O Ritual DeMolay e sua interpretação

Frank Land foi questionado em uma entrevista de radio como DeMolay se diferenciava de outras organizações. Ele instantaneamente respondeu, “Ela possui um Ritual”. Sua serena e rápida resposta ainda é a qualidade inerente da Ordem DeMolay. – Hi Dad, 1970, por Hebert E. Duncan.

Esse é o tesouro a nós legado por nossos fundadores, Frank S. Land que idealizou e Frank A. Marshall que escreveu nosso Ritual dos Trabalhos Secretos.

Aqui trarei algumas interpretações dos símbolos que os autores do Ritual deixaram nas entrelinhas, tanto DeMolays como da Ordem de Cavalaria, mas sem revelar nem profanar os rituais em si. Alguns desses símbolos estão claros, e outros estão velados. Mas estão lá e ninguém pode assim negar. Nosso Ritual foi criado com a mais profunda inspiração e dedicação dos nossos Dads fundadores, e são seus desejos que preservemos e cresçamos cultural e intelectualmente com seu conteúdo, nos tornando homens mais virtuosos. E a essas pessoas empenhadas em evoluir, ascender e em ajudar o próximo, que dedicarei meus textos. Não podemos mais ser comuns e benevolentes àqueles que prejudicam o nome e a egrégora de nossa Ordem e pregam o fanatismo. Precisamos urgentemente aprender sobre ela e lutar por sua preservação.

Cuidados e empecilhos

Não tenhamos medo de especular sobre interpretações e entendimentos sobre os Rituais dos Trabalhos Secretos, mas também não podemos fugir da lógica. Como disse o Ir. Hugo Lima em seus posts, nossos fundadores não deixaram nenhum manual de como ser DeMolay ou como interpretar os rituais. Isso acontece porque pregamos a Liberdade. Através da liberdade e da lógica exploraremos de simples símbolos à Kabbalah e mitologia dentro da Ordem, aprendendo sobre esses símbolos, rituais, egrégora, psicologia, e ocultismo, perceberemos o quão vasto é o campo de estudos do DeMolay e quanto uma Loja Maçônica pode contribuir para a pátria patrocinando e guiando corretamente um Capítulo.

Nenhuma interpretação ritualística deve ser dogmática, pois se assim fosse estaremos limitando nossa liberdade. O grande problema em interpretar os rituais da Ordem está na resistência de alguns irmãos demolays (normalmente os mais velhos e já dogmáticos) e de alguns maçons que insistem em afirmar que “isso não é Ordem DeMolay” por diversos motivos. A esses dou meus mais sinceros sentimentos de compreensão. Mas a tolerância também é importante, portanto se querem ir contra a lógica e a liberdade, que revejam e reflitam sobre o Ritual de Elevação e vejam em qual das posições se encontram.

Aos irmãos demolays e maçons que apoiam a causa da expansão cultural do jovem peço que compartilhem com interpretações e divulgação do conhecimento em seus blogs, em seus Capítulos, independente do seu Supremo, e em suas Lojas, independente de sua potência. Dessa maneira conseguiremos aos poucos alcançar mais e mais jovens, para que se tornem homem virtuosos e com iniciativa de mudar a sociedade, e quem sabe até consigamos alcançar o desejo de algum maçom a abrir um Capítulo em sua Loja.

O que é um ritual?

Com certeza não é um livro com falas e movimentos que devem ser simplesmente seguidos e fim de papo.

Um ritual é um guia que transmite ao praticante seu objetivo através dos seus símbolos, falas e movimentos. Símbolo é aquilo que representa uma ideia, está no mundo dos pensamentos. Nem sempre um símbolo é uma imagem, símbolo pode ser uma roupa, pode ser uma expressão, uma fala ou um objeto. São as ideias atuando em vários níveis diferentes. A interação dessas diferentes maneiras de expressão do símbolo é que permite que nós criemos o ritual e o coloquemos em ação.

Por exemplo, a Bíblia representa simbolicamente a palavra de Deus (do Criador, do Pai Celestial, etc), e quando nos ajoelhamos ou abaixamos a cabeça e fazemos uma oração estamos botando em ação vários símbolos diferentes. Se ajoelhar ou baixar a cabeça é um movimento que representa a humildade e reverência a alguém, nesse caso estamos pedindo auxílio a um Ser superior. A oração em frente a Bíblia guia nossas intenções. Tudo isso consiste na operação de diferentes símbolos, e nesse caso é um simples ritual de oração.

Outro simples exemplo são as regras de conduta ao cantar o Hino Nacional diante da Bandeira da Pátria. Estamos firmes em pé, braços estendidos ao longo do corpo (alguns botam a mão direita na altura do coração em simbolo de amor) e cabeça estendida, não devemos dar as cosas para Bandeira, não devemos bater palmas nem assoviar o Hino Nacional. Tudo isso é um simbolo de reverencia e respeito. São os símbolos que usamos quando cantamos o Hino Nacional.

Ou seja, um ritual existe para por um símbolo em ação. O ritual traz os princípios do mundo das ideias para nosso íntimo. Por isso que os rituais devem ser seguido a risca e sempre repetido da mesma maneira. O praticamente deve sentir o que faz, e não somente repetir e repetir. Um ritual quando devidamente praticado causa mudanças psicológicas no participante. Se o praticante não sentir e participar intimamente do ritual, o ritual terá formulas vazias.

Como interpretar o ritual DeMolay?

Através dos seus símbolos. Símbolos gráficos (Brasão da Ordem), símbolos das falas e dos movimentos.

Em toda interpretação simbólica existe uma regra, e essa regra é a da analogia, onde nada existe de maneira isolada. Os estudantes de hermetismo conhecem essa regra, essa lógica, como a Lei ou Princípio da Correspondência. O famoso “o que está em cima é como o que está em baixo, e vice versa“.

Sim, devemos aplicar toda interpretação ritualística a essa regra, se não as interpretações terão fórmulas vazias e estaremos criando dogmas. A ultima coisa que precisamos dentro da Ordem DeMolay é “Os Conselheiros representam a jornada do o Sol porque na Sala Capitular eles sentam de leste a oeste e ponto final“. Ok, mas qual o fundamento, qual a lógica? Não é por capricho e/ou por cópia dos rituais da maçonaria que nossos fundadores colocaram nossos Conselheiros como a jornada do Sol no Céu. É adentrando no fundamento dos símbolos, procurando analogias entre outras culturas, que conseguiremos chegar a razão das coisas de serem como são. Isso dará muito mais valor ao nosso ritual e enfatizará a importância de praticá-lo de maneira correta.

A Lua, símbolo do nascimento

Deem uma olhada na figura ao lado. Observem os vários elementos que a compõe. Selecionemos um, a Lua central para uma breve interpretação.

É comumente conhecido no mundo DeMolay que a lua do Brasão representa o segredo, e que sua parte escura representa o quanto ainda faltamos evoluir. Tudo isso é muito bonito, mas agora devemos perguntar, por que? Foi dito, escrito, publicado e portanto foi aceito? Qual o fundamento dessa interpretação? É isso a isso que devemos chegar pela Lei da Correspondência.

Usemos a lei da analogia.

A lua não possuí luz própria, ela reflete a luz do sol e na sua viagem ao redor da terra, temos suas fases e o movimento das marés. Mas mesmo quando a lua está cheia, nós não a contemplamos por completo, pois ela possui um lado escuro que não conseguimos ver da terra, devido ao seu tempo de revolução e rotação. Como se ainda houvesse sempre algo que não conseguimos contemplar, algo a esconder. E nessas fases movimentam os líquidos da terra, e sabemos que os líquidos estão psicologicamente relacionado a nossas emoções. Por esse motivo que o arquétipo da lua é tido como o segredo, e também se relaciona a parte da nossa mente que é o inconsciente.

A Lua em si é um grande segredo. Os ciclos de fertilidade da mulher (quando esta está com o organismo saudável) segue também as fases da lua. As parteiras interpretam essas mesmas fases para saber quando a mulher dará a luz. Esse é o motivo pelo qual a Lua é também o símbolo da mãe.

