Mapa Astral do Silvio Santos

Silvio Santos, nome artístico de Senor Abravanel (Rio de Janeiro, 12 de dezembro de 1930), é um prestigiado apresentador de televisão e empresário brasileiro.

Dono do Grupo Silvio Santos, que inclui empresas como a Liderança Capitalização (administradora da loteria Tele Sena), a Jequiti Cosméticos e o Sistema Brasileiro de Televisão (mais conhecido como SBT).

Se você é brasileiro, você sabe quem é o silvio Santos.

Mapa Astral

O Mapa do Silvio Santos possui Sol em Sagitário; Lua em Virgem; Vênus em Escorpião; Mercúrio e Saturno em Capricórnio; Marte em Leão; Júpiter (seu planeta mais forte) e Plutão em Câncer.

A verdadeira Vontade do silvio é tão evidente em relação ao seu mapa que fico até sem graça de lê-lo… Júpiter em Câncer na casa 11 significa que ele é o “paizão da turma”. Uma facilidade acima do normal de cuidar das pessoas e, em trígono com Vênus em Escorpião faz dele um sedutor. Marte (também em Aspectação) em Leão mostra que ele possui uma facilidade muito acima da média em se mostrar, servir de exemplo, ficar sob os holofotes. Seria um mapa fantástico para um ator… com sua Lua em Virgem (extremamente metódico, excelente para administradores e chefes, somados à disciplina de Capricórnio (mercúrio E saturno… praticamente a combinação de um general!)

E o que temos com duas energias aparentemente conflitantes? General/Empresário e Paizão/Sedutor… Disciplinar e Cuidar… Meus alunos sempre me perguntam o que se pode fazer com estas energias tão fortes em “oposição”? eu respondo que não existem energias conflitantes, existe apenas gente que não sabe utilizá-las.

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-do-silvio-santos

APIKORSUS

m ensaio em diversas práticas de Magia do Caos da Lincoln Order of Neuromancers – L.O.O.N.
Compilado por SKaRaB, SNaKe, Sister Apple & Bro. Moebius B
Este é um livro cadeia. Recebendo-o, por favor o copie e passe-o para qualquer um.
Nenhuma maldição é invocada se você escolher não o fazer.
De qualquer forma nós ganhamos.

Todos os direitos reservados – 1986
Versão 2.11 distribua/adicione livremente.

Introdução

Alguns conceitos chaves são comuns a vários sistemas/tradiçõ es/paradigmas. Nós persuadimos o leitor a não rejeitar ou aceitar estas construções teóricas, mas a tentá-las e verificá-las por experiência pessoal. O todo está codificado dentro de cada um de seus constituintes – “Assim acima como abaixo.”

O todo é interconectado, e todas as totalidades relativas compartilham na consciência em vários níveis. O todo é auto-organizante, e a evolução de todas as formas é governada por princípios similares. Por meio de uma vontade treinada e direcionada, nós podemos afetar a mudança (probabilidade > possibilidade) em vários níveis de organização. Mudança é a única constante.

O todo é mais do que a soma de suas partes. Nossas crenças definem os limites de nossa experiência permitida. “Realidade do Cotidiano” não é o limite de nossa experiência – entrando em estados alterados de consciência nós podemos experimentar outras realidades.

As entidades que podem ser encontradas durante nossas experiÊncias destas outras realidades são reais dentro de seus próprios mundos. Questionar suas existências relativas é insignificante, uma vez que o universo comporta-se como se eles existissem. Habilidade Mágica é engedrada através de uma jornada interna e transformativa.

Gnosis

Gnosis é a chave para as habilidades mágicas – a realização de um intenso estado de consciência conhecido em várias tradições como ´Não-mente´, ´Foco único´ ou ´Sartori´. Consciência é esvaziada de toda informação exceto o objeto/sujeito da concentração. Vários métodos de alcançar gnosis podem ser empregados, da dança frenética à contemplação arrebatada de uma idéia. Qualquer que seja o método escolhido, o praticante continua-o até ele(a) ser levado(a) ao Êxtase.

Alcançar gnose pode resultar, para o orientado religiosamente, em ´experiências místicas´ – Visitações por Deuses, Demônios, ou a revelação de verdades divinas. Para o magista, entretanto, o conteúdo de tais momentos de gnosis são menos interessantes do que o que pode ser feito com eles – é durante momentos de gnosis: que sigilos podem ser lançados; que o magista pode alcançar diretamente níveis de tempo-espaço para manifestar sua vontade; que Deuses podem possuir seus devotos. Historicamente, muitas das técnicas de gnosis tem sido aumentadas pelo uso de drogas – dos ungüentos para voar das bruxas ao LSD e experimentos deprivatórios de sentidos de John Lilly.

Qualquer sistema ou tradição é incompleto enquanto ele permanecer uma curiosidade teórica. Estudo isolado é de pouco valor, a não ser que seja complementado com prática à respeito. Obras completas podem ser escritas ´explicando´ a natureza mágica de diversas entidades como Deusas, Demônios, ou Espíritos, mas elas não são substituto para a experiência ´real´ de uma deidade durante o curso de um ritual. Embora existe muita conversa sobre ´segredos mágicos´, os únicos ´verdadeiros´ segredos são aqueles que podem ser pessoalmente descobertos através da luz da experiência mágica direta. Estados alterados de consciência podem ser alcançados usando uma combinação de mudanças internas (o uso dos métodos de gnosis), e interação com outros, como na hipnose, ritual de grupo ou orgia.

 

Invocando Esquisitices

Meu antigo Adepto (instrutor) costumava me dizer ´Laddie, não existe nenhuma coisa que você não possa fazer se colocar sua mente nela. Então, distantes, nós fomos à completa realidade Golden Dawn para segurar a maré, à frente do mar em Bournemouth. Depois daquilo ele me fez fazer sigilos para fazer os cabelos de Harold Macmillan ficar na extremidade. Ele doou sua vida à magia (o instrutor), disse ele, depois de conhecer Crowley em um banho turco (sauna), mas ele tinha entusiasmo ilimitado que era contagioso. Você sentia que podia fazê-lo, não importa o quanto estúpido ou absurdo o fosse. Ele gostava muito de dizer “Se o reino dos céus está dentro de você, porque gastar mais do que R$50 em livros de ocultismo?” Aqui estão algumas das coisas que ele me fazia fazer: “Todas as coisas que conhecemos extrata no final em suposições, então reverta todas as declarações, ou ponha ´nãos´ nas assertivas e vire-as (n.t. aqui o autor usou o termo ´leap´, no sentido de ´solte-as´, ´arremesse-as´ , o tradutor preferiu uma tradução não literal para ´vire-as´ por achar mais adequado ao português) antes de olha-las. Acorde um dia e tente banir sua realidade diária – todas as coisas tornam-se novas, não familiares e totalmente frustrantes. Objetos se tornam intensos e assustadores.

Esteja errado. Gastamos muito tempo buscando por respostas ´corretas´, crenças certas, fazer o certo. Fazer certo = confiança = sucesso. Enfadonho! Esteja errado! ”

Deuses e Gurus.

Possessão por um Deus ou espírito permite você fazer coisas que ordinariamente não faria. Um guru prova que você pode caminhar em uma corda esticada sem cair, que você pode brincar no fundo de uma piscina sem se afogar. Insanidade parece ser um risco ocupacional de magistas. Melhor ser maluco agora e poupar tempo depois. Harpo Marx foi o maior shaman de Hollywood. Você conseguiria explodir uma luva de borracha e depois ordenha-la? Sanidade está ´lá fora´ antes do que na sua cabeça, uma vez que a maior parte das pessoas parece ver a si mesmas como mais louca do que o resto. Se dissermos muitos pensamentos loucos, somos trancafiados. Lembro de uma mulher no asilo local que dizia ser um passarinho na gaiola – ela tinha aprendido a ficar calada sobre isto, pois dizê-los aos outros só havia conseguido mais medicação e Eletro-choque para ela. Ser ´safo´ é ser sano – não expressando seus pensamentos loucos. Magia pode ser sobre deixar seus pensamentos loucos saírem para ver as ruas em grupos. Magia é uma coisa da rua. Magistas precisam ser vistos e ouvidos. A personalidade travessa de Crowley exemplificava isto, seguindo o caminho em zigue-zague de Cagliostro, Simon Magus e inumeráveis Shamans e bruxas de todo o mundo. Um bom magista toca para sua audiência, seja ele um shaman tribal fazendo ritual de IFÁ ou um feiticeiro da esquina fazendo talismãs anti-polícia de tampas de latas vazias. Aprenda a iludir, dançar, jogar ludicamente (n.t. tradução não literal para ´play Irish Stan-down´); estes são os verdadeiros poderes mágicos. Se você está realmente indo tornar-se um pequeno megalomaníaco ascendente, você pode também conseguir algumas risadas enquanto isto. Passe o Chapéu.”

Titã-Gnosis

Existe uma grande discussão no momento no assunto da mudança no Aeon, e da influência de várias ´Correntes´. Aparentemente algumas pessoas sentem que a era de Aquário – verdade, justiça, comidas sadias, não-nuclear (n.t. Guerra) e brincadeiras pagãs pacíficas é apenas, como nas esquinas … ´maan´ (n.t. o termo não tem tradução, mas é uma expressão de surpresa incrédula). De outro lado, a possibilidade do Novo Aeon ser governado por zumbis canibais radioativos também não pode ser eliminada totalmente.

O século XX está ocupado ressurgindo os titãs – os primais ´construtores´ dos cosmos que aparecem nos mitos da Criação sob vários modos – os Gigantes da mitologia Nórdica ou os Titãs Gregos por exemplo. Uma vez que estas forças Titãs tinham completado seus trabalhos, eles eram banidos ou mandados embora do cosmos ordenado, que era então povoado com todas as formas de entidades. Os Titãs estão sempre presentes, espreitando das beiradas da ´realidade´. Estas forças, tanto destrutivas e criativas, continuamente aparecem na literatura como o tema de conflito entre a razão e a natureza baixa, primária. O ´Sacerdote´ de tais mistérios é o autor H.P. Lovecraft, do qual os ´Antigos´ parecem reter uma fascinação contínua dos ocultistas, juntamente com vários outros panteões de Deuses Negros, Deuses da Morte …

O mito cíclico dos Titãs representa a catabólica força que propaga mudança em qualquer sistema, seja na escala universal ou subatômica. Eles são compreendidos estar dormentes ou sonhando e nisto estão em equilíbrio. Entretanto, quando um sistema envolve um certo grau de complexidade se torna incrementalmente instável, o que pode eventualmente levar tanto a evolução – o sistema ´evolui´ para uma ordem superior de complexidade, ou entra em colapso, destruindo-se. É nestes pontos críticos que os Titãs mais uma vez tornam-se ativos – quando um grande volume de instabilidade precisa ser construído, para que o salto evolucionário seja feito.

O desenvolvimento de tecnologia nuclear tem levado a um incremento súbito de pontos de acesso onde as esferas encontram-se entre nossa realidade ordenada e o Caos Primal dos Titãs. Os portões tem sido abertos, e a evolução de todas as entidades dentro da biosfera (tanto orgânica como elemental) está sendo afetada.

Enquanto o poder dos Titãs retorna, um novo sacerdócio tem surgido para adorá-los – os políticos obcecados por poder e seus numerosos seguidores. Como os magos inatos dos Mitos de Cthulhu, eles acreditam que os Titãs podem ser controlados, e que eles possuem os encantamentos para combinar e encadear as forças nucleares sem perigo. Desafortunadamente para eles ( e nós ), os Titãs são completamente amorais, não sendo conscientes como nós o conhecemos (n.t. a consciência). Nosso único ponto de interface com eles é através do assim chamado ´cérebro de Dragão´, com seus atavismos pré-verbais e conduções instintivas.

Titã-Gnosis é o nome que nós demos para a evolução em consciência que os Titãs estão gerando nos seres humanos enquanto suas ondas ativas atravessam nossa mente. A percepção cresce de que a sobrevivência humana ultrapassa todos os limites, ambos ideológicos e cultural; que é necessário viver melhor dentro da natureza melhor do que destruindo o ambiente. Parece que enquanto os Titãs agitam em sonhos de morte, mais próximos nós estamos de ´acordar´ em números maiores e maiores.

O ponto traiçoeiro acerca dos Titãs é que por enquanto, nós necessitamos deles se o salto evolucionário é para ser feito bem sucedidamente. Seu retorno (n.t. dos Titãs) é gerado pela corrente entrante que tem sido conceptualizada variadamente como 93, Ma´at ou Caos. Na análise final, os nomes e simbolismos utilizados não são tão importantes – eles são facetas de um mesmo processo (n.t. o retorno dos Titãs).

Magistas e outros visionários que estão atentos para a Titã- Gnosis e seus efeitos estão agora trabalhando ativamente como transportadores para estas energias. Evocação destas energias titânicas para dentro do ensejado espaço-tempo de alguém é uma jornada perigosa, ainda que existam aqueles podem aparentemente fazê-lo com impunidade. O uso de nomes, sigilos, e cantos são apenas parcialmente úteis, desde que os ´nomes´ dos Titãs formam a estrutura de nossa própria realidade.

NB: Este ensaio foi escrito seguindo uma série de trabalhos coincidentes com eventos precedentes a sucedentes ao desastre de Chernobyl.

Ego & Vontade

O conceito do Ego – a estrutura psíquica de auto-identificações, crenças, desejos e personificações é reconhecida como a base de nosso psico-cosmo. Um curioso mal-entendido tem emergido, de que o Ego é uma barreira para o desenvolvimento mágico – que isto (n.t. o ego) deve de alguma maneira ser derrubado ou destruído antes que alguém possa avançar na espiritualidade. Para alguns, parece que enquanto o ´desenvolvimento ocidental´ constrói o ego, os meios orientais baseiam-se em transcendÊncia do ego. Existe muita discussão de ´ser superior´ que aparece após o ego ter sido transcendido – este é um tema comum no assim chamado pensamento ´Nova Era´. A psique entretanto, não é uma entidade estática, e este tipo de coisa ´ego versus ser superior´ é um extravasamento da racionalista divisão ´corpo – mente´. Tentativas de se livrar do ego podem facilmente resultar em um desenvolvimento de um lado só, promovendo ambos auto-importância e atitude de ´mais santo que outros´. Evitar o assim chamado aspecto ´sombrio´ de d sejo humano resulta em uma caricatura superficial da potencialidade humana, uma gentileza que evita o sondar das profundezas da psique. Clareza de pensamento, insights e esforço são polidos com uma cobertura de felicidade.

Trabalhar com o ego é iniciar uma alquimia interior, cujo objetivo não é ´destruí-lo´, nem ´transcendê-lo´ , mas mover de um estado de fixação (ego-cêntrico) para uma condição de mutabilidade (exo- cêntrico), que é capaz de constante revisão e mudança. Isto é o que se diz com a frase ´lettin go´ (n.t. deixar ir), e de dissolver a idéia da mente como separada do mundo. O ego subsiste como um ponto de ´Eu´, que dá significado para a experiência, ainda que o conteúdo da psique torne-se mais fluído. De certa forma, é o ego que enraízanos no espaço-tempo – o equivalente psíquico de ter o senso de lugar, de ocupar um conjunto particular de coordenadas. A maioria de nossa experiência de realidade está no nível de objetos, corpos e eventos que parecem ser temporariamente separados. Nós experimentamos a nós mesmos como centros de vontade, percepção e ego.

Em contraste com o ego, a vontade mostra uma qualidade de vetor, e nisto ambas direção e magnitude. A vontade é a onde para as partículas do ego. Embora nós gostemos de pensar em nós mesmos como centros da intencionalidade, muito de nosso comportamento é resultado da ressonância vetorial – ondas ondulando através, aparecendo em nosso universo de tempo-espaço como eventos separados e experiências síncronas. A chave para a apropriada postura mágica é dada por Crowley em sua novela, Filho da Lua: “… o homem inteligente, assim chamado, o homem de talento, expulsa seu gênio pela construção de sua vontade consciente como uma entidade positiva. O real homem de gênio deliberadamente subordina-se a si mesmo, reduzindo-se em uma negativa e permite seu gênio brincar com ele como queira…”

O conceito Telêmico de realização da Verdadeira Vontade necessita de um desdobramento de consciÊncia da vontade como uma qualidade vetorial. Vontade impõe organização – ordem fora do ´caos do normal´ (Austin Osman Spare), e a realização da Verdadeira Vontade envolve uma ´obediência à atenção´ dos padrões evolucionários que governam o desenvolvimento humano. Vontade é uma propriedade emergente de nossa interação com o ambiente total – não pode ser isolada por nenhum elemento. Vontade, percepção e consciência – nós estamos imersos nelas da maneira que um peixe está imerso na água. Elas são propriedades emergentes da biosfera total de Gaia. Muita coisa por teoria. (n.t. – ´So much for theory´).

Como esta alquimia é concluída? A chave é integração – dissolver a fragmentação (n.t. separação) do corpo-mente, matéria-espírito. Entrar em uma dança ´ser-no-presente´ , imerso no corpo de Gaia, no interiro do universo. Vontade em qualquer nível é um princípio organizante – shakti-kundalini em espiral cria todas as formas. Portanto: Invoque sempre, sentindo todos os atos mágicos como uma passagem da Vontade através de você. Atenda à reconstrução contínua de seu psico-cosmo através doexaminar de crenças, desejos e atitudes. Busque união com tudo o que você tenha rejeitado. Pratique mágica como sua verdadeira sobrevivência dependesse disto. Esqueça tudo que lhe foi dito sobre o mundo, assuma nada e desenvolva seu próprio caminho. Coma mais bolinhos!

 

Sigilos

Sigilização é um método pelo qual um desejo/intençã o é codificado em uma forma não óbvia, i.e. um glifo ou figura que não imediatamente chama a mente a intenção original. Qualquer intenção mágica pode ser escrita e as letras misturadas para formar uma figura, mantra ou neologismo, que pode ser repetida
ou objeto de concentração até que ocorra gnosis. Alternativamente, o sigilo pode ser deixado de lado até que seu propósito original seja esquecido, e então lançado.

Durante gnosis ou momentos de grande sentimento emocional, o sigilo pode ser desenhado, visualizado e foco de feroz concentração, até a exclusão de todo o resto. Isto habilita a assim chamada mente subconsciente a ´reprogramar´ a realidade de acordo com a vontade. Uma vez que o sigilo é lançado, ele é
esquecido, para que a realização do desejo não seja impedida pela ´ânsia do resultado´.

A palavra, dita ou escrita, forma a maioria dos sigilos. É também válido experimentar codificar os desejos com aromas, gostos ou sons específicos. Sigilos podem trazer uma grande variedade de resultados, do mais abstrato ao mais ´mundano´. De alterar conteúdo de sonhos, a reformas de comportamentos e hábitos, a
arranjar consciências fortuitas.

