Jesus, o ídolo dos Ateus

O termo atheos surgiu durante a Grécia Antiga, em aproximadamente 500 AC, onde o termo significava “sem Deus”, ou “aquele que cortou seus laços com os deuses” e designava um sacerdote que estava rompendo seus laços com seu antigo templo. O termo foi muito usado nos primeiros séculos após as pregações do Avatar Yeshua, em debates entre helenistas (os sacerdotes gregos), essênios e outras facções de cristãos primitivos (antes do Vaticano) onde cada um dos lados usava o termo para designar pejorativamente o outro. Este termo nunca era designado para um membro do povão e seria impensável alguém se auto-proclamar “ateu”. Era o equivalente a um xingamento.

E Jesus, para os helenistas, era o exemplo máximo dos ateus.

Uma das primeiras coisas que eu aprendi quando estudava Religiões e Mitologias comparadas é a de nunca julgar um movimento religioso ou filosófico com os olhos do presente. Para entender o que realmente estava se passando, é necessário nos colocarmos no tempo e no espaço onde cada movimento religioso ou filosófico ocorreu.

E o mesmo vejo acontecer com o dito “movimento ateu” aqui no Brasil. Sempre que leio em algum lugar um alegado ateu que diz “Eu não acredito em Deus” eu penso “Não acredita em Deus ou não acredita no Deus psicopata, vingativo e ao mesmo tempo amoroso e magnânimo (dupla personalidade?) que a Igreja Católica inventou e empurrou goela abaixo durante toda a sua vida?”.

Deus não é um velho sentado na montanha

Entendendo a Kabbalah, podemos perceber que o Jeová (YHVH) bíblico, em suas duas faces, nada mais é do que a representação dual das esferas Geburah (Força, representando a grande restrição e molde das formas) e Chesed (Misericórdia, representando o grande provedor universal) atuando sobre as esferas mais baixas da Árvore da Vida (que é um mapa dos estados de consciência do ser humano). Não há nada que já não estivesse DENTRO do ser humano o tempo todo. Yeshua sabia disso, e o Deus (Keter) que ele pregava é um deus simbólico das arestas que devemos aparar em nós mesmos para atingir o nível de consciência divino. Em outras palavras, Jesus ensinou aos homens como se tornarem deuses (Yeshua era chamado de “O Portador da Luz” em algumas ordens cristãs primitivas… este nome… “Portador da Luz”, lembra alguma coisa para vocês?)..

Outra coisa que precisamos deixar claro é que, hoje em dia, a maioria das pessoas acha que Deuses eram algo como os x-men: criaturas fantásticas cheias de poderes que lançavam raios e trovões, voavam, acertavam flechas a quilômetros de distância e podiam transformar chumbo em ouro. Na verdade, fora dos círculos do povão, os Iniciados sempre souberam que os deuses nada mais são do que grandes egrégoras voltadas para a personificação de forças naturais. São Iniciações nas quais você aprende no Plano físico (Malkuth) a lapidar sua forma de pensar (Hod), sentir (Netzach) e intuir (Yesod) de modo a dominar os seus 4 elementos interiores para permitir o contato com o ser Crístico (e tem cético que acha até hoje que os quatro elementos da alquimia são literais… terra, ar, água e fogo).

Alegorias

Muitos dos ensinamentos da kabbalah são passados adiante através de alegorias, cujas chaves, imagens e desenhos são necessárias para se entender (e principalmente SENTIR) a mensagem que se quer passar. Para os obtusos que não conseguem enxergar nada além do Plano Material, estas alegorias nada mais são do que “contos de fadas”.

Tomemos um exemplo clássico: Todo mundo sabe que os alquimistas são capazes de “transformar chumbo em ouro“. Mas transformamos o chumbo do ego no ouro da essência. Vocês acreditam que outro dia no orkut um dos líderes de comunidades céticas estava em uma discussão exigindo “provas laboratoriais” da transformação de chumbo em ouro? Tem como ser mais patético do que isso?

Vamos pegar um outro exemplo, um conto de fadas clássico: “A princesa está aprisionada em um castelo ou masmorra, protegida por um dragão. Um cavaleiro de armadura reluzente vai até ela, derrota o dragão e salva a princesa, casando-se com ela e, como Rei e Rainha, são felizes para sempre”.

Isto nada mais é do que uma alegoria dentro da Kabbalah para demonstrar o caminho de um iniciado até estar purificado para receber o ser Crístico e tornar-se um boddisathva (ou iluminado, ou christos, ou mestre ascencionado ou qualquer outro nome que queiram dar para isso).

Dentro da simbologia, a princesa representa Yesod, nossa intuição, aprisionado na Pedra Bruta (que é o castelo ou masmorra, representando o plano material de Malkuth).

Através do cavaleiro, que SEMPRE tem uma armadura brilhante e representa todas as sete virtudes, personifica o SOL crístico (Tiferet) da beleza que vai trabalhar esta reforma íntima.

O Dragão representa os 4 elementos (além de ser uma serpente de asas, ele cospe fogo, voa pelo ar, nada na água e caminha sobre a terra) que, por sua vez, representa o caminho de evolução da consciência através das esferas de Hod (razão), Netzach (emoção) e Malkuth (físico), chegando até Tiferet (espiritual). A luta entre o dragão e o cavaleiro representa a essência divina sendo despertada e dominando cada etapa dos 4 elementos (material, intelectual, emocional e espiritual) até que a fagulha divina (princesa) é libertada e se casa com o cavaleiro (no chamado Casamento Alquímico – ver poema de William Blake e música do Bruce Dickinson de mesmo nome) e tornam-se Rei (Hochma) e Rainha (Binah), ultrapassando o Véu de Paroketh e escalando a Árvore da Vida. Falaremos mais sobre isso quando começarem os posts sobre Kabbalah.

Podemos lembrar também da história Perseu e Andrômeda, ou mesmo da alegoria católica para “São Jorge derrotando o dragão” e muitas, muitas outras.

Então, a moral da história é: enquanto as pessoas ficarem procurando por deuses fora de si mesmos, sempre existirá algum pilantra disposto a vendê-los e a dizer o que vocês podem e o que não podem fazer. O Oráculo de Delfos dizia “Conhece a ti mesmo, e conhecerá os deuses e as maravilhas do Universo”. E é disso que se trata a alquimia, astrologia e a kabbalah. Tornar-se você mesmo um deus.

Mas tio Marcelo, e os deuses?

Use os outros Deuses para obter sabedoria. Não os Venere (do latim Venerationem, ou “curvar-se à”), mas os Admire (do latim Admirationem, ou seja “exalte seus sentimentos”). Todos os deuses de todas as mitologias possuem histórias por trás deles e todas estas histórias trazem grandes ensinamentos.

Por outro lado, os deuses formam grandes e poderosas Egrégoras , cheias de energia para serem usadas por aqueles que sabem como acessá-las. Você acha mesmo que pessoas muito mais inteligentes que você iriam venerar um “deus de cabeça de elefante”? A alegoria de Ganesha (meu deus favorito, aliás) é uma das mais lindas e completas lições de vida que já encontrei nas mitologias. Um dia farei um posto apenas sobre ele.

Mas voltando ao assunto: então surge a grande questão “Se todos os deuses estão dentro de seus pensamentos apenas, mas todo pensamento é projetado no astral, então os deuses estão ao mesmo tempo no Universo e dentro de você”, o que nos remete ao Oráculo de Delfos novamente. Parece uma serpente mordendo a própria cauda…

Entendendo os ateus e céticos

Muitas pessoas, lendo esta coluna, devem achar que eu odeio os ateus e céticos ou sou o nêmesis deles, mas nada está mais afastado da verdade. Eu compreendo perfeitamente a posição na Árvore da Vida em que eles estão (da mesma maneira como também compreendo os fanáticos religiosos ou os místicos hippies ou os ateus materialistas).

Tem gente que deve imaginar até que eu e o Kentaro Mori somos inimigos mortais, mas a verdade é que às vezes passamos madrugadas inteiras batendo papo no msn e eu o acho um cara muito inteligente e muito gente boa. Ele tem me ajudado a bolar alguns parâmetros científicos rigorosos para experimentos em alguns laboratórios rosacruzes e eu tenho passado pra ele imagens, fotos e idéias que não tive tempo de pesquisar para ele me ajudar a descobrir se são hoaxs ou não.

Como o ocultista William Blake disse, “Sem opostos não há progresso“.

Todo ocultista é, obrigatoriamente, um cético. Se não for, vai virar um esquisotérico comprador de revistas de horóscopo, amigo dos gnomos de Além da Lenda, abraçador de árvores, entoador de mantras hippies, leitor de revistas de pink wicca e outras modinhas toscas, o que não os tornaria nem um pouco diferentes de um fanático religioso ou de um cético tapado.

Dentro da kabbalah, todos estes casos são desvios do Caminho do Equilíbrio (a título de curiosidade, caminho 25, Arcano XIV, a Temperança): Os materialistas puros (Malkuth), os misticóides (Yesod), os fanáticos céticos (Hod) e os fanáticos religiosos (Netzach). Todos os excessos dos 4 elementos que precisam ser equilibrados na alquimia!

Para entender um ateu, precisamos nos colocar no lugar dele, e acompanhar o desenvolvimento do termo ao longo da história: A partir de Constantino, a religião “oficial” de Roma passou a ser aquele “cristianismo frankenstein” que ainda vamos estudar, mas qualquer pessoa que não estivesse de acordo com a doutrina romana seria considerado um pagão (vindo do latim pagani, ou “pessoa do campo”) ou ateu (“que não possui deuses”).

Esta classificação era meramente filosófica, pois ambos deveriam converter-se ou iriam para a fogueira e nenhum dos dois tipos realmente acabava se convertendo.

No caso dos Pagani, a Igreja bolou formas de absorver, converter seus deuses em diabos e transformar datas festivas em datas católicas (vide 25 de Dezembro). No caso dos ateus, não havia muito o que se fazer a respeito. Uma das curiosidades é que, ironicamente, a imensa maioria das pessoas consideradas atheos pela Igreja encontrava-se dentro das fraternidades rosacruzes (os filósofos iluminados).

Por que “Iluminados”?

Porque dentro destas escolas de pensamento, considera-se que quem está no começo de sua trilha espiritual está “nas trevas da ignorância” e, conforme vai galgando os degraus do autoconhecimento e se lapidando, adquirindo cada vez mais “luz da sabedoria”, até que passa a irradiar esta luz para outras pessoas, ou seja, tornar-se iluminado.

Note que esta “luz” só aparece com muito esforço. Ficar sentado de cabeça baixa esperando alguém te iluminar vai te transformar apenas em uma pedra que recebe luz, mas o brilho precisa vir de dentro para fora, através da lapidação dos defeitos capitais (os tais “7 pecados” que eu vou esmiuçar em colunas futuras). A pessoa precisa “buscar” esta luz através do ceticismo e do ocultismo e, nesta jornada, torna-se um buscador. Note novamente a semelhança com a história de Prometeu/Lúcifer.