O feto humano é gerado dentro do útero por nove voltas que a lua faz ao redor da Terra, que são também 9 meses solares. Por isso adicionemos ao arquétipo da lua o útero, o segundo chakra, e Yesod da Árvore da Vida que por acaso é a sephira número nove.

Ísis, a deusa da magia egípcia, é a deusa da Lua. É a deusa da Iniciação, cujo o homem mortal jamais levantou seu véu. Muitas religiões guiam suas datas comemorativas pelo calendário lunar, e não solar.

Não é atoa que dad Land e dad Marshall criaram a Ordem DeMolay com nove meninos. Também não é atoa que a lua esteja no centro do Brasão, pois sabemos do amor, respeito e admiração que Frank S. Land tinha pela maternidade, escolhendo como Primeira Virtude do DeMolay o Amor Filial, “aquele amor que existia antes mesmo de você nascer”.

Sintam-se a vontade fazer uma interpretação sobre o Defeito e Virtude da Lua na Astrologia (Preguiça e Humildade) e sobre o seu binário hebraico (Domínio e Servidão) representado pela letra Gimmel (G), com tudo dito aqui.

Entendido sobre o princípio da analogia na interpretação?

Espero que aproveitem e compartilhem suas idéias no comentários, e que distribuam o conhecimento. E principalmente, que criem e cheguem a suas próprias interpretações. Honremos nossos antepassados.

DeMolay ou não, Maçom ou não, lembremos do testamento de Fernando Pessoa e lutemos contra os três assassinos de Jacques DeMolay e da Ordem do Templo, a ignorância o fanatismo e a tirania, que atuam no campo material, emocional, intelectual e espiritual.

N.N.D.N.N.

Leonardo Cestari Lacerda.

Leonardo Cestari Lacerda é Sênior DeMolay do Cap. Imperial de Petrópolis, nº 470, e Maçom da A.’.R.’.L.’.S.’. Amor e Caridade 5ª, nº 0896.

Virtude Cardealé uma coluna com o propósito de desenvolver a reflexão sobre características fundamentais de todo DeMolay, bem como apresentar a Ordem aos olhos dos forasteiros.

#hermetismo #Maçonaria #VirtudeCardeal

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-ritual-demolay-e-sua-interpreta%C3%A7%C3%A3o

A Igreja Católica e sua visão da Magia, Mundo Espiritual e Exorcismos – Com Padre Bento

Bate-Papo Mayhem #154 – 23/03/2021 (Terça) Com Padre Bento – A Igreja Católica e sua visão da Magia, Mundo Espiritual e Exorcismos

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

Faça parte do Projeto Mayhem aqui:

Site do Projeto Mayhem – https://projetomayhem.com.br/

Siga a gente no Instagram: https://www.instagram.com/projetomayhem/

Livros de Hermetismo: https://daemoneditora.com.br/

#Batepapo #catolicismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-igreja-cat%C3%B3lica-e-sua-vis%C3%A3o-da-magia-mundo-espiritual-e-exorcismos-com-padre-bento

A Magia Sexual

A Magia Sexual, conhecida no Oriente como Tantra, é a prática ritualística desenvolvida através das energias canalizadas do corpo físico, da mente e do espírito humano. O ato de criar outras vidas através de relações sexuais e instituir uma força, ou um vínculo energético entre as pessoas envolvidas, é visto como místico e sagrado.

Como outras modalidades de Magia, a Magia Sexual também é um recurso usado como fonte do poder que fortalece as cerimônias ritualísticas e para obter o auto-conhecimento através da exploração do próprio corpo, psique e alma. A Magia Sexual é uma das faces mais importantes da Magia moderna.

Utilizada tanto nas escolas ocidentais como nas orientais, sua origem nos remete às práticas das crenças pré-cristãs, sendo que os primeiros registros datam de 3000 a.C.. A Antiga Religião da Europa baseava-se em ritos de fertilidade para assegurar a proliferação de animais, plantas e humanos. O conceito pagão da atividade sexual era saudável e natural. Era a mais poderosa energia que os humanos podiam experimentar através dos próprios sentidos, com a manifestação afetiva de um indivíduo ou simplesmente a ação de compartilhar prazer e desejo carnal com outra pessoa. Assim, mulheres consagradas serviam aos deuses em templos, o homossexualismo e o heterossexualismo eram apenas definições das preferências sexuais, etc.

Existem dois canais de energia no corpo humano que estão associados ao sistema nervoso central e à medula espinhal, conhecidos no Ocidente como Lunar e Solar ou Feminina e Masculina (receptiva/negativa e ativa/positiva). Geralmente, entre os não-praticantes da Magia Sexual, apenas uma das correntes de energia está aberta e fluindo. Entre as mulheres, apenas a corrente lunar flui desimpedida. Entre os homens, apenas o canal solar está realmente livre. No caso dos homossexuais, essa situação está invertida. Em todas as situações, este fato causa um desequilíbrio e influencia negativamente várias esferas da vida humana.

Portanto, segundo este raciocínio, o estado sexual natural é a bissexualidade, em que ambas as correntes fluem juntas em harmonia. A alma que habita o corpo físico não é masculina nem feminina. Desse modo, o sexo é meramente uma circunstância física. O fluxo harmonioso das correntes no corpo é simbolizado pelo antigo símbolo do Caduceu.

Um dos maiores divulgadores da Magia Sexual contemporânea ocidental é Aleister Crowley, através da doutrina do Thelema. Posteriormente, diversas escolas iniciáticas a adotaram e adaptaram de acordo com a própria filosofia. Porém, os princípios básicos permanecem inalterados. Na Índia, ainda é uma das práticas mais utilizadas no hinduísmo.

Apesar de (teoricamente) compor vários sistemas mágicos, atualmente, a maioria das tradições não incorpora a Magia Sexual em suas atividades. Isto se deve a opção pessoal dos praticantes (inibição e preocupações com as doenças sexualmente transmissíveis) e a pressão social de uma cultura judaico-cristã, onde o sexo é visto como algo pecaminoso e polêmico. Deste modo, nos ritos sexuais modernos, são usadas representações simbólicas dos antigos elementos da fertilidade, sejam objetos que representem os genitais ou apenas uma dança ou encenação erótica.

Sagrado Feminino

Nas antigas crenças pagãs, os pólos femininos da criação eram reverenciados como sagrados e a mulher era vista como o principal canal gerador de vida. A Deusa era a divindade principal, responsável pela criação de todas as formas viventes. Dessa forma, os ritos que envolviam Magia Sexual, utilizavam-se de mulheres e do sangue menstrual como elementos principais do Altar Cerimonial.

O altar sagrado é formado por uma mulher que se deita de costas, nua, com as pernas dobradas e afastadas (de forma que os calcanhares toquem as nádegas). Um cálice é colocado diretamente sobre seu umbigo, ligando-o ao cordão umbilical etéreo da Deusa, a qual é invocada em seu corpo. Derrama-se o vinho sobre o cálice. O Sumo Sacerdote pinga três gotas de vinho, uma no clitóris e uma em cada mamilo, traçando uma linha imaginária que forma um triângulo no corpo feminino, tendo o útero como centro. Segue-se um beijo em cada ponto, enquanto a invocação é recitada.

Fluidos Mágicos

Os fluidos produzidos no corpo humano de forma natural ou através da estimulação sexual, também são utilizados nas cerimônias herdadas dos povos antigos que envolvem a Magia Sexual, e são empregados para um determinado objetivo.

O vinho ritual continha três gotas do sangue menstrual da Suma Sacerdotisa do clã, que unia magicamente os celebrantes nesta vida e nas próximas encarnações. Os caçadores e guerreiros eram ungidos com pinturas ritualísticas que continham sangue menstrual. Acreditava-se que ao unir o sangue de duas pessoas, criava-se um vínculo entre ambas. Ungir os mortos com o sangue era uma forma de assegurar o retorno à vida. O sêmen era considerado energia canalizada que vitaliza o praticante que o recebe. Ainda, o estímulo dos mamilos faz com que a glândula pituitária secrete um hormônio que ativa as contrações uterinas. Isso ativa o fluxo de certos fluidos através do canal vaginal.