Sigilos podem ser formados desta maneira independentemente de qualquer sistema planetário e outros símbolos, e podem ser lançados em rituais elaborados. Como um método de magia prática, ele é simples e elegante; sua efetividade pode ser descoberta através de experiÊncia pessoal.

Veja:
The Book of Results – Ray Sharin.
Liber Null – Peter Carroll.

Dançando no fio da navalha

Duelos mágicos deliberados entre feiticeiros são geralmente considerados ´magia negra´pelos ocidentais, enquanto combate mágico pode ser um caminho extremamente poderoso de trazer magistas ´aprendizes´ para completa operacionabilidade. Tais ´testes de ginástica´ podem ser encontrados nos desafios de pupilos Zen sobre mestres diversos, as explorações xamânicas de CArlos Castaneda ou Lynn Andrews, e na lenda de Nimue e Merlin.

Como parte de uma iniciação, pode ser esperado que o candidato defenda um local ou objeto, apesar de todos os esforços combinados do grupo em obtê-lo. Ataques mágicos de longo alcance podem empregar impulsos telepáticos destrutivos, projeção de formas pensamento ou magia simpática (bonecas voodoo ). Combate mágico deve ser diferenciado de ataque psíquico, no qual uma grande proporção de ocultistas se consideram estar, e é amplamente um produto de auto-desilusã o e degraus variáveis de megalomania.

Combates mágicos verdadeiros tem suas regras próprias e limites, que são conhecidos pelo expert, enquanto um aprendiz deve rapidamente aprende-las, se quiser evitar trauma. Preso em uma situação que ele(a) acha incompreensível e alienígena, o aprendiz apenas conhecerá confusão e terror. Despido da presunção de que ´isto não pode acontecer comigo´ ele(a) aprende a perceber o ambiente com clareza, a dar atenção para os ritmos e pulsos do mundo. Verdadeiramente, Morte é uma grande professora. Se você poder alcançar além e ver o momento de ´morte´, então aquele momento irá lhe dar um vislumbre de seu potencial. Nisto, o magista é menos um guerreiro e mais um ladrão ( Garantido, ´Ladrão do Caos´ não é um título tão atrativo quando ´Guerreiro do Caos´). Prometheus é a imagem mítica apropriada – o furtador do fogo. Ninguém pode lutar com a Morte e vencer, mas ela pode ser lograda. O magista é alguém que faz cambalhotas para trás, um tolo sábio. Ninguém leve um tolo seriamente. Torne-se um tolo e deixe um rastro falho. Deixe cair a máscara de iniciado e pegue seus parceiros para a dança.

O progresso de magistas ocidentais não parece ser tão terrível como os desafios de magistas em outras culturas. Desde que tanto ´conhecimento´ possa ser comprado, a idéia de lutar contra desafios de poder soam distante. Isto não é só um glamour; situações de risco de vida ou mentalmente traumáticas podem abrir os portões de habilidade mágica de uma forma que nenhum workshop de final-de-semana ou curso de correspondência jamais poderá. Viver no limite é uma frase apropriada, como se não existisse espaço para meias medidas. Um combate mágico, se propriamente arranjado, irá forçar você a re-aprender o que você precisa, para ser capaz de fazer o que é preciso para sobreviver. Se um Magus está indo passar seu poder para outro, ele deve ter certeza de que o candidato tem as qualidades (i.e. um instinto de sobrevivência e poder de permanecer) necessárias para aceitar a responsabilidade ?(karma) que a posição requer. O objetivo de tal combate é construtivo, mas se o candidato falhar – assim deve ser.

Ritual

Durante o ritual, a rede de conceitos, símbolos e mapas mentais ´tornam-se vivas´ e a experiência direta produz uma mudança na consciência. Ritual envolve deixar de lado o mundo do dia a dia e criar uma bolha onde todas as limitações estão suspensas, e o poder da magia flui desimpedido. Um grupo bem sintonizado pode agir como um chip de silicone dentro da biosfera (nós gostamos às vezes de pensar que Gaia como sendo a Motherboard) , acessando e interfaceando (n.t. comunicando) com outros subsistemas através dos códigos de símbolos, gnosis e imaginação, permitindo que a mudança se manifeste em todos os níveis possíveis no sistema – Desenvolvimento da Era, ritmos sazonais, desenvolvimento psíquico – Assim aqui como em todos os lugares.

O uso crescente de metáforas de computadores dentro das células L.O.O.N. tem influenciado nosso estilo de ritual. Nós temos abandonado a forma tradicional, com seus formatos quase religiosos e robes monásticos. A moda corrente é jaquetão branco de laboratório, luvas e máscara negras. Isto junto com andar de robot e fundo de decoração eletrônico nós dá um estilo distinto. Garantido, parece um pouco fora de lugar em Glastonbury. Danças podem refletir as energias espirais do universo, manifestando no DNA e outras formas. A formação de um grupo de Gestalt permite o grupo trabalhar rituais enquanto estiverem temporariamente ou espacialmente separados, se necessário.

Rituais criam Ordem do Caos, uma esfera dentro da qual tudo (até nossos erros) é uma expressão de vontade. Quando invoca a Corrente do Caos, alguém está identificando- se com a mudança dos Aeons, então literalmente este alguém se torna a corrente, como um lugar físico.

Armado com esta consciência, um ritual sazonal pode se tornar um poderoso foco de mudança, enquanto o pulso sazonal é direcionado tanto para dentro (mudança pessoal) quanto para fora (mudança ambiental). Tradicionalmente, estes festivais são encruzilhadas entre os mundos – e consciência das dimensões interna/externa parece ter sido amplamente esquecida pelos ocidentais, protegidos como somos dos elementos pelos nossos corpos centralmente inflamados (n.t. Tradução não literal – ´protegidos como somos dos elementos pelo nosso egocentrismo´ ).

A escala na qual um ato ritual manifesta é dependente da vontade dos seus participantes – qualquer coisa desde a vidência das ondulações e movimentos do Caos até a desfigurar a própria fábrica de espaço-tempo. O formato do trabalho é aquele em que os participantes percebem ser apropriados para o intento – invocação pode ser verbal ou estruturada pelo arranjo de sinos e congos de tons diferentes. A seqüência de danças pode ser arranjada para refletir a transformação da forma na forma, ou da energização de maquinas astrais ou circuitos. Um ritual, começa fisicamente, podendo ser re-encenada ou continuado nos sonhos.

Nos temos achado que geralmente, são os rituais estruturados simplesmente que têm o resultado mais efetivo. Vontade é o toque de pluma que pode mover montanhas.

Como com qualquer outra coisa, o ritual de outros somente será efetivo para vocÊ até um ponto – olhar para os rituais das outras pessoas como dispositivos de aprendizagem. Ritual por si só é raramente efetivo, mas quando reforçado pela Vontade/Intençã o, o é altamente (efetivo). Entretanto a condição de mente que deve ser dominada é parar de pensar sobre se o rito será ou não efetivo. Ânsia pelo resultado deve ser substituída por uma certeza celular que uma vez que a seta do desejo tiver sido lançada, ela irá acertar o alvo. Por todos os meios discuta experiência, técnica e como poderá ser feito melhor da próxima vez, mas deixa o desejo/intençã o desaparecer da preocupação consciente.

Armas Mágicas

“Seu corpo e mente são ferramentas preciosas” – Bene Gesserit

O suficiente tem sido escrito sobre as tradicionais armas de magia, então nós não aumentaremos a verborragia. Em geral, uma arma mágica é um foco para percepção e vontade – um veículo para energia etérea/astral (seja lá o que for). Forma física é uma consideração secundária. Uma arma é qualquer instrumento imbuído de poder. Alguns instrumentos xamânicos – bonecas, máscaras, chocalhos, tambores, etc, tem sua história própria, personalidade e carisma – eles são completamente prováveis a ´morder´ o descuidado, e são considerados pelos seus donos como semi- conscientes. O relacionamento entre tal arma e seu dono é similar àquele entre um humano e um gato – uma verdadeira arma de poder possui a si mesmo e é perfeitamente provável que decida quando deve ser passada para frente.

Talvez a primeira arma seja o corpo. Em combate mágico, projeção da Bio-aura pode corromper o campo de outra pessoal, e o ´empurrão´ resultar em trauma psico-físico. Yogis orientais são reputados serem capazes de causar a morte pela aplicação de mantra yoga. A forma que experimentamos nosso corpo tende a refletir nossa experiência de mundo – ver o corpo como uma máquina e ela é passível de se quebrar. Nós da L.O.O.N. preferimos ver o corpo como um biosistema, um microcosmo da biosfera, ele mesmo um microcosmo do universo. Então o corpo torna-se uma arma para o entendimento de sistemas maiores nos quais estamos imersos.

Ao invés de sustentar que aquelas armas A, B, C e D, como necessárias antes que alguém comece a praticar magia, nós nos colocamos em nossos caminhos e deixamos que as armas se mostrem para nós. Como Don Juan diz, não existe tal coisa como um ´acidente´ para um ´homem de conhecimento´ – tudo está lá fora, esperando para ocorrer. Então, ao invés de procurar por uma arma fora de nós, ou de correr à uma loja esotérica e comprar uma, nós atraímos os instrumentos necessários para nós pelos nossos trabalhos – isto pode se manifestar através de um ´achado´, de um ´presente´ ou apareça como uma entidade inspirada em alguma outra dimensão. UM exemplo desta última alternativa é o objeto com chifres possuído por sKaRaB, que foi inspirado a desenhá-lo durante um momento de vacuidade (assistindo TV) e horas mais tarde, viu-o no astral:

“fui dormir cerca de 01:45. Procedi a visualização da imagem do objeto num templo egípcio. Encontrei o objeto preso em uma falha no chão, de forma que estava ereto. Agarrei o objeto com minha mão direita e uma onda de energia intensa me invadiu, começando na base de minha espinha – tirando meu fôlego, mas não violentamente. Vibrei os nomes divinos do objeto (recebidos anteriormente) : Ra, Isis, Ma´at, Hatar, Sekhmet – com cada vibração, a agitação aumentava. Mudando a postura do corpo não interrompeu isto. Soltei o objeto e assumi a forma astral de Osíris sacrificado. Senti calmo, brilhante, mas cansado. Peguei o objeto novamente e senti as vibrações físicas percorrerem meu braço direito. Invoquei Hathor e disse mentalmente: ´Basta – Não consigo agüentar mais´. A energia cessou abruptamente. Deixei a forma astral do objeto no templo. Trabalho encerrado as 05:35.”

SKaRaB nota que a montagem subseqüente do objeto físico foi uma transformação em si mesmo, embora a forma etérica e personalidade tinham sido já estabelecidos em grande extensão. Quando assistido SKaRaB e o objeto em ação, era difícil às vezes dizer quem estava segurando quem. A arma tinha conhecimento e seus próprios familiares, e poderia ainda abandonar SKaRaB e encontrar outra pessoa que pudesse efetivar seu propósito em maior precisão.

Neuromancia

Neuromancia centra toda habilidade oculta e potencial dentro do cérebro humano – possivelmente o menos compreendido e mais complexo de todos os sistemas. Todos os exercícios ocultos, de acordo com este modelo, tem algum tipo de efeito no cérebro, e também sucede que à respeito de experiências como ASCs, possessão, gnosis, etc, que a raiz do evento está ocorrendo no nível neurológico.

Então o objetivo de qualquer psicotecnologia é destravar os poderes do cérebro humano. Nós acreditamos que a adaptação evolucionária da humanidade é um contínuo desenvolvimento da consciência, e o lugar onde todos os vetores se encontram é expressado, na forma física, como o biosistema individual. De todas as técnicas de neuromancia, o recurso à Quimiognosis é o mais difundido através das culturas, e particularmente no hemisfério ocidental, o que mais causa controvérsia. Apenas aqueles que tenham recebido treinamento médico, e que pode conseqüentemente dizer de uma posição de autoridade que eles não conhecem como o cérebro trabalha, são autorizados a mexer com isto – através de ECT, cirurgia e o bom e velho ´cassetete químico´. Enquanto é fácil para aqueles cães de guarda impor suas vontades sobre o cérebro de outros, é bem outra coisa para as pessoas não qualificadas tentarem consigo mesmas.

Dance e Fodam-se

Nós somos magia. Isto não é uma ostentação, nós não encontramos “L.O.O.N. é magia!” colocados em pontos de ônibus – mas magia não é algo que fazemos, ou algo em que ´estamos dentro´, é o que decidimos ser. Mas nossa magia não é algo que sentimos distante e que fazemos depois do trabalho, em finais de semana, ou uma vez por semana quando o grupo se encontra – diabos, o melhor trabalho de grupo que fazemos é quando estamos separados! Magia nós vivemos, comemos, respiramos e cagamos! Este livro é uma breve pausa no vídeo – uma pausa momentânea para nós. Quando você estiver lendo isso, nós já teremos partido, no curso de colisão com nossos futuros.

Escreva o seu volume (n.t. – Tomo, livro) de Magia do Caos.

Porquê comprar livros em Magia do Caos quando você pode escrever o seu próprio?! É simples, tudo que você precisa é um monte de papel, canetas, cola, e a substância alteradora de consciÊncia de sua preferência. Vá até a livraria e escolha livros aleatoriamente, colete uma pilha de revistas de lugares onde você puder obtê-las gratuitamente. Grave pedaços das conversas de outras pessoas. Junte todas estas coisas e coloque no chão em uma pilha. Tome (nt.- coma) o sacramento, espalhe a pilha de coisas no chão e comece a cortar os pedaços (não faça isso com os livros) em clippings. Quando você alcançar gnosis ou encher o saco disto, varra tudo para uma caixa de papelão. Não esqueça de inserir a palavra ´Caos´ no texto a cada duas ou trÊs frases. E próxima semana nós estaremos mostrando para você como fazer a capa para contar tudo isto, um tema musical legal… créditos.

Este é usualmente o estágio em todo volume de Magia do Caos onde os autores começam os insultos e diarréia verbais e começam a encher lingüiça com exemplos de rituais, feitiços, ´novos´ sistemas de adivinhação ou equações. Então sem mais alvoroço nós apresentamos o ritual de banimento L.O.O.N. : “FODAM-SE SEUS FILHOS DA PUTA!”

 Tecno-shamanismo

Porque usar uma bola de crista? Tente uma televisão fora de estação – vem com de graça um fundo de ruído ´branco´!

Recupere o descarte de outras pessoas e use-os para produzir objetos mágicos. Talismãs feitos de colagens e foto-montagens, pedaços de latas e partes de rádios velhos.

Invoque os fetiches da era moderna, canalize as identidades corporativas da ´Unilever´ ou ´Max Factor´. O que nós chamamos feitiçaria, eles chamam publicidade.

Rituais para ´Parar a cidade´, furtos de loja, batidas de aluguel ou zerar computadores são muito mais divertidas do que as coisas usuais. Veja se você consegue conjurar um poltergeist a ´baixar´ em na secretaria de finanças local.

Experimente com transmissões de notícias de rádio falsas. Faça fitas de áudio anunciando maluquices e toque-as sem alarde em lotadas estações de trem ou ônibus. Veja as pessoas pensando ´Eu realmente ouvi aquilo?´ e curta a suspensão momentânea da realidade para conseguir fazer alguma feitiçaria espontânea!

Talvez nós precisemos de uma revolução de feiticeiros?

 Entropolítica

Não existe tirania no estado de confusão´… A mídia age para censurar a informação. Toda mídia em rede é programada para dar a ilusão de liberdade de expressão e multiplicidade de opções. Manipulação política da media está tornando-se incrementalmente. .. quem se importa?

E sobre as assim chamadas revistas de ocultismo ´underground´? Elas tendem a ser produtos de indivíduos, ordens ou grupos, e provêem uma rede essencial para passar informações – ou para injetar uma dose saudável de desinformação. Nós tendemos a julgar um grupo oculto pela base das informações circulantes sobre ele. Tais julgamentos são no mínimo tênues. No passar dos últimos anos, nós temos visto o debate ´Caoístas x Cabalistas´, o ´Bitchcraft´ da Wicca, e as numerosas facções OTO todas tomando suas posições. Embora existe muita discussão sobre as ´Correntes do Caos´, a mais poderosa corrente é aquele som das caixas eletrônicas registrando mais uma venda… ´ring!´ Magia do Caos já está morta, e o único debate atual entre os abutres é sobre quem fica com os maiores ossos. Então volte às suas câmaras caóticas, esferas, politrapezóides e desapareça sobre suas ondas de vácuo. Um exemplo típico, você poderia dizer, de um espetáculo ´lembrando´ a situação.

Sem dúvida existem tentativas de classificar L.O.O.N. entre as facções deste quebra-cabeças. Bem justo, mas nós ´gostamos de todo mundo´. Nós gostamos da OTO, ONA, IOT, OS, OTOA, BOTA, SOL, OCS. Nós também gostamos das pessoas que mantém posição (em grande extensão) em nós gostar de … (insira um grupo de sua escolha). Nós podemos até mesmos sermos cabalistas gozando da cara de toda essa pose da Magia do Caos.

Magia do Caos tem sido a ´onda´ deste Aeon. Relativamente ´boa grana´ nas arrebentações da mídia ocultista. Alguns dizem que ela fez pela magia o que o punk fez pelo cenário musical. O que sucederá então… Nova Re-magia?

L.O.O.Naticos

Quando vocÊ estiver lendo isto nós não estaremos mais em Lincoln.
Nós não somos uma ´ordem´ no senso comumente aceito.
Apikorsus é a palavra grega para ´céptico´.
Minhas arvores carregam um estranho fruto: dividam e repartam de mesma forma. — Eris, ´the Stupid Book.´

T.T.F.N:
SNaKe, SKaRaB, Sister Apple, Bro. Moebius B. com agradecimentos to HTC pela versão original impressa.

Traduzido por Lobo Solitário – t_lone_wolf@ yahoo.com. br

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/apikorsus/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/apikorsus/

Três bacias cheias de sangue

Conto degustação da obra Rei da Dor e outros contos de horror

Gregori não podia reclamar do trabalho. O circo Bruxelas o havia recebido com os braços abertos quando, com apenas 17 anos, ele se juntou à trupe. Foi contratado primeiro como ajudante geral, tirava o lixo dos trailers, carregava e descarregava os vagões, fazia o trabalho pesado. Da limpeza, tornou-se o responsável pela jaula dos animais, alimentando os grandes felinos. Até se apegou a eles. Ficou radiante quando a leoa teve filhotes e assistiu com tristeza chegar até ela as dores e dificuldades da idade avançada. Mas Gregori sempre olhava para o futuro, ele era pró-ativo e solícito e queria progredir na carreira. Já havia tentado se juntar aos malabaristas, mas não tinha a habilidade necessária. Também já havia provado não ter graça o bastante para ser um bom palhaço. Em suas várias tentativas acumulou fracassos, mas também amigos. Não podia reclamar do trabalho, mas podia reclamar do chefe. Embora realmente tivesse progredido – em obrigações, não em salário – na cabeça do Sr. Stephano Bruxelas, o proprietário do circo, ele ainda só era apenas um desprezível ajudante geral.