Voltando aos Ateus

Posso imaginar um ateu brasileiro como uma pessoa com inteligência acima da média, que tem entre 16 e 40 anos e morou no Brasil por quase toda a sua vida. Esta pessoa foi alimentada com bizarrices durante toda a sua vida: falaram para ele na escola que um sujeito colocou dois animais de cada espécie em um barquinho durante 40 dias para escapar da chuva, falaram que Deus criou o mundo em 7 dias, que a Terra tem 6000 anos de idade, que uma torre desmoronando era a responsável pelas línguas da Terra e por ai vai… e que tudo isso era “a palavra de Deus”. Mais tarde, jogam na nossa cara um Jesus-Apolo com uma história toda picotada e incompreensível e dizem que “ele morreu pelos nossos pecados” ou “morreu para nos salvar”. E pior, que se não acreditarmos nele, este deus bondoso e magnânimo nos lançará nas profundezas do inferno para sermos torturados pela ETERNIDADE.

Qualquer pessoa que tenha um mínimo de inteligência e cultura vai começar a questionar tudo isso.

As pessoas mais velhas, por terem passado 30… 40 anos ouvindo estas histórias em um período sem troca de informações (não havia internet) e onde a dominação educacional, moral e dogmática era MUITO mais pesada do que a nossa certamente terão muito mais dificuldades em largarem este pensamento. Temos de ter paciência e compreender a posição deles: eles nunca tiveram acesso ao conhecimento “oculto”.

Os mais jovens passam pelo estágio da negação: tendo uma inteligência acima da média, escutam essas coisas e assistem ao show de horrores e injustiças que é a cultura do dízimo e pensam “que merda é essa? Isso não pode ser sério!” e passam a se considerar ateus.

É o que eu considero um “ateu estágio 1”. A criação do não-Deus como resposta aos absurdos das Igrejas caça-níqueis. A imensa maioria do pessoal que eu conheço que se denomina “ateu” começa nesta posição.

A partir deste estágio, a pessoa pode se dividir em três categorias: as que adquirem uma revolta interior tão grande com isso que assumem uma forma mais agressiva de contestar esta religião, abraçando qualquer outra coisa que lhe apresentem apenas como resposta direta aos ataques dos crentes… O problema com isso é que estas pessoas geralmente são manipuladas por iniciados em NOX e Goetia para servirem de gado energético com seus “rituais satânicos” disponíveis na internet (um dia eu falo mais sobre satanismo sério) ou montam a sua “religião do não-deus católico” e saem por ai pregando. Esse pessoal, que costumamos chamar de “satanistas de orkut“, leram meia dúzia de livros do Aleister Crowley, não têm a menor idéia de como a ritualística funciona e geralmente são vampirizados e usados como baterias energéticas para iniciados de verdade das Fraternidades Negras.

A segunda categoria é a dos preguiçosos mentais, que decidem parar seu ceticismo por ai. Decidem que “todas as religiões são iguais, não preciso estudar nenhuma, ninguém presta, são todos picaretas e são todas iguais” e normalmente pensam o mesmo das ciências ocultas, fazendo uma mistureba com os charlatões, videntes e afins (e eu também nem vou culpá-los por isso, porque a coisa é realmente suína no ramo misticóide). Eles normalmente consideram efeitos espirituais como fraudes (e também não podemos julgá-los, já que a maioria das coisas que aparecem na TV é mesmo uma palhaçada), mas nunca se deram ao trabalho de buscar pessoalmente qualquer tipo de comprovação, seja para sim, seja para não. Desta categoria surgem os fanáticos-céticos.

Falar “Deus não existe” é, na melhor das hipóteses, uma demonstração de ignorância, arrogância e prepotência, que assumiria que o indivíduo estudou tudo o que há para ser estudado no planeta e, do alto do conhecimento total, poderia tecer algum comentário semelhante. Por outro lado, falar “Deus existe” quando esse “Deus” é aquela aberração fabricada pela Igreja Católica também é um contrasenso… Oh, a ironia.

E percebemos que o comportamento destes céticos é EXATAMENTE IGUAL ao dos fanáticos religiosos. Ambos são “donos totais da verdade suprema e absoluta incontestável”. Discutir com eles é tão ou mais perda de tempo do que discutir com um pastor evangélico.

A terceira categoria é a que eu respeito. Estes buscadores céticos estudam as outras religiões e filosofias (e por estudar não quero dizer “fuçaram na wikipedia”) e entendem os princípios de suas filosofias e doutrinas, chegando até mesmo a absorver e comparar seus ensinamentos sem se deter nos dogmas impostos (Não mentir, não roubar, não matar, ter ética…). Eles podem chegar à conclusão que “nenhuma das religiões que conheci até agora me serve” (esta resposta eu respeito) mas isso não os impede de continuar estudando e respeitando quem ainda não chegou neste estágio.

Eventualmente ele pode encontrar uma filosofia que lhe sirva, OU continuará uma eterna busca. O mesmo vale para os tais “fenômenos sobrenaturais” (e também pode ser estendido para as informações que eu coloco nesta coluna).

Eu, pessoalmente, acredito que não existe nada “sobrenatural”; existem apenas coisas “naturais” que a ciência ortodoxa não teve capacidade para explicar ainda. Incluindo os espíritos e a magia.

Alguns buscadores acabam chegando a um deus-pessoal, ou seja, o chamado EU SOU. Se basta ter um adorador para qualificar um Deus, se você adorar (do latim Adore, ou “conversar, conhecer”) a si mesmo, isto não configuraria o suficiente para classificá-lo como um Deus? Neste estágio, eles deixam de se tornar um “sem-deus” e se tornam a própria divindade, sem necessidade de procurar nada externo (olha o Oráculo de Delfos novamente, crianças).

O Deus-Ciência

Posso afirmar que o universo que conhecemos foi criado no Big Bang (sopro divino), que formou as galáxias, estrelas e planetas, todos compostos dos mesmos átomos originais, apenas combinados de maneira diferente. Os seres humanos são um amontoado de átomos provenientes desta poeira cósmica, que um dia morrerão e serão recombinados em outros átomos para formar outros seres humanos; assim “reencarnando”. Um dia, quando o universo parar de se expandir e passar a se comprimir, ele acabará no Big Crush e todos os átomos retornarão à origem (embora esta teoria ainda esteja sendo intensamente debatida entre os físicos).

Chame o Big Bang de “Deus” e temos: “O ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus, e um dia retornará ao criador. O homem é Deus”. E a Kabbalah se prova certa mais uma vez, mesmo no maior dos materialismos.

Non nobis, Domine, Domine, non nobis, Domine

Sed nomini, sed nomini, tuo da gloriam.

Marcelo Del Debbio

#Ceticismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/jesus-o-%C3%ADdolo-dos-ateus

Física Quântica não é muleta

Estava eu numa palestra sobre Hermetismo quando alguém, empolgado com as teorias do palestrante, emendou: “Isso aí é um pensamento quântico, não é?”

Estremeci dos pés à cabeça. Parece que o “vírus dos quanta” se espalhou irremediavelmente entre os esotéricos. Me sinto um pouco culpado, pois meu artigo sobre o filme Quem somos nós? é um dos mas lidos do blog, todo mês. Não, eu não mudei de idéia a respeito do filme, que continuo achando muito bom (com ressalvas, claro) pra expandir um pouco a visão para além do mundo rígido e materialista, que a física quântica nos ensina que, em certo nível, é IRREAL. Mas, pela primeira vez, procurei me colocar de fora, na pele de um apreciador do misticismo fast-food sem conhecimentos científicos, e percebi que o filme passa uma idéia bastante errônea de que os físicos quânticos estão endossando o esoterismo, quando NÃO ESTÃO!

Se perceberem bem no final do filme quem são os entrevistados, temos físicos sérios ao lado de pesquisadores amadores (como eu, sem especialização em nada), como um quiroprátrico e (acreditem se quiser) um “espírito guerreiro de 35 mil anos chamado Ramtha, canalizado no filme por J.Z. Knight”. Os que fazem essa ponte (física quântica = espiritualidade) são eles, e o sentimento geral é que TODOS fizeram isso durante o filme. Infelizmente o filme foi editado de uma maneira que um dos cientistas, o professor da Columbia University, David Albert, é – segundo ele mesmo – “profundamente não-simpático a tentativas de ligar mecânica quântica à consciência”, tendo explicado isso em frente às câmeras, em 4 horas de entrevista. “Se eu soubesse que seria tão radicalmente deturpado no filme, certamente não teria concordado em participar”. Os realizadores do filme se defenderam em uma carta aberta, onde deixam claro o caráter de auto-ajuda do filme, especialmente na frase: “Quando nós criamos Quem somos nós?, nós procuramos apresentar aos espectadores uma visão de mundo particular – um modo de ver a vida – que é diferente do que a maioria das pessoas têm adotado. Para fazer isso, nós entrevistamos um grupo de avançados cientistas. Mas nós nunca pretendemos que nosso fime fosse uma exaustiva visão geral da física quântica”. Pena isso não ter ficado muito claro no filme, que assumiu status de “documentário”.

Um dos problemas de interpretação da física quântica é o efeito do pesquisador no resultado. É chamado de “observador”: Na mecânica quântica, um sistema encontra-se indefinido até que um observador consciente realize uma medida, por ocasião da qual o sistema (aparentemente) “escolhe” um estado particular em que se apresentará. O problema é que o sistema pesquisado é tão pequeno, tão susceptível a interferências, que NÃO HÁ MANEIRA (até agora) de você chegar a uma estimativa precisa sem perturbar o sistema, mais ou menos como tentar localizar, lá no fundo do mar, a trajetória de um peixinho sem entrar na água. “Observador”, na mecânica quântica, tem o significado de dispositivo físico que faz a medida ou a interação entre dois sistemas, e não exatamente um observador com auto-consciência. Mas especula-se academicamente que até mesmo esses dispositivos fazem parte de uma cadeia que se liga à consciência do pesquisador, que causa indiretamente o colapso (o que não deixa de ter alguma razão, mais no aspecto metafísico do que físico, mas ainda são teorias, ok? Se formos extender esse pensamento a tudo, até mesmo a sua torradeira é um “observador consciente”).

Outro problema que deve ser bem esclarecido é o tal do “salto quântico”, que muitos esquisotéricos usam pra tudo! Segundo uma amiga física explicou:

“Quando um elétron dá um salto quântico não significa que ele sumiu… Ele esta lá ainda!

Não é o elétron que possui energia quantizada, mas sim o estado em que se encontra, o estado que chamamos de ligado. Os elétrons, quando estão num estado ligado, como por exemplo um átomo, possuem níveis de energia certos que podem ser ocupados. No caso de um átomo esse estado ligado permite que o elétron ocupe ‘órbitas’ mais ou menos definidas, que chamamos de orbitais atômicos. Ou seja, eles possuem energia bem definidas, ou quantizadas. Por isso nos desenhos de átomos vemos elétrons girando em seus orbitais (que pode não corresponder à realidade, mas dá uma idéia de como os elétrons se acomodam). O salto quântico é quando esse elétron perde ou ganha energia EXATAMENTE igual a energia necessária para ele passar para outra órbita possivel. Mas deve-se lembrar que elétrons não são partículas. Não é uma bolinha que “pula” para outra órbita. Ele é algo que possui características de partícula e de onda.

