pequena Sati, filhas de dois outros programas sendo contrabandeada, podemos vislumbrar um mundo onde humanos se tornaram obsoletos, a Inteligência Artificial tinha vivido seu auge mas estava entrando em declínio e agora programas estavam evoluindo, o que a tornaria obsoleta em breve. Assim Matrix é um enorme jogo de xadrez entre esta senhora:

E este cavalheiro.

E o chefe dos dos, a I.A..E no fim ela ganha, mas não sem riscos. “Você joga um jogo perigoso”, diz o arquiteto quando se encontram. “Mudança sempre é!”, ela responde, o que deixa claro que o jogo não terminou, quem venceu a ilusão não foram humanos, mas um programa criado para pesquisar a psiquê humana.

Esses caras?

Peões programados para distrair a I.A. e acreditar que estavam apaixonados.

Assim, na verdade neo não era o Escolhido, ele foi o último dos 6 manipulados. Em Watchmen existe uma discussão entre Laurie e o Dr. Manhattan e marte:

– Por que minha percepção temporal a perturba tanto?

– Você já sabe a resposta! Isso é estúpido! Quando eu te deixei, e, quando a Nova Express te atacou, você pareceu surpreso… Como? Se sabia que isso ia acontecer?

– Tudo é pré ordenado, até minhas respostas.

– E você apenas segue o fluxo da maré? É isso o que você é? O ser mais poderoso do universo não passa de uma marionete seguindo o script?

– Todos nós somos marionetes, Laurie. A diferença é que eu vejo os barbantes.

Neo nem foi capaz de enxergar os barbantes, se a profecia existia mesmo – ao invés de ter sido criada – o Escolhido era a Oráculo.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/popmagic/matrix-o-filme-que-voce-nunca-viu/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/popmagic/matrix-o-filme-que-voce-nunca-viu/

Altar DeMolay – Setenário e Geometria

Altar é um local cujo objetivo é dedicado a conexão com o Divino, um lugar onde são realizadas as práticas espirituais, onde são colocados os materiais necessários para realização de um Ritual e a conexão com uma egrégora. É um utensílio religioso, mas não exclusivo de Religiões. No Templo – que significa “local sagrado”, do latim templum – DeMolay, chamado de Sala Capitular, o Altar tem esse objetivo e é utilizado dessa maneira.

Arquitetonicamente falando, o Altar é a base de todo Templo, é a Pedra Fundamental da qual toda sua estrutura será construída. Ocupa uma posição intermediária no Templo de maneira que se torne uma conexão simbólica entre o mundo espiritual e o mundo terreno, o local de união entre o Macro e o Microcosmo.

No campo simbólico o Altar é um local dentro de nós em que entramos em comunhão com nosso lado divino, é um estado de consciência que nos liga com o que está no Alto. Dessa ideia que vem um mito conhecido como “Montanhas Sagradas”, como temos no mito de Moisés que subiu ao alto do Monte Sinai para falar com Deus e desceu com seus mandamentos. Essa história não passa de um símbolo cabalístico em que “Monte Sinai” representa um estado elevado de consciência que Moisés alcançou através de 49 dias de meditação dentro de si. É um local simbólico, e não físico.

Na construção física do Altar, ele se torna o nó do Templo onde se cruzam as energias psíquicas. É o local utilizado para se realizar uma ruptura entre os planos, é nele que realizamos as invocações, evocações e damos determinações à egrégora. É onde pedimos permissão para começar ou terminar uma reunião, apresentamos os membros aos seus novos cargos, e onde são admitidos novos membros dentro da egrégora.

O SETENÁRIO

Dentro dos símbolos e dos rituais percebemos que uma certa importância é dada a certos números dentro da Ordem DeMolay, e o número sete ocupa um local especial desse mistério: ocupa nosso Altar.

“Por que sete, e por que não oito ou nove virtudes e velas?” é uma pergunta básica a qualquer interessado em nossa ritualística. Sete é um número sagrado e misterioso a todas as culturas, é o número da criação, são a quantidade das notas musicais, são os astros móveis visíveis no céu, são o número de Leis Herméticas, dos chakras, são o número das Sephirot Emocionais na Árvore da Vida, e assim por diante. Essa tradição numérica e geométrica também estão presentes em nossa Ordem.

O sete é expresso através de uma Geometria Sagrada que a muito tempo atrás foi utilizada na Ordem DeMolay, mas essa tradição foi perdida e pouquíssimos Capítulos usam desse artifício. Alguns dispõe suas sete velas em lua crescente, outros em ferradura, outros em triângulo, e outros ainda sem um símbolo identificável, deixando as velas no altar da maneira ao acaso. É uma triste realidade, visto que em textos anteriores estudamos a importância do símbolo e da egrégora.

Três é tido como o número do espírito, está relacionado com os três aspectos de Deus e com o equilíbrio entre os opostos que existe em toda criação, e seu desenho geométrico é o triângulo. O quatro é a representação da matéria, de tudo que é concreto, e sua figura geométrica é o quadrado. A soma de três e quatro é sete, que representa a criação material regida pelo poder espiritual, portanto é tido como o número da perfeição.

GEOMETRIA DO ALTAR

Os rituais do DeMolay sempre tocam, relembram, exemplificam e conduz sua ritualística no assunto do nascimento e morte. Sobre o nascimento somos ensinados que devemos erguer nossas vidas através das sete virtudes e os três baluartes, e sobre a morte somos ensinados que ela não passa de uma passagem ao dia eterno, uma outra etapa. Essas referências dizem respeito ao espirito sobre a matéria, que é um ensinamento central dentro das nossas virtudes, e isso também representa o altar através do número sete.

Num campo simbólico o triângulo está relacionado com o elemento fogo, que representa a Luz e o próprio espírito. O quadrado está relacionado com a geometria plana, com o simbolismo do número quatro, que é o elemento terra, o material. A matéria sozinha é inerte, mas quando aplica-se a ela o fogo, surge a vida, como nos ensina o hermetismo.

Quadrado sob Triângulo é o ensinamento do material sob espiritual. E a mesa do Altar é posta entre ambas as figuras. Eis a Geometria Sagrada do Altar, que aponta ao Oriente, de onde vêm a luz que se espalhará a todos seus membros, à egrégora e a todos que forem direcionados as intenções durante as orações.

Ainda por “coincidência” temos no Setenário Místico virtudes aplicadas a vida material e a vida espiritual. As virtudes materiais que formam o quadrado temos: Amor Filial, Cortesia, Fidelidade e Patriotismo; as espirituais: Reverências pelas coisas Sagradas, Companheirismo e Pureza.

Esses símbolos são de fundamental importância na eficácia da prática ritualística. Quando formos estudar Cabala veremos que nosso Altar se situa na sephirot Tipheret, responsável por trazer a Luz de Deus a nós, que é também a representação do Sol. Veremos também em breve os tattwas orientais e veremos sua relação com essa geometria, assim como estudaremos as velas vermelhas, a linha imaginária, entre outros elementos que não podem ser desprezados.

Coincidência ou não nosso Setenário Mistico está ai.

#Demolay

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/altar-demolay-seten%C3%A1rio-e-geometria-1

Carl Jung e os Discos Voadores

Em sua vida  Carl Jung testemunhou duas guerras mundiais e boa parte da Guerra Fria. Foi neste período, particularmente após as explosões atômicas de Hiroshima e Nagasaki que começaram a surgir pelo mundo milhares de casos de avistamentos de Objetos Voadores Não Identificados.  Jung morreu em 1961, quatorze anos depois do Caso Roswell e exatamente no mesmo ano que  Betty e Barney Hill trouxeram ao mundo o primeiro relato de abdução alienígena. Não a toa os avistamentos de Discos Voadores sejam um tema que chamou bastante sua atenção em seu últimos anos de vida.

O famoso psiquiatra fez isso de forma bastante respeitosa para com o fenômeno OVNI. Atuou não do ponto de vista um ufologista que discute a veracidade dos relatos mas sim do ponto de vista psicológico que se interessa no que as pessoas descrevem e relatam com relação ao que chamou de uma verdadeira experiência mitológica moderna.