Suba essas vigas. Bata o chão do picadeiro. Panflete o circo nas ruas. Lave essas roupas. Às vezes Grigori sentia que era o escravo pessoal do Sr. Bruxelas e não um membro da equipe. Nunca era chamado para os anúncios importantes, mas por ser uma espécie de faz-tudo tinha acesso a praticamente todas as partes do circo e ficou sabendo pela mulher barbada da pauta da última reunião. O Grande Jéan Eugene estava morto.

O velho mágico era o funcionário mais antigo do circo e segundo alguns já fazia apresentações antes dos pais do Sr. Bruxelas nascerem. Se morreu com 120 anos foi pouco, mas ninguém realmente sabia sua idade. Seus espetáculos eram lendários e sem dúvida o maior chamariz da bilheteria. Em certa ocasião, teria subido a altura dos trapézios em uma escada de fumaça; em outra, feito um saco de ossos se transformar em um macaco. A verdade é que o proprietário não cuidava dos negócios como seus pais. Sem o grande Jéan Eugene, o Circo corria o sério risco de fechar.

Ao saber do ocorrido, Gregori primeiro se entristeceu. Certa vez, Jéan Eugene tinha lido o futuro em sua bola de cristal e dito que ele tinha um grande futuro no circo. Era esse tipo de apoio dos amigos que o animava. Não que ele acreditasse em bolas de cristal. Mesmo assim, quando se lembrou da profecia, pensou que deveria tentar outra vez. Talvez fosse essa a grande oportunidade que Gregori precisava. Quando sugeriu ao Sr. Bruxelas que poderia tentar a vaga de mágico foi recebido com uma humilhante gargalhada.

— Está louco menino? Quem é você?

— Sr. Bruxelas, sei que parece loucura, mas o que você tem a perder?

— Tempo moleque. E tempo é dinheiro.

— Quero crescer aqui dentro. Olha, escolhe uma carta. E puxou um baralho.

O Sr. Bruxelas deu um tapa de baixo para cima no maço, arruinando a tentativa patética de o impressionar.

— Garoto, nem os palhaços te quiseram. Como você imagina poder tomar o lugar do grande Jeán Eugene?

— Não sei. Mas talvez eu me descubra como ilusionista. Tenho que ser bom em algo, certo?

— Você é bom em limpar o chão – disse a dançarina dos bambolês, Liliane, atual amante do chefe, entrando na conversa sem ser chamada para o prazer do Sr. Bruxelas. Era uma beldade de cabelos cacheados e sabia se aproveitar de sua juventude.

— Ótima essa, meu querubim!

O casal arrogante riu um para o outro e quase se esqueceram da presença de Gregori, que tentou mais uma vez:

— Sei que ainda não descobri meu lugar. Mas eu acredito em mim, Sr. Bruxelas.

— Oras, pivete, saiba do seu lugar! Olhe para si mesmo. Você devia agradecer de limpar nossa sujeira. Onde acha que conseguiria um emprego desse? Sabe como anda a economia?

Após pensar um pouco, o ajudante tomou coragem e desafiou:

— Pois bem! Deixe-me fazer uma apresentação. Uma única apresentação. Se você gostar, me dá a vaga. Se não gostar, eu trabalho de graça por um ano!

Sr. Bruxelas fingiu fazer algumas contas de cabeça e sorriu concordando.

— Você é um tolo, menino. Se é o que quer, eu gostaria mesmo de poupar a esmola que você ganha. Daqui a três dias, você fará seus truques baratos para que eu e meu querubim possamos dar outras risadas.

— Ai docinho, você é demais! – comentou a dançarina.

II

Gregori estava decidido pela vitória. Faria qualquer coisa para ganhar aquela aposta. Imaginou que talvez dentro do trailer do grande Jéan Eugene encontrasse algum truque que pudesse usar. Esperou todos dormirem e entrou no vagão com as chaves a que, como faz-tudo, tinha acesso. Avançou como um ladrão pela noite e chegou na porta. Colocou a chave na fechadura e a virou, praticamente sem emitir nenhum som. Quando entrou, sua espinha gelou. O barulho de bater asas das pombas na gaiola denunciavam o ladrão que rapidamente encostou a porta. Com a morte do mágico, todos haviam esquecido delas. Na verdade, aparentemente ninguém havia entrado lá desde a morte de Jeán. Talvez por respeito, provavelmente por medo.

A cama ainda estava bagunçada do último sono do mágico e sobre a escrivaninha um café frio que nunca seria terminado. Grigori fechou a porta e acendeu o lampião. Pôde assim ver uma série de instrumentos arcaicos dividindo estranhamente o ambiente com artigos de palco. Cristais, incensário ao lado de varinhas e argolas. Em um baú, encontrou uma cartola, luvas brancas e um crânio sem a tampa do osso parietal – tão realista que preferiu não pensar a respeito. No chão, um triângulo desenhado com giz.

A maior parte do trailer era, entretanto, ocupado por uma pequena, mas poderosa biblioteca que ocupa do chão ao teto de praticamente toda a lateral. Nessas prateleiras, havia uma coleção de livros clássicos de ilusionismo pareando com antigos tomos de superstição pagã e feitiçaria medieval. Não havia nenhuma organização aparente, mas era uma biblioteca realmente invejável: O Grande Livro da Magia, de Wendy Rydell, bem ao lado das Clavículas de Salomão, vários volumes do Zohar interrompidos pela Enciclopédia Ilustrada Blackstone de Truques de Baralho. Era muita coisa para ler em uma noite, talvez em um dia, de modo que Grigori apenas fechou os olhos e deixou seus dedos escolherem ao acaso. Puxou um livro de capa de couro carcomido e que emanava um certo poderio oracular.

Colocou o livro sobre a escrivaninha e o abriu. Era um volume velho como uma pirâmide azteca. Como ela, uma obra repleta de desenhos e glifos. As páginas eram amarelas de idade e todas as palavras escritas com uma tinta cor de ferrugem que lembrava sangue oxidado. Na folha de rosto, pôde ler em tipos antigos: “Suk’Nazbot”, abaixo dele o subtítulo excessivamente descritivo: “Coletânea de sortilégios demoníacos e artes trevosas”. Tentou ler, mas conforme o fazia as palavras se agitavam como formigas nervosas e o texto tornava-se ilegível. Quando isso acontecia, avançava algumas páginas para recuperar o poder de leitura. Foi assim guiado pelo próprio volume a ler o que devia ser lido e chegou em um capítulo intitulado “Sacrifício da Carne: Como obter poderes ocultos derramando o sangue dos vivos”.

Aprendeu que poderes verdadeiros poderiam ser adquiridos se fizesse um pacto com certas realidades inumanas. Teria que se comprometer a dar algo em troca. Usando as estranhas runas descritas naquelas páginas, esse acordo poderia ser feito com o mundo oculto, não com dinheiro ou joias, mas oferecendo o sangue dos vivos. O sangue deveria ser todo retirado e oferecido a entidades cujos nomes o homem mal pode pronunciar. Pela descrição e ilustração do livro, seriam necessárias três bacias cheias de sangue. Gregori calculou em torno de nove litros, o equivalente a dois adultos saudáveis. O sangue precisaria ser tirado na hora em que fosse oferecido e seus fornecedores obrigatoriamente mortos no processo.

Gregori foi seduzido por aquelas páginas como Eva pela serpente. Parecia um bom negócio. Com apenas um assassinato, usando aquelas palavras de poder, ele teria acesso às forças que fazem as leis da natureza se curvarem. Podia escolher alguém que merecesse morrer. Não seria difícil encontrar. Poderia depois usar os poderes adquiridos para fazer muitas boas ações que compensariam até mesmo o homicídio. Se matasse duas pessoas, poderia melhorar a vida de outras quarenta. Tentava reduzir a moral a uma conta aritmética. Já não pensava com clareza. Leu o capítulo muitas e muitas vezes como um maníaco. Horas depois, percebeu que não viu o tempo passar. Quando deu por si, notou que não viu a manhã chegar e foi tomado pelo impulso da fuga. Não queria ser pego lá dentro. Saiu do trailer como um animal liberado sai do cativeiro. Estava agora tomado de uma certeza luciferina e sabia exatamente o que fazer. Atrás de si, deixou a porta e o livro aberto.

Naquela mesma manhã, o Sr. Bruxelas fazia a ronda que os chefes gostam de fazer para não ter eles mesmos que trabalhar. Andava devagar com a pompa dos grandes proprietários, avaliando os ensaios dos palhaços e o treino dos trapezistas.  Quando passou pelo trailer do poderosos Jéan Eugene, achou muito estranho ver a porta aberta. Nunca tinha entrado naquele local enquanto o mágico anterior vivia e agora adentrava com a curiosidade de quem explora as ruínas de um templo antigo.  Entrando, notou o livro aberto e se horrorizou com ele. Na escrivaninha e ao lado dele, o molho de chaves do tratador de leões.

Saiu, trancou a porta de forma afetada e mandou chamar o ajudante geral.

— Você sabe que não posso ignorar isso.

— Não se preocupe, Stephano, nada aconteceu. Ele nunca havia chamado ele pelo primeiro nome.

— Você invadiu o trailer do grande Jean. Não é só um desrespeito. É um crime. Um pecado!

— Crime? Pecado? Ainda não… por acaso algo foi roubado? Sua calma era perturbadora.

— Não sei. Parece que não. Mas essas chaves são suas.

– Devo ter esquecido lá quando fui alimentar as pombas. E pegou a chave de forma excessivamente cortez.

O Sr. Bruxelas estava sem ação com a nova postura do ajudante.

— Sacrifício? Pacto de Sangue? Você sabe que isso é loucura não é, Gregori?

— Não é loucura o nome que os covardes dão à sabedoria? – e saiu.

Não se falaram mais até o dia da apresentação. A nova postura dominante de Gregori fez com que não apenas o dono do circo, mas também todos os funcionários se reunissem na ala oeste do picadeiro onde foi montado um palco para a exibição.

 III

As cortinas abriram. No seu centro do palco, havia agora uma caixa retangular de pé como uma enorme lápide dividida em três partes. Em cada uma das partes, uma parcela de uma figura demoníaca estava desenhada ao estilo azteca. A cabeça era como a de um javali, o tronco com o de um macaco e as pernas iguais às de um bode agachado. Gregori entrou no palco pela esquerda em passos lentos com a autoridade com que um juiz entra no tribunal. O silêncio imediatamente se fez presente em todos que escutavam a sola de seus sapatos bater na madeira do chão enquanto ele se aproximava da caixa. 

Audácia das audácias. Estava vestido com as roupas do grande Jéan Eugene. O tamanho era um número maior que o dele, dando-lhe a impressão desleixada. Sua cartola e capa lhe dava uma impressão que seria cômica se não houvesse algo de errado em seu rosto. Havia agora um sorriso quase deformado em seu rosto, como que esticado por dedos invisíveis, uma certa perversão que ninguém até então já tinha observado. Era como se o próprio diabo tivesse emprestado seu corpo para brincar de circo. Sua voz também era quase a mesma:

— Senhoras e senhores, lhes apresento a Tumba Montezuma!

A luz do holofote iluminou a caixa, embora todos os outros funcionários estivessem na plateia.

— Esta noite vamos desafiar a vida e a morte quando um de vocês for colocado na tumba e as próprias leis da natureza forem violadas.

A tumba se abriu. A divisão em três partes continuava na parte de dentro separada por três lâminas que cortavam lado a lado toda sua área interna. O mago se aproximou e retirou as três lâminas com a firmeza de um cirurgião.

— Como devem imaginar, estou sem minha ajudante. Será necessário um voluntário da plateia.

Silêncio total.

— Com certeza, você, nosso amado chefe, Stephano não vai perder a chance de entrar para a história do circo Bruxelas.

O dono do picadeiro olhou para os lados confuso quando uma força invisível pareceu ter forçado sua cabeça para frente. Ele então disse em uma voz tremendo tal qual um gago que se esforça para falar.

— Ee eu soo souu o vooluuuntário…

— Excelente! Aproxime-se! – disse o mágico.

Pouco se moveu à medida em que Stephano se dirigia à tumba como um zumbi. Uma vez dentro, deu uma meia-volta militar e a plateia pôde ver o vazio de seus olhos.

— Agora, algumas medidas de segurança. Não queremos que o corpo caia quando arrancarmos seus pedaços – prosseguiu Grigori com a solenidade de um carrasco. 

Enquanto ele retirava das mãos as algemas, Stephano colocou as mãos para frente. Uma faixa de fita adesiva reforçada foi colocada em sua boca e uma corda de marinheiro apertou forte uma perna contra a outra. Cada parte do corpo estava também bem presa a uma das três partes da caixa. A tudo isso, o dono do circo colaborava tal qual um bovino ignorante do abate. 

— Estamos prontos, amado público! Hora de um pouco mais de ação!

Ao dizer isso, estalou os dedos e todos puderam ver que o dono do circo havia voltado a si. Estava completamente apavorado e se esforçou em vão para se soltar. Emitiu um mugido mudo de sequestrado quando o mágico fechou a porta da tumba à sua frente.

— Música! 

O som que preencheu o ambiente era como um coral de monges do inferno cantando para o deus da morte. O horror que se apossou da plateia fez a maioria dos funcionários paralisar de medo e aqueles que tentaram fugir se viram presos por forças estranhas.

— Primeiro, vamos separar as pernas… para que não corra, sabem? – e piscou para a plateia.

A primeira lâmina foi enviada com a brutalidade de um açougueiro. O grito abafado pela caixa e pela fita adesiva superou até mesmo a música infernal que tocava e foi ouvida da última fileira.  

— Agora, lhe arrancamos a cabeça! – disse Gregori rindo descontroladamente.

O mágico posicionou a segunda lâmina na fenda da caixa e olhou de forma sádica para a plateia.

— Contem comigo, amado público!

Como uma horda de almas condenadas, todas as bocas obedeceram.

— Dez… Nove… Oito..  Sete… Quando a contagem começou os gritos de dentro da caixa se intensificaram e um leve balançar pode ser notado à medida que seu prisioneiro se debatia como um peixe fora d’ água.

— Sete… Cinco… Quatro… – alguns choravam desesperados e outros molhavam as calças. Ninguém conseguia fechar os olhos.

— Três… Dois… Um… – os gritos abafados chegaram ao ápice e pararam, quando a lâmina foi enfiada com força. A música apoteótica sobrenatural também cessou como que para todos pudessem ouvir o barulho de pele e carne rasgada de dentro da caixa. 

A essa altura, o sangue escorria pela abertura da tampa frontal e empatava o espaço ao redor do palco.

— Outro voluntário! Quero outro voluntário! – anunciava o mágico satisfeito – Você, dançarina, venha fazer parte do meu espetáculo!

Liliane se levantou. A urina lhe escorria pela meia-calça. Seu rosto porcamente desmaquiado pelas lágrimas se afastava aterrorizado, enquanto seus braços e suas pernas se dirigiam obedientes ao picadeiro.. 

— Vamos, minha cara… Retire a Lâmina de baixo!

Toda a alma da dançarina devia estar empenhada em resistir a essa ordem, pois a mão vacilava em obedecer. Apesar disso, obedeceu como uma sonâmbula. Tentou retirar a lâmina inferior, mas teve dificuldade. Forçou-a e quando conseguiu a tumba de madeira se mexeu como se um novilho natimorto tivesse sido arremessado ao chão. O fluxo de sangue no chão se intensificou.

— Agora a de cima! Retire ela também!

A segunda lâmina foi puxada com facilidade pelo ajudante involuntário. Manchada do centro em diante de sangue escuro como se um dragão a tivesse lambido após se fartar de carne humana. Novamente, o barulho de algo caindo.

— Agora, abra a tumba! Senhoras e senhores, esse é meu presente para todos!

A mão da circense tremia e vacilava como uma palmeira em uma tempestade denunciando a revolta da alma dominada. Ainda assim, segurou a pequena maçaneta. O sangue do chão começou a evaporar de forma sobrenatural, criando serpentes de fumaça  ao redor da tumba, como coroando o ponto alto do espetáculo.

— Vamos, abra! Abra! Abracadabra!

A porta da tumba foi aberta.

Dentro dela estava Sr. Bruxelas. E que surpresa, sem algemas nem fita. Com pernas e cabeça. No chão, a última gota de sangue evaporava. Estupefato, o homem apenas deu alguns passos para frente e olhou ao redor completamente perplexo. 

Gregori segurou com autoridade a mão do dono do circo e da bailarina e os levou até a frente do palco, obrigando-os a fazer uma teatral referência para a plateia. Ao levantarem suas cabeças, soltou as mãos de ambos e com um gesto liberou todos os funcionários das forças sobrenaturais que os oprimiam. Alguns caíram desmaiados. Outros fugiram de horror.

A dançarina foi uma das que desmaiou quase que imediatamente. Grigori a ignorou e se voltou para o casaco do Sr. Bruxelas. Tirando o pó de seus ombros com o zelo de uma mãe severa, Grigori explicou sorrindo com os olhos:

— Uma fantástica ilusão, não acha, meu caro Stephano? O emprego é certamente meu.

Obedientemente, ele apenas assentiu com a cabeça como uma criança assustada. Sabia que lá estava alguém com quem não poderia discutir. Na verdade, tinha dúvidas sobre quem era o proprietário do circo agora. Grigori ganhou não apenas a vaga de mágico, mas o maior salário da trupe, o trailer com toda coleção de artigos raros de seu antigo dono e principalmente, o nefasto livro Suk’Nazbot. 

O circo não fechou. Pelo contrário, nos meses que se seguiram, as arquibancadas estavam diariamente mais lotadas. As apresentações do grande Grigori Vigatto superaram até mesmo as de Jéan Eugene. Aparições espectrais de cair o queixo. Cabeças decepadas flutuando como balões. Fileiras de esqueletos dançando um cancã macabro como garotas francesas. Criaturas inomináveis brotando do chão. Mãos amputadas correndo pela plateia como caranguejos. Até os jornalistas dos grandes jornais vinham assistir seus espetáculos. O circo estava de volta.