No caso dos elétrons não há mudança de massa, de densidade, ou perda de temperatura com o salto quântico. Ele salta de um nível para outro – quando se encontra em estados ligados – ganhando ou perdendo um fóton (luz), mas o que muda na estrutura do elétron?? Nada! Ele não perde massa, não ganha massa, não muda de “cor”, não fica mais quente…

Então não é o elétron que é quântico, mas os níveis de energia do estado ligado dele é que o são – quer dizer, estados de energia bem definidos. Por que as órbitas possiveis são quantizadas? Para garantir a conservação da energia, e é a explicação do porque o elétron não ‘cai’ no núcleo… Já que o núcleo possui carga positiva e exerce atração eletromagnética a carga negativa do elétron.

Um elétron livre, sem campos externos, pode assumir qualquer energia, então ele não faria salto algum…”

Dito isto, como se explicam cientificamente as “curas quânticas”, “terapias quânticas” ou “qualquer-outra-coisa quântica” que pipocam por aí em cursos e comunidades esotéricas? Estariam elas lidando com energias quantizáveis? Queria eu que coisas como o Reiki pudessem ser explicadas cientificamente, mas AINDA NÃO O SÃO! E temos de viver com isso, sem precisar inventar uma explicação pseudo-científica pra convencer pessoas relutantes, mesmo que seja por uma boa causa…

Os “fenômenos” aparentemente surreais da mecânica quântica ocorrem em sistemas muito, muito pequenos. Estamos tratando aqui de elétrons. Essa mecânica funciona muito bem pra ESSES sistemas, mas falha por completo ao tentar explicar objetos MACROS, como uma folha, uma cadeira ou uma galáxia. Para isso a física clássica, previsível, ou a relativística, de Einstein, ainda funcionam muito bem. Se quiserem fazer o teste, basta cuspir pra cima num ângulo de 90º. De acordo com a física quântica, há uma probabilidade desse cuspe assumir outra direção que não o seu rosto. Façam o teste e depois me digam qual das leis está valendo na SUA realidade.

Um documentário muito mais comprometido com a ciência e que possui uma linguagem bem moderna é o The Elegant Universe (O Universo Elegante), apresentado pelo físico Brian Greene (autor do livro homônimo). O primeiro episódio, O sonho de Einstein, trata exatamente das diferenças ao tentar explicar o mundo o micro e o macro.

#físicaquântica

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/f%C3%ADsica-qu%C3%A2ntica-n%C3%A3o-%C3%A9-muleta

O Mago e o Feiticeiro

Minha intenção aqui não é iniciar uma polêmica a respeito do significado desses dois termos segundo diferentes autores. Também não estou diminuindo o ofício de um ou de outro, seja qual for a definição utilizada. Aprecio a sua visão a respeito do tema, mesmo que ela seja diferente da que aqui apresento. Tampouco desejo estabelecer conclusões definitivas sobre o tópico. Esclarecidos esses pontos, partirei para uma análise cujo intuito é uma reflexão saudável, que não intenciona impor o “melhor caminho”, pois a via de cada um é totalmente pessoal.

Seja na magia tradicional ou na Magia do Caos, muito ouvimos falar em feitiços, sistemas, rituais, receitas ou fórmulas, que podem variar em denominações e níveis de complexidade na execução. Muitos rituais da magia tradicional são belíssimos e ricos em simbologia, sendo que há aqueles que podem demorar longas semanas ou meses, até que se alcance um importante objetivo. Na Magia do Caos é comum a utilização dos sigilos e servidores, que podem resolver alguns problemas simples com rapidez. O método ou o tempo de duração podem depender de inúmeros fatores, sendo alguns dos mais relevantes a dificuldade da operação e as entidades envolvidas.

Existem rituais e feitiços para praticamente tudo: amor, dinheiro, cura, só para citar alguns. No ocultismo você estuda as correspondências para saber quais cores, aromas, etc, atingem o inconsciente com mais eficácia, para aumentar as chances de sucesso de certa operação. Uma magia cujo tempo de preparação é mais longo também influencia diretamente em aumentar a confiança do magista para que seu objetivo se realize, o que é fundamental.

Na magia tradicional o enfoque geralmente está nos estudos das simbologias mais adequadas, o entendimento do aspecto filosófico e a aplicação de todos esses fatores no desenvolvimento de uma magia cerimonial altamente elaborada, que poderá influenciar tanto o mundo material como a mente, no momento em que as conexões da mente do mago com a mente do mundo são estabelecidas.

No caoísmo costuma-se realizar experimentos para saber qual tipo de método poderá ser empregado para cada indivíduo. Considerando-se que cada pessoa possui uma visão de mundo e uma experiência de vida diferenciadas, seria natural supor que as influências externas as afetam de modos diversos, mesmo que em alguns momentos isso possa ocorrer num nível sutil. O caoísmo explora essas sutilezas visando mais o resultado do que as explicações por trás do processo. Tais explicações podem ser exploradas numa busca de potencializar o resultado como um entendimento relativo, não com o objetivo de sistematizar essas diretrizes através da criação de um sistema absoluto e determinado que funcione para todos.

Acredito que tanto a metodologia da magia tradicional como a do caoísmo são admiráveis, e ambas possuem seu mérito. Há momentos em que as duas se relacionam, uma utilizando técnicas da outra. Novamente, a escolha de uma linha de magia depende completamente das inclinações da pessoa, e não porque amarelo é melhor que laranja ou uvas são mais gostosas que melancias. Eventualmente praticantes da magia tradicional podem concluir que realmente o amarelo seja mais eficaz que o laranja em dada ocasião (mesmo que o magista odeie o amarelo e a cor lhe traga lembranças ruins), e sejam capazes de montar diversos quebra-cabeças do mundo para explicá-lo. Mas como os caoístas enxergam a realidade mais como um caos dançante e livre do que como uma equação a ser solucionada, talvez não seja uma questão de definir se o mundo é redondo ou quadrado, mas de ter a consciência do formato da armação de nossos óculos que enxerga o mundo dessa maneira. No final, seria extremamente agradável se tudo fosse um quebra-cabeça dançante. Assim, as duas visões seriam reconciliadas, como deseja o Princípio da Polaridade do Caibalion.

Seja qual for a sua abordagem, há realização de feitiços em muitas linhas de magia, religiões e nos mais variados sistemas e subsistemas filosóficos, herméticos e na simpatia da esquina. Para a preparação de algo assim, alguns partem de uma abordagem mais pessoal e realização de testes; outros de técnicas mais gerais, cerimoniais e altamente filosóficas.

O problema começa quando passam a existir apenas duas opções que determinem a eficácia mágica:

1- Sua magia deu certo. Você foi bem sucedido.

2- Sua magia deu errado. Você falhou.

Muitos pensam que ser bem sucedido num grande número de feitiços torna a pessoa um bom mago. Isso não é verdade. Isso faz dela um bom feiticeiro. As duas áreas estão relacionadas, mas não são a mesma coisa. De modo análogo, a habilidade de ser rápido em cálculos não torna alguém automaticamente um bom matemático. Pode ser que um matemático seja meio lento em operações aritméticas, mas possua um raciocínio lógico fenomenal para enxergar padrões em diversas áreas da matemática e relacioná-las.

Ser bom em feitiços pode ajudar um mago, mas isso não é tudo. Não é nem o começo. O princípio é perguntar-se: “Em primeiro lugar, por que eu preciso de feitiços? Estou insatisfeito com o mundo? Ou comigo mesmo? O mundo precisa mudar? Ou eu preciso mudar?”.

Nós temos a tendência a pensar que somos o centro do universo e que o mundo existe somente para nos servir. Então quando as coisas não ocorrem conforme nossa vontade ficamos tristes ou furiosos, e desejamos alterar algo lá fora rapidamente, para que o “equilíbrio seja restabelecido”, como se o equilíbrio ideal fosse sempre a satisfação imediata de todos os nossos desejos.

Não estamos sozinhos. Nossa família, nosso círculo de amigos e nossa comunidade não são tudo o que existe. Além de bilhões de pessoas, há tantos outros seres vivos, substâncias orgânicas e inorgânicas que compõem a biosfera que, por melhores que sejam nossas intenções de realizar uma magia para ajudar a nós mesmos ou a alguém, seria um desafio além de nossas forças possuir a sabedoria absoluta que determinaria quais são as ações corretas e incorretas que estariam de acordo com um “equilíbrio do universo” – sendo que até este poderia ser um “equilíbrio dinâmico”, em constante mutação.

Sabendo que não possuímos a sabedoria infinita, seria lógico entender que, por essa razão, tampouco possuímos poder infinito. Isso geraria um desequilíbrio imenso. Ter poder sem a sabedoria para usá-lo seria um perigo para os outros e para nós mesmos.

Portanto, espero que da próxima vez que um feitiço seu não dê certo, você se sinta grato. Seria realmente terrível se você fosse capaz de sair por aí alterando todas as coisas do mundo conforme sua vontade. Sabedoria e poder nem sempre evoluem proporcionalmente em todos os graus que se almeja, como ocorreu na obtenção do poder das bombas, sem a sabedoria para usar adequadamente o conhecimento das reações nucleares. Sendo assim, certas capacidades adquiridas poderiam lhe trazer solidão imensa e outros efeitos colaterais. A natureza muitas vezes freia a eficácia de algumas magias suas realizadas sem a devida sabedoria, para sua proteção e segurança, mesmo que isso lhe traga insatisfação.

Muitos magistas se tornam obcecados com a realização de feitiços, a ponto de pensar que isso é tudo o que existe no campo da magia, ou que feitiços são a magia em si. Eles são somente uma das manifestações dela.

Alguns praticantes se frustram quando cometem muitos erros, principalmente no início, e logo concluem que magia “não existe”, que é “lenda”, “não funciona”, e acham que tudo o que fizeram foi bobagem ou perda de tempo. Há também aqueles que realizam um número espetacular de acertos logo em suas primeiras experiências e se empolgam muito. Mas ao sinal do primeiro erro perdem a confiança e começam a se questionar se tudo aquilo não foi apenas “coincidência”. Sua crença no processo é abalada, e a partir daí muitos erros ocorrem em sequência, como um efeito dominó.

Para ser um bom feiticeiro é altamente desejável ser um bom mago, embora um bom magista não precise necessariamente ser exímio em feitiços. O Mago compreende que ele não é um indivíduo isolado e que sua sabedoria não é infinita. Por isso, ele entenderá com serenidade que muitos feitiços seus não irão dar certo e nem devem.

Agora nós iremos ainda mais longe na análise. Um feiticeiro que acerte mais de 60% de seus feitiços é bom, certo? E um que acerte mais de 80% seria ótimo, correto?

Não é bem assim. Até mesmo no caso de feitiços, as coisas não podem ser medidas apenas em termos de acertos e falhas. Quando se realiza um processo mágico, o efeito obtido não é apenas um resultado concreto e facilmente mensurável. Você alterou a ordem de algumas coisas lá fora, e também dentro de si mesmo.

