Por James Casbolt, ex-agente do MI6 – 4 de Julho, 2006
Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/bases-subterraneas-criancas-desaparecidas-e-extraterrestres/
Por James Casbolt, ex-agente do MI6 – 4 de Julho, 2006
Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/bases-subterraneas-criancas-desaparecidas-e-extraterrestres/
José Maurício Guimarães.
As antimaçonarias são movimentos formados por fundamentalistas religiosos, políticos radicais e ex-maçons voltados para a crítica à Maçonaria. Sendo a Ordem Maçônica estruturada numa filosofia libertária, não condenamos a priori essas críticas. Entendemos que todo homem e toda associação (desde que se mantenham nos limites da lei) têm o direito ao livre pensamento. Todavia, analisando os fatos que deram origem à crítica sistemática, o estudioso acaba encontrando aspectos curiosos e relevantes dessa intolerância. Daí, prefiro colocar o termo antimaçonaria em itálico – e possíveis aspas! – uma vez que não existe bom-senso nem contraditório no radicalismo e na intolerância.
O primeiro ensaio para a criação de uma antimaçonaria foi perpetrado pelo escritor e jornalista francês Marie Joseph Gabriel Antoine Jogand Pagès, mais conhecido pelo nickname Léo Taxil. Esse Taxil tornou-se conhecido na Europa entre 1870 e início do século XX por ter enganado as hierarquias eclesiásticas com falsas publicações (ditas “confissões”) sobre os maçons. A principal dessas “confissões” consistia no relato das desventuras de uma suposta Diana Vaughan perante uma imaginária “seita maçônica”. O livro de Taxil causou grande repercussão entre o clero católico e, apesar das sábias considerações e advertências do bispo de Charleston, denunciando as falcatruas e invencionices de Taxil, o Papa Leão XIII recebeu o falsário em audiência e acabou acreditando nele… Só mais tarde descobriu-se que Marie Joseph Gabriel Antoine Jogand Pagès – aliás Léo Taxil, aliás Paul de Régis, aliás Adolphe Ricoux, aliás Samuel Paul, aliás Rosen, aliás Dr. Bataille… – era o esperto e oportunista, diretor do jornaleco “La Marotte” proibido na França por violar a moral e, por causa disso, Léo Taxil fora sentenciado a oito anos de prisão. Era o mesmo Adolphe Ricoux que publicava livros anti-católicos pintando a hierarquia eclesiástica como hedonista e sádica. Esse homenzinho de nome grande e de vários nomes confessara muito mais em 1885: com carinha de anjo, dizia-se convertido ao catolicismo para ser solenemente recebido no seio da Igreja. Era o mesmo nanico moral Gabriel Antoine Jogand que, neste mesmo ano!, ludibriara uma Loja Maçônica a aceitá-lo como Aprendiz – grau do qual ele nunca progrediu – e onde tentou utilizar a boa-fé dos irmãos Maçons para conseguir dinheiro e promover uma imprensa anticlerical. Um homem de mil caras esse Taxil. No ano seguinte Taxil achou por bem tornar-se o autor oficial da antimaçonaria promovendo a venda indiscriminada de novos livros e jornais sobre o assunto. Tomava dinheiro de uns para escrever e publicar contra outros. Taxil foi o mestre da cizânia. Aproveitou as alucinações de Eliphas Lévi (aliás abade Alphonse Louis Constant) e endereçou novas “acusações” contra a Ordem que inadvertidamente o iniciara. Despejou entre os franceses o café requentado da época dos Templários: os maçons seriam satanistas e adoradores de um ídolo com cabeça de bode chamado Baphomet. Essa reinvenção do absurdo ficou conhecida como “Jogo de Taxil” ressuscitando a malfadada figura do bode como ícone (maldito) da Maçonaria. Entre 1886 e 1887, doente e com medo da morte, constantemente assombrado pelo diabo que ele mesmo criara – trêmulo diante da perspectiva do Juízo Onipotente – Taxil acabou por confessar suas fraudes. O nanico estava cansado de ludibriar as pessoas. Mas era tarde demais, o mal estava feito: a calúnia é semelhante à história daquele homem que subiu no alto de uma torre e espalhou um saco de penas sobre a cidade – impossível recolher todas… impossível recompor…
No século XX as bases das antimaçonarias assentaram-se em três elementos: as fantasias de Léo Taxil, o fanatismo religioso e os movimentos políticos totalitaristas: o salazarismo, o fascismo, o nazismo e o stalinismo. Quanto ao comunismo, o Quarto Congresso da III Internacional (novembro de 1922) estabeleceu “a incompatibilidade entre a Maçonaria e o Socialismo” tido como evidente na maioria dos partidos da anterior II Internacional. A Maçonaria foi considerada como “organização do radicalismo burguês destinada a semear ilusões e a prestar seu apoio ao capital organizado em forma de Estado”. Em 1914 o Partido Socialista Italiano expulsou os maçons de suas fileiras e o Quarto Congresso recomendou ao Comitê Central do Partido Comunista francês a tarefa de liquidar, antes de 1º de janeiro de 1923, todos os vínculos do partido com alguns de seus membros e de seus grupos com a Maçonaria. Todo aquele que antes de 1º de janeiro de 1923 não declarasse abertamente e a público, através da imprensa do partido, sua ruptura total com a Maçonaria ficaria automaticamente excluído do Partido e sem direito a reafiliar-se no futuro. Felizmente esse tipo de oposição foi revisto na segunda metade do século XX: a Maçonaria tem hoje mais de 300 Lojas em Cuba (Gran Logia de Cuba fundada antes da revolução – em 1859 – e mantida por Fidel Castro). Além disso, desde 1995 a Grande Loja da Rússia prossegue em seus trabalhos com Lojas sediadas em Moscou, St. Petersburg, Voronezh, Vladivostok, Yaroslavl, Kaliningrad, Novosibirski, Beliy Ritzar, Voronezh, Stavropal, etc… (fonte: List Of Lodges, Pantagraphprinting).
Em 1945 o nazismo impedira o funcionamento das Lojas Maçônicas na Alemanha. Nos países ocupados as Lojas foram queimadas e todos seus arquivos confiscados e queimados. O prejuízo para a história da Ordem foi incalculável. Os líderes da Maçonaria alemã foram sumariamente assassinados sob o pretexto de que a maçonaria mantinha ligações “ilícitas” com o judaísmo internacional. Outros foram mandados para campos de concentração, juntamente com suas famílias. Nossos irmãos eram obrigados ostentar nas vestes a estrela de seis pontas que é, ao mesmo tempo, judaica e maçônica (Estrela de Davi).
Enquanto isso, nas fileiras da resistência permaneceram maçons ingleses, americanos, franceses, dinamarqueses, tchecos e poloneses. Este é um fato que a atual antimaçonaria parece desconhecer… Sir Winston Churchill, líder e principal vitorioso da 2ª Grande Guerra, era maçom – iniciado em 24 de maio de 1901 na “Studholme Lodge nº 1591” e conduzido ao Grau de Mestre, em 25 de março de 1902, na “Rosemary Lodge nº 2851” de Londres.
Para entendermos as antimaçonarias é necessário ressaltarmos que a Ordem apresenta duas correntes principais: a Regular e a Paralela. Maçonaria regular é a de origem judaico-cristã (católico-protestante) surgida como “Operativa” por volta de 1356 e tornada “Especulativa” em 1717(*). Essa Maçonaria sempre conviveu com a Igreja Católica ou com os Anglicanos e/ou Protestantes quando o Vaticano lhes fez oposição. A outra, chamada “maçonaria paralela”, é a que supostamente possui elementos “contraditórios” com as teses da Maçonaria regular, por exemplo: a aceitação em seu meio de místicos exacerbados, pagãos e outras correntes esotéricas e similares. Essa dicotomia não afeta os laços de fraternidade dentro da Ordem como um todo. Mas, os inimigos da Maçonaria se aproveitam da convivência pacífica entre essas correntes e “colocam todas as laranjas no mesmo saco”.
Quanto ao fanatismo religioso, torna-se mais difícil analisá-lo nos dias de hoje. Muitos de seus “baluartes” estão na internet ocultos em matérias e sites anônimos. Do outro lado, a falta de estudo e pesquisa em vários segmentos da Ordem Maçônica propicia a esses adversários a formação de redes descontínuas e propositadamente confusas onde se misturam fatos e preconceitos. Apesar de assentarmos os trabalhos das Lojas sobre cânones da literatura sagrada (em nossa caso a Bíblia), o fanatismo religioso usa esses mesmos textos para condenar e desacreditar as instituições iniciáticas e o trabalho que realizamos em benefício da sociedade. Apegam-se num ou noutro deslize, numa ou noutra falha humana para condenar uma ideologia inteira que vem sobrevivendo dignamente durante séculos, com enormes sacrifícios e mesmo com a vida de seus membros. Isto sem falar no auxílio que dispensamos às demais instituições (religiosas e iniciáticas) e na defesa que lhes prestamos sempre que sintam ameaçadas.
– A Maçonaria é uma organização de homens sujeitos aos mesmos erros e imperfeições que acometem nossos detratores. Com uma diferença: não pretendermos ser infalíveis nem ocultamos nossos atos sob a capa da religiosidade.
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(*) – Maçonaria operativa é o ofício de pedreiro (mason em inglês ou maçon em francês = pedreiro); por outro lado, Especulativa é a Maçonaria que averigua minuciosamente os fatos das Ciências Sociais em busca da verdade; que observa, indaga, pesquisa, cogita e reflete no seu campo de AÇÃO que é o homem e a sociedade. A Maçonaria Especulariva data do século XVIII, portanto, não é apropriado o uso do termo operativo para designar um Maçom dos dias atuais (a não ser que ele exerça a profissão de alvanel = pedreiro).