Foi, contudo, logo após a sádica apresentação inicial que o Sr. Bruxelas entendeu o que havia acontecido. Os funcionários que saíram correndo daquele horror encontraram em uma área não muito distante do circo uma cena digna de uma missa diabólica. No centro, um corpo rasgado de peito para cima. Ao seu redor, um triângulo de sal repleto de símbolos indecifráveis. Em cada ponto do triângulo, uma bacia cheia de sangue. O sacrifício havia mesmo sido feito. A velha leoa estava morta.

 

versão impressa e kindle

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/popmagic/tres-bacias-cheias-de-sangue/

Como o Senhor Krishna é a Fonte de todos os Avatares: As Expansões do Supremo

Por Stephen Knapp.

Apesar do fato de que tudo vem do Ser Supremo, Ele ainda está distante de tudo. Ele não se desprende de seus eternos passatempos de prazeres com seus devotos no reino espiritual. Assim, no processo de criação dos mundos materiais, o Supremo se expande em várias formas, que são suas partes plenárias. Krishna é o Senhor primordial, a Personalidade original da Divindade, para que Ele possa se expandir em formas ilimitadas com todas as potências. Eles não são diferentes dEle, mas podem apresentar diferenças de forma.

Ele primeiro se expande em Baladeva, ou Balarama, que é considerado o segundo corpo e irmão de Krishna. Balarama auxilia nos inúmeros passatempos espirituais do Senhor Krishna, tanto no âmbito espiritual como no material.

O Senhor Balarama também é o Senhor Sankarshana, o predominante da energia criativa. Ele cria e é o abrigo do mundo material e espiritual. Pela vontade de Krishna e pelo poder da energia espiritual, o Senhor Balarama cria o mundo espiritual, que consiste do planeta Goloka Vrindavana e dos planetas Vaikuntha. 1

O Senhor Balarama auxilia especialmente o Senhor Krishna na criação dos mundos materiais. Depois que Balarama expandiu-se no Lorde Maha-Sankarshana, Ele se expande em quatro formas diferentes, inclusive: 1) Karanadakashayi Vishnu [Maha-Vishnu], 2) Garbhodakashayi Vishnu [a expansão em cada universo], 3) Ksirodakashayi Vishnu [a Supersoul em cada indivíduo], e 4) Sesha, também chamada Seshanaga. Estas quatro primeiras porções plenárias auxiliam na manifestação cósmica material. Sesha é a forma de Balarama que auxilia no serviço pessoal do Senhor. Ele também é chamado de Ananta, que significa ilimitado, porque Ele assiste ao Senhor em Sua ilimitada variedade de passatempos. 2

* * *

Para explicar mais claramente, todas as expansões do Senhor começam com Sri Krishna. Para Seus passatempos em um dos mais altos níveis do reino espiritual, chamado Dvaraka, Sri Krishna se expande para Balarama, que depois se expande para Pradyumna e Aniruddha. Estes quatro se expandem em um segundo quádruplo que está presente nos ilimitados planetas Vaikuntha do céu espiritual. O segundo quádruplo é conhecido como Vasudeva, Sankarshana, Pradyumna e Aniruddha. Eles são expansões transcendentais e imutáveis do Senhor Supremo, Krishna. Neste segundo quádruplo, Vasudeva é uma expansão de Krishna, e Sankarshana é uma representação de Balarama.

No céu de Vaikuntha há a energia pura e espiritual criativa chamada Shuddha-sattva que sustenta todos os planetas espirituais com todas as opulências do conhecimento, riqueza, poder, beleza, etc., tudo isso permeia todo o reino espiritual e é plenamente desfrutado pelos residentes de lá. Esta energia é apenas uma demonstração das potencialidades criativas de Balarama, Maha-Sankarshana. É também este Sankarshana que é a causa original do Oceano Causal onde dorme Karanodakashayi Vishnu (Maha-Vishnu), enquanto expira as sementes de inumeráveis universos. Quando a criação cósmica é aniquilada, todas as entidades vivas materialmente condicionadas, embora indestrutíveis, se fundem de volta ao corpo de Maha-Vishnu, onde descansam até o momento da próxima criação. Assim, Balarama como Sankarshana é a origem de Maha-Vishnu, de quem origina todas as potencialidades da manifestação material. 3

Assim, para resumir, para Seus passatempos espirituais no reino de Vaikuntha, o Senhor Krishna tem quatro expansões originais, a saber: Vasudeva, Sankarshana, Pradyumna e Aniruddha. Maha-Vishnu é uma expansão do Sankarshana; Garbhodakashayi Vishnu é uma expansão do Pradyumna; e Ksirodakashayi Vishnu é uma expansão do Aniruddha. 4

* * *

Para começar a explicar o propósito e a função dessas expansões, o Srimad-Bhagavatam (2.6.42) descreve que, “Maha-Vishnu (Karanadakashayi Vishnu) é a primeira encarnação do Senhor Supremo no processo de criação dos mundos materiais. Ele é o mestre do tempo eterno, espaço, causa e efeitos, mente, elementos, ego material, os modos da natureza, sentidos, a forma universal do Senhor (Garbhodakashayi Vishnu) e a soma total de todos os seres vivos, tanto em movimento como não em movimento”.

Então Maha-Vishnu se deita no rio Viraja, que é a fronteira entre o mundo espiritual e o material. 5

O Senhor Maha-Vishnu é a fonte de milhares de avataras em Seus milhares e milhares de porções subjetivas. Ele é o criador de incontáveis almas individuais. Ele também é conhecido pelo nome de Narayana, que significa o abrigo de todas as almas individuais jiva. Dele brota a vasta extensão de água conhecida como o Oceano Causal espiritual. Maha-Vishnu então se reclina nas águas do Oceano Causal em um estado de sono divino, chamado yoga-nidra. Assim, diz-se que a criação universal é apenas o sonho de Maha-Vishnu. 6

Como as águas do Oceano Causal, conhecido como o Oceano Karana, vêm do corpo de Maha-Vishnu, ele é completamente espiritual. O Ganges sagrado é apenas uma gota daquele oceano, que pode purificar as almas caídas. 7

O Senhor Balarama também se expande para a grande serpente conhecida como Ananta, ou Seshanaga. Ele repousa no Oceano Causal e serve como o sofá sobre o qual o Senhor Maha-Vishnu se reclina. 8

Que Ananta-Sesha é a encarnação devota de Deus que nada mais sabe além de serviço ao Senhor Krishna. Com seus milhares de bocas, ele sempre canta as infinitas glórias do Senhor Krishna. Ele também se expande para servir como parafernália do Senhor Krishna, incluindo itens como o guarda-chuva, chinelos, roupa de cama, travesseiro, vestuário, cadeira de descanso, residência, fio sagrado gayatri e trono nos passatempos do Senhor Krishna. Assim, Ele atingiu e exibe o fim último da servidão ao Senhor Krishna. 9

Na época da criação, depois que o Supremo está dormindo há algum tempo, a primeira emanação da respiração do Senhor Maha-Vishnu são os Vedas personificados que O servem acordando-o de Seu sono místico. Eles começam a cantar com entusiasmo Suas glórias, passatempos e louvores, assim como um Rei é despertado pela manhã por poetas que recitam seus feitos heroicos. 10 Isto mostra a natureza eterna da literatura védica. Eles não são meramente escritos pelos homens, mas são vibrações espirituais que existem antes e depois da criação material, e que emanam do Senhor Supremo.

Quando o Senhor é despertado, Ele lança seu olhar sobre a energia material da maya. Então ela se torna agitada. Naquele momento, o Senhor injeta as sementes originais de todas as entidades vivas. Este olhar é como o Supremo impregna a natureza material com todas as entidades vivas. Assim, o Senhor não toca pessoalmente a energia material, mas por Sua expansão funcional Ele coloca as entidades vivas na natureza material através de Seu olhar. 11 Esta expansão funcional do Senhor toma a forma de Shiva, que será explicada mais tarde.

Após agitar a natureza material em três qualidades, que são os modos da natureza na forma de paixão, bondade e ignorância, eles se tornam ativos e a natureza material começa a dar origem à energia material total conhecida como o hiranya-mahat-tattva. Esta é a soma total da inteligência cósmica. Assim, a natureza material torna-se agitada pelos destinos das almas condicionadas, conforme determinado pela influência dos modos da natureza. 12

Simplesmente pelo olhar da consciência Maha-Vishnu é criado, que é conhecido como o mahat-tattva. A Deidade predominante do mahat-tattva é o Senhor Vasudeva, outra expansão do Senhor Krishna. Isto explica como a energia material é como a mãe dos seres vivos, enquanto o Senhor é o Pai Supremo de todos. Assim como uma mulher não pode dar à luz sem o contato de um homem, ou pelo menos de sua semente, também a natureza material não pode criar sem o contato do Ser Supremo.

Assim, primeiro se manifesta a energia material total, e daí surgem os três tipos de egoísmo, que são as fontes originais de todos os semideuses [as deidades menores que controlam], os sentidos, e os elementos materiais. Ao combinar os diferentes elementos, o Senhor Supremo cria todos os universos ilimitados. Uma vez manifestados os elementos materiais, e estabelecido todo o potencial de criação dos universos, os inúmeros universos começam a emanar dos poros do corpo de Maha-Vishnu, e de Suas exalações. Eles aparecem exatamente como partículas atômicas que flutuam ao sol e passam através de uma tela. Quando Maha-Vishnu inspira no momento da aniquilação universal, elas retornam ao Seu corpo. Desta forma, Maha-Vishnu é a Superalma de todos os universos. 13

Brahma, os semideuses, e cada universo permanecem vivos durante a duração de uma de suas exalações. 14 Entretanto, não há limite para as exalações de Maha-Vishnu. 15

Uma vez criados todos os universos, que são ilimitados, Maha-Vishnu se expande em formas ilimitadas e entra em cada universo como Garbhodakashayi Vishnu. Uma vez que Ele está em cada universo, Ele vê que não há lugar para se residir. Então, após alguma consideração, Ele enche metade do universo com água de sua própria transpiração. Ele então se deita sobre a água, novamente apoiado pelo leito de Seshanaga. 16

Garbhodakashayi Vishnu, que é conhecido no universo como Hiranyagarbha e Antaryami, a Superalma, é glorificado nos hinos védicos. Ele é o mestre de todo e qualquer universo e abrigo da energia externa ou material. No entanto, sendo transcendental, Ele está completamente além do toque da energia externa.

A seguir é a terceira expansão de Vishnu, chamada Ksirodakashayi Vishnu, que é a encarnação da qualidade do bem. Ele é a forma universal do Senhor e se expande como a Superalma dentro de cada entidade viva. Ele é conhecido como Ksirodakashayi Vishnu porque Ele está no oceano de leite na ilha de Svetadvipa. Estas são as três expansões do Senhor Vishnu que supervisionam e tornam possível a criação do mundo material. 17

Desta forma, podemos ver como todas as expansões do Senhor, e também todas as Suas energias que se manifestam para fazer surgir a criação cósmica, todas originam-se do Senhor Krishna. Portanto, a razão pela qual o Senhor Krishna é considerado a nona encarnação é apenas porque esta é a ordem pela qual Ele exibe Seus avatares antes de exibir Seus próprios passatempos. Basicamente, se pudermos entender melhor esta descrição, tudo não é mais do que um passatempo do Senhor.

Alguns versículos adicionais que esclarecem este tópico incluem o 3º capítulo do 1º Canto de Srimad-Bhagavatam que descreve as principais encarnações do Senhor Supremo. Tendo feito isso, diz o versículo 28:

ete camsha-kalah pumsah

krsnas tu bhagavan svayam

indrari-vyakulam lokam

mridayanti yuge yuge

“Todas as encarnações acima mencionadas são porções plenárias ou porções plenárias do Senhor, mas o Senhor Sri Krishna é a Personalidade original da Divindade”. Todas elas aparecem nos planetas sempre que há um distúrbio criado pelos ateus. O Senhor encarna para proteger os teístas”.

Também em Brahma Samhita (5.1), diz o Senhor Brahma:

isvarah paramah krishnah sac-cid-ananda-vigrahah

anadir adir govindah sarva-karana-karanam

“Krishna, que é conhecido como Govinda, é a Suprema Divindade. Ele tem um corpo espiritual eterno e bem-aventurado. Ele é a origem de todos. Ele não tem outra origem e Ele é a principal causa de todas as causas”.

Desta forma, a literatura védica concorda que Krishna é a fonte de Brahma, Shiva e de todos os outros semideuses. No Atharva Veda (Gopala-tapani Upanishad 1,24) é dito, yo brahmanam vidadhati purvam yo vai vedamsh cha gapayati sma krishnah: “Foi Krishna quem no início instruiu Brahma no conhecimento védico e quem disseminou o conhecimento védico no passado”.

Então o Narayana Upanishad (1) diz, atha purusho ha vai narayano kamayata prajah srijeyeti: “Então a Personalidade Suprema Narayana desejava criar entidades vivas”. O Upanishad continua, narayanad brahma jayate, narayanad prajapatih prajayate, narayanad indro jayate, narayanad ashtau vasavo jayante, narayanad ekadasha rudra jayante, narayanad dvadashadityah: “De Narayana nasce Brahma, e de Narayana também nascem os patriarcas”. De Narayana, nasce Indra, de Narayana nascem os oito Vasus, de Narayana nascem os onze Rudras, de Narayana nascem os doze Adityas”.

Este Narayana é uma expansão de Krishna, como explicado anteriormente.

É ainda dito no Narayana Upanishad 4, brahmanyo devaki-putrah: “O filho de Devaki, Krishna, é a Personalidade Suprema”.

No próprio Moksha-dharma Sri Krishna diz: “O filho de Devaki, Krishna, é a Personalidade Suprema”,

prajapatim cha rudram chapy aham eva srijami vai

tau hi mam na vijanito mama maya-vimohitau

“Os patriarcas, Shiva e outros são criados por Mim, embora eles não saibam que são criados por Mim porque estão iludidos por Minha energia ilusória”.

O Senhor Brahma continua a rezar e explica em sua Brahma Samhita (5.46) como a potência nas expansões de Krishna se espalha de uma forma para outra:

diparchir eva hi dashantaram abhyupetya

dipayate vivrita-hetu-samana-dharma

yas tadrig eva hi cha vishnutaya vibhati

govindam adi-purusham tam aham bhajami

“A luz de uma vela sendo comunicada a outras velas, embora queimando separadamente nelas, é a mesma em sua qualidade”. Adoro o primordial Senhor Govinda que se expõe igualmente com a mesma mobilidade em suas diversas manifestações”.

Assim, o conhecimento védico aceita claramente Sri Krishna (Govinda) como a fonte original independente e sem causa de todas as suas várias manifestações de personalidade conhecidas como os vários avatares Vishnu (formas/personalidades).

Notas do Capítulo:

1. Chaitanya-caritamrita, Madhya-lila, 20.255-6

2. Ibid., Adi-lila, 5.4-6, 8-11

3. Ibid., Adi-lila, 5.41 & purport

4. Ibid., Adi-lila, 2.56, purport.

5. Ibid., Madhya-lila, 20.268-271

6. Brahma-samhita, 5.11-12

7. Chaitanya-caritamrita, Adi-lila, 5,54

8. Brahma-samhita, 5.47

9. Chaitanya-caritamrita, Madhya-lila, 5.120-124

10. Srimad-Bhagavatam, 10.87.12-13

11. Chaitanya-caritamrita, Madhya-lila, 20.272

12. Srimad-Bhagavatam, 3.26.19

13. Chaitanya-caritamrita, Madhya-lila, 20.275-282

14. Brahma-samhita, 5.48

15. Chaitanya-caritamrita, Madhya-lila, 20.324

16. Ibid., Madhya-lila, 20.284-6

17. Ibid., Madhya-lila, 20.292, 294-5

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Fonte:

KNAPP, Stephen. How Lord Krishna is the Source of all Avatars:
The Expansions of the Supreme. Stephen Knapp, 2022. Disponível em: <https://www.stephen-knapp.com/how_lord_krishna_is_the_source_of_all_avatars.htm>. Acesso em: 15 de março de 2022.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/yoga-fire/como-o-senhor-krishna-e-a-fonte-de-todos-os-avatares-as-expansoes-do-supremo/

Yama & Niyama: O que seria o “Thelemita ideal”?

O que é um “Thelemita ideal”? Simples: Não existe algo como “Thelemita ideal”. A Lei de Thelema é “Faça o que tu Queres”, o que significa que cada indivíduo é soberano. Todo Homem e toda Mulher tem sua própria Lei individual, sua Vontade única e particular. Como diria William Blake, “Uma Lei para o Leão e para o Boi é Opressão”.

O Fato de “não há Lei senão Faça o que tu queres” (Liber Al III: 60) é precisamente o motivo de não haver um ideal padrão ou universal. Cada indivíduo tem a sua própria Vontade, e cada Lei deve ter seu “ideal” próprio e único. Sobre o fato de não existir esse padrão ou ideal universal Crowley escreve:

“O que se faz necessário não é a busca por um ideal fantástico, profundamente desajustado às nossas necessidades reais, mas para descobrir a real natureza dessas necessidades, para preenchê-las, e gozar com elas” – Magick Without Tears, Capítulo 8.

“Saibas, o meu filho, que todas as Leis, todos os Sistemas, todos os Costumes, todos os Ideais e Padrões que tendem a produzir Uniformidade, estando diretamente em Oposição com a Natureza da Vontade de mudar e desenvolver através da Variedade, está amaldiçoado” Liber Aleph capítulo 31: ‘De Lege Motus’.

“Cada criança deverá desenvolver sua própria Individualidade, e Vontade, independente de Ideais alienantes. (…) Permita que as crianças eduquem a si mesmas a [ou para] serem elas mesmas. Aqueles que as treinam para seguir padrões as aleijam e as deforma. Ideais alheios impõem perversões parasíticas. (…) Padrões de educação, ideias de Certo e Errado, convenções, credos, códigos estaguinam a Humanidade” -”On the Education of Children”.

Poderia ser argumentado que Thelema é um “ideal universal” em si. Que Thelema é uma Lei universal quando “Faça o que tu queres” afirma que cada indivíduo deve encontrar sua Vontade única e pessoal, sua Lei particular. O ideal universal é, portanto, que não há um Ideal universal: cada um deve “descobrir a verdadeira natureza de suas necessidades reais, para preenchê-las e gozar com elas”. O único absoluto é que não há absoluto e a única constante é a mudança.

De certa forma, nós podemos dizer que o “Thelemita ideal” é aquele que faz a sua Verdadeira Vontade e deixa os outros fazerem as suas Verdadeiras Vontades. Esse “Thelemita ideal” segue sua própria Lei enquanto os outros seguem suas próprias e diferentes Leis; não há ideais universais- nem de “o que é melhor” ou “o que é absolutamente Certo e Errado” ou, além disso. Isso é às vezes chamado de “Yama e Niyama da Thelema”.