Um feitiço seu que falhe na esfera física poderá deixar uma carga residual positiva em sua mente que contribua para a eficácia de seu próximo feitiço, caso você tenha a compreensão de que é completamente natural haver falhas e que isso não depende diretamente da sua falta de habilidade. Há inúmeros fatores em jogo. Se ao não obtiver o que deseja você pensar “Não aconteceu porque afetaria negativamente em outras partes, então eu me sinto grato”, a carga residual irá lhe favorecer, então uma parte do feitiço funcionou, pela sua sabedoria em não carregar erros físicos para a esfera mental.

Para aqueles que não se dão bem com a aparente “roda da fortuna” dos feitiços, e que não desejam transformá-la numa “roleta russa”, que retire toda sua empolgação em praticar a magia, sugiro começar com processos mais simples e mais subjetivos, como rituais para fortalecer sua confiança e coragem.

Há naturalmente pessoas com mais facilidade em obter um maior número de “acertos mensuráveis” em feitiços, mas aqueles com dificuldades não devem se desanimar, pois nada que um treino intensivo e dedicado não resolva.

Mas talvez você não seja o tipo de “mago feiticeiro”. Embora tantos grimórios possam sugerir que essa é a única categoria de magista que existe, há outras possibilidades¹. Quem sabe você não se sinta confortável, emocionalmente e filosoficamente falando, com a realização desse tipo de magia. Há os magos que defendem que a realização de feitiços vai “contra seus princípios” de aceitar a realidade como ela é e não lutar contra ela, que seria uma filosofia mais ligada ao taoísmo e budismo.

Quando você muda sua atitude mental para se harmonizar com o mundo da forma que ele nos é apresentado, nem sempre precisa realizar uma alteração mais radical lá fora (que seria o wu wei, ação pela não ação). Já no caso do budismo, você não busca diretamente poderes supramundanos. Pode acontecer de esbarrar neles ao longo da meditação, e tê-los não é considero bom e nem ruim.

Então um mago que não realiza feitiços não realiza magias? Ele realiza. O Mago é um indivíduo capaz de executar a mais poderosa alquimia: a interna, com a alteração de sua percepção do mundo e de si mesmo. Através disso, ele poderá obter o poder mais fabuloso e cobiçado: a felicidade. E essa felicidade pode ser até mesmo a capacidade de entender que ele não precisa estar feliz em todos os momentos para ser feliz, por mais paradoxal que possa parecer essa afirmação (há quem chame essa “alegria pela transitoriedade da alegria” de bem-aventurança).

Em vez de fazer o vento parar, o Mago poderá ser como a rocha, que não se abala com o sopro do vento. Ou como a árvore, que pode até se dobrar, mas não se quebrar. Há acontecimentos que poderão derrubar o nosso corpo, como a própria morte, ou até tocar a nossa mente, mas o Mago não permitirá que atinja seu espírito.

Quando entendemos que nosso espírito não é só nosso, mas está em tudo, vemos que coisas como dinheiro, saúde, pessoas ou até mesmo a felicidade não nos pertencem para que possam ser agarrados ou aprisionados. Feitiços são formas de engaiolar o pássaro por mais algum tempo. Semanas? Anos? Décadas? Um dia irá alçar voo. O Mago não engaiola a felicidade. Ele aquieta sua mente para voar com ela.

[¹Para quem deseja um exemplo de uma magia não centrada nos feitiços, aqui nós trabalhamos com uma linha de fábulas que inspiram a vivência espiritual, técnica já utilizada em tantos livros sagrados. As fábulas se relacionam a grimórios que sistematizam a porção ontológica e mágica dos sistemas. No que concerne à mente, o limite é a imaginação. Para os que não entenderam como funciona, explicarei possivelmente no meu próximo post].

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-mago-e-o-feiticeiro

Curso de Tarot e História da Arte em São Paulo

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

Muita gente tem escrito emails pedindo mais detalhes sobre os cursos de Tarot em São Paulo nos dias 19 e 20 de Maio. Bem, em primeiro lugar, se vocês estão procurando um curso para aprender a “prever o futuro”, esqueçam; podem pular fora e procurar esses milhares de “tarólogos” que tem aos baldes por ai no orkut. O Tarot é uma ferramenta magística e de auto-conhecimento nobre demais para ser usada dessa maneira tão simplória.

No curso de Arcanos Maiores, utilizo 18 tarots diferentes. Estudamos cada um dos 22 Caminhos da Árvore da Vida e sua correlação simbólica e imagética com cada Arcano do Tarot. Observe as 5 figuras acima, do Mago. O que elas têm de semelhante? no que diferem? por quê? O que representam estes objetos? e as cores?

Começamos pelo Visconti-Sforza, do século XIII, que une a simbologia dos Trionfi renascentistas à estrutura da Árvore da Vida. Em seguida, o tradicional Tarot de Marselha (1560), Rider Waite (1909), Golden Dawn (duas versões), Tarot de Papus, Tarot Egípcio e Tarot de Toth (Crowley). Isto nos dá uma noção muito clara de como os Arcanos se desenvolveram ao longo da história da magia e quais são as principais escolas; suas diferenças e semelhanças.

Também estudamos o Tarot Mitológico, Sephiroth Tarot (cabalístico), Tarot de Lenormand (que originou o que se conhece por “Baralho Cigano” e o Tarot das Bruxas (usado pelas wiccas) e mais quatro ou cinco tarots modernos que eu vario de curso para curso para exemplificar a visão de outras culturas (celta, africano, dos orixás, etc). Somente com esta visão de conjunto é possível compreender a magnitude do tarot e as maneiras como ele pode ser utilizado em rituais e no seu altar pessoal.

Eu também ensino a fazer a leitura do Tarot tradicional, pelo método da Cruz Celta, mas normalmente quando se chega nessa parte do curso, a maioria dos alunos já percebeu que existem usos bem mais interessantes e poderosos do tarot do que apenas o de fazer leituras.

Arcanos Menores

No curso de Arcanos Menores, eu recomendo que a pessoa tenha feito Kabbalah primeiro e, se possível, Astrologia Hermética, pois os Arcanos Menores são praticamente um curso intermediário destas matérias.

É possível fazê-lo sem ter estes pré-requisitos, mas como CADA Arcano Menor é a representação de uma Sephira de um Elemento (10 esferas x 4 elementos = 40 Arcanos menores) e ao mesmo tempo a combinação de um Planeta em um Signo, a compreensão de todo o conjunto da obra hermética, alquimista e astrológica se faz com os 3 cursos (ex. O “Dois de Bastões” é Hochma na Árvore do Fogo/Marte em Áries e os Arcanos da Corte são as energias intermediárias do Zodíaco: Áries-Touro é o Cavaleiro de Moedas, Escorpião-Sagitário é o Rei de Bastões/Ofiúco, e assim por diante, totalizando 12 Arcanos + as 4 Princesas/Pagens, que são as energias elementais puras).

Como a maioria dos tarots utiliza a representação literal nos menores, eu utilizo cinco decks para o Curso de Arcanos Menores (Marselha, Rider-Waite, Mitológico, Crowley e Sephiroth).

Informações e Reservas: marcelo@daemon.com.br

#Cursos #Tarot

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/curso-de-tarot-e-hist%C3%B3ria-da-arte-em-s%C3%A3o-paulo

Breve Introdução à Magia (Parte 1)

Por: Colorado Teus

Satisfação,

venho expôr minha visão sobre como funciona magia na prática, principalmente sobre aquilo que pode ajudar a pessoa no desenvolvimento de seu Auto-controle. Tentarei expor tudo da maneira mais cética que eu puder. Este material é a base para entender os textos e trabalhos do grupo Queremos Querer.

Primeiramente, o que é magia?

Isso não é algo fácil de se definir, pois magia envolve energias que estão até mesmo em planos acima do espaço onde as definições nascem, então, qualquer definição que eu der abrangerá apenas a sombra, ou o reflexo, do que ela realmente é. Porém, como precisamos de algo para começar, vou tentar falar um pouco de como a experimento em meu dia a dia.

Uma definição inicial é que “Magia é um ato intencional que acontece em um plano/mundo que é capaz de afetar outros planos/mundos diferentes. Isto envolve uma pessoa manipulando um conjunto de fatores responsáveis pela interconexão entre estes planos.”

O objetivo desta apostila é falar um pouco destes mecanismos de interconexão entre planos, para tentar diminuir um pouco o misticismo sobre a magia, tornando-a uma ferramenta muito útil para o autocontrole e até mesmo para o controle sobre uma parte mundo exterior.

O que vemos hoje nas escolas e faculdades foi, por muito tempo, o que chamavam de Magia em épocas passadas; os magos eram filósofos, engenheiros, físicos, médicos, matemáticos, químicos e, dentre muitas coisas, uma maior: buscadores da Verdade. Muitos sabem que conhecer a Verdade é uma utopia, mas o que é utopia senão algo que nos ajuda sempre a continuar caminhando? Como vemos na primeira figura, temos o mundo, como normalmente é visto, e suas engrenagens, que só podem ser enxergadas por quem passar por um véu que os separa.

Claro que muitos vão falar que estou forçando a barra em afirmar que um engenheiro é um mago, mas, olhando para a ideia de magia citada pouco acima, não o é? Ele não é alguém que busca ideias no mundo racional e traz para este mundo, transformando-as em fortíssimas construções, capazes de aguentar até mesmo tempestades? Ou só o trabalho braçal (sem alguém que pense e planeje previamente) é capaz de fazer isso? Talvez, se você pegar um monte de coisas sem escolher e empilhá-las aleatoriamente pode até ser que consiga algo firme, mas se pensar, ou seguir um método já testado por outro, terá muito mais chances de conseguir bons resultados.

E o contrário é possível? Quando você lê um livro (o livro, as palavras estão no mundo físico) ele é capaz de modificar sua mente, mudar suas bases de raciocínio e alguns de seus processos de escolha; aqui temos uma das grandes chaves para o controle da própria mente, mas vou explicá-la um pouco melhor depois.

Então até aqui tivemos ideias capazes de modificar o mundo físico e coisas feitas no mundo físico capazes de modificar o mundo das ideias; mas note que nenhum deles trabalha isoladamente. Foi necessário uma pessoa no mundo físico agir para que a ideia causasse uma alteração no mundo físico, assim como foi necessário uma pessoa ler (a leitura se passa primeiro na mente) o que estava escrito no livro, para que o que ali estava escrito pudesse ir para o mundo das ideias. Então temos o que é um mago:

O Mago é um canal de comunicação entre diferentes mundos (como vemos representado na imagem acima, ele pega algo da terra e ‘joga’ para algo superior ou vice-versa), ele é um meio de passagem, um medium. Mas só se considera Magia quando a comunicação é estabelecida de maneira intencional.

Quais são estes diferentes planos/mundos? Como estas comunicações podem ser feitas? Por que um ser humano consegue fazer isto? Existem sistemas para melhorar estas comunicações? Estas são perguntas com infinitas respostas, contudo indicarei algumas que uso no meu dia a dia.