Criança Mágica

A criança mágica é um termo utilizado na Magia Sexual ocidental para designar uma imagem no momento do orgasmo. Neste caso, a energia sexual não é liberada como no ato sexual tradicional, mas inibida por períodos prolongados e canalizada através da mente para que se manifeste numa forma de pensamento mágico, formando uma imagem astral durante o orgasmo.

Para esta atividade, é necessário que o praticante tenha desenvolvido a arte da concentra-ção/visualização e um controle firme sobre a própria força de vontade pessoal, de forma que no momento do orgasmo, não haja nada mais na mente que a imagem que deseja ver criada. Se estiver incompleta ou difusa, é possível que interferências negativas se manifestem e passem a consumir a energia sexual do praticante. Este conceito é uma das bases na crença dos Sucubus.

Pancha Makara

A corrente oriental da Magia Sexual, chamada Tantra, é dividida em cinco categorias de aplicações distintas conhecidas como Cinco M ou Pancha Makara, que em sua maioria, são canalizados no campo físico (Caminho da Mão Esquerda) e outro simbólico (Caminho da Mão Direita). O Pancha Makara recebe interpretações diferenciadas nas cerimônias praticadas nas correntes do Ocidente, ou em algumas situações, são adaptadas ou omitidas.

Madya Sadhana

A palavra Madya significa Licor e este princípio está relacionado à aplicação do Caminho da Mão Direita com uso adequado de estimulantes que ativam o sétimo chakra, Sahastrara, considerado o último nível de evolução da consciência humana e responsável pela integração dos outros chakras.

Mamsa Sadhana

O termo Mamsa pode ser traduzido como carne e significar que este princípio está associado ao uso ritualístico de carne. Também pode ser compreendido como fala (do verbo falar) e ser interpretado como uma invocação ou um mantra. Em quaisquer dos casos, está associado ao Caminho da Mão Esquerda (Físico).

Matsya Sadhana

Matsya significa peixe. Este princípio é usado tanto no aspecto físico como no simbólico. É visto como um fluxo psíquico que corre através dos canais da espinha dorsal, ou minoritariamente, como o consumo ritual de peixe num banquete ou Eucaristia.

Mudra Sadhana

Este é o mais conhecido fora dos círculos tântricos e é utilizado de maneira similar nos Caminhos Esquerdo/Direito. Representa o uso de posições específicas do corpo (especialmente da mão) para simbolizar ou encarnar certas forças, além de efetuar mudanças na consciência.

Maithuna Sadhana

A palavra Maithuna refere-se a união sexual. Este princípio, que atua tanto no aspecto físico como simbólico, está relacionado primitivamente com a atividade sexual. Porém, pode ser interpretado também como a atividade simbólica.

Por Spectrum

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-magia-sexual

O Limite do Subjetivo

» Parte 3 da série “Reflexões sobre o materialismo” ver parte 1 | ver parte 2

A subjetividade é o mundo interno de todo e qualquer ser humano. Este mundo interno é composto por emoções, sentimentos e pensamentos. Através da nossa subjetividade construímos um espaço relacional, ou seja, nos relacionamos com o “outro”.

Há uma outra espécie de materialismo, definida por alguns como materialismo científico ou eliminativo, mas que eu opto por definir aqui como materialismo anti-subjetivo [1] – pois se trata de uma teoria que afirma que somente a matéria já conhecida explica o funcionamento da consciência humana. Trata-se de uma aposta e de um enorme paradoxo:

A aposta

Hoje se sabe que a consciência se parece mais com um processo que coordena decisões de acordo com o fluxo de informação sensorial recebido, ela é como o regente de uma “orquestra mental”. Porém, a análise qualitativa dos fenômenos conscientes complexos, como o amor e as decisões morais, ainda passam ao largo da explicação científica. Este é o famoso “problema difícil”: identificar o que exatamente interpreta informações e elabora respostas morais, em oposto a mera computação das informações.

Richard Feynman gostava de comparar a forma como os físicos modernos trabalham com a detecção das ondas de uma piscina: acaso não fosse possível ver quem mergulhou na piscina há pouco tempo, podemos ter uma boa noção de onde e quando ocorreu o mergulho, assim como o peso de quem mergulhou, apenas analisando a frequência e a amplitude das ondas na superfície da água. A ciência lida somente com o que pode detectar – se ela não detecta o amor ou a moral, ao menos pode detectar o efeito elétrico no cérebro que ocasiona as demonstrações de sentimentos complexos. O que a ciência não pode pretender, entretanto, é que tais sentimentos se resumam ao efeito, ignorando a causa… Ou postulando que a causa está além de nosso controle, que é fruto do mero agitar químico do cérebro, o que em todo caso é basicamente o mesmo que ignorar a causa.

Bahram Elahi, especialista em cirurgia e anatomia, dizia que embora a mente e o cérebro sejam separados, a mente (ou consciência) não é algo imaterial. Ao contrário, é composta de um tipo de matéria muito sutil que, embora ainda não-descoberta, é conceituamente semelhante às ondas eletromagnéticas, que são capazes de carregar sons e figuras (e mesmo videos – figuras em movimento), e são governadas por leis, axiomas e teoremas precisos. Ele teoriza que tudo relacionado a esta “entidade” deve ser considerado como uma disciplina científica não-descoberta, e estudada da mesma maneira objetiva que outras disciplinas (como química ou biologia, por exemplo). A consciência pode, portanto, ser formada por algum tipo de substância material sutil demais para ser medida ou detectada utilizando as ferramentas científicas disponíveis hoje.

Eis a aposta dos materialistas anti-subjetivos: a de que a consciência e seus fenômenos complexos, que exigem não apenas a computação de informações, mas, sobretudo, a interpretação das mesmas, pode ser compreendida apenas levando-se em consideração a matéria já detectada pela ciência.

O paradoxo

Primeiro a ciência moderna, através da neurologia, foi obrigada a aceitar o conceito e a existência da mente subjetiva, para só então tentar reduzi-la a atividades elétricas, efeitos bioquímicos, um mero agitar de partículas no cérebro… Em suma, tentar negar a existência dos qualia.

Qualia são tratados na Filosofia da Mente como sinônimos de subjetividade. Eles significam uma barreira intransponível entre objetivo e subjetivo, entre vivo e não vivo, entre humanos e máquinas. Não sabemos como o cérebro gera a subjetividade, nem se ela pode ser replicada artificialmente. Tentamos padronizar as sensações usando a linguagem, mas as características subjetivas, únicas, de cada sensação, parecem sempre escapar. Quando falamos de algo “amarelo”, por exemplo, não sabemos se essa cor é mais ou menos intensa para nós ou para o “outro”.

Essa inconveniência dos qualia levou filósofos como Daniel Dennet a tentarem negar sua importância ou até mesmo sua existência… Segundo Dennet, a subjetividade é uma ilusão persistente gerada por nosso cérebro, e não existem escolhas, nem morais nem imorais, apenas o resultado do fluxo de partículas no cérebro, de átomos dançando conforme alguma música aleatória definida por nosso meio-ambiente.

Eis o paradoxo: Dennet, ao contrário do que possam pensar, não é alguém que eu condene. De fato, ele é um dos poucos materialistas anti-subjetivos que realmente assumem sua posição enquanto materialistas – a grande maioria simplesmente ignora tal questão, e continuam a viver como se existisse a subjetividade, como se existissem escolhas, como se realmente fizesse algum sentido condenar criminosos ou condecorar heróis de guerra.

Até onde a luz pode chegar

Não há nada de errado com a ciência objetiva, o problema é quando cientistas creem que podem utilizar ciência para adentrar no campo da subjetividade… Da mesma forma que a psicologia não poderá provar que “esta pessoa está sentindo duas vezes mais dor do que aquela outra”, ou que “aquela pessoa ama aquela outra cinco vezes mais do que você ama seu cachorro”, dificilmente a ciência moderna terá sucesso nessa tentativa de equacionar a mente humana, e tratá-la como uma espécie de máquina que programou a si própria.