Nós emprestamos os termos “Yama” e “Niyama” do sistema Hindu do Raja Yoga como explicado, entre outros lugares, no clássico tratado de Patanjali intitulado “Yogasutras”. Yama e Niyama são palavras que representam coisas opostas, semelhantes a “Não deves” (Yama) e “Deves” (Niyama). Infelizmente, traduzi-las para o inglês (ou português) não é fácil, mas seu sentido no contexto de Thelema fica claro com uma pequena explicação.

O Yama de Thelema é ter a autodisciplina de encontrar a própria Vontade e de realizar (ou fazer) a própria Vontade. Como é dito “Não tens nenhum outro direito que não fazer tua vontade” (Liber Al, I:42). O Niyama de Thelema é cuidar de suas próprias coisas ou, em outras palavras, permitir que os outros encontrem suas próprias Vontades. O Niyama é estender a mesma liberdade de fazer sua própria Vontade que você corretamente assume para si a todos os outros indivíduos. Resumindo:

▪ A Yama de Thelema: Faça o que tu queres há de ser tudo da lei. Não há direito além de faça o que tu queres

▪ A Niyama de Thelema: Mind your own business (nota da tradução: equivalente a: Cuide de sua vida, mas no literal seria Se preocupe com suas tarefas)

Yama: Crowley menciona que Yama significa algo similar a “controle” ou “a palavra ‘inibição’ como usada pelos biólogos”. Basicamente, Yama significa a autodisciplina de se manter na “trilha” ou no “caminho” de sua Verdadeira Vontade e não desviar dela (e). “Não há direito mas apenas faça o que tu queres” (liber Al, I:42) explicita que você está, por definição, fora do seu único direito quando se desvia de seu Caminho. Isso requer uma autodisciplina de manter-se fiel a sua própria Lei. Como Crowley escreve “O que é verdadeiro para cada Escola é igualmente verdade para cada indivíduo. Sucesso na vida, com base na Lei de Thelema, implica autodisciplina severa”. Crowley nos dá um resumo sucinto de Yama da Thelema quando escreve:

“Eu desejaria reforçar mais uma vez que nenhuma questão de certo e errado entra em nossos problemas. Mas na estratosfera é ‘certo’ para um homem ser selado numa vestimenta resistente a pressão e eletricamente aquecida, com um suprimento de oxigênio, Enquanto em outros lugares seria errado ele usá-la se estivesse correndo três milhas num esporte de verão em Tanezrouft. Esse é o fosso que todas os grandes professores das religiões já caíram, e eu tenho certeza que vocês estão olhando avidamente para mim na esperança que eu faça o mesmo. Mas não! Há um princípio que nos carrega através de todos os conflitos referentes à conduta, porque é perfeitamente rígido e perfeitamente elástico – ‘Faça o que tu queres há de ser tudo da Lei’ Isso é Yama” – Eight Lectures on Yoga, “Yama”

Niyama: Não há antônimo pra Yama, ou autodisciplina, que traduz adequadamente o termo “Niyama”. Nós poderíamos dizer que o complementar de “autodisciplina” é, nesse caso, algo como “disciplina do outro”. Se Yama é a disciplina que temos conosco para nos mantermos verdadeiros com a nossa Lei, Nyama é a disciplina que temos para com os outros, ao permitir que eles permaneçam verdadeiros em suas Leis. Essa “disciplina do outro” pode ser resumida em “Cuide de sua vida!”. Crowley versa exatamente isso em diversos lugares :

“Cuide da sua vida! é a única regra suficiente.” – Magick without Tears, capítulo 15

“Que tu saibas, ainda, meu querido Filho, a Arte da Conduta correta com eles a quem dar-lhe-ei para a Iniciação. E a Regra portanto, é uma só Regra: Faça o que tu queres há de ser tudo da Lei. Observe-a constantemente para que ela não seja quebrada; especialmente a Sessão a seguir (se eu ousarei a falar) que será lido como Cuide da tua Vida. Isso é de Aplicação igual a todos, e o mais perigoso dos Homens (ou Mulher, como também ocorre) ) é o Bisbilhoteiro. Oh quão envergonhados somos nós, e movidos pela Indignação, vendo os Pecados e Tolices dos nossos vizinhos!” – Liber Aleph, capítulo 96 “De discipulis Regendis

“Toda estrela tem a sua Natureza própria, e que é “Certa” pra ela. Nós não devemos ser missionários, com padrões ideias de vestimenta e moral, e tais ideias quadradas. Nós devemos fazer o que queremos, e deixar os outros fazerem o que eles querem. Nós somos infinitamente tolerantes, salvo à intolerância” – New comment to Liber Al, II:57

“Se faz necessário que paremos, de uma vez por todas, essa intromissão ignorante na vida das outras pessoas. Cada indivíduo deve ser deixado livre para seguir seu próprio caminho” – New comment pra Liber Al I:31

O nome que Crowley dá para alguém que falha em manter o Niyama da Thelema é “bisbilhoteiro”. Um “bisbilhoteiro” é alguém que está preocupado com o que os outros estão fazendo, como os outros estão fazendo as coisas e porquê outras pessoas estão fazendo coisas. Um “bisbilhoteiro” está mais preocupado com a Verdadeira Vontade do outros do que com a sua própria. Eles estão indignados com os “pecados e tolices” de seus vizinhos ao invés de focados em si, e geralmente se intrometem na vida dos outros. Um bisbilhoteiro, em resumo, não cuida da sua própria vida.

Todos nós somos bisbilhoteiros em algum grau quando impomos nossos padrões, expectativas, e ideais aos outros, sempre que pensamos que “sabemos o que é melhor” para qualquer um que não nós mesmos. Isso acontece em qualquer instância, desde a coisa mais mundana e concreta, como criticar a escolha de vestiário do outro, às mais sutis, como esperar que o outro tivesse a mesma prática espiritual que você ou insistir que quem não acredita no mesmo que você acredita precisa ser “corrigido”.

Quando colocado em prática, nós vemos rapidamente que a Niyama da Thelema – que é cuidar da sua vida e permitir que o outro cumpra sua Vontade – não é simplesmente uma passividade manca. Não é “arreganhar os dentes e aguentar”, o que implica que – lá no fundo – você não quer realmente que eles façam as suas respectivas Vontades (que dirá regozijar com isso!). O Nyama da Thelema é algo ativo, positivo: nós afirmamos ativamente o direito de todos os indivíduos a conhecer e fazer as suas Verdadeiras Vontades. Quando cumprimentamos um ao outro, olhamos destemidamente um pro outro e dizemos, “Faça o que tu queres há de ser tudo da Lei”. Isso deveria ser dito para todos que você encontra; como Crowley escreve, “Veja, irmão, nós somos livres! Regozije comigo, irmã, não há lei além de Faça o que tu queres!”

Alguns dizem que é necessário ter força para controlar tudo, mas é uma força muito maior para não querer controlar a tudo e a todos. Esse é um sintoma de ser inseguro e ansioso, e desejo de ter o controle das pessoas ao insistir que o seu caminho é o único caminho. Ou seja: Ser um bisbilhoteiro é um sintoma de fraqueza e medo, ainda que, inevitavelmente, se mascare como “virtude” que essencialmente se apresenta como “saber o que é melhor” para alguém (imagine só “para todos os Thelemitas”!). É neste ponto que “compaixão” e “Altruísmo” e até mesmo “ensinamento” flertam com o reino dos tolos.

Todos nós ouviremos inevitavelmente (ou provavelmente já ouvimos) algum Thelemita autodeclarado questionar por que os outros não fazem isso ou aquilo, insistindo que reclamam dos outros porque eles “realmente” se importam com a Thelema. Muitos de nós já caímos nestas garras (“Ah! Eu? Nunca!”… Sim, especialmente você). Esse “cuidado” – essa sua “causa nobre”- não é nada além da demanda de seu lado bisbilhoteiro se fantasiando de “virtude”. Nós todos devemos nos lembrar de “Não cobrir seus vícios em palavras virtuosas” (Liber Al II:52). Esse “cuidado” basicamente se resume em insistir que todo mundo deve ter os mesmos valores que você, o que é exatamente o oposto de “Faça o que tu queres”. Se você se pegar perguntando, ou ouvir alguém perguntando, algo parecido com “Porque esta(s) pessoa(s) não pensa(m) que isso é importante?” A resposta mais provável é “Porque não é importante pra eles, nem precisa ser”… ou, mais precisamente, “Cuida da tua vida”. Por isso que não existe “Thelemita Ideal”. É por isso que “Uma Lei pro Leão e pro Boi é Opressão”. Qualquer insistência contrário a isso levará à mesma armadilha do velho Aeon, a tirania de um único padrão ou ideal para toda humanidade, ao invés de multiplicidade de Leis, cada uma alinhada com um indivíduo.

De novo: A Niyama da Thelema não tem uma qualidade manca, passiva ou de “arreganhar os dentes e aguentar”. Ao contrário: ela pede uma qualidade ativa, quase viril, quando dizemos a qualquer indivíduo: “eu não sei qual é a sua Vontade, eu não sei qual o seu “bom” e “mau”, eu nem sei como a sua Vontade irá interagir e afetar a minha, mas eu te garanto que seu direito absoluto em fazer a sua Vontade assim como eu clamo igualmente o meu direito de fazer a minha Vontade”. Isso passa longe de algo passivo como “deixa acontecer naturalmente”; a Niyama de Thelema é uma afirmação ativa, um encorajamento entusiasmado, um alegre grito de guerra para que cada homem e mulher possa descobrir sua real necessidade, cumpri-la, e regozijar-se. Acreditar em algo diferente disso é a essência da tirania; agir de outra forma é a essência da opressão. Isso requer a força de manter-se no meio da incerteza e da ambiguidade, de aceitar a variedade e a diferença de estilo e opinião, em não saber “como as coisas deveriam ser” para todo mundo ou para qualquer pessoa. Qualquer preocupação no estilo “não fazendo as coisas do jeito certo” deveria ser um lembrete para todos nós re-focarmos na nossa Vontade: isso deveria ser um lembrete da Yama em permanecermos verdadeiros no nosso Caminho e da Niyama em afirmar o direito dos outros de serem verdadeiros em seus Caminhos.

Essa é a simplicidade e a beleza da Lei de Thelema: não existem padrões absolutos ou um ideais universais. Todo homem e toda mulher têm o direito irrevogável e o dever de conhecer e fazer a sua Verdadeira Vontade. Cada um tem seu próprio padrão e sua própria Lei. Qualquer ocorrência de impor sua Lei ao outro, ou alguém aceitar a Lei imposta por outrem, é uma distorção e deformidade da verdadeira natureza de uma estrela. É nosso Yama aderir a essa Lei de acordo com nossa Verdadeira Vontade, e é a nossa Niyama afirmar o direito de todos os outros indivíduos em aderirem à Lei de acordo com a Verdadeira Vontade deles. Essa é a real Liberdade, a perfeita ordem da Terra assim como as estrelas se movem na aparente perfeição nos Céus; é esse o motivo de nossa Lei de “faça o que tu queres” ser a Lei da Liberdade em si

Amor é a Lei, Amor sob vontade.

Publicado originalmente em Iao 131: https://iao131.com/2013/06/09/yama-niyama-of-thelema-what-is-the-ideal-thelemite/

#Thelema

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/yama-niyama-o-que-seria-o-thelemita-ideal

Conectando-se com os Arcturianos

Por David K. Miller.

Arcturus é um sistema solar localizado a 37 anos-luz do planeta Terra. É a estrela mais brilhante da constelação do Boieiro. Seus habitantes são os arcturianos; esses seres extrafísicos estão bastante atuantes neste momento de transformação que vivemos, da terceira para a quinta dimensão, em que é necessária uma mudança de consciência de toda a nossa cultura planetária.

Os arcturianos nos ofereceram um enfoque fundamental para a aceleração da consciência do mundo. Eles apresentaram o conceito de ascensão em grupo por meio da criação de Grupos de Quarenta. Existem milhares de pessoas ao redor do mundo formando Grupos de Quarenta, ativos na Austrália, assim como na Europa, incluindo Alemanha, Romênia e Grã-Bretanha. Grupos na América do Sul incluem Brasil, Argentina e Chile. Também há muitos grupos nos Estados Unidos e no Canadá.

Muitos falaram sobre o processo de ascensão, mas poucos realmente compreendem o que isso significa. Quem está realmente lá fora? Para onde estamos indo? Quais são nossas escolhas? O que precisa ser feito a fim de se preparar para esse evento? Todos estão ascendendo para o mesmo lugar? O que aconteceu com a quarta dimensão? Como podemos compreender a quinta dimensão? Como ela é? Como ela funciona? Como são os seres da quinta dimensão? Como eles vivem? Os arcturianos nos oferecem uma visão clara sobre a quinta dimensão. Essa nova realidade é muito diferente da nossa existência atual na terceira dimensão.

Mensagem Introdutória:

Saudações. Eu sou Julian, e nós somos os arcturianos. Estamos contentes porque as energias, os pensamentos e as técnicas espirituais arcturianos têm sido tão bem recebidos pelas sementes estelares. Tem sido uma missão importante para nós interagir e trazer uma nova tecnologia espiritual a este planeta.

Há muito tempo, éramos um planeta da terceira dimensão. Nosso planeta passou por polarizações e transtornos. Alguns desses transtornos foram muito dolorosos e, por vezes, nossos líderes espirituais perderam a esperança de que encontraríamos nosso caminho para uma consciência mais elevada. No entanto, mesmo em nossos tempos mais sombrios, havia líderes espirituais superiores que conseguiam se conectar com mestres dimensionais. Nós também tínhamos a importante capacidade de nos conectar com a quinta dimensão.

Nosso planeta passou por tempos sombrios. Enfrentamos problemas para encontrar o caminho da luz e da consciência superior, mas tivemos êxito. Nosso planeta passou por esses momentos difíceis, e nós superamos nossas diferenças e conflitos. Trabalhamos com todos os habitantes de nosso planeta para desenvolver um planeta verdadeiramente inspirador e espiritualmente unificador.

Tivemos experiências pessoais muito semelhantes ao que está acontecendo atualmente na Terra, mas também existem diferenças. A Terra é um planeta único. Vocês possuem muitas línguas, religiões e raças diferentes. Seu planeta tem uma história e uma singularidade próprias que são do conhecimento dos historiadores galácticos e dos mestres ascensionados. O que a Terra está enfrentando atualmente pode ser considerado como um drama cósmico. Quando digo que a Terra está encenando um drama cósmico atualmente, estou ciente de que pode haver incerteza quanto ao desfecho dessa história da Joia Azul (o nome arcturiano para a Mãe Terra).

Há forças externas envolvidas que estão fora dos ciclos de encarnação na Terra. Existem diferentes sistemas estelares que fecundaram raças na Terra. Há, inclusive, histórias na Bíblia que se referem a alguns desses seres estelares como nefilins. As referências indicam que o DNA e os códigos genéticos da humanidade estão imbuídos de raças externas de origem extraterrestre. Esse é um fato importante ao tentar analisar as visões e energias conflitantes que estão se revelando na Terra.

Esse drama cósmico que pode ser observado na Terra foi vivenciado em outros sistemas planetários. Ainda existem raças e civilizações pela galáxia que contêm essa energia de domínio, controle e violência. Esse tipo de situação ou drama planetário aconteceu em outros planetas. Atualmente está acontecendo na Terra, e com consequências muito perigosas.

Neste momento na Terra, o sistema imunológico de muitos grupos de pessoas está se enfraquecendo. Isso significa que há mais susceptibilidade a doenças e enfermidades em massa. O vírus Zika é um exemplo de infecção em massa. Outro exemplo é o vírus Ebola. Ambos representam ameaças perigosas ao sistema imunológico humano e são capazes de destruir a vida de um grande número de pessoas.

Decidimos que uma de nossas missões como seres da quinta dimensão deve ser nos conectarmos com os seres da Terra em busca de uma consciência e de uma compreensão superiores. De certa forma, reconhecemos que a única solução possível para evitar uma catástrofe assim é por meio da conexão e do trabalho com o pensamento da quinta dimensão.

Vemos as nossas principais incumbências na Terra como: (1) tornar as pessoas conscientes de uma realidade e de uma dimensão superiores que transcendem os conflitos atuais e (2) informar a humanidade de que ela pode evoluir durante essa crise evolutiva.

A Terra já demonstrou ser capaz de se modificar intensamente. Suas mudanças evolutivas na tecnologia nos últimos cem anos têm sido impressionantes. Um grande exemplo é o uso da tecnologia da computação. Vocês observaram muitos avanços e aprimoramentos na tecnologia que eram inimagináveis há 50 ou 60 anos. Agora, a humanidade é capaz de realizar um progresso espiritual.

A humanidade deve realizar um avanço na consciência de uma maneira tão intensa quanto realizou um avanço na tecnologia. O avanço evolutivo pode ser chamado de consciência da quinta dimensão e ser vivenciado em diversos níveis. O primeiro nível é que as pessoas devem vivenciar uma consciência da quinta dimensão. Um dos objetivos de nossos ensinamentos é tornar as pessoas conscientes da existência dessa dimensão superior.

O segundo nível – igualmente importante – é aprender como integrar e transferir a consciência da quinta dimensão na realidade da terceira dimensão. Vocês têm observado por experiência direta como é complicado e difícil manifestar o pensamento da quinta dimensão na terceira dimensão. Na realidade, até mesmo seus grandes líderes religiosos, como Moisés, Buda, Jesus e Maomé, tiveram de lutar para conseguir fazer isso. Manifestar e transferir a consciência da quinta dimensão no planeta estimulará novas soluções e energia em um nível quântico, a fim de trazer as mudanças necessárias para equilibrar este planeta novamente.

O pensamento da quinta dimensão pode ajudar a solucionar muitos dos problemas da Terra; isso inclui problemas de radiação e de poluição dos oceanos. Muitas ideias e sistemas complexos podem ser facilmente transferidos da quinta dimensão. Esse processo requer um número essencial de pessoas para ajudar a conexão com a energia superior.

Nós permanecemos confiantes nas habilidades das sementes estelares, e estamos otimistas quanto à habilidade da Terra em se transformar. Acreditamos que, principalmente entre as pessoas mais jovens, há uma aceitação maior da consciência superior. Os dolorosos acontecimentos que vocês presenciam nesta realidade estão relacionados à crise que existe em toda a espécie humana. Uma crise é sempre necessária para um avanço na evolução. Essa é uma das leis da natureza.

