O Incenso de Ketoret

Traduzido por Gabriela Ayres

Em março de 1988 foi encontrado em uma caverna de Qumran, uma pequena jarra que continha um oléo avermelhado. Acredita-se que é a única amostra sobrevivente de um óleo balsâmico, descrito na Toráh para ungir o Mishkan (Tabernáculo) e seus vasos, assim como os kohanim, sacerdotes e reis de Israel. O óleo – quando foi encontrado – tinha uma consistência como o mel. A jarra em que o encontraram, estava embrulhada em folhas de palmeiras, cuidadosamente dobradas e preservadas em um poço com profundidade suficiente para evitar que se desperdiçasse devido às intempéries do tempo externo da zona.

Quatro anos depois, descobriram 600 quilos de uma substância orgânica avermelhada dentro de um silo, construído com rochas, em outra parte do complexo de Qumran. Uma série de análises determinaram que a dita sustância avermelhada continha pelo menos oito das onze espécies que eram utilizadas em Pitum haQetoret (mistura de incenso) e oferecidas no Templo.

Alguns anos mais tarde, foi apresentado uma amostra perante dois rabinos que a deram à seus próprios profissionais químicos para analisar a qualidade orgânica, e sugeriram que se queimasse uma porção dessa mistura com propósitos científicos (para tal, utilizaram ácido cloridrico e fogo). Também foi sugerido que a queimasse junto com outras duas espécies que se escontraram no outro lado da caverna.

Os resultados foram assombrosos. Se por um lado, as espécies haviam perdido algum traço da sua potência ao longo dos milênios desde seu enterro, por outro ainda eram poderosas. O resíduo da fragrância permaneceu nos arredores por inúmeros dias depois da experiência. Muitas pessoas informaram que seus cabelos e roupas consevaram o mesmo perfume. Ainda mais assombroso, a área onde foram queimadas as espécies, mudou radicalmente já que estava infestada durante meses, com formigas, mosquitos e outros insetos, que logo depois da experiência do incenso, desapareceram magicamente.

Depois de Ketoret, nenhum inseto foi visto por um bom tempo. Isto traz lembrança da Mishná em Avot 5:5 (Talmude) que diz que não havia moscas na área do Templo.

O poder e efeito prolongado do Ketoret estão também escritos no Talmude Yoma 39b, que as cabras em Jericó (ao norte de Qumrán) espirravam ao sentir o cheiro do Ketoret, e as mulheres não precisavam se perfumar. Em Jerusalém as noivas não precisavam usar seu perfumeiro (um pingente com misturas de ervas) em virtude do dulcíssimo e onipresente cheiro do Ketoret.

O Ketoret e a Bíblia

No Talmude (Arajin 16ª) está escrito que em Beit haMikdash (Templo), o Mishkán (Tabernáculo) assim como os vasos sagrados, o Aron Hakodesh (Arca sagrada), a Menoráh (o candelabro), o Mizbeaj haKetoret (Altar do Incenso), as roupas do Cohen Hagadol (Sumo Sacerdote), as cinzas dos sacríficios, etc., não eram só arterfatos físicos, mas sim, representavam níveis espirituais para estar mais perto de Deus. O mesmo acontece com o Óleo (Shemen) e o Ketoret.

Da leitura de Exôdo 30, podemos destacar que o óleo da unção e o Ketoret estão muito ligados um ao outro, já que contêm várias especiarias iguais.

Outra coisa que podemos destacar é que ambos são muito sagrados. Sagrado em Hebreu se diz Kodesh, quando algo é Kodesh se deve afastar-se e ser mantido separado, adquirindo por tanto o poder de santificar e elevar tudo ao redor (Shabat Hakodesh, Torat Hakodesh, lashon Hakodesh, Ierushalaim Ir Hakodesh, etc.).

Da Kabalah, podemos dizer que o incenso consistía em dez perfumes ou especiarias com uma agradável fragância, e uma especiaria a mais, jelbená (gálbano), com un cheiro horrível. Essas espécies eram misturadas para serem usadas no Templo. Como as onze especiarias representavam as dez, mais uma sefirot (ou originária) da Árvore da Vida do Universo de Tohu (caos), se diz entre tanto que representam a completa retificação do mal. Isto é indicado pela junção da 11ª especiaria, gálbano, que faz menção a elevação do mal retornando ao reino sagrado.

O Talmude (Shabat 89ª) ensina que Moisés foi instruído sobre o mistério do incenso pelo Anjo da Morte (o Anjo da Morte revelou a Moisés que o Ketoret tem poder de anular um decreto maligno, ainda que fosse o da morte).

Por que o Ketoret supera a maldade da morte? De onde sai o seu poder? Obtêm-se do fato da pulverização das especiarias se assemelharem ao rompimento da morte das sefirot originais. As sefirot originais dão luz com uma pequena porção de escuridão. A escuridão não poderia se manifestar como “mal” integro até que a luz fosse “pulverizada”. O rompimento da luz se demomina morte e escuridão. Mas o Ketoret, na precisa forma que está, e especialmente pelo número e natureza dos seus ingredientes tem o poder de sobrepôr-se a morte e a escuridão, e tranformar completamente o mal, tanto em nós e no mundo, no bem.

O Jelbená

O incenso consistia em dez especiarias, ou perfumes, com boas fragrâncias e uma 11ª, gálbano, com um cheiro horrível que se refere a elevação do mal no reino sagrado.

É interesante observar que o jelbená, uma das quatro especiarias mais importantes do Ketoret, descrita no Toráh, corresponde a nada mais nada menos que o carbono, ao carbono animal, um dos quatro elementos primários encontrados no Universo, que junto com o oxigênio eram essenciais para manter a vida!

Continuando com a idéia das dez fragrancias especiais e uma desagradável, o Talmude diz: (Keritot 6b): Todo jejum coletivo que não inclua os pecadores de Israel, não é jejum”.

Isto tem a ver com o fato de que o incenso tinha jelbená. Assim como o jelbená, era preciso que o incenso adquirisse esse aroma, uma congregação não está completa sem alguém que tenha errado e queira redimir-se através do arrependimento. Em particular quando um castigo era decretado contra Israel devido a alguma má ação, este mesmo mal deve ser elevado. Entre tanto, a idéia de trasformar o mal, o elevando novamente a sua fonte no sagrado está incorporanda no incenso. É por essa razão, que todo jejum coletivo deve incluir os pecadores de Israel.

A Toráh menciona quatro especiarias fundamentais para o Ketoret: Bálsamo, estacte, gálbano e frankincenso puro. É somente através da trasmissão oral que conhecemos as outras sete, somando um total de onze. Os sábios, tentam nos explicar, de que maneira se menciona na Toráh, repetindo duas vezes, a palavra “samim”, ou especiarias. A Toráh não especifica quais eram.

O Talmude mais uma vez explica as propriedades do Keroret:

Keritot 6ª: “De que era composto o Ketoret? Continha 368 maneh (medidas). 365 correspondiam ao número de dias do ano solar, uma medida por dia: meia pela manhã e meia a noite. As outras três são aquelas que o Cohen Hagadol (Sumo Sacerdote) traria (ao Sancta Sanctorum) como dobro da porção no “Iom Kipur”

Existe uma súplica, dizendo que nossa oferta seja agradável e aceitável a Deus. O Ketoret tem o poder de anular os efeitos do Lashon Hará (palavras torpes, fofocas, insultos, ofensas verbais, literalmente, a “lingua afiada”). Aqui devemos frisar que a Toráh e a súplica são a forma mais poderosa de utilização da linguagem para o bem. Às vezes, é muito fácil dizer palavras, aquelas que não são nossas e acostumamos repeti-las a ponto de perderem a profundidade e o significado. Mas o segredo da verdadeira súplica é nos colocarmos atrás das palavras, de convertê-las em ações, especialmente aquelas que foram pronunciadas para purificar durante milênios

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Como criar um Diário Mágico

O Diário Mágico é algo simples de se fazer e um meio valioso de avaliar a nossa evolução perante a nossa jornada. Ele é basicamente um registro de experimentos, exercícios, insights, sonhos e demais experiências importantes durante a jornada iniciática. Parte das nossas memórias é produto de nossa imaginação, por isto registrar detalhadamente as nossas experiências nos priva de armadilhas de nossa própria mente. Ele é pessoal, porém, embora somente o autor tenha acesso a ele, deve-se escrevê-lo de forma a que outras pessoas também possam entendê-lo.

Aleister Crowley, em seu Líber E vel exercitiorum, dá ênfase a criação do diário mágico, onde lemos (adaptado):

1 – É absolutamente necessário que todos os experimentos sejam anotados detalhadamente, durante ou imediatamente após a sua realização.

2 – É muito importante anotar as condições físicas e mentais do(s) experimentador(es).