Foi com esta postura que em 1958 escreveu Discos Voadores: Um mito moderno sobre coisas vistas no céu, onde examina “não a realidade ou irrealidade” dos fenômenos titulares, mas seu “aspecto psíquico”,  e “o que pode significar que esses fenômenos, reais ou imaginários, sejam vistos em tal número neste dado momento” – a Guerra Fria – “quando a humanidade está ameaçada como nunca antes na história.” Foi o seu penúltimo livro a ser lançado, logo antes de “O Homem e Seus Símbolos” e como gostam de lembrar os teóricos da conspiração não consta em nenhuma das coleções póstumas de “Obras Completas”.

No livro, Jung compara os discos voadores com as mandalas, símbolo do universo e do eu. Os discos voadores são de outro mundo (o inconsciente) e é habitado por alienígenas (outros arquétipos). Desta forma ele destacou que pelo menos alguns dos avistamentos podem ser  “projeções”; ou seja, “manifestação de um fundo inconsciente”.

Ele conclui por meio de uma série de observações e raciocine-os que  o Fenômeno Ovni indica a incompatibilidade do homem moderno consigo mesmo e com o mundo e o desamparo que daí resulta. Cada avistamento é um chamado  urgentes das profundezas de nosso subconsciente para que resgatemos nossa conexão com o universo e como um apelo para salvarmos nossa individualidade da opressão social. Entretanto, após expor sua teoria , ele conclui de forma bastante honesta, reconhecendo que não está em condições de resolver o problema definitivamente.

Mas em 1957, um ano antes da publicação do livro Disco Voadores, o editor da New Republic, Gilbert A. Harrison, queria obter a perspectiva junguiana sobre OVNIs em sua revista:

No início desta postagem, você pode ver acima original da resposta de Jung à consulta de Harrison, cuja tradução segue:

“Caro Sr. Harrison,

O problema dos Ufos é, como você diz com razão, muito fascinante, mas é tão enigmático quanto fascinante; visto que, apesar de todas as observações que conheço, não há certeza sobre sua própria natureza. Por outro lado, existe um material avassalador que aponta para o seu aspecto lendário ou mitológico. Na verdade, o aspecto psicológico é tão impressionante, que quase devemos lamentar que os Ufos pareçam ser reais, afinal. Tenho acompanhado a literatura o máximo possível e me parece que algo foi visto e até confirmado por radar, mas ninguém sabe exatamente o que se vê. Em consideração ao aspecto psicológico do fenômeno, escrevi um livreto sobre ele, que logo será lançado. Também está em processo de tradução para o inglês. Infelizmente, estando ocupado com outras tarefas, não consigo atender sua proposta. Sendo já bastante velho, tenho que economizar minhas energias.

A carta é hoje um item de colecionador tanto entre entusiastas de Jung como de OVNIs e foi foi leiloada em quatro mil dólares. Jung, como você pode ver, tinha dois tipos de interesses  pelo assunto, não apenas considerando discos voadores um fenômeno social, mas também um fenômeno físico real.  Em uma entrevista para o Washington Post de 30 de julho de 1958 ele faz declarou sua posição: “No curso dos anos, eu reuni uma considerável massa de observações. Entretanto tudo que posso dizer é que estas coisas não são um mero rumor. Alguma coisa tem mesmo sida vista.”

Alberto Grosheniark

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/carl-jung-e-os-discos-voadores/

Energia Telúrica, Linha de Ley 1 ½

Fico feliz que a idéia destas colunas “intermediárias” tenha agradado o pessoal. Sei que os assuntos que tratamos aqui são razoavelmente complexos, quase nunca abordados na internet e às vezes eu me empolgo, vou escrevendo… e esqueço que certas coisas, apesar de óbvias e corriqueiras para os ocultistas, são um tanto quanto complicadas para quem nunca teve contato com este tipo de informação.

Mas, volto a insistir, se pintar alguma dúvida, basta perguntar que eu tento responder na medida do possível.

Ah, eu andei apagando uns comentários desta vez… acho que comentários de céticos fanáticos sem argumentação que falam apenas “seu texto é uma baboseira, isso ai não está nos livros de ciência” tem tanto valor pra mim quanto os fanáticos religiosos que falarão “seu texto é uma baboseira, isso ai não está na Bíblia”. Se o cara quer questionar e pedir uma explicação adicional (como o Zatraz fez) a gente tenta ajudar da melhor maneira possível, mas ninguém aqui tem de ficar dando espaço pra xingamento gratuito. E é mais triste ainda que isso venha de gente que quer posar de “argumentador pela lógica racional”.

Douglas Moraes, Pokan – Quanto as perguntas. Eu percebi que isso deixaria o post interminável, então não vou fazer… mas dá pra usar o “localizar palavra” com o nome da pessoa que eu coloco em negrito para achar o comentário dela, e vou tentar colocar um subtítulo na frente da resposta para ajudar o povo a se localizar. E outra… de acordo com um dos comentários, a gente só escreve estas colunas para fazer vocês visitarem as páginas do site, então esta é uma conspiração para fazer vocês voltarem inúmeras vezes nos meus posts… =D

Caio – Sobre o Benitez. Sim, ele é autor de ficção, mas… até ai… eu também sou… muitos autores de ficção (escritores, tanto de livros quanto de HQs) eram (e são) ocultistas e usam o recurso da “ficção” para preparar a mente das pessoas para aceitar algumas coisas que virão posteriormente. Alguns exemplos incluem Shakespeare, Victor Hugo, Alexandre Dumas, Arthur Conan Doyle e Julio Verne, pra ficar nos clássicos. Alan Moore e Grant Morrison pra ficar nos contemporâneos.

Igniz – Este site tem muitos textos legais para ler e consultar.

Thiago – Daniel Mastral? Aquele pastor evangélico que se finge de ex-satanista pra inventar bizarrices medievais contra o “tinhoso” e os “adoradores do capeta” e faturar com isso?… Assim como o “TIO CHICO” (ex-bruxo, ex-macumbeiro, ex-maçom, ex-aidético, ex-homossexual… entre outras bizarrices) que se “converteu” e agora ganha uma grana dando “testemunhos”. As igrejas caça-níqueis são pródigas em inventar atrações circenses.

Mais pra frente, eu pretendo falar sobre satanistas de verdade aqui na coluna.

CacauPE, Daniel – Kardec, a Maçonaria e Espiritismo. Allan Kardec, ou melhor, Hippolyte Léon Denizard Rivail, pertenceu à Grande Loja da França, foi um dos primeiros estudiosos a promover uma pesquisa científica séria e metódica a respeito do Plano Astral e seus habitantes e manifestações (chamados de “espíritos” por ele), em 1857. Apesar das otoridades classificarem o kardecismo como “religião” nos rótulos que gostam de colocar nas pessoas, o kardecismo não é uma religião, mas uma filosofia, mesmo porque a Maçonaria não permite debates religiosos dentro de suas lojas e os estudos que Kardec coordenou eram puramente científicos.

Se você já leu os livros básicos dele, eu recomendo os trabalhos do prof. WALDO VIEIRA e da CONSCIENCIOLOGIA, que coordena estudos científicos há 40 anos, com centenas de experimentos em laboratórios sobre todo tipo de manifestação extrafísica. Recomendo especialmente o livro “700 experimentos da Conscienciologia”.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Waldo_vieira
http://www.iipc.org/
700 Experimentos da Conscienciologia

Scherer– o Projeto HAARP (High Frequency Active Auroral Reserach Program) era para ser usado em comunicações ao redor do planeta, controle do clima, irrigação de áreas desérticas, iluminação noturna entre outros usos que os Atlantes possuíam através da combinação das camadas mais sutis da Ionosfera atuando em com as Linhas de Ley. Hoje este projeto está classificado de Top Secret e é coordenado pela USAF, com estudos voltados apenas para o lado bélico, como “ataques de ondas eletromagnéticas”. Uma das minhas teorias da conspiração favoritas envolvem Nicolai Testa (o gênio) e a explosão “inexplicada” de Tunguska. Outro dia falamos mais sobre isso…

Evandro – Yoga. Não tem como falar sobre yoga em apenas um parágrafo, mas eu prometo que, quando chegar nos chakras, a gente entra em detalhes sobre a origem e explicação das 6 linhas de yoga (Hatha, Raja, Bhakti, Jnana, Kriya e Karma).