Desde a primeira publicação de Conectando-se com os Arcturianos, em 1998, continuamos a trazer novas tecnologias espirituais, incluindo um trabalho com Cidades de Luz Planetárias, biorrelatividade e projetos de cura pessoal e planetária. Vamos continuar a oferecer esses ensinamentos para despertar muitas sementes estelares. Não se preocupem se são ou não arcturianos, pleiadianos ou andromedanos, pois todos esses sistemas possuem mestres da quinta dimensão. Este é um momento extraordinário, no qual os mestres da quinta dimensão podem alcançar muitas pessoas interessadas.

A energia da quinta dimensão está próxima, e o acesso à informação e à energia superiores continua a ser transferido. Como mestres ascensionados, estamos aprendendo como ajudá-los da melhor forma. Pode parecer estranho para vocês quando digo que ainda estamos aprendendo como transferir a energia da quinta dimensão para a terceira dimensão. Até mesmo um grande líder espiritual como Jesus enfrentou dificuldades com o processo de transferência da quinta dimensão neste planeta. Estamos modificando nossos métodos e ensinamentos. Além disso, estamos utilizando tecnologias mais recentes para alcançar mais pessoas. Chegou um momento em que sentimos a necessidade de expandir nosso trabalho e nossos ensinamentos. A receptividade que vocês sentiram por nós está estimulando nossos mestres arcturianos a oferecerem mais ajuda e luz para a Mãe Terra.

A Missão Arcturiana na Terra:

Os arcturianos estão conectados com a Terra e com a raça humana em diversas capacidades há 150 mil anos. Estão muito envolvidos com os assuntos do planeta Terra há 20 mil anos. Nós não estivemos diretamente envolvidos nas mudanças evolutivas humanas e na reestruturação genética. Esses assuntos ficaram a cargo dos pleiadianos e dos sirianos. Outros grupos extraterrestres também fizeram isso. Nossa missão atual na Terra é muito ampla. É uma missão de amor, de envolvimento espiritual e de aprendizado. É uma missão de conexão e, mais especificamente, de infusão de energia.

A Terra está passando por uma transição interdimensional. Os bloqueios nos reinos da terceira dimensão estão sendo desfeitos não apenas para vocês, mas também para a Terra. Queremos ajudá-los a elevar seu nível de consciência a um ponto em que possam adentrar os corredores dimensionais que estão se abrindo agora. Vocês podem usar esses corredores dimensionais para se comunicar e interagir conosco. Podemos treiná-los para atuarem em espaços interdimensionais e se projetarem pelos corredores até nossas naves e, então, até o sistema arcturiano. Podemos ajudá-los a se projetarem até os templos interdimensionais localizados nas belas montanhas de Arcturus.

Também é nossa missão auxiliá-los em sua purificação. Venham até nós em sua consciência, e saibam que iremos auxiliá-los a se purificar e limpar, de forma que possam elevar a si mesmos e a seu planeta a um nível superior. Sabemos como ajudá-los a purificar seus padrões de pensamento. Percebemos há muito tempo que, quando vocês refinarem seus padrões de pensamento, estarão no caminho para o nascimento espiritual.

Somos uma raça espiritualizada e nos comunicamos telepaticamente. Somos especialistas em conduzir a vocês a luz espiritual superior e em utilizar câmaras de cura para auxiliá-los. Nós conduzimos a vocês um raio de luz azul-dourado. Essa luz irradia raios muito poderosos que vão adentrar seu chacra coronário. Nós recebemos pessoalmente cada um de vocês com essa explosão de energia. Recomendamos que obtenham essa energia do seu chacra coronário e expandam sua consciência para além do conhecimento crescente dos arcturianos.

Bênçãos a todos vocês.

Eu sou Julian.

Trecho do livro Conectando-se com os Arcturianos, de David K. Miller.

Texto revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/conectando-se-com-os-arcturianos/

A Redenção Feminina (ou como abraçar a receptividade com autoridade)

Erica M Cornelius

“Faze o que tu queres deverá ser o todo da Lei.” – Al I: 40

“Mas que ela se erga em orgulho! Que ela me siga em meu caminho! Que ela trabalhe a obra de perversidade! Que ela mate seu coração! Que ela seja escandalosa e adúltera! Que ela seja coberta com jóias, e ricos trajes, e que ela seja desavergonhada diante de todos os homens!” – Al I: 44

Para os habitantes do velho Aeon, eu, mulher, sou perversa. Pois sou a Tentadora e a Bruxa, a Prostituta e a Kundry. Exibo minha carne sensual e meus ardis hipnóticos para atrair os homens desavisados ​​e os arruinar. Não peço desculpas. Pois neste Aeon, “os escravos servirão” II:51 e “não há lei além fazer tua vontade” III:60. Se um homem não puder resistir aos meus ardis, deixo-o baixo deles e ele só tem a si mesmo para culpar. Eu não sou má nem boa, mas uma força da natureza. Eu sou mulher.

Como posso, como mulher, entender a fórmula mágica da Redenção do Filho da Filha, como válida ainda hoje como era nos tempos anteriores? A redenção não é uma palavra que implica que a natureza da mulher seja fundamentalmente falha e incompleta? Em um contexto cristão, a palavra certamente foi tomada para implicar que as mulheres são exclusivamente pecaminosas e caídas. E, sim, uma mulher thelemita deve cuspir e pisar na noção de que seja a raiz de todo o mal – exceto, é claro, na medida em que isso é reconhecido como uma coisa boa. Tudo abaixo do abismo é duplo, e esse é o ponto.

Redimir significa restaurar, comprar de volta através de um resgate, resgatar. É fundamental entender que na lenda Graal, a Parsival não só redime a Kundry, ele realmente redime a si próprio. Tanto o homem quanto a mulher precisam de redenção. As mulheres não são únicas nisso. Na língua cristã, homens e mulheres foram expulsos do jardim do Éden e proibidos de retornar. Ambos os homens e mulheres existem como tal abaixo do abismo e, portanto, são incompletos. E ambos homens e mulheres são resgatados por este processo mágico de Amor sob Vontade. “Pois eu estou dividida por causa do amor, pela chance de união.” AL I:29

Quando os dois sexos se reúnem na magia sexual ensinada por Crowley, simbolicamente percebem a unidade original e eterna acima do abismo. A única razão pela qual a mulher parece precisar da redenção pelo homem e não o contrário é que ela simbolicamente representa a terra e ele, o céu. Isso não é arbitrário, mas exigido pela realidade física de nossos corpos. Nós as mulheres agimos como  parceira receptivas devido à natureza do nosso veículo. Não há valor moral atrelado. Assim, se nos reunimos pessoalmente, isso só indica que temos um trabalho importante e promissor para fazer em relação à nossa bagagem cármica. (E lembre-se, você sempre pode escolher um vaso do sexo masculino da próxima vez se isso for importante para você.)

Nosso veículo feminino está alinhado com a Terra. Para lhe dar uma ideia, enquanto o orgasmo possa prejudicar o macho, para nós não é nada além de bom. Quando nos excitamos, incluindo durante o orgasmo, não apenas mantemos a Essência Vital (O Tolo), mas temos o potencial de movê-la para um centro de força útil através de nossas naturezas emocionais. Nossas zonas erógenas são muito mais amplamente distribuídas do que as masculinas. Somos multi-orgásmicas por natureza. Assim, na magia sexual, canalizamos o poder através da nossa excitação e mantemos um ambiente adequado para nutrir o tolo, representando o Amor na fórmula.

Por outro lado, o pênis de um homem lhe da exclusivamente o poder de levar o Tolo ao abismo. Embora ele deva aprender a controlar cuidadosamente sua excitação física quando ele percebe esse potencial, seu próprio papel é direcionar a intenção mágica com sua mente, representando a Vontade na fórmula.

Mais uma vez, nós mulheres simbolicamente (isto é, na realidade) representamos o universo manifestado, Nuit, enquanto o macho simbolicamente representa o ponto de consciência não-manifestado, Hadit. Cooperando no processo de resgate, o Filho e filha do Tetragrammaton (Vav e Heh-Final) reúnem o céu e a Terra como parceiros iguais, percebendo o Pai e a Mãe eternamente unificados acima deles (Yod e Heh).

Como magistas, os machos e as fêmeas são iguais, embora sejamos distintos em nossos papéis. Como magistas sexuais femininas, devemos engajar nosso papel receptivo com autoridade. Cada uma de nós serve apenas a nossa divindade, nunca a outro magista. Podemos e devemos rejeitar a velha ideia osiriana de Crowley que as mulheres existem para serem usadas, como se não fôssemos estrelas por conta própria. Sejamos cautelosas com formas ainda mais sutis de manipulação e coerção em nome do desenvolvimento espiritual. Se você cair nessa, ele não está no erro – você está. Mais uma vez, “os escravos servirão” II:51. Nunca permita que outro colonize você, independentemente de suas realizações espirituais ou ativos pessoais. “A palavra do pecado é restrição.” I:41. Sua lealdade é apenas para sua divindade.

O primeiro teste está em nossa própria carne. Não podemos ser redimidas – não poderemos contribuir como parceiras iguais na magia sexual – se ainda estamos desconfortáveis ​​em nossos próprios corpos. À medida que encarnamos como mulheres no AEON, muitas de nós têm como parte de nossos destinos transmutar o karma e a fama relacionada a visões negativas das mulheres, ao ódio do corpo e até o abuso sexual. O primeiro passo é superar nosso karma pessoal que nos mantém prudentes demais ou excessivamente promíscuas em relação ao nosso próprio arquétipo zodiacal. Este trabalho pode levar muitos anos. Não desanime, pois você veio a corrente de thelêmica não apenas por você como um indivíduo, mas por toda sua história ancestral. Isso é trabalho difícil e importante. Cada uma de nós é uma encarnação de Babalon, e nosso direito de primogenitura é revelar nossa carne como deusas vivas.

Use sua carne também ao julgar um potencial Redentor. Ele deve ser capaz de te despertar e manter-se desperto. Por começar, você deve genuinamente tê-lo como sexualmente atraente. Nós não somos católicas medievais comprando indulgências. Nenhuma quantidade de atividade sexual com altos mágicos, seja falsa ou real, fará com que você ganhe recompensas espirituais apenas por isso. Claro, se manutenção de homens repulsivos é seu fetiche, essa é uma história diferente.

Mas mesmo que um homem te desnua de uma forma ou de outra, ele tem a capacidade de controlar sua excitação como foco central por longos períodos de meses, anos e décadas – ou sua excitação é apenas seu pênis? Qualquer homem pode reivindicar ser um sacerdote thelemita. Mas a menos que suas ações sejam colocadas na direção de sua excitação e longe da pressa da penetração, ele ou não entende a magia sexual de Crowley, ou é incapaz de praticá-la, ou ambos. Se veste um roupas e paramentos cerimoniais, examine seu comportamento com muito cuidado. Claro, toda a magia sexual é para um propósito maior do que a satisfação pessoal ou engrandecimento de qualquer participante. É para a evolução da humanidade. Portanto, não seja egoísta e mal-intencionada, mas seja exigente.

Claro que a excitação é uma rua de mão dupla, e seu papel é invocar o Senhor. Uma mulher por sua natureza astral é, na verdade, a parceira ativo a este respeito. Ela é a iniciadora nos planos internos. No entanto, porque nossa natureza externa fundamental ser yin e restritiva, parte do nosso trabalho é controlar essa fundação. Nós, como mulheres, naturalmente, somos ansiosas por estados que chamamos de segurança, felicidade, cumprimento, fidelidade, respeitabilidade, e até mesmo normalidade. Devemos constantemente estar vigilantes. Se começarmos a tentar coagir, manipular, mudar ou controlar o homem em uma tentativa de obter o nosso modo e esforços para nosso meio ou se começarmos a procurar pastagens mais verdes, a fim de atender às nossas necessidades pessoais, arriscamos uma queda calamitosa.

Claro que “o sucesso é tua prova” III:42 e a única lei é fazer a tua vontade. Eu não posso te dizer o que é certo para você. Meu ponto aqui é que uma grande parte do nosso trabalho é enxergar a imagem maior e que a magia sexual não é para o nosso benefício pessoal nem para o deles. Se você não deseja despertar seu parceiro “outra mulher despertará a volúpia e a adoração da Serpente” II:34. E Ra HOOR KHUT adverte: “Que a Mulher Escarlate se acautele! Se piedade e compaixão e ternura visitarem seu coração; se ela deixar meu trabalho para brincar com velhas doçuras; então deverá minha vingança ser conhecida.” III:43

Como todo o poder vem através da mulher escarlate, ela precisa ser senhora de si mesma de fato para evitar a ruína. Magia sexual não é um brinquedo ou um hobby. É um caminho espiritual serio para as mulheres que exige uma discriminação cuidadosa para evitar a colonização, por um lado, e terríveis tristezas e arrependimentos do outro. Não há vergonha em admitir que isso não é para você. Se você não é tão inclinada a isso, pode desfrutar de todos os frutos da lei de Thelema, “A Lei é para todos.” I:34 e escolher a realização pessoal no plano horizontal. Essa pode ser sua vontade. No entanto, para a mulher que é elegante, inteligente, madura e totalmente comprometida em servir a seu Deus acima de qualquer pessoa e qualquer outra coisa, a magia sexual detém a promessa da redenção de sua natureza inferior.
Não só as mulheres participam igualmente na magia sexual como redimidas, mas os insights que ganhamos trabalhando a fórmula de Babalon no lado direito da árvore da vida iluminam este Aeon para todos. Na fórmula, trabalhamos externamente em nossos próprios corpos e os homens trabalham interiormente. As mulheres neste Aeon são, portanto, o equilíbrio para contribuir com o conhecimento mágico fundamental.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/redencao-feminina-ou-como-abracar-a-receptividade-com-autoridade/

A TV Globo e Sua História Secreta

“Um povo ignorante é o instrumento cego de sua própria destruição”

As reais motivações que a Globo teve, e tem agora, depois das eleições, com uma inusitada e inesperada aproximação do Governo Lula. Uma reflexão sobre o papel da emissora na implantação do poder do capital especulativo sobre o produtivo no Brasil.

Recebi, com alegria, algumas observações competentes do amigo Giovano de Oliveira Cardoso, leitor da Novae, a respeito de meu artigo publicado nesta Revista em 28 de outubro [link da revista retirado do ar], sobre o resultado das eleições, o qual lembrou algumas razões da neutralidade da Rede Globo no recente processo eleitoral brasileiro.

Apropriadamente lembrava o amigo Giovano dos interesses conflitantes entre a rede Globo e o Grupo Silvio Santos, em diferentes âmbitos de uma mesma disputa. A aproximação do Gugu Liberato do candidato Serra, enquanto negociava a aquisição de um canal de televisão no Mato Grosso, e que já lhe havia sido concedido o direito de compra, fora dos prazos legais que são admitidos nos contratos de concessão, seria um dos motivos para essa disputa.

Outros motivos, que também podem ser visualizados no estreito contato do Governador de São Paulo ao próprio Silvio Santos, em evidente envolvimento por ocasião de seu seqüestro, em nebuloso episodio que incluiu o assassinato do seqüestrador na prisão, após ser admitido publicamente sua salvaguarda e integridade física pelo próprio Governador, em meio a fatos de apropriação do botim do seqüestro por policiais que não ficaram devidamente esclarecidos.

E ainda o pleito da Globo junto ao BNDES, de um escandaloso credito de um bilhão de reais, no sentido de salvar do naufrágio econômico os erros cometidos pela administração incompetente de um canal de TV por assinaturas dessa Rede, e vergonhoso, se comparamos o volume de crédito aos recursos de 400 milhões negados pelo Governo ao desenvolvimento de toda uma região, no caso o nordeste brasileiro, através da SUDENE, que foi fechada, para evitar que se averiguassem denuncias de corrupção em projetos financiados pelo órgão.

O amigo Giovano lembra ainda, com propriedade, o temor da Globo pela aprovação da lei que permite a participação de empresas estrangeiras em até 90% do capital social das emissoras nacionais, o que daria ensejo as redes norte-americanas para assediar a Globo, como maior canal brasileiro, e tentar assumir seu controle, dentro de uma política de lançamento da ALCA em nosso pais e de avanço dos produtos norte-americanos em substituição aos nacionais em nosso mercado interno.

Acredito que esses temas devam ser tópicos de reflexão ponderada de pesquisadores e intelectuais militantes, que se interessem por esclarecer as reais motivações que a Globo teve, e tem agora, depois das eleições, com uma inusitada e inesperada aproximação do Governo Lula. E, para colocar mais um pouco de lenha na fogueira, transcrevo um fragmento de meu livro Capitalismo Autoritário, ainda não publicado, onde abordo, em determinado momento o papel das comunicações, em especial da Rede Globo, para a implantação do poder do capital especulativo sobre o produtivo no Brasil.

Do livro “Capitalismo Autoritário”, ainda inédito:

Como veremos adiante, não se trata aqui somente dos recursos tecnológicos e materiais indispensáveis para o suporte técnico do Capitalismo Autoritário, mas da função adquirida pelos mesmos na estratégia montada para a condução desse Capitalismo, em suas bases ideológicas e econômicas que exercerão o poder de fato na nova Sociedade Capitalista.

Uma citação do diretor-presidente da TV Globo, em 1966, respondendo à Comissão Parlamentar de Inquérito (já se fazia isto, naquela época) que investigou as ligações entre a Globo e o grupo Time-Life (ligações espúrias, conforme veremos) é muito elucidativa para se entender a importância do sistema de comunicações no novo cenário nacional: “As empresas jornalísticas sofreram, mais talvez do que quaisquer outras, certas injunções, como depressões políticas, acontecimentos militares. Os prognósticos que estamos fazendo na TV Globo dependem muito da normalidade… da tranqüilidade da vida brasileira. Esses planos podem ser profundamente alterados, se houver um imprevisto qualquer ou advir uma situação que não esteja dentro dos esquemas traçados, como se vê nas operações de guerra.”

Esta era uma citação que fazia ver o papel que a rede Globo planejava, junto com o grupo Time-Life no futuro imediato do Brasil. O acusador, por outro lado, coincidentemente representante da rede de televisão já existente e líder das comunicações na época (os Diários Associados, proprietários da Rede Tupi), esclarecia à mesma CPI: “E esta é uma guerra – não é uma guerra quente, mas um episódio da guerra fria. Entretanto, se perdermos neste episódio, o Brasil deixará de ser um país independente para virar uma colônia, um protetorado. É muito mais fácil, muito mais cômodo e muito mais barato, não exige derramamento de sangue, controlar a opinião pública através dos seus órgãos de divulgação, do que construir bases militares ou financiar tropas de ocupação”.