Já dissemos que toda a matéria é intangível, mas faltou dizer que ela é igualmente invisível em sua maior parte – pois tudo o que vemos com os olhos ou detectamos com instrumentos avançados são frequências de ondas eletromagnéticas, quantas de luz a refletir pelos átomos a dançar no vazio. Nós não vemos a lua, nem a árvore do outro lado da rua, nem mesmo nossas mãos ou as bactérias no microscópio, vemos apenas os quantas de luz, vindos da luz do Sol ou de alguma fonte de luz (tal qual lâmpadas ou vagalumes), a refletir os átomos que constituem as coisas vistas ou detectadas.

Mas mesmo esta matéria que reflete e interage com a luz é apenas uma ínfima minoria – cerca de 4% – de toda a matéria existente em nosso horizonte observável do Cosmos. Todo os resto – 96% – é composto por Matéria Escura e Energia Escura, e só pôde ser descoberto pelos cientistas através de seu efeito gravitacional no movimento das galáxias (assim como nas interações com a força eletrofraca, mas isso já daria outro artigo).

Aí está o limite do subjetivo, segundo os materialistas: 4% da matéria existente no pedaço do universo onde nossa observação alcança. É uma tremenda aposta esta que afirma que o problema difícil da consciência, que o próprio conceito de subjetividade, pode ser explicado e compreendido apenas com o tilintar dos átomos conhecidos. Para sermos materialistas anti-subjetivos, temos de ter muita fé no ínfimo que conseguimos desvelar objetivamente deste Cosmos infinito. Há que se reconhecer sua convicção.

» Em breve, o materialismo religioso e a espiritualidade materialista…

***
[1] Em filosofia da mente, o termo mais utilizado é “materialismo eliminativo”, mas eu optei por usar este outro termo neste artigo, para ficar mais simples entender o que eu quero dizer com ele.

Crédito da imagem: neurollero

#hermetismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-limite-do-subjetivo

19 Milhões de Conspiradores!

TDC-2016

Nesta virada de ano, acabamos de chegar à marca de 19 milhões de Pageviews neste blog… Nada mal para um blog de hermetismo e espiritualismo no país da corrupção… Como de costume, para quem gosta dos números ou estava procurando pelos links de tudo o que fazemos, ao todo, nesta caminhada desde 7/5/2008, foram exatos 2.817 posts publicados e 47.861 comentários. Temos 4.780 followers no twitter , 19k subscribers no Facebook e até mesmo uma Conta no Instagram onde publico pequenas dicas de magia prática e estamos quase chegando a 1.900 followers.

Post sobre como tudo começou.

Nosso Projeto de Hospitalaria está funcionando perfeitamente e passamos de 4.700 mapas astrais e 3.300 sigilos (aproximadamente 13.000 cestas básicas ou equivalente distribuidas).

O Projeto Mayhem está com 4.052 membros. A Wikipedia de Ocultismo conta atualmente com 5.219 verbetes e 2.082 imagens e, de quebra, virei pop-star no Astrotheme, com direito até a página em francês…

O Arcanum Arcanorum conta com mais de 7 mil que passaram por seus atrios e 200 que chegaram ao grau de Probacionista, além de uma Loja Maçônica (ARLS Arcanum Arcanorum, 4269 – GOB), o projeto SOL, que já realizou 45 palestras públicas, três Terreiros irmãos e agora um Capítulo Arcanum Arcanorum na Ordem Demolay, o que nos coloca como uma das egrégoras mais fortes dentro das Ordens Iniciáticas aqui no Brasil. Em janeiro de 2016 inauguraremos nosso próprio Templo.

Ao longo destes sete anos (incluindo o TdC S&H que completou 8 anos em 7/Agosto/15), perdi a conta de quantas pessoas conseguimos iniciar nos estudos da Kabbalah, Astrologia, Tarot, Runas e Magia Prática, sem contar os leitores que se filiaram à FRA, AMORC, Lectorium, OKRC, CALEN, AA, SCA, CIH, Demolay, Eubiose, Circulo Egregore, Casa do filósofo, Pró-Vida, Sirius-Gaia, Gnose, Martinismo ou Maçonaria graças ao blog.

O Raph Arrais editou o Grande Computador Celeste que contém os 70 primeiros textos do TdC, distribuido em pdf gratuito ou versão impressa, e o PH gravou comigo um Curso Básico gratuito de Exercícios Herméticos. Não tem desculpa para não começar a estudar e praticar!

Fazemos anualmente uma das maiores correntes de meditação no Sefirat Ha Omer aqui no Brasil, três Encontros do Blog, ajudamos em quatro Simpósios Brasileiros de Hermetismo (o V Simpósio ja confirmado para 2016) e temos conseguido organizar cursos presenciais pelo menos uma vez por mês. No início de 2015 começamos o primeiro Curso de Kabbalah em Ensino à Distância, logo em seguida, com o resultado do primeiro curso, gravamos o curso de Astrologia Hermética, Geomancia e o Curso Completo de Tarot, levando os estudos de Hermetismo a quem mora longe dos grandes centros urbanos.

E, como se não bastasse, reimprimimos o Tarot da Kabbalah Hermetica, feito em parceria por mim e pelo talentoso artista Rodrigo Grola, a nova impressão da Enciclopédia de Mitologia e os Posteres do Lamen e da Árvore da Vida.

E, para fechar com chave de ouro, emplacamos um cardgame de protesto Pequenas Igrejas, Grandes Negócios! que foi notícia até na Playboy, Folha e Gizmodo e três Livros de Hermetismo para crianças, As Aventuras de Lilith, “As Aventuras de Isis” e “As Aventuras de Hércules”.

Nada disso seria possível sem vocês.

Sucesso é a Única Possibilidade!

#Blogosfera

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/19-milh%C3%B5es-de-conspiradores

O Bode na Maçonaria

Dentro da organização maçonica, muitos desconhecem o nosso apelido de bode. A origem desta denominação data do ano de 1808.

Porém, para saber do seu significado temos necessidade de voltarmos no tempo. Por volta do II e III século d.C. vários Apóstolos saíram para o mundo a fim de divulgar o cristianismo. Alguns foram para o lado judaico da Palestina. E lá, curiosamente, notaram que era comum ver um judeu falando ao ouvido de um bode, animal muito comum naquela região. Procurando saber o porquê daquele monologo foi difícil obter resposta. Ninguém dava informação, com isso aumentava ainda mais a curiosidade dos representantes cristãos, em relação aquele fato.

Até que Paulo, o Apóstolo, conversando com um Rabino de uma aldeia, foi informado que aquele ritual era usado para expiação dos erros. Fazia parte da cultura daquele povo, contar alguém da sua confiança, quando cometia, mesmo escondido, as suas faltas, ficaria mais aliviado junto a sua consciência, pois estaria dividindo o sentimento ou problema. Mas por que bode?

Quis saber Paulo. É por-que o bode é seu confidente. Como o bode nado fala, o confesso fica ainda mais seguro de que seus segredos serão mantidos, respondeu-lhe o Rabino. A Igreja, trinta e seis anos mais tarde, introduziu, no seu ritual, o confessionário, juntamente com o voto de silêncio por parte do padre confessor – nesse ponto a história não conta se foi o Apóstolo que levou a idéia aos seus superiores da Igreja, o certo é que ela faz bem à humanidade, aliado ao voto de silêncio, 0 povo passou a contar as suas faltas.