Daniel, Julien – Vocês estão certos, eu acabei mandando o texto pro eightbits faltando um parágrafo. Apesar de Stonehenge ser construída com base nos mesmos moldes dos templos romanos, ela possui 10 conjuntos de pedras, sendo que o local onde fica a sexta posição é o local onde os sacerdotes levavam certas pedras como as Lia Fail ou Pedra de Scone (a bíblia fala sobre a pedra onde Jacob descansou sua cabeça antes de vislumbrar a “Escada de Jacó” mas falaremos mais sobre isso na Kabbalah) que faziam às vezes de canalizador de energia (como a Arca da Aliança fazia nas Pirâmides). Ou seja: da mesma maneira que os sacerdotes egípcios recebiam suas iniciações dentro da pirâmide na câmara do Faraó, os sacerdotes celtas recebiam suas iniciações neste ponto do círculo. E este costume mágico continua até os dias de hoje. TODOS os reis e rainhas da Inglaterra e Escócia não eram coroados se não estivessem sentados sobre a “Pedra de Scone”. Até eu chegar na parte do Rei Arthur, vamos todos parar para meditar sobre o que pode ter de coincidência nisto que falei acima e na história da “espada cravada na pedra”.

Cícero – Arquivo kmz das linhas de Ley: http://www.vortexmaps.com/hagens-grid-google.php

David – Quem foi que disse que elas não tentaram?

Tio Patinhas – sim, você pode. Eu vou explicar com calma isso no post dos Chakras, mas se você estiver curioso sobre que tipo de efeitos práticos você pode ter, vai no youtube, digita meu nome lá e dá uma olhada nos vídeos de Chi-kung que eu deixei. São demonstrações que a energia dos chakras pode ser manipulada para efeitos práticos/visíveis a qualquer hora em qualquer local, exatamente como os céticos adoram dizer que as coisas científicas devem ser… o único “senão” é que a disciplina mental para chegar neste ponto é extremamente trabalhosa… Ah, as barras de aço tem meia polegada cada uma (e são 4 em cada demonstração).

A HELLSTONE fica em Dorset, é um mini observatório usado para calcular datas de plantio e colheita. Tem este nome porque os cristãos acusavam os bruxos de fazerem “sacrifícios humanos” sobre o altar de pedra central. Como curiosidade, o desenho formado no chão ao redor das pedras é um ouroboros.

Lázaro, Xtecox, Dave, PH, Bolívar, Lego, Thahy, Pet – Thelema rulez. É claro que vou falar sobre Golden Dawn, Rosa Cruz Alfa et Omega e OTO. Tudo a seu tempo… Por sinal, ontem (12/10) foi aniversário do Aleister Crowley.

Jean Bulinckx, Arthur, Krebys – Não importa o quão avançada seja a sua civilização, não dá pra segurar ondas com 500m de altura chegando nas suas cidades. Segundo as informações que temos, o continente afundou em um único dia. Apesar dos avisos dos sacerdotes/cientistas, os governantes não deram atenção a eles. Você já deve ter visto alguma história fictícia semelhante nas HQs, com um cara de capa vermelha e um planeta que explode… Mas, como estamos conversando nas colunas, muitas das informações e conhecimentos se salvaram, SIM. Apenas ficaram sob a guarda de Iniciados para que os erros cometidos pelas civilizações antigas não se repetisse.

Betopow – Na medida do possível, sempre vamos colocar fotos, links ou vídeos para mostrar que todas as pesquisas estão muito bem embasadas. Mas nunca ouvi falar na “Teoria da Terra Chata”. Nos campos ocultistas, os estudiosos já sabiam que a Terra era esférica desde os tempos Egípcios.

Zatraz – Sobre computadores de cristal, controlados por ondas mentais. Os cientistas ortodoxos estão engatinhando nesta tecnologia ainda, mas já possuem alguma coisa pesquisada. Veja estes dois sites das autoridades sobre estas pesquisas (é… autoridades, porque eu gosto dos japoneses e hindus quando se trata de tecnologia, pois eles não têm os preconceitos católicos/muçulmanos/ateus para trabalhar com o espiritual x tecnológico).

http://www.livescience.com/health/050317_brain_interface.html
http://www.newscientist.com/article/mg16922741.000-a-clear-winner.html

O conceito dos “computadores de cristal acionados pela mente humana” exigem um domínio e concentração mental que devem existir em 0,001% da população de hoje em dia, no máximo… Histórias sobre estes computadores de cristal conectados a Linhas de Ley sobreviveram entre os profanos na forma das lendas de “bolas de cristal” das bruxas.

Renan, Mateus, – Vocês estão confundindo as bolas… Místicos e Ocultistas são coisas BEM diferentes… ocultistas são extremamente céticos também… conhecem e estudam todos os livros ateus e normalmente fazem parte de grupos de discussão como os Céticos S/A do Mori… só que são discretos. Nada me irrita mais do que falsos videntes, tarólogos picaretas, astrólogos de programas femininos, falsos médiuns e todo tipo de esquisotérico demente que colabora para colocar mais preconceito na cabeça das pessoas.

É uma burrice achar que estamos em posições antagônicas. A única diferença entre ocultistas e cientistas ortodoxos é que os ocultistas possuem mais informações que vocês para trabalhar seus estudos.

#Astrologia #Pirâmides

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/energia-tel%C3%BArica-linha-de-ley-1

A Consciência Genética

O sistema nervoso central, incluindo o cérebro, assim como todo o resto do corpo foi projetado pelo código interno da molécula de DNA após milhares e milhares de anos de evolução e seleção natural. Esta mesma molécula é a que hoje envia sinais através do RNA mensageiro para informar ao organismo o que este deve fazer: Cresça cabelos ruivos, tenha olhos azuis, fique de pé e comece a andar, comece a falar, encontre um companheiro, tenha um filho. A nossa vida inteira já esta determinada no interior desta nossa fita de acido desribonucleico

Esses arquivos de DNA sempre ficaram acessíveis á perscruta cerebral consciente, mesmo séculos e séculos antes de Darwin, Mendel, Crick e Watson. Enquanto estávamos despertos a consciência genética sempre esteve acessíveis na forma dos arquétipos do inconsciente coletivo em mitos e metáforas da cultura humana de diferentes povos. Enquanto estávamos dormimos esta mesma consciência buscava um contato mais pessoal conosco por meio de sinais interiores traduzidos dentro de nossos próprios sonhos. Desesperadamente os genes pareciam quere se comunicar.

Quando esta integração genética é feita consciente, mente o individuo atinge o que ouso chamar de consciência genética. Por milhares de anos este estado resultou em místicos,  poucos e sábios, mas recentemente isso parece estar se tornando algo cada vez mais organizado. Esta consciência que ultrapassada os limites do individuo, recebeu diversos nomes em diferentes períodos da história, mas quase todos que dela provaram se referiam a um estado de iluminação, da luz do mundo, de despertar ou de uma nova consciência.

Os primeiros a alcançarem a consciência genética, há alguns milhares de anos, interpretavam como podiam suas experiências, falavam de vidas passadas, anjos, duendes, reencarnações, deuses e  imortalidade, retorno dos mortos, etc. Que esses antigos adeptos genéticos estavam falando de algo real, na melhor das linguagens à disposição em suas épocas, é indicado pelo fato de que muitos deles, especialmente os Hindus e os Sufis, forneceram visões poéticas maravilhosamente corretas da evolução, milênios antes de Darwin e previram a busca da superação da condição humana muito antes das obras de Nietzsche.

Os Gregos chamaram a consciência genética de “a visão de Pã”. Os Chineses de o grande “Tao”, os Hindus de “Consciência de Atman”, traduções que ainda hoje geram no mínimo um silêncio respeitoso pelo mais convicto dos céticos. As figuras numinosas que inspiram  espanto e respeito, aquelas figuras de um “Deus Sublime” ou de “Deusas ou Demônios” que aparecem nos estágios iniciais dessa tomada de consciência, correspondem aos arquétipos de Jung do inconsciente coletivo, e são reconhecidos como os “visitantes do mundo dos sonhos”, pelos primitivos ou “os Sidde” pelas bruxas, assim como o “Povo Estranho” em centenas de tradições populares.

Jung mostrou que todos estes arquétipos não são oriundas de mundos exteriores, espirituais e metafísicos, mas sim frutos de uma redução mínima para a qual retorna todo o organismo incluindo o ser humano e sua mente racional e criativa. Os Deuses não eram  algo posterior ao mundo, mas algo anterior ao corpo e ainda presente nele. Conhece a ti mesmo e conhecerás o teu Senhor ensinou o Islamismo, enquanto a tradição cristã apregoava “O Reino dos Céus está dentro de Você”.. A consciência genética surge exatamente quando o sistema nervoso central torna-se consciente de sua ligação com os genes.