3 – A hora e o lugar de todos os experimentos devem ser anotados; também o estado do tempo e, em geral, todas as condições que poderiam ter alguma influência sobre os resultados dos experimentos, quer colaborando ou causando diretamente o resultado, quer o inibindo, ou como fontes de erro.

4 – Nesse estágio não é necessário que declaremos por completo o propósito de nossas pesquisas; nem seria este compreendido por aqueles que não se tornaram peritos nestes cursos elementares.

5 – Ao experimentador se aconselha que use sua própria inteligência, e não confie em qualquer outra pessoa, embora distinta, mesmo entre nós mesmos.

6 – O registro escrito dos experimentos deve ser feito de forma inteligível, para que outros possam se beneficiar de seu estudo.

7 – Quanto mais científico for o relatório, melhor. Contudo, as emoções devem ser anotadas, sendo parte das condições gerais. Que, então, o registro seja escrito com sinceridade e cuidado; com a prática, ele se aproximará cada vez mais do ideal.

Aqui temos um método de criação do Diário Mágico proposto pelo Veos (traduzido pelo Bardonista), bastante conhecido para os que estudam Bardon.

Um bom diário é reconhecido por sua precisão e seu detalhe. Ele não deveria ser os escritos desordenados de um homem louco, mas sim um registro organizado dos acontecimentos kármicos e práticas espirituais em sua vida. Existem coisas que deveriam estar presentes no diário do mago nessa ordem:

1. A data do calendário;

2. A data mágica (o dia da Lua, Marte, Mercúrio, Júpiter, Vênus, Saturno e Sol – segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira, sábado e domingo respectivamente);

3. A data celestial, que é a localização do Sol e da Lua no zodíaco na hora da primeira entrada;

4. A hora da entrada;

5. Os detalhes da prática, experiência, ou realização. No caso da prática, deve-se ser muito preciso quanto à duração da prática, sua natureza, e seus resultados;

6. Acima de tudo, seja verdadeiro consigo mesmo e brutal em sua autocrítica. Se você não praticar por um dia, deixe uma página inteira em branco e comece uma pagina nova no próximo dia.

Eis um exemplo de uma entrada de diário, com algumas explicações em parênteses:

25/05/09

Die Luna (Segunda-feira)

Sol 5Gem00 (O sol está no quinto grau de Gêmeos, zero horas e zero minutos)

Luna 27Gem16 (A lua está no vigésimo sétimo grau de Gêmeos, 16 horas)

08:00 – Acordei. Sem sonhos. Não me sinto com muita energia.

08:13 – Tomei banho e usei a magia da água para lavar o corpo astral. Sinto-me melhor.

08:30-08:50 – 10 malas de Japa em Om Namah Shivaya. Concentração foi ruim no início, mas lá pelo sétimo ou oitavo mala a mente ficou focada. Terminei me sentindo mentalmente leve e fresco, e sentindo alegria no Anahata Chakra.

09:00-09:10 – Sirshasana

09:10-09:20 – Sirvangasana

09:20-09:30 – Paschimottasana

09:30-09:35 – Matsyendrasana

09:35-09:40 – Bhujangasana. Todas as asanas foram boas, com boa concentração. Senti shakti na espinha durante paschimottasana muito intensamente.

09:45-10:15 – 20 Sukha Purvaka Pranayama no ciclo 5:20:10, 3 rondas de 10 Bhastrika Pranayama, 3 rondas de 50 Khapal Bhati Pranayama. Sinto a mente sutil e o corpo leve. Muito suor durante Sukha Purvaka seguido por estremecimento.

13:00-13:10 – 30 acumulações respiratórias de força vital nas mãos e então de volta para o universo. As mãos pareciam prestes a explodir com energia, e muito quentes.

20:00-20:30 – Controle do Pensamento. 20 interrupções menores, 3 interrupções maiores.

22:00-22:20 – Meditação no Senhor Shiva no chakra do coração. Bastante feliz.

22:45 – Lembrar de falar com o professor sobre as visualizações durante Sukha Purvaka!

Notas do Tradutor

1 – Veos comete quase o mesmo erro de Aleister Crowley, que iniciava os diários de maneira parecida. No caso de Crowley, ele escrevia a “data mágica” da seguinte maneira (por exemplo): Die Saturn, misturando latim e inglês. Veos tenta escrever a palavra latina correspondente a “dia” e o planeta correspondente também em latim, mas, na verdade, o correto gramaticalmente em latim seria:

Dies Solis (Domingo)

Dies Lunæ (Segunda-feira)

Dies Martis (Terça-feira)

Dies Mercurii (Quarta-feira)

Dies Jovis (Quinta-feira)

Dies Veneris (Sexta-feira)

Die Saturnii (Sábado)

Para algumas pessoas, o correto seria ter Diários Mágicos, pois cada um deve ter uma finalidade diferente. Digamos que você seja um pink wicca e um saulista (“aspirantes” a Saulo Calderon). Então, deveria ter dois diários mágicos – um para suas práticas esquisotéricas e outro para suas tentativas de viagens astrais. Além disso, não preciso gastar tempo para explicar o porquê de ser melhor possuir um diário “físico” a um virtual.

Espero que os que perguntaram sobre como criar um Diário Mágico tenham entendido. Apresentei apenas um método, criado pelo Veos. Existem vários e o mais indicado é aquele que sua intuição indica ou faz.

#hermetismo #MagiaPrática

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A Mística dos Sons

Os sons sempre foram tomados em consideração pelos místicos de todos os tempos, por se tratarem de manifestações vibratórias que envolvem princípios altamente efetivos para determinadas práticas. Nas línguas antigas as palavras, além de um sentido comum, tinham também um sentido esotérico, isto é, eles tinham um sentido oculto. Uma palavra não era uma aglomeração casual de sons.

Diz a ciência que nos primeiros agrupamentos da raça humana os homens primitivos pronunciavam sons que atribuíram a determinados objetos, nascendo assim uma forma de linguagem falada. Com o passar dos séculos e com a evolução biológica, os seres humanos tornaram-se muito mais inteligentes e então desenvolveram uma forma de linguagem mais complexa, não mais um simples aglomerado de sons, formando-se então as palavras. Numa segunda etapa descobriram que as palavras podiam envolver poderes. Tomemos um exemplo para ilustrar o que está sendo afirmado. Por exemplo, para dar nome à “guerra” os usaram um aglomerado qualquer de sons. Posteriormente, nas civilizações mais evoluídas, a palavra “guerra” passou a ser uma outra que já não era apenas um simples grupo de sons quaisquer, mas sons especiais que ao serem devidamente emitidos produziam vibrações capazes de irritar as pessoas e incitá-las à luta. Por outro lado, para a palavra “amor” havia um outro grupo de sons capaz de induzir vibrações de dedicação de dedicação e carinho, originando um estado psicológico adequado ao amor. Assim, grande número de palavras tinha também um sentido esotérico além do dar nome às coisas.

Agora vale fazer alguns comentários a respeito do alfabeto hebraico. Aquele alfabeto admitido como sagrado, segundo o mito foi doado a Abraão por Deus. Nele há sons que ao se unirem formando palavras podem provocar estados físicos e psíquicos especiais. Existiram muitas outras línguas que também tinham essa propriedade – o “Alfabeto Sagrado, o Vaitã, o Malachin e vários outros – mas já totalmente caídos no esquecimento. O único que perdurou em uso até o presente foi exatamente o hebraico, contudo, através dos anos, ele já sofreu algumas transformações que, em parte, alteraram o seu significado esotérico”.

A perda do sentido esotérico das letras vem fazendo com que atualmente as palavras de todas as línguas estejam voltando a ser como no início, apenas um aglomerado de sons para dar nome às coisas. Apenas resta o conhecimento esotérico sobre aqueles alfabetos guardados pelas Sociedades Iniciáticas.

A história de vários povos, incluindo a dos hebreus, atribui que cada linguagem era sagrada porque lhes foi ensinada por Deus. Para os que admitem que a terra já sofreu a interferência de seres vindos de outros sistemas, então, para eles há a possibilidade de que tais seres hajam deixado uma forma de linguagem que os terráqueos consideraram desde então como sendo uma linguagem sagrada.

O próprio Deus dos Hebreus tinha uma palavra sagrada composta pelas letras Iod He Vau He e que nunca deveria ser pronunciada, a não ser pelo Sumo Sacerdote, no Templo uma vez por ano.

Esotericamente as letras, e com elas as palavras, têm poderes, porém não é somente o “som” da letra que traz o poder, também a maneira como ela é pronunciada, considerando-se a sua duração, intensidade, timbre e altura.

Por encerrar poder resulta a recomendação evangélica de “não usar o nome de Deus…” Posteriormente foi acrescido das palavras “em vão”.