Uma das maneiras para começar a entender racionalmente como é possível existir diferentes planos de existência é entendendo a equivalência massa-energia, E=mc², fórmula cuja descoberta é atribuída a Albert Eistein. Este “E” da fórmula é uma energia que pode ser entendida como energia em potencial a ser obtida de uma certa massa “m”, como se fosse uma “energia parada”. A ideia aqui é que se fossem quebradas todas as ligações possíveis entre células, átomos e partículas subatômicas, até virar um campo eletromagnético, um corpo de massa “m” teria esta energia total “E”, cuja relação se estabelece proporcionalmente ao quadrado do valor da velocidade da Luz. Simplificando, é possível converter matéria em energia, o que não é exatamente uma conversão, pois matéria é energia em um dado intervalo frequencial.

Então, para entender os diferentes planos pensando desta forma, é bom termos uma ideia de como as energias se comportam. A luz é um campo eletromagnético e sua energia se comporta da seguinte maneira de acordo com a Mecânica Quântica: E= h. f, em que “h” é uma constante (de Planck) e “f” uma frequência associada àquela energia. De acordo com a variação da frequência (normalmente medida em Hz) em determinadas faixas, variam também os diferentes objetos que podem captá-la. Vai aqui uma pequena lista:

Eis uma experiência bem legal para mostrar como a própria matéria pode assumir diferentes frequências: pegue diferentes sais minerais e faça uma solução com água (LiCl, BaCl2, NaCl, CuSO4, CaCl2, KCl etc.) e borrife no fogo. Você verá que a cada vez o fogo ficará, por alguns instantes, de cor diferente, sempre a mesma para um certo tipo de sal (a luz emitida tem relação com a mudança de níveis eletrônicos do elétron da camada de valência). Para quem não conhecia, este é o mecanismo para fabricação de fogos de artifício coloridos.

Vale notar que a frequência varia de 0 a infinito, logo, são infinitas as maneiras como as energias podem se apresentar. Mesmo de 0 a 10KHz existem infinitas frequências diferentes. E já que eu estava falando do mundo das ideias, poderíamos indagar onde ele estaria. Eu diria que bastante à direita deste gráfico, mas o quão à direita ninguém consegue dizer ainda com precisão.

A maioria das pesquisas atuais se baseiam em tentar achar as regiões de neurônios que são ativadas com certos tipos de ideias, como um mapeamento; mas não se sabe como eles são ativados, o que é o gatilho que provoca as primeiras descargas para começar a ativação de uma região; tratam como se fosse sempre um processo de muitos reflexos, simples ação e reação dentro do próprio cérebro, o que tiraria a possibilidade do homem de tomar diferentes atitudes (conscientemente) em relação a repetidos acontecimentos sem modificar a estrutura de neurônios antes; como se tudo se pautasse simplesmente na mecânica por trás das ligações entre neurônios.

Algo interessante de se lembrar neste momento é que toda corrente elétrica gera um campo eletromagnético, assim como campos eletromagnéticos podem gerar correntes elétricas quando se varia o fluxo magnético em relação a um condutor (eis o princípio da geração elétrica da maioria das usinas que transformam energia mecânica em elétrica). É uma boa especulação pensar que sejam campos eletromagnéticos variando que ativam o gatilho dos primeiros pulsos elétricos, mas é especulação 😛

Na minha opinião, é exatamente a capacidade de inovação do homem que o faz um ser único e diferente. Dizem que “nada se cria, tudo se copia”, mas eu discordo, pode-se copiar algumas partes de muitas coisas, mas nem tudo é copiado, nem tudo existia na natureza. Um exemplo de algo que foi primordial na evolução do homem, que foi totalmente novo para a natureza, foi o domínio do fogo. O fogo sempre foi destruição, algo que machuca, nenhum animal jamais utilizou o fogo para seu bem, sempre se tentou evitá-lo. Mas o homem não, algum incrível corajoso resolveu chegar perto daquele perigoso desconhecido e dominá-lo com sua inteligência e consciência, utilizando algum método que não fosse a própria carne, como um graveto, provavelmente. Essa coragem de enfrentar o desconhecido, esse querer, é que fez do ser humano um ser diferente capaz de dominar coisas antes inimagináveis. Então eu pergunto, de onde vem essa coragem, esse querer?

À partir do momento em que alguma tribo dominava o fogo, havia uma grande diferenciação entre esta e as que somente dominavam o material. Com o fogo foi possível matar bactérias e vermes que infectavam alimentos ao cozinhá-los, produzir armas mais poderosas, afastar grandes animais e muitas outras coisas que deram grande vantagem evolutiva às tribos dos que o dominavam. Quando eu falo de evolução falo exatamente de domínio sobre a vida, de controle sobre o que chega até a pessoa e do controle sobre si próprio, para superar a incapacidade de perfeita regeneração do corpo biológico humano (busca que muitos chamavam de “busca do Elixir da vida longa”), de superar aquilo que a separa dos seres utópicos.

Bom, esta diferenciação marca a primeira divisão que fazemos sobre os diferentes mundos possíveis: Yin e Yang, a Terra e o Fogo, o que está no físico e o além do físico, o responder aos puros reflexos físicos e o querer ir além disso para ter domínio sobre sua própria vida. Este querer é representado na primeira imagem deste texto pelo bastão que o ser segura, no qual ele se apoia para conseguir ir além do mundo comum, para conseguir enxergar os diferentes mecanismos que podem ajudá-lo a evoluir.

Para concluir este primeiro texto, ressalto a ideia de magia por trás da história do Fogo, o ser que o dominou foi o veículo pelo qual a Coragem se manifestou no mundo físico; se ele, e todo o resto, tivesse deixado seus reflexos animais prevalecerem e tivesse corrido do fogo, o mundo não seria como é hoje.

“Eu gosto do impossível, pois lá a concorrência é menor.” Walt Disney

Vai dar certo!

#MagiaPrática

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/breve-introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-magia-parte-1

Abolição da Noção de Pecado

Psicologia do Liber Al: pt3 -Abolição da noção de pecado

A fórmula desta lei é: Faça o que quiser. Seu aspecto moral é bastante simples em teoria. Faça o que você que não significa dizer faça o que desejar, embora implique esse grau de emancipação, que já não é possível dizer a priori que uma determinada ação é “errada”. Cada homem tem o direito – e um direito absoluto – para cumprir sua Verdadeira Vontade “.

-Aleister Crowley, “The Method of Thelema”

Em Thelema, alguém está prescrito para “Fazer o que queres”, e vimos que essa vontade, para ser considerada como “pura” e “perfeita”, deve ser realizada com energia incansável, sem levar em conta o propósito, e sem luxúria por resultado. Um outro desvio ou véu da “vontade pura” é a moral convencional e, em especial, a noção de “pecado”.

Nos termos judaico-cristão-islâmico, o mundo é geralmente visto em termos de bem e de mal, com ações “boas” sendo as que aderem às leis específicas estabelecidas em qualquer livro que seja sagrado e “malvado” sendo o afastamento de tais leis. Thelema é uma filosofia ou um ponto de vista que Nietzsche teria chamado de “além do bem e do mal”. A única restrição em Thelema é restringir ou ser desviado da própria vontade. De fato, a linha logo após o aforismo “Faça o que quiser será a totalidade da Lei” é esta:

“A palavra de Pecado é Restrição”¹

Crowley explica isso sucintamente, dizendo que esta “é uma declaração geral ou definição de pecado ou erro. Qualquer coisa que liga a vontade, a impede ou a desvie, é pecado. “² Aqui está uma visão completamente nova da ética em que o único” mal “é desviar de si mesmo ou, com mais precisão, de sua vontade.

Psicologicamente, quando se desvia dos seus verdadeiros impulsos internos, surge um conflito que geralmente é conhecido como “neurose”. Carl Jung define os distúrbios nervosos como “consistindo principalmente em uma alienação de seus instintos, uma separação da consciência de algum princípios básicos fatos da psiquê “.³ Geralmente, quando ocorre uma ação, pensamento ou tendência surge dentro de alguém e esta é contrária à visão atual que sua sociedade (ou religião) entende o que é” certo “(o “superego” de Freud), a psiquê tende a suprimir e evitar que esses aspectos desagradáveis apareçam na mente consciente. Embora esses pensamentos (por exemplo, para um cristão, o pensamento de realizar um ato homossexual) podem não parecer conscientemente para a pessoa, a mesma tendência exata ainda está dentro do subconsciente e ainda exerce sua influência. Esta supressão de uma tendência natural que tenta adequá-la às expectativas societárias de conduta é a base da “repressão” psicológica.

Em Thelema, essas repressões são entendidas pelo que elas são: repressões das inclinações naturais de um indivíduo. Portanto, se a única lei é fazer o que tu queres,a repressão artificial de si mesmo levaria a uma desastrosa divisão da psiquê e, portanto, à própria vontade. Se o Indivíduo está se desviando da própria vontade quando está criando uma divisão basilar em si mesmo então estará criando “vontades múltiplas” que divergem e conflitam – o que é fundamentalmente uma separação do consciente (com suas muitas noções arbitrárias de “certo e errado”) do inconsciente e instintivo. Thelema reconhece que todos os desvios dessa vontade única, incluindo todas as repressões do instinto natural para se conformar com noções artificiais de conduta moral, levará à repressão, o que conduz inevitavelmente à neurose. Crowley escreveu: “Os thelemitas são ‘nascidos três vezes “; 4 aceitamos tudo pelo que é, sem “a “luxúria por resultados”, sem insistir em coisas que se adaptem aos ideais a priori ou lamentando quando falham em serem assim. Podemos, portanto, “gozar” todas as coisas de sentido e num manter o êxtase de acordo com sua verdadeira natureza”. 5

Uma das aplicações mais evidentes deste dito que “a palavra do pecado é restrição” é em relação à moralidade sexual. Toda religião, sem dúvida, teve inúmeras restrições sobre a vida sexual, especialmente para as mulheres. Liber AL vel Legis proclama que, não só “todo homem e toda mulher … uma estrela”, 6 mostrando sua igualdade essencial, mas, além disso, está escrito para “Também, tomai vossa fartura e vontade de amor como quiserdes, quando, onde e com quem quiserdes! “7 Esta linha é estranhamente profética da Revolução Sexual que ocorreu no final da década de 1960, mais de meio século após a redação do Liber AL vel Legis, e também a pesquisa inovadora sobre o sexo por Alfred Kinsey na década de 1940 . Não há restrições,nem mesmo quanto às relações de amor que podem ser consideradas como expressões de homossexualidade, masoquismo ou sodomia, pois, a partir do ponto de vista do Thelemita, uma coisa é “errada” apenas na medida isso desvia da Verdadeira vontade. Como Crowley diz: “Não temos o direito de interferir com qualquer tipo de manifestação do impulso sexual por motivos a priori” 8.