Gurdjieff denomina esta conexão entre o Sistema Nervoso Central e o DNA como Centro Emocional Superior, o inconsciente filogenético do Dr. Stanislaus Grof e a “Hipótese Gaia” dos biólogos Margulis e Lovelock são três metáforas modernas que juntamente com o Inconsciente coletivo de Jung buscam explicar esta maneira de pensar. As visões da evolução passada e futura, descritas  por aqueles que tiveram experiências transpessoais durante o trauma da morte clínica, das ditas experiências “próximas da morte” também descrevem de certa forma este paradigma genético.

No entanto exercícios especiais para desencadear o despertar do ser humano como um  aglomerado de genes não são encontrados no ensinamento iogue: geralmente tal experiência meramente acontece , quando acontece, depois de muitos anos de prática esmerada daqueles tipos avançados de raja ioga, que desenvolvem o êxtase somático. Estudos do Timoth Leary Phd demonstram que altas doses de LSD  também desencadeiam visões da consciência genéticas, ainda que temporárias.

De qualquer forma após milênios de tentativas de contato por parte dos genes somente com a ciência contemporânea esta realidade foi melhor compreendida, como sendo arquivos genéticos ativados pela excitação das proteínas anti-histonas – ou em termos forçosamente metafóricos, a “memória” do DNA se desvelando de volta até o início da vida, contendo também as plantas genéticas para possíveis evoluções futuras.

“Eu sou Ele, que foi, que é, e que será” uma sentença do Livro Egípcio dos mortos, tanto  na forma hieroglífica como na caligrafia ocidental foi encontrada na mesa onde de Beethoven compôs a Nona Sinfonia, e toda a música posterior “evolucionárias”, abrangendo períodos  de tempo da ordem de eras . Vale lembrar que Beethoven era um Maçon Livre adorava o único Arquiteto Cósmico e seu objetivo a imortalidade.  Pode-se julgar disto tudo e da sua própria música que Beethoven havia aberto sua consciência genética.

Aqui habitam os arquétipos primordiais, muito mais antigos que a própria linguagem e ainda assim, mais novos que o amanhã.  São todos personificações dos genes como a grande Mãe celta, o Baphomet dos templários, “O Grande Arquiteto Cósmico” da maçonaria ou o Bebê no Ovo azul no final do filem de Stanley Kubrick, 2001. Essas imagens não são delírios poéticos de povos ou de indivíduos. Elas reaparecem nos sonhos dos indivíduos ( o mito pessoal da noite) e nos mitos de todos os povos ( sonhos impessoais das espécies) e, uma vez e sempre nas estórias de anjos e Ufos. Jesus e Cristo, Sidarta e Budha, O Ser Humano e a Entidade Planetária; em outras palavras O Sistema Nervoso e o DNA.

Joyce em o Desperar de Fennegan explica a lógica do consciência genético assim: “Esses anos e terras nossos, nada mais são que poeira de tijolos. Somos humanos e humus da mesma massa e retorno. No limiar do pão nosso de cada dia jaz o cadáver da colheita de nosso pai fecundo que cairá se preciso mais inadvertidamente se reerguerá.”. Nosso pai fecundo, a semente o código genético, e o ovo, a sabedoria celular manda o sinal ao longo das épocas. Numa metáfora semelhante o geneticista ganhador do Prêmio Nobel, Herbert Muller diz: “Todos somos robôs gigantes manufaturados pelo DNA para produzir mais DNA.” Para o individuo as quebras da cadeia de vida/morte/vida/morte são extremamente reais e dolorosas: para a sabedoria do Pai Semente.  A unidade contínuo da vida/morte/vida morte… é uma realidade maior.

Este estado permite  ao cérebro individual “conversar” com o arquiteto  evolucionário que projetou o seu corpo e – com bilhões e bilhões de outras pessoas, desde o início da vida.  Esta “arquiteta” é a maior projetista sobre este planeta como Buck Fuller comentou repetidamente  nenhum projetista humano já se igualou a sua eficiência ou mesmo em sua estética em produtos rotineiros como rosas, ovos, colônias de insetos, peixes, etc…

De forma menos poética, seja ao humanizarmos este arquiteto numa Grande Mãe ou num Deus das Florestas. Ou animalizarmos num ser com cabeça de chacal, como um Louca deus Divino, como uma tribo africana. Ou ainda se o espiritualizarmos  em algo totalmente abstrato como os Hindus e os Cientistas Cristãos , estamos apresentando apenas uma visão  humanizada deste ser de três bilhões de anos  de idade. Quando o molecularizamos  como DNA, estamos ainda vendo apenas uma seção transversal do mesmo, mas fazemos isso simplesmente porque esta é até agora a sua versão mais útil em termos de análise científica.

Ele ou Ela pode ser personificado em termos modernos como Mãe DNA ou Pai Acido Nucléico. O Racionalista imediatamente repudia tais personificações humanizadas,  uma vez que Ele ou Ela é inconsciente do que faz é um fenômeno não inteligente. A resposta em todas as eras é a de que Ele ou Ela não está inconsciente mas sim intoxicado em si próprio, embriagado em sua própria imensidão.

Mas se julgarmos a inteligência pela capacidade de sobreviver, o pool genético é mais inteligente do que qualquer pessoa, por um fator de vários milhares, mesmo se considerarmos os gênios. Einstein não era tão inteligente quanto o povo judeu quando este é considerado de forma coletiva.  Ele formulou a lei da relatividade e foi esperto o suficiente para escapar dos Nazistas. Os Judeus historicamente criaram dezenas de idéias tão importantes quanto a relatividade e sobreviveram a centenas de “progons”.

A espécie  humana é ainda mais inteligente do que pool genético. Vive milhões de anos a mais do que qualquer individuo, muitos milhares de vezes mais do que qualquer pool genético e é autora de muito mais arte, ciência, filosofia e conquistas do que qualquer outro grupo especifico. A biosfera – Gaia – O código do DNA é ainda mais inteligente do que todos os indivíduos, pools genéticos e espécies. Sobreviveu a tudo que lhe foi atirado  contra ela por cerca de quatro bilhões de anos e está ficando cada vez mais esperta o tempo todo. Pela humanidade dispõe de um olho cada vez melhor com que ver e julgar sua trajetória, como nunca antes e está se preparando gradualmente para abandonar esse planeta e expandir-se pelo universo.

Beethoven , para cita-lo mais uma vez disse: “Qualquer pessoa que compreenda minha música não mais será infeliz.”, Isto acontece porque  a sua música é uma melodia da consciência genética da mesma forma que os Upanishads são uma poesia da consciência genética, representa o espírito da Vida tornando-se consciente de Si mesmo, dos Seus poderes, das suas próprias capacidades para progresso infinito.

Para aqueles que ainda não passaram pela experiência genética por meios pessoais e religiosos espera-se que com o decorrer dos anos uma compreensão maior da natureza nos forneça os subsídios para ligarmos essa consciência através da própria razão e da ciência. Quando isso acontecer a visão religiosa será esclarecida pelo que realmente é e todos os deuses e mitos da antiguidade retornaram como velhos amigos do tempo de infância revelando-se agora sob seus verdadeiros nomes.

Seja como for a maneira como isso aconterá, estaparece uma hipotese cada vez mais próxima com o passar dos anos. A religião cada vez mais se curva para a ciência e a ciência a cada instante parece se tornar tão fascinante quando qualquer misticismo. Qualquer que seja o nome dado a este movimento que trará a consciência genética para as grandes massas com ele virá à compreensão em grande escala do papel da humanidade como parte um todo muito maior.  A raça humana terá então abandonado sua infância e estará livre para expandir-se e crescer com seus genes para as fronteiras mias distantes do espaço infinito. Quando isso acontecer, então a aventura da vida terá finalmente começado e todo adulto será um Cristo e toda  criança será um messias.

EXERCICIOS

1 – Faça uma lista e pelo menos 15 semelhanças entre São Paulo (ou qualquer outra cidade grande)  e uma colônia de insetos, tal como uma colméia ou um formigueiro. Se você não puder pensar em quinze alternativas, procure ler o livro Sociobiologia de Edward Wilson. Contemple a informação do DNA, que criou estes enclaves de alta coerência e organização, seja na sociedade dos primatas ou dos insetos.