A energia vibratória gerada pelas palavras não tem a mesma intensidade, ela varia de acordo com as letras, timbre, altura, etc. Há palavras de maior, assim como palavras de menor poder. Daí havia palavras de excepcionais poderes, e uma dela em especial que era denominada de “A Palavra Sagrada”. Trata-se de uma palavra capaz de realizar coisas magníficas, tanto ou quanto fenomenais. Trata-se de uma palavra dotada de uma imensa capacidade de creação. Dentro de certos limites, ela é totipotente. Mas, por ser de uso extremamente restrita tornou-se acabou por se tornar desconhecida, e é por isto hoje é denominada de A PALAVRA PERDIDA. Trata-se de uma palavra que já era conhecida no tempo da Atlântida e de outros ciclos de civilizações. Quase todas as chamadas doutrinas secretas procuraram redescobrir a Palavra Perdida, e muitas delas dizem havê-la conseguida. É possível que isto seja verdade, mas afirmamos que, mesmo na hipótese dela haver sido redescoberta os sons precisos inerentes às suas letras não o foram.

Um outro ponto que vale salientar é o poder da visão. Muito poder está ligado à visão, em especial aos olhos. Em época recente muito foi comentado sobre o assassinato de um grupo de pessoas em Los Angeles por seguidos de Charles Manson. Este, durante o período que esteve preso teve acesso a uma obra esotérica, uma obra ocultista que versava sobre o poder da visão. Na cela ele começou a treinar e a desenvolver o poder da visão. Quando saiu do presídio ingressou num movimento Hippie e fundou uma comunidade com vários jovens que foram induzidos a cometer os assassinatos de 18 pessoas, inclusive a atriz Sharon Tate. Aqueles jovens foram induzidos, não somente pelo uso de drogas, como a imprensa quis fazer acreditar, mas especialmente pelo poder terrível que Manson desencadeou neles. Eles estavam plenamente dominados e fascinados num nível muito além da hipnose pelo poder dos olhos de Manson.

Na realidade é difícil se dizer quem teve maior parcela de culpa no referido massacre; se foram os jovens dominados psiquicamente pelo poder esotérico visual de Charles Manson, se o próprio Charles, ou se alguém que haja traído, ou mesmo negligenciado, os juramentos secretos, descuidando-se de um livro que sob forma alguma deveria cair em mãos profanas e, muito menos, criminosas. Não é que muitos profanos não sejam dignos de terem conhecimentos de tal natureza, mas é porque se faz preciso certo nível de preparação para que uma pessoa possa tentar certos processos mágicos. Antes ela deve se submeter a uma certa disciplina ter conhecimento sobre aquilo que irá usar, especialmente sobre os perigos intrínsecos das coisas secretas.

Para alguns, todo e qualquer conhecimento pode ser dado sem necessidade de “provas”, exatamente para as pessoas equilibradas, mas para outros é necessário alguma espécie de teste que possa provar que eles estão à altura daquele tipo de conhecimento.

Algumas Sociedades Secretas e algumas Religiões conservaram alguma coisa daquele conhecimento sublime referente aos sons. Algumas, sob a forma de vocalizações musicadas – hinos sacros – como, por exemplo, na Igreja Católica onde podemos encontrar o Canto Gregoriano e o Cantochão; outras, sob a forma de Mantras ou de entoação de vogais, que despertam nas pessoas condições místicas especiais.

NO PRÍNCIPIO ERA O VERBO

A própria criação se originou da “palavra”. Isto significa que a própria criação foi a conseqüência de uma emissão vibratória do Princípio Incriado. Não é correto pensar que Deus construiu o mundo com as mãos ou com o emprego de quaisquer instrumentos. Não, simplesmente Ele fez vibrar a Sua Essência, o princípio básico passivo e tudo começou a existir, pois tudo é vibração e som é vibração. (Vide o tema ATRIBUTOS DA DIVINDADE).

Outro ponto que merece ser mencionado diz respeito ao nome individual. O nome tem grande significação oculta para a pessoa, pois qualquer nome tem a capacidade de interferir energicamente e se é assim por que então não está sujeito a advirem influências relacionadas? – Certamente, o nome é algo que merece muita atenção por ter um sentido esotérico decisivo.

O nome que uma pessoa recebia no batismo, no passado, era um nome esotérico e conseqüentemente tinha uma função além daquela de denominar a criança. Então era um nome estudado de acordo com o caráter da criança. Pelo nome muita coisa pode ser feita, por isto os egípcios do período faraônico tinham dois nomes, um secreto que ninguém sabia a não ser ele próprio, o pai, e a mãe; e um outro pelo qual era conhecido.

Evidentemente, neste sentido há um manancial enorme de superstições, mas superstições geralmente resultam das interpretações deformadas ou limitadas de algum princípio real ou de uma lei verdadeira, ou de algum fenômeno mal estudado ou mal compreendido. Assim todo o “tabu” relativo aos nomes se baseia em algo real.

Na China antiga havia um nome habitual e um secreto. Na Índia, a cerimônia de denominação, o Nakarama, que ocorre no l0º ou 12º dia de vida, a criança recebe dois nomes. O verdadeiro nome é secreto, assim a sua identidade esotérica permanece oculta e não podendo ser usada pela magia negra, segundo eles.

Até mesmo as cidades antigas como Atenas e Roma, por exemplo, possuíam nomes secretos, o de Roma, por exemplo, era Fora. O poder da palavra também está refletido no mito de inúmeros povos. Embora se trate de mito, mesmo assim, merece certa atenção porque muitos mitos se baseiam em fatos admitidos.

Nos Contos árabes “As Mil e Uma Noites”, Ali Babá abria a gruta dos ladrões com as palavras; “Abre-te Sésamo”. Não estamos afirmando que aquele conto retrate algo que realmente haja acontecido, mas sim fazendo ver que aquela estória, em muitos pontos, se baseia em conhecimentos conhecidos em outras épocas. Evidentemente com o poder dos sons é possível se abrir algo, ou melhor, produzir efeitos materiais somente com os sons das palavras. Em breve surgirão computadores com capacidade de abrir, ou fechar coisas apenas por comando da voz.

Os cultores da Cabala têm muito cuidado com os nomes próprios e dizem mesmo que uma pequena modificação no nome de uma pessoa pode modificar-lhe completamente a vida.

A própria Igreja Católica até bem pouco tempo não via com “bons olhos” o uso no batismo de nomes formados aleatoriamente, dando preferência àqueles já consagrados pelo uso. Para alguns sacerdotes isto se devia apenas à uma merecida preferência pelo nome tradicional para se homenagear um determinado “santo”, mas na realidade a razão é outra. Trata-se de um conhecimento, que por vir de muito distante no tempo já ficou completamente esquecido por muitos ministros de religiões. Isto data da época em que os cristãos ainda não haviam esquecido e abandonado o lado esotérico do Cristianismo.

Não são apenas os humanos que são sensíveis aos sons e que apresentam modificações de comportamento diante da música. Evidentemente certos animais também são sensíveis, não apenas os animais domésticos, mas também os selvagens. Consideremos, como exemplo as ser-pentes. Quem não tem conhecimento a respeito dos “encantadores de serpentes” tão comuns no oriente! As serpentes[1] ficam como que hipnotizadas pelos sons produzidos por uma flauta, e nisto muitas vezes não está ligado a qualquer tipo de trapaça.

Muitos Livros Sagrados trazem citações sobre o efeito dons sons. Na Bíblia está descrito o episódio em que Josué fez ruir as muralhas de Jericó com o toque de trombetas.

Autor: José Laércio do Egito – F.R.C.

#MagiaPrática #Mantras

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Os Princípios da Alquimia

“Escuro e nebuloso é o início de todas as coisas, mas não o seu fim.”

A transmutação de qualquer metal em ouro, o elixir da longa vida são na realidade coisas minúsculas diante da compreensão do que somos. A Alquimia é a busca do entendimento da natureza, a busca da sabedoria, dos grandes conhecimentos e o estudante de alquimia é um andarilho a percorrer as estradas da vida. O verdadeiro alquimista é um iluminado, um sábio que compreende a simplicidade do nada absoluto. É capaz de realizar coisas que a ciência e tecnologias atuais jamais conseguirão, pois a Alquimia está pautada na energia espiritual e não somente no materialismo e a ciência a muito tempo perdeu este caminho. A Alquimia é o conhecimento máximo, porém é muito difícil de ser aprendida ou descoberta. Podemos levar anos até começarmos a perceber que nada sabemos, vamos então começar imediatamente pois o prêmio para os que conseguirem é o mais alto de todos.

O ideal alquimista não constitui a descoberta de novos fenômenos, ao contrário do que procura cada vez mais intensamente a ciência moderna, mas sim reencontrar um antigo segredo, que ainda é inacessível e inexplicado para a maioria. Ela não é constituída somente de um caminho material, como por exemplo a transmutação de qualquer metal em ouro. Antes de tudo a alquimia é uma arte filosófica, uma maneira diferente de ver o mundo.