#ICAR #Maçonaria
Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/entendendo-a-anti-ma%C3%A7onaria
Pergunta: Como foi que você conseguiu captar sinais vindos de uma mente desperta dentro de um corpo que dorme?
Ninguém antes tinha testemunhado o que vi naquele laboratório de pesquisas do sono da Universidade de Hull, Inglaterra. Era por volta de 08:00 da manhã do dia 12 de abril de 1975.
Na noite anterior, eu havia conversado o voluntário, um indivíduo chamado Alan Worsley que relatara ter com muita frequência os chamados sonhos lúcidos (nos quais o sonhador se torna plenamente consciente e tem faculdades cognitivas completas). Esse indivíduo foi instruído para que fizesse sete movimentos com os olhos no sentido esquerda-direita, no momento em que despertasse dentro do sonho.
Entenda, ao dormir nosso sistema nervoso desliga certas funções motoras para que não saiamos andando ou nos mexendo demais. Esse estado é conhecido como atonia do sono, mas não afeta nosso controle do diafragma nem dos olhos. Além disso, tenha em mente que o período do sono em que os sonhos ocorrem é conhecido como REM (Rapid Eye Movement) e se caracteriza justamente pelo movimento errático dos globos oculares.
Disso eu inventei o método de sinalização em uma tentativa de contornar a profunda paralisia corporal e assim criar um meio de comunicação entre o mundo dos sonhos e o mundo real. O indivíduo foi também equipado com registradores encefálicos gráficos sensíveis que garantiram que ele estava dormindo e registradores capazes de captar e registrar o movimentos dos olhos.
Com grande expectativa, eu observei cada um dos vários períodos REM que ele teve durante a noite. E então pouco antes das 8:00 o indivíduo já tinha entrado em vários REM ‘s e sonhado por cerca de meia hora.
Houve então uma explosão de um longo período de REM, quando, de repente, fora da aleatoriedade esperada deste estado, houve uma seqüência deliberada de sete grandes movimentos de zig zag dos olhos da direita para a esquerda, exatamente como combinado. O movimento foi registrado graficamente por nossos equipamentos:

Ao acordar, o indivíduo confirmou o fato e descreveu como ele, de repente, percebeu que estava sonhando e então conscientemente fez os sinais esperados. E assim foi que temos hoje a prova, já repetida em laboratório de que é realmente possível tornar-se plenamente consciente enquanto se está sonhando.
Para mim foi como receber sinais do SETI de inteligências de outro sistema solar. Eu estava em êxtase, mas tive que manter a calma para não acordar o sujeito! Foi uma situação incrível. Eu estava testemunhando a primeira comunicação de uma pessoa que estava dormindo em outro quarto, sonhando, em seu próprio mundo mas perfeitamente consciente e capaz de interagir. Ele estava em sua realidade e eu estava em minha realidade. Mas fizemos um canal de comunicação entre estas duas realidades.
O registro gráfico original, assim como minha Máquina dos Sonhos2 estão agora em exposição permanente no Museu de Ciência de Londres. A propósito , toda a tese de PhD e meu livro The Dream Machine pode ser baixado gratuitamente no meu site KeithHearne.com.

A técnica abriu uma porta para toda uma nova área na pesquisa. Um sonhador foi capaz de enviar informações em tempo real e portanto podia agora realizar experimentos conduzidos no estranho ambiente do seu universo particular.
Poucos meses depois, ganhei meu próprio laboratório de pesquisas do sono na Universidade de Liverpool, com o qual três anos depois descobrimos vários fenômenos fisiológicos e psicológicos básicos por trás dos sonhos lúcido que culminou em meu PhD1.
Entre estas descobertas estão:
Enviei o resumo da minha descoberta a dois bem conceituados pesquisadores do sono: Professor Allan Rechtschaffen da Universidade de Chicago, e Professor William Dement na Universidade de Stanford. Rechtschaffen enviou uma resposta bastante encorajadora. Em 1978 uma outra pesquisa realizada em Standford confirmou minhas conclusões. Estou muito honrado aquele 12 de abril está agora está sendo reconhecido por algumas pessoas como o Dia do Sonho Lúcido como uma forma de marcar esta pesquisa sem precedentes. Curiosamente assim como Alan Worsley mandou seu sinal em 1975, em outro 12 de abril, em 1961, Yuri Gagarin foi o primeiro ser humano a se comunicar de fora do nosso planeta Terra.
P: Você pode nos contar um pouco sobre o seu trabalho paralelo sobre premonições?
Sou fascinado por premonições. Ao lado de meu trabalho principal com sonhos lúcidos eu já havia realizado alguns experimentos em parapsicologia com equipamentos bem avançados aos quais tive acesso com o laboratório. Estes porém sempre no muito artificial ambiente do laboratório – e mesmo assim já tinha alguns resultados interessantes – até que um dia tive uma experiência na “vida real”.
Eu estava prestes a fazer uma viagem de rotina bastante familiar pela Humber quando eu “soube” com toda a certeza que algo desagradável ia acontecer naquele navio. Eu nunca tinha tido essa sensação antes. Parei e pensei, mas decidiu ir a bordo. Na viagem ficou escuro, e depois houve um grito de ‘Homem ao mar! ” Alguém tinha realmente caído na água. Depois de um longo tempo de busca, o passageiro foi arrastado a bordo. Eu assisti reanimação sendo realizada. O evento me estimulou a investigar premonições da vida real. Mais tarde, eu escrevi um livro sobre minha pesquisa bastante extensa chamado Visions of the Future4.
Na análise dos casos identificamos um sub-grupo de premonições que parecem ser muito preciso, que eu denominei ‘Tipo de Anúncio de Mídia’ – ou seja anúncios feitos pela TV, rádio, jornal que são vistos ou ouvidos antes do evento inesperado. Um desses casos dizia respeito à Flixborough o desastre fábrica de produtos químicos no Reino Unido. Estes tipos são bastante interessantes pois por sua natureza são sempre documentados e registrados.
Essas anomalias devem ser considerados em nossas tentativas de dar sentido a esse incrível mundo em que nos encontramos. Explicações simples não são mais suficientes.
P: O que sua investigação lhe disse sobre a interpretação dos sonhos não-lúcidos?
Eu acho que os sonhos comuns pode ser efetivamente entendidos como “metáforas em movimento” (5,6,7) uma maneira pela qual inconsciente fornecer informações úteis para o sonhador.
Eu recomendaria os leitores o livro The Dream Oracle8 que escrevi com David Melbourne. David veio com essa técnica extraordinária, que é baseado nas letras do alfabeto, e fornece um método completamente novo – facilitando em muito a comunicação.
P: Como um compositor prolífico você encontra inspiração musical em seus sonhos?
Gosto de escrever música – e me diverti muito compondo a música para um ballet de longa-metragem chamado a Princesa do Povo, em conjunto com Dame Gillian Lynne (que coreografou fantasma de Andrew Lloyd Webber de The Opera e Cats). Algumas peças foram gravadas para um CD pela Orquestra Sinfônica de Moscou.
Outras composições incluem um Requiem completo, um musical, uma concerto de guitarra, uma peça Memorial do Holocausto, um hino para a Arménia, e várias músicas (incluindo peças religiosas separadas do Requiem – Ave Maria, Pie Jesu, Nunc Dimittis, Magnificat, Nosso Pai), e um concerto para ‘Cello’. Atualmente estou trabalhando em uma ópera bastante emocionante.
Algumas das minhas músicas originam-se da fonte maravilhosamente criativa que é o mundo dos sonhos. Ao acordar, eu corro para o sintetizador para gravar o fragmento que me veio!
P: O que fez você se interessar pela imaginação e sonhos?
Eu sei exatamente o gatilho que despertou o meu interesse por isso. Quando ainda uma criança de cerca de seis anos, minha professora me disse: “Você sabe quando sonha acordado, Keith e vê imagens …”. Fiquei intrigado com o que ela estava dizendo, porque eu nunca tinha isso e não tinha nenhuma imagem visual (em vigília) Outras crianças, porém, diziam “Sim senhorita!”. Percebi naquele idade precoce que existem grandes diferenças individuais nas pessoas.
A ideia ficou na minha mente. Mais tarde, quando uma irmã mais velha estava na faculdade, ela trouxe livros para casa de Freud, Jung, etc. Eu os li avidamente, de modo isso também cimentou meu interesse em sonhos.
Como estudante de graduação na Universidade de Reading, na Inglaterra, eu desenvolvi uma técnica de “rastreamento” que permita pessoas em hipnose, externalizar o que viam. Chamei o método de Hipno-Onirografia”
A pessoa se senta na frente de uma grande mesa de desenho em hipnose, e é instruída a ter um sonho hipnótico vívido (ou mesmo para explorar uma ‘vida passada’). As imagens dos sonho é interrompida por um comando e então o sujeito abre seus olhos, a imagem fica enquadrada-congelada na mesa e o desenho é feito. As cores são descritas, e depois as pintamos. Sequencias de imagens congeladas podem revelar cenas de toda uma experiência imagética.
A ‘Efeito Mudança de Cena” foi imediatamente descoberto assim. Parece que os ‘pixels’ da imagem anterior é quase sempre re-arranjada na formação de nova cena, como que seguindo uma “lei do mínimo esforço”. Este efeitos ocorrem em sonhos comuns também. Eu gostaria de ver o meu efeito em um filme de Hollywood!

Exemplo do Efeito Mudança de cena usando a Hipno-Onirografia
P: Existe alguma coisa que você gostaria de compartilhar com os interessados em sonhos lúcidos?