Voltemos em 1808, na França de Bonaparte, que após o golpe dos 18 Brumários, se apresentava como novo líder político daquele país. A Igreja, sempre oportunista, uniuse a ele e começou a perseguir todas as instituições que não governo ou a Igreja. Assim a Maçonaria que era um fator pensante, teve seus direitos suspensos e seus Templos fechados; proibida de se reunir. Porém, irmãos de fibra na clandestinidade, se reuniram, tentando modificar a situação do país. Neste período, vários Maçons foram presos pela Igreja e submetidos a terríveis inquisições. Porém, ela nunca encontrou um covarde ou delator entre os Maçons. Chegando a ponto de um dos inquisidores dizer a seguinte frase a seu superior: – “Senhor este pessoal (Maçons) parece BODE, por mais que eu flagele não consigo arrancar-lhes nenhuma palavra”. Assim, a partir desta frase, todos os Maçons tinham, para os inquisidores, esta denominação: “BODE” – aquele que não fala, sabe guardar segredo.

Texto do Ir. Jose Castellani

Achei no Blog do meu irmão Mathaus

#Maçonaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-bode-na-ma%C3%A7onaria

A guerra dos 50 anos

» Parte 2 da série “Intoxicados” ver parte 1

Parece cocaína, mas é só tristeza… Muitos temores nascem do cansaço e da solidão; Descompasso, desperdício – herdeiros são agora da virtude que perdemos… (Legião Urbana)

Se você quer afastar seu filho, filha, ou algum familiar querido, ou amigo, das drogas, fará bem em começar por desiludi-los da lenda de que as drogas fazem sempre mal… Não é verdade, obviamente: se fosse assim, na primeira dose de cachaça um adolescente iria cuspir aquele terrível gosto amargo no chão e nunca mais pensaria em beber novamente. Porém, se esta fosse à regra, não haveriam bebidas alcoólicas sendo vendidas quase como água pelo mundo afora. Pode ser amargo no início, mas depois fica doce, e depois, se exagerarmos na dose, fica amargo de novo; Só que uma amargura muito mais triste – a amargura que anestesia a alma.

Outras drogas podem ser doces desde a primeira dose, gerando “grandes viagens psíquicas” que já chegaram até a inspirar alguns grandes artistas, contanto que sejam usadas com parcimônia – o que raramente é o caso. Você pode subir no pedestal da moralidade e avisar aos desavisados: “Tomem muito cuidado, pois o caminho das drogas é doce somente no início, depois provoca grande tristeza!” – Mas, devemos considerar que há alguns seres civilizados e cultos da pós-modernidade, assim como muitos miseráveis e oprimidos, que, de uma forma ou de outra, constataram que na vida só existe tristeza – Se pelo menos nas drogas conseguem um pouco de doçura aqui e ali, ainda estarão saindo no lucro… São essas tais máquinas tristes, com tendências suicidas, que não veem nenhum problema em se suicidar aos poucos, uma bala, uma cheirada, uma seringa de cada vez.

O vício em drogas produz verdadeiros zumbis psíquicos, incapazes de sentir quase nada de realmente profundo (ou seja, capaz de lhes tocar a alma) no transcorrer de sua fase viciada. Pode parecer terrível, mas ainda assim conseguem o que queriam desde o princípio: não sentir mais aquela melancolia, aquela angústia de terem de cuidar das próprias almas… Ainda que assim também se abstenham de sentir felicidade, está tudo bem: podem então “viajar” nas drogas, até que sua viagem pela vida, uma viagem que não veem muito sentido de ser, em todo caso, finalmente chegue ao fim.

Porém, o mais incrível em toda essa história é o fato de que alguns dos maiores governos do mundo, influenciados ou não pelas grandes doutrinas religiosas, acreditem até hoje que a repressão é o melhor caminho para se resolver o problema, deixando o tratamento dos zumbis em (décimo) segundo plano, como que se eles fossem efetivamente zumbis, e não mais seres; Não mais pessoas em busca de alguma doçura real nessa vida; Não mais almas atormentadas, mas que podem ainda ser curadas.

A chamada lei seca total entrou em vigor nos EUA em 1920, promulgada durante o segundo mandato de Woodrow Wilson. Seu cumprimento foi amplamente burlado pelo contrabando e fabricação clandestina de bebidas alcoólicas. A lei seca foi abolida em 1933, já no primeiro mandato de Roosevelt. Permaneceu ativa por quase 14 anos… Enquanto esteve efetiva, veio contribuir para o aumento das fortunas de vários mafiosos, dos quais o mais conhecido é, sem dúvida, Al Capone. A sua revogação veio ajudar a débil recuperação econômica (devido ao “crash” da Bolsa em 1929), mas essencialmente contribuiu para o final do período de ouro da máfia norte-americana. Esta década e meia de proibição do álcool em uma sociedade capitalista – e que preza a liberdade – nos ensinou muito acerca da natureza humana, e de sua propensão para a ilegalidade e violência, se for o caso, para conseguir chegar aos seus objetos de desejo ou, pelo menos, aos seus anestesiadores de almas…

No Corão (5:91) é dito que “Satã apenas deseja suscitar a inimizade e o ódio entre vós com intoxicantes e jogo, e impedir-vos de lembrardes de Alá e da prece. Sendo assim, não ireis vos abster?”; Não chega a ser uma proibição cabal, mas uma espécie de aconselhamento… Mesmo assim, ainda que as bebidas alcoólicas tenham sido largamente consumidas no mundo islâmico (e principalmente no período de ouro do Islã, em Al-Andalus), ainda hoje há inúmeros países islâmicos que punem o tráfico de entorpecentes mais pesados, como cocaína e heroína, com a pena de morte. Aparentemente funciona: com a pena de morte em estados totalitários, o tráfico de drogas ilegais é quase nulo nos países do Islã. A questão é que não apenas os traficantes são punidos e perseguidos, mas também os usuários. Aqui está a solução: matar todos os zumbis (que, em todo caso, já buscam a morte)… E então estaremos supostamente seguindo o desejo de algum deus estranho. Para os islâmicos, parece ter resolvido, ou pelo menos enquanto mantém sua população sob o jugo totalitário de seus estados teocráticos. Até que venham as primaveras árabes.

Mas, estranho de se pensar, a grande diversão dos bares islâmicos é fumar narguilé enquanto conversamos com os amigos… Lá, na terra onde quase todos os entorpecentes são proibidos, fuma-se tabaco (e outras especiarias) com essa espécie de cachimbo d’água, à vontade… Então, talvez nem lá, nem lá a questão esteja totalmente resolvida. Hoje a ciência sabe que o tabaco é bem mais prejudicial à saúde do que, por exemplo, a cannabis, entretanto a cannabis é ilegal em quase todo mundo, e a grande fonte de renda dos traficantes de drogas ilegais, enquanto que o tabaco é perfeitamente aceito (com algumas ressalvas) em todo o mundo, inclusive no islâmico…

Segundo a AVAAZ, nos últimos 50 anos as políticas atuais de combate às drogas falharam em toda a América Latina, mas o debate público está estagnado no lodo do medo, da corrupção e da falta de informação. Todos, até o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, que é responsável por reforçar essa abordagem, concordam – organizar militares e polícia para queimar plantações de drogas em fazendas, caçar traficantes, e aprisionar pequenos traficantes e usuários – tem sido completamente improdutivo. E ao custo de muitas vidas humanas – do Brasil ao México, e aos Estados Unidos [1], o negócio ilegal de drogas está destruindo nossos países, enquanto as mortes por overdose continuam a subir.

Enquanto isso, países com uma política menos severa – como Suíça, Portugal, Holanda e Austrália – não assistiram à explosão no uso de drogas que os proponentes da guerra às drogas predisseram. Ao invés disso, eles assistiram à redução significativa em crimes relacionados a drogas, e são capazes de focar de modo direto na destruição de impérios criminosos.

Lobbies poderosos impedem o caminho da mudança, inclusive militares, polícias e departamentos prisionais cujos orçamentos estão em jogo. E políticos de toda nossa região temem ser abandonados por seus eleitores se apoiarem abordagens alternativas. Mas pesquisas de opinião mostram que cidadãos de todo o mundo sabem que a abordagem atual é uma catástrofe.