Não podemos, no entanto, separar o material do espiritual, uma vez que na Terra estamos encarnados em um corpo, onde um sofre influência do outro, pois na realidade tudo é uma coisa só, uma unidade, o ser humano. Na alquimia ocorre a transmutação da matéria e do espírito ao mesmo tempo. O alquimista adquire conhecimentos irrestritos da natureza, se pondo em um ponto especial de observação, vendo tudo de maneira diferente. Seria como se uma pessoa pudesse ver tanto o aspecto físico nos mínimos detalhes bem como as energias associadas a este corpo. O alquimista estaria em contato total com o universo, enquanto que para todos nós este contato é apenas superficial.

Na realização da Grande Obra, o alquimista consegue obter a pedra filosofal e modificar sua aura eliminando a cobiça e a avidez. Descobre que o ouro material não tem grande valor quando comparado ao ouro interno, ou seja, o caminho espiritual é infinitamente mais importante que as coisas materiais. Todos deveriam se contentar com o básico para sobrevivência do corpo e se dedicar por inteiro a busca de um aperfeiçoamento espiritual. Somente os homens de coração puro e intenções elevadas serão capazes de realizar a Grande Obra.

A corrida atômica se intensificou durante a Segunda guerra mundial, onde vários cientistas desenvolveram a bomba atômica que viria a ser a maior ameaça para a sobrevivência da Terra. Se os alemães tivessem tido acesso a estes conhecimentos antes, não teria sobrado muita coisa em nosso planeta. Portanto se os cientistas tivessem mais consciência e um maior conhecimento das conseqüências de suas descobertas, não teriam divulgado muitas coisas. Os alquimistas já conheciam o poder e os perigos da energia atômica a muito tempo e não divulgaram em função dos riscos inerentes de uma má utilização destes conhecimentos.

Por isso existe um grande segredo em torno da alquimia. A ciência na atualidade se especializou tanto que cada vez mais os cientistas estudam uma parte menor de determinada área. Acreditam que com isso podem avançar muito mais em determinada direção. Assim, perdem a visão do todo, tornando-se menos conscientes da utilização de tais pesquisas, quer seja para o bem ou para mal.

Os cientistas estão mais preocupados com a fama e dinheiro do que com o próprio sentido da ciência. Eles podem ser comparados a empresários capitalistas pois para a maioria o caminho é unicamente material. Quando pensam no aspecto espiritual este se encontra dissociado de tudo o quanto mais acreditam. Eles são os sopradores modernos.

O alquimista é o estudante assíduo da alquimia, aquele que busca o caminho para a iluminação. O soprador é um mercenário que só se interessa pelo ouro que ele poderá produzir e o Adepto é o alquimista que realizou a Grande Obra, ou seja um iluminado.

A alquimia é a mais antiga das ciências e influenciou todas as demais. Tem como principal objetivo compreender a natureza e reproduzir seus fenômenos para conseguir uma ascensão a um estado superior de consciência. Os alquimistas, em suas práticas de laboratório, tentavam reproduzir a pedra filosofal a partir da matéria prima primordial. Com uma pequena parte desta pedra é possível obter o controle sobre a matéria, transformando metais inferiores em ouro e também o Elixir da Longa Vida, que é capaz de prolongar a vida indefinidamente.

O ouro é considerado o mais perfeito dos metais pois dificilmente se oxida, não perde o brilho e acredita-se que todos os outros metais evoluem naturalmente até ele no interior da terra. Portanto, a transmutação é considerada um processo natural. Os alquimistas somente aceleram este processo, realizando as transmutações em seus laboratórios. Este tipo de conhecimento ficou sendo o mais cobiçado, não pelos alquimistas, mas pelos não iniciados, os sopradores como eram chamados. Eles buscavam a pedra filosofal, que lhes confeririam poderes como a invisibilidade, viagens astrais, curas milagrosas, etc.

Esta pedra filosofal não se constituía necessariamente de um objeto, mas sim energia que pode ser adquirida e controlada. Este conjunto pedra e alquimista são responsáveis dos poderes alcançados. Um não iniciado poderia possuir a pedra e dela não desfrutar toda a sua potencialidade conseguindo, quando muito transformar uma pequena quantidade de chumbo em ouro. A transformação da matéria-prima na pedra filosofal, juntamente com a transformação do indivíduo constitui a Grande Obra.

No laboratório, com experimentos e constantes leituras e releituras, o alquimista nas várias etapas da transformação da matéria, vai gradativamente transformando a própria consciência. Antes do ouro metal, o alquimista deverá encontrar o ouro espiritual dentro de si.

Os ideais e poderes pretendidos pelos alquimistas, nos faz correlacioná-los aos poderes de Cristo, que foi capaz de transmutar água em vinho, multiplicar os pães, andar sobre a água, curar milagrosamente, dentre outros. Ele sempre dizia: “aquele que crê em mim, fará tudo que eu faço e ainda fará coisas maiores”.

Os alquimistas buscavam esta pureza e compreensão espiritual, conseguindo assim, realizar estas obras. Portanto, o exemplo de Cristo, além do exemplo espiritual, constitui-se em um meio de descobrir o poder sobre a matéria. Muitos alquimistas consideram Cristo a pedra filosofal. Encontrar a pedra filosofal significa descobrir o segredo da existência, um estado de perfeita harmonia física, mental e espiritual, a felicidade perfeita, descobrir os processos da natureza, da vida, e com isso recuperar a pureza primordial do homem, que tanto se degradou na Terra. Portanto, a Grande Obra eleva o ser a mais alta perfeição: purifica o corpo, ilumina o espírito, desenvolve a inteligência a um ponto extraordinário e repara o temperamento.

A pedra filosofal era gerada a partir da matéria prima primordial, além de outros compostos, no Ovo Filosófico que é um recipiente redondo de cristal onde todos estes compostos vão sendo transformados, em várias etapas, sempre utilizando o forno. Este processo freqüentemente é comparado a uma gestação da pedra filosofal. Isto seria como reproduzir o que a Natureza fez no princípio, quando só existia o caos, porém de maneira mais rápida, dando melhores condições para que ocorram as transformações. Portanto, a conclusão da Grande Obra, ou seja, o entendimento dos segredos alquímicos, significa adquirir os conhecimentos das leis universais e penetrar em uma dimensão espaço-tempo sagrada, diferente da do cotidiano de todos.

Texto do Jeff Alves

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13 Conselhos de Chuck Palahniuk sobre como Escrever

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Ela disse o comentário perfeito no momento perfeito, e eu lembro disso duas décadas depois porque isso me fez rir. Aquelas outras vitrines bonitas… Estou certo de que elas eram estilosas e de bom gosto, mas eu não tenho recordações claras de como elas eram.

Para este ensaio, minha meta é colocar mais. Reunir um estoque de ideias ao estilo do Natal, com a esperança de que algo seja útil. Ou como se estivesse empacotando caixas de presentes para os leitores, colocando doces e um esquilo e um livro e alguns brinquedos e um colar, estou na esperança de que variedade o bastante é garantia de que algo aqui vai soar completamente estúpido, mas também de que alguma outra coisa poderá ser perfeita.

1: Dois anos atrás, quando escrevi o primeiro desses ensaios tratava-se do meu “método do cronômetro” de escrever. Você nunca viu esse ensaio, mas eis o método: Quando você não quiser escrever, programe um cronômetro para uma hora (ou meia hora) e sente-se para escrever até que o alarme toque. Se você ainda detesta estar escrevendo, estará livre em uma hora. Mas geralmente, ao momento em que o alarme tocar, você estará tão envolvido no seu trabalho, divertindo-se tanto com ele, que vai seguir em frente. Ao invés de um cronômetro, você pode colocar algumas roupas na máquina de lavar ou de secar e usá-los para cronometrar seu trabalho. Alternar entre o trabalho cerebral de escrever com o trabalho não-pensante da máquina de lavar roupas ou pratos te dará os intervalos que você precisa para que novas ideias e epifanias ocorram. Se você não sabe o que vem a seguir na estória… limpe seu banheiro. Troque os lençóis. Pelo amor de Cristo, tire a poeira do computador. Uma ideia melhor surgirá.

2: Seu público é mais esperto do que você imagina. Não tenha medo de experimentar com formatos de narrativa e mudanças temporais. Minha teoria pessoal é de que os jovens leitores se enjoam da maioria dos livros – não porque estes leitores sejam mais estúpidos que os leitores antigos, mas porque o leitor de hoje é mais esperto. Filmes nos tornaram muito sofisticados no quesito narrativa. E seu público é muito mais difícil de chocar do que você jamais poderia imaginar.

3: Antes de sentar e escrever uma cena, pondere sobre ela em sua mente e saiba o propósito daquela cena. Para quais tramas anteriores esta cena vai ser vantajosa? O que isso criará para as cenas seguintes? Como esta cena levará seu enredo adiante? Conforme você trabalha, dirige, se exercita, tenha apenas esta questão em sua mente. Tome algumas notas conforme tiver ideias. E apenas quando você decidiu a ‘coluna vertebral’ daquela cena – então, sente e escreva-a. Não vá até aquele computador chato e empoeirado sem algo em mente. E não faça seu se esforçar ao longo de uma cena na qual pouco ou nada acontece.