Quando alguém é pioneiro em um novo campo, alguns indivíduos muito entusiasmados vão tentar “pegar o bonde andando’, e fazer reivindicações de associação e até mesmo prioridade. Então, algumas pessoas (principalmente na América) têm uma ideia completamente errada sobre o início da pesquisa do sono em laboratório em sonhos lúcidos, e ignoram meu trabalho pioneiro. Jornalistas preguiçosos têm perpetuado sem querer esse tipo de desinformação.
As coisas estão mudando agora, tenho o prazer de dizer. A Internet tem sido boa para isso – toda a informação está lá, para que todos poderem ver. Esses novos escritores modernos que exigem mais precisão na história da ciência (como Daniel Amor) estão superando esse passado.
P: Com o que você está trabalhando agora?
Estou escrevendo um livro importante agora, que introduz novos conceitos. Ele vai perturbar algumas pessoas. Além disso, estou compondo uma ópera dramática baseado em uma pessoa real da história. Eu também estou contribuindo para a tradução em Inglês do livro marco Hervey St Denys ‘no sonho lúcido, um projeto chamado Traduzindo Sonhos, que está agora em fase de captação de recursos no Kickstarter. Eu tenho ainda algumas invenções que eu gostaria de trabalhar, também – mas preciso racionar o meu tempo!
Referências
1. Hearne, KMT (1978) Lucid-sonhos: um estudo eletrofisiológico e psicológica. Tese de doutorado da Universidade de Liverpool (Reino Unido). Submetido maio de 1978.
2. Hearne, K. (1990) The Dream Machine. Aquarian Press. Reino Unido
3. Hearne, KMT (1981) Um fenômeno Light-chave em sonhos lúcidos. Journal of Mental Imagery, 5 (2): 97-100.
4. Hearne, K. (1989) Visões do futuro. Aquarian Press. Reino Unido
5. Melbourne, D. & Hearne, K. (1997) Interpretação de Sonhos: The Secret. Blandford Press. Reino Unido
6. Melbourne, D. & Hearne, K. (1999) O significado dos seus sonhos. Blandford Press.
7. Hearne, K. & Melbourne, D. (2001) entendimento dos sonhos. New Holland Press.
8. Melbourne, D. & Hearne, K. (2002) The Dream Oracle. Foulsham Publishers. Reino Unido
9. Hearne, K. (1990) The Dream Machine. Aquarian Press. Reino Unido. Páginas 69-72.
Por Rebecca Turner. Tradução Tamosauskas
[…] aspectos do sonho, e até mesmo mover-se de lugar em lugar dentro dele. Hoje conhecemos isso como sonho lúcido, mas o termo não estava em uso quando Lovecraft sonhou com Cthulhu, Nyarlathotep, Yuggoth e o […]
[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/psico/a-ciencia-do-sonho-lucido-entrevista-com-dr-keith-hearne/ […]
Postagem original feita no https://mortesubita.net/psico/a-ciencia-do-sonho-lucido-entrevista-com-dr-keith-hearne/
Um dos meios para expandir a consciência e modificar e transformar o indivíduo em seu aspecto psicomental e espiritual é a música. Na prática da Magia e da Filosofia a música tem sido utilizada de diversas maneiras, e na Via Draconiana ela é especialmente importante em seus aspectos mais ocultos.
A música sempre esteve presente em todas as culturas e épocas do mundo e foi se desenvolvendo ao longo do tempo, sendo usada para diversas finalidades. Os antigos povos de quase todos os lugares pensavam que a música fosse um presente dos deuses, e, especialmente para os gregos, um presente das deusas: as musas, e mais especificamente a musa Euterpe.
Agora, se a musa da música é quem estruturou todos os elementos musicais, ninguém sabe ao certo… Mas como se sabe, a música é caracterizada basicamente pelos seguintes elementos: melodia, harmonia e ritmo. Melodia pode ser definida como uma sequência de notas dentro de uma escala, uma após a outra (são os solos instrumentais e as linhas vocais ou instrumentais); harmonia é a combinação de notas que são vibradas simultaneamente; e ritmo é marcação do tempo e o que faz a melodia e a harmonia fluírem. Além desses, a boa música ainda apresenta dinâmica (volume e intensidade dos sons), timbres, etc. Para que uma música possa ser diferente da outra, esses elementos característicos devem ser compostos e arranjados de modos diferentes e com o feeling e a “pegada” pessoal de cada músico/compositor/instrumentista. E essas características e elementos apresentam certa variedade: diversos modos/tonalidades de escalas) que são a base para as harmonias (acordes de diferentes tipos); e diversos modos rítmicos.
E o que Fibonacci tem a ver com isso? Bom, toda essa variedade dentro da música, que existe essencialmente na matemática, está relacionada à sequência numérica de Fibonacci, que também está relacionada a diversas áreas do conhecimento. Fibonacci, ou Leonardo de Pisa, foi um matemático italiano da Idade Média (1170-1240) que descobriu uma sequência numérica em que o número seguinte é sempre a soma dos dois anteriores, assim: 0, 1, 1, 2, 3, 5, 8… Na música, essa sequência está presente nos intervalos musicais, ou seja, na relação entre duas notas, formando as escalas que são a base para as melodias e para os acordes (harmonia). Esses intervalos procedem em graus a partir da primeira nota ou tônica. Por exemplo, a escala básica e simples é formada por intervalos de terça (3º grau), quinta (5º grau) e oitava (8º grau) a partir da tônica (1º grau), ou seja, a sequência Fibonacci: 3, 5, 8. Essa sequência na escala natural, de tonalidade dó maior (ou C, em notação cifrada), apresentará, então, as notas mi (3º grau), sol (5º grau) e dó (8º grau) a partir da tônica dó (1º grau) – em cifras, E, G e C, respectivamente.
Entretanto, há outros números na série Fibonacci, antes e depois dos números 3 e 8. O número zero obviamente “expressa” pausa (ou silêncio), usada na música; o número 1 é a tônica; o outro número 1 é o uníssono, quer dizer, dó e dó, de mesmo grau e altura (ou frequência). Os números depois de 8 apresentam outros intervalos com notas da escala natural (no caso de dó maior) que entram na formação de outros acordes dessa tonalidade, repetindo as notas em oitavas, infinitamente. Quando se tratar de outras tonalidades/escalas, os mesmos intervalos são transpostos para a tonalidade em questão, mantendo-se a série Fibonacci inalterada.
Mas as músicas compostas com a escala natural (dó maior) e suas transposições para outras tonalidades que sempre estarão nos intervalos correspondentes à série Fibonacci em geral são bastante consonantes, “agradáveis”, estáveis em sua vibração, como a grande parte das composições musicais fáceis de digerir pela maioria das pessoas. Músicas ou meros sons consonantes são literalmente harmônicos, segundo o conceito geral e senso comum predominante. Refletem a harmonia comum e “perfeição” do mundo como ele deveria se manifestar para a grande maioria dos seres humanos e segundo o que esses humanos pensam sobre o que é harmonia. Os sons consonantes expressam, de modo geral, a harmonia universal segundo os padrões rígidos de estética, beleza e, até mesmo, alguns tipos de religiosidade. As escalas e intervalos consonantes e a série Fibonacci seguem padrões tradicionais que refletem um mundo/universo organizado segundo regras relativamente restritas. Mas, certamente, existem muitas obras musicais relativamente consonantes excelentes e realmente inspiradas, em diversos gêneros, e que podem levar o ouvinte a um grau de êxtase.
Agora, o que o capeta tem a ver com tudo isso? Simples. Antigamente, quando a religião mandava no mundo ocidental, controlando até mesmo a produção cultural, certos tipos de combinações de notas musicais, ou intervalos, eram proibidos e categorizados como coisas do Diabo. O mais famoso desses intervalos era conhecido como diabolus in musica, que era um intervalo dissonante de quarta aumentada (4º grau mais meio tom, a partir da tônica dó, por exemplo, que resulta na combinação entre as notas dó e fá sustenido) ou de quinta diminuta, ou seja, dó e sol bemol, sendo o sol bemol igual ao fá sustenido. Esse intervalo também era chamado de trítono porque era feito de três tons inteiros. No nosso exemplo, contando-se do dó (C) e indo até o fá sustenido (F#), temos três intervalos inteiros: 1) dó ao ré; 2) ré ao mi; e 3) mi ao fá sustenido. Não seria trítono se a partir da nota dó o intervalo fosse apenas fá natural; do mi ao fá natural há meio tom e não um tom inteiro. Logo, o “maldito” intervalo diabolus in musica é dó com fá sustenido, podendo ainda ser combinado com outros intervalos que podem ou não estar na série Fibonacci. É claro que esse e outros intervalos dissonantes são bastante usados em diversos gêneros musicais, mas apreciado somente por uma minoria se comparada às grandes populações ao redor do globo. Está claro que os intervalos dissonantes “perturbam” a ordem das coisas, se o leitor já estiver entendendo…
Note que o “som do capeta”, o intervalo de quarta aumentada, não faz parte da série Fibonacci! Quando se quebra a consonância com a dissonância, abre-se um outro universo musical (e não somente musical), mais rico e multifacetado; quando essa sequência numérica sofre alteração, a harmonia estável das coisas é quebrada e a “rebelião” é instalada na ordem das coisas, advêm as transformações, as mudanças, o progresso, novas regras (ou ausências de regras), novas experiências, novas percepções, novos mundos… E esses mundos, na Filosofia Oculta, são aqueles que as pessoas comuns, das consonâncias demasiadamente açucaradas e das regras restritas, não se atrevem a explorar. As dissonâncias subvertem as tradições e as regras inúteis e restritivas e provocam a inquietação do espírito, geram inquietudes pelo crescimento, por descobertas, pela evolução psicomental e espiritual. A dissonância na música é equivalente ao surrealismo, nas artes plásticas; à poesia “maldita” e romântica e aos poemas sem métricas exatas, na literatura; aos sabores “estranhamente” condimentados, agridoces e apimentados, na gastronomia; etc.