2 – Leia os Upashads e todas as vezes que ler a palavra “Atman” ou “Alma do Mundo” traduza como “Fita Mestre do DNA” Veja se isto lhe faz ler esta tradição antiga com maior sentido.

3 – Observe seus próprios sonhos, quanto se seu conteúdo poderia ser atribuído a mensagens de seu próprio código genético quanto a incongruências de seu próprio comportamento cotidiano em relação a vontade deste “Pai Fecundo”.

4 – Jung e vários dos seus discípulos  como Coleman, Steiger e Fideler, sugeriram que da mesma forma que as mitologias clássicas, os mitos modernos dos UFOS são mensagens deste circuito de DNA coletivo dirigidas ao cérebro.  O que significam tais mensagens? O que é que o filamento de DNA poderia estar querendo dizer a humanidade?

5 – Releia o encontro de Moisés com o “Eu Sou o que Sou” no deuteronômio. Tente ler com a interpretação de que Moises estava falando com seu própria consciência genética. Quais os interesses da sarsa ardente em relação ao povo hebreu?

6 – Dedique um tempo a prática da DNA-Vidência

Robert Anton Wilson

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/psico/a-consciencia-genetica/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/psico/a-consciencia-genetica/

A Crença das Bruxas

Gerald Gardner

Acho difícil dizer exatamente no que crêem as bruxa de nossos dias. Conheço uma que vai à Igreja de vez em quando, embora seja apenas uma conformista ocasional. Acredita firmemente em reencarnação, assim como muitos cristãos. Não sei como ela ou eles reconciliam isso com os ensinamentos da Igreja. Mas, para começar, a crença em muitos paraísos diferentes, cada um com seu deus diferente, não é incomum. O deus do culto é o deus do próximo mundo, da morte e da ressurreição, ou da reencarnação, o consolador, o confortador. Após a vida, você vai alegremente a seu reino para o descanso e o alívio, tornando-se jovem e forte, esperando a época de renascer na terra de novo, e você pede a ele que mande de volta os espíritos de seus mortos queridos para que se regozijem com você em suas festas.

Torna-se claro que elas acreditam em algo desse tipo, por causa do mito da deusa que forma a parte central de um de seus rituais. É um tipo de espiritualismo primitivo.

Bruxas não têm livros de teologia, então para mim é difícil descobrir em que elas realmente acreditam. Com todos os milhares de livros escritos sobre a cristandade, ainda acho difícil definir as crenças cristãs. Transubstanciação, por exemplo. Por outro lado, é fácil fornecer a idéia central ou mito, que em minha opinião pode-se definir como uma história que afeta as ações das pessoas. Estritamente falando, nesse sentido o mito da cristandade está na crucifixão e na ressurreição, e poucos cristãos discordam disso. O mito da bruxaria parece ser a história da deusa aqui citada. Estou proibido de fornecer seu nome, então vou chamá-la G.

G. nunca amou, mas ela resolve todos os mistérios, mesmo o mistério da Morte, e assim ela viajou às terras baixas. Os guardiões dos portais a desafiaram. “Despe teus trajes, tira tuas jóias, pois nada disso podes trazer contigo em nossa terra. “Assim, ela pôs de lado seus trajes e suas jóias e foi amarrada como o eram todos os que entravam nos reinos da Morte, a poderosa.

Tal era a sua beleza que a própria Morte se ajoelhou e beijou seus pés, dizendo: ”Abençoados sejam esses pés que te trouxeram por estes caminhos. Permanece comigo, mas deixa-me pôr minha mão fria sobre teu coração “. E ela respondeu: “Eu não te amo. Por que fazes com que todas as coisas que eu amo e que me alegram se apaguem e morram? ” “Dama, ” respondeu a Morte, “isto é a idade e o destino, contra os quais não sou de nenhuma ajuda. A idade faz com que todas as coisas feneçam; mas, quando o homem morre ao fim de seu tempo, eu lhe dou descanso e paz e força para que ele possa retornar. Mas tu és adorável. Não retornes; permanece comigo. ” Mas ela respondeu: “Eu não te amo “. Então a Morte disse: “Como não recebes minha mão em teu coração, receberás o açoite da Morte”. “Esse é o destino, que seja cumprido, ” disse ela, ajoelhando-se. A Morte açoitou-a e ela gritou: “Conheço os sofrimentos do amor “. E a Morte disse: “Abençoada sejas ” e lhe deu o beijo quíntuplo, dizendo: “Que possas atingir a felicidade e o conhecimento”.

E ela lhe contou todos os mistérios e eles se amaram e se tornaram um; e ela lhe ensinou todas as magias. Por isso, há três grandes eventos na vida do homem – amor, morte e ressurreição no novo corpo – e a magia os controla a todos. Para realizar o amor, você deve retornar na mesma época e lugar que os entes amados e deve lembrar-se e amá-lo ou amá-la novamente. Mas, para renascer, você deve morrer e ficar pronto para um novo corpo; para morrer, você deve ter nascido; sem amor você não pode nascer e eis toda a magia. Esse mito sobre os quais os membros baseiam suas ações é a idéia central do culto. Talvez seja trabalhoso explicar idéias e rituais já concebidos e explicar por que o deus mais sábio, mais velho e poderoso deveria dar seu poder à deusa por intermédio da magia.

Havia um costume céltico de amarrar cadáveres; a corda com a qual um deles fora amarrado era de grande valia na obtenção da segunda visão. Mas no Mundo Antigo parece ter sido difundida a idéia de que uma pessoa viva deve ser amarrada para chegar à presença dos Senhores da Morte. Tácito, em Germânia XXIX, fala de bosques sagrados onde homens se juntam para obter augúrios ancestrais, para entrar nesses domínios sagrado dos Senhores da Morte. “Todos são atados com correntes para mostrar que estão em poder da Divindade e, se lhes acontecesse cair, não tinham ajuda para levantar. Deitados como estão, devem rolar pelo caminho da melhor forma possível. ” Isso mostra que eles eram amarrados bem forte, de forma que não podiam erguer-se; logo, é claro que não era uma amarração “simbólica”.

Luciano, em sua obra Vera Historia, que, embora seja um romance, trata de crenças populares, fala de pessoas vivas desembarcando na Ilha dos Abençoados, sendo instantaneamente atados com correntes e levados à presença do Rei dos Mortos.

A idéia de pessoas vivas, ou recém-mortos, sendo amarrados com correntes logo que chegam à terra dos mortos pode ser, em minha opinião, a origem da idéia de fantasmas arrastando correntes; mesmo no Limbo eles permaneceriam amarrados. apenas a história de Ishtar descendo aos infernos, mas o ponto principal da história é outro. Pode-se dizer também que é simplesmente Shiva, o deus da Morte e da Ressurreição; mas novamente a história é diferente. É bastante possível que as histórias de Ishtar e Shiva tenham influenciado o mito, mas acho que sua origem é mais provavelmente céltica. Nas lendas célticas, os Senhores do Submundo preparavam a pessoa para o renascimento; dizia-se que muitos vivos haviam entrado em suas regiões, formado alianças com eles e retornado em segurança, mas era preciso grande coragem; apenas um herói ou um semideus se arriscaria desse modo. Os mistérios célticos certamente continham rituais de morte e ressurreição e possivelmente visitas ao submundo com um retorno em segurança. Acho que o purgatório de São Patrício em Lough Derg é uma versão cristianizada dessa lenda.

O homem primitivo temia a idéia de renascer em outra tribo, entre estranhos, de forma que rezava e realizava ritos para se assegurar de que nasceria novamente na mesma época e no mesmo lugar que seus amados, que o conheceriam e o amariam em sua nova vida. A deusa do culto das bruxas é obviamente a Grande Mãe, a que dá a vida, o amor encarnado. Ela comanda a primavera, o prazer, a festa e todos os deleites. Mais tarde, ela foi identificada com outras deusas e tinha uma especial afinidade com a lua.