4: Surpreenda-se. Se você pode levar a história – ou deixar que ela o leve – a um lugar que te maravilha, então você pode surpreender seu leitor. No momento em que você visualizar qualquer surpresa bem planejada, muito provavelmente, o seu sofisticado leitor também o fará.

5: Quando você ficar preso, volte e leia suas cenas anteriores, procurando por personagens abandonados ou detalhes que você pode ressuscitar como “armas enterradas”. Quando terminava de escrever Clube da Luta, eu não tinha a menor ideia do que fazer com o edifício do escritório. Mas, relendo a primeira cena, eu encontrei um comentário aleatório sobre misturar nitroglicerina com parafina e como era um método duvidoso de fazer explosivos plásticos. Este detalhe bobo (… parafina nunca funcionou comigo…) criou a “arma escondida” perfeita para se ressuscitar no final e salvar meu rabo contador de histórias.

6: Use a escrita como sua desculpa para lançar uma festa toda semana – mesmo se você chamar aquela festa de “workshop.” Sempre que você puder passar tempo em meio a outras pessoas que valorizam e apoiam a escrita, isso vai balancear aquelas horas que você passou sozinho, escrevendo. Mesmo se algum dia você vender seu trabalho, nenhuma quantia de dinheiro vai compensá-lo pelo seu tempo gasto sozinho. Então pegue seu cheque adiantado, faça da escrita uma desculpa para estar entre pessoas. Quando você alcançar o fim da sua vida – confie em mim, você não vai olhar para trás e saborear os momentos que passou sozinho.

7: Deixe-se em companhia do Não Saber. Este pequeno conselho parte de centenas de pessoas famosos, de Tom Spanbauer até mim e agora você. O quanto mais você puder permitir que uma história tome forma, melhor ficará esta forma final. Não se apresse ou force o fim de uma história ou livro. Tudo o que você tem de fazer é a cena seguinte, ou as próximas cenas. Você não precisa saber de cada momento até o final. De fato, isso será chato para caramba de se executar.

8: Se você precisa de mais liberdade ao longo da história, rascunho a rascunho, mude os nomes dos personagens. Personagens não são reais, e eles não são você. Por mudar arbitrariamente seus nomes, você consegue a distância de que precisa para realmente torturar um personagem. Ou pior, apague um personagem, se é disso que a história realmente precisa.

9: Há três tipos de discurso – eu não sei se isso é VERDADE, mas ouvi em um seminário e fez sentido. Os três tipos são: Descritivo, Instrutivo e Expressivo. Descritivo: “O sol se ergueu bem alto…” Instrutivo: “Caminhe, não corra…” Expressivo: “Ai!” A maioria dos escritores de ficção usará apenas uma – no máximo, duas – dessas formas. Então use todas as três. Misture-as. É assim que as pessoas falam.

10: Escreva os livros que você deseja ler.

11: Tenha suas fotos de autor de livro vestindo jaqueta tiradas agora, enquanto você é jovem. E obtenha os negativos e direitos de imagem dessas fotos.

12: Escreva sobre os assuntos que realmente te desagradam. Estas são as únicas coisas sobre as quais vale a pena escrever. Neste curso, chamado “Escrita Perigosa”, Tom Spanbauer enfatiza que a vida é preciosa demais para passá-la escrevendo histórias mansas e convencionais com as quais você não tem nenhuma ligação pessoal. Há tantas coisa sobre as quais Tom falou mas que eu apenas me lembro parcialmente: a arte da “manumissão”, que eu não sei de cor, mas entendo que se refira à preocupação que você tem em mover um leitor ao longo dos momentos de uma história. E “sous conversation”, que eu interpretei como a mensagem escondida, enterrada dentro da história óbvia. Por eu não me sentir confortável descrevendo tópicos que eu apenas entendo pela metade, Tom concordou em escrever um livro sobre sua oficina literária e as ideias que ele ensina. O título é “Um buraco no coração”, e ele planeja ter um rascunho lido em Junho de 2006, com data de publicação no começo de 2007.

13: Outra história sobre uma janela no Natal. Quase todas as manhãs eu tomo meu café no mesmo restaurante, e nesta manhã um homem estava pintando as janelas com ilustrações de natal. Bonecos de neve. Flocos de neve. Sinos. Papai Noel. Ele ficou do lado de fora na calçada, pintando no frio congelante, sua respiração fazendo vapor, alternando pinceladas e passadas de rolo com diferentes cores de tinta. Dentro do restaurante, os clientes e garçons observavam conforme ele passava camadas de tinta vermelha, branca e azul na parte de fora das grandes janelas. Atrás dele a chuva se transformou em neve, caindo lateralmente com o vento.

O cabelo do pintor tinha todas as diferentes cores de cinza, e seu rosto era frouxo e enrugado como o bolso vazio de seu jeans. Entre cores, ele parava para beber alguma coisa num copo de papel.

Assisti-lo de dentro, comendo ovos e torradas, alguém disse que aquilo era triste. Um cliente disse que o homem era provavelmente um artista fracassado. Era provavelmente uísque no copo. Ele provavelmente tinha um estúdio cheio de pinturas fracassadas e agora ganhava a vida decorando janelas cafonas de restaurantes e lojas de doces. Apenas triste, triste, triste.

Um garçom passou pelo local, servindo café às pessoas, e disse, “Isso é tão bacana. Eu queria poder fazer isso…”

E a despeito de nós invejarmos ou sentirmos pena desse cara no frio, ele continuou pintando. Adicionando detalhes e camadas de cor. Eu não estou certo sobre quando aconteceu, mas em algum momento ele não estava lá. As figuras sozinhas eram tão ricas, elas preencheram as janelas tão bem, as cores eram tão vibrantes, que o pintor havia sumido. Fosse ele um fracasso ou um herói. Ele desapareceu, sumiu para qualquer lugar, e tudo o que nós estávamos vendo era seu trabalho.

Como lição de casa, pergunte a sua família e amigos como você era quando criança. Melhor ainda, pergunte a eles como eles eram quando crianças. Então, simplesmente escute.

#Arte #Blogosfera

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/13-conselhos-de-chuck-palahniuk-sobre-como-escrever

Arcano 15 – Diabo – Ayin

Três personagens estão representados de pé. No meio, sobre um pedestal vermelho em forma de cálice, um hermafrodita com asas e chifres; embaixo, uma figura feminina e outra masculina, pequenas e dotadas de atributos animais, presas, por uma corda que lhes passa ao pescoço, a um aro que se encontra no centro do pedestal.

O personagem central, despido, veste somente um cinto vermelho; tem na cabeça uma curiosa touca amarela, da qual sobem dois chifres de veado; duas asas amarelas (ou azuis, na ed. Grimaud), de desenho semelhante à dos morcegos, brotam das suas costas. Tudo indica que o personagem é do sexo masculino, mas seus seios estão desenvolvidos como os de uma mulher. Suas mãos e pés apresentam características simiescas; a mão direita, erguida, mostra o dorso; a esquerda segura a haste de uma tocha. O par acorrentado é visto de três quartos. Estão completamente nus, mas têm uma touca vermelha da qual sobem chifres negros.

Têm rabo, patas e orelhas de animal e escondem as mãos atrás das costas. No nível em que se encontram, o chão é preto, mas na altura do pedestal torna-se azul (ou amarelo) com listas negras. O fundo é incolor.

Significados simbólicos

As provas e provações. As tentações e seduções.

Magias. Desordem. Paixão. Luxúria. Dependência.

Intercâmbio, eloqüência, mistério, força emocional.

Interpretações usuais na cartomancia

Paixões indomáveis. Atração sexual. Ação mágica, magnetismo. Capacidade milagreira. Poder oculto, exercício de influências misteriosas. Proteção contra as forças obscuras e os encantamentos.

Mental: Grande atividade, mas totalmente egoísta e sem preocupação pela justiça.

Emocional: Pluralidade, diversidade, avidez, inconstância. Busca em todas as direções para atrair tudo. Sem a menor preocupação com o próximo. Libertinagem.

Físico: Grande irradiação neste plano, em particular no domínio material e nas realizações concretas. Poderosa influência sobre os outros.

Forte atração pelo poder material.

Tem, contudo, uma deficiência: todos os sucessos a que promete serão obtidos por vias censuráveis. Desta forma a fortuna será feita e os delitos permanecerão na impunidade.

Inclui também a punição: de acordo com a sua relação com as outras cartas, pode significar que os sucessos serão efêmeros e que o castigo virá na seqüência.

Do ponto de vista da saúde: grande instabilidade nervosa, transtornos psíquicos; aparição de enfermidades hereditárias.