Se um intervalo trítono subverte as escalas comuns de sete notas – correspondentes aos sete planetas “tradicionais” e às sete cores –, a dissonância, na Via Draco-Luciferiana, subverte os sistemas mágico-ocultistas tradicionais (e os sistemas sociorreligiosos dogmáticos), obviamente, propiciando ao magista experiências sinestésicas, psicomentais e espirituais incomuns e gratificantes. A música dissonante em contextos filosófico-ocultos pode trazer experiências muito além do que se vive cotidianamente. Som, cor e sabor se fundem numa única entidade que “encarna” a essência de determinada vibração, e comunicações podem ser feitas. O som funde-se ao indivíduo, e este pode literalmente sentir o sabor de uma combinação de notas, pode ver o som em cores correspondentes às notas em suas progressões dinâmicas dentro de uma escala. As notas se mostram como entidades vivas e inteligentes e como som musical sem palavras, mas que podem se tornar palavras inteligíveis. O diabolus in musica pode trazer à tona atavismos da subconsciência e resolver problemas psicológicos – ou piorá-los, dependendo da vontade, compreensão e discernimento de cada um –, pois cada tonalidade, cada modo de escala, cada tipo de ritmo e cada tipo e timbre de instrumento tem suas características psicomentais e espirituais.
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Como mencionado, as notas estão relacionadas aos planetas da tradição oculta e alquímica e às cores, como seguem:
Os antigos egípcios sabiam disso e faziam invocações musicais para convocar esses sete planetas (na Filosofia Oculta, o Sol e a Lua são considerados planetas). Assim, uma sinfonia cósmica consonante é a conjunção e o ritmo próprio desses planetas, formando harmonias que alguns consideravam celestes. Uma conjunção entre Júpiter e Vênus faz um intervalo musical entre dó e fá, por exemplo. Quando uma dissonância surge nessa harmonia cósmica plácida e estável (e estabilidade demais provoca monotonia e tédio), os planetas revelam seu lado oculto, sombrio, sinistro, impetuoso e impulsivo, porém necessário para as transformações do universo, assim como conhecer o subconsciente (considerado “demoníaco”) é essencial para o crescimento e evolução espiritual de alguém. A dissonância faz brilhar as cores das notas sobre o fundo negro das trevas, pois sem esse contraste não é possível “extrair” a luz e o conhecimento. Quando o diabolus in musica se manifesta na experiência do indivíduo, com a nota “intrusa” “quebrando” a sequência da escala convencional, a dissonância faz uma ruptura, um buraco negro na sequência Fibonacci, e as notas dó e fá sustenido (em nosso exemplo aqui) abrem um portal para o qual a consciência é “sugada”, entrando assim na dimensão aberta sinistra e rica de Júpiter, conhecida na Via Draconiana como a qlipha jupiteriana (“concha”). De um modo geral, se a combinação de notas for maior, a experiência e expansão da consciência também se ampliarão.
Todos os planetas do sistema setenário planetário da Filosofia Oculta têm seu lado escuro, mais oculto e secreto que pode ser acessado por meio de seus trítonos. A nota tônica de cada planeta com sua quarta aumentada gera o vórtice energético para o lado oculto, para o “lado negro da força” planetária, para a qlipha correspondente ao plano planetário da nota tônica; a quarta aumentada é que cria a fenda para o “Outro Lado” (Sitra Ahra). Além disso, o intervalo de quarta justa (4J), em cada tonalidade, vibra os quatro elementos (Ar, Fogo, Água e Terra) no planeta correspondente a determinada tônica. A quarta aumentada “demoníaca” (4+), portanto, vibra o Espírito oculto e sombrio sobre esses elementos, a Sombra (junguiana) inacessível e secreta do Logos individual.
Assim, temos os trítonos de cada planeta, de cada vibração espiritual e frequência consciencial:
| Nota tônica (1º grau) | Quarta aumentada (#4º ou 4+) | Qlipha planetária |
| Si (B) | Mi sustenido = fá (E#=F) | Saturno |
| Dó (C) | Fá sustenido (F#) | Júpiter |
| Ré (D) | Sol sustenido (G#) | Marte |
| Mi (E) | Lá sustenido (A#) | Sol |
| Fá (F) | Si (B) | Vênus |
| Sol (G) | Dó sustenido (C#) | Mercúrio |
| Lá (A) | Ré sustenido (D#) | Lua |
Em termos práticos, e num contexto apropriado e em conjunto com outras “ferramentas”, a vibração sustentada e não resolvida dos trítonos deve ser feita de maneira correta e de acordo com a natureza de cada planeta/plano de consciência, por meio de certos procedimentos, concentração e vontade. Esse som dissonante juntamente com o ritmo sincopado é o buraco negro do universo mágico, aberto na superfície da consciência comum. Basicamente, a síncope é um deslocamento do tempo normal, da nota do acento rítmico para a batida fraca, que pode se prolongar até a batida forte (acento rítmico), abrindo um buraco no andamento rítmico (como um deslocamento de ar, ou o deslocamento da mente para outro “mundo”). A síncope “quebra” o ritmo, causando a sensação de vazio e de queda, e de queda no vazio; nesse “vazio”, o diabo in musica vibra e um portal pode ser aberto para a consciência. Quando a síncope e o trítono são contextualmente aplicados numa prática meditativa ou ritualística (simples ou complexa), pode-se atingir certo grau de êxtase correspondente à vibração planetária em questão. Se o êxtase for demais, o indivíduo pode ele mesmo ter uma síncope, ou seja, “apagar” temporariamente, com a consciência “vazia”.
Pelo que precede, o “diabo intruso” é o guardião do portal para a senda da autoconsciência expandida. O intervalo de quarta aumentada e a síncope vão além do conceito “tradicional”, comum e corrente do que seja divino (o que é muito relativo no próprio nível da vida cotidiana). O trítono sincopado rompe a tal “harmonia divina” para ir mais além da ordem estabelecida e das muitas regras inúteis da existência, para mais além do cosmos como é manifestado, para o “Outro Lado” (Sitra Ahra), para o Universo B, além de nosso universo pretensiosamente conhecido.
Pois é, parece que Fibonacci e o Diabo viviam em desarmonia antigamente, em tempos terríveis de dominação dogmática quando a Inquisição via o mal em tudo e categorizava coisas, animais e pessoas como sendo obras do Diabo, segunda sua visão distorcida, tendenciosa e realmente perversa. Tendo a música autêntica e honesta sido inspirada pela musa ao longo da história, fica evidente sua relação com feminino e sua forte influência. A musa Euterpe era também considerada a doadora dos prazeres, dos deleites e da alegria. Daí o controle da produção musical (e de todos os prazeres do povo) pelas instituições sociorreligiosas repressoras e opressoras, já que a religião/estado também controlava, perseguia e eliminava o feminino por essas e outras infinitas e estupidamente absurdas razões…
Adriano Camargo Monteiro é escritor de Filosofia Oculta, Draconismo, Mão Esquerda e é estudioso de simbologia e mitologia comparadas. É membro de diversas Ordens e possui diversos livros publicados. Escreve também para a Revista Universo Maçônico, para o Jornal Madras, para o Projeto Morte Súbita, para o Zine Lucifer Luciferax e para blogs pertinentes.
Contatos:
http://adrianocamargomonteiro.blogspot.com
http://www.geocities.ws/imaginariusarte
Por Adriano C. Monteiro
[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/mindfuckmatica/musica-fibonacci-e-o-diabo/ […]
Postagem original feita no https://mortesubita.net/mindfuckmatica/musica-fibonacci-e-o-diabo/
– Por que você estuda magia?
– Porque estou em busca da Verdadeira vontade.
– então você está em busca de uma verdade.
– Sim
– Quando a gente busca a verdade, é normal as mentiras caírem pelo caminho.
Em 2000, uma figuraça apareceu na mídia nacional alegando, aos 99 anos, falar 33 idiomas e 72 dialetos. Omar Kayan dizia ter 107 títulos de doutor e três indicações ao Prêmio Nobel.
Ninguém no país tinha ouvido falar nesse detentor de tanta sapiência. Mesmo assim, o senhor com ares de profeta enganou todo mundo direitinho. Deu entrevistas para os grandes jornais e chegou a ocupar dois blocos do Programa do Jô Soares. Khayam na verdade se chamava Alexandre Selva, tinha 62 anos, e não era doutor coisíssima nenhuma. Tratava-se de um charlatão que se fazia passar por gênio para dar palestras e faturar dinheiro. Um estelionatário de marca maior.
Recentemente, tivemos um caso semelhante aqui no Brasil. Rafael Chiconeli, a.k.a. Raphael Chiconelli, a.k.a. Rafael Ithzaak, a.k.a. Rafael Moura Pessoa Freire, se passava por rabino, cabalista e rav para dar cursos e se aproveitar das alunas seduzidas com seu papo mole de “alma gêmea”. Chegou a palestrar no mais importante Simpósio de Hermetismo da América do Sul e até escreveu posts para este blog. Mas nem judeu ele é. Como ele conseguiu chegar tão longe? e como foi descoberto?
Tivemos o desprazer de conhecer esta figura uma semana antes do Simpósio de Hermetismo. Para quem não o conhece, ele é extremamente simpático e de uma cara de pau inacreditavel. Coisa de psicopata mesmo.
Quando o encontrei pela primeira vez, ele foi extremamente simpático e conversamos durante umas duas horas e vi que ele sabia o básico da cabalá judaica. Não aprofundamos porque ele era indicado de pessoas conhecidas do RJ, então não tínhamos a menor razão para desconfiar dele.