Parece complexo, mas pode ser simples como uma partida de futebol: em time que esta ganhando não se mexe, mas em time que está perdendo ou, no máximo, amargando um empate em 0 a 0 ou 1 a 1, devemos pensar em mudanças, nem que sejam provisórias, nem que sejam apenas para que ganhemos o primeiro jogo deste longo campeonato… Se pararmos de dar murro em prego nos próximos anos, a guerra de 50 anos do combate às drogas no mundo ocidental poderá ficar conhecida por nossa história como a primeira tentativa, mas que não deu certo, e nos levou as próximas. Mas, se não pararmos para reavaliar a situação, poderemos chegar a um século de guerra inútil, com máquinas tristes cada vez mais tristes, grandes cidades cada vez mais violentas, playboys cada vez mais alienados, e zumbis cada vez mais aterrorizantes… Para um filme de horror, não está nada mal.

Nós pedimos que vocês acabem com a guerra às drogas e o regime de proibição, e movam-se em direção a um sistema baseado em descriminalização, regulamentação, saúde pública e educação. Essa política de 50 anos falhou, abastece o crime organizado violento, devasta vidas e está custando bilhões. É hora de uma abordagem humana e efetiva (AVAAZ; Manifesto endereçado a ONU, que neste momento conta com mais de 650 mil assinaturas online).

» Na continuação – um passeio pelo Inferno.

***
[1] Recentemente, até mesmo os EUA, o país que iniciou a malfadada “guerra as drogas”, se rendeu a política de legalização da maconha, a grande responsável pelos lucros dos traficantes (em alguns países, chega a representar 80% do mercado):

“Por muito tempo – décadas – outros países corretamente entenderam que seriam criticados pelos EUA se tomassem medidas para liberalizar as suas leis. Mas no caso do Uruguai, os EUA se deram conta de que não estão na posição de criticar abertamente o governo uruguaio, e de fato não criticaram.”

– trecho de artigo da BBC Brasil

***

» Veja também o post Intoxicados: o fim da guerra, que complementa esta parte da série.

Crédito da foto: Mauricio Abreu/JAI/Corbis

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

Ad infinitum

Se gostam do que tenho escrito por aqui, considerem conhecer meu livro. Nele, chamo 4 personagens para um diálogo acerca do Tudo: uma filósofa, um agnóstico, um espiritualista e um cristão. Um hino a tolerância escrito sobre ombros de gigantes como Espinosa, Hermes, Sagan, Gibran, etc.

» Comprar livro impresso, PDF, ou versão para Amazon Kindle

***

» Ver todos os posts da coluna Textos para Reflexão no TdC

» Veja também nossa página no Facebook

#Islamismo #Drogas #Medicina #política #Economia

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-guerra-dos-50-anos

20 Milhões de Conspiradores!

20milhoes

Acabamos de chegar à marca de 20 milhões de Pageviews neste blog… Nada mal para um blog de hermetismo e espiritualismo no país do carnaval … Como de costume, para quem gosta dos números ou estava procurando pelos links de tudo o que fazemos, ao todo, nesta caminhada desde 7/5/2008, foram exatos 2.933 posts publicados e 48.230 comentários. Temos 4.780 followers no twitter , 20k subscribers no Facebook e até mesmo uma Conta no Instagram onde publico pequenas dicas de magia prática e estamos quase chegando a 2.211 followers.

Post sobre como tudo começou.

Nosso Projeto de Hospitalaria está funcionando perfeitamente e passamos de 5 mil mapas astrais, 3 mil sigilos e 1.200 Mapas Sephiroticos (aproximadamente 14.500 cestas básicas ou equivalente distribuídas em 8 anos).

O Projeto Mayhem está com 4.552 membros. A Wikipedia de Ocultismo conta atualmente com 5.219 verbetes e 2.082 imagens e, de quebra, virei pop-star no Astrotheme, com direito até a página em francês…

O Arcanum Arcanorum conta com mais de 8 mil que passaram por seus atrios e 250 que chegaram ao grau de Probacionista, além de uma Loja Maçônica (ARLS Arcanum Arcanorum, 4269 – GOB), três Terreiros irmãos e agora um Capítulo Arcanum Arcanorum na Ordem Demolay, o que nos coloca como uma das egrégoras mais fortes dentro das Ordens Iniciáticas aqui no Brasil. Em janeiro de 2016 inauguramos nosso próprio Templo.

Ao longo destes sete anos (incluindo o TdC S&H que completou 8 anos em 7/Agosto/15), perdi a conta de quantas pessoas conseguimos iniciar nos estudos da Kabbalah, Astrologia, Tarot, Runas e Magia Prática, sem contar os leitores que se filiaram à FRA, AMORC, Lectorium, OKRC, CALEN, AA, SCA, CIH, Demolay, Eubiose, Circulo Egregore, Casa do filósofo, Pró-Vida, Sirius-Gaia, Gnose, Martinismo ou Maçonaria graças ao blog.

O Raph Arrais editou o Grande Computador Celeste que contém os 70 primeiros textos do TdC, distribuido em pdf gratuito ou versão impressa, e o PH gravou comigo um Curso Básico gratuito de Exercícios Herméticos. Não tem desculpa para não começar a estudar e praticar!

Fazemos anualmente uma das maiores correntes de meditação no Sefirat Ha Omer aqui no Brasil, três Encontros do Blog, ajudamos em quatro Simpósios Brasileiros de Hermetismo (o V Simpósio ja confirmado para 2016) e temos conseguido organizar cursos presenciais pelo menos uma vez por mês. No início de 2015 começamos o primeiro Curso de Kabbalah em Ensino à Distância, logo em seguida, com o resultado do primeiro curso, gravamos o curso de Astrologia Hermética, Geomancia e o Curso Completo de Tarot, levando os estudos de Hermetismo a quem mora longe dos grandes centros urbanos.

E, como se não bastasse, reimprimimos o Tarot da Kabbalah Hermetica, feito em parceria por mim e pelo talentoso artista Rodrigo Grola, a nova impressão da Enciclopédia de Mitologia e os Posteres do Lamen e da Árvore da Vida.

Emplacamos um cardgame de protesto Pequenas Igrejas, Grandes Negócios! que foi notícia até na Playboy, Folha e Gizmodo e três Livros de Hermetismo para crianças, As Aventuras de Lilith, “As Aventuras de Isis” e “As Aventuras de Hércules”.

Em Abril, começaremos o Financiamento Coletivo do Livro de Kabbalah Hermética, com quase 700 páginas coloridas sobre tudo o que você puder imaginar a respeito de hermetismo, kabbalah e ocultismo.

Nada disso seria possível sem vocês.

Sucesso é a Única Possibilidade!

#Blogosfera

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/20-milh%C3%B5es-de-conspiradores

Alta Magia Extrema – Amarração

@MDD – Um leitor me enviou o email de resposta de um desses templos picaretas kimbandistas de amarração LTDA, a qual passo a decifrar, para deleite geral da nação.

Boa noite,

Sou XXXXXXXX sacerdote intermediário entre você e as entidades espirituais ( Exu e Pombagira ) de nosso templo de forma sigilosa e responsável. Sua consulta foi realizada através do oráculo Ngombo ( Oráculo dos ossos ) por 2 sacerdotes e 2 entidades espirituais e lhe foi revelado que está pessoa está ligada diretamente em sua vida pois é a sua alma gêmea.

@MDD – boa noite,

Sou o Marcelo Del Debbio, sacerdote intermediário entre você e o bom senso. Eu não costumo agir de forma sigilosa nesses casos de amarrações picaretas, mas se meus leitores não contarem para ninguém o que vou falar de vocês, eu também não contarei.

O maior problema é que a pessoa em questão não estava procurando ninguém em especial, apenas mandou o email para trolá-los, ou seja, se as entidades e o oráculo fossem um mínimo confiáveis, deveriam ter percebido isso na hora… Além disso, foram mandados 3 emails diferentes relatando situações diferentes e sua resposta foi padrão para as três… FAIL.