Crowley escreve: “O amor sob vontade” é a lei. Nós nos recusamos a considerar o amor como algo vergonhoso e degradante, como um perigo para o corpo e a alma. Recusamo-nos a aceitá-lo como a rendição do divino ao animal; para nós, é o meio pelo qual o animal pode ser feito a Esfinge Alada que deve levar o homem para a Casa dos Deuses “.9 O instinto sexual foi reprimido sem piedade nas religiões do passado e muitas vezes foi criticado como animalesco ou pecaminoso. Thelema transforma essa idéia de cabeça para baixo ao dizer que não só o sexo não é vergonhoso ou degradante, é a função natural de um ser humano e, se for de acordo com sua verdadeira vontade, eles deve expressá-la (e não de acordo com algum conjunto de regras pré estipuladas).

Crowley resume todos esses sentimentos quando ele proclama: “Deveria ficar bem claro com as observações precedentes de que cada indivíduo tem um direito absoluto e exequível de usar seu veículo sexual de acordo com seu próprio caráter e que só ele é responsável por si. “10 Psicologicamente, esta é uma rota saudável a tomar, pois “a repressão sexual leva à neurose e é a causa da inquietação social “11. Alfred Kinsey encontrou em sua pesquisa sobre a sexualidade que “o desejo sexual é um desejo básico e biológico, impulso ou instinto que exige satisfação … se a unidade sexual (do sexo masculino) tiver negado nos canais legítimos, encontrará satisfação em ilegítimos” (ou seja, estupro, abuso sexual de crianças, etc.)”, a repressão do desejo sexual pode levar a problemas físicos ou doença mental e “neurose” especialmente nas mulheres … [e] a necessidade de sexo é tão básica quanto a necessidade de alimentos “.12 Neste prisma, parece que Thelema nos deu uma estrutura adequada para agir sem medo de “doenças físicas ou mentais ” derivadas de nossas inclinações sexuais.

Essencialmente, proclamando “a palavra do pecado é restrição”, Liber AL vel Legis diz que toda restrição ou repressão da vontade é o único “mal” ou “pecado”. 13 Sabemos que “a repressão da satisfação natural pode resultar em além de vícios secretos e perigosos que destroem sua vítima porque são aberrações artificiais e não naturais “.14 A idéia de restrição se estende, obviamente, além da moral sexual, mas tem repercussões claras e óbvias nesse assunto e, portanto, era necessário entrar nesse aspecto específico em detalhes.

Sinceramente, os adágios de “Fazer o que você quer” e “a palavra do pecado é a restrição” se aplicam a toda a moralidade. A citação que começa este capítulo explica sucintamente isso, em termos simples, que “já não é possível dizer a priori que uma determinada ação é” errada “. Cada homem tem direito – e um direito absoluto – de cumprir sua Verdadeira Vontade”. Crowley escreve ainda que “não há” padrões de direito “. Ética é disparate. Cada Estrela deve seguir sua própria órbita. Para o inferno com “princípio moral”; não há tal coisa “.15 Nesse sentido, Thelema mostrou que não existe um padrão absoluto de certo e errado; Existe apenas um padrão relativo de certo e errado em relação à natureza e circunstância que sãp únicas de cada pessoa – sua vontade única.

“Na realidade, o bem e o mal não são diferentes uns dos outros. “Bom” e “ruim” são apenas termos convencionais. Dependendo de como é usado, o mesmo pode ser “bom” ou “ruim”. Tome, por exemplo, essa luz da lâmpada. Por causa da sua queima, somos capazes de ver e fazer várias benesses; Este é um modo de usar a luz. Agora, se você colocar os dedos nele, eles serão queimados; Esse é outro modo de usar a mesma luz. Portanto, é claro que uma coisa se torna boa ou ruim de acordo com a maneira como a usamos. O mesmo acontece com a virtude e o vício. Em termos gerais, o uso adequado de qualquer das faculdades de nossa mente e corpo é virtude, e seu uso indevido é o vício “.

-Swami Vivekananda

Crowley, Aleister. Liber AL vel Legis, I:41.

2 Crowley, Aleister. The Law is For All, I:41.

3 Jung, Carl. “The Soul and Death” from Collected Works of C.G. Jung, volume 8: The Struture and Dynamics of the Psyche, par. 808.

4 Uma refencia thelemica para as categorias ‘nascido’ and ‘renascido’ como elucidade por William James em seu livro The Varieties of Religious Experience.

5 Crowley, Aleister. The Law is For All, II:22.

6 Crowley, Aleister. Liber AL vel Legis, I:3.

7 Crowley, Aleister. Liber AL vel Legis, I:51.

8 Crowley, Aleister. The Law is For All, I:51.

9 Crowley, Aleister. The Law is For All, I:51.

10 Crowley, Aleister. The Law is For All, I:51.

11 Crowley, Aleister. The Law is For All, I:52.

12 Cablan, Pat & Caplan, Patricia. The Cultural Construction of Sexuality, p.72.

13 Mas, há de se notar que em Thelema, a noção de “pecado” nunca chega na definição que os Cristão ou Muçulmanos pois não há o Pecado Original nem o Julgamento das suas ações no outro mundo.

14 Crowley, Aleister. The Law is For All, I:51.

15 Crowley, Aleister. The Law is For All, II:28.

16 Vivekananda, Swami. Conversation: Saturday, January 23, 1898. Recorded in Bengali by Surendra Nath Sen in his private diary. Complete Works, vol.5: 337.

Link texto original: https://iao131.com/2013/02/26/psychology-of-liber-al-pt-3-the-notion-of-sin-abolished/

Tradução:Mago implacavel

Revisão: (não) Maga patalógica

#Thelema

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/aboli%C3%A7%C3%A3o-da-no%C3%A7%C3%A3o-de-pecado

Como perdoar um adultério

Há uma belíssima história do Novo Testamento que fala sobre a manhã em que Jesus foi apresentado a uma mulher que havia supostamente traído o seu marido. Quem a trouxe foram os judeus escribas e fariseus, isto é, que estudavam e aplicavam as leis da época. Segundo a legislação, ela deveria ser apedrejada até a morte.

No entanto, o texto diz, em João 8:6, que os fariseus o tentavam a dar o seu próprio julgamento, a fim de que o pudessem acusar… Ora, se Jesus concordasse com as leis judaicas, estaria contrariando as leis romanas, que não consentiam com punição tão severa. Se, no entanto, defendesse uma punição mais branda, estaria contrariando, supostamente, as leis estabelecidas por Moisés.

A reação do Rabi da Galileia foi, como sabemos, de uma sabedoria profunda. Após se inclinar sobre a terra e escrever algumas palavras com o dedo, sem dúvida deixando todos em sua volta confusos, mas também fazendo com que tivessem tempo de refletir, ele simplesmente respondeu:

“Aquele entre vocês que esteja sem pecado, que atire a primeira pedra”.

A análise literal deste trecho já é bela por si só, mas será possível alcançar uma compreensão mais profunda desta história?

Surpreendentemente, eu fui encontrar esta interpretação aprofundada não no cristianismo, mas no sufismo, a vertente mística do Islã, e que considera Jesus um de seus profetas. Foi da boca de um mestre sufi que eu conheci esta história:

Na doutrina sufi, há sete níveis de consciência, como que gradações que marcam o caminho da animalidade até a união mística com Deus. Quatro desses níveis são tão avançados que pertencem basicamente aqueles que já estão em seu caminho de iluminação espiritual. Os três demais, no entanto, são comuns no mundo todo, e são exatamente estes que são retratados na história de Jesus e da mulher adúltera.

“Mas, espera aí, quer dizer que essa história é só uma metáfora, que nunca ocorreu de verdade?” – você pode perguntar, e a realidade é que, para muitos sufis, assim como para muitos místicos, não faz tanta diferença se a história “ocorreu de verdade”, há cerca de dois mil anos, exatamente como descrita nos textos sagrados; o que mais importa, no final das contas, é o que esta história, assim como tantas outras narrativas esotéricas, podem nos ensinar hoje, neste momento, nesta vida. Em outras palavras, os místicos não querem provar nada a ninguém, exceto a eles mesmos…

Voltando a explicação sufi, os três níveis de consciência, ou três “eus”, que são retratados neste trecho de João são:

Nafs ammara (o eu animal, ou que induz ao mal)

Esta é a condição básica de todo ser humano ainda desconectado de sua própria essência e, dessa forma, da essência divina da própria realidade. Sem condições de controlar sua própria animalidade, é “arrastado” por ela para aqui e acolá, de modo que a satisfação dos desejos do ego se torna o principal objetivo da sua existência.

Porém, como o ego jamais pode realmente ser satisfeito, neste nível de consciência os seres passam por grandes conflitos e angústias, e raramente conhecem reais momentos de paz.

Na história bíblica, este “eu” é representado pela mulher adúltera, que “vive no pecado”. No entanto, como veremos em seguida, é exatamente este nosso aspecto mais obscuro o que tem o maior potencial de elevação, de reforma, de depuração, de melhora.

Vale lembrar, é claro, que todos os personagens da história se referem a aspectos de nós mesmos, o que significa que nós somos ao mesmo tempo tanto a mulher adúltera quanto os demais “eus” presentes na narrativa.

Nafs lawwama (o eu acusador)

Neste nível, a consciência alcança um entendimento intuitivo profundo do que é “certo” e “errado”. Porém, é preciso destacar que esta noção vai além da mera legislação humana, e se encontra arraigada no próprio coração de cada ser.

Há uma passagem belíssima da poesia de Jalal ud-Din Rumi, um grandioso poeta sufi, que diz assim:

“Além das ideias de certo e errado existe um campo, eu lhe encontrarei lá”.

Quem nos encontrará lá é o Amado, isto é, Deus, ou o alvo final de toda esta milenar caminhada espiritual. Não é da noite para o dia, obviamente, que conseguiremos nos elevar “além das ideias de certo e errado”, e viver no bem naturalmente, sem que precisemos de leis para nos colocar nos trilhos…

Até lá, corremos o risco de nos tornarmos acusadores tenazes, a focar nosso julgamento inteiramente nos outros, e não em nós mesmos. É daí que nasce o fanatismo religioso, que absolutamente nada tem a ver com o misticismo ou com a verdadeira religião; enfim, que afasta, e jamais aproxima do Amado.

Dito isso, é fácil identificar como os fariseus representam este estado de consciência. Estão inteiramente dentro da lei, é verdade, mas ainda não conseguirem ir além dela. Ainda não conseguiram chegar ao real conceito de perdão, e por isso acusam os demais, pois são incapazes de perdoar a si mesmos.

Assim, todos nós que carregamos todas essas culpas nos sótãos da consciência somos também como os fariseus, incapazes de perdoar nossos pensamentos adúlteros.

Nafs mulhima (o eu inspirado)

Aqui a consciência finalmente abre sua janela para a luz eterna que banha a tudo o que há desde o início dos tempos. E, ainda que a fresta aberta ainda seja tão pequena, e ainda que os ventos volta e meia façam a janela voltar a se fechar, fato é que a visão de tal luz é inesquecível, e não há caminhante que não se lembre deste momento, para sempre.

A resposta de Jesus, “atire a primeira pedra quem estiver sem pecado”, é ao mesmo tempo um exemplo da inspiração que chega de algum outro mundo, uma ideia genuinamente nova, e um testemunho de que o caminho de ascensão da consciência é árduo e muito, muito longo…

Nós, que trafegamos ao mesmo tempo por esses três níveis de consciência, certamente temos de levar em consideração que por muito tempo ainda viveremos no pecado. Mas isso não deveria ser motivo para cairmos no pessimismo ou na falta de ânimo.