[Update 2013] – as pessoas no RJ o recomendaram sem o conhecer pessoalmente, com base em seu blog, que depois verificamos ser apenas um amontodado de plágios de blogs de cabalistas famosos. quando denunciado, Rafael Moura tentou deletar o blog, mas mantivemos uma cópia no Internet Archive.
No Simpósio, tanto sua palestra sobre a Cabalá quanto o ritual conduzido no final da palestra foram bem executados ([Update] O ritual e a palestra são recortes de palestras dadas no Kabbalah Centre). A pedidos, ele começou a ministrar o módulo de Cabala I em São Paulo também ([update] O curso de “cabala iniciática” – nomenclatura que ele INVENTOU e que não existe em nenhum lugar, é uma colcha de retalhos montada com material do Kabbalah Centre também, como alguns alunos relataram posteriormente). Perdi contato com ele até as vésperas do Sefirat ha Omer. Nesse meio tempo, conseguiu fazer diversos contatos nas lojas de maçonaria mista e espaços holísticos com pouca seriedade.
Quando ele quis começar a palestrar na Maçonaria regular, fiz o pedido de praxe: número do CIM e Loja na qual foi iniciado. E ele começou a me enrolar. Logo em seguida, dois fatos ocorreram em menos de uma semana para terminar de desmascará-lo.
O primeiro foi ele ter falhado com o Sefirat ha Omer e, de quebra, ferrado o exercício de quase quinhentas pessoas que estavam “seguindo o rabino” ao invés das orientações do Blog, pois ele disse que só poderia haver uma fonte. Mas a melhor veio pelo Facebook.
[Update] Rafael Moura tentou duas vezes entrar na Maçonaria depois dos ocorridos, e foi rejeitado em ambas as tentativas. Descobrimos que ele fingia ser maçom desde 2010.
Uma moça que estava em recuperação pela Narcóticos Anônimos tinha como um dos passos buscar a espiritualidade e acabou na cabala judaica, com o “mestre” que lhe garantiu que já havia cuidado de vários casos assim e que precisaria vê-la pessoalmente. Depois do encontro, do qual não teve tratamento cabalistico nenhum, o rabino se dizia apaixonado, que ela era a alma gêmea dele e que iriam se casar. E, uma semana depois, desapareceu sem dar explicações e, quando confrontado, disse que ela era louca e que tudo era imaginação dela. O que ele não contava é que a guria estava pensando em se suicidar e que, quando foi conversar com uma psicóloga, por essas “coincidências” dos deuses, foi parar justamente em uma amante do rabino, que já estava tendo um caso com ele há quase um ano e também achava que era a alma gêmea do “mestre”.
Com as duas garotas muito putas da vida, decidiram investigar o caso a fundo e acharam quase uma dezena de alunas na mesma situação… em SP e RJ… cada uma achando que era a alma gêmea dele e que iria se casar e ter filhos koshers. Uma delas, uma senhora, planejava fazer uma viagem a Israel acompanhada do rav. E ai a novela chega aos ouvidos deste que vocês escreve.
[update] Pelo menos 8 casos com o mesmo modus operandi.Escolhe mulheres fragilizadas emocionalmente e usa de manipulação e lábia para prometer casamento, dizendo serem almas gêmeas. apesar do papo mole de don juan, ele é CASADO. Casou-se com Márcia Chiconeli para adotar o sobrenome dela (no Brasil, que homem adota o sobrenome da mulher?) pouco antes de tentar processar o autor deste blog pelas denúncias feitas.
Primeira lição: Coerência
A Primeira coisa que se aprende em uma Ordem Iniciática séria, no grau de Zelator, é o Caminho da Terra. O Caminho da Terra ensina a Coerência, ou seja, que devemos agir de acordo com o que pregamos. Não faz o menor sentido criticar o Vaticano por ficar remanejando padres pedófilos e ao mesmo tempo passar a mão na cabeça de um suposto rabino que abusava da confiança das alunas pelo seu cargo. Aqui no TdC, cortamos a própria carne se precisar.
Como somos justos, tentamos entrar em contato de todas as formas para perguntar o que estava acontecendo e dar a ele amplo direito de defesa. Porém, algumas das almas gêmeas já haviam contado a ele sobre o caso e ele desapareceu. Nesse meio tempo, procurando por telefones e meios de contato, descobrimos que “Rafael Chiconeli” simplesmente não existia. Nenhum RG, nenhum CPF, nenhum telefone, nenhum registro… um fantasma. E como ele chegou até o Aya? Excelente pergunta.
Em 2011 ele começou a dar os cursos de Cabalá no RJ, no espaço da mãe, em uma empresa fantasma sem CNPJ ou endereço e seduziu algumas alunas como o papo mole de alma gêmea. Uma delas o apresentou a organização da Mystic Fair RJ. E lá ele conheceu outra palestrante, que se tornou aluna e alma gêmea e o trouxe para espaços em São Paulo. Ele teve problemas no primeiro espaço que conseguiu, com absurdos do tipo andar de cuecas na casa da pessoa que o acolheu, deixar camisinhas jogadas pelo espaço e causar brigas entre alunas apaixonadas pelo don juan cabalístico, um completo absurdo… ([update] conforme fomos levantando material dele para o processo, mais e mais absurdos apareciam…) e levou o que restou da turma que ainda não sabia dos escândalos para o novo espaço.
Segunda Lição: Conhecimento não traz caráter
Ele teria sido descartado de cara pelo Leo, por mim ou pelo frater Alef se não tivesse um grande conhecimento. E de onde diabos veio isso? ao investigarmos a vida do sujeito, descobrimos que tudo era uma fraude. Ele nunca pisou em Israel, a historinha do pai diplomata era outra mentira ([update] o pai é um sargento aposentado da marinha com segundo grau completo, nunca nem abriu um livro de cabala na vida); a história da avó ser uma judia milionária dona de imóveis também é uma farsa ([update] a família toda de Rafael Moura mora no subúrbio do RJ, na Vila Sulacap) e ele tentou ser iniciado na maçonaria, mas foi rejeitado, e nunca esteve nem perto de uma Yeshiva ou de um rabino de verdade.
A resposta veio de uma namorada do tempo de adolescente: ele estuda por livros e fez uns módulos do Kabbalah Centre. E, segundo ela, já tinha essa mitomania de falar que era judeu desde sempre. Tentou aplicar os primeiros golpes como Rafael Ithzaak (o sobrenome de um rabino famoso) e depois de 2010, Chiconeli (sobrenome de uma tal de Márcia, que vive com ele e para uns diz que é irmã, para outros diz que é esposa ([update] Márcia Chiconeli é esposa dele desde 2013, quando ele assumiu o nome dela para posteriormente tentar processar o autor deste blog)).
O que, para mim, é o mais triste dessa história toda: a necessidade dele inventar toda essa maluquice doente. Não há nada de errado em se ter estudado a cabalá judaica no Kabbalah Center e ter adquirido esse conhecimento pelo esforço próprio. Foi essa psicopatia e necessidade de enganar as pessoas e abusar das mulheres que fez com que ele fosse banido do cenário sério do ocultismo brasileiro, sendo relegado a ficar como uma barata se juntando com outros lixos para enganar quem ainda não o conhece.
[update] Hoje ele ainda tenta se vender como “cabalista”, em espaços de quinta categoria e acompanhado de “simbologistas” e “cientistas quanticos” e “sagrado masculinos” em uma invencionice pior que a outra para angariar quem ainda não o conhece.
Você é responsável por sua própria queda, Rafael.
#cabala #Fraudes
Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-que-aprendemos-com-rafael-chiconeli
Segundo L. Sprague, Lovecraft era um “astrônomo” afiado, cujos primeiros interesses estavam relacionados à criação dos mitos associando as constelações. As historias de Lovecraft e outros escritores do mito de Cthulhu que mencionam frequentemente os papeis das estrelas nas conexões dos eventos, em rituais. Um determinado número desses planetas e estrelas era ficção, por exemplo, o planeta Sharnoth, morada de Nyarlathotep além deste universo, que pode ser denominado universo B. Outros corpos celestes são reais, daí surgiu o interesse de investigar a conexão com a mitologia.
Interessante listar cada planeta seguido de seus mitos associados, veremos a seguir a sinopse de alguns que parecem particularmente interessantes. Nas historias de Lovecraft e Sterling – In the Walls of Eryx – se passa em Vênus coberta pela selva, onde o narrador procura por um cristal adorado por venuzianos homens-lagartos, uma possível referência aos povos da serpente de The Haunter of the Dark e outras histórias. Vênus é mencionada, assim como Jupiter em The Shadow out of Time em que Lovecraft escreve “There was a mind from Venus, which would live incalculable epochs to come, and one from an outer moon of Jupiter six million years in the past.” – Muitas das histórias de Clark Ashton Smith são baseadas em planetas, ‘The Door to Saturn’ por exemplo ‘The Vaults of Yoh-Vombis’ que se passa em Marte. A maioria dos trabalhos de Smith concerne planetas de outros sistemas, por exemplo, em ‘example The Planet of the Dead’ o planeta mencionado ficaria na constelação de Andrômeda. Os planetas que mencionarei no final, parecem ser os pivôs centrais dos mitos de Cthulhu – Yuggoth é sinônimo de Plutão – morada das criaturas fungol que fazem viagens interplanetárias, criaturas que resistem ao Ether.
Kenneth Grant usa Yuggoth como símbolo do limite entre as dimensões, uma idéia
expressa pelo poema Beyond de Lin Carter.
“I have seen Yith, and Yuggoth on the Rim,
And black Carcosa in the Hyades.”