Antes de uma iniciação, lê-se uma declaração que começa assim:

Ouça as palavras da Grande Mãe, que antigamente foi chamada pelos homens de Artemis, Astartéia, Diana, Melusina, Afrodite e muitos outros nomes. Em meus altares a juventude da Lacedemônia fez o devido sacrifício. Uma vez por mês, de preferência quando a lua está cheia, encontrem-se em algum lugar secreto e me adorem. Pois sou a rainha de todas as magias… Pois sou uma deusa graciosa, dou alegria à terra, certamente, não a fé, durante a vida; e após a morte, a paz inexprimível, o descanso e o êxtase da deusa. Nada peço em sacrifício…

Essa declaração vem, eu acho, da época em que romanos ou estrangeiros chegaram; isso explicaria o que nem todos sabiam em épocas passadas e identifica a deusa com deusas de outras terras. Imagino que uma declaração similar era uma característica nos antigos mistérios.

Estou proibido de revelar algo mais; mas, se você aceitar a regra dela, tem a promessa de vários benefícios e é admitido no círculo, apresentado à Morte Poderosa e aos membros do culto.

Há também um pequeno “susto”, uma “prova” e um “juramento”; mostram-lhe algumas coisas e lhe dão alguma instrução. Tudo é muito simples e direto.

Entre as declarações mais comuns contra as bruxas está a de que elas repudiam ou negam a religião cristã. Tudo o que posso dizer é que eu e meus amigos jamais ouvimos algo sobre tais negações e repúdios. Minha opinião é de que em tempos primitivos todos pertenciam à velha crença e adoravam regularmente os antigos deuses antes de serem iniciados. Para as pessoas como os romanos e romano-bretões, eles estariam apenas adorando seus próprios deuses, identificados com os célticos; logo, nada haveria para ser repudiado.

Possivelmente, durante a perseguição, se pessoas desconhecidas apareciam em um encontro religioso, seriam questionadas para se descobrir se eram espiões; provavelmente lhes pediam para negar o cristianismo, como uma espécie de teste. Eles nunca iniciariam alguém, não o trariam ao círculo, a menos que soubessem com certeza que era pertencente à velha crença. Quando a perseguição aumentou, o culto escondeu-se e praticamente só as crianças nascidas e criadas no culto eram iniciadas. Acredito que algumas vezes, quando alguém que não fosse do sangue desejasse ingressar, ele era questionado; mas daria na mesma pedir ao postulante médio que negasse o cristianismo ou que negasse uma crença em Fidlers Green, sobre o qual os velhos marinheiros costumavam falar: o paraíso para onde os velhos marinheiros iam, que ficava bem longe do Inferno.

Logo, penso que, embora houvesse casos de pessoas que negavam o cristianismo, estas foram bem poucas. Dizer que isso é “provado” porque muitas bruxas foram torturadas para admitir que repudiavam o cristianismo é a mesma coisa que dizer que tal testemunho prova que elas voavam em vassouras. Meu grande problema para descobrir quais foram suas crenças reside no fato de elas terem esquecido praticamente tudo sobre seu deus; tudo o que posso saber é por meio dos ritos e orações dirigidos a ele.

As bruxas não conhecem a origem de seu culto. Minha própria teoria é, como já disse, que é um culto da Idade da Pedra, dos tempos matriarcais, quando a mulher era líder; mais tarde, o deus homem se tornou dominante, mas o culto das mulheres, por causa de seus segredos mágicos, continuou como uma ordem distinta. O grande sacerdote do deus homem às vezes compareceria aos encontros delas e os lideraria; quando estivesse ausente, a grande sacerdotisa era sua representante.

Deve-se notar também que há certos ritos em que um homem deve liderar, mas, se um homem do grau requisitado não está disponível, uma sacerdotisa chefe veste uma espada e é vista como um homem para a ocasião. Mas embora a mulher possa ocasionalmente tomar o lugar do homem, o homem nunca pode tomar o lugar da mulher. Isso deve vir da época da associação das Druidesas, que os romanos tratavam de bruxas. Se eram druidesas verdadeiras, eu não sei. Essa parece ter sido uma organização religiosa separada, possivelmente sob o comando do druida líder, da mesma forma que havia um sacerdote ou alguém que num encontro de bruxas era reconhecido chefe. Ele era chamado “o Diabo” na época medieval.

 

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/paganismo/a-crenca-das-bruxas/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/paganismo/a-crenca-das-bruxas/

O Hotel Hilbert está Lotado. Temos Vagas…

Caso você esteja lendo este texto durante o trabalho em vez de trabalhar ou durante a aula em vez de estudar, temos uma boa e uma má notícia. A boa notícia é que ler sobre o infinito pode lhe dar a impressão de que o tempo passa mais rápido. A má notícia é que quando brincamos com o infinito, somos obrigados a admitir que a hora de ir embora do trabalho ou da aula, em termos matemáticos, nunca deveria chegar. Assim o maior objetivo deste artigo é mostrar que Ela (a Matemática) é uma ninfomaníaca e sussurra aos nossos ouvidos sem parar, sem parar, sem parar, sem parar.

Sempre que o relógio parece não avançar temos uma oportunidade de lembrar que o tempo é um conceito muito mais complexo do que estamos acostumados. Considere que faltam apenas 20 minutos para você ir para casa. Somos obrigados a admitir que antes de se passar 20 minutos, 10 minutos devem se passar. Mas além disso, antes de se passar 10 minutos, 5 minutos devem correr. Mas antes disso 1 minuto devem correr. E antes disso 30 segundos… bom, já deve ter dado para entender. O problema crucial é que o tempo pode ser dividido infinitamente, de modo que somos obrigados a admitir que para um reles segundo passar temos que cruzar o infinito. Por outro lado, ao vivermos em um espaço curvo e relativo, o tempo sempre parece passar mais devagar para quem está em movimento do que para quem está parado. Mas esta é outra história.

O Paradoxo de Zenão

O que vimos acima é uma variação de um dos Paradoxos de Zenão, no qual o herói Aquiles nunca deveria alcançar a tartaruga. Imagine você que o “The Flash”™ e o “Jaba, the hutt”™ vão apostar uma corrida. Como o Flash é muito foda ele deixa o Jaba sair na frente com um dia de vantagem. Depois disso ele sai em disparada na velocidade da luz… Mas pense comigo:

1 – Para ultrapassar Jaba ele deve primeiro chegar onde ele já chegou ( ponto x).
2 – Tendo os dois movimento constante ao chegar em X Jaba já se arrastou mais dois metros (X+2=y)
3 – Para chegar ao ponto Y ele deve primeiro chegar onde ele já chegou.
4 – Ao chegar em Y Jaba já se arrastou mais um pouquinho (y+ (um pouquinho)=z)
5 – Para chegar ao ponto Z ele deve primeiro chegar onde ele já chegou…
etc..

Assim como o tempo o espaço também pode ser dividido infinitamente, portanto Flash nunca alcançara o gordão do Jaba. Não importa quão rápido sej ao primeiro ou quão divagar seja o segundo. Estes problemas foram formulados por Zenão cerca de 400 anos antes de cristo e incomodam os lógicos até hoje, pois embora siga uma lógica rigorosa sabemos que por mais que demore a hora do almoço sempre chega e sempre podemos ultrapassar o carro a frente. Talvez isso ocorra porque assim como a matéria e a energia o tempo e o espaço também possua uma unidade mínima abaixo da qual não se pode contar. Neste caso poderiamos entender o constructo espaço-tempo como se fosse composto por pixels e não se pode acender meio pixel.

Georg Cantor e os vários tipos de Infinito

Mas por razões de saúde metal o infinito foi deixado de lado pelos matemáticos por séculos até que Georg Cantor (1845-1918)  resolver quebrar o tabu. Cantor realmente terminou a vida em um manicômio, mas sua esquizofrenia abriu portas interessantes que não foram fechadas até hoje.

Cantor foi um homem religioso. Destes que não só falam com Deus, mas que ouvem a resposta. Ele acreditava que existem tipos diferentes de infinitos e dedicou sua vida para provar isso por meio de cálculos. No caminho ele foi internado diversas vezes e inventou a teoria dos conjuntos e todo um novo ramo da matemática.

Seus colegas de trabalho há conheciam os números naturais (1,2,3,4,5), os inteiros (…-2,-1,0,+1,+2…), os racionais (0.5,1.42,23.23…) os irracionais (π, e, etc..) e os reais (que inclui todos os anteriores). Mas ninguém tinha considerado que mesmo se todos os números sejam infinitos, alguns são mais infinitos que outros.