Pois se foi o próprio Rabi quem disse que dia virá que faremos tudo o que ele mesmo fez, e ainda muito mais, isto significa que nós também poderemos um dia chegar aonde ele chegou, e assim, olhar para nossa pobre mulher adúltera e lhe dizer, conectados a luz que cintila em tudo que existe:

“Ninguém lhe condenou, e eu também não lhe condeno. Vá, e não peques mais”.

É assim que nos perdoamos, que domesticamos nossa animalidade, e que nos tornamos aptos a um dia, finalmente, encontrarmos aquele tal campo onde veremos o Amado, face a face.

***

Crédito da imagem: Cena de A última tentação de Cristo

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

Ad infinitum

Se gostam do que tenho escrito por aqui, considerem conhecer meu livro. Nele, chamo 4 personagens para um diálogo acerca do Tudo: uma filósofa, um agnóstico, um espiritualista e um cristão. Um hino a tolerância escrito sobre ombros de gigantes como Espinosa, Hermes, Sagan, Gibran, etc.

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#Cristianismo #Jesus #Rumi #sufismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/como-perdoar-um-adult%C3%A9rio

Avisos de um Sacerdote de Lúcifer!

@MDD – Mais pérolas luciferianescas de internets… texto tirado da página de algum sacerdote satanico pandemônico qlifótico da vida… os erros grotescos de português são do próprio texto, eu dei ctrl-c-ctrl-v. Divirtam-se…

Talvez você esteja falando eu já fiz um pacto e não obtive resultado, por tanto lhe a firmo que você não fez um Pacto como deve ser feito, para que um pacto seja eficáz, você precisa ser aceito por Lúcifer, ou seja você precisa passar por um processo de aprovação, a partir dai, você sendo aceito, então você terá que ser oferecido como Filho(a) só depois deste procedimento você poderá dar inicio ao seu pacto!!

@MDD – Mas se todos afirmam que os pactos não funcionam, e cada sacerdote que a gente vê na internets fala que é o único e legítimo e os pactos de nenhum funcionam, então Lúcifer está sacaneando a galera. E se Lúcifer sacaneia você e você se ferra, ele vai para onde? para o Inferno?

O pacto é composto de 3 rituais, sendo um a cada 07 dias, após estes 03 rituais o seu pacto estará completo, ter um pacto completo não significa ficar rico no dia seguinte, mas sim ter um acordo, um Aliado, um Deus para lhe dar apoio em tudo e qualquer coisa que voce desejar fazer. Em muitos casos, alguns filhos, em apenas seis meses já obtiveram resultados que levariam uma vida inteira para conquistar sem ajuda de Lúcifer!!

@MDD – UM DEUS ?!?!?!?! UM DEUS ?!?!?!? Meu, fala sério. Como é que eu vou fazer um pacto com o diabo e recebo um deus na minha vida?

Os rituais do pacto podem ser feito na sua própria casa, apartamento ou em outro local, que voce tenha privacidade e muita tranquilidade para fazer.

Um pacto é sigiloso, é uma acordo entre voce e Lúcifer, após um pacto concluido não se pode sair falando para todos que se tem um Pacto, esta é uma das regras a serem cumpridas, o sigilo de um pacto é para garantir que voce não seja descrimido(a) por uma sociedade injusta e muitas vezes hipócrita, por não ter a coragem de mudar toda uma existência de vida para melhor, mas descrimina quem tem esta coragem.

@MDD – eu achei que era pra não sofrer bullying

Um pacto só pode ser revelado após um destes filhos ou filhas se tornarem Sacerdotes e Sacerdotisa, a serviço de Lúcifer, só desta forma o seu pacto não será banido.

@MDD – isso significa que o zé-ruela que está pagando pelo pacto, como não é “sacerdote”, não vai receber nada, só vai virar pilha de egun, certo?

Muitos destes filhos já no primeiro ritual já começam sentir o poder de Lúcifer, por alguns benefícios que já são visíveis, outros demoram um pouco mais, mas todos têm o seu retorno Satisfatório em se tratando de um pacto com Lúcifer.

@MDD – mas é no primeiro ritual ou depois que eu virar sacerdote? Não entendi…

Observação: Eu Sacerdote Rafhael, cobro uma pequena taxa de 30,00 reais para cada pacto realizado, esta pequena taxa é usado para comprar os materiais as quais seram usados para a realização do pacto, essa mesma taxa terá de ser depositado em uma conta corrente.

@MDD – trinta dilmas? Mais barato que um taxi até o aeroporto? SHUT UP AND TAKE MY MONEY !!!!

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ATENÇÃO

NESTA SUA BUSCA PARA OBTER AJUDA DE LÚCIFER, FIQUE ATENTO PARA NÃO CAIR NAS MÃOS DE PESSOAS MAL INTECIONADAS E OPORTUNISTAS.

ESPECIALMENTE, PESSOAS QUE SE DIZEM FAZER PACTO COM LÚCIFER E MUITOS DESTES A CABAM UTILIZANDO INFORMAÇÕES DE SERIOS SACERDOTES, PARA TENTAR ENGANAR AQUELES QUE REALMENTE PRECISA DE UMA OPORTINUDADE DE FAZER UM PACTO SÉRIO, SÃO PESSOAS SEM O MINIMO CONHECIMENTO E PREPARO PARA LHE CONDUZIR A UM PACTO VERDADEIRO , MUITOS DETES ACABAM LHE CONDUZINDO A UMA SITUAÇÃO LAMENTAVEL, FECHANDO TODAS AS POSSIBILIADES DE VOCE ENCONTRAR A AJUDA QUE PRECISA!

@MDD – Ai sim falou uma verdade. O problema é que todos vocês falam mal de todos os outros sacerdotes e nenhum funciona. Fora que nenhum de vocês consegue pelo menos escrever em português correto. Como é possível confiar em um sujeito que diz que tem prosperidade mas não tem cultura suficiente nem para escrever na lingua materna?

PEÇO POR GENTILEZA SE VOCE TOMAR CONHECIMENTO DE ALGUM DESTES FALSOS SACERDOTES QUE ESTEJA SE UTILIZANDO DE QUALQUER PARTE DO CONTEÚDO DESTE SITE, DENUCIE PARA QUE POSSAMOS TOMAR AS MEDIDAS CABIVÉS, TANTO NO CAMPO MATERIAL A FIM DE PRESERVAR A SERIEDADE E A INTEGRIDADE DO NOSSO TRABALHO, QUANTO NO CAMPO ESPIRITUAL, PARA QUE ESTE FALSÁRIO VENHA TER OS SEUS CAMINHOS FECHADOS, PARA QUE ESTE SEJA PUNIDO SEVERAMENTE PARA QUE NUNCA MAIS, VENHA USAR ENVÃO O NOME DO NOSSO PAI!..

@MDD – tem um cara em um blog chamado “Teoria da conspiração” que tá aloprando com esses pactos e com esses sacerdotes. Quer ligar para os advomagos dele?

ALGUMAS CHEGAM A FALAR QUE PARA SE FAZER UM PACTO VOCE TEM QUE PAGAR, VALORES OSORBITANTES, UM VERDADEIROS ABSURDO, SENDO QUE UM PACTO VERDADEIRO COM LÚCIFER NÃO PODE SER COBRADO.

@MDD – abaixo os valores “osorbitantes”. Vamos estabelecer um teto máximo para pactos e uma tabela nacional de luciferianismidades.

ENQUANTO OUTROS FALAM QUE VOCE NÃO TERÁ QUE GASTAR NADA, NEM COM MATERIAIS, SENDO QUE UM VERDADEIRO SACERDOTE, SABE QUE OS ELEMENTOS PARA INVOCAÇÃO DOS DEUSES , ESPIRITOS E CORRENTES LÚCIFERIANA, SÓ PODERÃO SE DAR ATRAVÉS DOS ELEMENTOS MATERIAIS.

@MDD – Trinta reais ?!?!?!? Nem no McDonalds voce consegue almoçar com esse dinheiro.

SE ULGUM DESTES FALSÁRIOS LHE FALAR QUE VOCE NÃO TERÁ QUE GASTAR NEM COM ESTES MATERIAIS, FIQUE ATENTO, POIS ESTE NÃO É SÉRIO, POIS SÃO METERIAIS DIVERSOS E EXTREMAMENTE NECESSÁRIO PARA UM RITUAL DE OFERECIMENTO DE UM FILHO..

TUDO TEM UM PREÇO ATÉ PORQUE ESTAMOS FALANDO DO MUNDO MATERIAL, POR TANTO VOCE PRECISA ARCAR COM ESTES MATERIAIS, PARA QUE OS BENEFICIOS SEJA REVERTIDO EM FORÇA VITAL PARA O VOSSO PACTO, POR TANTO COMO O BENEFICIADO SERÁ VOCE MESMO, NADA MAIS JUSTO QUE VC TENHA QUE ARCAR COM ESTES MATERIAIS PARA O SEU OFERECIMENTO COMO FILHO.

@MDD – To passando mal com esses erros de português.

QUERO DEIXAR BEM CLARO NOVAMENTE QUE ANTES DE QUALQUER PROCEDIMENTO, VOCE PRECISA PASSAR POR UM PROCESSO DE APROVAÇÃO, VOCE SENDO ACEITO PARA QUE VENHA SE TORNAR UM FILHO(A) DE LÚCIFER, É UM FEITO PARA COMEMORAR, POIS DE CADA 10 PRETENDENTES CONSULTADOS, PELO MENOS 03 NÃO SÃO ACEITO A FAZER UM PACTO..

@MDD – Imagina o naipe dos caras que são rejeitados…

OS CRITÉRIOS USADO PARA APROVAÇÃO, SÃO DIVERSOS PARA QUE AQUELE QUE VENHA A SE TORNAR UM FILHO, VENHA GOZAR DE TODA TROTEÇÃO E PREVILÉGIO QUE UM FILHO PODE RECEBER DE UM PAI!!

@MDD – Eu acho que eu vou juntar R$30,00 pra fazer o pacto, só pra poder postar aqui depois…

#Fraudes #LHP

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/avisos-de-um-sacerdote-de-l%C3%BAcifer

A Arca da Aliança, doktor Jones?

Também farão uma arca de madeira ,de acácia;

o seu comprimento será de dois côvados e meio,

e a sua largura de um côvado e meio,

e de um côvado e meio a sua altura.

– Êxodo 25:10

Olá crianças,

A palavra “Arca” vem do hebraico Aron, que significa “caixa” ou “urna”. De acordo com a bíblia, suas dimensões são de 2,5 x1,5 x 1,5 cúbitos (1,12m x 67,5cm x 67,5cm), curiosamente, a mesma medida do “sarcófago” da “tumba do Faraó” que as pessoas conhecem como Pirâmides do Cairo. Este sarcófago foi o único objeto encontrado dentro da pirâmide, pois a arca era o único objeto que ficava dentro daquela estrutura geométrica sagrada.