É interessante que Carter menciona Carcosa (a invenção de Ambrose Bierce em sua história “An inhabitant of Carcosa”) como se encontrando nas sete estrelas irmãs de Hyades, porque esta área do céu é comentada repetida vezes nos mitos de Cthulhu.
Este nome como qualquer outro se deriva do árabe. Origina-se de Fum Al Hiiit, que significaria ‘a boca dos peixes’. Não sendo nenhuma surpresa uma vez que essa estrela está localizada em peixes. Interessante que é uma das únicas estrelas nomeadas dessa constelação e pode ser vista da Grã-Bretanha O fato de magnitude inicial nos relatos dos Mitos de Cthulhu é Cthugga com quem é conectada. Cthugga é descrita como uma massa ardente que varia continuamente na forma.
Aldebaran é geralmente conhecido como “O olho do touro” por causa de sua distinta coloração de cor laranja. Seu nome vem outra vez do árabe, al Dabaran, significando ‘o seguidor ‘. Isto era devido à opinião dos gregos que a estrela seguiu a Pleiades. Esta estrela é ligada aos mitos de Cthulhu de uma maneira extremamente interessante. A ligação original era com as histórias de Robert William, onde é a estrela do repouso de Hastur.
É considerada por August Derleth a estrela da emanação de algumas forças relacionadas à Cthulhu. Com respeito a isto é interessante citar – The Whisperer in Darkness: “Nyarlathotep, mensageiro poderoso que revela todas as coisas, revelará todas as mascaras e vestes escondidas quando estiverem abaixo dos sete sois… – Robert Graves no livro The Greek Myths Os mitos indicam que o Pleiades e o Hyades eram as sete filhas do Atlas de Titan, fazendo os equivalentes em termos mitológicos. A indicação ” The Whisperer in Darkness ” mostra claramente um alinhamento com os sete sóis, assim conectando Nyarlathotep à área de influência de Aldebaran. – podendo até comentar que Hastur, o rei amarelo, é uma das formas de Nyarlathotep e de outros. Na história The Dream-Quest of Unknown Kadath Nyarlathotep é descrito como o portador da
“mascara amarela”.
A historia The Crawling Chaos escrito por Lovecraft e Elizabeth Berkeley comenta a destruição da terra através dos Sete sóis, conectando assim Nyarlathotep, como o caos rastejando, como o castigo merecido da terra. Outra observação é que Aldebaran estava uma vez na constelação de Mihras; que consistiu em Tauros e Perseus. Isto conecta a estrela Algol, outra estrela mencionada em Beyond the Walls of Sleep escrito por Lovecraft.
Esta era uma das primeiras estrelas binárias a serem descobertas: Montanan, um astrônomo italiano, foi o primeiro europeu a criar estudos a cerca das estrelas que piscam. Em árabe o nome é Al Ghtil que significa “O Demônio” mais precisamente “O Ghoul” e em inglês “the demon star”. Originalmente o Algol era uma estrela protetora de Mithras, mas depois veio a representar o olho piscando da malévola Medusa na constelação de Perseus.
A estrela é vermelha, e seu nome deriva de Yad al Jauzah que significa ‘mão do gigante’. Aparentemente o nome deve ser Yedelgeuse, mas soletrados devido à tradução pobre do árabe no latin que se leu errada. Esta estrela encontra-se uns 650 anos luz ausentes de nós e é uma estrela de períodos variáveis, alterando sua luminescência e esvanecendo-se em um ciclo anual. Nos mitos de Cthulhu é considerada como a estrela em que os Antigos governaram.
Obviamente o nome demonstra ser a estrela do pólo, e está de fato dentro do pólo norte celestial. Entretanto no grego seu nome é Cynosura, e significa a cauda do cão. Um nome grego mais adiantado uniforme era Phoenice, relacionada possivelmente a Phoenissa, (cujo o nome no masculino é Phoenix). Phoenissa significa “o vermelho”, ou o “sangrento”. Os estudos de Robert indicam-na como interligada com Demeter e Astarte; Phoenix é indicado de forma interessante como o rebatismo da terra de Canaan como Phoenicia, assim produzindo uma outra ligação possível.
A estrela polar estará no seu ponto mais próximo ao norte celestial no ano 2100 e será sucedida então gradualmente pela estrela Vega. Esta procissão parece ser comentada na história de Lovecraft, no poema “polaris”:
“Slumber, watcher, till the spheres,
Six and twenty thousand years
Have revolv’d, and I return
To the spot where now I burn.
Other stars anon shall rise
To the axis of the skies;
Stars that soothe and stars that bless
With a sweet forgetfulness;
Only when my round is o’er
Shall the past disturb thy door.”
O uso de termo ‘the axis of the skies’ – a linha central dos céus – no poema é interessante pelo conectar da estrela ao nome árabe Al Kutb al Shamaliyy que significa ‘O eixo do norte’. O texto comenta, também, a cerca de ARCTURUS e SIRIUS e esse texto pode ser encontrado em inglês em http://www.philhine.org.uk. O interessante do texto é a especificação dos sete sóis que dentro do Círculo Iniciático dos Sete Caos são representados por sete alto-sacerdotes capacitados a trabalhar com as forças contidas no Núcleo do Caos. – considerado como sóis negros.
O termo Sol Negro é usado pelo Círculo Iniciático para qualquer pessoa que seja capaz de, através de técnicas relacionadas à projeção astral e através dos Antigos, se projetar e ir de encontro ao Núcleo do Caos, onde não há forma, mas que é a essência da vida; e este é o ponto complicado no processo, mas que uma vez conquistado, o iniciado poderá trabalhar com essa força contida neste Núcleo Caótico, pois em resumo… Ele se torna uma face do Chaos.
Por John Beal. Trad. Frater AhaZeD
[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/astronomia-lovecraftiana/ […]
Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/astronomia-lovecraftiana/
UNUS PRO OMNIBUS, OMNES PRO UNO
(“Um por todos, todos por um”)
Uns quinze anos atrás, quando tomei ayahuasca pela primeira vez, me vi em um campo imenso por onde surgia uma Escada de Jacó enorme, que subia até as estrelas. Nos degraus destas escadas, imagens dos deuses de todas as mitologias pairavam em meio a arcanos do Tarot, signos zodiacais, personagens da cultura pop e heróis da literatura clássica. Por entre estes caminhos, percebi que todas as nossas grandes histórias e mitologias nada mais são do que paletas de cores de uma meta-linguagem muito superior à nossa consciência adormecida do dia-a-dia.
Antes daquele dia, eu tinha todas as ferramentas à mão: Mestre Maçom e membro das principais Ordens Herméticas do ocidente, escritor com dezenas de livros sobre RPG; profundo conhecimento na Construção da Jornada do herói e uma devoção acadêmica à obra de Joseph Campbell… todas as informações estavam ali, compartimentadas… mas faltava aquele “passo” a mais em direção ao Abismo de Daath no qual toda essa base seria transformada em algo ainda maior.
A ayahuasca foi a chave de TAV que permitiu o cruzamento das fronteiras entre Malkuth e Yesod e agora, dez anos depois, o resultado de toda esta pesquisa esta se materializando após passar por todas as Esferas da Árvore da Vida. Sou muito grato a todos que fizeram e fazem parte desta jornada no Teoria da Conspiração.
Aos que perderam a chance de apoiar o Projeto no Catarse, pode encontrá-lo na página da editora: https://daemoneditora.com.br/categoria-produto/kabbalah/
Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/unus-pro-omnibus-omnes-pro-uno
No Brasil, país que tem o maior contingente do mundo de adeptos declarados da religião Espírita, o elenco de fantasmas da tradição popular são caracterizados pelas cores da História que permeiam a formação da cultura nacional. As assombrações são personagens que viveram episódios dramáticos e/ou traumáticos da colonização, dos tempos do Império e da República Velha, misturando elementos indígenas, lusos e africanos. Assim, há muitos fantasmas de escravos e sua contrapartida, de senhores [as] de engenho ou de cafezais que foram extremamente cruéis. São todos atormentados e tormentosos. Na história mais recente, fantasmas do século XX já assombram grandes metrópoles, como São Paulo que, assim como Londres e outras localidades do Reino Unido, tem até roteiro turístico de lugares assombrados bem como Recife, esta, uma cidade que conta com tradições fantasmagóricas mais antigas e bem documentadas.
Essa procissão assombrada é o tema de uma lenda contada em vários estados, especialmente no Nordeste e Centro-Oeste. O caso se passa nas cidades pequenas e vilas do interior onde é costume ir dormir cedo. Existem, porém, os insones, que altas horas da noite, se põem à janela observando o “nada acontece” da rua. Nestas ocasiões sucede o episódio macabro: eis que lá vem uma procissão com toda a aparência de uma caminhada de penitentes usando túnicas escuras com capuz, segurando velas acesas, entoando ladainhas tristes. Em dado momento, um ou uma destas aparentemente piedosas criaturas, aproxima-se do [a] curioso [a] que está na janela e lhe oferece uma vela. O incauto aceita a oferta e lá fica, vendo passar o estranho cortejo. O sono vem, apaga a vela e vai dormir sem suspeitar de qualquer estranheza. No dia seguinte, ao despertar, vai constatar, com grande pavor, que a vela se transmutou em osso de gente e a procissão era um cortejo de mortos vagando no vilarejo, cumprindo a sina das almas penadas que, sem descanso, nada mais têm a fazer senão assombrar os viventes. [Conforme relatou Dona Antônia, a avó cearense desta jornalista].