Sentido negativo: A ação parte de uma base má e seus efeitos podem ser calamitosos. Desordem, inversão de planos, coisas obstruídas. Do ponto de vista da saúde: ampliação do mal, complicações. Disfunção. Superexcitação, sensualidade. Ignorância, intriga. Emprego de meios ilícitos. Enfeitiçamento, fascinação repentina, escravidão e dependência dos sentidos. Debilidade, egoísmo.

História e iconografia
Durante a baixa Idade Média o Diabo era representado freqüentemente como um dragão ou uma serpente, imagem derivada sem dúvida de seu papel no Gênese. Por um processo simbiótico – característico da iconografia – Eva e o Diabo se fundiram com freqüência na figura da serpente com cabeça de mulher: isto pode ser visto quase sempre nas ilustrações dos mistérios franceses que falam da Queda.

O desenvolvimento antropomórfico, que levou o Diabo a se converter na figura que conhecemos tem sua origem, provavelmente, nas tradições talmúdicas e nas lendas pré-cristãs, segundo as quais a serpente edênica teria tido mãos e pés de homem, membros que perdeu como castigo por sua maldita intervenção no drama do Paraíso, ficando condenada a arrastar-se até o fim dos tempos.

De modo similar o Diabo aparece no Apocalipse de Abraão, onde o Tentador é descrito como um homem-serpente, descrição retomada por Josefo e por boa parte dos autores judeus dessa época.

Já no Antigo Testamento (Jó 1,6-12 e 2,1-7) menciona-se esta humanização de Satã, e em Mateus (4, 3-11) aparece com toda clareza o antropomorfismo do personagem. Ele é assim descrito num manuscrito de Gregório de Nicena, onde toma a forma de um homem jovem, alado e nu da cintura para cima.

É somente no fim do primeiro milênio que o Diabo sofre a mais cruel de suas metamorfoses; a que acabou por transformar o mais formoso dos anjos em sinônimo de abominação e horror. Van Rijneberk atribui aos miniaturistas anglo-saxões essa mudança iconográfica, que respondia à simplicidade analógica da época. Se o Diabo continha a soma de todos os pecados e escândalos, seria lógico, dessa forma, que fosse representado como o apogeu de feiúra e pavor.

O homem com garras das figuras mais tênues sofreu a inclusão de chifres, dentes enormes, pêlos, cascos de bode, seios enrugados, rabo que terminava em seta. Assim aparece nos manuscritos alemães dos séculos X e XI, e no Missel Oxonien do bispo Léofric (960-1050). O diabo da lâmina do Tarô – um morcego hermafrodita – mostra-se como herdeiro dessa representação.

Van Rijneberk destaca o sentido metafísico de Satã para os Pais da Igreja, longe ainda dessas representações. Entre os séculos III e IV, Atanásio relatou as fadigas que costumavam acompanhar os tentados: o aspecto do Maligno produzia mais angústia do que repulsa; sua voz era terrível e seu movimento oculto como o de um assassino.

Tanto Cirlot como Wirth – a partir dos seus respectivos planos de observação – evitam entrar no complexo campo da demonologia ao comentarem o Arcano XV.

Assim, o primeiro destes autores se limita a compará-lo ao “Baphomet dos templários, bode na cabeça e nas patas, mulher nos seios e braços” e a mencionar que o personagem tem como finalidade “a regressão ou a paralisação no fragmentado, inferior, diverso e descontínuo”. Wirth, por seu lado, diz que o Diabo é o inimigo do Imperador (IV) na luta política pelo poder no mundo material, e se pergunta quem é “que opõe os mundos ao Mundo, e os seres entre si”. Para Ouspensky, sua figura “completa o triângulo cujos outros dois lados são a morte e o tempo”, no sentido da formalidade do ilusório.

Ele dá origem ao terceiro e último setenário do Tarô, plano do mundo físico ou do corpo perecível do homem. Do ponto de vista da finitude temporal, não é menos importante do que o Prestidigitador para o reino do espírito, ou o triunfal protagonista de O Carro (VII) para a análise psicológica.

“Na medida em que sempre houve áreas sombrias e ainda desconhecidas para o conhecimento e que presumivelmente, os enigmas subsistirão sempre – diz Jaime Rest no seu artigo Satanás, Suas Obras e Sua Pompa —, o demoníaco foi e continuará sendo uma constante de nossa realidade, já que esta experiência parece nutrir-se primariamente de algo que se desdobra além do domínio humano, e cuja índole tremenda e estremecedora suscita em nós este abalo íntimo que os teólogos denominam temor numinoso”.

Baphomet
O estudo dessa figura pode incluir as metamorfoses sofridas pelo Diabo (incluindo a variabilidade do aspecto: da beleza resplandecente com que Milton e William Blake o imaginaram até o horror da sua corte nas telas de Goya) para retornar ao memorável ponto de partida de onde se concebe sem dificuldades a permanência do demonismo: Satã como “um desafio da ordem que os homens atribuíram a Deus”.

A figura do Tentador, por outro lado, é inseparável das legiões que o servem (ou seja, da idéia do Inferno), e o Tarô repete esta associação ao representá-lo junto com o casal acorrentado – seres que podem ser tanto seus prisioneiros como seus colaboradores. A repetição do esquema dantesco é atribuída por Carrouges à paralisia imaginativa dos séculos posteriores em relação ao tema; daí a fixação e o empobrecimento do ciclo mítico na literatura européia.

Esta visão demonológica contemporânea, que faz do Diabo uma metáfora conflitante da dignidade humana, não é menos importante que a tradicional. Impõe-se, ao menos, como mais uma referência para a análise atualizada do Tarô.

Os comentários reunidos até aqui, porém, estão longe de esgotar as indicações para o estudo deste personagem tão ambíguo. Vale a pena conhecer o que diz G. O. Mebes em Os Arcanos Maiores do Tarô, sobre o papel de Baphomet, enquanto representação “da bipolaridade do turbilhão astral”, passagem inevitável no processo evolutivo.

Por Constantino K. Riemma
http://www.clubedotaro.com.br/

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/arcano-15-diabo-ayin

Exercícios Práticos – 01

Estes são os exercícios básicos dos básicos preparatórios, que são ensinados em qualquer curso de reiki, chi kung, chakras e na imensa maioria das ordens iniciáticas. Aleister Crowley dizia que as bases da magia são a Vontade e a Imaginação. Estes exercícios vão começar a trabalhar com a sua mente para preparar algo mais elaborado no futuro.

1) Concentração

A base da magia prática é a concentração. É impossível realizar qualquer tipo de atividade prática sem dominar sua mente objetiva e elevar sua concentração a um outro nível de consciência.

Você vai precisar de uma vela e de uma sala com pouca luminosidade. Tenha certeza que não será perturbado (desligue telefones e celulares). Posicione a vela a cerca de 1,5m de você, mais ou menos na altura dos olhos, de preferência contra uma parede branca, e acenda a vela. Sente-se com as costas eretas e fixe o olhar na chama da vela, com a vista relaxada. Mantenha a respiração calma e relaxada, sem se afobar. O exercício consiste em permanecer olhando para a vela sem piscar, mantendo a concentração até que todas as sensações externas sejam eliminadas e as duas únicas coisas que existam no universo sejam você e a chama da vela.

Caso você não tenha como usar uma vela por algum motivo, você pode fazer um pequeno ponto preto com 1cm de diâmetro e gruda-lo com durex na parede, ou focar em um ponto fixo distante.

Mantenha essa concentração (sem piscar) pelo tempo máximo que conseguir. A razão para isso é que este exercício desenvolve sua visão intuitiva e, quando você estiver se ajustando a esta visão, sua mente objetiva fará você “piscar” para reajustar a visão ao plano objetivo. Se estiver fazendo certo, conseguirá afastar TODOS os pensamentos poluidores da sua mente e ficar no que os orientais chamam de “estado zen”, absolutamente concentrado na chama da vela. Os sons e até mesmo as imagens da sala podem desaparecer (é a sensação de relaxamento do “sonhar acordado”). Quando estiver dominando este exercício, o relaxamento que você faz da sua mente em 5 minutos neste estágio equivale a uma soneca de duas horas.

Dificuldades:

1) manter os olhos sem piscar. Muita gente arregala os olhos e força para que eles fiquem abertos; não é isso. Deixe os olhos semicerrados e relaxados. No começo é MUITO difícil, você vai tender a piscar ou desconcentrar facilmente, não chegando a 1 minuto de concentração… mas com treino, é fácil de chegar a até 20 minutos neste estágio zen.

2) afastar os pensamentos mundanos. Como você perceberá, sua mente objetiva vai tentar te atrapalhar de todas as maneiras possíveis e é bem provável que você seja inundado de pensamentos inúteis e caóticos (na verdade, você faz isso o tempo todo, só não percebe, mas este exercício deixa isto bem evidente).

Exercício 2: Imaginação e chakras

Comece pelo primeiro chakra (Muladhara). Visualize um disco de luz vermelha, com cerca de 4cm de raio, com 4 pétalas, girando no sentido horário sobre a região do cócix.