Feitas estas considerações, passemos a analisar a montagem do sistema de comunicações durante o período da ditadura militar, que é um ponto importante para compreender a função desse sistema como parte do Capitalismo Autoritário.

A legislação que orienta as concessões de rádio e televisão foi estabelecida logo após o Golpe Militar de 1 de abril de 1964 e conservou-se inalterável até a Constituição de 1988, que apenas confirmou as normas já existentes e somente agora pretende ser alterada, para pior, é claro, dando permissão às empresas estrangeiras participarem do capital da radiodifusão brasileira.

Ela atribui ao presidente da República poder absoluto sobre as concessões, que não dependem em nenhum momento de pareceres técnicos, considerando-se, desta forma, apenas os prêmios políticos que o presidente utiliza como barganha para conquistar os votos dos deputados e senadores no Parlamento.

No apagar das luzes da ditadura, já no governo Figueiredo, foram feitas 700 concessões de rádio e televisão, que representou na época mais de um terço do total das emissoras inauguradas desde o surgimento da radiodifusão no país. (FSP, 14 mar. 1985).

O serviço de radiodifusão no Brasil é mantido sob estrito padrão privado comercial, sem a preocupação da transmissão e defesa da cultura nacional, exceção feita à Rede Universitária -TV Cultura que sobrevive com parcas verbas e de qualidade técnica inferior frente às concorrentes comerciais.

As concessões são feitas sem o cuidado de análise mercadológica e, distribuídas como brindes, dentro da mentalidade cartorial do governo federal. Elas são freqüentemente superpostas e tem sua abrangência geográfica aumentada arbitrariamente.

Dois são os tipos de concessão: a controlada pelas grandes redes de rádio e televisão e as presenteadas aos apaziguados do Poder. Servem, assim, para contemplar diretamente o poder econômico e o poder político, sem visar em nenhum momento o interesse público. A rede Globo sozinha detém 40% do mercado publicitário das emissoras de televisão, dominando, desta forma, o mercado em sua totalidade, e em completa abrangência do território nacional.

Na história da rede Globo existe o obscuro acordo com o grupo Time-Life, norte-americano, que financiou, equipou, planejou, treinou o pessoal e deu assistência técnica durante mais de dez anos, até sua autonomia técnica e comercial; este acordo, como vimos a pouco, foi motivo, inclusive de uma CPI para investigar as suas conseqüências monopolizadoras do mercado do país, logo no início da ditadura militar, quando esta ainda se preocupava em dar alguma função aos deputados e senadores, e mesmo que, como todas, terminasse em pizza.

Conforme o livro “História Secreta da Rede Globo – Ed. Tchê! Porto Alegre “, (p.71) o autor afirma que “Controlando as entidades representativas das emissoras de radiodifusão, o sistema Globo faz predominar seus interesses e neutraliza as manifestações das pequenas e médias empresas que são sufocadas pela concorrência dos oligopólios”. E, em seguida: “Com a Nova República, a Globo teve seu poder fortalecido”.

Visto está que, após a ditadura, o sistema de comunicações brasileiro, capitaneado pela rede Globo, manteve-se intacto e até fortalecido, dentro dos padrões ideológicos definidos pelo grupo Time-Life na década de sessenta, em plena guerra fria. E, pela importância e destaque que a Globo continua ocupando na mídia nacional, é evidente que este processo continuou a se fortalecer durante os últimos quinze anos.

Que a implantação da rede Globo no Brasil foi ilegal e fato criminoso é assunto já discutido e conhecido por uma grande parte da população pensante do país, mas entender que este fato faz parte de um contexto econômico e político-social configurado na “globalização” das comunicações e que é o grande orientador ideológico do Capitalismo Autoritário, isto é que é preciso analisar e definir claramente.

Com isso estaremos dando argumentos para que os setores que ainda resistem aos avanços do Capitalismo Autoritário possam ser “sacudidos” em seus brios éticos e de compromisso com a nação, e passem a defender o direito das maiorias de impor seus interesses nos sistemas de comunicação de massa.

Os jornais, censurados, dirigiram as notícias segundo os interesses da ditadura, que coincidiam com os Estados Unidos. Foi a era do “o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”. A subserviência aos americanos passou a ser completa, e assim continua até os dias atuais.

Mas a grande vedete das comunicações já era a televisão. Inaugurada em 1950, teve um caminho ascendente muito lento, que durou toda a década de cinqüenta. Só na década de sessenta é que começou a espalhar suas antenas e repetidoras por todo o país, tornando-se o maior veículo de comunicação e transmissão ideológica a partir de então.

O grupo Time-Life, da direita conservadora norte-americana tentou associar-se ao “Estado de São Paulo” mas os seus proprietários, ou não entenderam bem o significado da proposta, o alcance histórico que ela teria na formação da consciência nacional nas décadas seguintes, ou eram pretensiosos demais para dividirem o poder da mídia que detinham, mesmo que fosse com os norte-americanos.

O fato é que o grupo Time-Life acabou associando-se com o jornal O Globo, do Rio de Janeiro, reconhecido como a cabeça da reação, do conservadorismo e do entreguismo no Brasil. O contrato assinado entre Roberto Marinho e o grupo Time-Life o foi em 1962, mas a primeira emissora só começou a funcionar em 1965, depois do Golpe Militar. Até então já haviam sido assinados vários acordos de cooperação entre ambos os sócios, chegando os dólares americanos em profusão, para a importante missão.

Tão importante que, em outubro de 1964, na “Conferência sobre o Desenvolvimento  Latino-americano”, promovida pelo Hudson Institute foram expostos com clareza, pelo comparsa de Roberto Marinho no projeto da rede Globo, Weston C. Pullen Jr., Presidente do Time-Life Broadcasting Inc., os desígnios norte-americanos com as associações na mídia televisiva que se processavam entre os Estados Unidos e os países da América Latina, que aqui reproduzimos, e que está citada na obra acima mencionada “História Secreta da Rede Globo – Ed. Tchê! Porto Alegre (p. 125/126)”:

“Passando em revista sua experiência em TV na Europa, Oriente Médio e América Latina, o Sr. Pullen afirmou que ele está operando na Venezuela, no Brasil, na Argentina e possivelmente entrará em nova operação na Colômbia. (…) A NBC, a CBS e a ABC, estão todas ativas nessas áreas e todas têm, como o Time, uma fórmula comercial que tende a incluir as seguintes características:

1. O grupo norte-americano necessariamente tem posição minoritária, em termos de oportunidade de investimentos, devido às leis dos respectivos países sobre telecomunicações.

2. Em todos os casos é indispensável ter sócios locais, o que é importante; e eles têm provado ser dignos de confiança.

3. A programação das estações é uma tarefa conjunta norte e latino-americana.

4. A política adotada mostra que a TV educativa diurna é importante para o êxito comercial e poderosamente eficaz e popular, quando tentada. O Sr. Pullen considera que o governo norte-americano pode e deve interessar-se por esse tipo de expansão por parte de grupos norte-americanos como um meio de atingir o povo. E apesar dos problemas que surgem, a TV se tornará para todo latino-americano, tal qual como para todo norte-americano (sic) em futuro bem próximo.”

A estratégia, portanto, estava muito clara: tratava-se de apoderar-se dos meios de comunicação mais importantes dos países-chaves da América Latina – Brasil, Argentina, Venezuela e Colômbia, da mesma maneira como o mesmo Sr. Pullen vinha fazendo na Europa e no Oriente Médio, e a intenção, óbvia, era a de influir decisivamente na formação da consciência das gerações que formariam o novo mundo do terceiro milênio, que os Estados Unidos desejavam, estivessem sob seu controle.

E, para garantir a completa estruturação do sistema de dominação ideológica através da mídia televisiva, o senhor Pullen ficou governando a Globo durante treze anos: desde o contrato inicial, em 1962, até o final do contrato de “assistência técnica”, em 1975.

Aqui é preciso verificar que o conceito básico da formação da consciência, que seria o objeto da programação, do conteúdo dessa programação, apresentado através das novelas e programas de auditório, procurava, além de alienar o povo brasileiro, quebrar também a sua auto-estima como Nação, única forma de se dominar sem precisar armas, nem bases militares que servissem à ocupação pelos norte-americanos.

As medidas eram mais simples: da mesma forma como o americano é auto-endeusado, através da metáfora do super-homem, ou seja, a capacidade que qualquer indivíduo isolado nascido nos Estados Unidos tem de resolver qualquer tipo de problema, situação ou risco, o que é mostrado sistematicamente na filmografia americana, principalmente, mas nas demais produções que se fabricam naquele país, com o intuito de elevar a auto-estima desse povo, e leva-lo a considerar-se superior aos demais, a estratégia da Time-Life e do governo norte-americano em relação ao povo brasileiro era justamente a oposta: mostrar as mazelas do povo, as dificuldades sem solução, a incapacidade, a corrupção e o conformismo como base do espírito brasileiro, utilizando-se para isto, principalmente, das novelas da televisão e dos programas “bandeira dois” nas rádios locais.

Nas novelas são mostrados o tempo todo as fraquezas dos personagens, a complacência e a traição permanente e geral. A vulgaridade das classes médias urbanas, nos bairros pobres cariocas, em contraste com a exuberância e extravagância das classes médias da Zona Sul. A caricatura do povo nordestino, apresentado como sub-nação, e ridicularizado em suas maneiras e modo de vida. É, evidentemente uma imagem falsa, mas, que de tanto ser repetida durante décadas pela rede nacional da Globo, acabou por ser aceita como verdade, quebrando a auto-estima desse povo, que se ridiculariza a si próprio, e ri de si mesmo com as humilhantes alegorias feitas aos pobres por “Caco Antibes” no programa “Sai de baixo” dos domingos globais.

A questão da TV educativa diurna também ficou bem colocada e explícita, segundo o ponto 4 acima, e se tornou mais recentemente uma tarefa sistemática, com os programas de ensino supletivo, dirigidos pela Rede Globo, assumindo a função do Estado e por ele reconhecido oficialmente, assim como os novos meios de ensino à distância, a tele-escola, com programas de desenvolvimento escolar através de tele-salas, o ensino técnico, empresarial (“Pequenas Empresas Grandes Negócios”), etc.

Antes que aconteça a expansão da tele-educação a níveis mais abrangentes, a Rede Globo se antecipou no controle desse nicho formador de consciência, assumindo essa tarefa, imprescindível para a manutenção do seu domínio, da ideologia norte-americana imperialista e do Capitalismo Autoritário que se estabeleceu.

Ou seja, a Globo assume a orientação da educação, cria e financia os sistemas de divulgação, estabelece a programação e é reconhecida em todos os seus atos pelo Ministério da Educação. Fecha-se o círculo, e a formação da Consciência Nacional fica entregue aos objetivos da Rede Globo e de sua integração com o pensamento e ideologia norte-americana.

Hoje, a Rede Globo absorve metade da audiência televisiva e setenta e cinco por cento das verbas gastas com publicidade, segundo abalizada opinião do jornalista Paulo Henrique Amorim. É evidente, assim, o domínio total deste meio de comunicação sobre a formação da consciência do povo brasileiro, capaz de eleger presidentes e determinar o curso de nossa história, como era o objetivo central da Ditadura Militar e do Governo Norte-americano, mancomunados para a derrota histórica da Nação Brasileira em 1964, quando lançaram os esteios sobre os quais se ergueria o Capitalismo Autoritário.

À mesma época se instalaram no Brasil dois outros grupos editoriais importantes: o grupo Visão, com matriz em Nova York, cujas publicações eram dirigidas à orientação da classe empresarial, assim como a editora Mc Graw Hill, que destinava suas publicações técnicas ao meio empresarial e que depois se associou ao grupo Visão. Além desses, o grupo Civita, da Editora Abril, também começou suas atividades, com dezenove revistas, o mesmo número que, na mesma época, começava a publicar na Argentina e no México. Victor Civita, seu presidente, italiano de nascimento, mas naturalizado norte-americano, havia sido empregado do grupo Time-Life e veio para a América do Sul com seu irmão, ele ficando no Brasil e o irmão indo para Argentina.

Assim, ficou formado o quadro de propriedade dos meios de comunicação brasileiros e latino-americanos, onde o grupo Time-Life aparecia como maior parceiro, ditando os investimentos financeiros, tanto na televisão, como no rádio e nas revistas. Mesmo alguns jornais, como O Globo, especialmente, já eram porta-vozes das posições norte-americanas pela afinidade ideológica que possuía e ainda possui com este país.

Evidentemente, a estratégia foi coroada de êxito, pois, nas décadas seguintes:

1. O Brasil passou a receber a influência cultural apenas dos Estados Unidos.
2. Foi estimulado o desenvolvimento de uma sub-cultura semelhante à norte-americana que dominou a consciência das massas.
3. A filmografia mostrada na Televisão concentrou-se na violência e no culto ao super-homem americano, que tudo resolve sozinho, seja ele homem, velho, moço, mulher ou criança, desprezando os esforços coletivos e o trabalho social.
4. Ao contrário do que ocorria nos Estados Unidos, nos países periféricos, como o Brasil, tentava-se quebrar a auto-estima desses povos, para permitir a dominação e a alienação a partir dos países centrais, Estados Unidos em primeiro lugar.
5. A mediocridade tomou conta das programações das estações (decidida em conjunto, “entre americanos e brasileiros”, segundo o Sr. Pullen).
6. A alienação cultural passou a ser a característica das novas gerações, contribuindo para o abandono do espírito crítico que ainda sobrevivia na “geração de 68”.
7. Os assuntos a serem ventilados e discutidos na Televisão passaram a ser os assuntos que interessavam aos norte-americanos e não aos brasileiros.
8. A metodologia educacional divulgada através da TV passou a privilegiar os resumos, as visões gerais, sem contribuir para a formação de conhecimentos sólidos, que levem ao pensamento crítico.
9. Surgiu, a partir da rede Globo, uma concentração desproporcional do mercado da televisão em mãos de uma única rede.
10. A formação da Consciência integrada, seguindo a ideologia norte-americana do Capitalismo Autoritário foi entregue oficialmente nas mãos da Rede Globo, com a parceria entre a Fundação Roberto Marinho e o Ministério da Educação.

11.2002

José Lucas Alves Filho – Economista pernambucano, formado na Faculdade de Ciências Econômicas de Montevideo. É professor de Metodologia Dialética em cursos de ‘pós-graduação’ nas universidades de Pernambuco, Consultor de Empresas, escritor e dramaturgo, entre outras atividades. Publicou trabalhos de economia como “Não à Teoria do Subdesenvolvimento” (Kairós, SP, 1983); “S.O.S., Homem do Campo”(Kairós, SP, 1984); “Capital Ilusão”(Ed. Coragem, SP, 1986); “O Fim do Desemprego ou A Jornada de Seis Horas”(Ed. do Autor, Recife, 1999); “A Cachorra Isaura (Romance, Ed. do Autor, Recife, 2001), além de outras obras inéditas, como: “Metodologia Científica – O Método Dialético”;”Reforma Agrária em Pernambuco”;os Romances “Madalena Uchôa”, “Para Onde Vamos” e “O Castelo Destruído”; as peças teatrais “O Direito à Preguiça”, “Verso e Reverso da História de Olinda”, “Ëlogio da Loucura” e o Poema “Século XXI”.

Ilustração: Cris Fernandes, produtora executiva da Novae. http://www.crisfernandes.blogger.com.br

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Por José Lucas Alves Filho

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-tv-globo-e-sua-historia-secreta/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-tv-globo-e-sua-historia-secreta/

Quem tem medo dos Illuminati?

Publicado no S&H dia 12/05/09

Com a estréia do próximo filme do Dan Brown nesta sexta feira, os católicos e evangélicos de todo o mundo entrarão novamente em polvorosa, com as maluquices que lhes são peculiares e todas as desculpas possíveis para aumentar a arrecadação de Dízimo para a luta contra “os maléficos Illuminati”.
Mas afinal de contas, quem são os Illuminati? De onde surgiram? Como se organizam? O que fazemos em reuniões? Eles querem mesmo dominar o mundo?
Estas e outras respostas você só encontra aqui no Teoria da Conspiração.

A Origem do Nome
O termo “Illuminati” ficou famoso por causa da loja de estudos fundada pelos professores Adam Weishaupt e Adolph Von Knigge em 1º de Maio de 1776, mas as origens deste termo são muito mais antigas e muito mais simples do que parecem.
Illuminati vem de “Iluminados”, ou seja, qualquer sacerdote ou estudioso que atingiu determinada posição dentro do Templo que permitiu a ele dispor de segredos iniciáticos até então desconhecidos aos graus inferiores.
O termo vem da correlação com o SOL. O centro do Templo, o Deus de nossos próprios corações. Simbolicamente denominado Tiferet, na Kabbalah; o grau de consciência no qual todos os quatro elementos estão dominados e o Adepto prossegue para a Câmara do Meio.
O grau de Illuminatus é um dos mais altos graus de diversas Ordens Esotéricas; o equivalente à “Faixa Preta” nas artes marciais… mas isso é tudo o que Illuminatus significa: alguém que deteve os conhecimentos de grau daquela Ordem, nada mais.
Achar que os “Illuminati” estão todos operando em uníssono para a dominação do mundo é tão ingênuo quanto achar que todos os “faixas-pretas” do mundo lutam e aprovam o mesmo estilo de combate.

A Estrutura dos Illuminati
A maioria dos graus ligados à Rosacruz ou aos gnósticos trabalha com graus baseados nas Emanações da Árvore da Vida. Esta estrutura foi desenvolvida inicialmente nos Templos de Toth/Hermes, mas contava apenas com sete graus, baseados nos Planetas Alquímicos (Lunae, Mercure, Veneris, Martis, Jovis, Saturni e Solis), sendo Solis o mais avançado. Cada grau possuía um Kamea (Quadrado Mágico) correspondente. Mais tarde os Pitagóricos finalizariam a estrutura para conter 10 esferas numeradas, como conhecemos hoje em dia.
Da relação do Sol com a iluminação tanto exotérica quanto esotérica, chamavam-se estes Mestres de “Mestres Iluminados”. O número 666 era atribuído a estes Mestres.