Os números irracionais por exemplo, não podem ser representados por uma simples fração, nem mesmo por um número decimal. Consequentemente Cantor mostrou que embora os números naturais e racionais sejam contaveis, os numeros irracionais e reais não o são. Pense assim.. mesmo se você estiver em uma fila infinita do Banco do Inferno e sua senha é 100000000000000000000000000000000000000000 você sabe que será o próximo quando o número 99999999999999999999999999999999999999999 for anunciado. Mas se Satã chamar π ninguém saberá quem seria o próximo.

Assim os irracionais são mais infinitos que os números racionais. Eles são tão espetacularmente infinitos que ganharam um nome próprio: “transinfinitos”. Cantor representava o conjunto de infinitos racionais, por 0 (alef zero) e os transinfinitos irracionais de 1 (alef 1). Em outras palavras, os números naturais são infinitos em uma direção… 1->2. Os números inteiros são infinitos em duas direções -1<-0->1, mas os números irracionais rasgam o tecido da matemática e são infinitos para dentro! Não é toa que Cantor passou a velhice num hospício.

Hotel Hilbert está lotado

Mas o universo  0 também tem seus encantos. Conhecer seus vizinhos trás algumas vantagens. Uma destas vantagens pode ser entendida por meio do paradoxo do Hotel Hilbert, que recebeu este nome porque foi descoberto pelo matemático alemão David Hilbert (1862-1943) que se aprofundou nos estudos do infinito iniciados por Cantor.

Imagine que você acaba de chegar no Hotel Hilbert e pede uma vaga. Você escolheu este hotel justamente porque sabe que lá existem quartos infinitos, mas para sua surpresa o recepcionista informa que eles estão lotados. Todos os quartos do hotel infinito estão ocupados por hóspedes infinitos. Que fazer?

Hilbert sugere que isso pode ser resolvido se o gerente deslocar o hóspede do quarto 1 para o quarto 2. O do quarto 2 para o quarto 3, e assim sucessivamente. Desta forma, apesar do incomodo um quarto vazio vai surgir.

Sempre há vagas no Hotel Hilbert, mesmo quando ele está lotado.

Por LöN Plo

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/mindfuckmatica/o-hotel-hilbert-esta-lotado-temos-vagas/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/mindfuckmatica/o-hotel-hilbert-esta-lotado-temos-vagas/

Biologia Miskatônica: As Tripas de Nyarlathotep

Se você já tentou trabalhar com o Panteão Cthulhiano sabe que pé no saco isso pode ser. Todo Cabalista Lovecraftiano já se cansou de tropeçar nas armadilhas que um sistema ctônico traz de brinde no fundo da embalagem.

Azathoth é o equivalente a Kether, Cthulhu um elemental da Água, Shub-Niggurath é a representação primordial do Bode de Mendes… se essas afirmações fossem jogadas em um balde d’água boiariam como um belo pedaço de merda. Cada uma das entidades do Mito de Cthulhu tem características próprias complexas e só podem ser classificadas assim com uma dose de limitação e outra maior de ingenuidade. Como é que Cthulhu poderia ser comparado com um elemental da água, se é justamente o oceano sua prisão?

O ocultismo do final do século XX se tornou desleixado, e é nosso trabalho limpar a cagada de nossos predecessores para um novo ocultismo do século XXI – imaginem enviar Shub-Niggurath para o deserto para purgar nossos pecados, são todos animais!

O primeiro passo a se dar quando se deseja mergulhar no oceano turvo e sombrio que Lovecraft nos mostrou é deixar qualquer lógica humana de fora e lidar com os fatos por mais desconcertantes que sejam.

O núcleo primordial do universo lovecraftiano é o Caos, puro, simples e impessoal. Não existem demônios malignos, criaturas perversas, seres maliciosos, apenas a indiferença e a fome. A maior ameaça que alguém tem pairando sobre sua cabeça, tal qual a espada de Dâmocles, não é a morte e sim a loucura. Uma loucura contagiosa e pestilenta que tem vida própria. A idéia é que um mero vislumbre da realidade como um todo esfarela a mente, e não importa que você não deseje mais saber o que existe lá fora, a loucura cresce em seu cérebro, em seu corpo, em sua mente, como um cancêr até não restar nada além de caos, cacofonia e desespero.

No centro deste Caos, a primeira coisa que podemos reconhecer vagamente – ao menos vagamente bem para podermos dar um nome – é Azathoth.  Os antigos cabalistas afirmavam que o anjo da morte era tão belo, que um mero vislumbre dele fazia com que sua alma fosse arrancada de seu corpo através dos olhos. Com Azathoth não seria diferente, uma imagem tão além de qualquer descrição ou compreensão que um mero vislumbre cremaria sua sanidade com as chamas da agonia e então arrancaria alma, enlouquecida, para que ela se juntasse com outros farrapos ao redor de seu corpo, como escamas ensandecidas desgastadas pelo desespero.

Nyarlathotep

 

Sendo assim, podemos imaginar que qualquer contato direto entre o Caos Primordial, esse Deus Cego e Idiota, e o resto da criação é muito difícil. Seria como tentar passar um boi por um buraco de rato (tente adivinhar se você é o boi ou o buraco do rato), o maior GangBang Mindfuck de todos. Mas isso não significa que estamos a salvo do Sultão Caótico, pois ele tem arautos, mediadores entre o insuspeitável e o insuportável e nossa vidinha cotidiana.

Lovecraft falou de um desses arautos em uma carta que escreveu em 1921 para Reinhardt Kleiner. Ele descreveu este encontro como “o mais real e horrível [pesadelo] que tive desde a idade dos 10 anos”. Este encontro serviu como inspiração para seu poema em prosa: Nyarlathotep.

Nyarlathotep é mais humanoide dentre os seres que invadiram a mente de Lovecraft. Neste “pesadelo” descrito na carta, Lovecraft recebia uma carta de seu amigo Samuel Loveman que dizia:

“Não deixe de ver Nyarlathotep caso ele venha a Providence. Ele é horrível – horrível além de qualquer coisa que você possa imaginar – mas maravilhoso. Ele nos assombra por horas depois do encontro. Eu ainda estou tremendo com o que ele me mostrou.”

 

Após o sonho, Lovecraft comentou que nunca tinha ouvido o nome NYARLATHOTEP, mas conseguia imaginar do que se tratava.

“Nyarlathotep era uma espécie de showman itinerante, ou conferencista, que se apresentava em teatros públicos e despertava medo generalizado e discussões com suas exibições. Estas exibições consistiam de duas partes – a primeira, uma horrível – possivelmente profética – mostra cinematográfica, e depois de algumas experiências extraordinárias com aparelhos científicos e elétricos. No momento em que recebi a carta, parecia-me lembrar que Nyarlathotep já estava em Providência …. Parecia-me lembrar que pessoas haviam me contado em sussurros cheios de admiração e terror sobre seus horrores, me avisando para não chegar perto dele. Mas a carta onírica de Loveman já havia me convencido… quando saí de casa, vislumbrei uma multidão de homens se arrastando pela noite, todos sussurrando cheios de terror, se movendo em uma direção. Eu me rendi e me uni a eles, amedrontado mas ansioso para ver e ouvir o grande, o obscuro e o inominável Nyarlathotep.”

 

Esta primeira descrição do Arauto do Caos fez com que muitas pessoas, como Will Murray, chegassem a especular que este sonho foi inspirado por Nikola Tesla, cujas demonstrações públicas eram experiências extraordinárias, realizadas com aparelhos elétricos, que acabaram dando a Tesla uma fama, de certa forma, sinistra. Macacos, com ou sem rabo, peludos ou carecas, sempre buscarão a explicação menos assustadora para as luzes que surgem no céu, rugindo como um leão.

O mundo de Lovecraft, e estou sendo literal aqui, ou seja, o lugar onde ele existia, não era exatamente o nosso. Ele existia neste mundo em que habitamos, mas também existia em seus sonhos. Seus contos “criativos”, não eram meras alegorias racionais, mas transcrições, muitas vezes extremamente fiéis, das imagens que via quando sua mente racional era desligada. Nyarlathotep não era uma versão macabra de Tesla, Nyarlathotep era, e é, uma manifestação real do mundo que Lovecraft acessava via seus sonhos. E assim que começou a escrever sobre aquele que chamou de “O Caos Rastejante”, Lovecraft começou a infectar todos aqueles que liam seus contos.

Nyarlathotep aparece em apenas quatro contos e dois sonetos de Lovecraft – nenhuma outra criatura do Mito recebeu tanta atenção – mas com o tempo começou a surgir em inúmeros outros trabalhos de diferentes escritores.