Quando INSPIRAR, imagine uma energia vindo do centro da terra, subindo pelas plantas dos seus pés, passando por dentro das suas pernas e alimentando este círculo. Conte dez respirações lentas até conseguir VISUALIZAR com o máximo de nitidez possível a energia entrando no seu corpo e este chakra girando (sentido horário)… sinta a energia subindo e fazendo este disco de luz girar…

Em seguida, imagine o segundo chakra, laranja (Svadisthana), do mesmo tamanho, sobre a região do ventre, pulsando e girando no sentido horário, em sincronia com o primeiro, e um filete de luz branca unindo os dois… permaneça com os DOIS chakras bem nítidos na sua mente, com as cores vivas, por dez respirações relaxadas.

Imagine agora o terceiro chakra (Manipura), amarelo, com o mesmo tamanho que os outros, girando em sincronia e um filete de luz branca unindo os três discos… mais dez respirações visualizando o conjunto e imagine o quarto chakra (Anahata), verde, sobre o centro do seu peito, unido aos 3 outros chakras por filetes de luz… mais dez respirações e vamos para o quinto chakra (Vishuda), azul, sobre a sua garganta e unido aos outros por esta corrente de luz.

Mantenha TODO o conjunto nítido girando na sua mente por dez respirações… a cada respiração, mais um “gole” da energia da terra que faz todo o sistema permanecer em movimento, sem esquecer de todos os outros discos… mantenha a ponta da língua no céu da boca… mais dez respirações e o filete de luz branca chega ao disco índigo localizado alguns centímetros na frente da sua testa… não esqueça de imaginar TODA a energia subindo do centro da terra até o sexto chakra… finalmente, mais dez respirações e o filete de luz imaginário sobe até o topo da sua cabeça, no sétimo chakra, formando uma “fonte” de energia branca se espalhando pela sala.

Pessoas comuns normalmente não conseguem chegar no terceiro chakra… sua mente destreinada começa a divagar sobre besteiras, ele perde a concentração, perde a imaginação, não consegue focar, não consegue visualizar, se atrapalha todo com a sincronia dos giros e discos, fica ansioso, com pressa, a mente objetiva o deixa irritado… e ele/ela vai assistir a novela ou um jogo de futebol… enfim…

Efeitos esperados: formigamento por todo o corpo, especialmente na ponta dos dedos, devido ao acúmulo e limpeza da energia do corpo. É comum formar uma “bola” de energia nas palmas das mãos. Relaxamento completo físico e mental em algumas pessoas… outras experimentam euforia e ficam “ligadas”… Isso varia de acordo com o seu estado mental e quais chakras estavam mais ativos ou inativos durante o processo… com o tempo e novos exercícios, aprenderemos a ESCOLHER os efeitos desejados em nosso corpo.

Altamente recomendado para se fazer quando se está doente (focar especificamente no 3º chakra) ou com aquelas cólicas de menstruação (neste caso, dar atenção especial ao segundo chakra – Svadisthana).

Se você conseguir fazer este exercício e ficar bastante relaxado, pode fazer imediatamente antes de dormir e depois me conta o que aconteceu com os seus sonhos…

Se puder fazer esse exercício na grama/terra, ao ar livre, com os pés descalços, o efeito será muito maior.

Exercício 3: manifestação desta energia

Assim que você conseguir dominar o exercício 2, o que deve demorar cerca de uma semana ou duas (varia absurdamente de pessoa para pessoa – já vi gente acertar na primeira tentativa, já vi gente demorar um mês para ter algum efeito), repita o exercício 2 mas com as mãos dispostas à sua frente, como se estivesse “abraçando uma árvore”, de acordo com a figura abaixo:

Mantenha os dedos semifechados, como se segurasse um delicado balão de ar entre seus dedos. Quando inspirar, imagine a energia entrando pela sola dos seus pés e alimentando este circuito. Quando EXPIRAR, imagine esta energia fluindo deste circuito para a palma das suas mãos. Em alguns minutos, você deverá sentir uma “bola de energia” entre seus dedos… tente afasta-los ou aproxima-los BEM DEVAGAR e você irá sentir esta energia Chi. Ela atua nos planos sutis (Mental, Emocional, Astral e, com outros treinos, no Físico… ) mas não pode ser detectada por nenhum aparelho de nossa ciência moderna.

Com o tempo, pode fazer experiências como afastar suas mãos devagar até que esta bola de energia fique com o tamanho máximo que você conseguir, ou pressionar até sentir uma força física sutil impedindo que suas mãos se encontrem.

Ok, eu senti o chi… e quais os efeitos práticos disto?

Calma, pequeno gafanhoto… um passo de cada vez… primeiro crie sua bola de energia, depois vamos passar mais exercícios práticos sobre o que fazer com ela… da onde você está até entortar uma barra de aço na sua garganta ainda vão seis anos de treino…

Por enquanto, como disse, esses exercícios são o básico do básico.

O importante, por enquanto, é sentir que esta energia existe e pode ser detectada pelo ser humano.

#Exercícios #MagiaPrática

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/exerc%C3%ADcios-pr%C3%A1ticos-01

A Evolução de um Templo Astral

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Olá crianças,

Esta semana tivemos pelo menos 30 pessoas adentrando o segundo Atrio do Arcanum Arcanorum e muitos me pediram para dar maiores detalhes sobre como funciona um Templo Astral. O Templo Astral é um dos principais exercícios magísticos de todas as Ordens Iniciáticas, xamânicas, rosacruzes e até mesmo católicas… Por quê? Porque ele é uma construção astral/mental que consegue transformar todo o seu subconsciente em algo consciente e compreensível.

Explico: O Templo Astral de um mago representa sua própria mente, organizada e moldada de uma forma onde os símbolos que ali surgem possam ser interpretados conscientemente pelo nosso cérebro.

De acordo com Yuri Motta, “A construção do Templo Astral é um exercício que é sempre indicado após você dominar a visualização e ter desenvolvido uma boa concentração, fora isso é bom saber dominar um estado de relaxamento, que você pode atingir fazendo respirações controladas ou atingindo o Estado Alpha.

Estando em um local confortável como sua cama ou uma poltrona, você se visualiza em um espaço branco, esse é o papel branco da sua mente, lá você vai construir um o local que vai ser ponto de partida para o seu templo astral inteiro, não existe regra, mas você pode começar com um pequeno quarto e ir colocando as coisas que quiser, por exemplo uma mesa, quadros, plantas e etc. Vai ser o lugar que você faria para ficar uma parte do seu tempo e se não existisse limites na forma que você poderia decorar. Se você é ocultista por exemplo, pode colocar estátuas de deuses, objetos com simbolismo, armas e etc, objetos que só uma pessoa milionária poderia colocar”.

Cada um destes objetos pode e deve ter um simbolismo especial para o mago. Por exemplo, no Xamanismo, somos ensinados a construir nosso “local de meditação” como uma clareira dentro de uma floresta, com uma fogueira no centro e uma grande árvore próxima”. Quando construímos esta cena mental, nosso HOD (a bagagem de formas e conceitos de cada um) molda essa descrição em símbolos que trazem certas correspondências. A primeira coisa que o xamã vai pedir é para você identificar qual tipo de árvore é aquela… e pelo tipo de árvore podemos compreender uma parcela de nossa personalidade; pelo tipo de fogueira, podemos compreender como está nossa Vontade (thelema), pelo estado da mata, nossos limites e assim por diante (existe água próxima? é dia ou noite? há animais? quais? etc…).

O dia em que você está desanimado, sua fogueira está fraca, no dia em que você está se sentindo poderoso, sua fogueira reflete isso (mesmo sem você comandar isso! ela simplesmente muda seguindo o que o seu subconsciente faz da leitura das vibrações e codifica isso em um símbolo que seu consciente pode compreender – no caso, intensidade da fogueira). Ela está espiralada em descontrole? sinal que sua vida espiritual está tumultuada… está pendendo ao ateísmo? ela tende a apagar… você faz as regras quando cria os objetos, e eles reagem à sua vontade de maneira inconsciente…

E cada ponto fixo desta construção fica ancorado em seu subconsciente. Ou seja, se você plantou uma árvore para um relacionamento, por exemplo, quando seu relacionamento vai bem, a árvore estará frondosa e saudável… se estiver ruim, a árvore estará murcha, seca, ou até morta… podem aparecer cupins, ou dar frutos… cabe ao mago estudar simbologia e correspondências para conseguir compreender o que aqueles símbolos significam para ele e, com isso, ampliar sua consciência).

Podem aparecer animais, criaturas, até mesmo monstros em seu templo… objetos podem aparecer quebrados (mesmo que você os conserte cada vez que entrar no Templo, eles teimam em continuar quebrados… isso significa alguma coisa: seu inconsciente lhe mandando uma mensagem através de símbolos!)