O caso aconteceu entre o fim do século XVIII e começo do século XIX, na igreja de Nossa Senhora das Mercês que fica ao lado de um cemitério. Quem viu foi João Leite, zelador e sacristão que se preparava para dormir em sua casa, próxima ao templo, quando percebeu luzes na igreja e foi verificar o que acontecia. Deu com uma missa em andamento, repleta de fiéis vestidos em longas túnicas escuras e um estranho padre cuja nuca era pelada e branca. Eis que o padre voltou-se para a assembléia e pronunciou “Dominus Vobiscum”. Foi aí que o sacristão viu-lhe a face cadavérica e bem reparando constatou que todos os presentes eram igualmente esqueletos. Tratou se escafeder-se sem chamar a atenção mas ainda a tempo de observar que a porta de acesso ao cemitério estava aberta. O episódio entrou para os anais das histórias de assombração da cidade de Ouro Preto.
Teresa Bicuda era uma moça de lábios grossos que lhe valeram o apelido. Morava em Jaraguá, no Larguinho de Santana. Pessoa de maus bofes, tratava a mãe de forma absolutamente cruel: botava a velha para mendigar nas ruas, batia nela, humilhava. Um dia, chegou ao extremo da maldade e, diz o povo, colocou um freio de cavalo na bocada genitora, montou, e nela andou montada à frente de todo o povo. Aquilo foi demais: a pobre mulher morreu mas, antes, excomungou a filha desnaturada. Teresa Bicuda, que já era psicopata, finalmente, ficou maluca de vez: deu de beber e vagava pelas ruas gritando todo tipo de sandices até que morreu e foi enterrada no cemitério. Perturbada em vida, virou fantasma atormentado e tormentoso na morte. Alma penada, seu espírito vagava pelas ruas e gritando do mesmo jeito, como no dia em que cavalgara a própria mãe; os lamentos da vítima também eram ouvidos. Desenterraram seu corpo e sepultaram atrás da Igreja do Rosário. De nada adiantou a providência: o fantasma continuava com seus escândalos. Mais uma vez, trocaram-na de cova, desta vez, foi para a cabeceira de um córrego onde puseram uma cruz e desde então o lugar ficou mal assombrado, o córrego da Teresa Bicuda.
O caso de Teresa Bicuda não é exclusivo de Goiás. Outros filhos que maltrataram seus pais e por isso se tornaram almas penadas são lembrados em vários estados e há indícios que crença vem de além mar, posto que existe tradição semelhante em Portugal. O “Corpo-Seco” é outra assombração desse gênero cuja lenda, relativamente recente, meados do século XX, é contada em São Paulo. “Nem a terra aceita receber essas pessoas”. Este foi um homem chamado Zé Maximiano, morador do município de Monteiro Lobato, região da Serra da Mantiqueira, conhecido por bater no pai e na mãe.
Quando morreu, supostamente de “morte matada”, foi enterrado em cemitério porém, rejeitado pela sepultura e assombrando lugares habitados, tal como Maria Bicuda, acharam por bem transferir o corpo para um lugar ermo e, por recomendação do próprio padre [apesar dos dogmas católicos], decidiram por uma gruta cuja entrada era delimitada por um córrego, medida de segurança porque esse tipo de fantasma não atravessa a água. Um amigo do defunto, que mesmo sendo “sangue ruim” ainda tinha um amigo, um tal de Pedro Vicente, encarregou-se de fazer o transporte. O corpo foi colocado em um balaio e, ainda por recomendação do padre, Pedro levou consigo uma vara de marmelo: o de cujus podia se rebelar e, nesse caso, o jeito era bater no morto com a vara. Dito e feito: o fantasma tentou agarrar o amigo a fim de matá-lo mas foi repelido com varadas.
Diz o povo que fantasmas como Corpo-Seco agem nas noites de sexta-feira à meia noite. Aparece na beira dos rios e açudes e se alguém aparece, pede para ser transportado para a outra margem. Em troca, promete revelar o esconderijo de um tesouro. Seja no barco ou nas costa do benfeitor, quando está no meio do curso d’água, a assombração começa a pesar e assim, afunda pequenas embarcações ou a pessoa que o carrega nas costas matando sua vítima por afogamento. Outros contam que ele fica nas estradas tocaiando os viandantes dos quais, ao modo dos vampiros, chupa o sangue para se manter na Terra evitando, deste modo, ser tragado para os quintos dos infernos.
Este tipo de assombração já virou lenda urbana e faz suas aparições em muitas metrópoles brasileiras: são damas de branco e as louras do táxi que têm rendido histórias desde o começo do século XX e se renovam, em versões contemporâneas que já viraram tema de reportagem em programa de televisão, como uma bem recente que apareceu no SBT e assombra taxistas em São Paulo. Neste caso, era uma jovem que tinha morrido no dia do seu aniversário e todos anos, neste mesmo dia, acena para um táxi, pede para dar voltas na cidade e, ao cair da noite, parando em frente a uma casa, alega não ter dinheiro para pagar a corrida e combina com o taxista saldar a dívida no dia seguinte. O motorista volta ao endereço e lá descobre que a bela passageira morreu há algum tempo. Minas Gerais também tem sua alma penada sedutora: é a Loira do Bonfim de Belo Horizonte, datada entre 1940 e 1950:
“…uma mulher que aparecia por volta das duas horas da madrugada, sempre vestindo roupas brancas, insinuando-se junto aos boêmios que aguardavam condução no ponto de bonde existente diante de uma drogaria, no centro da cidade. Dizia que morava no Bonfim, que estava afim de um programa, e quando alguém se interessava, ela o levava para o cemitério do bairro, desaparecendo assim que chegavam àquele local. Como às vezes a criatura preferia chamar um táxi, os motoristas desses veículos de aluguel, além dos motorneiros e condutores dos bondes, passaram a não aceitar a escala de trabalho no horário noturno. Não era por medo, diziam eles, mas sim por precaução…
Existem, porém, algumas variações sobre essa história fantasmagórica: na primeira delas, a loira é apenas um vulto meio indefinido que aparece aos freqüentadores das regiões boêmias existentes nas imediações do bairro do Bonfim; uma segunda versão diz que ela, na verdade, não tem a intenção de seduzir qualquer homem, limitando-se a chamar um táxi e pedir ao seu motorista que a leve ao alto do Bonfim, onde desaparece dentro do cemitério tão logo o veículo pare diante de seu portão de entrada; a terceira diz que certa noite a loira procurou a delegacia policial existente no atual bairro da Lagoinha, vizinho ao do Bonfim, e pediu que um dos policiais a acompanhasse até sua casa, no que foi atendida: mas o detetive quase morreu de susto quando descobriu que o destino da moça era o cemitério. Seja como for, o fato é que, na época, os comentários sobre a misteriosa mulher apavoraram muitos moradores da capital mineira, que simplesmente deixaram de sair de casa após certa hora da noite” [DANNMANN].
Ana Joaquina Jansen Pereira [1787-1889], Donana Jansen, nasceu e morreu em São Luis do Maranhão. Duas vezes casada, duas vezes viúva, teve 12 filhos, nem todos fruto dos casamentos, mas das relações com amantes que escandalizavam a sociedade da época. Comerciante poderosa, foi uma pessoa influente, posição rara para as mulheres daquele tempo. Senhora de muitos escravos, tornou-se conhecida pela crueldade com que tratava os negros, submetendo-os às mais bárbaras torturas que, não raro, provocavam a morte de suas vítimas. Muitas das ossadas destes infelizes foram encontradas em um poço localizado nas terras da tirana.
Quando morreu, aos 82 anos, em seu casarão da Praia Grande, sua alma não encontrou descanso. Nas noites de sexta-feira, ela assombra as ruas da capital maranhense, à bordo de uma carruagem que passa em desabalada carreira puxada por uma parelha de cavalos brancos sem cabeça [algumas versões dizem: “com chamas no lugar das cabeças”], guiada pelo esqueleto espectral de um escravo também decapitado. É o coche “maldito”, que sai do cemitério do Gavião em seu passeio macabro seguido pelo som dos lamentos dos escravos supliciados. O fantasma quer orações pela sua salvação e quem se recusa a atender o pedido, é visitado pelo fespectro de Donana: aparece ao leito do devedor antes que caia no sono e entrega-lhe uma vela que, no dia seguinte, terá se transformado em osso humano [olha a vela-osso de novo!].
por Ligia Cabús
Essa igreja Nossa Senhora das Mercês em Ouro Preto tem muitos “causos” sobre ela.
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Muitas pessoas já abriram a boca para falar da queda dos anjos. Mal sabem elas o que dizem, sequer recordam de alguma passagem bíblica de onde retiraram suas fábulas. Todos estão carecas de saber que o Livro de Isaías (14:12-17) não fomenta argumentos para tais assertivas! Hora, este povo não quer saber de retórica, nem de academicismo, mas se envaidecem com seus diabos e deuses supostamente imperiosos… Uma coisa é certa, eles adoram o Capeta, sem ele Jesus não seria nenhum Ungido, por não haver sagrado, nem teria qualquer maior fundamento ou subsistiria qualquer salvação… Enfim, um efeito Dominó! Se Lúcifer é uma lenda ou uma fantasia não importa tanto assim, mas vejamos o que ela nos conta…
Cansado de pastorar num paraíso repleto de alvas nuvens cinzentas, sob as ordens de um senhor pra lá de mimado, Lúcifer ousou cobiçar maiores propósitos. Vislumbrou na criação do próprio mestre uma morada mais afim aos seus desejos incestuosos. Aqui não se sabe se a terra veio antes ou depois, compete que ela existia ou veio a existir. Se Lúcifer foi atirado para lá ou para lá seguiu arbitrariamente, não postulamos ao certo, mas para lá foi. E o que haveria de tão mal nisso?! Não é na terra que vivemos?! Quem há de negar que aqui pode ser um verdadeiro paraíso de oásis tão extensos?!