No momento em que estava sendo realizado a sua consulta surgiu em nosso templo um forte cheiro de rosas o que indica que você poderá ter está pessoa junto com você da forma que deseja mas é necessário realização de trabalho de magia pois existe uma energia negativa gerada de pragas e inveja de terceiros que tem interesse por esta pessoa.

@MDD – Uma alma gêmea é um assunto muito complexo e sério dentro do hermetismo real. É necessário ter o MERECIMENTO para que se consiga afinar as Verdadeiras Vontades a tal ponto que seja possível cruzar os caminhos de duas pessoas que tenham estas afinidades e MESMO assim não vai ser um mar-de-rosas para eles. Uma mulher que se preste a ir atrás de um charlatão para fazer uma amarração não está nem 1% próxima do grau de consciência necessário para realmente ter passado perto de sua alma gêmea…

Eu sinto um cheiro por aqui, mas não é de rosas…

Para ter este homem como deseja te amando e sendo o homem de sua vida, você deve realizar um trabalho de amarração magia Kibundo atrativa para o amor.

@MDD – Hmmm dar a Kibundo pode ser um fetiche que atrai a maioria dos homens, é até capaz de deixar o indivíduo interessado… mas o caminho não é por ai…

Este trabalho irá fazer este homem lhe amar e te desejar sem que terceiros possam interferir no amor de vocês dois. Este trabalho é muito forte e deve ser feito somente se você realmente gosta desta pessoa pois está magia faz com que ele te deseje sexualmente, fique

louco por você, pense em você o dia inteiro apaixonado sem ter sossego na vida enquanto não estiver com você.

@MDD – o sonho de dez em cada dez mulheres desesperadas em busca de um príncipe encantado… conte-me mais…

É claro que esta magia tem custo com material religioso que é usado no trabalho. Se quiser fazer o trabalho nos envie uma colaboração de R$ 1.480,00 reais que será utilizado para a aquisição do material religioso que é utilizado na realização do trabalho.

@MDD – WAIT WHAT? 1.480 dilmas?!?!? Não tem desconto se a pessoa não for a alma gêmea? Tipo cobrar umas 500 dilmas se for uma alma afim, umas 300 dilmas se for uma alma mais-ou-menos a fim… que “material religioso” seria esse que custa esse absurdo?

O resultado do trabalho é garantido e imediato após a sua realização.

Somos uma instituição segura e realizamos trabalhos de magia a mais de 34 anos, somos a XXXXXXX federação mimimi-mimimi por isso você pode confiar.

@MDD – Seems Legit. Por quê não falou antes? Já me sinto seguro de confiar 1500 dilmas nas mãos de vocês… só que não. Entrei no google e fui até o site de vocês… é um pardieiro de vendas de porcarias milagreiras, consultas e vidências que deixaria o Bispo Valdomiro com inveja. Parece um Telexfree de “pai-de-santo” picareta.

Que ( Olorun ) Deus lhe de saúde, força para seguir em frente e assim

alcançar os seus sonhos.

@MDD – Olorum e Jesus estão morrendo de vergonha do desserviço que picaretas como vocês fazem com a Umbanda e o Candomblé.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/alta-magia-extrema-amarra%C3%A7%C3%A3o

Morpheus – Dream a little dream of me

Publicado no S&H dia 7/jul/2008,

Mr. Sandman, bring me a dream
Make him the cutest that I’ve ever seen
Give him two lips like roses and clover
Then tell him that his lonesome nights are over.
Sandman, I’m so alone
Don’t have nobody to call my own
Please turn on your magic beam
Mr. Sandman, bring me a dream.

É engraçado como funciona a sincronicidade. Este final de semana, enquanto Neil Gaiman estava autografando na Feira Literária de Parati (FLIP), todo o nosso projeto de textos sobre os Psycopompos (os deuses que representam a interação do Plano Físico com o Plano Astral), após passar por Thanatos, Hecate e Hermes, chega justamente a Morpheus, personagem que foi imortalizado na forma de Sandman por este autor.
A seguir, o que o mundo dos espíritos e o mundo dos sonhos tem em comum?

Morpheus
Morpheus, ou Morfeus em português (palavra grega cujo significado é “aquele que forma, que molda”) é o deus grego dos sonhos. Morpheus possui a habilidade de assumir qualquer forma humana e aparecer nos sonhos das pessoas como se fosse a pessoa amada por aquele determinado indivíduo. Seu pai é o deus Hipnos, do sono. Os filhos de Hipnos, chamados de Oneiroi, são personificações de sonhos, sendo eles Phobetor (que os deuses chamavam de Icelus), e Phantasis (de cujo nome originou a palavra “fantasia”). Morfeu foi mencionado pela primeira vez no texto Metamorphoses de Ovídio como um deus vivendo numa cama feita de ébano numa escura caverna decorada com flores, mas também aparece na Odisséia, na Eneida e na Teogonia.
Morpheus representa a presença da alma humana nos Reinos de Hades (Yesod) durante o sono. Sua alegoria nos demonstra o conhecimento que os iniciados possuem sobre este aspecto da interação do corpo físico com o astral. A partir do conhecimento da ligação entre estes pontos, podemos explicar facilmente alguns mitos que com certeza muitos de vocês já passaram:

Sono e Sonhos
Antes de mais nada, precisamos definir alguns parâmetros e termos:
Sono é um estado em que cessam as atividades físicas motoras e sensoriais.
Sonho é a lembrança dos fatos, dos acontecimentos ocorridos durante o sono.
A ciência ortodoxa, analisando tão somente os aspectos fisiológicos das atividades oníricas, ainda não conseguiu conceituar com clareza e objetividade o sono e o sonho. Sem considerar a emancipação da alma, sem conhecer as propriedades e funções do duplo-etérico (perispírito para os Kardecistas), fica, realmente, difícil explicar a variedade das manifestações que ocorrem durante o repouso do corpo físico. Alguns psiquiatras e psicólogos já analisam os sonhos como atividades do psiquismo mais profundo.
Assim temos em Freud, o precursor dos estudos mais avançados nesta área. Ele julgava que os instintos, quando reprimidos, tendem a se manifestar e uma destas manifestações seria através dos sonhos. Isto numa linguagem simbólica representativa do desejo.
Adler introduziu em Psicologia o “instinto do poder” . Nossa personalidade gravitaria em torno da auto-afirmação, do desejo do domínio.
Jung considerou válidas as duas proposições. Descobriu que nos recessos do inconsciente, existe uma infra-estrutura feita de imagens ou símbolos que integram a mitologia de todos os povos. São os arquétipos, reminiscências de caráter genérico que remontam a fases muito primitivas da evolução.
Mas foi mesmo o irmão Allan Kardec, através da Codificação Espírita, quem realmente, analisou amplamente os sonhos em seus aspectos fisiológicos e espirituais.

Citando o livro dos Espíritos, Cap. VIII, analisando a emancipação espiritual, coloca o sono como a primeira fase deste fenômeno, que antecede ao sonambulismo e ao êxtase que seriam estados mais profundos de independência pelo desprendimento parcial do Espírito.
Por exemplo, na questão 400, do Livro dos Espíritos, ele indaga:

“O espírito permanece voluntariamente no seu envoltório corporal ?”
R : “É como se perguntasse se o prisioneiro está satisfeito sob as chaves. O Espírito encarnado aspira incessantemente à libertação e quanto mais grosseiro é o envoltório, mais ele deseja ver-se desembaraçado.”

Na questão 401 :
“Durante o sono, a alma repousa como o corpo ?”
R : “Não. O Espírito jamais está inativo. Durante o sono, os liames que o unem ao corpo se afrouxam e o corpo não mais necessitando do Espírito, ele percorre o espaço e entra em relação mais direta com os outros Espíritos.”

Na questão 402, Kardec indaga :
“Como podemos julgar a liberdade do Espírito durante o sono ?”
R : “Pelos sonhos.”

E chegamos a um ponto muito interessante: Quantos de vocês sonham?