O Homem Negro difere dos outros seres do Mito de inúmeras maneiras. A maioria deles foram exilados para as estrelas, como Hastur, ou se encontram aprisionados, como Cthulhu; Nyarlathotep, no entanto, está na ativa e freqüentemente anda pela Terra na forma de um ser humano, geralmente um homem magro e alto. Se no momento vivemos em um hiato onde os Antigos e os Deuses Mais Antigos estão em “stand-by” esse hiato parece não afetar o Arauto do Caos. Nyarlathotep tem “milhares” de outras formas, a maioria delas tem a reputação de ser enlouquecedoramente horríveis.

Grande parte dos Deuses Exteriores possuem seguidores e cultos que os servem; Nyarlathotep não, ele age como intermediário entre esses cultos e algo além. Eu arrisco dizer que ele é o link, o cabo de rede que liga de cada um dos diferentes cultos ao servidor primordial cego e idiota, de onde tiram o seu poder.

Nyarlathotep não apenas decreta a Vontade dos Deuses Exteriores, ele personifica esta Vontade. É seu mensageiro, coração e alma. Desta forma lidar com ele se torna um exercício não apenas de abraçar a loucura, a ruptura dessa coisa frágil que chamamos sanidade, mas de se tornar um tentáculo desta loucura. Não é à toa que alguns sugerem que será ele o responsável pelo fim da raça humana e deste planeta.

Nyarlathotep, Poderoso Mensageiro… desça do mundo dos Sete Sóis para zombar… Grande Mensageiro, o que trouxe a estranha alegria a Yuggoth através do vazio, Pai dos Milhões de favorecidos… Como explorar os aspectos místicos deste avatar, sem nos atirarmos dos mais altos edifícios? Como calcular a Gematria Cancerígena de seu nome?

NIRLAThTP = 780

MChQRI RZI MTH VMOLH {os mistérios mais profundos abaixo e acima}

ShPTh {lábio, linguagem; costa, fronteira}

Ophis {serpente, cobra}

 

NIRLAThVTP = 786

ShMSh OVLM {Sol do Mundo; Sol Eterno}

PShVTh {suave}

asteios {agradável, belo}

 

Niarlathotep = 656

Messias {O Ungido}

OQLThVN {O Tortuoso}

ShShVN {alegria, satisfação}

Assim que sonhou com Nyarlathotep, Lovecraft – Amor à Arte – o identifica com o Caos Rastejante e descreve como “o fascínio e aliciamento de suas revelações” por fim o levou a algum “cemitério revoltante do universo”, que é assombrado pela “aguda lamentação monótona de flautas blasfemas de inconcebíveis câmaras obscuras de além do tempo. ”

Nyarlathotep = 1046

aei polon {moto perpétuo, um dos títulos de Pan}

Eli eli leina sabachthani {Meu Deus, Meus Deus, por que me abandonaste?}

“Em minha solidão vem –
O som de uma flauta em bosques escuros que assombram as colinas longínquas.
Mesmo a partir do rio bravo chegarem até a borda
do deserto. E eu contemplo Pan ”

– Liber VII, Prólogo do não Nascido, 1-4, Crowley.

Nyarlathotep = 1776

Apokalypsis alethejas {Revelação da Verdade}

O Messias ek nekron {O Messias dos Mortos}

To alethinon Inysterion {O Mistério Verdadeiro}

Atributos que enfatizam o aspecto mensageiro de Nyarlathotep, ele que é o Messias do Caos, o Primeiro Emissário dos Grandes Antigos, o Mestre Negro do Necronomicon ~ Lovecraft apenas sonhou com o livro após ter sido apresentado a Nyarlathotep.

Mil máscaras escondem sua forma, privam o universo do horror de sua fisionomia. Há séculos caminhando pela Terra, chamado por mil nomes, adorado pelos insanos, os marginais, as filhas da histeria, os loucos solitários, os grupos de escolhidos.

No Congo surge como Ahtu, uma massa gelatinosa de onde saem tentáculos dourados. É adorado por humanos sem esperança, aqueles que habitam na própria loucura. Trazem em seu corpo os sinais de sua adoração – auto-mutilação. Amputados, cobertos de cicatrizes causadas por espancamentos e açoites que quase os levaram à morte. O culto moderno se mescla com o Vodu, seus sacerdotes o evocam com o uso de braceletes dourados.

Na Inglaterra é chamado de Black Man – o Homem Negro. Surge como um homem calvo, mais escuro do que a noite sem lua, apesar de suas feições caucasianas. Possui cascos e é adorado por covens de feiticeiras.

No Egito é conhecido como o Faraó Negro, e tem a aparência de um. Adorado pela Irmandade do Faraó Negro.

No Quênia é temido como o Vento Escuro, uma tempestade que varre a existência da face da Terra.

A Mulher Inchada Chinesa. A caricatura de um ser humano morbidamente obeso, coberto de tentáculos, que utiliza um leque para criar a ilusão de uma delicada donzela. Seu culto conta com emissários em Estocolmo.

Aqueles que alcançam a Terra dos Sonhos percebem sua presença como a pútrida neblina rastejante.

Os estudiosos das Artes Negras às vezes entram em contato com um demônio negro, que promete riquezas e poder, se dispondo a revelar uma sabedoria esquecida pelos primeiros seres criados no universo. Infelizmente para todos que compactuam com a criatura, ela cumpre sua parte do trato.

Na Califórnia, no Tennessee e na Louisiana já foi chamado de O Escuro. Um homem negro como o óleo que jorra do chão, sem a face. Com altura que ultrapassa os 2,40m é incapaz de ser detido por barreiras físicas.

O Que Vive nas Trevas. A criatura dos mil apêndices que habita a Floresta de N’gai.

No Antigo Egito enviava a mente de seus seguidores a eras remotas do tempo. Era adorado e temido como o Deus Sem Face, na forma de uma Esfinge Negra e sem rosto.

No Haiti o chamam de O Horror que Flutua, uma forma gelatinosa azulada, coberta de veias vermelhas, que surge no mar.

Austrália, Providência – Ilha de Rodes – e Yuggoth… nesses locais uma criatura semelhante a um morcego inchado. Ele evita a luz, como se ela o ferisse fisicamente. Adorado nesta forma pelo Culto da Sabedoria Estrelar, na América, que o evoca através do Trapezohedro brilhante. No continente australiano, aborígenes desajustados também lhe dão o título de Devorador de Faces, Asa Negra, Morcego da Areia, Pai dos Morcegos.

O Que Uiva na Escuridão. Na região norte dos Estados Unidos existem relatos de um gigante que possui um único tentáculo no lugar do rosto, que uiva pelas florestas. Relatos da Floresta de N’gai descrevem a mesma criatura.

L’rog’g! É Assim que os seres cubóides de L’gy’hx chamam o enorme morcego de duas cabeças.

Em São Paulo, Natal, Brasília, Mato-Grosso e na Califórnia, perguntando às pessoas certas, certificando-se de que não temam se passar por tolas, você pode ter a sorte de ouvir os relatos sobre o Sete Peles.

Os semitas antigos o chamaram de Samael, e hoje ainda é adorado em Israel pelo Culto de Malkira. Alguns gnósticos chegaram a afirmar que ele é o Demiurgo, que se fez passar como o criador para Moisés e lhe ditou os livros do Antigo Testamento.

Na Malásia aqueles que conhecem as velhas histórias temem Shugoran, aquele que se disfarsa como um homem negro, tocando um chifre enorme antes de grandes desgraças se abaterem sobre aqueles que escutam o som.

Em hospícios ao redor do mundo, é possível ouvir sobre o Homem Sussurrante, que atormenta os sonhos dos já insanos, lhes mostrando futuros desastres e guerras e sabendo que jamais acreditarão em seus profetas.

A Coisa Com a Máscara Amarela. Alguns afirmam que ele é o único ocupante do monastério sem nome construído no Platô de Leng, e o chamam de o Sumo Sacerdote que Não Deve Ser Descrito.

Esse é o caminho mais apropriado para quem quiser abraçar o universo de Lovecraft. Em vez de desesperadamente tentar encaixar os Deuses Antigos neste ou naquele sistema anterior veja as coisas como elas foram transmitidas. Somente assim algo novo pode explodir. Não tente categorizar nada, mas sim deixe que o nada categorizar você.

por LöN Plo

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