A Queda de Lúcifer à Terra devia ser meio que uma espécie de purgatório, isso é o que nos contam, uma espécie de castigo! Lúcifer ao contrário do imaginado reverteu todo o processo, fez do seu inferno um lugar paradisíaco, e por ali ainda fez alguns amigos, a humanidade, por quem muito logrou distribuir seu fulgor e saber! Os humanos deixariam de ser assim vassalos da vontade divina pra tomarem contas de suas próprias vidas, vivendo dramas semelhantes aos de Lúcifer e seus anjos errantes!
Quando falamos em Queda, falamos que Lúcifer não era um ser perfeito, apesar de ser “o ser mais perfeito dentre os Querubins de Deus”. Este, no entanto, é um Mito que representa, apesar das aparências, a própria retomada de consciência da humanidade, um arquétipo, que caíu assim como adão e eva no momento em que tomaram consciência de si! Eles então precisam trilhar o caminho de volta pra casa!
Lúcifer não caíu pela eternidade! Ao contrário, ele apenas vive um momento transitório, singrando entre as Espirais do Mahavantara! Lúcifer não é um ser amaldiçoado, como dizem seus opositores. Ele é um ser que trilha sua própria evolução à par dos estigmas de que se faz possuidor, alcançando lentamente sua perfeição “junto” à Deus! Quem conta qualquer outra história escabrosa é porque não conhece de fato esta Entidade tão Linda que é Lúcifer, a beleza mais singela e tocante que alguém poderia expressar em forma de poesia. Lúcifer não aparece para todos, sequer atende a qualquer pedido, é preciso ser merecedor de sua atenção, ser um de seus filhos!
Lúcifer é uma energia, uma sublime esfera de luz “astral” que trás iluminação aos homens! Um ser todo especial em seu Arcano… Deus é um mistério, outrossim, que pode ser alcançado de muitas formas e por intermédio de vários seres e mitos, inclusive na sua forma Luciferiana! No seu levante de Portador da Luz, de Estrela da Manhã, Lúcifer é luz, vida e amor, embora Lúcifer também seja a escuridão e a morte, porque Ele vela em si mesmo sentimentos soberbos e egoístas que o fazem obscuro e insolente ao mesmo tempo! No seu lado “humano”, Ele está muito próximo de nós, numa aparição mais antropomórfica, ao passo que em seu lado divino Ele se mune de características pra lá de magnânimas e exuberantes!
Assim como Lúcifer, nós não merecemos nem precisamos de nenhuma “misericórdia” divina, ao contrário, nós nos doamos misericórdia, sendo apenas humanos, reles mortais, vivendo nossas vidas e dramas… Deus ao seu modo nos oferta indistintamente seu amor e energia, e Lúcifer se tornou neste caso o vetor dela para todos nós, uma espécie de prometeu, de demiurgo! Somos apenas mortais, disso sabemos, mas Lúcifer é um semi-deus! Ele é um Anjo e por isso pode ser o Avatar da humanidade, o Verdadeiro Messias! Aquele que “caiu” por nós!
Doravante o mito segue sua continuidade, e os finais são muitos. Decerto, hoje, mais do que antes, a história de Lúcifer vem sendo recontada de um modo mais promissor. Claro, os tempos são outros, a blasfêmia não é assim mais tão eivada de culpa. Estas reflexões praticamente fazem parte da consciência popular, já estão na boca do mundo. Pelo menos não faltam escudeiros para estas prosas. O que temos de descobrir é se de fato sabemos retirar alguma aprendizagem prática destas tréplicas?!
Se o desenredo da queda de um terço das estrelas do céu alimenta uma miríade de dúvidas, que dirá a vinda do suposto messias chamado “Cristo”! Um homem para lá de vadio, a pregar uma moral “abastarda” no meio de um palco milagroso de mágicas de terceira categoria. Sobrevoar as águas; curar leprosos; levantar defuntos; soerguer paralíticos e moribundos; que coisa mais batida. Isso não soa sobrenatural demais para nossa terra tão absurdamente mundana?! Que há de tão extraordinário nestes repetecos bíblicos?! Não existem meios mais plausíveis de se conseguirem os mesmos feitos?! Para que apelar ao metafísico?!
Bem, falar é fácil já dizia o pinguço meu amigo! Quem é que afinal não se sente ainda culpado e atônico com estas conclusões assim precipitadas, vindas diretamente do inferno! A culpa não é acaso o veneno plantado no coração de Satã, o Diabo?! Será que ele realmente degustou um gole desta taça amarga?!… Porque desgustaríamos nós também?! Não, não Mesmo! Não me parece que Lúcifer reine no Abismo preocupado com o que pensa seu inescrupuloso pai maldito, afinal, ele não foi suficientemente bastardo para sair de casa?! Para bater a porta na cara de seu velho caduco?! Ele não é o famoso malcriado da Apostasia?!
Não chegamos a falar por todos, mas amaldiçoados como somos, Lúcifer não nos soa um “Cidadão Estelar” pra lá de feliz, de (Ir) realizado, por isso mesmo um Eterno Buscador?! Ele que é tão exuberante em sua rebeldia, que sorrir para nós em seus caudalosos ninhos de antros tão “deploráveis”! Não nos atiça o desejo este galã tão sedutor, de olhar tão austero?! Afinal, para quê carregamos sua marca em nossos ombros esquerdos?! Deixemos então que ele nos envolva com suas negras asas, e fechemos os olhos, abraçando sua Escuridão… Lá no mais denso e terrível Pesadelo!… Amém.
Por Cauê de Barros Braga.
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A primeira coisa que o pesquisador deve tirar da cabeça é aquela figura do Curupira, como um simples menino levado. Nada poderia ser menos fidedigno do que imaginar essa criatura com a inocência e a ingenuidade de uma criança. O Curupira original, aquele que assombrava as noites dos índios e os sonhos dos bandeirantes é um dos seres mais perigosos e maliciosos que a cultura brasileira produziu. As histórias vindas desde os tempos em que os índios apenas habitavam as terras brasileiras, contam casos de investidas violentas, abusos sexuais, rapto de crianças e horror psicológico.
Entre os mitos indígenas, o Curupira é incontestavelmente o mais antigo, companheiro inseparável das crenças populares, de onde se admite a possibilidade de ser verdadeiramente indígena, senão antes legado pela população primitiva que habitou o Brasil no período pré-colombiano e que descendia dos invasores asiáticos. Por esta hipótese, teria passado dos Nauas aos Caraibas e destes aos Tupis e Guaranis.
Trata-se de um dos mais espantosos e populares entes fantásticos, das matas brasileiras. De curu, contrato de corumi, e pira, corpo, corpo de menino, segundo Stradelli. O curupira é representado por um anão , cabeleira rubra e corpo peludo. Tem a particularidade de ser descrito sem os órgãos sexuais (no Pará); com dentes azuis ou verdes e orelhudo (no rio Solimões) e com os pés virados para trás (no rio Negro), ou seja com calcanhares para frente de modo a suas pegadas enganarem aqueles que o tentarem perseguir.
A mais antiga menção de seu nome foi feita pelo padre José de Anchieta de São Vicente em 30 de maio de 1560:
“É cousa sabida e pela bôca de todos corre que há certos demôniose que os Brasis chamam Corupira, que acometem aos índios muitas bezes no mato, dão-lhe açoites, machucam-nos e matam-nos. São testemunhas disto os nossos irmãos que viram algumas vêzes os mortos por êles. Por isso, costumam os índios deixar em certo caminho, que por ásperas brenhas vai ter ao interior das terras, no cume da mais alta montanha, quando por cá passam, penas de aves, abanadores, flechas e outras cousas semelhantes, como uma espécie de oblação togando fervorosamente aos Curupiras que não lhes façam mal.”
Nenhum outro fantasma brasileiro colonial determinou oferenda propiciatória. Ainda hoje para não serem incomodados, os seringueiros e caçadores, adaptando um costume indígena, fazem oferendas de pinga e fumo na entrada da floresta.
Ao deliciar-se com a oferenda ou ao sentar-se na sobra das mangueiras para comer os frutos. Lá fica entretido ao deliciar cada manga ou gole de pinga. Mas se percebe que é observado, o Curupira logo sai correndo, e numa velocidade tão grande que a visão humana não consegue acompanhar. “Não adianta correr atrás de um Curupira”, dizem os caboclos, “porque não há quem o alcance”.
Há muitos casos também de Curupiras que se encantam por crianças pequenas, que são levadas embora por algum tempo e depois devolvidas aos pais, em geral depois de 7 anos. As crianças encantadas pelo Curupira nunca voltam a ser as mesmas depois de terem vivido na floresta, encantadas pela visagem.
Por vezes, o Curupira mundia os caçadores que se aventuram a permanecer no mato nas chamadas horas mortas. O encantado tenta sair da mata, mas não consegue. Surpreende-se passando sempre pelos mesmos locais e percebe que está na verdade andando em círculos. Em algum lugar bem próximo, o Curupira está lhe observando: “estou sendo mundiado pelo Curupira”, pensa o encantado. Daí só resta uma alternativa: parar de andar, pegar um pedaço de cipó e fazer dele uma bolinha. Deve-se tecer o cipó muito bem escondendo a ponta, de forma que seja muito difícil desenrolar o novelo. Depois disso, a pessoa deve jogar a pequena bola bem longe e gritar: “quero ver tu achares a ponta”. A pessoa mundiada deve aguarda um pouco para recomeçar a tentativa de sair da mata.
Diz a lenda que, de tão curioso, o Curupira não resiste ao novelo. Senta e fica lá entretido tentando desenrolar a bola de cipó para achar a ponta. Vira a bola de um lado, de outro e acaba se esquecendo da pessoa de quem malinou. Dessa forma, desfaz-se o encanto e a pessoa consegue encontrar o caminho de casa.
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