Divisões e tipos de sonhos
Sonhos estão divididos em três tipos básicos:
Comum, ou cerebral: São aqueles que refletem nossas vivências do dia a dia. O Espírito desligando-se, parcialmente, do corpo, absorve as ondas e imagens de sua própria mente, das que lhe são afins e do mundo exterior, já que nos movimentamos num turbilhão de energias e ondas vibrando sem cessar nas egrégoras a que somos diariamente submetidos. Nos sonhos comuns, quase não há exteriorização perispiritual. São muito freqüentes dada a condição da humanidade.
A maioria das pessoas nem chega a lembrar-se dos sonhos, acreditando que simplesmente “não sonha”. Boa parte destas pessoas passa a noite inteira com o duplo-etérico deitado ao lado do corpo imaginando estar descansando, pois seu corpo está tão cansado e sua mente tão vazia que simplesmente não consegue exteriorizar sua vontade para lugar nenhum.

Sonhos reflexivos: Nesta segunda etapa, há maior exteriorização que nos sonhos comuns. O corpo astral e mental registra acontecimentos, impressões e imagens, arquivadas no subconsciente, isto é, no cérebro do corpo fluídico, duplo-etérico ou perispírito.
Esses sonhos poderão refletir fatos remotos, imagens da atual encarnação, imagens captadas das egrégoras que estejam influenciando mais intensamente a pessoa e assim por diante. Contudo, é mais freqüente revivenciar acontecimentos de outras vidas, cujas lembranças nos tragam esclarecimentos, lições ou advertências, se orientados por mentores espirituais.

Eventualmente, é neste nível de exteriorização que ocorrem as comunicações entre os seres astrais e os seres humanos. Como o duplo-etérico flutua muito próximo ao corpo (às vezes sem deixar a mesma área onde ele se encontra), os seres astrais é que precisam se aproximar das pessoas para transmitir qualquer tipo de comunicação.
Infelizmente, dada a completa falta de preparo e treinamento da maioria das pessoas, nesta etapa os sonhos acabam sendo confusos, com pouco aproveitamento e poucas recordações.
Mas neste tipo de sonho acontece um dos fenômenos mais comuns e que com certeza boa parte dos leitores já deve ter passado pelo menos uma vez na vida: a Catalepsia Projetiva.
Falarei mais sobre isso daqui a pouco.

Exteriorização do Duplo-Etérico: Neste tipo de sonho, há mais ampla exteriorização do perispírito. Desprendendo-se do corpo e adquirindo maior liberdade, a alma terá uma atividade real no plano espiritual. Léon Denis chama a estes sonhos de etéreos ou profundos, por suas características de mais acentuada emancipação da alma.

“O Espírito se subtrai à vida física, desprende-se da matéria, percorre a superfície da Terra e a imensidade onde procura os seres amados, seus parentes, seus amigos, seus guias espirituais ( … ) Dessas práticas, conserva o Espírito impressões que raramente afetam o cérebro físico, em virtude de sua impotência vibratória.”
– Livro dos Espíritos

Neste tipo de sonho, teremos que considerar a lei de afinidade. Nossa condição espiritual, nosso grau evolutivo, irá determinar a qualidade de nossos sonhos, as companhias astrais que iremos procurar (ou que irão nos procurar) e os ambientes nos quais permaneceremos enquanto o nosso corpo repousa.
Como tudo mais no astral está ligado às emoções, quando confrontados com situações “importantes” como finais de campeonatos de futebol ou de novelas, o povo eventualmente consegue atingir este estagio mental e desprender-se do corpo para vivenciar alguma experiência extra-material. Muitos chegam a se encontrar nos estádios e sonhar com a partida de futebol.

Creio que todo mundo já sonhou em fazer uma prova ou entregar um trabalho ANTES do dia da tal prova importante realmente acontecer. Ou de chegar atrasado a esta prova ou de perder o trabalho…

Nos sonhos, as pessoas costumam freqüentar locais astrais semelhantes com a sua índole. E isso quer dizer que mesmo os mais recatados pais de família, quando acham que ninguém os está vigiando, podem freqüentar prostíbulos e bares astrais (sim, eles existem, de todos os tipos, cores, tamanhos e formas imagináveis), hotéis e moteis ou até mesmo pontos de drogas astrais (sim, eles também existem, só que neste caso, os duplos-etéricos dos vivos é que vampirizam outros vivos que estejam usando drogas, fumando, fazendo sexo ou bebendo – não existe jantar grátis, crianças).
Claro que enquanto isso, outras pessoas são chamadas para estudar, visitam bibliotecas, centros de pesquisa, lojas maçônicas astrais e templos Rosacruzes nos planos mais sutis. Muitos também colaboram em resgates quando acontecem acidentes naturais, terremotos e inundações, quando há muitos mortos e existe a necessidade de se remover o corpo astral de pessoas (e engraçado que geralmente estas pessoas são ateus e materialistas) que estejam presos no corpo e acreditam que ainda estão vivos e presos em escombros. Normalmente é um tanto complicado convencê-los que estão mortos…

Catalepsia Projetiva
Provavelmente, uma das perguntas mais feitas na história da coluna tem relação com este fenômeno de paralisia (a outra é “por que não se aceitam mulheres na Maçonaria?”).

Ocasionalmente , o projetor pode sentir uma paralisia de seus veículos de manifestação, principalmente dentro da faixa de atividade do cordão de prata. Essa paralisia é chamada de “catalepsia projetiva ou astral”. Não deve ser confundida com a catalepsia patológica, que é uma doença rara.
A catalepsia projetiva pode ocorrer tanto antes como após a projeção. Geralmente, ela acontece da seguinte maneira: a pessoa desperta durante a noite e descobre que não pode se mover. Parece que uma força invisível lhe tolhe os movimentos. Desesperada, ela tenta gritar, mas não consegue. Tenta abrir os olhos, mas também não obtém resultado. Alguns criam fantasias subconscientes imaginando que um espírito lhes dominou e tolheu seus movimentos. Geralmente, esse fenômeno dura apenas alguns instantes, mas para a pessoa parece que decorreram horas de agonia.
Por incrível que pareça, essa catalepsia é benigna e pode produzir a projeção, se a pessoa ficar calma e pensar em flutuar acima do corpo físico.
A essa altura, o leitor que alguma vez tenha sofrido essa experiência, deve estar pensando que essa técnica de saída do corpo é bastante perigosa. Entretanto, ela não apresenta nenhum risco, pelo contrário, é totalmente inofensiva. É um fenômeno que acontece com muitas pessoas, todas as noites, em todo o planeta. Se o leitor questionar as pessoas de seu círculo familiar e de amizades, constatará que muitas delas já passaram por esse tipo de experiência algum dia.
Portanto, se algum dia o leitor se encontrar nessa situação em uma noite qualquer, não tente se mover como um desesperado e nem se afobe. Fique calmo, lembre do tio Marcelo e pense firmemente em sair do corpo e flutuar acima dele. Não tenha medo nem ansiedade e a projeção se realizará.
Caso o leitor não pretenda se arriscar e deseje recuperar o controle de seu corpo físico, basta tentar, com muita calma, traçar um pentagrama com a ponta dos dedos e, imediatamente, irá readquirir o movimento. Entretanto, se a catalepsia projetiva ocorrer, não desperdice a oportunidade e procure sair do corpo.

Cientificamente falando, o cérebro de carne paralisa os músculos para prevenir possíveis lesões, já que algumas partes do corpo podem se mover durante o sonho. A explicação que é dada pela ciência ortodoxa é que se uma pessoa acorda repentinamente, o cérebro pode pensar que ela ainda está dormindo e manter a paralisia, mas não são capazes ainda de explicar as “alucinações” que acontecem muitas vezes neste período.

—————————————-
Esta semana o post ficou pequeno porque estou com muita coisa para fazer no mundo profano. Voltem aqui mais vezes porque até o final da semana quero escrever um pouco mais sobre Sonambulismo e Sonhos Premonitórios (que fazem parte desta matéria) e darei um Update neste post.

#Kabbalah

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/morpheus-dream-a-little-dream-of-me