666? Mas não é o número do capeta?
Não… a origem do 666 é muito mais simples e prosaica; vem dos Kameas de cada um dos sete graus iniciáticos das Escolas de Toth.
Um Kamea é um “quadrado mágico” contendo os números e nomes (da conversão numérica para o alfabeto hebraico) divinos que servem como janelas para entender a natureza do ser humano e como ela interage com o macrocosmos.
Um kamea é representado como um quadrado contendo divisões internas, de acordo com a sefira da Kabbalah que aquele planeta representa: Então o Kamea de Saturno/Binah é um quadrado dividido em 3×3, o de Júpiter/Chesed 4×4, o de Marte/Geburah 5×5, o do Sol/Tiferet 6×6, o de Vênus/Netzach 7×7, o de Mercúrio/Hod 8×8 e o da Lua/Yesod 9×9.
Cada Kamea possui em seu interior os números de 1 até o quadrado da Sefira, dispostos de maneira que a SOMA de todas as linhas e colunas seja sempre o mesmo número.
Assim sendo, o Kamea de Saturno possui números de 1 a 9 (e cada linha/coluna soma 15 – ver na imagem ao lado), o de Júpiter de 1 a 16 (e cada linha/coluna soma 34), o de Marte de 1 a 25 (e cada linha/coluna soma 65), o do Sol de 1 a 36 (e cada linha/coluna soma 111), o de Vênus de 1 a 49 (e cada linha/coluna soma 175), o de Mercúrio de 1 a 64 (e cada linha/coluna soma 260) e o da Lua de 1 a 81 (e cada linha/coluna soma 369).
Além disto, cada Planeta está associado diretamente a um número sagrado, que é a somatória de todos os valores dentro do Kamea. Assim sendo, o número associado de Saturno/Binah é 45 (1+2+3+4+5+6+7+8+9), Júpiter/Chesed é 136, Marte/Geburah é 325, Vênus/Netzach é 1225, Mercúrio/Hod é 2080 e a Lua/Yesod é 3321.
E o Sol?
Se somarmos os números do Kamea do SOL, teremos 1+2+3+4…+34+35+36… adivinhem que número resulta desta soma? Isso mesmo… pode fazer as contas na sua calculadora, eu espero.
Calculou?
Exato. 666.
Tiferet representa o ser Crístico que habita dentro de todos nós. Dentro da Kabbalah, representa todos os deuses iluminados e solares:Apolo, Hórus, Bram, Lugh, Yeshua, Krishna, Buda, todos os Boddisatwas, todos os Mestres Ascencionados, todos os Serenões, todos os Mentores, todos os Pretos-velhos e assim por diante. Escolha uma religião ou filosofia e temos um exemplo máximo a ser atingido.
Tiferet representa a união do macrocosmos com o microcosmos, o momento onde o homem derrota o dragão simbólico (que representa os quatro elementos) e se torna um iluminado e, como tal, senhor de seu próprio destino. Tiferet é o mais alto grau de consciência que um encarnado pode atingir.
Desta maneira, quando se tornar um iluminado e senhor de seu próprio destino, o homem não vai mais se submeter aos mandos e desmandos de nenhuma religião dogmática… muito menos pagar DÍZIMO para ela… estão começando a entender da onde vem a associação da Igreja entre o 666, os “Iluminados” e o “anticristo” católico/evangélico?
Duvida? Aqui temos o exemplo de Washington, onde os arquitetos maçons projetaram a estrutura da Árvore da Vida dentro de um triângulo nas ruas da cidade… eu tomei a liberdade de pintar de vermelho a única parte que os evangélicos divulgam, “esquecendo” convenientemente o resto do projeto para “provar” suas teorias malucas de Illuminati…

Alumbrados, Iluminés e Rosa Cruzes
O historiador Marcelino Menéndez Pelayo encontrou registro do nome “Illuminati” já em 1492 (na forma iluminados, 1498), mas ligou-os a uma origem gnóstica, e julgou que seus ensinamentos eram promovidos na Espanha por influências vindas dos Carbonários da Itália. Um de seus mais antigos líderes, nascido em Salamanca, foi a filha de um trabalhador conhecida como a “Beata de Piedrahita”, que chamou a atenção da Inquisição em 1511, por afirmar que mantinha diálogos com Jesus Cristo e a Virgem Maria. Foi salva da fogueira por conta de padrinhos poderosos (fato citado pelo mencionado historiador espanhol em seu livro “Los Heterodoxos Españoles”, 1881, Vol. V).

Inácio de Loyola, o fundador da Companhia de Jesus, ordem religiosa da Igreja Católica cujos membros são conhecidos como jesuítas, na época em que estudava em Salamanca em 1527, foi trazido perante uma comissão eclesiástica acusado de simpatia com os alumbrados, mas escapou apenas com uma advertência. Outros não tiveram tanta sorte. Em 1529, uma congregação de ingênuos simpatizantes em Toledo foi submetida a chicoteamento e prisão. Maior rigor foi a conseqüência e por cerca de um século muitos alumbrados foram vítimas da Inquisição, especialmente em Córdoba.
Os Jesuítas, apesar de fortemente religiosos, enveredaram pelos estudos ocultistas e possuem sua própria organização interna de magistas e conhecedores de ciências herméticas. Aqui no Brasil, seu representante máximo é o famoso Padre Quevedo… esqueçam aquele personagem que vocês vêem na TV, o verdadeiro Quevedo fora das câmeras é uma pessoa totalmente diferente. É… quem diria que o Quemedo também possui o grau de Illuminatus?… isso ele não fala lá no programa da Luciana Gimenez!

Além dos Jesuítas e dos Alumbrados, o movimento com o nome de Illuminés chegou até a França em 1623, proveniente de Sevilha, Espanha, e teve início na região da Picardie francesa, quando Pierce Guérin, pároco de Saint-Georges de Roye, juntou-se em 1634 ao movimento. Seus seguidores, conhecidos por Gurinets, foram suprimidos em 1635. Um século mais tarde, outro grupo de Illuminés, mais obscuro, contudo, apareceu no sul da França em 1722 e parece ter atuado até 1794, tendo afinidades com o grupo conhecimento contemporaneamente no Reino Unido como French Prophets (Profetas Franceses), um ramo dos Camisards.

Uma classe diferente de Iluminados formam os Rosacruzes, que têm sua origem formal em 1422. Constituem uma sociedade secreta, que afirma combinar com os mistérios da alquimia a posse de princípios esotéricos de religião. Suas posições estão incorporadas em três tratados anônimos de 1614, mencionados no “Dictionnaire Universel des Sciences Ecclésiastiques”, de Richard and Giraud, Paris 1825. Os Rosacruzes deste período alegam serem herdeiros dos estudos dos Cavaleiros do Templo, ou Templários. Dentro da Filosofia Rosa Cruz Illuminati é o estágio de plenitude atingido depois de alguns anos de estudo.

O texto abaixo, da autoria do meu irmão Carlos Raposo, um dos maiores conhecedores e estudiosos da Ordo Templi no Brasil, vai ajudar a explicar os Illuminati da Baviera. 

Os famosos Illuminati da Baviera
Em Primeiro de Maio de 1776, na Alemanha, foi fundada uma sociedade que passaria a representar a síntese dos anseios e ideais compartilhados por Maçons e Rosacruzes: Os Iluminados. (ou Iluministas). Hoje, eles também são conhecidos como os Illuminati – embora haja o temerário risco do termo levá-los a serem confundidos com alguns movimentos esotéricos de nosso presente século.
Seu mentor, Adam Weishaupt (1748-1830), era um Maçom de ascendência judia, que havia tido educação católica e jesuíta. Essa singular mistura daria a Weishaupt uma grande versatilidade de pensamento, bem como independência de opiniões.
De raro e reconhecido talento, Weishaupt se graduou em Direito pela Universidade de Ingolstadt, onde passaria a exercer a profissão de professor titular de Direito Canônico, além de ser decano da Faculdade de Direto.
Durante seu estudos, antes de sua graduação acadêmica, Weishaupt obteve preciosos conhecimentos a respeito dos antigos ritos ditos pagãos e das religiões antigas. Nesses seus “aprendizados paralelos”, Adam Weishaupt muito absorveu dos antigos costumes, dando especial ênfase aos Mistérios de Elêusis e aos ensinamentos de Pitágoras.

Com base nesses conhecimentos, Weishaupt iniciava um esboço de uma Sociedade modelada segundo os conceitos do paganismo e da tradição dos mistérios ocultos. Porém, apenas após ele ter sido iniciado na Maçonaria (ao que tudo indica, Adam Weishaupt teria sido iniciado em Munique, por volta de 1774. Alguns autores, entretanto, apontam para 1777. Outros negam sua possível afiliação Maçônica) é que seu plano de formar uma nova Sociedade Secreta encontrou força suficiente para prosseguir. E assim foi feito.

Originalmente fundado como a “Sociedade dos Mais Perfeitos” (Perfekbilisten), os Iluminados, em princípio, contaram com a adesão de apenas cinco participantes.

Entretanto, tão logo foi começado a difusão de seus ideais, os Iluminados começaram a receber a adesão de vários novos membros, todos entusiastas dos propósitos de Weishaupt.

Os Iluminados da Baviera – como também eram conhecidos os Iluminados – eram dirigidos por um conselho de Areopagitas liderado por Weishaupt, que, para essa função, usava o pseudônimo de “Spartacus”. A estrutura básica dos Iluminados era composta de três graus, a saber: I* – Aprendiz (ou A Sementeira); II* – Maçonaria Simbólica; e o III* – Grau dos Mistérios. Os dois primeiros graus, por sua vez se subdividiam em outros três graus intermediários, enquanto que o III* era divido em Mistérios Menores e Maiores, que, por sua vez, também se subdividiam em graus intermediários. O total de Graus perfazia 12 estágios: começando em Noviço (o primeiro estágio do I*), até o Grau XII*, sob o título de Rex, ou Rei da Ordem. (Do sistema de graduação dos Iluminados veio a estrutura básica de algumas Ordens que hoje existem. Por exemplo, não chega a ser uma novidade o fato de uma bem famosa organização Rosacruz atual ter 12 Graus de Templo. Da mesma forma, uma das mais conhecidas Ordens Templárias de nossos dias, possui o grau de Rex, para a sua liderança)

O Grau de Noviço era tomado com a idade mínima de 18 anos, quando o novo aprendiz, através de indicação de alguém de confiança da Ordem, tinha acesso aos Iluminados, passando a receber suas primeiras instruções. Para ascender aos Graus subsequentes, havia um período de Provação de, pelo menos, um ano. (Novamente, o modelo adotado pelos Iluminados, segundo a concepção de Weishaupt, seria o padrão para uma série de outras escolas)

A função principal dos Graus superiores dos Iluminados era, através de todo um processo simbólico, baseado em toda uma temática libertária, impregnar seus Iniciados com esses ideais.

Como já dito, não só devido a proposição Iniciática de Weishaupt, mas também pelo modo como os Iluminados entendiam os sistemas políticos vigentes da época, interferindo quando julgavam necessário, logo eles alcançaram uma enorme repercussão por toda a Europa. O iluminismo, aos poucos, ganhava a adesão de importantes nomes do cenário Europeu, influenciando decisões que mudaram o rumo de alguns países do velho mundo. (os Iluminados – assim é afirmado -atuaram decisivamente na revolução francesa)
A visão política dos Iluminados era algo próximo de um Estado onde reinaria o bem comum, sendo abolidos a propriedade, autoridade social e as fronteiras. Uma espécie de anarquismo superior, saudável e utópico, onde o ser humano viveria em harmonia, numa Fraternidade Universal, baseada na sabedoria espiritual, em franca Igualdade, Liberdade e Fraternidade.

Os discursos de Igualdade, liberdade e fraternidade de Weishaupt iam de encontro aos poderes estabelecidos e esbarravam, em franca oposição à Monarquia, como instituição política; a Igreja, como instituição religiosa e aos grandes proprietários, como instituição econômica. (Hoje, por todos esses ideais, Weishaupt seria facilmente taxado de “comunista”. Entretanto, na época, esse modelo político ainda não havia sido devidamente sistematizado, nem definido). Outro ponto que devemos levar em consideração, antes de simplesmente considerá-lo um comunista, é que, as bases Religiosas que moviam os Iluminados, provavelmente eram, mesmo que uma utopia, bem nobres e absolutamente contrária ao que hoje consideramos como sendo de natureza “comunista”.

Weishaupt chegou a constituir toda uma eficiente rede de espionagem, na forma de agentes espalhados pelas principais cortes da Europa. A função básica dessa rede era se infiltrar entre o clero e os regentes, conseguindo informações políticas que permitissem a elaboração de uma estratégia de ação Illuminati, no sentido de se permitir a criação do Estado Ideal.
Após muitas tentativas de se estabelecer uma nação segundo seus princípios, os Iluminados foram politicamente extintos, em decreto instituído pelo Eleitor da Baviera, ao final do século XVIII.

E depois?
Uma vez que a semente do iluminismo foi lançada, não havia mais o que fazer por parte da Igreja. Grupos de livres-pensadores, estudiosos, cientistas e filósofos começaram a se reunir em lojas maçônicas, grupos de estudos e capítulos rosacruzes em todos os lugares do mundo.
Para tentar acabar com eles, a Igreja fez o que a Igreja faz melhor: chamou todos de “filho do demônio” e tentou distorcer ao máximo tudo o que conseguia, para continuar mantendo o povo no cabresto e arrecadar seus dízimos por ai.
Outra das estratégias da Igreja foi a de “jogar todos os gatos no mesmo balaio”. Assim como todas as Religiões afro são chamadas de “macumba” pelos fiéis, todos os estudiosos de todas as fraternidades esotéricas foram chamados de “Illuminati”.
Então “Os Illuminati isso, os Illuminati aquilo, mimimi… como eles são malvados, vamos queimá-los!”

E existem Illuminatis malvados, afinal?
Claro que existem!!! Da mesma maneira que você não tem como impedir que lutadores de jiu-jitsu faixa preta saiam pela rua batendo em mendigos, você também não tem como impedir que pessoas que tenham chegado aos últimos graus de conhecimento nas Ordens Esotéricas fundem suas próprias ordens. Basta ver que a Thulegesselshaft (que mais tarde seria a base de toda a estrutura nazista), a Ordem dos Nove Ângulos, a Igreja de Satã, o Scroll and Key, a Centúria Dourada, os Acumuladores e muitas outras ordens tidas como “fraternidades negras” tiveram entre seus fundadores pessoas que um dia obtiveram graus iniciáticos semelhantes aos dos Illuminati.
Disseram que eles estariam por trás dos Protocolos dos Sábios do Sião, por trás da Nova Ordem Mundial, por trás do Governo Oculto do Mundo, entre outras coisas, mas posso falar por experiência própria: a maioria dos Illuminati não consegue nem chegar a um acordo depois de uma sessão sobre que pizzas vão pedir para jantar, quanto mais dominar o mundo!

Os Illuminati e a Linhagem Sagrada
Outra confusão que acabou aparecendo na mídia depois dos livros do Dan Brown foi justamente a de que os Illuminati tomariam conta da Linhagem Sagrada, o que não é necessariamente falso nem verdadeiro. Muitas Ordens Esotéricas incluem estudos sobre a história das religiões em seus graus mais avançados, o que acaba levando ao conhecimento dos fatos relativos à família de Yeshua, à transformação do Yeshua-messias no Jesus-Apolo por Constantino e assim por diante.
Então obviamente existem grupos Illuminati que protegem supostos descendentes da linhagem e, ao mesmo tempo, devem existir também grupos Illuminati que desejam matar estas pessoas, ou que nem acreditam que elas existam…

E a Skull and Bones?
A Skull and Bones é uma sociedade secreta estudantil dos Estados Unidos da América, fundada em 1832. Foi introduzida na Universidade de Yale por William Huntington Russell e Alphonso Taft em 1833.
Entre 1831 e 1832, Russell estudou na Alemanha, onde supostamente teria sido iniciado em uma sociedade secreta alemã, a qual teria inspirado a criação da Skull and Bones. Tal hipótese foi confirmada durante obras realizadas no salão de convenções da Skull and Bones. Naquela ocasião foi encontrado material que se refere a Skull and Bones como o capítulo de Yale de sociedade alemã rosacruciana com influências das filosofias de Weishaupt. Skulls and Bones é uma fraternidade nos moldes das incontáveis fraternidades alfa-beta-gama dos filmes americanos tipo “A Vingança dos Nerds”, com a diferença que quem vai pra Yale tem MUITA, mas MUITA grana e poder…

E uma vez que eles saem da faculdade, eles se ajudam uns aos outros, como todas as fraternidades do planeta fazem com seus membros… a diferença é que eles estão no governo dos EUA.
Então eles NÃO são parte da maçonaria, NÂO são parte dos “Illuminati”

Junte-se aos Illuminati
Qualquer estudante sério de ocultismo consegue galgar os graus necessários para se chegar ao grau de Illuminatus em seis ou sete anos, em qualquer ramificação da Rosacruz, Maçonaria ou Martinismo. 

Semana que vem continuamos com o último capítulo da saga dos Cavaleiros da Távola Redonda.

Abraços
Marcelo Del Debbio
“Ad Rosem per Crucem;
Ad Crucem per Rosem.”

#Illuminati

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/quem-tem-medo-dos-illuminati

Livro de fantasia sobre religião

Magia+do+Caos

“Bibiana é uma princesa do reino de Pérgamo. Profundamente interessada por religião, ela deseja descobrir mais a respeito da Ordem dos Mártires, composta por monges missionários que morrem por sua fé”.

É possível baixar o PDF aqui e adquirir a versão impressa aqui. Caso alguém não consiga baixar o PDF, me envie um e-mail que eu mando o arquivo por lá (julianawduarte@gmail.com)

A religião fictícia apresentada na história foi criada com clara influência do cristianismo, mas também possui elementos de outras religiões, como hinduísmo e budismo. Nessa terra é possível adquirir certos poderes mágicos conforme a devoção pessoal a certos Deuses. No entanto, mais do que uma busca de poderes, muitos praticantes buscam respostas para a questão do sentido da vida e suas missões no mundo.

Criei essa história para mostrar que uma busca religiosa ou espiritual não visa apenas a busca do prazer e a fuga da dor, mas respostas mais complexas. As sensações ansiadas muitas vezes são dolorosas, não devido ao apego à dor, mas à sua aceitação e compreensão de seu papel na existência humana.

De certa forma, o que conto é um embate daquilo que o budismo Terra Pura chama de “Poder Próprio”, Jiriki (tentarmos fazer as coisas com nossas próprias forças) e o “Outro Poder”, Tariki (confiar no poder do Outro). Creio que esse conceito exista nas mais diferentes crenças em menor ou maior grau, sob as mais variadas formas.

Também falo da relação da religião e da política, da coexistência tênue entre o anseio pela humildade e pelo poder.  E centrado em tudo isso há o ideal do sacrifício: até que ponto o morrer pelo outro é altruísmo genuíno e em que ponto pode se transformar em autossatisfação.

Mais do que respostas definitivas, espero sinceramente que essa história possa trazer boas reflexões a todos que se propuserem a entrar nesse pequeno universo que acaba de nascer. Que ele possa florescer e se multiplicar na mente e no espírito de cada leitor.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/livro-de-fantasia-sobre-religi%C3%A3o