Uma das coisas que ainda não havia mencionado ainda quando falei sobre as pirâmides (e engraçado que ninguém teve a curiosidade de perguntar) é que a chamada “Câmara dos Reis” possui 10,40m de comprimento por 5,20m de largura (arredondando), na proporção exata de 2×1. Estas são as mesmas proporções do Mar de Bronze do Templo de Salomão, de todos os templos gregos e a base de todas as catedrais construídas pelos templários, além de serem das mesmas proporções de algumas coisas bastante importantes tanto em templos maçônicos quanto em templos rosacruzes.

Porém, curiosamente, a altura da câmara dos reis é de 5,81m (arredondando também) ao invés de ser 5,20 (que seria esperado para perfazer “dois quadrados”). Por quê esta altura extra? O que estes números têm de especial? A resposta estará nas próximas colunas, quando chegarmos a 532 AC… eu adianto que tem a ver com a geometria sagrada. Mas fica o desafio aos físicos e matemáticos que sempre nos prestigiam por aqui.

A Arca do Comprometimento

Existem diversas teorias sobre o que seria exatamente a Arca da Aliança. Certamente não era uma caixinha de ouro onde se guardavam pedaços de pedras com 10 mandamentos escritos pois, como demonstramos, ela já estava acoplada no interior da Pirâmide desde antes do Dilúvio e era parte integrante de um sistema que movimentava massivas quantidades de energia. Existem diversas teorias mas a mais provável é que a chamada “arca da aliança” fosse o receptáculo para um equipamento Atlante capaz de absorver e gerar grandes quantidades de energia Mana, que era usada em conjunto com a geometria sagrada da Grande Pirâmide.

Eu vou propositadamente pular toda a parte do Moisés, porque preciso falar sobre Kabbalah antes de explicar o que são os Dez Mandamentos de verdade. Aquelas regrinhas tipo “Não Matarás”, “não roubarás”, etc… constavam TODAS do código das leis Egípcias, então Moisés as trouxe do Egito… elas não foram recebidas de Deus. Os dez Mandamentos dizem respeito às dez sephiroth da Arvore da Vida. Mas como explicar Árvore da Vida vai demorar umas 3 matérias, e eu não quero deixar nada pela metade na virada do ano, assumam que isso é tudo simbólico: o que havia dentro da Arca era o Mana (acumulador e gerador de energia) e as tábuas e a vara são metáforas para os códigos de disciplina e preparação iniciáticas que permitiriam a um iniciado ativar o poder do que estava realmente dentro daquela estrutura.

Instruções para construir sua própria Arca da Aliança

25:10 Também farão uma arca de madeira ,de acácia; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio, e de um côvado e meio a sua altura. (11) E cobri-la-ás de ouro puro, por dentro e por fora a cobrirás; e farás sobre ela uma moldura de ouro ao redor; (12) e fundirás para ela quatro argolas de ouro, que porás nos quatro cantos dela; duas argolas de um lado e duas do outro. (13) Também farás varais de madeira de acácia, que cobrirás de ouro. (14) Meterás os varais nas argolas, aos lados da arca, para se levar por eles a arca. (15) Os varais permanecerão nas argolas da arca; não serão tirados dela. (16) E porás na arca o testemunho, que eu te darei. (17) Igualmente farás um propiciatório, de ouro puro; o seu comprimento será de dois covados e meio, e a sua largura de um côvado e meio. (18) Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. (19) Farás um querubim numa extremidade e o outro querubim na outra extremidade; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele. (20) Os querubins estenderão as suas asas por cima do propiciatório, cobrindo-o com as asas, tendo as faces voltadas um para o outro; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório.

– Êxodo.

A arca ficava originalmente guardada em Shiloh (Josué 18:1, Samuel 3:3) mas era levada frequentemente à frente de batalha. Chegou a destruir as muralhas da cidade de Jericó e era comumente carregada à frente dos exércitos para limpar o terreno da presença de todos os animais peçonhentos. Os sacerdotes que carregavam a Arca (chamados Arcanitas) eram os únicos que podiam tocar na arca, e eles eram iniciados e usavam vestes protetoras para tocar na arca. Qualquer outra pessoa que a tocasse, era fulminada por algum tipo de “energia divina” (ou a carga de eletricidade gerada pelo Mana).

Uma vez, ela foi capturada pelos Filisteus (1 Samuel 4). Após sua captura, a Arca foi movida para Asdod, onde fez com que todos os soldados da cidade fossem infectados com horrendas chagas e tumores. Em seguida, foi levada para Gath, onde causou os mesmos efeitos, e posteriormente Ekron. Após dizimar estas duas cidades, a arca retornou para os judeus após sete meses capturada.

A partir de então, foi guardada em Beth-Shemesh e, mais tarde, na Casa de Abinadad. Após três meses, foi enviada para a Casa de Obed-Edom e finalmente transferida para Jerusalém.

O Tabernáculo

Antes da Arca ficar permanentemente guardada no Templo, ela era carregada pelos sacerdotes através dos desertos, e de tempos em tempos os israelitas construíam um templo chamado Tabernaculo (a palavra Taverna, onde os maçons se encontravam para suas reuniões na Idade Média, vem desta raiz). O tabernáculo dos hebreus (durante o Êxodo) era uma tenda portátil, organizada com cortinas coloridas, montada de forma retangular e seguindo as mesmas proporções da Câmara dos Reis. Esta estrutura era erguida todas as vezes que o exército fosse acampar, orientada sempre a partir do Leste.

Ao centro desta tenda ficava um santuário retangular envolvido em pele de bode, com o teto formado com pele de carneiro. Dentro desta estrutura, eram estabelecidas duas áreas: O local sagrado e o local mais sagrado de todos, separados por um véu. Dentro desta tenda interna ficavam um candelabro de sete braços ao sul, um altar com doze fatias de pão ao norte, um altar para queima de incenso ao oeste. Qualquer semelhança com os rituais e círculos celtas que eu vou comentar mais para a frente NÃO são meras coincidências…

A disposição das estacas também seguia uma estrutura rígida. Elas precisavam estar espaçadas de modo que totalizassem 60 estacas (20 ao norte, 20 ao sul, 10 ao oeste e 10 ao leste), de acordo com Êxodos 35:18. Dentro da estrutura externa, tudo precisava ser montado seguindo rigidamente a colocação, de acordo com as diagonais traçadas a partir de alguns postes específicos, de modo que a Arca ficasse coincidentemente sobre a mesma posição que ficava (proporcionalmente falando) na Câmara dos Reis na Grande Pirâmide.

Agora, vamos ver o que acontece se eu pintar umas posições chaves de vermelho… opa… lembra bastante um certo diagrama que vocês já viram antes, certo? Agora repitam comigo… “A Barca Solar… ops, Arca da Aliança, vai na mesma posição dentro do tabernáculo que uma certa cidade muito importante ocupa dentro dos pontos de energia do Velho Mundo – deve ser apenas coincidência“. Para os irmãos que acompanham a coluna, se vocês imaginarem o templo como sendo uma réplica simbólica do tabernáculo, a posição da Arca é a mesma do L:.L:. – certamente uma coincidência também.

O sacerdote iniciado cujos (cujos chakras também possuem ressonância com esta estranha estrutura de bolinhas e tracinhos chamada “Árvore da Vida” ) desenvolvia certos ritos que eram amplificados pela estrutura simbólica ao seu redor… mas… imagine que legal seria se levassem esta arca e fizessem um templo especial em um local especial nesta cidade especial que eu mencionei acima… não seria supimpa?

O Primeiro Templo

Antes de falar sobre o Primeiro Templo, umas poucas palavras sobre o rei David. Normalmente o pessoal faz confusão porque o Rei David é sempre retratado jovem e Salomão é retratado velho. Para separar: David foi o que matou Golias com o golpe de funda, ele é o PAI de Salomão. Salomão é o rei sábio que merece um post só para ele. O símbolo de Davi (Conhecido como Magen David ou Selo de Salomão entre os Ocultistas) é o Hexagrama. Guardem bem isso: Hexagrama tem tudo a ver com Árvore da Vida e tudo a ver com o Ankh Egípcio. De acordo com as Otoridades, o Ankh é apenas o desenho da fivela do cinto da deusa Ísis (é rir para não chorar… ).

No início de seu reinado, Davi ordenou que a Arca fosse trazida para Jerusalém, onde ficaria guardada em uma tenda permanente no distrito chamado Cidade de Davi. Então Davi começou a planejar e esquematizar a construção de um grande Templo. Entretanto, esta obra passou às mãos de seu filho Salomão.

No Templo, foi construído um recinto (chamado na Bíblia de oráculo) de cedro, coberto de ouro e entalhes, dois enormes querubins de maneira à semelhança dos que havia na Arca, com um altar no centro onde ela repousaria. O recinto passou a ser vedado aos cidadãos comuns, e somente os levitas e o próprio rei poderiam se colocar em presença da Arca.

Em Jerusalém, aproximadamente no ano 1000 AC, o Rei Salomão construiu o Templo para abrigar a Arca, seguindo exatamente as mesmas proporções da Câmara dos Reis da Grande Pirâmide.

A Arca ficou depositada em um lugar chamado “O mais sagrado dos locais sagrados” e depois disso nunca mais é mencionada na bíblia aparecendo em festas ou batalhas.

O Primeiro Templo foi destruído em 586 AC, pelos babilônicos, liderados por Nabucodonosor, e muitos dos estudiosos profanos acreditam que a arca tenha sido destruída neste ataque, mas as Ordens Secretas dizem que a Arca da Aliança foi removida para um local seguro, tanto que não consta de nenhuma das listas de itens e tesouros que os babilônios saquearam… e, convenhamos, a Arca da Aliança estaria no topo da lista se eles tivessem colocado as mãos nela.

E onde esta arca estava escondida este tempo todo? Quem a removeu pouco antes dos ataques e a escondeu? Quem a encontrou e quando? A resposta para isso estará em 1108 DC, quando nove cavaleiros vindos da Europa acamparam nos estábulos do Templo durante nove anos e escavaram no local exato onde ela estaria enterrada… mas isto já é outra história, que será contada mais para a frente.

Semana que vem: Enquanto isso, na Grécia…

#Kabbalah #Pirâmides

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-arca-da-alian%C3%A7a-doktor-jones

SÓ DE SACANAGEM (Esperança imortal)

Texto de Elisa Lucinda, recitado pela Ana Carolina no CD “Ana & Jorge”, que ela gravou com o Seu Jorge:

Meu coração está aos pulos!

Quantas vezes minha esperança será posta à prova?

Por quantas provas terá ela que passar?

Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, que reservo duramente para educar os meninos mais pobres que eu, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.

Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?

Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?

É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.

Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e dos justos que os recederam: “Não roubarás”, “Devolva o lápis do coleguinha”, Esse apontador não é seu, minha filhinha”. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.

Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha ouvido falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.

Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.

Só de sacanagem!

Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba” e eu vou dizer: Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez.

Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.

Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.

Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”.

Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal.

Eu repito, ouviram? IMORTAL!

Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!

#Música

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/s%C3%B3-de-sacanagem-esperan%C3%A7a-imortal