E como pode ser esta construção básica? Yuri Motta nos descreve o seguinte:

“Obviamente como o espaço é seu, você pode imaginar algo completamente diferente como uma praia deserta, ou um castelo nas nuvens.

Por exemplo, uma parte do meu Templo Astral é uma ilha, com uma cabana de madeira bem simples, com uma sala ao lado para meditar, fora dela eu coloquei locais para representarem os 4 elementos, o mar é água, terra uma gruta, vento um penhasco e fogo uma piscina de lava no fundo da terra. Também é possível colocar deuses personificados para conversar ou estátuas desses para oferendar algo, emfim, o limite fica na criatividade”.

Existem diversos motivos para se ter um templo astral, é um lugar onde pode se relaxar a mente e ao mesmo tempo treiná-la, pois a visualização é um exercício também.

Dentro do templo astral, após deixar tudo “firme” chega a parte mais interessante, enquanto você cria e explora esse mundo criado por você, podem aparecer coisas novas com o passar do tempo, muitas vezes símbolos que sua mente cria e você deve desvendar o significado, não podem aparecer apenas objetos, como também seres vivos, como a mente trabalha com símbolos é importante procurar colocar coisas que tenham algum significado para você.

Quanto mais se pratica a construção e criação de um Templo astral, mais se treina visualização e criatividade e maior se torna sua capacidade de moldar pensamentos no Plano Astral. Inclusive, uma das perguntas que mais me fazem é a seguinte: “eu faço parte das ordens X, Y e Z e cada uma tem um Templo astral… devo fazê-los juntos ou separados?” e a resposta é “Junte TUDO. Sua mente deve ser unificada”. Você faz parte da AMORC? tenha um templo da AMORC que possa acessar dentro de seu Templo Astral, e portais que o levem direto ao Colégio Invisível, faz parte da demolay? Tenha um Capítulo pronto com todos os paramentos montados; tenha um templo maçônico, um círculo de pedra, as quatro fortalezas elementais do AA, as firmezas de exu, caboclo, preto-velho… tenha seus animais de poder livres para correr na floresta, próximos da cachoeira!

Em níveis mais avançados você pode usar o templo para guardar informações, pode lançar sigilos dentro do templo, realizar rituais. Se conseguir, pode personificar um trauma, medo ou vicio e em uma batalha épica matar esse problema.

O templo pode ser usado para guardar informações, como uma biblioteca, pode ser utilizado para treinar ações, rituais, treinos esportivos e eventos. Atletas olímpicos costumam repassar suas formas mentalmente dezenas de vezes para cada vez que a executam fisicamente, Tesla construía mecanismos em sua mente e os deixava “funcionando” por semanas. Quando ia examiná-los, sabia exatamente quais peças teriam qualquer gasto e que problemas apresentariam… quando crio jogos de tabuleiro, costumo deixar as regras com seres do templo astral jogando e, quando retorno, eles me mostram eventuais defeitos ou modificações a serem feitas… com a mente treinada, as possibilidades são infinitas!

O treinamento em Qlipoth, em NOX passa necessariamente por ter um Templo Astral desenvolvido e as defesas prontas para se trabalhar seus próprios monstros e demônios internos. É necessário ter todas as defesas, armas, armaduras e preparos mentais e astrais para se poder solidificar um demônio interno e dominá-lo… caso contrário, seus defeitos irão dominar você.

É importante esse exercício ser feito com frequência e diariamente para ter bons resultados, você pode fazer também toda noite antes de dormir.

E não se preocupe com o tamanho dele… como costumo brincar: não se paga IPTU no Astral. Facilita bastante desenhar, moldar, construir ou até, se você tiver facilidade com arquitetura, desenhar a planta básica em CAD ou outro Sketch.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-evolu%C3%A7%C3%A3o-de-um-templo-astral

O Alquimista da Baleia Azul e as Qlipoth

Nosso experimento social realizado ontem e hoje teve o resultado esperado, como de costume. Para quem não chegou a ver, ontem postei uma matéria com um post totalmente “clickbait” seguindo as regras qliphoticas de “jornalismo” de internet. E o resultado foi medido pelo gráfico de visitações do blog, como está demonstrado acima. O primeiro pico é do dia 6 de abril, quando fiz o post explicando sobre o desaparecimento do “Alquimista do Acre” e seu lance publicitário que já virou meme de internet. As visitações do site subiram 150%, passando dos normais 8-10k para 17k, e curiosamente o nível dos comentários despencou… erros grotescos de português e conexão com a realidade abundaram (trocadilho proposital).

Passado um tempo, repeti a dose, mas desta vez com um clickbait ainda mais violento. Usando três frases-chaves do topo do mundo profano, colocamos “13 razões” (um seriado meia-boca da netflix que fala sobre suicídios; o “Alquimista do Acre” (sempre um clássico) e “o Jogo da Baleia Azul” (outra idiotice que só tem reverberação porque o Brasileiro médio é um retardado incapaz de ler, escrever ou interpretar textos..). Mas o resultado foram dois dias de audiência gigante no site. E uma queda de qualidade nesses novos leitores igualmente proporcional.

Claro que já sabíamos que isso iria acontecer. Afinal, são anos indo em programas como o Super Pop e participando de entrevistas em canais de maior acesso no Youtube, ou escrevendo para portais como o antigo Sedentário… quem acompanha o blog ha mais tempo já viu como estas “bolhas” funcionam: quando tenho alguma entrevista ou programa de TV, a linguagem precisa ser adaptada e o conteúdo também. Daí dos 40 mil que vierem ler alguma coisa, ficarão somente aqueles poucos sintonizados com a Egrégora, o resto dissipa em um ou dois dias. Com textos mais eruditos ou complexos, vemos que a leitura inicial deles é menor, mas que ao longo do tempo eles se mantém com uma constância de leitores/dia, sinal que daqueles milhares de gazelas que pegamos via TV, alguns poucos começam a caminhar com as próprias pernas e depois de um ou dois anos, alguns estarão aptos a entender aqueles textos mais complexos.

“Muitos serão chamados, poucos serão escolhidos”. O que falta explicarem é que “ser escolhido” só depende de você mesmo!

#Blogosfera

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-alquimista-da-baleia-azul-e-as-qlipoth

O Mapa Astral de H.G. Wells

Maçonaria e da Sociedade Fabiana.

Nascido num distrito (borough) da Grande Londres, na juventude foi, sem sucesso, aprendiz de negociante de panos – a sua experiência nesta ocupação veio mais tarde a ser usada como material para o romance Kipps. Em 1883 tornou-se professor na Midhurst Grammar School, até ganhar uma bolsa na Escola Normal de Ciências em Londres, para estudar biologia com T. H. Huxley.

Nos seus primeiros romances, descritos, ao tempo, como “romances científicos”, inventou uma série de temas que foram mais tarde aprofundados por outros escritores de ficção científica, e que entraram na cultura popular em trabalhos como A Máquina do Tempo, O Homem Invisível e A Guerra dos Mundos. Outros romances, de natureza não fantástica, foram bem recebidos, sendo exemplos a sátira à publicidade Edwardiana Tono-Bungay e Kipps.

Visionário, chegou a discutir em obras do início do século XX questões ainda atuais, como a ameaça de guerra nuclear, o advento de Estado Mundial e a Ética na manipulação de animais.

O mapa de H.G. Wells

Sol em Virgem-Libra (Dama de Espadas), Lua e Ascendente em Aquário e Caput Draconis em Libra. O Planeta mais forte do Mapa é Saturno (em Escorpião na casa 8, com 6 aspectações muito fortes). Possui também Júpiter em Capricórnio (indicativo de facilidade para lidar com Sistemas e hierarquias).

Com base nisso, podemos verificar que Wells era uma pessoa extremamene séria, metódica, voltada para o psicológico e com profunda capacidade de análise das camadas do subconsciente humano, além das correlações com a sociedade como um todo. Saturno em Escorpião é encontrado em muitos psiquiatras e estudiosos do comportamento humano. O Sol em Virgem/Libra é indicativo também de uma pessoa politizada, séria e que trabalha bem a mente e a maneira como se dirige às pessoas.

O Mercúrio em Virgem cético e metódico, muito encontrado em ateus e agnósticos, impulsiona sua maneira de pensar, ao mesmo tempo em que a lua e o ascendente o levam para romper barreiras e a consciência do Social e do grupo. A combinação entre Saturno e a Lua de H.G Wells (por “coincidência o Aspecto mais forte de todo o Mapa, com 0,28graus) faz com que ele ao mesmo tempo tenha uma profunda consciência da sociedade ao seu redor, e utilize este conhecimento para tentar reformulá-lá.

Marte (em Câncer) indica uma pessoa que luta com paixão, que se envolverá com as emoções em tudo o que se dispuser a fazer. Wells possui Marte em Trígono com Saturno, indicando cooperação entre estas energias.

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-mapa-astral-de-h-g-wells